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CARREIRAS

V
O
L

POLICIAIS 1
U
M
E

PREPARAÇÃO - CONHECIMENTO - APROVAÇÃO

PRF-PF-PC
Língua Portuguesa
Redação
RLM e Matemática
Noções de Informática
Noções de Direito Administrativo
Noções de Direito Constitucional
Ética no Serviço Público
Noções de Arquivologia
Noções de Contabilidade
Física Aplicada à Perícia de Acidentes Rodoviários

VIDEOAULAS DE:
- Atualidades
- Matemática Básica
Ş
ŝ-ŝŦ SUMÁRIO 5

ÍNDICE
LÍNGUA PORTUGUESA ............................................................................................................... 9
1. Interpretação e Compreensão de Texto ................................................................................................ 10
2. Reescritura de Frases e Parágrafos do Texto ........................................................................................ 11
3. Formação de Palavras........................................................................................................................... 14
4. Emprego das Classes de Palavras ........................................................................................................17
5. Sintaxe .................................................................................................................................................28
6. Pontuação .............................................................................................................................................38
7. Gêneros textuais ................................................................................................................................... 41
8. Redação de Correspondências Oficiais.................................................................................................46
REDAÇÃO ............................................................................................................................... 49
1. Redação para Concursos Públicos ........................................................................................................50
2. Dissertação Expositiva e Argumentativa..............................................................................................55
MATEMÁTICA .......................................................................................................................... 60
1. Proposições ...........................................................................................................................................63
2. Argumentos ..........................................................................................................................................67
3. Psicotécnicos ........................................................................................................................................69
4. Análise Combinatória ...........................................................................................................................69
5. Probabilidade .......................................................................................................................................72
6. Noções de Estatística ............................................................................................................................74
7. Conjuntos Numéricos ............................................................................................................................ 81
8. Sistema Legal de Medidas ....................................................................................................................84
9. Razões e Proporções ............................................................................................................................85
10. Porcentagem e Juros ..........................................................................................................................87
11. Sequências Numéricas .........................................................................................................................88
12. Matrizes, Determinantes e Sistemas Lineares ..................................................................................... 91
13. Funções, Função Afim e Função Quadrática .......................................................................................97
14. Função Exponencial e Função Logarítmica ....................................................................................... 104
15. Trigonometria.................................................................................................................................... 105
16. Geometria Plana ................................................................................................................................ 109
17. Geometria Espacial ............................................................................................................................. 115
NOÇÕES DE INFORMÁTICA...................................................................................................... 126
1. Hardware ............................................................................................................................................ 128
2. Software ............................................................................................................................................. 130
3. Software .............................................................................................................................................. 131
4. Linux ....................................................................................................................................................135
5. Windows ..............................................................................................................................................137
6 SUMÁRIO Ş
ŝ-ŝŦ

6. Sistema Windows 10........................................................................................................................... 140


7. BrOffice Writer – Editor de Texto .......................................................................................................153
8. BrOffice Calc – Editor de Planilhas .................................................................................................... 163
9. BrOffice Impress - Editor de Apresentação ........................................................................................ 169
10. Microsoft Outlook 2013 ..................................................................................................................... 174
11. Microsoft Word 2013 ...........................................................................................................................177
12. Microsoft Excel 2013 .......................................................................................................................... 180
13. Microsoft PowerPoint 2013................................................................................................................ 183
14. Redes de Computadores ................................................................................................................... 185
15. Cloud Computing............................................................................................................................... 190
16. Segurança da Informação .................................................................................................................. 191
18. Arquitetura de Redes ........................................................................................................................ 194
17. Glossário ........................................................................................................................................... 200
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL .................................................................................. 203
1. Introdução ao Direito Constitucional ..................................................................................................205
2. Princípios Fundamentais ....................................................................................................................207
3. Direitos Fundamentais - Regras Gerais ...............................................................................................212
4. Direitos Fundamentais - Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.................................................. 216
5. Direitos Fundamentais - Direitos e Deveres Individuais e Coletivos ...................................................221
6. Direitos Fundamentais - Direitos Sociais e Nacionalidade .................................................................233
7. Direitos Fundamentais – Direitos Políticos e Partidos Políticos .........................................................239
8. Da Organização Político–Administrativa ...........................................................................................243
9. Administração Pública ........................................................................................................................255
10. Organização dos Poderes - Poder Legislativo ..................................................................................269
11. Organização dos Poderes – Poder Executivo ....................................................................................282
12. Organização dos Poderes – Poder Judiciário ....................................................................................289
13. Funções Essenciais à Justiça..............................................................................................................303
14. Defesa do Estado e das Instituições Democráticas ............................................................................313
15. Ordem Social ......................................................................................................................................321
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO .................................................................................. 330
1. Introdução ao Direito Administrativo.................................................................................................334
2. Administração Pública ........................................................................................................................ 337
3. Órgão Público .....................................................................................................................................343
4. Agentes Públicos ................................................................................................................................344
5. Princípios Fundamentais da Administração Pública ..........................................................................345
6. Poderes e Deveres Administrativos ...................................................................................................349
7. Ato Administrativo .............................................................................................................................355
8. Improbidade Administrativa ..............................................................................................................359
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ŝ-ŝŦ SUMÁRIO 7

9. Serviços Públicos ................................................................................................................................363


10. Controle da Administração Pública................................................................................................... 373
11. Responsabilidade Civil do Estado ......................................................................................................378
12. Processo Administrativo Federal ..................................................................................................... 380
13. Lei nº 8.112, de 11 de Dezembro de 1990 ............................................................................................384
14. Licitação ........................................................................................................................................... 413
ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO .................................................................................................. 423
1. Ética no Serviço Público ..................................................................................................................... 424
2. Resoluções 1 a 10 da Comissão de Ética Pública da Presidência da República ...................................433
NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA .................................................................................................. 448
1. Arquivística: Princípios e Conceitos .................................................................................................. 449
2. Gestão da Informação e de Documentos ............................................................................................459
3. Tipologias Documentais e Suportes Físicos........................................................................................474
4. Legislação Arquivística ...................................................................................................................... 480
5. Documentos Eletrônicos e Digitais .....................................................................................................505
NOÇÕES DE ECONOMIA .......................................................................................................... 513
1. Conceitos Iniciais ................................................................................................................................. 516
2. Patrimônio ...........................................................................................................................................517
3. Contas .................................................................................................................................................520
4. Escrituração ........................................................................................................................................524
5. Balanço Patrimonial ............................................................................................................................534
6. Conceitos ............................................................................................................................................535
7. Ativos ..................................................................................................................................................536
8. Passivos ..............................................................................................................................................538
9. Patrimônio Líquido .............................................................................................................................538
10. Componentes Patrimoniais Teoria e/ou Contabilização ..................................................................542
11. Operações com Mercadorias ..............................................................................................................552
12. CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro.......572
13. Depreciação, Amortização e Exaustão .............................................................................................. 581
14. Demonstrações Contábeis.................................................................................................................594
FÍSICA APLICADA À PERÍCIA DE ACIDENTES RODOVIÁRIOS...................................................... 617
1. Cinemática ........................................................................................................................................... 618
2. Dinâmica .............................................................................................................................................623
3. Estática ...............................................................................................................................................629
4. Ondulatórias .......................................................................................................................................632
5. Óptica..................................................................................................................................................638
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ŝ#-ŝŦ LÍNGUA PORTUGUESA 9

ÍNDICE
1. Interpretação e Compreensão de Texto........................................................................ 10
2. Reescritura de Frases e Parágrafos do Texto.................................................................11
3. Formação de Palavras ................................................................................................. 14
4. Emprego das Classes de Palavras .............................................................................. 17
4. 1. Substantivo............................................................................................................................ 17
4. 2. Artigo ....................................................................................................................................19
4. 3. Adjetivo................................................................................................................................ 20
4. 4. Interjeição ............................................................................................................................ 20
4. 5. Numeral ............................................................................................................................... 20
4. 6. Advérbio ............................................................................................................................... 21
4. 7. Conjunção ............................................................................................................................. 21
4. 8. Preposição ........................................................................................................................... 22
4. 9. Pronome .............................................................................................................................. 22
4. 10. Palavra QUE........................................................................................................................ 24
4. 11. Palavra SE............................................................................................................................ 24
4. 12. Verbo ................................................................................................................................... 26
5. Sintaxe ......................................................................................................................28
5. 1. Frase ..................................................................................................................................... 28
5. 2. Oração .................................................................................................................................. 28
5.2.1 Termos Essenciais da Oração ............................................................................................... 28
5.2.2 Termos Integrantes da Oração ............................................................................................ 29
5.2.3 Termos Acessórios da Oração .............................................................................................. 30
5. 3. Período Composto ................................................................................................................ 31
5.3.1. Período Composto por Coordenação ................................................................................... 31
5.3.2. Período Composto por Subordinação ................................................................................. 31
5. 4. Sintaxe de Concordância ..................................................................................................... 33
5.4.1. Concordância Nominal ........................................................................................................ 33
5.4.2 Concordância Verbal............................................................................................................ 33
5. 5. Colocação Pronominal .......................................................................................................... 33
5. 6. Sintaxe de Regência............................................................................................................. 34
5.6.1 Regência Nominal ................................................................................................................ 34
5.6.2. Regência Verbal .................................................................................................................. 35
5.6.3. Crase ................................................................................................................................... 36
6. Pontuação..................................................................................................................38
7. Gêneros textuais ........................................................................................................ 41
8. Redação de Correspondências Oficiais ....................................................................... 46
10
1. Interpretação e Compreensão de Concessão Adversidade Conclusão Causa Tempo
embora mas – contudo dessa forma Porque quan-
Texto – ainda
que – se
– no entan-
to – todavia
– logo – por-
tanto – assim
– pois
– já que
do – na
hora em
bem que – se bem que sendo – por – visto que –
O que é Interpretar Textos? – mesmo – porém – conseguinte que – logo que
que – por entretanto. uma vez – assim
Interpretar textos é, antes de tudo, compreender o que se mais que. que que
LÍNGUA PORTUGUESA

leu. Para que haja essa compreensão, é necessária uma leitu-


Leia o trecho a seguir, publicado no jornal Correio Popular:
ra muito atenta e algumas técnicas que veremos no decorrer
dos textos. Uma dica importante é fazer o resumo do texto por “Durante a sua carreira de goleiro, iniciada no Comercial
parágrafos. de Ribeirão Preto, sua terra natal, Leão, de 51 anos, sempre
impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. Por
Ambiguidade
outro lado, costumava ficar horas aprimorando seus defeitos
Ambiguidade ou anfibologia é a falta de clareza em um após os treinos. Ao chegar à seleção brasileira em 1970,
enunciado que lhe permite mais de uma interpretação. É con-
hecida, também, como duplo sentido. Observe os exemplos a quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato
seguir: mundial, Leão não dava um passo em falso. Cada atitude e
Exs.: Maria disse à Ana que sua irmã chegou. (A irmã é cada declaração eram pensados com um racionalismo típico
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de Maria ou Ana?) de sua família, já que seus outros dois irmãos são médicos.”
A mãe falou com a filha caída no chão. (Quem estava caída
no chão?) Correio Popular, Campinas, 20 out. 2000.
Está em dúvida quanto à configuração da sua máquina? Observe que neste trecho há problemas de coerência.
Então, acabe com ela agora mesmo! (Acabe com a dúvi-
“(...) costumava ficar horas aprimorando seus defeitos (...)”
da, com a configuração ou com a máquina?)
Em alguns casos, especialmente na publicidade e nos textos Entende-se o que o redator do texto quis dizer, mas a con-
literários, a ambiguidade é proposital; mas, para que ocorra a strução é indevida, uma vez que a definição para aprimorar, se-
compreensão necessária, é preciso que o leitor tenha conheci- gundo o dicionário, é aperfeiçoar, melhorar a qualidade de. Por-
mento de mundo suficiente para interpretar de maneira literal
e não literal. tanto, se interpretada seguindo esta definição, entender-se-ia
No entanto, ela se torna um problema nos textos quando que o jogador melhorava seus defeitos.
causa dúvidas em relação à interpretação. Ela também pode Além da escolha inadequada do vocábulo, há também um
gerar problemas e fazer com que o autor seja mal interpretado,
problema causado pelo uso indevido dos elementos de coesão.
como na frase “Sinto falta da galinha da minha mãe”.
Observe o uso da expressão “Por outro lado”, que deveria indi-
Ao escrever, para que não haja problemas relacionados
à ambiguidade, é necessária atenção do autor e uma leitura car algo contrário ao que foi dito anteriormente, mas neste caso
cuidadosa. precede uma afirmação que confirma o que foi dito no período
É importante observar que os textos não são estáticos e anterior, deixando o texto confuso.
dificilmente apresentarão apenas uma tipologia. É comum
que o texto seja, por exemplo, dissertativo-argumentativo, Perceba, portanto, que:
narrativo-descritivo ou descritivo-instrucional. É importante, Coesão é a relação entre as afirmações do texto, de maneira
portanto, identificar a tipologia que predomina. a deixá-lo claro e fazer sentido:
Coesão e Coerência Ontem o dia foi bom porque vi Lucas.
Observe as orações a seguir: Ontem o dia foi bom apesar de eu ter visto Lucas.
Mariana estava cansada. Viajou a noite toda. Foi trabalhar A relação de sentido estabelecida pela conjunção fará o sen-
no dia seguinte.
tido do texto.
Perceba que a relação entre elas não está clara. Agora, veja
o que acontece quando são inseridos elementos de coesão: Coerência é o sentido do texto, é o fato de o texto fazer
Mariana estava cansada porque viajou a noite toda. Mesmo sentido e ser compreendido pelo leitor em uma primeira leitura.
assim, foi trabalhar no dia seguinte. O que torna um texto coerente, entre outras coisas, é a escolha
Os elementos de coesão são responsáveis por criar a correta das conjunções. Por isso, a coesão e a coerência do texto
relação correta entre os termos do texto, tornando-o coerente.
Os elementos de coesão são representados pelas con- andam juntas e muitas vezes se confundem.
junções. As principais relações estabelecidas entre eles são:
2. Reescritura de Frases e Parágrafos Além disso, nem toda substituição é coerente. Por exemp-
lo, na frase “Eu comprei uma casa”, fica incoerente reescrever
do Texto “Eu comprei um lar”.

A reescrita ou reescritura de frases é uma paráfrase que visa


Antônimos
à mudança da forma de um texto. Para que o novo período este- Palavras que possuem significados diferentes, opostos,
ja correto, é preciso que sejam respeitadas a correção gramatical contrários.
e o sentido do texto original. Desse modo, quando há qualquer Exs.: Mal / Bem
inadequação do ponto de vista gramatical e/ou semântico, o Ausência / Presença
trecho reescrito deve ser considerado incorreto. Subir / Descer
Assim, para resolver uma questão que envolve reescritu- Cheio / Vazio
ra de trechos ou períodos, é necessário verificar os aspectos Possível / Impossível
gramaticais (principalmente, pontuação, elementos coesivos, Polissemia
ortografia, concordância, emprego de pronomes, colocação Ocorre quando uma palavra apresenta mais de um sig-
pronominal, regência, etc.) e aspectos semânticos (signifi-
nificado em diferentes contextos.
cação de palavras, alteração de sentido, etc.).
Exs.:
Existem diversas maneiras de se parafrasear uma frase, por Banco (instituição comercial financeira; assento)
isso cada Banca Examinadora pode formular questões a partir de Manga (parte da roupa; fruta)
muitas formas. Nesse sentido, é essencial conhecer e dominar as
variadas estruturas que uma sentença pode assumir quando ela
é reescrita. Homônimos
Palavras com a mesma pronúncia (algumas vezes, a mesma
Substituição de Palavras ou grafia), mas com significados diferentes.
de Trechos de Texto Exs.:
Acender: colocar fogo. Ascender: subir.
No processo de reescrita, pode haver a substituição de pa- Concerto: sessão musical. Conserto: reparo.
lavras ou trechos. Ao se comparar o texto original e o que foi
reestruturado, é necessário verificar se essa substituição man- Homônimos Perfeitos
tém ou altera o sentido e a coerência do primeiro texto. Palavras com a mesma grafia e o mesmo som.
Exs.:
Locuções x Palavras Eu cedo este lugar você. (cedo = verbo)
Em muitos casos, há locuções (expressões formadas por Cheguei cedo para jantar. (cedo = advérbio de tempo)
mais de uma palavra) que podem ser substituídas por uma pa- Percebe-se que o significado depende do contexto em que

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lavra, sem alterar o sentido e a correção gramatical. Isso é muito a palavra aparece. Portanto, deve-se ficar atento à ortografia
comum com verbos. quando a questão é de reescrita.
Exs.: Parônimos
Os alunos têm buscado formação profissional. Palavras que possuem significados diferentes, mas são
(locução: têm buscado) muito parecidas na pronúncia e na escrita.
Os alunos buscam formação profissional. Exs.:
(uma palavra: buscam) Absolver: perdoar, inocentar. Absorver: aspirar.
Ambas as frases têm sentido atemporal, ou seja, expres- Comprimento: extensão. Cumprimento: saudação.
sam ações constantes, que não têm fim.
Conectores de Mesmo Valor Semântico
Significação das Palavras Há palavras, principalmente as conjunções, que possuem
LÍNGUA PORTUGUESA

Ao avaliarmos a significação das palavras, devemos ficar valores semânticos específicos, os quais devem ser levados em
atentos a alguns aspectos: sinônimos, antônimos, polissemia, conta no momento de fazer uma substituição.
homônimos e parônimos. Logo, pode-se reescrever um período, alterando-se a con-
junção. Para tanto, é preciso que a outra conjunção tenha o
Sinônimos mesmo valor semântico. Além disso, é importante verificar
Palavras que possuem significados próximos, mas não são como ficam os tempos verbais após a substituição.
totalmente equivalentes. Exs.:
Exs.: Embora fosse tarde, fomos visitá-lo. (conjunção subor-
Casa: lar - moradia – residência dinativa concessiva)
Carro: automóvel Apesar de ser tarde, fomos visitá-lo. (conjunção subor-
Para verificar a validade da substituição, deve-se também dinativa concessiva)
ficar atento ao significado contextual. Por exemplo, na frase No exemplo acima, o verbo também sofreu alteração.
“As fronteiras entre o bem e o mal”, não há menção a limites Exs.:
geográficos, pois a palavra “fronteira” está em sentido cono- Toque o sinal para que todos entrem na sala. 11
tativo (figurado). (conjunção subordinativa final)
Toque o sinal a fim de que todos entrem na sala. Em um texto, podem ser encontrados três tipos de discurso: o
12 (conjunção subordinativa final) discurso direto, o indireto e o indireto livre.
No exemplo acima, o verbo permaneceu da mesma maneira. Discurso Direto
Paralelismo São as falas das personagens. Esse discurso pode aparecer
em forma de diálogos e citações, e vêm marcadas com alguma
Ocorre quando há uma sequência de expressões com es-
trutura idêntica. pontuação (travessão, dois pontos, aspas, etc.). Ou seja, o dis-
curso direto reproduz fielmente a fala de alguém.
LÍNGUA PORTUGUESA

Paralelismo Sintático Ex.: O médico disse à paciente:


É possível quando a estrutura de termos coordenados – Você precisa fazer exercícios físicos regularmente.
entre si é idêntica. Nesse caso, entende-se que “termos co- Discurso Indireto
ordenados entre si” são aqueles que desempenham a mesma
função sintática em um período ou trecho. É a reprodução da fala de alguém, a qual é feita pelo narra-
dor. Normalmente, esse discurso é escrito em terceira pessoa.
Ex.: João comprou balas e biscoitos.
Perceba que “balas” e “biscoitos” têm a mesma função Ex.: O médico disse à paciente que ela precisava fazer
sintática (objeto direto). Além disso, ambas são expressões exercícios regulamente.
nominais. Assim, apresentam, na sentença, uma estrutura sin- Discurso Indireto Livre
tática idêntica.
Ex.: Os formandos estão pensando na carreira, isto é, É a ocorrência do discurso direto e indireto ao mesmo tem-
no futuro. po. Ou seja, o narrador conta a história, mas as personagens
Tanto “na carreira” quanto “no futuro” são complementos também têm voz própria.
Ş
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do verbo pensar. Ademais, as duas expressões são formadas No exemplo a seguir, há um discurso direto: “que raiva”,
por preposição e substantivo. que mostra a fala da personagem.
Paralelismo Semântico Ex.: “Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza.
Entretanto, qualquer urubu... que raiva...” (Ana Maria
Estrutura-se pela coerência entre as informações.
Machado)
Ex.: Lucélia gosta de maçã e de pera.
No trecho a seguir, há uma fala da personagem, mesclada
Percebe-se que há uma relação semântica entre maçã e
com a narração: “Para que estar catando defeitos no próxi-
pera, pois ambas são frutas.
mo?”.
Ex.: Lucélia gosta de livros de ação e de pizza.
Ex.: “D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo teme-
Observa-se que os termos “livros de ação” e “pizza” não
possuem sentidos semelhantes que garantam a sequência rário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram
lógica esperada no período. todos irmãos. Irmãos.” (Graciliano Ramos)

Retextualização de Diferentes Exemplo de uma transposição de discurso direto para


indireto:
Gêneros e Níveis de Formalidade Ex.: Ana perguntou:
Na retextualização, pode-se alterar o nível de lingua-
gem do texto, dependendo de qual é a finalidade da trans- – Qual a resposta correta?
formação proposta. Nesse caso, são possíveis as seguintes Ana perguntou qual era a resposta correta.
alterações: linguagem informal para a formal; tipos de dis- Voz Verbal
curso; vozes verbais; oração reduzida para desenvolvida; in-
versão sintática; dupla regência. Um verbo pode apresentar-se na voz ativa, passiva ou re-
flexiva.
Linguagem Formal x Linguagem Informal
Um texto pode estar escrito em linguagem coloquial (in-
Ativa
formal) ou formal (norma padrão). A proposta de reescrita Ocorre quando o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação
pode mudar de uma linguagem para outra. Veja o exemplo: expressa pelo verbo.
Exs.: Ex.: O aluno resolveu o exercício.
Pra que serve a política? Passiva
(informalidade)
Ocorre quando o sujeito é paciente, ou seja, recebe a ação
Para que serve a política?
expressa pelo verbo.
(formalidade)
Ex.: O exercício foi resolvido pelo aluno.
A oralidade geralmente é mais informal. Portanto, fique
atento: a fala e a escrita são diferentes, ou seja, a escrita não Reflexiva
reproduz a fala e vice-versa. Ocorre quando o sujeito é agente e paciente ao mesmo
Tipos de Discurso tempo, ou seja, pratica e recebe a ação.
Ex.: A criança feriu-se com a faca.
Discurso está relacionado à construção de textos, tanto
orais quanto escritos, portanto, ele é considerado uma prática Formação da Voz Passiva
social. A voz passiva pode ocorrer de forma analítica ou sintética.
Voz Passiva Analítica Verbos Transitivos Diretos ou Indiretos
Verbo SER + particípio do verbo principal. Sem alterar o sentido, alguns verbos admitem duas con-
Exs.: A academia de polícia será pintada. struções: uma transitiva direta e outra indireta. Portanto, a
O relatório é feito por ele. ocorrência ou não da preposição mantém um trecho com o
mesmo sentido.
A variação de tempo é determinada pelo verbo auxiliar
(SER), pois o particípio é invariável. Almejar
Exs.: João fez a tarefa. (pretérito perfeito do indicativo) Exs.: Almejamos a paz entre os países que estão em
A tarefa foi feita por João. (pretérito perfeito do indicativo) guerra. / Almejamos pela paz entre os países que estão
João faz a tarefa. (presente do indicativo) em guerra.
A tarefa é feita por João. (presente do indicativo) Atender
João fará a tarefa. (futuro do presente) Exs.: O gerente atendeu os meus pedidos. / O gerente
A tarefa será feita por João. (futuro do presente) atendeu aos meus pedidos.
Necessitar
Voz Passiva Sintética
Exs.: Necessitamos algumas horas para organizar o
Verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE. evento. / Necessitamos de algumas horas para organizar
Ex.: Abriram-se as inscrições para o concurso. o evento.
Transposição da Voz Ativa para a Voz Passiva Transitividade e Mudança de Significado
Pode-se mudar de uma voz para outra sem alterar o sen- Existem alguns verbos que, conforme a mudança de tran-
tido da frase. sitividade, têm o sentido alterado.
Aspirar
Exs.: Os médicos brasileiros lançaram um tratamento
para o câncer. Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
(o ar), inalar.
Um tratamento para o câncer foi lançado pelos médicos
Ex.: Aspirava o suave perfume. (Aspirava-o.)
brasileiros.
Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter
Oração Reduzida x Oração Desenvolvida como ambição.
As orações subordinadas podem ser reduzidas ou desen- Ex.: Aspirávamos ao cargo de diretor.
volvidas. Não há mudança de sentido se houver a substituição
de uma pela outra. ANOTAÇÕES
Exs.: Ao terminar a aula, todos podem sair. (reduzida de
infinitivo)

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ŝ#-ŝŦ
Quando terminarem a prova, todos podem sair.(desen-
volvida)
Os vizinhos ouviram uma criança chorando na rua.(re-
duzida de gerúndio)
Os vizinhos ouviram uma criança que chorava na rua.
(desenvolvida)
Terminada a reforma, a família mudou-se para a nova
casa.(reduzida de particípio)
Assim que terminou a reforma, a família mudou-se para
a nova casa.(desenvolvida)
Inversão Sintática
LÍNGUA PORTUGUESA

Um período pode ser escrito na ordem direta ou indire-


ta. Nesse caso, quando ocorre a inversão sintática, a correção
gramatical é mantida. Apenas é necessário ficar atento ao sen-
tido do período.
Ordem direta: sujeito – verbo – complementos/adjuntos
adverbiais.
Exs.: Os documentos foram levados para o gerente.
(direta)
Foram levados os documentos para o gerente. (indireta)
Dupla Regência
Há verbos que exigem a presença da preposição e outros
não. Deve-se ficar atento ao fato de que a regência pode influ- 13
enciar no significado de um verbo.
14
3. Formação de Palavras Composição por Justaposição: quando não há alteração
fonética nos radicais.
Ex.: Pontapé: ponta + pé
Processos de Formação de Palavras Pé-de-meia: pé + de + meia
Composição por Aglutinação: quando há alteração
Derivação fonética nos radicais.
Processo pelo qual novas palavras são formadas a partir de Ex.: Planalto: plano + alto
LÍNGUA PORTUGUESA

uma palavra, denominada primitiva, pelo acréscimo de novos Fidalgo: filho + de + algo
elementos que modificam ou alteram o sentido primitivo. As Hibridismo
novas palavras, assim formadas, são chamadas derivadas.
As palavras formadas por elementos provenientes de difer-
Os processos de derivação podem ocorrer de diversas ma- entes línguas são denominadas hibridismos.
neiras:
Ex.: Bis + avô: bisavô
Derivação Prefixal: ocorre quando há o acréscimo de um  Radical latino
prefixo ao radical.
Ex.: Crono + metro: cronômetro
Ex.: contrapor: contra+por
  Radical grego
prefixoradical
Derivação Sufixal: ocorre quando há o acréscimo de um Onomatopeia
sufixo ao radical. São as palavras que imitam sons.
Ex.: felizmente:feliz+mente Exs.: Tique-taque
Ş
ŝ#-ŝŦ

 radicalsufixo Reco-reco
Derivação Prefixal e Sufixal: ocorre quando há o acrésci- Pingue-pongue
mo simultâneo de um sufixo e um prefixo ao radical.
Ex.: infelizmente: in+feliz+mente Acentuação
 prefixo radicalsufixo Observe a diferença entre as palavras a seguir:
Derivação Parassintética: ocorre quando há o acréscimo Camelô-Camelo
simultâneo de um sufixo e um prefixo ao radical, de forma
Dúvida-Duvida
que a palavra não exista só com o prefixo ou só com o sufixo:
Ex.: empobrecer:em+pobre+cer A diferença que essas palavras possuem é na sílaba tôni-
 prefixo radical sufixo ca. No caso da palavra camelo, trata-se de uma paroxítona; já
Derivação Regressiva: ocorre quando há a eliminação de a palavra camelô é oxítona.
sufixos ou desinências. Na maioria das vezes, são substantivos O mesmo acontece com dúvida e duvida: a primeira é
formados a partir de verbos. proparoxítona e, portanto, acentuada. A segunda é paroxítona
Ex.: consumir – consumo terminada em A.
Derivação Imprópria: ocorre quando há mudança na
Classificação das Sílabas quanto à Intensidade
classe gramatical.
Exs.: Tônica: sílaba pronunciada com maior intensidade.
Temos que fechar bem os armários, pois nessa época Ex.: ca féru bimú si ca
aparecem baratas. Átona: sílaba pronunciada com MENOR intensidade.
substantivo Ex.: ca féru bimú si ca
Compramos várias coisas, pois achamos que estavam No caso dos monossílabos, a classificação entre átono ou
muito baratas. tônico está relacionada também ao sentido.
adjetivo
Os monossílabos tônicos são as palavras de apenas uma
A sala estava cheia de crianças.
sílaba e com intensidade forte. São palavras com significado
substantivo
Apesar de adulto, ele ainda é muito criança. próprio, como substantivos, adjetivos, advérbios.
substantivo adjetivado. Já os monossílabos átonos, por terem uma intensidade
Uma palavra pode exercer diferentes funções em uma sonora menor, apoiam-se nas palavras tônicas e precisam
oração. Por isso, é importante observar o sentido do que ela delas para garantir seu significado. É o caso das preposições,
representa para identificar a classe gramatical. conjunções, artigos e alguns dos pronomes oblíquos.
Exs.: Eu amo meu trabalho! Classificação das Palavras em Relação
Eu trabalho muito! à Posição da Sílaba Tônica
Composição Oxítonas: palavras cuja sílaba tônica é a última.
Processo pelo qual novas palavras são formadas através da Ex.: a téca fépa le tóco ra ção
união de dois radicais. A composição pode ser por aglutinação Paroxítonas: palavras cuja sílaba tônica é a penúltima.
ou justaposição. Ex.: es co laál buma çú carba la
Proparoxítonas: palavras cuja sílaba tônica é a antepenúl- Emprego de G ou J
tima.
Emprega-se a Letra J
Ex.: lâm pa daham búr gue respú bli co
Nas palavras de origem árabe, africana ou indígena: pajé, jiboia.
Regras de Acentuação
Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em Nas palavras derivadas de outras que possuam j: laranjal,
a(s), e(s), o(s) e em ditongos abertos éi(s), éu(s) e ói(s). sujeira.
Ex.: pápépólençóiscéuvéus Emprega-se a Letra G
Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s), Nas palavras terminadas com ágio, égio, ígio, ógio, úgio:
e(s), em(ens) e nos ditongos abertos éi(s), éu(s) e ói(s).
pedágio, refúgio.
Ex.: babá você capô armazéns anéis
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em l, n, r, x, ã(s), Nas palavras terminadas em agem, igem e ugem: gara-
ão(s), i(s), ei(s), um(uns), us, ps. gem, vertigem. Exceções: pajem, lambujem.
Ex.: dócilhífenfênixvírustóraxbíceps Emprego de X ou CH
De acordo com a Nova Ortografia, os ditongos abertos ei e oi
não são mais acentuados nas paroxítonas, como, por exemplo, Emprega-se a Letra X
em plateia, ideia e heroico. Depois de ditongo: caixa, peixe, trouxa. Exceções: recau-
Acentuam-se todas as proparoxítonas. chutar, recauchutagem.
Ex.: célulaDráculacócegas Depois de me: mexer, mexilhão. Exceção: mecha.
Acentuam-se as vogais i(s) e u(s) tônicas dos hiatos nas Depois de en: enxurrada, enxaqueca. Exceção: quando o
oxítonas e paroxítonas. en é prefixo de palavra normalmente escrita com ch: encher,
Ex.: aísanduíchepaís encharcar, etc.
Quando é precedido por nh, a vogal i tônica não será acen-
tuada: rainha, bainha. Emprego de S ou Z
Os encontros silábicos são divididos em: Emprega-se a Letra S
Ditongo: há uma vogal e uma semivogal e ficam na mes-
ma sílaba quando ocorre divisão silábica: coração, água. Nos sufixos ês, esa e isa, quando usados na formação de
palavras que indiquem nacionalidade, profissão, títulos, etc.:
Hiato: há duas vogais e ficam em sílabas diferentes quan-
do ocorre divisão silábica: saúde, moeda. chinês/ chinesa, português/portuguesa, poetisa.
Tritongo: há uma vogal e duas semivogais que ficam, por- Nos sufixos oso e osa: receoso, gelatinosa.
tanto, na mesma sílaba quando ocorre divisão silábica: Uru- Emprega-se a Letra Z
guai, quais.

Ş
ŝ#-ŝŦ
Nos sufixos ez e eza, usados para formar substantivos
Acento Diferencial derivados de adjetivos: beleza, insensatez.
Em alguns casos, o acento serve para diferenciar palavras Hífen
com grafia semelhante. Observe os casos a seguir: Existem várias regras de emprego do hífen. A fim de fa-
O verbo pôr é acentuado para diferenciar-se da prep- cilitar a memorização, estudaremos as regras principais e, em
osição por. seguida, as regras impostas pela Nova Ortografia.
Ex.: Vou pôr minhas coisas no carro. Usa-se o hífen:
A lista foi feita por mim. Para ligar os elementos das palavras compostas por justa-
A forma verbal pôde (pretérito imperfeito) é acentuada posição que não sofreram alterações na tonicidade ou grafia.
para diferenciar-se da forma verbal pode (presente do indic- Ex.: Beija-flor, cirurgião-dentista, guarda-chuva, sex-
ativo). ta-feira.
Ex.: No ano passado ele não pôde comparecer ao evento.
LÍNGUA PORTUGUESA

Para separar os elementos dos adjetivos compostos.


Se você quiser, pode ficar com esse vestido. Ex.: Azul-turquesa, latino-americano, cor-de-rosa.
Os verbos ter e vir, na 3º pessoa do plural, são acentuadas Nas palavras iniciadas pelos prefixos além, aquém, pós,
para diferenciarem-se da 3ª pessoa do singular. ré, pró, recém, sem e vice.
Ex.: Ele vem almoçar mais cedo hoje. Vice-reitor, sem-terra, pós-graduação, além-mar.
Eles vêm todo ano para as férias. Os prefixos pré e pró, quando assumem a forma átona, não
Ele tem medo do resultado dos exames. exigem o uso do hífen: premetidado, pospor.
Eles têm muita coisa para fazer. Para ligar os pronomes oblíquos aos verbos nos casos de
Ortografia ênclise e mesóclise.
Ex.: Peça-lhe, saber-se-ia.
Sabendo que há fonemas que podem ser representados
por letras diferentes, é comum haver dúvidas em alguns casos. Porquê, Por Quê, Porque e Por Que
Grafia: representação escrita de uma palavra. Embora na fala não seja possível identificar diferenças, ex-
Ortografia: conjunto de normas que estabelece a grafia istem quatro maneiras diferentes de escrever a mesma palavra. 15
correta de cada palavra. Cada uma delas é utilizada em um caso específico. Observe:
Por que
16 Utilizado nas orações interrogativas, sejam elas diretas ou
indiretas.
Ex.: Por que o resultado da prova demora tanto?
Gostaria de perguntar por que você não gosta dele.
Sempre que depois da expressão puder ser empregada a
palavra motivo.
LÍNGUA PORTUGUESA

Ex.: Não sei por que cheguei atrasada.


Quando a expressão puder ser substituída por para que ou
pelo qual.
Ex.: O caminho por que passei foi interditado.
Por quê
Quando for a última palavra da frase, o pronome que de-
verá ser acentuado.
Ex.: Ficou triste sem entender por quê.
Você não vai à festa? Por quê?
Porque
Utilizado quando a expressão puder ser substituída por
pois ou para que.
Ş
ŝ#-ŝŦ

Ex.: Não falei nada porque sabia que não iria acreditar
em mim.
Porquê
Utilizado quando assumir o papel de substantivo, sendo
precedido por artigo e puder ser substituída por motivo.
Ex.: O candidato não quis explicar o porquê da renúncia.

ANOTAÇÕES
4. Emprego das Classes de Palavras Coletivo
São substantivos comuns que, apesar de estarem no singular,
indicam mais de um ser da mesma espécie.
4. 1. Substantivo Exs.: Enxame: grupo de insetos.
Todos os seres recebem nomes, e este nome é a classe gramat- Manada: grupo de búfalos, elefantes ou cavalos.
ical chamada substantivo. Os substantivos nomeiam os seres: Século: período de cem anos.
pessoas, objetos, fenômenos, sentimentos, qualidades, lugares ou Relação de Alguns Substantivos Coletivos
ações. Observe os exemplos:
▷ Acervo: bens patrimoniais, obras de arte;
Exs.:
▷ Alavão: ovelhas leiteiras;
O carro está estacionado na rua.
▷ Álbum: fotografias, selos;
objeto lugar ▷ Alcateia: lobos, feras;
Estava cansada da corrida. ▷ Antologia: reunião de textos literários;
ação ▷ Armada: navios de guerra;
A sinceridade é uma virtude desejável nos amigos. ▷ Arquipélago: ilhas;
qualidade ▷ Arsenal: armas;
A chuva nos obrigou a cancelar, com tristeza, a festa na piscina.
▷ Assembleia: parlamentares, membros de asso-
fenômeno estado ciações;
▷ Atilho: espigas;
Classificação dos Substantivos ▷ Atlas: mapas reunidos em livros;
Os substantivos são classificados em: ▷ Bagagem: objetos de viagem;
Comum ▷ Baixela: utensílios de mesa;
São os substantivos que indicam nomes comuns, como os ▷ Bandeira: garimpeiros, exploradores de minérios;
que aparecem no início deste capítulo: casa, criança, sol. Não ▷ Banca: examinadores, advogados;
indicam nada específico. ▷ Banda: músicos;
Próprio ▷ Bandeira: exploradores;
▷ Bando: aves, ciganos, crianças, salteadores;
São os substantivos que individualizam os seres. Nesta
▷ Batalhão: soldados;
classe estão os nomes próprios:
▷ Bateria: peças de guerra ou de cozinha; instrumen-
▷ Maria Clara tos de percussão;

Ş
ŝ#-ŝŦ
▷ Porto Alegre ▷ Biblioteca: livros;
▷ Boiada: bois;
▷ Pernambuco
▷ Boana: peixes miúdos;
▷ Japão
▷ Cabido: cônegos (conselheiros de bispo);
Classificam-se, aqui, os nomes próprios de:
▷ Cacho: bananas, uvas, cabelos;
▷ Pessoas
▷ Cáfila: camelos;
▷ Cidades
▷ Cainçalha: cães;
▷ Estados ▷ Cambada: caranguejos, malandros, chaves;
▷ Países ▷ Cancioneiro: canções, de poesias líricas;
▷ Rios ▷ Canzoada: cães;
▷ Ruas ▷ Caravana: viajantes, peregrinos, estudantes;
LÍNGUA PORTUGUESA

Concreto ▷ Cardume: peixes;


São os substantivos que indicam seres (reais ou imaginários) ▷ Casario: casas;
cuja existência é independente de outros seres. ▷ Caterva: desordeiros, vadios;
Ex.: Casa, Brasil, cama, fada. ▷ Choldra: assassinos, malfeitores, canalhas;
▷ Chusma: populares, marinheiros, criados;
Abstrato ▷ Cinemateca: filmes;
São os substantivos que indicam seres (reais ou imaginári- ▷ Claque: pessoas pagas para aplaudir;
os) cuja existência depende de outros seres. ▷ Clero: a classe dos clérigos (padres, bispos,
Exs.: Banho: Alguém toma banho. cardeais...);
Cansaço: Alguém fica cansado. ▷ Clientela: clientes de médicos, de advogados;
Felicidade: Alguém fica feliz. ▷ Código: leis;
Portanto, são abstratos os substantivos que indicam senti- ▷ Conciliábulo: feiticeiros, conspiradores; 17
mentos, ações, estados e qualidades. ▷ Concílio: bispos em assembleia;
▷ Conclave cardeais para a eleição do Papa; ▷ Pinacoteca: quadros, telas;
18 ▷ Colmeia: cortiço de abelhas; ▷ Piquete: soldados montados, grevistas;
▷ Confraria: pessoas religiosas;
▷ Plantel: atletas, animais de raça;
▷ Congregação: professores, religiosos;
▷ Conselho: vereadores, diretores, juízes, militares; ▷ Plateia: espectadores;
▷ Consistório: cardeais, sob a presidência do Papa; ▷ Plêiade: poetas, artistas;
▷ Constelação: estrelas; ▷
LÍNGUA PORTUGUESA

Pomar: árvores frutíferas;


▷ Corja: vadios, tratantes, velhacos, ladrões; ▷ Prole: filhos de um casal;
▷ Coro: anjos, cantores;
▷ Quadrilha: ladrões, bandidos, assaltantes;
▷ Corpo: jurados, eleitores, alunos;
▷ Correição: formigas; ▷ Ramalhete: flores;
▷ Cortiço: abelhas, casas velhas; ▷ Rancho: pessoas em passeio ou jornada, romeiros;
▷ Elenco: atores, artistas; ▷ Récua: cavalgaduras (bestas de carga);
▷ Enxame: abelhas, insetos; ▷ Rebanho: ovelhas, carneiros, cabras, reses;
▷ Enxoval: roupas e adornos;
▷ Renque: árvores, pessoas ou coisas enfileiradas;
▷ Esquadra: navios de guerra;
▷ Esquadrilha: aviões; ▷ Repertório: peças teatrais ou musicais interpre-
▷ Falange: soldados, anjos; tadas por artistas;
Ş
ŝ#-ŝŦ

▷ Fato: cabras; ▷ Resma: quinhentas folhas de papel;


▷ Fauna: animais de uma região; ▷ Réstia: cebolas, alhos;
▷ Feixe: lenha, capim, varas;
▷ Revoada: aves voando;
▷ Filmoteca: filmes;
▷ Fornada: pães, tijolos; ▷ Ronda: grupo de soldados que percorre as ruas ga-
▷ Frota: navios mercantes, ônibus; rantindo a ordem;
▷ Galeria: quadros, estátuas; ▷ Rol: lista, relação (de pessoas ou coisas);
▷ Girândola: foguetes, fogos de artifício; ▷ Ror: grande quantidade de coisas;
▷ Grei: gado miúdo, paroquianos, políticos; ▷ Roda: pessoas, amigos;
▷ Hemeroteca: jornais, revistas;
▷ Romanceiro: conjunto de poesias narrativas;
▷ Hostes: inimigos, soldados;
▷ Irmandade: membros de associações religiosas ou ▷ Súcia: pessoas desonestas, velhacos, patifes;
beneficentes; ▷ Sínodo: párocos (sacerdotes, vigários);
▷ Junta: médicos, credores, examinadores; ▷ Tertúlia: amigos, intelectuais em reunião;
▷ Júri: jurados;
▷ Talha: lenha;
▷ Legião: anjos, soldados, demônios;
▷ Magote: pessoas, coisas; ▷ Tríade: conjunto de três pessoas ou três coisas;
▷ Malta: desordeiros, ladrões, bandidos, capoeiras; ▷ Tríduo: período de três dias;
▷ Mapoteca: mapas; ▷ Tripulação: aeroviários, marinheiros;
▷ Matilha: cães de caça; ▷ Tropilha: cavalos;
▷ Matula: desordeiros, vagabundos, vadios;
▷ Tropa: muares;
▷ Magote: pessoas, coisas;
▷ Manada: bois, búfalos, elefantes, porcos; ▷ Trouxa: roupas;
▷ Maquinaria: máquinas; ▷ Turma: estudantes, trabalhadores;
▷ Miríade: astros, insetos, anjos; ▷ Vara: porcos;
▷ Molho: chaves, verdura, capim; ▷ Vocabulário: palavras.
▷ Multidão: pessoas;
▷ Ninhada: pintos;
Flexão do Substantivo
O substantivo é uma classe variável. Ou seja: os nomes sof-
▷ Nuvem: gafanhotos, mosquitos, poeira; rem alterações (variações) para indicar gênero, número e grau.
▷ Panapaná: borboletas em bando migratório; Exs.:
▷ Pelotão: soldados; gato (substantivo masculino)
gata (mudança de gênero: feminino)
▷ Penca: bananas, chaves, frutos; gatinha (mudança de grau: diminutivo)
▷ Pente: balas de arma automática; gatão (mudança de grau: aumentativo)
A alteração do substantivo para formar o feminino não Comuns de Dois Gêneros
ocorre em todos os casos e nem sempre da mesma maneira. São substantivos que utilizam a mesma forma para indicar
Acontecerá nos substantivos biformes, que são os que apre-
sentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. tanto o masculino quanto o feminino. A diferença, nesse caso,
é o artigo, que será variável para indicar o sexo:
Formação do Feminino Exs.: O colega;
Nos substantivos biformes, alguns casos, por indicarem A colega;
nomes de seres vivos, geralmente indicam o sexo ao qual per- O chefe;
tence o ser, apresentando uma forma para o masculino e outra A chefe.
para o feminino.
Exs.: menino – menina Mudança de Gênero com Mudança de Sentido
leão – leoa Em alguns casos, a mudança de gênero implicará na mu-
O feminino pode ser formado de diferentes formas: dança de sentido do substantivo.
Alterando a terminação o por a: Exs.: O moral: ânimo;
Ex.: aluno – aluna. A moral: caráter;
Alterando a terminação e por a: O capital: valores (bens ou dinheiro);
Ex.: mestre – mestra. A capital: cidade;
Acrescentando a no final da palavra:
O cabeça: líder;
Ex.: português – portuguesa.
A cabeça: parte do corpo;
Alterando a terminação ão por ã, oa ou ona:
Exs.: aldeão – aldeã; O grama: unidade de medida de peso;
varão – varoa; A grama: planta rasteira;
comilão – comilona. O rádio: aparelho sonoro;
Acrescentando esa, essa, isa, ina ou triz: A rádio: estação;
Exs.: barão – baronesa;
ator – atriz. 4. 2. Artigo
Em alguns casos, o feminino é indicado com uma palavra
Observe a oração a seguir:
diferente:
Exs.: homem – mulher; Ex.: Uma ligação mudou meu dia: era o médico de minha
carneiro – ovelha. mãe, dizendo que eu podia buscá-la.
O artigo é um nome que acompanha o substantivo, de-
Substantivos Uniformes finindo-o. Observe que no primeiro caso destacado, o artigo

Ş
ŝ#-ŝŦ
Em alguns casos, há apenas um substantivo para indicar indefine o substantivo, mostrando que é uma ligação como
tanto o sexo feminino quanto o masculino. Esses substantivos qualquer outra, nada específico. Já no segundo caso temos um
classificam-se em:
artigo definido, especificando a pessoa: não era um médico in-
Epicenos determinado, mas o médico específico.
São os substantivos uniformes que indicam nomes de ani- Observa-se, portanto, que o artigo classifica-se em defini-
mais e para especificar o sexo, utiliza-se macho ou fêmea. do ou indefinido.
Exs.: a girafa fêmea;
Artigo definido: utilizado para especificar o substantivo
a girafa macho.
- o, a, os, as.
Sobrecomuns Ex.: A encomenda chegou.
São substantivos uniformes que indicam tanto masculino Artigo indefinido: utilizado para apresentar o substantivo
LÍNGUA PORTUGUESA

quanto feminino. A identificação do sexo correspondente se como algo não específico, como parte de um grupo, e não um
dará através do contexto.
ser determinado.
Ex.: o indivíduo (homem ou mulher).
Criança de oito anos comove público ao competir em tri- Ex.: Encontrei uma vizinha na festa.
atlo carregando irmão deficiente. Combinações e Contrações dos Artigos
Comovente a atitude de Noah Aldrich, de 8 anos, que não Preposições Artigos
queria participar sozinho de uma competição de triatlo in-
o, os a, as um, uns uma, umas
fantil nos Estados Unidos e resolveu levar o irmão caçula,
Lucas, de 6 anos, com ele. Porém, Lucas sofre de deficiência a ao, aos à, às - -
cerebral, que o impede de andar ou falar. Noah se preparou duma,
durante três meses para as provas de natação, corrida e de do, dos da, das dum, duns
dumas
ciclismo e usou um carrinho, uma bicicleta e um pequeno numa,
bote adaptado para que Lucas pudesse acompanhá-lo. em no, nos na, nas num, nuns
numas
Fonte: http://amazonrunners1.blogspot.com.br/2014/07/menino-de-
19
oito-anos-comove-publico-ao.html (adaptado) por (per) pelo, pelos pela, pelas - -
20
4. 3. Adjetivo Aplauso Parabéns! Ótimo! Viva! Bis!
A palavra que caracteriza o substantivo é chamada adjeti- Concordância Pois não! Claro! tá!
vo estas características, denominadas qualidades, podem ser
Desejo Tomara! Oxalá!
positivas ou negativas.
Dor Ai! Ui! Que pena!
Formação do Adjetivo Admiração Opa! Puxa!
LÍNGUA PORTUGUESA

O adjetivo, assim como o substantivo, pode ser formado


Pena Coitado!
de diversas maneiras. Ele pode ser:
Satisfação Boa! Oba! Opa! Upa!
Primitivo
Saudação Olá! Salve! Adeus! Viva! Alô!
Quando não é derivado de nenhuma outra palavra:
Ex.: A menina era tão bonita! Silêncio Calada! Silêncio! Psiu!

