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CURSO DE ERVAS MEDICINAIS E RITUALISTICAS

HISTÓRIA DAS ERVAS

As ervas têm sido usadas para curar o corpo desde os tempos pré-históricos, e o estudo das
ervas medicinais data de mais de cinco mil anos, na época dos antigos sumerianos.
Os remédios de ervas são um sustentáculo na medicina tradicional chinesa, e o livro de ervas
mais antigo de que se tem conhecimento é o chinês Pen-ts'ao, escrito pelo imperador Shen-nung (3737
- 2697 a.C.). Estão registrados nesse livro mais de 300 preparados com ervas medicinais.
Os antigos egípcios também usaram remédios de ervas, e, de acordo com um registro antigo
chamado Papiro Ebers, houve perto de 2.000 doutores em ervas praticando sua arte no Egito por volta
do ano 2.000 a.C.

Foram encontrados livros sobre ervas dos antigos gregos, que estudaram suas qualidades
medicinais e registraram muitas observações. Segundo o filósofo grego, botânico e autor Teofrasto,
mais de 300 ervas medicinais cresciam no jardim de Aristóteles.
No primeiro século da era cristã, o primeiro tratado europeu sobre as propriedades e uso
medicinal das ervas foi compilado por Dioscórides, médico grego.
A cura pelas ervas foi rito importante em várias religiões pré-cristãs. Referências que se
repetem aparecem até nos Antigo e Novo Testamentos da Bíblia, independente do fato de a igreja cristã
primitiva ter preferido a cura pela fé à prática formal da medicina, a qual tentou proibir.
As tribos indígenas da América do Norte utilizavam ervas tanto para curar como para a prática
da magia e descobriram utilidade para quase todas as plantas nativas. Seu conhecimento inestimável da
e inúmeros medicamentos botânicos foi passado para os colonizadores brancos europeus nos Estados
Unidos e no Canadá.

No ano de 1526, o anônimo Grete Herball foi o primeiro livro sobre ervas publicado em língua
inglesa. Em 1597, surgiu um dos mais famosos livros dessa era. Foi chamado de Gerard's Herball e era
um trabalho de John Gerard, cirurgião e farmacêutico inglês do rei James I. Em 1640, surgiu o livro
Theatrum Botanicum, de John Parkinson, seguido de outro, sobre as influências astrológicas nas ervas,
de Nicholas Culpepper.
À medida que a química e outras ciências médicas rapidamente se desenvolveram, nos séculos
18 e 19, a medicina das ervas perdeu popularidade nos Estados Unidos e na Europa, cedendo lugar às
drogas químicas ativas e à prática da quimioterapia.

Atualmente, nos Estados Unidos, testemunha-se o ressurgimento do interesse popular pelas


ervas e pelos produtos derivados, e algumas pessoas (incluindo wiccanianos, os seguidores da Nova
Era e os que se voltam para a natureza) estão começando a se afastar dos medicamentos artificialmente
preparados da sociedade moderna para buscar os métodos mais naturais e antigos da cura.
As ervas são naturais. Muitas podem ajudar a prevenir e a curar doenças. E, para muitas
doenças, a cura da Mãe Natureza pode ser muito melhor do que as pílulas sintéticas de sabor
desagradável produzidas pelo homem e que proporcionam alívio temporário dos sintomas, mas não
erradicam a causa da doença.
Nota: muitas doenças atuais precisam dos métodos atuais de tratamento. No caso de condições
emocionais ou físicas crônicas ou sérias, recomenda-se algum tratamento médico profissional a ser
imediatamente procurado.

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Muitos Wiccanianos apreciam plantar seus próprios jardins de ervas; entretanto, a maioria das
ervas medicinais (e mágicas) pode ser obtida também em lojas de produtos naturais, florais,
supermercados e até nas florestas ao longo das estradas, se você conhecer o que está procurando.
Cuidado: muitas ervas são venenosas e podem causar doenças brandas ou graves e, em alguns
casos, até a morte. Você nunca deverá tentar colher ervas selvagens para uso medicinal, a menos que
seja especialista ou esteja acompanhado de um herbalista experimentado e treinado.

Alecrim (Rosmarinus officinalis)


Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Usado em encantamentos de proteção, para ajudar nos estudos. Lavar as mãos com uma infusão de
alecrim substitui um banho de purificação. Beba um chá de alecrim antes de fazer um exame ou uma
entrevista para ter a mente alerta. O chá de alecrim é ótimo para trazer o ânimo de volta.
Está ligado a fidelidade, amor, lembranças felizes. O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre,é um
símbolo de amizade.

Açafrão (Crocus sativus)


Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Usado em rituais de prosperidade e cura.

Alho (Allium sativum)


Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Erva extremamente protetora. Pode ser pendurado em casa para proteger. Também utilizado para fazer
exorcismos. Os antigos gregos colocavam o bulbo do alho em um monte de pedras em um cruzamento
como uma oferenda à Hécate.

Amendôas (Prunus amygdalus[doce] Amygdalus communis[amarga])


Antigamente as amêndoas era conhecidas por prevenir a intoxicação, no tempo medieval as amêndoas
eram adiconadas as refeições por esse mesmo propósito. Além disso a amêndoa é consumida para dar
inteligência.

Angélica (Angelica archanegelica)


Planeta: Sol
Elmento: Fogo
A raiz dessa erva guardada em um saquinho de tecido azul, funciona como um poderoso talismã
protetor.
A raiz também pode ser colocada em um saquinho de tecido branco ou azul, e pendurado na janela para
proteger a casa e as pessoas que moram nela de todo o mal.

Anis (Pimpinela anisum)


Planeta: Júpiter
Elemento: Ar
Usado para proteção. Um travesseiro feito com anis proporciona um sono tranqüilo e sem pesadelos.
É considerado um ótimo protetor contra olho gordo.

Avelã (Corylus spp.)


Planeta: Sol

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Elemento: Ar
A madeira é apropriada para fazer qualquer tipo de bastão. Um ótimo encantamento para lhe trazer
sorte consiste em fazer uma cruz solar amarrando 2 galhos juntos com um cordão vermelho ou
dourado.

Bálsamo de Gilead (Populus candicans)


Planeta: Saturno
O botão pode ser usado para curar um coração partido. Também é usado em feitiços de amor e
proteção.

Basílico (Ocimum basilicum)


Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Usado em rituais de riqueza e prosperidade. Pode ser carregada no bolso para atrair dinheiro.
Há tempos atrás acreditava-se que a mulher acabaria com a infidelidade do marido salpicando basil no
corpo dele.

Baunilha (Vanilla aromatica ou Vanilla planifolia)


Planeta: Júpiter
Elemento: Fogo
Usado me encantamentos de amor, e o óleo de baunilha tem função afrodisíaca

Benjoim (Styrax benzoin)


Planeta: Sol
Elemento: Ar
Usado como incenso para purificação.

Camomila (Anthemis noblis)


Planeta: Sol
Elemento: Água
Usado em encantamentos e em rituais de prosperidades. Estimula o sono. O chá acalma e tranqüiliza,
pode ser muito útil quando você precisar fazer um ritual e estiver sentindo raiva ou agonia. Lavar o
rosto e as mãos com camomila atrai amor.

Canela (Cinnamonum zeylanicum)


Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Usado como incenso para cura, clarividência, vibrações espirituais. Conhecida como um poderoso
afrodisíaco. Usado em feitiços de prosperidade. Muito usada também em feitiços de amor.

Carvalho (Quercus alba)


Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Árvore sagrada em muitas culturas. Queimar folhas de carvalho purifica. A madeira é usada para fazer
bastões de todos os tipos. O fruto de carvalho pode ser usado para fazer encantamentos de fertilidade,
preservar a juventude, evitar doenças. O homem pode usar o fruto de carvalho para aumentar seu poder
sexual.

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Cebola (Allium cepa)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Usado para proteger e curar.

Cipestre (Cupressus spp.)


Planeta: Saturno
Elemento: Terra
A fumaça do cipestre pode ser usada para consagrar instrumentos mágicos.

Coentro (Coriandrum sativum)


Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor.

Cominho (Carum carvi)


Planeta: Mercúrio
Elemento: Ar
Usado em encantamentos de amor para atrair a pessoa amada.

Cravo (Dianthus caryophyllus)


Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Na época da inquisição as bruxas carregavam o cravo consigo para prevenir-se da captura ou
enforcamento. Gera energia no ritual quando usado como incenso.

Dill (Anethum graveolens)


Planeta: Mercúrio
Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor. Pendurado em quarto de crianças para protegê-las. Em tempos antigos o
dill era usado para se proteger contra bruxarias.

Espinheiro (Crataegus oxyacantha)


Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Usado em "saquinhos" de proteção. Na antiga Grécia e Roma, era associado a felicidade no casamento.
Pode ser queimado como incenso quando você precisar de energia e dinamismo em sua vida, e quando
precisar refletir sobre sua vida.

Eucalipto (Eucalyptus globulus)


Planeta: Lua
Elemento: Ar
Usado em rituais de cura, e em feitiços de todos os tipos. Pode ser utilixado para cura colocando as
folhas em volta de uma vela azul e em seguinda queimá-la. Também pode ser pendurada em volta do
pescoço para curar resfriados e dores de garganta.

Freixo (Fraxinus excelsior)


Planeta: Sol
Elemento: Água

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Usado para fazer vassouras, e bastões de cura. As folhas deixadas embaixo do travesseiro induz a
sonhos psíquicos. A folha pode ser trazida no bolso pra atrair boa fortuna.

Gardênia (Gardenia spp.)


Planeta: Lua
Elemento: Água
Use as flores para atrais amor.

Girassol (Helianthus annus)


Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Traz bênçãos do Sol em qualquer jardim no qual ele cresce.

Hera (Hedera spp.)


Planeta: Saturno
Elemento: Água
Guarda e protege a casa, de quem possui essa planta.

Hortelã (Mentha piperata)


Planeta: Vênus
Elemento: Ar
Usado em encantamentos de cura, tomar banho com hortelã também é ótimo para curar, e também pode
ser usado como incenso.

Iris (Iris florentina ou Iris germanica)


Planeta: Vênus
Elemento: Água
Usado em feitiços de amor, banhos e incensos.

Jasmin (Jasminum officinale ou Jasminum odoratissimum)


Planeta: Júpiter
Elemento: Terra.
Usado em feitiços de amor.

Junípero (Juniperus communis)


Planeta: Sol
Elemento: Fogo
O ramo de junípero é usado para evitar acidentes. O grão seco tem a propriedade de atrair amor. Essa
planta protege a casa contra roubo.

Laranja (Citrus sinesis)


Planeta: Sol
Elemento: Água
A casca seca de laranja é usada em feitiços de amor e fertilidade, e como incenso solar. É um símbolo
tradicionalmente chinês de sorte e prosperidade.

Lavanda (Lavendula vera ou Lavendula officinale)


Planeta: Mercúrio
Elemento: Ar

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Usado em banhos ou como incenso para purificação. Jogar lavanda no fogo no Solstício de Verão é um
tributo aos Deuses e também nos dá visão e inspiração. Usado também em banhos para curar, e para
atrair homem. O perfume da Lavanda induz ao sono. Excelente para dar claridade e coerência em
trabalhos mágicos e concentrar a visualização.

Louro (Lauris noblis)


Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Na Antiga Grécia as folhas de louro eram usadas para fazer coroas para os vitoriosos no atletismo ou
nos concursos de poesia. As folhas podem ser queimadas ou mastigadas para induzir visões. Usado
como amuleto para evitar as negatividades. As folhas deixadas embaixo do travesseiro induz a sonhos
proféticos. Pode ser usado em rituais de proteção e purificação. Manter um pé de louro em casa protege
todos os que moram nela de doenças.

Mandrágora (Mandragora officinarum)


Planeta: Mercúrio
Elemento: Terra
Uma erva muito poderosa para proteger o Lar. A raiz pode ser usada para curar a impotência
masculina.
Pra carregar a mandrágora com seu poder pessoal, deixe-a em sua cama durante 3 dias durante a lua
cheia. Usada para dar coragem.

Manjerona (Origanum majorana)


Planeta: Mercúrio
Elemento: Ar.
Usado em feitiços de amor. Coloque um pedaço dessa erva em todos os cômodos da casa para ter
proteção.

Margarida (Bellis perennis)


As margaridas estão associadas as celebrações da primavera e do verão: decorar a casa na noite do
verão, traz felicidade para o lar e atrai as fadas.

Maçã (Pyrus malus)


Planeta: Vênus
Elemento: Água
Muito usada em feitiços de amor há milhares de anos. O suco da maçã pode substituir o vinho, quando
for realizar um feitiço ou algum ritual. A madeira da macieira pode ser usada para fazer bastões, e
utilizá-lo para realizar feitiços de amor.

Meimendro (Hyoscyamus niger)


Planeta: Saturno
Elemento: Água
Venenoso! Usado para atrair o amor de uma mulher. Também usado em adivinhação salpicando
meimendro na água (srying).

Mirra (Commiphoria myrrha)


Planeta: Sol
Elemento: Água

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Usado como incenso protetor e purificador. Também pode ser usado para consagrar instrumentos
mágicos.

Murta (Myrica cerifera)


Planeta: Vênus
Elemento: Água
Sagrado para Vênus, é usado em feitiços de amor e de todos os tipos. Ter murta em casa atrai sorte.
Use as folhas de murta pra atrair amor, e a madeira para preservar a juventude. Use a madeira para
fazer encantamentos.

Noz (Juglans regia)


Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Use a noz em encantamentos para promover a fertilidade e fortalecer o coração.

Noz-moscada (Myristica fragrans)


Planeta: Júpiter
Elemento: Ar
Usado para reforçar a clarividência e prevenir reumatismo. Sonhar com noz-moscada significa
mudanças na vida do sonhador.

Olíbano(Boswellia carterii)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Seu perfume é muito poderoso para ajudar em meditações. Use como incenso para proteger.

Oliva (Olea europaea)


Sagrado para Atenas. É um símbolo de paz e prosperidade.

Patchouli (Pogostemon cablin ou Pogostemon patchouli)


Planeta: Sol
Elemento: Terra
Erva afrodisíaca, também atrai amor.

Pimenta (Capsicum spp.)


Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Usado em feitiços de proteção

Rosa (Rosa spp.)


Planeta: Vênus
Elemento: Água
Beba um chá de rosas parar ter sonhos divinatórios, ou para melhorar a beleza. Usados como incenso
ou em encantamentos, para dormir, atrair amor e curar. Sonhar com rosas significa, sucesso no amor,
fortuna

Sabugueiro(Sambucus canadensis)
Planeta: Vênus

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Elemento: Ar
Os galhos podem ser usados para fazer varinhas mágicas.

Salgueiro (Salis alba)


Planeta: Lua
Elemento: Terra
Os bastões feitos com a madeira do salgueiro têm a propriedade de cura. O salgueiro traz bênçãos da
Lua para aqueles que o tem em sua propriedade. O salgueiro pode ser usado para fazer a vassoura
mágica. Tanto as folhas quanto a madeira

Salsa (Carum petroselinum)


Planeta: Mercúrio
Elemento: Ar
Na antiga Grécia e Roma era um símbolo de morte, e era usada nas coroas de flores em túmulos. Era
sagrado para Perséfone e usado em ritos funerários.

Sálvia (Salvia officinalis)


Planeta: Júpiter
Elemento: Terra
Usado em encantamentos de cura e prosperidade. Promove a longevidade e saúde.
Samambaia
Planeta: Saturno
Elemento: Terra
É uma planta extremamente poderosa para a proteção da casa.

Sândalo (Santalum album)


Planeta: Lua
Elemento: Ar
Usado como incenso para purificar, curar e proteger.

Sangue de Dragão (Daemonorops draco ou Dracaena draco)


Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor e proteção. Um pedaço colocado debaixo da cama ajuda a curar a
impotência.
Carregue um pedaço com você para sempre ter sorte. Pode ser dissolvido e usado no banho para uma
poderosa purificação. O sangue de dragão também é usado para fazer tinta mágica.

Tília (Tilia europaea)


Planeta: Júpiter
Associado ao amor conjugal e a longevidade.
Tomilho (Thymus vulgaris)
Planeta: Vênus
Elemento: Ar
Usado como incenso purificador, banhos mágicos de limpeza. Pode ser inalado para refrescar e renovar
energia. Use para se defender contra negatividade. Traz inspiração e coragem.

Trevo (Trifolium spp.)


Planeta: Mercúrio

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Associada a Deusa Tríplice. Usado em rituais de beleza e juventude. O trevo de quatro folhas, pode ser
usado para ver fadas, curar doenças, e em feitiços de boa sorte. Sonhar com trevo significa fortuna
principalmente para pessoas jovens.

Urtiga (Urtica dioica)


Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Encha um pote com urtiga para mandar má vibrações e maldições de volta para quem te mandou.
Usado em feitiços de proteção. Usado para dar coragem. Foi considerado como antídoto contra vários
venenos.

Valeriana (Valeriana officinalis)


Planeta: Mercúrio
Elemento: Água
Esta erva é usada em feitiços de amor, e em banhos de purificação. Também pode ser usada como
calmante

Violeta (Viola tricolour)


Planeta: Vênus
Elemento: Ar
Misture com lavanda para um poderoso encantamento de amor. A compressa feita com violeta ajuda a
curar a dor de cabeça . Sonhar com violetas significa mudanças para melhor. Violetas absorvem
feitiços do mal. A fragrância acalma e limpa a mente.

Visco (Viscum album)


Planeta: Sol
Elemento: Ar
Usado com um amuleto protetor. O visco era muito estimado pelos druidas, que o usavam para se
proteger do mal.

PLANTAS POPULARES

A relação dos homens com as plantas vai além da necessidade de sobrevivência ou do simples
gosto pela beleza. Na verdade, há uma troca constante de energias entre os homens e as plantas, no
próprio processo de respiração, onde trocamos gás carbônico com oxigênio. Ao longo do tempo, as
plantas foram sendo pesquisadas por xamãs, pajés, magos, bruxos, feiticeiros, curadores,benzedeiras,
aprendizes, curiosos e cientistas de toda sorte,buscando encontrar em cada uma delas a utilidade
mágica ou natural que permitia curar e aplacar os males. Esse conhecimento popularizou-se e foi se
ampliando ao longo do tempo, resultando
num vasto repertório de receitas, capazes de combater toda sorte de enfermidades.
É o que pretendemos explorar.

GLOSSÁRIO

No decorrer do manuseio de receitas de preparo de chás naturais em geral, diversos termos são citados
e é importante que o leitor se familiarize com eles, recorrendo a este glossário sempre que necessitar.

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Ácidos graxos: classe de substância que inclui as gorduras.
Aclimatado: vegetal originário de outro país, adaptado a um novo clima, sem prejuízo em seu
desenvolvimento.
Adstringente: que diminui ou impede a secreção ou absorção; queproduz estreitamento, redução,
constrição. Substância que combate moléstias inflamatórias da boca, garganta, intestinos e órgãos
genitais.
Afrodisíaco: excitante dos apetites sexuais; estimulante sexual.
Alcalóide: substância encontrada nos vegetais, de propriedades básicas e de interesse medicinal.
Amenorréia: ausência de menstruação.

Analgésico: que acalma ou impede a dor.


Anemia: deficiência de hemácias e hemoglobinas no sangue.
Anestésico: que abranda ou tolhe a sensibilidade
Antelmínticos: que combatem os áscaris lumbricóides, as populares lombrigas.
Antibacteriano: agente que combate as bactérias.
Antídoto: que neutraliza a ação de venenos.
Antiemético: que previne os vômitos.

Antiescrufuloso -. que combate os tumores dos gânglios provenientes da tuberculose.


Antiespasmódico: contra os espasmos; que evita ou alivia os espasmos
Anti-helmíntico: vermífugo
Antiinflamatório: substância contra as inflamações.
Antimicrobiano: exterminador de bactérias ou micróbios.
Antineurótico: calmante e reconstituinte do sistema nervoso.
Antipirético: cura ou previne febre.
Anti-séptico: age contra as infecções e como desinfetante.
Aperiente: estimulante do apetite.

Aperitivo: que estimula o apetite


Arteriosclerose: endurecimento das artérias sangüíneas.
Asséptico: esterilizado para impedir infecções.
Ateromatose: depósito de material gorduroso nas artérias.
Béquico: medicamento para combater as tosses.
Bronquite: inflamação dos brônquios.
Cardialgia: dor aguda no coração.
Cardiotônico: tônico para o coração.

Carminativo: que provoca a expulsão dos gases; que combate osgases do estômago e dos intestinos.
Catártico: purgante pouco violento, laxativo.
Cáustico: substância corrosiva, que queima.
Cefaléia: dor de cabeça.
Clorose: anemia peculiar à mulher, assim chamada pelo tom amarelo esverdeado que imprime à pele
Codiforme: que tem o formato de coração.
Colagogo: que favorece e provoca a expulsão da bílis; estimulante da bílis.
Colapso: súbita debilidade e desmoronamento das forças.
Colutório: líquido medicamentoso para as mucosas bucais.
Dartro: herpes.
Debilidade: fraqueza.

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Depressão: abatimento moral ou físico, letargia.
Depurativo: que libera o organismo e o sangue de substâncias tóxicas

Desobstruente: combate obstruções do fígado e intestinos.


Detersivo: que serve para limpar feridas e chagas; purificador.
Diaforético: que provoca e favorece a sudorese; que provoca o suor.
Difteria: doença infecto-contagiosa aguda, bacteriana.
Dismenorréia: menstruação difícil e irregular
Dispepsia: má digestão; dificuldade de digerir.
Dispnéia: dificuldade em respirar.
Diurese: secreção de urina, natural ou provocada.

Diurético: que provoca a secreção abundante de urina.


Eczema: doença da pele, com avermelhamento e prurido
Edulcorante: corretivo de sabor que edulcora ou adoça; adoçante.
Emenagogo: que provoca a menstruação.
Emético: que provoca vômitos e alívio nas anomalias estomacais provocadas por intoxicações.
Emoliente: que atua nos casos de inflamações, úlceras e contusões.
Energético: que estimula as energias.
Enterite: inflamação do intestino.

Enurese: incontinência urinária.


Escorbuto: doença provocada pela carência de vitamina C.
Esgotamento: exaustão.
Espasmo: contração muscular súbita e involuntária.
Estaca: parte retirada de uma planta para formar vegetativamenteuma nova planta.
Estimulante: excitante da função dos órgãos que ativa a circulaçãosangüínea, normatizam e vitalizam
os órgãos.
Estomacal: que alivia anormalidades e mal-estar do estômago.
Estomáquico: que é benéfico ao estômago.
Eupéptica: que facilita a digestão.

Expectorante: que provoca e facilita a expulsão do catarro


Febrífugo: que combate a elevação da temperatura corporal;antifebril, antipirético, que cura ou previne
a febre.
Flatulência: acúmulo de gases no intestino.
Flavonóide: substância encontrada nos vegetais, relacionadas comas flores e frutos.
Gastroenterite: inflamação do estômago e intestinos.
Glicosídeos: substâncias naturais que, por decomposição, fornecemmoléculas de açúcares.
Hemicrania: dor de cabeça limitada a uma só região, utilizada parador de cabeça em geral.
Hemoptise: sangue expelido pela boca, proveniente dos pulmões edos brônquios.
Hemorragia: perda excessiva de sangue.
Hemorróidas: varizes nas veias do reto e do ânus.

Hemostático: que evita a hemorragia; auxilia na coagulação sangüínea.


Hidropisia: acúmulo anormal de líquido seroso em tecidos ou em cavidades do corpo.
Hipertensão: elevação da pressão.
Hipertensor: medicamento para elevar a pressão arterial.
Hipnótica: que facilita e provoca o sono.

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Icterícia: afecção caracterizada por amarelidão anormal dos tegumentos, provocada pelo derrame da
bílis nos tecidos do corpo e no sangue.
Impigem: designação imprecisa comum a várias dermatoses.
Inapetência: perda ou falta de apetite.
Incontinência: emissão involuntária de substâncias cuja excreção está sujeita à vontade, como a urina.
Inflorescência: conjunto de flores de uma planta.
Insônia: dificuldade para dormir.
Lanceolado: com a forma de lança.
Laxativo: purgante brando; que auxilia nas evacuações.
Leucorréia: secreção vaginal ou uterina, conhecida também como flores brancas.
Litíase biliar: cálculos nas vias biliares.
Menorragia: perda uterina de sangue, que ocorre a intervalos regulares, como na menstruação.
Meteorismo: gases estomacais e intestinais que provocam inchaços e dores.
Metrorragia: hemorragia uterina.

Mucilagem: substância gomosa encontrada nos vegetais.


Nevralgia: neuralgia, dor paroxística, que se estende ao longo do trajeto de um ou mais nervos.
Paludismo: o mesmo que malária.
Panarício: inflamação das partes moles que circundam a falange,normalmente purulenta.
Parasiticida: que destrói parasitas.
Peitoral: que cura as doenças do aparelho respiratório.
Resina: substância viscosa dos vegetais.
Resolutivo: que resolve um mal.
Reumatismo: dores nos músculos, articulações e tendões.
Revulsivo: que provoca um aumento do afluxo sangüíneo em uma determinada parte do corpo, com
objetivo curativo

Rizoma: tipo de caule semelhante ao do bambu e do gengibre.


Sialagogo: medicamento que provoca ou excita a salivação.
Sudorífero: que provoca suor.
Sudorífico: que faz suar.
Tanino: de substância vegetal, de propriedades adstringentes, usada inclusive no curtume de peles de
animais.
Tegumentos: que cobre o corpo; pele; invólucro de uma semente.
Tônico: medicamento que excita a atividade orgânica; que dá ou repõe energias; revigorante
Trombose: coagulação do sangue no aparelho circulatório.
Tubérculo: tipo de caule ou raiz, que acumula substâncias nutritivas de reserva para a planta.
Tumefação: inchação; intumescência.
Vermífugo: que afugenta ou destrói os vermes; vermicida.
Vulnerário: que cura feridas e chagas.

CUIDADOS NA COLHEITA DAS PLANTAS

Conhecendo a planta e suas utilidades, qualquer um pode ter,em seu jardim ou horta, uma pequena
farmácia natural, acessível a qualquer momento e em qualquer necessidade. Um pouco de cuidado e os
tratos adequados fornecerão medicamentos da mais alta qualidade, sem os inconvenientes de efeitos
colaterais indesejáveis.

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Para que isso seja possível, no entanto, algumas regras devem ser seguidas. Além dos tratos culturais
recomendados para cada tipo de planta, a colheita requer alguns cuidados especiais, mas nada que não
possa ser feito por qualquer pessoa interessada nos benefícios dessa fonte alternativa de saúde e bem-
estar. Colha a planta antes do sol esquentar, mas observando que estejam secas do sereno ou de uma
chuva eventual.

Não cultive nem aproveite plantas próximas de locais poluídos,junto a detritos, em beira de
estradas ou contaminadas por ágrotóxicos. Se mora em prédio, no centro da cidade e cultiva suas
plantas em vasos, cuide para que não sejam poluídas pela fumaça de escapamentos ou pela gordura de
sua cozinha. Examine bem as plantas e veja se têm boa aparência, livres de fungos ou doenças.
Saiba que a planta toda -- raiz, madeira, casca, caule, folhas e flores -- pode ser aproveitada.
Se busca o princípio ativo das raízes da planta, colha-a no outono, enquanto que o período do início da
floração é o melhor para colheita e armazenamento do restante da planta.
Seque as raízes ao sol e o resto da planta à sombra, em local ventilado.
Guarde suas plantas separadas em sacos de papel ou vidros devidamente rotuladas, evitando o uso de
embalagens plásticas de qualquer espécie.
Colha e use apenas plantas que conhece, evitando confundi-las, principalmente porque muitas são
semelhantes e podem ser tóxica sou produzir efeitos prejudiciais.
Procure colher e secar o necessário para usar em três meses.
Muito embora uma planta em boas condições possa ser conservada por até seis meses, o temo reduz
seus princípios ativos.

O PREPARO DA PLANTA

O correto preparo da planta visa extrair dela todo o potencial de seu princípio ativo, evitando
que qualidades sejam desperdiçada sou que o resultado final seja inócuo. Para isso, os cuidados
essenciais começam pelo emprego de vasilhas adequadas, de referência com tampas. As mais
recomendáveis para isso são as de aço inoxidável, esmalte, barro ou vidro refratário. Isso vale,
inclusive,para colheres, coadores, filtros e demais utensílios. Jamais empregue aqueles feitos de
alumínio ou de cobre.
Ao realizar o cozimento das plantas, tenha sempre em mente que suas partes apresentam consistências
diferentes. As raízes,talos, cascas e sementes requerem mais tempo para seu cozimento,enquanto que
flores e folhas não devem ser levadas ao fogo, mas preparadas com água previamente fervida. É por
isso que o conhecimento dos principais processos é importante.

São eles:
Decocção: coloque as plantas numa vasilha e acrescente água fria. Leve ao fogo por um período que
pode variar de 5 a 30 minutos,dependendo da qualidade e das partes da planta utilizada. Flores,folhas e
partes mais tenras não devem ser cozidas por mais do que10 minutos. Raízes, cascas e talos, picados
bem miúdo, devem ficarno fogo por um período de 15 a 30 minutos. Após o cozimento, retire do fogo,
mantenha a vasilha tampada durante alguns minutos,depois coe e use conforme recomendado.

Infusão: derrame água fervendo sobre as ervas numa vasilha,tampe e deixe em repouso por 10 minutos,
no caso de partes mais macias, e por 20 minutos, no caso de raízes e talos, picados em pedacinhos
miúdos.

Maceração: coloque as ervas de molho em água, aguardente de boa qualidade, vinho, álcool de cereais ou
azeite, na temperatura normal. Flores e folhas devem ficar por um período de 10 a 12. As partes mais
duras, raízes e talos, picadas, de 12 a 24 horas. É importante lembrar que, neste processo, os sais minerais

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e as
vitaminas do vegetal são melhor aproveitados.

Tintura: use cachaça, vinho ou álcool de cereais na proporção de 20 a 75% em relação às ervas,
conforme recomendado na receita. O uso e a dosagem devem ser obedecidas rigorosamente e variam
conforme cada planta e seu princípio ativo.

Tisana: coloque água numa panela e leve ao fogo. Quando estiver fervendo, acrescentar as ervas.
Tampe, ferva por mais cinco minutos e retire do fogo. Deixe em repouso, depois coe e use conforme
recomendado.

SEGREDOS DO USO CORRETO

Na infusão e na tisana, use de 25 a 30 gramas da planta para cada litro de água. Uma colher de sopa de
erva verde pesa de 4 a 5gramas. Em um copo de 200ml, use uma colher bem cheia. Para as crianças a
dosagem deve ser metade do recomendável para adultos.
A tintura, sendo preparada à base de álcool, deve ser tomada em doses de 10 a 30 gotas em uma xícara
de água, no máximo três vezes ao dia. Se a tintura for à base de vinho, tome um cálice três vezes ao dia.
Não adoce o chá com açúcar. Use mel na menor quantidade possível e, na falta dele, açúcar mascavo.
Chás aperientes devem ser tomados de 30 a 40 minutos antes das principais refeições.

Nos casos de perturbações do sistema digestivo, o preparado deve ser tomado logo após as refeições.
Chás depurativos, calmantes, tônicos e gerais produzem melhores resultados quando tomados entre as
refeições.
Deixe o organismo acostumar-se ao chá, tomando-o mais fraco no primeiro dia e aumentando a dose
nos dias sub sequentes. Após três semanas, é recomendável substituir a planta ou erva por uma outra,
com as mesmas propriedades.
Os chás, preparados corretamente, não produzem contra indicações, sendo, por isso, recomendados
para serem tomados deforma preventiva e não somente nos casos de doença. Chás depurativos limpam
o sangue e propiciam uma melhor saúde geral.

Todo exagero no uso de medicamentos naturais, no entanto, devem ser evitados, pois tudo em excesso
tende a ser prejudicial.
Observe que as plantas verdes pesam mais do que as secas,numa proporção de 2x1 em média. Se a
receita recomenda o uso de20 g de ervas secas, use o dobro disso no caso de plantas verdes.
Não deixe chás prontos para serem usados de um dias para o outro, porque podem fermentar e estragar.
O ideal é repara o necessário para cada dose ou, no máximo, para um dia.

RECEITUÁRIO POPULAR

Nada substitui o diagnóstico e o tratamento recomendado por um médico, de preferência especialista


no problema a ser tratado.
Sempre que possível, deve ser procurado para a solução definitiva dos problemas de saúde.
Tratamentos auxiliares com plantas e ervas medicinais, no entanto, podem ser usados com bons
resultados, provados pelo uso e pela tradição. Toda família tem seus segredos nesse campo. Por isso,
há, na chamada medicina popular, inúmeras receitas para o preparo e o uso de plantas e ervas
medicinais, variando ligeiramente conforme a região ou conforme a flora disponível. São receitas
práticas que podem e devem ser mantidas a mão para uso imediato,já que usam ingredientes facilmente
obtidos. Vejamos algumas delas.

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AFONIA E ROUQUIDÃO
Bata no liqüidificador um tomate verde com um copo de água euma pitada de sal. Coe e faça um
gargarejo imediatamente. Repita três vezes ao dia.
AMÍDALAS INFLAMADAS E FARINGITE
Pegue um copo de chá preto morno, adicione uma colher rasa de sopa de sal e faça gargarejos três
vezes ao dia.
ANEMIA
Bater no liqüidificador ou passar na centrifuga folhas de couve,brócolis, repolho roxo, bertalha (para
quem não conhece, é uma trepadeira, cultivada como hortaliça, de flores esverdeadas, e cujos frutos são
bagas negras. A planta é toda suculenta, mole e rica em água, e utilizam-se as pontas de ramo), agrião e
tanchagem.
Temperar com uma colher de melado. Tomar uma xícara, em jejum,por quarenta e cinco dias.
APETITE
Ferva 300 ml de água e coloque numa vasilha com 15 gramas de folha de limão, 20 gramas de raiz de
aipo ralada, 15 gramas de tomilho e 50 gramas de folha de alcachofra. Cubra e deixe esfriar.
Filtre e conserve na geladeira. Tome uma xícara uma hora antes das refeições.

ARTERIOSCLEROSE
A alcachofra é uma planta de origem européia, possui extrema importância em virtude de seu alto valor
medicinal, aclimou-se muito bem no Brasil e pode ser encontrada com facilidade pois também são
muito apreciadas na alimentação e por esta razão encontra-se largamente difundida no comércio.
Separe três folhas de alcachofra se lave em água corrente, em seguida mergulhe em um copo de água
fervente. Desligue o fogo, tampe a panela e deixe abafar por quinze minutos. Passado este tempo, coe e
tome uma xícara três vezes ao dia.

ARTRITE E REUMATISMO
Pegue 100 ml de álcool a 60º e faça uma infusão com seis pimentas vermelhas. Deixe por dois dias.
Coe e use o líquido para massagear suavemente as regiões afetadas.

ARTROSE
Pegue um caroço de abacate seco ao sol, rale-o e junte um litro de álcool com dez pastilhas pequenas
de cânfora sintética,encontrada em farmácias. Deixe em repouso por três dias, coe e use em compressas
no local afetado

ASMA E COQUELUCHE
No auxílio do tratamento da asma da coqueluche e também dos resfriados e das gripes, uma boa
alternativa é a folha de cambará. Ferva dois copos de água, despejando-os sobre duas colheres de sopa
de folhas picadas, deixando em infusão por cinco minutos. Coe e beba três xícaras deste chá ao dia.

AZIA, GASTRITE E ÚLCERAS ESTOMACAIS


Rale quatro batatas cruas em um ralador fino. Junte a massa obtida, coloque num pano de prato limpo e
esprema. Tome uma xícara desse suco três vezes ao dia, trinta minutos antes das refeições ou sempre
que sentir queimação

AZIA, MAL-ESTAR, FÍGAGO, ESTÔMAGO E RIM


Pegue algumas folhas de boldo frescas, lave-as e amasse-as numa xícara de chá. Coloque água fervente
e beba, assim que esfriar o suficiente.

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BOCA INFECCIONADA E GARGANTA
Pegue cinco folhas de feijão guandu e faça um chá. Espera mornar, depois use o líquido para fazer
gargarejo. Repita três vezes ao dia, durante três dias.

BRONQUITE
Para a bronquite branda recomenda-se o uso da erva Mulungu, na dose de uma colher de sopa da erva
fatiada para dois copos de água. Ferva por 10 minutos, tampe, coe e tome uma xícara três vezes ao dia.

CASPA
Lave dois tomates maduros, retire as sementes e bata no liqüidificador ou na centrífuga, juntamente
com duas colheres de sopa de vinagre de vinho branco. Espalhe nos cabelos e deixe por vinte minutos,
depois lave a cabeça normalmente.

CIRCULAÇÃO
Para ativar a circulação, numa folha de hortelã, pingue uma gota de vinagre e coma em jejum, pela
manhã ao acordar, antes mesmo de escovar os dentes.

CÓLICAS
A erva índico atua muito bem no combate a cólicas, febres,afecções urinárias e excitação nervosa. Suas
raízes são usadas contra a icterícia e a hepatite. Para o chá use uma colher de sopa das raízes fatiadas
em dois copos de água, fervendo por 15 minutos.Coe e beba uma xícara três vezes ao dia.

CÓLICAS MENSTRUAIS
Em uma xícara de chá com água fervente, coloque uma colher de sobremesa das flores de calêndula.
Abafe por dez minutos,depois coe. Tome esse chá duas vezes ao dia, nos dez dias que antecedem o
período menstrual.

CONJUNTIVITE
Faça um cataplasma da polpa da maçã e coloque sobre as pálpebras por duas horas. Repita três vezes
ao dia, até desaparecer.

CORAÇÃO
A arnica é uma das plantas mais bonitas da Europa e é conhecida mundialmente, não só pela beleza,
mas também pelos vários efeitos curativos que pode apresentar quando sabiamente usada. Preparados
com gotas de arnica são usados milenariamente como tônicos para o coração, mas devem ser
consumidos seguindo se rigorosamente a prescrição recomendada, que não deve ultrapassar 1% de
tintura para 200 ml de água.

DORMÊNCIA NAS MÃOS E NOS PÉS


Para diminuir dormência nas mãos e pés, dores e nevralgias,pode-se usar a erva papo-de-peru. Ferva
dois copos de água,despejando sobre uma porção da erva, deixando em infusão por 10minutos. Coe e
beba uma xícaras, três vezes ao dia.

FARINGITE
Retire as sementes de diversas romãs e deixe as cascas secarem ao sol. Após a secagem, faça chá das
cascas secas, na proporção da casca de meia romã para um copo de água. Faça um gargarejo, deixando
que o líquido permaneça o maior tempo possível na garganta. Repita cinco vezes ao dia.

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FEBRE
O salgueiro é uma planta nativa da Espanha, floresce naturalmente à beira de cursos d’água e é com
freqüência cultivada por quem conhece seus poderes. Uma xícara de chá de salgueiro faz a febre baixar
em pouco tempo.

FERIDAS
No tratamento de feridas em geral, amasse algumas folhas de alfavaca e aplique sobre o local, cobrindo
com uma gaze. Renovet rês vezes.

FERIMENTOS
O bálsamo-de-tolu, também conhecido como bálsamo americano ou bálsamo-índico, produz uma
substância capaz de impedir, pela destruição dos micróbios, a proliferação dos mesmo sem caso de
ferimentos. Quem não pode contar com um exemplar desta planta, deve adquirir a resina em farmácias
especializadas.
Mas para quem tiver oportunidade de colher a resina pessoalmente,faça incisões em forma de "V" no
tronco da árvore, atingindo apenas a casca. No vértice do corte, ou seja na pontinha do ‘V", coloque um
recipiente para colher o óleo-resina, que rapidamente se secará e adquirirá uma consistência puramente
resinosa de cor castanho amarelada,sabor ácido e odor agradável. A pessoa ferida, ou quem a esteja
socorrendo, deve aplicar a resina diretamente sobre o ferimento e deixar. Renove duas a três vezes ao
dia.

FÍGADO
Para excitar a secreção da bílis, providencie três folhas de boldo, bem verdinhas e se possível colhidas
na hora, lave-as em água corrente e coloque dentro de um copo de vidro. Com um pilão de madeira,
esmague as folhas até obter um suco verde. Acrescente meio copo de água fresca e beba de uma vez.

GARGANTA
A madressilva dos jardins é muito usada para combater as inflamações da garganta e das vias
respiratórias. Ferva um copo de água, despejando-o sobre uma colher de sopa de folhas fatiadas.
Deixe em infusão por 5 minutos, coe e faça gargarejo três vezes ao dia.

GARGANTA INFLAMADA
Coloque água filtrada em dois copos americanos, até a metade de cada um. Em seguida, esprema o
suco de um limão e, no segundo, coloque uma colher de chá de bicarbonato de sódio. Faça gargarejo
com a água e limão e, imediatamente depois, com o água e bicarbonato.

GASES
As folhas de anis são ótimas para combater gases estomacais e até diarréias. Use duas colheres de sopa
das folhas fatiadas para um copo de água. Deixe em infusão por 15 minutos, coe e beba uma xícara do
chá três vezes ao dia.

GASTRITE
Coma no desjejum mamão, caqui, pinha ou melão, alternando um tipo de fruta a cada dia. Nos
intervalos das refeições, tome uma xícara de suco de batata inglesa, pela manhã, e uma xícara de suco
de couve à tarde. Antes de dormir, tome um chá de camomila. Não coma alimentos oleaginosos nem
ácidos como: abacaxi, caju,tangerina, laranja, romã, ameixa, acerola, abacate, castanha, coco,azeitona,
etc. Evite a todo custo carnes, pescados e frituras.

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GOTA
Essa doença é uma forma hereditária de artrite que ocorre em geral em uma única articulação
periférica. Prepare um infuso para uso imediato da seguinte maneira. Coloque uma mão-cheia de raízes
de açafrão em uma panela, devem estar previamente secas, e acrescente um copo de água potável,
coloque para ferver durante dez minutos. Depois que ferver coe e tome quente se for inverno e fresco
se for verão. Uma dose por dia é a medida ideal, faça todos os dias se desejar acelerar o processo de
cura.

GRAVIDEZ
A artemísia, ou flor-de-são-jõao como é mais conhecida popularmente no Brasil, descende, segundo a
lenda, diretamente da linhagem de uma Deusa protetora das mulheres grávidas. Esta ervaé muito
comum também na Europa e embora apresente gosto amargo é bastante requisitada por pessoas
instruídas na arte de curar e proporcionar conforto e bem estar físico através das plantas.
Traz benefício à saúde da gestante e do bebê, principalmente nos primeiros meses de gravidez, pois age
como anti espasmódico. Faça banhos de imersão em folhas de artemísia durante os seis primeiros
meses de gravidez. Utilize a erva na proporção de uma folha para cada dois litros de água na
temperatura ambiente. Sente-se na bacia com o preparado e não permaneça mais que um minuto, uma
vez por semana. Se o tempo estiver frio, use água morna.

GRIPE
Previna ou combate a gripe com um poderoso tônico, reparado com uma xícara de leite, 5 dentes de
alho e 5 folhas de sálvia. Ferva tudo e tome, ainda quente, uma xícara duas vezes ao dia. Uma receita
alternativa é ferver um pé de alho macho, com cabeça e folhas, em um copo de leite. Tome quente,
antes de dormir.
De modo geral estas plantas e ervas são ótimas para a gripe:alho, ameixa, cambará, chapéu de couro,
eucalipto, gengibre,margarida, calêndula do campo, três-marias, picão gigante ou espanta pulga e
xaxim. Use uma colher de sopa de folhas ou flores picadas de uma ou de algumas destas ervas para
cada copo de100ml de água. Ferva a água, despeje a planta e tampe por dez minutos. Coe e tome uma
xícara três vezes ao dia.

GRIPES E RESFRIADOS
Pegue duas laranjas, lave-as bem, depois retire manualmente o suco em um copo. Leve ao pelo tempo
necessário para aquecer,sem deixar ferver, no entanto. Tome quente sem nenhuma espécie de adoçante.
Antes de ir dormir, corte um limão galego em cruz e coloque numa vasilha com um copo de água.
Ferver por aproximadamente cinco minutos. Espere amornar e tome.

HEMATOMAS
Aplique um cataplasma de tomate maduro amassado no local,deixando por duas horas. Repita quantas
vezes forem necessárias.

HIGIENE BUCAL
Pegue uma xícara de folhas de alfavaca, junte um copo de álcool de cereais e deixe em repouso por um
dia. Coe e use uma colher de sopa em meio copo de água para fazer a higiene bucal pela manhã, antes
de escovar os dentes.

INSÔNIA
Antes de ir para a cama, ferva um copo de água, depois junte uma folha de alface picada e a casca de
uma maçã. Tampe e deixe em infusão por alguns minutos. Após amornar, adoce e beba.

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LABIRINTITE
Pegue cinco folhas tenras de oliveira roxa e faça uma infusão com 300 ml de água fervente. Mantenha
tampada até esfriar. Tome meia xícara de duas a três vezes ao dia, enquanto durar a crise

LAXANTE
A sene atua como laxante e ajuda a tirar as manchas do corpo,mas não deve ser tomada durante a
gravidez. Para o preparo, pique três folhas da erva, junte dois copos de água fervente e deixe em
infusão por 5 minutos. Coe e beba 1 xícara chá antes de se deitar e pela manhã, em jejum. O chá é
também um importante auxiliar no emagrecimento, pelo seu princípio ativo.

LIMPEZA E HIDRATAÇÃO DE PELE


Numa vasilha de louça ou de vidro, coloque três colheres de sopa de mel e uma colher e meia de aveia
em flocos. Misture até
formar uma pasta homogênea. e passe no rosto, fazendo uma sua vefricção por três minutos. Lave com
sabonete neutro. Repita uma vez por semana.

LOMBRIGAS
Além de outras utilidades, o chá de alho é uma boa opção para eliminar lombrigas. Ferva um copo de
água com cinco dentes de alho por 20 minutos, numa vasilha tampada. Coe e beba 1 xícara do chá duas
vezes ao dia.

MÁ DIGESTÃO
Problemas freqüentes de má digestão podem ser eliminados com o uso de um chá, incorporando
algumas ervas medicinais.
Recomenda-se que o tratamento seja feito por, pelo menos, 30 dias.Diariamente, ferva dois copos de
água filtrada, despejando-os sobre3 folhas de louro, 6 de boldo, uma de eucalipto e uma de
laranjeira,todas bem picadas. Deixe em infusão por 5 minutos. Coe e divida em três doses, tomando-as
ao longo do dia, de preferência após as refeições.

MENSTRUAÇÃO DOLOROSA
A erva agoniada é recomendada ara aliviar a dor menstrual,além de ajudar no tratamento das
inflamações do útero e ovário. O preparo é simples. Ferva dois copos de água e despeje sobre duas
colheres de sopa da erva previamente picada. Mantenha abafado por15 minutos. Coe e tome de 4 a 5
xícaras do chá ao dia.

NARIZ ENTUPIDO
Faça inalações com folhas da manjerona, muito cultivada em hortas e jardins. É espécie aromática,
usada como tônico e tempero culinário. Ferva um copo de água, coloque folhas picadas, faça um funil
de papel ou use um inalador para aspirar o vapor, alternando as narinas.

OLHOS
A beladona, possui muitos efeitos curativos e seu princípio ativo age como conservador da boa vista na
medida que previne
doenças nos olhos. Esmague uma folha de beladona em um cálice de água fresca, deixe por alguns
momentos, depois banhe os olhos com essa água.

