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ESTADO DE RONDÔNIA

SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA, DEFESA E CIDADANIA


CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
COORDENADORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS

COLETÂNEA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E


PÂNICO DO ESTADO DE RONDÔNIA

(Lei n. 3.924 de 17/10/2016 - Decreto n. 21. 425 de 29/11/2016 - Instruções Técnicas)


COMANDANTE GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS
CEL BM Felipe Santiago Chianca Pimentel

SUBCOMANDANTE DO CORPO DE BOMBEIROS


CEL BM Demargli da Costa Farias

CHEFE DO ESTADO MAIOR GERAL


CEL BM Gilvander Gregório de Lima

COORDENADOR DE ATIVIDADES TÉCNICAS


TCEL BM Martins Moreira Barbosa

EQUIPE DE ELABORAÇÃO
TCEL BM Nivaldo de Azevedo Ferreira
CAP BM Francisco Pinto Andrade Junior
1º TEN BM Odoni Savegnago Lopes
1º TEN BM José Aparecido dos Santos
2º TEN BM Sérgio Felipe Furukawa
1º SGT BM Alesandra Paula Ferreira
1º SGT BM Daniele Cristian de Melo Garret
1º SGT BM Michel Alexandre Pontes
1º SGT BM Jaqueline Rodrigues Araújo
1º SGT BM Alexandre Trajano dos Santos Ferreira
2º SGT BM Ronaldo Silva Moitinho
2º SGT BM Vaniu Barros Cavalcante Júnior
2º SGT BM Jaques Rodrigues
3º SGT BM Cézar Pacheco Farias
3º SGT BM Alex Nilo Oliveira dos Santos
3º SGT BM Fábio Martins de Paula
3º SGT BM Pierry Louys Gobbi
3º SGT BM Eliel Soares Caetano
3º SGT BM Eduardo Bergamachi Hermann
CB BM Leandro Belo de Freitas
CB BM Arthur Batista Dantas Leite
CB BM Hebson Alvino Soares
CB BM Wagner Barbosa Dos Santos

EQUIPE DE FORMATAÇÃO
CAP BM Luiz Eduardo Oliveira Firmino
CAP BM Jeferson Marques de Oliveira
CAP BM Hélvio Ferreira Martins
CAP BM Mário Vergotti
1º TEN BM RE 0188-4 Annelsandre Rodrigues da Costa
1º SGT BM Jaquesson Rocha Leite
3º SGT BM Joao Bosco Gonçalves do Nascimento
CB BM Cleidson Bruno de Abreu Coelho Barreto
CB BM Jailton Pinto Pinheiro
CB BM Luciano Almeida de Menezes

APOIO
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia – CREA/RO
Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Rondônia – CAU/RO
APRESENTAÇÃO

APRESENTAÇÃO

Fruto da crescente necessidade de atualização das Atividades Técnicas exercidas pelo


Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia (CBMRO) e visando oferecer maior eficiência
na tramitação dos Projetos de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PPCIP) e da concessão dos
Autos de Vistorias Contra Incêndio e Pânico – AVCIP das edificações, os procedimentos e
exigência relacionados a este tema obedece a uma nova legislação.
Seguindo uma tendência nacional relacionada aos requisitos de segurança este coletânea
apresenta o trabalho realizado desde as especificidades da Lei 3.924 de 17 de outubro de 2016
que dispõe sobre normas de segurança contra incêndio e evacuação de pessoas e bens no Estado
de Rondônia, publicada no Diário Oficial do Estado n. 194 e regulamentada por meio do Decreto n.
21.425 de 29 de novembro de 2016, publicado no Diário Oficial do Estado n. 221. Logo após estas
publicações foram montadas comissões para elaboração de Instruções Técnicas que seriam
aplicadas em nosso Estado com base nas Instruções Técnicas de outras corporações dos Estados
da federação em especial o CBMGO.
Desde então equipes de bombeiros vistoriantes e analistas de projeto do CBMRO foram
qualificadas por meio de parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás que
disponibilizou oficiais para realizar o Curso de Inspeção em Edificações e Área de Risco (CIEAR)
e o Cursos de Análise de Projeto em Edificações e Área de Risco (CAPIEAR), realizados no período
de 07 de novembro a 09 de dezembro de 2016.
A partir de então foram iniciados processos de atualização da legislação em todo o Estado
por equipes constituída por profissionais do CBMRO com o apoio do Conselho Regional de
Engenharia e Arquitetura – CREA/RO e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU/RO, onde
foram realizados cursos com duração de uma semana para transmitir aos profissionais da capital
e do interior que elaboram os projetos os detalhes da nova legislação e do procedimento para
encaminhamento dos Projetos de Segurança Contra Incêndio e Pânico.
Esta etapa vem finalizar um árduo trabalho que contou com apoio e colaboração de muitos
que visavam a mudança para uma melhoria no atendimento do CBMRO frente a população
rondoniense. Registra-se aqui os agradecimentos a todos os militares que trabalharam
diuturnamente na elaboração, digitação, formatação e revisão final desta coletânea e em especial
o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA/RO e o Conselho de Arquitetura e
Urbanismo – CAU/RO que auxiliaram, viabilizaram e oportunizaram o CBMRO difundir o
conhecimento aos profissionais técnicos de todo o Estado de Rondônia.

COMANDANTE GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS


CEL BM Felipe Santiago Chianca Pimentel
PREFÁCIO

PREFÁCIO

Que saibam que o homem sempre quis dominar o fogo desde os primórdios. Tal domínio fez-
se necessário afim de que dele se tirasse proveito. Mesmo amigo, o fogo, durante anos fora inimigo
atroz quando da sua fúria destruidora se fazia sentir. Tragédias, mortes, danos, dor e muito prejuízo.
Era dantesco selvagem sua devastadora fome de destruição! Vê-se isto nos grandes incêndios
ocorridos no decorrer da História como em Roma antiga (64 d.C.) atribuído duvidosamente ao
imperador Nero Lúcio Domécio Aenobarbo (54-68). O certo é que o incêndio começou no centro
comercial de Roma, que ficava em volta do Circo Máximo, na noite do dia 18.07.64 (d.C.)
rapidamente o fogo tomou conta das ruelas, espalhando-se pelas construções romanas baseadas
em madeira e que facilitavam o alastramento. Foram seis dias de incêndio para conseguir começar
a controlar o fogo, mas o reacendimento (reignição) em alguns focos fez com que durasse por mais
três dias ainda. O prejuízo, obviamente, foi de grande monta. Dois terços da cidade ficaram
destruída, o que inclui lugares importantíssimos para a civilização romana e para a história da
humanidade.
Aqui no Brasil na década de 1970 na cidade de São Paulo/SP nos edifícios Andraus
(01.02.1972) e Joelma (24.02.1974), foram as tragédias fatais com cenas de um horror tão
desumano e cruento quanto dolorido pelo modo e circunstâncias em que ocorreram. E mais
atualmente a tragédia como a Boate Kiss (27.01.2013) na cidade de Santa Maria/RS. Tragédias de
nos deixar perplexos e atônitos por suas dimensões e ainda pior: todos evitáveis! Eis a importância
da proteção estrutural contra incêndios!
Sinistros tais fizeram com que a sociedade brasileira olhasse com mais respeito à segurança
predial propondo critérios técnicos e características construtivas desde a concepção de uma
edificação à aplicação de sistemas de proteção para o retardo do fogo em sua fase inicial, bem
como a evacuação das pessoas.
Rondônia hoje recebe seu novo código de incêndio, substituindo o antigo, concebido nos idos
de 2000, sinto-me privilegiado e honrado ao prefaciá-lo ao ter a noção exata de sua importância ao
mesmo tempo que faz-me recordar lá nos idos de fins do ano de 1999 quando alguns valentes,
visionários e corajosos oficiais e praças bombeiros que juntos bravamente compomos os primeiros
rabiscos da nova legislação na então nova Corporação, desmembrada da PMRO em julho de 1998,
para definir os parâmetros legais de segurança para as edificações verticalizadas , época em que
tudo parecia um sonho tão distante e intangível a nós mesmos...
O trabalho de outrora, de fato não foi em vão. Aquele Código e o bom senso com passar dos
anos, pouco a pouco cumpriu seu papel e a vida ganhou, a sociedade, todos ganharam. De 1999
para cá muita coisa mudou. O passar dos anos solidificou a legislação contra incêndio. Ao olhar
no espelho retrovisor do tempo, confesso que valeu a pena cada minuto, cada hora, os dias e as
intermináveis noites a dentro estudando, lendo e relendo normas e mais normas para entender o
calhamaço de legislações e com isso propor segurança real e efetiva a tantas “vidas alheias” e
“riquezas”.
Refletindo e avaliando o passado, quantos projetos que já foram aprovados pelas hábeis mãos
de nossos técnicos, quantas vidas foram poupadas e protegidas estes anos todos! Hoje, um novo
código é concebido, melhorado, estudado, evoluído e bem mais tratado atualizando conhecimentos
agregando novos saberes para continuar a manter o norte seguro contra o incêndio e pânico ante
a efervescente verticalização urbana das pujantes cidades rondonienses.
Este diploma muito bem elaborado caprichosamente com o coração e a alma de abnegados
bombeiros à várias mãos, e como dantes, propõe que a segurança de outrora seja ainda mais
sólida, mantendo-se real e efetiva a cada dia, protegendo com técnicas moderna e sistemas
preventivos a valiosa vida das famílias e seu patrimônio!

CEL BM Gilvander Gregório de Lima


Chefe do Estado Maior Geral
SUMÁRIO

SUMÁRIO

Lei n. 3.924 de 17 de outubro de 2016 ...................................................................................... 001


Decreto n. 21.425 de 29 de novembro de 2016 ........................................................................ 010
Instrução Técnica n. 01 - Procedimentos Administrativos ........................................................... 029
Instrução Técnica n. 01 - Procedimentos Administrativos – Anexos ........................................... 051
Instrução Técnica n. 02 - Conceitos Básicos de Segurança Contra Incêndio ............................. 120
Instrução Técnica n. 03 - Terminologia de Segurança Contra Incêndio ...................................... 155
Instrução Técnica n. 04 - Símbolos Gráficos ............................................................................... 195
Instrução Técnica n. 05 - Segurança Contra Incêndio Urbanística ............................................. 210
Instrução Técnica n. 06 - Acesso de Viatura nas Edificações e Áreas de Risco ......................... 213
Instrução Técnica n. 07 - Separação entre Edificações .............................................................. 221
Instrução Técnica n. 08 - Resistência ao Fogo dos Elementos de Construção........................... 233
Instrução Técnica n. 09 - Compartimentação Horizontal e Compartimentação Vertical .............. 246
Instrução Técnica n. 10 - Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento ...................... 262
Instrução Técnica n. 11 - Saídas de Emergência ........................................................................ 271
Instrução Técnica n. 12 - Centros Esportivos e de Exibição ....................................................... 299
Instrução Técnica n. 13 - Pressurização de Escada de Segurança ............................................ 330
Instrução Técnica n. 14 - Centros Esportivos e de Exibição ....................................................... 356
Instrução Técnica n. 15 - Controle de Fumaça
Parte 1 – Regras Gerais ..................................................................... 412
Parte 2 – Conceitos, Definições e Componentes do Sistema ............. 418
Parte 3 – Controle de Fumaça Natural em Indústrias, Depósitos e
Áreas de Armazenamento em Comércios .......................................... 425
Parte 4 – Controle de Fumaça Natural nas Demais Ocupações
(Exceto Comercial, Industrial e Depósitos) ......................................... 445
Parte 5 – Controle de Fumaça Mecânico em Edificações
Horizontais, Áreas Isoladas em um Pavimento ou Edificações que
Possuam seus Pavimentos Isolados ................................................... 457
Parte 6 – Controle de Fumaça, Mecânico ou Natural, nas rotas de
Fuga Horizontais Protegidas e Subsolos ............................................ 467
Parte 7 – Átrios ................................................................................... 472
Parte 8 – Aspectos de Segurança....................................................... 496
Instrução Técnica n. 16 - Segurança em Áreas de Piscinas, Balneários de água doce e
Emprego de Guarda-Vidas.................................................................. 501
Instrução Técnica n. 17 - Brigada de Incêndio ............................................................................ 509
Instrução Técnica n. 18 - Iluminação de Emergência .................................................................. 540
SUMÁRIO

Instrução Técnica n. 19 - Detecção e Alarme ............................................................................. 543


Instrução Técnica n. 20 - Sinalização de Emergência ................................................................ 547
Instrução Técnica n. 21 - Extintores de Incêndio ........................................................................ 579
Instrução Técnica n. 22 - Hidrantes e Mangotinhos para Combate a Incêndio ........................... 583
Instrução Técnica n. 23 - Chuveiros Automátivos ....................................................................... 610
Instrução Técnica n. 24 - Armazenamento em Silos................................................................... 618
Instrução Técnica n. 25 - Segurança Contra Incêndio para Líquidos Combustíveis e
Inflamáveis
Parte 1 – Generalidade ...................................................................... 623
Parte 2 – Armazenamento em Tanques Estacionários ...................... 630
Parte 3 – Armazenamento Fracionado ............................................... 652
Parte 4 – Manipulação ........................................................................ 664
Instrução Técnica n. 26 - Sistema Fixo de Gases ...................................................................... 673
Instrução Técnica n. 27 - Edificações Históricas, Museus e Instituições Cultural ....................... 676
Instrução Técnica n. 28 - Gás Liquefeito de Petroléo (GLP)
Parte 1 – Manipulação, Utilização e Central de GLP.......................... 680
Parte 2 – Armazenamento de Recipiente Transportável de GLP ....... 708
Instrução Técnica n. 29 - Comercialização, Distribuição e Utilização de Gás Natural ................ 723
Instrução Técnica n. 30 - Fogos de Artifício e Espetáculos Pirotécnicos .................................... 729
Instrução Técnica n. 31 - Heliponto e Heliporto .......................................................................... 738
Instrução Técnica n. 32 - Produtos Perigosos em Edificações de Armazenamento e Manejo ... 743
Instrução Técnica n. 33 - Cobertura de Sapé, Piaçava e Similares ............................................ 748
Instrução Técnica n. 34 - Hidrante Urbano ................................................................................. 752
Instrução Técnica n. 35 - Túnel Rodoviário ................................................................................ 759
Instrução Técnica n. 36 - Pátio de Contêiner .............................................................................. 764
Instrução Técnica n. 37 - Subestação Elétrica ............................................................................ 766
Instrução Técnica n. 38 - Segurança Contra Incêndio em Cozinha Profissional ........................ 773
Instrução Técnica n. 39 - Credenciamento de Empresas ........................................................... 776
Instrução Técnica n. 40 - Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas ....................... 788
Instrução Técnica n. 41 - Edificações Existentes ........................................................................ 793
Anexo A.1 ........................................................................................... 805
Instrução Técnica n. 42 - Autuação ............................................................................................ 841
Instrução Técnica n. 43 - Estabelecimento com Restrição de Liberdade ................................... 870
Instrução Técnica n. 44 - Eventos Temporários ......................................................................... 873
Contatos.................................................................................................................................... 899
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LEI N.º 3.924, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA


GOVERNADORIA

LEI n. 3.924 DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

Dispõe sobre normas de segurança contra incêndio e evacuação de


pessoas e bens no Estado de Rondônia e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA, faço saber que a Assembleia Legislativa


decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Compete ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia - CBMRO, o estudo,


a análise, o planejamento, a normatização, a exigência, a fiscalização e a execução das normas
que disciplinam a segurança contra incêndio e pânico, bem como a evacuação de pessoas e de
seus bens, em todo o Estado de Rondônia, na forma do disposto nesta Lei e em sua
regulamentação, tendo os seguintes objetos:

I - proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de incêndio e
pânico, possibilitando a desocupação segura e evitando perdas de vidas;

II - restringir o surgimento e a propagação de incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente


e ao patrimônio;

III - proporcionar meios de controle e extinção de incêndio nas edificações e áreas de risco;

IV - dar condições de acesso às operações do CBMRO e órgãos de apoio;

V - fomentar o desenvolvimento de uma cultura prevencionista de segurança contra


incêndio e pânico; e

VI - atribuir responsabilidades para o fiel cumprimento das medidas de segurança contra


incêndio e pânico.

§ 1º O Comandante-Geral do CBMRO fica autorizado a estabelecer as exigências


necessárias ao fiel cumprimento desta Lei, por meio da expedição de Instruções Técnicas - IT’s.

§ 2º As especificações das medidas de segurança e proteção contra incêndio e pânico das


edificações e áreas de risco serão objetos de IT’s, a serem produzidas por Comissão Técnica do
CBMRO, e homologadas pelo Comandante-Geral.
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LEI N.º 3.924, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

§ 3º Fica o Poder Executivo autorizado a celebrar, em nome do Estado, convênios com a


União, com os Estados e Municípios, ou com qualquer outro órgão, visando o atendimento dos
interesses relacionados com a segurança, objeto desta Lei.

CAPÍTULO II
DOS ALVARÁS

Art. 2º Qualquer licença para funcionamento de empresas a ser expedida no Estado, bem
como para ocupação de edificações públicas ou privadas, dependerão da emissão do Auto de
Vistoria Contra Incêndio e Pânico - AVCIP, dos sistemas de preventivos contra incêndio e
evacuação de pessoas e de seus bens, de acordo com as IT’s pertinentes, a serem expedidas pelo
CBMRO.

§ 1º Para efeito de cumprimento do disposto nesta Lei, o CBMRO deverá vistoriar as


edificações já existentes e todos os demais estabelecimentos em funcionamento, público ou
privado, para verificação de sistemas de segurança contra incêndio e pânico, com vistas à
expedição do AVCIP a que se refere o caput do artigo.

§ 2º As edificações classificadas como risco baixo, de acordo com a classificação adotada


pela Lei Complementar nº 123, Resolução nº 29 do CGSIM, IT’s do CBMRO, e suas posteriores
atualizações, terão tratamento diferenciado.

§ 3º O AVCIP a que se refere o caput deste artigo terá validade de 1 (um) ano a contar da
data de sua emissão, salvo quando se tratar de estruturas e eventos temporários onde o AVCIP
terá a sua validade definida pelo CBMRO.

Art. 3º Para efeito do disposto nesta Lei consideram-se:

I - edificação: qualquer tipo de construção, permanente ou provisória, de alvenaria, madeira


ou outro material construtivo, destinado à moradia, atividade empresarial ou qualquer outra
ocupação, constituída por teto, parede, piso e demais elementos funcionais;

II - edificação nova: aquela que ainda se encontra em fase de projeto ou de construção;

III - edificação existente: a edificação construída ou regularizada anterior à data de


publicação desta Lei, com documentação comprobatória, desde que mantidas a área e a ocupação
da época e que não haja disposição em contrário, do Corpo de Bombeiros, respeitando-se,
também, aos objetivos da presente legislação;

IV - estrutura: instalação permanente ou provisória, utilizada em apoio aos mais diversos


fins e ocupações;

V - área de risco: espaço não edificado, utilizado em eventos transitórios e que necessita
de dispositivos e/ou sistemas de segurança para a proteção de pessoas; e

VI - evento temporário: define-se evento temporário qualquer acontecimento de interesse


público ou privado, ocorrendo em período limitado, capaz de concentrar pessoas em determinado
espaço físico, permanente ou não, fechado e/ou coberto ou ao ar livre, ou área de risco preparada
para a atividade. Poderá ser momentâneo, quando realizado em horas, e continuado, quando
realizado em dias.
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LEI N.º 3.924, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

§ 1º O prazo para a regularização das edificações classificadas como existentes é de até


180 (cento de oitenta) dias, a partir da primeira notificação expedida pelo CBM-RO, e não poderá
ser renovado em nenhuma hipótese.

§ 2º O prazo para a regularização de toda documentação pertinente ao evento temporário


junto ao Corpo de Bombeiros será de 10 (dez) dias anteriores à realização do mesmo, incluindo-se
a documentação referente às estruturas, shows pirotécnicos, trios elétricos, parques de diversão e
qualquer outra atividade a ser realizada no evento.

§ 3º Às edificações existentes já construídas anterior à data de publicação desta Lei, com


área de até 750m² e de fins industriais, as medidas de segurança e proteção contra incêndio e
pânico compreendem o sistema de iluminação de emergência, sistema de alarme contra incêndio,
sinalização e extintores portáteis ou extintores sobre rodas conforme o caso.

§ 4º As demais exigências de segurança abrangidos pelo Sistema de Proteção Contra


Incêndio e Pânico serão dispensados às edificações existentes previstas no Parágrafo anterior,
desde que haja comprovação da existência da edificação.

Art. 4º Para a regularização de licenciamento e emissão de alvarás de construção, habite-


se ou de funcionamento, das edificações e áreas de risco referidas nesta Lei, as Prefeituras
Municipais deverão exigir, previamente, a expedição de documentos do CBMRO que comprovem
a aprovação, a conformidade ou a isenção de Projeto de Proteção Contra Incêndio e Pânico -
PPCIP e/ou em vistoria, a respeito do cumprimento de todas as determinações constantes no
PPCIP e em seu Regulamento.

§ 1º Os documentos de que trata o caput deste artigo serão objetos de definição na


regulamentação desta Lei.

§ 2º As exigências de segurança abrangidas pelo Sistema de Proteção Contra Incêndio e


Pânico serão aplicadas às edificações e áreas de risco, devendo ser observadas por ocasião da:

I - construção de uma edificação ou área de risco;

II - mudança ou inclusão de ocupação ou atividade e/ou uso;

III - ampliação da área construída;

IV - aumento na altura da edificação;

V - regularização das edificações ou áreas de risco;

VI - alteração no layout quando importar em alteração dos sistemas;

VII - realização de eventos temporários; e

VIII - utilização de locais de reunião de público, clubes, balneários e similares.

§ 3º As especificações técnicas de segurança contra incêndio e evacuação de pessoas e


seus bens nos locais considerados riscos especiais, complexos, de natureza especial ou incomum,
serão doutrinadas através de IT's a serem definidas pelo CBMRO.
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LEI N.º 3.924, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

Art. 5º As medidas de segurança contra incêndio e pânico serão objetos de definição na


regulamentação desta Lei e IT's vigentes.

Art. 6º Os Códigos de Obras e Posturas dos municípios do Estado de Rondônia deverão,


no que concerne à segurança e proteção contra incêndio e pânico, atender as disposições desta
Lei e seu Regulamento.

Parágrafo único. Os planos de urbanização dos municípios, que afetem as larguras livres
e os acessos às ruas e avenidas, deverão dispor sobre a forma de facilitar o acesso das viaturas
do Corpo de Bombeiros.

Art. 7º O CBMRO, no exercício de suas atribuições, fiscalizará, mediante o prévio


pagamento pecuniário de taxa pelo proprietário ou responsável, toda e qualquer edificação e área
de risco existente no Estado, assim como todos os eventos temporários, emitindo o respectivo
AVCIP, e quando necessário, aplicará sanções administrativas com o intuito de sanar as
irregularidades verificadas.

CAPÍTULO III
DAS RESPONSABILIDADES

Art. 8º O autor do projeto de construção, reforma, alteração de área construída, mudança


de ocupação ou de uso de imóvel é responsável pelo seu detalhamento técnico em relação aos
sistemas e às medidas de segurança contra incêndio e pânico.

Art. 9º O proprietário do imóvel e o seu possuidor direto ou indireto são responsáveis por:

I - manter os dispositivos e sistemas de segurança contra incêndio e pânico em condições


de utilização; e

II - adotar os dispositivos e sistemas de segurança contra incêndio e pânico adequados à


efetiva utilização do imóvel.

CAPÍTULO IV
DAS COMPETÊNCIAS DO CBMRO

Art. 10. Ao CBMRO compete o exercício do Poder de Polícia Administrativa para assegurar
o adequado cumprimento das normas de prevenção e combate a incêndio e pânico, inclusive por
meio de:

I - ações de vistoria, análise de projetos, requisição de documentos;

II - interdição preventiva, parcial ou total, de imóveis, estruturas e eventos;

III - embargo de obras; e

IV - aplicação de multas.

Parágrafo único. A interdição prevista no inciso II, do caput deste artigo poderá ser aplicada
pelo CBMRO como medida preliminar à apuração de infração administrativa, quando o imóvel
apresentar grave e iminente risco para a incolumidade das pessoas e/ou patrimônio.
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LEI N.º 3.924, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

CAPÍTULO V
DAS INFRAÇÕES

Seção I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 11. Este capítulo regulamenta a apuração das infrações e a aplicação de sanções pelo
CBMRO, quando no exercício de sua competência.

Art. 12. Considera-se infração administrativa toda ação ou omissão que viole as regras
jurídicas e técnicas concernentes às medidas de segurança e prevenção contra incêndio e pânico.

§ 1º São autoridades competentes para lavrar Autos de Infração e responsáveis pelas


Vistorias e fiscalizações os bombeiros militares.

§ 2º São autoridades competentes para instaurar processo administrativo os Comandantes,


Coordenadores, Chefes e Diretores das Organizações Bombeiros Militares - OBM's do CBMRO.

§ 3º Constatando-se infração administrativa, qualquer pessoa poderá dirigir representação


às autoridades previstas no parágrafo anterior.

Art. 13. O CBMRO, ao vistoriar imóvel sujeito a sua fiscalização e constatar qualquer
irregularidade prevista nesta Lei ou em seu Regulamento, expedirá Auto de Infração ao proprietário,
preposto ou responsável pela edificação, identificará as exigências e fixará prazo para o seu integral
cumprimento, com vistas à regularização do imóvel.

Art. 14. As infrações serão apuradas em processo administrativo próprio, assegurado o


direito ao contraditório e à ampla defesa, observadas as disposições constantes desta Lei e de seu
Regulamento e IT's vigentes.

Seção II
DAS PENALIDADES

Art. 15. O CBMRO, no exercício da fiscalização que lhe compete e na forma do que vier a
dispor o Regulamento desta Lei, poderá aplicar as seguintes penalidades variáveis:

I - advertência escrita;

II - multa;

III - interdição parcial ou total;

IV - embargo;

V - apreensão de materiais e equipamentos; e

VI - cassação do AVCIP, para habite-se ou funcionamento.

§ 1º A advertência escrita será aplicada na primeira vistoria, por meio de Auto de Infração,
constatado o descumprimento desta Lei, norma ou IT's regulamentares, salvo necessidade de
aplicação de penalidade mais grave, dependendo do risco apresentado, ficando a avaliação à
critério do CBMRO.
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LEI N.º 3.924, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

§ 2º Após a formalização da advertência escrita e o término de seu prazo que será previsto
em regulamentação, persistindo a conduta infracional, aplicar-se-á a penalidade de multa.

§ 3º Persistindo as infrações, nova multa será aplicada em dobro e cumulativamente.

§ 4º Efetuar-se-á a pena de interdição, parcial ou total, de edificação, estabelecimento,


evento ou estrutura temporária, que coloque em perigo a vida humana, que possa causar graves
danos materiais ou que tenha deixado de atender as exigências previstas nesta Lei, Regulamento
ou IT's.

§ 5º Aplicar-se-á pena de interdição, também, em estabelecimentos e edificações que, após


reincidir na pena de multa, não procurou atender as exigências previstas nesta Lei, Regulamento
ou IT's.

§ 6º Quando o evento, estruturas temporárias ou qualquer outra atividade relacionada ao


mesmo não tiver sido regularizado junto ao Corpo de Bombeiros, incorrerá na penalidade prevista
no parágrafo anterior deste artigo.

§ 7º A pena de embargo de local em construção ou reforma será cominada quando o


responsável não tiver apresentado o PPCIP para apreciação do CBMRO, ou quando não
executados de acordo com a legislação de segurança contra incêndio e pânico, ou ainda, as
pessoas ou outras edificações a perigo.

§ 8º O CBMRO poderá realizar apreensão de materiais e equipamentos estocados ou


utilizados indevidamente ou fabricados em desacordo com as especificações técnicas exigidas por
lei ou norma de referência.

§ 9º A cassação do Auto de Vistoria para habite-se ou funcionamento será aplicada quando


for constatado no processo administrativo que o infrator agiu com dolo e que o ato ocasionou grave
risco à incolumidade das pessoas e/ou do patrimônio, ou quando ficar caracterizado o
descumprimento reiterado das determinações do CBMRO.

Art. 16. A multa será aplicada sempre que o infrator, por culpa ou dolo:

I - possuir PPCIP aprovado e não executado de acordo com o previsto;

II - quando autuado, deixar de sanar as irregularidades no prazo assinalado; e

III - quando o infrator opuser embaraço à atuação do Corpo de Bombeiros.

Subseção Única
DAS MULTAS

Art. 17. As multas serão aplicadas em conformidade com a gravidade das infrações, tendo
o valor entre 10 (dez) a 2000 (duas mil) Unidades Padrão Fiscal - UPF do Estado de Rondônia,
levando-se em conta a área construída e o risco da edificação ou da área de risco, de acordo com
a seguinte gradação:

I - leve: para sistemas ou medidas parciais ou totalmente ineficientes - de 10 (dez) a 100


(cem) UPF por sistema e/ou medida;
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LEI N.º 3.924, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

II - média: para sistemas ou medidas inexistentes - de 250 (duzentos e cinquenta) a 500


(quinhentas) UPF por sistema e/ou medida; e

III - grave:

a) por deixar de apresentar projeto, de solicitar vistoria ou de submeter-se à fiscalização:

1. para os casos de análise de projetos ou de vistoria para habite-se - até 1000 (mil) UPF;

2. para os casos de vistoria de funcionamento - até 750 (setecentos e cinquenta) UPF;

b) por impedir ou obstruir:

1. vistoria para habite-se - até 1000 (mil) UPF; e

2. vistoria para funcionamento - até 750 (setecentos e cinquenta) UPF.

IV - gravíssima:

a) burlar ou tentar burlar fiscalização, alterando parcial ou totalmente as características do


imóvel ou dos dispositivos ou sistemas - de 1500 (mil e quinhentas) a 2000 (duas mil) UPF;

b) realizar evento temporário, sem a devida autorização do CBMRO - de 1500 (mil e


quinhentas) a 2000 (duas mil) UPF, acrescidos de 10% (dez por cento) para cada 1000 (mil)
pessoas presentes no evento; e

c) adentrar no local ou violar documentação de interdição de imóvel interditado ou


embargado pelo Corpo de Bombeiros sem prévia autorização do mesmo - 2000 (duas mil) UPF.

§ 1º Aplica-se em dobro o valor da multa em caso de reincidência na mesma categoria.

§ 2º Se após ter reincidido, a edificação não tiver atendido ao que foi exigido pelo Corpo de
Bombeiros, dentro do prazo especificado, a mesma deverá ser interditada até regularização.

§ 3º O Auto de Infração deverá conter os dados do responsável pela edificação ou pelo


evento, a natureza da infração, o valor da penalidade, a identificação do bombeiro militar que
efetuou a autuação, o prazo para pagamento da multa e o prazo para regularização da situação
em desconformidade.

§ 4º O prazo para pagamento da multa é de 30 (trinta) dias corridos, contados da data de


autuação.

§ 5º O prazo máximo para regularização é de até 180 (cento e oitenta) dias corridos,
estabelecido na regulamentação desta Lei ou a critério do chefe do setor de Atividades Técnicas,
responsável pela autuação.

§ 6º O pagamento da multa não exime o infrator do cumprimento das exigências desta Lei,
das normas de segurança contra incêndio e das IT’s do CBMRO, nem acarretará a cessação da
interdição ou do embargo.
8
LEI N.º 3.924, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

§ 7º Caso não seja paga, a multa constituirá dívida ativa do Estado e será remetida à
execução ou protesto pela Procuradoria-Geral do Estado.

Seção III
DA CONTESTAÇÃO

Art. 18. Para a interposição da contestação junto ao CBMRO deverão ser observados os
procedimentos gerais quanto ao processamento, tramitação e prazos, a fim de que o recurso seja
reconhecido e apreciado.

§ 1º Caso o responsável pela edificação e área de risco não concorde com as


irregularidades ou penalidades aplicadas, poderá contestar, por escrito, no prazo de até 10 (dez)
dias corridos.

§ 2º A contestação deverá ser protocolada junto ao Órgão de Atividades Técnicas do Corpo


de Bombeiros Militar de Rondônia, responsável pela autuação.

§ 3º Até a decisão da contestação, por meio do órgão responsável pelo Serviço de


Atividades Técnicas, fica suspenso, automaticamente, o prazo estabelecido no Auto de Infração.

§ 4º Após a decisão expedida por intermédio do órgão responsável pelo Serviço de


Atividades Técnicas, reiniciará a contagem do prazo inicialmente estabelecida.

§ 5º Caberá à Comissão Técnica, devidamente instituída, deferir ou não os termos da


contestação, levando-se em conta os aspectos técnicos e legais da matéria.

§ 6º Para melhor instruir o exame da contestação, a autoridade especificada neste artigo


poderá determinar a realização de diligências, bem como solicitar do interessado que junte ao
processo, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, documentos indispensáveis à verificação dos fatos.

§ 7º A Comissão Técnica terá o prazo de até 30 (trinta) dias corridos para proferir a decisão.

§ 8º Da decisão proferida pela Comissão Técnica não caberá recurso.

§ 9º Todas as decisões, atos e deliberações realizadas pela Comissão Técnica serão


devidamente publicadas no Diário Oficial do Estado.

CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 19. É de responsabilidade do proprietário do imóvel e/ou responsável utilizar a


edificação de acordo com o uso para a qual foi projetada e de manter as medidas de segurança
contra incêndio e pânico, em condições de utilização, providenciando sua adequada manutenção,
sob pena de cassação de documentos, independente das responsabilidades civis e penais
cabíveis.

Art. 20. O Corpo de Bombeiros Militar manterá cadastro atualizado, para fins de fiscalização
permanente, das empresas instaladoras e de manutenção e conservação dos sistemas de
segurança contra incêndio e evacuação, devidamente autorizadas.
9
LEI N.º 3.924, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016

Parágrafo único. As empresas referidas neste artigo, além das penalidades previstas em
Lei Federal e da suspensão ou cancelamento da respectiva inscrição cadastral, ficarão sujeitas à
multa de 25 (vinte e cinco) a 100 (cem) Unidades Padrão Fiscal - UPF do Estado de Rondônia,
quando responsáveis por dano causado no exercício de suas atividades, sem prejuízo das sanções
civis pertinentes.

Art. 21. Toda edificação que necessitar da apresentação do PPCIP deverá,


obrigatoriamente, apresentar, anualmente, por ocasião da vistoria técnica a que se refere o artigo
2º, desta Lei, laudo técnico de execução ou de manutenção com Anotação de Responsabilidade
Técnica - ART, atestando o funcionamento dos Sistemas Preventivos de Combate a Incêndio e
Pânico, expedido por responsável técnico habilitado legalmente e devidamente registrado em seu
respectivo Conselho Regional.

Art. 22. As edificações que possuem PPCIP deverão apresentar a cada 5 (cinco) anos,
laudo técnico estrutural emitido por responsável técnico devidamente registrado em seu Conselho
Regional, atestando a segurança e estabilidade da referida edificação.

Art. 23. O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no prazo de até 120 (cento e vinte)
dias, a contar da data de sua publicação.

Art. 24. Fica revogada a Lei nº 858, de 16 de dezembro de 1999.

Art. 25. Esta Lei entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2017.

Palácio do Governo do Estado de Rondônia, em 17 de outubro de 2016, 128º da República.

CONFÚCIO AIRES MOURA


Governador

(Diário Oficial n. 194, de 17-10-2016)


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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA


GOVERNADORIA

DECRETO n. 21.425 DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

Regulamenta a Lei n. 3.924, de 17 de outubro de 2016 que "Dispõe


sobre normas de segurança contra incêndio e evacuação de pessoas
e bens no Estado de Rondônia e dá outras providências".

O GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA, no uso das atribuições que lhe confere o artigo
65, inciso V, da Constituição Estadual,

Decreta:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Fica aprovado o Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado.

§ 1º Este Regulamento dispõe sobre as medidas de segurança contra incêndio e pânico


nas edificações e áreas de risco, atendendo ao previsto no artigo 144, §§ 5º e 7º, da Constituição
Federal, artigo 148, § 3º, da Constituição Estadual, e na Lei nº 3.924, de 17 de outubro 2016.

§ 2º O Regulamento de Segurança contra Incêndio e Pânico compreende as suas


prescrições, Instruções Técnicas e os demais atos expedidos pelo Corpo de Bombeiros Militar do
Estado de Rondônia - CBMRO.

Art. 2º Cabe ao CBMRO, por meio da Coordenadoria de Atividades Técnicas - CAT, o


estudo, o planejamento, a análise e a elaboração das normas que disciplinam a segurança contra
incêndio e pânico, bem como a fiscalização e o cumprimento das mesmas, além da promoção de
programas de educação pública e ações de que trata este Regulamento.

Art. 3º Os objetivos deste Regulamento são:

I - proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de incêndio e
pânico, possibilitando a desocupação segura e evitando perdas de vidas;

II - restringir o surgimento e a propagação de incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente


e ao patrimônio;

III - proporcionar meios de controle e extinção de incêndio nas edificações e áreas de risco;

IV - dar condições de acesso às operações do Corpo de Bombeiros Militar e órgãos de


apoio;
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

V - fomentar o desenvolvimento de uma cultura prevencionista de segurança contra


incêndio e pânico; e

VI - atribuir responsabilidades relativas ao fiel cumprimento das medidas de segurança


contra incêndio e pânico.

Parágrafo único. Estes objetivos serão alcançados mediante o cumprimento das exigências
constantes neste Regulamento, assim como das Instruções Técnicas - IT's específicas elaboradas
pelo Corpo de Bombeiros Militar, para cada medida de segurança contra incêndio e pânico.

CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES

Art. 4º Para efeito deste Regulamento são adotadas as definições abaixo descritas:

I - altura da edificação:

a) para fins de exigências das medidas de segurança contra incêndio, é a medida em


metros do piso mais baixo ocupado ao piso do último pavimento; e

b) para fins de saída de emergência, é a medida em metros entre o ponto que caracteriza
a saída do nível de descarga ao piso do último pavimento, podendo ser ascendente ou
descendente;

II - ampliação: aumento da área construída da edificação;

III - análise: ato de verificação das exigências das medidas de segurança contra incêndio
e pânico das edificações e áreas de risco no processo de segurança contra incêndio e pânico;

IV - área total da edificação: somatório da área a construir e da área construída de uma


edificação em metros quadrados;

V - áreas de risco: espaço não edificado utilizado em eventos transitórios e que necessita
de dispositivos e/ou sistemas de segurança à proteção de pessoas;

VI - ático: parte do volume superior de uma edificação destinada a abrigar máquinas, piso
técnico de elevadores, caixas de água e circulação vertical;

VII - Auto de Vistoria Contra Incêndio e Pânico - AVCIP: documento emitido pelo Corpo de
Bombeiros Militar certificando que no ato da vistoria técnica a edificação possuía as condições de
segurança contra incêndio e pânico, previstas pela legislação e constantes no processo aprovado
com um período de validade;

VIII - carga de incêndio: soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas pela
combustão completa de todos os materiais combustíveis contidos em um espaço, inclusive os
materiais de acabamento, revestimentos das paredes, divisórias, pisos e tetos;

IX - Comissão Especial de Avaliação - CEA: grupo de pessoas qualificadas no campo da


segurança contra incêndio e pânico com o objetivo de propor alterações a este Regulamento;
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

X - Comissão Técnica: grupo de estudo composto por Oficiais e/ou Praças, devidamente
nomeados, com o objetivo de analisar e emitir pareceres relativos aos casos que necessitarem de
soluções técnicas complexas ou apresentarem dúvidas quantos às exigências previstas neste
Regulamento;

XI - compartimentação: medidas de proteção passiva constituídas de elementos de


construção resistentes ao fogo e destinados a evitar ou minimizar a propagação do fogo, calor e
gases, interna ou externamente ao edifício, no mesmo pavimento ou para pavimentos elevados
consecutivos;

XII - edificação (edifício): qualquer tipo de construção, permanente ou provisória, de


alvenaria, madeira ou outro material construtivo, destinado à moradia, atividade empresarial ou
qualquer outra ocupação, constituída por teto, parede, piso e demais elementos funcionais;

XIII - edificação existente: edificação construída ou regularizada anterior à data de


publicação deste Decreto, com documentação comprobatória, desde que mantidas a área e a
ocupação da época e que não haja disposição em contrário do Corpo de Bombeiros, respeitando-
se, também, aos objetivos da legislação pertinente;

XIV - edificação térrea: construção de um pavimento podendo possuir mezanino;

XV - emergência: situação crítica e fortuita que representa perigo à vida, ao meio ambiente
e ao patrimônio, decorrente de atividade humana ou fenômeno da natureza que obriga a uma rápida
intervenção operacional;

XVI - Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros - IT: documento técnico elaborado pelo
CBMRO que regulamenta as medidas de segurança contra incêndio e pânico nas edificações e
áreas de risco;

XVII - investigação de incêndio: consiste na apuração das causas, desenvolvimento e


consequências dos incêndios atendidos pelo CBMRO, mediante exame técnico das edificações,
materiais e equipamentos, no local ou em laboratório especializado, visando o aprimoramento
técnico das medidas de segurança contra incêndio e pânico;

XVIII - Medidas de Segurança Contra Incêndio e Pânico: conjunto de dispositivos, sistemas


ou procedimentos a serem previstos nas edificações e áreas de risco necessários para evitar o
surgimento de um incêndio, limitar sua propagação, possibilitar sua extinção, evitar o pânico e
propiciar a proteção à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio;

XIX - mezanino: pavimento que subdivide parcialmente um andar em 2 (dois) andares. Será
considerado como andar ou pavimento o mezanino que possuir área maior que a ½ (metade) da
área do andar subdividido;

XX - mudança de ocupação: consiste na alteração de atividade ou uso que resulte na


mudança de classificação (grupo ou divisão) da edificação ou área de risco constante da tabela de
classificação das ocupações, prevista em Instrução Técnica específica;

XXI - nível de descarga: nível no qual uma porta externa conduz a um local seguro no
exterior da edificação ou área de risco;

XXII - ocupação: atividade ou uso de uma edificação;

XXIII - ocupação mista: edificação que abriga mais de um tipo de ocupação;


13
DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

XXIV - ocupação predominante: atividade ou uso principal exercido na edificação;

XXV - pavimento: plano de piso;

XXVI - Projeto de Proteção Contra Incêndio e Pânico - PPCIP: documentação que contém
os elementos formais exigidos pelo CBMRO na apresentação das medidas de segurança contra
incêndio e pânico de uma edificação e áreas de risco que devem ser projetadas para avaliação do
Sistema de Segurança contra Incêndio e Pânico - SSCIP;

XXVII - reforma: alterações nas edificações e áreas de risco sem aumento de área
construída e sem alteração da ocupação;

XXVIII - responsável técnico: profissional habilitado para elaborar e/ou executar atividades
relacionadas à segurança contra incêndio e pânico;

XXIX - risco específico: situação que proporciona uma probabilidade aumentada de perigo
à edificação, como: caldeira, casa de máquinas, incineradores, centrais de gás combustível,
transformadores, fontes de ignição e outros;

XXX - segurança contra incêndio e pânico: conjunto de ações, medidas de proteção ativa
e passiva, além dos recursos internos e externos à edificação e áreas de risco que permite controlar
a situação de incêndio, proporciona o abandono seguro das pessoas e garante o acesso das
equipes de salvamento e socorro;

XXXI - subsolo: pavimento situado abaixo do perfil do terreno; e

XXXII - vistoria técnica: ato de verificar o cumprimento das medidas de segurança contra
incêndio e pânico, bem como das condições de segurança nas edificações e áreas de risco, em
caráter de regularização e fiscalização.

CAPÍTULO III
DA APLICAÇÃO

Art. 5º Compete ao Comando do CBMRO, por meio da Coordenadoria de Atividades


Técnicas - CAT - seu Órgão máximo responsável pelo Sistema de Atividades Técnicas -, estudar,
regulamentar por intermédio de Instruções Técnicas, analisar e vistoriar as medidas de segurança
contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco.

§ 1º As Diretorias de Atividades Técnicas - DAT's obedecerão ao cumprimento das


disposições legais instituídas pelo Órgão máximo responsável pelo Sistema de Atividades
Técnicas, nas suas respectivas áreas de abrangência.

§ 2º As exigências de segurança previstas neste Regulamento se aplicam às edificações e


áreas de risco devendo ser observadas, em especial, por ocasião da:

I - construção de uma edificação ou área de risco;

II - mudança ou inclusão de ocupação ou atividade e/ou uso;

III - ampliação da área construída;


14
DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

IV - aumento na altura da edificação;

V - regularização das edificações ou áreas de risco;

VI - alteração no layout quando importar em alteração dos sistemas;

VII - realização de eventos temporários; e

VIII - utilização de locais de reunião de público, clubes, balneários e similares.

§ 3º Estão excluídas das exigências deste Regulamento somente:

I - edificações de uso residencial exclusivamente unifamiliares, exceto os grupamentos de


edificações definidas em Instrução Técnica específica; e

II - residências exclusivamente unifamiliares localizadas no pavimento superior de


ocupação mista com até 2 (dois) pavimentos e que possuam acessos independentes, desde que a
área total não ultrapasse 750m² (setecentos e cinquenta metros quadrados).

§ 4º Nas ocupações mistas, para determinação das medidas de segurança contra incêndio
e pânico a serem implantadas, adota-se o conjunto das exigências de maior rigor para o edifício
como um todo, avaliando-se os respectivos usos, áreas e alturas. Em havendo compartimentação
de áreas aplicam-se as exigências de cada risco específico, observando ainda:

I - nas edificações térreas, quando houver parede de compartimentação entre as


ocupações mistas, as exigências de chuveiros automáticos, controle de fumaça e
compartimentação horizontal (de áreas) podem ser determinadas em função de cada ocupação; e

II - nas edificações com mais de um pavimento, quando houver compartimentação entre as


ocupações mistas, as exigências de controle de fumaça e compartimentação horizontal (de áreas)
podem ser determinadas em função de cada ocupação.

§ 5º As ocupações secundárias que não ultrapassem 10% (dez por cento) da área da
ocupação principal não se caracterizam ocupação mista, com exceção dos riscos específicos
determinados pela CAT.

§ 6º Para fins de obtenção do Auto de Vistoria Contra Incêndio e Pânico - AVCIP, das
edificações existentes, deverá ser aplicada as exigências expressas neste Regulamento,
ressalvadas questões estruturais e peculiares de cada edificação que serão analisadas pelo
CBMRO.

§ 7º As estruturas temporárias, como tendas, palcos, camarotes, treliças, arquibancadas e


similares, existentes em qualquer edificação ou área de risco, bem como todos os eventos
temporários, deverão obrigatoriamente requerer a vistoria do CBMRO, apresentando a sua
respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica - ART ou Registro de Responsabilidade Técnica
- RRT, de acordo com a especificidade e competência do responsável técnico sob pena de
incorrerem em interdição até a regularização junto ao CBMRO.

§ 8º Não serão autorizados pelo CBMRO eventos temporários públicos ou privados


realizados em edificações ou áreas de risco que não possuam o AVCIP.
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

CAPÍTULO IV
DO SISTEMA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO - SSCIP

Art. 6º O Sistema de Segurança Contra Incêndio e Pânico - SSCIP compreende o conjunto


de Unidades do CBMRO, que tem por finalidade desenvolver as atividades relacionadas à
prevenção e proteção contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco, observando-se o
cumprimento das exigências estabelecidas neste Regulamento e nas IT's.

Art. 7º É função do Sistema de Segurança Contra Incêndio e Pânico - SSCIP:

I - habilitar seus oficiais e praças por meio de cursos de capacitação, especialização e


treinamentos, ministrados por profissionais legalmente habilitados para desenvolvimento das
atividades de perícias de incêndio, análise de PPCIP, vistorias ou qualquer outra atividade
relacionada à proteção contra incêndio e pânico;

II - regulamentar as medidas de segurança contra incêndio e pânico;

III - planejar ações e operações na área da segurança contra incêndio e pânico;

IV - analisar projeto de proteção contra incêndio e pânico;

V - realizar vistorias nas edificações e áreas de risco;

VI - expedir o Auto de Vistoria Contra Incêndio e Pânico - AVCIP e o Auto de Conformidade


de Procedimento Simplificado - ACPS, para edificações classificadas como "risco baixo";

VII - fiscalizar o cumprimento deste Regulamento e aplicar as sanções administrativas


cabíveis;

VIII - cassar e/ou anular o respectivo AVCIP ou ACPS, ou o ato de deferimento do processo
no caso de apuração de irregularidade;

IX - emitir respostas a consultas técnicas;

X - emitir pareceres técnicos referentes ao objeto deste Regulamento; e

XI - elaborar documento técnico, denominado Instrução Técnica - IT, sobre as medidas de


segurança contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco, bem como sobre as demais
ações previstas neste Regulamento.

Parágrafo único. É da competência do Comandante-Geral do CBMRO, a homologação, por


meio de Portarias, das IT's expedidas pelo Órgão máximo responsável pelo Sistema de Atividades
Técnicas.

CAPÍTULO V
DOS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

Art. 8º Ao Sistema de Segurança Contra Incêndio e Pânico - SSCIP cabe credenciar seus
integrantes por intermédio de cursos ou estágios de capacitação e de treinamento, a fim de realizar
as análises dos projetos e as vistorias das edificações e áreas de risco.

Art. 9º O Projeto de Proteção Contra Incêndio e Pânico - PPCIP, devidamente instruído,


inicia-se com o protocolo de entrada junto às seções do CBMRO, responsáveis pelo Sistema de
Atividades Técnicas, com os documentos previstos em Instrução Técnica específica.
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

§ 1º O PPCIP será deferido quando constatado o atendimento das exigências contidas


neste Regulamento e nas respectivas IT's.

§ 2º O indeferimento do PPCIP deverá ser motivado com base na inobservância, por parte
interessado, das disposições contidas neste Regulamento e nas respectivas IT's.

§ 3º O Projeto será aprovado quando constatado pelo SSCIP o atendimento das exigências
contidas neste Regulamento e nas IT's.

§ 4º As medidas de segurança contra incêndio e pânico devem ser projetadas e executadas


por profissionais legalmente habilitados, sendo estes registrados pelos Conselhos Regionais
competentes.

§ 5º As medidas de segurança contra incêndio e pânico constantes no PPCIP deverão ser


executadas por profissionais ou empresas habilitadas pelos Conselhos Regionais competentes.

§ 6º O resultado da análise do PPCIP ou da vistoria do processo deve ficar à disposição do


interessado nas respectivas seções de atividades técnicas em que o processo se iniciou.

§ 7º Caso não haja aprovação na primeira análise do PPCIP, o pagamento da taxa


assegurará o direito à realização de mais 2 (duas) reanálises do mesmo projeto no CBMRO. Em
persistindo a reprovação, será cobrada nova taxa de análise, nos mesmos moldes.

Art. 10. O Auto de Vistoria Contra Incêndio e Pânico - AVCIP será expedido pelo Corpo de
Bombeiros Militar, desde que as edificações e as áreas de risco estejam com suas medidas de
segurança contra incêndio e pânico executadas de acordo com o previsto neste Regulamento, nas
IT's e nos demais atos do CBMRO.

§ 1º A vistoria nas edificações e áreas de risco deverá ser realizada mediante solicitação
do proprietário, responsável pelo uso, responsável técnico ou representante legal.

§ 2º Na vistoria compete ao CBMRO a verificação da execução das medidas de segurança


contra incêndio e pânico, previstas nas edificações e nas áreas de risco, não sendo de
responsabilidade deste a instalação, manutenção ou utilização indevida.

§ 3º A vistoria ou a fiscalização nas edificações e áreas de risco poderá ser realizada:

I - de ofício (inopinada); e

II - mediante solicitação do proprietário, responsável pelo uso, responsável técnico ou da


autoridade competente.

§ 4º Após a emissão do AVCIP, constatada irregularidade nas medidas de segurança


contra incêndio e pânico, o CBMRO iniciará procedimento administrativo para sua cassação, sendo
certo que a análise da regularidade deverá levar em consideração as normas vigentes quando da
aprovação dos seus respectivos projetos.

§ 5º O AVCIP terá validade de 1 (um) ano a contar da data de sua emissão, salvo quando
se tratar de estruturas e eventos temporários, onde o Auto de Vistoria terá a sua validade definida
pelo CBMRO.

§ 6º Na renovação do AVCIP das edificações e áreas de risco que não sofreram alterações
no seu projeto originário, a adoção de eventuais inovações da norma relativa à segurança contra
17
DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

incêndio e pânico vigente poderá ser exigida pelo CBMRO, por meio de documento previsto em
Instrução Técnica.

§ 7º O pagamento da taxa de vistoria dará direito à realização de 1 (uma) vistoria e 1 (um)


retorno. Caso sejam constatadas irregularidades pelo vistoriador, a partir de então será cobrada
nova taxa de vistoria.

Art. 11. O proprietário, responsável pelo uso ou responsável técnico poderão solicitar
informações sobre o andamento do processo ou do pedido de vistoria ao Sistema de Segurança
Contra Incêndio e Pânico - SSCIP, bem como interpor recursos das decisões proferidas nos
processos do Corpo de Bombeiros Militar, nos termos deste Regulamento e das respectivas IT's.

Art. 12. Caso o interessado apresente norma técnica ou literatura estrangeira, esta deverá
estar acompanhada de tradução juramentada para a língua portuguesa, a fim de ser verificada sua
aplicabilidade com os objetivos deste Regulamento.

Art. 13. Serão objetos de análise por Comissão Técnica os casos que necessitem de
soluções técnicas diversas daquelas previstas neste Regulamento, bem como as edificações e as
áreas de risco cuja ocupação (uso) não se encontre entre às relacionadas na tabela de classificação
das edificações e áreas de risco quanto à ocupação.

Art. 14. As edificações com área construída até 200m² (duzentos metros quadrados), com
saída direta para via pública e térrea, poderão ser dispensadas de vistoria para regularização por
parte do Corpo de Bombeiros, desde que se enquadrem como risco baixo, nos termos de Instrução
Técnica específica.

Art. 15. Os processos administrativos do SSCIP serão regulamentados pelo CBMRO


mediante Instrução Técnica, aprovada por meio de Portaria.

CAPÍTULO VI
DAS RESPONSABILIDADES

Art. 16. Nas edificações e áreas de risco a serem construídas cabe aos respectivos autores
e/ou responsáveis técnicos, o detalhamento técnico dos projetos e instalações das medidas de
segurança contra incêndio e pânico, objeto deste Regulamento, e ao responsável pela obra, o fiel
cumprimento do que foi projetado e das instruções técnicas pertinentes.

Art. 17. Nas edificações e áreas de risco já construídas, é de inteira responsabilidade do


proprietário ou do responsável pelo uso, a qualquer título:

I - utilizar a edificação de acordo com o uso para o qual foi projetada; e

II - tomar as providências cabíveis para a adequação da edificação e das áreas de risco às


exigências deste Regulamento, quando da aprovação de seu respectivo projeto.

Art. 18. O proprietário do imóvel ou o responsável pelo uso obrigam-se a manter as medidas
de segurança contra incêndio em condições de utilização, providenciando sua adequada
manutenção, sob pena de cassação do AVCIP, independentemente das responsabilidades civis e
penais cabíveis.
Art. 19. O proprietário do imóvel ou o responsável pelo uso obriga-se, também, a manter
uma cópia do PPCIP na edificação, disponível em qualquer tempo, para consulta por parte do Corpo
de Bombeiros, assim como emitir uma nova via do seu PPCIP quando solicitado pelo CBMRO.
18
DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

Art. 20. Caberá aos órgãos municipais a liberação da execução da obra somente mediante
a apresentação, por parte dos responsáveis, do PPCIP devidamente aprovado e vistoriado pelo
CBMRO.

CAPÍTULO VII
DA ALTURA E ÁREA DAS EDIFICAÇÕES

Art. 21. Para fins de aplicação deste Regulamento, na mensuração da altura da edificação,
não serão considerados:

I - subsolos destinados exclusivamente a estacionamento de veículos, vestiários e


instalações sanitárias, áreas técnicas sem aproveitamento para quaisquer atividades ou
permanência humana;

II - pavimentos superiores destinados exclusivamente a áticos, casas de máquinas,


barriletes, reservatórios de água e assemelhados, exceto para instalação de Sistema Proteção
Descarga Atmosférica - SPDA;

III - mezaninos cuja área não ultrapasse a 1/2 (metade) da área do pavimento em que se
situa; e

IV - pavimento superior da unidade duplex do último piso de edificação de uso residencial


multifamiliar.

Art. 22. Para implementação das medidas de segurança contra incêndio e pânico, a altura
a ser considerada é a definida no artigo 4º, inciso I, alínea "a", deste Regulamento.

Parágrafo único. Para o dimensionamento das saídas de emergência, as alturas serão


consideradas de forma independente, conforme o artigo 4º, inciso I, alínea "b", deste Regulamento.

Art. 23. Para fins de aplicação deste Regulamento, no cálculo da área a ser protegida com
as medidas de segurança contra incêndio e pânico, não serão computados:

I - telheiros, com laterais abertas, destinados à proteção de utensílios, caixas d'água,


tanques e outras instalações, desde que não tenham área superior a 10m² (dez metros quadrados);

II - platibandas e beirais de telhado até 3m (três metros) de projeção;

III - passagens cobertas, com largura máxima de 3m (três metros), com laterais abertas,
destinadas apenas à circulação de pessoas ou mercadorias;

IV - coberturas de bombas de combustível e de praças de pedágio, desde que não sejam


utilizadas para outros fins e sejam abertas lateralmente em pelo menos 50% (cinquenta por cento)
do perímetro;

V - reservatórios de água;

VI - piscinas, banheiros, vestiários e assemelhados, no tocante a sistemas hidráulicos,


alarme de incêndio e compartimentação;

VII - escadas enclausuradas, incluindo as antecâmaras; e


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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

VIII - dutos de ventilação das saídas de emergência.

CAPÍTULO VIII
DA CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO

Art. 24. Para efeito deste Regulamento, as edificações e áreas de risco são classificadas
quanto:

I - à ocupação e atividade;

II - à área total construída;

III - à altura;

IV - à capacidade de lotação;

V - à carga de incêndio; e

VI - aos riscos especiais.

Parágrafo único. O detalhamento das classificações deverá ser estabelecido por meio de
Instrução Técnica específica.

CAPÍTULO IX
DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

Art. 25. Constituem medidas de segurança contra incêndio e pânico das edificações e áreas
de risco:

I - acesso de viatura na edificação e áreas de risco;

II - separação entre edificações (isolamento de risco);

III - resistência ao fogo dos elementos de construção;

IV - compartimentação horizontal e vertical;

V - controle de materiais de acabamento;

VI - saídas de emergência;

VII - elevador de emergência;

VIII - controle de fumaça;

IX - gerenciamento de risco de incêndio e pânico e plano de emergência;

X - brigada de incêndio;

XI - brigada profissional;
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

XII - iluminação de emergência;

XIII - detecção automática de incêndio;

XIV - alarme de incêndio;

XV - sinalização de emergência;

XVI - extintores;

XVII - hidrante e mangotinhos;

XVIII - chuveiros automáticos;

XIX - resfriamento;

XX - espuma;

XXI - sistema fixo de gases limpos e Dióxido de Carbono -CO2;

XXII - Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas - SPDA; e

XXIII - controle de fontes de ignição (sistema elétrico, soldas, chamas, aquecedores, etc).

§ 1º Admite-se ainda outras medidas de segurança contra incêndio e pânico não


classificadas neste artigo, desde que devidamente reconhecidas pelo CBMRO.

§ 2º Para a execução e implantação das medidas de segurança contra incêndio e pânico


devem ser atendidas as respectivas IT's.

§ 3º As medidas de segurança contra incêndio e pânico das edificações e áreas de risco


devem ser projetadas e executadas visando atender aos objetivos deste Regulamento.

§ 4º Os materiais e equipamentos de segurança contra incêndio utilizados nas edificações


e áreas de risco devem estar de acordo com os mecanismos de avaliação da conformidade
(certificação, declaração da conformidade do fornecedor, inspeção, etiquetagem e ensaio) dos
órgãos acreditados, nos termos da legislação estadual.

§ 5º O CBMRO, no uso de suas atribuições, pode solicitar testes ou exigir documentos


relativos aos materiais, serviços e equipamentos sobre a segurança contra incêndio e pânico das
edificações e áreas de risco, assim como das empresas que trabalham com este tipo de material.

CAPÍTULO X
DO CUMPRIMENTO DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

Art. 26. Na implementação das medidas de segurança contra incêndio e pânico, as


edificações e áreas de risco devem atender às exigências contidas neste Regulamento e nas
tabelas de classificação e de exigências publicadas pelo CBMRO.
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

Art. 27. As edificações e áreas de risco devem ter suas instalações elétricas e SPDA
executados de acordo com as prescrições das normas brasileiras oficiais e normas das
concessionárias dos serviços locais.

Parágrafo único. Na vistoria técnica, para fins de emissão de alvará de funcionamento ou


de habite-se, nas edificações ou estruturas acima de 1.500m² (mil e quinhentos metros quadrados)
ou acima de 20m (vinte metros) de altura, será exigida a apresentação da ART de execução e
funcionamento do Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas - SPDA, garantindo a sua
execução e funcionamento de acordo com a norma em vigor.

Art. 28. As edificações e as áreas de risco consideradas existentes na data de publicação


deste Regulamento deverão ser adaptadas conforme exigências previstas em Instrução Técnica
específica.

