Anda di halaman 1dari 25

.

Dengue
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

Dengue

Aviso médico

Classificação e recursos externos

CID-10 A90.

CID-9 061

DiseasesDB 3564

MedlinePlus 001374

MeSH C02.782.417.214

Dengue é a enfermidade causada pelo vírus da dengue, um arbovírus da família


Flaviviridae, gênero Flavivírus, que inclui quatro tipos imunológicos: DEN-1, DEN-2,
DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente para o mesmo
sorotipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três.
A dengue tem, como hospedeiro vertebrado, o homem e outros primatas, mas somente o
primeiro apresenta manifestação clínica da infecção e período de viremia de
aproximadamente sete dias. Nos demais primatas, a viremia é baixa e de curta duração.
[1]

Provavelmente, o termo dengue é derivado da frase swahili "ki dengu pepo", que
descreve os ataques causados por maus espíritos e, inicialmente, usado para descrever
enfermidade que acometeu ingleses durante epidemia, que afetou as Índias Ocidentais
Espanholas em 1927-1928[1]. Foi trazida para o continente americano a partir do Velho
Mundo, com a colonização no final do século XVIII. Entretanto, não é possível afirmar,
pelos registros históricos, que as epidemias foram causadas pelos vírus da dengue, visto
que seus sintomas são similares aos de várias outras infecções, em especial, a febre
amarela[2].
Atualmente, a dengue é a arbovirose mais comum que atinge o homem, sendo
responsável por cerca de 100 milhões de casos/ano em população de risco de 2,5 a 3
bilhões de seres humanos[3]. A febre hemorrágica da dengue (FHD) e síndrome de
choque da dengue (SCD) atingem pelo menos 500 mil pessoas/ano, apresentando taxa
de mortalidade de até 10% para pacientes hospitalizados e 30% para pacientes não
tratados [2].
A dengue é endêmica no sudeste asiático e tem originado epidemias em várias partes da
região tropical, em intervalos de 10 a 40 anos. Uma pandemia teve início na década dos
anos 50 no sudeste asiático e, nos últimos 15 anos, vem se intensificando e se
propagando pelos países tropicais do sul do Pacífico, África Oriental, ilhas do Caribe e
América Latina[4].
Epidemias da forma hemorrágica da doença têm ocorrido na Ásia, a partir da década de
1950, e no sul do Pacífico, na dos 80. Entretanto, alguns autores consideram que a
doença não seja tão recente, podendo ter ocorrido nos EUA, África do Sul e Ásia, no
fim do século XIX e início do XX [5]. Durante a epidemia que ocorreu em Cuba, em
1981, foi relatado o primeiro de caso de dengue hemorrágica, fora do sudeste da Ásia e
Pacífico. Este foi considerado o evento mais importante em relação à doença nas
Américas[6]. Naquela ocasião, foram notificados 344.203 casos clínicos de dengue [3],
sendo 34 mil casos de FHD [2], 10.312 das formas mais severas, 158 óbitos (101 em
crianças). O custo estimado da epidemia foi de US$ 103 milhões [3].
Entre 1995 e o início de 2001, foram notificados à Organização Pan-Americana da
Saúde - OPAS, por 44 países das Américas, 2.471.505 casos de dengue, dentre eles,
48.154 da forma hemorrágica e 563 óbitos. O Brasil, o México, a Colômbia, a
Venezuela, a Nicarágua e Honduras apresentaram número elevado de notificações, com
pequena variação ao longo do período, seguidos por Costa Rica, El Salvador,
Guatemala, Panamá, Porto Rico, Guiana Francesa, Suriname, Jamaica e Trinidad &
Tobago. Nota-se a quase ausência de casos nos EUA, que notificaram somente sete, em
1995. A Argentina compareceu a partir de 1998 e o Paraguai, a partir de 1999. Os casos
de dengue hemorrágica e óbitos acompanham a distribuição descrita acima, e parece
não terem relação com os sorotipos circulantes. No Brasil, os sorotipos registrados
foram o 1 e o 2. Somente no ano de 2000 registrou-se o sorotipo 3. A Guatemala
notificou a circulação dos quatro sorotipos, com baixo número de casos graves e
óbitos[7].

Mosquito da dengue.