Derivado Susto Valha-me, Deus! Nossa!

Quando deriva de outras palavras, como verbos ou sub- Medo Credo! Cruzes! Ui!
stantivos:
Ex.: Rancorosa, a avó não quis atender o neto.
(derivado do substantivo rancor)
4. 5. Numeral
Outra classe de palavras que se relaciona com o substantivo
Simples
Ş
ŝ#-ŝŦ

é o numeral. Observe as orações a seguir:


Assim como ocorre no substantivo, o adjetivo simples é
aquele formado por apenas um radical: Exs.: Comprei maçãs hoje cedo.
Ex.: As ruas da cidade estão agitadas. Comprei quatro maçãs hoje cedo.
O numeral especifica o substantivo dando a ideia de quan-
Composto
tidade, ordem, multiplicação ou fração. Observe os exemplos:
Assim como ocorre no substantivo, o adjetivo composto é
aquele formado por mais de um radical: Exs.: Encontrei dois amigos do tempo da faculdade.
Ex.: A Literatura afro-brasileira vem ganhando des- (quantidade)
taque.
Ele foi classificado em segundo lugar na prova.
4. 4. Interjeição (ordem)
Observe o exemplo a seguir: O preço daqui é quase o dobro do que era no ano passa-
Exs.: Cuidado! O piso está molhado. do. (multiplicação)
Algumas palavras são utilizadas para expressar advertên- Metade das contas foi paga com atraso. (fração)
cia, surpresa, alegria, etc. Essas palavras são classificadas
como interjeições. Geralmente, aparecem sozinhas na frase, Classificação do Numeral
podendo ser seguidas ou não por ponto de exclamação:
Exs.: Parabéns! O trabalho ficou lindo! De acordo com a ideia expressa pelo numeral é que se fará
Adeus, meninas, foi um prazer conhecê-las. sua classificação. O numeral pode ser:
Aleluia! Meu projeto ficou pronto!
Puxa! A festa foi maravilhosa! Cardinal
Locução Interjetiva Quando expressa a ideia de quantidade: um, oito, trinta.
Em alguns casos, a interjeição poderá ser formada por Ordinal
mais de uma palavra:
Exs.: Meu Deus! Você viu essa notícia? Quando expressa a ideia de ordem: primeiro, décimo,
Que pena, não conseguirei chegar a tempo. milésimo
Calma! Olha! Cuidado!
Advertência
Atenção! Multiplicativo
Agradecimento Obrigado! Quando expressa a ideia de multiplicação: dobro, triplo,
Alegria Oh! Oba! Viva! quádruplo.
Alívio Ufa! Fracionário
Animação Força! Coragem! Firme!
Quando expressa a ideia de fração: terço, sexto, oitavo.
Apelo Psiu! Hei! Socorro!
4. 6. Advérbio Subordinativa: Quando liga duas orações dependentes:
Ex.: Soube que a empresa vai fechar.
Observe os exemplos a seguir:
Ex.: Pegamos nossas coisas rapidamente. Classificação das Conjunções
Modo
Corremos muito naquele dia. Coordenativas
Tempo Aditivas
A menina caiu na escada. E, nem, mas também, como também, bem como, mas ain-
Lugar da.
O advérbio indica ou modifica a ação expressa pelo verbo.
Pode indicar:
Adversativas
Mas, porém, todavia, contudo, pelo contrário, não obstan-
Tempo Ontem, hoje, agora, já, sempre, etc. te, apesar de.
Lugar Aqui, lá, perto, longe, etc.
Alternativas
Rapidamente, tranquilamente (a maioria dos advér- Ou...ou, ora.... ora, quer.... quer.
Modo
bios de modo terminará em –mente).
Intensidade Muito, pouco, tão, tanto, etc. Explicativas
Afirmação Sim, certamente, etc.
Pois (antes do verbo), porque, que, porquanto.
Negação Não, tampouco, etc. Conclusivas
Dúvida Talvez, porventura, possivelmente, etc. Pois (depois do verbo), logo, portanto, por conseguinte,
por isso.
Locução Adverbial Subordinativas
Observe o exemplo:
Ex.: Os netos foram almoçar apressadamente. Temporais
Advérbio de modo Quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, até
Os netos foram almoçar com pressa. que.
Locução adverbial ▷ Mal será conjunção subordinativa temporal quando
Considera-se locução adverbial o conjunto de duas ou mais equivaler a logo que:
palavras que formam o advérbio, como no caso acima, em que Ex.: Mal cheguei e já me cobraram o projeto.
“com pressa” é o advérbio de modo. Causais

Ş
ŝ#-ŝŦ
Exs.: O casal se animou com o passeio a cavalo. Porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que.
A entrevista foi feita ao vivo.
Os filhos almoçam com ele de vez em quando. Condicionais
Se, caso, contanto que, desde que, salvo se.
Adjetivos Adverbializados
Observe a afirmação a seguir, que faz parte de uma crônica
Proporcionais
de Luis Fernando Veríssimo: À medida que, à proporção que, ao passo que.
“A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Es- Finais
crever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por A fim de que, para que.
exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo?”
Escrever claro = escrever claramente. Consecutivas
Escrever certo = escrever corretamente. De modo que, de maneira que, de sorte que, que, para que.
LÍNGUA PORTUGUESA

Os adjetivos adverbializados são adjetivos empregados Concessivas


no lugar do advérbio. Normalmente isso ocorre na linguagem Embora, conquanto, se bem que, ainda que, mesmo
coloquial. que.

4. 7. Conjunção Comparativas
Como, tal qual, assim como, tanto quanto.
Conjunção é o elemento que liga duas orações ou dois ter-
mos em uma mesma oração. Conformativas
Observe o exemplo a seguir: Conforme, segundo, como.
Ex.: Ela é uma menina doce, mas quando precisa, vira
uma fera. Integrantes
As aulas vão começar logo que o professor chegar. Que, se.
Ela pode ser: ▷ As conjunções integrantes introduzem orações subs-
Coordenativa: Quando liga duas orações independentes: tantivas (que equivalem a substantivos): 21
Ex.: Vendeu tudo e mudou de cidade. Ex.: Não sei se ele virá (não sei da sua vinda).
22
4. 8. Preposição Para que não haja esta repetição desagradável durante a
comunicação, utilizamos os pronomes:
Observe o exemplo a seguir: Ex.: O bebê de Daniela nasceu perfeito. Ele tem olhos
Ex.: Gosto muito das músicas de Chico Buarque; azuis, suas mãos são fortes e seus cabelos são claros.
Chegou da viagem com febre.
Os pronomes são palavras que substituem ou acompan-
As palavras em destaque estabelecem uma relação entre
ham os substantivos. Eles podem indicar qualquer uma das
outros termos. Elas são chamadas de preposição. São elas:
três pessoas do discurso:
LÍNGUA PORTUGUESA

A, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para,
pelo, perante, por, sem, sobre, sob, trás. 1ª pessoa: quem fala;
2ª pessoa: com quem se fala;
Algumas palavras pertencentes a outras classes grama- 3ª pessoa: de quem se fala.
ticais podem, eventualmente, aparecer como preposição em
alguns casos. Por exemplo: salvo, fora, durante, segundo, etc. Classificação dos Pronomes
As preposições podem ser: Pronomes Pessoais
▷ Essenciais: quando são sempre preposição. São as
palavras listadas anteriormente; Pessoa do discurso Retos Oblíquos
▷ Acidentais: quando não são preposições essenciais, 1ª pessoa do singular Eu Me, mim, comigo
mas em alguns casos exercem a função de prepo- 2ª pessoa do singular Tu Te, ti, contigo
sição; 3ª pessoa do singular Ele/Ela O, a, lhe, se, si, consigo
▷ Puras: quando não há junção com artigo;
Ş
ŝ#-ŝŦ

1ª pessoa do plural Nós Nos, conosco


▷ Contrações: quando aparecem junto com o artigo. 2ª pessoa do plural Vós Vos, convosco
Por exemplo: de+a, per+o, etc. 3ª pessoa do plural Eles/Elas Os, as, lhes, se, si, consigo
Relação estabelecida pela preposição Os pronomes pessoais funcionam como sujeito da oração.
Ex.: Eu estava cansada ontem.
Assunto Conversamos sobre a viagem.
Os pronomes oblíquos funcionam como complementos.
Autoria Apaixonei-me por um quadro de Picasso.
Ex.: Eu lhe escrevi uma carta.
Causa Foi preso por roubar dinheiro público.
Companhia Fui jantar com meu marido. As formas o, a, os, as sofrem modificações dependendo da
Conteúdo Traga, por favor, um copo de (com) água. terminação do verbo que acompanham. Observe:
Destino Vou para casa mais cedo. ▷ Quando o verbo terminar em r, s ou z, ficarão lo, la,
Distância A casa fica a duas quadras da praça.
los, las:
Exs.: Começar: começá-los;
Finalidade Eles vieram para a palestra.
Celebramos: celebramo-lo.
Instrumento Ele abriu a embalagem com uma faca. Fiz: fi-lo.
Limite As meninas correram até a casa da tia. ▷ Quando o verbo terminar em som nasal, ficarão no,
Gostava de ficar em casa. As coisas estão sobre a na, nos, nas:
Lugar
mesa. Exs.: Comemoram: comemoram-no;
Matéria Comprei um brinco de ouro. Viram: viram-no.
Meio Tivemos que fazer a viagem de ônibus.
Modo As coisas foram resolvidas com tranquilidade. Pronomes de Tratamento
Oposição
O movimento do bar aumenta nos dias de jogos do São pronomes utilizados para dirigir-se ou referir-se a
Brasil contra a Argentina. autoridades ou pessoas com quem se tem menos contato. Os
Origem Eles vieram do interior. mais utilizados são:
Posse Gostei da camiseta de Raul.
PRONOMES DE TRATAMENTO USADOS PARA
Estava feliz com meu livro de dez reais. Vendia as
Preço
tortas por vinte reais.
Usado para um tratamento íntimo,
Você
Tivemos que sair após a discussão. Chegaremos em familiar.
Tempo
uma hora.
Senhor, Pessoas com as quais mantemos um
Sr., Sr.ª
certo distanciamento mais respeitoso.
4. 9. Pronome Senhora
Pessoas com um grau de prestígio
Observe o trecho a seguir: maior. Usualmente, os empregamos
Vossa
Ex.: O bebê de Daniela nasceu perfeito. O bebê de Da- V. S.ª em textos escritos, como: corre-
Senhoria spondências, ofícios, requerimentos,
niela tem olhos azuis. As mãos do bebê de Daniela são
fortes, e os cabelos do bebê de Daniela são claros. etc.
Usados para pessoas com alta autori- O mesmo ocorre com os mesmos pronomes em relação à
Vossa dade, como: Presidente da República, localização no espaço. Observe:
V. Ex.ª
Excelência Senadores, Deputados, Embaixadores, Exs.:
etc.
Acho que esta camiseta ficou bem em mim. (próximo à
Vossa pessoa que fala);
V. A. Príncipes e duques.
Alteza
Vossa Esse chapéu ficou ótimo em você! (próximo à pessoa com
V.S. Para o Papa. que se fala);
Santidade
Vossa Mag- Você sabe de quem é aquela pasta? (distante de quem
V. Mag.ª Reitores de Universidades.
nificência fala e da pessoa com que se fala).
Vossa Majestade V. M. Reis e Rainhas.
Pronomes Demonstrativos
▷ O pronome de tratamento concorda com o verbo na
3ª pessoa: Variáveis Invariáveis
Ex.: Vossa Excelência me permite fazer uma observação? Este, estas, estes, estas Isto
▷ Quando o pronome for utilizado para referir-se à 3ª Esse, essa, esses, essas Isso
pessoa, o pronome Vossa será substituído por Sua: Aquele, aquela, aqueles, aquelas aquilo
Ex.: Sua Alteza, o Príncipe William, casou-se com uma
plebeia. Pronomes Indefinidos
Pronomes Possessivos São pronomes que se referem à 3ª pessoas mas sem a fun-
São pronomes que indicam posse. Observe os exemplos: ção de determinar ou definir. Pelo contrário: são pronomes que
Exs.: dão um sentido vago, impreciso sobre quem ou o que se fala.
Andei tanto que meus pés estão doendo. Ex.: Muitos querem sucesso, mas poucos estão dispostos
Pegue tuas coisas e vamos embora. a pagar pelo seu preço.
Marina ficou feliz ao ver que sua mala não Não se sabe sobre quem ou quantas pessoas se fala, por
estava perdida. isso são utilizados pronomes que dão a ideia de quantidade
indefinida.
Os pronomes destacados indicam quem é o possuidor dos
itens das orações: pés, coisas e malas. Observe que pelo pro- Pronomes indefinidos
nome é possível identificar a pessoa. Isso acontece porque há Variáveis Invariáveis
um pronome possessivo específico para cada pessoa:
algum, alguns, alguma, algumas; Alguém
Pessoa do discurso Pronomes possessivos certo, certos, certa, certas; Ninguém

Ş
ŝ#-ŝŦ
1ª pessoa do singular Meu, minha, meus, minhas nenhum, nenhuns, nenhuma, Outrem
nenhumas; Tudo
2ª pessoa do singular Teu, tua, teus, tuas
todo, todos, toda, todas; Nada
3ª pessoa do singular Seu, sua, seus, suas
outro, outros, outra, outras; Cada
1ª pessoa do plural Nosso, nossa, nossos, nossas muito, muitos, muita, muitas; Algo
2ª pessoa do plural Vosso, vossa, vossos, vossas pouco, poucos, pouca, poucas; Mais
3ª pessoa do plural Seu, sua, seus, suas vário, vários, vária, várias; Menos
O pronome possessivo concorda: tanto, tantos, tanta, tantas;
▷ Em pessoa, com o possuidor: quanto, quantos, quanta,
Ex.: Meu irmão chegou de viagem. quantas.
1ª pessoa do singular
▷ Em número, com o que se possui:
Pronomes Interrogativos
São os pronomes utilizados nas perguntas diretas e indire-
LÍNGUA PORTUGUESA

Ex.: Teus filhos são lindos!


tas. Observe o exemplo:
Masculino plural
Exs.:
Pronomes Demonstrativos Quantas pessoas se matricularam no curso?
São os pronomes que indicam a posição de algo em relação à Quem estava aqui ontem?
pessoa do discurso. Observe os exemplos: Gostaria de saber que dia você viajará.
Exs.: Este mês está sendo ótimo para o comércio graças Pronomes interrogativos
a Dia das Mães. (mês atual); Quem, quanto, quantos, quanta, quantas, qual, quais, que

Na última semana tivemos quatro provas. Essa semana foi Pronomes Relativos
uma correria! (passado próximo); São pronomes que se relacionam com termos já citados na
oração, evitando a repetição.
Quando meus filhos eram pequenos, viajamos para a Exs.:
Europa. Aquela foi uma viagem inesquecível. (passado Trouxe um livro. 23
distante) O livro que eu trouxe é o livro que você me pediu.
O pronome relativo que indica e especifica o livro ao qual Advérbio
24 o interlocutor se refere:
Ex.: Que bela está a casa!
Ex.: Trouxe o livro que você pediu.
Neste caso, antecede um adjetivo, modificando-o: como a
O pronome relativo concordará:
casa está bela!
▷ Com o seu antecedente:
Ex.: Que longe estava da cidade!
Ex.: As ruas pelas quais passou traziam lembranças.
Neste caso, antecede um advérbio, intensificando-o: Esta-
Exceção: pronome cujo (e variações), que concorda com
va muito longe da cidade.
LÍNGUA PORTUGUESA

o consequente:
Ex.: Estou lendo um livro cuja capa foi feita pelo meu Conjunção
irmão.
Exs.:
▷ A regência do pronome relativo seguirá a regra da Que gostem ou que não gostem, tomei minha decisão.
regência pedida pelo verbo: (conjunção alternativa)
Exs.: Pode entrar na fila que não será atendida. (conjunção
É uma menina de quem todos gostam. adversativa)
Era uma pessoa a quem todos admiravam. Não falte à aula que o conteúdo é importante. (con-
Pronomes Substantivos junção explicativa)
Em alguns casos, o pronome atuará como substantivo, Conjunção Subordinativa
substituindo-o. Observe: Exs.:
Ex.: Poucos conhecem o segredo de viver em paz. Estava tão cansada que não quis recebê-lo.
Ş
ŝ#-ŝŦ

Pronome indefinido – substitui o substantivo (conjunção subordinativa consecutiva)


Pronomes Adjetivos Gostei da viagem, cara que tenha sido. (conjunção sub-
ordinativa concessiva)
Em alguns casos, o pronome atuará como adjetivo, atri-
Não corra que o chão está molhado! (conjunção subor-
buindo uma característica ao substantivo. Observe:
dinativa causal)
Ex.: Este quadro é meu.
Pronome possessivo adjetivo Partícula Expletiva (de Realce)
Ex.: Que bonito que está o seu cabelo! (não tem função
4. 10. Palavra QUE na oração, apenas realça o que está sendo falado)
A palavra “que” possui diversas funções e costuma gerar
muitas dúvidas. Por isso, para entender cada função e identi- 4. 11. Palavra SE
ficá-las, observe os exemplos a seguir: A palavra “se”, assim como o “que”, possui diversas
funções e costuma gerar muitas dúvidas. Por isso, para en-
Substantivo tender cada função e identificá-las, observe os exemplos a
Ex.: Senti um quê de falsidade naquela fala. seguir:
Neste caso, o que está precedido por um determinante –
um artigo, e é acentuado, pois assume o papel de um substan- Partícula Apassivadora
tivo. Poderia ser substituído por outro substantivo: Ex.: Vendem-se plantas. (É possível passar a oração
Ex.: Senti um ar de falsidade naquela fala. para a voz passiva analítica: Plantas são vendidas)
Quanto atua como substantivo, o quê será sempre acen- Neste caso, o “se” nunca será seguido por preposição.
tuado e precedido por um artigo, pronome ou numeral.
Pronome Reflexivo
Pronome Ex.: Penteou-se com capricho.
Exs.:
Que beleza de festa! (pronome exclamativo) Pronome Recíproco
O livro que comprei estava em promoção. (pronome Ex.: Amaram-se durante anos.
relativo)
Que dia é a prova? (pronome interrogativo)
Partícula Expletiva (de Realce)
Ex.: Foi-se o tempo em que confiávamos nos políticos.
Interjeição (não possui função na oração, apenas realça o que
Exs.: Quê? Não entendi. foi dito)
Quê! Ela sabe sim! Pronome Indeterminador do Sujeito
Preposição Transforma o sujeito em indeterminado.
Ex.: Temos que chegar cedo. Exs.:
Observe que a regência do verbo ter exige a preposição Precisa-se de secretária. (não se pode passar a oração
“de”: Temos de chegar cedo. No entanto, na fala coloquial, já é para a voz passiva analítica)
aceito o uso do “que” como preposição. Nessa casa, come-se muito.
Parte do Verbo Pronominal
Alguns verbos exigem a presença da partícula “se” para
indicar que a ação é referente ao sujeito que a pratica:
Exs.: Arrependeu-se de ter ligado.
Outros exemplos de verbos pronominais: Lembrar-se, queix-
ar-se, enganar-se, suicidar-se.
Conjunção
Exs.:
Vou chegar no horário se não chover. (conjunção condi-
cional)
Não sei se dormirei em casa hoje. (conjunção integrante)
Se vai ficar aqui, então fale comigo. (conjunção adverbial
causal)
Se queria ser mãe, nunca demonstrou amor pelas cri-
anças. (conjunção concessiva)

ANOTAÇÕES

Ş
ŝ#-ŝŦ
LÍNGUA PORTUGUESA

25
26
4. 12. Verbo • Presente
Indica a ação que acontece no momento da elocução:
Verbo é a palavra que exprime ação. Observe:
Ex.: Corremos todos os dias naquelas ruas e praças. Ex.: Eu estou em casa.
O verbo pode indicar, além de uma ação, um estado ou • Pretérito Perfeito
fenômeno da natureza. Observe: Indica a ação concluída no passado:
Exs.: Mariana era mais magra quando estava grávida. Ex.: Eu comi a torta de limão.
Durante semanas, choveu muito. • Pretérito Imperfeito
LÍNGUA PORTUGUESA

O verbo expressa o tempo e a pessoa da ação. Observe:


Indica uma ação que não foi plenamente concluída e que
Ex.: Nesta semana não terei aula de inglês.
Tempo: futuro não tem limites claramente estabelecidos:
Pessoa: 1ª do singular (eu) Ex.: Ele me ligou enquanto eu comia.
Ex.: Não sabes os caminhos que percorri. • Pretérito Mais-que-Perfeito
Tempo: presente Tempo: pretérito Indica uma ação que foi plenamente concluída antes de
Pessoa: 2ª do singular (tu) Pessoa: 1ª do singular (eu) outra ação também concluída:
Ex.: Meu irmão viajara muito antes de casar.
Conjugações do Verbo • Futuro do Presente
Todos os verbos em Língua Portuguesa, quando no infin- Indica a ação futura em relação ao momento da elocução:
itivo, terminarão em ar, er ou ir. Essa classificação é chamada Ex.: Viajarei na próxima semana.
de conjugação: • Futuro do Pretérito
Indica a ação que, naquele momento era futura, mas no
Ş
ŝ#-ŝŦ

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação momento da elocução é passado:


Verbos termina- Verbos terminados Verbos terminados Ex.: Eu perderia o voo se ele não tivesse me dado carona.
dos em AR em ER em IR
Amar Comer Sair Flexão do Verbo
Falar Descer Cair Observe o exemplo a seguir:
Dançar Fazer Sorrir
Comer
Eu como
Tempos e Modos Verbais Tu comes
Todos os verbos apresentam formas, tempos e modos. São Ele come
modos:
Nós comemos
Indicativo Vós comeis
Expressa certeza. Eles comem
Subjuntivo Observe que a primeira parte do verbo, com-, não é al-
terada, o que muda é o final. Isso significa que a primeira parte
Expressa dúvida. é o radical. Nos verbos regulares, o radical nunca muda. O que
Imperativo se altera são as terminações, indicando tempo e pessoa.
Expressa uma ordem ou orientação. Observe os verbos a seguir:
Além disso, os verbos apresentam formas nominais. São Falar
elas: Radical: fal-
Eu falo
• Particípio
Tu falas
Indica a ação que já foi totalmente concluída.
Ele fala
Também pode ser considerado adjetivo.
Nós falamos
Ex.: O texto lido foi emocionante.
Vós falais
• Gerúndio Eles falam
Indica a ação que ocorre no momento da elocução. Observe que o radical do verbo não muda. Quando isso
Também pode ser considerado advérbio. acontece, o verbo recebe o nome de regular.
Ex.: Fiquei em casa lendo o livro novo. Quando ocorre mudança no radical ou quando a termi-
• Infinitivo nação não é a mesma dos demais verbos da mesma conju-
gação, o verbo é chamado irregular:
Indica a ação verbal sem flexão de pessoa, tempo ou modo.
Ouvir
Também pode ser considerado substantivo. Radical: ouv-
Ex.: O entardecer foi lindo. Eu ouço
Tu ouves
Tempos Verbais Ele ouve
Os tempos verbais são classificados para definir a relação Nós ouvimos
temporal entre a ação e o momento em que se fala sobre ela. Vós ouvir
São eles: Eles ouvem
Observe que na primeira pessoa houve alteração do radical. Transitivo Direto e Indireto (Bitransitivo)
Além de regulares e irregulares, os verbos também podem ser: Quando exige dois complementos para fazer sentido:
Abundantes Ex.: Entreguei uma carta ao porteiro.
Quando há mais de uma forma de particípio: Verbo de Ligação
Aceitar - aceito/aceitado
Quando não exprime uma ação e sim uma característica
Expulsar - expulsado/expulso
do sujeito:
Salvar - salvado/salvo Ex.: Marina é bonita.
Anômalos São verbos de ligação:
Quando há mais de uma mudança no radical. São verbos Ser
que não obedecem às regras de conjugação verbal dos demais: Estar
Ser Continuar
Eu sou Andar
Tu és Parecer
Ele é Permanecer
Nós somos Ficar
Vós sois Verbo Auxiliar
Ele é
Nas locuções verbais, é o verbo que precede o verbo prin-
cipal, normalmente identificando o sujeito e o tempo verbal:
Locução Verbal Ex.: Os convidados foram arrumar a mesa.
Observe o exemplo a seguir:
Vozes Verbais
Ex.: Estou fazendo um curso de Francês.
Os verbo possui diferentes vozes, que indicam quem prat-
O verbo principal nesta oração é fazendo, no gerúndio, ica e quem recebe a ação:
mas vem acompanhado por um verbo auxiliar, estou.
Locução verbal é todo conjunto formado por um verbo Ativa
principal + um verbo auxiliar. O verbo principal pode estar no Quando o sujeito pratica a ação:
gerúndio, particípio ou infinitivo: Ex.: Coloquei um vaso na mesa.
Ex.: Isso já foi feito antes. Passiva Analítica (verbo ser + verbo no particípio)
Verbo auxiliar + verbo principal no particípio

Ş
ŝ#-ŝŦ
Quando o sujeito recebe a ação, praticada por outro ele-
Ex.: Vou falar com eles antes do fim da aula. mento, o agente da passiva:
Verbo auxiliar + verbo principal no infinitivo Ex.: Um vaso foi colocado na mesa por mim.
(sujeito paciente) (agente da passiva)
Tipos de Verbo Passiva Sintética (verbo na 3ª pessoa + pronome se)
Os verbos dividem-se em tipos, de acordo com o seu sig- Quando o sujeito recebe a ação, mas o agente não aparece:
nificado. São eles: Ex.: Colocou-se um vaso na mesa.
Intransitivo Reflexiva
Quando o sentido do verbo é completo e não exige com- Quando o sujeito pratica e recebe a ação ao mesmo tempo:
plemento. Ex.: A menina penteou-se demoradamente.
Ex.: Meu vizinho morreu.
LÍNGUA PORTUGUESA

ANOTAÇÕES
Transitivo
Quando o sentido do verbo não é completo e é necessário
um complemento para que faça sentido. Dentre os transitivos,
pode ser:
Transitivo Direto
Quando exige um complemento que não é seguido por
preposição (objeto direto):
Ex.: Comprei uma bolsa.
Transitivo Indireto
Quando exige um complemento que é seguido por prep-
osição (objeto indireto): 27
Ex.: Gosto de cantar.
28
5. Sintaxe Composto
Quando possui mais de um verbo, ou seja, mais de uma
oração:
5. 1. Frase Exs.: Queremos que as coisas sejam resolvidas logo.
Observe os exemplos:    1ª oração2ª oração
Exs.: Cuidado! Era tarde quando chegamos do trabalho.
Estou cansada. 1ª oração 2ª oração
LÍNGUA PORTUGUESA

Passei no concurso! Quando houver uma locução verbal, será contado apenas
Mentira! o verbo principal, ou seja, será apenas uma oração:
Jura?
Ex.: Vai ficar tarde para ligar para ela.
Anda logo!
 1ª oração2ª oração
Toda palavra ou conjunto de palavras organizada de ma-
neira coerente e que transmita informações ou tenha sentido
é considerada frase. 5.2.1 Termos Essenciais da Oração
Observe o trecho a seguir:
Classificação da Frase Ex.: Os alunos gostam das aulas de Inglês.
De acordo com o seu significado, uma frase pode ser: A oração faz sentido porque possui dois elementos essen-
Declarativa ou afirmativa: ciais: sujeito e predicado.
Ex.: Eu gosto de você. Sujeito é o termo sobre o qual a oração fala.
Ş
ŝ#-ŝŦ

Interrogativa: Predicado é o que se fala sobre o sujeito.


Ex.: Você sabe que dia é a prova? Ex.: Os alunos gostam das aulas de Inglês.
Exclamativa:  Sujeito Predicado
Ex.: Mentira!
Imperativa: Sujeito
Ex.: Fique onde está.
Núcleo do Sujeito
Nominal É o termo essencial na identificação do sujeito:
Quando não possui verbos: Ex.: Os alunos.
Exs.: Artigo substantivo
Corra! Núcleo do sujeito: alunos
Bom dia!
Tipos de Sujeito
Verbal Determinado
Quando possui verbos: Quando é possível identificar o sujeito, ele é chamado su-
Exs.: jeito determinado. Ele pode ser:
João gosta de Química.
As crianças brincavam no quintal. • Simples
Os meninos são muito agitados. Quando possui apenas um núcleo:
A frase verbal também é considerada oração. Ex.: Meus filhos gostam de almoçar aqui.
Núcleo: filhos.
5. 2. Oração • Composto
Todo enunciado que faz sentido e que possui verbo é con- Quando possui mais de um núcleo:
siderado oração. Ex.: Meus filhos e meus netos gostam de almoçar aqui.
Exs.: Núcleo: filhos, netos.
Cansei de esperar. • Oculto
Eles estão estudando muito para a prova. Quando o sujeito não aparece na oração, mas é possível
As meninas passaram horas se arrumando para a festa. identificá-lo através do verbo:
Ex.: Gostei de almoçar aqui.
Período Sujeito: eu.
Toda oração é chamada também de período, que pode ser: Ex.: Fomos embora cedo.
Sujeito: nós.
Simples
Indeterminado
Quando possui apenas um verbo, ou seja, apenas uma
oração: Pode ser representado de duas maneiras:
Exs.: 1. Verbo na 3ª pessoa do plural.
Eles gostaram do bolo. Chegaram atrasado.
As roupas secaram no varal. Falaram sobre ele.
Reclamaram dos preços. Predicado Verbal
Disseram que a fila estava enorme. É o predicado cujo verbo indica uma ação:
Note que nos períodos acima não é possível identificar Ex.: Os meninos levantaram com pressa.
o agente das ações. Por isso, é chamado sujeito indeter- As águas correm depressa nessa parte do rio.
minado. O núcleo do predicado verbal sempre será o verbo:
Observação: Dependendo do contexto, o verbo na 3ª Ex.: Os meninos levantaram cedo.
pessoa não significará sujeito indeterminado. Sujeito Predicado
Ex.: Os meninos vieram do banco. Disseram que a fila  Núcleo do predicado: levantaram
estava enorme.
Sujeito: os meninos – implícito na oração e identificado Predicado Nominal
graças ao contexto. É o predicado cujo verbo indica um estado do sujeito:
2. Verbo + partícula “se” Ex.: Os alunos parecem cansados.
Ex.: Confia-se muito em medicamentos. Raul estava atrasado quando me encontrou.
Sujeito: ? Os verbos do predicado nominal são os verbos de ligação,
A partícula “se”, nesse caso, atua como índice de in- que não indicam ação mas características do sujeito. Os princi-
determinação do sujeito. Essa construção ocorrerá com pais verbos de ligação são:
verbos transitivos indiretos, verbos intransitivos e ver- Andar
bos de ligação. Observe: Continuar
Precisa-se de vendedores. Estar
verbo transitivo indireto Ficar
Quem precisa? Parecer
Sujeito indeterminado. Permanecer
Vive-se melhor no campo. Ser
verbo intransitivo Assim como ocorre no predicado verbal, o núcleo do pred-
icado nominal será o verbo de ligação:
Quem vive?
Ex.: Os alunos parecem cansados.
Sujeito indeterminado.
Sujeito Predicado
Oração sem Sujeito  Núcleo do predicado: parecem
Em alguns casos, a ação expressa pelo verbo não terá su-
jeito. São eles: Predicado Verbo-Nominal
Em alguns casos, o predicado verbal e o predicado nominal

Ş
ŝ#-ŝŦ
Haver aparecerão juntos, ou seja, o predicado indicará uma ação e
Quando significar existir, acontecer, realizar: um estado do sujeito:
Exs.: Ex.: Os meninos subiram as escadas apressados.
Há muita gente passando fome. (existe)  Sujeito    AçãoEstado
O que houve? (aconteceu) (Estavam apressados.)
Houve uma cerimônia rápida em homenagem aos pais. O predicado verbo-nominal apresentará dois núcleos: os
(realizou-se) verbo de ação e o verbo de ligação.
Fazer, Ser e Estar
No exemplo apresentado acima, o núcleo será: subiram e
Quando significar tempo decorrido ou tempo decorrido de apressados.
um fenômeno da natureza:
Exs.:
Faz dias que não a vejo. 5.2.2 Termos Integrantes da Oração
LÍNGUA PORTUGUESA

Faz dias que chove. Em alguns casos, o verbo ou nome expresso na oração não
Estava calor. apresenta sentido completo, exigindo um complemento para
Verbos que expressam fenômenos da natureza que a informação seja transmitira. Estes complementos, por não
Ex.: serem opcionais mas obrigatórios, são chamados de termos in-
Amanheceu, embora ninguém tivesse dormido. tegrantes da oração. Eles são divididos em: objeto direto, objeto
Choveu a noite inteira. indireto, complemento nominal e agente da passiva.
Faz anos que não neva aqui. Objeto Direto
Predicado É o termo que completa o sentido do verbo transitivo dire-
to. Observe o exemplo a seguir:
Embora seja possível existir oração sem sujeito, não existe Ex.: Compramos frutas na feira.
oração sem predicado. O verbo comprar não possui sentido completo. Ou seja:
Ex.: Faz duas semanas que não a vejo. é um verbo transitivo e exige um complemento para que a 29
Predicado oração fique clara.
Como este complemento é ligado a ele de maneira direta, Complemento nominal Adjunto adnominal
30 sem o auxilio de uma preposição, é chamado objeto direto. Sempre com preposição Nem sempre com preposição
Se relaciona com substan- Se relaciona somente com substanti-
Objeto Indireto tivos, adjetivos e vos, nunca com adjetivos ou advérbios
É o termo que completa o sentido do verbo transitivo indi- Nunca se relaciona com Se relaciona com substantivos con-
reto. Observe o exemplo a seguir: substantivos concretos cretos
LÍNGUA PORTUGUESA

Ex.: Eu gostei da viagem. Transmite a ideia de posse

O verbo gostar não possui sentido completo. Ou seja: é um ver-


bo transitivo e exige um complemento para que a oração fique clara. Adjunto Adverbial
Como este complemento é ligado a ele de maneira indireta, São termos que completam o sentido de um verbo, adjeti-
com o auxilio de uma preposição, é chamado objeto indireto.
vo ou outro advérbio, modificando-os ou definindo-os:
Complemento Nominal Ex.: Os mais novos chegaram rapidamente.
Em alguns casos, o termo que terá o sentido incompleto e
exigirá um complemento será um nome (substantivo, adjetivo verboadjunto adverbial
ou advérbio). Observe o exemplo a seguir:
Ş
ŝ#-ŝŦ

Ex.: A saudade de casa agitava a menina. Aposto


Substantivo complemento nominal
Observe o exemplo a seguir:
Agente da Passiva Ex.: João, morador do térreo, reclamou do barulho
Quando o verbo aparece na voz passiva, ou seja, com
sujeito paciente, o termo que pratica a ação verbal será das crianças na garagem.
chamado agente da passiva:
O termo destacado acrescenta uma informação sobre o
Ex.: A festa foi paga pelos funcionários do banco.
Sujeito pacienteAgente da passiva sujeito, identificando-o ou caracterizando-o. Este termo é
Se a oração for passava para voz ativa, o agente da passiva chamado aposto.
será sujeito:
Ex.: Os funcionários do banco pagaram a festa. Exs.:
 sujeito São Paulo, maior cidade do país, luta contra a poluição.

5.2.3 Termos Acessórios da Oração Fascinadas com o parque, as meninas não queriam ir
embora.
Adjunto Adnominal
Assim como o complemento nominal, o adjunto ad-
nominal completa o sentido de um nome, caracterizando-o.
Vocativo
Ex.: As luzes de Natal enfeitavam a sala. Observe os exemplos a seguir:
 Adjunto adnominal
Exs.:
Os termos que completam o sentido de um nome podem
ser artigos, adjetivos ou numerais: Marina, você viu o edital do concurso?
Ex.: A cidade inteira acordou com uma sensação estranha.
Crianças, já bateu o sinal!
 Artigo numeraladjetivo
Corram, meninas, vocês vão se atrasar!
Diferença entre Adjunto Adnomi-
nal e Complemento Nominal Observe que os termos assinalados não possuem relação

Considerando que ambos completam o sentido de um sintática com os enunciados. Trata-se de uma interlocução,
nome, é comum ter dúvidas entre o adjunto adnominal e o
uma relação entre quem fala e quem ouve.
complemento nominal. Para distingui-los, é importante obser-
var os critérios abaixo:
5. 3. Período Composto Alternativas
Observe as orações a seguir: São as orações que dão a ideia de alternância. Normalmente
são ligadas por uma conjunção alternativa:
Exs.: Ex.: Ou chega atrasado ou sai mais cedo.
Fui à fazenda.
Adversativas
Cheguei à fazenda e corri para ver o lago.
São as orações que dão a ideia de oposição. Normalmente são
Gostei de andar pela fazenda. ligadas por uma conjunção adversativa:
A primeira oração possui apenas um verbo e o sentido Ex.: Chegou cansada, mas deu atenção aos filhos.
completo. Trata-se, portanto, de um período simples, ou uma Explicativas
oração absoluta.
São as orações que dão a ideia de explicação. Normalmente
No segundo caso, temos duas orações, ou seja, dois ver- são ligadas por uma conjunção explicativa:
bos, com sentidos completos e independentes uma da outra. Ex.: Estava chateado, pois não conseguiu o emprego que
queria.
Ex.: Cheguei à fazenda. Corri para ver o lago.
Cheguei à fazenda e corri para ver o lago. Conclusivas
Por possuir mais de um verbo, trata-se de um período São as orações que dão a ideia de conclusão. Normalmente
são ligadas por uma conjunção conclusiva:
composto.
Ex.: Choveu o dia inteiro, portanto não poderemos re-
Por serem as orações independentes, trata-se de um perío- alizar a reunião no gramado.
do composto por coordenação. As orações são coordenadas.
No terceiro caso, as duas orações não possuem sentido 5.3.2. Período Composto
completo e independente: por Subordinação
Ex.: Gostei de andar pela fazenda. O período composto por subordinação é caracterizado pela
As orações dependem uma da outra para ter sentido, não presença de uma oração principal e uma a ela subordinada.
sendo, portanto, independentes. Neste caso, trata-se de um A classificação das orações subordinadas é semelhante à
período composto por subordinação. Há uma oração principal e classificação dos termos no período simples. A diferença é que
o termo será representado por uma oração.
uma oração subordinada.

Ş
ŝ#-ŝŦ
Oração Subordinada Substantiva
5.3.1. Período Composto As orações subordinadas substantivas classificam-se em:

por Coordenação Oração subordinada


Função:
substantiva:
As orações coordenadas são aquelas que possuem sentido
Subjetiva Sujeito da oração principal
independente.
Objetiva direta Objeto direto da oração principal
As orações coordenadas podem ser:
Sindéticas Objetiva indireta Objeto indireto da oração principal

Quando possuem elemento de ligação, normalmente rep- Complemento nominal


Completiva nominal
(de um termo) da oração principal
LÍNGUA PORTUGUESA

resentado pelas conjunções:


Apositiva Aposto da oração principal
Ex.: Cheguei tarde e logo dormi.
Assindéticas Predicativa Predicativo do sujeito da oração principal

Quando não possuem elemento de ligação, normalmente As orações subordinadas substantivas exercem a mesma
representado pelas conjunções: função sintática que os substantivos exerceriam na oração.
Observe:
Ex.: Tentou, cansou, desistiu. Ex.: Mariana gosta de doces.
1ª oração 2ª oração 3ª oração gostar: VTI
de doces: OI
Aditivas Ex.: Mariana gosta de passear com o cachorro.
Gostar: VTI
São as orações que dão a ideia de adição. Normalmente
de passear com o cachorro: por possuir verbo, é uma
são ligadas por uma conjunção aditiva: oração subordinada com função de OI. Portanto, trata-se de 31
Ex.: Chegou cansada e logo foi dormir. uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Subjetiva
32 A oração subordinada substantiva subjetiva tem a função
de sujeito da oração principal:
Exs.: Não convém falar mal dos outros.
Foi avisado que a reunião ia demorar.
Objetiva Direta
LÍNGUA PORTUGUESA

A oração subordinada objetiva direta tem a função de ob-


jeto direto da oração principal:
Ex.: As meninas falaram que você gostou do presente.
VTD
Objetiva Indireta
A oração subordinada objetiva indireta tem a função de
objeto indireto da oração principal:
Ex.: Os alunos gostaram de falar sobre as férias
VTI
Completiva Nominal
Ş
ŝ#-ŝŦ

A oração subordinada completiva nominal tem a função de


complemento nominal de um nome da oração principal:
Ex.: Nós ficamos cansados por viajar tanto tempo.
nome incompleto
Apositiva
A oração subordinada apositiva tem a função de aposto da
oração principal:
Ex.: Uma coisa era certa: nada seria como antes.
Predicativa
A oração subordinada predicativa tem a função de predi-
cado da oração principal.
Acontece quando a oração principal apresenta um verbo
de ligação:
Ex.: Meu medo era que chovesse no dia da viagem.
VL

ANOTAÇÕES
5. 4. Sintaxe de Concordância ▷ Quando o sujeito for composto, o verbo ficará no plural
quando aparecer depois do sujeito:
Ex.: Filhos e netos aplaudiram o discurso do jardineiro.
5.4.1. Concordância Nominal ▷ Quando o verbo aparecer antes do sujeito composto,
Observe o exemplo a seguir: poderá aparecer no plural ou no singular concordando
com o primeiro termo:
Ex.: As lindas flores foram colhidas pelo meu marido.
Ex.: Chegaram a filha, o genro e os netos.
Observe que o substantivo, em destaque, está no feminino
plural. Portanto, todos os termos relacionados a ele devem ser Chegou a filha, o genro e os netos.
flexionados, concordando com ele. ▷ O verbo “ser”, quando indica tempo ou distância,
Os artigos, adjetivos e verbos sempre concordam com o concordará com o predicativo:
substantivo a que se referem. Ex.: São seis quilômetros daqui até a cidade.
Quando houver mais de um substantivo, há duas opções: ▷ Verbos que indicam fenômenos da natureza, por
▷ O adjetivo pode passar para o plural, concordando não possuírem sujeito, ficarão sempre na terceira
pessoa do singular:
com todos os substantivos:
Ex.: Ventou a semana toda.
Ex.: Era obrigatório usar calça, camisa e avental brancos.
Choveu por três dias.
▷ O adjetivo pode concordar apenas com o último
substantivo: ▷ O verbo “haver”, quando apresentar o sentido de
“existir”, será impessoal e ficará sempre na terceira
Ex.: Era obrigatório usar calça, camisa e avental branco.
pessoa do singular:
▷ Se o último substantivo for feminino, o adjetivo
Ex.: Há várias coisas para fazer aqui.
pode concordar com ele em gênero e número, rela-
cionando-se apenas com ele: ▷ Os verbos “haver” e “fazer”, quando indicarem tem-
Ex.: Era obrigatório usar calça, avental e camisa branca. po, também serão impessoais e ficarão sempre na
terceira pessoa do singular:
▷ Quando for precedido de vários substantivos, o ad-
jetivo deverá concordar: Exs.: Faz duas semanas que não como doces.
▷ Com o primeiro: Há meses que não vou até lá.
Ex.: Eram boas casas, localização e infraestrutura.
▷ Com todos, no plural:
5. 5. Colocação Pronominal
Exs.: Eram bons clientes, amigos e empresários. A colocação pronominal pode ocorrer de três formas:

Ş
ŝ#-ŝŦ
Eram boas mães, clientes e empresárias.
Antes do Eu te enviarei os documen-
Próclise
5.4.2 Concordância Verbal verbo tos.
Observe o exemplo a seguir: Depois do Ia enviar-lhe os documen-
Ênclise
Ex.: Os funcionários da clínica gostaram do novo uni- verbo tos.
forme. Inserido no Enviar-te-ia os documen-
Mesóclise
O verbo deverá sempre concordar com o sujeito. Neste caso, verbo tos.
funcionários, na terceira pessoa do plural. Antes de estabelecer as regras de uso de cada caso acima,
Observe as demais regras de concordância verbal: é importante ressaltar que os pronomes átonos não podem
▷ Se o sujeito for um substantivo coletivo, embora ex- iniciar uma frase. Portanto, quando for inevitável seu uso, utili-
presse a ideia de plural, o verbo deverá permanecer za-se um recurso conhecido como “eufonia”. Observe:
LÍNGUA PORTUGUESA

no singular: Ex.: Não te vi ontem na festa.


Ex.: Foi o cardume mais lindo que já vi! Se a oração for afirmativa, para que o pronome átono não
▷ Se anv oração estiver na voz passiva, com sujeito inicie a oração, acrescenta-se o sujeito:
indeterminado, o verbo ficará na terceira pessoa do
singular: Ex.: Eu te vi ontem na festa.
Ex.: Precisa-se de vendedores. Te amo. Eu te amo.
▷ Se o verbo vier acompanhado do pronome apassiv-
ador “se”, deverá concordar com o sujeito: Próclise
Ex.: Alugam-se barcos.
Alguns termos são chamados fatores de próclise por obri-
▷ Quando o sujeito for a expressão “a maioria”, poderá gar os pronomes oblíquos a se posicionarem antes do verbo.
ser utilizado no plural ou no singular: Quando estes fatores estão presentes, a estrutura da oração
Ex.: A maioria dos funcionários utiliza vale-transporte. será, obrigatoriamente:
33
Os funcionários utilizam vale-transporte.
Fator de próclise + pronome + verbo
Fator de
Exemplo Exemplo de oração
Ênclise
34 próclise
A ênclise somente será obrigatória em dois casos:
Ontem, agora,
Agora me agradece como se Quando o verbo Contei-lhe toda
Advérbios felizmente,
nada tivesse acontecido. iniciar a oração a verdade.
alegremente, etc.
Conjunções Que, embora, Ele pediu que lhe entregasse Quando o verbo for precedido Se você for à biblioteca, tra-
subordinativas se, etc. a carta. por pausa (sinalizada pela ga-me o livro, por favor.
LÍNGUA PORTUGUESA

Palavras nega- Não, nunca, nem, Nunca me esqueci dos livros pontuação)
tivas nada, etc. lidos na infância.
Pronomes
indefinidos
Uns, alguém,
ninguém, etc.
Ninguém me pediu ajuda. 5. 6. Sintaxe de Regência
Pronomes
relativos
Que, qual, onde,
quem, etc.
Este é o homem que me em-
prestou o casaco.
5.6.1 Regência Nominal
Observe os exemplos a seguir:
Mesóclise Exs.: Temos muito admiração pelo seu trabalho.
A mesóclise só será obrigatória quando a oração possui, ao A atitude dele durante a reunião foi contrária ao esperado.
mesmo tempo, dois casos: Tenho certeza de que você tem capacidade para fazer
um ótimo trabalho.
Verbo no futuro Falar-te-ia sobre Observe que os nomes são acompanhados por preposições
Ş
ŝ#-ŝŦ

iniciando a oração meus sentimentos. que lhes dão sentido. Estas preposições ligam os nomes ao
termos de maneira coerente.
Ausência de palavra atrativa Mentir-lhes-emos se precisar. Cada nome possui um ou mais preposições específicas
exigindo próclise que devem acompanha-los. Esta colocação correta é chamada
regência nominal.
Nomes e respectivas regências
Acessível : a Contíguo: a Imbuído: de, em Preferível: a
Acostumado: a, com Contrário: a Impróprio: para Prejudicial: a
Afável: com, para, a Curioso: de Imcompatível: com Presente: a
Aflito: com, por Descontente: com Indeciso: em Prestes: a
Agradável: a Desejoso: de Inepto: para Propenso: a, para
Alheio: a. de Devoto: a, de Insensível: a Propício: a
Alusão: a Diferente: de Liberal: com Próximo: a, de
Ambicioso: de Entendido: em Medo: a, de Relacionado: com, a
Análogo: a Equivalente: a Misericordioso: com, para, com Residente, situado, sito, morador: em
Ansioso: de, para, por Essencial: para Natural: de Respeito: a, com, para com
Apaixonado: de (entusiasmado), por
Fácil: de Necessário: a Satisfeito: com, de, em, por
(enamorado)
Apto: a, para Falho: de, em Nocivo: a Semelhante: a
Aversão: a, por Fanático: por Obediência: a Sensível: a
Ávido: de, por Favorável: a Ódio: a, contra Suspeito: de
Benéfico: a Favorável: a Ojeriza: a. por União: a, com, de, entre
Capacidade: de, para Generoso: com Paralelo: a, com, entre Único: a, em
Capaz: de, para Grato: a Parco: em, de Útil: a, para
Compatível: com Hábil: em Parecido: a, com Vazio: de
Conforme: a (semelhante), com
Habituado: a Passível: de Versado: em
(coerente), em (concorde)
Constante: de, em Horror: a Possível: de Vinculado: a
Conteporâneo: a, de Idêntico: a Possuído: de, por
5.6.2. Regência Verbal Fui à cidade de ônibus.

