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Apostila Mês Zero

Faculdade de Engenharia de Sorocaba

Janeiro de 2018
Prefácio
A Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), no intuito de reforçar conhecimentos
básicos e necessários para o bom acompanhamento dos seus cursos, criou o Mês Zero, um
perı́odo de três a quatro semanas em que os alunos calouros reveem tópicos de matemática
fundamental, antes do inı́cio das aulas.
O Mês Zero vem ocorrendo na Facens desde 2005. Em 2018, estamos na 14a edição
e foi sendo moldado com o passar do tempo, até chegar no formato atual, com tópicos
divididos em 12 aulas, ministradas por qualificados professores.
Esta apostila reúne todo o conteúdo num estilo “direto ao ponto”, porém sem perder o
rigor. São apresentados diversos exemplos e exercı́cios resolvidos e há uma boa quantidade
de exercı́cios propostos, todos com resposta nas páginas finais.
O aluno que dominar os assuntos abordados aqui terá facilidade em entender os
conteúdos das disciplinas básicas da engenharia, como cálculo, álgebra linear, estatı́stica
e fı́sica, as quais costumar ter alto ı́ndice de reprovação.
Além da revisão do material, o Mês Zero serve como um perı́odo de transição entre
o ensino médio e a faculdade, em que os alunos ingressantes têm a oportunidade de se
conhecer e se acostumar com um ambiente novo.
A sua jornada, como aluno da Facens, começa do zero. E todos aqui estaremos à
disposição para dar condições de que ela não tenha limites.
Bons estudos!

Equipe de professores da Facens


Conteúdo

Aula 1 1
Conjuntos numéricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
Operações básicas e propriedades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
Leis de cancelamento e regras de sinal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Operações com frações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Hierarquia das operações matemáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Operações envolvendo variáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Exercı́cios propostos - Lista 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

Aula 2 14
Potenciação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Números Quadrados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Números Cúbicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Notação cientı́fica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Radiciação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Racionalização de denominadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Exercı́cios propostos - Lista 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

Aula 3 27
Produtos Notáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Fatoração e simplificação de expressões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Exercı́cios propostos - Lista 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31

Aula 4 33
Equações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Equação polinomial do primeiro grau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Inequação polinomial do primeiro grau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Módulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Exercı́cios propostos - Lista 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

Aula 5 41
Equação polinomial do segundo grau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Exercı́cios propostos - Lista 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46

Aula 6 47
Equações exponenciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
Logaritmo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
Exercı́cios propostos - Lista 6 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
Aula 7 52
Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
Plano cartesiano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
Gráficos de funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
Exercı́cios propostos - Lista 7 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57

Aula 8 59
Função polinomial do primeiro grau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Função polinomial do segundo grau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
Exercı́cios propostos - Lista 8 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65

Aula 9 67
Triângulo retângulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
Teorema de Pitágoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
Ternas Pitagóricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
Seno, cosseno e tangente no triângulo retângulo . . . . . . . . . . . . . . . 69
Exercı́cios propostos - Lista 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71

Aula 10 76
Ciclo trigonométrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
Seno, cosseno e tangente no ciclo trigonométrico . . . . . . . . . . . . . . . 77
Medida de arcos em radianos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
Exercı́cios propostos - Lista 10 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83

Aula 11 84
Relações trigonométricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Adição e subtração de arcos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Lei dos senos e lei dos cossenos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
Exercı́cios propostos - Lista 11 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87

Aula 12 88
Lista de Problemas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88

Respostas dos exercı́cios propostos 91


1

Aula 1

Conjuntos numéricos
Os números podem ser classificados de acordo com o conjunto a que pertencem.

Números naturais (N)


Os números naturais são os mais simples, aqueles que usamos para contar coisas do
dia-a-dia. O conjunto dos números naturais pode ser definido como
N = {0; 1; 2; 3; . . . }.

Números inteiros (Z)


Os números inteiros são os números naturais mais os seus opostos. Podemos definir o
seu conjunto como
Z = {. . . ; −3; −2; −1; 0; 1; 2; 3; . . . }.

Números racionais (Q)


Os números racionais são os que podem ser escritos como a razão entre dois números
inteiros. Assim, podemos definir o seu conjunto usando essa propriedade.
n a o
Q = x : x = , para algum a,b ∈ Z, com b 6= 0 .
b
1 3 2
São exemplos de números racionais: , − , 2 (pois ele pode ser escrito como ), 0,31
2 5 1
31 1
(pois ele pode ser escrito como ) e 0,333... (pois ele pode ser escrito como ).
100 3
Todo número que possui quantidade finita de casas decimais é racional, e todo número
que possui quantidade infinita de casas decimais, porém com uma dı́zima periódica,
também é racional.

Números irracionais (I)


Os números irracionais são os que não podem ser escritos como a razão entre dois
números inteiros. Podemos definir o seu conjunto como
n a o
I = x : x 6= , para todo a,b ∈ Z, com b 6= 0 .
b
√ √ √
São exemplos de números irracionais: 2, 3 41 e 1+2 5 . O número π (aproximadamente
3,1415926536) é irracional, assim como o número e (aproximadamente 2,71828182846) e
2

também o número ϕ (aproximadamente 1,618034 Números com infinitas casas decimais


não periódicos são os irracionais.

Números reais (R)


O conjunto dos números reais possui como elementos todos os números racionais e
irracionais. Portanto, podemos defini-lo como
R = Q ∪ I.

O diagrama a seguir resume os conjuntos numéricos apresentados.

R
Q I
Z
N

Observação: para qualquer conjunto numérico X, é comum o uso das seguintes notações:
X ∗ é o conjunto dos elementos não nulos de X
X+ é o conjunto dos elementos não negativos de X
X− é o conjunto dos elementos não positivos de X

Exemplos
N∗ = {1; 2; 3; . . . } Z∗ = {. . . ; −3; −2; 1; 1; 2; 3; . . . } Z∗− = {. . . ; −3; −2; −1}

Também existe o conjunto dos números complexos (representados pelo sı́mbolo C),
que engloba o conjunto dos números reais.
Reta real
Podemos representar os números reais com uma reta, denominada reta real.
√ 5 1 √
− 3 17 − 4 2 2 e π

−3 −2 −1 0 1 2 3

A reta real indica a ordem existente nos números reais. Dados dois números reais
distintos a e b, existem duas possibilidades:

• se a estiver à esquerda de b na reta, escrevemos a < b, ou, equivalentemente, b > a;


• se a estiver à direita de b na reta, escrevemos a > b, ou, equivalentemente, b < a.
√ 1
Na figura acima observamos, por exemplo, que −3 < −2, −1 > − 3 17, > 0 e π > e.
2
3

Operações básicas e propriedades


No conjunto dos números reais, estão definidas duas operações: a adição, para a qual
utilizaremos o sı́mbolo +, e a multiplicação, para a qual utilizaremos o sı́mbolo ·.
Dados números reais a, b e c, definimos as seguintes propriedades (ou axiomas):

Propriedade comutativa
a+b=b+a a·b=b·a

Propriedade associativa
(a + b) + c = a + (b + c) (a · b) · c = a · (b · c)

Observação: a utilização de parênteses () indica a operação que deve ser realizada


primeiro. Devido a essa propriedade, a ordem não faz diferença e, assim, podemos escrever
simplesmente a + b + c e a · b · c.

Propriedade distributiva
a · (b + c) = (a · b) + (a · c)

Elemento neutro
O número zero (0) é denominado o elemento neutro da adição e o número um (1)
é denominado o elemento neutro da multiplicação. Estes números possuem as seguintes
propriedades:
a+0=a a·1=a

Elemento oposto e elemento inverso


O número −a é o elemento oposto do número a, e temos que

a + (−a) = 0

1
Para a 6= 0, O número é o elemento inverso do número a, e temos que
a
1
a· =1
a
Estas duas últimas propriedades servirão para definirmos a subtração (para a qual
utilizaremos o sı́mbolo −) e a divisão (para a qual utilizaremos o sı́mbolo ÷) de números
reais, como segue:
1
a − b = a + (−b) a ÷ b = a · , para b 6= 0
b
Observação: quando não houver risco de ambiguidade, usaremos a simples justaposição
de sı́mbolos para indicar multiplicação (por exemplo, ab em vez de a · b). Na divisão,
a 1
usaremos no lugar de a · .
b b
4

Leis de cancelamento e regras de sinal


A partir dos axiomas mostrados, é possı́vel chegar a algumas “regras práticas”, usadas
no cálculo de expressões.

Cancelamento
As seguintes leis de cancelamento serão muito utilizadas na resolução de equações.
Usaremos o sı́mbolo ⇒, que pode ser lido como “implica”, ou “se... então”. Por exemplo:
A ⇒ B pode ser lido como “A implica B” ou “se A, então B”.

a+b=a+c ⇒ b=c ab = ac e a 6= 0 ⇒ b = c

A condição a 6= 0 é necessária na segunda lei de cancelamento, pois, caso contrário,


chegarı́amos ao absurdo de que, como 2 · 0 = 3 · 0, então 2 = 3. Além disso, temos que
c
ab = c e a 6= 0 ⇒ b = .
a
Novamente, devemos ter a 6= 0, pois não existe o elemento inverso de 0.

Exemplos
9
3+b=3+5 ⇒ b=5 2b = 2 · 7 ⇒ b = 7 5b = 9 ⇒ b =
5

Regras de sinal
Ao trabalharmos com expressões envolvendo o sinal −, as seguintes regras valem:

−(−a) = a (−a)b = −(ab) = a(−b) (−a)(−b) = ab −(a − b) = b − a

Exemplos

−(−2) = 2 (−2)3 = −(2 · 3) = −6 (−2)(−3) = 2 · 3 = 6 −(2 − 3) = 3 − 2 = 1


5

Operações com frações


Sejam a, b ∈ N, com b 6= 0. Como já visto, o número a ÷ b pode ser escrito na forma
a
, que denominamos fração. Nela, chamamos a de numerador e b de denominador.
b
2
Por exemplo, se a = 2 e b = 5, teremos o número , o qual também pode ser
5
representado por outras frações, ditas equivalentes. Para transformar uma fração numa
equivalente, multiplicamos o numerador e o denominador por um mesmo número (exceto
zero). A seguir estão algumas frações equivalentes, obtidas a partir da primeira. O
numerador e o denominador foram multiplicados por 2, 3, 4 etc.
2 4 6 8
= = = = ...
5 10 15 20
O conceito de equivalência é fundamental para efetuarmos certas operações com frações.

Regras de sinais
Antes de estudarmos as operações básicas envolvendo frações, vejamos as “regras
práticas” que usaremos daqui em diante. São elas:
−a a a −a a
= =− =
b −b b −b b

Exemplos
−4 4 2 2 −3 3
=− =− =
3 3 −7 7 −5 5

Soma e subtração
Para somar (ou subtrair) frações que possuem o mesmo denominador, basta somar
(ou subtrair) os numeradores e manter o denominador.

Exemplos
3 4 3+4 7 8 3 8−3 5
+ = = − = =
5 5 5 5 11 11 11 11
Para somar (ou subtrair) frações que possuem denominadores diferentes, é pre-
ciso encontrar frações equivalentes às que estão sendo operadas que possuam o mesmo
denominador. Em seguida, basta proceder como descrito acima.
Como exemplo, vamos efetuar a soma
7 11
+ .
12 15
Uma vez que precisamos de frações que possuam o mesmo denominador, este deve ser
um múltiplo tanto de 12 como de 15. E, para que os cálculos não se tornem complicados,
gostarı́amos que esse número fosse o menor possı́vel. Em outras palavras, queremos
encontrar o mı́nimo múltiplo comum (MMC) de 12 e 15.
6

Vejamos quais são os múltiplos de cada um desses números.

Múltiplos de 12: 12, 24, 36, 48, 60, 72, 84, 96, 108, 120, . . .
Múltiplos de 15: 15, 30, 45, 60, 75, 90, 105, 120, 135, 150, . . .

Estão destacados em negrito os múltiplos comuns de ambos os números. O menor


deles é o 60. De forma compacta, escrevemos

MMC(12, 15) = 60.

7 11
O próximo passo é encontrar frações equivalentes a e que tenham 60 como
12 15
denominador.
Na primeira fração, como temos que 60 = 12 · 5, multiplicamos o seu numerador por
35
5, obtendo 7 · 5 = 35. A fração equivalente que procurávamos é .
60
7 7·5 35
= =
12 12 · 5 60
Na segunda fração, como temos que 60 = 15 · 4, multiplicamos o seu numerador por
44
4, obtendo 11 · 4 = 44. A fração equivalente que procurávamos é .
60
11 11 · 4 44
= =
15 15 · 4 60
Agora podemos somar as frações, como segue:
7 11 35 44 79
+ = + =
12 15 60 60 60
Para realizar subtração de frações, aplicamos exatamente o mesmo processo, exceto
pela última etapa, em que devemos subtrair um numerador do outro.
Quando houver mais de duas frações sendo somadas ou subtraı́das, calculamos o MMC
de todos os denominadores. Em seguida, escrevemos as frações equivalentes de cada fração
inicial e, por fim, efetuamos as somas e subtrações.

Exemplo
1 5 7 6 25 14 6 + 25 − 14 17
+ − = + − = =
5 6 15 30 30 30 30 30

Cuidado com o erro comum de “somar em cima e embaixo”, como no exemplo a seguir.
2 1 2+1 3
+ = =
3 4 3+4 7
Isto não faz nenhum sentido!
7

Multiplicação e divisão
A multiplicação de frações é muito mais fácil que a soma ou a subtração. Para multi-
plicar duas frações, basta fazer o produto dos numeradores e dos denominadores.

Exemplo
3 7 3·7 21
· = =
5 4 5·4 20
Na divisão de frações, multiplicamos a primeira pelo inverso da segunda.

Exemplo
2
1 3 1 4 1·4 4 5 = 2 · 7 = 2 · 7 = 14
÷ = · = =
3 4 3 3 3·3 9 3 5 3 5·3 15
7

Simplificação de frações
Costuma-se escrever uma fração da forma mais simplificada possı́vel, isto é, com valores
mı́nimos (e naturais) para numerador e denominador. Dada uma fração, o processo de
simplificação consiste em dividir o numerador e o denominador por um mesmo número
natural (maior do que 1), até que isto não seja mais possı́vel.

Exemplo
18 ÷2 9 ÷3 3
÷2
= ÷3
=
30 15 5
Outra forma de realizarmos a simplificação é decompondo numerador e denominador
em fatores primos, para, em seguida, cancelar números iguais em cima e embaixo.

Exemplo
18 2 · 3 · 3 3
= =
30 2 · 3 · 5 5
Quando houver um produto de frações, podemos simplificar o denominador de qual-
quer fração com o numerador de qualquer fração. Este procedimento facilita muito
os cálculos.

Exemplo
3 1 4 3 ÷3 1 4 1 1 4 ÷2 1 1 2 2
· · = · ÷3 · = ÷2 · · = · · =
2 9 5 2 9 5 2 3 5 1 3 5 15

Cuidado: esta propriedade é válida somente quando a única operação realizada entre as
frações é a multiplicação. É um erro comum escrever, por exemplo,

2 3 2
+ = .
3 5 5
8

Hierarquia das operações matemáticas


Ao resolvermos uma expressão matemática que envolve diferentes tipos de operações,
é preciso obedecer à seguinte hierarquia:

1o¯ Potenciação e radiciação


2o¯ Multiplicação e divisão
3o¯ Soma e subtração

No caso de haver duas operações que estejam no mesmo patamar, elas devem ser
resolvidas na ordem em que aparecem. No entanto, quando houver parênteses ( ), colchetes
[ ] ou chaves { } na expressão, resolvemos primeiro o que está dentro deles, começando
pelos mais internos e terminando nos mais externos.

Exemplos
9−1−2·5−8÷2 9 − (1 − 2 · 5) − 8 ÷ 2 {9 − [(1 − 2) · (5 − 8)]} ÷ 2
= 9 − 1 − 10 − 4 = 9 − (1 − 10) − 4 = {9 − [(−1) · (−3)]} ÷ 2
= 8 − 10 − 4 = 9 − (−9) − 4 = {9 − [3]} ÷ 2
= −2 − 4 = 18 − 4 = {6} ÷ 2
= −6 = 14 =3

Observe, nas três expressões acima, que os números e as operações são os mesmos.
Entretanto, a colocação de parênteses, colchetes e chaves muda completamente os passos
da resolução e, consequentemente, o resultado final.
9

Operações envolvendo variáveis


Vejamos, agora, como realizar as operações básicas quando houver variáveis (a, b,
x, y etc.) numa expressão. Os termos puramente numéricos (isto é, que não possuem
variáveis) são normalmente chamados de termos independentes.

Exemplos
c ab
3a + bc − 2a − 4 + 5bc − 3 ab + −
d c
Em todos os exemplos e exercı́cios deste capı́tulo, consideraremos que os denomi-
nadores nas frações são sempre não-nulos.

Soma e subtração
Somamos e subtraı́mos apenas termos que possuem as mesmas variáveis, e os ter-
mos independentes também são operados entre si. Aplicando a propriedade distributiva,
combinamos os números que acompanham uma mesma variável (lembrando que variáveis
sozinhas podem ser vistas como tendo o número 1 as acompanhando, isto é: a = 1a).

