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MANUAL DIGIPLAQ

USANDO O SCANNER COMO MÁQUINA DE MEDIR

Quando uma indústria mecânica bem equipada quer medidas exatas de uma peça
qualquer, tem muitas opções. Uma peça pequena pode ser medida facilmente e com
alta precisão, usando-se um projetor de perfis, que mostra a silhueta da peça ampliada
em escala, num visor graduado. Uma mesa de medição computadorizada pode
"apalpar" com sensores eletrônicos todas as arestas e superfícies de uma peça
complexa, dando as dimensões exatas em instantes. Mas estes equipamentos estão
muito além do alcance do hobbysta ou estudante, que, quando muito, possui um
paquímetro ou micrômetro.

Projetor de perfis Tela do projetor de perfis

Mesa de medição

Mas existe um equipamento cada vez mais


popular nos lares, e que pode funcionar
como uma excelente máquina de medir: o
scanner.

As imagens obtidas pelo scanner possuem


pouquíssima distorção posicional em relação
à peça original, apresentando medidas
precisas até o limite de tolerância desejado
para circuitos impressos (de 0,1 a 0,5mm).
Uma imagem digitalizada em escala 1:1 pode
ser medida na tela, usando as ferramentas de
medida ou as réguas graduadas de um
Software como o Adobe Photoshop, dando
dimensões exatas.

Veja nas figuras a seguir como foi obtida a medida de um transistor MOSFET 2SK2850,
fabricado em um robusto encapsulamento TO-3K. Suponhamos que o Data Sheet do
componente não está disponível para "download" em lugar nenhum, precisamos usá-
lo urgentemente, e a única forma de conseguir as medidas é medindo diretamente no
componente.

B - Imagem aberta no Photoshop, C - Medidas


A - Imagem do
com as réguas e linhas-guia principais do
componente
posicionadas componente

Em A, está a imagem escaneada do componente, em frente e verso. Em B, a imagem


aparece aberta no Photoshop. Criamos linhas-guia horizontais e verticais sobre os
elementos principais sob medição (as linhas-guia são criadas clicando-se numa régua
e arrastando para dentro do desenho). A posição exata de uma linha-guia, quando a
selecionamos, aparece na janela "Info" do Photoshop. Subtraindo a posição da
primeira e última linhas-guia verticais, por exemplo, obtemos a medida X1 do desenho
C. Se subtrairmos a segunda e a antepenúltima, obtemos a medida de X2, que é a
distância do centro do furo de montagem à base do componente. As medidas D1, Y1 e
Y2 se obtêm da mesma maneira.

Antes de começarmos a medição, devemos usar a ferramenta Transform/Rotate para


girar a imagem até que o eixo longitudinal do componente esteja exatamente paralelo
à régua horizontal. Fazemos isto com o "zoom" num valor bem alto, para o
componente "encher" a tela, e usamos uma as réguas laterais, ou uma linha-guia, para
alinhar.

O processo utilizado é o mais fácil e simples, e funciona


de forma semelhante, praticamente em qualquer outro
editor de imagens, além do Photoshop. Mas, se você
for usuário avançado do Photoshop 6 ou maior,
provavelmente irá preferir a ferramenta de medir, ou
então deslocar a referência de zero para dentro do
documento, realizando a medição mais rapidamente.

Na figura estão indicados, em A e C, os ícones da


ferramenta de medir, e em B, a referência de zero.

Podemos ainda desenhar o "footprint" (a "pegada" que o componente deixa sobre o


circuito impresso) sobre a imagem digitalizada, e depois eliminar a imagem, ficando
com o "footprint" exato. Veja um exemplo, feito no CorelDraw: (o mesmo método pode
ser usado no Visio ou outros editores de desenho vetorial)

Em A, temos a imagem do componente capturada pelo scanner (em frente e verso)


aberta no Corel Draw.. Em B, as principais linhas de dimensão foram traçadas sobre o
componente (em amarelo), começando a formar o "footprint". O comprimento dos
terminais define a distância mínima para dobra, a partir do corpo do componente. Em
C a imagem escaneada foi apagada, deixando somente o "footprint" (agora em
vermelho), e foram incluídos alguns detalhes meramente decorativos, para tornar o
desenho do componente reconhecível, além das ilhas (em preto) demarcando posição
e diâmetro para os furos. Os elementos de C são agrupados, e o grupo é incluído na
biblioteca de componentes. Os elementos em vermelho formarão a máscara de
componentes (que pode opcionalmente ser impressa por "silk-screen" na placa) e os
elementos em preto formarão a máscara com as trilhas. Naturalmente, a máscara de
componentes e a mácara das trilhas devem pertencer a duas camadas separadas,
para permitir a impressão independente.

Para que o processo dê bons resultados, é imperativo que a escala da imagem


escaneada seja realmente de 1 para 1. Podemos conferir isso, escaneando um um
paquímetro, um escalímetro, ou uma régua de desenhista ou de ferragista, vistas nas
fotos abaixo. (Réguas escolares não servem, porque têm uma escala imprecisa
demais.) Depois, pode ser preciso girar ligeiramente a imagem, com a ferramenta
Rotate ou Free Transform, para deixar o objeto de medição perfeitamente horizontal.
Então, medimos um trecho (o mais longo possível, para diminuir o erro residual) da
imagem escaneada, e conferimos se a medida feita no computador corresponde à
mesma medida em milímetros da régua ou paquímetro.

Na figura acima, alguns exemplos de réguas precisas. Da esquerda para a


direita: escalímetro triangular (visto por uma das faces), régua de desenhista
Trident Molegata, régua de ferragista em PVC branco, e duas escalas em aço.

Na figura ao lado, temos a imagem


escaneada de um paquímetro, aberta
no Photoshop. Criamos duas linhas-
guia verticais, uma exatamente sobre o
zero e outra exatamente sobre o 150
(no final da escala). No nosso caso, a
distância entre as linhas, medida pelo
Photoshop, foi de 150,25mm, ou seja,
um erro perfeitamente aceitável, de
apenas 1/4mm (0,17% ).

Devemos tirar duas imagens de


conferência, uma com o paquímetro na vertical e outra na horizontal, para checar a
precisão nos dois eixos do scanner.

Para não arranhar o vidro do scanner, podemos cobri-lo com um plástico


transparente e liso, sempre que o componente em medição possuir
protuberâncias ou terminais pontudos.

Lembre de "girar" a imagem do objeto, usando a ferramenta Free


Transform, sempre que for preciso, para deixá-lo "no esquadro" (arestas
perfeitamente paralelas às réguas).
Se as réguas não aparecerem na área de trabalho do Photoshop ou
CorelDraw, clique em no menu View/Show/Exibir, depois Rulers/Réguas. Se
a medida da régua aparecer em pixels ou polegadas, altere-a para
milímetros nas configurações do programa usado. No Photoshop ou no
CorelDraw, dê duplo-clique em uma régua para abrir a janela de
configurações.

A distorção da imagem só é baixa quando o objeto escaneado está


próximo do vidro do scanner. Portanto, objetos em relevo ou profundidade
produzirão erros de medida consideráveis.

O método descrito funciona muito bem nos scanners tradicionais, a


sensor CCD e com iluminação por lâmpada de catodo frio (fluorescente).
Nos scanners ultracompactos, com iluminação por LEDs, a imagem de
objetos que estejam situados poucos milímetros acima da superfície do
vidro resulta muito desfocada e com as cores distorcidas, prejudicando os
resultados no escaneamento de objetos tridimensionais. Os scanners das
impressoras multifuncionais, geralmente são deste último tipo.