Anda di halaman 1dari 200

Presentación

El Grupo de Estudios CIío

H a c e a p ro x im a d a m e n te d o s a ñ o s u n g r u p o d e a lu m n o s q u e e n ese e n to n c e s te r ­
m in á b a m o s d e c u rs a r e l te r c e r a ñ o d e h isto ria e n la fa c u lta d d e C ie n c ia s S o ciales d e
S a n M a re o s , n o s re u n im o s p o r v e z p r im e ra c o n e l o b je to d e d is c u tir a c e rc a d e los
n u e v o s d e r ro te r o s q u e la in v e s tig a c ió n h is tó ric a y e s p e c ífic a m e n te la p ro d u c c ió n
h isto rio g rá fic a p e r u a n a m á s re c ie n te e s ta b a to m a n d o . Así a p a r tir d e u n a s p rim e ra s
y e s p o n tá n e a s re u n io n e s fue c o m o se g estó ta m b ié n la id e a d e f o r m a r el G r u p o de
E stu d io s C lío . P o r fo rtu n a al lle v a r a d e la n te este p ro y ecto , no n o s e n c o n tr a m o s solos
sin o q u e c o n ta m o s d e s d e el p r im e r in s ta n te c o n la a y u d a d e n u e s tro s p ro feso re s,
q u ie n e s fu e ro n d e e x tr a o rd in a r ia a y u d a , d e n o se r p o r ellos h u b ie r a sid o fácil p e r d e r ­
se e n m e d io d e la a b u n d a n te c a n tid a d d e te m a s y textos q u e -so b re to d o estos últim os
a ñ o s - h a in u n d a d o el a m b ie n te h isto rio g rá fic a , o frec ie n d o al le c to r e sp e c ia liz a d o o
n o u n a h e te ro g é n e a p ro d u c c ió n c o n u n a riq u e z a de te m a s y e n fo q u e s n u ev o s real­
m e n te n o ta b le , q u e a su v ez n o s e stim u ló a se g u ir e x p lo ra n d o en n u e s tra h isto ria , con
la se g u rid a d d e q u e n in g ú n te m a e s ta b a a g o ta d o .
F u e ju s ta m e n te el d e s c u b rim ie n to d e este rico u n iv erso h isto rio g rá fic o lo q u e nos
im p u lsó a o rg a n iz a r co n u n g r u p o d e estu d io s ya c o n s titu id o e n S a n M a rc o s un
p r im e r ciclo d e co n fe re n c ia s, d e s tin a d o a m o s tr a r d ife re n te s e n fo q u e s a c e rc a ' d e un
p e r io d o d e n u e s tra h isto ria p o r el cu a l se n tim o s especial p re d ile c c ió n c o m o cam p o
d e estu d io s: la c o lo n ia . D e e s ta f o r m a d esfila ro n p o r n u e s tra fa c u lta d in v estig ad o res
d e la ta lla d e N u r ia S ala i V ila, W a ld e m a r E sp in o z a , M a n u e l B u rg a y J e sú s C o sa m a ló n .
E stas p re se n ta c io n e s tu v ie ro n g r a n a c o g id a y el e n tu s ia sm o d e los a lu m n o s q u e llen a­
ro n los sa lo n es p a r a e s c u c h a r a los in v ita d o s n o s m o tiv ó a p r e p a r a r u n n u e v o ciclo de
conferencias sobre u n tem a p o c o e s tu d ia d o e n n u e s tra u n iv e rsid a d : los estu d io s h istó ri­
co s d e g é n e ro . P o r su e rte n u e v a m e n te tu v im o s la c o la b o ra c ió n d e in v estig ad o res
a m ig o s, e n esp ecial ele d o s p e rso n a s q u e d e d ic a n p a rte d e su tie m p o a d ifu n d ir la
h is to r ia a tra v é s d e co n fe re n c ia s. C ó m o n o r e c o r d a r el apo y o q u e M a rg a r ita Z e g a rra
y S c a r le tt O ’P h e la n n o s p r e s ta r o n a tra v é s del T a lle r P e r m a n e n te d e H is to ria -
C E N D O C (C e n tro d e D o c u m e n ta c ió n d e la M u je r). E sta vez fu e ro n P a tric ia O lia rt,
M a r g a r ita Z e g a rr a , T e re s a V e rg a ra y P au l R izo P atró n q u ie n e s a c c e d ie ro n a p re s e n ­
t a r a n te u n n u m e ro so p ú b lico , d o n d e se c o m b in a b a n e s tu d ia n te s d e las u n iv ersid ad es
S an M areos, Católica yV illarreal, el fru to d e sus c o n c ie n z u d o s tra b a jo s d e in v estig ació n .
La revista Diálogos

Al c o n flu ir aquel a ñ o 1997 n o p u d im o s m enos q u e sentirnos satisfechos con el


tra b a jo realizad o y con la co n statació n de q u e la sed in contenible de conocim ientos,
la recep ció n de nuevas ¡deas y el d eb ate de éstas, cualidades q u e sie m p re h ab ían
cara c te riz a d o el espíritu del estu d ia n te san m arq u in o , p e rm a n e c ía n in ta c ta s en nues­
tros co m p añ ero s. Sin em bargo, algo nos a g u ijo n eab a un poco. E ra el h e d ió de q u e el
a lu m n o d e n u e s tra ra sa de estudios n o te n ía ganas sólo de escu ch ar sino ta m b ié n de
d a r a co n o cer los resultados de los trab ajo s de investigación qu e silenciosam ente y
p o r estím ulo de n uestros profesores realizab an en archivos y bibliotecas. N osotros
m ism os ten íam o s n ecesidad de ello y fue d u ro e n c o n tra rn o s con q u e los espacios
d o n d e el alu m n o p o d ía p u b lic a r sus trab ajo s eran m uy reducidos. F altab an m edios
de ex presión escrita. F ue resp o n d ien d o ju stam en te a esta falta de espacios p a r a los
nóveles h isto riad o res que u n a idea se fue fo rm a n d o en n u e stra m en te: p ro d u c ir n u es­
tro p ro p io m ed io de d iv ulgación com o un espacio a b ie rto d o n d e los h isto riad o res en
ciern es y los profesionales p u d ie ra n in te rc a m b ia r conocim iento s nuevos a ú n fu era de
un salón de clases.
P o r d esg racia p ro n to nos d im o s c u e n ta de lo difícil q u e es h a c e r u n a p u b licació n
en n u estro país, so b re to d o c u a n d o se es estu d ia n te y no se ha te n id o u n a ex p erien cia
p rev ia. P ero p o r fo rtu n a o tra vez tu v im o s el apoyo y orien tació n de m u ch as p erso n as
d e n tro y fu era d e n u e stra universidad q u e tu v iero n la deferencia de e sc u c h a r p a c ie n ­
te m e n te los proyer tos en tusiastas d e jó v e n e s a q u ien es h a b ía n ten id o to m o alu m n o s
o q u e co n o cían p o r vez p rim e ra . N u n c a p o d rem o s olv id ar aquellas p rim e ra s conver­
saciones co n n uestros m aestros M an u el B u rg a, S carlett O 'P h e la n . L uis M iguel C lave,
F ran cisco Q u iro z y W alriem ar E sp in o za q u ien es al m arg en de sus m ú ltip le s activ id a­
des se d iero n tiem po p a r a r e c ib ir n o s e n su s casas, al igual q u e T eresa V erg ara
O r m e ñ o . C ristó b al A ljovín, C la u d ia R o sas, R ic a rd o P o rto c a rro ro , C ristin a A n a
M azzeo , R a ú l A d an aq u é , A lejan d ro Reyes F lo res y A ugusto Ritiz Z evallos, etc., q u ie ­
nes n o sólo nos d iero n valiosas ideas sino q u e inclusive n o s p ro p o rc io n a ro n in te re sa n ­
tes co lab o racio n es escritas p a r a este n ú m ero . Incluso fue realm en te g ra to q u e inves­
tig ad o res q u e se e n c o n tra b a n de paso p o r L im a tales com o N u ria S ala, N ils ja c o b s e n ,
C h arles W alker, A ntonio A n n in o , C a rm e n M cE voy o L eo O aro fa lo -e n tre otros-
m an ifestaran tam b ién vivo en tu siasm o p o r nuestro proyecto.
U n a vez re u n id o el m a te ria l nos e n fre n ta m o s co n el sig u ie n te p ro b le m a : el
fin a n ria m ie n lo . D eb em o s a g ra d e c e r a nuestras a u to r id a d e s en las p e r s o n a s del
d ec a n o d o c to r V íc to r A. M e d in a F lores y el pro feso r Luis C ajavilca N av arro q u ie ­
nes sup iero n ap reciar el v alor de este m e d io tic divulgación y no d u d a ro n en p re sta r
su ap o y o m aterial. Ig u alm en te al Ing. C é sa r Shikiya T itira, p resid en te de G ushikavva
K yokai del Perú d e la A sociación O k in aw en sc del P erú, p o r el tiem p o p re sta d o y su
valioso aseso ram ien to , así co m o al Sr. C arlo s H iraoka T orres, g e re n te g e n e ra l de
Im p o rta c io n e s H ira o k a S.A., sin cuyo a p o rte eco n ó m ico h u b iera sido im posible esta
p u b licació n .
Es necesario ex p resar q u e la po sib ilid ad de q u e esta p u b licació n vea la luz se d ebe
en g ra n p a rte a u n h ech o fu n d a m e n ta l: en la U n iv ersid ad N acio n al M a y o r de S an
M a rco s las cosas son m u y d istin tas a las q u e o c u rría n h asta h a c e unos tinos. A lrota
vivim os u n clim a d e re o rd e n a m ie n to q u e a m uchos p a re c e rá discutible, p e ro q u e es
real. N osotros, los a lu m n o s cine cu rsam o s los últim os añ o s d e la c a rre ra d e historia
n o vivim os en c a rn e p ro p ia las situ acio n es q u e a nuestros co m p añ ero s, eg resa d o s ya,
les to có vivir, así q u e no p o d e m o s d a r un testim onio d e vida. Sin e m b a rg o si p o d e m o s
h a b la r p o r este tiempo, n u estro tiempo, y d eb em o s d ecir con satisfacción q u e el clim a

6
a c a d é m ic o q u e se resp ira e n tre los e stu d ia n te s es re a lm e n te estim u lan te. C a d a vez
su rg en n u ev o s g ru p o s d e estu d io s fo rm a d o s p o r a lu m n o s d e los p rim e ra s a ñ o s q u ie ­
nes áv id o s d e c o n o c im ie n to s se ace rc a n a los a lu m n o s de a ñ o s su p e rio res y a los
p ro feso res p a r a p re g u n ta rle s a c e rc a de los te m a s m ás v a ria d o s d e n u e s tra h isto ria o
p a r a in v itarlo s a co n feren cias o rg a n iz a d a s ín te g ra m e n te p o r ellos. E stos m ism os alu m ­
n o s e n c u e n tra n in g en io sas m a n e ra s p a r a e s ta r actu alizad o s, v isita n d o las n u m ero sas
b ib lio tecas y arch iv o s d e L im a o e q u ip a n d o , a co sta de g ra n d e s esfuerzos, u n a b iblio­
te c a co n los tex to s m ás recien tes e n su C e n tro de E stu d ian tes. N o p o d e m o s m e n o s
q u e se n tirn o s e x p e c ta n te s p o r estas n u ev as p ro m o c io n e s q u e e stá n to m a n d o co n
e n tu sia sm o y se ried ad la investigación h istó rica, al p u m o q u e estam o s seguros q u e en
los añ o s v e n id e ro s n u estro s c o m p a ñ e ro s d e estudios d a rá n a c o n o c e r los frutos d e sus
tra b a jo s p la sm a d o s en só lidas tesis.
E n su m a , c o m o p u e d e verse, n u estro objetivo fu n d a m e n ta l es h a c e r q u e la c o m u ­
n ic a c ió n e n tre las g e n e ra c io n e s c o n sa g ra d a s y las jó v e n e s g e n e ra c io n e s de h isto ria­
d o re s tra sc ie n d a el esp acio c e rra d o de u n salón d e clases o a ú n d e u n a univ ersid ad .
D e a h í el n o m b re d e n u e s tra revista b i ó l o g o s p o rq u e es u n esfuerzo p o r estim u la r­
lo, b u sc a n d o q u e sea lo m á s to le ra n te posible al ex p resa rse p u n to s d e vista diferen tes
p ro d u c to d e diversos en fo q u es teó rico s y m eto d o ló g ico s p ro p io s d e c a d a investiga­
dor. P ero a d e m á s es en Historia y a q u e el c o n o c im ie n to h istó rico y su d iv u lg ació n es
n u e stro in terés, m o tiv a d o s p o r u n a vocación q u e en los d o s a ñ o s q u e lleva fo rm a d o
n u e s tr o g r u p o d e e s tu d io s n o h a d e c a íd o , s ie n d o su e n tu sia sm o a ú n m ayor. P or
ello n o s la n z a m o s co n este p r im e r n ú m e ro a la a v e n tu ra e d ito ria l p u e s som os co n s­
cien tes q u e el m e d io escrito es la m e jo r vía p a r a a c c e d e r a m á s y m e jo r in fo rm ació n .

Este número

L le v an d o a c a b o lo s p ío p ó sito s e n u n c ia d o s a r rib a , iniciam o s la p re se n te p u b lic a ­


ció n c o n u n a secció n d e in v estig ac io n e s d o n d e se m u e s tra n tra b a jo s in é d ito s de h isto ­
ria d o re s p ro fesio n ales así c o m o ta m b ié n artícu lo s escritos p o r e stu d ia n te s d o n d e se
c o m b in a in fo rm a c ió n b ib lio g rá fic a c o n el m á s serio análisis d o c u m e n ta l. E ste a p a r ­
ta d o tie n e u n a h o m o g e n e id a d m á s te m p o ra l q u e te m á tic a , las inv estig acio n es q u e lo
c o n fo rm a n se e n m a rc a n e n lo q u e es la h isto ria colonial p e r u a n a . El m ism o se a b re
c o n el artíc u lo d e L u is D a río S a lc e d o q u ie n d e s e n tra ñ a los in tereses p olíticos q u e se
e sc o n d ía n e n el sim b ó lico a c to d e la to m a d e posesión real o a d ju d ic a c ió n al p a tr o ­
n a to regio d e u n h o sp ita l d e n a tu ra le s. C ristin a A n a M a z z e o a n a liz a la d efe n sa del
siste m a p a trim o n ia l p o r p a rte d e l C o n s u la d o d e L im a a n te las in n o v acio n es del E sta ­
d o B o rb ó n ico . L a h isto ria ru ra l lim e ñ a es el te m a q u e nos p re se n ta T eresa V ergara
O r m e ñ o ex p lo ra n d o e n su tr a b a jo la relació n e n tre la c a p ita l v irre in a l y las tie rra s de
los valles q u e la c irc u n d a b a n . S alien d o del te m a d e lo lim e ñ o e s tá el e s tu d io d e R a ú l
A d a n a q u é so b re las a c tiv id a d e s p ra c tic a d a s p o r los caciq u es C h a y h u a c d el n o rte en
su a d a p ta c ió n al sistem a co lo n ial. A c o n tin u a c ió n Jo s é C h a u p is T o rees o b se rv a el
im p a c to d e la re fo rm a eclesiástica b o rb ó n ic a so b re la p a r ro q u ia d e in d io s d e C h in c h a
a trav és d e u n a m ic ro h is to ria d e v io len cia c o n diversos niveles d e in te n sid a d . F in a l­
m e n te A lejan d ro Reyes F lores ex p lo ra el sistem a esclavista en las h a c ie n d a s C a sab lan ca
y L a Q u e b r a d a c e n trá n d o s e e n su s estrateg ias e co n ó m icas y e n lo s pro ceso s d e resis­
te n c ia d e la p o b la c ió n esclava.
N u e s tra secció n en sayos, e n c a m b io b u sc a p r e s e n ta r artíc u lo s d e reflex ió n a c e rc a
d e la p ro d u c c ió n h isto rio g rá fica p e r u a n a , sus p ro b le m a s d e fu e n te s y m eto d o lo g ía
así c o m o el n im b o q u e el c o n o c im ie n to histórico está sig u ien d o to d a vez q u e las
fo rm a s d e h a c e r h isto ria c a m b ia n de g e n e ra c ió n en g e n e ra c ió n , lo cu al h a c e n ecesa­
rio u n a c o n sta n te reflexión ac e rc a de lo qu e h ac e m o s y h a c ia d o n d e v am o s co m o
h isto riad o res. C o m ie n z a esta sección co n la reflexión d e L uis M ig u el G la s é e n to rn o
al o b je to d e la h isto ria en el P erú : sus te m a s d e estu d io , su lu g a r o sitio en la so c ied ad
y su u tilid ad . F ran cisco Q itiro z h a c e u n b a la n c e d e la la b o r d e las ú ltim as p ro m o c io ­
n es d e h isto ria d o re s p e ru a n o s. A c o n tin u a c ió n A u g u sto R ttiz Z cvallos h a c e u n d ia g ­
n ó stico del d iscu rso h istó rico a c a d é m ic o y la situación en q u e se e n c u e n tr a fre n te a la
crisis d e la p o lítica y su c a d a vez m á s n e c e sa ria re fu n d a c ió n . U n r e c u e n to d e los
estu d io s a c e rc a d e las c o fra d ía s p e ru a n o co lo n iales es el te m a q u e e x p lo ra YValter
V eg a. P o r ú ltim o M iguel D el C astillo h a c e u n a c o n trib u c ió n al e s tu d io del a n a rq u is ­
m o e n el P erú e n g ro sa n d o las escasas fu en tes d o cu m en tales.
L a sección en trev ista tie n e la in ten ció n d e re g istra r valiosos te stim o n io s d e inves­
tig a d o re s d e re c o n o c id o p restig io p ro fu n d iz a n d o en su le m a d e e sp e c ia lid a d , p e ro
ta m b ié n c o n v e rsa n d o d e p ro b le m a s m eto d o ló g ico s y teóricos, c o m o d e sus investiga­
cio n es e n m a rc h a , sin d e ja r d e lad o la p o lé m ic a y la d iscu sió n . T o d o s estos asp ecto s
se reco g en en la en trev ista re a liz a d a a la re c o n o c id a historiador.) S carlett O ’P h elan .
E n la sig u ien te secció n p o n e n c ia s, p re se n ta re m o s los tra b a jo s m ás c o m e n ta d o s c
in te re sa n te s ex p u esto s en los d iferen tes eventos realizad o s ta n to d e n tr o c o m o fu e ra
d e n u estro p aís sil) g u a r d a r a lg u n a p red ilecció n te m á tic a o te m p o ra l. E sta se inicia
co n la c o n trib u c ió n de C a r m e n M cK voy so b re las d ife re n te s p e rsp e c tiv a s d e o rg a n i­
zació n y d efin ició n de los espacios p ú b lico s d u r a n te la c a m p a ñ a ele c to ra l d e 1872.
L uis C a ja v ilca N a v a rro d esarro lla el terna d e la larg a resistencia de los h o m b re s an d in o s
fre n te a los co n q u ista d o re s esp añ o les. T e rm in a m o s la sección co n el tr a b a jo d e C ris ­
tin a F ló re z en to rn o a la co n flictiv id a d é tn ic a en el re in o ca ste lla n o e n tre los p e n in s u ­
la re s y sus m in o ría s en la e ta p a final de la E d a d M e d ia.
F in a lm e n te e n n u e s tra sección n o tas p re se n ta re m o s c o m e n ta rio s a c e rc a de los
m á s v ariad o s te m a s y g én e ro s co n resp ec to al c a m p o de la h isto ria. A p ro p ó sito de
esta sección a p ro v e c h a m o s este p rim e r n ú m e ro p a r a a d h e rirn o s co n to d o en tu sia sm o
al m e re c id o h o m e n a je q u e le rin d e el p ro feso r M a d c o re n a a la d o to ra E lla D u n b a r
T e m p le d e s a p a re c id a el p a s a d o añ o .
C o m o h a b r á p e rc ib id o el le c to r será la to tal p lu ra lid a d de ideas y en fo q u es lo qu e
c a ra c te riz a rá n u e s tra p u b lic a c ió n , a u n q u e sie m p re sig u ien d o el o rd e n q u e d ic ta rá la
te m á tic a a la q u e r aya d e d ic a d o el n ú m e ro c e n trá n d o se esta p r im e ra e n tre g a en la
H isto r ia C olonia l e H isto rio g ra fía P a v a n a . C o n s id e ra n d o qu e es n e c e sa rio q u e la f o rm a ­
ció n q u e se b rin d a en las au la s d e b e ser c o m p le m e n ta d a co n el a c e rc a m ie n to e n tre
los a lu m n o s y los in v estig ad o res p e ru a n o s y p e ru a n ista s, esta p lu ra lid a d de p o stu ra s
es im p o rta n te e n riq u e c ie n d o de este m o d o las investigaciones fu tu ras.

Los Directores
d i á l o g o s . N °l, 1999 A rtíc u lo s

Intereses en conflicto y consenso necesario:


La toma de posesión real del Hospital de Indios
Santa Ana de Lima. 1564
Luis D arío Salcedo
UNMSM-Clío

El Hospital y su representatividad en la sociedad

La institución hospitalaria singc ron la iglesia medieval, Desde el Alio Medioevo


los hospitales comienzan a orientarse liaría la práctica caritativa cristiana, y entrado
el Bajo Medioevo, (siglos X ll al XIII-, las cruzadas darán inicio a la l'onnaríón de
órdenes militares que fundarán a su ve/ hospitales propios, secularizando esta institu­
ción del seno de la iglesia regular, que la dio a luz íl.assegue 198+). Es en este periodo,
donde la idea de la muerte, estuvo siempre presente debido a las cruentas y constantes
guerras así t omo tam bién a las epidemias y pestes que experim entaron, en que el
hospital va colocándose en una posición central de la sociedad; un lugar donde los
ricos podían practicar la raridad y los cnlcrmos pobres m orir gozando de las virtudes
cristianas. La im portancia de ésta institución perduró entrada la “edad m oderna”, v
ello se ve reflejado al ocupar un lugar im portante entre Lis preocupaciones de los
teólogos m orales Juan Luis Vives nos b rin d a im lusive u n a definición de ellos:

"llamo hospitales aquellas (asas en que se alimentan y emeian las eiifnms, ai que smleatun un cierta
número de necesitados, se edunw las uiiios r niñas, se oían ¡os espánten, se encierrau los heos ypasea
SU vida los ciegos. Sepan los que gobiernan la ciudad que Indo esto pertenece a su cuidado;
na liar sujeto alguno a quien se permita excusarse o eximirse alegando por causa las teres de
las /natluiloies" (Vives 1958: 281).

Ls interesante apreciar la amplia visión social de que está cargada esta definición,
el control social está presente, asi tom o la piedad cristiana, dos factores propios de los
emergentes reinos cristianos occidentales durante el siglo X Yl; esto último es confir­
mado por la preocupación de Vives para que sea el listado quien se preocupe de
estas instituciones.
Al trasplantarse la sociedad española a las Ainéricas, traerían po r ende consigo la
prioridad de la fundación de estas instituciones, y a la vez la recrearían según sus
propias características: tina sociedad estamental basada en una diferenciación étnica.
Los hospitales de españoles, negros y de Indígenas, cada tino ele ellos con una similar
organización peto con distintos motivos fundacionales, se ofrecen como exponentes
de tal realidad.
P ata el caso p e ru a n o , la p reo cu p ació n p o r la fun d ació n de un hospital se
dio m uy te m p ra n a m e n te : la fundación del H ospital R eal, en 1545, q u e luego
se co n v ertiría en el de San Andrés, fue concebido, proyectado y construido por
ultra del C abildo secular, y por las autoridades administrativas virreinales. De esta

9
m anera d Cabildo ejerció el patronato y lo cedió al Rey y al Virrey, su representante,
quienes se preocuparon po r su dotación (Vargas ligarte: 1959). En este caso, la pre­
sencia eclesiástica en la fundación íiie mínima. Todo lo contrario a lo ocurrido con
los hospitales de indígenas; en donde la partidpación de la iglesia es notoria y hasta
protagónica, como sucedió en Santa Ana de Indios.
La importancia que encierra un hospital de indios en la sociedad hispanoameri­
cana colonial difiere en muchos aspectos con la que actualmente representan estas
casas de salud. Si bien la naturaleza curativa estuvo presente, y es en sí su último fin,
el hospital colonial posee funciones que van mucho más lejos de la simple asistencia
pública. Responden a una época y a sus propias concepciones del orden social.
Resulta importante entonces efectuar un análisis más detallado de estas instituciones
que usualmente pasan desapercibidas en los estudios actuales1, pero que para los
protagonistas de la époea representaron una institución básica en la configuración
del bienestar no sólo físico sino también espiritual e inclusive cultural de la sociedad
en general. ¿Cómo entenderse de otra m anera la preocupación promovida por la
misma Corona española de que cada pueblo de indios posea un hospital?.
El 1lospital de N uestra Señora Santa Ana, símbolo de los hospitales d e n atúrales
del virreinato peruano no estuvo exento de tal importancia. Su fundación permite
apreciar los aspectos, el valor y los intereses que poseía intrínseco una importante
obra pía, es decir un lote de bienes que separados de los demás que el fundador
disponga, se destinaban perpetuamente a un fin religioso.
Las características de la sociedad hispanoamericana giraban en torno a princi­
pios religiosos, tocio ello producto de un peculiar “ingreso al renacimiento” que no
significó, a diferencia de otros pases europeos, un alejamiento de la Iglesia Católica.
Por lo tanto, las obras e instituciones públicas mantuvieron su notorio perfil eclesiás­
tico y los hospitales no escaparon a ello. Más bien desarrollaron dos aspectos que
para la época resultaban sumamente cruciales: la caridad y el descargo de concien­
cia, piedras angulares de una sociedad que vivía con la idea de un “Juicio Final’’2.
Muchos otros hospitales de naturales se fundarían durante el siglo XVI a lo largo
del territorio peruano, por iniciativa generalmente religiosa pero también de particu­
lares “notables” como militares y encomenderos; sin embargo, inclusive en estas fun­
daciones, siempre acudía la intervención eclesiástica. De esa m anera apreciamos ca­
sos como el Convento-hospital de Parinacochas, analizado desde una perspectiva
jurídica por Juan Bautista Lasscgue, en el cual el primigenio patronato del hospital
por parte de un encomendero particular, le fue arrebatada por el control eclesiástico,
y luego por el estatal quienes se impusieron definitivamente hacia el gobierno de
Francisco de Toledo (Lasscgue 1984), Esto se explica por la fundón evangelizadora
de estas rasas de salud; función que las diferenciaba totalmente de los otros hospitales
y por ende las ubicaba plenamente en el campo de acción eclesiástico a! ser la evan­
gelizado!! la principal tarea de la Iglesia en América. Pero a la vez capturaban por
ello la atención del Estado español, cuya única justificación para el asentamiento
colonial era justamente la evangelización del indígena.
Analizar con atención las ordenanzas de los hospitales de naturales nos amplia
esta visión. El Hospital de Santa Ana, cuyas constituciones fueron redactadas por.su
fundador, Jerónimo de Loaysa, poseyó esta configuración. En ellas se aprecia una
enorme preocupación que va más allá del amparo físico del indígena, la curación es
asimilada como un instrumento delfín principal3. Inclusive la “ Sala de Incurables”
-de la cual muchos autores rescatan de m odo anecdótico la nefasta im agen
que adquirió el hospital en la mente de los indígenas quienes lo tildaron de “casa
de muertos” (Olmedo 1990b)- fue construida justam ente para desaparecer esta mala

10
re p u ta c ió n . L a sala co n sistía de u n a p o s e n to s e p a ra d o de los tre s p rin c ip a le s
d o n d e llev ab an “a m o rir los d e s a h u c ia d o s p o rq u e los d e m á s in d io s no los
v e a n ’’ (O lm ed o 1990b: 584). El Arzobispo justificó claram ente dicha decisión: la
m ala im agen aten tab a contra la piadosa función de cristianización del indígena1.
C om o vemos el Hospital de S anta A na ponía en lugar secundario la curación de
los naturales frente a la evangelización; p o r ello se explican todas las instituciones
pias que se fueron levantando alrededor de él. Así el 7 de noviem bre de 1549, el
A rzobispo Loaysa fundaría u n a capellanía p ara el “cuidado espiritual de los indios”
y asim ism o “p o r la m u cha obligación que a la conservación y conversión de los
naturales tenem os” (Lissón 1944); la Iglesia del hospital, infaltable, adquiriría m ucha
im portancia h asta constituirse en p arro q u ia entre 1567 y 1568, las cofradías se insta­
larían a lo largo de los siglos X V I y X V II, etc. L a gran acogida que tuvo este hospital
en la sociedad lim eña a ¡o largo de los siglos X V I y X V II, no liare m ás qu e confir­
m ar esta rasión.
Santa A na d e Indios fue fundado p o r auspicio e iniciativa del prim er A rzobispo
de L im a fray Jeró n im o de Loaysa quien se abocó d u ran te los últim os años de su vida
casi en teram en te al cu idado y erección de su hospital. El A rzobispo escogería la
advocación n o p o r azar com o a veces se acostum braba, si no p o r razones explícitas:
Santa A na y San Jo a q u ín , patriarcas de la Iglesia y abuelos de Jesucristo eran carac­
terizados por su gran p reocupación hacia los pobres, conociéndose de ellos el hecho
de h ab er partid o sus bienes con los desam parados. E ran pues sím bolos de la caridad
y com o tales, idóneos p a ra un hospital, y e n especial p a ra un o de naturales, conside­
rados p o r la sociedad d o m inante com o “pobres indios” '.
A pesar del g ran im pulso que dio el A rzobispo en la fundación del hospital que
inclusive le fue reconocido y agradecido p o r el soberano español1’, en ninguna o ca­
sión se adjudicaría la p ro piedad del hospital, es decir ja m á s contradijo la auto rid ad
del Patronato Regio, com o si lo hiciera C ortés en M éxico y qu e provocó la abierta
contradicción con la C o ro n a7. Efectivam ente, el arzobispo adjudicaría el hospital al
Real Patronazgo u n 3 de m arzo de 1564, 35 años después d e su fundación. T o m a de
posesión en nom bre del Rey qu e n o se dio tam poco de m odo pacífico y arm ónico,
aunque sí consensual; en don d e d e ninguna m an era el p atro n ato del Rey representó
una m erm a de la autoridad arzobispal sobre esta im p o rtan te ob ra pía. L a interesante
intervención de la A udiencia lim eña en este aparente sim ple acto de la tom a de
posesión real del Hospital de S an ta A na, encierra aú n un a dim ensión m ás en la
p ro fu n d a im p o rta n c ia q u e a c a r r e a b a n los h o sp ita le s d e n a tu r a le s d u r a n te ,
específicamente la sexta década del siglo X V I.

Caridad y descargo de conciencia: instrumentos de control social

H acia el siglo X V I, específicam ente d u ran te el período del gobierno de Felipe II,
E s p a ñ a e x p e rim e n ta u n in te r e s a n te c a m b io q u e se e x p re s a a tra v é s d e lo s
in tereses de la C o ro n a y de los discursos de los teólogos m orales, brazo ideológico
del reino. El m o n arca hispano desarrollaría de esa m an era interesantes proyectos
políticos e n to rn o al asentam iento definitivo del p o d er del E stado sobre la Iglesia al
redactarse hacia 1574 la Real C é d u la del P atronato Regio. P ara ese p eríodo los
dom inios am ericanos hallábanse plenam ente asentados al igual que la Iglesia, que
inclusive h ab ía realizado e n Lim a tres concilios generales.
Pero todos estos proyectos no surgieron azarosam ente; el estudio de los tratados
de teología m oral8, nos m uestra de u n a m an era explícita la tendencia de cam bio po r

11
la que atravesaban los pensadores del régimen español. Un cam bio que apuntaba
hacia el fortalecimiento del Estado y la asunción de funciones antes realizadas por
particulares o de exclusividad eclesiástica. Sin em bargo distó m ucho de ejercerse ya
que las disposiciones dadas desde la corte m adrileña se som etían a las realidades
virreinales e inclusive locales en cuanto a su aplicabilidad. En este sentido tos intentos
de m odernización efectiva del Estado español no fueron más allá de edictos, cédulas
y tratados de teología.
U n a prime-ra observación a estas obras nos perm ite acercarnos a la im portancia
del hospital de naturales dentro de la sociedad. En prim er lugar la caridad sobresale
com o una dem anda com ún de todos los pensadores morales españoles del siglo XVI.
U n conjunto de ideas tomistas escolásticas y renacentistas moldean los discursos en
to m o a la caridad: u n a virtud esencial, vínculo de reciprocidad que articula una
sociedad altam ente corporativa pero que se m atiza con algunos principios m odernos
e ideas que algunos autores consideran “burgueses"*. D e ese m odo la imagen de la
providencia divina que conservaba el orden social jerárquico se ve atravesada p o r los
principios de riqueza y pobreza económica que iban poco a poco convirtiéndose en
determ inantes, llegando a convivir y adaptarse a una sociedad estam ental. En estas
circunstancias el concepto de caridad que delinean los teólogos m orales va encajan­
d o precisam ente para esta nueva sociedad ya no feudal pero tam poco plenam ente
m oderna.
La caridad se presenta com o asistencia al pobre, esto resulta un deber para la
clase social oslentosa de riqueza, aunque dadas las propias características de la socie­
dad española del siglo X V I, este deber es m ás asum ido com o necesidad e interés"’.
Necesidad p o r las mismas creencias sociales y religiosas, e interés po r la carga de
prestigio que traía consigo la asistencia al pobre. C om o prueba de ello podem os
apreciar la profusa afición de la sociedad española en general en torno a la fundación
de obras pías particulares y más aún, la form ación de cuerpos conlralernales destina­
dos a estas actividades com o las cofradías y herm andades, rápidam ente asumidas
inclusive por los grupos étnicos no europeos, aunque sus motivaciones puedan resul­
tar radicalm ente distintas.
L a imagen del prestigio social que acarreaba la aplicación de la caridad implica­
b a que esta se adapte perfectam ente a la estam aitalidad social. De esa m anera los
tratadistas morales, influenciados por notorias ideas tomistas, explican la existencia
de diferencias sociales jerárquicas en base a esta virtud11. La vida terrenal disímil
donde unos nacían nobles o ricos y otros pobres existía para que pueda practicarse la
virtud de la caridad y desarrollar la “existencia” hum ana va que en el reino “celes­
tial” estas diferencias no aparecerían; inclusive la pobreza se explica en relación a
esta virtud1-. Amitos estados resultan proveídos por Dios y por lo tanto justos, y com o
justos debían ser recíprocos. El principio caritativo perm itía la reciprocidad entre
ellos: los ricos p o r “las haziendas que Dios les dio”, tenían la obligación de ayudar a
los pobres, y el pobre al recibir tal caridad debía y estaba obligado a ser agradecido
y leal a su bienhechor. Rasgos de una posible relación señorial se esbozan de ese
modo, la expresiva frase de Ju an Vives nos resume lo antes referido:

“estando todas pnwistcis; hahrá mayor quietud en el ¡M ico. se verá una ¿mili concordia en todos, na
envidiando al más rica ti que es mis ¡mitre, que antes le amará como a su bienhechor: ni el más rico
mirará como sospechoso a! que es más pobre; miles le amaré, coma que es la morada y centro de su
beneficio y dekdojcwoi; porque la n a h m lt’a misma nos inclina a amar a los quefm 'om m os,y de este
modo una gracia es origen de oírte’. (Abres 1953: 29G)l:í
Pero si bien la caridad se encu m b rab a com o la virtud principal a acum ular p a ra
ser m erecedor de un destino celestial, otra necesidad cultural m archaba de la m ano
de ella: la expiación de los pecados o el descargo de la conciencia, aspecto esencial de
una sociedad que, en p alabras de Josefina M uriel tenía “siem pre ante los ojos la idea
de la m uerte, del juicio, del infierno y del cielo” (Muriel 1990: 13). En la sociedad
hispanoam ericana del siglo X V I el descargo de conciencia estaba presente; las em ­
presas de conquista, la explotación de las encom iendas y el m ism o gobierno colonial
conllevaron a los actores sociales a com eter acciones po r las que su conciencia les
exigiría u n a redención. C om o clara expresión de ello podem os rastrear aquélla p re ­
ocupación en las cláusulas de fundación de obras pias com o las capellanías y los
hospitales, que en esta ocasión m otivan nuestra atención; p ara “restituir” lo nial
ganado o disipar los “que se hallaran confusam ente obligados” ". D adas las caracte­
rísticas de esta necesidad m oral, era sum am ente aplicada en los altos estam entos
sociales, y en especial p o r las autoridades del Estado.
La carid ad y el descargo de conciencia, virtuosos deberes que confluían en la
obra p ía, o cu p ab an , com o hem os visto un lugar esencial en la sociedad que estudia­
mos, p o r lo que la preocupación de los proyectos de reform a de Felipe II debían
ap u n tar y ap u n taro n tam bién hacia ellas. El control estatal de la distribución de la
caridad y de la beneficencia (entendidas com o control social) se veían im prescindibles
y, a su vez, esta distribución se efectuaba a través de las obras pias. D om inarlas p e r­
m itiría en últim a instancia el control de las virtudes m orales y, por ende, de la stxáe-
dad en general.
Estos principios d e reform a no m arch ab an aislados sino q u e se en m arcab an en
todo un proceso que iba de la m ano con el proyecto de control eclesiástico q u e los
reyes españoles buscaban desde la unificación y reconquista. El p atronato regio se
convirtió así en el fin esencial que la m onarquía persiguió desde fines del siglo X V y
que vería concretada Felipe II en 1574; finalidad de ia que tocia autoridad española
era consciente y asum ía sin contradicción, au n q u e en cu an to a su aplicabilidad elec­
tiva, recién con las reform as borbónicas, el p atronato regio asum irá un cariz m ás
pragm ático y m enos teórico. D u ran te el siglo X V I, si bien existía un claro interés en
el fortalecim iento del p o d e r m onárquico, la corona cuidaba de no q u e b ra r el pacto
político que m an ten ía co n las dem ás autoridades, lo q u e p erm itía conservar el “buen
gobierno” de los m últiples “ reinos” de E spaña.
El H ospital de S anta A na no estuvo exento, al igual que todos los hospitales
hispanoam ericanos de la obligatoria adjudicación al patronazgo del Rey. Jxt intere­
sante resulta en ap reciar cóm o se im ponía, p o r quiénes y con qué intereses, m otores
de cualquier acción política. D ad a la im portancia que e n te rra b a esta lom a de pose­
sión p a ra los proyectos del Estado, es lógica por lo Lauto la preocupación de las
autoridades coloniales p o r velar en so cum plim iento13.
C o m o se salve, d ad a la abundancia de estudios acerca del P atronato Regio, este
consistió principalm ente en un beneficio, una recom pensa que otorgó el S uprem o
Pontífice al m o n arca español p ara que a través del control de la iglesia se propague ia
evangelización católica11'. U n a relación reciproca se contrajo entonces entre Iglesia y
Estado el cual corno p atró n estaba obligado a dolarla a cam bio de su dom inio a
través del no m b ram ien to de sus autoridades: prestación p o r el derecho de presenta­
ción, eran estos dos elem entos en que consistía el derecho del Patronazgo en general.
Para la C o ro n a en particular, el aspecto legitim ador de la Iglesia en lo que respecta a
la expansión de los dom inios de la m onarquía otorgaba u n a enorm e im portancia a
la presentación, hacía que el E stado se aferrase a esta regalía y buscase oponerse

13
indusivc al patronato particular que tradidbnalmente era practicado en la adminis-
tración de las más importantes obras de caridad
Bien podíamos concebir una intervención meramente teórica en lo que respecta
a las proyectos de contrd y centralización del Estado en los asuntos de la iglesia; sin
embargo, la aplicación de dichos planes en lo que respecta al ejercido del patronato
regio se llevó a cabo siguiendo la racionalidad política de la época, en donde según
palabras de Teodoro Hampe “había una estrecha vinculación entre ejercicio de go­
bierno y ministerio judicial” (Hampe 1989). La Corona hacía sentir su presenda
pero como árbitro o juez, sin ejercer un control overo y organizado. De esta manera
vemos aparecer en el escenario político, autoridades eclesiásticas de la talla del De­
fensor de Legados y Obras Pías, fiscal que velaba por el buen cumplimiento de las
disposiciones caritativas. Es a través de esta estrategia que el Estado español de los
Habsburgo hacía valer su presencia y autoridad patronal en este vital rubro de la
sodedad y de la Iglesia colonial.
Dcfmitiramcnte un hospital de naturales se convelí ia en un idóneo centro donde
poner en práctica los tres deberes a que se obligaba todo español en América: k
caridad, el descaigo de conciencia y la evangelizadón del indígena1'.

1564 Intereses en conflicto: la disputa por la toma de posesión

El viernes 3 de marzo de 1564. las calles aledañas al Hospital de Santa Ana


fueron testigos del paso de una comisión enviada por la Real Audienda, que presta­
mente se dirigía al importante hospital.
Lima se hallaba algo más tranquila al haberse aplacado la rebelión de Francisco
Hernández Girón, esperando la llegada del nuevo presidente de la Audienda Ixipc
García de Castro, ya que no hada mircho había falleddo el desprestigiado virrey
Conde de Nieva.
La aparente tranquilidad que se respiraba en el Hospital de Santa Ana, que a la
sazón tenia ya 15 años de funcionamiento, súbitamente fue rota por d sorpresivo
arribo de la referida comisión, encabezada por el temperamental factor Bernardino
de Romaní, un secretario y un alguadl, entre otras personas. Su objetivo no aparen­
taba ser grave, debían de realizar, en representación de la Real Audienda, la toma de
posesión del hospital en nombre del Rey;
El Arzobispo Loaysa, fundador y director del hospital, se encontraba en esos
momentos ofidando la misa y sermón celViernesde Cuaresma en la Iglesia Catedral,
atando 1« clérigos del hospital 1c informaron sobre la intención que tenía la comi­
sión de la Audienda. Su orden fue dara, evitar la toma de posesión por parte de la
Comisión; los clérigos entonces la acataron cerrando las puertas del hospital hasta la
llegada del Arzobispo. Exigían a Ja comisión que les explicasen porque razón
efectuaban semejante acto á habían transcurrido 15 años de fundado el hospital y
nunca había ocurrido algo semejante.
1a Comisión no pudo hacer más que retirarse, aunque sin renunciar a su misión;
así el mismo día, el secretario de la Real Audienda se acercaría nuevamente al hospi­
tal tiara llegar a un acuerdo con el Arzobispo y hacer efectiva la truncada toma de
posesión. Loaysa, ubicado ya en el hospital, que a la vez era su readenda, demandó
le sean presentadas disposidones, cédulas u orden dd Rey en donde se ordenara
didia misión, ya que lo consideraba una injusticia y sobretodo un atropello a su
autoridad.Ia

14
Estos argum entos lio convencieron al secretario cjuicn porfió n i efectuar la tom a
ele posesión, a lo n ial el Arzobispo decidió entretenerlo, m ientras m andaba llam ar al
señor Lorenzo Lsiupiñán de Figurina, alcalde ordinario de la ciudad; para que efec­
tuase la tom a de posesión del hospital en nom bre del Rey. llizolo así el referido
alcalde*, “echando lucra a algunas personas que dentro estaban y andándose pasean­
do por la dicha casi e haziondo otros actos en señal de posesión del dicho patronazgo ’.
Aquellas “personas’’ no eran otras más que el secretario y la Comisión de la Audien­
cia. Lo que se bahía iniciado com o una misión rutinaria, complic óse adquiriendo
inclusive ciertos roces (lo cual, para la cotidiancidad lim eña, era algo hasta com ún,
de ahí que el suceso no alcanzase mayor gravedad). La Real Audiencia sin em bargo
no desistiría en su intento.
Al día .siguiente, nuevam ente el factor Rom aní con el alguacil v el secretario, se
acercaron a realizar la lom a de posesión v por vez consecutiva el adm inistrador del
Hospital y los clérigos cerraron las puertas del mismo, evitando así este simbólico
atlo . La situación se tom aba densa, por lo cual el Arzobispo precisaba arribar a un
entendim iento con la tenaz audiencia. El consenso se asum ió al perm itirse la partici­
pación clr la Audiencia en la tom a de posesión del hospital, pero bajo el explícito
reconocim iento de la autoridad arzobispal y; cabe resaltar, de las constituciones y
ordenanzas que el Arzobispo tenía preparado. Dicho “pacto“ se concretó en la figura
del doctor Cuenca, único oidor de la Real Audiencia con quien el Arzobispo m ante­
nía aún una relación algo arm oniosa. Loavsa ordenó entonces abrir el hospital, per­
m itiendo til doctor C uenca realizar “ciertos actos en nom ine de posesión con perso­
nas que estaban en dicho hospital y no Iteran de la dicha casa y con esto se fueron.”
De esta m a n e ra q u e d ó z a n ja d o el p ro b lem a tic la adjudicación al Patronato
Regio del Hospital de Sam a Ana; sin em bargo, este breve episodio nos abre una gran
interrogante: ¿qué im portancia encerraba el simbólico acto de la lom a de posesión
de un hospital de indios, para la Real Audiencia y d Arzobispo, en lim a ti m ediados
del siglo XVI?. Rara ello es necesario apreciar la realidad y los intereses que poseían
ambos protagonistas, a saber, la Real Audiencia v el Arzobispo de lim a , fray Jerónim o
de Loaysa O.E

La Real Audiencia limeña, la competencia por el poder

Iras Reales Audiencias se instituyen en Indias con una doble finalidad: ejercer el
control de la justicia y la adm inistración de los nuevos territorios colonizados. Esta
institución burocrática se hacia necesaria ya que la lejanía de la corona la colocaba
en una virtual ini|K)sibilidad de ejercer un control directo; obligándola a delegarlo a
agentes especializados com o fueron, principalm ente para el siglo XVI, el V irrey la
Real Audiencia y el C abildo de la ciudad. D urante la prim era m itad del siglo X V I,
España pretendía encontrar el m ejor sistema político al cual d a r preem inencia en
Indias, el envío de virreyes y oidores p ara cubrir estas necesidades y controlar a la
numerosa población constituyó el prim er paso, m as este proceso de establecimiento
politico llevó a una serie de conflictos entre los más im portantes poderes seculares
coloniales: el Virrey y la Audiencia.
Ira Real Audiencia de Lim a poseyó u n a gran concentración de poder, se elevaba
sobre las otras del continente sudam ericano, y eu caso de ausencia del gobierno del
Virrey, podía asum ir las riendas del enorm e virreinato. Sus grandes atribuciones11'
que desbordaban, com o se aprecia, el m ero aspecto judicial, h a d a n que esta institu­
ción se coloque en tina incóm oda posición para el desarrollo de las funciones del

l.:
virrey. En cierto modo la Audiencia estaba en la posibilidad de poner freno a la
autoridad virreinal, constituyéndose como un “poder moderador” (Vargas Ugarte
1959:361). La política en la joven colonia peruana se ejercía como se puede ver, bajo
el consenso de una serie de autoridades que compartían símiles prerrogativas y por lo
tanto intereses, sin embargo este pacto político se encontraba sólo luego de un cons­
tante conflicto entre estos poderes, cuya muestra palpable podemos hallar en las
correspondencias de virreyes, oidores y eclesiásticos, conservada y transcrita por las
valiosas colecciones de Roberto Levillier y Emilio Lissón Chávez.
Los primeros años del dominio español en el Perú se caracterizaron por la palpa­
ble fragilidad de las instituciones políticas, el alzamiento de Gonzalo Pizarra (1544) y
con ella la muerte del primer virrey Blasco Núñez de Vela en Añaq'uito (1546); conlle­
vó un enorme desequilibrio en el recién asentado sistema de gobierno. La Audiencia
alcanzó un gran poder el cual sofocó a los siguiente virreyes: Antonio de Mendoza,
Marqués de Cañete y Conde de Nieva, quienes gobernaron desde 1551 hasta 1564.
Sin embargo resulta curioso apreciar como la racionalidad política se im ponía a la
realidad, cuando notamos la opinión del oidor Juan Bravo de Saravia, quien dominó
la Audiencia hasta el arribo de Lope García de Castro en 1564. Saravia, escribía al
Rey refiriéndose al inconveniente del gobierno de la Audiencia en los siguientes
términos:

“manifiestanienU por loóos lados se a moscido loque por oirás tengo esailo a vuestra seiímia que mi
foiibiem pam los negocios no solamente tan arduos como los pasados pero aun a los comunes que lo
audim ia knga i gobierno” (Levillier 1922: 144-145).
La dura competencia por la jurisdicción política entre virreyes y oidores llegó a su
cénit justamente durante el gobierno del virrey Conde de Nieva, quien se preocupó
por adjudicar al cargo de virrey un verdadero protagonismo político, intentando
cerrar así un largo período de vacio de poder provocado justamente por la debilidad
virreinal,. S u corto periodo de gobierno, de 1561 a 1564, estuvo plagado de constan­
tes conflictos con la Audiencia, los cuales, según las numerosas cartas de queja que
elevó al Rey; español, se remitían principalmente en desacatos a sus disposiciones e
intromisiones que aducía a sus atribuciones, y que por lo tanto m erm aban su autori­
dad®. Esta serie de conflictos no pasó desapercibida am e el monarca, a]-cual los
virreyes se quejaban culpando a la Audiencia, sobre la imposibilidad de una buena
relación. Resulta importante notar la figura del Rey como único medio legitimador
aunque ausente y lejano, en una realidad sumamente áspera, de graves luchas políti­
cas. De ahí se explica la profusa comunicación epistolaria con M adrid de las princi­
pales autoridades coloniales, especialmente hasta el gobierno de Toledo. El Virrey, la
Audiencia y el Arzobispo, generaron valiosos documentos que nos muestran la reali­
dad política que respiraba dicha época.
Como vemos, la Audiencia de Lima experimentaba un inestable período tanto en
el interior del virreinato, como en la capital limeña, en donde sus oidores debían
luchar por la conservación y aum ento en el mejor de los casos, de su influencia y
atribuciones políticas, especialmente hacia 1564, año del falledmiento del conflictivo
Conde de Nieva, y donde la corte madrileña decidió iniciar las necesarias reformas
en la.configuración política del Virreinato peruano, enviando al licenciado Lope
García de Castro como presidente y reformador de la Audiencia. Jam ás un cambio
tan radical como éste habían experimentado los oidores limeños. De ahí la im portan­
cia que representaba para ellos el conservar una buena imagen que desmienta las
graves acusaciones que se les acumularon, no sólo por el Virrey, si no también por el

16
representante del otro poder colonial más importante: el Arzobispo de lim a fray
Jerónimo de Loaysa.

Fray Jerónimo de Loaysa, “político mundano y dúctil”

Fray Jerónimo de Loaysa, primer arzobispo de lim a, se nos ofrece como una
figura enigmática. Organizador de la Iglesia, pacificador y protector de indios (estos
]nmtos como los mejores), y aquí hago m rndón de los apologéticos estudios de
Manuel Olmedojiménez quien lo define como “organizador de la Iglesia del Perú'5
título que sin lugar a dudas le hace justicia. Sin embargo, y es lo que complcjiza la
figura del prelado, podemos encontrar aspectos que atraerían ampliamente nuestra
atención; nos referimos a sus inlcneses políticos, mostrándose asi una imagen que
sobrepasa el mero alan eelesiástico sin eomvadeeirlo. lis necesario ubicar a este per­
sonaje en su contexto: un claro periodo de asentamiento en donde su alto status de
Arzobispo necesitaba fundamentarse y regenerarse, lis de esc modo que se compren­
den sus acciones, en un orden político en donde el único elemento consensúa], dada
la fragilidad del sistema estatal; resultaba ser la lejana corona; promoviéndose una
serie de conflictos y alianzas que delinearían finalmente un pacto político entre la
Hite, que iniciaría La (jasca n i Guainarirnn y que sellaría definitivamente Toledo y
sus reformas, listos aspectos “oscuro*” de Loaysa, motivan a Riva Agüero de tildarlo
de “político mundano y dúctil” (Ijcvillicr 1922: XVI).
Durante los 32 años (1543 a 1,575) de su gobierno arzobispal limeño, Loavsa
llevó una vida intensamente ac tiva: inclusive desde su nombramiento romo Arzobis­
po ele Lima podemos apreciar su gran afianzamiento en las altas esferas de la política
colonial (Acosla 1996). De ese modo vemos cómo luego del rcordenamiento político
ocurrido baria el ascenso de Felipe II, la constante correspondencia con el monarca
nos muestra la preocupación del Arzobispo por mantener su imagen en la corte de
Madrid. Resulta importante destacar cómo la asunción del patronato regio por parte
de D rusa e inclusive de la Iglesia española en sus altas esleías lur prácticamente
unánime; aunque si bien el discurso fue aceptado, las estrategias de adaptación gene­
radas ]x>r los expolíenles de estas eliles eclesiásticas se muestran interesantes. El caso
del presente estudio constituye a distancia, un ejemplo muy claro, va que en ninguna
ocasión el Arzobispo irá en contra de la aplirabilidad del patronato regio“1, sin em­
bargo, aprovechando lina lisura legal (la ley del Patronato Real recién se instituirá en
1574), ahogará para que se reconozcan sus ordenanzas y prerrogativas. l)c esa ma­
nera, la loma de |xisesión ival del I lospital de Santa Ana, efectuada “conscnsualmcme”
entre la Audiencia V Loaysa, resultó en el saldo final rotundamente a favor (le los
intereses arzobispales. El derecho monárquico sobre Santa Ana, que recibió el título
de “Real”, en ningún momento mermó las atribuciones, autoridad y prerrogativas
del prelado; más bien el patronazgo fue compartido. En palabras de Manuel Olmedo
Jiménez “el real y efectivo patrón |fue] el arzobispo fray Jerónimo de Loaysa y sus
sucesores” (Olmedo 1990b: 631). E inclusive el propio Felipe 11, por Real Cédula le
cedió importantes atribuciones sobre el hospital, tom o se aprecia en este fragmento
de ella:

9d Arzobispo quefuere tmiwpersona que tiene mam éligartín que nadie a mitas¡m los (tabres r
ayudeny jmtecer sus negtcws r causas yImde estarpresentefiasen patrón en b espiritual v tuviese
andado del jmveer bs menktesy las demaspersonas quepara el m inay ruta de las Pífennos son
menestery fimlniñite de toda io que¡mu la buena obra de k dicho casa convenga r saber r tomar
cuenta como segastan las limosnasy rentas de k dicha casa y de k viday costumbres de las clérigos
y demospersonas”(lison 1944: 387).

17
Las relaciones entre el Arzobispo y la Audiencia durante los primeros años del
virreinato español en el Perú, al igual que para el caso de los virreyes, no resultaron
nada armoniosos. Es más, la Audiencia se qúejaba del poder desmedido del Arzobis­
po, poder que alcanzó especialmente durante el lapso de la intervención del pacilica-
dor Pedro de la Gasea, de ahí se explicaría la constante conflicrividad que asumió
con los oidores luego del retiro del “pacificador”. Riva Agüero se percató de ello y
nos relata el anecdótico destierro de Loaysa; hasta aquél clímax llegarían los alterca­
dos entre estos poderes. La conllictividad entre el prelado y los oidores se explica
principalmente por similares razones.a las relaciones ya analizadas entre virreyes y
oidores: la intromisión de poderes y facultades. Loaysa se caracterizaría por un gran
protagonismo político22, actitud que se demuestra con la activa participación en las
cruentas guerras civiles, tanto en una fase inicial en colaboración con el “rebelde”
Gonzalo Pizarro, como en una fase posterior apoyando profusamente a don Pedro
de la Gasea, época crucial en la construcción de su imagen ante el monarca español.
Justamente, este favoritismo le dio la autoridad suficiente para elevar una sugerencia
en torno y en contra de la Audiencia limeña, así Loaysa solicitaría, hacia 1570 un
mayor control sobre estos cuerpos, ya gravemente mermados por las reformas apli­
cadas desde G arda de Castro y luego confirmadas con Toledo2'. Un año antes el rey
Felipe II, dictaría una Real Cédula donde claramente define el espinoso problema
entre el Arzobispo y la Audiencia y se indina favorablemente hacia fray Jerónimo de
Loaysa, la Real Cédula de 18 de junio de 1569 prohibía terminantemente la intromi­
sión de la audiencia en la jurisdicción arzobispal en general.
Hacia 1564, el Arzobispo Loaysa iniciaba otra etapa, luego de atravesar la áspera
época de asentamiento y pacificación; de ese modo la tarea eminentemente eclesiás­
tica se veía plausible y necesaria, y el Arzobispo se abocaría de lleno a ella. Ta reali­
zación de los dos primeros concilios limenses, y la planificación del tercero, son una
muestra de ello, pero principalmente, sus esfuerzos se concentraron en la culmina­
ción y atención de su hospital de naturales, el cual elegiría como su residencia preci­
samente en el año de 1564. Aparte de los intereses eclesiásticos, los políticos también
se relacionaban con estas tareas, al necesitar el prelado justificar su status y autoridad
en un periodo donde el gobierno español, buscó fortalecer su autoridad en Indias
reformando drásticamente, a las principales de sus colonias.
La acritud aparentemente extraña de la Audiencia en el conflicto de 1564 , se
explica en primer lugar también por esta situación, al ser una de las principales
instituciones que se hallaba en los planes de reforma de Felipe 11. Por otro lado, se
puede entender la actitud de los oidores comprendiendo la enorme importancia del
Hospital de Santa Ana, justamente en el año de 1564. Ante todo es necesario tomar
en cuenta la obligación poseída por la Audiencia Real en torno a la tundación de los
hospitales21. El monarca español ordenaría claramente en 1541 a todas sus autorida­
des citóles que se preocupen en estos asuntos y en especial que la Real Audiencia vele
por la buena administración de estas casas de Salud, la cual era harto conocido, la
ejercían los religiosos2 En este último aspecto se puede apreciar claramente el inten­
to de hacer efectivos sus derechos patronales, confirmando el gran interés hacia estas
instituciones25. La Audiencia no estaría ajena a esta obligación, sus acritudes apunta­
ron hacia el cumplimiento de la voluntad real (lo precisaban), de ese modo se am pa­
raron en el Hospital de San Andrés, del cual sí ejercían el control directo al haber
sido ellos los principales fundadores2', y luego buscarían ejercer su autoridad sobre el
hospital de Santa Ana. Suscitándose el acontecimiento que ya apreciamos, suceso
que se nos hace entendible según los diversos factores que se entrecruzaron.

18
El H osp ital dt* S anta A na so convirtió de esa m a n e ra en una explícita plaza d o n ­
de convergieron intereses políticos y culturales de los p erso n ajes protag ó n ico s del
poder colo n ial lim eño, d u ra n te la p rim e ra eta p a del d o m in io español en el Perú.

Notas

1. Poseem os p ocos estudios sobre los hospitales colon iales peruanos, principalm ente breves artículos; esto
a diferencia de M éxico, en donde la principal investigadora de estas instituciones, Josefina M uricl. ha
elaborado \m a visión de conjunto de los hospitales coloniales d e la N u eva hispana (Muricl 1990). Entre
los principales exponentes de las escasas investigaciones referentes a los hospitales virreinales podem os
citarlos trabajos cíe. Juan B. Lastres, A m alia Castclli, líder M endicta O cam po, M anuel O lm ed o jim cn cz,
Juan Bautista Lassegue, M iguel Rabí, y la alternativa que explora Pablo M acera para la historia eco n ó ­
mica según el análisis del h ospital q ue h oy tratamos.

2. “En un intuido en q ue la vida se h a d a teniendo siem pre ante los ojos la idea de la muerte, del juicio, del
inftenio v del cielo, nada podía tener inavor interés co m o dar a las gentes los m edios p uraqu e murieran
gozando de los auxilios de la religión y con la tranquilidad de quien cree en un feliz destino. Por eso la
\id ad cl hospital gira siempre en turno a una iglesia, a una catedral o a un convento" (Muricl 1990: 13).

3. El arzobispo b ia y s a justifica la fundación del hospital básicam ente por la rvangclización: “nos pareció
que h acien do lina casa y ospital d ond e los dichos naturales y m íe n n o s fuesen curados se baria una obra
muy acepta a nuestro S eñor y en gran beneficio y m uy genera] de toda la tierra p o r q u e aliénele c on los
enferm os se usa abría otros m uy grandes n i esta ln uno que c o m o concurren infieles y cristianos nuevos
a ser curados los que son cristianos so curarían n o solam ente de la enferm edad corporal poro de la
espiritual con fesán d ose} los lid e s estando en necesidad bautizarían lo otro q u e r ien d o asi estos que se
curan corno los dem as yndios la obra tan buena que syn yntcrcs solo Dio* se bazo y usa con ellos vendrían
m as presto v m as fácilm ente en el conoseim icnto d e la verdad v piedad que consigo trac N uestra Sam a
fe catholica" (Lissón 1944: 402).
Por otra parte, fray D iego d e S a m o lo m a s, asim ism o se refiere a la im portante función evangelizadora
de Santa Ana: “los que son cristianos cu a n d o m ueren, m ueren confesados, v los que n o lo son, r o m o ven
la buena obra que con ellos sr usa. eonvicrtcnsc y m ueren christianos, v los q ue escapan llevan la nueva
a sus t im a s de la b uena obra que los cristianos con ellos usan por a m or de D ios;" í Lissón 1944:205-12(Hi}.

4. “ liem os m an d ad o liazer luego a la entrada del dich o O spital tina pieza d ond e todos lo enferm os q ue
vinieren o traxeren a curarse en la dicha casa se Reciban e que n o pasen a las enferm erías hasta tanto que
el m ed ico o cirujano le m anden pasar a las enferm erías ((tic ¡>ara ello están disputadas y al que les pareciere
que está m ortal se quede en la dicha enferm ería y alli se les h aga todo el beneficio que ser pudiere ¡xira
que con esta horden los yndios ten gan m enos tem or d e venirse a a ira r a la dicha casa y m andam os a los
sacerdotes y d o n a s herm anos q ue están en la dicha casa que asi lo guarden c cum plan y sobre ello les
encargam os la conciencia." (lis só n 1944 :4 0 9 -4 1 0 ).

5. “y p o r q u e d e los sá n e lo s q u e p a r tic u la r m e n te e n sus vic torias se lee q u e p a r tie r o n sus h a z ien d a s


c o n lo s p o b r e s y fueron a fic io n a d o s a e llo s n o tu v ie r o n el m en o s v m a s Ín fim o lu g a r el b ie n ­
a v e n tu r a d o J u a c h in y S a t in a A n a su m ujer m a d r e d e la s o b e r a n a V ir g e n M a r ía m a d re d e D io s
y S e ñ o r a N u estr a nos p a r e c ió q u e s e d e b ía v n titiila r el d ic h o O sp ita l v la ig le sia d é l c o n la
a d v o c a c ió n d e s a n t ia A na" (Lissón 1944: 4 0 2 ).

6. Felipe IJ escribía en L5G4 al Arzobispo: “Yo o s agradezco m ucho lo que halléis fech o e n d arnos el
Patronazgo de este Hospital y G asa y en lo dem ás que en el habéis hecho ¡x a m i servicio (¡tic k> continuéis
pues es obra d e tanta calidad cristiana q u e N o s ten em o s cu en ta con el h ospital en to d o lo q ue hubiere
lugar para q ue reciba m erced o lim osna co m o es ju sto para sustentación de los pobres que e n él oricrc*’
( lis tó n l (. M 4:43(h.

7. Josefina M uricl analiza este interesante caso refiriéndose en cs|>ccial al asunto del R eal Patronato: “ Esta
institución, p ese a que se erige e n el tiem po en q u e Cortés tiene el g ob iern o n o se considera nunca
fundación del Estado sino particular. G im ió obra snva el C on quistador se preocupa d e darle to d o lo que
una casa para enferm os necesita: m edicinas, alim entos, ropas, salarios d e personal, etcétera. Par [sic] esto
cuando Juan de Rada oblicué de S.S. C lem en te V il la Bula d e P atronato (Ib d e abril d e 1529) e l papa
hace m en ción especia! de la <»bra d e fundación y sostenim iento del hospital q u e está realizando Cortes.
El e m u la d o r objeté» la famosa Bula ¡xir ser perjudicial al R eal Patronato iniciándose un litigio que duró
varias generaciones. Sin em bargo, el Patronato del hospital propiam ente dicho q u edó co m o cualquiera

19
de los patronatos establecidos por particulares sobre obras pías, en manos del patrono, se fortaleció en su
testamento y se prolongó en sus sucesores’' (Muriel 1990:38*39).

8. Este estudio se basa principalmente en dos teólogos sumamente críticos de su época: Juan Luis Vives
(Vives 1953) y Miguel de Giginta (Giginta 1579).
Deseo agradecer enormemente aLco Garofalo por haberme alcanzado su importante estudio en torno •.
ajuan Luis Vives y su visión de la asistencia social:Juan Luis Vives and poor relief, inédito.

9. “The bourgeois on the Spanish sate favored strict aid limits, a certain “profitableness” o f hospitals, and
secular administration. The right to work replaced the right o f the pauper to alms. This entailed a new
vision of poverty. In Spain, these changes failed to take hold. Upon thedcalh o f Philip II, the aristocratic
reaction forced the abandonment o f die progressive bourgeois reforms (...) Charity amply delineated
another division between Medieval, aristocratic catholic societies and modem bourgeois protcstanl ones*
(Garofalo 1997:3).

10. “the administration o f charity in confraternities or Corps were important positions o f prestige. Social
prestige and good works continued as powerful motivations for involvement in administering and financing
poor relief’ {Garofalo 1997:11).

11. “Quiso que en esta vida unos favoreciesen a otros por la caridad, primeramente para que empezasen
desde luego lus humbles con este amor a prepararse para la celestial dudad, en donde nohayotra cosa
que un amor perpetuo y una concordia, indisoluble” (Vives 1953:265).

12. “deben considerar primeramente que la pobreza se la envía un dios justídmo porun ocultojuicio, aún
para ellos muy útil, pues les quita la ocasión y .materia de pecar, y se la da para que se ejerciten más
fácilmente en la virtud, y que por lo tanto, no sólo se ha de tolerar con paciencia, sino que se ha de
abrazar tanbién con gusto, como don de Dios” (Vives 1953:267).

13. Garofalo complementa la opinión de Vives, relacionándola directamente con c! objetivo de!
control social que emana de ella: ‘'Beggars owed loyalty in return for charity poverty .lead toa
situation in which love only themselves and disrespect the republic. (...) Vives advocated a form
of social control as the only real remedy. (...) Charity may help protect the established social
order and preserve the morality of. the poor and their children, but it also earned men and
women a reward form God” (Garofalo 1997:7-10).

14. “También avra algunos que auran tenido cargos, oficios, administraciones, tratos, mercancías, travagos,
y otros negocias, votos y parcsccrcs en cosas de que por ventura sabrán que restituyr, y no a quien, y
querrá rcsumyrío a est as casas ron parecer del confesor. Otros que se hallaran confusamente obligados,
querrán emendarlo en estas casas, para salir de obligaciones, y asosegar los escrúpulos de sus almas, para
que su vida no sepa a continuo tormento después, que por las dichas causas suden inquietarse no puco,
los que conosccn que no se les escusa el dar de la cuenta con pago en e) divino jnyzio, y que no se
perdona el pecado sino se restituyelo mal llevado, que tampoco lo gozara el tercer heredero, ni el prime­
ro por ventura'' (Giginta 1579:48).

15. Ruben Vargas ligarte nos confirma lo antes referido: “de allí que por lo general, todos los oficiales y
ministros reales tuvieran un celo exagerado porque se mantuviera incólume esta regalía (el patronato
real) v denunciaran a cualquiera que en una u otra forma intentara desconocerla o menospreciaría”
(Vargas Ugarte 1959: 349).

16. Valentín Tmjillo Mena; relien: al respecto: “El Papa en dos palabras sintetiza el objeto del privilegio;
recompensar la fidelidad de los Reyes en la propagación del Evangelio y aci eder favorablemente a su
demanda en la que se halla, vinculados, así el interés de la Iglesia como el honor de los Monarcas Cató­
licos. Esta célebre Dula, no sólo concede d hed to de presentación rea! en todas las Catedrales erigidas en
la Española, o por erigir en otras tierras descubiertas sino que se extiende (amblen esa presentación a
iodos los Ivencimos eclesiásticos y a todos los lugares píos” iTmjillo 1981:34¡.

17. Cotí respecto a la importancia que parala Corona representaba un “record de cvangelización” indígena
podemos leer en las Recopilaciones de Leyes de Indias: “Don 1'clipc 11 en la oidcnanzaüdel Patronazgo
de 1574. Don Felipe III en Madrid a 18 de marzo de 1620. Y don Felipe IV en esta Recopilación.
Ordenamos y mandamos que en las presentaciones que se lucieren para las dignidades, canonjías y
prebendas ele las iglesias catcdrak's de las Indias, sean preferid*« los letrados graduados por las universi­
dades de lim a y Méjico, y las (lemas aprobadas de nuestros reinos de Castilla a los que no lo fueren: y
también sean preferidos los que huliicrcn servido en iglesias catedrales de caos nuestros reinos, y tuvieren
mas ejercicio ene! servicio del coro y culto divino a los que no hubieren servido en ellas: y asimismo lo
sean los que N os presentáremos, y en las Indias fueren presentados por nuestra real patronazgo, habién­
dose ocupado en la visita y cstirpacion de idolatrías, ritos y supersticiones de los indios, y en el servicio de
las doctrinas” {Recopilación... 1841:25),

18. Son interesantes las razones a las cjuc apela el Arzobispo al justificar su p osición, en primer lugar a la
Conciencia Real:
“Su Magestad no acostumbra de quitar a nadie las obras que lia hecho y tornallas para sí sino antes
hazcllcs m erced y favor por ello”
Luego en ningún m om ento se iría en contra d e la autoridad, más bien se apresurará en indicar que:
“siempre fue su intención y voluntad que la dicha casa c hospital estuviese debajo del am paro de Su
M agestad com o Señor universal de tocto y d onde su conciencia principalmente se descarga” finalmente
reforzará su autoridad sobre el hospital al apelar a la caridad co m o principal responsabilidad del Arzo­
bispo “el Arzobispo que fuere co m o persona que tiene m ayor obligación a mirar por los pobres y ayudar
y favorecer sus negocios y causas” (Lissón 1944:387).

19. “cadaAudicncia representaba a la persona y la autoridad del rey y sus m andatos debían ser cumplidos y
guardados «com o si fueren del Rcv»(Iicy X V I, T itulo XV, Libro II de la Recopilación), ’lo m a b a n deci­
siones en nombre de la real persona y usaban el sello real co m o sím bolo de la autoridad que representa­
ban” (Polanco 1992: 17).

20. “Q uanto al servicio de Vuestra M agestad yiiporte que las audiencias de estos Rcynos no se entremetan
asi generalm ente en los n egocios del gobierno aviendo Visorrey en esta parte ya a Vuestra M agestad y a
los de su consejo les sera notorio (...) tanbicn se an atraw sado las audiencias en estas cosas contra los
comisarios de Vuestra M agostad que si no lo ubicran guiado con buen seso no lucra m enos yncoiivitúcntc
(...) La principal cosa que se requiere para el buen gobierno y sosiego de la gente es que entre el virrey y
el audiencia no aya diferencia ninguna com o lo cscrivo en un capitulo antes deste aquello m ism o tom o
a referir y suplicar a Vuestra M agestad m ande que los oydorcs solam ente entiendan e n ver y sentenciar
causas entre panes y que en ninguna cosa del gobierno m etan la m ano (...) y de esta m anera estaremos
todos en paz y no lo puede aver si yo m eto la m ano en las cosas de justicia y ellos la m eten en el gobierno”
(Carta a S.M . del Conde de N ieva, Virrey del Peni, dand o cuenta ele lo obrado en cum plim iento de lo
que se le ordenaba en varias Reales C édulas y e n especial en resolver los negocios que tenían com enza­
dos juntamente con los Comisarios. Reitera sus quejas contra la Audiencia d élo s Reves v el fiscal M onzón
2(5-12-1562) (Levillier 1922: 492-496).

21. Para una v isión m ás d e ta lla d a d e la s estr a te g ia s p o lític a s y e c o n ó m ic a s d e fray J e r ó n im o de


Loaysa, m e rem ito al ar tíc u lo d e A c o sta (1996).

22. “también he escrito a Vuestra m agrstad que parece que convernia que los oydorcs n o lo tiicscn tantos
anos y cjuc se viátstscn las audiencias y se m ia se mas las jxnnnas que se prcxrcn por oydorrs em parrillándose
muchos con casam ientos de hijos y parientes que traen con lo mas rico y lo s deudos que tom an co m o es
ordinario a n d e ser favorecid o s y preferidos en negocios de justicia y d e g ra cia e n p e r juicio de los
yn d io s de sus e n c o m ie n d a s, n e c e sid a d a y q u e Vuestra M agestad m ande dar orden en estas co sa s”
(Carta del Arajbiqiodc los Reyes, D. h: Gerónimo de lx>a>7aaSAI. 09-08-1570) (lissó n 1944:468).

23. Inclusive el m onarca había ordenado la Anulación del hospital d e indios d e Lim a a la R eal A udiencia,
cosa q ue confirm aría el jxxlcroso ínteres que este des|XTtaba a los oidores: “c habido por bien d e m an­
dar hazcrcl dicho hospital jxir ende yo vos m ando que luego q u e esta veáis proveáis co m o en esa ciudad
en la jiartc que os parcscierc m as conveniente se haga un hospital |iara los yndios pobres dcsa tierra (...)
y porque nuestra voluntad es que el diclio Hospital sea del jiatronzagn R eal vos m ando que hagais para
el las ordenanzas que v iñ e d o s ser convenientes y p tm rais c o m o se guarden y cum plan y e nviaras un
traslado deltas al Consejo Real de las yndias para que vistas se confirmen}' se prueva lo que mas conviniere”
(lissó n 1944:424).

24. Así se lee en la Real C édula c 7 de O ctubre de 1541:


“Lev Primera
L! em perador dou C allos y el cardenal g o lx rn a d o r en Kuensalida a 7 d e octubre d e 1541
Q u e se fu n d en h osp itales en to d o s lo s p u e b lo s d e e s p a ñ o les é in d io s.
E n ca rg a m o s y m a n d a m o s a n u estro s v irey es, a u d ie n c ia s y g o b e r n a d o r e s, q u e c o n e sp e c ia l c u i­
d ad o provean, q u e e n tod os lo s p u e b lo s d e e s p a ñ o les o in d io s de sus p ro v in cia s y ju risd iccio n es,
se fu n d en h osp itales d o n d e sea n cu ra d o s los ¡robres e n fer m o s y se eg c rc itc la ca r id a d cr istia n a ”
(Recopilación 1841:16).

ÍJ25. “Ls interesante advertir que, co m o quiera que generalm ente la adm inistración d e hospitales estaba a
cargo d e religiosos, oid cn ó el rey a los presidentes d e las A udiencias s igilar para q ue e n com unicación

21
con arzobispos y obispos, y con los oficiales reales, se evitara que destinasen más religiosos de los que
fuesen necesarios a cada hospital” (Polínico 1992:125),

26. Con respecto á la adjudicación del Regio Patronato del Hospital de indios Santa Ana, el Rey se manifes­
taba de la manera siguiente- “Nos por la presente mandamos a los oficiales de Su Magostad dcsas provin­
cias del Peni que con libramientos vuestros y con el traslado de esta mi cédula (...) paguen losdichos dos
mil pesos para la dicha obra y los dichos cuatrocientos pesos en cada uri año para la dicha
sustentación y porque nuestra voluntad es que el dicho Hospital sea del Patronazgo Real vos
mandamos que hagais para el las hordcii anzas que Heredes convenientes y proveáis como se guarden y
cumplan” {Lissón 1944:25).

27. “Carta de la Audiencia de Lima a S. M. Informando del estado, utilidad y rentas dcl'hospital de Españo­
les de la dudad de los Reyes. (1564)” (í^villicr 1922:328-329).

Bibliografía

AGOSTA, Antonio 1
1996 “La Iglesia en el Perú colonial temprano: FrayJerónimo de Loaysa, primer obispo
de Lima” en Resista Andina, Año 14, N° 1, pp. 53-71
ASSADOURIAN, Carlos Sempat
1985 “La Rentas Reales, el buen gobierno y la hacienda de Dios: el parecer de 1568 de
fray Francisco de Morales sobre la reformación de las Indias temporal y espiritual”
a i Histórica, Vol. EX, N° 1, Julio 1985, pp. 75-130 .
GAROFALO, Leo
1997 'Juan Vives and Poor Relicf”. Inédito
GIGINTA, Miguel
1579 Tmeiait é m edio de pobres, Antonio de Mant, Impresor y Librero de la Universidad
Coimbro
HAMPE, Teodoro
1989 Don Pedro de la Gasea (¡493-1567!. Su obra podtka m España y América.TU C E Lima
HERA, Alberto de la
1992a “El Patronato V el vicariato regio en Indias” en Historia de la Iglesia en Hispanoamérica
y Filipinas (agios XV-XIX). VoL I, Biblioteca de Autores Cristianos, Obra dirigida
por Pedro Borges, Pontificia Universidad de Salamanca, Madrid
1992b Iglesiay Corma en le América Española. Fundación MAPFRE, España
LASSEGUE, Juan Bautista
1984 “La fundación progresiva de un convento-hospital en Parinacochas, diócesis del
Cuzco (1567-1586): Apuntes de lectura e hipótesis de estudio” en Reíosla Andina,
Año 2, N° 2, Diciembre 1984
LEYES DE INDIAS
1841 Recopdaáén de b es de los Ranos de ¡as Indias. Quinta edición, Boix editor

LEYILLIF.R, Roberto
1921 Gobernantes t í Perú. Cartas r Papeles. Siglo IT7. Colección de Publicaciones Históricas
de la Biblioteca del Congreso Argentino, Madrid
1922 Audieima de lima. Cerrespondeneia de Prendantes y Oidores. Documentos del Archivo de
Indias, Introducción dejóse de la Riva Agüero. Colección de Publicaciones Histó­
ricas de la Biblioteca del Congreso, Imprenta de Juan Pueyo

LISSÓN CHÁVEZ, Emilio


1944 La Iglesia de España en el Perú. Documentos para la Historia de la Iglesia en el Perú. Sección
primer, A.G.I., Sevilla.

22
M U R IE L, Josefina
1990 Hospitales de la M
e ta España. 2 Tom os. U N A M . Instituto de lnvcstigarionos Históricas.
T edición, M éxico D.F.
O L M E D O J IM É N E Z , M anuel
1990a Jerónimo de Loarse O .P Pacificador de Españolesy Protector de Indios. U niversidad de G ra ­
n ada, Editorial San Esteban. G ran ad a
1990b “El H ospital de S anta A na en Lim a d u ra n te los siglos X V I y X V II” en Actas del I I I
Congreso Internacional Los Dominicos y el M e n o M undo , F undación “Instituto B artolom é
de las G asas“ , Ed. D E IM O S , M ad rid , pp. 577-644
PO LAN CO A LC Á N TA R A , Tom ás
1992 Las Reales Audiencias en las provincias americanas de España , Ed. M A P FR E , le ra . E di­
ción, M adrid
T R L JIL I.O M E N A , Valentín
19B1 La legislación eclesiástica en el Purernalo del Perú durante el siglo .VI7. E ditorial L um en.
Lim a
VARGAS U G A R T E , R ubén
1959 Historia de la Iglesia en el Perú. Burgos 1959
VIVES, J u a n Luis
1953 “T ratad o del socorro de los pobres" en Biblioteca de Autores Españoles. Vol. 65. Etliciones
Atlas, M ad rid
^ w l o j o s , N ° l, 1999

El comercio internacional en la época borbónica


y la respuesta del Consulado de Lima, 1778-1820

C ristina A na M azzeo
PUCP

D urante el añ o 1996 se llevó a cabo tm simposio de M isiona E conóm ica en Bar­


celona, cuyo tem a de base fue “el cam bio institucional e historia económ ica” . En
(ficho congreso, dos trabajos especialm ente llam aron mi atención, el d e Luis Jáuregui
sobre el cam bio institucional y el crecim iento económ ico en el M éxico B orbónico1y
el de Antonio Ib arra dentro de la m ism a línea, referido al C onsulado de G uadalajara2.
Ambos trabajos se ajxtyan en el m arco teórico aportado po r Douglass N o rth , quien
propone el análisis del pasado a través de los cam bios institucionales, en los cuales,
las motivaciones y decisiones de los hom bres juegan un papel im portante '. Estos dos
estudios inten tan dem ostrar cóm o el cam bio institucional im plem entado por las re­
formas borbónicas, adem ás de in crem en tar los beneficios o ingr esos a la corona,
tuvieron efectos benéficos en ciertos sectores privados del com ercio.
Recientem ente en otro C ongreso de H istoria E conóm ica realizado en Q uilines1,
com param os el trabajo de A ntonio Ib arra sobre el C onsulado de G u adalajara y mi
trabajo sobre el C onsulado de L im a, cu el m arco de las referidas reform as. E a dife­
rencia substancial es que el C onsulado de G uadalajara, creado en 1795, se erigió
como una institución que respondió a los intereses regionales (le un grupo de com er­
ciantes que se enfrentaron al sistem a m onopólico del C onsulado de M éxico, propi­
ciando la em erg en cia de tm nuevo g ru p o He co m ercian tes’. M ie n tras q u e el C o n ­
sulado de L im a, m an tu v o u n a m ism a línea fra ite a las innovaciones de la C o ro n a,
es decir, d efen d er el estado p a trim o n ia l y los intereses privados de u n m inúsculo
grupo de co m ercian tes vinculados a d ich a institución.
D en tro d e este co ntexto, el presente trab ajo tiene p o r ob jeto m o strar el efecto
que pro d u jo sobre el com ercio y p o r e n d e sobre la elite m ercantil lim eñ a, las in n o ­
vaciones d e la C o ro n a: refo rm as borbónicas, com ercio con neu trales y com ercio
libre, tres co y u n tu ras diferentes q u e llevaron a u n en fre n ta m ien to en tre el C o n su ­
lado y el E stad o , en defensa de sus intereses corporativos. En una p alab ra, estudiar
los efectos que produjeron las reform as im plem entadas po r la C o ro n a desde 1773
hasta 1820 tanto desde el p u n to de vista institucional - el C onsulado -, com o desde lo
individual, - los com erciantes.
Iras reform as borbónicas aplicadas a i Am érica tenían com o objetivo term inar
con los privilegios particulares y centralizar en la m etrópoli los beneficios de las colo­
nias. A esto ap u n taro n , fundam entalm ente, la creación de los nuev os virreinatos de
Nueva G ran ad a (1739) y el del R ío de la Plata (1776). Ese recorte territorial del
virreinato p eru an o , ju n to co n la introducción del sistem a de In ten d en cias1' y la
im plcm entación del R eglam ento de libre com ercio de 1778, afectaron a la élite m er-
cantil limeña, debido a que le restaron poder político y por consiguiente económico
al causarle la pérdida de los privilegios del monopolio. Este argumento se ha basado
fundamentalmente en las quejas que los comerciantes, a través del Consulado, eleva­
ron a la Corona, en varias oportunidades, a lo largo de la segunda mitad del siglo
X V III y comienzos del X IX . Sin embargo, al estudiar casos individuales de com er­
ciantes, vemos que éstos supieron sortear los problemas mediante una serie de eslra?
tegias adoptadas con el objeto de seguir controlando el mercado y m antener sus
privilegios de antaño. Es decir que pusieron en práctica una nueva relación de costos
y beneficios entre la bu ro cra cia estatal y los intereses privados de las élites
económ icas.
D urante la prim era etapa 1778-1796, la estrategia fue exportar productos no
tradicionales que les redituaron interesantes ganancias y acercamiento al poder real
para obtener beneficios especiales. La segunda etapa de conflicto para la elite mer­
cantil limeña, fue la época de la guerra con Inglaterra, 179S, y la invasión Napoleónica,
1808, hasta el regreso de Fernando V il, 1815. En esta etapa los comerciantes se
vieron obligados a negociar con los barcos neutrales, debido al bloqueo del puerto de
Cádiz. La actitud del Consulado fue resistirse a ello sin embargo, los comerciantes
“privilegiados” por la Corona supieron sacar prevedlo de las circunstancias, como
veremos oportunamente. La tercera etapa podemos considerarla a partir de 1815
época en que la Corona apremiada por la situación económica intentó im plantar el
comercio libre con Inglaterra a lo que el Consulado de lim a se opuso tenazmente y
prefirió cargar con los costos de la guerra antes que perm itir la incidencia extranjera.
Este trabajo esbozará el comportamiento de la élite peruana frente a cada una de
esas tres coyunturas, para demostrar cómo a través de la corporación funcionaban
de una manera y de otra en forma individual. Para ello utilizaremos corno fuente, los
libros de aduana del Callao para ver los niveles de exportación; información de nota­
rios, p ara estudiar los casos particulares; los informes del Consulado y bibliografía
sobre el tem a' y una documentación inédita, especialmente cartas entre los integran­
tes de una familia de comerciantes*, que nos servirá como modelo para m ostrar las
estrategias adoptadas frente a las tres coyunturas planteadas.
El cambio institucional5' se inició en 1778 con la aplicación del Reglamento de
libre comercio que fue más bien un comercio controlado, pues si bien se amplió la
base de negociaciones en la m edida que se abrieron nuevos puertos, el comercio
siguió siendo entre España y sus colonias. Por otra parte en el Virreinato del Perú, el
reglamento no comenzó a implementai se sino recién en 1784'°. Los datos aportados
por Fisher muestran un incremento del comercio en un 400 % en relación al año
1778". Nuestros datos obtenidos de los libros de aduana del Callao m uestran que en
el lapso de tiempo comprendido entre 1783 y 1817, los años de mayor estabilidad
fueron los comprendidos entre 1784 y 1796, cuando partieron desde el Callao un
prom edio de seis barcos anuales12. En el año 1784 se exportaron desde el Callao
hacia Cádiz 12.204.452 pesos fuertes, lo que refleja por un lado una mayor recauda­
ción y por otra una gran acumulación de numerario concentrada en m anos priva­
das. Para 1817 salieron del Callao 12 barcos, con tan solo 1.855.751 pesos fuertes, es
decir un 65 % menos que el año 1 7 8 4 'Lo cual evidencia el deterioro del comercio
de exportación debido fundamentalmente por las coyunturas de guerra. En cuanto a
los productos de exportación que ingresaron al mercado con las reformas, el cobre
alcanzó su mayor nivel en 1794 con 22.115 quintales; la cascarilla en 1786 con
751.016 libras seguida de 742.484 libras en 1794 y respecto al cacao la mayor expor­
tación se produjo en 1787 con 59.387 cargas. En una palabra hay estabilidad en el
m ercado de exportación hasta 1796 fecha en que se inicia una nueva guerra con

26
Jn g la te rra 'D e fin itiv a m e n te estos valores de exportación debieron redituar intere-
lantes beneficios a los com erciantes a pesar de las quejas que p o r otro lado elevaban
: a la C orona a través del Consulado, institución a la cual pertenecían dado que eran
los principales representantes del grem io m ercantil limeño.
En el añ o 1787, siendo p rio r el C onde de Prem io Real, a quien nos referirem os
tnás adelante, ju n to con Ju a n Bautista S arrao a y Francisco C alderón, el C onsulado
elevó a Escobcdo una representación de los com erciantes en la que estipulaba el m al
fcstado del com ercio argum entando que recibían m uchas solicitudes de quejas en las
que expresaban que debían vender a pérdida. Por lo tanto pensaban que la suspen­
sión de registros p o r dos años no era suficiente pues consideraban necesario regular
fl tráfico a cierto núm ero de navios, es decir a dos po r año con 500 toneladas cada
uno, p ara que el com ercio pudiera nuevam ente regularse1’. El virrey Croix po r su
parte envió a Escobedo un inform e en 1790, en el que expresaba:

“La solución no está en suprimir los registros como solicita el Consulado sino explotary exportar más
los recursos en los que el país abunda, en especial el cacao, la cascarilla y el cobre (...) lo quefalta son
bra’osy aplicación, dinero que girey circule (...) E t comercio que lleve penuria solo el numerario será
siempre corto (...) Es preciso moderar la extracción é tro y plata ”
Por su parte L equanda, el C o n tad o r general del reino, reconocía, en 1794, que el
país tenía u n déficit de 7 m illones de pesos fuertes, debido a la g ran cantidad de
introducción de m ercaderías que se había producido entre los años 1785 y 1789 y
también aceptaba com o solución que se debía explotar m ás los recursos del país.
- • A la C o ro n a no le interesaba la anulación de los registros que perjudicaría a
Cádiz en los retornos y po r otro lado el fisco quedaría reducido de o b ten er im p o rtan ^
tes beneficios. Por tal motivo, Escobedo consideraba que el problem a m ás grave,
gara hacer grandes proyectos en el Perú, eran los obstáculos que se en contraban y la
aposición que frecuentem ente se h a d a a todo lo nuevo17.
. O tra de las quejas que los com erciantes limeños en m id a b a n y q u e se detallan en
el inform e de 1790, era la fragilidad de la econom ía p eru a n a debido a la cantidad de
m ercaderías extranjeras que ingresaban a través de Buenos Aires q u e no sólo había
reducido la exportación de textiles del Perú al Alto Perú sino que tam bién había
golpeado el m ercado de las telas peruanas dentro de las fronteras del p a ís1". Es por
ello que en 1793, Baquíjano y C arrillo viajaba a E spaña llevando consigo un m em o­
rial con reclam aciones hechas desde el C abildo lim eño al cual estaban vinculados los
nobles com erciantes com o el C onde de Prem io Real, y d entro de las peticiones se
solicitaba que se devolviera a L im a el m onopolio del com ercio del Pacífico porque no
podían afrontar las pérdidas comerciales. A dem ás si la libertad de com ercio significa­
ba eso, “libertad” se debían autorizar la exportación de las productos peruanos a
Nueva E spaña y se tenía que poner lím ite a los efectos m anufacturados im portados
por la com pañía de los C inco G rem ios M ayores de M adrid, que eran “injuriosos”
g ara los intereses de los negociadores locales111.
D ebem os tener en cuenta que los com erciantes de Lim a debieron enfrentarse, a
partir de 1784, a dos grandes com pañías comerciales, la de los C inco G rem ios M a-
; yores de M ad rid y la C om pañía de Filipinas. A m bas representaban los intereses del
■ley y tenían com o objetivo centralizar los privilegios del m onopolio en la C orona. La
rím era de ellas se h ab ía instalado en A requipa y en 1786 lograba u n a subsidiaria en
t im a de la cual uno de los prim eros representantes fue Antonio de Elizalde, origina-
: rio de N avarra. Este h a b ia llegado, ju n to con su herm ano José M atías, al Perú en
1759 y casado con una im portante d a m a lim eña en 17 76. Los H nos. Elizalde fueron
en un prim er m om ento, representantes de dicha C om pañía hasta 1788 época en que


se separaron y form aron otra denom inada Elizalde L arreta y C ía, que com enzó a
com petir con la de los 5 Gremios211.
En 1785 la Com pañía de Filipinas había sido creada por la Corona Española con
el objeto de proporcionar las necesidades que requerían las islas del mismo nom bre
que constituían un im portante bastión español en Asia. Estableció factorías en Amé­
rica las cuales actuaban como escalas en los viajes a las islas y en el intercam bio
comercial. En esa fecha la com pañía erigió una sucursal en Lim a y el C onde de San
Isidro, luego de diversos intentos infructuosos de m anejar sus negocios en forma
independiente, fue factor de la m ism a21. Representar a una com pañía real traía m úl­
tiples ventajas, no solo el prestigio sino el acceso a capitales y navios de la corpora­
ción así com o tam bién las comisiones que cobraba y las vinculaciones comerciales
que de ello derivaba22.
En 1790 los Elizalde habían alcanzado im portante prestigio en la com unidad
mercantil y a través de sus representantes se opusieron al grupo que lid e ra b a el
C onde de San Isidro y que representaba los intereses de la corona y estaban dispues­
tos a retener la conducción del tribunal. Los Elizalde, junto con Francisco Vázquez
de U cieda, Ju a n Bautista Gárate, Rojas y M arres, Blas de Tellería e Ignacio de San­
tiago y Rotalde, cuestionaron los procedim ientos de San Isidro ante el virrey en el
proceso de elaboración de la m atrícula de electores p a ra la elección de las nuevas
autoridades. Es decir que en el seno del Consulado se enfrentaron de alguna m anera,
los com erciantes representantes de las com pañías españolas interesadas en colocar
en el tribunal su gente y el grupo de comerciantes “autónom os” de Lim a entre los
cuales se encontraban los Elizalde, el Conde de Fuente González, el C onde de Pre­
mio Real (José Antonio de Lavalle) y o tro s a .
Pero si compulsamos estas quejas con las actividades individuales de dichos co­
m erciantes vemos que encontraron sus propias alternadvas de sobrevivencia. Por
ejemplo, el C onde de Prem io Real, encontró que u n a m anera de protegerse era
acercarse al poder real y establecer un intercam bio de servicios y privilegios para
lograr beneficios. Fue uno de los principales exportadores de cacao (20.000 caigas)
cobre (4.200 qq) y cascarilla (30.000 cargas) durante los años 1784 y 1796. Estos
productos liberados del pago de impuestos a la salida, de acuerdo a lo establecido en
el Reglam ento del libre comercio, generaron un aum ento considerable de las expor­
taciones hacia Cádiz.
L a cascarilla que comercializaba Lavalle provenía de H uánuco y T arm a, sin em ­
bargo la m ayor cantidad exportada po r el Callao venía del norte, especialm ente de
Paita, en u n 70 % y en m enor m edida de las yungas de la Paz21. Si consideram os que
este producto creaba un polo de desarrollo en la zona de extracción, debido a las
etapas p o r los cuales debía pasar su em bolsado, conservación, y traslado, podemos
decir cjue ciertos sectores regionales se beneficiaron con la explotación de este pro­
ducto2'. Lo mismo sucedió con el cacao, proveniente de G uayaquil en un 68 %.
Carlos Contreras nos dice que la expansión de este producto produjo un fuerte desplazamien­
to de recursos desde la sierra hacia la costa y en ese proceso el papel cum plido por la
clase mercantil limeña fue decisivo dado que actuó com o agente articulador del m er­
cado guayaquileño con el m ercado exterior®. El cobre proveniente de Coquim bo,
debió generar otro polo de desarrollo en la zona. Por lo tanto podem os determ inar
que hubo cierto crecimiento en determ inadas regiones vinculadas a la explotación de
productos p ara el m ercado exterior. El cacao, dejaba una ganancia de cuatro veces
el valor de costo2'. La cascarilla reportaba un beneficio similar. En cuanto al cobre, la
m ayor cantidad iba destinada a la C orona. Es por ello que uno de los principales
exportadores era la C om pañía de los 5 Gremios Mayores de M adrid (9.000 qq.).

28
Los grandes exportadores representaron a la élite dirigente del Consulado. Lavalle
fue p rio r en 1787, Elizalde en 1797 y 1798, el C onde de San Isidro, lo fue por cinco
veces d u ran te el siglo X V III,Ju a n Bautista G árate fue Cónsul en 1795 y 1796; Prior
en 1807. E n u n a palabra, estos mismos com erciantes eran los que dirigían la Institu­
ción, elevaban al Virrey sus quejas sobre la saturación del m ercado y por otro lado se
ad aptaban al sistema y sacaban beneficio de ello. N o obstante ello, si tom am os en
cuenta lo exportado entre 1786 y 1794 en cascarilla y en cacao, en relación a dos de
los grandes comerciantes, com o fueron el C onde de Prem io Real y los I Inos. Elizalde,
vemos que uno exportó el 16 % y el otro el 15 % del total, debem os aceptar que la
liberación del comercio perm itió que, ju m o a los acaudalados com erciantes ingresa­
ran al giro un alto núm ero de com erciantes que exportaban cantidades m enores, por
lo tanto, podem os deducir que hubo una m ayor afluencia de m ercaderes al m ercado
exportador’11. E n una palabra hubo una m ayor redistribución de los beneficios. Es
por ello, que estos grandes señores del comercio, van a buscar nuevas alternativas.
En el caso de Jo sé Antonio de Lavalle y C ortés, Conde de Prem io Real, va a poner en
práctica una serie de prestaciones a la C orona, a través de su hijo Am onio radicado
en Cádiz, y obtendrá de la C orona la posibilidad de introducir negros esclavos y
exportar p o r el mismo valor cacao y cueros por Buenos Aires*”. N o hay m uchas
referencias de españoles dedicados a este comercio. Incluso la idea era no entrar en
com petencia con otros com erciantes. En 1783 el C onde de Prem io Real firm a el
primer contrato con Bruno Pereyra y en el mismo se establece la expresa condición
de que se realizaría el negocio siem pre y cuando no entrasen en com petencia con la
Cía. de Asiento de Aguirre y Aristegui, una com pañía gaditana que se ocupaba del
asiento de negros.
En el caso de los U nos. Elizalde ellos form aron la com pañía Elizalde L arrcta y
Cía. en 1790 p a ra la exportación de estos productos y p ara protegerse en el m ercado
limeño, co n taro n con representantes en todas partes del país, especialm ente en
Arequipa y fueron uno de los principales im portadores de m edias de seda a la C olo­
nia“ . En cuanto al C onde de San Isidro, su estrategia fue vincularse a la com pañía
de la C orona.
En el Peni, a diferencia de lo q u e sucedió en México, hubo un solo Consulado
centralizado en Lima y no abrió posibilidades a otras regiones del V irreinato, éstas
por el contrario quedaron supeditadas al control de los com erciantes de Lima. En
México el virrey Revillagigedo prom ovió la reducción del poder del C onsulado de
México al apoyar a los com erciantes del interior que culm inó con la creación de los
Consulados de Veracruz y G uadalajara31 Esto dio com o resultado la reactivación de
economías regionales. En cam bio, en el Perú si bien hubo una m ayor com petencia
desde el mismo estado a través de las dos grandes com pañías, la concentración del
poder económ ico siguió estando en m anos de la elite lim eña la cual m anifestó u n a
am bigüedad en la form a de actu ar e n la m edida que, desde la Institución que los
a*nipaba pidieron m odificaciones y sus quejas fueron constantes, y desde lo particu­
la r trataron de sacar beneficios del sistema y p o r sobre todo m an ten er cierta exclusi-
■oad en la exportación de los productos, así com o tam bién ofrecer resistencia a las
^novaciones de la C orona.

{ • guerra y los negocios

$ E n la segunda etapa 1796-1815 los conflictos internacionales desarticularon el


■ m ercio y hubo un nuevo cam bio e n las reglas del juego m ercantil. H ay un vacio de

29
información entre 1796 y 1799 y entre 1801 y 1809 en los libros de aduana, lo que
supone no solo un deterioro de las relaciones comerciales sino también un mayor
desorden en la burocracia contable. Hubo una leve recuperación en 1810 y en 1814,
y un último registro para Cádiz en el año 1817. .Definitivamente la guerra con Ingla­
terra y la invasión Napoleónica a España, desactivó el sistema implantando en 1778
y nuevamente acrecentó el contrabando como veremos a continuación.
En 1797 se volvió a poner en práctica la utilización de los barcos neutrales, lo que
era común en las épocas de guerra, es decir que el comercio se realizaba en aquellos
barcos que no participaban en la contienda . Los barcos que aparecen en esta oca­
sión en el Callao y que no están registrados en la Aduana fueron hamburgueses y
angloamericanos, que provenían de puertos extranjeros, especialmente Hamburgo y
Boston. Estos barcos necesitaban permisos especiales y el puerto de Buenos Aires, era
el lugar más propicio para obtener la licencia para comerciar puesto que en el Callao
el virrey era muy reticente a las habilitaciones de buques con neutrales. Con la llega­
da de Ábascal como virrey del Perú, la situación parecía haber mejorado pues hay
expresa referencia de que cu tiempos de Aviles “no debían esperar ni una habilita­
ción ordinaria para retomar a España”. En cierta oportunidad, los Lavalle, obtuvie­
ron el permiso de negociar con neutrales, al proponer que conducirían 2.000 quinta­
les de cobre a la Corona libres del pago del flete y de esa manera pudieron cargar
también sus propias mercaderías. Otro medio de obtener la habilitación de una ex­
pedición neutral desde Hamburgo fue entregando un donativo de 30.000 pesos al
contado a la Caja de Amortización. Quiere decir que si un comerciante “donaba”
una determinada suma a la Corona obtenía el permiso de salida35. En una palabra se
produce un nuevo equilibrio entre los costes y beneficios, entre el estado y los partícu­
la res al margen de la Institución.
En estas circunstancias la familia Lavalle combinó su privilegio de negociar ne­
gros con el beneficio de. comerciar con neutrales. En plena guerra con Inglaterra esta
familia había obtenido el privilegio de introducir 2000 negros esclavos y extraer por
Buenos Aires 30.000 cueros y 80.000 raigas de cacao31. Es por ello que consideraban
que la guerra no afectaba sus negocios, sino que por el contrario, girar con barcos
neutrales los beneficiaba en la medida que se comerciaban ñutos que eran muy
apetecidos en Europa y por otro lado resultaba más económico dado que se les
cobraba menos impuestos que al tráfico nacional.

“ inlmlar giros ron neutrales combinándolos con nuestro prixkgc nos peniite el Ubre uso di dichas
bambas (..)_? si sigua negociación de efectos puede ofrecer antojas er. el diñes solamente la fie se
verifique desde puerto eshmjan en buque neultal, por de diferencia de ptixápdesy lo equitativo é l
Jete, citrn dos vctiUjas hocen una utilidad de consideiacm” a .
Es decir que durante la guerra consideraban que el negocio que mayor rentabili­
dad les daba era la negociación de negros, debido a que se regia bajo las condiciones
de privilegio. Sin embargo reconocen que la situación comercial en Lima era desas­
trosa debido a la necesidad de dinero y a las pérdidas que le ocasionaban los corsarios.
En pocas palabras, el increado de capitales estaba deprimido, debido al constante
contrabando sobre las costas, que a su vez dejaba mercaderías conseguidas a precios
cómodos, distorsionando las relaciones comerciales.

“ lian Minenlado como ríos los efectos por h iw de Panamá, jmttos intermedios» Jimios Aires,
Helándose todo el mmwmio fie circulaba”'*1*.
Sin embargo, consideraban que la paz del continente traería como consecuencia
el abatimiento de los efectos “al querer prevalecer las contingencias de dichas cir­
cunstancias para conseguir' las mercaderías fiadas, baratas y malas” .

30
L os c o m e rc ia n ie s e s p e c u la b a n c o n la r e te n c ió n d e p r o d u c to s p a r a a u m e n t a r los
precios, y la e s p e c u la c ió n s o b re el flete e r a lo q u e les p e r m itía m a n t e n e r los m á rg e n e s
d e g a n a n c ia . El flete d el c a c a o , p o r e je m p lo , e r a d e 9 p eso s la c a r g a e n é p o c a s d e p a z ,
p ero d u r a n te la g u e r r a p o d ía s u b ir a 2 0 p esos. L a so lu c ió n a e s ta situ a c ió n e r a e x tr a e r
falto s q u e e r a n b ie n re q u e r id o s e n E u ro p a . L a c a s c a rilla , c o m o lo s c u e ro s e r a m u y
b ien c o tiz a d a e n In g la te rra .
L a g u e r r a n o im p e d ía q u e se re a liz a r a n n e g o c ia c io n e s c o n firm a s in g lesas. A fines
d e 1807 e n c o n tr a m o s u n c o n tr a to f irm a d o p o r G o r d o n y M u r p h y y A n to n io d e
Lavalle, el in te g r a n te d e la fa m ilia ra d ic a d o e n C á d iz , p o r el c u a l e s ta b le c ie ro n e n v ia r
a L im a la fra g a ta a m e r ic a n a E l M o n tic e llo c o n u n c a r g a m e n to d e 5 0 .0 0 0 p e s o s en
m e rc a d e ría s a los p re c io s y p la z o s c o rrie n te s e n p la z a , c u y o d e s p a c h o c o r re ría p o r
c u en ta d e L av alle, q u ie n a su v ez d e b e r ía c o n s e g u ir el flete m á s fa v o ra b le (e ra n d u e ­
ños d e d o s f r a g a ta s ) . A su vez se le a b o n a r ía el 15 % s o b re el to ta l d e to d o lo q u e el
b u q u e llev ase al C a lla o in c lu y e n d o el a z o g u e q u e ta m b ié n tr a n s p o r ta r ía . D ic h o b u ­
q u e re g re s a ría a E u ro p a c o n 5 0 r a ja s d e q u in a y 1.500 q q . d e c o b re . E n u n a p a la b r a ,
el e sta d o e sp a ñ o l n o d u d a b a e n d a r licen cias p a r a n e g o c ia r c o n o tr a s p o te n c ia s d a d a s
las n e c e s id a d e s d el e ra rio .
E n 18 0 8 N a p o le ó n in v a d ió E s p a ñ a y se p r o d u jo el cese d e h o stilid a d e s e n tr e
E sp a ñ a e I n g la te rr a . S in e m b a r g o , l a p la z a d e L im a sig u ió d e p r e c ia d a p o r la in tr o ­
d u cció n d e a lg o d o n e s v e n id o s d e A sia q u e e r a n p re fe rid o s p o r los p o b r e s , p o r su b a jo
costo sin te n e r e n c u e n ta su c a lid a d . E stos e r a n in g re s a d o s p o r la C o m p a ñ ía d e
Filipinas.
E n c u a n to a C á d iz la s itu a c ió n ta m b ié n e r a a n g u s tia n te , d ice A n to n io a su h e r ­
m an o :

“ esta placa présenla un aspecto melancólico y cada uno en su particular lime fundados mofaos para virir
sumergido en m il zozobras. Los almacenes están atestados de frutos coloniales sin salida alguna, no para el
interior ocupado por lo enemigos, ni para los países del continente, igualmente ocupados política y militarmente
por lo enemigos. De modo que solo para Inglaterra pueden hacerse exportaciones, v es puntualmente allí en
donde nuestros fintas coloniales en general está más baratos que aquí" 'i'.
E s d e c ir q u e solo I n g la te r r a re c ib ió los b e n e fic io s d e la p a z n o asi E s p a ñ a y A m é ­
rica.
P a ra 1 8 1 2 la s itu a c ió n d e la fa m ilia L av alle se d e r r u m b a b a p o r la m u e r te de
A n to n io e n C á d iz , e l p r in c ip a l e s la b ó n d e los n e g o cio s p riv ile g ia d o s . E n 1815 m o r ía
su p a d re el C o n d e d e P re m io R e a l y J u a n B a u tis ta y a n o p u d o se g u ir c o n el g iro
co m ercial. E n to n c e s, h a c ie n d o u so d e sus re la c io n e s co n la c o r o n a solicitó u n a in te n ­
d en cia, o b te n ie n d o la d e A r e q u ip a . E n 1816, d esd e d ic h o lu g a r p a s ó a c u m p lir f u n ­
ciones m ilita re s e n d e fe n sa d e los in te re se s co lo n iales.
E n c u a n to a los o tro s c o m e rc ia n te s , los E liza ld e se m a n tu v ie r o n firm e d e s d e el
C o n su la d o n o p e r m itie n d o el in g re so d e e x tra n je ro s . E n 1 8 2 0 m o r í a u n o d e e llo s
- A n to n io - y J o s é M a tía s p a r tic ip ó c o n S an M a rtín e n 1821 e n la c o n fe c c ió n del
re g la m e n to d e los d e re c h o s co m e rc ia le s.
¿ Q u é su c e d ía m ie n tra s ta n to c o n el C o n s u la d o ? . D e s d e 1 8 1 0 c u m p lía la p r in c i­
p al fu n c ió n d e b u s c a r fo n d o s p a r a el g o b ie rn o . S e e s ta b le c ie ro n u n a se rie d e im p u e s ­
tos so b re la e x p o r ta c ió n d e o ro y p la ta c o m o la ordenanza p a r a c o s te a r los “sa lario s
d e P rio r y C ó n s u le s, J u e z d e a p e la c io n e s , A seso res y L e tra d o s , E s c rib a n o , A lg u a c il y
otros m in istro s, r e m itir d e s p a c h o s, p e rs o n a s y o tr a s m u c h a s c o s a s” . C o n s istía e n u n 2
p o r m il s o b re to d a s las m e rc a d e ría s , esclavos, y o tra s co sas q u e e n t r a r e n y sa lie ren
p o r m a r y t ie r r a d e la c iu d a d y el p u e r to d e l C a lla o ; el corsario im p u e s to a d ic io n a l

31
de ‘/+ % sobre todo lo q u e ya p ag ab a derecho de o rd en an za e im puesto de la p la ta y
oro, q u e se h ab ía iniciado en 1805; el patriótico u n im puesto del 1 Va % q u e se
co b rab a a la en tra d a de los efectos de lícito com ercio y de lo ilícito el 3 % en 1809; el
d erecho de subvención tam bién co b rad o desde 1805 y q u e consistía e n el 1 '/ t sobre
la p lata y el oro; el derecho de igualación sobre los efectos extr anjeros procedentes de
P an am á; el derecho de arbitrios, p o r ca d a fanega de trigo y quintal de sebo que se
in tro d u cía p o r m ar. Esta im posición la hizo la Ju n ta de T ribunales de 1815 y se
com isionó al T ribunal del C onsulado p a r a su co b ran za. T am b ié n existió a p a rtir de
1817 el d erecho de reemplazos, qu e consistía en el cobro del 1 % de todos los g éne­
ros, frutas y efectos q u e se tra n sp o rta b a n de p uerto a p u e rto de A m érica. Y p o r ,
últim o a p a rtir de 1818 se co b raro n p o r derecho de armamento de corsario el 1 V
% sobre todo lo que se recaudase3“.
En u n a p alab ra, si el reglam ento del libre com ercio de 1778 h abía suprim ido la
m ayor can tid ad de im puestos p a r a agilizar el com ercio, en, esta época debido a las
necesidades aprem iantes del E stado se volvía al antiguó sistem a de un régim en fiscal
ag obiante p ara el com ercio lícito. Es p o r ello que se acrecen tó el c o n tra b a n d o y los
com erciantes buscaron diferentes m an eras de protegerse. Es d ecir qu e los costes d e -
transacción se trasladaron a los particulares, d entro de los cuales aquellos co m ercian ­
tes “privilegiados’1p o r la C o ro n a, q u ed a b a n exentos al o b te n e r beneficios especiales.