PIOLHOS
Reúna os seguintes materiais: um maço de arruda, vinte folhas de melão de São Caetano, quinze folhas

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de boldo, um sabonete ou meia barra de sabão de coco e um litro de água. Para preparar, ferva a água,
raspe o sabonete ou o sabão e coloque na água, mexendo até derreter. Deixe esfriar. Enquanto isso, bata
no liqüidificador as folhas de boldo, arruda e melão com um pouco de água fria. Coe osumo das ervas e
misture-o à água de sabão. Acondicione o produto em frascos apropriados, rotulado-os. Para usar,
molhe os cabelos com água e aplique um pouco de xampu. Esfregue bem até espumar. Deixe por 1
hora e depois enxágüe com água corrente.Repita durante oito dias.

PULMÃO
Maçã é ótima para o pulmão, pois contém altas taxas de um flavonóide com características
antioxidantes, a quercetina, que
protege o pulmão dos efeitos nocivos dos agentes poluentes e da fumaça do cigarro. Por isso
recomenda-se comer uma maçã por dia.O mesmo princípio também é encontrado na cebola e no vinho
tinto.

PURGATIVO
A raiz de manacá demonstrado ser muito eficiente para esses casos, além de ser diurética. Use uma
colher de sopa da raiz fatiada para três copos de água. Ferva por 15 minutos. Deixe descansar por duas
horas. Coe e beba 1 xícara do chá duas vezes ao dia.

REUMATISMO
O cipó pente-de-macaco é muito usado no tratamento do reumatismo. Pegue três colheres de sopa de
casca picadinha e junte
dois copos de água fervente. Deixe a vasilha tampada por 5 minutos,coe e tome 1 xícara do chá 3 vezes
ao dia.

RUGAS, MANCHAS, SARDAS


Para ter a pele sempre saudável, nada como um tratamento completo. Comece incluindo em sua
alimentação frutas e hortaliças
que contenham vitamina A, como brócolis, abóbora, mamão, manga,pêssego, melão e outras. Sempre
que comer mamão, reserve as casas e aplique a parte interne no rosto, deixando por uma hora.Lave com
sabão neutro em seguida.

SEIOS
Durante a amamentação, as mamães devem proteger ou tratar seus seios, aplicando compressas de chá
de folhas de alfavaca ou o produto da maceração de suas sementes. Aplicar no intervalo entre as
mamadas.

SOLITÁRIAS
Deixe de molho cinqüenta gramas de semente de jerimum moídas durante doze horas. Misture com um
ovo, mexa-se bem e
tome em seguida em jejum. Repita dois dias seguidos. Não tome café da manhã.

TOSSE E ROUQUIDÃO
A erva de Jabuti é ótima para a tosse, infecções da garganta,além de ser diurética. Ferva dois copos de
água, despejando sobre
uma colher de sopa da erva fatiada. Deixar em infusão por 5minutos, coar e beber uma xícara do chá
três vezes ao dia
Leve ao fogo, em uma panela com 300 ml de água, os seguintes ingredientes: um limão cortado em
cruz, três lascas de

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canela, quatro cravos, seis dentes de alho, duas colheres de sopa de agrião picado, uma colher de chá de
raspas de gengibre, uma colher de sopa de folhas secas de eucalipto e uma peça de rapadura.
Quando levantar fervura, retire, coe numa peneira fina e acrescente uma xícara de mel. Engarrafe
depois de esfriar. Adultos tomam duas colheres de sopa diariamente. Crianças a partir dos 10 anos
tomam metade dessa dose. Mais novas devem tomar uma colher de chá diariamente.Uma alternativa
pode ser esta. Numa vasilha apropriada, ferva um quilo de açúcar em um litro de água. Após isso,
adicione dez frutos de caraguatá, uma planta do cerrado, e cinco folhas de guaco.Deixe ferver por um
minuto. Após esfriar, coe e guarde num frasco de vidro em local fresco. Tome uma colher de sopa três
vezes ao dia.

ÚLCERA E GASTRITE
Bata no liqüidificador uma folha grande de couve ou duas folhas pequenas, juntamente com um copo
de leite. Coe e tome em jejum, pela manhã ao acordar. Repita por 30 dias.

VERMINOSES
Tomar uma colher de sopa de suco de hortelã fresco, em jejum, de três a sete dias, conforme a duração
da crise.

VISÃO
Use duas colheres de cenoura fatiadas para dois copos de água. Ferva por 15 minutos, coe e beba uma
xícara do chá três vezes ao dia.

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CONSTITUIÇÃO ESTÁTICA DA PLANTA

Antes de traçar um esboço da fisiologia vegetal, convém anotar os princípios em ação que
existem no reino que nos ocupa, de modo que nos seja possível conhecer com simplicidade seu
complicado funcionamento.
Se estudarmos os vegetais sob o ponto de vista de sua constituição, reconheceremos neles cinco
princípios:
1.° —Uma matéria, formada por Água vegetativa.
2.° — Uma alma, formada por Ar sensitivo.
3.o — Uma forma, composta de Fogo concupiscível.
4.o — Uma matriz, ou Terra intelectiva.
5.° — Uma Essência universal e primitiva ou Misto memorável, formada pelos quatro
elementos que determina as quatro fases do movimento: a fermentação, a putrefação, a formação e o
crescimento.

Se os estudamos sob o ponto de vista gerativo, encontraremos sete forças em ação:


1.a — Uma matéria ou paciente, formada de luzes e trevas, água caótica e vegetativa; eis aqui as
Derses de Paracelso, exalação oculta da terra, em virtude da qual a planta cresce.
2.a — Uma forma, princípio ativo ou fogo.
3.a - Um vínculo entre os dois precedentes.
4.a — Um movimento, resultado da ação da gente sobre o paciente.
Este movimento, que se propaga pelos quatro elementos, determina as quatro fases
anteriormente citadas a propósito do Misto memorável.
Todo este trabalho, em sua maior parte preparatório e oculto, dá como resultados visíveis:
5.a — A alma do vegetal, ou semente corporificada, o clissus de Paracelso, poder específico e
força vital.
6.a — O espírito ou Misto organizado, o leffas de Paracelso, ou corpo astral da planta.
7.a — O corpo da planta.

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Para se lograr uma ideia mais ampla possível destas duas classificações, será suficiente estudar
as analogias que se depreendem do simbolismo na mitologia grega, que é assaz expressivo, e com o
qual ofereceremos vasta matéria à meditação.

RESUMO. — Apresentamos este rápido bosquejo, servindo-nos intencionalmente de todas as


nomenclaturas. Agora o continuaremos, preenchendo algumas poucas linhas dedicadas ao mesmo,
empregando, porém, para elas a teoria budista naturalista ou jônica, conforme a seguir:

O mundo pode ser considerado criado como resultado das interações de três forças distintas: a
expansão, a luz ou doçura (o Abel de Moisés); a contração, obscuridade ou aspereza (Caim) e a
rotação, angústia ou amargura (Set). Estas três forças encontrá-las-emos no reino vegetal.
Consideremos o germe introduzido na terra. A doçura foge da obscuridade e da angústia que a
perseguem; daí é que provém o crescimento da planta.

Com o calor do sol, a luta das três forças se torna mais encarniçada; a contração e a rotação se
exaltam duplamente, provocando a expansão; daí a origem do córtice, dos nós raros e rugosos das
árvores e plantas.
Mas a expansão, tão logo os seus adversários cessam de atacar, não a deixam um momento
livre, estende-se com avidez por todas as partes. Então quando saem os galhos, se inicia a cor verde dos
brotos e a planta se abandona às forças vivificantes do sol, que a levam até o capulho e a flor, que é a
sua perfeição.

Dos diversos órgãos a contração faz um todo homogêneo e a angústia as divide em partes, as
quais cooperam conjuntamente já que, oriundas de baixo, vêem-se obrigadas a obedecer à força solar
que chega até elas vinda de cima; desta maneira se forma o fruto que vai desenvolvendo-se até que a
energia expansiva se esbanjou totalmente; momento em que o fruto está disposto a cair para dar
expansão e nascimento a um novo circulus vital.

O OD DA PLANTA.

Desde o descobrimento de Rei-chenbach, tem-se como certo que na Natureza toda coisa
desprende uma espécie de exalação invisível nas condições ordinárias, mas visível para os sensitivos.
Esta radiação varia em cor, intensidade e qualidade.
A parte extrema superior das plantas é sempre positiva e a parte baixa ou inferior, negativa, seja
qual for o fragmento da planta apresentando o exame do sensitivo.
Os frutos são positivos e os tubérculos, negativos.
O lado da flor, de qualquer fruto, é positivo; o lado do pedúnculo é negativo.
Estas observações foram utilizadas até à atualidade pelos sucessores do conde Mattei para as
práticas da Eletro-Homeopatia, porém eu, particularmente, não posso chegar a crer que essa
polarização seja de uma grande profundidade.

A ALMA DA PLANTA.

Fomos buscar num livro, por certo muito notável, original de E. Boscowitz, os testemunhos de
alguns sábios que atribuem à planta uma vida e uma sensibilidade parecidas às das pessoas. Sem aludir
às doutrinas bramânicas, budistas, taoístas, egípcias, platônicas ou pitago-rianas — todas elas mais ou
menos profundamente penetradas do espírito dos vegetais — teremos que lembrar que filósofos como
Demócrito, Anaxágoras e Empédocles sustentaram dita tese. Em época mais recente, Percival quer

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demonstrar que os movimentos das raízes são voluntários; Vrolik, Hedmig, Bonnet, Ludwig e F. Ed.
Smith afirmam que a planta é suscetível dasensações diversas até o ponto de garantir que é capaz de
conhecer a felicidade; Erasmo Darmin, em sua obra Jardim Botânico, diz que a planta tem alma; todas
as obras de Von Martius procuram demonstrar o mesmo e, finalmente, Teodoro Fechner escreveu um
livro intitulado Nanna oder Ueber das Seelenleber der Pflanzen, na qual se prova ou se quer provar
tudo o que foi dito acima.

Eis aqui os caracteres de analogia que as plantas apresentam com relação aos seres dotados de
personalidade:
Nelas a respiração se efetua por meio das traquéias de Malpighi, formadas de uma cinta celular
enrolada em espiral e dotadas de contração e de expansão.
O ar é indispensável para a sua vida (segundo as experiências de Calandrini, Duhamel e Papin)
e exerce sobre a seiva uma ação análoga àquela exercida sobre nosso sangue (Bertholon).

O lado inferior das folhas está cheio de pequenas bocas estomáticas, órgãos de dita respiração.
(Experiências de Ingenhous, de Hales, de Teodoro De Saussure, de Mohl e Garreau.)
Recebem o oxigênio do ar e dele se apropriam e exalam, em contrapartida, o ácido carbônico
(Garreau e Hugo von Mohl, Sachs).
Nutrem-se do carbono, que extraem do ácido carbônico e durante o dia exalam, por
conseguinte, uma grande quantidade de oxigênio.
Suas raízes servem-lhes de estômago bem como as folhas; a seiva é análoga ao quilo.
A nutrição das plantas é uma função tão ativa, que Bradley calculou que uma azinheira, ao fim
de cem anos, absorve 280 000 kg de alimentos.

Se a circulação da seiva não é ainda um fato provado de maneira categórica, ao menos se sabe
que as plantas têm a qualidade da transpiração, a qual se exerce com força extraordinária.
Ademais, como é que explicamos os movimentos das plantas em busca da luz, do sol, dos
elementos de nutrição, de um terreno propício à sua vida, que a cada passo observamos?

Como explicamos sua potência amorosa, o calor, a eletricidade que desprendem no instante de
sua fecundação?
Donde vêm, finalmente, as propriedades maravilhosas da flor de ressurreição e da Roda de
Jericó?

O iniciado tem podido comprovar todos estes fenômenos e admirar uma vez mais a sabedoria de
seus prodeces-sores bem como a penetrante intuição do povo que deu a cada árvore sua Hamadríada, a
cada flor sua fada, e cada erva seu gênio. As observações científicas, das quais acabamos de fazer um
ligeiro resumo, não nos ensinam, magnificamente e com toda clareza, os movimentos sombrios da alma
dos elementos que se esforçam rumo à consciência?

PLANTAS E ANIMAIS.

Bonnet, de Genebra, homem de muito talento, consagra a décima parte da totalidade de suas
obras à comparação paralelística das plantas e dos animais. Ele expressa da maneira seguinte o
resultado de suas numerosas experiências comparativas:

"A Natureza desce gradativamente do homem ao polvo, do polvo à sensitiva, da sensitita à


túbera. As espécies superiores sempre apresentam alguma coisa do caráter das espécies inferiores e

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estas, algo também das espécies inferiores. A matéria organizada recebeu um número quase infinito de
modificações diversas e todas estão intimamente ligadas em graduação como as cores do prisma.
Marcamos pontos sobre as imagens, traçamos logo as linhas e a esta tarefa damos o nome de classificar
e assinalar gêneros. Desta maneira não nos apercebemos mais do que dos tons dominantes, mas os
matizes mais delicados escapam à nossa observação."

"As plantas e os animais não são, portanto, outra coisa senão modificações da matéria
organizada. Todos participam de uma mesma essência e o atributo distintivo nos é desconhecido."
A planta vegeta, nutre-se, cresce e multiplica-se; mas os grãos vegetais são muito mais
numerosos do que os ovos ou os óvulos fecundados nos animais, exceto das espécies inferiores.
Pela mesma razão, um indivíduo produz muito mais renovos no primeiro reino do que embriões
no segundo.
Em uns o alimento é absorvido pelas superfícies porosas; noutros, por uma única boca; a
absorção pelas raízes inferiores é incessante; nos animais desenvolvidos se produz por intervalos e por
raízes inferiores (vasos quilíferos).

Em sua maioria as plantas são hermafroditas.


Finalmente, as plantas são imóveis, com exceção do movimento das folhas e de algumas flores
em direção ao sol; os animais são móveis.

CONCLUSÃO GERAL.

Deste rápido estudo se deduz que o movimento geral da vida terrestre, no que se refere aos três
citados reinos inferiores, aparece como o esforço gigantesco de um Poder organizado (a Natureza
física) no sentido do livre arbítrio, passando da imobilidade característica do reino mineral, pela
individualização (vegetais), até o movimento espontâneo (animais).
É o que expressam de maneira clara os quatro esquemas seguintes, os quais permitem
considerar cada reino como um meio em que os átomos se acham numa fase particular do movimento:
primeiramente, em estado de repouso ou passivo, depois em estado de equilíbrio, mais tarde em estado
de turbilhão e, finalmente, em estado de resolução.

Os quinto, sexto e sétimo estados representam os reinos (para nós espirituais) superiores à
evolução atual do gênero humano.
MINERAIS (Terra)
VEGETAIS (Água)
ANIMAIS (Ar)
HOMENS ( Fogo) isso, mais favorável do que funesta à procriação."

CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS. - É sabido que um dos quatro elementos, além da


quintessência, correspondem a cada um de nossos cinco sentidos; isto é, cada uma dessas cinco formas
de movimento nos revela as qualidades dos objetos por meio da vibração de um de nossos centros
nervosos ou sensitivos:
A Terra corresponde ao olfato (cheiro).
Água corresponde ao gosto (sabor). O Fogo corresponde à vista (forma). O Ar corresponde ao
tato (volume). A Quintessência corresponde ao ouvido (espírito). Daí a origem de composição do
quadro distributivo adiante:

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QUADRO I
Forma das Volume das
Perfume Sabor dos Cor Plantas ou Flores Plantas Plantas Ou
das Frutos ou Flores Flores
Flores
Suave Açucarado Amarela Ondulada Pequeno
Plantas
deTerra
Nenhum Ácido Esverdeada Trepadeira Caule
Plantas pequeno
de Água Frutos
grandes
Penetrante Picante Encarnada Retorcida Médio
Plantas
do Fogo
Desagradável Azedo Azulada Delgada Muito alto
Plantas
de Ar

PROIBIÇÕES CANÔNICAS.

É sabido que, segundo a medicina dos antigos, as condições astrológicas no momento da


colheita das plantas influíam extraordinariamente sobre as virtudes das mesmas. Ditas práticas eram
terminantemente proibidas pela Igreja.

Nos cânones tirados dos livros penitenciais de Teodoro, arcebispo de Cantuária; do venerável
Beda, de Raban, arcebispo de Mainz; de Haligarius, bispo de Cambrai, da coleção publicada por Luc
d'Archery; daquela de Isaac, bispo de Langres; de Eybert, arcebispo de York; do XIX livro do
"Decreto", de Buchard; da XV parte do "Decreto", de Ivo, bispo de Chartres — deparamos com dados
suficientes que demonstram a unanimidade de critério em condenar todos os que se fixaram em "sinais
supersticiosos" para plantar árvores, etc, condenação que consistia em dois anos de penitência nas
festas de preceito da Igreja; e para os que colhiam ervas medicinais, acrescentando ao ato da coleta
palavras de encantamento, a penitência era de vinte dias.
J. F-. Bonhomme, visitador apostólico sob o pontificado de Gregório XIII, em seus "Decretos"
(impressos em Vercail, 1 579), proíbe a coleta do feto ou do grão de feto e de outras diversas plantas,
em determinado dia ou determinada noite; particularmente quando se tenha em pensamento que ditas
plantas não podem ser colhidas em outro tempo, sob pena de se perderem suas virtudes e eficácia —
"Se houver alguém culpado de tais superstições — diz — será castigado severamente de acordo com
parecer do ordinário do lugar."

Inútil dizer que para o Iniciado, para o Mago, para o Adepto essa classe de proibições não têm
nenhum valor, devido à sua pueril importância. Para o Místico, correspondem a uma realidade e ele as
cumpre, seguindo, porém, sempre outras razões de ordem mais elevada do que as da simples
obediência de um fiel católico.

COLHEITA — A noite de vésperas de São João é muito boa para a colheita de toda sorte de
plantas e ervas. Por outro lado, cada planta tem alguns dias especiais durante o ano em que sua força se
acha mais exaltada; e também as horas da noite lhes são mais propícias e favoráveis. As plantas podem

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ser colhidas depois de terem sido consagradas por meio de palavras e sinais cabalísticos apropriados à
sua significação astral; arrancam-se imediatamente da terra ou cortam-se com uma faca especial,
indicando o fim a que se destinam (2).

As proibições da Igreja relativas a estas cerimonias têm sua razão de ser ou seus motivos
fundados, que são muito secretos, conhecidos de muito pouca gente. A este respeito basta registrar que,
do ponto de vista verdadeiramente místico e no plano da divindade, todo ato de magia é um ato de
rebeldia e, por isso mesmo, será objeto de repressão por parte dos que proclamam sua abstenção.

O TRATAMENTO HERMÉTICO DAS PLANTAS, uma vez colhidas, distingue-se totalmente


da manipulação farmacêutica ordinária. Seu fim não consiste somente em dispor das qualidades físicas
dos sucos das plantas, da maneira mais proveitosa, e sim em libertar a força viva, a essência, a alma, ou
o bálsamo da planta — conforme diziam os antigos hermetistas.

O bálsamo é o azeite essencial dos vegetais; não é nem o azeite vulgar, nem o sal, nem a terra,
nem a água, e sim algo muito sutil, o veículo do corpo astral. E este bálsamo se obtém por meio do
fogo e não pela fermentação (Boherave).

Confiia-se a obra Clavículas de Salomão, escrita pelo Mago Bruno, na qual se acham as
indicações pertinentes ao caso.
Dito bálsamo é aquilo que Paracelso chama de um arcano, isto é, uma substância fixa, imortal e
em certo modo incorpórea, que modifica, restaura e conserva os corpos; esta força se acha coberta de
uma tintura que é obtida pela redução do vegetal de sua segunda matéria para a sua matéria primitiva
ou, como diz Paracelso, do cagastrum ao aliastrum.

Para dizer a verdade, o poder curativo de um vegetal reside em seu espírito; assim sendo,
portanto, em seu estado natural, a atividade do seu espírito é refreada e sua luz obscurecida pelo vestido
da matéria: então é preciso destruir esses farrapos inúteis ou, quando menos, mudá-los por algo mais
puro e mais fixo. E esta mudança ou transmutação se efetua por meio duma cocção durante a qual se
acrescenta uma substância capaz de absorver toda sorte de impurezas. A escolha de dita substância
deve ser ditada pela consideração de que o sabor de um vegetal indica a fome que o devora, isto é, o
tipo ideal para o qual tende; será preciso observar, consequentemente, a cocção com um sal mineral da
mesma força planetária.

Obtêm-se três coisas por meio de dita cocção: um sal, uma primeira matéria e um mercúrio, isto
é, uma água fixa.
"Queimamos as plantas — diz Santo Tomás em seu opúsculo Lápide Filosófica — no forno de
calcinação e em seguida transformamos tudo isso em água, que destilamos e coagulamos, até convertê-
la numa pedra dotada de virtudes de maior ou menor amplitude, segundo as virtudes das plantas
empregadas e sua diversidade."

Existem três sais ou potências vegetais particularmente úteis à terapêutica, a saber:


O primeiro é jupiteriano, de bom perfume e bom sabor; é produzido interiormente por uma
força de expansão divina e, exteriormente, pelo Sol e por Vênus. Mas este sal não é suficientemente
forte para curar por si só; é inimigo da vida peçonhenta produzida por certos fogos e determina a
harmonia ou uma aproximação para a doçura. O sal de Marte é amargo, ígneo e adstringente.

O sal de Mercúrio é dinâmico e determina as reações mais saudáveis.


Júpiter e Vênus são os antídotos destes dois últimos.

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A primeira matéria que se extrai, em seguida, dos vegetais é nutritiva; é quase sempre um azeite
com o qual o temperamento do paciente recobra força e vigor.
Finalmente, o mercúrio de vida é regenerador e vivificante; só pode ser extraído dos vegetais
quase perfeitos, de doce sabor e influenciados pelo Sol, por Vênus e por Júpiter. Os vegetais de forte
rudeza não atacam a raiz deste mercúrio; é por isso que não se desenvolvem senão em virtude dos
quatro elementos, ao passo que este mercúrio chega até o corpo astral.

Damos, abaixo, um sistema geral de preparação das plantas. O operador deverá modificá-lo
segundo a qualidade elemental de cada uma delas.
Uma vez colhida e cortada em pequenos pedaços, põe-se a planta para amolecer em água
salgada e quente, um dia, em lugar escuro, depois de ter estado em infusão em álcool, ao sol, durante
uma semana. Guardam-se, de lado, os resíduos sólidos, a água de amolecimento, etc. Preparam-se dois
recipientes unidos pelo gargalo, envoltos em trapo preto e, depois de introduzidos os líquidos e os
resíduos, põem-se a aquecer, com um calor constante de 39 a 40 graus, durante três semanas. Seja qual
for a planta, se há de conseguir um licor bastante espesso, fixo e de cor avermelhada; tanto os gases
como os líquidos e os sólidos obtidos por este processo possuem qualidades especiais maravilhosas.

CURA. — Como regra geral, é melhor empregar os sais de Marte e de Mercúrio, por serem
mais ativos, unindo-os por Vénus e Júpiter, de modo que encontrem meio de extinguir o fogo de sua
cólera. Quando se tiver conseguido isto, a cura está realizada, isto é, a harmonia se restabeleceu; e será
necessário somente um pouco de sol para pôr tudo em movimento.
O médico deve saber que as boas plantas podem ser desvirtuadas por uma maneira má de olhar
de Saturno e de Marte e que as plantas venenosas podem, frequentemente, se tornar benéficas graças ao
Sol, a Júpiter e a Vênus.
Nas curas se há de sempre ter em mente o semelhante pelo semelhante (similia similibus
curantur), pois nunca se deve receitar uma planta de Vénus para uma doença de Saturno; pelo contrário,
administre-se uma erva que, beneficiada pela ira de Marte, venha de Júpiter ou de Vénus; pois, quanto
mais ardente for uma planta, melhores resultados dará para as curas, conquanto sua cólera tenha sido
transformada em amor, de vez que a morte sobrevirá prontamente, se o veneno cair dentro da
propriedade de Mercúrio.

CONTRAVENENO. - Um dos contravenenos mais ativos contra os efeitos de certos vegetais é


constituído pela seguinte composição:
Numa mesma caçarola, põem-se a esquentar álcool e tártaro a uma temperatura suave porém
constante. O tártaro destila uma espécie de azeite avermelhado, dotado de propriedades particulares.
Este azeite é indicado como excelente contraveneno para o caso. Tomam-se quatro goles, a ligeiros
intervalos.

MAGIA
Toda a magia do reino vegetal reside no conhecimento dos espíritos das plantas. A Antiguidade
conheceu-os sob os nomes de dríadas, hamadríadas, silva nos, faunos; são os dusii de Santo Agostinho,
as fadas da Idade Média, Doire Oigh dos gauleses, os Grove Maidens dos irlandeses. Paracelso dá o
nome de silvestres aos habitantes dos bosques e o de ninfas, aos das plantas aquáticas.
Estes seres pertencem à classe daqueles que o ocultismo classifica de elementais; são os
habitantes do plano astral que aspiram a elevar-se até à condição humana; são dotados de uma espécie
de inteligência instintiva e variam de forma ao mesmo tempo que o ser material ao qual estão ligados.
São estes que os antigos Rosa-cruzes utilizavam em suas curas milagrosas, pois, a título de servidores
obedeciam com toda naturalidade e precisão às ordens do homem espiritual.

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Seu poder é tão grande sobre o plano material porque habitam no limite de dito plano e do plano
astral; podem efetuar curas e visões surpreendentes, da mesma forma que os elementos do reino
mineral produzem, quando são bem dirigidos, todos os fenômenos da alquimia, e os do reino animal, a
maioria das manifestações do espírito.

MAGIA RELIGIOSA.

O simbolismo vegetal se acha extensamente exposto nos livros sagrados das antigas religiões;
é-nos suficiente recordar a árvore da ciência do bem e do mal e a árvore vivificadora do Éden; símbolos
dos dois sistemas que Adão podia ter seguido para cumprir sua missão no mundo; a árvore de
Sephiroth da Cabala; o Aswatta ou figueira sagrada, símbolo do conhecimento supremo; o Haonna dos
mazdeístas, pelo qual Zoroastro representou o método sanguíneo e o sistema nervoso do homem e do
universo;o Zampoun do Tibete; o Iggradsil, o roble de Ferécides e dos antigos celtas.
Todos estes símbolos, dados aos vegetais, possuem vários sentidos diferentes. A fim de não nos
afastarmos demasiado de nosso objetivo, citaremos somente aquele que se refere ao desenvolvimento
mental. Todas as lendas de caráter religioso nos representam os adeptos adquirindo a onisciência
debaixo duma árvore; somente Cristo, que significa, entre outras coisas, a própria ciência, deixou de
figurar sob dito simbolismo; na realidade, a razão disto é bastante duvidosa; tende para a própria
definição da criatura ou, se preferirmos, à dupla utilidade e ao duplo uso que ela pode fazer de seu livre
arbítrio. Assim, vemos que o simbolismo religioso completo necessita da expressão de duas árvores: a
tradição cabalística ou egípcia indica-o, já que ela teve que ser coroada com a descida do Filho de
Deus; as outras tradições, por constituírem herança de raças em vias de desagregação, não assinalam
em suas fórmulas exteriores mais do que a Árvore da Ciência.
Segundo as iniciações naturalistas, esta última outra coisa não é senão a imagem do homem
interior; seu tronco representa a medula espinhal, seus galhos são os setenta e dois mil nervos
conhecidos dos iogues hindus; além disso, tem sete flores, que são os sete centros do corpo astral; suas
folhas são o duplo aparelho respiratório que os pulmões encerram; suas raízes, o pólo genital e as
pernas; sua seiva é a epetricidade cósmica que corre pelos nervos e que aparece deste o éter cerebral até
a terra espermática.
A palavra Ioga é sinônimo da palavra religião, em sânscrito; ambas significam o ponto que une
o homem ao Universo e a Deus; seu processo é o mesmo que aquele pelo qual uma semente colhe, de
um terreno informe e obscuro, as moléculas com as quais vai formar uma flor bela e aromática.
Segundo o ideal de quem a pratica, a Ioga transforma as moléculas impuras do corpo físico em
moléculas fixas e inalteráveis; as paixões baixas, em puro entusiasmo; a ignorância intelectual, em luz
de verdade. Esta a razão por que os mestres da Ioga são representados debaixo duma árvore sagrada.

MAGIA NATURAL.
As diferentes tradições exo-téricas ensinam várias utilizações das forças vegetais ocultas. A
planta pode ser empregada segundo sua inteira individualização ou por uma de suas partes essenciais.
Ao primeiro método se refere esta espécie de pacto muito em voga entre os indígenas da
América Central, da Nova Guiné, da Nova Zelândia, da índia e da Alemanha, mediante o qual se
relaciona o destino de um recém-nascido com tal ou qual árvore. Deste modo, entre estas duas criaturas
se desenvolve uma espécie de união de vida, íntima e estreita; a criança se aproveita do vigor da árvore,
mas, se esta recebe alguma ferida, aquela se ressente, sofre e acaba morrendo.

ÁRVORES MÁGICAS.
Não existe um único povo na índia que não tenha sua árvore mágica, a cujo gênio os indivíduos
das classes baixas rendem um verdadeiro culto.
Também as tradições helênicas diziam que cada selva tem seu gênio e cada árvore, sua ninfa.

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Não é raro, tampouco, ver sobre as Níngiris, alguma grande árvore com figuras grotescas
grafadas com traços de zarcão e azul, com três pedras grandes pintadas de vermelho colocadas na parte
inferior do seu tronco. Estas árvores são lugares de sacrifício e de adoração; nelas se encontram
frequentemente restos de animais e madeixas de cabelos oferecidos pelos doentes e pelos possessos. Os
indígenas chamam de Maunispouranms esses espíritos guardiães de tais árvores; trata-se comumente de
espíritos benéficos, mas que têm um poder mágico muito reduzido, pois se limitam a um só e
determinado objeto.
De vez em quando os indígenas consagram alguns de seus filhos a ditos génios, por um período
de sete anos. Ao término deste prazo oferecem-lhe um grande sacrifício, deixando os cabelos da
criatura suspensos na árvore.
Essas árvores pertencem quase sempre à família dos Ilex; algumas vezes são dos chamados
Cinname selvagens, achando-se também no mesmo caso as conhecidas sob o nome de Eugenia.

FILTROS. — Com o nome de filtros podemos designar toda sorte de poções, em cuja
composição entram substâncias preparadas magicamente para a obtenção oculta de um determinado
desejo. Os três reinos da Natureza proporcionam numerosos materiais para ditas preparações. Contudo,
ocupar-nos-emos tão-somente das substâncias proporcionadas pelo reino vegetal.
As pomadas, os electuários, unguentos, colírios ou poções mágicas procedem quase todas do
domínio da magia negra. Seu número é muito grande e pode, ainda, ser aumentado por um mago
inteligente. Vemos, assim, como os sacerdotes taoístas chineses, para todos os usos da medicina, da
psicologia e da magia, empregam tão-somente treze substâncias vegetais, animais e minerais; mas delas
sabem tirar uma infinidade de combinações.
Estas preparações podem ser empregadas sobre uma só ou sobre outras pessoas: todas atuam
sobre o corpo astral e dele sobre um dos seus três focos: o instintivo, o passional e o mental.
No primeiro caso, produzem a saúde, a doença e todos os fenômenos fisiológicos possíveis. No
segundo lugar, produzem o amor, o ódio e as demais paixões. Em terceiro lugar, provocam fenômenos
de sonambulismo, de clarividência, de clariaudiência, de psicometria e de outras ordens ainda mais
extraordinárias.
O folclore, as estórias de bruxarias, os relatos que todos têm tido oportunidade de ouvir a
respeito de envenenamentos e assassinatos, à distância, de animais ou pessoas, encontram sua
explicação na ação dessas substâncias mágicas atuando sobre o centro instintivo; e o mesmo se pode
dizer com respeito aos filtros de amor; mas o emprego de plantas para provocar fenómenos psíquicos é
menos conhecido. Essa arte se pratica ainda no Oriente, hoje em dia, na maioria dos conventos
budistas, pelos taoístas chineses, pelos lamas tibetanos, pelos Tankris do Butã, pelos xamãs do
Turquestão e determinadas confrarias dos derviches muçulmanos — sem contar o emprego instintivo
que dele fazem quase todas as tribos selvagens de diversos continentes.
O haxixe e o ópio são duas das plantas mais conhecidas entre as substâncias vegetais com
particularidades especiais para a ação mental. Porém, no Ocidente ninguém tem conhecimento da
manipulação de que são objeto, a não ser que tenham sido iniciados no próprio Extremo Oriente. Os
relatos de Quincey ou de Baudelaire, sem empanar-lhes o mérito da arte e da sinceridade, não nos
revelam nenhum segredo sobre as possibilidades de tais remédios.
A única coisa que podemos observar sobre o particular é que o emprego dessas drogas não pode
levar ao êxtase intelectual mais do que no caso em que o indivíduo soube previamente, sem excitação e
pela única força de sua vontade, tornar-se dono e senhor de suas forças mentais e sentir-se capaz de
governar a associação das idéias; e na realidade não se trata de tarefa demasiado fácil. Se não fosse
assim, se o acostumado ao haxixe o toma sem fixar previamente o entendimento, é certo que se lança à
aventura, como que navegando num barco sem leme, num oceano muito mais terrível do que o mar das
índias com seus ciclones e tempestades; e pode chegar ao porto da loucura ou — o que é pior — pode
não mais voltar.

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PEQUENO DICIONÁRIO DE BOTÂNICA OCULTA

Neste brevíssimo dicionário de Botânica Oculta fizemos constar o nome de algumas plantas
com sua denominação vulgar, acompanhada, porém, da científica, isto é, em latim, com a finalidade de
evitar erros, pois é sabido que uma mesma planta costuma ser conhecida sob diferentes nomes. Com a
denominação latina podem, por conseguinte, tanto na Espanha como na América e em qualquer ponto
do globo, conhecer exatamente a planta que descrevemos, porquanto para isto é bastante que se
consulte uma Botânica corrente.
Anotamos também, neste pequeno dicionário, embora muito brevemente, os usos medicinais
que a ciência oficial nos ensina e a seguir nos ocupamos de suas virtudes mágicas, segundo a ciência
oculta.

Por último, registramos, algumas vezes e a título de curiosidade, as crenças e práticas


supersticiosas sobre as plantas que tão prodigamente nos oferece o amplo campo do folclore.

Fizemos preceder a publicação deste dicionário de umas breves notas astrológicas para que o
leigo no assunto saiba, em momento fixo, a hora conveniente em que se deve colher uma planta,
quando se trata de utilizá-la em alguma operação mágica. Embora esta condição seja absolutamente,
indispensável no citado caso, pode-se prescindir dela quando se trate de utilizar as plantas em
Terapêutica. Todavia, cumpre-nos fazer constar que os médicos da Antiguidade prescreviam suas
receitas, levando em consideração as influências planetárias. Mas, em princípios do século passado,
havia médicos que não purgavam nem sangravam seus enfermos sem antes consultar a influência da
lua e se o signo zodiacal não lhes era favorável.
Relação dos autores consultados para a confecção do presente dicionário: Agrippa, Alberto
Magno, Dioscórides e o Divino Paracelso.

AGAVE (Anthalonium Levini): As folhas frescas deste cacto, mastigadas, produzem


alucinações aterradoras; com as folhas secas, também mastigadas, obtêm-se visões alegres, de caráter
erótico. Esta planta é muito procurada pelos índios do Texas e Novo México. O cacto, em todas as suas
variedades, traz sorte, segundo a crença popular. Deve ser colhido na hora de Saturno.

AGÁRICO (Viscum album). — Tão famosa na antiguidade, hoje em dia esta planta está
relegada quase ao esquecimento. A ciência médica prescinde dela, e, no entanto, possui algumas
qualidades terapêuticas bastante apreciáveis, pois é sabido que dá excelentes resultados em diversas
doenças nervosas, como, por exemplo, nas convulsões e na epilepsia. Em ditas doenças se emprega o
agárico na forma de decocto. Obtém-se, fervendo, durante quinze minutos, 5 gramas de material
triturado, em meio litro d'água. Dose: uma chavenazinha cada quatro horas. Segundo Plínio, a infusão
do agárico, tomado no final do período menstrual, facilita a concepção e combate a esterilidade, em
muitos casos.

ABRÓTONO (Abrotanum). - Planta parecida com o absíntio. É anti-helmíntica, estomacal e


estimulante. Recomenda-se para provocar o fluxo menstrual e excelente para facilitar os partos.
Botânica oculta: Quente e seco. Lua. Colhe-se em princípios de abril, sob o signo de Escorpião.

ABSÍNTIO (Artemisa absinthyum). - É vermífugo e febrífugo. Produz insônias e alucinações


terrificantes nas pessoas muito nervosas. Botânica oculta: Receptáculo do astral inferior. Suas flores,
secas e queimadas, empregam-se como poderoso perfume nas evocações infernais.
Planeta: Marte.Signo zodiacal: Capricórnio.

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ACÁCIA (Acacia). — Árvore sagrada dos egípcios. Na fran-co-maçonaria simboliza a
imortalidade da alma. No grau Rosa-Cruz e em diversos ritos maçônicos ensina-se que a Acácia lembra
que foi desta madeira a cruz em que morreu o Divino Mestre.

Botânica oculta: O suco de dito fruto, colhido na hora planetária correspondente, é misturado
nas tintas que servem para desenhar os talismãs sobre pergaminhos. Planeta: Mercúrio.

AÇAFRÃO (Crocus sativus). — Possui muitas propriedades curativas, mas seu emprego não
pode ser recomendado a profanos na arte de curar.

Botânica oculta: Utiliza-se em feitiços e em perfumes mágicos. Colhe-se quando o Sol está em
Leão ou em Peixes ou quando a Lua está em Câncer.

ACANTO (Acanthus mollis). - Planta perene. Suas folhas cheias de suco mucilaginoso são
aperitivas, emolientes e muito eficazes para curar toda sorte de queimaduras. Desconhecemos suas
propriedades mágicas, se é que as tem. Planeta: Marte.

ACÔNITO (Aconitum napellus). — Os leigos no assunto não devem fazer uso desta planta em
matéria medicinal, pois oferece graves perigos.

Botânica oculta: É fria e seca. Emprega-se (misturada com arruda, açafrão e aloés) em
fumigações para afastar os maus espíritos. É uma das doze plantas dos Rosa-Cruzes. Os gregos diziam
que esta planta nascera da baba de Cérbero, quando Hércules o tirou dos infernos. Atribui-se-lhe a
virtude de fazer renascer o pelo. Planeta .Saturno.Signo zodiacal: Capricórnio.

AGNOCASTO (Agnus castus). — Paracelso chamou esta planta de satânica e empregava seus
grãos em infusão para curar "os ardores da carne". Suas propriedades afrodisíacas já eram conhecidas
dos atenienses, os quais colocavam esta planta em seus leitos com a finalidade de conservar a
continência.
Planeta: Saturno. Signo zodiacal: Câncer.

AGRIMÔNIA (Agrimonia eupatoria). — Fria e seca. É vermífuga; suas folhas são


adstringentes; cura as anginas, as nefrites, os fluxos leucorréicos, a debilidade da bexiga. Em loção é
muito boa contra as cataratas, as luxações, as feridas. É eficaz contra as picadas de cobras. Botânica
oculta: Colocadas sobre a cabeça duma pessoa dormindo, as folhas desta planta privam-na de acordar.

AIPO (Apio graveolens). — Os grãos desta planta são digestivos e muito eficazes contra as
flatulêncías. Suas raízes são diuréticas e aperitivas. A infusão desta planta (200 gramas num litro de
água) é um bom remédio para reduzir o leite das mães. Dose: uma xicarazinha de três em três horas.
Botânica oculta: Planta sagrada entre os gregos; utilizava-se em muitas cerimonias fúnebres.
Desconhecemos suas virtudes mágicas.

ALCACHOFRA (Scolymus). — Um pouco afrodisíaca. A raiz ou o grão, se colhidos quando o


Sol entra no quinto grau da constelação de Libra, curam os fluxos de sangue e as dores
do ventre. A água do cotão interior é excelente para conservar os cabelos. Marte em Escorpião.

ALHOS (Allium sativum). - Os egípcios prestavam grandes honras a estes bulbos; os gregos,
contudo, proibiam a entrada no templo de quem tivesse comido alho. No que diz respeito aos efeitos
medicamentosos, a ação destes bulbos tem sido apreciada em todas as épocas. São anti-helmín-ticos,

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estimulantes, anti-reumáticos e expectorantes; corrigem a menstruação; são bons contra a hidropisia e o
mal-de-pedra. Empregam-se também com êxito contra as bronquites. Aplicados diretamente, ou seja,
sem a gaza que entra em contato com a pele, são um excelente calicida e servem igualmente para
combater a sarna e a tinha. Recomenda-se o uso de alho no combate à raiva.

Ao atacado de hidrofobia dá-se a quantidade de alhos que seu organismo puder tolerar,
submetendo-o logo a um banho de vapor para provocar em seu organismo a maior abundância possível
de suor. Paracelso informa ter curado por este processo muitos doentes atacados deste terrível mal.
Botânica oculta: Para preservar-se de todo malefício, colhem-se sete alhos na hora de Saturno, enfiam-
se num barbantezinho de cânhamo e carregam-se pendurados no pescoço durante sete sábados e ficar-
se-á livre de feitiços por toda a vida. Para afastar os pássaros duma árvore, basta untar os galhos com
um alho. Se a pessoa deseja alhos inodoros, é só plantá-los e colhê-los quando a lua não se acha sobre
nosso horizonte.

ALOÉS (Aloé socotrina). — Gênero de plantas liliáceas; de suas folhas se extrai um suco que
se converte em massas quebradiças, de cor de alfarroba. Quando ministrado com acerto, produz
excelentes efeitos. Como aperitivo, dosifi-cam-se entre cinco a dez centigramas. Como purgante,
ministra-se uma dose entre dez centigramas a um grama e meio, segundo a idade de quem a tomar. Para
as crianças, é sempre um mau purgante. Também as mulheres grávidas não devem torná-lo. Tomarão
em dose de meio grama e repetidamente durante certo tempo, provoca a evacuação menstrual. As
loções de suco de aloés com vinagre evitam a queda do cabelo.

Botânica oculta: O aloés em pó, misturado com incenso, emprega-se como perfume para atrair
as influências de Júpiter.

ALFORVA (Trigonella foenum graecum). - Aplicada em cataplasmas, a farinha de suas


sementes é remédio eficaz para resolver as inchações e inflamações.

AMIEIRO (Betulo nigra). — Esta planta oferece a circunstância de que suas folhas se tornam
brancas, quando a atmosfera se dispõe a chover. Assim sendo, constitui perfeito barômetro natural.

Botânica oculta: O carvão desta madeira se emprega para traçar os círculos mágicos nas
evocações diabólicas.

ANGÉLICA (Archangelica officinalis). — Tem o nome de Erva-do-Espírito-Santo. Sua raiz é


tônica e estimulante; emprega-se com êxito contra a debilidade dos órgãos digestivos. Em geral, possui
propriedades antiespasmódicas, carminativas e estomacais.

Botânica oculta: Boa para prevenir alucinações; contrária à fascinação; colocada no pescoço das
crianças, defende-as contra toda sorte de embruxamento. Colhidas na hora de Saturno, as folhas são
boas para curar a gota; a raiz, arrancada nas horas de Sol ou de Marte, sob o signo de Leão, cura a
gangrena e as mordidas venenosas. Colhe-se em fins de agosto. Leão e Aquário.

ANIS-VERDE (Pimpinella anisum). - Os frutos desta planta ativam o trabalho do estômago e


dos intestinos; além disso, é diurético e atemperante. Usa-se em infusão, aquecendo-o até à ebulição 10
gramas de seus frutos em um litro de água. Tapar bem, deixar esfriar e coar. Para combater as cólicas
das crianças de peito, a ama-de-!eite deve tomar uma xicarazinha de três em três horas. Em loções,
melhora a vista; em infusão com vinho e açafrão, cura as oftalmias; em fragmentos amolecidos em
água e introduzidos nas fossas nasais, cura as úlceras do nariz.

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Botânica oculta: Desconhecemos-lhe propriedades mágicas. Suas propriedades curativas são
mais eficazes se dita planta for colhida na hora de Mercúrio sob as constelações de Gêmeos ou Virgem.

ARISTOLÓQUIA (Aristolochia). - É pulmonar, diurética, emenagoga, detersiva e vulnerária.


Favorece a expulsão das secundinas e cura os fluxos uterinos. Em loções com vinho cura a sarna e
desseca toda espécie de chagas.
Botânica oculta: O humo dos seus grãos acalma os epilépticos, os possessos e desata o nó da
agulheira (designa-se assim o feitiço que impede o homem de realizar o ato sexual com determinada
mulher).

ARNICA (Arnica montana). — Recomenda-se para aliviar a cabeça nas tonturas transitórias.
Dá excelentes resultados nos catarros pulmonares crônicos, sem febre, dos velhos e nas retenções de
urina por paralisia da bexiga. É um remédio externo muito popular contra os golpes e quedas como
resolutivo, mas a tintura deve ser diluída em água e não deve ser empregada pura. Em alguns casos,
quando a contusão é forte e não há arranhaduras, pode ser empregada só ou então com muito pouca
água.
Botânica oculta: É uma das doze plantas dos antigos Rosa-Cruzes. Sol.

ARTEMÍSIA (Artemisa vulgaris). — Desta planta, chamada também de erva-de-São-João,


empregam-se as folhas, flores e raízes. É emenagoga, estimulante e tônica. Emprega-se com êxito
contra a epilepsia. Fervida com vinho e tomada em pequenas doses, evita os abortos; muitíssimo
indicada para provocar a menstruação.

Botânica oculta: Era uma das doze plantas da antiga Rosa-Cruz. Colhida em dia de São João, se
suspensa do tronco de um roble, no meio de um campo, este se torna fértil. Não podendo ser neste dia,
pode ser colhida em qualquer sexta-feira antes do nascer do sol.

AVEIA COMUM (Avena sativa). — Contra os reumatismos. Cataplasmas quentes preparadas


com vinho. Contra a hidropisia: 25 gramas de sementes reduzidas a pó; 250 gramas de água. Ferver
pelo espaço de quinze minutos, deixar esfriar por um momento e coar com uma capucha de estamenha.
Tomar quatro chávenas diárias, durante muito tempo. Além disso, é um excelente diurético, pois pode
ser ministrado a doentes muito debilitados sem temor de extenuá-los. Contra as chagas pútridas:
Cataplasma quente composta de 5 gramas de levedura de cerveja e 100 gramas de farinha de aveia.
Para curar a sarna: deitar-se nu sobre um campo de aveia, esfregando-se a pele com um punhado de
talos da mesma planta, molhados em água de fonte. Deixar secar, depois, a pele naturalmente debaixo
duma árvore, que a sarna irá desaparecendo. Desconhecemos suas propriedades mágicas. Planeta: Sol e
Lua.

AVELEIRA (Hamamelis virginica). - Planta que o povo chama de Aveleira-da-Feiticeira. Tem


muitas aplicações terapêuticas. Uma das propriedades mais notáveis da aveleira é a de ser anti-
hemorroidal. Vejamos como se prepara a pomada para curar as hemorróidas: 100 gramas de manteiga
sem sal. 10 gramas de tintura de Hamamelis. Ponha-se tudo junto homogeneamente num almofariz.

