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Intensivo Damásio 2015

Matéria: Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA

Professor- Guilherme Madeira

AULA 1 - 14/04/2015

ESTATATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

ECA – LEI 8069/90

CONCEITO: Criança é a pessoa até 12 anos incompleto e adolescente é


a pessoa entre 12 a 18 anos. – Artigo 2º da lei.

Parágrafo único, aplicação do ECA para maiores de 18 e menores de 21:


Caráter excepcional; expressa previsão legal.

DICA: Se na prova perguntar se o Código Civil revogou o ECA, está


correto para FGV.

DIREITO A VIDA, A SAÚDE:

Artigo 8º a 10º, ECA.

Os documentos relativos aos partos devem ficar arquivados por 18 anos


(incidência).

Estado puerperal a mãe necessita de auxilio psicológico, chamado de


depressão pós parto.

A mãe ou a gestante tem direito ao atendimento psicológico com forma


de atenuar as conseqüências do estado puerperal. Ainda que deseje
entregar o filho para adoção.

Há decreto ao alojamento conjunto para mãe e o bebe.

Deve haver identificação plantar e digital do bebe e digital da mãe,


identificação mínima (a pulseira da maternidade é invenção de moda).

DIREITO A LIBERDADE:

Artigo 16º, ECA.

I – ir, vir e estar nos logradores público e espaço comunitários,


ressalvadas as restrições legais.

PROIBIÇÃO DO ECA:

Artigo 77 a 82 + 250, ECA.


a) Crime vender álcool para menores de 18 anos.
b) Criança e adolescente não podem ir para hotel; motel; pensão;
congênere. SALVO acompanhado dos pais ou responsável; se
houver autorização por escrito pelos pais ou responsáveis; se
houver autorização judicial.
CONSEQUENCIA: Infração administrativa. Exemplo: Fechar
hotel/motel.
c) Criança e adolescente não podem comprar bilhete de loteria ou
similares.
d) Locais que explorem comercialmente jogos de bilhar (sinuca) não
podem ser freqüentados por criança ou adolescentes, nem mesmo
com autorização dos pais.
OBS: Lan House depende de regulamentação do juiz da infância
local.
e) Não podem ser vendidos jogos de artifício, SALVO se reduzido
potencial lesivo, não causando dano em caso de uso inadequado.

AUTORIZAÇÃO PARA VIAJAR:

Artigo 83 e 84, ECA.

VIAGEM NACIONAL:

a) Adolescente não precisa de autorização para viajar.


b) Criança precisa de autorização para viajar, SALVO com
autorização judicial (prazo de 2 anos); acompanhado dos
ascendentes (comprovar através de documento); acompanhado
com colateral maior até 3º grau; autorização por escrito dos pais
ou responsável (sem necessário reconhecer firma); comarca
contígua (vizinha) na mesma unidade da federação.

VIAGEM INTERNACIONAL:

Criança e adolescente não podem viajar sem autorização judicial,


SALVO se estiver acompanhado de ambos os pais ou acompanhados de
um dele com autorização por escrito do outro com reconhecimento de
firma.

FAMLIA

MODALIDADES DE FAMÍLIA:

a) Família natural: formada por pais ou qualquer deles e seus


descendentes.
REGRA: crescer no meio natural. – Artigo 25, ECA.
b) Família extensa ou ampliada: é o parente próximo que tenha
afinidade, afetividade e convivência. – Artigo 25, parágrafo único,
ECA. Exemplo: aquele tio que você adora e tem os requisitos
citados.
OBS: Qual a importância deste conceito? Está família tem
preferência na adoção do membro familiar.
c) Família substituta: Há três modalidades: (I) Tutela; (II) Guarda;
(III) Adoção.
REGRA: (Artigo 28, ECA) Se for maior de 12 anos é
imprescindível o consentimento da pessoa colhido em audiência.
Se for menor de 12 anos será ouvido sempre que possível.
IRMÃOS devem ficar preferencialmente juntos, SALVO motivos
justificado que autorize a separação.