Índice
[esconder]
• 1 Vetores e transmissão
• 2 Casos de dengue no Brasil
• 3 Epidemiologia
• 4 Imunologia
• 5 Progressão e sintomas
• 6 Sinais de Alerta da Dengue
Hemorrágica
• 7 Diagnóstico
○ 7.1 Exame laboratorial
• 8 Tratamento
• 9 Prevenção
○ 9.1 Controle do mosquito
○ 9.2 Desenvolvimento de vacina
• 10 Referências
• 11 Bibliografia
• 12 Ver também
• 13 Ligações externas

[editar] Vetores e transmissão

Ver artigo principal: Vetores de transmissão da dengue

Ver artigo principal: Mecanismos de transmissão da dengue

Um único mosquito desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode contaminar até
300 pessoas.
A transmissão se faz pela picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes
aegypti/Aedes albopictus, pois o macho se alimenta apenas de seiva de plantas. No
Brasil, ocorre com maior frequência o Aedes aegypti. Após um repasto de sangue
infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação
extrínseca. A transmissão mecânica também é possível, quando o repasto é
interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimenta num hospedeiro susceptível
próximo. Um único mosquito desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode
contaminar até 300 pessoas.
Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma
pessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento.

[editar] Casos de dengue no Brasil


No Brasil, existem registros de epidemias de dengue no
Estado de São Paulo, que ocorreram nos anos de
1851/1853 e 1916 e no Rio de Janeiro, em 1923. Entre
essa data e os anos 80, a doença foi praticamente
eliminada do país, em virtude do combate ao vetor Aedes
aegypti, durante campanha de erradicação da febre
amarela. Observou-se a reinfestação desse vetor em 1967,
provavelmente originada a partir dos países vizinhos, que
não obtiveram êxito em sua erradicação [8]. Na década dos
anos 80, foram registrados novos casos de dengue: em
1981 - 1982 em Boa Vista (RR); em 1986 - 1987 no Rio
de Janeiro (RJ); em 1986, em Alagoas e Ceará; em 1987,
em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e São Paulo; em
1990, no Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de
Janeiro; em 1991, em Tocantins e, em 1992, no Estado de
Mato Grosso[9].
No período de 1986 a outubro de 1999, foram
registrados, no Brasil, 1.104.996 casos de dengue em
dezenove dos vinte e sete Estados. Observou-se flutuação
no número de casos notificados entre 1986 e 1993,
seguido de aumento acentuado no número de notificações
no período de 1994 a 1998, com queda em 1999.[1]
A média anual, após 1986, foi de 78.928 casos/ano, ficando acima desse valor em 1987,
com 82.446 casos; em 1990, com 103.336; em 1995, com 81.608; em 1996, com
87.434; em 1997, com 135.671; em 1998, com 363.010 e 1999, com 104.658 casos.[1]
Observou-se a falta de uniformidade quanto ao modo de notificação da distribuição do
número de casos, por Estado. Alguns não têm dados disponíveis, enquanto outros, como
Mato Grosso, apresenta registros fragmentados, não incluindo todas as regiões. Quanto
ao Estado de São Paulo, verificou-se que foram notificados os casos confirmados por
exames de laboratório e, dentre os municípios, não constava o da capital.[1]
No Estado de São Paulo, a dengue foi incluída no rol das doenças de notificação
compulsória, em 1986. Em 1987, foram detectados dois focos da doença na região de
Araçatuba, os quais foram controlados. Na região de Ribeirão Preto, a epidemia
alcançou o pico em 1991, estendendo-se pelas regiões de São José do Rio Preto,
Araçatuba e Bauru, confirmando as previsões de risco crescente de ocorrência da
arbovirose[10].
Em resumo, agrupando por regiões, a Sudeste foi a que registrou o maior número de
casos, sendo também a de maior população e disponibilidades de recursos para
diagnóstico e notificação. Seguem-se em relação à incidência de dengue as regiões
Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Norte.[1]
Em 2002, novamente o Rio de Janeiro foi castigado por uma epidemia de dengue, agora
com a entrada do vírus tipo 3. Quase 290 mil pessoas contraíram a doença no Estado e
91 morreram em todo o Estado, sendo 65 mortes e 138 mil casos somente na capital.
Foi o ano com mais casos de dengue na história do país, concentrados no Rio de
Janeiro.
Em 10 anos, dobrou o número de Municípios infestados pelo mosquito
transmissor da dengue.