Exemplo
3a + b − 2a − 4 + 5b − 3 = 3a − 2a + 1b + 5b − 4 − 3
= (3 − 2)a + (1 + 5)b − (4 + 3) = a + 6b − 7

Cuidado: é um erro comum a soma de termos independentes com termos que possuem
variáveis, por exemplo: 4 + 3a = 7a. O correto, aqui, seria não realizar nenhum tipo de
operação, pois não há termos que podem ser combinados.
Quando houver frações com variáveis apenas nos numeradores, procedemos como ex-
plicado anteriormente. Se necessário, primeiro escrevemos todas as frações com o mesmo
denominador e, em seguida, realizamos a soma (ou a subtração) nos numeradores.

Exemplo
4a + 2 a − 3 4a + 2 + a − 3 5a − 1
+ = =
3 3 3 3
Observação: se a operação entre duas frações for subtração, devemos aplicar o sinal
de menos a todos os termos que estão no numerador da segunda fração, como se houvesse
parênteses ao redor deles.

Exemplo
4a + 2 a − 3 4a + 2 − (a − 3) 4a + 2 − a + 3 3a + 5
− = = =
3 3 3 3 3
Cuidado: não é permitido simplificar um termo do numerador com o denominador
3 a − 5
quando no numerador houver uma soma ou subtração, como em = a − 5. Re-
3
forçamos, novamente, que só é permitido fazer tal simplificação quando a operação reali-
zada for a multiplicação.
10

Vejamos, agora, dois exemplos com denominadores diferentes.

Exemplos

5a + 3 a − 7 2(5a + 3) + 3(a − 7) 10a + 6 + 3a − 21 13a − 15


+ = = =
3 2 6 6 6
5a + 3 a − 7 2(5a + 3) − 3(a − 7) 10a + 6 − 3a + 21 7a + 27
− = = =
3 2 6 6 6

Quando houver frações com variáveis nos denominadores, as regras para soma e sub-
tração também serão as mesmas. Vejamos dois exemplos com denominadores iguais.

Exemplos
5a + 3 a − 7 5a + 3 + a − 7 6a − 4
+ = =
b b b b
5a + 3 a − 7 5a + 3 − (a − 7) 5a + 3 − a + 7 4a + 10
− = = =
b b b b b

Se os denominadores forem diferentes, teremos que encontrar frações equivalentes com


denominadores iguais e então proceder como acima. A diferença estará na obtenção do
MMC dos denominadores, pois, agora, não há somente números envolvidos.
As regras gerais são:
• havendo termos que são apenas variáveis diferentes, o MMC é o produto das variáveis
• havendo termos que são apenas variáveis, sendo algumas repetidas, o MMC será um
produto com exatamente uma de cada variável
• havendo termos que são variáveis acompanhadas por números, o MMC será o pro-
duto do MMC dos números pelo MMC das variáveis
Observação: aqui, excluı́mos o caso em que há variáveis elevadas a uma potência, por
exemplo a2 b3 , pois isto será tratado mais adiante.

Exemplos

MMC(a, b, c) = abc MMC(ab, ay, bxy) = abxy MMC(10a, 18ab, 15c) = 90abc
Vejamos, finalmente, exemplos com denominadores onde há variáveis.

Exemplos
1 2 3 bc + 2ac − 3ab
+ − =
a b c abc
3 2 5 3xy − 2bx + 5a
− + =
ab ay bxy abxy
3 2 4 27bc − 10c − 24ab
− − =
10a 18ab 15c 90abc
11

Multiplicação de expressões
Para multiplicar expressões que tenham mais de um termo, multiplica-se cada termo
de uma expressão por todos os termos da outra.

Exemplos

(a + b)(x + y) = a(x + y) + b(x + y) = ax + ay + bx + by

Simplificação de expressões
Quando houver duas ou mais frações sendo multiplicadas, vale a regra de simplificação
do denominador de qualquer fração com o numerador de qualquer fração.

Exemplos

3a 4b 5c 3a 4b 5c 3 4 5 1


· · = · · = · · =
bc 15 12ab bc
 15 12
ab 1 15 12b 3b
12x 8b 12x 15ay 12x 15 ay 12x 15 9x
÷ = · = · = · =
25ay 15ay 25ay 8b 25
a
y 8b 25 8b 10b
12

Exercı́cios propostos - Lista 1


1. Calcule.

a) −(−4) d) −(−4) · (−6) g) (−12) · (−6)

b) 7 · (−3) e) 4 · (−25) · 13 h) −(12 · 6)

c) −(7 − 10) f) −10 · (−18) · (−5) i) −[12 · (−6)]

2. Simplifique as frações.
30 32 72 51
a) b) c) d)
12 24 120 111

3. Calcule.
10 2 5 3 3 8
a) + d) − g) 5 + +
7 7 6 4 5 10
10 2 1 2 1 7 5
b) − e) + + h) + − 10
7 7 2 3 6 4 6
2 1 1 2 1 1 3 5 7
c) + f) − − i) − + −
3 5 4 3 6 5 5 3 3

4. Calcule a expressão e simplifique o resultado.


1 1 4 6 15 14 18 30
a) · d) 3 · g) ÷ j) · ·
3 5 9 27 12 8 25 35
1 3 4 5 45 15 4 3 12
b) · e) · h) ÷ k) · ÷
3 5 7 12 32 36 15 8 16
2 3 5 12 40 28 56
c) ·2 f) ÷ i) · · l) 14÷ ÷6
9 10 18 35 36 75 9

5. Calcule o valor das expressões e, quando possı́vel, simplifique o resultado.

a) 2 + 3 · 4 − 8 3 21 8
h) · ÷
4 9 5
b) 4 · (3 + 2) ÷ 10 − 1 5 6 4 10
i) · − ÷
c) (4 − 7) · (3 − 5) ÷ (4 − 5) 9 4 9 3
Å ã
2 5 3 1
d) (9 + 33 − 5 · 6) ÷ 4 j) + · −
3 3 2 2
e) [30 − (17 − 8) · 3 + 25] 1 5 1 1
k) · + ÷ −3
f) {1 − [2 − (3 − 4 · 2) − 2]} ÷ 2 10 2 3 9
ß ï Å ãò™
2 4 6 15 6 1 3
g) − ÷ l) 1+ − ÷ +
3 5 15 4 8 2 4
13

6. Expanda as expressões e simplifique-as sempre que possı́vel.

a) 3a − b + 5(a + b) f) (2x + y)(3z − w)

b) a − 2b + 3ab + 3(b − 2a) g) (a − b)(x − 2y − 3)

c) 3(x − 3y) − 5(2x − y) h) −2(1 − c)(3 + 4y) + 8y

d) (x − 4)(2y) − 2x(3y − 5) i) 3x[b + 2 − 4(5 − 2b)] − 10

e) (3 + a)(b + 4) j) −a[4 − b(2 − 3c)] + ab(c + 1)

7. Escreva as expressões usando apenas uma fração, simplificada ao máximo.


3 2 4 15ac 12b 4b
a) + − e) · ·
a b c 6b 3ac 20c
3a 2bc 7c 30xyz 10 6z
b) − − f) · ÷
4 3 6 49 16x 35
2x 3xy 2y − z 3ad 6ab 15d
c) − + g) ÷ ÷
3bc 2b ac 4c 10c 16b
2x + 1 3 − a 4y 12ay 11c 25x 55ac
d) + h) ÷ − · ÷
2x + 5 4a 9b 15x 7by 18 14y

8. Verifique se as desigualdades são verdadeiras.


10 12 1 1 1 1 5 4
a) < b) > c) − < − d) − < −
11 13 5 4 4 3 3 3

9. Em cada um dos itens, substitua o sı́mbolo por um dos sinais “<”, “>” ou “=”.
5 4 2 3 9 8 14 49
a) d) g) j)
7 7 3 4 8 7 26 91
1 1 3 4 8 7 12 18
b) e) h) k)
3 4 2 3 9 8 42 64
3 6 2 3 15 2
c) f) i) 4 l) 0,67
2 4 5 8 4 3
14

Aula 2

Potenciação
Sejam a um número real e n um número natural. Definimos a potência de base a e
expoente n, simbolizada por an , como

a0 = 1, para a 6= 0
an = |a · a · {z· · · · a}, para n ≥ 1.
n fatores

Exemplos

42 = 4 · 4 = 16 02 = 0 · 0 = 0

53 = 5 · 5 · 5 = 125 13 = 1 · 1 · 1 = 1

(−3)2 = (−3) · (−3) = 9 61 = 6

(−2)3 = (−2) · (−2) · (−2) = −8 40 = 1


Å ã2
21 0
Å ã
3 3 3 9
= · = − =1
4 4 4 16 8

É importante ressaltar a distinção existente entre (−a)n e −an . No primeiro caso, o


número (−a) está elevado à potência n. No segundo, o número a está elevado à potência
n e há um sinal de menos na frente do resultado. Simbolicamente, temos:

(−a)n = (−a) · (−a) · · · · · (−a) e − an = − |a · a · {z· · · · a} .


| {z }
n fatores n fatores

Exemplos

(−2)2 = (−2) · (−2) = 4 (−2)3 = (−2) · (−2) · (−2) = −8

−22 = −2 · 2 = −4 −23 = −2 · 2 · 2 = −8

Observe também que os valores de (−a)n e −an podem ou não ser iguais, dependendo
de a e n. Em geral, temos que
• se n for par, o valor de an será sempre positivo;
• se n for ı́mpar, o valor de an terá o mesmo sinal de a.
15

Números Quadrados

12 = 1.1 = 1 82 = 8.8 = 152 =

22 = 2.2 = 4 92 = 9.9 =
162 =

32 = 3.3 = 9 102 = 10.10 =


172 =
42 = 4.4 = 16 112 =
182 =
2 2
5 = 5.5 = 25 12 =

192 =
62 = 6.6 = 36 132 =

72 = 7.7 = 49 142 = 202 =

1,4,9,16,25,36,49,64,81,100,121,144,169,196,225,256,289,324,361,400

Números Cúbicos

13 = 1.1.1 = 1 83 = 8.8.8 = 153 =

23 = 2.2.2 = 8 93 = 9.9.9 =
163 =

33 = 3.3.3 = 27 103 = 10.10.10 =


173 =
43 = 4.4.4 = 64 113 =
183 =
3 3
5 = 5.5.5 = 125 12 =

193 =
63 = 6.6.6 = 216 133 =

73 = 7.7.7 = 343 143 = 203 =

1,8,27,64,125,216,343,512,729,1000,1331,1728,2197,2744,3375,4096,4913,5832,6859,8000
16

Potência com expoente negativo


A potência com base a 6= 0 e expoente negativo é dada pela relação
Å ãn
−n 1
a = .
a Å ã
p
Veja que, se a base estiver escrita em forma de fração , então
q
Å ã−n Å ãn
p q
= .
q p

Exemplos Å ã3 Å ã−2 Å ã2
−3 1 1 1 1 1 3 5 5 5 25
2 = = · · = = = · =
2 2 2 2 8 5 3 3 3 9
Finalmente, observamos que

• a1 = a, para qualquer valor de a;


• 1n = 1, para qualquer valor de n;
• 0n = 0, para n 6= 0.

O valor de 00 , no entanto, é indefinido (em alguns livros, ele é adotado como sendo 1).

Propriedades da potenciação
As seguintes propriedades são válidas para a potenciação e podem simplificar muito a
resolução de problemas.

Multiplicação e divisão de potências de mesma base


an
an · am = an+m = an−m , para a 6= 0
am

Multiplicação e divisão de potências com o mesmo expoente


n n n an  a  n
a · b = (a · b) = , para b 6= 0
bn b

Potência de potência

(an )m = an·m
m
Observe que (an )m e an não são a mesma coisa. Como visto acima, (an )m = an·m ,
m m
enquanto que an = a(n ) , ou seja, primeiro calculamos o valor de nm e depois elevamos
a essa potência a base a.

Exemplos
2 2
(23 )2 = 22·3 = 26 = 64 23 = 2(3 ) = 29 = 512
17

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–


ã−3
210
Å
Simplifique a expressão .
(22 · 2)4
Solução: Utilizando as propriedades de potenciação, temos:
ã−3 ã−3 ã−3
210 210 210
Å Å Å
−3 −3
= = = 210−12 = 2−2 = 26 = 64.
(22 · 2)4 (23 )4 212

Notação cientı́fica
Podemos escrever números que são potências de base 10 na forma 10n , sendo n ∈ Z.

Exemplos

100 = 102 100000 = 105 0,1 = 10−1 0,001 = 10−3

A notação cientı́fica consiste em escrever um número real não-nulo na forma

m · 10n ,

sendo 1 ≤ |m| < 10 e n ∈ Z. Denominamos m de mantissa e n de ordem de grandeza do


número.

Exemplos

300 = 3 · 102 −74 = −7,4 · 101 0,345 = 3,45 · 10−1 −0,009654 = −9,654 · 10−3

Usar notação cientı́fica é uma forma de padronizar a escrita de números nas ciências.
18

Radiciação
Seja a um número real e n um número natural maior do que 1. Satisfeitas as condições
de existência (que serão discutidas logo adiante), a raiz
√ de ı́ndice n (ou raiz enésima) do
número a (chamado de radicando) é representada por a e possui a seguinte propriedade:
n


n
a=b ⇔ bn = a.

É preciso considerar separadamente os casos em que n é par ou ı́mpar.

• Se n for ı́mpar, então o radicando, a, pode ser positivo ou negativo, e o resultado


da raiz, b, terá o mesmo sinal de a.

• Se n for par, então o radicando, a, deve ser positivo e o resultado da raiz, b, também
será positivo. No conjunto dos números reais, não existe raiz de números negativos
com ı́ndice par.
√ √
Observação: quando n = 2, costuma-se omitir o ı́ndice na raiz, isto é, a= 2
a.

Exemplos
√ √
4 = 2, pois 22 = 4 3
27 = 3, pois 33 = 27

9 = 3, pois 32 = 9 √

3
125 = 5, pois 53 = 125
49 = 7, pois 72 = 49 √
√ 3
−125 = −5, pois (−5)3 = −125
169 = 13, pois 132 = 169
√ √
324 = 18, pois 182 = 324 4
16 = 2, pois 24 = 16
√ √
Observe que, para qualquer ı́ndice n, n
0 = 0 e n 1 = 1, já que 0n = 0 e 1n = 1.

Satisfeitas as condições de existência, decorre da definição que



n
an = a,

mostrando que a radiciação pode ser vista como a operação inversa da potenciação.
O cálculo de raı́zes, no entanto, exige mais trabalho que o cálculo de potências. Assim,
começaremos com números naturais que possuem raiz exata (isto é, também natural), para
depois avançar para números inteiros negativos e, mais adiante, números quaisquer. √
Suponhamos, então, que a seja um número natural (e, portanto, positivo) e que n a
também seja um número natural. A nossa tarefa é determinar o valor de b tal que

a = b| · b · {z· · · · }b = bn .
n fatores

Muitas vezes, a obtenção de b pode ser feita mentalmente. Quando isto não for possı́vel,
será preciso decompor a em fatores primos.
19

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Calcule.
√ √ √
a) 5 243 b) 4
1296 c) 3
−1728

Solução:

a) Decompondo o radicando em fatores primos, obtemos 243 = 3 · 3 · 3 · 3 · 3 = 35 . Por-


tanto,

5

5
243 = 35 = 3

b) Decompondo o radicando em fatores primos, obtemos 1296 = 2 · 2 · 2 · 2 · 3 · 3 · 3 · 3 =


24 · 34 = (2 · 3)4 = 64 . Portanto,

4

4
1296 = 64 = 6

c) Decompondo o radicando em fatores primos, obtemos 1728 = 2 · 2 · 2·2 · 2 · 2·3 · 3 · 3 =


23 · 23 · 33 = (2 · 2 · 3)3 = 123 . Portanto,

3

3

3
−1728 = − 1728 = − 123 = −12


Importante: embora tenhamos afirmado que n bn = b, esta igualdade só é válida se
forem satisfeitas as condições de existência apresentadas. Em resumo, temos que

• Se n for ı́mpar, n bn = b sempre será válido.

• Se n for par, n bn = b será válido se e somente se b for positivo.

Dada uma variável x, um erro comum é dizer que x2 = x. Ora, se x é uma variável,
não há como saber se ela é positiva ou negativa. O correto, neste caso, é dizer que

x2 = |x|,

pois x2 certamente é positivo e, portanto, a sua raiz quadrada também o será.

Exemplo
»
(−3)2 = | − 3| = 3
20

Propriedades da radiciação
Sejam a e b números reais positivos, n um número natural maior do que 1 e m um
número inteiro. São válidas as seguintes propriedades.