Art. 29. As áreas descobertas destinadas ao armazenamento de materiais sólidos


combustíveis, independente do uso da edificação, são consideradas áreas de risco, devendo ser
fracionadas em lotes e possuir afastamentos dos limites da propriedade, bem como corredores
internos que proporcionem o fracionamento do risco, de forma a dificultar a propagação do fogo e
facilitar as operações de combate a incêndio, conforme exigências da Instrução Técnica específica.

CAPÍTULO XI
DO TRATAMENTO ÀS MICROEMPRESAS, EMPRESAS DE PEQUENO PORTE E AOS
MICROEMPREENDEDORES INDIVIDUAIS

Art. 30. As microempresas, empresas de pequeno porte e os microempreendedores


individuais, nos termos das legislações pertinentes, terão tratamento simplificado para
regularização das edificações visando à celeridade no licenciamento.

Parágrafo único. Os procedimentos para regularização dessas empresas junto ao CBMRO


estarão previstos na Instrução Técnica específica.

Art. 31. As microempresas, empresas de pequeno porte e os microempreendedores


individuais poderão ser licenciados mediante certificados eletrônicos, por meio de sítio eletrônico
do governo, na rede de alcance mundial.

§ 1º Para a obtenção do certificado eletrônico, o interessado deverá apresentar,


eletronicamente, informações e declarações que certifiquem o cumprimento das exigências de
segurança contra incêndio e pânico no empreendimento objeto do licenciamento.

§ 2º Os Autos de Conformidade de Procedimento Simplificado - ACPS emitidos têm


imediata eficácia para fins de regularização junto ao CBMRO.

Art. 32. O Corpo de Bombeiros Militar pode, a qualquer tempo, proceder a verificação das
informações e das declarações prestadas, inclusive por meio de vistorias e de solicitação de
documentos, sob pena de cassação do ACPS, independentemente das responsabilidades civis e
penais cabíveis.

§ 1º Durante a vistoria será verificado o cumprimento das medidas de segurança contra


incêndio, nos termos deste Regulamento.

§ 2º Constatada a não observância do cumprimento deste Regulamento, o CBMRO iniciará


procedimento administrativo para cassação do ACPS.
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

Art. 33. A emissão do ACPS, em qualquer caso, no âmbito da competência do CBMRO,


estará condicionada ao pagamento das taxas nos termos da legislação específica no Estado.

Parágrafo único. Os Microempreendedores Individuais - MEI serão isentos de taxas e


emolumentos junto ao CBMRO, conforme preceitua a legislação federal.

CAPÍTULO XII
DAS PENALIDADES E SUA APLICAÇÃO

Art. 34. Constatadas irregularidades por meio de vistoria técnica ou fiscalização nas
edificações e área de risco, serão aplicadas, dentre outras constantes neste Regulamento, as
seguintes penalidades:

I - advertência escrita;
II - multa;
III - interdição parcial ou total;
IV - embargo;
V - apreensão de materiais e equipamentos; e
VI - cassação do AVCIP para habite-se ou funcionamento.

Art. 35. Entende-se por irregularidade nos sistemas de segurança contra incêndio e pânico,
constatadas em vistoria técnica ou fiscalização nas edificações e áreas de risco, quaisquer fatos
ou situações de inobservância às disposições deste Regulamento e das Instruções Técnicas
homologadas pelo Comandante-Geral do CBMRO.

Art. 36. A aplicação das penalidades referidas no artigo 34, deste Regulamento, não isenta
o responsável pela edificação do cumprimento das exigências citadas em advertência escrita.

Parágrafo único. Poderão para uma mesma edificação e área de risco, constatadas em
vistoria técnica ou fiscalização, ser aplicadas mais de uma sanção administrativa, sendo estas
independentes entre si.

Art. 37. O proprietário ou responsável, enquanto permanecer a situação irregular da


edificação e área de risco, ainda que aplicada qualquer das sanções administrativas constantes
neste Regulamento, responderá independentemente de culpa por qualquer dano ou prejuízo
causado, em virtude de tal irregularidade.

Art. 38. As sanções administrativas deverão seguir uma sequência lógica de aplicação,
devendo ser gradual e possuir o caráter instrutivo antes do punitivo, salvo necessidade,
devidamente justificada.

Seção I
DA ADVERTÊNCIA ESCRITA

Art. 39. A advertência escrita será aplicada na primeira vistoria, por meio de Auto de
Infração, constatado o descumprimento deste Regulamento, norma ou IT's, salvo necessidade de
aplicação de penalidade mais grave, dependendo do risco apresentado, ficando a avaliação a
critério do CBMRO, podendo ainda, o responsável tomar conhecimento do Auto de Infração por
uma das seguintes formas:
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

I - por carta registrada com Aviso de Recebimento - AR;

II - por edital publicado em Diário Oficial do Estado ou algum veículo de mídia de grande
circulação se estiver em lugar incerto e/ou desconhecido;

III - por meio eletrônico digital; e

IV - por entrega pessoal ao responsável.

§ 1º Após decorrido o prazo estipulado no Auto de Infração, persistindo a conduta


infracional, será aplicada a penalidade de multa.

§ 2º O Auto de Infração, quando exarado no ato da vistoria ou fiscalização, será emitido em


2 (duas) vias devendo a primeira ser entregue ao responsável pela edificação ou área de risco, e a
segunda deverá retornar ao serviço de atividades técnicas para o controle e posterior arquivamento.
§ 3º O prazo para a correção das irregularidades pode ser no máximo de até 30 (trinta)
dias, dependendo do tipo de irregularidade, exceto nos casos de necessidade de interdição parcial
ou total.

§ 4º O prazo pode ser prorrogado uma única vez por até 30 (trinta) dias, mediante
justificativa técnica, com apresentação de cronograma de execução e aceitação junto ao CBMRO.

§ 5º De posse do Auto de Infração, o responsável pela edificação e área de risco deverá,


dentro do prazo estabelecido, adotar as providências necessárias à regularização perante o
CBMRO.

§ 6º Da advertência escrita expedida caberá direito de defesa que deverá ser apresentada
no prazo de 3 (três) dias úteis após o recebimento da mesma.

Seção II
DA MULTA

Art. 40. As multas serão aplicadas em conformidade com a gravidade das infrações, tendo
o valor entre 10 (dez) a 2000 (duas mil) Unidades Padrão Fiscal - UPF do Estado de Rondônia,
levando-se em conta a área construída e o risco da edificação ou da área de risco, de acordo com
a seguinte gradação:

I - leve: para sistemas ou medidas parciais ou totalmente ineficientes - de 10 (dez) a 100


(cem) UPF por sistema e/ou medida;

II - média: para sistemas ou medidas inexistentes - de 250 (duzentas e cinquenta) a 500


(quinhentas) UPF por sistema e/ou medida; e

III - grave:

a) por deixar de apresentar projeto, solicitar vistoria ou submeter-se à fiscalização:

1 - para os casos de análise de projetos ou vistoria para habite-se - até 1000 (mil) UPF;

2 - para os casos de vistoria de funcionamento - até 750 (setecentas e cinquenta) UPF;

b) por impedir ou obstruir:

1 - vistoria para habite-se - até 1000 (mil) UPF; e


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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

2 - vistoria para funcionamento - até 750 (setecentas e cinquenta) UPF;

IV - gravíssima:

a) burlar ou tentar burlar fiscalização, alterando parcial ou totalmente as características do


imóvel ou dos dispositivos ou sistemas - de 1500 (mil e quinhentas) a 2000 (duas mil) UPF;

b) realizar evento temporário sem a devida autorização do CBMRO - de 1500 (mil e


quinhentas) a 2000 (duas mil) UPF, acrescidas de 10% (dez por cento) para cada 1000 (mil)
pessoas presentes no evento; e

c) adentrar no local ou violar documentação de interdição de imóvel interditado ou


embargado pelo Corpo de Bombeiros sem prévia autorização do mesmo - 2000 (duas mil) UPF.

§ 1º Aplica-se em dobro o valor da multa em caso de reincidência na mesma categoria.

§ 2º Se após ter reincidido a edificação não atender ao que foi exigido pelo Corpo de
Bombeiros, dentro do prazo especificado, a mesma deverá ser interditada até sua regularização.

§ 3º O Auto de Infração deverá conter: os dados do responsável pela edificação ou pelo


evento; a natureza da infração; o valor da penalidade; a identificação do bombeiro militar que
efetuou a autuação; o prazo para pagamento da multa; e o prazo para regularização da situação
em desconformidade.

§ 4º O prazo para pagamento da multa é de 30 (trinta) dias corridos, contados da data de


autuação.

§ 5º O prazo máximo para regularização da infração é de até 180 (cento e oitenta) dias
corridos, sendo estabelecido de acordo com o sistema preventivo contra incêndio e pânico a ser
implementado na edificação ou área de risco, ou a critério do chefe do setor de Atividades Técnicas,
responsável pela autuação.

§ 6º O pagamento da multa não exime o infrator do cumprimento das exigências deste


Regulamento, das normas de segurança contra incêndio e das IT's do CBMRO, nem acarretará a
cessação da interdição ou do embargo.

§ 7º Caso não seja paga, a multa constituirá dívida ativa do Estado e será remetida à
execução ou protesto pela Procuradoria-Geral do Estado.

§ 8º O detalhamento dos valores e a tipificação das multas serão regulamentados por meio
de Instrução Técnica específica.

§ 9º O recolhimento das multas e demais valores deverão ser efetuados mediante


Documento de Arrecadação Estadual - DARE, na rede bancária credenciada.

§ 10. As multas aplicadas, quando não recolhidas pelo responsável, no prazo estabelecido,
serão inscritas em dívida ativa do Estado e remetidos para cobrança judicial.

§ 11. As multas arrecadadas serão recolhidas para o Fundo Estadual de Bombeiros -


FUNESBOM, no âmbito de sua circunscrição, e serão revertidas, exclusivamente, para
investimentos visando à melhoria dos serviços do CBMRO.
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

Seção III
DA INTERDIÇÃO

Art. 41. Quando a situação justificar, efetuar-se-á a interdição parcial ou total de edificação,
estabelecimento, evento ou estrutura temporária, que coloque em perigo a vida humana, que possa
causar graves danos materiais ou que tenha deixado de atender as exigências previstas na Lei nº
3.924, de 2016, neste Regulamento ou nas IT's.

§ 1º A interdição total abrange o fechamento, a proibição de funcionamento e ocupação de


uma edificação ou área de risco, incluindo a suspensão das atividades desenvolvidas no seu
interior.

§ 2º Sempre ocorrerá a interdição total nos locais de reunião de público como, boates e
clubes noturnos, salões de eventos, teatros em geral, cinemas, circos ou assemelhados, eventos
e estruturas temporárias que não possuírem o AVCIP.

§ 3º A interdição parcial abrangerá o fechamento ou proibição de funcionamento de área,


recinto ou dependência de uma edificação, desde que não comprometa o restante da mesma e
cumpra os requisitos de compartimentação e isolamento de risco, de acordo com a Instrução
Técnica específica.

§ 4º Quando da aplicação da multa por reincidência, deverá ser iniciada a cassação do


AVCIP, além da interdição da edificação, conforme procedimento administrativo do CBMRO.

§ 5º Será procedida a desinterdição, por intermédio de Auto de Desinterdição, quando o


responsável pela edificação e área de risco sanar todas as irregularidades constantes no Termo de
Interdição.

§ 6º As disposições constantes nos Autos de Interdição e Desinterdição serão fixadas por


meio de IT's.

Seção IV
DO EMBARGO

Art. 42. A pena de embargo de edificação ou área de risco em construção ou reforma


ocorrerá por meio de Auto de Embargo e será aplicada a edificação que não possuir previamente
a aprovação do seu respectivo PPCIP junto ao CBMRO.

Parágrafo único. A pena de embargo também será aplicada quando mesmo possuindo o
PPCIP, aprovado junto ao CBMRO, a edificação estiver sendo executada em desconformidade com
o PPCIP aprovado, ou expuser as pessoas ou outras edificações a perigo.

Art. 43. O embargo deverá ser fundamentado durante a vistoria ou fiscalização, de acordo
com parâmetros fixados nas IT's.

Art. 44. Será procedido o desembargo, por meio de Auto de Desembargo, quando o
responsável pela edificação e área de risco sanar todas as irregularidades informadas.

Art. 45. As disposições constantes nos Autos de Embargo ou Desembargo serão fixadas
por meio de IT's.
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

Seção V
DA APREENSÃO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

Art. 46. O CBMRO realizará apreensão de materiais e equipamentos estocados ou


utilizados indevidamente ou fabricados em desacordo com as especificações técnicas exigidas por
lei ou norma de referência e que não estejam em acordo com as IT's.

Parágrafo único. A apreensão de materiais e equipamentos de que trata este artigo será
procedida por meio de Auto de Apreensão de Materiais e Equipamentos, com disposições fixadas
por meio de IT's.

Art. 47. Da apreensão de materiais e equipamentos caberá direito de defesa que deverá
ser apresentado nos prazos previstos neste Regulamento.

CAPÍTULO XIII
DO DIREITO DE DEFESA E DOS PRAZOS

Art. 48. Para a interposição da contestação junto ao CBMRO deverão ser observados os
procedimentos gerais quanto ao processamento, tramitação e prazos, para que tal recurso seja
reconhecido e apreciado.

Seção I
DA CONTESTAÇÃO

Art. 49. Caso o responsável pela edificação e área de risco não concorde com as
irregularidades ou penalidades aplicadas, poderá contestar, por escrito, no prazo de até 10 (dez)
dias corridos.

§ 1º A contestação deverá ser protocolada nos órgãos de Atividades Técnicas do CBMRO


responsável pela autuação.
§ 2º Até a decisão da contestação, pelo órgão responsável pelo Sistema de Atividades
Técnicas, fica suspenso, automaticamente, o prazo estabelecido no Auto de Infração.

§ 3º Após a decisão expedida pelo órgão responsável pelo Sistema de Atividades Técnicas,
reiniciará a contagem do prazo inicialmente estabelecido.

Art. 50. Caberá à Comissão Técnica devidamente instituída deferir ou não os termos da
contestação, levando-se em conta, para tanto, os aspectos técnicos e legais da matéria.

Parágrafo único. Para melhor instruir o exame da contestação, a autoridade especificada


neste artigo poderá determinar a realização de diligências, bem como solicitar do interessado que
junte ao processo, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, outros documentos indispensáveis à verificação
dos fatos.

Art. 51. A Comissão Técnica terá o prazo de até 30 (trinta) dias corridos para proferir a
decisão.

Art. 52. Da decisão proferida pela Comissão Técnica não caberá recurso.

Art. 53. Todas as decisões, atos e deliberações realizadas pela Comissão Técnica serão
devidamente publicadas no Diário Oficial do Estado.
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

CAPÍTULO XIV
DAS COMISSÕES TÉCNICAS

Art. 54. A Comissão Técnica - CT será formada por Oficiais e/ou Praças Bombeiros Militares
qualificados no campo da segurança contra incêndio e pânico, sendo presidida pelo Oficial de maior
posto.

Parágrafo único. A CT terá caráter temporário com objetivo de analisar e emitir pareceres
relativos aos casos que necessitarem de soluções técnicas, ou apresentarem dúvidas quanto às
exigências previstas na legislação relativa aos Projetos de Proteção Contra Incêndio e Pânico.

Art. 55. A Comissão Técnica Especial - CTE será nomeada por meio de Portaria pelo
Comandante-Geral do CBMRO, presidida pelo Oficial responsável pelo Sistema de Atividades
Técnicas, terá caráter temporário e será composta por Oficiais e Praças Bombeiros Militares
qualificados no campo da segurança contra incêndio e pânico, bem como profissionais de
engenharia de segurança do trabalho ou de incêndio, convidados a critério do CBMRO.

§ 1º A CTE tem o objetivo de avaliar e propor alterações necessárias a este Regulamento


e às IT's.

§ 2º Caberá ao Presidente da Comissão a indicação dos Oficiais e Praças que irão compor
a CTE.

Art. 56. Competirá à CTE a que alude o artigo anterior:

I - avaliar a execução das normas previstas neste Regulamento e os eventuais problemas


ocorridos em sua aplicação;

II - apresentar propostas de alteração deste Regulamento e das IT's;

III - estudar e apresentar propostas para regular os casos omissos a este Regulamento de
Segurança Contra Incêndio e Pânico por meio de IT's, Portarias e demais atos do CBMRO; e

IV - estudar casos extraordinários de projetos.

CAPÍTULO XV
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 57. A Comissão Especial de Avaliação - CEA, definida no artigo 4º deste Decreto, é
presidida pelo Comandante do CBMRO que poderá delegar esta função a outro Oficial do CBMRO.

§ 1º A CEA será composta por Oficiais com experiência nas atividades de segurança contra
incêndio e pânico do CBMRO, podendo, a critério da comissão, ser convidado representante de
entidades públicas ou privadas, com notório conhecimento da matéria.

§ 2º Caberá ao Presidente da Comissão a nomeação dos integrantes que compõem a CEA.

Art. 58. Competirá à CEA a que alude o artigo anterior:

I - avaliar a execução das normas previstas neste Regulamento e os eventuais problemas


ocorridos em sua aplicação; e
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DECRETO N.º 21.425, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016

II - apresentar propostas de alteração deste Regulamento e das IT's.

Art. 59. A classificação das edificações e áreas de risco e a implementação das medidas
de segurança contra incêndio e pânico devem atender às exigências contidas em Instrução Técnica
específica.

Art. 60. As edificações e áreas de risco consideradas existentes na data de publicação


deste Regulamento, que não possuam projeto previamente aprovado, devem ser adequadas
conforme Instrução Técnica específica.

Art. 61. Fica revogado o Decreto n.º 8.987, de 3 de fevereiro de 2000.

Art. 62. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir de 1º
de janeiro de 2017.

Palácio do Governo do Estado de Rondônia, em 29 de novembro de 2016, 129º da


República.

CONFÚCIO AIRES MOURA


Governador

(Diário Oficial n. 221, de 19-11-2016)


ESTADO DE RONDÔNIA
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA, DEFESA E CIDADANIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
ESTADO MAIOR GERAL
COORDENADORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS

INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 - PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

SUMÁRIO ANEXOS

A) Exigências de Medidas de Segurança Contra


1. Objetivo Incêndio e Pânico;
2. Aplicação B) Memorial Descritivo Completo;
3. Referências Instruções normativas e C) Memorial Descritivo para Eventos
bibliográficas Temporários;
4. Definições D) Quadro Resumo das Medidas de
Segurança;
5. Medidas de Segurança Contra Incêndio e
E) Memorial Industrial de Segurança Contra
Pânico
Incêndio e Pânico;
6. Procedimentos
F) Formulário para Atendimento Técnico;
7. Certificado de Conformidade
G) Declaração de Comprometimento de
8. Formulário para Atendimento Técnico - FAT
Edificação de Baixo Risco;
9. Comissão Técnica e Conselho Técnico
H) Requerimento de Comissão Técnica ou
Deliberativo
Conselho Técnico Deliberativo;
10. Disposições Gerais
I) Atestado do Emprego de Materiais de
11. Informatização do Serviço de Segurança
Acabamento e Revestimento;
Contra Incêndio e Pânico
J) Requerimento de Prazo;
K) Atestado de Abrangência do Grupo Moto
Gerador;
L) Quadro Síntese de Alterações;
M) Termo de Responsabilidade de Saídas de
Emergência
N) Termo de Responsabilidade de Lotação
Máxima
O) Termo de Responsabilidade de Hidrante
Urbano
P) Atestado de Brigada Contra Incêndio e
Pânico
Q) Memorial de Segurança Contra Incêndio das
Estruturas
30
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

1 OBJETIVO  NBR 14611 – Desenho técnico – representação


simplificada em estruturas metálicas.
Esta Instrução Técnica tem como objetivo atender o  NBR 10068 – Folha de desenho – Leiaute e
Regulamento Estadual de Proteção Contra Incêndio e dimensões.
Pânico (Lei Estadual nº 3.924, de 17 de outubro de  NBR 10067 – Princípios gerais de representação em
2016), estabelecendo as medidas de segurança contra desenho técnico.
incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco,  NBR 6492 – Representação de projetos de
critérios e procedimentos para apresentação de arquitetura.
Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico no  BRETANO, Telmo. A Proteção contra incêndio no
Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO). Projeto de Edificações, 2ª edição, 2010.

2 APLICAÇÃO 4 DEFINIÇÕES

2.1 Esta norma se aplica às edificações e áreas de Para os efeitos desta Instrução Técnica (IT) aplicam- se
risco do Estado de Rondônia, quando da apresentação as definições constantes da IT 03 – Terminologia de
de Processos de Segurança Contra Incêndio e Pânico Segurança Contra Incêndio e Pânico, além do seguinte:
adotados no CBMRO.
4.1 AUTO DE VISTORIA CONTRA INCÊNDIO E
2.2 Por serem dispensadas do cumprimento das PÂNICO (AVCIP): é o documento emitido pelo Corpo
exigências relativas à segurança contra incêndio e de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia
pânico, esta norma não se aplica às edificações a (CBMRO) validando que no ato da vistoria a
seguir: edificação possui as condições de segurança contra
incêndio e pânico previstas pela legislação e
a) Residências exclusivamente unifamiliares; constantes no processo, estabelecendo um período
de revalidação;
b) Residências exclusivamente unifamiliares
localizadas no pavimento superior de edificação de 4.2 Auto de Conformidade de Procedimento
ocupação mista, com até dois pavimentos e que Simplificado (ACPS): É o documento prévio para fins
possuam acessos independentes. de liberação de ocupação ou funcionamento das
edificações e áreas de risco que por suas
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E características sejam certificadas pelo Procedimento
BIBLIOGRÁFICAS Simplificado.

 Constituição Federal da República Federativa do 4.3 AUTO DE VISTORIA CONTRA INCÊNDIO E


Brasil, de 11 de outubro de 1988, Artigo 144, § 5º e PÂNICO PARCIAL (AVCIP PARCIAL): Documento
§ 7º. emitido para edificações em construção, desde que a
 Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de área em obras não esteja ocupada, não caracterize
2006. risco de incêndio, atenda as condições de isolamento
 Constituição do Estado de Rondônia, 1989, Artigo de risco, bem como, não interfira nas rotas de fuga.
148, § 3º.
 Lei Estadual nº 3.924, de 17 de outubro de 2016. 4.4 AUTO DE VISTORIA CONTRA INCÊNDIO E
Decreto Estadual nº 21.425 - Rondônia; PÂNICO PARA HABITE-SE (AVCIP HABITE-SE):
 CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO Primeira vistoria a ser realizada na edificação ou área
 DE RONDÔNIA. Instruções Técnicas. Instrução de risco após a conclusão da obra. Neste caso será
Técnica nº 01/2014 – CBPMESP. Instrução Técnica emitido o AVCIP PARA HABITE-SE que é o
nº 01/2014 – CBMMG. Norma Técnica nº 01/2010 documento que permite o funcionamento da
 CBMES. NBR 10647 – Desenho técnico. NBR 8196 edificação.
 Emprego de escalas.
 NBR 13273 – Desenho técnico – referência a itens. 4.5 PROCESSO DE SEGURANÇA CONTRA
NBR 14699 – Desenho técnico – representação de INCÊNDIO E PÂNICO (PSCIP): é o conjunto de
símbolos aplicados a tolerâncias geométricas – documentações e procedimentos administrativos que
preparos e dimensões; contém os elementos formais das medidas de
31
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

segurança contra incêndio e pânico de uma estabelecidos em Instrução Técnica específica.


edificação ou área de risco que deve ser apresentado 5.1.3 Os riscos específicos não abrangidos pelas
ao CBMRO para avaliação por meio de declarações, exigências contidas nas tabelas relacionadas devem
vistoria e análise de projeto visando a emissão do atender às respectivas Instruções Técnicas do CBMRO.
AVCIP. 5.1.4 As edificações situadas no mesmo lote que não
atenderem às exigências de
4.6 ATESTADO DE REGULARIZAÇÃO COM Isolamento de risco, conforme parâmetros da IT-07,
RESTRIÇÕES: Documento emitido pelo Corpo de deverão ser consideradas como uma única edificação
Bombeiros Militar uma única vez para a edificação ou para o dimensionamento das medidas de proteção
área de risco classificada como existente de acordo com previstas no Código de Segurança Contra Incêndio e
a Lei 3.924/16, desde possua Projeto de Proteção Pânico do Estado de Rondônia.
Contra Incêndio e Pânico aprovado, tendo sua validade
a ser determinada pelo CBMRO de acordo com o 5.2 Nas ocupações mistas, adota-se o conjunto das
sistema preventivo previsto no projeto a ser exigências de maior rigor das medidas de segurança
implementado, respeitado o prazo máximo de até 180 contra incêndio e pânico a serem implantadas na
dias para a regularização das medidas de segurança e edificação como um todo, avaliando- se as respectivas
proteção contra incêndio e pânico pendentes de ocupações/divisões, áreas e alturas.
execução.
5.2.1 Nas edificações térreas, quando houver
5 MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E compartimentação entre as ocupações ou divisões
PÂNICO mistas, as exigências de chuveiros automáticos, de
controle de fumaça, compartimentação horizontal e de
5.1 A aplicação das medidas de segurança contra saídas de emergência podem ser determinadas em
incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco, função de cada divisão, área construída e altura;
existentes ou a construir, devem atender às exigências
contidas no anexo “A” desta Instrução Técnica, além dos 5.2.2 Nas edificações com mais de um pavimento,
requisitos das outras Normas Técnicas do CBMRO, por quando houver compartimentação entre as ocupações
ocasião da: ou divisões mistas, as exigências de controle de fumaça,
compartimentação horizontal e de saídas de emergência
a) Elaboração e execução dos projetos das medidas podem ser determinadas em função de cada divisão,
preventivas de segurança contra incêndio e pânico nas área construída e altura. As áreas destinadas
edificações; exclusivamente para uso residencial estão isentas do
b) Construção de uma edificação ou área de risco; sistema de chuveiros automáticos;
c) Reforma de uma edificação;
d) Mudança ou inclusão de ocupação ou atividade e/ou 5.2.3 Nas edificações térreas com ocupações mistas
uso; que envolvam as ocupações distintas (indústria,
e) Ampliação de área construída; depósito, comércio, etc.), as exigências de chuveiros
f) Aumento na altura da edificação; automáticos, de controle de fumaça e de
g) Regularização das edificações ou áreas de risco compartimentação horizontal (de áreas) podem ser
existentes. determinadas em função de cada divisão, desde que
h) Realização de eventos temporários; e haja, entre elas, barreira de fumaça conforme IT-15 –
i) Utilização de locais de reunião de público, clubes, Controle de Fumaça;
balneário e similares.
5.2.4 Havendo necessidade de acrescentar escadas
5.1.1 São obrigatórias as medidas de segurança contra para atender somente alguns pavimentos de uma
incêndio e pânico assinaladas com “X” nas tabelas de edificação mista, a definição do tipo de escada será em
exigências do anexo “A”, devendo ser observadas as função da divisão, área construída e altura dos
ressalvas em notas transcritas logo abaixo das pavimentos atendidos.
mesmas.
5.3 Para utilização das tabelas do anexo “A” desta
5.1.2 Cada medida de segurança contra incêndio e Instrução Técnica devem ser observados os seguintes
pânico constante das tabelas 5, 6 e 7 do anexo “A” critérios:
desta norma deve obedecer aos parâmetros
32
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

EDIFICAÇÕES EXIGÊNCIAS estrangeira, deverá apresentá-la obrigatoriamente para a


análise de projeto;
Construídas antes de 01 Atender à IT-41
de janeiro de 2017. (Edificações
d) A norma estrangeira deve ser apresentada sempre
Existentes).
em seu texto total e traduzida para a língua portuguesa,
Edificações construídas a Atender à Tabela 5 ou
por um tradutor juramentado;
partir de 01 de janeiro de 6 do Anexo A – IT-01.
2017.
e) Devem ser adotados todos os modelos de
Tabela 1 – Critérios para utilização do Anexo A documentos exemplificados nas Instruções Técnicas do
CBMRO para apresentação dos Processos Técnicos;
6 PROCEDIMENTOS
f) Todas as páginas dos documentos em que não haja
6.1 FORMAS DE APRESENTAÇÃO: campo para assinatura devem ser rubricadas pelo
responsável técnico e pelo proprietário ou responsável
6.1.1 Os procedimentos de regularização das pelo uso;
edificações e áreas de risco devem ser apresentados ao
CBMRO para avaliação por meio dos seguintes PSCIP: g) Quando for emitido o relatório de irregularidades
realizado na análise de projeto pelo Serviço de
a) Procedimento Simplificado; Segurança Contra Incêndio e Pânico, o interessado
b) Processo Técnico; deve cumprir as exigências relatadas para que o projeto
c) Processo Técnico para Ocupações Temporárias. possa ser reanalisado até a sua aprovação final

6.1.2 O PSCIP será apresentado ao CBMRO, conforme h) Quando houver a discordância do interessado em
forma de avaliação de acordo com a Tabela 2. relação aos itens emitidos pelo Serviço de Segurança
Contra Incêndio e Pânico e esgotadas as
FORMA DE FORMA DE argumentações técnicas na fase de análise, o
APRESENTAÇÃO DO PSCIP AVALIAÇÃO interessado pode solicitar recurso à Comissão Técnica,
Procedimento Simplificado Vistoria conforme o item 9 desta IT;
Processo Técnico Análise e Vistoria
Processo Técnico para Análise e Vistoria i) O Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico
Ocupações Temporárias deverá orientar o interessado para o cumprimento das
Tabela 2 – Forma de apresentação e disposições da legislação de segurança contra incêndio
avaliação do PPCIP e pânico em vigor;

Notas: j) A apresentação de PSCIP ao Serviço de Segurança


1 - A apresentação de projeto só será obrigatória de Contra Incêndio e Pânico de edificações existentes
acordo com o item 6.3.3 desta IT. deverá seguir os critérios de apresentação
estabelecidos nesta Instrução Técnica;
6.1.3 Disposições
gerais para apresentação dos
Processos de Segurança Contra Incêndio e Pânico k) Caso não haja aprovação na primeira análise do
(PPCIP): PPCIPO, o pagamento da taxa referente à análise dará
direito à realização de mais 02 (duas) reanálises do
a) As medidas de segurança contra incêndio e pânico mesmo projeto no CBMRO, no período de 01 (um) ano
devem ser dimensionadas conforme o critério existente a contar da entrada do primeiro protocolo, a partir de
em uma única norma, devendo ser a versão mais atual então será cobrada nova taxa de análise, nos mesmos
desta, além de vedado o uso de mais de um texto moldes;
normativo para uma mesma instalação;
l) O pagamento da taxa de vistoria dará direito à a
b) É permitido o uso de norma estrangeira se o sistema realização de 01 (uma) vistoria e 01 (um) retorno, caso
de segurança estabelecido oferecer sejam constatadas irregularidades pelo vistoriador, a
Melhor nível de segurança; partir de então, será cobrada nova taxa de vistoria;

c) Se o responsável técnico fizer uso de norma m) O AVCIP emitido terá validade por até 1 (um) ano a
33
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

contar do dia da emissão. 6.2.3.1 A regularização junto ao CBMRO para os casos de


Procedimento Simplificado deve ser realizada na unidade
6.2 PROCEDIMENTO SIMPLIFICADO do CBMRO com atribuição no município em que se
localiza a edificação ou área de risco, mediante pedido
6.2.1 O Procedimento Simplificado é o processo de formal do proprietário ou responsável pelo uso, devendo
licenciamento para o exercício de determinada atividade apresentar a seguinte documentação:
econômica em um estabelecimento indicado, sendo
realizado por meio do fornecimento de informações e 6.2.3.2 A solicitação deste procedimento também poderá
declarações pelo empreendedor. Este procedimento ser realizada no sitio do CBMRO.
dispensa a vistoria “in loco” e implica na assunção de
responsabilidade pelo empresário e pessoa jurídica da 6.2.3.3 O pagamento das taxas realizadas através de
instalação e manutenção dos requisitos de segurança compensação bancária que apresentar irregularidades de
contra incêndio e pânico, sob pena de aplicação de quitação junto ao Serviço de Segurança Contra Incêndio e
sanções administrativas. Pânico deve ter seu processo de regularização
interrompido.
6.2.2 Aplicação
6.2.3.3.1 O processo de regularização deve ser reiniciado
Aplica-se o Procedimento Simplificado às edificações, quando a irregularidade for sanada.
áreas de risco e estabelecimentos classificadas como
“baixo risco”, atendendo às seguintes condições: 6.2.4 O CBMRO pode, a qualquer tempo, verificar as
informações e declarações prestadas, por meio de
a) Exercidas em imóvel com área construída igual ou vistorias e de solicitação de documentos.
inferior a 750m² (setecentos e cinquenta metros
quadrados); 6.2.5 Quando verificado em vistoria que a edificação
apresenta irregularidade, deverá ser preenchido o
b) Não faz parte de edificações que possuam mais de três Relatório de vistoria, advertindo conforme legislação de
pavimentos ou possuam mais de 750m² (setecentos e Segurança contra Incêndio e Pânico, bem como
cinquenta metros quadrados) de área construída; alertando quanto ao prazo para regularização e à
possibilidade de aplicação das demais sanções
c) Não possuir a comercialização ou armazenamento de administrativas.
líquido inflamável ou combustível acima de 250 L 6.2.6 A certificação das edificações enquadradas no
(duzentos e cinquenta litros); Procedimento Simplificado deverá ser realizada
conforme item 7.1.4.
d) Não demandem utilização ou armazenamento de gás
liquefeito de petróleo (GLP) acima de 13 kg (treze 6.3 PROCESSO TÉCNICO
quilogramas);
6.3.1 No Processo Técnico são necessários os
e) Locais que possuam lotação máxima de até 100 (cem) procedimentos de análise de projeto e vistoria.
pessoas, quando se tratar de local de reunião de público;
6.3.2 Aplicação
f) Não possuir a comercialização ou armazenamento de
produtos explosivos ou substâncias com alto potencial 6.3.2.1 O Processo Técnico aplica-se às edificações e
lesivo à saúde humana, ao meio ambiente ou ao áreas de risco onde é exigido qualquer sistema hidráulico
patrimônio; de combate a incêndio ou possua área construída
superior a 750 m² (setecentos e cinquenta metros
g) Não é exercida em imóvel que possua subsolo com quadrados) ou 12 m (doze metros) de altura, bem como
uso distinto de estacionamento; e aquelas edificações ou áreas de risco que não estiverem
enquadradas no Procedimento Simplificado.
h) Não manipula ou armazena fogos de artifício ou de
outros produtos explosivos e perigosos. 6.3.3 Análise de Projeto

6.2.3 Solicitação 6.3.3.1 Em todos os casos deve ser apresentado Projeto


Técnico para a avaliação das medidas de segurança
34
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

contra incêndio e pânico das edificações e áreas de 6.3.3.3.1 Documentos complementares: Documentos
risco do Processo Técnico. solicitados pelo Serviço de Segurança Contra Incêndio e
Pânico do CBMRO, a fim de subsidiar a análise do
6.3.3.2 A apresentação do projeto técnico deverá ser Processo Técnico quando as características da edificação
feita pelo responsável técnico ou proprietário em três e/ou área de risco a exigirem:
vias, podendo porem em sua fase de análise (primeira
análise) ser apresentado em apenas uma via. a) Memorial industrial:
Descrição dos processos industriais, matérias-primas,
Segundo NBR-10068 a qual orienta a apresentação em produtos acabados, líquidos inflamáveis ou combustíveis
pranchas A0 até A4, fica estabelecido os tamanhos para com ponto de fulgor, estoques, entre outros; (Anexo E
apresentação de PPCIP seguindo tais parâmetros. desta Instrução Técnica);

6.3.3.3 A critério das Diretorias e cada Centro de vistoria b) Memorial de cálculo:


destacados nos municípios caberá a adoção de Memorial descritivo dos cálculos realizados para
padronização de cores de capas. dimensionamento dos sistemas de segurança contra
incêndio e pânico, tais como hidrantes, chuveiros
6.3.3.4 A solicitação é realizada mediante requerimento automáticos, pressurização de escada, sistema de
do proprietário, responsável pelo uso ou responsável espuma e resfriamento, controle de fumaça, dentre outros.
técnico, apresentando o Projeto Técnico. No desenvolvimento dos cálculos hidráulicos para as
instalações de espuma e resfriamento, deve ser levado
6.3.3.5 O Projeto Técnico é composto pelos seguintes em conta o desempenho dos equipamentos, utilizando as
documentos: referências de vazão, pressão e perda de carga, sendo
necessária a apresentação de catálogos;
a) Pasta de Projeto;
c) Memorial do sistema fixo de gases para combate a
b) Procuração do proprietário, quando este transferir seu incêndio:
poder de signatário; Memorial descritivo dos cálculos realizados para
dimensionamento do sistema fixo de gases para combate
c) Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica a incêndio conforme IT-26 – Sistema fixo de gases para
(ART ou RRT) do responsável técnico pela elaboração combate a incêndio;
dos projetos de arquitetura e do projeto de segurança
contra incêndio e pânico; d) Autorização do Departamento de Produtos Controlados
da Polícia Civil (DPC):
d) Documentos complementares, quando necessário, à Documento da Polícia Civil do Estado de Rondônia que
critério do CBMRO; autoriza a atividade e especifica a quantidade máxima de
fogos de artifício e/ou explosivos a serem comercializados;
e) Projeto de arquitetura;
e) Autorização da Prefeitura do Município para comércio
f) Projeto de segurança contra incêndio e pânico; de fogos de artifício: Documento do Poder Executivo
Municipal que autoriza o comércio de fogos de artifício
g) Memorial Descritivo Completo, conforme modelo do e/ou explosivos;
Corpo de Bombeiros (Anexo B desta Instrução Técnica);
f) Memorial descritivo de ocupação: Memorial descritivo
h) Comprovante de pagamento da Taxa de análise de de ocupação quando forem comercializados outros
projeto, de acordo com a área construída e áreas de materiais que não apenas fogos de artifício e/ou
risco; explosivos na edificação e áreas de risco;
i) A cópia do comprovante da taxa do pagamento deverá
ser apresentada em formato legível não podendo estar g) Autorização do Departamento de Aviação Civil:
suprimido a área da edificação contemplada no projeto; Documento que autoriza o uso de heliporto ou heliporto
conforme IT 31 – Heliporto e heliporto;
j) Nos processos de substituição parcial deve ser incluído
um quadro síntese de alterações, conforme anexo L. h) Memorial de dimensionamento da carga de incêndio:
Memorial descritivo da carga de incêndio dos materiais
35
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

existentes na edificação e áreas de risco contendo o


dimensionamento conforme IT-14 – Carga de incêndio q) Pressurização de escada
nas edificações e áreas de risco; Nas edificações onde forem construídas escadas
pressurizadas, deverá ser apresentado um projeto
i) Documento comprobatório: elaborado por profissional habilitado, em separado,
Documento que comprove a área construída, a seguindo as exigências da Instrução Técnica 13 com os
ocupação e a data da edificação e áreas de risco seguintes detalhamentos:
existente (Projeto aprovado pelo CBMRO, plantas
aprovadas pela prefeitura, imposto predial, entre outros); 1) Localização da sala do grupo moto ventilador;

j) Memorial de cálculo de dimensionamento de lotação e 2) Localização da sala do grupo moto gerador (quando
saídas de emergência em centros esportivos e de houver exigência);
exibição:
Memorial descritivo dos cálculos realizados para 3) Localização do ponto de captação de ar do espaço livre
dimensionamento de lotação e saídas de emergência exterior, com a vista frontal e dimensões da mesma em
em recintos desportivos e de espetáculo artístico escala;
cultural, conforme IT 12 – Dimensionamento de lotação
e Saídas de emergência em eventos públicos e centros 4) Detectores de acionamento do sistema;
esportivos e de exibição;
5) Localização da central de detecção de incêndio;
k) Cálculo de dimensionamento de lotação e saídas de
emergência em locais de reunião de público: 6) Localização da fonte alternativa de energia do sistema;
Cálculos realizados para dimensionamento de lotação e
saídas de emergência em locais de reunião de público, 7) Apresentação esquemática em cortes do
conforme IT-11 – Saídas de emergência, que podem ser caminhamento dos dutos em toda sua extensão;
transcritos em planta;
8) Localização do grupo moto gerador;
l) Planilha de levantamento de dados: Planilha que
descreve o estudo prévio sobre a existência de riscos, 9) Janela de sobre pressão;
elaborada durante a concepção e o desenvolvimento de
um projeto ou sistema; 10) Apresentação esquemática de cortes do sistema de
pressurização, contemplando a vista frontal das grelhas de
m) Licença de funcionamento para instalações insuflação;
radioativas, nucleares ou de radiografia industrial, ou
qualquer instalação que trabalhe com fontes radioativas: 11) Acionadores manuais do moto ventilador localizado na
Documento emitido pela Comissão Nacional de Energia sala do grupo moto ventilador e no local de supervisão
Nuclear (CNEN), autorizando o funcionamento da predial, com permanência humana constante;
edificação e áreas de risco;
12) Elementos de compartimentação de risco (parede e
n) Memorial ou laudo descritivo de construção: porta corta-fogo) da sala do grupo moto ventilador e
Documento com a descrição das características demais compartimentos onde sejam exigidos;
estruturais da edificação e áreas de risco;
13) Antecâmara de segurança e indicação da porta
o) Memorial de dimensionamento e descritivo da lógica estanque, quando a sala do grupo moto ventilador estiver
de funcionamento do sistema de controle de fumaça: localizada em pavimento que possa causar risco de
Memorial demonstrativo dos parâmetros técnicos captação de fumaça de um incêndio;
adotados para dimensionamento do sistema de controle
de fumaça e a descrição lógica do funcionamento; 14) Juntar o memorial de cálculo de vazão e pressão do
sistema de pressurização da escada;
p) Memorial de cálculo de isolamento de risco:
Memorial descritivo dos cálculos realizados para o 15) Juntar o memorial de cálculo de vazão e pressão do
dimensionamento do isolamento de risco entre sistema de pressurização do elevador de emergência
edificações e áreas de risco; (quando houver exigência);
36
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

16) Imprimir no carimbo das pranchas a chancela de 5) Locais de armazenamento de recipientes contendo
aprovação do Corpo de Bombeiros (modelo padrão); gases inflamáveis (capacidade do recipiente e
quantidade armazenada);
17) Junto com o projeto deverá ser apresentado o
memorial descritivo, com a chancela de aprovação do 6) Áreas com risco de explosão;
Corpo de Bombeiros (modelo padrão), dos cálculos
realizados para o dimensionamento da pressurização da 7) Centrais prediais de gases inflamáveis;
escada de segurança.
8) Depósitos de metais pirofóricos;
6.3.3.3.2 Projeto de arquitetura:
9) Depósito de produtos perigosos;
Conjunto de plantas de arquitetura, incluindo planta
baixa, planta de situação, implantação, cobertura, cortes 10) Outros riscos que necessitem de segurança contra
(no mínimo dois) e fachadas. incêndio e pânico.

6.3.3.3.3 Projeto de segurança contra incêndio e e) O Projeto de segurança contra incêndio e pânico deve
pânico: ser apresentado com as Medidas de Segurança Contra
Conjunto de plantas com a representação gráfica da Incêndio e Pânico em cor vermelha, distinguindo-as dos
edificação e/ou áreas de risco, contendo informações demais detalhes da planta. Outros itens da planta em cor
através de legenda padronizada pelo CBMRO, conforme vermelha podem ser incluídos, desde que sua
os requisitos da IT 04 – Símbolos gráficos, indicando a representação tenha vínculo com as Medidas de
localização das medidas de segurança e os riscos Segurança Contra Incêndio e Pânico apresentados no
existentes na edificação e áreas de risco, contendo os projeto;
seguintes itens:
f) Deve constar a perspectiva isométrica completa da
I – Detalhes genéricos que devem constar de todas as tubulação (sem escalas e com cotas) visualizando o
plantas: reservatório e registro de recalque;

a) Símbolos gráficos, conforme IT 04 – Símbolos g) Quadro de situação da edificação e áreas de risco, sem
gráficos para projeto de segurança contra incêndio e escala, indicando os logradouros que delimitam a quadra;
pânico, e localização das Medidas de Segurança Contra
Incêndio e Pânico na planta baixa; h) Quadro-resumo das Medidas de Segurança Contra
Incêndio e Pânico, indicando as normas e/ou legislações
b) Legenda de todas as instalações Contra Incêndio e aplicadas nas respectivas instalações de segurança
Pânico utilizadas no Processo Técnico. A apresentação constantes no Projeto conforme “Anexo D” desta Instrução
dos demais símbolos não utilizados no projeto de Técnica;
segurança contra incêndio e pânico é opcional;
i) Cotas dos desníveis em uma planta baixa, quando
c) Nota em planta com a indicação dos equipamentos houver;
móveis ou fixos ou sistemas de segurança instalados
que possuírem a mesma capacidade ou dimensão; j) Medidas de proteção passiva contra incêndio e pânico
d) Áreas construídas e áreas de risco com suas nas plantas de corte, tais como: dutos de ventilação da
características, tais como: escada, distância verga-peitoril, escadas, antecâmaras,
detalhes de estruturas e outros quando houver a exigência
1) Tanques de combustível (substância e capacidade); específica destes detalhes construtivos;

2) Casa de caldeiras ou vasos sob pressão; k) Localização e independência do sistema elétrico em


relação à chave geral de energia da edificação e áreas de
3) Dutos e aberturas que possibilitem a propagação de risco, sempre que a medida de segurança contra incêndio
calor; e pânico tiver seu funcionamento baseado em motores
elétricos;
4) Cabinas de pintura;
37
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

l) Miniatura da implantação com hachuramento da área, Documento modelo do CBMRO que consta todos os
sempre que houver planta fracionada em mais de uma dados da descrição da edificação, do profissional
folha, conforme planta-chave; responsável e do proprietário, descrevendo as Medidas
de Segurança Contra Incêndio e Pânico, de forma
m) Destaque no desenho das áreas frias não detalhada e assinada pelo profissional habilitado
computáveis (banheiros, vestiários, escadas responsável (Anexo B);
enclausuradas, dentre outros), especificadas em um
quadro de áreas próprio, quando houver solicitação de 6.3.3.4 Avaliação de Projeto Técnico:
isenção de Medidas de Segurança Contra Incêndio e
Pânico. A apresentação de Projeto Técnico para avaliação deve
ser feita conforme o item 6.5 desta IT.
Nota:
6.3.4 Vistoria
Os detalhes genéricos constantes no Projeto de Proteção
Contra Incêndio e Pânico devem ser apresentados na 6.3.4.1 O procedimento de vistoria deverá ser realizado
primeira folha ou, nos casos em que tais detalhes não em todos os Processos Técnicos e deverá ser solicitado
caibam nessa, devem constar nas folhas seguintes, tais conforme item 6.6 desta Instrução Técnica.
como:
6.4 PROCESSO TÉCNICO PARA OCUPAÇÕES
i. Legenda; TEMPORÁRIAS
ii. Isométrico;
6.4.1 Aplicação
iii. Quadro resumo das Medidas de Segurança Contra
Incêndio e Pânico; É o procedimento adotado para ocupação temporária em
iv. Quadro de localização da edificação e áreas de instalações permanentes ou instalações provisórias.
risco;
6.4.2 No Processo Técnico para Ocupações Temporárias
v. Quadro de áreas;
são necessários os procedimentos de vistoria e análise de
vi. Detalhes de corrimãos e guarda- corpos; projeto, sendo este último exigido sempre que houver uma
vii. Detalhes de degraus; ocupação temporária em uma instalação provisória ou em
viii. Detalhe da ventilação efetiva da Escada de uma instalação permanente não destinada àquela
ocupação.
segurança;
ix. Detalhe do registro de recalque; 6.4.3 As edificações e áreas de risco devem atender todas
x. Nota sobre o sistema de sinalização adotado; as exigências de segurança contra incêndio e pânico
xi. Detalhe da sucção da bomba de incêndio; previstas no “Anexo A” desta Instrução Técnica,
juntamente com as exigências para a ocupação
xii. Especificação dos chuveiros automáticos;
temporária que se pretende nela desenvolver.
xiii. Quadro do sistema de gases e líquidos inflamáveis
e combustíveis e outros. 6.4.4 Para ocupações temporárias realizadas em
II – Detalhes específicos que devem constar na planta instalações permanentes, deve ser apresentada uma
de acordo com a medida de segurança projetada para a cópia do AVCIP da edificação como documentação
edificação e áreas de risco, constante nas respectivas complementar no ato da análise de projeto, quando este
Instruções Técnicas. for necessário, ou no ato da solicitação da vistoria.

Os detalhes específicos devem obedecer às Instruções 6.4.5 Se for acrescida instalação provisória (estrutura
Técnicas do CBMRO de acordo com as exigências temporária) em área externa junto à edificação
previstas no “Anexo A” desta Instrução Técnica. permanente, esta instalação deve ser regularizada para
fins de ocupação temporária (apresentação de ART ou
6.3.3.3.4 Memorial descritivo completo no modelo RRT).
do Corpo de Bombeiros:
6.4.6 Se no interior da edificação permanente for
acrescida instalação provisória tais como boxe, estande,
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

entre outros, prevalece à proteção da edificação desde 6.4.10.1.1 Projeto de Ocupação Temporária:
que atenda aos requisitos para a atividade em questão.
O Projeto de Ocupação Temporária deve conter os
6.4.7 O responsável técnico pelo Processo de Proteção seguintes itens:
Contra Incêndio e Pânico deverá informar a área exata
utilizada para o evento, incluindo as áreas edificadas, a) Toda a área contendo as cotas de todos os
arenas, estandes, barracas, tendas, arquibancadas, perímetros, áreas e larguras das saídas em escala
palcos e similares, excluindo-se as áreas descobertas padronizada;
destinadas a estacionamentos para fins de cobrança da
taxa. b) Lotação da edificação e áreas de risco;

6.4.8 A ocupação temporária deve possuir o prazo c) A indicação de todas as dependências, áreas de risco,
máximo de 6 meses de duração, sem interrupção. Após arquibancadas, arenas e outras áreas destinadas à
este prazo, as instalações que não forem desmontadas e permanência de público, instalações, equipamentos,
transferidas para outros locais passam a ser brinquedos de parques de diversões, palcos, centrais de
consideradas como permanentes. gases inflamáveis, enfim, tudo o que for fisicamente
instalado, sempre com a identificação das medidas da
6.4.9 A ocupação temporária poderá fazer uso de respectiva área e detalhamento em cortes e fachadas;
recipientes de GLP com capacidade igual ou inferior a
32 L (13 kg) de acordo com o previsto na IT-28. d) Para espetáculos pirotécnicos, croqui da área
contendo cotas do perímetro, distâncias de rede elétrica,
6.4.10 Análise de Projeto estacionamento, edificações, públicos, diâmetro dos
fogos de artifício e seus principais efeitos sonoros e
Para este Processo deve ser apresentado o Projeto da visuais;
Ocupação Temporária conforme item 6.5.2.
e) Nota em planta constando, quando necessário: equipe
6.4.10.1 A solicitação de análise de projeto deve ser médica e ambulância, número de brigadistas conforme IT-
realizada mediante requerimento do proprietário, 17.
responsável pelo uso ou responsável técnico,
apresentando o Projeto de Ocupação Temporária, f) Os símbolos gráficos dos sistemas e equipamentos de
quando necessário, que deverá será composto pelos segurança contra incêndio e pânico, conforme IT 04 –
seguintes documentos: Símbolos Gráficos;

a) Pasta de Projeto Técnico; g) A apresentação em folha tamanho até A0, assinada


pelo proprietário e responsável técnico.
b) Procuração do proprietário;
h) Imprimir no carimbo das pranchas a chancela de
c) Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica aprovação do Corpo de Bombeiros (modelo padrão).
(ART ou RRT) do responsável técnico pela elaboração 6.4.10.1.1.1 Avaliação de projeto de ocupação
do Projeto; temporária:

d) Implantação, se for o caso, indicando as disposições a) O projeto de ocupação temporária deve ser
das edificações ou instalações no terreno; apresentado na seção de protocolo do Serviço de
Segurança Contra Incêndio e Pânico do Corpo de
e) Projeto de ocupação temporária; Bombeiros, em no mínimo duas vias e no máximo três
vias;
f) Nos processos de substituição parcial deve ser
incluído um quadro síntese de alterações, conforme b) O Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico
anexo L. deverá orientar o interessado sobre todas as condições de
segurança contra incêndio e pânico exigidas, bem como a
g) Para os espetáculos pirotécnicos devem ser respectiva documentação necessária;
observadas as exigências previstas na IT-30.
c) Completa a orientação, todos os documentos devem
39
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

receber carimbo padronizado de aprovação, sendo de segurança contra incêndio e pânico prevista na
devolvido ao interessado; legislação, implicará na cassação do documento pelo
CBMRO.
d) Os projetos para ocupações temporárias em
edificações permanentes são válidos somente para o 6.5.3 Solicitação
período de realização do evento;
6.5.3.1 A solicitação de vistoria deverá ser procedida pelo
e) Depois de instalada toda a proteção exigida, deve ser proprietário, responsável pelo uso ou responsável
realizada a vistoria e emitido o respectivo Auto de Vistoria técnico.
Contra Incêndio e Pânico - AVCIP, caso não haja
irregularidades, com validade somente para o endereço 6.5.3.2 O interessado deve solicitar a vistoria para fins de
em que esteja localizada a instalação na época da emissão do AVCIP à Unidade do CBMRO com atribuição
vistoria; no município onde se localiza a edificação ou no sítio do
Corpo de Bombeiros.
f) Devido à peculiaridade do tipo de instalação ou
ocupação, o Serviço de Segurança Contra Incêndio e 6.5.3.3 Ao protocolar a solicitação será fornecido pelo
Pânico pode declinar do princípio da cronologia e realizar CBMRO um número sequencial de entrada para
a análise no menor prazo possível; acompanhamento da vistoria.

g) O Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico 6.5.3.4 Deve ser recolhida a taxa junto à instituição
deverá manter uma cópia do projeto de ocupação bancária autorizada, de acordo com a área construída ou
temporária durante o período de realização do evento. área de risco especificada na edificação a ser
inspecionada.
6.4.10.2 O PPCIP será devidamente assinado pelo
militar ou engenheiro responsável pela análise do mesmo 6.5.3.5 Nos casos de eventos em Ocupações
e homologado pelo Diretor de Atividades Técnicas ou Temporárias, conforme descrito no item 6.5, a taxa deve
Comandante da OBM. ser calculada de acordo com a área delimitada a ser
ocupada pelo evento, incluindo as áreas edificadas,
6.4.11 Vistoria arenas, estandes, barracas, tendas, arquibancadas,
palcos e similares, excluindo-se as áreas descobertas
6.4.11.1 O procedimento de vistoria deverá ser realizado destinadas a estacionamentos.
em todos os Processos Técnicos para Ocupação
Temporária e deve ser solicitado conforme item 6.5 desta 6.5.3.6 O pagamento das taxas realizadas através de
Instrução Técnica. compensação bancária que apresentar irregularidades de
quitação junto ao Serviço de Segurança Contra Incêndio
e Pânico deve ter seu processo de vistoria interrompido.
6.5.3.7 O pagamento da taxa de vistoria dá direito à
6.5 PROCEDIMENTOS DE VISTORIA realização de 02 (duas) vistorias, sendo 01 (uma) vistoria
e 01 (um) retorno (se constatadas irregularidades pelo
O procedimento de vistoria deve ser realizado por vistoriador). Caso sejam necessárias mais de 02 (duas)
solicitação do interessado, nos casos exigidos na Tabela visitas, o interessado deverá realizar o recolhimento de
2 desta Instrução Técnica e no ato da renovação do nova taxa de vistoria.
AVCIP. Poderá ainda ser realizado de ofício quando o
CBMRO a julgar necessária para garantir a incolumidade 6.5.3.7.1 A vistoria deverá serrealizada
das pessoas, do patrimônio ou do meio ambiente. preferencialmente em horário comercial. Caso haja
necessidade de realização de vistoria em horário
6.5.1 O proprietário e/ou responsável pelo uso da alternativo, o interessado deverá realizar tal solicitação via
edificação ou área de risco é responsável pela Formulário de Atendimento Técnico - FAT, encaminhado
manutenção e funcionamento das Medidas de ao chefe da Seção de Segurança Contra Incêndio e
Segurança Contra Incêndio e Pânico. Pânico, o qual avaliará o pedido. O FAT deverá ser
encaminhado juntamente com o protocolo da solicitação
6.5.2 Mesmo após a emissão do AVCIP, qualquer de vistoria, ou imediatamente após esta.
irregularidade ou modificação constatada nas medidas
40
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

6.5.3.7.2 Caso o vistoriador se depare com o depósitos) deve ser permitida a vistoria de áreas parciais
estabelecimento fechado durante horário comercial ou desde que haja condição de acesso das guarnições e
não encontre o endereço especificado na solicitação de viaturas do Corpo de Bombeiros.
vistoria, o deslocamento será considerado como vistoria
ou retorno, para fins de quantitativo de serviços prestados 6.5.3.11.1 Nos projetos de que trata esta subseção,
pelo pagamento da taxa de vistoria. quando as edificações estiverem sob administração
única, será admitida a instalação de sistemas de proteção
6.5.3.7.3 Caso ocorra uma das situações previstas no contra incêndio e pânico interligados, desde que atendam
item anterior, o vistoriador deverá registrar o fato no às exigências normativas e tenha a eficiência de todo o
relatório de vistoria, citando a data e horário da visita e sistema atestada pelo Responsável Técnico.
listando (sempre que possível) duas testemunhas de sua
presença no local, especificando os nomes completos e 6.5.3.12 Quando houver vistoria em edificação e áreas de
contatos das mesmas. risco que possuam critério de isolamento, por meio de
parede corta-fogo, a vistoria deve ser executada nos
6.5.3.8 Caso sejam constatadas irregularidades durante ambientes que delimitam esta parede no mesmo lote e
a vistoria, o interessado deverá solicitar ao Serviço de tenham medidas de segurança contra incêndio e pânico
Segurança Contra Incêndio e Pânico o retorno do independentes.
vistoriador ao local, após as irregularidades serem
sanadas. 6.5.3.13 O Serviço de Segurança Contra Incêndio e
Pânico deve observar a ordem cronológica dos protocolos
6.5.3.9 Poderá ser realizada vistoria parcial com emissão de entrada para a realização da vistoria.
do respectivo AVCIP Parcial nas edificações em
construção, desde que a área em obras não esteja 6.5.3.14 Devido à peculiaridade do tipo de instalação ou
ocupada e não caracterize risco de incêndio, bem como ocupação, o Serviço de Segurança Contra Incêndio e
não interfira nas rotas de fuga e atentem para o Pânico pode declinar do princípio da cronologia e realizar
isolamento de risco. Neste caso, será admitida a proteção a vistoria do Processo Técnico para Ocupações
proporcional à área a ser vistoriada. Temporárias no menor prazo possível.

6.5.3.9.1 Para a solicitação de vistoria de área 6.5.3.15 Para solicitação de inspeções referentes ao
parcialmente construída, deve ser encaminhada ao Processo Técnico para Ocupações Temporárias, o
Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico uma interessado deve solicitar com antecedência mínima de
solicitação por escrito ou através de Formulário para 10 (dez) dias anteriores em relação à data do evento.
Atendimento Técnico (Anexo F), especificando a área a
ser vistoriada. 6.5.3.15.1 As inspeções tratadas neste subitem devem
ser solicitadas ou previamente agendadas para quando a
6.5.3.9.2 A certificação das edificações enquadradas estrutura esteja completamente montada e em
como “parcial” deverá ser realizada conforme item 7.1.5. condições que propiciem a avaliação das medidas de
segurança contra incêndio e pânico exigidas.
6.5.3.10 Quando houver mais de uma edificação na
propriedade não contemplada na vistoria parcial e que 6.5.3.16 O prazo máximo para realização de vistoria pelo
atenda aos critérios de isolamento de risco, conforme Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico para
estabelecido na IT-07, as quais estejam sem a emissão emissão de AVCIP é de 30 (trinta) dias, a partir da data de
do AVCIP, o proprietário será notificado nos termos da protocolo do requerimento mencionado no item anterior,
Lei nº 3.924/17. prorrogável por mais 15 (quinze) dias.