El Comercio Libre 1816-1821

L a ay u d a del C onsulado a las necesidades de la C o ro n a se venían d a n d o desde


1780 cu an d o se envió al V irrein ato del R ío de la P lata un p réstam o de 1.500.000
pesos p a ra la defensa c o n tra los portugueses. P ara 1816 la situación era m u ch o m ás
crítica p o rq u e la revolución a m e ric a n a ya estaba en curso y desde 1815 los patriotas,
al m an d o del Brow n estaban hostilizando las costas del P eni. Es p o r ello qu e A bascal
n u ev am en te va a solicitar al C on su lad o la necesidad d e a r m a r los b arco s q u e tienen
com o fm co n d u cir Las tropas p a ra la defensa de C hile y deciden a r m a r las fragatas de .
g u e rra V enganza, la co rb eta S ebastiana y el b erg an tín Portillo®. ¿E ra u n afán patrió-
rico lo que llevaba al C onsulado a p articip ar activam ente e n esto?, evidentem ente
no. la razón está en que las costas estab an plagadas de corsarios q u e a su vez no
d u d a b a n e n d escarg ar m ercaderías y venderlas a m uy bajos costos. H em o s visto
an terio rm en te las quejas de los com erciantes p o r la situación, el en fren tam ien to en­
tre el Virrey y el C onsulado se hizo m ás evidente a p a rtir de la lleg ad a de Pezuela,
q uien debido a la situación del erario y la falta de recursos p a ra h a c e r frente a la
g u e rra solicitó u n a ju n ta e x trao rd in aria al C onsulado en la que se propuso “p erm itir
el com ercio con la nación inglesa p o r el térm ino de dos años p o r la precisa necesidad '
de p ro p o rcio n ar 117.000 pesos m ensuales p a ra m a n te n e r la fuerza de m a r debido al |
desgraciado suceso del erario real en C h ile” 4". A nte esta propuesta, el com erciante
Pedro Z elayeta, se com prom etió a entregar dicho im porte al contado siem pre y cuando
se le p erm itiera constituir u n a co m p añ ía general p o r acciones p a ra co m erciar con el
extranjero, especialm ente con L ondres y R ío de Ja n eiro . C om ercializaría géneros
lícitos o ilícitos que p ag arían im puestos norm ales, entre los cuales se co n tab an géne­
ros hindúes, avaluados al m ism o valor q u e lo que in g resab a la C o m p a ñ ía de Filipi­
nas. Por o tro lado, cu alquier p articu lar p o d ría ser accionista y los prestam istas de
L im a que hicieran contratos co n extranjeros p o d rían liquidarlos en la capital p e ru a ­
n a e n cuyo p u e rto se p e rm itiría la e n tra d a de los barcos que éstos m a n d a ra n p a ra
traslad ar frutos o d in ero 11. E sto fue totalm ente controlado p o r el C o n su lad o y acep tó
hacerse cargo del pago de los 117.000 pesos solicitados.

32
En acta del 14 de octubre de 1818 el C onsulado solicitaba que el “com ercio fuera
más constante” , h ab ía llegado al C allao una goleta inglesa consignada a la C asa de
Filipinas y los com erciantes decían que era un atentado si su m ajestad no tratab a de
impedirlo:

“ no arruinamos , nos perdemos, fracasa el comercio de Cádiz v de Lima, la noción Española se


carcome por sus cimientos, se derrumba el augusto edificio, los extranjeros logran sus designios (...)
Todos somos españoles leales casados del señor don Femando VII, pronta estamos a despojarnos de
nuestros bienes, de nuestra misma sangre en su obsequio. M estro caudales ju a o n la base en que se
sostuvo la Pabia, nuestra generosidad el muro que detuvo a ¡os insurgentes"
y continúan:

“¿qué crimen cometimos para un castigo que es la pérdida absoluta de nuestros caudales, el habernos
allanado a cuantos préstamos se solicitaron, el haber Imito cuantiosos donativos es el delito! Hov
mismo estamos sacrificados por los 7 3 5 .0 0 0 pesos que nos exigieron como compensadlo contra el
comercio libre con la Inglaterra. ” 12
En u n a palab ra, una m a n e ra de presionar al grem io m ercantil era am enazándolo
con la im pleinentación del libre com ercio.
En la reunión del 24 de julio de 1820 Pezuela solicitó nuevam ente 500.000 pesos
utilizando el m ism o arg u m ento de presión. En el acta los com erciantes expresaron:

" llenos de amor j fidelidad al soberano, deseosos de hermanar el alivio de los pueblos v socorrer el
erario y sostener el decoro de la nación se adoptó por unanimidad contribuir con los 500.00(1 pesos”
y agregan:
“ bien es sabido que el comercio libre lia sido el tiro que han dado los extranjeros a la nación española
y siguen sosteniendo (...) que si se concede el comercio libre a los ingleses el de los española se
arruina".
Pero Pezuela continuó p erm itien d o el com ercio libre con los ingleses hasta que
fue depuesto en enero de 1821, siendo derro cad o p o r los m ism os oficiales de su
ejército y reem plazado p o r el v irrey jo sé de L a S erna. E n E spaña se siguió discutien­
do el tem a del com ercio libre y un vocero de los m onopolistas explicó el ofrecim iento
del C onsulado de Lim a de c u b rir los déficit de la tesorería del v irreinato a cam bio de
la prohibición del com ercio con el exterior y d e las actividades de las casas com ercia­
les en L o n d res13.
Pezuela respondía a los intereses del g rupo m oderado, aquellos que q uerían m e­
jo rar la adm inistración del gobierno de m a n e ra tal q u e to d o se en c a m in a ra hacia la
conservación del reino. E sta p ro p u esta había sido p la n te a d a en E spaña p o r José
Pizarra, quien acep tab a de buen grado la m ediación de los ingleses y q u e éstos co­
m erciaran con Buenos Aires y con otras regiones que aún eran leales a E spaña. Este
p ro g ra m a e ra av alad o ta m b ié n p o r o tro s p e rso n a je s de g ra n p re stig io co m o
V illaurrutia, an tiguo m iem bro de la A udiencia de M éxico, quien proponía la aboli­
ción de todos los C onsulados de A m érica y la designación de un tribunal superior
que visitara esa región y estableciera reform as adm inistrativas y la creación en M éxi­
co de u n a ju n ta de G o b ierno fo rm ad a po r el Virrey, los m iem bros de la audiencia y
unos cuantos funcionarios reales que go b ern aran conjuntam ente con el Virrey. El
otro personaje d en tro d e esta m ism a línea, e ra M anuel V idaurre, oidor disidente
criollo del Perú quien decia q u e no era posible que E uropa dom ine a A m érica si
quiere usar la fu erz a1. Es d ecir que de alguna m anera, el C onsulado se presentaba
como u n a institución co rporativa que defendía los derechos y los intereses de sus
miembros ya sean criollos o españoles y qu e se enfrentaban a las disposiciones reales,

33
en defensa de esos m ism os intereses. El reglam ento libre que p ro p o n ía P ezuela era
ú n icam en te abrirse al com ercio con los ingleses y p o r supuesto el C on su lad o lo re ­
ch azab a.
Pero, quiénes eran los com erciantes q u e rep re sen tab an esta Institución que ta n to
rech azab an el com ercio libre. E ntre los firm antes de estas actas, enco n tram o s a A n­
tonio y Jo sé M atías de Elizalde, Francisco Ja v ie r de Izcue, M an u el de S antiago y
R o talde, el C o n d e de V illar de Fuentes, M a rtín Jo sé Pérez de C o rtig u era, M iguel de
G árate. E ra n representantes de la élite m ercantil, la cual h a b ía estado siem pre en
estrech a vinculación con la ad m in istració n colonial, com o lo hem os p resen tad o al
com ienzo de este trabajo. ¿Q u é cosa defendían los com erciantes con la a c titu d em ­
p re n d id a en 1819 en las j u n ta s del C onsulado? pues d efen d er u n sistem a q u e los
h ab ía beneficiado, defender la exclusividad.
Paul G o o ten b erg en su trab ajo C audillos y Comerciantes, estudio qu e a b a rc a desde
1820 h asta 1860, nos d a a e n te n d e r que en el Perú d u ra n te este p erío d o h u b o un a
especie d e “proteccionism o eco n ó m ico ” qu e en realidad llevaba a esta elite p e ru a n a
a defen d er sus privilegios. Es d ecir qu e el C on su lad o tras la in d ep en d en cia, se convir-.
tió en C á m a ra d e C om ercio y p erd ió su au to n o m ía, sin em b arg o poco a poco va a ir
co n q u istan d o los privilegios de an tañ o . E n 1829 se re sta u ra ro n ín te g ra m e n te sus
fueros. D efienden el estado p atrim o n ial y de allí esa asociación co n el proteccionis­
m o, en la m ed id a que éste rep re sen tab a sus intereses de r ía s e 15.

Conclusiones

Las reform as b o rb ó n icas iniciadas en 1778 con el objeto de c o n tro la r el m ercado


colonial golpeó a la so ciedad m ercan til d e l i m a . L os com erciantes, a p esar d e sus
quejas, a través del C o n su lad o , supieron so rtear las dificultades y se las ingeniaron
p a ra m a n te n e r el control. P odríam os d ecir q u e vivieron u n a “p rim a v e ra ” de bienes­
ta r h a sta 1796, incluso especularon en la ép o ca de la g u e rra , c o n los fletes, co n la
retención d e m ercaderías y co n el com ercio privilegiado al q u e solo p o d ían acceder
aquellos com erciantes q u e te n ía n vinculaciones con el p o d e r real. P ero la in d ep en ­
d en cia los desarticuló to talm en te y solo aquellos q u e te n ía n inversiones en tierras
co m o el caso d e los Lavalle p u d ie ro n recom ponerse luego d e la g u erra . El C o n d e de
P rem io R eal fue u no d e los pocos com erciantes q u e p u d o so rte a r las dificultades d e la
ép o c a d eb id o a la n eg o ciación d e n eg ro s16. L o m ism o sucedió co n los h erm anos
Elizalde, q uienes crearo n su p ro p ia c o m p a ñ ía p a ra enfrentarse a la de los 5 G rem ios
M ayores d e M ad rid , o el caso del C o n d e d e S an Isidro qu e rep re sen tó los intereses de
la C o ro n a y cuyo sobrino, ú nico descendiente, luego de la in d ep e n d e n c ia fue Alcalde
d e L im a. E n la tercera eta p a , co n el regreso d e F ern an d o V II, el g ru p o m o d erad o en
el seno d e la C o ro n a b regó p o r la acep tac ió n d e In g la te rra co m o m ed iad o ra en el
conflicto a cam b io de la lib ertad d e com ercio, lo que se tra ta b a e r a d e no p e rd e r las
colonias desde el p u n to de vista económ ico, y a p e s a r de a lg u n a acep tac ió n p o r partí
d e los virreyes, el C o n su lado de L im a, prefirió c a rg a r con el costo d e la g u e rra qu<
a c e p ta r esta propuesta.
El C o n su lad o , fue u n a In stitu ció n q u e en to d o m o m e n to se m anifestó en contra
d el in g reso al m ercado d e ex tran jero s y n o acep tó las innovaciones d e los liberalesl
españoles. El sistem a p a trim o n ia l siem pre los h a b ía beneficiado y no estab an dis->
p uestos a cam biarlo p o r n a d a .
Si nos atenem os a la te o ría p la n te a d a e n u n com ienzo, e in te n ta m o s ver si hubof
crecim ien to eco n ó m ico a p a r tir del cam b io institucional im p lem en tad o en 1778 y s

34
ese cam b io p e rm itió u n a m a y o r red istrib u ció n de los costes y beneficios e n tre los
particulares, p o d em o s c o n clu ir q u e h u b o u n a m ayor aflu en cia al co m ercio de secto­
res m edios, p ero dichos beneficios no se p lasm a ro n e n u n c a m b io e n las estru ctu ras
eco n ó m icas. S i b ie n h u b o c ie rta s zo n as H is p a n o a m e ric a n a s c o m o V e ra c ru z y
G u ad alajara, q u e lo g ra ro n u n m a y o r desarrollo, h a b ría q u e e stu d ia r en el caso del
Perú, h asta q u é p u n to h u b o a lg ú n d esarrollo regional al m a rg e n d e la z o n a n o rte con
la p ro d u cció n d e la cascarilla. L os conflictos políticos iniciados a fines del siglo X V III
y principios d el X I X n o p e rm itie ro n q u e la acu m u lació n m ercan til se p la s m a ra e n el
desarrollo de las estru c tu ra s pro d u ctiv as.
Por o tro lad o , la lib eralizació n trib u ta ria im p u esta co n las refo rm as de 1778 q u e
agilizaron el co m ercio y p e rm itie ro n u n a m ay o r recau d ació n fiscal así com o tam b ién
una c o n cen tració n del c a p ital e n m anos de los co m ercian tes v inculados al C o n su lad o ,
a fines del p e río d o co lo n ial se dejó de lad o y se volvió n u e v a m e n te a la a n tig u a
tradición d e im p o n e r u n a excesiva ca rg a fiscal co m o m e d io p a ra re c a u d a r fondos,
que aho g ó el co m ercio e in c re m e n tó el c o n tra b a n d o único m ed io de sobrevivir en
tan difícil situación.
El C o n su lad o d e L im a al igual q u e el d e la c iu d a d d e M éxico, e ra n d e a n tig u a
data, m ien tra s q u e el C o n su la d o d e V eracruz y G u a d a la ja ra se c re a ro n c o m o p a rte
de las refo rm as im p le m e n ta d a s p o r los B orbones. ¿P or q u é no se c rearo n nuevos
C onsulados e n el P erú? D efin itiv a m e n te los co m ercian tes de L im a e r a n su m a m e n te
p o d e ro so s e in c lu s o n o p u d i e r o n c o n t r a ellos n i la s p r o p ia s d is p o s ic io n e s d e la
C o ro n a .

Notas

1. JA U R E G U 1, Luis “LTna aproxim ación a los costos y beneficios del cam b io institucional e n el M éx ico
Borbónico, 1 7 6 5-1795”, pp. 6 7 -7 8 . En este trabajo el autor expone q u e el ca m b io e c o n ó m ic o p roduci­
do a partir de las reform as dio posibilidad a las élites am ericanas d e participar e n el crecim iento e c o n ó ­
m ico desde las nuevas instituciones, aún d entro del A ntiguo R égim en.

2. IBARRA, A n tonio “ M ercado c Institución: El C on su lado de co m ercio d e G uadala jara y su élite e c o n ó ­


m ica provincial, 1795-1821 En dichos trabajos se tom a co m o base la teoría eco n ó m ica d e N O R T H ,
Dougtass. instituciones, cambio institucional y desempeño económica KC.E. M é x ic o 1993.

3. D ouglass N orth p ropone el e n cu en tro d ei p asado centrado en el análisis de las instituciones, las cuales
son construcciones hum anas y por lo tanto sus preferencias, sus m otivaciones y decisiones juegan un
papel im portante e n el p roceso d e cam bio. KC.E. M éxico 1993, ver tam bién C IP O L L A , C arlosÁnfoeii
Historia r la Economía, Editorial Crítica, B arcelona 1 9 9 1 ,“ en todo análisis e c o n ó m ic o es necesario tener
en cuenta las peculiaridades características filosóficas y psicológicas del hom bre, tanto su racionalidad
com o su irracionalidad, sus características m entales, sociales y culturales todo ello a escala individual y
c o lectiva” , p. 18.

4. X V I C ongreso de H istoria E c o n ó m ica - Q u ilin e s . B uenos A ires A rgentina, 16,17 y 18 de setiem bre,
1998. El presente trabajo fue presen tado en dicho Congreso.

' 5. 1B A R R A , A n tonio. ‘Í -a idea es q u e las nuevas instituciones lograron abrir un espacio de gestión e c o n ó ­
m ica que transform ó la relación vertical entre decisiones políticas c iniciativa privada, produciéndose un
nuevo equilibrio entre grupos privados y burocracia económ ica q ue llevó a un nuevo arreglo institucional
que definiría una nueva función costos y beneficios para las élites e conóm icas colon iales.” p. 4 . Ponencia
presentada e n Q uilm cs, “O rg a n iza ció n corporativa, gestión institucional y costos de transacción e n la
econom ía n ovohispana. El C o n su la d o d e C om ercio de G uadalajara 1 7 9 5 -1 8 2 1 " ,

6. V er F I S H E R J o h n . Gobierne y Sociedad en el Perú Colonial: el Régimen de las Intendencias 1784-1814,


L im a, P U C P , 1981.

35
7. Trabajos com o los de PARRON SALAS, Carm en. De ¡as reformas Borbónicas a la República, El consuladoy
el Comerán Marítimo de Urna 1778 - ¡821, Murcia, 1995; FISHER, John. El (lomerao entre España e Hispano-
amérira (1797-1820), Banco de España 1993; M E L Z E R John. Kindom to Republic in Pena The Consulado de
Comercio o f Lima and the hukfmdence o f Perú: 1809-1825, Tillanc Univcrsiliy 1978, complem entan nues­
tras fuentes documentales.

8. Archivo privado de la familia Lavalle.

9. Cuando hablam osde cambio institucional somos rendentes que no se modificaron en m odo alguno las
estructuras coloniales pero persiguieron la m odernización de la administración con un objetivo claro de
obtener mayor rentabilidad fiscal desde las colonias.

10. Esta es la finalización de una de las guerras con Inglaterra, que cortó las comunicaciones con Cádiz
durante 4 años. Ver Fisher, op, cit. 1993.

11. FISHER, John. El comercio entre España e Hispanoamérica (1797-1820). Banco de España, 1993.

12. N o debemos descartar que las reformas implcmeiuavun una mejor administración de la contabilidad,
por lo tanto en esos años las fuentes son mucho más precisas que durante las guerras internacionales.

13. M A Z Z E O , Cristina. “ E! C o m ercio Internacional en la crisis de la In d e p e n d e n c ia de A m érica,


Lim a-C ádiz 1783-1825’', en: Cambio Institucional e Historia Económica, Universidad Autónom a de Barce­
lona 1996, p. 596. En 1784 se había acumulado el numerario que debido a la guerra no se exportó en los
años anteriores y la caída de 1817 pudo deberse, según apunta Fisher a la caída de la producción argentífera
de 1812. Mi criterio es que en la colonia quedaba gran parte de los'caudalcs debido a las necesidades de
la guerra de independencia.

14. Estas cifras han sido tomadas de los 100 barcos que salieron desde el Callao hacia Cádiz entre 1783 v
1817.

15. M AZZEO, Cristina. El Cómeme Libre en el Perú, las estrategias de un comerciante criollo 1777-1815, PUCP.
1994.

16. AGI Lima 1546, en M AZZEO , C ristina, op. d t, p. 53.

17. PARRON SA IA S, Carm en. De las reformas Borbónicas a la República, El consulado y el Comercio marítimo de
Uma 1778-1820, Murcia, 1995.

18. FISH E R ,John,opxit. 1981.

19. PARRON SA1A.S, Carmen, op. cit. p. 211

20. A G N Avllón de Zalazar, 1815, 77 f. 1408. Ver también el trabajo inédito de D colinda Villa sobre los
H e rmanos Elizalde. La autora desarrolla las actividades de los herm anos Elizaldc desde su llegada a
Ijm a hasta la independencia.

21. Trabajo inédito sobre la Com pañía de Filipinas en lim a , realizado por Ram iro Flores. El autor desarro­
lla ías actividades de dicha empresa y la vinculación det Conde de San Isidro co n la misma.

22. Carta de Juan Bautista de I avalle a su hermano Antonio radicado en Cádiz, 5 / 5 /1 8 0 2 . En esta fecha se
produce una vacante en la dirección de la compañía y los I^avallc ven com o posibilidad vincularse a ella
y expresan: “la vinculación es digna de cualquier esfuerzo, dado que adem ás de la buena com isión que
deja, trac créd ito y d e p e n d e n c ia e n el c o m ercio que corre v entaja y am para el giro de lo s pro­
pios negocios''

23. PARRON SALAS, C arm en op. d t. p. 46 y subsiguientes.

24. M AZZEO , Cristina “Incidencia del Espacio Norte Peruano en la exportación global del cacao y la
cascarilla afin es del siglo X V H R , a i: España Teoría y Praxis, PU C P 1997, p. 199-214. Se han trabajado
las exportaciones de Guayaquil y Paita h a d a el Callao y se compararon con las salidas globales liada
Cádiz

25. SA IN T G E O U R S, Ives en Revista del Banco Central del Ecuador, Vbl. 5 Nro. 1 5 , Q uito 1983. La de mayor
valor era la de Loja y se extraía jx>r d puerto de Paita.

36
26. C O N T R E R A S . C arlos. El Sedar Exportador de una Economía Calonial I jx costa del Ecuador entre 1760-1820.
FL A C S O sede E cuador, AB YA -Y AL A, Q u ilo , 1990.

27. 1.a carga d e 81 libras, c o sta b a entre 5 y '5 pesos la carga, v se v e n d ía e n C á d iz a 2 3 .4 p esos la carga.
M A X X E O , C ristina , op. cit. p. 132.

26. H em os registrado la salida d el C a lla o d e 9 3 em b arcaciones c o n destino a C ád iz, ca d a barco p u ed e llegar


a tener entre 3 0 0 y 4 0 0 registros, Esta inform ación se está p asa n d o a una b ase d e datos c o n el objeto d e
precisar cuales fueron los diferentes n iveles d e com erciantes.

29. 1.a familia l^ v a llc cu m p lió im portantes s e n ic io s para el R cv. En 17 8 0 a n te la rebelión d c T ú p a c A m a r u ,


José A n ton io, el patriarca, ofreció su p eculio, persona y su fam ilia para Incitar a favor del Rey, h ech o que
le valió la recom pensa d e recibir el título de “C o n d e d e P rem io Rea!7', luego tres de sus hijos radicados en
España form aron regim ientos a favor del R ey y participaron e n la guerra contra los franceses. Ver
M A X ZK O , C ristina, op. rit p. 78-79.

30. Ver trabajo d e D c o lin d a V illa, op. c it

31. .J A U R E G U l, Luis, o p .c it . p. 76.

32. Esta práctica era c o m ú n y en las guerras anteriores Francia se h abía h ech o cargo del c o m e r c io co n
A m erica, (estaba u n id a a E spañ a po r p actos d e familia; pero m ientras e n esa ép o ca e ra q u e los barcos se
‘‘españolizaban’7, a partir de 1797 lo q u e ¡m |x u ta b a era la b and era. C o m o apunta P A R R O N SA L A S ,
C arm en “la b an d era a m ig a salva la c arga en e m ig a ”, op. c i t p. 4 1 2 .

33. Carla d el 3 0 de m a rz o d e 1807. Este do n a tiv o fue entregado p o iq u e con sta en el T esta m en to d e J u a n
Bautista d e Lavallc d e 1818. V er M A X X K O , C ristina, op. cit. p. 2 0 9 .

34. Real O rd en d e 1798, M A Z Z E O , C ristina, El C m eim libreen el Perú... p. 177.

35. C a r ta d e J u a n B a u n s ta a s u h e r m a n o A n tn n io c n 1806.

3S. Cartas de Juan Bautista d e la v a llc a su h e r m a n o A n to n io radicad o en C ád iz, d el 2 6 d e febrero d e 1805;


7 de julio d e 1806 y 2 3 d e octu bre d e 1806, A rchivo privado.

37. Carta d e A n ton io a J u an Bautista det 1 de noviem bre d e 1807.

38. El trabajo de R obcrt Sid n ey S m ith , en el prólogo del Indice del A rchivo del C o n su la d o de Lim a, es
pionero e n e l estud io d e estos im pu estos. T am bién el trabajo de M E L Z E R , John,

39. AG N, A cta del C on su lad o 2 3 / 1 0 / 1 8 1 6 - Lcg. 2 4 ; Para visualizar la cantidad de d inero aportado por el
C onsulado e n d efen sa del R eino, v e r el trabajo m uy bien d o cu m en ta d o de R E C A I A D O , L iliana y
SAI J N A , M aría. “ A p untes sobre la actitud del C on su lado L im eñ os e n la E tapa d e la E m ancipadora”
en: Colección Documental de la independencia del Peni T . IU pp. 2 7 1 -2 9 1 .

40. A G N A cta d el C on su lad o 2 7 / 7 /1 8 1 8 .

, 41. PA R R O N S A IA S , C arm en , op. cit. p .2 0 0 .

42. A G N A cta d el I 4 d c o ctu bre d e 1818.

43. A N N A , T im othy. Espmay la Independencia deAmérica, EG .E. M é x ic o 1986. p. 2 7 0 y siguientes.

44. Ibidcm pp. 22 3 -2 2 4 .

45. G O O T E N B E R G , Paul, Caudillosy ConmcumUs, ¡mformación económica del estado ¡ m u m ¡820-1860. C B C ,


Cusco, 1997.

46. Contam os con a m plia inform ación d e los n egocios entre 1 8 0 6 y 1812 e n las cartas d e la fam ilia Lavallc.
Ver el trabajo presen tado e n el C o lo q u io de H istoria E co n ó m ica e n L im a, J u n io 1998: "El co m ercio
hispanoperuano e n la coyuntura d e la o cu p a ció n francesa en la P enínsula” (inédito).

37
diálogos, N°l, 1999

“Tan dulce para España y tan amarga y esprimida


para sus naturales”: Lima y su entorno rural.
S. XVI y XVII
T eresa V ergara O rm eño

PUCP-UNMSM

Nuevos pobladores en los valles

A p artir d d m o m en to en que P izarra traslad ó la capital del v irreinato al valle del


Rim ac se dio inicio a u n a co n tin u a m ovilización de población hacía la nueva ciudad
y su en to rn o ru ral. Los españoles q u e tenían encom iendas en el área pasaron a con­
vertirse en vecinos de la ciu d ad (C obo 1964: 290). Ju n to con ellos p asaro n sus escla­
vos n eg ro s y la p o b la c ió n in d íg e n a q u e te n ía n a su s e n -ic io 1(L ee 1935: 1). El
cabildo les re p a rtió solares en la ciu d ad y tierras en la cam p iñ a p a r a ch acras y
heredades (C obo 1964: 302). A ntonio del S olar tenía en en co m ien d a a los indios de
Sulco y recibió u n a m erced de tierras en el m ism o valle. El p rocedem iento fue el
mismo en el caso c e N ic o lá s d e R iv e ra , el m o z o , e n c o m e n d e r o d e los in d io s
M alar.ca y d e F ra n cisco M a rtín d e A lc á n ta r a , e n c o m e n d e r o d e los c a ra b a y llo
-y los com as. L o s e n co m en d ero s q u e vinieron después gozaron del m ism o b e n e fic io
(V ergara 19 9 7 a: 20-21).
L a fundación d e la ciu d ad y la lleg ad a de nuevos pobladores a la región obligó a
la población o rig in aria a replegarse. Los m ás afectados fueron los indios del R im ac
en cuyo territo rio se h a b ía fundado la ciu d ad (C obo 1964: 289-290, Rostworowsld
Í978: 52). E n 1555 G o n zalo T aulichusco, cacique principal del valle, en un a infor­
m ación en v iad a al rey señaló:

“v como esta ciubdad de los Reyes esta fundada en e l asumióy tierras del dicho cacicazgo y que demás
después en e l los españoles que l<t comentaran a poblar ay por los gobernadores que en estos rem os ha
cuido como e l cabildo della se les ha dado y repartido p ota chacotas y en estas y estancias muchas de
las tierras que y o y los dichos iius yndios temamos y esto es tanta cantidad que a nosotros nos a
quedado muy poca según nosotras tenemos necesidad paca nuestra suslenta(iony paga de los tributos
que darnos” (A G I Lima 204, 1555: f3-í3vj.

• Las tierras q u e tuvieron q u e ced er e ra n valiosas. Su ubicación p e rm itía el dom i-


¡ifio del valle y el fácil acceso al agua. L a p a rte d e su población q u e allí residía posible-
fAtente [jasó a vivir en C h u n ta y ’. E n tiem pos del m arq u és d e C a ñ e te fueron nueva-
emente reubicados a u n a legua al oeste de la d u d a d en unas tierras q u e tam b ién era n
payas. Este traslad o d io o rigen al p rim e r pueblo de indios del valle. L e pusieron de
n o m b re M a ría M a g d alen a de C h a c a le a p e ro fue m ás co nocido c o m o e l p u eb lo d e la
m a g d a le n a 3 (Rostworowski 1978: 76-77).
|ñ L im a crecía a la p a r q u e a u m e n ta b a n las quejas de la p o b la d ó n indígena p o r el
Idespojo d e sus tierras y el ro b o de sus g an ad o s (Lee 1935: L). Pese a sus esfuerzos el

39
cabildo era incapaz de controlar la situación. U no de los factores que facilitaba la
usurpación de las tierras indígenas era la disminución que había experim entado la
población nativa en el área. En una relación don Gonzalo, curaca de Lima, señaló
que cuando él y sus indios fueron encomendados al marqués Francisco Pizarro el
curácazgo contaba con 3000 indios tributarios. Al momento de hacer la relación la
población había disminuido en tal grado que en total sólo tenía 250 indios1¡AGI
Patronato 231 s/í).
Además de los Rím ac entre los grupos más afectados estaban los curacazgos del
valle del Chillón. Estos grupos veían descender su población en form a alarm ante.
Los colli, en continua disminución desde la conquista inca, se encontraban en una
situación dramática. Sin poder impedirlo perdían sus tierras por no tener gente para
trabajarlas (Rostworoski 1989: 30-32).
Esta situación fue aprovechada por distintos grupos que se instalaron en los valles
alegando que las tierras eran vacas o presionando a los indios para que les transfirie­
sen las tierras que poseían en “ exceso” (BN A 185, 1570: (34).
Empezó a vivir en los valles gente que no era vecina de la ciudad. Algunos se
habían hecho de un pedazo de tierra mediante alquiler o com pra a indios y españo­
les (AGN D1E C 7 2 1,1595; AAL Curatos L 1 2 ,1631; BN A 185, 1570). Otros habían
optado por el camino m ás fácil: apropiarse de la tierra de los indios.
Con la llegada del virrey Toledo la á tu a d ó n se tornó más difícil p ara la población
originaria de los valles limeños. El virrey era partidario de poner en práctica las
reducciones y uno de los puntos básicos de su visita era hacer efectiva esta medida.
En 1571 comisionó a Ju a n M artínez de Rengifo p ara que viátara el valle de 1,ima y
concentrara a la población en pueblos de indios3 (Vergara 1997a: 13).
La población de los valles fue reducida en cinco pueblos compuestos por natura­
les provenientes de diversos curacazgos. La caída demográfica de la población indí­
gena del área condicionó está situación. E n San Pedro de Carabayllo, a orillas del
Chillón, fueron reducidos además de los colli, los carabayllo, los chuquitanta, los
sevillay, los comas, los guancayo, los sutea y los maca. En La Magdalena, además de
los rímac, redujeron a los m arunga, guadea, limagni, am ancaes y guala. En Santiago
de Surco se concentró a los Sulco, sus parcialidades caclla, vdcay, centaulli, camuco,
chamac, calagualca y cundían pasaron a convertirse en barrios del nuevo pueblo. En
Santa Cruz de Latí redujeron a los latí, sotechube, puruchuco y caraguay y en San
Ju an de LurigancEo a los lurigancho, guanchohuavlas v los tantacaxaB(Rostworowski
1978, 1989; Vergara 1992: 3).
L a creadón de los pueblos contribuyó al despojo de las tierras indígenas. Sin
embargo, la población indígena utilizó los medios que, tuvo a su alcance para inten­
tar recuperarlas, logrando algunos acceder a otras nuevas. Comprar, alquilar, litigar
fueron mecanismos comunes utilizados con ese fin7.
L a reducción de los indios en pueblos perm itió a la administración colonial con­
tar con mayor cantidad de tierras para repartir. L a presencia de la ciudad y la nece­
sidad de abastecerla de productos propidó la dem anda de tierras en su campiña. A
diferencia de otros lugares, en los valles de Lim a existieron propiedades rurales de
regular tam año desde muy tem prano8.
La chacra Coilique, de regular tam año, se habia form ado de una m erced de
tierras que Francisco Pizarro concedió a su medio herm ano Francisco M artín de
A lcántara. L a chacra estaba ubicada en el valle de Chillón donde residían los
carabayllo y los cenias indios que tenía en encomienda. Alcántara murió junto con

40
Francisco Pizarro en junio de 1541. La chacra pasó a m anos de su m ujer Inés Muñoz
quien tiempo después se casó con Antonio de Ribera. En 1571, cuandojuan M artínez
de Rengifo visitó la com arca limeña. R ibera era considerado uno de los tres más
im portantes dueños de tierras en el valle del Chillón'1(AGI Patronato 277, N.4 R68:
Lima 209, N I 6; Rostworowski 1989: 49-50).
Aunque es evidente que Lima era el principal polo de atracción de los migrantes,
un núm ero bastante grande de ellos optó por residir en los valles. La necesidad que
tenia la ciudad de Lima de ser abastecida con productos convirtió a sus valles en su
principal despensa. De ahí el interés de la adm inistración colonial de que las tierras
fuesen cultivadas. Abriéndose la posibilidad de trabajo para gente de todas las castas.
En 1617 Antón de Forres, negro, se presentó como testigo de Francisco H uerta y Ana
Guacha en un ju rio por tierras. Allí declaró que tenía m ás de noventa años y que era
chacarero en la Rinconada de Latí desde hacía sesenta (AGN D IE 063,1617:56-57).
Los requerim ientos de la ciudad tam bién dieron lugar a que las autoridades no
sólo se hicieran de la vista gorda sino que apoyaran la creciente ubicación de indios
forasteros en los valles, sea como propietarios o com o m ano de obra ( M E Curatos
L! 2,1631). En 1613 M artín Ramírez tenía una casa en el barrio de San Lázaro pero
vivía, desde hacía algunos años, en el valle de Lurigancho donde trabajaba como
chacarero. La casa la alquilaba por cuartos lo que 1c perm itía tener un ingreso extra.
Juan Rodríguez, natural de la villa de Saña, tam bién prefirió el cam po a la ciudad.
P or esos m ism os añ o s vivía en L u rig an ch o d o n d e ten ia ch acras. Allí se d e d i­
caba a tr a b a ja r sus tie rra s v a alq u ilarse p o r un jo rn a l en o tras ch acras del
vallo (Cook 1968: 239, 245).'
Conform e pasaba el tiempo el traslado de población indígena de la ciudad a los
valles em pezó a ser significativo. Esta situación originó la protesta de diversos grupos
que presionaron para que se impida a los indios trasladarse a los valles. En la década
del 30 del siglo X V II un im portante conflicto entre los curas de Santa Ana y la
Com pañía de Jesús tuvo lugar por este motivo.
El problem a se inició cuando 40 indios forasteros que vivían en el barrio de Santa
A na decidieron irse a vivir a las chacras que poseían en la R inconada de Latí. Hasta
ese m om ento habían acudido al valle diariam ente pero cansados de ir y venir opta­
ron por residir en sus chacras. Esta decisión motiv ó la oposición de los padres de la
C om pañía. Indicaron que si se m antenía esta situación no sería posible la catcquesis
de los indios. 1.os curas de Santa Ana fueron de distinto parecer, señalaron que rom o
los indios estaban inscritos en su parroquia ellos se encargarían de su adoctrinamiento.
El lugar de residencia de la población indígena determ inaba bajo la jurisdicción
de quien estaban para recibir la doctrina. D eterm inaba tam bién a quien correspon­
derían las primicias que debían entregar los indios. Parece ser que este punto, más
que el prim ero, fue la causa del conllicto entre los curas de Santa A na y la C om pa­
ñía. Los jesuítas p ara hacer valer su derecho señalaron que los indios que vivían en
los valles estaban dentro de la jurisdicción del Cercado, parroquia que ellos tenían a
su cargo. Los curas de Santa Ana alegaron lo contrario. Señalaron que los indios
estaban bajo su jurisdicción por estar inscritos en Santa Ana. Al crecer el conflicto en
proporciones los jesuítas acudieron al virrey, conde de Chinchón, con una m edida
drástica. Solicitaron que todos los indios forasteros que vivían en los valles fueran
reducidos en el Cercado. Intentaron justificar la m edida señalando que era la única
m anera de asegurar el adoctrinam iento de los indígenas. Este asunto era una de las
principales preocupaciones del virrey pero, aun asi, se negó a acceder a la petición.

ti
C o n sid erab a de vital im p o rtan cia la producción de las chacras de los indios e n el
sustento de la ciu d ad y el traslado de los naturales al C ercado p o d ría p erju d icar su
abastecim iento. A pesar de todo los jesuítas no salieron perd ien d o con la descisión. El
virrey dejó en claro que los indios de los valles estab an bajo la jurisdicción de la
p arro q u ia del C ercad o (AAL C uratos L12, 1631: T4-Í7).
Los naturales que p referían m an ten er su residencia en la ciudad o en el pueblo
del C ercad o se o rganizaron de diversas m aneras p a ra no descuidar el trab ajo de las
chacras. G abriel de C hávez, indio quiteño, vivía en L im a en u n cu arto arrendado.
D iariam en te se dirigía al valle de Lati a tra b a ja r en las chacras de P edro Coello. L o
m ism o hacía A ndrés G abihe natural del pueblo de San P edro de T iclo en L am pas.
Todos los días ib a a C íeneguilla a trab ajar en las chacras de un indio llam ado J u a n
(C ook 1968: 383, 412).
H u b o alg u n as que o ptaron p o r u n a solución in term e d ia . P erm an ecían en los
valles de lunes a viernes y regresaban a la ciudad los fines de sem ana. Así lo hacía
J u a n C lium bi, indio h u ach an o que regresaba los sábados a L im a don d e vivía con su
esposa y su hijo. A unque hubo casos m ás extrem os. P or ejem plo el del indio quiteño
Sebastián L ópez que sólo visitaba a su fam ilia los dom ingos1"(Ibid.: 428).
L a m ultiplicación de las chacras se vio favorecida p o r la dism inución de la po b la­
ción indígena, de los valles de Lim a. Los que q u ed aro n se vieron obligados a alquilar
o a v en d er sus tierras. Algunas veces realizaban la operación en fo rm a p articu lar con
el apoyo del p ro tecto r d e indios y en otros casos lo hacía el cacique en n o m b re dé. la
com unidad. Sin em bargo hubo oportunidades en que los caciques alquilaron o vendie­
ron las tierras sin la autorización de los indios. Este fue el caso de las tierras de Villa
p e rten ecien tes a los indios de S urco (A G N D IE G 721, 1595) y las del valle de
G arabayllo perten ecien tes a los colli. E n 1570 F ernando N acar, cacique de este gru ­
po, alquiló una p arte d e las tierras de la co m u n id ad a Ju a n Pizarro, vecino d e L im a " .
El arre n d am ie n to era p o r diez años, debiendo p a g a r an u alm en te 40 pesos d e p lata
co rrien te (BN A l 85, 1570: 6). Los indios protestaron p o r el alquiler siendo apoyados,
p o r el pro tecto r d e naturales que pidió que la ju sticia desconociese el alquiler

“en lo que toca a las duhaí tierras ks catiques que las arrendaron no lo pudieron hazer (...) por no
aber hecho antejusticia y ser de todos hsyndios las dichas tierrasy se a de dar por ninguno
el arrendamiento y mandarse entregar las dichas tierras a mis partes con los dichos cercados”
(Ibid,: 12).

E sta situación no fue la m ás com ún. L a m ayoría de las veces la o peración se llevó
a cabo. E n 1596, Francisco G hum bim aycha señalaba e n su testam en to q u e ten ía
alquiladas varias parcelas que poseía en los valles d e La M agdalena y G u a te a . E n el
valle d e Isa. M a g d alen a, en la zona conocida corno C aiilayto, le h a b ía alquilado al
español M arco A n tonio u n pedazo d e tierra p o r u n a ñ o qu e p ro d u cía do s fanegas de
se m b rad u ra d e m aíz. Y e n el valle de G u atea, le h a b ía alquilado al griego Francisco
D íaz una fanega d e se m b rad u ra de m aíz e n la zona con o cid a co m o C a la b ay a y u n a
fanega y m ed ia e n las tierras conocidas com o C h a c o tm a (C h a m e y 1986: 94-95).

El abastecimiento de la ciudad

E n la m ed id a q u e a u m e n ta b a la población de la c iu d a d 1- m ayores eran sus re­


q uerim ientos d e p ro d u ctos y de m ano de o b ra. l o s valles q u e circu n d ab an la ciudad
d eb iero n resp o n d er a estas dem andas.

42
Las referencias del siglo X V I m uestran que durante este periodo se logró satisfa­
ce r la d e m a n d a de alim entos. Pero p ata el siglo siguiente la producción de los
valles ya no era suficiente. I .a ciudad debió recurrir a la producción de otras regiones.
Sin em b arg o la p ro d u cció n del área rural limeña siguió siendo muy im pórtam e15
(Cobo 1964: 315-317).
F.n cam bio la dem anda de m ano de obra nunca fue satisfecha. La población
indígena del área no acudía a servir a la ciudad de m anera voluntaria. El virrey
Toledo tuvo que organizar la m ita de la plaza para obligar a los indios a trabajar en
las ciudades. Sin em bargo en el caso limeño no fue una solución. La dism inución de
la población indígena impidió que Lima se abasteciera con la población de sus valles,
desde un principio tuvieron que venir a la ciudad indios de otras regiones1'.

Los productos

La fertilidad de los valles limeños fue destacada en las descripciones de la época1


Las que, asimismo, coincidían en señalar lo propicias que eran estas tierras para los
cultivos españoles (Cobo 19G4:301). En 1630 Fray Buenaventura de Salinas y Córdova
describía a Lima y su com arca en estos términos:

“...Ai fin todos se hallan m ata Urna (tan dulce para España, r tan amaga y oprimida para sus
naturales! cím satisfarían y gusto teniéndola en lugar de patria: /naque ron entrañas de madre
piadosissima recibe laníos peregrinos, los sustenta y enriquece a todos, dándoles salud, gusto, alegría,
honray prorech:y para delirio de una reí, anda esta Ciudad tan caual que sustenta mucha gente
toda bien mantenida. Porque si llegamos a la fertilidad de la tierra y abundancia que
goza esta Ciudad aunque ¡afama lo dize, mucho mexorloprueua la experiencia (...)
tiene nuestra Ciudad de Luna (como ya diwwis) su caudaloso río. que (orrepor medio della, de donde
se sacan tantas acequias que riegan todos sus vallesy en las rasas corren fuentes (...) es la tierra
feracissim ay fecunda, de abundantissimas cosechas de trigoy de maíz ( . . Demas
desto muchos y grandes oliuares de tan linda azeytuna como la mexor de España.
Cañauerales dulces que lloran y quaxan mucha m iel,y mucha aqucar.y rueda la arro­
ba datay la botija de aquella a tresy quatro patacones:y ayuda mucho la huena induciríay ruidajo
de los labradores. Pues si miramos atentos a sus pueblos comarcanos,y por los vallesy
las sierras algunas leguas mas adentro que le acudeny tributan para su regalo, pue­
de comparary excede a las mexores del mundo, por las grandes viñas que tiene y
fru tas que se traen...” (Salinas [16301 1957: 246, 247).

Las descripciones m uestran la diversidad de lo producido en el área. Salinas por


ejemplo m enciona el trigo, la vid, el olivo y la caña de azúcar. Pero otros cultivos
com o la alfalfa, la cebada, los plátanos tam bién fueron adaptados con éxito (Cobo
1964: 301, 315). Estos productos se empezaron a cultivar bastante tem prano en res­
puesta a la dem anda de productos españoles de los pobladores limeños.
La introducción de estos cultivos trajo una serie de problem as a la población
indígena que vivía en el área. Para em pezar tuvieron que destinar parte de sus tierras
para estos productos. En realidad esta situación se originó cuando sus encom enderos
em pezaron a exigirles productos de Castilla com o parte del tributo. Luego los reque­
rimientos de la ciudad les mostró que había productos cuyo cultivo podía ser renta­
ble. A p artir de ese m om ento es posible que por propia iniciativa parte de sus tierras
fueran destinadas al cultivo de productos españoles. En 1584 los puruchuco y los latí,
reducidos en el pueblo de Santa C ruz de Latí, sem braban trigo en las tierras de
com unidad15 (Vergara 1997a: 9).

43
Los p ro d u cto s d e la tierra no dejaron de cultivarse. Los agricultores dedicaron
parcelas d e sus chacras a la producción de m aíz y de gran variedad de frutas de la
región. La ch acra de A ndrés Cancholay, de seis fanegadas, estaba dedicada p o r com ­
pleto al cultivo de árboles frutales. Producía pacayales, Iucum ares, guayabales, etc.
Estas frutas hab ían sido rápidam ente asim iladas a la dieta española. Su éxito m otivó
su com ercialización en las plazas de la ciudad. El m aíz, en cam bio, siguió siendo un
producto de consum o m áyorilariam ente indígena. A unque en algunos m om entos,
cu an d o el trigo e ra escaso, los españoles llegaron a consum ir p a n de m aíz (Vergara
1997a: 9, 26). L a d em an d a de m aíz en los m ercados lim eños no e ra com parable a la
de trigo, sin em bargo, am bos productos tenían el m ism o precio. E sta situación a u n a ­
d a a la ficticia o rea! escasez de trigo en algunas épocas del añ o anim ó a algunos no
indígenas a p ro d u cir m aíz en sus chacras. A fines del siglo X V I el español M arco
A ntonio y el griego Francisco D íaz lo cultivaban en las tierras que tenían alquiladas
en los valles d e L a M agdalena y G u atea (C harney 1986: 94-95).
G on la chicha, beb ida hecha de m aíz, la situación fue diferente. Este produc to
proveniente d e la tradición indígena llegó a extenderse bastante am pliam ente entre
¡a población d e sectores populares de la ciudad y su com arca. E n el pueblo de Surco,
Francisca C h an i, nidia principal, se en carg ab a de p re p a ra r y ven d er chicha. L a bebi­
d a e ra v endida en cantaros. Francisca co b rab a p o r cad a u n o 8 reales. Pues según
señaló ese era el m onto que A ndrés, pescador trujillano, le ad eu d ab a p o r el cán taro
de chicha que se había llevado (Cham e)- 1986: 98, V erguía 1997b: 151).
En la ciu d ad de L im a la chicha se vendía en plazas, tiendas y chicherías. M uchas
indias m igrantes con algún tiem po de residencia en Lim a se dedicaban a p re p a ra r
chicha ¡tarada venta. A lgunas com o M a ría G uanay y M a ría P om a G hum bi, am b as
solteras, la v e n d ía n en el m e rc a d o ju n t o co n m aíz y o tro s p ro d u c to s. O tr a s
co m o M a ría M a lq u e p r e p a r a b a n la c h ic h a p a r a q u e fu e ra v e n d id a p o r sus
p a tro n e s. Y las m enos, c o m o M a ría M a g d a le n a , te n ía n u n a c h ic h e ría p r o p ia
(V erg ara 1997b: 151-152).
El m ar y los ríos tam bién proveyeron a la ciudad con productos de gran d em a n ­
da. En los m ercados lim eños p o d ía encontrarse gran variedad de pescados y m aris­
cos, y en ab u n d an cia. Los traían a L im a desde el Callao, de la pescadería de S urco y
de otros ¡tuertos del n o rte y sur del litoral18 (Salinas 1957: 251-252).
E n un p rim e r m om ento cuando el tributo era pagado en especies, los grupos de
pescadores asentados en Surco y el C allao tenían com o obligación la entrega de
pescado com o p a n e del tributo. Años después, seguían abasteciendo a la ciudad de
l i m a con ese producto. E n 1613 el pescador chalaco C ristóbal M a rtín declaró que
"v a y viene con pescado a esta ciudad y esto tiene p o r trato ” (Cook 1968: 374). Pero
la actividad h ab ía dejado de ser privativa de los indios de estos valles. E n la pesca y
venta de la anchoveta p articip ab an varios indios trujillanos. M ateo G u an ch a co ,Ju an
C h im aza, y L orenzo G uarnan, po r ejem plo, vivían en L im a desde hacía v arios años
dedicados a la v en ta d e anchoveta en el rastro de la ciudad. Los dos prim eros eran
naturales del pueblo de H uanchaco, y el últim o del pueblo de M agdalena d e Gao.
Estos indios se hab ían dedicado a la pesca en sus pueblos de origen (Ibid.: 3 9 1 ,4 3 7 ,
438). Situación que p arece fue bastante com ú n en tre los pescadores. Ju a n Q uisla,
chinchano. y D iego D íaz, iqueño, vivían en L im a dedicados a la pesca, oficio q u e
p racticab an desde antes de llegar a la ciudad (Ibid.: 19, 436).
L a g ra n d e m a n d a de pescado hacia de la pesca u n a actividad bastante rentable.
E ra, p o r lo tan to , una alternativa de trab ajo n a d a despreciable. El cacique de los

4*
indios de T r o p o , d o n ju á n G onzales C ornejo, hacía veinte años que vivía en I .ima
dedicado a la pesca. Para p o d er dedicarse a esta actividad a tiem po com pleto había
dejado en la ciudad de Trujillo al indio clon Diego del Salto (-m argado del gobierno
de los indios. El cacique poseía un chinchorro y tenía trabajando con él a varios
indios trujillnnos. Todos residían en Lima desde hacía varios años, y vivían con d
cacique en unos en an o s q u e alquilaban en la casa del capitán Alonso G ó m ez (Cook
1968: 255-256).
Por set' u n a ac tividad rentable y con posibilidades de trab ajo gente de todos los
grupos étnicas estaba dedicada a esta labor. Algunos com o em presarios y otros com o
simples pescadores. En 1608, el indio pescador Diego D íaz había llegado a Lim a
procedente de la p arroquia de Lucen en lea. T res años después había n itra d o a
trabajar con Francisco D íaz, pesc ad o r español, quien desde hacía dos años pagaba
por él el trib u to (Cook 19(18: 43b). Este español tenía adem ás de Francisco a cutos seis
indios, provenientes de distim os puntos del virreinato, trab ajan d o para él a cam bio
de un jornal. Algunos vician con él en su casa, ubicada en la calle de los pescadores
abajo de San Diego. Esta situación podría indicar que recibían alojam iento to m o
parte de su salario, algo com ún en la época. El resto vivían ju n to s en unos cuartos
que les alquilaba M ariana de C astro en el barrio de S an L ázaro (Ibid.: 373-375).
Baltasar de los Reyes lúe otro de los exitosos em presarios españoles. T enía trab ajan ­
do para él a veinte indios trujillanos encargados de las labores d e pesca y del traslado
del pescado a Lima. B altazar vivía en Surco, y su centro de operaciones e ra el puerto
del pueblo (más tarde conocido com o Chorrillos) {Ibid.: 422).
El negocio del m ulato Francisco I lern án d ez parece no haber sido m uy grande. El
misino se en carg ab a d e vender el pescado p o r las calles de la ciudad. En esta tarea lo
ayudaba alguno de los indios que trab ajab an p a ra él. En total e ra n siete, provenien­
tes de A tiquipa, Acarí, Pisco y H uacho. Todos vivían co n Francisco en su casa ubica­
da en el b arrio tic San S ebastián1” {Cook 1968: 442-444).
Entre los productos del m ar los cam arones fueron especialm ente solicitados. Kn
los m ercados limeños se les solia en co n trar e.n abundancia procedentes del río R im ar.
Las descripciones de la época, y de épocas bastante posteriores, coinciden en calificar
a los cam arones riel R im ar com o grandes y sabrosos. En ese entonces la m ayor p arte
de la población indígena de San L ázaro estaba dedicada a su pesca y venta en los
mercados d e la ciudad. Actividad a la qu e se dedicaban desde antes de la llegada de
los españoles. Luego indios de otras regiones, residentes en L im a, hab ían pasado a
competir con ellos (Cook 1968: 368, 375, 382. 405, 438).
El elevado consum o y com ercio del pescado y los m ariscos en aq u el tiem po se
puede en ten d er fácilm ente si se tiene en cuenta la cantidad de días que la Iglesia tenía
prohibido el consum o de carne roja. Esta disposición convertía a estos productos en
alimento obligado d u ran te esas fechas (Salinas 1957: 251-252).
La producción de los valles era trasladada a Lim a p o r los m ism os productores,
por los trabajadores de las chacras (esclavos o jornaleros) o po r los interm ediarios. La
venta de los productos en los m ercados ele la ciu d ad estaba, principalm ente, en m a­
nos de las m u jeres. S eg ú n C o b o ‘‘en ta m o n ú m e ro q u e p a r e c e un h o rm ig u e ro ”
(Cobo 1964: 309).
Indias, negras, mestizas y m ulatas se ubicaban alred ed o r d e las plazas d eb ajo de
unos toldos don d e cada una tenía señalado su sitio. Las indias co locaban sus p ro d u c­
tos en el suelo sobre unas m antas. O frecían adem ás de frutas y verduras productos
; cocidos que traían en tinajones y ollas grandes conteniendo lo cro (guiso de m aíz y
<ají), frijoles y truchas. Las m ulatas y negras vendían sus productos sobre m esas de
m adera. E n tre éstos destacaban sus postres. Sus buñuelos, natas, quesos y requesones

45
en trab an en com petencia con las m azam orras blancas y m oradas que vendían Lis
indias (Vergara 1997b: 150).
A lgunas placeras vendían lo producido en sus chacras, ubicadas en los alrededo­
res de la ciudad. O tras actuaban sólo com o interm ediarias. En este caso se traslada­
ban a las chacras donde adquirían los productos (Ibid.: 150).
H u b o tam b ién las que vendían productos procedentes de otras regiones. Por lo
general se tratab a de productos que sus m aridos se encargaban de tra e r a la ciudad.
Así lo hacían Ju a n a d e C asm anco y su esposo Ju a n C oncho, natural de los Conchucos.
Ju a n viajaba continuam ente a la sierra de donde traía m aíz, papas y otros productos
que Ju a n a se encargaba de vender en el m ercado de la ciudad. Los productos proce­
dentes de otras regiones no diferían necesariam ente de los producidos en los valles de
la com arca limeña. Com o se puede ver Ju a n Concho traía maíz producto que se
cultivaba con éxito en los alrededores de la ciudad. U ñ a posible explicación es que
siendo Ju a n y Ju a n a m igrantes sin tierras en la cam piña podían obtener mayores
ganancias vendo a traer los productos de la sierra’" (Cook 19G8: 41).
L a d em an d a de alim entos proveniente de la ciudad tuvo consecuencias diversas,
Por u n lado la población de los valles se vio forzada a producir p a ra satisfacer los
requirim ientos de la ciudad. Pero por otro las tierras pasaron a tener cada vez m ayor
valor y a convertirse en un bien codiciado p o r todos aquellos que veían en la agricul­
tu ra una actividad rentable21. Esta situación afectó principalm ente a la población
indígena del lugar que sufrió la pérdida de sus tierras, la m ayor parte de las veces las
m ás fértiles.
D esde la fundación de Lim a población de diversas castas se había introducido en
las tierras de los indios. Pero en la m edida que crecía la d em an d a de productos
españoles era mayor el núm ero de gente interesada en poseer derras en los valles
limeños. B uscaban aquellas que se enco n trab an cerca de las acequias y que po d ían
sel fácilm en te irrig a d a s. E n esp ecial los q u e se d e d ic a ro n al cu ltiv o de la c a ñ a
de a z ú c a r n e c e s ita b a n d e u n a c o n s id e ra b le c a n tid a d de tie r r a y d e a g u a 22
(Vengara- 1997a: 24-25).
E n el valle de Surco se u b icarán im portantes haciendas productoras de azúcar
com o Villa y San Juan propiedades jesuítas (Ibid.: 36-37). Por este m otivo los indios
de S urco fueron especialm ente afectados. E n 1686 el cacique Ju a n T antachum bi dijo
que la falla d e agua era la principal c a u s a n te d e q u e los indios a b an d o n aran el
pueblo:

“cada día se bim ausentando las familias de manera que sino se pone reme£o quedará todo
desiertay ¡aanua es la falta de agua que no sólo se carece de ella las sementeras sirio losganados” u
(AGN Juzgado de Aguas, C 3.3.3.32, 1686: f45-f45v).

Los recién llegados a los valles obtuvieron tierras algunas veces apoyados p o r el
cabildo otras p o r la fuerza. Diversos argum entos fueron esgrim idos a favor de la .
usurpación. El más frecuente que los indios se en co n trab an m uy dism inuidos y que
poseían tierras en exceso. Los naturales utilizaron la r ía legal p a ra defender sus p ro ­
piedades y en algunos casos la Real Audiencia falló a su favor. Pero el triunfo fue
form al no real. Las tierras no volvieron a su poder. H asta la prim era com posición de
tierras (1592) m antuvieron la esperanza de recuperarlas pero los hechos les dem os­
traron que eso no sería posible. El licenciado Coello, encargado de la com posición de
tierras en los valles de Lima, com partía la opinión de que los indios tenían m ás tierras
de las que necesitaban. Basándose en ello no favoreció las dem andas de la población

46
¡indígena (V ergara 1997a: 13-19). L os funcionarios en ca rg a d o s de la se g u n d a c o m p o ­
sición de tierras, a lre d e d o r de 1640, siguieron e n esta m ism a línea.
E n este sen tid o u n á d e las co n secu en cias m ás graves de los cam b io s suscitados a
raíz de la fu n d ació n d e la c iu d a d fue el despojo q u e sufrió la p o b lació n in d íg e n a de
sus tierras m ás productivas. Pero no fue la ú nica. M a ría R ostw orow ski en un im p o r­
tante tra b a jo sobre los pescadores d e la co sta p e r u a n a llam a la ate n c ió n so b re las
graves con secu en cias q u e p a ra este g ru p o h a b ía ten id o el q u e los esp añ o les d e c la ra ­
ran que el m a r y sus orillas era n com unes a todos. D e a c u e rd o co n sus investigaciones
los grupos de pescadores a lo largo de la costa p e ru a n a h a b ía n ten id o playas y caletas
particulares (Rostworowski 1989: 270).

La mano de obra

Los req u erim ien to s d e m a n o d e o b ra de los vecinos de las villas y ciu d ad es llevó al
virrey T o led o a o rg a n iz a r la m ita d e la plaza21 (C obo 1964: 318). U n paso previo,
que facilitó e n g ran m ed id a el fu n cio n am ien to de esta institución, fue la re d u c c ió n de
los indios a p u eblos (V ergara 1990a).
E n el caso d e los valles lim eños los pueblos se c o n fo rm a ro n a p a rtir d e diversos
curacazgos. A ca d a u n o T o led o le señaló el n ú m e ro de m itayos q u e d eb ía n e n v ia r a
la ciu dad a tra b a ja r en rasas, ch a c ra s y o tras em p resas d e los españoles. L a resp o n ­
sabilidad en el cumplimiento de la m ita recae ría sobre las autoridades indígenas. E stas se rían
las en carg ad as d e ver q u e c a d a g ru p o cu m p la c o n su cuota en el p lazo previsto.

C u ra c a z g o Pueblo Encom endero M itayos


Su ico S u rtí) A n to n io N av arro 50
M a g d a le n a (R im ar) M a g d a le n a J u a n d e M e n d o za 30
M a la n g a y G u a te a M a g d a le n a N icolás d e R iv era 18
Lati* y C a ra g u a i L ati 22
C a rab av llo * C a ra b a v ilo 24
L u rig an ch o L u rig a n c h o R eal C o ro n a 12

* También s e e s ta c o n t a n d o a o tr o s g r u p o s e t ílic o s a llí r e d u c id o s .


F u e n te : C o b o 1904: 3 1 9 .

E n la d é c a d a d e 1570 el n ú m ero de m itayos p ro v en ien te d e los p u eb lo s d e la


com arca lim eñ a e r a d e 156. A todas luces u n a c a n tid a d insuficiente. C o m o solución
T oledo dispuso q u e p o b lación in d íg en a d e o tra s regiones d e la sie rra, y n o rte y su r d e
Lim a co n trib u y eran co n m itayos p a ra el servicio de los españoles resid en tes e n la
ciudad (C obo 1 9 6 4 :3 1 8 -3 1 9 ).
Los in d io s d e la co m arca y los q u e v en ían de zonas m á s d istan tes u n a vez q u e
llegaban a la c iu d a d e ra n re p a rtid o s p o r los alcald es a los vecinos q u e los so licitab an .
En el re p a rto e ra n favorecidos los q u e te n ía n la b ra n z a s en los valles (Ibid.: 319). Ix>s
naturales d e la región c o n tin u a b a n viviendo en sus pueblos. P ero d ia ria m e n te se
dirigían a la ciu d ad o a las ch acras, según d servicio q u e e sta b a n p re sta n d o . L os
mitayos (jue v en ían d e sitios m ás alejados se q u e d a b a n en el C e rc a d o , si tra b a ja b a n

-17
en las casas o huertas de la ciudad, o en las chacras si era en el cam po donde presta­
b an sus servicios (AGN D IE C 4 7 , 1603:15).
P ara la tercera década del siglo X V II el núm ero de mitayos que T oledo había
indicado p ara q u e sirv ie ra n en la ciu d a d h a b la d ism in u id o considerablem ente’5
(Cobo 1964: 318-319). Los caciques no podían cum plir con las cuotas de mitayos
que tenían señaladas. Enviar la sétim a p arte de su población a servir a la ciudad
significaba quedarse sin gente p ara que cultive las tierras y verse im pedidos de pagar
el tributo. E n los pedidos de revisitas que hacían los jefes étnicos, con intención de
que se les rebaje el núm ero de mitayos y el m onto del tributo, señalaban que p o r
cum plir con sus obligaciones habían descuidado el cultivo de sus tierras, el cuidado
de sus anim ales, en general su propio sustento y el de sus familias. P or este motivo,
decían, m uchos habían decidido huir hacia otras regiones (AGI Patronato 231 s/f;
A GN Juzgado de Aguas C 3.3.3.32, 1686). L a situación, p o r lo tanto, se había con­
vertido en un círculo vicioso.
En contraposición había aum entado el núm ero de españoles que tenían tierras en
los valles. Gom o se vio líneas arrib a la existencia de la ciudad aseguraba un m ercado
p a ra la producción de los valles circundantes. Situación que incentivó la adquisición
6 alquiler de tierras en la cam piña lim eña. E n 1639 eran 220 los propietarios rurales
q u e r e c ib ía n m a n o d e o b ra m itay a p a r a el tra b a jo de sus tierras. El pago que
h a c ía n a los m itayos p o r sus servicios era de 2 reales diarios adem ás de com ida
(Cobo 1964: 319). Se tratab a de u n a m ano de obra a todas luces m uy b arata*. Esta
situación originaba u n a gran dem anda de m ano de o b ra indígena. Los españoles
que h ab ían llegado en un segundo m om ento reclam aban que les fueran repartidos
indios p a ra p o d er poner en m archa sus empresas. L a p oca disponibilidad de m ano
de o b ra indígena y la preferencia p o r los encom enderos y otros personajes influyentes
hacía que los labradores a p esar de tener derecho al reparto de indios m uy pocas
veces consiguieran co n tar con m ano de obra m itaya.
L a gran dem anda de m ano de obra era imposible de satisfacer m ediante la m ita.
Se in tentaron dos soluciones. La prim era fue intensificar el com ercio de negros. Y la
segunda fue p erm itir que los indios que venían a servar com o mitayos se quedaran
com o jornaleros, en algunos casos por cortas tem poradas y otras veces p ara siempre.
Ig u a lm e n te se tuvo q u e a c e p ta r que se em p lee to m o jo rn a le ro s a los in d io s
q u e h ab ían fugado de sus pueblos (AAL C uratos L12, 1631). Estos indios a diferen­
cia de los m itay o s r e c ib ía n m ejor trato. Para em pezar su salario era m ás alto,
recibían 2 reales m ás p o r d ía, a p a r te de que en m uchos casos no pagaban tributo
(Cobo 1964:319).
Esta situación originó que un nuevo grupo étnico p asara a poblar de m an era
m a s iv a lo s v a lle s lim e ñ o s: los esclavos n e g ro s. E s ta p o b la c ió n h a b i t a b a
m ayoritariam ente en las propiedades rurales, pero hubo algunos qu e vivían com o
labradores en los valles. E n 1639 C obo calculaba que alrededor de 15,000 negros
vivían en la com arca lim eña (Cobo 1964: 306). Su presencia era im prescindible en
las haciendas productoras de cañ a de azúcar donde se requería m ano de obra espe­
cializada. El trabajo en las calderas, por ejem plo, requería de trabajadores con expe­
riencia. A dem ás las leyes prohibían que en este tipo de trabajos se em pleara m ano de
o b ra indígena ÍVergara 1997a: 27).
L os in d io s fo ra ste ro s fu e el o tr o g r u p o q u e p asó a in te g r a r la p o b la c ió n de
los valles. Los que decidían quedarse a vivir en los viriles in ten tab an to m ar esposas
entre las indias de la región y d e esta m anera q u e d a r in te g ra d o s e n las c o m u n id a ­
des indígenas. L a v isita al v alle d e S u rq u illo re a liz a d a en 1647 m uestra q u e de

48
los 39 forasteros empadronados 8 estaban casados con indias del lu g ar' (Vergara
1997a: 15¡. La mayoría trabajaba por un jornal en las chacras de la región. El pago
incluía vivienda, alimentación, vestido, y cuidado en enfermedades31. Esta situación
alentaba las fugas de sus pueblos y la tentación de quedarse como jornaleros de los
que habían llegado como mitayos (Cobo 1964: 319). Además contaban con la pro­
tección de los virreyes y otras autoridades que solían ser reacios a cumplir con la
norma que exigía devolver a sus pueblos a los indios fugados. La necesidad de.mano
de obra barata fue más fuerte que hacer cumplir la ley.

La ciudad y sus valles: lívida cotidiana

La vida en los valles

Un nuevo componente deI~espauo rural fueron las chacras y haciendas28 y los


pueblos de indios. A partir del gobierno del virrey Toledo, ya de forma definitiva, la •
población indígena de los valles limeños dejó su antiguo patrón de poblamiento disper­
so para pasar a vivir en pueblos al estilo español” . Las leyes dadas para el gobierno
de las reducciones intentaron frenar la movilidad de la población indígena, prohi­
biendo que saliesen de los pueblos sin el permiso de sus autoridades. Las leyes tam­
bién prohibieron que españoles, mestizos y negros viviesen en los pueblos de indios
(Vergara 1990a). En la práctica estas disposiciones no se cumplieron.
Las fronteras señaladas por las reducciones coloniales no impidieron que la po­
blación indígena mantuviera el estrecho contacto que siempre habla tenido. Las rela­
ciones que se hablan dado desde ames de la llegada de los españoles a los valles
persistieron, sólo que ahora bajo nuevas formas.
En su testamento Francisco Chumbimaveha, natural de Surco, indicaba que va­
rios indios residentes en otros pueblos de la comarca le adeudaban dinero.Juan Caymin
Quispe, que vivía en el pueblo de La Magdalena, le debía 8 reales de media fanega
de maíz que le había vendido. A Lorenzo Toledo, que vivía en el mismo pueblo, le
había rebajado la deuda de 4 pesos a 20 reales. Y Benito de Carbajal le debía 12
reales del maíz que le había vendido. Benito le habia dejado en prenda dos viejos
penachos negros. Francisco pedía a sus herederos que cobren estas deudas. Y que en
el caso de Benito le devuelvan los penachos que debían estar podridos porque él
nunca los había sacado de la caja en la que vinieron (Gharney 1986:96).
Las parejas tam poco respetaron las fronteras de los pueblos. Francisco
Chumbimaycha, originario de la parcialidad de guatea reducida en La Magdalena,
estaba casado con Francisca Chani natural del pueblo de Surco11. Se trataba de dos
indios considerados principales en sus pueblos. El matrimonio les permitió mantener
el acceso a tierras en los dos valles (Chamey 1986: 93, 98).
Pero la presencia de la ciudad de Lima había hecho que los valles de su comarca
se convirtieran en un lugar de confluencia de todos los grupos étnicos de la sociedad
colonial. Españoles, mestizos, negros e indios provenientes de distintas regiones del
virreinato y de fuera de él se alinearon en la ciudad y en su campiña. La nueva
población de los valles limeños estableció todo tipo de relaciones: económicas, socia­
les, y sentimentales.
Pedro Fernández, español, era labrador en el valle de Surco. Allí había conocido
al indio Vicente Román que vivía en el pueblo. En una ocasión Vicente habia nece­
sitado fanega y media de maíz y Pedro se la había prestado (AGN Donaciones Suel­

49
tas D on.l D4.1-1, J 651: f42). Cristóbal Romero, indio, y Antón Popon y su esposa
Jacinta, negros, vivían en el pueblo de Surco. Antón y Jacinta habían ayudado en
diferentes oportunidades a Cristóbal con dinero. Este les adeudaba un patacón a
cada uno {Ibid.: £56). L a relación entre doña Isabel Caxaiquilla, india principal, y
Juan Delgado, español, era muy especial. Ellos eran compadres y solían ayudarse
mutuamente. En su testamento doña Isabel resalta la amistad y ayuda que le había
brindado su compadre en diversas ocasiones. Como cuando había necesitado dinero
para gastos urgentes, pero sobre todo las veces que necesitó p ara com prar sus medi­
cinas. Indicaba que en total D elgado le había entregado 350 pesos y que debía de
pagársele. En m uestra de su agradecimiento lo nom bró uno de sus albaceas, el otro
era su esposo, y decidió dejarle parte de sus tierras en herencia (Charnev 1986:159).
Las compañías fueron una forma de relación frecuente que se daba entre amigos
o conocidos. Permitía que las personas que estaban interesadas en invertir en la agri­
cultura pudieran hacerlo sin correr solas con el riesgo. C ada compañero contribuía
con algo: tierra, mano de obra, semillas, dinero. El producto se dividía en piules
iguales. En 1562 el cacique Gonzalo Taulichusco tenía sem brada una sementera de
trigo junto con el español Juan Benítcz. Y con otro español, Andrés M achuca, tenía
sembradas 10 fanegas de trigo. En su testamento señaló que se entregue a sus indios
la parte que le correspondía de la com pañía que tenía con Benítez. Y que del produc­
to de la v en ta de lo que ten ía sem brado con Machuca se term ine de pagar la
imagen de Nuestra Señora que estaba en la iglesia del pueblo de La M agdalena
(Lohmann 1984: 172).
Las relaciones amorosas tampoco estuvieron ausentes, aunque no fueran siempre
armoniosas. La pareja formada por Diego Hernández, chacarero español de 1.urigancho,
y la india Juana Borona no era de las mejor avenidas. Según Diego ella no era más
que “una perra yndia borrac ha que no merecía estar casada con españoles”. Las
relaciones tampoco eran muy buenas entre Nicolás Hilario, indio de la Rinconada
de Lati, y la negra esclava M ana Yeláxquez. Sólo que en este caso el que parecía
llevar la peor parte era Nicolás. El se quejaba que M aría le pegaba continuam ente y
que una vez hasta lo había dejado mal herido (Lavalle 1986: 447,453).

De los valles a lim a

La Lima colonial no fue un lugar de residencia exclusivo de españoles y de stts


esclav os, como se pensó en algún mom ento v como pretendieron sus autoridades. A
pesar de las continuas prohibiciones, la movilidad de la población indígena fue con­
siderable. Las reducciones no lograron -c o m o se esp era b a- frenar el desplazamien­
to de los naturales.
La cercanía de la ciudad perm itió a los indios de los valles m antener un estrecho
contacto con los grupos que allí residían. U na vez más la ley quedó en el papel. La
población redunda en los pueblos se dirigió a Lima por diversos motivos. U nas veces
a alquilarse com o m ano de obra, otras a vender sus productos y com prar otros;
igualmente, a pedir o dar dinero prestado y a visitar a familiares y amigos1'2.
Vicente Rom án, indio de Surco, solía ir a U rna a hacer compras. C uando no
tenía dinero pasaba prim ero por la casa del español Juan de Avila niñeada en Lázaro.
Este español se ocupaba de prestar dinero p ara “hacer bien y buena obra”31. La
última vez había ido a la ciudad a com prar dos botijas de vino para lo que Avila le
había prestado siete patacones31 de los que aún le debía dos. M artín Chavque, indio
de La M agdalena, era amigo de Vicente. Sabía de la confianza que Avila le tenía y

50
decidió aprovecharse. Fue a S an L ázaro y a n o m b re de V icente pidió p restados 30
patacones. Avila se los dio y V icente tuvo que carg ar con la deu d a. E n su testam ento
o rd e n a b a a sus albaceas qu e le co b ren a C h a y q u e los 30 pataco n es y co n esa plata
m a n d e n a d e c ir m isas p o r su a lm a (A G N D o n acio n es S ueltas D o n .l D 4.1-1,
1651: f4‘2-f43).
M a ría Jo sefa Lanag, n atu ral de Surco, c o m p ra b a en la ciu d ad las telas c o n las
que co n feccio n ab a su ro p a y la de su m arido. G u an d o le faltaba d in ero se lo p ro p o r­
cio n ab a el español F ern an d o C u a d ra d o . L a figura era la m ism a q u e e n el caso an te­
rior, (Ibid.: 137v). M aría de Jesús, tam b ién del pueblo de Surco, ib a co n tin u am en te a
L im a a c o m p rar diversos productos.. E n San L ázaro en la b odega d e u n español tenía
una d e u d a d e 20 pesos. Y con el confitero español G asjrar F ern án d ez te n ía o tra
d eu d a p ero sólo p o r “ algunos reales” . E n las instrucciones q u e dejó en su testam ento
señalaba q u e p arte de estas d eu d as d eb ían pagarse con los 8 pesos q u e el capitán
español Felipe de Z avala, residente en L im a, le d eb ía de unas cargas d e le ñ a que
tiem po atrás le h ab ía v endido (Ibid. l'45v, f49, Í51).
L a ciu d ad de Lim a, com o p u e d e apreciarse, fue un lugar b a d a d o n d e se desplazó
co n tin u am en te la población indígena de los valles. Pero a diferencia de los indios que
p ro v en ían de o tras regiones p a ra ellos la ciu d ad no fue el lu g ar de refugio don d e
p o d ían o cu ltarse y escap ar del trib u to y de la m ita. L t cercanía d e L itn a ju g a b a e n su
co n tra. P erm itía que sus au to rid ad es p u d ie ra n ubicarlos ráp id am en te. Es p o r esta
razón q u e la ciu d ad n o se convirtió en el lu g ar de residencia de los indios q u e fuga­
b an d e los valles lim eños. Los q u e h u ían lo hacían hacia sitios m ás lejanos don d e
p u d ieran sentirse a salvo.
D e acu erd o con los d alos del p a d ró n de 1613 no llegan a diez los indios prove­
nientes de los valles que vivían en L im a (Cook 1968). E sta in form ación coincide con
la que m u e s t r a Q u i i o z ( 1 9 9 3 a ) s o b r e el n ú m ero de aprendices provenientes de la
co m arca lim eña. Para el siglo X V I e n c u e n tra seis v p a ra el X V III solam ente das.
E n cam b io población indígena d e diversos lugares, algunos ta n a p a rta d o s com o
P a n a m á y M éxico, llegaban p a r a establecerse en l i m a . La m ovilidad de los naturales
a p e s a r d e las leyes restrictivas fue m u y g rande. H a b ía indios q u e llegaban a l i m a
h ab ie n d o p asad o antes p o r o tro s lugares. A lgunos p refe rían ir y v en ir co n stan tem en ­
te p a ra n o p e rd e r el co n tacto co n sus p arien tes y aseg u ra r sus d erech o s en sus p u e­
blos*5 (V a g a r a 1996). A la p re g u n ta d e p o r q u é h ab ían venido a l i m a la respuesta
m ás frecu en te era p ara g a n a r u n jo r n a l. E n 16 l 3 J u a n T is ic o d ia a c a b a b a de lle g a ra
L im a. D ijo q u e su oficio era a b r id o r d e cuellos y q u e venia a “g a n a r d e co m e r” . N o
todos ten ían suerte. A A lonso C o ro n o le h a b ía ido m uy bien. D ijo q u e desde h ace
dos añ o s q u e llegó a la ciu d a d “a n d a buscando su vida y e n tr a e r leñ a y tra b a ja r
d o n d e h ay a” (C ook 1968: 11, 240-241).

Notas

1. M u flio s españoles que tenían encom iendas en los valles d e l im a tam bién tenían encom iendas e n otras
regiones, lisia miu¿k ¡óii originó q u e hubiera una constante m ovilización de población indígena prove­
niente d e estas encom iendas q u e se dirigía a Lima a entregar los productos d el tributo y a realizar servi­
cios para sus encom enderos. D urante el gobierno del lie. Casi no se dio inicio a la construcción del pueblo
del C ercado lugar d onde d ebían vivir estos indios. £1 objetivo era evitar que estuvieran dis|>crsos por
toda la ciudad. El padrón d e 1613 rraicstra q u e c! objetivo n<>se cum plió. 2

2. Estas tierras cambien eran suyas. Estaixm ubicadas cerra d e lo que posteriorm ente fue la iglesia d e San
Sebastian.

51
3. Kn esc momento junto con los Rímac se concentró a la población de los ouracazgus vecinos de Maranga,
Guatea. Amaneaos y Guala, Pero fue en el gobierno de Toledo que la reducción fue ejecutada con ta tú .
Para mayor información sobre este tema veáse Málaga Medina (1974j.

4. La disminución de la población indígena en el área no sólo se debió a la caída demográfica consecuencia


de epidemias y maltratos. Una causa in c it a n t e fue la buida de muchos indios hacia otras regiones. Kn
ia misma relación don Gonzalo señala que 60 indios se habían ausentado col valle y vivían con españoles
V están en muchas parles divididos que no quieren servir ni trilnitar con los demás yndios del dicho
repartimiento'’, lil curaca pedía autorización para obligarlos a regresar porque los que se habían queda­
do estaban siendo muy perjudicados al tener que pagar por ellos el tributo vías otras cargas (AGI
Patronato 231 s/f;.

5. I.a visita tenía como Dualidad conocer el número de personas con que contaba cada grupo étnico, qué
producían sus tierras y cuántos extranjeros poseían tierras en el lugar.

6. Gis nuexospueblos no fueron aceptados fácilmente. Por lo genera!, se tuvo que obligar a la población a
permanecer en ellos, muchas veces utilizando la violencia. Aun así muchos indígenas regresaron n sus
antiguos territorios. Los Mimagni son un buen ejemplo. Durante el gobierno del virrey Toledo este ayllu
de pescadores fue obligado a trasladarse del ( lallao al pueblo de La Magdalena. Al reducirlos les entrega­
ron tierras que debían cultivar para contribuir al pago del tributa Kilos alquilaron las tierras regresando
la mavoría al Callao. Algunos prefirieron abandonar la región instalándose en otras caletas como loras*
teros <AAI. Causas Civiles L 4 3 ,1(334,1. , I

7. MI caso de Francisca Chani, india noble dd pueblo de Surco, es muy ilustrativo. Esta india no sólo
defendió su derecho a conservar sus titiras ante la Real Audiencia, donde el fallo le resultó favorable,
sino que intentó que se hiciera cumplir cuando se realizó la primera composición de tierras en el valle
(1593;. Desgraciadamente sin éxito. Para mayor información veáse Charnrv (1-936), Verguía (1997a).

8. Después de la fundación ele la ciudad de Arequipa se dieron hechos similares (Davics 1977:183- U15).

9. Los otros dos eran Juan Pizarro y francisco de Talavcra.

10. MI contratar indios forasteros como jornaleros fue uu recurso '.»stante frecuente en las haciendas y
chacras. Se trata, por lo general, dr mano ele obra complementaria a la residente. indígena o esclava, que'
se contrataba para ocasiones especiales de trabajo intenso. Mayor información para el caso limeño en
Vergat a 199.7a. Para otras regiones veáse Ramírez (1991 i y Klein 11995). Este úliinto tmbajo muestra la
presencia de este tipo de tnl»jadotcs, llamados también mingas, en las 1»tiendas de la región de 1 » Paz
cu los siglos XVIII y XIX.

11. Juan Pizarro estaba interesado en adquirir tierras en ese valle. Kn una transacción anterior Nacar le
había vendido a un esclavo suyo “una suerte de tierra” en la misma zona (BN Al 85.1570:11 Kn 1571
Martínez de Rengiló visitó el valle y Pizarro fue considerado uno de los tres hacendados importantes de
la región (Rostvvorowski 1989:49-501.

12. Durame su primer siglo, I ama crociò a un ritmo iclativnir.cnu' acelerado. En 1593 una estimación del
arzobispado liimÍM.Mlaba una población de 12.790 1tara las tres parroquias de esc- cnt onecs. Mn 1600. de
acuerdo con ia misma lue nie, contaba va con 14,262 halál¿tntcs.('.atom;añü$dcspiiés el oidor Soloizáno,
cm argado del empadronamiento de la ciudad, contabilizó 25,434 {según otros datos la Gira alcanzó
25,454). En 1629 Bernabé Hubo calculaba la |x>blación limeña en 60.001) habitantes Ms necesario
aclarar que el toma en cuenta a la |>oblación esclava que residía n i los valles. Y en 1636 el conde de
C hinchón, basándose en los registros eclesiásticos, proporcionó la cantidad de 27,064 habitantes
iVergara 1997a: 7-9).

í 3. Alrededor de 1G30 ia pn «Micción de trigo v maíz de h>s valles limeños era de 80.000 a 1U0,0!H 1fanegadas
de trigo y de 10,000 a 15.DO0 de maíz. Pero Lima consumía un promedio anual de 240,000 (mu gas de
trigo y 25,000 de maíz. Motivo por elcuaLpara coni|Knsar la dilcrcneia. la ciudad recurría a la pnxhu -
ción de otros valles. .Algo similar sucedía con d azúcar y la miel. 1 » producción limeña no cubría los
rc(|ticrimicntos del mercado. La ciudad consumía más de 30.000 arrobas de azúcar que en su iiw itr
parte procedía de otros ralles de la costa. Mn cuanto a la miel los valles producían alrededor de 7,000
botijas, en tanto que el consumo oscilaba entre lo.OOOy 20,000 ¡Salinas 1957:248-249).

14. 1-i disminución de la población indigena continuó a la parque crecía la demanda por mano de obra. No
sólo en la ciudad sino también en su entorno rural. I a solución fue importarmano de obra esclava. Para
mayoriiiióriiiacinn solir la nmnodcobra esclava veáse Macera :1977a), Buwscr(l977}y RamírezdOOl).
15. Por lo general las descripciones tienden a exagerar cuando mencionan e! volumen de lo cultivado y la
calidad de los frutos. Pero eso no invalida el hecho de que los valles de Lima hayan sido u n territorio
realmente fértil. Estudios modernos así lo demuestran.

16. Las negritas son mías.

17. El trigo era un producto de gran demanda por eso los encomenderos aceptaban y hasta preferían el pago
del tributo en especie. Además com o era escaso en ciertas momentos del año tos que disponían del
producto podían hacer muy buen negocio, D e acuerdo con la información que proporciona Bernabé
Cobo durante las tres primeras décadas del siglos XV II el precio de la fanega de trigo fluctuó entre los 2
y 4 pesos, llegando a costar en épocas de escasez hasta 14 pesos (Cobo 1964:315).

18. En 1613 Pedro 'l íela se embarcaba con frecuencia a Pisco de donde traía el pescado que vendía en la
ciudad (Gook 1968:237).

19. Es posible, com o señalamos anteriormente, que el alojamiento estuviera incluido en el pago que debían
recibir. Sobre todo en este caso en el que varios de los indios tenían poco tiempo de residencia en Lima.
También es interesante señalar que tres de ellos eran originarios del pueblo de Acari y tenían el mismo
cacique y encomendero. V otros dos lo eran de Pisco Vasimismo teman en común al encomendero y al
cacique (Gook 1968).

20. Se trataba de una pareja sin bienes, y que tampoco tenía hijos. Era una de las típicas parejas de migrantes
que vivía en Lima en ese entonces.

21. Es necesario indicar que si bien es cierto la posibilidad de abastecer con productos a Lima generó un
aumento de las pequeñas y grandes propiedades rurales, unos cultivos eran más rentables que otros. Los
más rentables eran al mismo tiem po los que demandaban una mayor inversión. Era el caso de la vid, la
caña de azúcar, el olivo, Mayor información sobre este tema puede encontrarse enVergara (1997a).

22. La necesidad de abundante cantidad de tierra yagua se debe a que la caña de azúcardcbilita pronto las
nutrientes naturales del suelo por lo que las tierras deben rotarse con frecuencia. El agua era importante
no sólo para el riego sino para hacer funcionar los trapiches donde se produce el azúcar.

23. Los indios, sin embargo, no fueron los únicos perjudicados. A fines del agio XVII eran varios los propie­
tarios rurales molestos con los jesuítas por acajwrar el agua. Los labradores acusaron a los sacerdotes de
recortarles el agua que les correspondía. La Ijoca de la acequia que regid» sus tierras se encontraba en U
hacienda San Juan lo q ue le dal>a poder a los jesuítas para distribuir menos riegos de los que estallan
establecidos. Los agricultores señalaron que para poder irrigar sus tierras tenían que comprar el agua a
los sacerdotes. De acuerdo a lo que indicaron la venta les reportaba a los religiosos un ingreso anual de
1800 pesos (Vergara 1997a: 37).

24. La mita fue una forma de trabajo forzado. Se croó con el objeto de proporcionar a los españoles, princi­
palmente encomenderos, m ano de obra barata, 'lo m ó el nombre de una institución andina a través de la
cual los curacazgos y el estado inca contaban con el trabajo de ia población organizada por tum os (mita
en quechua;. En el período colonial hubo diversos tipos de acuerdo con el trabajo a realizar, minera,
obre jera, de la plaza, de la nieve (oWígación de traer lucio de los nevados a las ciudades), de tambos, etc.

25. Para los contemporáneos la causa principal de esta situación era la calda demográfica de la población
indígena. I ¿ fuga de los pueblos, sin embargo, tam biéndclxó jugar un papel importante.

26. Los esclavos negros que sus dueños ponían en alquiler en las plazas de la d ud ad ganaban entre 3 y 4
reales diarios (Cobo 1964:319). Si se compara con el salario de un trabajador en un taller artesanal la
diferencia es aún mayor. Un trabajador no calificado ganaba alrededor de los 5 reales diarios a no
incluía la comida. U n o calificado ganaba por lo menos 3 reales más (Quiroz 1993b: 54-58).

27. U n im|x»itantc ydocum cntado trabajo que mucst ra este tipo de estrategias es d de Ann YVightman (1990).

28. Las modalidades de contrato de jornaleros en las propiedades rurales eran diversas. H ubo trabajadores
permanentes que residían en la propiedad durante todo el tiempo estipulado en el contrato. Pero habían
Otros que sólo servían algunos días a la semana. Para mavor información sobre el tem a ver Versara
1997a.

29. En este período las propiedades rurales reciben el denominativo común d e chácaras. Sin embargo es útil
utilizar el término hacienda para dcágnar a las propiedades de mayor tamaño y chacras a las mas peque-
ñas. Aunque el volumen de las tierras no es el único factor a considerar. Mayor información en Ramírez-
Horton (1991) y también en Vergara (1997a;.

30. En el estado actual en que se encuentra mi investigación me es difícil señalar el tamaño de la población
indígena originaria de los valles limeños que vivían en las liacicndas v chacras de la región. Trabajos
como los de Macera (1977a, 1977b), Ramírez (1991) muestran c.uc la población residente en las hacien­
das de la costa fue básicamente esclava. La población indígena fue minoritaria. Siguiendo a estos autores
se puede tentativamente señalar que para el período que trata este artículo los indios de los valles de
Lima no eran una población importante en las haciendas y chacras de la región.

3 1. En este caso es probable que se estuviera siguiendo un patrón anterior, que permitía las uniones cxogámicas.

32. Eos testamentos de indios son una fuente que contiene importante información sobre las relaciones
sociales de la población indígena. Mayor información sobre las posibilidades que brinda esta fuente para
el estudio de la población indígena enjaeques P. Simard.(1997). Sobre la participación indígena en la .
economía colonial de mercado ver el análisis de Stever Stem (1987).

33, Esta figura ocultaba la verdadera intención del préstamo de dinero debidos que estaba prohibido pres­
tar con intereses.

34, Cada patacón equivalía a un peso de 8 reales.

35, En este caso se trata de una situación especial. Los indios que no rompían el contacto con sus comu.nida- ■
des por lo general seguían pagando el tributo y sus autoridades sabían donde encontrarlos. Aunque no
cumplían con la mita. Estos grupos eran importantes para sus comunidades porque realizaban diversos
servicios para ellos en la ciudad.

Manuscritos:

Archivo General de Indias (AGI)


Lima 204. N22; 209, N I 6
Patronato 231 s/f; 277, N.4. R68
Archivo General de la Nación (AGN)
Derecho Indígena y Encomiendas ÍD1E) C47, C63, C721
Donaciones Sueltas Donación 1. D4.I-1
Juzgado de Aguas C3.3.3.32
Archivo Arzobispal de Lima (AAL)
Causas Civiles Legajo 43
Curatos Legajo 12
Sala d e In v estig a cio n es d e la B ib lio teca N a c io n a l (BN)
Manuscrito: Al 85

Documentos éditos

COBO, Bernabé
1964 Fundación de Lima [ 1639], Biblioteca de Autores Españoles. N 92, T II, Madrid
C O O K , N. David, cd.
1968 Padrón de indios de Urna en ¡613. Seminario de Historia Rural Andina, Lima
CHARNEY, Paul
1986 “Testamentos de indios nobles del valle de Lima” en Reásia del AGN, N° 9, lim a
l.EF,, Bertram
1935 Libros de eabildos de Lima. Imp. Torres Aguirre, Lima

54
LOHMANN, Guillcrmo
1984 “E1 testamento del niraca de Lima, Gonzalo Tauliclnisco" cn Uniste del ACX, N" 7,
L im a

S A L IN A S Y C O R D O V A , B u en a v en tu r a
1957 Memoria! de Ics hisioiias deINuevo Manda Pili, UNMSM, Lima

Bibliografia

B O W S E R , Frcdcrick
1977 El esclavo africano en el Perú colomal, 1524 -1650. S ig lo X X I , M é x ic o

D A Y 1E S, K ciih
1977 “ L a te n e n c ia d e la tierra y la s o c ie d a d rural a r r q u ip e ñ a e n lo s sig lo s X V I y X V II“ en
Histórica, vol. 1, N ° 2, L im a

H A M P E M A R T ÍN E Z , T eod oro
1986 “ E n c o m e n d e r o s y r e p a r tim ie n to s c n la d ió c esis d e L im a a p rin cip io s d el sig lo X V H ”
en Raiste Andino, N ° 1, O B C , C u sc o

KLEIN, H crbert
1995 Haciendasy ayllns en Bolima, siglos X l'llly AYA'. IEP, L im a

LA V A LLE , B crnard
1986 “ D iv o r c io y n u lid a d d e m a tr im o n io en L im a ( 1 6 5 0 -1 7 0 0 ) (La d e sa v e n ic n c ia c o n y u g a l
c o m o in d ic a d o r so cia l)“ e n Raiste Andina, N ° 2, C B C , C u sc o

M A C E R A , Pablo
1977a “H aciendas: jesu íta s d e l P erú ” e n Trabajos de Misiona, N ° 3 , I N C , L im a

1 9 7 7 b “ F eu d a lism o c o lo n ia l a m er ic a n o : e l c a s o d e la s h a c ien d a s p e r u a n a s“ e n Trabajos de


Historia, N ° 3, I N C , L im a

M Á L A G A M E D IN A , A leja n d ro
1974 “ L as r ed u ccion es c n el P erú (1 5 3 2 - 1 5 0 0 )“ c n Historia y Cultura, N ° 8 , L im a

Q U I R O Z C H U E C A , F rancisco
1993a “ G re m io s y so c ie d a d “ e n J u lio L u na et a l., Lina siglo AYA’. Historia, ecrinolina, saciedad.
L a M u r a lla E d ., L im a
1 9 9 3 b “ F orm as d e p a g o e n el a rtesa n a d o : L im a , sig lo X V I en Cuadernas de Historia Numis­
mática, vol. V, L im a

R A M Í R E Z -H O R T O N , S u sa n
1991 Patiiacas provinciales. La tenencia de la tierray la economía del poder en el Perú colonial A lia n z a
E d it o r ia l, M ad rid

R O S T W O R O W S K I , M a r ía
1978 Señoríos indígenas de Lima y Cania. IEP, L im a
1989 Costa peruana pnhispánka. IEP, L im a
S I M A R D , J a c q u c s P.
1997 “T e sta m e n to s in d íg e n a s e in d ic a d o r e s d e tra n sfo r m a ció n d e la s o c ie d a d in d íg e n a
c o lo n ia l (C u en ca, sig lo X V I I ]” en: T h c r e s c B o u y sse -C a ssa g n c e d ,, Saberes} memorias en
bs Andes. In memonam Thieny Saignes, IH E A L -1 F E A , P a r is/L im a

S T E R N , S tcvc
1987 “ L a va r ie d a d y la a m b lc g u c d a d d e la in te r v e n c ió n in d íg e n a a n d in a e n lo s m er c a d o s
al., La participación
c o lo n ia le s eu rop eo s: a p u n te s m e to d o ló g ic o s ” c n O liv ia H arris et
indígena tn los inervados surandinos. Estrategias y reproducción social, siglos XVI a XX, C E R E S ,
La Paz
V E R G A R A O R M E Ñ O , Teresa
1990a La inserción de los pueblos d e indias e n d sistem a colonial: las reducciones. M em oria
para optar el grado de Bachiller en H um anidades con m en ción en H istoria, Pontificia
Universidad C atólica, Lim a
1990b “La consolidación del dom in io colonial sobre la p oblación indígena: las reducciones”
en BIRA, N ° 1?, Lim a
1992 “L a ciudad y los pueblos indígenas: la p oblación indígena de lo s valles de U rn a ”
ponencia presentada al Primer Sim posio “La Ciudad en Am érica”, Piura
1996 “Forasteros en Lim a. Los “huidos” y las relaciones c o n sus pueblos” p on en cia presen­
tad a al IV C ongreso Internacional de Etnohistoria, Lim a
1997a Hambres, tierras y producios. Los miles comárcanos é Lum (1532 - 165(1;. IRA (Cuadernos
d e Investigación 2 /1 9 9 5 ), Lim a
1997b “M igración y trabajo fem enino a principios del siglo X V H : d caso d e las indias t u
Lim a” en Histórica, vol. X X I , N ° 1, Lim a
1998 “Actividades económ icas de las m u je a s indígenas en el siglo X V II” ponencia presen­
tada a la C on ferencia Internacional “E l um bral del m ilenio’', Lima

W IG H T M A N , Ann
1990 IndigmusMgration and Social Chanpe. Thejbraskros of Cuzco, 1570-1720. D u ke University
Press, D urham - L on don .

55
diálogos, N'M, 1999

Los caciques Chayhuac de Mansiche


(Trujillo, Siglos XVI-XVIII)

R a ú lA danaqué

UNMSM

El estudio de los docum entos relacionados con los caciques coloniales ha sido
revalorado en el présenle siglo por los estudiosos de la historia andina.
D o s te m a s son los q u e m á s h a n a tra íd o la aten ció n d e la h isto rio g rafía:
a) el estudio relativo a la descendencia del linaje de los incas, tanto en la capital del
Tahuam insuyo y en los territorios coloniales de los incas donde literon enviados como
adm inistradores o ntilm as cusqtieños y la capacidad de adaptación o no al nuevo
sistema impuesto por los españoles y, por otro lado b) al linaje de los jefes locales'que
opusieron o no resistencia a los incas para adaptante al sistema incaico y posterior­
m ente europeo. En esta oportunidad trataré el segundo tenia, específicamente en
Mansiche.
Guillerm o Cook (1984: 13.1-155) realizó un estudio al sur del territorio de los
mochicas, en base a la disposición testam entaria del curaca de M oro y Chepén,
G arría Pilco G u arn an 1dictado en el pueblo de Pisopón el 20 de ju n io de 1582. Este
jefe étnico fue quien ejerció el poder político en la parte norte del valle dejequetepeque,
d urante las prim eras décadas de la conquista europea. Poseía extensas propiedades
agrícolas, gran cantidad de ganado, es decir, poseía «poder, prestigio, autoridad y
riqueza» (Cook 1984:148).
En la disposición testam entaria del cacique que publicó Cook, se m encionó
d etentaba treinta y seis cabezas de ganado entre vacas y loros, en el asiento de Iliyo
ochocientas y sesenta cabezas de ganado ovejuno, un caballo y tres yeguas, un viñe­
do, tierras; casa y lagar - entre otras propiedades. Al respecto (le los equinos, Cotízales
C uenca (1987J í 560-1567]), prohibió que un curaca de alto rango tuviera en propie­
dad lints de djts cab allo s, m ie n tra s que los prin cip ales p o d ían poseer solo uno
(Cook 1984:1 (6). I.o que sí estaba prohibido era la posesión de arm as de fuego para
los señores o del común. Al parecer esta disposición no se cumplió en todo el virreinato,
p o r ejemplo; en 1782 con motivo de realizar el inventario de los bienes dejados por el
cacique a e la guaranga de C itadla, se hace alusión a «un par de pistolas de montar,
sin pistoleras» (AGN. Prot. 591, siglo XV1H). Estos trabajos citados dem uestran que
la visión dejada por los cronistas respecto a la «unidad política del incario» en todo el
territorio no es del lodo veraz.
Adem ás, la política de los incas estalla de acuerdo con la realidad de la zona
conquistada. Merece señalar lo que observó Rostworovvski (1961) respecto a la exis­
tencia de u n a enorm e diferencia en cuanto a tenencia de tierras entre los grupos de la
sierra ro n los de la costa; asimismo, la disimilitud entre las actividades de los prim e­
ros con los segundos derivada de la propiedad de la tie rra Los costeños eran princi­
palm ente comerciantes.
biólogos, N°l, 1999

Los caciques Chayhuac de Mansiche


(Trujillo, Siglos XVI-XVIII)

R a Úl AJ9ANA(1UÉ
UNMSM

El estudio de los documentos relacionados con los caciques coloniales lia sido
revalorado en el presente siglo por los estudiosos de la historia andina.
D o s te m a s so n los q u e m ás lian atraído la atención de la historiografía:
a) el estudio relativo a la descendencia del linaje de los incas, tam o en la capital del
Tahuantinsuvo y en los territorios coloniales de los incas donde fueron enviados como
administradores o mitrnas tusqueños y la capacidad (le adaptación o no al nuevo
sistema impuesto por los españoles y, por otro lado b) al linaje de los jefes locales que
opusieron o no resistencia a los incas para adaptarse al sistema incaico y posterior­
mente europeo. En esta oportunidad trataré el segundo tema, específicamente en
Mansiclte.
Guillermo Cook (1984: ] 33-155) realizó un estudio al sur del territorio de los
ntochicas, en base a la disposición testamentaria del curaca de M oro y Chepén,
(Jarcia Pilco G uarnan1dictado en el pueblo de Pisopón el 20 de junio de 1582. Este
jefe étnico fue quien ejerció el poder político en la parte norte del valle dejequetepeque,
durante las primeras décadas de la conquista europea. Poseia extensas propiedades
agrícolas, gran cantidad de ganado, es decir, poseía «poder, prestigio, autoridad y
riqueza» (Cook 1984: 148).
En la disposición testam entaria del cacique que publicó Cook, se m encionó
detentaba treinta y seis cabezas de ganado entre vacas y toros, en el asiento de Hi<;o
ochocientas y sesenta cabezas de ganado ovejuno, un caballo y tres yeguas, un cañe­
do, tierras, casa y la g a r2entre otras propiedades. Al respecto de los equinos. Gonzáles
Cuenca (1987 [ i 568-1567]), prohibió que un curaca de alto rango tuviera en propie­
dad más de dos caballos, m ien tra s que los principales podían poseer solo uno
(Cook 1984:146). I /t que si estaba prohibido era la posesión de arm as de fuego para
los señores o del común. Al parecer esta disposición no se cumplió en todo el virreinato,
por ejemplo, en 1782 con motivo de realizar el inventario de los bienes dejados por el
cacique de la guaranga de C itadla, se hace alusión a «un par de pistolas de montar,
sin pistoleras» (AGN. Prot. 591, siglo XV111). Estos trabajos citados dem uestran que
la visión dejada por los cronistas respecto a la «unidad política del incario» en todo el
territorio no es del lodo veraz.
Además, la política de los incas estaba de acuerdo con la realidad de la zona
conquistada. Merece señalar lo que observó Rostvvorowski (1961) respecto a la exis­
tencia de una enorm e diferencia en cuanto a tenencia de tierras entre los grupos de la
sierra con los de la costa; asimismo, la disimilitud entre las actividades de los prime­
ros con los segundos derivada de la propiedad de la tierra. Los costeños eran princi­
palm ente comerciantes.