Multiplicação e divisão de raı́zes de mesmo ı́ndice


√ √ √


n n
n
a a
n
a· b= a·b √n
= n , para b 6= 0
b b

Raiz de raiz
»√ √
m n n·m
a= a, para m > 0

Importante: estas propriedades são válidas para a e b negativos somente se os ı́ndices


forem ı́mpares. Portanto, não podemos escrever, por exemplo
√ √ » » √
−1 · −1 = (−1) · (−1) = (−1)2 = 1 = 1

Na último capı́tulo desta apostila, veremos como tratar o número −1, ao estudarmos
o conjunto dos números complexos.

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Simplifique as raı́zes.
√ √
3

5
a) 45 b) 1600 c) −81

Solução:

a) Decompondo o radicando em fatores primos, obtemos 45 = 3 · 3 · 5 = 32 · 5. Portanto,


√ √ √ √ √
45 = 32 · 5 = 32 · 5 = 3 5

b) Decompondo o radicando em fatores primos, obtemos 1600 = 2 · 2 · 2 · 2 · 2 · 2 · 5 · 5 =


23 · 23 · 52 . Portanto,

3

3

3

3

3

3

3
1600 = 23 · 23 · 52 = 23 · 23 · 52 = 2 · 2 · 52 = 4 25

c) Decompondo o radicando em fatores primos, obtemos 81 = 3 · 3 · 3 · 3 = 34 . Neste caso,


como não há nenhum fator primo elevado à potência 5 na decomposição do número 81,
não é possı́vel simplificar essa raiz.
21

Simplifique as expressões.
… √ √
8 13 75
a) c) √ · √
9 54 26
p√ √ √ √
3
b) 128 d) 18 + 9 + 2

Solução:

a) Podemos transformar a raiz da fração numa fração de raı́zes e depois proceder como
nos exemplos anteriores:
… √ √ √
8 8 22 · 2 2 2
=√ = √ =
9 9 32 3

b) Primeiramente, transformamos a raiz de raiz numa raiz só e em seguida a simplificamos.


»√
3

2·3
√6
√6

6
128 = 128 = 128 = 26 · 2 = 2 2

c) Podemos transformar tudo numa só raiz, fatorar e simplificar o radicando, e então
simplificar a raiz.
√ √      Å
5 2
… 2
13 · 75 13 · 3 · 5 52
ã
13 75 5 5
√ ·√ = = 3
= 2 2
= = =
54 26 54 · 26 2 · 3 · 2 · 13 3 ·2 3·2 3·2 6

d) Simplificando cada um dos termos separadamente, temos que


√ √ √ √
18 = 3 2 9=3 2 não pode ser simplificada

Portanto,
√ √ √ √ √ √
18 + 9+ 2=3 2+3+ 2=3+4 2

Potência com expoente racional


Seja a um número real positivo e sejam n e m números naturais, com n 6= 0, de tal
m
modo que a fração não possa ser simplificada. Nessas condições, temos que
n
√n m
am = a n

Exemplos

3 4 √ 7 √ 1
a4 = a 3 a7 = a 2 5
a = a5
22

m
Importante: a condição de que a fração seja irredutı́vel é necessária para evitar erros
p 6
n
do tipo (−2)6 = (−2) 2 = (−2)3 = −8. Opcorreto, aqui √ seria calcular a potência dentro
6
do radical primeiro e depois extrair a raiz: (−2) = 64 = 8.

A vantagem de se escrever uma raiz na forma de um expoente racional é nos possibilitar


usar as propriedades da potenciação, que continuam válidas.

Exemplos
√ √ 1 1 1 1 1 √
4 = 43 · 46 = 43+6 = 42 =
3 6
4· 4=2
Ä√ ä4 Ä 3 ä4 3
23 = 2 2 = 2 2 ·4 = 26 = 64

Importante: há certa confusão entre expoentes fracionários e frações elevadas a ex-
poentes negativos. Vimos que o sinal de menos no expoente “inverte a fração”, que fica
elevada ao mesmo expoente, porém positivo. Já o expoente fracionário transforma a
potência numa raiz. Acompanhe o passo-a-passo da resolução de cada um dos exemplos
a seguir, que envolvem os dois conceitos separadamente e, depois, juntos.

Exemplos
Å ã 21 … Å ã−2 Å ã2 Å ã− 12 Å ã 21 …
4 4 2 4 9 81 4 9 9 3
= = = = = = =
9 9 3 9 4 16 9 4 4 2
Observação: no exemplo acima, foi usada a propriedade de que a “raiz de uma potência”
é o mesmo que a “potência de uma raiz”, isto é:

n
√ m
am = n
a , para a ≥ 0.

Se n for ı́mpar, esta propriedade também é válida para a < 0.

Exemplos

4
Ä√
4
ä3 » Ä √ ä5
163 = 16 3
(−8)5 = 3 −8
23

Racionalização de denominadores
Certas frações cujo denominador é um número irracional podem ser escritas na forma
de uma fração equivalente√ com denominador racional. Um exemplo simples é a fração
√1 , que é equivalente a 2 . Ao fazermos a transformação da primeira fração na segunda,
2 2
realizamos a racionalização do seu denominador.
Veremos o procedimento√geral√para √ racionalizar
√ frações
√ √cujo denominador possui como
m n
fator expressões dos tipos a, a , a + b e a − b, sendo a, b, m e n números
naturais. Em todos os casos, iremos multiplicar o numerador e denominador da fração
por um mesmo número, o que, como visto anteriormente, transforma a fração original
numa fração equivalente.


Denominador contendo o fator a

Para racionalizar o denominador√de frações que possuem a como fator, multiplicamos
o numerador e o denominador por a.

Exemplos √ √ √
1 1 2 1· 2 2
√ =√ · √ =√ √ =
2 2 2 2· 2 2
√ √ √ √ √
3 3 6 3· 6 3 6 6 6
√ = √ ·√ = √ √ = = =
5 6 5 6 6 5 6· 6 5·6 5·2 10

Denominador contendo o fator m
an
Nos casos em que a raiz não for quadrada, é preciso encontrar um número que, ao ser
multiplicado pelo denominador, resulte num número inteiro.
Consideremos,
√ primeiramente, o caso em que n = 1, ou seja, em que existe um fator
do tipo a no denominador da fração. Lembrando que podemos escrever esse fator como
m
1 1 m−1 1+m−1 m
a m e que a m · a m = a m = a m = a, concluı́mos que, para racionalizar frações desse
m−1
tipo,
√ basta multiplicar o numerador e o denominador por a m , ou, escrito de outra forma,
m
am−1 .

Exemplo √ √ √ √
6 6
5
24
5
6 · 24
5
6 · 24
5
6 · 24 √
5

5

5
= √
5
· √
5
= √ √5
= √5
= = 3 24 = 3 16
2 2 2 4 5
2· 2 4 2 5 2

Usando a mesma lógica descrita acima, nos√casos em que 1 < n < m, basta multiplicar
o numerador e o denominador da fração por m am−n .

Exemplo √ √ √ √
6 6
5
22
5
6 · 22
5
6 · 22
5
6 · 22 √
5

√ √
= 5 ·√ = √ √ = √ = = 3 22 = 3 5 4
5 5 5 5 5
23 23 22 23 · 22 25 2
24

√ √ √ √
Denominador contendo o fator a+ b ou o fator a− b
Antes de analisar este caso, vejamos o resultado da multiplicação a seguir:
√ √ √ √ √ √ √ √ √   √ √
√
( a + b)( a − b) = a · a − 
a · b + 
b· a− b· b
√ √
= a2 − b2 = a − b

√ O√ resultado
√ acima
√ mostra que quando a e b são números naturais, o produto de
a + b√por √a − b é um número inteiro. Portanto, se o denominador
√ √ tiver um fator
do tipo a + b, multiplicamos √ a fração
√ em cima e embaixo por a − b. E se o fator
no
√ denominador
√ for do tipo a − b, multiplicamos a fração em cima e embaixo por
a + b.

Exemplo
√ √ √ √ √ √ √ √
1 1 5− 2 1 · ( 5 − 2) 5− 2 5− 2
√ √ =√ √ ·√ √ = √ √ √ √ = =
5+ 2 5+ 2 5− 2 ( 5 + 2)( 5 − 2) 5−2 3
√ √ √
√ Os casos em que o denominador possui um fator do tipo a + b, a − b, a + b ou
a − b são tratados de forma análoga.

Exemplo
√ √ √ √
5 5 7+2 5 · ( 7 + 2) 5( 7 + 2) 5( 7 + 2)
√ =√ ·√ = √ √ = =
7−2 7−2 7+2 ( 7 − 2)( 7 + 2) 7−4 3
25

Exercı́cios propostos - Lista 2

1. Calcule.

a) 13 d) −43 g) −62 j) −5−2 m) −70


n) 07
b) 43 e) 62 h) 5−2 k) 70 Å ã−2
1
c) (−4)3 f) (−6)2 i) (−5)−2 l) (−7)0 o)
2

2. Calcule o valor das expressões.

a) 23 − (52 − 43 ) 3−1 + 5−1


g)
2−1 + 20
b) (−2)3 + (−2)4 − (−2)5
Å ã3 Å ã2 (−5)1 − 32 + (0,4)0
5 3 h)
c) + 3−2 + 5−1 + 2−1
2 4 Å ã−2 Å ã−1
2 1
(−4)2 − (−5)3 −1
i) 2 + 6 · −
d) 3 3
102 + 62 + 22 + 12
Å ã−3 Å ã−4 Å ã0
2 1 1 −1 2 1
e) · 9−1 · 23 j) ÷ · (4 ) + −
3 2 2 6
Å ã2 Å ã−3 Å ã2 Å ã−4 ï ò Å ã0
4 2 2 1 1 −1 2 1
f) + · k) ÷ · (4 ) + −
5 3 5 2 2 6

3. Usando as propriedades da potenciação, simplifique as expressões.

32 43 253
Å ã2
−1 3 1 625 · 52 · 253
a) 7 · 3 · 5 c) 5 · 3 · · −2 e)
5 3 2 5 3 54 · 1253

(2−1 )−3 54 · 32 (2−2 · 3−2 )−1 44 + 44 + 44 + 44


b) + 4 2 d) −1 −1 −2 f)
42 3 ·5 (2 · 3 ) (23 + 23 )2

4. Calcule.
√ √ √
4

4

3

a) 81 b) 196 c) 625 d) 256 e) −3375 f) −64

5. Simplifique as expressões.
√ √

q
72
»
a) 12 p
3
f) √ j) 8 + 14 + 6 + 4
√ 50
b) 60
√ √
  …
√ g) 3
54 · 3 100 3 14 3 11
c) 600 k) + −
√ √ 125 5 25
√ h) 18 + 50
d) 3 1500  
√ p√ 37 + 36
e) 4 512 i) 4
96 · 9 · 72 · 27 l)
25 ÷ 23
26

6. Calcule.
1 1 7 ã− 31
a) 9 2 f) 64 6 k) 1− 9
Å
1
n)
1
− 13
125
b) 25 2 g) 8 Å ã 12
1
1 2 l) ã 2
c) 8 3 h) 27 3 1 −5
Å
4
o) −
1 2 243
d) 64 2 i) 27− 3 Å ã− 12
1
e) 64 3
1
j) 1 9
7 m) p) 10000− 4
1
4

7. Simplifique as expressões.
3 4

a) 9 2 + 32 5 52 6 5
e) √6
… 513
−4 1
b) 4 · 2 + √ Ä√ ä5
4 1
f) 2 2 ·
3
22 · 6
2
Ä 3
ä−1
c) 16− 2 √ 4 √
3
g) 2 3 2 + 4 · 2 3 − 5 24
ÇÅ ã− 3 å− 23 Å ã−2
2 2 √ 1
d) − 14 4

3
3
h) − −8 + 16 − − + 8− 3
2

8. Escreva as frações com denominador racional e simplifique o resultado quando possı́vel.


1 6 15
a) √ e) √
3
i) √
3 3 4− 7

10 10 2 3
b) √ f) √ j) √ √
2 5
8 3( 5 − 3)

6 2 12 √
c) √ g) √ 1− 2
5 15 3
81 k) √
√ √ 2−1
3+ 2 3
d) √ h) √ √
3 3+ 2

9. Simplifique as expressões.
√ √ √ √ √
2− 2 3+1 3−1 2 2 2− 3 3+2
a) √ b) √ +√ c) √ √ −√
3
d) √ ·√
2+1 3−1 3+1 5− 3 2 5 5−1
27

Aula 3

Produtos Notáveis
Algumas expressões algébricas possuem caracterı́sticas comuns ao serem desenvolvi-
das, elas recebem o nome de produtos notáveis. Essas expressões respeitam uma lógica
matemática na sua resolução. Os produtos podem ser resolvidos por meio da propriedade
distributiva da multiplicação ou pela regra prática.

Quadrado da soma e da diferença

(a + b)2 = a2 + 2ab + b2 e (a − b)2 = a2 − 2ab + b2

Exemplos

(a + 3)2 = a2 + 6a + 9 (9w − 1)2 = 81w2 − 18w + 1


(a + 3).(a + 3) = a2 + 3a + 3a + 32 (9w − 1)(9w − 1) = 81w2 − 9w − 9w + (−1)2
(a + 3)2 = a2 + 6a + 9 (9w − 1)2 = 81w2 − 18w + 1

Cubo da soma e da diferença

(a + b)3 = a3 + 3a2 b + 3ab2 + b3 (a − b)3 = a3 − 3a2 b + 3ab2 − b3

Exemplos

(a + 2)3 = a3 + 6a2 + 12a + 8 (x − 3)3 = x3 − 9x2 + 27x − 27

Fatoração e simplificação de expressões


Fatorar uma expressão matemática significa reescrevê-la usando uma multiplicação no
lugar de uma soma (ou uma subtração). Observe a igualdade a seguir:

10 + 6 = 2 · 8

No lado esquerdo da igualdade, o número 16 está escrito como uma soma, enquanto do
lado direito ele está escrito como uma multiplicação. Fatorar expressões pode ser útil para
simplificá-las. Em alguns casos, não é possı́vel resolver um problema sem essa simplificação
e, por isso, é fundamental conhecer os principais casos de fatoração, mostrados a seguir.
28

Fator comum
Numa soma em que todos os termos possuem um fator comum, ele pode ser colocado
em evidência, multiplicando a soma dos termos sem esse fator:

ax + ay = a(x + y)

Exemplos

2x + 2y = 2(x + y) 2x2 − 10x = 2x(x − 5)


3m + 6n = 3(m + 2n) 12s3 + 6s2 − 3s = 3s(4s2 + 2s − 1)
4t + 4 = 4(t + 1) 6a3 b2 + 3a2 b4 − 12a4 b = 3a2 b(2ab + b3 − 4a2 )

Agrupamento
Em alguns casos, não há um fator comum em todos os termos de uma soma, mas apenas
em alguns grupos de termos. Ainda assim, é possı́vel fatorar expressões que possuem a
seguinte forma:

ax + bx + ay + by = (a + b)(x + y)

Exemplos

3a + 3b + ax + bx = (a + b)(3 + x) x2 + xy + x + y = (x + y)(x + 1)
pq + 2p + 4q + 8 = (p + 4)(q + 2) mn − m − n + 1 = (m − 1)(n − 1)
29

Diferença entre dois quadrados


A diferença entre dois termos que estão elevados ao quadrado pode ser fatorada da
seguinte maneira:

a2 − b2 = (a + b)(a − b)

Em muitos casos, no entanto, um ou outro termo pode não estar no formato mostrado
acima e, então, será preciso reescrevê-lo para que esteja na forma de algo elevado ao
quadrado. Por exemplo, para fatorar a expressão a2 − 9, reescrevemos 9 como 32 e, assim,
temos que

a2 − 9 = a2 − 32 = (a + 3)(a − 3)

Exemplos

a2 − 4 = (a + 2)(a − 2) 9a2 − 16b2 = (3a + 4b)(3a − 4b)


x2 − 1 = (x + 1)(x − 1) x4 − y 4 = (x2 + y 2 )(x + y)(x − y)

Importante: a soma de dois quadrados, a2 + b2 , não pode ser fatorada. Também vale
ressaltar que

a2 + b2 6= (a + b)2 ,

pois (a + b)2 = (a + b)(a + b) = a2 + 2ab + b2 . Mais adiante estudaremos a expressão


(a + b)2 em detalhes.