Uso: três aplicações por dia. A tintura de Hamamelis se obtém da seguinte maneira: 100 gramas
de álcool 90.°. 20 gramas de pedacinhos de aveleira (casca e folhas secas). Manter vinte dias em
amolecimento, filtrar e envasilhar.

AZEDINHA-DA-HORTA (Rumex acetosa). - É depurativa e refrescante. Cortada em


pedacinhos e postos em vinagre forte branco, durante quarenta e oito horas, a raiz é um excelente

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remédio contra as erupções da pele. Emprega-se em loções. O suco desta planta, recém-extraído, é
empregado com êxito quando aplicado sobre as úlceras pútridas e gangrenosas, sendo necessário
recobri-las logo com algodão hidrófilo, que se prende com uma ligadura.

AZINHEIRA (Quercus ruber). — Em terapêutica, usa-se apenas a casca desta árvore ramosa. É
adstringente. Emprega-se contra as diarréias serosas, hemorragias, leucorréias, hemoptises.
Administrada em grandes doses, usa-se contra a tuberculose pulmonar. A melhor maneira de se usar
este material é em decocto. Durante quinze minutos, ferver 25 gramas de casca em pedacinhos em meio
litro d'água. Deixar esfriar e coar. Dose: quatro chávenas por dia, ou mais, se não se sentir uma
imediata melhoria.

BARDANA (Lappa maior). - Fria e seca. Atua sobre as doenças da pele, úlceras, gota e sífilis.
Dá excelentes resultados nos cálculos de rins e na bexiga, como também nas cólicas hepáticas.
Aplicadas em cozimento, as folhas constituem um notável remédio contra a tinha. Usa-se em infusão:
25 gramas num litro de água. Desconhecemos suas propriedades mágicas.

BELADONA (Atropa belladona). - Fria e úmida. Esta planta é muito ativa e, como o acônito e
o Meimendro, seu emprego deve ser dirigido por um médico.
Botânica oculta: Tem propriedades muito semelhantes ao meimendro e é outra das várias
plantas que entram na composição da pomada das bruxas. Suas folhas secas e trituradas e misturadas ao
açafrão e cânfora constituem um perfume mágico para afugentar as larvas do astral. Saturno. Vênus.
Escorpião.

BETONICA (Betonica officinalis). - Ingerida, produz abundantes defecações. Exteriormente,


aplica-se com êxito nas úlceras varicosas e nas chagas infetadas. Emprega-se em cozimento: 100
gramas num litro d'água. Botânica oculta: É indicada contra o embruxamento.

BISTORTA (Poligonum bistorta). — Sua raiz é empregada como poderoso adstringente para
combater as diarréias crônicas. Usa-se em garvarismos para curar as inflamações crônicas da boca e
fortalecer as gengivas. Aplicada em loções, ajuda a cicatrizar todo tipo de chagas. É um grande tónico
para combater a tuberculose incipiente, tomada com vinho (de 50 a 100 gramas). Desconhecemos suas
virtudes mágicas.

BRIÔNIA (Bryoniaalba). —O povo batizou esta planta com os nomes de nabo-galante, nabo-
diabólico, morte-do-díabo e outros vários. Seu uso interno oferece vários perigos. Recomendamos seu
emprego para combater a inchação da garganta, do peito, do ventre, das pernas, etc, na seguinte forma:
25 gramas de raiz de briônia; 200 gramas de azeite puro de oliveira. Ferver até que seu conteúdo tome
uma cor preta. Aplicar, friccionando, sobre a parte doente e colocar atadura, em seguida.

Botânica oculta: Emprega-se em determinadas cerimônias de magia negra. Columela atribui-lhe


a virtude de afastar os raios. Para isto, é preciso colocar um raminho de briônia em cada um dos quatro
pontos cardeais do edifício que se desejar preservar da faísca elétrica. Mercúrio.

BUGLOSSA (Anchusa itálica). — O suco das folhas desta planta é excelente para curar as
palpitações do coração. Para isto misturam-se 30 gramas de suco com igual quantidade de açúcar, até
formar uma espécie de xarope. Tomar ao deitar-se, durante alguns dias. As flores são muito
recomendáveis nas bronquites leves e nos catarros ligeiros. A melhor maneira de administrar estas
flores para ditas doenças é como segue: Em meio litro de água, ferver 10 gramas de flores e folhas

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desta planta. Deixar esfriar e coar. Uso: Quatro ou seis chávenas divididas convenientemente durante o
dia.

CALDO-BRANCO (Verbascus thapsus). - Desta planta, empregam-se folhas e flores. Serve


para combater a asma, os tenesmos de sangue e a tosse. Administra-se em infusão. Em meio litro
d'água, ferver folhas e flores misturadas, em quantidade de 10 gramas. Dose: Uma chavenazinha cada
hora. Em afecções crônicas e passados os acessos, quatro chavenazinhas por dia. Em alguns casos de
sífilis, as folhas têm apresentado bom resultado e, em infusão de leite, servem também contra a
tuberculose pulmonar. Exteriormente, aplicam-se frescas para curar as feridas.

CAMÉLIA (Camelli). — Planta originária da China,*impor-tada para a Europa por um sábio


jesuíta chamado Camelli, do qual tomou o nome que leva. Não possui aplicações terapêuticas.

Botânica oculta: Convenientemente destilada, esta planta produz um azeite de um grande valor
mágico, destinado à alimentação das lâmpadas empregadas em ritos teúrgicos, como as evocações
angélicas. Seu uso é muito benéfico nas sessões espirituais, pois com ele se conseguiriam
comunicações somente com espíritos muito elevados ou, pelo menos, com espíritos bondosos.

CANA (Arundo donax). - Usa-se como depurativo suave e também para fazer passar o leite das
amas-de-leite. Em meio litro de água, ferver durante vinte e cinco minutos 30 gramas de sua raiz
reduzida a pó. Deixar esfriar e coar. Como depurativo, tomar quatro chávenas diárias. Como lactífugo,
uma xicarazinha de três em três horas.

CANELA (Cinnamomum zeylanicum). — A canela é a segunda casca duma árvore chamada


caneleira que se cria no Ceilão e em outros países quentes. Emprega-se muito mais na arte culinária do
que na terapêutica. E excelente para provocar as menstruações. Serve contra as indigestões, emoções
fortes, síncopes, espasmos e outros acidentes análogos. Nestes casos se tomam umas colherzinhas desta
casca em tintura, a qual se prepara como segue: 100 gramas de canela, reduzida a pedacinhos, que se
deixam em amolecimento durante quinze dias em meio litro de álcool a 80P.
Botânica oculta: Emprega-se nos perfumes mágicos do Sol e em certos filtros de amor, cujo uso
o mago branco deve repelir.

CÂNHAMO HINDU (Cannabis indica). - Planta originária do Oriente. É ativíssima. Não deve
ser usada sem o concurso do médico, pois sem ele há o risco de envenenamento. Em tintura,
recomenda-se contra os ataques de coqueluche, nas neuralgias e cefaléias. Aconselha-se como sedativo
nos acessos provocados pelas úlceras estomacais. Pode ser usado como hipnótico, dado que suscita o
sono. A tintura se prepara da seguinte maneira: 20 gramas de pontas de cânhamo. 100 gramas de álcool
a 90.°. Deixar para amolecimento durante quinze dias e filtrar com papel. A dose médica é de cinco a
vinte e cinco gotas por dia.

Botânica oculta: O cânhamo hindu produz um extrato gorduroso, do qual se fabrica o famoso
haxixe. Em uma ou duas ingestões, este produto proporciona êxtases místicos, diabólicos ou
extremamente eróticos, segundo a moralidade ou mentalidade do indivíduo que o usa. Estes êxtases são
quase desconhecidos do Ocidente; em compensação, determinadas seitas utilizam-no e aplicam
sabiamente em1 suas cerimonias e ritos litúrgicos. Planeta: Saturno.

CEBOLA (Allium cepa). — Cebola branca ou cebola comum. Esta planta hortense é diurética,
estimulante, vermífuga, expectorante e afrodisíaca. Administra-se contra a retenção da urina, contra as

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lombrigas intestinais, o catarro pulmonar, a tosse bronquial e o escorbuto. Emprega-se o sumo recém-
extraído por pressão, misturado com xarope numa dose de 4 a 8 gramas. Para uso externo aplica-se
cozida ou crua. No primeiro caso, atua como emoliente e no segundo, como rubefaciente. Crua, usa-se
contra as pneumonias, procedendo-se da seguinte maneira: Pôr a cebola cortada em cruz numa panela
tampada e aquecer suavemente até que se desprenda uma pequena quantidade de água; em seguida,
borrifar com essência de terebentina e aplicar sobre a parte doente. O sumo de cada cebola crua,
aplicado em fricções sobre o couro cabeludo, detém a queda do cabelo. Contra a dor de ouvidos: cozer
uma cebola ao rescaldo, colocá-la sobre um pedaço de pano com um pouco de manteiga fresca, sem
sal, e aplicar tudo na orelha, num estado mais quente possível, durante uns minutos.

CEBOLA-ALBARRÃ (Scilla marítima). - Muito conhecida do povo. Registramo-la unicamente


com o fim de premunir nossos leitores para que não façam uso dela na medicina caseira, visto que
oferece sérios perigos. Ignoramos suas propriedades ocultas.

CELEDÔNIA (Chelinoum majus). - Usada interiormente, é muito perigosa, razão porque só


damos a conhecer seu uso externo. O suco desta planta - que pode ser extraído malhando-se a sua raiz
num almofariz, extirpa as verrugas. Contra a supressão das regras, aplica-se uma cataplasma de dita
planta sobre a pélvis. Para isto se deve malhar uma planta inteira, de bom tamanho, até conseguir um
amassilho composto de talos frescos, folhas e raízes. Segundo um remédio popular, este sumo serve
para aclarar a vista. Acautele-se contra o uso, pois corre o risco de ficar cego quem procurar utilizá-la.

Botânica oculta: A raiz da celedônia, colocada sobre a cabeça de um doente, em estado febril,
pô-lo-á a cantar se realmente tiver que morrer e, ao contrário, se continuar vivendo se porá a chorar
amargamente. Sol, Sagitário.

CENTÁUREA MENOR (Erythrae centaurium). - Seus talos e flores são um tônico amargo de
primeira ordem na debilidade digestiva e falta de apetite. Administra-se contra as febres intermitentes,
flatulências e gota. A infusão se prepara com 5 gramas de flores em meio litro d'água. Esquenta-se até
ferver e coa-se. Aplica-se externamente sobre as úlceras escrofulosas e sobre as feridas.

CEVADA (Hordeum vulgare). — É nutritiva, emoliente e refrescante em sumo grau. Usa-se em


decocto. Prepara-se como segue: Em meio litro d'água ferver, durante vinte minutos, 20 gramas de
cevada descascada e moída. Deixar esfriar e coar. A farinha de cevada é empregada em uso externo
para confeccionar cataplasmas muito úteis para dissipar e atenuar os humores.

Botânica oculta: As espigas desta planta (Yava em sânscri-to) eram oferecidas pelos brâmanes
em sacrifícios aos deuses e aos sete príncipes espirituais. Planeta: Sol.

CHICÓRIA (Chicorium Intibus). — Quente e seca. É depurativa e laxante. Contra as digestões


lentas: fervam-se 20 gramas de folhas novas de chicória num litro d'água; deixar esfriar lentamente e
depois coar. Tomar uma xícara depois de cada refeição. Com seu uso prolongado curam-se as cólicas
hepáticas.

Botânica oculta: De joelhos diante desta planta, no dia de São João Batista, antes do nascer do
sol, levantar-se pausadamente e pronunciando em voz baixa, por três vezes, a palavra sagrada
Tetragrámmaton. Levar a planta para casa e mantê-la guardada bem envolta em panos brancos e
limpos. Com isto se obtém um poderoso amuleto contra todas as ciladas diabólicas e contra toda
espécie de sortilégios. Desta benfazeja influência participarão todos os que moram na casa onde está
guardado dito amuleto.

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CICUTA (Conium maculatum). — Planta sumamente venenosa, pelo que se deve evitar seu uso
interno sem indicação do médico. A cicuta pode ser facilmente confundida com o cerefolho e o
perrexil. Para obviar funestas consequências, apontaremos as diferenças existentes entre as referidas
plantas. A cicuta tem as folhas três vezes aladas; são folhinhas agudas, incindidas nos bordos. Seu
cheiro é desagradável. O cerefolho tem as folhas semelhantes às da cicuta, porém são folhinhas curtas e
largas. Seu cheiro lembra o do anis. O perrexil tem folhas inferiores duas vezes aladas; folhas largas,
trioladas e em forma de cunha. Seu cheiro é muito pouco pronunciado. Para combater o
envenenamento pela cicuta é preciso provocar o vomito e administrar, em seguida, os ácidos vegetais
debilitados, tais como o suco de limão, o vinagre, etc.

A cicuta não produz nenhum efeito tóxico nas cabras e carneiros, sendo venenosa para os
coelhos, bois e cavalos. No homem provoca sede, dores de cabeça e do estômago, vertigens, delírios e,
por último, esfriamento geral seguido da morte. Os frutos desta planta, que são menos ativos do que as
folhas, utilizam-se para fabricar o anis. Aos condenados à pena máxima os gregos davam de beber uma
beberagem feita à base de cicuta. A história lembra com isto a morte de Sócrates.
Botânica oculta: O suco desta planta faz parte da pomada dos bruxos. Preparada com vinho,
produz um sono letárgico nos pássaros.

CINOGLOSSA (Cinoglossum officinalis). — Conhecida com o nome de língua-de-porco, desta


planta se aproveitam as folhas e a casca da raiz. Tem propriedades calmantes, peitorais, narcóticas e
antidiarréicas. Excelente para combater os catarros bronquiais. Administra-se em decocto. 250 gramas
de água; 15 gramas de casca da raiz. Ferver durante vinte minutos. Dose: tomar cinco chavenazinhas
por dia, bem quentes. As folhas se aplicam em cataplasmas sobre as inflamações epidérmicas e as
queimaduras. Botânica oculta: Trazida consigo, a raiz desta planta nos reconcilia com nossos inimigos
e atrai-nos a simpatia de nossos semelhantes (Porta).

CIPRESTE (Cupressus sempervirens). — O fruto desta árvore resinosa consiste em pinhas ou


galhas. Sua decocção conserva os cabelos em sua cor primitiva, pois evita as cãs até uma idade muito
avançada.

Botânica oculta: O cipreste é o símbolo da morte. Com sua ramagem se coroava a fronte de
Plutão. A madeira desta árvore serve para a construção da mesa triangular que se emprega em
determinados trabalhos de bruxaria, como na imprecação dos "responsórios às avessas" e outros da
mesma natureza. Utiliza-se também a madeira para jogá-la ao fogo junto com ervas e drogas, em certas
evocações aos elementais.

COCA (Erythroxylum coca). - Conhecida pelo nome de Coca do Peru. Arbusto cujas folhas, de
propriedades excitantes como o café e o chá, são muito apreciadas pelos índios para mastigá-las. Os
antigos ou primitivos índios do Peru tinham este arbusto como sagrado, queimando-o nos altares
erigidos ao Sol. Possui uma ação tonificante que se emprega para aumentar a força em neurastênicos e
convalescentes. Mitiga a fome e a canseira. Tem sido preconizada também para reduzir a obesidade.
Das folhas desta planta se extrai a cocaína.
Botânica oculta: As ínjeções hipodérmicas de seu sal, a cocaína, podem constituir um
verdadeiro pacto com os seres do Astral, segundo o sábio ocultista Estanislau de Guaita (Le Temple de
Satan, pág. 346). Planetas: Saturno e Sol.

COCLEÁRIA (Coclearia officinalis). — Suas propriedades antiescorbúticas são conhecidas de


há muito tempo. Recomenda-se também contra as afecções pulmonares, catarros bronquiais, catarros

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da bexiga e nas flores brancas. Use-se em infusão: Pôr ao fogo meio litro d'água com 25 gramas de
folhas desta planta e, assim que começar a ferver, tirar e deixar esfriar, mantendo-se o recipiente bem
tampado; coar em seguida. Dose: quatro a seis chávenas por dia. Desconhecemos suas propriedades
mágicas.

COENTRO (Coriandrum sativum). - Chamada também coriandro, esta planta é usada para
combater com êxito o histerismo, em todas as suas fases: as afecções gastrointestinais, a cefaléia e as
quartas. Infusão: 200 gramas de frutos da planta num litro d'água. Quatro pequenas chávenas diárias,
ou mais, segundo a intensidade do mal. Emprega-se-também para melhorar o sabor da cerveja.
Botânica oculta: Com os frutos desta planta, reduzidos a pó e misturados com almíscar, açafrão e
incenso, obtém-se um perfume de Vênus muito eficaz nas práticas de magia sexual. Os amuletos e
talismãs amorosos devem ser defumados com este perfume (Agrippa).

CONSÓLIDA (Symphytum officinalis). — Conhecida sob diversos nomes: Grande Consolda,


Consolda Maior, Orelha-de-burro, Orelha-de-vaca, Língua-de-vaca, Erva-das-cortadu-ras, Erva-do-
cardeal, Sínfito Maior, Sínfito-de-cão, Consolda e Solda-com-Solda. Os antigos atribuíam-lhe a
propriedade de consolidar as fraturas. Daí a origem dos nomes de Consolida e Consolda. Seu largo
rizoma (1), que contém muito mucílago e, além disso é algo adstringente, usa-se no interior contra a
hemoptise e a diarréia. Administra-se em infusão. Durante vinte e cinco minutos ferver, em meio litro
d'água, 25 gramas de rizoma em pedacinhos. No exterior, em fomentações, para curar as queimaduras e
as feridas. Em injeções uretrais e vaginais, para as doenças venéreas. Em emplastos e cataplasmas, para
curar as deslocações, empregando o rizoma fresco e bem picado. Segundo Bramwell, favorece a
formação de novos tecidos na úlcera do estômago.

CORRIOLA (Calystegia sepium). — Planta encontradiça em quase toda a Espanha e cresce nos
canaviais; é acre e tem uma resina semelhante à jalapina. Seu suco, muito leitoso, é purgante eficaz.
Também suas folhas são purgantes, mas sua ação é menos ativa. A raiz desta planta é aconselhada para
combater a paralisia incipiente.

Botânica oculta: Se suas folhas forem aplicadas por um momento sobre uma chaga pisada e
deixadas logo num lugar úmido, a cura da chaga se opera magneticamente. Uma infusão de suas folhas
misturadas com vinho ou licor constitui um filtro de amor, isto é, tem a virtude de conservar a
harmonia e o amor entre namorados. Trazendo-se junto a sua raiz, evitam-se as doenças das vistas,
chegando até a serem curadas. Planetas: Júpiter e Sol.
1 - Rizoma:Talo horizontal e subterrâneo, como o do lírio comum.

COUVE (Brassica oleracea). - Os antigos consideravam-na como um remédio universal.


Hipócrates prescrevia-a cozida com mel para atacar toda espécie de cólicas. Durante a gravidez as
mulheres atenienses comiam abundantes pratos de couves. O entusiasmo pela couve foi tamanho que se
chegou a atribuir à urina das pessoas que se alimentavam de couves, a virtude extraordinária de curar as
herpes, as fístulas e até o câncer. As dores lombares desaparecem com a aplicação de folhas cozidas,
bem quentes. Se aplicadas sobre os peitos das amas-de-leite, fazem desaparecer os infartos mamários.
Em cataplasma, dão muito bons resultados contra as dores reumáticas. Para isso, devem ser aplicadas
bem quentes e renová-las cada duas horas, no mínimo. As sementes da couve são um excelente
vermífugo. Câncer e Escorpião. A couve vermelha, chamada Lombarda, comida antes de um banquete,
evita os mal-estares produzidos pelo vinho tomado em grande quantidade. Tem propriedades contra as
flatulências, a bílis e a icterícia. Lua e Júpiter.

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CRAVINHOS (Eugenia cariphylla). — Conhecidos vulgarmente com o nome de Cravos-de-
Especiaria. São originários das Molucas e de Caiena. Estes últimos são os melhores. Têm propriedades
tônicas, estomacais, cordiais e estimulantes. Empregam-se em infusão e tintura. Infusão: Em meio litro
d'água, ferver quatro gramas de cravinhos. Dose: Uma colher de três em três horas. Tintura: Em 100
gramas de álcool a 80° amolecer 20 gramas de cravinhos. Dose: de 3 a 8 gramas diárias, misturadas
com água-de-flor-de-laran-jeira. No uso externo se recomenda a tintura em fricções para combater a
paralisia e a fraqueza muscular. Esta medicação abaixa a temperatura durante o estado normal. Acalma
momentaneamente a dor de dentes, mas é um remédio nada recomendável

Botânica oculta: Planta quente e seca. Colhe-se quando o Sol está em Peixes ou quando a Lua
está em Câncer. A essência dos cravinhos se usa em vários trabalhos de magia negra. Associada ao
fósforo, atrai as larvas, pois deles se nutrem consideravelmente. Se um hipnotizador, durante o seu
trabalho, conserva na boca um cravo de especiaria, aumentará sobremodo sua força nêurica. A essência
dos cravinhos se emprega em determinados trabalhos de magia sexual

CULANTRILHO (Adianthum capillus). - Conhecido pelo nome de Culantrilho-do-poço. E um


feto que cresce nas paredes dos poços e nas fendas de rochas úmidas. Emprega-se fresco, pois logo
perde suas propriedades curativas. Facilita a expectoração e acalma as dores do peito. Favorece o
aparecimento das regras. Usa-se em loções para tonificar o couro cabeludo, pois evita a queda dos
cabelos. Botânica oculta: A coroa de Plutão era formada das folhas desta planta. Plutão era divindade
mitológica que presidia e governava as regiões infernais. Seu nome grego é Hades. Planeta .Saturno.

DAMIANA (Turner aphrodisiaca). — Planta do Brasil, Califórnia e México, da qual se usam


apenas as folhas. É diurética e afrodisíaca. Sua ação fundamental consiste em ser um bom tônico
nervoso, cujo efeito é duradouro. Indicada na neurastenia, nas convalescenças lentas e na impotência.
Um bom estimulante das funções cerebrais e excelente nos casos de dispepsia e na gastralgia,
acompanhada de enxaqueca. Recomenda-se igualmente na albuminúria que se segue a uma escarlatina,
nas afecções dos rins e da bexiga. Usa-se em infusão, em decocto e em tintura. Infusão: 10 gramas de
material esfarelado num litro d'água. Decocto: 30 gramas de material num litro d'água. Dose: de 60 a
125 gramas por dia. Tintura: 20 gramas de material em 100 gramas de álcool de 90P. Deixar amolecer
durante quinze dias. Dose: Quarenta gotas por dia, dissolvidas em vinho ou água aromatizada e
açucarada. Ignoramos suas propriedades mágicas.

DENTES-DE-LEÃO (Taraxacum dens leonis). - Planta vulgar e comum em nossos campos e


prados; segrega abundante e amargo suco leitoso. Desta planta usam-se as folhas e a raiz. Seu decocto
acalma a tosse e as irritações do peito; dá resultados muito bons contra os escarros de sangue; excelente
febrífugo e sudorífico. Excita o curso da bílis e exerce uma ação favorável nos infartos do fígado e na
icterícia. Provoca as contrações da vesícula biliar. Além disso, tem propriedades diuréticas e
depurativas que a aconselham nas afecções crônicas. Decocto: Em meio litro d'água colocar 10 gramas
de material esfarelado.

DÍTAMO BRANCO (Dictamus a/bus). - Erva ramosa, com folhas semelhantes às do freixo,
razão porque é vulgarmente conhecida pelo nome de freixinho. Balsâmico, sedativo, sempre verde.
Estimula e favorece a digestão e regulariza o fluxo menstrual. Suas folhas, em compressas, são
excelentes para as mulheres grávidas. Usa-se em decocto. Ferver 10 gramas do material em meio litro
d'água. Deixar esfriar e coar.

Botânica oculta: Uma coroa destas folhas colocada na cabeça duma pessoa magnetizada
contribui, de maneira surpreendente, para o desenvolvimento da clarividência sonambúlica. A raiz do

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dítamo branco, quando deixada secar e lançada ao fogo, produz um humo que favorece igualmente o
trabalho do magnetizador e ajuda o indivíduo refratário. Sol e Câncer.

ÊNULA-CAMPANA (Inula Helenium). - Desta planta se aproveitam a rizona e raiz. Emprega-


se contra os catarros bronquiais, retenções de urina, irregularidades do fluxo menstrual e na leucorréia,
na falta de apetite e nas pneumonias para acalmar a tosse e favorecer a expectoração. Indicada na
dispepsia atônica para estimular a mucosa do estômago. Excelente, também, contra a diarréia.
Administra-se em decocto. No espaço de quinze minutos, ferver 3 gramas de rizoma em meio litro
d'água e deixar esfriar. Dose: Quatro chavenazinhas diárias. O pó de rizoma é muito eficaz contra as
doenças do baço. Tomar, em jejum, 9 gramas por dia, diluídos em vinho generoso. Aplica-se em loções
contra as úlceras de mau cariz.

Botânica oculta: Num grimório muito popular, Os Segredos do Pequeno Alberto, se lê o


seguinte: "Na noite de São João, ao soar a meia-noite, colhe-se a erva chamada Ènula-campana, põe-se
a secar e reduz-se a pó, acrescentando-se-lhe uma pequena quantidade de âmbar cinzento. Ponha-se
tudo numa bolsinha de seda verde e leve-se junto do coração durante nove dias. Coloquem-se
imediatamente estes pós em contato com a pele da pessoa que se ama (sem que ela perceba) e se
despertará nela um amor irresistível para com quem fez o trabalho descrito".

ERVA-DE-SANTA-MARIA (Tanacetum vulgare). - A infusão de pontas floridas corrige as


irregularidades mensais. Dose diária: 8 gramas.

ERVA-GATEIRA (Nepeth cataria). - Desta planta se empregam as pontas floridas para


combater a fraqueza consuntiva, a languidez, o escorbuto, as neuralgias, as síncopes, a atonia digestiva
e a menstruação anormal. É também anti-histérica. Usa-se em infusão. Em meio litro d'água fervem-se
10 gramas de pontas. Dose: Quatro calice-zinhos ao dia.
Botânica oculta: Colhida sob um aspecto favorável e sabendo extrair o "arcano'', como indica
Paracelso, constitui uma poção que tonifica o corpo de uma maneira prodigiosa e proporciona uma
longa vida, isenta de doenças. Planeta: Mercúrio.

ERVA—MOURA (Solanum nigrum). — Suas bagas são ligeiramente narcóticas, podendo


produzir acidentes funestos devido ao seu uso intempestivo. Por esta razão nos abste-mos de indicar o
uso desta planta. Tem propriedades sedativas e emolientes.
Botânica oculta: As bagas, misturadas com ramos de mirta, lançadas sobre brasas vivas,
constituem um bom perfume mágico para afugentar as larvas do plano astral. Signo zodiacal: Libra.

ESCABIOSA (Succina pratensis). - Nasce em terrenos úmidos e argilosos e dela se utilizam as


folhas e as raízes. Suas propriedades suforíficas e depurativas tornaram esta planta popular no
tratamento da pequena varíola, do sarampão, da escarlatina e das febres pútridas. Seu decocto é
preparado da seguinte maneira: Durante vinte e cinco minutos ferver 30 gramas de folhas de escabiosa
em meio litro d'água. Deixar esfriar e coar. Devido à sua propriedade adstringente, emprega-se em
lavagens vaginais, para combater a leucorréia (flores brancas). Sendo, além disso, vulnerária, aplica-se
exteriormente para lavar as úlceras. Desconhecemos suas propriedades ocultas. Fria e seca. Touro ou
Libra, Mercúrio. As pontas, sob Áries,

ESPINHEIRO CERVICAL (Rhamnus catharticus). - As bagas deste arbusto desprendem um


cheiro muito desagradável e constituem um purgante enérgico. Utilizam-se como derivativos intestinais
nos cardíacos e nos urêmicos. Provocam uma reação salutar na apoplexia e na congestão cerebral.

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Usam-se contra as lombrigas com resultados muito bons. Tomam-se em jejum, de 15 a 20 bagas,
segundo a idade do paciente.

Botânica oculta: Quente e seco. Planta consagrada a Saturno. Emblema da inveja. Foi utilizado
para confeccionar a coroa de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em certos ritos simboliza a
virgindade, o pecado, a humilhação. Seus ramos, com seus frutos (bagas), colados às portas e janelas de
uma casa, neutralizam os esforços dos bruxos e impedem a entrada dos maus espíritos. Signo zodiacal:
Libra.

ESTRAMÔNIO (Datura stramonium). - Cresce em lugares não cultivados, em terrenos


arenosos e entre escombros. Suas folhas são amargas e exalam um cheiro nauseabundo. Administra-se
em várias formas, mas, em se tratando duma planta perigosíssima, aconselhamos que só se empreguem
suas folhas dessecadas para fumá-las em cigarros contra a asma, pois é um remédio que sempre alivia,
deixando as diversas aplicações que tem à disposição do médico.

Botânica oculta: Na Magia Negra se faz uso extraordinário desta solanácea. Por isso os
franceses a chamam de "erva-do-diabo". Uma dose grande dela entra na composição da pomada dos
bruxos, com a qual se untavam todo o corpo para assistir à festa sabática denominada Conciliábulo.
Planeta: Saturno.

FAIA (Fagus sylvatica). — Desta árvore se aproveita a casca. É aperitiva e antifebrífuga.


Emprega-se em decocto numa dose de 30 gramas de casca seca ou 15 de fresca, com 200 gramas de
água, administrando-a uma hora antes do acesso. Em dose maior, é purgante e vomitiva.

Botânica oculta: O talo, reduzido a pó, serve de perfume para atrair as influências saturninas.
Planetas: Júpiter e Saturno.

FAVA (Faba vulgaris). — A decocção de favas é boa contra o mal-de-pedra. O emplasto feito
com sua farinha resolve os tumores das partes sexuais. A farinha de favas é excelente contra as
queimaduras de sol e os escaldamentos produzidos por água fervendo. Por isso se esfrega a parte
doente durante dez ou mais minutos e logo se aplica uma compressa da própria farinha.

Botânica oculta: Suas flores levam a marca dos infernos, segundo a escola de Pitágoras. As
favas, colhidas em fins de outubro, estão sob os auspícios de Escorpião com Mercúrio. O fruto é de
Saturno e da Lua.

FETO MACHO (Polystichum fílix mas). Desta planta se emprega o rizoma, que é dulcíssimo,
nauseabundo, algo adstringente. Tem sido apregoado como o melhor expulsor de tênia ou solitária;
contudo, se sempre expulsa a tênia oriunda da carne de boi, algumas vezes falha em se tratando de tênia
originária da carne de porco. A preparação mais usada é a tintura etérea concentrada, mas pode ser
empregada também em pó embora seus resultados não sejam sempre tão eficazes. Por isso deverão ser
tomadas em jejum, de uma só vez, 10 gramas de pó de feto macho diluído em 125 gramas de água.
Transcorrida uma hora, toma-se um purgante. A dose para crianças é de 50 centigramas para cada ano
de idade. Num tratado de medicina do século XVI lemos o seguinte: A raiz em pó é boa contra a
solitária; cozida em vinho, abre as obstruções do baço, cura a melancolia, provoca as regras e evita a
concepção.

FIGUEIRA (Ficus carica). — Desta árvore usam-se os frutos e a casca verde. Os figos secos são
emolientes e peitorais. Curam os calos, bastando para isto ficar com um aberto durante dias. Aplicados

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sobre os tumores da boca, abranda-os e resolve. A casca fresca detém as hemorragias nasais. Por isso é
preciso cortá-la e a massa resultante se aplica nas fossas doentes.

Botânica oculta: Com as folhas desta árvore se coroava Saturno e entre os romanos era uma
árvore sagrada. Os gregos a dedicaram a Mercúrio; os espartanos, a Baco. Na índia era consagrada a
Vishnu. Um ramo de figueira colhido sob o aspecto planetário conveniente acalma a fúria dos touros. A
sicomancia constituía uma adivinhação com as folhas da figueira. Escrevia-se a pergunta numa folha e,
de acordo com o tempo que levava para secar, concluía-se o vaticínio. O fruto branco pertence a Júpiter
e Vênus. O fruto negro, a Saturno. Signo zodiacal: Aquário.

FUNCHO (Foeniculum vulgare). ~ Suas propriedades medicinais são muito parecidas às do


anis; os frutos do funcho e as pontas exalam um cheiro agradável; são carminativos e muito úteis na
atonia digestiva, acompanhada de histerismo e hipondria, e são indicados também para as cólicas
nervosas das crianças. Estes frutos constituem um dos melhores medicamentos para aumentar a
secreção do leite. As folhas se empregam tanto exterior como interiormente como resolutivos; a raiz se
usa como diurética e sua casca, como aperitivo. Infusão: Em meio litro d'água, ferver 10 gramas de
material. Tapar, deixar esfriar e coar. Dose: De quatro a cinco calicezinhos por dia.

GATUNHA (Ononis campestris). — Conhecida com o nome de unhas-de-gato, em virtude dos


espinhos desta erva, que arranham como as unhas do animal. É aperitiva e possui qualidades
estomacais. Usam-se as raízes em decocto. Em meio litro d'água, ferver 15 gramas de material
esfarelado. Botânica oculta: Colhida sob a conjunção de Marte e Júpiter, esta erva constitui um
poderoso talismã contra os acidentes infelizes e também contra as ciladas de toda espécie, contra os
ladrões, evita as rixas, etc. Planetas: Marte e Júpiter.

GENCIANA (Gentiana lutea). — Emprega-se para combater o artritismo, a clorose, a


debilidade do estômago, as escrófulas, as febres intermitentes, a gota e para expulsar as lombrigas
intestinais. Usa-se em infusão, em tintura ou em vinho, segundo a doença que se tem que combater.
Contra as febres intermitentes, a infusão é a seguinte: Em meio litro d'água, ferver três gramas de raiz
esfarelada. Dose: Quatro xicarazinhas por dia. Contra o artritismo, a gota e as lombrigas, usa-se a
tintura. Tintura: Durante vinte dias, deixar amolecer 20 gramas de raiz esfarelada em 100 gramas de
álcool a 90 graus. Dose: de 3 a 9 gramas, em três vezes, com vinho generoso. Contra as escrófulas, a
clorose e a debilidade do estômago, emprega-se o seguinte vinho: Durante uns dias, deixar amolecer 30
gramas de genciana esfarelada em 650 gramas de álcool a 90P; acrescentar, depois, um litro de um bom
vinho generoso e ao término de quinze dias filtrar. Dose: Três calicezinhos por dia, antes das refeições
principais.

Botânica oculta: Quente e seca. A espécie que cresce nas montanhas era utilizada pelos antigos
Rosa-Cruzes, em suas cerimonias. É dedicada a São Pedro. Planeta: Sol. Signo zodiacal: Leão.

GIRASSOL (do grego: Hélios/Sol e írópo/girar). — Botânica oculta: Conforme seu nome
indica, esta flor se vira para seguir o curso do sol. É consagrada a Apoio e constitui uma das doze
plantas mágicas da antiga Fraternidade Rosa-Cruz. Se magnetizarmos uma sonâmbula e lhe
entregarmos uma flor de girassol com uma boa parte do seu caule, a sonâmbula adquirirá uma
extraordinária visão orgânica interna (metagnose) que lhe permitirá fazer revelações tão surpreendentes
como verídicas. Além disso, possuirá uma faculdade especial para a interpretação dos sonhos
(onirocrítica). Planeta:Sol. Signo zodiacal: Leão.

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HELÉBORO NEGRO (Helleborus niger). - Conhecido com os nomes de erva-de-Natal, erva-
do-infemo e rosa-do-fogo. É um purgante violento, sendo, além disso, vermífugo e emenagogo. Seu
emprego terapêutico é perigoso, pelo que o leigo não deve fazer uso dele.

Botânica oculta: O Heléboro negro é uma das plantas mais usadas pelos bruxos. Sua raiz,
colhida na hora de Saturno, é lançada sobre brasas vivas, quando se evocam entidades infernais.
Pendurado no pescoço duma criança, um pedaço de sua raiz preserva-a do feitiço chamado mau-
olhado. Se estiver com mau-olhado, o sortilégio desaparecerá de pronto (Agrippa). Além do heléboro
negro existe o heléboro verde e o heléboro branco, cujas propriedades não julgamos oportuno nem útil
detalhar.

HISSOPO (Hyssopus officinalis). — Desta planta aromática, usam-se as folhas e as pontas.


Devido às suas propriedades estomacais, é indicada para combater a debilidade digestiva e a gastralgia.
Presta um grande serviço nas cólicas flatulen-tas. Por sua propriedade estimulante, usa-se para
despertar o apetite. Visto que é anticatarral e expectorante, dá excelentes resultados nos catarros
crônicos dos pulmões. Emprega-se em gargarejos para curar as anginas. Seu uso é muito conhecido na
facilitação dos partos. Em loções se emprega para curar os golpes, as feridas, as contusões. Sua infusão
se prepara da seguinte maneira: Em meio litro d'água ferver 8 gramas de folhas e pontas. Dose: Vários
cálices por dia, pois seu uso não oferece perigo. Sol e Leão.

INCENSO (Incensum). — Goma-resina que se extrai do luniperus thurifera e que chega da


África em forma de lágrimas ou grãos de diversos tamanhos. No comércio é conhecido com o nome de
incenso macho, aquele que emana diretamente da árvore. O que é extraído artificialmente leva o nome
de incenso fêmea. O primeiro é o mais apreciado, chamado também olíbano. Em terapêutica se usa
exteriormente, em pó, que se aplica sobre as úlceras malignas. Com ele se fazem também emplastos
para corrigir os entorses e contra toda espécie de golpes. Emprega-se igualmente em defumações,
dirigindo suas emanações para os membros afetados de reumatismo. As fumigações podem ser
substituídas por panos de flanela bem perfumados e aplicados quentes.

IPECACUANHA (Cephaelis ipecacuanha). — Desta planta se utiliza unicamente a raiz.


Determina hipersecreção das glândulas do aparelho digestivo e provoca o vomito depois de molestas
náuseas e abundante salivação, deixando em seguida uma depressão passageira. Administra-se como
vomitivo em pó e a dose é de 1,50 gramas em papéis de 50 centigramas, tomando-os cada quarto de
hora com água morna. É muito útil na indigestão gástrica e no princípio de um envenenamento.
Fluidifica a expectoração na bronquite capilar e a pneumonia com acumulação de exsuda-ção. É um
excelente remédio contra a disenteria aguda. "Decocto por curta ebulição e infusão consecutiva durante
doze horas de 2 a 6 gramas de ipecacuanha em 300 gramas de água. O mesmo sedimento pode servir
três dias seguidos. Toma-se o líquido em três vezes durante o dia" (Arnozán). Planetas: Lua e Sol.

ÍRIDE (íris, Iride). — Ignoramos se possui aplicações terapêuticas.


Botânica oculta: Suas flores, como o arco-íris, simbolizam a paz. Colhidas na hora de Vênus,
têm uma virtude muito notável. Se, durante o sono de um menino ou menina virgens, se coloca debaixo
do travesseiro um raminho destas flores, terão sonhos proféticos, com uma certeza tal que suas
indicações podem ser tomadas ao pé da letra. Vênus em Libra.

JACINTO (Hyacinthus orientalis). — Não se usa em medicina. Contudo, num livro célebre de
segredos, do século XVI, intitulado Secreti di Don Alessio Piamontesen, novamente stampati, lemos
que "o suco da raiz do jacinto impede o desenvolvimento do sistema piloso e retarda a puberdade". Diz,
ainda, que "a raiz, fervida, cura os turnores dos testículos". Para obter jacintos no inverno: De setembro

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a novembro se enchem uma garrafa com água que deve ser do tamanho dos bulbos da planta. Dispõem-
se estes bulbos de tal modo que a coroa, ou seja o ponto por onde saem as raízes, toque o nível da água,
a qual será renovada de vinte em vinte dias, jogando dentro um pouco de sal amoníaco a fim de que
não se corrompa. Este cultivo proporciona um agradável entretenimento, pois os jacintos, ostentando a
beleza de suas flores durante o inverno, quando não existem nos jardins, constituem uma agradável
surpresa para quem ignora a maneira de obtê-los. O cultivo se reduz ao que foi dito e ao proporcionar-
lhes luz e ar de vez em quando. Planetas: Sol e Vênus.

JUNÍPERO (Juniperus communis). — As bagas deste arbusto são excelentes diuréticos. Por
isso são recomendáveis contra os cálculos renais e na hidropisia. Igualmente anti-catarrais e
modificadoras das secreções no catarro da bexiga e na blenorragia. São de resultados eficazes no
combate à asma e à bronquite e é muito conhecido seu uso contra os cálculos do fígado. Em doses
muito elevadas, irrita as vias urinárias. Emprega-se em infusão. Em meio litro d'água ferver 10 gramas
de bagas moídas. Dose: quatro chicarazi-nhas por dia. Com a essência do fruto se combate o
reumatismo crônico. Estas bagas empregam-se também na fabricação do licor chamado "genebra",
jogadas sobre brasas vivas, purificam o quarto de um doente.

Botânica oculta: Um ramo deste arbusto afugenta as cobras, pois traz consigo e de vários modos
o signo exotérico da Trindade. Queimado com incenso, seu grão não só purifica o ambiente de miasmas
como afasta as entidades maléficas do plano astral e cura os possessos. Planeta: Vênus. Signo zodiacal:
Gêmeos.

KOUSO (Brayera anthelmintica). - Esta árvore, chamada Kouso ou Kousa, cresce na Abissínia.
Utilizam-se suas inflorescências femininas, dessecadas e pulverizadas. Estas flores são purgantes, mas
sua propriedade mais notável é a de expulsar a tênia. A melhor maneira de empregá-la é pelo sistema
de infusão, que se obtém do seguinte modo: Em 250 gramas de água, ferver 20 gramas de material
reduzido a pó. Em seguida deixar amornar e toma-se toda a mistura. Se ao término duma hora o
medicamento não produziu efeito, tomar-se-á um purgante. O óleo de rícino é o mais indicado.

Botânica oculta: Árvore sagrada dos hindus. Indispensável em todos os atos da vida religiosa e
ascética. Tem propriedades magnéticas poderosas e é um veículo universal. Secas e pulverizadas e
lançadas sobre brasas vivas, suas flores desprendem emanações que ajudam eficazmente o
desenvolvimento das forças psíquicas e facilitam enorme-mente o aperfeiçoamento mediúnico. Planeta:
Sol.

LÍRIO (Lilium Chrynostates). — Segundo a medicina antiga "o pólen desta flor é bom para
curar as queimaduras. Sua água destilada(?) alivia as dores do parto e cura os males da vista. Fervidos
com migalhas de pão, os bulbos fazem amadurar e supurar os abscessos em breve tempo. A mulher que
comer dois pedacinhos da raiz desta planta soltará sem dor o feto morto que tenha em suas entranhas. A
ponta da raiz, misturada com manteiga rançosa, cura a lepra".

Botânica oculta: O lírio é o símbolo da castidade. Gabriel leva-o em sua mensagem a Maria.
Esta flor é a imagem da Criação universal, da Preformação, da Ação do Fogo Primitivo sobre a Mãe
Água. Na Idade Média acreditava-se que o pólen desta flor, dissolvido num vaso de água ou vinho,
fazia com que urinasse abundantemente a moça que o bebesse, se esta não fosse casta. Dependurada ao
pescoço, a raiz reconcilia os amantes que tenham rompido suas relações. Deve ser colhida quando a
Lua ou Vênus estejam sob Áries ou Libra. Com esta planta se fabrica um perfume mágico muito
conveniente para queimar no recinto onde se realizam experiências teúrgicas ou se esperam
manifestações astrais. Frio e seco. Júpiter, Vênus, Lua em Áries ou Touro.

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LOTO (Lotus e do grego lotos). - Sob o ponto de vista religioso, tem o mesmo significado que o
lírio. Bhodisat apresenta-o a Maya. Planta do Sol. H. P. Blavatsky, em seu Glossário Teosófico, escreve
o seguinte: "Planta de qualidades sumamente ocultas, sagrada no Egito, na índia e em outras partes.
Chamam-na o 'Filho do Universo que leva em seu seio a semelhança de sua Mãe' ". Tempos houve em
que "o mundo era um loto (Padma) de ouro" — diz a alegoria. Uma grande variedade destas plantas,
desde o majestoso loto da índia até o loto dos pântanos (trevo de pé de ave) e o Dioscórides grego, é
usada como alimento, em Creta e em outras ilhas. É uma espécie de Nymphoea, trazida da índia para o
Egito, onde não era uma planta nativa. Os egípcios viram no loto um símbolo do renascimento do Sol e
da Ressurreição. Por isso o colocam sobre a cabeça de Nowé Toum. Hórus é representado saindo do
cálice desta flor. Signo planetário: Sol. Signo zodiacal: Leão.

LOUREIRO-CEREJEIRA (Prunus laurus cerasus). - A terapêutica utiliza somente as folhas


desta árvore. Seu princípio atívo é o ácido cianídrico, veneno fortíssimo, pelo que o leigo deve abster-
se do seu uso em matéria medicinal.
Botânica oculta: O loreiro-cerejeira é um dos vegetais que mais se empregam nos trabalhos de
feitiçaria. A título informativo, vejamos um dos muitos feitiços que os bruxos realizam para prejudicar
uma pessoa. Tomam uma frigideira de pequeno tamanho, enchem-na até em cima com azeite de
oliveira; na hora de Saturno colhem três raminhos de loureiro-cerejeira e os colocam sobre a superfície
do líquido, formando uma cruz. Por fim pronunciam, com o coração inflado de ódio, a imprecação
maldita e esperam com a convicção mais absoluta que os efeitos de seu crime não tardem manifestar-
se. E infelizmente é o que acontece. Planetas: Saturno e Lua.

LOUREIRO-COMUM (Laurus nobilis). - A denominação latina de "Laurus nobilis" indica a


diferença que existe entre este e o anterior. As propriedades do loureiro comum são carminativas,
digestivas, estomacais e nervinas. Empregam-se as folhas em infusão. Ferver 10 gramas de folhas em
meio litro de água e deixar esfriar. Dose: Quatro ou cinco cálices diários, distribuídos
convenientemente. Esta infusão se emprega, também, em injeções vaginais contra a relaxação dos
órgãos sexuais e em banhos por todo o corpo para combater a debilidade geral das crianças. De um
livro antigo de medicina copiamos o seguinte: "As folhas frescas de loureiro, trituradas, são excelentes
contra as mordidas de animais venenosos. O suco de suas folhas, tomado em doses de 3 ou 4 gotas, em
água, provoca a menstruação, corrige os desarranjos do estômago, diminui a surdez, cura a dor de
ouvidos e tira as manchas do rosto.

LÚPULO (Humulus lupulus). — Esta planta tem propriedades amargas, sedativas e


anafrodisíacas. Favorece a digestão nos casos de dispepsia e abranda as dores do câncer do estômago. É
indicado contra a escrófula e o linfatismo. Remédio excelente no combate à insônia nervosa e às polu-
ções noturnas. Além disso, muito útil na convalescença, no escorbuto, nos infartos do fígado e do baço,
nos catarros e nas enxaquecas. Ministra-se em infusão na dose de 15 gramas por litro. Aplica-se
externamente, em tintura, numa dose de 2 a 4 gramas, como calmante nas úlceras cancerosas. Em dose
curta, o lúpulo aumenta o apetite. A raiz é um enérgico depurativo do sangue. Para combater o erotismo
genital e curar a espermatorréia se prescreve o lupulino. É assim que se chama o pó que a planta
contém em seus conos. Estes conos são colhidos em fins de agosto, submetidos a uma dessecação que
não altera seu aroma nem seu sabor e empregam-se na fabricação da cerveja. Planetas: Saturno e Lua.