57
Los caciques Chayhuac de Mansiche

El A.D.Tr., conserva gran cantidad de docum entos relacionados con los caciques
C hayhuac. Poderosos terratenientes que hacían de las suyas en Mansiche. Veamos a
continuación.
El prim er cacique católico fue Antonio Chayhuac. «el viejo» o Ghim unchaucha.
Este Jefe acom pañado de los comunes de Mansiche y Guanchaco, descubrió cierto
tesoro del cual sacada la parte que le tocaba al rey quedó líquido 40.000 pesos que se
im pusieron a censo en varias fincas de Trujillo, a favor del tributo que. pagaban los
indios de lasa, pero los sucesivos caciques Chayhuac se lo apropiaron com o cosa suya
(A. D. I r . Tributos Leg. 145, Exp. 585). Al respecto, L ecuanda (Mercurio Peruano
i J 9 3 , T. VOI: 84) en su descripción geográfica de la ciudad de Trujillo, en'cuanto a
1<Á descubrimientos de los tesoros enterrados en las guacas afirm a, que el prim er
cacique cristiano llam ado G him unchaucha, el año 'de 15C0 m anifestó a G a rd a
Gutiérrez de Toledo la existencia del depósito del tesoro de sus ascendientes, en la
jídaea llam ada Tomayoaguan, a una legua de la dudad. Jil tesoro consistió en piezas
de ovo como peces, animales, entre otros. Al rey le tocó po r sus derechos, la prim era
vez que se desenterró, la suma de 85.547 castellanos. Fueron reservados, además, a
beneficios de los indios de M ansiche y H uam án 39.062 pesos 4 reales que impuestos
a censo sirvieron a la com unidad. En la segunda vez (1592), se extrajo a favor de la
Real H acienda 47.020 castellanos, suma que en total ascendió a favor del rey de
135.547 castellanos. La huaca donde se realizó la segunda excavación fue en la lla­
m ada H uaca Toledo'.
Los indios del lugar sabiendo que el oro era la perdición de todo español, tem ían
declarar la existencia de algún tesoro porque ello significaba su persecución como
sucedió con el cacique Ghim unchaucha'.
En el siglo XV III, el juez com isionado para excavar en las mismas huacas, nom ­
brado Francisco Calderón fue ilusionado por la existencia de otro tesoro luego de
haber oído al cacique Francisco Chayhuac, descendiente legítimo del prim er cacique
cristiano.
El objeto perseguido po r el cacique Francisco Chayhuac, era ganarse los favores
del com isionado pues, se encontraba litigando algunos pleitos (Lecuanda Idem : 86).
0 ‘Phelan (1979:123) citando un expediente seguido e n 1763, por las com unida­
des indígenas de M ansiche y H uanchaco, donde pedían se ponga en práctica el
decreto que estipulaba no estar ellos obligados a pagar “p o r entierros, casamientos,
velaciones. (...) por haberse introducido en utilidad y conveniencia propia diferente es
abusos y contribuciones con varios pretextos, obligándolos a dichos indios a pagar lo
que no deben (...) v fse] quedan .[los curas] ron sus bienes y cortos caudales y los
frutos que cogen...”, infiere la autora “que se hallaba difundida la costum bre de que
los cam pesinos propietarios eran envueltos por el clero con el fin de q u e les legaran
sus bienes”. Lo que en realidad sucedía, era que los caciques C hayhuac se fueron
apropiando de la rema que retribuía los censos impuestos en distintas casas de Trujillo
p ara pagar las obligaciones de los indios originarios de las dos comunidades (Mansiche
y Huanchaco). Los réditos ascendían a 738.7 pesos (de a .8 reales) anuales.
El problem a era entonces que la m ano de obra indígena de estos pueblos en su
totalidad era disputada por el clero y los particulares. Ambos peleaban p o r hacerlos
trab ajar en sus haciendas com o dueños o arrendatarios. E ra posible p o iq u e los in­
dios de Mansiche y H uanchaco no tenían necesidad de salir a trabajar en busca del
dinero pava pagar el tributo. Adem ás los clérigos utilizaron otros m ecanism os en

38
detrim ento de los indios com o los diezmos, primicias, cofradías y otros ( 0 ‘Phelan
Idem ., C h ap m an Ovbegoso 1979). M ás todavía, en 1765, al practicarse la n um era­
ción de los indios del pueblo de San Salvador de M ansiche, se hallaron 93 indios
originarios (51 hom bres y 42 mujeres). Com prendidos en las tres pachacas; siendo las
cabezas de las mismas Francisco Solano Chayhuac, gobernador interino; Gregorio
H uam anchum o; y Antonio de Chávez M endoza, respectivamente. C on respecto a
los forasteros se encontró 37 indios (21 hom bres y 16 mujeres).
Los indios forasteros tributaban en M ansiche con el nom bre de m oradores, por
tal m edida tenían acceso a las mism as tierras que los originarios. Los pueblos de
donde eran oriundos los forasteros fundaron: V irújequetepeque, Cascas (Conlum azá-
Cajam arca), Santiago, San Pedro de Lloc, Chilca, C hepén, C asm a, L u a n a , Paiján,
H uanchaco, H u arm ey y L am baveque. Fueron casados con m ujeres naturales de
M ansiche. C abe an o tar que se está incluyendo a las viudas. En conclusión, el total de
habitantes en M ansiche fue de 130 indios. La pregunta sería: ¿C uánta cantidad de
tierras tenían los indios de M ansiche repartidas por la legislación colonial? y ¿ese no
sería el objetivo seguido p o r los españoles?, es decir apropiarse de las tierras al perca­
tarse que existían 93 indios originarios y de los cuales apenas 26 eran los tributarios.
Por últim o, a m enor cantidad de originarios m enor posibilidad de reunir el entero
del tributo (ya expliqué lo relacionado a cierta cantidad de pesos que fueron impues­
tos p o r vía censal y que de la renta obtenida sería para cubrir el tributo de los indios
de Mansiche). E n cam bio, a m enor cantidad de originarios m ayor cantidad de tierras
sobrantes.
Prosiguiendo con el tem a, analizaré los testam entos de los principales deTrujillo.
Me refiero a tres docum entos conservados en el Archivo D epartam ental de Trujillo
(A.D.Tr.). El prim ero, referente al testam ento del principal de San S alvador de
M ansiche, Tomás Chayhuac. hijo del cacique de dicho pueblo y de H uanchaco. Fue
testado aproxim adam ente a m ediados del siglo X V II. El segundo, es la disposición
testam entaria otorgada p o r su hijo Antonio Nicolás C hayhuac el 7 de agosto de
1684, y su codicilo fechado el 11 de octubre de 1684, am bos dictados en Mansiche.

Disposición funeraria de Tomás Cfiayfeilag

Con respecto a los docum entós testam entarios de los caciques de M ansiche, tene­
mos el prim ero r eferente a Tom as Chayhuac. el mismo que pidió ser enterrado a la
derecha de la puerta principal del pueblo y am ortajado con el hábito de San Francisco.
El poder ejercido p o r la Iglesia hacía que todos los individuos, cuando dictaban su
testam ento, dispusieran ser am ortajados con el hábito de dicho santo. La concepción
providencialista hacía entender a los feligreses que debían llegar «a los reinos de los
ríelos en extrema pobreza». Incluso, algunos podían ser enterrados sin pom pa a lg u n a s.
T om ás C hayhuac, fue uno de los principales que gozaban de privilegios en la
zona y p ara m antener esos privilegios heredados de sus antepasados, m ostraba una
religiosidad envidiable. Por ejem plo, dispuso entregar- a las cofradías de su pueblo las
siguientes cantidades:

Cofradía Cantidad
Santísimo Sacram ento 10ps.
N uestra Sra. d e la Consolación 10ps.
Benditas ánim as d d purgatorio 5 ps.
Santo Cristo 5ps.

59
San Antonio de Padua 5 ps.
San Francisco 5 ps.
San Matías 5 ps.
San José Patriarca 5 ps.

Total 50 ps.

Los bienes de uso

Con respecto a la ropa de uso, Tomás Chayhuac, gustaba estar a la m oda de los
españoles. Contaba, entre ellos, un vestido carmesí color alcaparrado (sonrosado),
calzón, ropilla y capa; otro de estameña verde de Inglaterra; un tercero con vueltas
de bayeta de Quito y además dos sombreros de vicuña, uno de ellos en poder del
m aestro som brerero Ju a n Gómez', por la cantidad de 1 peso que le debía de su
hechura.

Actividad Económica

O tro s bienes mencionados en el testamento de Tomás Chayhuac son: una silla


nueva de caballería, «con sus estribos de baúl aforrado en yerro y la ropa y galápago
de pellejo de lobo» que se lo dejó a su hijo Andrés Chayhuac, p ara que anduviera en
él y trabajara en la recua. Es decir, en el trajín de Trujillo a Lima. Justam ente este
oficio lo ejercía Tomás Chayhuac conjuntamente con Nicolás de Paz que, según el
acuerdo de compañía, el prim ero puso 18 muías y el segundo el fletamento. Las ya
m encionadas 18 muías las tuvo en su poder 1 año y dos meses; con ellas realizó tres
viajes a Lima. Según el testamento, al arriero Nicolás de Paz le dio 10.4 pesos de tela
de estameña; 9 varas de jerga, a 5 reales vara; 2 pesos de jáquim a; 2 arrobas de lana,
a 10 reales arroba; 1 «umbalar» a 2 patacones; y otros. En total la cantidad de 28
pesos 5 reales.
Además, el dicho Tomás Chayhuac, tenía entre sus propiedades 1 m uía enfrenada,
que adquirió por una deuda de 75 cam eros a 7 reales cada uno. Es decir, la m uía
costó 65.6 pesos. O tras 12 muías de recua compró a fray Diego Vásquez, Ju an Pisco
v Francisco Ñique, indios arrieros. De los cuales, 7 las vendió a Francisco Sánchez
(aparejadas de reata y fiadas po r un año) que, en total, sum aban 316 pesos a condi­
ción de irse pagando con los viajes de las demás muías.

Deudor

Las deudas de Tomás C hayhuac las veremos a continuación, en un cuadro que


he elaborado para tal fin:

- Por compra de 12 muías 95.0 ps.


- Por ropa que sacó de la tienda
de Pedro Ferren, en medias de
Inglaterra y varas de- rúan 94.4 ps.
- a Gerónim o de Arangure 170.6 ps.
- a su mujer, que le prestó para
com prar las muías 50.0 ps.

60
resto a dos indios arrieros, d d
rem ate de las muías 25.0 ps.
- a B altazar d e H urtado 23.0 ps.
- p o r 60 cargas de carbón de la car­
bonería de A ntonio de T ejada, con
destino al p u erto de G uañ ap e 5.0 ps.
- d e ropa 13.4 ps.
- d e hilo p a ra hacer un chinchorillo 30.0 ps.
- al fustero 5.0 ps.
- p o r 100 cam eros, a 6.4 pesos cad a uno 640.0 ps.
(a cuenta le entregó a Antonio Am brocio
2 botijas de vino)

Total 1066.6 ps.

D e acuerdo al cuadro presentado, podem os colegir q u e la d eu d a señalada en


efectivo ascendía a 1,066.6 pesos. S um a considerable si tenem os en cuenta que, ade­
más, debía: 20 rara s de bayeta; 2 botijas de vino y 8 ra ra s de p an eta; 8 libras de cera;
1 m uía y 1 m acho a su hijo Diego C hayhuac; 1 m uía a su otro hijo A ntonio C hayhuac;
1 m uía y 1 m acho, p a ra carga, a M ateo de C astañeda, au n q u e el m acho no llegó a
su destino p o iq u e se quedó cansado en los cam inos. L a p rim era vez llegó cargada
hasta S anta; p ero de ahí p a ra adelante se ocupó en caballería y se volvió a censar
quedándose en Casm a; p o r eso se rebajó el precio de 30 pesos. Al cacique Carlos
Vergara, de V iró, 2 fanegas de m aíz, 20 varas de lona a 2 reales y m edio la vara, 2
capados, 1 carnero (encarga al cacique, que de su cuenta cobre a u n español en V iró,
10 pesos). A su com padre de unas obras; 7 varas de pañete; 50 pesos y a cuenta ha
dado 8 fanegas de m aíz; a 4 pesos cada uno. 150 carneros a Alonso de la Torre, una
p arte se pagaría de lo q u e iba a traerse de Paiján, y el resto, de sus bienes. D e 349
carneros que fletó a lim a , debía a M artín de Á ran d a a 6 reales p o r cad a uno. S um a­
ron 261.7 pesos; y aparte, 72 varas y m edia de sayal frailesca, a 4 reales y m edia la
vara. P or últim o, 58 pesos a varias personas. En este caso tenem os a uno de los
principales del pueblo de S an Salvador de M ansiche, que desem peñaba el oficio de
com erciante y aviador d e productos con destino a Lima.

Acreedor

Por su lado, Tom ás C hayhuac era acreedor de 200 y tantos pesos qu e le debía
Feliciano de Atocha; 150 pesos que prestó a Sebastián G uarnan C h u m o y a su hijo
R odrigo C uyuchi, durante*, el pleito que tuvieron con Carlos V ergara, cacique a e
V iró; 50 pesos qu e el cu ra de S an Sebastián (Trujillo), le d eb ía a cu en ta de conserva
de carn e d e m em brillo encajetadas. T am bién del cacique V ergara, de un tablón de
precio 8 pesos. Francisco de A tocha, español, le debía 11 varas y 3 cuartas de pañete;
a patacó n la vara, hacían 11 pesos'frreáles. D e 1 cucharón de p lata q u e prestó al
cacique Luis d e M ora, m ás un salero y cucharillas p ara u n a fiesta que tuvo en su
pueblo, de éstos, se q u ed ó con el cucharón. Asimismo de 4 m uías; 13 pesos; y m ás
cosas. Por últim o, tenía em peñado unos objetos de plata p o r valor de 13 pesos 6
reales y medio.

Distribución de sus bienes

Luego del cum plim iento de las m andas estipuladas en su testam ento, ordenó
entreg ar a su m ujer 50 pesos y 1 cam a de m adera de granadillo y pabellón de algo­
dón (la cam a la había com prado a su hermano Antonio Chayhuac en 30 pesos).
También 50 carneros, a su citada mujer, que se encontraba en la chacra de Santa
Catalina. Luego para su misma mujer destinó todos los m enajes de cocina, Por
último, de las muías ordenó a sus hijos no venderlas; incluso señaló una muía para
su nieto.

Viviendas, tierras y aperos

Tomás Chayhuac, tenía dos viviendas. La prim era, heredada de su padre. La


segunda, de su propiedad. Pptrigjtal, tenía tierras en el valle de Santa Catalina que, a
decir verdad, eran mínimas; por ejemplo ahí señaló sólo 4- fanegadas y media aproxi­
m adam ente. Análogamente dos sueijtes de tierras: una nom brada Sapssi, se la dejó a
su hijo con cargo de decir 1 misa tódos los años; la otra se encontraba, en Trujillo
arrendada a un tal Pecho Francisco. /Menciona, 1 chacra de maíz, lista por coger, en
el propio valle de Santa Catalina; oyÓena que con el producto de su venta se financia­
ra su entierro en todo lo señalado! Concluyo que este personaje dedicó paite de su
vida a la actividad co m ercM 'y n o en acaparar tierras como sí aconteció con otro
familiar suyo.

Antonio Nicolás Chayhuac: disposición funeraria

Antonio Nicolás, al testar en 1682 dispuso que su cuerpo fuera enterrado, po r los
mayordomos de la cofradía de la esclavitud del Santísimo Sacram ento, y con las
respectivas misas de cuerpo presente, de acuerdo a su jerarquía. Indicó que si los
mayordomos no cubrían los gastos, éstos, se hicieran a costa de sus bienes.
Los Itienes de uso, Antonio Nicolás tenía 2 capas de Q uito con su calzón y sus
botones de plata; un par de medias de seda amarillas; otro par de medias de lana de
Inglaterra. Para su tocado, tenía 2 sombreros negros de lana de Castilla.

Actividad Económica

Por su parte Antonio Nicolás Chayhuac, al parecer sí se desem peñó com o arren­
dador de tierras y aperos de labranzas com o más adelante «memos, pues, entre sus
bienes se encontraron m encionados i yunta de bueyes, que dejó com o herencia'a sus
dos primeros hijos, Poseía 2 fanegadas y 3 cuartillos en el paraje llam ado Mulequi,
lindaban con tierras de Felipe Sobero y po r la parte del poniente con unas tierras
pedregosas de otras heredadas; se entiende desde la acequia de M inchancau hasta la
mochica. Poseía 1 cháchara de m aíz juntam ente con su yerno; más m edia fanegada
de tierra; una suerte de tierras en litigio; una chacra grande, y otras. D e las m encio­
nadas, a su m ujer le pertenecía 1 suerte de tierras ubicadas en la cabecera del pueblo
de Mansiche, la misma que lindaba con la acequia mochica y p o r la otra con el
mismo pueblo. Y por último, 1 suerte de tierras que le dejó, a él y a su esposa, su tío
Antonio Chayhuac, ubicadas en el paraje de Sui Sui Pur.
Algo que debo relievar es en cuanto a. la propiedad de 7 fanegas de maíz. De las
cuales 5 las tenía su suegro Miguel Guam anchum o, enterradas en el arenal1' y las
otras dos su yerno. Justam ente, esta form a de en terrar el maíz, era com ún para
poderlo proteger de las plagas y del agua que podían m alograr la cosecha.

62
En cam bio, de sus ganados podem os señalar lo siguiente. Tenía en propiedad 95
cabras arrendadas a Pedro de H errera en la hacienda M enucocho; el concierto esti­
pulaba darle 10 pesos til año. A unque a cuenta le había dado 10 varas de rúan
florete. Con respecto a las 95 cabras, ordenó entregar a la H erm andad de Santo
Cristo 40 cabezas, otras 40 a la de Santo Cristo, y las 15 restantes a la de San Fran­
cisco. Asimismo, era poseedor de i yunta de bueyes (1 era chucaro); una m uía ensilla­
da y enfrenada.

Deudor

D e sus deudas contraídas tenem os a continuación el siguiente cuadro:

- al común del pueblo de M ansichc, de


arrendam iento de un pedazo de tierra
que arrendó el español Juan Carrasco 30.0 ps.
- al criollo Juan de Avila
a Tomás de la Torre; a cuenta se llevó
m edia fanega de maíz por precio de dos 10.0 ps.
- pesos al pueblo de Santiago 18.0 ps.
- a una mujer fi.O ps.
- a Juan Sttp, por 1 p a r de medias de
seda negra 1.4 ps.
- a Juan Flores, po r 1 fanega de harina 2.4 ps.
- ajo sep h Puscon 4.0 ps.
- a una moza 1.4 ps.

Total 73.4 ps.

Fa pequeña cantidad valorada en pesos a que ascendía su deuda iba acom paña­
da, adem ás, de lo siguiente: po r tres partes de zapatos al m aestro zapatero Francisco
Saucedo, y a a te n ta le había dado tres ( tugas de maíz a razón de 3 pesos. Al capitán
Rodrigo Úuyichi, media fanega de semilla de alfalfa. Y p o r último, 2 cántelos a su
herm ano Andrés Chailiuac. Fs m enester indicar que debía 23 pesos al licenciado
Bartolomé Vásqucz Rom ero, de los cuales lo resarció en objetos y ordenó que su
h erm an o diera el efectivo de dicha deuda para de esta m anera rescatar los objetos
cedidos.

Acreedor

En cuanto al otro extrem o, Antonio C hayhuac era acreedor del capitán Alonso
p¡jF31 pesos de un m acho que le entregó, 3 pesos de un fierro do herrar muías y por
m edia fanega de maíz que, a cuenta de 1 arroba de azúcar que le debía d a r a valor
de 2.2 ¡»ésos, m ontaba la referida cantidad. Del sargento Dom ingo, quiteño y m aes­
tro som brerero, 3 pesos de tres días de trabajo de sus bueyes en su alfalfar; del arren­
dam iento de «un pedazo de tierra» en el paraje de Chibacque; más 4.4 pesos po r el
arrendam iento de tierras de Sapsi. D ejo sep h de M endoza, 3 pesos de la venta de su
caballo de camino, fue el total de 5 pesos. De Matías Suisui, 10 pesos de arren d a­
miento de un pedazo de tierras que tiene sembradas. De B entura Bascaf, 1 fanega de
m aíz del arrendam iento de 1 pedazo de tierras en el valle de Santa C atalina, el
concierto fue darle 2 fanegas de maíz. De Diego Antopio M ache, 6 pesos. D e Ju a n de
M ora, 10 reales, más 4 reales de un a fanega de maíz (q total era de 41,4 pesos). Y del
trabajo de sus bueyes: 2 pesos 6 reales. A parte de otras\personas más. Por fin, ordenó
que todos sus bienes fueran rem atados en alm onedáypública, cuyo dinero debía
repartirse entre sus herederos. __,
En conclusión, a l a luz de los diversos estudios etnohistóricos se están despejando
muchas interrogantes. A hora podem os decir que los caciques de Mansiche se dedica­
ron a la actividad comercial. Tomás Chayhuac, hijo del cacique de dicho pueblo, a
m ediados del siglo X V II (fecha en que probablem ente dispuso su testamento) ejercía
el arrieraje a la ciudad de Lima, entre otras actividades practicadas por sus parientes
representantes del pueblo.

Notas

1. Es necesario señalar que Zcvallos Quiñones, aquí confirma desconocer bibliografía sobre el tema o en
todo caso ocultar el trabajo publicado por Cook (1984: 133-153). El cacique de Moro, García Pilco
Huamán, estando en Trujillo, en 1578. vendió «una partida de 800 cabras al vecino Alonso Díaz. El
mismo año se presenta al corregidor solicitando tenerse cuidado de invertir en fincas seguras el legado de
1100 pesos que a sus indios les tenían hecho por manda testamentaria sus encomenderos difuntos Fran­
cisco Luis de Alcántara y doña Ana Chacón, su mujer» (Zcvallos Q uiñones 1989:96).
Según Zcvallos Quiñones ( 1989) el testador al señalar como albacca al cacique principal del pueblo de
Ghcpéii, «permite conocer en algo las formas de vida de los aristócratas cacicales de la costa relativa­
mente acomodados, como se nota en la lista de bienes del señor de M oro». lis ta que enumera.

2. Cook, dice desconoceré] significado de un LAGAR (1984: 143) LAGAR: Recipiente donde se pisa la
uva para obtener el mosto o se prensa la aceituna para extraer el aceite o .sitio donde se machaca la
manzana para prepararla sidra (Diccionario Enciclopédico Ilustrado de la Lengua Española. Ed. Sopona).
De acuerdo al testamento de García Pilco Guarnan, nos hace concluir que se refería al recipiente donde
se pisa la uva para obtener el mosto.
El Musco Nacional de Historia, posee un hermoso cuadro titulado «Cristo Fuente de Vida» o «Lagar
Divino» o «Lagar de la vida», 'lem a do ascendencia medieval, de prolongado desarrollo en tablas y
miniaturas de los siglos X IV y X V en Europa. Tuvo fuerte aceptación en Andalucía por los pintores
hispano-flamcncos; durante el siglo XVI.
Cristo es representado soportando la cruz, de pie sobre una gran fuente. Las heridas emanan abundante
sangre, presionadas por un torniquete, dispuesto sobre la cruz, al que le da vuelta Dios Padre. I .a escena
suele estar comarcada por hojas de vid y racimos de uva.

3. Fcyjoó de Sosa (1984 [1763J: folio 25) relató que en 1550, la Huaca Toledo antiguamente llamada
Yomaevoguan. ubicada en d área de Chanclián, valle de Moche, fue saqueada por el cacique de Mansiche,
don Antonio Chayguac. Los tesoros que este encontró llevaron a una serie de disputas con los españoles.

4. M anco Inca, utilizó el pretexto de buscar metales preciosos para entregar a los españoles con el objeto de
evadirse del Cuzco y emprender la resistencia que posteriormente lideraría.

5. Juan Joseph Balcazar cuarterón libre, de oficio barbero, testó el 25 de marzo de 1717 en lim a . Ahí
dispuso «mi cuerpo sea sepultado en la capilla de nuestra señora de la Victoria que está en la yglcsia
parroquial de Señor San Sebastián porque así es m i voluntad y m i cuerpo an de yr a la sepultura descalso
de pie y pierna amortajado con el avito de m¡ padre San Francisco y que acompañe m i cuerpo la crus
[aquí tarjado) baja pagándose los derechos de crus alta de mis vienes y m i entierro a de ser con canto
llano y sin ninguna pompa puesto en Ja yglcsia mi cuerpo en d suelo sobre un paño negro y quatro
liadlas y en mi casa á de estar m i cuerpo sin paño ni estera mi cojín sino es solo sobre el suelo con un
adove a la cavcscra y otro a los pies y con quatro velas en candiles de Varro y n o otra cosa y pido m ego a
Juana de Famones mi lexitima muger que asi lo exccutc». A.GJV. Escribano Zipriano Garios de Vallada­
res. 1715-18. pror.
ltos Franciscanos tenían el privilegio exclusivo de vender d hábito de orden a los moribundos de ü m a .
Radiguct, Max, Umey la SaeúdadPeruana. Biblioteca Naciorial, ü m a .

6. Bravo de Lagunas (1761:163} defendiendo la produedón de granos (trigo) criollos en Lima, contra el
que ingresa!» proveniente d e Chile, com entó una de las formas que se tenía para conservar los garios:

64
«En este rcynn se m antiene dilatado tiempo, baxo de la Arena, cubriéndolo bastantemente después de
bien seco; y el Mais, ó Trigo de Indias, se lia hallado en las sepulturas de los Indios, enterrados desde los
tiempos de su Conquista, incorrupto, y que dá tan buena harina, com o si hm iese acabado de guardar».
Por otro lado en 1804, Stevenson en su «M emorias» decía que este producto, ei maíz, parece haber sido
de uso «muy extensivo entre los indios antes de )a llegada de los españoles, porque cavando las (iliacas o
cementerios, a una distancia de cuarenta leguas de U nía, lie encontrado con frecuencia grandes cantida­
des de maíz. Un depósito grande fue descubierto en los pozos cuadrados o cisternas, hecho de adobe, en
una hacienda llamada Vinto, donde sin duda alguna había estado un granero público, o, com o algunas
gentes imaginan, un depósito mandado construir por Huayna Cápac, para conducir sus tropas contra
los Chim ó, un reino de la costa, alrededor del año 1420. EÍ grano estalla completamente entero, cuan­
do lo recogimos, a pesar de que, según la hipótesis m encionada, había estado bajo tierra cerca de cuatro­
cientos años; debiendo su conservación quizás a la arena seca en la cual fue enterrado. Su profundidad
bajo la superficie era aproximadamente de cuatro pies, en un cerro Heno de m ontículos de arena, donde
ninguna humedad podía alcanzarlo por absorción de abajo, siendo su elevación alrededor de setecientos
pies sobre el nivel del mar v seiscientos sobre el río más cercano. V i plante algunos de estos granos, pero
no germinaron: sin embargo sus cualidades para el engorde no habían sido destruidas, y los agricultores
vecinos v habitantes d e las villas a d yacen tes aprovecharon el d escubrim ien to» (C D IP T. X X V II.
vol. 3:96). Rai l Scliirzcren su visita al Perú el año de 1859, inform ó que poco antes de su arribo a Paita,
(recorría la costa norte desde Lima), se habían encontrado casualm ente en unas zanjas en las arenosas
colinas de los alrededores de la ciudad, cantidades de maíz, que se decían provenían de depósitos ente­
rrados por ios Incas. Era de una clase más pequeña de la que actualmente se cultiva. Los granos, a pesar
de los siglos que debieron estar enterrados, se encontraban bien conservados. Por m ucho tiempo se
habló de este asumo en toda la costa, com o si se tratase del hallazgo de un gran tesoro, pero eran
únicamente 60 libras de m aíz las que se encontraron. N o era ningún interés histórico el que hizo dar
valor al hallazgo de estos indios, sino que en su fantasía imaginaban grandes depósitos de maíz, que
podían cosechar sin haber sembrado» (Núñez 1969: 427). Sobre el m ism o lema ver: la «Probanza de
indios y españoles referentes a las catastróficas lluvias de 1578, en loscorrcgim icnlos de Trujólo y Saña»
que fuera publicada por Lorenzo Huertas (1987).

Bibliografía

BRAVO DE IAGUNAS. Pedro


1761 Voto consultivo. Lima

COOK, Guillermo
1964 “Poder y riqueza de un liatnn curaca del valle de Jcquctcpcquc en el siglo XYT en
Historiar Cultura, lim a, N° 17, pp. 133-155
CHAPMAN ORBEGOSO, Luis A.
1979 Introduction al estudio histórico de! Feudalismo en el Perú. Mimeo. Ed. “KALLPA", n° 2.
UNMSM. Lima

FEYJOO DE SOSA, Miguel


1984 Relación descriptiva de la ciudad r provincias de Trujillo del Perú. Lima. Rindo del libro, Banco
[1763] Industrial del Perú
GONZÁLEZ CUENCA
1987 “Anexos: Artesanos, mercados y negocios" en Waldcmar Espinoza Soriano,
[15C6-1567] Artesanos, transacciones. monedas r formas de fago en el mundo andino. Siglos AT r .VI7.
Lima. BCRP. T.l, pp-181 -209
HUERTAS YAU.EJOS, Lorenzo
1987 Ecología e Historia. Probanias de indiosje españoles referentes a las catastróficas lluiias ele 1578, en
los corregimientos de Trujilloy Saña. Francisco Alcocer, escribano receptor. Chiclayo. CES Solida­
ridad
LEQUANDA, Joseph Ignacio
1965 Description geográfica de la ciudad ypartido de Trujillo. Lima. Biblioteca Nacional del Perú.
[1793] T. Vlll. (Mercurio Peruano)
N Ú Ñ E Z , E stu a rd o
1969 Cuatro viajeros alemanes a l Perú. L im a. U N M S M . N ° 10
N Ú Ñ E Z , E stu a rd o (C om p.)
1970 Relaciones ie viajeros. C o le cc ió n d o c u m e n ta l de la In d e p e n d e n c ia del P erú. T. X X V II
vol. 3.

O 'P H E L A N G O D O Y , S c a rlc tt
1 9 7 9 “ El n o r te y la r e v u e lta a n tic le r ic a l d e l s ig lo X V I I I ” en H is to ria v C u ltu ra . L im a
N " 12, pp. 119-135.
R A D IG U E T , M a x
1971 L im a y ¡a sociedad peruana. L im a. B iblioteca N acio n al.
R O S T W O R O W S K I, M a ría
1961 Curacas y sucesiones. Costa norte. L im a. L ib re ría M in e rv a .

Fuentes documentales

A rch iv o D e p a rta m e n ta l d e T rujillo. Sección T rib u to s. Lcg. 145, Exp. 585.

66
d i á l o g o s , Nc 1, 1999

Reforma eclesiástica y revueltas indígenas:


El caso de la comunidad de Chincha. S. XVIII-XIX1

Jo s é C h a u p is T o r r e s *

UNMSM-Clío

Política secularizadora y Patronato Real

A partir de 1784 se puso en m archa la reorganización administrativa por parte de


los barbones los cuales desarrollaron una política básicamente centralista, la misma
que buscaba reducir todo poder que m ediara entre la sociedad y el estado. En este
sentido la iglesia -brazo ideológico de la dom inación colonial- no se hallaba excepta,
por el contrario la tradicional y “cuasi simbiótica” alianza entre la corona y el clero se
rio perturbada en gran m edida, aunque esto no significó que desapareciera ni se
viese debilitada.
P a ra c o n o c e r “desde a b a jo ” el im p a c to de la refo rm a eclesiástica aplicadas por el
absolutism o ilustrado nos su m ergirem os e n la complejidad de la vida de las parro­
quias de indios. Administradas por un bajo clero que dentro de la jerarquizada es­
tructura clerical tardocolonial, “debieron ser los escalones más bajos de la larga ca­
rrera eclesiástica aunque debieron suponer acumulaciones de considerables fortunas
personales-familiares” (Sala 1993: 137).
Este clero rural vera lesionados sus intereses por una política de corte secularizador
que se manifestó en un creciente intervencionismo po r parte del gobierno colonial en
m ateria eclesiástica. El objetivo era muy claro, con estas medidas básicam ente se
buscaba dism inuirla injerencia del párroco sobre las com unidades com o parte de la
estrategia del estado Borbón para reducir el ascendiente conquistado p o r el clero en
las colonias (O’Phelan 1997: 28). Esta “política secularizadora” entendida com o el
proceso a través del cual la corona pretende asum ir “ unas funciones hasta entonces
delegadas en la iglesia, al mismo tiem po que limitar su poder económico e influencia
social, cultural y política” (García Jordán 1991:14) se vio reflejada claram ente, en la
intromisión p o r controlar el patronato real, la cual condujo a una serie de fricciones
nada desdeñables entre las autoridades civiles y el clero rural.
Será a través de la figura del intendente en cuya autoridad recayeron las faculta­
des para ejercer el patronato en su jurisdicción, transferido bajo la denom inación de
vice-patronato, aunque por deba jo de él éste sería ejercido por los subdelegados en

' Versiones prclim inans de la presente investigación fueron expuestas en el III Coloquio Inttrdm/ilimrio é
Imstiooáom Hhtótwa dolo 0 7 1 , 1,ima. 1998 “Reforma eclesiástica y poder local: violencia cu la parroquia
de indios de Chincha, ó. XYI1I-XIX. y en el 17II Colot[m dt Eíludmla tk tfistono é ía l'CCI\ lam a, 1998
“Bajo clero y revueltas indígenas a finales de la Colonia: el caso de la parroquia de Sam o Dom ingo Real de
Chincha"

67
los partidos. Es precisamente a este nivel que se producirán las tensiones entre los
representantes locales de la corona y el clero. Sala (1993: 1341 h a sugerido que el
origen de estas hay que buscadas en la intención que tuvieron los funcionarios civiles
por racionalizar la administración tropezando con una enorm e cantidad de excesos
impregnados de u n carácter secular y c a á ininterrum pido de los curas ei>ííisparrt>~
quias. Lo sostenido p o r la autora es cierto, aunque en mi opinión no sblamente se
deben observar los abusos en los diversos mecanismos de apropiación dpi excedente
com unal y cómo éstos, bajo determ inadas circunstancias, desembocaron en revuel­
tas, sino también deben considerarse por un lado las formas cómo el párroco de
indios “coadyuvó históricamente en la promoción de nuevos ástem as organizacionales,
de nuevas concepciones éticas y de nuevos complejos simbólicos culturales” y de otro
lado cuino “al mismo tiempo que era agente de aculturación, experim entaba a su
vez una inculturación por su contacto con la cosmovisión indígena diariam ente pen­
sada y vivida” (Moreno Yáñez 1991: 549-50).
En este sentido es preciso am pliar nuestra visión con respecto al funcionam iento
de las parroquias rotules a Gnes del periodo colonial conáderando a su ministro
como el personaje no indio que estuvo más próxim o a la vida cotidiana de los comu­
neros, siendo su influencia en este ámbito muy am pha, en consecuencia su interés
por respaldar una política ilustrada cuya finalidad era racionalizar la adm inistración
interviniendo su conducta, fueron poco alentadores. Esta afirmación, aunque arries­
gada, no niega la existencia de un núm ero significativo de sectores bastante entusias­
tas con estas medidas las mismas que prom ovieron, aunque no descarto tam poco la
posibilidad de que algunos de estos mismos grupos buscaran obtener algún beneficio
a cambio de su apoyo. Básicamente lo que trato de destacar es que el bajo clero en
indias no actuó como un grupo hom ogéneo, por el contrario estuvo desunida en su
respuesta a la ilustración y su política intervencionista, y a pesar de. los intentos no
pudo ser integrado en un proyecto mayor, auspiciado por el alto clero, q u e posibili­
tara la cohesión de ambos con lo cual podemos com probar la m arcada jerarquizado)!
y diferencias entre uno y otro. En consecuencia desde mi punto de vista la reform a
eclesiástica lo que provoco en cierta m edida fue una falta de interés por parle del
clero rural de las parroquias de indios po r asum ir el discurso secularizado]' ya que él
mismo estaba demasiado involucrado en asuntos de interés inmediato y en la vida
cotidiana de la parroquia, frente al cual los altos dignatarios eclesiásticos se vieron
incapaces de conform ar un bloque homogéneo que apoyara la introducción de estas
medidas a un nivel local.

Rentas eclesiásticas y revueltas indígenas

Tom ando en consideración lo antes m encionado, analizarem os en este apartado


las formas de financiamiento del clero en indias haciendo la distinción entre las ren­
tas eclesiásticas del alto clero y los ingresos económicos percibidos por el bajo clero,
es decir, las rentas parroquiales, estudiando posteriorm ente cómo se vieron afectadas
por la reform a eclesiástica y en que m edida estás provocaron las protestas indígenas
haciendo referencia posteriorm ente al largo conflicto que aconteció entre los com u­
neros de la parroquia de Santo Dom ingo Real de Chincha y su párroco el Dr. don
Francisco Salazar y Robles p ara que se sujetara a lo norm ado en los aranceles ecle­
siásticos del Arzobispado de Lima.
Será a través del m odelo de cristianismo colonial, fundado bajo form as de dom i­
nación y dependencia hacía la población indígena e im plantado por la corona y el

68
clero, q u e se irá estableciendo desde el inicio de la colonización u n a desigual form a
de financiam iento en la iglesia virreinal. P or un lado, m ientras que la alta je ra rq u ía
eclesiástica o b ten ía p rincipalm ente sus ingresos a través del diezm o, de otro lado,
com o h a señalado Antonio A costa (19112), el bajo clero se financió en un com ienzo
p o r m edio de los encom enderos, (cuando se les delegó la función del p ag o a los
párrocos de indios), con esta m edida:

“se comenzaba a hacer una diferenciación entre el clero de la población europeay urbana, en generad, de
un lado, ;* el de indios, de otro, y a que estas dosfirm a s de financiamiento: diezmos r tributos, iban a
ser esclúsente para cada uno de ello: ” (A costa 1982: 119;.

Incluso, agrega el autor, en la fracción del diezm o asignada com o p a g ó a las


p arro q u ias no estaban incluidas las de indios. C onscientes de estas diferencias p en sar
al clero en indias com o un cuerpo hom ogéneo qu e actu ara uniform em ente n o solo
frente a la población indígena sino tam bién ante la reform a eclesiástica b o rb ó n ica es
inconveniente: las desiguales form as de (m an d am ien to lo im pidieron.
Es así com o p ara c o m p ren d er el funcionam iento de la econom ía eclesiástica al
interior de la p arro q u ia, debem os h acer lina distinción entre los ingresos form ales o
legales y los que estaban prohibidos y desautorizados p o r las leyes de indias, así com o
en la política doctrinal estru ctu rad a en los sínodos y concilios lim enses, la m ism a q u e
fue la vía p o r la cual se aplicó aquel cuerpo jurídico (C añedo-A rguelles 1994). E n
esta o p o rtu n id ad sólo liarem os m ención de los ingresos perm itidos a través de los
cuales p o d ía establecerse si u n a p arro q u ia era congrua es d ecir si su re n ta cu ral
posibilitaba el sostenim iento del clero de naturales.
C om encem os analizando el sínodo el m ism o que era a los párrocos de indios -
que n o recibían fracción alguna del diezm o- lo que los salarios a los subdelegados,
vale decir consistía en la rem uneración p o r la cual el gobierno colonial “se com pro­
m etía a darles com o titu lar del p atro n ato eclesiástico en A m érica. E stas rentas eran
extraídas de los ingresos tributarios de la feligresía indígena de cad a u n o de los p u e­
blos, estancias o haciendas pertenecientes a la m atriz p o r concepto d e im puestos
citóles d entro de sus propias doctrinas” (Restrepo 1992: 368). C om puesta e n lina
c a n tid a d lija -en especie o efectivo- g u ard an d o u n a d ep en d en c ia co m o sostiene
R estrepo, del “num ero y valor de los tributarios” de un a p arro q u ia específica, de la
diversidad regional, así com o de su producción. Los m ism os que en la coyuntura
b o rb ó n ica con la aplicación del indulto general y la condonación p o r un añ o del
tributo, p ro d u cid o tras la represión del m ovim iento tu p am arista a través del cual se
buscaba restablecer el “pacto colonial” con los pueblos indígenas (Sala 1996) afecta­
ron directam en te al clero parroquial provocando no pocos m alestares p o r las dificul­
tades en cu b rir el sínodo eclesiástico.
Pero p asad o este tem poral (im pacto que afecto únicam ente en la zona rebelde)
con la posterior reform a del ram o de tributos, abolición de los corregim ientos y su­
presión d e los repartos forzosos de m ercancías, el clero de indios buscó restablecer su
ascendencia a nivel local, au n q u e p o r seguir dependiendo su estipendio a h o ra del
subdelegado pero tam bién del hacendado -sínodo p red ial2- los abusos p o r p arte de la
buro cracia civil no fueron pocos debido a la d em ora en efectuar su pago. P or ultim o
los conflictos no tuvieron únicam ente un sentido horizontal - a l interior de los grupos
d om inantes- sino tam bién vertical entre sectores desiguales dom inantes-dom inados y
es a p artir de este punto de tensión en que la población indígena se verá afectada;
O ’P h elan (1988) h a señalado que el pago del sínodo p o r las provincias p o d ía darse
bajo la fo rm a de servicios -adem ás de la variante dinero-especies- en u n sistem a
d en o m in ad o “sínodo-hacienda” a través del cual p roducían los pueblos de indios

69
tejidos, vino, coca y azúcar entrando en un circulo asfixiante por la lucha de la m ano
de obra comunal por parte de los grupos de poder local,
En torno a las primicias en indias, fueran de un lado los primeros frutos que
entregaban los fieles como ofrenda a Dios en la persona de sus pastores. Por otra
parte era a su vez un impuesto sobre la producción agrícola y ganadera -en muchos
casos- pagado por mestizos, mulatos, negros, caciques y gobernadores como indica
Restrepo (1992) a diferencia de O 'P helan (1979) para quien en la misma región de
estudio -intendencia de Trajillo- hubo sectores de población exceptuada como los
mestizos.
Sobre la situación del indígena, la primicia le era cobrada de manera forzada ya que al
tener carácter de impuesto eclesiástico devenido de la costumbre la cual se mantuvo,
no contaba con un monto específico. Aunque la recopilación de indias en la ley 2,
titulo 16, libro 1 impuso una tasa equivalente a lo cobrado en el arzobispado de
Sevilla, por la cual se debía pagar media fanega sobre una cosecha po r encima de 6.
De otra lado a diferencia del diezmo que se recolectaba una vez al año, la primicia podía
recogerse “tantas veces como se quisiera, e incluso en dinero” (Gañía. Jordán 1991:12) a
esto hay que agregarle que la norm a establecía la recolección del diezmo en produc­
tos y su ingreso en dinero, por eso mismo no debe verse la primicia como “una
especie de diezmo para el campo”coiTwequivtxadamente lo ha observado Klaiberí 1988).
En torno a su cobro como causa de tensiones del párroco con su feligresía las mismas
se producen cuando aquel convierte una m edida legal en ilegal al usurpar el exce­
dente indígena transgrediendo lo establecido po r costumbre, ya sea por parte del
mismo cura como de la persona al cual podía arrendársele la recaudación.
Estos “mecanismos de com pensación” {O’ Phelan 1979) a nivel vertical hallará su
pum o de conjunción horizontal cuando en la ludia po r obtener mayores ingresos
choque con el tributo indígena, cuyo porcentaje el sínodo se encontrara en un a rela­
ción in v ersam en te p ro p o rc io n a l con respecto a la prim icia. Esto lo observa
Restrepo (1992) en su estudio sobre la estructura sociorreligiosa en Trujillo, atan d o
establece ¡a ecuación: a mayor sínodo m enos primicia y a mayor primicia menos
sínodo. Con lo cual pueden señalarse las dificultades que atravesaba tanto el gobier­
no civil como eclesiástico en sus cobros respectivos debido a las dem oras constantes
producto de las resistendas por parte de los comuneros.
Otras formas de ingresos “legales” serían los bienes patrimoniales sean éstos en
oro y plata destinados al culto, com o ganados y tierras propias de las parroquias.
T am b ién hay que c o n sid e ra r las rentas obtenidas a través de las cofradías, y lo que
Restrepo (1992) indica como “emolumentos adventicios” térm ino impreciso ya que
incluye rubros propios de los aranceles eclesiásticos, aunque es de resaltar dentro de
ésta las capellanías y memorias. N o olvidemos por últim o los servicios personales
prestados p o r las comunidades.
Hemos dejado p ara el final del presente acápite el análisis de los aranceles ecle­
siásticos los mismos que eran uno de los prindpales ingresos económicos del bajo
clero y el de mayor cuantía en la parroquia de Santo Domingo Real de Chincha.
Comencemos diciendo que el arancel eclesiástico, tam bién denom inado obvención o
derecho parroquial, fue el pago hecho po r la feligresía a su pastor a raíz de la adm i­
nistración de sacramentos -bautismos, matrimonios y entierros- como de funciones
litúrgicas -misas y fiestas patronales- con m ontos que variaban dependiendo del ser­
vicio eclesiástico prestado. Su estudio tiene un m ayor interés por los enfrentamientos
y denuncias que su recaudadón originó ya que estos “se cobraban arbitrariam ente y
buscando inflar las tarifas. Cuando no podían satisfacerse en metálico eran cancela­
dos en especies y /o servidos” (O ’ Phelan 1979:122). En este sentido al recargarse la

70
tasa éstos se constituyeron en algo difícil de afrontar por los comuneros ya que los
mismos eran cancelados individualmente. Com o un ejemplo ilustrativo de lo que
estamos indicando en torno a los costos exorbitantes en el cobro de sacramentos y
ceremonias litúrgicas Juan y Ulloa (1953: 260) mencionan “lo que un cura de la
provincia de Q uito pes dijo] transitando por su curato y fue que entre fiestas y la
conm em oración de los difuntos recogía todos los años mas de doscientos carneros,
seis mil gallinas y pollos, cuatro mil cuyes y cincuenta mil huevos” .
De esta form a ante tales abusos no se hizo esperar la respuesta indígena, con una
defensa que tom ó como “bandera de lucha” el pago justo y austero de los servicios
religiosos (Reyes 1983). M ediante acciones legales buscaron que el párroco se sujete a
lo reglado por ley a través de los aranceles del obispado al cual se circunscribía cada
parroquia, pera éstas fricciones entre párroco y com unidad llevaron en no pocas
oportunidades o “bien a que las com unidades se negaran a asistir a los actos religio­
sos, o bien a que se dirigieran a parroquias distintas de las suyas para cum plir con los
preceptos litúrgicos” (Sala 1993:149). Estas acciones en su conjunto no se encontra­
ban fuera del discurso de dom inación colonial, pues al am paro de una ley protectora
que significaba aún en las postrimerías coloniales una via válida utilizada por los
comuneros, respetuosos éstos, de los medios jurídicos y norm as legales dadas p o r la
corona.
Los sucesos de Chincha son una muestra significativa de este tipo de protesta
indígena la cual, como bien lo ha señalado Sala (1993), no tuvo un espacio y tiempo
concreto ya que puede ser rastreado en todo el virreinato peruano y durante todo el
periodo borbónico. Sobre la dirigencia lo acontecido entre la comunidad y sil párroco
Dr. don Francisco Salazar y Robles para que éste cumpla lo establecido en los aran­
celes del obispado de Lima, estuvieron impulsadas por el activo accionar de los alcal­
des y cabildo indígena, pero tam bién hay que destacar la actuación del cacique de
Chincha Agustín C hum biaura, ju n to con sus hijos. Este enfrentam iento jurídico del
cual no estaban ajenas las acciones de lucha frontal y diversas conductas de resisten­
cias hacia su ministro, tuvo su expresión más clara a través del uso de diferentes
tribunales y fueros com o son las solicitudes presentadas ante el subdelegado de C añe­
te, la Real Audiencia y Arzobispado de Lim a, com o tam bién el Consejo de Indias.
Con lo cual puede observarse com o el uso de las estrategias jurídicas e instancia legal
fue un m ecanism o imprescindible en la población indígena para enfrentarse con el
p o d er eclesiástico.

Los sucesos de Chincha: entre la obediencia y la justicia por mano propia3

Las líneas que siguen analizarán lo ocurrido en el pueblo de C hincha, el a ta l


refleja las form as de protesta organizada llevadas a c a l» por la población indígena,
las mismas que en un prim er m om ento estuvieron m arcadas po r fricciones previas al
interior de la parroquia, motivo p o r el cual se apelo judicialm ente acusando a su
vicario de com eter abusos y excesos de diversa índole. La solución que le brindo la
justicia española se ve reflejada en la considerable capacidad de resolver las denun­
cias de los comuneros, pero el paso del nivel de “producción de las sentencias” de los
tribunales superiores se ve obscurecido en la zona de “implantación de las senten­
cias” (Serúlmkov 19%). Es asi com o este bloqueo por los poderes locales nos perm ite
p a s a ra un segundo m om ento en las form as de lucha indígena debido al aum ento de
los atropellos p o r parte de su cura, así sin abandonar el sistema legal colonial las
denuncias giran en tom o al trafico en el cobro de los aranceles eclesiásticos, pero
adem as irán endureciendo sus reclamos a través de acciones de fuerza las mismas
que fueron menos violentas de aquéllas que se produjeron contra el corregidor, ha­
cendado, cacique o diezmero, etc. Situación que pudo deberse internamente a la
cotidiana presencia del párroco en la comunidad o como sostiene O ’ Phelan (1984: 133)
al uso de las «investiduras sacerdotales» como mecanismo ideológico para «imponer
respeto y guardar distancias», mientras que externamente se vio atenuada debido a
la ayuda prestada por ciertas autoridades coloniales (Sala 1993).
Pero veamos de manera mas amplia todo este proceso, partamos del reconoci­
miento que nos encontramos frente a “una disputa po r recursos dentro de relaciones
de fuerza cambiantes” (Glave 1992:122). donde las formas de acceso pactado entre
párroco-comunidad iba entrando en controversia, impulsada incluso por el régimen
intendencial la cual tenía no solo como objetivo el buen trato y protección del indíge­
n a sino también buscaba envolverlo en una mayor presión fiscal. Sala (1996: 40)
observa los mayores incrementos que se exigieron por concepto de tributo en Cañete
tomando el índice 100, 1811:170,1819:183. Esta política ambivalente de presionar
y defender a las comunidades explicaría en cierta forma, el uso de la instancia legal,
mecanismo que brindaba el sistema colonial y a través del cual puede observarse la
actitud de los indígenas hacia la corona. Relación que se río fortalecida con la des­
composición del sistema cacical provocando un “vacío de poder” que sería cubierto
con el realce de la figura del alcalde de indios ( 0 : Phelan 1997) lo que equilibró las
fuerzas locales en especial con el clero rural, con lo cual el estado mantuvo su canal
de comunicación con las comunidades indígenas mientras éstas atravesaban por una
dinámica m teraa de cambio “que favoreció a las autoridades indígenas po r elección
frente a aquéllas que lo eran por filiación señorial” (Sala 1992: 54).
El resultado de todo este proceso favoreció el fortalecimiento del poder de deci­
sión al interior de la comunidad, refuerzo de la identidad indígena y la ruptura del
pacto social con el clero corrupto, pero cohesión con el Estado. Este cuadro bosque­
jado sin embargo tiene también sus imperfecciones, como se ha indicado el gobierno
colonial tenia dificultades en ejercer un control efectivo a nivel local el mismo que era
consecuencia de la complejidad de mecanismos por los que se reproducía el poder.
Es así como solo un análisis en las formas por las m ales interactuaban las autorida­
des coloniales, clero rural y gobierno comunal, nos clasificaran las relaciones conflic­
tivas entre estas fuerzas tripartitas o mejor aun entre españoles e indígenas.
Es así como el paso de un momento de equilibrio a uno de ruptura, se va produ­
ciendo de m anera acumulativa, y en el caso de la parroquia de Chincha las contra­
dicciones que desbordaron la hasta entonces precaria estabilidad política se produci­
rá en 1797 cuando Isidro Vilca procurador de naturales de la Real Audiencia y
Agustín Chumbiauca cacique y procurador de la comunidad, en nombre de esta
levante autos contra su cura Salazar acusándolo de diversos abusos en la administra­
ción de la parroquia y principalmente por no sujetarse al arancel vigente en el cobro
de los derechos parroquiales, cobros excesivos. Con los que lucraba «por este medio
sórdidas ganancias com inos abusos que parecen dar indicios de idolatría y que no se
encontrara en esta ciudad iguales supcrticiones» por ello exigen a «YE, como
visepatron real tan encargado por las ordenanzas y Leyes del reyno a m irar por el
bienestar del pobre indio, se a de servir librar la mas estrecha providencia para cortar
de rais los abusos»1. Los mismos que llegan a situaciones en las cuales todo aquel que
pretende levantar recurso judicial es perseguido o procesado siendo calumniado de
“seductor de indios”.
Estas líneas revelan cierta interiorización de los valores religiosos cristianos y la
justicia social, amparados en el aumento de la injerencia del gobierno virreinal en los
asuntos eclesiásticos. Pero reflejan también la relación inversa entre la injusticia y el
ateísmo práctico, concepto desarrollado p o r j. Klaiber (1982) en su estudio sobre el
carácter religioso del levantamiento tupamarisia, donde sostiene:
‘‘L os verdaderos «idólatras» en el Perú son los corregulares, por lo que ellos adoran el oroy la piala: Es
mis: dios sep a m a a «Ateístas en su conducta, por que son eneudgps de Dios’' (Klaiber 1982: 180).

En nuestro caso el cura Salazar será reconocido cristiano en la forma y ateo en la


practica, mejor dicho «idólatra», pues sus actos son un desconocimiento y rechazo
de Dios. Además no olvidemos que en las postrimerías coloniales la gran mayoría de
indígenas se consideraban lides cristianos.
Esta retórica jurídica puede interpretarse también como de una cierta hipocresía
política, que a través del uso del sistema legal podían levantarle cargos falsos en la
m edida que existiera un conflicto de intereses entre párroco-comunidad y en el cura­
to de Chincha consistió en el incumplimiento de lo norm ado por ley. En este sentido
la practica discursiva del cura cabe entenderla a partir del reconocimiento de su rol
clave como agente aculturador, depositario y adm inistrador del poder público y pri­
vado. Por ello la forma como estructura su narrativa de los sucesos ira dirigido a
deslegitimar los redam os indígenas.
Así la actitud del párroco en 1797, si bien reconoce no sujetarse al arancel en lo
que respecta a la celebración de entierros, es a causa de un convenio estipulado con
el común donde aceptan se hagan con la mayor pom pa y solemnidad. A pesar de ser
im pugnado el mismo por varios comuneras pues sostienen haber sido suscritos solo
por indios confabulados con el cura, además que otros Fueron coaccionados a firmar
con posterioridad, afirm a el párroco Salazar tener las tasas parroquiales rigentes
colocadas en la puerta de la iglesia, siendo injustos los recursos levantados por los
«feligreses». Los mismos que se encontraban encabezados por Nicolás Pachas quien
en 1798 se le acusara de mover los ánimos en la parroquia junto a su herm ano
Apolinario y 3 indios más que se encontraban en Lima, Policiano Chum biauca,Juan
Mendoza y Cecilio Salvador. Q ue apoyados por Isidro Mica consiguieron una reso­
lución favorable por pai te del fiscal en lo criminal y protector de indios don José
Pareja donde resuelve que los alcaldes designados po r la comunidad Domingo Castilla
y José Mesías sean repuestos y que se «mantuviesen sin respeto a los elegidos por el
Gobierno». Además de negarse a cumplir con «toda función de costumbre y estable­
cimientos en la Yglesia (...) y que cuando quisieren celebrar alguna función parasen a
cualquiera otra Yglesia pues el mismo fruto tenían los santos en su culto como los
difuntos en su expiación»1.
En efecto sostendrá el párroco Salazar, asi lo han hecho en el convento de Almagro
de Chincha baja y en Pisco, además de afirm ar que la osadía de los indios tiene como
objetivo su abandono del curato. Por lo que solicita lo dimitan del cargo y lo sustitu­
yan por otro vicario, separen a los alcaldes y se cumpla la condena de destierro al
pueblo de Pacarán de Nicolás Pachas, ya que teme que confabulados estos 5 indios
con sus faccionados terminen m atándolo o quem ando su casa como lo han venido
diciendo. Frente a este impresión de miedo se sum ara -cuando prosigan las hostilida­
des en 1802- una actitud de menosprecio por el indígena al señalar que: «la subleva­
ción en que se halla esa doctrina de mi cargo, cuyos indios por un movimiento uni­
versal en sus ánimos han violado con atropellamiento e insolencia los más respetables
estamentos de la religión y de la costumbre (...) se ha separado de la obediencia y
subordinación espiritual sin más motivo que su antojo a esta rebelión se junta la
audacia con que resisten sus palabras»'1.
Esta im agen del indígena por parte del cura de Chincha expuesta ante las instan­
cias judiciales, es producto hasta cierto punto de la misma violencia desatada y la

73
desobediencia que imperaba al interior de la parroquia. Pero también se debe a la
intención de resaltar su posición como integrante afectado de la estructura de domi­
nación colonial, por ello engrandece los sucesos, haciendo aparecer los actos de vio­
lencia indígena como sino se diferenciaran de aquellos que se producían contra el
corregidor, hacendado, cacique, diezmero, etc. donde exasperado el malestar de los
sublevados podían herirlos o incluso matarlos.
Sin embargo, pensamos que al margen de este conflicto de imágenes opuestas,
encontramos formas de respuesta indígena que difieren del carácter de otras revuel­
tas, expresan un tipo de violencia intermedia. Un modelo de resistencia que no signi­
ficaron actos de “irreligiosidad” como lo observa Hunefeldt (1983: 12) pues si bien
puede entenderse como una “suerte de represalia que la comunidad tuvo a su favor
para delimitar las extorsiones del cura” no fueron encaminadas a cuestionar los valo­
res del cristianismo y su fuerte dosis de carga ética, menos cuestionaron el disfrute
eclesiástico a través del arancel. Por ello tampoco pueden ser vistos como la toma de
una actitud “anticlerical” donde exteriorizan “su protesta ignorando las practicas
cristianas” como afirma O ’ Phelan (1988: 160), ya que al analizar la revuelta, las
protestas se dirigieron contra las personas de los párrocos rurales que buscando su
propio beneficio rompieron el pacto social. Es asi como el uso de la instancia legal y
actos de resistencia abierta iban encaminadas a la reconstitución del mismo, que
impulsada por el reformismo borbónico buscaba el buen trato a los indios, tanto en
lo temporal como en lo espiritual es así como:

“Laprimea atención de las intendentes debía ir encminada a informarse de la situación de ¡os indios,
m si estaban bien adoctrinadosy si se les trataba con el respeta al que ¡as leyes de Indias tantas mes
hadan refmnáa. Más concretamente, en las cabeceias de lospueblos de ináos, estaban ¡ossubdelega­
dos con la misión é proteger a los naturales, procurar o conservar su crishanigadón e iguahnenUsu
adliiadón" (Navarro-Ruigoniez 1983: 225).
De allí que tengan un carácter netamente reformista no estando “informadas por
motivos ideológicos surgidos fuera de los límites del discurso colonial, sino por un
trabajo de apropiación y resignificación de los principios que autorizaban la domina­
ción europea sobre los ayllus andinos” (Serúlnikov 1996:209).
En este contexto de disputa por recursos dentro de relaciones de fuerzas cam­
biantes el cabildo indígena conducidos ahora p orjuan Mendoza -ante el destierro de
Nicolás Pachas- prohibieron que se pagaran las misas de exequias y otras ceremo­
nias, encarcelando a aquellos que las incumpliesen producto de la obediencia que
debían los indígenas a los integrantes del cabildo. Actitud que como ha destacado
Diez (1998:1231 “no respondía únicamente al mayor status de las personas que ocu­
paban los cargos, sino también al apoyo y la autoridad que les confería el Estado
Colonial”, apoyo y autoridad que a nivel local podía desvanecerse debido a la políti­
ca de alianzas ilegales que entablo el vicario Salazar. Es así como el informe final del
escribano y juez comisionado José Mancos Machuca, influencio en la resolución del
24 de diciembre de 1802 dictada por el subdelegado Juan Sánchez Quiñones -ambos
aliados del párroco- quien resolvió, que sobre la seducción de feligreses sean los 5
indios presos y conducidos a las cárceles de mayor seguridad donde se les tomaran
sus confesiones. Será en la toma de estas en que se hará mención de sucesos no
mencionados anteriormente, acaecidos estos en 1796, Sala (1993:151) describe lo
ocurrido dejando de lado cualquier explicación, sin embargo a mi entender esto se
produce por ser parte de un proceso inconcluso. Así al estar presos en la capital gran
parte de la dirigencia, pudo resolverse dicho recurso aún pendiente en el sistema
judicial colonial.

74
Los hechos acontecidos en 1796 expresan del lado eclesiástico su sensación de
tem or y desprecio hacia los naturales y por parte de este como bien lo señala Sala
(1993:151) “confirman el respeto que los indígenas sentían por el papel y las ordenes
reales durante la etapa tardocoloniaF’, la que se blandía contra el clero corrupto aún
si se trataban de documentos sobre asuntos que no vinieran al caso. Estos se produ­
cen cuando Joaquín Díaz comunero de Chincha y capitán de la sexta compañía de
caballería de indios, estando en Lima fue solicitado por Isidro Vilca para que llevase
25 ejemplares sobre resoluciones en favor de los indios, que serían dejados en las
parroquias del tránsito hasta Chincha. Adjuntando una carta en que les decía a «los
Alcaldes, que estos exemplares los repartiesen entre las personas que convengan para
que les sirviese de defensa en los casos que los jueces y escribanos les quisiesen exigir
derechos de actuaciones»'. En el curato de Chincha se lo entrego a Juan Mendoza y
Ensebio Eievano, alcaldes ordinarios quienes posteriormente convocaron a cabildo,
Sala (1993:151) menciona que no esta claro si se le ordeno al alcalde o fue este quien
lo reunió. Aunque contrastándolo con el testimonio dejóse Eievano regidor mayor
del cabildo -y no Ensebio como aparece en el citado artículo- fue Joaquín Díaz quien
persuadió a Juan M endoza el cual se encontraba de mita, para que juntase toda la
gente a cabildo.
Tiem po después mientras se leían las tasas judiciales y llenaba la gente el cabildo
oyeron «mentar aranzelcs comenzaron todos ti una voz a decir arreglémonos al Aranzel
y como el Rey m anda que los entierros sean de balde vusque Vmd .Señor Alcalde, el
Aranzel» a lo que respondió «que vería lo que los aranceles decían, que la gente
quedo con este consuelo»1'. Así acompañado del cuerpo de cabildo paso a casa del
cura Salazar con la intención que se sujetara al arancel recaudando mitad por entie­
rros, que así lo ordenaba el Rey, a lo que replico el párroco de Chincha, que «el
bando que V m d ha publicado no reza conmigo ni con la Yglesia sino con los subde­
legados y escrivanos (y) si tu no cstubieras borracho no dijeras y anda con Dios»1.
Pera la discusión no culmino aquí, exaltados los ánimos, estando el vicario Salazar
enojado volvió la vara hacia el doliente Juan Carbajal -quien lo había conm inado a
enterrar a su herm ano instigado por los alcaldes- dicicndule «sino pagas el entierro
según costumbre anda cntierra el cadáver en una I luaca»111. Respuestas que no sir­
vieron de mucho pues al final estos mecanismos de defensa obligaron al cura de
Chincha a ceder a las dem andas indígenas consiguiéndose que ios funerales sean de
balde con entierro m enor y misa rozada por un peso.
A este nivel de conflicto generalizado como entender la protesta indígena. Parta­
mos del reconocimiento que se trata de un largo proceso de lucha legal, que litigados
en los juzgados limeños se convinieron en el tránsito obligatorio de procuradores,
escribanos y otros agentes que establecían “una efectiva red de información que
perm itían a las comunidades indígenas m antener relaciones directas con las autori­
dades virreinales y sustraerse de los intereses particulares de las autoridades regiona­
les” (Sala 1996a: 306). Flujo eficaz de información que inmerso en un plano de
política local no tendrían mayor efecto sino fuera por la acción conjunta de alcaldes,
procuradores y comunes en general. No olvidemos el sobresaliente accionar de la
familia Chum biauca caciques de la parroquia, que envuelta en un proceso de ilegiti­
m idad hereditaria y en un contexto “polarizado entre comunidad y aparato de poder
estatal, el criterio más urgente de legitimidad cacical visto desde abajo fue el de la
identificación política” ¡Thomson 1996:275). Es así como este sector indígena domi­
nado que apoyado desde IJm a pudo hacer frente a un sector español dominante,
mediante el amparo de ordenes reales, las cuales como ha podido observarse fueron
m anipuladas incluso mal interpretadas haciendo gala de un “perfecto cinismo políti­
co” (N. Sala 1993) como un recurso valido que buscaba la aplicación de las tasas por
derechos parroquiales rigentes en su jurisdicción eclesiástica.
Será con las declaraciones de Ju an M endoza y A p o lin ar» Pachas, en que el con­
flicto se inclinara hasta cierto punto en favor de los sublevados. Q uienes acusaran no
solo al cu ra Salazar de no sujetarse al arancel, sino tam bién de m alversar los fondos
de las cajas comunales destinadas a la construcción de la iglesia y el establecim iento
de u n a escuela de prim eras letras, p o r lo cual exigen su total reintegro, ya que afir­
m an h ab er recibido p o r m andato real solam ente 3.100 pesos n o obstante haberle
entregado una cantidad mayor. D enuncian a su vez al escribano José M arcos M a­
chuca de estar confabulado ro n el párroco p a ra intim idados y oprim irlos en sus
negocios de iglesia, envueltos com o se ve aún de u n a sensibilidad de piedad barroca
m ezclada adem ás con la política ilustrada de escolarización que buscaba “cristiani­
zar a los in d íg en as c in te n sific a r su participación a la v id a social y e c o n ó m ic a ”
(Gruzinski 1985:183). El 19 de enero de 1803 el Virrey Avilés resolvió liberar a todos
los indios involucrados en los pasados sucesos acaecidos en la parroquia de C hincha,
decreto que fue acatado pero no cum plido p o r el vicario S alazar am parándose en la
posible perturbación del orden público. Es así com o esta búsqueda del sosiego y
tranquilidad al interior de la república será seguida po r los nuevos y leales alcaldes,
procuradores, escribanos y dem ás elegidos, quienes d em andaran el arresto de estos
indios «discolos y (accionistas».
Esta situación no se m antendrá por m ucho tiempo, pues con el cam bio del sub­
delegado Ju an Sánchez Q uiñones po r Francisco C a n illo M u d a rra, llevara este a
cabo dicha declaratoria de libertad aunque se dará con la sorpresa que «al tiem po de
executarlo se les encontró fuera del arresto (...) y ellos se h an tom ado la m ano de
poner en practica el superior decreto»11. M ás allá de exponer la situación crítica de
las cárceles en los pueblos de indios de C añete que fue descrita en 1792 po r el enton­
ces subdelegado Sánchez Q uiñones de «piezas fabricadas de Adoves y de un a obra
débil sin consistencia, con techum bres, form ada de caña brava y las m aderas corrup­
tibles que producen estos países (...) y así no prestan seguridad alguna p a ra los reos»'2-
L a justicia por m ano propia fue una actitud muy seguida p o r las com unidades cuan­
do vieron que los fallos judiciales que los favorecían entraban en esa zona obscura de
aplicación de las sentencias donde:

“A l no movilizar ningún medio directo de camión, laju sü áa española supeditaba la resolución de los
conflictos a la voluntad de las autoridades locales para llegar a un acuerdo y a la capacidad de los
campesinos para volver a apelar a ios tn luna lesy/o forzar la mplenwitación de las sentencias”
■Semlnikov 1996: 225).

Recursos de apelación que llegaron incluso hasta el Consejo de Indias com ojjp
señala Sala (1993) en 1805. A unque tam bién se rem itieron al Juzgado Eclesiástico ,
pero su incapacidad m ezclada con el desinterés de ejercer un control efectivo en la
conducta del bajo clero po r parte de la curia eclesiástica explica la prosecución de los
enfrentam ientos en 1810 y la negativa por p arte de los com uneros de acceder a las
dem andas del párroco de C hincha. Es así com o se abre un nuevo período en la
com petencia p o r el p oder entre las distintas fracciones, que buscaban controlar la
política com unal. C om unidad indígena que se encontraba inm ersa en un “proceso
de diferenciación in terna” (Sala 1996: 99) no expresando un frente com ún, su acti­
tud reflejara la com plejidad de intereses que se reproducían al interior de la p arro ­
quia, u n am biente de tensiones internas donde la am bivalencia en la conducta frente
al arancel fue la tónica en el conflicto.
La heterogeneidad y jerarquización de las com unidades legitim aron el relevo de
estas nuevas eíites indígenas la de alcaldes y procuradores. L a m ism a que puede ser
definida “po r su acceso al p o d er y que es resultado del consenso que sus propias

76
rivalidades o rig in an c u a n d o p a ra dirim irlos se recu rre al apoyo y a las aspiraciones
púb licas d e los sectores subalternos” (Irurozqui 1994: 15). S erá la diversidad de in te ­
reses y co n tradicciones de este sector d irigente com unal, el factor q u e d eterm in e los
cam b io s e n las posiciones hegem ónicas. Es así com o entre 1797-1802 u n a facción del
blo q u e d o m in an te ind íg ena se o p o n d rá ab iertam en te a las exigencias del p árro c o
Salazar, m ien tra s que en tre 1803-1809 p ro d u cto de la altern an cia y fricciones de la
elite co m u n al se defen d erán los m ecanism os de apropiación clerical q u e am p arad o s
e n u n a falsa costu m b re ab u sab an e n sus exacciones económ icas.
Es en 1810 cu an d o el m ism o cu erp o de cabildo -con algunas excepciones- que
co n d u jo a los sucesos acontecidos en tre 1797-1802 en cab ezaran o tra vez las hostili­
dades. E n esta o p o rtu n id a d se pro d u cirán cu an d o el alcalde Francisco D íaz, el p ro ­
c u ra d o r L eo n ard o R o m ero adem ás de A polinario P achas y T om as M atías p ro h ib ie­
ron q u e el do m in g o d e ram os saliera la procesión «presentándose con visos d e tum ul­
to , disienrio q u e los yndios n o q u erían tal procesión q u e si gustara el aseria la isiere de
b a ld e » ". Y se rá este estado de insurrección en p alab ras del c u ra Salazar, el q u e
m o tiv ara su a b a n d o n o de la p arro q u ia , al n o h a b e r libertad p a ra la celebración de
funciones religiosas, pues to d a la feligresía se en cu en tra am en aza d a con cárceles y
azotes si se atreven a p a g a r la lasa p o r obvenciones. H echos que desde la perspectiva
del ex-subdelegado Ju a n S ánchez Q u iñ o n es serán leídos com o acciones e n qu e «se
aso m an la ido latría y se pierd e lo g anado en orden a la christiandad. Los yndios q u e
tem en la extonrión He sus A lcaldes van a ag en a Yglcsia y hacen sus funciones fúne­
bres con m ayores gastos y evitan el cum plim iento de las conm inaciones q u e h a n visto
executados en otro s» 1’. A dem ás hace m ención de las p ro rratas en d inero y especies
q u e llevan a cab o los alcaldes con el p retex to de costear los pleitos en los ju zg ad o s
lim eños estafando a los com uneros, lu cran d o con su p atrim o n io y bienes.
La lectu ra del conflicto p o r p a rte del vicario y el ex-subdelegado si b ien v a dirigi­
do a legitim ar sus reclam os, expresan form as de resistencia indígena ca d a vez m ás
radicales. Es así com o desglosando lo tendencioso de lo real podem os ob serv ar qu e la
supuesta co n d u cta idolátrica, esta tergiversando el carácter m ism o de la p ro testa, el
hecho d e no d ejar salir la procesión o el ac u d ir a la p a rro q u ia de A lm agro de C h in ch a
b a ja a cu m p lir con los preceptos litúrgicos, no son actos qu e p u ed an in terp retarse
com o u n a coacción de la dirigencia indígena. Pues su au to rid ad ten ía un lím ite, ya
q u e su “co n dición de dirigentes de las com unidades (era) lo q u e obligaba a los m iem ­
bros del cabildo a defenderlas. Si fallaban a sus funciones p o d ían , eventualm ente, ser
rep u d iad o s y enfrentados p o r aquellas qu e supuestam ente les estaban su b o rd in ad o s”
(Diez 1998:123). Es bajo esta prem isa q u e entenderem os las acciones de los com une­
ros, no co m o la coerción de u n a cúpula indígena sino com o la to m a de u n a “libertad
de conciencia (religiosa que) no fue p ro fu n d a sino ficticia, com o m uestra de su des­
co n ten to c o n tra su guía espiritual que no hacía o tra cosa que esquilm ados” (Espinoza
1957: 263). Sus m ecanism os de resistencia no expresan u n a vuelta a la idolatría
com o refleja el discurso del sector eclesiástico-civil -los m ism os que estaban insertos
en la d isp u ta local p o r los recursos v excedentes indígenas- su objetivo es el exigir la
v u elta al p acto , d e ahí que sus acciones no ab an d o n e n la vía reform ista y com o
consecuencia “su fe en las providencias reales llegaba a tal p um o de hacer p ro rratas
p a ra ir en busca d e las leyes que les p ro te g ía n ” (Sala 1993: 154).
A cciones com unales que im pulsaba su cohesión con el gobierno virreinal el m ism o
que los a m p aro al ser u n a de sus principales funciones el buen tratam ie n to del indíge­
na. Es en este sentido que entenderem os el superior decreto del 17 de m arzo de 1810
em itido p o r el V irrey Á bascal, o rd en an d o al vicario de C h in ch a se sujete a lo estipu­
lado p o r el aran cel eclesiástico en lo que respecta al cobro de derechos parroquiales,

77
la misma que deberá permanecer fijada en la puerta de la iglesia. Será en esta parte
del conflicto párroco-comunidad en que nuestro estudio se detendrá, en parte por
que falta localizar más referencias documentales y de otra por que toda la informa­
ción recopilada es imposible de incluirla, en un artículo de investigación. Aunque
podemos argumentar hasta donde llegan nuestras fuentes que las tensiones al interior
de la parroquia pudieron proseguir aún en la etapa de retorno al absolutismo, pero
no más allá de 1821 ya que otro vicario se encontraba detentando el caigo, este será
el Dr. don Francisco María de Adurriaga.

Notas

1. El presente artículo constituye nn avanre ríe trabajo que actualmente estamos llevando a cabo en los
diversos repositorios documentales y del cual hemos usado una parte de. los materiales de lo que es un
proyecto mayor que se extiende a todo lo que fue el antiguo partido rlc Canela investigación que estudia
los cambios sufridos por las comunidades indígenas en las postrimerías coloniales.

2. Modalidad de sínodo observado por Restrepo (1992:369) el mismo que fije poco común, siendo pagado
"por los propios hacendados de las matrices o anejos que funcionaban dentro de su propia hacienda \

3. Los sucesos de chincha lia sido objeto de estudio por parte de Sala ¡1993) aunque el pumo de partida
documental lo brinda Reves (1983:159} quien hace mención de 2 documentos ubicados en el Archivo
Arzobispal de Lima, los mismos que han sido de bastante utilidad; sobre la investigación de Sala a]
abarcar su trabajo todo c! virreinato peruano haciendo referencia de diferentes casos limita el estudio de
los acontecimientos de Chincha a unas cortas pero significativas páginas las cuales hemos empicado.

4. AGN. Derecho Indígena, lcg. 28. C533, Año 1797, ff 2v y 4-4-v, Autos (capítulos) que I03 indios de la
doc trina de Santo Domingo Real de Cliincka, en el partido de Cañete c isidro Vilca. en su nombre,
promovieron contra su párroco don Francisco de Salazar y Robles, a quien acusaban de diversos abusos
en la administración de aquella doctrina y de no sujetarse al arancel vigente en el cobro y percepción de
las obvenciones y derechos parroquiales.

5. AGN. Superior Gobierno. Lcg. 27, C 8 19. Año 1798, Autos que promovió, el cura de Chincha
Olí. Francisco de Salazar y Robles, contra algunos indios de dicha doctrina que andaban alzados y
fomentaban insubordinaciones contra el.

0. AGN. Superior Gobierno, l.c g 29, C 936,1803, f 1, Autos promovidos ante el subdelegado de Chincha
por el cura y vicario de la doctrina de Santo Domingo de Chincha, quejándose de los excesos cometidos
por los indios de esajurisdicción, oponiéndose al pago de los derechos parroquiales de cúñenos y otros.
Sala (1993:150) hace uso de este expediente, el mismo que se encuentra ma) citado -creemos sin mala
intención- en su artículo (remitimos al lector, verla bibliografía empleada).

7. Ibid..f20.

8. Ibid.. Í 2 I .

9. Ibid., ff21v-22.

10. Ibid.. f 22.

11. Ibid. 145.

12. AGN. Superior Gobierno, Lcg 23, C637, Año 1792, Diligencias promovidas ante el superior gobierno,
sobre la construcción y reparación de cárceles en el partido de Cañete, corral en el expediente un oficio
de donjuán Sánchez Quiñones, dirigido al virrey fray Francisco Gil v Lentos informando la manera en
que funcionaban las cárceles, cuando habían dclinaicntcs.

13. Superior Gobierno, I^cg. 3 3 ,01082, Año 1810, expediente promovido por ante le juez subdelegado de
Chincha (Cañete) por el cura de la doctrina Dr. Francisco Salazar Maldonado, contra el alcalde ordina­
rio, el procurador y otros indios por la negativa de pagar los derechos parroquiales a la iglesia y otros
obstáculos que entorpecen las obligaciones del refcridocura.

78
14. Archivo Arzobispal de Urna Sección cúralos, Lq> 41, K\p. 8, Año I8(Hj, f 4, Causa seguida por el
común de indios de Santo Domingo el Real de Chincha (Cañete) contra su cura doctor don Francisco
Solazar Maldonado y Roldes por abusos.

15. Superior Gobierno, l e g 33, C 1082, Año 1810.

ACOSTA, Antonio
1982 “Los clérigos doctrineros y la economía colonial (lima, 1600-1630)” en Allpanchis, vol.
16, N° 19, pp. 117-149, ÍPA, Cusco

CAÑEDO-ARGUELLES Teresa
1994 “El poder religioso rom o cauce y obstáculo de la transculturación andina. La
integración alterada (Valle de Moquegua, siglos XVI-XV11I)” en Pilar G arda Jordán,
Miquel Izard, Javier Laviña (coord.). Memoria, criación e historia: luchar contra el olvido,
pp. 179-192, Barcelona
DIEZ Alejandro
1998 ( mimesy hacmias:procesos de conumaligaem en la sierra de fínm (siglos .XYII1 al.X.X) CBC,
Cusco
ESP1N07.A, YValdemar
1957 Rebeliones y alborotos indígenas y mestizos en la ¿erra septentrional del Perú virreinal
(1756-1821) UNMSM, Lima. Tesis de licenciatura inédita
GARCÍA JORDÁN, Pilar
1991 Iglesia) poda' en el Perú contemporáneo 1821-1919 CBC, Cusco
CLAVE, Luis Migurl
1992 Vida, símbolos y batallas Creación y recreación de la mmmdai indígena Cusco, S. XVI-XX.
FCE, Lima
GRUZINSKY, Serge
1985 “La “Segunda Aculmración”: el estado ilustrado y la religiosidad indígena en Nueva
España, (1775-1800)” en Estudios de Historiadiwolásjma, vol. VIII, pp. 175-201, México
HUNEFELDT, Christine
1983 “Comunidad, curas y comuneros hacia fines riel periodo colonial” en ÍH S IJ, Revista
Latinoamericana m Historia Económicay Social ¡I, 2o Semestre, pp 3-33
IRUROZQUI, Marta
1994 La armonía délos desigualdades: eUlesy conflictos depoder en Bolilla: 1880-1920. CBC, Cusco
JUAN, Jorge, y ULLOA, Antonio
1953 .Satirios secretos de América, Buenos Aires
KLAIBERJcffrcy:
1982 “Religión y justicia en Túpac Amaru” en AHpanchis, Vol, XVI, N° 19, pp. 173-186,
IPA, Cusco
1988 La Iglesia en el Perú. Su historia soda! desde ¡a independencia. PUCP. Lima

M ORENO YÁÑEZ, Segundo


1991 “Los doctrineros “YVíracochas” rem adores de nuevas formas culturales. Estudios de
caso en el Quilo colonial” en Segundo Moreno Yáñez y Frank Salomón (cris.) Ripm-
duccióny tmsjamariin de las sociedades andinas siglos AT/-.YA’, pp. 529-553, Quito

NAVARRO, María-RUIGÓMEZ, Carmen


1993 “La Ordenanza de Intendentes y las comunidades indígenas del virreinato peruano:

71)
U na reform a insuficiente” en Revista Complutense de Historia de Am erita, N° 19,
pp. 209-23!, Barcelona
O ’PHELAN, Scarlctt
1979 “El norte y las revueltas anticlericales del s. X V III” en Historia y Cultura, Nc 12,
pp. 119-135, Musco Nacional de Historia, INC, Lima
1983 “Hacia una tipología y un enfoque alternativo de las revueltas y rebeliones del Perú
colonial (siglo XVIII)” en Jahrbuck fü r Cesdúehte van Stait, Wmchqjt und Gessdlschaft
h ú m m e r ik s , XXI, np. 127-153
1988 Un siglo de rebeliones anticoloniales, Perú y Bohío, 1700-1783. CBC, Cusco
1997 Kumhis sin sucesiones. Del cacique al alcalde de indios (Perúy Bolilia 1750-1833). CBC, Cusco
RECOPILACIÓN
1943 de los leyes dt los ranos de Indias mandada imprimiry publicar por la Magostad Católica del Rey
don Carlos IINuestro Señor, Madrid, 1791. Ed. Consejo de la Hispanidad, Madrid, 2 vol.
RESTREPO, Daniel
1992 Sociedad y religión en Trujillo (Perú), 1780-1790, Servicio Central de Publicaciones del
Gobierno Vasco, Bilbao, 2 vol.
REYES, Alejandro
1983 Contradicciones en el Perú colonial (Región central 1650-1810). UNMSV1, Lima
SALA i VILA, Nuria
1993 “Gobierno colonial, iglesia y poder en Perú, 1784-1814” en Reiista Andina, pp. 133-
161, CBC, Cusco
1996 Y se armó el Tole Tote, tributo indígenay movimientos sociales en el virreinato del Perú, ¡ 784-1814.
IER José María Arguedas, Ayacucho.
1996a “La rebelión de Huarochirí, 1783” en Challes Walkcr (coord.) Enlre la retórica y ia
insurgenria: ¡as ideas y los movimientos sociales en los Andes, siglo ATTII, pp. 273-307, CBC,
Cusco
SERÚLNIKOV, Sergio
1995 “Su verdad y su justicia, Tomás Catan y la insurrección aymara de Ghayanta. 1777-
1780”, en Charles Walkcr (coord.) Entre la retórica y la insurgenria: las ideas r los movimientos
sociales en hs Andes, siglo K Y Ill, pp. 205-243, CBC, Cusco
THOM SON, Sinclair
1996 “Quiebre del cacicazgo y despliegue de los poderes en Sicasica, 1740-1771” en Javier
Albo (comp.) La integración surandim quiinentos años después, pp. 261-285, CBC, Cusco
d i á l o g o s , N ° l, 1999

Esclavitud en el valle de Cañete.


Haciendas Casablanca y La Quebrada
Siglo XVIII
A lejandro R eyes F lores
UNMSM

Cañete urbano

En realidad, no existe una gran concentración de población en los cuatro centros


urbanos que ubicamos a fines del siglo X VIII y principios del siglo X IX en Cañete,
pero, lo interesante es su población variada desde el punto de vista de las castas y,
sobre todo, la variedad de trabajos que se realizan, convirtiendo al Valle de Cañete,
en un polo de desarrollo ntuy im portante en esta p a n e de la Costa Sur colonial.
El tiem po propuesto en la investigación ha sido superada por haber encontrado
docum entación que llega a principios del siglo X IX , por ello los cuadros que presen­
tamos a continuación excederán algunos años el siglo X V III. He aquí un cuadro
resumen de los centros poblados de Cañete:

Población U rbana - Cañete 1813


Pueblo Nuevo(San Vicente) 564
Pueblo Viejo(San Luis) 383
Cerro Azul 147
Imperial 101

Total 1.095

La “concentración” urbana no es nada significativa si la com paramos con Lima


que tiene una población de 55.000 habitantes. Pero si hacemos la com paración con
otros centros poblados, como Chimbóte, que po r estos años apenas tiene 28 habitan­
tes o M iradores 101 habitantes, entonces nuestra apreciación demográfica varia,
pues San Vicente estaba cinco más poblada que el pueblo Miradores y veinte más
que Chimbóte. O tro hecho demográfico a considerar en el cuadro precedente, es el
increm ento poblacional que ya comienza a dem ostrar San Vicente superando a San
Luis. Además, es interesante resaltar que en un área geográfica no muy extensa,
existen cuatro pueblos que obviamente dinam izan económicamente todo el valle.
Aquí se concentra la población dedicada a las actividades artesanales y por el puerto
de C erro Azul se e x p rta b a n sus productos agrícolas, en especial el azúcar.
Pero analicemos algo más estos números de habitantes cañetanos a fines de la
Colonia, veámoslos desde el punto de vista de sus castas, es decir qué cantidad de

81
indios, blancos o negros significaron esas 1.195 personas que vivieron en los cuatro
pueblos:

Cañete - Castas 1813

a b c d e f g Total
Pueblo Nuevo 8 33 182 323 - 11 7 564
Pueblo Viejo 9 16 38 - 281* 10 29 383
C erro Azul - - 147 - - - 147
Im perial - - 101 - - - 101

a: españoles b: americanos c: mestizos d: indios


e: pardos f*. negros esclavos g: negros libres
* El Padrón no es muy claro con relación a la ubicación de los Pardos, nos hemos tom ado
la “libertad” de ubicarlos en Pueblo Viejo pero tenemos la impresión que se encuentran
e n todos los pueblos. De igual m anera, salvo error nuestro, el docum ento d a una pobla­
ción total urbana de 1.205, mientras que nosotros obtenemos 1.195, es decir 10 habitan­
tes menos que no distorsiona el total de la gente em padronada.
Fuente: A.A.L. Estadísticas Parroquiales año 1813.

En los pueblos de C añete com o lo dem uestra el cuadro antecedente, están pre­
sente todas las castas, y com o es natural, tanto españoles com o criollos se encuentran
dism inuidos num éricam ente pero son los que tienen los em pleos y ocupaciones m ás
rentables. En este sector de castas se encuentran 3 com erciantes y dos hacendados
adem ás de los m ilitares y el A dm inistrador de R entas Reales. Podem os afirm ar que
entre españoles y criollos se dividen el control social y económ ico de los Pueblos de
Cañete.
La presencia de mestizos tam bién es respetable, sobre todo en Pueblo Nuevo,
aunque nos resulta incom prensible que los mestizos no residan en el puerto de C erro
Azul ni en el Im perial, ¿por qué? ¿acaso el em padronador no los h a considerado?.
De todas form as, con relación a la actividad económ ica de los mestizos, un buen
núm ero de ellos se dedican a ser labradores, presum im os que tienen sus propias
parcelas y adem ás, deben trab ajar com o jornaleros e n las diferentes haciendas. El
padrón registra 33 labradores mestizos.
Las actividades artesanales tam bién son cultivadas en una gran diversidad p o r los
mestizos cañetanos, así tenem os que hay carpinteros, plateros, zapateros, sastres y
albañiles. Su núm ero fluctúa entre 2 y 6 mestizos dedicados a u n a actividad artesanal.
Es evidente que la necesidad de las haciendas del valle y la dem an d a in tern a de las
diferentes castas explica la presencia de un respetable núm ero de artesanos mestizos.
T am bién es destacable que los mestizos se dediquen al arrieraje, m uy vinculado a
las haciendas y deben tener sus propias recuas de m uías o burros p a ra desarrollar su
actividad de tran sp o rtar las m ercaderías salidas del agro cañetano. Sólo se ha podido
ubicar a un m estizo com erciante llam ándonos la atención, que 9 mestizos sean p a n a ­
deros, vale decir “industriales” , con tuda la lim itación del térm ino. D e m odo similar,
la ocupación tan im portante com o herrero, es desem peñada po r algunos mestizos en
el Pueblo Viejo: 3.
Es im portante señalar qu e algunos niños de 9 a 12 años se encuentran em pa­
d ro n a d o s e n a lg u n a actividad artesanal com o platero, h errero e incluso labrador.

82
¿Es ésta característica general en las pueblos costeños?. Porque nos resulta algo in­
usual ubicar niños con una ocupación tan difícil y donde se necesita invertir mucha
vitalidad como el de herrero y sin embargo, hay niños desempeñando esta labor.
En lo que respecta a los indígenas, a excepción de Pueblo Viejo, viven en los otros
pueblos privilegiando su presencia en Pueblo Nuevo [San Vicente) y dedicándose
mayoritariamente a actividades del cam po. Son labradores en un 80% ; en el
Imperial todos se dedican a la agricultura y cti Cerro Azul, una inmensa mayoría de
indígenas son pescadores. Además de estas actividades económicas agro y mar, los
indígenas también son arrieros, ¡tero apenas 7, uno que otro es herrero, platero,
carpintero, sastre y cerero.
Los Pardos se dedicaron en buen número al arrieraje, lo que nos podría inducir
a que su situación económica era buena en la medida que tenían sus recuas de muías;
de igual m aneta los pardos declaran ser zapateros y herreros. Cabe destacar que
similar a la de las otras castas, los niños de casta parda, aparecen corno trabajadores,
en especial el arrieraje, aunque dependientes de sus padres.
Con relación a la última escala social en los pueblos de Cañete, los negros, ya sea
en calidad de esclavos o libertos, los primeras deben ser domésticos, pues dependen
enteramente de sus amos y los segundos, es decir, los negros libertos, se dedicaban a
actividades del campo, son labradores. ¿Cómo han obtenido su libertad? cuál es su
relación con las otras castas?, no sabemos aún. El siguiente es un cuadro resumen de
las ocupaciones de todas las castas en los cuatro pueblos de Cañete:

P. E.A. ■Cañete 1813


1.195 personas

Albañiles 3
Arrieros 101
Carpinteros 11
Cereros 1
Comerciantes 8
Fundidores 8
Herreros 24
L ibradores 231
Panaderos 9
Pescadores 52
Plateros 12
Sastres 6
Talabarteros 3
Zapateros 25

Total 494

Pasemos a tratar la población que vive en el medio rural y donde la inmensa


mayoría esta en la condición de esclavos.

Cañete rural

Debido a que la información recopilada para reconstruir la demografia de Cañete,


tanto del medio urbano como rural no es muy exacta, tenemos que advertir que

83
n u e s t r o e r r o r d e b e e s t a r e n u n 5 % , d e m o d o q u e c r e e m o s q u e e s c o n f i a b l e lo q u e
e s t a m o s e x p o n i e n d o y e x p l i c a n d o . L a p o b l a c i ó n q u e v iv e e n e l m e d i o r u r a l c a ñ e t a n o
a f in e s d e la C o l o n i a , e s d e 2 .7 0 3 p e r s o n a s d e a m b o s s e x o s , e n s u i n m e n s a m a y o r í a
n e g r o s y n e g r a s e n s i t u a c i ó n d e e s c la v o s . E s d e c i r , u n 7 5 % p o b l a c i ó n r u r a l y u n 2 5 %
u r b a n a , p o r c e n t a j e q u e s u p e r a a la m e d i a n a c i o n a l q u e d e b e e s t a r e n 1 5 % u r b a n a y
8 5 % ru ra l.
C o n la f i n a l i d a d d e t e n e r u n a v is ió n g l o b a l d e la c a n t i d a d d e e s c la v o s q u e v i v ía n
a l i n t e i i o r d e la s h a c i e n d a s d e C a ñ e t e , v a m o s a t r a n s c r i b i r u n c u a d r o n u e s t r o p u b l i ­
c a d o a n t e r i o r m e n t e y e n la q u e n o se e n c u e n tr a n la s h a c ie n d a s d e L a Q u e b r a d a y
C a s a b la n c a :

H acien d as de E sclavos - C añ ete 1810'


M o n ta lv á n 361
S a m a B á rb a ra 266
La C uaca 276
I lu a lc a rá 438
A ro n a 414
C h a c r a H ila rió n 27
C h a c ra G ó m ez 73

T o ta l 1 .8 5 5

C o m o p u e d e a p r e c i a r s e , e l n ú m e r o d e e s c la v o s d e la s h a c i e n d a s c a ñ e t a n a s a p r i n ­
c ip io s d e l s ig lo X I X e s c o n s i d e r a b l e , c o m p a r a d a s c o n la s p l a n t a c i o n e s d e l C a r i b e
n u e s t r a s h a c i e n d a s l a s u p e r a b a n e n 6 , 7 y 9 v e c e s e n n ú m e r o d e e s c la v o s , a e x c e p c i ó n
d e la c h a c r a d e S a n H i l a r i ó n q u e t i e n e 3 7 e s c la v o s , h ts o t r a s s o b r e p a s a n v a r i a s c e n t e ­
n a s . R e ite r a m o s q u e se h a d e ja d o d e la d o la s h a c ie n d a s d e C a s a b la n c a y l a Q u e b r a ­
d a p a r a d e d ic a r le u n m a y o r e s p a c io y r e a liz a r s u e s tu d io c o n m á s p r o f u n d id a d .
E n t é r m i n o s g e n e r a l e s , a l i n t e r i o r d e l a s h a c i e n d a s y c h a c r a s m e n c i o n a d a s , lo s
e s c la v o s s u p e r a n a la s e s c la v a s e n a l g u n a s h a c i e n d a s d e m a n e r a c o n s i d e r a b l e c o m o
A to n a , p e r o e n o tra s h a c ie n d a s e s ta v e n ta ja n o es m u c h a c o m o e n L a G u a c a . O tr o
a s p e c t o a r e s a l t a r e s l a p r e s e n c i a d e e s c la v o s d e c o n s i d e r a b l e e d a d a v a n z a d a : 7 0 , 7 5
u 8 0 a ñ o s ; e n l a h a c i e n d a H u a l c a r á h a y e s c la v o s s o l t e r o s c o n 4 0 a ñ o s n o o b s t a n t e
v iv ir e s c la v a s jó v e n e s e n c a lid a d d e s o lte ra s . ¿ P o r q u é n o se p r o m u e v e p o r p a r t e d e l
p r o p i e t a r i o d e la h a c i e n d a H u a l c a r á e l m a t r i m o n i o e n t r e s u s e s c la v o s ? ¿ N o le i n t e r e ­
s a a l h a c e n d a d o la r e p r o d u c c i ó n i n t e r n a d e s u s e s c la v o s y p r e f i e r e c o m p r a r e n e l
m e r c a d o ? ¿ L e r e s u lta m á s e c o n ó m ic o e s ta ú ltim a a lte r n a tiv a ? N o lo s a b e m o s
d o c u m e n ta lm e n te p o r q u e e s p e c u la tiv a m e n te y p o s e s io n á n d o n o s c o n “ p a r e c e r e s ” se
p u e d e n a v e n tu r a r m u c h a s e x p lic a c io n e s . P o r n u e s tr a p a r te p a s a re m o s a e x p lic a r e c o ­
n ó m ic a y s o c ia lm e n te la s h a c ie n d a s C a s a b la n c a y L a Q u e b r a d a .

L as h a cien d a s C asab lan ca y La Q uebrada

N u e s t r o e s t u d i o d e in v e s ti g a c ió n v a a c e n t r a r s e d e a q u í e n a d e l a n t e , e n la s h a c i e n ­
d a s C a s a b la n c a y L a Q u e b r a d a , a d ic io n a lm e n te , se tr a t a r á d e a lg u n a s tie r r a s q u e
p o r u n o s a ñ o s p a s a r o n a s e r d e p r o p i e d a d o f u e r o n a r r e n d a d a s p o r l a O r d e n d e la
B u e n a M u e r te . L a d o c u m e n ta c ió n u tiliz a d a p a r a e s ta p a r te d e l tr a b a jo d e in v e s tig a ­
c i ó n s e h a h e c h o e n b a s e a d o c u m e n t o s i n é d i t o s d e l A r c h i v o d e la B u e n a M u e r t e . P o r

84
rilo nos plan* académ icam ente haber recuperado alguna inform ación que ahora la
ponem os a consideración de los estudiosos de la econom ía y sociedad esclavista colo­
nial peruana.
C uando investigamos en el Archivo de la Buena M uerte no existía una cataloga­
ción de la docum entación, sólo cientos de legajos y docum entos apilados relaciona­
dos con la gestión económica y adm inistrativa de sus haciendas en el Valle de C añete
para los siglos X V III y, presumimos, que tam bién para el siglo X IX , aunque no lo
estudiamos pues nuestro interés se circunscribió a la colonia. D ocum entos sobre gas­
tos de las haciendas en cuentas originales nos fue posible fichar desde 1778 a 1816;
no tuvimos oportunidad de encontrar los títulos de las haciendas C asablanca y L i
Q uebrada en el archivo de la Buena M uerte, a decir verdad por lo desordenado de la
docum entación y porque no se nos perm itió ver todo el archivo, en principio pol­
lada de personal que nos atienda y tam bién -valgan verdades- por no tener el tiempo
sufic iente p ara leer tanta docum entación. De todas m aneras, la facilidad que se nos
brindó fue excelente.
Las haciendas Casablanca y La Q uebrada las vam os a utilizar com o un todo y en
circunstancias especiales, la diferenciarem os en su tratam iento de análisis. Esto lo
hacem os porque la inform ación docum ental ubicada en los archivos no es igual para
am bas haciendas. Com o la gestión económica es sim ilar por ser el dueño la O rden
de la Buena M uerte, la política económ ica en relación, por ejem plo a los esclavos,
será la misma, p o r tanto bastará con citar a una de las haciendas p ara hacerla exten­
siva a la otra y sólo c uando exista diferencia la citaremos expresamente.
La hacienda Casablanca hasta donde nuestra investigación ha llegado, pertene­
ció a fines del siglo X V II al presbítero don Pedro Rodríguez M aldonado, quien en
setiem bre de 1697 la enajenó al capitán Francisco H urtado G arcía de Paredes, espa­
ñol nacido en la Villa de l’acsa (?), lugar ubicado a tres leguas de M adrid. L1 precio
do la com pra-venta de la hacienda Casablanca no está claro, pues el testim onio fue
hecho p o r la viuda de H urtado. Lo que si es evidente en la venta de 1697 es que
C asablanca tenía 106 1 /2 fanegadas de tierras.
Francisco H u rtado com o hacendado en el valle de C añete, lleva a cabo una
política expansionista com prando tierras en favor de C asablanca las que va agregan­
do a su propiedad com o se dem uestra en el siguiente cuadro:

Com pras de tierras por el hacendado de Casablanca


6 fanegadas a Juan Sánchez de Leóm
1ü fanegadas a Juana Diiránfcon Molino)
14 fanegadas a
79 fanegadas a •>
59 fanegadas a Juan Caballero Fernández

En opinión de la esposa de H urtado en 1724 la hacienda Casahlanca debía tener


“ 300 fanegadas más o m enos’'. Es decir, H urtado, en 25 años en que tuvo la hacien­
da C asablanca, la aum entó en 2 veces aproxim adam ente y, com o era norm al y habi­
tual en las transacciones de com pra-venta de tierras en el Perú colonial, en varias de
ellas sólo se aceptaron censos y capellanías, reconociéndose capital en el papel y
pagándose intereses.
Fallecido Francisco H urtado García de Paredes en 1716 heredera universal de
todos sus bienes fue su esposa, doña C onstancia G onzález Cabeza, quien vendió la
hacienda C asablanca en 1724, al C orregidor de C añete don Agustín de Landaburu

85
y G o y co ch e a, C a sa b la n c a fue v e n d id a e n 4 9 .0 0 0 pesos p e ro d e s c o n ta n d o 19.320
pesos p o r cen so s y capellanías, d e m o d o q u e L a n d a b u ru p a g ó 2 9 .6 8 0 pesos, co m o lo
re c o n o c ió la v e n d e d o ra . P or la d o c u m e n ta c ió n d e la c o m p ra v e n ta d e 1724, se p r u e ­
b a q u e C a sa b la n c a ten ía a d e m á s d e las 300 fa n eg ad as d e tierras, u n m o lin o , h e r r a ­
m ien tas, v arias e n m al estado, g a n a d o c a b a lla r y v acu n o (no en g ra n d e s cantidades)
olivares, lo m as d e pastos y a p e n a s 15 esclavos, la m a y o ría d e ellos “ viejos” .
E s e v id en te q u e C a sa b la n c a n o o b sta n te su ex ten sió n , n o estuvo rie n d o e x p lo ta d a
a c o rd e c o n sus fértiles tierras, p ro b a b le m e n te p o r fa lta d e d e d ic a c ió n d e la v iu d a o su
d e sc o n o c im ie n to d e la gestión ag ríco la. D e to d as fo rm as, el p re c io d e 4 9 .0 0 0 pesos
q u e tien e C a s a b la n c a en 1724, es co n sid erab le, y se d eb ió n o ta n to a su in fra e s tru c ­
tu r a , sin o -reiteram o s- a la c a lid a d y ex ten sió n d e sus tierras.
A p a r t i r d e 1724 A g u stín d e L a n d a b u r u in ic ia e l d e s p e g u e e c o n ó m ic o d e
C a sa b la n c a , re a liz a n d o cu an tio sas inversiones e n esclavos e in fra e s tru c tu ra . Falleci­
d o A g u stín d e L a n d a b u ru , sus h ered ero s fu ero n su esposa M a ría P érez d e R iv e ra y su
hijo A g u stín d e L a n d u b u ru y P érez q u ien es v e n d ie ro n la h a c ie n d a C a sa b la n c a a la
O r d e n d e la B u e n a M u e rte en 1762.
L a O r d e n in g resa e n p o d e r de la h a c ie n d a e n u n a c o y u n tu ra fav o rab le p a r a la
e c o n o m ía a z u c a re ra a c e n tu a n d o la po lítica de inversiones, so b re to d o e n su in fraes­
tru c tu ra : c o n stru cció n d e g alp o n es y trap ich es, ceceam ien to d e te rre n o s , c o m p ra de
recu as d e m u ías y burros, esclavos etc. C o n relació n a C a ñ e te a m e d ia d o s d el siglo
X V I J I tr a e m o s la a u t o r i z a d a voz d e E u g e n io L a rra b u ru y U n a n u e q u ie n dice:
“ El cultivo d e trig o se reem p lazó co n el d e c a ñ a d e a z ú c a r e n to n c e s v in ie ro n los
n eg ro s d e A frica. A fin d e a p re c ia r la a ltu ra a q u e h a b ía llegado C a ñ e te a m e d ia d o s
d el siglo X V I II , b a s ta d e c ir q u e h ab ié n d o se estab lecid o u n im p u e sto p a r a so sten er
u n a e s c u a d ra d e d o ce navios d e g u e rra q u e c o n tra rre sta se el p o d e r d e los p ira ta s y de
los en em ig o s d e E sp añ a, la p ro v in c ia co n trib u y ó c o n 3 0 .0 0 0 d u ro s a n u a le s, esto es, el
d o b le d e lo q u e d a b a le a y el q u in tu p lo d e lo q u e to c ó a M o q u e g u a ” 2.
C o n el in g reso d e la O r d e n de la B u e n a M u e rte c o m o p ro p ie ta rio d e las h a c ie n ­
d a s C a sa b la n c a y L a Q u e b r a d a se in icia y d e s a rro lla u n a p o lítica d e co n so lid a ció n y
c o n sta n te a u m e n to de esclavos, c am b io s e n la in fra e s tru c tu ra c a ñ e r a y, p a r a el efecto,
n ecesitó d e fu ertes inversiones co m o lo v am os a v e r d espués. Al filial del p e rio d o
co lo n ial (1813) la siguiente es la c a n tid a d d e esclavos d e las h a c ie n d a s:

C a sab lan ca L a Q u eb rad a


H M H M T otal
C a sad o s 60 67 78 79 284
S olteros 91 17 80 45 233
P árv u lo s 39 42 69 79 229
V iu d o s 5 27 7 38 ■ 77

T o ta l 195 153 234 241 823

P o r el c u a d ro p re ced en te, se p u e d e a firm a r q u e las h a c ie n d a s d e l valle d e C a ñ e te


p e rte n e c ie n te s a la O rd e n de la B u e n a M u e rte, se e n c o n tra b a n e n lo refe ren te a su
esclav atu ra , b ien proveídas. A d em ás p oseen u n b u e n c o n tin g e n te d e esclavos solteros
e n e d a d d e tra b a jo excelente, y ta m b ié n u n a reserv a de m a n o d e o b r a esclav a en los
2 2 9 esclavos n iñ o s y niñas. E n lo refe ren te a esclavos viejos q u e g e n e ra lm e n te son los
v iu d o s y v iudas, a p e n a s significaron u n 8 % d e to tal d e los esclavos. Q u é d iferen c ia de


los 15 esclavos de 100 años atrás cuando compró la hacienda Casablanca Agustín de
Landaburu. En lo que respecta a La Q uebrada, es la hacienda que tiene el mayor
número de esclavos en el Valle de Cañete: 475. Sólo en esclavos, considerando un
promedio de 300 pesos por cada uno, que es conservador, la Orden de la Buena
M uerte tenía un capital invertido de 246.900 pesos. Estas fueron en el Perú colonial,
“señoras” haciendas, con considerable cantidad de esclavos, con capacidad de traba­
jo y por ende de producción, que conjugado con la gestión directa de los sacerdotes
de la Buena Muerte, sirvió para el mantenimiento de la Orden. ¿Cómo sostener la
tesis de crisis agrícola del Perú a fines del siglo XVIII?. ¿Cuál c risis cuando las ha­
ciendas costeñas incrementan el número de sus esclavos, invierten en infraestructura
de riego y aum entan la producción de azúcar?. Con algunos años depresivos, la
bonanza de las haciendas y por ende de sus propietarios, se verificó entre 1770 y
1820. Pero volvamos a nuestra tema.

Inversiones y Préstamos

Sin descuidar el aprovisionamiento de esclavos en las haciendas de la O rden, ésta


se preocupó también en dotar de animales de tracción que le perm itieran llevar el
azúcar producida en sus haciendas a su centro de control y distribución: Lima, Las
haciendas tuvieron sus propias recuas de muías, todas ellas aparejadas y en constante
renovación. También los padres que dirigieron la gestión económica de las haciendas
Casablanca y Lo Q uebrada se preocuparon en tener burros que utilizaban al interior
de las haciendas para el acarreo de la caña y otros menesteres. Por eso es que en la
documentación analizada y a m anera de ejemplo, diremos que la Orden invirtió sólo
en muías y bonicos entre 1787 y 1801, la suma de 11.559 pesos. V podemos ejempli­
ficar p ara que se haga nvás arequible: en octubre de 1787 la Orden com pró 72 muías
que le significó un gasto de 2.016 pesos; por 70 borricos pagó 461 pesos. Posterior­
mente en octubre de 1793, compró 3 recuas de muías en 1.460 pesos; de igual mane­
ra en octubre de 1796 compró a don José Robledo 40 “muías chucaras” por valor de
1.043 pesos; en julio de 1799 hizo la misma operación comprando 45 muías chucaras
y; en agosto de 1800, otras 50 muías a d o n ju án del Valle pagando 1.300 pesos.
Constantemente los padres de la Buena M uerte com praban negros y negras en
pequeñas partidas coii la finalidad de m antener la cantidad de brazos para la pro­
ducción del azúcar. De igual m anera, se hizo una obra de represa del río Cañete a
finales del siglo XVIII con la finalidad de proveer de más agua a sus haciendas. Para
esta obra se contrató un maestra albañil y trabajadores de Lima. La inversión fue
alrededor de I0O.ÜÜ0 pesos. Se reformó la casa de Purga y los trapiches, se m anda­
ron construir y refaccionar los galpones que servían de dormitorio a los negros escla­
vos, además de construir una “enfermería” para la atención de los esclavos que se
accidentaban por el trabajo o enfermaban. La enfermería de la hacienda Casablanca
sirvió no sólo a los esclavos de la O rden, sino a la población del valle. Los Padres
desde Lima se preocuparon siempre en tener abastecida con medicamentos su enlér-
mería y destinaron algunas negras esclavas para que realizaran trabajos de auxiliar
de enfermería o cuidado de los enfermos.
Toda esa gama de inversiones de los Padres de la Buena Muerte en sus haciendas
Casablanca y La Q uebrada, obviamente necesitó de capitales que fueron consegui­
dos en el mercado limeño a pagar entre el 3% y 5% de intereses. La O rden recibió
entre 1790 y 1797 la suma de 96.458 pesos en Censos y Capellanías entre los que se
Beatriz de Garay 6.000 pesos. Isabel Alcozer 7,900 pesos., Bartolomé Sánchez 14.100
pesos, etc. Por estos censos y capellanías, la O rden de la Buena M uerte tuvo que
pagar intereses que aparecen en sus libros de cuentas; se ha localizado el pago que
hizo de 38.400 pesos entre 1790 y 1796. Asi tenemos que canceló la deuda que por
8.000 pesos tenía con Bartolomé Matute; de igual m anera se pagó 6.000 pesos por
deuda de 1791 a 1799 a doña Micaela Tixero.
U na revisión de quiénes son los que prestan dinero a la Orden nos perm ite visualizar
que son personas del sector dom inante de la sociedad peruana colonial: nobleza e
Iglesia. Son estos dos sectores quienes casi monopolizan los préstamos a la O rden de
la Buena M uerte y, con estos y otros capitales, la reinversión de lo que producían sus
haciendas en base al trabajo esclavo pasaremos a tratar sobre la producción.