Trinômio quadrado perfeito (TQP)


Trinômio do quadrado perfeito é um dos casos de fatoração de expressão algébrica. Ele
só pode ser utilizado quando a expressão for um trinômio (polinômio com três monômios)
e esse trinômio formar um quadrado perfeito.

a2 + 2ab + b2 = (a + b)2 e a2 − 2ab + b2 = (a − b)2

Exemplos

a2 + 6a + 9 = (a + 3)2 a2 − 6a + 9 = (a − 3)2
x2 + 4xy + 4y 2 = (x + 2y)2 81w2 − 18w + 1 = (9w − 1)2
30

Soma e diferença de cubos


Por fim, a soma (e a diferença) de dois termos elevados ao cubo pode ser fatorada da
seguinte forma:

a3 + b3 = (a + b)(a2 − ab + b2 ) a3 − b3 = (a − b)(a2 + ab + b2 )

Exemplos

x3 + 27 = (x + 3)(x2 − 3x + 9) 64 − z 3 = (4 − z)(16 + 4z + z 2 )
31

Exercı́cios propostos - Lista 3

1. Desenvolva os seguintes produtos notáveis (obtenha as identidades)

a) (a + 5)2 i) (5a2 + b3 )2
b) (x − 4)2 j) (4a5 − 3b4 )2
c) (x + 3)(x − 3)
k) (11 + b)(11 − b)
2
d) (3x + y)
l) ( 12 x + 3)2
2
e) (5 − 3a)
m) ( 43 x3 − 25 y 2 )2
f) (a − 7)(a + 7)
g) (2x + 3y)2 n) (−x + 6)2

h) (5x − 6y)(5x + 6y) o) (−5x − 2)2

2. Fatore as expressões.

a) 5x + 5y i) 144 − 81p2 q 4

b) 2a + 6b j) z 4 − 1

c) 4a2 − b2 k) 12p3 q 2 − 30p2 q 3

d) 4ax − 8ay l) ab + a + b + 1

e) 3x3 − 6x m) ab + a − b − 1

f) 2x2 − 50 n) 8a2 − 4ac + 6ab − 3bc

g) ab + ac + bd + cd o) 6ab + 4b3 + 15a3 + 10a2 b2

h) xy + 3x + 4y + 12 p) 6a3 b2 c4 + 3a2 b4 c3 − 12a4 bc5

3. Simplifique as expressões usando fatoração.

x2 + xy x2 − 4y 2
a) d)
2x 3x − 6y
4ac − 10ac2 x2 y 3 z 4 + x3 y 4 z 2 + x4 y 2 z 3
b) e)
12a2 c (xyz)2
7ax + ay + 7bx + by 3p3 q 3 − 12pq
c) f)
ax + ay + bx + by pq − 2
32

4. Fatore as expressões.

a) x2 + 2xy + y 2 c) 9a2 + 6a + 1 e) m2 − 6mn + 9n2


b) 4x2 − 8xy + 4y 2 d) a3 − 10a2 + 25a f) 30ab + 25b2 + 9a2

5. Simplifique as expressões (supondo que todos os denominadores são não-nulos).

a3 + a2 b x + 3 x2 + 2x + 1
a) 2 d) ·
a + 2ab + b2 2x + 2 x2 − 9
25x2 + 70x + 49 x2 + 8x + 16 x2 − 4
b) e) ·
25x + 35 3x + 6 5x + 20
x2 − 9 (x + y) − 2y(x + y)2
3
c) f)
x2 − 6x + 9 x2 − y 2

Exercı́cios Complemetares

(x4 − y 4 )(x + y)2 √


6. Determine o valor da expressão , para x = 4 e y = 3.
(x2 + y 2 )(x2 + 2xy + y 2 )

7. Simplifique as expressões.

3n−1 + 3n + 3n+1 26n − 1


a) b)
3n+2 − 3n 26n + 23n+1 + 1
33

Aula 4

Equações
Toda sentença aberta na forma de igualdade é chamada de equação.

Exemplo
3x + 2 = 14

Todo número que, ao ser substituı́do no lugar da incógnita, torna a equação verdadeira,
é chamado de raiz ou solução da equação.
O conjunto de todas as raı́zes de uma equação é chamado conjunto verdade ou conjunto
solução, que representaremos por S.

No exemplo acima, o número 4 é raiz da equação. Para verificar este fato, calculamos
a expressão do lado esquerdo da equação substituindo 4 no lugar de x e comparamos o
resultado com o lado direito:

3 · 4 + 2 = 12 + 2 = 14.
Como os resultados são iguais, está provado que 4 é raiz da equação.

Regra da balança
Para resolver uma equação, precisamos realizar manipulações algébricas para que a
incógnita seja isolada num dos lados da igualdade. No exemplo acima a incógnita está
representada pela letra x. Assim, para isolarmos o x na equação procedemos da seguinte
maneira:

3x + 2 = 14 Subtraı́mos 2 de ambos os lados da equação.


3x + 2 − 2 = 14 − 2
3x = 12 Dividimos por 3 ambos os lados da equação.
3 x 12
=
3 3
x=4 Obtemos a raiz da equação.

Como essa equação possui apenas uma raiz, o seu conjunto solução é S = {4}.

É importante observar que todas as operações realizadas para resolver a equação foram
feitas nos dois lados da igualdade. Isto é o que chamamos de regra da balança, pois, se
imaginarmos a igualdade como uma balança de dois pratos em equilı́brio, ela permanecerá
equilibrada somente se fizermos as mesmas mudanças simultaneamente em ambos os lados
da balança.
34

Embora, na prática, exista o costume de usarmos expressões do tipo “passa pro outro
lado com o sinal trocado”, ou então “passa pro outro lado dividindo”, essas operações
devem sempre obedecer, mesmo que disfarçadamente, à regra da balança. Na resolução
do exemplo acima, o que fizemos foi “passar o 2 do lado esquerdo para o lado direito com
o sinal trocado” e depois “passar o 3 do lado esquerdo dividindo o lado direito”.
São exemplos do que é permitido fazer nos dois lados de uma equação:

• somar uma constante;

• subtrair uma constante;

• multiplicar por uma constante;

• dividir por uma constante (exceto zero);

• elevar ao quadrado;

• tirar a raiz quadrada (desde que ambos os lados sejam positivos);

• aplicar uma função qualquer, como seno, exponencial, logaritmo etc. (desde que as
condições de existência sejam obedecidas).

As operações que devem ser realizadas para a resolução de uma equação irão variar
caso a caso, e cabe a quem está resolvendo decidir qual será o próximo passo.
35

Equação polinomial do primeiro grau


Equação do primeiro grau é aquela que pode ser reduzida à forma

ax + b = 0,
ß ™
b
com a, b ∈ R e a 6= 0. Escrita nessa forma, o conjunto solução da equação será S = − .
a
Para resolver equações do primeiro grau, precisamos apenas realizar as quatro operações
básicas da matemática: soma, subtração, multiplicação e divisão.

Exemplos
3x x
4x + 3 = 5 − 2x = +1
2 3
3x x
4x + 2x = 5 − 3 − =1
2 3
9x 2x
6x = 2 − =1
6 6
2 7x
x= =1
6 6
1 6
x= x=
3 7
ß ™ ß ™
1 6
⇒S= ⇒S=
3 7
Observação: algumas equações que aparentam ser do primeiro grau podem resultar
em expressões do tipo 0x = k, em que k será um número real. Neste caso, há duas
possibilidades:

• se k = 0, a equação será verdadeira para todo valor de x. Portanto, seu conjunto


solução será S = R;

• se k 6= 0, a equação será falsa para todo valor de x. Portanto, seu conjunto solução
será S = ∅.

Exemplos
4(x − 1) = 4x + 3 − 7 5(x − 2) = 5x + 4
4x − 4 = 4x − 4 5x − 10 = 5x + 4
4x − 4x = −4 + 4 5x − 5x = 4 + 10
0x = 0 0x = 14
⇒S=R ⇒S=∅
36

Inequação polinomial do primeiro grau


Inequação do primeiro grau é toda sentença aberta que pode ser escrita de uma das
seguintes formas:

ax + b > 0 ou ax + b ≥ 0 ou ax + b < 0 ou ax + b ≤ 0,

com a, b ∈ R e a 6= 0.
Para resolver uma inequação do primeiro grau, procedemos como se ela fosse uma
equação, com a seguinte ressalva: ao multiplicar (ou dividir) os dois lados por um
número negativo, o sinal de desigualdade deve ser invertido.

Exemplos

2x − 4 > 0 −3x + 9 ≥ 0
2x > 4 −3x ≥ −9
4 −9
x> x≤ (sinal muda de ≥ para ≤ )
2 −3
x>2 x≤3
⇒ S = (2, +∞) ⇒ S = (−∞, 3]

Observação: ao resolvermos algumas equações, pode acontecer de a variável ser elimi-


nada e chegarmos a resultados absurdos (por exemplo, 3 > 5) ou a identidades, isto é,
resultados que são verdadeiros independentemente do valor de x (por exemplo, 8 ≥ 2).
No primeiro caso, S = ∅; no segundo S = R.
37

Intervalos
Um intervalo na reta real é um conjunto de pontos situados entre dois valores a e b
(sendo a < b), os quais chamaremos de extremidades. Intervalos podem incluir ambas,
uma, ou nenhuma das extremidades.
Um intervalo pode ser escrito de três formas: usando uma figura; colocando as ex-
tremidades do intervalo entre colchetes ou parênteses; ou usando a notação de conjuntos.
Na reta real, usamos uma bola fechada (•) para indicar a inclusão e uma bola aberta (◦)
para indicar a exclusão de uma extremidade no intervalo. Na notação compacta, colchete
indica inclusão e parêntese indica exclusão. Na notação de conjuntos, os sı́mbolos de ≤ e
≥ indicam inclusão e os sı́mbolos < e > indicam exclusão.
As figuras a seguir mostram os quatro casos possı́veis para intervalos finitos. Abaixo
de cada um deles, estão mostradas as notações compacta e de conjunto.

a b a b a b a b
[a; b] (a; b] [a; b) (a; b)
{x ∈ R : a ≤ x ≤ b} {x ∈ R : a < x ≤ b} {x ∈ R : a ≤ x < b} {x ∈ R : a < x < b}

Para intervalos infinitos, existem, além da reta real inteira (R), os seguintes casos:

b a a b
(−∞; b] (a; +∞) [a; +∞) (−∞; b)
{x ∈ R : x ≤ b} {x ∈ R : x > a} {x ∈ R : x ≥ a} {x ∈ R : x < b}

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Dados os conjuntos a seguir, represente-os na reta real e os escreva usando a


notação compacta de intervalo.

a) {x ∈ R : 4 < x ≤ 10} b) {x ∈ R : x > 0}

Solução: Solução:
4 10 0
(4; 10] (0; +∞)
38

Módulo
O módulo (ou o valor absoluto) de um número real a, simbolizado por |a|, é a distância,
na reta real, entre 0 e a. O módulo de todo número é não-negativo.

Exemplo A distância entre 0 e 3 é 3, e a distância entre 0 e −3 também é 3.

3 3

−3 −2 −1 0 1 2 3

Portanto, temos que |3| = | − 3| = 3. Em geral |a| = | − a|, para todo número real a.
Equações modulares
Sabemos que o módulo de qualquer número nunca é negativo e que números opostos
possuem o mesmo módulo. Assim, dada a equação modular |x| = 3, podemos concluir
que x = 3 ou x = −3. O conjunto solução dessa equação, portanto, é S = {−3, 3}.
De modo geral, temos que

• se |x| = a e a ≥ 0, então x = a ou x = −a;

• se |x| = a e a < 0, então a equação não possui solução.

Importante: em equações modulares, é recomendável sempre validar as respostas


obtidas, isto é, substituir as soluções encontradas na equação original e verificar se a
igualdade continua válida.

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Resolva a equação |2x − 4| = 6.


Solução: A expressão que está dentro das barras verticais pode ser igual a 6 ou a −6.
Assim, dividimos o problema em dois casos e resolvemos cada um deles separadamente.

Caso 1: 2x − 4 = 6 ⇒ x=5
Caso 2: 2x − 4 = −6 ⇒ x = −1

É fácil verificar que ambos os valores encontrados para a incógnita satisfazem a equação
original. Portanto, o conjunto solução da equação é S = {−1, 5}.
39

Exercı́cios propostos - Lista 4

1. Determine o valor de x nas expressões.

a) x + 4 = 3 + 4 b) 5x = 5 · 9 c) 8x = 13

2. Verifique se o valor de x dado é ou não raiz da equação.


3x x 15 15
a) 7x − 2 = 19 x=3 e) − = x=
4 2 32 8
1 2
b) x = 5 + 4(x + 1) x = −3 f) x + = 2 x=
x 3
4 5
c) 4x − 7 = 3 − (x − 1) x=2 g) x(x − 1) = 5 + x=0
7 x−1
20 2 x(x − 4) 3
d) = 5(x + 2) x= h) = x=6
3 3 x+2 x−4

3. Determine o conjunto solução das equações.

a) 2x − 5 = x + 12 x−1 x 1
g) + =
4 3 6
b) 5(x − 2) = 4x + 6 2x + 1 x x−1
h) + =
6 3 4
c) −4(4 − x) = 2(x − 1) 2x x 8+x
i) 4 + − =
3 6 2
d) −3x + 1 = −8 x+1 x−2
j) + =4
5 3
e) 3(x − 5) = 2 + 3x 2x − 1 x − 4
k) − =x
9 5
3x x + 2 4 − 5x 3x − 5 1
f) + 2 = 3x − 2 l) − = +
2 3 2 4 3

4. Calcule.

3 4 7 6
a) |5 − 3 + 4 − 9| b) |3 − 2 · 5| c) |8 − 5| · |5 − 8| d) − − −

4 3 6 7

5. Determine o conjunto solução das equações.



2x − 1 4 1 7
a) |7 − 2x| = 5 b) |2x + 1| + 4 = 0 c) −3 = 0 d) + − = 0
5 x 3 5
40

6. Determine o conjunto solução das inequações.

a) 2x − 1 > 3 x+2 x+3


g) − ≥1
5 2
b) −3x + 7 > 1
6x − 2 6x − 3
c) 3x + 8 ≤ x + 2 h) − ≤5
3 2
d) −(5x − 4) + 2 ≥ 4 − 5x x−1 x 2x − 3 x − 2
i) − > −
e) x − 4 > 4 + x 2 3 4 3

2x − 3 5x − 1 3x − 13 5x + 1
f) <7 j) − > +1
5 4 10 3

7. Represente os conjuntos na reta real e escreva-os usando a notação compacta de


intervalo.

a) {x ∈ R : −1 ≤ x < 3} d) {x ∈ R : −2 ≤ x ≤ 3}

b) {x ∈ R : −2 < x ≤ 0} e) {x ∈ R : x ≤ 0}

c) {x ∈ R : 1 < x < 5} f) {x ∈ R : x > 1}

8. A partir das figuras, escreva cada intervalo usando a notação de conjunto.

a) c) e) g)
1 4 3 5 −2 8

b) d) f) h)
5 5 6 −4 0 12

9. Escreva cada um dos conjuntos a seguir indicando os seus elementos de forma explı́cita.

a) A = {x ∈ N∗ : x ≤ 4} b) B = {x ∈ Z+ : x < 4} c) C = {x ∈ Z∗− : x > −3}


41

Aula 5

Equação polinomial do segundo grau


Equação do segundo grau (ou equação quadrática) é aquela que pode ser escrita na
forma

ax2 + bx + c = 0,

onde x é a incógnita e a, b e c são constantes (sendo a 6= 0).


Neste capı́tulo, consideramos apenas o conjunto dos números reais, e, neste caso, uma
equação desse tipo pode ter duas raı́zes distintas, duas raı́zes iguais (ou, visto de outra
forma, uma única raiz) ou nenhuma raiz. Para saber em qual das categorias uma equação
se encaixa, calculamos o seu discriminante (∆), com a fórmula

∆ = b2 − 4ac.

Existem três possibilidades para o valor de ∆:

• se ∆ > 0, a equação possui duas raı́zes reais distintas;

• se ∆ = 0, ela possui duas raı́zes reais iguais;

• se ∆ < 0, ela não possui raiz real.

Se a equação tiver duas raı́zes (denominadas x1 e x2 ), elas podem ser calculadas com
a fórmula quadrática (ou fórmula de Bhaskara):
√ √
−b − ∆ −b + ∆
x1 = e x2 = .
2a 2a
Se a equação tiver duas raı́zes iguais, a fórmula aplicada é a mesma. No entanto, como
∆ = 0, ela é simplificada para
b
x1 = x2 = − .
2a

É importante observar que, para usarmos a fórmula quadrática, a equação do segundo


grau deve estar no formato padrão ax2 + bx + c = 0. Quando o problema não trouxer
a equação nessa forma, devemos rearranjar e/ou combinar os termos antes de aplicar a
fórmula.
42

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Resolva as equações usando a fórmula quadrática.

a) 2x2 + 3x − 2 = 0

Solução: Temos a = 2, b = 3 e c = −2. O valor do discriminante é:

∆ = 32 − 4 · 2 · (−2) = 9 + 16 = 25

Como ∆ > 0, a equação possui duas raı́zes distintas.


√ √
−3 − 25 −3 − 5 −3 + 25 −3 + 5 1
x1 = = = −2 x2 = = =
2·2 4 2·2 4 2
ß ™
1
Portanto, o conjunto solução dessa equação é S = −2; .
2

b) x2 + 6x + 9 = 0

Solução: Temos a = 1, b = 6 e c = 9. O valor do discriminante é:

∆ = 62 − 4 · 1 · 9 = 36 − 36 = 0

Como ∆ = 0, a equação possui duas raı́zes iguais.


−6
x1 = x2 = = −3
2·1
Portanto, o conjunto solução dessa equação é S = {−3}.

c) x2 − 3x + 4 = 0

Solução: Temos a = 1, b = 3 e c = 4. O valor do discriminante é:

∆ = (−3)2 − 4 · 1 · 4 = 9 − 16 = −7

Como ∆ < 0, a equação não possui raiz. Portanto, o conjunto solução dessa equação
é S = ∅.

