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Carta de Intenção

Renan Siqueira Rossini


Telefone: (19) 99779-3311
Email: renan.rossini@gmail.com

O percurso que tracei pela Psicologia foi fortemente influenciado pela


Psicanálise desde seu início. Essa trilha começa ainda da minha escolha profissional,
quando fiz análise em Campinas, minha cidade natal, aos 18 anos. O primeiro contato
que tive com a psicanálise ocorreu antes que eu pudesse estudá-la e conhecê-la, já que
minha analista foi indicação familiar e eu pouco sabia as distinções entre as
abordagens psicológicas. E, embora tenha me formado em Psicologia, foquei esforços
para prestar vestibular de midialogia, campo próximo às artes cinematográficas, das
quais tanto sou afeito. No entanto, foi em Psicologia, na Unesp de Bauru, que fui
aprovado e passei cinco anos no estudo dos campos psicológicos, de forma a não me
ver mais, nos dias atuais, exercendo outra profissão.
O estudo sistemático da psicanálise começou no segundo semestre do curso,
quando tive aulas com o professor que viria a ser meu orientador de pesquisa anos
depois – e se mantém como um querido amigo e colega de publicações. Desde muito
cedo, portanto, minha predileção foi pela ciência do inconsciente, que acompanhou
pari passu minha trajetória de análise pessoal. Quanto mais eu descobria
empiricamente o inconsciente, mais me afeiçoava pelo seu estudo. Ao todo, são seis
anos de análise, com três analistas diferentes em decorrência das mudanças de cidade.
Em um primeiro momento, minha formação se endereçou para os estudos
acadêmicos: procurei a formação em Filosofia, que fiz concomitante à formação em
Psicologia, em busca de aprofundá-la; duas pesquisas de iniciação científica, sendo a
primeira delas no âmbito da antropologia e da religião, enquanto a segunda se
configurou como um estudo sistemático da metapsicologia freudiana, precisamente
sobre a temática da angústia, recortada na análise de personagens no filme
Melancolia; publicação de capítulos de livros; apresentação de trabalho em
congressos nacionais e internacionais; e formação complementar em cursos de
psicanálise. Com esse caminho, pude manter o afeto pelo campo das artes e trabalhá-
lo sob o viés psicanalítico, coadunando meu gosto pessoal com minha profissão.
Quando estava no último ano da graduação, tive experiência prática em
psicologia. Realizei três estágios ao longo de um ano: o primeiro deles, em clínica
psicanalítica com adolescentes e adultos, supervisionado pela Prof. Patrícia Porchat; o
segundo, em acompanhamento terapêutico, com o Prof. Edson De Castro; e o terceiro,
em orientação profissional, com a Prof. Marianne Feijó. Na clínica, atendi três
pacientes adultos, que acompanhei durante o ano, e fiz supervisões semanais em
grupo. Como acompanhante terapêutico, fiz visitas às residências terapêuticas da
cidade de Bauru, acompanhando seis pacientes semanalmente, junto com a
supervisão, também semanal. Por fim, a primeira das atividades de orientação
profissional foi direcionadas aos alunos de um cursinho popular da Unesp, com
encontros semanais; a segunda atividade foi em atendimento particular, também
semanal, com dois irmãos em período pré-vestibular.
Como os estudos sobre a metapsicologia despertam minha atenção, propus um
projeto de mestrado, que realizo, atualmente, no Instituto de Psicologia da Usp, sob
orientação da Prof. Ana Loffredo. Para a realização da minha pesquisa, faço uma
retomada da temática da percepção em Freud e suas dinâmicas subjetivantes.
Mantendo-me atento aos estudos e na transmissão de conhecimento, fui contratado
para lecionar aulas sobre Freud em um cruso livre de formação psicanalítica na cidade
de São Bernardo do Campo, ao qual iniciarei minhas atividades como docente no mês
de agosto.
Com o ingresso no mestrado, estou em São Paulo há pouco mais de um ano e
precisei desse tempo para me estabelecer. Agora, tanto em análise, quanto no meu
percurso acadêmico, a possibilidade de atendimento na clínica aparece de diferentes
formas: de maneiras conscientes, quando busco casos clínicos para ilustrar a teoria,
quanto inconscientes, através de sonhos em relações transferenciais em análise. Nesse
sentido, identifiquei um desejo de - e com a posição de – analista que cresce e toma
espaço em minha vida. Não à toa, faço parte de um grupo de estudos quinzenal sobre
o conceito de sujeito na obra lacaniana e estou fazendo aperfeiçoamento no Sedes
Sapientiae, no curso Conflito e Sintoma, que envereda para um estudo da psicanálise
que não seja extensivamente acadêmico, mas focado no fazer clínico.
Nesse cenário, em meio a essa busca por um espaço para iniciar meu trabalho
clínico em São Paulo, fui agraciado pela indicação do Prof. Edson De Castro para
entrar em contato com a Bela. A possibilidade de fazer parte da equipe do Centro
Terapêutico Integrado Rafael vem de encontro com esse anseio de sedimentar um
itinerário clínico e expandir meus conhecimentos práticos em psicanálise.
Evidentemente, a psicanálise nasce como uma terapêutica e se consolida como uma
forma de escuta específica frente ao sofrimento, e essa parcela é crucial para construir
um esteio sólido para a teoria que tanto me encanta. Por fim, é nesse ínterim de
complementar minha formação como psicanalista que urge o prelúdio do trabalho
clínico e, como resposta, eu busco sustentá-lo da forma mais coesa possível.