A relação correta entre o verbo e seus complementos, ou ▷ Verbos transitivos diretos e indiretos
seja, os termos regidos por ele.
Os verbos que exigem complemento, chamados transiti- São verbos que exigem dois complementos, sendo um
vos, se relacionam de duas maneiras com seus complementos:
ligado por preposição:
▷ Verbos transitivos diretos
São os verbos que não exigem preposição antes de seus
Ex.: Entreguei a carta ao diretor.
complementos:
Ex.: Comprei frutas hoje cedo. ▷ Verbos intransitivos:
▷ Verbos transitivos indiretos
São verbos que não exigem complemento:
São os verbos que exigem preposição antes de seus com-
plementos: Ex.: O vizinho do apartamento ao lado morreu.
Exs.: Os moradores gostaram da pintura do prédio.

Verbo Sentido Regência/Preposição Pronomes Exemplos


O Diretor o chamou à sua presença
convocar TD (por) o,s
Chamei por você. (ODp)
Chamar
TD o,a Chamaram-no (de) charlatão. (PO)
apelidar
TI > a lhe Chamaram-lhe (de) charlatão. (PO)
Chegar, vir, ir VI > a - Chegou ao Rio ontem
Custar ser custoso/difícil TDI > a lhe Custa ao homem o perdão
Implicar acarretar TD Isso implica punição
Lembrar Lembrou o fato
TD o,a
Esquecer Esqueceu a chave

Ş
ŝ#-ŝŦ
Lembrar-se Lembrou-se do fato.
TI > de dele
Esquecer-se Esqueceu-se da chave.
Namorar TD o,a Ele namora minha irmã
O País precisa (de) agrônomos.
Necessitar TD o, a
O País precisa deles.
Precisar TI > de dele
O País precisa-os.
Os filhos obedecem aos pais.
(Des)obedecer TI > a lhe (pessoa)
Não devemos desobedecer-lhes.
Morar, residir VI > em - Mora na Rua XV de Novembro

Pagar coisa TD o, a Deus perdoe nossos pecados


Perdoar pessoa TI > a lhe Perdoei aos meus devedores. Perdoei-lhes.
LÍNGUA PORTUGUESA

Preferir algo a alguma coisa TDI > a Prefiro água a sucos.


Proceder dar início, realizar TI > a a ele/ela O professor procedeu-lhe.
desejar TD o,a Ele não a quis para esposa.
Querer
amar, ter afeto a TI > a lhe Juro que lhe quero muito.
Referir-se TI > a a ele Referiu-se à ajuda coletiva. (a ela)
dizer ou escrever em TI > a Respondeu ao telegrama.
Responder lhe
resposta TDI Respondeu-lhe que estava doente.
fazer pontaria pôr visto Visou o alvo e atirou.
TD o,a
Visar em O banco visou o cheque.
pretender TI > a a ele O vestiba visa a uma vaga na universidade. (a ela) 35
Agradar causar agrado TI > a lhe O vestibular agradou aos calouros.
36
Ajudar TD o,a O filho ajudava o pai na roça.
TI > a Aludiu aos fatos acontecidos. (a eles)
Aludir fazer, referência a ele
TDI Aludiu os fatos aos ouvintes.
causar mal-estar,
TD o,a O cansaço ansiava-o.
angustiar
LÍNGUA PORTUGUESA

Ansiar TD o, a Minha alfa anseia o infinito.


desejar ardentemente
TI > por por ele Ansiava por me ver fora de casa.
padecer ânsias VI - Anseio em viagens.
sorver, respirar TD o, a Aspirava o cheiro das rosas abertas.
Aspirar
desejar, pretender TI > a a ele O vestiba aspira a ser médio. (a isso)
O médico assiste o doente.
Assistir prestar assistência TD o, a
Os missionários são assistidos por Deus.
porque não assistes às aulas, vestiba?
presenciar, ver TI > a a ele
Tenho assistido a elas (às aulas)
caber, ser de direito TI > a lhe Não lhe assiste o direito de oprimir os vestibas.
Ş
ŝ#-ŝŦ

morar, residir VI > em Assistirei na capital enquanto estiver estudando.

5.6.3. Crase
Quando um termo exigir, pela regência, o uso da preposição a, e o termo seguinte for um substantivo feminino, precedido
pelo artigo a, a fusão de ambos os termos será representada pelo uso da crase:
Fui a:
Exs.: Fui ao banco.
Fui à cidade.
Assistir a:
Exs.: Assisti ao filme pela segunda vez.
Assisti à missa emocionada.
A crase também será obrigatória quando indicar:
▷ Horário:
O candidato chegou às 16 horas.
▷ Locuções adverbiais:
à força, à vontade, à direita, à esquerda, etc.
▷ Locuções prepositivas:
à espera de, à procura de, à frente de, etc.
▷ Quando a expressão “à moda de” estiver subentendida:
bife à milanesa (à moda milanesa), cabelo à Roberto Carlos (à moda de Roberto Carlos)
▷ A contração entre a preposição “a” + o pronome demonstrativo “aquele”:
Eu me referi àquele material (nesse caso, não importa que o termo ao qual se refere for masculino, pois não há o artigo
“a”, e sim o pronome “aquele”)
A crase é facultativa antes de:
▷ Pronome possessivo:
Entregarei isso a minha mãe.
Entregarei isso à minha mãe.
▷ Nome feminino:
Entregarei isso a Tina.
Entregarei isso à Tina.
A crase será proibida antes de:
▷ Verbos:
A partir de amanhã, as aulas serão semanais.
▷ Substantivos masculinos:
Foram a pé.
▷ Pronomes que não admitam o artigo “a” (pronomes
pessoais, relativos, indefinidos e demonstrativos):
Refiro-me a uma pessoa muito especial.
Ele se dirigiu a qualquer aluno.
▷ Expressões com palavras repetidas:
Cara a cara; palmo a palmo.
▷ Antes de “Nossa Senhora” e demais nomes de santas:
Pedi a Nossa Senhora que o guiasse.
Apelei a Santa Rita.
▷ Numerais cardinais:
De 20 a 50 pessoas estudam nessas salas.
De 2008 a 2012 eu morei naquela rua.
Exceto antes de horário: Ele chegou às 14 horas.
▷ Depois de preposições:
Pedi até a diretora.
▷ Quando a preposição “a” aparece sozinha antes de
palavra no plural:
Eu me refiro a obras de caridade.
Ele pediu a pessoas importantes.
Não haverá crase quando o termo for precedido pela pre-
posição “de”:
Atendimento de segunda a sexta.
Mas ela é obrigatória quando houver a preposição “da”:
Da segunda à quarta fileira os lugares estão reservados.
Quando indicar lugar, a mesma regra é válida:
Voltei de São Paulo. Vou a São a Paulo.
Voltei da Bahia. Vou à Bahia.

ANOTAÇÕES

Ş
ŝ#-ŝŦ
LÍNGUA PORTUGUESA

37
38
6. Pontuação Reticências (…)
a) Suprime trechos.
Os sinais de pontuação são recursos gráficos utilizados na
Ex.: Era uma vez (...)
linguagem escrita. Sua finalidade é estruturar os textos e es-
tabelecer as pausas e as entonações da fala. Vale destacar que b) Marca continuidade de pensamento ou de enumer-
alguns desses sinais server para assinalar as pausas e a en- ações.
tonação da voz na leitura; separar ou isolar termos sintáticos; Ex.: Eu gostei dos atores, mas da história...
LÍNGUA PORTUGUESA

e esclarecer o sentido de um enunciado, para afastar qualquer Parênteses ( )


ambiguidade.
a) Indica uma explicação.
Por isso, no decorrer deste capítulo, serão apresentados os
Ex.: A ONU (Organização das Nações Unidas) atua em
sinais de pontuação, bem como a função de cada um deles. vários países.
Ponto (.) b) Fontes bibliográficas.
Ex.: (SILVA, 2015)
a) Indica o fim de um período simples, de uma frase
com sentido completo. Aspas (“ ”)
Ex.: Queremos mudar de vida. a) Destaca transcrições, citações.
b) É usado em abreviações. Ex.: “É na subida que a canela engrossa.”
Exs.: b) Mostra expressões estrangeiras, neologismos, arcaís-
Sr. (Senhor) mos, gírias, apelidos ou para dar ênfase a qualquer
Ş
ŝ#-ŝŦ

a.C. (antes de Cristo) expressão.


num. (numeral) Ex.: “Let’s go”!
ex. (exemplo) c) Indica ironia.
etc. (et cetera) Ex.: “Que anjinho”. Não para quieto.
d) Relativiza o sentido de uma expressão.
Ponto de Interrogação (?) Ex.: Os homens, que são “racionais”, acabam com o meio
em que vivem.
a) Usado em perguntas.
Ex.: Vocês precisam de algo? Travessão (-)
b) Indica diversos sentimentos (surpresa, indignação,
a) Marca mudança de interlocutor em um diálogo.
expectativa). Ex.:
Exs.: - Oh, Zé! Você trouxe minha encomenda?
Os acusados não foram presos? (indignação) - Não, esqueci.
Você foi aprovado? (surpresa) b) Separa orações intercaladas, como se fossem vírgu-
Saiu o resultado? (expectativa) las.
Ex.: Os animais – disse o biólogo – precisam de um am-
Ponto de Exclamação (!) biente adequado para viver.
a) Expressa sentimentos: empolgação, súplica, rec- c) Expressa comentário ou opinião do autor do texto.
lamação, surpresa. Ex.: Os que já tiveram chance – e o privilégio – de serem
Exs.: aprovados podem contar como se prepararam.
Vamos para a praia! (empolgação)
Por favor, façam silêncio! (súplica) Dois Pontos (:)
Que susto! (surpresa) a) Quando se faz uma citação ou introduzir uma fala.
b) Emprega-se no final de interjeições e locuções inter- Ex.:
jetivas. O policial disse:
- Mãos para cima!
Exs.:
b) Indica explicação, esclarecimento ou resumo do que
“Oh! Meu Deus!”
foi dito.
“Eu te amo!”
Ex.: Os materiais são estes: caderno, lápis e borracha.
c) Usado depois de vocativos.
c) Marca orações apositivas.
Ex.: Você pode, garoto! Ex.: A ordem é esta: que todos estudem.
1) Pode-se usar interrogação e exclamação juntos.
d) Quando se quer indicar uma enumeração.
Ex.: Que estranho, não?! Ex.: O Brasil é um país conhecido por: carnaval, futebol
2) Pode-se repetir várias vezes estes sinais de pontuação. e corrupção.
Ex.: e) Na introdução de exemplos, notas e observações.
-Você quer um bônus??? Ex.: Obs.: A norma padrão deve ser seguida.
-Quero sim!!! f) Em invocações de correspondências.
Ex.: Prezados Senhores: Indica Zeugma do Verbo
g) Em citações e referências. Ex.: A primeira aula é sobre verbos; a segunda, sobre
Ex.: Como diz um ditado popular: “Cego é aquele que pronomes.
não quer ver.” Separa Orações Coordenadas As-
Ponto e Vírgula (;) sindéticas e Sindéticas
a) Separa itens. Obs.: exceto as aditivas ligadas pela conjunção e, nem; e as
ligadas pela conjunção ou.
Ex.: Em Português, deve-se estudar: morfologia; sintaxe;
semântica. Exs.:
Estude muito, logo sua aprovação virá.
b) Pode ser usado para evitar o excesso de vírgulas. Estava ansioso, ora andava, ora ficava quieto.
Ex.: Foram à feira de negócios. José comprou um carro;
Paulo, uma moto; João, um barco. Usa-se Vírgula com a Conjunção
c) Separa antítese. e nos Seguintes Casos
Ex.: Uns mandam; outros obedecem. ї Em orações com sujeitos diferentes
d) Dá maior pausa a conjunções adversativas (mas, Ex.: O homem vendeu o carro, e a mulher não gostou.
porém, contudo, todavia, entretanto, etc.). ї Com conjunção adversativa (e=mas)
Ex.: A equipe jogou certo; porém, perdeu o jogo. Ex.: Chegou a casa, e desistiu de entrar.
ї No polissíndeto
Vírgula Ex.: Faltaram-lhe os amores, e a vida, e a felicidade.
A vírgula é um dos sinais de pontuação que mais causam Separa Orações Adverbiais
dúvidas quanto ao seu emprego. Para entender esse sinal, é ї Obrigatoriamente, quando deslocadas.
preciso conhecer as regras em que se pode fazer emprego Ex.: Quando sair o resultado, temos dois dias para os re-
dela, e as regras em que o uso de vírgula é proibido. cursos.
Casos em que a Vírgula é Empregada ї Facultativamente, quando pospostas (para dar ênfase)
Ex.: Entreguei o relatório, conforme havia prometido.
Separa Vocativo Separa Orações Adjetivas Explicativas
Ex.: Venha, meu filho, que temos de chegar cedo. Ex.: Os políticos, que são eleitos por meio do voto, devem
Separa Aposto Explicativo representar a população.
Ex.: Nós, brasileiros, precisamos lutar por justiça. Separa Orações Interferentes

Ş
ŝ#-ŝŦ
Separa Palavras ou Expressões Explicati- Ex.: Nenhuma pesquisa, que tenhamos percebido, abor-
dou tal assunto.
vas, Conclusivas, Retificativas, Repetidas Quando as vírgulas isolam termos que são acessórios, elas
Exs.: podem ser substituídas por travessões ou parênteses.
Foram ao teatro, isto é, divertiram-se bastante. Ex.:
As suas dicas, aliás, são perfeitas. Nenhuma pesquisa - que tenhamos percebido - abordou
Corri na maratona de domingo, ou melhor, tentei correr. tal assunto.
Separa Termos Assindéticos Coordenados Separa Orações Adverbiais Reduzidas
Ex.: Era uma mulher bonita, inteligente, decidida. Ex.: Ao terminar a prova, todos podem levar os gabaritos.
Separa Termos Antepostos Desde que Pleonásticos Considerando o resultado, precisamos estudar mais.
Exs.: Casos em que a Vírgula não é Empregada
Aos amigos, entreguei-lhes o convite.
LÍNGUA PORTUGUESA

Sujeito e Verbo
As flores, eu as comprei.
Ex.: Os senadores amanhã votarão o projeto.
Separa Conjunções Deslocadas Verbo Transitivo e Complemen-
Ex.: Ele é o diretor; obedeça, pois, suas determinações.
to Obrigatório (OD ou OI)
Separa Locuções Adverbiais Antepostas ao Verbo Exs.:
Exs.: Alguns manifestantes não mostraram a cara.
No aeroporto, esperavam-se os artistas. Muitas pessoas já não confiam em políticos.
A população, no ano passado, participou das eleições.
Objeto Direto e Objeto indireto
Ex.: A banca divulgou o resultado aos inscritos.
Separa Predicativo do Sujeito
Nome e Adjunto Adnominal
Ex.: Vitor, entusiasmado, gritava muito.
Exs.:
Separa Datas A economia brasileira é muito vulnerável. 39
Ex.: Fortaleza, 01 de agosto de 2015. O carro de polícia está em frente à farmácia.
Nome e Complemento Nominal
40 Ex.: Tenho esperança de que o edital seja publicado hoje.
Verbo de Ligação e Predicativo do Sujeito
Ex.: Os alunos parecem animados.
Nome e Aposto Nominativo, Especificativo
Ex.: O Rio Amazonas é um dos maiores do mundo.
LÍNGUA PORTUGUESA

ANOTAÇÕES
Ş
ŝ#-ŝŦ
7. Gêneros textuais bém persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo. O
mais importante é haver uma progressão lógica e coerente das
Neste capítulo, são apresentados alguns gêneros textuais ideias, sem ficar no que é vago, impreciso.
que circulam na sociedade (artigo, ata, atestado, apostila, car- É comum encontrar essa tipologia textual em: sermão, en-
ta, charge, certidão, circular, declaração, editorial, entrevista, saio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica,
edital, gênero literário, história em quadrinhos, notícia, ofício, editorial de jornais e revistas.
parecer, propaganda, poema, reportagem, requerimento,
relatório, portaria). Sobre esse assunto, é importante saber Injunção/Instrucional
que esses gêneros estão relacionados à tipologia textual. Por- Com uma linguagem objetiva e concisa, esse tipo de texto
tanto, vale a pena fazer uma síntese dessas tipologias antes de orienta como realizar uma ação. Predominantemente, os verbos
tratarmos diretamente dos gêneros. são empregados no modo imperativo, todavia há também o uso
do infinitivo e do futuro do presente do modo indicativo.
Tipologia Textual Temos como gêneros textuais mais comuns: ordens; pe-
Um texto pode ter várias características. Entre elas, estão didos; súplica; desejo; manuais e instruções para montagem
a tipologia e o gênero textual. A relação é a seguinte: cada ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de
tipologia textual possui diversos gêneros textuais. Além disso,
geralmente um texto não é escrito com base em apenas uma comportamento; textos de orientação (ex.: recomendações
tipologia, ou seja, podem ser encontradas várias tipologias de trânsito); receitas, cartões com votos e desejos (de na-
num texto, mas sempre há alguma que se torna predominante. tal, aniversário, etc.).
As tipologias mais importantes que devemos estudar são: Predição
narração, descrição, dissertação, injunção, predição, dialogal.
A predição tem por características a informação e a probabi-
Narração lidade. O intuito é predizer algo ou levar o interlocutor a crer em
Modalidade textual que tem o objetivo de contar um fato, alguma coisa que ainda irá ocorrer.
fictício ou não, que aconteceu num determinado tempo e lu- Os gêneros em que mais são encontrados essa tipologia são:
gar, e que envolve personagens. Geralmente, segue uma cro- previsões astrológicas, previsões meteorológicas, previsões es-
nologia em relação à passagem de tempo. Nesse tipo de texto, catológicas/apocalípticas.
predomina o emprego do pretérito. Dialogal/Conversacional
Os gêneros textuais mais comuns são: conto, fábula, crôni-
A base para esta tipologia textual é o diálogo entre os inter-
ca, romance, novela, depoimento, piada, relato, etc.
locutores. Nesse tipo de texto, temos um locutor (quem fala), um
Descrição assunto, um receptor (quem recebe o texto). Ou seja, temos um

Ş
ŝ#-ŝŦ
diálogo entre os interlocutores (locutor e receptor).
A descrição consiste em fazer um detalhamento, como se
fosse um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um ani- Os gêneros em que essa tipologia ocorre são: entrevista, con-
mal ou um objeto. O adjetivo é muito usado nesse tipo de pro- versa telefônica, chat, etc.
dução textual. As abordagens podem ser tanto físicas quanto Gêneros Textuais
psicológicas (que envolvem sentimentos, emoções). Esse tipo
de texto geralmente está contido em textos diversos. Os gêneros textuais podem ser textos orais ou escritos, formais ou in-
formais. Eles possuem características em comum, como a intenção comu-
Os gêneros textuais mais comuns são: cardápio, folheto nicativa, mas há algumas características que os distinguem uns dos outros.
turístico, anúncio classificado, etc.
Dissertação Gêneros Textuais e Esferas de Circulação
Cada gênero textual está vinculado a uma esfera de circu-
Dissertar significa falar sobre algo, explicar um assunto, lação, ou seja, um lugar comum em que ele pode ser encontrado.
discorrer sobre um fato, um tema. Nesse sentido, a dissertação
LÍNGUA PORTUGUESA

pode ter caráter expositivo ou argumentativo. Cotidiana


Adivinhas, Diário, Álbum de Família Exposição Oral, Anedo-
Dissertação-Expositiva tas, Fotos, Bilhetes, Músicas, Cantigas de Roda, Parlendas, Carta
O texto expositivo apresenta ideias sobre um determinado Pessoal, Piadas, Cartão, Provérbios, Cartão Postal, Quadrinhas,
assunto. Há informações sobre diferentes temas, em que o autor Causos, Receitas, Comunicado, Relatos de Experiências Vividas,
expõe dados, conceitos de modo objetivo. O objetivo principal é Convites, Trava-Línguas, Curriculum Vitae.
informar, esclarecer.
Literária/Artística
Os gêneros mais comuns em que se encontra esse tipo
Autobiografia, Letras de Músicas, Biografias, Narrativas de
de texto são: aula, resumo, textos científicos, enciclopédia,
Aventura, Contos, Narrativas de Enigma, Contos de Fadas, Narra-
textos expositivos de revistas e jornais, etc. tivas de Ficção, Contos de Fadas Contemporâneos, Narrativas de
Dissertação-Argumentativa Humor, Crônicas de Ficção, Narrativas de Terror, Escultura, Nar-
rativas Fantásticas, Fábulas, Narrativas Míticas, Fábulas Contem-
Um texto argumentativo defende ideias ou um ponto de vista porâneas, Paródias, Haicai, Pinturas, Histórias em Quadrinhos, Po-
do autor. Além de trazer explicações, esse tipo de texto busca per- emas, Lendas, Romances, Literatura de Cordel, Tankas, Memórias, 41
suadir, convencer o leitor de algo. O texto, além de explicar, tam- Textos Dramáticos.
Científica ▷ Ordem do dia (pauta)
42 Artigos, Relato Histórico, Conferência, Relatório, Debate, Pal- ▷ Fecho
estra, Verbetes, Pesquisas. Observações:
Escolar ▷ Não há disposição quanto à quantidade de pessoas
Ata, Relato Histórico, Cartazes, Relatório, Debate, Regrado, que deve assinar a ata; pode ser assinada apenas
Relatos de Experiências, Diálogo/Discussão Argumentativa pelo presidente e secretário.
Científicas, Exposição Oral, Resenha, Júri Simulado, Resumo, ▷ A ata deve ser redigida de modo que não sejam pos-
LÍNGUA PORTUGUESA

Mapas, Seminário, Palestra, Texto Argumentativo, Pesquisas, síveis alterações posteriores à assinatura (há o em-
Texto de Opinião, Verbetes de Enciclopédias. prego de expressões “digo” e “em tempo”).
▷ Não há parágrafos ou alíneas.
Jornalística
Imprensa: Agenda Cultural, Fotos, Anúncio de Emprego, ▷ A ata é o registro fiel.
Horóscopo, Artigo de Opinião, Infográfico, Caricatura, Man- Atestado
chete, Carta ao Leitor, Mapas, Mesa Redonda, Cartum, Notícia,
Atestado é o documento mediante o qual a autoridade
Charge, Reportagens, Classificados, Resenha Crítica, Crônica
Jornalística, Sinopses de Filmes, Editorial, Tiras, Entrevista comprova um fato ou situação de que tenha conhecimen-
(oral e escrita). to em razão do cargo que ocupa ou da função que exerce.
Publicidade: Anúncio, Músicas, Caricatura, Paródia, Cartaz- Destina-se à comprovação de fatos ou situações passíveis de
es, Placas, Comercial para TV, Publicidade Comercial, E-mail, modificações frequentes. É uma mera declaração, ao passo
Publicidade Institucional, Folder, Publicidade Oficial, Fotos, que a certidão é uma transcrição. Ato administrativo enun-
Ş
ŝ#-ŝŦ

Texto Político, Slogan. ciativo, o atestado é, em síntese, afirmação oficial de fatos.


Política Partes:
Abaixo-Assinado, Debate Regrado, Assembleia, Discurso ▷ Título ou epígrafe: denominação do ato (atestado).
Político, Carta de Emprego, Fórum, Carta de Reclamação, Mani- ▷ Texto: exposição do objeto da atestação. Pode-se
festo, Carta de Solicitação, Mesa Redonda, Debate, Panfleto. declarar, embora não seja obrigatório, a pedido de
Jurídica quem e com que finalidade o documento é emitido.
Boletim de Ocorrência, Estatutos, Constituição Brasileira, Leis, ▷ Local e data: cidade, dia, mês e ano da emissão do
Contrato, Ofício, Declaração de Direitos, Procuração, Depoimen- ato, podendo-se também citar, preferentemente sob
tos, Regimentos, Discurso de Acusação, Regulamentos, Discurso forma de sigla, o nome do órgão em que a autori-
de Defesa, Requerimentos.
dade signatária do atestado exerce suas funções.
Social ▷ Assinatura: nome e cargo ou função da autoridade
Bulas, Relato Histórico, Manual Técnico, Relatório, Plac- que atesta.
as, Relatos de Experiências Científicas, Resenha, Resumo,
Seminário, Texto Argumentativo, Texto de Opinião, Verbetes Apostila
de Enciclopédias. Apostila é a averbação, feita abaixo dos textos ou no verso
Midiática de decretos e portarias pessoais (nomeação, promoção, as-
Blog, Reality Show, Chat, Talk Show, Desenho Animado, censão, transferência, readaptação, reversão, aproveitamento,
Telejornal, E-mail, Telenovelas, Entrevista, Torpedos, Filmes, reintegração, recondução, remoção, exoneração, demissão,
Vídeo Clip, Fotoblog, Videoconferência, Home Page. dispensa, disponibilidade e aposentadoria), para que seja
Exemplos de Gêneros Textuais corrigida flagrante inexatidão material do texto original (erro
na grafia de nomes próprios, lapso na especificação de datas,
Artigo etc.), desde que essa correção não venha a alterar a substância
O artigo de opinião é um gênero textual que faz parte da do ato já publicado.
esfera jornalística e tem por finalidade a exposição do ponto
Tratando-se de erro material em decreto pessoal, a
de vista sobre um determinado assunto. Assim como a disser-
tação, ele também se compõe de um título, uma introdução, apostila deve ser feita pelo Ministro de Estado que o propôs.
um desenvolvimento e uma conclusão. Se o lapso houver ocorrido em portaria pessoal, a correção
por apostilamento estará a cargo do Ministro ou Secretário
Ata signatário da portaria. Nos dois casos, a apostila deve sem-
A ata tem como finalidade registrar ocorrências, res- pre ser publicada no Boletim de Serviço ou Boletim Interno
oluções e decisões de reuniões, sessões realizadas por algum correspondente e, quando se tratar de ato referente a Min-
órgão, setor, entidade, etc. istro de Estado, também no Diário Oficial da União.
Estrutura da ata:
A finalidade da correção de inexatidões materiais por meio
▷ Dia, mês, ano e hora (por extenso) de apostila é evitar que se sobrecarregue o Presidente da
▷ Local da reunião República com a assinatura de atos repetidos, e que se onere a
▷ Pessoas presente, devidamente qualificadas Imprensa Nacional com a republicação de atos.
ї Forma e Estrutura ▷ DATA: a data deve estar próxima do título e número, ao
▷ título, em maiúsculas e centralizado sobre o texto: lado ou abaixo, podendo se apresentar de várias formas:
APOSTILA; CIRCULAR Nº 01, DE 2 MARÇO DE 2002
▷ texto, no qual deve constar a correção que está sen- CIRCULAR Nº 01
do feita, a ser iniciada com a remissão ao decreto De 2 de março de 2002
que autoriza esse procedimento; CIRCULAR Nº 01/02 Rio de Janeiro, 2 de março de 2002
▷ data, por extenso: ▷ EMENTA (opcional): deve vir abaixo do título e data,
cerca de três linhas.
Brasília, em 12 de novembro de 1990;
Ementa: Material de consumo.
▷ identificação do signatário, abaixo da assinatura:
Ref.: Material de consumo
NOME (em maiúsculas)
▷ INVOCAÇÃO: cerca de quatro linhas do título. De-
Secretário da Administração Federal pendendo do assunto e destinatários, a invocação é
No original do ato normativo, próximo à apostila, deverá dispensável.
ser mencionada a data de publicação da apostila no Boletim de Excelentíssimo Senhor:
Serviço ou no Boletim Interno. Senhor Prefeito:
Carta Senhores Pais:
Pode ter caráter argumentativo quando se trata de uma ї TEXTO: cerca de três linhas do título. Deve conter:
carta aberta ou carta do leitor. Quando se trata de carta pes- ▷ Exposição do assunto, desenvolvida a partir dos ob-
soa, há a presença de aspectos narrativos ou descritivos. jetivos;
▷ A sensibilização do receptor/destinatário;
Charge ▷ Convite a agir;
É um gênero textual em que é feita uma ilustração cômica, ▷ CUMPRIMENTO FINAL:
irônica, por meio de caricaturas, com o objetivo de satirizar, Respeitosamente,
criticar ou fazer um comentário sobre algum acontecimento, Atenciosamente,
que é atual, em sua grande maioria.
▷ ASSINATURA: cerca de quatro linhas do cumpri-
mento final. É composta do nome do emissor (só
Certidão as iniciais maiúsculas) e cargo ou função (todo em
maiúscula):
Certidão é o ato pelo qual se procede à publicidade de algo Herivelto Nascimento
relativo à atividade Cartorária, a fim de que, sobre isso, não haja
DIRETOR
dúvidas. Possui formato padrão próprio, termos essenciais que
lhe dão suas características. Exige linguagem formal, objetiva e ▷ ANEXOS: quando houver documentos a anexar, es-

Ş
ŝ#-ŝŦ
creve-se a palavra anexo à margem esquerda, segui-
concisão. da da relação do que está anexado:
Termos essenciais da certidão: Anexo: quadro de horários.
▷ Afirmação: certidão e dou fé que. Anexa: cópia do documento.
▷ Identificação do motivo de sua expedição: a pedido Anexas: tabela de horários e cópia dos documentos.
da parte interessada. ▷ INICIAIS: na última linha útil do papel, à esquerda, deve-
▷ Ato a que se refere: revendo os assentamentos con- mos escrever as iniciais de quem elaborou o texto (reda-
stantes deste cartório, não logrei encontrar ação tor), seguido das iniciais de quem a datilografou/digitou
movida contra (nome). (em maiúscula ou minúscula, tanto faz). Quando o reda-
▷ Data de sua expedição: tor e o datilógrafo forem a mesma pessoa, basta colocar
▷ Assinatura: O Escrivão. a barra seguida das iniciais:
PPS/AZ
Circular
LÍNGUA PORTUGUESA

Pps/az
É utilizada para transmitir avisos, ordens, pedidos ou instruções, /pps
dar ciência de leis, decretos, portarias, etc.
/PPS
▷ Destina-se a uma ou mais de uma pessoa/órgão/
empresa. No caso de mais de um destinatário, todas Declaração
as vias distribuídas devem ser iguais. A declaração deve ser fornecida por pessoa credenciada
▷ A paragrafação pode seguir o estilo americano (sem ou idônea que nele assume a responsabilidade sobre uma situ-
entradas de parágrafo), ou estilo tradicional. No caso ação ou a concorrência de um fato. Portanto, é uma compro-
de estilo americano, todo o texto, a data e a assina- vação escrita com caráter de documento.
tura devem ser alinhados à margem esquerda. No A declaração pode ser manuscrita em papel almaço sim-
estilo tradicional, devem ser centralizados. ples ou digitada. Quanto ao aspecto formal, divide-se nas se-
Partes: guintes etapas:
▷ TIMBRE: impresso no alto do papel. ▷ Timbre: impresso com cabeçalho, contendo o nome
▷ TÍTULO E NÚMERO: cerca de três linhas do timbre e no do órgão ou empresa. Nas declarações particulares, 43
centro da folha. O número pode vir seguido do ano. usa-se papel sem timbre.
▷ Título: no centro da folha, em caixa alta. • Ensaio
44 ▷ Texto: É um texto com caráter também didático, em que são ex-
» Identificação do emissor. postas ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito
» O verbo atestar ou declarar deve aparecer no de certo tema. É caracterizado pela defesa de um ponto de
presente do indicativo, terceira pessoal do sin- vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, filosóf-
gular ou do plural. ico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem
» Finalidade do documento: em geral, costuma-se a necessidade de comprovação científica.
LÍNGUA PORTUGUESA

usar o termo “para os devidos fins”. Também se


pode especificar: “para fins de trabalho”, “para fins
História em Quadrinhos
escolares”, etc. É um gênero narrativo que consiste em contar algo por
» Nome e dados de identificação do interessado. meio de pequenos quadros. Pode haver diálogos diretos en-
» Citação do fato a ser atestado. tre personagens. É caracterizado pela linguagem verbal e não
verbal.
▷ Local e data: deve-se escrevê-lo a cerca de três
linhas do texto. Notícia
Editorial É um texto em que podem aparecer características nar-
É um gênero textual dissertativo-argumentativo que apre- rativas e descritivas. Conta-se como ocorreu um determina-
senta o posicionamento de uma empresa, revista, jornal sobre do fato. Aparecem as seguintes informações: o que ocorreu,
determinado assunto. como, quando, onde e quem estava envolvido.
Entrevista Ofício
Ş
ŝ#-ŝŦ

É um gênero textual em que aparece o diálogo entre o O ofício tem o objetivo de informar, propor convênios,
entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações ajustes, acordos, encaminhar documentos, solicitar providên-
sobre o entrevistado ou algum assunto. Podem aparecer ele- cias e/ou informações.
mentos expositivos, argumentativos e narrativos. É uma correspondência que pode ser dirigida tanto ao
Edital Poder Público quanto a particulares.
É um documento em que são apresentados avisos, ci- Formatação:
tações, determinações. ▷ Papel timbrado;
São diversos os tipos de editais, de acordo com o objetivo:
pode comunicar uma citação, um proclame, um contrato, uma ▷ Número de ordem na margem superior esquerda;
exoneração, uma licitação de obras, serviços, tomada de preço, ▷ Local e data na mesma linha do número de ordem,
etc. ao lado direito;
Entre eles, os editais mais comuns são os de concursos pú- ▷ Vocativo (a forma de se dirigir à pessoa a que se
blicos, que determinam as etapas dos processos seletivos e as destina a correspondência);
competências necessárias para a sua execução. ▷ O texto pode ser dividido em parágrafos;
Gêneros Literários ▷ Fecho;
Os gêneros literários costumam ser cobrados em algumas ▷ Assinatura e cargo do remetente;
provas. É importante saber que há a presença tanto da lingua- ▷ Endereçamento.
gem denotativa quanto da conotativa. Geralmente, as provas
trazem fragmentos de textos. Alguns gêneros mais cobrados Parecer
são: novela, conto, fábula, crônica, ensaio. O parecer é o pronunciamento fundamentado, com caráter
• Novela opinativo, de autoria de comissão ou de relator, snobre matéria
É um texto narrativo longo, em que são narradas várias sujeita a seu exame.
histórias. Sempre há uma história principal que caracteriza Partes de um parecer:
esse gênero. Exemplos: O Alienista, de Machado de Assis, e A ▷ Designação: número do processo, no centro superior
Metamorfose, de Kafka. do papel. Não é um item obrigatório.
• Conto ▷ Título: denominação do ato, seguido de numeração
É um texto narrativo curto, em que há, geralmente, um (Parecer nº).
enredo (uma história) e poucos personagens. ▷ Ementa: resumo do assunto do parecer, de maneira
• Fábula concisa, a dois espaços do título.
É um texto narrativo em que há uma história curta que ▷ Texto: introdução (histórico); esclarecimentos
termina com uma lição de moral. Geralmente, há a personi- (análise do fato); conclusão do assunto.
ficação, pois há personagens que não são humanos (animais, ▷ Fecho: compreende: local e/ou denominação do
objetos) que adquirem características humanas. órgão (sigla);
• Crônica » Data;
É uma narrativa breve, relacionada ao cotidiano. Pode ter » Assinatura (nome e cargo de quem emite o
um tom humorístico ou reflexivo (presença de críticas). parecer).
Propaganda 4) Fecho, utilizando as fórmulas usuais de cortesia, como
Caracterizado como um texto expositivo, o objetivo é as do ofício.
propagar informações sobre algo, para influenciar o leitor com 5) Local e data, por extenso.
mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade. 6) Assinatura, nome e cargo ou função do signatário.
7) Anexos, complementando o Relatório, com material
Poema ilustrativo e/ou ocumental.
É um texto estruturado em versos (linhas) e pode também Classificação de Relatórios:
ter estrofes (conjunto de linhas). É muito comum haver a de- ▷ Informativo: aborda um problema ou situação e
scrição e a narração. oferece informações.
Reportagem ▷ Reativo: aborda um problema, examina as causas e
É um gênero textual que pertence à esfera jornalística e as consequências e oferece sugestões.
tem um caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, ▷ Conclusivo: aborda um problema ou situação e
por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira oferece conclusões.
concisa, clara, e direta. Portaria
Requerimento É um ato pelo qual as autoridades competentes determi-
O requerimento é o instrumento por meio do qual o sig- nam providências de caráter administrativo, dão instruções
natário pede, a uma autoridade, algo que lhe pareça justo ou le- sobre a execução de leis e de serviços, definem situações
gal. Qualquer pessoa que tenha interesse no serviço público pode funcionais e aplicam medidas de ordem disciplinar.
valer-se de um requerimento, que será dirigido a uma autoridade Partes:
competente para conhecer, analisar e solucionar o caso, podendo ▷ Numeração (classificação): número do ato e data de
ser escrito ou datilografado (digitado). expedição.
Os elementos constitutivos do requerimento são: ▷ Título: denominação completa de autoridade que
▷ Vocativo: indica a autoridade a quem se dirige a co- expede o ato.
municação (alinhado à esquerda, sem parágrafo, ▷ Fundamentação: citação da legislação básica em
identificando a autoridade e não a pessoa em si; que a autoridade apoia sua decisão, seguida do ter-
mo resolve.
▷ Texto: nome do requerente (letras maiúsculas), quali-
ficação, objeto do requerimento; ▷ Texto: desenvolvimento do assunto.
▷ Fecho: pede deferimento, espera deferimento, ▷ Assinatura: nome da autoridade que expede o ato.
aguarda deferimento;
▷ Local e data; ANOTAÇÕES

Ş
ŝ#-ŝŦ
▷ Assinatura.
Relatório
Relatório é um documento em que se faz uma descrição
de fatos, analisados com o objetivo de orientar o serviço in-
teressado ou o superior imediato para possíveis ações a serem
tomadas.
É, em última análise, a exposição circunstanciada de ativ-
idades levadas a termo por funcionário, no desempenho das
funções do cargo que exerce, ou por ordem de autoridade su-
perior.
É geralmente feito para expor:
LÍNGUA PORTUGUESA

▷ Situações de serviço;
▷ Resultados de exames;
▷ Eventos ocorridos em relação a planejamento;
▷ Prestação de contas ao término de um exercício etc.
Suas partes componentes são:
1) Título (a palavra RELATÓRIO), em letras maiúsculas.
2) Vocativo: a palavra Senhor(a), seguida do cargo do
destinatário, e de vírgula.
3) Texto paragrafado, composto de introdução, desen-
volvimento e conclusão.
Introdução: enuncia-se o propósito do relatório;
Desenvolvimento: corpo do relatório - a exposição dos fatos;
Conclusão: o resultado ou síntese do trabalho, bem como a 45
recomendação de providências cabíveis.
46
8. Redação de Correspondências As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Sen-
hor, seguido do cargo respectivo:
Oficiais Senhor Senador,
Senhor Juiz,
O texto é um documento que pertence à administração
pública, por isso seu caráter oficial. Portanto, deve ser escrito de Senhor Ministro,
maneira formal e impessoal. Senhor Governador,
LÍNGUA PORTUGUESA

O emissor da mensagem na redação oficial representa No envelope, o endereçamento das comunicações dirigi-
o Poder Público, e não o cidadão que a emite. O receptor das às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a se-
da mensagem será um órgão pertencente à administração guinte forma:
pública ou os cidadãos de modo geral. A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Pronomes de Tratamento
Ministro de Estado da Justiça
Os pronomes de tratamento são tradicionais e apresenta-
dos pelo Manual de Redação da Presidência da República: 70064-900 – Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor


a) do Poder Executivo;
Senador Fulano de Tal
Presidente da República;
Vice-Presidente da República; Senado Federal
70165-900 – Brasília. DF
Ş
ŝ#-ŝŦ

Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governa-
dores de Estado e do Distrito
A Sua Excelência o Senhor
Federal;
Oficiais-Generais das Forças Fulano de Tal
Armadas; Juiz de Direito da 10a Vara Cível
Embaixadores; Rua ABC, no 123
Secretários-Executivos de
Ministérios e demais ocupantes de 01010-000 – São Paulo. SP
cargos de natureza especial; Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e
Secretários de Estado dos Gover- para particulares. O vocativo adequado é:
nos Estaduais; Senhor Fulano de Tal,
Prefeitos Municipais.
Vossa Excelência (...)
b) do Poder Legislativo: No envelope, deve constar do endereçamento:
Deputados Federais e Senadores; Ao Senhor
Ministro do Tribunal de Contas da Fulano de Tal
União;
Rua ABC, no 123
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de 12345-000 – Curitiba. PR
Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislati-
vas Municipais. Fecho
O fecho da correspondência oficial respeitará os dois mod-
c) do Poder Judiciário: elos a seguir:
Ministros dos Tribunais Superiores;
x Respeitosamente, quando se dirigir a autoridades
Membros de Tribunais;
de hierarquia superior;
Juízes;
Auditores da Justiça Militar.
x Atenciosamente, quando se dirigir a autoridades de
hierarquia igual ou inferior.