6.5.3.11 Quando um PSCIP englobar várias edificações 6.5.4 Durante a vistoria:


que atendam aos critérios de risco isolado e que
possuam medidas de segurança contra incêndio e 6.5.4.1 Deve haver pessoa habilitada com conhecimento
pânico instaladas independentes, e que não possuam do funcionamento das medidas de segurança contra
vínculo funcional ou produtivo (tais como: condomínio incêndio para que possa manusear quando realizar a
de edifícios residenciais, condomínio de edifícios vistoria.
comerciais, condomínio de edifícios de escritórios,
condomínio de edifícios industriais e condomínio de 6.5.4.2 Deverá o estabelecimento a ser vistoriado dispor
41
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

de via do Projeto Técnico devidamente aprovado pelo exigidas de acordo com as Instruções Técnicas
CBMRO. pertinentes, podem ser aceitas como medidas adicionais
de segurança, desde que não interfiram na cobertura das
6.5.4.3 Se durante a realização da vistoria for constatada instalações originalmente previstas. Tais instalações
alteração constante dos itens 10.5.1 e 10.5.2, tal fato devem seguir os parâmetros de segurança previstos nas
deve implicar, respectivamente, a Substituição Parcial ou instruções técnicas.
Total do Processo.
6.5.4.11 Caso não seja possível avaliar no local da vistoria
6.5.4.4 Se durante a realização de vistoria for constatada a interferência da instalação de proteção adicional, o
uma ou mais das alterações constantes do item 10.6, tal interessado deve esclarecer posteriormente através de
fato deve implicar a Revogação do Processo. Formulário de Atendimento Técnico (FAT) a medida
adotada para avaliação do Serviço de Segurança Contra
6.5.4.5 Nas inspeções das edificações construídas Incêndio e Pânico.
anteriormente à vigência da Lei Estadual nº 3.924, de 17
de outubro de 2017, devem ser observados os critérios 6.5.4.12 Em local de reunião de público, o responsável
definidos na IT-41 – Edificações Existentes. pelo uso e/ou proprietário deve manter na entrada da
edificação e áreas de risco uma placa indicativa contendo
6.5.4.6 Quando constatado em vistoria que o PSCIP a lotação máxima permitida, conforme modelo
possui alguma irregularidade passível de revogação, o apresentado no “Anexo O” da IT-12.
vistoriador deve encaminhar o relatório de vistoria para o
Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico para 6.5.4.13 O vistoriador tem discricionariedade para liberar
verificação. pequenas variações entre o que está previsto no projeto
e o que se apresenta executado na edificação, desde que
6.5.4.7 A irregularidade ou a aprovação da vistoria deve estas variações não interfiram no funcionamento eficaz
ser anotada no relatório de vistoria (RV), que deve ser das medidas de segurança contra incêndio e pânico
deixado pelo vistoriador na edificação e áreas de risco previstas e seja devidamente justificado pelo mesmo,
com o acompanhante indicado no item 6.5.4.1, mediante registrando em seu RV.
recibo.
6.5.4.14 Devem constar no Registro de Vistoria as
6.5.4.8 Descumprida alguma exigência ou constatada pequenas variações para homologação junto ao chefe da
alguma irregularidade na vistoria, o vistoriador descrevê- seção de segurança contra incêndio e pânico. No caso de
la-á no Registro de Vistoria (RV), estabelecendo prazo homologação, o relatório de vistoria com os itens
máximo de até 30 (trinta) dias para que ela seja cumprida verificados, deverá conter a autorização assinada pelo
levando em conta os fatores de risco, viabilidade e chefe da seção de segurança contra incêndio e pânico e
exequibilidade. juntado ao processo.

6.5.4.9 Os prazos para cumprimento das exigências feitas 6.5.4.15 Caso não exista população fixa na edificação,
pelos vistoriadores serão contados a partir da data de durante a vistoria de habite-se, não deve ser exigido o
emissão do Registro de Vistoria (RV). Atestado/Certificado de Formação de Brigada de
Incêndio e Pânico.
6.5.4.8 Quando houver discordância do relatório emitido
pelo vistoriador, ou havendo necessidade de 6.5.4.16 O responsável pela edificação deve apresentar o
regularização de alguma pendência, o responsável Atestado/Certificado de Formação de Brigada de
apresentará suas argumentações por meio do Incêndio e Pânico no momento que iniciar suas atividades
Formulário para Atendimento Técnico, devidamente de funcionamento.
fundamentado nas referências normativas.
6.5.4.17 O Serviço de Segurança Contra Incêndio e
6.5.4.9 Indeferido o pedido de reconsideração de ato, o Pânico da área de atendimento deve criar condições para
interessado poderá solicitar recurso em primeiro e que preferencialmente o retorno das vistorias seja
segundo grau nos termos do item 9 desta IT. realizado pelo mesmo vistoriador.

6.5.4.10 As medidas de segurança contra incêndio e 6.5.4.18 Na primeira vistoria anual devem-se apontar
pânico existentes na edificação e áreas de risco, não todos os requisitos de regularização no relatório de
42
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

vistoria.
Depois de cumpridas todas as exigências nos processos,
6.5.4.19 Nos retornos das vistorias somente serão quando necessária, a documentação a seguir deve ser
apontadas novas exigências, desde que devidamente apresentada na Seção de Proteção Contra Incêndio e
fundamentadas, com autorização do Comandante da Pânico para emissão Auto de Vistoria Contra Incêndio e
OBM da área de atendimento. Pânico do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de
Rondônia (AVCIP):
7 AUTO DE VISTORIA CONTRA INCÊNDIO E
PÂNICO - AVCIP DO CBMRO: 7.2.1 Laudo e documento de Responsabilidade Técnica:

A edificação só poderá ser liberada para fins de 7.2.1.1 Os laudos e documentos de Responsabilidade
ocupação ou funcionamento após emissão do Auto de Técnica devem ser emitidos para os serviços específicos
Vistoria Contra Incêndio e Pânico - AVCIP ou documento de instalação e/ou manutenção das Medidas de
prévio devidamente formalizado pelo CBMRO. Segurança Contra Incêndio e Pânico previstos nas
edificações e áreas de risco.
7.1 Regularização das Edificações
7.2.1.2 O laudo e documento de Responsabilidade
7.1.1 Para se efetuar regularização de qualquer Técnica de execução/instalação são exigidos no ato da
edificação junto ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado primeira vistoria da edificação e áreas de risco.
de Rondônia (CBMRO) é necessária a aprovação do
PSCIP conforme critérios estipulados na Tabela 2 desta 7.2.1.2.1 Quando se tratar de Processo Técnico para
IT. Ocupações Temporárias será exigido o laudo e
documento de Responsabilidade Técnica de
7.1.2 O AVCIP definitivo somente será expedido quando execução/instalação sempre que houver montagens e
a edificação estiver totalmente regularizada conforme a desmontagens.
Lei nº 3.924/2016, sua regulamentação e IT’s do CBMRO
bem como outras normas de segurança contra incêndio 7.2.1.3 Deverão ser realizadas manutenções periódicas
e pânico aplicadas pelo CBMRO. das medidas de segurança contra incêndio e pânico,
sendo exigidos os laudos e documentos de
7.1.3 A edificação não poderá receber AVCIP durante o Responsabilidade Técnica a cada 1 (um) ano para
período de sua regularização. renovação do AVCIP.
7.1.4 Auto de Conformidade de Procedimento
Simplificado – ACPS. 7.2.1.3.1 O período de 1 (um) ano previsto será
desconsiderado caso seja detectada alguma
7.1.4.1 O ACPS emitido para as edificações e áreas de irregularidade, indício de falha técnica ou envolver
risco, que se enquadram no item 6.2 (Procedimento materiais com prazo de validade inferior ao período.
Simplificado) tem imediata eficácia para fins de abertura
do empreendimento e comprovação perante outros 7.2.1.4 Pode ser emitido um único documento de
órgãos, e deverá constar o seguinte texto: responsabilidade técnica quando houver apenas um
responsável técnico pelas Medidas de Segurança Contra
“PROCEDIMENTO SIMPLIFICADO - EDIFICAÇÃO Incêndio e Pânico.
PREVIAMENTE CERTIFICADA”
7.2.1.5 Podem ser emitidos vários documentos de
7.1.5 AVCIP Parcial responsabilidade técnica desmembrados com as
respectivas responsabilidades por instalações específicas,
O Certificado Parcial emitido para as edificações e áreas quando houver mais de um responsável técnico pelas
de risco, que se enquadram no item 6.6.3.9 tem imediata Medidas de Segurança Contra Incêndio e Pânico.
eficácia para fins de comprovação perante outros
órgãos, e deverá constar a área total aprovada no 7.2.1.6 De acordo com as características das edificações e
PSCIP, além da área parcial solicitada para certificação áreas de risco, os seguintes laudos e documentos de
devendo conter o seguinte texto: responsabilidade técnica podem ser solicitados:

7.2 Emissão do AVCIP a) De instalação e/ou de manutenção das Medidas de


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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

Segurança Contra Incêndio e Pânico (hidrantes e r) Armações de circos;


mangotinhos, iluminação de emergência, alarme de
incêndio, compartimentação horizontal e vertical, central s) Instalações elétricas;
de gás, elevadores e sistema de proteção contra
descargas atmosféricas – SPDA); t) Outras montagens mecânicas ou eletroeletrônicas.

b) De instalação e/ou de manutenção dos sistemas de 7.2.2 Atestado de brigada contra incêndio e pânico
utilização de gases inflamáveis;
Documento que atesta que os ocupantes da edificação
c) De instalação e/ou manutenção do grupo receberam treinamentos teóricos e práticos de prevenção
motogerador; e combate a incêndio (Anexo P desta IT).

d) De instalação e/ou manutenção do sistema de 7.2.3 Termo de responsabilidade de saídas de


pressurização da escada de segurança; emergência

e) De instalação e/ou manutenção do revestimento dos Documento que atesta que as portas de saídas de
elementos estruturais protegidos contra o fogo; emergência da edificação estão instaladas com sentido
de abertura no fluxo da rota de fuga e permanecem
f) De vistoria e/ou manutenção de vasos sob pressão abertas durante a realização do evento (Anexo M desta
(pressão manométrica interna superior a 103,4 KPa - IT).
1,05 Kgf/ cm²);
7.2.4 Atestado de abrangência do grupo motogerador
g) De instalação e/ou de manutenção dos (GMG)
sistemas de chuveiros automáticos;
Documento que contém informações sobre a
h) De instalação e/ou manutenção do sistema de abrangência, autonomia e automatização (Anexo K desta
detecção de incêndio; IT).
7.2.5 Atestado do emprego de materiais de acabamento
i) De instalação e/ou manutenção do sistema de e revestimento
controle de fumaça;
Documento que atesta o emprego dos materiais de
j) De instalação e/ou manutenção do emprego de revestimento e acabamento existentes, conforme modelo
material de acabamento e revestimento; constante na tabela A da IT 10 – Controle de materiais de
acabamento e revestimento (Anexo I desta IT), podendo
k) De instalação e/ou manutenção da compartimentação a critério dos Centros de análise de projetos ser exigido
vertical de shafts e de fachada envidraçada ou similar; ainda na fase de aprovação de projeto.

l) Dos sistemas de controle de temperatura, de 7.2.6 Memorial de Segurança Contra Incêndio e Pânico
despoeiramento e de explosão para silos; das Estruturas

m) De instalação e/ou de manutenção dos brinquedos Memorial descritivo dos cálculos realizados para
aquáticos. dimensionamento dos revestimentos das estruturas
contra ação do calor e outros conforme IT 08 – Segurança
n) Lona de cobertura com material específico, conforme estrutural nas edificações (Anexo Q desta IT), podendo a
determinado na IT-10, para ocupação com lotação critério dos Centros de análise de projetos ser exigido
superior a 100 pessoas; ainda na fase de aprovação de projeto.

o) Arquibancadas e arenas desmontáveis; 7.2.7 Termo de Responsabilidade de Lotação Máxima

p) Brinquedos de parques de diversões; Documento que atesta a lotação máxima, de uma


edificação e/ou área de risco, durante a realização do
q) Palcos; evento (Anexo N desta IT).
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

7.2.8 Termo de Responsabilidade de Hidrante Urbano e assemelhados, desde que o condomínio possua AVCIP
principal vigente. O AVCIP emitido deverá constar a
Documento que visa garantir a instalação de Hidrante informação que o cancelamento do AVCIP principal
Urbano nos moldes da IT-34 (Anexo O desta IT), causará concomitantemente o cancelamento do AVCIP
podendo a critério dos Centros de análise de projetos ser individual.
exigido ainda na fase de aprovação de projeto.
7.8.1 Para obtenção do AVCIP individual, a parte
7.2.9 Certificado de Formação de Brigadista Efetivo interessada solicitará o pedido de vistoria na seção de
Documento emitido por empresa credenciada à protocolo do Serviço de Segurança Contra e Pânico do
profissional habilitado a exercer a atividade de brigadista CBMRO, acompanhado da taxa com o comprovante de
efetivo. recolhimento e da cópia do AVCIP principal da
edificação.
7.2.10 Quando se tratar de comércio ou armazenamento
de fogos de artifício deve-se apresentar: 7.8.2 O AVCIP emitido para edificação conforme este
subitem poderá ser renovado, não eximindo as demais
a) Certificado de Registro fornecido pelo Exército edificações das ações de fiscalização.
Brasileiro;
b) Licença de funcionamento para atividade de comércio 7.8.3 Os AVCIP’s devem ser emitidos especificando a
de fogos de artifício expedida pela prefeitura municipal. área total aprovada no PSCIP e a área parcial referente
a subdivisão de área requerida.
7.3 No AVCIP deve conter o número da (s) ART (s) ou
RRT (s) referente às Medidas de Segurança Contra 7.9 O AVCIP somente poderá ser emitido para edificação
Incêndio e Pânico. e áreas de risco que tenham todas as medidas contra
incêndio e pânico concluídas e em funcionamento.
7.4 A emissão do AVCIP pelo sistema do CBMRO
somente será permitida com a aprovação pelo vistoriador 7.10 Após a emissão do AVCIP para a edificação e
após realizada a vistoria. áreas de risco, o responsável pelo uso e/ou proprietário
deve manter o AVCIP original ou cópia na entrada da
7.5 Nos casos de extravio do protocolo da vistoria, o edificação e áreas de risco em local visível ao público.
responsável técnico, proprietário ou responsável pelo uso
deve encaminhar uma solicitação por escrito ou 7.11 O AVCIP somente poderá ser emitido se não houver
Formulário para Atendimento Técnico (FAT) ao Serviço débitos da parte interessada junto ao CBMRO.
de Segurança Contra Incêndio e Pânico, esclarecendo o
fato ocorrido. 7.12 Revogações do Auto de Vistoria Contra Incêndio e
Pânico - AVCIP do CBMRO
7.6 Nos casos de extravio da primeira via do AVCIP,
desde que o prazo de validade não tenha expirado, o 7.12.1 Quando constatado pelo CBMRO que ocorreram
proprietário ou responsável pelo uso deverá encaminhar alterações prejudiciais às medidas de segurança contra
uma solicitação por escrito ou FAT ao Serviço de incêndio e pânico da edificação ou área de risco que já
Segurança Contra Incêndio e Pânico, acompanhada da possua AVCIP com prazo de validade em vigência e
devida taxa, esclarecendo o motivo do pedido, em que o verificada a necessidade de adequações, deve ser
respectivo Serviço de Segurança deve emitir um novo confeccionado um relatório de vistoria apontando os
AVCIP, com prazo de validade idêntico à mesma data ajustes a serem realizados.
do AVCIP anterior.
7.12.2 Constatado que o proprietário ou responsável pelo
7.7 A via original do AVCIP deve ser devolvida ao uso da edificação ou áreas de risco não adotou as
Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico quando providências necessárias para a correção da (s)
houver a necessidade de nova emissão por mudança de irregularidade (s), o Comandante da OBM deverá notificar
dados apresentados erroneamente pelo interessado. o interessado conforme procedimento descrito na IT-42.

7.8 Em caso de interesse do responsável pelo uso, 7.12.3 Caso seja instaurado o Procedimento
poderá ser emitido AVCIP individual para empresa Administrativo e aplicada a sanção de cassação de
instalada dentro de condomínios comerciais, industriais AVCIP, esta deve ser publicada em Boletim Geral da
45
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

corporação. Contra Incêndio e Pânico junto ao CBMRO.

7.12.4 Após a publicação, a Prefeitura e demais órgãos 7.14.1 As edificações que possuírem o Atestado de
interessados no caso, devem ser cientificados da Regularização com Restrições deverão possuir os
cassação do AVCIP. sistemas mínimos preventivos no local como: Sistema de
Proteção por Extintores, Sistema de Iluminação de
7.13 Prazos do Auto de Vistoria Contra Incêndio e Emergência e Sinalização de Emergência.
Pânico – AVCIP.
7.14.2 Exclui-se a lavratura do Atestado de
7.13.1 Após apresentação de toda documentação Regularização com Restrição as edificações
exigida, o Serviço de Segurança Contra Incêndio e enquadradas no Grupo F do Anexo A desta instrução
Pânico emitirá o AVCIP em até 30 (trinta) dias, podendo técnica.
ser prorrogável por mais 30 (trinta) dias.
7.14.3 Será emitido pelo CBMRO um Termo de
7.13.2 O AVCIP terá validade por até 1 (um) ano a contar Compromisso com o prazo definido para a execução dos
do dia da sua emissão, salvo quando se tratar de AVCIP Sistemas Preventivos, que será devidamente assinado
para eventos temporários. pelo responsável pela edificação se comprometendo ao
cumprimento do prazo estabelecido.
7.13.3 O AVCIP da realização de Shows, Eventos e
Ocupações Temporárias, terá validade para o período de 7.14.4 O termo de compromisso já conterá a data de
realização destes não podendo ultrapassar o prazo realização da vistoria de para constatação de execução
máximo de 6 meses, sendo válido para o endereço onde dos sistemas preventivos.
foi efetuada a vistoria.
8 FORMULÁRIO PARA ATENDIMENTO TÉCNICO –
7.13.4 Quando houver a necessidade de cancelar o FAT
AVCIP emitido para retificação de dados, o prazo de
validade do novo certificado deve se restringir ao mesmo 8.1 Aplicação
período de validade emitido no cancelado, mediante
devolução do original. O Formulário para Atendimento Técnico (Anexo F) deve
ser específico para determinado protocolo e utilizado nos
7.13.5 Para renovação do AVCIP, o responsável deve seguintes casos:
solicitar nova vistoria ao Serviço de Segurança Contra
Incêndio Pânico do CBMRO, conforme item 6.5 desta a) Para esclarecimento de dúvida quanto a
Norma, com no mínimo 30 (trinta) dias antes do procedimentos administrativo e técnicos;
vencimento do AVCIP vigente.
b) Para solicitação de revisão de ato praticado pelo
7.14 Requisitos para emissão do Atestado de Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico
Regularização com Restrições: O responsável pela (relatórios de inspeções ou análise de projetos);
edificação ou área de risco, que excepcionalmente
necessitar do Atestado de Regularização com Restrições c) Para solicitação de AVCIP Parcial;
CBMRO, deverá comparecer a Organização Bombeiro
Militar mais próxima apresentando: d) Outras situações a critério do Serviço de Segurança
Contra Incêndio e Pânico.
a) Requerimento por escrito apresentando suas
argumentações que comprovem a inviabilidade técnica 8.1.1 No ato de preenchimento do Formulário para
de atendimento imediato dos sistemas preventivos Atendimento Técnico, o interessado deverá propor
previstos no projeto, bem como, propor medidas de questão específica sobre a aplicação da legislação,
segurança alternativas e compensatórias que serão ficando vedadas às perguntas genéricas com a intenção
analisadas pelo CBMRO, a serem adotadas até a de delegar ao Serviço de Segurança Contra Incêndio e
conclusão da totalidade das exigências; Pânico a busca da solução específica.

b) Certificado de Aprovação do Projeto de Proteção 8.2 O FAT possui caráter individual e sua solução deve
ser restrita ao PSCIP que o originou, não podendo ser
46
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

estendida ou generalizada para situações semelhantes de:


verificadas em outros PSCIP.
a) Solicitação de isenção de Medidas de Segurança
8.3 Apresentação Contra Incêndio e Pânico;

A solicitação do interessado pode ser feita conforme b) Utilização de outras normas, nacionais ou
Anexo F desta norma ou modelo semelhante internacionais;
confeccionado com recursos da informática,
datilografado ou manuscrito com letra de forma legível, c) Utilização de novos sistemas construtivos ou de
em três vias, e pode ser acompanhado de documentos novos conceitos de Medidas de Segurança Contra
que elucidem a dúvida ou comprovem os argumentos Incêndio e Pânico;
apresentados.
d) Casos em que o Serviço de Segurança Contra
8.4 Competências Incêndio e Pânico não possua os instrumentos
adequados para a avaliação em análise e/ou vistoria.
8.4.1 Podem fazer uso do presente instrumento o
proprietário, seu procurador ou o responsável técnico. 9.3 A Comissão Técnica ou o Conselho Técnico
Deliberativo iniciam-se com a apresentação do devido
8.4.2 O FAT deverá ser respondido pelo chefe da Seção requerimento disposto no Anexo H desta IT.
de Segurança Contra Incêndio e Pânico da Unidade do 9.4 Iniciada a Comissão Técnica ou o Conselho Técnico
CBMRO com atribuição no município ou área de atuação Deliberativo, interrompe-se o cômputo de prazo da
onde se localiza a edificação, através de carta-resposta análise e/ou vistoria, recomeçando a contagem após o
ou ofício encaminhado ao interessado. retorno da documentação ao Serviço de Segurança
Contra Incêndio e Pânico.
8.4.3 Em caso de atendimento técnico relativo à análise
de projetos, o FAT poderá ser respondido pelo próprio 9.5 Toda e qualquer solicitação de Comissão Técnica ou
analista responsável do PSCIP em questão. Conselho Técnico Deliberativo devem possuir a
assinatura do proprietário ou responsável pelo uso e do
8.5 Prazo do FAT: responsável técnico.

8.5.1 A contar da data do protocolo, o Serviço de 9.6 Podem ser signatários diversos os responsáveis
Segurança Contra Incêndio e Pânico deve responder no técnicos em cada nível dos recursos, desde que seja
prazo máximo de 10 (dez) dias úteis, respeitando a comprovada a anuência do proprietário e/ou responsável
ordem cronológica de entrada do pedido. pelo uso.

8.5.2 Em caso do FAT ser encaminhado para instância 9.7 Competência e procedimentos para impetrar
superior, o prazo de resposta fica prorrogado para 30 Comissão Técnica ou Conselho Técnico Deliberativo:
(trinta) dias.
9.7.1 O proprietário, o responsável pelo uso ou seu
9 COMISSÃO TÉCNICA E CONSELHO TÉCNICO procurador ou o responsável técnico, podem recorrer por
DELIBERATIVO meio de Comissão Técnica ou Conselho Técnico
Deliberativo.
9.1 A Comissão Técnica e o Conselho Técnico
Deliberativo são os instrumentos administrativos em grau 9.7.2 O pedido de instauração de Comissão Técnica deve
de recurso que funcionam como instâncias superiores de ser apresentado no Serviço de Segurança Contra
decisão de assunto relacionado ao Serviço de Segurança Incêndio e Pânico no prazo de 60 (sessenta) dias a contar
Contra Incêndio e Pânico. da data em que tomarem conhecimento da decisão da
qual pretendem recorrer.
9.2 A Comissão Técnica e o Conselho Técnico
Deliberativo são utilizados nas fases de análise de 9.8 Os recursos funcionam em duas instâncias:
projetos, vistoria ou quando há necessidade de estudo de
casos especiais como forma de garantir ao interessado a a) Comissão Técnica (CT) – Primeira Instância;
manutenção de exigências de futuro PSCIP, a exemplo
47
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

b) Conselho Técnico Deliberativo (CTD) - Última


Instância. 9.13.2 Poderá ser apresentado um croqui, fotos ou mesmo
planta para melhor elucidação do pedido.
9.8.1 Comissão Técnica (CT):
É a comissão composta por 3 (três) bombeiros do 9.13.3 A Comissão Técnica ou do Conselho Técnico
CBMRO, sendo presidida pelo oficial comandante da Deliberativo deve emitir Parecer Técnico contendo dados
Organização Bombeiro Militar (OBM), que tem a da edificação, solicitação e argumentos do solicitante,
finalidade de julgar o primeiro recurso feito ao Serviço de análise e conclusão.
Segurança Contra Incêndio e Pânico na área de atuação
desta. 9.13.4 A análise e conclusão do Parecer Técnico devem
observar os aspectos gerais da edificação tais como o
9.8.2 Conselho Técnico Deliberativo (CTD): risco, a viabilidade e exequibilidade de adaptação, as
É o conselho composto por 3 (três) Oficiais do CBMRO, condições arquitetônicas e estruturais, além da idade da
sendo presidido por oficial superior, que tem a finalidade edificação.
de julgar o recurso sobre decisão da Comissão Técnica.
9.13.5 O Parecer Técnico deve ser publicado em Boletim
9.9 No caso de indeferimento em primeira instância (CT) Geral da Corporação ou Diário Oficial do Estado ou,
e havendo contra argumentações ou fatos novos que seguindo o princípio da publicidade, na imprensa regional
motivem nova análise, o processo pode ser apresentado ou outros.
novamente em segunda instância (CTD), sem
necessidade de pagamento de novas taxas. 9.13.6 A Comissão Técnica ou o Conselho Técnico
Deliberativo pode, desde que fundamentado, reduzir,
9.10 O responsável técnico da questão sujeita a dispensar ou substituir as medidas de segurança contra
Comissão Técnica ou Conselho Técnico Deliberativo incêndio e pânico previstas.
pode ser substituído durante o seu andamento, desde
que seja comprovada a anuência do proprietário e/ou 10 DISPOSIÇÕES GERAIS
responsável pelo uso, e acompanhada da respectiva
Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). 10.1 O proprietário do imóvel, ou o representante legal do
condomínio, e os empreendedores, para fins de
9.11 A Comissão Técnica ou o Conselho Técnico responsabilidade penal, são considerados responsáveis
Deliberativo podem solicitar, além do levantamento solidários pela manutenção e instalação das medidas de
fotográfico, documentos complementares diversos para segurança contra incêndio e pânico do imóvel onde estão
seu convencimento. contidos os estabelecimentos, a fim de que sejam
cumpridos os requisitos previstos nesta norma técnica.
9.12 O prazo para solução de uma Comissão Técnica ou
de um Conselho Técnico Deliberativo não poderá ser 10.2 As áreas descobertas destinadas ao
superior a 30 (trinta) dias a contar do recebimento do armazenamento de materiais sólidos combustíveis,
recurso. independente do uso da edificação, são consideradas
áreas de risco, devendo ser fracionadas em lotes e
9.12.1 Nos procedimentos administrativos o Conselho possuir afastamentos dos limites da propriedade, bem
Técnico Deliberativo terá o prazo de dez dias, a contar do como corredores internos que proporcionem o
recebimento do recurso, para proferir o julgamento. fracionamento do risco, de forma a dificultar a propagação
do fogo e facilitar as operações de combate a incêndio,
9.13 Quando a edificação e áreas de risco não possuírem conforme notas genéricas das tabelas 6J.1 e 6J.2.
PSCIP com plantas aprovadas pelo Serviço de
Segurança Contra Incêndio e Pânico, deverão ser 10.3 Solicitações de Autoridades Públicas
apresentadas no requerimento de CT ou CTD, as
informações sobre a proteção ativa e passiva exigidas 10.3.1 As solicitações devem ser feitas via ofício com
pela legislação estadual. timbre do órgão público, contendo endereço da edificação
e áreas de risco, endereço e telefone do órgão solicitante,
9.13.1 Deverá ser especificado o processo industrial e motivação do pedido e identificação do funcionário
qualquer risco específico existente (ex.: caldeira, alto público signatário.
forno, produtos perigosos, etc.).
48
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

10.3.2 O prazo para solicitações por autoridades


públicas, a contar da data de entrada do ofício no 10.5.2 Substituição total de Projeto:
Serviço de Segurança contra Incêndio e Pânico, a
administração deve responder nos prazos legais das a) Ocorre quando há modificação do projeto aprovado
requisições e as demais solicitações em 30 (trinta) dias. resultando em alterações acima de 20% da área da
edificação;
10.4 Prazos de Análise de Projetos
b) O projeto substituto deverá receber novo número para
a) O Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico tem controle;
o prazo máximo de 30 (trinta) dias para analisar o Projeto
Técnico, a partir da data do protocolo no CBMRO; c) O projeto novo (substituto) deverá ter a composição
completa prevista pela presente Norma Técnica,
b) O prazo constante no item anterior pode ser refazendo-se inclusive todos os documentos
prorrogado por mais 30 (trinta) dias; complementares.

c) O Projeto Técnico deve ser analisado conforme ordem 10.5.2.1 O Pagamento da taxa será referente à área total
cronológica de entrada; da edificação após as modificações.

d) A ordem do item anterior pode ser alterada para o 10.5.3 Recarimbamento de Projeto:
atendimento das ocupações, atividades temporárias ou
interesse da administração pública, conforme cada caso. a) É a alteração de dados cadastrais relativos ao projeto
aprovado, tais como endereço, proprietário, responsável
10.5 Modificação de Projetos pelo uso, responsável técnico;

10.5.1 Substituição parcial de Projeto b) É o recarimbamento de novos jogos de pranchas, com


a quantidade máxima de 03 (três) vias;
a) Ocorre quando há modificação de projeto aprovado
decorrente de substituição de documentos c) Todos os documentos entregues devem permanecer
complementares, mudança de leiaute ou de alteração até apensos ao processo em ordem cronológica;
20% da área da edificação, que implique substituição de
parte das plantas; d) O número do projeto com recarimbamento deverá
continuar o mesmo do anteriormente aprovado;
b) O número do projeto com substituição parcial deverá
continuar o mesmo. As plantas e demais documentos 10.6 Anulação de Projeto, Cassação de AVCIP ou
substitutos, após aprovados, devem ser incluídos no Credenciamento:
projeto em ordem cronológica. Os documentos
substituídos devem conter em local visível e em destaque a) O CBMRO pode, a qualquer tempo, anular o projeto
a informação de que foram substituídos com a devida além de, cassar o AVCIP ou Credenciamento, que não
data e assinatura do analista; tenha atendido todas as exigências da legislação vigente
à época da aprovação/certificação;
c) A prancha substituta deverá contemplar a área total
projetada da prancha substituída, de forma a evitar seu b) O projeto anulado deve ser substituído por novo projeto
fracionamento. baseado na legislação vigente à época da elaboração do
projeto anulado;
10.5.1.1 O Pagamento da taxa será feito pelo valor
estipulado pelo Código Tributário Estadual, relativo a área c) Deverá ser procedida a anulação do projeto, se
efetiva de alteração. constatada a inabilitação técnica do responsável técnico,
que atuou na aprovação deste;
10.5.1.2 Quando o aumento de até 20% previsto neste
item implicar na instalação ou supressão de algum d) Deverá ser procedida a cassação do AVCIP ou
sistema preventivo fixo não previsto anteriormente no Credenciamento, se constatada a inabilitação técnica do
projeto, deverá ser efetuada a substituição total do projeto responsável técnico, caso tenha, que atuou no processo
de acordo com o item 10.5.2. em questão;
49
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

e) O procedimento para anulação de projeto e cassação c) Cópia do Documento de Identificação (RG ou CNH) do
de AVCIP ou credenciamento deve ser efetuado responsável do evento.
conforme prescrito na Instrução Técnica 42;

f) O ato de anulação de projeto e cassação de AVCIP ou 11 INFORMATIZAÇÃO DO SERVIÇO DE SEGURANÇA


Credenciamento deve ser publicado na Imprensa Oficial CONTRA INCÊNDIO
do Estado e no Boletim Geral do CBMRO;
11.1 Por ocasião da informatização do serviço de
g) O ato do item anterior, nas Seções de Segurança segurança contra incêndio e pânico, novas regras de
Contra Incêndio e Pânico das OBM’s do Interior do procedimentos administrativos podem ser publicadas pelo
Estado, pode ser publicado na imprensa oficial local, CBMRO.
quando houver, e nas demais hipóteses deve seguir o
princípio da publicidade previsto na legislação comum; 11.2 Os anexos, B à Q, desta IT 01 e os da IT 42 poderão
h) O ato de anulação ou cassação deve ser comunicado ter seus leiautes de preenchimento atualizados, pelo
ao Proprietário/responsável pelo uso, responsável Departamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico,
técnico, Prefeitura Municipal e, na hipótese da alínea “c” visando melhorar a transmissão de informação entre
ou “d”, ao Conselho Regional de Engenharia ou solicitantes e o Serviço de Segurança Contra Incêndio e
Conselho de Arquitetura e Urbanismo do profissional Pânico.
envolvido;
11.2.1 A alteração dos referidos anexos somente se dará
i) Havendo indício de crime, o responsável pelo Serviço em seu leiaute de preenchimento, ou com o
de Segurança Contra Incêndio deve comunicar o fato ao acréscimo/edição de informações explicativas, não
Ministério Público. podendo mudar a função para a qual foram originalmente
criados, salvo por portaria de atualização do Comando
10.7 Documento de Orientação Técnica Geral.

10.7.1 É um documento de orientação das Instruções 11.3 Todos os formulários e anexos citados nesta Instrução
Técnicas confeccionado pelo Departamento de Técnica serão disponibilizados no sítio do Corpo de
Segurança Contra Incêndio e Pânico que conterá Bombeiros Militar do Estado de Rondônia
numeração conforme o ano vigente. (http://www.cbm.ro.gov.br).

10.7.2 Deve orientar os pontos divergentes quanto à


aplicação das Instruções Técnicas.

10.7.3 Deve trazer esclarecimentos quanto às dúvidas


que por vezes ocorrem entre analistas de projetos,
vistoriadores e público interessado que fazem utilização
das Instruções Técnicas.

10.7.4 Após sua assinatura deverá ser publicado em


Boletim Geral da Corporação e posteriormente no site do
CBMRO a fim de que possa ser consultado.

10.7.5 Os Documentos abaixo relacionados serão


exigidos quando para entrada de Eventos Temporários
junto ao CBMRO.

a) Requerimento de Evento Temporário preenchido pelo


responsável do evento.

b) Cópia do comprovante de endereço do responsável do


evento.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO A – EXIGÊNCIAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

TABELA 1
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO A OCUPAÇÃO OU USO

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Tipificação


Condomínios de casas térreas ou
A-1 Habitação unifamiliar
assobradadas isoladas e assemelhados.
Condomínios de casas térreas ou
assobradadas não isoladas, edifícios de
A-2 Habitação multifamiliar
apartamentos em geral e condomínios
A Residencial
verticais e assemelhados.
Pensionatos, internatos, alojamentos,
mosteiros, conventos, residências geriátricas.
A-3 Habitação coletiva
Todos com capacidade máxima de 16 leitos
e assemelhados.
Hotéis, motéis, pensões, hospedarias,
pousadas, albergues, casas de cômodos e
B-1 Hotel e assemelhado
divisão A3 com mais de 16 leitos e
Serviço de assemelhados.
B
Hospedagem
Hotéis e assemelhados com cozinha própria
B-2 Hotel residencial nos apartamentos (incluem-se apart-hotéis,
flats, hotéis residenciais) e assemelhados.

Comércio com baixa carga Armarinhos, artigos de metal, louças, artigos


C-1
de incêndio hospitalares e outros.

Edifícios de lojas de departamentos,


Comércio com média e alta
C Comercial C-2 magazines, galerias comerciais,
carga de incêndio
supermercados em geral, mercados e outros.

Centro de compras em geral, feiras


C-3 Shoppings centers
permanentes, shopping centers e outros.
Escritórios administrativos ou técnicos,
Local para prestação de instituições financeiras (que não estejam
serviço profissional ou incluídas em D-2), cartórios, cabeleireiros,
D-1 condução de negócios. centros profissionais e assemelhados.
Administração pública em Repartições públicas (Edificações do
geral. Executivo, Legislativo e Judiciário) e
assemelhados.
Serviço D-2 Agência bancária Agências bancárias e assemelhados.
D
profissional
Lavanderias, assistência técnica, reparação
Serviço de reparação
e manutenção de aparelhos
D-3 (exceto os classificados em
eletrodomésticos, chaveiros, pintura de
G-4)
letreiros e outros.
Laboratórios de análises clínicas sem
D-4 Laboratório internação, laboratórios químicos,
fotográficos e assemelhados.
Escolas de primeiro, segundo e terceiro
E-1 Escola em geral graus, cursos supletivos, pré-universitários e
Educacional e assemelhados.
E
cultura física Escolas de artes e artesanato, de línguas, de
E-2 Escola especial cultura geral, de cultura estrangeira, escolas
religiosas e assemelhados.
52
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Tipificação


Locais de ensino e/ou práticas de artes
marciais, ginásticas (artística, dança,
musculação e outros) esportes coletivos
E-3 Espaço para cultura física
(tênis, futebol e outros que não estejam
incluídos em F-3), sauna, casas de
fisioterapia e assemelhados.
Educacional e
E Centro de treinamento
cultura física E-4 Escolas profissionais em geral.
profissional
Creches, escolas maternais e de educação
E-5 Pré-escola
infantil e assemelhados.
Escola para portadores de Escolas para excepcionais, deficientes
E-6
deficiências visuais e auditivos e assemelhados.
Local onde há objeto de Museus, centro de documentos históricos,
F-1
valor inestimável bibliotecas e assemelhados.

Igrejas, capelas, sinagogas, mesquitas,


F-2 Local religioso e velório templos, cemitérios, crematórios, necrotérios,
salas de funerais e assemelhados.

Estádios, ginásios e piscinas com


Centro esportivo e de arquibancadas, rodeios, autódromos,
F-3
exibição sambódromos, arenas em geral, pista de
patinação e assemelhados.
Estações rodoferroviárias, metrô, aeroportos,
Estação e terminal de
F-4 heliponto, estações de transbordo em geral e
passageiro
assemelhados.
Teatros em geral, cinemas, óperas,
Local de F-5 Arte cênica e auditório auditórios de estúdios de rádio e televisão,
F Reunião de auditórios em geral e assemelhados.
Público Boates, clubes em geral, salões de baile,
Clubes sociais e de restaurantes dançantes, clubes sociais,
F-6
Diversão bingo, bilhares, tiro ao alvo, boliche e
assemelhados.
Eventos temporários com concentração de
F-7 Eventos Temporários
público.
Restaurantes, lanchonetes, bares, cafés,
F-8 Local para refeição
refeitórios, cantinas e assemelhados.
Jardim zoológico, parques recreativos e
F-9 Recreação pública assemelhados, instalados em edificações
permanentes.
Salões e salas de exposição de objetos e
Exposição de objetos e animais, showroom, galerias de arte,
F-10
animais aquários, planetários e assemelhados em
edificações permanentes.
Garagem sem acesso de
público e sem
G-1 Garagens automáticas.
abastecimento de
Serviço combustível
G automotivo e
assemelhados Garagem com acesso de
Garagens coletivas sem automação, em
público e sem
G-2 geral, sem abastecimento (exceto veículos
abastecimento de
de carga e coletivos).
combustível
53
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Tipificação


Local dotado de Postos de abastecimento de combustível e
G-3 abastecimento de serviço, garagens (exceto veículos de carga
combustível e coletivos).
Oficinas de conserto de veículos,
borracharias (sem recauchutagem); oficinas
G-4 Serviço de conservação, e garagens de veículos de carga e coletivos,
manutenção e reparos máquinas agrícolas e rodoviárias,
retificadoras de motores.
Abrigos para aeronaves com ou sem
G-5 Hangares
abastecimento de combustível.
Marinas, portos, garagens Gestão e atividades auxiliares de transporte
G-6
náuticas aquaviário.
Hospitais, clínicas e consultórios veterinários
Hospital veterinário e
H-1 e assemelhados (inclui-se alojamento com ou
assemelhados
sem adestramento).
Local onde pessoas Asilos, orfanatos, abrigos geriátricos,
requerem cuidados hospitais psiquiátricos, reformatórios,
H-2
especiais por limitações tratamento de dependentes de drogas, álcool
físicas ou mentais e assemelhados. Todos sem celas.
Hospitais, casa de saúde, prontos-socorros,
clínicas com internação, ambulatórios e
H-3 Hospital e assemelhado postos de atendimento de urgência, postos
de saúde e puericultura e assemelhados com
Serviço de saúde internação.
H
e institucional
Quartéis, unidades de Quartéis, centrais de polícia, delegacias,
H-4 segurança pública e postos policiais, postos de bombeiros e
assemelhados assemelhados.

Hospitais psiquiátricos, manicômios,


Local onde a liberdade das reformatórios, prisões em geral (casa de
H-5
pessoas sofre restrições detenção, penitenciárias, presídios) e
instituições assemelhadas. Todos com celas.

Clínicas médicas, consultórios em geral,


Clínica e consultório médico
H-6 unidades de hemodiálise, ambulatórios e
e odontológico
assemelhados. Todos sem internação.

Atividades que manipulem materiais com


baixo risco de incêndio, tais como fábricas
em geral, onde os processos não envolvem a
utilização intensiva de materiais combustíveis
Indústrias com carga de
I-1 (aço; aparelhos de rádio e som; armas;
incêndio de risco baixo
artigos de metal; gesso; esculturas de pedra;
ferramentas; fotogravuras; jóias; relógios;
I Indústria sabão; serralheria; suco de frutas; louças;
metais; máquinas).

Atividades que manipulam materiais com


médio risco de incêndio, tais como: artigos de
Indústrias com carga de vidro; automóveis, bebidas destiladas;
I-2
incêndio de risco médio instrumentos musicais; móveis; alimentos
marcenarias, fábricas de caixas e
assemelhados.
54
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Tipificação


Fabricação de explosivos, atividades
industriais que envolvam líquidos e gases
Indústrias com carga de
I-3 inflamáveis, materiais oxidantes, destilarias,
incêndio de risco alto
refinarias, ceras, espuma sintética, tintas,
borracha e assemelhados.
Edificações sem processo industrial que
Depósitos de material armazenem tijolos, pedras, areias, cimentos,
J-1
incombustível metais e outros materiais incombustíveis.
Todos sem embalagem.
Depósitos com carga de
J Depósito J-2 Todo tipo de depósito.
incêndio de risco baixo
Depósitos com carga de
J-3 Todo tipo de depósito.
incêndio de risco médio
Depósitos com carga de
J-4 Todo tipo de depósito.
incêndio de risco alto
Comércio em geral de fogos de artifício e
L-1 Comércio
assemelhados.
L Explosivos
L-2 Indústria Indústria de material explosivo.
L-3 Depósito Depósito de material explosivo.

Túnel rodoferroviário, destinado a transporte


M-1 Túnel
de passageiros ou cargas diversas.

Edificação destinada a produção,


Líquido ou gás, inflamáveis manipulação, armazenamento e distribuição
M-2
ou combustíveis de líquidos ou gases combustíveis e
inflamáveis.
Central telefônica, centros de comunicação,
Central de comunicação e
M-3 centrais de transmissão ou de distribuição de
energia
energia e assemelhados.
Propriedade em Locais em construção ou demolição e
M-4
transformação assemelhados.

M Especial M-5 Silos Armazéns de grãos e assemelhados.


Floresta reserva ecológica, parque florestal e
M-6 Terra Selvagem
assemelhados.
Área aberta destinada a armazenamento de
M-7 Pátio de Contêiner
contêiner.
Torre metálica com armários para
M-8 Torres de telefonia móvel
equipamentos de telefonia.
Atividades de transporte de passageiros ou
mercadorias, nas modalidades ferroviária,
M-9 Transporte e Navegação
rodoviária, aquaviária e aérea.
(sem armazenamento).
Coleta, tratamento e gestão de resíduos,
M-10 Resíduos
recuperação de materiais.
Cultivo de plantas e Criação e viveiros de
N Setor Primário N-2 Zootecnia
Animais no interior de edificações
Quando não houver previsão de classificação na tabela 1, será adotada a tipificação mais próxima para a sua
destinação, ocupação ou uso.
55
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 2
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO À ALTURA

Tipo Denominação Altura (H)

I Edificação Térrea Um pavimento

II Edificação Baixa H ≤ 6,00 m

III Edificação de Baixa-Média Altura 6,00 m < H ≤ 12,00 m

IV Edificação de Média Altura 12,00 m < H ≤ 23,00 m

V Edificação Medianamente Alta 23,00 m < H ≤ 30,00 m

VI Edificação Alta Acima de 30,00 m


NOTAS GENÉRICAS:

a – Para implementação das instalações de segurança contra incêndio e pânico nas edificações que
tiverem saídas para mais de uma via pública, em níveis diferentes, prevalecerá a de maior altura;
b – Para o dimensionamento das saídas de emergências, as alturas poderão ser tomadas de forma
independente, em função de cada uma das saídas.

ÁREA A SER DESCONSIDERADA NA MENSURAÇÃO DA ALTURA DA EDIFICAÇÃO:

I- Os subsolos destinados exclusivamente a estacionamento de veículos, vestiários e


instalações sanitárias ou respectivas dependências sem aproveitamento para quaisquer atividades
ou permanência humana;
II - Pavimentos superiores destinados, exclusivamente, a áticos, casas de máquinas, barriletes,
reservatórios de água e assemelhados;
III - Mezaninos cuja área não ultrapasse a 1/3 (um terço) da área do pavimento onde se situa e
possua área inferior a 250 m2;
IV - O pavimento superior da unidade "duplex" do último piso da edificação.

TABELA 3
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES QUANTO À CARGA DE INCÊNDIO

Risco Carga de Incêndio MJ/m² (CI)

Baixo CI ≤ 300MJ/m²
Médio 300 < CI ≤ 1.200MJ/m²
Alto CI > 1.200MJ/m²
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 4
ÁREA NÃO COMPUTADA DA EDIFICAÇÃO PARA FINS DE DETERMINAÇÃO DAS INSTALAÇÕES
PREVENTIVAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

I- Telheiros com laterais abertas, destinados a proteção de utensílios, caixas d’água, tanques e outras instalações,
desde que não tenham área superior a 10 (dez) m 2;
II - Platibandas;
III - Beirais de telhado até 3 (três) metros de projeção;
IV - Passagens cobertas, com largura máxima de 3 (três) metros, com laterais abertas, destinadas apenas à
circulação de pessoas ou mercadorias;
V- As coberturas de bombas de combustível, desde que não sejam utilizadas para outros fins;
VI - Reservatórios de água;
VII - Piscinas;
VIII - Áreas frias (banheiros, vestiários, escadas enclausuradas, dentre outros), especificadas em um quadro de áreas
próprias.

TABELA 5
EXIGÊNCIAS PARA EDIFICAÇÕES COM ÁREA CONSTRUÍDA MENOR OU IGUAL A 750 m2 E
ALTURA INFERIOR OU IGUAL A 12,00 m

F H L
Medidas de segurança A, C, D, E e F1, F2, F3,
B H1, H4 e H2, H3 IeJ
contra Incêndio e Pânico G F4, F5 F6, F7 F9 e F10 L1
H6 e H5
e F8
Controle de Materiais de
- X X - - X - X
Acabamento

Saídas de Emergência X X X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X -

Sinalização de Emergência X X X X X X X X

Alarme de Incêndio X X2 X

- 3 - - - -
Detecção de Incêndio X X2 X2

Extintores X X X X X X X X

Central de Gás X1 X1 X1 X1 X1 X1 X1 X1
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Para a divisão A-2 e permitido o uso de recipiente de 32 L (13 kg) de GLP atendendo Norma Técnica específica.
Para as demais divisões é permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados,
para a cocção de alimentos, desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento
térreo.
2 - Os detectores serão exigidos nos quartos onde houver internação;
3 - Os detectores de incêndio devem ser instalados em todos os quartos e deve ser previsto sistema de alarme
independente da área;

NOTAS GENÉRICAS:
a - Para o grupo M, ver tabelas específicas;
b - A Divisão L1 (Explosivos) está limitada à edificação térrea até 100 m 2 (observar IT´s CBMRO especifica). Quanto às
Divisões L2 e L3, só haverá análise mediante o Conselho Técnico Deliberativo;
c - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7;
d - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO
e - Depósitos em áreas descobertas, observar a Nota Genérica “c” da Tabela 6J;
f - Para a divisão G-5 (hangares), prever sistema de drenagem de líquidos nos pisos para bacias de contenção à
distância. Não é permitido o armazenamento de líquidos combustíveis ou inflamáveis dentro dos hangares;
g - Áreas destinadas a depósitos de explosivos ou inflamáveis, postos de combustíveis e estruturas de valor histórico
ou cultural devem possuir SPDA de acordo com as orientações da IT-40.
58
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6A
EDIFICAÇÕES DO GRUPO “A” COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO A – RESIDENCIAL


Divisão A-15, A-2 e A-3

Medidas de segurança Classificação quanto à altura (em metros)


contra Incêndio e Pânico Térrea H≤6 6 < H ≤12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30
Acesso de Viatura na
Edificação X2 X2 X2 X2 X2 X2

Segurança Estrutural X X X X X X

Compartimentação Vertical - - - X X X
Controle de Materiais de
- - - X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X4
Iluminação de Emergência X X X X X X
Alarme de Incêndio X1 X1 X3 X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X1 X1 X3 X X X
Brigada X7 X7 X7 X7 X7 X7
Central de Gás X6 X6 X6 X X X
SPDA - - - X X X
Hidrante Urbano X1 X1 X1 X1 X1 X1
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
2 - Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso ao
condomínio;
3 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500 m² ou altura superior a 10 m;
4 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 80 m;
5 - As exigências estabelecidas nesta tabela para as edificações pertencentes ao grupo A-1 aplicam-se às
áreas e edificações de uso comum, devendo atender a exigências de acordo com a sua tipificação;
6 - Para a divisão A-2 e permitido o uso de recipiente de 32 L (13 kg) de GLP atendendo Instrução Técnica
específica. Para as demais divisões é permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em
cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos, desde que o recipiente esteja localizado em área
externa e ventilado no pavimento térreo;
7 - Recomendatório.

NOTAS GENÉRICAS:
a - O pavimento superior da unidade duplex do último piso da edificação não será computado para a altura
da edificação;
b - O sistema de alarme pode ser substituído pelo sistema de interfone, desde que cada apartamento possua
um ramal ligado à central, que deve ficar numa portaria com vigilância humana 24 horas e tenha uma fonte
autônoma, com duração mínima de 60 min;
c - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas;
d - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
59
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6B
EDIFICAÇÕES DO GRUPO “B” COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO B – SERVIÇOS DE HOSPEDAGEM


Divisão B-1 e B-2

Medidas de segurança contra Classificação quanto à altura (em metros)


Incêndio e Pânico Térrea H≤6 6 < H ≤12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viatura na Edificação X7 X7 X7 X7 X7 X7

Segurança Estrutural X X X X X X

Compartimentação Horizontal - X1 X1 X2 X2 X
Compartimentação Vertical - - - X3 X3 X
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X9
Brigada X12 X12 X12 X12 X12 X12
Iluminação de Emergência X4 X4 X X X X
Detecção de Incêndio - X4,5 X5 X X X
Alarme de Incêndio X6 X6 X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X6 X6 X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - X X
Controle de Fumaça - - - - - X8
Central de Gás X10 X10 X10 X10 X10 X10
SPDA X11 X11 X11 X X X
Hidrante Urbano X11 X11 X11 X11 X11 X11
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
2 - Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos;
3 - Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio, chuveiros automáticos, exceto para
as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 - Estão isentos os motéis que não possuam corredores internos de serviço;
5 - Os detectores de incêndio devem ser instalados em todos os quartos e deve ser previsto sistema de alarme
independente da área;
6 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m² ou número de pavimentos superior a
dois;
7 - Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
8 - Somente para edificações acima de 60 m;
9 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
10 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de
alimentos, desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
11 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m²;
12 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 5.000 m².

NOTA GENÉRICA:
a - O pavimento superior da unidade duplex do último piso da edificação não será computado para a altura da
edificação;
b - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO;
c - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
60
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6C
EDIFICAÇÕES DO GRUPO “C” COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO C – COMERCIAL


Divisão C-1, C-2 e C-3

Medidas de segurança contra Classificação quanto à altura (em metros)


Incêndio e Pânico Térrea H≤6 6 < H ≤12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30
Acesso de Viatura na
Edificação X6 X6 X6 X6 X6 X6
Segurança Estrutural X X X X X X
Compartimentação Horizontal X1,13 X1,13 X2 X2 X2 X
Compartimentação Vertical - - - X3 X3 X
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X8
Brigada X12 X12 X12 X12 X12 X12
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio X4 X4 X4 X4 X4 X
Alarme de Incêndio X5 X5 X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X5 X5 X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - X X
Controle de Fumaça - - - - - X7
Central de Gás X9 X9 X9 X9 X9 X9
SPDA X10,11 X10,11 X10,11 X X X
Hidrante Urbano X10 X10 X10 X10 X10 X10
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
2 - Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos;
3 - Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio, chuveiros automáticos; exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 - O sistema de detecção de incêndios será exigido somente para as áreas de depósitos superiores a 750m² onde também
deve ser instalado sistema de alarme independente da área;
5 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1500,00 m² ou número de pavimentos superior a dois;
6 - Recomendado para as vias de acesso e faixa de estacionamento. Exigido para o portão de acesso a edificação;
7 - Somente para edificações acima de 60 m;
8 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
9 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
10 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m²;
11 - Áreas destinadas a depósitos de GLP devem possuir SPDA de acordo com as orientações da IT-40;
12 - Recomendatório para C-1. Exigido para edificações C-2 e C-3 com área total construída igual ou superior a 5.000 m².
13 - A adoção do sistema de detecção em toda edificação nas divisões C-1 e C-2 facultar-se-á no incremento de 50% de
acréscimo de área para dimensionamento de critérios de compartimentação.

NOTA GENÉRICA:
a - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
61
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6D
EDIFICAÇÕES DO GRUPO “D” COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO D – SERVIÇOS PROFISSIONAIS


Divisão D-1, D-2, D-3 e D-4

Medidas de segurança contra Classificação quanto à altura (em metros)


Incêndio e Pânico Térrea H≤6 6<H 12 < H ≤ 23 < H ≤ Acima de
Acesso de Viatura na
Edificação X6 X6 X6 X6 X6 X6

Segurança Estrutural X X X X X X
Compartimentação Horizontal X1 X1 X1 X2 X2 X
Compartimentação Vertical - - - X3 X3 X
Controle de Materiais de X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X7
Brigada X10 X10 X10 X10 X10 X10
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - - - X
Alarme de Incêndio X5 X5 X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X5 X5 X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - - X
Controle de Fumaça - - - - - X4
Central de Gás X8 X8 X8 X8 X8 X8
SPDA X9 X9 X9 X X X
Hidrante Urbano X9 X9 X9 X9 X9 X9
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
2 - Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos;
3 - Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio, chuveiros automáticos, exceto para
as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 - Somente para edificações acima de 60 m;
5 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m² ou número de pavimentos superior a
dois;
6 - Recomendado para as vias de acesso e faixa de estacionamento. Exigido para o portão de acesso à edificação;
7 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
8 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de
alimentos, desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
9 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m²;
10 - Recomendatório.

NOTA GENÉRICA:
a - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
62
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6E
EDIFICAÇÕES DO GRUPO “E” COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO E – EDUCACIONAL E CULTURAL


Divisão E-1, E-2, E-3, E-4, E-5 e E-6

Medidas de segurança contra Classificação quanto à altura (em metros)


Incêndio e Pânico Térrea H≤6 6 < H ≤12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viatura na Edificação X4 X4 X4 X4 X4 X4


Segurança Estrutural contra
X X X X X X
Incêndio e Pânico
Compartimentação Vertical - - - X1 X1 X2
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X6 X6 X7
Brigada X10 X10 X10 X10 X10 X10
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - - X X
Alarme de Incêndio X3 X3 X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X3 X3 X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - - X
Controle de Fumaça - - - - - X5
Central de Gás X8 X8 X8 X8 X8 X8
SPDA X9 X9 X9 X X X
Hidrante Urbano X9 X9 X9 X9 X9 X9

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - A compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
2 - Pode ser substituída por controle de fumaça, detecção de incêndio, chuveiros automáticos, exceto para as
3 - Compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
5 - Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
6 - Somente para edificações acima de 60 m;
7 - Deve haver área de refúgio para as ocupações E-5 e E-6;
8 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
9 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de
alimentos, desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
10 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
11 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 5.000 m2.

NOTAS GENÉRICAS:
a - Edificações destinadas a escolas que possuam alojamentos ou dormitórios, devendo ser protegidas pelo sistema de
detecção de fumaça nos quartos;
b - Os locais destinados a laboratórios devem ter proteção em função dos produtos utilizados;
c - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
d - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
63
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6F.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-1 E F-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO F12– LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO


Divisão F-1 F-2
Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança contra
Incêndio e Pânico 6<H 12 < H 23 < H ≤ Acima 6<H 12 < H 23 < H ≤ Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H≤6
≤12 ≤ 23 30 de 30 ≤12 ≤ 23 30 de 30
Acesso de Viatura na Edificação
X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7

Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X
2 5 6 1 5
Compartimentação Vertical - - - X X X - - - X X X6
Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X9 X X X X X X9
Brigada X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11
Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X
Alarme de Incêndio X X X X X X X3 X3 X X X X
Detecção de Incêndio X X X X X X - - - - X
Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X X X X X X X3 X3 X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - - -
8
Controle de Fumaça - - - - - X - - - - - X8
Central de Gás X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10
SPDA X4 X4 X4 X X X X4 X4 X4 X X X
4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
Hidrante Urbano X X X X X X X X X X X X4
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - A compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
2 - Pode ser substituída por chuveiros automáticos, exceto para as compartimentações das fachadas e selagens dos
shafts e dutos de instalações;
3 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
4 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
5 - Pode ser substituída por detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto para as compartimentações das
fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
6 - Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos exceto para
as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
7 - Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
8 - Somente para edificações acima de 60 m;
9 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
10 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
11 - Recomendatório.
12 - Para o grupo F é exigido a fixação de placa indicando lotação máxima do estabelecimento em conformidade com o
anexo J da IT-17, a ser fixado sobre a porta de acesso com uma distância máxima de 5 m desta.

NOTA GENÉRICA:
a - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
64
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6F.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-3, F-9 E F-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m
Grupo de ocupação e uso GRUPO F14 – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO
Divisão F-3 e F-9 F-4
Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança contra
Incêndio e Pânico 6<H 12 < H 23 < H Acima de 6<H 12 < H 23 < H Acima de
Térrea H≤6 Térrea H≤6
≤12 ≤ 23 ≤ 30 30 ≤12 ≤ 23 ≤ 30 30

Acesso de Viatura na Edificação X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5


Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X
Compartimentação Vertical - - - X1 X1 X1 - - - X1 X1 X1
Controle de Materiais de
Acabamento
X X X X X X X X X X X X
Saídas de Emergência X X X X X X6 X X X X X X6
Brigada X12, 13 X12, 13 X12, 13 X12, 13 X12, 13 X12, 13 X12 X12 X12 X12 X12 X12
Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X
7 7 7 7 7
Detecção de Incêndio - - - - - - X X X X X X7
Alarme de Incêndio X3 X3 X X X X X3,7 X3,7 X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X3 X3 X X X X X3 X3 X X X X
8 8 8 9 9 9 9
Chuveiros Automáticos - - - X X X X X X X X X
Controle de Fumaça - - - - - X10 - - - - - X10
Central de Gás X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11
SPDA X4 X4 X4 X X X X4 X4 X4 X X X
4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
Hidrante Urbano X X X X X X X X X X X X4

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - A compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
2 - Somente para a divisão F-3;
3 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
4 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
5 - Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
6 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
7 - Para os locais onde haja carga de incêndio como depósitos, escritórios, cozinhas, pisos técnicos, casa de máquinas, etc, e
nos locais de reunião onde houver teto ou forro falso com revestimento combustível, independente da área e número de
pavimentos;
8 - Não exigido nas arquibancadas. Nas áreas internas, verificar exigências conforme o uso ou ocupação específica. Para
divisão F-3, verificar também a IT-12 do CBMRO;
9 - Exigido para áreas edificadas superiores a 10.000 m². Nas áreas internas, verificar exigências conforme o uso ou
ocupação específica;
10 - Somente para edificações acima de 60 m;
11 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
12 - Recomendatório para edificações F-4 e F-9;
13 - Exigido para edificações F-3 com área total construída igual ou superior a 5.000 m2.
14 - Para o grupo F é exigido a fixação de placa indicando lotação máxima do estabelecimento em conformidade com o anexo
J da IT-17, a ser fixado sobre a porta de acesso com uma distância máxima de 5 m desta.

NOTAS GENÉRICAS:
a - Os locais de comércio ou atividades distintas das divisões F3 e F4 terão as medidas de proteção conforme suas respectivas
ocupações;
b - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
c - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
65
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6F.3
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-5, F-6 E F-8 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO F¹² – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO


Divisão F-5 e F-6 F-8

Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança
contra Incêndio e Pânico 6<H 12 < H 23 < H Acima de 6<H 12 < H 23 < H Acima de
Térrea H≤6 Térrea H≤6
≤12 ≤ 23 ≤ 30 30 ≤12 ≤ 23 ≤ 30 30
Acesso de Viatura na
X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7
Edificação
Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X
Compartimentação
X1 X1 X1 X1 X X - - - X1 X X
Horizontal
Compartimentação Vertical - - - X2 X2 X - - - X2 X2 X
Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X8 X X X X X X8
Brigada X4 X4 X4 X4 X4 X4 X11 X11 X11 X11 X11 X11
Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X
Detecção de Incêndio X6 X6 X6 X6 X X - - - - X X
5,6 5,6 5 5
Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X
Extintores X X X X X X X X X X X X
5 5
Hidrante e Mangotinhos X X X X X X X X X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - - X
Controle de Fumaça - - - - - X9 - - - - - X9
Central de Gás X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10
SPDA X4 X4 X4 X X X X4 X4 X4 X X X
4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
Hidrante Urbano X X X X X X X X X X X X4
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio e de chuveiros automáticos;
2 - Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio, chuveiros automáticos, exceto para
as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
3 - Poderá ser substituído por chuveiros automáticos;
4 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
5 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
6 - Para os locais onde haja carga de incêndio como depósitos, escritórios, cozinhas, pisos técnicos, casa de máquinas
etc, e nos locais de reunião onde houver teto ou forro falso com revestimento combustível, independente da área e
número de pavimentos;
7 - Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
8 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
9 - Somente para edificações acima de 60 m;
10 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
11 - Recomendatório;
12 - Para o grupo F é exigido a fixação de placa indicando lotação máxima do estabelecimento em conformidade com o
anexo J da IT-17, a ser fixado sobre a porta de acesso com uma distância máxima de 5 m desta.
NOTAS GENÉRICAS:
a - Nos locais de concentração de público, é obrigatória, antes do início de cada evento, a explanação ao público da
localização das saídas de emergência, bem como dos sistemas de segurança contra incêndio e pânico existentes no
local, exceto para a divisão F-8;
b - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
c - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
66
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6F.4
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-7 E F-10 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO F¹² – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO


Divisão F-78 F-10

Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança
contra Incêndio e Pânico 6<H 12 < H 23 < H Acima de 6<H 12 < H 23 < H Acima de
Térrea H≤6 Térrea H ≤ 6
≤12 ≤ 23 ≤ 30 30 ≤12 ≤ 23 ≤ 30 30
Acesso de Viatura na
X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5
Edificação
Segurança Estrutural - - - - - - X X X X X X
Compartimentação
- - - - - - X1 X1 X1 X1 X X
Horizontal
Compartimentação Vertical - - - - - - - - - X2 X2 X
Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X X X X X X X6
Brigada X11 X11 X11 X11 X11 X11 X10 X10 X10 X10 X10 X10
Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - - - - - - X X X X
4 4
Alarme de Incêndio - - - - - - X X X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos - - - - - - X4 X4 X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - - - - - - - X X
Controle de Fumaça - - - - - - - - - - - X7
Central de Gás X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9
SPDA - - - - - - X3 X3 X3 X X X
3 3 3 3 3
Hidrante Urbano - - - - - - X X X X X X3

NOTAS ESPECÍFÍCAS:
1 - Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
2 - Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
3 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
4 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
5 - Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
6 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
7 - Somente para edificações acima de 60 m;
8 - A Divisão F-7, com altura superior a 6 metros, será submetida à Comissão Técnica para definição das medidas de
segurança contra incêndio e pânico a serem adotadas nas edificações;
9 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
10 - Recomendatório.
11 - Obrigatório para eventos com concentração de público a partir de 1000 pessoas. Recomendatório para eventos com
concentração de público inferior a 500 pessoas.
12 - Para o grupo F é exigido a fixação de placa indicando lotação máxima do estabelecimento em conformidade com o
anexo J da IT-17, a ser fixado sobre a porta de acesso com uma distância máxima de 5 m desta.