MACELA (Anthemis nobilis). — Chamada macela-romana e também camomila. A parte que se


utiliza são suas flores ou cabecinhas. Suas principais qualidades são tônicas, antiespasmódicas e anti-
histéricas. Empregam-se nos cortes de digestão e nas cólicas espasmódicas e ventosas. Acalma o

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histerismo e a excitação das pessoas facilmente excitáveis. Infusão: Cabecinhas, 5 gramas, 500 gramas
de água. Botânica oculta: Ligeiramente quente e úmida. Planeta: Sol. Signo do zodíaco: Libra.

MACIEIRA (Pyrus malus). — A casca da raiz fresca da macieira, numa dose de 60 gramas para
200 gramas de água, corta os acessos da febre, principalmente se seu emprego for precedido de um
ligeiro vômito seguido dum purgante. No exterior, se usa a polpa do fruto assado, em cataplasmas, para
combater os molestos tercogos. Para isso, a maçã camoesa é a melhor.

MANDRÁGORA (Panax quinquefolium). — Pouco usada em medicina; em compensação,


desempenha um papel muito importante nas artes mágicas.
Botânica oculta: Os hebreus conheciam esta planta sob o nome de Jabora. Faz parte da
composição do unguento dos bruxos para assistir ao Conciliábulo. A raiz é um poderoso condensador
das forças astrais. Os bruxos chineses empregam esta planta, que chamam de Gig-Seng, para provocar
a loucura ou causar terríveis sofrimentos. Para isto devem colher a planta sob determinada influência
astroló-gica e manipulá-la segundo um rito maléfico. Carregam-na também as mulheres à guisa de
amuleto contra a esterilidade e outros fins diversos. São especialmente eficazes na Magia Negra.

MARROIO-BRANCO (Marrubium vulgare). -Tem propriedades estimulantes e reconstituintes.


Além disso, é laxante, diaforético e um bom tônico digestivo. Dá resultados muito bons nas afecções
respiratórias, na tosse rebelde e na tuberculose. Aplica-se contra o histerismo, a clorose, as calentu-ras
e para ajudar os partos. Seu uso prolongado combate a obesidade. Administra-se em infusão. Em meio
litro d'água, ferver 10 gramas de material triturado; deixar esfriar e coar. O suco desta planta, aplicado
em unturas, detém a queda dos cabelos. Botânica oculta: Colhe-se sob o signo zodiacal de Virgem.

MEIMENDRO NEGRO (Hyosciamus niger). - Quente e seco. Tem muitos usos em medicina,
mas só anotaremos uns poucos, por ser uma planta algo perigosa, razão porque somente os médicos
devem usá-la. Vejamos um azeite excelente para a cura do reumatismo articular e das neuralgias: Pôr
em banho-maria 25 gramas de folhas novas de meimen-dro negro num litro de um bom azeite de
oliveira e deixar até que se evapore a água de vegetação do material. Aplicar sobre a parte doente,
cobrindo-a com um lenço de lã, preso com uma ligadura. As sementes desta planta se usam em
defumações para acalmar a dor de dentes e curar as frieiras. O cheiro do meimendro negro, respirado
por algum tempo, produz um profundo entorpecimento.
Botânica oculta: O humo de suas sementes colhidas e queimadas na hora de Saturno provoca
rixas, discussões violentas.

MELISSA (Melissa officinalis). — Conhecida sob o nome de erva-cidreira. Emprega-se contra


o histerismo e a hipocondria; nos estados espasmódicos, desfalecimentos, vertigens, enxaquecas e na
atonia estomacal. Seu uso mais corrente se dá por infusão. Em meio litro d'água ferver cinco gramas da
planta, esfarelada. Dose: Um cálice cada hora ou mais, segundo os casos. Emprega-se em loções para
curar a fraqueza da vista; produz excelentes efeitos em chagas e feridas.
Botânica oculta: As sibilas dos templos de Cumas, de Delfos, da Eritréia, da Líbia e de outros
lugares se serviam, para despertar sua inspiração, de uma beberagem dinâmica na qual entrava a
melissa em sua maior parte. Segundo uma antiga tradição, se pendurarmos um raminho inteiro no
pescoço de um boi, o animal seguirá obedientemente por todas as partes onde tiver sido colocada.
Planetas: Sol e Júpiter.

MERCURIAL (Mercurialis annua). — Emprega-se a planta fresca. É laxante e, em grandes


doses, purgativa. Além disso, bom diurético recomendado na hidropisia. Aconselha-se também nas
lombrigas intestinais e nas hemorróidas incipientes. Detém a secreção do leite das lactantes. As pessoas

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de estômago delicado deveriam abster-se do uso desta planta. Emprega-se o sumo: de 10 a 20 gramas.
Dose: Como laxantes, de 5 a 10 gramas, pela manhã, em jejum. Para as demais afecções, de 3 a 4
gramas diárias, diluídas em água açucarada e distribuídas em três tomadas. Em clisteres: 125 gramas de
mercurial. Água fervendo, 1 000 gramas. Depois de repousar duas horas, acrescentar 1 000 gramas de
mel branco.
Botânica oculta: Fria e úmida. Seu suco, em decocção, facilita a concepção dum filho, se a
mulher, durante cinco dias, empregou a planta macho; ou de uma filha, se utilizou planta fêmea.
Planeta: Lua. Signo zodiacal: Virgem.

MIL-FOLHAS (Achillea Millefolium). - A raiz tem um cheiro alcanforado; administra-se em


infusão com 20 gramas por litro d'água, preparando-a no momento de ser ministrada, pois se altera com
o contato com o ar. As folhas e flores são adstringentes; úteis nas hemorróidas, hemorragias uterinas e
nas hemoptises. As folhas, em decocto, aplicam-se exteriormente para cicatrizar as feridas. Planetas:
Sol e Lua. Signo zodiacal: Câncer.

MIRRA (Myrrha Commyfora abissynica). — Em terapêutica, tem um campo muito reduzido.


Usa-se geralmente em pó, que se aplica sobre as úlceras cancerosas e, em defumação, para desinfetar o
quarto de um doente. Botânica oculta: Esta resina fragrante, diz a Mitologia, foi produzida pelas
lágrimas da deusa Mirra, que se uniu incestuosamente com seu pai e concebeu o gentil Adônis.
Segundo Van Helmot, a mirra diluída em álcool e tomada em determinadas doses, prolonga a vida e
evita uma infinidade de doenças. Usa-se extraordinariamente a mirra em diversos trabalhos tanto
teúrgicos como goéticos. A seguinte composição é a dum excelente perfume mágico, muito
recomendável durante a execução de qualquer trabalho de alta magia: 150 gramas de mirra; 100
gramas.de estoraque; 100 gramas de benjoim; 100 gramas de incenso; 50 gramas de cascarilha.
Queima-se sobre um pequeno vaso metálico, borrifando a composição com álcool de 90 graus. Planeta:
Vênus.

MORANGUEIRO (Fragaria vesca). - Planta que produz uma fruta doce e fragrante, de todos
conhecida, o morango. Desta planta aproveitam-se em terapêutica os frutos e as raízes. O xarope de
morango é empregado como refrescante e é indicado contra a icterícia e o mal-de-pedra. Para combater
as disenterias, diarréias, hemorragias e gonorréias, que não apresentem caracteres graves, emprega-se
um decocto de raízes desta planta. Em meio litro d'água, ferver 20 gramas de ditas raízes.
Botânica oculta: Com as folhas do morangueiro fazem-se uns cinturões que preservam das
picadas das cobras. Planeta: Júpiter. Signo zodiacal: Peixes.

MURTA (Myrtus communis). — Recomenda-se para cicatrizar contusões e chagas. Aplicada


externamente, usa-se em pó ou decocto. Isto se verifica da seguinte maneira: Em meio litro de água,
ferver 10 gramas de folhas e frutos de murta, durante quinze minutos. Aplicam-se sobre o mal
compressas de algodão, bem ensopado no líquido. Os vapores de sua infusão, aspirados pela boca,
curam a enxaqueca. Dessecado, pulverizado e confeitado com clara de ovo, o fruto detém os vômitos,
quando colocado em forma de emplasto sobre o estômago.

Botânica oculta: A murta foi consagrada a Vênus e aos deuses penates. É o emblema da
compaixão. Os galhos, folhas e frutos desta planta, quando completamente secos, esfarelam-se e se
misturam com ramos de cipreste, igualmente secos; queimam-se num braseiro e, ao produzir-se a
chama, joga-se sobre uma pequena quantidade de incenso macho. Obtêm-se assim uns perfumes
mágicos de grande valor para atrair as entidades do astral. Emprega-se a murta em diversos trabalhos
de magia erótica. Fria e seca. Planeta: Vênus. Signo zodiacal: Touro.

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MUSGO (Fucus purpureus). — Emprega-se contra as lombrigas das crianças. Administra-se em
pó, na dose de 1 a 2 gramas, antes dos 3 anos; de 2 a 5 gramas, depois dos cinco anos. Pode ser também
administrado em decocto em água ou leite, na dose de 5 a 15 gramas. Em decocção, detém a queda dos
cabelos; reforça a dentadura e corta os fluxos de sangue. Planeta: Saturno.

NABO (Brassica napus). — Cozido debaixo de cinzas e aplicado atrás das orelhas, acalma a dor
de dentes. Para acalmar a coceira das frieiras, apliquem-se cataplasmas de nabo descascado e cozido.
Contra o catarro, a bronquite e a tosse ferina, emprega-se a raiz em decocção. Com esta raiz
condimenta-se uma sopa excelente para as pessoas que sofrem inflamação dos intestinos. Planeta: Lua.
Signo zodiacal: Capricórnio.

NARCISO (Narcissus pseudonarcissus). - Tem qualidades antiespasmódicas, adstringentes,


eméticas e febrífugas. Emprega-se nas tosses nervosas e na coqueluche. Usado externamente, é um
bom emenagogo. As flores dessecadas rapidamente conservam sua cor amarela; neste caso são Anti
espasmódicas e narcóticas. Conta-se o caso duma senhora de Valenciennes que padecia de grandes
convulsões e que, ao deixar em seu quarto um grande número de flores de narciso, conseguir passar
várias noites consecutivas sem o menor incomodo; e no dia seguinte depois de ter retirado as flores, os
ataques se repetiram. Segundo os antigos, a água destilada de sua raiz aumenta consideravelmente a
secreção de esperma. Em loção, endurece os seios.
Botânica oculta: Frio e seco. Os antigos dedicaram a flor do narciso às Fúrias e a Plutão. Quem
o leva consigo atrai a amizade das virgens. Planeta: Vênus. Signo zodiacal: Touro e Leão.

NOGUEIRA (Juglans regia). — As folhas frescas, em infusão, são um excelente remédio para
combater as escrófulas e a icterícia. Obtém-se a infusão, fervendo-se 10 gramas de folhas em meio litro
d'água. As injeções vaginais curam as flores brancas (leucorréia). Em loção, evita a queda dos cabelos.
O cheiro das folhas atrai as pulgas. Planeta: Lua. Signo zodiacal: Sagitário.

OLIVEIRA (Olea europea). — A flor e o fruto (azeitona) acham-se somente nos talos que têm
dois anos. Em terapêutica empregam-se as folhas e a casca. O azeite tem também diversas aplicações.
A infusão de folhas e casca de oliveira é excelente para lavar toda espécie de chagas. Para expulsar as
lombrigas intestinais se tomará uma chávena diária, em jejum. Obtém-se a infusão, fervendo-se 10
gramas de material esfarelado, em meio litro d'água. Passadas as primeiras fervuras, deixar esfriar e
coar. O azeite puro de oliveira é um laxante excelente. Com ele se cura a prisão de ventre mais rebelde,
tomando-se, em jejum, uma colher do azeite, durante algum tempo. Do mesmo modo, os que padecem
de cólicas hepáticas e de nefrite encontram um acentuado alívio neste singelo remédio. Além disso, o
azeite puro de oliveira, misturado com gema de ovo e aplicado em queimaduras, acalma prontamente a
dor.

Botânica oculta: Os antigos consagraram a oliveira à deusa Minerva. Um ramo de oliveira é o


emblema da paz. O azeite é um condensador poderoso da luz; é de grande utilidade na medicina e se
emprega em diversos trabalhos mágicos. Se for escrita a palavra ATHNA com tinta celeste (3) sobre
uma folha de oliveira e se esta folha for atada à cabeça, desvanece-se toda espécie de inquietude, mau
humor e idéias funestas. Planeta: Júpiter, Signo zodiacal: Peixes.

TANCHAGEM (Plantago major). — As folhas desta erva são adstringentes e de uso popular
em gargarejos para curar as inflamações da boca e, em loção, as dos olhos. Além disso, atuam como
um bom peitoral nos catarros dos brônquios. Aplicadas diretamente (bem trituradas), cicatrizam as
úlceras e as feridas em geral. O decocto se prepara da seguinte maneira: Em meio litro d'água, durante
vinte minutos se fervem 10 gramas de folhas trituradas. A raiz é boa contra enxaqueca. Tomada com

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vinho, é um contraveneno do ópio. Reduzida a pó impalpável e misturada com vinho, a semente atalha
a disenteria.
Botânica oculta: Quente e algo úmido. A planta inteira, trazida junto, preserva de malefícios.
Áries e Leão. Sol. Colhe-se quando o Sol e a Lua estão em Câncer ou então quando está em Peixes e a
Lua em Câncer.

URUPÈ (Polyporus officinalis). — Gênero de fungos que nascem no tronco de várias árvores. É
vermífugo, peitoral e emenagogo. Além disso é purgante que produz cólicas muito violentas.
Desconhecemos suas propriedades mágicas. É quente, entre seco e úmido. Planeta: Lua.
3 - A forma desta tintura se encontra no Enchiridion Leonis Papae, etc.

ERVAS MÁGICAS

NEGÓCIOS benjoim, canela, cravos da índia, louro


ADIVINHAÇÃO alecrim, anis estrelado, artemísia, canela, freixo, louro, noz-moscada, rosa, sândalo
FERTILIDADE carvalho, girassol, mandrágora, noz, papoula, pinho, romã, rosa
CURA alecrim, arruda, canela, cardo bento, cravo, eucalipto, freixo, hortelã, lavanda, maçã, mirra, narciso,
rosa, sálvia, violeta
AMOR alecrim, canela, cominho, coentro, jasmim, laranja, lavanda, limão, lírio, maçã, manjericão, verbena,
violeta
DINHEIRO amêndoa, artemísia, brionia, camomila, cravo, jasmim, madressilva, manjericão, menta, trigo
PROTEÇÃO alecrim, angélica, arruda, boca de leão, artemísia, erva doce, freixo, louro, peônia, verbena,
visgo
PURIFICAÇÃO açafrão, alfazema, alecrim, anis, arruda, hortelã, lavanda, limão, louro, mirra, olíbano,
sabugueiro, sândalo, sangue de dragão

Como Usar as Ervas Mágicas


Usar ervas mágicas é relativamente simples! Todas as ervas que são acima citadas não têm nenhuma contra-
indicação, por isso você pode utilizá-las em banhos mágicos. Outra forma de fazer uso das ervas mágicas é
colocando-as em um saquinho feito com veludo preto. Este saquinho é um amuleto mágico, por isso sempre
leve-o consigo. Secá-las e deixá-las penduradas em algum lugar de sua casa também é uma forma poderosa
de atrair as forças mágicas destas ervas. Ervas relacionadas ao amor podem ser reduzidas à pó. Você poderá
soprá-lo sobre a pessoa amada ou usá-lo quando quiser conquistar alguém.

HERBOLÁRIA – WICCA FEITIÇARIA MODERNA

A ervas têm sido usadas para curar o corpo desde os tempos pré-históricos, e o estudo das ervas
medicinais data de mais de cinco mil anos, na época dos antigos sumerianos.
Os remédios de ervas são um sustentáculo na medicina tradicional chinesa, e o livro de ervas mais antigo
de que se tem conhecimento é o chinês Pen-teüo, escrito pelo imperador Shen-nung (3737-2697 a.C.).
Estão registrados nesse livro mais de 300 preparados com ervas medicinais.
Os antigos egípcios também usaram remédios de ervas, e, de acordo com um registro antigo chamado
Papiro Ebers, houve perto de 2.000 doutores em ervas praticando sua arte no Egito por volta do ano 2.000
a.C.
Foram encontrados livros sobre ervas dos antigos gregos, que estudaram suas qualidades medicinais e
registraram muitas observações. Segundo o filósofo grego, botânico e autor Teofrasto, mais de 300 ervas
medicinais cresciam no jardim de Aristóteles.

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No primeiro século da era cristã, o primeiro tratado europeu sobre as propriedades e uso medicinal das
ervas foi compilado por Dioscórides, médico grego.
A cura pelas ervas foi rito importante em várias religiões pré-cristãs. Referências que se repetem
aparecem até nos Antigo e Novo Testamentos da Bíblia, independente do fato de a igreja cristã primitiva ter
preferido a cura pela fé à prática formal da medicina, a qual tentou proibir.
As tribos indígenas da América do Norte utilizavam ervas tanto para curar como para a prática da magia
e descobriram utilidade para quase todas as plantas nativas. Seu conhecimento inestimável de inúmeros
medicamentos botânicos foi passado para os colonizadores brancos europeus nos Estados Unidos e no
Canadá.
As ervas são naturais. Muitas podem ajudar a prevenir e a curar doenças. E, para muitas doenças, a cura
da Mãe Natureza pode ser muito melhor do que as pílulas sintéticas de sabor desagradável produzidas pelo
homem e que proporcionam alívio temporário dos sintomas, mas não erradicam a causa da doença.

NOTA: muitas doenças atuais precisam dos métodos atuais de tratamento. No caso de condições emocionais
ou físicas crónicas ou sérias, recomenda-se algum tratamento médico profissional a ser imediatamente
procurado.)

Muitos Wiccanianos apreciam plantar seus próprios jardins de ervas; entretanto, a maioria das ervas
medicinais (e mágicas) pode ser obtida também em lojas de produtos naturais, floras, supermercados e até
nas florestas ao longo das estradas, se você conhecer o que está procurando.

CUIDADO: muitas ervas são venenosas e podem causar doenças brandas ou graves e, em alguns casos, até a
morte. Você nunca deverá tentar colher ervas selvagens para uso medicinal, a menos que seja especialista ou
esteja acompanhado de um herbalista experimentado e treinado.

ERVAS RITUALÍSTICAS TRADICIONAIS DOS SABÁS

SABÁ CANDLEMAS: angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores
amarelas.
SABÁ DO EQUINÓCIO DA PRIMAVERA: bolota, quelidônia, cin-co-folhas, crocus, narciso, comiso,
lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.
SABÁ BELTANE: amêndoa, angélica, freixo, campainha, cin-co-folhas, margarida, olíbano, espinheiro,
hera, lilás, malmequer, barba-de-bode, prímula, rosas, raiz saty-rion, aspérula e primaveras amarelas.
SABÁ DO SOLSTÍCIO DE VERÃO: camomila, cinco-folhas, sabugueiro, funcho, cânhamo, espora,
lavanda, feto masculino, artemísia, pinho, rosas, erva-de-são-joão, tomilho selvagem, glicínia e verbena.
SABÁ LAMMAS: flores da acácia, aloé, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa,
murta, folhas do carvalho, girassol e trigo.
SABÁ DO EQUINÓCIO DO OUTONO: bolota, áster, benjoim, fetos, madressilva, malmequer, plantas de
sumo leitoso, mirra, folhas do carvalho, flor do maracujá, pinho, rosas, salva, selo-de-salomão e cardo.
SABÁ SAMHAIN: bolotas, giesta, maçãs, beladona, dictamo, fetos, linho, fumaria, urze, verbasco, folhas do
carvalho, abóboras, sálvia e palha.
SABÁ DO SOLSTÍCIO DE INVERNO: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila,
sempreviva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.

PLANTIO DAS ERVAS LUNARES


Um número cada vez maior de Bruxos está cultivando as suas próprias ervas, seja em fazenda, pequeno
jardim nos fundos ou alguns vasos de flores na janela da cozinha, e os resultados são sempre favoráveis
quando elas são plantadas em harmonia com a Mãe Natureza.

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A fase da lua e o signo do zodíaco em que a lua se encontra quando a erva é plantada são extremamente
importantes. A maioria das ervas deve ser plantada durante a lua nova ou na lua crescente e no signo de
Câncer, Peixes ou Escorpião.

São exceções:
ALHO: plantar durante a lua cheia ou crescente no signo de Escorpião ou Sagitário.
SALSA: plantar durante a lua nova no signo de Peixes, Câncer, Libra ou Escorpião.
SÁLVIA: plantar durante a lua cheia no signo de Peixes, Escorpião ou Câncer.
VALERIANA: plantar durante a lua nova ou crescente no signo de Gémeos ou Virgem.
Os compostos devem ser iniciados quando a lua minguante estiver nos signos de Aquário, Aries, Gémeos,
Leão ou Virgem.
A melhor época para fertilizar ou transplantar é quando a lua crescente está nos signos de Câncer, Peixes ou
Escorpião.
Consulte sempre um calendário lunar atualizado antes de plantar as ervas, e evite plantar no primeiro dia da
lua nova ou no primeiro dia da lua crescente.

ERVAS QUE CURAM

A lista que se segue dos males físicos comuns e as várias ervas usadas ao longo dos tempos para tratá-los é
aqui incluída apenas para exemplificar o poder curador das ervas utilizadas pêlos Bruxos, xamas e
curandeiros. Não pretende ser um guia completo do autotratamento com ervas (os métodos de tratamento não
são descritos). Em caso de qualquer doença física ou emergência médica, você deverá buscar tratamento
médico imediatamente.

ACNE: agrimônia, bardana, camomila, amor-de-hortelão, dente-de-leão, sabugueiro, noz-inglesa, feijão


roxo, lavanda, frutos do visco, valeriana, morango-silvestre.

ALCOOLISMO: angélica, cânhamo, pimenta-caiena, matricária, gengibre, selo-dourado, tomilho,


maracujá, quássia, groselha-vermelha, jasmim-amarelo.

ANEMIA: alfafa, alcachofra, bérberis, amora-preta, beca-bunja, pimpinela, cebolinha, confrey, dente-
deleão, ênula, feno, grego-fumária, genciana, hera-rasteira, líquen-islandês, artemísia, malvaísco, milefólio,
urtiga, quássia, erva-de-são-joão, espinafre, cálamo, tomilho, agrião.

ARTEROSCLEROSE (ENDURECIMENTO DAS ARTÉRIAS): arnica, alcachofra, cerefólio, dedaleira,


alho, espinheiro, visco, noz-moscada, azeitona, cebola, amor-perfeito, arruda, bolsa-de-pastor, agrião, erva-
de-feiticeira.

ARTRITE: amieiro, alfafa, aloé, fruto do loureiro, groselha-preta, álamo-preto, fava-dos-pântanos, bardana,
bo-tão-de-ouro, pimenta-caiena, morrião-dos-passari nhos, confrey, casca de amora silvestre, filipêndula;
violeta-de-jardim, alho, lúpulo, rábano silvestre, j uní-pero, kava-kava, perpétua, açafrão-do-campo, barbade-
bode, acônito, azevinho-do-monte, caruru-de-cacho, briônia-vennelha, salva, sassafrás, repolho, atanásia,
tomilho, salgueiro, pírola, erva-de-feiticeira, absinto.

ASMA BRÔNQUICA: amêndoa, anis, copo-de-leite, assaféti-da, erva-cidreira, betônica, erva-impigem,


vervena-azul, eupatório, bardana, goma-da-califórnia, cânhamo, quelidônia, raiz de amora silvestre,
tussilagem, confrey, cubeba, margarida, urtiga-de-anão, casca de sabugueiro, ênula, eucalipto, matricária,
alho, hera-rasteira, amor-perfeito, marroio comum, rábano silvestre, hissopo, tabaco-indiano, estramônio,

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alface, lobélia, ligústica, imperatória, erva-leitosa, verbasco, mirra, urtiga, chá-de-nova-jersey, salsa, peônia,
cin-za-de-espinheiro, faia-preta, trevo a vermelho, pal-meira-serra, repolho, verónica, espicanardo, drósera,
verbena, agrião, cereja-preta silvestre, manjerona silvestre, erva-santa.

BOLHAS DE CRIANÇAS: angélica, bérberis, calêndula, alho, espinheiro, rábano silvestre, alquemila,
milefólio, visco, artemísia, cebola, sálvia, cardo-de-são-benedito, bolsa-de-pastor, nabo, agrião.

BRONQUITE: angélica, anis, assafétida, cevada, uva-ursi-na, betônica, bago do mirtilo, álamo-preto, fava-
dos-pântanos, erva-impigem, borragem, botão-de-ouro, j ataria, aipo, morrião-dos-passarinhos, trevo, cravo-
da-índia, tussilagem, confrey, prímula, cubeba, dente-de-leão, ênula, eucalipto, funcho, matricária, violeta-
de-jardim, alho, selo-dourado, hera-trepadei-ra, urze, cânhamo, marroio, castanha-da-índia, Uquenislandês,
líquen-irlandês, estramônio, sanguinária, alquemila, lavanda, alcaçuz, lobélia, ligústica, pulmonária,
malvaísco, serpão, azevinho-da-montanha, orelha-de-macaco, verbasco, chá-da-nova-jersey, cebola, raiz de
lírio, amor-perfeito, pessegueiro, tancha-gem, pleuris, prímula, rabanete, trevo-vermelho, arruda, açafrão,
sálvia, erva-de-são-joão, sândalo, se-gurelha, repolho, olmo, verónica, abeto-vermelho, drósera, mirra-doce,
manjerona-doce, verbena, agrião, erva-santa.

CÂIMBRAS: angélica, anis, bálsamo, beladona, betônica, sabugueiro-preto, pimpinela-branca, botão-


deouro, calêndula, alcaravia, pimenta-caiena, quelidônia, camomila, coentro, prímula, casca de amora
silvestre, margarida, endro, funcho, alho, meimendro, alquemi-la, lavanda, manjerona, imperatória, milefólio,
agri-palma, hortelã-pimenta, rabanete, rosa, alecrim, arruda, segurelha, erva-prata, tonúlho, valeriana, menta-
aquática, inhame-selvagem, pírola, aspérula, absinto.

CÂIMBRAS MUSCULARES E ESPASMOS: arnica, óleo de eucalipto, hortelã-pimenta.

CÂNCER: cevada, erva-impigem, quelidônia, amor-de-horte-Ião, labaça, caruru-de-cacho, trevovermelho,


eufórbio.

CASPA: piteira, camomila, hera-inglesa, feno-grego, figueira, malvaísco, oliveira, quássia, alecrim,
salgueiro.

CATARRO: cardo-santo, borragem, raiz de selo-dourado, língua-de-cão.

CÓLICA: angélica, anis, assafétida, cravoila, gatária, camomila, gengibre, hortelã-pimenta, alecrim, arruda,
raiz de unicórnio.

CONDIÇÕES NERVOSAS: amendoeira, assafétida, bálsamo, betônia, borragem, gatária, aipo, camomila,
espinheiro, meimendro, lúpulo, cachimbo-de-índio, jasmim, lírio-do-vale, agripalma, louro-da-montanha,
chá-de-nova-jersey, oliveira, amor-perfeito, maracujá, hortelã-pimenta, pervinca, rainha-do-pântano, alecrim,
arruda, sálvia, erva-de-são-joão, segurelha, scutellaric) repolho, abeto-vermelho, tomilho, vale-nana, verbena,
inhame-bravo, hamamélis, aspérula, absinto.

CONSTIPAÇÃO: piteira, amieiro, aloé, aspargo, manjericão, espadana-azul, eupatório, briônia, fava-
dospânta- nos, bardana, evônimo-da-américa, nogueira-branca, mamona, quelidônia, centáurea, morrião-dos
passarinhos, chicória, pepino, dente-de-leão, apócino, mer-cúrio-de-cão, olmo, matricária, figueira, linhaça,
fumitória, selo-dourado, trepadeira de cerca, mar-roio-branco, hissopo, espora, alcaçuz, óleo de linhaça,
magnólia, mandrágora, malvaísco, artemísia, amoreira, oliveira, caruru-de-cacho, prímula, linho purgante,
rabanete, sabugueiro-vermelho, ruibarbo, sorveira-brava, sálvia, bolsa-de-pastor, erva-sabão, azeda, eufórbio,
tamarindo, evônimo, nozes, labaça-da-água, freixo-branco, absinto.

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CONTUSÕES: aloé, arnica, bálsamo-de-meca, erva-mora, vidoeiro, sabugueiro-preto, bardana,
pimpinelabranca, calêndula, aipo, confrey, urtiga anã, feno-grego, figueira, linho, violeta-de-jardim, vara-
doura-da, erva-roberto, língua-de-cão, hissopo, louro, perpétua, liabélia, manjerona, malvaísco, artemísia,
urtiga, quiabo, oliveira, poejo, prímula, faia-preta, erva-de-são-joão, selo-de-salomão, catinga-de-mula-ta,
tomilho, salgueiro, pírola, avelã-de-feiticeira, absinto, erva-santa.
DIABETES: alcachofra, bago domirtilo, centáurea, chicória, dente-de-leão, urtiga-anã, ênula, feno-grego,
linho, arruda-de-bode.juníparo, alface, núlefólio, urtiga, cebola, rainha-do-pântano, palmito-serra, selo-
desalomão, gerânio-pintado, sumagre, framboesa-vermelha silvestre, pírola.

DIARREIA: acácia, agrimônia, raiz de alume, amaranto, maçã, avenca, bérberis, manjericão, fruto do
loureiro, erva-benta, betônica, bago do mirtilo, bistorta, erva- leitosa amarga, amieiro-preto, amora-preta,
grose-lha-preta, nogueira-preta, calêndula, cânfora, cenoura, gatária, camomila, cinco-folhas, tussilagem,
aquilégia, confrey, gerânio, labaça, filipêndula, alho, gengibre, vara-dourada, hera-trepadeira, erva-roberto,
castanha-da-índia, menta, cauda-de-cavalo, língua-de-cão, hissope, líquen-islandês, árvore-de-judas,
sanguinária, alquemila, perpétua, lisimáquia, pulmo-nária, garança, magnólia, barba-de-bode, agripalma,
verbasco, amor-perfeito, hortelã-pimenta, pervinca, ficaria, tanchagem, romã (casca), alfena, rabanete,
sabugueiro-vermelho, ruibarbo, sorveira-brava, salva, erva-de-sao-joão, segurelha, bolsa-de-pastor, er-
vaprata, olmo, sumagre, tormentilho, vervena, cravoila-aquática, árvore-de-cera, casca de carvalho-branco,
casca de salgueiro, erva-de-feiticeira, hama-méiis, vulnerária.

DIFTERIA: lobélia.

DISENTERIA: cravoila, fruto do loureiro, amora-preta, er-va-impigem, gatária, confrey, funcho, alteia,
erva-de-são-joão.

DISTÚRBIOS ESTOMACAIS: camomila, goma, malmequer, menta, hortelã-pimenta, alecrim, olmo,


azeda, vale-riana, milefólio.

DISTÚRBIOS FEMININOS: bérberis, trílio, tasneirinha, selo-dourado, milefólio, poejo, trílio-púrpura,


erva-de-san-tiago, arruda, bolsa-de-pastor, erva-estrela, bico-de-cegonha, catinga-de-mulata, núlefólio.

DOENÇAS CARDÍACAS: acônito, angélica, arnica, aspargo, bálsamo, bérberis, betônica, bostorta,
heléboro-preto, erva-impigem, borragem calêndula, cânfora, caiena, prímula, luva-da-raposa, espinheiro,
alquemila, limão, lírio-do-vale, milefólio, visco, agripalma, artemísia, prímula, alecrim, arruda, açafrão, erva-
de-são-joão, bolsa-de-pastor, erva-prata, valeriana, evônimo, as-pérula, semente de absinto.

DOR DE CABEÇA: angélica, anis, bálsamo, manjericão, betô-nica, vidoeiro, camomila, cânhamo, gafaria,
centáurea, trevos, filipêndula, ferrugem, eufrásia (vermelha), funcho, matricária, gengibre, heratrepadeira,
hena, lúpulo, hera, alquemila, lavanda, lírio-do-vale, alteia, barba-de-bode, visco, artemísia, poejo, hortelã-
pimen-ta, prünula, rosa, alecrim, arruda, sálvia, segurelha, bolsa-de-pastor, cardo, verbena, vervena,
salgueiro-branco, pírola, aspérula, absinto, erva-santa.

DOR DE DENTE: angélica, bálsamo, pimpinela-branca, camomila, trevo, canabrás, gridélia, lúpulo,
lavanda, verbasco, mirra, poejo, pervinca, freixo-espinhento, rosa, sassafrás, segurelha, mirra-doce,
manjerona-doce, catinga-de-mulata, milefólio.

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DOR DE GARGANTA: agrimônia, groselha-preta, estrela-bril-hante, bardana, confrey, gengibre, marroio-
branco, limão, ligústica, malva, mirra, raiz de lírio, rosa, sassafrás, segurelha, olmo, frângula, sumaque,
verónica.

DOR DEOUVIDO: louro, alcaravia, camomila, alho, verbasco, cebola, gengibre-silvestre, milefólio.

DORES MENSTRUAIS: gatária, camomila, gengibre, agripal-ma, poejo, mirra-doce.

DORES MUSCULARES E DORES: folhas de arbor vitae, pimen-ta-caiena, hortelã-pimenta.

ECZEMA: babosa, folhas de alcachofra, folhas de amora-preta, erva-impigem, flores de giesta, bardana,
botào-de-ouro, quelidônia (maior), chicória, dente-de-leão, ènula, amor-perfeito, marroio-branco, lavanda,
malmequer, alteia, uva-da-montanha, urtiga, milefólio.

ENVENENAMENTO POR HERA: plantas de goma, impatiens pailida, estramônio, artemísia, feto-doce,
erva-santa.

EPILEPSIA: alho, amor-perfeito, lobélia, malmequer, visco, artemísia, valeriana.

ERUPÇÕES: lúpulo, tanchagem.

FEBRE: acônito, angélica, maçã, cravoila, bálsamo-de-me-ca, bérberis, manjericão, vidoeiro, língua-de
passarinho, groselha-preta, sabugueiro-preto, álamo-preto, abrunheiro, cardo-santo, eupatório, borragem,
fava-dos-pântanos, pimpinela-branca, botão-de-ouro, ca-lêndula, carlina, gafaria, pimenta-caiena,
cincofolhas, prímula, dente-de-leão, rabo-de-cào, comiso, fílipên-dula, flores de sabugueiro, hera-inglesa,
carvalho-in-glês, eucalipto, eríngio-feno, grego, violeta-de-jardim, ginseng, arruda-de-bode, marroiobranco,
hissopo, ca-chimbo-de-índio, artemísia, limão, perpétua, lobélia, ligústica, magnólia, mandrágora,
malmequer, impe-ratória, barba-de-bode, milefólio, agripalma, azevin-ho-das-montanhas, oliveira, maracujá,
poejo, ficaria, casca de romã, faia-preta, quássia, framboesa, sabu-gueiro-vermelho, sálvia, sândalo,
salsaparrilha, sas-safrás, morango, sumagre, tormentilho, raiz de cobra-da-virgínia, evônimo, carvalho-
branco, casca de salgueiro, pírola, absinto, milefólio, erva-santa.

FEBRE TIFÓIDE: sálvia, olmo.

FERIMENTOS: aloé-vera, amaranto, arnica, betônia, erva-bicha, bistorta, amora-preta, botão-de-ouro,


calêndula, carlina, amentilho, camomila, trevo, licopódio, confrey, prímula, ciclâmem, dente-de-leão,
escrofulária, linho, genciana, vara-dourada, selo-dourado, menta, cavalinha, sempre-viva-dos-telhados,
alquemila, lariço, limão, tuia, pulmonária, bálsamo-da-montan-ha, cebola, cacto pountia, amor-perfeito,
papaia, tan-chagem, álamo, amieiro-espinhento, erva-de-são-joão, sanícula, olmo, selo-de-salomão,
gomadoce, plátano, vervena, pinheiro-branco, lírio-branco- do-lago, mar-garida-silvestre, índigo-silvestre,
salgueiro, hamamé-lis, vulnerária, erva-santa.

GASTROENTERITE: cravoila, bálsamo, manjericão, palha (amarela), bago do mirtilo, bistorta,


groselhapreta, cálamo-azul, flores de giesta, fava-dos-pântanos, cen táurea, camomila, trevos, tussilagem,
ênula, eufrásia (vermelha), cinco-em-rama, alho, hissopo, sanguinária, artemísia, alquemila, alcaçuz,
lisimáquia, alteia, milefólio, verbasco, hortelã-pimenta, tanchagem, salva, cardo-de-são-benedito, erva-de-
são-joão, segure-slha, erva-prata, cálamo, tomilho, menta-da-água, morango-silvestre, segurelha-de-inverno,
erva-defeiticeira, azedinha.

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GOTA: betônia, vidoeiro, dulcamara, erva-moura, mostar-da-preta, fava-dos-pântanos, bardana, aipo,
camomila, confrey, fílipêndula, genciana, rábano silvestre, estramônio, kava-kava, açafrão-do-campo, barba-
de-bode, acônito, azevinho-das-montanhas, urtiga, poejo, faia-preta, erva-de-são-joão, salsaparrilha,
sassafrás, verónica, catinga-de-mulata, agrião, mostarda-bran-ca, salgueiro, erva-de-feiticeira, erva-mate.

GRIPE: bálsamo, vidoeiro, amora-preta, cardo-santo, borragem, pimpinela-branca, nogueira-branca,


calêndu-la, cinco-folhas, trevo, tussilagem, fílipêndula, sabugueiro, alquemila, lavanda, alteia, barba-debode,
amor-perfeito, hortelã-pimenta, raiz de pulmo-nária, prímula, alecrim, sálvia, milefólio.

HAUTOSE (MAU HÁLITO): anis, maça, erva-benta, alcaravia, canela, trevos, endro, feno-grego,
selodourado, tuia, ligústica, mirra, salsa, hortelã-pimenta, alecrim, sálvia.

HEMORRÓIDAS: aloé, amaranto, fruto do loureiro, vidoeiro, bardana, pimpinela-branca, camomila,


sabugueiro, selo-dourado, madressilva, castanha-da-índia, cava-linha, sempre-viva-dos-telhados, limão,
pulmonária, milefólio, urtiga, cebola, tanchagem, ficaria, caruru-de-cacho, álamo, selo-de-salomão,
cerejapreta silvestre, hamamélis, labaça-amarela.

HEPATITE: agrimônia, dente-de-leão, labaça, quelidônia-maior.

HERPES: erva-impigem, calêndula.

HIDROPISIA: alho, espinheiro, mandrágora.

ICTERÍCIA: agrimônia, bardana, quelidônia, dente-de-leão, grama-da-praia, salsa, erva-de-são-joão.

INDIGESTÃO: angélica, anis-bálsamo, mostarda-preta, car-do-santo, genciana-azul, fava-dos-pântanos,


alcara-via, pimenta-caiena, camomila, confrey, coentro, maisena, cubeba, dente-de-leão, endro, eucalipto,
funcho, matricária, alho, selo-dourado, grindélia, lúpulo, pimenta-de-eavalo, hissope, junípero, lavanda, tuia,
ligústica, magnólia, milefólio, artemísia, noz-moscada, papaia, salsa, hortelã-pimenta, ruibarbo, alecrim,
açafrão, salva, barba-de-bode, sândalo, saní-cula, segurelha, hortelã, mirra-doce, cálamo, valeriana, gengibre-
silvestre, segurelha-de-inverno, absinto, erva-boa.

INFECÇÕES RENAIS: trevo, dente-de-leão, grama-da-praia, bastão dourado, quelidônia-maior, cavalinha,


rfdz de salsa.

INFLAMAÇÃO: arnica, borragem briônia, pimpinela-branca, camomila, morrião-dos-passarinhos, chicória,


tussilagem, confrey, feno-grego, ginseng, selo-dourado, goma, trepadeira de cerca, lúpulo, lobélia,
acônito, artemísia, verbasco, caruru-de-cacho, sândalo, salsa-parrilha, olmo, selo-de-salomão, catinga-
demulata, salgueiro, pírola e hamamélis.

INSÓNIA: cânhamo, gafaria, camomila, trevo, dente-de-leão, endro, urze, lúpulo, raiz-nervosa, maracujá,
prí-mula, alecrim, scutellaria^ aspérula.

INVEJA: camomila, gengibre, hortelã-pimenta.

LACTAÇÃO: angélica, anis, manjericão, erva-leitosa amarga, borragem, pimpinela-branca, funcho,


fraxinela, arruda-de-bode, lúpulo, líquen islandês, lavanda, salsa, framboesa-silvestre.

LEPRA: olíbano, alho, mirra.

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LEUCORRÉIA: bálsamo, uva-ursina, bistorta, nogueira preta, centáurea, confrey, cubeba, feno-grego, selo-
dourado, marroio-hranco, junípero, kava-kava, alquemila, perpétua, magnólia, mil-folhas, mirra, tanchagem,
erva-de-santiago, sálvia, erva-de-sao- João, olmo, su-maque, catinga-de-mulata, tormentilha, árvore-de-cera,
pírola, absinto.

MENOPAUSA: bálsamo, erva-bicha, espinheiro, lúpulo, al-quemila, raiz-da-vida, mil-folhas, visco,


agripalma, artemísia, alecrim, arruda, bolsa-de-pastor, valeria-na, aspérula, absinto.

NÁUSEA: arnica, aspargo, bálsamo, bálsamo-de-meca, cevada, manjericão, cálamo, calêndula, alcaravia,
camomila, trevo, gengibre, ginseng, selo-dourado, lúpulo, menta, lavanda, poejo, hortelã-pimenta, faiapreta,
salva, segurelha, hortelã, valeriana, inhame-bravo, betônia, aspérula.

NEVRALGIA: pimenta-da-jamaica, botão-de-ouro, cânhamo, camomila, prímula, meimendro, castanhada-


ín-dia, língua-de-cão, árvore da kola, lavanda, visco, acônito, laurel-da-montanha, rainha-do-pântano,
scutellaria, selo-de-salomão, valeriana, inhame bravo, salgueiro, aspérula, absinto, erva-mate.
OBESIDADE: maçã, bálsamo, centáurea, morrião-dos-pas-sarinhos, trevo, filipêndula, funcho, varadourada,
hera-trepadeira, lúpulo, líquen islandês, barba-de-bode, sementes de urtiga, erva-de-são-joão, sassafrás,
cocleária, agrião, salgueiro.

PARALISIA: lavanda, acônito.

PEDRAS NA VESÍCULA: amieiro, espinheiro, alcachofra, bér-beris, chicória, dente-de-leão, filipêndula,


linho, árvore do linho, hissope, mandrágora, barba-de-bode, asclepidácea, salsa, vervena, salgueiro, aspérula.

PLEURISIA: angélica, arruda, salva, olmo, verbena.

PNEUMONIA: acônito.

PRESSÃO ALTA: bérberis, erva-impigem, eupatório, cerefólio, trevo, ferrugem, violeta-de-jardim, alho,
gengibre, espinheiro, visco, cebola, salsa, arruda, giesta-escoce sã, solidéu, bico-de-cegonha, catinga
demulata, cere-ja-preta silvestre, labaça-amarela.

PROBLEMAS MASCULINOS: carlina, licopódio, sementes de melão, sementes de abóbora, óleo de


açafroa, óleo de soja, sementes de girassol, germe de trigo.

QUEIMADURAS: aloé, erva-moura, bardana, ealêndula, morrião-dos-passarinhos, amor-de-hortelã,


tussilagem, confrey, pepino, gomífera, língua-de-cão, sem-pre-viva-dos-telhados, líquen-irlandês, alquemila,
linhaça, oliveira, tanchagem, choupo, abóbora, faia-preta, semente de marmelo, sálvia, erva-desão- joão,
olmo, espadana-doce, salgueiro, avelã-de-feiticeira.

RESFRIADOS: angélica, bálsamo, betônica, bago do mirtilo, vidoeiro, sabugueiro, erva-impigem, vervena-
azul, eupatório, nogueira-branca, gatária, camomila, tussilagem, comiso (casca), perpétua, matricária,
figueira, galangel, alho, gengibre, ginseng, vara-dourada (cinza), hera-trepadeira, goma, marroio-branco, his-
sopo, erva-indiana, louro, limão, alcaçuz, lobélia, im-peratória, milefólio, poejo, hortelã-pimenta, raiz de
pleuris, espinho do freixo, rosa, açafroa, sálvia, salsa-parrilha, cheiro-verde, palmeira-serra, saponária, es-
picanardo, valeriana, bistorta-da-Virgínia, pinheiro-braneo, pírola, erva-defeiticeira, absinto, mil-folhas, erva-
santa.

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REUMATISMO: alfafa, pimenta-da-jamaica, aspargo, erva-bicha, erva-moura, vidoeiro-preto, sabugueiro-
preto, mostarda-preta, bistorta-preta, borragem, madeira-de-buxo, bardana, carlina, aquilégia, confrey,
coentro, prímula, dente-de-leão, filipêndula, bolota do sabugueiro, matricária, alho, urze, meimendro, menta,
rábano silvestre, imperatória, junípero, louro, mag-nólia, açafrão-do-campo, acônito,
urtiga, amor-perfei-to, caruru-de-cacho, álamo, quássia, alecrim, sorveira brava, arruda, salsaparrilha,
sassafrás, scutellaria, repolho, cálamo, agrião, salgueiro, pírola, grama-de-feiticeira, absinto, erva santa,
teixo.

ROUQUIDÃO', amora-preta, groselha-preta, morrião-dos-passarinhos, tussilagem, confrey, alho,


selodourado, líquen islandês, alcaçuz, lobélia, pulmonária, feto de avenca, alteia, chá-do-pântano, verbasco,
quiabo, tanchagem, sorveira-brava, sálvia, repolho, olmo, ce-reja-preta silvestre.

SANGRAMENTO NASAL: milefólio.

TONSILITE: betônia, bistorta, nogueira-preta, selo-dourado, lobélia, malva, verbasco, chá-de-novajersey,


hor-telã-pimenta, caruru-de-cacho, sorveira-brava, sálvia, olmo, catinga-de-mulata, pinheiro-branco,
salgueiro, hamamélis, jasmini-amarelo.

TORCEDURA: confrey, lavanda, lobélia, manjerona, malmequer, alteia, catinga-de-mulata, acônito


(arnica).
TORPOR: lavanda, visco.

TOSSE: acácia, agrimônia, amêndoa, angélica, anis, assa-fétida, bálsamo-de-meca, bago do mirtilo, trílio,
erva-leitosa amarga, sabugueiro-preto, erva-impigem, borragem, quelidônia, tussilagem, confrey, sobreiro,
casca de amora-silvestre, cubeba, ênula, hera-ingle-sa, prímula, linho, alho, ginseng, hera trepadeira, urze,
marroio-branco, rábano-silvestre, língua-de-cão, hissopo, iïquen islandês, raiz-indiana, Uquen-irlandês,
estramônio, artemísia, limão, alface, alcaçuz, lobélia, ligústica, pulmonária, avenca-cabelo-de-vênus,
malvaísco, milefólio, verbasco, mirra, quiabo, cebola, raiz de lírio, amor-perfeito, tanchagem, erva-lepuris,
faia-preta, rabanete, trevo-vermelho, alecrim, arruda, açafrão, sanícula, salsaparrilha, açafroa, repolho, olmo,
espinacárdio, drósera, cardo, vervena (azul), cravoila-da-água, pinheiro-branco, ce-reja-preta silvestre, erva-
santa, teixo.