Equações incompletas
Equações do segundo grau em que b = 0 ou c = 0 (ou b = c = 0), denominadas
incompletas, são mais simples de se resolver, sem a necessidade de fórmulas. Basta isolar
a incógnita na equação ou então fatorá-la e igualar cada um dos fatores a zero.
43

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Resolva as equações sem usar a fórmula quadrática.

a) 3x2 = 0

Solução: Dividindo-se os dois lados por 3, obtemos x2 = 0. Portanto, S = {0}.

b) 2x2 − 6 = 0

Solução: Isolamos a incógnita na equação.


√ ¶ √ √ ©
2x2 = 6 ⇒ x2 = 3 ⇒ x=± 3 ⇒ S = − 3; 3 .

c) 5x2 + 4 = 0

Solução: Isolamos a incógnita na equação.


4
5x2 = −4 ⇒ x2 = − ⇒ S = ∅.
5

d) 2x2 − 8x = 0

Solução: Fatoramos o lado esquerdo da equação.

2x(x − 4) = 0 ⇒ 2x = 0 ou (x − 4) = 0 ⇒ x = 0 ou x = 4 ⇒ S = {0; 4}.

Trinômio soma e produto


Um caso de fatoração importante e que não foi abordado no capı́tulo anterior é o
trinômio soma e produto:

x2 + (p + q)x + pq = (x + p)(x + q)

Para fazermos a fatoração de uma expressão desse tipo, é preciso encontrar dois
números cuja soma seja igual à constante que multiplica o x e cujo produto seja igual
ao termo independente.

Exemplos

x2 + 7x + 12 = (x + 3)(x + 4) x2 + 3x + 2 = (x + 1)(x + 2)
x2 + 2x − 8 = (x − 2)(x + 4) x2 − 4x − 5 = (x − 5)(x + 1)
x2 − 5x + 6 = (x − 2)(x − 3) x2 − 6x + 9 = (x − 3)(x − 3)
44

Nas fatorações acima, podemos fazer o cálculo mentalmente através de tentativa e


erro. Por exemplo, vamos analisar a primeira expressão:

x2 + 7x + 12.

Os valores de p e q devem ser tais que


p+q =7 e pq = 12.

Para que o produto pq seja igual a 12, existem as seguintes possibilidades com valores
inteiros de p e q:
p = 1, q = 12 ⇒ p + q = 13
p = 2, q = 6 ⇒ p+q =8
p = 3, q = 4 ⇒ p+q =7
p = −3, q = −4 ⇒ p + q = −7
p = −2, q = −6 ⇒ p + q = −8
p = −1, q = −12 ⇒ p + q = −13

De todas as opções listadas, apenas a terceira atende ao requisito da soma (p + q = 7).


Portanto, temos que p = 3, q = 4, e a fatoração será

x2 + 7x + 12 = (x + 3)(x + 4).

Este caso de fatoração é muito importante pelos seguintes motivos: ele pode ser usado
na resolução rápida (sem a necessidade da fórmula quadrática) de equações do segundo
grau que possuem soluções inteiras; e o princı́pio pode ser generalizado para equações
polinomiais de grau maior do que 2.

Resolução de equações do segundo grau usando fatoração


Equações do segundo grau que possuem raı́zes inteiras frequentemente podem ser
fatoradas com facilidade. Feita a fatoração, a obtenção das raı́zes é imediata, pois se
tivermos uma equação do tipo

(x + p)(x + q) = 0,

então x + p = 0 ou x + q = 0, o que significa que as raı́zes são x1 = −p e x2 = −q.


45

Resolva a equação x2 + 9x + 18 = 0 usando fatoração.

Solução: A equação pode ser reescrita como

(x + 3)(x + 6) = 0

Portanto, temos que

x + 3 = 0 ou x + 6 = 0 ⇒ x = −3 ou x = −6 ⇒ S = {−6; −3}.

Importante: este método de resolução se aplica somente quando o coeficiente do x2 é


unitário (ou seja, a = 1) e as raı́zes são de fácil obtenção (normalmente, números inteiros).
Se o cálculo de p e q se mostrar muito demorado, devemos então usar a fórmula quadrática.

Propriedades da raı́zes
Consideremos novamente a equação do segundo grau na forma

ax2 + bx + c = 0
√ √
−b − ∆ −b + ∆
cujas raı́zes são x1 = e x2 = .
2a 2a
É fácil verificar que a soma das raı́zes e o produto das raı́zes são dados por
b c
x1 + x 2 = − e x1 · x2 =
a a
Estas duas relações estão diretamente ligadas à fatoração da equação do segundo grau
usando o trinômio soma e produto, pois x1 = −p e x2 = −q.
Podemos usar estas informações para resolver alguns problemas sem a necessidade de
calcular as raı́zes da equação.

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Determine o produto das raı́zes da equação 3(x2 − 2) + 4x = 3(2 − x) + 7.

Solução: Colocando a equação no formato ax2 + bx + c = 0, obtemos:

3x2 + 7x − 19 = 0

Assim, temos que a = 3, b = 7 e c = −19. A soma e o produto das raı́zes são


7 19
x1 + x2 = − e x 1 · x2 = −
3 3
46

Exercı́cios propostos - Lista 5

1. Determine o conjunto solução das equações usando a fórmula quadrática.

a) x2 − 5x + 6 = 0 c) 1 + 4x2 − 4x = 0 e) −4(x − 1) = x2 + 7

b) 3x2 − 5x + 3 = 0 d) 3x2 + x = 2x + 2 f) 4x(x − 2) = 3

2. Determine o conjunto solução das equações sem usar a fórmula quadrática.

a) 2x2 − 32 = 0 d) 9 + 4x2 = 0 g) 4x2 − 11 = 0

b) 3x2 − 12x = 0 e) 9x = 4x2 h) x3 − x = 0

c) 3x2 +4x = x(x+4) f) 2x2 − 2x = x2 + x i) (x − 2)(x − 4) = 0

3. Fatore as expressões.

a) x2 + 5x + 6 d) x2 + x − 6 g) x2 − 12x + 35

b) x2 + 5x + 4 e) x2 − 9x + 18 h) x2 − 16

c) x2 + 8x + 15 f) x2 − 4x + 4 i) x2 + 7x

4. Determine o conjunto solução das equações a seguir usando fatoração.

a) x2 + 6x + 5 = 0 d) x2 + x − 2 = 0

b) x2 + 6x − 7 = 0 e) x2 − 9x + 20 = 0

c) x2 − 8x + 15 = 0 f) x2 − 2x + 1 = 0

5. Quanto vale a soma das raı́zes da equação (3x − 2)(x + 5) = (2 + x)2 ?

6. Determine o valor de m na equação

m−1
Å ã
2
8x + 2x − = 0,
2
15
de modo que o produto de suas raı́zes seja igual a − .
8

7. Determine o valor de k para que uma das raı́zes da equação x2 + kx + 27 = 0 seja o


quadrado da outra.

8. Sendo x1 e x2 as raı́zes da equação x2 − 8x + p = 0, determine p para que se tenha


3x1 − 4x2 = 3.
47

Aula 6

Equações exponenciais
Equações exponenciais são aquelas em que a incógnita está no expoente de uma
potência. Para resolver uma equação deste tipo, é necessário escrever ambos os lados
da equação como uma potência de mesma base e, em seguida, igualar os expoentes.

Exemplos
1 2
3x = 9 2x = 53x−1 = 25 3x = 81
16
2
3x = 32 2 = 2−4
x
53x−1 = 52 3x = 34
x=2 x = −4 3x − 1 = 2 x2 = 4
S = {2} S = {−4} x=1 x = ±2
S = {1} S = {−2; 2}

Em alguns casos, teremos que usar propriedades de potenciação e radiciação.

Exemplos √ Ä√ äx √
9x =
5 3
27 16 = 2 2
√ Ä√
5
äx 1
(32 )x = 33 24 = 2 · 2 3
3
Ä 4 äx 1
32x = 3 2 2 5 = 21+ 3
3 4 4
2x = 25x = 23
2
3 4 4
x= x=
4 ™
ß 5 3
3 5
S= x=
4 3
ß ™
5
S=
3
48

Logaritmo
O logaritmo mede quantas vezes um número “cabe” dentro de outro número em termos
multiplicativos. Por exemplo, o número 2 “cabe” dentro do número 8 três vezes, pois
8 = 2 · 2 · 2 = 23 . Dizemos que o logaritmo de 8 na base 2 é 3, e escrevemos log2 8 = 3.
A definição formal é

logb a = c ⇔ bc = a,

para a > 0, b > 0 e b 6= 1. No lado esquerdo dessa definição, b é a base e a é o logaritmando.

Exemplos
1 1
log2 8 = 3 ⇔ 23 = 8 log3 = −2 ⇔ 3−2 =
9 9
log5 25 = 2 ⇔ 52 = 25 log8 1 = 0 ⇔ 0
8 =1
log3 81 = 4 ⇔ 34 = 81 log7 7 = 1 ⇔ 71 = 7

Podemos entender o logaritmo como a operação inversa da exponenciação e, nos casos


em que não sabemos calculá-lo facilmente, montamos uma equação exponencial para
determinar o seu valor. Para determinar o valor de log9 27, por exemplo, podemos chamá-
lo de x, usar a definição e então resolver a equação resultante.
3
log9 27 = x ⇒ 9x = 27 ⇒ (32 )x = 33 ⇒ 32x = 33 ⇒ 2x = 3 ⇒ x =
2
3
Portanto, temos que log9 27 = .
2
Vale ressaltar que há restrições para os valores da base, b, e do logaritmando, a (ver
novamente na definição). Não existem, por exemplo: log−3 9, log1 5 ou log2 (−8).

Bases especiais
Em problemas reais que envolvem logaritmos, alguns números são usados com mais
frequência como base, e, portanto, usamos uma notação diferenciada para tais casos.
Quando a base é 10, costumamos omiti-la ao escrever apenas log, isto é:

log x = log10 x.

O número de Euler, representado pela letra e, também é muito usado como base. Este
número é irracional e vale aproximadamente 2,71828. O logaritmo de base e é chamado
de logaritmo natural e representado por ln. Assim, temos que

ln x = loge x.

Outra base muito utilizada, principalmente em computação, é o número 2. Em alguns


livros, utiliza-se lg para representar o logaritmo nessa base.
49

Propriedades dos logaritmos


Sejam b, x e y números reais positivos, com b 6= 1, e seja n um número real qualquer.
As seguintes propriedades são válidas:
Å ã
x
logb (x · y) = logb x + logb y logb = logb x − logb y logb xn = n logb x
y
√ 1
Seja m um número natural positivo. Então temos que m
x = x m , e, portanto:

m
1
logb x= logb x
m
Para mudar a base de um logaritmo, podemos usar a seguinte propriedade:
logc x
logb x =
logc b

para qualquer número c, desde que c > 0 e c 6= 1.

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Dado que loga b = 2 e loga c = 3, calcule:



Å ã
ab 3
a) loga (abc) b) loga c) loga (b5 c2 ) d) loga b e) logb c
c
Solução:
a) loga (abc) = loga a + loga b + loga c = 1 + 2 + 3 = 6
Å ã
ab
b) loga = loga a + loga b − loga c = 1 + 2 − 3 = 0
c
c) loga (b5 c2 ) = loga b5 + loga c2 = 5 loga b + 2 loga c = 5 · 2 + 2 · 3 = 16

3 1 1 2 loga c 3
d) loga b = loga b = · 2 = e) logb c = =
3 3 3 loga b 2
50

Equações logarı́tmicas
Para resolver equações que envolvem logaritmos, aplicamos a definição e as pro-
priedades de logaritmo e, em seguida, testamos as suas condições de existência.
Por exemplo, para resolver a equação

logx (x + 6) = 2,

começamos transformando-a numa equação exponencial e determinado as raı́zes da equação


resultante:

(x + 6) = x2 ⇒ x2 − x − 6 = 0 ⇒ x = −2 ou x = 3

Voltando à equação original, logx (x + 6) = 2, vemos que a resposta x = −2 não é


válida, pois a base de um logaritmo não pode ser negativa. Assim, o conjunto solução da
equação é S = {3}.
51

Exercı́cios propostos - Lista 6

1. Resolva as equações.
Å ãx
a) 4x = 64 d) 2x−2 = 8 1
g) = 25
1 125
b) 2x = 1 √
2 e) 2x+1 =
4 h) 3x = 5
27
1 √
c) 52x = f) 3x
2 −5
= 81 i) 4x = 32
25

2. Calcule.

a) log7 49 e) log4 1 i) log16 8 m) log27 3 3

f) log 1000 1 n) log√2 3 16
b) log2 16 j) log
100
1 o) ln e2
c) log5 125 g) log2 k) log 1 9
4 3
Å
1
ã
√ p) ln √
d) log3 3 h) log8 16 l) log5 3 5 4
e

3. Sendo logx a = 8, logx b = 2 e logx c = 1, calcule.


Å 3ã
a2 b
Å ã
a) logx (ac) a
c) logx 2 e) logx √
Å ã bc c
b √
b) logx d) logx 3 a f) loga b + logb c
a

4. Usando propriedades de logaritmo, calcule o valor de log 25 + log 4.


a
5. Se log3 b − log3 a = 4, quanto vale ?
b

6. Se loga 2 = 5 e loga 3 = 7, quando vale loga 72?


7. Determine o conjunto solução das equações.

a) log2 x = 4 g) log12 (x2 − x) = 1

b) logx 16 = 4 x+3
h) log3 =1
x−3
c) logx 16 = −2
i) log5 x + log5 2 = 2
1
d) logx = 2 j) log3 (2x + 1) − log3 (5x − 3) = −1
9
e) log3 (2x − 7) = 3 k) ln(x − 3) + ln(x + 4) = 3 ln 2

f) log(x−5) 25 = 2 l) log(x − 2) + log(x + 5) = 2 log 3


52

Aula 7

Funções
Função é um dos conceitos mais importantes na matemática. Informalmente, podemos
dizer que uma função é uma expressão que transforma um valor de entrada (x) num valor
de saı́da (y).

x y
função

Por exemplo, consideremos a expressão

y = x4 − 5x + 2x − 7.

Embora ela possa parecer complicada, podemos calcular o valor de y para qualquer
valor de x que seja escolhido.

Para x = 1, y = 14 − 5 · 1 + 21 − 7 ⇒ y = −9.
Para x = 2, y = 24 − 5 · 2 + 22 − 7 ⇒ y = 3.
Para x = 3, y = 34 − 5 · 3 + 23 − 7 ⇒ y = 67.

Portanto, a função transformou x = 1 em y = −9, x = 2 em y = 3 e x = 3 em y = 65.


Outra forma que podemos escrever uma função é usando a notação f (x) no lugar de y.
A expressão seria escrita da seguinte forma:

f (x) = x4 − 5x + 2x − 7.

Agora, podemos escrever as transformações acima de forma mais compacta.

f (1) = 14 − 5 · 1 + 21 − 7 = −9.
f (2) = 24 − 5 · 2 + 22 − 7 = 3.
f (3) = 34 − 5 · 3 + 23 − 7 = 67.

Usaremos também outras letras além do f para denotar funções, como g(x), h(x) etc.
É importante dizer que nem todas as funções aceitam qualquer valor de x como entrada.
1 √
Por exemplo, a função r(x) = não aceita o zero, e a função s(x) = x não aceita
x
valores negativos como entrada.
53

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

5 + x2 − 3x3 5 + 02 − 3 · 03 5
Dada a função f (x) = , a) f (0) = =
4−x 4−0 4
determine:

a) f (0) b) f (2) c) f (−3) 5 + 22 − 3 · 23 15


b) f (2) = =−
4−2 2
Solução: Basta substituir o valor dado
no lugar de x e calcular o valor numérico 5 + (−3)2 − 3 · (−3)3 95
da expressão resultante. c) f (−3) = =
4 − (−3) 7
54

Plano cartesiano
Os pares de valores (x; y) que obtemos através de funções correspondem a pontos no
plano cartesiano, em que dois eixos perpendiculares indicarão as coordenadas horizontal
e vertical dos pontos.
y

−3 −2 −1 O 1 2 3 x
−1

−2

−3

Para um dado par ordenado (x; y), o eixo horizontal (ou eixo das abscissas) indica o
valor de x, enquanto o eixo vertical (ou eixo das ordenadas) indica o valor de y. O ponto
em que os eixos se cruzam é chamado de origem (O).
A tı́tulo de exemplo, mostramos a localização no plano cartesiano dos seguintes pontos:

A(3; 1) B(−3; 1) C(1; 3) D(0, − 3) E(2,0) F (0; 0)

C
3

2
B A
1
F E
−3 −2 −1 O 1 2 3 x
−1

−2
D
−3
55

Gráficos de funções
Toda função real de uma variável possui um gráfico que pode ser traçado no plano
cartesiano. Abaixo estão dois exemplos de funções e os seus gráficos associados.