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre janeiro e setembro de 2006 foram


registrados 279.241 casos de dengue o equivalente a 1 caso (não fatal) para cada 30 km
² do território desse país. Um crescimento de 26,3% em relação ao mesmo período em
2005. A maior incidência foi na Região Sudeste do Brasil. Apesar dos números, para o
Governo federal não ocorre uma nova epidemia da doença no Brasil. No entanto,
medidas para combater o mosquito foram tomadas – como mapeamento de focos do
Aedes aegypti e orientação à população das áreas com maior risco de infestação.
A cidade de Ilha Solteira lidera o ranking da epidemia de dengue no estado de São
Paulo. Segundo dados não oficiais, Ilha Solteira com pouco mais de 26 mil habitantes
conta com mais de 13 mil casos da doença com 3 mortes até o mês de março de 2007. A
prefeitura da cidade não manifestou preocupação alguma e divulga na imprensa que no
máximo 200 pessoas tiveram dengue e que não houve qualquer caso de morte. Tal
situação causa preocupação, pois a cidade conta com mais de três mil universitários de
diversas partes do país e devido a movimentação destes, espalhar a doença mais ainda.
Em 2008, a doença volta a assustar os cariocas. Nessa epidemia, foram registrados
quase 250 mil casos da doença e 174 mortes em todo o Estado (e outras 150 em
investigação), sendo 100 mortes e 125 mil casos somente na cidade do Rio de Janeiro.
[11]
A epidemia de 2008 superou, em número de vítimas fatais, a epidemia de 2002, onde
91 pessoas morreram.
Recentemente, houve uma epidemia de Dengue no estado do Pará, sendo que das 7000
ocorrências no estado, 400 se deram na capital Belém. No estado, 3 pessoas se
encontram sob suspeita de dengue hemorrágica, sendo que uma é do município de
Tucuruí e duas são da capital Belém.
Entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro de 2010, foram notificados 108.640 pacientes com
a doença, 109% a mais que no mesmo período de 2009. Os estados Mato Grosso do Sul,
Acre, Rondônia, Goiás e Mato Grosso respondem por 71% desses casos. As altas
temperaturas, grande volume de chuvas e o retorno do tipo 1 do vírus explicam parte da
epidemia [12].
Como se pôde observar, a doença foi reconhecida há aproximadamente 200 anos e tem
apresentado caráter epidêmico e endêmico variado. As mudanças na dinâmica de
transmissão da dengue podem ser explicadas pela baixa prevalência do vírus até
recentemente, quando houve maior disponibilidade de hospedeiros humanos. O
aumento da concentração humana em ambiente urbano propiciou crescimento
substancial da população viral. As linhagens, que surgiram antes das aglomerações e
movimentações humanas terem início, tinham poucas chances de causar grandes
epidemias e terminavam por falta de hospedeiros susceptíveis [2]. Entretanto, as
alterações ambientais de natureza antrópica têm propiciado o deslocamento e/ou dano à
fauna e flora, bem como o acúmulo de detritos e de recipientes descartáveis.
Paralelamente, as mudanças nas paisagens têm promovido alterações microclimáticas
que parecem ter favorecido algumas espécies vetoras, em detrimento de outras,
oferecendo abrigos e criadouros, bem como a disponibilidade de hospedeiros.[1]

[editar] Epidemiologia

Faixa exposta na UFMG retratando aliança com a prefeitura de Belo


Horizonte contra a dengue.

Aplicando-se o método de estimar taxas de substituição de nucleotídeos para calcular o