Senhor Demais cargos Adequação da Linguagem


A linguagem do texto oficial, mais do que qualquer outro
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas tipo de comunicação, tem a obrigatoriedade de ser clara para
aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do car- qualquer cidadão, considerando que se trata de textos de inter-
go respectivo: esse público. Por isso, a interpretação dos mesmos não pode
gerar dúvidas. Deve-se priorizar o texto direto, claro e conciso. O
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
texto técnico só deverá ser utilizado quando necessário e quan-
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, do o destinatário puder compreendê-lo. Quando um oficio for
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal dirigido ao cidadão comum, deverá ser compreendido por todos
Federal. os públicos.
Abreviaturas e Siglas Ofício e Aviso
Algumas abreviaturas e siglas comumente utilizadas na O Ofício e o Aviso são modalidades de comunicação com
prática de redação oficial: estrutura idêntica. A única diferença entre estas é que o aviso é
§ - parágrafo expedido apenas por Ministros de Estado, para autoridades de
AOR - Assessoria de Orçamento e Controle mesma hierarquia, enquanto o ofício é expedido pelas demais
Art. - artigo
autoridades e destinatários, inclusive particulares.
Ascom - Assessoria de Comunicação Social
De Ministro de Estado para Ministro de Estado, só pode ser
Asint - Assessoria Internacional
Aspar - Assessoria Parlamentar aviso. De outras autoridades para outras autoridades, o docu-
AUD - Auditoria mento será um ofício.
cf. - confronte Memorando
CN - Congresso Nacional
COR - Corregedoria O memorando é uma modalidade de comunicação oficial
DC - Diretoria Colegiada interna, pois é utilizado apenas entre unidades de um mesmo
DP - Diretor-presidente órgão. A estrutura é a mesma do ofício; a única diferença é que
GAB - Chefia do Gabinete Hídricos o cargo do destinatário deve aparecer no lugar do nome.
i. é. - isto é
O memorando é uma comunicação interna, também ad-
p. - página
p. us. - pouco usado otado por empresas para avisos internos (da diretoria para
PGE - Procuradoria-geral os demais funcionários, por exemplo).
Res. - Resolução do Congresso Nacional
Telegrama
RI da CD - Regimento Interno da Câmara dos Deputados
RI do SF - Regimento Interno do Senado Federal Telegrama é uma mensagem urgente e concisa que deve
SAC - Superintendência de Apoio a Comitês ser enviada em situações em que não for possível o envio via
Saf - Superintendência de Administração e Finanças e-mail ou correios. Por ser uma mensagem com custo elevado
SAS - Superintendência de Conservação de Água e Solo em relação às novas tecnologias, deve ser evitada e enviada
SFI - Superintendência de Fiscalização apenas em urgências.
SGE - Secretaria-geral É uma categoria da Redação Oficial que não tem padrão
SIH - Superintendência de Informações Hidrológicas a ser seguido, devendo obedecer aos padrões estabelecidos

Ş
ŝ#-ŝŦ
SOC - Superintendência de Outorga e Cobrança pelos Correios para envio. Obviamente, a clareza e a concisão
SPP - Superintendência de Programas e Projetos devem fazer parte deste documento.
SPR - Superintendência de Planejamento de Recursos
STC - Superintendência de Tecnologia e Capacitação Correspondência Eletrônica (E-mail)
SUM - Superintendência de Usos Múltiplos Por ser a forma de comunicação de menor custo e maior
agilidade, o E-mail tornou-se a ferramenta mais utilizada para
Práticas Textuais de Ofício a comunicação. A linguagem deve seguir o padrão normativo
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da da Redação Oficial, mas a estrutura tem poucas exigências.
República, existem três tipos de expedientes que se diferen- Sempre que possível deve-se utilizar a ferramenta de confir-
ciam pela finalidade e pela forma, sendo aquela mais impor-
mação de leitura ou solicitar que o destinatário acuse o rece-
tante: o ofício, o aviso e o memorando. A estes três documen-
bimento.
LÍNGUA PORTUGUESA

tos se estabelece o Padrão Oficio, que implica que todos estes


documentos devem conter: Mensagem
x Tipo e número do expediente, seguido da sigla do
A Mensagem é o instrumento de comunicação entre os
órgão que o expede;
Chefes dos Poderes Públicos. Geralmente são usadas pelo
x Local e data em que foi assinado, por extenso, com
Chefe do Poder Executivo (presidente da República) para in-
alinhamento à direita;
formar o Chefe do Poder Legislativo sobre:
x Assunto;
x Fatos da Administração Pública;
x Destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é
dirigida a comunicação; x Plano de governo;
x Texto; x Submeter ao Congresso nacional matérias que
x Fecho; dependem de liberação de suas Casas;
x Assinatura; x Apresentar veto, 47
x Identificação do signatário. x etc.
Estrutura: Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à ex-
48 posição de motivos, devidamente preenchido, no qual constam:
1. Síntese do problema ou da situação que reclama
providências
2. Soluções e providências contidas no ato normativo ou
na medida proposta
3. Alternativas existentes às medidas propostas
LÍNGUA PORTUGUESA

4. Custos
5. Razões que justificam a urgência (a ser preenchido so-
mente se o ato proposto for medida provisória ou pro-
jeto de lei que deva tramitar em regime de urgência)
6. Impacto sobre o meio ambiente (sempre que o ato ou
medida proposta possa vir a tê-lo)
7. Alterações propostas
8. Síntese do parecer do órgão jurídico

ANOTAÇÕES
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual6.jpg)
x Tipo de expediente e seu número, no início da
Ş
ŝ#-ŝŦ

margem esquerda;
x Vocativo (pronome de tratamento) com espaça-
mento de 4 cm abaixo do item anterior;
x Texto (2 cm após o vocativo);
x Local e data, alinhado à margem direita e 2 cm
após o término do texto.
A Mensagem não traz a identificação do seu signatá-
rio, pois este é subentendido.
Exposição de Motivos
Trata-se do documento dirigido ao Presidente da Repúbli-
ca (ou ao Vice-Presidente), por um Ministro, para:
x Informar.
x Propor medidas.
x Submeter a sua aprovação para determinado
projeto de ato normativo.
Em alguns casos, a exposição de motivos pode ser in-
terministerial – ou seja, envolver mais de um Ministro. Nes-
ses casos, deverá ser assinada por todos os envolvidos.
Estrutura
Por ter motivos distintos, a exposição de motivos pode ter
dois tipos básicos de estrutura:
Quando tiver o objetivo de informar sobre determinado
assunto, seguirá o padrão ofício.
Quando tiver o objetivo de submeter determinado pro-
jeto à aprovação, deve, obrigatoriamente, seguir o padrão
ofício, levando em consideração a seguinte estrutura:
Ato normativo proposto ou questão a recla-
Introdução:
mar medidas;
Justificativas para o ato normativo proposto
Desenvolvimento:
ou adoção de determinadas medidas;
Reafirmação do ato normativo proposto ou
Conclusão:
questão a reclamar medidas.
Ş
ŝ#-ŝŦ REDAÇÃO 49

ÍNDICE
1. Redação para Concursos Públicos .............................................................................. 50
Posturas em Relação à Redação ................................................................................................... 50
Apresentação do Texto................................................................................................................. 50
O Texto Dissertativo ...................................................................................................................... 51
Critérios de Correção da Redação para Concursos Públicos ........................................................ 53
Critérios de Correção da Bancas ................................................................................................... 53
2. Dissertação Expositiva e Argumentativa .....................................................................55
Dissertação Expositiva ................................................................................................................. 55
Dissertação Argumentativa ......................................................................................................... 58
50
1. Redação para Concursos Públicos Objetividade
Seu texto deve ser objetivo, isto é, o enfoque do assunto
Os editais de concurso público disponibilizam o conteúdo deve ser direto, sem rodeios. Além disso, as bancas dão pre-
programático das matérias que serão cobradas nas provas,
ferência a uma linguagem simples e objetiva. E não confun-
mas nem sempre deixam explícito como se preparar para a
da linguagem simples com coloquialismos, pois é necessário
prova discursiva, ou prova de redação – que, na grande maio-
sempre manter a sua escrita baseada na norma padrão da
ria dos concursos, é uma etapa eliminatória.
língua portuguesa.
Portanto, é necessário preparar-se com bastante antece-
Além disso, é fundamental o candidato colocar-se na po-
dência, para que possa haver melhoras gradativas durante o
sição do leitor. É um momento de estranhamento do próprio
REDAÇÃO

processo de produção de um texto.


texto para indagar-se: o que escrevi é interessante e de fácil
Posturas em Relação à Redação entendimento?
Antes de começar a desenvolver a prática de escrita, é Apresentação do Texto
preciso que ter algumas posturas em relação ao processo de
composição de um texto. Em posse dessas posturas, percebe- Para que se consiga escrever um bom texto, é preciso
se que escrever não é tão complexo se você estiver orientado aliar duas posturas: ter o hábito da leitura e praticar a escrita
e fizer da escrita um ato constante. de textos. Além disso, é importante conhecer as propostas
das bancas e saber quais são os critérios de correção previs-
Leitura tos em edital.
Apenas a leitura não garante uma boa escrita. Então, deve- Letra - Legibilidade
Ş
ŝ#-ŝŦ

se associar a leitura constante com a escrita constante, pois uma


prática complementa a outra. Escreva sempre com letra legível. Pode ser letra cursiva ou
E o que ler? de imprensa. Tenha atenção para o espaçamento entre as le-
tras/palavras e para a distinção entre maiúsculas e minúsculas.
Direcione sua prática de leitura da seguinte forma: fique aten-
to às ATUALIDADES, que é um conteúdo geralmente previsto na Respeito às Margens
prova de conhecimentos gerais. Ademais, conheça a instituição e
As margens (tanto esquerda quanto direita) existem para
o cargo a que você pretende candidatar-se, como as FUNÇÕES e
serem respeitadas, portanto, não as ultrapasse no momento
RESPONSABILIDADES exigidas, as quais estão previstas no edital
em que escreve a versão definitiva. Tampouco deixe “buracos”
de abertura de um concurso. E, também, tenha uma visão crítica
sobre os conhecimentos específicos, porque a tendência dos con- entre as palavras.
cursos é relacionar um tema ao contexto de trabalho. Indicação de Parágrafos
Considere que, nas provas de redação, também podem ser
É preciso deixar um espaço antes de iniciar um parágrafo
abordados temas sobre algum assunto desafiante para o cargo
(mais ou menos dois centímetros).
ao qual o candidato está concorrendo. Uma dica é estar atento às
informações veiculadas sobre o órgão público no qual pretende Título
ingressar.
Colocar título na redação vale mais pontos?
Produção Do Texto Se o título for solicitado, ele será obrigatório. Caso
A produção de um texto não depende de talento ou de um não seja colocado na redação, haverá alguma perda, mas
dom. No processo de elaboração de um texto, pode-se dizer não muito. Os editais, em geral, não informam pontuações
que um por cento (1%) é inspiração e noventa e nove por cento exatas. No caso de o título não ser solicitado, ele se torna
(99%) é trabalho. Escrever um excelente texto é um processo facultativo. Logo, se o candidato decidir inseri-lo, ele fará
que exige esforço, planejamento e organização. parte do texto, sendo analisado como tal, mas não terá um
valor extra por isso.
Escrita O título era obrigatório, e não o coloquei... E agora?
O ato de escrever é sempre desta maneira: basta começar. Quando há a obrigatoriedade, a ausência do título não
Escrever para ser avaliado por um corretor é colocar pensa- anula a questão, a menos que haja essa orientação nas ins-
mentos organizados e articulados, num papel, a partir de um truções dadas na prova. Não há um desconto considerável
posicionamento sobre um tema estabelecido na proposta de em relação ao esquecimento do título, porque a maior pon-
redação. tuação, em uma redação para concurso, está relacionada ao
Tema conteúdo do texto.
O seu texto deve estar cem por cento (100%) adequado à É preciso pular linha após o título?
proposta exigida na prova, ou seja, você não pode escrever o Em caso de obrigatoriedade do título, procure não pular
que quer, mas o que a proposta determina. Desse modo, antes linha entre o título e o início do texto, porque essa linha em
de começar a escrever, é necessário entender o TEMA da prova. branco não é contada durante a correção.
O tema é o assunto proposto que deve ser desenvolvido. Por- Quando se deve escrever o título?
tanto, cabe a você entendê-lo, problematizá-lo e delimitá-lo, com O título é a síntese de sua redação, portanto, prefira escre-
base no comando da proposta. vê-lo ao término da redação.
Erros na Versão Final Estrutura sintática de orações e períodos
Quando você está escrevendo e, por distração, erra uma Elementos coesivos
palavra, você deve passar um traço sobre a palavra e escrevê- Concordância verbal e nominal
-la corretamente logo em seguida: Pontuação
exeção exceção Regência verbal e nominal
Emprego de pronomes
Translineação Flexão verbal e nominal
Quando não dá para escrever uma palavra completa ao Uso de tempos e modos verbais
final da linha, deve-se escrever até o limite, sem ultrapassar Grafia
a margem direita da linha, e o sinal de separação será sempre
o hífen. Acentuação
Sempre respeite as regras de separação silábica. Nun- Repetição
ca uma palavra será separada de maneira a desrespeitar
Prejudica a coesão textual, e ocorre quando se usa muitas ve-
as sílabas:
zes a mesma palavra ou ideia, as quais poderiam ser substituídas
tran- por sinônimos e conectivos.
sformação
Caso a próxima sílaba não caiba no final da linha, embora
Informações Óbvias
ainda haja um espaço, deixe-a e continue na próxima linha. Explicações que não precisam ser mencionadas, pois já se
explicam por si próprias.
trans-
formação Generalização
Quando a palavra for escrita com hífen e a separação ocor- É percebida quando se atribui um conceito que é específi-
rer justo nesse espaço, você deve usar duas marcações. Por co de uma forma generalizada.
exemplo: entende-se
Os menores infratores saem dos centros de ressocializa-
entende- ção e retornam ao o do crime. (isso ocorre com todos?)
-se
É preciso que o governo tome medidas urgentes para re-
Se a palavra não tiver hífen em sua estrutura, use apenas uma solver esse problema. (que medidas?)
marcação:
Gerúndio

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apresen-
É muito comum usarmos o gerúndio na fala, mas não se
tação usa com tanta recorrência na escrita.
Impessoalidade
O texto dissertativo (expositivo-argumentativo) é impessoal. O Texto Dissertativo
Portanto, pode-se escrever com verbos em: Dissertar é escrever sobre algum assunto e pressupõe ou
- 3ª pessoa: defender uma ideia, analisá-la criticamente, discuti-la, opinar,
A qualidade no atendimento precisa ser prioridade. ou apenas esclarecer conceitos, dar explicações, apresentar
dados sobre um assunto, tudo de maneira organizada, quer
Percebe-se que a qualidade no atendimento é essencial.
dizer, com início, meio e fim bem claros e objetivos.
Notam-se várias mudanças no setor público.
- 1ª pessoa do plural: A dissertação pode ser classificada quanto à maneira como
o assunto é abordado:
Observamos muitas mudanças e melhorias no serviço
público. I - EXPOSITIVA: são expostos fatos (de conhecimento e
domínio público, divulgados em diversos meios de comuni-
REDAÇÃO

Adequação Vocabular cação), mas não é apresentada uma discussão, um ponto de


Adequação vocabular diz respeito ao desempenho linguís- vista.
tico de acordo com o nível de conhecimento exigido para o A dissertação expositiva também é usada quando a pro-
cargo/área/especialidade, e a adequação do nível de lingua- posta exige um texto técnico. Este tipo de texto pode ter duas
gem adotado à produção proposta. abordagens: Estudo de Caso (em que é feito um parecer a partir
Portanto, devem-se escolher palavras adequadas, evitan- de sua situação hipotética) e Questão Teórica (em que é preciso
do-se o uso de jargões, chavões, termos muito técnicos que apresentar conceitos, normas, regras, diretrizes de um determi-
possam dificultar a compreensão. nado conteúdo).
II - ARGUMENTATIVA: há a exposição de pontos de vista
Domínio da Norma Padrão da Língua pessoais, com juízos de valor sobre um fato ou assunto.
Deve-se ficar atento aos aspectos gramaticais, principal- E qual a melhor maneira de abordar um assunto numa prova 51
mente: de redação para concursos públicos?
Para que seu texto seja MUITO BEM avaliado, o ideal é breve e apresentar apenas informações sucintas. Deve apenas
52 conseguir chegar a uma forma mista de abordagem, ou seja, apresentar o TEMA e os ENFOQUES e ter em torno de cinco
escrever um texto dissertativo em que você expõe um assunto linhas.
e, ao mesmo tempo, dá sua opinião sobre ele. Desse modo, os
fatos que são conhecidos (domínio público) podem se trans- Desenvolvimento
formar em exemplificação atualizada, a qual pode ser relacio- É a redação propriamente dita. Deve ser constituído de
nada à sua argumentação de forma contextualiza e crítica. dois a três parágrafos (a depender do tema da proposta), um
para cada enfoque apresentado na Introdução. É a parte da
Aspectos Gerais da Produção de Textos redação em que argumentos são apresentados para explici-
Em face da limitação de espaço, é muito difícil apresentar tar, em um parágrafo distinto, cada um dos enfoques. Cada
REDAÇÃO

muitos enfoques relativos ao tema. Por essa razão, dependen- parágrafo deve ter de 5 a 8 linhas. Pode-se desenvolver os ar-
do do limite em relação à quantidade de linhas, a dissertação gumentos por meio de relações que devem ser usadas para
deve conter de 4 a 5 parágrafos, sendo UM para Introdução, deixar seu texto coeso e coerente.
DOIS a TRÊS para Desenvolvimento e UM para Conclusão. • Conectores
Além disso, cada parágrafo deve possuir, no mínimo, dois As relações comentadas acima são estabelecidas com CO-
períodos. Cuidado com as frases fragmentadas, ambiguidades NECTORES:
e os erros de paralelismo. Prioridade, relevância: em primeiro lugar, antes de mais
Procure elaborar uma introdução que contenha, de ma- nada, antes de tudo, em princípio, primeiramente, acima de
neira clara e direta, o tema, o primeiro enfoque, o segundo tudo, principalmente, primordialmente, sobretudo.
enfoque, etc. E mantenha sempre o caráter dissertativo. Por Tempo: atualmente, hoje, frequentemente, constantemen-
Ş
ŝ#-ŝŦ

isso, no desenvolvimento, dê um parágrafo para cada enfoque te às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sem-
selecionado, e empregue os articuladores adequados. Por fim, pre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente,
fundamente sempre suas ideias.
nesse ínterim, enquanto, quando, antes que, depois que, logo
Quanto aos exemplos, procure selecionar aqueles que se- que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que,
jam de domínio público, os que tenham saído na mídia: jornais, cada vez que, então, enfim, logo, logo depois, imediatamente,
revistas, TV. E nunca analise temas por meio de emoções exa- logo após, a princípio, no momento em que, pouco antes, pou-
geradas – especialmente política, futebol, religião, etc. co depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal,
Estrutura de um Texto Dissertativo por fim, finalmente, agora.
Semelhança, comparação, conformidade: de acordo
Para escrever uma dissertação, é preciso que haja uma or-
com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal
ganização do texto a fim de que se obtenha um texto claro e
qual, tanto quanto, como, assim como, como se, bem como,
bem articulado:
igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo
I- INTRODUÇÃO: consiste na apresentação do assunto a modo, semelhantemente, analogamente, por analogia, de ma-
fim de deixar claro qual é o recorte temático e qual a ideia que neira idêntica, de conformidade com.
será defendida e/ou esclarecida, ou seja, a TESE.
Condição, hipótese: se, caso, eventualmente.
II- DESENVOLVIMENTO: é a parte em que são elaborados os
parágrafos argumentativos e/ou informativos, nos quais você ex- Adição, continuação: além disso, demais, ademais, ou-
plica a sua TESE. É o momento mais importante do texto, por isso, trossim, ainda mais, por outro lado, também, e, nem, não só
É NECESSÁRIO que a TESE seja explicada, justificada, e isso pode ... mas também, não só... como também, não apenas ... como
ser feito por meio de exemplos e explicações. também, não só ... bem como, com, ou (quando não for exclu-
dente).
III- CONCLUSÃO: esta parte do texto não traz informações
novas, muito menos argumentos, porque consiste no fecha- Dúvida: talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá,
mento das ideias apresentadas, ou seja, é feita uma reafirma- quem sabe, é provável, não é certo, se é que.
ção da TESE. Dependendo do comando da proposta de reda- Certeza, ênfase: certamente, decerto, por certo, inquestio-
ção e do tema, pode ser apresentada uma hipótese de solução navelmente, sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza.
de um problema apresentado na TESE. Ilustração, esclarecimento: por exemplo, só para ilustrar, só
para exemplificar, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por
- Assunto
outra, a saber, ou seja, aliás.
Introdução - Recorte temático
- TESE Propósito, intenção, finalidade: com o fim de, a fim de,
com o propósito de, com a finalidade de, com o intuito de, para
- Tópico/TESE + que, a fim de que, para.
TESE Desenvolvimento
justificativa
- Retomada
Resumo, recapitulação, conclusão: em suma, em sínte-
se, em conclusão, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa
da introdução
Conclusão forma, dessa maneira, desse modo, logo, dessa forma, dessa
- Reafirmação
da TESE
maneira, assim sendo.
Explicação: por consequência, por conseguinte, como re-
Introdução sultado, por isso, por causa de, em virtude de, assim, de fato,
É o primeiro parágrafo e serve de apresentação da dis- com efeito, tão (tanto, tamanho)... que, porque, porquanto,
sertação, por essa razão deve estar muito bem elaborada, ser pois, já que, uma vez que, visto que, como (= porque), por-
tanto, logo, que (= porque), de tal sorte que, de tal forma que, Em outras palavras: se há algum texto ou uma coletânea
haja vista. de textos, eles têm caráter apenas motivador. Portanto, não
Contraste, oposição, restrição: pelo contrário, em con- faça cópias de trechos dos textos, tampouco pense que o tema
traste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, da redação é o assunto desses textos. É preciso verificar o re-
entretanto, no entanto, embora, apesar de, apesar de que, corte temático, o qual fica evidente no corpo da proposta.
ainda que, mesmo que, posto que, conquanto, se bem que,
por mais que, por menos que, só que, ao passo que, por ou- Gênero
tro lado, em contrapartida, ao contrário do que se pensa, em Neste critério, verifica-se se a produção textual está adequa-
compensação. da à modalidade redacional, ou seja, se o texto expressa o domí-
Contraposição: É possível que... no entanto... nio da linguagem do gênero: narrar, relatar, argumentar, expor,
É certo que... entretanto... descrever ações, etc.
É provável que ... porém... Os concursos públicos, quase em sua totalidade, têm
como gênero textual a dissertação argumentativa ou o texto
Organização de ideias: Em primeiro lugar ..., em segundo
expositivo-argumentativo. Desse modo, a banca avalia a ob-
..., por último ...; por um lado ..., por outro ...; primeiramente,
jetividade e o posicionamento frente ao tema, a articulação
...,em seguida, ..., finalmente, ....
dos argumentos, a consistência e a coerência da argumen-
Enumeração: É preciso considerar que ...; Também não de- tação.
vemos esquecer que ...; Não podemos deixar de lembrar que... Isso significa que há uma valorização quanto do conteú-
Reafirmação/Retomada: Compreende-se, então, que ... do do texto: a opinião, a justificativa dessa opinião e a seleti-
É bom acrescentar ainda que ... vidade de informações sobre o tema.
É interessante reiterar ...
Coerência
Conclusão Neste critério, avalia-se se há atendimento total do coman-
É o último parágrafo. Deve ser breve, contendo em torno do, com informações novas que evidenciam conhecimento de
de cinco linhas. Na conclusão, deve-se retomar o tema e fazer mundo e que atestam excelente articulação entre os aspectos
o fechamento das ideias apresentadas em todo o texto e não exigidos pela proposta, o recorte temático e o gênero textual
somente em relação às ideias contidas no último parágrafo do requisitado. Ou seja, é preciso trazer informações ao texto que
desenvolvimento. não estão disponíveis na proposta. Além disso, é essencial
Pode-se concluir: garantir a progressão textual, quer dizer, seu texto precisa ter
- Fazendo uma síntese das ideias expostas. uma evolução e não pode trazer a mesma informação em to-
- Esclarecendo um posicionamento e/ou questionamento, dos os parágrafos.
desde que coerente, com o desenvolvimento.
Coesão e Gramática

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ŝ#-ŝŦ
- Estabelecendo uma dedução ou demonstrando uma con-
sequência dos argumentos expostos. Neste critério, percebe-se se há erros gramaticais; se os
- Levantando uma hipótese ou uma sugestão coerente períodos estão bem organizados e articulados, com uso de
com as afirmações feitas durante o texto. vocabulário e conectivos adequados; e se os parágrafos estão
divididos de modo consciente, a fim de garantir a progressão
- Apresentando possíveis soluções para os problemas ex-
textual.
postos no desenvolvimento, buscando prováveis resultados.
• Conectores Critérios de Correção da Bancas
Pode-se iniciar o parágrafo da conclusão com: Cada Banca Examinadora delimita, na publicação do edital
Assim; Assim sendo; Portanto; Mediante os fatos expostos; de abertura de um concurso, que critérios serão utilizados para
Dessa forma; Diante do que foi dito; Resumindo; Em suma; Em corrigir as redações. Por isso, é essencial que se conheça quais
vista disso, pode-se concluir que; Finalmente; Nesse sentido; são esses critérios e como cada Banca os organiza. A seguir,
Com esses dados, conclui-se que; Considerando as informações são apresentados critérios de algumas Bancas. Você perceberá
apresentadas, entende-se que; A partir do que foi discutido. que são predominantemente os mesmos itens; o que muda é a
nota atribuída para cada um e como a proposta é organizada.
REDAÇÃO

Critérios de Correção da Redação


para Concursos Públicos Banca Cespe
Aspectos Macroestruturais
Conteúdo 1. Apresentação (legibilidade, respeito às margens e in-
Neste critério, observa-se se há apresentação marcada do dicação de parágrafos) e estrutura textual (organização das
recorte temático, o qual deve nortear o desenvolvimento do ideais em texto estruturado).
texto; se o recorte está contextualizado no texto, por exemplo: 2. Desenvolvimento do tema
quando a proposta propuser uma situação hipotética, ela deve Tópicos da proposta
estar diluída em seu texto. Aspectos Microestruturais
Lembre-se: a proposta não faz parte de seu texto, ou seja, Ortografia
sua produção não pode depender da proposta para ter sentido Morfossintaxe 53
claro e objetivo. Propriedade vocabular
Banca FCC abordado e a cobertura dos tópicos apresentados,
54 valendo, no máximo, 20 (vinte) pontos para cada
O candidato deverá desenvolver texto dissertativo a partir
questão, que serão aferidos pelo examinador com
de proposta única, sobre assunto de interesse geral. Conside-
rando que o texto é único, os itens discriminados a seguir serão base nos critérios a seguir indicados:
avaliados em estreita correlação: Conteúdo da resposta (seguem os pontos a deduzir para
Conteúdo – até 40 (quarenta) pontos: cada questão):
▷ perspectiva adotada no tratamento do tema; Capacidade de argumentação (até 6 )
▷ capacidade de análise e senso crítico em relação ao Sequência lógica do pensamento (até 4 )
tema proposto; Alinhamento ao tema (até 4 )
▷ consistência dos argumentos, clareza e coerência no
REDAÇÃO

Cobertura dos tópicos apresentados (até 6 )


seu encadeamento.
Obs.: A nota será prejudicada, proporcionalmente, caso Quanto ao uso do idioma: a utilização correta do vocabu-
ocorra abordagem tangencial, parcial ou diluída em meio a di- lário e das normas gramaticais, valendo, no máximo, 10 (dez)
vagações e/ou colagem de textos e de questões apresentados pontos para cada questão, que serão aferidos pelo examinador
na prova. com base nos critérios a seguir indicados:
Estrutura – até 30 (trinta) pontos: Tipos de erro (seguem os pontos a deduzir):
▷ respeito ao gênero solicitado; Aspectos Formais:
▷ progressão textual e encadeamento de ideias; Erros de forma em geral e erros de ortografia (-0,25 cada
▷ articulação de frases e parágrafos (coesão textual). erro)
Expressão – até 30 (trinta) pontos: Aspectos Gramaticais
Ş
ŝ#-ŝŦ

A avaliação da expressão não será feita de modo estanque Morfologia, sintaxe de emprego e colocação, sintaxe de
ou mecânico, mas sim de acordo com sua estreita correlação regência e pontuação (-0,50 cada erro)
com o conteúdo desenvolvido. A avaliação será feita conside- Aspectos Textuais
rando-se: Sintaxe de construção (coesão prejudicada); concordância;
▷ desempenho linguístico de acordo com o nível de clareza; concisão; unidade temática/estilo; coerência; proprie-
conhecimento exigido para o cargo/área/especiali- dade vocabular; paralelismo semântico e sintático; paragrafa-
dade; ção (-0,75 cada erro)
▷ adequação do nível de linguagem adotado à produ- Cada linha excedente ao máximo exigido (-0,40)
ção proposta e coerência no uso; Cada linha não escrita, considerando o mínimo exigido
▷ domínio da norma culta formal, com atenção aos (-0,80).
seguintes itens: estrutura sintática de orações e pe- Proposta 01
ríodos, elementos coesivos; concordância verbal e As vendas de automóveis de passeio e de veículos comer-
nominal; pontuação; regência verbal e nominal; em- ciais leves alcançaram 340 706 unidades em junho de 2012,
prego de pronomes; flexão verbal e nominal; uso de alta de 18,75%, em relação a junho de 2011, e de 24,18%, em
tempos e modos verbais; grafia e acentuação. relação a maio de 2012, segundo informou, nesta terça-feira, a
Banca Cesgranrio Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores
(Fenabrave). Segundo a entidade, este é o melhor mês de ju-
A Redação será avaliada conforme os critérios a seguir: nho da história do setor automobilístico.
▷ adequação ao tema proposto; Disponível em: <http://br.financas.yahoo.com>. Acesso em: 3 jul. 2012
▷ adequação ao tipo de texto solicitado; (adaptado).
▷ emprego apropriado de mecanismos de coesão (re- Na capital paulista, o trânsito lento se estendeu por 295
ferenciação, sequenciação e demarcação das partes km às 19 h e superou a marca de 293 km, registrada no dia 10
do texto); de junho de 2009. Na cidade de São Paulo, registrou-se, na
▷ capacidade de selecionar, organizar e relacionar de tarde desta sexta-feira, o maior congestionamento da história,
forma coerente argumentos pertinentes ao tema segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Às 19
proposto; e h, eram 295 km de trânsito lento nas vias monitoradas pela
▷ pleno domínio da modalidade escrita da norma- empresa. O índice superou o registrado no dia 10 de junho de
-padrão (adequação vocabular, ortografia, mor- 2009, quando a CET anotou, às 19 h, 293 km de congestiona-
fologia, sintaxe de concordância, de regência e de mento.
colocação). Disponível em: <http://noticias.terra.com.br>. Acesso em: 03 jul. 2012
(adaptado).
Banca Esaf O governo brasileiro, diante da crise econômica mundial,
A avaliação da prova discursiva abrangerá: decidiu estimular a venda de automóveis e, para tal, reduziu o
▷ Quanto à capacidade de desenvolvimento do imposto sobre produtos industrializados (IPI). Há, no entanto,
tema proposto: a compreensão, o conhecimento, o paralelamente a essa decisão, a preocupação constante com
desenvolvimento e a adequação da argumentação, a o desenvolvimento sustentável, por meio do qual se busca a
conexão e a pertinência, a objetividade e a sequên- promoção de crescimento econômico capaz de incorporar as
cia lógica do pensamento, o alinhamento ao assunto dimensões socioambientais.
Considerando que os textos acima têm caráter unicamen- em livros didáticos, enciclopédias, jornais, revistas (cientí-
te motivador, redija um texto dissertativo sobre sistema de ficas, informativas, etc.).
transporte urbano sustentável, contemplando os seguintes O tipo descritivo está relacionado à caracterização minucio-
aspectos: sa de algo, sem, necessariamente, ter o objetivo de informar ao
▷ Conceito de desenvolvimento sustentável; (valor: leitor. A linguagem utilizada na descrição nem sempre é objetiva
3,0 pontos) ou impessoal, e sua estrutura não obedece necessariamente a
▷ Conflito entre o estímulo à compra de veículos auto- regras.
motores e a promoção da sustentabilidade; (valor:
4,0 pontos) Partes do Texto Dissertativo-Expositivo
▷ Ações de fomento ao transporte urbano sustentável Tipos de Introdução
no Brasil. (valor: 3,0 pontos)
• Introdução Simples
Proposta 02
É uma introdução direta, na qual é exposta apenas a deli-
I mitação do tema.
Venham de onde venham, imigrantes, emigrantes e refu-
giados, cada vez mais unidos em redes sociais, estão aumen- • Introdução com Paráfrase
tando sua capacidade de incidência política sobre uma reivin- A paráfrase é uma reescrita de frases sem que haja altera-
dicação fundamental: serem tratados como cidadãos, em vez ção de sentido. Para que essa reescrita seja coerente, é neces-
de apenas como mão de obra (barata ou de elite). sário que seja mantido o paralelismo semântico. Este tipo de
(Adaptado de: http://observatoriodadiversidade.org.br) introdução geralmente é usado quando o tema da redação é
II uma afirmação.
A intensificação dos fluxos migratórios internacionais das • Introdução com Conceituação
últimas décadas provocou o aumento do número de países Neste tipo de introdução, a autor do texto apresenta seu
orientados a regulamentar a imigração. Os argumentos ale- ponto de vista ou a ideia central por meio da definição de al-
gados não são novos: o medo de uma “invasão migratória”, gum conceito que tenha relação com o núcleo do tema.
os riscos de desemprego para os trabalhadores autóctones, a • Introdução com Indicação do Desenvolvimento
perda da identidade nacional.
São apresentados o tema e os tópicos que serão esclare-
III cidos no desenvolvimento. Numa dissertação-expositiva enu-
Ainda não existe uma legislação internacional sólida sobre meram-se os aspectos que serão relatadas ao longo do texto.
as migrações internacionais. Assim, enquanto que os direitos É muito importante ter atenção com a ordem dessa enu-
relativos ao investimento estrangeiro foram se reforçando cada meração, pois é necessário que ela seja mantida no decorre do
vez mais nas regras estabelecidas para a economia global, pouca desenvolvimento para que se garanta conexão lógica e a pro-
atenção vem sendo dada aos direitos dos trabalhadores.

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gressividade textual. Além disso, todos os itens enumerados
(II e III adaptados de: http://www.migrante.org.br) devem ser abordados no desenvolvimento.
Considerando o que se afirma em I, II e III, desenvolva um É imprescindível, também, que se trate cada tópico em um
texto dissertativo-argumentativo, posicionando-se a respeito parágrafo diferente, porque facilita, para o examinador, a iden-
do seguinte tema: tificação de que foi redigido tudo o que foi apresentado.
2. Dissertação Expositiva e Tipos de Desenvolvimento
O desenvolvimento deve conter a exposição de cada um
Argumentativa dos aspectos enumerados na introdução. Não há uma forma
específica para se escrever esta parte da redação. A continui-
Dissertação Expositiva dade do texto será dada de acordo com a introdução. Ou seja,
a sequência do desenvolvimento deve estar já delimitada no
Na dissertação expositiva, o objetivo do texto é passar co- parágrafo introdutório.
nhecimento para o leitor de maneira clara, imparcial e objetiva. Nunca deixe mencionar tudo o que é solicitado na propos-
Nesse tipo textual, não se faz necessariamente a defesa ta. Se deixar em branco, será atribuída nota zero na correção
REDAÇÃO

de uma ideia, pois não há intenção de convencer o leitor, nem da redação. Isso significa que você deve responder ao questio-
criar debate. Trabalha-se o assunto de maneira atemporal. namento, sem se desviar do tema.
Distinção entre Texto Tipos de Conclusão
Expositivo e Descritivo • Confirmação
É bastante comum que se confunda o texto dissertativo- É a forma mais simples. É feita uma síntese do que foi
-expositivo com o texto descritivo. Vamos à distinção: escrito na redação ou uma confirmação (reforço) da tese que
O texto expositivo tem por objetivo principal informar orientou o texto e foi afirmado na introdução.
com clareza e objetividade. Predomina a linguagem impes- • Solução
soal e objetiva. De forma geral, segue a estrutura da dis- Este tipo é muito usado em pareceres e relatórios, pois há
sertação (introdução, desenvolvimento, conclusão). Como apresentação de solução ou soluções para a tese apresentada 55
exemplo desse tipo de texto, temos aqueles encontrados na introdução.
• Expansão vier — passa a ser entendido como direito essencial à vida em
56 Neste tipo de conclusão, usa-se o melhor argumento ou a comunidade assentada nos princípios da cidadania.
melhor ideia exposta (no desenvolvimento) e é feita uma co- Em relação ao segundo aspecto (exemplos de ação do Es-
nexão com o desenvolvimento, de forma encerrar a discussão tado na luta pela segurança pública), espera-se que o candida-
ou o assunto. to seja capaz de apontar alguns exemplos da necessária ação
• Finalização do Desenvolvimento do poder público para a conquista e a manutenção do clima de
segurança coletiva nas mais diversas comunidades, sobretudo
O parágrafo de conclusão também pode trazer algum as- as mais vulneráveis. Nesse sentido, basta que o candidato se
pecto relevante sobre o tema, em vez de expor uma “conclu- reporte ao próprio texto motivador, tendo em vista que poli-
são, síntese, expansão ou solução”. ciamento adequado e atendimento às demandas básicas da
REDAÇÃO

Para que a redação não fique sem fechamento, é recomen- sociedade são faces de uma mesma moeda.
dável que se use alguma expressão que indique conclusão, Por fim, no que concerne ao terceiro aspecto (ausência do
como: “por fim”, “finalmente”, “por último”, “em último lugar”, poder público e a presença do crime organizado), convém que o
“em conclusão”, etc. candidato faça referência a uma preocupante realidade, por to-
Propostas de Dissertação Expositiva dos sabida: onde há omissão do Estado, a tendência é que esse
vazio seja ocupado por grupos criminosos no atendimento às
Proposta 01 demandas das comunidades. Essa realidade está presente, in-
Convocada pela Defensoria Pública do Rio, a comunidade clusive, em instituições penitenciárias.
do Complexo do Alemão começou a chegar duas horas antes Proposta 02
do combinado. Enfileiraram-se em busca, principalmente, de
Ş
ŝ#-ŝŦ

Um relatório do Conselho de Segurança da Organização das


carteiras de identidade e de trabalho, ícones da entrada na
Nações Unidas constatou que 15 mil pessoas viajaram à Síria e
sociedade formal. Houve duas dúzias de coleta de material
ao Iraque para combater pelo Estado Islâmico e por grupos ex-
genético para exames de comprovação de paternidade. Fo-
tremistas semelhantes. De acordo com o relatório, essas pessoas
ram entrevistadas 180 moradoras sobre saúde, maternidade e
saíram de mais de 80 países, o que inclui um grupo de países
violência doméstica. Uma cidadã transexual foi atrás de orien-
que não havia enfrentado desafios anteriores com relação à Al
tação para trocar de nome. Mães pediram tratamento psico-
Qaeda. Os números reforçam recentes estimativas dos serviços
lógico para filhos com sintomas de síndrome do pânico. Se-
de inteligência dos Estados Unidos da América sobre o escopo
gundo a presidenta da Associação de Defensores Públicos do
do problema dos combatentes estrangeiros, que, conforme o
Estado do Rio de Janeiro, “quando conversamos, percebemos
relatório, se agravou apesar das ações agressivas das forças an-
que a violência permeia o discurso. Mas os moradores têm ou-
titerroristas e das redes mundiais de vigilância. Os números refe-
tras demandas. Denunciam a falta de alguma instituição que
rentes ao período iniciado em 2010 são superiores aos números
os defenda da vulnerabilidade”. A agenda dos moradores do
referentes ao total de combatentes estrangeiros nas fileiras ter-
Alemão envolve cinco ações: moradia, saneamento, educação
técnico-profissional, políticas para jovens e espaços de lazer, roristas entre 1990 e 2010 — e continuam crescendo.
Folha de S.Paulo, 1.º/11/2014, p. 10, caderno Mundo 2 (com adaptações).
esporte e cultura.
Flávia Oliveira. Demanda cidadã. In: O Globo, 27/5/2015, p. 28 (com Considerando que o fragmento de texto acima tem caráter
adaptações). unicamente motivador, redija um texto dissertativo acerca do
Considerando que o fragmento de texto acima tem caráter tema a seguir.
unicamente motivador, redija um texto dissertativo acerca do A CIVILIZAÇÃO CONTEMPORÂNEA E O TERRORISMO
seguinte tema. Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os se-
SEGURANÇA PÚBLICA: POLÍCIA E POLÍTICAS PÚBLICAS guintes aspectos:
Ao elaborar seu texto, faça o que se pede a seguir. < o 11 de Setembro de 2001 e a nova escalada terrorista;
< Disserte a respeito da segurança como condição para o [valor: 4,00 pontos]
exercício da cidadania. [valor: 25,50 pontos] < o Estado Islâmico: intolerância e agressividade; [valor:
< Dê exemplos de ação do Estado na luta pela segurança 4,00 pontos]
pública. [valor: 25,50 pontos] < a reação mundial ao terrorismo. [valor: 4,00 pontos]
< Discorra acerca da ausência do poder público e a presença • Padrão de Resposta da Banca
do crime organizado. [valor: 25,00 pontos] Espera-se que, relativamente ao primeiro aspecto (O 11 de
• Padrão de Resposta da Banca setembro de 2001 e a nova escalada terrorista), o candidato
Espera-se que, relativamente ao primeiro aspecto propos- mencione o impacto causado em todo o mundo pela ação do
to (a segurança como condição para o exercício da cidadania), terror (Al Qaeda) em território norte-americano, atingindo o
o candidato afirme a impossibilidade real e concreta do pleno prédio do Pentágono, em Washington, e destruindo por com-
exercício da cidadania em um cenário de dramática inseguran- pleto as torres do World Trade Center, em Nova Iorque. A pronta
ça. Tal como dicionarizado, o conceito de cidadania remete ao e vigorosa reação dos EUA (governo Bush) alterou a legislação
“indivíduo que, como membro de um Estado, usufrui de direi- do país, com algum tipo de cerceamento das liberdades, e se
tos civis e políticos garantidos pelo mesmo Estado e desem- estendeu por várias partes do mundo, a começar pela identifica-
penha os deveres que lhe são atribuídos”. Viver em paz, sem ção de países considerados fontes permanentes de ações agres-
o contínuo temor de ser vítima de agressão — venha de onde sivas contra os EUA, definidos como “Eixo do Mal”. Em verdade,
o 11 de setembro de 2001 deu inédita visibilidade ao terrorismo do sistema produtivo conhecido como Revolução Industrial. O
impulsionado pelo fanatismo religioso, que se manifestou em certo é que, em muitos países, ainda não há legislação plena-
outros locais, como, por exemplo, Londres e Madri. mente ativa para controlar o descarte de eletrônicos. No Brasil,
Quanto ao segundo aspecto (Estado Islâmico: intolerância verifica-se reiterada tentativa de burlar a legislação a respeito.
e agressividade), o candidato poderá destacar a intenção do Esse descarte, feito de modo inadequado, agride violentamen-
grupo de instituir um califado muçulmano, com a conquista de te o meio ambiente.
territórios hoje integrantes da Síria e do Iraque, sua absoluta Quanto ao segundo aspecto (a globalização da rota do trá-
subordinação a uma visão estreita e radical do islã, além da fico de resíduos eletrônicos), espera-se que o candidato apon-
chocante violência de seus atos, como a decapitação de pri- te a relação existente entre a globalização da economia e a do
sioneiros, em cenas gravadas e divulgadas pelo mundo afora. tráfico desses resíduos. Em geral, como indicado no texto mo-
Outro direcionamento para o segundo aspecto é o aliciamento tivador, esse descarte criminoso é feito pelas economias mais
de jovens para a luta armada por meio das redes sociais, por desenvolvidas na direção de países periféricos e mais pobres.
exemplo. Relativamente ao terceiro ponto (os lucros gerados pelos
Por fim, o terceiro aspecto a ser focalizado (A reação mun- resíduos e a ação do crime organizado), espera-se que o can-
dial ao terrorismo) deverá levar o candidato a se referir às ma- didato lembre que, devido à falta de monitoramento e à fragili-
dade da fiscalização, essa atividade ilegal torna-se por demais
nifestações da opinião pública mundial, que tende a repudiar
atraente em termos financeiros, sem maiores riscos para quem
maciçamente atitudes dessa natureza, à ação de organismos
dela se ocupa. É onde entra o crime organizado global, que
internacionais (como a citada ONU) e à reação objetiva de
tem se diversificado e investido em resíduos. O próprio texto
muitos países (particularmente os ocidentais, à frente os EUA), motivador deixa transparecer que o descarte do lixo eletrôni-
agindo civil e militarmente para frear a ação terrorista. Além co, tal como visto nos exemplos citados, acaba sendo mais um
disso, ao abordar os aspectos citados no comando da prova, ramo do crime organizado global, integrando a extensa teia
espera-se que o candidato mencione o interesse econômico que envolve lavagem de dinheiro, comércio de armas, tráfico
subjante às atividades terroristas, o que decorre sobretudo do humano, fraudes na área esportiva, avanço ilegal sobre a bio-
interesse por fontes naturais, tais como petróleo e gás natural. diversidade, entre tantos outros.
Proposta 03 Proposta 04
Em um lixão de Gana, carcaças de computadores espalha- Considerando que o contexto que envolve as drogas ilíci-
das em meio a todo o tipo de dejetos chamam a atenção por tas, redija um texto dissertativo que atenda, necessariamente,
etiquetas que identificam sua procedência: delegacias, conse- ao que se pede a seguir:
lhos públicos e até universidades britânicas. O mesmo acon- AS DROGAS ILÍCITAS NA CONTEMPORANEIDADE
tece em lixões da China, com produtos oriundos da Europa ou
> O problema social das drogas ilícitas no mundo contem-
dos Estados Unidos da América (EUA). Já na América Central,
porâneo

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ŝ#-ŝŦ
um navio saído dos EUA passa por países pobres tentando
encontrar um terreno que aceite o depósito do que dizem ser > O fracasso da política antidrogas militarizada
fertilizante, mas que na verdade são cinzas de produtos ele- > Alternativas à atual política antidrogas
trônicos. Parte do material, rico em arsênio, chumbo e outras • Padrão de Resposta da Banca
substâncias tóxicas, é jogado em uma praia do Haiti, outra Espera-se que, em relação ao primeiro item (“O problema
parte atirada no oceano. Não tão distante, 353 toneladas de social das drogas ilícitas no mundo contemporâneo”), o can-
resíduos de televisores são trazidos dos EUA em contêineres didato aponte as drogas como um grave problema social da
ao Porto de Navegantes, em Santa Catarina (carga devolvida contemporaneidade. Sem distinção de classes sociais e presente
à origem). em todas elas, o uso de drogas ilícitas instalou-se no interior das
O Globo, 24/8/2015, p. 21 (com adaptações). sociedades, e é, sob muitos aspectos, elemento fundamental
Considerando que o fragmento de texto acima tem caráter para a desestruturação familiar e para a exacerbação da violên-
unicamente motivador, redija um texto dissertativo acerca do cia. Além disso, contribui decisivamente para o adensamento do
seguinte tema. crime organizado, cuja atuação, cada vez mais, ocorre em escala
LIXO ELETRÔNICO: O PLANETA EM PERIGO global.
REDAÇÃO

Ao elaborar seu texto, aborde os seguintes aspectos: No que concerne ao segundo item (“O fracasso da política an-
< lixo eletrônico: a outra face do desenvolvimento; [valor: tidrogas militarizada”), espera-se que o candidato pondere, por
3,50 pontos] exemplo, que o custo do combate às drogas é elevado, seja no
< a globalização da rota do tráfico de resíduos eletrônicos; que se refere a vidas humanas, seja no que se refere ao dinheiro
[valor: 3,00 pontos] nele aplicado. Em suma, pode-se afirmar que, se determinados
instrumentos utilizados por cinco décadas não apresentaram re-
< os lucros gerados pelos resíduos e a ação do crime orga- sultados, esses métodos são ineficazes, o que leva à reflexão sobre
nizado. [valor: 3,00 pontos] a conveniência de substituí-los.
• Padrão de Resposta da Banca Por fim, em relação ao terceiro item (“Alternativas à atual
Espera-se que, em relação ao primeiro tópico proposto política antidrogas”), espera-se que o candidato alegue que
(lixo eletrônico: a outra face do desenvolvimento), o candidato estão em marcha atitudes que podem ser uma alternativa in-
identifique nesses resíduos eletrônicos a outra e danosa face teressante à atual política antidrogas militarizada, por exem- 57
do desenvolvimento trazido pelo processo de transformação plo, a rejeição à pulverização pura e simples dos campos de
cultivo de coca, planta da qual é feita a cocaína; a permissão persuasão. Por isso, a coerência entre as ideias e a clareza na
58 para o cultivo de pequenas plantações de coca; a plantação de forma de expressão são elementos fundamentais.
maconha para fins medicinais e, sobretudo, ação de lideranças
políticas (no Brasil, com destaque para o ex-presidente Fer- Estrutura
nando Henrique Cardoso), que defendem a descriminalização A estrutura lógica da dissertação consiste em: introdução
do uso da maconha, a qual distingue claramente o usuário e o (apresenta o tema a ser discutido); desenvolvimento (expõe
traficante. os argumentos e ideias sobre o tema, com fundamento em
fatos, exemplos, testemunhos e provas do que se pretende
Proposta 05
demonstrar); e conclusão (traz o desfecho da redação, com a
Considerando o contexto que envolve as drogas ilícitas, finalidade de reforçar a ideia inicial).
REDAÇÃO

redija um texto dissertativo que atenda, necessariamente, ao


que se pede a seguir: Parágrafo
A MOBILIDADE HUMANA NA MODERNIDADE O parágrafo é uma unidade do todo que é o texto. Perceba
- fatores que levam milhares de pessoas a enfrentar a peri- que a redação trata de um único assunto, que é aquele apre-
gosa travessia do Mediterrâneo sentado no comando. Assim, dividimos o texto em parágrafos
- o dilema moral vivido pela Europa entre receber ou rejei- para que a leitura seja fluida, de acordo com a abordagem re-
tar os imigrantes servada a cada um dos parágrafos.
- o papel da opinião pública internacional na sociedade Elementos Contidos em um Parágrafo
contemporânea
Todo parágrafo possui uma ideia central, que é o tópico
• Padrão de Resposta da Banca principal. Geralmente, ela se encontra na introdução do pará-
Ş
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Espera-se que, ao abordar o primeiro item proposto (fa- grafo. Em torno dessa ideia central, temos ideias secundárias
tores que levam milhares de pessoas a enfrentar a perigosa que dão desenvolvimento ao parágrafo. Vale ressaltar que
travessia do Mediterrâneo), o candidato enfatize, no mínimo, muitos parágrafos ainda possuem uma conclusão, a qual tem
dois aspectos determinantes para as atuais levas de milhares como função sintetizar o conteúdo dele.
de imigrantes que buscam, na Europa, as condições elementa- Outro elemento não obrigatório, mas de suma importância,
res de uma vida razoavelmente digna que não mais encontram é o termo que faz a relação entre os parágrafos. Geralmente se
em seus países de origem. De um lado, a fome e a miséria, encontra do segundo parágrafo em diante e objetiva fazer a
quadro que tão bem representa a situação vivida, em larga conexão lógica das ideais presentes em cada parágrafo. Logo,
medida, por habitantes da África subsaariana. De outro, a ação podemos afirmar que um parágrafo adequado possui clareza,
truculenta de governos despóticos e corruptos, além da mul- objetividade, coerência, coesão e conteúdo adequado.
tiplicação de guerras civis, às vezes, ensejando autênticos ge- Quanto ao tamanho dos parágrafos, é importante que haja
nocídios. Especificamente em relação ao Oriente Médio, desta- uma harmonia entre eles. Dessa forma, deve-se redigir pará-
ca-se a caótica realidade experimentada pela Síria, na qual se grafos de tamanhos semelhantes, não necessariamente iguais.
associam um governo ditatorial, rivalidades religiosas levadas Ademais, é importante não fazer parágrafos muito grandes.
ao extremo e a ação implacável do terrorismo. Como cada parágrafo possui uma ideia principal, não se
Em relação ao segundo tópico (o dilema moral vivido pela recomenda escrever um parágrafo com apenas um período
Europa entre receber ou rejeitar os imigrantes), espera-se que ou misturar ideias em um mesmo parágrafo. Dessa maneira, o
o candidato se reporte ao intenso debate travado no âmbito ideal é reservar um parágrafo para cada ideia e(ou) argumen-
da União Europeia, quando alguns membros compreende- tação abordada ou então daquelas contidas na enumeração
ram a imperiosa necessidade de se encontrarem meios para a feita na introdução.
recepção de certo número de imigrantes, como é o caso, por Por fim, vamos novamente às regrinhas básicas: não faça
exemplo, da Alemanha, enquanto outros, particularmente na parágrafos excessivamente longos e confusos, pois o exami-
Europa do Leste, ofereciam resistência explícita ao acolhimen- nador se cansará facilmente e não compreenderá seu texto.
to desses imigrantes.
Por outro lado, também não faça parágrafos excessivamente
Por fim, quanto ao terceiro ponto (o papel da opinião pú- curtos, que não contenham o devido desenvolvimento da
blica internacional na sociedade contemporânea), espera-se ideia principal.
que o candidato lembre ser este um elemento definidor da
contemporaneidade: milhares de pessoas saem às ruas e se Exemplos
manifestam, por todos os meios, em face de determinados A seguir, há dois parágrafos que podem servir como intro-
acontecimentos, como atos terroristas e o desespero desses dução de um texto. Pode-se perceber que há uma organização
milhares de imigrantes. Esse fenômeno de participação cida- interna que garante uma leitura rápida e eficaz. Além disso, há
dã tem forçado os governos a tomarem certas atitudes que, dois elementos básicos: a apresentação do assunto e o objetivo
muitas vezes, não se situavam em seu campo de alternativas. do texto.
01. Considera-se a humanização no ambiente de trabalho
Dissertação Argumentativa uma das principais características com a qual a empre-
A dissertação argumentativa consiste na exposição de sa deve preocupar-se a fim de que alcance bons resul-
ideias a respeito de um tema, de forma técnica e impessoal, tados, afinal, o capital humano é o bem mais precioso
com base em raciocínios e argumentações. Tem por objetivo de uma instituição e o responsável por mantê-la ativa
a defesa ou a contestação de um ponto de vista por meio da no mercado em geral. Além disso, a CF tem como um
de seus fundamentos a dignidade da pessoa humana, conta, por um lado, de que a educação e as necessidades bási-
a qual garante aos indivíduos um tratamento justo e cas do ser humano deveriam ser gerenciadas pela pólis (Esta-
igualitário para uma vida com qualidade. Logo, por ser do); por outro lado, viu que era preciso, de algum modo, isolar
um fundamento básico e irradiante, e alcançar todas as para educar, porém, sem reclusão, porque a virtude do caráter
áreas do Direito, precisa ser garantido nas relações tra-
político não se reduz, afinal, a um modelo ou teoria, tampouco
balhistas.
02. A fim de alcançar a cidadania, que de certa forma é um ao recinto de uma instituição ou de uma pólis.
meio para a busca da ordem e do progresso social, o (Adaptado de: SPINELLI, Miguel. Epicuro e as bases do epicurismo, São
Estado tem o dever, como cita a Constituição Federal, Paulo, Paulus, 2013, p. 8)
de promover a segurança pública. Por esse motivo, é Com base no excerto acima, escreva uma dissertação justi-
coerente afirmar que é preciso ofertar, de forma ho- ficando amplamente seu ponto de vista.
mogênea, a possibilidade de “execução” da cidadania
por todos do povo. Proposta 05
I
Propostas de Dissertação Expositiva
Para além da fidelidade e integridade da informação, pro-
Proposta 01 blema que se impunha com os veículos tradicionais da mídia,
Elabore um texto dissertativo-argumentativo abordando o hoje, com a internet, o homem enfrenta um novo desafio: dis-
seguinte tema: É possível conciliar os interesses pessoais do tinguir, de uma profusão de informações supérfluas, as que lhe
trabalhador e os interesses da organização? importam na formação de um pensamento que garanta sua
Proposta 02 identidade e papel social.
A internet é uma mídia que ainda vai provocar muitas II
modificações entre as pessoas. Estamos apenas adentrando Ponto de vista não é apenas a opinião que desenvolvemos
essa nova era, que, no Brasil, teve início em 1996. Capistrano sobre determinado assunto, mas também o lugar a partir de
de Abreu dizia que os colonizadores portugueses ficaram, du- onde consideramos o mundo e que influencia de maneira ca-
rante vários séculos, como caranguejos, apenas arranhando as
bal nossas percepções e ações.
costas do Brasil, sem adentrar seu território, nem dominar as
regiões desconhecidas. Em relação à internet, somos os novos III
caranguejos do início do século XXI, sem desvendar com se- Todos os homens voltam para casa.
gurança as possibilidades desse meio de comunicação revolu- Estão menos livres mas levam jornais
cionário na produção e propagação de saberes. Não sabemos
ainda o que acontecerá e como se dará; por isso, não podemos e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