TUBERCULOSE: agave, betônia, trílio, morrião-dos-passa-rinhos, confrey, cubeba, eucalipto, fenogrego,


linho, alho, hera-trepadeira, pulmonária, mil-folhas, verbasco, raiz de pleuris, sálvia, olmo, evônimo, agrião,
árvore-de-cera, cereja-preta silvestre, erva-santa, teixo.

TUMORES: hamamélis.

ÚLCERA DE ESTÔMAGO: alfafa, alteia, angélica, amaranto, copo-de-leite, bálsamo, bálsamo-de-meca,


bistorta, bardana, calêndula, morrião-dos-passarinhos, confrey, urtiga-anã, ênula, feno-grego, alho,
linhadourada, lúpulo, líquen-islandês, sanguinária, alcaçuz, gnafálio, hibisco, urtiga, quiabo, poejo, tancha-
gem, sálvia, catinga-de-mulata, grama-de-feiticeira, azeda, absinto.

VARÍOLA: gafaria, malmequer, açafrão.

VEIAS VARICOSAS: bérberis, erva-benta, bistorta, urtiga cega, pimpinela-branca, calêndula,


pimentacaiena, espinheiro, castanha-da-índia, malmequer, manjero-na, visco, casca de carvalho, sálvia,
sassafrás, bolsa-de-pastor, catinga-de-mulata, árvore-de-cera, carva lho branco, hamamélis, azeda-silvestre.

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VERTIGEM: bálsamo, betônia, gafaria, espinheiro, cachim bo-de-índio, lavanda, limão, visco, agripalma,
hor telã-pimenta, rosa, arruda, sálvia, bolsa-de-pastor.

VERRUGAS: amieiro, espinheiro, calêndula, dente-de-leão, figueira, alho, quelidônia-maior, sempre-


vivados- telhados, limão, mandrágora, erva-leitosa, verbasco, macho, drósera, sálvia-silvestre.

VERMES: aloé, erva-santa, erva-impigem, fava-dos-pânta^ nos, cenoura, gatária, pimenta-caiena,


ciclâmem, ênula, alho, arruda-de-bode, rábano-silvestre, sem pre-viva-dos-telhados, espora, limão, perpétua,
arte mísia, amora, cebola, papaia, romã, semente de abóbora, quássia, tamarindo, catinga-demulata, es tragão,
tomilho, carvalho-branco, ameixa-silvestre, semente de absinto, absinto, vulnerária.

VESÍCULA BILIAR: agrimônia, alcachofra, bérberis, barda na, quelidônia, centáurea-menor, chicória,
licopódio, margarida, dente-de-leão, ênula, fumaria, alho, genciana, hepática, lavanda, milefólio, artemísia,
cebola, hortelã-pimenta, rabanete, alecrim, morriao-escar-late, erva-de-feiticeira, absinto, linho-
bravoamarelo.

OS INSTRUMENTOS

A magia herbal requer algumas ferramentas abençoadas, comparado a outros tipos de magia.
Um conjunto de pilão e almofariz é necessário para moer as sementes e uma tigela grande de madeira
ou cerâmica será necessária para encantar as ervas. Guarde um vidro grande ou um pote esmaltado
(evite os metais) exclusivamente para preparar infusões ou poções . Alguns utensílios de costura
(agulhas, alfinetes, tesouras, linha de algodão, dedais) podem ser úteis ao se fazer sachês e bonecos, e
um bom estoque de várias cores de tecidos de algodão ou lã e fios também serão necessários.
Velas e ervas, naturalmente, são necessidades, assim como um incensário (queimador de
incenso), suportes para vela, blocos de carvão e jarros nos quais você possa armazenar suas ervas.

ENCANTANDO AS ERVAS

Antes de realmente usar as ervas na magia, elas devem ser encantadas. Encantamento (em um
contexto mágico) alinha as vibrações das plantas envolvidas com a sua necessidade mágica. Isto
consequentemente é um processo que aumenta a eficácia das ervas.

O encantamento pode ser realizado em apenas uma erva ou numa mistura de ervas, mas não
deve ser realizado até momentos antes de a erva ser utilizada. Quando diversas ervas são necessárias
para um encantamento elas podem ser encantadas juntas como uma mistura ou isoladamente conforme
cada erva for sendo colocada na mistura.

Um encantamento preliminar deve ser realizado se a erva for colhida em região aberta ou no
jardim. Enquanto verdadeiramente o corte da erva para um encantamento específico for sendo feito,
deve-se enfatizar a necessidade para qual será usada, como se o papel da planta fosse necessário para a
concretização da mesma, exemplo: Estou colhendo você, Alecrim, erva do Sol para aumentar a minha
concentração e meus poderes mentais.

Assim começa o processo de encantamento, embora este seja apenas uma ação preliminar.
O equipamento é simples: uma tigela de madeira ou cerâmica, dois suportes para vela, e um
estoque de velas coloridas.

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Coloque a tigela no centro do altar, os suportes para vela com as cores corretas em cada lado (
para as cores e seus usos mágicos). As ervas a serem encantadas devem ser colocadas ao redor da tigela
em seus devidos recipientes.

Acenda as velas e aquiete sua mente. Desligue o telefone e tranque a porta. Se desejar, escureça
o ambiente da iluminação artificial. Encante as ervas (e realize toda magia) somente quando estiver
sozinho e livre de interrupções.

BONECOS

Também conhecidos como Bonecos Vodus , Apesar de serem usados há mais de 4.000 anos.
Apenas recentemente foram associados ao vodu. Embora sejam feitos de raízes, batatas, chumbo,
cascas, papel e outros materiais, na magia herbal os bonecos geralmente são feitos de tecidos e ervas. O
boneco é feito para representar a pessoa que será ajudada através da magia.
Os bonecos são mais frequentemente utilizados para acelerar a cura e são moldados para atrair
dinheiro, amor e todas as necessidades mágicas. Para obter melhores resultados não confeccione um
boneco representando outra pessoa; apenas a si mesmo.

Os bonecos são fáceis de fazer: desenhe o contorno de uma figura humana (em torno de 21cm).
Transfira este desenho para um pedaço de tecido duplo na cor apropriada. Corte de modo que você
tenha dois pedaços iguais do tecido. Prenda com alfinetes e costure ao redor das bordas. Quando três
quartos do boneco estiver costurado, recheie com as ervas encantadas apropriadas ao seu intento. Por
exemplo, se preciso de ajuda na recuperação de um resfriado, vou rechear o boneco com folhas de
eucalipto moídas.

Sinta-se á vontade para compor seus próprios encantamentos quando trabalhar com as ervas; é
perfeitamente correto e o encantamento pode ser sob medida.

Encantamento da Terra

Coloque as ervas apropriadas em um saquinho e leve para um lugar aberto. Com suas mãos,
cave um pequeno buraco na terra e despeje as ervas nele. Visualize fortemente sua necessidade. Cubra
as ervas com a terra e deixe o local. Está feito.

PROTEÇÃO

Apesar do esmagador número de ervas utilizadas para este propósito é óbvio que a proteção é (e
tem sido) de extrema preocupação para muitas pessoas. A maioria das ervas de proteção mencionadas
neste livro é geral em seus efeitos; elas protegem seus portadores contra ataques físicos e psíquicos;
ferimentos, acidentes, veneno, mordida de cobra, raios, espíritos ruins, mal olhado, etc. Em outras
palavras, elas são ervas de proteção de modo geral. Naturalmente, elas não vão fazer você se sentir
melhor se alguma coisa acontecer as ervas de proteção devem ser preventivas.
Isto não significa que se usar uma raiz de proteção ou carregar um sachê você vai pela passar
pela vida desimpedido de aborrecimentos.
Entretanto, carregar algumas destas ervas certamente lhe ajudará a proteger-se de situações
potencialmente prejudiciais. No mundo atual devemos nos proteger com todas as coisas que estiverem
disponíveis. As ervas de proteção são um desses meios.
Elas criam um tipo de campo de proteção ao redor da casa, posses ou de si mesmo. Quando
carregadas elas também aumentam a eficácia das defesas naturais do seu corpo.

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ERVAS PARA...

...MEDITAÇÃO: ênula, zimbro, bálsamo-de-tolu, ciperácea, sálvia


esclaréia, giesta, glicínia, sândalo, cálamo-aromático, magnólia, mirra.
...A SORTE: canela, jasmim, lótus, jacinto, baunilha, cumaru, gerânio,
noz-moscada, bergamota, cipreste.

...ATRAIR SUCESSO E PROMOÇÕES: azaléia, cravo-de-defunto,


olíbano, hortelã-pimenta, erva-cidreira, hissopo
...O AMOR: ervilha-de-cheiro, lótus, jacinto, baunilha, bétula, camélia,
coentro, lírio-florentino, rosa, cumarina, laranja-azeda.
...A CLARIVIDÊNCIA E ESTÍMULO DA MENTE: açafrão, capim-limão,
louro, anis-estrelado, babosa, aipo, cânfora, ênula, zimbro, anisestrelado,
estoraque, funcho, madressilva, cacto, cálamo-aromático,
gengibre.

...SONHOS PROFÉTICOS: peônia, mimosa, amarílis, giesta.


...AFASTAR ENERGIAS NEGATIVAS: cânfora, comigo-ninguém-pode,
guiné, arruda, alecrim, espada-de-são-jorge.
...MELHORAR AS FINANÇAS: camomila, olíbano, alfazema, ervacidreira,
cedro, hissopo, cipreste, abóbora.
...AMIZADES: ervilha-de-cheiro, urze, citronela, erva-cidreira.
...CONTRA MAGIA NEGRA: alecrim, louro, jasmim, cenoura, violeta,
hortelã-pimenta, verbena, assa-fétida, gerânio, manjericão, patchouli,
hissopo, noz-moscada, bergamota.

BANHOS DE ERVAS PARA...


...FELICIDADE - MISTURE: manjerona ,Cravo, alecrim, canela, 1/2
xícara de alcóol de cereais.
...PROTEÇÃO CONTRA PERIGOS - MISTURE: espada-de-são-jorge,
guiné, arruda e hortelã.
...PROTEGER SEU AMOR - MISTURE: rosa branca, erva-cidreira,
palma branca.

NOME DA PLANTA E SUA FUNÇÃO ENERGÉTICA

Alecrim - Ajuda a perdoar mágoas


Alfazema - Aumenta a autoconfiança
Anis-estrelado - Ajuda com os sentimentos e na liberação de emoções
Arnica - Promove a concentração de pensamentos
Artemísia - Estimula a ação e a manifestação das idéias
Arruda - Limpa a aura das sujeiras astrais
Babosa - Ajuda no desligamento mental
Camomila - Ajuda a cultivar a paciência e a confiança
Cânfora - Promove o desprendimento material
Capuchinha - Promove o sentimento de integridade e equilíbrio
Carqueja - Limpa o corpo das velhas emoções

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Confrei - Estimula o sentimento de segurança pessoal
Dente-de-leão - Traz coragem para enfrentar os obstáculos
Erva-cidreira - Ajuda na tomada de decisões importantes da vida
Guiné - Limpa o corpo de energias negativas
Mil-folhas - Purifica o corpo de traumas e sentimentos negativos
Sabugueiro - Ajuda na tomada de rápidas decisões
Sálvia - Dá ânimo para colocar em movimento todas as energias do corpo
Tanchagem - Estimula a iniciativa

OS MAIS CONHECIDOS MEIOS DE SE UTILIZAR AS PLANTAS MEDICINAIS SÃO:

SUMOS
Podem ser obtidos espremendo-se as folhas das ervas através de um tecido fino de algodão, batendo-as no
liquificador ou amassando-as num pilão. São então coadas e diluídas em água e, caso necessário, adoçadas
com mel. Para adultos, indica-se 5 gotas por colher de sopa de água.

SALADAS
As ervas também podem ser comidas cruas em forma de saladas ou preparadas junto com os alimentos, como
temperos. Porém muito cuidado deve ser tomado quanto à qualidade e limpeza das ervas. Lave-as bem com
água corrente e depois deixe-as de molho por algum tempo em água, sal marinho e vinagre.

O dente-de-leão, língua-de-boi, língua-de-vaca, tanchagem, hortelã, salsa e mil-folhas estão dentre as


inúmeras ervas boas para saladas.

BANHOS
Algumas plantas podem ser acrescidas à água morna da banheira, e o banho deve durar uns 20 minutos.

CATAPLASMAS
As ervas frescas podem ser aplicadas soltas diretamente sobre a pele ou sustentadas por uma gase. Podem
também ser esmagadas até ficarem em forma de pasta, colocada entre dois panos finos ou gase, e aplicada
sobre o local afetado.Podem ser usados para tratar nevralgias, dores de ouvido, asma, caimbras,etc.

COMPRESSAS
Embebe-se panos com uma decocção forte concentrada e aplica-se na região afetada. Os chás quentes têm
efeito sedativo sobre inchaços, nevralgias, contusões, reumatismo, gota, etc.

GARGAREJOS E INALAÇÕES
Gargarejar algumas vezes ao dia chá preparado por decocção. Este tratamento atua sobre a cavidade bucal e
garganta.Para fazer inalações, prepare um chá forte de ervas, retire-o do fogo, coloque um funil de papelão
invertido sobre o recipiente, cubra a cabeça com um pano e respire o ar evaporado. As inalações são ótimas
para tratamento de gripes,sinusites, resfriados, pneumonia, etc.

LAVAGENS
Os chás podem também ser usados para lavagens intestinais, no caso de distúrbios digestivos, e vaginais, por
exemplo no caso de corrimentos.

TINTURAS
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É a maceração das plantas a frio, em álcool de cereais a 60º ou a 70º.

UNGUENTOS
Preparados misturando-se ervas com uma substância gordurosa como vaselina.

CÁPSULAS, POMADAS, PASTILHAS E COMPRIMIDOS


Preparadas por técnicas especiais incluindo esmagamento, prensagem, extração e outras.

OBSERVAÇÕES:

Nunca use um chá por mais de 24 horas depois de preparado, pois este entra em fermentação; e não use o
mesmo tipo de chá por mais de 30 dias seguidos, porque seu organismo vai responder cada vez menos.

Evite preparar as ervas em ação. Prefira recipientes de barro, louça ou esmalte.utensílios de metal, pois
podem causar alterações no efeito e sabor do chá devido a oxigena

BANHOS DE ERVAS

Você chega em casa após um dia de trabalho estafante. Se não se cuidar bem, cansaço, somado à poluição,
pode lhe trazer sérias conseqüências.
Reserve-se o direito de relaxar e de cuidar de si mesma. Dê-se de presente banhos relaxantes, revigorantes,
grandes auxiliares nos cuidados da sua beleza.
Banhos de erva são um grande aliado, mas que sejam de pelo menos uma hora, para que você aproveite ao
máximo seus efeitos benéficos.
As ervas são encontradas em farmácias ou em casas de produtos naturais. Faça uma infusão com 3 colheres
(sopa) da erva escolhida em 2 copos de água. Coe e acrescente a infusão à água do banho.

CAMOMILA - Os resultados desse banho você nota imediatamente, pois ele dá profunda sensação de
repouso e faz uma limpeza completa em sua pele. Para aproveitá-lo ainda mais, umedeça dois chumaços de
algodão na água do banho e coloque-os sobre os olhos; eles ficarão claros e brilhantes.

HORTELÃ - Perfeita para tonificar os músculos e renovar as energias. Além disso, a hortelã contribui para
amaciar a pele e tem um excelente efeito desodorizante.

ORÉGANO - Você conhece mais como tempero, mas ele também é ótimo para banhos. Indicado para aliviar
dores musculares e reumáticas.

ALFAZEMA - O banho de alfazema tem uma grande vantagem, pois você já sai dele suavemente perfumada.
Para hidratar o corpo, pingue na água do banho 5 ou 6gotas de óleo de amêndoa doce.

SÁLVIA - Erva de efeito antiinflamatório , que ajuda a combater cravos e espinhas.


O banho de sálvia é recomendado especialmente para quem tem pele oleosa.

FLOR DE LARANJEIRA - O banho com esta erva dá uma gostosa sensação de frescor e descanso. A flor de
laranjeira é também adstringente e fecha os poros excessivamente dilatados.

MELISSA - Também conhecida como erva-cidreira, proporciona um banho


repousante e perfumado. Tomado antes de dormir, garante um sono tranqüilo.

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BANHOS ENÉRGICOS

O poder dos banhos de ervas é repassado de geração em geração e não é à toa que sobrevive, até hoje, tão
forte em nossa cultura
Desde a antigüidade, o poder mágico de ervas e da água sempre foram passados de geração em geração. Em
todas as civilizações a magia de banhos carregados de ervas, de cachoeira e de rios sempre trazia um certo
conforto psicológico aos seus adeptos. Talvez, muitos nem acreditavam na energia das plantas e na sua sutil
ligação com o Astral Superior, mas mesmo assim utilizavam banhos energéticos para curar determinadas
doenças e mesmo afastar coisas ruins.

O Brasil, considerado um celeiro da magia, tem nas raízes dos negros e de sua cultura os poderes energéticos
de um bom banho de mar, cachoeira e de ervas. As religiões afro-brasileiras e as benzedeiras também
confirmam banhos de ervas, flores e sal grosso como meio eficaz de afastar mau-olhado e descarregar
emoções que perturbam mente e coração.
Desde épocas remotas é conhecida a forma mágica das plantas e ervas medicinais.

Daí os banhos serem considerados veículos de purificação do corpo e da mente. O de descarga é um


descarregamento dos fluídos pesados de uma pessoa e deve ser tomado após o banho rotineiro, de preferência
com sabão feito de forma artesanal e natural. O banho não deve ser jogado brutalmente pelo corpo e sim
suavemente,com o pensamento voltado para coisas boas e sentimentos nobres, com respiração pausada e a
mente tranqüila.

Não se deve também deixar que outras pessoas coloquem a mão no seu banho, ou seja, que preparem para
você. A cada ato no preparo ele vai ganhando vibrações e energias, que a pessoa pode direcionar de forma
positiva para o objetivo quer almeja. Todos os banhos de descarga devem ser tomados do pescoço pra baixo.
As folhas que caem dos banhos de ervas devem ser recolhidas e despachadas(jogadas) nos locais
apropriados; em geral, vasos grandes de plantas, jardins, num rio ou mata, mas nunca no lixo e nem nas ruas.
Para dar um ar mais científico, os usuários da fitoterapia também usam plantas nos banhos para dissolver
fluidos desfavoráveis: flores, frutas, especiarias e raízes agem sobre o sistema nervoso, ajudando a equilibrar
aspectos emocionais e espirituais.

Antes de afirmar que todos estes ensinamentos seculares são apenas coincidências e mesmo que seus
resultados são meramente processos de sugestão, vale a pena caprichar no preparo de um banho. A dica é
relaxar, chamar os elementais, rezar qualquer oração que seja positiva e que mexa com suas emoções.
Depois, é esperar os resultados. Veja as dicas:
*No chuveiro, encha uma jarra com água quente, coloque um punhado de ervas,folhas ou pétalas, secas ou
frescas, tampe e deixe descansar. No final do banho,despeje o líquido do pescoço para baixo, nas costas, na
frente e nas laterais do corpo e, se possível, deixe secar naturalmente.

*Na banheira, as plantas devem ser postas direto na água um punhado é o suficiente ou dentro de uma
trouxinha de pano, para evitar a volatização. Se a intenção For relaxar, a imersão pode durar vinte minutos.
Já para revigorar, permaneça imerso no máximo dez minutos. Exagerar no tempo pode deixar você
derrubado.

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AS ERVAS LITURGICAS NA UMBANDA COM CONCEITOS HERMÉTICOS

Antes de iniciar os conceitos litúrgicos e medicinais das ervas, se faz interessante entender alguns conceitos
sobre Hermetismo e sobre os quatro Elementos: Fogo, Água, Ar e Terra.
Existem sete princípios Herméticos que nos dão a chave para refletirmos sobre diversos aspectos da criação,
porem venho destacar alguns que em meu ponto de vista vem de encontro ao tema em questão.

“ Os princípios da verdade são sete;


aquele que os conhece perfeitamente ,
possui a chave Mágica com a qual
todas as portas do templo podem ser
abertas completamente.” – O Caibalion

III - O Principio da vibração:

“Nada esta parado; tudo se move; tudo vibra.”

IV – O Princípio da polaridade:

“Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são
idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todos os paradoxos podem ser
reconciliados.”

V – O Princípio de ritmo:

“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés ; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações
compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a
compensação.”

Com esses três princípios em mente podemos começar a introdução em nosso estudo, pois essas são
algumas das chaves para entendermos o mecanismo da utilização das ervas, de forma litúrgica e medicinal
em nossa sagrada Umbanda e em todas as outras religiões que cultuam a natureza.

A utilização das ervas na Umbanda tanto litúrgica quanto medicinal, existem preceitos a serem seguidos e
respeitados. Existem processos que vão desde a colheita até a utilização propriamente dita a ser seguida que
consistem em, horário de colheita, fase da lua, forma de extrair o principio vital, tipo de banho, etc...

Vamos descrever cada etapa deste processo de forma racional e dentro dos princípios Herméticos.

1° ETAPA – COLHEITA

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Vemos o IV e o V princípios atuando neste esquema,
logo se entendermos desta forma poderemos colher
nossas ervas de acordo com nossas necessidades.
Podemos utilizar as ervas para positivar, neutralizar ou
negativar nossas energias de acordo com as fases da
Lua.

A utilização pode ser de duas formas:

Homeopatia (do grego homoios, semelhante + pathos,


doença)
Método terapêutico cujo princípio está baseado na
similia similibus curantur ("os semelhantes curam-se
pelos semelhantes"). Christian Friedrich Samuel
Hahnemann

Contraria contraris curantur. Contrários são curados


A colheita da erva deverá ser de acordo com a por contrários. Princípio seguido por Galeno que
fase da Lua como sendo Positiva, Negativa ou estabeleceu as bases da alopatia.
Neutra. Existem outros métodos que falaremos nos tópicos
correspondentes.
Lua Nova ( Neutra) - É o inicio do ciclo Lunar, Com isso vemos que podemos utilizar as duas
a seiva se concentra no caule e nas raízes. possibilidades, semelhante com semelhante ou
contrários, porem não podemos esquecer de respeitar os
Lua Crescente (Positiva) – A fundamentos litúrgicos que nos indicam quais e como
luminosidade Lunar aumenta e sua face torna-se utilizar determinadas ervas para banhos.
mais visível, a seiva flui em direção as Folhas. Então vemos que para colher as folhas temos que levar
em consideração o principio de vibração para saber qual
Lua Cheia (Positiva) - Sua face torna-se energia será utilizada, o principio de polaridade para
totalmente visível, a seiva tem maior penetração saber qual fase da
nas folhas. Lua será colhida e por fim, o princípio de ritmo para
saber em qual posição o Prana se encontra na planta.
Lua Minguante (negativa) - A cada dia a Lua fica
menos visível, a seiva Flui novamente em direção Liturgia:
ao caule e as raízes.
Antes de colher, saudar Oxosse e Ossae, as folhas
Devemos entender a seiva como semelhante ao deverão ser colhidas em números ímpares e sempre as
Prana, pois ambos estão relacionados já que folhas que estão mais para o topo do ramo pois já estão
sofrem a mesma influência Lunar. com um tamanho ideal, ”folhas adultas.”
O horário deve ser de 06:00 às 18:00, nunca antes nem
Vemos os princípios Herméticos nos dando as depois, pois as ervas devem ser colhidas sobre a
chaves para entendermos melhor este processo. irradiação solar.
Devemos colher as folhas preferencialmente
nas fases positivas, porem temos que refletir
sobre a colheita utilizando as chaves Herméticas.
O que se entende por fase positiva nas folhas é
na verdade negativa nas raízes, e por sua vez
,quando é negativa nas folhas é positiva nas
raízes.

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2° ETAPA – EXTRAÇÃO DO ELIXIR

Existem varias formas de se utilizar as ervas dependendo do fim a que se destina, podemos utilizar as
ervas tanto interna quanto externamente, podemos utilizar como banhos, chás, defumadores, extraindo
óleos essenciais, etc.
Porem a utilização deve ser sempre com muita responsabilidade e conhecimento, pois existem tipos de
plantas que possuem componentes tóxicos e que podem levar a complicações orgânicas e até mesmo a
morte.
“ Seu poder não tem limites na Terra. Separarás a terra do fogo, o sutil do grosseiro. Docemente e com
grande perícia...” - Tabua de esmeralda.
Com isso temos que ter muito cuidado quando a utilização for interna, principalmente quando for em
gestante, pois existem infinidades de ervas que são abortivas (emenagogas).

Cuidados que se deve ter na hora de preparar medicamentos com plantas medicinais:

 preparar o medicamento, preferencialmente, com plantas colhidas a pouco tempo;


 usar apenas plantas que sejam do seu conhecimento; na dúvida consulte alguém mais experiente;
 não pegar plantas perto de fossas, lixos, esgotos, locais tratados com agrotóxicos e na beira de
estradas (porque a fumaça dos veículos pode conter substâncias tóxicas que ficam na planta);
 não utilizar plantas que estejam mofadas, velhas e com bichos;
 ter o cuidado de lavar bem a parte da planta a ser usada;
 no caso de preparar o chá com folhas secas, secá-las à sombra e em locais arejados, pois os raios
solares podem eliminar parte das substâncias curativas;
 quando for utilizar raízes secas, picar em pequenos pedaços antes de secar; após a secagem,
guardar em vidro escuros ou caixas bem fechadas, com o nome da planta;
 não guardar as plantas medicinais por muito tempo, porque elas podem perder a ação medicinal.
 evite tomar chá feito de um dia para outro; renove sempre a cada 24 horas.

Tomando esses cuidados poderemos utilizar de forma responsável as ervas sem termos efeitos
indesejáveis.

Seguiremos agora para a relação dos Orixás com suas respectivas ervas de uso Litúrgicos e medicinais.

ERVAS:
Iremos relacionar as ervas dos seguintes Orixás: Oxalá, Ogum, Oxossi, Xangô, Omolu, Yemanjá, Nanã,
Iansã e Oxum.

OXALÁ
Elemento – Ar
Metal – Prata
Planeta – Sol
Chakra – Coronário
Dia – Todos
Saúde – Todo o corpo

Ervas:
Tapete de Oxalá, Saião, Colônia, Manjericão Branco, Rosa Branca, Folha de algodoeiro,Sândalo, Malva,
Patcholi, Alfazema, Folha do cravo, Neve branca, Folha de laranjeira.
Em algumas casas (Poejo, Camomila, Chapéu de couro, Coentro, Gerânio branco, Arruda, Erva cireira,
Alecrim do Mato, Hortelã, Folhas de Girasol, Agapasto branco, Aguapé, Alecrim da orta, Alecrim do
Tabuleiro, Baunilha, Camélia, Carnaubeira, Cravo da Índia).

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Boldo ou Falso boldo
Nome Cientifico: Plectranthus barbatus
Nomes populares: Falso boldo, Boldo nacional, Malva-Santa, Malva-Amarga, Boldo do Brasil, Boldo do
reino, Alumã e Sete dores.
Indicações: Afecções hepáticas (hepatite, cólicas, congestões, etc), afecções febris, afecções gástricas,
dispepsias, flatulências, obstipação (fezes ressecadas), inapetência(falta de apetite), calculo biliares,
debilidade orgânica, insônia, ressaca alcoólica.

Saião
Nome científico: Kalanchoe brasiliensis
Nomes populares: Coirama, Folha-da-fortuna, Folha da costa, Folha grossa, Orelha de monge,
Indicações: Afecções pulmonares, Aftas, Asma, Cálculos renais, Calos, Diabete, Doenças do pulmão,
Erisipela, Frieiras, Picadas de insetos, Queimaduras, Tosse, Tuberculose, Tumores, Úlceras, Verrugas.

Manjericão
Nome científico: Ocimum basilicum
Nomes populares: Manjericão, Alfavaca, Alfavaca de jardim, Alfavaca doce.
Indicações: Infecções da pele e vias respiratórias, Rachaduras nos mamilos, Bronquite, Cólicas, febres,
Flatulência, Insônia, Problemas digestivos, Emenagoga, Expectorante.

Alpínia ou Colônia
Nome científico: Alpínia Zerumbet
Nomes Populares: Colônia, Falso-cardamomo, Heliconda, Jardineira, Alpínia.
Indicações: Relaxante, anti-stress, anti-hipertensiva , artrite, asma, anti-catarral, anti-térmica,
anti-ulcerogênica, estomáquica, emenagoga.

Algodoeiro
Nome científico: Gossypium Arboreum
Nomes Populares: Algodão do Pantanal, Amaniú, Muginha.
Indicações: Aliviar queimaduras, Anemia, asma, cravos, curar feridas, disenteria, dor uterina, espinhas,
fraquesa pulmonar, hemorragia pos parto, hemorragia uterina, herpes, infecção renal, provocar espasmos,
contração uterina, regra abundante, reumatismo.

Sândalo
Nome científico: Santalum Álbum
Sua madeira é utilizada para extração de óleos essenciais e para produção de incenso.

Patchuli
Nome científico: Pogostemon Patchouly Pellet
Nomes Populares: Patchouli, Patcholi, Vetiver, Oriza.
Indicações: Afrodisíaco, anti-bacteriana, antidepressivo, anti-séptica, anti-acne, anti-fungica,
Antiinflamatória, desodorante, emoliente, citostática, condicionante, descongestionante, fixadora,
higienizante, recondicionadora, rejuvenescedora, revitalizante, Tonica.

Alfazema
Nome científico: Lavandula Spica L.
Nomes Populares: Lavanda
Indicações: Anti-espasmódico, anti-séptico, cardiotónico, cicatrizante, colagogo, diurético, estimulante,
insecticida, sudorífico.
Acne, bronquite, leucorreia, nervosismo, reumatismo, tosse, vertigens.

Folhas de laranjeira
Nome científico: Citrus Aurantium Sinensis
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Nome popular: Laranjeira
Indicações: Anti-espasmódico (vômitos, espasmos, palpitações, tosses nervosas), calmante, indigestões.

Arruda
Nome científico: Ruta Graveolens
Nome popular: Arruda
Indicações: Anafrodisiaco (masculino), excitante (feminino), aumentar a resistência dos vasos sanguinios,
evitando rupturas (varizes), restabelece o fluxo menstrual, vermes, repelente, dor de cabeça, calmante,
ansiedade, amenagoga.

Vemos neste Orixá que por seu elemento ser o Ar, temos maior incidência de ação nas vias aéreas como
expectorantes, fraqueza Pulmonar, tosse entre outras.
Vemos também como Humor sanguíneo atuando em afecções diversas, fluxo menstrual, entre outras.
Porem é sabido que o Orixá maior é Oxalá, com isso sua ação é em todo o corpo o que também é
observado em suas ervas que alem das vias aéreas e no humor sanguíneo atua em todo o corpo.

OXOSSI
Elemento – Terra
Metal- Bronze
Planeta –
Chakra – Esplênico
Dia – Quinta feira
Saúde – Aparelho Respiratório

Ervas:
Alecrim, Guiné, Vence demanda, Abre caminho, Peregum(verde), Taioba, Espinheira Santa, Jurema,
Jureminha, Mangueira, Desata nó, Erva de Oxossi, Erva Jurema, Alfavaca, Eucalipto.

Alecrim
Nome científico: Rosmarinus officinalis L
Nome popular: Alecrim
Indicações: Asma, astenia, celulite, colesterol, convalescença, depressão, entorse, enxaqueca, memória,
pele, rugas, sono, torcicolo.

Guiné
Nome científico: Petiveria Tetranda gomez
Nome popular: Guiné, erva de pipi, tipi, tipi-verdadeiro.
Indicações: Afecções da cabeça, da vista, memória, reumatismo, paralisia, nervosismo, analgésico (em
uso externo) em compressas.
O pó da raiz ameniza a dor de dente, gargarejo para a garganta.

Taioba
Nome científico: Arum Esculentum
Nome popular: Taioba
Indicações: Atua como suplemento em dietas, fonte de Ferro, Potássio, Cálcio e Manganês.

Espinheira Santa
Nome científico: Maytenus Ilicifolia
Nome popular: Espinheira Santa
Indicações: Ulceras, azia, má digestão, gastrite, ressaca alcoólica, cicatrizante, anti-séptico, tonificante.

Jurema

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Nome científico: Mimosa Hostilis ( Jurema Preta ), Pithecollobium ( Jurema branca ), Mimosa Verucosa
( Jurema de oeiras ).
Nome popular: Jurema
A Jurema é da família das leguminosas comum no nordeste Brasileiro, possui propriedades psicoativas e
Alucinógenas.
É utilizada no Catimbo.

Jureminha
Nome científico: Desmanthus Virgatus L
A Jureminha é uma espécie de leguminosa de ampla ocorrência no Brasil, podendo constituir por seu
caráter de resistência a seca em uma alternativa para alimentação dos rebanhos na região nordeste.

Mangueira
Nome científico: Mangifera Indica L
Nome popular: Mangueira
Indicações: Anemia, asma, diarréia, digestão, dispepsia respiratórias, sarna, verminoses, estomatite, febre,
gengivite, tuberculose.

Alfavaca
Nome científico: Ocimum Basilicum
Nome popular: Remédio de Vaqueiro, manjericão de folha larga.
Indicações: Má digestão, vômitos, náuseas, flatulência, problemas intestinais, rins, febre, falta de leite
materno, halitose, queda de cabelo, dor de garganta, feridas, aplicar também sobre o bico do peito
afetado.

Eucalipto
Nome científico: Eucalyptus globulus
Nome popular: Eucalipto
Indicações: Asma, asma cardíaca, afecções catarrais, adenites (inflamação de uma glândula ou linfonodo),
bronquite, coqueluche, coriza, cistite, catarro da bexiga, disenteria, diabetes, febres, rinite, afecções das
vias respiratórias, sinusite.

Vemos neste Orixá que por seu elemento ser Terra, sua ação é em todo o corpo, cabeça, pulmão e
ventre.
Vemos também como Humor Bile Negra ou Nervoso, atuando como calmante, psicoativas, perda de
memória, alucinógenas, etc..

XANGÔ
Elemento – Fogo
Metal- Estanho
Planeta – Júpiter
Chakra – Cardíaco
Dia – Quarta feira
Saúde – Fígado, Vesícula

Ervas
Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha,
Erva de Bicho, Erva Tostão, Caruru, Para Raio, Umbaúba (em algumas casas Xequelê).

Erva de São João


Nome científico: Ageratum conyzoides L
Nome popular: Mentrasto, Catinga de bode, Matruco.

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Indicações: Tõnico, espasmos, aperiente, antidesintérico, anti-reumático (uso externo), antidiarréico,
febrífuga, antiinflamatório, carminativa, resfriados, cólicas menstruais e tensão pré-menstrual.

Erva de Santa Maria


Nome científico: Chenopodium Ambrosioides L
Nome popular: Erva de Santa Maria
Indicações: Angina, Asma, Aumenta a transpiração, bronquite, catarro, circulação, estomago, fungos de
solo, hemorroida, pulga, piolho, relaxar espasmos.

Cordão de Frade
Nome científico: Leonotis nepetaefolia
Nome popular: Cordão de São Francisco
Indicações: Bronquite, asma, infecções pulmonares, artrite, gota, ácido úrico, gases, dores abdominais,
nevralgia.

Jarrinha
Nome científico: Aristolochia cymbifera
Nome popular: Capa-homens, cassaú, cassayú, cassa-yú, cipó-das-matas, cipó-mil-homens.
Indicações: Afecções das vias urinárias, afecções nervosas, amenorréia, asma, ataques nervosos,
cicatrização de feridas, convulsão histérica, convulsões epiléticas, diarréias rebeldes, enxaquecas,
estimula a menstruação, histeria, nevralgia, sedativo nas histerias, ulceras, varizes.

Erva de Bicho
Nome científico: Polygonum persicaria var
Nome popular: Pimenta d`água, pimenta do brejo, etc.
Indicações: Afecções urinárias, amenorréia, congestão cerebral (Afluência anormal do sangue aos vasos
do cérebro causado por emoções muito fortes e violentas), delírio psíquico de velhos, diarréia, eczemas,
erisipela, estancar hemorragias, coagulação do sangue, febres, fragilidade capilar, memória.

Erva Tostão
Nome científico: Boerhavia Diffusa L
Nome popular: Agarra pinto, amarra pinto, batata de porco.
Indicações: Afecções hepáticas, albuminúria, anúria, baço, beri-beri, calculo biliar, cistite, congestão
hepática, dispepsia, distúrbio estomacal, edema, engorgitamento do baço(Acumulação de líquido), febre
biliosa, fígado, hemoptise, hepatite, icterícia, nefrite, nervosismo, vesícula biliar, retenção de urina,
uretrite, vias urinarias.

Caruru
Nome científico: Amaranthus Viridis L
Nome popular: Amaranto, Bredo, Caruru manso.
Indicações: Corrimento vaginal, desnutrição infantil, doença venérea, afecção do fígado, febre,
aleitamento.

Embaúba
Nome científico: Cecropia Peltata L
Nome popular: Ambaúba, Umbaúba
Indicações: Afecções da pele, afecções das vias respiratórias (asma, bronquite, tosse, coqueluche),
alergia,
bronquite crônica, mal de Parkinson, normalizar a pressão arterial, ulcera, verrugas.

Vemos neste Orixá que por seu elemento ser Fogo, sua ação é na parte superior do corpo, cabeça.
Vemos também como Humor Bile Amarela ou Colérico, atuando como inibidor de ataques histéricos,
nevralgias, febre biliosa, calculo biliar, entre outros.
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OGUM
Elemento – Ar
Metal- Ferro
Planeta – Marte
Chakra – Umbilical
Dia – terça-feira
Saúde – Coração, Glândulas endócrinas

Ervas:
Peregum (verde), São Gonçalinho, Quitoco, Mariô, Lança Ogum, Coroa de Ogum, Nutamba,
Alfavaquinha, Bredo, Cipó Chumbo, Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo ninguém pode,
Folhas de Romã, Flecha de Ogum, Cinco folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba, Canela de Macaco, Erva
Grossa, Parietária.

Quitoco
Nome cientifico: Pluchea Sagittalis
Nome popular: Madecravo, Lucera
Indicações: Brônquios, catarro, distúrbios estomacal, doença da matriz, gota, indigestão, disenteria, tosse.

Cipó Chumbo
Nome cientifico: Cuscuta Racemosa Mart
Nome popular: Ano-Peipa, awó-pupa, fios de ovo, aletria.
Indicações:
Chá do Caule: Angina, icterícia, úlceras, disfunções gástricas, vesícula biliar, constipação, edemas,
hemorragias bronco pulmonares, afecções da garganta e das vias respiratórias, bronquites, tosses com
expectoração sanguínea, catarros e rouquidão, cólicas hepáticas, diarréia sanguínea, abscessos internos,
hemoptises, congestões pulmonares, icterícias, angina, amigdalite.
Compressas com emplastos do caule: Furúnculos e feridas.
Decocção: Gargarejo, úlceras e feridas.

Erva Grossa
Nas tosses e bronquites, também usada para dissolver cálculos renais.
Parietária
Nome cientifico: Parietaria Officinalis
Nome popular: Alfavaca da cobra, tiritana, ervas das muralhas, saxifragia, erva de vidro, erva fura
paredes, parte pedras, erva dos muros.
Indicações: Emolientes, calmante, diurética, renite, cálculos renais, distúrbios do aparelho urinário,
furúnculos, feridas, queimaduras, catarro, tosse, afecções pulmonares, fissuras dos seios e do ânus,
problemas das artérias e coração, febre inflamatória.

Aroeira
Nome cientifico: Schinus Molle L
Nome popular: Aroeira pimenteira, aroeira vermelha, aroeira mansa.
Indicações: Azia, gastrite, cistite, uretrite, diarréia, blenorragia, tosse, bronquite, reumatismo, íngua, dor
de dente, gota.

Pata de Vaca
Nome cientifico: Bauhinia Forficata Link
Nome popular: Arvore orquídea, bauínia, capa-bode, casco de vaca.
Indicações: Afecções renais e urinarias, calmante (estados nervosos), catarro, colesterol, constipação
intestinal, diarréia, diabete, gripe, prisão de ventre, parasitoses intestinais, regularizar a glicemia
sanguínea, urina solta, rins.
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Contra indicação: Pode potencializar drogas antidiabeticas ,hipoglicemia.

Vemos neste Orixá que por seu elemento ser Ar, sua ação é nas vias aéreas, pulmões.
Vemos também como Humor Sangüíneo, atuando nas hemorragias, tosses com expectoração sangüínea,
diarréia sangüínea, inflamações,entre outros.

OMOLU/OBALUAIE
Elemento – Terra
Metal- Chumbo
Planeta – Saturno
Chakra – Básico
Dia – segunda-feira
Saúde – Todo o corpo

Ervas
Canela de velho, Erva de bicho, Erva de passarinho, Barba de milho, Barba de velho, Cinco chagas,
Fortuna, Hera, Cuféia, Sete sangrias, erva de passarinho, Canela de velho, Quitoco, Zínia, Guiné.

Erva de bicho
Nome cientifico: Polygonum Punctatum F. Lott
Nome popular: Capetiçoba, Cataria, Pimenta do brejo, Pimenta D`água.
Indicações: Artrite, Erisipela, Hemorróidas, Inflamação, Ulcera, Vermicida.

Erva de passarinho
Nome cientifico: Struthanthus Flexicaulis
Nome popular: Erva de passarinho,(Erva de passarinho é uma erva hospedeira).
Indicações: Bronquite, Pneumonia, Pleurisias, Hemoptises, dores no peito, pontadas e outras afecções
respiratórias,
Doenças no útero, hemorragias.

Cabelo de milho
Nome cientifico: Zea Mays L
Nome popular: Barba de milho,
Indicações: Albuminúria, Blenorragia, Calculo renal e na Bexiga, Cistite, distúrbios cardíacos, febre,
retenção urinária, inchaço nas pernas, inflamações na bexiga, Nefrite.

Barba de Velho
Nome cientifico: Tillandsia Usneoides L.
Nome popular: Barba de pau, Samambaia, Barba de Macaco.
Indicações: Dores, inflamações no reto, engorgitamento do fígado, Hérnias, Ulcera varicosa, Varizes.

Cinco Chagas
Nome cientifico: Tropaeolum Majus L
Nome popular: Capuchinha, Agrião do México, Chagas das flores grandes.
Indicações: acne, Adrenomieloneuropatia, afecções da pele, afecções pulmonares, Caspa, desinfectante
das vias urinarias, eczema, Escorbuto, Escrofulose, Falta de apetite, fortalecedor do couro cabeludo,
impurezas no sangue, infecções bacterianas e fungais, infecções genito-urinárias e respiratórias, insônia,
pele envelhecida, pele e cabelos enfraquecidos, prevenir a queda de cabelos, problemas digestivos,
psoríase, retenção de líquidos, Tosse.

Vemos neste Orixá que por seu elemento ser Terra, sua ação é em todo o corpo.
No humor Bile Negra ou Melancólico, só foi identificado ação na planta Cinco Chagas
(adrenomielenoneuropatia).
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YEMANJÁ
Elemento – Água
Metal- Prata
Planeta – Lua
Chakra – Frontal
Dia – Sábado
Saúde – Psiquismo, Sistema nervoso

Ervas:

Colônia, Pata de vaca, Embaúba, Abebê, Jarrinha, Golfo, Rama de Leite, Aguapé, Lagrima de Nossa
Senhora, Acará da praia, Flor de Laranjeira, Guabiroba, Jasmim, Jasmim de cabo, Jequitibá, Malva
Branca, Marianinha, Trapoeraba Azul, Musgo Marinho, Nenúfar, Rosa Branca, Folha de Leite.

Aguapé
Nome cientifico: Eichornia Crassipes
Nome popular: Aguapé da Flor Roxa, Camelote, Dama do lago.
Indicações: Febre, Hepatite, Excitação nervosa, Furúnculos, Abscessos, Rins.

Guabiroba
Nome cientifico: Campomanesia Xanthocarpa O. Berg.
Nome popular: Guabirobeira, Gabirova, Gavirova.
Indicações: Cistite, Uretrite, Diarréia, Disenteria.

Malva Branca
Nome cientifico: Althaea Officinalis L
Nome popular: Malvasco, Malva da Índia, Malvões, Malva Branca.
Indicações: Tosse seca, Gripe, Bronquite, irritação da mucosa do tubo digestivo, estomatite, Faringite,
ulcera Gastroduodenal, Síndrome do Cólon irritável, Ostipação ou Diarréia, Queimaduras, Abcessos,
Furúnculos e outros processos inflamatórios cutâneos.

Trapoeraba Azul
Nome cientifico: Dichorisandra thyrsiflora
Nome popular: Marianinha, Capim-gomoso, Grama terra.
Indicações: Afecções das vias urinárias, Hidropisia, Reumatismo, Bronquite, Asmática, Amigdalite,
Faringite,Afecções Hepáticas e esplênicas, desobstruente, anti-hemorroidária.

Vemos neste Orixá que por seu elemento ser Água, sua ação é no baixo ventre, tais como: síndrome do
cólon irritável, cistite, uretrite.
Vemos também como Humor Linfático, atuando nas desobstruções da mucosa, abcessos.

OXUM
Elemento – Água
Metal- Ouro
Planeta – Vênus (Lua)
Chakra – Umbilical (Frontal)
Dia – Sábado
Saúde – Órgãos reprodutores Femininos, Coração.

Ervas:
Colônia, Macaça, Oriri, Santa Luzia, Oripepê, Pingo D`água, Agrião, Dinheiro em Penca, Manjericão
Branco, Calêndula, Narciso, Vassourinha.
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Não servem para banho – Erva cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou Grande, Chuva de
Ouro, Manjericona, Erva de Santa Maria.

Erva de Santa Luzia


Nome cientifico: Euphorbia Hirta L
Nome popular: Erva Andorinha
Indicações: Asma, Bronquite, Catarro, Disenteria Amébica,Espasmos, Febre do feno, Queimadura, Tosse
nervosa, Verruga.

Agrião
Nome cientifico: Nasturtium Officinale
Nome popular: Agrião das fontes, Agrião do rio.
Indicações: Afecções respiratórias, Amenorréia, Bócio, Desnutrição, Atonia muscular, Anorexia,
inflamações, Afecções da pele e cabelos.

Calêndula
Nome cientifico: Calêndula Officinalis L.
Nome popular: Calêndula
Indicações: Pele, Estômago, Órgão urogenital, Antiinflamatório, Cicatrizante.

Vassourinha
Nome cientifico: Sida Rhombifolia L.
Nome popular: Malva Preta, Vassoura de relógio,Relógio.
Indicações: Catarro, Cólica Menstrual, Febre, Hemorroida, Pedra nos Rins, Tosse.

Erva Cidreira
Nome cientifico: Lippia Alba
Nome popular: Alecrim, Alecrim do Campo, Alecrim do Mato, Câmara.
Indicações: Afecções da pele e das mucosas, Afecções Hepáticas, Catarro, Cólicas (dor de barriga),
Colite, dores musculares, dores reumáticas, enfermidades Venéreas, Espasmos, Estômago, Estomatite,
Flatulência, Fluxo Vaginal, gases, indigestão, insônia, Laringite, náuseas, recuperação pós-parto,
resfriado, sistema nervoso.