tempo de divergência de populações, a partir de dados conhecidos atualmente, estima-se
que os quatro sorotipos do vírus da dengue tenham surgido há cerca de 2.000 anos e que
o rápido aumento da população viral e a explosão da diversidade genética tenham
ocorrido há, aproximadamente, 200 anos, coincidindo com o que conhecemos por
emergência da dengue em registros históricos, a saber:
• Primeira fase: Separação do vírus dos demais flavivírus. Esta
separação pode ter ocorrido há 2000 anos.
• Segunda fase: O vírus tornou-se sustentável na espécie humana. É
provável que fosse, primariamente, silvestre, circulando em macacos
no velho mundo e mudando para doença humana com transmissão
em ambiente urbano, no fim do século XVIII.
• Terceira fase: Em meados da década iniciada em 1950 ocorreram os
primeiros casos notificados da dengue hemorrágica[2].
O impacto dessa doença sobre a população humana é notado, não só pelo desconforto
que causa, como pela perda de vidas, principalmente entre crianças. Na Ásia, é a
segunda causa de internamentos hospitalares de crianças. Há, também, prejuízos
econômicos expressos em gastos com tratamento, hospitalização, controle dos vetores,
absentismo no trabalho e perdas com turismo [2][3].
O ressurgimento da dengue, em escala global, é atribuído a diversos fatores, ainda não
bem conhecidos. Os mais importantes estão relacionados a seguir:
1. as medidas de controle dos vetores de dengue, nos países onde são
endêmicos, são poucas ou inexistentes;
2. o crescimento da população humana com grandes mudanças
demográficas;
3. a expansão e alteração desordenadas do ambiente urbano, com
infraestrutura sanitária deficiente, propiciando o aumento da
densidade da população vetora;
4. o aumento acentuado no intercâmbio comercial entre múltiplos
países e consequente aumento no número de viagens aéreas,
marítimas e fluviais, favorecendo a dispersão dos vetores e dos
agentes infecciosos [2].
Qualquer que seja a causa, o aumento da variabilidade genética do vírus da dengue é
observação que se reveste de extrema importância porque as populações humanas estão
sendo expostas a diversas cepas virais, e algumas podem escapar da proteção
imunológica obtida com a exposição prévia ao sorotipo. Acresce considerar que podem
surgir cepas com patogenicidade e infectividade aumentadas e que populações silvestres
do vírus dengue, geneticamente diferentes, quando introduzidas em populações de
hospedeiros, podem desencadear epidemias. Embora as populações de vírus com
sequências de nucleotídeos conhecidas sejam esparsas, especialmente das populações
africanas, encontraram-se quatro genótipos para o DEN-2 e DEN-3 e dois para o DEN-1
e DEN-4, com diversidade máxima de aminoácidos, de aproximadamente 10% para o
gene E. Mesmo não se dispondo de amostras históricas para se avaliarem as possíveis
alterações genéticas através do tempo, as observações mostram que a variabilidade
genética está aumentando[2].
No entanto, o fator de maior preocupação é que a diversidade genética dos quatro
subtipos de vírus dengue está provavelmente ligada ao crescimento da população
humana, podendo aumentar no futuro. A alta variabilidade genética do vírus pode estar
relacionada com o surgimento de casos graves da doença, causados, possivelmente, pelo
efeito anticorpo-dependente em resposta a populações virais geneticamente diferentes[2].
[editar] Imunologia

O macaco não é reconhecido como reservatório do vírus na América Latina.


Macaco do gênero Saimiri

Quando uma pessoa é contaminada por um dos 4 vírus torna-se imune a todos os tipos
de vírus durante alguns meses e posteriormente mantém-se imune, pelo resto da vida, ao
tipo pelo qual foi contaminado. Se voltar a ter dengue, dessa vez um dos outros 3 tipos
do vírus, há uma probabilidade maior que a doença seja mais grave que a anterior, mas
não é obrigatório que aconteça.
A classificação 1, 2, 3 ou 4 não tem qualquer relação com a gravidade da doença, diz
respeito à ordem da descoberta dos vírus. Cerca de 90% dos casos de dengue
hemorrágica ocorrem em pessoas anteriormente contaminadas por um dos quatro tipos
de vírus.[carece de fontes?]

[editar] Progressão e sintomas


O período de incubação é de três a quinze dias após a picada. Dissemina-se pelo sangue
(viremia). Os sintomas iniciais são inespecíficos como febre alta (normalmente entre
38° e 40 °C) de início abrupto, mal-estar, anorexia (pouco apetite), cefaleias, dores
musculares e nos olhos. No caso da hemorrágica, após a febre baixar pode provocar
gengivorragias e epistáxis (sangramento do nariz), hemorragias internas e coagulação
intravascular disseminada, com danos e enfartes em vários órgãos, que são
potencialmente mortais. Ocorre frequentemente também hepatite e por vezes choque
mortal devido às hemorragias abundantes para cavidades internas do corpo. Há ainda
petéquias (manchas vermelhas na pele), e dores agudas das costas (origem do nome,
doença “quebra-ossos”).
A síndrome de choque hemorrágico da dengue ocorre quando pessoas imunes a um
sorotipo devido a infecção passada já resolvida são infectadas por outro sorotipo. Os
anticorpos produzidos não são específicos suficientemente para neutralizar o novo
sorotipo, mas ligam-se aos virions formando complexos que causam danos endoteliais,
produzindo hemorragias mais perigosas que as da infecção inicial. A febre é o principal
sintoma.

[editar] Sinais de Alerta da Dengue Hemorrágica


• Dor abdominal contínua
• Vômitos persistentes
• Hipotensão postural
• Hipotensão arterial
• Pressão diferencial < 20mmHg (PA convergente)
• Hepatomegalia dolorosa
• Hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena)
• Extremidades frias, cianose
• Pulso rápido e fino
• Agitação e/ou letargia
• Diminuição da diurese
• Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia
• Aumento repentino do hematócrito
• Desconforto respiratório
Pacientes que apresentarem um ou mais dos sinais de alerta, acompanhados de
evidências de hemoconcentração e plaquetopenia, devem ser reidratados e permanecer
sob observação médica até melhora do quadro.