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ŝ#-ŝŦ
fazer previsões estanques. (ANDRADE, Carlos Drummond de. “A flor e a náusea”)
SHEPERD, T.; SALIÉS, T. In: Linguística da internet. São Paulo: Contexto, Redija um texto dissertativo-argumentativo a partir do
2012. p.91 que se afirma em I, II e III.
Redija um texto dissertativo-argumentativo em que se discu-
ta se o uso da internet trouxe mais benefícios ou mais malefícios Proposta 06
ao indivíduo e à sociedade. Apresente argumentos que funda- As Olimpíadas eram uma série de competições esportivas
mentem sua posição. que, de quatro em quatro anos, reuniam atletas das cidades-
Proposta 03 -estado que formavam a Grécia Antiga. Surgiram em 776 a.C.
Apesar da presunção de veracidade que confere auto- na cidade de Olímpia e se realizaram até 393 d.C. Tinham gran-
ridade, interesse e sedução a todas as fotos, a obra que os de importância por seu caráter religioso, político e esportivo,
fotógrafos produzem não constitui uma exceção genérica ao e buscavam a harmonia entre cidades, com a trégua entre
comércio usualmente nebuloso entre arte e verdade. Mesmo conflitos e guerras, além da valorização da saúde e do corpo
quando os fotógrafos estão muito mais preocupados em es- saudável. Ressurgiram em 1896, com o objetivo de retomar
pelhar a realidade, ainda são assediados por imperativos de os ideais olímpicos na interação entre os povos, e estiveram
REDAÇÃO

gosto e de consciência. [...] O problema não é que as pessoas sujeitas a interferências políticas no decorrer do tempo. Os
se lembrem através das fotografias, mas que se lembrem ape-
nas das fotografias. Jogos Panamericanos, mais recentes, também realizados de
(SONTAG, Susan. “Na caverna de Platão”, em Sobre a Fotografia, São quatro em quatro anos, são evento multiesportivo, que tem
Paulo, Companhia das Letras, 2008) por base os Jogos Olímpicos e, como indica o próprio nome,
A partir do trecho acima, escreva um texto dissertativo-ar- reúne atletas dos países do continente americano. Na atualida-
gumentativo sobre o seguinte tema: A imagem como produtora de, no entanto, parece haver confluência de interesses bastan-
de sentidos na modernidade te diversos na realização desses eventos, de modo a acirrar o
Proposta 04 espírito competitivo e a expor o poder, até mesmo financeiro,
Epicuro havia percebido que as leis não educam: que não de alguns países.
eram feitas para serem propriamente obedecidas, mas para Diante do que se expôs acima, redija um texto dissertati- 59
garantir, sobretudo, a possibilidade de punição. Ele se deu vo-argumentativo sobre o seguinte tema.
60 RLMMATEMÁTICA
e MATEMÁTICA Ş
ŝ#-ŝŦ

ÍNDICE
1. Proposições ................................................................................................................63
Definições ..................................................................................................................................... 63
Tabela-Verdade e Conectivos Lógicos ......................................................................................... 63
Equivalências Lógicas ................................................................................................................... 65
Tautologias, Contradições e Contingências ................................................................................. 66
Relação entre Todo, Algum e Nenhum ......................................................................................... 66
2. Argumentos ...............................................................................................................67
Definições ..................................................................................................................................... 67
Métodos para Classificar os Argumentos ..................................................................................... 68
3. Psicotécnicos ............................................................................................................ 69
4. Análise Combinatória ................................................................................................ 69
Definição ....................................................................................................................................... 69
Fatorial.......................................................................................................................................... 69
Princípio Fundamental da Contagem (PFC) ................................................................................. 70
Arranjo e Combinação .................................................................................................................. 70
Permutação .................................................................................................................................. 70
5. Probabilidade.............................................................................................................72
Definições ..................................................................................................................................... 72
Fórmula da Probabilidade ............................................................................................................ 72
Eventos Complementares............................................................................................................. 72
Casos Especiais de Probabilidade ................................................................................................ 72
6. Noções de Estatística..................................................................................................74
Definições ..................................................................................................................................... 74
Tabelas.......................................................................................................................................... 74
Gráficos ......................................................................................................................................... 75
Medidas Descritivas ...................................................................................................................... 75
Definições ..................................................................................................................................... 79
Subconjuntos ................................................................................................................................ 79
Operações com Conjuntos ............................................................................................................ 79
7. Conjuntos Numéricos ................................................................................................. 80
Números Naturais .........................................................................................................................80
Números Inteiros ..........................................................................................................................80
Operações e Propriedades dos Números Naturais e Inteiros .......................................................80
Números Racionais .......................................................................................................................80
Operações com os Números Racionais ..........................................................................................81
Números Irracionais...................................................................................................................... 82
Ş
ŝ#-ŝŦ RLM e MATEMÁTICA 61

Números Reais .............................................................................................................................. 82


Intervalos ...................................................................................................................................... 82
Múltiplos e Divisores ..................................................................................................................... 82
Números Primos ........................................................................................................................... 82
MMC e MDC ................................................................................................................................... 83
Divisibilidade ................................................................................................................................ 83
Expressões Numéricas .................................................................................................................. 83
8. Sistema Legal de Medidas ...........................................................................................83
Medidas de Tempo........................................................................................................................ 83
Sistema Métrico Decimal .............................................................................................................. 83
9. Razões e Proporções ................................................................................................. 84
Grandeza....................................................................................................................................... 84
Razão ............................................................................................................................................ 84
Proporção ..................................................................................................................................... 84
Divisão em Partes Proporcionais .................................................................................................. 85
Regra das Torneiras ...................................................................................................................... 85
Regra de Três ................................................................................................................................ 86
10. Porcentagem e Juros ............................................................................................... 86
Porcentagem ................................................................................................................................ 86
Lucro e Prejuízo ............................................................................................................................ 86
Juros Simples ................................................................................................................................ 86
Juros Compostos .......................................................................................................................... 87
Capitalização ................................................................................................................................ 87
11. Sequências Numéricas ...............................................................................................87
Conceitos ...................................................................................................................................... 87
Lei de Formação de uma Sequência ............................................................................................. 87
Progressão Aritmética (P.A.)........................................................................................................ 87
Progressão Geométrica (P.G.) ...................................................................................................... 88
12. Matrizes, Determinantes e Sistemas Lineares ............................................................ 90
Matrizes ........................................................................................................................................90
Representação de uma Matriz ......................................................................................................90
Lei de Formação de uma Matriz ....................................................................................................90
Tipos de Matrizes ..........................................................................................................................90
Operações com Matrizes................................................................................................................91
Determinantes .............................................................................................................................. 92
Sistemas Lineares ......................................................................................................................... 95
Resolução de um Sistema Linear .................................................................................................. 95
62 RLM e MATEMÁTICA Ş
ŝ#-ŝŦ

13. Funções, Função Afim e Função Quadrática ............................................................... 96


Definições, Domínio, Contradomínio e Imagem........................................................................... 96
Raízes............................................................................................................................................ 97
Funções Injetoras, Sobrejetoras e Bijetoras ................................................................................. 97
Funções Crescentes, Decrescentes e Constantes ......................................................................... 97
Funções Inversas e Compostas ..................................................................................................... 97
Função Afim .................................................................................................................................. 97
Função Quadrática........................................................................................................................ 99
14. Função Exponencial e Função Logarítmica ............................................................... 103
Equação e Função Exponencial ...................................................................................................103
Equação e Função Logarítmica ....................................................................................................103
15. Trigonometria .........................................................................................................104
Triângulos ....................................................................................................................................104
Trigonometria no Triângulo Retângulo .......................................................................................105
Trigonometria num Triângulo Qualquer ......................................................................................105
Medidas dos Ângulos ...................................................................................................................105
Ciclo Trigonométrico ...................................................................................................................106
Funções Trigonométricas ............................................................................................................106
Identidades e Operações Trigonométricas..................................................................................107
16. Geometria Plana ..................................................................................................... 108
Semelhanças de Figuras ..............................................................................................................108
Relações Métricas nos Triângulos ................................................................................................108
Quadriláteros ...............................................................................................................................109
Polígonos Regulares .................................................................................................................... 110
Círculos e Circunferências ............................................................................................................ 110
Polígonos Regulares Inscritos e Circunscritos .............................................................................. 111
Perímetros e Áreas dos Polígonos e Círculos ...............................................................................113
17. Geometria Espacial...................................................................................................114
Retas e Planos...............................................................................................................................114
Prismas .........................................................................................................................................116
Cilindro .........................................................................................................................................119
Cone Circular................................................................................................................................120
Pirâmides ......................................................................................................................................121
Esfera ........................................................................................................................................... 123
1. Proposições será falsa, e se uma proposição for falsa, a sua negação será
verdadeira.
A matéria é fácil e, com um pouco de concentração, con- Os símbolos da negação são (~) ou (¬) antes da letra que
segue-se aprendê-la e principalmente dominar a matéria e representa a proposição.
garantir sua aprovação. Ex.: p: 3 é ímpar;
~p: 3 não é ímpar;
Definições ™p: 3 é par (outra forma de negar a proposição).
Proposição é uma declaração (sentença declarativa, com Lei da dupla negação:
sujeito “definido”, verbo e sentido completo) que pode ser ~(~p) = p, negar uma proposição duas vezes significa vol-
classificada em valores como verdadeiro e falso. tar para própria proposição:
São exemplos de proposições: q: 2 é par;
p: Daniel é enfermeiro. ~q: 2 não é par;
Q: Leo foi à Argentina. ~(~q): 2 não é ímpar; portanto;
a: Luiza adora brincar. q: 2 é par.
B: Rosário comprou um carro. Tipos de Proposição
Essas letras “p”, “Q”, “a”, “B”, servem para representar As proposições são de apenas dois tipos, simples ou com-
(simbolizar) as proposições. postas. A principal diferença entre as proposições simples e as
Valores Lógicos das Proposições compostas é a presença do conectivo lógico nas proposições
compostas; além disso, tem-se também que as proposições
Uma proposição só pode ser classificada em dois valores
lógicos, que são o Verdadeiro (V) ou o Falso (F), não admi- compostas podem ser divididas, enquanto as proposições
tindo outro valor. simples não. Outro detalhe é que as proposições simples têm
apenas um verbo enquanto as compostas têm mais de um
As proposições têm três princípios básicos, sendo um de-
les o princípio fundamental que é: verbo. Observe o quadro para diferenciar mais fácil os dois
tipos de proposição.
Princípio da não contradição: diz que uma proposição não
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Simples (atômicas) Compostas (moleculares)
Não têm conectivo lógico Têm conectivo lógico
Os outros dois são:
Não podem ser divididas Podem ser divididas
Princípio da identidade: diz que uma proposição verda-
1 verbo + de 1 verbo
deira sempre será verdadeira e uma falsa sempre será falsa.
Princípio do terceiro excluído: diz que uma proposição só Conectivo Lógico

Ş
ŝ#-ŝŦ
pode ter dois valores lógicos, ou o de verdadeiro ou o de falso, Serve para unir as proposições simples, formando propo-
não existindo um terceiro valor. sições compostas. São eles:
Sentenças Abertas e e: conjunção (^)
Quantificadores Lógicos ou: disjunção (›)
ou..., ou: disjunção exclusiva (›)
Existem algumas “sentenças abertas” que aparecem com
se..., então: condicional (o)
incógnitas (termo desconhecido), como por exemplo: “x + 2 =
5”, não sendo consideradas proposições, já que não se pode se..., e somente se: bicondicional (l)
classificá-las sem saber o valor de “x”, porém, com o uso dos Alguns autores consideram a negação (~) como um conecti-
quantificadores lógicos, elas tornam-se proposições, uma vez vo, porém aqui não faremos isso, pois os conectivos servem para
que esses quantificadores passam a dar valor ao “x”. formar proposição composta, e a negação faz apenas a mudança
do valor das proposições.
Os quantificadores lógicos são:
O “e” possui alguns sinônimos, que são: “mas”, “porém”,
RLM e MATEMÁTICA

: para todo; qualquer que seja; todo; “nem” (nem = e não) e a própria vírgula. O condicional tam-
: existe; existe pelo menos um; algum; bém tem alguns sinônimos que são: “portanto”, “quando”,
: não existe; nenhum. “como” e “pois” (pois = condicional invertido. Ex.: A, pois B
Ex.: = B ї A).
x + 2 = 5 (sentença aberta - não é proposição) Ex.:
p: x, x + 2 = 5 (lê-se: existe x tal que, x + 2 =5). Agora é a: Danilo foi à praia (simples).
proposição, uma vez que agora é possível classificar a b: Giovanna está brincando (simples).
proposição como verdadeira, já que sabemos que tem p: Danilo foi a praia se, e somente se Giovanna estava
um valor de “x” que somado a dois é igual a cinco. brincando (composta).
q: se 2 é par, então 3 é ímpar (composta).
Negação de Proposição
(Modificador Lógico) Tabela-Verdade e Conectivos Lógicos
Negar uma proposição significa modificar o seu valor ló- A tabela-verdade nada mais é do que um mecanismo 63
gico, ou seja, se uma proposição é verdadeira, a sua negação usado para dar valor às proposições compostas (que também
serão ou verdadeiras ou falsas), por meio de seus respectivos
64 conectivos.
A primeira coisa que precisamos saber numa tabela-ver-
dade é o seu número de linhas, e que esse depende do número P Q
de proposições simples que compõem a proposição composta.
Número de linhas = 2n, em que “n” é o número de proposições
simples que compõem a proposição composta. Portanto se hou-
RLM e MATEMÁTICA

ver 3 proposições simples formando a proposição composta então


a tabela dessa proposição terá 8 linhas (23 = 8). Esse número de Valor lógico de uma proposição composta por disjunção
linhas da tabela serve para que tenhamos todas as relações possí- (ou) = tabela-verdade da disjunção (›).
veis entre “V” e ”F” das proposições simples. Veja: Uma proposição composta por disjunção só será falsa se
todas as suas proposições simples que a compõem forem fal-
P Q R
sas, caso contrário, a disjunção será verdadeira.
V V V Ex.: P ›Q
V V F
P Q P›Q
V F V
V V V
V F F
V F V
F V V
F V V
F V F
F F F
Ş
ŝ#-ŝŦ

F F V
F F F Representando por meio de conjuntos, temos: P › Q
Observe que temos todas as relações entre os valores lógi-
cos das proposições, que sejam: as 3 verdadeiras (1ª linha), as
3 falsas (última linha), duas verdadeiras e uma falsa (2ª, 3ª e 5ª
linhas), e duas falsas e uma verdadeira (4ª, 6ª e 7ª linhas). Nes- P Q
sa demonstração, temos uma forma prática de como se pode
organizar a tabela, sem se preocupar se foram feitas todas re-
lações entres as proposições.
Valor lógico de uma proposição composta por disjunção
Para o correto preenchimento da tabela, devemos seguir exclusiva (ou, ou) = tabela-verdade da disjunção exclusiva
algumas regras: (›).
▷ Comece sempre pelas proposições simples e suas Uma proposição composta por disjunção exclusiva só será
negações, se houver; verdadeira se as suas proposições simples que a compõem ti-
▷ Resolva os parênteses, colchetes e chaves, respec- verem valores diferentes, caso contrário, a disjunção exclusiva
tivamente (igual à expressão numérica), se houver; será falsa.
▷ Faça primeiro as conjunções e disjunções, depois os Ex.: P › Q
condicionais e por último os bicondicionais;
▷ A última coluna da tabela deverá ser sempre a P Q P›Q
da proposição toda, conforme as demonstrações V V F
adiante. V F V
O valor lógico de uma proposição composta depende dos
F V V
valores lógicos das proposições simples que a compõem assim
como do conectivo utilizado, e é o que veremos a partir de F F F
agora.
Representando por meio de conjuntos, temos: P › Q
Valor lógico de uma proposição composta por conjunção (e)
= tabela-verdade da conjunção (š).
Uma proposição composta por conjunção só será verda-
deira se todas as suas proposições simples que a compõem P Q
forem verdadeiras, caso contrário, a conjunção será falsa.
Ex.: P š Q
P Q PšQ
V V V Valor lógico de uma proposição composta por condicio-
V F F
nal (se, então) = tabela-verdade do condicional (o).
Uma proposição composta por condicional só será falsa se
F V F
a primeira proposição (também conhecida como antecedente
F F F ou condição suficiente) for verdadeira e a segunda proposição
Representando por meio de conjuntos, temos: P š Q (também conhecida como consequente ou condição neces-
sária) for falsa; nos demais casos, o condicional será sempre Atente-se para o princípio da equivalência. A tabela-ver-
verdadeiro. dade está aí só para demonstrar a igualdade.
Ex.: P o Q Seguem algumas demonstrações das mais importantes:
P Q PїQ P ^ Q = Q ^ P: basta trocar as proposições simples de lugar
– também chamada de recíproca.
V V V
V F F P Q PšQ QšP

F V V V V V V
F F V V F F F

Representando por meio de conjuntos, temos: Po Q F V F F

Q F F F F
P P › Q = Q › P: basta trocar as proposições simples de lugar
– também chamada de recíproca.
P Q PvQ QvP
V V V V
V F V V
Valor lógico de uma proposição composta por bicondicio- F V V V
nal (se e somente se) = tabela-verdade do bicondicional (ў). F F F F
Uma proposição composta por bicondicional é verdadeira
sempre que suas proposições simples que a compõem têm va- P › Q = Q › P: basta trocar as proposições simples de lugar
lores iguais, caso contrário, ela será falsa. - também chamada de recíproca.
No bicondicional, “P” e “Q” são ambos suficientes e neces- P › Q = ~P › ~Q: basta negar as proposições simples –
sários ao mesmo tempo. também chamada de contrária.
Ex.: P o Q P › Q = ~Q › ~P: troca as proposições simples de lugar e
negam-se – também chamada de contra-positiva.
P Q PїQ
V V V
P › Q = (P š ~Q) › (~P š Q): observe aqui a exclusividade
dessa disjunção.
V F F
F V F
(P š ~Q) ›
F F V P Q ~P ~Q P š ~Q ~P š Q P › Q Q › P ~P › ~Q ~Q › ~P
(~P š Q)

Ş
ŝ#-ŝŦ
Representando por meio de conjuntos, temos: P o Q V V F F F F F F F F F
P=Q V F F V V F V V V V V
F V V F F V V V V V V
F F V V F F F F F F F

P ў Q = Q ў P: basta trocar as proposições simples de


lugar - também chamada de recíproca.
P ў Q = ~P ў ~Q: basta negar as proposições simples –
Proposição também chamada de contrária.
Verdadeira quando... Falsa quando... P ў Q = ~Q ў ~P: troca as proposições simples de lugar
composta
RLM e MATEMÁTICA

PšQ P e Q são verdadeiras Pelo menos uma falsa e negam-se – também chamada de contra- positiva.
P ў Q = (P o Q) š (Q o P): observe que é condicional
Pelo menos uma
P›Q P e Q são falsas para os dois lados, por isso bicondicional.
verdadeira
P e Q têm valores (PїQ) š
P›Q P e Q têm valores iguais P Q ~P ~Q PїQ QїP PўQ QўP ~Pў~Q ~Qў~P
diferentes (QїP)
V V F F V V V V V V V
P = verdadeiro, q = ver-
PїQ P = verdadeiro e Q = falso
dadeiro ou P = falso V F F V F V F F F F F
P e Q têm valores F V V F V F F F F F F
PўQ P e Q têm valores iguais
diferentes F F V V V V V V V V V

Equivalências Lógicas P o Q = ~Q o ~P: troca as proposições simples de lugar e


Duas ou mais proposições compostas são ditas equivalen- nega-se – também chamada de contra-positiva.
tes quando são formadas pelas mesmas proposições simples e P o Q = ~P › Q: negam-se o antecedente ou mantém o 65
suas tabelas verdades (resultado) são iguais. consequente.
P Q ~P ~Q PїQ ~Qї~P ~P › Q P Q PўQ ~( P ў Q) P›Q
66 V V V F F
V V F F V V V
V F F V F F F V F F V V
F V F V V
F V V F V V V
F F V F F
F F V V V V V
Tautologias, Contradições
RLM e MATEMÁTICA

Equivalências mais importantes e mais cobradas em con-


cursos. e Contingências
Tautologia: proposição composta que é sempre verdadei-
Negação de Proposição Composta ra independente dos valores lógicos das proposições simples
São também equivalências lógicas; vejamos algumas delas: que a compõem.
~(P š Q) = ~P › ~Q (Leis De Morgan) (P š Q) o (P › Q)
Para negar a conjunção, troca-se o conectivo e (š) por ou P Q PšQ PvQ (P š Q) ї (P v Q)
(›) e negam-se as proposições simples que a compõem.
V V V V V
P Q ~P ~Q PšQ ~ (P š Q) ~P › ~Q V F F V V
F V F V V
V V F F V F F F F F F V
Ş
ŝ#-ŝŦ

V F F V F V V Contradição: proposição composta que é sempre falsa, in-


dependente dos valores lógicos das proposições simples que
F V V F F V V a compõem.
F F V V F V V ~(P › Q) š P
P Q P›Q ~(P › Q) ~(P › Q) š P
~(P › Q) = ~P š ~Q (Leis De Morgan)
V V V F F
Para negar a disjunção, troca-se o conectivo ou (›) por e V F V F F
(š) e negam-se as proposições simples que a compõem.
F V V F F
P Q ~P ~Q P›Q ~ (P š Q) ~P š ~Q F F F V F
Contingência: ocorre quando não é tautologia nem con-
V V F F V F F tradição. ~(P › Q) ў P
V F F V V F F P Q P›Q ~(P › Q) ~(P › Q) ў P
V V F V V
F V V F V F F
V F V F F
F F V V F V V F V V F V
F F F V F
~(P o Q) = P ^ ~Q (Leis De Morgan)
Para negar o condicional, mantém-se o antecedente e ne- Relação entre Todo, Algum e Nenhum
ga-se o consequente. Também conhecidos como quantificadores universais
P Q ~P ~Q P›Q ~ (P › Q) ~P š ~Q (quantificadores lógicos), eles têm entre si algumas relações
que devemos saber, são elas:
V V F F V F F
“Todo A é B” equivale a “nenhum A não é B”, e vice-versa.
V F F V V F F Ex.: “todo amigo é bom = nenhum amigo não é bom.”
F V V F V F F “Nenhum A é B” equivale a “todo A não é B”, e vice-versa.
Ex.: “nenhum aluno é burro = todo aluno não é burro.”
F F V V F V V
Essas são as duas relações de equivalência mais comuns,
~(P › Q) = P ў Q porém há uma em que utilizamos o ALGUM.
Para negar a disjunção exclusiva, faz-se o bicondicional. “Todo A é B” equivale a “algum B é A”.
“todo professor é aluno = algum aluno é professor.”
P Q P›Q ~( P › Q) PўQ
“Todo A é B” tem como negação “algum A não é B” e
V V F V V
vice-versa.
V F V F F Ex.: ~(todo estudante tem insônia) = algum estudante
F V V F F não tem insônia.
F F F V V “Algum A é B” tem como negação “nenhum A é B” e vice-versa.
~(P ў Q) = (P › Q). Ex.: ~(algum sonho é impossível) = nenhum sonho é im-
Para negar a bicondicional, faz-se a disjunção exclusiva. possível.
Temos também a representação em forma de conjuntos, p2: Toda bonita é charmosa.
que é: p3: Maria é bonita.
TODO A é B:
c: Portanto, Maria é charmosa.
p1: Se é homem, então gosta de futebol.
p2: Mano gosta de futebol.
B A c: Logo, Mano é homem.
Representação dos Argumentos
Os argumentos podem ser representados das seguintes
formas:
ALGUM A é B:

A B

NENHUM A é B:

A B
Tipos de Argumentos
Existem vários tipos de argumento. Vejamos alguns:

Por fim podemos representar as relações da seguinte for-


Dedução:
O argumento dedutivo parte de situações gerais para

Ş
ŝ#-ŝŦ
ma:
chegar a conclusões particulares. Esta forma de argumento
Equivalência
é válida quando suas premissas, sendo verdadeiras, forne-
cem uma conclusão também verdadeira.
Ex.:
Negação p1: Todo professor é aluno.
p2: Daniel é professor.
AéB A não é B A não é B
TODO ALGUM NENHUM c: Logo, Daniel é aluno.
A não é B AéB AéB
Negação Indução:
O argumento indutivo é o contrário do argumento de-
dutivo, pois parte de informações particulares para chegar a
RLM e MATEMÁTICA

Equivalência uma conclusão geral. Quanto mais informações nas premissas,


maiores as chances da conclusão estar correta.
Ex.:
2. Argumentos p1: Cerveja embriaga.
p2: Uísque embriaga.
Os argumentos são uma extensão das proposições, mas p3: Vodca embriaga.
com algumas características e regras próprias. Vejamos isso a
partir de agora. c: Portanto, toda bebida alcoólica embriaga.

Definições Analogia:
Argumento é um conjunto de proposições, divididas em As analogias são comparações (nem sempre verdadeiras).
premissas (proposições iniciais - hipóteses) e conclusões (pro- Neste caso, partindo de uma situação já conhecida verificamos
posições finais - teses). outras desconhecidas, mas semelhantes. Nas analogias, não
Ex.: temos certeza. 67
Ex.:
p1: Toda mulher é bonita. p1: No Piauí faz calor.
p2: No Ceará faz calor. ficação, uma vez que dependendo do argumento, um método
68 p3: No Paraná faz calor. ou outro, sempre será mais fácil e principalmente mais rápido.
Falaremos dos métodos por ordem de facilidade:
c: Sendo assim, no Brasil faz calor.
1º método: diagramas lógicos (ou método dos conjun-
Falácia: tos).
Utilizado sempre que no argumento houver as expressões:
As falácias são falsos argumentos, logicamente inconsistentes,
todo, algum ou nenhum, e seus respectivos sinônimos.
inválidos ou que não provam o que dizem.
RLM e MATEMÁTICA

Ex.: Representaremos o que for dito em forma de conjuntos e


p1: Eu passei num concurso público. verificaremos se está correto ou não.
As representações genéricas são:
p2: Você passou num concurso público.
TODO A é B:
c: Logo, todos vão passar num concurso público.

Silogismos:
Tipo de argumento formado por três proposições, sendo B A
duas premissas e uma conclusão. São em sua maioria dedu-
tivos.
Ex.:
p1: Todo estudioso passará no concurso. ALGUM A é B:
p2: Beatriz é estudiosa.
Ş
ŝ#-ŝŦ

c: Portanto, Beatriz passará no concurso.


A B
Classificação dos argumentos
Os argumentos só podem ser classificados em, ou válidos,
ou inválidos: NENHUM A é B:
Válidos ou bem construídos:
Os argumentos são válidos sempre que as premissas B
garantirem a conclusão, ou seja, sempre que a conclusão
for uma consequência obrigatória do seu conjunto de pre- A
missas.
Ex.:
p1: Toda mulher é bonita.
p2: Toda bonita é charmosa.
2º método: premissas verdadeiras (proposição simples
p3: Maria é mulher. ou conjunção).
c: Portanto, Maria é bonita e charmosa. Utilizado sempre que não for possível os diagramas lógicos
Veja que, se Maria é mulher, e toda mulher é bonita, e toda e quando nas premissas houver uma proposição simples ou
bonita é charmosa, então Maria só pode ser bonita e charmosa. uma conjunção.
A proposição simples ou a conjunção serão os pontos de
Inválidos ou mal construídos: partida da resolução, já que teremos que considerar todas as
Os argumentos são inválidos sempre que as premissas não premissas verdadeiras e elas – proposição simples ou conjun-
garantirem a conclusão, ou seja, sempre que a conclusão não ção – só admitem um jeito de serem verdadeiras.
for uma consequência obrigatória do seu conjunto de premissas. O método consiste em, considerar todas as premissas
Ex.: como verdadeiras, dar valores às proposições simples que a
p1: Todo professor é aluno. compõem e no final avaliar a conclusão; se a conclusão tam-
p2: Daniel é aluno. bém for verdadeira o argumento é válido, porém se a conclu-
c: Logo, Daniel é professor. são for falsa o argumento é inválido.
Note que, se Daniel é aluno, nada garante que ele seja pro- Premissas verdadeiras e conclusão verdadeiras = argu-
fessor, pois o que sabemos é que todo professor é aluno, não mento válido.
o contrário. Premissas verdadeiras e conclusão falsa = argumento in-
Alguns argumentos serão classificados apenas por meio válido.
desse conceito. Fique atento para não perder tempo. Esses dois métodos (1º e 2º) são os mais utilizados para a
resolução das questões de argumento. Cerca de 70% a 80%
Métodos para Classificar das questões serão resolvidas por um desses dois métodos.
3º método: conclusão falsa (proposição simples, disjun-
os Argumentos ção ou condicional).
Os argumentos nem sempre podem ser classificados da Utilizado sempre que não for possível um dos “dois”
mesma forma, por isso existem os métodos para sua classi- métodos citados anteriormente e quando na conclusão
houver uma proposição simples, uma disjunção ou um con- Neste capítulo, abordaremos inicialmente as questões
dicional. mais simples do raciocínio lógico para uma melhor familiari-
Pelo mesmo motivo do método anterior, a proposição zação com a matéria.
simples, a disjunção ou o condicional serão os pontos de Não existe teoria, somente prática e é com ela que vamos
partida da resolução, já que teremos que considerar a con- trabalhar e aprender.
clusão como sendo falsa e elas – proposição simples, dis-
junção e condicional – só admitem um jeito de serem falsas. 4. Análise Combinatória
O método consiste em: considerar a conclusão como fal-
sa, dar valores às proposições simples, que a compõem, e su- Neste capítulo você verá as técnicas dos Arranjos, das Com-
por as premissas como verdadeiras, a partir dos valores das binações e saberá quando usar cada uma.
proposições simples da conclusão. No final, se assim ficar – a
conclusão falsa e as premissas verdadeiras – o argumento será
Definição
inválido; porém se uma das premissas mudar de valor, então o A análise combinatória é utilizada para descobrir o núme-
argumento passa a ser válido. ro de maneiras possíveis de realizar determinado evento, sem
Conclusão falsa e premissas verdadeiras = argumento in- que seja necessário demonstrar todas essas maneiras.
válido. Ex.: Quantos são os pares formados pelo lançamento de
Conclusão falsa e pelo menos 1 (uma) premissa falsa = ar- dois “dados” simultaneamente?
gumento válido. No primeiro dado, temos 6 possibilidades – do 1 ao 6 – e,
Para esses dois métodos (2º método e 3º método), po- no segundo dado, também temos 6 possibilidades – do 1
demos definir a validade dos argumentos da seguinte forma: ao 6. Juntando todos os pares formados, temos 36 pares
PREMISSAS CONCLUSÃO ARGUMENTO (6 . 6 = 36).
Verdadeiras Verdadeira Válido (1,1), (1,2), (1,3), (1,4), (1,5), (1,6),
Verdadeiras Falsa Inválido (2,1), (2,2), (2,3), (2,4), (2,5), (2,6),
Pelo menos 1 (uma) falsa Falsa Válido (3,1), (3,2), (3,3), (3,4), (3,5), (3,6),
4º método: tabela-verdade. (4,1), (4,2), (4,3), (4,4), (4,5), (4,6),
Método utilizado em último caso, quando não for possível (5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5), (5,6),
usar qualquer um dos anteriores.
Dependendo da quantidade de proposições simples que (6,1), (6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6);
tiver o argumento, esse método fica inviável, pois temos que Logo, temos 36 pares.
desenhar a tabela-verdade. No entanto, esse método é um dos Não há necessidade de expor todos os pares formados,

Ş
ŝ#-ŝŦ
mais garantidos nas resoluções das questões de argumentos.
basta que saibamos quantos pares são.
Consiste em desenhar a tabela-verdade do argumento em
questão e avaliar se as linhas em que as premissas forem todas Imagine se fossem 4 dados e quiséssemos saber todas as
verdadeiras – ao mesmo tempo – a conclusão também será toda quadras possíveis, o resultado seria 1296 quadras. Um núme-
verdadeira. Caso isso ocorra, o argumento será válido, porém se ro inviável de ser representado. Por isso utilizamos a Análise
em uma das linhas em que as premissas forem todas verdadei- Combinatória.
ras e a conclusão for falsa, o argumento será inválido. Para resolver as questões de Análise Combinatória, utiliza-
Linhas da tabela – verdade em que as premissas são todas mos algumas técnicas, que veremos a partir de agora.
verdadeiras e conclusão, nessas linhas, também todas verda-
deiras = argumento válido. Fatorial
Linhas da tabela – verdade em que as premissas são todas Fatorial de um número (natural e maior que 1) é a mul-
verdadeiras e pelo menos uma conclusão falsa, nessas linhas = tiplicação desse número pelos seus antecessores em ordem
RLM e MATEMÁTICA

argumento inválido. decrescente (até o número 1).


Algumas questões de argumento não poderão ser feitas Considerando um número “n” natural maior que 1, defini-
por nenhum desses métodos apresentados anteriormente, mos o fatorial de “n” (indicado pelo símbolo n!) como sendo:
porém a questão não ficará sem resposta uma vez que co-
nhecemos os princípios das proposições. Atribuiremos valor n! = n . (n - 1) . (n - 2) . ... . 4 . 3 . 2 . 1; para n t 2
para as proposições simples contidas nas premissas (consi-
derando todas as premissas como verdadeiras). Ex.: 4! = 4 . 3 . 2 . 1 = 24
6! = 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 720
3. Psicotécnicos 8! = 8 . 7 . 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 40320
Questões psicotécnicas são todas as questões em que não Observe que:
precisamos de conhecimento adicional para resolvê-las. As 6! = 6 . 5 . 4!
questões podem ser de associações lógicas, verdades e men- 8! = 8 . 7 . 6!
tiras, sequências lógicas, problemas com datas – calendários, Para n = 0, teremos: 0! = 1. 69
sudoku, entre outras. Para n = 1, teremos: 1! = 1.
Princípio Fundamental p = os elementos utilizados.
70 Ex.: salada de fruta.
da Contagem (PFC)
É uma das técnicas mais importantes e uma das mais Permutação
utilizadas nas questões de Análise Combinatória.
O PFC é utilizado nas questões em que os elementos po-
Permutação Simples
dem ser repetidos ou quando a ordem dos elementos fizer Usado quando os elementos (envolvidos no cálculo) não
RLM e MATEMÁTICA

diferença no resultado. podem ser repetidos e quando a ordem dos elementos faz
Esses “elementos” são os dados das questões, os va- diferença no resultado e quando são utilizados todos os ele-
lores envolvidos. mentos do conjunto.
Consiste de dois princípios: o multiplicativo e o aditivo. Nada mais é do que um caso particular de arranjo cujo p = n.
A diferença dos dois consiste nos termos utilizados durante a Logo:
resolução das questões.
Multiplicativo: usado sempre que na resolução das ques-
tões utilizarmos o termo “e”. Como o próprio nome já diz, fa-
remos multiplicações.
Aditivo: usado quando utilizarmos o termo “ou”. Aqui rea-
lizaremos somas.
Ş
ŝ#-ŝŦ

Ex.: Quantas senhas são possíveis com os algarismos 1,


3, 5 e 7?
Como nas senhas os algarismos podem ser repetidos,
para formar senhas de 3 algarismos temos a seguinte
possibilidade:
SENHA = Algarismo E Algarismo E Algarismo
Nº de SENHAS = 4 . 4 . 4 (já que são 4 os algarismos que Assim, a fórmula da permutação é:
temos na questão, e observe o princípio multiplicativo no
uso do “e”). Nº de SENHAS = 64. Pn = n!
Arranjo e Combinação As permutações são muito usadas nas questões de
Duas outras técnicas usadas para resolução de pro- anagramas.
blemas de análise combinatória, sendo importante saber Anagramas: todas as palavras formadas com todas as
quando usa cada uma delas. letras de uma palavra, quer essas novas palavras tenham
Arranjo: usado quando os elementos (envolvidos no cálcu- sentido ou não na linguagem comum.
lo) não podem ser repetidos e quando a ordem dos elementos Ex.: Quantos anagramas têm a palavra prova?
faz diferença no resultado
A palavra prova tem 5 letras, e nenhuma repetida, sendo
A fórmula do arranjo é: assim n = 5, e:
P5 = 5!
= P5 = 5 . 4 . 3 . 2 . 1
P5 = 120 anagramas
Sendo:
Permutação com Elementos Repetidos
n = a todos os elementos do conjunto;
Na permutação com elementos repetidos, usa-se a seguin-
p = os elementos utilizados.
te fórmula:
Ex.: pódio de competição.
Combinação: usado quando os elementos (envolvidos no
cálculo) não podem ser repetidos e quando a ordem dos ele-
mentos não faz diferença no resultado.
A fórmula da combinação é: Sendo:
n = o número total de elementos do conjunto;
= k, y, w = as quantidades de elementos repetidos.
Ex.: Quantos anagramas têm a palavra concurso?
Observe que na palavra CONCURSO existem duas letras
Sendo: repetidas, o “C” e o “O”, e cada uma duas vezes, portanto
n = a todos os elementos do conjunto; n = 8, k = 2 e y = 2, agora:
Resumo:

Pn = n!

e = multiplicação
ou = adição
PERMUTAÇÃO
SIM
Princípio
Fundamental
SIM da Contagem
(P.F.C.) São utilizados
todos os ele-
mentos?
ANÁLISE Os elementos
podem ser Arranjo
COMBINATÓRIA repetidos? SIM

Ş
ŝ#-ŝŦ
=
NÃO A ordem dos
elementos faz a
diferença?

NÃO
Combinação =

Para saber qual das técnicas utilizar basta fazer duas, no Permutações Circulares e
máximo, três perguntas para a questão, veja:
RLM e MATEMÁTICA

Os elementos podem ser repetidos?


Combinações com Repetição
Se a resposta for sim, deve-se trabalhar com o PFC; se a Casos especiais dentro da Análise Combinatória.
resposta for não, passe para a próxima pergunta;
Permutação Circular: usada quando houver giro horário
A ordem dos elementos faz diferença no resultado da
ou anti-horário.
questão?
Se a resposta for sim, trabalha-se com arranjo; se a res-
posta for não, trabalha-se com as combinações (todas as Pc (n) = (n - 1)!
questões de arranjo podem ser feitas por PFC).
Sendo:
(Opcional): vou utilizar todos os elementos para resolver
a questão? n = o número total de elementos do conjunto;
Para fazer a 3ª pergunta, depende, se a resposta da 1ª for Pc = permutação circular.
não e a 2ª for sim; se a resposta da 3ª for sim, trabalha-se Combinação com Repetição: usada quando p > n ou 71
com as permutações. quando a questão informar que pode haver repetição.
tivo “e” elas serão multiplicadas, e quando for pelo “ou”, elas
72 serão somadas.
= =

Sendo:
Eventos Complementares
n = o número total de elementos do conjunto; Dois eventos são ditos complementares quando a chance
p = o número de elementos utilizados; do evento ocorrer somado à chance de ele não ocorrer sempre
Cr = combinação com repetição. dá 1 (um).
RLM e MATEMÁTICA

5. Probabilidade P(A) + P(Ā) = 1


Neste capítulo, veremos como é fácil e interessante calcu- Sendo:
lar probabilidade.
P(A) = a probabilidade do evento ocorrer;
Definições P(Ā) = a probabilidade do evento não ocorrer.
Disciplina que serve para calcular as chances de determi-
nado evento ocorrer. Casos Especiais de Probabilidade
Para o cálculo das probabilidades, temos que saber primeiro 3 A partir de agora veremos algumas situações típicas da
(três) conceitos básicos acerca do tema: probabilidade, que servem para não perdermos tempo na re-
Experimento Aleatório: é o experimento em que não é solução das questões.
Ş
ŝ#-ŝŦ

possível garantir o resultado, mesmo que esse seja feito diver-


sas vezes nas mesmas condições. Eventos Independentes
Ex.: Lançamento de uma moeda: ao lançarmos uma
moeda os resultados possíveis são o de cara e o de coroa, Dois ou mais eventos são independentes quando não
mas não tem como garantir qual será o resultado desse dependem uns dos outros para acontecer, porém ocorrem si-
lançamento. multaneamente. Para calcular a probabilidade de dois ou mais
Ex.: Lançamento de um dado: da mesma forma que a
eventos independentes, basta multiplicar a probabilidade de
moeda, não temos como garantir qual o resultado (1, 2,
3, 4, 5 e 6) desse lançamento. cada um deles.
Espaço Amostral - (:) ou (U): é o conjunto de todos os Ex.: Uma urna tem 30 bolas, sendo 10 vermelhas e 20
resultados possíveis para um experimento aleatório. azuis. Se sortearmos 2 bolas, 1 de cada vez e repondo a
Ex.: Na moeda: o espaço amostral na moeda é sorteada na urna, qual será a probabilidade de a primei-
: = 2, pois só temos dois resultados possíveis para esse
experimento, que é ou CARA ou COROA. ra ser vermelha e a segunda ser azul?
Ex.: No “dado”: o espaço amostral no “dado” é
Sortear uma bola vermelha da urna não depende de uma
U = 6, pois temos do 1 (um) ao 6 (seis), como resultados
possíveis para esse experimento. bola azul ser sorteada e vice-versa, então a probabilidade
Evento: é o acontecimento – dentro do experimento ale-
atório – que se quer determinar a chance de ocorrer. É uma
parte do espaço amostral. da bola ser vermelha é , e para a bola ser azul a pro-

Fórmula da Probabilidade babilidade é . Dessa forma, a probabilidade de a pri-


A fórmula da probabilidade nada mais é do que uma razão
entre o evento e o espaço amostral. meira bola ser vermelha e a segunda azul é:

Os valores da probabilidade variam de 0 (0%) a 1 (100%).


Quando a probabilidade é de 0 (0%), diz-se que o evento
é impossível.
Ex.: Chance de você não passar num concurso.
Quando a probabilidade é de 1 (100%), diz-se que o evento
é certo.
Ex.: Chance de você passar num concurso. Probabilidade Condicional
Qualquer outro valor entre 0 e 1, caracteriza-se como a
É a probabilidade de um evento ocorrer sabendo que já
probabilidade de um evento.
Na probabilidade também se usa o PFC, ou seja sempre ocorreu outro, relacionado a esse.
que houver duas ou mais probabilidades ligadas pelo conec- A fórmula para o cálculo dessa probabilidade é:
ANOTAÇÕES

Probabilidade da União de Dois Eventos


Assim como na teoria de conjuntos, faremos a relação com
a fórmula do número de elementos da união de dois conjuntos.
É importante lembrar que “ou” significa união.
A fórmula para o cálculo dessa probabilidade é:

P (A U B) = P (A) + P (B) - P (A ൘ B)

Ex.: Ao lançarmos um dado, qual é a probabilidade de


obtermos um número primo ou um número ímpar?
Os números primos no dado são 2, 3 e 5, já os números
ímpares no dado são 1, 3 e 5, então os números primos e
ímpares são 3 e 5. Aplicando a fórmula para o cálculo da
probabilidade fica:

Probabilidade Binomial Ş
ŝ#-ŝŦ
Essa probabilidade será tratada aqui de forma direta e com
o uso da fórmula.
RLM e MATEMÁTICA

A fórmula para o cálculo dessa probabilidade é:

Sendo:
C = o combinação;
n = o número de repetições do evento;
s = o números de “sucessos” desejados;
73
f = o número de “fracassos”.
74
6. Noções de Estatística Curso
Polícia Federal
Número de Alunos
250
DEPEN 150
Definições INSS 350
Este conteúdo utiliza técnicas para organizar, descrever, Receita Federal 250
analisar, interpretar e apresentar dados, por meio de tabelas, ROL: 150, 250, 250, 350.
gráficos e medidas descritivas.
Tabela de Frequência
RLM e MATEMÁTICA

População: conjunto de elementos com pelo menos uma


característica em comum. A tabela de frequência serve para organizar dados. A frequên-
Amostra: subconjunto da população, que deve representar cia Absoluta (F.A.) é o valor real do dado e a frequência Relativa
a população. (F.R.) é o valor em porcentagem quando comparado ao total.
Variável: característica que vai ser observada ou medida Ex.: As idades dos alunos de uma sala são: 12, 13, 13, 14, 11,
ou contada na população. 12, 15, 14, 13, 14, 15, 11, 12, 13, 13, 13, 15, 12, 12, 13. Organizan-
Censo: é um conjunto de dados obtidos de todos os mem- do no ROL e na tabela de frequência como fica?
bros da população. No ROL fica: 11, 11, 12, 12, 12, 12, 12, 13, 13, 13, 13, 13, 13, 13,
Experimento Aleatório: fenômenos que, quando repeti- 14, 14, 14, 15, 15, 15.
dos inúmeras vezes em processos semelhantes, possuem re- Na tabela fica:
sultados imprevisíveis.
As variáveis podem ser quantitativas (discreta ou con- Tabela 02
Ş
ŝ#-ŝŦ

tínua) ou qualitativas (nominal ou ordinal).


