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SECTOR: INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Panorama 2010

Políticas Públicas para infância e adolescência

Criança, prioridade absoluta em Cabo Verde

As políticas públicas para atender ao sector da infância e adolescência em


Cabo Verde são multi-sectoriais e transversais aos diversos ministérios. Isto
porque as crianças e adolescentes são prioridade absoluta e representam boa
parte da população: dos 0-4 anos são 11,9%, dos 5-14 são 23,53% e ainda
uma percentagem significativa da faixa etária dos 15-49 anos.

A Política de Protecção da Criança e do Adolescente, sobretudo no que


concerne à Protecção Legal, vem sendo desenvolvida desde a Independência
Nacional, em 1975.

Podemos destacar dois momentos de grande relevância desde essa época: a


criação do Instituto Cabo-verdiano de Menores, ICM, em 1982, pelo Decreto-lei
N° 89/82, e a ratificação da Convenção dos Direitos da Criança, CDC, em
1991. Este é um tratado que visa a Protecção de Crianças e Adolescentes,
aprovada pela Resolução 44/25 da Assembleia Geral das Nações Unidas, a 20
de Novembro de 1989.

As áreas de intervenção da Política de Atenção Integral à Infância e


Adolescência são as seguintes:

1.Educação

“Promoção das condições básicas de Educação e a escolaridade mínima


garantida”

A generalização do Ensino Básico Integrado (EBI) e a expansão do Ensino


Secundário (ES) são os pontos de destaque. A Lei de Bases do Sistema
Educativo cabo-verdiano compreende:

- Educação Pré-escolar (encorpada por uma política integrada da pequena


infância e dispondo de um quadro de agentes educativos com formação
especifica)
- Educação Escolar - que se desenvolve sequencialmente em três níveis:
Ensino básico, Secundário (6 a 8 anos de escolaridade mínima obrigatória e de
carácter gratuito)

- Ensino superior,

- Educação Extra-escolar.

Subsistemas 1975/76 1990/91 2000/2001 2008/2009

E. Pré-Escolar -------- 203 384 492

E. Básico 33 370 418 420

E.S 3 8 29 44

E.M ------- 2 3 3

E.S -------- --------- 4 10

Quadro 1 – Números de Jardins e Escolas

Subsistem 1990/91 2000/2001 2008/2009


as
E. Pré- 12.464 19.810 22.191
Escolar
E. Básico 69.823 90.640 73.264
E.S 9.071 44.748 53.181
E.M ---------- 518 854
E.S ---------- 717 8.467

Quadro 2 – População Estudantil


Para promover o incentivo à escolaridade obrigatória, à promoção do sucesso
escolar e o estímulo aos estudantes que manifestam maior interesse e
capacidades para o prosseguir os estudos, cria-se pelo decreto nº 139/83, de
31 de Dezembro, o Instituto Cabo-verdiano de Acção Social Escolar
(ICASE), que assegura:

- o apoio social escolar a alunos e estudantes nos diferentes níveis de ensino,


particularmente aqueles provenientes de famílias carenciadas;

- o Programa de Cantina Escolar que serve diariamente uma refeição quente


às crianças do Pré-escolar e do EBI;

- a implementação de um Programa de Saúde Escolar;

- o reforço do programa de pagamento de transporte escolar, a atribuição de


subsídios e bolsas de estudo a estudantes do Ensino Superior;

- o pagamento de propinas escolares e acesso a lares de estudantes;

- a distribuição anual de milhares de kits escolares, etc.

O Instituto de Emprego e Formação Profissional

Intimamente ligado à Educação, o IEFP tem como finalidade a promoção do


emprego e fomentar a formação profissional, facilitando o acesso dos jovens ao
primeiro emprego e disponibilizar-lhes formação para o desenvolvimento de
alguma actividade.

É uma alternativa abrangente e integradora, susceptível de dar respostas às


necessidades do país e às expectativas dos jovens e da sociedade no geral.

2.Saúde

As diversas reformas no sistema de Saúde também atendem às necessidades


das crianças e adolescentes. Os recentes investimentos nos Centros de Saúde
em todo o país são prova disso: o acesso aos serviços de Saúde está muito
mais facilitado e a rede física dos Centros está muito mais próxima dos utentes.