Casablanca y La Quebrada: producción

La gran cantidad de esclavos que tienen las haciendas Casablanca y La Q uebrada,


estuvieron destinados en su mayoría, al cultivo de la caña y su conversión en panes de
azúcar producto que era enviado en sus propias recuas de muías a Lim a para ser
vendida aquí, transportada por m ar a Chile y en algunas oportunidades hasta Pana­
má. I .a mayor preocupación de los Padres de la Buena M uerte fue la producción de
azúcar designando incluso a miembros de su propia O rden como Administradores.
Sus desvelos para cuidar a sus esclavos rodeándolos de buenos galpones, aceptable
comida y vestimenta, apuntó a ello: producir azúcar. Por ello más de un Administra­
dor de la hacienda Casablanca, orgullosamente decía que Casablanca era la hacien­
da que producía más caña en “todo el rcyno5’.
Para la producción de la caña la infraestructura de ambas haciendas estaba en
buenas condiciones, pues tenían una variedad de secciones como la casa de pavías,
casa de p u rg a, casa del sol, hornos p a ra las panelas, almacenes, trap ich es, etc.
En todas estas secciones trabajaban los esclavos dirigidos por gente mestiza o blanca.
Cabe m encionar que en la producción de azúcar también se contrataba a herreros,
carpinteros, albañiles que realizaban los trabajos más especializados llegando incluso
p o r estas décadas, un grupo de albañiles con un m aestro desde Bandos M íos (lim a),
para hacer una serie ele trabajos de. infraestructura vial y de regadío.
La producción de azúcar no podía realizarse sin el auxilio, im portante por cierto,
de las decenas de burros trapicheros, por ello la constante preocupación de los Admi­
nistradores de la O rden en com prar burros; de igual m anera, se com pra ceniza en
considerables cantidades y en varios lugares, todo ello encaminado a la producción
de am bas haciendas a fines de la Colonia:

Producción de azúcar
Haciendas Casablanca - La Quebrada
1792 25.556 arrobas
1793 22.556 arrobas
1794 30.371 am ibas
1793 29.529 arrobas
1796 28.732 arrobas
1797 32,444 arrobas
1798 30.207 arrobas
1799 35.891 arrobas
1800 33.291 arrobas

88
P o r cierto q u e la O rd e n de la B uena M u erte no sólo tenía ingresos p o r la v e n ta de
a zú ca r p ro d u cid o en sus haciendas del valle de C añete, tam bién fue pro p ietaria de
algunas fincas e n L im a q u e la a rre n d a b a n , ten ían u n a botica y u n a ch acra en el valle
de M ag d alen a, p ero e ra de sus haciendas de don d e provenía el 90% de todos sus
ingresos, incluso bu en a pa rte de ello se reinvertía en otros rubros. Los Padres viajaron
co n stan tem en te al valle de C a ñ e te a visitar, co n tro lar y corregir la gestión económ ica
d e sus haciendas, p o r q u e de ellas d ep en d ió en g ran m edida, la existencia del trabajo
espiritual d e la O rd e n en el Perú colonial. Ellos “ven” cóm o y en q u é condiciones
p ro d u cen sus esclavos y los trab ajad o res libres al interior de sus haciendas, recogen
los reclam os e n fo rm a d irecta de sus esclavos y ord en an d o uno de ellos: “ cuidando
asim ism o q u e los negros y negras sean bien asistidos” . E n cierta o p o rtu n id ad , los
P ad res o bservaron que la producción de a zú ca r estaba descendiendo y; al visitar sus
haciendas, co m p ro b aro n qu e los esclavos estab an trab ajan d o a “desgano” . Va en
L im a, los padres a d o p taro n la m edida d e regalar “pañolones” a las negras esclavas
con la finalidad d e “co ntentarlas” e incentivarlas a trab ajar con m ás dedicación. En
efecto así sucedió. Las esclavas con sus “pañolones” , contentas, com enzaron a trab a­
ja r m ás, es decir a p ro d ucir más, y los esclavos p a ra no “quedarse atrás” tam b ién lo
hicieron. El resultado fue un au m en to en la producción d e azúcar y m ayores ingresos
p a ra la O rd en . A unque n o se ha pod id o reconstruir u n a serie com pleta de las ventas
de las hacien d as de la Buena M uerte, p uede servir com o m uestra lo qu e se h a en co n ­
trad o de algunos años:

Ventas Anuales
H aciendas C asablanca - La Q uebrada
1776 74.359 ps.
1779 71.946 |» .
1782 96.635 |ts.
1786 102.370 ps.
179« 49.210 ps.

Casablanca - La Quebrada: economía local y regional

L as hacien d as del valle de C a ñ e te en general y de la O rd en d e la B uena M u erte


e n particular, com o C asab lan ca y L a Q u e b ra d a , se convirtieron p o r el m ism o hecho
d e p ro d u cir azúcar, en centros d inam izadores d e la econom ía local, regional, nacio­
nal y a ú n in ternacional. La com plejidad en el cultivo de la c a ñ a y su conversión en
azúcar, hizo q u e las haciendas necesitaran d e un considerable nú m ero de esclavos,
p ero tam b ién trab ajad ores libres a quienes se les p ag ab a un jo rn a l p a ra q u e realicen
las actividades laborales m ás difíciles y de m ayor especialización.
L as h aciendas esclavistas com o C a sab lan ca y l a Q u e b ra d a no obstante su pode­
río eco n ó m ico y sus tierras laborables, no p u d iero n ser autosuficientes en lo que
respecta a la reproducción de su com plejo productiva). C asablanca y L a Q u e b ra d a
privilegiaron el cultivo de la caña p o r en cim a de los productos de panllevar. C ierto
q u e al in terio r de las haciendas se cultivaba frijoles, trigo, cebada, yucas y otros p ro ­
ductos agrícolas, pero su producción no fue suficiente p a ra p roporcionar a sus escla­
vos u n a d ieta b alan cead a y tuvieron que d e p e n d e r de fuera de sus linderos. Los
A dm inistradores de las haciendas fueron m iem bros de la O rd e n y ad o p taro n una
política vínica con respecto a la gestión económ ica de los fundos, pues siem pre tra ta ­
ron de am p liar las tierras de cultivo p a ra beneficiar m ayores cuarteles de caña p o r­
qué con sid eraro n que fue m ás rentable.

89
Tampoco frente a la escasez de algunos productos como frijoles o yuca en algu­
nos meses del año, procedieron a hacer entrega de “parcelas” a sus esclavos. Aquí en
Cañete y en especial en las haciendas Casablanca y La Q uebrada existió la esclavi­
tud “a secas”, nada de “semiesclavitud”, el esclavo para sobrevivir necesitó del amo,
en este caso de la Orden de la Buena Muerte. No hay esclavos “parcelen» o huerteros”.
La O rden al comprar buena parte de lo que necesitaba para alimentar a sus esclavos,
o contratar trabajadores libres para realizar labores algo más complejas y de mayor
responsabilidad, convirtieron a sus haciendas en dinamizadores de la economía local
y regional principalmente. Para que se tenga una idea de lo que gastaba una de las
haciendas de la Orden de la Buena M uerte he aquí sus gastos de un mes:

Hacienda Casablanca
Gastos Enero 1790
Por 80 mazos de tabaco a 4 rr. 40 ps.
Por las raciones de caporales oficiales 16 ps.
Por ídem del mayordomo de Cerro Azul y caporal de Playa 6 ps.
Por limosnas a negros viejos y extraños 3 ps.
Por tres cargas de carbón a 17 rr. 6 ps.3rr
Por 16 barbas a real 2 ps.
Por 16 raciones de río a real 2ps.
Por seis jornales de componer ingenio a 4 rr. 3 ps.
Por dos pares de zapatos a 11 rr. 2ps.6rr
Por el mes cumplido del fuellerc 4 ps.
Por el mes de la lavandera 8 ps.
Por la prisión y conducción de un negro de Castrovirreyna 30 ps.
Por dos pesos al casapaylero 2 ps.
Por cuatro jornales de herrería a 8 rr. 4 ps.
Por obsequio a las cantoras, músicos, 2 pajes 6 ps.
Por el gasto ordinario y extraordinario 26 ps.

Total 161 ps 1rr

Fuente.- Archivo de la Buena Muerte. Libro de gastos 1790.

Las haciendas para producir necesitaron por ejemplo, grandes cantidades de ce­
niza que sirvió como insumo para blanquear el azúcar. Constantemente se com pra
ceniza que se encuentra en el valle, pero algunos meses la ceniza escasea, y entonces
en la documentación analizada se puede percibir la desesperación de los padres
administradores de las haciendas por conseguir tan preciado producto viajando a
Chincha, c incluso, a la sierra.
La alimentación de los esclavos es un rubro que los Padres Administradores de las
haciendas tiene sumo cuidado en cumplir, de allí que compren considerables canti­
dades de trigo: 200 fanegas que fueron valorizadas en 200 pesos pagando además 40
pesos al arriero por su conducción. No se ha podido localizar el lugar de donde venía
este trigo.
O tro hecho dinamizador de la economía local, fue que en la década de 1780, los
Administradores de las haciendas iniciaron una agresiva política de cercainienío de
sus propiedades, y m andaron a hacer miles de adobes y adobanes contratando con
los lugareños para hacerlo. Cientos de pesos se invirtieron a hacer adobes.

90
También se ha encontrado que algunas negras o negros tienen que salir de la
hacienda, va sea a Lima, Chincha, Pisco o lea y en esas condiciones van acom paña­
dos de un arriero a quien se le paga. En mayo de 1782 por llevar dos negros a lea se
pagó al arriero 26 pesos. Aunque no liemos encontrado la explicación del por qué
van los dos negros a lea, por esos meses la hacienda hizo fuertes compras de palas,
cabos, precisamente en lea ¿se vendieron los negros para com prar herramientas?
¿o fueron los esclavos para ayudar a traer las herramientas?. La documentación no
alcanza para dar respuesta a estas interrogantes.
La hacienda compra también muchos cameros, chivatos y charqui para el ali­
mento de los esclavos. Estos productos vienen en su mayoría de la sierra de Yauyos.
También com pran a los hacendados locales ganado vacuno cuando no consiguen
carnero. Todo ello significa hacer ingresar al mercado local dinero, pues no hemos
encontrado pruebas documentales de trueque.
Gomo demuestran los gastos que en el cuadro antecedente presentamos, la ha­
cienda requiere de ingentes cantidades de tabaco que viene de Zana y que es repar­
tido a los negros cada domingo a numera de incentivo por su trabajo realizado du­
rante la sem ana. Los Padres tam bién consum en tabaco, pero para dios era de
Bracamoros, de mejor calidad. También com pran los Administradores cada cierto
tiempo, aguardiente de uva que presumimos viene de Chincha o lea. Estas compras
tienen que haber dinamizado las economías de esos lugares.
Es explicable la buena cantidad de arrieros y artesanos que viven en los centros
poblados de Cañete, de aquí com pran las haciendas los productos artesanales que
necesitan p ara producir. En conclusión, la hacienda de Carablanca y La Q uebrada
para estar operativa y producir azúcar necesitó no solo de la fuerza de trabajo de sus
esclavos y esclavas, sino también de la economía y el trabajo de la familia indígena,
mestiza, pardos e incluso de hacendados del valle y de la sierra. Sin estos com ponen­
tes ninguna hacienda podía estar en condiciones de producir azúcar, y Casablanea y
La Q uebrada no pudieron escapar a esta realidad.

Esclavos: rechazo al sistema

La relación amo (Orden de la Buena Muerte) con sus esclavos fue paternalista,
entendiendo éstas como aquellas en la que los amos cuidan a sus esclavos y los ro­
dean de garantías para que puedan vivir y reproducirse. Esta es la actitud que en
general adoptaron los Padres Administradores de las haciendas y también la política
que se impartió desde Lima.
Los esclavos por ejemplo, vivieron en galpones espaciosos con sus bases blan­
queadas con ral para evitar la humedad. De igual manera, la dieta que se dio a los
esclavos consistió en frijoles, sango, yucas, manteca, charqui o carne de vacuno los
domingos, y cuando había trabajo en exceso, además de todo ello, se les agregaba
aguardiente. Cantidades enormes de maíz se compran para la preparación del san­
go. También cuando los esclavos realizaban faenas duras como la limpia de las ace­
quias, se com praba toros en cantidades que aunque parezca exagerado era lo que
acontecía: 10 toros p ara la limpia. Mucho frijol se compra en Chincha, maíz de Asia,
carneros a Juan Quiroz de Lunaguana, toros a Domingo Basombrío, todo ello para
m antener contentos y a gusto a los esclavos. Por lo menos en el siglo XV111 la alimen­
tación fue adecuada para los negros esclavos de las haciendas.
También los Padres de la Buena M uerte cuidaron a sus esclavos edificando una
enfermería bastante bien surtida en la hacienda de Casablanea, donde se dio aten-

91
ción a los esclavos y esclavas q u e p ad ecían a lg u n a en ferm ed ad o se accid en tab a n y,
c u a n d o el m al o accidente e ra d e cuidado, era n trasladados a L im a. Se p o d r á a rg ü ir
q u e te n e r u n a enferm ería re d u n d a b a en beneficio d e la O rd en , pu es co n serv a b a a los
esclavos y p o r tan to se p ro teg ía la inversión en ellos, sí pero a lo qu e nos referim os es
al tra to q u e se d a a los esclavos qu e llegaban a la en ferm ería p o r ejem plo, a las n eg ras
p a rid a s se les d a b a u n a d ie ta adicional de gallinas p o r espacio de u n o a d o s m eses.
Sin em b arg o de u n a acep tab le alim entación ac o m p a ñ a d a de tabaco, carn e, a g u a r­
d iente e incluso p ro p in as e n dinero, el deseo de se r libres en los esclavos de C a sab lan ca
y L a Q u e b ra d a y que se h ace extensivo a todos los esclavos, fue m ás fu erte y com o
u n a ep id em ia, los esclavos frecu en tem en te fu g ab an de las haciendas n o o b sta n te q u e
se reco n stru y ero n los g alpones y se le d io m ay o r seguridad. El cim arro n aje de las
h acien d as d e la O rd e n es p e rm a n e n te , y los esclavos huyen en fo rm a individual o
tam b ién en g ru p o . L os esclavos fugados se les e n c o n tra b a e n C h in ch a , L u n a g u a n a y
C astro v irrey n a significando un egreso adicional p a r a la hacien d a, p u es se te n ía q u e
p a g a r a indios o m estizos que c a p tu ra b a n a los negros huidos.
Los neg ro s huidos cu an d o eran atrap ad o s y devueltos a la h acien d a se les castiga­
b a . N o p o d ía estar al m arg en d e las relacio n es am o-esclavo el azote, el cep o , la
cárcel, to d o ello es p a rte d e la v id a de los esclavos e n las h acien d as de C a sa b la n c a y
L a Q u e b ra d a . El paternalism o com o p o lítica d e relación co n sus esclavos d esarro lla­
d a p o r los P adres de la B u e n a M uerte, n o significó q u e se d e ja ra de lado el uso de la
violencia cu an d o ella se hizo n ecesaria, especialm ente, p a r a aquellos esclavos q u e
h u ían , ro b a b a n o tra b a ja b a n a desgano.
E sta po lítica d e m ayor en d u recim ien to en las relaciones de los ad m in istrad o res de
las h acien d as co n sus esclavos com enzó a h a c e r crisis a principios del siglo X IX . P ara
estos años, los m ayordom os fueron p articulares, a d o p ta n d o un m ayor rig o r y exigen­
cia en el trab ajo que realizab an los esclavos, d escuidando, en g ran m ed id a, la dicta
q u e se les daba.
E sta p o lítica de a u m e n ta r los azotes y d ism in u ir la d ieta alim en ticia hizo crisis en
la h a c ie n d a L a Q u e b ra d a en 1809, p ro v o can d o u n alzam iento de esclavos y esclavas
que tuvo repercusiones e n Lim a.

El levantamiento de esclavos de La Quebrada. 1809

El lev an tam ien to u n án im e de esclavos y esclavas de la h a c ie n d a L a Q u e b ra d a


sucedió en m a rz o de 1809 y, las causas, fu ero n las h ab itu ales p o r las q u e se .sublevan
los esclavos en el Perú colonial y en el resto d e A m érica: m alos tratam ientos objetivados
en ap aleam ien to , b a ja en la d ieta alim enticia q u e p a r a los esclavos e r a co m o su jo rn al
y fin alm en te el cam bio de las p erso n as q u e e n op in ió n d e los esclavos, fuero n los
cau san tes d e su rebeldía.
P a ra estos añ o s la h a c ie n d a L a Q u e b ra d a te n ia a dos m ayordom os civiles y to d o
in d ica q u e co m en zaro n a aplicar, in d iscrim in ad am en te, severos castigos a los escla­
vos, incluso a ancianos. Es patético c u a n d o u n o d e los esclavos a l h a c e r su d e c la ra ­
ció n dijo q u e: “ p o r el m ucho m altra to del castigo de p alos y azotes, de cuyas resultas,
h a lleg ad o el caso d e c riar gusanos en las h erid as d e los m orenos F e m a n d o d e la
T o rre y P edro L ag u n as y Feliciano A costa” . E ste ex trem ad o castigo fue el d e to n a n te
p a r a el lev an tam ien to de los esclavos.
16 esclavos y 12 esclavas a caballo, salieron d e L a Q u e b ra d a y se d irig iero n a
L im a e n m a rz o d e 1809 a p ed ir a los sacerdotes e l cam b io d e los abusivos m ay o rd o ­
m o s y se les restituya la d ie ta alim enticia. El lev an tam ien to de los esclavos fue u n á n i­
m e, m u ch o s fu ero n im pedidos p o r los m a y o rd o m o s d e venir a L im a y m á s d e u n o se

92
quedó en el trayecto de Cañete a Lima. Los 28 tumultuarios 'legaron a la Iglesia de
la Buena Muerte ubicada en los Barrios Altos elJueves 30 de manso cu plena celrbra-
eión de Semana Santa, pero ya los esperaban una guardia de pardos enriados por el
virrey Abascal para apresarlos, lo que demuestra la rapidez conque la represión colo­
nial actuaba. Después de un conato de enfrentamiento con los pardos en los tedios
de la Iglesia, premunidos los esclavos c o n palos v algunas eternizas, los tumultuantes
depusieron su actitud, se entregaron siendo detenidos a la panadería de las Cruces de
propiedad de la Orden de la Buena Muerte.
La finalidad principa] del juicio sumario ordenado por el virrey Abascal. fue des­
cubrir a los que hicieron ‘'cabeza del m otín” , de los negros fugados de la hacienda
La Quebrada y, par a el efecto, se nombró al teniente corone: ele los ejércitos reales,
don Manuel Rubio como Juez, y al saigcnln Manuel González como escribano.
Ningún esclavo o esclava declaró ante los jueces militares en la panadería de las
Cruces quiénes fueron los líderes de la sublevación, su respuesta fue unánime dijeron
que no lo hubo, que todos a! unísono se vinieron a Lima a pedir a sus Padres el
r ambio de mayordomos. Ante la pregunta “'Qué negros hicieron cabeza en la Ha­
cienda par? venirse de fuga a la Capital”, el esclavo Pedro Chcvcz respondió: "Que
lodos fueron de unánime determinación, en venido a pedirle a los Padres sus amos
que les diese administrador para la hacienda La Quebrada, que les tratase con la
benignidad de padre para con sus hijos”.
Durante el interrogatorio también aparecieron dos misteriosos pardos residentes
en Lima que: “les aconsejaron que se defendieran de la tropa” y por más intentos que
hiriéronlos interrogadores durante el juicio, los esclavos declare ron ser fabo lo aseve­
rado. Por otro lado, come trasfondo del levantamiento de los esclavos, una parte de
los Miembros de la Orden quiso ver en el Padre Santiago González, el mentor inte­
lectual e instigador de la venida de los esclavos a Lima. Así lo dice uno de los Herma­
nos: “Yo como Superior de esta Casa me considero autorizado para corregir tales
excesos, pero como el autor de estos y otros que he significado a V.E. es el Padre
Santiago González uno de los principales motores de los escandalosos alborotos en
que se halla envuelta esta Comunidad”, ¿Qué pasa al interior de la Comunidad de la
Buena Muerte? ¿por qué estas pugnas? ¿quién es el Padre González? ¿acaso un
criollo? ¿por qué los esclavos lo quieren? ¿por qué lo buscan para que les alivie etc sus
tormentos?. Interrogantes que están planteadas y merecen una respuesta pues no
estaríamos descaminados a! afirmar que se está produciendo en estos años el enfren­
tamiento entre criollos y españoles al interior de la Orden de la Buena Muerte.
El levantamiento de los esclavos de La Quebrada conmocionó a todo el valle de
Cañete, pues uno de los Padres llegó a decir con bastante temor que: “estos mismos
males transcenderán a las otras haciendas”; todo el valle está “movido” dijo dramá­
ticamente otro personaje del lugar. Alguno de los consultados incluso hizo mención a
lo que había sucedido en Santo Domingo, y que Cañete era un valle poblado
mayoritariamente por negros y negras en calidad de esclavos.
No hubo castigo para los sublevados, se les arrestó, interrogó y se les condujo
nuevamente a su hacienda, pero lo interesante es que los esclavos consiguieron una
victoria, pues como lu registra la sumaria, ingresaron: “tan orgulloso e insólenle que
desde Cantagallo comenzaron a echar cohetes” Las instrucciones de Abascal fueron
que se dejase pasar la euforia de los esclavos para después castigar a dos que
presumiblemente fueron las cabezas del motín. He aqui los esclavos sublevados de la
hacienda La Quebrada que vinieran a Lima:

93
Esclavos sublevados en 1809
Hacienda La Quebrada
Hombres Mujeres
José Camilo Joya Manuela Velarde
Pedro Arteaga Juliana Delgado
Pedro Clieves Eustaquia Bico
José Fuentes y Dueñas María Celestina
Ramón Fontidueñas Tomasa Góngora
Manuel Fernández de la Torre Encarnación Gómez
Pedro Lagunas Francisca Obiaga
Cosme Montalvo Leona Aguilar
Gregorio Zambrano Agueda Moya
Sevcrino Valdivieso Manuela Lagunas
Manuel Ibáñez
Mateo Gago
Damián Figueroa
Juan Montalvo
Mariano Montalvo
Cornelio Fonseca

Fuente.- AAL, Orden de la Buena Muerte. N 90 S. 804.

“Sumaria información de orden dcl.Exino Señor Virrey de este Revno, por el Tenien­
te Coronel de los Reales Ejércitos, Don Manuel Rubio, sobre la fuga hecha por los
negros de la hacienda de la Quebrada de Cañete, perteneciente a los Padres de la
Buena Muerte."

Archivos Consultados

Archivo de la Orden de San Camilo. Lima


A.A.L. Archivo Arzobispal de Lima
A.G.N. Archivo General de la Nación

Notas

1. REVES PEORES, Alejandro. “La nobleza limeña: tracción hcgcmónica 1750-1820" en CIUXCIAS
SOCIALE':líenlaiklbhtituttí<lt. hinhgmuuM fluliìitnrSoàulfs, Añil i, K 'l, I .ima 1995, UNM SM .p. 125.

2. LARRABLRC Y LNANL’E, Eugenio. Catwk, Apunto Gwgrájiivs, fíislfirúos, Eíhttfíshfos y Arpwlágfns,


Lima 1374, p. 20.

94
^ t ó l o a o s , N ° l, 1999 Ensayos

El objeto de la historia en el Perú

Luis M iguel G lave


IEP-UNMSM

Las preguntas

Pensar en el objeto de la historia nos lleva en tres direcciones, relacionadas y


com plem entarias pero independientes. U na prim era tiene que ver con los tem as de
los estudios: ¿qué aspectos de la vida en sociedad a través del tiem po interesan al
historiador, se convierten en su objeto de estudio? Este es el ejercicio de la historiografía.
L a segunda es un tem a de filosofía de la historia: ¿para qué hacem os historia en
determ inado m om ento? Incluye este horizonte la pregunta com plem entaria: ¿cómo
la hacemos? Atañe pues al «lugar» o «sitio» de la historia en u n a sociedad. Se puede
observar desde la escritura d é la historia hasta su recepción o lectura. I«t te ñ e ra , de
m en o r entidad o dim ensión teórica -pero m uy polém ica cu determ inadas circunstan­
cias- tiene que ver con la utilidad de la historia.

Historiografía

Sobre historiografía no tratarem os en esta oportunidad. El m ism o prom otor de


estas páginas, H um lierto Rodríguez, solicitó hace un tiem po una reflexión al respec­
to, que ¡negó fue am pliada p ara otros eventos y finalm ente se publicó en una últim a
versión'. N o hice entonces un inventario historiografía} sino una reflexión, m arcada
p o r la propia experiencia personal. Los balances, que siem pre son parciales, pueden
te n e r la inclinación al registra, m ás o m enos erudito, o hacia la reflexión tem ática,
siem pre m arcada p o r la práctica personal de quien escribe. Así ha sido la tendencia
en el Perú, desde Riva Agüera. En aquella reflexión a la que ahora se rem ite al lector,
fallaron m uchos autores, detectaron errores -que no sólo ausencias- en determ inados
tem as2. Pero convenía publicar el (último) trabajo para d a r un a im agen diferente a la
que proyectaba un artículo de H eraelio Bonilla, referido a la historia económ ica y
presentado en un evento internacional organizado p o r los historiadores económ icos
de A rg en tin a1. A p a r e « ahí el p an o ram a de un colectivo de historiadores que no
p u d o d a r una visión global de la historia económ ica y, luego de h acer ejercicios
parciales y lim itados, ab an d o n ó su p ráctica encandilado p o r nuevas tendencias
nisloriograficas cuyo desarrollo no es explicado. Bonilla antes había hecho un balan­
ce m uy prolijo, que despertó u n a pequeña polém ica, sobre la que regresarem os'.
M ientras en 1980, las decenas de trabajos, sobre todo de la historiografía peraanista
en el exterior, básicam ente norteam ericana, habían transform ado favorablem ente la
visión del Perú, en 1996 un incom pleto registro de historiadores |K 'm anos aparecía
com o habiendo em prendido u n a tarea que no concluyeron.
Cuando se desarrolló esa polémica sobre la historiografía al final de la era de la
renovación de los GO y 70. no terció Pablo M acera, autor de las dos piezas bibliográ­
ficas más a propósito para la reflexión sobre el objeto de la historia peruana’. Pero sus
comentarios fueron y son una referencia obligatoria de la historiografía. Con una
m ira más circunscrita, Franklin Pease ha hecho un balance de los estudios ligados a
la Pontificia Universidad Católica del Perún. Sobre historiografía entonces, remitimos
a esa bibliografía.
N os toca pues abordar el objeto de la historia en el Perú desde las dos perspecti­
vas restantes: la utilidad y el sentido.

Utilidad

Se tiene como una convención comúnmente aceptada que la historia no tiene


una utilidad inmediata, «no es útil» a corto plazo. Su tarea es de largo aliento. No
encontramos historiadores en las consultoras de los organismos internacionales des­
tinados a la promoción del desarrollo, salvo cuando ellos dejan de lado lo que se
supone su terreno natural, el pasado.
Al mismo tiempo, constataremos las demandas inmeáxalas que constantemente se
le presentan. Pueden aparecer, de pronto, situaciones en las que los periodistas u
otros especialistas en los problemas sociales, preguntan, y rápido, a quienes se supone
pueden ilustrar situaciones que anteriorm ente se han presentado. Un fenómeno na­
tural como «el niño» por ejemplo. Los historiadores han registrado eventos cálidos
en el tiempo, sus características, sus efectos. Lorenzo Huertas es un experto en la
m aterial Historiadores conocedores de la historia regional norteña como Susana
Aldana, Alejandro Diez o A.M. Hocqenghem podrían dar otras tantas valiosísimas
informaciones que las autoridades debieran tornar en cuenta para conocer y enfren­
tar estas eventualidades. U n gran en cu en tro in ternacional se realizó en Lima,
reuniendo a historiadores, arqueólogos y científicos físicos, para discutir sobre este
tema8. Los historiadores hacen un trabajo paciente, apoyado por algunos organis­
mos internacionales y muy poco por el estado, pero sus aportes no son ni muy toma­
dos en cuenta ni apreciados como se debiera. Hasta que el fenómeno se presenta...
En otros ámbitos, como el desarrollo rural por ejemplo. Las necesidades de apli­
car tecnologías apropiadas a un medio físico complejo y uno social marcado por la
pobreza y las formas sociales y culturales, digámosles, andinas, llevan a la consulta
con los historiadores. Los andenes y su uso han sido estudiados por arqueólogos e
historiadores, algunas veces en equipos. Hoy mismo los economistas hacen algunos
estudios respecto al posible rescate de los andenes. Debieran consultar con sus veci­
nos respecto a mucha información que queda como registro erudito. Algunas veces
ocurre.
Los anteriores son situaciones de catástrofe (los terremotos por ejemplo), que han
merecido una historiografía «catastrofista» en muchos países del mundo. Los otros
son también referidos al medio ambiente, al paisaje rural. Pero no es sólo en este
terreno que las utilidades inmediatas del conocimiento histórico puede dem andarse y
apreciarse. En otras circunstancias, los especialistas de la cultura, la sociedad y la
economía tocan las puertas de sus colegas historiadores. Piden los «antecedentes» de
los fenómenos que estudian: la población, la educación, los movimientos de los pre­
cios, las exportaciones, el producir) bruto interno, las finanzas del estado, etcétera.

96
No sabemos cuál sea la clase de perfomancc de los historiadores, pero pareciera
que, siempre preocupado por la observación de su utilidad, responde favorablemen­
te -y bien- a los pedidos. Pero siempre le quedara una inconformidad. ¿Porqué no se
integra su visión de proceso y de largo aliento en el diseño de los estudios del presente?
No es la tarea más sencilla encarar con visión de conjunto y de panoram a temporal
problemas de la rullura. Por eso, la principal respuesta a nuestra pregunta inicial
respecto al objeto de la historia, sea la que hay que dar a cuál puede ser el sentido de
la historia, para qué estudiarla y enseñada y cómo hacerlo.

Sentido

Los historiadores en el Perú de fin de siglo viven un doble desafio. Agobiados por
un estrecho mercado que solicite -y pague- sus habilidades, conviven sin embargo
con una abrumadora demanda por imágenes, referencias, explicaciones, que siem­
pre son mayores y más sutiles que sus posibles ofertas de respuesta discursiva. Hace
diez años, Alberto Flores Galindo señalaba que:

aUn Inslm ador a sí como investiga en archivos, debe enseñar en algtrna institución universi-
latía, quizá Iam bibt M ora en un centro de mvesligaciom s y es probable que le soltakn
conferencias en un municipio, sindicato o círculo de estudiantes, sin considetar entrevistas
p ara algún periódico o colaboraciones que él nusmo puede enviar a alguna revista saturnal.
Esta es resultado de que no son muchos los historiadores, de los escasos ingresos que disponen
% sobre todo, de la demanda a la que eslá t sometidos» \

Como siempre, los historiadores tenemos la virtud (y algunas veces la desventaja


o defecto) de hablar sobre la propia experiencia: ese era el retrato de Flores Galindo
en el apogeo de su práctica como historiador en el Perú. No era el retrato de todos los
historiadores. Algunos no podían, ni pueden acceder a la prensa, a los institutos de
investigación, y en las universidades tienen ubicaciones limitadas o, incluso en el
mejor de los casos, mal pagadas. De cualquier forma, la presión (personal y social)
por respuestas a la necesidad por la historia es muy grande. El mismo Flores Galindo
lo detectaba con su perspicacia característica: en muy diversos medios y ante muy
variadas necesidades de identificación, en el Perú «hay una suerte de predisposición
a pensar en larga duración». Los políticos leen la historia a su favor para fabricar sus
figuras de predestinados, las instituciones buscan sus antecedentes (como las familias
de «abolengo» buscaban y buscan sus genealogías), las regiones y los grupos sociales
hacen lo mismo, y cuando no los encuentran, los inventan de las maneras más inge­
niosas, para las que nunca falta un discurso historiográlico,
La principal demanda de la sociedad hoy (a fines de los noventa) es la de las
síntesis. Las instituciones -educativas, periodísticas, institucionales, culturales- piden
imágenes globales, de fácil acceso. La proliferación de estudios monográficos, las
tesis universitarias, las revistas especializadas, los congresos, las investigaciones indivi­
duales y colectivas, han abarrotado de información las bibliotecas, sin proyectarse
hacia las conciencias. H a ocurrido lo que luego veremos pasaba en Francia y los
principales centros de producción historiográfica: una inseguridad en la orientación
y un raro vigor en la práctica. Lo contrario a lo ocurrido hasta 1980, cuando pocos y
valiosos estudios lograron poner los ladrillos de una imagen revisionista y ácida acer­
ca de la historia, que deshancó la que se había estereotipado desde la fundación
m oderna de la historia aristocrática y burguesa, obsesionada por el «alma nacional»,
el «nosotros» que no pusiera en tela de juicio su preponderancia.
A la vez, los pedidos m ás pedestres se hacen cotidianos. Los teléfonos pueden
sonar con las preguntas m ás disímiles, com o quiénes fueron las «prim eras dam as»
desde la fundación de la república, pasando p o r el uso incaico de la coca, hasta los
m ás sonados escándalos en Lim a. L a historia es com o una cajita de p an d o ra de la
que se puede obtener sorpresas, y su cultor, un anecdotario y anecdótico personaje,
algo húm edo de tam o sótano de papeles casi botados, enciclopédico y erudito, cuyo
sab er sin em bargo no es tan valioso com o p ara m erecer retribución m aterial, salvo
excepciones que sólo confirm an la regla.
En otro contexto, el gran historiador M ichel de C erteau se preguntaba:
“¿Q ué [a b á ta e l h isío áa d o r cuando «hace historia»? ¿En qué trab aja? ¿Q ué produce?.
In tarum pien do su deam bu laám erudita p or la s salas de lo s m ú iu os, se aleja uit im n m ito
d el estudio m onum ental que lo clasificará ante sus pares, y saliendo a la calle, se pregunta:
¿D e qué se ¡rala en este oficio?. M e pregunto p o r la relación eniginática que mantengo con la
sociedad presentey con k muerte, a través de actividades léem eos.»

C om o vemos, se trata de una batería de preguntas que desglosan la nuestra, tan


simple, acerca del objeto de la historia «entre nosotros». El p unto de p artid a de la
respuesta es la elucidación del «lugar d e la historia» ", Las instituciones, los espacios
culturales o políticos, el m om ento social, m arcan la escritura de la historia. Lo que
produce la historia es la sociedad, donde ocupa un «lugar», sostenido y m antenido
«por u n a disciplina que se desarrolla en obras sucesivas»: en la relación de nuestra
disciplina con la sociedad se encuentra, precisam ente, el objetivo de la historia.
A hora puede sonar extraño un texto com o L a Iliston a com o arm a de M anuel M ore­
no Fraginals. La historia, parte de la superestructura, debe ser arrebatada -decía- a la
burguesía, con nuevas fuentes, nuevos m étodos y nuevos historiadores, apasionados,
de espíritu universal y revolucionario. L a validación de su discurso era la lucha por
im poner el sistema socialista y derribar el viejo sistema. Hoy los socialismos se de­
rrum ban, y con ellos las certezas de una generación, pero en su m om ento, la re­
flexión sobre la /listona nueva, la respuesta a la pregunta de ¿para qué la historia en la
C uba socialista? la del ascenso de un m odelo germ inal en los años 60, era ta n lícita
com o hoy lo son las dudas sobre esas certezas de hace poco12.
H ay un com ponente de esta relación que tiene que ver con la práctica y la valida­
ción d e la historia. Son las determ inaciones de los espacios y los grupos actuantes en
determ inado m om ento en el lugar de la historia, lo que determ ina el «valor de una
obra»; «el libro o el artículo de historia es a la vez un resultado y u n síntom a del
g ru p o q u e funciona com o u n laboratorio... es el p rod u cto de un lugar» -escribía
d e C erteau. Los tipos de obra incluso se m arcan p o r esta dinám ica. Por ejemplo, las
obras de vulgarización son producto de u n a dem anda proveniente de consum idores
am pliados, sus gustos y requerim ientos fabrican un estilo, un discurso «literario»
(deberá ser de fácil lectura, algunas veces con fotos y gráficos, con muchos subtítulos,
y salir en revistas o periódicos de gran difusión) emitido por aquel que «tiene autori­
dad». M ientras, las revistas especializadas, en las que el historiador hace su ascenso
d entro del equipo de sus pares, se convierten en ejercicios «científicos», especializa­
dos, parciales, casi esotéricos, del que trabaja con docum entos (erudición), sometidos
a m étodos y técnicas aceptadas com o «las convenientes y necesarias».
En la generación activa m ás reciente en el Perú hem os tenido po r lo m enos un
caso de disidencia. El de Efraín Trelles en su libro lin a je s y Jitlu ro IJ. Luego de un
consagratorio ¡jicos M artín ez Vegaza: fu n cion am ien to d e una encom ienda peru an a in ic ia !11,
ajustado a la practica del oficio m odernizado de los historiadores profesionales, Trelles
d ecid ió e n c a ra r su p eld añ o su p e rio r co n un discurso desafiante, m uchas veces
¡nentendible o sujeto a u n a lógica enm arañada, considerada «no académ ica»12.

98
La historia está pues siem pre m arcada socialmentc. P or eso, los tem as varían. Es
lo que presentam os en el artículo anterior sobre historiografía, el paso de la historia
económ ica, p o r la historia ag raria y regional hacia la historia cultural, de m entalida­
des, con renovado arsenal m etodológico. Tem as, autores, instituciones, situaciones
sociales y políticas, van tejiendo un discurso y una recepción del mismo.

R ecepción

U n a d eterm in ad a «fábrica», u n a d em anda, una producción y finalm ente u n a


recepción. Siguiendo a G onzalo Port ocarrero y Patricia O liart, Alberto Flores G alindo
v sobre todo Manuel Burga subrayaron la génesis y la difusión de la «idea crítica» del
Perú p o r ejem plo. Hasta aquí hem os hecho u n a diferenciación y u n a relación entre:
lugar (reclutam iento, medio, oficio) - procedim iento (disciplina) - texto (literatura).
Luego sigue la reflexión teórica sobre la «recepción». A unque ésta va incluida de
alguna m an eta en el «lugar», tiene tina especificidad, que com plem enta la relación
entre esos 1res niveles y que aclara m ucho la idea de que la historia es parto de la
«realidad» de la que habla y que esa realidad puede ser captada com o práctica.
En 19fttJ, la resista A m ale.', pidió tina reflexión a r e n a de la crisis de las ciencias
sociales, «visible en el abandono de los sistemas globales de interpretación, de esos
«paradigm as dom inantes» que, en una época fueron el estructuralism o y el m arxis­
mo». La historia, según la redacción de la revista, se m antenía «sana y vigorosa, y sin
em bargo, con incertidum bres debidas al agotam iento de sus alianzas tradicionales»,
con la geografía, la etnología y la sociología. Indecisión y \ ilalidad eran las m arcas de
la práctica histó rica". A m uchos kilómetros de distancia y en un m edio muy diferen­
te, con ritm os opuestos a los de los m edios historiográlicos de los países del prim er
m undo, en el Perú se vivia lo m ismo. Sin em bargo, las tazones de esa situación eran
diversas, com o las m anifestaciones culturales de la misma.
En el p rim er m undo, la historia producía un desplazam iento en las prácticas de la
investigación y «sus principios de inteligibilidad». La escritura, las lecturas, ko lecto­
res, podría sintetizar el título de un com pendio de estas preocupaciones". M ientras
en eJ Perú el discurso se m antuvo inmóvil, la práctica se encasilló o dio m am ita atrás,
las polém icas abiertas -sobre las que volverem os-y la crispación tom aron la escena, a
tono con la violencia de una guerra aparentem ente iiiemendible.
En los medios académ icos occidentales, una transform ación tem ática vino adhe­
rida a una nueva perspectiva. El desplazam iento era académ ico, producido p o r
cueslionam ientos que surgían de la confrontación ele estrategias y perspectivas disci­
plinarias. En un m anual de lecturas sobre m étodos publicado en M éxico, Françoise
Perus resume la situación:
«...a partir de los desarrollos de la liiiffiistica, la semióticay la leona literaria, el historiador podría
pensar que quienes Im/iajan con textos hiéranos disfamen hoy de nishumenlris sumamente precisos
para la descripción de los « textos» -lileraiios o no-, para (I estudio dei funáonaimeulo de las sistemas
de sigms v pata el de la «producción de snilidii(s)n...ln métodos y las tóemeos del boyante cecino
podrían mostrarse (le pian aírala pura una rethfiiiinón de los objetosy los métodos del bistolladar
aetual, deseoso de dejar atrás la historia económira, socialy política, y de acercarse alas manifestacio­
nes culturales. ¡Más aún. como h viene afirmando aquel vecino...toda es «siguío, «texto» o «discurso»,
incluida la historia!...I ella mwna, que «ayer mnnús decía», después de un Iñigoy complejo munido
que la condujo de los documentos y los actniteeimieulas a las estructuras y los procesos, que lodo
era...historia...»*.

99
Esa percepción no había llegado al Perú. Ni los medios universitarios, ni las lectu­
ras, los temas de las clases, los tipos de cursos, las publicaciones de difusión, los
autores comentados, lo reflejaban. Era un tema de «iniciados». El sólo planteam ien­
to de una duda respecto a la «objetividad» de la historia y a su «carácter científico»
era tenido como una herejía propia de ignorantes. En su encapsulamiento, el discur­
so histórico en el Perú, sin embargo, se fue transformando.
Para entender esa transformación es necesario recurrir justam ente a ese nuevo
utillaje que el discurso histórico occidental desarrollaba. Las «representaciones» como
parte de la «realidad», el engranaje de la «operación historiográfica» descrito por
de Certeau, la «hermenéutica de la conciencia histórica» de Ricoeur. Tam bién, la
historia de la «recepción», desarrollada en Alemania, en relación al «lugar de la
escritura» y el «lugar de la lectura»19. U n espgo en térm ino de Borges, retom ado por
Flores Galindo como «espejo roto». O tro ingreso desde la crítica literaria, que en el
Peni tuvo un importante cultor en el argentino Alejandro Losada.
¿Cuál es la relación entre la historia y la ficción? Para simplificar, esa es la pregun­
ta que resuena en los debates de los post estracturalistas. Las respuestas varían. Lo
importante p ara nosotros es determ inar que la estructura de las narraciones se inser­
ta en los hechos mismos, que tienen una «comunidad formal» “ . Al mismo tiempo,
en países como el nuestro, es común encontrar lo «normalmente excepcional», junto
con aquellos «acontecimientos fantasmales que se vuelven históricamente releí-antes
debido a su eficacia sim bólica»il. Los viejos ñaqaq o pishlaw s reaparecieron en la era
de la violencia como «sacaojos» en diversos asentamientos hum anos marginales de
Lima, mientras en Huam anga un comerciante murió confundido com o uno de esos
seres. A la sazón aparecieron im portantes intervenciones analíticas, desde la psicolo­
gía, la etnografía y la historia. Nuevamente Flores Galindo tom ó la m ateria y la
tradujo en un discurso, que le fue arrebatado por distintas lecturas que se hacían de
sus afirmaciones. El mundo andino tom ó forma en medio de la guerra interna, como
fantasma, como esperanza o como trampa: un discurso y una representación se hizo
parte de las conciencias peruanas de la década de la violencia.

Historia de una búsqueda

Regresemos al discurso histórico peruano antes de la renovación producida por


«la generación del 68». Uno de los pocos historiadores peruanos que dedicó muchas
páginas a la reflexión sobre la práctica de la historia fue Jorge Basadre. M uchas frases
podemos tom ar de sus escritos, siempre conmovedoras, gracias a la libertad y sole­
dad con la que ejerció su oficio. «En este suelo hay una personalidad burilada por los
siglos y una promesa por cumplir», decía entre muchas otras afirmaciones referidas
al sentido de la historia del Perú. Su fe y su afirmación no estaban excentas de dudas:
«En estos tiempos revueltos ¿para qué ocuparse del pasado?» se preguntaba en 1940!2.
Com o el grito repetido de Emilio Adolfo Westphalen en 1995 y 1997, «¿para qué
poetas en tiempos de miseria?». Abogaba por una historia de «afirmación nacional».
Ese era el mensaje de la enseñanza de la historia, una historia que lime asperezas y
que ligue elementos, en el tiempo y en el espacio, mirando el futuro. Era el tiempo
que calificaba como la «edad de la negación». U na época de enfrentamientos que
empezaba probablemente donde term inó su Historia de ¡a república, en la «edad de la
am argura» que siguió largamente a la guerra del Pacífico. Su posición no era la del
estado como generador del P erú'1. El origen de la nacionalidad estaba en la expe­
riencia en el tiempo, las ideas y los sentimientos, un «impulso colectivo» registrable
allende el tiempo. En unas páginas m iraba la historia toda, como proceso.

100
Alberto Flores Galindo, en un artículo de com bate ideológico con el naciente
liberalismo, retom ó y profundizó el m ensaje historiografía» de Basadle1’*. En torno a
la lectura d e la historia que hacía H ernando de Soto en su difundido Otro sendero,
Flores G alindo afirm aba que el Perú había nacido de una tenaz y persistente «lucha
popular» contra el estado:
« E n e s ta la rg a h isto ria h a ex istid o siem pre k resistencia de las poblacion es a l estado;
la lu c h a d e lo s p u eb lo s, d e la s reg ion es, d e la s ciu d a d es con tra la d o m in a á ón
cen tralizada... Podríam os decir qu e la nación -si identificam os esta p alab ra can h s habitan ­
tes d el p a ís- se h a constituido en lucha contra e l estado».

H ern an d o de Soto -según Flores Galindo- daba vuelta al argum ento de Basadre,
era el estado el obstáculo que había de ser superado. En el debate, el argum ento de
Basadle aparecía simplificado. D iríam os ahora que, lejos de contradictorio, el pensa­
m iento d e Flores Galindo llevaba adelante el de Basadre.
N adie com o Alberto Flores Galindo, en B uscando un In ca, y Manuel Burga -partí­
cipe del mismo discurso- en N /uim ienlo de una utopía, acom etieron la tarea de «leen» la
historia con u n a m irada larga y sistemática, la que Basadre reclam aba en su «prólogo»
a Riva Agüero (sobre el que hablam os enseguida] y en sus artículo de 1941 sobre la
enseñanza de la historia. A Burga le salió al frente la voz polémica en un artículo de
T hierry Saignes'3 . M ientras que Flores Galindo había respondido a la ideologización
de H ernando de Soto, M ario Valgas Llosa y -desde los historiadores- el joven escritor
Fernando Iwasaki20.
En su «prólogo» a L a historia en e l Perú d e jó s e de la Riva Agüero, Jorge Basadre
desarrolla un planteam iento de base respecto al sentido de la historia en el Perú. Se
trata de la obra fundacional de la historiografía en el Perú y. a p artir de ésta, plantea
un derrotero p ara el discurso histórico*7. Es un bello escrito metodológico donde
nuestro historiador de la república aboga p o r una «historia con sentido», con tram a,
lejos de la erudición estéril a la vez que de las generalizaciones fáciles. C om o punto
de partida, u n a llam ada de atención respecto a la necesidad de la narración: «no se
puede interp retar si los hechos principales no se han aclarado y ordenado». Las
virtudes de la tram a serían la im aginación y el estilo del historiador, que son «espíritu
filosófico y sintético, profundidad y arte de composición». Basadre lia d a hablar a
Porras, el líder de los primeros escritores de la historia m oderna. En su recorrido por
la historiografía europea, con la que parangona a R iva Agüero, Basadre no sólo se
detiene en (quien Flores G alindo considera su verdadero inspirador] el alem án
M om nsen sino que m enciona a E m ery N eff y su T h e Poetry o f H isloty (New York
1947), donde se postula la tesis de que la gran historia debe ser tratada com o arte
(adelantados a las polém icas q u e Hayden W hile y su M elalm toria desataron en la
nueva historia europea).
En una reciente compilación de textos de R aúl Porras Barrenecbea, Luis Loayza
se detiene en la im portancia del estilo com o «arm a del conocimiento»28. El argum en­
to es el mismo q u e motivaba las reflexiones de Basadre. U n prim er Porras hispanista,
seguidor de Riva Agüero a un últim o Porras liberal, m antiene el estilo, la form a no se
separa del fondo. No escribe una «gran obra», com o dicen que no lo hace M acera,
m ientras desarrolla un discurso oral, de conferencia traducida a artículo (como tanto
llam ó la atención M acera durante el tiem po que concedió entrevistas a granel sobre
tem as c o n te m p o rá n e o s referid o s e n la historia). P arad ó g icam en te- p a ra le lo -
cargado d e diferencias- con la trayectoria de Basadre.
G uando Basadre escribe sobre R iva Agüero, llam a la atención sobre u n tem a que
a am bos acupó en esencia: la identidad n acio n al, m ism a d e m a n d a que, desde
planteam ientos opuestos, fue abordada en los años ochenta. «En el Perú la historia
debe decirnos, sobre todo, de dónde venimos, quiénes somos». Entonces se detiene
en la p o lém ica que el m u n d o In c a (y su redescubrim iento) d esp ertó e n tre la
intelectualidad de los años 20, incluyendo el discurso de M ariátegui. Flores Gaiindo
ap u n tab a luego cóm o esa m irada de la historia previa había cam biado de sentido en
el debate m ás reciente: «hem os pasado de la obsesión por el pasado, al nacim iento de
un nuevo tipo de relación con la m em oria y los recuerdos: dejam os de estar dom ina­
dos p o r los m uertos y querem os hacer de la historia sólo un instrum ento para edificar
-com o d iría Basadre- u n a nueva m orada» M.
Se repetirá h asta el can san d o la frase inicial de «La historia en el Perú: ciencia e
ideología» de Pablo M acera: «El historiador es hoy día en el Perú un hom bre a la
defensiva, n o m uy seguro de la validez científica y social de su oficio» (convendría
an o tar ah o ra que son tantos hom bres com o mujeres). E ra 1968 y su eco se difundía
vertiginoso en 1977*. Curioso, entre 1975 y 1985, el mismo autor desem peñaría la
función de «oráculo», com o lo bautizaran en diversos m edios de prensa. Pierre Y ilar
lo recordaba com o «un hom bre absolutam ente fantástico» y A lberto Flores G aiindo
lo m irab a com o la p ru eb a m áxim a de cóm o, en tiem pos de crisis, los historiadores
adquieren u n «aura profètica»31.
Prim ero historicism o p eru an o desde principios de siglo, con gente que ligaba
acción política y reflexión histórica. T odo se explicaba p o r la historia. Luego viene la
«generación clausurada» y el vacío. Finalm ente, en tre 1945 y 1956, la liquidación
del historicismo y el desplazam iento de la historia p o r las ciencias sociales. «I a crisis
actual -decía M acera- d e los estudios históricos peruanos...podría ser descrita com o
tradicionalism o tem ático, ausencia de vocaciones e incom unicación con las dem ás
ciencias sociales. ..crisis de u n a disciplina que h a estado p o r debajo de las expectativas
que ella m ism a creó a través de sus dos prim eros liistoricismos». Pero eso era el sentir
del autor, que se visualizaba a si m ism o com o «m ateria prim a estudiantil» de esa
liquidación del historicismo, sin capacidad de ver en el m om ento las causas de ese
proceso ni las consecuencias de m ediano plazo.
Luego, a regañadientes, tom ó n o ta de la generación posterior y su relación con la
práctica historiográfica y la m em oria histórica3-. Ese m om ento de su discurso n o es el
que p erd u rará, com o lo h a rá su testim onio personal y sus apreciaciones directas y
subjetivas acerca de sus colegas y contem poráneos. L a libertad con que construyó un
discurso en base a opiniones y opciones personales fue, adem ás de lógicam ente polé­
m ica, un ap o rte al conocim iento de la práctica de la historia en el Perú, cuando ésta
gozaba de u n a fuerza y difusión m uy distante de la im ágen crítica que el mismo autor
había d ad o poco antes.
Es el m om ento en que los nuevos aportes de la historia se difunden a través de los
m aestros y la escuela, con el telón de (ondo de las transform aciones im puestas p o r el
cesarismo m ilitar reform ista. Ira visión del Perú dejó el estereotipo que el discurso de
los llam ados «hispanistas» o «criollos» habían desarrollado a través de los prim eros
program as oficiales escolares. Esos program as no cam biaron m ucho, pero el discurso
fue infestado de la visión crítica, que respondía m ejor al origen social de los jóvenes
que la asim ilaban. L a «idea crítica» fue bautizada p o r G onzalo Portocarrero y Patricia
O liart33, difundida p o r Flores Gaiindo y otros.
El estilo de M acera en el texto com entado h a querido ser im itado, con poco
felices apreciaciones p o r H. U rbano, pero salvò el escándalo, esas páginas han tenido
sólo un interés relativo31. Lo m ism o ocurrió con im s ü tin g elaborado p o r el peruanista
Fred Bronner, u n verdadero detective personal e historiográfico en 1986, que dejó ún
pulcro p an o ram a de las «condiciones de la práctica» de la historia en el Perú, p e ro

102
que pasó desapercibido y nunca fue traducido al español15. F ueran m iradas externas,
au n q u e U rb an o hubiese construido un pequeño espacio de poder personal donde
podía desplegar su influencia entre los historiadores peruanos. Y es que com o ha
señalado Flores G aiindo, la relación entre biografia y práctica historiográfica es m uy
fuerte entre los autores peruanos, llevando a superponer planos: «A veces pareciera
que la búsqueda de esa im agen del Perú es la búsqueda de una identidad personal: la
historia puede term inar reflejando com o un espejo la im agen del propio historiador.
Esta aventura implica en ocasiones, hasta verdaderos riesgos personales»®'.
Luego vinieron los años de la crisis y la guerra, 1983-1993: la d écada de la m u er­
te. Los historiadores se fueron a otros centros de estudio en el extranjero, el lam enta­
do y tem prano fallecim iento de Alberto Flores G aiindo fue com o el bíblico «signo de
los tiem pos». Los jóvenes se hicieron mayores, cargados de cargos, los m ayores se
to rn aro n símbolos (algunos m uy activos sin em baigo com o M aría Rostworowski).
M agdalena C hocano publicó u n a aguda reflexión p o r entonces3', enfatizando en
la ucrania (pensar la historia com o pudo haber sido y no fue) m ás que en las oportu­
nidades perdidas, tom ó el discurso de B asadle com o p u n to de p artid a de un cierto
recurso a la frustración en el lenguaje histórico peruano. Sin d ejar ese tono, los histo­
riadores de la crisis desarrollaron, según ella, un discurso profètico, que respondía a
las ansias de salvación de la sociedad y creaba un m odelo de heroism o intelectual. Su
artículo fue un m urm ullo solitario. M uy bien recibido p o r lo puntual y claro de su
llam ado de atención, fue tom ado en cuenta com o referencia... p a ra luego volver al
com bate.
Los códigos ideológicos cam biaron com o lo hicieron las condiciones de la p ro ­
ducción histórica y el p ropio discurso histórico. M acera decidió gu ard ar silencio. El
«m undo andino», con todo lo vacío que puede ser de contenido y con to d o el peso
histórico que puede tener la tarea de su conversión en pro g ram a p a ra el futuro, se
convirtió en el centro de las reflexiones. C om o vimos páginas antes, fue u n discurso se
convirtió en p arte de la realidad. U n libro de difusión bastante acequible a los estu­
diantes y profesores, editado p o r un periodista que llevaba a las páginas de los diarios
el discurso de los historiadores en sus entrevistas, es el m ejor ejem plo. C arlos Arroyo
ju n tó algunos de los nom bres m ás im portantes de la historiografía p eru an a38.
E ntre Incas, lucha anticolonial, m ovim ientos cam pesinos, desborde y violencia,
la com pilación de Arroyo term in a b a en el «redescubrim iento de lo andino». N ueva­
m ente Flores G aiindo, ju n to con Burga, M ontoya y otros, firm ab an lo que en los
m edios estudiantiles, de difusión cultural y política, había g anado el interés general.
L a polém ica no estuvo ausente. Las acusaciones de «esencialización» de «lo andino»
y el carácter conservador o reaccionario que ello podía tener, no se dejaron esperar.
L a respuesta a esa critica fue el «prólogo» de ese libro, el últim o que escribió Alberto
Flores G aiindo, «al co rrer de la m áquina, con tanto apasionam iento com o sinceri­
dad». Resentía la incom odidad que en diversos medios académ icos causaba la profu­
sión de estudios andinos y la connotación despectiva que en co n trab a en la acuñación
del térm ino de «neo indigenism o». El extrem o era la atribución de alianzas con el
senderism o por parte de los q u e estudiaban lo andino, lo que se «desliza siguiendo los
viejos m ecanism os del chism e lim eño o del correo de brujas». El tono de esa vez era
m ás crudo, dejaba traslucir la crispación que en el lugar social de la historia se había
producido, al calor del fuego cruzado de la guerra.
Al final de esa coyuntura, quien m ás cerca estuvo de la pregunta que m otiva esta
reflexión fue M anuel B urga” . Luego de hacer un balance de cóm o el discurso histó­
rico europeo responde a un tipo de historia concebida com o un ascenso y un éxito,
pasa a d a r cuenta de u n breve esquem a de la h isto ria a n d in a c o m o sucesivas

103
« m o d e rn iz a c io n e s fru strad a s» , q u e d e b ie ra n d a r c o m o re s u lta d o u n a « c o n c ie n c ia d e
los p ro b le m a s h istóricos». ¿ P a ra q u é la h isto ria en to n ces? p a t a u b ic a r u n p ro y e c to de
fu tu ro , q u e p a rte d e « a p re c ia rn o s m e jo r a n osotros m ism os», « c o n o c e r m e jo r el p re s e n ­
te» , « ser objetiv o s» y « c re a r u n a m e m o ria n ac io n a l» . F in a lm e n te , d a su v e rsió n d e
esa p o sib le m e m o ria n a c io n a l q u e in fo rm e u n p ro y ecto d e fu tu ro q u e n o fracase
c o m o los a n te rio re s p o r su c a r á c te r d e im p u esto s y a n tip o p u la re s. S u p o sic ió n la
lla m a « h isto ria n a c io n a l crític a» , su p e ra c ió n d e los discursos h istó rico s h isp a n ista s (el
d e R iv a A güero), criollos (los d e P o rra s y B asadre) e in d ig e n ista s n a c io n a le s (los de
T ello y V alcárcel). E sa h isto ria es p a r te d e u n n a c io n a lism o m o d e r n o q u e d e riv a de
« u n n ac io n a lism o a n d in o e n p ro g re s ió n co n stan te» . H a sido p r a c tic a d a d esd e P ablo
M a c e ra , L u is L u m b re ra s, h a s ta A lb erto F lo re s G a lin d o .
Si se m ira b ie n , el p la n te a m ie n to d e B u rg a es m u y sim ila r a l q u e B a sa d re h ic ie ra
e n 1931 a c e rc a d e la fin a lid a d d o c e n te d e l a h is to ria 10. ¿ P a ia q u é c o n o c e r y d iv u lg a r
la h isto ria , en to n ces? -se p r e g u n ta b a . P o r u n a fin a lid a d p a tr ió tic a , d e a fia n z a r la
m e m o ria , c rític a a la vez q u e v isio n aria: p ro b le m a y p o sib ilid a d a la vez.
L a reflex ió n fin al d e M a n u e l B u rg a es in co n clu sa, c o m o d e b ía s e r " , ta l v ez la
e sc rib a lu eg o d e la e x p e rie n c ia d e a le ja m ie n to q u e está v iviendo.
E fectiv am en te, lu eg o d e los tie m p o s d e la g u e rra , v in o u n ex ito so p r o g ra m a d e
« d em o lició n d e la m e m o ria » p o r o b r a del d iscurso oficial d e lo q u e se c o n o c e c o m o
« fu jim o rism o » , d iría m o s, la f a s e superio r d el n e o liberalism o. P ero n e o lib eralism o dice
ta n p o c o c o m o d e c ía el calificativo d e n eo indigenism o. L a c risp a c ió n p a re c ió ceder,
ju n t o c o n el alivio p o r la c o n ju ra c ió n d e la su b v ersió n . P e ro el p e rfil del h isto ria d o r
volvió a u n p la n o se cu n d ario .
M e n o s n u m ero so s, c o n m u c h o s fu e ra del p aís d e fin itiv a m e n te , c o n m e n o s visitas
re n o v a d o ra s d esd e fu era (a te m o riz a d o s p o r la g u erra), v ario s re tira d o s o refu g iad o s
e n sus in stitu cio n es, la u n iv e rsid a d siguió la p e n d ie n te d e su d e te rio ro , e n lo s c e n tro s
d e in v estig ació n la p a la b r a « h isto ria» p a re c ía te n e r u n a m ald ic ió n d e in u tilid a d y d e
o rfa n d a d d e recursos.
P ero la p a la b r a m a ld ita n o v a a d ejarse e x tirp a r ta n fácilm en te.
C a b r á a estos tiem p o s p o r definirse, d a r fo rm a a u n n u e v o d iscurso, ta l vez m ás
to le ra n te . L as co n d icio n es d e la p ro d u c c ió n de h isto ria e n el P erú h a n v en id o c a m ­
b ia n d o p o r d e n tro . El re p lie g u e n o significó u n a parálisis sin o to d o lo c o n tra rio .
L as in stitu cio n es q u e su rg iero n c o m o resp u esta a los tie m p o s d e la d e m o lic ió n ,
p o r ejem p lo S U R y su revista M á rg e n e s, m a rc a d a p o r F lo re s G a lin d o , h a seguido
m a n te n ie n d o el perfil q u e in a u g u ró , e n m ed io de u n a fru c tífe ra p o lé m ic a in fo rm a d a
p o r revistas c o m o E l zorro de ab ajo y C a m in o s del laberinto. U n d iálo g o n o s e p a ra d o del
d e b a te p o lítico y e n tre d iv ersas p ersp ec tiv as y disciplinas. E n e l tra d ic io n a l In stitu to
R iv a A g ü ero p o r ejem p lo, h ay u n m u seo d e a rte p o p u lar, se g u a r d a la m ú sic a d e las
reg io n es y los pueblos. H a y esp acio s d e difusión d e h isto ria, c o m o las c o n feren cias
d e l C E N D O C (C e n tro d e D o c u m e n ta c ió n d e la M u je r) q u e a n im a n M a rg a r ita
Z e g a rra y S carlett O ’P h elán .
L as u n iv ersid ad es n acio n ales m a n tie n e n sus c a rre ra s de h isto ria c o n m u c h o s a lu m ­
nos, p o r ejem p lo , con deficiencias, e n la U n iv e rsid a d F ed erico V illa rre a l h a y 60 e s tu ­
d ia n te s q u e te rm in a n su c a rre ra . L a u n iv e rsid a d p riv a d a n o h a d e ja d o d e la d o la
h isto ria. L a C a tó lic a m a n tie n e u n m ism o nivel d e a lu m n o s y, a u n q u e n o c o n la v elo ­
c id a d q u e p u d ie ra esp era rse, v a re n o v a n d o su p la n te l co n p e rso n a l q u e p ro v ie n e d e
sus p ro p ia s can teras. H u b o u n in te n to d e c re a r u n a c a r r e ra d e h isto ria e n la U n iv e r­
sid ad d e L im a q u e fracasó, p e ro alg u n o s a lu m n o s te r m in a rá n a h í su c a rre ra . H isto ­
ria d o re s e n s e ñ a n en las m á s d iv ersas facu ltad es de la u n iv e rsid a d p e r u a n a . L os a lu m -

104
nos de la Católica y de Villarreal organizan anualmente coloquios de estudiantes de
historia. Eli Cusco hay varios aivulos de estudiantes de historia.
Los investigadores extranjeros han vuelto a estudiar el devenir del Perú. Junto con
sus profesores, jóvenes alumnos han reaparecido para preparar tesis universitarias en
base a investigaciones en el pais.
Los libros de h istoria se siguen publicando en organizaciones com o el Ins­
tituto de Estudios Peruanos, el Centro Bartolomé de l a s Casas, la Universidad Ca­
tólica, que son las editoriales privadas y no com erciales m ás im portantes, con
títulos de historia muy numerosos y de gran calidad. Hoy son más los títulos de
historia que se publican anualmente que los que se contabilizaban en las décadas
más florecientes de los 70' a 80'.
Hay, finalmente, una nueva generación de historiadores que tiene en cartera in­
vestigaciones concluidas o en proceso sobre casi todos los nuevos temas de la
historiografía mundial y comienzan, como lo hicieran otros antes, a enfrentar la ta­
rea de reproducirse y reproducir su discurso en el lugar de la historia en el Perú. Los
estilos y las perspectivas son diversas. Algunos jóvenes han retomado una historia
erudita como la de los mejores exponentes de la historia de mediados de siglo, mien­
tras que otros se han entrenado en técnicas y perspectivas que retan a las ideas gene­
rales más difundidas y aceptadas. El gran desafío será que todos busquen las miradas
de conjunto, las discutan y las difundan, usando medios mucho más poderosos que
los que sus antecesores usaron. El sistema educativo será un importante área de
lucha, no habrán sólo buenas intenciones y, como se dice, de ellas está em pedrado el
camino del infierno. No se puede abandonar la universidad. Se entablará un nuevo
diálogo entre investigadores y maestros de las escuelas. El libro seguirá siendo impor­
tante, pero no lo único ni lo más trascendente.
Y en este nuevo proceso que se abre, como buenos historiadores, sus actores deben
saber y tener presente que, todo lo vivido no ha sido en vano.

Notas

1 " Ñ o l a s s o b r e liis to r io g r a lla a n d i n a , 1 9 7 (1 -1 9 9 2 ” . H u m b e r t o R o d r ig u e z y j o n n y C a s tillo (c d s.j, hvatiga-


eiem en eimeias,« » « /« : un Manee «m am : 1993. O O N G Y T M ! . U r n a 1 9 9 3 . T a m b i é n p u b l i c a d o e n
Eslmlms JfítíáritK II, U n iv e r s id a d A u t ó n o m a M e t r o p o l i t a n a . I z t a p a i a p a , M é x i c o 1 9 9 5 . L a v e r s ió n fin a l
s a lió c o n e l títu lo d e Imágnm é l tiempo, ü t lástima e lástoráiéres en el Perú nmlmporáiieu. I L g l i m a 19 9 (i

2 N o m e n c io n é , p o r e je m p lo , e n lo r e f e r e n te a l sig lo X V I I lo s e s tu d io s d e M a r g a r i t a S u á r c z , la h is to r ia d o ­
r a c in c m e j o r c o n o c e ¡os a s p e c to s e c o n ó m ic o s c in s titu c io n a le s d e l sig lo X V I I a n d i n a

3 H c r a c lio B o n illa , « L a h is to r ia e c o n ó m i c a e n el P e r ú e n lo s ú ltim o s 2 5 a ñ o s » . I .n Siiem/isii/ny Purtieipañón


7 6 , d ic ie m b r e 1 9 9 6 , p p . 1 1 7 -1 2 4

4 I lo r a e lio B o n illa , «111 n u e v o p e r f il d e la h is to r ia d e l P e r ú » . Mil luí revista 3 . n o v ie m b r e 198(1, p p . 1 1 -2 0 .


t i r a n u n a s 6 0 l id ia s d e lib r o s , a r tíc u lo s y te sis q u e e n d ie z a ñ o s h a b ía n c a m b i a d o la i m a g e n q u e d e
a lg u n o s p e r io d o s , le m a s v p e r s o n a je s , la h is to r ia se h a b í a h e c h o h a s t a su r e n o v a c ió n . L a s r e s p u e s ta s
a p a r e c ie r o n e n la mista 5, ju lio 1 9 8 1 : « l a h is to r io g r a f ía ele lo s eletjtlm d e F r a n k lin f t a s c , « P o r u n a
h is to r ia a n d i n a y n a c io n a l» d e M a n u e l B u r g a e « ¿ H is to r ia p e r u a n a o h is to r ia s o b r e d P e n i? » d e A lb e r to
P lo re s G a l in d o . A d e m á s d e a u s e n c ia s , la o b je c ió n se r e s u m e e n el t í tu lo d e P lo r e s G a lin d o .

5 P a b lo M a c e r a , « L a h is to r ia e n el P e r ú : c ie n c ia c id e o lo g ía » , l u t r i a « » » 6 . L im a 1 9 6 8 . R e p r o d u c i d o e n
Trabajos lie historia, I N C . L im a . 1 9 7 7 . ’111, p p . 3 - 2 0 . A l ( |u c se a ñ a d e n su s « [e x p lic a c io n e s » q u e p r e c e d e n
lo s to m o s d e s u s Trabajos:.

6 P rn n k lin P c a sc . Historia en el Perú 3et aria .Y.V. L e c c ió n in a u g u r a l d e l a ñ o a c a d é m i c o d e 1 9 9 2 . P l 'O g ! ,im a


1992.

105
7 L o re n z o H u e r ta s (conip.), Ecóloga e histeria:problemas ie indios y españoles referentesa ¡as catastróficas ¡¡arias de
15/3 en tos (omginmtos de Tmjilk S o lid a rid a d , C h id a y o 1937

8 L . O r tlie b v J. M a c h a re , Pak-ENSO rem é m tm ém al sjmposhm: txtmhd éú w ts. O R S T R O M ,


C O N C Y 1 Í C , l i m a 19 9 2 '

9 Allxrto Flores Oalindo, « L a im a g e n v el espejo: la his’oriografiaperuana 1 9 1 0 -1 9 8 6 .» En: Máwrn 4 ,


1 9 8 8 . p p . 5 ,> 3 0

10 M ic h c l c e C c rtc íu i, Im escritura dekhistoria. U n iv e rs id a d I b e ro a m e ric a n a , M é x ic o 1 9 8 5 . T r a d u c c ió n d e


José L ó p e z M o c te z u m a . « U n lu g a r so c ia l» , p p .7 3 -8 6 . C o n o p a rte d e la « o p e ra c ió n ( ic o n o g r á f ic a » .
, W i. ■ '
11 "Toda investigación liistoriográfica se enlaza con u n lu g a r d e p ro d u c c ió n s o c io e c o n ó m ic a , p o l i ' ira y
cultural. Implica .in mediode elaboración c ir o m s c r ito a d e te rm in a c io n e s p ro p ia s: u n a p ro fe sió n lib e ra l,
u n p u e s to d e o b se rv a c ió n o d e c u se ñama, u n a c a te g o ría e sp e c ia l d e le tra d o s , e tc é te ra . S e h a lla , p u e s,
sometida a p re sio n e s, ligada a privilegios, e n r a iz a d a e n u n a p a rtic u la rid a d . P re c is a m e n te e n fu n c ió n d e
este lu g a r los métodos se establecen, u n a to p o g r a f ía d e in te re se s se p re c is a y lo s e x p e d ie n te s d e la s c u e s­
tio n e s que v a m o s a preguntar a los documentos se o rg a n iz a n » . (Ib id p.73)

12 M a n u e l M o re n o F ra g in a ls, !/¡ historia (m e arma yotresestudiensobre eviavas, iugenm yplantarme, h d ilo r ia l


C rític a , B a rc e lo n a 1983

13 E fra ín T rc Ilc s , S u r / O t o r o n g o e d ic io n e s, l i m a 1 9 9 4

1 4 E fra ín Trelies, Lucas Mc,íim¿. Vegazücfindúnammtode una ma>mendnjmnitir. ¡nidal. P U C P l i m a 1683

15 In c lu so a n te r io r m e n te d io u n aviso c o n la r e a liz a c ió n d e u n a « c o n fe re n c ia » e n el IE P , d o n d e , a p e s a r d e
su p re se n c ia física, p ro p a ló u n a g r a b a c ió n q u e c o m b in a b a el le n g u a je del f í t b o l r o n m ú s ic a , la «v o z» del
o tro q u e v e n ia d e l tie m p o y la d e l p ro p io a u to r, so m e tid o a fu e rte s p re s io n e s e m o c io n a le s. L a p o lé m ic a
. n o se h iz o e s p e r a r y re c o rrió lo s « m e d io s» so c ia le s y a c a d é m ic o s |X ir tui b u e n tie m p o .

16 R ogr Charticr, E l m aído m ío TCpmenlaaán: estudies sóbrelasloria cu ltu re! Gedisa,.Barcelona 1992, p. 45

1 7 E l m is m o R o g e r C h a r tic r L a d e s a rro lla d o la te m á tic a d e la le c tu r a y los le c to re s, p a r a le la a las re p re se n ­


ta c io n e s, v e r: foctamy teám tu la Francia de! antigüe régimen. I n s titu to M o r a , M é x ic o 19 9 4

18 F ra n q o isc P e ru s (com p.), Hisotmy literatura, A n to lo g ía s U n iv e rs ita ria s (D e C e r te a u , R ic o c u r y otros).


In s titu to M o r a , M é x ic o 1994

19 P o r e j c i r ^ l o , O t t m a r I i t t e , J i « A V / f f l t í .y j p á í t o / , ^ a ^ r ñ '( « k f ( ^ W ü M t ó n f l A í n / r ^ m U h ’A I d ,h l c x i c o
1995.

2 0 D a v id C a r r , « L a n a rra tiv a y el m u n d o re a l: u n a r g u m e n to e n fa v o r d e ¡a c o n tin u id a d » . E n : Histerias 14.


M é x ic o 1986, p p . 15-28. R e su m e la s d is c u s io n e s e n r íe Y V hitr y R ic o riir, e n la s q u e h a n p a r tic ip a d o d e
m a n e ra , a c tiv a C h a rtic r, G in z b u r g y o tro s.

21 C a rió G in z b '.irg , « E l ju e z y el h is to ria d o r» . U n: /fisio n as 2 6 , M é x ic o 1 9 9 1 , p p . 3 -1 4 .

2 2 J o r g e B a sa d re , « lin to r n o a la e n s e ñ a n z a d e la h is to ria d e l P e rú » . E n : Histeria 5 , L im a 1 9 4 3 . p p .5 1 7 -5 4 2

2 3 E sc rib ía p o r eje m p lo : « C re e m o s c a si s ie m p re q u e « h isto ria d e l P e rú » q u ie re d e c ir « h isto ria d e lo s h e c h o s


o c u rrid o s e n r e la c ió n c o n el e s ta d o d e n o m in a d o P e rú » , o d e lo s p e rs o n a je s c o n e l c o n e c ta d o s , o . c v n i-
tu a lm e n ie , d e la s in stitu c io n e s a n e x a s. L im ita c ió n d e c o n c e p to a la v e z q u e v a g u e d a d e n la p e rs p e c tiv a
d e l tie m p o » .

2 4 A llx r to F lo re s G a lin d o , «Ixw c a b a llo s d e los c o n q u is ta d o re s , o tra v e z » . Iv i: Tmipork Plagas. E l C a b a llo


R o jo E d ic io n e s, l i m a 1 9 8 3 , p p . 1 9 7 -2 1 5 ,

2 5 T h ie r r y S a lg u e s, «;E $ p o sib le u n a h is to ria « c h o la » d el P e rú (A cerca dc.Xaíimeafo de unautopia d e M a n u e l


B u rg a )» , liiv. A lom áis 3 5 / 3 6 , C u s c o 1 9 9 0 , p p .6 3 5 -6 5 8 .

2 6 F e r n a n d o h v a sa k i, « C o n q u is ta d o re s o g ru p o s m a rg in a le s. D in á m ic a so c ia l d e l p ro c e s o d e c o n q u is ta » ,
lin : .4n«6íio fie EstuchesAnímanos X L I I , 1 9 8 5 . E n tr e o tro s a rtíc u lo s.

106
27 Jorge Basadre, «Prólogo» a I m historia en el Perú dejóse de la Riva Agüero. PUCP, Lima 1965
28 Raúl Porras Barrcncchca, I m marca del escritor. FCE, Lima 1994. Selección y prólogo de Luis Loayza.
29 Flores Galindo, «Laimagen...» p.79.
30 1-a edición del artículo data del año 1968, en la revista que dirigiera Emilio Adolfo Wcstphalcn y su
reedición, en 1977, corresponde al primer tomo de los Trabajos de Historia.
31 I-a declaración de Vilar en Wilfredo Kapsoli (cd.), Peruanistas contemporáneos I. Concytcc, Lima 1988.
Flores Galindo, «La imagen...». Los artículos y entrevistas de Macera aparecieron como libro por Mosca
Azul Ed. con el título de ¡asfimosy ¡áspenos.
32 "Explicaciones». En Trabajos..
33 Gonzalo Portocarrcro y Patricia Oliart, E l Perú desde la escuela. Instituto de Apoyo Agrario, Lima 1989
34 Henrique Urbano, «Representaciones colectivas y arqueología mental en los Andes». En: Allpanchis 20,
1982, pp. 33-84. Entre otros, es lo más destacado.
35 Fred Bronner, «Peruvian HistoriansToday: Historical Setting». En: TheAmericas. X L I I I /3 ,1987,
pp. 245-278. Consideraba a la historiografía peruana como extraordinariamente variada y en un estado
de prosperidad que sin embargo se desarrollaba en condiciones de precariedad, con salarios de profeso­
res principales inferiores a los 200 dólares y precios idénticos a los de los países industrializados.
36 «I-a imagen...» p. 72. Un testimonio personal de Flores Galindo, más bien referido a su práctica política
y su ubicación en un momento generacional, en «La generación del 68: ilusión y realidad». EmAfárgeties
1,1987, pp. 101-124. Fue el lanzamiento de SUR, Casa de Estudios del Socialismo.
3 7 Magdalena Chocano, «Ucrania y frustración en la conciencia histórica peruana». En: Márgenes 2,1987,
pp. 43-60

38 Carlos Arrayo (cd.), Encuentros, historia y movimientos sociales. MemoriAngosta, Lima 1989.
39 Manuel Burga, Puraque aprender historia en d Perú. Derrama Magisterial, lim a 1993
40 Jorge Basadre, Perú: problemay posibilidad. E y E. Rosay, Lima 1931
41 «Confrontados a sociedades que se derrumban, teorías que se deshacen y pueblos que optan por el
apoyo a los ccsarismos democráticos» p. 103.

107
b ió lo g o s , N ° l, 1999

La historiografía joven peruana.


19 8 7 -1 9 9 5

F r a n c is c o Q u ír o z

UNMSM

C o n s i d e r o p e r t i n e n t e c o m p a r t i r a l g u n a s r e f l e x i o n e s e n t o r n o a l a l a b o r d e lo s
h i s t o r i a d o r e s d e la s ú l t i m a s p r o m o c i o n e s . S e d e b e c o n o c e r e l l u g a r q u e o c u p a n la s
lla m a d a s « g e n e r a c io n e s » e n la h is to r io g ra fía p e r u a n a . Y a M a c e r a (1 9 7 7 ), B o n illa
(1 9 8 1 ), F lo re s G a lin d o (1 9 8 8 ) y la R a ñ s k i A n d in a (1 9 9 1 ) h a n r e a liz a d o , c a d a q u ie n
d e s d e su p r o p i a p e r s p e c tiv a , v a lio s o s b a la n c e s d e la h is to r io g r a f ía p e r u a n a o p e r u a n is ta .
P o r m o tiv o s e v id e n te s , n o in c lu y e r o n a lo s m á s jó v e n e s .
E ste r e c u e n to a b a r c a a a q u e llo s h is to r ia d o r e s q u e in ic ia r o n su l a b o r p r o f e s io n a l
h a c i a 1 9 8 7 . C o m o t o d o b a l a n c e , é s t e p u e d e s e r i n c o m p l e t o y, p o r e n d e , p e r f e c t i b l e .
E l m a r c o c ro n o ló g ic o e s tá s e ñ a la d o p o r u n a se rie d e h e c h o s q u e g ir a n a lr e d e d o r d e l
tie m p o y la s c ir c u n s ta n c ia s d e e s tu d io s . S e h a n f o r m a d o e n la d é c a d a a n t e r i o r y
p r in c ip io s d e la a c tu a l. E s d e c i r , la l l a m a d a p o r a lg u n o s « d é c a d a d e la c ris is » o
« p e r d id a » e n e l m a r c o d e l « fin d e la s id e o lo g ía s » .
L a s ú ltim a s p r o m o c io n e s n o e s tu d ia r o n y a b a jo el in f lu jo d e lo s tr a b a jo s
s o c io e c o n ó m ic o s q u e d e s d e p r in c ip io s d e la d é c a d a a n t e r i o r h a b ía n p u b lic a d o
P. M a c e r a , E . Y e p e s , H . B o n i l l a , M . B u r g a , A . F l o r e s G a l i n d o , W . K a p s o l i y o t r o s
m ie m b ro s d e la lla m a d a « n u e v a h is to ria » e n el P e n i y su s m a e s tro s e u ro p e o s . D ir e c ta
( c o m o d is c íp u lo s ) o i n d i r e c t a m e n t e ( c o m o le c to re s ) r e c o g ie r o n la s o b r a s d e é s to s y d e
a lg u n o s h is to r ia d o r e s d e la « g e n e r a c ió n » in m e d ia ta m e n te p o s te r io r b a jo o tr o s sig n o s
m e to d o ló g ic o s .
L o s m a e s tro s q u e se m a n tu v ie ro n e n u n a h is to r io g ra fía g lo b a liz a d o r a o
e c o n ó m ic o s o c ia l fu e ro n p o c o s y n o tu v ie ro n a m p lia s fa c ilid a d e s p a r a r e a liz a r su s
in v e s tig a c io n e s y d if u n d ir lo s r e s u lta d o s d e é s ta s ( c á te d r a s , e v e n to s , re v is ta s , b e c a s ,
f i n a n c i a m i e n t o , e tc .) . P o r d i v e r s o s m o t i v o s u n o s a b a n d o n a r o n l a h i s t o r i a ( L ó p e z S o r i a ) ,
o t r o s l a c á t e d r a (J. T o r d ) , u n o s t e r c e r o s s a l i e r o n d e l p a í s . T o d a v e z q u e e x i g e n g r a n d e s
in v e rs io n e s e n tie m p o y r e c u r s o s m a te r ia le s , e s to s e s tu d io s f u e ro n c ir c u n s c r ib ié n d o s e
a c ie r to s in v e s tig a d o r e s q u e a s u m ie r o n e l r e to a m a n e r a d e a p o s to la d o . S e c o n v e r tía
así e n u n a s u e rte d e h is to rio g ra fía m a rg in a l.

I. Componentes

E n d if e re n te m e d id a , e s ta c o m u n ic a c ió n c o m p r e n d e a lo s e g r e s a d o s d e la s tr e s
u n iv e rs id a d e s q u e e n L im a f o r m a n h is to r ia d o r e s p ro fe s io n a le s ( S a n M a rc o s , C a tó li­
c a , V i l l a r r e a l ) y, e n m e n o r g r a d o , a l o s d e l a s u n i v e r s i d a d e s S a n A g u s t í n d e A r e q u i p a
y S a n A n to n io A b a d d e l C u sc o .

109
P u e d e n v is lu m b ra rs e y a a lg u n a s r u ta s a d o p ta d a s , p e s e a q u e e n su p ro c e s o d e
m a d u r a c ió n p o d r á n i r e lig ie n d o n u e v o s r u m b o s m e to d o ló g ic o s e in te re s e s in te le c tu a ­
le s . T a l v e z , in c lu s iv e , a l g u n o s d e e llo s n o p e r s e v e r e n , c o m o p a r e c i e r a i n d i c a d o l a
e x p e r ie n c ia d e p r o m o c io n e s a n te rio re s .
S u s i t u a c i ó n a c a d é m i c a a c t u a l n o e s h o m o g é n e a . U n o s e s t á n c u r s a n d o lo s e s t u ­
d io s d e m a e s tría : J u lio B u e n a ñ o ,J u v e n a l L u q u e y F e d o ra M a rtín e z (U N M S M ); M ir ia m
S a l a s , L u z P e r a l t a , J u a n C a r l o s O r r e g o , A u g u s ta V a lle , S a n d r o P a t r u c c o , L i z a r d o
S e i n e r , R u b é n P a c h a r i , S o n i a C e r v a n t e s ( fa lle c id a ) , I n é s P r a d o , J u l i o L u n a , C l a u d i a
R o s a s , A n to n io E s p in o z a , D a n ie l H u a m á n , R o is id a A g u ila r, H é c t o r M a ld o n a d o ,
C a r i o t a C a s a l i n o , T e r e s a V e r g a r a , B e tf o r t B e ta ll e l u z ,J e s ú s C o s a m a l ó n , R a f a e l S á n c h e z
C o n c h a ( P U C P ); S u sa n a A ld a n a y E d u a rd o T o c h e ( F L A C S O , Q u ito ) , G a b rie l
R a m ó n ( P U C P y S a n P a b l o , B ra s il); J o r g e B r a c a m o n t e ( C o l e g i o d e M é x i c o ) .
O t r o s h a n c o n c l u i d o y a s u s e s t u d io s d e d o c t o r a d o : C r i s t ó b a l A ljo v ín ( C h i c a g o ) ,
M i g u e l L e ó n y M a r i o Marcone ( C o l u m b i a , N u e v a Y o rk ), J u a n C a r l o s E s t e n s s o r o
(F ra n c ia ), M i l a g r o s M a r t í n e z ( V ie n a ) , N i c a n o r D o m í n g u e z ( U r b a n a , I llin o is ) .
A n t o n i o Z a p a t a h a i n i c i a d o e s t o s e s t u d io s e n C o l u m b i a .
E l a v a n c e e n la i n v e s t i g a c i ó n t a m p o c o e s i g u a l . B u e n a p a r t e d e e llo s s ó lo h a
p r e s e n t a d o s u m e m o r i a o te s is . P a r a u n o s c u a n t o s s u p r i m e r a p u b l i c a c i ó n e s t á b a s a ­
d a , p re c is a m e n te , e n ese tr a b a jo a c a d é m ic o -p ro fe s io n a l. H a n p u b lic a d o a rtíc u lo s
c o n e s te c o n t e n i d o : A ljo v ín ( 1 9 9 0 y 1 9 9 7 ), M a r c o n e ( 1 9 9 0 ) , M a r t í n e z ( 1 9 8 8 a ) , S a r a
M a te o s (1 9 9 1 ), O r r e g o (1 9 8 9 ), P a c h a ri (1 9 9 0 ), R iz o P a tr ó n (1 9 8 9 a ), S á n c h e z
C o n c h a (1 9 9 0 ), V e r g a r a ( 1 9 9 0 a ) y P a tr u c c .o ( 1 9 9 5 ). N i n g u n o h a p u b l i c a d o a ú n s u
te s is c o m p l e t a .
O t r o g r u p o h a o b r a d o a l a i n v e r s a . A n t e s d e s u s t e n t a r s u s te s is a l g u n o s y a h a n
p u b l i c a d o a r t í c u l o s o p e q u e ñ o s t r a b a j o s c o n a v a n c e s d e s u s i n v e s ti g a c io n e s p r e l i m i ­
n a r e s : R a ú l A d a n a q u é (1 9 9 2 , 1 9 9 2 b , 1 9 9 8 b ), D a n te A lv a r e z (1 9 9 1 ), L u is A r a n a
( v a r i o s a r t íc u lo s ) , J u a n D e j o ( 1 9 8 8 ), A u g u s to L o s t a u n a u ( 1 9 9 1 ), D a n t e S a l a z a r ( 1 9 9 2 ),
P o r t o c a r r e r o ( 1 9 9 4 a ) . B e ta ll e l u z (1 9 9 2 ) h a c e lo p r o p i o c o n lo s m a t e r i a l e s d e s u te s is
d e m a e s tría .
E x is t e n c l a r a s d i f e r e n c ia s e n c u a n t o a l a p r o d u c c i ó n a c u m u l a d a . M e r e f i e r o , p o r
e l m o m e n t o , s ó lo a lo s a s p e c t o s c u a n t i t a t i v o s . F r e n t e a u n o s b a s t a n t e « p r o l íf i c o s »
(A d a n a q u é , A ld a n a , E s te n s s o ro y - a u n q u e e n tr a b a jo s c o le c tiv o s - A r a n a ) , o tr o s t o d a ­
v í a n o h a n t e n i d o l a o p o r t u n i d a d d e f i g u r a r e n lo s f i c h e r o s d e l a s b i b l i o t e c a s y
h e m e ro te c a s .
D e t o d a s m a n e r a s , se a p r e c i a u n e n t u s i a s m o e n c o m i a b l e . M u c h o s d e e llo s y s u s
c o m p a ñ e r o s t o d a v í a a l u m n o s , g e n e r a n y a n i m a n r e v i s t a s e s t u d i a n t i l e s d e b u e n n iv e l
a c a d é m i c o y c o n i n t e r e s a n t e s p o l é m i c a s m e t o d o l ó g i c a s . M e r e f i e r o a la s r e v i s t a s q u e
a m a n e r a a r te s a n a l o m o d e r n a e d ita n d iv e rs o s g r u p o s d e a lu m n o s y e g r e s a d o s al
m e j o r e s tilo d e lo s e n t u s i a s t a s a ñ o s 1 9 7 0 . E n e lla s lo s h i s t o r i a d o r e s e n r u t a e n c u e n ­
t r a n u n a tr ib u n a a c a d é m ic a p a r a la d is c u s ió n d e su s in q u ie tu d e s h is to rio g rá fic a s .
L o s a l u m n o s d e S a n M a r c o s e d i t a n S e q u ila o , R e v i s t a d e H i s t o r ia , C r itic a y S o c i e d a d [ a
p a r t i r d e s u s e g u n d o n ú m e r o l a « c r í t ic a » f u e s u s t i t u i d a p o r « a r t e » y d e s d e lo s ú l t i m o s
n ú m e r o s h a d e j a d o d e s e r « h i s t ó r i c a » ] , P á g in a s p a r a la h i s t o r ia ( q u e q u e d ó e n u n s o lo
n ú m e r o ) y N u e v a S í n te s is ( q u e y a t i e n e c i n c o e n t r e g a s ) . E l G r u p o d e E s t u d i o s C l í o
e m p i e z a c o n e s te n ú m e r o l a p u b l i c a c i ó n d e l a r e v i s t a D i á lo g o s e n H i s t o r i a .
L o s d e l G r u p o E d ito ria l E n sa y o c o m p u e s to p o r e s tu d ia n te s d e H is to r ia d e la
V i l l a r r e a l s a c a n E n s a y o . R e v i s t a d e h is to r ia y a c tu a lid a d . O t r o g r u p o m a n t i e n e T a w a r . D e
s u l a d o , lo s c o l e g a s a r e q u i p e ñ o s p u b l i c a n C o lo q u io s d e H i s t o r ia . R e v i s t a E s t u d i a n t i l d e la
E s c u e l a P r o fe s io n a l d e H i s t o r i a , e n l a S a n A g u s tí n , a d e m á s d e M o m e n t o H i s t ó r ic o . E n l a

110
S a n A n t o n i o A l t a d d e l C u s c o lo s e g r e s a d o s se a g r u p a n a l r e d e d o r d e d o s c e n t r o s : el
c í r c u l o « H o r a c i o V i l l a n u e v a U r t e a g a » y el « A l b e r t o F lo r e s G a l i n d o » ( p r o m o c i ó n
1 9 8 5 ), q u e p u b l i c a n la s r e v is ta s T i n k u y y L a V erd a d e ra H i s t o r ia , r e s p e c t i v a m e n t e . El
ú l t i m o d e lo s n o m b r a d o s t i e n e v in c u l a c i o n e s m u y e s t r e c h a s c o n e l C E R A B a r t o l o m é
d e la s C a s a s d e l C u s c o . E n 1 9 8 9 su s i n t e g r a n t e s f o r m a r o n a h í u n t a l l e r d e e s tu d io s .
A o t r o n iv e l e s t u d i a n t i l e n 1 9 8 9 s u r g ió u n a r e v is ta q u e t u v o n t u y b u e n a a c e p t a ­
c ió n p o r la c a l i d a d d e s u s m a t e r i a l e s . L o s m i e m b r o s d e l I n s t i t u t o P a s a d o y P r e s e n t e
d e H i s t o r i a y S o c i e d a d , a l u m n o s d e l a m a e s t r í a d e l a C a t ó l i c a l l e g a r o n a p u b l i c a r tr e s
n ú m e r o s (en d o s v o lú m e n e s ) d e P a s a d o y P re se n te . R e v is ta p a r a u n a / l i s t o n a a lte r n a tiv a .
R e c i e n t e m e n t e , u n g r u p o d e e s t u d i a n t e s d e la C a t ó l i c a h a p u b l i c a d o e l p r i m e r
n ú m e r o d e C o n tr a c o r r ie n te . H a s t a e n t o n c e s n o t e n í a n re v is ta s . E n c a m b i o , o r g a n i z a b a n
c a d a a ñ o c o l o q u i o s d e e s t u d i a n t e s y jó v e n e s h i s t o r i a d o r e s . L l e g a r o n a e f e c t u a r s e s ie te
c o l o q u i o s c o n la p a r t i c i p a c i ó n d e c o le g a s d e o t r a s u n i v e r s i d a d e s d e l P e r ú y e l e x t r a n ­
je r o . E n 1 9 9 2 lo s a l u m n o s d e la V il l a r r e a l i n i c i a r o n c o n v e r s a to r i o s s i m i l a r e s y e l ú lti­
m o h a s id o e n o c t u b r e d e 1 9 9 7 . E n S a n M a r c o s se r e a l i z a n a n u a l m e n t e la s S e m a n a s
d e H i s t o r i a , c o n p a r t i c i p a c i ó n d e e s t u d i a n t e s y p r o f e s o r e s . A d e m á s , el p r o f e s o r
M i g u e l M a t i c o r c n a i n c e n t i v ó a lo s a l u m n o s a p a r t i c i p a r e n e v e n t o s a c a d é m i c o s q u e
él m i s m o o r g a n i z a b a d e s d e la d i r e c c i ó n d e l a E s c u e la d e H i s t o r i a y, a h o r a , d e s d e la
A s a m b l e a A m i s t o s a L i t e r a r i a e n el I n s t i t u t o R a ú l P o r r a s . T o d a s e s ta s a d i c i d a d e s s o n
m u y p ro v e c h o s a s d a d o q u e p e r m ite n c o n f ro n ta r m e to d o lo g ía s d e tr a b a jo y c o n o c e r
m e jo r q u ie n e s s e rá n c o le g a s e n u n f u tu ro in m e d ia to .
T a m b i é n s o n d e r e s a l t a r la s i n ic ia tiv a s p e r s o n a l e s . M u c h o s d e lo s m i e m b r o s d e
e s t a « g e n e r a c i ó n » s o n lo s a s i d u o s « c lie n te s » d e lo s a r c h iv o s y b i b l i o t e c a s . A p e s a r d e
la s d i f ic u lt a d e s q u e h o y e x is te n p a r a d e d i c a r s e a lo s e s t u d io s d e h i s t o r i a , d e s d e lo s
p r i m e r o s c ic lo s lo s a l u m n o s a s is te n a lo s r e p o s i t o r i o s p a r a f a m i l i a r i z a r s e c o n la d o c u ­
m e n t a c i ó n . E s to se r e f le ja d i r e c t a m e n t e e n lo s r e s u l t a d o s d e s u s t r a b a j o s d e f o r m a ­
c i ó n a c a d é m i c a . H a c i a e l f in a l d e la c a r r e r a , lo s a r c h iv o s n o g u a r d a n m i s t e r i o s p a r a
e llo s. E s to se r e f ie r e p r i n c i p a l m e n t e a a l u m n o s y e g r e s a d o s d e S a n M a r c o s y V i l l a r r e a l .
E n o t r o s m e d i o s p e r s i s t e a ú n la « f o b ia » a l a r c h iv o . G e n e r a d a e n la « n u e v a h i s t o ­
r ia » c o n el e s tr ib illo c o n t r a la h i s t o r i a « h i s t o r i z a n t e » , p r o n t o lle v ó a o m i t i r c a s i p o r
c o m p l e t o la d o c u m e n t a c i ó n d e p r i m e r a m a n o . C o n a l g u n a s f r a s e s fe lic e s ( e s p e c ia l­
m e n t e títu lo s y s u b t í t u l o s i m p a c t a n t e s ) y u n o q u e o t r o d a t o e x t r a í d o d e a r c h i v o s p o r
m e d i o d e a y u d a n t e s , s e e l a b o r a b a n y e l a b o r a n la s m á s a t r e v i d a s d i s q u i s i c i o n e s h i s t ó ­
ric a s .
N o q u i e r e d e c ir , c l a r o , q u e la h i s t o r i a e s té e n el d o c u m e n t o e s c r i t o y q u e n u e s t r a
l a b o r c o n s is ta t a n s ó lo e n e x t r a e r l a i n f o r m a c i ó n d e e s o s d o c u m e n t o s . C r e o q u e e s
u n a d i s c u s i ó n l a r g a é s t a l a d e l v a l o r y l u g a r d e lo s d o c u m e n t o s , p e r o la p r á c t i c a
m u e s t r a q u e m a y o r v i g e n c i a t i e n e n lo s t r a b a j o s f u n d a m e n t a d o s e n u n a i n f o r m a c i ó n
d o c u m e n ta l v e rific a d a y a d e c u a d a m e n te a n a liz a d a .
S e h a c e , m á s b i e n , h i n c a p i é e n u n a h i s t o r i a e l a b o r a d a e n b a s e a lib r o s . E s d e c ir ,
a n á l i s is b i b l i o g r á f i c o s , c o m e n t a r i o s y d i s c u s i o n e s s o b r e la s o p i n i o n e s d e o t r o s a u t o r e s .
D e h e c h o , s e d e b e c o n o c e r la o p i n i ó n d e lo s d e m á s a u t o r e s s o b r e lo s t e m a s q u e se
e s t á n t r a b a j a n d o ; m a s , e s t o d e b e r e f e r i r s e m á s a la c o n f r o n t a c i ó n d e i n t e r p r e t a c i o n e s
b a s a d a s e n u n m a t e r i a l f á c tic o , n o e s p e c u la tiv o . E n la s ú l t i m a s d o s d é c a d a s se p r i o r i z a
el m a n e j o d e b i b l i o g r a f í a , q u e n o n e c e s a r i a m e n t e t i e n e u n a b a s e f u n d a d a e n in v e s ti­
g a c i o n e s s o s te n id a s . .
E n c o m i a d l e e s t a m b i é n q u e b u e n a p a r l e d e lo s m i e m b r o s d e e s t a « g e n e r a c i ó n »
t e n g a c l a r a s m e t a s y se h a y a e n r u m b a d o h a c i a e lla s . E s d e c ir , m u c h a c h o s q u e h a n
i n i c i a d o y a t r a b a j o s d e i n v e s tig a c ió n e n a r c h i v o s y b i b l i o t e c a s y se p l a n t e a n p r o y e c t o s
d e l a r g o a li e n t o .

111
II. F o rm ació n

A p a r t e d e lo s m a e s tro s y a m e n c io n a d o s (p e ro e n su s e g u n d a « fase» ), e s ta « g e n e ­
r a c ió n » se f o r m ó c o n h is to r ia d o r e s c o n s a g r a d o s , ta le s c o m o Y V ald em ar E s p in o z a ,
M ig u e l M a tic o r e n a , A le ja n d r o R e y e s y C a rlo s L a z o ( U N M S M ); J o s é A g u s tín d e la
P u e n te G a n d a m o , J o s é A n to n io d e l B u s to , F ra n k lin P e a sc , P e d r o R o d r íg u e z , C a rlo s
D c u s tu n , M a r g a r i t a G u e r r a , A lic ia P o lv a rin i, L ilia n a R e g a la d o , J u a n C a r lo s C r e s p o ,
J a v i e r T o r d , M ir ia m S a la s , P ila r R e m y y S c a r le tt O ’P h e la n (P U C P ); S ó c r a te s V illar,
G u s ta v o V e r g a r a , G e r m á n P e r a lta , J o r g e C á c e r e s - O la z o (U N P M ); E u s e b io Q u ir o z ,
A le ja n d r o M á la g a y G u ille r m o C a ld o s R o d r íg u e z (U N S A ). M a n u e l J e s ú s A p a r ic io ,
V íc to r R a ú l A g u ila r, F ru c tu o s o C a h u a ta , G e r m á n Z e c e n a rro M a d u e ñ o , J o rg e
E s c o b a r, A lip io L e ó n , O tilia M a d u e ñ o c o n f o r m a n la p l a n a d o c e n te e n S a n A n to n io
A b ad del C usco.
E n m a y o r o m e n o r g r a d o , el p l a n t e l d o c e n t e d e la s u n i v e r s i d a d e s h a id o
i n c r e m e n tá n d o s e c o n h is to r ia d o r e s d e « g e n e r a c io n e s » p o s te rio r e s ( in c lu y e n d o a la
a q u í c o m e n ta d a ) : F e d o r a M a r tín e z , J u lio B u e n a ñ o , J u v e n a l L u q u e , R a ú l A d a n a q u é ,
H é c t o r M a ld o n a d o , L u is A r a n a , C a rlo s C a r c e lé n , C a rlo s C o n tr e r a s , T e r e s a V e r g a r a ,
F ra n c is c o Q u i r o z (U N M S M ); O s w a ld o I l o lg u í n , T e o d o r o l la m p e , P e d r o G u ib o v ic h ,
C a rlo s C o n tr e r a s , C e c ilia M é n d e z , S u s a n a A ld a n a , J u a n C a r lo s E s te n s s o r o ,
C r is tó b a l A ljo v ín , J u a n L u is O n e g a , A u g u s ta V alle, R a f a e l' S á n c h e z C o n c h a , P a u l
R iz o P a tr ó n , S a n d r o P a tr u c c o , L iz a rd o S e in c r y T e re s a V e r g a r a ( P U C P ). A n te el
c e s e d e b u e n a p a r t e d e la p l a n a d o c e n te d e la U N S A , se h a f o r m a d o u n a n u e v a q u e
in c lu y e a u n g r u p o c o n s id e ra b le d e p r o fe s o re s jó v en es: E d m u n d o C o r r a l e s V a ld iv ia ,
G e r m á n R o d r í g u e z S a l a s , J o r g e B c d r e g a l d e la V e ra , D a n ie l I l u a m á n A sillo , A le ­
ja n d r o M á la g a , N ú ñ e z Z e b a llo s , S a ú l Q u is p e F e r n á n d e z y E l a r d F u e n t e s R u e d a .
E n el C u s c o , L u is C a s tr o .
E n la ú ltim a d é c a d a n o se d a p r á c t i c a m e n t e e l c a s o d e las c á t e d r a s p a r a le la s e n
o t r a s e s p e c ia lid a d e s . P o r e je m p lo , los e s tu d ia n te s d e h is to r ia d e la P U C P y S a n M i l i ­
c o s y a n o a s iste n e n f o r m a s is te m á tic a a la s c la s e s d e p ro fe s o re s d e la F a c u lta d d e
C C S S d e la P U C P (en e s p e c ia l, a la s clases d e A lb e r to F lo re s G a lin d o ) , c o m o se
e s tila b a e n la « g e n e r a c ió n » a n te r io r.
F e liz m e n te , se h a s u p e r a d o e l a tr a s o a c a d é m ic o e n la s u n iv e r s id a d e s n a c io n a le s .
A tr á s q u e d ó y a el l la m a d o « fa c ilism o a c a d é m ic o » q u e p r o d u jo u n a l a m e n t a b l e in a c ­
tiv id a d c u y o r e s u lta d o m á s v isib le fu e u n a casi a u s e n c ia d e p r o m o c io n e s . I/>s p o c o s
q u e e g r e s a r o n e n t r e 1 9 7 8 y 1 9 8 7 , p u e d e d e c irs e , lo lo g r a r o n a n t e to d o d e b i d o a su
p r o p i o e s fu e rz o (y te r q u e d a d ) .
S a b id o es q u e la s u n iv e r s id a d e s e s ta ta le s lia n sid o « m o d e r n iz a d a s » . C u e n t a n c o n
la in te r c o n e x ió n e le c tr ó n ic a y se h a c e n e s fu e r z o s p o r m e j o r a r las c o n d ic io n e s d e la s
b ib lio te c a s (a u to m a tiz a c ió n y a c tu a liz a c ió n d e l m a te r ia l b ib lio g rá fic o ). A d e m á s , el
r i tm o d e e s tu d io s h a c o n d u c id o a u n a n o r m a liz a c ió n a c a d é m i c a q u e p u e d e s e r c o n ­
s i d e r a d a el lo g r o m á s i m p o r t a n t e d e lo s c a m b io s o c u r r id o s e n el ú ltim o lu s tro .
S in e m b a r g o , sig u e h a b i e n d o n u b a r r o n e s s o b r e la e s p e c ia lid a d . C o n t i n ú a n v ig e n ­
te s lo s d isp o s itiv o s q u e s im p lific a n lo s p r o c e d im ie n to s p a r a e g re s a r. E s a s n o r m a s fu e ­
r o n im p o r t a n t e s h a c e a lg u n o s a ñ o s c u a n d o se v ie r o n d a d a s la s d if ic u lta d e s p o r las
q u e a tr a v e s a b a la u n iv e r s id a d p ú b lic a . C r e o q u e y a c u m p lie r o n su c o m e tid o .
S o b r e to d o , p r o p o r c i o n a n d o los fa m o s o s « b a c h ille r a to s a u to m á tic o s » . M á s b ie n ,
s ig u e n d e j a n d o a b i e r t a l a p o s ib ilid a d d e a c c e d e r a la lic e n c ia tu r a a tr a v é s d e m o d a li­
d a d e s q u e n o m e c o n v e n c e n : el e x a m e n y la te s in a .