Quantitativa Discreta: podem assumir apenas alguns va- Idade F.A F.R (%) Frequência Acumulada
lores.
11 2 10 2
Ex.: Número de filhos.
Quantitativa Contínua: podem assumir infinitos valores. 12 5 25 7
Ex.: Peso, altura.
Qualitativa Nominal: apenas identifica as categorias. 13 7 35 14
Ex.: Gênero (feminino e masculino).
Qualitativa Ordinal: podem-se ordenar as categorias. 14 3 15 17
Ex.: Grau de instrução.
15 3 15 20
VARIÁVEIS
TOTAL 20 100
QUALITATIVAS QUANTITATIVAS
Tipos de Frequência
Geralmente, dados isolados são agrupados na forma de
NOMINAIS ORDINAIS DISCRETAS CONTÍNUAS tabelas de frequência, que nada mais são do que dados pon-
derados ou agrupados. Existem quatro tipos de frequências:
Apresentação dos Dados Frequência Absoluta Simples i (fi)
Dados Isolados: representam os dados na forma bruta. Frequência Relativa Simples (fri)
Dados Ponderados: consiste uma tabela que contém, para Frequência Acumulada (Fi)
cada valor observado, o número de vezes que ele ocorre (fre- Frequência Acumulada Relativa (Fri)
quência), mas não sabemos a quem corresponde cada valor.
Ex.: 0, 2, 1, 2, 3, 1, 2, 2, 3, 4
Dados Agrupados: apenas para dados quantitativos.
É uma tabela que contém divisões da variável em estudo
(intervalos) em que é observado o número de vezes que x fi fri Fi Fri
ocorrem os valores contidos nestes intervalos.
0 1 1/10 = 10% 1 10%
Tabelas
Servem para organizar e apresentar os dados coletados, 1 2 2/10 = 20% 3 30%
por meio das variáveis, e facilitar a interpretação dos mesmos.
Os dados obtidos por meio das variáveis também podem 2 4 4/10 = 40% 7 70%
ser organizados no ROL, que nada mais é do que colocar os
dados em ordem crescentes, mesmo que esses sejam ou es- 3 2 2/10 = 20% 9 90%
tejam repetidos.
Ex.: Quantidade de alunos matriculados no Empresa X. 4 1 1/10 = 10% 10 100%
Tabela 01
‫׫‬ 10 1 = 100% - -
Quantidade de alunos matriculados por curso na Empresa X
Gráficos Medidas Descritivas
Servem para representar e apresentar os dados coleta- Servem para analisar e interpretar os dados coletados. São
dos. Os gráficos podem ser em barra, coluna, setores (pizzas), separadas em medidas de tendência central e em medidas de
linhas, dentre outros.
dispersão.
Barras
Empresa X Medidas de Tendência Central
São assim chamadas por mostrarem um valor ao redor do
Receita Federal qual se concentram os dados.
INSS
Média Aritmética
DEPEN
É a soma de todos os valores observados divididos pela
Polícia Federal quantidade de valores.
0 50 100 150 200 250 300 350
Número de Alunos
Colunas
Empresa X
400 Ex.: Calcule a média de alunos, por curso, da Empresa X.
350 ROL: 150, 250, 250, 350.
300
250
200 Número de Alunos
150
100
50
0
Receita DEPEN INSS Polícia
Federal Federal
A média aritmética ponderada é calculada por meio do
somatório das multiplicações entre valores e as frequências
Setores

Ş
ŝ#-ŝŦ
Empresa X
desses valores divididas pelo somatório dessas frequências.
Ex.: Calcule a nota final de um aluno cujas notas no 1º, 2º,
3º e 4º bimestres foram, respectivamente, 7,0; 6,0; 8,0; 8,0;
sabendo que o peso de cada bimestre ímpar vale 2 e de
cada bimestre par vale 3.
Receita Federal
INSS
DEPEN
Polícia Federal
RLM e MATEMÁTICA

Linhas Médias:
Empresa X
400 Aritmética Simples (X)
350 Ex.: 2 e 8.
300
250
200 Número de Alunos
150 Propriedades:
100 Se a cada xi (i = 1, 2, ..., n) adicionarmos uma constante real
50 k, a média aritmética fica adicionada de k unidades;
0
Receita DEPEN INSS Polícia Se multiplicarmos cada xi (i = 1, 2, ..., n) por uma constante 75
Federal Federal real k, a média aritmética fica multiplicada por k.
Aritmética Ponderada (XP) Os valores da amostra devem ser colocados em ordem
76 Ex.: Notas de um aluno. crescente;
Se a quantidade de valores da amostra for ímpar, a medi-
Notas Peso ana é o valor central da amostra;
Se a quantidade de valores da amostra for par, é preciso
7,0 1 tirar a média dos valores centrais para calcular a mediana.
Ex.: 3 - 4 - 9 - 6 - 3 - 8 - 2 - 4 - 5 - 6
6,0 2
RLM e MATEMÁTICA

8,0 3

7,5 4

Média Ponderada:
4-5-7-2-9
Me = 2 - 4 - 5 - 7 - 9
Geométrica (G) Me = 5
Ex.: 2 e 8.
Ex.: Calcule a moda e a mediana:
40 - 44 - 42 - 23 - 36 - 40
Harmônica (H) 23 - 36 - 40 - 40 - 42 - 44
Ş
ŝ#-ŝŦ

Ex.: 2 e 8. Mo = 40

Moda (Mo)
É o valor que mais aparece nos dados observados.
Ex.: Determine a moda dos alunos, por curso, da Empre- Medidas de Tendência Central com Da-
sa X. dos Agrupados na Tabela de Frequência
ROL: 150, 250, 250, 350
Mo = 250 São assim chamadas, por mostrarem um valor ao redor do
qual se concentram os dados.
Moda é a medida de tendência central que consiste no val-
or observado com mais frequência em um conjunto de dados. Média Aritmética ( )
Ex.: 6 - 9 - 12 - 9 - 4 - 5 - 9 É a soma de todos os valores observados divididos pela
Mo = 9 quantidade de valores.
12 - 13 - 19 - 13 - 14 - 12 - 16
Mo = 12 e 13 (Bimodal)
4 - 29 - 15 - 13 - 18
Ex.: De acordo com os dados da tabela 2, será:
Mo = Não há moda (Amodal)
= (11 + 11 + 12 + 12 + 12 + 12 + 12 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 +
Mediana (Md) 13 + 13 + 14 + 14 + 14 + 15 + 15 + 15) / 20
É o valor que ocupa a posição central (divide os dados ao = 260 / 20
meio) dos dados observados. = 13
A média aritmética ponderada é calculada por meio do
Numa sequência cuja quantidade de valores é ímpar, a somatório das multiplicações entre valores e as frequências
mediana será o valor do meio (no ROL), já na sequência, cuja desses valores divididas pelo somatório dessas frequências.
quantidade de valores é par, a mediana será a média dos dois De acordo com os dados da tabela é:
valores centrais.
Ex.: Calcule a mediana dos alunos, por curso, da Empresa X.
ROL: 150, 250, 250, 350.

Mediana é uma medida de tendência central que indica


exatamente o valor central de uma amostra de dados.
Moda (Mo): é o valor que mais aparece nos dados obser- Propriedades
vados (o que tem maior F.A). Se a cada xi (i = 1, 2, ... , n) for adicionada uma constante
Ex.: De acordo com os dados já apresentados, a moda é o 13. real k, a variância não se altera.
Mediana (Md): é o valor que ocupa a posição central nos Se cada xi (i = 1, 2, ... , n) for multiplicado por uma constan-
dados observados. te real k, a variância fica multiplicada por k2.
Ex.: A mediana no exemplo já visto é o 13 também, visto
que ele ocupa a 10ª e a 11ª posições (sequência com uma Desvio Padrão
quantidade par de elementos) É a raiz quadrada da variância.
Obs.: Na tabela, olhe pela frequência acumulada.
Populacional
Medidas de Dispersão
As medidas de dispersão ajudam as medidas de tendência
central (média) a descrever o conjunto de dados apropriadamente.
Mostram-se os dados que estão perto ou longe uns dos outros.
Amplitude
É a diferença entre o maior e menor valor observados nos Amostral
dados.

At = Xmax - Xmin
Ex.: Calcule a amplitude dos alunos, por curso, da Em-
presa X. Ex.: Calcule o desvio padrão dos alunos, por curso, da
ROL: 150, 250, 250, 350. Empresa X.
At = 350 - 150
At = 200
Variância Propriedades
É a média do quadrado dos desvios (desvio = diferença
entre cada valor e a média). Quando adicionamos uma constante a cada elemento de
um conjunto de valores, o desvio padrão não se altera.
Populacional
Quando multiplicamos cada elemento de um conjunto de

Ş
ŝ#-ŝŦ
valores por uma constante real k, o desvio padrão fica multi-
plicado por k.

Amostral Coeficiente de Variação


O coeficiente de variação é definido como a razão entre o
desvio padrão e a média. É uma medida de dispersão relativa
que indica a variabilidade da amostra em relação à média.
Populacional
Ex.: Calcule a variância dos alunos, por curso, da Empresa X.
ROL: 150, 250, 250, 350.

Nesse caso, estamos trabalhando com a população,


RLM e MATEMÁTICA

Amostral
logo:

Ex.: Calcule o coeficiente de variação dos alunos, por cur-


so, da Empresa X.

77
Medidas de Forma Simétrica X = Me = Mo
78 Assimetria Positiva X > Me > Mo
Assimetria
A medida de assimetria indica o grau de distorção da dis- Assimetria Negativa X < Me < Mo
tribuição em relação a uma distribuição simétrica. Cujo:
Simetria X = Média;
Existe um eixo de simetria no gráfico gerado pela tabela
Me = Mediana;
RLM e MATEMÁTICA

de frequência. Esse eixo divide o gráfico em duas partes iguais.


Mo = Moda.

Curtose
A medida de curtose nos indica a forma da curva de dis-
tribuição em relação ao seu achatamento.

Leptocúrtica
Média = Mediana = Moda Quando a distribuição apresenta uma curva de frequên-
cia mais fechada que a normal (ou mais aguda em sua parte
superior).
X = Me = Mo
Ş
ŝ#-ŝŦ

Sempre que os dados tiverem média, mediana e moda ig-


uais, a distribuição será simétrica.
Assimétrica à Direita (ou de Assimetria Positiva)
Nesse caso, a cauda à direita é mais alongada que a cauda
à esquerda.

Mesocúrtica
A curva normal que é a referencial.

Moda < Mediana < Média

X > Me > Mo

Assimétrica à Esquerda (ou de Assimetria Negativa)


Nesse caso, a cauda à esquerda é mais alongada que a
cauda à direita.
Platicúrtica
Quando a distribuição apresenta uma curva de frequên-
cia mais aberta que a normal (ou mais achatada na sua parte
superior).

Média < Mediana < Moda

X < Me < Mo

QUADRO RESUMO
(Tipos de Assimetria)
Teoria dos Conjuntos As relações entre subconjunto e conjunto são de: “está
contido = ” e “contém = ”.
Nesta seção, estão os principais conceitos sobre conjuntos Os subconjuntos estão contidos nos conjuntos e os con-
e suas operações. Um assunto importante e de fácil aprendiza- juntos contém os subconjuntos. Veja:
gem.
H F
Definições F H
O conceito de conjunto é redundante visto que se trata de Todo conjunto é subconjunto de si próprio. (D D);
um agrupamento ou reunião de coisas, que serão chamadas O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto.
de elementos do conjunto.
(Ø D);
Ex.: Se quisermos montar o conjunto das vogais do alfa-
beto, os elementos serão a, e, i, o, u. Se um conjunto A possui “p” elementos, então ele possui
A nomenclatura dos conjuntos é formada pelas letras 2p subconjuntos;
maiúsculas do alfabeto. O conjunto formado por todos os subconjuntos de um conjun-
Ex.: Conjunto dos estados da região sul do Brasil: to A, é denominado conjunto das partes de A. Assim, se A = {4, 7},
A = {Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul}. o conjunto das partes de A, é dado por {Ø, {4}, {7}, {4, 7}}.
Representação dos Conjuntos
Os conjuntos podem ser representados tanto em chaves
Operações com Conjuntos
como em diagramas. União de conjuntos: a união de dois conjuntos quaisquer
será representada por “A ‰ B” e terá os elementos que perten-
Representação em Chaves cem a A “ou” a B, ou seja, todos os elementos.
Ex.: Conjuntos dos estados brasileiros que fazem frontei-
ra com o Paraguai:
B = {Paraná, Mato Grosso do Sul}.
Representação em Diagramas
Ex.: Conjuntos das cores da bandeira do Brasil:
A U B
D
Verde Interseção de conjuntos: a interseção de dois conjuntos
Amarelo quaisquer será representada por “A ൘ B”. Os elementos que

Ş
ŝ#-ŝŦ
Azul fazem parte do conjunto interseção são os elementos comuns
Branco
aos dois conjuntos.

Elementos e Relação de Pertinência


Quando um elemento está em um conjunto, dizemos que
ele pertence a esse conjunto. A relação de pertinência é repre-
sentada pelo símbolo (pertence). U
A B
Ex.: Conjunto dos algarismos pares: G = {2, 4, 6, 8, 0}.
Observe que:
4 G Diferença de conjuntos: a diferença de dois conjuntos
7 G quaisquer será representada por “A – B” e terá os elementos
que pertencem somente a A, mas não pertencem a B, ou seja,
RLM e MATEMÁTICA

Conjunto Unitário e Conjunto Vazio


que são exclusivos de A.
Conjunto unitário: possui um só elemento.
Ex.: Conjunto da capital do Brasil: K = {Brasília}
Conjunto vazio: simbolizado por Ø ou {}, é o conjunto que
não possui elemento.
Ex.: Conjunto dos estados brasileiros que fazem fronteira
com o Chile: M = Ø.
A-B
Subconjuntos
Subconjuntos são partes de um conjunto. Complementar de um conjunto: se A está contido no conjun-
Ex.: Conjunto dos algarismos: F = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0}. to universo U, o complementar de A é a diferença entre o conjunto
Ex.: Conjunto dos algarismos ímpares: H = {1, 3, 5, 7, 9}. universo e o conjunto A, será representado por “CU(A) = U – A”
Observe que o conjunto H está dentro do conjunto F sendo, e terá todos os elementos que pertencem ao conjunto universo, 79
então, o conjunto H um subconjunto de F. menos os que pertencem ao conjunto A.
Multiplicação
80 U
Nada mais é do que a soma de uma quantidade de par-
A celas fixas. Ao resultado da multiplicação chama-se produto.
Os símbolos que indicam a multiplicação são o “x” (sinal de
vezes) ou o “.” (ponto).
Cp(A)
Ex.: 4 x 7 = 7 + 7 + 7 + 7 = 28
7. Conjuntos Numéricos 7 . 4 = 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 = 28
RLM e MATEMÁTICA

As propriedades da multiplicação são:


Os números surgiram da necessidade de contar ou quanti-
Elemento Neutro: qualquer número multiplicado por 1 terá
ficar coisas ou objetos. Com o passar do tempo, foram adquir-
indo características próprias. como produto o próprio número.
Ex.: 5 . 1 = 5
Números Naturais Comutativa: ordem dos fatores não altera o produto.
É o primeiro dos conjuntos numéricos. Representado pelo Ex.: 3 . 4 = 4 . 3 = 12
símbolo . É formado pelos seguintes elementos: Associativa: o ajuntamento dos fatores não altera o resul-
= {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, ... + f} tado.
O símbolo f significa infinito, o + quer dizer positivo, en- Ex.: 2 . (3 . 4) = (2 . 3) . 4 = 24
tão +f quer dizer infinito positivo. Distributiva: um fator em evidência multiplica todas as
parcelas dentro dos parênteses.
Ş
ŝ#-ŝŦ

Números Inteiros Ex.: 2 . (3 + 4) = (2 . 3) + (2 . 4) = 6 + 8 = 14


Esse conjunto surgiu da necessidade de alguns cálculos não Na multiplicação existe “jogo de sinais”, que fica assim:
possuírem resultados, pois esses resultados eram negativos.
Representado pelo símbolo , é formado pelos seguintes Parcela Parcela Produto
elementos:
+ + +
= {- f, ..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ..., + f}
+ - -
Operações e Propriedades dos - + -
Números Naturais e Inteiros - - +
As principais operações com os números naturais e inteiros
são: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e ra- Ex.: 2 . -3 = -6
diciação (as quatro primeiras são também chamadas operações -3 . -7 = 21
fundamentais).
Divisão
Adição É o inverso da multiplicação. Os sinais que a representam
Na adição, a soma dos termos ou parcelas resulta naquilo são: “÷”, “:”, “/” ou a fração.
que se chama total. Ex.: 14 ÷ 7 = 2
Ex.: 2 + 2 = 4
25 : 5 = 5
As propriedades da adição são:
Elemento Neutro: qualquer número somado ao zero tem 36/12 = 3
como total o próprio número. Por ser o inverso da multiplicação, a divisão também
Ex.: 2 + 0 = 2 possui o “jogo de sinal”.
Comutativa: a ordem dos termos não altera o total.
Ex.: 2 + 3 = 3 + 2 = 5 Números Racionais
Associativa: o ajuntamento de parcelas não altera o total.
Com o passar do tempo alguns cálculos não possuíam re-
Ex.: 2 + 0 = 2
sultados inteiros, a partir daí surgiram os números racionais,
Subtração que são representados pela letra e são os números que po-
Operação contrária à adição, também conhecida como di- dem ser escritos sob forma de frações.
ferença. = (com “b” diferente de zero o b z 0); em que “a” é
Os termos ou parcelas da subtração, assim como o total, o numerador e “b” é o denominador.
têm nomes próprios:
Fazem parte desse conjunto também as dízimas perió-
M – N = P; em que M = minuendo, N = subtraendo e P =
diferença ou resto. dicas (números que apresentam uma série infinita de al-
Ex.: 7 – 2 = 5 garismos decimais, após a vírgula) e os números decimais
Quando o subtraendo for maior que o minuendo, a dife- (aqueles que são escritos com a vírgula e cujo denominador
rença será negativa. são as potências de 10).
Operações com os Números Racionais am/n =
72/3
Adição e Subtração
Para somar frações deve-se estar atento se os denomina- Radiciação
dores das frações são os mesmos. Caso sejam iguais, basta É a expressão da potenciação com expoente fracionário.
repetir o denominador e somar (ou subtrair) os numeradores, A representação genérica da radiciação é: ; cujo “n” é o
porém se os denominadores forem diferentes é preciso fazer índice da raiz, o “a” é o radicando e “ ” é o radical.
o M.M.C. (assunto que será visto adiante) dos denominadores, Quando o índice da raiz for o 2 ele não precisa aparecer e
constituir novas frações equivalentes às frações originais e, as- essa raiz será uma raiz quadrada.
sim, proceder com o cálculo. As propriedades das “raízes” são:
+ =
=
= am/m = a1 = a
+ = + =
Racionalização: se uma fração tem em seu denominador
Multiplicação um radical, faz-se o seguinte:
Para multiplicar frações basta multiplicar numerador com = · = =
numerador e denominador com denominador.
= Transformando Dízima Periódica
Divisão em Fração
Para dividir frações basta fazer uma multiplicação da primei- Para transformar dízimas periódicas em fração, é preciso
ra fração com o inverso da segunda fração. atentar-se para algumas situações:
Verifique se depois da vírgula só há a parte periódi-
÷ = = = (Simplificando por 2)
ca, ou se há uma parte não periódica e uma periódi-
Toda vez que for possível deve-se simplificar a fração até ca.
sua fração irredutível (aquela que não pode mais ser simplifi- Observe quantas são as “casas” periódicas e, caso
cada). haja, as não periódicas. Lembrado sempre que essa
Potenciação observação só será para os números que estão de-
pois da vírgula.

Ş
ŝ#-ŝŦ
Se a multiplicação é soma de uma quantidade de parcelas
Em relação à fração, o denominador será tantos “9”
fixas, a potenciação é a multiplicação de uma quantidade de
quantos forem as casas do período, seguido de tan-
fatores fixos, tal quantidade indicada no expoente que acompa-
tos “0” quantos forem as casas não periódicas (caso
nha a base da potência.
haja e depois da vírgula). Já o numerador será o nú-
A potenciação é expressa por: an, cujo “a” é a base da po- mero sem a vírgula até o primeiro período “menos”
tência e o “n” é o expoente. toda a parte não periódica (caso haja).
Ex.: 43 = 4 . 4 . 4 = 64 Ex.: 0,6666... =
As propriedades das potências são:
a0 = 1 0,36363636... =
30 = 1 0,123333... = =
a1 = a
RLM e MATEMÁTICA

2,8888... = =
51 = 5
a-n = 1/an 3,754545454... = =

2-3 = = 1/8
Transformando Número Decimal
a .a =a
m n (m + n)
em Fração
32 . 33 = 3(2 + 3) = 35 = 243 Para transformar número decimal em fração, basta contar
quantas “casas” existem depois da vírgula; então o denomina-
am : an = a(m - n)
dor da fração será o número 1 acompanhado de tantos zeros
45 : 43 = 4(5 – 3) = 42 = 16 quantos forem o número de “casas”, já o numerador será o
(am)n = am . n número sem a “vírgula”.
81
2 4 2.4 8
(2 ) = 2 = 2 = 256 Ex.: 0,3 =
2,45 = Ex.:
82 2 < x < 5: o 2 e o 5 não fazem parte do intervalo.
49,586 = 2 d x < 5: o 2 faz parte do intervalo, mas o 5 não.
2 d x d 5: o 2 e o 5 fazem parte do intervalo.
Com os colchetes
Números Irracionais Quando os colchetes estiverem voltados para os núme-
São os números que não podem ser escritos na forma de ros, significa que farão parte do intervalo. Porém, quando os
RLM e MATEMÁTICA

fração. colchetes estiverem invertidos, significa que os números não


O conjunto é representado pela letra e tem como elemen- farão parte do intervalo.
tos as dízimas não periódicas e as raízes não exatas. Ex.:
]2;5[: o 2 e o 5 não fazem parte do intervalo.
Números Reais [2;5[: o 2 faz parte do intervalo, mas o 5 não faz.
Simbolizado pela letra , é a união do conjunto dos nú-
[2;5]: o 2 e o 5 fazem parte do intervalo.
meros racionais com o conjunto dos números irracionais.
Sobre uma reta numérica
Representado, tem-se:
Intervalo aberto 2<x<5:
R 0 2 5
Ş
ŝ#-ŝŦ

N Z Q I Em que 2 e 5 não fazem parte do intervalo numérico, rep-


resentado pela marcação aberta (sem preenchimento - O).
Intervalo fechado e aberto 2<x<5:
0 2 5

Em que 2 faz parte do intervalo, representado pela marca-


Colocando todos os números em uma reta, tem-se: ção fechada (preenchida - ) em que 5 não faz parte do inter-
-2 -1 0 1 2 valo, representado pela marcação aberta (O).
Intervalo fechado 2<x<5:
As desigualdades ocorrem em razão de os números serem 0 2 5
maiores ou menores uns dos outros.
Em que 2 e 5 fazem parte do intervalo numérico, represen-
Os símbolos das desigualdades são: tado pela marcação fechada ( ).
t maior igual a;
d menor igual a; Múltiplos e Divisores
> maior que; Os múltiplos são resultados de uma multiplicação de dois
ख़ menor que. números naturais.
Dessas desigualdades surgem os intervalos, que nada mais Ex.: Os múltiplos de 3 são: 0, 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 24, 27,
são do que um espaço dessa reta, entre dois números. 30... (os múltiplos são infinitos).
Os intervalos podem ser abertos ou fechados, depende Números quadrados perfeitos são aqueles que resultam da
dos símbolos de desigualdade utilizados. multiplicação de um número por ele mesmo.
Intervalo aberto ocorre quando os números não fazem parte Ex.: 4 = 2 . 2
do intervalo e os sinais de desigualdade são: Ex.: 25 = 5 . 5
ग़ maior que; Os divisores de um “número” são os números cuja divisão
desse “número” por eles será exata.
ख़ menor que.
Ex.: Os divisores de 12 são: 1, 2, 3, 4, 6, 12.
Intervalo fechado ocorre quando os números fazem parte do
intervalo e os sinais de desigualdade são: Números Primos
t maior igual a; São os números que têm apenas dois divisores, o 1 e ele
d menor igual a. mesmo (alguns autores consideram os números primos aque-
les que tem 4 divisores, sendo o 1, o -1, ele mesmo e o seu
Intervalos oposto – simétrico).
Os intervalos numéricos podem ser representados das se- Veja alguns números primos:
guintes formas: 2 (único primo par), 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41,
Com os símbolos <, >, d, t 43, 47, 53, 59, ...
Quando forem usados os símbolos < ou >, os números que Os números primos servem para decompor outros números.
os acompanham não fazem parte do intervalo real. Já quando A decomposição de um número em fatores primos serve
forem usados os símbolos d ou t os números farão parte do para fazer o MMC (mínimo múltiplo comum) e o MDC (máximo
intervalo real. divisor comum).
MMC e MDC Divisibilidade por 9: para um número ser divisível por 9, a
soma dos seus algarismos deve ser divisível por 9.
O MMC de um, dois ou mais números é o menor número Ex.: 75 é não divisível por 9.
que, ao mesmo tempo, é múltiplo de todos esses números.
684 é divisível por 9.
O MDC de dois ou mais números é o maior número que pode
dividir todos esses números ao mesmo tempo. Divisibilidade por 10: para um número ser divisível por 10,
Para calcular, após decompor os números, o MMC de basta que ele termine em 0.
dois ou mais números será o produto de todos os fatores Ex.: 90 é divisível por 10.
primos, comuns e não comuns, elevados aos maiores ex- 364 não é divisível por 10.
poentes. Já o MDC será apenas os fatores comuns a todos
os números elevados aos menores expoentes. Expressões Numéricas
Ex.: 6 = 2 . 3 Para resolver expressões numéricas, deve-se sempre se-
18 = 2 . 3 . 3 = 2 . 32 guir a ordem:
35 = 5 . 7 Resolva os (parênteses), depois os [colchetes], depois as
144 = 2 . 2 . 2 . 2 . 3 . 3 = 24 . 32 {chaves}, nessa ordem;
225 = 3 . 3 . 5 . 5 = 32 . 52 Dentre as operações resolva primeiro as potenciações e
490 = 2 . 5 . 7 . 7 = 2 . 5 . 72 raízes (o que vier primeiro), depois as multiplicações e divi-
640 = 2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 5 = 27 . 5 sões (o que vier primeiro) e por último as somas e subtrações
(o que vier primeiro).
MMC de 18 e 225 = 2 . 32 . 52 = 2 . 9 . 25 = 450
Calcule o valor da expressão:
MDC de 225 e 490 = 5
Ex.: 8 – {5 – [10 – (7 – 3 . 2)] ÷ 3}
Para saber a quantidade de divisores de um número basta,
Resolução:
depois da decomposição do número, pegar os expoentes dos
fatores primos, somar “+1” e multiplicar os valores obtidos. 8 – {5 – [10 – (7 – 6)] ÷ 3}
Ex.: 225 = 32 . 52 = 32+1 . 52+1 = 3 . 3 = 9 8 – {5 – [10 – (1)] ÷ 3}
Nº de divisores = (2 + 1) . (2 + 1) = 3 . 3 = 9 divisores. Que 8 – {5 – [9] ÷ 3}
são: 1, 3, 5, 9, 15, 25, 45, 75, 225. 8 – {5 – 3}
Divisibilidade 8 – {2}
As regras de divisibilidade servem para facilitar a resolu- 6
ção de contas, para ajudar a descobrir se um número é ou não

Ş
ŝ#-ŝŦ
divisível por outro. Veja algumas dessas regras.
Divisibilidade por 2: para um número ser divisível por 2
8. Sistema Legal de Medidas
basta que o mesmo seja par. Medidas de Tempo
Ex.: 14 é divisível por 2. A unidade padrão do tempo é o segundo (s), mas deve-
17 não é divisível por 2. mos saber as seguintes relações:
Divisibilidade por 3: para um número ser divisível por 3, a 1 min. = 60 s
soma dos seus algarismos tem que ser divisível por 3.
1h = 60 min = 3600 s
Ex.: 174 é divisível por 3, pois 1 + 7 + 4 = 12
1 dia = 24 h = 1440 min = 86400 s
188 não é divisível por 3, pois 1 + 8 + 8 = 17
30 dias = 1 mês
Divisibilidade por 4: para um número ser divisível por 4,
2 meses = 1 bimestre
ele tem que terminar em 00 ou os seus dois últimos números
devem ser múltiplos de 4. 6 meses = 1 semestre
RLM e MATEMÁTICA

Ex.: 300 é divisível por 4. 12 meses = 1ano


532 é divisível por 4. 10 anos = 1 década
766 não é divisível por 4. 100 anos = 1 século
Divisibilidade por 5: para um número ser divisível por 5, Cuidado com as transformações de tempo, pois elas não
ele deve terminar em 0 ou em 5. seguem o mesmo padrão das outras medidas.
Ex.: 35 é divisível por 5. Ex.: 15h47min18seg + 11h39min59s = 26h86min77s =
370 é divisível por 5. 26h87min17s = 27h27min17s= 1dia3h27mim17s;
Ex.: 8h23min – 3h49min51seg = 7h83min – 3h49min-
548 não é divisível por 5.
51seg = 7h82min60seg – 3h49min51seg = 4h33min9seg.
Divisibilidade por 6: para um número ser divisível por 6,
ele deve ser divisível por 2 e por 3 ao mesmo tempo. Sistema Métrico Decimal
Ex.: 78 é divisível por 6. Serve para medir comprimentos, distâncias, áreas e volu-
576 é divisível por 6. mes. Tem como unidade padrão o metro (m). Veremos agora 83
652 não é divisível por 6. seus múltiplos, variações e algumas transformações.
Metro (m): Ex.: Transformar 269dm3 em cm3 = 269 . 1.000 =
84 km 269.000cm3
hm Ex.: Transformar 4.831cm3 em m3 = 4.831 ÷ 1.000.000 =
multiplica-se por 10
0,004831m3
dam
O metro cúbico, por ser uma medida de volume, tem rela-
m ção com o litro (l), e essa relação é:
1m3 = 1000 litros
RLM e MATEMÁTICA

dm
1dm3 = 1 litro
divide-se por 10
cm 1cm3 = 1 mililitro
mm

Para cada degrau descido da escada, multiplica-se por 10, e 9. Razões e Proporções
para cada degrau subido, divide-se por 10. Neste capítulo, estão presentes alguns assun-
Ex.: Transformar 2,98km em cm = 2,98 . 100.000 = tos muito incidentes em provas: razões e proporções.
298.000cm (na multiplicação por 10 ou suas potências, bas- É preciso que haja atenção no estudo desse conteúdo.
ta deslocar a “vírgula” para a direita);
Ex.: Transformar 74m em km = 74 ÷ 1000 = 0,074km (na Grandeza
divisão por 10 ou suas potências, basta deslocar a “vírgu- É tudo aquilo que pode ser contado, medido ou enume-
la” para a esquerda). rado.
Ş
ŝ#-ŝŦ

O grama (g) e o litro (l) seguem o mesmo padrão do Ex.: Comprimento (distância), tempo, quantidade de
metro (m). pessoas e/ou coisas, etc.
Metro quadrado (m2): Grandezas diretamente proporcionais: são aquelas em
km2
que o aumento de uma implica o aumento da outra.
Ex.: Quantidade e preço.
hm2
multiplica-se por 102
Grandezas inversamente proporcionais: são aquelas em
que o aumento de uma implica a diminuição da outra.
dam2 Ex.: Velocidade e tempo.
m2 Razão
dm2 É a comparação de duas grandezas. Essas grandezas po-
divide-se por 10 2
dem ser de mesma espécie (com a mesma unidade) ou de es-
cm2
pécies diferentes (unidades diferentes). Nada mais é do que
mm2 uma fração do tipo , com b z 0.
Nas razões, os numeradores são também chamados de an-
Para cada degrau descido da escada multiplica por 102 ou tecedentes e os denominadores de consequentes.
100, e para cada degrau subido divide por 102 ou 100. Ex.: Escala: comprimento no desenho comparado ao ta-
Ex.: Transformar 79,11m2 em cm2 = 79,11 . 10.000 = manho real.
791.100cm2; Velocidade: distância comparada ao tempo.
Ex.: Transformar 135m2 em km2 = 135 ÷ 1.000.000 =
0,000135km2. Proporção
Metro cúbico (m3): Pode ser definida como a igualdade de razões.
km3

hm3 multiplica-se por 103 =

dam3 Dessa igualdade, tiramos a propriedade fundamental das


proporções: “o produto dos meios igual ao produto dos ex-
m3 tremos” (a chamada “multiplicação cruzada”).

dm3 b.c=a.d
divide-se por 103 cm3 É basicamente essa propriedade que ajuda resolver a
mm3
maioria das questões desse assunto.
Dados três números racionais a, b e c, não nulos, denomina-
se quarta proporcional desses números um número x tal que:
Para cada degrau descido da escada, multiplica-se por 103
ou 1000, e para cada degrau subido, divide-se por 103 ou 1000. =
Proporção contínua é toda proporção que apresenta os Logo, a parte proporcional a 4 é o 20 e a parte proporcio-
meios iguais. nal ao 6 é o 30.
De um modo geral, uma proporção contínua pode ser re-
presentada por: Divisão em partes inversamente proporcionais.
= Divida o número 60 em partes inversamente proporcio-
nais a 2 e a 3.
As outras propriedades das proporções são:
Numa proporção, a soma dos dois primeiros termos está Ex.:
para o 2º (ou 1º) termo, assim como a soma dos dois últimos + = 60
está para o 4º (ou 3º).
+ =
= ou = 60
Numa proporção, a diferença dos dois primeiros termos 5x = 60 · 6
está para o 2º (ou 1º) termo, assim como a diferença dos dois 5x = 360
últimos está para o 4º (ou 3º).
x=
= ou = x = 72
Numa proporção, a soma dos antecedentes está para a X = constante proporcional
soma dos consequentes, assim como cada antecedente está
para o seu consequente. Então, = = 36 e = = 24
Logo, a parte proporcional a 2 é o 36 e a parte propor-
= = cional ao 3 é o 24.
Perceba que, na divisão diretamente proporcional, quem
Numa proporção, a diferença dos antecedentes está para tiver a maior parte ficará com o maior valor. Já na divisão in-
a diferença dos consequentes, assim como cada antecedente versamente proporcional, quem tiver a maior parte ficará com
está para o seu consequente. o menor valor.

= =
Regra das Torneiras
Sempre que uma questão envolver uma “situação” que

Ş
ŝ#-ŝŦ
Numa proporção, o produto dos antecedentes está para o pode ser feita de um jeito em determinado tempo (ou por uma
produto dos consequentes, assim como o quadrado de cada pessoa) e, em outro tempo, de outro jeito (ou por outra pes-
antecedente está para quadrado do seu consequente. soa), e quiser saber em quanto tempo seria se fosse feito tudo
ao mesmo tempo, usa-se a regra da torneira, que consiste na
aplicação da seguinte fórmula:
= =

A última propriedade pode ser estendida para qualquer


número de razões. Em que “t” é o tempo.
= = = Quando houver mais de duas “situações”, é melhor usar
a fórmula:
RLM e MATEMÁTICA

Divisão em Partes Proporcionais


Para dividir um número em partes direta ou inversamente
proporcionais, basta seguir algumas regras:
Divisão em partes diretamente proporcionais. Em que “n” é a quantidade de situações.
Divida o número 50 em partes diretamente proporcio- Uma torneira enche um tanque em 6h. Uma segunda
nais a 4 e a 6. torneira enche o mesmo tanque em 8h. Se as duas torneiras
Ex.: 4x + 6x = 50 forem abertas juntas quanto tempo vão levar para encher o
10x = 50 mesmo tanque?
x=
x=5
x = constante proporcional 85
Então, 4x = 4 . 5 = 20 e 6x = 6 . 5 = 30 = = 3h 25min e 43s
86
Regra de Três 10. Porcentagem e Juros
Mecanismo prático e/ou método utilizado para resolver O presente capítulo trata de uma pequena parte da
questões que envolvem razão e proporção (grandezas). matemática financeira, e também do uso das porcentagens,
assuntos presentes no dia a dia de todos.
Regra de Três Simples
Aquela que só envolve duas grandezas. Porcentagem
Ex.: Durante uma viagem um carro consome 20 litros de
RLM e MATEMÁTICA

É a aplicação da taxa percentual a determinado valor.


combustível para percorrer 240km, quantos litros são ne- Taxa percentual: é o valor que vem acompanhado do sím-
cessários para percorrer 450km? bolo %.
Primeiro, verifique se as grandezas envolvidas na ques- Para fins de cálculo, usa-se a taxa percentual em forma de
tão são direta ou inversamente proporcionais, e monte fração ou em números decimais.
uma estrutura para visualizar melhor a questão. Ex.: 3% = 3/100 = 0,03
Distância Litro 15% = 15/100 = 0,15
240 20 34% de 1200 = 34/100 . 1200 = 40800/100 = 408
450 x 65% de 140 = 0,65 . 140 = 91
Ao aumentar a distância, a quantidade de litros de com-
bustível necessária para percorrer essa distância também Lucro e Prejuízo
vai aumentar, então, as grandezas são diretamente pro- Lucro e prejuízo são resultados de movimentações finan-
Ş
ŝ#-ŝŦ

porcionais. ceiras.
= Custo (C): “Gasto”.
Venda (V): “Ganho”.
Aplicando a propriedade fundamental das proporções:
240x = 9000 Lucro (L): Quando se ganha mais do que se gasta.

x= = 37,5 litros L=V-C

Regra de Três Composta Prejuízo (P): Quando se gasta mais do que se ganha.
Aquela que envolve mais de duas grandezas. P=C-V
Ex.: Dois pedreiros levam nove dias para construir um
muro com 2m de altura. Trabalhando três pedreiros e au-
mentando a altura para 4m, qual será o tempo necessário Ex.: Um computador foi comprado por R$ 3.000,00 e re-
para completar esse muro? vendido com lucro de 25% sobre a venda. Qual o preço
de venda?
Neste caso, deve-se comparar uma grandeza de cada vez
com a variável. Como o lucro foi na venda, então L = 0,25V:
L=V–C
Dias Pedreiros Altura 0,25V = V – 3.000
9 2 2 0,25V – V = -3.000
x 3 4 -0.75V = -3.000 (-1)
Note que, ao aumentar a quantidade de pedreiros, o número 0,75V = 3.000
de dias necessários para construir um muro diminui, então as V = 3000 = 300000 = 4.000
0,75 75
grandezas pedreiros e dias são inversamente proporcionais.
No entanto, se aumentar a altura do muro, será necessário Logo, a venda se deu por R$ 4.000,00 reais.
mais dias para construí-lo. Dessa forma as grandezas muro
e dias são diretamente proporcionais. Para finalizar, basta Juros Simples
montar a proporção e resolver, lembrando que quando uma Juros: atributos (ganhos) de uma operação financeira.
grandeza for inversamente proporcional à variável sua fra- Juros Simples: os valores são somados ao capital apenas
ção será invertida. no final da aplicação. Somente o capital rende juros.
= · Para o cálculo de juros simples, usa-se a seguinte fórmula:

J=C.i.t
= Cujo:
Ex.: Aplicando a propriedade fundamental das proporções: J = juros;
6x = 72 C = capital;
i = taxa de juros;
X= = 12 dias t = tempo da aplicação.
Ex.: Um capital de R$ 2.500,00 foi aplicado a juros de 2% Sequência dos números quadrados perfeitos:
ao trimestre durante um ano. Quais os juros produzidos? (1, 4, 9, 16, 25, 36, 49, 64, 81, 100...);
Em 1 ano há exatamente 4 trimestres, como a taxa está Sequência dos números primos: (2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23,
em trimestre, agora é só calcular: 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53...).
J=C.i.t Veja que na sequência dos números quadrados perfeitos a
J = 2.500 . 0,02 . 4 lei que determina sua formação é: an = n2.
J = 200

Juros Compostos Lei de Formação de uma Sequência


Para determinarmos uma sequência numérica, precisamos
Juros Compostos: os valores são somados ao capital no de uma lei de formação. A lei que define a sequência pode ser
final de cada período de aplicação, formando um novo capital, a mais variada possível.
para incidência dos juros novamente. É o famoso caso de juros
Ex.: A sequência definida pela lei an = n2 + 1, com “n” N,
sobre juros.
cujo an é o termo que ocupa a n-ésima posição na sequên-
Para o cálculo de juros compostos, usa-se a seguinte fór- cia é: 0, 2, 5, 10, 17, 26... Por esse motivo, an é chamado de
mula: termo geral da sequência.
M = C . (1 + i)t Progressão Aritmética (P.A.)
Toda sequência na qual, a partir do segundo termo, a sub-
Cujo: tração de um termo por seu antecessor tem como resultado
M = montante; um valor fixo, que chamaremos de razão e representaremos
C = capital; pela letra “r”, é chamada de progressão aritmética.
i = taxa de juros; Ex.: (2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, ...); r = 2
t = tempo da aplicação. (5, 2, -1, -4, -7, -10, -13, ...); r = -3
Um investidor aplicou a quantia de R$ 10.000,00 à taxa Uma P.A. pode ser crescente, decrescente ou constante:
de juros de 2% a.m. durante 4 meses. Qual o montante desse Crescente: é aquela que tem a razão positiva, r > 0;
investimento? Decrescente: é aquela que tem a razão negativa, r < 0;
Aplicando a fórmula, já que a taxa e o tempo estão na Constante: é aquela que tem a razão nula, r = 0.
mesma unidade:
Ex.: M = C . (1 + i)t
M = 10.000 . (1 + 0,02)4 Termo Geral da P.A.
M = 10.000 . (1,02)4 Sabendo-se o primeiro termo de uma P.A. e sua razão, po-

Ş
ŝ#-ŝŦ
demos determinar qualquer termo que quisermos, bastando
M = 10.000 . 1,08243216
para isso fazer uso da fórmula do termo geral, que é:
M = 10.824,32
an = a1 + (n - 1) . r
Capitalização
Capitalização: acúmulo de capitais (capital + juros). Sendo:
Nos juros simples, calcula-se por: M = C + J. a1 = o primeiro termo da P.A.;
Nos juros compostos, calcula-se por: J = M – C.
an = o termo que se quer determinar;
Em algumas questões terão que ser calculados os
montantes do juro simples ou os juros do juro composto. n = o número do termo;
r = a razão da P.A.
11. Sequências Numéricas Ex.: Determine o 8º termo da P.A. (3, 7, 11, 15, ...)
RLM e MATEMÁTICA

Resolução:
Neste capítulo, será possível verificar a formação de uma
sequência e também do que trata a P.A. (Progressão Aritmética) Sendo a1 = 3, e r = 4 (7 - 3 = 4), aplicando a fórmula do
e a P.G. (Progressão Geométrica). termo geral, temos:
an = a1 + (n - 1) . r
Conceitos a8 = 3 + (8 - 1) . 4
Sequências: conjuntos de elementos organizados de acor- a8 = 3 + 7 . 4
do com certo padrão, ou seguindo determinada regra. O co- a8 = 3 + 28
nhecimento das sequências é fundamental para a compreen- a8 = 31
são das progressões. Portanto, o 8º termo da P.A. é 31.
Progressões: as progressões são sequências numéricas
com algumas características exclusivas. Propriedades das P.A.
Cada elemento das sequências e/ou progressões são de- 1ª propriedade: qualquer termo da P.A., a partir do segun- 87
nominados termos. do, é a média aritmética entre seu antecessor e seu sucessor.
88

Ex.: P.A. (3, 7, ?, 15, ...) Sendo:


a1 = 3; a2 = 7; a3 = ?; a4 = 15 a1 = o primeiro termo da P.A.;
an = o último termo da P.A.;
RLM e MATEMÁTICA

n = o total de termos da P.A.


Ex.: Calcule a soma dos temos da P.A. (1, 4, 7, 10, 13, 16,
19, 22, 25).
Resolução:
a1 = 1; an = 25; n = 9

= 11
2ª propriedade: a soma dos termos equidistantes aos ex-
tremos é igual à soma dos extremos.

a1 + a n = a 2 + a n - 1 = a 3 + a n - 2 = a 1 + p + a n - p
Ş
ŝ#-ŝŦ

Ex.: P.A. (3, 7, 11, 15, 19, 23, 27, 31)


a1 = 3; a2 = 7; a3 = 11; a4 = 15; a5 = 19; a6 = 23; a7 = 27;
a8 = 31
a1 + an = a2 + an - 1 = a3 + an - 2 = a1 + p + an - p
a1 + a8 = a2 + a7 = a3 + a6 = a4 + a5
3 + 31 = 7 + 27 = 11 + 23 = 15 + 19
34 = 34 = 34 = 34
Progressão Geométrica (P.G.)
Toda sequência na qual, a partir do segundo termo, a divi-
Interpolação Aritmética são de um termo por seu antecessor tem como resultado um
Interpolar significa inserir termos, ou seja, interpolação valor fixo, que chamaremos de razão e representaremos pela
letra “q”, é chamada de progressão geométrica.
aritmética é a colocação de termos entre os extremos de uma
P.A. Consiste basicamente em descobrir o valor da razão da Observe que os conceitos de P.A. e P.G. são muito pareci-
dos, mas não iguais. Enquanto a P.A. usamos a adição na P.G.
P.A. e, com, isso inserir esses termos.
utilizamos a multiplicação.
Utiliza-se a fórmula do termo geral para a resolução das Ex.: (2, 4, 8, 16, 32, 64, ...); q = 2
questões, em que “n” será igual a “k + 2”, cujo “k” é a quantida- (5, -25, 125, -625, 3125, ...); q = -5
de de termos que se quer interpolar. Uma P.G. pode ser crescente, decrescente, constante ou
Ex.: Insira 5 termos em uma P.A. que começa com 3 e oscilante:
termina com 15. Crescente (3, 9, 27, 81, 243, ...)
Resolução: Decrescente (1296, 216, 36, 6, 1, ...)
a1 = 3; an = 15; k = 5 e n = 5 + 2 = 7 Constante (7, 7, 7, 7, ...)
an = a1 + (n − 1) · r Oscilante (3, -12, 48, -192, ...)

15 = 3 + (7 − 1) · r Termo Geral da P.G.


15 = 3 + 6r Sabendo o primeiro termo de uma P.G. e sua razão, po-
demos determinar qualquer termo que quisermos, bastando
6r = 15 – 3 para isso fazer uso da fórmula do termo geral:
6r = 12
an = a1 . q(n - 1)
r=
r=2 Sendo:
a1 = o primeiro termo da P.G.;
Então, P.A (3, 5, 7, 9, 11, 13, 15)
an = o termo que se quer determinar;
Soma dos Termos de uma P.A. n = o número do termo;
Para somar os termos de uma P.A. basta utilizar a seguinte q = a razão da P.G.
fórmula. Ex.: Determine o 5º termo da P.G. (3, 15, 75, ...)
Resolução: P.G. finita:
Sendo a1 = 3, e q = 5 (15/3 = 5), aplicando a fórmula do
termo geral, temos:

P.G. infinita:

P.G. infinita é aquela que tem a razão: -1 < q < 1.


Sendo:
Propriedades das P.G. a1 = o primeiro termo da P.G.;
1ª propriedade: qualquer termo da P.G., a partir do segun- an = o último termo da P.G.;
do, é a média geométrica entre seu antecessor e seu sucessor. q = a razão da P.G.
Ex.: Calcule a soma da P.G.:

Resolução:
Como q = -1/3, ou seja, -1 < q < 1, então:
2ª propriedade: o produto dos termos equidistantes aos ex-
tremos é igual ao produto dos extremos. e =1
a1 . a n = a 2 . a n - 1 = a 3 . a n - 2 = a 1 + k + a n - k ;e =1

Interpolação Geométrica
Interpolar significa inserir termos, ou seja, interpolação
geométrica é a colocação de termos entre os extremos de
uma P.G. Consiste basicamente em descobrir o valor da razão
da P.G. e, com isso, inserir esses termos.