NOTAS GENÉRICAS:
a - Nos locais de concentração de público, é obrigatória, antes do início de cada evento, a explanação ao público da
localização das saídas de emergência, bem como dos sistemas de segurança contra incêndio e pânico existentes no
local;
b - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
c - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
67
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6G.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-1 E G-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO G – SERVIÇOS AUTOMOTIVOS E ASSEMELHADOS


Divisão G-1 e G-2

Medidas de segurança contra Classificação quanto à altura (em metros)


Incêndio e Pânico Térrea H≤6 6 < H ≤12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30
Acesso de Viatura na
X5 X5 X5 X5 X5 X5
Edificação
Segurança Estrutural X X X X X X
Compartimentação Vertical - - - X1 X1 X1
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X4
Brigada X9 X9 X9 X9 X9 X9
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - - - X
Alarme de Incêndio X2,3 X2,3 X2 X2 X2 X2
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X3 X3 X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - X X
Controle de Fumaça - - - - - X6
Central de Gás X7 X7 X7 X7 X7 X7
SPDA X8 X8 X8 X X X
Hidrante Urbano X8 X8 X8 X8 X8 X8

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – A compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
2 – Deve haver pelo menos um acionador manual, por pavimento, no máximo a 5 m da saída de emergência;
3 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m 2 ou número de pavimentos superior a
dois;
4 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
5 – Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
6 – Somente para edificações acima de 60 m;
7 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
8 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
9 – Recomendatório.

NOTA GENÉRICA:
a - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
68
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6G.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-3 E G-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO G – SERVIÇOS AUTOMOTIVOS E ASSEMELHADOS


Divisão G-3 G-4
Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança
contra Incêndio e Pânico 6<H 12 < H 23 < H Acima 6<H 12 < H 23 < H Acima de
Térrea H≤6 Térrea H≤6
≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤12 ≤ 23 ≤ 30 30
Acesso de Viatura na
X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4
Edificação
Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X
Compartimentação
- - - - - - X1 X1 X1 X1 X1 X1
Horizontal
Compartimentação Vertical - - - X3 X3 X3 - - - X3 X3 X3
Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X6 X X X X X X6
Brigada X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10 X10
Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - - - X - - - - - X
Alarme de Incêndio X5,2 X5,2 X2 X2 X2 X2 X5,2 X5,2 X2 X2 X2 X2
Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X5 X5 X X X X X5 X5 X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - X X - - - - X X
Controle de Fumaça - - - - - X7 - - - - - X7
Central de Gás X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8
SPDA X X X X X X X9 X9 X9 X X X
9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9
Hidrante Urbano X X X X X X X X X X X X
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
2 – Deverá haver pelo menos um acionador manual, por pavimento, no máximo a 5 m da saída de emergência;
3 – A compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 – Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
5 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
6 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
7 – Somente para edificações acima de 60 m;
8 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
9 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
10 – Recomendatório.

NOTA GENÉRICA:
a - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
69
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6G.3
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-5 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO G – SERVIÇOS AUTOMOTIVOS E ASSEMELHADOS


Divisão G-5 e G-6

Medidas de segurança contra Classificação quanto à altura (em metros)


Incêndio e Pânico Térrea H≤6 6 < H ≤12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30
Acesso de Viatura na X4 X4 X4 X4 X4 X4
Edificação

Segurança Estrutural X X X X X X

Compartimentação Vertical - X X X X X
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X7
Brigada X8 X8 X8 X8 X8 X8
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio X X X X X X
Alarme de Incêndio X X X X X X
Sinalização de Emergência X2 X2 X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X2 X2 X X X X
Sistema de espuma X3 X3 X3 X3 X3 X3

Controle de Fumaça - - - - - X6

Central de Gás X5 X5 X5 X5 X5 X5

SPDA X1 X1 X1 X X X
Hidrante Urbano X1 X1 X1 X1 X1 X1

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
2 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a
dois;
3 - Não exigido entre 750 m² e 2.000 m². Para áreas entre 2.000 m² e 5.000 m², o sistema de espuma pode ser
manual. Para áreas superiores a 5.000 m², o sistema de espuma deve ser fixo por meio de chuveiros, tipo dilúvio,
podendo ser setorizado; quando automatizado, deve-se interligar ao sistema de detecção automática de incêndio.
Para o dimensionamento ver IT-23 e IT-25;
4 - Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
5 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de
alimentos, desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
6 - Somente para edificações acima de 60 m;
7 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
8 - Exigido para edificações que disponha de sistema de resfriamento e/ou espuma dimensionado conforme IT-25.

NOTA GENÉRICA:
a - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
c - Deve haver sistema de drenagem de líquidos nos pisos dos hangares para bacias de contenção à distância. Não
é permitido o armazenamento de líquidos combustíveis ou inflamáveis dentro dos hangares.
70
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6H.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO H-1 E H-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO H – SERVIÇOS DE SAÚDE E INSTITUCIONAL


Divisão H-1 H-2
Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança
contra Incêndio e Pânico 6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < Acima
Térrea H≤6 Térrea H≤6
≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤12 ≤ 23 H ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura na
X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4
Edificação
Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X
Compartimentação Vertical - - - X3 X8 X8 - - - X3 X8 X8
Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X6 X X X X9, 10 X9, 10 X9, 10
Brigada X13 X13 X13 X13 X13 X13 X12 X12 X12 X12 X12 X12
Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - - - X X1,5 X1,5 X1 X1 X1 X1
Alarme de Incêndio X2,5 X2,5 X2 X2 X2 X2 X2,5 X2,5 X2 X2 X2 X2
Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X5 X5 X X X X X5 X5 X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - - X
7
Controle de Fumaça - - - - - X - - - - - X7
Central de Gás X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11 X11
SPDA X12 X12 X12 X X X X12 X12 X12 X X X
Hidrante Urbano X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Os detectores serão exigidos nos quartos e deve ser previsto sistema de alarme independente da área e número de
pavimentos;
2 - Acionadores manuais serão obrigatórios nos corredores;
3 - Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio, chuveiros automáticos, exceto as compartimentações das
fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 - Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
5 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
6 - Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
7 - Somente para edificações acima de 60 m;
8 - Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
9 - Deve haver Elevador de Emergência;
10 - Deve haver área de refúgio;
11 - Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos, desde
que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
12 - Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2.
13 - Recomendatório.

NOTA GENÉRICA:
a - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b - Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
71
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6H.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO H-3 E H-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO H – SERVIÇOS DE SAÚDE E INSTITUCIONAL


Divisão H-3 H-4
Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança
contra Incêndio e Pânico 6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H≤6 Térre H ≤ 6
≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
a
Acesso de Viatura na
X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4
Edificação
Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X
Compartimentação
- X5 X5 X5 X5 X - - - - - -
Horizontal
Compartimentação Vertical - - X7 X3 X3 X3 - - - X3 X3 X3
Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento
Brigada X13 X13 X13 X13 X13 X13 X14 X14 X14 X14 X14 X14
Saídas de Emergência X X X8 X8, 9 X8, 9 X8, 9 X X X X X X10
Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X
1 1 1 1 1
Detecção de Incêndio X X X X X X - - - - - -
2 2 2 2 2 2 6 6
Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X X X X X X X6 X6 X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - - X
11
Controle de Fumaça - - - - - X - - - - - X11
Central de Gás X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12 X12
SPDA X13 X13 X13 X X X X13 X13 X13 X X X
13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13
Hidrante Urbano X X X X X X X X X X X X13
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Os detectores serão exigidos nos quartos;
2 – Acionadores manuais serão obrigatórios nos corredores;
3 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio, chuveiros automáticos, exceto as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
4 – Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
5 – Poderá ser substituído por chuveiros automáticos;
6 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
7 – Exigido para selagens dos shafts e dutos de instalações;
8 – Deve haver área de refúgio;
9 – Deve haver Elevador de Emergência;
10 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
11 – Somente para edificações acima de 60 m;
12 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos, desde
que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
13 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
14 – Recomendatório.

NOTA GENÉRICA:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
72
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6H.3
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO H-5 E H-6 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO H – SERVIÇOS DE SAÚDE E INSTITUCIONAL

Divisão H-511 H-6

Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança contra
6<H 12 < 23 < H Acima 6<H 12 < H 23 < H Acima
Incêndio e Pânico
Térrea H≤6 ≤12 H ≤ 23 ≤ 30 de 30 Térrea H≤6 ≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30

Acesso de Viatura na Edificação X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3

Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X

Compartimentação Horizontal - - - - - - X2 X2 X2 X4 X4 X3

Compartimentação Vertical X8 X8 X8
- - - X X X - - -
Controle de Materiais de
Acabamento X X X X X X X X X X X X

Saídas de Emergência X X X X X X7 X X X X X X7
10 10 10 10 10 10 12 12 12 12 12 12
Brigada X X X X X X X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X
1 1 1 1 1
Detecção de Incêndio - X X X X X - - - - - X

Alarme de Incêndio X X X X X X X6 X6 X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X X X X X
6 6
Hidrante e Mangotinhos X X X X X X X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - - X
5 5
Controle de Fumaça - - - - - X - - - - - X
9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9 9
Central de Gás X X X X X X X X X X X X
10 10 10 10 10 10
SPDA X X X X X X X X X X X X
10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10
Hidrante Urbano X X X X X X X X X X X X

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Para a Divisão H-5, as prisões em geral (Casas de Detenção, Penitenciárias, Presídios etc.) não é necessária detecção automática de
incêndio. Para os hospitais psiquiátricos e assemelhados, prever detecção em todos os quartos;
2 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos;
3 – Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
4 – Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos;
5 – Somente para edificações acima de 60 m;
6 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
7 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
8 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
9 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos, desde que o
recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
10 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
11 – Ver também outros detalhes na IT-43 (Estabelecimentos com Restrição de Liberdade);
12 – Recomendatório.

NOTA GENÉRICA:
a – Caso haja internação na divisão H-6 (clínica), a edificação será enquadrada como H-3;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
c– Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
73
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6I.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO I-1 E I-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO I – INDUSTRIAL


Divisão I-1 I-2
Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança
contra Incêndio e Pânico 6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura na
X2 X2 X2 X2 X2 X2 X X X X X X
Edificação
Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X
Compartimentação
- - - - - - X1 X1 X1 X1 X1 X1
Horizontal

Compartimentação Vertical - - - X X X - - - X X X

Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X4 X X X X X X4
Brigada X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8 X8
Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - - - X - - - - X X
3 3
Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X X X X X
3 3
Hidrante e Mangotinhos X X X X X X X X X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - X X
5
Controle de Fumaça - - - - - X - - - - - X5
Central de Gás X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6
SPDA X7 X7 X7 X X X X7 X7 X7 X X X
Hidrante Urbano X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
2 – Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso ao condomínio
industrial;
3 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2 ou número de pavimentos superior a dois;
4 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
5 – Somente para edificações acima de 60 m;
6 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos, desde
que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
7 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
8 – Recomendatório.

NOTA GENÉRICA:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
74
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6I.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO I-3 COM ÁREA CONSTRUÍDA A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO I – INDUSTRIAL


Divisão I-3

Medidas de segurança contra Classificação quanto à altura (em metros)


Incêndio e Pânico Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30
Acesso de Viatura na
X X X X X X
Edificação
Segurança Estrutural X X X X X X
Compartimentação Horizontal
X1 X1 X1 X1 X X

Compartimentação Vertical - - - X2 X2 X

Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X3
Brigada X7 X7 X7 X7 X7 X7
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - X X X
Alarme de Incêndio X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X

Extintores X X X X X X
Hidrante e Mangotinhos X X X X X X
Chuveiros Automáticos - - - X X X
Controle de Fumaça - - - - - X4
Central de Gás X5 X5 X5 X5 X5 X5
SPDA X6 X6 X6 X X X
Hidrante Urbano X6 X6 X6 X6 X6 X6
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
2 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
3 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
4 – Somente para edificações acima de 60 m;
5 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
6 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
7 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 5.000,00 m2.

NOTA GENÉRICA:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
75
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6J.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO J-1 E J-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO J – DEPÓSITO


Divisão J-1 J-2
Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança
contra Incêndio e Pânico 6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H≤6
≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30

Acesso de Viatura na Edificação X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3 X3

Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X

Compartimentação Horizontal - - - - - - X1 X1 X1 X1 X1 X
- - - 2 2 - - - 4 4
Compartimentação Vertical X X X X X X
Controle de Materiais de - X X X X X X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X5 X X X X X X5

Brigada X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9 X9

Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - - - X X X X X X X

Alarme de Incêndio - - - X X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X X X X X

Hidrante e Mangotinhos - - - X X X X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - X X

Controle de Fumaça - - - - - X6 - - - - - X6

Central de Gás X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7 X7

SPDA X8 X8 X8 X X X X8 X8 X8 X X X
8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8
Hidrante Urbano X X X X X X X X X X X X8
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
2 – Exigido para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
3 – Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
4 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto para
as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
5 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
6 – Somente para edificações acima de 60 m;
7 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
8 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
9 – Recomendatório.

NOTA GENÉRICA:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7;
c – Em qualquer tipo de ocupação, sempre que houver depósito de materiais combustíveis (J-2, J-3 e J-4), dispostos em áreas
descobertas, serão exigidos nestes locais:
c.1: Proteção por sistema de hidrantes e brigada de incêndio para áreas delimitadas de depósito superiores a 2.500 m²;
c.2: Proteção por extintores, podendo os mesmos ficar agrupados em abrigos nas extremidades do terreno, com percurso
máximo de 50 m;
c.3: Recuos e afastamentos das divisas do lote (terreno): limite do passeio público de 3,0 m; limite das divisas laterais e dos
fundos de 2,0 m; limite de bombas de combustíveis, equipamentos e máquinas que produzam calor e outras fontes de ignição
de 3,0 m;
c.4: O depósito deverá estar disposto em lotes máximos de 20 metros de comprimento e largura, separados por corredores
entre os lotes com largura mínima de 1,5 m.
76
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6J.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO J-3 E J-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750 m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12,00 m

Grupo de ocupação e uso GRUPO J – DEPÓSITO

Divisão J-3 J-4

Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança contra 6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
Incêndio e Pânico ≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura na X X X X X X X X X X X X
Edificação
Segurança Estrutural X X X X X X X X X X X X

Compartimentação Horizontal X1 X1 X1 X1 X1 X X1 X1 X1 X1 X1 X

Compartimentação Vertical - - - X2 X2 X - - - X2 X2 X
Controle de Materiais de X X X X X X X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X3 X X X X X X3

Brigada X8 X8 X8 X8 X8 X8 X9 X9 X9 X9 X9 X9

Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X

Detecção de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X X X X X

Hidrante e Mangotinhos X X X X X X X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - X X X - - - X X X
7
Controle de Fumaça - - - - - X - - - - - X7

Central de Gás X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4

SPDA X5 X5 X5 X X X X5,6 X5,6 X5,6 X X X

Hidrante Urbano X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5 X5
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
2 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações;
3 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 m;
4 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos, desde que o
recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
5 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
6 – Áreas destinadas a depósitos de explosivos ou inflamáveis e postos de combustíveis devem possuir SPDA independente da área e
altura;
7 – Somente para edificações acima de 60 m;
8 – Recomendatório;
9 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 5.000,00 m2.

NOTA GENÉRICA:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
c – Em qualquer tipo de ocupação, sempre que houver depósito de materiais combustíveis (J-2, J-3 e J-4), dispostos em áreas
descobertas, serão exigidos nestes locais:
c.1: Proteção por sistema de hidrantes e brigada de incêndio para áreas delimitadas de depósito superiores a 2.500 m²;
c.2: Proteção por extintores, podendo os mesmos ficar agrupados em abrigos nas extremidades do terreno, com percurso máximo de 50
m;
c.3: Recuos e afastamentos das divisas do lote (terreno): limite do passeio público de 3,0 m; limite das divisas laterais e dos fundos de
2,0 m; limite de bombas de combustíveis, equipamentos e máquinas que produzam calor e outras fontes de ignição de 3,0 m;
c.4: O depósito deverá estar disposto em lotes máximos de 20 metros de comprimento e largura, separados por corredores entre os
lotes com largura mínima de 1,5 m.
77
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6M.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-1

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS


Divisão M-1 TÚNEL
Extensão em metros (m)
Medidas de segurança contra
Incêndio e Pânico Até 200 De 200 a 500 De 500 a 1000 Acima de 10001
Segurança Estrutural X X X X
Saídas de emergência nas X X X X
edificações
Controle de fumaça em X X X X
espaços comuns e amplos
Brigada - X2 X2 X2
Iluminação de Emergência - X X X
Sistema de Comunicação - - X X
Sistema Circuito de TV - - - X
Sinalização de Emergência X X X X
Extintores - X X X
Hidrantes e de mangotinhos - X X X
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Túneis acima de 1.000 metros de extensão devem ser regularizados mediante Comissão Técnica;
2 – Recomendatório.

NOTAS GENÉRICAS:
a – Atender às exigências e condições particulares para as medidas de segurança contra incêndio de acordo com a IT- 35
(Túnel Rodoviário);
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
78
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6M.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-2 (QUALQUER ÁREA E ALTURA)

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS


Divisão M-2 – Líquidos e gases combustíveis e Inflamáveis
Tanques ou Cilindros Produtos acondicionados
Líquidos acima de Plataformas de Líquidos acima
Medidas de Segurança Contra Líquidos até 20 m³ 20 m³ ou gases carregamento Líquidos até 20 m³ de 20 m³ ou
Incêndio e Pânico ou gases até 10m³ acima de ou gases até gases acima de
(b) 10m³ (b) 24.960kg 24.960kg
Acesso de Viatura na
Edificação X X X X X

Segurança Estrutural - - - X X
Compartimentação
Horizontal - - - X X

Compartimentação Vertical - - - X X
Controle de Materiais de
Acabamento - - - X X

Saídas de Emergência - - X X X
Brigada - X X - X
1,3
Iluminação de Emergência - - - X X1,3

Detecção de Incêndio - - - - X
Alarme de Incêndio X X - X
Sinalização de Emergência X X X X X
Extintores X X X X X
Hidrante e Mangotinhos - X X - X
Resfriamento - X X - X

Espuma - X2 X2 - X2

SPDA X X X X X
Hidrante Urbano X4 X X X4 X
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Somente quando a área construída for superior a 750 m²;
2 – Somente para líquidos inflamáveis e combustíveis, conforme IT´s CBMRO específica;
3 – Luminárias a prova de explosão;
4 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2.

NOTAS GENÉRICAS:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO
b – Considera-se para efeito de gases inflamáveis a capacidade total do volume em água que o recipiente pode comportar,
expressa em m³ (metros cúbicos).
79
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6M.3
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-3 (QUALQUER ÁREA)

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS


Divisão M-3 – Centrais de Comunicação e Energia
Classificação quanto à altura (em metros)
Medidas de segurança contra
Incêndio e Pânico Térrea H≤6 6 < H ≤12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30
Acesso de Viatura na X2 X2 X2 X2 X2 X2
Edificação
Segurança Estrutural X X X X X X
Compartimentação X X X X X X
Horizontal
Compartimentação Vertical - - - X X X
Controle de Materiais de X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X
6 6 6 6 6
Brigada X X X X X X6
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio - - X X X X
5 5
Alarme de Incêndio X X X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
5 5
Hidrante e Mangotinhos X X X X X X
Chuveiros Automáticos - - - X1 X1 X
3 3 3 3 3
Central de Gás X X X X X X3
SPDA X4 X4 X4 X X X
Hidrante Urbano X4 X4 X4 X4 X4 X4
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – O sistema de chuveiros automáticos para a divisão M-3 pode ser substituído por sistema de gases, através de
supressão total do ambiente;
2 – Recomendado;
3 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
4 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
5 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 750,00 m 2;
6 – Recomendatório.

NOTAS GENÉRICAS:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
80
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6M.4
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-4 E M-7 (QUALQUER ÁREA E ALTURA)

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS


Divisão M-4 M-7
Medidas de segurança contra Qualquer área e altura Qualquer área e altura
Incêndio e Pânico
Acesso de Viatura na X X
Edificação

Saídas de emergência X1 X1

Brigada X2 X2

Sinalização de Emergência X X

Extintores X X

Hidrante Urbano X3 X3

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Para M-4: aceitam-se as próprias saídas da edificação, podendo as escadas ser do tipo NE. Para M-7: aceitam-se os
arruamentos entre as quadras de armazenamento (vide IT-36);
2 – Recomendatório;
3 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2.

NOTAS GENÉRICAS:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
b – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7;
c – Quando houver edificação (construção) dentro do terreno das áreas de riscos, deve-se também verificar as exigências
particulares para cada ocupação. Casos específicos, adotar Comissão Técnica.
81
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6M.5
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-5 (QUALQUER ÁREA E ALTURA)

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS


Divisão M-5 – Silos5
Medidas de segurança contra
Incêndio e Pânico Qualquer área e altura
Acesso de Viatura na
Edificação X
Controle de Materiais de
Acabamento X

Saídas de Emergência X
2
Iluminação de Emergência X
3
Alarme de Incêndio X
Sinalização de Emergência X

Extintores X
7
Brigada X
1
Central de Gás X
4
SPDA X
6
Hidrante Urbano X
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
2 – Somente para as áreas de circulação;
3 – Somente quando exigido para as edificações consideradas como áreas de apoio;
4 – Obrigatório para os silos e edificações de armazenamento de grãos com qualquer altura ou área construída. Nas
demais edificações, obrigatório para aquelas com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
5 – Para outras exigências de armazenamento em silos deverá ser observada a IT-24;
6 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m2;
7 – Recomendatório.

NOTAS GENÉRICAS:
a – Exigências relativas aos silos e áreas de armazenamento de grãos. Nas demais áreas de processos industriais ou
áreas de apoio deverão ser observadas as exigências previstas em tabelas específicas, conforme ocupação e
características das edificações.
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
c – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
82
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6M.6
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-8 (QUALQUER ÁREA E ALTURA)

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS


Divisão M-8
Medidas de segurança contra
Incêndio e Pânico Qualquer área e altura
1
Saídas de emergência X

Sinalização de Emergência X
2
Extintores X

SPDA X
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – A saída de emergência se refere à edificação onde a torre está instalada;
2 – As edificações estão dispensadas da instalação de extintores caso sejam instaladas em locais onde não haja
permanência humana.

NOTAS GENÉRICAS:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO
b – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7;
c – As torres de telefonia móvel que tiverem área total construída superior a 750 m² deverão ser submetidas à
Comissão Técnica para avaliação sobre as instalações de proteção contra incêndio e pânico necessária;
d – Quando a torre for instalada sobre qualquer edificação, deverá ser previsto ART ou RRT informando que a estrutura
da referida edificação suporta a instalação da torre em sua cobertura.
83
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6M.7
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-9 (QUALQUER ÁREA E ALTURA)

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS


Divisão M-9 – Transporte e Navegação
Medidas de segurança contra
Qualquer área e altura
Incêndio e Pânico

Saídas de emergência X

Sinalização de Emergência X

Extintores X

Iluminação de Emergência X1

Central de Gás X2

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Deve ser prevista iluminação de emergência quando houver mais de um pavimento;
2 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo.

NOTAS GENÉRICAS:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO.
84
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6M.8
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-10 (QUALQUER ÁREA E ALTURA)

Grupo de ocupação e uso GRUPO M – ESPECIAIS


Divisão M-10 – Resíduos

Medidas de segurança contra Qualquer área e altura


Incêndio e Pânico

Acesso de Viatura na Edificação X1, 2

Segurança Estrutural X1

Compartimentação Horizontal X3
Controle de Materiais de
X1
Acabamento
Saídas de Emergência X

Brigada X7

Iluminação de Emergência X1

Detecção de Incêndio X6

Alarme de Incêndio X1

Sinalização de Emergência X

Extintores X

Hidrante e Mangotinhos X5

Central de Gás X4

SPDA X5

Hidrante Urbano X5

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 750 m2;
2 – Recomendado para as vias de acesso e faixas de estacionamento. Exigido para o portão de acesso da edificação;
3 – Pode ser substituída por chuveiros automáticos;
4 – Permitido o uso de um recipiente de 32 L (13 kg) de GLP em cozinhas e assemelhados, para a cocção de alimentos,
desde que o recipiente esteja localizado em área externa e ventilado no pavimento térreo;
5 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1.500,00 m 2 ou número de pavimentos superior a
dois;
6 – Para edificações de risco baixo e altura superior a 23 m. Para edificações de risco médio, ou alto, e altura superior a
12 m;
7 – Recomendatório.

NOTAS GENÉRICAS:
a – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO
b – Edificações acima de 30 m deverão ser analisadas por Comissão Técnica.
85
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

TABELA 6N.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO N-2 (QUALQUER ÁREA E ALTURA)

Grupo de ocupação e uso GRUPO N – SETOR PRIMÁRIO


Divisão N-2 – Zootecnia

Medidas de segurança contra


Qualquer área e altura
Incêndio e Pânico

Acesso de Viatura na Edificação X

Segurança Estrutural X1

Saídas de Emergência X

Iluminação de Emergência X5

Sinalização de Emergência X5

Extintores X6,7

Central de Gás X2,4

SPDA X1

Hidrante Urbano X3

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Para edificações com área total construída igual ou superior a 1500 m2;
2 – Quando for instalado sistema de aquecimento por GLP com recipientes fixos, o mesmo deverá obedecer aos critérios
estabelecidos da IT-28;
3 – Quando a área total construída for igual ou superior a 5.000m² (considerando-se o somatório de todas as unidades),
deverá ser instalada uma reserva técnica de incêndio - RTI, de no mínimo 10m³, visando o reabastecimento das viaturas
de combate a incêndios, devendo ser instalado um hidrante atendendo os parâmetros da IT-34;
4 – Quando for realizado aquecimento artificial do criadouro por debona, esta não sendo elétrica, ou seja, por GLP a
lenha ou a carvão, deverá estar isolada e externa à edificação (criadouro);
5 – Recomendatório.
6 – Quando for instalado sistema de aquecimento a lenha ou a carvão, deverá ser prevista uma unidade extintora,
próximo a fornalha;
7 – Quando possuírem casa de maravalha, depósito de palha ou alimento vegetal desidratado, a mesma deverá possuir
proteção especifica por extintores.

NOTAS GENÉRICAS:
a – Edificações com área total construída inferior a 200m², edificada isoladamente, ficam isentas de qualquer exigência,
com exceção, se possuir instalação de gás combustível e líquidos combustíveis e inflamáveis;
b - Exigências relativas a atividades de zootecnia (criação de animais). Nas demais áreas de processos industriais ou
áreas de apoio deverão ser observadas as exigências previstas em tabelas específicas, conforme ocupação e
características das edificações;
c – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas IT´s CBMRO
d – Para os subsolos ocupados ver Tabela 7.
e –Quando for instalado sistema de aquecimento ou desinfecção por GLP móvel, o recipiente de GLP, quando não
estiver em uso, deverá permanecer em abrigo obedecendo aos padrões da IT-28.
86
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

EXIGÊNCIAS ADICIONAIS PARA OCUPAÇÕES EM SUBSOLOS DIFERENTES DE ESTACIONAMENTO

Área ocupada (m²) Ocupação do


Medidas de segurança adicionais no subsolo
no(s) subsolo(s) subsolo
Área ≤
Todas  Sem exigências adicionais
50m²
1
 Depósitos individuais com área máxima até 25m² cada, ou
1
Depósito  Depósitos individuais com área máxima até 50m² cada, detecção
automática e alarme de incêndio no depósito, ou
2
 Chuveiros automáticos de resposta rápida no depósito, ou
1
50 < Divisões  Ambientes subdividos com área máxima até 50m², detecção
Área F-1, F-2, F-3, F-5, automática e alarme de incêndio em todo o subsolo, ou
3
≤100m² F-6, F-10  Chuveiros automáticos de resposta rápida em todo subsolo, ou
1
 Ambientes subdividos com área máxima até 50m², detecção
Outras automática e alarme de incêndio nos ambientes ocupados, ou
2
ocupações  Chuveiros automáticos de resposta rápida nos ambientes ocupados,
1
 Depósitos individuais com área máxima até 25m² cada, ou
1
Depósito  Ambientes subdividos com área máxima até 50m², detecção
4
automática e alarme de incêndio no depósito e exaustão , ou
 Chuveiros automáticos3 de resposta rápida no depósito e exaustão4
 Detecção automática e alarme de incêndio em todo o subsolo,
100 < Divisões 4
exaustão e duas saídas de emergência ou
Área ≤ F-1, F-2, F-3, F-5, 3
250m² F-6, F-10  Chuveiros automáticos de resposta rápida em todo o subsolo e
No 4
exaustão , ou
primeiro  Detecção automática e alarme de incêndio nos ambientes ocupados
ou e
segundo 4
Outras exaustão , ou
subsolo
ocupações
 Chuveiros automáticos3 de resposta rápida nos ambientes ocupados
e exaustão4, ou
 Depósitos individuais1, em edificações residenciais, com área
máxima até 25m² cada, ou
Depósito5  Detecção automática e alarme de incêndio em todo o subsolo e
exaustão4 ou
 Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo o subsolo e

250 <  Detecção automática e alarme de incêndio em todo o subsolo,


Área ≤ Divisões exaustão4 e duas saídas de emergência em lados opostos, ou
500m² F-1, F-2, F-3, F-5,  Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo o subsolo e
F-6, F-10
exaustão4, ou
 Detecção automática e alarme de incêndio em todo o subsolo e
Exaustão4 ou
Outras
ocupações  Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo o subsolo e
exaustão4, ou
 Depósitos individuais1, em edificações residenciais, com área
Área > Depósito5 máxima até 25m² cada, ou
500m²  Chuveiros automáticos3 de resposta rápida, detecção automática e
alarme
87
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

 Chuveiros automáticos3 de resposta rápida, detecção automática e


Outras ocupações
alarme de incêndio, em todo o subsolo, duas saídas de emergência em
lados opostos e controle de fumaça.
 Depósitos individuais1 com área máxima até 15m² cada, ou
 Depósitos individuais1 com área máxima até 25m² cada e
Depósito detecção automática e alarme de incêndio no depósito, ou
 Chuveiros automáticos2 de resposta rápida no
depósito, ou Controle de fumaça.
 Detecção automática e alarme de incêndio em todo o subsolo,
Divisões exaustão4 e duas saídas de emergência ou
Área ≤ F-1, F-2, F-3, F-5,  Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo o subsolo e
100m² F- 6, F-10
Nos exaustão4, ou
demais  Controle de fumaça.
subsolos  Detecção automática e alarme de incêndio nos ambientes
ocupados e exaustão4, ou
Outras ocupações  Chuveiros automáticos2 de resposta rápida nos ambientes
ocupados e exaustão4, ou
 Controle de fumaça.
 Depósitos individuais1, em edificações residenciais, com área
máxima até 15m² cada, ou
Depósito5  Chuveiros automáticos3 de resposta rápida, detecção automática e
Área > alarme de incêndio, em todo o subsolo, duas saídas de emergência em
100m² lados opostos e controle de fumaça.
 Chuveiros automáticos3 de resposta rápida, detecção automática e
Outras ocupações alarme de incêndio, em todo o subsolo, duas saídas de emergência em
lados opostos e controle de fumaça.
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – As paredes e as portas dos compartimentos devem ser construídas com material resistente ao fogo por 60 minutos, no
mínimo;
2 – Pode ser interligado à rede de hidrantes pressurizada, utilizando-se da bomba e da reserva de incêndio dimensionada para
o sistema de hidrantes;
3 – Pode ser interligado à rede de hidrantes pressurizada, utilizando-se da reserva de incêndio dimensionada para o sistema
de hidrantes, entretanto a bomba de incêndio deve ser dimensionada considerando o funcionamento simultâneo de seis bicos e
um hidrante. Havendo chuveiros automáticos instalados no edifício, não há necessidade de trocar os bicos de projeto por bicos
de resposta rápida;
4 – Exaustão natural ou mecânica nos ambientes ocupados conforme estabelecido na IT específica do CBMRO (Controle de
Fumaça);
5 – Somente depósitos situados em edificações residenciais.

NOTAS GERAIS:
a – Ocupações permitidas nos subsolos (qualquer nível) sem necessidade de medidas adicionais: garagem de veículos,
lavagem de autos, vestiários até 100m², banheiros, áreas técnicas não habitadas (elétrica, telefonia, lógica, motogerador) e
assemelhados;
b – Entende-se por medidas adicionais àquelas complementares às exigências prescritas ao edifício;
c – Para área total ocupada de até 500 m², se houver compartimentação de acordo com a IT específica do CBMRO
(Compartimentação Horizontal e Compartimentação Vertical) entre os ambientes, as exigências desta tabela poderão ser
consideradas individualmente para cada compartimento;
d – O sistema de controle de fumaça será considerado para os ambientes ocupados.
88
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO B

ESTADO DE RONDÔNIA
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA, DEFESA E CIDADANIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
ESTADO MAIOR GERAL
COORDENADORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS

MEMORIAL DESCRITIVO

Ocupação/Uso:

Divisão:

Descrição:

Endereço:

CNPJ:

Finalidade:

( ) Aprovação
( ) Substituição (projeto n. 0000/00)
( ) Aprovação conforme IT-41
( ) Aprovação conforme Lei n. 4.093/17
89
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

MEMORIAL DESCRITIVO – SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

1. Obra
Endereço:
Bairro: Município:

2. Proprietário
Nome:
Endereço:
Bairro: Município:
E-mail: Telefone:(___)____-______

3. Autor do Projeto
Nome: CREA ou CAU:
Endereço:
Bairro: Município:
E-mail: Telefone:(___)____-______

4. Formas de Apresentação
( ) Projeto Técnico
( ) Projeto Técnico para Ocupação Temporária em Edificação Permanente
( ) Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária

5. Características da Edificação (Conforme Lei 3.924/16)


Ocupação/Uso: Divisão:
Descrição:
Risco: Carga de Incêndio: MJ/ m² CNAE:
Área existente: m² A demolir: m² A construir: m²
Altura (piso de acesso ao
Área Total: m² N. de pavimentos:
mais elevado): m

6. Medidas de segurança contra incêndio e pânico


( ) Sinalização de emergência ( ) Compartimentação horizontal/vertical
( ) Extintores ( ) Separação entre edificações
( ) Iluminação de emergência ( ) Brigada de incêndio
( ) Saídas de emergência ( ) Chuveiros automáticos
( ) Hidrantes e mangotinhos ( ) Controle de Fontes de Ignição
( ) Sistema fixo de gases limpos e dióxido de
( ) Detecção de incêndio carbono (CO2)
( ) SPDA Sistema de Proteção contra Descargas
( ) Alarme de incêndio Atmosféricas
( ) Acesso de viatura do Corpo de Bombeiros ( ) Central de GLP
( ) Segurança estrutural nas edificações ( ) Hidrante Urbano
( ) Controle de material de acabamento

7. Riscos Especiais
( ) Armazenamento de líquidos inflamáveis ( ) Fogos de artifício
( ) Gás Liquefeito de Petróleo ( ) Vaso sob pressão (caldeira)
( ) Armazenamento de produtos perigosos ( ) Outros (especificar)
– Utilização de Gás Liquefeito de Petróleo – GLP, recipientes de 13Kg
Quantidade:
Capacidade Total
90
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

MEMORIAL DESCRITIVO – SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

8. Pavimentos ou Setores
Número de Pavimentos
Subterrâneo: Térreo: Elevado: Total:

Discriminação
Pavimento ou Setor Área construída Pé direito Utilização

SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA

9. Sinalização de emergência
Tipo: Quantidade

SISTEMA PREVENTIVO POR EXTINTORES

10. Proteção por Extintores


Discriminação por Pavimentos ou Setores
Pavimento ou Setor Tipo de Extintor Capacidade Quantidade

Total de Unidades Extintoras:

ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

11. Iluminação de emergência


Balizamento ( ) Aclaramento ( )
Acumuladores/gerador tipo:
Grupo moto gerador ( )
Central de baterias ( )
Blocos autônomos ( )
Quantidade: Tempo de alimentação:

ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

12. Iluminação de emergência


Balizamento ( ) Aclaramento ( )
Acumuladores/gerador tipo:
Grupo moto gerador ( )
Central de baterias ( )
Blocos autônomos ( )
Quantidade: Tempo de alimentação:
91
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

SAÍDA DE EMERGÊNCIA
13. Saída de emergência
População: total: pavimento de maior população (n° de pessoas):
Tipo de acesso:
Nível (térreo) ( )
Rampa ( )
Escada ( )
Elevado de Segurança ( )
Placa de lotação máxima ( )
Dimensões: Quantidade:
Tipo escada: NE ( ) EP( ) PF( ) PFP( ) AE( )
Anexar cálculo.

MEMORIAL DESCRITIVO – SISTEMA DE HIDRANTES E MANGOTINHOS

14. Sistema de Hidrantes


14.1 Tipo
Tipo: ( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5
Mangueira de Incêndio
Vazão
Pressão
mínima no
mínima no
Número de hidrante
Tipo Esguicho Diâmetro Comprimento hidrante mais
expedições mais
(mm) máximo (m) desfavorável
desfavorável
(mca)
(L/min)

14.2 Reservatório
( ) Elevado ( ) Nível do solo ( ) Semi-enterrado
Tipo
( ) Subterrado ( ) Fontes naturais ( )Outros
Reserva de incêndio (RI): m3 Área: m2 Altura: m
Sobre o hidrante menos favorável: m
Altura:
Sobre o 2º hidrante menos favorável: m

14.3 Registro de Recalque


( ) Passeio público ( ) Muro da divisa c/ a rua
Localização
( ) Fachada principal ( ) Hidrante de coluna externo
Possui registro de recalque adicional para vazão do sistema acima de 1000 L/min? ( ) Sim ( )
Não

14.4 Hidrante
Pavimento Quantidade Localização Tipo Expedição

14.5 Abrigo de Mangueiras


Pavimento Quantidade Localização Material Dimensões
92
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

14.6 Mangueiras
Pavimento Quantidade Comprimento Diâmetro Tipo

14.7 Hidrante Urbano


( ) maior que 2000 l/min
VAZÃO ( ) ente 1000 e 2000 l/min
( ) menor que 1000 l/min

14.8 Bomba de Incêndio


Vazão Altura
Quantidade Tipo Acionamento Potência (cv) (l/min) manométric
a (m)

14.9 Anexar Cálculo

14.10 Observações
– Os sistemas preventivos fixos por hidrantes e por chuveiros automáticos do tipo
“sprinklers”, quando for exigido, terão um equipamento de pressurização trabalhando em
conjunto com uma válvula de fluxo que acionará um alarme sonoro e luminoso, localizado
na portaria da edificação. O alarme sonoro será do tipo bi-tonal (fá-dó) e deverá ser
instalado de tal modo que seja audível em todo o prédio, em suas condições normais de
uso.

DETECÇÃO DE INCÊNDIO

15. Detecção de incêndio


Pontual ( ) linear ( )
Fumaça ( ) temperatura ( )
TIPO: Convencional ( ) Analógico ( )
Endereçável ( ) Algarítmico ( )
Localização e tipo de central:
Outros:

ALARME DE INCÊNDIO

16. Alarme de Incêndio


Acionamento: manual ( ) automático ( )
Localização
Tipo de central:
Fonte e tempo de alimentação:
93
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ACESSO DE VIATURA DO CBMRO

17. Acesso de viatura


Dimensão dos acessos (altura e largura dos portões):
Dimensão das vias, retornos e acostamentos:
Capacidade de carga das vias (toneladas):

CONTROLE DE MATERIAL E ACABAMENTO

18. Controle de material e acabamento


PISO Acabamento Classe I,II-A,III-A ou IV-A
Revestimento
PAREDE Acabamento Classe I ou II-A
Revestimento
TETO E FORRO Acabamento Classe I ou II-A
Revestimento

COMPARTIMENTAÇÕES

19. Compartimentação horizontal


Área máxima de compartimentação:
Parede corta-fogo ( ) Porta corta-fogo ( ) Vedadores corta-fogo( )
Registro corta-fogo(dampers) ( ) Selos corta-fogo ( ) Cortina corta-fogo ( )
Afastamento horizontal entre edificações ( )
Outros:

20. Compartimentação vertical


Área máxima de compartimentação:
Entre piso corta-fogo ( ) Enclausuramento de escada ( ) Vedadores corta-fogo( )
Selos corta-fogo ( ) Registro corta-fogo(dampers)( ) Selos corta-fogo ( )
Enclausuramento de poços de elevadores e monta carga ( )
Outros:

SEPARAÇÃO ENTRE EDIFICAÇÕES

21. Situação da Edificação


( ) Entre Residências ( ) Entre Comércio e/ou Indústria ( ) Isolada

CONTROLE DE FUMAÇA

22. CONTROLE DE FUMAÇA


Sistemas de extração:
Natural ( )
Mecânico ( )
Natural e Mecânico ( )
Descrição:
94
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

BRIGADA DE INCÊNDIO

23. BRIGADA DE INCÊNDIO


Tipo de brigadista:
Efetivo ( ) Eventual ( )
Nível de treinamento dos brigadistas:
Básico ( ) Intermediário ( ) Avançado ( )
Quantidade de brigadistas
Anexar calculo:

MEMORIAL DESCRITIVO

24 SISTEMA PREVENTIVO POR CHUVEIRO AUTOMÁTICO TIPO “SPRINKLER”


24.1 Sistema:
24.2 Reservatório Tipo:
Rica:
24.3 Rede do sistema

Colunas: Diâmetro: mm Quantidade:


Material: Derivação:

24.4 Bomba
Pressão:
Vazão:

24.5 Válvula de governo e alarme


Pavimento Quantidade Localização

24.6 Chave de fluxo secundária


Pavimento Quantidade Localização

24.7 Bicos
Pavimento Quantidade Localização

SISTEMA FIXO DE GASES

25 SISTEMA FIXO DE GASES


Agente extintor empregado:
Tempo de retardo:
Níveis de efeitos adversos Noeal ( )
Loael ( )
Forma de acionamento Manual ( )
Automático ( )
Inundação total ( )
Aplicação local ( )
95
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

MEMORIAL DESCRITIVO – PÁRA-RAIOS

26 MEMORIAL DESCRITIVO – PÁRA-RAIOS


1 – Observação:
O projeto, execução, instalação e a manutenção do sistema de proteção contra descarga
atmosférica (SPDA) da edificação, bem como a segurança de pessoas e instalações no seu
aspecto físico dentro do volume protegido, deverão atender às condições estabelecidas nas
normas brasileiras válidas e atinentes aos assuntos, com especial atenção para o disposto na
NBR 5419/2015 (ou edição mais recente).

MEMORIAL DESCRITIVO – CENTRAL DE GLP

27 Obra
Recipientes:
Tipo: Quantidade: Capacidade Total: Kg

27.1. Proteção por Extintores:


Tipo Capacidade Quantidade

Total de unidades extintoras:

27.2. Classificação
– Localização de superfície enterrados aterrados
– Manuseio Transportáveis estacionários
– Abastecimento no local trocáveis

– Observações:
A instalação de gás obedecerá aos regulamentos locais vigentes, bem como as indicações
do projeto específico;
Serão observadas, para a instalação de gás e para a elaboração do projeto específico, as
normas de segurança (DNC – Portaria 027/96) e de execução (NBR 13523/2006, NBR 13932/97 e
NBR 14024/00);
Todos os equipamentos a gás serão ligados, por meio de conexões rígidas a instalação
interna, através de um registro que permitirá isolar ou retirar o aparelho sem necessidade de
interromper o abastecimento de gás aos demais aparelhos;
Toda instalação de gás será verificada pela fiscalização quanto às perfeitas condições
técnicas de execução, funcionamento e segurança;
O gás (GLP), em hipótese alguma, será canalizado na fase líquida no interior das edificações;
A pressão de projeto para a instalação da central e GLP é de 1,50 Kgf/cm²;
A pressão de trabalho entre regulador de segundo estágio e qualquer ponto de consumo deve
ser, no máximo, igual a 300 mmca.

Este espaço poderá ser utilizado para completar ou prestar informações


No ato da inspeção de habite-se a ser realizada pelo CBMRO, toda a instalação de gás deve
estar instalada e com os devidos testes de estanqueidade realizados, inclusive com os medidores,
recipientes de gás e registro geral de corte.
96
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

MEMORIAL DESCRITIVO – ESCADA DE INCÊNDIO

28 ESCADA DE INCÊNDIO
28.1 Obra
Área do Pavimento Tipo: m²

28.2 Tipo de Escada: Quantidade:


Acesso:
Antecâmara: Dimensões:
Duto de ventilação: Dimensões:
Duto de entrada de ar: Dimensões:

28.3 Porta corta-fogo e porta resistente ao fogo:


Tempo de resistência:
Dimensões n. de folhas:
Tempo de resistência:
Sistema de Fechamento:
Diferença entre porta / soleira:

28.4 Escada
Parede
Material:
Espessura:
Lances
n. de lances Largura:
Degraus: Altura (espelho): Largura (piso):
Rampas (inclinações):
Corrimãos
Material:
Altura – borda / piso:
Iluminação natural
Tipo:
Dimensões:
Piso material antiderrapante
Local de descarga: Proteção:

28.5 Iluminação de emergência


Acumulador(es)
Tipo:
Localização:
Tempo de Alimentação:
97
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

MEMORIAL DESCRITIVO – ELEVADOR DE EMERGÊNCIA

29 ELEVADOR DE EMERGÊNCIA

Características a serem observadas no elevador de emergência:

1.1 – Enquanto não houver norma específica referente a elevadores de emergência, estes
devem atender a todas as normas gerais de segurança previstas na NBR 5410, e ao seguinte:

a) ter sua caixa enclausurada por paredes resistentes a 4 h de fogo;

b) ter suas portas metálicas abrindo para varanda, para antecâmara ventilada, para hall
enclausurado e pressurizado, para patamar de escada pressurizada ou local análogo do ponto de
vista de segurança contra fogo e fumaça;

c) ter circuito de alimentação de energia elétrica com chave própria independente da


chave geral do edifício, possuindo este circuito chave reversível no piso da descarga, que
possibilite que ele seja ligado a um gerador externo na falta de energia elétrica na rede pública.

d) deve estar ligado a um grupo moto gerador (GMG) de emergência.

1.2 – O painel de comando deve atender, ainda, às seguintes condições:

a) estar localizado no pavimento da descarga;

b) possuir chave de comando de reversão para permitir a volta do elevador a este piso,
em caso de emergência;

c) possuir dispositivo de retorno e bloqueio dos carros no pavimento da descarga,


anulando as chamas existentes, de modo que as respectivas portas permaneçam abertas, sem
prejuízo do fechamento do vão do poço nos demais pavimentos;

d) possuir duplo comando automático e manual reversível, mediante chamada


apropriada.

1.3 – Nas ocupações de hospital e assemelhados, o elevador de emergência deve ter cabine
com dimensões apropriadas para o transporte de maca.

1.4 – As caixas de corrida e casas de máquinas dos elevadores de emergência devem ser
enclausuradas e totalmente isoladas das caixas de corrida e casas de máquinas dos demais
elevadores.
98
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

MEMORIAL DESCRITIVO DA EDIFICAÇÃO

29.1 Características da edificação e tipos de materiais empregados


Estrutura:
n. de pavimentos:
Divisões internas:
Cobertura:
Pisos:
Esquadrias:
Forro:
Sistema de aquecimento central:
Instalações elétricas:
Instalações de exaustor, ar condicionado, refrigeração, caldeira, incinerador de lixo e outros:

Classificação das edificações vizinhas (lados: direito, esquerdo e fundos):


Lado direito:
Lado esquerdo:
Fundos:

Toda e qualquer edificação, independentemente do tipo de ocupação, ou mesmo área


construída, deverá atender ao que determina a Lei 3.924 de 17 de Outubro de 2.016 e as
Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia, que estiverem
em vigência.

31. Local e data:

Porto Velho - RO, __ de ______________ de ____.

________________________________ ______________________________
Proprietário ou Responsável pelo uso Autor do Projeto
RG: ___________________ CREA ou CAU: _____________
99
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO C

ESTADO DE RONDÔNIA
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA, DEFESA E CIDADANIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
ESTADO MAIOR GERAL
COORDENADORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS

MEMORIAL DESCRITIVO PARA EVENTOS TEMPORÁRIOS

EVENTO:

LOCAL: MUNICÍPIO:

PERÍODO: HORÁRIO:

PÚBLICO: ÁREA DE RISCO (TOTAL): ÁREA (ESTRUTURAS):

RESPONSÁVEL TÉCNICO:

ORGANIZADOR DO EVENTO:

MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO


Extintor Brigada de incêndio/ Bombeiro civil (Cálculo)
Sinalização de emergência Ambulância
Iluminação de emergência Controle de material de acabamento
Outros (especificar):

EXIGÊNCIAS COMPLEMENTARES
Estruturas e/ou equipamentos Central de gás
Instalações elétricas Botijão de gás (13kg ou inferior)
Grupo motogerador Espetáculo pirotécnico (projeto específico)
Saídas de emergência (Cálculo) Outros (especificar):
Trio Elétrico
100
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ESPAÇO RESERVADO AO CBMRO

_________________________________ _________________________________
Responsável Técnico Organizador do Evento
101
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

MEMORIAL DESCRITIVO – SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

1 – EVENTO
Nome: CNPJ/CPF:
Endereço:
Bairro: CEP: Município:
Área de Risco (total): Área de Estruturas: Altura:
Público Total: Risco:

2 – ORGANIZADOR DO EVENTO
Nome: CNPJ/CPF:
Endereço:
Bairro: CEP: Município:
E-mail: Telefone:(___)

3 – RESPONSÁVEL TÉCNICO
Nome: Registro: UF:
Endereço: CPF:
Bairro: CEP: Município:
E-mail: Telefone:( )

4 – PROTEÇÃO EXTINTORA
Tipo de Extintor Capacidade Extintora Quantidade

Total de extintores:

5 – ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA
Tipo de Iluminação Sistema Alimentador Tempo de Autonomia

Total de luminárias de emergência:

6 – SAÍDAS DE EMERGÊNCIA
Tipo de Porta Dimensão Quantidade

Total de saídas de emergência:

7 – GRUPO MOTOGERADOR
Gerador Capacidade Quantidade

Total de geradores:

8 – TRIO ELÉTRICO
Trio Elétrico Altura Placa
102
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

9 – NOTAS TÉCNICAS IMPORTANTES

ESTRUTURAS E EQUIPAMENTOS

1. Toda estrutura ou equipamento estará a mais de 1,5 metros de distância da projeção de qualquer linha
de transmissão de energia elétrica; e

2. Todas as estruturas e equipamentos utilizados estarão devidamente aterrados.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

1. As instalações elétricas de baixa tensão serão executadas utilizando cabo do tipo PP; e

2. A proteção para o grupo gerador será através de grades, tapumes ou qualquer material que crie um
obstáculo para o público, não sendo aceito o uso de fitas zebradas, cordas, correntes ou similares.

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

1. A responsabilidade pelo controle de acesso aos recintos e da lotação, bem como em manter as saídas
desimpedidas e desobstruídas, além das demais exigências contidas no projeto aprovado, é do
responsável pela organização do evento;

2. Este projeto atende a todas as exigências de sinalização de emergência contidas na Instrução Técnica
Nº 20 – Saídas de emergência; e

3. Este projeto atende a todas as exigências de iluminação de emergência contidas na Instrução Técnica
Nº 18 – Iluminação de emergência.

UTILIZAÇÃO DE GLP

1. Nas “barracas e trailers” é permitido o uso de botijão de 13 Kg, desde que em área externa e ventilada,
e esteja associado à válvula específica reguladora de pressão e vazão;

2. A mangueira entre o equipamento e o botijão deverá ser do tipo metálica flexível, de acordo com normas
pertinentes, sendo vedado o uso de mangueira plástica ou de borracha; e

3. É vedado o uso de botijão que não possua o plugue fusível como dispositivo de segurança.
TRIOS ELÉTRICOS E/OU CARRO DE APOIO

1. A responsabilidade pelo controle de acesso aos recintos e da lotação, bem como em manter as saídas
desimpedidas e desobstruídas, além das demais exigências contidas no projeto aprovado, é do
responsável pela organização do evento; e

2. A altura do veículo atende ao valor máximo estabelecido na declaração emitida pela concessionária de
energia.
103
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

10 – DIMENSIONAMENTO DAS SAÍDAS DE EMERGÊNCIA (Conforme IT Nº 11)


104
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

11 – DIMENSIONAMENTO DA BRIGADA DE INCÊNDIO (Conforme IT Nº17)


105
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

PRESCRIÇÕES DIVERSAS

Porto Velho - RO, ____ de ______________ de ______.

_________________________________ _________________________________
Responsável Técnico Organizador do Evento

________________ ________________
Registro CPF
106
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO D

QUADRO RESUMO DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA

OBEDECERÁ A IT 21 UNIDADE EXTINTORA:


ÁGUA PRESSURIZADA – 2 A, PÓ QUÍMICO SECO BC – 20 B:C, GÁS
EXTINTORES CARBÔNICO BC – 5 B: C.
IT 21 ALTURA DE INSTALAÇÃO…. DISTRIBUIDOS CONFORME O PROJETO.
(INCLUIR DEMAIS INFORMAÇÕES PERTINENTES AO SISTEMA)

OBEDECERÁ A IT 18 CARACTERÍSTICAS:
BLOCO AUTONOMOS .... POTENCIA.... FLUXO LUMINOSO.... FORMA DE
ILUMINAÇÃO DE ACIONAMENTO.... ETC
EMERGÊNCIA AUTONOMIA MÍNIMA DE 1 (UMA) HORA
QUANTIDADE: 10 (DEZ) UNIDADES (INSTALADAS CONFORME PROJETO)
(INCLUIR DEMAIS INFORMAÇÕES PERTINENTES AO SISTEMA)

OBEDECERÁ A IT-19
SISTEMA INTERLIGADO ATRAVÉS DO CABO (TIPO E DIAMETRO DO
CABO), PROTEGIDOS POR ELETRODUTOS METÁLICOS (FG OU FF). A
CENTRAL SERÁ DO TIPO...... OS ACIONADORES SERÃO...... OS
ALARME E DETECÇÃO DETECTORES SERÃO...... AS SIRENES SERÃO DO TIPO…. AUDÍVEIS EM
TODA INSTALAÇÃO SEM ATRAPALHAR A COMUNICAÇÃO VERBAL....
HAVERÁ AVISADORES VISUAIS PRÓXIMO AS SIRENES. TODOS
DISTRIBUÍDOS CONFORME O PROJETO.
(INCLUIR DEMAIS INFORMAÇÕES PERTINENTES AO SISTEMA)

OBEDECERÁ A IT-22
TUBULAÇÃO 63/100/150 mm – FERRO GALVANIZADO
HIDRANTES – MANGUEIRAS 38 mm – COMPRIMENTO 30 m, SENDO
SUBDIVIDIDA EM DOIS LANCES DE 15 M.
ESGUICHOS REGULAVEIS – IT 22
HIDRANTES SERÁ APRESENTADO O MEMORIAL DE CALCULO DO SISTEMA. TODOS
OS COMPONENTES SERÃO INSTALADOS NAS ALTURAS
ESPECIFICADAS NA IT-22 E SERÃO REPRESENTADOS EM DETALHES NO
PROJETO.
DISTRIBUÍDOS CONFORME PROJETO.
(INCLUIR DEMAIS INFORMAÇÕES PERTINENTES AO SISTEMA)

OBEDECERÁ A IT-20
AS SINALIZAÇÕES SERÃO DISTRIBUIDAS CONFORME PROJETO.
SINALIZAÇÃO DE
DEVERÃO POSSUIR EFEITO FOTOLUMINESCENTE.
EMERGÊNCIA
TODAS AS SINALIZAÇÕES TERÃO SUA LEGENDA NO PROJETO (INCLUIR
DEMAIS INFORMAÇÕES PERTINENTES AO SISTEMA)

CONFORME A IT-17
A QUANTIDADE DE BRIGADISTA CONFORME CÁLCULO APRESENTADO É
BRIGADA DE INCÊNDIO
XX BRIGADISTAS…. SERÁ ADOTADO CONFORME A IT..... ETC
(INCLUIR DEMAIS INFORMAÇÕES PERTINENTES A BRIGADA)
107
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

CLASSIFICAÇÃO
GRUPO OCUPAÇÃO DIVISÃO DESCRIÇÃO EXEMPLOS
TÊXTIL EM INDUSTRIA
I INDUSTRIAL I-2
GERAL TÊXTIL

CARGA DE INCÊNDIO - IT-14/2017

OCUPAÇÃO/USO DESCRIÇÃO DIVISÃO CARGA DE INCÊNDIO EM MJ/m 2

CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREA DE RISCO QUANTO A CARGA DE INCENDIO

RISCO CARGA DE INCÊNDIO EM MJ/m 2

CONTROLE DE MATERIAIS ACABAMENTO E REVESTIMENTO


ACABAMENTO
PISO CLASSE I, II-A, III-A OU IV-A
REVESTIMENTO
ACABAMENTO
PAREDE CLASSE I OU II-A
REVESTIMENTO
ACABAMENTO
TETO E FORRO CLASSE I OU II-A
REVESTIMENTO
108
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO E

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
MEMORIAL INDUSTRIAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO
1 – IDENTIFICAÇÃO
Empresa: Protocolo n.:
Atividade industrial:
Endereço:
Município: E-mail:

2 – MATÉRIAS-PRIMAS UTILIZADAS

3 – PRODUTOS ACABADOS

4 – PROCESSO INDUSTRIAL
(Observação: pode ser anexado também o fluxograma de produção)

5 – INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

6 – ESPECIFICAR QUANTIDADE DO
PROCESSO DE LÍQUIDOS E GASES INFLAMÁVEIS

Porto Velho - RO, __ de _____________ de ____.

___________________________________ ___________________________________
Responsável Técnico Proprietário ou Responsável pelo uso
109
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO F

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
FORMULÁRIO PARA ATENDIMENTO TÉCNICO n.
Solicitante: e-mail:
Proprietário Resp. pelo uso Procurador Resp. Técnico
Finalidade da consulta:

INFORMAÇÕES SOBRE A EDIFICAÇÃO E ÁREAS DE RISCO


Endereço:
Área (m²): Altura (m): Ocupação:
Projeto Técnico n.: Inspeção n.:

Local e data: , de de .

Responsável Técnico ou
Proprietário/Responsável pelo uso
110
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO G

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
DECLARAÇÃO DO PROPRIETÁRIO OU RESPONSÁVEL PELO USO

Declaro para os devidos fins que a edificação ou área de risco pela qual sou

responsável está classificada como "BAIXO RISCO" e atende aos parâmetros do item

6.2.2 da IT-01, descritos abaixo:

( ) Possui saída dos ocupantes diretamente para a via pública;


ou
( ) Está localizada no interior de edificação regularizada no CBMRO*;
* A cópia do AVCIP da edificação principal deve ser anexada à solicitação.

a) Possui no máximo um pavimento, com exceção de edificações que possuam


pavimento superior residência exclusivamente unifamiliar com acesso independente;
b) Não possui qualquer tipo de abertura através de portas, telhados e janelas,
para o interior de edificações adjacentes (edificações vizinhas);
c) Não possui lotação superior a 100 pessoas;
d) Não comercializa ou armazena volume superior a 250L de líquido inflamável
ou combustível;
e) Possui utilização de apenas 01 (um) recipiente de GLP de 13kg, localizado
em área externa e ventilada de pavimento térreo, ou não possui GLP;
f) Não possui produtos radioativos ou explosivos;

Declaro ainda que as medidas prescritas pelo Anexo A da Instrução Técnica 01,

para a edificação, estão instaladas e em funcionamento.

, de de .

Nome
Proprietário / Responsável legal pela edificação
111
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO H

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

REQUERIMENTO DE COMISSÃO TÉCNICA


OU CONSELHO TÉCNICO DELIBERATIVO
Solicitante:
Comissão Técnica Conselho Técnico Deliberativo Outros

INFORMAÇÕES SOBRE A EDIFICACAO E ÁREAS DE RISCO


Endereço:

Proprietário / Resp. pelo uso: E-mail:


Área (m²): Altura (m): Ocupação:
Projeto Técnico n.: Inspeção n.:
Documento de referência:
Pedido:

Motivo do pedido (incluir fundamentação legal, quando for o caso):

Local e data: , de de .