Gengibre
Nome cientifico: Zingiber Officinale
Nome popular: Gengibre
Indicações: Aerofagia, Amigdalite, Anorexia, Asma Brônquica, Beribéri, Catarros Crônicos, Ciática,
Colesterol, Cólicas do estômago e intestino, Cólera Morbus, Dispepsia, dores musculares, Edemas
Árticos e reumáticos, enjôo, Fígado, Flatulência, Halitose, Higienização da boca, Impotência Sexual,
Impurezas da pele, inflamação na garganta, má digestão, Menorragia, Meteorismo, Náusea, enjôo de
gravidez.

Camomila
Nome cientifico: Chamomilla Recutita L
Nome popular: Camomila Alemã, Camomila.
Indicações: Afecções da pele (Fistulas), Afecções nervosas, Afta, Assaduras, Cistite, Cólicas em geral.
Diarréia em infantil, doença do Útero e do Ovário, embaraço gástrico, enjôo, Estomatite, Enxaquecas,
Feridas, Gengivite, Gota, indigestão, inflamações oftálmicas, insônia, inapetência, ulceras.

Vemos neste Orixá que por seu elemento ser Água, sua ação é no baixo ventre com maior incidência nos
órgãos genitais femininos, tais como: Doença do Útero e do Ovário, Cólica Menstrual, Fluxo Vaginal.
Vemos também como Humor Linfático, atuando nas desobstruções da mucosa, Catarro,abcessos.

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NANÃ
Elemento – Água
Metal- Latão/ Níquel
Planeta – Lua / Mercúrio
Chakra – Frontal
Dia – Sábado
Saúde – Dor de Cabeça e problemas no intestino.

Ervas:
Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de
Velho, Salsa da Praia, Manacá, Assa Peixe, Cipreste, Erva Macaé, Dália Vermelho escuro, Folha de
Berinjela, Folha de Limoeiro, Tradescância.

Manjericão Roxo
Nome cientifico: Ocimum Pupuraceus
Nome popular: Manjericão Roxo
Mesmas características do manjericão.

Ipê Roxo
Nome cientifico: Tabebuia Impetiginosa
Nome popular: Ipê
Indicações: Alergia, anemia, diabete, diarréia, câncer, candidíasis, catarro da ureta, colite, coceira, ovário,
estimulante do sistema imunológico, feridas, fígado, fungo, garganta, inflamação artrítica, leucemia,
lupus, mal de parkson, malária, osteomielite, problema respiratório, queimaduras, úlceras, útero.

Erva de Passarinho
Nome cientifico: Struthanthus Flexicaulis
Nome popular: Erva de Passarinho
Indicações: Afecções respiratórias, bronquite, doenças do útero, dor no peito, hemoptise, hemorragia,
pleurisia, pneumonia.

Dama da Noite
Nome cientifico: Cestrum nocturnum
Nome popular: Dama da Noite
Uso: Fragrância, ornamental, cigarros, cachimbos, chás, friccionado na pele.
Indicações: Bronquite

Salsa da Praia
Nome cientifico: Plumbago Iittoralis
Nome popular: Carrapicho da praia, Salsa da praia.
Indicações: Flatulência, cólicas do estomago, intestino, afecções do peito, tosse, reumatismo articular e
muscular nas palpitações, vertigens, erisipelas, icterícia, anúria.

Assa Peixe
Nome cientifico: Vernonia Ferruginea Less
Nome popular: Mata-campo, assa peixe.
Indicações: Asma, banho nas afecções do útero, bronquite, cálculos renais, contusão, hemorróidas,
pontadas no peito e gotas, tosse rebelde.

Cipreste
Nome cientifico: Cupressus Sempervirens L
Nome popular: Cipreste

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Indicações: Ansiedade, asma, atonia, muscular, bronquite, disenteria, edema, espasmo, febre, fraqueza,
gripe, hemorragia, hérnia, insônia, má circulação, menopausa, pés cansados, próstata, reumatismo,
sistema circulatório, sistema reprodutivo, tensão pré-menstrual, tosse, varizes, vesícula.

Erva Macaé
Nome cientifico: Leonurus Sibiricus
Nome popular: Erva Macaé
Indicações: Relaxante, calmante, potencia, menstruação e nódoas negras.

Vemos neste Orixá que por seu elemento ser Água, sua ação é no baixo ventre, tais como: doenças no
útero, menopausa, sistema reprodutivo, tensão pré-menstrual, entre outras.
Como Humor Linfático, não foi observada ação relevante no sistema linfático.

IANSÃ
Elemento – Fogo(Ar)
Metal- Cobre
Planeta – Marte
Chakra – Frontal, Cardíaco
Dia – quarta-feira
Saúde – ******

Ervas
Cana do Brejo, Erva Prata, Espada de Iansã, Folha de Louro, Erva de Santa Bárbara, Folha de Fogo,
Colônia, Mitanlea, Folha da Canela, Peregum Amarelo, Catinga de Mulata, Perietária, Para Raio, Cordão
de Frade, Gerânio cor de rosa ou vermelho, Açucena, Folha de Rosa Branca.

Cana do Brejo
Nome cientifico: Costus Spicatus
Nome popular: Cana de macaco, cana do brejo
Indicações: Sudorífera, diurética, inflamações nos rins, arteriosclerose, amenorréia (ausência da
menstruação),
Problemas na bexiga e nos rins, blenorragia, cálculo renal, distúrbio menstrual, dor reumática, dores,
dificuldade de urinar, inchaço, inflamações na horta, leucorréia, nefrite, uretrite.

Louro
Nome cientifico: Laurus nobilis
Nome popular: Louro
Indicações: Alivia cólicas menstruais, afecções da pele e ouvido, cansaço, hemorróidas, reumatismo,
contusão.

Erva de Santa Bárbara


Nome cientifico: Barbarea Vulgaris Arcuata
Nome popular: Erva de Santa Bárbara
Indicações: Vulneraria (cicatrizante de feridas).

Catinga de Mulata
Nome cientifico: Tanacetum Vulgare L
Nome popular: Anatásia, erva contra vermes, tanarida, catinga de mulata.
Indicações: Aerofagia, afecções nervosas, clarear manchas na pele, contusão, dismenorréia (cólica
menstrual),
Bronquite, dores articulares, dores musculares, dor de dente, dores reumáticas, eliminar furúnculos,
abortiva, entorse, feridas, flatulência, gota, histeria, infecções na pele, inflamações, menstruação,
parasitoses, perturbações gástricas, picadas de inseto, repelir insetos.
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Planta tóxica e perigosa, gestantes lactantes e crianças é proibido o uso.

Cordão de Frade
Nome cientifico: Leonotis nepetaefolia
Nome popular: Cordão de São Francisco, Cordão de Frade.
Indicações: Bronquite, asma, infecções pulmonares, limpa pulmão e reduz o catarro, artrite, gota, ácido
úrico, cistite, nevralgia.

Gerânio
Nome cientifico: Pelargonium Graveolens L
Nome popular: Gerânio
Indicações: Cicatrizante,uso externo.

Açucena
Nome cientifico: Lilium Candidum L
Nome popular Cajado de São José, cebola cecem, copo de leite, açucena.
Indicações: Contusão, dor de ouvido, espasmo, mancha cutânea, queimaduras, úlcera.

Nesta Orixá, existe uma união entre os elementos Ar, Fogo e Água, pois foi observado ação medicinal em
todos os três elementos.

BANHOS RITUALÍSTICOS

Exatamente isso! Se voce descarregou violentamente, precisará de algo subseqüentemente para ajudá-lo a
repor imediatamente a energia retirada. Aí entram principalmente as ervas, a água utilizada, (se de
cachoeira, de vertente, de tempestade, de mina, de poço, etc.).

HÁ VÁRIOS TIPOS DE "BANHOS".

Como aquele por infusão, onde as ervas são ligeiramente aferventadas em água (em minha raiz
recomendado para não iniciados - como um tratamento prescrito numa consulta (com entidade ou
Zelador(a) à um não iniciado).

Há o amaci, que é aquele onde as ervas ou seus derivados são combinados de três (o que considero uma
boa variedade), até sete tipos de ervas, mas todas criteriosamente de acordo com o Nkise/Orixá da pessoa
e sua coroa. No amaci as ervas colhidas são maceradas (espremidas por atrito, mas nunca torcidas - como
aprendi e faço).

Essa mistura não é aferventada. O sumo das ervas usado ao natural como uma essência misturada à água.
É tomado frio (na temperatura ambiente, aliás como qualquer banho deveria ser aplicado) e se não foi
previamente coado (o que é raro fazer em minha raiz), os seus restos são colhidos e depositados num local
determinado (não recomendo nunca jogar no lixo).
Há também os banhos de Abô mais utilizados no Candomblé, que além de ervas, poderá conter o sangue
proveniente dos sacrifícios e outros materiais que os(as) amigos (as) Candomblecistas poderiam falar,
sem expor seus fundamentos mais secretos.
Além da variedade de banhos compostos, há os banhos só de águas. Como é bom um banho de cachoeira,
de chuva, de mar...

BANHO DE ERVAS

Todos nós temos ao redor do nosso corpo físico um campo eletromagnético, composto por corpos sutis,
que se denomina aura.

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As auras das pessoas e dos lugares funcionam como antenas que recebem e enviam mensagens entre si,
que são decodificadas através da nossa intuição.
Quando passamos por situações estranhas, energias desequilibradas se agregam à nossa aura e
permanecem lá por muito tempo provocando doenças.
Quando tomamos um Banho de Ervas limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar
normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso
corpo físico.

Cada planta tem características próprias que interagem com as nossas energias provocando as mudanças
necessárias. As ervas podem limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço, etc...
Para fazer o banho, devemos olhar a relação de ervas e propriedades que segue abaixo e escolher aquelas
que se adequadam à nossa situação. Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe
numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser
misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.

O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas
logo após.

BANHOS ESPECÍFICOS:

Descarrego: quando nos sentimos muito irritados ou extremamente desanimados


- 3 galhos de arruda
- 3 galhos de guiné
- 3 galhos de alecrim
- 1 espada de São Jorge
- 1 folha de comigo-ninguém-pode
- fumo de corda
- palha de alho

Abre Caminho: quando queremos mudar alguma coisa na nossa vida


- 7 folhas de loro
- 7 galhos de manjericão
- 7 sementes de girassol

Tirar Mágoas: quando não conseguimos nos livrar de uma tristeza


- 1 maçã cortada em 8 partes
- 1 colher de açúcar

Fraqueza :quando nos sentimos sem forças


- 3 folhas de cenoura
- 3 galhos de arruda
- 3 rosas vermelhas

Densidades Acumuladas: quando sentimos dor nas costas


- folhas de pêssego ou limão
- guiné
- palha de alho

Aumentar a Auto-Estima
- calêndula
- anis estrelados
- manjericão

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Prosperidade
- alpiste
- folha de louro
- manjericão

BANHOS DA FELICIDADE

Esses banhos vão te ajudar a ter mais felicidade, mas lembre - se faça sempre esses banhos com carinho,
mente serena, corpo tranquilo, sem stres.
· Junte em 3 litros de água morna 7 pétalas de rosas vermelhas bem perfumadas, 7 rosas brancas, 3 galhos
de manjericão, 3 de alecrim, 3 gotas do seu perfume preferido. Coe tudo, e tome um banho com essa água
e se seque naturalmente.
· Junte um punhado de açúcar, 5 pétalas de rosas brancas secas e uma palma de são Jorge em
3 litros de água já fervida, deixe esfriar e depois de coar, junte algumas gotas de seu perfume preferido e
um punhado de sal grosso, joque do pescoço pra baixo.
· Coloque um pouco de alecrim, arruda, malva rosa, malva branca, manjericão, vassourinha e manjerona,
pique em pedaços bem pequenos lave tudo em água corrente e coloque em 3 litros de água fervida, abafe
tudo, quando estiver morno coe e após tomar seu banho habitual jogue no seu corpo e acenda uma vela
branca oferecendo ao seu anjo de guarda.

Dicas Importantes
1 - Os banhos devem ser acompanhados de preces pessoais espontâneas e sinceras. Peça.
Converse com Deus e com seus protetores espirituais. Os resultados são fantásticos. Se desejar, acenda
uma vela branca para o seu anjo da guarda.
2 - As flores e ervas frescas não devem ser fervidas. O valor energético das mesmas se perderá.
3 - Caso não consiga flores e ervas frescas, você pode usá-las secas. Neste caso, poderá colocá-las em
água fervente e abafá-las. Evite fervê-las.
4 - Se estiver sentindo frio, acrescente ao banho, já preparado, uma quantidade de água mineral quente.
5 - Os resíduos dos banhos devem ser devolvidos à natureza. Coloque os resíduos num jardim ou no mar.
Não se joga no lixo flores e ervas utilizadas em banhos energéticos, pois, se forem devolvidas à natureza,
servirão como adubo.
6 - Na verdade não existe mal algum em jogar uma mistura de sal grosso e água na cabeça.
Afinal de contas, nós não tiramos a cabeça para entrar no mar, onde há maior concentração de sal que nos
banhos de limpeza energética. O que causa desconforto e cansaço é manter o sal no corpo por muito
tempo. Por isso, três horas após um banho com sal grosso, banhe-se apenas com água, caso use o banho
da cabeça aos pés.
7 - Banhos preparados com ervas como arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge e pára-raios
não devem tocar a cabeça. Podem causar cansaço, letargia, dores e insônia. Evite-as.

BANHOS ESOTERICOS

Em todas as tradições místico-esotéricas, os banhos são indicados como poderosos auxiliares nos
processos de cura e equilíbrio de energia do nosso corpo.
O banho feito com lírios brancos e rosas brancas, por exemplo, acalma e restaura a paz espiritual.
Banhos com mel ajudaram adoçar o temperamento e com camomila propiciam bons sonhos.
Para o cansaço e a tensão do dia, faça um escalda-pés com melissa e se sentirá relaxado.

Banho espiritual:
Em uma jarra de vidro limpa misture:
1 xícara de água do mar ou de água morna mineral.
1 colher de sopa de sal grosso.
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1 xícara de vinagre de maçã.
Coloque essa mistura na banheira com água pela metade e banhe-se por 5 minutos com um mínimo de
três imersões completas. Reze para a libertação de qualquer energia negativa a seu redor ou para se
libertar de qualquer influência negativa ou preocupação que possa sentir.

Banho da prosperidade
Misture:
1 xícara de chá de canela moída em
4 xícaras de chá de salsa.
Divida a mistura em 5 partes iguais.
Tome 5 banhos nos 5 primeiros dias da semana. Se tiver banheira, fique em imersão na água por 8 min,
pedindo melhora financeira. Mas não exija nada, confie na sabedoria e generosidade do universo.
Durante o banho, afunde 5 vezes.
Enxugue-se normalmente e boa sorte.

Água do banho do Amor


Misture dentro de um pires feito de barro
Água da fonte, descansada sob a primeira fase da Lua crescente e da Lua cheia.
Uma porção de alfazema, alecrim e rosas vermelhas.
Use sempre depois do banho ou durante, se possível junto com a pessoa amada, é uma água muito
poderosa e pode usar numa poção, receita ou no que sua intuição lhe desejar!

Água após o banho


2 colheres sálvia trituradas
1 copo de álcool de cereais
Deixe ficar por um mês e depois passe por uma peneira.
Junte 5 gotas de alfazema.
Use sempre após o banho.

Colônia de Alecrim
Misture em 1\2 litro de álcool de cereais
2 gotas de essência de alecrim 2 gotas de bergamota
2 de cidra
2 gotas de essência flor de laranjeira
Deixe ficar pelo menos por 7 dias consecutivos, e coloque em um vidro. Use-o em momentos de bem
estar, como em uma festa por exemplo.

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BANHOS PURIFICADORES

Banhos purificantes ajudam a elevar o astral


(ideal para ser feito no ano novo):

Estudados pela aromaterapia, os banhos são uma técnica milenar e - dizem - podem atrair bons fluídos e
purificar. Por isso, que tal começar o ano novo em alto astral, livre dos "encostos"? "Na aromaterapia os
banhos em geral demoram uma hora e são verdadeiros rituais", diz o psicoterapeuta corporal Marco
Spivack. Estes banhos são à base de óleos essenciais e, segundo Spivack, servem para relaxar, energizar,
emagrecer e refrescar, entre outras coisas. Podem ser realizados em clínicas especializadas, balneários e
até em casa. "Há banhos para quem quer se preparar para as festas de final do ano", frisa o terapeuta
corporal Zheca Catão.

Spivack sugere o que ele chama de Banho Ritual de Purificação, com óleos de alecrim, canela, mirra,
olíbano e sal grosso. O banho é realizado num ofurô individual, de madeira, com óleos essenciais. O local
é iluminado por velas e na água são jogadas pétalas de rosas. Antes de começar o banho, a pessoa toma
uma ducha, depois entra no ofurô e permanece lá por 20minutos.

"No Japão a temperatura da água do ofurô é elevadíssima, a 43 graus, mas isso é contra indicado para
cardíacos e hipertensos. Por isso, no Brasil a faixa de temperatura é entre os 28 e 32 graus, o que não
oferece contra-indicações", frisa. A pessoa sai do o furô e deita-se numa espreguiçadeira. "Este banho é
um ritual de desapego, uma associação de purificação, para receber o ano novo de braços abertos. Na
espreguiçadeira, a temperatura do corpo vai se equilibrando e a pele vai metabolizando os óleos. O
alecrim afasta as energias negativas e é estimulante; a canela, segundo o Feng Shui, costuma atrair
dinheiro e é afrodisíaca; o olíbano é equilibrante; e o sal grosso é relaxante, purificante e afasta energias
negativas", explica. Você pode realizar este banho em sua casa, de preferência numa banheira.

Zheca Catão explica que quem quer ficar animado durante as festas pode preparar um banho com óleo de
alecrim e cítricos. Já para aqueles que querem cuidar do lado espiritual, diz, o banho mais indicado é o
com óleo de olíbano. "Um ótimo banho para elevar o astral é feito com uma mistura dos óleos de gerânio
e laranja, ele equilibra a oleosidade da pele, e proporciona sensação de bem-estar", destaca.

Para preparar os banhos em casa, Catão ensina que primeiro deve-se encher a banheira, depois adicionar
os óleos essenciais misturados ao leite. "Como o óleo não se mistura com água, o certo é recorrer a um
emoliente, no caso o leite", explica. Coloca-se dois dedos de leite num copo com no máximo dez gotas de
óleo no total. Se for adicionar dois óleos, por exemplo, o terapeuta recomenda colocar cinco gotas de
cada. Coloca-se a mistura na água e o banho está pronto.

No caso do chuveiro, o jeito é preparar o mesmo banho, só que em um balde grande, obedecendo a receita
do banho na banheira.
Só que há uma diferença: o banho de balde deve ser feito depois do banho normal e na posição vertical,
literalmente vertendo o líquido sobre a cabeça ou somente nos ombros - como preferir

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AS ERVAS NA UMBANDA E NO CANDOMBLÉ

BANHOS

Em qualquer época, nos Centros e Terreiros de Umbanda, os banhos tem sido de grande
importância na fase de iniciação espiritual; por isso, torna-se necessário o conhecimento do uso das ervas,
raízes, cascas, frutos e plantas naturais.

PEQUENO HISTÓRICO SOBRE O USO DOS BANHOS

O banho é a renovação do corpo e da alma, pois quando o corpo se sente bem e se acha refeito do
cansaço, a alma fica também apta a vibrar harmoniosamente. Os antigos hebreus já usavam as abluções,
que não deixavam de ser banhos sagrados. Moisés, o grande legislador hebreu, impôs o uso do banho aos
seus seguidores. O batismo nas águas ministrado por São João Batista, no Rio Jordão, era um banho
sagrado. O batismo nas águas é o primeiro banho purificador do ser humano nos dias de hoje, pois as
crianças são batizadas ainda pequenas.
Os banhos sempre foram um potente integrante do sentimento religioso, haja vista os povos da
Índia milenar serem levados a banhar-se nas águas do rio sagrado, o Ganges, cumprindo assim parte de
um ritual que, para eles, é indispensável e sagrado.
Há em toda a época antiga um Rio Sagrado, no qual os povos iam se banhar para purificar-se
física ou mentalmente. Na África, a água é tida como de grande poder de força e de magia. Vemos até
hoje nos candomblés as Águas de Oxalá. Águas nos potes e tigelas, além de mirongas com água e axé. E
quem nunca viu ou ouviu falar em lavar com água-de-cheiro as ESCADARIAS DO SENHOR DO
BONFIM, em Salvador na Bahia?
Para nossos índios, hoje os Caboclos da Umbanda, o banho de Rio era alegria, prazer, lazer,
satisfação e descarga. O rio Paraíba é um rio sagrado para os Tupinambás. Nele os índios faziam seus
rituais secretos.

TIPOS DE BANHOS

Basicamente existem dois tipos de banho, de Descarga/Limpeza e de Energização/Fixação


Banhos de Descarga
É o mais conhecido, e como o próprio nome diz, o Banho de Descarga (ou descarrego) serve para
descarregar e limpar o corpo astral, eliminando a precipitação de fluídos negativos (inveja, ódio, olho
grande, irritação, nervosismo, etc). Suprime os males físicos externamente, adquiridos de outrem ou de
locais onde estiverem os médiuns. Este banho pode ser utilizado por qualquer pessoa, desde que seguindo
as recomendações das Entidades/Guias Espirituais ou do seu Pai ou Mãe de Santo.

Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos,
vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos
num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são
abundantes. Todos estes pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e etc., que vão se
aderindo à aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório
e imediatamente estamos entrando nesta faixa vibratória.

BANHO DE DESCARGA COM ERVAS:

Quando feito com ervas, as mesmas devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas
e condições exigidas, entretanto, podem ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde
que quem vá usá-las, as conheça.
Banhos com essências também devem ser utilizados com cuidado, pois contêm muita vibração,
somente administrados por pessoas capacitadas.

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O banho de descarga mais usado é feito com ervas positivas, variando de acordo com os fluídos
negativos acumulados que uma pessoa está carregando, e de acordo com os orixás que a pessoa traz em
sua cabeça. O banho de descarga com ervas deve ser tomado após o banho rotineiro, de preferência com
sabão da costa, sabão neutro ou sabão de coco.
Um banho de descarga não deve ser jogado brutalmente pelo corpo e sim suavemente, com o
pensamento voltado para as falanges que vibram naquelas ervas ali contidas. Ao tomarmos o banho de
descarrego podemos também entoar um ponto cantado, chamando os guias que vibram com aquelas ervas
ali maceradas.
Ao terminarmos o banho de descarga, devemos recolher as ervas e "despachá-las" em algum local
de vibração da natureza como, por exemplo, num Rio (rio abaixo), no mar, numa mata, etc.; Ou até
mesmo em água corrente.
Hoje em dia há banhos de descarga que são comprados prontos, mas não são recomendados, pois
muitos não são preparados com o rigor que deveriam ser. Pois para preparar um banho, devemos colher as
ervas certas, caso contrário, não há efeito positivo e/ou completo.
Após um Banho de Descarga, é aconselhável, que se tome algum Banho de Energização, com
ervas de Oxalá, ou com as ervas do Orixá do médium.

BANHO DE SAL GROSSO:

Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O sal grosso é
excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa,
que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar
energias negativas aderidas na aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a
água em união como o sal, “lava” toda a aura.
O preparo deste banho é bem simples, basta, após um banho normal, banhar-se de uma mistura de
um punhado de sal grosso, em água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando
os dois chacras superiores (coronário e frontal).

Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (uns 3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a
toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade. O melhor é não se enxugar, mas vai de cada
um.
Algumas pessoas, neste banho, pisam sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a
carga negativa.
Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho
de descarrego, faz-se necessário tomar um banho de energização, já que além das energias negativas,
também descarregaram-se as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada.
Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (todos os dias ou uma vez por semana,
por exemplo), pois ele realmente tira a energia da aura, deixando-o muito vulnerável.
Existem pessoas que usam a água do mar, no lugar da água e sal grosso.

BANHOS DE ENERGIZAÇÃO

São recomendados para ativar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo da
Guarda.
Seus principais efeitos são ativar e revitalizar as funções psíquicas, para uma melhor incorporação;
melhorar a sintonia com as entidades.
Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo da aura. É um banho que devemos
usar quando vamos trabalhar normalmente nas sessões. Também, podemos usá-lo regularmente,
independente de trabalharmos ou não como médiuns.

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AMACI

É o banho mais conhecido pelas pessoas que começam a freqüentar os Centros de Umbanda e que
somente deve ser indicados por uma Entidade Espiritual ou pelo Guia Chefe do Terreiro, Pai/Mãe-de-
Santo, Zelador(a) do Terreiro, Babalaô ou Chefe de Culto. É o banho que derramado da cabeça aos pés,
pois é preparado de acordo com o Orixá do médium.
Normalmente quando o filho esta em duvida de quem seja seu Pai ou Mãe de Cabeça, usa-se um
Amaci de Oxalá, o qual rege a cabeça de todos nós, pois todos somos filhos de Oxalá.
O banho de ervas (amaci) age como um neutralizador de correntes negativas, e como um
energizador, dando a pessoa força suficiente, para que ela possa sair do estado em que se encontra.

PREPARAÇÃO DOS BANHOS:

Os banhos de ervas devem ser preparados por pessoas especializadas dentro dos terreiros ou por
você mesmo(a), com a orientação de seu Zelador de Santo (Pai de Santo).
Nos candomblés quem colhe as ervas é o Mão-de-Ofã, ou Olossain, que antes de entrar na mata
saúda Ossãe (orixá das ervas e folhas) e oferece-lhe um cachimbo de barro, mel, aguardente e moedas.
Esse sacerdote que se dedica às folhas, nos cultos de Nação, é o Babalossaim, e ele usa seus dotes a cura,
para a preparação de amacis e feitura de Santo no candomblé.
Na Umbanda, os Pais e Mães de Santo tem o conhecimento do uso das ervas e no preparo delas.
Acenda uma vela branca e ofereça ao seu anjo de guarda. Ponha água (de preferência mineral)
dentro da bacia juntamente com a erva, e macere-a até extrair o sumo. Deixe descansar a mistura,
dependendo da "dureza", por algumas horas (flores, brotos e folhas), até por dias (caules, cipós e raízes).
Durante este processo, é importante que o filho de fé, ou cante algum ponto correspondente, ou ao menos
esteja concentrado e vibrando positivamente.

Retire o excesso das folhas da bacia; tome seu banho de asseio normal; depois o de descarrego, se
indicado;e, depois tome o banho com o amaci, lavando bem a cabeça, a nuca, o frontal e os demais
chacras, (o banho deverá permanecer no corpo), vista uma roupa branca. Procure se recolher por uns
trinta (30) minutos, mentalizando seu orixá.

Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes :
 Ao adentrar numa mata para colher ervas ou mesmo num jardim, saudamos sempre Ossaim
que é responsável pelas folhas;
 Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas
mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo;
 Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que
o metal faz com que diminua o poder energético das ervas;

 Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os
banhos, embora dificilmente usemos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a;
 Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até
chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes;
 Lavar as ervas em água limpa e corrente;

 Os banhos ritualísticos devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para
usá-las, pois o Prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho;
 A quantidade de ervas, que irão compor o banho, são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas diferentes e afins
com o tipo de banho.
 Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que
normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas,
nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o
efeito.
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 Banhos feitos com água quente devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da
água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e
abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar.
 Os banhos não devem ser feitos nas horas abertas do dia (06 horas, 12 horas ou meio-dia, 18
horas e 24 horas ou meia-noite), pois as horas abertas são horas “livres” onde todo o tipo de
energia “corre”. Só realizamos banhos nestas horas, normalmente os descarregos com ervas,
quando uma entidade prescrever (normalmente um Exú).

 Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o
esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho.
 Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas. Retiramos os restos das
ervas que ficaram sobre o nosso corpo, juntamos com o que ficou no chão. E despachamos em
algum local de vibração da natureza como, por exemplo, num Rio (rio abaixo), no mar, numa
mata, etc.; Ou até mesmo em água corrente.

OUTROS BANHOS:

Além destes banhos preparados, podemos contar com outros tipos de banhos, que podem ter
algum efeito, dependendo da maneira que os encaremos.

BANHOS NATURAIS:

Não são apenas os banhos preparados que são usados para descarga/energização, os banhos
naturais são excelentes. Por exemplo: os banhos de cachoeira, de mar, de água de Mina, de chuva (axé de
Nanã), de rio, etc.
São banhos que realizamos em locais de vibração da natureza, onde as energias são abundantes.
Neste caso, não precisamos nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronal e frontal). Claro
que devemos para isto buscar locais livres da poluição.
Dentre eles podemos destacar:

BANHOS DE CHUVA:

O banho de chuva é uma lavagem do corpo associada à Nanã; uma limpeza de grande força, uma
homenagem a este grande orixá.

BANHOS DE MAR:

Ótimos para descarrego e para energização, principalmente sob a vibração de Yemanjá.


Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença para o
povo do mar e para Mamãe Yemanjá. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando
que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os corpos de sutis energias. Ideal se
realizado em mar com ondas e sob o sol.

BANHOS DE CACHOEIRA:

Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água
provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo que limpamos
toda a nossa alma. Saudemos, pois Mamãe Oxum e todo povo d’água. Ideal se tomado em cachoeiras
localizadas próximas de matas e sob o sol.

CUIDADOS

86
Nenhum banho deve ser jogado sobre a cabeça, exceto os de ervas ou essências de Oxalá ou dos
Orixás que compõe a Tríade da Coroa do médium. Os demais banhos devem ser tomados sempre do
pescoço até os pés (Exceto sob determinação específica de um guia, e mesmo neste caso devemos
confirmar se entendemos corretamente o solicitado).
Há banhos para todos os Orixás e Entidades e sempre que tiver dúvida consulte-os ou consulte um
dos dirigentes da casa sobre o banho a ser tomado.
Muitos banhos têm dia e hora para tomar, portanto, consulte um dos dirigentes da casa se tiver
dúvidas.

AS ERVAS NA UMBANDA

“Sem folha não tem sonho


Sem folha não tem vida
Sem folha não tem nada

Quem é você e o que faz por aqui


Eu guardo a luz das estrelas
A alma de cada folha...” - Salve as Folhas (Gerônimo / Ildásio Tavares)

Na liturgia e nos rituais de Umbanda, vemos o uso de ervas seja na forma de amacís, imantações, banhos
de descarga, etc. Isso porque as ervas detém grande quantidade de energia vital, no elemento vegetal, que
através de suas combinações podem produzir determinado efeito positivo ou negativo, como tudo que é
energia no Universo.
As ervas possuem forte poder para atuarem em nossa aura, em nosso campo energético, fato este já
conhecido pelos indígenas, e demais povos ancestrais que já as utilizavam para diversos fins.
Como já dito, através do uso de sua energia as ervas podem ser classificadas quanto aos seus efeitos,
sejam positivos, negativos ou neutros. Diante desse conhecimento, a Umbanda utiliza-se desse elemento
para desenvolver seus rituais, seus descarregos, curas ou fortalecimentos, tudo comandado pelas entidades
espirituais que determinam o uso apropriado do elemento vegetal conforme o caso.

Uma das formas de utilização das ervas na Umbanda, são na forma de banho. Os banhos de descarrego
são usados para eliminar vibrações negativas, limpando o perispírito de miasmas negativos, magia
negativa ou mesmo da influência de obsessores. Os banhos de fixação, para adquirir vibrações positivas,
vitalizando os chacras do médium de energia positiva para fortalecimento dos processos mediúnicos ou
de ligação do espírito encarnado com seus guias e entidades atuantes.
O uso destes banhos são de grande importância e depende do conhecimento e uso de ervas e raízes, nas
suas diferentes qualidades e afinidades, que devem entrar na composição dos mesmos, não se podendo
facilitar quanto a isso.

Geralmente para banhos deve-se usar as ervas frescas, e este deve ser preparado dentro de um ritual, o
qual consiste em:

1. Nunca ferver as folhas junto com a água.

2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro.

3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as ervas devem ser quinadas
diretamente sobre a água.

4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo: água de mina, de poço ou água
mineral.

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Ocorre uma diferenciação, também, na forma em que se deve tomar o banho. No de descarrego, deve-se
molhar do pescoço para baixo, jamais a cabeça; já no banho de fixação, este deve ser tomado de corpo
inteiro. Não se deve enxugar o corpo totalmente após os banhos indicados na Umbanda, para que haja
maior captação ou eliminação da energia propiciada pelas ervas usadas no banho.
Deve-se, após o banho, as ervas utilizadas serem jogadas, de preferência em lugares de água corrente,
como rios ou mar.

Há banhos para todos os Orixás e Entidades e muitos banhos têm dia e hora certos para tomar.
As ervas são também usadas no ritual do amaci, Amaci é um banho de ervas que se faz no médium
iniciante na Umbanda com as ervas específicas do Orixá de cabeça do médium, este banho é dado
inclusive na cabeça do médium e tem a finalidade de limpar o campo astral e preparar o médium para
entrar na corrente mediúnica, é uma preparação, uma espécie de primeira confirmação do médium na
corrente mediúnica, é um vínculo energético do médium com o seu Orixá, com a casa e com o seu
Babalorixá porque somente o Babá pode dar este banho e colocar a mão na cabeça do médium. A partir
deste ponto o médium é um médium de Umbanda e está energeticamente vinculado ao seu Orixá.

Também visa propiciar ao médium maior contato com seus Orixás de Coroa, devendo o dirigente do
templo colher as ervas de todos os Orixás, uma de cada pelo menos, e colocá-las quinadas dentro do
preparo que será feito com as quatro águas (mar, cachoeira, chuva e fonte/mineral), com 3 (três) dias de
antecedência do ritual do Amaci.

Além do amaci conforme descrito anteriormente, ao qual o médium se submete ao entrar para um templo
de umbanda, anualmente é feito este ritual com a finalidade de preparar o médium para receber as
energias vibrantes do terreiro, além de oferecer ao filho de fé a limpeza de seu campo áurico, bem como
confirmar as entidades trabalhadoras da coroa daquele médium.

Abaixo estão relacionadas as ervas mais conhecidas e usadas na Umbanda para banhos e outras
finalidades:

Xangô - Levante ou Elevante; Quebra-Pedra; Fortuna ; Erva Lírio; Pata de Vaca; Pára-Raio; Gervão
Roxo; Manjericão Branco; Erva de Santa Maria; Malva Branca; Sucupira; Limoeiro; Café; Alecrim do
Mato, entre outras.

Ogum - Espada de São Jorge; Peregum Folhas Amarelas e Verdes; São Gonçalinho; Aroeira; Vence-
Demanda; Comigo-Ninguém-Pode; Romã; Jurubeba; Mangueira; Pinheiro; Goiabeira; Abacateiro;
Canela, entre outras.

Obaluaiê (Omulu) - Hera; Canela de Velho; Assa-Peixe; Erva-de-Passarinho; Levante ou Alevante;


Jurubeba; Manjericão Roxo; Camomila; Babosa; Mamona Branca; Aroeira; Jamelão; Carnaúba, entre
outras.

Yemanjá - Manjericão; Colônia; Saião; Levante; Jasmim; Malva Rosa; Lágrimas de Nossa Senhora; Pata
de Vaca; Parreira; Camomila ou Macela; Poeijo; Trevo; Violeta; Boldo; Alaga Marinha; Gerânio, entre
outras.

Oxossi - Alecrim do Campo; Peregun Verde; Mangueira; Chapéu de Coro; Abre Caminho; Vence-
Demandas; Jureminha; Erva Doce; Pitangueira; Romã; Sabugueiro; Malva Rosa; Levante; Capm Limão;
Violeta, entre outras.

Nanã - Erva Quaresma; Manjericão; Agoniada; Mostarda; Agrião; Bertalha; Espinafre; Hortênsia;
Cedinho; Erva-Cidreira; Camomila; Beringela; Erva-Mate; Avenca; Jaqueira; Cavalinha, entre outras.

Oxum - Jasmim; Erva -Cidreira; Colônia; Agoniada; Camomila; Lágrimas de Nossa Senhora; Erva Doce;
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Lírio Amarelo; Mamão; Boldo; Vitória-Régia;Gengibre;Melancia;Agrião; Melão; Coentro; Celidônia,
entre outras.

Yansã - Pára-Raio; Dormideira; Erva Santa Bárbara; Cana do Brejo; Erva Prata; Gervão Roxo; Anil.;
Violeta; Losna; Arruda; Orquídea; Mal-me-quer; Alfazema; Anil; Cipó Azogue; Alfazema de Caboclo,
entre outras.

Ibeji - Amoreira; Anil; Alfazema; Abre-Caminhos; Parreira; Colônia; Erva-Cidreira; Pitangueira;


Camomila; Erva Doce; Cajá; Morango; Capim Limão; Lírio; Benjoim; Tangerina; Fruta de Conde;
Hortelão, entre outras.

Exú - Vassourinha; Fumo; Babosa; Tiririca; Bananeira; Pinhão Roxo; Vence-Demandas; Comigo-
Ninguém-Pode; Jurubeba; Urtiga; Amendoeira; Bambu, entre outras.

Assim como as ervas são importantes para a liturgia e rituais da Umbanda, as frutas também o são, sendo
escolhido o seu uso conforme o Orixá a quem se está oferecendo-as. Citamos com exemplo:
Oxalá – polpa de coco, pêssego branco, nozes, castanhas e amêndoas, melão branco espanhol (partilha
com Oxum).
Ogum – marmelo, laranja, limão.
Xangô – morango, caqui, cacau, mamão, goiaba.
Exu – amora, manga, laranja azeda, caju, jaca, pomelo.
Iansã – maçã vermelha, tangerina, laranja-bahia, uva rosa, pitanga, cereja.
Oxóssi – butiá, nêspera (ameixa branca), coco, frutinhas de mato (abiu, bacaba, bacuri, murici, pequi,
etc).
Oxum – pêssego amarelo, maçã verde, melão amarelo, damasco, nêspera, bergamota ponkan.
Obaluaiê/Omulu – maracujpá, uva preta, jabuticaba, figo preto, cereja preta.
Iemanjá – melancia, uvas brancas, uva Juliana, pêra.

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AS FOLHAS DOS ÒRIXÁS

ORIN EWÈ ( Cantigas de Folhas ):


A fi pa burúrú ( Nós usamos para matar complicações )
Etiponlá wa fi pá burúrú ( Erva-tostão nós usamos para matar complicações )
A fi pá burúrú ( Nós usamos para matar complicações )
Etiponalá wa fi pá burúrú ( Erva-tostão nós usamos para matar complicações )
Ita ifá ifá owó, ita omo ( Pitangueira atrai dinheiro, pitangueira atrai filho )
Etiponlá wa fi pá burúrú ( Erva-tostão nós usamos para matar complicações )

ABILZEIRO: - ÌRÓKÒ, OXUM


ABRANDA FOGO: - ÈXÙ
ABRE CAMINHO: - ÒGÚN e ÒXÓÓSÌ
ACÁCIA FUREMA: - ÒXÓÒSÍ
AGAPANTO: - ÒÒXÀÀLÀ, NANÀ, OBALUWAIYE
AGRIÃO: - ÒGÚN
AGONIADA: - OMOLU
ÁGUA DE LEVANTE: - XÀNGÓ, YEMONJA e ÒÒXÀÀLÀ
AGUAPÉ: - YEMONJA E ÒXUN
AKÓKÓ: - ÒSÓNYÌN e ÒÒXÀÀLÀ
ALAMANDA: - OMOLÚ
ALCAPARREIRA: - OXUMARÉ
ALECRIM: - ÒXÓÒSÍ

ALECRIM DO CAMPO: - ÒXÓÒSÍ e ÒSÓNYÌN


ALFACE: - EGUN
ALFAVACA: ÒXÓÒSÍ
ALFAVAQUINHA: - ÒGÚN, ÒSÓNYÌN, ÒXÓÒSÍ, YEMONJA, OYA e ÒXUN
ALFAVACA ROXA: - NÀNÁ, XÀNGÓ, OMOLÚ
ALFAZEMA DE CABOCLO: OXÓSSI, OMOLÚ
ALGODÃO: - ÒÒXÀÀLÀ
ALTÉIA: - YEMONJA, OXUMARÉ
ALUMÃ: - XÀNGÓ, OXUM,ÒGÙN, OBALUAIE
AMENDOEIRA: - ÒSÓNYÌN e ÈXÙ
AMENDOIM: - ÒSÓNYÌN

AMOR DO CAMPO: - ÒXUN


AMOREIRA: - ÈXÙ e ÈGÙN
ANGELICÓ: - XÀNGÓ, OXUMARE
ANGELIM: - ÈXÙ e NÀNÁ
ARASSÁ DA PRAIA: - YEMONJA e YEMONJA
ARASSA DE COROA: - OXÓSSI
ARASSA DO CAMPO: - OXÓSSI
ARIDAN: - ÒSÓNYÌN
ARNICA: - ÒGÚN
AROEIRA: - ÒSÓNYÌN e ÈXÙ
AROEIRA BRANCA: - XÀNGÓ
AROEIRA ROXA: - XÀNGÓ
ARREBENTA CAVALO: - ÈXÙ

ARROZINHO: - YEWÀ
ARRUDA MIÚDA: - ÈXÙ e ÒXÓÒSÍ
90
ASSA-PEIXE: - ÈXÙ, OBÁ, NÀNÁ, ÒXUN, OMOLÚ
AVENCA: - NÀNÁ
AZEDINHA: - XÀNGÓ, OXUM
AZEVINHO: - ÈXÙ
AVINAGUEIRA: - ÈXÙ

BABA DE BOI: - OBALÚWÀIYÉ


BABOSA: - ÒXUN, OMOLÚ
BANANEIRA: - OXUM
BAMBU: - OYA, ÉGÚN
BARBA DE VELHO: - ÌRÓKÒ
BARBA DO DIABO: ÈXÙ
BARDANA: - ÈXÙ
BATATA DOCE: - ÒXÙMÀRÈ
BAUNILHA-DE-NICURI: - ÒSÓNYÌN
BEIJO VERMELHO: - XÀNGÓ
BELADONA: - ÈXÙ
BELDROEGA: - ÒGÚN, ÒXUN, ÒÒXÀÀLÀ , ÒSÖNYÌN , e ÈXÙ
BELDROEGA VERMELHA: - OMOLÚ

BEM-ME-QUER: - ÒXUN
BETE CHEIROSO: - XÀNGÓ e ÒÒXÀÀLÀ
BICO DE PAPAGAIO: - XÀNGÓ
BOLDO: - ÒÒXÀÀLÀ
BOMINA: - OMOLÚ e OYA
BREDO SEM ESPINHO: - ÒGÚN, ÒXÓÒSÍ, XÀNGÓ,YEMONJA, OYA e NÀNÁ
BRILHANTINA: - ÒXUN
BRINCO DE PRINCESA: - ÈXÙ
BROTO DE BEIJÃO: - NÀNÁ
BUCHEIRA: - ÒSÓNYÌN

CABELO DE MILHO: - OXÓSSI


CACTUS ( todos ): ÈXÙ
CAFÉ DO MATO: - OMOLÚ
CAIÇARA: - ÒSÓÓSÍ
CAJAZEIRA: - ÒGÚN
CAJUEIRO: - ÌRÓKÒ e ÈXÙ
CAMARÁ: - OXUM
CAMÉLIA: - YEMONJA
CAMOMILA: - OXUM
CAMPARÁ VERMELHO: - XÀNGÓ

CAMBOATÁ: - ÒGÚN
CANA-DE-AÇUCAR: - ÈXÙ
CANA DE MACACO: - ÈXÙ
CANA DO BREJO: - YEWÀ, ÒGÚN, YEMONJA, NÀNÁ e ÒXÙMÀRÈ
CANA FITA: - ÒXÓÒSÍ
CANELA DE MACACO: - ÒGÚN, YEMONJA, OYA, ÒXUN e ÒSÓNYÌN
CANELA DE VELHO: - OMOLÚ
CANENA COIRANA: - OMOLÚ
CANJERANA: - ÈXÙ
CANSAÇÃO: - ÈXÙ e XÀNGÓ
CAPEBA: - ÒXÓÒSÍ, XÀNGÓ, YEMONJA, ÒXUN, OYA e NÀNÁ
91
CAPIM LIMÃO: - ÒGÚN e OXÓSSI
CAPIXABA: - ÒGÚN
CAPIXINGUI: - OMOLÚ
CASTANHA DO PARÁ: - XÀNGÓ
CAROBINHA DO CAMPO: OMOLÚ
CARQUEJA: - ÒXÓÒSÍ e ÒGÚN
CARRAPATEIRA: - ÒSÓNÌYN
CARRAPICHO: - ÈXÙ,OXOSI, LOGUEDE
CASUARINA: - OYA
CATINGUEIRA: - ÈXÙ
CAVALINHA: - XÀNGÓ OXUMARÉ

CEBOLA: - ÒXUN
CEBOLA DO MATO: - OMOLÚ
CEDRINHO: - NANÃ
CELIDÔNIA: - ÒSÓNÌYN
CHAPÉU DE COURO: - ÒGÚN
CHOCALHO DE CHANGO: - XÀNGÓ
CIPÓ CABOCLO: - OXÓSSI
CIPÓ CRAVO: - OXÓSSI
CIPÓ CHUMBO: - ÒGÚN, ÒSÓNYÌN, OXUM, OMOLÚ
CIPRESTE: - NÀNÁN
COLONIA: - ÌRÓKÒ, YEMONJA, ÒXUN e ÒÒXÀÀLÀ

COMIGO-NINGUÉM-PODE: ÈXÙ
CONDESSA: - YEMONJA
COQUEIRO DE IRI: OXÓSSI
COQUEIRO DE VENUS: - ÒXÙMÀRÈ
CORDÃO DE FRADE: - ÒGÚN, OMOLÚ
CORDÃO DE SÃO FRANCISCO: - OMOLÚ
CORREDEIRA: - ÈXÙ
CRISTA DE GALO: - XÀNGÓ, ÌRÓKÒ e ÒGÚN
CRIZANTEMO: - OMOLÚCUNANÃ: - ÈXÙ

DANDÁ DA COSTA: - ÒGÚN


DANDÁ DO BREJO: - YEMONJA
DENDEZEIRO: - ÒSÓNYÌN, ÒÒXÀÀLÀ
DRAGOEIRO: - ÒGÚN

ERITRINA: - XÀNGÓ
ERVA CAPITÃO: - ÒXUN
ERVA-CIDREIRA (MELISSA ): OXUM
ERVA CURRALEIRA: - OXÓSSI
ERVA GROSSA: - XÀNGÓ
ERVA DE PASSARINHO: - OMOLÚ, ÒGÚN, ÒXÓÒSÍ, ÒXÙMÀRÈ, OYA , ÒSÓNÌYN e NÀNÁ

ERVA DE SÃO JOÃO: - XÀNGÓ


ERVA MOURA: - OMOLÚ
ERVA PRATA: - XÀNGÓ, YEMONJA e ÒÒXÀÀLÀ
ERVA PREÁ: - ÈXÙ
ERVA DE SANTA LUZIA: - YEMONJA, ÒXUN
ERVA-DE-SANTA MARIA: - OXUN
ERVA TOSTÃO: - ÒGÚN, OYA, XÀNGÓ e ÒSÓNYÌN
92
ERVA VINTÉM: - ÒSÓNYÌN
ESPADA DE SANTA BÁRBARA: - OYA
ESPADA DE SÃO JORGE: - ÒGÚN
ESPINHEIRA SANTA: - OMOLÚ
ESPINHO CHEIROSO: - ÒSÓNYÌN
EUCALIPTO: ÒGÚN
EWEBI: - ÒÒXÀÀLÀ