Desde a Independência que se desenvolveu o programa de Planeamento


Materno Infantil, PMI, e sucessivas e frequentes campanhas de vacinação,
investimentos na formação específica dos recursos humanos ligados à Saúde,
entre outros. Tudo isso tem reflexos na qualidade de vida e na longevidade dos
cabo-verdianos que, de acordo com dados de 2008, vivem em média 72,5 anos
(68,5 para os homens; 76,3 para as mulheres).

Temos ainda investimentos nos domínios da Cultura (festivais de pequenos


cantores e dançarinos), Desporto (jogos escolares) e Lazer (espaços físicos).

Noutros domínios temos: as Medidas Sócio Educativas (Ministério da Justiça e


Ministério da Família), o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Protecção
Contra a Violação Sexual, a Protecção Contra o Trabalho Infantil (ratificação da
convenção 138º da OIT), o Programa de Famílias de Acolhimentos/Substitutas,
a criação de Centros de Emergência Infantil e de Protecção e Reinserção
Social, o Direito à Participação das Crianças e Adolescentes (Parlamento
Infanto-Juvenil), entre outros.

Protecção Legal

Tanto a Constituição da República como as leis ordinárias contemplam um


conjunto de dispositivos legais destinados à protecção da Criança e do
Adolescente.

Quanto ao Direito Internacional, Cabo Verde aderiu à Convenção sobre os


Direitos da Criança que entrou no ordenamento jurídico interno com a Lei nº
28/IV/91 de 30 de Dezembro. Os seus dispositivos foram transpostos para a
legislação interna através do Código da Família e Código de Menores, hoje
absorvidos pelo Código Civil, e também do Código Penal.

Em 1993 Cabo Verde aprovou a adesão à Carta Africana dos Direitos e do


Bem-estar da Criança através da Resolução n.º 32/IV/93 de 19 de Julho. Em
2002, através da Resolução n.º 39/VI/2002 de 29 de Abril aprova o Protocolo
Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de
Crianças, Prostituição e pornografia Infantis.

Está também ratificada a Convenção 138º da Organização Internacional do


Trabalho, sobre a Idade Mínima para Admissão ao Emprego. Recentemente foi
ratificada a CONVENÇÃO DE HAIA - Convenção relativa à Protecção das
crianças - cooperação em matéria de adopção internacional, através da
Resolução nº 05/VII/2009,BO nº 26 de 29 de Junho 2009.

Os instrumentos nacionais

- Constituição da República: estabelece que compete ao Estado, à Família e


à Comunidade a responsabilidade pela Educação e Protecção das Crianças
- Código Penal, aprovado pelo Decreto - Legislativo n.° 4/2003 de 18 de
Novembro e que entrou em vigor no dia 1 de Julho de 2004, comporta um
conjunto de disposições sobre a problemática do abuso Sexual de Menores

- Código Civil: é outro instrumento interno com um conjunto de disposições


sobre a Protecção da Criança

- Código Laboral Cabo-verdiano: assemelha aos princípios da Convenção n.º


138 da OIT/ idade mínima de admissão ao emprego

- Medidas sócio-educativas (Decreto Legislativo n.º 02/2006): Jovens em


Conflito com a Lei. As medidas tutelares sócio-educativas visam a educação do
menor para o direito à sua inserção, de forma digna e responsável, na vida em
comunidade. Só se pode aplicar medida tutelar sócio-educativa ao menor que
seja agente de um facto qualificado pela lei como crime, e passível de medida
tutelar por lei anterior ao momento da sua prática.

- Orientações expressas no Plano Nacional do Desenvolvimento – PND: o


Governo e iniciou em 2004 um processo de Reforma Legal e Institucional em
Matéria de Infância e Adolescência, através da resolução do Conselho de
Ministro de nº 5/2005, de 28 de Fevereiro de 2005, coordenada pelo Ministério
da Justiça e pelo MTFSS.

Objectivo: Consolidar a legislação concernente às crianças, adequando-a à


nova abordagem, consubstanciada na Constituição da República de 1992 e na
Convenção dos Direitos da Criança, bem como, na Carta Africana dos Direitos
e do Bem-Estar da Criança.