[editar] Diagnóstico
O diagnóstico é feito clinicamente e por meio de exames laboratoriais.
As pessoas em áreas endêmicas que têm sintomas como febre alta devem consultar um
médico para fazer análises sendo que o diagnóstico normalmente é feito por isolamento
viral através de inoculação de soro sanguíneo (IVIS) em culturas celulares ou por
sorologia esse procedimento é essencial para saber se o paciente é portador do vírus da
dengue.
A definição da Organização Mundial de Saúde de febre hemorrágica de dengue tem
sido usada desde 1975. Todos os quatro critérios devem ser preenchidos:[13]
1. Febre
2. Tendência hemorrágica (teste de torniquete positivo, contusões
espontâneas, sangramento da mucosa, vômito de sangue ou diarreia
sanguinolenta)
3. Trombocitopenia (<100.000 plaquetas por mm³)
4. Evidência de vazamento plasmático (hematócrito mais de 20% maior
do que o esperado ou queda no hematócrio de 20% ou mais da linha
de base após fluido IV, derrame pleural, ascite, hipoproteinemia).
[editar] Exame laboratorial
A determinação da doença por exame de laboratório faz-se através de testes sorológicos,
com presença de anticorpos classe IgM (única amostra de soro) ou IgG (aumento de
título em amostras pareadas) ou isolando o agente etiológico, que é o método mais
específico. Estes dois exames são complementares.[14]
[editar] Tratamento
Advertência: A Wikipedia não é um
consultório, nem uma farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de
saúde. As informações aqui contidas não têm caráter
de aconselhamento.

O paciente é aconselhado pelo médico a ficar em repouso e beber líquidos. É importante


então evitar a automedicação, porque pode ser perigosa, já que a prescrição médica
desaconselha usar remédios à base de ácido acetilsalicílico (AAS) ou outros
antinflamatórios não-esteróides (AINEs) normalmente usados para febre, porque eles
facilitam a hemorragia. Contudo, caso o nível de plaquetas desça abaixo do nivel
funcional mínimo (trombocitopenia) justifica-se a transfusão desses elementos e quanto
a outros medicamentos ou vacina para a cura, ainda não existem.

[editar] Prevenção
[editar] Controle do mosquito

Uma armadilha contra o Aedes aegypti, em Poá - SP.


Larvas e pupa do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

O controle é feito basicamente através do combate ao mosquito vetor, principalmente na


fase larvar do inseto. Deve-se evitar o acúmulo de água em possíveis locais de desova
dos mosquitos. Quanto à prevenção individual da doença, aconselha-se o uso de janelas
teladas, além do uso de repelentes.
É importante tratar de todos os lugares onde se encontram as fases imaturas do inseto,
neste caso, a água. O mosquito da dengue coloca seus ovos em lugares com água parada
limpa. Embora na fase larval os insetos estejam na água, os ovos são depositados pela
mãe na parede dos recipientes, aguardando a subida do nível da água para eclodirem.
Pesquisas recentes mostraram que o uso de borra de café nos locais de potencial
proliferação de larvas é extremamente eficiente na aniquilação do mosquito. Cientistas
da UNESP de São José do Rio Preto - Estado de São Paulo, descobriram que a larva do
Mosquito da Dengue pode ser combatido através de borra de café, já utilizada. Apenas
500 microgramas são necessários para matar a larva do mosquito transmissor, sendo
sugerida a utilização de 2 colheres dessa borra para cada meio copo d'água.[15]
Um dos principais problemas no combate ao mosquito é localizá-lo. Atualmente, o
Ministério da Saúde Brasileiro utiliza o Índice Larvário, um método antigo, do início do
século XX, cujas informações são pouco confiáveis e demoradas.
O Ministério da Saúde indica que em algumas regiões brasileiras foi detectada
resistência do mosquito a larvicidas e inseticidas. Por isso, tem crescido a ideia de
utilizar mosquitos transgênicos. A estratégia possui vantagens ecológicas pela
diminuição do uso de inseticidas que costumam afetar outras espécies e prejudicar o
ambiente [16].
Recentemente, cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais desenvolveram um
método de monitoramento do mosquito utilizando armadilhas, produto atraente,
computadores de mão e mapas georeferenciados. O sistema, chamado M.I. Dengue[17],
permite localizar rapidamente mosquitos nas áreas urbanas, permitindo ações de
combate apenas nas áreas afetadas, com aumento da eficiência e economia de recursos.
[editar] Desenvolvimento de vacina
Ainda não há vacinas comercialmente disponíveis para a dengue, mas a comunidade
científica internacional e brasileira está trabalhando firme neste propósito.
A dengue, com quatro vírus identificados até o momento, é um desafio para os
pesquisadores, pois a sua vacina é mais complexa que as demais. É necessário fazer
uma combinação de todos os vírus para que se obtenha um imunizante realmente eficaz
contra a doença.
Pesquisadores da Tailândia estão testando uma vacina para a dengue em 3.000-5.000
voluntarios humanos após terem obtido sucesso em testes com animais e em um
pequeno grupo de voluntários humanos.[18] Diversas outras vacinas candidatas estão
entrando na fase I ou fase II das pesquisas.[19]
O Instituto Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro anunciou que em 2012 estará disponível
uma vacina para os quatro tipos de dengue.[20]