1 x3 x2
y= −3 y= − −x+1
2x 16 8

y y

3 3

2 2

1 1

−3 −2 −1 O 1 2 3 x −3 −2 −1 O 1 2 3 x
−1 −1

−2 −2

−3 −3

Para fazer o desenho do gráfico de uma função manualmente, é preciso localizar alguns
pontos por onde a curva passa. Para isto, escolhemos valores para x e calculamos os valores
de y através da função em questão.
56

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Esboce o gráfico da função y = x2 − 1.

Solução: Escolhemos valores para x e calculamos os valores de y usando a função dada.


A partir dos pares ordenados (x; y) obtidos, localizamos os pontos no gráfico e em seguida
traçamos por eles a curva da função.

y
Pares
x y = x2 − 1 ordenados
⇒ ⇒ 3
−2 y = (−2)2 − 1 = 3 (−2; 3)
2
−1 y = (−1)2 − 1 = 0 (−1; 0)
1
0 y = 02 − 1 = −1 (0; −1)

1 y = 12 − 1 = 0 (1; 0) −3 −2 −1 O 1 2 3 x
−1
2 y = 22 − 1 = 3 (2; 3)
−2

−3
57

Exercı́cios propostos - Lista 7

1. Dada a função f (x) = x2 − 3x + 4, determine:


Å ã
1
Å ã
1 Ä√ ä Ä √ ä
a) f (2) b) f (−1) c) f d) f − e) f 3 f) f 1 − 2
2 3

2. Dadas as funções
x √
f (x) = + (x − 1)(x + 2) g(x) = 7x − x2 + 3x h(x) = x3 + log2 x,
2
determine

a) f (0) d) f (3) + h(1) g) f (−3) − 3 g(−1)


Ä√ ä
b) f (2) e) g(3) − 3 g(1) h) h 3 4

g(0) g(−1)
Å ã
h(16)
c) f) i) log16
f (−2) g(−2) 17

x2
3. Dadas as funções f (x) = 2x − k e g(x) = − 3k, determine o valor de k para que se
2
tenha f (2) = g(3).

4. As funções f e g são dadas por


3 4
f (x) = x − 1 e
g(x) = x + a
5 3
Å ã
1 1
Sabendo-se que f (0) − g(0) = , quanto vale f (3) − 3 g ?
3 5

5. Dada a função r(x) = ax + b, tal que r(1) = 3 e r(2) = 9, determine r(0).


Å ã
bx 1
6. Dada a função s(x) = a 3 , tal que s(0) = 5 e s(1) = 45, determine s .
2
7. Localize no plano cartesiano os pontos a seguir.

a) A(5; 1) c) C(−1; 3) e) E(0; 3) g) G(−2; 0)

b) B(4; −2) d) D(−2; −5) f) F (5; 0) h) H(0; −5)

8. Quais são as coordenadas do ponto médio do segmento que liga o ponto A(−3; 5) ao
ponto B(4; −2)?
58

9. Os pontos A(2; 4), B(−6; −2), C(−4; −5) são vértices do retângulo ABCD. Determine
as coordenadas do ponto D.

10. Em cada um dos itens a seguir, construa o gráfico da função. (Use os valores de x
dados para encontrar os pontos no plano cartesiano.)

a) y = 2x − 3, usando x = −1; 0; 1; 2; 3; 4.

b) y = −x + 3, usando x = −2; −1; 0; 1; 2; 3.


x
c) y = + 1, usando x = −4; −2; 0; 2; 4; 6.
2
d) y = x2 − x − 5, usando x = −3; −2; 0; 1; 2; 3; 4.

e) y = 3 − (x − 2)2 , usando x = −1; 0; 1; 2; 3; 4; 5.


1 1 1
f) y = , usando x = −2; −1; − ; ; 1; 2.
x 2 2

g) y = x, usando x = 0; 1; 4; 9; 16.

h) y = 3 x, usando x = −8; −1; 0; 1; 8.

i) y = 3x , usando x = −2; −1; 0; 1; 2.


1 1 1
j) y = log2 x, usando x = ; ; ; 1; 2; 4; 8.
8 4 2
59

Aula 8

Função polinomial do primeiro grau


A função polinomial do primeiro grau é uma das mais simples e úteis na matemática.
O seu gráfico é uma reta e a sua equação pode ser escrita na forma

y = ax + b (com a 6= 0),

em que a é o coeficiente angular e b é o coeficiente linear da reta.


Os gráficos a seguir mostram duas retas e suas respectivas equações.

1
y = 2x − 1 y =− x+1
2
y y

3 3

2 2

1 1

−3 −2 −1 O 1 2 3 x −3 −2 −1 O 1 2 3 x
−1 −1

−2 −2

−3 −3

O coeficiente angular da reta nos informa se ela é crescente (a > 0) ou decrescente


(a < 0). No primeiro gráfico acima, a = 2 e a reta é crescente. No segundo, a = − 12 e a
reta é decrescente. Quando a = 0, a função é chamada constante e o seu gráfico é uma
reta horizontal.
O coeficiente linear (b) mostra o ponto em que a reta cruza o eixo y. No primeiro
gráfico, este ponto é o −1. No segundo, é o 1.

Construção do gráfico
Para desenhar o gráfico de uma reta, precisamos de apenas dois pontos por onde ela
passa. Assim, escolhemos dois valores para x e calculamos os valores correspondentes de
y. Em seguida, marcamos os pontos no plano e traçamos a reta por eles.
60

Equação da reta a partir do coeficiente angular e um ponto


É possı́vel obter a equação de uma reta se conhecermos a sua inclinação (ou, em outras
palavras, o seu coeficiente angular) e um ponto por onde ela passa. Basta substituir as
coordenadas do ponto no lugar de x e y, o valor de a, e calcular b.
Vale ressaltar que retas paralelas possuem a mesma inclinação e, portanto, o mesmo
coeficiente angular.

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Determine a equação da reta que passa pelo ponto (2; −4) e tem inclinação
igual a 3.

Solução: Lembrando que a equação da reta pode ser escrita na forma y = ax + b,


substituı́mos os valores conhecidos e determinamos o valor do coeficiente linear.

y = ax + b
−4 = 3 · 2 + b
b = −10

Portanto, a equação da reta é y = 3x − 10.

Equação da reta a partir de dois pontos


Podemos também obter a equação de uma reta conhecendo dois pontos por onde ela
passa, cujas coordenadas denotaremos por (x1 ; y1 ) e (x2 ; y2 ).
A partir desses valores, calculamos o coeficiente angular da reta usando a fórmula
y2 − y1
a= .
x2 − x 1
Em seguida, usamos o valor calculado de m e um dos pontos para determinar a equação
da reta, como mostrado anteriormente.
61

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Determine a equação da reta que passa pelos pontos (2; 1) e (−4; 3).
Solução: Começamos calculando o valor do coeficiente angular.
3−1 2 1
a= ⇒ a= ⇒ a=−
−4 − 2 −6 3
1
Em seguida, obtemos o valor de b usando a = − e um dos pontos.
3
1 5
y = ax + b ⇒ 1=− ·2+b ⇒ b=
3 3
1 5
Portanto, a equação da reta é y = − x + .
3 3
62

Função polinomial do segundo grau


Uma função polinomial do segundo grau é aquela que pode ser escrita na forma

y = ax2 + bx + c (com a 6= 0).

O gráfico dessa função é uma parábola com eixo de simetria vertical. (Nesta apostila,
todas as parábolas consideradas serão deste tipo.)
A seguir estão os gráficos de duas parábolas e suas respectivas equações.

y = 2x2 + 4x + 2 y = −x2 + x + 2

y y

3 3

2 2

1 1

−3 −2 −1 O 1 2 3 x −3 −2 −1 O 1 2 3 x
−1 −1

−2 −2

−3 −3

Os coeficientes a, b e c determinam o formato da parábola.

• O coeficiente a determina a concavidade da parábola. Se a > 0, a parábola tem


concavidade virada para cima (gráfico da esquerda). Se a < 0, ela tem concavidade
para baixo (gráfico da direita).

• O coeficiente b indica qual “lado” da parábola cruza com o eixo y. Se b > 0, a


parábola cruza o eixo y no seu ramo crescente (gráficos da esquerda e da direita).
Se b < 0, ela cruza o eixo y no seu ramo decrescente. Se b = 0, a parábola cruza o
eixo y no seu ponto máximo (ou mı́nimo).

• O coeficiente c mostra o ponto que a parábola cruza o eixo y, conhecido como


intercepto. No gráfico da esquerda, esse ponto é o 1. No da direita, o ponto é o 2.

Chamamos de raı́zes de uma função os valores de x para os quais tem-se y = 0. Grafi-


camente, as raı́zes são os pontos em que a função toca o eixo x. Parábolas podem tocar
o eixo x nenhuma, uma ou duas vezes. Para saber em que categoria uma determinada
parábola se encaixa, estudamos o sinal de seu discriminante ∆ (obtido com a fórmula
∆ = b2 − 4ac, a mesma vista anteriormente).
63

• Se ∆ > 0, a parábola toca o eixo x duas vezes.

• Se ∆ = 0, ela toca o eixo x uma vez.

• Se ∆ < 0, ela não toca o eixo x.

No caso em que ∆ ≥ 0, o cálculo das raı́zes (que chamaremos de x1 e x2 ) pode ser


feito usando a fórmula quadrática (ou fórmula de Bhaskara):
√ √
−b − ∆ −b + ∆
x1 = e x2 = .
2a 2a
Finalmente, o vértice da parábola é o seu ponto máximo (se a < 0) ou mı́nimo (se a >
0). Nesse ponto, a parábola muda a sua inclinação (passa de crescente para decrescente,
ou vice-versa). Denotando as coordenadas do vértice por (xv ; yv ), podemos calculá-las
com as fórmulas
b ∆
xv = − e yv = − .
2a 4a

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Para cada uma das parábolas a seguir, determine as coordenadas do seu vértice
e as suas raı́zes (caso existam). Em seguida, desenhe o seu gráfico no plano
cartesiano.

a) y = x2 − 5x + 4

Solução: Temos a = 1, b = −5 e c = 4. Portanto, a parábola possui concavidade para


cima e cruza o eixo y em seu ramo decrescente no ponto y = 4.

O valor do discriminante é O gráfico da parábola é

∆ = (−5)2 − 4 · 1 · 4 = 25 − 16 = 9. y

As raı́zes são dadas por 4 intercepto



−(−5) − 9 5−3 3
x1 = = =1
2·1 2
√ 2
−(−5) + 9 5+3
x2 = = = 4. 1
2·1 2
x1 xv x2
As coordenadas do vértice são
−1 O 1 2 3 4 5 x
(−5) 5 −1
xv = − =
2·1 2 −2
9 9 yv vértice
yv = − =− .
4·1 4
64

1
b) y = − x2 − 2
4
1
Solução: Temos a = − , b = 0 e c = −2. Portanto, a parábola possui concavidade para
4
baixo e seu vértice cruza o eixo y no ponto −2.

O valor do discriminante é O gráfico da parábola é

Å ã
1 y
2
∆=0 −4· − · (−2) = −2.
4
−3 −2 −1 O 1 2 3 x
Como ∆ < 0, a parábola não possui −1
raı́zes reais. vértice e intercepto
−2
As coordenadas do vértice são
−3
0
xv = − Å ã =0 −4
1
2· −
4 −5
(−2) −6
yv = − Å ã = −2.
1
4· −
4
65

Exercı́cios propostos - Lista 8

1. Simplifique as expressões para obter uma equação na forma y = ax + b. Identifique os


coeficientes angular e linear da reta e, em seguida, desenhe o seu gráfico.

a) 2y − 4x = −3 − 2x + y c) 5y − 7x = 10 − 7(x + 1) + y
3y 4x y x
b) y + 3 + 2x = −8 + 4x + 2y d) + − =
5 3 6 30

2. Determine a equação da reta a partir de seu coeficiente angular (a) e um ponto por
onde ela passa
Å ã
a) a = 3 e (2; 3) 8 6 5
d) a = − e ;−
3 5 3
2
b) a = e (−1; 2) e) a = 0 e (4; 5)
7
c) a = −5 e (0; 2) f) a = 1 e (0; 0)

5
3. Determine a equação da reta que passa pela origem e é paralela à reta y = − x + 7.
3
4. Determine a equação da reta que passa pelos pontos dados.

a) (0; 1) e (2; 3) d) (0; −1) e (−1; 4)

b) (1; 0) e (0; −2) e) (−1; 1) e (1; −1)

c) (1; 2) e (3; 1) f) (−10; −2) e (1; −2)

5. A reta que passa pelos pontos A (3; −4) e B(p; q) também passa pela origem. Determine
p
o valor de .
q
x
6. A reta y = − + b forma com os eixos x e y um triângulo cuja área mede 6. Determine
3
o valor de b, sabendo que ele é positivo.

7. Determine as coordenadas do vértice e as raı́zes (caso existam) das parábolas. Em


seguida, desenhe os seus gráficos.

a) y = x2 − 5x + 6 c) y = 2x2 + 4x + 3 e) y = −3x2 + 6x
1
b) y = −x2 + 6x − 9 d) y = x2 − 9 f) y = x2 + 1
2

8. Para que o gráfico da função y = x2 − 2x + p intercepte o eixo x em apenas um ponto,


qual deve ser o valor de p?
66

9. Determine a soma das coordenadas x e y do ponto de mı́nimo da função y = 2x2 −x+3.

10. Determine a equação da reta que passa pelo ponto (2; −1) e pelo vértice da parábola
y = 4x − 2x2 .

11. A parábola de equação y = −2x2 + bx + c passa pelo ponto (1; 0) e seu vértice é o
ponto de coordenadas (3; v). Determine v.
1 1
12. Construa o gráfico da função y = −x2 + x + . A partir do desenho, determine
2 2
para quais valores de x tem-se y > 0.
67

Aula 9

Triângulo retângulo
Um triângulo retângulo é aquele que possui um ângulo reto (90◦ ) e dois ângulos agudos
(com menos de 90◦ ). O seu maior lado, chamado de hipotenusa, é o que está oposto ao
ângulo reto. Os outros dois lados são chamados de catetos.

hipotenusa
cateto

cateto

Teorema de Pitágoras
Se chamarmos a medida da hipotenusa de a e as medidas dos catetos de b e c, o
teorema de Pitágoras diz que

a2 = b 2 + c 2 .

É possı́vel provar esse teorema analisando os dois quadrados a seguir, que possuem a
mesma área total.
b c c b

c
a b b b
a

a
b a
c c c

c b c b

Como os quatro triângulos retângulos em cada uma das figuras são iguais, concluı́mos
que a área do quadrado cinza na figura da esquerda é igual à soma das áreas dos quadrados
cinza na figura da direita. Portanto, a2 = b2 + c2 .
68

Ternas Pitagóricas
Conhecer as principais ternas pitagóricas agiliza na resolução de boa parte de proble-
mas contendo teorema de Pitágoras. A seguir listamos algumas:

(3,4,5) pois 32 + 42 = 52
(5,12,13) pois 52 + 1x2 = 132
(8,15,17) pois 82 + 152 = 172
(7,24,25)
(20,21,29)
(12,35,37)
(9,40,41)

OBS: A regra também é válida quando multiplicamos a terna por qualquer constante
real diferente de zero.
Exemplo: (3,4,5) x 2 = (6,8,10)

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Quanto mede a hipotenusa de um Determine o valor de x no triângulo


triângulo retângulo cujos catetos a seguir.
medem 3 cm e 4 cm?
Solução: 8

x
x 2x
3

4 Solução:

(2x)2 = x2 + 82
x2 = 32 + 42 4x2 = x2 + 64
x2 = 9 + 16 3x2 = 64
x2 = 25 64
x2 =
x=5 3

8 3
A hipotenusa mede 5 cm. x=
3
69

Seno, cosseno e tangente no triângulo retângulo


Considere o triângulo retângulo ABC a seguir:

a
b

A c B

A partir das medidas dos lados de um triângulo retângulo, definimos as seguintes


relações para os seus ângulos agudos:
cateto oposto cateto adjacente cateto oposto
seno = cosseno = tangente =
hipotenusa hipotenusa cateto adjacente
Portanto, para o triângulo ABC acima, temos que
b c b
sen B̂ = cos B̂ = tg B̂ =
a a c
c b c
sen Ĉ = cos Ĉ = tg Ĉ =
a a b

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Calcule seno, cosseno e tangente 3


Sabendo que sen α = , calcule o
dos ângulos agudos do triângulo. 5
valor de x.
D
12 α
5
x
E 13 F

Solução: 7
5 12
sen Ê = sen F̂ =
13 13 Solução:
12 5
cos Ê = cos F̂ = 3 7
13 13 sen α = =
5 x
5 12 35
tg Ê = tg F̂ =
12 5 x=
3
70

Ângulos notáveis
A tabela a seguir mostra os valores do seno, cosseno e tangente de 30◦ , 45◦ e 60◦ , os
chamados ângulos notáveis.

α 30◦ 45◦ 60◦


√ √
1 2 3
sen α
2 2 2
√ √
3 2 1
cos α
2 2 2

3 √
tg α 1 3
3

É possı́vel demonstrar esses resultados a partir relações entre os lados do triângulo


equilátero e do triângulo retângulo isósceles.