112
M á s b ie n , a m a n e r a d e in v o c a c ió n , e n m a n o s d e los p r o p io s e s tu d ia n te s e s tá
o p t a r p o r lic e n c ia rse a tra v é s d e u n a tesis. D e e s ta m a n e r a e l e g r e s a d o (ya b a c h ille r
a u to m á tic o o b a jo la m o d a lid a d (le e x a m e n ) p u e d e d e m o s tr a r su c a p a c id a d p a r a el
tr a b a jo p ro fe s io n a l a tra v é s d e u n e s tu d io sis te m á tic o o rig in a l a c e r c a d e a lg ú n p r o b le ­
m a (o c o n ju n to d e p ro b le m a s) d e la h isto ria . E ste tr a b a jo d e b e te r m in a r e n su p u b li­
c a c ió n in ic ia n d o a u s p ic io s a m e n te la la b o r p ro fe sio n a l.
T a l v ez la s itu a c ió n d e S a n M a rc o s se a esp ecial, p e ro d e to d a s m a n e r a es d id á c ti­
c a y a le c c io n a d o ra .
B ie n es c ie rto q u e n o to d o a n d a a p e d ir d e b o c a e n la d e c a n a d e A m é ric a , p e ro
g r a n d e s p a s o s h a n sid o ya d a d o s [ta ra s u p e r a r las d efic ie n c ia s e n la f o rm a c ió n d e
h is to ria d o re s . M á s d e u n a d é c a d a d e d e so la c ió n so p o rtó la e s p e c ia lid a d co n d ific u lta ­
d e s m a te ria le s y h u m a n a s lu e g o q u e la « v ie ja g u a rd ia » d e m a e s tro s f u e ra d e s p la z a d a
a c o m ie n z o s d e los 7U.
El re s u lta d o en lo a c a d é m ic o es m u y e lo c u e n te : esc a sa p r o d u c c ió n in v e s tig a to ria
d e p a r te d e los p ro fe s o re s y n u m e ro so s a lu m n o s q u e n o lle g a ro n a se r h isto ria d o re s.
L as e x c e p c io n e s son a trib u ib lc s a esfu e rz o s p e rso n a le s . P ro fe só le s q u e p e s e a to d o
lo g r a ro n lle v a r a d e la n te p ro y e c to s d e in v estig ac ió n ; jó v en es q u e lo g r a ro n c o n c lu ir sus
e s tu d io s c o n tr a lo s se m e stre s d e casi u n a ñ o d e d u ra c ió n y las n u m e ro s a s e in e x p lic a ­
b le s fallas en las a c ta s p ro m o c io n a le s .
E n los 8 0 la situ a c ió n c o m e n z ó a c a m b ia r. U n a m a y o r d e d ic a c ió n d e a lg u n o s
p ro fe s o re s V la e x ig e n c ia d el a lu m n a d o , la d e s c e n tra liz a c ió n a d m in is tr a tiv a y, a fines
d e la d é c a d a , la a n u a liz a c ió n d e los c u rso s d ie r o n c o rn o re s u lta d o u n m e jo r a p ro v e ­
c h a m ie n to d e la p o te n c ia lid a d d e d o c e n te s y a lu m n o s. E n e sp e c ia l, se p u s o m a y o r
én f asis e n los a s p e c to s m e to d o ló g ic o s y te ó ric o s d e la fo rm a c ió n .
E s ig u a lm e n te p r o m e le d o r el c a m b io c u r ric u la r q u e se e fe c tú a e n las u n iv e rs id a ­
d e s d e S a n M a rc o s , V illa rre a l y S a n A g u stín . C o n el c a m b io se p r io riz a n la s a s ig n a ­
tu r a s m e to d o ló g ic a s y n o así la s in fo rm a tiv a s , c o m o v e n ía s u c e d ie n d o h a s ta a h o r a .
O t r o d e los e le m e n to s a r e s a lta r es la a p e r tu r a e n 1994 d e la M a e s tr ía d e 1 listo ria
e n S a n M a rc o s (m e n c ió n e n H is to r ia E c o n ó m ic a ). D e s d e 1 9 9 8 se a m p lía n las m e n ­
c io n e s a H is to r ia S o cial e I lis to ria P o lític a. C o n e s ta m a e s tría se e s p e ra im p u ls a r los
e s tu d io s e n h isto ria e n S a n M a rc o s .
L a a y u d a n tía d e in v e stig a c ió n c o n p ro fe s o re s c o n s a g ra d o s h a d a d o im p o rta n te s
re s u lta d o s , d istin to s a a q u e llo s q u e se e s tila b a n e n d é c a d a s a n te r io re s , c u a n d o los
e s tu d ia n te s h a c ía n la p a r te f u n d a m e n ta l d e re c o p ila c ió n d e d a to s y p o d ía n a s p ir a r a
ta n só lo u n e sc u e to a g r a d e c im ie n to e n la in tro d u c c ió n . S e h a im p la n ta d o u n tr a to
d istin to , q u e a h o r a p o s ib ilita u n m a y o r d e s a rro llo d e lo s a y u d a n te s d e in v e stig a c ió n .
E n la f u n d a m e n ta l e d ic ió n p o r M a c e r a d e p re c io s e n el P e rú c o lo n ia l, p o r e je m ­
p lo , p a r tic ip ó u n n u tr id o g r u p o d e jó v en es h is to ria d o re s d e d istin ta s u n iv e rsid a d e s
(U N M S M , U N F V y P U C P ). D e ello s p e r te n e c e n a e s ta « g e n e ra c ió n » : A n d a z á b a l,
M c n d ie ta , L u z P e ra lta , I / tr e n a T o le d o , R o g e r A ld e re te y C ris tó b a l A ljo v ín . O t r o
c a s o d e fru c tífe ra c o la b o r a c ió n fue el p ro y e c to - ta m b ié n p o r e n c a r g o d e l B C R - q u e
d irig ió C a rlo s H iz o so b re la h is to ria d e la m o n e d a co lo n ia l y la revista C u a d e rn o s de
H is to r ia N u m is m á tic a . E n él to m a r o n p a r te C a l lo s R a m ír e z (fallecido), J u v e n a l L u q u e ,
L e o n o r L ó p e z , R a ú l A lc a lá y, p o s te rio r m e n te , H é c to r M a ld o n a d o y L u is A r a n a .
E l re s u lta d o ta m b ié n e s tá a la vista: d e los in g re s a n te s d e s d e 1980 e n f o r m a p r o ­
g re s iv a se tie n e u n c o n ju n to d e e g re s a d o s c a d a v e z m e jo r p r e p a r a d o s p a r a las ta r e a s
h is to rio g rá fic a s : in v e stig a c ió n y d ifu sió n d e los re su lta d o s d e los e stu d io s. D e 1980

113
e g r e s a ro n E d u a r d o T o c h o (siguió lu e g o la m a e s tr ía e n F E A C S O , Q u ito ) , J o r g e
B r a c a m e n te (hoy t u el C o le g io d e M é x ico ), J u lio I .u n a (e g re sa d o d e la m a e s tría e n la
P U G P ), R ic a r d o C a r h u a r n p a y (en señ a e n la U n iv e rsid a d N a c io n a l d e P iu ra ).
D e 1981 e g re sa ro n R a ú l A lcalá (investiga e n lo s arch iv o s d e Y auyos y P iu ra ) y
C a r l o t a C a s a lin o (c o n c lu y e la m a e s tr ía e n la P U G P ); d e 1982 e g r e s a r o n R a ú l
A d a n a q u é ( a u to r d e u n a tesis b a s ta n te d o c u m e n ta d a ) , M ig u e l L e ó n G ó m e z (sigue el
p o s tg r a d o e n C o lu m b ia ) y P ed ro G h a u p is (concluye la m a e s tría e n S a n M a rco s). D e
las sig u ie n te s p ro m o c io n e s, se tien e u n g ru p o m á s n u m e ro s o de e g re s a d o s (o p o r
eg resa r) q u e p r o m e te d e s e m p e ñ a rse c o n a c ie rto y del q u e se e s p e ra m u c h o s a p o rte s
p a t a la h isto rio g ra fía : E o rc n a T o le d o , A le ja n d ro S alin as, M a ría B elén S o ria , E rrd d y
C a b a n illa s , F ra n cisco l i n o , H é c to r M a ld o n a d o , L u is A ra n a , Y o lan d a M e jía , E iiza b etíi
P u e r ta s , L u is a R a d o v ic h , M a rio de la C u b a , S te lla R o e l, C é s a r M o n te s , C a rlo s
C a rc e lé n , e n tr e o tros.
D o s e le m e n to s in d isp e n sa b le s p a r a se g u ir e le v a n d o el nivel de p r e p a r a c ió n y p a r ­
tic ip a c ió n d e los e g re sa d o s sa n m a rq u in o s son: a) la e x ig e n c ia d e tesis y b) c u rso s de
p o s tg ra d o . L1 d e n o m in a d o «farili.sm o» a c a d é m ic o , la lid ia d e e je m p lo s en a lg u n o s
p ro fe s o re s y los g ra n d e s recu rso s q u e im p lic a la in v e stig a c ió n (so b re to d o lu e g o de
la rg o s tu to s d e estudios! fu e ro n los c a u s a n te s d e lti d e s a p a ric ió n de las tesis e n la
u n iv e rsid a d .
Y a casi n o se r e c o r d a b a la ú ltim a su s te n ta d a a t a n d o e n d ic ie m b re de 199(i p r e ­
se n tó su tr a b a jo C a rlo s C a rc e lé n . IIo v d ía está n v ario s e n la lista d e e s p e ra p a r a
p r e s e n ta r sus resp ec tiv as tesis.

III. Producción

Si c o n s id e ra m o s a la h isto ria c o m o u n p ro c e s o social c o m p le jo , se ve q u e , e n su


m a y o ría , lo s jó v e n e s h isto ria d o re s sig u e n o tro s ru m b o s. P rim a n ios e s tu d io s d e p r o ­
b le m a s a is la d o s y parciales. F altan v isio n es d e c o n ju n to til m o m e n to d e a s u m ir la
ta r e a h isto rio g rá fic a .
N o q u ie r e esto d e c ir q u e c a d a h is to r ia d o r d e b a e n fo c a r la h isto ria d e s d e la a p a r i­
ció n del h o m b r e h a s ta n u e stro s días. S ig n ifica sólo q u e al p la n te a r s e el o b je to d e
e s tu d io n o d e b e p e rd e rs e d e vista la p e r s p e c tiv a g lo b a l. E le g ir-p ro b le m a s g e n e ra le s o
esp ecífico s, p e ro e s tu d ia d o s d e n tr o d e un c o n te x to q u e p e r m ita e s ta b le c e r la in c id e n ­
cia d el fe n ó m e n o e s tu d ia d o en el p ro c e s o h istó ric o g e n e ra l, lis decir, e n el d e s a rro llo
(n o n e c e s a r ia m e n te lineal) de u n a so c ied ad ,
E sto im p lic a , te n e r e n c u e n ta los d istin to s fa c to re s q u e in te rv ie n e n en la c o m p o s i­
ció n del h e c h o h istó rico . N o sólo in te re s a n los fe n ó m e n o s ec o n ó n iic o so c in lc s, a u n q u e
i m p r e s c in d ib le s . I m p o r t a ig u a lm e n te e n f o c a r a q u e llo s d e n a t u r a l e z a p o lític a ,
in s titu c io n a l, c u ltu ra l, p sico ló g ica c id e o ló g ic a . L o útil y tra s c e n d e n te e s trib a en s a b e r
c o m p a g in a r los d ife re n te s fa c to re s d e tal m a n e r a q u e se lleg u e a e s ta b le c e r las r e la ­
c io n e s c a u s a le s y las c o n s e c u e n c ia s d e los fe n ó m e n o s y p ro c e so s h istó ric o s. Al final,
só lo d e esa m a n e r a p o d re m o s e v ita r m e c a n ic is m o s y re d u c c io n ism o s de c u a lq u ie r
« e tiq u e ta » y a c e rc a rn o s al ideal de la h isto ria c o m o cien cia: c o n o c e r y c o m p r e n d e r al
nivel d e la e x p lic a c ió n el d e sa rro llo (no s o la m e n te el p a sa d o ) d e u n a s o c ie d a d d a d a .
E n tal se n tid o e n fo c a ré lo q u e c o n s id e ro a p o r te s a la h isto rio g ra fía e n esta « g e n e ­
ra c ió n » . E s decir, en fu n ció n d e u n ac e rt a m ie n to a u n a h isto ria g lo b a l, lo m a d a e n su
c o n ju n to , c o m p le ja , v c o n o b jetivos e n c a m in a d o s a u n m e jo r c o n o c im ie n to v c o m ­
p re n s ió n d e la tra y e c to ria d e la so c ie d a d e s tu d ia d a .
I I I . I . M e to d o lo g ía y té c n ic a s

a) M e to d o lo g ía

N o o b s ta n te la ju v e n tu d d e los in te g ra n te s d e este g ru p o , e s g r a to c o n s ta ta r q u e
e n tre s o c a sio n e s se to c a n te m a s relativ o s a la m e to d o lo g ía y a la filo so lía d e la h isto ­
ria.
E li la in tro d u c c ió n a su m e m o r ia d e b a c h ille r, Ju an D e jo (1 9 8 8 ) r e c la m a la
a p lic a b ilid a d d e la m e to d o lo g ía d e la h isto ria d e m e n ta lid a d e s c o lectiv as en los e s tu ­
d io s d e h isto ria p e r u a n a . E n esp ecial, c o n tra p o n ié n d o lo s al an álisis « e s tru c tu ra lista » .
A n te s q u e estu d io s e n h isto ria e c o n ó m ic a v soc ial, se in clin a p o r la « su b je tiv id a d » d e
los in d iv id u o s, r e e m p la z a d a -seg ú n d i« :- e n la in v estig ac ió n p o r los d a to s estad ístico s.
L uis A r a n a (1 993) p l a n t e a el m is m o p r o b le m a p e r o d e s d e u n a p e r s p e c tiv a
m e to d o ló g ic a c o n tra p u e s ta . Se p r e g u n ta p o r la u tilid a d d e u n a h is to ria d e m e n ta li­
d a d e s c o m o d e riv a c ió n lógica d e la s u e rte c o r r id a p o r la id e a d e la h is to ria « to ta l» de
M a rc B lo ch . P ro p o n e e n su lu g a r un p u n to d e vista g lo b a liz a d o r, q u e a u n q u e « p re ­
m o d e r n o » lo c o n s id e ra m á s útil p a r a e n f re n ta r el e s tu d io d e la r e a lid a d so c ial e n to d a
su c o m p le jid a d . A sim ism o , A r a n a (1992) y M a ld o n a d o (1992) p r e s e n ta n v e rsio n e s de
la e p is te m o lo g ía d e L ev i-S tin u ss v V ico , re sp e c tiv a m e n te , c o m o b ase p a r a h a c e r un
e n f o q u e d e la filo sofía d e la h is to ria e n el P e rú . M a ld o n a d o h a c e h in c a p ié e n el
tr a ta m ie n to m e to d o ló g ic o q u e V ic o p r o p u s o p a r a el e s tu d io d e las ley e n d a s y m itos.
A u n q u e to d a v ía e stu d ia n te s ¡ti m o m e n to d e escribir, P e d ro A n g u lo (1995) y G a b rie l
( J a r c ia (1995) h a n p re s e n ta d o sus re fle x io n e s in ic ia le s a c e r c a d e p r o b le m a s te ó ric o s
d e la h isto ria en N ie tz c h e y C ru c e , re s p e c tiv a m e n te . G a b r ie l G a r c ía p r e s e n ta ta m ­
b ié n la o b r a h isto rio g rá fic a del ¡la d re N ie to V éle/. (1994).
E sc a so s e s tu d io s in c id e n e n la s n o r m a s h e r m e n é u tic a s d e n u e s tra d isc ip lin a . C o n
fre c u e n c ia , el tr a b a jo co n fu e n te s, así c o m o e n u n a « g e n e ra c ió n » in m e d ia ta an te rio r,
q u e d a re le g a d o a u n se g u n d o p la n o . E se es el te m a p rin c ip a l d e la tesis d e G e r m á n
R o d ríg u e z S alas (1987) e n A re q u ip a : las re la c io n e s e n tr e el d o c u m e n to , el a rc h iv o y
la in v estig ac ió n .
D e su la d o , l o r e n z o B e d re g a l (1987) e n fo c a la re la c ió n q u e d e b e e x is tir e n tre la
fo rm a c ió n d e h is to ria d o re s y su p ro y e c c ió n a la c o m u n id a d a trav és d e te x to s p a r a los
co leg io s.

b) H is to rio g ra fía

D e m a n e r a a n á lo g a o c u r re a q u í. L a s re se ñ a s d e lib ro s se g u ía n m á s p o r la a p r o ­
b a c ió n o la d e s a p ro b a c ió n d e sus a u to re s , e n b a la n c e s h isto rio g rá fic o s m á s « éticos»
q u e a c a d é m ic o s . A p ro p ó sito d e la a b u n d a n te p ro d u c c ió n h isto rio g rá fic a e n los o c h e n ta
re fle x io n a J u a n L u is ( b re g o e n tre s b re v e s n o ta s (1 9 8 8 , 1989 y 1994). E n la p r im e r a
c o r r e la c io n a los a p o rte s d e W a ld e m a r E s p in o z a y M a n a R ostw orovvski so b re L o s
in ca s y la H isto r ia d e l T a lu m n tim u y u . P o r c o n s id e ra r q u e a m b o s p la n te a n e n fo q u e s « n o
a n d in o s » , O r r e g o d e te r m in a u n a e s p e c ie d e c o m p e te n c ia p a r a s a b e r c u á l d e los d o s
in v e s tig a d o re s se a c e r c a o a le ja m á s c o n re sp e c to a su s id eas. A lg o sim ila r o c u r r e e n la
s e g u n d a , d e d ic a d a a la «v io le n c ia » c o lo n ia l. El h ilo c o n d u c to r e n esta o p o r tu n id a d es
el c o n te n id o m e siá n ic o a trib u id o a las r e b e lio n e s p a r a p r e s e n ta r (o n o p re s e n ta r) a los
a u to r e s . E n la te rc e ra g lo sa las p rin c ip a le s id e a s d e P a u l G o o le n b e r g s o b re la situ a ­
c ió n e c o n ó m ic o s o c ia l y los p ro y e c to s p o lític o s d e l P e rú del X I X .
A p r o p ó s ito d e u n lib ro re c ie n te s o b r e la re lig ió n a n d in a , Ja v ie r F lo re s (1993) h a c e
u n e x t e n s o c o m e n t a r i o so b re a lg u n o s d e los e n fo q u e s e x is te n te s a c e r c a d e l te m a .
L e lla m a « C o n f u s ió n e n lo s A n d e s » y r e c a lc a la n e c e s id a d d e u n m e jo r m a n e jo d e las
f u e n te s e tn o h is tó r ic a s y e x ig e n o c o n s id e r a r a l m u n d o a n d i n o e n a b s tr a c to sin o e n su
to ta lid a d so c ial v sin d u a lis m o s a n d in o / o c c i d e n t a l , r e c o m e n d a n d o la l e c t u r a d e los
te x to s d e H c n r i q u c U r b a n o .
L n 1991 S u s a n a A l d a n a (1 9 9 1 ) r e d a c t ó u n b a l a n c e m u y p o n d e r a d o d e la
h is to r io g r a f ía s o b re los tie m p o s c o lo n ia le s ta r d á is . F u e e n el m a r e o d e u n b a la n c e
g e n e r a l d e la d é c a d a d e 1980 m u y c r itic a d o t a n t o p o r su f o r m a c o m o p o r su c o n t e n i ­
d o , r e a liz a d o p o r el C B C e n la R e v is to A n d in a . R a fa e l S á n c h e z C o n c h a h a e la b o r a d o
u n a m p lio c o m e n t a r i o a c e r c a d e la p r o d u c c ió n h is to r io g r á íic a en h is to r ia d e l d e r e ­
c h o (1 9 9 5 ).
intimamente, u n g r u p o d e e g re s a d o s d e la P U C P in s e r tó p e q u e ñ a s r e lle x io n e s
a c e r c a d e los p r o b le m a s d e la h is to r io g ra fía p e r u a n a a c tu a l ( E s te n s s o m 1993). L as
n o ta s d e S u s a n a A ld a n a y R ic a r d o P o r lo c a r r e r o se r e fie re n m a y o r m e n t e a la n e c e s i­
d a d d e lle n a r las « la g u n a s » q u e a p r e c ia n : r e s p e c tiv a m e n te , el n o r te p e r u a n o y el siglo
X X . D e su la d o , B e la lle lu z c r itic a á r i d a m e n t e la « e s c u e la d o p c n d c n tis la » c o n los
a rg u m e n to s d ad o s p o r Paul G o o te n b c r g p e r o d e s lin d a n d o d e q u ie n e s lla m a « lib e ra le s»
( C a r m e n M e Lvov, O r r c g o , P a la c io s y G a n d o lf o ), y C e c ilia M é n d e z h a c e lo p r o p io
c o n su e x m a e s tr o M o re s G a lin d o e n t o r n o a l c o n c e p t o d e « u to p ía a n d in a » . L s le n s s o ro
o b s e rv a e le m e n to s d e u n a re n o v a c ió n e n la h is to r io g r a f ía p e r u a n a y e x ig e p o n e r s e a
to n o c o n ella: p r e s e n t a r u n a h is to r ia d is tin ta , c o n u n p a s a d o d if e re n te y c o n o tr o
d is c u rs o d e l q u e m o s tr a r o n las o tra s g e n e r a c io n e s d e h is to r ia d o r e s .
H a b r í a q u e r e c o r d a r q u e la h is to r io g ra fía n o es (fe liz m e n te ) h o m o g é n e a y u n a
m is m a g e n e r a c ió n p u e d o p r o d u c i r « d is c u rs o s » h is to r io g ra fía ) * m u y d iv e r g e n te s . Q u e ,
p o r m á s q u e se n ie g u e n e n v o z a lta o s o b r e p a p e l, n o e s p o s ib le r e a l i z a r t r a b a j o
c ie n tífic o a lg u n o (in c lu y e n d o el h is to r io g rá íic o ) sin u n m a r c o t e ó r ic o - c o n c e p tu a l.

c) F u e n te s h is tó ric a s

E n c o n t r a m o s u n a n á lis is d e d o c u m e n to s c o m o f u e n te s h is tó r ic a s e n los a p o r t e s d e
R u th F r is a n c h o (so b re v isitas, 1986) J a v i e r L o z a n o (1 9 9 3 ), N ic a n o r D o m ín g u e z (19 9 2 )
se o c u p a ele la a c tiv id a d d e J u a n d e B e ta n z o s a n te s d e su o b r a S u m a y n a rr a c ió n y
M ila g r o s M a r tín e z (1 9 8 8 a ) p r e s e n ta t i c o r p u s d o c u m e n ta l p a r a el e s tu d io d e u n a
z o n a d u r a n t e lo s siglos X V I I y XV111 y q u e le s ir v ie r a p a r a s u m e m o r ia d e b a c h ille r.
I 'e d o r a M a r t í n e z (1993) a d v ie r te a c e r c a d e lo d e lic a d o q u e es t r a b a j a r c o n fu e n te s
d e m o g r á fic a s . I J n a la b o r e n e o m ia b le es la d e J o s é L u is A b a n t o y J o s é P r ín c ip e (19 9 3 )
a l p r e s e n t a r u n e s tu d io d e los d o c u m e n to s d e la re a l a u d ie n c ia d e L im a e n el siglo
X V I . A s im is m o , la d e A le ja n d r o M á la g a N ú ñ e z Z e b a llo s (1 9 9 4 a y b) e n la c o n f e c ­
c ió n d e la g u ía d e l A rc h iv o A rz o b is p a l d e A r e q u ip a .
M á s c o m ú n es la p r e s e n ta c ió n d e d o c u m e n t o s o r g a n iz a d o s p o r te m a s . P o r lo
r e g u la r , a c o m p a ñ a la t r a n s c r i p c i ó n u n b r e v e e s t u d io e x p lic a tiv o s o b r e e l v a l o r
c o g n o s c itiv o d e la p u b lic a c ió n . E s u n (b u en ) p r i m e r p a s o e n la l a b o r h is to r io g rá íic a
q u e a u g u r a u n t r a b a jo p ro fe s io n a l f u n d a d o e n f u e n te s p r im a r ia s .
E n e s te s e n tid o es d e r e s a lta r e l a p o y o q u e sig u e b r i n d a n d o el S H R A e n S a n
M a r e o s b a j o l a d ir e c c ió n d e P a b lo M a c e r a q u e p e r m i te h a c e r lo s p r im e r o s e n s a y o s
d e p u b l i c a c i ó n i n d e p e n d i e n t e a in v e s tig a d o r e s n o v e le s . A h í p u b l i c a r o n R o s a u r a
A n d a z á b a l y O r n a r R o ja s d o c u m e n to s s o b r e tie r r a s y c a c iq u e s e n el P e rú d e l X V I I -

116
X V III (1993), G uayaquil (1993a) y Q u ito (Rojas 1994); A lejandro S alinas y M aría
Belén S oria sobre estancias en C hile del XVÍ1I (1993). U n a serie d e E co n o m ía y
geografía h istórica del SI IR A contiene trabajos sobre A ncash en tiem pos coloniales
d e Sim ia G hallco (1995) y republicanos de S alinas (con M iguel P into, 1994); así
com o l i a colonial de S ara F uentes (1995) y ju n ín del X IX de A n d azáb al (1994a).
Kn esta m ism a línea de relaciones sociales R aúl A d an aq u é d a a c o n o c e r d o cu ­
m entos de cacicazgos (1993b).
E n el á re a de la protesta social, Jo rg e B ram am o n le p ublica unos d o cum entos
reveladores de las inclinaciones de quien luego fuera R unh M a q u i (1988) y M iguel
León hizo lo pro p io con un p o em a del X V II correspondiente til callejón de C onchucos
(1990). E n cu an to a los aspectos productivos. A ra n a reproduce técnicas y d o c u m e n ­
tos legislativos d e la casa de la m o n ed a (1990, 1991, 1991a y 1993b) y M a ld o n a d o la
o b ra de un arb itrista del ensaye del X V II (1993).

2. H isto ria ap licada

C a racterístico es el «fraccionam iento» de la historia. Se en focan m ay o rm en te


pro b lem as p u n tu ales y aislados, enm arcados en las diversas especialidades históricas.

a) E co n o m ía

Pese a las m odas contrarias, la historia económ ica sigue atray en d o a los jóvenes.
P rim a , c ie r ta m e n te , la a to m iz a c ió n te m á tic a y m e to d o ló g ic a . U n e n f o q u e
generalizado!' d e la econom ía a lo largo del p eríodo colonial se e n c u e n tra e n A ra n a
(1993a y 1993b, con C allos Lazo). P ara el caso d e los artesanos areq u ip eñ o s se cu en ­
ta con el estudio inicial de S antos B enavem c (199.5). N o se tienen, em p ero , estudios
sobre el fu n cio n am iento de unidades productivas (haciendas, m inas, fábricas, obrajes,
talleres), salvo el a p o rte de A ldana (1991) solare la producción de ja b ó n en el n o rte en
tiem pos coloniales, el ap o rte a ú n inicial de Y olanda M ejía (1993) sobre las p a n a d e ­
rías lim eñas a tiñes d e la colonia y el d e A d an aq u é (1993) sobre los artesan o s pú n anos
coloniales. L eo n o r López, R a ú l A lcalá y, especialm ente, Juvcnal L u q u c h an d ed ica­
d o sendos estudios prelim inares al estudio de la tecnología y las técnicas m in eras
coloniales y rep u blicanas (1988, 1993, 1993a, 1993b).
U n im p o rta n te interés se d a en el régim en laboral al en focar d e te rm in a d a s ra­
m as. E n especial, A d an aq u é le ha d edicado a la esclavitud u n a serie de breves estu­
dios reu n id o s en un solo volum en (1992c) y J u a n T ic o n a hace lo p ro p io p a ra A req u ip a
(1987). Susic M inchin em pezó estudiando los p ro b lem as del tráfico esclavista (1993).
El secto r ru ral no atra e ta n to co m o en décadas anteriores. En cu a n to a los p u e ­
blos in d íg en as se tienen trab ajo s d e M a rtín ez (1988) sobre la s ie n a p iu ra n a en tre
1645 y 1720, A d an aq u é (1992b) sobre los caciques de C lia d la en el XV11I (otro aú n
inéd ito sobre C arabayilo), V ergara (1992) sobre los euracazgos de H u aro ch irí entre
1750 y 1830, así com o tierra y población en el valle de L im a en el X V II (1995a y
19951)) y B elalleluz (1992) sobre las com u n id ad es areq u ip eñ as en el X IX , e n los q u e
se relacio n an los problem as económ icos co n los polític os del cam po.
O tro te m a a resaltar es el asum ido p o r H é c to r M a ld onado: las cajas d e censos de
indios co m o u n a vía p a ra acercarse al estudio del func ionam iento eco n ó m ico d e las
red u ccio n es d e indios en el P erú colonial (1994).

117
L a p r o p ie d a d d e las h a c ie n d a s es lo m a d a e n fu n c ió n d e l rie g o e n M o q u e g u a p o r
C a r m e n R o d r íg u e z (1987) y e n L im a d e l X V I I p o r N ic a n o r D o m ín g u e z (1 9 8 8 ).
C ristó b a l A ljo v ín (1988 y 1990), e n c a m b io , sig u e el ra stro a las p ro p ie d a d e s d e los
je s u íta s g ra c ia s a la d o c u m e n ta c ió n d e te m p o ra lid a d e s .
S e n o ta , e n c a m b io , u n a casi to ta l a u s e n c ia e n lo s te m a s d e h is to r ia c o m e rc ia l.
D e b e h a b e r afee la d o el e n fo q u e c irc u la c io n is ta a s ig n a d o a la h is to r ia e c o n ó m ic a p o r
la h is to rio g ra fía a n te rio r. U n a ex c e p c ió n n o ta b le la c o n s titu y e n los tr a b a jo s d e C a rlo s
B ttller (1988) so b re los c o m e rc ia n te s im p o rta d o r e s a re q u ip e ñ o s a fines d e l p e r ío d o
c o lo n ia l y d e S u s a n a A ld a n a so b re las re la c io n e s m e rc a n tile s e n el « e sp a c io » q u e
d e te r m in a c o m p r e n d id o e n el n o r te p e r u a n o y el s u r d e la a u d ie n c ia d e Q u i l o e n
tie m p o s c o lo n ia le s (1992, 1 9 9 2 a y 1994), d e s c u b rie n d o u n a in u s ita d a d in a m it a c o ­
m e rc ia l en u n e sp a c io h a s ta a h o r a in ju s ta m e n te d e ja d o d e la d o p o r la in v e s tig a c ió n .
S o b re e c o n o m ía c o m e rc ia l re g io n a l se tie n e , ig u a lm e n te , el a p o r te d e l.i / a i r l o S e in e r
a c e rc a d e T a c n a e n la s p o st n iñ e r ía s d e los tie m p o s c o lo n ia le s ( 1 989a y 19 8 9 b ).

b) S o c ie d a d

E n este r u b ro casi n o se p la n te a el e s tu d io d e la situ a c ió n s o c io e c o n ó m ic a d e los


g rú jao s d e la p o b la c ió n , su s re la c io n e s co n o tro s se c to re s y su p a r tic ip a c ió n e n m a n i­
fe sta c io n e s so ciales y p o líticas. L a s e x c e p c io n e s e stá n m a r e a d a s p o r los e s tu d io s d e los
p u e b lo s d e in d io s m e n c io n a d o s e n el a c á p ite a n te r io r y e n los e s tu d io s d e l m ism o
te m a d e V e rg a ra (1 9 9 0 , 1 9 9 0 a y 1995). El c a s o d e los esclavos e in d io s al c o m ie n z o d e
la c o lo n ia es visto m u y s o m e ra m e n te p o r D a n te S a la z a r (1992) y c) d e la m u je r
lim e ñ a d el siglo p a s a d o es el te m a q u e p r e p a r a In é s P ra d o y d e l c u a l h a h e c h o y a u n
e n s a y o p r e lim in a r (1993).
L as m a n ife sta c io n e s sociales b rilla n p o r su casi a u s e n c ia . G r a n d ife re n c ia e n re la ­
c ió n a u n a h is to rio g ra fía a n te rio r. A d a n a q u é (1987) in ició sus jtu b lic a c io n e s c o n u n
b re v e tr a b a jo a c e rc a d e los a n c a s h in o s e n tie m p o s d e la e m a n c ip a c ió n . El m o v im ie n ­
to o b r e ro - o tr o r a fu e n te d e c o n tro v e rs ia s- h o y sólo es m e n c io n a d o e n u n p e q u e ñ o
te x to d e A u g u s to L o s ta u n a u (1991 j. L o p r o p io p u e d e d e c irse d e m o v im ie n to s so c iales
c o lo n iales. S a r a M a te o s e n fo c a los a s p e c to s m ile n a ris ta s d e la re b e lió n d e J u a n S a n ­
tos A ta h u a lp a (1992). Y o la n d a M e jía (1993) y M a rib e l A r re lu c e a (1996) d e d ic a n su
a te n c ió n al e s tu d io d e las c o n d ic io n e s la b o ra le s e n las p a n a d e r ía s c o lo n ia le s y las
fo rm a s d e p r o te s ta d e los esclav o s-p reso s. J u lio L u n a (1993) tie n e u n a a p r o x im a c ió n
p r e lim in a r al b a n d o le r is m o re p u b lic a n o .
El p r o b le m a d e las m ig ra c io n e s, e s p e c ia lm e n te e n d siglo p a s a d o , h a p ro v o c a d o
m a y o r e x p e c ta tiv a . S in d u d a q u e los e s tu d io s a n te r io re s so b re la in m ig ra c ió n ( o rz a d a
d e esclav o s y co o líes y la lib re de e u r o p e o s h a lla m a d o la a te n c ió n p a r a in d a g a r
a c e r c a d e las n e c e s id a d e s q u e tu v o el P erú d e a c o g e r a n u e v o s p o b la d o re s . E n p a r t i ­
cu lar, las n e c e s id a d e s d e m a n o d e o b r a lib re y se m ilib re . E n esto s ra so s , u n p r o b le m a
r e c u r re n te es el d e las c a u s a s (de o rig e n y d e s tin o ) d e la m ig ra c ió n . P a r a el e je m p lo d e
los e u ro p e o s se tie n e la m e m o r ia d e b a c h ille r d e M a r io M a rc o n e (1 9 9 0 y 1990a); d e
su la d o , N a th a lie A u n é de T ra z e g n ie s (1993) se e n c a r g a d e l ca so d e los p o lin é sie o s.
U n a r tic u lo d e A d a n a q u é (1992) está d e d ic a d o a la m ig ra c ió n i n te r n a e n el X V I I . E l
p ro b le m a q u e a b a r c a es el d e las a c tiv id a d e s d e tres in d io s o riu n d o s d e L a m b a y e q u e
re s id e n te s en la c a p ita l v irre in a l.

E n c u a n to a los e s tu d io s d e lazos f a m ilia re s se tie n e n a q u e llo s d e a lg ú n c aso


d e te r m in a d o , c o m o lo h iz o P au l R iz o P a tr ó n (1 9 8 9 , 198 9 a y 1990) c o n la fa m ilia D e

118
la P u l u l e d u r a n t e lo s sig lo s X V I I I y X I X , y lo s d e la f a m ilia e n g e n e r a l c o m o el d e
D e l f í n a G o n z á l e z d e l R i e g o ( 1 9 9 3 y 1 9 9 5 ) a c e r c a d e las r e la c io n e s f a m ilia r e s e n la
L im a d e l X V I .

c) P o lític a

U n i m p o r t a n t e y a la v e z i n t e r e s a n t e e j e m p l o d e a p l i c a c i ó n d e l e s t u d io d e la
p o l í t i c a a tr a v é s d e lo s d is c u r s o s e s el c o n j u n t o d e tr a b a j o s d e J u a n C a r l o s E s le n s s o r o .
A n a l i z a lo s d is c u r s o s e n t o r n o a las m a n i f e s t a c i o n e s c u lt u r a l e s i n d í g e n a s (v la s m is ­
m a s m a n i f e s t a c i o n e s c o m o d is c u rs o ) a l i n d e d e t e r m i n a r m e n s a j e s p o lític o s e n la
m ú s i c a y la p i n t u r a e n ti e m p o s c o lo n ia le s y c o m i e n z o s d e la r e p ú b l i c a .
L o s a s p e c t o s p o lític o s e id e o ló g ic o s t i e n e n r e fle jo e n m e m o r ia s d e b a c h ille r , al
p a r e c e r , n o c o n t i n u a d a s lu e g o d e A d r i a n a S h a a f (1 9 8 9 ) s o b r e la s d is c u s io n e s la s c a s is la s
d e l X V I y F l a v i a G a n d o l í o (1 9 9 1 ), y e n la d e J u a n O r r e g o ( 1 9 8 8 y 1 9 3 9 ). E s ta s
ú l t i m a s s o b r e la p a r t i c i p a c i ó n p o lític a y lo s p l a n t e a m i e n t o s id e o ló g ic o s d e D o m i n g o
E lia s y J o s é M a r í a Q u i m p e r , r e s p e c ti v a m e n t e . L a c o n q u i s ta d e A m é r i c a es v is ta e n
su s lia s e s j u r íd i c a s p o r L o z a n o (1 9 9 5 ) y su s m ito s p o r M a r t í n e z (1 9 9 3 ); e n t a n t o q u e
la s r e la c ió n e n t r e la z o s f a m ilia r e s y p o l í t i c a e n la c o l o n i a in ic ia l e s el l e m a t r a t a d o p o r
C a r c e l é n (1 9 9 5 ). E n c u a n t o a la p o lític a e x t e r n a , e l t r a b a j o d e R u b é n P a c í ta ri (1 9 9 0 )
s o b r e lo s r e s u l t a d o s d e l t r a t a d o d e A n c ó n p r e t e n d e s e r só lo u n e n f o q u e p r e l i m i n a r .
R i c a r d o P o r t o c a r r e r o se e s p e c ia liz a e n u n o d e lo s r u b r o s m á s d e j a d o s d e l a d o p o r
lo s h i s t o r i a d o r e s : la c o n t e m p o r a n e i d a d . E n e s p e c ia l, 1c i n t e r e s a n lo s a s p e c t o s p o l í t i ­
c o s d e l s ig lo X X y h a p u b l i c a d o te x to s r e f e r e n t e s a lo s a ñ o s in ic ia le s d e j ó s e C a r l o s
M a r i á t e g u i e n e l i n s t i t u t o S u r ( 1 9 9 4 y 1 9 9 4 a ) y s u r e c i e n t e te s is d e l i c e n c i a t u r a .
U n i d o a l a s p e c t o p o lític o se e n c u e n t r a e l d e la r e lig ió n . A si lo v e C a r l o s C a r c e l é n
( 1 9 9 3 , 1 9 9 6 y 1 9 9 7 ) a l e s t u d i a r a m b o s f a c t o r e s d e s d e T r e m o al g o b i e r n o d e T o le d o .
A L o s t a u n a u (1 9 9 2 ) y B e a t r i z G a r l a n d ( 1 9 9 2 y 1 9 9 4 ) les in t e r e s a la c o l l a d í a c o m o
u n a in s t i t u c i ó n a tr a v é s d e l a c u a l se e j e r c í a u n a d o m i n a c i ó n e c o n ó m i c a e i d e o ló g ic a
e n la c o l o n i a .
A u n q u e e n u n a p u b lic a c ió n q u e p r e te n d e e n fo c a r el p ro b le m a a n te rio r, el a r tíc u ­
lo d e J a v i e r f l o r e s (1 9 9 1 ) s e r e f ie r e m á s a la r e lig io s id a d p o p u l a r . T o m a e l c a s o d e la
f a m o s a h e c h i c e r a J u a n a d e M a y o e n l a L i m a d e l X V I I , p a r a r e v i s a r la s r e l a c i o n e s
q u e e lla e n t a b l a b a c o n c ie r t o s s e c to r e s d e la p o b l a c i ó n p r a c t i c a n d o s u s a r t e s e n t o n c e s
v e d a d a s . A s im is m o , e s t u d ia la a c e p t a c i ó n s o c ia l d e l c u r a n d e r i s m o a tr a v é s d e u n c a s o
c o n c r e t o e n L im a c o lo n ia l (1 9 9 4 ). A c t u a l m e n t e t i C B C p r e p a r a la p u b l i c a c i ó n d e lo s
c a s o s d e « id o la tr ía s » d e L im a q u e h a c o m p i l a d o y e d i t a d o J a v ie r L lo r e s .
D o s e s t u d io s p l a n t e a n d iv e r s o s a s p e c t o s d e la e v a n g e liz a c ió n e n e l P e r ú : e n la
se lv a d e l P a n g o a d e lo s sig lo s X V I I y X V I I I p o r lo s f r a n c is c a n o s ( M a t e o s 1 9 8 7 y
1 9 9 1 ) y la s r e p r e s e n t a c i o n e s d e la t r i n i d a d c o m o v ía d e c r i s t i a n i z a c i ó n a tr a v é s d e
i m á g e n e s ( V e r g a r a 1 9 9 2 ).

d) M e n ta lid a d e s

A lg o d ifíc il e s p l a n t e a r lo s e s tu d io s d e m e n t a l i d a d e s e n e s ta g e n e r a c i ó n . D e u n
l a d o , p o d r í a n s e r lo s m á s b e n e f i c i a d o s e n t a n t o q u e lo s h a cultiv a d o u n s e c t o r d e su s
m a e s t r o s ( d ir e c to s e in d ir e c to s ) . M a s , p o r la p r o p i a i n d e t e r m i n a c i ó n d e l c a m p o q u e
a b a r c a n la s m e n t a l i d a d e s e s c o m p r e n s i b l e q u e n o h a y a n t e n i d o r e f le jo i n m e d i a t o e n
la s in v e s tig a c io n e s . T a l v e z , el e je m p lo m á s a c a b a d o (sin c o n t i n u i d a d ) d e e s te g é n e r o
se;» la la b o r d e J u a n D e jo (1989 y 1990) so b re la id e n tid a d a n d in a vista a tra v é s d e
G u a rn a n P o m a. U n te m a p red ilecto d e estos estu d io s -c a ro a l m a e s tro V ovelle-, la
a c titu d a n te la m u e rte a través d e la ic o n o g ra fía , h a sid o tr a ta d o p o r I r m a B a rrig a
(1991) e n su m e m o ria d e b a c h ille r en la PU C P .
D istin to es el p la n te a m ie n to de D a n te A lvarez (1991). E n u n b re v e artíc u lo , le
in teresa m ás lo q u e o c u rrió e n el p la n o m e n ta l co n la élite a n d in a a n te la c o n q u ista y
co lo n izació n . A sim ism o, A d a n a q u é (1992a) p re te n d e u b ic a r la in flu e n c ia e n P iu ra
d el X V I II que. tu v ie ra la o b r a d e G a rrila s o a trav és d e la le c tu ra d e sus o b ras.

e) U rb a n ism o

P arece q u e este ru b ro h a sido g a n a d o p o r los a rq u ite c to s. E n h isto ria , E v er Fal lan


(1989) c o n trib u y e co n su tesis sobre los cam b io s o c u rrid o s e n la tra z a o rig in a l d e la
c iu d a d d e A re q u ip a . P a ra el caso lim eño del X I X . se tie n e n los tra b a jo s d e G a b rie l
R a m ó n (19 9 8 , 1994-y 1997).

f) M o n o g ra fía s locales

E n a lg u n o s casos se Ies llam a « h isto ria regional». P refiero la d e n o m in a c ió n d el


a c á p ite en los ejem p lo s co n q u e se c u e n ta . T ra ta n d e lu g ares específicos y se e stu d ia
u n a tray ecto ria q u e a b a rc a varios factores, m as es escasa la p ersp ec tiv a reg io n al y
n a c io n a l co n q u e se p la n te a n . E n la U N S A su s te n ta ro n sus tesis S o n ia F atuta (1988)
y R u th M a rín (1990) y en la P U C P M a ría E u g en ia N ú ñ e z (1991) a c e rc a d e P a u c a rp a ta ,
C o a la q u e y C o ló n , resp ectiv am en te.

g) In stitu cio n es

Se e stu d ia n in stitu cio n es en el m a te o d e la so c ied ad . D os ejem p lo s ilu stra n este


ru b io . E n el SI IR A líd e r M e n d ie ta (1990) public a u n estu d io so b re los ho sp itales
lim e ñ o s e n tre los siglos X V II y X I X y. ele o tro lad o , R u b é n P acliari (1993) estu d ia las
co fra d ía s lim e ñ a s d el siglo p a s a d o en fu n ció n d e su sign ificado e n la so c ied ad . U lti­
m a m e n te . F e rn a n d o A vllón h a public a d o un d o c u m e n ta d o y d e ta lla d o e stu d io so b re
la in q u isició n lim eñ a (1997).

h) P erso n ajes

E n este ru b ro d e sta c a n las m em o ria s, re sp e c tiv a m e n te , d e M a ría L uisa P alacios


(1989) y M a ría L u isa M o ra le s (1990) so b re M a n u e l A rg u m a n iz , u n e m p re sa rio del
X I X y el via jero J a m e s O r io n de tiem p o s d e la e m a n c ip a c ió n , la d e S usie M in c h in
(1993) so b re u n co n v erso en la L im a del X V II y el artíc u lo d e R a ú l A d a n a q u é (1993a)
so b re el p in to r J u liá n Ja v o .
U n a v a ria n te d e este tip o d e estudios es el q u e a n a liz a la activ id a d de los c o n q u is ­
ta d o re s. S ó lo se h a dedic a d o a este tem a R afael S á n c h e z C o n c h a (1989 y 1990). S u
in te ré s se c e n tra en las ex p ed icio n es q u e p a rtía n del P erú a c o n q u is ta r n u ev as tie rra s
p a r a el rey e s p añ o l en el siglo X V I.

120
3. Reflexiones finales

D i s t i n t a p r o c e d e n c i a s o c ia l e in s t i t u c i o n a l , v a r i a d a m e t o d o l o g í a y d i f e r e n t e s c o n ­
d i c i o n e s e in t e r e s e s d e in v e s tig a c ió n y d e s a r r o l l o p r o f e s io n a l h a c e n d e l g r u p o d e h i s t o ­
r i a d o r e s d e q u e s e o c u p a e s te c o m e n t a r i o u n a « g e n e r a c i ó n » m u y h e t e r o g é n e a e n s u
p r o d u c c i ó n liis t o r i o g r á f i c a .
U n a p r i m e r a c o n s t a t a c i ó n a l e c h a r u n a m i r a d a a l t r a b a j o d e lo s c o le g a s q u e e s t á n
d a n d o s u s p r i m e r o s p a s o s p r o f e s i o n a l e s e s la f a l t a d e p e r s p e c ti v a s e n la m a y o r í a . L a
i n c i d e n c i a d e la s « m o d a s » h i s l o r i o g r á f i c a s e x t e r n a s s ig u e s i e n d o p a l p a b l e e n t r e lo s
e g r e s a d o s d e H i s t o r i a . A l g u n o s v a n a l v a i v é n d e lo s c a m b i o s q u e e x p e r i m e n t a la
h i s t o r i o g r a f í a f o r á n e a , s in m a r e a r c a m i n o s p r o p i o s a s e g u ir.
E n su c o n j u n t o , n u e v a m e n t e p u e d e d e c i r s e lo q u e M a c e r a i n d i c a r a d é c a d a s a t r á s
s o b r e e l h i s t o r i a d o r p e r u a n o c o m o u n p r o f e s i o n a l a l a d e f e n s iv a . P o c o c o n v e n c i d o s
d e l a u t i l i d a d d e l o f ic io , lo s jó v e n e s t a m p o c o t i e n e n m e t a s d a t a s p a r a s u d e s a r r o l l o .
E n c o n c l u s i ó n , t o d a v í a n o e s p o s ib le v i s l u m b r a r l í n e a s m e t o d o l ó g i c a s m a t e a d a s .
S i n e m b a r g o , p u e d e o b s e r v a r s e q u e la s t e n d e n c i a s s o n m u y d i f e r e n t e s . P r i m a t i
« f r a c c i o n a m i e n t o » o « p a r e e l i z a c i ó n » d e l a h i s t o r i a e n lo s e s tu d io s r e s e ñ a d o s , la h i s t o ­
r i a t o m a d a « a p o c o s » , h e c h a « m ig a ja s » .
L a h i s t o r i o g r a f í a n o r e f le x iv a s ig u e v ig e n te . H o y t o m a n u e v a s f o r m a s . Y a n o r e a ­
l i z a e s t u d io s p r o s o p o g r á f i c o s e n b a s e a d a t o s g e n e a l ó g i c o s e n c o n t r a d o s t r a s b ú s q u e ­
d a s p r o l o n g a d a s . S e d e d i c a m á s b i e n a e s t u d i a r a l g u n o s a s p e c to s d e l a v i d a d e p e r s o ­
n a j e s - n o p r e c i s a m e n t e « i m p o r t a n t e s » - y f a m ilia s , lo s m o v i m i e n t o s m i g r a t o r i o s , a c o n ­
t e c i m i e n t o s a lg o m á s « m a s iv o s » , m o n o g r a f í a s lo c a le s .
I m p o r t a n t e c o n t i n u i d a d d e n t r o d e li n a lín e a d e t r a b a j o p r e s e n t a n C r i s t ó b a l A ljo v in
y J u a n O r r e g o ( h is to r ia p o lític a ) , L u is A r a n a y H é c t o r M a l d o n a d o ( h i s t o r ia e c o n ó m i ­
c a ) y7 a l g u n o s o t r o s d e q u i e n e s se s a b e v i e n e n d e s a r r o l l a n d o s u s i n v e s ti g a c io n e s a
¡ t e s a r d e la s d i f ic u lt a d e s q u e ¡ t a r a e s to e x is te n . R e s u l t a p o c o c o m p r e n s i b l e q u e n o
h a y a c o n t i n u i d a d e n lo s c a m p o s in á s e n b o g a y a p o y a d o s a c t u a l m e n t e . M e r e f ie r o
e s p e c ia lm e n te a la a u s e n c ia d e e s tu d io s f u n d a m e n t a l e s r e a liz a d o s b a j o l a m e t o d o l o g í a
d e m e n ta lid a d e s . T a m b ié n e x tr a ñ a a q u í, c o m o e n u n a « g e n e ra c ió n » a n t e r i o r ta m ­
b i é n , la f a l t a d e d e d i c a c i ó n a lo s t e m a s e t n o h i s t ó r i c o s p r e h i s p á n i c o s .

Bibliografía

A banto Arrelucca, José Luis


1993 con Juan José Príncipe Diestra, Catálogo del fondo Real Audiencia, siglo A’17, Ed. Sequilao. AGN,
Urna.
A danaqué Velásqucz, Raúl
1987 Aforte del pueblo ancashmoen el proceso de la independencia / 819-1824 , UNM SM , Lima.
1992 «Lambayccanos en Lima, siglo XVII», Humatntás (Lima) 22-23: 39-48.
1992a «Garcilaso de la Vega en las lecturas piuranas del siglo XVIII», Sequilan (Lima) 1: 20-25.
19921) «Poder económico de los caciques de Ghaclla, siglo XYII1», Huarochiri. Odio mil años de historia s
M unicipalidad de Santa Eulalia de Acopava, Santa Eulalia. I: 323-3445.
1992c I m esclavitud en el Perú, UNM SM , Lima.
1993 «Régimen gremial en Piura durante la colonia», Sequilao (Urna) 2: 55-64.
1993a «Julián Javo: pintor limeño», Sequilao (Lima) 3: 73-77.
1993b «El testam ento de una eaeica del Callao», Páginas para la historia (Lima) 1: 39-51.
1997 «Caciques coloniales de Carabayllo. La reducción, los grupos étnicos y el origen del nom bre
C om as »,.Nueva Síntesis (Lima) 4: 63-77.

191
1997a «El cacicazgo de O r o s y el fin de una dinastía a principios del siglo XVI11», Nueva Síntesis
(Lima) 5: 239-246.
Aldana Rivera, Susana
1988 U na aproximación a la economía de Piura colonial: sus casas-tina, Memo. Br. PUCP, Lima.
1989 Lima.
Em presas coloniales. I ms tinas dejaban en ¡H u ra . C IP G A /iF E A ,
i 991 «Historia económica colonial tardía. El panoram a bibliográfico de una decada: los años 80»,
Revista A n din a (Cusco) 17: 22 1-‘239.
1992 Los comerciantes piuranos (1700-1830): el soporte hum ano de una legión económica, 'tesis M g
PLAUSO, Quito.
!992a Antiguo gran espacio. L a unidad económica sur ecuatoriana-ñor peruana* C ám ara de Comercio v Produc­
ción de Piura, Piura.
1994 con Alejandro Diez H urtado, B a lsilla s , piajenos y algodón. Procesas históricos en P iu ra y Tum bes ,
'1AREA/CIPGA, Urna.
AJjovín de Ijosada, Cristóbal
1988 Los compradores de temporalidades (1767-1820), Memo. Br. PUCP, Lima.
1990 «Los compradores de temporalidades a fines de la colonia». H istórica (Lima) XIV: 2: 183-233.
1997 «Poderes locales en la prim era mitad del XIX», H istórica (Urna) XXI: 1: 1*25.
Alvarez Rodríguez, Dante
1991 «1.a crisis andina del siglo XVI: cam bios de m entalidad en la clitc andina», E /tu y o (1 .ima) I: 3:
21-23.
Andazábal Cayllalma, Rosaura
1993 y O rnar Rojas, Indios, tierras y caciques del Perú. Siglas X V I I - X I X . AON, Urna.
1993a Tributos, linajesy pleitos de tierras. Guayaquil, 1800-1819 , SHRA, LN M SM , Urna.
1994 Geografía de la sierra. Siglo X I X . Ju n m , SHRA, UNM SM , IJm a.
A n gu lo A ra n a , Pedro
1995 «Nietzche y la negativa de la verdad histórica», .Sueva Sintesis (Lima) 3: 117-125.
Arana Busrnniantc, Luis
1990 et al. «I j « primeras acuñaciones de oro en la coca de Lima», L'HV(Lima) 1:1-6.
1991 et al. «Legislación monetaria colonial. Ordenanzas de la casa de moneda de Lima {1755)», C H .X
(Lima) II: 9-84.
1991a et al. «1.a hornaza: taller colonial de acuñación de macuquinas», (7//V(Lima) 111: 7-77.
1992 «1.a historia según ('laude lxvi-Strauss o cómo pretender congelar una hoguera ron pensamien­
tos», Sequila» (Lima) 1: 39-50.
1993 «Historia de las mentalidades: ¿es lo último lo más progresivo?», Sequilan (Lima) 2:67-74.
1993a y Carlos I^azo, «Crecimiento económico del Perúdel siglo XVIII», Alma A/fW«(Lima) 5: 73-83.
1993b id. «I á\fielatura: fábrica colonial de confección de monedas de cordoncillo», C //V i Lima) IV: 7-
87.
1993c id. «l«a casa de la moneda de Lima fíente al proceso emancipador», <7/¿ V(Lima) V: 5-40.
I993d id. «Crecimiento económico y reforma monetaria: la casa de moneda de Potosí, 1750-1773»,
C//.V(Lima) VI: 5-109. .
1995 id. «(¿ostión privada o gestión burocrática: dos modelos para una institución a fines del siglo
X V III», Ciencia Social (Lima) 1: 135-162.
1997 «Un mito estatal inca. El agua, el inca y la m ontaña en una narración de Cicza»,.\i/<rrt Síntesis
(Urna) 5: 111-139.
Arrelueea Barrantes, Maribel
1996 «Conducta v control social colonial. Estudio de las panaderías limeñas en el siglo XVIII», 7¿1G!\
(Lima) 1996 n. 13 133-150.
Avllón Dulanto. Remando
1997 E l Tribunal de la inquinada. De la leyenda a la hisUmu, Ed. del Congreso del Pont, Lima.
Barriga Calle, Irma
1991 Aproximación a la idea de la muerte (Lima, siglo XVII). Un ensayo iconográfico, Memo. Br.
PUCP, Lima.
Bcdrcgal Ghávez, Lorenzo David
1987 1.a Escuela Profesional de Historia. Su participación en la elaboración del program a a u ric u la r y
textos de historia del Perú, Tesis Br. LíNSA, Arequipa.
B enavente Veliz, Santos O s a rio
1990 lx>s artesanos en A requipa, 1780-1800, Tesis Br. UNSA, A requipa.
1995 Influencia de la producción artesanal j> rol de los artesanos en la economía de Arequipa, 1780-1825 , UN'T
Trujillo.
Betallcluz, Betford
1992 «Fiscalidad, tierrasy m ercado: las com unidades indígenas de A requipa: 1825-1850», H enrique
U rbano (od.). Tradicióny modernidad en ios A n d e s, C BC , Cusco, 147-1(31.
B racam ente Allain.Jorge
1988 con Carlos C ontreras, «Rum i M aqui en la sierra central: docum entos inéditos de 1907», Revista
Andina (Cusco) (3: 537-554.
Bullcr V izcarra, Carlos Edm undo
1988 Peninsulares y criollos: el surgim iento de una élite comercial im portadora en Arequipa durante el
tardío siglo XYII1, M em o. Br. PUGP, Lima.
Cabanillas, Frcddy
1993 «U na inm aculada del M usco de A rte de Lima», Sequila» (lim a) 3: 67-72.
G arcclcn Rcluz. Carlos
1993 «Religión y política: del Concilio de T rrn to al gobierno de Toledo», Sequilan (lim a) 4-5: 60-65.
1994 «D octrinas y doctrineros. Sierra lim eña siglo X \ i -X VII», Xueia Síntesis (Lima) 1-2:56-66.
1995 «Poder y mestizaje en el siglo X V I. El caso de la la mi lia Am pucro»,.,\i/m / Síntesis (Lima) 3: 71-86.
1996 Las doctrinas de Chaclla, H uarochirí, siglos XY l y X V II. O rganización y desarrollo de las parro­
quias rurales en el Perú. Tesis Lie. U N M S M , Lima.
1997 «La persecución a los ju d co conversos en el siglo X V II. Ideas para un balance histoi ¡ográfico»,
..hueva Síntesis (Lima) 5: 141-157.
C hallen H uam án, Som a M nrtha
1995 Economía Vgeografía histórica. Visiten eclesiásticas, Ancash. Siglos XVll-XVJII, S H R A , U N M SM , lim a .
T. I.
D ejo Rcndc.zú,Juan M iguel
1988 «M entalidades: teoría y praxis para su aplicación a la historia del Perú», BIR.\ (Lima) 15:95-118.
1989 Aproximación al estudio de la identidad andina: «Nuev a C oronicay buen gobierno» de G uarnan
Poma de Avala. \sa voz de un yo andino frente al otro. M a n o . 13r. PU CP, lim a .
1990 «G uarnán Pom a de Avala y la lógica andina de la conciliac ión». Apuntes (lim a) 26: 77-92.
D om ínguez Faura, N icanor José
1988 «A guasy legislación en los valles de Lim a. El repartim iento de 161 7»,JHR.l (lim a) 15: 119-153.
1992 Ju an Díaz de Bclanzos: intérprete-cronista del siglo X V I. D js anos previos a la Suma y narración
de los incas, M em o. Br. PUCP, Lima.
1993 «La conform ación de la im agen del espacio-andino: geografía c historia en el Perú colonial (1530-
1820). C rónica bibliográfica», R evista A n d in a (Cusco) 21: 201-237.
1991 «Juan de Betanzos y las prim eras cartillas de cvangclización en la Lengua General del In g a (1536-
1542)», G abriela R am os (cd.), U i venida del remo, C B C , Cusco. 65-74.
Espinoza Ruiz, A ntonio
1995 Regalism o borbónico y reform a educativa: la fundación del Real C onvictorio de San C arlos de
lim a 1770. Tesis Lie. PUCP, Lima.
Estenssoro Fuchs,Juan ( ’arlos
1989 M ú sica v sociedad coloniales. IJm a 1680-1830 , Colm illo Blanco, Lim a.
1990 M úsica, discurso y poder en el regim en colonial. Tesis Mg.. PUCI* lim a . 3 tom os.
1991 «La plástica colonial y sus relaciones con la gran rebelión». Revista Andina (Cusco) 18: 415-439.
1992 «M odernism o, estática, música y fiesta: élites y cam bio de actitud frente a la cultura popular, Peni
1750-1850», H enrique U rbano (cd.), Tradición y m odernidad en las A n d e s , CBC', Cusco. 181-195.
1992a «Los bailes de los indios y el proyecto colonial», Repista A n d in a (Cusco) 20: 353-389.

123
1993 et al. «La historiografía peruana en debate»,*-\puntes (Lima) 33: 111-120.
! 994 «Descubriendo los poderes de la palabra: funciones de la prédica en la cvangelizaeión de! Peni
(siglos XV1-XV11)», G abriela Ram os (ed.), La venida del reino, GBC, Cusco. 75-10!.
1995 «La plebe ilustrada: el pueblo en las fronteras de la razón», en C harles YVaiker, Entre h retórica y la
insurgenáxi: las ideas y los nummumtos sociales en los Andes, siglo XVIII, GBC, Cusco 33-6(5.
Farfán Concita, Ever M aximiliano
1989 Fundación española de Arequipa y la reconstnicción de su prim era traza, Tesis Br. UNSA,
Arequipa.
Mores Espinoza, Javier
1991 «H echicería c idolatría en Lim a colonial (siglo XVII)», H enrique U rbano (ed.). Poder r violencia en
los Andes, C BC , Cusco, 53-74.
1993 «Confusión en los Andes», Revista Andina (Cusco) 22: 503-512.
1994 «El capitán Ju an Vásquez, indio saludador (Lima, 1710)», G abriela Ram os (ed.), I a venida del
reino, CBC, Cusco. 327-337.
Frisancho Espi noza, R uth A ntonieta M artha
1986 La visita del intendente Alvarez yjim enez. U na fuente para la historia de Arequipa, 1786-1793,
Tesis Br. UNSA, Arequipa.
Fuentes Sánchez, Sara
1995 Economía vgeografia histórica. Padrones defeligreses y rentas de ¡os curatos de lea. Siglos X VII-XVIiL SI IRA,
U N M S \L lim a . T. L
García Higueras, Gabriel
1994 «A rm an d o N ieto V elez, S.J.: su lugar en la historiografía peruana», Mueva Síntesis (Lima) 1-2:
15-35.
1995 «Filosofía y teoría de la historia en Benedetto Croce», Mueva Síntesis (Lima) 3: 126-137.
G arland Ponce, Beatriz
1992 «La cofradía, institución generadora de manifestaciones integradoras durante la colonia», Simpo­
sio sobre la evangeliiación en los siglos XIX A'Vily XVIII , Ayacucho 109-116.
1994 «I>as cofradías en Lim a d urante la colonia. U na prim era aproxim ación», G abriela Ram os (ed.),
I a venida del remo, C BC , Cài seo 199-228.
Gandolfo López de R om ana, Flavia
1991 Política e ideología en el pensam iento dejóse M aría Q uím per, M em o. Br. P U C P Lima.
G onzález del Riego Espinoza, Delfina
1993 M atrim onios y familia en el contexto de la sociedad colonial lim eña en el siglo X V I, M em o. Br.
PUCP, U rna.
1995 «Fragmentos de la \id a cotidiana a través de los procesos de divorcio. La sociedad colonial limeña
en el siglo X V I», Histórica (Lima) X IX : 2: 197-217.
H uam á n Asillo, Luis Daniel
1985 Historia v función cultural de la Biblioteca Pública M unicipal de A requipa, Tesis Br. UNSA,
Arequipa.
1988 A requipa y las rebeliones de 1780, Tesis lie . UNSA, Arequipa.
1990 «La batalla de O rcopam pa en la rebelión d c T liu p a A n iaru » , Coloquios de Historia (A requipa)
1:34-37.
L aura O hauca, Sonia
1988 Paucarpata y su historia, TesisBr. UNSA, Arequipa.
León G óm ez, M iguel Angel
1990 «Protesta en el callejón d e Conchucos: Un poem a inédito de B ernardino de M ontoya de princi­
pios del siglo X V II», Allpanchis (Cusco) 35/36: 661-700.
1990a «El testam ento del licenciado Diego Alvarez», Historia y Cultura (Lima) 20: 319-350.
1994 «El sínodo de Piscobaniba en la historia de la cvangelizaeión del Callejón de Conchucos», en:
Francisco Pini Rodolfi et al. Presencia de Santo Toribiu Alfonso de Xlugrovejo en el Callejón de Conchucos,
Prelatura de H uari, fittaci.

124
Lozano Yalico, Javier
1ÍKJ3 «Ñolas sobro la revisión de unas apostillas: R aúl Porras, Pi/.arro y A taln ialp a» , Sequilan (Lima)
4-5: 56-59.
199o «liases jurídicas del dom inio español en las Indias, las bulas alejandrinas de 1493 v el roqueri-
m iento de 15 13».. Y;uto Síntesis (Lima) 3: 122-32.
Lostaunau M oscol. Augusto
199 I «hl m ovim iento obrero a principios de siglo». Ensayo (Lima' 3: 24-26.
1992 «La cofradía de Sania Ana en lam a, l.'n elem ento de d om inat ion económ ico-ideológica en la
colonia». Ensayo iJam a) 6: 28-34.
Luna O bregón.Julio
1993 «L1 bandolerismo (1840-44)»,Julio lam a el al., Urna siglo XIX. Historia. Monomio, sociedad, I á\M uralla
Ld., Jam a 113-124.
1991 «R ctroventade esclavos en Lima, 1800». Sequdeio (Lima; 7: 33- 39.
L uí| uc Etique,Juvenal
1906 con Ixo n o r López v Raúl Alcalá, Arbitrios técnicosde ¡a mineríacolonial(Perú: 1700-1820), U N M S M /
C IH ES.U im a.
1991 «Pasco: fugaz vida de una eeea republicana i 1843-1857'. 6 /7 Y(I,Íma’' 111: 79-100.
1992 Ridueciones salariales de ía buroeraeia limeña (1600 /081), 1 N M S .M . Lima.
1993 leen »looia del barril amalgamado! de Rom en el Perú (siglo .VI 'III). U N M SM . I ,ima.
1993a Introducción a l estudio de la inversión extranjera minera en el Perú. U N M SM , Lima.
19931) Introducción <destudio de la investigación minera en el Perú. U N M SM . Lima.
1993c «LI archivo histórico de la antigua F'scucla de Ingenieros de Lima. Antecedentes», Sequilan (lama)
3: 93-99.
1993d «L1 personal administrativo de la casa de m oneda de Arequipa en 1840», 6//.V(Linia)Y’: 79-108.
1993c E l precio tributario del aro colonial. I.ima 1600-1821 . U N M SM , Lima.
M aldonado Félix. H éctor
1992 «19 problem a del conocim iento histórico en Vico». Sequi/ao (Lima) 1: 32-38.
1993 «Un inédito colonial: la Práctica de ensayar (1646) de Francisco de Villegas», <57/.V (Lim a) Y:
61-78.
1994 «L1 juzgado general de la ca ja de censos: u n a institución fin an ciera co lo n ial» , Sequilan (Lim a)
7: 41-55.
M álaga Núncz Zeballos, Alejandro
1994a «Erección de la catedral de Arequipa», 72,LLi (Arequipa) n. 1 103-1 19.
1994b Archivo Arzobispal de Arequipa, (luía, U NSA. Arequipa.
M arconc Flores, M ario Gabriel
1990 Inm igración espontánea europea e ideología civilista m el Perú del siglo X IX , M em o. Br. PUCP,
Lima.
1990a «El Perú y la inm igración europea en la segunda m itad del siglo X IX », Histórica (Lim a) X V I:
63-88.
M arín Lim achi, R uth Victoria
1990 Estudio m onográfico de) distrito de C oalaque, provincia de G eneral Sánchez C erro. Tesis Br.
UNSA, Arequipa.
M artínez Cáccrcs, M aría de los M ilagros
1988 San Francisco de Cumbicus: problem as agrarios en un com ún de indios de la sierra de Piura
(1645-1720), M emo. Br. PUCP. Lima.
1988a «U n co m e n ta rio sobre el corpus docu m en tal establecido p ara el estudio de A vabaca,
H uancabam ba, Cumbicus y Frías durante los siglos X V II y X V III», lilH-i (Lima) 15: 265-271.
1993 «19 m undo allende los mares: mitos y fábulas trasplantadas a A m erica. Siglos XV’ y X V I»,
Historiay Cultura (Lima) 22.

125
M a rtín e z (irim n ld o , F edora
191)3 « L a reco n stitu ció n d e la p o b la c ió n y el uso de a lg u n o s d o c u m e n to s v ir r e i n a le s » , Sequilan (L im a )
2: 40-34.
M a te o s F e rn á n d e z -M a q u e ira . B eatriz S a ra
1987 U n m o d e lo d e co n v ersió n fran c isca n a : las m isio n e s d e l P a n g n a (siglos X V I1 -X V U I), M e m o . Br.
P U C P , L im a.
1 991 « U n m o d e lo d e co n v ersió n fran c isca n a : las m isiones d el P a n g o a (siglos X V II- X V I II) » ,.l/^ o m < v
Peruana (U rn a ) 20.
1992 « Ju an S a n to s A ta lm a lp a. U n m o v im ie n to m ilc n a ris ta e n la selva», Am azonia Ih n a u a (L im a) 2 2 .
M ejía C a rrillo . Y olanda
1 9 93 « P a n a d e ría s co lo n iales del siglo X V III» , ScquilufUlÁm n) 4-5; 6 6 -7 0 .
M e n d ie ta O c a m p o , líd e r
1990 Hospitales de Lima colonial, siglos A*I7/A7A\ SHRA, UNMSM, Lima.
M in c b in L cin c, Susie
1 9 93 Ua vid a d e u n converso en la L im a d e p rin c ip io s del siglo X V II: M a n u e l B au tista P érez, m e rc a d e r
do esclavos. M em o . Br. P U C P Lim a.
M o ra le s C a s tro , M a r ía L uisa
1990 J a m e s O rto n : viajero d e la e m a n c ip a c ió n . M e m o . Br. P U C P , I .im a.
M o re n o M a to s , J o rg e
1993 « N o ta s p a r a u n a n u ev a c o n c c p tu a liz a c ió n de la h isto ria d e l d c r c c h o p m i a n o » , Seqnilao (L im a )
2: 33-39.
N ú ñ e z N ú ñ e z , M a ría E u g e n ia
19 91 G o lá n , a n tig u o p u e rto d e p e sc a d o re s co lo n ia les, M e m o . B r. P U C P , L im a.
O la c c h c a , S o le d a d
1993 La d irig e n c ia d e l P a rtid o C ivil: a p ro x im a c ió n h a c ia u n a m e n ta lid a d m o d e r n a , T esis Br. P U C P ,
U n ta .
O r r e g o P e n a g o s ju a n Luis
1988 «L us p rim e ro s a ñ o s d e l P erú re p u b lic a n o » . B / í t i ( li m a ) 15: 17 9 -1 9 7 .
1988a « ¿ U n a n u e v a visión d el T a h u a n tin s u y u ? » , Pasadoy Pre«w/e (L im a) 1: 105 -1 0 7 .
1989 D o m in g o E lias y e l C lu b P rogresista: los civiles y e l p o d e r h a c ia 1850, M e m o . Br. P U C P , L im a.
1989a « R c lx iio n c s co lo n iales: re c u e n to h isto rio g ráfico » . Pasado y Presente (L im a) 2 -3 : 177 -1 8 2 .
1990 « D o m in g o E lias y el C lu b P ro g re sista : los civiles y e l p o d e r h a c i a 1 8 5 0 » , H is tó ric a (L im a )
X V I: 3 1 7 -3 5 3 .
19 9 4 « Ilu sio n e s lilx ra lc s , civiles y élites e n el P e rú d e l siglo X IX » , Histórica (L im a) X V I I I : 2: 167-178.
P a c h a ri R o m e ro , R u b é n D a río
1990 « L a eonirovx'rsia d e l P acífico sur: 1 8 8 0 -1 9 2 9 » , Coloqtñas de H istoria (A req u ip a) 1 :6 3 -6 6 .
1993 « S o c ie d a d , co fra d ía s y p ro cesio n es» , J u lio L u n a c t al. op cit. 1 2 5 -139.
P alacio s M e B rid e , M a r ía L uisa
1989 U n e m p re s a rio p e ru a n o del siglo X I X : M a n u e l A ig u m a n b ., M e m o . Br. P U C P , I .¡m a.
P a tru c c o K ú ñ c z -G a rv a lln , S a n d ro
1995 « C a b e llo d e V a lb o a y la M is c e lá n e a A n ta rtic a » , Nueva Síntesis (L im a) 3: 3 3 -4 0 .
P o rto c a rrc ro G ra d o s , R ic a rd o
1994 « C ró n ic a b ib lio g rá fic a .Jó s e C a rlo s M a riá te g u i v su E d a d d e P ie d ra ( 19 3 0 - 19 9 3 )» , Revista Andina
(C usco) 23: 2 1 7 -2 5 3 .
1994a « A p ro x im a c io n e s p a r a el estu d io d e l jo v e n M a riá te g u i: lo s c s c r ilo s ju v c n ile s » , Atárgenes (L im a )
12: 173-203.
P r a d o V a rg a s-M a c h u c a , Inés
1993 « L a m u je r lim e ñ a » ,J u lio L u n a c t al. op. cit. 9 0 -1 1 2 .
R a m ó n J o fr e , G a b rie l
1993 « E v o lu c ió n u rb a n a » , J u lio L u n a c t a l. op c it 15-50.

126
1994 « L a m u r a l l a y lo s c a l le jo n e s . E v o l u c ió n u r b a n a d e 1 j m a » , .N u eva Sintesis (L im a ) 1-2 : 1 2 4 - 1 4 1 .
19 9 4 a « C h a s q u é e o s c o lo n ia le s (s. X V I - X V I I ) » , Sequilao (L im a ) 6: 1 7 -3 9 .
1997 « C o n la p a t r i a e n la s p a r e d e s : la r c g u l a r i z a c i ó n d e l a n o m e n c l a t u r a u r b a n a d e L i m a ( 1 8 6 1 ) » ,
Contracom ente (L im a ) n . 1 8 5 - 1 0 4 .
R i z o P a t r ó n B o y la n , P a u l
1989 F a m ilia , m a t r i m o n i o v d o t e e n la n o b l e z a d e L i m a : lo s d e la P u e n t e . 1 7 0 0 - 1 8 5 0 , M e m o . B r.
P U C P , L im a .
19 8 9 a « l^ a f a m ilia n o b l e e n l a L i m a b o r b ó n i c a : p a t r o n e s m a t r i m o n i a l e s y d ó t a l e s » , B I R A ( L i m a )
16: 2 6 3 -3 0 2 .
1990 « l^ a n o b l e z a e n L i m a e n tie m p o s d e lo s B o r b o n e s » , B o le tín del In s titu to Francés de Estu d io s A n d in o s
( I J m a ) X I X : 1: 1 2 9 -1 6 3 .

R o d ríg u e z R o d ríg u e z , C a r m e n E liz a b c th


1987 D ia g n ó s t i c o h is tó r ic o d e la a g r i c u l t u r a d e rie g o : M o q u e g u a , T e s is B r. U N S A , A r e q u ip a .

R o d r í g u e z S a la s , J u s t o G e r m á n
1987 D o c u m e n t o , a r c h i v o c in v e s t ig a c ió n , T e s is B r. U N S A , A r e q u i p a .

R o ja s H e r r e r a , O r n a r
1994 H a to s y tierras de B n rg a y Q u ito . Siglo X V I I I y S H R A , U N M S M , L i m a .

R o sas L a u ro , C la u d ia
1996 L a i m a g e n d e l a r e v o l u c i ó n f r a n c e s a e n I J m a c o lo n ia l. T e s is L ie . P U C P , L i m a .
S a l a z a r C a s tillo , D a n t e
1992 « E s c la v o s c i n d í g e n a s a in ic io s d e l a c o l o n i a » , En sa yo (L a m a ) 6 : 2 3 - 2 7 .
S a lin a s , A l e j a n d r o
1993 « D o c u m e n t o s s o b r e S a n L u i s d e M a c a t c (s ig lo X I X ) » , Sequilan ( I J m a ) 4 - 5 : 1 0 2 -1 0 7 .
1994 y M a r í a B e l é n S o r i a , Tie rra s y estancias de C h ile colon ial (siglo X V I I I ) , S H R A , - U N M S M , U r n a .
1994a y M ig u e ! P in t o , Geografía de la sierra. Siglo X I X . A n c u s h , S H R A , U N M S M , L i m a .

S á n c h c z - C o n c h a B a r r io s , R a f a e l
1989 'F re s e x p e d i c i o n e s d e s c u b r i d o r a s a lo s A n d e s o r i e n t a l e s , M e m o . B r. P U C P , L im a .
1990 «1-as e x p e d i c i o n e s d e s c u b r i d o r a s : l a e n t r a d a a l p a ís d e A m b a y a (1 5 3 8 ) » , B I R A ( U r n a ) 17: 3 4 7 -
372.
1995 «I^a h is t o r i a d e l d e r e c h o e n el P e rú : p e r s p e c tiv a s d e m e d i o s ig lo ( 1 9 5 0 - 1 9 9 3 ) » , H is tó ric a ( l i m a )
X IX : 2: 3 1 9 -3 3 4 .
S c h a a f G a n d o lfo , A d ria n a
1989 1.a te s is l a s c a s i a n a d e la r e s titu c ió n , M e m o . Br. P U C P , U r n a .

S c i n e r L i z á r r a g a , L i z a r d o A lf r e d o
1989 M o v i m i e n t o s s o c ia le s e n T a c n a a c o m i e n z o s d e l s ig lo X I X . U n e s t u d i o c o m p a r a t i v o , M e m o . B r.
P U C P , L im a .
1989a « P r o d u c c i ó n a g r íc o la y c o m e r c i o i n t c r z o n a l . E l p a r t i d o d e A r i c a e n el p e r í o d o c o lo n ia l t a r d í o
(1 7 9 0 - 1 8 1 4 ) » , B U L 1 (L im a ) 16: 1 3 5 -1 4 8 .
19 8 9 b « E c o n o m í a , s o c ie d a d v p o l í t i c a e n u n a c o y u n t u r a r e b e ld e : 'F a e n a , 1 8 1 1 - 1 8 1 3 » , Pasado y Presente
(L im a ) 2 -3 : 8 5 - 9 9 .

T ic o n a C a y r a ,J u a n W a ltc r
1987 L a e s c la v itu d e n A r e q u i p a , 1 8 1 6 - 1 8 2 5 , T e s is Br. U N S A , A r e q u i p a .

T r a z c g n ic s T h o r n e , N a th a lic A n n e d e
1993 L a i n m i g r a c i ó n p o lin c s ic a e n e l P e rú . 1 8 6 2 - 1 8 6 4 , M e m o . B r. P U C P , L i m a .

V e rg a ra O r m e ñ o , T e re s a C a r o lin a
1990 L a in s e r c i ó n d e lo s p u e b l o s d e in d io s e n e l s is te m a c o lo n ia l. I^as r e d u c c i o n e s . M e m o . B r. P U C P ,
U rn a .
1990a « l^ a c o n s o l i d a c i ó n d e l d o m i n i o c o l o n i a l s o b r e la p o b l a c i ó n i n d í g e n a : la s r e d u c c i o n e s » , B I R . i
(L im a ) 1 7 : 3 1 1 - 3 2 4 .

127
1991 «La rvangrlizarión y el arte. A propósito de las trinidades del Museo». Boletín delMusen deArh>de.
Unía (Lima! 142: 2-3.
1992 «l.os curacas de Huaroehirí [ 1750-1830)». Huainchiri oeho mil años de historia. Municipalidad de
Santa Kulaha de Acopara. Santa Eulalia. 1; 95-120.
1995 Hombres, tierras r productos. U>s valles comarcanos de I-ima (1532-1650), Instituto Riva Agüero,
Cuadernos de investigación. 2, Lima.
1997 «Migración y trabajo femenino a principios del siglo XVII: el caso de las indias en Lima»,
Histórica (Lima) XXI: 1: 135-157.

Siglas usadas:

AON Archiv o General de la Nación del Perú.


BIKA Boletín del Instituto Riva Agüero, PLCP, Lima.
CBC Centro de Estudios Regionales Andinos Bartolomé de las Casas, Cusco.
CHN Cuadernos de Historia. Ynmismática, BCR, Lima.
PUCP Pontificia Universidad Católica del Perú. Lima.
RAAA Revista delArehiro Arzobispal deArequipa* Arequipa
RAGK Revista del Archiva General de la .\ncmt, IJ nía.
SHRA Scminano de Historia Rut a! Andina, UNMSM, Lima.
L'NKV Universidad Nacional Federico Yillarreal, Lima.
UNMSM Universidad Nacional Mayor de San Mareos, lama.
UNSA Universidad Nacional de San Agustín. Arequipa.
UNT Universidad National dcTrujillo. Tmjillo.

128
diálogos, N°l, 1999

El Discurso Histórico
ante la Crisis de la Política

A ugusto R u iz Z evallos
UN1-V
«E s demasiado cómodo, en verdad demasiado cómodo, separar ¡as alnas
del miele, lo de la Jrisloña que las ha generado r de aq ue lla que ellas han
canil ¡huido lam in en, p o r idas indirectas, a general; p a ra colocarse en una
especie de status n a lu re incorruplae. en un estado de perpetua inocencia, no
m anchado p o r e l fango de la historia»
Norbcrto Bobino

L a c risis d e la p o lític a e s e l s ín to m a m á s e x t e n d i d o d e la c risis d e la m o d e r n i d a d y


e s tin o d e lo s p r i n c i p a l e s o b s tá c u lo s p a r a l a c o n s o lid a c ió n d e la d e m o c r a c i a y el
d e s a r r o l l o d e n u e s tr o p a ís . N o se t r a t a s i m p le m e n te d e la o b s o le s c e n c ia d e lo s p a r t i ­
d o s lla m a d o s tr a d ic io n a le s . S e t r a t a d e u n f e n ó m e n o m a y o r. L o s c i u d a d a n o s n o c o n ­
fia n e n lo s g r a n d e s d is c u rs o s , lo s e l e m e n t o s p o lític o s e n su m a y o r ía se r e c lu y e n e n la
e s fe r a lo c a l -sin a t i n a r a f o r m a r n u e v o s p a r t i d o s - y lo s in te le c tu a le s n o s a le n d e su
d e s c o n c ie r to ; p a r a b ie n o p a r a m a l y a n o e s tá n o r i e n t a n d o n i n g ú n p r o y e c to n a c io n a l.
L a crisis d e la p o lític a ta m b i é n h a o r i g in a d o la c risis d e l d is c u rs o h is tó r ic o a c a d é m ic o,
e n la m e d id a e n q u e d e j a sin p iso , sin u n a r a z ó n c la r a d e ser, a e s te d is c u r s o . L a crisis
d e la p o lític a tiñ e p u e s d e i n c e r t i d u m b r e n u e s t r a é p o c a .
A n t e e s t a r e a l i d a d h a s u r g i d o e n lo s ú l t i m o s a ñ o s el p l a n t e a m i e n t o d e la
R e f u n d a c ió n d e la P o lític a . U n a r e f u n d a c i ó n d e la p o lític a s ig n if ic a r ía q u e lo s p e r u a ­
n o s v u e lv a n a c o n f ia r e n q u e es p o s ib le l u c h a r m a n c o m u n a d a m e m e p o r el d e s a r r o ­
llo , la r e d u c c ió n d e la s d e s ig u a ld a d e s so c ia le s , el b i e n e s ta r d e la s fa m ilia s , la j u s t i c i a
so c ia l, u n p a ís m á s d e m o c r á tic o ; lo q u e p a s a p r e v ia m e n te p o r la g e s ta c ió n d e n u e v a s
e n t i d a d e s p o lític a s n a c io n a le s . E s to s e r á im p o s ib le d e c o n s e g u ir si lo s n u e v o s p o lític o s
n o d i s p o n e n d e e l a b o r a c i o n e s id e o ló g ic a s y d e u n b u e n a r g u m e n t o p a r a p r e s e n t a r a l
p a ís .
P e r o ta l e s fu e r z o n o d e p e n d e s o l a m e n te d e lo s p o lític o s: d e m a n d a e l c o n c u r s o d e
t o d a s la s d is c ip lin a s s o c ia le s, i n c lu id a la h is to r ia .

H is to r ia y N u e v a P o lític a

E s ta m o s p a r t i e n d o , p u e s , d o u n a p r e m i s a b o y v e n id a a m e n o s p e r o n o p o r e llo
e q u iv o c a d a : e l r o l d e l h i s t o r i a d o r n o d e b e e s t a r a l m a r g e n d e lo s p r o y e c to s d e o r g a n i ­
z a c ió n d e la s o c ie d a d , lo c u a l in c lu y e - p e r o v a m á s a llá d e - lo s a p o r t e s a is la d o s q u e él
p u e d a o f r e c e r a m in is te r io s , m u s e o s , m e d io s d e c o m u n ic a c ió n , e t c é t e r a . N o s r e f e r i­
m o s (y n o s d irig im o s ) a l h i s t o r i a d o r q u e t i e n e p a s ió n p o r s u p a ís y n o s ó lo p o r s u
d is c ip lin a .

129
C o m o es b i e n s a b id o , e x is te u n a l a r g a t r a d i c i ó n q u e s u s t e n t a e s t a p r e m i s a . T r a s
la s in v e s tig a c io n e s d e g r a n d e s fig u ra s d e la h i s t o r i o g r a f í a p e r u a n a , h a e x is tid o u n a
m i r a d a p r e v i a a lo s p r o b l e m a s d e l p r e s e n t e . M u c h a s d e la s i n v e s ti g a c io n e s d e la s
ú l t i m a s d é c a d a s , s o b r e t o d o a q u e l l a s q u e e s t u v ie r o n b a j o la i n f lu e n c i a d e l m a r x i s m o ,
f u e r o n r e a l i z a d a s p o r h o m b r e s y m u je r e s c o h e r e n t e s c o n u n p a r a d i g m a i n t e r p r e t a t i v o
d e la h i s t o r i a h u m a n a , d e la r e a l i d a d m u n d i a l y d e la r e a l i d a d p e r u a n a . E s a s in v e s ti­
g a c i o n e s s o n e j e m p l a r e s f u n d a m e n t a l m e n t e p o r q u e p a r t í a n d e u n a t o m a d e p o s ic ió n
a n t e lo s d e s a fío s d e s u p r e s e n t e y p o r q u e s e r v ía n p a r a r e f r e n d a r o e n r i q u e c e r p r o y e c ­
t o s n a c i o n a l e s . L a c r í t ic a q u e r e a l i z a b a n lo s h i s t o r i a d o r e s f o r m a b a p a r t e d e u n a r e a ­
l i d a d m a y o r, a s a b e r, la e x is te n c ia d e d i s t i n t a s v is io n e s d e lo q u e e s y d e b e r í a s e r el
P erú .
L a h i s t o r i o g r a f í a d e lo s a ñ o s q u e v a n d e lo s s e s e n t a s a lo s o c h e n t a s tu v o u n a
b r ú ju la . E n c a m b io , e n la a c tu a lid a d , el p a n o r a m a es rn á s c o n fu s o . P r e d o m in a n
p o s t u r a s a la s q u e p o d e m o s l l a m a r i n d if e r e n te s , q u e c o n s i d e r a n q u e s ó lo h a y q u e
i n v e s ti g a r p a r a c o n o c e r m e j o r n u e s t r o p a s a d o y q u e y a n o e s p o s ib le ni d e s e a b l e
d i s p o n e r d e u n a o r i e n t a c i ó n m á s a llá ríe la a c a d é m i c a . S e in v e s tig a p a r a l l e n a r u n
v a c í o e n el c o n o c i m i e n t o s in u n a m o t i v a c i ó n p r e s e n t e . S e t r a t a d e u n a a c t i t u d d e
c o m p l i c i d a d c o n la n o s o lu c ió n d e lo s p r o b l e m a s n a c i o n a l e s . O t r o s p r e f i e r e n s e g u ir
a n c l a d o s e n lo s e s q u e m a s t r a d i c i o n a l e s a b o r d a n d o p e r s p e c ti v a s d e in v e s tig a c ió n q u e
a n t e s al m e n o s t e n í a n s e n tid o p o r q u e e s t a b a n a l s e r v ic io d e c i e r t o s p r o y e c t o s s it u a d o s
e n la r e a lid a d : e n lo s m o v i m i e n t o s s o c ia le s h o y d e s i n t e g r a d o s y e n la s e x p r e s io n e s
p o l ític a s q u e lo s r e p r e s e n t a b a n (los p a r t i d o s d e la i z q u i e r d a t r a d i c i o n a l ) .
D i c h o d e o tr o m o d o , p o r u n l a d o h a y q u i e n e s r e p r o d u c e n u n d i s c u r s o h is tó r ic o
q u e y a n o p u e d e e s t a r al s e n a r i o d e c ie r t o s p r o y e c t o s n a c i o n a l e s , p u e s t o q u e e s to s
p r o y e c to s m a t e r i a l m e n t e h a n d e j a d o d e e x is tir. Y p o r o t r o l a d o , h a y q u i e n e s in v e s ti­
g a n , p l a n t e a n te m á t i c a s y d e s a r r o l l a n p e r s p e c ti v a s a l m a r g e n d e c u a l q u i e r m o t i v a ­
c i ó n a c t u a l . H a c e n h i s t o r i a p o r la h i s t o r i a m i s m a , n o p o r u n a d e l i b e r a d a o p c i ó n
te ó ric a . E n r e a l i d a d f o r m a n ( j a r t e d e u n f e n ó m e n o m a y o r : la i n d i f e r e n c i a d e la s
m a s a s . D e h e c h o s o n la e x p r e s i ó n d e u n a r e a l i d a d s u b j e t i v a p o s m o d e r n a s in s e r
p o s m o d e r n i s la s .
E n la s E s c u e la s d e H i s t o r i a d e la s u n i v e r s i d a d e s p e r u a n a s la s t e o r i z a c i o n e s d e l
( ta s a d o t i e n e n to d a v ía c i e r t a g r a v i t a c i ó n , a u n q u e h a y u n f r a n c o p r e d o m i n i o d e la
in d i f e r e n c i a a n t e lo s a c t u a l e s d e s a fío s . E n a m b o s c a s o s el d i s c u r s o h i s t ó r i c o c a r e c e d e
d i r e c c i o n a l i d a d . P o r e llo h a b l a m o s d e u n a c risis d e l d i s c u r s o h i s t ó r i c o a c a d é m i c o .
P e r o e n t r e u n a s y o tr o s p u e d e a b r i r s e c a m p o u n a c o r r i e n t e q u e t i e n d a a l a c o n f i g u r a ­
c ió n d e u n a n u e v a o r i e n t a c i ó n . L o q u e im p lic a r e c o g e r lo s a p o r t e s d e a m b a s p o s t u r a s
y s o b r e t o d o t e n e r e n c la r o q u e y a n o e s p r o d u c t i v o h a c e r h i s t o r i a a l s e rv ic io , m u c h a s
v e c e s in o c e n t e , d e p r o y e c to s q u e c o r r e s p o n d i e r o n a o t r a e t a p a , s in o m á s b i e n , h a c e r
h i s t o r i a p a r t í a y u d a r a c o n s t r u i r u n n u e v o p r o y e c t o ( ta r a el p a ís .
C o n s t r u i r u n n u e v o p r o y e c t o p a r a el (ja is - u n o b je t i v o q u e n o p u e d e s e r e x c lu s iv o
d e lo s h is to r i a d o r e s - s e r ía u n a t a r e a a d e m á s s u m a m e n t e c o m p l e j a , p u e s m i e n t r a s q u e
e n el ( ta s a d o r e c ie n te la m a y o r í a d e c ie n tíf ic o s s o c ia le s i n v e s tig a r o n s o l a m e n te p a r a
a p u n ta la r u n p r o y e c t o - p o r e j e m p l o , el p r o y e c t o d e l a i z q u i e r d a t r a d i c i o n a l e n su s
m ú l t i p le s r o s tr o s , c u y a s m a t r ic e s p r o v e n í a n d e lo s a ñ o s 2 0 ’-, e n n u e s t r o s d ía s , a las
( t u e r t a s d e l s ig lo X X I , h a y q u e i n v e s ti g a r p a r a m a r ( r e f n n d a r ) el p r o y e c t o m o d e r n o .
L ili p r o y e c to m o d e r n o , p o r c i e r t o , r a d i c a l m e n t e d e m o c r á t i c o , q u e v e a a la l i b e r ta d
c o m o s u e s tr e lla p o la r . U n a n u e v a p o lític a .
L a i m p o r t a n c i a d e l d is c u r s o h is tó r ic o p a r a u n a n u e v a p o l í t i c a se v is u a liz a m e j o r si
a n a l i z a m o s la e x p e r i e n c i a d e f in a le s d e la d é c a d a d e lo s o c h e n t a s . S u e le i n t e r p r e t a r s e ,
a c e r t a d a m e n t e , la d e s a p a r ic ió n d e la s i z q u i e r d a s c o m o r e s u l t a d o d e : 1) la c risis e c o -

130
n ó m i e a ; 2) l a n u e v a c o m p l e j i d a d s o c ia l y la d i f u m i n a c i ó n d e la s i d e n t i d a d e s s o c ia le s ;
3) e l d i v i s i o n i s m o d e s u s l íd e r e s ; 4) e l d e s e n c u e n t r o c o n n u e v o s a c t o r e s s o c i a l e s c o r n o
p e q u e ñ o s e m p r e s a r i o s e i n f o r m a l e s ; 5) l a p r e s e n c i a d e l a s u b v e r s i ó n q u e c o n t r i b u y ó a
d e s p r e s t i g i a r e l s o c i a l is m o ; y 6) e l d e r r u m b e d e la s s o c i e d a d e s d e E u r o p a d e l E s te .
U n a s e rie d e f a c to re s q u e h a n e s ta d o p r e s e n te s , c o n d is tin ta in te n s id a d , e n o tr o s
p a í s e s d o n d e , s in e m b a r g o , l a i z q u i e r d a m a d u r ó a t i e m p o , h o y m a n t i e n e u n a i n f l u e n ­
c ia im p o r ta n te y s u s c u a d r o s y m ilita n te s n o e s tá n , c o m o e n n u e s tr o p a ís , e n la in a c ­
t i v i d a d (o e n e l o t r o b a n d o ) .

L o s i n t e l e c t u a l e s d e i z q u i e r d a e n e l P e r ú , e s p e c i a l m e n t e s u s h i s t o r i a d o r e s ,- c r i t i c a ­
r o n f á c ilm e n te a e s o s d ir ig e n te s a c o m o d a tic io s , q u e n o a v iz o r a b a n e l h o r iz o n te u tó p i­
c o n i e s ta b a n a la a ltu r a d e l r e v o lu c io n a ris m o y la c r e a tiv id a d . N o s o tr o s m ism o s
h e m o s d i c h o a l c o m e n z a r q u e la c r is is d e l a p o l í t i c a a r r a s t r ó a l d i s c u r s o h i s t ó r i c o .
P e r o h a s t a a h o r a n o n o s h e m o s c u e s t i o n a d o p o r la r e s p o n s a b i l i d a d d e e s e d i s c u r s o e n
e l f r a c a s o p o l í t i c o d e la s i z q u i e r d a s e n u n m o m e n t o e n q u e e l p a í s d e m a n d a b a d e s u
m ad u rez.

H a b r í a q u e t o m a r e n c u e n t a la s p a l a b r a s d e N o r b e r t o B o b b i o q u e e n c a b e z a n .
e s ta in tro d u c c ió n y h a c e r n o s a lg u n a s p r e g u n ta s . P o r e je m p lo : ¿ c ó m o j u z g a r a e so s
líd e re s p o lític o s p o r n o p r e s ta r a te n c ió n a l f e n ó m e n o d e la in f o rm a lid a d y la p e q u e ñ a
e m p r e s a , s in j u z g a r a l m i s m o t i e m p o a lo s h i s t o r i a d o r e s q u e s e g u í a n d e s c u b r i e n d o a l
h o m b r e a n d in o (a n tio c c id e n ta l y a n tim o d e rn o ), m ie n tra s q u e el h o m b r e a n d in o c o n ­
q u i s t a b a la m o d e r n i d a d ? . ¿ C o m o c r i t i c a r a lo s p o l í t i c o s q u e e m p u j a r o n a l p a í s a l
a is la m ie n to in te r n a c io n a l s in m e n c io n a r q u e la c o n íir m a c ió n a c a d é m ic a p a r a e s ta
c o n d u c t a p o d í a n e n c o n t r a r l a e n la s l e c t u r a s d e l p a s a d o ? . D e b e m o s p r e g u n t a r n o s si
el d is c u rs o h is tó ric o d e c o n fro n ta c ió n , r o m á n tic o y a n tir re f o r m is ta , a c a s o n o c o la b o ­
r ó p a r a q u e lo s l í d e r e s y s o b r e t o d o l a m i l i t a n c i a i z q u i e r d i s t a s e e s t a n c a r a n e n u n
u t o p i s m o v e r b a l s in s a l id a s r e a l i s t a s q u e o f r e c e r a l p a í s . H o y e n d í a p o d e m o s s a b e r
q u e lo s l í d e r e s d e i z q u i e r d a , a u n q u e q u i s i e r a n d a r u n p a s o d e c i s i v o h a c i a e l r e a l i s m o ,
la m a d u r e z y la e fic ie n c ia p o lític a , te n ía n q u e s a tis fa c e r c o n r e tó r ic a y p a r a f e r n a l i a el
r a d ic a lis m o d e u n b u e n s e c to r d e la m ilita n c ia ju v e n il, e l c u a l e n c o n t r a b a e s tím u lo e n
e l d i s c u r s o h i s t ó r i c o d o m i n a n t e e n lo s o c h e n t a . E l m i t o , c o n s t r u i d o e n 1 9 9 1 , s e g ú n e l
c u a l « l a c r e c i e n t e s e p a r a c i ó n e n t r e e l q u e h a c e r [ d e lo s i n t e l e c t u a l e s ] y l a m i í i t a c i a
p o l í t i c a p r á c t i c a h a t e n i d o c o s to s n e g a t i v o s p a r a l a i z q u i e r d a » ', e s s o l a m e n t e e s o : u n
m i t o . A u n q u e e s v e r d a d q u e a l g u n o s a u t o r e s - e s p e c i a l m e n t e s o c i ó lo g o s - r e a l i z a r o n
u n a te m p r a n a c r ític a a la p o s tu r a ra d ic a l, h o y re s u lta u r g e n te f o m e n ta r u n a to m a d e
c o n c ie n c ia d e e s to s h e c h o s y e x tr a e r le c c io n e s p a r a lo g r a r c o n s tr u ir u n d is c u rs o h is tó ­
r ic o q u e p u e d a in f lu ir p o s itiv a m e n te s o b r e la p o lític a .

H a y q u e p r e c is a r q u e n o se i n t e n t a c u e s tio n a r la c a lid a d a c a d é m ic a d e o tro s


c i e n t í f ic o s s o c i a l e s , a l g u n o s d e e llo s c o n t a n g r a n d e s m é r i t o s . C o m o a c a d é m i c o s y
c o m o p e r s o n a s q u e se c o m p r o m e t i e r o n c o n u n p r o y e c t o d e p a í s , e s o s i n v e s ti g a d o r e s ,
q u i é r a n l o o n o , s o n n u e s t r o te s o r o . L o q u e s e i n t e n t a c u e s t i o n a r s o n lo s s u p u e s t o s
i d e o l ó g i c o s y p o l í t i c o s q u é lo s i n s p i r a n y a lo s q u e a l i m e n t a n . F i n a l m e n t e m i i n t e r v e n ­
c ió n n o es s ó lo c o m o h is to r ia d o r . E s b á s ic a m e n te a títu lo d e u n c iu d a d a n o q u e q u ie r e
p e n s a r la r e a lid a d p e r u a n a y n u e s tro d e s tin o c o le c tiv o , y c o m o ta l p u e d o p e r c ib ir al
i g u a l q u e m u c h o s p r o f e s i o n a l e s q u e e l m o d e l o n e o l i b e r a l y lo s v ie j o s p r o y e c t o s s o n
i n e f i c a c e s p a r a r e s o l v e r lo s p r o b l e m a s u r g e n t e s d e l p a ís . P o r e l l o e s t a m o s c o n a q u e l l o s
q u e v e n n e c e s a r io u n n u e v o p ro y e c to q u e re fu n d e la p o lític a y c r e o q u e e n e s ta e m ­
p r e s a p u e d e a y u d a r e l d is e ñ o y d ifu s ió n d e u n n u e v o d is c u rs o h is tó ric o .