Referências
1. ↑ a b c d e f g Sonia Marta dos Anjos Alves Borges (2001). "Importância
epidemiológica do Aedes Albopictus nas Américas" (PDF). Licenciado
sob a GNU Free Documentation License. Acessado em 19h42min de
13 de Março de 2008 (UTC).
2. ↑ a b c d e f g h i Holmes EC, Bartley LM, Garnet GP. The emergence of
dengue past, present and future In: Krause RM, editor. Emerging
Infectors ; London: Academic Press; 1998. p. 301-25.
3. ↑ a b c d World Health Organization. Dengue haemorragic fever
Diagnosis, Treatment, prevention and control. 2nd edition; Geneva
WHO; 1997.
4. ↑ Gubler DJ, Clark GG. Dengue/dengue hemorrhagic fever: the
emergence of a global health problem. Emerging Infectious Disease
1995; 2(1): 55-7.
5. ↑ Medronho, RA. Geoprocessamento e saúde, uma nova abordagem
do espaço no processo saúde/doença, Rio de Janeiro: Editora
FIOCRUZ/CICT/NECT; 1995.
6. ↑ Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Departamento
de Operações. Coordenação de Controle de Doenças Transmitidas por
Vetores. Manual de dengue: Vigilância Epidemiológica e Atenção ao
Doente, 2ª edição, Brasília (DF); 1996.
7. ↑ Pan American Health Organization, 2001 Jun 14
8. ↑ Fraiha H. Reinfestação do Brasil pelo Aedes aegypti. Considerações
sobre o risco de urbanização do vírus da febre amarela silvestre na
região reinfestada. Rev Inst Med Trop São Paulo 1968; 10(5): 289-94.
9. ↑ Pontes RJS, Ruffino-Netto A. Dengue em localidade urbana da
região sudeste do Brasil: aspectos epidemiológicos. Rev Saúde
Pública 1994; 28(3): 218-27.
10.↑ Costa AIP. Identificação de unidades ambientais urbanas como
condicionantes da ocorrência de Aedes aegypti (Diptera Culicidae) e
de dengue na cidade de São José do Rio Preto, S.P., em 1995. São
Paulo, 1995 {Dissertação de Mestrado - Faculdade de Saúde Pública
da USP}.
11.↑ [1]
12.↑ Número de casos de dengue no País sobe 109% - O Estado de
S.Paulo, 26 de fevereiro de 2010 (visitado em 28-2-2010).
13.↑ Dengue haemorrhagic fever: diagnosis, treatment, prevention and
control. 2nd edition. World Health Organization. Retrieved on 2007-
11-30.
14.↑ Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.
Mobilização contra a Dengue - Orientação para Farmacêuticos 2008
15.↑ Laranja, A. T. e Bicudo H. E. M. C. - O uso da Cafeína e da Borra do
Café no Controle de Aedes aegypti. - 47o. Congresso Nacional de
Genética - Águas de Lindóia - out/2001
16.↑ Mosquito transgênico pode conter dengue - O Estado de S.Paulo, 23
de fevereiro de 2010 (visitado em 23-2-2010).
17.↑ Eiras AE, Resende MC (2008-10-29). Preliminary evaluation of the
Dengue-MI technology for Aedes aegypti monitoring and control
pp.S45-S58. Página visitada em 2009-06-16.
18.↑ Thailand to test Mahidol-developed dengue vaccine prototype.
People's Daily Online (2005-09-05). Página visitada em 2006-10-08.
19.↑ Edelman R (2007). "Dengue vaccines approach the finish line".
Clin. Infect. Dis. 45 Suppl 1: S56–60. DOI:10.1086/518148. PMID
17582571.
20.↑ Vacina contra a dengue: daqui a cinco anos. Qual é a dúvida.