Ş
ŝ#-ŝŦ
Utiliza-se a fórmula do termo geral para a re-
solução das questões, em que “n” será igual a
“p + 2”, cujo “p” é a quantidade de termos que se quer interpolar.
Ex.: Insira 4 termos em uma P.G que começa com 2 e ter-
mina com 2048.
Resolução: Produto dos Termos de uma P.G.
a1 = 2; an = 2048; p = 4 e n = 4 + 2 = 6 Para o cálculo do produto dos termos de uma P.G., basta
usar a seguinte fórmula: RLM e MATEMÁTICA

Ex.: Qual o produto dos termos da P.G. (5, 10, 20, 40, 80,
160).
Resolução:
a1 =5; an = 160; n = 6

P.G. (2, 8, 32, 128, 512, 2048).


Soma dos Termos de uma P.G.
Aqui temos duas situações: P.G. finita e infinita. Devemos
ficar atentos, pois para cada tipo de P.G.temos uma fórmula 89
correspondente.
90
12. Matrizes, Determinantes e D=

Sistemas Lineares
=
Matrizes
Logo:
Matriz: é uma tabela que serve para organizar dados nu-
RLM e MATEMÁTICA

méricos em linhas e colunas.


D=
Nas matrizes, cada número é chamado de elemento da
matriz, as filas horizontais são chamadas linhas e as filas verti-
cais são chamadas colunas. Tipos de Matrizes
Ex.: Existem alguns tipos de matrizes mais comuns e usados
nas questões de concursos:
Linha
1 7
13 -1 18 Matriz Linha
É aquela que possui somente uma linha.
Coluna A1 x 3 =
No exemplo, a matriz apresenta 2 linhas e 3 colunas. Dize-
mos que essa matriz é do tipo 2x3 (2 linhas e 3 colunas). Lê-se Matriz Coluna
Ş
ŝ#-ŝŦ

dois por três. É aquela que possui somente uma coluna.

Representação de uma Matriz B3 x 1 =


Uma matriz pode ser representada por parênteses
( ) ou colchetes [ ], com seus dados numéricos inseridos
dentro desses símbolos matemáticos. Cada um desses dados, Matriz Nula
ocupam uma posição definida por uma linha e coluna. É aquela que possui todos os elementos nulos, ou zero.
A nomenclatura da matriz se dá por uma letra maiúscula.
C2 x 3 =
De modo geral, uma matriz A de m linhas e n colunas (m x n)
pode ser representada da seguinte forma:
... 1n
Matriz Quadrada
A= ...
2n É aquela que possui o número de linhas igual ao número
com m, n e N*
... 3n de colunas.
...........................................
m1 m2 m3 mn mxn D3 x 3 =
Abreviadamente:
Características das Matrizes Quadradas:
A mxn = mxn Possuem diagonal principal e secundária.

Com: A3 x 3 = diagonal principal


“i” {1, 2, 3, ..., m} e “j” {1, 2, 3, ..., n}
No qual, “aij” é o elemento da “i” linha com a “j” coluna.
A3 x 3 = diagonal secundária
B3 x 2 = matriz de ordem 3x2

Matriz Identidade
C2 x 2 = matriz quadrada de ordem 2x2, É toda a matriz quadrada que os elementos da diagonal
ou somente 2 principal são iguais a um e os demais são zeros:

Lei de Formação de uma Matriz A3 x 3 =


As matrizes possuem uma lei de formação que define seus
elementos a partir da posição (linha e coluna) de cada um de- Matriz Diagonal
les na matriz, e podemos assim representar: É toda a matriz quadrada que os elementos da diagonal
D = (dij)3x3 em que dij = 2i - j principal são diferentes de zero e os de mais são zeros:
X2 x 3 = e Y2 x 3 =
A3 x 3 =

Matriz Triangular S=
Aquela cujos elementos de um dos triângulos formados
pela diagonal principal são zeros. S2 x 3 =

A3 x 3 = Produto de uma Constante por


uma Matriz
Matriz Transposta (At) Basta multiplicar a constante por todos os elementos da
matriz.
É aquela em que ocorre a troca ordenada das linhas por Ex.: P = 2Y
colunas.
Y2 x 2 =
A= t
mxn= A = nxm

P=
A2 x 3 = → At3 x 2 =

Perceba que a linha 1 de A corresponde à coluna 1 de At e a P2 x 2 =


coluna 2 de A corresponde à coluna 2 de At.
Para multiplicar matrizes, devemos “multiplicar linhas por
Matriz Oposta colunas”, ou seja, multiplica o 1º número da linha pelo 1º núme-
ro da coluna, o 2º número da linha pelo 2º número da coluna
É toda matriz obtida trocando o sinal de cada um dos ele-
e assim sucessivamente para todos os elementos das linhas e
mentos de uma matriz dada. colunas.
A2 x 2 = → -A2 x 2 = Esse procedimento de cálculo só poderá ser feito se o
número de colunas da 1ª matriz for igual ao número de linhas
Matriz simétrica: é toda a matriz quadrada que a da 2ª matriz.
(Amxn) . (Bnxp) = Cmxp

Ş
ŝ#-ŝŦ
At = A:
.
Ex.: M = A2 x 3 B3 x 2
1 3 A2 x 3 = e B3 x 2 =
A
3 2
A=At
11 3
At M2 x 2 =
33 2
M2 x 2 =
Operações com Matrizes
Vamos ver agora as principais operações com as matrizes;
fique atento para a multiplicação de duas matrizes. M2 x 2 =
RLM e MATEMÁTICA

Igualdade de Matrizes M2 x 2 =
Duas matrizes são iguais quando possuem o mesmo nú-
mero de linhas e colunas (mesma ordem), e os elementos cor-
Matriz Inversa (A-1)
respondentes são iguais. Se existe uma matriz B, quadrada de ordem n, tal que A . B
= B . A = In, dizemos que a matriz B é a inversa de A. Costuma-
X = Y o X2 x 2 = e Y2 x 2 = mos indicar a matriz inversa por A-1. Assim B=A-1.
Logo: A . A-1 = A-1 . A = In
Soma de Matrizes Para melhor compreender essa definição, observe o exemplo:
Ex.: A . A-1 = In
Só é possível somar matrizes de mesma ordem. Para fazer
A2 x 2 = e A-12 x 2 =
o cálculo, basta somar os elementos correspondentes. 91
Ex.: S = X + Y (S = matriz soma de X e Y) Logo:
= Determinantes
92
Determinante é um número real associado à matriz.
Só há determinante de matriz quadrada. Cada matriz apre-
= senta um único determinante.
Cálculo dos Determinantes
Determinante de uma Matriz de Ordem 1 ou de 1ª
RLM e MATEMÁTICA

→ ordem:
Se a matriz é de 1ª ordem, significa que ela tem apenas
uma linha e uma coluna, portanto, só um elemento, que é o
próprio determinante da matriz.
Resolvendo o sistema I: Ex.: A1 x 1 = [13]
Det A = 13
B1 x 1 = [ -7 ]
Det B = -7

(somando as equações) Determinante de uma Matriz de Ordem 2 ou de


2ª ordem:
Será calculado pela subtração do produto dos elementos
Ş
ŝ#-ŝŦ

da diagonal principal pelo produto dos elementos da diagonal


secundária.
Ex.: A2 x 2 =
Substituindo-se “a” em uma das duas equações, temos:
Det A = (2 . 7) - (4 . 3)
Det A = (14) - (12)
Det A = 2
B2 x 2 =

Ex.: Det B = (6 . 9) - (-1 . 8)


Det B = (54) - (-8)
Det B = 54 + 8
Det B = 62
Resolvendo o sistema II:
Determinante de uma Matriz de Ordem 3 ou de
3ª ordem:
Será calculado pela Regra de Sarrus, que consiste em:
(somando as equações) 1º passo: repetir as duas primeiras colunas ao lado da matriz.
2º passo: multiplicar os elementos da diagonal principal
e das outras duas diagonais que seguem a mesma direção, e
somá-los.
3º passo: multiplicar os elementos da diagonal secundária
e das outras duas diagonais que seguem a mesma direção, e
somá-los.
Substituindo-se “d” em uma das duas equações, temos:
4º passo: o valor do determinante será dado pela sub-
tração do resultado do 2º com o 3º passo.

A3 x 3 =

A3 x 3 =
a = 1/7; b = 2/7; c = -3/7; d = 1/7
Logo: Ex.: Det A = (2 . 5 . 6 + 4 . 8 . 1 + 7 . 3 . 9) - (7 . 5 . 1 + 2 . 8
. 9 + 4 . 3 . 6)
A-12 x 2 = Ex.: Det A = (60 + 32 + 189) – (35 + 144 + 72)
Det A = (281) – (251)
Det A = 30 A3 x 3 = (I)

Se estivermos diante de uma matriz triangular ou matriz


diagonal, o seu determinante será calculado, pelo produto dos
Det. A3 x 3 = = (II)
elementos da diagonal principal, somente.
Matriz triangular
Det. A3 x 3 = = (III)
A3 x 3 =

Det. A3 x 3 = (-1)3 + 1 (IV)

A3 x 3 = Det. A3 x 3 = (1) (140 – 110)

Det A = (2 . 5 . 6 + 4 . 8 . 0 + 7 . 0 . 0) - (7 . 5 . 0 + 2 . 8 . 0 Det. A = 30
+ 4 . 0 . 6)
O Teorema de Laplace:
Det A = (60 + 0 + 0) - (0 + 0 + 0)
Primeiramente, precisamos saber o que é um co-
Det A = 60 (produto da diagonal principal = 2 x 5 x 6) fator. O cofator de um elemento aij de uma matriz é:
Matriz diagonal Aij = (-1)i + j . Dij.
Agora, vamos ao teorema:
B3 x 3 = Escolha uma linha ou coluna qualquer do determinante:

A3 x 3 =

B3 x 3 =
Calcule o cofator de cada elemento dessa fila:

Det B = (2 . 5 . 6 + 0 . 0 . 0 + 0 . 0 . 0) - (0 . 5 . 0 + 2 . 0 . a11 = A11 = (-1) 1+1 · = (1) · (-42)

Ş
ŝ#-ŝŦ
0 + 0 . 0 . 6)
Det B = (60 + 0 + 0) – (0 + 0 + 0) a21 = A21 = (-1) 2+1 · = (-1) · (-39)

Det B = 60 (produto da diagonal principal = 2 . 5 . 6)


a31 = A31 = (-1) 3+1 · = (1) · (-3)
Determinante de uma Matriz de Ordem
superior a 3: Multiplique cada elemento da fila selecionada pelo seu res-
Será calculado pela Regra de Chió ou Teorema de Laplace. pectivo cofator. O determinante da matriz será a soma desses
produtos.
Regra de Chió: Det. A3 x 3 = a11 . A11 + a21 . A21 + a31 . A31
RLM e MATEMÁTICA

Escolha um elemento aij = 1. Det. A3 x 3 = 2 . (-42) + 3 . 39 + 1 . (-3)


Det. A3 x 3 = (-84) + 117 + (-3)
Retirando a linha (i) e a coluna (j) do elemento aij = 1,
Det. A3 x 3 = 117 - 87
obtenha o menor complementar (Dij) do referido elemento –
Det A = 30
uma nova matriz com uma ordem a menos.
Subtraia de cada elemento dessa nova matriz menor Propriedade dos Determinantes
complementar (Dij) o produto dos elementos que perten- As propriedades dos determinantes servem para facilitar o
ciam a sua linha e coluna e que foram retirados, formado cálculo do determinante, uma vez que, com elas, diminuímos
nosso trabalho nas resoluções das questões de concursos.
outra matriz.
Ex.: Calcule o determinante dessa última matriz e multi- Determinante de Matriz Transposta
plique por (-1)i + j, sendo que i e j pertencem ao elemento Se A é uma matriz de ordem “n” e At sua transposta, então: 93
aij = 1. Det. At = Det. A
Det. A = 6 - 4
A2 x 2 = Det. A = 2
94
3 · A2 x 2 =
Det. A = 2 · 4 - 3 · 1
Det. 3A = 6 . 9 - 3 . 12
Det. A = 8 - 3 Det. 3A = 54 - 36
Det. 3A = 18
RLM e MATEMÁTICA

Det. A = 5 Det (k . A) = kn . Det. A


Det (3 . A) = 32 . 2
At 2 x 2 = Det (3 . A) = 9 . 2
Det (3 . A) = 18
Det. At = 2 x 4 - 1 · 3 Determinante de uma Matriz com
Filas Paralelas Iguais
Det. At = 8 - 3 Se uma matriz A de ordem n t 2 tem duas filas paralelas
com os elementos respectivamente iguais, então: Det. A = 0
Det. At = 5
Ex.: A2 x 2 =
Determinante de uma Matriz com Fila Nula Det. A = 2 . 3 - 3 . 2
Det. A = 6 - 6
Ş
ŝ#-ŝŦ

Se uma das filas (linha ou coluna) da matriz A for toda


nula, então: Det. A = 0 Det. A = 0

Ex.: A2 x 2 = Determinante de uma Matriz com Filas Paralelas


Det. A = 2 . 0 – 3 . 0 Proporcionais
Det. A = 0 - 0 Se uma matriz A de ordem n t 2 tem duas filas paralelas
Det. A = 0 com os elementos respectivamente proporcionais, então: Det.
A = 0.
Determinante de uma Matriz cuja Fila foi Multi-
plicada por uma Constante Ex.: A2 x 2 =
Se multiplicarmos uma fila (linha ou coluna) qualquer da
matriz A por um número k, o determinante da nova matriz será Det. A = 3 . 8 - 6 . 4
Det. A = 24 - 24
k vezes o determinante de A.
Det. A = 0
Det. A‘ (k vezes uma fila de A) = k . Det. A
Ex.: A2 x 2 = Determinante de uma Matriz com Troca de Filas
Paralelas
Det. A = 2 . 2 - 1 . 3
Se em uma matriz A de ordem n t 2 trocarmos de posição
Det. A = 4 - 3 duas filas paralelas, obteremos uma nova matriz B, tal que:
Det. A = 1 Det. A = - Det. B
A‘2 x 2 = (k = 2) Ex.: A2 x 2 =

Det. A‘ = 4 . 2 - 2 . 3 Det. A = 5 . 3 - 2 . 4
Det. A‘ = 8 - 6 Det. A = 15 - 8
Det. A‘ = 2 Det. A = 7
Det. A‘ = k . Det. A B2 x 2 =
Det. A’ = 2 . 1 Det. B = 4 . 2 - 5 . 3
Det. A’ = 2 Det. B = 8 - 15
Det. B = -7
Determinante de uma Matriz Multiplicada por
uma Constante Det. A = - Det. B
Se multiplicarmos toda uma matriz A de ordem “n” por um Det. A = - (-7)
número k, o determinante da nova matriz será o produto (multi-
Det. A = 7
plicação) de kn pelo determinante de A.
Det (k . A) = kn . Det. A Determinante do Produto de Matrizes
Ex.:
A2 x 2 = Se A e B são matrizes quadradas de ordem n, então:
Det. A = 2 . 3 - = 1 . 4 Det. (A . B) = Det. A . Det. B
Ex.: A2 x 2 = Sistemas Lineares
Det. A = 1 . 3 - 2 . 2 Equações Lineares: é toda equação do 1º grau com uma ou
Det. A = 3 - 4 mais incógnitas.
Det. A = -1 Sistemas Lineares: é o conjunto de equações lineares.
Ex.: Equação: 2x + 3y = 7
B2 x 2 =
Sistema:
Det. B = 2 . 4 - 5 . 3
Det. B = 8 - 15
Equação: x + 2y + z = 8
Det. B = -7
A · B2 x 2 =
Sistema:
Det. (A . B) = 8 . 22 - 13 . 13
Det. (A . B) = 176 - 169
Representação de um Sistema
Det. (A . B) = 7 Linear em Forma de Matriz
Det. (A . B) = Det. A . Det. B
Todo sistema linear pode ser escrito na forma de uma ma-
Det. (A . B) = (-1) . (-7) triz.
Det. (A . B) = 7 Esse conteúdo será importante mais adiante para a reso-
lução dos sistemas.
Determinante de uma Matriz Triangular
O determinante é igual ao produto dos elementos da di-
agonal principal.
Forma de Matriz:
Determinante de uma Matriz Inversa
Seja B a matriz inversa de A, então, a relação entre os de- · =
terminantes de B e A é dado por:
termos independentes
Matriz Incompleta:

Ş
ŝ#-ŝŦ
Matriz de x
Ex.: A2 x 2 =
Det. A = 1 . 1 - (-2 . 3)
Substituem-se os coeficientes de x pelos termos indepen-
Ex.: Det. A = 1 + 6 dentes.
Det. A = 7
Matriz de Y
B = A-12 x 2 =

Det. B = (1/7 . 1/7) - (2/7 . -3/7) Substituem-se os coeficientes de y pelos termos indepen-
RLM e MATEMÁTICA

dentes.
Det. B = 1/49 + 6/49
Det. B = 7/49 Resolução de um Sistema Linear
Resolvem-se os sistemas pelo método dos determinan-
Det. B = 1/7
tes, também conhecido como Regra de Cramer.
A regra consiste em: o valor das variáveis será calculado
dividindo-se o determinante da matriz da variável pelo de-
terminante da matriz incompleta, do sistema.
Então:
O valor de x é dado por:
x=
95
O valor de y é dado por:
Valor de y é: y = =2
96 y=
O valor de z é dado por: Valor de z é: z = =1
z=
Solução: x= 3, y = 2 e z = 1
RLM e MATEMÁTICA

Se o determinante da matriz incompleta for diferente de


zero (Det. In. z 0), teremos sempre um sistema possível e de- 13. Funções, Função Afim e Função
terminado;
Se o determinante da matriz incompleta for igual a zero
Quadrática
(Det. In. = 0), temos duas situações: Neste capítulo será abordado um assunto de grande im-
1ª: Se os determinantes de todas as matrizes das variáveis portância para a matemática: as funções.
também forem iguais a zero (Det. X = 0 e Det. Y = 0 e Det. Z =
0), teremos um sistema possível e indeterminado; Definições, Domínio,
2ª: Se o determinante de, pelo menos, uma das matrizes das Contradomínio e Imagem
variáveis for diferente de zero (Det. . z 0 ou Det. Y z 0 ou Det. Z A função é uma relação estabelecida entre dois conjuntos
z 0), teremos um sistema impossível. A e B, em que exista uma associação entre cada elemento de A
DETERMINADO com um único de B por meio de uma lei de formação.
Ş
ŝ#-ŝŦ

(SPD) Matematicamente, podemos dizer que função é uma re-


lação de dois valores, por exemplo: ƒ(x) = y, sendo que x e y
POSSÍVEL são valores, nos quais x é o domínio da função (a função está
INDETERMINADO dependendo dele) e y é um valor que depende do valor de x,
SISTEMAS (SPI) sendo a imagem da função.
LINEARES As funções possuem um conjunto chamado domínio e ou-
IMPOSSÍVEL tro chamado de imagem da função, além do contradomínio.
(SI) No plano cartesiano, que o eixo x representa o domínio da fun-
ção, enquanto no eixo y apresentam-se os valores obtidos em
função de x, constituindo a imagem da função (o eixo y seria o
Ex.: SPD: sistema possível e determinado (quando Det. contradomínio da função).
In. z 0). Demonstração:
SPI: sistema possível e indeterminado (quando Det. In. = 0, Com os conjuntos A = {1, 4, 7} e B = {1, 4, 6,
e Det. . = 0 e Det. Y = 0 e Det. Z = 0). 7, 8, 9, 12} cria-se a função f: A ї B definida por
SI: sistema impossível (quando Det. In. = 0, e Det. . z 0 ou ƒ(x) = x + 5, que também pode ser representada por
Det. Y z 0 ou Det. Z z 0). y = x + 5. A representação, utilizando conjuntos, desta função é:
Ex.: A B
1
1
4
6
4 9 8
Matriz incompleta: det. In. = -9
12
7 7

Matriz de X: det. X = -27 O conjunto A é o conjunto de saída e o B é o conjunto de


chegada.
Domínio é um sinônimo para conjunto de saída, ou seja,
para esta função o domínio é o próprio conjunto A = {1, 4, 7}.
Matriz de Y: det. Y = -18 Como, em uma função, o conjunto de saída (domínio) deve
ter todos os seus elementos relacionados, não precisa ter sub-
divisões para o domínio.
Matriz de Z: det. Z = -9 O domínio de uma função também é chamado de campo
de definição ou campo de existência da função, e é represen-
tado pela letra “D”.
O conjunto de chegada “B”, também possui um sinônimo,
Valor de x é: x = =3 é chamado de contradomínio, representado por “CD”.
Note que se pode fazer uma subdivisão dentro do contrado- Função Bijetora
mínio. Podemos ter elementos do contradomínio que não são
Toda a função que for Injetora e Sobrejetora ao mesmo
relacionados com algum elemento do Domínio e outros que são.
tempo.
Por isso, deve-se levar em consideração esta subdivisão.
Este subconjunto é chamado de conjunto imagem, e é Funções Crescentes,
composto por todos os elementos em que as flechas de rela-
cionamento chegam. Decrescentes e Constantes
O conjunto Imagem é representado por “Im”, e cada ponto
que a flecha chega é chamado de imagem.
Função Crescente
À medida que x “aumenta”, as imagens vão “aumentando”.
Plano Cartesiano Com x1 > x2 a função é crescente para ƒ(x1) > ƒ(x2), isto é,
Criado por René Descartes, o plano cartesiano consiste aumentando valor de x, aumenta o valor de y.
em dois eixos perpendiculares, sendo o horizontal chamado
de eixo das abscissas e o vertical de eixo das ordenadas. O Função Decrescente
plano cartesiano foi desenvolvido por Descartes no intuito de À medida que x “aumenta”, as imagens vão “diminuindo”
localizar pontos num determinado espaço. (decrescendo).
As disposições dos eixos no plano formam quatro Com x1 > x2 a função é crescente para ƒ(x1) < ƒ(x2), isto é,
quadrantes, mostrados na figura a seguir: aumentando x, diminui o valor de y.
y
Função Constante
Em uma função constante qualquer que seja o elemento do
domínio, eles sempre terão a mesma imagem, ao variar x encon-
2º Quadrante 1º Quadrante
tra-se sempre o mesmo valor y.

Funções Inversas e Compostas


0 x Função Inversa
Dada uma função ƒ: A o B, se f é bijetora, se define a
3º Quadrante 4º Quadrante função inversa f-1 como sendo a função de B em A, tal que ƒ-1
(y) = x.
Ex.: Determine a inversa da função definida por:
y = 2x + 3

Ş
ŝ#-ŝŦ
O encontro dos eixos é chamado de origem. Cada ponto Trocando as variáveis x e y:
do plano cartesiano é formado por um par ordenado (x, y), em x = 2y + 3
que x: abscissa e y: ordenada.
Colocando y em função de x:
Raízes 2y = x - 3
Em matemática, uma raiz ou “zero” da função consiste em y= , que define a função inversa da função dada.
determinar os pontos de interseção da função com o eixo das
abscissas no plano cartesiano. A função ƒ é um elemento no Função Composta
domínio de ƒ tal que ƒ(x) = 0. Chama-se função composta (ou função de função) a fun-
Ex.: Considere a função: ção obtida substituindo-se a variável independente x por uma
ƒ(x) = x2 - 6x + 9 função.
RLM e MATEMÁTICA

3 é uma raiz de ƒ, porque: Simbolicamente fica:


ƒ(3) = 32 - 6 . 3 + 9 = 0 ƒog(x) = ƒ(g(x)) ou goƒ(x)= g(ƒ(x))
Ex.: Dadas as funções ƒ(x) = 2x + 3 e g(x) = 5x, determine
Funções Injetoras, goƒ(x) e ƒog(x).
goƒ(x) = g[ƒ(x)] = g(2x + 3) = 5(2x + 3) = 10x + 15
Sobrejetoras e Bijetoras
ƒog(x) = ƒ[g(x)] = ƒ(5x) = 2(5x) + 3 = 10x + 3
Função Injetora
É toda a função em que cada x encontra um único y, ou Função Afim
seja, os elementos distintos têm imagens distintas. Chama-se função polinomial do 1º grau, ou fun-
ção afim, a qualquer função ƒ dada por uma lei da forma
Função Sobrejetora ƒ(x) = ax + b, cujo a e b são números reais dados e a z 0.
Toda a função em que o conjunto imagem é exatamente Na função ƒ(x) = ax + b, o número a é chamado de coefi- 97
igual ao contradomínio (y). ciente de x e o número b é chamado termo constante.
Gráfico Portanto, y é positivo para valores de x menores que a raiz;
98 y é negativo para valores de x maiores que a raiz.
O gráfico de uma função polinomial do 1º grau, y
y = ax + b, com a z 0, é uma reta oblíqua aos eixos x e y.
y
-b -b
y 0 x>
a a
RLM e MATEMÁTICA

0 x
-b
x x< y 0
a
-1
Equações e Inequações do 1º Grau
Equação
Zero e Equação do 1º Grau Uma equação do 1º grau na incógnita x é qualquer ex-
Chama-se zero ou raiz da função polinomial do 1º grau ƒ(x) pressão do 1º grau que pode ser escrita numa das seguintes
= ax + b, a z 0, o número real x tal que f(x) = 0. formas:
Assim: f(x) = 0 Ÿax + b = 0 Ÿ
ax + b = 0
Ş
ŝ#-ŝŦ

Crescimento e Decrescimento
Para resolver uma equação, basta achar o valor de “x”.
A função do 1º grau ƒ(x) = ax + b é crescente quando o
coeficiente de x é positivo (a > 0). Sistema de Equação
A função do 1º grau ƒ(x) = ax + b é decrescente quando o Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é
coeficiente de x é negativo (a < 0). formado por: duas equações de 1º grau com duas incógnitas
diferentes em cada equação.
Sinal Ex.:
Estudar o sinal de qualquer y = ƒ(x) é determinar os valor de
x para os quais y é positivo, os valores de x para os quais y é zero
e os valores de x para os quais y é negativo.
Considere uma função afim y = ƒ(x) = ax + b, essa função
Para encontramos o par ordenado solução desse sistema, é
se anula para a raiz . preciso utilizar dois métodos para a sua solução. Esses dois mé-
todos são: Substituição e Adição.
Há então, dois casos possíveis:
a > 0 (a função é crescente) Método da substituição:
y>0 ax + b > 0 Esse método consiste em escolher uma das duas equa-
ções, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação.
Y < 0 ax + b < 0
Logo, y é positivo para valores de x maiores que a raiz; y é Dado o sistema enumeramos as equa-
negativo para valores de x menores que a raiz.
y ções.
1
2
-b -b x>0 Escolhemos a equação 1 e isolamos o x:
x<
a a x + y = 20
x = 20 - y
x<0 0 -b x
x> Equação 2 substituímos o valor de x = 20 - y.
a
3x + 4 y = 72
3 (20 - y) + 4y = 72
60 - 3y + 4y = 72
a < 0 (a função é decrescente) - 3y + 4y = 72 - 60
y = 12
y>0 ax + b > 0
Para descobrir o valor de x, basta substituir y por 12 na
y>0 ax + b > 0 equação:
x = 20 - y. Ex.: Resolva a inequação -2x + 7 > 0:
x = 20 - y -2x > -7 . (-1)
x = 20 - 12
x=8 2x < 7
Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)
x < 7/2
Método da adição: Logo, a solução da inequação é x < 7/2.
Este método consiste em adicionar as duas equações de
tal forma que a soma de uma das incógnitas seja zero. Para Resolva a inequação 2x - 6 < 0.
que isso aconteça, será preciso que multipliquemos algumas
vezes as duas equações ou apenas uma equação por números 2x < 6
inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero. x < 6/2
Dado o sistema:
x<3
Portanto, a solução da inequação é x < 3.
Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das Pode-se resolver qualquer inequação do 1º grau por meio
incógnitas de zero, teremos que multiplicar a primeira equa-
ção por - 3. do estudo do sinal de uma função do 1º grau, com o seguinte
(-3) procedimento:
Iguala-se a expressão ax + b a zero;
Agora, o sistema fica assim:
Localiza-se a raiz no eixo x;
Estuda-se o sinal conforme o caso.
Adicionando as duas equações: Ex.: -2x + 7 > 0
- 3x - 3y = - 60
-2x + 7 = 0
+ 3x + 4y = 72
y = 12 x = 7/2
Para descobrir o valor de x, basta escolher uma das duas
equações e substituir o valor de y encontrado:

Ş
ŝ#-ŝŦ
7/2
x + y = 20
x
x + 12 = 20 x < 7/2
x = 20 - 12
x=8 Ex.: 2x - 6 < 0
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12)
2x - 6 = 0
Inequação
x=3
Uma inequação do 1º grau na incógnita x é qualquer ex-
pressão do 1º grau que pode ser escrita numa das seguintes
formas: x<3
ax + b > 0; 3
x
RLM e MATEMÁTICA

ax + b < 0;
ax + b t 0;
ax + b d 0.
Cujo a, b são números reais com a z 0.
Ex.: -2x + 7 > 0 Função Quadrática
x - 10 d 0 Chama-se função quadrática, ou função polinomial do 2º
2x + 5 d 0 grau, qualquer função ƒ de IR em IR dada por uma lei da forma
12 - x < 0 ƒ(x) = ax2 + bx + c, em que a, b e c são números reais e a z 0.
Resolvendo uma Inequação de 1º Grau Gráfico
Uma maneira simples de resolver uma equação do 1º grau
é isolarmos a incógnita x em um dos membros da igualdade. O gráfico de uma função polinomial do 2º grau, y = ax2 + 99
Observe dois exemplos: bx + c, com a z 0, é uma curva chamada parábola.
y
y
100
a
8

(-3, 6) 6 (2, 6)
0
RLM e MATEMÁTICA

V
4
y
V a
(-2, 2)
2 (1, 2)
0 x

0
(1 , 0) (0, 0)
(
Ş
ŝ#-ŝŦ

Ao construir o gráfico de uma função quadrática


y = ax2 + bx + c, note sempre que: Imagem
Se a > 0, a parábola tem a concavidade voltada para cima; O conjunto-imagem “Im” da função y = ax2 + bx + c, a z 0,
Se a < 0, a parábola tem a concavidade voltada para baixo. é o conjunto dos valores que y pode assumir. Há duas possi-
bilidades:
Zero e Equação do 2º Grau Quando a > 0
Chama-se zeros ou raízes da função polinomial do 2º grau Im =
ƒ(x) = ax2 + bx + c, a z 0 os números reais x tais que ƒ(x) = 0. a>0
As raízes da função ƒ(x) = ax2 + bx + c são as soluções da y
equação do 2º grau ax2 + bx + c = 0, as quais são dadas pela
chamada fórmula de Bhaskara:

x=
yv v

Temos: 0 xv x

ƒ(x) = 0 x=
Quando a < 0,
A quantidade de raízes reais de uma função qua-
drática depende do valor obtido para o radicando Im =
' = b2 - 4 . a . c , chamado discriminante, a saber:
a<0
Quando ' é positivo, há duas raízes reais e distintas;
y
Quando ' é zero, há só uma raiz real (para ser mais pre- 0 xv x
ciso, há duas raízes iguais);
Quando ' é negativo, não há raiz real. yv
v
Coordenadas do Vértice da Parábola
Quando a > 0, a parábola tem concavidade voltada para
cima e um ponto de mínimo V; quando a < 0, a parábola tem
concavidade voltada para baixo e um ponto de máximo V.
Em qualquer caso, as coordenadas de V são:
Sinal
(xv, yv) = .
Considerando uma função quadrática y = ƒ(x) = ax2 + bx +
Veja os gráficos: c e determinando os valores de x para os quais y é negativo e
os valores de x para os quais y é positivo.
Conforme o sinal do discriminante ' = b2 - 4ac podemos X1 = X2
ocorrer os seguintes casos: 0

'>0
y<0 y<0
Nesse caso, a função quadrática admite dois zeros reais
distintos (x1 z x2). A parábola intercepta o eixo x em dois pon-
tos e o sinal da função é o indicado nos gráficos abaixo:
y

Quando a < 0

'<0
y
y>0 y>0
0 x1 x
y<0 x2

Quando a > 0 y>0


y>0 (x < x1 ou x > x2); y < 0 x1 < x < x2) 0
x
y Quando a > 0

x1 y>0 X2
0 x y x
y<0 y<0
0

Ş
ŝ#-ŝŦ
y<0

Quando a < 0 Quando a < 0

y>0 x1 < x < x2; y < 0 (x < x1 ou x > x2)

'=0 Equações e Inequações do 2º Grau


RLM e MATEMÁTICA

y Equação
Uma equação do 2º grau na incógnita x é uma expressão
do 2º grau que pode ser escrita numa das seguintes formas:

ax2 + bx + c = 0

y>0 y>0
Para resolver uma equação basta achar os valores de “x”.
Inequação
0 x1 = x2 x
Uma inequação do 2º grau na incógnita x é uma expressão
Quando a > 0 do 2º grau que pode ser escrita numa das seguintes formas:
ax2 + bx + c > 0; 101
ax2 + bx + c < 0;
ax2 + bx + c t 0; Estabeleça as seguintes funções: y1 = 2x + 6 e y2= - 3x + 12
102 ax2 + bx + c d 0. Determinando a raiz da função (y = 0) e a posição da reta
Para resolver uma inequação do 2º grau deve-se estudar o (a > 0 crescente e a < 0 decrescente).
sinal da função correspondente à equação. y1 = 2x + 6
Igualar a sentença do 2º grau a zero; 2x + 6 = 0
2x = - 6
Localizar as raízes da equação no eixo x, se existir;
x = -3
RLM e MATEMÁTICA

Estudar o sinal da função correspondente, tendo-se


como possibilidades:
-3 +
a>0 - x

+ + y2 = -3x + 12
x
0 x1 - x2 -3x + 12 = 0
-3x = -12
x=4
+ +
+ 4
x1 = x2 - x
Ş
ŝ#-ŝŦ

Verificando o sinal da inequação produto


(2x + 6) . (-3x + 12) > 0. Observe que a inequação produto exi-
+ + ge a seguinte condição: os possíveis valores devem ser maio-
res que zero, isto é, positivos.
-3 4
a<0 y - + +
1
+
- - y + + -
x1 x2 x 2

y.y - + -
1 2
- x1 = x 2 - x
Por meio do esquema que demonstra os sinais da ine-
quação produto y1 . y2, pode-se chegar à seguinte conclusão
quanto aos valores de x = x ˒R / -3 < x < 4.

- - Inequação Quociente
Na resolução da inequação quociente, utilizam-se os mes-
mos recursos da inequação produto, o que difere é que, ao cal-
Ex.: Resolva a inequação -x2 + 4 t 0. cularmos a função do denominador, precisamos adotar valores
-x2 + 4 = 0 maiores ou menores que zero e nunca igual a zero. Observe a
x2 - 4 = 0 resolução da seguinte inequação quociente:
x1 = 2 e x2 = -2
Resolver as funções y1 = x + 1 e y2 = 2x – 1, determinando a
raiz da função (y = 0) e a posição da reta (a > 0 crescente e a
-2 + 2
< 0 decrescente).
- x - x y1 = x + 1
x+1=0
x = -1

Inequação Produto -1 +
Resolver uma inequação produto consiste em encontrar - x
os valores de x que satisfaçam a condição estabelecida pela
inequação. Para isso, utilizamos o estudo do sinal de uma
y2 = 2x - 1
função. Observe a resolução da seguinte equação produto: 2x - 1 = 0
(2x + 6) . (-3x + 12) > 0.
2x = 1 Quando 0 < a < 1.
x = 1/2 3

2
y
1/2 + 1
- x
-3 -2 -1 1 x 2 3
-
1 -1
-1 2 -2
y -
1 + + -3
y - - ƒ (x) é decrescente e Im = IR+
2 +
y y - Para quaisquer x1 e x2 do domínio: x2 > x1 y2 < y1 (as desi-
+ +
-

1 2 gualdades têm sentidos diferentes).


Com base no jogo de sinal, conclui-se que x as- Nas duas situações, pode-se observar que:
sume os seguintes valores na inequação quociente:
x ˒ R / -1 d x < 1/2. O gráfico nunca intercepta o eixo horizontal; a função não
tem raízes; o gráfico corta o eixo vertical no ponto (0,1); os va-
14. Função Exponencial e Função lores de y são sempre positivos (potência de base positiva é
positiva), portanto, o conjunto imagem é Im =IR+.
Logarítmica Inequações Exponenciais
Equação e Função Exponencial Chama-se de inequação exponencial toda inequação na
qual a incógnita aparece em expoente.
Chama-se de equação exponencial toda equação na qual a
incógnita aparece em expoente. Para resolver inequações exponenciais, deve-se realizar
dois passos:
Para resolver equações exponenciais, devem-se realizar
dois passos importantes: Redução dos dois membros da inequação a potências
Redução dos dois membros da equação a potências de mesma base;
de mesma base; Aplicação da propriedade:
Aplicação da propriedade: a>1
am > an m > n
am = an Ÿ m = n (a z 1 e a >) (as desigualdades têm mesmo sentido)

Ş
ŝ#-ŝŦ
0<a<1
am > an m < n
Função Exponencial (as desigualdades têm sentidos diferentes)
Chamam-se de funções exponenciais aquelas nas quais
temos a variável aparecendo em expoente. Equação e Função Logarítmica
A função ƒ : IR o IR+ , definida por ƒ (x) = ax, com a IR+
e a z 1, é chamada função exponencial de base a. O domínio Logaritmo
dessa função é o conjunto IR (reais) e o contradomínio é IR+
(reais positivos, maiores que zero).
ax = b œ logab = x
Gráfico Cartesiano da Função Exponencial
Há 2 casos a considerar: Sendo b > 0, a > 0 e a z 1
RLM e MATEMÁTICA

Quando a>1; Na igualdade x = logab tem :


3 a= base do logaritmo
2 b= logaritmando ou antilogaritmo
y x= logaritmo
1
Consequências da Definição
-3 -2 -1 1 x 2 3 Sendo b > 0, a > 0 e a z 1 e m um número real qualquer, há,
-1
a seguir, algumas consequências da definição de logaritmo:
-2 loga1 = 0
-3 logaa = 1
ƒ (x) é crescente e Im = IR+ logaam = m
Para quaisquer x1 e x2 do domínio: x2 > x1 y2 > y1 (as desi- alogab = b 103
gualdades têm mesmo sentido). logab = logac b=c
Propriedades Operatórias dos Logaritmos Para quaisquer x1 e x2 do domínio : x2 > x1 y2 < y1 (as desi-
104 gualdades têm sentidos diferentes).
log a (x .y) = log a x + log a y
Nas duas situações, pode-se observar que:
§ x·
log a ¨¨ ¸¸ = log a x − log a y ▷ O gráfico nunca intercepta o eixo vertical;
© y¹ ▷ O gráfico corta o eixo horizontal no ponto (1,0);
m
▷ A raiz da função é x = 1;
RLM e MATEMÁTICA

log a x = m . log a x ▷ Y assume todos os valores reais, portanto, o conjun-


m
to imagem é Im = IR.
log an xm = log a x n = m
n . log a x Equações Logarítmicas
Cologaritmo Chama-se de equações logarítmicas toda equação que en-
volve logaritmos com a incógnita aparecendo no logaritman-
1
colog a b = log a do, na base ou em ambos.
b
colog a b = − log a b Inequações Logarítmicas
Chama-se de inequações logarítmicas toda inequação que
Mudança de Base envolve logaritmos com a incógnita aparecendo no logarit-
log b x mando, na base ou em ambos.
Ş
ŝ#-ŝŦ

log a x = Para resolver inequações logarítmicas, deve-se realizar


log b a
dois passos:
Função Logarítmica Redução dos dois membros da inequação a logaritmos
A função ƒ: IR + o IR, definida por ƒ(x) = logax, com a z 1 e de mesma base;
a > 0, é chamada função logarítmica de base a. O domínio des- Aplicação da propriedade:
sa função é o conjunto IR+ (reais positivos, maiores que zero) e a>1
o contradomínio é IR (reais). logam > logan m > n > 0
Gráfico Cartesiano da Função Logarítmica (as desigualdades têm mesmo sentido)
Há dois casos a se considerar: 0<a<1
Quando a>1; logam > logan 0 < m < n
3
(as desigualdades têm sentidos diferentes)
2
y
1 15. Trigonometria
Neste capítulo estudaremos sobre os triângulos e as rela-
-2 -1 1 x2 3
ções que os envolvem.
-1

-2 Triângulos
O triângulo é uma das figuras mais simples e também
-3
uma das mais importantes da Geometria. O triângulo possui
ƒ (x) é crescente e Im = IR propriedades e definições de acordo com o tamanho de seus
Para quaisquer x1 e x2 do domínio:x2 > x1 y2 > y1 (as desi- lados e medida dos ângulos internos.
gualdades têm mesmo sentido) Quanto aos lados, o triângulo pode ser classificado da se-
Quando 0<a<1. guinte forma:
3
Equilátero: possui os lados com medidas iguais.
2 Isósceles: possui dois lados com medidas iguais.
y
1 Escaleno: possui todos os lados com medidas diferentes.
Quanto aos ângulos, os triângulos podem ser denomina-
-2 -1 1 x 2 3 dos:
-1 Acutângulo: possui os ângulos internos com medidas me-
-2 nores que 90°.
Obtusângulo: possui um dos ângulos com medida maior
-3
que 90°.
Retângulo: possui um ângulo com medida de 90°, chama-
ƒ (x) é decrescente e Im = IR do ângulo reto.
No triângulo retângulo existem importantes relações, uma
delas é o Teorema de Pitágoras, que diz o seguinte: “A soma B
dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa”. c a

a2 = b2 + c2 A C
b
A condição de existência de um triângulo é: um lado
do triângulo seja sempre menor do que a soma dos a2 = b2 + c2 - 2 . b . c . cos A
outros dois lados e seja sempre maior do que a dife- b2 = a2 + c2 - 2 . a . c . cos B
rença desses dois lados. c2 = a2 + b2 - 2 . a . b . cos C

Trigonometria no Triângulo Medidas dos Ângulos


Retângulo
As razões trigonométricas básicas são relações entre as Medidas em Grau
medidas dos lados do triângulo retângulo e seus ângulos. As Sabe-se que uma volta completa na circunferência corres-
três funções básicas mais importantes da trigonometria são: ponde a 360o; se dividir em 360 arcos, haverá arcos unitários
seno, cosseno e tangente. O ângulo é indicado pela letra x. medindo 1° grau. Dessa forma, diz-se que a circunferência é
Função Notação Definição simplesmente um arco de 360o com o ângulo central medindo
uma volta completa ou 360o.
seno sen(x)
Também se pode dividir o arco de 1o grau em 60 arcos de
cosseno cos(x)
medidas unitárias iguais a 1’ (arco de um minuto). Da mesma
forma podemos dividir o arco de 1’ em 60 arcos de medidas
tangente tan(x) unitárias iguais a 1” (arco de um segundo).

Relação fundamental: para todo ângulo x (medido em ra- Medidas em Radianos


dianos), vale a importante relação: Dada uma circunferência de centro O e raio R, com um arco
de comprimento s e D o ângulo central do arco, vamos deter-
cos2(x) + sen2(x) = 1 minar a medida do arco em radianos de acordo com a figura
a seguir:
Trigonometria num Triângulo

Ş
ŝ#-ŝŦ
B
Qualquer
R
Os problemas envolvendo trigonometria são resolvidos em
sua maioria por meio da comparação com triângulos retângu- O ɲ S
los. Mas no cotidiano algumas situações envolvem triângulos
acutângulos ou triângulos obtusângulos. Nesses casos, neces-
sitamos do auxílio da Lei dos Senos ou dos Cossenos.
A
Lei dos Senos
Diz-se que o arco mede um radiano se o comprimento
A Lei dos Senos estabelece relações entre as medidas dos
do arco for igual à medida do raio da circunferência. Assim,
lados com os senos dos ângulos opostos aos lados. Observe:
para saber a medida de um arco em radianos, deve-se calcular
RLM e MATEMÁTICA

B quantos raios da circunferência são precisos para se ter o com-


a primento do arco. Portanto:
c

A C
ɲ=
b
a b c Com base nessa fórmula, podemos expressar outra ex-
= = pressão para determinar o comprimento de um arco de cir-
senA senB senC
cunferência:
Lei dos Cossenos
Nos casos em que não pode aplicar a Lei dos Senos, exis- s=ɲ.R
te o recurso da Lei dos Cossenos. Ela permite trabalhar com a
medida de dois segmentos e a medida de um ângulo. Dessa De acordo com as relações entre as medidas em grau e ra-
forma, se dado um triângulo ABC de lados medindo a, b e c, diano de arcos, vamos destacar uma regra de três capaz de con- 105
temos: verter as medidas dos arcos.
360° o 2ʋ radianos (aproximadamente 6,28) tg x =
106 180° o ʋ radiano (aproximadamente 3,14)
90° o ʋ/2 radiano (aproximadamente 1,57) cotg x =
45° o ʋ/4 radiano (aproximadamente 0,785)
Medida em graus Medida em radianos
sec x =
180 ʋ
x a
RLM e MATEMÁTICA

cossec x =
Ciclo Trigonométrico A partir da relação fundamental, encontram-se ainda as
Considerando um plano cartesiano, representados nele um seguintes relações:
círculo com centro na origem dos eixos e raios. (sen x)2 + (cos x)2 = 1 = [relação fundamental da trigono-
Divide-se o ciclo trigonométrico em quatro arcos, obtendo metria]
quatro quadrantes. 1 + (cotg x)2 = (cossec x )2
y 1 + (tg x)2 = (sec x)2
Redução ao 1° Quadrante
sen(90° - D) = cos D
cos(90° - D) = sen D
Ş
ŝ#-ŝŦ

2º quadrante 1º quadrante x sen(90° + D) = cos D


3º quadrante 4º quadrante A (1,0) cos(90° + D) = -sen D
sen(180° - D) = sen D
cos(180° - D) = -cosD
r=1

tg(180° - D) = -tg D
sen(180° + D) = -sen D
Dessa forma, obtêm-se as relações: cos(180° + D) = -cos D
Em graus : Em radianos : sen(270° - D) = -cos D
cos(270° - D) = -senD
90 2
sen(270° + D) = -cos D
cos(270° + D) = senD
sen(-D) = -sen D
180 0 = 360 ʋ 0 = 2ʋ cos(-D) = cos D
tg(-D) = -tg D
270 3
2 Funções Trigonométricas
Razões Trigonométricas Função Seno
As principais razões trigonométricas são: Chama-se função seno a função ƒ(x) = sen x.
C
O domínio dessa função é R e a imagem é Im [-1,1]; visto
que, na circunferência trigonométrica, o raio é unitário.
Então:
b
a Domínio de ƒ(x) = sen x; D(sen x) = R.
Imagem de ƒ(x) = sen x; Im(sen x) = [ -1,1] .
y
ɲ
1
B c A

/2 3 /2 2 x

-1

Sinal da Função
ƒ(x) = sen x é positiva no 1° e 2° quadrantes (ordenada
Outras razões decorrentes dessas são: positiva);
ƒ(x) = sen x é negativa no 3° e 4° quadrantes (ordenada
negativa). 1

Quando , 1° quadrante, o valor de sen x


cresce de 0 a 1. S/ 2 S 3S/ 2 2S

Quando , 2° quadrante, o valor de sen x -1

decresce de 1 a 0.
Sinal da Função
Quando , 3° quadrante, o valor de sen x ƒ(x) = tg x é positiva no 1º e 3º quadrantes (produto da
decresce de 0 a -1. ordenada pela abscissa positiva);
ƒ(x) = tg x é negativa no 2º e 4º quadrantes (produto da
Quando , 4° quadrante, o valor de sen x ordenada pela abscissa negativa).
cresce de -1 a 0. Outras Funções
Função Cosseno Função Secante:
Chama-se função cosseno a função ƒ(x) = cos x. Denomina-se função secante a função:
O domínio dessa função também é R e a imagem é Im [-1,1]; ƒ(x) =
visto que, na circunferência trigonométrica, o raio é unitário.
Então:
Domínio de ƒ(x) = cos x; D(cos x) = R. Função Cossecante:
Imagem de ƒ(x) = cos x; Im(cos x) = [ -1,1]. Denomina-se função cossecante a função:
ƒ(x) =
1

Função Cotangente:
/2 3 /2 2 Denomina-se função cossecante a função:
-1 ƒ(x) =

Ş
ŝ#-ŝŦ
Sinal da Função Identidades e Operações
ƒ(x) = cos x é positiva no 1º e 4º quadrantes (abscissa po- Trigonométricas
sitiva); As mais comuns são as seguintes:
ƒ(x) = cos x é negativa no 2º e 3º quadrantes (abscissa sen(a + b) = sen a . cos b + sen b . cos a
negativa). sen(a - b) = sen a . cos b - sen b . cos a
Quando , 1º quadrante, o valor do cos x cos(a + b) = cos a . cos b - sen a . cos b
cos(a - b) = cos a . cos b + sen a . cos b
decresce de 1 a 0.
Quando , 2º quadrante, o valor do cos x
decresce de 0 a -1.
RLM e MATEMÁTICA

Quando , 3º quadrante, o valor do cos x


cresce de -1 a 0. sen(2x) = 2 . sen(x) . cos(x)
Quando, 4º quadrante, o valor do cos x cos(2x) = cos2(x) - sen2(x)

cresce de 0 a 1.
Função Tangente
Chama-se função tangente a função ƒ(x) = tg x.
Então:
Domínio de ƒ(x): o domínio dessa função são todos os nú-
meros reais, exceto os que zeram o cosseno, pois não existe
cos x = 0 107
Imagem de ƒ(x) = Im = ] -f, f[
108
16. Geometria Plana O quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados
dos catetos.
Neste capítulo serão abordados os principais conceitos de
geometria plana e suas aplicações. a2 = b2 + c2
Além das relações que decorrem do teorema de Pitágoras,
Semelhanças de Figuras o quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenusa
Duas figuras (formas geométricas) são semelhantes quan- pela projeção desse cateto sobre a hipotenusa.
RLM e MATEMÁTICA

do satisfazem a duas condições: os seus ângulos têm o mesmo


tamanho e os lados correspondentes são proporcionais. b2 = a . n
Nos triângulos existem alguns casos de semelhanças bem c2 = a . m
conhecidos; O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa
1º caso: LAL (lado, ângulo, lado): dois lados congruentes e o pela altura relativa à hipotenusa.
ângulo entre esses lados também congruentes.
C F b.c=a.h
O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos
catetos sobre a hipotenusa.