131
El D isc u r so H istórico

M i im p re s ió n es q u e e s ta t a r e a h a c o m e n z a d o y e s tá s ie n d o d e s p le g a d a p o r in ­
v e s tig a d o re s q u e n o lo m a n ifie s ta n , n i e s tá n m o tiv a d o s p o r la n e c e s id a d d e c o n tr ib u ir
a la c o n s titu c ió n d e u n n u e v o p ro y e c to d e p a ís (u n N uevo P acto N acional), a u n ­
q u e n o s o n o p u e s to s a e s ta id e a ; p o r in v e s tig a d o r e s q u e in c lu s o p u e d e n r o z a r la
in d ife re n c ia y a u to c o n íin a r s e e n u n e s c ru p u lo s o t r a b a jo e n los a rc h iv o s, p e r o q u e e n
c o n ju n to q u ie r e n o b s e rv a r la h is to ria ta l y c o m o h a sid o y n o c o n u n a im a g e n id e a li­
z a d a d e la r e a lid a d . S e e x p r e s a p o r e je m p lo e n a q u e llo s q u e n o s o b re d i m e n s io n a n las
te m á tic a s d e l c o n flic to y v a n e n b u sc a d e la c o n c ilia c ió n c o m o u n o d e los h ilo s c o n ­
d u c to r e s d e la h is to r ia d e n u e s tro p a ís ; q u e n o p r e s e n ta n los c o n flic to s s o la m e n te
t o m o s o lu c ió n e x c lu y e n tc d e lo s p r o b le m a s ( p o r e je m p lo , lo a n d i n o c o n t r a lo o c c i­
d e n ta l. lo m o d e r n o c o n tr a lo tra d ic io n a l), sin o t a m b ié n p r e s e n ta n el c o n flic to c o m o
u n c a m in o h a c ia el p a c to . U n d isc u rs o h is tó ric o c o n este in g r e d ie n te sin d u d a c o la ­
b o r a a s itu a r n o s e n la c o n s tru c c ió n d e u n m a ñ a n a d o n d e p u e d a n g e n e r a r s e lo s c o n ­
sen so s.
E n e s ta p e r s p e c tiv a e s ta ría n a q u e lla s c o m e n t e s q u e n o a c e p ta n c o m o ú n ic a la
p e r s p e c tiv a e p is te m o ló g ic a d e la ilu s tra c ió n y q u e e n lo m e to d o ló g ic o e s ta r ía n in s p i­
ra d a s e n la c a te g o r ía d e to ta lid a d a b ie rta , q u e p o r lo ta n t o r e c h a z a n e l c o n c e p to d e
h o m b r e e n a b s tr a c to , los s u p u e sto s m ito ló g ic o s y e s e n c ia lista s d e los g r u jio s so c ia le s,
q u e n o tr a b a j a n c o n u n p rinc ip io u n ific a d o r d e la h is to r ia p e r u a n a c o n c e b id o a p r io r i,
y al c o n t r a r i o b u s c a n al s u je to e n sus m ú ltip le s id e n tid a d e s , a lo s h o m b r e s y m u je r e s
en p r in c ip io c o m o in d iv id u o s , c o n su s re c la m o s , su s d e r e c h o s d ife re n te s . S e p o d r ía
d e c ir q u e e s ta s a p r o x im a c io n e s r e p r e s e n ta n la b ú s q u e d a d e la s h isto r ia s c o m o c a m in o
p re v io p a r a lle g a r a la Ilis to n a 1. U n d isc u rs o q u e d e s tie rro p o r fin la s a p r o x im a c io n e s
e s e n c ia lis ta s , q u e v a y a al e n c u e n tr o d e las m ú ltip le s id e n tid a d e s , es el c a m in o p a r a
a r t ic u la r las d ife re n c ia s d e n tr o d e u n a c o h e r e n c ia a b ie r ta .
M á s c o n c r e ta m e n te , e n esta p e rsp é c tic a p o d r í a n e s ta r lo s e s fu e rz o s d e q u ie n e s
tr a b a j a n e n f u n c ió n d e la in te r c u ltu r a lid a d , las in v e s tig a c io n e s d e g é n e r o , la v id a
c o tid ia n a , la s re la c io n e s d e l h o m b r e c o n la n a t u r a le z a , los a n h e lo s d e lo s c o n s u m id o ­
res, la p a r tic ip a c ió n d e m o c r á tic a ; in v e s tig a c io n e s q u e m u e s tr a n o tr o s a c to r e s y o tro s
h e c h o s m á s a llá d e las clases y la lu c h a e n tr e ellas.
E sto n o sig n ifica d e s m e r e c e r las te m á tic a s clá sic a s d e la h is to r io g ra fía m a r x is ta .
¿ Q u ié n p o d r í a n e g a r q u e f e n ó m e n o s c o m o la g lo b a liz a c ió n y el e s ta n c a m ie n to e c o ­
n ó m ic o ju s tif ic a n p r o s e g u ir c o n u n a rev isió n h is tó r ic a d e n u e s tro m e rc a d o in te r n o y
d e las r e la c io n e s d e la e c o n o m ía p e r u a n a c o n lo s p a íse s c é n tric o s? . M á s a ú n si se
t r a t a d e u n a re v isió n q u e se a le ja d el v ic tim itis m o d e p e n d e n tis ta . ¿ Q u ié n p o d r í a n e ­
g a r la im p o r t a n c ia d e l a n á lis is d e los m o v im ie n to s so c iales, a s u m ie n d o el re to d e l
in d iv id u a lis m o m e to d o ló g ic o y n o d e s d e v isio n e s e se n c ia lista s d e lo c o le c tiv o ? S o b re
to d o e n n u e s tro s d ía s e n q u e u n o de los p r in c ip a le s o b s tá c u lo s d e la p o lític a d e m o c r á ­
tica es n o p o d e r m o v iliz a r la a c c ió n c o le c tiv a m e n te 3. T a le s te m á tic a s s e g u irá n s ie n d o
im p o r ta n te s s ie m p r e q u e se a n e s tu d ia d a s c o n s tr u c tiv a m e n te y q u e n o s irv a n ¡ra ra
a l im e n ta r lo s o d io s de! p r e s e n te q u e , a f o r tu n a d a m e n te , n o h a n sid o ta n te rrib le s .
P e ro , p a s a lo sig u ie n te : ta le s te m á tic a s s in to n iz a n c a d a vez tríe n o s c o n los p r o b le -
n ia s c o tid ia n o s d e h o m b r e s y m u je re s d e n u e s tro s d ía s y tal v e z p o d r ía m o s d e c ir q u e
m u c h a s v eces s in to n iz a n c o n lo s a n h e lo s d e p e q u e ñ o s g r u p o s d e p e r s o n a s d e m a s ia d o
id c o lo g iz a d a s (o ta m b ié n e x c e s iv a m e n te a c a d é m ic a s q u e n o lle g a n a la e x a lta c ió n );
f u e ra d e este á m b ito a m u y p o c o s p u e d e in te r e s a r u n a h is to ria d e las r e v u e lta s in d íg e ­
n a s o d e lo s e r ro r e s tá c tic o s d e T ú p a c A n r a ru I I. V ale la p e n a p r e g u n ta r s e : ¿a q u ié n
p o d r í a c o n v e n ir u n a e x a lta c ió n d e las r e b e lio n e s v io le n ta s d e l ¡ra sa d o ? . E n c a m b io ,
la s in v e s tig a c io n e s q u e a l u d í a m o s a n t e s d e l p á r r a f o a n t e r i o r , c u m p l e n m e j o r q u e la
h i s t o r i o g r a f í a m a r x i s t a y q u e e l d o c u m e n t a l i s m o i n d i f e r e n t e c o m o la l e c c ió n q u e el
j o v e n M a c e r a (1 9 6 8 ) p r o p u s o a p r e n d e r d e l s e g u n d o h is to r ic is m o p e r u a n o : « e s t u d ia r
c o n p r e f e r e n c i a a q u e l l a s c u e s tio n e s q u e s e a n la s m á s p r ó x i m a s y c o m p a t i b l e s c o n l a
i n q u i e t u d a c t u a l [...] e s c r i b i e n d o l a h i s t o r i a d e a d e l a n t e h a c i a a t r á s , r e c o g i e n d o u n
p r o b l e m a e n s u g e r e n c ia p r e s e n t e y r e t r o c e d ie n d o lu e g o h a s t a l a C o l o n i a o e l I n c a r i o ,
h a s t a d o n d e s e a c o n v e n i e n t e p a r a e x p lic á r s e lo » D e h e c h o , u n a h is to ria d e la d e lin ­
c u e n c i a , d e lo s p r o b l e m a s c o n y u g a le s , d e l a e c o lo g ía , o u n a r e v is ió n d e l a h i s t o r i a
a g r a r i a y d e l m e r c a d o d e t r a b a j o , p o r c i t a r a l g u n o s e je m p lo s , e s t á n m á s c e r c a d e la s
i n q u i e t u d e s a c t u a l e s q u e u n a h i s t o r i a d e la r e v u e l t a c a m p e s i n a o d e l a r e s i s t e n c i a
i n d í g e n a a l a r e l i g ió n c r i s t i a n a .
L o s lím ite s d e e s a s p e r s p e c ti v a s se e x p r e s a n e n q u e s u s a p o r t e s m u c h a s v e c e s
r e s u l t a n f r a g m e n t a r i o s y p o r e llo s o n a s im ila b le s p o r c u a l q u i e r m o d e lo : n o s u m in is ­
t r a n e l s u f ic ie n te a r m a m e n t o d i a lé c tic o p a r a c u e s t i o n a r d e c i d i d a m e n t e e l s t a tu q u o .
S in d u d a , e s to s lím ite s e s t á n c o n d i c i o n a d o s p o r l a a u s e n c i a d e u n p r o y e c t o d e p a ís
a l t e r n a t i v o - u n o q u e r e s p o n d a a lo s in te r e s e s d e l a m a y o r í a d e p e r u a n o s a n t e s q u e d e
lo s p r iv ile g ia d o s - , p e r o t a m b i é n t i e n e n q u e v e r c o n e l h e d i ó d e q u e m u c h o s c ie n tíf i­
c o s s o c ia le s n o se a t r e v e n o n o q u i e r e n , e n p a r t e p o r p e s im is m o , e n s a y a r c o le c tiv a ­
m e n t e u n p r o y e c t o d e p a ís . P e r o h a b r í a q u e c o n s i d e r a r q u e n o s i e m p r e e s d e e s a
m a n e r a . L o s e s t u d io s d e g é n e r o , p o r e j e m p lo , m u c h a s v e c e s v ie n e n s i e n d o r e a liz a d o s
c o n l a e x p l í c i t a i n t e n c i ó n d e r e s c a t a r e s a s e n s ib ilid a d q u e la s m u j e r e s s u p i e r o n c o n ­
s e r v a r « . . . e s a c o n m i s e r a c i ó n a n t e la s d e s g r a c ia s p r o p i a s y a j e n a s - s o b r e t o d o la s
a j e n a s - ,, s a l v a n d o p a r a s u s h ijo s y p a r a lo s h ijo s d e s u s h ijo s l a c a p a c i d a d d e s e r
s o lid a r io s , e s d e c ir , r e s c a t a r u n a m e m o r i a h i s tó r ic a d e la s m u j e r e s p a r a f o r j a m o s h o y
u n a i d e n t i d a d p r o p i a , d e m o c r á t i c a y s o lid a r ia » 5. P o r e llo , e s fa c tib le s o s t e n e r q u e se
p o d r í a c o m e n z a r a d i s p o n e r d e u n a l e c t u r a c r í t ic a d e n u e s t r o p a s a d o c o m o p u n t o d e
p a r t i d a p a r a q u e lo s i d e ó lo g o s y p o lític o s p u e d a n c i n c e l a r u n n u e v o p r o y e c t o p a r a
e l p a ís .

M ir a r e l M a ñ a n a

F i n a l m e n t e , ¿ h a s t a q u e p u n t o e s p r u d e n t e y r e a lis ta h a b l a r d e u n p r o y e c t o d e
p a ís , h o y q u e só lo q u e d a n r u i n a s d e lo s p r o y e c to s d e l p a s a d o y e x is te u n d e s e n c a n t o
g e n e ra liz a d o ? .
E n t o d o c a s o ¿ d e q u é tip o d e p r o y e c to se e s tá h a b l a n d o ? .
N o se q u i e r e p r o p o n e r a q u í u n a v e r s i ó n e n p o s itiv o d e la c o n s t r u c c i ó n d e l « g r a n
p r o y e c to » . A b s te n e r s e d e a lg o así t i e n e c o m o p u n t o d e p a r t i d a u n a v is ió n m á s d e s ­
c a r n a d a d e la s p o s i b i l i d a d e s q u e tie n e n u e s t r a d is c ip lin a e n r e l a c i ó n a l m a ñ a n a y e n
r e l a c i ó n a l f u t u r o , d o s i n s t a n c ia s s u t i l m e n t e d is tin ta s .
E n n u e s t r o s d í a s e x is te c o n s e n s o e n q u e la h i s t o r i a n o t i e n e le y e s i n e x o r a b l e s p o r
lo c u a l n o p o d e m o s p r e d e c i r e l f u t u r o ; q u e la h i s t o r i a e s t á h e c h a d e m u e n a s
i n t e n c i o n a l i d a d e s y a c t o s in c o n s c i e n t e s c o m o p a r a a d e l a n t a r n o s a la d ir e c c i ó n d e f i n i ­
tiv a .
E s to n o h a s ig n if ic a d o s u s c r ib ir la s e n t e n c i a c a t e g ó r i c a d e lo s l i b e r a le s d e q u e n o
p u e d e h a b e r n i n g u n a p r e d i c c i ó n d e l c u r s o d e la h i s t o r i a y q u e se d e b e c o n f i a r e n la s
f u e r z a s a u t o o r g a n i z a d a s q u e c r e a n ó r d e n e s e s p o n t á n e o s - id e a q u e d o m i n a h o y n u e s ­
tr o p a ís - y q u e p o r lo t a n t o n o d e b e h a b e r n i n g ú n tip o d e p l a n i f ic a c i ó n , c o n e x c e p ­
c ió n d e la s q u e s o n im p r e s c i n d i b l e s a l m o d e l o n e o lib e r a l c o m o la p la n i f ic a c i ó n f a m i ­
liar. E x is te n d e s o b r a e je m p l o s d e q u e sí e s p o s ib le p r e d e c i r c o r r e c t a m e n t e e l c u r s o
h i s t ó r i c o a e s c a l a i n t e r m e d i a c o n a y u d a d e l a n á l i s is d e la s t e n d e n c i a s p r e s e n t e s c o m o
t a m b i é n c o n el a n á lis is h is tó r ic o .
A lv in T o f í l e r a c e r t ó e n 1 9 7 0 a l p r o n o s t i c a r l a i m p o r t a n c i a c r e c i e n t e d e l c o n o c i ­
m i e n t o e n l a e c o n o m í a y la t e n d e n c i a a la d e s m a s i f i c a c i ó n d e l a p r o d u c c i ó n y d e l
c o n s u m o e n la s s o c i e d a d e s d e s a r r o l l a d a s . A u n q u e r a z o n a b l e m e n t e se p u e d a n c a lif i­
c a r m u c h a s d e su s p r e d i c c i o n e s c o m o s i m p l e s p r o f e c ía s , s e d e b e a c e p t a r q u e T o f l l e r
h a a c e r t a d o e n e l m e d i a n o p la z o .
E l a n á lis is d e l p a s a d o , c o m o d e f i e n d e n i m p o r t a n t e s te ó r ic o s , t a m b i é n h a s e r v i d o
p a r a p r e d e c i r e l c u r s o d e lo s a c o n t e c i m i e n t o s c u a n d o se h a r e a l i z a d o c o n u n c r i t e r i o
d e s o n t o lo g i z a d o r . L o s s o c ió lo g o s n o s m u e s t r a n q u e se p u e d e p r e d e c i r r o n t o d a s e g u ­
r i d a d q u e la s r e d e s f a m i li a r e s e x te n s a s d e s o l i d a r i d a d t e n d e r á n a d i s g r e g a r s e a l e n t r a r
e n c o n ta c to c o n u n s i s t e m a m e r c a n t i l i n d u s t r i a l 1’. E n n u e s t r o p a ís , n o 'e r a im p o s i b l e
p r e v e r el i n c r e m e n t o d e a c c i d e n t e s a u t o m o v i l í s t i c o s p r o d u c i d o s p o r la s c o m b i s , si
s ó lo r e p a r á b a m o s e n q u e a lg o s i m i l a r o c u r r i ó e n a l g u n o s p a í s e s d e l s u d e s t e a s i á t ic o
c u a n d o se i n i c i ó la b r u s c a l i b e r a l iz a c i ó n d e l t r á n s i t o . I l o y n i n g ú n e c o n o m i s t a d u d a
d e q u e - d e a g r a v a r s e lo s p r o b l e m a s d e la b r e c h a e x t e r n a - l a e c o n o m í a e n t r a r á e n
c o l a p s o , y m u y p o c o s d u d a n d e q u e s in u n a p o y o d e l E s t a d o a l a i n d u s t r i a s e r á
im p o s ib le a lc a n z a r el d e s a rro llo . E l m is m o F u k u y a m a e n s u re c ie n te lib ro a u g u r a u n
m a ñ a n a n o m u y a l e n t a d o r p a r a l a e c o n o m í a e s t a d o u n i d e n s e si n o l o g r a r e c u p e r a r y
f o m e n t a r u n m a y o r g r a d o d e c o n f i a n z a e n e l t e j i d o s o c ia l. P a r a h a c e r e s ta s p r e d i c c i o ­
n e s t o d o s e llo s h a n r e c u r r i d o a l a e x p e r i e n c i a h i s t ó r i c a . U n i m p u l s o e n el P e n i d e l a
h i s t o r i a c o m p a r a d a o m e j o r d e la s o c io lo g ía h i s t ó r i c a p o d r í a p e r m i t i r n o s c o m p r e n ­
d e r b a j o q u é c o n d i c i o n e s e l E s t a d o , el m e r c a d o , la s é lite s s o c ia le s y p o l í t i c a s , la s c la s e s
l a b o r a l e s , e t c ., s o n f a c t o r e s q u e h a c e n p o s i b l e e l d e s a r r o l l o d e u n p a ís . E s t a m o s h a ­
b la n d o o b v ia m e n te d e p re d ic c io n e s a m e d ia n o p la z o . N in g ú n p ro n ó s tic o o g r a n p r o ­
y e c to a l a r g o p l a z o s e h a c u m p l i d o , p o r lo q u e n o e x is te s u s t e n t o e m p í r i c o p a r a ta l
p re tc n s ió n .
P e r o la p r i n c i p a l r a z ó n p a r a a b a n d o n a r la i d e a d e a y u d a r a c o n s t r u i r u n g r a n
p r o y e c t o es d e í n d o l e m o r a l : t e n e m o s q u e ac e p t a r c o n h u m i l d a d q u e n o d e b e m o s
p l a n t e a r n o s d e s a f ío s q u e c o r r e s p o n d e r á n a la s g e n e r a c i o n e s q u e n o s s ig a n a s u m i r y
q u e lo q u e n o s t o c a - s o l id a r i d a d i n k i g e n e r a c io n a l- e s d e j a r l e s u n a m e j o r h e r e n c i a , i n c l u ­
y e n d o u n m e d i o a m b i e n t e b i e n c o n s e r v a d o , p a r a q u e e lla s p u e d a n p l a n t e a r s e d e s a ­
fio s s u p e r i o r e s a lo s n u e s t r o s . S i l a h i s t o r i a , c o m o d i c e B o b b i o , t i e n e u n e f e c t o p e r v e r ­
so - m u c h o s d e n u e s t r o s b i e n i n t e n c i o n a d o s a c t o s a l a l a r g a p u e d e n r e s u l t a r p a r a m a l -
e n to n c e s n o te n e m o s el d e r e c h o de e q u iv o c a r n o s e n a s u n to s d e g r a n e n v e r g a d u r a -
m e n o s a ú n si n o h e m o s r e s u e l t o lo s p r o b l e m a s d e l p r e s e n t e . E n e s te s e n t id o t e n e m o s
e n jo rg e B a s a d le u n b r illa n te a n te c e d e n te . E n 1 9 2 9 s e ñ a ló c o n lu c id e z q u e «el s o c ia ­
lis m o p a r e c e m á s d e l f u t u r o q u e d e l m a ñ a n a » y d i s c r e p ó c o n lo s m a r x i s t a s d e su
é p o c a q u e q u e r ía n c o n d e n a r a to d a u n a g e n e r a c ió n « p a r a u n r e m o to p o rv e n ir» .
A c e p t ó c o n r e a l i s m o q u e el P e r ú e s p e r a b a p a r a el m a ñ a n a l a e t a p a c a p i t a l i s t a p e r o a l
m is m o tie m p o a s p ira b a a q u e esa e ta p a « se a d ir ig id a p o r u n e s p íritu c o le c tiv o im ­
p r e g n a d o d e l s e n t i d o d e j u s t i c i a , d e h o n r a d e z y d e a u t é n t i c o a m o r a l P e r ú (e l v e r d a ­
d e r o a m o r al P e r ú e s e l a m o r a la m a s a , a la n a c i ó n , a l p u e b l o p e r u a n o , n o e n e l
p a s a d o n i e n la r e t ó r i c a s in o e n l a a c c ió n ) » '. N u e s t r o g r a n h i s t o r i a d o r p r e f i r i ó s i t u a r ­
se e n e s e m a ñ a n a p r ó x i m o p a r a d e s d e a llí p e n s a r e n e l P e r ú c o m o u n a p o s i b i l i d a d . Y
e s a a c t i t u d s ig u e s i e n d o v i g e n t e p a r a lo s s o c ia lis ta s q u e e n t r e o t r a s c o s a s t a m b i é n n o s
d e f i n i m o s c o m o l ib e r a le s .
P e n s a r e n e l m a ñ a n a e s u n a m a n e r a s e n s a t a d e a d m i n i s t r a r la i n c e r t i d u m b r e . U n
c a m i n o p a r a s a l i r d e e s ta s i t u a c ió n sin a s p i r a r a t e n e r u n a d i m e n s i ó n d e F u t u r o : u n
p a n o r a m a d e c e r t e z a s s o b r e d e s a f ío s q u e c o r r e s p o n d e r á n a o t r o s a s u m ir . L e j o s d e

134
s i t u a r s e e n u n h o r i z o n t e p l a g a d o d e i lu s io n e s , e l q u e h a c e r h i s t ó r i c o p o d r í a c o n t r i b u i r
a l a f o r m u l a c i ó n d e u n n u e v o p r o y e c t o p a r a e l p a í s q u e a la v e z q u e g e n e r a r c o n s e n ­
s o s b u s q u e a r t i c u l a r la s d i f e r e n c ia s . A p e s a r d e e llo , c u a l q u i e r m a ñ a n a a l q u e p o d a ­
m o s a s p i r a r p r e c i s a d e m i t o s c o le c tiv o s q u e p u e d a n u n if ic a r . M i t o s t e r r e n a l e s , m i t o s
n a c i o n a l e s . Y a n o , o b v i a m e n t e d e i d e a l e s i m p o s i b l e s - la u t o p í a m a r x i s t a - , s in o m á s
b ie n d e u n a f u e r z a in te r s u b j e t i v a c a p a z d e c o h e s i o n a r a la s p a r c i a l i d a d e s , lo s
p a r tic u la ris m o s , g r e m io s o trib u s m o d e r n a s o s im p le m e n te c iu d a d a n o s a lr e d e d o r d e
o b je tiv o s q u e c r is ta lic e n v a lo re s h u m a n is ta s y n a c io n a le s .

N otas

1 M anrique, Nclson. «l^a ética, el socialismo y la revolución», c n A /Á ^ /n , 7, enero de l 991, p. 109.


2 Ver D e la G arza Toledo, la trique, ‘‘Posmodernidad y totalidad”, en Revista Mexicana de Sociología, 4. 1993.
3 Id asunto es crucial, pues no sólo se trata de echar luces desde el pasado para hilvanar un proyecto de
país, sino de com prender m ejor las posibilidades de movilizarlo colectivam ente, de entender cóm o se
logra la acción colectiva.
4 M acera, Pablo, “l^a historia en el Perú: ciencia c ideología", en Trabajos de historia, T. 1,2da cd., facultad
de Ciencias Sociales de la L N M SM , p. 20.
5 Franckc, M arfil, “G enero, dase y etnía: la trenza de la dom inación”, en Dc.grcgori y otros, Tiemfm de ira
y amor, Deseo, Lima, 1990, p. 98.
6 Ver Param io, Ludolló, ‘Del socialismo científico al socialismo factible”, en Tras el diluvio. I m izquierda ante
Siglo X X I editores, México, 1989.
e.lfin de agio.

7 Basadrc, Jorge, “Caracterización de la sociedad peruana", en Flores G alindo, Alberto, E l pensamiento


comunista, M oscaAzul Editores, U rna, 1982, p. 107-8.

135
Agradecemos a:

Clínica Anglo
Americana

“E l Estado del Arte en Clima


b ió lo g o s, N°1, 1999

Cofradías en el Perú Colonial:


Una aproximación bibliográfica

W alter V ega

UNMSM-Clío

H a c e 5 0 0 a ñ o s u n r e to i m p o r t a n t e se les p r e s e n t ó a lo s e s p a ñ o le s , u n r e to q u e
im p l i c a b a t e n e r el v a l o r s u fic ie n te p a r a e n f r e n ta r s e a n t e t o d o u n m u n d o n u e v o y la
a s tu c ia n e c e s a r i a p a r a a t r a e r h a c ia sí a la i n g e n t e p o b l a c i ó n q u e h a b i t a b a e s ta s tie ­
r r a s r e c ié n d e s c u b ie r ta s . M u c h o s f u e ro n lo s m e d io s e m p le a d o s p o r lo s p e n i n s u la r e s
p a r a lle v a r e s ta s e m p r e s a s (de c o n q u is ta y c o lo n iz a c ió n ) a b u e n p u e r t o c o n r e s u lta d o s
t a n d iv e r s o s c o m o la n a t u r a l e z a d e lo s m is m o s . P o r o t r a p a r t e , n o d e b e m o s o l v i d a r
q u e la c o r o n a e s p a ñ o l a d e b i ó p r i m e r o ju s tif ic a r d e f o r m a i n c o n tr o v e r tib le el d e r e c h o
q u e le a m p a r a b a p a r a e x p lo r a r, c o n q u is ta ) y a p r o v e c h a r s e d e la s r i q u e z a s a m e r i c a ­
n a s . L a r a z ó n p r i n c i p a l e s g r im id a p o r la c o r o n a e s p a ñ o l a p a r a s e n t a r su in d is c u tib le
d e r e c h o a t o m a r p a c íf ic a o v io le n t a m e n t e la s t i e r r a s d e s c u b i e r t a s o p o r d e s c u b r i r s e
fu e la e v a n g e l i z a t i o n d e la p o b l a c i ó n i n d íg e n a y p o r c o n s ig u ie n te la d if u s ió n d e l c u lto
c r is tia n o e n el N u e v o M u n d o . T e n e r p r e s e n t e e s te i m p o r t a n t e e le m e n t o n o s p e r m i t i ­
r á c o m p r e n d e r p o r q u é la c o f r a d ía , u n a d e la s in s titu c io n e s t r a í d a s a A m é r i c a p o r lo s
e s p a ñ o le s , d e s e m p e ñ ó u n p a p e l t a n i m p o r t a n t e e n la v id a d e l p o b l a d o r p e lv ia n o
c o lo n ia l s e a c u a l f u e r a su c o n d ic ió n .

E s c i e r t a m e n t e n o t a b l e y m u y c u r io s a la e x t r a ñ a f a s c in a c ió n q u e e s ta i n s titu c ió n ,
d e la r g a d a t a e n E u r o p a , e je r c ió ca si d e s d e el p r i m e r i n s t a n t e n o s ó lo s o b r e la p o b l a ­
c ió n i n d í g e n a s in o t a m b i é n s o b r e la s d e m á s c a s ta s , al p u n t o q u e c o m e n z ó a m u l t i p li ­
c a r s e e n la s d o c t r i n a s y p u e b lo s d e l i n t e r i o r t a n t o c o m o e n la s c i u d a d e s d e u n a f o r m a
ta n r á p i d a q u e o b l i g a r o n a la s a u t o r i d a d e s e c le s iá s tic a s a d i c t a r m e d i d a s u r g e n te s ,
d e s t in a d a s a r e s t r i n g i r la f u n d a c ió n d e la s c o f r a d ía s , m e d id a s q u e n o f u e r o n s u f ic ie n ­
te s p a r a d e t e n e r la i n c o n t e n i b l e o la d e f u n d a c io n e s p o r t o d a s la s ig le s ia s d e l v ir r e in a to .
P o r e s o p o d e m o s d e c i r q u e la c o f r a d ía f u e u n a d e la s p o c a s i n s titu c io n e s d e o r ig e n
e u r o p e o q u e u n a v e z i n t r o d u c id a y d ifu n d id ;» p o r e l s e c t o r d o m i n a n t e f u e r o n v e lo z ­
m e n t e a d o p t a d a s y r e c r e a d a s p o r el s e c to r d o m i n a d o , g o z a n d o d e s d e m u y t e m p r a n o
d e u n a g r a n v ita lid a d y p u j a n z a , a l p u n t o q u e a n t e s ele m e d i a d o s d e l s ig lo X V I I y a
r e u n í a n e n su i n t e r i o r a u n n ú m e r o m u y i m p o r t a n t e d e p o b l a d o r e s e n la c a p i t a l d e l
v irre in a to p e ru a n o .

P o r t o d o e s to n o s r e s u lta s o i p r e n d e n l e q u e la s c o f r a d ía s p e r u a n o c o lo n ia le s n o
h a y a n r e c i b i d o la a t e n c i ó n q u e se m e r e c e n , m á s a ú n si t e n e m o s e n c u e n t a q u e e n lo s
r e p o s ito r io s d o c u m e n t a l e s lim e ñ o s d e s c a n s a a b u n d a n t e i n f o r m a c i ó n q u e p u e d e s e r ­
v ir p a t a su e s tu d io , b a s t a r e c o r d a r t a n só lo lo s m á s d e 150 le g a jo s q u e se en c u e n t r a n
e n el A r c h iv o A r z o b i s p a l d e L im a , lo s '50 m á s q u e p u e d e n s e r c o n s u l ta d o s e n el
A r c h iv o g e n e r a l d e la N a c i ó n y la s d e c e n a s m á s sin c a t a l o g a r g u a r d a d o s e n e l A r c h i ­
v o H is t ó r i c o d e la B e n e f ic e n c ia P ú b lic a d e L im a .
S in e m b a r g o n o p o d e m o s d e c i r q u e c a r e z c a m o s p o r c o m p l e t o d e b i b l i o g r a f í a a l
re s p e c to , p o r s u e rte c o n ta m o s c o n a lg u n o s te x to s d e d is tin ta e n v e r g a d u r a q u e p u e ­
d e n m u y b i e n s e r v i r p a r a a c e r c a r n o s a l e s t u d i o d e la s c o f r a d í a s p e r u a n o c o l o n i a l e s . E l
o b j e t o d e e s t e p e q u e ñ o e n s a y o e s d a r u n a m i r a d a g e n e r a l a lo q u e e s t o s a u t o r e s
p r o p o n e n , a sí c o m o s e ñ a la r a lg u n o s p u n to s q u e c o n s id e ra m o s in te r e s a n te s y q u e
r e q u i e r e n d e u r g e n t e s e s t u d io s .

A n t e s d e s u m e r g i r n o s e n e l e s t u d i o d e e s to s t e x t o s d e b e m o s h a c e r u n a p e q u e ñ a
s a lv e d a d . L a s c o f ra d ía s p u e d e n s e r c la s ific a d a s d e m ú ltip le s m a n e r a s y a q u e n o fu e ­
r o n h o m o g é n e a s s i n o q u e v a r i a r o n d e a c u e r d o a l a n a t u r a l e z a d e l g r u p o q u e la s
c o n f o r m ó y lo s i n t e r e s e s d e é s te a l f u n d a r l a s , p o r e s o lo s i n v e s t i g a d o r e s q u e h a n e s c r i ­
to s o b r e e lla s la s h a n a g r u p a d o d e d i s t i n t a s f o r m a s : d e a c u e r d o a s u n a t u r a l e z a , s u s
f in e s , la c a s t a a l a q u e p e r t e n e c í a n , a l o f ic io a l q u e e s t u v i e r o n v i n c u l a d a s , e t c . S i n
e m b a r g o , d e entre t o d a s e s ta s c l a s i f i c a c i o n e s p o d e m o s d i s t i n g u i r u n a b á s i c a q u e t i e n e
q u e v e r c o n e l lu g a r d o n d e e s tu v ie ro n f u n d a d a s , a sí te n e m o s : c o f ra d ía s r u r a le s y
c o f r a d í a s t i r i t a ñ a s . E s t a e s la c l a s i f i c a c i ó n q u e t e n d r e m o s e n c u e n t a a l e s c r i b i r e n la s
s i g u i e n t e s l i n c a s s o b r e lo s t e x t o s r e l a c i o n a d o s c o n la s c o f r a d í a s p e r u a n o c o l o n i a l e s .

I. L as C o fra d ía s

S e h a n d a d o m u c h a s d e f i n i c i o n e s d e lo q u e f u e u n a c o f r a d í a . P a r a a l g u n o s s e
tr a tó d e u n a in s titu c ió n d e “ s e g u ro y c r é d ito ” h a c ie n d o re fe re n c ia a su a s p e c to p u r a ­
m e n te e c o n ó m ic o . P a r a o tro s fu e u n in s tr u m e n to d e p o d e r p o lític o d e l q u e se s irv ie ­
r o n la s e lite s i n d í g e n a s y e s p a ñ o l a s p a r a a c r e c e n t a r s u p r e s t i g i o y p o r e n d e a c r e c e n t a r
su p o d e r. A lg u n o s o tr o s p r e fie r e n v e r e n e s ta in s titu c ió n u n m e d io e fe c tiv o p o r el c u a l
u n m ie m b ro (c o fra d e ) e s ta b le c ió u n a s e rie in tr in c a d a d e r e la c io n e s c o n la d iv in id a d ,
c o n lo s d e m á s m i e m b r o s d e la c o f r a d í a y p o r ú l t i m o c o n l a s o c i e d a d m i s m a . C o n
to d o , c a d a u n a d e e s to s e n f o q u e s n o s m u e s tr a n c ó m o la s c o f r a d ía s c u m p lie r o n u n ro l
i m p o r t a n t e d e n t r o d e la s o c i e d a d c o l o n i a l e n s u s d i v e r s o s ó r d e n e s ( r e lig io s o , s o c i a l ,
p o lític o y e c o n ó m ic o ), h a c ié n d o s e p o r ta n to m e r e c e d o r a s d e la a te n c ió n d e a lg u n o s
i n v e s ti g a d o r e s . A s í p u e s p a s e m o s a v e r q u é t e x t o s s e h a n e s c r i t o s o b r e n u e s t r o o b j e t o
d e e s tu d io s e n el á r e a r u r a l.

1.1. C o fr a d ía s ru rales

E n t r e lo s i n v e s t i g a d o r e s p r e o c u p a d o s p o r e l e s t u d i o d e la s c o f r a d í a s r u r a l e s d e b e ­
m o s c ita r , e n p r i m e r l u g a r , e l e x c e l e n t e t e x t o d e O l i n d a C e l e s t i n o y A l b e r t M e y e r s 1
a p a re c id o e n 1981 y lu e g o el a rtíc u lo d e R a fa e l V a r ó n 2 p u b lic a d o e n 1 9 8 2 . A m b o s
t r a b a j o s c o m p a r t e n l a p e c u l i a r i d a d d e s e r lo s p r i m e r o s e n o c u p a r s e d e l a s c o f r a d í a s
p e r u a n a s ® s i e n d o el p r i m e r o e l d e C e l e s l i n o / M e y e r s q u e v i e n e a s e r e l f r u t o d e u n a
s e r i a i n v e s t i g a c i ó n h e d í a e n la d é c a d a d e lo s 7 0 ’ s i g u i e n d o u n e n f o q u e h i s t ó r i c o
a n t r o p o l ó g i c o m u y i n t e r e s a n t e a p l i c a d o a u n p e r i o d o d e l a r g a d u r a c i ó n (s ig lo s
X V 1 - X X ) , a u n q u e d e b e m o s a d a r a r q u e lo s r e s u l t a d o s d e e s t a i n v e s t i g a c i ó n se d i e r o n
a c o n o c e r e n a r tíc u lo s a p a r e c id o s a n te s y d e s p u é s d e e s te lib ro y q u e c o n s titu y e n
t e x t o s c o m p l e m e n t a r i o s a é s te .

E l a p o r t e d e e s t o s d o s t r a b a j o s e s e l q u e u s u a l m e n l e o f r e c e n la s i n v e s t i g a c i o n e s
p i o n e r a s : d e f i n i c i ó n d e la n a t u r a l e z a d e e s t a i n s t i t u c i ó n a s í c o m o l a d e s c r i p c i ó n d e s u
f u n c io n a m ie n to y e s tr u c tu r a . S in e m b a r g o , e l in te r é s p r in c ip a l d e e s to s in v e s tig a d o r e s

138
e s d e t e r m i n a r c u á n t o e s q u e a f e c tó a l a c o m u n i d a d i n d íg e n a la i n t r o d u c c i ó n d e e s t a
in s t i t u c i ó n a s í c o m o a n a l i z a r s u p a p e l y s ig n if ic a d o a l i n t e r i o r d e l m is m o .

P o r e s o p a r a a m b o s in v e s tig a d o r e s e s t a n i m p o r t a n t e la r e la c ió n q u e se v a g e s t a n d o
e n t r e la c o f r a d í a y e l a y llu . E f e c tiv a m e n te , ta l p a r e c e q u e d e s d e e l m o m e n t o m i s m o
d e s u f u n d a c i ó n la s c o f r a d ía s e s ta b le c e n u n e s t r e c h o v in c u lo c o n e s ta a n t i g u a i n s t i t u ­
c i ó n p r e h i s p á n i c a a l p u n t o q u e lle g a n a c o n f u n d i r s e y v o lv e r s e p o c o m e n o s q u e
in d is tin g u ib le s , é s ta v i e n e a s e r l a h ip ó te s is p r i n c i p a l p r o p u e s t a p o r C e l e s t i n o / M e y e r s :

“Tentativammk•, tatem as la impresión de que hay una correspondencia estrecha entre los a fila s y la
cofradía. A l instalarse varias cofradías en el interior de una reducción desenrollany albergan solidari­
dades étn icasy patanales. Simultáneamente, se apela a la cofradía con el nombre de avila o a l ayllu
con el nombre de la cofradía. Los miembrosy los bienes de las cofradías se distinguen continuamente,
se redam an y proclam an componentes de antiguos arllus v emparentados entre « " ’ ( C E L E S T I N O
Y M E Y É R S 1 9 8 1 c : 3 0 3 ).

l ) e s e r así l a c o f r a d ía d e s e m p e ñ a r ía u n p a p e l m a s q u e r e l e v a n t e a l i n t e r i o r d e la
c o m u n i d a d e m p a n a l i á n d o s e t o n la i n s t i t u c i ó n n u c l e a r p r e h i s p á n i c a e i n c lu s o d á n ­
d o l e u n n u e v o c a r iz , s o b r e t o d o e n m o m e n t o s c r ític o s p a r a l a c u l t u r a i n d í g e n a c o m o
d u r a n t e la c a m p a ñ a d e e x t i r p a c i ó n d e id o la tr ía s . R a f a e l V a r ó n n o s m u e s tr a u n e j e m ­
p lo i n t e r e s a n t e d e e s te f e n ó m e n o p a ñ i e l c a s o h u a r a c i n o :

“Para el pueblo de H itaraz se encuadra en los documentos datos que verifican la existencia de cofra­
días desde p or lo menos fin es del siglo X 17. Sin embargo la cantidad de éstas se burementa en gran
m edida u n a vez iniciada la cam paña de Extirpación de Idolatrías (1 6 1 0 -1 6 4 0 ). D ebido a este
incremento tan notoria -justamente en un periodo de represión de las instituciones nativas-, podemos
sugtrir que la población indígena utilizó a la co fra d ía como un sustituto de las instituciones nativas
legalm ente desaparecidas y perseguidas1' (VARON 1982:135-136).

P e r o a ú n m á s , la s c o f r a d ía s p a r e c e n a s e n t a r s e s o b r e la s b a s e s m is m a s d e l a y llu , a l
q u e c o m u n i c a u n a n u e v a v id a :

“ E n tre los pu eblos se crean numerosas co fradías que muchas veces corresponden a la s soyas y a los
a r llu s y m ás tarde a los b a rrio s ...E l vínculo entre, ayllu s-afm días se. in te n s ific a n a p a r t ir d e l m om ento
en que p o d ría m o s de cir que estos a jila s se levilalizari f u m im a m h como c u fia d la s y sostienen enríe
am bos un sistem a de don y contra don durante sus tilos, festividades y actividades anuales, sobre todo
el día de la fie s ta de sus santos patrones respectivos.,. " (C E L E S T I N O Y M E Y E R S 1 9 8 1 c :
3 0 3 -3 0 4 ).

E s ta s v is io n e s m u y s u g e r e n t e s d e j a n a l g u n a s i n t e r r o g a n t e s q u e p o d r í a n m u y b i e n
s e r e s t u d ia d a s . P o r u n l a d o p a r e c e c o m o si la s c o f r a d ía s f u e r a n u n a e s t r u c t u r a s o c ia l
d e r é p l i c a 1 q u e r e f u e r z a p r i m e r o y lu e g o s u p l a n t a a i a y llu ( in s titu c ió n t r a d i c i o n a l
c o r r e s p o n d i e n t e ) . P o r o t r o l a d o las c o f r a d ía s a p a r e c e n c o m o u n a in s t i t u c i ó n m a n i p u ­
l a d a p o r e l a y llu p a r a a s e g u r a r s u p r o p i a r e p r o d u c c i ó n c u ltu r a ] y e c o n ó m i c a d a n d o
c o m o r e s u l t a d o q u e l a n o b l e z a i n d í g e n a q u i s i e r a o c u p a r a m e n u d o a lto s p u e s t o s e n
e lla s . A m b a s v e r s io n e s p a r e c e n s e r e x c lu y e n te s , s in e m b a r g o n o s e r ía d e s c a b e l l a d o
q u e a m b a s c o s a s o c u r r i e r a n a l m i s m o t i e m p o si t e n e m o s e n c u e n t a q u e n i n g u n a
in s titu c ió n f o r á n e a p u e d e s e r c a l c a d a d e u n a f o r m a c i ó n s o c ia l a o t r a n u e v a , s i n o q u e
e s r e c r e a d a p o r é s t a d a n d o c o m o r e s u l t a d o u n a v e r s ió n p a r tic u la r . N o s i n d i n a m o s ,
p o r e s o a p e n s a r q u e c o m o t a n t a s o t r a s c o s a s la s c o f r a d ía s r u r a l e s s o n e l p r o d u c t o d e
u n s in c r e t i s m o e n t a n t o s o n u n a r e s p u e s ta d e ! g r u p o d o m i n a d o a n t e ia im p o s i c i ó n ,
p o r p a r t e d e l g r u p o h e g e m ó n i c o , d e u n m e c a n i s m o q u e t e n í a p o r f i n a l id a d f a c i l i ta r l a
d e s tru c c ió n d e la s c r e e n c ia s p re h is p á n ic a s y s u re e m p la z o p o r el n u e v o c u lto c r is tia ­
n o . P o r e llo n o d e b e e x t r a ñ a r n o s si d e s c u b r i m o s q u e tr a s la l a c h a d a d e l c u l t o a u n a
i m a g e n c r i s t i a n a e n c o n t r a m o s q u e lo s c o f r a d e s s e r e ú n e n p a r a r e n d i r p le i t e s í a a s u s
a n tig u o s d io s e s p r e h is p á n ie o s c o n o tr a s fig u ra s y e n lu g a r e s t a l v e z d is tin to s a su s
a n tig u a s h u a c a s , u tiliz a n d o p a r a e s to , p a r a d ó jic a m e n te , a u n a d e la s in s titu c io n e s
f o m e n t a d a s p o r l o s e v a n g e l i z a c lo r e s p a r a f a c i l i t a r la i n t r o d u c c i ó n d e l c u l t o c r i s t i a n o .
S i n e m b a r g o , q u é t a n t o l l e g a r o n a i d e n t i f i c a r s e l a s c o f r a d í a s y lo s a y l l u s s ó l o l o s a b r e ­
m o s, c o m o su g ie re P a b lo M a c e ra :

“e l día que podam os com parar p ara un m ism o pueblo y año la ¡isla de los m iem bros de cada ayllu con
las listas de los m iem bros d e cada cofrad ía” ( C E L E S T I N O y M E Y E R S 19 8 1 a : 1 2 ).

1.2. C ofrad ías u rb an as

S i g u i e n d o e l r a s t r o d e leas t r a b a j o s r e l a c i o n a d o s c o n n u e s t r o t e m a n o s e n c o n t r a ­
m o s c o n o tr o s 2 te x to s q u e se o c u p a n d e la s c o f r a d ía s p e r o e n el á r e a u r b a n a ,
e s p e c ífic a m e n te e n T im a . F u e r o n p u b lic a d a s p o r d o s in v e s tig a d o r a s : T e r e s a E g o a v iP
y B e a t r i z G a r l a n d ''. A s í, p u e s , si lo s t e x t o s d e C e l e s t i n o / M e y e r s y R a f a e l V a r ó n s o n
lo s p i o n e r o s e n e l e s t u d i o d e l a s c o f r a d í a s r u r a l e s p o d e m o s d e c i r q u e l o s t r a b a j o s d e
T e r e s a E g o a v i l y B e a t r i z G a r l a n d lo s o n p a r a e l c a s o u r b a n o .

C a d a te x to tie n e s u p a r t i c u l a r im p o r t a n c ia . E l d e E g o a v il e s f u n d a m e n t a l p a r a
i n i c i a r e l e s t u d i o d e la s c o f r a d í a s l i m e ñ a s p o r q u e a d e m á s d e d e f i n i r l a s y d e s c r i b i r l a s ,
n o s o f r e c e n u n p a n o r a m a e x h a u s tiv o a c e r c a d e la s f o r m a s d e a c u m u la c ió n d e c a p ita l
y la s e s t r a t e g i a s d e s p l e g a d a s p o r l a s c o f r a d í a s p a r a d i v e r s i f i c a r s u s i n v e r s i o n e s c o n el
o b j e t o d e i n c r e m e n t a r s u s b i e n e s . M á s c o r t a s p e r o i g u a l m e n t e i n t e r e s a n t e s s o n la s
p á g in a s q u e se r e f ie r e n a d e s c r ib ir la re la c ió n c o f r a d ía - E s ta d o y c o f ra d ía -ig le s ia . L a
m u e s t r a q u e a n a l i z a e s b a s t a n t e e x t e n s a h a b i e n d o c o n s u l t a d o lo s d o c u m e n t o s g u a r ­
d a d o s e n el A r c h i v o G e n e r a l d e la N a c i ó n y e n A r c h i v o H i s t ó r i c o d e l a B e n e f i c e n c i a
P ú b lic a d e L im a .

E l te x to d e B e a triz G a r l a n d , e n c a m b io , e s tá e s tr u c tu r a d o e n 2 p a r te s . E n la
p r i m e r a m u e s tr a t a m b i é n la s f o r m a s d e a c u m u l a c i ó n y la s e s tr a te g ia s d e in v e r s ió n así
c o m o lo s t i p o s d e c o f r a d í a s . E n l a s e g u n d a p a r t e , e n c a m b i o , s e p r e o c u p a n o s ó l o p o r
m o s t r a r s in o t a m b i é n p o r a n a l i z a r el p a p e l d e c a d a u n o d e lo s i n t e g r a n t e s d e la
c o f ra d ía , d a n d o e s p e c ia l é n fa s is a l ro l ju g a d o p o r el c o fra d e .

C o m o v e m o s , c a d a u n o d e e s to s tr a b a jo s t ie n e n su p r o p ia m e to d o lo g ía q u e e s tá
h e c h a d e a c u e r d o a l i n t e r é s d e la i n v e s t i g a d o r a p o r p o n e r d e r e l i e v e d e t e r m i n a d o
a s p e c to d e la s c o f r a d ía s q u e c o n s id e r a m á s im p o r t a n t e .

E g o a v il p o n e e s p e c i a l é n f a s i s e n e l p a p e l e c o n ó m i c o j u g a d o p o r la c o f r a d í a l i m e ñ a ,
ra sg o im p o r ta n te a la h o r a d e d e fin ir la c o f ra d ía c o rn o u n a e m p r e s a f in a n c ie ra d e
s e g u r o y c r é d ito . E s ta d e f in ic ió n es c o m p a r t i d a p o r B e a tr iz G a r l a n d e n lo to c a n te a l
p la n o e c o n ó m ic o a u n q u e e lla a s o c ia d ir e c ta m e n te e s ta a c tiv id a d e c o n ó m ic a

“con el culto a un santo patrón y la prom oción de una serie de uianjfeslariones socioculturales y
espiiitu a/es” ( G A R L A N D 1 9 9 4 : 2 0 0 ) .

S in e m b a r g o t a m b i é n e n c o n t r a m o s o p in io n e s d is tin ta s a c e r c a d e u n p u n t o m u y
im p o r t a n t e : l a n a t u r a l e z a y e l ro l d e l c o f r a d e . A n u e s tr o e n t e n d e r e l a n á lis is d e E g o a v il
e s b a s ta n te a tre v id o al o to rg a rle al c o fra d e u n a o p o r tu n id a d ú n ic a p a r a , c a m u fla d o
d e n t r o d e u n a in s titu c ió n a p a r e n t e m e n t e in o f e n s iv a , d a r r ie n d a s u e lta a s u c a p a c i ­
d a d d e d e c is ió n y d is c u s ió n a c e r c a d e te m a s c o m u n e s , r e p re s e n ta n d o u n v e r d a d e r o
p e l i g r o p a r a l a c o r o n a e s p a ñ o l a y la I g l e s i a y a q u e a q u í a p a r e n t e m e n t e e l c o n t r o l
e je r c id o p o r e llo s s o b r e la p o b la c ió n in d íg e n a y d e o tr a s c a s ta s se d ilu y e :

140
“E l ejercicio de una dem ocracia p le n a m ed ia n te e l deiecho d e eleg ir y se r elegido y la lib e rta d de
expresión en e l seno de la s co fra d ía s con trastaba con e l rígido ab so lu tism o g u bern am en tal, sien do este
e l m otivo de frecu en tes con flictos entre la s co fra d ía s y e l ¡atelaje que ejercía la Ig le sia com o in stitu ció n
d e l E sta d o . T a l lib e rta d dem ocrática ejercid a en la co fradía era con siderada com o una v á lv u la de
escape a la estru ctu ra so c ia l b a sa d a en la ca sta y lo s p riv ileg io s, sobre todo p a ra e l caso d e lo s m estizo s
y m u la to s cu ya situ ación en la esca la so c ia l no esta b a bien d efin id a ” ( E G O A V I L 1 9 8 6 : 7 4 ).
Definitivamente esta es una idea sugerente que puede muy bien ser desarrollada.
Nuestra opinión, de acuerdo a la documentación que estamos analizando, es que
este fenómeno se presenta claramente en la primera mitad del siglo XVII pues en
esta época las cofradías se desplegaban con mayor libertad en tanto existían algunas
informales (o sea sin licencia estatal ni eclesiástica) que bajo el título de simples her­
mandades o esclavitudes realizaban cabildos que no contaban con la presencia del
notario eclesiástico ni del juez de cofradías ni del asistente real'. Pero incluso esto no
es raro en las cofradías formales, donde muchas veces se realizaban elecciones de
mayordomos y priostes sin la presencia de estas autoridades, lo cual ocasionaba la
inmediata demanda por parte de los enemigos de los mayordomos electos, que soli­
citaban la anulación de los cabildos hechos sin la vigilancia de las autoridades perti­
nentes. Frederick Bowser nos dice que muy temprano, en el siglo XVI, los vecinos de
Lima tomaron disposiciones que han quedado registradas en los libros de cabildo de
Lima y que demuestran el temor y molestia que existía a propósito de dejar en liber­
tad a las castas para dialogar libremente en los cabildos de sus cofradías, pues se creía
que en estas reuniones los negros libres y esclavos planificaban actos contrarios al
buen orden y obediencia hacia el sector dominante:
“L a s a u to rid a d es siem pre veían con cierta desco n fia n za a la s co fra d ía s d e color. Ya en 1 5 4 9 e l
ca b ild o de L im a se quejó d e qu e la s reuniones de la fra tern id a d n egra no eran m á s que sesion es de
p la n ea ció n de d elito s y a sa lto s y excusa p a ra em borracharse. E n año p o sterio res con tin u ó expresándose
de v e z en cuando e l tem or d e que lo s m iem bros d e la s co fra d ía s n egras so la m en te se reun ían p a ra
p la n e a r crím enes y fra g u a r rebelion es” (BOWSER 1977: 307).
Para Raúl Adanaqué, en cambio, la cofradía representaba un espacio de esparci­
miento que permitía a las castas encontrarse con sus semejantes intercambiando con
ellos sus experiencias y recordando tal vez las lejanas tierras de procedencia suya o de
sus ancestros. La cofradía, entonces, se presenta como una especie de válvula de
escape que ayudaba a eliminar las tensiones que podían generarse al interior del
grupo dominado:
“ La cofradía fr íe u tiliz a d a p o r la corona españ ola com o in stru m en to d e p o d e r p o lítico . E n este caso
p a ra im p ed ir la s p ro te sta s d e lo s esclavos y com o desfogue a ¡a s ten d o n es h u m an as p ro d u cto d e la
explotación . E s decir, se les p e r m itía u n as h oras d e “ lib e rta d ” donde p o d ía n rea n im a r costum bres
a n cestra les” (ADANAQUÉ 1993:29).

El análisis de Beatriz Garland, por su parte toma en cuenta otro aspecto intere­
sante del cofrade: los niveles y la naturaleza de las relaciones que establece como
individuo cristiano al interior de un grupo corporativo como las cofradías. De esta
forma, ella observa que esta institución crea en su interior 3 canales de comunicación
a los cuales el cofrade accede a través de un elemento importante: la ofrenda. Estos
canales de comunicación eran: la del cofrade con los demas hermanos, la del cofrade
con la sociedad y la del cofrade con Dios.
Aquí se nos presentan algunos elementos muy interesantes que también reauie-
ren mayores estudios: la naturaleza y el significado de la ofrenda y el papel ae la
cofradía como institución intermediadora que hace posible que el poblador común
(cofrade) se ponga en contacto con otras instituciones y personas.
141
E n c u a n to a la o f r e n d a , c o m o es e v id e n te la s c o f ra d ía s n e c e s ita n d e b ie n e s p a r a
su b s is tir y g a s ta r e n los d iv e rso s c o m p r o m is o s q u e a d q u ir ía n al m o m e n to d e f u n d a r ­
se: d ifu sió n d e l c u lto , a d o r n o d e su c a p illa e ig le sia , p ro c e s io n e s , la c o m p r a d e c e r a y
a c e ite e n c a n tid a d e s in d u s tr ia le s p a r a m a n t e n e r ilu m in a d a la im a g e n d e su s a n to o
s a n ta p a t r o n a , e tc ., p o r lo ta n to e s ta lla n s ie m p r e d is p u e s ta a r e c ib ir c u a lq u ie r tip o d e
d o n a c ió n q u e sus c o f ra d e s q u is ie r a n h a c e r le , in c lu s o la c o f ra d ía n o e s p e r a b a p a c i e n ­
te m e n te la b u e n a v o lu n ta d d e sus h e r m a n o s s in o q u e e x ig ía d e esto s a y u d a e c o n ó m i­
c a c o n c r e ta . P o r eso e x is tía n 2 tip o s d e “ d o n a c io n e s ” : la s c o n tin u a s , q u e e r a n las
lim o s n a s m e n s u a le s q u e el c o f ra d e se o b lig a b a a p a g a r al m o m e n to d e c o m p r a r las
c a r ta s d e h e r m a n d a d ; y las e p is ó d ic a s, c o m o la s d o n a c io n e s d e b ie n e s m u e b le s e
in m u e b le s (a lh a ja s, ca sa s, c h a c r a s , etc.) así c o m o la a s ig n a c ió n d e c a p e lla n ía s y b u e ­
n a s m e m o r ia s d e ja d a s p o r el c o fra d e e n su te s ta m e n to . P a r t ic u la r m e n t e n o s in te r e s a
la p r i m e r a e n ta n t o e r a n los in g re s o s m á s s e g u ro s d e las c o f ra d ía s y so n las q u e c o n
m á s c la r id a d n o s m u e s tr a n la re la c ió n e n t r e la s c o f ra d ía s y to d o s lo s h e r m a n o s ,
d e s d e el m á s ric o h a s ta el m á s h u m ild e . A tra v é s d e e s ta s c u o ta s o b lig a to ria s , p u e s , el
c o f ra d e c o m ú n y c o r r ie n te p o d ía a c c e d e r a to d o s los b e n e fic io s q u e la c o f ra d ía o f r e ­
c ía (e n tie rro s, d o te s , etc:.) y d e h e c h o le p e r m i tí a v a s e r p a r l e d e e s ta “ c o r p o r a c i ó n ” .
P e ro lo p r in c ip a l a q u í e s trib a e n el h e c h o d e q u e , c o m o lo p r o p o n e G a r l a n d esta
c o n tr ib u c ió n e r a el d e t o n a n t e d e to d a s las r e la c io n e s p o sib le s d e l c o fra d e :

“La ofrenda era entonces el vehículo de comunicación con la divinidad, con la propia cofradía y con los
demás miembros. Fue el instrumento indispensable para dar onceen a cualquiera de estas relaciones''
(G A R L A N D 1994: 222).

U n a v ez q u e e l c o f ra d e le g itim a b a su n e x o c o n la s c o f ra d ía s a tr a v é s d e e s ta
o f r e n d a se d e s e n c a d e n a b a , i n m e d ia ta m e n te , u n m e c a n is m o d e r e la c io n e s q u e te n ia
p o r v e h íc u lo a la c o f ra d ía :

“La cofradía funcionaba, dentro de esta dinámica, como la instancia generadora de una multiplicidad
de relaciones sociales entre sus miembros v con personas e instituí ionesju era de ella: pero a demás fije
legitimadora de relaciones jerárquicas entre sus propios miembros. Por otro Indo, se atribuye a sí
misma, a través del otorgamiento de las cartas de hermandad, unajunción legitimadora de la relación
con la divinidad... A su vez la cofradía como representante de una agrupación de personas perm itía
que se crearan mecanismos de relación a l exterior de ella, con otras instituciones, gremios o entidades.
La cofradía era, entonces, una instituirán que acogía 3 canales de comunicación de un mismo indivi­
duo. Peco a l mismo tiempo era inlermediadoia entie el individuo y la sociedad” ( G A R L A N D
1 9 9 4 : 22:4).

E ste f e n ó m e n o q u e B e a triz G a r la n d o b s e r v a e s f u n d a m e n ta l p a r a a n a l i z a r u n o
d e lo s f a c to re s q u e a n u e s tr o ju ic io c o n s titu y e n u n a d e la s c a r a c te r ís tic a s d e e s te tip o
d e in s titu c io n e s y q u e d e te r m i n a r o n su d if u s ió n p o r p a r l e d e l s e c to r d o m in a n te : la
in te g r a c ió n d e l s e c to r d o m i n a d o a la s o c ie d a d d e l g r u p o h e g e m ó n ic o , c o n s titu y é n ­
d o s e p o r e n d e c o m o u n e fe c tiv o m e c a n is m o d e d o m in a c ió n .

N o p o d e m o s t e r m i n a r e s te a c á p ite sin m e n c i o n a r 2 a r tíc u lo s m á s r e c ie n te m e n te


p u b lic a d o s p o r J e s ú s P a n in g u a “' y J o a q u í n R o d r íg u e z 9. E l p r im e r o c e n t r a su a te n c ió n
e n el c o n flic to e n tro d o s c o f ra d ía s m u y im p o r ta n te s : la c o f r a d ía S a n E lo y (d el g r e m io
d e p la te r o s d e L im a ) y la c o f r a d ía N u e s tr a S e ñ o r a d e la M is e r ic o r d ia . A m b a s e s tu v ie ­
r o n f u s io n a d a s d u r a n t e m u c h o tie m p o c o m p a r t i e n d o la m is m a c a p illa e n la ig le sia
d e l c o n v e n to S a n A g u s tín y b a jo u n a a d m in is tr a c ió n u n if ic a d a . S u a n á lis is se c e n t r a
<*n la p r i m e r a m ita d d e l sig lo X V I I I y u tiliz a d o c u m e n t a c i ó n d e l A rc h iv o G e n e r a l d e
I n d ia s . E s u n t r a b a j o b a s t a n t e in te r e s a n te p o r q u e n o s m u e s tr a la s te n s io n e s g e n e r a ­
d a s a l j u n t a r s e 2 c o f r a d ía s t a n d isím ile s c o m o la g r e m ia l y la d e s a n g r e , c a d a u n a

142
a p o y a d a p o r u n g r u p o e s p e c íf ic o ( S a n E lo y p o r lo s p l a t e r o s y N u e s t r a S e ñ o r a d e la
M i s e r i c o r d i a p o r lo s f ra ile s a g u s tin o s ) q u e t r a t a d e c o n t r o l a r a l a d o b l e c o f r a d í a y a
q u e e n t r e o t r a s c o s a s m o v i a n a b u n d a n t e c a n t i d a d d e b ie n e s m u e b l e s , i n m u e b l e s y
d i n e r o e n e f e c tiv o . P a r a J e s ú s P a n l a g u a e s to s c o n f lic to s n o s o n m á s q u e p r o y e c c io n e s
d e la s te n s io n e s e in t e r e s e s g e n e r a l e s d e la s o c i e d a d l i m e ñ a r e p r o d u c i d a s a e s c a l a e n
la s c o f r a d ía s :

“Para com enzar pódanos decir que se aprecian las tensiones creadas entre las autoridades religiosas
(arzobispo y altos cargos del C abildo} y autoridades civiles (virrey). Pero adem ás son observables
también fricciones internas dentro de un núcleo de poder; ésta son especialmente constata bles en. el
estamento eclesiástico, entre e l arzobispo y lasjerarqu ías provinciales y la orden de San Agustín, que
aparan a una u otra cofradía, enfunción de sus propios intereses. E l nivel de enfrentamiento, como era
habitual, va a agrandary m ultiplicar los problem as, hasta im plicar a los máximos diligentes del Peni.-
arzobispo y virrey Ambos, como solia ser tradicional, encarnarán posturas enfrentadas, en su eterna
pugna p or el control de las actividades eclesiásticas, en la que siempre se inscribe como telón de fon d o e l
polém ico derecho de patronato. E s h que en otros términos podríam os denom inar como tensiones
“dominante- dom inante” (PAÑIAGUA 1995: 34).

E s ta c o n s t a t a c i ó n d e J e s ú s P a n l a g u a n o es extraña si t e n e m o s e n c u e n t a q u e lo
q u e e s t a b a a q u í e n p u g n a e r a el c o n t r o l de una de las c o f r a d ía s m á s i m p o r t a n t e s y
p r e s tig io s a s d e U r n a , que a d e m á s p o s e ía , como ya se señaló, i n g e n t e s c a n t i d a d e s d e
b ie n e s . P o r o t r o l a d o J e s ú s P a n l a g u a p o n e sobre el tapete otro t e m a i m p o r t a n t í s i m o :
e l c o n f lic to I g l e s i a - E s t a d o e n s u l u c h a por c o n t r o l a r más e f e c t i v a m e n t e a las cofra­
d ía s . C o m o s a b e m o s la s c o f r a d í a s d e p e n d í a n de ambas instituciones y a ambas ren­
d í a n c u e n t a s c o m p a r e c i e n d o , d e a c u e r d o a la naturaleza d e l lío, a n t e el juez civil o el
e c le s iá s tic o . S in e m b a r g o e l Í ím ite d e jurisdicciones nunca estuvo del todo claro. Ya
Teresa Egoavil había encontrado evidencia palpable de este conflicto en un expe­
diente de 1789:
“Tanto en e l periodo de crisis económica que venia enfrentando e l gobierno virrein al desde 1 7 8 0 en
form a m ás o menos a g id a , a si como en circunstancias sim ilares de otras épocas, la s autoridades
eclesiásticas y gibernam entaies trataron de salvaguardar su s intereses económicos separadam entey en
periodo a l que nos hemos referido hubo una serie de conflictos entre eüas. A propósito d e un conflicto p o r
la s fa lta s de un cobrador d e cartas de herm andad en ¡a cofradía de San J o sé de ¡a Buena M uerte, e l
ju e z Francisco de Tagle declara que se debe poner en d a to s i corresponde a l fueron eclesiástico o a l
Superior Gobierno resolver las problem as de la s cofradías. E l Sr. F iscal Am brosio perdón en documen­
to a l virrey p id e se deslinden la s responsabilidadesy se delim ite la jurisdicción d el gobierno y de la
Iglesia sobre la s cofradías. E l Superior Gobierna, a tremés de Francisco tk A rm en d á riz trice que se debe
exhibir autos, P eales C éd u ia sy bulas para resolver lo que m ás contiene” (EGOAVIL 1986: 101).

Suponemos que este interés por ejercer un control más efectivo y directo sobre las
cofradías tiene mucho que ver con las necesidades de cada una de estas instituciones.
Recordemos que lo que al Estado le interesaba era ejercer el control inmediato sobre
una institución que como ya vimos brindaba a sus miembros la oportunidad de
autogobernarse. Demasiada libertad seguramente inquietaba demasiado a un Esta­
do (sobre todo al borbónico) anhelante por controlarlo todo. Por otra parte la Iglesia
se preocupaba por mantener la pureza de la religión y por tanto está interesada en
controlar las manifestaciones religiosas de sus feligreses reunidas en una institución
como las cofradías catalogadas como obras pías. A demás no puede pasarnos por
alto que las cofradías manejaban mucho dinero que era aprovechado por el Estado
cuando necesitaba efectivo (ya que las cofradías frecuentemente tenían dinero en
efectivo) para, por ejemplo, el mantenimiento de la tropa (aunque esto se hace más
evidente durante las guerras del periodo colonial tardío), o la Iglesia cuando necesi­

143
t a b a d i n e r o p a r a r e p a r a r s u s p a r r o q u i a s . P o r e s o n o e s r a r o e n c o n t r a r d is p o s ic io n e s ,
q u e a v e c e s e s t a b a n e n l a s m i s m a s c o n s t it u c i o n e s , r e l a tiv a s a l a o b l i g a c i ó n d e lo s
m a y o rd o m o s d e p r e s e n ta r su s c u e n ta s a l m o m e n to d e p a s a rle e l c a rg o a su s u c e so r y
s o b r e t o d o si q u e r í a t e n t a r l a r e e l e c c i ó n .

P o r ú l t i m o e s t e i n t e r e s a n t e a r t í c u l o n o s m u e s t r a c l a r a m e n t e la s t e n s io n e s “ d o m i ­
n a n te -d o m in a d o ” :

*'puesto q u e la intervención de la s m á s a lia s a u torida des d e l virreinato y d e la p ro v in c ia a g u stin ia n a d e l


P erú, a fe m a r d e u n a u otra p a rte, lleva ba m em ta b lem en te a enfren ta m ien to s con los elem en tas su b o rd i-
. n a d o s ” (P A N 1 A G U A 1 9 9 5 : 3 4 ). '

E s t a o b s e r v a c ió n n o s m u e s t r a f e h a c i e n t e m e n t e c ó m o l o s a s u n t o s d e l a c o f r a d í a
t r a s c e n d í a n l o m e r a m e n t e r e lig io s o t o c a n d o in c l u s o a s p e c t o s p o l í t i c o s , e c o n ó m i c o s y
s o c ia le s m o s t r á n d o n o s c ó m o e n v e r d a d l a c o f r a d í a e r a u n m i c r o c o s m o s q u e r e p r o d u ­
c í a a e s c a l a l a e s t r u c t u r a d e l a v i d a s o c ia l d e l a c a l o n í a .

E1 m i s m o a ñ o J o a q u í n R o d r í g u e z p u b l i c ó o t r o i n t e r e s a n t e a r t í c u l o d o n d e m u e s ­
t r a y a n a liz a la c o fra d ía c o m o u n m e d io d e l q u e se v a lió l a C o n tr a r r e f o r m a p a r a
m a n t e n e r v ig e n t e y p u r o e l e s p í r i t u c a t ó l i c o e n A m é r i c a a s í c o m o v e h í c u l o i m p o r t a n ­
t e p a r a l a e v a n g e l i z a d o ! ) d e lo s i n d í g e n a s . P a r a J o a q u í n R o d r í g u e z la s c o f r a d ía s t i e n e
c o m o p u n t o d e d if u s ió n lo s n ú c l e o s u r b a n o s e n t a n t o e s u n a i n s t i t u c i ó n t r a í d a p o r lo s
e s p a ñ o l e s a lo s l u g a r e s d o n d e é s to s s e a s e n t a r o n (las c i u d a d e s p o r e x c e le n c ia ) lle v a n ­
d o a d e m á s s u p r o p i a f o r m a d e e n c a r a r e l m u n d o y s u p r o p i o c o n j u n t o d e i d e o lo g ía s .
P a r a e l a u t o r la s c o f ra d ía s e s p a ñ o la s so n fu n d a m e n ta le s e n e s te p e r io d o ( s e g u n d a
m i t a d d e l s ig lo X V I ) pufes s o n s e m illa s e x ito s a s q u e f l o r e c e r á n y s e r e p r o d u c i r á n e n
A m é ric a :

“ So n las co fra d ía s de espadóles, en este m arco ciud adan o, la s q u e m ejo r expresan e l e s p íritu d e la
segund a m ia d de ! Q u in ie n to s ,y m á s larde de los p o stu la d o s c onlra rrefo rm istas: la co n d u cía ascética ,
la sim b alog ía ritu a l, e l c e rp o m tiid sm o religioso, la a y u d a m u tu a , so n características q u e llev a n consigo
los em ig ra ntes pe n in su la re s que se asientan en las tierras ultram arin as. C o n ello s em ig ra n s u devocio­
n es y s u s sím bolos, su s e n s ib ilid a d y sus m eca n ism o s de c o n d u c ta ” ( R O D R I G U E Z 1 9 9 5 :1 7 ) .

I n c l u s o p o d e m o s a p r e c i a r u n a n á lis is i n t e r e s a n t e s o b r e e l s ig n i f i c a d o d e l a s c o f r a ­
d ía s d e la e liíe e s p a ñ o l a p r e s e n t á n d o l a f u n d a m e n t a l m e n t e c o m o e l r e s u l t a d o d e u n a
b ú s q u e d a d e p r e s tig io :

uE n los com ienzos d é la co lo n ia , conquistadores, aventureros y buscadores de, fo rtu n a e re rn m ciudades,


se construyeron m ansiones y se a d ju d ica ro n bienes y tm riendas. Afan.terde.ndo unos p a tro n e s de conduc­
ta y ostentando u n sistem a de calm es p ro p io de la In d u lg id a pretendieron conseguir y obtener h que en
E s p a d a les estaba vedado: prestigio, estatus y re a m o a m im to social... " ( R O D R I G U E Z 1 9 9 5 :2 3 ).
C o n c o r d a m o s c o n el a u t o r e n lo q u e se r e f i e r e a e s t a m i g r a c i ó n d e l a r e l i g io s i d a d
e s p a ñ o l a j u n t o c o n lo s c o n q u i s t a d o r e s p u e s e s e v i d e n t e q u e e llo s n o s ó lo v i n i e r o n c o n
la e s p a d a s in o t a m b i é n c o n la c r u z , p e r o d e s e a m o s h a c e r n o t a r e s t a v e r s a t i l i d a d d e la
c o f r a d í a a l o f r e c e r a l d o m i n a n t e la p o s i b i l i d a d de: h a c e r d e s p l ie g u e de: u n a g r a n o s ­
t e n t a c i ó n a p a r t i r d e u n a a g r u p a c i ó n q u e d e b í a t e n e r a n t e t o d o u n e s p í r i t u a s c é tic o .
S i n o s l ija m o s e n - lo s d o c u m e n t o q u e h a c e n r e f e r e n c i a a la s p r o c e s i o n e s n o s d a r e m o s
c u e n t a q u e e s j u s t a m e n t e co n . e s te m o tiv o q u e la s c o f r a d í a s d e elide t e n í a n la o p o r t u ­
n i d a d d e m o s t r a r a . t o d o el p ú b l i c o p l e b e y o (c a sta s) e l p o d e r e c o n ó m i c o d e l q u e e r a n
c a p a c e s y a q u e n i n g ú n s a n t o d e lo s e s t r a t o s in f e r i o r e s ( c o n r a r a s e x c e p c io n e s ) v e s tía
lo s t r a j e s m á s r ic o s n i l u c í a las j o y a s m á s v is to s a s n i e ra - llevado e n la s a n d a s m á s
c o s to s a s q u e lo s s a n t o s p a t r o n e s d e la s c o f r a d ía s d e la e lite . D e e s t a f o r m a e l s e c t o r
d o m in a n te “ v e n d ía ” u n a im a g e n e s p lé n d id a a n te el s e c to r d o m in a d o h a c ié n d o le s e n ­

144
t i r su t o t a l s u p e r i o r i d a d e n u n n u e v o p l a n o : e l r e lig io s o . E i g u a l m e n t e a q u e l l a c o f r a ­
d ía d e e lite q u e d e m o s tr a b a m a y o r o s te n ta c ió n o to r g a b a a c a d a u n o d e su s h e r m a ­
n o s m a y o r p r e s t i g i o a l i n t e r i o r d e s u p r o p i o g r u p o s o c ia l.

P o r o t r o l a d o , J o a q u í n R o d r í g u e z n o s m u e s t r a c ó m o la s c o f r a d í a s f u e r o n u n i n s ­
t r u m e n t o f u n d a m e n t a l e n el p a p e l e v a n g e l i z a d o r d e la I g l e s i a , p u e s :

“ L a p a ra fé rn a lia te a tra l y r it u a l de la re lig io s id a d b a rro ca venía a ejercer un im p o rta n te p a p e l com o


in s tru m e n to p a r a la a tra c c ió n de la s e n sib id a d indígen a, sigu ie ndo la s in ta x is de u n a lenguaje s im b ó ­
lic o ) v a c u n o ” ( R O D R Í G U E Z 1 9 9 5 : 1 9 -2 0 ).

Y e s q u e e n v e r d a d , e n n i n g ú n l u g a r c o m o e n la s c o f r a d í a s e s t a p a r a f e r n a l i a
t e a t r a l y r i tu a l b a r r o c a se p r e s e n t ó t a n c l a r a m e n t e n i t u v o u n o b j e t i v o t a n e v i d e n t e
c o m o el d e s e d u c i r a la m a s a i n d í g e n a , p o r e llo lo s s e c t o r e s d o m i n a d o s n o t a r d a r o n
e n im ita r al g r u p o h e g e m ó n ic o :

“ indios, negros y m u la to s fu n d a ro n sus respectivas cofradías, su ponien do a com ienzos de ! siglo X V I I


p rá c tic a m e n te la m ita d de la s existentes en la d u d a d ” ( R O D R I G U E Z 1 9 9 5 : 2 4 - 2 5 )

A n t e el i n d i s c u t i b l e é x i t o d e la s c o f r a d í a s n o e s e x t r a ñ o q u e la I g le s ia s e d i e r a
c u e n t a m u y p r o n t o q u e d e b í a p r o m o v e r el d e s a r r o l l o d e e s ta i n s t i t u c i ó n p e r o s i e m p r e
d e u n a m a n e r a c o n t r o l a d a p a r a e v i t a r q u e la s m a n i f e s t a c i o n e s r e lig io s a s d e g e n e r a r a n
p e r d i é n d o s e d e e s t a m a n e r a lo s id e a le s c o n t r a r r e f o r m i s t a s q u e d e b í a n r e g i r y g u i a r e l
e s p í r i t u d e e s te c u e r p o :

“fo m e n to de! c u lto s a cra m e n ta l, Ia im p o rta n c ia de devociones e im ágenes como vehículos de s a lv a ció n ,
la p rá c tic a de lo s sacram entos, el d e sa rro llo de la s pe n ite n cia s p u b lic a s , la fu n d a c ió n de o b ra s ¡ ñ a s "
(R O D R ÍG U E Z 1 9 9 5 : 17).

S in e m b a r g o n o s a s a l t a u n a d u d a c o n r e s p e c to a u n a d e la s i d e a s v e r t i d a s p o r e l
a u t o r , n o s r e f e r i m o s a la q u e t r a t a a c e r c a d e e s te é x i t o c o f r a d i a l y s u v e r d a d e r o s i g n i ­
fic a d o . P a r a el a u to r :

“ E s te ca rá c te r en p u g n a de la s co fra d ía s étnicas J i ente a la s de blan cos en ¡a re a liz a c ió n de sus


actividad es, celebraciones y ritu a le s ... eta u n a co ntante a lo la rg o del siglos .V I 7, o rig in a n d o , ta n to en
In d ia s com o en la P e n ín su la , grand es a la b a n z a s a la devoción y re lig io s id a d de los estam entos de co lo r
p o r p a rte de cronis tas e h isto ria d o re s de la época. E n e l fondo, se tra ta b a de la ú n ic a fo r m a que tenían
tales etiuas p a r a su p e ra r ciertos recelos sociales h a c ia su in te g r id a d y p u re z a re ligiosa, recelos d is fra z a ­
dos de re lig io s id a d que escondían otros m ás propínelos d e fite rte m a rg in a c ió n s o c ia l’ ' ( R O l ) R Í G U E Z
1 9 9 5 : 2 5 ).

D e m a n e r a q u e p a r a é l el e s p í r i t u q u e e m b a r g a b a a l a s c o f r a d í a s f u n d a d a s p o r la s
c a s t a s n o t e n í a u n s e n t i d o p o s i t i v o e n t a n t o n o e r a c o n s e c u e n c i a d e la i n t e r i o r i z a c i ó n
d e lo s v a l o r e s e i d e a s c r i s t i a n a s , s in o q u e f u e r o n f u n d a m e n t a l m e n t e u n p r e t e x t o p a r a
q u e e l s e c t o r d o m i n a d o d e m o s t r a r a a l d o m i n a n t e s u a d h e s i ó n a l s i s t e m a c o l o n i a l . S in
e m b a r g o d u d a m o s q u e e s t o s e a d e l t o d o c o r r e c t o y a q u e c o m o v e r e m o s la s c o f r a d í a s
o f r e c i e r o n s e n i c i o s , t a l e s c o m o la f a c ilid a d p a r a c o n s e g u i r s e p u l t u r a e n l a t i e r r a s a ­
g r a d a d e u n a ig le s ia , el o t o r g a m i e n t o d e d o t e s , y s o b r e t o d o la c e l e b r a c i ó n d e la s
m i s a s p a r a s a c a r e l a l m a d e lo s h e r m a n o s d e l p u r g a t o r i o , q u e s e g ú n n o s p a r e c e
m u e s t r a n q u e e s to s s e c t o r e s “ m a r g i n a d o s ” e s t a b a n t a m b i é n i m b u i d o s p o r lo s v a l o r e s
d e a y u d a m u tu a , c a r id a d , d e s c a r g o d e c o n c ie n c ia y d e r e lig io s id a d m u y p r o p io s d e l
c ris tia n is m o .

145
II. La in teg ra ció n y lo s m e c a n ism o s de a y u d a m u tu a

C o m o , vemos existen m uchas d e f i n i c i o n e s de lo que fueron las c o f r a d ía s p eru an o


c o lo n ia le s , sin em bargo, dentro d e e s ta s diversas i n t e r p r e t a c i o n e s y definiciones en ­
c o n t r a m o s u n punto en com ún que p u e d e s e r v i r p a r a acercarnos m á s a la co m p ren ­
s ió n d e n u e s t r o objeto d e estudios, m e r e f i e r o a la cofradía vista c o m o u n a “asocia­
c i ó n d e c u l t o con carácter c o o p e r a t i v í s t i c o ” . Este concepto, t r a b a j a d o y a e n la d éca­
d a d e lo s 7 0 ’ p o r C e l c s t i n o / M e y e r s a b r e to d o u n abanico de p o s ib le s á n g u l o s d e
e n f o q u e a l problem a de las cofradías. I n c l u s o estos a u t o r e s p r o p o n e n t o d a u n a d i s c u ­
s ió n e n t o r n o a ella que nos parece m u y i n t e r e s a n t e y útil en e l a n á l i s is d e la s c o f r a ­
d ía s .

E n p r i m e r lugar tenem os a una i n s t i t u c i ó n que r e ú n e e n s u i n t e r i o r a u n c o n j u n t o


de p e r s o n a s c o n intereses similares q u e se e n c u e n t r a n d e n t r o d e u n a s o c i e d a d (e n e s t e
caso la c o lo n ia l) con características p r o p i a s . E n s e g u n d o lu g a r , n o s e n f r e n t a m o s con
e l p r o b l e m a d e d e t e r m i n a r p o r q u é e x is te ta l a g r u p a c i ó n y p o r q u é sus m iem bros
s i n t i e r a n la n e c e s i d a d de agruparse y e n q u é m edida le s e r a v ita l o im portante s e g u i r
p e r t e n e c i e n d o a esta agrupación. C r e e m o s posible a p r o x i m a r n o s a la problem ática
d e la s c o f r a d ía s a partir d e d o s c o n c e p t o s c la v e s : integración y m e c a n i s m o s de a y u d a
m u tu a .

II.1. La Integración

En io s a u t o r e s antes citados la f u n c i ó n i n t e g r a t i v a s e m a n i f i e s t a a tr a v é s d e d i v e r ­
sas m aneras y en d i s t i n t o s p la n o s .
C o m o s e ñ a l a n C e l c s t i n o / M e y e r s la s c o f r a d í a s p a r e c e n s e r u n a i n s t i t u c i ó n q u e
t r a s c i e n d e e l m e r o m a r c o f a m i l i a r h a c i e n d o p o s i b l e la c o m u n i c a c i ó n d e d i v e r s a s p e r ­
s o n a s m á s a l l á d e l a u n i ó n d e l p a r e n t e s c o y a q u e se t r a t a d e :

“G r a n d e sfa m ilia s , e n la s q u e su s m iem b ro s e sta b a n u n id o s p o r u n a su p u esta fr a te r n id a d v o lu n ta r ia


cea e l objeto d e sa tisfa c e r la s necesidades « d e .i cuerpo t- d e l a l m a » ” (C E L E S T 1 N O v M E Y E R S
1 9 8 1 b : 186}. '

P a r a C e l c s t i n o / M e y e r s e s j u s t a m e n t e e l c a r á c t e r a b i e r t o d e la s c o f r a d í a s l a q u e
h a c e q u e t r a s c i e n d a la s r e l a c i o n e s d e p a r e n t e s c o a d i f e r e n c i a d e l a y l l u . D e e s t a f o r m a
se lo g r a c a p t a r a u n n ú m e r o m a y o r d e c o m p o n e n te s lo c u a l es m u y ú til y a q u e la s
a c tiv id a d e s d e la s c o f ra d ía s n e c e s ita b a n d e u n n ú m e r o m u y g r a n d e d e g e n te q u e
a y 'u ric a l s o s t e n i m i e n t o m a t e r i a l d e l c u lto . E s to i n d u d a b l e m e n t e p e r m i t e q u e e l m i e m ­
b r o d e la c o m u n i d a d q u e e s t a b a d i s p u e s to a t r a b a j a r p o r l a c o f r a d í a s e a a c e p t a d o d e
b u e n g r a d o s i n t i é n d o s e c o n e l d e r e c h o s u f ic ie n te p a r a p a r t i c i p a r d o lo s p r i v il e g i o s q u e
l a c o f r a d ía p o n í a a s u d i s p o s i c i ó n . S o b r e t o d o e x is tía u n b e n e f i c i o q u e s ó lo l a c o f r a d í a 1c
o f r e c ía d e u n m o d o r e l a t i v a m e n t e fácil: la o p o r t u n i d a d d e l l e g a r a o c u p a r u n p u e s t o d e
g r a n p r e s tig io c o m o e r a e l d e m a y o r d o m o :

“...e n otro n iv e l d e l s iste m a d e c o p a d la s orig ina c a m b io s en e l d o m in io d e l p o d e r y d e l p restig io social,


ca m b io s que son m u y lentos pero inexorables. ..¡a in stitm i< m aiiza ciéii d e l siste m a d e cargos o m ay o rd m n ía s
p e r m itió q u e u n n ú m ero m orar de p e rso n a s p u d ie ra acceder a la s esferas d e p restig io an teriorm ente
p rivileg io d e h i m k a s y p rin cip a les. L o s com uneros y a p o d ía n ser n o m b ra d o s m a y o rd o m o s d e la cofra­
d ía a la q u e pertenecían ó d e l santo p a tró n d e l p u e b lo ,y d eb ía ento nces o rg a n iza r y p a g a r u n a fie s ta ,
es decir, c u m p lir con e l rito católico de la m isa y la procesión a l sa n to y ofrecer y ag a sa ja r c o n c o m id a s

146
y bebid as a sus herm anos cofrades y a toda la población entera. E l m ayordom o que cum plía su
obligación su bía en la escala del prestigioy esperaba igualm ente ser retribuido en tas fiesta s organ iza­
d as p o r ¡os nuevos m ayordom os” (CELESTINO y MEYERS 1981c: 3Ó8).

Como vemos la cofradía permitía el ascenso en la escala de poder de la comuni­


dad, constituyéndose en una verdadera vía para ascender socialmente ya que debe­
mos tener en cuenta que el bienestar de los indios que manejaban las cofradías estaba
basado en una estrategia socioeconómica que dependía de su capacidad para aliarse
con los europeos y de agregarse a los nuevos patrones de explotación colonial, y esto
era así en tanto que las actividades económicas de las cofradías llegan a adquirir en el
campo dimensiones tales que contaron con grandes recursos económicos10, pudien-
do drenar con frecuencia el trabajo de los indios para el cultivo de sus chacras y la
construcción de sus casas e iglesias sin pagar jornales.
Pero esto no es todo. Este hecho nos indica que las cofradías tenían la potestad de
reconfigurar el mapa de poder y prestigio en la comunidad poniendo en peligro,
como es evidente, la posición del líder étnico por excelencia: el curaca. Como no
podía ser de otro modo estos líderes étnicos tradicionales se dieron cuenta de inme­
diato de la potencialidad de las cofradías y no tardaron en responder electivamente.
Como lo demuestran Celestino/Meyers, el curaca constituyó la figura determi­
nante en la formación de las cofradías en tanto éstos donan sus bienes a la fraterni­
dad, bienes que eran por lo general la base económica que permitía el sostenimiento
material del culto. Esto les permitió acceder a las mavoidomías directamente o a
través de indios leales a ellos que eran elegidos sin ningún problema. Así, los curacas
se aseguraron el control de esta institución consolidando a demás su prestigio y por
ende su poder de negociación, haciendo que el establecimiento de alianzas con los
españoles sea más fácil. Incluso Rafael Varón propone que las cofradías eran utiliza­
das en numerosas oportunidades como intermediaria entre el sector dominado y el
dominante, pues el curaca, teniendo como eje principal el manejo que hacía de la
cofradía en su calidad de mayordomo, se podía mover en ambos mundos legitiman­
do así su presencia. De este modo, las cofradías rurales se nos presentan como parte
de las estrategias de la elite rural para mantener su posición dominante al desplegar
mecanismos ae control ideológico y económico dentro de la comunidad tal como nos
lo dice Varón:
“...con e l E stado colonial, la situación se presentó totalm ente diferente [a la del estado In ca]. E l
adm inistrador laico o religioso español no podía concebir una coexistencia entre e l poder local y el
m etm po/itano, entre e l culto localy ei católico, es p or este m otivo que tanto et curaca com o la población
indígena en gatera! se vieron forzados a buscar una solución definiendo claram ente los dos m undos en
los que se vio obligado a actu ar: e l indígena y el español. Dentro de cada uno u tilizó et lenguaje que
fu ese com prensible y aceptable p ara ju stificarlo y m antener su p osición ” (VARON 1982: 142).

De esta forma las visiones de los autores son muy' sugerentes ya que nos proponen
el papel de la elite indígena en dos posiciones: si aceptamos que la cofradía suplanta
al ayllu es una consecuencia lógica que los líderes de las cofradías fueran los antiguos
señores étnicos y si por el contrario creemos que el ayllu no fue suplantado resulta
que el curaca usaba a la cofradía como un mecanismo de mantenimiento de posicio­
nes dominantes y de control ideológico y económico, por eso desempeñaron funcio­
nes públicas que les permitían tener alianzas con los españoles y cargos dentro de las
cofradías. En otras palabras la nobleza indígena se preocupó por ocupar las
mayordomías porque se dio cuenta que la cofradía usaba al ayllu para asegurar su
propia reproducción cultural y económica.

147
E n s u m a , c o n la c r e c ie n te a r tic u la c ió n c o n lo s se c to re s d o m i n a n t e s n o in d íg e n a s ,
la c o f r a d ía , d e c o m p o s ic ió n é t n ic a m e n te m ix ta , p r e s e n t a p a r a los in d io s u n a p o s ib i­
lid a d d e a c u m u la c ió n d e p re s tig io e c o n ó m ic o y so c ia l, d e e s ta m a n e r a se le p e r m i tí a
al in d íg e n a c o m ú n y c o r r ie n te p a r t i c i p a r c o m o a lg u ie n i m p o r t a n t e e n u n a in s titu c ió n
q u e a y u d a b a a la e v a n g e liz a c ió n . J u s t a m e n t e e s ta e v a n g e liz a c ió n fu e el o b je tiv o f u n ­
d a m e n t a l d e la s c o f ra d ía s así q u e n in g u n a c o m o e lla s le s p e r m i ti e r o n a lo s in d íg e n a s
c o n ta c ta r s e c o n la c u ltu r a d e l d o m i n a d o p u e s los in d íg e n a s c o f ra d e s e s t a b a n o b lig a ­
d o s, p o r e je m p lo , a c o n s tr u ir la s ig lesias d o n d e se e n c o n t r a r ía n las f u tu ra s c a p illa s d e
su s c o fra d ía s .

P o r o t r a p a r t e , n o s p r e g u n ta m o s si e n v e r d a d las c o f ra d ía s f u e r o n u s a d a s p a r a
a d o r a r a los s a n to s c r is tia n o s o si m i s b ie n lo u s a ro n c o m o e x c u s a p a r a , v e la d a m e n te ,
s e g u ir a d o r a n d o a su s d io se s p r e h is p á n ic o s . Si esto es así p l a n t e a u n a f u e rte d u d a y a
q u e s ig n ific a ría q u e n o h a y u n a in te g r a c ió n to ta l sin o m a t i z a d a p o r la id o la tr ía . H a ­
b r í a e n to n c e s u n p r o c e s o d e s in c re tis m o re lig io so q u e d e to d o s m o d o s s ig n ific a u n
a c e r c a m ie n to a l c u lto c r is tia n o del v e n c e d o r. R a fa e l V a r ó n ta m b i é n o b s e r v a e s te fe ­
n ó m e n o p a r a el c a s o h u a r a c in o :

“1partir de este periodo f.siglo X V II] se puede deducir que instituciones católicas adquieren cada vez
mayor importancia dentro del culto del sistema de valares de la población indígena. Esto no im plica de
ninguna manera que el culto nativo hubiese desaparecido totalmente, pero lo que sí debe quedar claro es
que éste se redujo de manera notable y en gran medidaju e sustituido por instituciones españolas tales
como la copadla colonial netamente sincrética. A las aún, resulta ándente que detrás de la fachada de
¡a cofradía eatólira se siguiese practicando el culto nativo, con su jerarquía de sacerdotes, sacrificios y
rituales prehispánicos, manteniéndose un estrecho vínculo entre, am bos” (VARON 1982: 141).

C o m o v e m o s , p a r a V a r ó n l a in te g r a c ió n se d a m á s b ie n a n iv e l re lig io s o y p o lític o
p u e s él o b s e r v a c ó m o la c o f ra d ía , a p e s a r d e q u e su f u n c ió n o fic ia l fu e la d e r e n d i r
c u lto a u n s a n to p a t r ó n n o só lo a s u m e las f u n c io n e s d e l ay llti, sin o q u e t a m b ié n d a
c a b i d a a los n iv e le s m á s p o p u la r e s y d e m a y o r a r r a ig o d e l c u lto n a tiv o t r a d u c i d o s e n
u n s i n c r e t i s m o r e l i g i o s o q u e a m a l g a m a la s c r e e n c i a s r e l i g i o s a s e s p a ñ o l a s y
p r e h is p á n ic a s .

E n la c iu d a d la c u e s tió n se p r e s e n ta d istin ta . E g o av il o b s e rv a in te g r a c ió n b á s ic a ­
m e n te e n el p la n o e c o n ó m ic o y a q u e la c o f ra d ía v in c u la al in d íg e n a a g r ic u lto r c o n la
e c o n o m ía c o lo n ia l a tra v é s d e los d is tin to s d e p ó s ito s d e d in e r o e n e fe c tiv o q u e éste
d o n a b a a la c o f ra d ía p a r a a c c e d e r a los p riv ile g io s q u e le o fre c ía . D e e s te m o d o el
in d íg e n a es in te g r a d o a la e c o n o m ía c o lo n ia l a tra v é s d e su s a p o r te s e n m e tá lic o q u e
lu e g o la c o f ra d ía se e n c a r g a r ía d e h a c e r c ir c u la r a trav és d e su s v a r ia d a s fo rm a s d e
in v e rs ió n . S in e m b a r g o , p a r a E g o av il, el a c e rc a m ie n to e n tr e el d o m i n a n t e y e l d o m in a ­
d o v ía la c o fra d ía a b a r c a b a ta m b ié n el a s p e c to id e o ló g ic o y re lig io so , e v id e n te al t r a t a r ­
se d e u n a in s titu c ió n d e c u lto e n la c u a l los p a rtic ip a n te s , c u a lq u ie r a se a su c o n d ic ió n
p a r tic ip a n d e u n m ism o id e a l y se rig e n p o r u n a s m ism a s c o n s titu c io n e s .

“Las cofradías de Lima ejercieron notable influencia dentro del proceso económico, socialy político del
virreinato, vinculando a la Iglesia ron ¡a elile de poder de la época así como con las clases más pobres
de la ciudad y con los nidios de tas zonas marginales. Con un flujo contante de capital basado en
inversiones de compra-venta de inmuebles y mediante un sistema de préstamos hipotecarias, ¡as cofra­
días participaron activamente en calidad de empresasfinancieras” ( E G O A V IL 19 8 6 : 30).

P a r a B e a triz G a r l a n d , e n c a m b io , d ic h a f u n c ió n in te g r a tiv a es m á s e v id e n te y
f u n d a m e n t a l e n el p l a n o so c ial. L o s in d iv id u o s , s o b re to d o lo s m a r g in a le s , p u e d e n
i n t e r a c t u a r c o n la s o c ie d a d y v in c u la r s e c o n ellas u tiliz a n d o los c ó d ig o s q u e la c o f r a ­
d ía m a n e ja . D e e s ta f o r m a , in s c rib ié n d o s e e n la c o f ra d ía d e la c a s ta q u e le e o r r e s p o n -

148
d í a o la d e l g r e m io d e l o fie io q u e d e s e m p e ñ a b a u n c o f ra d e p o d í a a c c e d e r a los m e c a ­
n is m o s d e r e la c ió n a l i n t e r io r y e x te r io r d e e lla , c o m o y a v im o s.

P a r a R o d r íg u e z , e n c a m b io e x is te n d o s r ía s , la p r i m e r a tie n e q u e v e r c o n la in t e ­
g r a c ió n e n el p la n o m e r a m e n t e re lig io so , q u e se h a c e e v id e n te e n la a s im ila c ió n p o r
p a r l e d e la s c a s ta s d e e s ta in s titu c ió n e v id e n c ia d o e n la l á p i d a p r o lif e r a c ió n (éxito)
q u e tie n e e n t r e lo s d o m in a d o s . Si e m b a r g o , c o m o y a v im o s, p a r a él e s to n o q u ie r e
d e c ir n e c e s a r ia m e n te q u e lo s d o m in a d o s h a y a n s id o g a n a d o s p o r los a s p e c to s p o s iti­
v o s d e l c r is tia n is m o . P o r o t r a p a r te , es n e c e s a r io r e c a lc a r q u e a l h a b l a r d e in te g r a c ió n
n o s r e fe rim o s a la in te g r a c ió n d e l d o m i n a d o a la c u ltu ra, y s o c ie d a d d e l d o m i n a n t e y
n o a u n a in te g r a c ió n a n iv el d e la s c a s ta s y a q u e e s e v id e n te q u e m u c h a s c o fra d ía s
te n ía n u n f u e rte c a r á c t e r c e r r a d o e n t a n t o e s ta b a n c o n s titu id a s e n b a s e a d e t e r m i n a ­
d a s c a s ta s e sp e c ific a s, lo c u a l n o s m u e s tr a u n a g r a n in te n s a s e p a r a c ió n r a c ia l q u e
c o n t r i b u ía m á s b ie n a la d e s in te g ra c ió n d e l g r u jió d o m in a d o

“Ohiiamente la gran separación racialy étnica imperante en Indias m otiló el que sus copadlas piesen
de carácter cerrado en torno a! propio grullo racial, creando una segregarían ritual que contribuía a la
jerarqui^ación de la sociedad ” ( R O D R Í G U E Z 1 995: 24).

S in e m b a r g o , p a r a P a n ia g u a , si b ie n es c ie r to q u e h a b ía s e g re g a c ió n , la s jie r s o n a s
q u e l o g r a b a n e n t r a r a u n a c o f r a d ía f o r m a b a n jia r te d e u n a v e r d a d e r a f r a te r n id a d
d o n d e p o d ía n s e n tir s e id e n tific a d o s c o n lo s d e m á s h e r m a n o s g r a c ia s a q u e to d o s
a d o r a b a n al m is m o s a n to p a t r ó n , p r o d u c ié n d o s e u n a i n te g r a c ió n s im b ó lic a e n t o r n o
a e s ta im a g e n (P A N IA G U A 1995: 32). D e e s ta m a n e r a la c o f r a d ía se n o s p r e s e n ta
c o m o u n f a c to r d e u n ió n p e r o ta m b i é n d e d is p e rs ió n d e la s o c ie d a d d e a c u e r d o al
p la n o e n el c u a l lo v e a m o s .

II.2. Los Mecanismos de ayuda mutua

G o m o v e m o s la c o f r a d ía es u n a a g r u p a c ió n m u y d in á m i c a q u e n o só lo u n e sin o
ta m b i é n d is c r im in a y v in c u la a u n o s y o tro s. U n a d e sus fu n c io n e s m á s n o ta b le s fue el
c a r á c t e r c o o p e r a tiv ís tic o q u e p r e s e n ta , jiu c s n o se p u e d e c o n c e b ir u n a c o f r a d ía sin u n
c o n j u n t o d e a c tiv id a d e s q u e h a c ía n q u e la v id a d e l c o f ra d e p o b r e n o f u e r a t a n m is e ­
r a b le y q u e la v id a d e l c o f ra d e m á s a f o r t u n a d o fu e ra m á s t r a n q u i la q u itá n d o s e d e
e n c i m a u n g r a n p e s o a tra v é s d e las o b r a s d e c a r i d a d q u e p o d ía h a c e r a tra v é s d e las
c o f ra d ía s . E sta s a c tiv id a d e s p u e d e n e n s e ñ a r n o s m u c h o a c e r c a d e la s r a z o n e s p o r las
c u a le s in d iv id u o s t a n v a r io p in to s p u g n a r o n p o r p e r t e n e c e r a u n a a g r u p a c i ó n ta l,
h a c ie n d o d e é s ta u n c o n ju n to a b i g a r r a d o d e p e r s o n a s ric a s y p o b r e s c o n el a g r e g a d o
d e la p lu r a lid a d d e c a s ta s e n la s c o f ra d ía s a b ie r ta s .

C o n s is te e s ta f u n c ió n d e a y u d a m u t u a e n q u e la c o f r a d ía a c t ú a c o m o u n a e s p e c ie
d e c a t a liz a d o r d e la c a r i d a d y d e la p ie d a d o f re c ie n d o a su s m ie m b r o s u n c o n ju n to d e
se rv ic io s m a te r ia le s y e s p iritu a le s q u e p e r m i tí a al c o f ra d e m e j o r a r su s c o n d ic io n e s
m a te r ia le s d e e x is te n c ia y d e te n e r la s e g u r id a d d e q u e a l m o r ir , su a l m a no q u ed ara
e s t a n c a d a e n el jiu r g a to r io p o r tie m p o p r o lo n g a d o .

E sto s s e rv ic io s a d q u ie r e n m u c h ís im a s f o r m a s q u e v a n d e s d e las a c tiv id a d e s d e


s e g u ro y c r é d ito h a s ta e l p o d e r p a r a s a c a r a lm a s d e l p u r g a t o r i o lu e g o d e c u m p lir u n
n ú m e r o d e t e r m i n a d o d e m isa s q u e c o n f e rv o r o s a p ie d a d d e b í a n se r d ic h a s p o r el
c a p e llá n d e la c o f r a d ía c o n la a s is te n c ia d e lo s h e r m a n o s 2 4 .

E l s ig n ific a d o d e to d a s e s ta s a c tiv id a d e s v a r ía c o m o e n lo s o tr o s c a s o s d e a c u e r d o
a l l u g a r d o n d e se f u n d a la c o f ra d ía . E n e l c a m jx i, p o r e je m p lo C e le s t i n o / M e y e r s

149
observan que la ayuda mutua a través de las cofradías responden a actividades
socioculturales que antes habían sido satisfechas por el ayllu (CELESTINO y
MEYERS 1981b: 184), aunque al trascender la cofradía el plano del simple paren­
tesco permitía que esta ayuda fuera a su vez llevada a cabo por un número mayor de
personas (cofrades). Varón también lo observa para el caso huaracino en esta lucha
de las cofradías por lograr que les sea asignado un lugar para el entierro de sus
hermanos dentro de las iglesias (VARON 1982: 140). Nos preguntamos de qué otro
modo podía lograr tan fácilmente el indio del común que al morir su cuerpo sea
admitido en la tierra sagrada de una iglesia si no era con la intervención de las
cofradías.
En la ciudad, en cambio, la ayuda mutua cuenta con más ingredientes, en espe­
cial dos muy importantes: la caridad y el descargo de conciencia. Como sabemos la
sociedad colonial limeña tenía una fe cristiana muy grande y sin duda tener la segu­
ridad de que al morir su alma no pasaría mucho tiempo en el purgatorio debió
representar una tremenda necesidad para el hombre colonial fuera cual fuera su
casta, estamento o clase. Por esto necesitaron también encontrar canales que le ase­
guraran de manera efectiva que aquellos que vivían en la tierra estuvieran perma­
nentemente rezando por su espíritu y mientras más personas fueran los que pidieran
por él mucho mejor. Y resulta que ninguna otra institución como las cofradías (una
obra pía) le ofrecían a las personas la mayor seguridad de que existiría todo un cuer­
po organizado que estaría orando por su alma permanentemente. Por eso las perso­
nas que tenian cierto estatus y sobre todo bienes buscaban encargar a la o las cofra­
días de su confianza que distribuyera cierta parte de sus bienes legados en sus testa­
mentos o que los administraran y repartieran los réditos de las capellanías cuyo pa­
tronato les adjudicaban. Entonces eran raras las cofradías en Lima que no tuvieran
siempre a su disposición considerable cantidad de dinero en efectivo o cuando menos
bienes que les proporcionaban jugosas rentas. Con todo este dinero las cofradías
hicieron despliegue de todo un conjunto de actividades a favor de sus hermanos o de
la comunidad entregando dotes por sorteo a las doncellas en edad de casarse o de
tomar el hábito, visitando y ayudando a los presos, financiando hospitales, etc.
En suma, las cofradías constituyeron por esto un gran atractivo para cualquier
persona que necesitaba de ayuda o que deseaba darla, por eso a fines del periodo
colonial es muy difícil encontrar a una persona que no estuviera afiliada a por lo
menos una cofradía pues ésta le permitía tener un poco más de tranquilidad en los
asuntos terrenales y celestiales.

Notas

1 CELESTINO, Olinda y MEYliRS, Albcrt. Ias cofradías en el Perú. Región Central


2 VARÓN, Rafael. “Cofradías de indios y poder local en el Perú colonial: Huaraz, siglo XVII".
3 Nos referimos evidentemente a que son los primeros trabajos que se ocupan en forma exclusiva de las
cofradías peruanas, ya que existen trabajos previos que abordan este tema pero en forma más o menos
tangencial, incluso para todos aquellos que deseen adentrarse al estudio de esta institución recomenda­
mos consultar la monumental obra del padre Rubén Vargas Ugartc. Historia de la Iglesia en el Peni.
4 Tal como sugiere Pablo Macera cu la excelente introducción que hace al texto de Cclcstino/Mcycrs
5 ECiOAVIL, Teresa. Las cofradías en Lima. Ss. XVII y XVIII.
6 GARLAND, Beatriz. “Las cofradías en Unta durante al colonia: una primera aproximación’'.

150
7 I^as cofradías estaban bajoki jurisdicción del iúcron cdosiástiuo y civil, sin embargo, como anotaremos
más abajo, el límite entre ambas instancias no está del todo claro. Sin embargo lo cierto es que legal-
mente en los cabildos realizados por las cofradías debían estar presentes los representantes de ambos
poderes para que las elecciones tic mayordomos y los acuerdos tomados fueran legales.
8 l ’A N IA G L 'A , J e s ú s. “ C o fra d ía s lim e ñ a s: S a n lilo y y la M ise ric o rd ia (1 5 9 7 -1 7 3 3 )” .

9 RODRIGUEZ, Joaquín, “l^as cofradías en la modernidad y el espíritu de la ( Contrarreforma”.

10 Respecto a los bienes cofradiales en el \allc del M antaro, recomendamos también ver el docum entado
trabajo del doctor Alejandro Reves. Contmdicrioncs en el Perú colonia!., pp. 44-47.

Bibliografía

A D A N A Q U É, R aúl
1993 “Cofradías do osrlavos en el Perú colonial“ . F.n: Im Aloñana, m iércoles 6 de octubre.
B O W S E R , Frederick
1977 E l esclavo africano en el Perú colonial (1 5 2 4 -1 6 5 0 ). M éxico. Siglo X X I editores.
C E L E S T IN O , O lin d a y M E Y E R S, A lbert
1981a L as cofradías en e l Perú: Región C entral. Vervuet, l í a n k fu it/M a in .
1981b “La dinám ica socioeconóm ica del patrim onio cofradía! en el Perú colonial: Ja u ja
en el siglo X V II". En: R evista Española de Antropología Am ericana (M a d rid ), vol X I,
pp. 183-206.
1981c “L a posible articulación del ayllu a través de las cofradías". En: C A S T E L l.I,
A m alia, K O T H , M arcia y M O U L D , M arian a (Comp.). E lnohisloria r antropología
andina. IJm a . S egunda jorn ad a del m usco nacional de historia, organizada p o r el
M useo N acional de H istoria con el auspicio de la C om isión p a ra Intercam bio E du­
cativo entre los Estados U nidos y el Perú en enero de 1979.
EG O A V IL, Teresa
1986 L as cofradías en lim a . Ss. X V I I y X V III. U rna. Sem inario de H istoria R ural A ndina.
U niversidad N acional M ayor de San M arcos.
F O S T E R , G eorge
1959 “C ofradía y com padrazgo en E spaña c H ispano A m érica” . En: R evista del M useo
M inoría! (Lima), tom o X X V III, pp. 248-275.

G A R LA N D , Beatriz
1994 “L as c o fra d ía s e n L im a d u r a n te la c o lo n ia : u n a p r im e r a a p ro x im a c ió n ” .
En: R A M O S, G abriela (Comp). L a venida del reino. Religión, evangeligacióny cultura en
América. Siglos A I 7-.Y.Y. Cusco. C entro Bartolom é de las Casas, pp. 199-228.

M E Y E R S, Albert
1986 “La situación en las com unidades d e la sierra central del Perú a fines de la época
colonial. A notaciones a base del estudio de las cofradías”. En: JA C O B S E N , Nils
and P U H L E , Ilans-Jurgen (Eds.). T he ecommúes o f M éxico and Perú dttring the la te colo­
n ial periad, 1 7 6 0 -1 8 1 0 . Berlín: colloquium-Yciiag. Biblioteca Ibero A m ericana, 34.
pp. 91-112.
PANIAGUA, Jesús
1995 “C olladías limeñas: San Eloy y la M isericordia (1597-1733)”. En: A nuario de E stu ­
dios Am ericanos (Sevilla), tom o L1I, No. 1, pp. 13-35.
R E V E S, A lejandro
1982 Contradicciones en el Perú colonial (Región Central 1 6 5 0 -1 8 1 0 ). Lim a. U niversidad N a ­
cional M ayor d e San M arcos.

151
R ( ) 1) R í G L E Z . J o a q uí n
1996 ‘'L a s c o fra d ía s e n la m o d e rn id a d v el e sp íritu ele la C o n tr a r r e io r m a " . E n :
A nuario de Estudios Americanos [S e v illa , to m o L IE N o . 2. p p . 15--!3.
R U M E U D E A R M A S . A m o n io
1914 H isto ria de la previsión sonal en España: cofradías-gremwsriiennandades-montepíos. M a d ric
E d ito ria l R ev ista del d e re c h o p riv a d o .
T E M O C E I E , R ic a r d o
1987 Cofradías. gremios, mutuales v sindicatos en el Peni. L im a . E d ito ria l E s c u e la N u e v a .
V A R G A S L IG A R T E , R u b é n
1 9 5 9 -1 9 6 2 H isto ria de la Iglesia en el Peni. B u rg o s. 5 to m o s.
V A R Ó N . R a fa e l
1983 "‘C o fra d ía s d e in d io s y p o d e r lo c a l e n el P e rú c o lo n ia l: I lu a r a z . sig lo X Y H ” . E r
AUpaneíns (C u sco ), vol. X V II, N o . 2 0 , p p . 1 2 7 -1 4 6 .
d i á l o g o s , N ° l , 1999

Fuentes históricas para el estudio


del anarquismo en el Perú,
1890-1930
M ig u e l A n g e l D el C a s t il l o M o r á n
UNMSM

C o m o es u su a l e n a q u e llo s tr a b a jo s q u e se d e d ic a n a in v e s tig a r lo s m o v im ie n to s
p o p u la r e s , el e s tu d io d e l a n a r q u is m o e n el P e r ú tie n e u n a lim ita c ió n : la e s c a s e z d e
f u e n te s d o c u m e n t a l e s 1. A f o r tu n a d a m e n te c o n ta m o s c o n la i n f o r m a c ió n q u e p r o p o r ­
c io n a n el te s tim o n io , lo s a rc h iv o s p o lic ia le s y, f u n d a m e n ta lm e n te , la f u e n te g r á fic a .
T e n e m o s a d e m á s la d o c u m e n ta c ió n p r o d u c id a p o r lo s p r o p io s s in d ic a to s , m ilita n te s
e in te le c tu a le s .