TUTELA: pressupõe a suspensão ou destituição do poder familiar.

GUARDA: gera direitos previdenciários e deveres: material; educacional;


moral. – Artigo 33, ECA.

ADOÇÃO:

IDADE PARA ADOTANTE: Maior de 18 anos e com 16 anos de diferença


do adotante ao adotado. – Artigo 42, ECA.

VEDAÇÕES:

a) Não pode adotar por procuração. – Artigo 39, § 1º, ECA.


b) Irmão não podem se adotar. - Artigo 42, § 1º, ECA.
c) Ascendente não pode adotar descendente. - Artigo 42, § 1º, ECA.

CONSENTIMENTO DOS PAIS BIOLÓGICOS:

REGRA: Os pais devem consentir. O consentimento pode ser retirado


até a sentença constitutiva de adoção. OBS: A gestante não pode “dar” o
filho, o consentimento só é válido após o nascimento.

EXCEÇÃO: Pais desconhecidos e pais destituídos do poder familiar.

MODALIDADES DE ADOÇÃO:

a) Adoção conjunta: Artigo 42, § 2º, ECA – DUAS pessoas só podem


adotar conjuntamente se forem casadas ou se viverem em união
estável. OBS: Namorados não podem adotar.
b) Adoção unilateral: Artigo 41, § 1º, ECA – Adoção feita pelo
padrasto ou madrasta. O pai biológico tem que consentir ou ser
destituído do poder por algum motivo, caso contrário se ele não
consentir e não tiver motivo para ser desconstituído não há
adoção.
c) Adoção póstuma/ “post matem”: Artigo 42, § 6º, ECA – É a
adoção que ocorre quando o adotante falece no curso da adoção.
Terá continuidade se ficou claro o desejo de adotar. O professor
chama de adoção do “cara azarado”, no meio da adoção falece.
d) Adoção internacional: Artigo 41, ECA – Ocorre quando o adotante
é domiciliado ou residente fora do Brasil. LEMBRE-SE: A adoção
nacional tem preferência sobre a internacional. Logo, o brasileiro
tem preferência na adoção internacional, por exemplo, Angelina e
Gisele, a Gisele tem preferência.

ADOTADO = NASCE de novo.

AULA 2 - 28/04/2015

Intensivo Damásio 2015

Matéria: Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA

Professor: Paulo Henrique| @ph_prof

ATO INFRACIONAL

Artigo 103, ECA

É a conduta que, praticada por criança ou adolescente, é definido em lei


ou crime, ou contravenção penal.

PRATICADO POR UMA CRIANÇA: Só pode receber medida de proteção.


Não tem caráter de sanção. – Artigo 101, ECA.

As crianças nunca se sujeitam as medidas socioeducativas (que estão


na sanção do ECA).

OBS: As crianças não respondem por nada, mesmo cometendo um ato


grave.

Criança é encaminha para o CONSELHO TUTELAR mesmo em


flagrante. – Artigo 136, inciso I.

PRATICADO POR UM ADOLESCENTE: O adolescente pode receber


quaisquer das duas medidas: de proteção e socioeducativas. (artigo 112,
ECA).

OBS: Sócioeducativas somente adolescente que tenha praticado ato


infracional, responde por um.
Adolescente encaminha para autoridade policial, mesmo em flagrante. –
Artigo 172.

ATENÇÃO: O que importa é identificar a idade ao tempo da conduta


(ação ou omissão) em que ocorrer. Adotou-se a teoria da atividade. –
Artigo 104, parágrafo único, ECA.

SOCIOEDUCATIVAS – Artigo 112

1) ADVERTENCIA (Artigo 115, ECA): Manifestação moral. Exemplo:


alunos de 16 anos jogando bola de futebol, um xinga ao outro,
comentando injuria. Neste caso, recebe uma advertência
proporcional.