Proprietário / Resp. pelo uso Responsável Técnico


112
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO I

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

ATESTADO DO EMPREGO DE
MATERIAIS DE ACABAMENTO E REVESTIMENTO

Eu, ____________________________________________________,
responsável técnico, registrado no CREA sob o n. ________________, atesto para
os devidos fins que os materiais de acabamento e revestimento foram aplicados na
edificação localizada na _______________________________________________
___________________________, Município de ____________________________,
conforme Projeto Técnico n. _______________, atendendo aos parâmetros técnicos
da IT 10.

________________, _____ de ____________ de _______.

Observações:

1 – Anexar ART descrevendo no campo 49 (Resumo do contrato: descrição): “Refere-se à


responsabilidade técnica de aplicação de materiais de acabamento e revestimento, conforme
IT 10".

2 – A manutenção dos Materiais de Acabamento e Revestimento fica sob responsabilidade


do usuário ou responsável pelo uso da edificação.

___________________________________ ___________________________________
Responsável Técnico Proprietário ou Responsável pelo uso
CREA/CAU: _____________ RG: ___________________
113
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO K

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

ATESTADO DE ABRANGÊNCIA DO GRUPO MOTOGERADOR

Eu, ____________________________________________________,

visando a concessão do Auto de Vistoria Contra Incêndio e Pânico do Corpo de Bombeiros

Militar do Estado de Rondônia, atesto que o Grupo Motogerador existente na edificação

situada na ________________________________________________________________

______________________________, Município de _______________________________,

encontra-se instalado de acordo com as exigências da NBR 10898/13, tendo as seguintes

características:

Motor (marca e modelo): _____________________________________________________

Potência: _________________________________________________________________

Tensão: __________________________________________________________________

Tipo de acionamento: _______________________________________________________

Combustível: ______________________________________________________________

Capacidade do tanque: ______________________________________________________

Autonomia: _______________________________________________________________

Abrangência: ______________________________________________________________

Local e data: ___________________________, ______ de __________________ de _________.

N. da ART:

___________________________________
Responsável Técnico
CREA/CAU: _____________
114
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO L

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

SOLICITAÇÃO DE ALTERAÇÃO

_______(razão social)________________________, inscrito(a) no

CNPJ nº ________________, vem requerer a análise das alterações do projeto nº _______

conforme detalhado em quadro abaixo, visando a aprovação para revistoria e concessão do

Auto de Vistoria Contra Incêndio e Pânico do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de

Rondônia.

QUADRO SÍNTESE DE ALTERAÇÕES


Documento/Página/Item alterado Descrição da alteração
Prancha 01/03 do Sistema de Proteção Acréscimo da sala de reuniões próximo à
contra Incêndio e Pânico diretoria.
Prancha 02/03 do Sistema de Proteção Divisão da sala de contabilidade em 2
contra Incêndio e Pânico ambientes (contabilidade e financeiro).
Item 5 do memorial descritivo – pág. 2 Aumento da área de 880m² para 910m²
Aumento da área do pavimento térreo de
Item 8 do memorial descritivo – pág. 3
290m² para 320m²

Declaro que todos os sistemas de proteção contra incêndio e pânico

estão atendendo toda à edificação, inclusive as áreas alteradas e/ou acrescentadas.

Local e data: _____________________, ___ de ______________ de _________.

___________________________________
Responsável Técnico
CREA/CAU: _____________
115
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO M

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

TERMO DE RESPONSABILIDADE DE
SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

Visando a concessão do Auto de Vistoria Contra Incêndio e Pânico do Corpo de Bombeiros

Militar do Estado de Rondônia, atestamos que as PORTAS DE SAÍDA DE EMERGÊNCIA da

edificação situada na ...........................................................................................................(Endereço),

.................................................................. (Município) ............................................................(Cidade),

que possui Projeto Técnico aprovado nessa Corporação sob o n. ..............................., permanecerão

abertas durante a realização do evento ou permanência de pessoas na edificação.

Dessa maneira, assumo toda a responsabilidade civil e criminal quanto à permanência das

portas abertas.

..........................................(cidade), ......... de................................de....................(data).

...................................................................................................
NOME (Proprietário ou responsável pelo uso)
(Assinatura com reconhecimento de firma em cartório do responsável)

Observação: Válido para o item 5.5.4.6.1 e 5.5.4.7 da Instrução Técnica 11.


116
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO N

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

TERMO DE RESPONSABILIDADE DE
LOTAÇÃO MÁXIMA

Eu, ......................................................................................................(Nome do responsável)

CPF/CNPJ n. ............................................, responsável pela realização do Evento ...............................

......................................................................................... (nome do evento), com data de realização do

dia ____ / ____ / ________ ao dia ____ / ____ / ________, visando a concessão do Auto de Vistoria

Contra Incêndio e Pânico do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia, atesto que o evento

a ser realizado na .................................................................................................................. (Endereço

do evento), Município de ......................................................, terá controle de lotação máxima por

recinto e/ou setor conforme especificado no Projeto de Ocupação Temporária aprovado nessa

Corporação sob o n. .................... .

Dessa maneira, assumo toda a responsabilidade civil e criminal sobre a responsabilidade

assumida neste termo.

Porto Velho, .......... de ............................................ de ................

........................................................................................................
Proprietário ou responsável pelo uso
(Assinatura com reconhecimento de firma em cartório)
117
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO O

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

TERMO DE RESPONSABILIDADE DE HIDRANTE URBANO

Referência: Protocolo nº __________ / ________

Eu, ....................................................................................................................................,
(Nome completo do proprietário ou responsável pelo uso)

proprietário/responsável pelo uso do terreno localizado no seguinte endereço: ...............................


...........................................................................................................................................................,
(Endereço completo)

em que será construído ....................................................................................................................,


(Ocupação segundo o anexo A da IT-01)

com área total construída de ............................ m². Comprometo-me perante o Corpo de Bombeiros
(Tamanho da área)

Militar do Estado de Rondônia a instalar, num raio de 300 (trezentos) metros do eixo da fachada,
um hidrante urbano de coluna no passeio público, conforme previsto na Lei Estadual n. 3.924 de
17 de outubro de 2016, no Decreto Estadual n. 21.425 de 29 de novembro de 2016 e na Instrução
Técnica 34 - Hidrante Urbano.
No caso de inviabilidade técnica para instalação do hidrante de coluna a uma distância
máxima de 300 m do referido endereço, será apresentado ao Corpo de Bombeiros, antes da
solicitação de inspeção de Habite-se, documento emitido pela concessionária local de serviços
públicos de água e esgoto, atestando a distância do hidrante mais próximo da edificação, e a
distância do ponto mais próximo que possua viabilidade técnica para a instalação de hidrante de
coluna. Esta informação subsidiará o Corpo de Bombeiros na verificação da necessidade da
instalação de hidrante de coluna em distância superior a 300 m da área em questão.

Porto Velho, .......... de ............................................ de ................

........................................................................................................
Responsável técnico e proprietário ou responsável pelo uso
(Assinatura com reconhecimento de firma em cartório)
118
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO P

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

ATESTADO DE BRIGAD A CONTRA


INCÊNDIO E PÂNICO
Atesto, para os devidos fins, que as pessoas abaixo relacionadas participaram com bom

aproveitamento do treinamento de “Brigada Contra Incêndio e Pânico”, ministrado na edificação

localizada na ................................................................................................................................(Endereço da Edificação),

Município de .........................................................., e estão aptas ao manuseio dos equipamentos

de prevenção e combate a incêndio da edificação:

Nome RG NÍVEL DE DATA DE CONCLUSÃO


TREINAMENTO DE CURSO

_________________________, _____ de _________________ de _________.

__________________________________________
(Nome completo) (Só é válido com a comprovação da
(Qualificação profissional) capacitação técnica do signatário)
(Registro n. _________) (Anexar cópia da credencial)

__________________________________________
(Nome completo)
(Proprietário ou responsável legal da empresa)
119
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 01/2017 – PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS - ANEXOS

ANEXO Q

ESTADO DE RONDÔNIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

MEMORIAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS ESTRUTURAS


Nome da empresa, registrada no CREA n. _____________, atendendo o disposto no item 5.19 da Instrução
Técnica 08 do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia, visando a concessão do Auto de Vistoria Contra
Incêndio e Pânico dessa Corporação, atesta que os SISTEMAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO DAS
ESTRUTURAS (metálicas, de concreto, de madeira, etc.) existentes na edificação em referência encontram-se
instalados em conformidade com as informações abaixo.
 Edificação: (Nome da edificação)
 Responsável pelo Uso: (Nome)
 Ocupação:
 Data:

METODOLOGIA PARA SE ATINGIR OS TRRF DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS


(Citar norma (s) empregada (s))
A metodologia adotada foi descrever a metodologia, seja por ensaios, cartas de coberturas, métodos
analíticos etc. e norma (s).
Os ensaios de resistência ao fogo adotado foram o Relatório (IPT n., ou UL n. etc. – citar os ensaios e
especificar se é para: pilares, vigas etc.).

DETERMINAÇÃO DO TEMPO REQUERIDO DE RESITÊNCIA AO FOGO (TRRF)


 CRITÉRIOS PARA DETERMINAÇÃO DO TRRF: para definição dos TRRF’s foi adotada (por exemplo: Tabela A
da Instrução Técnica 08, conforme o item “5 – Procedimentos” da referida Instrução Técnica; ou método do tempo
equivalente ou outros devidamente comprovados, conforme IT 08).

TEMPO DE RESISTÊNCIA REQUERIDO AO FOGO (TRRF)


Exemplo:
 As estruturas principais terão TRRF de 90 min para colunas, contra ventamentos e vigas principais conforme
Tabela A, Grupo D, Classe P-4 da Instrução Técnica 08.
 As vigas secundárias terão TRRF de 60 min, conforme Anexo A, item A 2.5 da Instrução Técnica 08.
 As compartimentações, escadas de segurança, selagens de shafts e divisórias entre unidades autônomas serão
executadas conforme segue: ____________________, com os seguintes TRRF: ___________________________.
Conforme Item 5.7 da IT 08.
Observações: _____________________________________________________________.

ISENÇÕES OU REDUÇÃO DE TRRF


Exemplos: (Não foi adotada nenhuma condição para redução ou isenção de TRRF na presente edificação... Ou
Isenção de TRRF para os pilares externos protegidos por alvenaria cega...Ou Isenção dos perfis confinados em
área frias, conforme folhas...)

MATERIAIS DE PROTEÇÃO CONTRA FOGO E RESPECTIVAS ESPESSURAS DE PROTEÇÃO


(Citar cartas de coberturas adotadas)
 Materiais utilizados: (citar todos os materiais utilizados na proteção)
 Espessuras adotadas: (vide Tabela em anexo x carta de cobertura). As espessuras foram calculadas com base
nos ensaios laboratoriais acima mencionados, de acordo com os procedimentos na Norma...

CONTROLE DE QUALIDADE
 Verificar a necessidade de Controle de Qualidade por empresa qualificada, conforme item 5.18 da Instrução
Técnica n. 8. Anexá-lo a este memorial.

______________________________________ ______________________________________
Responsável Técnico Proprietário ou Responsável pelo uso
CREA/CAU RG:
ESTADO DE RONDÔNIA
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA, DEFESA E CIDADANIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
ESTADO MAIOR GERAL
COORDENADORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS

INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE


SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

SUMÁRIO

1. Objetivo
2. Aplicação
3. Referências normativas e bibliográficas
4. Definições
5. Conceitos Gerais de Segurança Contra incêndio
6. Instalações Preventivas de Segurança Contra Incêndio e Pânico

I
121
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

1 OBJETIVO Materiais. In: Tecnologia de Edificações. São Paulo:


Pini, 1988.
1.1 Esta Instrução Técnica tem por objetivo orientar e  MACINTYRE, A. J. Instalações Hidráulicas Prediais
familiarizar os profissionais técnicos, permitindo um e Industriais. 2ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara,
entendimento amplo sobre a segurança contra incêndio 1988.
nas edificações e áreas de risco, conforme previsto no  NATIONAL FIRE PROTECTION ASSOCIATION.
Regulamento Estadual de Segurança Contra Incêndio  Manual de Protecion Contra Incendio. 4ª edição.
e Pânico (Decreto Estadual n° Espanha: Mapfre, 1993.
21.425 de 29 de novembro de 2016).  SEITO A. I. Tópicos da Segurança contra Incêndio.
In: Tecnologia de Edificações. São Paulo: Pini,
2 APLICAÇÃO 1988.
 SEITO A. I. Fumaça no Incêndio – Movimentação no
Esta Instrução Técnica se aplica a todos os projetos e Edifício e seu Controle. In: Tecnologia de
execuções das medidas e Instalações Preventivas de Edificações. São Paulo: Pini, 1988.
Segurança Contra Incêndio e Pânico, sendo de cunho  SILVA V. P. Estruturas de Aço em Situação de
informativo aos profissionais da área. Incêndio. São Paulo: Zigurate, 2001.

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E 4 DEFINIÇÕES


BIBLIOGRÁFICAS
A segurança contra incêndio é um dos tópicos
 Instrução Técnica n. 02/2011 – CBPMESP. Norma abordados mais importantes na avaliação e
Técnica n. 02/2014 – CBMGO. planejamento da proteção de uma coletividade. O
 BERTO, A. Proteção Contra Incêndio em Estruturas termo “prevenção de incêndio” expressa tanto a
de Aço. In: Tecnologia de Edificações. São Paulo: educação pública como as medidas de segurança
Pini, 1988. contra incêndio em um edifício.
 BERTO, A. Segurança ao Fogo em Habitação de
Madeira de Pinus PP – Pressupostos básicos. In:
Tecnologia de Edificações. São Paulo: Pini, 1988.
 DE FARIA, M. M. Manual de Normas Técnicas do
Corpo de Bombeiros para Fins de Análise de
Projetos (Propostas) de Edificações. São Paulo:
Caes/PMESP, 1998.
 INSTRUCCION TECNICA 07.09. Sistemas de
 Espuma. Instalaciones Fijas (generalidades).
ITSEMAP. Espanha: 1989.
 INSTRUCCIÓN TECNICA 07.10. Instalaciones Fijas
de CO2: Generalidades. Sistemas de Inundacion.
ITSEMAP. Espanha: 1986. Figura 1: Educação pública
 INSTRUCCION TECNICA 07.11. Sistemas Fijos de
CO2: Sistemas de aplicacion local y otros.
ITSEMAP. Espanha: 1987.
 IPT. 1° relatório – Elaboração de requisitos técnicos
relativos às medidas de proteção contra incêndio. In:
Relatório n. 28826. São Paulo: 1990.
 IPT. 2° relatório – Elaboração de requisitos técnicos
relativos às medidas de proteção contra incêndio. In:
Relatório n. 28904. São Paulo: 1990.
 IPT. 3° relatório – Elaboração de requisitos técnicos
relativos às medidas de proteção contra incêndio. In:
Relatório n. 28922. São Paulo: 1990.
 IPT – Elaboração de documentação técnica
necessária para a complementação da
regulamentação estadual de proteção contra
incêndio. In: Relatório n. 28916. São Paulo: 1990.
KATO, M. F. Propagação Superficial de Chamas em Figura 2: Vistoria em edificação
122
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

A implantação da prevenção de incêndio se faz por estudo dos casos reais e estudo quantitativo dos
meio das atividades que visam a evitar o surgimento do incêndios.
sinistro, possibilitar sua extinção e reduzir seus efeitos
antes da chegada do Corpo de Bombeiros.

As atividades relacionadas com a educação consistem


no preparo da população por meio da difusão de ideias
que divulgam as medidas de segurança para evitar o
surgimento de incêndios nas ocupações. Buscam,
ainda, ensinar os procedimentos a serem adotados
pelas pessoas diante de um incêndio, os cuidados a
serem observados com a manipulação de produtos
perigosos e também os perigos das práticas que geram
riscos de incêndio.

Figura 4: Sistema de hidrantes

A proteção contra incêndio deve ser entendida como o


conjunto de medidas para a detecção e controle do
crescimento e sua consequente contenção ou extinção.

Figura 5: Incêndio em indústria

Figura 3: Análise de projeto de segurança contra


incêndio

As atividades que visam à proteção contra incêndio dos


edifícios podem ser agrupadas em:

a) Atividades relacionadas com as exigências de


medidas de proteção contra incêndio nas diversas
ocupações;

b) Atividades relacionadas com a extinção, perícia e


coleta de dados dos incêndios pelos órgãos públicos, Figura 6: Combate a incêndio em
que visam a aprimorar técnicas de combate e melhorar a engarrafamento de GLP
proteção contra incêndio por meio da investigação,
123
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

de incêndio e/ou dos sistemas de chuveiros automáticos


de extinção de incêndio e/ou dos equipamentos manuais
para combate;

Figura 7: Isolamento do local sinistrado

Essas medidas dividem-se em:

a) Medidas ativas de proteção que abrangem a Figura 08: Compartimentação vertical de fachada
detecção, alarme e extinção do fogo (automática e/ou
manual); e) Dimensionamento das rotas de escape e dos
dispositivos para controle do movimento da fumaça;
b) Medidas passivas de proteção que abrangem o
controle dos materiais, meios de escape, f) Controle das fontes de ignição e riscos de incêndio;
compartimentação e proteção da estrutura do edifício.
g) Acesso aos equipamentos de combate a incêndio;
4.1 Objetivos da prevenção de incêndio
h) Treinamento do pessoal habilitado a combater um
Os objetivos da prevenção são: princípio de incêndio e coordenar o abandono seguro da
população de um edifício;
a) Proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas
de risco, em caso de incêndio; i) Gerenciamento e manutenção dos sistemas de
proteção contra incêndio instalado;
b) Dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos
ao meio ambiente e ao patrimônio; j) Controle dos danos ao meio ambiente decorrentes de
um incêndio.
c) Proporcionar meios de controle e extinção do incêndio;
5 CONCEITOS GERAIS DE SEGURANÇA CONTRA
d) Dar condições de acesso para as operações do Corpo INCÊNDIO
de Bombeiros; e
5.1 Propagação de fogo, fumaça e gases quentes no
e) Proporcionar a continuidade dos serviços nas interior das edificações
edificações e áreas de risco.
5.1.1 Fenômeno característico
Esses objetivos são alcançados pelo: O fogo pode ser definido como um fenômeno físico-
químico em que ocorre uma reação de oxidação, emitindo
a) Controle da natureza e da quantidade dos materiais luz e calor. Devem coexistir quatro componentes para que
combustíveis constituintes e contidos no edifício; ocorra o fenômeno do fogo:

b) Dimensionamento da compartimentação interna, da 1) Combustível;


resistência ao fogo de seus elementos e do
distanciamento entre edifícios; 2) Comburente (oxigênio);

c) Dimensionamento da proteção e da resistência ao 3) Calor;


fogo da estrutura do edifício;
d) Dimensionamento dos sistemas de detecção e alarme 4) Reação em cadeia.
124
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

outros gases (CO2, Ar, H2, He, Ne, Kr), com 0,98%.

O calor, por sua vez, pode ter como fonte a energia


elétrica, o cigarro aceso, os queimadores a gás, a
fricção ou mesmo a concentração da luz solar através
de uma lente.

O fogo se manifesta diferentemente em função da


composição química do material. De outra maneira, um
mesmo material pode queimar de modo diferente em
função da sua superfície específica, das condições de
exposição ao calor, da oxigenação e da umidade
contida.

Figura 9 – Tetraedro do fogo A maioria dos sólidos combustíveis possui um


mecanismo sequencial para sua ignição. O sólido
Os meios de extinção se utilizam deste princípio, pois precisa ser aquecido, quando então desenvolve
agem através da inibição de um dos componentes para vapores combustíveis que se misturam com o oxigênio,
apagar um incêndio. formando a mistura inflamável (explosiva), à qual
igniza-se na presença de uma pequena chama (ou
mesmo fagulha ou centelha) ou em contato com uma
superfície aquecida acima de 500°C, dando origem à
chama na superfície do sólido, que fornece mais calor,
aquecendo mais materiais e assim sucessivamente.

Alguns sólidos pirofóricos (sódio, fósforo, magnésio


etc.) não se comportam conforme o mecanismo acima
descrito.

Os líquidos inflamáveis e combustíveis possuem


mecanismos semelhantes, ou seja, o líquido, ao ser
aquecido, vaporiza-se e o vapor se mistura com o
oxigênio, formando a “mistura inflamável” (explosiva)
que ignizam-se na presença de uma pequena chama
Figura 10 – Mecanismo de extinção do fogo (ou mesmo fagulha ou centelha), ou em contato com
superfícies aquecidas acima de 500°C, dando origem à
O combustível pode ser definido como qualquer chama na superfície do líquido, que aumenta a
substância capaz de produzir calor por meio da reação vaporização e a chama. A quantidade de chama fica
química. limitada à capacidade de vaporização do líquido.

O comburente é a substância que alimenta a reação Os líquidos são classificados pelo seu ponto de fulgor,
química, sendo mais comum o oxigênio. ou seja, pela menor temperatura na qual liberam uma
quantidade de vapor que, ao contato com uma chama,
O calor pode ser definido como uma forma de energia produzem um lampejo (uma queima instantânea).
que se transfere de um sistema para outro em virtude
de uma diferença de temperatura. Ele se distingue das Entretanto, existe outra classe de líquidos,
outras formas de energia porque, como o trabalho, só denominados instáveis ou reativos, cuja característica
se manifesta num processo de transformação. é de se polimerizar, decompor, condensar
violentamente ou ainda de se tornar auto reativo sob
Podemos ainda definir incêndio como sendo o fogo condições de choque, pressão ou temperatura,
indesejável, qualquer que seja sua dimensão. podendo desenvolver grande quantidade de calor.

Como foi dito, o comburente é o oxigênio do ar e sua A mistura inflamável vapor-ar (gás-ar) possui uma faixa
composição porcentual no ar seco é de 20,99%. Os ideal de concentração para se tornar inflamável ou
demais componentes são o nitrogênio, com 78,03%, e explosiva, e os limites dessa faixa são denominados
125
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

limite inferior de inflamabilidade e limite superior de B = largura do vão;


inflamabilidade, expressos em porcentagem ou volume. Vm = velocidade média do ar;
Estando a mistura fora desses limites, não ocorrerá a
ignição. Considerando L o volume de ar necessário para a
Os materiais sólidos não queimam através de queima completa de kg de madeira, a taxa máxima de
mecanismos tão precisos e característicos como os dos combustão será dada por V’/L, isto é:
líquidos e gases.

Nos materiais sólidos, a área específica é um fator


importante para determinar sua razão de queima, ou
seja, a quantidade do material queimado na unidade de
tempo, que está associado à quantidade de calor Da taxa de combustão ou queima, segundo os
gerado e, portanto, à elevação da temperatura do pesquisadores, pode-se definir a seguinte expressão
ambiente. Um material sólido com igual massa e com representando a quantidade de peso de madeira
área específica diferente, como exemplo de 1 m² e 10 equivalente, consumida na unidade de tempo:
m², queima em tempos inversamente proporcionais;
contudo, libera a mesma quantidade de calor. No
entanto, a temperatura atingida no segundo caso será
bem maior.
Por outro lado, não se pode afirmar que isso é sempre Da taxa de combustão ou queima, segundo os
verdade. No caso da madeira, observa-se que, quando pesquisadores, pode-se definir a seguinte expressão
apresentada em forma de serragem, ou seja, com representando a quantidade de peso de madeira
áreas específicas grandes, não se queima com grande equivalente, consumida na unidade de tempo:
rapidez.
Em que:
Comparativamente, a madeira em forma de pó pode R = taxa de queima (kg/min);
formar uma mistura explosiva com o ar, comportando-
C = Constante = 5,5 Kg/mim m5/2;
se, desta maneira, como um gás que possui velocidade
de queima muito grande. Av = HB = área da seção de ventilação (m²);
H = altura da seção (m);
No mecanismo de queima dos materiais sólidos temos
Av = √𝐻 = grau de ventilação (Kawagoe) (m5/2);
a oxigenação como outro fator de grande importância.

Quando a concentração em volume de oxigênio no Quando houver mais de uma abertura de ventilação,
ambiente cai para valores abaixo de 14%, a maioria dos deve-se utilizar um fator global igual a:
materiais combustíveis existentes no local não mantém
a chama na sua superfície.

A duração do fogo é limitada pela quantidade de ar e A razão de queima em função da abertura fica,
do material combustível no local. O volume de ar portanto:
2
existente numa sala de 30 m irá queimar 7,5 kg de
madeira, portanto, o ar necessário para a alimentação
do fogo dependerá das aberturas existentes na sala.

Vários pesquisadores (Kawagoe, Sekine, Lie)


Essa equação diz que o formato da seção tem grande
estudaram o fenômeno, e a equação apresentada por
influência. Por exemplo, para uma abertura de 1,6 m 2
Lie é:
(2 m x 0,8 m) teremos:
V’ = a H’ B Vm
Sendo:
Em que:
2,0 m a largura = R1 = 7,9 kg/min;
V' = vazão do ar introduzido;
2,0 m a altura = R2 = 12,4 kg/min;
a = coeficiente de descarga;
H'= altura da seção do vão de ventilação abaixo do
Por outro lado, se numa área de piso de 10 m² existir
plano neutro;
126
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

500 kg de material combustível expresso em coexistem no interior de uma edificação.


equivalente em madeira, ou seja, se a carga de
incêndio específica for de 50 kg/m² e a razão de queima A manipulação acidental destes elementos é,
devido à abertura para ventilação tiver o valor de R1 e potencialmente, capaz de criar uma situação de perigo.
R2 acima calculado, então a duração da queima será
respectivamente de 40 min e 63 min. Dessa maneira, os focos de incêndio originam-se em
locais em que fonte de calor e materiais combustíveis
O cálculo acima tem a finalidade de apresentar o são encontrados juntos, de tal forma que, ocorrendo a
princípio para determinação da duração do incêndio decomposição do material pelo calor, são desprendidos
real; não busca determinar o Tempo Requerido de gases que podem se inflamar.
Resistência ao Fogo (TRRF) das estruturas.
Considerando-se que diferentes materiais
Este cálculo é válido somente para uma abertura combustíveis necessitam receber diferentes níveis de
enquanto as outras permanecem fechadas (portas ou energia térmica para que ocorra a ignição, é necessário
janelas); caso contrário, deve-se redimensionar a que as perdas de calor sejam menores que a soma de
duração do incêndio para uma nova ventilação calor proveniente da fonte externa e do calor gerado no
existente. processo de combustão.

5.1.2 Evolução de um incêndio Neste sentido, se a fonte de calor for pequena, ou a


massa do material a ser ignizado for grande, ou ainda
A evolução do incêndio em um local pode ser sua temperatura de ignição for muito alta, somente irão
representada por um ciclo com três fases ocorrer danos locais sem a evolução do incêndio.
características:
Se a ignição definitiva for alcançada, o material
1) Fase inicial de elevação progressiva da temperatura continuará a queimar desenvolvendo calor e produtos
(ignição); de decomposição. A temperatura subirá
2) Fase de aquecimento; progressivamente, acarretando a acumulação de
fumaça e outros gases e vapores junto ao teto.
3) Fase de resfriamento e extinção;
Há, neste caso, a possibilidade de o material envolvido
queimar totalmente sem proporcionar o envolvimento
do resto dos materiais contidos no ambiente ou dos
materiais constituintes dos elementos da edificação. De
outro modo, se houver caminhos para a propagação do
fogo, através de convecção ou radiação, em direção
aos materiais presentes nas proximidades, ocorrerá
simultaneamente a elevação da temperatura do recinto
e o desenvolvimento de fumaça e gases inflamáveis.

Nesta fase, pode haver comprometimento da


Figura 11 – Curva temperatura tempo de um incêndio estabilidade da edificação devido à elevação da
temperatura nos elementos estruturais. Com a
A primeira fase inicia-se como ponto de inflamação evolução do incêndio e a oxigenação do ambiente,
inicial e caracteriza-se por grandes variações de através de portas e janelas, o incêndio ganhará ímpeto;
temperatura de ponto a ponto, ocasionadas pela os materiais passarão a ser aquecidos por convecção
inflamação sucessiva dos objetos existentes no recinto, e radiação, acarretando um momento denominado de
de acordo com a alimentação de ar. Normalmente os “inflamação generalizada – flashover”, que se
materiais combustíveis (materiais passíveis de se caracteriza pelo envolvimento total do ambiente pelo
ignizarem) e uma variedade de fontes de calor fogo e pela emissão de gases inflamáveis através de
127
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

portas e janelas, que se queimam no exterior do gases quentes no interior da casa ou através do
edifício. Neste momento torna-se impossível a exterior, na medida em que as chamas que saem pelas
sobrevivência no interior do ambiente. aberturas (portas e janelas) transferem fogo para o
pavimento superior, quando este existir, principalmente
O tempo gasto para o incêndio alcançar o ponto de através das janelas superiores.
inflamação generalizada é relativamente curto e
A fumaça, que já na fase anterior à inflamação
depende, essencialmente, dos revestimentos e
generalizada pode ter-se espalhado no interior da
acabamentos utilizados no ambiente de origem,
edificação, se intensifica e se movimenta
embora as circunstâncias em que o fogo comece a se perigosamente no sentido ascendente, estabelecendo,
desenvolver exerçam grande influência. em instantes, condições críticas para a sobrevivência na
edificação.

Caso a proximidade entre as fachadas da edificação


incendiada e as adjacentes possibilitem a incidência de
intensidade crítica de radiação, o incêndio poderá se
propagar (por radiação) para outras habitações,
configurando uma conflagração. A proximidade ainda
maior entre habitações pode estabelecer uma situação
ainda mais crítica para a ocorrência da conflagração na
medida em que o incêndio se alastrar muito
rapidamente por contato direto das chamas entre as
fachadas.

Figura 12 – Fase anterior ao flashover – grande No caso de habitações agrupadas em bloco, a


desenvolvimento de fumaça e gases, acumulando-se propagação do incêndio entre unidades poderá se dar
no nível do teto por condução de calor via paredes e forros, por
destruição destas barreiras, ou ainda através da
A possibilidade de um foco de incêndio extinguir ou convecção de gases quentes que venham a penetrar
evoluir para um grande incêndio depende basicamente por aberturas existentes.
dos seguintes fatores:
Com o consumo do combustível existente no local ou
decorrente da falta de oxigênio, o fogo pode diminuir de
1) Quantidade, volume e espaçamento dos materiais
combustíveis no local; intensidade, entrando na fase de resfriamento e
consequente extinção.
2) Tamanho e situação das fontes de combustão;
5.1.3 Formas de propagação de incêndio
3) Área e locação das janelas;

4) Velocidade e direção do vento; O calor e o incêndio se propagam por três maneiras


fundamentais:
5) Forma e dimensão do local.

1) Por condução, ou seja, através de um material sólido


Pela radiação emitida por forros e paredes, os materiais
de uma região de temperatura elevada em direção a
combustíveis que ainda não queimaram são pré-
outra região de baixa temperatura;
aquecidos à temperatura próxima da sua temperatura
de ignição. As chamas são bem visíveis no local. 2) Por convecção, ou seja, por meio de um fluido líquido
ou gás, entre dois corpos submersos no fluido, ou entre
Se estes fatores criarem condições favoráveis ao um corpo e o fluido;
crescimento do fogo, a inflamação generalizada irá
correr e todo o compartimento será envolvido pelo fogo. 3) Por radiação, ou seja, por meio de um gás ou do
vácuo, na forma de energia radiante.
A partir disso, o incêndio irá se propagar para outros
compartimentos da edificação, seja por convecção de Num incêndio, as três formas geralmente são
128
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

concomitantes, embora em determinado momento uma


delas seja predominante.

5.1.4 A influência do conteúdo combustível (carga


de incêndio)

O desenvolvimento e a duração de um incêndio


são influenciados pela quantidade de combustível
a queimar.

Figura 15– Radiação de calor de um edifício para outro


Através do combustível, a duração decorre dividindo-
se a sua quantidade pela taxa ou velocidade de
combustão.

Portanto, pode-se definir um parâmetro que exprime o


poder calorífico médio da massa de materiais
combustíveis por unidade de área de um local, que se
denomina carga de incêndio específica (ou térmico)
unitário e corresponde à carga de incêndio específica
Figura 13 – Propagação por condução (fire load density).
(contato direto das chamas)
Na carga de incêndio estão incluídos os componentes
de construção, tais como revestimentos de piso, forro,
paredes, divisórias etc. (denominada carga de incêndio
incorporada), além de todo o material depositado na
edificação, tais como peças de mobiliário, elementos de
decoração, livros, papéis, peças de vestiário e materiais
de consumo (denominada carga de incêndio temporal).

5.1.5 A influência da ventilação

Durante um incêndio, o calor emana gases dos


materiais combustíveis, que podem ser mais ou menos
densos que o ar, em decorrência da variação de
temperatura interna e externa da edificação.

Essa diferença de temperatura provoca um movimento


ascensional dos gases que são paulatinamente
substituídos pelo ar que adentra a edificação por meio
Figura 14 – Propagação por convecção, em que das janelas e portas. A partir disso ocorre uma
gases quentes fazem com que ocorram focos
constante troca entre o ambiente interno e externo, com
de incêndio em andares distintos
a saída dos gases quentes e fumaça e a entrada de ar.
129
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

Em um incêndio ocorrem dois casos típicos, que estão


relacionados com a ventilação e com a quantidade de
combustível em chama. No primeiro caso, no qual a
vazão de ar que adentra ao interior da edificação
incendiada for superior à necessidade da combustão
dos materiais, temos um fogo aberto, aproximando-se
a uma queima de combustível ao ar livre, cuja
característica será de uma combustão rápida.

No segundo caso, no qual a entrada de ar é controlada,


ou deficiente em decorrência de pequenas aberturas
externas, temos um incêndio com duração mais
demorada, cuja queima é controlada pela quantidade
de combustível, ou seja, pela carga incêndio, na qual a
estrutura da edificação estará sujeita a temperaturas
elevadas por um tempo maior de exposição, até que
ocorra a queima total do conteúdo do edifício. Figura 16 – Plume de fumaça

Em resumo, a taxa de combustão de um incêndio pode Em que:


ser determinada pela velocidade do suprimento de ar,
Q = taxa de desenvolvimento de calor de fonte;
estando implicitamente relacionada com a quantidade
Z = distância entre a fonte e a base do “plume”;
de combustível e sua disposição da área do ambiente U = velocidade do ar na região do "plume"; V = volume
em chamas e das dimensões das aberturas. Deste do "plume";
conceito decorre a importância da forma e quantidade ĆI = diferença de temperatura entre o "plume” e o
de aberturas em uma fachada. ambiente;
T = temperatura do gás;
5.1.6 Mecanismos de movimentação dos gases V = massa especifica;
Cp = calor específico.
quentes

Quando se tem um foco de fogo num ambiente fechado,


como exemplo em uma sala, o calor destila gases
combustíveis do material e ainda há a formação de
outros gases devido à combustão dos gases destilados.

Esses gases podem ser mais ou menos densos de


acordo com a sua temperatura, à qual é sempre maior
do que a do ambiente e, portanto, possuem uma força
de flutuação com movimento ascensional bem maior
que o movimento horizontal.
Figura 17– Processo de formação de gases e fluxo
Os gases quentes vão-se acumulando junto ao forro e básico do ar
se espalhando por toda a camada superior do
De acordo com a quantidade de materiais combustíveis,
ambiente, penetrando nas aberturas existentes no
de sua disposição, área e volume do local e das
local. dimensões das aberturas, a taxa de queima pode ser
determinada pela velocidade de suprimento do ar,
Os gases quentes, assim como a fumaça, gerados por entretanto, quando a vazão do ar for superior às
uma fonte de calor (material em combustão), fluem no necessidades da combustão, então a taxa de queima
sentido ascendente com formato de cone invertido. não será mais controlada por este mecanismo,
Esta figura é denominada "plume". aproximando-se, neste caso, à combustão do material
130
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

ao ar livre. No incêndio, devido ao alto nível de energia


em que ficam expostos, os materiais destilam gases 6) Desorientação;
combustíveis que não queimam no ambiente por falta 7) Intoxicação e asfixia.
de oxigênio. Estes gases superaquecidos que saem
pelas aberturas com temperaturas muito superiores às A redução da visibilidade do local impede a locomoção
de sua autoignição, encontram o oxigênio do ar externo das pessoas, fazendo com que fiquem expostas por
ao ambiente e se ignizam formando grandes labaredas. tempo maior aos gases e vapores tóxicos. Estes, por
sua vez, causam a morte se estiverem presentes em
As chamas assim formadas são as responsáveis pela
quantidade suficiente e se as pessoas ficarem expostas
rápida propagação vertical nos atuais edifícios que não
durante o tempo que acarreta esta ação. Por isso a
possuem sistemas de evitá-las.
importância de se entender o comportamento da
5.1.7 A fumaça fumaça em uma edificação.

5.1.7.1 Efeitos da fumaça A propagação da fumaça está diretamente relacionada


com a taxa de elevação da temperatura. Portanto, a
Associadas ao incêndio e acompanhando o fenômeno fumaça desprendida por qualquer material, desde que
da combustão, em geral aparecem quatro causas exposta à mesma taxa de elevação da temperatura,
determinantes de uma situação perigosa: gerará igual propagação.

1) Calor; Se conseguirmos determinar os valores de densidade


2) Chamas; ótica da fumaça e da toxicidade na saída de um
3) Fumaça; ambiente sinistrado, poderemos estudar o movimento
4) Insuficiência de oxigênio. do fluxo de ar quente e, dessa forma, será possível
determinar o tempo e a área do edifício que se tornará
Do ponto de vista da segurança das pessoas, entre os perigosa devido à propagação da fumaça.
quatro fatores considerados, a fumaça é, sem dúvida, a
causa de danos mais graves e, portanto, deve ser o Dessa maneira, se conseguirmos determinar o valor de
fator mais importante a ser considerado. Q e se utilizarmos as características do "plume" (V, g,
Q, y, Cp, T), prognosticando a formação da camada de
A fumaça pode ser definida como uma mistura fumaça dentro do ambiente, será possível calcular o
complexa de sólidos em suspensão, vapores e gases, tempo em que este ambiente se tornará perigoso. De
desenvolvida quando um material sofre o processo de outro modo, se o volume V de fumaça se propagar em
pirólise (decomposição por efeito do calor) ou pouco tempo por toda a extensão do forro e se fizermos
combustão. com que Q seja uma função de tempo, o cálculo do
valor de Z pode ser obtido em função do tempo, e esta
Os componentes desta mistura, associados ou não, equação diferencial pode ser resolvida. Isto permitirá
influem diferentemente sobre as pessoas, ocasionando determinar o tempo necessário para evacuar o
os seguintes efeitos: ambiente, antes que a fumaça atinja a altura de um
homem.
1) Diminuição da visibilidade devido à atenuação
luminosa do local; A movimentação da fumaça através de corredores e
escadas dependerá principalmente das aberturas
2) Lacrimejamento e irritações dos olhos;
existentes e da velocidade do ar nestes locais.
Entretanto, se o mecanismo de locomoção for
3) Modificação de atividade orgânica pela aceleração
considerado em relação às características do "plume",
da respiração cardíacas;
pode-se estabelecer uma correlação com o fluxo de
4) Vômitos e tosse; água. Em casos em que exista um exaustor de seção
quadrada menor que a largura do corredor; e se a
5) Medo; fumaça vier fluindo em sua direção, parte desta fumaça
131
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

será exaurida e grande parte passará direta e


continuará fluindo para o outro lado. No entanto, se o 2) Condições meteorológicas (direção e velocidade e
fluxo de fumaça se exaurir através de uma abertura que coeficiente de pressão do vento e temperatura do ar);
possua largura igual à do corredor, a fumaça será
retirada totalmente. 3) Localização do início do fogo;

4) Resistência ao fluxo do ar das portas, janelas, dutos


Foi verificado que quanto mais a fumaça se alastrar,
e chaminés;
menor será a espessura de sua camada, e que a
velocidade de propagação de fumaça na direção 5) Distribuição da temperatura no edifício (ambiente em
horizontal, no caso dos corredores, está em torno de 1 que está ocorrendo o fogo, compartimentos em geral,
m/s e, na direção vertical, no caso das escadas, está caixa da escada, dutos e chaminés).
entre 2 m/s e 3 m/s.
Devem-se estabelecer os padrões para cada uma
5.1.8 Processo de controle de fumaça destas condições.

O processo de controle de fumaça necessário em cada Entende-se como momento de ocorrência do incêndio
edifício para garantir a segurança de seus ocupantes a época do ano (verão/inverno) em que isto possa
contra o fogo e fumaça é baseado nos princípios de ocorrer, pois, para o cálculo, deve-se levar em conta a
engenharia. O processo deve ter a flexibilidade e a diferença de temperatura existente entre o ambiente
liberdade de seleção de método e da estrutura do interno e o externo ao edifício. Esta diferença será
sistema de segurança para promover os requisitos num grande, caso sejam utilizados aquecedores ou ar
nível de segurança que se deseja.
condicionado no edifício.

Em outras palavras, o objetivo do projeto de segurança


Para as estações quentes e frias, as condições
de prevenção ao fogo (fumaça) é obter um sistema que
meteorológicas devem ser determinadas pelos dados
satisfaça as conveniências das atividades diárias,
estatísticos meteorológicos da região na qual está
devendo ser econômico, garantindo a segurança
situado o edifício. Pode-se determinar a temperatura do
necessária sem estar limitado por método ou estruturas
especiais prefixadas. ar e a velocidade, coeficiente de pressão e a direção do
vento.
Existem vários meios para controlar o movimento da
fumaça, e todos eles têm por objetivo encontrar um O andar do prédio em que se iniciou o incêndio deve
meio ou um sistema levando-se em conta as ser analisado, considerando-se o efeito da ventilação
características de cada edifício. natural (movimento ascendente ou descendente da
fumaça) através das aberturas ou dutos durante o
período de utilização, ou seja, o prédio é aquecido no
inverno e resfriado no verão. Considerando-se esses
dados, os estudos devem ser levados a efeito nos
andares inferiores no inverno (térreo, sobreloja e
segundo andar) ou nos andares superiores e inferiores
no verão (os dois últimos andares do prédio e térreo).

Em muitos casos, existem andares que possuem


características perigosas, pois propiciam a propagação
de fumaça caso ocorra incêndio neste local. Em adição,
para tais casos, é necessário um trabalho mais
aprofundado para estudar as várias situações de
Figura 18 – Extração de fumaça de átrios
mudança das condições do andar, como exemplo em
um edifício com detalhes especiais de construção.
Como condições que tem grande efeito sobre o
movimento da fumaça no edifício, podem-se citar:
Com relação ao compartimento de origem do fogo,
devem-se levar em consideração os seguintes
1) Momento (época do ano) da ocorrência do incêndio;
requisitos para o andar em questão:
132
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

1) Compartimento densamente ocupado, com 3) Condução, que ocorre quando as chamas da


ocupações totalmente distintas; edificação ou parte da edificação contígua a uma outra
2) Compartimento que apresenta grande probabilidade atingem a esta, transmitindo calor e incendiando a
de iniciar o incêndio; mesma;
3) Compartimento que possui características de difícil
controle da fumaça.

Quando existirem vários compartimentos que


satisfaçam estas condições, devem-se fazer estudos
em cada um deles, principalmente se as medidas de
controle de fumaça determinadas levarem a resultados
bastante diferentes.

O valor da resistência ao fluxo do ar das aberturas à


temperatura ambiente pode ser facilmente obtido a
partir de dados de projeto de ventilação, porém é muito
difícil estimar as condições das aberturas das janelas e Figura 19 – Propagação por radiação, convecção
portas numa situação de incêndio. e condução

Para se determinar as temperaturas dos vários Dessa forma há duas maneiras de isolar uma
ambientes do edifício, deve-se considerar que os edificação em relação à outra. São:
mesmos não sofreram modificações com o tempo.
1) Por meio de distanciamento seguro (afastamento)
A temperatura média no local do fogo é de 900°C com entre as fachadas das edificações e;
o incêndio totalmente desenvolvido no compartimento.
2) Por meio de barreiras estanques entre edifícios
6 INSTALAÇÕES PREVENTIVAS DE PROTEÇÃO contíguos.
CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO
Com a previsão das paredes corta-fogo, uma edificação
6.1 Proteção passiva é considerada totalmente estanque em relação à
edificação contígua.
6.1.1 Isolamento de risco
O distanciamento seguro entre edifícios pode ser obtido
A Propagação do incêndio entre edifícios isolados
por meio de uma distância mínima horizontal entre
pode se dar através dos seguintes mecanismos:
fachadas de edifícios adjacentes, capaz de evitar a
1) Radiação térmica, emitida: propagação de incêndio entre os mesmos, decorrente
do calor transferido por radiação térmica através da
a) Pelas aberturas existentes na fachada do edifício fachada e/ou por convecção através da cobertura.
incendiado;

b) Pela cobertura do edifício incendiado;

c) Pelas chamas que saem pelas aberturas na fachada


ou pela cobertura;

d) Pelas chamas desenvolvidas pela própria fachada,


quando esta for composta por materiais combustíveis;

2) Convecção, que ocorre quando os gases quentes


emitidos pelas aberturas existentes na fachada ou pela
cobertura do edifício incendiado atinjam a fachada do
edifício adjacente;
Figura 20 – Isolamento por distância de afastamento
133
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

compartimentos;

4) Destruição destas barreiras.

Diante da necessidade de limitação da propagação do


incêndio, a principal medida a ser adotada consiste na
compartimentação, que visa dividir o edifício em células
capacitadas a suportar a queima dos materiais
combustíveis nelas contidos, impedindo o alastramento
do incêndio.

Os principais propósitos da compartimentação são:

1) Conter o fogo em seu ambiente de origem;

2) Manter as rotas de fuga seguras contra os efeitos do


incêndio;

3) Facilitar as operações de resgate e combate ao


incêndio.

A capacidade dos elementos construtivos de suportar a


ação do incêndio denomina-se “resistência ao fogo” e
se refere ao tempo durante o qual conservam suas
características funcionais (de vedação e/ou estrutural).

O método utilizado para determinar a resistência ao


fogo consiste em expor um protótipo (reproduzindo
Figura 21 – Isolamento obtido por parede corta-fogo tanto quanto possível as condições de uso do elemento
construtivo no edifício) a uma elevação padronizada de
Em ambos os casos o incêndio irá se propagar, temperatura em função do tempo. Ao longo do tempo
ignizando através das aberturas os materiais são feitas medidas e observações para determinar o
localizados no interior dos edifícios adjacentes e/ou período no qual o protótipo satisfaz a determinados
ignizando materiais combustíveis localizados em suas critérios relacionados com a função do elemento
próprias fachadas. construtivo no edifício.

O protótipo do elemento de compartimentação deve


6.1.2 Compartimentação vertical e horizontal
obstruir a passagem do fogo, mantendo sua integridade
(recebe por isto a denominação de corta-fogo).
A partir da ocorrência de inflamação generalizada no
ambiente de origem do incêndio, este poderá propagar- A elevação padronizada de temperatura utilizada no
se para outros ambientes através dos seguintes método para determinação da resistência ao fogo
mecanismos principais: constitui-se em uma simplificação das condições
encontradas nos incêndios e visa reproduzir somente a
1) Convecção de gases quentes dentro do próprio fase de inflamação generalizada.
edifício;
Deve-se ressaltar que, de acordo com a situação
2) Convecção dos gases quentes que saem pelas particular do ambiente incendiado, irão ocorrer
variações importantes nos fatores que determinam o
janelas (incluindo as chamas) capazes de transferir o
grau de severidade de exposição, que são:
fogo para pavimentos superiores;

1) Duração da fase de inflamação generalizada;


3) Condução de calor através das barreiras entre
2) Temperatura média dos gases durante esta fase;
134
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

3) Fluxo de calor médio através dos elementos 3) Selagem corta-fogo da passagem de cabos elétricos
construtivos. e tubulações das paredes corta- fogo;

4) Afastamento horizontal entre janelas de setores


compartimentados.

A compartimentação vertical se destina a impedir o


alastramento do incêndio entre andares e assume
caráter fundamental para o caso de edifícios altos em
geral.

A compartimentação vertical deve ser tal que cada


pavimento componha um compartimento isolado. Para
isto são necessários:

1) Lajes corta-fogo;

2) Enclausuramento das escadas através de paredes e


portas corta-fogo;

3) Registros corta-fogo em dutos que intercomunicam


os pavimentos;
Figura 22 – Detalhes de parede de compartimentação
4) Selagem corta-fogo de passagens de cabos elétricos
Os valores de resistência ao fogo a serem requeridos e tubulações através das lajes;
para a compartimentação na especificação foram
obtidos tomando-se por base: 5) Utilização de abas verticais (parapeitos) ou abas
horizontais projetando-se além da fachada, resistentes
1) A severidade (relação temperatura x tempo) típica do ao fogo e separando as janelas de pavimentos
incêndio; consecutivos (neste caso, é suficiente que estes
elementos mantenham suas características funcionais,
2) A severidade obtida nos ensaios de resistência ao obstruindo desta forma a livre emissão de chamas para
fogo. o exterior).

A severidade típica do incêndio é estimada de acordo


com a variável ocupação (natureza das atividades
desenvolvidas no edifício).

A compartimentação horizontal se destina a impedir a


propagação do incêndio de forma que grandes áreas
sejam afetadas, dificultando sobremaneira o controle
do incêndio, aumentando o risco de ocorrência de
propagação vertical e aumentando o risco à vida
humana.

A compartimentação horizontal pode ser obtida através


dos seguintes dispositivos:

1) Paredes e portas corta-fogo;

2) Registros corta-fogo nos dutos que transpassam as


paredes corta-fogo; Figura 23 – Distância de afastamento entre
verga e peitoril
135
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

Figura 24 – Isolamento por aba horizontal ou balcão


Figura 26 – Incêndio generalizado

Durante o incêndio, a estrutura do edifício como um


todo estará sujeita a esforços decorrentes de
deformações térmicas, e os seus materiais
constituintes estarão sendo afetados (perdendo
resistência) por atingir temperaturas elevadas.

O efeito global das mudanças promovidas pelas altas


temperaturas alcançadas nos incêndios sobre a
estrutura do edifício, traduz-se na diminuição
progressiva da sua capacidade portante.

Durante este processo pode ocorrer que, em


determinado instante, o esforço atuante em uma seção
se iguale ao esforço resistente, podendo ocorrer o
colapso do elemento estrutural.
Figura 25 – Isolamento vertical
Os objetivos principais de garantir a resistência ao fogo
dos elementos estruturais são:
6.1.3 Resistência ao fogo das estruturas

1) Possibilitar a saída dos ocupantes da edificação em


Uma vez que o incêndio atingiu a fase de inflamação
condições de segurança;
generalizada, os elementos construtivos no entorno de
fogo estarão sujeitos à exposição de intensos fluxos de 2) Garantir condições razoáveis para o emprego de
energia térmica. socorro público, em que se permita o acesso
operacional de viaturas, equipamentos e seus recursos
A capacidade dos elementos estruturais de suportar por humanos, com tempo hábil para exercer as atividades
determinado período tal ação, que se denomina de de salvamento (pessoas retidas) e combate a incêndio
resistência ao fogo, permite preservar a estabilidade (extinção);
estrutural do edifício.
3) Evitar ou minimizar danos ao próprio prédio, a
edificações adjacentes, à infra- estrutura pública e ao
meio ambiente.
136
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

principais:

1) Razão de desenvolvimento de calor pelo primeiro


objeto ignizado;

2) Natureza, distribuição e quantidade de materiais


combustíveis no compartimento incendiado;

3) Natureza das superfícies dos elementos construtivos


sob o ponto de vista de sustentar a combustão a
propagar as chamas.

Os dois primeiros fatores dependem largamente dos


materiais contidos no compartimento. O primeiro está
absolutamente fora do controle do projetista. Sobre o
segundo possível conseguir, no máximo, um controle
parcial. O terceiro fator está, em grande medida, sob o
controle do projetista, que pode adicionar minutos
preciosos ao tempo da ocorrência da inflamação
Figura 27– Colapso estrutural generalizada, pela escolha criteriosa dos materiais de
revestimento.
Em suma, as estruturas dos edifícios, principalmente as
de grande porte, independentemente dos materiais que
as constituam, devem ser dimensionadas de forma a
possuírem resistência ao fogo compatível com a
magnitude do incêndio que possam vir a ser
submetidas.

6.1.4 Revestimento dos materiais

Embora os materiais combustíveis contidos no edifício


e constituintes do sistema construtivo possam ser
responsáveis pelo início do incêndio, muito
frequentemente são os materiais contidos no edifício
que se ignizam em primeiro lugar.

À medida que as chamas se espalham sobre a


superfície do primeiro objeto ignizado e,
provavelmente, para outros objetos contíguos, o
processo de combustão torna-se mais fortemente
influenciado por fatores característicos do ambiente. Se
a disponibilidade de ar for assegurada, a temperatura
do compartimento subirá rapidamente e uma camada
de gases quentes se formará abaixo do teto, sendo que
intensos fluxos de energia térmica radiante surgirão,
principalmente, a partir do teto aquecido. Os materiais
combustíveis existentes no compartimento, aquecidos
por convecção e radiação, emitirão gases inflamáveis. Figura 28 – Evolução da propagação nos materiais
Isto levará a uma inflamação generalizada, e todo o
ambiente se tornará envolvido pelo fogo, sendo que os Quando os materiais de revestimento são expostos a
gases que não queimam serão emitidos pelas uma situação de início de incêndio, a contribuição que
aberturas do compartimento. possa vir a trazer para o seu desenvolvimento ao
sustentar a combustão e possibilitar a propagação
A possibilidade de um foco de incêndio extinguir-se ou superficial das chamas denomina-se “reação ao fogo”.
evoluir em um grande incêndio (atingir a fase de As características de reação ao fogo dos materiais,
inflamação generalizada) depende de três fatores utilizadas como revestimento dos elementos
137
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

construtivos, podem ser avaliadas em laboratórios, ignição e, portanto, esses ensaios possuem
obtendo-se assim subsídios para a seleção dos capacidade de contribuir para a evolução da prevenção
materiais na fase de projeto da edificação. de incêndio;

Os métodos de ensaio utilizados em laboratório para


2) Ensaio da propagação superficial de chamas, através
estas avaliações estipulam condições padronizadas a
que os materiais devem ser expostos, que visam a do qual os materiais passíveis de se ignizarem
reproduzir certas situações críticas, características dos (materiais combustíveis de revestimento) podem ser
incêndios antes de ocorrência de inflamação classificados com relação à rapidez de propagação
generalizada. O desempenho que a superfície de um superficial de chamas e a quantidade de calor
elemento construtivo deve apresentar, visando garantir desenvolvido neste processo.
um nível mais elevado de segurança contra incêndio,
deve ser retirado de uma correlação entre os índices ou
Outra característica que os materiais incorporados aos
categorias obtidas nos ensaios e a função do elemento
elementos construtivos apresentam diz respeito à
construtivo (consequentemente, sua provável influência
no incêndio). fumaça que podem desenvolver na medida em que são
expostos a uma situação de início de incêndio. Em
A influência de determinado elemento construtivo na função da quantidade de fumaça que podem produzir,
evolução de um incêndio se manifesta de duas e da opacidade dessa fumaça, os materiais
maneiras distintas. incorporados aos elementos construtivos podem
A primeira delas se refere à posição relativa do provocar empecilhos importantes à fuga das pessoas e
elemento no ambiente. Por exemplo, a propagação de
ao combate do incêndio.
chamas na superfície inferior do forro é fator
comprovadamente mais crítico para o desenvolvimento
do incêndio do que a propagação de chamas no Para avaliar esta característica, deve-se utilizar o
revestimento do piso, pois a transferência de calor, a método de ensaio para determinação da densidade
partir de um foco de incêndio, é geralmente muito mais ótica da fumaça produzida na combustão ou pirólise
intensa no forro; nesse sentido, o material de dos materiais.
revestimento do forro deve apresentar um melhor
desempenho nos ensaios de laboratório.
O controle da quantidade de materiais combustíveis
incorporados aos elementos construtivos apresenta
O outro tipo de influência se deve ao local em que o
material está instalado: por exemplo, a propagação de dois objetivos distintos. O primeiro é dificultar a
chamas no forro posicionado nas proximidades das ocorrência da inflamação generalizada no local em que
janelas, em relação ao forro afastado das janelas, é um o incêndio se origina. O segundo, considerando que a
fator acentuadamente mais crítico para a transferência inflamação generalizada tenha ocorrido, é limitar a
do incêndio entre pavimentos, pois, além de sua severidade além do ambiente em que se originou.
eventual contribuição para a emissão de chamas para
o exterior, estará mais exposto (quando o incêndio se
Com relação ao primeiro objetivo está relacionado à
desenvolver em um pavimento inferior) a gases
utilização intensiva de revestimentos combustíveis
quentes e a chamas emitidas através das janelas
inferiores. Algo semelhante se dá em relação à capazes de contribuir para o desenvolvimento do
propagação do incêndio entre edifícios, em que os incêndio, que sofrem ignição e levam as chamas para
materiais combustíveis incorporados aos elementos outros objetos combustíveis, além do material / objeto
construtivos nas proximidades das fachadas podem em que o fogo se iniciou.
facilitar a propagação do incêndio entre edifícios.
Com relação ao segundo objetivo, quanto maior for a
Os dois métodos de ensaio básicos para avaliar as
quantidade de materiais combustíveis envolvidos no
características dos materiais constituintes do sistema
incêndio, maior severidade este poderá assumir,
construtivo, sob o ponto de vista de sustentar a
aumentando assim o seu potencial de causar danos e
combustão e propagar as chamas, são os seguintes:
a possibilidade de se propagar para outros ambientes
do edifício.
1) Ensaio de incombustibilidade, que possibilitam
verificar se os materiais são passíveis de sofrer a
O método para avalizar a quantidade de calor com que
138
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

os materiais incorporados aos elementos construtivos 6.2.2 Número de saídas


podem contribuir para o desenvolvimento do incêndio é
denominado “ensaio para determinação do calor O número de saídas difere para os diversos tipos de
potencial”. ocupação, em função da altura, dimensões em planta e
características construtivas.

Normalmente, o número mínimo de saídas consta em


códigos e normas técnicas que tratam do assunto.

6.2.3 Distância a percorrer

A distância máxima a percorrer consiste no


caminhamento entre o ponto mais distante de um
pavimento até o acesso a uma saída neste mesmo
pavimento.

Da mesma forma como o item anterior, essa distância


varia conforme o tipo de ocupação e as características
Figura 29 – Material de acabamento interno em
construtivas do edifício e a existência de chuveiros
escritório
automáticos como proteção.
6.2 MEIOS DE FUGA
Os valores máximos permitidos constam em textos de
6.2.1 Saída de emergência códigos e normas técnicas que tratam do assunto.

Para salvaguardar a vida humana em caso de incêndio 6.2.4 Largura das escadas de segurança e das
é necessário que as edificações sejam dotadas de rotas de fuga horizontais
meios adequados de fuga, que permitam aos
ocupantes se deslocarem com segurança para um local O número previsto de pessoas que deverão usar as
livre da ação do fogo, calor e fumaça, a partir de escadas e rotas de fuga horizontais é baseado na
qualquer ponto da edificação, independentemente do lotação da edificação, calculada em função das áreas
local de origem do incêndio. dos pavimentos e do tipo de ocupação.

Além disso, nem sempre o incêndio pode ser combatido As larguras das escadas de segurança e outras rotas
pelo exterior do edifício, decorrente da altura do devem permitir desocupar todos os pavimentos em um
pavimento em que o fogo se localiza ou pela extensão tempo aceitável como seguro. Isto indica a necessidade
do pavimento (edifícios térreos). Nesses casos, há a de compatibilizar a largura das rotas horizontais e das
necessidade da brigada de incêndio ou do Corpo de portas com a lotação dos pavimentos, e de adotar
Bombeiros de adentrar ao edifício pelos meios internos, escadas com largura suficiente para acomodar em seus
a fim de efetuar ações de salvamento ou combate. interiores toda a população do edifício.

Essas ações devem ser rápidas e seguras, e As normas técnicas e os códigos de obras estipulam os
normalmente utilizam os meios de acesso da valores das larguras mínimas (denominados de
edificação, que são as próprias saídas de emergência Unidade de Passagem) para todos os tipos de
ou escadas de segurança utilizadas para a evacuação ocupação.
de emergência.
6.2.5 Localização das saídas e das escadas de
Para isso ser possível, as rotas de fuga devem atender, segurança
entre outras, às seguintes condições básicas.
As saídas (para um local seguro) e as escadas devem
139
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

ser localizadas de forma a propiciar efetivamente aos 6.2.5.1 Descarga das escadas de segurança e
ocupantes a oportunidade de escolher a melhor rota de saídas finais
escape.
A descarga das escadas de segurança deve se dar
preferencialmente para saídas com acesso exclusivo
para o exterior, localizado em pavimento no nível da via
pública.

Outras saídas podem ser aceitas, como as diretamente


no átrio de entrada do edifício, desde que alguns
cuidados sejam tomados, representados por:

1) Sinalização dos caminhos a tomar;

2) Saídas finais alternativas;

3) Compartimentação em relação ao subsolo e proteção


contra queda de objetos (principalmente vidros) devido
Figura 30 – Escada com largura apropriada para saída ao incêndio e etc.
das pessoas

Mesmo havendo mais de uma escada, é importante um


estudo e a previsão de pelo menos 10 m entre elas, de
forma que um único foco de incêndio impossibilite os
acessos.