Protecção Social

O Instituto Cabo-verdiano de Menores que, em 2006, passou a designar-se


Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente – ICCA, constituiu um
importante passo na consolidação da Política de Protecção Integral dos
Direitos da Criança e do Adolescente.

Competências:

- Contribuir para a formulação de uma política de atendimento aos direitos da


criança e do adolescente;

- Decretar medidas de protecção, assistência e educação relativamente aos


menores em situação de risco;

- Programar, supervisionar, coordenar e executar actividades e projectos de


protecção da criança e do adolescente em situação de risco;
- Promover acções de prevenção que visem sensibilizar e mobilizar a
comunidade para a problemática das crianças e dos adolescentes e defender
os seus interesses;

- Supervisionar as instituições de atendimento a crianças e o adolescente;

- Coordenar e promover o desenvolvimento da cooperação nacional e


internacional no domínio da defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente;

- Promover estudos a nível nacional sobre a situação da Infância e


adolescência;

O ICCA tem a sua sede na cidade da Praia, e 5 Delegações espalhadas pelas


ilhas de São Vicente, Sal, Fogo e Santo Antão e ainda uma no Concelho de
Santa Catarina de Santiago.

Para além disso existem ainda 17 Comités Municipais de Defesa dos Direitos
da Criança e do Adolescente, parceria entre o ICCA, o Ministério da Educação
e Desporto, as Câmaras Municipais, as Delegacias de Saúde, a Polícia
Nacional, os Tribunais e Procuradoria da República.

Programas e Projectos Chaves do ICCA

1. Programa de Emergência Infantil

Atendimento de emergência diária e garantia de protecção 24 horas por dia, 7


dias por semana, através dos Centros de Emergência Infantil da Praia e do
Mindelo. Atende crianças vítimas de abuso e exploração sexual, maus-tratos,
negligencia e abandono, etc.

2.O Projecto Disque Denúncia – Linha Grátis 800 10 20

Oferece um serviço de pronto atendimento no sentido de buscar alternativas de


intervenção nas circunstâncias de violação de direitos que apresentem situação
de ameaça ou perigo, envolvendo criança ou adolescente.

3.Programa Família Substituta / de Acolhimento

Criação de redes de famílias substitutas/ de acolhimento que garantem


protecção imediata às crianças em situação de alto risco.
4. Programa Protecção e Reinserção Social/Centros de Acolhimento

Garante protecção e segurança à criança, em situação de risco e alto risco, em


espaço de acolhimento, facilitadores da sua posterior integração escolar, sócio-
familiar e/ou profissional.

No domínio da Protecção e Reinserção Social existe o Centro de Reinserção


Social Lém-Cachorro (Praia), o Centro Juvenil dos Picos (Concelho de São
Salvador do Mundo), o Centro Juvenil da Assomada (feminino, em Santa
Catarina), o Centro Juvenil de Chão de Matias (Sal) e o Centro Nhô Djunga
(São Vicente).

5. Programa Educação em Ambiente Aberto

“Apoio às Crianças em Situação de Rua e Respectivas Famílias” com intuito


de garantir a Protecção e o exercício efectivo dos Direitos das Crianças e
Adolescentes em situação de Risco.

Objectivos:

- Garantir a Educação Escolar de Crianças e Adolescentes;

- Apoiar com material escolar, propinas, passes escolares, etc.

- Encaminhar os jovens para a Formação Profissional;

- Proporcionar aos adolescentes em situação de rua a possibilidade de


continuar a formação escolar ou de uma formação profissional;

6. Projecto “Nôs Kaza”: Criança Fora da Rua, Dentro da Escola.

Objectivo principal: realização de uma acção positiva na vida das crianças e


dos adolescentes, colocando-os a salvo de situações de riscos tais como,
exclusão social, exploração comercial, uso de substâncias psico-activas,
gravidez precoce, violência física, psicológico e sexual, trabalho infantil, entre
outros, nomeadamente os que vivem em situação de rua.