[editar] Bibliografia
• Sonia Marta dos Anjos Alves Borges (2001). "Importância
epidemiológica do Aedes Albopictus nas Américas" (PDF). Licenciado
sob a GNU Free Documentation License. Acessado em 19h42min de
13 de Março de 2008 (UTC).
• Castro MG, Nogueira RMR, Schatzmayr HG, Miagostovich MP,
Lourenço-de-Oliveira R. Dengue vírus detectado, usando reverso
transcriptionpolymerase chain reação na saliva e progeny of
experimentally Aedes albopictus infectado do Brasil. Memórias
Instituto Oswaldo Cruz, 2004,99:809-814.
• Serufo JC, de Oca HM, Tavares VA, Souza AM, Rosa RV, Jamal MC,
Lemos JR, Oliveira MA, Nogueira RM, Schatzmayr HG. Isolação de
dengue vírus tipo 1 de uma larva do Aedes albopictus no Campos
Altos city, Stado de Minas Gerais, Brasil. Memórias Instituto Oswaldo
Cruz, 1993,88:503-4.
• Tauil PL. aspectos cíticos de dengue controladas no Brasil. Cadernos
de Saúde Pública, 2002, 18:867-871.
• Lourenço-de-Oliveira R, Honório NA, Castro MG, Schatzmayr HG,
Miagostovich MP, Alves JCR, Silva WC, Leite PJ and Nogueira RMR.
Dengue Vírus Type 3 Isolation from Aedes aegypti in the municipality
of Nova Iguaçú, State of Rio de Janeiro. 2002; 97:799-800.
• Lourenço-de-Oliveira R, Vazeille M, Bispo AM, Failloux AB. Large
genetic differentiation and low variation in vector competence for
dengue and yellow fever viruses of Aedes albopictus from Brazil, the
United States, and the Cayman Islands. The American journal of
tropical medicine and hygiene, 2003,69:105-114.
• Miller, B. R., M. E. Ballinger. Aedes albopictus mosquitos introduzido
no Brasil: vecter competence por amarelo fever e dengue virús.
transmissão da nobre Sociação do Tropical Medicina e
higiene.1988,82:476-477.
• Nogueira RMR, Miagostovich MP, Schatzmayr HG, Santos FB, Araújo
ESM, Filippis AMB, Souza RV, Zagne SMO, Nicolai C, Baran M, Teixeira
Filho G. Dengue no estado do Rio de Janeiro, Brasil, 1986-1998, Rio
de Janeiro, RJ, Brasil, Memórias Instituto Oswaldo Cruz, 1999,94:297-
304.

[editar] Ver também


• Aedes aegypti
• Associação Eupatorium perfoliatum/Phosphorus/Crotalus horridus -
medicamento homeopático para sintomas da dengue.
• Mosquitérica - A armadilha contra mosquitos.
• Mecanismos de transmissão da dengue
• Vetores de transmissão da dengue

[editar] Ligações externas


• Registros de Dengue no Brasil, Campanhas contra a Dengue e
Prevenção.(em português)
• Site da Dengue – Tudo sobre a dengue
• Programa Nacional de Controle da Dengue – Ministério da Saúde do
Brasil
• Orientações para médicos - Ministério da Saúde do Brasil
• Proteja sua casa da Dengue
• MI Dengue - Método de controle de mosquito da dengue com uso de
armadilhas georeferenciadas
• Sistema de geoprocessamento que permite o controle de vetores e
de notificação de dengue em tempo real pelo gestor.
• Campanha Rio Contra Dengue - Site com informações sobre
prevenção, tratamento e notícias importantes da campanha contra a
dengue no estado do Rio de Janeiro.
• (em inglês)Dengue Virus Net Information site for dengue symptoms,
prevention, treatment, vaccine research and outbreak news.

[Expandir]
v • e

Doenças causadas por


vírus (A80-B34)
IPoliomielite (Post-polio
nsyndrome) - Subacute sclerosing
f
e
c
ç
õ
e
s

panencephalitis - Progressive
v
multifocal leukoencephalopathy -
i
Raiva - Encephalitis lethargica -
r
Lymphocytic choriomeningitis -
a
Tick-borne meningoencephalitis -
i
Tropical spastic paraparesis
s

d
o

S
N
C

FMosquito (Dengue -
eChikungunya - Rift Valley fever -
bFebre amarela - O'nyong'nyong -
rFebre do Oeste do Nilo - Japanese
eEncephalitis - St. Louis
sEncephalitis - Murray Valley
encephalitis - Ross River)
vCarrapato (Crimean-Congo
hemorrhagic fever - Omsk
i
hemorrhagic fever - Kyasanur
r
forest disease - Alkurma -
a
Powassan)
i
s

t
r
a
n
s
p
o
r
t
a
d
a
s

p
o
r

a
r
t
r
ó
p
o
d
e
s

f
e
b
r
e
s

h
e
m
o
r
r
á
g
i
c
a
s
v
i
r
a
i
s

V
í
r
u
s

z
oMenangle - Nipah - BDV Rato
o(Lassa fever - Venezuelan
nhemorrhagic fever - Junin -
óArgentine hemorrhagic fever -
tBolivian hemorrhagic fever -
iPuumala - Andes - Sin Nombre -
cHaantan) Morcego (Australian bat
olyssavirus - Ebola - Marburg
shemorrhagic fever - Mokola -
Duvenhage)
(
V
e
t
o
r
)