FEDEGOSO: - ÈXÙ e XÀNGÓ


FIGUEIRA PRETA: - ÈXÙ
FIXO: - ÒSÓNYÌN
FOLHA DA COSTA: - YEMONJA, ÒXUN, ÈXÙ, NÀNÁ e XÀNGÓ
FOLHA DA FEITICEIRA: - ÒXUN
FOLHA DE BICHO: - ÒÒXÀÀLÀ, ÒGÚN, XÀNGÓ e YEMONJA
FOLHA DA FORTUNA: - ÒXUN, ÒÒXÀÀLÀ, NÀNÁ, XÀNGO e ÈXÙ
FOLHA DE FOGO: - OYA e XÀNGÓ
FOLHA VINTÉM: - ÒXUN e ÒÒXÀÀLÀ
FUMO: - ÒSÓNYÌN
FUNCHO: OXALÁ

GAMELEIRA BRANCA: - XÀNGÓ e ÌRÓKÒ


GARRA DO DIABO: - ÈXU
GERVÃO ROXO: - OMOLÚ
GITÓ: - ÒSÓNÌYN
GOIABEIRA: - ÒGÚNe OXÓSSI
GRAVIOLA: - YEMONJA, OXUN, OXUMARE
GROSELHA: - ÒXÓÒSÍ
GRUMIXAMEIRA: - ÒGÙN
GUABIRA: - ÒSÓNÌYN
GUACO: - ÒÒXÀÀLÀ e OXÓSSI
GUARABU: - ÒGÚN
GUANDO: - OXUN
GUARAREMA: - OMOLÚ
GUAXIMA ROSA: - OXÓSSI
GUINÉ: ÒGÚN, OYA e OXÓSSI

HELICÔNIA: - ÒGÙN
HISSOPO: - OXÓSSI
HORTELÃ BRAVA: OMOLÚ
HORTELÃ DA HORTA: - OYA

INGAZEIRO: - ÒXÓÒSÍ,OXUMARÉ
INHAME: - ÒÒXÀÀLÀ
INHAME ACARÁ: - XÀNGÓ
IPÊ AMARELO: - OXUN
IRIRI: - ÌRÓKÒ
IVITINGA: - ÈXÙ

JABORANDI: - OYA e OYA


JABOTICABEIRA: - ÒGÙN
JACATIRÃO: - OXÓSSI
JAMBO: - ÒXUN e ÒGÙN
JAMELÃO: - ÈXÙ
93
JAQUEIRA: - ÌRÓKÒ e XÀNGÓ
JASMIM: - YEMONJA
JASMIM MANGA: - ÒXÓÒSÍ
JARRINHA: - ÒXUN, NÀNÁ, YEMONJA, OYA e XÀNGÓ
JATAI: - ÒGÙN
JATOBÁ: - ÒGÚN
JENIPAPO: - OMOLÚ
JEQUIRITI: - ÒSÓNYÌN
JITIRINA: - ÒÒZÀÀLÀ
JUAZEIRO; - ÈXÙ
JUCÁ: ÒGÚN
JURUBEBA: - ÈXÙ, ÒSÓNYÌN e OXÓSSI

LACRE: - IYA
LÁGRIMA DE NOSSA SENHORA: - YEMONJA, ÒXÓÒSÍ, ÒSÓNÌYN
LARANJEIRA DO MATO: - ÈXÙ
LEITEIRA: - XÀNGÓ
LIMÃO BRAVO: - ÒGÚN
LÍNGUA DE GALINHA: - OYA, NÀNÁ e ÒSÓNYÌN
LÍNGUA DE VACA: - ÒGÚN , ÒXÓÒSÍ, OXUMARÉ
LOSNA: - ÒGÚN
LOURO: - ÒÒXÀÀLÀ, OYA

MACAÇA: - YEMONJA, ÒXUN e ÒÒXÀÀLÀ


MACAÉ: - NÀNÁ
MACONHA: - ÈXÙ
MÃE BOA: - ÌRÓKÒ, YEMONJA, NÀNÁ, OXUM
MALMEQUER: - ÒXUN, OYA, ÒGÚN e ÒSÓNYÌN
MALVA BRANCA: - ÒXUN, YEMONJA e ÒÒXÀÀLÀ
MALVA CHEIROSA: - XÀNGÓ
MALVA DO CAMPO: - OXÓSSI
MALVARISCO: OXÓSSI
MALVA ROSA: - OYA
MAMÃO BRAVO: - ÈXÙ
MAMOEIRO: - ÒÒXÀÀLÀ

MAMONA: - OMOLÚ , ÒSÓNYÌN e ÈXÙ


MAMONA VERMELHA: - ÒSÓNYÌN
MANACÁ: - NÀNÁ e ÒÒXÀÀLÀ
MANGUEIRA: - ÒGÚN e ÈXÙ
MANJERICÃO: - ÒXUN, XÀNGÓ e ÒÒXÀÀLÀ
MANJERICONA: - OXUM
MANJERONA: - OMOLÚ e ÒÒXÀÀLÀ
MANJERIOBA: - ÈXÙ
MARACUJÁ-CAIANO: - OYA

MARAVILHA BONINA: - OYA


MARIA MOLE: - ÈXÙ
MARIA PRETA: - NÀNÁ
MARIAZINHA: - ÒXÙMÀRÈ
MARICOTINHA: - YEMONJA
MATA CABRAS: - ÈXÙ
MATA PASTO: - ÈXÙ
94
MELÃO DE SÃO CAETANO: - NÀNÁ, XÀNGÓ
MELANCIA: - YEWÀ
MELISSA: - ÒXUN
MILAME: - ÒXUN e ÌRÓKÒ
MILHO: - ÒXÓÒSÍ
MOLOLÔ: - OMOLÚ
MORANGUEIRO: - XÀNGÓ

MULUNGU: - XÀNGÓ
MURICI: - ÒXÓÒSÍ
MUSGO: - OMOLÚ
MUSGO DA PEDREIRA: - XÀNGO
MUSGO MARINHO: - YEMONJA
MUSSAMBE: - ÈXÙ
MUTAMBA: - ÒXUN, OYA, ÒXÙMÀRÈ, NÀNÁ, ÒGÚN e XÀNGÓ
NARCISO: - ÒSÓNÌYN
NEGA MINA: - OYA, XÀNGÓ
NICURIZEIRO: ÒXÓÒSÍ
NOZ MOSCADA: - ÌRÓKÒ,XÀNGÓ

OBI: - ÒSÓNYÌN
OGBO: - ÒSÓNYÌN
OJUORO: - YEWÀ
ORA-PRO-NOBIS: - ÈXÙ
ORIPEPE: - ÒXUN
ORIRI: - ÒXUN
OXIBATA: - ÒXUN e YEMONJA

PAINEIRA: - ÒÒXÀÀLÀ,OMOLÚ
PALMEIRA AFRICANA: - ÈXÙ
PAPO DE PERU: - YEMONJA
PANACEIA: - XÀNGÓ
PARA-RAIO: - XÀNGÓ e OYA
PARIETÁRIA: - YEMONJA, OYA, ÒXUN, XÀNGO e ÒXÙMÀRÈ
PARIPAROBA: - OXÓSSI
PATA DE VACA: - YEMONJA
PATIÓBA: - ÒSÓNYÌN
PAU D'ALHO: - ÈXÙ
PAU PEREIRA: - XÀNGÓ
PAU ROSA: ÒGÚN
PAU SANTO: - ÈXÙ

PÉ DE PINTO: - ÒGÚN
PENTE DE OXUMARÉ: - ÒXÙMÀRÈ
PEREGUN: - ÒSÓNYÌN, ÒGÚN, OYA e ÒXÓÒSÍ
PERPÉTUA: - ÈXÙ
PESSEGUEIRO: - XÀNGÓ
PICÃO DA PRAIA: - ÈXÙ
PIMENTA DA COSTA: - ÈXÙ
PIMENTA MALAGUETA: - ÈXÙ
PINHÃO BRANCO: OYA e ÈXÙ
PINHÃO ROXO: - OYA e ÈXÙ
PITANGATUBA: - OXÓSSI
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PITANGUEIRA: - ÒSÓNYÌN e ÒXÓÒSÍ
PIRI-PIRI: - ÒGÚN
PIXIRICA: - ÈXÙ
POINCÉTIA: - ÒGÚN
PORANGABA: - ÒGÚN

QUARESMA: - NÀNÁ
QUABRA-PEDRA: - ÒSÓNYÌN
QUIABEIRO: - XÀNGÓ
QUIOCO: - ÒXUN
QUITOCO: - OMOLÚ
QUIXAMBEIRA: - ÈXÙ e ÈGÙN

RABUJO: - OMOLÚ
RAMA DE LEITE: - ÒXUN, NÀNÁ, YEMONJA, OYA e ÒXÙMÀRÈ
ROMANZEIRO: - XÀNGÓ

SABUGUEIRO: - OMOLÚ
SAIÃO: - ÌRÓKÒ e ÒXÓÒSÍ
SALSA DA PRAIA: - YEMONJA
SÁLVIA: - OXALÁ
SAMAMBAIA: - NÀNÁ
SANGUE DE DRAGÃO: ÒGÚN
SANGOLOVO ( CANA DO BREJO ): YEWÀ e ÒÒXÀÀLÀ
SANTA BARBARA: OYA
SÃO GONÇALINHO: - ÒXÓÒSÍ e ÒGÚN
SEMPRE VIVA: ÈXÙ
SENSITIVA (DORMIDEIRA): - OYA, XÀNGÓ
SETE SANGRIAS: - OMOLÚ
SUSPIRO ROXO: - XÀNGÓ

TAQUARAÇU: - XÀNG;O, ÈGÙN


TAIOBA BRANCA: OYA, ÒXUN, NÀNÁ, ÒXÙMÀRÈ, YEMONJA,XÀNGÓ
TAJUJÁ: - ÈXÙ
TAMARINDEIRO: XÀNGÓ
TAMIARANGA: - ÈXÙ
TANCHAGEM: - ÒGÚN
TAPETE DE OXALÁ: - ÒÒXÀÀLÀ
TAPIXIRICA: - ÈXÙ
TAYUYA: - ÈXÙ
TINHORÃO ROXO: - ÈXÙ
TINTUREIRA: - ÈXÙ
TIRIRICA (DANDÁ-DA-COSTA): - ÈXÙ
TRAVESCÂNIA ( BROTO DE FEIJÃO PRETO ): - NÀNÁ
TROMBETA: - OYA

UMBAÚBA: ÒGÚN, YEMONJA e XÀNGÓ


UMBU: - OXALÁ
URTIGA: - ÈXÙ
URUCUN: XÀNGÓ
VASSOURINHA DE RELÓGIO: - ÒXUN
VELAME: - OMOLÚ
VENCE DEMANDA: - ÒGÚN, XÀNGÓ e ÒÒXÀÀLÀ
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UNHA DE VACA: - YEMONJA
VIUVINHA: - Pertenca a todas Yabá.
XIQUEXIQUE: - ÈXÙ e XÀNGÓ.
OBSERVAÇÃO: As folhas de OXOSI podem ser usadas para OXUN e as de OBALUAIE para NANA e
vice-versa.

97
ERVAS SAGRADAS
“Eró euè”

Eró euè (segredo das folhas) ou ervas, são indispensáveis no conteúdo nas “Obrigações ritualísticas”aos
Òrìsàs.
A teoria da correspondência mística mostra-nos que cada planta representa um Òrìsà, como várias delas
representam vários Òrìsàs.
Na vida ou existência das plantas entram fatores diversos a mantê-las e, por está razão, elas crescem e se
desenvolvem sob a égide da proteção divina; recebendo os fluídos positivos e benfazejos que emanam de
“Olóòrun” (Deus), as ervas (folhas) armazenam substâncias relacionadas com cada Òrìsà, e essas
substâncias se denominam fluídos da energia astral.
Como também posso citar o conceito dado por um amigo de S. Paulo, referente as ervas (Pai Paulo de
Xangô) e que gostei muito, conforme a sua descrição:
“As ervas de Òrìsàs se dividem em 3 partes primordiais, a saber:

EXEMPLO DE ERVAS SAGRADAS :


Assim, cito algumas ervas mais usadas e conhecidas nos rituais de “Obrigações” e liturgia da
“Linhagem Nagò e no Nagò-Vodun”, são:

Alecrim = Pertencem à Òòsààlà e nas obrigações de caboclo a Òsóòsi


Boldo = Tapete ou Alá de Òòsààlà.
Algodão = Folhas pertencem ao Òòsààlà, bem como, as cachopas de algodão aplicado em sua obrigação,
principalmente no seu assentamento.
Saião => Folha da Costa = Pertencem a Òsún e ao Òòsààlà.
Insenso = Folhas, pertencem aos Ibeijes e ao Òòsààlà.
Cardomomo => Colônia = É indispensável em qualquer “obrigação de cabeça”, seja qual for o Òrìsà, é de
Òòsààlà.

Manjericão = Miúdo, branco, pertence à Òòsààlà.


Manjericão => Roxo = Pertencem à Xapanã, Sakpata e a Sòngó.
Alevante = Erva ultraprivilegiada, entra obrigatoriamente em qualquer ritual de feitura e em outras
obrigações para qualquer Òrìsà. Pertencem à Òòsààlà e Sòngó.
Hortelã = É a principal erva de Òsónyìn e com essa erva “Ele”realiza um “eró”. Também pertencem à
Sòngó e Òòsààlà.
Girassol = Planta extraordinária, propriedades mágicas sua flor no “ Àse de Búzios” na Linhagem de Oyó
de Pelotas, quando da apresentação, entrega do Àse, o mesmo, vai dentro da flor do girassol e a bandeja
toda forrada com algodão e com as guias correspondente ao Àse , no Óbori de qualquer Òrìsà, banhos e
suas sementes como defumação para prosperidade. É de Òrunmìlà / Yfá / Òòsààlà.

Barba-de-pau = É um musgo de árvore, não se dispensa em qualquer tipo de obrigação. É de Òòsààlà


velho, Xapanã, Sakpata (velhos). Inclusive na Linhagem de Oyó se utiliza de cama, tanto para Òòsààlà
como também para Óbara Ajelu.
Musgo de pedreira = É de Sòngó Ogodò => Òrìsà da justiça.
Erva-de-bugre = Tem a mesma aplicação da “aroeira”, nos trabalhos de limpezas pessoais e casas, não se
pode usar em filhos de Sòngó e nem de Òòsààlà. Está erva pertence à Ògún, não se admite faltar nas
obrigações de cabeça aos filhos deste Òrìsà e banhos de descarrego. Usa-se também em molhos
dependurado em casa, lado externo, contra coisas negativas, trocando quando seca. Não se queima essa
erva!

Aroeira = Pertence à Ògún, se utiliza em limpezas pessoais (menos em filhos de Sòngó e Òòsààlà) e
domiciliares, se usando os galhos. O fruto é um eró (segredo) pertence ao Óbara Elégbá.
Margarida = Pertence à Òsún, se usa na feitura de Óbori.
Erva-Cidreira = Pertence à Òsún, se usa na feitura de Óbori.
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Alfavaca = Pertence à Òòsààlà e Sòngó.
Fumo = É denominada folha Santa, pelo fato de ter várias aplicações. Usa-se em defumação, banhos de
descarrego. Pertence à Òsónyìn ( como roupa, vulto ou no seu assentamento quando for Otá) e de
Xapanã.
Erva-de-Santa Luzia = Pertence a Yemonja e Òòsààlà. Não se dispensa nos banhos e Óbori e àse de
búzios.
Eucalipto = Pertence à Sòngó e Agonjú. A variedade fêmea aplica-se em banhos para eliminar maus
fluídos. A variedade cheirosa é aplicada nos Óbori desses Òrìsàs.
Musgo marinho = Pertence à Yemonjá, aplica-se em banhos.
Algas marinho = Pertence à Yemonjá, assentamento, Óbori. E de Olóòkum.
Figueira do mato = Pertence à Òsónyìn e Sakpata / Xapanã.
Cipreste = Pertence à Nanã. Tem sua aplicação nos Óbori dos filhos de Òsún velhas; que atualmente
assume a maternidade dos filhos de Nanã na Linhagem Nagò, No Nagò-Vodun, é feito aos filhos de
Nanã.

Erva-de-passarinho = Pertence à Ode / Òtin.


Erva-prata = Pertence à Oya..
Carqueja = Pertence à Nanã e a Oya, como também à Xapanã.
Manga (folhas) = Pertence à Obá e para alguns Ògúns.
Orò = Planta de origem da Guiné, a qual, obteve o nome aqui no RS. de “Oro”, entra em todas as
obrigações de feitura e nos banhos para prosperidade.
Trevo-de-quatro folhas = É de todos os Sòngós e Agonjú.
Abóbora (folhas) = Pertencem à Oya e Obá. Na feitura de Óbori.
Cana-do-brejo = Pertence à Obá.
Salsa = Pertencem à Oya, Obá e Nanã.

Pitangueira = Pertencem à Oya, Ode / Òtin.


Catinga de mulata = Pertencem à Ode / Òtin.
Quebra-pedra = Pertence à Sòngós e Agonjú.
Pata-de-vaca = Pertencem à Oya e a Ògún.
Mangerona = Pertence à Òsún e Ibeije.
Moganga = Pertence à Òsónyìn e Oya.
Fortuna = Pertencem `a todos os Òrìsàs. Feitura de Óbori.
Alfazema = Pertence à Òsún.
Café = Pertence à Xapanã / Sakpata.
Gervão = Pertence Óbara e Xapanã / Sakpata.
Funcho = Pertencem à Òsún e no assentamento de Óbara Ajelu.

Picão = Pertence à Xapanã / Sakpata.


Erva-de-bicho = Pertence à Xapanã / Sakpata.
Guanxuma = Pertence à Xapanã / Sakpata.
Abacateiro = Pertence à Òsónyìn.
Alface = Pertence à Ode. E Yemonjá.
Cipó ouro = Pertence à Òsún.

Existe milhares de ervas e com certeza, todas tem sua aplicação e seu Òrìsà.

99
>> SABÃO DA COSTA <<
“OSE”

Sabão de origem da Costa do golfo da Guiné, África. Sendo que, na África tem o nome de “ose”, com a
cor escuro, mole e perfumado, usado em “Rituais” tanto na África como no Brasil nos Cultos Afro-
Brasileira.
Este sabão é muito importante, cuja composição original é conservada secreta, hoje, existe muito sabão
falsificados, é uma pena, porque é um sabão muito usado nas ocasiões em que antecede a qualquer tipo de
banho ritualístico, muito aconselhável à usa-lo sempre, ao menos duas vezes por semana, excluindo-se às
sextas-feiras, sábados e domingos, sendo utilizado antes de dormir, para descarregar maus fluídos
adquiridos durante o dia, obtendo um sono tranqüilo.
De modo geral, o banho é feito desde os ombros até os pés, sem tocar na cabeça. Só se utiliza para lavar a
cabeça com sabão da Costa juntamente com sabão de côco, quando desejamos aliviar a “mão”de alguém,
que por ventura tenha colocado a mão na cabeça de uma pessoa.
Quando terminar o banho, devemos ter junto uma vasilha com água com açúcar e largar nos quatros
cantos do Box, evitar larvas negativas à outrem .

O sabão da Costa é utilizado na preparação inicial de okutás e utensílios de um “Ritual de Obrigação”,


com a finalidade de eliminar todos os maus fluídos e larvas negativas, tornando os objetos virgens e
purificados para receber o Àse (força do Òrìsà) à ser feito e assentado.
A minha velha e saudosa amiga Mãe Joana de Xapanã, através de seu Òrìsà, me deixou algo muito
importante com relação a aplicação do sabão da Costa.

“Ele” me ensinou que antes de qualquer tipo de serviço e na falta de banho de quebra, devemos usar o
sabão da Costa, e que também aplicar sua espuma e deixar por alguns minutos em exumes e feridas que
custam a fechar, depois realizar um serviço, principalmente em feridas, tirando a espuma com água
fervida ou sôro fisiológico, secando o local e colocando azeite de dendê (epô) morno, cobrindo o local
com folhas de baga (mamoneiro) e amarrando as mesmas com fitas mimosa rosa e verde, repetindo o
processo durante o dia quantas vezes for necessário, até completar 7 dias.
É verdade, o sabão da Costa é bom, mas, aquele Òrìsà era maravilhoso ! Quem viu, nunca mais verá! E
quem não viu, nunca verá! Uma Mãe ! E um “Xapanã”com tantos conhecimentos. Aí! Que saudades da
minha “Velhinha Beijoqueira”!

100
>> SIGNIFICADO DE CADA BANHO E COMO UTILIZAR <<

“Amáãsi – Omíeró – Omíesé”

AMÁÃSI = (“amáã”= hábito, costume; “si”= pôr para dentro) = Líquido (ariorò) preparado com
folhas sagradas, maceradas no pilão ou com as mão, depois adicionando a água da quartinha do qual,
Òrìsà estamos preparando o amáãsi, deixando repousar e clareando com velas brancas junto com o
“mace”= (bagaço) durante sete dias o “Peji”. Após, ter passado o tempo de cura é coado e dividido em
três partes: 1a) É destinado a banhar a cabeça do iniciado = amáãsi ni ori = ni= em, sobre; ori= cabeça.
2a) Para banhar o Otá e utensílios. 3a) Para banhar as patas e chifres dos animais a serem sacrificados,
bem como, as patas das aves.

O grande segredo “Eró” está na composição do “amáãsi”. As folhas são as do “ Òrìsà, Oló Ilé ”(Òrìsà,
dono da casa) + as do Òrìsà da pessoa iniciada + as de Òsónyìn (o deus das folhas). Este é o banho que
chamamos de purificatório na cabeça do iniciante na “Religião Afro-Brasileira. Quero ressaltar que antes
de realizar o amáãsi, o iniciado deverá fazer todos os banhos de limpeza corporal, como o banho de
descarrego ou de àgbo, bem como, a limpeza com ave ou carne.
Uma observação muito importante, “nunca devemos cozinhar as ervas do amáãsi”.

As ervas (folhas) deverão ser colhidas ao clarear do dia, pedindo sempre licença ( agò) ao Òrìsà Òsónyìn;
logo após, escolhidas e lavadas uma por uma, ao qual o Òrìsà serão empregadas; não existe amáãsi
coletivo. A pessoa ou Feitor (a) que irá realizar este ritual, deverá antes fazer seu banho normal e colocar
roupa branca, para depois serem maceradas as ervas no “Peji”. As mãos de quem faz o amáãsi devem ser
bem lavadas e desinfetadas, digo limpas.

Atenção : O ritual de preparar o amáãsi para outrem é pôr já a mão na cabeça de outro. E para pôr a mão
na cabeça de alguém é só o Feitor (a) e é preciso ter Àse e Fundamento, e muita licença. Porque, em caso
de erro, irá repercutir no andamento da “Obrigação” e na vida religiosa da pessoa (iniciante). Cuidado e
cautela, porque, o menor erro no amáãsi poderá produzir distúrbios mentais perigosíssimos, etc...
Não errem para que depois não venham outras pessoas, mesmo de religião, dizer que você errou, ou
outros, dizer que o africanismo é uma fábrica de loucos e de pessoas frustradas. Tem que se ter muita
cautela e humildade, pois trata-se do primeiro ritual que a pessoa irá fazer na Religião, e a mesma,
deposita muita fé e confiança no Feitor (a), pois o mesmo, deve respeitar o próximo, ou seja, a pessoa
cura, etc...

A cerimônia do ritual do amáãsi é colocado com uma jarra ou quartinha (exclusivamente para este afim)
lentamente na cabeça do iniciante, e com a mão do Feitor (a) vai aplicando o amáãsi e solicitando tudo
bom para o novo filho do Ilé e também chamando pelo Olóri Òrìsà da pessoa; a baixo da cabeça do
iniciante, fica uma bacia, para que o preparado não caia no chão.

Depois enrola-se um pano branco na cabeça do iniciante ( uns chamam de “ojá”outros de “tussú”
conforme a Linhagem), a partir deste momento, o iniciante, já pode ser considerado um filho de Òrìsà.
O iniciante fica recolhido ao Ilé no prazo determinado pelo Feitor (a); depois o iniciado deve evitar por
três dias ter relações sexuais, raios solares, sereno e chuva na cabeça. Após ter realizado este ritual, o
primeiro passo a seguir é realizar o rito do “Oribibó”, está Obrigação, é solicitando à permissão ao Bàbá
Òòsààlà e que, o mesmo, entregue a cabeça ao verdadeiro Olóri dão iniciante; este ritual tem que ter os
ìgbins (chamado de boi de Òòsààlà) e pombos brancos.

101
E logo a seguir o ritual do “Óbori”, e assim por diante. Este é o processo e o ritual que realizo em meu
Ilé, hoje, é muito difícil as pessoas se submeter a este ritual rígido, isto reflete, de se possuir nos novos
adeptos para o Ilé. Só nesta atitude já é realizado a triagem dos novos adeptos ao Ilé.

“OMÍERÓ”= (Omí = água; eró = segredo; água do segredo). Tem muitos chamam de “Mieró”= (Mi=
neste sentido é mexer de leve; eró= segredo; mexer de leve o segredo).Deixo que vocês escolham e vejam
qual é o mais correto! Existem várias maneiras de se realizar o “omíeró” e sua utilização.
Sendo o seu ritual inicial igual ao do amáãsi. No preparo, existe as diferenças de um para o outro.

“Omíeró”é o cozimento de folhas, após ter fervido a água é colocado as folhas e abafado na panela até
esfriar, serve para banhos ou lavar a cabeça em casos especiais, bem como, lavar as residências ou
estabelecimentos comerciais. A lavagem da cabeça com “omíeró”, não importa em compromissos de
iniciação e pode e é, muitas vezes, aplicadas aos profanos por motivos de doenças ou outras causas.
Omíeró, não é feito sempre de igual modo, dependendo do fim e da divindade invocada aquém se pede ou
se oferece o cerimonial.

Passo à vocês, aqui um dos mais completos: Compõe-se de “manjericão, alevante, imbiri, parreira, amora,
malva cheirosa, folhas de inhame e folhas de fortuna ou saião”. Depois de realizado a operação deve ser
despachado em lugar determinado pelo Feitor (a).
Uma prática muito utilizada é na lavagem de cabeça como limpeza da mesma, para tirar a mão de um
Feitor (a) ou de mão de egungun, etc... Por isso, que chamamos d’água do segredo, já nestes casos as
folhas à ser utilizadas são outras !
Esse tipo de ritual assemelha-se muito com o “amáãsi”, devido sua grande versatilidade de utilização mas,
tem muita gente que confundem um com outro, cuidado!

“OMÍÀSE” ou que muitos dizem OMÍESÉ = Omíàse quer dizer “água da força divina dos Òrìsàs. Muitos
dizem: “Omíàse eró Bàbá Ilé”.
É um certo tipo de “omíeró”, após de feito é adicionado as águas das quartinhas dos Òrìsàs ou pode ser de
um só Òrìsà, conforme for o caso; também para banhos ou lavagens e purificação de okutás e utensílios
de Òrìsàs.
É tão empregado quanto o sabão da Costa, cuja sua composição é conservada secreta, tal como a do Ori
epô (manteiga de Òòsààlà) os verdadeiros , até hoje, são importados da África. Os que existem por aí! São
na sua maioria falsificados, inclusive na Bahia.
Assim o “Omíàse, também é algo de muito secreto do Feitor (a), porque vária muito na sua composição
de Òrìsà para Òrìsà; mesmo após o sacrifício de animais de quatro pés, na limpeza de seus Otás ou Etás e,
após dar o ossé, epô para quem é do epô, mel para quem é do mel ou dar à determinados Òrìsàs que são
do epô e mel.

Porque, muitos Feitores não deixam o seu filho ver a levantação, porque, aí mora um dos segredos,
mesmo, você levando-os para sua casa, você não saberá conduzí-los e tratá-los. Você não viu na primeira
Obrigação (corte e levantação) como foi realizado, com certeza, você irá dar com a cabeça nas pedras!
Por que aí está o grande eró do Feitor (a), neste momento é criado o feitiço para o próprio filho, caso ele
não tenha percebido, por isso eu digo: A curiosidade é uma virtude e não um defeito!? O Feitor (a) dá se
quer o segredo (eró) de sua feitura, por isso, muita gente come pela mãos dos Feitores e patina na vida
religiosa.
Esse direito, o Feitor (a) tem, de fazer diferente à cada filho de Òrìsà, e assim é, em cada fase da
Obrigação, porque, nem uma é igual a outra. Há! Você não viu, não observou, paciência, então solicite ao
seu Feitor (a) o seu segredo!

102
>> OS BANHOS DE DESCARGAS OU QUEBRA <<

Em qualquer “Ritual” na “Religião de origem Africana”, não é realizado nada sem primeiro fazer o banho
de descarrego ou de quebra, seja qual for a necessidade, é o primeiro passo para conseguirmos nossos
objetivos, quer seja em trabalhos ou na feitura de uma pessoa na Religião Africana. Antigamente, era
normal se realizar em primeiro lugar os banhos de descarrego ou de quebra à uma pessoa; hoje, nem todos
fazem esse “Rito”, dizem que é perca de tempo, passam uns pacotes e deu !

A princípio, irei dar um exemplo da importância dos banhos de descarrego ou de quebra:


Você é convidado para ir uma festa, primeiro você toma um banho normal de rotina, para depois vestir a
roupa nova, certo! Você não coloca a roupa nova em corpo sujo, correto! Está aí ! Porque, na Religião
Africana, em primeiro lugar se realiza os banhos de descarrego, primeiro se limpa, para depois se realizar
qualquer trabalho ou feitura.
O banho de descarga mais usado é feito com ervas positivas, variando de acordo com os fluídos negativos
que a pessoa está carregando e de acordo com o Òrìsà que a pessoa traz no seu “Ori”( cabeça), ou seja, o
seu “Olóri.
O banho de descarga com ervas deve ser tomado após o banho de rotina e antes de dormir e, de
preferência utilizar sabão da Costa antes, para a limpeza do corpo, após isso, então toma-se o banho de
ervas, isto na vida normal e para qualquer realização ritualística.

O banho não deve ser jogado brutalmente no corpo, devemos utilizar uma esponja nova e ir massageando
de cima dos ombros para baixo. De modo geral, o banho é feito do pescoço para baixo até os pés, sem
tocar na cabeça.

A finalidade dos banhos descarrego é:


“O banho de ervas é a renovação do “corpo” e da “alma”, pois quando o corpo se sente bem e se acha
refeito do cansaço,etc..., a alma fica também mais apta a vibrar harmoniosamente”. Exemplo:
Moisés, o grande legislador hebreu, impôs o uso do banho de ervas aos seus seguidores. Na Índia, há o
banho sagrado no “Ganges”. Em Roma Augusta o banho de ervas era um exercício alegre e dedicado aos
deuses, principalmente à “Dionisus e Baco”. Na África, a água é tida de grande poder, força e de magia.
Vemos até hoje as águas de Òòsààlà, no ritual. As águas das quartinhas e tigelas nos Pejís, além de outras
magias com água.

103
>> BANHO DE ÀGBO <<
“Abô”

CONCEITO:
Água das quartinhas dos Òrìsàs ou de um determinado Òrìsà, contendo ervas sagradas maceradas (Ariorò
= líquido; Mace = resíduos das folhas) e de sangue de aves. Serve para banhos purificatórios tanto para
“ààbò” (proteção) => (infusão de mistura de folhas para fins medicinais) e também como de descarrego.
Apesar, de ser rito um de alto custo, mas com grande utilidade ritualística, às quais iremos citar algumas
no decorrer deste. O resultado obtido na aplicação do “Àgbo”, são excelentes, até substituindo muitas
vezes uma troca, etc...

PREPARO DO ÀGBO:
Este preparo consiste numa alquimia (mistura mágica) de “amáãsi” e com a finalidade do “omíeró”.
O “àgbo”, inicialmente, é feito da mesma forma que o “amáãsi”; não esquecendo, que o “amáãsi” é um
banho preparado exclusivamente para a lavagem da cabeça , feitura do iniciante; já “omíeró” tem outras
finalidades, seria um àgbo sem sangue de animais. Muito usado no ritual de limpezas de objetos, okutás
para transformação em otás ou etás, considerados sagrados e mágicos.
O banho de descarrego; descarga ou de quebra, tem como finalidade livrar o individuo ( clientes antes de
qualquer trabalho, pré-iniciantes de qualquer feitura na “Religião”, bem como, quando uma pessoa sai de
uma casa e vai para outra casa de religião, tirar mão de Egungun, etc...) de fluídos negativos. Já o outro
banho de “Àgbo” para levantar e atrair as boas vibrações magnéticas almejadas, é composto com outros
tipos de ervas sagradas e normalmente é realizado com um casal de pombos brancos ou um casal de
“atum => angolista”.

O banho de àgbo é composto de “ervas sagradas” com grande poder mágico, são de várias qualidades
tanto para se realizar a quebra como levantar uma pessoa de doenças, situações financeiras problemáticas,
situações amorosas, etc...
Devemos adicionar ao suco (Ariorò) pembas raladas de todas as cores menos a preta, depois realizar o
sacrifício do animal ou ave (s) indicada pelos os Òrìsàs; após o corte, a ave irá para cozinha para ser
preparada e seus esés ( inhálas ou inhélas) também..
No àgbo, deve-se ascender velas de Óbara à Òòsààlà, em volta da bacia onde está depositado o ariorò,
para este ganhar forças e clareando o mesmo, as velas devem ser todas de sete dias brancas, só quando
queimarem totalmente é que o banho de àgbo poderá ser usado pelo necessitado.
Este banho deve ser tomado em frente aos Òrìsàs e, em determinados casos da cabeça aos pés e, a pessoa
que recebe o banho não pode se secar. Em outros casos, o banho deve ser realizado em um riacho de
águas limpa, com a pessoa dentro d’água.
Como diziam os “Negros Velhos” da Zona Sul do Estado-RS. O banho àgbo é como nem “tiro dado, jacu
deitado” (ditado do Pampa Gaúcho).

É verdade, hoje, as pessoas já não sabem distinguir a diferença e a utilização dos banhos, e sua grande
importância e influência que as ervas possui em nossa vida e no “Ritual Religioso”. É como diziam os
“Velhos”: O amáãsi é o primeiro batismo! Òsónyìn, com o poder de suas ervas, antecede ao Óbara no
“Ritual”. Mas, hoje, por muitos é ignorado, só interessa o lado financeiro! Talvés seja um dos grandes
motivos, que não tenho mais do que 5 “filhos de Òrìsàs”, porque, no meu Ilé o “Ritual e Obrigações”
sempre estão em primeiro lugar, e só realizo uma “Obrigação”dentro dos ritos antigos; o que, muitos não
querem se sujeitar, ou seja, a pré-preparação para qualquer iniciação.

104
>> DEFUMAÇÕES, PESSOAIS E DE AMBIENTES <<

CONCEITO: Entre vários conceitos existentes, me atrevo a dizer que as defumações vem desde os
tempos mais remoto, ou seja, dos homens das cavernas, com a queima de ervas e na transformação de
ambientes, devido, aos aromas das ervas.

Como todas as religiões, seitas e dogmas, usa-se também desse veículo, ao qual damos o nome e
vulgarmente dito pelo povo de “defumação” que tem uma atribuição de manter o equilíbrio no ambiente
familiar ou de trabalho.
As “defumações” realizam uma limpeza física e espiritual de ambientes e de pessoas pode ser coletiva ou
pessoal. Usamos um utensílio chamado de “defumador”e, no mesmo, colocamos as brasas de carvão
vegetal, sendo que a função do carvão em brasa é de atrair as vibrações negativas, enquanto que as ervas
irão atrair as vibrações positivas.
É verdade, existem, para cada objetivo que se tem ao fazer-se uma defumação, diferentes tipos de ervas,
que associadas, permitem energizar e harmonizar ambientes, bem como, pessoais, pois ao queimá-las,
produzem aromas agradáveis ou desagradáveis ao mundo físico invisível, e que põem em fuga algo
perturbadores de vibrações inferiores.

“DEFUMAÇÃO PESSOAL” = É a providência que se toma para atrair para si algo de positivo, utilizar as
ervas correspondente ao seu Òrìsà ou de seu “signo”. Como realizar, peça à uma pessoa que prepare as
brasas e ervas, enquanto a pessoa toma um banho com sabão da Costa, depois de seco e completamente
despido, faz-se com o defumador a defumação, bem demorado, dentro do próprio banheiro e, depois
coloque uma roupa limpa. A defumação será despachada na rua em um verde por outra pessoa.
Defumações correspondente aos signos e suas ervas:
Capricórnio – Touro – Virgem = Ervas: Estoraque e benjoim.
Peixes – Câncer – Escorpião = Ervas : Benjoim; mirra e outras...
Aquário – Gêmeos – Libra = Ervas: Musgo de pedreira, manjericão.
Áries – Leão – Sagitário = Ervas: Gengibre ralado e seco, urucum (sementes).

“DEFUMAÇÃO DE AMBIENTES” = Realizamos da seguinte maneira, feche todas as portas e janelas;


coloque um copo com água na porta de entrada e junto uma vela branca acesa, sendo que, na porta de
entrada a mesma fica semi-aberta; devemos passar com o defumador dos fundos para frente da casa ou do
estabelecimento comercial e, em todas os locais que tiver torneiras devemos deixar correr um filete de
água, ao sair pela porta da frente, apague as brasas com a água do copo e a vela que estava atrás da porta
de entrada, despachando os resíduos na natureza ( no verde ou em água corrente), depois feche as
torneiras que estavam abertas e abra as portas e janelas da casa ou do estabelecimento comercial.
Defumações à ser realizadas em casas ou locais comerciais:

“Benefício à mediunidade”: Malva cheirosa; gerânio.


“Magia amorosa”: Flor de laranjeira; sempre viva; amor agarradinho.
“Afugenta os maus espíritos”: Palha de alho; arruda; casca de cebola; losna; guiné; pitangueira;
manjericão; folhas de café.
“Destruidor de larvas astrais”: Arruda; canela; cipó; guiné; ipê-amarelo; urtiga e manjericão; quebra-
tudo; palha de alho.
“Proteção e limpeza”: Alfazema; alecrim; cipó, fumo; Guiné; malva-cheirosa; arruda; cipó-milhomens;
pitangueira.
“Para atrair boas amizades”: Malva-cheirosa; folhas de girassol e sementes e insenso.
“Contra demandas”: Pitangueira; guiné; arruda.
“Para magnetismo pessoal”: Cravo-da-índia; semente de girassol; alfazema.
“Contra obessores e perseguição”: Folhas de bambu; guiné; arruda; cipó-milhomens.
“Para melhorar as finanças”: Pó de café; cana de açúcar (palha); canela em pó; cravo da índia; louro;
milho (palha); trigo (palha).
105
Para uma limpeza de ambiente contra a inveja, olho grande e, em casos de demandas, e que você tenha os
nomes das pessoas, escrever em um papel de cor em cruz os nomes e envolto de algodão e o mesmo
embebido em álcool. Proceder da seguinte maneira:
Em cada peça da casa ou local à ser realizado, coloque uma bacia de metal com a bola de algodão com
álcool, e ponha fogo, feche as portas e janelas, abrindo as torneiras onde corra um filete de água; na porta
de entrada do local iremos colocar um copo com água e uma vela branca acesa e deixar a porta de entrada
semi-aberta. Devemos iniciar dos fundos para frente da casa ou local que estamos realizando o trabalho;
terminado, apague a vela na água e quebrando a mesma, jogue tudo em um verde ou em água corrente.
Este tipo de trabalho devemos realizar nas terças-feiras ou quartas-feiras ao entardecer.

BOA SORTE!!!

Yalorixá Dayse Freitas Aiepeamana


Contatos: dfmyprof@gmail.com / www.cabanapedraverde.webs.com

106
AS ERVAS

Ervas de Exu

Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas
actividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grandes quantidades
causam diarreia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer
sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada


pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e
garganta.

Angelim – amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei.


Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em
banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possa haver, realizando um excelente
descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas
cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas
obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É
usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de
inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.

Arrebenta Cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do


pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na
medicina caseira.

107
Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e
olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos bori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de
perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como
amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada
contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.

Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá


antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para
combater úlceras e resolver tumores.

Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com
entidades. Não é usada na medicina popular.

Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e
eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.

Beladona: Nas cerimónias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou


de locais onde o homem exerça actividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta
também provocam grande poder de atracção. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio activo que
nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.

Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas,
socadas, para apressar cicatrizações de feridas.

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Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para
proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.

Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bolbo nos banhos
fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações
vaginais e uterinas.

Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais
quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar
as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos põe fim ao mau hálito.

Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usados em defumações para purificar o
ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina
caseira.

Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os
vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crónicas,
enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.

Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a
purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos
pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para
menstruações difíceis.

109
Cebola-cencém: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bolbo é usado para os
sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira: corta-se a cebola em pedaços miúdos e,
sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cómodos e em baixo dos móveis; a seguir, entoe o
canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objectos
perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.

Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a
Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.

Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza descarrega sacudimentos pessoais e domiciliares.


O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores
nas articulações, causadas pelo artritismo.

Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina


caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarreias.

Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois


é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de
defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é
denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira actua com excelente regulador feminino. Além de
agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda
erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.

Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos


domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de
despacho pertencentes ao deus da liberdade.

110
Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação
do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsidianas. No uso popular, suas
folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.

Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na


liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.

Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de


limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua
eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas
socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva puro ou misturado ao leite, ameniza as consequências de
tombos e quedas.

Juá – Juazeiro: É usada para complementar banho forte e raramente está incluída nos
banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a
indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.

Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos
banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá
das cascas.

Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina


caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso
desobstruíste e tónico, além de prevenir e debelar hepatites. Banho de assentos mornos com essa erva
propiciam melhores às articulações das pernas.

111
Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados
por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das
flores é indicada para inflamação dos olhos.

Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na


medicina caseira ela actua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.

Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza descarrega e nos banhos
fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o
orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.

Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos


domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida
tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.

Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas
sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.

Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços
miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na
medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.

Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com
aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma
roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada
para debelar diarreias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao
corrimento.

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Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e
domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador
menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.

Maria Mole: Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego, muito procurada para
sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.

Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As
pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na
encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com
banho morno.

Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos
sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incómodos digestivos.

Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos
possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por
seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é
excelente para curar feridas.

Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e


limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros
Exus. No uso caseiro, suas folhas actuam como emolientes.

113
Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não
possui uso na medicina caseira.

Pau-d’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em


banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada
em que tomar o banho, arreie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada
tranquila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abcessos e tumores. Usa-se socando bem as
folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é
excelente para o reumatismo e hemorróidas.

Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como
diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.

Pimenta Darda: Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas
sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.

Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta
possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas
sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande
eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa
que inutiliza as roupas.

Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e
descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras
malignas.

114
Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso
nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não
possui uso na medicina popular.

Pixirica – Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um
excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia
maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho
genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns


e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em
cozimento, actua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.

Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do


tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.

Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa.
O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.

Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao


seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como
um energético desinflamatório.

Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas


aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança
no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas em baixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.

115
Urtiga-branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos
ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e
brônquicas.

Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos
banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa.
Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e
folhas em chá como diurético.

Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não


possui uso na medicina popular.

Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui
uso na medicina caseira.

Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos
assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.

Ervas de Ewá

Teteregun / Cana do Brejo: Planta utilizada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos
filhos. Excelente diurético, ajuda a eliminar pedras na bexiga, sífilis e inflamações nos rins. Ainda
combate a arteriosclerose. A raiz em pó serve de cataplasma para hérnias, inchaços e contusões.

116
Ojuorô / Alface d’água / Erva-de-santa-luzia: Utilizada nas obrigações de ori e
feitura de santo Tem uso medicinal como anti-sifilítica, antiasmática, anti disentérica, antiartrítica, anti-
herpética, anti-hemorroidária, anti diabética, desinflamatória de erisipela, diurético, emoliente,
expectorante, maturativa.

Arrozinho / Barba-de-S Pedro: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô de uso geral
e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos. Na medicina popular é indicada como amaciante da
pele, anti-inflamatório, diurético, expectorante, laxante, vomitiva.

Golfo de flor (qualquer que seja a cor): Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos
filhos. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a disenteria e, as
flores, as úlceras e leucorréia.

Maravilha: Utilizada nas obrigações de ori relativas a Oyá ebori, lavagem de contas e
feitura de santo. Não entra nos abô a serem tomados por via oral. O povo a indica para eliminar leucorreia
(corrimentos), hidropisia, males do fígado, afecções hepáticas e cólicas abdominais.

Ervas de Ogum

Açoita-cavalo – Ivitinga: Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de


descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar
diarreias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.

Açucena-rajada – Cebola-cencém: Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo. Esta


cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares. A medicina caseira utiliza as folhas como
emoliente.

117
Agrião: Excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no
tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e bronquites, é expectorante
de acção ligeira.

Arnica-erca lanceta: É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de


purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como
externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.

Aroeira: É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos banhos fortes
de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura
de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital.

Cabeluda-bacuica : Tem aplicações em vários actos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e
é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.

Cana-de-macaco : Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses
filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.

Cana-de Brejo – Ubacaia: Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos
filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais
com bastante sucesso. Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio activo é o
estrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.

Canjerana – Pau-santo: Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como
afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá actua como antifebril, contra as diarreias e
para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.

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Carqueja: Sem uso ritualístico. A medicina caseira aponta esta erva como cura decisiva nos
males do estômago e do fígado. Também tem apresentado resultado positivo no tratamento da diabetes e
no emagrecimento.

Crista-de-galo – Pluma-de-princípe: Não tem emprego nas obrigações do ritual. A


medicina caseira a indica para curar diarreias.

Dragoeiro – Sangue-de-dragão: Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e


banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e toda a planta, pilada, como adstringente.

Erva-tostão: Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A


medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.

Grumixameira: Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de


purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos
aromáticos e na cura do reumatismo. Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.

Guarabu – Pau-roxo: Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica
o chá das folhas, pois este possui efeito balsâmico e fortificante.

119
Helicônia: Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na feitura de santo
e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A medicina caseira a indica como debelador de
reumatismo, aplicando-se o cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.

Jabuticaba: Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo
menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entre casca na cura da asma e
hemoptises.

Jambo-amarelo: Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô. São aplicadas


as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro. A medicina caseira usa como chá, para
emagrecimento.

Jambo-encarnado: Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos


banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).

Japecanga: Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados
com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e
moléstias de pele.

Jatobá – Jataí: Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimónias do ritual.
Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo.
Óptimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.

120
Jucá: Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um cozimento
demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma garrafa, quando houver ferimentos, talhos
e feridas.

Limão-bravo: Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de
limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia
brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crónicas.

Losna: Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos do orixá a
que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso vermífugo, mais particularmente usada na
destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tónico e debela de febres.

Óleo-pardo: Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira.
Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar vermes de animais.

Piri-piri: A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti-


hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O
mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.

Poincétia: Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo, da


mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para
exterminar dores nas pernas, usando em banhos.

Porangaba: Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento


popular é usada como tônico e importante diurético.