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Determine os valores de x e de y na Solução:


figura.
1 x
sen 30◦ = =
2 18
18 x=9
x √
◦ 3 y
30◦ cos 30 = =
2
√ 18
y
y=9 3
71

Exercı́cios propostos - Lista 9

1. Determine o comprimento da hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos


medem 9 cm e 12 cm.

2. Calcule a distância (em linha reta) do ponto (−3; 2) até o ponto (4; −1) no plano
cartesiano.
y
4

−4 −3 −2 −1 1 2 3 4 x
−1

−2

−3

−4
72

3. Determine o valor de x nas figuras.

a) e)

13
2x
x
9
3x

12
f)

6
b)
x

20 6
x 3

g)
2
16
2

c) 2
x

x 13

7
h)
5

d)
10 8
2x

x x

5
73

4. Determine os valores de sen α, cos α e tg α nas figuras.

a) c)

α
2
1 3
7
α

3
d)
b)
9
α
8

17 α
3

7
5. Calcule o valor de x na figura, sabendo que cos α = .
20

6
α
x


6. Calcule o valor de x na figura, sabendo que tg 15◦ = 2 − 3.

2
15◦
x

7. Um barco avista a torre de um farol segundo um ângulo de 6◦ . Sabendo que a altura


do farol é de 42 m, determine a distância do barco ao farol. Dado: tg 6◦ ≈ 0,105.

8. A distância em entre um observador no solo e um avião é de 3000 m. Sabendo que a


linha reta entre o observador e o avião forma 42◦ com o solo, determine a altura em que
se encontra o avião. Dado: sen 42◦ ≈ 0,67. (Desprezar a altura do observador.)
74

9. Calcule a medida x nos triângulos.

a) b) c)

3
5

x 60◦ 8
x
45◦ 60◦
x

10. Determine x e y na figura.

30◦ 60◦

y
30

11. Considere o triângulo a seguir.

α β


Dado que α = 30◦ , β = 60◦ e h = 2, calcule a área do triângulo.

12. Um escada de bombeiro pode ser estendida até um comprimento máximo de 25 m,


formando um ângulo de 60◦ com a base, que está apoiada num caminhão, a 2 m do solo.
Qual é a altura máxima que a escada atinge?
75

13. Uma escada apoiada na parede, num ponto distante 5m do solo, forma com essa
parede um ângulo de 30◦ . Qual é o comprimento da escada?

14. Ao meio dia, Sol a pino, um garoto empina uma pipa cuja linha, bem esticada, faz
com o chão um ângulo de 60◦ . Sabendo que a sombra do papagaio está distante 32 m de
onde está o garoto, determine a altura do papagaio.

15. De um ponto A, um agrimensor enxerga o topo T de um morro conforme um ângulo


de 45◦ . Ao se aproximar 50 metros do morro, ele passa a ver o topo T conforme um
ângulo de 60◦ . Determine a altura do morro.
76

Aula 10

Ciclo trigonométrico
O ciclo trigonométrico é uma circunferência de raio unitário centrada na origem (O)
do plano cartesiano.

O raio = 1

Chamaremos de A o ponto mais à direita da circunferência, a partir do qual são


medidos ângulos ou arcos. O sentido positivo de medição dos arcos é o anti-horário, e o
negativo é o horário.

Sentido
positivo +

O A

Sentido
negativo −
77

Uma volta completa no ciclo trigonométrico tem 360◦ , e os eixos coordenados dividem
o ciclo trigonométrico em quatro partes iguais, denominadas quadrantes. Os pontos que
dividem o ciclo nos seus quadrantes estão mostrados na figura abaixo.

90◦

Quadrante Quadrante
2 1

180◦ 0◦ ou 360◦
O

Quadrante Quadrante
3 4

270◦

Seno, cosseno e tangente no ciclo trigonométrico


No ciclo trigonométrico, definimos três eixos que estarão relacionados ao seno, ao
cosseno e à tangente de um dado ângulo, mostrados a seguir.

eixo dos eixo das


senos tangentes

eixo dos
O cossenos
78

Dado um ângulo α no ciclo trigonométrico, determinamos o arco AP


˜ conforme a figura.

AP
˜

α
A
O

Iremos agora localizar, no ciclo trigonométrico, o seno, o cosseno e a tangente do


ângulo α (ou do arco AP
˜).

Seno
O seno do ângulo α é a projeção ortogonal do ponto P no eixo dos senos.

sen
1
P
sen α

α
A
O

−1

O valor do seno de um ângulo será sempre entre −1 e 1.


79

Cosseno
O cosseno do ângulo α é a projeção ortogonal do ponto P no eixo dos cossenos.

α A
−1 O cos α 1 cos

O valor do cosseno de um ângulo também será sempre entre −1 e 1.

Tangente
←→
A tangente do ângulo α é o ponto em que o reta OP cruza o eixo das tangentes.

tg
tg α

α A
O 0

O valor da tangente de um ângulo não está restrito ao intervalo entre −1 e 1. Ele


pode ser qualquer número real.
80

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Localize no ciclo trigonométrico o seno, o cosseno e a tangente dos ângulos


notáveis.

a) sen 30◦ , cos 30◦ e tg 30◦


Solução:
sen tg


1 3
2 3
30◦ 30◦ 30◦

O 3 cos
2

b) sen 45◦ , cos 45◦ e tg 45◦


Solução:
sen tg

√ 1
2
2
45◦ 45◦ 45◦
√ cos
O 2
2

c) sen 60◦ , cos 60◦ e tg 60◦


tg
Solução: √
3
sen

3
2

60◦ 60◦
O 1 cos
2
81

Usando simetria no ciclo trigonométrico e os valores conhecidos para seno,


cosseno e tangente dos ângulos notáveis, determine.

a) sen 150◦ sen


1
Solução:
150◦ 1 30◦
O ponto determinado pelo ângulo de
150◦ é simétrico, em relação ao eixo ver- 2
tical, ao ponto determinado pelo ângulo
de 30◦ .
Portanto, temos que
1
sen 150◦ = sen 30◦ = .
2
−1

b) cos 210◦

Solução: 30◦

O ponto determinado pelo ângulo de 3

210◦ é simétrico, em relação à origem, ao 2

ponto determinado pelo ângulo de 30◦ . −1 3 1 cos
Portanto, temos que 2
√ 210◦
◦ ◦ 3
cos 210 = − cos 30 = − .
2

c) tg 315◦ tg
Solução:
45◦ 1
O ponto determinado pelo ângulo de
315◦ é simétrico, em relação ao eixo
horizontal, ao ponto determinado pelo
ângulo de 45◦ .
Portanto, temos que 0

tg 315◦ = − tg 45◦ = −1.

315◦ −1
82

Medida de arcos em radianos


Arcos de circunferência podem ser medidos em graus ou em radianos. Como vimos
anteriormente, uma volta completa no ciclo trigonométrico possui 360◦ . Em radianos, isto
equivale a 2π rad. Portanto, podemos dizer que 180◦ são equivalentes a π rad.
Para fazer a conversão entre as duas unidades, usamos regra de três simples.

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Localize no ciclo trigonométrico o Localize no ciclo trigonométrico o


ponto correspondente a 120◦ e con- ponto correspondente a π5 rad e con-
verta esse valor para radianos. verta esse valor para graus.

Solução: Solução:
π
90◦ rad
120◦ 2
π
rad
5

180◦ 0◦
π rad 0 rad

270◦

rad
2
x 120 π
= x
π 180 = 5
180 π
120π
x= 180
180 x=
5

x= rad x = 36◦
3
83

Exercı́cios propostos - Lista 10

1. Usando simetria no ciclo trigonométrico e os valores conhecidos para seno, cosseno e


tangente dos ângulos notáveis, determine.

a) sen 120◦ g) sen 300◦ m) sen 180◦

b) tg 120◦ h) cos 150◦ n) cos 240◦

c) cos 225◦ i) tg 315◦ o) tg 135◦

d) tg 225◦ j) sen 135◦ p) sen (−90◦ )

e) sen 330◦ k) cos 90◦ q) cos (−135◦ )

f) cos 330◦ l) tg 300◦ r) tg (−30◦ )

2. Determine os valores de x no intervalo [0, 360◦ ) que satisfazem as igualdades em cada


um dos itens.
√ √
1 2 i) tg x = − 3
a) sen x = d) sen x = −
2 2
e) sen x = 1 j) sen x = 0

3
b) cos x = f) tg x = −1 k) cos x = 1
2
1
g) cos x = − l) sen x = −1
√ 2
3
c) tg x = h) cos x = 0 m) cos x = −1
3

3. Converta de graus para radianos e localize os arcos no ciclo trigonométrico.

a) 30◦ b) 45◦ c) 75◦ d) 120◦ e) 240◦ f) 260◦ g) 300◦ h) 315◦

4. Converta de radianos para graus e localize os arcos no ciclo trigonométrico.


π π 3π 7π 5π 19π
a) rad b) rad c) rad d) rad e) rad f) rad
2 3 2 6 4 12
84

Aula 11

Relações trigonométricas
Dado qualquer ângulo α, podemos deduzir, usando o teorema de Pitágoras e seme-
lhança de triângulos, as seguintes relações fundamentais:
sen α
sen2 α + cos2 α = 1 tg α =
cos α
A partir das definições de seno, cosseno e tangente, construı́mos as funções trigonométricas
auxiliares cossecante (cossec), secante (sec) e cotangente, (cotg), definidas por:
1 1 cos α
cossec α = sec α = cotg α =
sen α cos α sen α
Combinando as relações e definições acima, chegamos a mais duas relações auxiliares:

sec2 α = 1 + tg2 α cossec2 α = 1 + cotg2 α

Todas essas relações e definições são importantes na simplificação de expressões trigonométricas.

Adição e subtração de arcos


As fórmulas abaixo nos permitem determinar seno, cosseno e tangente da soma e da
diferença de dois arcos.

sen(a + b) = sen a · cos b + cos a · sen b sen(a − b) = sen a · cos b − cos a · sen b
cos(a + b) = cos a · cos b − sen a · sen b cos(a − b) = cos a · cos b + sen a · sen b
tg a + tg b tg a − tg b
tg(a + b) = tg(a − b) =
1 − tg a · tg b 1 + tg a · tg b

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Determine sen 75◦ .


sen 75◦ = sen 45◦ · cos 30◦ + cos 45◦ · sen 30◦
√ √ √
2 3 21
= +
2 2 2 2
√ √
6 2
= +
4 4
√ √
Solução: Como 75 = 45+30, temos que 6+ 2
=
4
85

Determine cos 105◦ .


cos 105◦ = cos 60◦ · cos 45◦ − sen 60◦ · sen 45◦
√ √ √
1 2 3 2
= −
2 2 2 2
√ √
2 6
= −
4 4
√ √
2− 6
Solução: Como 105 = 60+45, temos que =
4
86

Lei dos senos e lei dos cossenos


Considerando um triângulo genérico ABC como o da figura, são válidas duas leis
envolvendo os seus ângulos e lados.

C Lei dos senos


a b c
= =
sen  sen B̂ sen Ĉ
a
b Lei dos cossenos
a2 = b2 + c2 − 2bc cos Â
B b2 = a2 + c2 − 2ac cos B̂
A c
c2 = a2 + b2 − 2ab cos Ĉ

A partir dessas relações, podemos determinar medidas desconhecidas de lados e ângulos


de triângulos a partir de outras medidas conhecidas.

 Exercı́cios resolvidos  ——————————————————————–

Determine o valor de x nas figuras. b)


a)
8 60◦ 3
x 10
x
30◦ 45◦ Solução: Usando a lei dos cossenos,
temos
Solução: Usando a lei dos senos, temos
x2 = 82 + 32 − 2 · 8 · 3 · cos 60◦ = 49
x 10
= ⇒ x = 10 x = 7 (pois x não pode ser negativo)
sen 45◦ sen 30◦
87

Exercı́cios propostos - Lista 11

1. Calcule.
π π 3π
  
a) sec 6
c) cotg 4
e) cossec 2
π
d) sec (0◦ ) f) cotg (0◦ )

b) cossec 3

2. Determine os valores de x no intervalo [0, 360◦ ) que satisfazem as igualdades em cada


um dos itens.
√ √
a) cossec x = 1 c) sec x = 2 e) cotg x = − 3

3
b) sec x = −2 d) cotg x = f) cossec x = −1
3

3. Usando as fórmulas para soma e subtração de arcos, determine.

a) sen 15◦ b) cos 75◦ c) tg 15◦ d) tg 105◦

4. Os ângulos α, β e γ, localizados no primeiro quadrante, são tais que


1 3
sen α = cos β = cotg γ = 2
5 4
A partir dessas informações, calcule os itens a seguir. (Dica: utilize um triângulo
retângulo)
a) cos α b) tg α c) cossec β d) cotg β e) sen γ f) sec γ

5. Em cada um dos itens, considere um triângulo genérico com vértices A, B e C e com


lados a, b e c, conforme a figura mostrada acima. A partir das informações fornecidas,
faça um esboço do triângulo e determine o valor pedido.

a) Dados  = 45◦ , Ĉ = 120◦ e a = 100, determine c.


b) Dados B̂ = 120◦ , a = 10 e c = 6, determine b.
c) Dados B̂ = 45◦ , Ĉ = 105◦ e a = 90, determine b.
d) Dados Ĉ = 60◦ , b = 3 e c = 7, determine a.

e) Dados a = 2 7, b = 6 e c = 4, determine Â.

f) Dados  = 135◦ , a = 50 2 e b = 50, determine B̂.
88

Aula 12

Lista de Problemas

1. Três caminhões transportam, juntos, 200 m3 de areia. Para transportar 1600 m3 de


areia, quantos caminhões iguais a esse seriam necessários?

2. Uma tábua com 1,5 m de comprimento foi colocada na vertical em relação ao chão e
projetou uma sombra de 53 cm. Qual seria a sombra projetada no mesmo instante por
um poste que tem 10,5 m de altura?

3. Em sua rua, André observou que havia 20 veı́culos estacionados, dentre motos e carros.
Ao abaixar-se, ele conseguiu visualizar 54 rodas. Qual é a quantidade de motos e de carros
estacionados na rua de André?

4. Um determinado presı́dio abriga um total de 376 detentos em 72 celas. Sabe-se que


uma parte dessas celas abriga 4 detentos por cela, e que a outra parte abriga 6 detentos
por cela. Quantas celas têm 4 detentos?

5. Uma pilha de 24 livros possui 111 cm de altura. Parte dos livros têm espessura de
4 cm e os restantes têm espessura de 7 cm. Determine o número de livros com 4 cm de
espessura.

6. Três pessoas irão dividir uma quantia da seguinte maneira: a primeira irá receber 1/4
do total; a segunda receberá 2/3 do total menos $ 600; e a terceira receberá metade do
total menos $ 4000. Quanto cada um irá receber?

7. Um aluno ganha 5 pontos por exercı́cio que acerta e perde 3 pontos por exercı́cio que
erra. Ao fim de 50 exercı́cios, tinha 130 pontos. Quantos exercı́cios acertou?

8. Certo dia, numa mesma casa de câmbio, Paulo trocou 40 dólares e 20 euros por R$
225,00 e Pedro trocou 50 dólares e 40 euros por R$ 336,00. Nesse dia, 1 euro estava cotado
em quanto? E um dólar?

9. Hoje João tem 30 anos a mais que Maria. Há 5 anos, a idade de João era 7 vezes a
idade de Maria. Qual a idade deles hoje?

10. Dez guindastes móveis carregam 200 caixas num navio em 18 dias de 8 horas de
trabalho. Quantas caixas serão carregadas em 15 dias, por 6 guindastes, trabalhando 6
horas por dia?
89

11. Com a velocidade de 75 km/h, um ônibus faz um trajeto em 40 min. Devido a


um congestionamento, esse ônibus fez o percurso de volta em 50 min. Qual a velocidade
média desse ônibus no percurso de volta?

12. Um pequeno avião a jato gasta 7 horas a menos do que um avião a hélice para ir
de São Paulo até Boa Vista. O avião a jato voa a uma velocidade média de 660 km/h,
enquanto que o avião a hélice voa em média a 275 km/h. Qual é a distância entre São
Paulo e Boa vista?

13. Vinte operários, trabalhando 8 horas por dia, gastam 18 dias para construir um muro
de 300 m. Quanto tempo levará uma turma de 16 operários, trabalhando 9 horas por dia,
para construir um muro de 225 m?

14. Um caminhoneiro entrega uma carga em um mês, viajando 8 horas por dia, a uma
velocidade média de 50 km/h. Quantas horas por dia ele deveria viajar para entregar essa
carga em 20 dias, a uma velocidade média de 60 km/h?

15. Daniel janta em um restaurante e o custo pela refeição é $ 28. Em razão do atendi-
mento, ele quer deixar 20% de gorjeta. Qual será o valor total de sua conta com a gorjeta?

16. Uma famı́lia tem uma renda mensal de $ 3000, gastos da seguinte forma: $ 900 com
aluguel, $ 660 com transporte, $ 750 com alimentação, e o restante da renda é gasto com
outras despesas. Quanto é a percentagem da renda alocada em cada despesa?