Figura 32 – Descarga apropriada

6.2.6 Projeto e construção das escadas de


segurança

A largura mínima das escadas de segurança varia


conforme os códigos e Normas Técnicas, sendo
normalmente 2,20m para hospitais e entre 1,10m a
1,20m para as demais ocupações, devendo possuir
patamares retos nas mudanças de direção com largura
mínima igual à largura da escada.

As escadas de segurança devem ser construídas com


materiais incombustíveis, sendo também desejável que
os materiais de revestimento sejam incombustíveis.
Figura 31 – Localização e Caminhamento para
acesso a uma escada
140
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

apresentar resistência ao fogo.

Para prevenir que corredores longos se inundem de


fumaça, é necessário prever aberturas de exaustão e
sua subdivisão com portas à prova de fumaça.

Figura 33 – Corrimão

As escadas de segurança devem possuir altura e


largura ergométrica dos degraus, corrimãos Figura 34 – Corredor desobstruído e sinalizado
corretamente posicionados, piso antiderrapante, além
de outras exigências para conforto e segurança. 6.2.9 Portas nas rotas de fuga

É importante a adequação das saídas ao uso da As portas incluídas nas rotas de fuga não podem ser
edificação, como exemplo pode ser citado a trancadas, entretanto devem permanecer sempre
necessidade de corrimão intermediário para escolas ou fechadas, dispondo para isto de um mecanismo de
outras ocupações em que há crianças e outras pessoas fechamento automático. Alternativamente, estas portas
de baixa estatura. podem permanecer abertas, desde que o fechamento
seja acionado automaticamente no momento do
6.2.7 Escadas de segurança incêndio.

Todas as escadas de segurança devem ser Essas portas devem abrir no sentido do fluxo, com
enclausuradas com paredes resistentes ao fogo e exceção do caso em que não estão localizadas na
portas corta-fogo. Em determinadas situações estas escada ou na antecâmara e não são utilizadas por mais
escadas também devem ser dotadas de antecâmaras de 50 pessoas.
enclausuradas de maneira a dificultar o acesso de
fumaça no interior da caixa de escada. As dimensões Para prevenir acidentes e obstruções, não devem ser
mínimas (largura e comprimento) são determinadas admitidos degraus junto à soleira, e a abertura de porta
nos códigos e Normas Técnicas. A antecâmara só deve não deve obstruir a passagem de pessoas nas rotas de
dar acesso à escada e a porta entre ambas, quando fuga.
aberta, não deve avançar sobre o patamar da mudança
da direção, de forma a prejudicar a livre circulação.

Para prevenir que o fogo e a fumaça desprendidos por


meio das fachadas do edifício penetrem em eventuais
aberturas de ventilação na escada e antecâmara, deve
ser mantida uma distância horizontal mínima entre
estas aberturas e as janelas do edifício.

6.2.8 Corredores

Quando a rota de fuga horizontal incorporar corredores,


o fechamento destes deve ser feito de forma a restringir
a penetração de fumaça durante o estágio inicial do
incêndio. Para isso, suas paredes e portas devem
Figura 35 – Escada e elevador à prova de fumaça
141
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

O único tipo de porta admitida é com dobradiças de eixo A iluminação de emergência, para fins de segurança
vertical com único sentido de abertura. contra incêndio, pode ser de dois tipos:

Dependendo da situação, tais portas podem ser à prova 1) De balizamento;


de fumaça, corta-fogo ou ambas.
2) De aclaramento.
A largura mínima do vão livre deve ser de 0,8 m.

Figura 38 – Luz de aclaramento

A iluminação de balizamento é aquela associada à


sinalização de indicação de rotas de fuga, com a função
de orientar a direção e o sentido que as pessoas devem
Figura 36 – PCF em corredor seguir em caso de emergência.

6.2.10 Sistema de Iluminação de Emergência A iluminação de aclaramento se destina a iluminar as


rotas de fuga de tal forma que os ocupantes não
Esse sistema consiste em um conjunto de tenham dificuldade de transitar por elas.
componentes e equipamentos que, em funcionamento,
propicia a iluminação suficiente e adequada para: A iluminação de emergência se destina a substituir a
iluminação artificial normal, que pode falhar em caso de
1) Permitir a saída fácil e segura do público para o incêndio, por isso deve ser alimentada por baterias ou
exterior, no caso de interrupção de alimentação normal; por moto-geradores de acionamento automático e
imediato, a partir da falha do sistema de alimentação
2) Garantir também a execução das manobras de
normal de energia.
interesse da segurança e intervenção de socorro.

Dois métodos de iluminação de emergência são


possíveis:

1) Iluminação permanente, quando as instalações são


alimentadas em serviço normal pela fonte normal e cuja
alimentação é comutada automaticamente para a fonte
de alimentação própria em caso de falha da fonte
normal;

2) Iluminação não permanente, quando as instalações


não são alimentadas em serviço normal e, em caso de
falha da fonte normal, são alimentadas
automaticamente pela fonte de alimentação própria.
Sua previsão deve ser feita nas rotas de fuga, tais como
corredores, acessos, passagens antecâmara e
patamares de escadas.
Figura 37 – Porta com barra antipânico Seu posicionamento, distanciamento entre pontos e
142
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

sua potência são determinados nas Normas Técnicas


Oficiais.

6.2.11 Elevador de segurança

Para o caso de edifícios altos, adicionalmente à


escada, é necessária a disposição de elevadores de
emergência, alimentada por circuito próprio e
concebida de forma a não sofrer interrupção de
funcionamento durante o incêndio.

Esses elevadores devem:

Figura 39 – Acesso à fachada frontal da edificação


1) Apresentar a possibilidade de serem operados pela
brigada do edifício ou pelos bombeiros.

2) Estar localizados em área protegida dos efeitos do


incêndio.

O número de elevadores de emergência necessário e


sua localização são estabelecidos levando-se em conta
as áreas dos pavimentos e as distâncias a percorrer
para serem alcançados a partir de qualquer ponto do
pavimento.

6.3 Acesso a viaturas do Corpo de Bombeiros

Os equipamentos de combate devem-se aproximar ao Figura 40 – Fachada do edifício da Cesp (SP), que
máximo do edifício afetado pelo incêndio, de tal forma não proporcionou acesso às viaturas do
que o combate ao fogo possa ser iniciado sem demora Corpo de Bombeiros
e não seja necessária a utilização de linhas de
6.4 Meios de Aviso e Alerta
mangueiras muito longas. Também muito importante a
aproximação de viaturas com escadas Sistema de alarme manual contra incêndio e detecção
e plataformas aéreas para realizar salvamentos pela automática de fogo e fumaça
fachada.
Quanto mais rapidamente o fogo for descoberto,
Para isto, se possível, o edifício deve estar localizado correspondendo a um estágio mais incipiente do
ao longo de vias públicas ou privadas que possibilitam incêndio, tanto mais fácil será controlá-lo; além disso,
a livre circulação de veículos de combate e o seu maiores serão as chances dos ocupantes do edifício
posicionamento adequado em relação às fachadas, aos escaparem sem sofrer qualquer injúria.
hidrantes e aos acessos ao interior do edifício. Tais vias
Uma vez que o fogo foi descoberto, a sequência de
também devem ser preparadas para suportar os
ações normalmente adotada é a seguinte: alertar o
esforços provenientes da circulação, estacionamento e
controle central do edifício; fazer a primeira tentativa de
manobras desses veículos.
extinção do fogo, alertar os ocupantes do edifício para
iniciar o abandono do edifício e informar o serviço de
O número de fachada que deve permitir a aproximação combate a incêndios (Corpo de Bombeiros). A detecção
dos veículos de combate deve ser determinado tendo automática é utilizada com o intuito de vencer de uma
em conta a área de cada pavimento, a altura e o volume única vez esta série de ações, propiciando a
total do edifício. possibilidade de tomar-se uma atitude imediata de
143
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

controle de fogo e da evacuação do edifício.

O sistema de detecção e alarme pode ser dividido


basicamente em cinco partes:

1) Detector de incêndio, que se constitui em partes do


sistema de detecção que constantemente ou em
intervalos para a detecção de incêndio em sua área de
atuação. Os detectores podem ser divididos de acordo
com o fenômeno que detectar em:

a) Térmicos, que respondem a aumentos da


temperatura;

b) De fumaça, sensíveis a produtos de combustíveis


e/ou pirólise suspenso na atmosfera;

c) De gás, sensíveis aos produtos gasosos de


combustão e/ou pirólise;

d) De chama, que respondem as radiações emitidas


pelas chamas. Figura 43 – Detalhe de sirene

3) Central de controle do sistema, pela qual o detector


é alimentado eletricamente a ter a função de:

a) Receber, indicar e registrar o sinal de perigo enviado


pelo detector;

b) Transmitir o sinal recebido por meio de equipamento


de envio de alarme de incêndio para, por exemplo:

I. Acionar o alarme automático no pavimento afetado


pelo fogo;
Figura 41 – Detector de incêndio

2) Acionador manual, que se constitui em parte do II. Acionar o alarme automático no pavimento afetado
sistema destinada ao acionamento do sistema de pelo fogo;
detecção;
III. Dar o alarme temporizado para todo o edifício;
acionar uma instalação automática de extinção de
incêndio; fechar portas; etc.;

IV. Controlar o funcionamento do sistema;

V. Possibilitar teste.

Figura 42 – Acionador manual


144
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

3) Tempo de evacuação excessivo;

4) Risco acentuado de início e propagação do incêndio;

5) Estado de inconsciência dos ocupantes (sono em


hotel, hospitais etc.);

6) Incapacitação dos ocupantes por motivos de saúde


(hospitais, clínicas com internação).

Os acionadores manuais devem ser instalados em


todos os tipos de edifício, exceto nos de pequeno porte,
em que o reconhecimento de um princípio de incêndio
pode ser feito simultaneamente por todos os
ocupantes, não comprometendo a fuga dos mesmos ou
possíveis tentativas de extensão.

Os acionadores manuais devem ser instalados mesmo


em edificações dotadas de sistema de detecção
automática e/ou extinção automática, já que o incêndio
pode ser percebido pelos ocupantes antes de seus
efeitos sensibilizarem os detectores ou os chuveiros
Figura 44 – Central de alarme automáticos.

4) Avisadores sonoros e/ou visuais, não incorporados A partir disso, os ocupantes que em primeiro lugar
ao painel de alarme, com função de, por decisão detectarem o incêndio devem ter rápido acesso a um
humana, acionar o alarme para os ocupantes de dispositivo de acionamento do alarme, que deve ser
determinados setores ou de todo o edifício; devidamente sinalizado para propiciar facilidade de
acionamento.
5) Fonte de alimentação de energia elétrica, que deve
garantir em quaisquer circunstâncias o funcionamento Os acionadores manuais devem ser instalados nas
do sistema. rotas de fuga, de preferência nas proximidades das
saídas (nas proximidades das escadas de segurança,
O tipo de detector a ser utilizado depende das no caso de edifícios de múltiplos pavimentos). Tais
características dos materiais do local e do risco de dispositivos devem transmitir um sinal de uma estação
incêndio ali existente. A posição dos detectores de controle, que faz parte integrante do sistema, a partir
também é um fator importante, e a localização do qual as necessárias providências devem ser
escolhida (normalmente junto à superfície inferior do tomadas.
forro) deve ser apropriada à concentração de fumaça e
dos gases quentes. 6.5 Sinalização

Para a definição dos aspectos acima e dos outros A sinalização de emergência utilizada para informar e
necessários ao projeto do sistema de detecção guiar os ocupantes do edifício, relativamente a
automática, devem ser utilizadas as normas técnicas questões associadas aos incêndios, assume dois
vigentes. objetivos:

O sistema de detecção automática deve ser instalado 1) Reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndio;
em edifícios quando as seguintes condições sejam
simultaneamente preenchidas:
2) Indicar as ações apropriadas em caso de incêndio.

1) Início do incêndio não pode ser prontamente


percebido pelos seus ocupantes a partir de qualquer O primeiro objetivo tem caráter preventivo e assume as
parte do edifício; funções de:

2) Grande número de pessoas para evacuar o edifício; 1) Alertar para os riscos potenciais;
145
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

2) Requerer ações que contribuam para a segurança 6.6 Meios de Combate a Incêndio
contra incêndio;
6.6.1 Extintores portáteis e Extintores sobre rodas
3) Proibir ações capazes de afetar a segurança contra (carretas)
incêndio.
O extintor portátil é um aparelho manual, constituído de
O segundo objetivo tem caráter de proteção, e assume recipiente e acessório, contendo o agente extintor
as funções de: destinado a combater princípios de incêndio.

1) Indicar a localização dos equipamentos de combate; O extintor sobre rodas (carreta) também é constituído
2) Orientar as ações de combate; em um único recipiente com agente extintor para
3) Indicar as rotas de fuga e os caminhos a serem extinção do fogo, porém com capacidade de agente
extintor em maior quantidade.
seguidos.

As previsões destes equipamentos nas edificações


A sinalização de emergência deve ser dividida de
decorrem da necessidade de se efetuar o combate ao
acordo com suas funções em seis categorias:
incêndio imediato, após a sua detecção em sua origem,
enquanto são pequenos focos.
1) Sinalização de alerta, cuja função é alertar para áreas
e materiais com potencial de risco; Esses equipamentos primam pela facilidade de
2) Sinalização de comando, cuja função é requerer manuseio, de forma a serem utilizados por homens e
ações que proporcionem condições adequadas para a mulheres, contando unicamente com um treinamento
utilização das rotas de fuga; básico.
3) Sinalização de proibição, cuja função é proibir ações
capazes de conduzir ao início do incêndio; Além disso, os preparativos necessários para o seu
manuseio não consomem um tempo significativo e,
4) Sinalização de condições de orientação e
consequentemente, não inviabilizam sua eficácia em
salvamento, cuja função é indicar as rotas de saída e
função do crescimento do incêndio.
ações necessárias para o seu acesso;
5) Sinalização dos equipamentos de combate, cuja Os extintores portáteis e sobre rodas podem ser
função é indicar a localização e os tipos dos divididos em cinco tipos, de acordo com o agente
equipamentos de combate. extintor que utilizam:

1) Água;
2) Espuma mecânica;
3) Pó químico seco;
4) Dióxido de carbono;
5) Halon.

Esses agentes extintores se destinam a extinção de


incêndios de diferentes naturezas.

A quantidade e o tipo de extintores portáteis e sobre


rodas devem ser dimensionados para cada ocupação
em função:

1) Da área a ser protegida;


2) Das distâncias a serem percorridas para alcançar o
extintor;
3) Os riscos a proteger (decorrente de variável
“natureza da atividade desenvolvida ou equipamento a
proteger”).

Figura 45 – Sinalização de extintores Os riscos especiais, como casa de medidores, cabinas


de força e depósitos de gases inflamáveis, devem ser
146
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

protegidos por extintores, independentemente de incêndio no qual os extintores manuais se tornam


outros que cubram a área em que se encontram os insuficientes.
demais riscos.

Os extintores portáteis devem ser instalados de tal forma


que sua parte superior não ultrapasse a 1,60 m de
altura em relação ao piso acabado, e a parte inferior
fique acima de 0,20 m (podem ficar apoiados em
suportes apropriados sobre o piso);

Deverão ser previstas no mínimo duas unidades


extintoras, sendo destinadas para proteção de incêndio
em sólidos e equipamentos elétricos energizados,
independentemente da área, do risco a proteger e da
distância a percorrer.

Os parâmetros acima descritos são definidos de acordo


com o risco de incêndio do local.

Quanto aos extintores sobre rodas, estes podem


substituir até a metade da capacidade dos extintores em
um pavimento, não podendo, porém, ser previstos
Figura 47 – Detalhe de hidrante
como proteção única para uma edificação ou
pavimento.
6.6.2.1 Componentes do sistema

Tanto os extintores portáteis como os extintores sobre


Os componentes de um sistema de hidrantes são:
rodas devem possuir selo ou marca de conformidade
de órgão competente ou credenciado, e ser submetidos
1) Reservatório de água, que pode ser subterrâneo, ao
a inspeções e manutenções frequentes.
nível do piso elevado;

2) Sistema de pressurização.

O sistema de pressurização consiste normalmente em


uma bomba de incêndio, dimensionada a propiciar um
reforço de pressão e vazão, conforme o
dimensionamento hidráulico de que o sistema
necessitar.

Figura 46 – Detalhe de instalação de extintores em


áreas sujeitas à obstrução

6.6.2 Sistema de hidrantes

É um sistema de proteção ativa, destinado a conduzir e


distribuir tomadas de água, com determinada pressão
e vazão em uma edificação, assegurando seu
funcionamento por determinado tempo.
Sua finalidade é proporcionar aos ocupantes de uma Figura 48 – Registro de recalque para bombeiros
edificação um meio de combate para os princípios de
147
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

Quando os desníveis geométricos entre o reservatório 2) De forma a garantir uma pressão e vazão mínima nas
e os hidrantes são suficientes para propiciar a pressão tomadas de água (hidrantes) mais desfavoráveis;
e vazão mínima requeridas ao sistema, as bombas
hidráulicas são dispensadas. Seu volume deve permitir 3) De forma que assegure uma reserva de água para
uma autonomia para o funcionamento do sistema, que que o funcionamento de um número mínimo de
varia conforme o risco e a área total do edifício. hidrantes mais desfavoráveis, por um determinado
tempo.
1) Conjunto de peças hidráulicas e acessórios: são
compostos por registros (gaveta, ângulo aberto e
recalque), válvula de retenção, esguichos e etc.;

2) Tubulação: responsável pela condução da água,


cujos diâmetros são determinados, por cálculo
hidráulico;

3) Forma de acionamento do sistema: as bombas de


recalque podem ser acionadas por botoeiras do tipo
liga-desliga, pressostatos, chaves de fluxo ou uma
bomba auxiliar de pressurização (jockey).

Figura 50 – Bomba de incêndio e acessórios


hidráulicos

6.6.3 Sistema de mangotinhos

Um outro sistema que pode ser adotado no lugar dos


tradicionais hidrantes internos são os mangotinhos.

Os mangotinhos apresentam a grande vantagem de


poder serem operados de maneira rápida por uma
única pessoa. Devido a vazões baixas de consumo, seu
operador pode contar com grande autonomia do
sistema.
Figura 49 – Isométrica de sistema de hidrantes
Por estes motivos, os mangotinhos são recomendados
O Corpo de Bombeiros, em sua intervenção a um pelos bombeiros, principalmente nos locais em que o
incêndio, pode utilizar a rede hidrantes (principalmente manuseio do sistema é executado por pessoas não-
nos casos de edifícios altos). Para que isto ocorra, os habilitadas (Ex.: uma dona de casa em um edifício
hidrantes devem ser instalados em todos os andares, residencial).
em local protegido dos efeitos do incêndio, nas
proximidades das escadas de segurança. O dimensionamento do sistema de mangotinhos é
idêntico ao sistema de hidrantes.
A canalização do sistema de hidrante deve ser dotada
de um prolongamento até o exterior da edificação de
forma que possa permitir, quando necessário, recalcar
água para o sistema pelas viaturas do Corpo de
Bombeiros.

6.6.2.2 Dimensionamento

O dimensionamento do sistema é projetado:

1) De acordo com a classificação de carga de incêndio


que se espera; Figura 51 – Sistema de mangotinhos
148
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

6.6.4 Sistema de chuveiros automáticos


(“sprinklers”)

O sistema de chuveiros automáticos é composto por


um suprimento d’água em uma rede hidráulica sob
pressão, em que são instalados, em diversos pontos
estratégicos, dispositivos de aspersão d’água
(chuveiros automáticos), contendo um elemento termo
sensível que se rompe por ação do calor proveniente
do foco de incêndio, permitindo a descarga d’água
sobre os materiais em chamas.

O sistema de chuveiros automáticos possui grande


confiabilidade para extinção a incêndios, e se destina a
proteger diversos tipos de edifícios.

Figura 53 – Esquema de uma rede de chuveiro


automático

6.6.4.1 Dimensionamento

O dimensionamento do sistema é feito:

1) De acordo com a severidade do incêndio que se


espera;

2) De forma a garantir em toda a rede níveis de pressão


e vazão em todos os chuveiros automáticos, a fim de
atender a um valor mínimo estipulado;
Figura 52 – Chuveiro automático
3) Para que a distribuição de água seja suficientemente
Deve ser utilizado em situações: homogênea, dentro de uma área de influência
predeterminada.
1) Quando a evacuação rápida e total do edifício é
impraticável e o combate ao incêndio é difícil; 6.6.5 Sistema de espuma mecânica

2) Quando se deseja projetar edifícios com pavimentos


A espuma mecânica é amplamente aplicada para
com grandes áreas sem compartimentação.
combate a incêndio em líquidos combustíveis e
Pode-se dizer que, via de regra, o sistema de chuveiros
inflamáveis.
automáticos é a medida de proteção contra incêndio
mais eficaz quando à água for o agente extintor mais
adequado. O tipo da espuma, forma e componentes para sua
aplicação estão detalhados a seguir.
De sua performance, espera-se que:
6.6.5.1 A espuma
1) Atue com rapidez;
A espuma destinada à extinção do incêndio é um
2) Extinga o incêndio em seu início;
agregado estável de bolhas, que tem a propriedade de
cobrir e aderir aos líquidos combustíveis e inflamáveis,
3) Controle o incêndio no seu ambiente de origem,
formando uma camada resistente e contínua que isola
permitindo aos bombeiros a extinção do incêndio com
relativa facilidade. o ar e impede a saída para a atmosfera os vapores
voláteis desses líquidos.
149
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

A espuma é um agente extintor condutor de eletricidade


e, normalmente, não deve ser aplicada em
equipamentos elétricos com tensão, salvo aplicações
específicas.

Cuidado especial deve se ter na aplicação de líquidos


inflamáveis que se encontram ou podem alcançar uma
temperatura superior ao ponto de ebulição da água;
evitando-se a projeção do líquido durante o combate
(slop-over).

6.6.5.3 Características

Os vários tipos de espuma apresentam características


peculiares ao tipo de fogo a combater, tornando-as
mais ou menos adequadas. Na escolha da espuma,
devem-se levar em consideração:
Figura 54 – Incêndio em parque de tanques

1) Aderência;
Sua atuação se baseia na criação de uma capa de
2) Capacidade de supressão de vapores inflamáveis;
cobertura sobre a superfície livre dos líquidos, com a
3) Estabilidade e capacidade de retenção de água;
finalidade de:
4) Fluidez;
1) Separar combustível e comburente; 5) Resistência ao calor;
6) Resistência aos combustíveis polares.
2) Impedir e reduzir a liberação de vapores inflamáveis;
3) Separar as chamas da superfície dos combustíveis;
6.6.5.4 Tipos de espuma
4) Esfriar o combustível e superfícies adjacentes.
Os tipos de espuma variam:
6.6.5.2 Aplicação
1) Segundo sua origem:
Sua aplicação destina-se ao combate de fogo de
grandes dimensões, que envolvam locais que a) Química, que é obtida pela reação entre uma solução
armazenem líquido combustível e inflamável. Também de sal básica (normalmente bicarbonato de sódio), e
se destina a: outra de sal ácida (normalmente sulfato de alumínio),
com a formação de gás carbônico na presença de um
1) Extinção de fogo de líquidos de menor densidade que
agente espumante. Este tipo de espuma é totalmente
a água; obsoleto e seu emprego não está mais normatizado;
2) Prevenção da ignição em locais em que ocorra o
derrame de líquidos inflamáveis; b) Física ou mecânica, que é formada ao introduzir, por
3) Extinguir incêndios em superfície de combustíveis agitação mecânica, ar em uma solução aquosa (pré-
sólidos; mistura), obtendo- se uma espuma adequada. Esta é o
4) Outras aplicações especiais, tais como derrame de tipo de espuma mais empregada atualmente.
gases na forma líquida, isolamento e proteção de fogo
externos, contenção de derrames tóxicos e etc.; 2) Segundo a composição:
5) Estas últimas aplicações dependem de
a) Base proteínica, que se dividem:
características especiais da espuma, condições de
aplicação e ensaios específicos ao caso a ser aplicado. Proteínicas, que são obtidas pela hidrólise de resíduos
proteínicos naturais. Caracteriza-se por uma excelente
A espuma não é eficaz em: resistência à temperatura.

1) Fogo em gases; Fluorproteínicas, que são obtidas mediante a adição de


2) Fogo em vazamento de líquidos sobre pressão; elementos fluorados ativos à concentração proteínica,
3) Fogo em materiais que reagem com a água. da qual se consegue uma melhora na fluidez e
resistência a contaminação.
150
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

b) Base sintética. independentes, normalmente veículos ou carretas,


podendo se locomover e aplicar aonde forem
3) Segundo ao coeficiente de expansão: necessários, requerendo somente sua conexão a um
abastecimento de água adequado;
O coeficiente de expansão é a relação entre o volume
final de espuma e o volume inicial da pré- mistura. E se
dividem em:

a) Espuma de baixa expansão, cujo coeficiente de


expansão está entre 3 e 30;

b) Espuma de média expansão, cujo coeficiente de


expansão está entre 30 e 250;

c) Espuma de alta expansão, cujo coeficiente de


expansão está entre 250 e 1.000.

4) Segundo as características de extinção;

a) Espuma convencional, que extingue somente pela


capa de cobertura de espuma aplicada;
Figura 55 – Sistema fixo de espuma
b) Espuma aplicadora de película aquosa (AFFF), que
forma uma fina película de água que se estende
rapidamente sobre a superfície do combustível.

c) Espuma anti-álcool, que forma uma película que


protege a capa de cobertura de espuma frente à ação
de solventes polares

6.6.5.5 Tipos de Sistemas

Os sistemas de espuma são classificados conforme:

1) A sua capacidade de mobilidade em:


Figura 56 – Sistema semifixo

a) Fixos, que são equipamentos para proteção de


tanque de armazenamento de combustível, cujos
componentes são permanentemente fixos, desde a
estação geradora de espuma até à câmara aplicadora;

b) Semifixos, que são equipamentos destinados à


proteção de tanque de armazenamento de combustível,
cujos componentes, permanentemente fixos, são
complementados por equipamentos móveis para sua
operação. São, normalmente, móveis o reservatório de
extrato e o conjunto dosador (proporcionador);

c) Móveis, que são as instalações totalmente Figura 57 – Detalhe de câmara de espuma


151
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

2) A sua capacidade de mobilidade em: tanque de combustível em chama. Os esguichos


lançadores (linhas manuais) podem ou não possuir um
a) Automático; dosificador em seu corpo (proporcionador). A diferença
b) Semiautomático; de emprego entre o esguicho lançador de espuma e os
c) Manual. canhões de espuma está na capacidade de lançar e
alcançar os tanques no que tange sua altura. Os
6.6.5.6 Componentes do Sistema esguichos são recomendados para tanques até 6 m de
altura, enquanto que os canhões atingem alturas mais
1) Reserva (tanque) de extrato: É uma determinada elevadas. Os esguichos de espuma são recomendados
quantidade de extrato formador de espuma necessária
como complemento de apoio às instalações fixas, pois,
para o funcionamento do sistema. Deve dispor dos
como medida de proteção principal, expõem os
seguintes componentes básicos:
operadores a sérios riscos.

a) Indicador de nível, com válvula de isolamento;


5) Câmaras de espuma: são elementos especialmente
b) Registro para abertura e fechamento;
projetados para a aplicação de espuma de baixa
c) Conexão para enchimento e esvaziamento;
expansão, sobre a superfície de combustíveis contidos
d) Conexão para o proporcionador; em tanques de armazenamento de grande diâmetro e
e) Domo de expansão (espaço), preferencialmente com altura. Tem a característica de aplicar a espuma no
válvula de pressão- vácuo. interior do tanque em chamas por meio da descarga na
parede do tanque. Pode ser constituído de elementos
O material com que é construído o tanque de extrato especiais no interior do tanque, que fazem com que a
deve ser adequado ao líquido gerador que armazena espuma caia de forma mais suave sobre a superfície do
(problemas de corrosão e etc.). líquido. É composta por um selo de vidro que impede a
saída de vapores voláteis do interior do tanque, mas
2) Elemento dosador (proporcionador): São que se rompem quando o sistema entra em
equipamentos responsáveis pela mistura do líquido funcionamento, permitindo a passagem da espuma.
gerador de espuma e água, na proporção adequada Dispõe também de uma placa de orifício que regula a
para formação da espuma que se deseja. Seu pressão, de forma a possibilitar a formação de uma
funcionamento se baseia no efeito “venturi”, que é a espuma adequada. É utilizada para tanque acima de 10
passagem da água proporcionando a sucção do líquido m de altura e ou diâmetro superior a 24 m, normalmente
gerador de espuma na dosagem preestabelecida. em tanque de teto fixo, podendo também ser projetada
para tanques de teto flutuante.
Normalmente funcionam com pressões acima de 7
BAR para permitir que proceda a pré-mistura 6) Geradores de alta expansão: são elementos de
necessária. A proporção é fundamental para permitir geração e aplicação de espuma de alta expansão,
uma espuma eficiente ao combate ao fogo que se formando uma espuma com uma maior proporção de
espera. Normalmente, a proporção é de 3% para ar. São compostos por um ventilador que podem ser
hidrocarburentes e 6% para combustíveis polares. acionados por um motor elétrico, ou pela própria
passagem da solução de pré-mistura. Podem ser do
3) Bombas hidráulicas para dosar a pré-mistura: tipo móvel ou fixo, aplicando a espuma diretamente ou
também denominado de dosagem por equilíbrio de por meio de mangas e condutos especialmente
pressão, consiste em uma bomba hidráulica que projetados. Sua pressão de funcionamento varia de 5 a
possibilita uma regulagem automática da proporção de 7 BAR.
pré-mistura sobre uma grande demanda de vazão
necessária. Esta regulagem consiste de orifícios 7) Tubulações e acessórios: as tubulações são
calibrados no proporcionador, com uma válvula responsáveis pela condução da água ou pré-mistura
diafragma que controla a pressão da linha de extrato, para os equipamentos que formam ou aplicam espuma,
em função do diferencial de pressão entre está e a linha e devem ser resistentes à corrosão. Quantos aos
de abastecimento de água. acessórios, estes devem resistir a altas pressões uma
vez que os sistemas de espuma, normalmente,
4) Esguichos e canhões lançadores de espuma: são trabalham com valores elevados de pressão,
elementos portáteis e fixos, cuja função é dar forma a decorrente das perdas de carga nos equipamentos e
espuma de baixa e média expansão e faze-la atingir ao pressões mínimas para a formação da espuma.
152
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

6.6.5.7 Dimensionamento prévia, a fim de evitar a formação de brasas profundas;

O dimensionamento do sistema varia conforme o tipo, c) Nos usos de aplicação local, leva-se em conta o tipo
dimensão e arranjo físico dos locais que armazenam
e disposição do combustível, uma vez que a descarga
líquidos inflamáveis e combustíveis, devendo seguir as
do CO2 impedirá a extinção nas regiões não acessíveis
Normas Técnicas oficiais e Normas Técnicas baixadas
pelo Corpo de Bombeiros. diretamente pelo sistema.

A reserva de incêndio também varia conforme o O sistema não é capaz de extinguir:


tamanho das áreas de armazenamento, mas possuem
capacidade de reserva maior que às destinadas ao 1) Fogos em combustíveis (não-pirofóricos), que não
sistema de hidrantes. precisam de oxigênio para a sua combustão, pois
permitem uma combustão anaeróbia;
6.6.6 Sistema fixo de CO2
2) Fogos em combustíveis de classe “D” (materiais
O sistema fixo de baterias de cilindros de CO2 consiste pirofóricos);
de tubulações, válvulas, difusores, rede de detecção,
sinalização, alarme, painel de comando e acessórios, Os tipos de sistema são:
destinados a extinguir o incêndio por abafamento,
através da descarga do agente extintor. 1) Inundação total, em que a descarga de CO2 é
projetada para uma concentração em todo o volume do
Seu emprego visa a proteção de locais em que o risco a proteger;
emprego de água é desaconselhável, ou locais cujo
valor agregado dos objetos e equipamentos é elevado 2) Aplicação local, em que o CO2 é projetado sobre
nos quais a extinção por outro agente causará a elementos a proteger não- confinados;
depreciação do bem pela deposição de resíduos.
3) Modulares, que consiste em um pequeno sistema de
Normalmente é recomendado nos locais em que se inundação total instalado no interior dos
busca economia e limpeza, e naqueles em que o custo compartimentos dos equipamentos a proteger.
agente/instalação é inferior do que outro agente extintor
empregado.

Possui uma efetiva extinção em:

1) Fogos de classes “B” e “C” (líquidos inflamáveis e


gases combustíveis, e equipamentos elétricos
energizados de alta tensão), em:

a) Recintos fechados, por inundação total, em que o


sistema extingue pelo abafamento, baixando-se a
concentração de oxigênio do local necessária para a
combustão, criando uma atmosfera inerte;
Figura 58 – Sistema de CO2

b) Recintos abertos, mediante aplicação local sob 6.6.6.1 Componentes do sistema


determinada área.
Os componentes dos sistemas são:
2) Fogos de Classe “A” (combustíveis sólidos):
1) Cilindros, que contém o agente extintor
pressurizado, em que a própria pressão do cilindro será
a) Decorrente de seu efeito de resfriamento nos
utilizada para pressurização do sistema, sendo
incêndios em sólidos, em que o fogo é pouco profundo
responsáveis pela descarga dos difusores. Sua
e o calor gerado é baixo;
localização deve ser próxima à área/equipamento a
proteger, a fim de evitar perdas de carga; diminuir a
b) Nos usos de inundação total, aliados a uma detecção possibilidade de danos à instalação e baratear o custo
153
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

do sistema; mas não deve ser instalada dentro da área enfrentar uma situação de incêndio, quer seja adotando
de risco, devendo ficar em local protegido (exceto para as primeiras providências no sentido de controlar o
os sistemas modulares). Os cilindros devem ser incêndio, quer seja abandonando o edifício de maneira
protegidos contra danos mecânicos ou danos causados rápida e ordenada.
pelo ambiente agressivo. No conjunto de cilindros, há Para isso ser possível, é necessário como primeiro
um destinado a ser o “cilindro- piloto”, cuja função é, passo a elaboração de planos para enfrentar a situação
mediante acionamento de um dispositivo de comando, de emergência que estabeleçam em função dos fatores
estabelecer um fluxo inicial do agente, a fim de abrir por determinantes de risco de incêndio, as ações a serem
pressão as demais cabeças de descarga dos demais adotadas e os recursos materiais e humanos
cilindros da bateria. Os cilindros podem ser de dois necessários. A formação de uma equipe com este fim
tipos: específico é um aspecto importante deste plano, pois
permitirá a execução adequada do plano de
a) Alta pressão, na qual o CO2 encontra-se contido a emergência. Essas equipes podem ser divididas em
uma temperatura de 20°C e uma pressão de 60 BAR. duas categorias, decorrente da função a exercer:
Este sistema é o mais comum;
1) Equipes destinadas a propiciar o abandono seguro
do edifício em caso de incêndio.
b) Baixa pressão, na qual o CO2 encontra-se resfriado
a -20°C e com uma pressão de 20 BAR.
2) Equipe destinada a propiciar o combate aos
princípios de incêndio na edificação.
2) Cabeça de descarga, que consiste de um dispositivo
fixo adaptado à válvula do cilindro, a fim de possibilitar
sua abertura e consequente descarga ininterrupta do Em um edifício podemos encontrar uma equipe distinta
gás. para cada função, ou que as exerça simultaneamente.

3) Tubulação e suas conexões, responsáveis pela Tais planos devem incluir a provisão de quadros
condução do agente extintor devem ser resistentes a sinóticos em distintos setores do edifício (aqueles que
pressão, a baixa temperatura e a corrosão, tanto apresentem parcela significativa da população
internamente como externamente. Devem resistir a flutuante, como em hotéis) que indiquem a localização
uma pressão de ruptura 5,5 vezes maior que a pressão das saídas, do quadro sinótico com o texto "você está
nominal do cilindro; aqui" e a dos equipamentos de combate manual no
setor.
4) Válvulas, com a função de direcionamento
(direcional) do agente extintor ou de purga do coletor de Por último deve-se promover o treinamento periódico
distribuição de gás (evitar que fugas do sistema acionem dos brigadistas e de toda a população do edifício.
os difusores fechados). Essas válvulas devem resistir a
uma pressão de ruptura 7 vezes maior que a pressão
nominal do cilindro e

5) Difusores, que consiste de dispositivo fixo de


funcionamento automático, equipado com espalhador
de orifícios calibrados, destinados a proporcionar a
descarga do CO2 sem congelamento interno e com
espalhamento uniforme.

6.6.7 Brigada de incêndio

O dimensionamento da Brigada de Incêndio deve


atender às especificações contidas nas instruções
adotadas pelo Corpo de Bombeiros, por meio de
Instrução Técnica.

A população do edifício deve estar preparada para Figura 59 – Treinamento de brigada de incêndio
154
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 02/2017 – CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

6.6.8 Planta de Risco 6.7 Observações gerais

É fundamental evitar qualquer perda de tempo quando Cada instalação preventiva de proteção contra incêndio
os bombeiros chegam ao edifício em que ocorrer o e pânico abordada e exigida nas edificações ou áreas
incêndio. Para isto, é necessário existir em todas as de risco tem uma finalidade e características próprias;
entradas do edifício (cujo porte pode incidir em portanto, em um dimensionamento,
dificuldades nas ações dos bombeiros) informações superdimensionamento ou a adoção de uma, não
úteis ao combate, fáceis de entender, e que localizam implica a eliminação de outra, salvo se previsto
por meio de plantas os seguintes aspectos: expressamente.

1) Ruas de acesso;

2) Saídas, escadas, corredores e elevadores de


emergência;

3) Válvulas de controle de gás e outros combustíveis;

4) Chaves de controle elétrico;

5) Localização de produtos químicos perigosos;

6) Reservatórios de gases liquefeitos, comprimidos e


de produtos perigosos.

7) Registros e portas corta-fogo, que fecham


automaticamente em caso de incêndios e botoeiras
para acionamento manual destes dispositivos;

8) Pontos de saídas de fumaça;

9) Janelas que podem ser abertas em edifícios selados;

10) Painéis de sinalização e alarme de incêndio;

11) Casa de bombas do sistema de hidrantes e de


chuveiros automáticos;

12) Extintores etc.;

13) Sistema de ventilação e localização das chaves de


controle;

14) Sistemas de chuveiros automáticos e respectivas


válvulas de controle;

15) Hidrantes internos e externos e hidrantes de


recalque e respectivas válvulas de controle.
ESTADO DE RONDÔNIA
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA, DEFESA E CIDADANIA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
ESTADO MAIOR GERAL
COORDENADORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS

INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE


SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

SUMÁRIO

1. Objetivo
2. Aplicação
3. Referências normativas e bibliográficas
4. Termos e Definições
156
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

1 OBJETIVO 4.2 Abandono de edificação: conjunto de ações que


visam remoção rápida, segura, de forma ordenada e
1.1 Padronizar os termos e definições utilizados no eficiente de toda a população fixa e flutuante da
serviço de segurança contra incêndio e no edificação, em caso de uma situação de sinistro.
Regulamento Estadual de Segurança Contra Incêndio
e Pânico (Decreto Estadual n° 21.425 de 29 de 4.3 Abertura de ventilação: abertura em uma parede
novembro de 2016). ou cobertura de uma edificação concebida para retirar
o calor e a fumaça.
2 APLICAÇÃO
4.4 Abertura desprotegida: porta, janela ou qualquer
Esta Instrução Técnica se aplica a toda legislação de outra abertura não dotada de vedação com o índice
Segurança Contra Incêndio e Pânico do Corpo de exigido de proteção ao fogo. Considera-se, ainda, qual-
Bombeiros militar do Estado de Rondônia - CBMRO. quer parte da parede externa da edificação com índice
de resistência ao fogo menor que o exigido para a face
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E exposta da edificação.
BIBLIOGRÁFICAS
4.5 ABIQUIM: Associação Brasileira da Indústria
• Instrução Técnica nº 03/2011 – CBPMESP. Química.

• Instrução Técnica nº 03/2014 – CBMGO. 4.6 ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas.

• NBR 13860/97 Glossário de termos relacionados 4.7 ABP-EX: Associação Brasileira para Prevenção de
com a Segurança Contra Incêndio e Pânico. Explosões.

• ISO 8421-1 (1987) General terms and phenomena 4.8 ABPI: Associação Brasileira de Prevenção de
of fire. Incêndios.

• ISO 8421-2 (1987) Strutural fire protection. 4.9 Abrigo: compartimento, embutido ou aparente,
dotado de porta, destinado a armazenar mangueiras,
• ISO 8421-3 (1989) Fire detection and alarm. esguichos, carretéis ou outros equipamentos de com-
bate a incêndio, capaz de proteger contra intempéries
• ISO 8421-4 (1990) Fire extinction equipment. e danos diversos.

• ISO 8421-5 (1988) Smoke control. 4.10 Acantonamento: 1. Volume livre de fumaça
compreendido entre o chão e o teto/telhado, delimitado
• ISO 8421-6 (1987) Evacuation and means of por painéis de fumaça. 2. Construção ou grupo de
escape. construções não militares, particulares ou públicas,
utilizadas para alojar, temporariamente, organizações
• ISO 8421-7 (1987) Explosion detection and militares.
supression means.
4.11 Aceite: documento em que a Prefeitura local
• ISO 8421-8 (1990) Terms specific to fire-fighting, aceita as obras e serviços realizados pelo loteador.
rescue services and handling hazardous materials.
4.12 Acesso: caminho a ser percorrido pelos usuários
4 TERMOS E DEFINIÇÕES do pavimento ou do setor, constituindo a rota de saída
horizontal, para alcançar a escada ou rampa, área de
Para efeitos desta Instrução Técnica, aplicam-se os refúgio ou descarga para saída do recinto do evento.
seguintes termos e definições: Os acessos podem ser constituídos por corredores,
passagens, vestíbulos, balcões, varandas e terraços.
4.1 Abafamento: método de extinção de incêndio
destinado a impedir o contato do ar atmosférico com o 4.13 Acesso para bombeiros: áreas ou locais que
combustível e a liberação de gases ou vapores proporcionem facilidades de acesso para bombeiros e
inflamáveis. equipamentos, no interior das edificações e áreas de
157
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

risco, em caso de emergência. 4.25 Agente extintor: entende-se por agentes


extintores, certas substâncias químicas (sólidas,
4.14 Acesso para viaturas: vias trafegáveis com líquidas, gasosas ou outros materiais) que são
prioridade para a aproximação e operação dos veículos utilizados na extinção de um incêndio, quer abafando,
e equipamentos de emergência juntos às edificações e quer resfriando ou, ainda, acumulando esses dois
instalações industriais. processos o que, aliás, é o mais comum. Os principais
agentes extintores são os seguintes: água; espuma;
4.15 Acionador manual: dispositivo destinado a dar dióxido de carbono; pó químico seco; agentes
partida a um sistema ou equipamento de Segurança halogenados e agentes umectantes.
Contra Incêndio e Pânico, pela interferência do
elemento humano. 4.26 Agente supressor de explosão: substâncias
que, quando dispersas dentro de um recipiente, podem
4.16 Acionador manual de alarme: dispositivo de interromper o desenvolvimento de uma explosão
alarme de incêndio, operado manualmente, o qual naquele recipiente.
proporciona um alarme de incêndio sonoro e/ou visual.
4.27 Alívio de emergência: dispositivo capaz de aliviar
4.17 Acompanhante do vistoriador: pessoa com a pressão interna de um recipiente ou vaso sobre
conhecimento da operacionalidade dos sistemas de pressão.
Segurança Contra Incêndio e Pânicos instalados na
edificação que acompanha o vistoriador, executando os 4.28 Alambrado: tela de arame ou outro material
testes necessários na vistoria. similar.

4.29 Alarme de incêndio: aviso de um incêndio,


4.18 Adaptação: junta de união usada para conectar
sonoro e/ou luminoso, originado por uma pessoa ou por
mangueiras com conexões diferentes.
um mecanismo automático, destinado a alertar as
pessoas sobre a existência de um incêndio em
4.19 Adução e recalque d’água: transferência de água
determinada área da edificação.
de uma fonte de abastecimento para o local do
incêndio, através da interposição de bombas
4.30 Altura ascendente: medida em metros entre o
intermediárias nas linhas de mangueiras.
ponto que caracteriza a saída ao nível da descarga, sob
a projeção do paramento externo da parede da
4.20 Aduchar: trata-se do acondicionamento de um
edificação, ao ponto mais baixo do nível do piso do
cabo (ou mangueira), visando seu pronto emprego.
pavimento mais baixo da edificação (subsolo).
4.21 Adutora: canalização, geralmente de grande
4.31 Altura da edificação ou altura descendente:
diâmetro, que tem como finalidade conduzir a água da
medida em metros entre o ponto que caracteriza a
Estação de Tratamento de Águas (ETA), até as redes
saída ao nível de descarga, sob a projeção do para-
de distribuição.
mento externo da parede da edificação, ao piso do
último pavimento, excluindo-se áticos, casas de
4.22 Aeração: 1. Ato ou efeito de arejar; renovação de
máquinas, barrilete, reservatórios de água e
ar; passagem forçada de ar, através de uma solução,
assemelhados. Nos casos onde os subsolos tenham
de um banho ou de outro sistema, com o objetivo de ocupação distinta de estacionamento de veículos,
aumentar o teor de oxigênio ou expulsar gases vestiários e instalações sanitárias ou respectivas
indesejáveis. 2. (PP) técnica simples e eficiente, dependências sem aproveitamento para quaisquer
realizada por meio da aplicação de vapor d’água no atividades ou permanência humana, a mensuração da
material contaminado. Apresenta bons resultados em altura será a partir do piso mais baixo do subsolo
produtos voláteis. ocupado.

4.23 Aeródromo: toda área de terra, água ou flutuante 4.32 Altura de sucção: altura entre o nível de água de
destinada à chegada, partida e movimentação de aero- um reservatório e a linha de centro da sucção da
naves. bomba.

4.24 Afastamento horizontal entre aberturas: 4.33 Ambiente ventilado: Local ao ar livre ou que
distância mínima entre as aberturas nas fachadas possua ventilação natural para ambiente ao ar livre,
(parede externa) dos setores compartimentados. conforme parâmetros desta Norma.
158
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.34 Alvará para comércio de fogos de artifícios: 4.45 Antiálcool: é um liquido gerador de espuma (LGE)
documento expedido pela Divisão de Produtos fabricado a partir de proteína animal hidrolizada e
Controlados da Capital ou setor congênere nas estabilizada mediante uso de aditivos especiais que
Delegacias Seccionais de Polícia dos demais formam uma membrana química insolúvel entre as
municípios, que permite a empresa funcionar durante o bolhas de espuma e a superfície do líquido inflamado.
exercício corrente de sua expedição.
4.46 Aplicadores de espuma: Tipo I: utiliza aplicador
4.35 Ampliação de área: aumento da área construída que deposita a espuma suavemente na superfície do
da edificação. líquido, provocando o mínimo de submergência; Tipo
II: utiliza aplicadores que não depositam a espuma
4.36 Análise: ato de verificação das exigências das suavemente na superfície do líquido, mas que são
medidas de Segurança Contra Incêndio e Pânico das projetados para reduzir a submergência e agitar a
edificações e áreas de risco, no processo de Segurança superfície do líquido; Tipo III: utiliza equipamentos que
Contra Incêndio e Pânico. aplicam a espuma por meio de jatos que atingem a
superfície do líquido em queda livre.
4.37 Análise de projeto: ato de verificação das
exigências das medidas de Segurança Contra Incêndio 4.47 Aprovado: aceito pela autoridade competente.
e Pânico das edificações e áreas de risco, no processo
de Segurança Contra Incêndio e Pânico. 4.48 Área a construir: área projetada não edificada.

4.38 Análise preliminar de risco: estudo prévio sobre 4.49 Área construída: somatório de todas as áreas
a existência de riscos, elaborado durante a concepção ocupáveis e cobertas de uma edificação.
e o desenvolvimento de um projeto ou sistema.
4.50 Área da edificação: somatório da área a construir
4.39 Andar: volume compreendido entre dois e da área construída de uma edificação.
pavimentos consecutivos ou entre o pavimento e o nível
superior à sua cobertura. 4.51 Área de aberturas na fachada de uma
edificação: superfície aberta nas fachadas (janelas,
4.40 Anemômetro: instrumento que realiza a medição portas, elementos de vedação), paredes, parapeitos e
da velocidade de gases. vergas que não apresentam resistência ao fogo e pelas
quais se pode irradiar o incêndio.
4.41 Anemômetro de fio quente ou termo-
anemômetro: tipo de anemômetro que opera 4.52 Área de armazenagem: local destinado à
associando o efeito de troca de calor convectiva no estocagem de fogos de artifício industrializado.
elemento sensor (fio quente) com a velocidade do ar
que passa pelo mesmo. Possibilita realizar medições 4.53 Área de armazenamento: local contínuo
de valores baixos de velocidade, em geral com valores destinado ao armazenamento de recipientes
em torno de 0,1 m/s. transportáveis de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP),
cheios, parcialmente utilizados, e vazios,
4.42 Anotação de Responsabilidade Técnica (ART): compreendendo os corredores de inspeção, quando
é o instrumento através do qual o profissional registra existirem.
as atividades técnicas solicitas através de contratos
(escritos ou verbais) para o qual o mesmo foi contratado 4.54 Área de estacionamento de helicópteros: local
referente a execução de obras ou prestação de destinado ao estacionamento de helicópteros,
serviços relativos às profissões vinculadas à localizado dentro dos limites do heliporto ou heliponto.
Engenharia e outras.
4.55 Área de Interesse: área, local ou edificação que
4.43 ANP: Agência Nacional do Petróleo. necessite prioritariamente de ações prevencionistas ou
fiscalizadoras, com base em indicadores estatísticos;
4.44 Antecâmara: recinto que antecede a caixa da
escada, com ventilação natural garantida por janela 4.56 Área de operação para chuveiros automáticos:
para o exterior, por dutos de entrada e saída de ar ou é a área calculada a ser totalmente inundada por um
por ventilação forçada (pressurização). sistema de chuveiros automáticos.
159
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.57 Área de pavimento: medida em metros quadra- 4.66 Área do maior pavimento: área do maior
dos, em qualquer pavimento de uma edificação, do pavimento da edificação, excluindo o de descarga.
espaço compreendido pelo perímetro interno das
paredes externas e paredes corta fogo, excluindo a 4.67 Área fria: local que possui piso e paredes,
área de antecâmara, e dos recintos fechados de normalmente revestidos com cerâmica, possuindo
escadas e rampas. também instalação hidráulica - banheiros, vestiários,
sauna e assemelhados.
4.58 Área de pouso e decolagem: local do heliponto
ou heliporto, com dimensões definidas, onde o 4.68 Área protegida: 1. Área enclausurada provida de
helicóptero pousa e decola. um adequado grau de resistência ao fogo da qual há
meios alternativos de fuga. 2. área dotada de
4.59 Área de pouso e decolagem de emergência equipamento de proteção e combate a incêndio.
para helicópteros: local construído sobre edificações,
cadastrado no Comando Aéreo Regional respectivo, 4.69 Áreas de produção: locais onde se localizam
que poderá ser utilizado para pousos e decolagens de poços de petróleo.
helicópteros, exclusivamente em casos de emergência
ou de calamidade. 4.70 Área total da edificação: é o somatório da área a
construir e da área construída de uma edificação em
4.60 Área de pouso ocasional: local de dimensões metros quadrados.
definidas, que pode ser usado, em caráter temporário,
para pousos e decolagens de helicópteros mediante 4.71 Área restrita: local de acesso controlado ou
autorização prévia, específica e por prazo limitado, do acesso restrito a pessoa especifica. Área não aberta ao
órgão regional do Comando Aéreo Regional. público.

4.61 Área de refúgio: local seguro que é utilizado 4.72 Armazém de líquidos inflamáveis: construção
temporariamente pelo usuário, acessado através das destinada, exclusivamente, a armazenagem de
saídas de emergência de um setor ou setores, ficando recipientes de líquidos inflamáveis.
entre esse (s) e o logradouro público ou área externa
com acesso aos setores. 4.73 Armazém de produtos acondicionados: área
coberta ou não, onde são acondicionados recipientes
4.62 Área de refúgio para helipontos: local ventilado, (tais como tambores, tonéis, latas, baldes etc.) que
previamente delimitado, com acesso à escada de contenham produtos ou materiais combustíveis ou
emergência, separado desta por porta corta-fogo e produtos inflamáveis.
situado em helipontos elevados, próximo ao local de
resgate de vítimas, com uso de helicópteros para casos 4.74 Arruamentos de quadras: vias de circulação de
de impossibilidade de abandono da edificação pelas veículos pesados existentes entre as quadras de
rotas de fuga previamente dimensionadas. armazenamento externo de um pátio de contêineres.

4.63 Área de risco: ambiente externo à edificação 4.75 Aspersor: dispositivo utilizado nos sistemas de
construída ou área descampada que pode concorrer pulverização de água que tem por finalidade a
para pânico e desastres, tais como balneários, áreas de aplicação do agente extintor para controle ou extinção
diversão e entretenimento, lagos, rios, mata virgem, de incêndios ou resfriamento.
área rural ou outras que contenham, ou possam vir a
conter, produtos inflamáveis, combustíveis e gases 4.76 Aterramento: processo de conexão a terra, de um
tóxicos. ou mais objetos condutores, visando à proteção do
operador ou equipamento contra descargas
4.64 Área de toque: parte da área de pouso e atmosféricas, acúmulo de cargas estáticas e falhas
decolagem, com dimensões definidas, na qual é entre condutores vivos.
recomendado o toque do helicóptero ao pousar.
4.77 Atestado de brigada de incêndio: documento
4.65 Área de venda de fogos de artifício: local que atesta que os ocupantes da edificação receberam
destinado à permanência de pessoas para escolha e treinamento teórico e prático de prevenção e combate
compra de fogos de artifício. a incêndio.
160
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.78 Ático: parte do volume superior de uma serviço de engenharia ou arquitetura de construção,
edificação, destinada a abrigar máquinas, piso técnico montagem, instalação, manutenção e reforma.
de elevadores, caixas de água e circulação vertical.
4.87 Auto de Desembargo: documento emitido pelo
4.79 Átrio “atrium”: espaço amplo criado por um andar CBMRO que visa oficializar a finalização de efeito do
aberto ou conjuntos de andares abertos, conectando auto de embargo.
dois ou mais pavimentos cobertos, com fechamento na
cobertura, excetuando-se os locais destinados à 4.88 Auto de Infração: documento emitido pelo
escada, escada rolante e “shafts” de hidráulica, CBMRO, em face de ação ou omissão promovida pelo
eletricidade, ar condicionado e cabos de comunicação. contribuinte, que contrarie as Leis, Normas, e
Instruções Técnicas adotadas ou instituídas pelo Corpo
4.80 Auto de Vistoria Contra Incêndio e Pânico de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia.
(AVCIP): é o documento emitido pelo Corpo de
Bombeiros Militar certificando que, no ato da vistoria 4.89 Auto Apreensão: Documento emitido pelo
técnica, a edificação possuía as condições de CBMRO, com a finalidade de apreender bens e
segurança contra incêndio e pânico previstos pela materiais que possam colocar ou representar risco a
legislação e constantes no processo aprovado, com um saúde ou integridade física das pessoas.
período de validade.
4.90 Avisador: dispositivo previsto para chamar a
4.81 Autonomia do sistema: tempo mínimo em que o atenção de todas as pessoas dentro de uma área de
sistema de iluminação de emergência assegura os perigo, controlado pela central.
níveis de iluminância exigidos.
4.91 Avisador sonoro: dispositivo que emite sinais
4.82 Autoridade competente: órgão, repartição audíveis de alerta.
pública ou privada, pessoa jurídica ou física investida
de autoridade para legislar, examinar, aprovar e/ou 4.92 Avisador sonoro e visual: dispositivo que emite
fiscalizar os assuntos relacionados à Segurança Contra sinais audíveis e visíveis de alerta combinados.
Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco,
baseados em legislação específica local. 4.93 Avisador visual: dispositivo que emite sinais
visuais de alerta.
4.83 Auto de Conformidade de Procedimento
Simplificado - ACPS: é o documento expedido 4.94 Bacia de contenção: área construída por uma
eletronicamente pelo Corpo de Bombeiros mediante a depressão, pela topografia do terreno ou ainda limitada
apresentação dos documentos comprobatórios de que por dique, destinada a conter eventuais vazamentos de
a edificação ou área de risco atende as medidas de produto; a área interna da bacia deve possuir um
segurança contra incêndio e pânico, prevista na coeficiente de permeabilidade de 10-6 cm/s,
Resolução nº 029 do CGSIM. referenciado à água a 20ºC.

4.84 Auto de Interdição: é o documento emitido pelo 4.95 Bacia de contenção de óleo isolante: dispositivo
CBMRO com a finalidade de salvaguardar a saúde e a constituído por grelha, duto de coleta e dreno,
integridade física das pessoas que fazem uso de
preenchido com pedra britada, com a finalidade de
determinada edificação, seja ela residencial, comercial,
coletar vazamentos de óleo isolante.
industrial, bem como, áreas de risco. A interdição
poderá ser total ou parcial, e possuirá prazo
4.96 Balaústre: 1. Colunelo de madeira, pedra ou
indeterminado, tendo sua eficácia finalizada com a
metal, que sustenta com outros iguais, regularmente
constatação, por equipe técnica do CBMRO, da
distribuídos, uma travessa, corrimão ou peitoril. 2. haste
extinção ou finalização da causa ou efeito.
de madeira ou metal, geralmente usada nas viaturas
4.85 Auto de Desinterdição: documento emitido pelo para auxiliar o bombeiro no embarque ou
CBMRO que visa oficializar a finalização de efeito do desembarque.
auto de interdição.
4.97 Balcão ou sacada: parte de pavimento da
4.86 Auto de Embargo: documento emitido pelo edificação em balanço em relação à parede externa do
CBMRO, com a finalidade de paralização total ou prédio, tendo, pelo menos, uma face aberta para o
parcial da obra. Considera-se obra, todo e qualquer espaço livre exterior.
161
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.98 Baldrame: 1. Peça de madeira que serve de base em projeção horizontal.


às paredes e sustenta os barrotes do soalho. 2. base
de parede ou muralha, alicerce de alvenaria. 4.107 Bomba “booster”: bomba destinada a suprir
deficiências de pressão em uma instalação hidráulica
4.99 Barra acionadora: componente da barra de proteção contra incêndios.
antipânico, fixada horizontalmente na face da folha,
cujo acionamento, em qualquer ponto de seu 4.108 Bomba com motor a explosão: equipamento
comprimento, libera a folha da porta de sua posição de para o combate a incêndio, cuja força provém da
travamento, no sentido da abertura. explosão do combustível misturado com o ar.

4.100 Barra antipânico: dispositivo de destravamento 4.109 Bomba com motor elétrico: equipamento para
da folha de uma porta, na posição de fechamento, combate a incêndio, cuja força provém da eletricidade.
acionado mediante pressão exercida no sentido de
abertura, em uma barra horizontal fixada na face da 4.110 Bomba de escorva: bomba destinada a remover
folha. o ar do interior das bombas de combate a incêndio.