El testim onio

E l te s tim o n io es la v e rs ió n d e los h o m b r e s y m u je r e s d e l p u e b lo , e n e s te c a s o , e x ­
o b r e r o s a n a r q u i s t a s - m u c h o s d e ellos c o n v e r tid o s a l m a r x is m o o al a p r is m o - q u e
s o b re v iv ie ro n p a r a c o n t a r su v id a y lo q u e v ie ro n . E sta f u e n te p u e d e s e r d e d o s tip o s:
la m e m o r ia , c o n f o r m a d a p o r los r e c u e r d o s r e d a c ta d o s , c o r re g id o s y p u b lic a d o s p o r
su s p r o p io s a u to r e s - re c u é rd e s e q u e t r a ta m o s c o n « in te le c tu a le s o b re ro s » - y la h is to ­
r ia o r a l '. C u e n ta la h is to r io g ra fía c o n lo s ca so s s o b r e s a lie n te s d e P e d ro P a r r a , J u lio
P o r to c a r r e r o , S a m u e l O r t e g a y, a d e m á s , P e d r o A rc v a lo C a r r e ñ o . E sto s p e r s o n a je s ,
c o n e x c e p c ió n d e P a r r a , f u e r o n e n tr e v is ta d o s p o r los s o c ió lo g o s R a fa e l T a p ia , L u is
T e j a d a 1 y C a r o lin a C a rle s si ’.

Los archivos policiales

L o s d o c u m e n to s p r o d u c id o s p o r las in s titu c io n e s e n c a r g a d a s d e v e la r p o r el « o r ­
d e n p ú b lic o » , es d e c ir, los s e n icios p o lic ia le s, c o n s ig n a n e n tr e o tr o s los in f o rm e s q u e
p r e f e c to s , s u b p r e f e c t o s y c o m is a r io s d e p o l i c í a r e d a c t a r a n s o b r e la s a c t i v i d a d e s
« d is o c ia d o ra s » q u e r e a liz a b a n los a n a r q u i s t a s (a sa m b le a s , m a n if e s ta c io n e s , m a r c h a s ,
h u e lg a s y sa b o ta je s ), a d e m á s d e la a c c ió n r e p re s iv a q u e se e f e c tu a b a e n las c a lle s
( a lla n a m ie n to s a lo c a le s s in d ic a le s, a r r e s to s d e d i r ig e n te s y m ilita n te s , e tc .; d e las
d e s a p a r ic io n e s y e je c u c io n e s c la n d e s tin a s n o se d ic e n a d a ).
P a r te d e e s ta d o c u m e n ta c ió n se e n c u e n t r a e n el A rc h iv o G e n e r a l d e la N a c ió n (en
el « h o n d o P re fe c tu ra s » ) y el te s to e n lo s a rc h iv o s d e l M in is te r io del I n te r io r , d e la
P r e f e c tu r a d e L im a y, p o s ib le m e n te , e n el d e la S e x ta C o m is a r ía d e L im a . E sto s tre s
ú ltim o s re p o s ito r io s so n d e a c c e so re s tr in g id o , c u a n d o n o n e g a d o '1. D o c u m e n ta c ió n
sim ila r, e x is te n te e n lo s re sp e c tiv o s a rc h iv o s d e p a r ta m e n ta le s , n o h a m e r e c id o a ú n el
in te r é s d e b id o .
In v e stig a d o re s q u e h a n c o n s u lta d o y re s a lta d o el v a lo r d e esta fu e n te so n A u g u s to
R u iz Z ev allo s, P au lo D rin o t, VValter H u a m a n í y D a n ie l L la n o s '.

La fu e n te g r á fic a

R e su lta difícil e s tu d ia r la tra y e c to ria del a n a rq u is m o e n el P erú , o la d e sus d ir i­


g e n te s, si n o h u rg a m o s en u n o d e los p o c o s m a te ria le s útiles p a r a e s ta ta re a : la p r e n s a
e s c rita . E s e n los p e rió d ic o s, se m a n a rio s , q u in c e n a rio s , rev istas m e n su a le s, y h a s ta
v o la n te s, e n d o n d e e n c o n tr a r e m o s a los p e rs o n a je s q u e b u sc a m o s: su s v id as, id eas,
lu c h a s y el m o v im ie n to q u e fo rja ro n ju n to a las m asas".
Se d e b e h a c e r u n a d istin c ió n , en este ca so , e n tr e la p r e n s a o b r e r a y a q u e lla q u e
p o d r ía m o s c a lific a r d e oficiosa. C o r r e s p o n d e n a esta ú ltim a los d ia rio s d e g ra n tira je
v v o c e ro s d e las élites p o líticas y ec o n ó m ic a s, d e los p a rtid o s p o lítico s, o rg a n iz a c io n e s
cle ric a le s e in stitu c io n e s diversas, c o m p ro m e tid a s to d a s en la p re s e rv a c ió n del siste­
m a . E sta p r e n s a es ta m b ié n im jro rta n te p u es, a p e s a r d e su o rig e n e in te ré s d e d a s e ,
p e r m itir á r e c o n s tr u ir y c o m p r e n d e r el c o n te x to y los sucesos d esd e o tr a p e r s p e c tiv a ’.

L a p r e n s a o b rera : m u tu a lis ta y a n a r q u ista

D e n tr o d e la lla m a d a p re n s a o b r e ra h a b r ía q u e d istin g u ir a los m e d io s esc rito s


q u e se d e n o m in a b a n a si m ism o s co n ese a p e la tiv o , e d ita d o s d e s d e la se g u n d a m ita d
clel siglo X I X p o r d iv e rso s g rem io s d e tr a b a ja d o re s y a r te s a n o s m u tu a lista s . E stos
g re m io s se e n c o n tr a b a n reg id o s p o r d irig e n te s s e n i le s q u e p e rs e g u ía n só lo m e jo ra s
sa la ria le s y e r a n « a p a d rin a d o s » |)o r los p a r tid o s p o lític o s o, e n el m e jo r d e los casos,
p o r el p ro p io g o b i e r n o 111. El m a y o r g re m io q u e los fe d e ra b a lleg ó in clu so a recib ir,
d e sd e 190."), u u su b sid io clel e s ta d o (B a sa d re 1969: 2 5 5 )" .
E n fra n c o a n ta g o n is m o te n e m o s a la p r e n s a o b r e r a a n a r q u is ta , la p r im e r a p r e n s a
a u té n tic a m e n te jx ip u la r y re v o lu c io n a ria q u e tu v o el P e r ú 1". L a r e d a c tó el e le m e n to
d e a v a n z a d a d e la n a c ie n te d a s e o b r e ra q u e r e p re s e n ta b a en ese m o m e n to sus in te re se s
h istó ric o s, a n te la in e x iste n c ia d e u n a u té n tic o m o v im ie n to p o lític o p ro le ta rio , y q u e
la llevó a c o n q u is ta r su s p r im e ra s re iv in d ic a c io n e s d e c la s e ” . E s a e s ta p r e n s a q u e
d e d ic a r e m o s n u e s tra a te n c ió n " .
E stu d io s p u n tu a le s , y ún ico s, so b re d o s d e esto s jte rió d ic o s sin d ica le s, so n los d e
P ie d a d P a r e ja y G u ille r m o S á n c h e z ü r t í z 1’.

Repositorios hemerográficos

Lo primero que debemos preguntarnos es si estas publicaciones se conservan, en


qué estado, en dónde y en la posibilidad de acceder a ellas. Afortunadamente, sí se
conservan aunque no en su totalidad (hay demasiadas colecciones incompletas),
mayormente en buenas condiciones y se las puede hallar en archivos públicos,
institucionales y particulares.
Entre los primeros sobresale la Biblioteca Nacional, que alberga la mavor colec­
ción de todo el ¡tais v cuenta con la ventaja de ser un arc hivo público. En el segundo
caso se encuentra el CISEPA (Facultad de Ciencias Sociales, PUCP)"’, además de
algunos antiguos sindicatos1'. Entre las colecciones privadas destacan las de Rolando
Pereda, profesor e investigador de la Universidad Nacional Federico Villaneal, y la
del conocido jteriodista y profesor sanmarquino César Lévano18. En provincias, lia-

15+
bría que realizar un trabajo de hormiga en bibliotecas municipales de ciudades como
Arequipa, Cuzco, Puno, Chiclayo, Trujillo, etc.
Sobre la documentación que hayan podido generar intelectuales y militantes, y
sobretodo conservar sus descendientes, se sabe aun muy poco19. El rastreo de los
archivos sindicales, en cambio, recién comienza. Han sido estudiados dos de ellos: el
de la FOPEP (Tejada, Drinot) y el de la Liga de Artesanos y Obreros del Perú, en
Trujillo (Ramos Rau)20.

R ela ción d e p u b licacion es p erió d ica s21

A continuación las publicaciones de tendencias radicales, anarquistas y socialde-


mócratas22 conservadas en la Biblioteca Nacional del Perú2’.
P ublicaciones radicales

- L a L u z E léctrica (semanario critico popular; Lima, 1886-98). BNP: 1886-89, 1895-98


[P]; Colección Zevallos, 1886-93; Colección Porras, 1898 [XPPB/ 985.064/ 639].
- L a In teg rid a d (Lima, 1889). BNP: 1889-1907, 1913-19 [F],
- E l L ib re Pensam iento (órgano de la Liga de Librepensadores del Perú, semanario
consagrado a la defensa y propaganda de las doctrinas liberales; Lima, 1896). BNP:
1896-1904 fP],
- G erm in a l (órgano de la Unión Nacional; Lima, 1899-1906?). BNP: 1899 (Ira época,
N" 1-8), 1901-02 (2da época, N" 1-58) [Archivo]; Colección Porras, 1899 [XPPB/
985.064/639].
- E l Independiente (bisemanario político; Lima, 1899). BNP: 1899-1900 [P],
- L a Id ea L ib re (semanario radical; Lima, 1900-03). BNP: 1901-03 fXP/985.064/ I];
microfilmado [X],
- E l A írete (tiende al radicalismo y es órgano del Partido Liberal de Arequipa; 1901-12?).
BNP: 1901-04, 1910 [RP/329.51/AR7],
- L a R a z ó n (diario radical; Trujillo, 1891). BNP: 1902, 1906, 1911-12 (5 ejemplares
en total) [Pl].
- H u m a n id a d (publicación quincenal y mensual/con artículos de anarquistas; Lima,
1906). BNP: 1906-07 [P],
- L a A b e ja (semanario socialista, organo de los obreros/diario obrero, de propaganda ■
y organización socialista; Chidayo). BNP: 1913, 1915-21 [Pl].
- L a L u ch a (editores: Manuel y Alfredo González Prada; Lima, 1914). BNP: 1914
(N" 1 y único) [Archivo]; Colección Sánchez - González Prada.
- P ág in a s U b r e s (órgano de la Juventud Radical «Urquieta»; Arequipa, 1920). BNP:
1920 (N° 2) [Rlj.
Semanarios satíricos, políticos, anticlericales y de caricaturas que acompañaban
a la prensa radical, fueron: Fray K . B e zó n (1907-12) [P], (1907-10) [XPA], F ra y S im p ló n
(1909-10) [P] [XPA], F ray K . D eió n (1910) [P ] , F ra y G a rro te (1914-15) [R], F ra y LP L illa
(1916) [Archivo]. Periódicos radicales no hallados en la BNP: L a R a z ó n (Lima), E l
R e b e ld e (Lima; de Alfredo Baldassari), L a R e v is ta M a s ó n ic a (Lima; no hay para los años
que buscamos), E l M u n ic ip a l (Pisco), E l lib e r a l (Arequipa), L a V erdad (Moquegua; de
Mariano Lino Urquieta), L a Gironda (Ayacucho; hay solo un ejemplar de su segunda
época, 1910). Habría que revisar, también, algunos de los periódicos descentralistas
y federalistas liberales de la segunda década de nuestro siglo.

155
1 'ubhcaciones an a rq u ista s
- l a A n to rc h a (sem an ario , ó rg a n o de la d a s e o b re ra ; T ru jillo , 1903). B N P : 1904 (N"
4 8 , a ñ o II, d ic. 24) [A rchivo].
- L o s P a ria s (p o r la re d e n c ió n s o d a l; L im a, 1904-10). B N P : 1 904-10 |P ]; ¿C o le cció n
S á n c h e z -G o n z á le z P ra d a ? .
- R edenció n (se m a n a rio d e fe n so r d e los d e re c h o s d e la clase t r a b a ja d o r a y e n p a r tic u la r
d e la F e d e ra c ió n d e P a n a d e ro s del P erú; L im a , 1905). B N P : 1905 [A rchivo],
- E l H a m b rie n to (p erió d ico a n tip o lític o d e fe n so r de las id e a s lib e rta ria s ; L im a , 1906).
B N P : 1906-07 [A rchivo].
- E l O p rim id o (se m a n a rio e d ita d o p o r el C e n tro d e E stu d io s S ociales P rim e ro d e M ayo;
L im a , 1907). B N P : 1907-09 [P],
- L a P rotesta (ó rg an o d el g r u p o « L u c h a d o re s p o r la V e r d a d » /ó r g a n o d e la F e d e ra c ió n
A n a r q u is ta d el P erú : L im a , 1 911-26). B N P : 1 9 1 1 -2 6 , 1 9 4 7 -4 8 , 1990-91 [X P ];
m ic ro film a d o [X ],
- E l S in d ic a lista (ed itad o p o r los sin d ica to s d e o b re ro s z a p a te ro s d e L im a y C a lla o ;
L im a , 1915). B N P : 1915 [A rchivo].
- E l O brero O rg a n iza d o (p u b lic a c ió n q u in c e n a l te n d e n te a la o rg a n iz a c ió n del g re m io
tex til / co n c o la b o ra c ió n d e a n a rq u ista s ; L im a , 1916-17). B N P : 1 916-17 [A rch iv o ].
- E l Obrero P anadero (ó rg a n o d e l g re m io p a n a d e ro ; L im a , 1917). B N P: 1917 [A rchivo].
- P lu m a d a s de R e b e ld ía (p erió d ico m e n s u a l d e p r o p a g a n d a a n a r q u is ta , G r u p o « L u z y
A m o r» ; C a lla o , 1917). B N P : 1917 (N" 1, foto co p ia) [X P ].
- E l P roletariado (ó rg an o d e la F e d e ra c ió n O b r e r a R e g io n a l P e ru a n a ; L im a , 1919).
B N P : 1919 (N “ 2, oct. 6) [A rchivo].
- E l Obrero T e x til (ó rg a n o d e la F e d e ra c ió n d e T ra b a ja d o r e s e n T e jid o s del P erú ; L im a ,
1 9 1 9 -3 6 , rc in ic ia d o e n 19431. B N P : 1920-61 (colección in c o m p le ta ! [ R P / 6 7 7 S /
0 2 /R ].
- A r m o n io S o c ia l (revista m e n s u a l d e crític a , so c io lo g ía e h is to r ia / p r o p u g n a el c o m u ­
n ism o y el a n a rq u is m o ; L im a , 1920). B N P : 1920-21 [ R P / 3 3 5 .4 / A 7 ] ; ¿ C o le c c ió n
S á n c h e z - G o n z á le z P ra d a ? .
- L a Voz d e l P anadero (ó rg a n o d e la F O P E P ; L im a , 1921). B N P : 1921 (N " 8 , fotocopia).
[XP]
- S o lid a rid a d (ó rg a n o q u in c e n a l d e la F e d e ra c ió n O b r e r a L o cal d e L im a : L im a , 1925).
B N P : 1 9 2 5-27 [P].
- L a Voz d e! O brero (ó rg a n o d e l C írc u lo O b r e ro ; J a u ja , 1922?). B N P : 1926-27 (5 e je m ­
p la re s, a ñ o s 4 y 5) [ P l ] ,
- B o m b a R o ja (p erió d ico d e los p ro le ta rio s ; L im a , 1926). B N P : 1926 (N " 1) [P],
- A n a r k o s (revista d e divulgación cultural; H u a c h o , 1927). BNP: 1927 ( N " 2 y 3 ) [A rchivo].
P erió d ico s a n a rq u is ta s n o h a lla d o s e n la B N P : S im ie n te R o ja (p e rió d ic o e v e n tu a l d e
p r o p a g a n d a lib e rta ria ; L im a , 1 904-07 ), J u s tic ia (se m a n a rio , ó r g a n o d e la clase o b r e ­
ra ; C h iclay o , 1905). J u v e n tu d (A re q u ip a , 1905), L a P rotesta U b r e (ó rg a n o ra d ic a l, d e ­
fe n so r d e la d a s e o b r e r a /s e m a n a r io socialista a n á r q u ic o /ó i g a n o a n á rq u ic o ; C h iclay o ,
1906-13), E l J o r n á le lo (se m a n a rio d e fe n so r d e la clase t r a b a j a d o r a /C e n t r o d e E s tu ­
d io s S o ciales « U n ió n y E n e rg ía » ; T ru jillo , 1907-15?; só lo se c o n o c e el N " 8 3 , d e
1 915, p ro p ie d a d d e YVilfredo K .apsoli), P á g in a s L ib re s (rev ista e d ita d a p o r el C e n tr o
R a c io n a lis ta F ra n cisco F errer; L im a , 1910), E l Volcán (A re q u ip a , 1911), F J L ib erta rio

156
( ó r g a n o a n a r q u i s t a ; T r u j i l l o , 1 9 1 8 ), E l N u d i l o ( ó r g a n o d e la U n i f i c a c i ó n T e x t il d e
S a n t a C a t a l i n a ; L i m a , 1 9 1 9 ; f u e d o n a d a la f o t o c o p i a d e u n n ú m e r o , a u n q u e n o la
h e m o s h a l l a d o ) , E l .N iv e l ( ó r g a n o d e la F e d e r a c i ó n d e A l b a ñ i l e s y A n e x o s ; L i m a , 1 9 2 0 ),
E l O b r e r o C o n s tr u c to r ( ó r g a n o d e la F e d e ra c ió n d e C a r p i n t e r o s : L i m a , 1 9 2 0 ) , E l C o n s tr u c ­
to r ( p e r i ó d i c o a n a r q u i s t a ; T r u j i l l o , 1 9 2 3 ), A v e n i r (re v is ta m e n s u a l l i b e r t a r i a ; H u á n u c o ,
1 9 2 3 , i m p r e s a e n L im a ) , E l O b r e r o A n a r q u is ta ( L im a , 1 9 2 4 ; e n s u s p á g i n a s se a t a c a a
L a P r o te s ta ) , E l 'I a h u a n l i n s u y o ( ó r g a n o d e l C o m i t é C e n t r a l P r o - D e r e c h o I n d í g e n a
T a h u a n t i n s u y o s L i m a , 1 9 2 4 ? - 2 5 ? ) , I m P r o te s ta ( e d i t a d o p o r e l G r u p o S o l i d a r i d a d S i n ­
d i c a l i s t a ; T r u j i l l o , 1 9 2 8 ), E l P u e b lo U n id o ( f u n d a d o p o r J u l i o R e y n a g a ; T r u jillo ) .

P u b lic a c io n e s s o r ia ld e m ó c r a ta s

- E l S o c ia lis ta ( ó r g a n o d e la a g r u p a c i ó n d e l C a l l a o , d e f e n s o r d e la c la s e o b r e r a , d i r e c ­
t o r : C i r i l o M a r t í n ; C a l l a o , '1 9 0 8 ). B N P : 1 9 0 8 |P |.
- E l M o t í n ( s u c e s o r d e V a n g u a r d ia , d i r e c t o r : C a r l o s d e l 11a i z o : L i m a , 1 9 1 4 ). B N P : 1 9 1 4
(N " 1, a ñ o 1, a b r . 18) | P | .
- l / t V a n g u a r d ia ( d i r e c to r : A l b e r t o S a l o m ó n ; L i m a , 1 8 9 8 ). B N P : 1 8 9 8 - 9 9 f P |. P e r i ó d i ­
c o a n t i c i v i l i s t a , d e f e n s o r d e l P a r t i d o D e m ó c r a t a , la U n i ó n C í v i c a y el P a r t i d o C o n s ­
t i t u c i o n a l . N o e s s o c i a l d e i n ó c r a t a , ¡ te r o in c l u y e a r t í c u l o s d e C a r l o s d e l B a r z o , p r i ­
m e r o a n a r q u is ta y lu e g o f u n d a d o r d e l p r im e r P a r tid o S o c ia lis ta P e ru a n o .
P e r i ó d ic o s d e t e n d e n c i a s n o v e r i f i c a d a s p o r n o h a l l a r s e e n la B N P : P a n d e r a R o j a
( A r e q u i p a , 1 9 0 7 ? ), .N u e v a V id a ( h o ja d e c o m b a t e d e c a r á c t e r r e v o l u c i o n a r i o s o c ia l;
L i m a , 1 9 2 0 ), E l O b r e r o G r á fic o ( L im a , 1 9 2 0 ), G e r m in a ! ( s e m a n a r i o e n p r o d e lo s d e r e ­
c h o s d e lo s h ijo s d e l t r a b a j o , ó r g a n o d e l S i n d i c a t o R e g i o n a l d e T r a b a j a d o r e s ; T r u j i l l o ? ,
1 9 2 1 ).

N otas

1 Jil A m an ta escribiría en 1í)‘2<3: " I j í S docum en tos de las reiv ind icacio nes proletarias an d an dispersos en
h o jas sueltas o eventuales y en p apeles inéditos, qu e n adie se ha cu id ad o d e c'olcccionar. I .n la p ien sa
d iaria, cerrad a o rd in ariam en te al cla m o r de los o breros revolucionarios, es ra ro h a lla r o tra cosa qu e u n a
.sistemática ju stificació n de las p eores represiones. l*or co n sig u ien te, para reco n stru ir la cró n ica d e u n a
huelga, de una jo rn ad a sindical, h ay qu e in terro gar a testigos g en eralm en te im precisos en sus versiones,
exp u rg ar la in fo rm ació n con fusa y hostil -sim ple co m u n icad o policial en la m ayoría de los caso s- de los
diarios, bu scar en tre los m ilitantes qu ienes co n sc rw n ejem p lares de los voluntes y periód icos proletariosv
(M ariáleg u i 1 9 8 0 : 181,i.

2 V éase. el testim on io de C arlo s B A R B A , ‘i^ ts luchas o b reras cu 1919'* íRikcjmy-lhv , L im a , 1971 y 1 9 7 2 ,


N " 2: 2 (>-27 y N " 3: 22-23% la en trev ista al m ism o realizad a p o r C é sa r L L Y A N O , “ M e m o ria s de una
gesta*' [Carctm. L im a. abr. 2¡í de 1 9 7 1, N " -134: 2 4 , 2 0 ,3 0 ) y "K1 an arcosin d icalism o en el Perú“ [ 1 9 0 1 ] ,
publicado en la ciu d ad de M é x ico p o r la F ed eración A narquista del Perú , aprov echan d o el testim o n io
del CN-portuario C ristó b al C astro del R osario (Testim on ios 1 9 9 0 : 1-28).

3 “ L sp ecílieam en tc. han sido las clases populares qu ienes dejan pocas ca rta s, po cas m em orias, |jocas fuen­
tes publicadas co n la ex cep ció n de algunos periódicos obrero s y sindicales, editados en algunos casos p o r
individuos de o tra e x tra cció n social. D eb id o a esta escasez de fuentes escritas, la h istoria o ra l, cu a n d o se
puede hacer, es una fuente im prescindible para la historia de las clases po p ú lales. [... Su m ayor valor] es
que nos da una ¡dea sobre el significad o para el en trevistado del suceso m ás qu e los detalles del suceso en
sí. [...L ’n p roblem a] es q u e la in lórm aciú n q u e se reco g e es n eta m e n te subjetiva. [...] N o se puede em ­
p lear la in fo rm ació n de las entrevistas en aislam ien to de otras fuentes, sean escritas, estad ísticas o gráfi­
ca s ’* (Stein 19!í(j: 1 0 2 -1 0 3 , 110).

4 Parra (19 0 9 >. qu e tiene el m érito adicional de unir a la veracidad de su testim onio la calidad del n a rra d o r
ya que obtuvo una m en ció n h on rosa en el co n cu rso anual de la cu b a n a ( lasa de las A m erica*, en el g én ero
ensayo (véase la c a n a qu e le en viaron , j>or p ropia in iciativa, los m iem b ro sd cl jurado). P o n o c a n m X 1987),

i ‘*7
o brero textil, prim er secretario g en eral de la C G T P y an arqu ista an tes de convertirse al m arxism o, publi­
c ó la p rim e ra p arte de sus m em o rias co n la co la b o ra ció n d e R a fa e l T a p ia -qu ien lo entrevistó d u ran te
m eses y o rd en ó la o b ra -, en d ó n d e reco rre los p rim ero s trein ta a ñ o s d e su vida, q u e co in cid e n co n el
p erío d o d e auge y d e cad en cia del an arqu ism o laboral en el P e n i y e l surgim iento de las fuerzas p o líticas
d e izquierd a m ás im p ortan tes del siglo, el A P K A y el P C P ; véase, ta m b ié n de T a p ia , ‘‘R e co rd a r p a ra no
olvidar, h istoria o ral y m em o ria o b re ra: orígenes de la clase o b re ra lim eñ a ” (m em o ria d e ba ch iller en
sociolog ía, P U C P , L im a , 1983). Sam u el O r te g a , q u e al lleg ar a los cie n añ os d e vida fue « d escu b ierto»
p o r u n jo v e n sociólog o a q u ie n sirvió de g u ía en su estudio sobre los o ríg en es del an arqu ism o en el
m ov im iento o b rero lim eñ o (T e ja d a 1988).

5 A rcv alo, artesan o bo rd ad o!' de ban d eras y p articip an te d e los sucesos o rg anizad os p o r los an arqu istas
q u e cu lm in aron co n la m asacre d e los jo rn álelo s de H uach o, sirvió d e in form ante a C a ro lin a C A R L E S S I
e n “ Prim eros in ten to s d e o rg an izació n sin dical del p roletariad o ru ral en el Perú: valles de H u au ra y
S a y á n , 1 9 1 6 -1 9 1 7 ” (tesisd e b a c h ille re n sociología, ÍJN M S M , L im a , 1976).

6 V éase, D el C astillo y I .cón 1 9 9 7 : ‘2 1 0 -2 1 4 . U n investigador q u e a cc ed ió a ellos d e n u n cia q u e d e estos


archivos institucionales han sido sustraídos los papeles m ás im p ortan tes, relacion ad os todos co n la eta p a
y el m ov im iento q u e estu diam os, n o pod ien d o exp licarse ni el cu á n d o ni p o r o rd en de qu ien sucedió
esto: “N o h abía docum en tos de las fechas críticas de la h istoria del m ov im iento pop u lar; era co m o si una
m a n o in ten cio n al los h u b iera h ech o d esap arecer'' ('fe ja d a 1 9 8 8 : 2 1 ).

7 Augusto R U I/ Z E V A L L O S , “ L a multitud y las subsistencias, L im a 1 9 0 0 -1 9 1 9 ” (tesis de ba ch iller en


historia, U N F Y , ü m a , 1986), “L a m ultitud, las subsistencias y el tra b a jo . N otas para un proy ecto ” (Pasa-
doy Presente, L im a, 1 9 8 8 , N " 1: 2 2 -2 6 ), “D ieta po p u lar y co n flicto en L im a de p rin cip ios d e siglo” (.Histó-
m u , L im a , 1 9 9 2 , vol. X V I , N " 2 : 2 0 3 -2 2 0 ) y “ L a m ultitud y el m erca d o de tra b a jo : co n flicto y m o d ern i­
zació n , L im a 1 8 9 0 -1 9 2 0 ” (tesis de m aestría en h istoria, P U C P , l i m a , 1 993). P a u lo D R Í N O T D E
E G liA V E , “T h e 1931 gen eral strik c in U rn a: organised labour, m ass polities a n d th e g r c a t depression ”
(tesis de m aestría, O x fo rd U niversity, 1996) y “O b re ro s c historiad ores: p roblem as y posibilidades en la
in vestigación h istórica del m undo o brero en el P erú ” (R m sta d el Archivo General de la,Nación, L im a , 1 9 9 7 ,
N " 16: 3 2 9 -3 3 6 ). W a ltcr H U A M A N 1, “l^a b ib lio teca o b re ra d e « A b a jo del P u en te » ” y “ R epresión y
leg islació n : o b r e r o s a n a r q u is ta s , L im a 1 8 9 6 - 1 9 2 6 (b rev e s c o m e n ta r io s a a lg u n o s a p u n te s d o c u ­
m e n ta le s )” (Revista del Archivo General de la lación, L im a , 1995 y 1 9 9 8 , N " 11: 1 3 5 -1 4 4 y N " 17: 17 5 -1 8 2 ).

8 T ra b a jo insustituible, verdadera joya en su calidad de fuente h istórica, es “Así se co n qu istó la jo r n a d a de


o ch o h oras” (s.fi) de R . M a rtín e z de la T o rre (1 9 4 7 ), qu ien reco p ila un g ran n ú m ero de volantes y
d o cu m en tos de la ép o ca en transcrip cio nes co m p letas sobre este p roceso de lu ch a de dos décadas. E n la
m ism a línea: D elfín L L V A N O , M i palabra. I m jornada de ocho horas y el boicot de la Casa Duncan Fox del Callao
[1 9 3 l j (L im a, 1 9 3 4 , 2da cd .; 3 4 p.). V éase, Su lm o n t 1 9 75: 31 1 -3 5 9 , esp ecialm en te 3 3 1 - 3 4 2 ; Su lm o n t y
Flores C ab ild o , “ Bibliografía sobre la historia del m ovim iento obrero p eru an o ” [1 9 7 2 J, en Flores CJalindo
1 9 96: 2 2 7 -2 3 8 . C a so diferente es el de la literatura an arqu ista de la ép o ca ; una relación d e im presos en
B asad re 1 9 7 1 : 6 5 1 .

9 El uso aislado de la fuen te g ráfica o b re ra p resen ta tam bién sus «peligros»: “Al ceñ irn o s básicam en te a la
u tilización de cie rto tipo de fu en te -p eriód icos o brero s-, no pudim os evitar, siem pre un grave in conv e­
n iente: el efecto d istorsion ad or so b re algunos h echos, p rocesos y person ajes qu e tien en q u e ver co n la
historia de la clase tra b a ja d o ra . E s decir, p o r to m ar d em asiado en cu en ta las o p inio n es d e los obreros,
nos co n tag iam o s de ellas” (P areja 1 9 7 8 : 15).

10 “ 1.a m ay oría de las org an izacion es m utualistas qu ed aron sujetas a las políticas p atern alistas, clericales y
«p opulach eras» de algunos g ob iern o s [;...] algunos em p resarios capitalistas a ca b a ro n p o r apoyar [las...]
c in cluso las fo m en taro n ” (Su lm o n t 19 7 5 ; 73). “E l E stad o, el clero y el m utu alism o im pulsaron tam bién
u n a activ a pren sa o b re ra. M e d ia n te este valioso veh ículo, difund ieron a m p liam en te sus p lan team ien tos
y co n cep cio n es, evidentemente co n trario s a losdcl p roletariad o rev olu cion ario ” (S á n ch ez O rtíz 1 9 8 7 :4 9 ).
Algunas d esú s m ás im portantes publicaciones en L im a fueron: E l Artesano (1 8 9 8 -9 9 ), La Voz 0¿>7?ra (1901),
I m Revista Obrera (1 9 1 4 ) Ilustración Obrera (1 9 1 6 -1 8 ), I m lindad (1 9 1 6 -1 9 ) y E l Obrero Peruano.

11 G on zález Prada los calificó , p o r to d o ello, de «ten aza del político p a ra co g er al o b re ro » y a sus dirigentes
de «pseudo bu rgueses», en tan to qu e rep resen tab an a un secto r re a ccio n a rio y co n serv a d o r qu e no
asum ía ningún tipo de postura c rític a frente al o rd en im p eran te: “E so qu e p om posa v rid icu lam ente se
llam a «C o n fe d e ra ció n d e A rtesan o s U n ió n U n iv ersal», es u n a p a ro d ia de las asa m b lea s legislativas n a ­
cion ales [y] una guarid a de am bicio sos que, n o pudiendo convertirse ni en burgueses de m ed ia sangre, se
co n ten tan co n m on earles y servirles de instrum entos, cu and o no de esbirros o lacayos. [...] C o n llam arles
políticos y capitu leros se les infiere el m ayor ultraje, a la vez qu e el m ás m erecid o” (G on z á lez P rad a 1986:
3 0 6 -3 0 7 ). T a l actitu d les v en ía, sin em b arg o , de tiem p o atrás; véase: Paul G O O T E N B E R G , Caudillosy

158
comeidantcx Ixi formación económica del estado /semana 1820-18(>0 [1989J (Cuzco: C L R A «Bartolom é <lc Las
Casas», 1997; pp. 99-104).

12 * Jxi prensa popular de estos anos tan let tinelos tiene una diversidad y expansión que se desconoce, ya
que el tiempo lia borrado la mavoría de sus vestigios v q u e aún falta investigar muchos de los que
quedan**(TA RLA -A TC ! 9 8 l :2 4 i .

13 anarquistas habían cumplido heroicamente un rol |x>sitivo en las luchas sociales peruanas. Pero a
linos de 19 2 0 se habían convertido a pesar suvo, por la objothidad del desarrollo histórico, en obstáculo
al lónalecim icnto de la conciencia obrera clasista” (Palilo M acera, en Sánchez O rtíz 19 8 7 ; 6).

14 Cesar Hildrhrandt dirá de ella: “lisa prensa hermosa anarquista de principios de siglo al ser leída revela
que está nutrida de humanismo, hasta su redacción que podría parecem os ahora ingenua setenta anos
después, tiene la vivencia do una especie de «aristocracia del proletariado» que ocupó esas páginas"
(N aranjo 1993?: 1 10). Al ser calificado de «periodismo auténticam ente popular» (Flores G álbulo I974)
salta a la vista el contraste respecto de cierta práctica generalizada durante la década del 70* por los
partidos de izquierda: "Y o tengo por ahí un texto [publicado, ...J tina recopilación [de entrevistas] a
todos ios dirigentes de la federación metalúrgica [... D ice uno]: «Resulta que acá venían unos com pañe­
ros estudiantes de la Universidad C atólica, y sacaban ellos un periódico [_._]_ Nosotros no escribíam os
nada v ellos hablaban «la explotación de que somos objeto nosotros los trabajadores» y ellos no sabían
natía. Nosotros lo tínico que hacíamos era distribuir el periódico».¿D ónde estaban los In v an o enton­
ces? ¿Q uiere decir que se lian vuelto Itrillos los trabajadores?. Ls un método m alo sustituir a los trabaja­
dores en lugar de educarlos. (...] Hablan ellos «la explotación que sufrimos» y venían de la C atólica,
posiblemente en su carrito Volkswagen. No pues. Entonces no sólo el A F R A sino tam bién la izquierda,
y no sólo los del PUM sino los del P( ' han suplantado mucho. No han dejado que las energías..., porque
{dr dónde vinieron los Levano, los Fonkcn. los Chulos Barba? Vinieron de acá, salienti! de los callejones,
de los galpones. Fero no. esose olvidó. Ha habido cierto aristón atisino, cierto elitismo. Yo creo que esos
métodos son los que alioia oslamos costellando**. Entrevista personal a César lóv an o (Urna. die. 8 de 1992).

15 Piedad PAREJA. ‘L i Protesta, 19 f (-1929. Contribución al estudio del anarquismo en oí Perú” (tesis de
b a c h ille r en h isto ria, PL’CP, L im a . 1973); Sánchez O rtíz •:1987: 5 5 -1 1M)) sobre Ll ( )brcro Textil.

1(3 El centro de documentación se iorm ó a partir de la compra del «Archivo Sabroso» a la (am iba del
destacado líder sindical aprista Arturo Sabroso M ontoya, a mediados de los años 70*. Está compuesta
por su biblioteca, periódicos, revistas, documentos y manuscritos sobre unos sesenta años de vida sindi­
cal v política del Perú. Debido a su antigüedad contiene materiales para el tema que nos ocupa, com o
por ejemplo la sa d a s de la Unificación Textil Santa Catalina de X’itartc. Recibió, además, de p an e de la
Federación de Obreros Panade ros Estrella del Perú (FO P EPi, primer sindicato del Perú y anarquista en
sus primeras décadas, sus libros de an as de sesiones (que fueron debidamente lótueopiados y devueltos).

1 7 Es posible que también se hallen en la C T P aprista : "L a C T P tiene la biblioteca ntás rica en ío que se
refiere a gestas vinchas populares; la C T P tiene en su archivo documentos invalorables sin los cuales no
es posible adentrarse científicam ente en nuestro mundo obrero; [...J jam ás nadie ha solicitado [..,] la
revisión de nuestra sección de actas, volantes y periódicos que es mucho más vasta que la de Arturo
Sabroso” ¡Julio Cruzado, en Barba ( .aballen» 1981: 13j.

18 "[E n la Biblioteca Nacional] cuando ha habido desaparece. |... Su colección de La Protesta] está
incompletísima y sellan robado va varios ejemplares. Yo la he leído de muy chico allí y he \isto. [...] De todos
lados lian saqueado eso, a lodos les interesa ocultarlo un poco, porque ellos quieren tener la razón.
Algunas cosas lie comer\<ido yo, también a mí la policía me lia Uñ ado, [...] han saqueado [mi casa) cada
vez que iban. [...] M i padre [Delfín I .évano] escondió en una huerta de mi abuela Denis dos cajas llenas
de periódicos, deaerasele sindicatos, de liindariónde federaciones y sindicatos venando se lite asacarlos,
por la lluvia eran polvo. 1.a única vez que lo vi llorar a mi padre” . Entrevista personal a C ésar Levano
(Lima, che. 8 de 1992).

19 D e González Prada sabemos, por Luis Alberto Sánchez, que le llegaban muchas cartas y no contestaba
ninguna, consci vándose sólo la correspondencia oficial durante su gestión como director déla Bibliote­
ca Nacional. "Prácticam ente no queda más de clon Manuel. Sus cartas desaparecieron o fueron desi m i­
das por él mismo o pur Alfredo” ¡Sánchez y G arcía i 980: fn. Infructuosa fue la búsqueda del diario de
M anuel C aracciolo Levano, importante documento requisado por la policía durante lósanos 20 ( Tejada
1988: 21-22).
r
20 lista ta rca se v erá facilitad a p o r la la b o r qu e realiza C O P L R A L (C o m ité P e ru a n o p a ra la R e c u p e ra c ió n
d e A rch iv os y D o c u m e n ta c ió n del M o v im ie n to L a b o ra l), in stitu ció n fu n d ad a en 1 9 9 1 , cu yos m iem b ro s
se d e d ica n al re sca te , co n se rv a ció n , o rg a n iz a c ió n y p uesta en serv icio de esta d o cu m e n ta ció n .

21 M á s in fo rm a c ió n en : H u g o G A R C Í A S A L V A ] L C 'C 'I, “V isió n d e los m o v im ie n to s a n á rq u ico s y su p ro ­


y e cc ió n en el P e rú " {Humanidades, I J m a , 1 9 7 0 -7 1 , N " 4 : 1 0 5 - 1 7 6 ; pp. 1 6 7 -1 6 8 ); R o la n d o PL R L D A
T O R R L S . /listo n a de las luchas sociales del molimiento obrero en el Peni republicano; ¡ 8 5 8 - /9 1 7 (U rn a : U N K V
1 9 8 2 : pp. 1 1 6 - 1 2 1 . 1 4 8 - 1 4 9 , 1 6 1 - 1 6 2 , 1 9 9 ); R a m o s R a u 1 9 8 7 : 3 9 - 4 2 , (5 1 -6 8 , 7 2 ; Luis A lb e r to
S Á N C H E Z , D on'A/am ifl [1 9 3 0 ] (U rn a : E d ito ria l U n iv erso, 1 9 8 0 ; pp. 1 3 9 , 1 4 5 - 1 4 6 , 1 4 8 , 1 5 0 - 1 5 2 , 1 5 7 ,
1 6 1 - 1 6 6 , 1 8 4 ) y .ISúestras vidas son los nos... H istoriar leyenda de los González lirada [ 1 9 7 8 J ( l i m a ; K n n d ació n
d e l B a n c o d e C o m e rc io , 1 9 8 6 ; pp. 2 4 7 -2 5 2 ); S á n c h e z O r tíz 1 9 8 7 : 2 3 - 5 4 ; S u lm o n t 1 9 7 5 : 8 1 - 8 2 , 3 4 2 -
3 5 0 : R ic a r d o T E M O O H E B E Ñ 1 T E S , Cofradías, gremios, mutuales y sindicatos en el Perú ( l i m a : Im p re s o ra
E scu ela N u e v a , 1 9 8 7 ; pp. 3 4 3 - 3 5 2 ) ; T estim o n io s 1 9 9 6 : 2 -3 , 5 , 8 , 19.

22 S o b r e la e x is te n c ia de tres g e n e ra c io n e s de lib e ra le s p e ru an o s, v éa se : R a ú l E E R R E R O R K B A G I .IA T I,


E l liberalismo peruano. Contribución a ana historio de las ideas (L im a : T ip o g ra fía P e ru a n a , 1 9 5 8 ; p. 6). I -a e n a lta
g e n e ra c ió n , los « ra d ica le s » , t|uc ed itaro n su p ren sa desde m ed ia d o s de la d é c a d a d e 18 8 0 , co n stitu y en el
p re c e d e n te in m e d ia to del a n a rq u ism o y son n uestros p rim e ro s so cia lista s. E l jo ven R a ú l P o rra s tra tó a
este p e rio d ism o rad ical d e « e x a lta d o » , « in c lic a z » y « s e c ta rio » (“ E l p e rio d ism o e n el Perú o 1 3 0 a ñ o s de
p e rió d ic o s '' [ 1 9 2 1 J , en N a r a n jo 1 9 9 3 ?: 5 7 ). "En el b a la n c e d e la lu c h a d e cla s e s, es d ecir, d e la h isto ria
re a l, -le re s p o n d e ría ex p re sa m e n te C e s a r L é v a n o - [este] h a te n id o m á s re s o n a n cia q u e m u c h o s d e los
g ra n d e s d iario s, a p e sa r d e las ev a lu a cio n es e rró n e a s d e los h isto ria d o re s re a les” I.cv .íih i 1 9 6 7 : 2 5 ).
K la ría In és V ald iv ia, jo v en in v estig ad o ra, d e d ica su tesis d e b a c h ille r al te m a ; a lg u n o s a v a n ces fu ero n
p r e s e n ta d o s e n e l I] v i l I C o lo q u io Ju tc rd is c ip lin a r io d c In v e stig a cio n es I listó rica s d e la U N K V ( 1 9 9 7
y 1 9 9 8 ).

23 Uas p u b lic a c io n e s se h a lla n e n la H e m e ro te c a (A rch iv o, P, P 1 , R , R I , R P y R P c o n có d ig o ) v la S a la fie


Investigaciones Bibliográficas y R aid o s E sp eciales ( X . X P , X P P B , X l ’\ y c o le c c io n e s Z e v a llo s y S á n c h e z -
G o n z á le z P rad a). Pueden ser co n su ltad as a través de esta ú ltim a sa la . V éa se,ad em ás,el C a tá lo g o H a ll. t. 6 .

B ib lio grafía

B A R B A C A B A L L E R O , .José
1981 Historia del molimiento obrera peruano. L im a: E d icio n es Signo.
B A S A D R E , .Jorge
1969 Historia de la república del Perú, ¡8 2 2 -1 9 3 3 . T o m o X I. 6 ta ed ició n . L im a: E d ito ria l
U n iv e rsita ria .
1971 Introducción a las bases documentales para la historia de ¡a república del Perú con algunas
reflexiones, d o m o II. L im a: E diciones E L . V illanucva.
DEL, C A S T IL L O M O R A N , M iguel A ngel y A ngélica M a ría L E O N D A C O S T A
1997 “ L as p re fe c tu ra s en el P erú (1823-1919). C a tá lo g o de m e m o ria s d e g o b ie rn o de
p r e fe c to s v s u b p r c f c c t o s ” . Revista de! Archivo General de la .h'aeión (L im a ), N ” 16:
2 0 7 -2 7 0 .
F L O R E S G A L IN D O , A lb e rto
1971 “ El periodism o obrero. Antecedentes históricos” . L a P an sa (lim a), agosto 11, p. 11.
1996 Obras completéis-. T o m o IV) L im a: S U R , C a sa d e E stu d io s del S ocialism o.
G O N Z A L E Z PRA D A , M anuel
1986 “ P ro sa m e n u d a ” [1905-1909]. Obras, t. II, vol. 4; 177-421, E d ic io n es C o p e - P etro
P erú (Lim a).
LEV ANO , C esar
1967 L a v e rd a d e ra h isto r ia d e la jo r n a d a d e la s ocho h o ra s en e l P e rú [1 9 6 4 ]. L im a: spdi.
M A R L A T E G U L J o sé C arlo s
1988 “ P re se n ta c ió n a «E l m o v im ien to o b re ro e n 1 919»” [1 9 2 8 ]. Id e o lo g ía y p o lític a , pp.

160
1 8 1 - 1 8 3 . E m p r e s a E d it o r a A m a u l a (L im a ).

M A R T I N E Z D E L A T O R R E , R ic a r d o
1947 Apuntes para una interpretación marxista de historia social del Perú. Y o l . 1 [ 1 9 3 5 ] . L im a :
E m p r e s a E d it o r a P e r u a n a .

N A R A N J O G A R C IA , R e in a ld o
1993? Talleres de comunicación. 5 t a e d i c i ó n a u m e n t a d a . L im a : F im a r t E d it o r e s c I m p r e s o r e s .
P A R F J A , P ie d a d
1978 Anarquismo r sindicalismo m el Perú (¡ 9 0 1 -1 9 2 9 ). L im a : E d i c i o n e s R i k c h a y P e r ú .
P A R R A V , P edro
19b9 Bautismo de juego deI proletariado peruano. L im a : E d it o r ia l H o r i z o n t e .
P O R T O C A R R E K O , J u l io
1987 Sindicalismo jieruano. Primera etapa, 1 9 1 1 -/9 3 0 . L im a : E d it o r ia l G r á f i c a L a b o r
R A M O S R A U , D e m e tr io
1987 Mensaje de Trujil/o. Del anarquismo al aptismo. T r u jillo : 1 N D E S , I n s t i t u t o Ñ o r P e r u a n o
d e D e s a r r o ll o E c o n ó m i c o S o c ia l.

S A N C H E Z , L u is A l b e r t o e I r m a G A R C I A
1980 ‘‘F o n d o b i b li o g r á f i c o « L u is A l b e r t o S á n c h c z - M a n u e l G o n z á l e z P r a d a » " . Boletín de la
BMoletaNacional (L im a ), a ñ o s 1 9 7 7 - 1 9 7 8 , N " 7 7 - 8 0 : 5 - 3 6 .

S A N C H E Z O R ' l' I Z , G u i l l e r m o
1987 La prensa obrera, 1 9 0 0 -1 9 3 0 (análisis de «El Obrero Textil»). L u n a : s p d i.
S T F .I N , S t c v c
1986 Urna obrera, 19 0 0 -1 9 3 0 . T o m o I. L im a : E d ic io n e s El V ir r e y .
S U L M O N T , D e n is
1975 E l molimiento obrero en el Perú, 1 9 0 0 19:}6'. L im a : P o n t i f i c ia U n iv e r s id a d C a t ó l i c a d e l
Perú.

T A R E A -A T C
19 8 1 M anual de prensa obrera r popular. L im a : T A R E A , ( ¡ e n t r o d e P u b li c a c i o n e s F .d n e a r iv a s
A s o c i a c i ó n T r a b a j o y C u lt u r a .

T E J A D A , L u is
1988 La cuestión del fian. E l anarcosindicalismo en el Peni, 11100-1919. L im a : I n s t i t u t o N a c i o n a l
d e C u lt u r a / B a n c o I n d u s t r ia l d e l P e r ú .

T E S T IM O N IO S
1996 Anarquismo y anarcosindicalismo en el Perú: testimonios. M it n e o . L im a : E d ic io n e s ( l a t o N e g r o .

101
d iá lo g o s , N° 1, 1999 Entrevista

Los Movimientos Sociales:


Un tema en debate

E n t r e v is t a a l a d o c t o r a S ca rlett O ’P h elan G o d o y

S c a r l e t t O ’P h e l a n , d o c t o r a d a e n el B ir k b e c k G o lle g e , U n i v e r s i d a d d e L o n d r e s e n
1 9 8 2 , c o n e s t u d io s p o s t d o c t o r a l e s e n l a U n i v e r s i d a d d e C o l o n i a ( A l e m a n i a ) y e n l a
E s c u e l a d e E s t u d i o s H i s p a n o a m e r i c a n o s d e S e v illa ( E s p a ñ a ) , e s u n a d e l a s m á s r e c o ­
n o c i d a s e s p e c i a l i s t a s e n e l c o m p l e j o t e m a d e la s r e b e l i o n e s y r e v u e l t a s q u e s a c u d i e r o n
a l v i r r e i n a t o p e r u a n o e n e l s ig lo X V I I I . M i e m b r o d e n ú m e r o d e la A c a d e m i a N a c i o ­
n a l d e H is to ria . A c tu a lm e n te se d e s e m p e ñ a c o m o p r o fe s o ra d e la M a e s tr ía d e H is to ­
r ia d e l a E s c u e l a d e G r a d u a d o s d e l a P o n t i f i c i a U n i v e r s i d a d C a t ó l i c a d e P e r ú .
L a p r e s e n te e n tre v is ta fu e r e a liz a d a el 2 2 d e s e tie m b r e d e 1997 p o r : J o s é C h a u p is
T o r r e s , I .u is D a r í o S a l c e d o y W a l t e r V e g a j á c o m e , m i e m b r o s f u n d a d o r e s d e l G r u p o
d e E s t u d i o s e I n v e s t i g a c i o n e s C l í o y d i r e c t o r e s d e l a r e v is ta D i á l o g o s e n H i s t o r i a .

D iálogos: E n p rim e r lugar, d octora O ’P helan , p erm ítan o s a g rad ecerle


p or con ced ern os esta en trev ista q u e, sin duda, in teresa a q u ien es estu ­
d iam os el period o colon ial y con m ayor ra z ó n a lo s in vestigad ores que
se ocupan p o r un te m a de n u estra h isto ria tan ap asion an te com o los
M ovim ientos Sociales.
L a pregunta o b lig ato ria p a ra in ic ia r esta entrevista e s ¿P or qué se
in teresó u sted por en el periodo colon ial y dentro de é l p o r qué a tra jo su
aten ción el Siglo X V III? .

S ca rle tt O’Phelan : E n p r i m e r l u g a r a m í m e i m p r e s i o n ó f a v o r a b l e m e n t e e l l ib r o
d e S te v e y B á r b a r a S t e i n L a H e r e n c i a C o l o n i a l e n A m é r i c a l a t i n a q u e r a s t r e a la s
r a í c e s c o l o n i a l e s e n u n a s e rie d e p r o b l e m a s c o n t e m p o r á n e o s . E n s e g u n d o lu g a r , m e
i n t e r e s ó e l s ig lo X V I I I p o r q u e e s u n p e r i o d o d e c a m b i o s i m p o r t a n t e s y e l t r á n s i t o a l
s ig lo X I X e s t á m a r c a d o p o r u n a s e r ie d e e v e n t o s q u e lo h a c e n a t r a c t i v o : la s r e f o r m a
b o r b ó n i c a s , l a G r a n R e b e l i ó n y e l p r o c e s o d e i n d e p e n d e n c i a . T o d o s e s to s t e m a s l l a ­
m a r o n m u c h o m i a t e n c i ó n p o r q u e m e. p a r e c í a q u e e x p l i c a b a n m u c h o s p r o b l e m a s d e l
s ig lo X I X ( c o s a q u e se c o n f i r m a m á s c a d a d ía ) , c o m o p o r e j e m p l o lo q u e a t a ñ e al
p r o y e c t o b o r b ó n i c o (o p r o y e c t o i l u s t r a d o ) e l c u a l - a ú n c u a n d o p a r e c e s e r r e c o r t a d o
c o n la in d e p e n d e n c ia - e s r e to m a d o d e s p u é s d e l c a u d illis m o r e fo r m u la n d o a lg u n o s d e
su s p u n t o s .
E n t o n c e s , e n e s te s e n t id o , e l s ig lo X V I I I m e p a r e c i ó (y a ú n m e p a r e c e ) u n p e r i o d o
m u y im p o r ta n te q u e , in c lu s o a n iv e l d e i d e n t i d a d n a c i o n a l , n o h a s id o s u f i c i e n t e m e n t e
t r a t a d o y lle v a a m u c h o s p r o b l e m a s d e i n t e r p r e t a c i ó n .

1G 3
Sin d u d a alg u n a las bases de la id e n tid a d n ac io n a l se sien tan en m u ch o s casos en
el siglo XY11I en térm in o s de co n trad icció n d e lo que es p e ru a n o (criollo) y lo q u e es
p eninsular. P orque lo que abre u n a b re c h a b a sta n te irreconciliable en tre lo q u e es
p o b lació n criolla e incluso m estiza de las colonias y la c o ro n a es la c o y u n tu ra d e las
refo rm as b o rb ónicas. Yo creo q u e ese es el hilo irreversible, pues c re a n lisu ras que. no
se tratan en n in g ú n m o m en to de cerrar.

D.: Al rev isa r la b ib lio g ra fía m á s r ecien te n o s en co n tra m o s co n q u e el


estu d io de lo s M o v im ien to s S o cia les a tra v iesa p o r n o ta b les c a m b io s en
su s fu n d am en to s teó rico s y m eto d o ló g ic o s p r está n d o se m ayor a ten ció n ,
por ejem p lo , a la s id e a s, al d iscu rso o u tiliza n d o en foq u es p ro p io s d e la
h is to r ia c u ltu r a l, d e la a n tr o p o lo g ía c u ltu r a l o d e l lla m a d o n u ev o
h isto ricism o . ¿En qué p o sic ió n q u ed a n lo s trab ajos a n teriores?.

S.O ’Ph.: Es c ierto q u e en el m o m e n to se ha en riq u ecid o m u ch o el tra b a jo d e los


M o v im ien to s Sociales, lo cu al, a m i m o d o de ver, n o qu iere d ecir d e sestim ar enfoques
previos sino en to d o caso co m p lem en tarlo s, enriquecerlos, a b rir nuevas vetas p a r a la
in te rp re ta c ió n .
P or ejem p lo, d e n tro de esto yo sigo m a n te n ie n d o qu e la rebelión d e T ú p a c A m a ru
n o h u b iera estallado si no h u b iera sido p o r Lis refo rm as b o rb ó n icas, esto de n in g u n a
m a n e ra im p lica la inexistencia de otros elem en to s q u e provocasen el d e sc o n te n to
social. N o o b sta n te , no creo qu e sea la única in te rp re ta c ió n a u n q u e sí m e p a re c e q u e
es u n p u n to de] p a rtid a im p o rtan te.
Sin em b arg o , al m o m en to q u e el m o v im ien to estalla tú p u ed es an alizarlo desde
Nan o s ángulos. Por ejem plo, p u ed es ver el disc urso, con lo cual se e n tra en el c a m p o
de la h istoria de las ideas, descu b rien d o cu áles e ra n los p lan team ien to s, cuáles e ra n
los elem en to s q u e se m a n e ja b a n c*n el disc urso, que- p ro g ra m a s se c o n stru y e ro n , to ­
d a s la s m a n if e s ta c io n e s c u ltu r a le s , n u e v o s p u n to s d e e n c u e n tr o ( c h ic h e r ía s ,
cofradías,etc .). Es decir, tem as q u e no h a n sido a b o rd a d o s to d av ía suficien tem en te
a u n q u e h a y algunos lin cam ien to s sobre, p o r ejem plo, estos espacios p ú b lico s q u e
ay u d an a d iscu tir lo q u e es u n a rebelión o a conspirar, p ero no h ay u n a d em o stració n
d ire c ta d e ésto, es decir, no hay un tra b a jo que relacione d ire c ta m e n te los espacios
púb lico s y las co nspiraciones del siglo X V III, a u n q u e tra b a jo s sobre el discurso se
h an h ech o m ás, c reo yo, en ese sentido.
M e p; trece qu e to d o esto es m uy interesante’, ya q u e a c u d a a d a r u n a id e a m ás
in teg ral de los M ovim ientos Sociales in te rp re tá n d o lo s no so lam en te co m o u n a res­
p u esta a (actores eco n ó m ico s sino ta m b ié n a n a liz a n d o el te m a de- la ideología q u e lo
su sten ta, del c o m p o rta m ie n to social, de la c o n d u c ta social y vien d o el e le m e n to c u l­
tu ral e n su interior.
En su m a, m e p a re c e n m uy im p o rta n te s todas estas nuevas v ertientes q u e se h a n
a b ie rto en ta n to son co m p lem en tarias. Sin d u d a c u a n d o se h ag an tra b a jo s m á s c o n ­
cretos so b re estos nuevos lin cam ien to s vam os a te n e r u n a im agen m ás co m p le ta y en
co n secu en cia m ejor. S in em b arg o lo q u e n o m e p arece es q u e eso silv a p a r a d esesti­
m a r q u e siem pre está subyacente el d e to n a n te económ ico.

D.¡ ¿Q ué com en ta rio le m erece el lib ro Entre la R etórica y la Insurgen-


cia . L as id e a s y lo s m o v im ien to s s o c ia le s en lo s A n d es, sig lo X VIII,
co m p ila d o p o r C h arles Walker, un títu lo de p or sí su geren te y lla m a tiv o

1G4
f

p o r n o d e c ir p r o v o c a d o r , q u e d e n tr o d e la s n u e v a s t e n d e n c ia s
h isto rio g rá fic a s han buscad o b á sica m en te e stre ch a r lo s vínculos en tre
la H isto ria de la s Id ea s y los M ovim ientos So ciales, y en donde in clu so
se en cu en tra un texto suyo so b re la s R efo rm as B o rb ó n ica s y su rela ció n
con la s reb elion es del sig lo X V III?.

S .O ’P h .: Q u i s i e r a e s t a b l e c e r , e n p r i m e r lu g a r , q u e m e t o c ó p r e s i d i r l a m e s a s o b r e
r e b e l i o n e s d e n t r o d e l m a r c o d e l c o l o q u i o “ E l S ig lo X V 1 1 1 e n lo s a n d e s ” y lo q u e se
m e p id ió h a c e r fu e u n a p e q u e ñ a in tro d u c c ió n so b re el te m a e n c u e s tió n , así c o m o
d a r n u e v o s l i n c a m i e n t o s p a r a la s i n v e s ti g a c io n e s f u t u r a s . S e g u r a m e n t e m u c h a s p e r ­
s o n a s se p r e g u n t a r á n p o r q u é m i c o la b o r a c ió n e n el v o lu m e n es u n a r tíc u lo ta n
b r e v e . A e lla s , le s d i g o q u e e n r e a l i d a d n o f u e c o n c e b i d o c o m o u n a r t í c u l o s in o c o m o
u n a in tro d u c c ió n a la m e s a e n c u e s tió n . In c lu s o se m e p id ie r o n e s p e c ífic a m e n te e n tr e
1 0 ó 12 p á g i n a s p a r a p u b l i c a r q u e e s m á s o m e n o s lo q u e t i e n e el t r a b a j o .
E n c u a n t o a l l i b r o m i s m o , lo q u e h e p o d i d o o b s e r v a r e s q u e l a i n t r o d u c c i ó n q u e
h a c e C h a rle s W a lk e r fu e e s c rita d e s p u é s d e l s im p o s io , d e ta l m a n e r a q u e n o fu e
p r e s e n t a d a e n é l. S in e m b a r g o , m e p a r e c e q u e a u n q u e s o n m u y i n t e r e s a n t e s y p r o v o ­
c a t i v a s la s p r o p u e s t a s q u e é l h a c e , n o h a y n i n g u n a c o n j u n c i ó n e n t r e lo q u e p r o p o n e
W a l k e r y lo s c u a t r o a r t í c u l o s q u e se i n c l u y e n s o b r e el t e m a d e r e b e l i o n e s .
E n to n c e s te n e m o s q u e , p o r u n la d o , C h a rle s W a lk e r e s c rib e s o b re lo q u e se d e b e
h a c e r y p o r o t r o l a d o lo s a r t í c u l o s d e n t r o d e l t e x t o n o s i g u e n e s o s p l a n t e a m i e n t o s , lo
c u a l m u e s t r a n u e v a m e n t e q u e h a y t o d a u n a r e v is ió n y t o d a u n a r e i n t e r p r e t a c i ó n
s o b r e lo s M o v i m i e n t o s S o c i a l e s q u e e s t á e n m a r c h a a s í c o m o c i e r t o e s q u e m a t e ó r i c o
q u e s e r í a i n t e r e s a n t e y s u g e r e n t e p o d e r p r o p o n e r , p e r o q u e e n la p r á c t i c a n o s i e m p r e
se a p l i c a , p u e s la s i n v e s ti g a c io n e s s i g u e n d á n d o s e d e o t r a m a n e r a .
Y o r e v is é u n o p o r u n o lo s a r t í c u l o s t r a t a n d o d e c o n f r o n t a r l o s c o n lo s p u n t o s q u e
t o c a b a W a l k e r y l a v e r d a d e s q u e n o h a y p u n t o s d e e n c u e n t r o e n t r e la i n t r o d u c c i ó n y
lo s e n s a y o s q u e a p a r e c e n e n el v o l u m e n .

D .: ¿ E n to n c e s a U d . n o le p a r e c e q u e e s to s in v e s tig a d o r e s e s té n
in flu en ci “ h isto ria cu ltu ra l” eu ropea?

S .O ’P h .: E n el c a so d e l a r tíc u lo d e N u r ia S a la h a y a lg o , e n c o n tr a m o s q u e se h a c e
m e n c i ó n a la i m a g e n d e l I n c a e n l l u a r o c h i r i e n 1 7 8 3 , p e r o m u y m a r g i n a l m e n l e . E ll a
s o b re to d o v e n u e v a m e n te e s to s p a r á m e tr o s d e l n o m b r e d e l im p lic a d o , su s ta tu s e c o ­
n ó m i c o , la e d a d q u e t i e n e ; o s e a e s t a s t a b l a s q u e y a c o n o c e m o s s o b r e la p r o s o p o g r a f i a
d e c a d a u n o d e lo s i m p l i c a d o s , q u e e s m u y ú til p e r o n o n e c e s a r i a m e n t e o r i g i n a l .
E l t r a b a j o d e G a r z ó n q u e e s s o b r e e l c l e r o m e l l a m ó m u c h o la a t e n c i ó n p o r q u e e n
n i n g ú n m o m e n t o t o c a l a v a r i a b l e d e la p r e s e n c i a d e l i n a j e s i n c a i c o s e n e l c l e r o c o l o ­
n i a l y c ó m o e s te f e n ó m e n o l l e v a a q u e e s to s h i j o s d e c u r a c a s - q u e s o n s a c e r d o t e s -
j u n t o c o n s u s p a d r e s o r q u e s t e n la o p o s i c i ó n a la r e b e l i ó n . P o r q u e e s t o s s e ñ o r e s q u e
t i e n e n e s c u d o s d e a r m a s y q u e s e v i s t e n c o m o I n c a s ( m e r e f i e r o a lo s g r a n d e s l i n a j e s
c u s q u e ñ o s : S a h u a r a u r a , C h o q u e h u a n c a , ' l ’i t o A t a u c h i , C a r l o s I n g a , e tc .) e s t u v i e r o n
e n c o n t r a d e la r e b e l i ó n . Y l o q u e n o s e v e e n e s te t r a b a j o d e G a r z ó n e s q u e lo s h i j o s
d e e s to s l i n a j e s s o n s a c e r d o t e s y c o m o s a c e r d o t e s t i e n e n la p o s i b i l i d a d d e c o n t r i b u i r a
la r e p r e s i ó n d e l m o v i m i e n t o o e n t o d o c a s o c r i t i c a r l a r e b e l i ó n d e T ú p a c A m a r u . P o r
o t r o l a d o , m e p a r e c e q u e G a r z ó n n o h a h e c h o u n a s e p a r a c i ó n c i a r a e n t r e lo c ju e e s e l
b a jo c le ro y el a lto c le ro . Y e s q u e el b a jo c le ro , s o b r e to d o lo c a l, q u e e s tá m u y
c e r c a n o a T ú p a c A m a r u -y c o n el c u a l m a n tie n e u n a r e la c ió n c o tid ia n a e in c lu s o d e

165
c o m p a d r a z g o - lo v a a a p o y a r . P o r e j e m p l o , si u n o v e e l m o m e n t o e n e l c u a l e l c o r r e ­
g i d o r A m a g a e s c o n d e n a d o a m u e r t e , t o d o el r i t u a l e s c r i s t i a n o y e s p r e s i d i d o p o r
e s to s c lé r ig o s c e r c a n o s a T ú p a c A m a r u . E n to n c e s , e n e s te s e n t id o , c r e o q u e d e c i r q u e
e l c le r o e s tu v o c o n t r a T ú p a c : A m a r u e s g e n e r a l i z a r d e m a s i a d o , p o r q u e h a b r í a q u e
e s p e c if ic a r y v e r q u e e l c le r o c e r c a n o a T ú p a c A m a r u -e l c l e r o lo c a l, e l c le r o p r o v i n ­
c ia l d e C a n a s y C a n c h i s - lo a p o y a . M i e n t r a s q u e , p o r s u p u e s t o , a q u e l l o s c lé r ig o s q u e
n o lo c o n o c e n - e n e l m o m e n t o e n q u e l a r e b e l i ó n t o m a o t r a s c o n n o t a c i o n e s - se le
o p o n e n . M á s a ú n , c u a n d o e x is te u n p e d i d o d i r e c t o d e l o b i s p o M o s c o s o a q u i e n e n
u n m o m e n t o s e le i m p l i c a c o n l a G r a n R e b e l i ó n y d e s p u é s t i e n e q u e d e m o s t r a r p ú b l i ­
c a m e n t e su l e a l t a d . R e c o r d e m o s q u e n o e s q u e n e c e s a r i a m e n t e M o s c o s o h a y a c o n s ­
p i r a d o , s in o q u e d e j ó p a s a r la s c o s a s s in p o n e r u n c o n t r o l i n m e d i a t o e n s u a f á n p o r
v e r c ó m o se d e s e n v o l v í a n lo s h e c h o s y e n t o n c e s , d e s p u é s , t i e n e q u e d e m o s t r a r q u e es
le a l y o r g a n i z a e s to s g r u p o s d e c lé r ig o s q u e v a n a f o r m a s “ t r o p a s ” c o n t r a l a r e b e l i ó n .
C r e o q u e e n e s te s e n t id o lo a t r a c t i v o d e la h i s t o r i a e s p o d e r d e s m e n u z a r la s c o s a s y n o
v e n i r a d a r e n u n m o m e n t o u n b r o c h a z o g e n e r a l q u e d e j a d e l a d o la s c o n n o t a c i o n e s
m á s lo c a le s y m á s p e r s o n a l e s c u y o c o n o c i m i e n t o e s s i e m p r e i m p o r t a n t e .
E l s i g u i e n t e a r t í c u l o , e l d e S e r g io S e r ú ln ik o v , q u e es m u y s u g e r e n t e , se r e f i e r e a l
c u e r p o le g a l d e l a c o l o n i a y c ó m o lo s i n d i o s lo p e r c i b e n y lo u t i l i z a n p a r a a r g u m e n t a r
a f a v o r d e s u s p r o p u e s t a s . E s te e s u n p o c o el d i s c u r s o le g a l a s u m i d o p o r lo s in d io s ,
p r o c e s a d o y u t i l i z a d o p a r a su s c o n f r o n t a c io n e s c o n t r a el s t a t u q u o . M e p a r e c e s u g e -
r e n t e y a u n q u e e l a u t o r r e c u r r e e n p a r t e a lo q u e p r o p o n e W a l k e r t a m p o c o e s u n a
c o s a d e m a s i a d o i n t e g r a l d e s d e e s a p e r s p e c ti v a .
F i n a l m e n t e el t r a b a j o d e J o r g e H i d a l g o s o b r e la s r e b e l i o n e s e n e l n o r t e d e C h i l e ,
e n la z o n a d e A t a c a m a , n o c u b r e a b s o l u t a m e n t e n i n g u n o d e lo s t e m a s p r o p u e s t o s
p o r W a lk e r , a u n q u e n o d e j a d e s e r u n a p o r t e i m p o r t a n t e .
E n s u m a , y o c r e o q u e e x is te u n a b r e c h a e x ú d e n te e n t r e la i n t r o d u c c i ó n d e l l i b r ó y
lo s a r t í c u l o s d e f o n d o , p e r o c r e o t a m b i é n q u e lo s p u n t o s q u e t o c a C h a r l e s W a l k e r s o n
m u y s u g e r e n t e s y b i e n v e n i d o s p a r a q u e la s i n v e s ti g a c io n e s f u t u r a s v a y a n e n e s e s e n t i ­
d o . M i s f e li c i ta c i o n e s p o r ello .

D .: ¿ E n l a i n t r o d u c c i ó n d e Un S ig lo d e R e b e lio n e s A n tic o lo n ia le s u s t e d
m a n i f i e s t a q u e u n o d e s u s o b je tiv o s f u e r e p l a n t e a r l a h i s t o r i a d e lo s
M o v im ie n t o s S o c ia le s o c u r r i d o s e n e l s ig lo X V III. L u e g o d e 12 a ñ o s d e
s u p r i m e r a p u b l i c a c i ó n e n in g lé s c r e e u s t e d h a b e r l o g r a d o é s to ? .

S .O ’P h .: Y o c r e o q u e e n a l g u n a m e d i d a sí, p o r q u e e n p r i m e r l u g a r e l e s q u e m a
t r a d i c i o n a l q u e m o s t r a b a q u e e n e l sig lo X V I I I h a b í a n o c u r r i d o p r á c t i c a m e n t e c u a ­
t r o m o v i m i e n t o s s o c ia le s h a s id o r e p l a n t e a d o . C r e o q u e a h o r a se s a b e q u e h u b o u n a
lu c h a b a s ta n te m á s c o n s ta n te y q u e h u b ie r o n m á s d e u n c e n te n a r d e in s u rre c c io n e s .
E n e s e s e n t id o , p u e s , e l e s q u e m a t r a d i c i o n a l q u e d ó r e f u t a d o .
P o r o t r o l a d o n o se c o p i a r o n m o d e l o s te ó r i c o s p r e p a r a d o s p a r a el c o n t e x t o e u r o ­
p e o s in o q u e se t r a t ó d e p r o b a r u n a a p r o x i m a c i ó n c o n e l c o n c e p t o d e C o y u n t u r a
E c o n ó m i c a (v is to p o r F i e r r e V ila r ) a p l i c á n d o l o e n e s to s “ n u d o s d e r e b e l i o n e s ” q u e
o c u r r ía n e n d e t e r m i n a d o s p e r i o d o s . S e p r i o r i z ó e l t r a s f o n d o d e lo q u e e s t a b a p a s a n d o
en. t é r m i n o s d e p o l í t i c a s e c o n ó m i c a s y p o l í t i c a s s o c ia le s t r a t a n d o d e e x p l i c a r a s í p o r
q u é h u b o e s t a s i n c r o n i z a c i ó n c r o n o l ó g i c a e n t r e u n g o b i e r n o d e t e r m i n a d o o la a p l i c a ­
c i ó n d e u n a m e d i d a d e t e r m i n a d a y l a r e s p u e s t a q u e e s to p r o v o c a e n t é r m i n o s d e
i n t r a n q u i l i d a d s o c ia l.

166
E l a n á l i s i s e n c o y u n t u r a s s e t o r n a a s í a c u m u l a t i v o e n t é r m i n o s d e lo s m e c a n i s m o s
d e e x p l o t a c i ó n c o l o n i a l , t e n i e n d o e n la p r i m e r a c o y u n t u r a c o m p r o m e t i d o s b á s i c a -
m e n t e m i t a y t r i b u t o , e n la s e g u n d a s e s u m a e l r e p a r t o y e n la t e r c e r a l a s r e f o r m a s
b o r b ó n i c a s , o s e a h a y u n a a c u m u l a c i ó n d e m e c a n i s m o s d e p r e s i ó n , l ’o r o t r o l a d o , e n
la p r i m e r a p a r t i c i p a n s o b r e t o d o i n d i o s y m e s t i z o s , e n la s e g u n d a m u e h o m á s m e s t i ­
z o s y c a s t a s y e n la t e r c e r a l o d o s lo s s e c t o r e s s o c i a l e s . E s d e c i r , t a m b i é n h a v u n a
a c u m u l a c i ó n d e m a l e s t a r d e t o d a l a s o c i e d a d c o l o n i a l . E s to , e v i d e n t e m e n t e , e s u n a
b o m b a d e tie m p o .
E n s u m a , e l e l e m e n t o a c u m u l a t i v o e n t é r m i n o s d e lo s m e c a n i s m o s d e p r e s i ó n
e c o n ó m i c a \ 7 d e p r e s i ó n s o b r e lo s s e c t o r e s s o c i a l e s a l o s q u e s e v a e n v o l v i e n d o p o c o a
p o c o , m e p a r e c i ó c l a v e e n m i a n á lis is .
P o r o tr o la d o , se a b r ie r o n o tr o tip o d e p r e g u n ta s s o b r e c ó m o se p o d ía n i n t e r p r e ­
t a r la s r e b e l i o n e s o b u s c a r o t r o s á n g u l o s d e i n v e s t i g a c i ó n y e n e s e s e n t i d o m e p a r e c e
q u e e s ú t i l , y a q u e n o c r e o q u e e x i s ta u n h i s t o r i a d o r q u e t e n g a la a r r o g a n c i a d e
m a n i f e s t a r q u e s u t r a b a j o c e r r ó u n l e m a c u a n d o m á s b i e n la t a r e a d o é s t e e s a b r i r
n u e v o s e n f o q u e s p a r a q u e o tr a g e n te se in te r e s e v s ig a in v e s tig a n d o v v o n e o q u e e s to
t a m b i é n s e l i a c u m p l i d o . A s í q u e p o r e s e l a d o e s t o y b a s t a n t e s a t is f e c h a c o n lo s r e s u l ­
ta d o s . I n c lu s o y o m is m a e n el s e g u n d o lib ro D e T ú p a c A m a r a a T ú p a c C a la n e s c rib o
s o b r e m u c h o s o v a r i o s t e m a s q u e m e i n t e r e s a r o n d e s d e e l i n i c i o p e r o q u e si lo s h u b i e ­
r a i n c l u i d o e n e l p r i m o r l i b r o lo h u b i e r a n d e s a r t i c u l a d o , o s e a h u b i e r a s i d o u n l i b r o
s in m i h i l o c o n d u c t o r t r a n s p a r e n t e , c o n t e n i e n d o d e t o d o u n p o c o c o m o u n c a j ó n d e
s a s t r e y e n t o n c e s n o h a b r í a t e n i d o la o r g a n i c i d a d q u e n e c e s i t a b a . M e q u e d é c o n
m u c h a s p r e g u n t a s q u e t r a t é d e r e s p o n d e r e n e l s e g u n d o t r a b a j o , n o s ó l o p o r q u e d e lo
c o n t r a r i o el p r i m e r o s e h a b r í a d e s a r t i c u l a d o s i n o p o r q u e a d e m á s m i p r i m e r l i b r o
r e s p o n d í a a u n a te s is d e d o c t o r a d o d o n d e e l m á x i m o d e p a l a b r a s q u e p o d í a u t i l i z a r
e r a d e 10 0 . 0 0 0 . E r e n t e a e s o u n a t i e n e q u e r e c o r t a r d e j a n d o u n e s q u e m a b i e n a r m a ­
d o y s in p o d e r t o c a r t o d o s lo s t e m a s q u e q u i s i e r a s . E s u n a m a n e r a d e a p r e n d e r a
s i n t e t i z a r y t e n e r c l a r a s t u s h i p ó t e s i s d e lia s e . S i h u b i e r a “ d e s p a r r a m a d o " ’ m i s h i p ó t e ­
s is s in s i n c r o n i z a r l a s , m e h u b i e r a n d e s a p r o b a d o . E s u n a c u e s t i ó n m e t o d o l ó g i c a .

D .: ¿ D e m o d o q u e u s t e d c r e e q u e a ú n q u e d a m u c h o c a m p o p o r e x p l o r a r
e n lo t o c a n t e a l a G r a n R e b e l ió n ¿ Q u é t e m a s c o n s i d e r a u s t e d q u e d e b e ­
ría n s e r a b o rd a d o s? .

S .O ’P h .: M e p a r e c e q u e , p o r e j e m p l o , n o s e l i a t r a t a d o s u f i c i e n t e m e n t e e l c o m p o r ­
t a m i e n t o q u e c h u a f r e n t e a l c o m p o r t a m i e n t o a v m a r a d u r a n t e la G r a n R e b e l i ó n p e r o
y a e n t é r m i n o s m á s s o c i a l e s o i n c l u s o e n e l p e r i o d o d e la i n d e p e n d e n c i a o e n la j u n t a
d e 1 8 0 9 e n L a P a z . L a s re la c i o n e s c u t r e q u e c h u a s y a y m a r a s s e r í a m u y i n t e r e s a n t e
v e r l a s e n t é r m i n o s d e l p r o b l e m a d e la b a r r e r a d e ! l e n g u a j e , l a b a r r e r a c u l t u r a l , e l
d i f e r e n t e c o m p o r t a m i e n t o d e la p o b l a c i é m i n d í g e n a d e a c u e r d o a s u o r i g e n q u e c h u a
o a y u n a ra .
C r e o t a m b i é n q u e n o se h a t r a b a j a d o s u f i c i e n t e m e n t e e l t e m a d e lo s p a s q u i n e s ,
a l g o q u e m e p a r e c e t a n i m p o r t a n t e r o m o lo s s e r m o n e s q u e y o t o c o m a r g i n a l m e i u e
e n 1 m ( h a n R e b e lió n e n lo s A n d e s : D e T ú p a c A m a r u a T ú p a c C a k i r i , p e r o s i n d u d a h a y m á s
m a t e r i a l p a r a t r a b a j a r , lv sto a y u d a r í a h a d e s e n t r a ñ a r e l t r n s l ó n d o i d e o l ó g i c o d e la
r e b e lió n .
N o s e h a i n v e s t i g a d o t a m p o c o e l t e m a d e l a s c o f r a d í a s y y o sí c r e o q u e h u b i e r o n
c o n e x io n e s c o n la s c o f r a d ía s p a r a r e c lu ta r g e n te y a d e m á s p a r a t e n e r c ie r to g r a d o d e

¡0 7
so lid a rid a d e n r l m o m e n to d e la re b e lió n . M e p a r e c e q u e las c o fra d ía s e r a n u n p u n to
m u y im p o r ta n te d e e n c u e n tr o e n té r m in o s é tn ic o s y so c ia le s q u e p r á c tic a m e n te n o se
h a e x p lo ra d o .
El te m a d e la p a r tic ip a c ió n de la m u je r c o m o u n o d e los e le m e n to b a s e d e la
u n id a d d o m é s tic a fa m ilia r a n d in a es o tr o p u n to q u e ta m p o c o m e p a r e c e q u e h a sido
su fic ie n te m e n te tr a ta d o . Yo h e leid o a lg u n o s tr a b a jo s p e r o la v e r d a d q u e n o m e h a n
lle n a d o las e x p e c ta tiv a s . A llí h a y o t r a v e ta im p o rta n te .
In c lu so es p o sib le id e n tific a r u n m a y o r n ú m e r o d e re v u e lta s, c o m o lo h a n h e c h o
p a r a el n o r t e V íc to r P e ra lta y A le ja n d ro D iez. C u a n d o yo e s tu v e tr a b a j a n d o m i tesis,
m i su p e rv is o r q u e fu e E rie k H o b s b a w n m e r e c o m e n d ó q u e t r a b a ja r a c o n las 140
re v u e lta s y re b e lio n e s que. lo g ré u b ic a r ( a u n q u e fá c ilm e n te ésta s d e b e n s o b r e p a s a r las
160 ó 160) p o r q u e el d e s c u b rim ie n to d e m á s m o v im ie n to s so c iales n o h u b ie r a c a m ­
b ia d o d e n in g u n a m a n e r a el e s q u e m a d e las 3 c o y u n tu r a s r e b e ld e s q u e h a b ía p l a n ­
te a d o « o rn o eje d e m i in v estig ac ió n .
Q u e d a n ta m b ié n z o n a s p o r t r a b a ja r o q u e n o h a n sid o a n a liz a d a s lo suficien te.
T a l es el c aso d e l G e n tío , p o r e je m p lo , p a r tic u la r m e n te d e la s ie rra c e n tr a l. A u n q u e
alg o se h a a v a n z a d o p a r a el siglo X I X c o n los tr a b a jo s d e D o le n c ia M a lio n y de
N clso n M a n riq u e . A sí m ism o , n e c e s ita m o s m á s tr a b a jo s so b re Ju a n S a n to s A ta h u a lp a ,
a u n q u e a m í m e p a r e c e q u e la re b e lió n d e J u a n S a n to s tie n e c o n n o ta c io n e s esp ecífi­
c a s b ie n d istin ta s a m u c h a s d e las re b e lio n e s a n tic o lo n ia le s .
E n s u m a , y o n o c r e o q u e esté a g o la d o el m a te ria l, l .o q u e se ría im p o r ta n te p r e ­
g u n ta rs e es si eso c a m b ia r ía c o m p le ta m e n te la in te r p r e ta c ió n d e las c o y u n tu r a s r e ­
b e ld e s o si s im p le m e n te iría m á s h a c ia lo c o tid ia n o , p r o b a b le m e n te a p r o b le m a s p o r
tie rra s , p r o b le m a s p o r trib u to s , ele., o se a ya a caso s m u y esp ecífico s q u e se ría ir d e
las in te r p re ta c io n e s c o v u n tu ra le s a lo p a rtic u la r.

D .t U ste d a b o r d a e n su texto L a G r a n r e b e l i ó n e n l o s a n d e s : d e T ú p a c
A m a r a a T ú p a c C a t a r i e l te m a d e la u to p ía a n d in a s o s te n ie n d o q u e su
e la b o r a c ió n p a r te d e l se c to r c r io llo (c lé r ig o s e n e s p e c ia l), p a r a s e r tr a n s ­
m itid a lu e g o a lo s c a c iq u e s y a tr a v é s d e e s t o s ú lt im o s a la m a s a in d íg e ­
n a , p r o p o n ie n d o u n p r o c e s o in v e r s o a l s o s t e n id o p o r A lb e r to F lo r e s
G a lin d o , p a r a q u ie n la u to p ía a n d in a se p r o p a la d e s d e la m a s a in d íg e ­
n a h a c ia el s e c to r c r io llo y m e s tiz o . D e s d e su p u n to d e v is ta ¿Por q u é se
e la b o r ó e s ta u to p ía a n d in a ? .

S .O ’P h.: Yo c re o q u e e r a u n p ro b le m a m u y im p o r ta n te d e id e n tid a d , es d e c ir t r a ta r
d e r e m o n ta rs e a alg o q u e fu e ra un p u n to c o m ú n e n tr e m e stiz o s, in d io s y criollos, láse
[ju n to e n c o m ú n e r a el p e r io d o in c a ic o , lo s lin a je s in c a ic o s : el Im p e rio ele los In cas.
S a b e m o s q u e m u c h o s d e estos lin a je s se a m e s tiz a ro n d u r a n t e el siglo X Y I1 y
sa b e m o s ta m b ié n q u e m u c h o s p e n in s u la re s se c a s a r o n c o n m u je re s d e la élite in d íg e ­
n a. Es m ás, e n el C u s c o esto lú e b a s ta n te c o m ú n . P o r e je m p lo , c u a n d o e n el siglo
X I X e s tá n b u s c a n d o u n In c a -c o m o d ir á A lb e rto F lo re s G a lin d o - q u ie r e n q u e d e s­
c ie n d a d e la fa m ilia A m p u e r o p o r q u e ellos e s ta b a n lig arlo s g e n e a ló g ic a m e n te a los
lin ajes in caico s. A la fa m ilia U g a i le, se g ú n T ú p a c A m a r u , la se n tía n m u y c e r c a n a y
se d a b a n el tr a to d e p r im o s p o r q u e a m b o s te n ía n , d e n tr o d e su g e n e a lo g ía , v ín c u lo s
c o n los lin a je s in c a ic o s.
E n to n c e s, su rg e la p r e g u n ta : ¿ d ó n d e b u s c a r el p u n t o e n c o m ú n e n tr e esto s c rio ­
llos q u e d e s c ie n d e n d e a lg u n a m a n e r a d e esto s lin a je s inc aic o s y esto s c a c iq u e s q u e a

16H
su vez se han amestizado?. En ei imaginario, lo importante que queda es la idea un
poco reinventada del imperio de los Incas, y esto, como digo, es importante para la
identidad de los sectores no peninsulares, me refiero a los sectores “de la tierra”, los
sectores locales.
Pero la reinvención que hacen del gobierno que quieren establecer no es similar al
imperio de los Incas, es cierto que utilizan el incanato como el punto de partida
porque, como digo, su genealogía se remonta ahí, pero lo que ellos reproducen es un
sistema donde hay un virrey, un sistema en el cual hay un espacio para la religión
cristiana (por ello tratan de demostrar que son buenos cristianos), un sistema en el
cual van a seguir habiendo alcaldes y fiscales y toda la estructura que ya se ha monta­
do en la colonia, un sistema en el cual piden que sus hijos vayan a las universidades,
a los colegios y a los monasterios yyen fin, que participen de toda la instítucionalidad
colonial. Ellos no reproducen un imperio de los Incas como el imperio que encontra­
ron los españoles. Es el punto de partida, como digo, de esa unión en la cual, efecti­
vamente, muchos de ellos pueden rastrear su genealogía. Es el hilo conductor y orde­
nador del proyecto, pero con un propósito nuevo, distinto.
Tratan de reordenar el mundo para que los espacios que están en manos de. los
peninsulares sean retomados por los individuos de la tierra: criollos y mestizos, sobre
todo este último es un sector que está muy presionado, muy ahogado, sin espacio
donde desarrollarse y es por ello que a mi no me llama la atención que en la tempra­
na república los sectores mestizos traten de conseguir posiciones dentro del nuevo
sistema, que les asegure una estabilidad económica, política y social.

D .: ¿C óm o ex p lica u sted la p a rticip a ció n d e lo s clérig o s en la e la b o ra ­


ció n y difusión de esta u topía andina?.

S.O ’P h .: Esto se da también en México. En términos ideológicos, al manejar estos


colegios para criollos y para nobles indígenas, la importancia de los clérigos es vital.
En este sentido sería bueno poder reconstruir, por ejemplo, cómo era toda la infraes­
tructura del colegio de San Borja en el Cusco porque yo solamente lie podido saber
que a la entrada estaban los cuadros de los Incas. Luego, para el siglo XVIII existen
varias reproducciones del matrimonio de Martín de Loyola con Beatriz Nusta que
expresa un poco ese vínculo y reproduce la idea de este rastrear los antepasados. Para
el mismo siglo hallamos también varias reproducciones del Corpus Christi donde
aparecen los indios nobles de las parroquias cusqueñas (ya no se llaman panacas sino
parroquias) vestidos como caciques, pero con una ropa ya reinventada, porque sino
basta comparar las vestimentas con las que aparecen en los dibujos de Guamán
Poma y veremos que han sufrido una reinvención.
Haber tenido este tipo de cuadros y de alegorías cerca de alguna manera debió
haber ayudado a propiciar un ambiente de identidad en el siglo XVIII. Analizar la
atmósfera que rodeaba a las personas que después se van a identificar con este movi­
miento y que tratan de resaltar su afinidad o entronque con las panacas tempranas
sería un trabajo bastante interesante.

D .: Sigam os con L a G ra n R eb elió n en lo s A n d e s , ah í u sted o b serv a que


en el siglo X V III ex iste una fieb re p o r títu lo s y gen ealogías, que a trib u ­
ye a la d efen sa de lo s in tereses de los ca ciq u es de lin a je fren te a la a m e ­

ra
naza de los caciq u es intrusos, discrepando co n jo h n Rowe en ton ces, ¿d es­
carta de plano que este in terés por los lin ajes in ca ico s se h aya debido a
la constitución d e un “ n acion alism o Inca” com o él señala?.

S.O ’Ph.: Estoy p en san d o escribir un artículo al resp ec to 1. I xj q u e p u e d o a d e la n ­


ta r es q u e los linajes incaicos que realm en te consiguen reivindicaciones en el siglo
X V III (com o títulos, com o perm isos p a ra que sus hijos e n tre n a las órdenes religio­
sas, com o la p o sibilidad de ser pintados con sus escudos d e a rm a s o el d e te n e r sus
genealogías) son los linajes qu e están c o n tra la G ra n R ebelión. E ntonces, de qué
“nacio n alism o In c a ” estam os h ab lan d o cu an d o son los S a h u a ra u ra , los T ito A tauchi,
los C h o q u e h u a n c a , los G arlos Inga, todos ellos q u e están c o m p letam en te consolida­
dos y legitim ados v qu e h an recibido favores -incluso el m ism o P u m a ra liu a - los que
van a estar en c o n tra de la G ra n R ebelión, los q u e están co m p le ta m e n te insertados y
g o zan d o de to d o tipo de gratificaciones q u e les p uede o frecer la C o ro n a.

D.: Vayam os un poco a la im agen d el in d ígen a. Charles W alker en la


com pilación T r a d i c i ó n y M o d e r n i d a d e n l o s A n d e s so stien e que detrás
del d iscurso o ficia l hubieron p rácticas p o lítica s m o d ern a s de p arte de
los grupos in d ígen as, d esd e su punto de vista ¿existió una con trad ic­
ción entre el d iscu rso oficial -que veía a los in d íg en a s com o seres in fe­
riores- y la im agen que ellos m anejaban de s í m ism o s? .

S.O ’Ph.: 1.a élite indígena vivía en dos m undos, p o d ía acercarse a los criollos y
p o d ía ap ro x im arse a los indígenas, es u n a bisagra, tiene las dos v ertientes y e n m u ­
chos casos h ay descripciones de caciques q u e poseen cu ad ro s de advocaciones n i sus
casas, q u e tienen libros en sus casas. Son personas qu e están m ás c o m p e n e tra d a s con
los p ará m e tro s de ed u cac ió n “ ilustrada” del periodo.
El in d io del co m ú n p ro b ab lem en te ten g a o tra lectu ra de las cosas, p e ro definitiva­
m en te tiene su p ro p ia visión, tam p o co es q u e sea u n a p e rso n a to talm en te pasiv a o
in erte e n este sentido. A dem ás tiene m ecanism os com o las cofradías y fiestas q u e
d eb iero n h a b e r sido m uy im p o rtan tes p a ra aglutinarlos, p a r a re p ro d u c ir la solidari­
d a d , p a ra p a rticip ar de u n a sociabilidad am p liad a de festividades. P or supuesto q u e
tam p o co son in cautos, p o rq u e d io s se d a n perfecta c u e n ta q u e se está a b u sa n d o con
el rep arto , q u e se está ab u san d o con el tributo, que p o r ejem p lo están circu lan d o y til
p asar p o r la a d u a n a -y p o rq u e no p u ed en p a g a r la alcabala- le d e ja n los sacos de
co ca o los sacos de ají d epositados en la a d u a n a v se les desco m p o n e el p ro d u cto y se
les estro p ea el com ercio. E ntonces es gente q u e tam b ién p ro testa c u a n d o se d a c u e n ­
ta que se está ab u san d o de ellos o en to d o caso qu e se están in tro d u c ie n d o prácticas
a las cuales ellos no están aco stu m b rad o s y q u e les p erju d ican .
E ntonces, yo no diría que se veían com o dism inuidos, lo q u e d iría es q u e en todo
caso sienten q u e no p erten ecen a las esferas m ás altas. La id ea de u n a plebe d o n d e
en tren indios, negros, zam b o s y m ulatos es u n a idea q u e en la p rá c tic a se d a. Pero yo
siento que n o son totalm en te pasivos y q u e c u a n d o algo les resulta in có m o d o o les
p á re te q u e están siendo abusados van a e n c o n tra r canales p a r a protestar, es decir,
cu an d o se les to m a las tierras, se les cie rra las acequias o se les ro b a la m ercad ería no
se q u e d a n callados, sino n o estaría to d a la d o cu m en tació n q u e h ay sobre litigios. E ra,
pues, gente q u e litigaba. Incluso llegaban a g a n a r juicios.

170
D .: ¿Pueden esta s actitud es tild arse de m od ern as com o dice W alkér?.

S.O’P h.: Yo a Walker le diría que todo lo que escribe en la introducción de E ntre la
me lo presente con documentación. Porque una cosa es la
R e lá m a y la Insurgencia
teoría y otra cosa es lo que encuentras en las fuentes, en la práctica de la investiga­
ción. Pues muchas veces tenemos modelos europeos en los cuales nos fijamos y que
son teóricamente muy transparentes, pero que no se aplican directamente al caso
peruano. O en todo caso deben ser reelaborados. Esto último es trabajoso, pero es lo
aconsejable. Tenemos que darle nuestro sello de originalidad.
Además, estamos hablando de otra realidad. En Europa no hay castas (indios,
mulatos o zambos), es una sociedad blanca. Por tanto, el problema de la etnicidad no
existe ya que tienes blancos pobres o blancos ricos. Aquí tienes otro tipo de proble­
mas: el concepto de tributo no es el mismo, la mita (que allá no existe), incluso la
misma cosmovisión andina te da un ingrediente adicional que no es el europeo. Por
ejemplo, en Europa convertir al europeo es una cosa y otra muy distinta venir acá a
convertir a los indios (que tienen todo un panteón diferente y estructurado dentro del
cual se manejan). En muchos casos, en la teoría, las cosas que “podrías hacer” sue­
nan increíblemente provocativas, pero si no tienes la información ¿cómo respondes a
esc tipo de eníbques?. Por eso, debemos ver si es posible comprobar estas teorías para
el caso peruano y si tienes la información para poder sustentarla, pues no puedes
proponer cosas sin sustento o generalizar en base al hallazgo de un solo caso. Para
esto se necesita mucho tiempo y paciencia así como trabajo artesanal.

D.: Para concluir, nos gustaría que les dijera algo a los estudiantes de
historia de las diversas universidades del país.

S.O ’Ph.: A todos aquellos que se inician en la labor del historiador les sugeriría
que hubiera más contacto entre los estudiantes de las diversas universidades, que es
además el propósito del Taller Pcrmante de Historia que funciona desde hace cuatro
años ininterrumpidamente en el local del CENDOC-Mujer, y donde se acogen a
estudiantes de las universidades Católica, San Marcos, Villarreal y de Lima..
En segundo lugar, que hubiera apertura para recibir la visión y los estudios tanto
nacionales como extranjeros. A mí me resultó muy desilusionante que el día que
habló David Brading en el Instituto Riva Agüero hubieran tan pocos estudiantes y
tan pocos profesores. Es como si los profesores estuvieran por encima de todo y que
ya no tuvieran nada más que aprender y eso me desilusiona mucho poique personas
de la calidad de Brading o de Francisco Xavier Guerra deben ser escuchadas aunque
no estemos de acuerdo con todo lo que digan, creo que historiográficamente tienen
su espacio y han ganado su posición y es una pena que vengan de tan lejos como
Inglaterra o Francia y que haya tanto desinterés por parte de los estudiantes (y sobre
todo por parte de los profesores) de escuchar hablar a estos colegas sin ningún tipo de
complejo de inferioridad o superioridad sino simplemente por una apertura, para
estar al tanto de lo que se trabaja en otras partes, sin pensar que eso es ser
extranjerizante, sino simplemente para enriquecerse y enriquecer sus clases y que los
alumnos también se sientan más motivados. Para estimular la discusión.
Otra cosa es que los estudiantes sepan que la carrera de historia es sacrifi­
cada y que necesita mucha paciencia. Los elementos teóricos que se reciben de
fuera (de Estados Unidos o Europa) deben siempre ser tamizados para ver cómo se
aplican al caso peruano, porque es práctico e incluso ocioso aplicar los esquemas que
171
se han trabajado en Europa o en Estados Unidos de una manera totalmente estática
-como una calca- sin complementarlos con los elementos diferentes que hay en el
caso de Perú o de Latinoamérica en general.
Adicionalmente les aconsejaría que no se circunscriban a leer solamente sobre el
Perú. Ilay que leer sobre Latinoamérica y hay que hacer un poco más de historia
comparada. Además deben saber que en otros países como en México se están
trabajando muchos temas que aquí todavía no han sido explorados por lo cual debe­
mos consultar la bibliografía sobre otros países para tener una idea de los temas y los
lincamientos de investigación que se están llevando a cabo. Entonces, delíen abrirse
un poco más hacia pensar el Perú dentro de Latinoamérica y, en el caso de la colonia,
dentro de Hispanoamérica y no aislarlo. Trabajar exclusivamente sobre lo local es
reduccionista.
Otra cosa importante es tratar de aprender inglés para que puedan leer trabajos
originarios en este idioma y no esperar las traducciones que llegan a veces después de
diez años (como el libro de Paul Gootenberg -C a u d illo sy Comerciantes- que fue traduci­
do después de 12 años) y mientras tanto el alumno no está enterado de lo que se está
produciendo y discutiendo en el extranjero. No está actualizado, y no es posible que
los historiadores peruanos estemos a la zaga al escribir nuestra propia historia.
El alumno debe tener también mayor curiosidad. Porque está bien que uno esté
investigando un tema, pero hay siempre lincamientos nuevos de investigación que
aparecen y sobre los cuales un historiador y aún un estudiante debe estar, por lo
menos, medianamente informado. Por ejemplo, las investigaciones que hay ahora
sobre historia del medio ambiente, discurso, imaginario político, cultura política o
egohistoria. O sea, todo este tipo de corrientes de los cuales debemos estar informa­
dos aunque no sean el foco central de nuestra investigación, de tal forma que no
sientan que pierden el tiempo porque leen sobre estos temas sino que simplemente se
están manteniendo al día y actualizándose de lo que está ocurriendo en otras partes
en términos de líneas de investigación.

N o ta 1

1 El articulo está publicado bajo el titulo de “Kurakas, linajes y el Movimiento Nacional Inca del siglo
XVIII”, civ. Adas del IV Congreso Internacional de Enohistoria. Lima. 1998. Vol. I, pp. 159-165.

172
d i á l o g o s , N ° l, 1999 Ponencias

Civilizando calles, creando ciudadanos:


La campaña presidencial de 1872 y la disputa por
el control de los espacios públicos*
C a r m en M c E voy
University of The South, Sewanee

E l 2 7 d e a g o s t o d e 1 8 7 1 , M a n u e l P a r d o , c a n d i d a t o a la p r e s i d e n c i a d e l a R e p ú ­
b l i c a d u r a n t e la c a m p a ñ a e l e c t o r a l d e e s e a ñ o , e s c r ib ió u n a r e v e l a d o r a c a r t a a J o s é
A n t o n i o d e L a v a lle . E n la m i s m a e l f u t u r o p r e s i d e n t e c iv ilis ta le c o m e n t a b a c o n e n t u ­
s ia s m o a s u p r i m o y s o c io a c e r c a d e l i m p r e s i o n a n t e d e s file c ív ic o q u e h a b í a r e c o r r i d o ,
c u a s i m i l i t a r m c n t e , la s p r i n c i p a l e s c a lle s d e la c a p i t a l p e r u a n a tr e s s e m a n a s a t r á s . A s í,
lo s 1 0 .5 0 0 p a r t i d a r i o s y s i m p a t i z a n t e s d e l a a s o c i a c i ó n p o lític a c o m a n d a d a p o r
P a r d o , o r g a n i z a d o s a la m a n e r a r o m a n a , e n d e c e n a s y c e n t e n a s , y p o r t a n d o l a d ifíc il
c o n s i g n a d e l “ s ile n c io a b s o l u t o ” , h a b í a n i m p u e s t o su d i s c ip l i n a d a p r e s e n c ia e n lo s
e s c e n a r io s p ú b l i c o s l i m e ñ o s 1. R e s u l t a b a o b v io q u e e l s ile n c io q u e se c e r n i ó s ú b i t a ­
m e n t e s o b r e la b u llic io s a L im a a q u e l l a m a ñ a n a i n v e r n a l d e a g o s to h a b l a b a p o r m il
p a l a b r a s . E a f i n a l id a d d e l m i s m o e r a d e s a f i a r a b i e r t a m e n t e a la s t r a d i c i o n a l e s f o r m a s
d e o c u p a c i ó n v i o l e n t a d e lo s e s p a c io s p ú b l i c o s n a c i o n a l e s 2.
O n c e m e s e s d e s p u é s d e la m is iv a d e P a r d o y e n e l c lím a x d e u n a c a m p a ñ a e l e c t o ­
r a l q u e e x h i b i ó su p u n t o m á s á lg id o c o n el a s e s i n a t o d e l p r e s i d e n t e s a l ie n te J o s é
B a ila , U r n a p r o y e c t ó u n a i m a g e n d e “ b a r b a r i e ” y d e v io le n c ia q u e d e s d ijo p a l m a r i a ­
m e n t e lo s c o m e n t a r i o s o p t i m i s t a s d e l c a n d i d a t o c iv ilis ta . E n e fe c to , p a r a fin e s d e j u l i o
d e 1872 e r a in o c u lta b le , p a r a p ro p io s y e x tra ñ o s , q u e e n u n a re a c c ió n in e s p e ra d a ,
a n t e e l a s e s i n a t o d e B a ila , d e c e n a s d e m ile s d e p e r s o n a s h a b í a n t o m a d o v i o l e n t a m e n ­
te el c o n t r o l a b s o l u to d e la c i u d a d 5. E a s “ h o r d a s s a lv a je s ” d e l i m a , c o m o la s d e n o m i ­
n ó u n d i a r i o c h ile n o , y a la s c u a l e s se les i m p u t ó in c lu s o a c to s d e c a n i b a l i s m o , n o só lo
im p u s i e r o n p o r c a s i 2 4 h o r a s su f o r m a p e c u l i a r d e o c u p a r lo s e s p a c io s p ú b l i c o s 1, sin o
q u e , e n u n a a c t i t u d d e s a f i a n t e a la d i r ig e n c i a c iv ilis ta , se n e g a r o n a d e v o lv e r s u tr o f e o
m á s p r e c i a d o : lo s c a d á v e r e s m u t i l a d o s d e lo s a s e s in o s d e B a ila , los t r is t e m e n t e c é le ­
b res h e rm a n o s G u tié rre z .
E as im á g e n e s d e “ c iv ilid a d ” y d e “ b a r b a r ie ” o d e “v e r d a d e r o p u e b lo ” o “ b a jo
p u e b l o ” , c o r n o m u c h o s te s tig o s lo p e r c i b i e r o n , c o n f l u y e r o n d e m a n e r a c o n f lic tiv a
d u r a n t e la c a m p a ñ a e l e c t o r a l d e 1 8 7 1 - 7 2 . A sí, m i e n t r a s q u e p a r a a l g u n o s c o m e n t a ­
r is ta s la t o m a d e la s c a lle s d e L i m a d e l 2 6 y 27 d e j u l i o , q u e d e f in ió sin p r o p o n é r s e l o
el t r iu n f o c iv ilis ta , h a b í a h e c h o e m e r g e r a la s u p e r f ic ie e l r o s tr o c iv iliz a d o d e u n a
c i u d a d q u e p u g n a b a p o r o r d e n a r su s e s p a c io s p ú b lic o s ; p a r a lo s m e n o s o p t i m i s t a s la
c a í d a d e l b a l t i s m o y e l d e s b o r d e s o c ia l q u e le s u c e d ió h iz o s a lir a fió te el l a d o o s c u r o
d e u n a c i u d a d p o b l a d a d e c o n t r a d i c c i o n e s y d e v i o l e n c i a . F u e p o r la a n t e r i o r
a m b i v a l e n c i a c o n c e p t u a l q u e e n la d i s p u t a e n t r e r e p r e s e n t a c i o n e s y s ím b o lo s a n t a g ó -

' Ponencia presentada en: Confcrcnce ol' tile Latín American Studics Association, Washington, 27-30 de
Septiembre, 1995
nicos de julio de 1872 surgieron, junto con las imágenes de “el profesor de cálculo de
Guadalupe”, “el ciudadano conocido y popular”, que infiltró los cuarteles rebeldes
en medio de las rabonas, “el médico generoso”, que atendió a los heridos de “las
barricadas”, las de “el populacho de Lima”, los “tostadores de carne humana” y “las
hordas salvajes” entregadas a actos de antropofagia y de barbarie. En efecto, durante
el desborde social que sucedió a la caída de Balta una confusa y ambivalente identi­
dad política urbana fue puesta de manifiesto en el discurso de comentaristas y
testigos5.
Este ensayo tiene por finalidad examinar cómo durante la campaña electoral de
1871-72 emergieron en el Perú criterios divergentes de organización y definición de
los espacios públicos urbanos nacionales. Así, mientras que por un lado la combativa
prédica civilista, que nació como respuesta al proceso de desintegración política,
económica y social de la temprana década de los setenta, propugnó el ordenamiento
de los espacios públicos y la reocupación de los mismos por “los decentes”; por el
otro, formas tradicionales y populares de ocupación violenta de las calles, nutridas al
fragor de las luchas políticas y la galopante crisis socio-económica que antecedió al
derrumbe del modelo guanero, pugnaron por no perder su presencia activa en los
escenarios citadinos.
Cabe anotar asimismo, que en el proyecto cívico-republicano, encabezado por
Manuel Pardo, Lima no sólo se erigió en articuladora de una política nacional
cohesionadora, posición que intentaba remontar los quiebres ideológicos y regiona­
les tradicionales, pugnas entre liberales y conservadores, antagonismos norte-sur, sino
que la capital de la República asumió la fundamental tarea de organizar nuevos
mecanismos de control politico-social. Dentro del contexto anterior la tarea de crear
al ciudadano republicano estuvo íntimamente ligada a la necesidad vital de que aquél
ocupara los espacios públicos controlados por “las plebes”'1.
fü paradoja de la nueva alternativa política propuesta por el civilismo fue que se
sirvió para fines de una campaña electoral intensamente disputada de esas mismas
“plebes” desbordadas que intentaba desplazar de las calles. La fragilidad estructural
del grupo portador del discurso civico-republicano y la necesidad de ejercer presión
pública contra un régimen que se negaba a ceder el poder provocó la confusa situa­
ción de hacer convivir, dentro de las tiendas civilistas de manera conflictiva y hasta
cierto punto esquizofrénica, dispares nociones de movilización y organización
política'. Es por lo anterior que no resulta casual que en el epílogo de la campaña
electoral de 1871-72, además de emerger la constante e irresuelta dicotomía plebe-
ciudadanos, fuera el accionar violento y desrontrolado de los primeros el que definió
el triunfo de los segundos.
El ensayo ha sido dividido en tres paites. En la primera daremos cuenta de la
situación social, política y económica que antecedió al surgimiento del movimiento
civilista haciendo especial hincapié en señalar la pérdida de control sobre los espacios
públicos que estaban experimentando “los decentes”. En la segunda nos aproxima­
remos al modelo electoral castillista poniendo en evidencia ciertas características ple­
beyas del mismo. La descripción del funcionamiento del club electoral nos permitirá
mostrar, por ejemplo, cómo las maquinarias políticas electorales urbanas, estaban en
manos de los “capituleros” y de las “plebes asalariadas”. La situación anterior provo­
có el alejamiento de “los decentes” de la arena política. Así para importantes miem­
bros de las elites y de los grupos medios, económicos e intelectuales limeños y provin­
cianos la actividad politica, especialmente la electoral, no sólo había sido convertida,
en aras de ritualizar el sistema autoritario inaugurado por Castilla, en una farsa con
ríteles tragicómicos, sino que era por definición “un oficio de negros” y de marginales.