2) REPARAÇÃO DO DANO: Configura sanção pelo ato infracional


praticado.
Existem três formas de o adolescente promover a reparação do
dano:
1) RESSARCIMENTO;
2) RESTITUIÇÃO DA COISA: devolver o bem intacto;
3) DE OUTRA FORMA COMPENSAR O PREJUIZO: Quando
possível a possibilidade para este. Por exemplo: com o valor do
serviço, reparar o dano, porem a vitima deve concordar com o
mesmo.
3) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS A COMUNIDADE: Artigo 117, ECA.
Aplica-se de forma direta no máximo se SEIS meses. OBS: Com
jornada semanal de 8 horas por máximo de seis meses.
4) LIBERDADE ASSISTIDA: Artigo, 118 e 119, ECA. Assistência ou
orientação, o juiz nomeia uma assistente social que trabalha na
unidade de assistência da medida. Por exemplo: vai visitar o
adolescente em casa, a freqüência e aproveitamento escolar,
tentam colocá-lo no caminho correto. No prazo minimamente de
SEIS mesmo. ATENÇÃO: Na liberdade assistida e no MINIMO
SEIS meses.
OBS: Essas quatro juntas são consideradas medidas em meio
ABERTO.
5) SIMILIBERDADE: Artigo 120, ECA. Parte do dia em liberdade. O
adolescente permanece solto durante o dia para estudar e
trabalhar, recolhendo-se na entidade durante a noite e finais de
semana.
6) INTERNAÇÃO: Artigo a 121 a 124. Internação casa da FEBEM. A
internação priva totalmente a liberdade.
OBS: A SEMILIBERDADE e INTERNAÇÃO são consideradas
privativas de liberdade.
ATENÇÃO: Podendo ser aplicada além dos 18 anos ate os 21
anos de idade. Considera-se internação compulsória, liberação
compulsória, ou seja, deve liberar compulsoriamente a medida
sócioeducativa ao completar-se os 21 anos de idade. – Artigo 121
OBS: Quem continuar internado após os 21 anos será o juiz do
Civil que ira obrigar esta internação e não da Infância (ECA), por
exemplo, por tratamento psiquiátrico que não tem prazo.
OBS: Aos 21 anos de idade a liberação é compulsória e aquele
para que estiver internado, se FORAGIDO ocorrera a denominada
PRESCRICAO ETARIA, que e por idade, não por decurso do
tempo,

O juiz do ECA que decide se extingue ou deixa suspenso o processo


interposto pelo ECA ate os 21 anos ou se este encaminha para o juiz da
área penal. Solto no penal, continua com a socioeducativa, não sendo
absolvido cumpre-se o processo penal instaurado. – Artigo 45, parágrafo
segundo da Lei do SINASE (Sistema Nacional de atendimento
socioeducativa).

INTERNAÇÃO E SEMILIBERDADE

Na sentença a internação é feita sem prazo determinado, CUIDADO com


isso, por ser o oposto penal. – Artigo 1121, parágrafo 2.

No cumprimento deve-se fazer uma reavaliação a cada no máximo seis


meses. OBS: Nessa realização o juiz pode achar necessário ou
desnecessário a internação ainda, já cumprindo a finalidade, no entanto
pode liberá-lo seis mesmo depois.