IHerpes simples - Varicela -


nHerpes-zóster - Varíola -
fMonkeypox - Sarampo - Rubéola -
eVerruga plantar - Cowpox -
cVaccinia - Molluscum
çcontagiosum - Roséola - Fifth
õdisease - Hand, foot and mouth
edisease - Foot-and-mouth disease
- KSHV
s

v
i
r
a
i
s

c
a
r
a
c
t
e
r
i
z
a
d
a
s

p
o
r

l
e
s
õ
e
s

d
a

p
e
l
e

m
e
m
b
r
a
n
a

m
u
c
o
s
a

H
e
p
a
t
i
t
Hepatite A - Hepatite B - Hepatite
e
C - Hepatite D - Hepatite E -
s
Hepatite G

v
i
r
a
i
s

IGripe aviária - Resfriado -


nMononucleose infecciosa - Gripe -
fSARS - Pneumonia viral - Human
eparainfluenza viruses - RSV -
chMPV
ç
õ
e
s

v
i
r
a
i
s

d
o

s
i
s
t
e
m
a

r
e
s
p
i
r
a
t
ó
r
i
o

SHIV (AIDS, AIDS dementia


ecomplex) - HPV (Verrugas
xgenitais) - Leucemia de células T
udo adulto
a
l
m
e
n
t
e

t
r
a
n
s
m
i
s
s
í
v
e
i
s

G
a
s
t
r
o
e
n
t
eRotavírus - Norovirus - Astrovirus
r- Coronavirus - Adenovirus
i
t
e

v
i
r
a
l

VHTLV (induz leucemia) - VSV


í(oncolytic)
r
u
s

c
â
n
c
e
r

O
u
t
r
a
s

d
o
e
Citomegalovírus - Mumps -
n
Bornholm disease
ç
a
s

v
i
r
a
i
s
Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Dengue"
Categoria: Dengue

Categoria oculta: !Artigos que carecem de notas de rodapé desde Dezembro


de 2008

Ferramentas pessoais
• Funcionalidades novas
• Entrar / criar conta
Espaços nominais
• Página
• Discussão
Variantes
Vistas
• Ler
• Editar
• Ver histórico
Ações
Busca
Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário


Navegação
• Página principal
• Conteúdo destacado
• Eventos atuais
• Esplanada
• Página aleatória
• Portais
Colaboração
• Boas-vindas
• Ajuda
• Página de testes
• Portal comunitário
• Mudanças recentes
• Estaleiro
• Criar página
• Páginas novas
• Contato
• Donativos
Imprimir/exportar
• Criar um livro
• Descarregar como PDF
• Versão para impressão
Ferramentas
• Páginas afluentes
• Alterações relacionadas
• Carregar ficheiro
• Páginas especiais
• Link permanente
• Citar esta página
Noutras línguas
• ‫العربية‬
• Български
• বাংলা
• Català
• Česky
• Dansk
• Deutsch
• ް‫ދިވެހިބަސ‬
• Ελληνικά
• English
• Esperanto
• Español
• ‫فارسی‬
• Suomi
• Français
• ‫עברית‬
• िहनदी
• Hrvatski
• Magyar
• Interlingua
• Bahasa Indonesia
• Italiano
• 日本語
• ಕನನಡ
• 한국어
• മലയാളം
• Bahasa Melayu
• Nederlands
• Norsk (bokmål)
• Polski
• Русский
• Sicilianu
• සිංහල
• Simple English
• Slovenčina
• Српски / Srpski
• Svenska
• தமிழ்
• తలుగు
• ไทย
• ‫اردو‬
• Tiếng Việt
• 中文
• Bân-lâm-gú
• Esta página foi modificada pela última vez às 00h59min de 25 de
agosto de 2010.
• Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição-
Compartilhamento pela mesma Licença 3.0 Unported (CC-BY-SA);
pode estar sujeito a condições adicionais. Consulte as Condições de
Uso para mais detalhes.