17+
En la tercera parte del trabajo pondremos en evidencia cómo la prédica ideológi­
ca y los mecanismos organizativos del civilismo lograron sacar de su indiferencia y
pasividad a un sector representativo de los “notables” y “decentes” nacionales. Final­
mente en las conclusiones intentaremos evidenciar ciertas contradicciones internas
del modelo cívico-republicano, mostrando cómo el triunfo electoral de 1872 más que
deberse exclusivamente a la difusión masiva del mensaje ciudadano o a un eficiente
control por parte de los contingentes civilistas sobre los espacios públicos que se bus­
caba civilizar, tuvo como razón determinante una compleja convergencia de aconte­
cimientos históricos en donde las temidas “plebes” desempeñaron, paradójicamente,
un papel, decisivo.

C iu d ad es P eligrosas

Para fines de la década de los sesenta e inicios de los setenta ciertas calles de Lima
se habían convertido en lugares poco recomendables para el tránsito de “los decentes”.
Si bien es cierto los asesinatos, como el sonado crimen Gallagher de 1871a, consti­
tuían eventos esporádicos en la capital peruana, la vagancia y el robo eran las moda­
lidades delictivas que más amenazaban la seguridad de los limeños. Así vagos y la­
drones mantenían atareada a la policía y a los tribunales de justicia, quienes deriva­
ban la solución del complejo problema a un ineficiente sistema carcelario. Sin em­
bargo, a pesar de que los robos se sucedían día a día era la vagancia la que tenía
especialmente preocupada a la intelectualidad limeña“. Así, para Manuel Atanasio
Fuentes publicista, abogado de renombre y autor de un pionero estudio estadístico,
las “vidas errantes, ociosas y aventureras” de los vagos constituían una “amenaza
incesante contra el orden social” urbano1".
El recurso de enrolar a los vagos en el ejército y la marina no estaba descrito por
la ley, pero era utilizado por las autoridades encargadas de desahogar las abarrotadas
cárceles. Lo anterior se debía a que habían sujetos que tenían 10 ó 12 arrestos por
vagancia y si se les aplicaba el reglamento vigente desde 1846, sólo podían ser dete­
nidos por 24 horas. La incapacidad de las autoridades y de las sucesivas legislaciones
de lidiar de manera electiva con el endémico problema de los vagos determinó que la
sociedad civil ensayara sus propios mecanismos de protección. Así, estar debidamen­
te informados sobre las zonas peligrosas de la ciudad se constituyó en una de las
alternativas. La tarea de alertar a la comunidad era ejercida por los redactores de los
periódicos citadinos. Para un anónimo redactor de “El Comercio”, por ejemplo, no
era del todo recomendable transitar por los portales de la Plaza de Armas, la plaza
del teatro y Acho. Dichos lugares, “plagados”, en sus palabras, por “hordas de men­
digos” exhibiendo “llagas, heridas y mutilaciones” constituían uno de los focos más
violentos y peligrosos de la ciudad".
La presencia en las inmediaciones de la capital peruana de una población flotan­
te y marginal agudizaba el problema de desborde social anteriormente descrito. Así,
la amenaza que para el orden urbano significaban los casi 20.000 peones ferrocarrileros
chilenos estacionados en los campamentos adyacentes a Lima, fa presencia creciente
de innumerables coolíes chinos, los cientos de “indefinidos” del ejército y un nada
despreciable contingente de delincuentes nacionales y extranjeros presionó a las au­
toridades limeñas a exigir nuevamente la boleta de ocupación. l a misma, implanta­
da para mantener en los valles a la servidumbre china, era una suerte de salvocon­
ducto que permitía al gobierno ejercer cierto control sobre los flujos de población
que se movilizaban entre una metrópoli que cobijaba una población multiétnica de
120.000 habitantes y sus zonas aledañas .
175
La rigidez de los controles citadinos, b ásicam ente en tre U rn a y su ca m p a ñ a , se
d eb ían a que el últim o escenario de la delincuencia u rb a n a era el cam po. Los a lre d e ­
dores de L im a, desde L urín hasta C hillón, eran el escenario de un ban d o lerism o
en d ém ico que parecía h a b e r existido desde sie m p re1 El b an d o lero lies'aba un a vida
agreste, p ero m uchos de ellos provenían de la ciu d ad y a veces cu a n d o los controles
u rb an o s se ro m pían volvían a irru m p ir violentam ente en ella. Ese fue el caso, po r
ejem plo, del reo M atías L uque, dos veces prófugo de las casam atas del C allao, refu­
g iado en los m ontes y re c a p tu ra d o en l i m a cu an d o in te n ta b a s olver a in g resar a p ro ­
v ech an d o los desordenes d e julio de 1872".
Lim a no estaba sola en sus afanes de co n tro lar un desorden q u e p o r m o m en to s la
d esb o rd ab a. A requipa, L am bayeque y los pueblos de la línea ti L a O ro y a, la región
de T ara p a c á y l'isagua e ran lugares am enazados, tam b ién , p o r u n a población Un­
tan te o recién instalada. L a m ism a llegaba atraíd a p o r m ejores salarios o p o r las
posibilidades de h a c e r d inero fácil. En el caso de las zonas salitreras los intereses en
p u g n a sirvieron p ara ag rav ar la inestabilidad q u e vivía la región. Iquiqtie p o r ejem ­
plo, p u erto sureño de 10.U00 h ab itan tes p o r d onde se e x p o rtab a el p reciad o salitre,
era tenido, partí inicios de 1871, com o u n a ciu d ad “sin ley y sin D ios". Los delitos y
d esm an es cotidianos, la constante in cau tació n d e a rm a s de luego y p u ñ ales y su
“ activa” vida carcelaria, en don d e el ap iñ am ien to de reos esp era n d o juicio era p an
de lodos los días, co lo cab an a Iq u iq u c en la p o co envidiable posición de ser u n a de
las ciu d ad es m ás peligrosas del p a ís1,1.
El desborde social u rb a n o , evidenciado en el inocultable in crem en to de la v ag a n ­
cia y de la delincuencia, no sólo en L im a sino en im p o rtan tes cen tro s u rb a n o s d e la
R ep ú b lica, constituyó el p u n to de p a rtid a p a ra el diagnóstico y las d rásticas pro p u es­
tas que u n g rupo de intelectuales capitalinos hicieron en to rn o a la situación del
p aís"1. P ara m uchos de ellos la solución al en d ém ico d eso rd en u rb an o , p u n ta del
iceberg d e un problem a socio-económ ico m ayor, séilo p o d ría lograrse m ed ian te la
construcción de bases institucionales sólidas capaces d e re c o n stru ir a u n E stado que
se d e rru m b a b a a pasos ag ig an tad o s y que, p o r lo m ism o, d ía a d ía p e rd ía presencia
activa en lugares estratégicos de la R e p ú b lic a 1'. Si b ien es cierto el E stad o p e ru a n o
n u n c a se caracterizó p o r ex h ib ir u n a p resen cia fuerte, a lo largo del territo rio n acio ­
n al, la d écad a de los sesentas y setentas presen ció u n a peligrosa y g en eralizad a frag­
m en tació n política. L a “ g an g ren a social” q u e en p ala b ra s de u n a n ó n im o testigo
tnijillan o , carcom ía al c u erp o nacional y q u e p o d ía desem bocar, según el m ism o, en
u n a in m an ejable “C o m u n e del P e n i” l:; g u a rd a b a ín tim a relación co n la crisis del
b altisino, h ered ero ep ig o n al del o rd e n político que. alg u n as d é c a d a s atrás, h ab ía
lo g rad o im p o n er sobre el P erú el general R a m ó n C astilla.
El “ o rd en castillista”, nu trid o p o r las ingentes can tid ad es d e d in ero provisto p o r
la eco n o m ía g u an era, Irg ilim i/ad o p o r u n a ideología ro rp o ra tiv ista artic ulado p o r el
sacerd o te B artolom é H e rre ra y o rg an izad o a p a r tir de u n a com pleja y a ú n descono­
cid a red d e relaciones establecidas e n tre C astilla y los jefes políticos provincianos
c o m en zó a h a c e r c risis definitiva a inicios de la d é c a d a de los sesenta. L i crisis estruc­
tu ral del “ o rd en castillista” ad em ás de tra e r a la p alestra la inocultable “cuestión
social” , u n a com pleja ag e n d a intelectual de p ro b lem as u rb an o s, en tre los q u e d esta­
c a b a n en estrecha relación la destrucción del a p a ra to p roductivo nacio n al, los cielos
inflac ionarios, el d esbarajuste presu p u estario q u e la eco n o m ía g u a n e ra h a b ía traíd o
al país y los problem as ex p erim en tad o s p o r u n a p o b lació n e n crecim iento, p u so so­
b re el tap ete el in m in en te peligro d e los au to n o m ism o s provincianos. E n efecto, la
“ R ebelión d e H u a n c a n é ” d e 18G7, en la cual d e n lo s d e in d íg en as fueron im p u n e­
m en te asesinados, n o sólo evidenció el d esacato d e los caudillos prov in cian o s frente a

176
la s d ire c tiv a s d el c o n g r e s o lim e ñ o , sin o q u e a le r tó d e m a n e r a g rá fic a s o b re los p e li­
g ro s q u e la g e n e r a l i z a c i ó n d e e s te t i p o d e a c titu d e s p o d ía te n e r s o b r e el c u e r p o
n a c i o n a l 1”. E a a m e n a z a m a y o r e ra , c o m o lo e s b o z ó c l a r a m e n t e u n p e r i o d i s t a d e
“ E l C o m e r c io ” , q u e “ la R e p ú b lic a ” q u e d a r a “ r e d u c id a ta n só lo a la c o s ta ”
H u a n c a n c d io la c a m p a n a d a d e a l a r m a a m u c h o s in te le c tu a le s lim e ñ o s solare los
p e lig ro s q u e p a r tí la b u e n a m a r c h a d e l p a ís p o d ía t r a e r la c o n tin u a c ió n d e l d e s g a s ta ­
d o m o d e lo c a s tillis ta -1. A h o r a q u e las a r c a s fiscales q u e n u tr ía n a l m is m o se e s ta b a n
a g o t a n d o e r a el m o m e n to d e s a c a r d e su p a s iv id a d a los “ v e r d a d e r o s c i u d a d a n o s ”
e n c a r g a d o s d e c a m b i a r la s v ie ja s re g la s d e ju eg o .

C iudadanos Indiferentes

E l 2 9 d e m a y o d e 1 8 7 1 , c o n m o tiv o d e la in s ta la c ió n d e la J u n t a P ro v in c ia l C iv i­
lista , M a n u e l P a r d o h iz o u n lla m a d o e s p e c ia l a to d o s los h o m b r e s q u e “ n o v ic ia n d e
la p o lític a n i e n la p o lític a ” c o n la f in a lid a d d e q u e a b a n d o n a r a n su tr a d ic io n a l p a s i­
v id a d y c o l a b o r a r a n e n “ r e e s ta b le c e r la R e p ú b lic a ” so b re “ su v e r d a d e r o e je d e g r a v e ­
d a d ” 2-. D e lo q u e se t r a t a b a , b á s ic a m e n te , e r a d e c o n v e n c e r y m o tiv a r a u n s e c to r
i n d e p e n d ie n te d e l e le c to r a d o n a c io n a l a p a r t i c i p a r a c tiv a m e n te e n la c a m p a ñ a p r e s i­
d e n c ia l e le c to ra l d e 1 8 7 1 . D i in s is te n c ia d e P a r d o n o e r a c a s u a l. I m p o r t a n t e s se c to re s
d e las élite s e c o n ó m ic a s e in te le c tu a le s d e l p a ís h a b ía n m a n if e s ta d o c o n s ta n te m e n te
su s re se rv a s d e t o m a r p a r t e e n u n a a c tiv id a d q u e e r a c o n s i d e r a d a e s e n c ia lm e n te
c o m o u n “o fic io d e n e g r o s ” 2i.
El d e s in te ré s y d e s p re c io d e los “ d e c e n te s ” p o r p a r t i c i p a r a c tiv a m e n te e n la p o lí­
tic a , e s p e c ia lm e n te e n las c a m p a ñ a s e le c to ra le s , v e n ía d e a n ta ñ o . Y a e n 1851 el d e á n
V a ld iv ia , a n a liz a n d o las e le c c io n e s d e esc a ñ o , se r e fe ría c o n p r e o c u p a c i ó n a l a a u ­
s e n c ia d e “ d e c e n te s ” e n las r e u n io n e s p ú b lic a s y a la m a s iv a ir r u p c ió n e n la a r e n a
p o lític a d e u n e le m e n to so c ia l p o c o c o n o c id o h a s ta la f e c h a , “ la p le b e ” 2I. V a ld iv ia n o
e s ta b a e q u iv o c a d o . A p a r t i r d e la c a m p a ñ a e le c to ra l d e 1 8 5 1 , q u e s e n tó “la c o r e o ­
g r a f ía y la e s c e n o g r a f ía ” d e las c a m p a ñ a s e le c to r a le s p o r v e n ir la “ p le b e a s a l a r i a d a ”
e m p e z ó a ju g a r u n p a p e l p r e p o n d e r a n t e e n lo s e s c e n a r io s p ú b lic o s d e l p a ís 2'. E l
d in e r o q u e e m p e z ó a c ir c u la r a r a u d a le s a lo la r g o d e l te r r ito r io n a c io n a l, al c o r o n e l
J o s é R u fin o E c h e n iq u e , p o r e je m p lo , su c a m p a ñ a le c o s tó 8 0 .0 0 0 p e s o s; tu v o p o r
f in a lid a d r e c lu ta r a u n a m a s a im p o r ta n te d e a d h e r e n te s y m o s tr a r , a n t e p r o p io s y
e x tr a ñ o s , el c o n tr o l q u e el c a n d id a to te n ía s o b r e la s calles. P a r a l o g r a r lo fu e n e c e s a r io
m o n t a r u n a o r g a n iz a c ió n e n la c u a l las m e r ie n d a s p ú b lic a s , el r e p a r to d e lico r, la
o r g a n iz a c ió n d e d iv e rs io n e s p o p u la r e s (c o rrid a s d e to ro s , ju e g o s d e c o m e t a , e tc .) y los
d esfiles c o m o el d e 4 .0 0 0 p e r s o n a s , q u e p a r t i ó d e la Q u i n t a d e O t e r o , f u e r o n p ie z a s
e s tra té g ic a s p a r a lla m a r la a te n c ió n d e l “ S u p r e m o E le c to r” , el g e n e r a l R a m ó n C a stilla .
E a i n t e n s a m o v i l i z a c i ó n p o p u l a r d e 1 8 5 0 -5 1 f u e f u n c i o n a l a l s i s t e m a d e
le g itim iz a c ió n p o lític a e l a b o r a d a p o r el c a s tillis m o . E n e fe c to , fu e e n la c a m p a ñ a
p re s id e n c ia l d e d ic h o a ñ o d o n d e C a stilla e x h ib ió c o n m a y o r tr a n s p a r e n c i a el d is e ñ o
d e l m o d e lo “ a u to r ita r io - c o n s litu e io n a l” q u e b u s c a b a im p o n e r le al p a ís . L a d is p o s i­
c ió n d e las élite s p o r p a r t i c i p a r e n u n v e r d a d e r o p r o c e s o e le c to r a l, la m o v iliz a c ió n
p o p u la r, el fra u d e , y la d e c is ió n fin al d e l “ s u p r e m o á r b i t r o ” , e l E je c u tiv o , e s ta b le c ie ­
ro n la s lín e a s m a e s tra s d e l m o d e lo q u e C a s tilla i n te n tó in s titu c io n a liz a r . E a a m p litu d
p a r t i c i p a t o r i a a m p a r a d a p o r el a m b i g u o r e g l a m e n t o d e e le c c io n e s d e 1 8 4 9 , la
in te r m e d ia c ió n d e l s is te m a in d ire c to , y el f r a u d e p e r m a n e n t e e n la e m is ió n d e las
c a r ta s d e c iu d a d a n ía , p o s ib ilitó la e x is te n c ia d e u n a p e c u lia r d i n á m i c a e le c to r a l u r ­
b a n a . E n e s ta , la d is p u ta e n tr e las d if e re n te s fa c c io n e s d e la e lite, n o só lo a p e ló a la

177

L
movilización de fuerzas de choque populares, con la finalidad de llamar la atención
del Ejecutivo, sino que se vio irremisiblemente sometida a la decisión final de aquél.
Dentro del contexto anterior, el fraude y la poca claridad de la ley de elecciones
resultaron siendo elementos que coadyuvaron en la elaboración del sistema arbitral
castillista.
El autoritarismo político, disfrazado con ropaje y ritual democrático electoral,
posibilitó la creación de un escenario de legalidad, requerido por el discurso herreriano.
Aquél permitió además de la liberación de las energías políticas de las elites, el entre­
tenimiento y en muchos casos el trabajo estacional de las masas urbanas. Los candi­
datos que participaron en la contienda electoral organizada por Castilla y que per­
mitieron implementar indirectamente el montaje legitimizador para su proyecto, fue­
ron representativos de los grupos efconómicos que habían venido consolidándose
durante su sexenio. En pocas palabras, la plutocracia costeña con tendencias econó­
micas e ideológicas liberalizantes, el gamonalismo serrano, la enriquecida burocracia
militar post-gamarrista y el regionalismo arequipeño exhibieron a sus preclaros re­
presentantes en el proceso electoral de 1850-51.
En la campaña presidencia] de 1850-51, que no necesariamente tuvo un candi­
dato predeterminado, la mayoría de los participantes montaron sus respectivas ma­
quinarias políticas, con amplio apoyo popular. Castilla, luego de medir las fuerzas y
posibilidades de los candidatos, y en muchos casos demostrar su apoyo a más de uno,
ejerció sus funciones de arbitraje. Así, incluso, cuando el juego electoral se tornó
violento y peligroso, amenazó con terminarlo. Finalmente el árbitro-presidente incli­
nó la balanza con ciertos reparos a su candidato de fusión: Echenique. A los perde­
dores interesados se les gratificó con el premio consuelo de participar con sus cliente­
las en la nueva administración que se inauguraba. Era por el anterior diseño electo­
ral, genialmente articulado por el consumado jugador Castilla, que contar con con­
tingentes populares, dinero y “contactos” en los altos niveles congresales resultaba
imprescindible para participar en la contienda electoral y, tal vez con algo de suerte,
hacer los méritos suficientes para ganar21’.
El diseño electoral castillista posibilitó la emergencia de una vital cultura electoral
urbana de corte popular. En la misma se institucionalizaron formas de asociacionismo
y códigos de comportamiento electoral que establecieron la matriz de la política
urbana para las décadas por venir. El club electoral, por ejemplo, agrupación popu­
lar que mediante su líder natural “el capitulen)” obtenía una serie de ventajas econó­
micas para sus miembros, sobretodo en el fragor de la pugna entre candidaturas,
comenzó a ser un elemento decisivo en el diseño de la política urbana. En el club se
encubría la cuadrilla asalariada del capitulero. La misma estaba conformada en la
mayoría de los casos por sectores de desocupados y de marginales de la ciudad. Asj,
en una sociedad que atravesaba serios problemas de desocupación la política pasó a
convertirse en una suerte de oficio eventual que desplazaba, por lo rentable, un tra­
bajo establecido. Fuentes, teniendo presente la situación anterior, mencionaba
específicamente a los capituleros quienes abandonaban “sus habituales ocupaciones
para entregarse al moral ejercicio de corromper a los ignorantes” 11.
Los beneficios directos obtenidos por la cuadrillas de plebe asalariada eran los
“convites” o “lunches”, o lo que un testigo denominó “la bacanal necesaria”. Fuera
de aquellos estaba el reparto de dinero, las promesas, si la candidatura triunfaba, de
un puesto público o “destino”, y una serie de diversiones públicas entre las que desta­
caban las corridas de toros. Aparte, la pugna entre las candidaturas favorecía la
capacidad de negociación económica entre el jefe de capituleros y las dirigencias
partidarias. Así, “las pasadas” en busca de mejores retribuciones materiales fueron

178
elementos comunes en las campañas electorales de los 50', 60' y 70'. La situación
anterior proveyó al capitulerismo de una importante dosis de poder y a los pobres y
desocupados de la ciudad, mediante una serie de subterfugios, el acceso al dinero que
circulaba profusamente durante las campañas-’8.
El apoyo fundamental que se requería de “las plebes” era su presencia activa en
las calles de la ciudad. Mediante la misma, que debía de ser masiva, el candidato
hacía público despliegue de su control sobre los espacios públicos urbanos. Así, las
“turbas asalariadas” eran necesarias en el proceso de apertura y consolidación de las
candidaturas. En efecto, en el desfile que abrió la campaña electoral de.José Rufino
Echenique en Arequipa, por ejemplo, se llenaron tres trenes de dieciséis vagones, y
una bulliciosa multitud partió hacia Tingo, célebre lugar de embriaguez. En el desfile
que obviamente tenía más un efecto psicológico que uno de control político efectivo
no faltó un famoso ladrón, “varias veces escapado del patíbulo”, el cual lideraba una
de las cuadrillas echeniquistas portando una de las banderolas alusivas a la cam­
paña^1.
Sin embargo, donde la acción de las cuadrillas capituleras resultaba imprescindi­
ble era en la toma de las mesas electorales. Este proceso, desarrollado usualmcnte en
medio de un ambiente de extrema violencia, era decisivo para el control de la prime­
ra fase de la campaña, la elección popular para designar a los electores. Lo “depravado”
del proceso, como lo conceptualizó un redactor de “El Comercio”, determinó la
automarginación del mismo por parte de las elites económicas e intelectuales de la
ciudad’". Fue por la anterior situación de indiferencia y de desdén hacia la actividad
política que la tarea del civilismo fue doblemente difícil. En efecto, convencer a “los
decentes” de la urgente tarea política y social de reconquistar los espacios que legíti­
mamente les pertenecía constituyó una de las banderas ideológicas más importantes
de la campaña presidencial.

Estrategias civilizadoras

Desde el inicio de la campaña electoral de J872 “Sociedad Independencia Elec­


toral”, núcleo de lo que en adelante sería el Partido Civil, se propuso la difícil tarea de
sustituir, en el escenario de la política nacional, a las “plebes asalariadas” por los
“honorables ciudadanos” ". El elegir como su candidato al exitoso hombre de nego­
cios, Manuel Pardo, evidenciaba que soplaban nuevos vientos en el intoxicado am­
biente de la política nacional. En efecto, Manuel Pardo logró nuclear alrededor de su
candidatura no sólo a importantes representantes de los sectores económicos que
habían venido creciendo a la sombra del caslillismo, banqueros, agricultores, comer­
ciantes y guaneros, sino a grujios políticos, intelectuales y artesanales, amenazados
con la marginación o el desclasamiento que el desgaste del modelo ideado por Castilla
estaba provocando en diversos sectores sociales del país’-.
La construcción por parte de “Sociedad Independencia Electoral” de una ma­
quinaria política con bases de apoyo en la mayoría de los departamentos del pais,
sustentada por un eficiente sistema de comunicaciones y propaganda” , implicó bási­
camente un proceso de reformulación de la ciudadanía y por ende de la participa­
ción jxtlítica. Mediante el mismo se buscó implantar todo un modelo de asociación
política en el cual la delimitación de lo jnivado y lo público, el establecimiento de
ideales morales con pretensiones hegemónicas, y la aprojñación y acumulación de
tradiciones, lealtades y recursos de cultura cívica, resultaron piezas fundamentales.
En efecto, el proyecto civilista apuntó a un nuevo pacto social que incluía, bajo la

179
b a n d e ra d e referentes y relatos colectivos, a los sectores “decentes"’ d e las p rin cip ales
ciu d a d e s del país. El ap e la r a los “ n o tab les” co n a rra ig o en las p ro v in cias co m o el
ind u strial c u z q u e ñ o C alix to G a rm e n d ía , los m ineros afincados cu Ilu a n e a v rlic a F ran ­
cisco y C a rlo s M a ría P ilu c h a , el h a c e n d a d o a re q u ip e ñ o M a ria n o de G o y en cch e o el
lan ero p u n e ñ o M a n u el C o stas p a ra q u e d e s e m p e ñ a ra n el rol d e o rg a n iz a d o re s de las
m a q u in a ria s políticas provine ¡anas, tuvo co m o ra z ó n específica co n so lid a r las nuevas
fo rm as de org an ización política que se b u sc ab an im poner. C o m o lo gráfico cru d am en te
u n p a rtid a rio p ro v in cian o to d o e r a cuestión d e q u e “las p erso n a s n o ta b le s de u n a
p o b la c ió n ’’ to m a ra n pai te en los asu n to s p ú blicos ya q u e c u a n d o ello su c ed ía “la
g e n te re u n id a p o r el d in e ro y el lico r” ten ía a q u ié n re sp e ta r y se “c o n te n ía ” ’1. Así,
d e b a jo del n u ev o discurso político c iu d a d a n o n u ev as fo rm as d e c o n tro l social e m p e ­
z a ro n su tilm en te a delinearse.
Id tra b a jo q u e ejerció el civilism o co n las asociaciones lúe su m a m e n te a rd u a . El
m a y o r lo g ro d e “ S ociedad In d e p e n d e n c ia E le cto ral” fue, ad e m á s d e d arles m ayor
o rg an izació n , realce y consistencia a los clubes electorales, el d e co n v o car a los ciu d a ­
d a n o s p a ra q u e los ocu p asen . C o m o co n secu en cia del p ro c e so a n te rio r los clubes
p olíticos fu ero n reo rg a n iz ad o s y a d q u irie ro n u n aire de re sp e ta b ilid a d , e n la m e d id a
q u e los n uevos g ru p o s convocados re sp o n d ie ro n al lla m a d o e in iciaro n u n a ac tiva
p a rtic ip a c ió n en ellos. R á p id a m e n te los clubes d e universitarios v a rte sa n o s se convir­
tiero n en prestigiosos y poderosos b a lu a rte s del p a rtid o etl l i m a y p ro v in c ia s''. I ,os
artesan o s, p o r ejem plo, fueron los en ca rg a d o s d e p ro y e c ta r la im ag en q u e aso ciab a al
reinv e n ta d o c iu d a d a n o rep u b lican o con el trab ajo , la disciplina v el o rd e n .
L a ta re a de disciplinar y c o n t r o l a r a las tu r b a s a salariad a s q u e c o n tro la b a n
“ im p u n e m e n te " las calles y la política u rb a n a estuvo p resen te a lo largo d e la c a m p a ­
ñ a p resid en cial. Así, ju m o con los desfiles silenciosos y o rd en ad o s, c o m o el descrito al
inicio d e este tra b a jo , el civilism o fue fo rjan d o u n a n u e v a id e n tid a d p o lítica qu e
co n ectó c iu d a d a n ía con o rd en y decencia. En efecto, la dico to m ía o rd e n -d e so rd e n ,
c iu d a d a n o -p le b e o trab ajo -v ag a n cia, co m o m uchos otros la p e rc ib ie ro n , p e rm itió
q u e la g erm in al id e n tid a d de los m iem b ro s de S o cied ad In d e p e n d e n c ia E lectoral se
fu e ra fo rja n d o e n el frag o r del c o m b ate electoral. La fó rm u la n ia n iq ite a elegida,
sim ple p e ro eficiente, se repitió com o un estribillo p e rtin a z a lo larg o d e to d o el país.
El c o m e n ta rio de M a n u el C a ld o so , a b o g a d o y ag en te elec to ral de la c a m p a ñ a en
T rujillo, q u ién describía a la d irig e n cia lim eña el c o m p o rta m ie n to d isciplinado de
m il p a rtid a rio s n o rteñ o s q u e “sin h a c e r escándalos ni b o rra c h e ra s” p ro b a b a n an te la
o p in ió n p ú b lica q u e “ sólo los dec en te s” e ra n pardiscas, p u e d e ciarnos c u e n ta de las
cu alid ad es específicas del universo al q u e m uchos corno C a n to so a sp ira b a n a p e rte ­
n e c e r “'. Así, sig uiendo el a rg u m e n to esgrim ido p o r la dirig en cia lim eñ a v rep etid o
fielm en te p o r el ag en te electoral trnjilla.no, la “ gente d e c e n te " y la “ gente se n sa ta ”
ex h ib ían , de m a n e ra p ú b lica, su ed u cac ió n y au to co n tro l con la finalidad de d a r u n a
lección de civism o a la “plebes ig n o ra n te s” . C a b e an o tar, p o r o tro lad o , q u e a p a rte
d e los códigos de c o m p o rta m ie n to a n te rio rm e n te m en cio n ad o s la n u e v a noción de
c iu d a d a n ía a c u ñ a d a p o r ti civilism o estuvo a s o d a d a con el c o n c e p to de trab ajo . Esta
co n ex ió n , ad e m á s de in te n ta r d a r u n a señal evidente a los in co n tro la b le s vagos, p re ­
te n d ió estab lecer vínculos estrechos co n el rep u b lican ism o artesan a l.
A p e s a r q u e el nuevo cred o de o rd e n , decen cia, disciplina y tra b a jo to m ó c u erp o
en los frágiles sectores m edios u rb a n o s, sectores q u e veían a m e n a z a d a su posición
en tre los d ecen tes en la m e d id a que la crisis eco n ó m ic a a rre c ia b a , a q u e llo n o im pidió
q u e la d irig e n cia re c u rrie ra a las d esp rec ia d as “p leb es asa la ria d a s” p a r a d e s e m p e ñ a r
las activ id ad es m ás prosaicas d e la c a m p a ñ a electoral. En efecto, el n ie rc e n a rism o y
su c o rre la to in m ed iato la m ovilización de “las p leb es” n o sólo a d q u irió p ro p o rcio n es
trigonométricas, debido al dinero que circuló profusamente durante los catorce me­
ses de la campaña'17, sino que obligó al gobierno, debido a la incontrolable violencia
callejera, a esgrimir la amenaza de suspender todo el proceso electoral '11. La situación
anterior puede dar evidencia de cómo las formas tradicionales de ocupación violenta
de los espacios mantuvieron su hegemonía en el escenario de la política urbana. En
la elección para la conformación de los Colegios Electorales realizada el 16 de octu­
bre, por ejemplo, el civilismo además de tener apostados desde la noche anterior a
6.800 hombres en los techos y en los alrededores de las principales parroquias de la
ciudad, fue capaz de repeler a tiros a las fuerzas de oposición principalmente
echeniquistas que intentaban disputarle el control de las mesas electorales3'1.

Epílogo

El 27 de julio de 1872 luego que la rebelión de los Gutiérrez fue develada Manuel
Pardo, ya de regreso en lima, pronunció un discurso que dio mucho que hablar en
los corrillos de ía convulsionada capital peruana. En aquel discurso Pardo señalaba
que el pueblo de lima, al haber asumido el control de las calles luego de ajusticiar
por cuenta propia a los militares golpistas, había realizado “una obra terrible” pero
una “obra de justicia” al fin. Era tal vez debido a aquella “tremenda lección” de
justicia popular, impartida en las intensas veinticuatro horas de ruptura de los con­
troles oficiales, que al futuro presidente no le quedó otra respuesta que la de inclinar
“la frente ante los designios de la Providencia” Así, fue a “la providencia” a la que
se le colocó cotilo responsable de una explicación que estaba más allá de toda lógica
“ciudadana”.
La explicación providencialista que circuló luego del golpe y de la violenta reac­
ción popular que le sucedió, además de evitar una difícil confrontación con la violen­
cia estructural que carcomía el corazón del país, colaboró en disfrazar la incapacidad
que tuvo la dirigencia civilista por imponer su modelo ciudadano y sus prácticas de
ocupación ordenada de los espacios públicos. Si bien es cierto en el movimiento de
reacción contra el golpe militar de los Gutiérrez la maquinaria partidaria civilista,
aceitada a lo largo de los catorce meses de campaña electoral, mostró una vitalidad y
una organización envidiable, fueron las tradicionales prácticas organizativas y de
ocupación de los espacios, las que terminaron por imponer su presencia no sólo en
las calles de Lima sino en el diseño de la política nacional. Así, fue el lenguaje
“incomprensible” de las “plebes”, teñido con alusiones participativas y de justicia
popular comunitaria, más que el de los “decentes”, el cual muy pocos lograron com­
prender, el que resonó con mayor estruendo durante las simbólicas jornadas de julio.

Notas

1 M e LVOV Carm en. U n Proyecto ,\ achual en el Siglo X I X . M anuel Pardo y su Visión del Perú. Pontificia Univer­
sidad Católica del Perú. lim a . 1994. \y\>. 81 -82.
2 Pane del material discutido en esta ponencia corresponde al primer y segundo capítulo de mi disertación
doctoral: “ La Utopía Republicana: ideales y Realidades a rla form ación do la Cultura Política Peruana”.
Univcrsity of California, San Diego, 1995.
8 Para este punto ver espceialmcntr: GILSLGKE, M argarita. M asas U rban asy Rebebón en la H is to ria : Golpe
de Estado en U rn a , 1 8 7 2 . CLDH1P. (Lima,1978).

181
4 Para el diario Di Patriad 27 de ju lio de 1872 fueron 8 0 .0 0 0 personas la sq u e ocuparon las calles de Lim a.
O tr o testigo, el cónsul arg en tin o G reg o rio Escardó m en cion ó a 7 0 .0 0 0 . (E S C A R D O , G reg o rio . “ C a r­
tas desde l i m a a F élix F rías” en Revista de la Biblioteca Nacional, T .V I , # 2 2 ).

5 P ara este punto y p ara m ucho de m i análisis po sterio r me ha sido de g ran utilidad e! tra b a jo inéd ito de
J O G I I A M O W I F Z , Luis. “ C ró n icas C apitu lcras: E leccio n es V R evu eltas en la A scensión del Civilism o,
1 8 7 1 -1 8 7 8 " .

8 M e E V O Y . “ L a U to p ía R e p u b lic a n a ...” , cap.l.

7 Para un acercam ien to específico a este punto ver: M e E V O Y , “Estam pillas y V otos: El R ol del C o rreo
Político en una C a m p a ñ a E lectoral D ec im o n ó n ica ” en Histórica. Y ol. X \ 7III. No. 1. julio de 199 4 .

8 E l Comercio, 2 8 de setiem bre de 1 8 7 1.

9 F U E N T E S , M a n u el A tanasio. Estadística General de Luna. (Lim a, 1858), pp. 6 0 8 -6 1 1 y Lima: Apuntes histó­
ricos. descriptivos, estadísticosy decosfumbies.(París, 1 8 66-67). Para un análisis del código penal de esos años
en tom o a. la vagancia: G A R C IA ,Jesú s. Colección deDyes, Decretos,; Resoluciones y Reglamentos. ( lim a , 1 903).Para
o p in io n e s s o b re el te m a : P A R D O , M a n u e l. “C ódigo Pen al: V a g a n cia ” en Revista de Lima.'Y. I \ .
(L im a, 1861) pp. 1 0 3 -110.

10 F L TE N T E S , Diccionario deJurisprudencia y Ixgislucum Peruana.(L im a,...), V olum en III, p .6 9 8 .

1 1 El Comercio, 31 de m arzo de 1871.

12 P ara la reim posición de la b o leta de ocupación ver: El Comercio, 2 8 de en ero de 1 8 7 1 . P a ra un a ce rca ­


m ien to a la población lim eñ a v a su com posición étnica: D ire cció n G en era l Estad ística. Resumen dd Censo
General de 1876. (Lim a, 1876).'

13 A G L Q R R E , C arlo s y W A L K .E R , C h arles (eds). Bandoleros, abigeos >•montoneros: Criminalidad y violencia en d


Perú. siglos XJX y XA'. (Lim a, 1990).

14 El Nacional, 10 de m ayo y 9 de agosto de 1872.

15 A rchivo G en eral de la N ació n : C artas a M an u el P ard o (en ad elan te A G N :O M P )Ju a n lb a r ra .D 2 .2 1 -


1 4 5 0 y M a ria n o M cn d izáb al, D 2 .2 6 - 1 7 6 6 7 .

16 Para este punto ver: G O O T E N B E R G , Paul. ImaginingDecAopment Economic Ideas m Perú 's 'Ektitous Prosperib'”
of Guano, 1840-1880. (U niversitv o f C alifon ia Press, 1993).

17 M e EV O Y i “ La U topía R e p u b lic a n a ...” , C ap. II.

18 A G N .C M P : A n ó n im o , T m jillo 6 de o ctu b re de 1872 (1243).

19 M e E V O Y . “ L a U to p ía R e p u b lic a n a ...” , C ap. IL

20 E l Comercio, 11 de m ayo de 1867.

21 P A R D O , M an u el. Algunas Cuestiones Sociales en torno a ¡os Disturbios en Huuncam. Im p ren ta M o n tcro la .
(L im a, 1867).

22 P A R D O , M an u el. “D iscurso en la Instalación de la ju n ta Provincial C ivilista” en EJ Comercio, 3 0 de m ayo


de 1 8 71. Para un acercam ien to a la cam p añ a electo ral ver: M e E V O Y . I Jnproyecto nacional... pp. 2 5 5 -3 0 6 .

23 Para co m en tario s sobre el “capitn lerism o” ver: Aletazos del Murciélago: Colección de Artículos Publicados en
Muios Periódicos.(París, 18 6 6 ).Vol. 1, pp. 9 5 -1 1 0 .

24 G U A L B E R T O Y'A L D J\; IA , Ju an . Memorias sobre las Revoluciones de Arequipa desde 1834 hasta /tfó6'.(Lima,
1874).

25 B A S A D R E , Jo r g e . Historia de la República !Y.X.x>:iYft-2.1Q.

26 M e E V O Y . “ L a U to p ía R e p u b l i c a n a . C a p . I.
27 F U E N T E S . “A le ta z o s d el M u r c ié la g o " , 1’ 1, p . 1 11.

28 F U E N T E S , ‘A le ta z o s d e l M u r c ié la g o ''. T. I, p. 1 1 1. El a u to r c o m e n t a b a so b re el c a s o e s p e c ífic o d e un
a g u a d o r q u e iba c a d a d ía a u n a p a r r o q u ia d ife r e n te, g a n a n d o 12 r ea les d ia r io s al v o ta r p o r “ d istin to s
caballeros".

29 A G N .C M P : M a n u e l B e n a v id e s, A r e q u ip a 5 d e j u lio d e 1 8 7 1 .

30 U n a situ a c ió n sim ila r ¡jara e l c a so d e B u e n o s A ires e s la a n a liz a d a p o r H ild a S a b a to e n “ C itiz e n , P oliticai


P a r tic ip a tio n a n d th e F o rm a tio n o f tlic P u b lic S p h è r e in B u e n o s A ires, 1 8 5 0 -1 8 8 0 '* e n Past and Présent,
# 1 3 6 , A u g u st (1 9 9 2 ) p p . 1 3 9 -1 6 3 ,

31 “ P r o c la m a d e S o c ie d a d I n d e p e n d e n c ia E lecto ra !” e n El Q nm ño, 12 d e s e tie m b r e d e 1 8 7 1 .

32 P ara u n a a p r o x im a c ió n al perfil s o c ia l d e l o s f u n d a d o r e s d e “S o c ie d a d I n d e p e n d e n c ia E le c to r a l” ver:


M e E V O Y Va proyecto n u m m i eu el siglo XLX... , pp. 3 0 7 - 3 3 4 .

33 M e E V O Y . “ E sta m p illa s y V otos...'*

34 A G N :C M P . A u g u sto R o d r íg u e z , D 2 .3 7 - 2 5 3 3 .

35 P ara la p a r tic ip a c ió n y p r o p u e sta s d e l C lu b U n iv e r sita r io ver: “ El C lu b U n iv e r sita r io a lo s m ie m b r o s d e


la U n iv e r sid a d " e n E l Cumeniot 2 0 d e ju lio d e 1 8 7 ! .

36 A G N .C M P : M a n u e l C a r d o s o , T ru jillo 1 8 7 1 .

37 M e E V O Y . “ E s ta m p illa s y V o to s ...”

38 M e EVOY. Un provecto m iáom L., p p . 8 2 -8 5 .

39 E l Comercio^ 16 d e o c tu b r e d e 1 8 7 1 .

40 PA SA D R E . Historia de la República, T .V pp. 183 y M e E V O Y Un proyecto nacional..., pp. 99.

183
& Ì M 090«, N°l , 1999

Resistencia andina en la invasión española.


1532-1544 *

Luis C a j a v i l c a N avarro

UNMSM

“L a co n q u ista d e l In c a n o fiie , en verdad, u n a lu ch a en la c u a l cayeron com ­


b a tiendo u n o s dos m i l españoles.
C o n tien d a s que registró varios triu n fo s incaicos s o b e ta s a r m a s hisp ánicas.
E p ic a s c a m p a ñ a s a l f i n a l d e la s cu a les M a n c o In c a lleg ó a fo r m a r u n pelo tó n
de caba llería y u n a e lem en ta l arcabu cería ; la rg a lid q u e sólo h a b ría d e con­
cluir luego d e l asesina to de a q u e l in ca , en Irteo s, a fi n a le s d e 1 5 4 4 ”.
J u a n J o sé Vega

Francisco Pizarro y Diego de Almagro vivían en Panamá y participaron en diver­


sas expediciones por la región. Ellos se asociaron con el clérigo Hernando de Luque,
y con el apoyo del Licenciado Gaspar de Espinoza, funcionario español en Panamá,
formaron una sociedad para hacer expediciones por el Mar del Sur en busca de
nuevos territorios. Organizaron un primer viaje en 1524, llegando hasta Puerto
Quemado, al sur de Panamá. Un segundo viaje (1526), siempre bordeando la costa
de América del Sur permitió a Pizarro avanzar hasta el río San Juan. Un barco
mandado por Bartolomé Ruiz avanzó hacia el sur y llegó a las costas del
Tahuantinsuyo, apresando una balsa con tumbesinos y llevando noticias alentadoras
a los expedicionarios. Después de un viaje a España, donde consiguió el respaldo de
la Corona, Pizarro armó una tercera expedición (1531) que desembarcó en Tumbes.
En Tumbes, Pizarro tomó contacto con el Tahuantinsuyo a través de funciona­
rios locales y de otros enviados a su encuentro. Fundó la ciudad española de San
Miguel de Piura, y emprendió viaje a Cajamarca, donde esperaba encontrar al Inca,
según las informaciones recibidas. Llegó a Cajamarca el 15 de noviembre de 1532, y
al ingresar a la ciudad la encontró vacía. Átahualpa estaba con su ejército en los
baños del Inca. Ingresó a Cajamarca días después produciéndose allí una batalla
como consecuencia de la cual Atahualpa quedó prisionero y los españoles dieron un
primer paso hacia el control del área andina.
Los españoles conquistaron los Andes penosamente, era pequeño el número de
sus tropas al comienzo de la invasión, menos de 200 hombres frente a miles de solda­
dos del Tahuantinsuyo. Parece que Atahualpa los dejó seguir desde la costa a
Cajamarca, pensando que se les podría destruir fácilmente, dado su corto número de
soldados. Debió tener curiosidad, por los informes que le daban sus mensajeros. Los
caballos y las armaduras de hierro eran cosas desconocidas en los Andes, y fueron
justamente ellos, sumados a las armas de fuego, los elementos que permitieron apre
* P o n e n c ia P r e s e n ta d a e n e l S i m p o s i u m C a n t a P a s a d o y P r e s e n te , e l E n c u e n tr o d e D o s M u n d o s L im a , 1 9 9 2 .

185
sar al Inca en Cajamarca. Disparando los falconetes (pequeños cañones) y los
arcabuces, c a u s a r o n el pánico en los hombres andinos que no conocían este tipo de
armas; la carga de la caballería fue también determinante. Este fenómeno fue gene­
ral en todos los contactos iniciales entre los españoles, que tenían una tecnología
bélica desarrollada, los incas la desconocían.
Preso el Inca, se planteó la posibilidad de una entrega de cantidades de oro y
plata, como un «rescate» a cambio de la libertad del gobernante vencido. Mientras
se tramitaba, los generales de Atahualpa, Quisquís y Calcuchímac, obstaculizaban
las actividades de los españoles; el mismo Atahualpa mandó ejecutar a Huáscar, que
estaba preso. Tornando este hecho como un pretexto, pero en realidad atemorizados
por la posibilidad de una reacción agresiva en gran escala de la población, los espa­
ñoles juzgaron a Atahualpa y lo condenaron a muerte. El Inca fue ejecutado en el
garrote después de ser bautizado; el bautizo lo salvó de ser quemado vivo. Una vez
muerto el Inca, los españoles avanzaron hada Jauja y Cusco.
Luego Pizarra n o m b r ó I n c a a Toparpa o Túpac Huallpa, pero este Tnca cautivo
no duró mucho, pues murió al parecer envenenado; se acusó de su muerte a Challen
Chima, el general de Atahualpa, y fue apresado y ejecutado, Pizarra nombró a
Manco Inca como sucesor. Tanto Túpac:. Huallpa como Manco Inca, pertenecían a
la nobleza cusqueña sobreviviente de la masacre que las tropas de Atahualpa hicie­
ron en ella en la derrota de Huáscar.
Algunos pueblos sometidos por los incas ayudaron a los españoles a conquistar el
Cusco, una vez preso Atahualpa. Fueron auxiliados, por los huancas, los traumas y
los cañaris, quienes hicieron frente a las tropas leales del Inca. Las ayudas de este tipo
son explicables porque tanto los nobles cusqueños como sus aliados, que habían sido
derrotados por Atahualpa, vieron inicialmente en los españoles a enemigos de una
adversario común, trataron de aprovecharse de ellos para recobrar el poder. Pronto
se desengañaron, y en 1536 Manco Inca acaudilló a tropas cusqucñas a una guerra
contra los españoles que puso en serios aprietos el dominio de éstos sobre el área
andina. A comienzos de 1536, Hernando Pizarra tenía el control del Cusco mientras
su hermano Francisco estaba en Lima, Manco Inca era prisionero en el Cusco. Pre­
textando buscar metales preciosos para Hernando Pizarra, pudo salir de Cusco unos
días, pero no regresó más. La rebelión organizada en secreto por los sobrevivientes
de la nobleza incaica estalló en abril de ese año. Pizarra salió del Cusco hacia Yucay,
donde estaba Manco; fue derrotado en un primer combate y obligado a encerrarse
en la ciudad.
A fines de abril el Cusco estaba sitiado por un ejército de casi 40.000 hombres y la
fortaleza de Sacsayhuamán fue capturada; los españoles comenzaron a sufrir pérdi­
das importantes. Encerrados cada vez en menos espacio, vieron invadidos sectores
del mismo Cusco. I xjs hombres de Manco Inca incendiaron los techos de madera y
paja de la ciudad.
Los españoles hicieron un desesperado asalto a Sacsayhuamán y recobraron la
fortaleza; en la batalla murió Juan Pizarra y muchos más; los soldados de Manco que
defendieron bravamente sus puestos murieron también en gran número. Cuando la
batalla se perdía, Cahuide, uno de los jefes cusqueños, se lanzó a morir desde un
torreón para no poder ser capturado.
Mientras se mantenía el sitio del Cusco un ejército incaico, mandado por Manco
Inca, al mando de C u sí Yupanqui, asedió Lima. En setiembre de 1536, Qiiisu Yupanqui
atacó Lima. Venció a Pedro de Lerma en Ate, ocupando luego los cerros aledaños de
la ciudad. La plaza era defendida por unos 300 españoles, similar número de negros y
algunos miles de nativos aliados (nicaragua, chachapoyas, huancas, etc.).
186
I
_ y

Poco faltó para que Pizarra y sus capitanes fueran derrotados. Se combatió no
sólo a orillas del Rímac, también dentro de la flamante ciudad que se habia bautiza­
do como Ciudad de los Reyes. Por desgracia, en esta infausta lucha, herido de
muerte el patriota Quisu Yupanqui y entonces cobraron bríos los españoles, que
lograron finalmente la retirada de las huestes canteñas y los atavillos.
En esta circunstancia del asedio de Lima y resistencia de los patriotas de los ayllus
de Canta y Atavillos es apresada la princesa Asarpay hermana de Manco Inca, que
a la tierna edad de 14 años fue salva]amente asesinada por Pizarra por haber colabo­
rado con su hermano.
El Cusco seguía sitiado, sin embargo Francisco Pizarra armó expediciones para
liberarlo. El tiempo avanzaba y los hombres andinos luchaban en inferioridad de
condiciones técnicas, los españoles tenian armamentos más poderosos, el uso del
caballo, de las armas de hierro y de fuego les compensaban ciertamente su inferiori­
dad numérica. Es verdad que los hombres andinos aprendieron a lo largo de esta
guerra a usar algunas de las armas europeas, pero esto no era suficiente; el sitio del
Cusco se mantuvo a costa de muchas vidas.
El ejército de Manco Inca no era un ejército profesional. Los soldados eran los
mismos cultivadores de la tierra, productores de alimentos esenciales; el hambre
amenazó a la población leal del Inca, y el sitio del Cusco fue levantado casi al mismo
tiempo que Diego de Almagro ingresaba a la ciudad, de vuelta de su primer intento
de invadir el actual territorio chileno. Manco Inca se refugió en Vilcabamba y duran­
te largos años él y sus sucesores (los Incas de Vilcabamba) mantuvieron una guerra
de guerrillas contra los españoles hasta 1544.
Hubo entonces en realidad una larga y encarnizada resistencia de los hombres
andinos a la invasión española. Si bien es cierto que algunos pueblos sometidos a los
incas ayudaron a los españoles después de la muerte de Atahualpa, otros muchos
ayudaron a los sobrevivientes de los incas a luchar contra la invasión. Una primera
parte de la resistencia andina duró 12 años de (1532 a 1544). Después de ella, hubo
muchas sublevaciones, la más grande de todas fue la de José Gabriel Condorcanqui
(Túpac Amaru II) en el siglo XV111.

187
d i á l o g o s , N° l , 1999

Aspectos de la situación étnica en el reino de


Castilla a fines de la Edad Media

C r is t in a F l ó r e z
UNMSM-U. de LIMA

A fin a le s d e la E d a d M e d ia , e l r e in o d e C a s tilla e s tá c o n f o r m a d o p o r te r rito r io s


q u e se u b ic a n e n tr e el m u n d o a tlá n tic o y el m u n d o m e d ite r rá n e o , y d e s ta c a n p o r su
e x te n s ió n y p o b la c ió n . N o o b s ta n te , e so s te r r ito r io s c a r e c e n d e u n id a d , y s o b r e to d o ,
la s d if e r e n c ia s in ic ia le s se h a n a g r a v a d o a l in te g r a r s e a l p r im itiv o n ú c le o c a s te lla n o ,
t e r r i t o r i o s t a n v a r i a d o s c o m o la s p r o v i n c i a s v a s c a s , g a l l e g a s , C a s t i l l a l a N u e v a y A n ­
d a l u c í a . E n e s t e ú l t i m o c u a r t o d e l s i g l o X V , C a s t i l l a v iv e u n a s i t u a c i ó n e s p e c í f i c a : l a
c u lm in a c ió n d e la lla m a d a “ R e c o n q u is ta ” , p ro c e so d e g r a n d in a m is m o e n t r e e l
s ig lo X y e l a ñ o 1 2 1 2 , s in e m b a r g o u n a s e rie d e c ir c u n s ta n c ia s d e m o r a n s u é x ito
h a s ta 1 4 9 2 .
S i b ie n c a r e c e m o s d e in f o r m a c ió n a d e c u a d a d e la d e m o g r a f ía d e l sig lo X V , la s
re fe re n c ia s q u e te n e m o s n o s in d ic a n q u e la p o b la c ió n c a s te lla n a es n e ta m e n te s u p e ­
r io r a la d e o tr o s r e in o s p e n in s u la re s , y q u e e s tá in ic ia n d o a d e m á s u n a e t a p a d e
r e c u p e r a c i ó n d e m o g r á f i c a q u e se m a n t i e n e h a s t a 1 5 2 0 , si b i e n l a s m i g r a c i o n e s d e
ju d ío s y c o n v e rs o s , a sí c o m o la p o s te rio r e x p u ls ió n d e ju d ío s y m o ro s , la c o lo n iz a c ió n
a m e r i c a n a y l a s g u e r r a s e n I t a l i a a f e c t a r á n e s o s c a m b i o s e n l a p o b l a c i ó n 1.
C o n s id e r o q u e d e b e rn o s te n e r e n c u e n ta q u e el te m a q u e a n a liz a m o s d e b e in s c ri­
b ir s e e n la lla m a d a « la r g a d u r a c ió n » y la c o n flic tiv id a d é tn ic a q u e v a m o s a a n a liz a r
tie n e e le m e n to s c o n d ic io n a n te s m u y a n te r io r e s a la e ta p a fin a l d e la E d a d M e d ia , y
q u e s o l a m e n t e p o d e m o s e n t e n d e r l a r e l a c i o n a n d o t a n t o la s i t u a c i ó n d e l m u n d o i b é r i ­
c o a n t e r i o r a la o c u p a c ió n á r a b e y la s m o d ific a c io n e s q u e e s a s itu a c ió n o r ig in a c o n la
n o r m a t i v i d a d j u r í d i c a , «el d e b e r se r» , t a n t o d e l p o d e r c iv il c o m o d e l p o d e r e c l e s i á s t i c o .
L a s o c i e d a d i b é r i c a d e l o s p r i m e r o s s ig lo s d e n u e s t r a e r a l i a r e c i b i d o g r u p o s d e
r e g i o n e s d i f e r e n t e s e i n c l u s o i m p o r t a n t e s c o l o n i a s j u d í a s h a b i t a n e n la p e n í n s u l a d e s ­
d e l a d e s t r u c c i ó n d e l s e g u n d o t e m p l o d e J e r u s a l é n ( 7 0 D . C . ) 2. N o o b s t a n t e , e s o s g r u ­
p o s n o h a n s id o to ta lm e n te a c e p ta d o s c o m o lo p r u e b a n la s c lá u s u la s 4 9 y 5 0 d e l
S ín o d o o C o n c ilio d e E lb ir a d e l a ñ o 3 0 3 D .C .
L a s i t u a c i ó n v a a e m p e o r a r a p a r t i r d e l a c o n v e r s i ó n a l c r i s t i a n i s m o d e lo s m o n a r ­
c a s v is ig o d o s , y a p a r t i r d e R e c a r e d o s e in ic ia n la s m e d id a s d is c r im in a to r ia s , c o m o la s
le y e s j u d í a s d e l a ñ o 5 0 9 q u e le s p r o h i b e t e n e r e s c l a v o s c r i s t i a n o s , e j e r c e r c a r g o s p ú b l i ­
c o s o c o n t r a e r e n la c e s c o n c r is tia n o s . A s im is m o , s e e je r c e n c a d a v e z m a y o r e s p r e s io ­
n e s c o n e s a s c o m u n id a d e s p a r a c o n v e r tirla s , e in c lu s iv e l a s itu a c ió n d e lo s c o n v e r s o s
n o e s m u c h o m e j o r c o m o lo m u e s tr a e l p U i d lu m ( ju r a m e n to o p r o m e s a ) im p u e s to p o r
el re y S u in tila (6 2 1 -6 3 1 ).

P o n e n cia p re se n ta d a en “C o lo q u io de H isto ria E c o n ó m ic a y Social*’ U n iv ersid a d d e L im a , 1 9 9 2 .

189
L o a n t e s m e n c i o n a d o m u e s t r a c o n c l a r i d a d q u e e x i s te u n a e s t r e c h a r e l a c i ó n e n t r e
e l E s t a d o V i s i g o d o y l a I g l e s i a C a t ó l i c a p o r q u e l o s d e c r e t o s d e lo s m o n a r c a s y l a s
n o r m a s d e lo s c o n c ilio s e c le s iá s tic o s m a n if ie s ta n la c o in c id e n c ia e n c u a n t o a o b je tiv o s
d e a m b a s in s titu c io n e s : la b ú s q u e d a d e u n i d a d re lig io s a y la e lim in a c ió n d e c u a lq u ie r
p o s i b l e f o c o d e d i s i d e n c i a r e l i g io s a q u e p u d i e r a a f e c t a r l a s i t u a c i ó n d e l r e i n o .
L a i n v a s i ó n á r a b e m a r c ó u n c a m b i o e n l a s i t u a c i ó n d e lo s j u d í o s p e r o c r e ó a l
m i s m o t i e m p o la s b a s e s p a r a u n a c o m u n i d a d p l u r i é t n i c a y m u l t i r r e l i g i o s a a t í p i c a , n o
c o m ú n e n el r e s t o d e E u r o p a O c c i d e n t a l . E n l o s t e r r i t o r i o s c o n t r o l a d o s p o r lo s i n v a ­
s o r e s m u s u l m a n e s s e o t o r g ó a lo s n o c r e y e n t e s p e r o m i e m b r o s d e l a s r e l i g i o n e s d e l
L i b r o ( j u d ío s y c r i s t i a n o s ) , e l s t a t u s f a v o r a b l e d e p r o t e g i d o s o d l iim m is , a u n q u e e s a
p r o te c c ió n tu v o s u s lim ita c io n e s :
* N o e je r c e r c a r g o s p o lític o s
- P a g a r c ie r to s im p u e s to s 3
E n r e s u m e n , e x i s t e u n m a r c o le g a l q u e s i r t e d e r e f e r e n c i a p a r a e llo s d e n t r o d e lo s
t e r r i t o r i o s m u s u l m a n e s y c u e n t a n a s i m i s m o c o n l a t o l e r a n c i a d e lo s g o b e r n a n t e s , si
b i e n n o d e b e m o s o l v i d a r q u e e l p u e b l o lo s m i r a c o n p o c a s i m p a t í a , m a s a ú n c u a n d o
e x is te n e n tr e lo s m u s u lm a n e s riv a lid a d e s é tn ic a s m u y p r o f u n d a s .
J u d í o s y m o z á r a b e s ( c r i s t i a n o s v i v i e n d o e n t i e r r a s is l á m i c a s ) n o t i e n e n e n t r e sí
f á c i l e s r e l a c i o n e s , h a y l a a c u s a c i ó n a lo s j u d í o s d e c o l a b o r a c i o n i s t a s c o n e l i n v a s o r y
d e a d a p t a r s e a lo s c a m b io s c o n fa c ilid a d . % d e s d e e s ta é p o c a e n c o n t r a m o s e n e l
t e r r i t o r i o d e l e m i r a t o d e C ó r d o b a la b ú s q u e d a d e u n a f i li a c ió n é t n i c a á r a b e p o r p a r t e
d e c r i s t i a n o s y j u d í o s c o n v e r t i d o s a l I s l a m , a n t e c e d e n t e d e lo q u e s e r á l a l i m p i e z a d e
s a n g r e d e la c r i s t i a n d a d h i s p a n a .
E n lo q u e c o n c i e r n e a lo s g r u p o s j u d í o s v i v i e n d o e n z o n a c r i s t i a n a s o n p o c o
n u m e r o s o s , e s to f a v o re c e la c o n v iv e n c ia e in c lu s o su s ta tu s j u r íd i c o e s s u m a m e n te
f a v o r a b l e c o m o lo m u e s t r a n lo s F u e r o s d e C a s t r o g e r i z , L e ó n y o t r o s q u e lo s e q u i p a r a
e n c i e r t o c a s o a lo s c r i s t i a n o s , e n t r e lo s s ig lo s X a l X I .
E l a v a n c e q u e se r e a liz a e n e l p r o c e s o d e la R e c o n q u is ta a p a r t i r d e l s ig lo X I
u n id o a c ie r to s f a c to re s q u e se p r e s e n ta n e n E u r o p a O c c id e n ta l c o r n o la r e f o r m a
e c le siá stic a g r e g o r i a n a , c i e r t a s i n n o v a c i o n e s e n l o r e l i g io s o y e l i n i c i o d e la s C r u z a d a s ,
a y u d a r o n a q u e d ic h a a m p lia c ió n te r rito r ia l fu e ra c r e a n d o u n c lim a d ife re n te a l d e
t o l e r a n c i a e x i s t e n t e h a s t a e n t o n c e s c o n la s m i n o r í a s r e l i g io s a s . E s t a s s e v e n a h o r a
i n c r e m e n t a d a s n u m é r i c a m e n t e d e m a n e r a c o n s i d e r a b l e c o n lo s j u d í o s y m u d e j a r e s ,
h a b i t a n t e s e n lo s t e r r i t o r i o s r e c o n q u i s t a d o s , e i g u a l m e n t e l a s i n v a s i o n e s a l m o r á v i d e y
s o b r e t o d o a l m o h a d e h a n o b lig a d o t a m b i é n p o r r a z o n e s re lig io s a s , a d e s p la z a r s e
h a c i a lo s t e r r i t o r i o s c r i s t i a n o s e n b ú s q u e d a d e m a y o r s e g u r i d a d .
E n t r e f i n e s d e l s i g l o X I e i n ic io s d e l s ig lo X I I , s e o b s e r v a n m a y o r e s c a m b i o s e n l a
s itu a c ió n d e lo s n o c r is tia n o s , y u n a c la r a m u e s tr a d e e llo e s la le n t a d e s a p a r ic ió n d e
la to le r a n c ia c o n e s o s g r u p o s , ta n to e n el m a r c o le g a l c o m o se p e r c ib e e n lo s F u e r o s
d e l a é p o c a a l i g u a l q u e e n lo s c o m p o r t a m i e n t o s d e l a p o b l a c i ó n , u n e j e m p l o e s e l
c a s o d e T o l e d o , t o m a d a p o r lo s c r i s t i a n o s e n 1 0 8 9 y d o n d e lo s p r i m e r o s l e v a n t a m i e n ­
t o s c o n t r a lo s n o c r i s t i a n o s d a t a n d e 1 1 0 9 .
E l v ira je d e c is iv o e n e s a E s p a ñ a c r is tia n a , d in á m ic a e n s u p r o c e s o d e R e c o n q u is ta
y p o b l a m i e n t o o c o l o n i z a c i ó n , se d a e n lo p o l í t i c o m i l i t a r c o n la b a t a l l a d e l a s N a v a s
d e T o l o s a ( 1 2 1 2 ) . E s u n g r a n t r i u n f o d e lo s c r i s t i a n o s y p r e f i g u r a l a s f u t u r a s c o n q u i s ­
ta s c a s te lla n a s , s ím b o lo d e su s u p e r io r id a d y a l m is m o tie m p o d e l r e le g a m ie n io d e la s
m i n o r í a s r e l i g io s a s .

190
T i l o m a s G lic k e n su o b r a lia m o s t r a d o el f u n c i o n a m i e n t o e n la s s o c ie d a d e s c r is ­
t i a n a y m u s u l m a n a d e la s f a c to re s d e d if e r e n c ia c ió n ( c ru c ia l e l r e lig io s o y e l lin g ü ís ti­
c o s o l a m e n te r e fe re n c ia l) .

Al- A n d a lo s España cristian a


C o n tin u id a d c r is tia n o s b a jo d o m i n a c i ó n c r is tia n o s b a j o d o m i n a c i ó n
r e lig io s a M u s u l m a n a ( m o z á ra b e s ) á r a b e ( m u d e ja re s )
C a m b io d e c r is tia n o s c o n v e r s o s al m u s u lm a n e s c o n v e r s o s a
r e lig ió n I s la m (m u la d íe s) la c r i s t i a n d a d ( to rn a d iz o s )
C a m b io d e c r is tia n o s á r a b c p a r l a n t e s c r is tia n o s á r a b e p a r l a n t e s y
le n g u a m u s u lm a n e s ro m a n c e p a rla n te s

(G L IC K , T h o m a s F. C ristia nos v m u su lm a n es en la E s p a ñ a m edieval, p. 219)

E s u n c u a d r o d e g r a n d iv e r s id a d p e r o d o n d e c l a r a m e n t e se d is tin g u e e n c a d a
c o m u n i d a d al o tr o , al “ i n f ie l” o “ n o c r e y e n te ” , a l m a r g e n d e o t r a s c o n s id e r a c io n e s
- é tn ic a s o lin g ü ís tic a s -, e l p r o b le m a se p r e s e n t a p a r a lo s m a r g i n a d o s o t r á n s f u g a s d e
c a d a g r u p o y s o b r e lo d o , e s s u m a m e n te g r a v e e l c a s o d e q u ie n e s c a m b i a n d e c r e d o
re lig io s o .
L a s c o m u n i d a d e s m u d e j a r y ju d ía n o c u e n t a n l a m e n t a b l e m e n t e e n e l m u n d o
c r is tia n o c o n u n m a r c o le g a l d e p r o te c c ió n d e f in id a . E n lo s m o m e n t o s in ic ia le s d e s u
in c o r p o r a c ió n a l m u n d o c r is tia n o , se t o m a n lo s o r d e n a m i e n t o s le g a le s m u s u l m a n e s
p e r o p o c o a p o c o la s itu a c ió n d e la s m i n o r í a s d e p e n d e r á d e la a c t i t u d d e lo s g o b e r ­
n a n te s . E s c i e r t o q u e s e r á n to l e r a d o s p o r e llo s, s o n “ su s c r i a t u r a s ” , si b ie n e s a a c t i t u d
d e p r o t e c c i ó n g u b e r n a m e n t a l le q u i t a a la m i n o r í a la p o s ib ilid a d d e t e n e r o t r a s
d e p e n d e n c ia s p e r s o n a le s , f u n d a m e n t a l e s e n la é p o c a , y p e r m i t e q u e s e a n v isto s c o m o
c r i a t u r a s i m p o r t a n t e s ú n i c a m e n t e p o r s u u tilid a d e c o n ó m ic a .
A lo q u e a c o n te c e e n el p l a n o p o lític o -m ilita r , se u n e u n c a m b i o e n l a s itu a c ió n
re lig io s a d e E u r o p a O c c i d e n t a l a p a r t i r d e l sig lo X I I , y c u y a s r e p e r c u s i o n e s la s p o d e ­
m o s o b s e r v a r e n e l I V C o n c ilio d e L e t r á n (1 2 1 5 ). L a s m e d i d a s c o n c ilia r e s m u e s tr a n
la i m p o r t a n c i a q u e h a c o b r a d o el a n tis e m itis m o e n E u r o p a y si b i e n su s d e c r e t o s n o
so n a p lic a d o s e n la P e n ín s u la I b é r ic a , e s t a r á s ie m p r e p e n d i e n t e s u a m e n a z a d e a p l i ­
c a c ió n a la s a lja m a s ju d ía s , a c u s a d a s d e d e ic id io y d e n e g a r s e a c o n v e r tir s e a la v e r d a ­
d e r a r e lig ió n , y s o b r e t o d o , s u f r e n l a d is m in u c ió n d e su s d e r e c h o s d e b i d o a la e l a b o ­
r a c i ó n d e la t e o r í a d e l a s e r v id u m b r e q u e c r e a u n m a r c o t e ó r i c o d e d o m in a c ió n :
“ ti e n e n s o la m e n te d e r e c h o p r o v is io n a l d e e x is te n c ia ” .
S e r e c o n o c e e n e s to s m o m e n t o s q u e el a n l i j u d a í s m o s e e s tá e s b o z a n d o y se ve
a l i m e n t a d o p o r m ó v ile s re lig io s o s p e r o t a m b i é n e c o n ó m ic o s . D e a llí la i m p o r t a n c ia
d e u n a s e rie d e e l e m e n to s c o m o :
• L a le g is la c ió n y la s p r é d ic a s e c le s iá s tic a s
• I>as d if ic u lta d e s e c o n ó m ic a s
• L a e n v id ia p o r lo s p u e s to s q u e o c u p a n e n l a C o r t e ( f u n c io n a r io s p e r o j a m á s
d ig n a ta r io s )
L o s c o n d i c i o n a n t e s so c ia le s c o m o la s d if e r e n c ia s d e c o s t u m b r e s o lo s t ip o s d e
r e l a c i o n e s q u e ti e n e n c o n lo s g r u p o s s u p e r io r e s .
D e b e m o s s e ñ a l a r q u e e n c i e r t o m o d o la c o m u n i d a d ju d í a t a m b i é n se h a v is to
d e b i l i t a d a p o r p r o b l e m a s in te r n o s , e s p e c ia lm e n te r e lig io s o s q u e n o h a n a y u d a d o a
m a n t e n e r l a c o h e s i o n a d a , a s im is m o e n c ie r to s c a s o s h a p e r d i d o lo s v a lo r e s p r o p i o s d e

191
s u r e lig ió n y n o lia a c e p t a d o ta m p o c o lo s d e u n a s o c i e d a d q u e e n c u e n t r a b a s t a n t e
s a lv a je y p o c o r e f in a d a , p u e s to q u e la g u e r r a o el a s c e n s o p o r la s a r m a s n o se a d a p ­
ta n a su s c a r a c te rís tic a s c u ltu ra le s y m e n ta le s , ta m p o c o se h a n a r ra ig a d o e n el m u n d o
r u r a l n i t a m p o c o h a n c r e a d o la z o s c o n lo s g r u p o s u r b a n o s .
l a s itu a c ió n d e s f a v o r a b le c r e a d a p o r la g r a n d e p r e s i ó n in ic ia d a a fin e s d e l sig lo
X l l l y c o n p r o lo n g a c i o n e s e n lo s s ig lo s s ig u ie n te s , h a a f e c t a d o a la s o c ie d a d p e n i n s u ­
l a r y a s u s m i n o r í a s p e r o a e x c e p c i ó n d e lo s p r o b l e m a s e n A r j o n a ( A n d a l u c í a ) a r a í z
d e la p e s te n e g r a n o se s ie n te u n g r a v e d e t e r i o r o e n su s itu a c ió n , lo q u e sí v a a m a r e a r
u n c a m b io m á s p r o f u n d o q u e e l d e la c ris is d e la E d a d M e d i a T a r d ía e s la p r o b l e m á ­
t i c a d e l a g u e r r a c iv il e n t r e P e d r o el C r u e l y E n r i q u e d e T r a s t á m a r a .
El b a s t a r d o E n r iq u e u tiliz ó el s e n tim ie n to a n ti ju d ío e x is te n te y a e n C a s tilla y c o n
h á b il p r o p a g a n d a e x a c e r b ó d ic h o s e n tim ie n to , p r o p a la n d o a d e m á s in f u n d io s r e fe ­
r e n te al o r ig e n ju d ío d e l re y P e d ro , y s o b re to d o a p o y á n d o s e e n la a c titu d v io le n ta d e
la s t r o p a s f r a n c e s a s f r e n te a la s c o m u n i d a d e s ju d ía s . A p a r t i r d e 1 3 6 0 la s m u e s tr a s d e
v i o l e n c i a s e h i c i e r o n m á s c o m u n e s a l i g u a l q u e la s c o n t i n u a s r e s t r i c c i o n e s l e g i s l a t i v a s
a la s c o m u n i d a d e s r e lig io s a s n o c r is tia n a s , e s p e c i a l m e n t e j u d í a s : r o p a , c a r g o s , o fic io s ,
v e s tim e n ta s , r e la c io n e s , e tc .
E s a c o n f lic tiv id a d é t n i c a q u e se m a n if ie s ta e n e l r e i n o c a s te lla n o o c u l t a o d is f r a z a
e n m u c h o s c a s o s , la c o n f l i c t i v i d a d e c o n ó m i c a e x i s t e n t e o c a s i o n a d a p o r l a s d i f i c u l t a ­
d e s d e la é p o c a , n i s iq u ie r a la s d is p o s ic io n e s d e l m o n a r c a b u s c a n d o p r o te g e r c ie r to s
a s p e c to s d e la s c o m u n i d a d e s lo g r a s o lu c io n a r lo s p r o b l e m a s .
L a g r a v e d a d d e l a s itu a c ió n se m a n if ie s ta c u a n d o la s a lja m a s j u d í a s p i e r d e n su
a u t o n o m í a j u r í d i c a y s e lo s n i e g a e l d e r e c h o d e a d m i n i s t r a r a l t a y b a j a j u s t i c i a a s u s
m i e m b r o s c o m o e s e l c a s t i g a r a lo s m a l s i n e s , p e d i r c o m p e n s a c i ó n p o r m u e r t e , e t c , la s
c o m u n i d a d e s ju d ía s h a n p e r d i d o su s p r iv ile g io s f u n d a m e n t a l e s . A e s to se a g r e g a el
o r d e n a m i e n t o d e v i v i r e n b a r r i o s s e p a r a d o s d e lo s c r i s t i a n o s , l o q u e e n e l s i g l o X V I s e
l l a m a r á n g h e to s e n V e n e c ia y e s u n m a r c o d e r e f e r e n c ia le g a l c a d a v e z m á s lim ita d o
y c o e rc itiv o .
L o s g r a v e s a c o n t e c i m i e n t o s d e la s m a t a n z a s d e lo s j u d í o s d e s d e A n d a l u c í a h a s t a
C a s tilla la V ie ja a fin a le s d e l s ig lo X IV , y q u e h a n e s ta d o e s tr e c h a m e n te r e la c io n a d a s
c o n la s p r e d i c a s v e r d a d e r a m e n t e d e s q u ic ia d a s d e l a r c e d i a n o d e E r í j a d a r á n a l p r o ­
b le m a j u d í o u n a n u e v a d im e n s ió n y s o b r e lo d o s u s e fe c to s s e r á n p a r t i c u l a r m e n t e
g ra v e s a la rg o p la z o : la c o n v e rs ió n d e ju d ío s al c r is tia n is m o .
S e h a o r i g in a d o u n n u e v o p r o b le m a : l a p r e s e n c ia d e lo s c o n v e r s o s p o r m ie d o ,
in te r é s , in e s c r u p u lo s id a d , a m b ic ió n , u o tr o s m ó v ile s q u e in g r e s a n a la c o m u n id a d
c r is tia n a p e r o q u e e n su m a y o r p a r te h a b í a n s id o d e f ic ie n te s c r e y e n te s ju d ío s . E s
c i e r t o q u e n o s o n la m a y o r í a , p o r e j e m p l o e x i s t e n c a s o s c o m o e l d e l r a b i n o d e B u r g o s ,
P a b lo d e S a n ta M a r ía , m á s ta r d e o b is p o d e la m is m a c iu d a d c u y a c o n v e r s ió n h a b ía
s e g u id o o tro s c a n a le s .
L o s « c r is tia n o s v ie jo s » s e d a n c u e n t a q u e el p r o b l e m a d e lo s j u d í o s n o s e h a
s o lu c io n a d o , p o r el c o n t r a r i o se h a a g r a v a d o p u e s to q u e e x is te u n n u e v o g r u p o , e l d e
l o s n u e v o s c r i s t i a n o s , l o s « m a r r a n o s » c o m o s e le s l l a m a y q u e l o g r a n e n m u c h o s c a s o s
p u e s to s y p o s ic io n e s d e p r iv ile g io , in c lu s iv e e n la s ó r d e n e s r e lig io s a s y m ilita r e s .
E n e l p e r ío d o c o m p r e n d i d o e n tr e 1 4 3 2 a 1 4 9 2 , la s c o m u n id a d e s ju d ía s r e c u p e r a n
s u c o h e s ió n , s u s a l j a m a s a l c a n z a n g r a n e s p l e n d o r p e r o s e le s c o n s i d e r a c o m o e s c la v o s
e n lo s d o c u m e n t o s d e l a é p o c a . E s c ie r to q u e h a n p e r d i d o s u p o d e r í o e c o n ó m i c o y
s u p a p e l p o lític o e n e l r e in o lo h a n p e r d id o p e r o s ig u e n te n ie n d o i m p o r t a n c ia e n lo

192
fin a n c ie ro y c o m e rc ia l, y d e n in g u n a m a n e r a re s p o n d e n a la c a r a c te r iz a c ió n d a d a e n
e l R i m a d o d e P a l a c i o d e L ó p e z d e A y a la :

«1 l l e g a n lo s j u d í o s b i e n p r e p a r a d o s
Y p r e s e n ta n s u s e s c r ito s b ie n d e ta lla d o s
P a ra bebes la sa n g re d e n u estro s h e rm a n o s
P rom etiendo j o y a s y do n es a lo s c o r te s a n o s »
A s i m i s m o , t a m p o c o c o r r e s p o n d e n a l a s v i s i o n e s d e l i r a n t e s o a la s i m á g e n e s
e s t e r e o t i p a d a s d e lo s p r o f a n a d o r e s d e h o s t i a s , l a d r o n e s d e i m á g e n e s s a g r a d a s o a s e s i ­
n o s r i t u a l e s o e n v e n e n a d o r e s d e p o z o s q u e d i f u n d e n la s t r a d i c i o n e s p o p u l a r e s d e la
é p o c a e i n c l u s i v e se m a n t i e n e n e n lo s s ig lo s s i g u i e n t e s .
L a n o r m a tiv id a d j u r íd i c a n o s p e r m ite c o m p r o b a r q u e e n e s to s a ñ o s es c a d a v e z
m e n o r la d i s t a n c i a t e m p o r a l e n t r e u n a n o r m a d i s c r i m i n a t o r i a y l a s i g u i e n t e , y e n
t o d a s e lla s s e r e f i e r e n a lo s e ñ a l a d o e n é p o c a s a n t e r i o r e s .
E l a s u n t o d e lo s c o n v e r s o s e s el q u e se v a a m o s t r a r c o m o e l d e m a y o r i m p o r t a n ­
c i a e n el s ig lo X V , s e h a i d o r e e m p l a z a n d o e n l a s o c i e d a d c a s t e l l a n a e l s e n t i m i e n t o
a n t i j u d í o e x i s t e n t e d e s d e e l p e r í o d o v is ig ó tic o , y q u e e r a d e c a r á c t e r m a r c a d a m e n t e
r e lig io s o p o r u n a n t i s e m i t i s m o d e t ip o é t n i c o . E s c i e r t o q u e e n u n a s o c i e d a d p l u r í é t n i c a
s e d a i m p o r t a n c i a a la s n o c i o n e s d e p u r e z a y d e c o n t a m i n a c i ó n , d e a llí e l p a p e l q u e
v a a e j e r c e r e l l l a m a d o e s t a t u t o d e l i m p i e z a d e s a n g r e , e s lo q u e d a u n s e n t i d o d e
i d e n t i d a d a lo s c r i s t i a n o s v ie jo s p e r o , s o b r e t o d o , e s la c o n v i c c i ó n d e la s u p e r i o r i d a d
q u e t i e n e n s o b r e t o d o s a q u e l l o s a q u i e n e s c o n s i d e r a n i n f e r i o r e s , n o s o l a m e n t e e n lo
r e l i g io s o s i n o t a m b i é n e n l o é t n i c o . N a t u r a l m e n t e , s e d e b e a g r e g a r a e s t o s a s p e c t o s
la e n v i d i a p o r e l é x i t o s o c i a l y e c o n ó m i c o d e l o s c o n v e r s o s . ¿ C ó m o n o s e v e r í a e n
e llo s lo s c h i v o s e x p i a t o r i o s d e lo s p r o b l e m a s y a t r a v é s d e e llo s a lo s j u d í o s ? .
E s in te r e s a n te s e ñ a la r q u e e s ta b ú s q u e d a d e la p u r e z a d e la s a n g r e y d e to d o
e le m e n to c o n ta m in a d o r d e l c ris tia n is m o c r e ó u n a m e n ta lid a d e s p e c ia l e n tr e c o n v e r ­
s o s y c r i s t i a n o s v i e j o s d o n d e el te m o r , la a n s i e d a d , la a n g u s t i a y l a v i g i l a n c i a e s t a b a n
p r e s e n te s c o n t i n u a m e n t e e n la s o c ie d a d , a u m e n t a n d o a ú n m á s la te n s ió n e x is te n te
p la s m a d a in c lu s o e n lib ro s y d o c u m e n to s ju r íd ic o s c o m o p o r e je m p lo :
L a S e n t e n c ia E s t a t u t o d e P e d r o S a r m i e n t o ( 1 4 4 9 ) y e l l i b e l o r a c i s t a d e A l o n s o
E s p i n a , F o r ta l itiu m F id e i ( 1 4 8 7 ) .
I .o s P r i v i l e g i o s d e V i l l e n a y T o l e d o q u e i m p e d í a n a lo s c o n v e r s o s h a b i t a r e n
e lla s , o lo s d e C i u d a d R e a l q u e n o le s p e r m i t í a n e j e r c e r c a r g o s m u n i c i p a l e s
L a s d i f e r e n t e s le y e s r e l a c i o n a d a s c o n o f ic io s , d e u d a s o a s p e c t o s s u n t u a r i o s
e n tr e o tro s .
F r e n t e a e s t o s t e s t i m o n i o s ¿ Q u é p u e d e n s i g n i f i c a r la P r a g m á t i c a d e J u a n 11 d e
1 4 4 3 o l a B u l a “ E n e m i g o s d e l G é n e r o H u m a n o ” d e N i c o l á s V, e l e s c r i t o d e D í a z d e
M o n ta lv o r e f u ta n d o la m e n c io n a d a S e n te n c ia E s ta tu to , el tr a ta d o d e A lo n s o d e
O r o p e s a o e l d e A lo n s o d e C a r ta g e n a c u a n d o y a e s p r á c tic a m e n te c o in c id e n te la
l e g i s l a c ió n d i s c r i m i n a t o r i a c o n la s a c t i t u d e s y m e n t a l i d a d e s d e l a m a y o r í a d e l a p o ­
b l a c i ó n ? . E s t o e x p l i c a l a s r e v u e l t a s c o n t r a lo s m e r c a d e r e s c o n v e r s o s e n T o l e d o ( 1 4 4 9 ) ,
l a s m a s a c r e s d e c o n v e r s o s e n e l v a lle d e l G u a d a l q u i v i r (1 4 7 3 ) y lo s c o n f l i c t o s e n S c g o v ia
y V a lla d o lid e n 1 4 8 0 .
U n a s o l u c i ó n d r á s t i c a t o m a f o r m a p o r p r i m e r a v e z el a ñ o 1 4 8 3 , y e s la e x p u l s i ó n
d e lo s j u d ío s d e S e v illa , C á d iz y C ó r d o b a p o r o r d e n d e l S a n to O f ic io y m u c h o s d e
e llo s e n c u e n t r a n r e f u g i o e n E x t r e m a d u r a d o n d e a j u z g a r p o r l a d o c u m e n t a c i ó n d e la
é p o c a d e lo s R e y e s C a t ó l i c o s , e l a l c a l d e d e T r u jillo , D i e g o P i z a r r o h a b í a s i d o s a n c i o ­
n a d o p o r s u c o m p o r ta m ie n to c o n tr a e s to s g r u p o s .

1<B
S i n e m b a r g o , s e r á u n a d e la s m á s b u r d a s p a t r a ñ a s q u e se h a n f o r j a d o l a q u e
p r e c i p i t a r á a l a o p i n i ó n p ú b l i c a e n u n e s t a d o d e c o n m o c i ó n to t a l : e l a s u n t o d e l N i ñ o
d e la G u a r d i a e n 1 4 9 1 ( a s e s i n a t o d e u n n i ñ o e n r i t u a l ju d ío ) , y si a e s t o s e u n e la
p r e s i ó n d e l S a n t o O f i c i o e s c o m p r e n s i b l e q u e si b i e n p u d o h a b e r u n c i e r t o d e s e o d e
p ro te g e rlo s , a p a r t i r d e la c a íd a d e l r e in o d e G r a n a d a e n E n e ro d e 1 4 9 2 y a n o in te r e ­
s a m a n te n e r a u n g r u p o q u e im p id e la u n id a d to ta l d e l E s ta d o y e n m a r z o se f ir m a
l a e x p u l s i ó n d e lo s j u d í o s .
S i b i e n s e h a e n c o n t r a d o l a s o l u c ió n a l p r o b l e m a j u d í o , q u e d a p o r r e s o l v e r e l
p r o b le m a m o ris c o p o r q u e la to m a d e G r a n a d a d e ja a s u s h a b ita n te s c o m o s ú b d ito s
d e u n e s t a d o c r i s t i a n o . I n i c i a l m e n t e s e le s o f r e c e u n a s e r i e d e c o n c e s i o n e s q u e n o
s e r á n c u m p l i d a s p o s t e r i o r m e n t e . E s t a s i t u a c i ó n d a r á c o m o r e s u l t a d o lo s l e v a n t a ­
m i e n t o s m o r is c o s p o s t e r i o r e s , la s p r e s i o n e s a q u e se le s s o m e t e p a r a s u c o n v e r s i ó n , lo s
m u d e j a r e s s o n t a m b i é n e x p u l s a d o s d e C a s t i l l a y e l p e l i g r o d e l G r a n T u r c o e n la s
p r i m e r a s d é c a d a s d e l s ig lo X V I n o c r e a u n a m b i e n t e f a v o r a b le h a c i a e llo s.
E n c o n c lu s ió n , d e b e m o s r e c o n o c e r q u e :
a) C a s tilla n o es u n r e in o h o m o g é n e o s in o h e te r o g é n e o d o n d e ju d ío s o m o r o s s o n
s o la m e n te m ic r o s o c ie d a d e s d e n tr o d e u n a m a c r o s o c ie d a d
b) L o s g ru p o s que. c o e x is te n s o n tre s p e r o n o h a y « c o n v iv e n c ia » e n s e n tid o e s tric to
s in o la e x i s t e n c i a d e t o l e r a n c i a p a r a lo s n o c r i s t i a n o s
c) E l c a s o d e lo s j u d í o s e s d i f e r e n t e a l d e lo s m o r o s
d) L a p r o b l e m á t i c a d e lo s c o n v e r s o s e s l a m á s p e r s i s t e n t e
e) L a im p o r ta n c ia d e la n o c ió n d e « lim p ie z a d e s a n g re »
f) L a p e rs is te n c ia d e te m o r e s fre n te al p e lig ro m u s u lm á n
g) L a p r e s e n c i a e n l a l i t e r a t u r a d e l t e m a m o r i s c o y d e l t e m a ju d í o
h) L a f u e r z a e c o n ó m i c a y f i n a n c i e r a n o e s t á e n m a n o s d e lo s j u d í o s a f in e s d e l a
E d a d M e d ia
i) L o s m u s u l m a n e s t o l e r a r o n g e n e r a l m e n t e a la s m i n o r í a s
j) E l v i r a j e e n l a s i t u a c i ó n p o l i t i c o m i l i t a r e n l a R e c o n q u i s t a a p a r t i r d e la b a t a l l a d e
la s N a v a s d e T o l o s a a f e c t ó n e g a t i v a m e n t e a la s m i n o r í a s r e lig io s a s e n e l r e i n o d e
C a s tilla .

N otas

I K E Ó R E Z , G lo ria C ristin a. “C astilla y los gran d es descubrim ien tos g eográficos: A n teced em o s y Proyec­
cio n es“ n i lu'nstn d< Cieneias Sociales. U niversidad N acio n al S a n A gustín de A requ ip a, N ° 4 , M a y o 1 9 9 8 ,
p p .77 ss.

2 P E R E Z , Jo s c p h . Historia de una tragedia. La expulsión de losjudíos de España. C ritic a , B a rce lo n a , 1 9 9 3 , p. 11

3 G U G K , T h o m a s . Cristñums r musulmanes en la Píspenla mediei:al (7 11-1250). A lian za U niversidad, M a d rid ,


1 9 9 1 , p .2 2 0 ss.

194
d i á l o g o s , N ° l, 1999 Notas

Viscardo y Guzmán: precursor e ideólogo de la


emancipación hispanoamericana
G u s ta v o V e r g a r a
U NFV

J u a n P a b lo V i s c a r d o y G u z m á n e s u n a d e la s f ig u r a s m á s e x c e ls a s d e n u e s t r a
H i s t o r i a . S u a c c i ó n y p e n s a m i e n t o e s tu v ie r o n o r i e n t a d o s a l o g r a r la l i b e r t a d d e l P e r ú
y d e s u g r a n p a t r i a a m e r i c a n a . E l c o n t i n e n t e e u r o p e o f u e a lo l a r g o d e la s t r e s ú l t i m a s
d é c a d a s d e l sig lo X V I I I , e l e s c e n a r i o d e su s g e s tio n e s c o m o p r e c u r s o r e i d e ó lo g o d e
la e m a n c i p a c i ó n h i s p a n o a m e r i c a n a .
I-a h i s t o r i o g r a f í a v i s c a r d i n a n o s p r o p o r c i o n a , a l c o n m e m o r a r s e lo s 2 5 0 a ñ o s d e
su n a c i m i e n t o e n la l o c a l i d a d d e P a m p a c o l c a ( 2 6 - V I - l 7 4 8 ), lo s c o n o c i m i e n t o s p a r a
p u n t u a l i z a r q u e s e lia lo g r a d o , e n g r a n p a r t e , “ r e c o n s t r u i r ” el c a m i n o s e g u i d o p o r e l
e x - je s u ita a r e q u i p e ñ o d e s d e s u e x p u ls ió n d e l P e r ú e n 1 7 0 8 , b a s t a s u m u e r t e e n L o n ­
d r e s e n 1 7 9 8 . E s te e s c l a r e c i m i e n to se d e b e f u n d a m e n t a l m e n t e a la s c o n t r i b u c i o n e s
d e l p a d r e R u b é n V a r g a s U g a r t e c h e 1, d e l p a d r e M ig u e l B a t l l o r r y d e l p r o f e s o r M e r l e
E . S i m m o n s 1. A tr a v é s d e s u s e s tu d io s , b á s i c a m e n t e d o c u m e n t a d o s , p o d e m o s p r o s e ­
g u i r su s d e s p l a z a m i e n t o s p o r e l n o r t e d e I t a l ia , s u fu g a z p e r m a n e n c i a e n F r a n c i a y su
e s t a b l e c i m i e n t o d e f i n i ti v o e n I n g l a t e r r a . H a y q u e c o n s i d e r a r t a m b i é n lo s a p o n e s
d o c u m e n t a l e s d e S a l v a d o r R o d r í g u e z A m é z q u i t a , p a r a el e s t u d io d e la g e n e a l o g í a
d e l p r e c u r s o r 1. C o m p l e t a n d o e s ta s r e f e r e n c ia s , t e n e m o s la R e c o p ila c ió n D o c u m e n ta l d e
C é s a r P a c h e c o V é le z . E n u n v o l u m e n r e ú n e lo s d o c u m e n t o s p u b l i c a d o s e n la s o b r a s
d e e s p e c ia lis ta s y la s f u e n t e s p r o v e n ie n te s d e su s i n d a g a c i o n e s h e u r í s t i c a s '. E n 1 9 8 8 se
i m p r i m i ó c o n e l t í t u l o O b r a C o m p le ta d e J u a n P a b lo V i s c a r d o y G u z m á n u n a r e c o p i ­
la c i ó n d e su s d o c u m e n t o s id e o ló g ic o s y e n s a y o s p o lític o s . I .a o b r a c o n t i e n e p r i n c i p a l ­
m e n t e lo s e s c rito s y p a p e l e s h a l l a d o s a p a r t i r d e 1 9 8 3 p o r e l p r o f e s o r S i m m o n s , e n la s
b i b l i o t e c a s d e la S o c i e d a d H i s t ó r i c a d e N u e v a Y o rk y d e l a U n i v e r s i d a d d e M i c h ig a n '1.
A l p r e c u r s o r p e r u a n o le c o r r e s p o n d e u n o d e lo s p r i m e r o s l u g a r e s e n t r e lo s
i d e ó lo g o s d e la e m a n c i p a c i ó n d e n u e s t r o s p u e b lo s . A n t e s d e é l n o s e h a b í a s e ñ a l a d o
c o n f u n d a m e n t o s c o n c r e t o s , b a s a d o s e n c o n o c i m i e n t o s filo s ó fic o s y e n la s n o r m a s d e l
D e r e c h o N a t u r a l y d e G e n t e s , la l i b e r t a d q u e le s a s is tía a lo s h a b i t a n t e s d e A m é r i c a
M e r i d i o n a l p a r a r o m p e r l o d o la z o d e s u b o r d i n a c i ó n a E s p a ñ a . S u v i d a m is m a i n ­
q u i e t a y s a c r i f i c a d a , d e l u c h a d o r t e n a z , n o s m u e s tr a a l h o m b r e d e i d e a s fija s, f o r j a ­
d o r d e p l a n e s p a r a l a i n d e p e n d e n c i a y d e l s is te m a d e g o b i e r n o q u e d e b í a i m p l a n t a r s e
e n e s ta p a r l e d e l c o n t i n e n t e . F u e t a m b i é n e l q u e c o n m a y o r i n s is te n c ia t r a t ó d e c o n ­
s e g u i r é ! a p o y o d e l g o b i e r n o in g lé s e n f a v o r d e la “ s a g r a d a c a u s a ” . V i s c a r d o y G u z m á n
v iv ió c o n s a g r a d o a i n d a g a r y e x p o n e r l a s itu a c ió n s o c ia l y p o l í t i c a d e la A m é r i c a
H i s p a n a . A p e s a r d e la le j a n í a y lo d ifíc il d e la c o m u n i c a c i ó n se e n c o n t r a b a b i e n
i n f o r m a d o d e l a s i t u a c ió n d e e s to s p u e b l o s y e n e s p e c ia l d e l P e r ú . S u p e r m a n e n c i a
t a n t o e n R o m a e n el a ñ o d e 1 7 7 8 c o m o m á s t a r d e e n la T o s c a n a , fu e d e g r a n i m p o r -

195
t a n d a p a r a e l c o n o c im ie n to d e los su c e so s a c a e c id o s e n H is p a n o a m é ric a . S u r e s id e n ­
c ia e n F lo r e n c ia , lib re d e la v ig ila n c ia d e los c o m is a rio s e s p a ñ o le s , y e n p u e r t o d e
L io r n a , d ó n e le lle g a b a n n a v e s in g le sa s d e los d is tin to s d o m in io s b r itá n ic o s , fa v o re c ió
c o n s id e r a b le m e n te su s d e s e o s d e e s ta r e n t e r a d o d e los a c o n te c im ie n to s d e la A m é r ic a
d e l S u r.
L1 re c ib ía c o n t i n u a m e n t e in f o rm a c io n e s d e lo s p a tr io ta s a m e r ic a n o s y d e q u ie n e s
lle g a b a n a E u r o p a , m a n t e n i e n d o t o n m u c h o s d e ellos u n a e s tr e c h a c o r r e s p o n d e n c ia .
E sta s c o m u n ic a c io n e s e r a n n u m e r o s a s y p r o v e n ía n d e d is tin to s lu g a r e s d e A m é r ic a .
A H o r a c e M a n n , m in is tr o in g lé s e n F lo re n c ia , le p r o p o r c i o n ó e n 1 7 8 2 lo s d o c u m e n ­
to s q u e p o s e ía . L a r e v is ió n d e esto s p a p e le s le p e r m itió m a n if e s ta r q u e h a b í a v isto
d iie r e n te s c a r ta s “ d e su s c o r re s p o n s a le s e n m u c h a s p a r t e s d e S u d a m e r i r a , ta le s c o m o
l i m a , Q u ilo , e t c .” . U n o d e esto s c o r re s p o n s a le s e r a el e x - jc ttila m e jic a n o F ra n c is c o
J a v i e r C la v ije ro , q u ie n lo m a n te n ía til U tuto ele los su c e so s q u e se p r o d u c í a n e n las
a u d ie n c ia s d e M é x ic o , G u a d a la ja r a y G u a t e m a l a . P re c is a m e n te , e n t r e lo s p a p e le s d e
V is c a rd o y G u z m á n se lia h a l l a d o el d o c u m e n t o “ V ista P o l í t i c a d e la A m é r ic a
E s p a ñ o l a ” , c o n la s ig u ie n te a n o ta c ió n “ P a p e l o r i g i n a l d e D o n F ra n c is c o J a v i e r
C la v i jero , e x - j e s u í t a y a u t o r d e la c é le b r e I ¡ ¡ s im ia A n t ig u a de M é x ic o , p u b lic a d o p o r el
m is m o e n le n g u a ita l i a n a ” '. E n el a ñ o d e 1 784, a t a n d o se e n c o n t r a b a e n G e n o v a
d e s p u é s d e h a b e r r e t o r n a d o d e su p r i m e r v ia je a I n g l a t e r r a , re c ib ió u n a c a r t a d e l
N u e v o R e in o d e G r a n a d a , c o m u n ic á n d o le el d e s p la z a m ie n to d e las f u e rz a s e s p a ñ o ­
las al i n t e r io r d e l t e r r i t o r i o y q u e f u e ro n “ a t a c a d a s v d e r r o t a d a s c o n g r a n m o r t a n ­
d a d » . E s ta s n o tic ia s d e in te r é s p a r a sus p la n e s r e v o lu c io n a rio s , la s p u s o in m e d i a t a ­
m e n te e n c o n o c i m i e n t o d e E v a n s N e p e a n . s u b s e c r e ta r io d e H o m e O f f i c e d e I n ­
g l a t e r r a . A lg u n o s a ñ o s m á s ta r d e e n 1 7 9 2 , c u a n d o r e s id ía e n L o n d re s , v a a e x p r e s a r
q u e si h u b ie r a p o d i d o v i a j a r a R o m a , B o lo g n a y F e r r a r a h a b r í a o b t e n i d o d e lo s
je s u íta s p e r u a n o s e s ta b le c id o s e n esta s lo c a lid a d e s los d e ta lle s “ d e la s o p in io n e s q u e
d iv id ie ro n a lo s e s p a ñ o le s h a b ita n te s del p a ís " d u r a n t e lo s d is tu r b io s d e l P e rú . A n te
esa im p o s ib ilid a d s u g e ría q u e p o d r ía n re c o g e r s e “ c o n la m a y o r d is c re c ió n , in f o r m a ­
c io n e s d e M a d r i d d o n d e h a y to d a v ía e s p a ñ o le s p e r u a n o s a c u s a d o s d e h a b e r e s tim u ­
la d o la r e v u e lta ” d e 1 7 8 0 .
G r a c ia s a e s ta s in f o r m a c io n e s el t e n ía c o n o c im ie n to d e la r e v o lu c ió n d e T ú p a c
A m a r u e n el C u s c o e n 1 7 8 0 , d e la s u b le v a c ió n d e lo s C o m u n e r o s d e l S o c o r r o e n
N u e v a G r a n a d a e n 1 7 8 1 , d e lo s a tro p e llo s q u e se c o m e tía n c o n los p o b l a d o r e s d e la
p r o v in c ia d e C a r a c a s y lo s in te n to s d e los c o n ju r a d o s d e S a n ta F e e n e l a ñ o de-1 7 8 1 .
A si c o m o t a m b ié n d e lo s a c o n te c im ie n to s p r o d u c id o s , e n t r e lo s m e s e s d e a g o s to y
se lie m l >re d e 1 7 8 1 , e n l a p r o v in c ia d e V e n e z u e la . ( Ion r e s p e c to a e s to s s u c e s o s e s ta b a
a m p lia m e n te i n f o r m a d o p o r u n a re la c ió n q u e lle g ó ¡i su s in tu io s c u a n d o p e r m a n e c í a
e n Ita lia .
E n lia se a e s ta s c o m u n ic a c io n e s V is c a rd o y G u z m á n inic ió e n e l a ñ o d e 1 781 su s
c o n ta c to s c o n lo s in g le se s e n el n o r t e d e I ta lia . E l a c o n t e c i m i e n t o q u e lo im p u ls ó a
d a r e s te p a s o fu e l a r e v o lu c ió n d e T ú p a c A m a r u . H a llá n d o s e e n M a s s a c a r r a r a v a a
r e c ib ir n o tic ia s f a v o ra b le s d e l m o v im ie n to d e 1 7 8 0 y d e su d e s a r r o llo e n lo s p u e b lo s
d e C u s c o . M o v id o p o r e s te su c e so e s c rib e a J o h n U d n y , c ó n s u l in g lé s e n L io r n a , el 2 3
d e s e tie m b r e d e 1 7 8 1 , c u a n d o y a p a r a e s ta le c h a T ú p a c A m a r u h a b í a s id o a ju s tic ia ­
d o y t a n so lo su s lu g a r te n ie n te s l u c h a b a n p o r m a n t e n e r e l m o v im ie n to s u r g id o e n
T i n t a ",
V is c a rd o y G u z m á n n o se q u e d ó t a n s ó lo e n e l p l a n t e a m i e n t o id e o ló g ic o . D e c id i­
d o c o m o e s ta b a e n l o g r a r la e m a n c ip a c ió n d e A m é r ic a h is p a n a , p r e p a r ó u n p r o y e c to
d e c a r á c t e r m ilita r. In c lu s iv e , m a n if e s tó s u in te r é s e n p a r t i c i p a r e n la e x p e d ic ió n q u e
se o r g a n i z a r a c o n e s te m o tiv o . S u P ro yecto p a r a In d e p e n d iz a r la A m é r ic a E s p a ñ o la fu e

1%
e l a b o r a d o e n l a l o c a l i d a d i t a l i a n a d e L i o r n o e n 1 7 9 0 y p r e s e n t a d o a la s a u t o r i d a d e s
in g l e s a s a l a ñ o s i g u i e n t e , c u a n d o se h a l l a b a e n L o n d r e s 9. S u i m p o r t a n c i a r a d i c a e n
s e r u n o d e lo s p r o y e c t o s c o n c e b i d o s c o n l a c l a r a f i n a l i d a d d e l o g r a r l a p a r t i c i p a c i ó n
d e l a c o r o n a i n g l e s a e n l a e m p r e s a m ilita r .
E s i m p o r t a n t e d e s t a c a r e n e l p r o y e c t o s u s i d e a s s o b r e la o r g a n i z a c i ó n d e la s c o l o ­
n i a s y la n e c e s i d a d d e “ h a c e r b r o t a r e l g e r m e n o c u l t o d e l d e s c o n t e n t o q u e e x is te e n
c a s i t o d a A m é r i c a ” . E r a n e c e s a r i o p r e p a r a r la s m e n t e s y r e v i v i r e n lo s p u e b l o s e l
fu e g o e x tin g u id o d e la r e v o lu c ió n . E s ta la b o r se d e s a r r o lla r ía p r in c ip a lm e n te e n el
P e r ú y S a n t a F é , c i r c u n s c r i p c i o n e s e n d o n d e la s a c c i o n e s s e p r o d u c i r í a n c o n m a y o r
v i o l e n c i a . S in e m b a r g o , p a r a a l c a n z a r e s to s o b j e t i v o s e r a c o n v e n i e n t e l a d i f u s i ó n d e l
p r o y e c t o e n lo s t e r r i t o r i o s c o l o n ia le s . P a s o q u e se d a r í a a l m i s m o t i e m p o q u e s e d e c l a ­
r a b a la i n d e p e n d e n c i a d e lo s p u e b l o s . L o s e s p a ñ o l e s a m e r i c a n o s - a n o t a e l e x - j e s u i t a
p e r u a n o - v i e n d o la s v e r d a d e r a s i n t e n c i o n e s d e I n g l a t e r r a y s u a c c i ó n r e s u e l t a , lo s
re c ib iría n c o m o “ lib e r ta d o re s y a m ig o s” .
E s te p r o y e c t o g u a r d a u n a e s t r e c h a r e l a c i ó n c o n s u E n s a y o H is t ó r ic o s o b r e la A m é r ic a
M e r i d i o n a l en 1 7 8 0 , f e c h a d o e n L o n d r e s e l 2 d e e n e r o d e 1 7 9 2 l0. S u c o n t e n i d o c o n s t i ­
t u y e u n a m p l i o a n á l i s is d e l a s i t u a c ió n p o l í t i c a y s o c ia l d e h i s p a n o a m é r i c a . F u e r e d a c ­
t a d o , a l ig u a l q u e o t r o s d o c u m e n t o s v i s c a r d i n o s , c o n l a i n t e n c i ó n d e d a r a c o n o c e r a
la s a u t o r i d a d e s i n g l e s a s d e lo s s u c e s o s h i s t ó r i c o s y c o n v e n c e r l a s q u e e l m o m e n t o e r a
p r o p i c i o p a r a e m p r e n d e r la s a c c i o n e s d e c a r á c t e r i n d e p e n d e n t i s t a .
E l E n s a y o H i s t ó r ic o ... n o t a n s ó lo se r e f i e r e a lo s “ d i s t u r b i o s o c u r r i d o s ” y a lo s l e v a n ­
t a m i e n t o s q u e “ e s t r e m e c i e r o n a la A m é r i c a M e r i d i o n a l e n e l a ñ o d e 1 7 8 0 ” , s e ñ a l a
t a m b i é n la s c a r a c t e r í s t i c a s d e l a p o l í t i c a s e g u i d a p o r E s p a ñ a e n s u a f á n d e m a n t e n e r
la d iv is ió n e n t r e lo s p e n i n s u l a r e s y lo s e s p a ñ o l e s a m e r i c a n o s . A d v i e r t e q u e l a p o l í t i c a
i n i c i a d a p o r A n t o n i o P o r lie r , s u c e s o r d e J o s é d e G á l v e z e n e l m i n i s t e r i o d e l a s I n d i a s ,
e s t a b a o r i e n t a d a a g a n a r s e l a c o n f i a n z a d e lo s h i s p a n o a m e r i c a n o s . E n t o r n o a e s t a
n u e v a s i t u a c i ó n y a n t e l a a m e n a z a q u e s i g n i f i c a b a l a R e v o lu c ió n F r a n c e s a , p l a n t e a b a
la n e c e s i d a d d e q u e I n g l a t e r r a s e d e c i d i e r a d e u n a v e z p o r t o d a s a p a r t i c i p a r e n l a
e m a n c i p a c i ó n d e la s c o l o n i a s d e A m é r i c a d e l S u r.
O t r o d e lo s m é r i t o s d e l p r e c u r s o r e s h a b e r c o n s i d e r a d o d e s d e u n p r i m e r m o m e n ­
to , c o m o u n a a c c i ó n p r i m o r d i a l p a r a a l c a n z a r e l é x i t o d e l a r e v o l u c i ó n , e l f o m e n t a r
e n l a c o n c i e n c i a d e l o s p o b l a d o r e s la s i d e a s d e p a t r i a y l i b e r t a d . P r e c i s a m e n t e e s a f u e
la f i n a l i d a d d e s u C a r la d ir ig id a a lo s E s p