121
Sangue-de-dragão: Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô.
Não possui uso na medicina popular.

São-gonçalinho: É uma erva-santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está


sujeita. Na medicina caseira usa-se como anti térmico e para combater febres malignas, em chá.

Tanchagem: Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de


purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras.
Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tónicas,
antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.

Vassourinha-de-igreja: Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem


exerce actividades profissionais. Não possui uso na medicina popular.

Ervas de Oxóssi

Acácia-jurema: Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É também


utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas sobre úlceras, cancros,
fleimão e na erisipela.

Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui
uso na medicina popular.

122
Alfavaca-do-campo: Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego
e nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para combater as
doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado
como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das folhas.

Alfazema-de-caboclo: Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em


todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou de ambientes.
A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.

Araçá – Araçá-de-coroa: Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos
abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético
adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.

Araçá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas


obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso
popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer
lavagens genitais.

Araçá-do-campo: É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de locais


de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarreia ou disenteria e como corretivo das vias
urinárias.

Caapeba-pariparoba: Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações
dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar mão de zumbi.
A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir
as doenças do útero. Surte efeito diurético.

123
Cabelo-de-milho: Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em
casa propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é muito usado
pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.

Capim-limão : Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem
nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protectores. A medicina caseira a aplica em vários
casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do
estômago.

Cipó-caboclo: Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande


prestígio ao linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e
dos testículos.

Cipó-camarão: Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em cozimento é
de grande eficácia no trato das feridas e contusões.

Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira actua como debelador das
dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono
tranquilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina
caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em
banhos semicúpios e lavagens.

Erva-curraleira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. Na
medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito prestigiada no tratamento da sífilis.
Usa-se o cozimento das folhas.

Goiaba – Goiabeira: É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos


banhos de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente. Cura
cólicas e disenterias. Excelente nas diarreias infantis.

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Groselha – Groselha-branca: Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de
limpeza e purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se
aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente,


esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia
bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas
socadas no local e, internamente, o chá forte.

Guaxima-cor-de rosa: Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do
orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e domiciliares. Muito útil
o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas,
sementes e frutos são antifebris.

Guiné-caboclo: Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer


filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O povo
usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se o chá.

Incenso-de-caboclo – Capim-limão: Usada nas defumações de ambientes e nos


banhos de descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também, nas
perturbações da digestão.

Jaborandi: De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adoptou esta planta
como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia nas
pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.

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Jacatirão: Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares
apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.

Jurema branca: Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou


descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A medicina caseira
indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a
insónia.

Malva-do-campo – Malvarisco: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O


povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo
os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Piperegum-verde – Iperegum-verde: Erva de extraordinários efeitos nas várias


obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e
compressas.

Piperegum-verde-e-amarelo: Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o


piperegum de Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.

Pitangatuba: Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar


de comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para desobstruir os
brônquios.

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Ervas de Ossaim

Amendoim: Ossaim aprecia muito e adora saboreá-lo torrado, sem casca. O amendoim
fornece um bom óleo para luz e também para a cozinha. Suas sementes são estimulante e fortalecem as
vistas e a pele, além de ser em excelente afrodisíaco. Nos rituais, é empregado cozido e utilizado em
sacudimentos, com excelentes resultados.

Celidônia maior: É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas
doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande
eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos.

Coco de Dendê: É conhecido entre os Yorubás como Adin. Sua semente, desprovida da
polpa, fornece um óleo branco, sólido, e serve para substituir a manteiga. É a chamada manteiga de karité.
Este coco é muito prestigiado pela medicina caseira, pois debela cefaléias, anginas, fraqueza dos órgãos
visuais e cólicas abdominais.

Erva de Passarinho: É muito aplicada principalmente no abô do orixá, nas


obrigações renovadas anualmente e nos abô de babalossaim. Nas renovações, esta planta é a duodécima
folha que completa o ato litúrgico renovatório. Na medicina popular, esta planta é empregada com
sucesso absoluto, contra as moléstias uterinas, corrimentos e também para dar fim às úlceras. As folhas e
flores são usadas em caso de diabetes, hemoptises e hemorragias diversas.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeças, ebori, lavagem de
contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de
descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio,
por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra
doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

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Gitó – carrapeta: Sua utilização se restringe ao uso litúrgico e ritualístico. É
largamente empregada nos banhos de limpeza e purificação do orixá. Usada também em banhos de
cabeça para desenvolver a vidência, audição e intuição. A medicina popular aplica-a na cura de moléstia
dos olhos, porém em lavagens externas.

Guabira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos
banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. A medicina caseira a indica no sentido de pôr fim
aos males dos olhos conjuntivites. Em banhos, favorecem aos que sofrem de reumatismo e devem ser
feitos em banheiras ou bacias, sendo mais ou menos demorados.

Lágrima de Nossa Senhora: É usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
descarrego ou limpeza. O povo a indica como excelente diurético, em chá. Os banhos debelam o
reumatismo e reduzem as inchações. As folhas e as sementes são indicadas para banhar os olhos,
propiciando bem-estar. A aplicação deve ser feita pela manhã, após ter deixado o banho ficar na noite
anterior sob o sereno. Retire antes do sol nascer e aplique sobre os olhos.

Narciso dos Jardins: Entra nos trabalhos em razão de ser suporte para o fetiche de
Ossaim, para o assentamento. Não possui uso na medicina popular, pois é tida como planta venenosa.

Ervas de Xangô

Alevante – Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.

Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá.
Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para
emagrecer.
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Angelicó – Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura
com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando o sexo masculino. A
medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não a devem usar.

Aperta-ruão: Os babalorixás a utilizam nas obrigações de cabeça; no caso dos filhos


do trovão é usada a nega-mina. Tem grande prestígio na medicina popular como adstringente. As
senhoras a empregam em banhos semicúpios, de assento, e em lavagens vaginais para dar fim à
leucorréia.

Azedinha – Trevo-azedo – Três-corações: É popularmente conhecida como três


corações, sem função ritualística. É empregada na medicina popular como combatente da disenteria,
eliminador de gases e febrífugo.

Caferana-Alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na


medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos;
é óptima combatente de febres palustres ou intermitentes; poderoso vermífugo e energético tónico.

Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé
nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.

Eritrina – Mulungu: Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza
dos filhos de Xangô. Na medicina caseira é aplicada como óptimo pacificador do sistema nervoso e,
também, contra a bronquite.

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Erva-das-lavadeiras – Melão-de-São-Caetano: Não possui utilização nas obrigações
do ritual. O uso popular o indica como sendo de grande eficácia no combate ao reumatismo. É vigoroso
antifebril, debela ainda, doenças das senhoras, em banhos de assento.

Erva-de-São-João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A


medicina caseira, indica-a como tónico para combater as disenterias. Aplicam-se no tratamento do
reumatismo. Usa-se o chá em banhos.

Erva-grossa – Fumo-bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos


ebori e como axé do orixá. A medicina caseira indica as raízes em cozimento, como antifebril, as mesmas
em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tónico combatendo o catarro dos brônquios e
pulmões.

Mimo-de-vênus – Amor-agarradinho: Aplica-se folhas, ramos e flores, em banhos de


purificação dos filhos de Oyá. Muito usada na magia amorosa, circundando um prato e metade para
dentro do prato e metade para fora; regue a erva com mel de abelhas e arreie em uma moita de bambu.
Não possui uso na medicina caseira.

Morangueiro: Aplicação restrita, já que se torna difícil encontrá-la em qualquer lugar.


O povo a indica como remédio diurético, pondo fim aos males dos rins. É usada para curar disenterias e
também recuperar pessoas que carecem de vitamina C no organismo.

Musgo-da-pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações


pessoais, que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.

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Nega-mina: Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, e nos banhos de descarrego
ou limpeza e nos abô. O povo a aplica como debeladora dos males do fígado, das cólicas hepáticas e das
nevralgias.

Noz-moscada: Seu uso ritualístico se limita a utilização do pó que, espalhado ao


ambiente, exerce actividade para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador.
Este pó, usado nos braços e mãos ao sair à rua, atrai fluidos benéficos. Não possui uso na medicina
popular.

Panacéia – Azougue-de-pobre: Entra nas obrigações de ori e nos banhos de


descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à
sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, e ainda debelar o
reumatismo, em banhos.

Pau-de-colher – Leiteira: Usada em banhos de purificação de mistura com outras espécies dos
mesmos orixás. A medicina caseira a recusa por tóxica, porém pode perfeitamente ser usada externamente
em banhos.

Pau-pereira: Não é aplicada nas obrigações de ori, mas é usada em banhos de descarrego ou
limpeza. O povo a aplica nas perturbações do estômago e põe fim a falta de apetite. É fortificante e
combate febres intermitentes, e ainda tem fama de afrodisíaco.

Pessegueiro: É utilizado flores e folhas, em quaisquer obrigações de ori. Pois esta propicia
melhores condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e Eguns. O povo a indica em cozimento
para debelar males do estômago e banhar os olhos, no caso de conjuntivite.

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Pixirica – Tapixirica: Aplica-se somente o uso das folhas, de forma benéfica. O povo
a indica nas palpitações do coração, na melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias
urinárias.

Romã: Usada em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos. O povo emprega
as cascas dos frutos no combate a vermes intestinais e o mesmo cozimento em gargarejos para debelar
inflamações da garganta e da boca.

Sensitiva – Dormideira: Somente é utilizada em banhos de descarrego. O povo diz


possui extraordinários efeitos nas inflamações da boca e garganta. Utiliza-se o cozimento de toda a planta
para gargarejos e bochechos.

Taioba: Sem aplicação nas obrigações de cabeça. Porém muito utilizada na cozinha
sagrada de Xangô. Dela prepara-se um esparregado de erê (muito conhecido como caruru) esse alimento
leva qualidades de verduras mas sempre tem a complementá-lo a taioba. O povo utiliza suas folhas em
cozimento como emoliente; a raiz é poderoso mata-bicheiras dos animais e, além de matá-las, destrói as
carnes podres, promovendo a cicatrização.

Taquaruçu – Bambu-amarelo – Bambu-dourado: Os galhos finos, com folhas, servem para


realizar sacudimentos pessoais ou domiciliares. É empregado ainda para enfeitar o local onde se tem
Egun assentado. Não possui uso na medicina popular.

Tiririca : Sem aplicação ritualística, a não ser as batatas aromáticas, essas batatinhas
que o povo apelidou de dandá-da-costa, levadas ao calor do fogo e depois reduzidas a pó que, misturado
com outros, ou mesmo sozinho, funciona como pó de dança. Para desocupação de casas. Colocados em
baixo da língua, afasta eguns e desodoriza o hálito. Não possui uso na medicina popular.

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Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são
usadas nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético. É
aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as contracções do coração.

Urucu: Desta planta somente são utilizadas as sementes, que socadas e misturadas
com um pouquinho de água e pó de pemba branca, resulta numa pasta que se utiliza para pintar a Yawô.
O povo indica as sementes verdes para os males do coração e para debelar hemorragias.

Ervas de Oxum

Abiu-abieiro: Sem uso na liturgia, tem folhas curativas; a parte inferior destas,
colocadas nas feridas, ajudam a superar; se inverter a posição da folhas, a cura será apressada. A casca da
árvore cozida tem efeito cicatrizante.

Agrião-do-Pará – Jambuaçu: É usado nas obrigações de cabeça e nos abô, para


purificação de filhos; como axé nos assentamentos da deusa de água doce. A medicina caseira usa-o para
combater tosses e corrigir escorbuto (carência de vitamina C). É, também, excitante.

Alfavaca-de-cobra: É usada em todas as obrigações de cabeça. No abô também é


usada, o filho dorme com a cabeça coberta. Antes das doze horas do dia seguinte o emplastro é retirado, e
torna-se um banho de purificação. A medicina caseira a indica como combatente ao mau-hálito.

Arapoca-branca: Suas folhas são utilizadas nas obrigações de cabeça e nos abô; no Candomblé são
usadas em sacudimentos pessoais. As casacas desta servem para matar peixes. A medicina caseira utiliza
as folhas como anti térmico, contra febres. Age também como excitante.

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Arnica-montana: Tem pouca aplicação na Umbanda e no Candomblé. Já na medicina popular;
e muito usada, após alguns dias de infusão no otin (cachaça). Age como cicatrizante, recompondo o
tecido lesado nas escoriações.

Azedinha - Trevo-azedo – Três corações: É popularmente conhecida como três-


corações, sem função ritualística, é apenas empregada na medicina popular como: combatente da
disenteria, eliminador de gases e febrífugo.

Bananeira: Muito empregada na culinária dos Orixás. Suas folhas forram o casco da
tartaruga, para arriar-se o ocaséo a Oxum. A medicina caseira prepara de sua seiva um xarope de grande
eficácia nos males das vias respiratórias ou doenças do peito.

Brio-de-estudante – Barbas-de-baratas: Desta erva apenas a raiz é utilizada. Ela


fornece um bom corante que é usado nas pinturas das yawo, de mistura com pemba raspada. A medicina
popular utiliza o chá, meia hora antes de dormir, para ter sono tranquilo.

Caferana-alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na


medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos;
é óptima combatente; poderoso vermífugo e energético tónico.

Camará-cambará: Utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos


banhos de purificação. A medicina caseira a emprega muito em xarope, contra a tosse e rouquidão e ainda
põe fim às afecções catarrais.

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Camomila-marcela: Tem restrita aplicação nas obrigações litúrgicas. Entretanto, é
usada nos banhos de descarrego e nos abô. No uso popular é de grande finalidade em lavagens intestinais
das crianças, contra cólicas e regularizadora das funções dos intestinos. O chá das flores é tónico e
estimulante, combate as dispepsias e estimula o apetite.

Cana-fístila – Chuva-de-ouro: Aplicada nos abô e nas obrigações de cabeça, usada


também nos banhos de descarrego dos filhos de Oxum. Seu uso popular é contra os males dos rins, areias
e ardores. O sumo das folhas misturado com clara de ovo e sal mata impigens.

Chamana-nove-horas – Manjericona: Usada em obrigações de cabeça, nos abô e


nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. O povo a utiliza em disenterias.

Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como
xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarreias sanguinolentas e à
icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.

Erva-cidreira – Melissa: Sem uso na liturgia, sua aplicação se restringe ao âmbito da


medicina caseira, que a usa como excitante e anti-espasmódico, enérgico tônico do sistema nervoso. O
chá feito das folhas adocicado ou puro combate as agitações nervosas, histerismos e insónia.

Erva-de-Santa-Maria: São empregadas em obrigações de cabeça e em banhos de


descarrego. Como remédio caseiro é utilizada para combater lombrigas (ascárides) das crianças, também
é óptimo remédio para os brônquios.

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Ervilha-de-Angola – Guando: É empregada em quaisquer obrigações. O povo usa as
pontas dos ramos contra hemorragias e as flores contra as moléstias dos brônquios e pulmões.

Fava-pichuri: No ritual da Umbanda e do Candomblé, usa-se a fava reduzida a pó,


ou defumações que trazem bons fluidos e afugenta Eguns. O povo usa o pó na preparação de chá, que é
eficaz nas dispepsias e diarreias.

Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em


algumas casas, em banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como
ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na
medicina comercial.

Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras


bebidas. O povo a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em
chá.

Gigoga-amarela – Aguapê: Usado nos abô, nos bori e banhos de limpeza, pois
purifica a aura e afugenta ou anula Eguns. A medicina popular manda que as folhas sejam usadas como
adstringente e, em gargarejos, fortalecem as cordas vocais.

Ipê-amarelo: Aplicada somente em defumações de ambientes. Na medicina popular é usada


em gargarejos, contra inflamações da boca, das amígdalas e estomatite. O que vai a cozimento são a casca
e a entre casca.

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Lúca-Árvore-da-pureza: Seu pendão floral é usado plena e absolutamente, em
obrigações de ori dos filhos de Oxum. Não possui uso na medicina popular.

Macaçá: Aplicação litúrgica total, entra em todas as obrigações de ori nos abô e
purificação dos filhos dos orixás. O povo a usa para debelar tosses e catarros brônquios; é usada ainda
contra gases intestinais.

Mãe-boa: É erva sagrada de Oxum. Só é usada nas obrigações ritualísticas, que se restringe aos
banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.

Malmequer – Calêndula: É usada em todas as obrigações de ori e nos abô, e nos


banhos de purificação dos filhos de Oxum. As flores são excitantes, reguladoras do fluxo menstrual. As
folhas são aplicadas em fricções ou fumigações para facilitar a regra feminina.

Malmequer-do-campo: Não é aplicada nas obrigações do ritual. Na medicina popular tem


função cicatrizante de feridas e úlceras, colocando o sumo de flores e folhas sobre a ferida.

Malmequer-miúdo: Aplicado em quaisquer obrigações de ori, nos abô e nos banhos


de limpeza dos filhos que se encontram recolhidos para feitura do santo. Como remédio caseiro, é
cicatrizante e excitante.

Orriri-de-Oxum: Entra em todas as obrigações de ori, nos banhos de limpeza. O povo a indica como
diurético e estimulador das funções hepáticas.

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Vassourinha-de-botão: Muito usado nos sacudimentos pessoais. Não possui qualquer uso
na medicina popular.

Ervas de Logun Edé

Logun Edé, em sua passagem pela Terra, se apropriou das ervas de seus pais para por fim aos males
terrenos; curou muitas pessoas e ainda cura até os dias de hoje aqueles que nele depositam sua fé. Além
de todas as ervas de Oxum e Oxóssi que ele utiliza para curar, destaca-se, ainda, uma única de sua
propriedade, hoje de grande importância para a medicina caseira: o Piperegum Verde e Amarelo.

Piperegum Verde e Amarelo: originária de Guiné, na África. Trata-se de uma erva


que possui extraordinário efeitos nas várias obrigações do ritual, possuindo grande eficácia nos
sacudimentos pessoais e domiciliares e nos abô como afastamento de mão de cabeça no caso de pai e mãe
de santo vivo, cercando as pernas da pessoa com folhas de piperegum ou amarradas ao tornozelo; feito
isso, a cerimónia é iniciada. A medicina caseira aponta o piperegum como um dos melhores remédios
para debelar o reumatismo, devendo ser usado em banhos ou compressas.

Ervas de Omolu

Agoniada: Faz parte de todas as obrigações do deus das endemias e epidemias. Utilizada no ebori, nas
lavagens de contas e na iniciação. Esta erva purifica os filhos-de-santo, deixando-os livres de fluidos
negativos. Na medicina popular, a mesma é usada para corrigir o fluxo menstrual e combate asma.

Alamanda: Não é utilizada em obrigações, sendo empregada somente em banhos de descarrego. Na


medicina caseira ela é usada para tratar doenças da pele: sarna (coceiras), eczema e furúnculos. Para usar
é necessário que se cozinhe as folhas, e coloque chá de folhas sobre a doença.

Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito
usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para
emagrecer.

Alfazema : Empregada em todas as obrigações de cabeça. É aplicada nas defumações de limpeza, usada
também na magia amorosa em forma de perfume. A medicina popular dita grandes elogios a esta erva,
pois ela é excelente excitante e anti-espasmódico. É usada, também, como reguladora da menstruação.
Somente é aplicada como chá.

Babosa: Muito usada em rituais de Umbanda, mais especificamente em defumações pessoais. Para que se
faça a defumação, é necessário queimar suas folhas depois de secas. Isso leva um certo tempo, devido a
gosma abundante que há na babosa. A defumação é feita após o banho de descarrego. Para a medicina
caseira sua gosma é de grande eficácia nos abcessos ou tumores, além de muitas outras aplicações.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, em mistura de


outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas
no tratamento do reumatismo.
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Arrebenta cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em
hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do
aparelho respiratório em forma de xarope.

Musgo: Aplicada em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. A medicina caseira
aconselha a aplicação do suco no combate às hemorróidas (uso tópico).

Beldroega: Usada nas purificações das pedras de orixá e, principalmente as de Exu. O povo usa suas
folhas socadas para apressar a cicatrização das feridas, colocando-as por cima.

Canena Coirana: Vegetal de excelente aplicação litúrgica, pois entra em todas as obrigações. O povo a
tem como excelente estimulante do fígado.

Capixingui: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô, nos banhos de purificação e limpeza
e, também nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no
artritismo e nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no
artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no
artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no
artritismo (reumatismo articular) utilizado em banhos, mais ou menos quentes, colocando-se nas juntas
doloridas.

Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela
tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarreias sanguinolentas e à icterícia; seco e
reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.

Carobinha do Campo: Em alguns terreiros essa planta faz parte do ariaxé. A medicina caseira indica o
chá de suas folhas para combate coceiras no corpo e, principalmente coceira nas partes genitais.

Cordão de Frade: É aplicada somente em banhos de limpeza e descarrego dos filhos deste orixá. O povo
a indica para a cura da asma, histerismo e pacificador dos nervos. Também combate a insónia.

Cebola do mato: Sem uso ritualístico. A medicina caseira afirma que o cozimento de suas folhas apressa
a cicatrização de feridas rebeldes.

Celidônia maior: Não possui uso ritualístico. É indicada pela medicina caseira como excelente
medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá
também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos branco.

Coentro: Muito aplicada como adubo ou condimento nas comidas do orixá, principalmente na carne e no
peixe. Não é empregada nas obrigações ritualísticas. A medicina caseira indica esta erva como reguladora
das funções digestivas e eliminadora de gases intestinais.

Cotieira: Não sabemos ao certo se esta erva tem aplicação ritualística. Na medicina caseira ela é
estritamente de uso veterinário. Muito aplicada em cães para purgar e purificar feridas.

Erva-Moura: Esta erva faz parte dos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. Seu uso
popular é como calmante, em doses de uma xícara das de café, duas a três vezes ao dia. Essa dose não
deve ser aumentada, de modo algum, pois em grande quantidade prejudica. As folhas tiradas do pé,
depois de socadas, curam úlceras e feridas.

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Estoraque Brasileiro: Sua resina é colhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em
defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no
tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões.

Figo Benjamim: Erva muito usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de
Exu. Empregada, também, em banhos fortes para pôr fim a padecimentos de pessoa que esteja sofrendo
obsidiação ou obsessão. O povo aplica o cozimento das folhas para tratar feridas rebeldes, e banhos para
curar o reumatismo.

Hortelã brava: Empregada em obrigações de ori, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos deste
orixá. No uso caseiro é utilizada para combater o veneno de cobras, lacraus e escorpiões. É eficaz contra
gases intestinais, dores de cabeça e como diurético. É perfeita curadora de coceiras rebeldes e tiro
acertado nos catarros pulmonares, asma e tosse nervosa, rebelde.

Guararema: Em terreiros de Umbanda e Candomblé ela é aplicada em banhos fortes e nos descarregos.
Os galhos da erva são usados em sacudimentos domiciliares. Os banhos fortes a que nos referimos são
aplicados em encruzilhadas – na encruzilhada em que se tomar o banho arria-se um mi-ami-ami,
oferecido a Exu. E deve ser feito em uma encruzilhada tranquila. É um banho de efeitos surpreendentes.
Na medicina caseira esta erva é utilizada para exterminar abcessos, tumores, socando-se bem as folhas e
colocando-as sobre a tumorização. O cozimento das folhas é eficaz no tratamento do reumatismo. Em
banhos quentes e demorados, de igual sorte também cura hemorróidas.

Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento
das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropisia.

Jurubeba: Somente usada em obrigações com objectivo de descarrego e limpeza. Suas folhas e frutos
permitem o bom funcionamento do fígado e baço, garante a sabedoria popular. Debela e previne hepatite
com ou sem edemas.

Mangue Cebola: É usado apenas em sacudimentos domiciliares, utilizando o fruto, a cebola. Procede-se
assim: corta-se a cebola em pedaços miúdos e, cantando-se para Exu, espalha-se pela casa, nos recantos, e
sob os móveis. O povo usa a cebola, fruto do mangue, esmagada sobre feridas rebeldes.

Mangue vermelho: Usa-se apenas as folhas, em banhos de descarrego. O povo a indica como excelente
adstringente que possui alto teor de tanino. Muito eficaz no tratamento das úlceras e feridas rebeldes,
aplicando o cozimento das folhas em compressas ou banhando a parte lesada.

Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá das endemias.
Colhido e seco, sua folha previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador.
Também é usada como purificador de ambiente. Não possui uso na medicina popular.

Panacéia: Entra nas obrigações de ori e banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como
poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no
tratamento das doenças de pele, darros, eczemas e ainda debela o reumatismo, quando usada em banhos.

Picão da praia: Apenas na Bahia ouvimos falar que esta planta pertence a Obaluaiê. Não conhecemos seu
uso ritualístico. A medicina popular dá-lhe muito prestígio como diurético e eficaz nos males da bexiga.
Usada como chá.

Piteira imperial: Seu uso se limita às defumações pessoais, que são feitas após o banho. A medicina
popular utiliza as folhas verdes, em cozimento, para lavar feridas rebeldes, aproximando a cura ou
cicatrização.

140
Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do
estômago, tumores e abcessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas.
Muito utilizada nas doenças de senhoras.

Sabugueiro: Não possui uso ritualístico. É decisiva no tratamento das doenças eruptivas: sarampo,
catapora e escarlatina. O cozimento das flores é excelente para a brotação do sarampo.

Sumaré: Não tem aplicação ritualística ou obrigações litúrgicas. Porém possui grande prestígio popular,
devido ao seu valor curativo, promovendo com espantosa rapidez a abertura de tumores de qualquer
natureza, pondo fim às inflamações. É empregado contra furúnculos, panarícios e erisipelas, regenerando
o tecido atacado por inflamações de qualquer origem.

Trombeteira branca: Não possui nenhuma aplicação nas obrigações de cabeça. Apenas é usada nos
banhos de limpeza dos filhos do orixá da varíola. Seu uso na medicina popular é pouco frequente. Aplica-
se apenas nos casos de asma e bronquite.

Urtiga-mamão: Aplicada em banhos fortes, somente em casos de invasão de eguns. O banho emprega-se
do pescoço para baixo. Esse banho destrói larvas astrais e afasta influências perniciosas. O povo indica
esta erva na cura de erisipela, usando um algodão embebido do leite da planta. O chá de suas folhas
debela males dos rins.

Velame do campo: Vegetal utilizado em todas as obrigações principais: ebori, simples ou completo.
Indispensável na feitura de santo e nos abô dos filhos do orixá. Na medicina caseira o velame é utilizado
como anti-sifilítico e anti-reumático.

Velame verdadeiro: Possui plena aplicação em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada também
nos sacudimentos. A medicina do povo afirma ser superior a todos os depurativos existentes, além de
energético curador das doenças da pele.

Ervas de Oxumaré

Alcaparreira – Galeata: Entra em várias obrigações do ritual, utilizando-se folhas e cascas verdes.
Muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. A
medicina caseira indica como diurética, usadas as cascas da raiz. Os frutos são comestíveis e deles se
prepara uma geleia que é eficaz contra picadas de cobras ou insectos venenosos, em razão do princípio
ativo: rutinã.

Altéia – Malva-risco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras
dos orixás Nanã. Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas
inflamações da boca e garganta.

141
Angelicó – Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura
com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando o sexo masculino. A
medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não devem usar.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego,


sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa e os frutos para resolver tumores e
cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como


axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.

Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e
nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem
uma dose de suco pela manhã. O povo usa a graviola de diabetes, aplicando o chá.

Ingá-bravo: “Não conhecemos aplicação ritualística. O povo a consagra como sério


adstringente e, por isso, indica o uso das casacas, em cozimento, na cura das úlceras e feridas rebeldes,
banhando-as.

Língua-de-vaca – Erva-de-sangue: Planta empregada nas obrigações principais, nos abô e nos
banhos de purificação dos filhos do orixá. É axé para assentamentos do mesmo orixá. O uso caseiro é nas
doenças de pele, nas sifilíticas e nos resfriados.

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Ervas de Iansã/Oyá

Alface: É empregada nas obrigações de Egun, e em sacudimentos. O povo a indica para


os casos de insónia, usando as folhas ou o pendão floral. Além de chamar o sono, pacifica os nervos.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras
dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas
inflamações da boca e garganta.

Angico-da-folha-miúda – Cambuí: Só possui aplicação na medicina caseira a casca ou os


frutos em infusão no vinho do porto ou otin (cachaça), age como estimulador do apetite. Os frutos em
infusão, também fornecem um licor saboroso, do mesmo modo combate a dispepsia.

Bambu: É um poderoso defumador contra Kiumbas. O banho também é excelente contra


perseguidores. Na medicina popular é benéfico contra as doenças ou perturbações nervosas, nas
disenterias, diarreias e males do estômago.

Cambuí amarelo: Só é utilizado em banhos de descarrego. A medicina caseira indica


como indica como adstringente, e usa o chá nas diarreias ou disenterias.

Catinga-de-mulata – Cordão-de-Frade – Cordão-de-São-Francisco: Seu uso ritualístico


se restringe aos banhos de limpeza e descarrego dos filhos de Oyá. O povo a indica para curar asma,
histerismo e como pacificadora dos nervos.

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Cordão-de-Frade verdadeiro: Essa planta é aplicada em banhos tonificantes da aura e
limpezas em geral. O povo afirma que hastes e folhas, em cozimento ou chá, combate a asma, melhora o
funcionamento dos rins e beneficia no caso de reumatismo.

Cravo-da Índia – Cravo-de- Doce: Entra em quaisquer obrigações de cabeça e nos


abô. Participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo indica suas folhas e
cascas em banhos de assento para debelar a fadiga das pernas. Óptimo nos banhos aromáticos.

Dormideira sensitiva: Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina caseira indica
esta planta como emoliente, mais especificamente para bochechos e gargarejos, nas inflamações de boca.
Indicada como hipnótico, pondo fim a insônia. É utilizado o cozimento de toda a planta.

Espirradeira – Flor-de-São-José: Participa de todas as obrigações nos cultos afro-brasileiros.


Esta planta é utilizada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. Pertence aos orixás Xangô e
Yansã, porém há, ainda, um outro tipo branco que pertence a Oxalá. O povo indica o suco das folhas
desta contra a sarna e pôr fim aos piolhos. Em uso externo.

Eucalipto-limão: de grande aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego


ou limpeza dos filhos de orixá. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. Usado em
banhos de assento, é também emoliente.

Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em


algumas casas de banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como
ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na
medicina popular.

144
Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras
bebidas. O povo costuma dizer que é também ingrediente no amalá de Xangô. A medicina caseira a usa
nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.

Gitó-carrapeta – bilreiro: É de hábito ritualístico empregá-la em banhos de limpeza e


purificação dos filhos do orixá a que se destina. O povo indica na cura de moléstia dos olhos. Não
aconselhamos o uso interno.

Hortelã-da-horta – Hortelã-verde: Muito usada na culinária sagrada. Entra nas obrigações


de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. A medicina caseira o aponta
como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da
asma.

Inhame: Seu único emprego ritualístico é o uso das folhas grandes como toalha nas
obrigações de Exu. O inhame é tido como depurativo do sangue na medicina caseira.

Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o
cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropisia.

Lírio do Brejo: São usados folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de
limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes, rizomas, como estomacal e expectorante.

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Louro – Loureiro: Planta que simboliza a vitória, por isso pertence a Oyá. Não tem
aplicação nas obrigações de cabeça, mas é usada nas defumações caseiras para atrair recursos financeiros.
Suas folhas também são utilizadas para ornamentar a orla das travessas em que se coloca o acarajé para
arriar em oferenda a Iansã.

Mãe-boa: Seu uso se restringe somente aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o
reumatismo, em chá ou banho.

Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá do


trovão. Colhido e seco, previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador. Não
possui uso na medicina popular.

Maravilha bonina: Utilizada nas obrigações de ori relativas a Oyá ebori, lavagem de contas
e feitura de santo. Não entra nos abô a serem tomados por via oral. O povo a indica para eliminar
leucorreia (corrimentos), hidropisia, males do fígado, afecções hepáticas e cólicas abdominais.

Ervas de Obá

Cabe salientar que Obá usa as mesmas ervas que Yansã.

Ervas de Nanã

Agapanto: É um vegetal pertencente a Oxalá, Nanã e a Obaluayê. O branco é de


Oxalá e o lilás é da deusa das chuvas e do orixá das endemias e das epidemias. É também aplicado como
ornamento em pejis, e banhos dos filhos destes orixás. Não possui uso na medicina popular.

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Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras
dos orixá Nanã, Oxum, Oxumar6e, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas
inflamações da boca e garganta.

Angelim-amargoso – Morcegueira: Pertence a Nanã e Exu. Muito usada em


carpintaria, por ser madeira de lei. Folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã. As cascas
dizem respeito a Exu; elas são aplicadas em banhos fortes de descarrego, com o propósito de destruir os
fluidos negativos.

Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori dos filhos do orixá das chuvas. Na
medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope. Utilizada
como emostático.

Avenca: Vegetal delicadíssimo e mimoso. Tem emprego nas obrigações de cabeça e nos abô
embora ela mereça ser economizada em face de sua delicadeza para ornamento. A medicina popular
indica as folhas para debelar catarros brônquios e tosses.

Cedrinho: Este vegetal possui muitas variedades, todas elas pertencentes a deusa das chuvas. Sua
aplicação é total na liturgia dos cultos afro-brasileiros. Empregado nas obrigações de cabeça, nos abô,
banhos de corpo inteiro e nos de purificação. Excelente abô de ori, tonificador da aura. Em seu uso
caseiro combate as disenterias, suas folhas em cozimento em banhos ou chá curam hérnias. É tónico em
estados febris rebeldes.

Cipreste: Aplicada nas obrigações de cabeça e nos banhos de purificação e descarrego.


A medicina popular indica banhos desta erva para tratar feridas e o chá para curar úlceras.

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Gervão: Além de ser folha sagrada de Nanã, também é Xangô. Sem aplicação nas
obrigações rituais. A medicina caseira a indica no tratamento das doenças do fígado, levando suas folhas
em cozimento adicionando juntamente raízes de erva-tostão. O chá do gervão também debela as doenças
dos rins.

Manacá: Seu uso ritualístico se limita aos banhos de descarrego. Muito empregada na magia
amorosa. Nesse sentido, ela é usada em banhos misturada com girassol e mil-homens. O chá de suas
raízes é utilizado pela medicina caseira para facilitar o fluxo menstrual.

Quaresma – Quaresmeira: Esta arboreta tem aplicação em todas as obrigações de


cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação dos filhos da deusa das chuvas. Durante o ritual
toda a planta é aproveitada, excepto a raiz. A medicina caseira a indica nos males renais e da bexiga, em
chá.

Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva
resolve males do estômago, tumores e abcessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as
folhas socadas.

Ervas de Yemanjá

Alcaparreira – Galeata: Muito usada nos terreiros do Rio Grande do Sul. Entra nas mais variadas
obrigações do ritual, sendo utilizadas para isso folhas e cascas. Também é muito prestigiada nos abô de
preparação dos filhos, para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. As cascas e raízes
popularmente vem sendo usadas como diuréticos. Seus frutos são comestíveis e deles é preparada uma
geléia eficaz contra picadas de cobras e insectos venenosos.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás
Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas
inflamações da boca e garganta.

Aracá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de


cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura
hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.

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Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura
de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas
no tratamento do reumatismo.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina
caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em
banhos semicúpios e lavagens.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeça, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e
tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos
filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia
contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para
desenvolver a vidência.

Fruta-da-Condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. É de
grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um grande remédio para a
epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da irreversibilidade da doença.

Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e
descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose do suco
pela manhã. O povo usa a graviola nos casos de diabete, aplicando o chá.

Guabiraba anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de
purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô de ori. A medicina
popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites). Banhos demorados favorecem aos
sofredores de reumatismo.

Jequitibá rosa: Sem uso ritualístico. Para a medicina caseira ele é um poderoso adstringente. Milagroso
no tratamento das leucorreias (corrimento); o cozimento das cascas é eficaz nas hemorragias internas,
cura angina e inflamações das amígdalas.

Maçã-de-cobra: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego e limpeza. Não
possui uso na medicina popular.

Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas obrigações de ori e
nos banhos de limpeza dos filhos de Yemanjá. Os musgos são utilizados pela medicina caseira nas
perturbações das vias respiratórias.

Pata de vaca: empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos dos orixás a que
pertence. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada para exterminar diabetes, e por essa razão, é
tida como insulina vegetal. Também cura leucorreia em lavagens vaginais.

Trapoeraba azul – Marianinha: Esta planta é aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos
banhos de limpeza e purificação. Também é axé integrante dos assentamentos do orixá a que pertence. No
uso popular a erva é utilizada contra os efeitos de picadas de cobras. É também diurética e age contra o
reumatismo. Os filhos da deusa das águas salgadas banham-se periodicamente com esse tipo de vegetal.

Unha de vaca: Aplicada em banhos de descarrego dos filhos da deusa. Na medicina caseira é utilizado
como adstringente. Aplicado em lavagens locais e banhos semicúpios para combater males ou doenças do
aparelho genital feminino.

149
Ervas de Oxalá

Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi.
Não possui uso na medicina popular.

Alecrim de Tabuleiro: Erva empregada nas obrigações, nos abô e é um maravilhoso


afugentador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo nos defumadores, quer das casas de culto.
Não possui uso na medicina popular.

Alecrim do Campo: Seu uso se restringe a banhos de limpeza. É muito usado nas
defumações de terreiros de Umbanda. Em seu uso medicinal resolve o reumatismo, aplicado em banhos.

Angélica: Tem emprego ritualístico muito reduzido. Sua flor espanta influências malignas e
neutraliza a emissão de ondas negativas. É aplicado na magia do amor, propiciando ligações amorosas. A
flor também é usada como ornamento e dá-se de presente na vibração do que quer. Não possui uso na
medicina popular.

Araçá: As folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada de igual
sorte nos banhos de purificação. O povo indica esta espécie como um energético adstringente. Cura
desarranjos intestinais e põe fim às cólicas. Usam-se folhas e cascas em cozimento.

Barba de Velho: Aplicadas em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. Usa-se também
após as defumações pessoais feitas após o banho. A medicina caseira indica seu uso tópico no combate às
hemorróidas.

150
Baunilha verdadeira: Aplicada nas obrigações de cabeça e na tiragem de Zumbi. A medicina
popular indica esta erva no restabelecimento do fluxo menstrual. São usadas folhas e caule, em chá.
debela as hipocondrias, as tristezas e é energético afrodisíaco. É preconizada para pôr fim à esterilidade.

Calistemo Fênico: É uma extraordinária mirtácea que entra em qualquer obrigação de cabeça, ebori,
feitura de santo, lavagem de contas, tiragem de Zumbi ou tiragem da mão de cabeça. Medicinalmente é
usada em doenças do aparelho respiratório, bronquites, asma e tosses rebeldes. Aplica-se o chá.

Camélia: Vegetal muito usado na magia amorosa. É captadora de fluidos positivos, a flor.
Usada, aproxima uso na medicina popular.

Camomila / Marcela: Sua aplicação é restrita nas obrigações ritualísticas. Usa-se,


entretanto, nos banhos de descarrego e nos abô.

Carnaúba: Só tem aplicação em abô feito da folha, que basta para cobrir a cabeça e, depois,
cobrir-se a cabeça durante doze horas, fugindo aos raios solares. É fortalecimento da aura e alimento da
cabeça. A vela de cera de carnaúba é a melhor iluminação para o orixá.

Cinco Folhas: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
descarrego. A medicina caseira indica esta erva como eficaz depurativo do sangue.

Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira actua como debelador das
dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono
tranquilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

151
Colónia: Possui aplicação em todas as obrigações de cabeça. Indispensável nos abô e nos
banhos de limpeza de filhos-de-santo. Aplicada, também, na tiragem de Zumbi, para o que se usa o sumo.
Como remédio caseiro põe fim aos males do estômago. Usado como chá (pendão ou cacho floral).

Cravo da Índia: Utilizada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô e nos abô de
cabeça. De igual sorte, participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo
tem-no como óptimo nos banhos aromáticos, o cozimento de suas folhas e cascas debelam a fadiga das
pernas em banhos de assento.

Erva de Bicho: Usada em banhos de purificação de filhos-de-santo, quaisquer que


sejam e que vão submeter-se a obrigações de santo ou feitura de santo. É positiva a limpeza que realiza e
possante destruidora de fluidos negativos. O povo indica esta planta em cozimento (chá) a fim de curar
afecções renais.

Espirradeira: Participa em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. A medicina
do povo indica o suco dessa planta, em uso externo, contra a sarna e para pôr fim aos piolhos.

Estoraque Brasileiro: Sua resina é recolhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com
benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo
aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as
lesões.

Eucalipto / Cidra: Empregado em todas as obrigações de cabeça, em banhos de


descarrego ou limpeza de Zumbi. Na medicina caseira é usado nas afecções dos brônquios, em chá.

152
Eucalipto / Murta: Empregado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos
de limpeza. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. Recomendado também nas
doenças do aparelho respiratório.

Fava de Tonca: A fava é usada nas cerimônias do ritual, o fruto é usado depois de ser
reduzido a pó. Este pó é aplicado em defumações ou simplesmente espalhado no ambiente. Anula fluidos
negativos, afugenta maus espíritos e destrói larvas astrais. Propicia proteção de amigos espirituais. Não
possui uso na medicina popular.

Fava Pichuri: No ritual de Umbanda e Candomblé usa-se o fruto, a fava, que reduz a
pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. Aplica-se, igualmente, em defumações que atraem bons
fluidos. É afugentador de eguns e dissolve ondas negativas, anulando larvas astrais.

Folha da Fortuna (é o mesmo que saião): É usada em todas as obrigações de cabeça, em


banhos de limpeza ou descarrego e nos abô de qualquer filho-de-santo. Na medicina popular é muito
eficaz acelerando cicatrizações, contusões e escoriações, usando-se as folhas socadas sobre o ferimento.

Funcho: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e em banhos de


limpeza. Usa-se, do mesmo modo, para tirar mão de Zumbi. O povo dá-lhe bastante prestígio como
excitante e para as mulheres aumentarem a secreção de leite. Eficaz na liberação de gases intestinais,
cólicas, diarreias, vómitos. É usado no tratamento dos males aqui referidos quando se trata de crianças.

Girassol: Tem aplicação no ritual. Usa-se nas obrigações de cabeça e nos abô e
banhos de descarrego. Tem grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de eguns e
destruidora de larvas astrais. Nas defumações usam-se as folhas e nos banhos colocam-se, também, as
pétalas das flores, colhidas antes do sol. Não possui uso na medicina popular.

153
Golfo de flor branca: Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos
filhos de Oxalá. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a
disenteria e, as flores, as úlceras e leucorreia.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente,


esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia
bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas
socadas no local e, internamente, o chá forte.

Hortelã da horta: conhecida como hortelã de tempero e, deste modo, muito usada na
culinária sagrada e na profana também. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá.
Participa do abô dos filhos-de-santo. Popularmente é conhecido como eficiente debelador de tosses
rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma. É excitante e fortalecedor do
estômago.

Jasmim do Cabo: Seu uso restringe-se ao adorno de pejis em jarra ladeando Oxalá. Não
possui uso na medicina popular.

Laranjeira: As flores são aplicadas nas obrigações de ori. São também indicadas em
banhos. Para o povo, o chá desta erva é um excelente calmante.

Lírio do Brejo: Usam-se as folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de
limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes como estomacal e expectorante.

154
Malva Cheirosa: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação de
filhos-de-santo. O povo a indica para desinflamar as afecções da boca e garganta. É emoliente,
propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Malva do Campo: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. Em seu uso popular
possui o mesmo valor da malva cheirosa.

Mamona: Esta erva é muito utilizada como recipiente para se arriar ebó para Exu.
Não possui uso na medicina popular.

Manjericão Miúdo: Usada na preparação de abô e nos banhos de purificação dos


filhos a entrar em obrigações ou serem recolhidos. É considerado pela medicina caseira como excelente
eliminador de gases.

Manjerona: Entra em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e


nos abô. A medicina popular aplica-a como correctiva de excessos de excitações sexuais, abrandando os
apetites do sexo.

Mastruço: Não possui aplicação em nenhuma cerimónia ritualística. Porém na


medicina caseira é extraordinário tratamento das afecções pulmonares, notadamente nas pleurisias secas
ou com derrame. Desta erva é usado o sumo, simples ou misturado com leite. Quantas vezes o doente
queira.

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Mil em Rama: Não possui uso ritualístico. É adstringente e aromática. Indicada em
doenças do peito, hemorragias pulmonares e hemoptise.

Narciso dos Jardins: Esta erva é somente usada para o assentamento. A medicina caseira
o tem como planta venenosa.

Noz de Cola: Erva indispensável nos banhos dos filhos de Oxalá. Para o banho, rala-
se a semente, o obi, misturando-se com água de chuva. A medicina popular indica esta erva como tónico
fortificante do coração. É alimento destacado em face de diminuir as perdas orgânicas, regulando o
sistema nervoso.

Noz-moscada: Desta erva utiliza-se o pó em mistura com a canela também em pó. Isto
feito, espalha-se no ambiente caseiro ou em lugar onde se exerce atividade, para melhoria das condições
financeiras. É também usado como defumador. Não possui uso na medicina popular.

Patchouli: Erva usada em todas as obrigações de ori, ebori, feitura de santo, lavagem de
contas e tiragem de Zumbi. É parte dos abô que se aplicam aos filhos-de-santo. A medicina popular indica
o patchouli como possuidor de um princípio activo que é insecticida.

Poejo: Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que sejam os


orixás dos referidos filhos. Popularmente, atenua os males do aparelho respiratório aconselhando o uso do
cozimento das folhas e ramos. Muito eficaz nas perturbações da digestão, usando-se o chá.

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Rosa Branca: Participa de todas as obrigações de cabeça. Usa-se, inicialmente, na
lavagem do ori, ato preparatório para feitura. O povo consagrou-a como laxativo branco e aplicável no
tratamento da leucorreia (corrimento) sob forma de lavagens e chá ao mesmo tempo. Como laxativo, é
aplicado o chá.

Saião: Entra em todas as obrigações de cabeça, quaisquer que sejam os filhos e os


orixás. Utilizada também no sacrifício ritual. Medicinalmente, é utilizada para evitar a intolerância nas
crianças. Dá-se misturado o sumo, com leite. Em qualquer contusão, socam-se as folhas e coloca-se sobre
o machucado, protegido por algodão e gaze. Do pendão floral ou da flor prepara-se um excelente xarope
que põe fim a tosses rebeldes e bronquites.

Sálvia: Suas folhas e flores são utilizadas nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de
limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. Usada pelo povo como tónico adstringente. Emprega-se em
casos de suores profundos, com grande efeito positivo, contra as aftas e feridas da boca. É grande
aperiente (desdobradora do apetite).

Sangue de Cristo: Emprega-se em ebori, lavagem de contas e feitura de santo, e usa-se nos abô dos
filhos de Oxalá. É conhecido popularmente como adstringente e tônico geral. Usa-se o chá ou cozimento
das folhas como contraveneno.

Umbu: Possui aplicação em todos os actos da liturgia afro-brasileira, ebori, abô, feitura de
santo e lavagens de cabeça e de contas. Bastante usada com resultados positivos nos abô de ori e nos
banhos de purificação. O povo utiliza suas cascas em cozimento, para lavagens dos olhos e para pôr fim
às moléstias da córnea.

Ervas de Oxaguian

Cabe salientar que Oxaguian usa as mesmas ervas que Oxalá e Oxalufãn.

BOA SORTE!!!

Yalorixá Dayse Freitas Aiepeamana

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