1) LIBERAÇÃO (extinção);
2) SUBSTITUIR A INTERNAÇÃO por outra medida mais branda. Na
pratica, por exemplo, é comum tirar da internação e colocar na
liberdade assistida, testá-lo por mais um tempo, podendo
extinguir após seis meses se necessário, ou não;
OBS: O adulto progride o regime, o adolescente progride a medida
socioeducativa;
3) MANUTENÇÃO DA MEDIDA mantém internado, pode ir
mantendo a reavaliação por no máximo 3 anos (teto da medida
por manutenção da reavaliação, tempo de cumprimento.
LEMBRANDO que isto pode ocorrer ate os 21 anos de idade).
Artigo 121, parágrafo 3.
OBS: Chegando aos três anos, não poderá manter, precisara
substituir por outra mais branda ou liberar, pois três anos é o
limite da mesma medida.
RESUMO DOS PRAZOS:

As medidas socioeducativas de internação e semiliberdade dão


aplicadas, na sentença, sem prazo determinado, devendo a sua
necessidade, ser reavaliada a cada no máximo seis meses. Por ocasião
da reavaliação, a medida pode ser mantida sucessivamente, ate o limite
total de três anos (desde que não complete 21 anos antes disto).

ATENÇÃO: As medidas socioeducativas são de livre escolha pelo juiz


(aplicadas de acordo com o caso concreto), sendo a internação a única
delas sujeita a cabimento taxativo.

INTERNAÇÃO – CABIMENTO TAXATIVO

Artigo 122, ECA.

Quando possível a aplicação no caso concreto, são três hipóteses, são


elas:

I) COM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA A PESSOA;


OBS: Independente de praticado apenas um crime, no caso,
este crime, já pode internar.
(?) E se for trafico de drogas? No ECA o que interesse e se tem
violência ou grave ameaça a pessoa, por mais que para o adulto
seja um crime equiparado hediondo, não há os requisitos
previstos no inciso I. Logo, não poderá haver a internação. –
Sumula 492, STJ.
II) CONFIGURADA REITERAÇÃO DE ATOS GRAVES: a partir do
segundo pode cogitar de reiteração, daí sim, poderá internar a
partir do segundo, por configurar reintegração de atos graves;

A internação é excepcional, mesmo podendo ser aplicada, diversas


vezes a outras medidas mais brandas ao caso, sendo esta aplicada,

O ato figurar no rol do artigo 122 significa apenas possibilidade de


aplicar a internação, mas deve ainda ser avaliada a sua necessidade
no caso concreto, por ser tratar de medida excepcional. – Artigo 122,
parágrafo 2.

ATENÇÃO: Pode-se dizer que para o ECA seria grave o que é


reclusão.

São nessas que se aplica sem prazo e que ele pode cumprir no prazo
de três anos.
III) DESCUMPRIMENTO REITERADO (PELO MENOS DOIS) E
INJUSTIFICÁVEL DE OUTRA MEDIDA ANTERIORMENTE
APLICADA.
Na sentença aplicou outra medida mais branda, por exemplo,
de liberdade assistida (mínimo de seis meses), ao decorrer
desta medida ele começa a descumprir. Logo, o assistente
comunica ao juiz e para ‘convencê-lo a cumprir a medida
aplicada’, aplica uma mais branda e rigorosa, por exemplo,
internar um pouquinho e depois voltar para a liberdade
assistida. Limite de três meses.
CHAMADA DE INTERNAÇÃO SANÇÃO ou REGRESSAO - > sai
de uma mais branda e vai para uma mais severa no limite de 3
meses. Objetivo de convencê-lo a cumprir a sanção já aplicada
que o adolescente veio descumprindo.

A aplicação da INTERNAÇÃO SANÇÃO deve ser precedida da oitiva do


adolescente, ou seja, deve-se ouvi-lo primeiro para que se aplicada a
sanção, ate mesmo dando uma oportunidade de justificativa do
descumprimento. Logo, se justificada não é aplicada a sanção, - sumula
265 STJ.

(?) Posso aplicar a internação antes da sentença, como se fosse à prisão


preventiva do adulto? Pode. Porém o ECA chama de internação
provisória.

OBS FINAL: A internação pode ser aplicada antes da sentença: trata-se


da denominada internação provisória, cujo limite e de 45 dias (artigo
140, ECA). Passando este prazo, deve liberá-lo e aguardar a sentença.
Prazo INTERROGAVEL.