17. Um jogador de futebol, ao longo de um campeonato, cobrou 75 faltas, transformando


em gols 8% dessas faltas. Quantos gols de falta esse jogador fez?

18. Meu carro alcança uma velocidade máxima de 160 km/h. O carro de meu pai
atinge até 200 km/h. A velocidade máxima do carro do meu pai é quantos por cento da
velocidade máxima do meu carro?

19. Pedro tem $ 220, João tem $ 350 e Vitor nada tem. Pedro e João dão parte de seu
dinheiro a Vitor, e todos acabam ficando com a mesma quantia. O dinheiro dado por
João representa, aproximadamente, quantos por certo do que ele possuı́a?

20. Em dezembro de 2014, um comerciante aumentou em 40% o preço de venda de um


microcomputador. No mês seguinte, o preço foi diminuı́do em 40% e, então, o micro
passou a ser vendido por $ 1411,20. Qual era o preço inicial do aparelho?

21. Após um desconto de 12% no preço original de um produto, ele custa, à vista, $ 176.
Se o desconto tivesse sido de 10%, qual seria seu preço à vista?

22. Em experiências de laboratório, observou-se que a concentração de certo antibiótico,


representada por y, varia de acordo com a função y = 12x − 2x2 , em que x é o tempo
decorrido, em horas, após a ingestão do antibiótico. Nessas condições, qual o tempo
necessário para o antibiótico atingir o nı́vel máximo de concentração?
90

23. Um terreno retangular possui uma área de 450 m2 . Se o comprimento do terreno é


de 25 m, qual é o seu perı́metro?

24. O perı́metro de um quadrado é P e sua área é Q. Se 3P = Q, qual é a medida da


diagonal do quadrado?

25. Deseja-se construir um muro em torno de um terreno plano, que tem a forma de um
trapézio retangular e cuja área é igual a 1200 m2 . Se as medidas dos lados paralelos do
terreno são 15 m e 45 m, então o comprimento total do muro será
`
26. A área de um quadrado de lado ` é igual à área de um cı́rculo de raio r. Calcule .
r
27. A caixa-d’água de uma casa tem a forma de um paralelepı́pedo reto-retângulo e
possui dimensões (comprimento, largura e altura) de, respectivamente 4 m, 3 m e 2,5 m. É
necessária a impermeabilização de todas as faces externas dessa caixa, incluindo a tampa.
O fornecedor do impermeabilizante informou ao dono da casa que seu produto é fornecido
em galões, de capacidade igual a 4,0 litros. Informou, ainda, que cada litro impermeabiliza
uma área de 17.700 cm2 e são necessárias três demãos de produto para garantir um bom
resultado. Qual é o número mı́nimo de galões que precisam ser comprados?

28. Calcule a área total de um cilindro cujo raio da base mede 5 m e a altura 3 m.

29. A distância entre as bases de duas torres, situadas num terreno plano, é de 70 m.
Sabendo que as alturas das torres são 13 m e 37 m, qual é a distancia entre as duas
extremidades?

30. O perı́metro de um triângulo retângulo mede 24 cm e sua hipotenusa mede 10 cm.


Qual é a área desse triângulo?

31. Dois lados consecutivos de um paralelogramo medem 8 cm e 12 cm. Sabendo que o


ângulo entre eles é 60◦ , calcule a medida das duas diagonais do paralelogramo.
91

Respostas dos exercı́cios propostos

Aula 1

1. a) 4 b) −21 c) 3 d) −24 e) −1300 f) −900 g) 72 h) −72 i) 72


5 4 3 17
2. a) b) c) d)
2 3 5 37
12 8 13 1 4 7 32 89 16
3. a) b) c) d) e) f) − g) h) − i) −
7 7 15 12 3 12 5 12 15
1 4 8 27
4. a) d) g) j)
15 3 45 25
1 5 27 2
b) e) h) k)
5 21 8 15
4 27 32 3
c) f) i) l)
9 25 225 8

5. a) 6 d) 3 4 7
g) − j)
3 3
35 1
b) 1 e) 28 h) k)
32 4
7 83
c) −6 f) −2 i) l)
10 20

6. a) 8a + 4b f) 6xz − 2xw + 3yz − yw

b) −5a + b + 3ab g) ax − 2ay − 3a − bx + 2by + 3b

c) −7x − 4y h) −6 + 6c + 8cy

d) 10x − 8y − 4xy i) 27bx − 54x − 10

e) 4a + 3b + ab + 12 j) −4a + 3ab − 2abc

3bc + 2ac − 4ab 6ax + 6x − a + 15


7. a) d)
abc 8ax + 20a

9a − 8bc − 14c 2b
b) e)
12 c

4ax − 9acxy + 12by − 6bz 125y


c) f)
6abc 56
92

4 h) 0
g)
3

8. a) Verdadeira b) Falsa c) Falsa d) Verdadeira


9. a) > b) > c) = d) < e) > f) > g) < h) > i) < j) = k) > l) <
93

Aula 2

1. a) 1 e) 36 1 l) 1
i)
25
b) 64 f) 36 m) −1
1
g) −36 j) −
c) −64 25 n) 0
1
d) −64 h) k) 1 o) 4
25

2. a) 47 d) 1 16 i) 11
g)
45
b) 40 e) 3 j) 3
259 59 1170
c) f) h) − k) 513
16 50 73

2 59 27 1
3. a) b) c) d) 1 e) f) 4
15 18 5 5

4. a) 9 b) 14 c) 5 d) 4 e) −15 f) não existe


√ √ √ √
5. a) 2 3 d) 5 3 12 g) 6 3 25 j) 2 3
√ √ √
e) 4 4 2 4
b) 2 15 h) 8 2 k)
5
√ 6
c) 10 6 f) i) 6 l) 27
5

6. a) 3 e) 4 h) 9 k) 1 n) 5
b) 5 1 1
f) 2 i) l) o) 9
c) 2 9 2
1 1
d) 8 g) j) 1 m) 2 p)
2 10

7. a) 43 c) 64 e) 1 g) 0
3 2 23
b) d) f) 4 h) −
4 3 16
94
√ √ √ √
3 3+ 6 h) 3 3 − 3 2
8. a) d)
3 3 √
√ 20 + 5 7
e) 239 i)
√ 3
b) 5 2 √ √
f) 554 3 + 15
j)
√ √ 3
2 30 439
c) g) k) −1
25 3

√ √ √ √ 5+ 5
9. a) 3 2 − 4 b) 4 c) 5 + 3 − 3 4 d)
20
95

Aula 3
1.

a) a2 + 10a + 25 i) 25a2 + 10a2 b3 + b6

b) x2 − 8x + 16 j) 16a1 0 − 24a5 b4 + 9b8


c) x2 − 9 k) 121 − b2
d) 9x2 + 6xy + y 2 1 2
l) x + 3x + 9
4
e) 25 − 30a + 9a2
9 6 3 3 2 4
f) a2 − 49 m) x − x y + y4
16 5 25
g) 4x2 + 12xy + 9y 2 n) x2 − 12x + 36

h) 25x2 − 36y 2 o) 25x2 + 20x + 4

2. a) 5(x + y) i) (12 + 9pq 2 )(12 − 9pq 2 )

b) 2(a + 3b) j) (z 2 + 1)(z + 1)(z − 1)

c) (2a + b)(2a − b) k) 6p2 q 2 (2p − 5q)

d) 4a(x − 2y) l) (a + 1)(b + 1)

e) 3x(x2 − 2) m) (a − 1)(b + 1)

f) 2(x + 5)(x − 5) n) (4a + 3b)(2a − c)

g) (a + d)(b + c) o) (2b + 5a2 )(3a + 2b2 )

h) (x + 4)(y + 3) p) 3a2 bc3 (2abc + b3 − 4a2 c2 )

x+y 7x + y e) yz 2 + xy 2 + x2 z
3. a) c)
2 x+y
2 − 5c x + 2y
b) d) f) 3pq(pq + 2)
6a 3

4. a) (x + y)2 c) (3a + 1)2 e) (m − 3n)2

b) (2x − 2y)2 d) a(a − 5)2 f) (5b + 3a)2

a2 x+3 (x + 4)(x − 2)
5. a) c) e)
a+b x−3 15
5x + 7 x+1
b) d) f) x + y
5 2x − 6
96

6. 13

13 23n − 1
7. a) b)
24 23n + 1
97

Aula 4
13
1. a) x = 3 b) x = 9 c) x =
8

2. a) Sim c) Não e) Sim g) Sim

b) Sim d) Não f) Não h) Sim

3. a) S = {17} e) S = ∅ i) S = R
ß ™
ß ™
8 67
f) S = j) S =
b) S = {16} 3 8
ß ™
ß ™ 31
c) S = {7} 5 k) S =
g) S = 44
7 ß ™
1
d) S = {3} h) S = {−1} l) S =
5
23
4. a) 3 b) 7 c) 9 d)
84
ß ™
30 15
5. a) S = {1; 6} b) S = ∅ c) S = {−7; 8} d) S = − ;
13 4
ï ã
6. a) S = (2, +∞) e) S = ∅ 25
h) S = − , +∞
6
b) S = (−∞, 2)
f) S = (−∞, 19) i) S = ∅
c) S = (−∞, −3] Å ã
17
d) S = R g) S = (−∞, −7] j) S = −∞, −
43
7. a) [−1; 3) b) (−2; 0] c) (1; 5)
−1 3 −2 0 1 5

d) [−2; 3] e) (−∞; 0] f) (1; +∞)


−2 3 0 1

8. a) {x ∈ R : 1 ≤ x < 4} e) {x ∈ R : x ≤ 5}
b) {x ∈ R : x ≥ 5} f) {x ∈ R : x < −4}
c) {x ∈ R : x > 3} g) {x ∈ R : −2 ≤ x ≤ 8}
d) {x ∈ R : 5 < x < 6} h) {x ∈ R : 0 < x ≤ 12}

9. a) A = {1; 2; 3; 4} b) B = {0; 1; 2; 3} c) C = {−2; −1}


98

Aula 5
ß ™
1. a) S = {3; 2} 1 e) S = {−3; −1}
c) S =
2 ® √ √ ´
ß
2
™ 2− 7 2+ 7
d) S = − ; 1 f) S = ;
b) S = ∅ 3 2 2

® √ √ ´
2. a) S = {−4; 4} d) S = ∅ 11 11
g) S = − ;
ß
9
™ 2 2
b) S = {0; 4} e) S = 0;
4 h) S = {−1; 0; 1}
c) S = {0} f) S = {0; 3} i) S = {2; 4}

3. a) (x + 2)(x + 3) d) (x − 2)(x + 3) g) (x − 7)(x − 5)


b) (x + 1)(x + 4) e) (x − 6)(x − 3) h) (x − 4)(x + 4)
c) (x + 3)(x + 5) f) (x − 2)(x − 2) i) x(x + 7)

4. a) S = {−5; −1} c) S = {3; 5} e) S = {4; 5}


b) S = {−7; 1} d) S = {−2; 1} f) S = {1}

9
5. −
2

6. m = 31

7. k = −12

8. p = 15
99

Aula 6
ß ™
1. a) S = {3} e) S = {−3} 3
h) S =
5
b) S = {−1} f) S = {−3; 3}
c) S = {−1} ß ™ ß ™
2 5
d) S = {5} g) S = − i) S =
3 4

4
2. a) 2 b) 4 c) 3 d) 1 e) 0 f) 3 g) −2 h)
3
3 1 1 8 1
i) j) −2 k) −2 l) m) n) o) 2 p) −
4 3 2 3 4

8 35 3
3. a) 9 b) −6 c) 19 d) e) f)
3 2 4

4. 2

1
5.
81

6. 29

ß ™
7. a) S = {16} e) S = {17} 25
i) S =
2
b) S = {2}
f) S = {10} j) S = ∅
ß ™
1
c) S = k) S = {4}
4 g) S = {−3; 4}
® √ ´
ß ™
1 −3 + 85
d) S = l) S =
3 h) S = {6} 2
100

Aula 7
11 46 √ √
1. a) 2 b) 8 c) d) e) 7 − 3 3 f) 4 + 2
4 9

2. a) −2 25 51
d) g)
2 2
8
b) 5 e) 12 h)
3
3 1
c) −1 f) i)
7 2
1
3. k =
4

4. 4

5. −3

6. 15

y
7.
5
4
C E
3
2
A
1
G F
−5 −4 −3 −2 −1 O 1 2 3 4 5 x
−1
B
−2
−3
−4
D H
−5

Å ã
1 3
8. ;
2 2

9. (4; 1)
101

Aula 8
3
1. a) y = 2x − 3 b) y = −2x + 11 c) y = d) y = −3x
4

2. a) y = 3x − 3 c) y = −5x + 2 e) y = 5
2 16 8 23
b) y = x + d) y = − x + f) y = x
7 7 3 15
5
3. y = − x
3

4. a) y = x + 1 1 5 e) y = −x
c) y = − x +
2 2
b) y = 2x − 2 d) y = −5x − 1 f) y = −2

3
5. −
4

6. b = 2

5 1
7. a) xv = ; yv = − ; x1 = 2; x2 = 3
2 4
b) xv = 3; yv = 0; x1 = x2 = 3

c) xv = −1; yv = 1; a parábola não possui raiz real

d) xv = 0; yv = −9; x1 = −3; x2 = 3

e) xv = 1; yv = 3; x1 = 0; x2 = 2

f) xv = 0; yv = 1; a parábola não possui raiz real

8. p = 1

25
9.
8

10. y = −3x + 5

11. v = 8
Å ã
1
12. x ∈ − , 1
2
102

Aula 09
1. 15 cm

2. 58
√ √
3. a) x = 15 c) x = 6 e) x = 13 g) x = 21

√ √ 114
b) x = 12 d) x = 5 2 f) x = 3 7 h) x =
2
√ √
1 3 3
4. a) sen α = , cos α = , tg α =
2 2 3
√ √
2 2
b) sen α = , cos α = , tg α = 1
2 2
√ √
3 2 10 3 10
c) sen α = , cos α = , tg α =
7 7 20
3 4 3
d) sen α = , cos α = , tg α =
5 5 4

21
5. x =
10

6. x = 4 + 2 3

7. 400 m

8. 2010 m

9. a) x = 4 b) x = 5 c) x = 2 3

10. x = 10 3, y = 10

4 3
11.
3

4 + 25 3
12. m
2

10 3
13. m
3

14. 32 3 m

15. 25(3 + 3) m
103

Aula 10
√ √
3 3 m) 0
1. a) g) −
2 2
√ √ 1
b) − 3 n) −
3 2
√ h) −
2 2 o) −1
c) −
2 i) −1
√ p) −1
d) 1 2 √
j) 2
1 2 q) −
e) − 2
2 k) 0
√ √
3 √ 3
f) l) − 3 r) −
2 3

2. a) S = {30◦ , 150◦ } e) S = {90◦ } i) S = {120◦ , 300◦ }

j) S = {0◦ , 180◦ , 360◦ }


b) S = {30◦ , 330◦ } f) S = {135◦ , 315◦ }
k) S = {0◦ , 360◦ }
c) S = {30◦ , 210◦ } g) S = {120◦ , 240◦ }
l) S = {270◦ }

d) S = {225◦ , 315◦ } h) S = {90◦ , 270◦ } m) S = {180◦ }

π 5π 4π 5π
5. a) rad c) rad e) rad g) rad
6 12 3 3
π 2π 13π 7π
b) rad d) rad f) rad h) rad
4 3 9 4

6. a) 90◦ b) 60◦ c) 270◦ d) 210◦ e) 225◦ f) 285◦


104

Aula 11
√ √
2 3 2 3
1. a) b) c) 1 d) 1 e) −1 f) 6 ∃
3 3

2. a) S = {90◦ } c) S = {45◦ , 315◦ } e) S = {150◦ ,330◦}

b) S = {120◦ , 240◦ } d) S = {60◦ , 240◦ } f) S = {270◦ }

√ √ √ √
6− 2 6− 2 √ √
3. a) b) c) 2 − 3 d) −2 − 3
4 4
√ √ √ √ √ √
24 6 4 7 3 7 5 5
4. a) b) c) d) e) f)
5 12 7 7 5 2
√ √
5. a) c = 50 6 b) b = 14 c) b = 90 2 d) a = 8 e) Â = 60◦ f) B̂ = 30◦
105

Aula 12
1. 24 caminhões
2. 371 cm
3. 7 carros e 13 motos
4. 28 celas
5. 19 livros
6. $2760, $6760, $1520
7. 35 exercı́cios
8. R$3,65 e R$3,80
9. Maria tem 10 anos e João tem 40 anos
10. 75 caixas
11. 60 km/h
12. 3300 km
13. 15 dias
14. 10 horas por dia
15. $33,60
16. Aluguel: 30%; Transporte: 22%; alimentação: 25%; outros: 23%
17. 6 gols
18. 125%
19. 45,7%
20. $1680
21. $180
22. 3 horas
23. 86 m

24. 12 2
25. 150 m

26. π
27. 25 galões
28. 80π m2
29. 74 m
30. 24 cm2
√ √
31. 4 7 cm e 4 19 cm