Estudos e Pesquisas

Para definir melhor as políticas públicas foram realizados os seguintes estudos


e pesquisas:

- Estudo sobre a problemática das crianças sem registo de nascimento em


Cabo Verde (ICCA)
- Estudo sobre a violência e abuso sexual praticados contra crianças (ICCA) –
Após 5 anos está a ser actualizado

- Estudo da situação de vulnerabilidade das crianças em situação de rua face


às IST/VIH/SIDA (ICCA)

- Estudo sobre a situação do trabalho infantil em Cabo Verde (ICCA)

- Estudo sobre a Violência Baseada no Género (ICIEG)

- Estudo sobre a Saúde Escolar (Ministério da Educação, ICASE)

- Estudo sobre o Comportamento Saudável das Crianças em Idade Escolar


(Associação Zé Moniz)

- Estudo sobre a saúde sexual e reprodutiva dos jovens das escolas


secundárias de Santiago (Ministério da Saúde, GTZ)

- Estudo sobre a Situação Sócio-Económica dos Órfãos em Cabo Verde (ICS/


CCS-SIDA);

- Inquérito sobre a prevalência das parasitas intestinais nas escolas primárias e


jardins infantis de Cabo Verde (MS, ICASE)

- Realização do Inquérito Demográfico da Saúde Reprodutiva (IDSR-II).

Outras Instituições

No domínio da Protecção destaca-se ainda o trabalho desenvolvido pela:

- Direcção Geral de Solidariedade Social

Departamento do Ministério do Trabalho, Família e Solidariedade Social


encarregue de orientar e assegurar o acompanhamento e avaliação da
execução das medidas de políticas sociais definidas pelo Governo em matéria
de protecção, integração e inserção sociais, em estreita articulação com os
organismos públicos e privados e as organizações da sociedade civil que
actuam na área da Protecção Social

- Fundação Cabo-verdiana de Solidariedade, FCS

A FCS é uma instituição de cariz social e educacional que ao longo da sua


existência tem dedicado à promoção de acções de combate a situações de
pobreza, principalmente nas camadas mais desfavorecidas da sociedade.
Nesse sentido, vários têm sido os projectos levados a cabo, nas diversas áreas
de actuação, nomeadamente a pequena infância, mulheres chefes de família e
em situação de vulnerabilidade, jovens e adolescentes em situação de risco,
órfãos, repatriados e idosos.

- Comissão Nacional Para os Direitos Humanos e Cidadania

Trata-se de um organismo com competência nas várias áreas respeitantes aos


Direitos Humanos, à Cidadania e ao Direito Internacional Humanitário.
Apresenta-se como “órgão consultivo e de monitoramento das políticas
públicas nesses domínios”, devendo, nesse sentido, “funcionar também como
uma instância de vigilância, alerta precoce de investigação em matéria de
Direitos Humanos e Direito Internacional Humanitário”.

- Programa Nacional de Luta contra a Pobreza – PNLP

Entre outras atribuições, trabalha com grupos de jovens fora do mercado de


trabalho, mães chefes de família e outras situações que põe em causa o
desenvolvimento económico do País.

Programas de Protecção e Integração das Famílias

- Programa de apoio a órfãos e outras crianças em situação de vulnerabilidade

- Programa de atendimento às pessoas vivendo com HIV/SIDA;

- Programa de Promoção e Apoio às iniciativas de desenvolvimento


comunitário

ONGs que actuam no sector, com as quais o Ministério do Trabalho, Família


e Solidariedade Social trabalha em parceria estreita:

Existem várias ONG´s que operam na promoção da melhoria das condições de


vida das crianças e adolescentes:

- Fundação Infância Feliz – Praia

- Associação para as Crianças Desfavorecidas – ACRIDES – Praia

- Associação de Chã de Matias – Sal

- Associação de Solidariedade e Desenvolvimento Zé Moniz , AZM – Praia

- Associação de Apoio ao Desenvolvimento e à Integração da Criança


Deficiente, AADICD – Praia
- Associação para os Direitos das Crianças e da Família – São Vicente

- Fundação Padre Luís Allaz – Santa Catarina de Santiago

- Operação Carinho – São Vicente

- Caritas de Cabo Verde – Nacional

- Associação de Escoteiros – Nacional

- Escola de Preparação Integral de Futebol, EPIF – Praia