4.101 Barreiras de fumaça “smoke barriers”: 4.111 Bomba de pressurização “jockey”: dispositivo
membrana, tanto vertical quanto horizontal, tal como hidráulico centrífugo destinado a manter o sistema
uma parede, andar ou teto, que é projetada e pressurizado em uma faixa preestabelecida.
construída para restringir o movimento da fumaça. As
barreiras de fumaça podem ter aberturas que são 4.112 Bomba de reforço: dispositivo hidráulico
protegidas por dispositivos de fechamento automático destinado a fornecer água aos hidrantes ou
ou por dutos de ar, adequados para controlar o mangotinhos mais desfavoráveis hidraulicamente,
movimento da fumaça. quando estes não puderem ser abastecidos pelo
reservatório elevado.
4.102 Barreiras de proteção: dispositivos que evitam
a passagem de gases, chamas ou calor de um local ou 4.113 Bomba principal: dispositivo hidráulico
instalação para outro contíguo. centrífugo destinado a recalcar água para os sistemas
de combate a incêndio.
4.103 Bateria de cilindros: conjunto de dois ou mais
cilindros ligados por uma tubulação coletora contendo 4.114 Bombeiro militar: agente público, pertencente
gás extintor ou propulsor. ao Corpo de Bombeiros, com atribuição de realizar
atividades de prevenção e combate a incêndios, de
4.104 Bico nebulizador: dispositivo de orifício fixo, busca e salvamento e de defesa civil, no âmbito das
normalmente aberto, para descarga de água sob Unidades Federativas respectivas.
pressão, destinado a produzir neblina de água com
forma geométrica definida. 4.115 Botijão: Recipiente transportável, com massa
líquida de GLP de até 13 kg (inclusive), fabricado
4.105 Bleve: explosão de vapores em expansão de conforme ABNT NBR 8460.
líquido em ebulição. Fenômeno que ocorre quando há
ruptura do recipiente de estocagem como 4.116 Botijão portátil: Recipiente transportável de Gás
consequência de fogo externo. Há uma liberação Liquefeito de Petróleo (GLP), com capacidade nominal
instantânea do produto em combustão, que de até 5 kg de GLP.
rapidamente se expande na área de incêndio, gerando
uma bola de fogo. Sigla da expressão boilling liquid 4.117 Botoeira de alarme: dispositivo destinado a dar
expanding vapour explosion. um alarme em um sistema de Segurança Contra
Incêndio e Pânico, pela interferência do elemento
4.106 Bocel do degrau: borda saliente do degrau humano.
sobre o espelho, arredondada inferiormente ou não.
4.118 Botoeira “liga-desliga”: acionador manual, do
Nota: Se o degrau não possui bocel, a linha de tipo liga-desliga, para bomba principal.
concorrência dos planos do degrau e do espelho, nesse
caso obrigatoriamente inclinada, chama-se quina do 4.119 Brigada de incêndio: grupo organizado de
degrau; a saliência do bocel ou da quina sobre o degrau pessoas, voluntárias ou não, treinadas e capacitadas
imediatamente inferior não pode ser menor que 15 mm em prevenção e combate a incêndios e primeiros
162
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

socorros, para atuação em edificações ou áreas de no fornecimento de água do sistema de sprinkler.


risco.
4.130 Campo de pouso: área preparada para pouso,
4.120 Brigada profissional/efetivo: brigada particular decolagem e acomodação de aeronaves.
composta por pessoas habilitadas que exercem, em
caráter habitual, função remunerada e exclusiva de 4.131 Canal de fuga: canal que interliga os tanques à
prevenção e combate a incêndios e primeiros socorros, bacia de contenção à distância, construído com mate-
contratadas diretamente por empresas privadas ou rial incombustível, inerte aos produtos armazenados e
públicas, por sociedades de economia mista ou por com o coeficiente de permeabilidade mínima de 10-6
empresas especializadas, para atuação em edificações cm/s, referenciado à água a 20ºC.
e áreas de risco.
4.132 Canalização (tubulação): rede de tubos,
4.121 Brigadista eventual: Pessoa pertencente ao
conexões e acessório, destinada a conduzir água para
quadro de pessoal de um estabelecimento, voluntária
alimentar o sistema de combate a incêndios.
ou não, treinada para atuar, eventualmente, como
integrante da brigada de incêndio de um estabeleci-
4.133 Canhão monitor: equipamento usado para
mento, conforme norma Específica;
lançar jatos com grande quantidade de água ou de
4.122 Cabo Pirotécnico (também denominado espuma, com movimento lateral e vertical. Pode ser fixo
“Blaster” Pirotécnico): é o operador responsável pelo ou móvel (portátil).
planejamento, supervisão e/ou execução do espetáculo
pirotécnico, legalmente habilitado pelo órgão estadual 4.134 Capacidade volumétrica: capacidade total em
competente, segundo a regulamentação do Exército volume de água que o recipiente pode comportar.
Brasileiro.
4.135 Carga de incêndio: soma das energias
4.123 Cais: estrutura com plataforma, construída ao caloríficas possíveis de serem liberadas pela
longo e paralela a um corpo d´água. Um cais pode ter combustão completa de todos os materiais
deck aberto ou pode ser equipado com uma combustíveis contidos em um espaço, inclusive o
superestrutura. revestimento das paredes, divisórias, pisos e tetos.

4.124 Caldeira: é toda e qualquer instalação fixa 4.136 Carga de incêndio específica: valor da carga de
destinada a produzir vapor d’água sob pressão superior incêndio dividido pela área de piso do espaço
à atmosférica, utilizando qualquer fonte externa de considerado, expresso em MJ/m 2.
calor.
4.137 Carretel axial: dispositivo rígido destinado ao
4.125 Calor: forma de energia que eleva a temperatura,
enrolamento de mangueiras semirrígidas.
gerada da transformação de outra energia, através de
processo físico ou químico.
4.138 CAT: Coordenadoria de Atividades Técnicas.

4.126 Calor de combustão, potencial calorífico:


4.139 CAU: Conselho de Arquitetura e Urbanismo.
energia calorífica passível de ser liberada pela
combustão completa de um material por umidade de
massa. 4.140 Causa: origem de caráter humano ou material,
relacionada com um acidente.
4.127 Camada de fumaça “smoke layer”: espessura
acumulada de fumaça abaixo de uma barreira física ou 4.141 Central de alarme: equipamento destinado a
térmica. processar os sinais provenientes dos circuitos de
detecção, convertê-los em indicações adequadas,
4.128 Câmara de espuma: dispositivo dotado de selo comandar e controlar os demais componentes do
de vapor, destinado a conduzir a espuma para o interior sistema.
do tanque de armazenamento de teto cônico.
4.142 Central de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo):
4.129 Câmara de retardo da válvula de alarme do área devidamente delimitada que contém os recipientes
sprinkler: dispositivo volumétrico projetado para transportáveis ou estacionários e acessórios
minimizar alarmes falsos devido a surtos e flutuações destinados ao armazenamento de GLP para consumo.
163
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.143 Chama: zona de combustão na fase gasosa, com de uso mais difundido nos últimos cinquenta anos
emissão de luz. devido à sua capacidade de controlar incêndios em
vários tipos de riscos.
4.144 Chave de mangueira: ferramenta para apertar
e/ou soltar conexões de mangueira. 11. Chuveiro resistente à corrosão: chuveiro
fabricado com materiais resistentes à corrosão, ou com
4.145 Chuveiro automático: dispositivo hidráulico revestimentos especiais, para serem utilizados em
para extinção ou controle de incêndios que funciona atmosferas que normalmente causam corrosão.
automaticamente quando seu elemento termossensível
é aquecido à sua temperatura de operação ou acima 12. Chuveiro seco: chuveiro fixado a um niple de
dela, permitindo que a água seja descarregada sobre extensão que é provido de um selo na extremidade de
uma área específica. entrada para permitir que a água ingresse em seu
interior somente em caso de operação do chuveiro.
1. Chuveiro de extinção precoce e resposta rápida Definições quanto à instalação:
(ESFR - Early Suppression and Fast Response):
chuveiro de resposta rápida utilizado para extinção (e a) Chuveiro oculto: chuveiro embutido coberto por
não simplesmente controle) de alguns tipos de uma placa que é liberada antes do funcionamento do
incêndios, considerados graves, típico em chuveiro.
armazenagem a grande altura de material combustível.
b) Chuveiro flush: chuveiro decorativo cujo corpo, ou
2. Chuveiro de cobertura extensiva: chuveiro parte dele, incluindo a rosca, é montado acima do plano
projetado para cobrir uma área maior do que a área de inferior do teto. Ao ser ativado, o defletor se prolonga
cobertura de chuveiros padrão. para baixo do plano inferior do teto.

3. Chuveiro de gotas grandes: chuveiro capaz de c) Chuveiro pendente: chuveiro projetado para ser
produzir gotas grandes de água, utilizado para controle instalado em uma posição na qual o jato de água é
de alguns tipos de incêndios graves. direcionado para baixo, contra o defletor.

4. Difusores: dispositivo para uso em aplicações que d) Chuveiro embutido: chuveiro decorativo cujo corpo,
requerem formas especiais de distribuição de água, ou parte dele, exceto a rosca, é montado dentro de um
sprays direcionais ou outras características incomuns. invólucro embutido.

5. Chuveiro de estilo antigo: chuveiro que direciona e) Chuveiro lateral: chuveiro com defletor especial
40% a 60% da água para o teto e que deve ser projetado para descarregar água para longe da parede
instalado com o defletor pendente ou de pé. mais próxima a ele, em um formato parecido com um
quarto de esfera. Um pequeno volume de água é
6. Chuveiro aberto: chuveiro que não possui ele- direcionado à parede atrás do chuveiro.
mentos acionadores ou termossensíveis.
f) Chuveiro em pé: chuveiro projetado para ser
7. Chuveiro de resposta imediata e cobertura instalado em uma posição na qual o jato de água é
estendida: chuveiro de resposta rápida projeta- dos direcionado para cima, contra o defletor.
para cobrir uma área maior do que a área de cobertura
de chuveiros padrão. 4.146 Cilindro: Recipiente transportável, com massa
líquida de GLP acima de 13 kg e até 90 kg (inclusive),
8. Chuveiro de resposta imediata (QR - Quick - fabricado conforme ABNT NBR 8460.
Response): tipo de chuveiro de resposta rápida
utilizado para extinção (e não simplesmente controle) 4.147 CIPI: Centro de Investigação e Prevenção de
de alguns tipos de incêndios. Incêndio.

9. Chuveiro especial: chuveiro testado e certificado 4.148 Circulação de uso comum: passagem que dá
para uma aplicação específica. acesso à saída de mais de uma unidade autônoma,
quarto de hotel ou assemelhado.
10. Chuveiro tipo spray: chuveiro cujo defletor
direciona a água para baixo, lançando uma quantidade 4.149 Classes de incêndio: classificação didática na
mínima de água, ou nenhuma, para o teto. É o chuveiro qual se definem fogos de diferentes naturezas. Adotada
164
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

no Brasil em quatro classes: fogo classe A, fogo classe


B, fogo classe C e fogo classe D. 4.157 Combustão instantânea (v. detonação).

4.150 Classificação Nacional de Atividades 4.158 Combustão lenta: ocorre em ambiente pobre de
Econômicas (CNAE): é o instrumento de oxigênio. A reação é fraca, a geração de calor é gradual
padronização nacional dos códigos de atividade e não há chama.
econômica e dos critérios de enquadramento utilizados
pelos diversos órgãos da Administração Tributária do 4.159 Combustão muito viva (v. deflagração)
país. É aplicado a todos os agentes econômicos que
estão engajados na produção de bens e serviços, 4.160 Combustão: ação de queimar ou arder. Estado
podendo compreender estabelecimentos de empresas de um corpo que queima, produzindo calor e luz.
privadas ou públicas, estabelecimentos agrícolas, Oxidação forte com produção de calor e normalmente
órgãos públicos e privados, instituições sem fins de chama (não obrigatoriamente). Reação química que
lucrativos e agentes autônomos (pessoa física); resulta da combinação de um elemento combustível
com o oxigênio (comburente), com intensa produção de
4.151 Cobertura: elemento construtivo, localizado no energia calorífica e, não obrigatoriamente, de chama.
topo da edificação, com a função de protegê-la da ação
dos fenômenos naturais (chuva, calor, vento etc.). 4.161 Combustibilidade dos elementos de
revestimento das fachadas das edificações:
4.152 Combate a incêndio: conjunto de ações táticas característica de reação ao fogo dos materiais
destinadas a extinguir ou isolar o incêndio com uso de utilizados no revestimento das fachadas dos edifícios,
equipa- mentos manuais ou automáticos. que podem contribuir para a propagação e radiação do
fogo, determinados nas normas técnicas em vigor.
4.153 Combustão ativa: combustão em ambiente rico
em oxigênio. Produz fogo (calor e chama). 4.162 Combustível: é toda a substância capaz de
queimar e alimentar a combustão. Pode ser sólido,
4.154 Combustão completa: é aquela em que a líquido ou gasoso.
queima produz calor e chamas e se processa em
ambiente rico em oxigênio. 4.163 Comissão Especial de Avaliação (CEA): grupo
de pessoas qualificadas no campo da Segurança
4.155 Combustão espontânea: Contra Incêndio e Pânico, representativas de entidades
públicas e privadas, com o objetivo de avaliar e propor
1. Processo em que o combustível absorve o alterações necessárias ao Regulamento de Segurança
comburente (oxigênio do ar ou de substância doadora Contra Incêndio e Pânico.
de oxigênio) e gera calor, que ultrapassa o ponto de
ignição, e o corpo se inflama sem necessidade de 4.164 Comissão técnica: grupo de estudo do CBMRO,
ocorrência de chama ou faísca. instituído com o objetivo de analisar e emitir pareceres
relativos aos casos que necessitarem de soluções
2. É o que ocorre, por exemplo, quando do técnicas mais complexas ou apresentarem dúvidas
armazenamento de certos vegetais que, pela ação de quantos às exigências previstas na legislação.
bactérias, fermentam. A fermentação produz calor e
libera gases que podem incendiar. Alguns materiais 4.165 Como construído “as built”: documentos,
entram em combustão sem fonte externa de calor desenhos ou plantas do sistema, que correspondem
(materiais com baixo ponto de ignição); outros entram exatamente ao que foi executado pelo instalador.
em combustão à temperatura ambiente (20ºC), como o
fósforo branco. 4.166 Compatibilidade da espuma: capacidade da
espuma em permanecer eficaz quando aplicada
3. Ocorre também na mistura de determinadas simultaneamente com outros agentes extintores (tais
substâncias químicas, quando a combinação gera calor como pó extintor) em um incêndio.
e libera gases em quantidade sufi- ciente para iniciar
combustão. Por exemplo, água + sódio. 4.167 Compartimentação de áreas (vertical e
horizontal): medidas de proteção passiva, constituídas
4.156 Combustão incompleta: é aquela em que a de elementos de construção corta-fogo, destinadas a
queima produz calor e pouca ou nenhuma chama, e se evitar ou minimizar a propagação do fogo, calor e
processa em ambiente pobre em oxigênio. gases, interna ou externamente ao edifício, no mesmo
165
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

pavimento ou para pavimentos elevados consecutivos, carga quando o sistema está com a tensão alta e
dentro de uma área máxima de compartimentação pré- trabalhando como gerador quando o sistema está com
estabelecida. a tensão baixa.

4.168 Compartimentação horizontal: medida de 4.173 Componentes de travamento: componentes da


proteção, constituída de elementos construtivos corta- barra antipânico que mantêm a(s) folha(s) de porta
fogo, separando ambientes, de tal modo que o incêndio corta-fogo na posição fechada.
fique contido no local de origem e evite a sua
propagação no plano horizontal. Incluem-se nesse 4.174 Comportamento do fogo: todas as mudanças,
conceito os elementos de vedação abaixo descritos: físicas ou químicas, que ocorrem quando um material,
produto e/ou estrutura queima ou está exposto ao fogo.
a) Paredes corta-fogo;
b) Portas corta-fogo; 4.175 Compostos halogenados: agentes que contém,
c) Vedadores corta-fogo; como componentes primários, uma ou mais misturas
orgânicas que, por sua vez, contenham um ou mais dos
d) Registros corta-fogo (dampers);
seguintes elementos: flúor, cloro, bromo ou iodo.
e) Selos corta-fogo;
f) Afastamento horizontal entre aberturas. 4.176 Comunicação visual: conjunto de informações
visuais aplicadas em uma edificação, com a finalidade
4.169 Compartimentação vertical: medida de de orientar sua população, tais como: localização de
proteção, constituída de elementos construtivos corta- ambientes, saídas, prestação de serviços e
fogo, separando pavimentos consecutivos, de tal modo propagandas, não se tratando especificamente de
que o incêndio fique contido no local de origem e sinalização de emergência.
dificulte a sua propagação no plano vertical. Incluem-se
nesse conceito os elementos de vedação abaixo 4.177 Conselho Técnico Deliberativo: Grupo de
descritos: estudo do CBMRO, instituído pelo Comandante do
Corpo de Bombeiros, com o objetivo de analisar e emitir
a) Entrepisos ou lajes corta-fogo; pareceres relativos aos casos que necessitarem de
b) Vedadores corta-fogo nos entrepisos ou lajes corta- soluções técnicas mais complexas ou apresentarem
fogo; dúvidas quantos às exigências previstas na legislação.
c) Enclausuramento de dutos “shafts” através de
paredes corta-fogo; 4.178 Conselho Técnico Normativo: Grupo de
d) Enclausuramento das escadas por meio de paredes pessoas qualificadas no campo da Segurança Contra
e portas corta-fogo; Incêndio e Pânico, representativas de entidades
e) Selagem corta-fogo dos dutos “shafts” na altura dos públicas, com o objetivo de avaliar e propor alterações
pisos e/ou entrepisos; necessárias às Normas Técnicas
f) Paredes corta-fogo na envoltória do edifício;
g) Parapeitos ou abas corta-fogo, separando aberturas 4.179 Concentrado de espuma formadora de filme
de pavimentos consecutivos; aquoso (AFFF): concentrado de espuma formadora de
h) Registros corta-fogo nas aberturas em cada filme aquoso que flutua na superfície dos hidrocarbonos
pavimento dos dutos de ventilação e de ar sob condições definidas.
condicionado.
4.180 Concentrado de espuma resistente ao álcool:
4.170 Compartimentar: separar um ou mais locais do concentrado de espuma usado para a extinção de
restante da edificação por intermédio de paredes, incêndios envolvendo combustível misturado com água
portas, selos e “dampers” corta-fogo. (líquidos polares) e outros incêndios com combustível
que destrói a espuma normal.
4.171 Compartimento: parte de uma edificação,
compreendendo um ou mais cômodos, espaços ou 4.181 Concentrado de espuma sintética:
andares, construídos para evitar ou minimizar a concentrado de espuma baseado em líquidos
propagação do incêndio de dentro para fora de seus ativadores sintéticos de superfície (geralmente
limites. detergentes) como agentes estabilizadores adequados.

4.172 Compensadores síncronos: equipamento que 4.182 Condução: é a transferência de calor, através de
compensa reativos do sistema, trabalhando como um corpo sólido, de molécula a molécula.
166
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.183 Conexão da mangueira: o tipo de conexão 4.195 Corredor de inspeção: intervalo entre lotes
utilizada para conectar duas mangueiras entre si ou contíguos de recipientes de Gás Liquefeito de Petróleo
para conectar a mangueira a algum outro equipamento (GLP) ou outros gases.
hidráulico.
4.196 Corrimão: barra, cano ou peça similar, com
4.184 Contêiner: grande caixa metálica de dimensões superfície lisa, arredondada e contínua, aplicada em
e características padronizadas, para acondicionamento áreas de escadas e rampas destinadas a servir de
de carga geral a transportar, com a finalidade de facilitar apoio para as pessoas durante o deslocamento.
o seu embarque, desembarque e transbordo entre
diferentes meios de transporte. 4.197 Corta-fogo: elemento que apresenta, por um
período determinado de tempo, as seguintes
4.185 Contenção de produtos vazados: processos
propriedades: integridade mecânica a impactos
que levam a manter um material em seu recipiente ou
(resistência); impede a passagem das chamas e da
processo.
fumaça (estanqueidade); e impede a passagem de
caloria (isolamento térmico).
4.186 Controle de fumaça: medidas e meios para
controlar a propagação e o movimento da fumaça e
gases da combustão, durante um incêndio, em uma 4.198 Cortina automatizada corta-fogo: cortina móvel
edificação. projetada para fechar automaticamente uma abertura
dentro de uma edificação de tal forma que impeça a
4.187 Controle mecânico de fumaça: controle de passagem de fumaça e gases quentes gerados pelo
fumaça com o auxílio de meios mecânicos. fogo, e proporcional isolamento térmico, por um período
determinado de tempo.
4.188 Controle natural de fumaça: controle da fumaça
com a ajuda das correntes de convecção da fumaça. 4.199 Cortina de aço: sistema que impede a
propagação de incêndios em teatros, cinemas e outras
4.189 Controle para sistema de proteção contra casas de diversões.
incêndio automático: dispositivo automático usado
para acionar o sistema de proteção contra incêndio 4.200 Cortina para fumaça: separação vertical feita ao
automático após receber um sinal do equipamento de teto (barreira) para criar um obstáculo à propagação
controle e sinalização. lateral da fumaça e dos gases de incêndio. (No RU =
roof screen; nos EUA = smoke curtains; na França =
4.190 Convecção: processo de propagação de calor écran de cantonnement).
que se verifica nos líquidos e nos gases, por meio de
correntes circulatórias originadas da fonte de calor.
4.201 CREA: Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia.
4.191 Cor de contraste: aquela que contrasta com a
cor de segurança a fim de fazer com que a última se
4.202 Critério de aceitabilidade: critérios que devem
sobressaia.
ser estabelecidos em todas as decisões sobre
4.192 Cor de segurança: aquela para a qual é segurança de projetos, construções e operações de
atribuída uma finalidade ou um significado específico plantas industriais, não devendo ser estabelecidos
de segurança ou saúde. como base de que a “falha é impossível”. São valores
que definem a taxa de aceitabilidade ou não de uma
4.193 Corpo de Bombeiros: instituição organizada escala de danos e que, ultrapassados, invalidam um
com base na hierarquia e disciplina, legalmente projeto.
constituída, com regime jurídico administrativo
particular, com atribuição de realizar atividades de 4.203 CV: Centro de Vistoria.
prevenção e combate a incêndios, ações de busca e
salvamento e de defesa civil. 4.204 Damper (equivalente similar): dispositivo de
fechamento móvel instalado sobre a abertura de um
4.194 Corredor de circulação: Espaço totalmente duto ou shaft e controlado automaticamente ou
desimpedido, destinado a circulação e evacuação de manualmente, utilizado para interromper a passagem
pessoas, localizado entre lotes de recipientes contíguos de fluido (líquido ou gás) dentro do referido duto. Pode
e entre estes e os limites da área de armazenamento. permanecer aberto ou fechado quando estiver inativo.
167
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.205 Damper corta-fogo: damper projetado para 4.218 Destravadores eletromagnéticos: dispositivo
funcionar automaticamente a fim de prevenir a de controle de abertura com travamento determinado
passagem de fogo por meio de um duto, em condições pelo acionamento magnético, decorrente da passagem
de teste pré-determinadas. de corrente elétrica.

4.206 Damper para fumaça: dispositivo para controle a 4.219 Detector automático de incêndio: dispositivo
fumaça, em posição normalmente aberta ou fechada, que, quando sensibilizado por fenômenos físicos e/ou
com acionamento manual ou automático. Na França químicos, detecta princípios de incêndio, podendo ser
usa-se clapet quando normalmente aberta e volte ativado, basicamente, por calor, chama ou fumaça.
quando fechada.
4.220 Detector de calor: detector sensível à
4.207 Danos: lesões a pessoas, destruição de recursos temperatura anormal e/ou taxa de aumento de
naturais (água, ar, solo, animais, plantas ou temperatura e/ ou diferenças de temperatura.
ecossistemas) ou de bens materiais.
4.221 Detector de chama: detector que capta a
4.208 DAT: Diretoria de Atividades Técnicas. radiação emitida pelas chamas.

4.209 Degraus: conjunto de elementos de uma escada 4.222 Detector de explosão: dispositivo ou arranjo
composta pela face horizontal conhecida como “piso”, de aparelhos, contendo um ou mais sensores de
destinado ao pisoteio, e pelo espelho que é a parte explosão, que responde a uma explosão em
vertical do degrau, que lhe define a altura. desenvolvimento.

4.210 Deflagração: explosão que se propaga à 4.223 Detector de fumaça: detector sensível às
velocidade subsônica. partículas sólidas ou líquidas dos produtos da
combustão e/ ou pirólise na atmosfera.
4.211 Defletor de chuveiro automático: componente
do bico destinado a quebrar o jato sólido, de modo a 4.224 Detector de fumaça iônico: detector sensível
distribuir a água segundo padrão estabelecido. aos produtos da combustão capazes de afetar
correntes iônicas dentro do detector.
4.212 Densidade de carga de incêndio: carga de
incêndio dividida por áreas de piso. 4.225 Detector de fumaça óptico (fotoelétrico):
detector sensível aos produtos da combustão capazes
4.213 Densidade ocupacional estimada: número de de afetar a absorção ou dispersão de radiação na
pessoas por metro quadrado da área útil de pavimento região infravermelha visível e/ou ultravioleta do
de acordo com sua ocupação. Usado para calcular (em espectro eletromagnético.
particular) o número e a largura das saídas de uma sala
ou espaço. 4.226 Detector de gás inflamável: equipamento
destinado a detectar a presença de gás inflamável e
4.214 Densidade populacional (d): número de concentração da mistura de ar em um local, a fim de
pessoas em uma área determinada (pessoas/m2). determinar o potencial de explosão.

4.215 Depósito: espaço físico em que se armazenam 4.227 Detector de incêndio sensível a gás: detector
matérias-primas, produtos semiacabados ou acaba- sensível aos produtos gasosos da combustão e/ou
dos à espera de ser transferidos ao seguinte ciclo da decomposição térmica.
cadeia de distribuição.
4.228 Detector de radiação: aparelho portátil usado
4.216 Descarga: parte da saída de emergência que fica para detectar e medir a presença de radiação ionizante
entre a escada ou a rampa e a via pública ou área alfa, beta, gama e nêutron.
externa em comunicação com a via pública. Pode ser
constituída por corredores ou átrios cobertos ou a céu 4.229 Detector linear: detector destinado a atuar nos
aberto. fenômenos monitorados ao longo de uma linha
contínua.
4.217 Deslizador de espuma: dispositivo destinado a
facilitar a aplicação suave da espuma sobre líquidos 4.230 Detector multiponto: detector destinado a
combustíveis armazenados em tanques. atuar nos fenômenos monitorados além de um sensor
168
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

somente, tal qual uma dupla de detectores. percorrida de um ponto de uma edificação para uma
rota de fuga protegida, rota de fuga externa ou saída
4.231 Detector pontual: detector destinado a atuar final.
nos fenômenos monitorados por um sensor compacto
somente. 4.241 Distância de segurança: 1) afastamento entre
a fachada de uma edificação ou de um local
4.232 Detonação: explosão que se propaga à velo- compartimentado à outra edificação ou outro local
cidade supersônica, caracterizada por uma onda de compartimentado, medido na projeção horizontal,
choque. independente do pavimento; 2) com relação a líquidos
combustíveis ou inflamáveis e GLP, distância de
4.233 Dióxido de carbono: o composto químico, segurança é a distância mínima livre, medida na
CO2, usado como agente extintor de incêndio. horizontal, para que, em caso de acidente (incêndio,
explosão), os danos sejam minimizados.
4.234 Dique: maciço de terra, concreto ou outro
material quimicamente compatível com os produtos 4.242 Distância máxima horizontal de
armazenados nos tanques, formando uma bacia capaz caminhamento: afastamento máximo a ser percorrido
de conter o volume exigido por norma. pelo espectador para alcançar um acesso.

4.235 Dique intermediário: dique colocado dentro 4.243 Distância mínima de segurança: afastamento
da bacia de contenção com a finalidade de conter mínimo entre a área de armazenamento de recipientes
pequenos vazamentos. transportáveis de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e
outra instalação necessária para a segurança do
4.236 Disposição central: disposição do sistema de usuário, do manipulador, de edificação e do público em
encanamento da instalação de “sprinklers” no qual os geral, estabelecida a partir do limite de área de
canos estão instalados de um lado ou do outro do armazenamento.
encanamento de distribuição secundário.
4.244 Distribuição de GNL (Gás Natural
4.237 Dispositivo de ativação: dispositivo capaz de Liquefeito) a granel: compreendem as atividades de
iniciar um alarme podendo ser operado manual ou aquisição ou recepção, armazenamento,
automaticamente. Ex.: detector, acionador manual de transvasamento, controle de qualidade e
alarme ou um interruptor de pressão. comercialização do GNL, por meio de transporte
próprio ou contratado, podendo também exercer a
4.238 Dispositivo de recalque: registro para uso do atividade de liquefação de gás natural, que serão
Corpo de Bombeiros, que permite o recalque de água realizadas por pessoas jurídicas constituídas sob as
para o sistema, podendo ser dentro da propriedade leis brasileiras, com sede e administração no País.
quando o acesso do Corpo de Bombeiros estiver
garantido. 4.245 Divisória ou tabique: parede interna, baixa ou
atingindo o teto, sem efeito estrutural e que, portanto,
4.239 Dispositivos de descarga: equipamentos que pode ser suprimida facilmente em caso de reforma.
aplicam a espuma sob a forma de neblina e que aplicam
o agente numa corrente compacta de baixa velocidade. 4.246 Dosador: equipamento destinado a misturar
Podem ser: dispositivos que descarregam a espuma quantidades determinadas de “líquido gerador” de
sob a forma de aspersão e terminam em um defletor ou espuma e água.
uma calha que distribui a espuma; dispositivos que
descarregam a espuma sob a forma de uma corrente 4.247 Duto de entrada de ar (DE): espaço no interior
compacta de baixa velocidade; podem ter ou não da edificação, que conduz ar puro, coletado ao nível
defletores ou calhas incluídos como partes integrantes inferior desta, às escadas, antecâmaras ou acessos,
do sistema. Esses dispositivos podem ter formas como exclusivamente, mantendo-os devidamente ventilados
as de tubos abertos, esguichos de fluxo direcional ou e livres de fumaça em caso de incêndio.
pequenas câmaras de geração com bocas de saídas
abertas. 4.248 Duto de saída de ar (DS): espaço vertical no
interior da edificação, que permite a saída de gases e
4.240 Distância a percorrer: distância a ser fumaça para o ar livre, acima da cobertura da
169
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

edificação. estampido industrializa- dos.

4.249 Duto “plenum”: condição de 4.255 Edificação em exposição: construção que


dimensionamento do sistema de pressurização no qual recebe a radiação de calor, convecção de gases
se admite apenas um ponto de pressurização, quentes ou a transmissão direta de chama.
dispensando-se o duto interno e/ou externo para
pressurização. 4.256 Edificação existente: A edificação construída
ou regularizada anteriormente a data de 17 de outubro
4.250 Ebulição turbilhonar “Boil Over”: acidente de 2016, com documentação comprobatória, desde que
que pode ocorrer com certos óleos em um tanque, mantidas a área e a ocupação da época e não haja
originalmente sem teto ou que tenha perdido o teto em disposição em contrário do Corpo de Bombeiros,
função de explosão, quando, após um longo período de respeitando-se também aos objetivos da presente
queima serena, ocorre um súbito aumento na legislação.
intensidade do fogo, associado à expulsão do óleo no
tanque em chamas. 4.257 Edificação expositora: construção na qual o
incêndio está ocorrendo, responsável pela radiação de
4.251 ECPI: Equipamento Conjugado de Proteção calor, convecção de gases quentes e ou transmissão
Individual direta de chamas.

4.252 Edificação: área construída destinada a 4.258 Edificação importante: edificação


abrigar atividade humana ou qualquer instalação, considerada crucial em caso de exposição ao fogo.
equipa- mento ou material. Exemplos: casa de controle, casa de combate a
incêndio, edificações com permanência de pessoas ou
4.253 Edificação aberta lateralmente: edificação ou que contenham bens de alto valor, equipamentos ou
parte de edificação que, em cada pavimento: suprimentos críticos.

a) Tenha ventilação permanente em duas ou mais 4.259 Edificação ou prédio horizontalizado:


facha- das externas, providas por aberturas que edifício com até 2 pavimentos acima do perfil do terreno
possam ser consideradas uniformemente distribuídas e (por exemplo: térreo e primeiro pavimento).
que tenham comprimentos em planta que somados
atinjam pelo menos 40% do perímetro do edifício e 4.260 Edificação ou prédio verticalizado: edifício
áreas que somadas correspondam a pelo menos 20% com mais de 2 pavimentos acima do perfil do terreno
da superfície total das fachadas externas; ou (por exemplo: térreo, primeiro pavimento e segundo
pavimento).
b) Tenha ventilação permanente em duas ou mais
fachadas externas, provida por aberturas cujas áreas 4.261 Edificação principal: construção que abriga a
somadas correspondam a pelo menos 1/3 da superfície atividade principal sem a qual as demais edificações
total das fachadas externas, e pelo menos 50% destas não teriam função.
áreas abertas situadas em duas fachadas opostas.
4.262 Edificação térrea: construção de um
Observação: pavimento podendo possuir mezaninos cuja somatória
Em qualquer caso, as áreas das aberturas nas laterais de áreas deve ser menor ou igual à terça parte da área
externas somadas devem possuir ventilação direta para do piso de pavimento.
o meio externo e devem corresponder a, pelo menos
5%, da área do piso no pavimento e as obstruções 4.263 Efeito chaminé “Stack effect”: fluxo de ar
internas eventualmente existentes devem ter pelo verti- cal dentro das edificações, causado pela
menos 20% de suas áreas abertas, com aberturas diferença de temperatura interna e externa.
dispostas de forma a poderem ser consideradas
uniformemente distribuídas, para permitir a ventilação. 4.264 Efeito do sistema de escada pressurizada:
efeito causado pelo erro de projeto e/ou instalação com
4.254 Edificação destinada ao comércio de fogos configurações inadequadas do sistema onde o
de artifício no varejo: local destinado ao ventilador está instalado, ocasionando redução do
armazenamento e venda de fogos de artifício e desempenho do ventilador em termos de vazão.
170
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.265 Elemento corta-fogo: aquele que apresenta, bombeiro, calça de bombeiro, luvas de bombeiro,
por um período determinado de tempo, as seguintes óculos de segurança e outros).
propriedades: integridade mecânica a impactos
(resistência); impede a passagem das chamas e da 4.275 EPI de nível “A”: é o nível máximo de proteção
fumaça (estanqueidade); e impede a passagem de para todas as possíveis vias de intoxicação, sendo por
caloria (isolamento térmico). inalação, ingestão ou absorção cutânea. Utiliza-se
roupa encapsulada de proteção química, com proteção
4.266 Elemento estrutural: todo e qualquer respiratória de pressão positiva.
elemento de construção do qual dependa a resistência
e a estabilidade total ou parcial da edificação. 4.276 EPI de nível “B”: é o nível de proteção
intermediário, para exposições de produtos com
4.267 Elemento para-chamas: aquele que possibilidade de respingos. Utiliza-se roupa de
apresenta, por um período determinado de tempo, as proteção química conforme especificação da tabela de
seguintes propriedades: integridade mecânica a compatibilidade da roupa.
impactos (resistência); e impede a passagem das
chamas e da fumaça (estanqueidade), não 4.277 EPI de nível “C”: é o nível mínimo necessário
proporcionando isolamento térmico. de proteção para qualquer tipo de acidente envolvendo
produtos químicos.
4.268 Elevador de emergência/elevador de
segurança: elevador instalado dentro de uma 4.278 EPR: Equipamentos de Proteção Respiratória.
edificação com fechamento estrutural especialmente
protegido ou instalado na fachada do prédio, dotado de 4.279 Escada aberta: escada não enclausurada por
mecanismo, fontes de energia e controles os quais paredes e porta corta-fogo.
podem ser comutados para uso exclusivo do Corpo de
Bombeiros durante uma emergência. 4.280 Escada aberta externa (AE): escada de
emergência precedida de porta corta-fogo (PCF) no seu
4.269 Elevador de segurança: elevador, dentro de acesso, cuja projeção esteja fora do corpo principal da
uma edificação, com enclausuramento e proteção edificação, sendo dotada de guarda corpo ou gradil
estrutural especial, ou na fachada de uma edificação, e (barreiras) e corrimãos em toda sua extensão (degraus
com maquinário, fonte de energia e controles que e patamares), permitindo desta forma eficaz ventilação,
podem ser comutados para uso exclusivo de bombeiros propiciando um seguro abandono.
durante uma emergência.
4.281 Escada à prova de fumaça pressurizada
4.270 Emergência: situação crítica e fortuita que (PFP): escada à prova de fumaça, cuja condição de
representa perigo à vida, ao meio ambiente e ao estanqueidade à fumaça é obtida por intermédio de
patrimônio, decorrente de atividade humana ou pressurização.
fenômeno da natureza que obriga a uma rápida
intervenção operacional. 4.282 Escada enclausurada: escada protegida com
paredes resistentes ao fogo e portas corta-fogo.
4.271 Empilhamento: Colocação, em posição
vertical, de um botijão de GLP sobre o outro, desde que 4.283 Escada enclausurada à prova de fumaça
assegurada sua estabilidade (PF): escada cuja caixa é envolvida por paredes corta-
fogo e dotada de portas corta-fogo, cujo acesso é por
4.272 Energia Elétrica da Concessionária: Energia ante- câmara igualmente enclausurada ou local aberto,
elétrica fornecida pela concessionária do município, a de modo a evitar fogo e fumaça em caso de incêndio.
qual opera independentemente da vontade do usuário.
4.284 Escada enclausurada protegida (EP):
4.273 Entrepiso: conjunto de elementos de escada devidamente ventilada situada em ambiente
construção, com ou sem espaços vazios, envolvido por paredes resistentes ao fogo e dotada de
compreendido entre a parte inferior do forro de um portas corta-fogo.
pavimento e a parte superior do piso do pavimento
imediatamente superior. 4.285 Escada não enclausurada ou escada
comum (NE): escada que embora possa fazer parte de
4.274 EPI: Equipamentos de Proteção Individual. uma rota de saída se comunica diretamente com os
(Ex.: capacete de bombeiro, capa de bombeiro, bota de demais ambientes como corredores, halls e outros, em
171
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

cada pavimento, não possuindo portas corta-fogo. diretamente dentro dos espaços amplos ou podem
conectar-se por meio de passagens abertas.
4.286 Escoamento (E): número máximo de pessoas
possíveis de abandonar um recinto dentro do tempo 4.297 Espaços comuns e amplos “large volume
máximo de abandono. spaces”: espaço descompartimentado, geralmente
com 2 ou mais pavimentos que se comunicam
4.287 Esguicho: dispositivo adaptado na internamente, dentro do qual a fumaça proveniente de
extremidade das mangueiras destinado a dar forma, um incêndio, tanto no espaço amplo como no espaço
direção e controle ao jato, podendo ser do tipo regulável comum, pode mover-se ou acumular-se sem restrições.
(neblina ou compacto) ou de jato compacto. Os átrios e shoppings cobertos são exemplos de
espaços amplos.
4.288 Esguicho agulheta: esguicho utilizado para
ser acoplado à conexão de uma mangueira, servindo 4.298 Espaços separados “separated spaces”:
para reduzir o diâmetro desta e aumentar a velocidade espaços dentro de edificações que são isolados das
da água. áreas grandes por barreiras de fumaça, os quais não
podem ser utilizados no suprimento de ar, visando a
4.289 Esguicho-canhão: canhão-monitor montado restringir o movimento da fumaça.
sobre uma viatura de bombeiro, barco de bombeiro,
auto escada, “snorkel” ou edificação. 4.299 Espetáculo pirotécnico: evento onde se
realiza a ignição de fogos de artifício das classes “C” ou
4.290 Esguicho regulável: acessório hidráulico que “D”, também chamado de “queima” ou “show
dá forma ao jato, permitindo o uso d’água em forma de pirotécnico”.
chuveiro de alta velocidade.
4.300 Espuma de alta expansão: é recomendada
4.291 Esguicho universal: esguicho dotado de para áreas confinadas, tais como subsolos, edificações,
válvula destinada a formar jato sólido ou de neblina ou poços de minas, esgotos e outros lugares geralmente
fecha- mento da água. Permite ainda acoplar um inacessíveis aos bombeiros, espuma que tem uma
dispositivo para produção de neblina de baixa razão de expansão maior do que 200 (geralmente,
velocidade. cerca de 500).

4.292 Espaçamento: é a menor distância livre entre 4.301 Espuma de baixa expansão: espuma que tem
os equipamentos, unidades de produção, instalações uma razão de expansão de até 20 (geralmente, cerca
de armazenamento e transferência, edificações, vias de 10).
públicas, cursos d’água e propriedades de terceiros.
4.302 Espuma de combate a incêndio: é uma
4.293 Espaço confinado: local onde a presença suspensão aquosa fluida composta de ar ou gás na
humana é apenas momentânea para prestação de um forma de pequenas bolhas, separadas por películas da
serviço de manutenção em máquinas, tubulações e solução. A espuma extingue o fogo envolvendo os
sistemas. líquidos combustíveis ou inflamáveis.

4.294 Espaço compartimentado: parte de uma 4.303 Espuma de expansão média: espuma que
edificação, compreendendo uma ou mais salas ou tem uma razão de expansão entre 20 e 200
espaços, construída para prevenir propagação de (geralmente, cerca de 100).
incêndio por um período de tempo pré-determinado.
4.304 Espuma extintora: agente extintor composto
4.295 Espaço livre exterior: espaço externo à de uma massa de bolhas formada mecânica ou
edificação para o qual abram seus vãos de ventilação e quimicamente por um líquido.
iluminação. Pode ser constituído por logradouro público
ou pátio amplo. 4.305 Espuma formadora de filme aquoso (AFFF):
líquido gerador de espuma que forma um filme aquoso
4.296 Espaços comuns “communicating space”: que flutua na superfície dos hidrocarbonetos sob
espaços dentro de uma edificação com comunicação condições definidas.
com espaços amplos adjacentes, nos quais a fumaça
proveniente de um incêndio pode se propagar livre- 4.306 Espuma mecânica: agente extintor constituído
mente. Os espaços comuns podem permitir aberturas por um aglomerado de bolhas produzidas por agitação
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

da água com líquido gerador de espuma (LGE) e ar. mente. Tanto inibido manualmente com religamento
automático ou por meio de célula fotoelétrica, para
4.307 Espuma química: espuma extintora formada conservar energia e manter a bateria em estado de
pela reação de uma solução de sal alcalino com uma carga para uso em emergência, quando do escureci-
solução ácida, na presença de um agente estabilizante mento da noite.
de espuma.
4.317 Estado de vigília do sistema: condição em
4.308 Estabelecimento empresarial ou comercial: que a fonte de energia alternativa (sistema de
local que ocupa, no todo ou em parte, um imóvel iluminação de emergência) está pronta para entrar em
individualmente identificado, edificado ou não, onde é funcionamento na falta ou na falha da rede elétrica da
exercida atividade econômica por empresário, pessoa concessionária.
jurídica ou física, de caráter permanente, periódico ou
eventual. É o negócio atividade ou empreendimento, 4.318 Estanqueidade: (1) Propriedade de um vaso
com CNPJ próprio ou CPF, a ser licenciado por meio de não permitir a passagem indesejável do fluido nele
do Ambiente do Contribuinte no Portal do CBMRO, não contido. (2) Propriedade de um elemento construtivo
se confundindo com a edificação ou área de risco em em vedar a passagem de gases quentes e/ou chamas,
que se localiza. por um período de tempo.

4.309 Estabilidade ao fogo: capacidade de um ele- 4.319 Evacuação: procedimento de deslocamento e


mento de construção, estrutural ou não estrutural, de relocação de pessoas e de bens, desde um local onde
resistir ao colapso por certo período de tempo, sob ação ocorreu ou haja risco de ocorrer um sinistro, até uma
do fogo, no decorrer de um ensaio normalizado de área segura e isenta de risco.
resistência ao fogo.
4.320 Exaustão: princípio pelo qual os gases e
4.310 Estação central de alarme de incêndio: produtos de combustão são retirados do interior do
centro com constante permanência humana, túnel.
normalmente não pertencente à edificação, protegida
pelo sistema de alarme, o qual recebe um chamado de 4.321 Exercício simulado: atividade prática
incêndio e comunica imediatamente ao Corpo de realizada periodicamente para manter a brigada e os
Bombeiros local. ocupantes das edificações com condições de enfrentar
uma situação real de emergência.
4.311 Estação de carregamento: instalação
especialmente construída para carregamento de 4.322 Exercício simulado parcial: atividade prática
caminhões-tanques ou de vagões-tanques. abrangendo apenas uma parte da planta, respeitando-
se os turnos de trabalho.
4.312 Estação fixa de emulsificação: local onde se
situam bombas, dosadores, válvulas e reservatórios de 4.323 Expedidor: pessoa responsável pela
líquido gerador de espuma. contratação do embarque e transporte de logística
envolvendo produtos perigosos expressos em nota
4.313 Estação móvel de emulsificação: veículo fiscal ou conhecimento de transporte internacional. É
especificado para transporte de líquido gerador de responsável pela segurança veicular, compatibilidade
espuma (LGE) e o seu emulsionamento com a água. entre os produtos e a identificação de seus riscos.

4.314 Estado de flutuação: condição em que a 4.324 Explosão: fenômeno acompanhado de rápida
bateria de acumuladores elétricos recebe uma corrente expansão de um sistema de gases, seguida de uma
necessária para a manutenção de sua capacidade rápida elevação na pressão; seus principais efeitos são
nominal. o desenvolvimento de uma onda de choque e ruído.

4.315 Estado de funcionamento do sistema: 4.325 Explosivos: substâncias capazes de


condição na qual a(s) fonte(s) de energia alimenta(m), rapidamente se transformarem em gases, produzindo
efetiva- mente, os dispositivos da iluminação de calor intenso e pressões elevadas.
emergência.
4.326 Expositor: Equipamento que pode ser
4.316 Estado de repouso do sistema: condição na removível, com capacidade máxima de 1.560Kg de
qual o sistema foi inibido de iluminar propositada- GLP, construído em metal ou outro material resistente
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

ao fogo, destinado, exclusivamente, a acondicionar 4.338 Extintor de incêndio sobre rodas (carreta):
recipientes transportáveis de GLP expostos para extintor de incêndio montado em rodas ou patins.
comercialização e os equipamentos exigidos pela
legislação, tais como balança, extintor (es), material 4.339 Fachada: face de uma edificação constituída
para teste de vazamento e placa (s). de vedos e aberturas, que emitirá ou receberá a
propagação de um incêndio.
4.327 Extinção ou supressão de incêndio: redução
drástica da taxa de liberação de calor de um incêndio e 4.340 Fachada de acesso operacional: face da
prevenção de seu ressurgimento pela aplicação direta edificação localizada ao longo de uma via pública ou
de quantidade suficiente de agente extintor através da privada com largura livre maior ou igual a 6 m, sem
coluna de gases ascendentes gerados pelo fogo até obstrução, possibilitando o acesso operacional dos
atingir a superfície incendiada do material combustível. equipamentos de combate e seu posicionamento em
relação a ela. A fachada deve possuir pelo menos um
4.328 Extintor de incêndio: aparelho de meio de acesso ao interior do edifício e não ter
acionamento manual, portátil ou sobre rodas, destinado obstáculos.
a combater princípios de incêndio.
4.341 Fator de massividade (“fator de forma”) (m-
4.329 Extintor de incêndio com pressão 1): razão entre o perímetro exposto ao incêndio e a área
armazenada: extintor no qual o agente extintor está da seção transversal de um perfil estrutural.
permanentemente armazenado com o gás propelente
e, desta forma, está constantemente sujeito à sua 4.342 Filtro de partículas: elemento destinado a
pressão. realizar retenção de partículas existentes no
escoamento de ar e que estão sendo arrastadas por
4.330 Extintor de incêndio de água: extintor de este fluxo.
incêndio contendo água, com ou sem aditivos, como
agente extintor. 1.1. Fiscalização: ato administrativo pelo qual o Corpo
de Bombeiros verifica, a qualquer momento, se as
4.331 Extintor de incêndio de dióxido de carbono medidas de segurança contra incêndio e emergências
(CO2): extintor de incêndio contendo dióxido de estão sendo atendidas, nos termos do regulamento de
carbono como agente extintor sob pressão. segurança contra incêndio das edificações e áreas de
risco do Estado de Rondônia.
4.332 Extintor de incêndio de espuma: extintor de
incêndio contendo solução de espuma como agente 4.343 Fluxo (F): número de pessoas que passam por
extintor. unidade tempo (pessoas/min) em um determinado meio
de abandono.
4.333 Extintor de incêndio de espuma (químico):
extintor de incêndio do qual uma espuma química é 4.344 Fluxo luminoso nominal: fluxo luminoso
expelida quando se permite que as soluções químicas, medido após 2 min de funcionamento do sistema de
separadas dentro do corpo do extintor, se misturem e iluminação de emergência.
reajam.
4.345 Fluxo luminoso residual: fluxo luminoso
4.334 Extintor de incêndio de halon: extintor medido após o tempo de autonomia garantida pelo
contendo o halon como agente extintor. fabricante no funcionamento do sistema de iluminação
de emergência.
4.335 Extintor de incêndio de pó: extintor contendo
pó como agente extintor. 4.346 Fogo: é uma reação química de oxidação
(processo de combustão), caracterizada pela emissão
4.336 Extintor de incêndio operado por cartucho de calor, luz e gases tóxicos. Para que o fogo exista, é
de gás: extintor no qual a pressão para a expulsão do necessária a presença de quatro elementos:
agente do corpo do extintor é produzida pela abertura, combustível, comburente (normalmente o Oxigênio),
quando do uso, de um cartucho de gás comprimido ou calor e reação em cadeia.
liquefeito.
4.347 Fogo classe A: fogo em materiais
4.337 Extintor de incêndio portátil: extintor que é combustíveis sólidos que queimam em superfície e
projetado para ser carregado e operado manualmente. profundidade, deixando resíduos.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.348 Fogo classe B: fogo em líquidos e gases 4.360 Formulário para Atendimento Técnico
inflamáveis ou combustíveis sólidos que se liquefazem (FAT): instrumento administrativo utilizado pelo
por ação do calor e queima somente em superfície. interessado para sanar dúvidas, solicitar alterações em
Processo e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros,
4.349 Fogo classe C: fogo em equipamentos de solicitar juntada de documentos, solicitar
instalações elétricas energizados. reconsideração de ato em vistoria, entre outros.

4.350 Fogo classe D: fogo em metais pirofóricos. 4.361 Fotoluminescência: efeito alcançado por
meio de um pigmento não radioativo, não tóxico, o qual
4.351 Fogos de artifício: peças pirotécnicas com absorve luz do dia ou luz artificial e emite brilho (luz) por
no mínimo 10 min. O pigmento armazena fótons claros
propriedade para produzir ignição para produção de
(como energia) que excita as moléculas de sul- feto,
luz, ruído, chamas ou explosões, empregadas
aluminato, silicato etc. e emite brilho intenso, em
normalmente em festividades.
ambiente escuro, de cor amarelo-esverdeado.

4.352 Fogos de artifício e estampido: artefato


4.362 Fumaça “smoke”: partículas transportadas na
pirotécnico, que produz ruídos e efeitos luminosos. forma sólida, líquida e gasosa, decorrente de um mate-
rial submetido à pirólise ou combustão que juntamente
4.353 Fonte de energia alternativa: dispositivo com a quantidade de ar que é conduzida, ou de qual-
destinado a fornecer energia elétrica na falta ou falha quer outra forma, misturada formando uma massa.
de alimentação na rede elétrica da concessionária.
4.363 Gás limpo: agentes extintores na forma de gás
4.354 Fonte de ignição: fonte de calor (externa) que que não degradam a natureza e não afetam a camada
inicia a combustão. de ozônio. São inodoros, incolores, maus condutores
de eletricidade e não corrosivos. Dividem-se em com-
4.355 Formador de espuma: equipamento postos halogenados e mistura de gases inertes.
posicionado na linha de mangueira para aerar uma Quando utilizado na sua concentração de extinção,
solução de espuma. permite a respiração humana com segurança.

4.356 Formador de espuma na linha (gerador 4.364 Gás Liquefeito de Petróleo (GLP): produto
mecânico de espuma): aparelho que induz o constituído de hidrocarbonetos com 3 ou 4 átomos de
concentrado de espuma para o jato de água para fazer carbono (propano, propeno, butano, buteno), podendo
a solução de espuma e, em seguida, induz ar sob apresentar-se em mistura entre si e com pequenas
frações de outros hidrocarbonetos.
pressão para formar a espuma.

4.365 Gás Natural Liquefeito (GNL): fluído no


4.357 Formas de acondicionamento de
estado líquido em condições criogênicas, composto
mangueiras: 1) em espiral: forma de
predominantemente de metano e que pode conter
acondicionamento em que a mangueira é enrolada a
quantidades mínimas de etano, propano, nitrogênio ou
partir de uma das juntas de união. 2) aduchada: forma
outros componentes normalmente encontrados no gás
de acondicionamento em que a mangueira é permeada natural.
pelo centro e enrolada de tal forma que as juntas de
união permanecem unidas. 3) ziguezague: forma de 4.366 Gerador de espuma: equipamento que se
acondicionamento que a mangueira demonstra um destina a facilitar a mistura da solução com o ar para a
arranjo em forma de ziguezague. formação de espuma.

4.358 Formas de Combustão: as combustões 4.367 Gerenciamento de risco: são os


podem ser classificadas, conforme a sua velocidade, procedimentos a serem tomados em uma edificação ou
em: completa, incompleta, espontânea e explosão. área de risco, visando ao estudo, planejamento e
execução de medidas que venham a garantir a
4.359 Formulário de Segurança contra Incêndio: Segurança Contra Incêndio e Pânico desses locais.
documento que contém os dados básicos da
edificação, signatários, sistemas previstos e trâmite no 4.368 Grelha de insuflamento: dispositivo utilizado
Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia nas redes de distribuição de ar, posicionado no final de
(CBMRO). cada trecho. Esse elemento terminal é utilizado para
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

direcionar e/ou distribuir do modo adequado o fluxo de 4.380 Heliportos: helipontos públicos dotados de
ar de determinado ambiente. instalações e facilidades para apoio de helicópteros e
de embarque e desembarque de pessoas, tais como:
4.369 Grupo motogerador: equipamento cuja força pátio de estacionamento, estação de passageiros,
provém da explosão do combustível misturado ao ar, locais de abastecimento, equipamentos de
com a finalidade de gerar energia elétrica. manutenção etc.

4.370 Grupo motoventilador: equipamento composto 4.381 Heliportos elevados: heliportos localizados
por motor elétrico e ventilador, com a finalidade de sobre edificações.
insuflar ar dentro de um corpo de escada de segurança
para pressurizá-la e evitar/expulsar a possível entrada 4.382 Hidrante: ponto de tomada de água onde há uma
de fumaça. (simples) ou duas (duplo) saídas contendo válvulas
angulares com seus respectivos adaptadores,
4.371 Guarda ou guarda-corpo: barreira protetora tampões, mangueiras de incêndio e demais acessórios.
vertical, maciça ou não, delimitando as faces laterais
abertas de escadas, rampas, patamares, acessos, 4.383 Hidrante de coluna: aparelho ligado à rede
terraços, balcões, galerias e assemelhados, servindo pública de distribuição de água, que permite a
como proteção contra eventuais quedas de um nível adaptação de bombas e/ou mangueiras para o serviço
para outro. de extinção de incêndios.

4.372 Habite-se (“ocupe-se”, “alvará de utilização”): 4.384 Hidrante de parede: ponto de tomada de água
ato administrativo emanado de autoridade competente instalado na rede particular, embutido em parede,
que autoriza o início da utilização efetiva de podendo estar no interior de um abrigo de mangueira.
construções ou edificações.
4.385 Hidrante para sistema de espuma: equipa-
4.373 Halon: agente extintor de hidrocarbono mento destinado a alimentar com água ou solução de
halogenado. Nota: o sistema de numeração a seguir é espuma as mangueiras para combate a incêndio.
usado para identificar os hidrocarbonos halogenados. A
palavra “halon” é seguida por um número, normalmente 4.386 Hidrante urbano: ponto de tomada de água
de quatro dígitos, resultando, por sua vez, no número provido de dispositivo de manobra (registro) e união de
de átomos de carbono, flúor, cloro e bromo. Os zeros engate rápido, ligado à rede pública de abastecimento
terminais são omitidos. Desta forma, halon 1211 é o de água, podendo ser emergente (de coluna) ou
bromoclorodifluorometano (CF ClBr) e o halon1301 é o subterrâneo (de piso).
bromotrifluorometano (CF Br).
4.387 Ignição: iniciação da combustão.
4.374 Heliponto: área homologada ou registrada, ao
nível do solo ou elevada, utilizada para pousos e 4.388 Iluminação auxiliar: iluminação destinada a
decolagens de helicópteros. permitir a continuação do trabalho, em caso de falha do
sistema normal de iluminação. Por exemplo: centros
4.375 Heliponto civil: local destinado, em princípio, ao médicos, aeroportos, metrô etc.
uso de helicópteros civis.
4.389 Iluminação de emergência: sistema que
4.376 Heliponto elevado: local instalado sobre permite clarear áreas escuras de passagens,
edificações. horizontais e verticais, incluindo áreas de trabalho e
áreas técnicas de controle de restabelecimento de
4.377 Heliponto militar: local destinado ao uso de serviços essenciais e normais, na falta de iluminação
helicópteros militares. normal.

4.378 Heliponto privado: local destinado ao uso de 4.390 Iluminação de emergência de aclaramento:
helicópteros civis, de seu proprietário ou de pessoas sistema composto por dispositivos de iluminação de
por ele autorizadas, sendo vedada sua utilização em ambientes para permitir a saída fácil e segura das
caráter comercial. pessoas para o exterior da edificação, bem como
proporcionar a execução de intervenção ou garantir a
4.379 Heliponto público: local destinado ao uso de continuação do trabalho em certas áreas, em caso de
helicópteros em geral. interrupção da alimentação normal.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.391 Iluminação de emergência de balizamento ou 4.400 Incêndio-padrão: elevação padronizada de


de sinalização: iluminação de sinalização com temperatura em função do tempo, dada pela seguinte
símbolos e/ou letras que indicam a rota de saída que expressão:
pode ser utilizada neste momento.
• Ug = Uo + 345 log (8t+1)
4.392 Iluminação não permanente: sistema no qual,
as lâmpadas de iluminação de emergência não são ali- Onde:
mentadas pela rede elétrica da concessionária e, só em
caso de falta da fonte normal, são alimentadas • t = é o tempo, expresso em minutos;
automaticamente pela fonte de alimentação de energia
alternativa. • Uo = é a temperatura do ambiente antes do início do
aquecimento em graus Celsius, geralmente tomada
4.393 Iluminação permanente: sistema no qual as igual a 20ºC;
lâmpadas de iluminação de emergência são
alimentadas pela rede elétrica da concessionária, • Ug = é a temperatura dos gases, em graus Celsius no
sendo comutada automaticamente para a fonte de instante t.
alimentação de energia alternativa em caso de falta ou
falha da fonte normal. 4.401 Indicador de nível volumétrico: Instrumento
destinado à indicação volumétrica do percentual de
4.394 Incêndio: é o fogo sem controle, intenso, o qual fase líquida contido no recipiente.
causa danos e prejuízos à vida, ao meio ambiente e ao
patrimônio. 4.402 Índice de propagação de chamas: Produto do
fator de evolução do calor pelo fator de propagação de
4.395 Incêndio classe A: incêndio envolvendo chama.
combustíveis sólidos comuns, como papel, madeira,
pano, borracha. É caracterizado pelas cinzas e brasas 4.403 Inertização: redução do percentual de oxigênio
que deixam como resíduos e por queimar em razão do no ambiente, com a introdução de gás inerte, de modo
seu volume, isto é, a queima se dá na superfície e em a inibir a combustão.
profundidade.
4.404 Inflamabilidade: facilidade com que deter-
4.396 Incêndio classe B: aquele que acontece em minado material entra em processo de ignição, por
líquidos ou em gases combustíveis. O líquido queima contato com centelhamento de várias origens, por
na superfície, os gases, em volume. Os mais exposição a uma fonte de alta temperatura, ou por
frequentes são: gasolina, álcool, GLP e éter. É contato com chama.
caracterizado por não deixar resíduos e queimar
apenas na superfície exposta e não em profundidade. 4.405 Inibidor de vórtice: acessório de tubulação
destinado a eliminar o efeito do vórtice dentro de um
4.397 Incêndio classe C: incêndio que acontece em reservatório.
material energizado, normalmente equipamento
elétrico, onde a extinção deve ser realizada com agente 4.406 Instalação: montagem mecânica, hidráulica,
não condutor de eletricidade. elétrica, eletroeletrônica, ou outra, para fins de
atividades de produção industrial, geração ou controle
4.398 Incêndio classe D: incêndio envolvendo metais de energia, contenção ou distribuição de fluídos
combustíveis pirofóricos (magnésio, selênio, antimônio, líquidos ou gasosos, ocupação de toda espécie, cuja
lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, montagem tenha caráter permanente ou temporário
sódio, zircônio). É caracterizado pela queima em altas que necessite de proteção contra incêndio previsto na
temperaturas e por reagir com agentes extintores legislação.
comuns (principalmente os que contenham água).
4.407 Instalação de Gás Liquefeito de Petróleo:
4.399 Incêndio natural: variação de temperatura que sistema constituído de tubulações, acessórios e
simula o incêndio real, em função da geometria, equipa- mentos que conduzem e utilizam o GLP para
ventilação, características térmicas dos elementos de consumo, por meio da queima e/ou outro meio previsto
vedação e da carga de incêndio específica. e autorizado na legislação competente.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.408 Instalação fixa de aplicação local: dispositivo 4.417 Jato de fumaça sob o teto “ceiling jet”: fluxo
com suprimento de gás, permanentemente conectado de fumaça sob o teto, estendendo-se radialmente do
a uma tubulação que alimenta difusores distribuídos ponto de choque da coluna de fogo contra o teto.
com a finalidade de descarregar o agente extintor (gás) Normalmente, a temperatura do jato de fumaça sob o
diretamente sobre o material no caso de incêndio. teto será maior que a camada de fogo adjacente.
Podem ser de comando automático ou manual.
4.418 Jato de linha de mangueira: jato de espuma de
4.409 Instalação fixa de espuma: são aquelas insta- um esguicho que pode ser segurado e dirigido
lações em que a adução de pré- mistura de espuma é manualmente. A reação do esguicho usualmente limita
feita por tubulações a partir de uma central de espuma
o fluxo da solução a aproximadamente 1.000 L/min. no
diretamente para os tanques através de dispositivo de
máximo.
formação (câmaras de espuma) fixos ao tanque.
4.419 Jato de neblina: jato d’água contínuo de
4.410 Instalação interna de gás: conjunto de
gotículas finamente divididas e projetadas em
tubulações, medidores, reguladores, registros e
diferentes ângulos.
aparelhos de utilização de gás, com os necessários
complementos, destinado à condução e ao uso do gás
no interior da edificação. 4.420 Lance de mangueira: mangueira de incêndio de
comprimento padronizado (15 ou 30 m).
4.411 Instalações fixas de mangotinhos: dispositivo
com suprimento fixo de gases compreendendo um ou 4.421 Lanço de escada: sucessão ininterrupta de
mais cilindros que alimentam um mangotinho degraus entre dois patamares sucessivos.
acondicionado em um carretel de alimentação axial,
equipado na sua extremidade livre um esguicho difusor Nota:
com válvula de comando manual de jato. Esse Um lanço de escada nunca pode ter menos de três
equipamento é de comando manual. degraus, nem subir altura superior a 3,70m.

4.412 Instalações industriais: Conjunto de equipa- 4.422 Largura do degrau (b): distância entre o bocel
mentos que não se enquadram como depósitos, postos do degrau e a projeção do bocel do degrau imediata-
de serviço ou refinarias, mas em que líquidos mente superior, medida horizontalmente sobre a linha
inflamáveis são armazenados e processados. de percurso da escada.

4.413 Instalações sob comando: o agente extintor fica 4.423 Laudo: documento que exibe o relato do técnico
armazenado em depósitos fixos e é conduzido através
ou especialista designado para avaliar determinada
de tubulações rígidas até pontos táticos, onde existem
situação ou matéria que estava dentro do escopo de
válvulas terminais (difusores). Desses pontos, por meio
seus conhecimentos.
da intervenção do homem, as tubulações são
complementadas com mangotinhos até o local do foco
4.424 Leiaute “layout”: distribuição física de
de incêndio onde o agente é aplicado.
elementos num determinado espaço.
4.414 Instalações provisórias ou temporárias: locais
4.425 Limite de área de armazenamento: linha fixada
que não possuem características construtivas de
pela fileira externa de recipientes transportáveis de Gás
caráter permanente, podendo ser desmontadas e
Liquefeito de Petróleo (GLP), em um lote de
transferidas para outros locais, tais como: circos, feiras,
recipientes, acrescida da largura do corredor de
espetáculos e parques de diversões.
inspeção, quando este for exigido.
4.415 Instalador: pessoa física ou jurídica responsável
4.426 Limite do lote de recipientes: linha fixada pela
pela execução da instalação do sistema de proteção
fileira externa de recipientes transportáveis de Gás
contra incêndio em uma edificação.
Liquefeito de Petróleo (GLP), em um lote de
recipientes.
4.416 Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros
(IT): é o documento técnico, elaborado pelo Corpo de
4.427 Linha de abastecimento: Trecho de tubulação
Bombeiros Militar do Estado de Rondônia (CBMRO),
para condução de GLP, normalmente em fase líquida,
que regulamenta as medidas de segurança contra
que interliga a tomada de abastecimento ao (s)
incêndio e pânico nas edificações e áreas de risco.
recipiente(s) da central de GLP.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.428 Linha de espuma: tubulação ou linha de b) Classe IB: líquido com ponto de fulgor abaixo de
mangueiras destinada a conduzir a espuma. 22,8ºC e ponto de ebulição igual ou acima de 37,8ºC;

4.429 Linha de percurso de uma escada: linha c) Classe IC: líquido com ponto de fulgor igual ou acima
imaginária sobre a qual sobe ou desce uma pessoa que de 22,8ºC.
segura o corrimão, afastada 0,55 m da borda livre da
escada ou da parede. 4.436 Líquidos instáveis ou reativos: líquidos que no
estado puro ou nas especificações comerciais, por
Nota: efeito de variação de temperatura, pressão ou de
Sobre essa linha, todos os degraus possuem piso de choque mecânico, na estocagem ou no transporte,
largura igual, inclusive os degraus ingrauxidos nos tornam-se autorreativos e, em consequência, se
locais em que a escada faz deflexão. Nas escadas de decomponham, polimerizem ou venham a explodir.
menos de 1,10 m de largura, a linha de percurso
coincide com o eixo da escada, ficando, pois, mais 4.437 Listagem confiável: relação de dados e
perto da borda. características de projeto de equipamentos ou
dispositivos, publicada pelo fabricante e reconhecida
por órgãos regulamentadores ou normativos, aceita
4.430 Linha de solução: tubulação ou linha de
pelo proprietário da instalação ou seu preposto legal
mangueiras destinada a conduzir a solução de espuma
designado.
mecânica.
4.438 Local de abastecimento: área determinada pelo
4.431 Líquido: qualquer material que apresente fluidez
conjunto de veículo abastecedor, mangueira flexível de
maior do que o ponto 300 de penetração do asfalto, abastecimento e central de Gás Liquefeito de Petróleo.
quando ensaiado de acordo com a ABNT NBR 6576 ou
uma substância viscosa cujo ponto de fluidez específico 4.439 Local de relativa segurança: local dentro de
não pode ser determinado mas definido como líquido uma edificação ou estrutura onde, por um período
de acordo com a ASTM D 4359. limitado de tempo, as pessoas têm alguma proteção
contra os efeitos do fogo e da fumaça. Este local deve
4.432 Líquido combustível: líquido que possui ponto possuir resistência ao fogo e elementos construtivos,
de fulgor igual ou superior a 37,8ºC, subdividido como de acabamento e de revestimento incombustíveis,
segue: proporcionando às pessoas continuarem sua saída
para um local de segurança. Exemplos: escadas de
a) Classe II: líquidos que possuem ponto de fulgor igual segurança, escadas abertas externas, corredores de
ou superior a 37,8ºC e inferior a 60ºC; circulação (saída) ventilados (mínimo de 1/3 da lateral
com ventilação permanente).
b) Classe IIIA: líquidos que possuem ponto de fulgor
igual ou superior a 60ºC e inferior a 93,4ºC; 4.440 Local de reunião de público: Espaço destinado
ao agrupamento de pessoas, em imóvel de uso
c) Classe IIIB: líquidos que possuem ponto de fulgor coletivo, público ou não, com capacidade superior a
100 pessoas, tais como estádios, auditórios, ginásios,
igual ou superior a 93,4ºC.
escolas, clubes, teatros, cinemas, parques de diversão,
hospitais, supermercados, cultos religiosos e salões de
4.433 Líquido criogênico: líquido com ponto de
uso diverso
ebulição abaixo de –90ºC a uma pressão absoluta de
101 kPa (14,7 psi).
4.441 Local de risco: área interna ou externa da
edificação, onde haja a probabilidade de um perigo se
4.434 Líquido estável: qualquer líquido não definido materializar causando um dano.
como instável.
4.442 Local de saída única: condição de um
4.435 Líquido inflamável: líquido que possui ponto de pavimento da edificação, onde a saída é possível
fulgor inferior a 37,8ºC, também conhecido como apenas em um sentido.
líquido Classe I, subdividindo-se em:
4.443 Local de segurança: local, fora da edificação, no
a) Classe IA: líquido com ponto de fulgor abaixo de qual as pessoas estão sem perigo imediato dos efeitos
22,8ºC e ponto de ebulição abaixo de 37,8ºC; do fogo.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.444 Loteamento: parcelamento do solo com abertura principal, são agregados a ela com fins de conforto,
de novos sistemas de circulação ou prolonga- mento, estética ou segurança.
modificação ou ampliação dos existentes.
4.456 Materiais de revestimento: todo material ou
4.445 Lotes de recipientes: conjunto de recipientes conjuntos de materiais empregados nas superfícies dos
transportáveis de Gás Liquefeito de Petróleo sem que elementos construtivos das edificações, tanto nos
haja corre- dor de inspeção entre estes. ambientes internos como nos externos, com finalidades
de atribuir características estéticas, de conforto, de
4.446 Maior risco (para dimensionamento de durabilidade, etc. Incluem-se como material de
sistemas): aquele que requer a maior demanda do revestimento, os pisos, forros e as proteções térmicas
dos elementos estruturais.
sistema a ser projetado em uma determinada
edificação ou área de risco. Ver também “Risco”.
4.457 Materiais fogo-retardantes: produtos ou
substâncias que, em seu processo químico, recebem
4.447 Mangotinho: ponto de tomada de água onde há
tratamento para melhor se comportarem ante a ação do
uma simples saída contendo válvula de abertura rápida,
calor, ou ainda aqueles protegidos por produtos que
adaptador (se necessário), mangueira semirrígida, dificultem a queima.
esguichos reguláveis e demais acessórios.
4.458 Materiais incombustíveis: produtos ou
4.448 Mangueira de incêndio: tubo flexível, fabricado substâncias que, submetidos à ignição ou combustão,
com fios naturais ou artificiais, usado para canalizar não apresentam rachaduras, derretimento,
água, solução ou espuma. deformações excessivas e não desenvolvem elevada
quantia de fumaça e gases. Componente secundário
4.449 Mangueira flexível: tubo flexível de material
sintético com características comprovadas para uso do 4.459 Materiais semi-combustíveis: produtos ou
Gás Liquefeito. substâncias que, submetidos à ignição ou combustão,
apresentam baixa taxa de queima e pouco desenvolvi-
4.450 Manômetro: instrumento que realiza a medição mento de fumaça.
de pressões efetivas ou relativas.
4.460 Máximo enchimento: volume máximo de Gás
4.451 Manômetro de líquido ajustável: tipo de Liquefeito de Petróleo (GLP) em estado líquido que um
manômetro que permite a realização da avaliação da recipiente pode armazenar com segurança.
diferença de pressão entre dois ambientes por meio da
comparação entre alturas de colunas de líquido dito 4.461 Medidas de Segurança Contra Incêndio e
manométrico. Permite o ajuste do valor inicial, antes do Pânico: conjunto de dispositivos ou sistemas a ser
início da medição (ajuste do “zero”). instalados nas edificações e áreas de risco necessários
para evitar o surgimento de um incêndio, limitar sua
4.452 Mapeamento de risco: estudo desenvolvido propagação, possibilitar sua extinção e ainda propiciar
pelo responsável por uma edificação em conjunto com a proteção à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio.
o Corpo de Bombeiros, visando a relacionar os meios
humanos e materiais disponíveis por uma empresa, 4.462 Meio defensável “tenable environment”: meio
seguido da qualificação e melhora da capacidade de no qual a fumaça e o calor estão limitados e restritos,
reação. visando a preservar os ocupantes num nível que não
exista ameaça de vida.
4.453 Massa Líquida: Quantidade nominal
preestabelecida, em quilogramas, para 4.463 Memorial: conceitos, premissas e etapas
comercialização de GLP em recipientes transportáveis, utilizados para definir, localizar, caracterizar e detalhar
estampada em suas alças ou em seu corpo. o projeto do sistema de hidrantes e mangotinhos de
uma edificação, desde a concepção até a sua
4.454 Materiais combustíveis: produtos ou implantação e manutenção. É composto de parte
substâncias (não resistentes ao fogo) que sofrem descritiva, cálculos, ábacos e tabelas.
ignição ou combustão quando sujeitos a calor.
4.464 Memorial Descritivo: Documento que contém os
4.455 Materiais de acabamento: produtos ou dados básicos da edificação, signatários, sistemas
substâncias que, não fazendo parte da estrutura preventivos e trâmite no Corpo de Bombeiros Militar do
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

Estado de Rondônia (CBMRO). ocupações prevista neste Regulamento.

4.465 Mezanino: piso que subdivide parcialmente um 4.472 Muro de arrimo: parede forte construída de
andar em dois andares. Deve possuir área menor que alvenaria ou de concreto, com o objetivo de proteger,
1/3 (um terço) da área do andar onde estiver localizado, apoiar ou escorar áreas que apresentam riscos de
limitado a área de 250 m 2. Será considerado pavimento deslizamento, desmoronamento e erosão, tais como
o mezanino que possuir área maior que um terço (1/3) encostas, vertentes, barrancos etc.
da área do pavimento subdividido ou possuir área
superior a 250 m2. 4.473 Neblina de água: jato de pequenas partículas
d’água, produzido por esguichos especiais.
4.466 Micro Empreendedor Individual - MEI: é a
pessoa que trabalha por conta própria e decide 4.474 Nível de acesso: ponto do terreno em que
legalizar sua situação com o governo, tornando-se um atravessa a projeção do parâmetro externo da parede
pequeno empresário. Esse trabalhador tem um limite do prédio ao se entrar na edificação.
para a renda anual, não pode ser sócio de outra
empresa, mas pode ter um empregado, recebendo um Nota:
salário-mínimo ou o piso da categoria a que pertence. É aplicado para a determinação da altura da edificação.
São os empreendedores por conta própria como
costureiras, salgadeiras, quitandeiros, quiosqueiros, 4.475 Nível de descarga: nível no qual uma porta
açougueiros, verdureiro, mecânicos etc. O MEI foi externa conduz a um local seguro no exterior.
introduzido pela Lei Complementar Federal 128/08, que
alterou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, Lei 4.476 Notificação: é o meio de comunicação formal e
Complementar Federal 123/06; preventivo entre a Administração e o proprietário ou
responsável pela edificação.
4.467 Mistura de gases inertes: agentes que
contenham, como componentes primários, um ou mais 4.477 Ocupação: atividade ou uso da edificação.
dos seguintes gases: hélio, neônio, argônio ou
nitrogênio. São misturas de gases que também contém 4.478 Ocupação mista: edificação que abriga mais de
dióxido de carbono (CO) como de Petróleo (GLP),
um tipo de ocupação.
podendo ou não possuir proteção metálica ou têxtil.

4.479 Ocupação predominante: atividade ou uso


4.468 Módulo habitável: contêineres adaptados, que
principal exercido na edificação.
recebeu portas e janelas, além de instalação elétrica
e/ou hidráulica; empregado como escritório, sala de
reuniões, sala de treinamento ou de aula, depósito, 4.480 Ocupação temporária em instalações
almoxarifado ou guarita. O módulo habitável pode ser provisórias: atividade desenvolvida de caráter
formado por um ou mais contêineres conjugados, temporário e transitório em local que não possui
dispostos horizontalmente (afastados ou não entre si) característica construtiva de caráter permanente.
ou verticalmente, havendo comunicação entre os
módulos, através de portas, com ou sem emprego de 4.481 Ocupações temporárias em instalações
escadas. permanentes: atividade desenvolvida de caráter
temporário e transitório em local com características
4.469 Monitor: equipamento destinado a formar e construtivas permanentes, certificado para outra
orientar jatos de água ou espuma de grande volume e divisão.
alcance.
4.482 Operação automática: atividade que não
4.470 Monitor fixo (canhão): equipamento que lança depende de qualquer intervenção humana para deter-
jato de espuma e está montado num suporte minar o funcionamento de uma instalação.
estacionário fixo ao nível do solo ou em elevação. O
monitor pode ser alimentado com a solução mediante 4.483 Operação de abastecimento de GLP: atividade
tubulação permanente ou mangueiras. de transferência de Gás Liquefeito de Petróleo entre o
veículo abastecedor e a central de GLP.
4.471 Mudança de ocupação: alteração de uso que
motive a mudança de divisão da edificação e áreas de
4.484 Operação manual: atividade que depende da
risco constante da tabela de classificações das
ação do elemento humano.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.485 Operação sazonal: é o conjunto de ações protegidas por porta ou outros elementos corta-fogo,
realizadas pelo Corpo de Bombeiros atendendo a não necessitando que ultrapasse o telhado ou
situações de riscos específicas em períodos cobertura.
determinados.
4.494 Parede de isolamento de risco: parede com
4.486 Ordem de fiscalização: documento expedido propriedade corta-fogo por um determinado período de
pelo Serviço de Segurança Contra Incêndio tempo, utilizada para impedir a propagação do fogo em
determinando as fiscalizações a serem realizadas pelos ambientes contíguos, vedando-os do piso ao teto. Deve
órgãos ou agentes subordinados funcionalmente, possuir estabilidade, resistência mecânica e
podendo abranger área, local ou edificação. proporcionar estanqueidade e isolamento térmico,
impedindo a propagação de gases quentes, fumaça,
4.487 Operador: Profissional habilitado a executar a chamas e calor. Para fins de isolamento de risco, não
operação de transferência de Gás Liquefeito de podem possuir aberturas, devendo ainda ultrapassar
Petróleo (GLP) entre o veículo abastecedor e a central um metro acima dos telhados ou coberturas.
de GLP, podendo acumular a função de motorista,
desde que reúna as habilitações necessárias. 4.495 Parede, divisória ou porta para-chamas: ele-
mento construtivo com propriedade para-chamas por
4.488 Órgão competente: órgão público, federal, esta- um determinado período de tempo, utilizado para
dual, municipal, ou ainda autarquias, ou entidades impedir a propagação do fogo em ambientes contíguos.
capacitadas legalmente para determinar aspectos Deve possuir estabilidade, resistência mecânica e
relevantes dos sistemas de proteção contra incêndio. proporcionar estanqueidade, impedindo a propagação
de gases quentes, fumaça e das chamas.
4.489 Orientado: termo utilizado após a análise de um
processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico. 4.496 Parede de vedação: normalmente de tijolos ou
blocos, serve para vedar e compartimentar o ambiente,
4.490 Painel repetidor: equipamento comandado por não fazendo parte da estrutura da edificação.
um painel central destinado a sinalizar de forma visual
e/ou sonora, no local desejado, as informações do 4.497 Parede estrutural: é aquela que faz parte da
painel central. estrutura da edificação, sendo responsável por sua
estabilidade.
4.491 Paletes para recipientes transportáveis de
GLP: Equipamento fabricado em metal ou outro 4.498 Parede resistente ao fogo: Parede construída
material resistente ao fogo, usado para com o objetivo de proteger o público em geral e as
armazenamento, movimentação e transporte de edificações próximas de um incêndio na área de
recipientes transportáveis de GLP, cheios, vazios, armazenamento ou o (s) recipiente (s) da radiação
novos ou parcialmente utilizados. térmica de fogo próximo;

4.492 Para-chama: elemento que apresenta, por um 4.499 Parque de inflamáveis: área destinada ao
período determinado de tempo, as seguintes armazenamento de substâncias combustíveis, como
propriedades: integridade mecânica a impactos álcool, gasolina e outros.
(resistência), e impede a passagem das chamas e da
4.500 Parque de tanques: área destinada à
fumaça (estanqueidade), não proporcionando
armazenagem e transferência de produtos, onde se
isolamento térmico.
situam tanques, depósitos e bombas de transferência;
não se incluem, de modo geral, as instalações
4.493 Parede de compartimentação: parede com
complementa- res, tais como escritórios, vestiários etc.
propriedade corta-fogo por um determinado período de
tempo, utilizada para impedir a propagação do fogo em
4.501 Passagem subterrânea: obra de construção civil
ambientes contíguos, vedando-os do piso ao teto. Deve
destinada à transposição de vias, em desnível
possuir estabilidade, resistência mecânica e
subterrâneo, e ao uso de pedestres ou veículos.
proporcionar estanqueidade e isolamento térmico,
impedindo a propagação de gases quentes, fumaça,
4.502 Passarela: obra de construção civil destinada à
chamas e calor. Para fins de compartimentação
transposição de vias, em desnível aéreo, e ao uso de
horizontal, pode possuir aberturas, desde que
pedestres.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.503 Passarela de emergência: passagem estreita 4.512 Perigo: propriedade de causar dano inerente a
para pedestres que corre ao longo da pista ou dos uma substância, a uma instalação ou a um procedi-
trilhos do túnel, servida exclusivamente para rota de mento.
fuga, manutenção ou resgate, sendo iluminada,
sinalizada e monitorada. 4.513 Pesquisa de incêndio: apuração das causas,
desenvolvimento e consequências dos incêndios
4.504 Passeio público: Calçada ou parte da pista de atendidos pelo CBMRO, mediante exame técnico das
rolamento, neste último caso separada por pintura ou edificações, materiais e equipamentos, no local ou em
elemento físico, livre de interferências, destinada à laboratório especializado.
circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente,
4.514 Petróleo cru: mistura de hidrocarbonetos retira-
de ciclistas.
dos do subsolo, com ponto de fulgor abaixo de 65,6ºC
e que não tenha sido processada em refinaria.
Nota:
Recuos não são considerados passeio público, são
4.515 Píer: estrutura de comprimento geralmente maior
áreas pertencentes ao imóvel.
do que a largura e que se projeta do litoral ou da
margem, em direção a um corpo d’água. Um píer pode
4.505 Pavimento: plano de piso.
ter deck aberto ou ser provido de uma superestrutura.

4.506 Pavimento de descarga: parte da saída de


4.516 Pirofórico: metal como sódio, potássio, zircônio
emergência de uma edificação que fica entre a escada
e outros, que se inflama em contato com o ar.
e o logradouro público ou área externa com acesso a
este. 4.517 Piso: superfície superior do elemento construtivo
horizontal sobre o qual haja previsão de estocagem de
4.507 Pavimento em pilotis: local edificado de uso materiais ou onde o usuário da edificação tenha acesso
comum, aberto em pelo menos 3 lados, devendo os irrestrito.
lados abertos ficar afastados, no mínimo, 1,50 m das
divisas. Considera- se, também, como tal, o local 4.518 Piso técnico: piso destinado exclusivamente à
coberto, aberto em pelo menos duas faces opostas, instalação e manutenção de equipamentos, com
cujo perímetro aberto tenha, no mínimo, 70% do acesso restrito de pessoas.
perímetro total.
4.519 Pista de rolagem: pista de dimensões defini-
4.508 Pé-direito: das, destinada à rolagem de helicópteros entre área de
pouso ou de decolagem e a área de estacionamento ou
1. Distância vertical que limita o piso e o teto de um de serviços.
pavimento.
4.520 Planilha de levantamento de dados:
2. Altura livre de um andar de um edifício, medida do instrumento utilizado para a catalogação de todas as
informações e dados da empresa, indispensável à
piso à parte inferior do teto (ou telhado).
elaboração de um PPI.
4.509 Peitoril: muro ou parede que se eleva à altura do
4.521 Plano de Auxílio Mútuo (PAM): plano que tem
peito ou pouco menos.
por objetivo conjugar os esforços dos órgãos públicos
(Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia etc.) e
4.510 Percentual de aberturas em uma fachada:
brigadas de incêndio e de abandono das empresas
relação entre a área total (edificações não privadas, em caso de sinistro.
compartimentadas) ou área parcial (edificações
compartimentadas) da fachada de uma edificação, 4.522 Plano de abandono: conjunto de normas e
dividido pela área de aberturas existentes na mesma ações visando à remoção rápida, segura, de forma
fachada. ordenada e eficiente de toda a população fixa e
flutuante da edificação, em caso de uma situação de
4.511 Perda de carga: perda de pressão em duto sinistro.
devido à fricção entre o líquido fluindo e as paredes
internas do duto. 4.523 Plano de emergência: documento estabelecido
em função dos riscos da edificação que encerra um
183
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

conjunto de ações e procedimentos a serem adotados, g) Armazenamento de produtos perigosos;


visando à proteção da vida, do meio ambiente e do
patrimônio, bem como a redução das consequências de h) Vias de acesso às viaturas do Corpo de Bombeiros;
sinistros.
i) Hidrantes urbanos próximos da edificação (se
4.524 Plano de intervenção de incêndio: plano houver).
estabelecido em função dos riscos da edificação para
definir a melhor utilização dos recursos materiais e 4.531 Poço de instalação: passagem essencialmente
humanos em uma situação de emergência. vertical deixada numa edificação com finalidade
específica de facilitar a instalação de serviços tais como
4.525 Plano de Trabalho: é a sistematização periódica dutos de ar-condicionado, ventilação, tubulações
e contínua das ações voltadas à fiscalização das hidráulico-sanitárias, eletrodutos, cabos, tubos de lixo,
edificações ou áreas de risco, de acordo com as áreas elevadores, monta-cargas e outros.
de interesse e as operações sazonais.
4.532 Poço de sucção: elemento construtivo do
4.526 Plano global de segurança: integração de todas reservatório destinado a maximizar a utilização do
as medidas de prevenção contra incêndios e pânico
volume de água acumulado, bem como para evitar a
que garantam a segurança efetiva das pessoas
entrada de impurezas no interior das tubulações.
(aspecto humano) e do edifício, envolvendo as medidas
de proteção ativa e passiva.
4.533 Pontão: Flutuantes fabricados em metal, usados
para o armazenamento de recipientes transportáveis de
4.527 Plano Particular de Intervenção (PPI):
GLP e outros combustíveis líquidos
procedimento peculiar de atendimento de emergência
em locais previamente definidos, elaborado por
profissionais de grupo multidisciplinar (engenheiros ou 4.534 Ponto de abastecimento: ponto de interligação
técnicos que atuem na área de Segurança Contra entre o engate de enchimento da mangueira de
Incêndio e Pânico e ambiental), em conjunto com o abastecimento e a válvula do recipiente que deve ser
Corpo de Bombeiros. abastecido.

4.528 Planta: desenho técnico onde está situada uma 4.535 Ponto de combustão: menor temperatura na
única ou mais empresas, com uma única ou mais qual um combustível emite vapores em quantidade
edificações. suficiente para formar uma mistura com o ar na região
imediatamente acima da sua superfície, capaz de
4.529 Planta de bombeiro: representação gráfica da entrar em ignição quando em contato com uma chama
edificação, contendo informações através de legenda e mantiver a combustão após a retirada da chama.
específica da localização, arranjo e previsão dos meios
de Segurança Contra Incêndio e Pânico e riscos 4.536 Ponto de ebulição: temperatura na qual um
existentes. contínuo fluxo de bolhas de vapor ocorre em
determinado líquido, que seja aquecido num recipiente
4.530 Planta de risco: mapa simplificado no formato aberto; temperatura na qual a pressão de vapores é
A1, A2, A3 ou A4, em escala padronizada, podendo ser
igual à pressão atmosférica.
em mais de uma folha, devendo indicar:
4.537 Ponto de fulgor “flash point”: menor
a) Principais riscos;
temperatura na qual um combustível emite vapores em
quantidade suficiente para formar uma mistura com o
b) Paredes corta-fogo e de compartimentação;
ar na região imediatamente acima da sua superfície,
c) Hidrantes externos; capaz de entrar em ignição quando em contato com
uma chama e não mantê-la após a retirada da chama.
d) Número de pavimentos;
4.538 Ponto de ignição: temperatura mínima em que
e) Registro de recalque; ocorre uma combustão independente de uma fonte de
ignição como chama e faísca. O simples contato do
f) Reserva de incêndio; combustível com o comburente é suficiente para
estabelecer a reação.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.539 Ponto de inflamabilidade: temperatura 4.550 Pressurização: estabelecimento de uma


intermediária entre o ponto de fulgor e o ponto de diferença de pressão através de uma barreira para
combustão; temperatura acima da qual o combustível proteger uma escada, antecâmara, rota de escape ou
admite sua inflamação. recinto de uma edificação contra a penetração de
fumaça.
4.540 Ponto de luz: dispositivo constituído de lâmpada
(s) ou outros dispositivos de iluminação, invólucro (s) 4.551 Prevenção de incêndio: conjunto de medidas
e/ou outro (s) componente (s) que têm a função de que visam: a evitar o incêndio; a permitir o abandono
promover o aclaramento do ambiente ou a sinalização. seguro dos ocupantes da edificação e áreas de risco; a
dificultar a propagação do incêndio; a proporcionar
4.541 População: número de pessoas para as quais meios de controle e extinção do incêndio e a permitir o
uma edificação, ou parte dela é projetada. acesso para as operações do Corpo de Bombeiros.
4.552 Procedimentos de abandono (plano):
4.542 População fixa: número de pessoas que registros, onde rotas de fuga e lugares seguros são
permanece regularmente na edificação, considerando- indicadas e onde regras de conduta, procedimentos e
se os turnos de trabalho e a natureza da ocupação, bem ações necessárias para as pessoas presentes, em
como os terceiros nessas condições. caso de incêndio, são estabelecidas.

4.543 População flutuante: número de pessoas que 4.553 Processo de Segurança Contra Incêndio e
não se enquadra no item de população fixa. Será Pânico: documentação que contém os elementos
sempre pelo número máximo diário de pessoas. formais exigidos pelo CBMRO na apresentação das
medidas de Segurança Contra Incêndio e Pânico de
4.544 Porta corta-fogo (PCF): dispositivo construtivo uma edificação e áreas de risco que devem ser
(conjunto de folha (s) de porta, marco e acessórios), projetadas para avaliação em análise técnica.
com propriedade corta-fogo, instalado nas aberturas da
parede de compartimentação e destinado à circulação 4.554 Produtos perigosos: tipos de substâncias que,
de pessoas e de equipamentos. É um dispositivo móvel por sua natureza ou pelo uso que o homem faz delas,
que, vedando aberturas em paredes, retarda a representam um risco de dano. Compreendem
propagação do incêndio de um ambiente para outro. substâncias inflamáveis, explosivas, corrosivas,
Quando instaladas nas escadas de segurança, tóxicas, radioativas e outras.
possibilitam que os ocupantes das edificações atinjam
os pisos de descarga com as suas integridades físicas 4.555 Projetor de spray de água: esguichos conecta-
garantidas. dos a um cano de água e projetados para produzir um
spray de água de alta pressão.
4.545 Posto de abastecimento e serviço: atividade
onde são abastecidos os tanques de combustível de 4.556 Projeto de Proteção Contra Incêndio e Pânico
veículos automotores. - PPCIP: É a documentação que contém os elementos
formais exigidos pelo CBMRO na apresentação das
4.546 Posto de abastecimento interno: instalação medidas de segurança contra incêndio e pânico de uma
interna a uma indústria ou empresa, cuja finalidade é o edificação e áreas de risco, que devem ser projetadas
abastecimento de combustível e/ou lubrificantes para para avaliação do Serviço de Segurança contra
sua frota. Incêndio e Pânico;

4.547 Posto de comando: local fixo ou móvel, com 4.557 Profissional habilitado: toda pessoa com for-
representantes de todos os órgãos envolvidos no mação em higiene, segurança e medicina do trabalho,
atendimento de uma emergência. devidamente registrada nos Conselhos Regionais
competentes ou no Ministério do Trabalho, das Polícias
4.548 Pressão de vapor: pressão na qual um líquido e Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares que
seu vapor coexistem em equilíbrio a uma determinada possuam especialização em prevenção e combate a
temperatura. incêndio e técnicas de emergências médicas, conforme
sua área de especialização.
4.549 Pressão máxima de trabalho admissível
(PMTA): Pressão de projeto, ou a pressão limite 4.558 Profissional legalmente habilitado: pessoa
calculada em função de um código de projeto, materiais física ou jurídica que goza do direito, segundo as leis
e dimensões do recipiente para GLP. vigentes, de prestar serviços especializados de
185
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

proteção contra incêndio. trabalho de salvamento de pessoas em uma edificação.

4.559 Profundidade de piso em subsolo: 4.571 Proteção passiva: são medidas de Segurança
profundidade medida em relação ao nível de descarga Contra Incêndio e Pânico que não dependem de ação
da edificação. inicial para o seu funcionamento. Exemplos:
compartimentação horizontal, compartimentação
4.560 Projetista: pessoa física ou jurídica responsável vertical, escada de segurança, materiais retardantes de
pela elaboração de todos os documentos de um chama etc.
projeto, assim como do memorial.
4.572 Quadra de armazenamento de contêineres:
4.561 Projeto: conjunto de peças gráficas e escritas, área descoberta, não construída, possuidora de
necessárias à definição das características principais demarcação de solo indicativa da disposição de
do sistema de combate a incêndio, composto de contêineres em pátio externo.
plantas, seções, elevações, detalhes e perspectivas
isométricas e, inclusive, das especificações de mate- 4.573 Quadro de áreas: tabela que contém as áreas
riais e equipamentos. individualizadas das edificações e seus pavimentos.

4.562 Propagação do calor: troca de energia térmica 4.574 Quadro de controle do equipamento de
entre dois sistemas de temperaturas diferentes. proteção respiratória: quadro expositivo
compreendendo espaços dentro dos quais podem ser
4.563 Propagação por condução: transferência de colocadas plaquetas de identificação dos EPR’s e no
calor por contato direto das partículas da matéria. qual informações adicionais podem ser gravadas, como
tempo de uso do equipamento e localização das
4.564 Propagação por convecção: transferência de equipes. Um relógio normalmente faz parte do referido
energia térmica que ocorre pelo movimento de quadro.
moléculas de uma parte do material para outra.
4.575 Rampa: parte construtiva inclinada de uma rota
4.565 Propagação por radiação: transferência de de saída, que se destina a unir dois níveis ou setores
energia térmica através do espaço livre. de um recinto de evento.

4.566 Proporcionador: equipamento destinado a 4.576 Recipiente: qualquer vaso com capacidade de
misturar em quantidades proporcionais até 450 L, usado para o transporte ou armazenamento
preestabelecidas de água e líquido gerador de espuma. de líquidos.

4.567 Proteção ativa: são medidas de Segurança 4.577 Recipiente aterrado: Recipiente assentado no
Contra Incêndio e Pânico que dependem de uma ação solo, devendo ser completamente coberto com areia,
inicial para o seu funcionamento, seja ela manual ou terra ou material inerte semelhante
automática. Exemplos: extintores, hidrantes, chuveiros
automáticos, sistemas fixos de gases etc. 4.578 Recipiente de GLP: vaso de pressão destinado
a conter o gás liquefeito de petróleo.
4.568 Proteção contra exposição: recursos
permanentemente disponíveis, representados pela 4.579 Recipiente enterrado: Recipiente situado abaixo
existência de medidas de Segurança Contra Incêndio e do nível do solo em uma cova ou trincheira preenchida
Pânico dentro da empresa, capazes de resfriar com com terra ou material inerte semelhante
água as estruturas vizinhas à armazenagem de líquidos
inflamáveis e combustíveis e as propriedades 4.580 Recipiente estacionário: recipiente com
adjacentes, enquanto durar o incêndio. capacidade volumétrica total superior a 0,5 m³,
projetado e construído conforme normas reconhecidas
4.569 Proteção de incêndios: é conjunto das internacionalmente.
operações necessárias para proteger o prédio e seu
conteúdo contra os prejuízos causados pelo fogo, calor 4.581 Recipiente intermediário para granéis (IBC) ou
irradiado, fumaça, água e salvamento etc. tanque portátil: embalagens portáteis rígidas ou
flexíveis, com capacidade maior que 450 L e até 3.000
4.570 Proteção estrutural: característica construtiva L, com o propósito de armazenar e transportar líquidos,
que evita ou retarda a propagação do fogo e auxilia no projetados para o manuseio mecânico, com resistência
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

aos esforços provoca- dos por manuseio e transporte, 4.591 Registro “damper” de sobrepressão:
conforme ensaios. dispositivo que atua como regulador em ambiente que
deva ser mantido em determinado nível de pressão,
4.582 Recipiente transportável abastecido no local: evitando que a pressão assuma valores maiores por
recipiente transportável que pode ser abastecido por onde ocorra escape do ar.
volume no próprio local da instalação, através de
dispositivos apropriados para este fim, respeitando o 4.592 Registro de fluxo: dispositivo com a função de
limite máximo de enchimento a 85 % da capacidade direcionar o fluxo de ar, normalmente utilizado na saída
volumétrica. dos grupos motoventiladores, quando utilizado
duplicidade de equipamentos.
4.583 Recipiente transportável trocável: recipiente
transportável com capacidade volumétrica total igual ou 4.593 Registro de fumaça “smoke damper”:
inferior a 0,5 m³, abastecido por massa em base de dispositivo utilizado no sistema de controle de fumaça,
engarrafamento e transportado cheio para troca. projetado para resistir à passagem de ar ou fumaça. Um
registro de fumaça pode ser combinado, atendendo a
4.584 Rede de alimentação: Trecho da instalação em requisitos de resistência a fogo e fumaça.
alta pressão, situado entre os recipientes de GLP e o
primeiro regulador de pressão. 4.594 Registro de paragem: dispositivo hidráulico
manual, destinado a interromper o fluxo de água das
4.585 Rede de detecção, sinalização e alarme: instalações hidráulicas de combate a incêndio em
conjunto de dispositivos de atuação automática edificações.
destinados a detectar calor, fumaça ou chama e a atuar
equipamentos de proteção e dispositivos de sinalização 4.595 Registro de recalque: dispositivo hidráulico
e alarme. destinado a permitir a introdução de água proveniente
de fontes externas, na instalação hidráulica de com-
4.586 Rede de distribuição: Parte do sistema de bate a incêndio das edificações.
abastecimento formado de tubulações e órgãos
acessórios destinada a colocar água potável a 4.596 Registros corta-fogo “dampers”: dispositivos
disposição dos consumidores de forma contínua e em construtivos com tempo mínimo de resistência ao fogo,
quantidade e pressão recomendadas. instalados nos dutos de ventilação e dutos de exaustão,
que cruzam as paredes de compartimentação ou
4.587 Rede Integrada de Emergência (RINEM): rede entrepisos.
formada entre empresas e Corpo de Bombeiros que
tem por objetivo conjugar os esforços dos órgãos 4.597 Registro de Responsabilidade Técnica (RRT):
públicos (Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícias, é o instrumento através do qual o profissional registra
etc.) e brigadas de incêndio e de abandono das as atividades técnicas solicitadas através de contratos
empresas privadas, em caso de sinistro. (escritos ou verbais) para o qual o mesmo foi contratado
referente à execução de obras ou prestação de
4.588 Rede Nacional para a Simplificação do serviços relativos à profissão vinculada à Arquitetura e
Registro e da Legalização de Empresas e Negócios Urbanismo.
- REDESIM: é uma política pública que estabelece as
diretrizes e procedimentos para simplificar e integrar o 4.598 Regulador de pressão: Equipamento destinado
procedimento de registro e legalização de empresários a reduzir a pressão do GLP antes da sua entrada na
e pessoas jurídicas de qualquer porte, atividade rede primária
econômica ou composição societária.
4.599 Requalificação: Processo periódico de
4.589 Refinaria: instalação industrial na qual são avaliação, recuperação e revalidação do estado de um
produzidos líquidos e gases inflamáveis ou recipiente para GLP, determinando sua continuidade
combustíveis em uma escala comercial, a partir de em serviço conforme norma vigente
petróleo cru, gasolina natural ou outras fontes de
hidrocarbonetos. 4.600 Reserva de incêndio: volume de água destinado
exclusivamente ao combate a incêndio.
4.590 Reforma: alterações nas edificações e áreas de
risco sem aumento de área construída. 4.601 Reservatório ao nível do solo: reserva de
incêndio cujo fundo se encontra instalado no mesmo
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

nível do terreno natural. 4.611 Retardante de chama: substância adicionada a


um material ou um tratamento a ele aplicado, com a
4.602 Reservatório de escorva: reservatório de água finalidade de suprimir, reduzir ou retardar o
com volume necessário para manter a tubulação de desenvolvimento de chamas.
sucção da bomba de incêndio sempre cheia d’água.
4.612 Retardante de fogo: substância adicionada a um
4.603 Reservatório elevado: reserva de incêndio cujo material ou um tratamento a ele aplicado com a
fundo se encontra instalado acima do nível do hidrante finalidade de suprimir, reduzir ou retardar a sua
menos favorável com a tubulação formando uma combustão.
coluna d’água.
4.613 Risco: probabilidade de um perigo se
4.604 Reservatório enterrado ou subterrâneo: materializar, causando um dano. O risco é a relação
reserva de incêndio cuja parte superior encontra-se entre a probabilidade e a consequência. O risco pode
instalada abaixo do nível do terreno natural. ser físico (ruídos, vibrações, radiações, pressões
anormais, temperaturas extremas, umidade e
4.605 Reservatório semienterrado: reserva de iluminação deficiente). Pode ser químico (poeiras,
incêndio cujo fundo se encontra instalado abaixo do fumos, vapores, gases, líquidos e neblinas
nível do terreno natural e com a parte superior acima provenientes de produtos químicos). Pode ainda ser
do nível do terreno natural. biológico (vírus, bactérias, protozoários, fungos,
bacilos, parasitas e animais peçonhentos).
4.606 Resfriamento:
4.614 Risco específico: situação que proporciona uma
1. Consiste em diminuir a temperatura do material probabilidade aumentada de perigo à edificação, tais
combustível que está queimando e, consequente- como: caldeira, casa de máquinas, incineradores,
mente, a liberação de gases ou vapores inflamáveis. centrais de gás combustível, transformadores, fontes
Retirada do calor de um material incendiado até que de ignição e outros.
fique abaixo de seu ponto de ignição.
4.615 Risco iminente: possibilidade de ocorrência de
2. Método de extinção de incêndio por redução do calor, sinistro que requer ação imediata.
até um ponto em que não queima, por não haver
emissão de vapores combustíveis. 4.616 Risco isolado: condição que possibilita isolar por
todos os lados, por meio de equipamentos, pessoal de
4.607 Resistência à chama: propriedade de um combate a incêndio ou por meios do extravasa- mento
material, através da qual a combustão com chama é de produto para áreas externas ao risco.
retardada, encerrada ou impedida. A resistência à
chama pode ser uma propriedade do material 4.617 Risco isolado da central de GLP: distância da
central de Gás Liquefeito de Petróleo à projeção da
4.608 Resistência ao fogo: propriedade de um ele- edificação que permite sua proteção contra os efeitos
mento de construção de resistir à ação do fogo por um de um eventual incêndio em edificações e áreas de
determinado período de tempo, mantendo sua risco.
integridade, isolação térmica e estanqueidade ou
características de vedação aos gases e chamas. 4.618 Risco predominante: maior risco determinado
pela carga de incêndio dentre as ocupações, em função
4.609 Responsável técnico: profissional habilitado da área dos pavimentos.
para elaboração e/ou execução de atividades
relacionadas à Segurança Contra Incêndio e Pânico. Notas:
a. Ocorrendo equivalência na somatória da carga de
4.610 Responsável pelo uso: é a pessoa física incêndio, adotar-se-á, para efeito da classificação do
proprietária, locatária ou cessionária da edificação, que maior risco, a ocupação que possuir maior carga de
detém a posse e a utiliza para fins de seu incêndio por m2;
interesse.retardante de chama: substância adicionada b. Para o dimensionamento das saídas de emergência,
a um material ou um tratamento a ele aplicado, com a os locais com concentração de público prevalecerão
finalidade de suprimir, reduzir ou retardar o como sendo o maior risco.
desenvolvimento de chamas.
4.619 Risco primário: risco principal do produto de
188
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

acordo com tabela do Decreto nº 96.044, de 18/5/88, 4.629 Sala de Comando e Controle: local instalado em
Regulamento Federal para o transporte rodoviário de ponto estratégico que proporcione visão geral de todo
produtos perigosos. recinto (setores de público, campo, quadra, arena etc.),
devidamente equipado com todos os recursos de
4.620 Risco secundário: risco subsidiário do produto informação e de comunicação disponíveis, destinado à
de acordo com tabela do Decreto 96.044, de 18/5/88, coordenação integrada das operações desenvolvidas
Regulamento Federal para o transporte rodoviário de pelos órgãos de Defesa Civil e Segurança Pública em
produtos perigosos. situação de normalidade.

4.621 Rolagem: movimento do helicóptero de um ponto 4.630 Sapé, piaçava (ou piaçaba): fibras vegetais de
para outro, realizado na superfície ou pouco acima fácil combustão, de largo emprego na zona rural para
desta, conforme o tipo de trem de pouso do helicóptero. cobertura de ranchos, na fabricação de vassouras e
4.622 Rota de fuga em túnel: passagem para pessoas, também utilizadas como cobertura de edificações
devidamente sinalizada e monitorada, dentro do túnel, destinadas à reunião de público, tais como bares,
que conduz a abrigo ou saída segura em caso de lanchonetes, restaurantes, casas de espetáculos etc.
incidente, com ou sem incêndio.
4.631 SAT: Serviço de Atividades Técnicas
4.623 Rota de fuga externa: rota de abandono externa:
rota de fuga externa a um prédio, por exemplo, através 4.632 Segurança: compromisso acerca da relativa
de um telhado, escada, balcão, ponte, terraço, viela, proteção da exposição a riscos.
caminho ou pátio externo, que termina na saída final ou
em outra rota de fuga. 4.633 Segurança Contra Incêndio e Pânico: conjunto
de ações e recursos, internos e externos à edificação e
4.624 Rota de fuga pressurizada: rota de abandono áreas de risco, que permitem controlar a situação de
pressurizada: rota de fuga, permanentemente ou em incêndio.
caso de incêndio, pressurizada em comparação às
partes adjacentes da edificação, de forma a inibir a 4.634 Selo hidráulico: dispositivo que atua na forma de
propagação do fogo (fumaça, gases ou chamas) dentro sifão, evitando a propagação de chama.
das rotas de fuga.
4.635 Selos corta-fogo: dispositivos construtivos com
4.625 Rotas alternativas de fuga: rotas de fuga sufi- tempo mínimo de resistência ao fogo, instalados nas
cientemente separadas por direção e espaço ou por passagens de eletrodutos e tubulações que cruzam as
estruturas resistentes ao fogo, para garantir que uma paredes de compartimentação ou entrepisos.
sempre estará disponível, mesmo que a outra esteja
afetada pelo fogo. 4.636 Sensor de explosão: dispositivo que reage às
mudanças causadas pelo desenvolvimento de uma
4.626 Saída de emergência, rota de fuga, rota de explosão em um ou mais dos seus parâmetros
saída ou saída: caminho contínuo, devidamente ambientais, como a pressão, a temperatura e/ou
protegido e sinalizado, proporcionado por portas, radiação térmica.
corredores, “halls”, passagens externas, balcões,
vestíbulos, escadas, rampas, conexões entre túneis 4.637 Separação de riscos de incêndio: recursos que
paralelos ou outros dispositivos de saída, ou visam a separar fisicamente edificações ou equipa-
combinações desses, a ser percorrido pelo usuário em mentos. Podem ser áreas livres, barreiras de proteção,
caso de emergência, de qualquer ponto da edificação, anteparos e/ou paredes de material incombustível, com
recinto de evento ou túnel, até atingir a via pública ou resistência mínima à exposição ao fogo de 2 h.
espaço aberto (área de refúgio), com garantia de
integridade física. 4.638 Separação entre edificações: distância entre
edificações adjacentes que se caracteriza pela
4.627 Saída horizontal: passagem de um edifício para distância medida horizontalmente entre a cobertura ou
outro por meio de porta corta- fogo, vestíbulo, fachada de uma edificação e a fachada de outra
passagem coberta, passadiço ou balcão. edificação adjacente. Setor: Espaço delimitado para
acomodação dos espectadores, permitindo a ocupação
4.628 Saída única: local em um setor do recinto de ordenada do recinto, definido por um conjunto de
evento, onde a saída é possível apenas em um sentido. blocos.
189
INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.639 Setor: Espaço delimitado por elementos 4.650 Sistema de aplicação local: sistema desenhado
construtivos, que condicionam a circulação das para tubulações, alimentado por uma ou mais fontes de
pessoas para outras partes do recinto, permitindo ainda abastecimento automático de água. A parte do sistema
a lotação ordenada do local. de chuveiros automáticos acima do piso consiste de
uma rede de tubulações, dimensionada por tabelas ou
4.640 Setor de prevenção de incêndio: Divisão, por cálculo hidráulico, instalada em edifícios, estruturas
seção, ou núcleo de prevenção de incêndio dos ou áreas, normalmente junto ao teto, à qual são
Grupamentos de Bombeiros responsáveis pelas conectados chuveiros segundo um padrão regular. A
análises e inspeções de processos de Segurança válvula que controla cada coluna de alimentação do
Contra Incêndio e Pânico nos municípios; sistema deve ser instalada na própria coluna ou na
tubulação que a abastece. Cada coluna de alimentação
4.641 Severidade da exposição: soma total da de um sistema de chuveiros automáticos deve contar
energia produzida com a evolução de um incêndio, que com um dispositivo de acionamento de alarme. O
resulta na intensidade de uma exposição. sistema é normalmente ativado pelo calor do fogo e
descarrega água sobre a área de incêndio em uma
4.642 Shaft: abertura existente na edificação, vertical densidade adequada para extingui-lo ou controlá-lo em
ou horizontal, que permite a passagem e interligação seu estágio inicial.
de instalações elétricas, hidráulicas ou de outros
dispositivos necessários. 4.651 Sistema de aspersão: sistema de dispersão de
solução para descarga e distribuição em uma
4.643 Shopping coberto “covered mall”: espaço determinada área.
amplo criado por uma área coberta de pedestre em uma
edificação, agregando um número de ocupantes, tais 4.652 Sistema de aspersão de água: sistemas
como lojas de varejo, bares, entretenimento e diversão, especiais, ligados à fonte da solução produtora,
escritórios ou outros usos similares, onde esses estando equipado com aspersores para descarga e
espaços ocupados são abertos, permitindo distribuição na área a ser protegida
comunicação direta com a área de pedestres.
4.653 Sistema de Aspersão de espuma: Sistema
4.644 Silo: estrutura destinada ao armazenamento de especial, ligado à fonte da solução produtora, estando
cereais e seus derivados, sementes oleaginosas, equipado com aspersores de neblina para descarga e
sementes agrícolas, legumes, açúcar, farinhas, entre distribuição na área a ser protegida.
outros produtos.
4.654 Sistema de carregamento: Dispositivo para o
4.645 Simulado: emprego técnico e tático dos meios abastecimento de tanques de combustível de motores
disponíveis, realizados por pessoal especializado, em de veículos, que engloba uma ou mais unidades de
situação não real, visando ao treinamento dos abastecimento.
participantes.
4.655 Sistema de chuveiros automáticos: Para fins
4.646 Sinais visuais: compreendem a combinação de de proteção contra incêndio, consiste em um sistema
símbolos, mensagens, formas geométricas, dimensões integrado de tubulações, alimentado por uma ou mais
e cores. fontes de abastecimento automático de água. A parte
do sistema de chuveiros automáticos acima do piso
4.647 Sinalização de emergência: conjunto de sinais consiste em uma rede de tubulações, dimensionada por
visuais que indicam, de forma rápida e eficaz, a tabelas ou por cálculo hidráulico, instalada em edifícios,
existência, a localização e os procedimentos referentes estruturas ou áreas, normalmente junto ao teto, à qual
a saídas de emergência, equipamentos de Segurança são conectados chuveiros segundo um padrão regular.
Contra Incêndio e Pânicos e riscos potenciais de uma
A válvula que controla cada coluna de alimentação do
edificação ou áreas relacionadas a produtos perigosos.
sistema deve ser instalada na própria coluna ou na
tubulação que a abastece. Cada coluna de alimentação
4.648 Sinalização de saída: sinalização que indica
de um sistema de chuveiros automáticos deve contar
claramente a saída. Nota: a sinalização pode ser
com um dispositivo de acionamento de alarme. O
luminosa.
sistema é normalmente ativado pelo calor do fogo e
4.649 Sinistro: ocorrência de prejuízo ou dano, descarrega água sobre a área de incêndio em uma
causado por incêndio ou acidente, explosão etc. densidade adequada para extingui-lo ou controlá-lo em
seu estágio inicial.
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

4.656 Sistema de chuveiro automático de tubo seco: 4.667 Sistema de extração de fumaça: sistema
rede de tubulação fixa, permanentemente seca, constituído de exaustores de fumaça, dispositivos de
mantida sob pressão do ar comprimido ou Nitrogênio, comando etc., permanentemente instalados em uma
em cujos ramais são instalados os chuveiros edificação com o objetivo de promover a exaustão da
automáticos. fumaça.

4.657 Sistema de controle de fumaça “smoke 4.668 Sistema de hidrantes ou de mangotinhos:


management system”: um sistema projetado, que conjunto de dispositivos de combate a incêndio
inclui todos os métodos isolados ou combinados, para composto por reserva de incêndio, bombas de incêndio
modificar o movimento da fumaça. (quando necessário), rede de tubulação, hidrantes ou
mangotinhos e outros acessórios descritos nesta
4.658 Sistema de cortina de água: sistema automático norma.
de canos de água conectados com exposição de
difusores de cortina de água, a intervalos e altura 4.669 Sistema de inundação total: sistema
adequados, e projetados para descarregar água em desenhado para aplicação do agente extintor no
uma superfície ser protegida contra a exposição ao ambiente onde está o incêndio, de forma que a
fogo. atmosfera obtida impeça o desenvolvimento e
manutenção do fogo.
4.659 Sistema de detecção e alarme: conjunto de
dispositivos que visa a identificar um princípio de 4.670 Sistema de segurança contra explosão:
incêndio, notificando sua ocorrência a uma central, que composição arranjada de dispositivos para detectar
repassará este aviso a uma equipe de intervenção, ou automaticamente o princípio de uma explosão e iniciar
determinará o alarme para a edificação, com o a atuação do sistema de supressão ou outros
consequente abandono da área. dispositivos para limitar os efeitos destrutivos de uma
explosão.
4.660 Sistema de extinção com agentes
combinados: sistemas nos quais mais de um agente é 4.671 Sistema de supressão de explosão: arranjo
usado para extinguir um incêndio (por exemplo, composto de dispositivos para detectar
espuma e pó extintor), manual ou automaticamente. automaticamente o princípio de uma explosão e iniciar
a atuação da supressão.
4.661 Sistema de extinção com espuma mecânica:
sistema projetado para controle e extinção de incêndio 4.672 Sistema fixo de espuma: sistema constituído de
que utiliza espuma (LGE + água) como agente extintor. um reservatório e dispositivo de dosagem do LGE
(líquido gerador de espuma) e uma tubulação de
4.662 Sistema de extinção com halon: sistema fixo de fornecimento da solução que abastece os dispositivos
extinção contendo halon como agente extintor. formadores de espuma.

4.663 Sistema de extinção de aplicação local: 4.673 Solicitação de vistoria por autoridade pública:
sistema de extinção de incêndio fixo composto por um instrumento administrativo, utilizado para atender
supri- mento calculado de agente extintor preparado solicitação de autoridade pública, no setor de
para descarregar diretamente no material que está prevenção de incêndio do Corpo de Bombeiros Militar
queimando ou no perigo identificado. do Estado de Rondônia, para realização de vistoria na
edificação.
4.664 Sistema de extinção de dióxido de carbono
(CO2): aplicação do agente extintor diretamente sobre 4.674 Solução de espuma: pré-mistura de água com
o material em chamas. Sistema de extinção fixo LGE (líquido gerador de espuma).
contendo CO como agente extintor.
4.675 Sprinkler: ver chuveiro automático.
4.665 Sistema de extinção de inundação total:
sistema fixo de extinção de incêndio para a extinção de 4.676 Subestação atendida: instalação operada local-
incêndios em um recinto protegido. mente e dispõe de pessoas.

4.666 Sistema de extinção de pó: sistema fixo de 4.677 Subestação compacta: instalação atendida ou
extinção de incêndio contendo pó como agente extintor. não, localizada em região urbana, com os tipos
descritos abaixo:
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

a) Subestação abrigada: instalação total ou parcial- pressão atmosférica até 6,9 KPa (1 psi), medida no topo
mente abrigada, devido a fatores diversos, como do tanque.
limitação de área do empreendimento, aspectos
econômicos e sociais; 4.688 Tanque atmosférico não refrigerado:
reservatório não equipado com sistema de refrigeração.
b) Subestação subterrânea: instalações que se
encontram situadas abaixo do nível do solo; 4.689 Tanque atmosférico refrigerado: reservatório
equipado com sistema de refrigeração que visa
c) Subestação de uso múltiplo: instalação localizada controlar a temperatura entre -35ºC a -40ºC de forma a
manter o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em estado
em uma única área compartilhada pelo proprietário e
líquido sem a necessidade de pressurização.
por terceiros.

4.690 Tanque com selo flutuante: tanque vertical com


4.678 Subestação de uso múltiplo: instalação
teto fixo metálico que dispõe em seu interior de um selo
convencional, acrescida de outras edificações
flutuante metálico suportado por dispositivos
separadas e distanciadas entre si, de único proprietário.
herméticos de flutuação metálicos.

4.679 Subestação elétrica convencional: instalação 4.691 Tanque de Armazenamento: qualquer


de pátio se encontra ao ar livre, podendo os reservatório com capacidade líquida superior a 450 L,
transformadores permanecer ou não enclausurados. destinado à instalação fixa e não utilizado no processa-
mento. Não se incluem nesta definição os tanques de
4.680 Subestação não atendida: instalação tele consumo.
controlada ou operada localmente por pessoas não
permanentes ou não estacionadas. 4.692 Tanque de consumo: tanque diretamente ligado
a motores ou equipamentos térmicos, visando à
4.681 Subsolo: pavimento situado abaixo do perfil do alimentação destes.
terreno. Não será considerado subsolo o pavimento
que possuir ventilação natural para o exterior, com área 4.693 Tanque de maior risco: reservatório contendo
total superior a 0,006 m² para cada metro cúbico de ar líquido combustível ou inflamável, que possui maior
do compartimento, e tiver sua laje de cobertura acima demanda de vazão de espuma mecânica e/ou água
de 1,20 m do perfil do terreno. para resfriamento.

4.682 Substância tóxica: aquela capaz de produzir 4.694 Tanque de superfície: tanque que possui a sua
base totalmente apoiada sobre a superfície do solo.
danos à saúde, através do contato, inalação ou
ingestão.
4.695 Tanque de teto cônico: reservatório com teto
soldado na parte superior do costado.
4.683 Supervisão “supervision”: auto teste do
sistema de controle de fumaça, no qual o circuito de
4.696 Tanque de teto fixo: tanque vertical cujo teto
condutores ou dispositivos de função é monitorado para
está ligado à parte superior de seu costado.
acompanhar a falha ou integridade dos condutores e
dos equipamentos controlam o sistema. 4.697 Tanque de teto flutuante: tanque vertical
projetado para operar à pressão atmosférica, cujo teto
4.684 Supressão de incêndio: ver extinção de flutua sobre a superfície do líquido.
incêndio.
4.698 Tanque elevado: tanque instalado acima do
4.685 Tambor: vasilha metálica, cilíndrica, usada para nível do solo, apoiado em uma estrutura e com espaço
armazenar e transportar combustíveis líquidos. livre sob esta.

4.686 Tanque a baixa pressão: tanque vertical 4.699 Tanque horizontal: tanque com eixo horizontal
projetado para operar com pressão manométrica que pode ser construído e instalado para operar abaixo,
interna, superior a 6,9 KPa (1 psi), até 103, 4 KPa (15 acima ou nível do solo.
psi), medida no topo do tanque.
4.700 Tanque portátil: qualquer recipiente fechado
4.687 Tanque atmosférico: tanque vertical projetado contendo capacidade líquida superior a 450 L e inferior
para operar com pressão manométrica interna, desde a
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INSTRUÇÃO TÉCNICA n. 03/2017 – TERMINOLOGIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

a 3000 L e que não seja destinado à instalação fixa. veículo-tanque ao recipiente e vice-versa
Inclui os recipientes intermediários para granel (IBC).
4.714 Torre de espuma: equipamento portátil
4.701 Tanque subterrâneo: tanque horizontal destinado a facilitar a aplicação da espuma em
construído e instalado para operar abaixo do nível do tanques.
solo e totalmente enterrado.
4.715 Trajetórias de escape: vazão de ar que sai dos
4.702 Tanque vertical: tanque com eixo vertical, ambientes pressurizados, definida no projeto do
instalado com sua base totalmente apoiada sobre a sistema, e através deste fluxo de ar que são
superfície do solo. estabelecidas as trajetórias que serão percorridas pelo
ar que gera a pressurização.
4.703 Taxa de aplicação: vazão de solução de espuma
a ser lançada sobre a área da superfície líquida em 4.716 Transposição: abertura ou túnel de interligação
chamas. entre túneis gêmeos, sinalizada, com pavimentação
rodoviária ou trilhos ferroviários, servindo para desvio
4.704 Taxa de fluxo (F): número de pessoas que do tráfego de veículos ou de trens.
passam por minuto, por determinada largura de saída
(pessoas/ minuto). 4.717 Treinamento de abandono de local: ensaio de
procedimentos de abandono de local envolvendo os
4.705 Telhado resistente à propagação externa do ocupantes da edificação.
fogo: telhado e cobertura resistentes à penetração
externa do fogo e à propagação de chama sobre a 4.718 Tubo-luva de proteção: dispositivo no interior do
superfície externa deles. qual a tubulação de gás (GLP, nafta, gás natural ou
outro similar) é montada, e cuja finalidade é diminuir o
4.706 Temperatura crítica: temperatura que causa o risco de um princípio de incêndio.
colapso no elemento estrutural.
4.719 Tubulação (canalização): conjunto de tubos,
4.707 Tempo de comutação: intervalo de tempo entre conexões e outros acessórios destinados a conduzir
a interrupção da alimentação da rede elétrica da água, desde a reserva de incêndio até os hidrantes ou
concessionária e a entrada em funcionamento do mangotinhos.
sistema de iluminação de emergência.
4.720 Tubulação Flexível: Tubos de material metálico
4.708 Tempo máximo de abandono (t): duração facilmente articulados, com características comprova-
considerada para que todos os ocupantes do recinto das para o uso com GLP.
consigam atingir o espaço livre exterior.
4.721 Tubulação seca: parte do sistema hidráulico de
4.709 Tempo requerido de resistência ao fogo combate a incêndios que por condições específicas fica
(TRRF): tempo de duração da resistência ao fogo dos permanentemente sem água no seu interior, sendo
elementos construtivos de uma edificação estabelecida pressurizada apenas no momento da atuação.
em normas.
4.722 Túneis gêmeos: são túneis singelos, interligados
4.710 Terceiros: prestadores de serviço. por transposições, para tráfego de veículos ou trens,
cujo acesso é delimitado por emboques.
4.711 Terraço: local descoberto sobre uma edificação
ou ao nível de um de seus pavimentos acima do 4.723 Túnel bidirecional: túnel singelo com tráfego
pavimento térreo. nos dois sentidos.

4.712 Teste: verificação ou prova (fazer funcionar 4.724 Túnel de serviço: túnel de menor porte,
experimentalmente), para determinar a qualidade ou interligado ao principal, destinado à manutenção, rota
comportamento de um sistema de acordo com as de fuga e acesso de socorro.
condições estabelecidas na NT.
4.725 Túnel ferroviário: estrutura pavimentada com
4.713 Tomada de Abastecimento: Ponto destinado ao trilhos, abaixo do nível do solo, com superfície
abastecimento a granel por volume, através do acopla- protegida por estrutura de rocha, concreto e/ou aço,
mento de mangueiras para a transferência de