A B E G h2 = m . n
Ş
ŝ#-ŝŦ

2º caso: LLL (lado, lado, lado): os três lados congruentes. Outras relações que não estão nos triângulos retângulos
C G são:
Lei dos Cossenos
Para um triângulo qualquer demonstra-se que:

A B E F
3º caso: ALA (ângulo, lado, ângulo): dois ângulos congruentes b c
e o lado entre esses ângulos também congruente.
A B E F

a
C a2 = b2 + c2 - 2 . b . c . cosȽ
G
4º caso: LAAo (lado, ângulo, ângulo oposto): congruência do Lei dos Senos
ângulo adjacente ao lado, e congruência do ângulo oposto ao
lado.
C
C

A R
c
b

B A B
a
Relações Métricas nos Triângulos
As principais relações métricas nos triângulos são:
Teorema de Pitágoras
A R é o raio da circunferência circunscrita a esse triângulo.
Neste caso, valem as seguintes relações, conforme a lei dos
senos:
c b
h

m n
B a C
Quadriláteros A D
Quadrilátero é um polígono de quatro lados. Eles possuem
os seguintes elementos:
A
Diagonais

B D B C

Losango
Losango é o paralelogramo em que os quatro lados são
congruentes.
A
C
Vértices: A, B, C, e D.
Lados: AB, BC, CD, DA.
Diagonais: AC e BD.
B D
Ângulos internos ou ângulos do quadrilátero ABCD:
.
Todo quadrilátero tem duas diagonais.
O perímetro de um quadrilátero ABCD é a soma das
medidas de seus lados, ou seja: AB + BC + CD + DA. C

Quadriláteros Importantes Quadrado


Paralelogramo Quadrado é o paralelogramo em que os quatro lados e os

Ş
ŝ#-ŝŦ
quatro ângulos são congruentes.
Paralelogramo é o quadrilátero que tem os lados opostos A D
paralelos.
A D

E
h RLM e MATEMÁTICA

B C F B C

h é a altura do paralelogramo. Trapézios


Num paralelogramo: É o quadrilátero que apresenta somente dois lados parale-
Os lados opostos são congruentes; los chamados bases.
Cada diagonal o divide em dois triângulos congru- A D
entes;
Os ângulos opostos são congruentes;
As diagonais interceptam-se em seu ponto médio. F G
H I
Retângulo
Retângulo é o paralelogramo em que os quatro ângulos 109
B E C
são congruentes (retos).
Trapézio Retângulo A soma dos ângulos internos é dada por:
110 É aquele que apresenta dois ângulos retos.
A D
Si = 180 . (n - 2)

E cada ângulo interno é dado por:


RLM e MATEMÁTICA

B C
Diagonais de um Polígono
Trapézio Isósceles O segmento que liga dois vértices não consecutivos de po-
lígono é chamado de diagonal.
É aquele em que os lados não paralelos são congruentes.
O número de diagonais de um polígono é dado pela fór-
A D
mula:
Ş
ŝ#-ŝŦ

Círculos e Circunferências
Círculo
B C
É a área interna a uma circunferência.

Polígonos Regulares Circunferência


Um polígono é regular se todos os seus lados e todos os É o contorno do círculo. Por definição, é o lugar geométrico
seus ângulos forem congruentes. dos pontos equidistantes ao centro.
Os nomes dos polígonos dependem do critério que se A distância entre o centro e o lado é o raio.
utiliza para classificá-los. Usando o número de ângulos ou o
número de lados, tem-se a seguinte nomenclatura:
r
Nome do Polígono
Número de lados
(ou ângulos) Em função do número Em função do d C
de ângulos número de lados

3 triângulo trilátero
4 quadrângulo quadrilátero
Corda:
5 pentágono pentalátero
É o seguimento que liga dois pontos da circunferência.
6 hexágono hexalátero A maior corda, ou corda maior de uma circunferência, é o
7 heptágono heptalátero diâmetro. Também dizemos que a corda que passa pelo centro
é o diâmetro.
8 octógono octolátero
Posição relativa entre reta e circunferência
9 eneágono enealátero
Secante Tangente Exterior
10 decágono decalátero
11 undecágono undecalátero
12 dodecágono dodecalátero
15 pentadecágono pentadecalátero Uma reta é:
20 icoságono icosalátero ▷ Secante: distância entre a reta e o centro da circun-
ferência é menor que o raio.
Nos polígonos regulares cada ângulo externo é dado por:
▷ Tangente: a distância entre a reta e o centro da cir-
cunferência é igual ao raio.
▷ Externa: a distância entre a reta e o centro da circun-
ferência é maior que o raio.
Posição Relativa entre Circunferência Característica: distância entre os centros menos o raio da
As posições relativas entre circunferência são basicamente 4. menor é menor que o raio da maior.

Circunferência Secante Ângulo Central e Ângulo Inscrito


Central Inscrito

Um ângulo central sempre é o dobro do ângulo inscrito de


um mesmo arco.
Característica: a distância entre os centros é menor que a
soma dos raios das duas, porém, é maior que o raio de cada uma. As áreas de círculos e partes do círculo são:

Externo

Os ângulos podem ser expressos em graus


(360° = 1 volta) ou em radianos (2ʋ= 1 volta)
Característica: a distância entre os centros é maior que a
soma do raio. Polígonos Regulares Inscritos
Tangente e Circunscritos
As principais relações entre a circunferência e os polí-
gonos são:

Ş
ŝ#-ŝŦ
Qualquer polígono regular é inscritível em uma cir-
cunferência.
Qualquer polígono regular e circunscritível a uma
circunferência.
Característica: distância entre centro é igual à soma dos raios.

Interna

R
r
RLM e MATEMÁTICA

Polígono circunscrito a uma circunferência é o que possui


Característica: distância entre os centros mais o raio da seus lados tangentes à circunferência. Ao mesmo tempo, dize-
menor é igual ao raio da maior. mos que esta circunferência está inscrita no polígono.
Interior Já um polígono é inscrito em uma circunferência se cada
vértice do polígono for um ponto da circunferência, e neste
caso dizemos que a circunferência é circunscrita ao polígono.
Da inscrição e circunscrição dos polígonos nas circunferên-
cias podem-se ter as seguintes relações:
Apótema de um polígono regular é a distância do centro a 111
qualquer lado. Ele é sempre perpendicular ao lado.
112

R
a
Apótema
RLM e MATEMÁTICA

Nos polígonos inscritos:

No Quadrado: No Triângulo Equilátero:


Cálculo da medida do lado (L): Cálculo da medida do lado (L):

L
2R

R
Ş
ŝ#-ŝŦ

Cálculo da medida do apótema (a):

Cálculo da medida do apótema (a): R

L
a

Nos polígonos circunscritos:


No Quadrado:
Cálculo da medida do lado (L):
No Hexágono: L = 2R
Cálculo da medida do lado (L):
Cálculo da medida do apótema (a):

a=R

R L No Hexágono:
Cálculo da medida do lado (L):

L=R
Cálculo da medida do apótema (a):
Cálculo da medida do apótema (a): Losango
a a
a=R
d
a a
• No Triângulo Equilátero:
D
Cálculo da medida do lado (L): D .d
S =
2

Trapézio
b
Cálculo da medida do apótema (a):
c
d h
a=R
B
(B + b) .h
S =
Perímetros e Áreas dos 2

Polígonos e Círculos Triângulo


Perímetro
b c
Perímetro: É o contorno da figura ou seja, a soma dos lados h
da figura.
a
Área .
S= a h
É o espaço interno, ou seja, a extensão que ela ocupa den- 2

tro do perímetro.
ANOTAÇÕES
As principais áreas (S) de polígonos são:

Ş
ŝ#-ŝŦ
Retângulo

a
S=a.b

Quadrado
RLM e MATEMÁTICA

a
2
S=a

Paralelogramo

b h

a 113
S=a.h
Triângulo Equilátero B
114

A C
l l
h

Por uma reta, pode ser traçada uma infinidade de planos.


RLM e MATEMÁTICA

2
l 3
S=
4

17. Geometria Espacial


Neste capítulo, serão abordados os principais conceitos de
geometria espacial e suas aplicações.

Retas e Planos
Veja alguns conceitos:
Ş
ŝ#-ŝŦ

Posições Relativas de Duas Retas


A reta é infinita, ou seja, contém infinitos pontos.
No espaço, duas retas distintas podem ser concorrentes,
paralelas ou reversas:

Por um ponto, podem ser traçadas infinitas retas.


U
t
r

P S P
S

Por dois pontos distintos, passa uma única reta.


r

P r
S

Um ponto qualquer de uma reta divide-a em duas semir-


Concorrentes
retas.
P r൘s={ }

Não existe plano que contenha

Por três pontos não colineares, passa um único plano. r e s simultaneamente


r
r

Em particular nas retas concorrentes, há aquelas que são Perpendicularismo entre Reta e Plano
perpendiculares. Uma reta r é perpendicular a um plano D se, e somente
se, r for perpendicular a todas as retas de D que passam pelo
ponto de interseção de r e D .
r
r
u

S t
P
S
r S

Posições Relativas entre Reta e Plano


Posições Relativas de Dois Planos
Reta Contida no Plano
Se uma reta r tem dois pontos distintos num plano D , en- Planos Coincidentes ou Iguais
tão, r está contida nesse plano:

Ş
ŝ#-ŝŦ
A
r Planos Concorrentes ou Secantes
Dois planos, D e E, são concorrentes quando sua interseção
é uma única reta:

Reta Concorrente ou Incidente ao Plano r


Dizemos que a reta r “fura” o plano D ou que r e D são
concorrentes em P quando r ൘ D = {P}.
RLM e MATEMÁTICA

Planos Paralelos
Dois planos, D e E, são paralelos quando sua interseção
P
é vazia:

Reta Paralela ao Plano


Se uma reta r e um plano D não tem ponto em comum, Perpendicularismo entre planos
então, a reta r é paralela a uma reta t contida no plano D; por- Dois planos, D e E, são perpendiculares se, e somente se, 115
tanto, tet exista uma reta de um deles que seja perpendicular ao outro:
D’
C’
116
E’
r A’
S
t
h
RLM e MATEMÁTICA

C
B
Prismas E A

Na figura abaixo, temos dois planos paralelos e distintos, Bases: as regiões poligonais R e S
De E, um polígono convexo R contido em a e uma reta r que
Altura: a distância h entre os planos D e E
intercepta a e E, mas não R:
Arestas das bases:
Lados AB, BC, CD, DE, EA, A’B’, B’C’, D’E’, E’A’ (dos
polígonos)
Ş
ŝ#-ŝŦ

Arestas laterais:

R Os segmentos AA’, BB’, CC’, DD’, EE’

r Faces laterais: os paralelogramos AA’BB’, BB’C’C, CC’D’D,

Para cada ponto P da região R, vamos considerar o seg- DD’E’E, EE’A’A

mento , paralelo à reta r (P linha, pertence a Beta.) Classificação


Um prisma pode ser:
P’
Reto: quando as arestas laterais são perpendiculares aos
planos das bases;
Oblíquo: quando as arestas laterais são oblíquas aos pla-
R P nos das bases.

Prisma reto
r
Assim, temos:

P’

R P

Chama-se de prisma ou prisma limitado o conjunto de to-


dos os segmentos congruentes paralelos a r.

Elementos do Prisma
Dado o prisma a seguir, considere os seguintes elementos:
Prisma oblíquo Paralelepípedo
Todo prisma cujas bases são paralelogramos recebe o
nome de paralelepípedo. Assim, podemos ter:
Paralelepípedo oblíquo

Prisma regular triangular


Chama-se de prisma regular todo prisma reto cujas bases
Paralelepípedo reto
são polígonos regulares:
Triângulo equilátero

Se o paralelepípedo reto tem bases retangulares, ele é


chamado de paralelepípedo reto-retângulo, ortoedro ou pa-
ralelepípedo retângulo.

Ş
ŝ#-ŝŦ
Prisma regular hexagonal
Hexágono regular Paralelepípedo Retângulo
Diagonais da base e do paralelepípedo:
H G

D
C
dp c
c
E
F
db b
Áreas A a B
RLM e MATEMÁTICA

Num prisma, distinguimos dois tipos de superfície: as faces db = diagonal da base


e as bases. Assim, temos de considerar as seguintes áreas: dp = diagonal do paralelepípedo
Área de uma face (AF): área de um dos paralelogramos Na base, ABFE, tem-se:
que constituem as faces. F
Área lateral (AL): soma das áreas dos paralelogramos que
formam as faces do prisma.
db
b
Área da base (AB): área de um dos polígonos das bases.
Área total (AT): soma da área lateral com a área das bases:

AT = AL + 2AB A a B
117
No triângulo AFD, tem-se: Cubo
118 D
Um paralelepípedo retângulo com todas as arestas con-
gruentes (a = b = c) recebe o nome de cubo. Dessa forma, cada
face é um quadrado.
dp
a
c
RLM e MATEMÁTICA

A db F a
a
p p
Diagonais da base e do cubo
Área Lateral Considere a figura a seguir:
H G
Sendo AL a área lateral de um paralelepípedo retângulo,
tem-se: a
a E
b F
b dc
C
Ş
ŝ#-ŝŦ

D
a a c
c db a
b
A a B
c
a dc = diagonal do cubo
db = diagonal da base
Na base ABCD, tem-se:
AL= ac + bc + ac + bc = 2ac + 2bc =AL = 2(ac + bc)

Área Total
db a
Planificando o paralelepípedo, verificamos que a área total é a
soma das áreas de cada par de faces opostas:
a a
Bc B’ C’c C
b a b
No triângulo ACE, tem-se:
Ac A’ a D’c D E
c
a
b a dc
a

AT= 2(ab + ac + bc)


A C
db
Volume
O volume de um paralelepípedo retângulo de dimensões
a, b e c é dado por: • Área lateral
c=h A área lateral AL é dada pela área dos quadrados de lado a:
H G
V = ABh F
E
E
b
a C a
a D

B
V = a.b.c A
a
A
AL=4a2

Área total
A área total AT é dada pela área dos seis quadrados de lado a: g h g=h
G F

a
H
E
a
O cilindro circular reto é também chamado de cilindro de
C
D revolução, por ser gerado pela rotação completa de um retân-
a
gulo por um de seus lados. Assim, a rotação do retângulo
A a B
ABCD pelo lado gera o cilindro a seguir:
2
AT = 6a

A B
• Volume A B
De forma semelhante ao paralelepípedo retângulo, o volu-
me de um cubo de aresta a é dado por:
g=h
3
V = a .a . a = a
Generalização do volume de um prisma: D C
D
Vprisma = AB . h C

Cilindro A reta BC contém os centros das bases e é o eixo do cil-


indro.
Elementos do Cilindro

Ş
ŝ#-ŝŦ
Dado o cilindro a seguir, considere os seguintes elementos: Seção
C’ Seção transversal é a região determinada pela interseção
S O’ r A’ do cilindro com um plano paralelo às bases. Todas as seções
transversais são congruentes.

h
R O c r A
RLM e MATEMÁTICA

r
Bases: os círculos de centro O e O’ e raios r.
Altura: a distância h entre os planos D e E .
Geratriz: qualquer segmento de extremidades nos pontos
das circunferências das bases (por exemplo, AA’) e paralelo à
reta r.
Classificação do Cilindro
Um cilindro pode ser:
▷ Circular oblíquo: quando as geratrizes são oblíquas
às bases;
Seção meridiana é a região determinada pela interse-
▷ Circular reto: quando as geratrizes são perpendicu- 119
lares às bases. ção do cilindro com um plano que contém o eixo.
Cilindro equilátero
120
Todo cilindro cuja seção meridiana é um quadrado (altura
igual ao diâmetro da base) é chamado cilindro equilátero.
RLM e MATEMÁTICA

Seção meridiana h = 2r 2r

Áreas
Num cilindro, consideramos as seguintes áreas: 2r
Área Lateral (AL) AL = 2r . 2ʋr = 4ʋr2
Pode-se observar a área lateral de um cilindro fazendo a
sua planificação: AT = AL + AB = 4ʋr2 + 2ʋr2 = 6ʋr2
r
Cone Circular
r Dado um círculo C, contido num plano D, e um ponto V
h (vértice) fora de D, chamamos de cone circular o conjunto de
Ş
ŝ#-ŝŦ

h
todos os segmentos .
2x r
V
r

Assim, a área lateral do cilindro reto cuja altura é h e cujos


raios dos círculos das bases são r é um retângulo de dimensões C P C
2ʋreh:

AL = 2 ʋr h Elementos do cone circular


Dado o cone a seguir, consideramos os seguintes elemen-
Área da base (AB): área do círculo de raio r tos:
V
AB = 2 ʋr2

Área total (AT): soma da área lateral com as áreas das bases
h
AT = AL + 2AB = 2ʋ r h + 2ʋ r2 = 2ʋ r (h + r )
D
C
Volume E R B
O volume de todo paralelepípedo retângulo e de todo ci- A
lindro é o produto da área da base pela medida de sua altura:

Vcilindro = AB . h Altura: distância h do vértice V ao plano D.


Geratriz (g): segmento com uma extremidade no ponto V
No caso do cilindro circular reto, a área da base é a área do e outra num ponto da circunferência.
círculo de raio r, AB = ʋ r1 h; portanto, seu volume é: Raio da base: raio R do círculo.
Eixo de rotação: reta determinada pelo centro do cír-
culo e pelo vértice do cone.
r
h Cone Reto
Todo cone cujo eixo de rotação é perpendicular à base é
chamado cone reto, também denominado cone de revolução.
Ele pode ser gerado pela rotação completa de um triângulo
V = r2 h retângulo em torno de um de seus catetos.
V V
V g
g

h g

L
R

O
Assim, há de se considerar as seguintes áreas:
R
Área lateral (AL): área do setor circular

Da figura, e pelo Teorema de Pitágoras, temos a seguinte Área da base (AB): área do círculo do raio R
relação: AB = ʋR2
Área total (AT): soma da área lateral com a área da base
g2 = h 2 + R 2 AT = AL + AB = ʋRg + ʋR2 ї AT ʋR (g+R)
Volume
Seção meridiana
A seção determinada, num cone de revolução, por um pla-
no que contém o eixo de rotação é chamada seção meridiana. Pirâmides
Dado um polígono convexo R, contido em um plano ɲ, e
V
um ponto V (vértice) fora de ɲ, chamamos de pirâmide o con-
junto de todos os segmentos .
V

B P C
C
O

Ş
ŝ#-ŝŦ
R
R Elementos da pirâmide
A Dada a pirâmide a seguir, tem-se os seguintes elementos:
V

Se o triângulo AVB for equilátero, o cone também será


equilátero:
h
D
C
E R B
A
g g
RLM e MATEMÁTICA

h Base: o polígono convexo R.


Arestas da base: os lados AB, BC, CD, DE, EA do polí-
gono.
Arestas laterais: os segmentos VA, VB, VC, VD, VE. .
Faces laterais: os triângulos VAB, VBC, VCD, VDE, VEA.
2R Altura: distância h do ponto V ao plano.
Classificação
Uma pirâmide é reta quando a projeção ortogonal do vértice
coincide com o centro do polígono da base.
Áreas
Toda pirâmide reta, cujo polígono da base é regular, recebe
Desenvolvendo a superfície lateral de um cone circu- o nome de pirâmide regular. Ela pode ser triangular, quadran-
lar reto, obtemos um setor circular de raio g e comprimento gular, pentagonal, etc., conforme sua base, seja, respectiva- 121
L = 2ʋR mente, um triângulo, um quadrilátero, um pentágono, etc.
V Base menor
122 h’

H
Altura h

Base maior
Pirâmide Tronco da pirâmide
RLM e MATEMÁTICA

As bases são polígonos regulares paralelos e semelhantes;


Pirâmide regular quadrangular
As faces laterais são trapézios isósceles congruentes.
V
Áreas
Área lateral (AL): soma das áreas dos trapézios isósceles
congruentes que formam as faces laterais.
Área total (AT): soma da área lateral com a soma das áreas
da base menor (Ab) e maior (AB).

Pirâmide regular hexagonal


Ş
ŝ#-ŝŦ

Áreas
Numa pirâmide, temos as seguintes áreas:
Área lateral (AL): reunião das áreas das faces laterais.
Área da base (AB): área do polígono convexo (base da pi-
râmide).
Área total (AT): união da área lateral com a área da base.
AT =AL+AB+Ab
AT = A L + A B
Volume
Para uma pirâmide regular, temos:
O volume de um tronco de pirâmide regular é dado por:

Em que:
Sendo V o volume da pirâmide e V’ o volume da pirâmide
b é a aresta; obtido pela seção, é válida a relação:
g é o apótema;
n é o número de arestas laterais;
p é o semiperímetro da base;
a é o apótema do polígono da base.
Tronco do cone
Volume Sendo o tronco do cone circular regular a seguir, tem-se:

h’ Base menor
Área da base H
Ab r
Troncos h
Se um plano interceptar todas as arestas de uma pirâmide
r
ou de um cone, paralelamente às suas bases, o plano dividirá AB
Base maior
cada um desses sólidos em dois outros: uma nova pirâmide e Cone Tronco do cone
um tronco de pirâmide; e um novo cone e um tronco de cone.
As bases maior e menor são paralelas;
Tronco da Pirâmide A altura do tronco é dada pela distância entre os planos
Dado o tronco de pirâmide regular a seguir, tem-se: que contém as bases.
Áreas e
Tem-se: área lateral
g

2 r

2 R

r
g
g
• Volume
O volume da esfera de raio R é dado por:
R
.

AL = ʋ(R + r)g Partes da Esfera


• Área total Superfície Esférica
T B
A superfície esférica de centro O e raio R é o conjunto de
pontos do espaço cuja distância ao ponto O é igual ao raio R.
T Se considerar a rotação completa de uma semicircunferên-
cia em torno de seu diâmetro, a superfície esférica é o resulta-
• Volume do dessa rotação.
e

O R

Ş
ŝ#-ŝŦ
P

Sendo V o volume do cone e V’ o volume do cone obtido


pela seção, são válidas as relações:
A área da superfície esférica é dada por:

As = 4 ʋR2

Zona esférica
É a parte da esfera gerada do seguinte modo:
e
RLM e MATEMÁTICA

Esfera
Chama-se de esfera de centro O e raio R o conjunto de h
pontos do espaço cuja distância ao centro é menor ou igual
ao raio R.
Considerando a rotação completa de um semicírculo em
torno de um eixo e, a esfera é o sólido gerado por essa rotação.
Assim, ela é limitada por uma superfície esférica e formada A área da zona esférica é dada por:
por todos os pontos pertencentes a essa superfície e ao seu 123
S = 2ʋRh
interior.
• Calota esférica
124
É a parte da esfera gerada do seguinte modo:
e
R
RLM e MATEMÁTICA

h R

O volume da cunha pode ser obtido por uma regra de três


simples:

A área da calota esférica é dada por:


Vc - α}
Ve - 2π
Ÿ Vc = 3
4 πR3 α


Ÿ Vc = 23 . R3 α (α em radianos)

}
S = 2ʋRh 4 πR3 α
Ve - 360º
Ÿ Vc = 3
Ş
ŝ#-ŝŦ

πR3 α
Vc - α Ÿ Vc = (α em graus)
360º 270º
• Fuso esférico
O fuso esférico é uma parte da superfície esférica que se
ANOTAÇÕES
obtém ao girar uma semicircunferência de um ângulo D(0<
D<2ʋ) em torno de seu eixo:

A área do fuso esférico pode ser obtida por uma regra de


três simples:

• Cunha esférica
Parte da esfera que se obtém ao girar um semicírculo em
torno de seu eixo de um ângulo D(0< D< 2ʋ):
Ş
ŝ#-ŝŦ RLM e MATEMÁTICA

125
126 NOÇÕES DE INFORMÁTICA Ş
ŝ#-ŝŦ

ÍNDICE
1. Hardware ................................................................................................................. 128
Classificação dos Dispositivos quanto à Finalidade ...................................................................128
Classificação dos Dispositivos quanto ao Tipo de Tecnologia ....................................................128
Arquitetura ..................................................................................................................................128
Processador .................................................................................................................................129
Unidades de Medida ....................................................................................................................129
2. Software ................................................................................................................. 130
Licenças de Software ...................................................................................................................130
Tipos de Software ........................................................................................................................130
3. Software................................................................................................................... 131
Licenças de Software ....................................................................................................................131
Tipos de Software .........................................................................................................................131
4. Linux ....................................................................................................................... 135
Conceitos Básicos ........................................................................................................................ 135
5. Windows .................................................................................................................. 137
Componentes............................................................................................................................... 137
6. Sistema Windows 10.................................................................................................140
Requisitos Mínimos ......................................................................................................................140
Novidades ....................................................................................................................................140
Ferramentas Administrativas ......................................................................................................148
Configurações ..............................................................................................................................149
Explorador de Arquivos ............................................................................................................... 152
7. BrOffice Writer – Editor de Texto ............................................................................. 153
Formatos de Arquivos ................................................................................................................. 153
Formatação de Texto ................................................................................................................... 153
Ferramentas.................................................................................................................................156
Barra de Menus ............................................................................................................................ 157
8. BrOffice Calc – Editor de Planilhas ............................................................................ 163
Planilha .......................................................................................................................................163
9. BrOffice Impress - Editor de Apresentação ................................................................ 169
Janela do Programa.....................................................................................................................169
Formatos de Arquivos ..................................................................................................................171
Modos de Exibição ........................................................................................................................171
Inserir Slide .................................................................................................................................. 172
Menu Apresentação de Slides ...................................................................................................... 172
Impressão .................................................................................................................................... 173
10. Microsoft Outlook 2013 ........................................................................................... 174
Configuração de Contas no Outlook 2013 ...................................................................................174
E-mail ..........................................................................................................................................174
Guias do Microsoft Outlook 2013 ................................................................................................. 175
Principais Clientes de E-mail ....................................................................................................... 175
Webmail ...................................................................................................................................... 175
E-mails Maliciosos .......................................................................................................................176
Ş
ŝ#-ŝŦ NOÇÕES DE INFORMÁTICA 127

11. Microsoft Word 2013 ................................................................................................ 177


Pacote Microsoft Office (Versões antigas) .................................................................................. 177
Pacote Microsoft Office (Versões Atuais) .................................................................................... 177
Pacote BrOffice - LibreOffice ....................................................................................................... 177
Compatibilidade entre os Pacotes ............................................................................................... 177
Estrutura do Microsoft Word 2013 ...............................................................................................178
Inserindo Planilhas do Excel no Microsoft Word .........................................................................179
12. Microsoft Excel 2013 ................................................................................................ 180
Estrutura do Excel........................................................................................................................180
Funções e Fórmulas .....................................................................................................................180
Funções HOJE e AGORA ..............................................................................................................182
13. Microsoft PowerPoint 2013 ...................................................................................... 183
Guias e Menu do PowerPoint .......................................................................................................184
Configuração Padrão do PowerPoint ..........................................................................................184
14. Redes de Computadores ......................................................................................... 185
Paradigma de Comunicação ........................................................................................................185
Dispositivos de Rede ...................................................................................................................185
Topologia de Rede.......................................................................................................................185
Pilhas de Protocolos ....................................................................................................................186
Firewall ........................................................................................................................................187
Tipos de Redes.............................................................................................................................187
Padrões de Infraestrutura............................................................................................................187
Correio Eletrônico ........................................................................................................................187
Spam ............................................................................................................................................188
URL (Uniform Resource Locator) ............................................................................................. 188
Navegadores................................................................................................................................189
Conceitos Relacionados à Internet ..............................................................................................189
15. Cloud Computing .................................................................................................... 190
Características .............................................................................................................................190
16. Segurança da Informação .........................................................................................191
Princípios Básicos da Segurança da Informação ..........................................................................191
Criptografia..................................................................................................................................192
Ataques........................................................................................................................................193
18. Arquitetura de Redes .............................................................................................. 194
Modelo OSI...................................................................................................................................194
Modelo TCP/IP .............................................................................................................................195
Endereços ...................................................................................................................................196
Endereçamento IPv4 ...................................................................................................................196
17. Glossário................................................................................................................ 200
A - D ............................................................................................................................................200
F - P .............................................................................................................................................200
S - V .............................................................................................................................................201
W................................................................................................................................................. 202

128
1. Hardware ▷
Disquete;
CD-Rom;
O Hardware consiste da parte física de um computador, ou ▷ DVD-Rom;
seja, são as peças que o compõem. As questões comumente ▷ BD-Rom (BlueRay Disk);
cobradas nos concursos relacionam os tipos de periféricos e a ▷ HD (Hard Disk – Disco Rígido);
sua classificação. ▷ HD Externo;
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Classificação dos Dispositivos ▷ PenDrive;


▷ Fita Magnética;
quanto à Finalidade ▷ HD SSD;
Os periféricos do computador são classificados de acordo ▷ Cartão de Memória.
com sua finalidade e uso. Assim, como classificações princi-
pais, temos as que se seguem. Classificação dos Dispositivos
Entrada quanto ao Tipo de Tecnologia
Dispositivos de Entrada são aqueles por meio dos quais Podemos ainda classificar os dispositivos de acordo com
o usuário entra com alguma informação para o computador. a tecnologia que eles utilizam para ler as informações ou es-
Muito cuidado: para ser classificado como de entrada, os dis- crevê-las.
positivos têm de ser apenas de entrada. A seguir os exemplos
de dispositivos de entrada de dados: Óticos
▷ Teclado; Um dispositivo ótico é aquele que se utiliza de sinais lu-
Ş
ŝ#-ŝŦ

▷ Mouse; minosos para, principalmente, ler informações, como por ex-


▷ Webcam; emplo:
▷ Microfone; ▷ Scanner;
▷ Scanner de mesa; ▷ CD;
▷ Scanner de mão; ▷ DVD;
▷ Scanner Biométrico; ▷ BD;
▷ Tablets1; ▷ Webcam;
▷ Kinect2. ▷ Alguns mouses.
Saída Magnéticos
Classificamos como dispositivos de saída aqueles que têm
por finalidade informar ao usuário o resultado de algum pro- Enquanto outros dispositivos utilizam o magnetismo como
cessamento. São exemplos de dispositivos de saída: forma de operação, tomamos certos cuidados com os disquet-
es. Atualmente as pessoas se descuidam e esquecem que os
Monitor; computadores usam dispositivos magnéticos como principal
Impressora; forma de armazenamento e acabam passando por portas
Caixa de som. magnéticas com seus notebooks, o que pode vir a danificar
Entrada/Saída partes do HD.
Assim, vemos que ainda hoje é muito comum, entre os
Os periféricos classificados nesta categoria são os que de-
servidores de backup, o uso de fitas magnéticas, como a fita
vemos tomar mais cuidado durante as provas, porque aqui se
cassete, para armazenar os dados.
encaixam aqueles dispositivos que podemos chamar de dis-
positivos híbridos devido a sua capacidade de realizar tanto Elétricos
a tarefa de entrada como a de saída de dados. São exemplos
Atualmente os dispositivos elétricos são os que mais vêm
desses dispositivos:
sendo utilizados, principalmente pela sua velocidade de op-
▷ Impressoras Multifuncionais; eração e praticidade de uso, como, por exemplo, o pendrive
▷ Telas sensíveis ao toque (TouchScreen); e os cartões de memória. Ainda é uma tecnologia emergente
▷ Kits multimídias3. entre os usuários o HD Sólido (HD SSD), devido ao alto valor
aquisitivo, porém, é um dispositivo de altíssima velocidade
Armazenamento que resolve o maior gargalo hoje dos computadores, ou seja,
Os dispositivos de armazenamento são aqueles que nos substitui os HDs convencionais, que são as peças mais lentas
permitem armazenar os dados e os mantêm armazenados mes- do computador.
mo quando não são alimentados por uma fonte de energia. A
seguir temos exemplos de dispositivos de armazenamento: Arquitetura
1  Tablets: aqueles utilizados para desejar ou digitalizar assinaturas. Podemos dividir as tecnologias de hardware em arquitetu-
2  Kinect: é o dispositivo usado no vídeo game Xbox para entrada de movimentos ras de x86 de 32bits e a arquitetura de 64bit. Essa divisão se
do usuário, a Microsoft também o disponibilizou para ser utilizado como entrada baseia na forma como o sistema processa as informações, quer
para o computador. dizer, a quantidade de informações simultâneas que o proces-
3  Kit multimídia: é composto em geral por dispositivos de entrada e de saída, por
isso é classificado como de Entrada/Saída. sador opera.
Processador desconectada da energia, perde todas as informações que es-
tavam nela, por isso que, quando não salvamos um documento
O termo CPU significa Unidade Central de Processamento; e o fornecimento de energia acaba, desligando o computador,
muitas vezes as pessoas chamam o gabinete de CPU, o que perdemos parte desse trabalho. Já o HD pode ser chamado de
está errado, pois o processador é apenas uma das peças que memória secundária por ser uma memória de armazenamento
compõe o gabinete. Também podemos comparar a CPU como não volátil.
sendo o cérebro do computador, porque ela é responsável por A memória RAM é expansível, ao contrário da memória
processar as informações e gerar um resultado. ROM.
Um processador é composto por vários registradores que
possuem finalidades específicas; os principais são a ULA (Uni- Unidades de Medida
dade Lógico-Aritmética), responsável pelos cálculos e compara-
Na Informática, a menor unidade de medida é o bit, que
ções lógicas; e a UC (Unidade de Controle), que tem como re-
consiste em um sinal verdadeiro ou falso para o computador,
sponsabilidade controlar o que está sendo feito no processador.
que, por questões de facilidade, transcreve-se na forma de 0
Também faz parte do processador a memória Cache. Ela é (zeros) e 1 (uns).
uma pequena memória, em relação à principal, porém muito
Porém, o bit apenas é uma informação pequena, então
mais rápida, operando quase na mesma velocidade que o pro-
foi criado o conceito de “palavra”, que passou a ser chamada
cessador; alguns modelos operam na mesma velocidade que
de Byte. Um Byte é composto por 8 bits.
o processador.
A partir disso temos as unidades K, M, G, T, P, e assim por
Em um processador, podemos encontrar vários níveis de
diante, para designar tamanhos de arquivos e capacidades de
cache, nos atuais normalmente encontramos 2 níveis (level),
armazenamentos. A cada letra multiplicamos por 1024 a quan-
sendo que os mais modernos já possuem 3 níveis. Em alguns
tidade da anterior. A tabela abaixo ilustra as equivalências de
modelos a cache de nível 3 é interna ao processador, junto às
valores.
demais, enquanto que em outros ela fica externa a ele.
A finalidade da cache é fornecer informações mais rapid- 1 Peta 1 Tera 1 Giga 1 Mega 1 Kilo
1 Byte bit
amente ao processador, a fim de minimizar o tempo em que (PB) (TB) (GB) (MB) (KB)
ele fica ocioso.
1024 1024 1024 1024
1024 KB 8 bits 0 ou 1
Memórias (TB) GB MB Bytes

Existem diversos tipos de memórias, quando tratamos de


um computador. Elas podem ser classificadas de diversas for-
mas de acordo com suas características, o que ilustra a tabela ANOTAÇÕES
a seguir.

Ş
ŝ#-ŝŦ
Tipo de Mecanismo de Mecanismo Volatil-
Categoria
memória apagamento de escrita idade

Memória
Memória Eletricamente,
de acesso
de leitura e em nível de Eletricamente Volátil
aleatório
escrita Bytes
(RAM)
Memória
apenas
Máscaras
de leitura memória
(ROM) apenas de Não é possível
ROM leitura
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

programável
(PROM)
PROM Luz UV, em
Não
apagável nível de
Volátil
(EPROM) pastilha.
Memória Eletricamente, Elétrico
Memória principal- em níveis de
flash mente blocos.
PROM elet- de leitura
Eletricamente,
ricamente
em nível de
apagável
bytes.
(EEPROM)

A memória RAM é a Principal do computador, também


conhecida como memória de trabalho. É uma memória de lei- 129
tura e escrita, porém possui natureza volátil, ou seja, quando
Liberdade 0: a liberdade para executar o programa, para
130
2. Software qualquer propósito;
Liberdade 1: a liberdade de estudar como o programa fun-
Cerca de 90% das questões de Informática abor- ciona e adaptá-lo às suas necessidades;
dam conceitos relacionados aos softwares, na forma de Liberdade 2: a liberdade de redistribuir cópias do pro-
definições e de modos de operação, tanto em provas de grama de modo que você possa ajudar ao seu próximo;
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

nível médio como de nível superior. Por esse motivo, ele


será abordado em nosso primeiro tópico. Liberdade 3: a liberdade de modificar o programa e dis-
O software é a parte abstrata de um computador, também tribuir essas modificações, de modo que toda a comunidade
conhecido como a parte lógica. É um programa instalado em se beneficie.
um dispositivo, que pode ser um computador ou mesmo um A GPL (CopyLeft) é um reforço a essas quatro liberdades,
celular. garantindo que o código fonte de um programa software livre
Os Programas são a aplicação de regras de maneira digi- não possa ser apropriado por outra pessoa ou empresa, prin-
tal, para que, dada uma situação, ocorra uma reação pré-pro- cipalmente para que não seja transformado em software pro-
gramada. Assim, temos que um programa é uma represen- prietário.
tação de tarefas manuais; com eles podemos automatizar A GPL só possui versão em inglês devido a possíveis erros
processos, o que torna as tarefas mais dinâmicas. de tradução que possam vir a ser inseridos em sua descrição.
O Linux é um dos principais projetos desenvolvidos sob a
Licenças de Software licença de software livre, assim como o BrOffice, mas o princi-
Uma licença de software define o que um usuário pode pal responsável por alavancar o software livre, assim como o
Ş
ŝ#-ŝŦ

ou não fazer com ele, ela se baseia essencialmente no di- próprio Linux, foi o projeto Apache2 que no início só rodava em
reito autoral. Existem vários tipos de licenças de software, servidores Linux e hoje é multiplataforma.
mas, no que tange ao concurso público, apenas duas são de São exemplos de softwares livres: Apache, Linux, BrOffice,
valor significativo: a licença de software livre e a licença de LibreOffice, Mozilla Firefox, Mozilla Thunderbird, entre outros.
software proprietário.
Shareware
Software Proprietário
A Licença do tipo Shareware é comumente usada quando
A licença de software proprietário procura reservar o di- se deseja permitir ao usuário uma degustação do programa, é
reito de autor do programa. uma licença que oferece funcionalidades reduzidas ou mesmo
Um software proprietário é também conhecido como soft- em sua totalidade, porém, com um prazo para esse uso que,
ware não livre, pois uma de suas principais características é depois de encerrado, o programa limita as funcionalidades ou
manter o Código Fonte1 fechado. pode deixar de funcionar.
Há vários softwares proprietários gratuitos. Por outro Um exemplo de software popular que utiliza essa licença
lado, existem aqueles que, para o usuário adquirir o direito é o WinRAR, que, após os 40 dias, começa a exibir uma men-
de uso, exigem a compra de uma licença de uso, a qual não sagem toda vez que é aberto, contudo, continua funcionando
lhe dá direito de propriedade sobre o programa, apenas mesmo que o usuário não adquira a licença.
concede a ele o direito de utilizá-lo, além de impor algumas Esta permite a cópia e redistribuição do software, porém,
regras quanto ao seu uso. não permite a alteração, pois o código fonte não é público.
São exemplos de softwares proprietários: Windows, Micro-
soft Office, Mac OS, aplicativos da Adobe, Corel Draw, WinRAR, Tipos de Software
WinZip, MSN entre outros tantos. Existem diversos tipos de software, mas somente alguns
Software Livre nos interessam durante a prova. Dessa forma, iremos focar o
estudo no que nos é pertinente.
Em contrapartida ao software proprietário, um grupo
criou o software livre. Como princípio atribuem-se às leis Podemos classificar os softwares de acordo com os itens
que regem a definição de liberdades como forma de pro- a seguir:
testo em relação ao software proprietário. Firmwares;
O software livre tem como primordial característica o Có- Sistemas Operacionais;
digo Fonte Aberto. Escritório;
A principal organização que mantém e promove o soft- Utilitários;
ware livre é a Free Software Foundation (FSF). Entretenimento;
Para que um software seja classificado como Software Malwares.
Livre, ele deve obedecer a quatro liberdades de software do Firmwares
projeto GNU - General Public License (Licença Pública Geral) -
idealizado por Richard Matthew Stallman, ativista e fundador Um Firmware é normalmente um software embarcado, ou
do movimento software livre: seja, ele é um software desenvolvido para operar sobre um
hardware específico. De forma geral, um Firmware é incor
1  Código Fonte: conjunto de instruções feitas em uma linguagem de pro- 2  Apache: servidor responsável pelo processamento da maior parte das páginas
gramação, que definem o funcionamento e o comportamento do programa. disponibilizadas atualmente na Internet, cerca de 51%. .
Liberdade 0: a liberdade para executar o programa, para
3. Software qualquer propósito;
Cerca de 90% das questões de Informática abordam Liberdade 1: a liberdade de estudar como o programa fun-
conceitos relacionados aos softwares, na forma de defini- ciona e adaptá-lo às suas necessidades;
ções e de modos de operação, tanto em provas de nível Liberdade 2: a liberdade de redistribuir cópias do progra-
médio como de nível superior. Por esse motivo, ele será ma de modo que você possa ajudar ao seu próximo;
abordado em nosso primeiro tópico. Liberdade 3: a liberdade de modificar o programa e dis-
O software é a parte abstrata de um computador, também tribuir essas modificações, de modo que toda a comunidade
conhecido como a parte lógica. É um programa instalado em se beneficie.
um dispositivo, que pode ser um computador ou mesmo um
A GPL (CopyLeft) é um reforço a essas quatro liberdades,
celular.
garantindo que o código fonte de um programa software li-
Os Programas são a aplicação de regras de maneira digital, vre não possa ser apropriado por outra pessoa ou empresa,
para que, dada uma situação, ocorra uma reação pré-progra- principalmente para que não seja transformado em software
mada. Assim, temos que um programa é uma representação
proprietário.
de tarefas manuais; com eles podemos automatizar processos,
o que torna as tarefas mais dinâmicas. A GPL só possui versão em inglês devido a possíveis erros
de tradução que possam vir a ser inseridos em sua descrição.
Licenças de Software O Linux é um dos principais projetos desenvolvidos sob a
Uma licença de software define o que um usuário pode licença de software livre, assim como o BrOffice, mas o princi-
ou não fazer com ele, ela se baseia essencialmente no di- pal responsável por alavancar o software livre, assim como o
reito autoral. Existem vários tipos de licenças de software, próprio Linux, foi o projeto Apache2 que no início só rodava em
mas, no que tange ao concurso público, apenas duas são de servidores Linux e hoje é multiplataforma.
valor significativo: a licença de software livre e a licença de São exemplos de softwares livres: Apache, Linux, BrOffice,
software proprietário. LibreOffice, Mozilla Firefox, Mozilla Thunderbird, entre outros.
Software Proprietário Shareware
A licença de software proprietário procura reservar o direi- A Licença do tipo Shareware é comumente usada quando
to de autor do programa. se deseja permitir ao usuário uma degustação do programa, é
uma licença que oferece funcionalidades reduzidas ou mesmo
Um software proprietário é também conhecido como soft-
em sua totalidade, porém, com um prazo para esse uso que,
ware não livre, pois uma de suas principais características é depois de encerrado, o programa limita as funcionalidades ou
manter o Código Fonte1 fechado. pode deixar de funcionar.

Ş
ŝ#-ŝŦ
Há vários softwares proprietários gratuitos. Por outro Um exemplo de software popular que utiliza essa licença
lado, existem aqueles que, para o usuário adquirir o direito é o WinRAR, que, após os 40 dias, começa a exibir uma men-
de uso, exigem a compra de uma licença de uso, a qual não sagem toda vez que é aberto, contudo, continua funcionando
lhe dá direito de propriedade sobre o programa, apenas mesmo que o usuário não adquira a licença.
concede a ele o direito de utilizá-lo, além de impor algumas Esta permite a cópia e redistribuição do software, porém,
regras quanto ao seu uso. não permite a alteração, pois o código fonte não é público.
São exemplos de softwares proprietários: Windows, Micro-
soft Office, Mac OS, aplicativos da Adobe, Corel Draw, WinRAR, Tipos de Software
WinZip, MSN entre outros tantos. Existem diversos tipos de software, mas somente alguns
nos interessam durante a prova. Dessa forma, iremos focar o
Software Livre estudo no que nos é pertinente.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Em contrapartida ao software proprietário, um grupo Podemos classificar os softwares de acordo com os itens
criou o software livre. Como princípio atribuem-se às leis a seguir:
que regem a definição de liberdades como forma de pro- Firmwares;
testo em relação ao software proprietário. Sistemas Operacionais;
O software livre tem como primordial característica o Có- Escritório;
digo Fonte Aberto. Utilitários;
A principal organização que mantém e promove o softwa- Entretenimento;
re livre é a Free Software Foundation (FSF). Malwares.
Para que um software seja classificado como Software
Livre, ele deve obedecer a quatro liberdades de software do Firmwares
projeto GNU - General Public License (Licença Pública Geral) - Um Firmware é normalmente um software embarcado, ou
idealizado por Richard Matthew Stallman, ativista e fundador seja, ele é um software desenvolvido para operar sobre um
do movimento software livre: hardware específico. De forma geral, um Firmware é incor-
131
1  Código Fonte: conjunto de instruções feitas em uma linguagem de pro- 2  Apache: servidor responsável pelo processamento da maior parte das páginas
gramação, que definem o funcionamento e o comportamento do programa. disponibilizadas atualmente na Internet, cerca de 51%. .
porado ao hardware já no momento de sua fabricação, mas, clado, mas ao mesmo tempo o SO irá receber uma solicitação
132 dependendo do tipo de memória em que é armazenado, ele do aplicativo para que exiba na tela as informações recebidas.
pode ser atualizado ou não. O software do tipo Firmware que É de responsabilidade do SO gerenciar o uso da memória
interessa ao nosso estudo é o BIOS. RAM e do processador. O controle estabelecido pelo sistema
BIOS (Basic Input/Output System) operacional dita que programa será executado naquele instan-
te e quais espaços de memória estão sendo usados por ele e
O Sistema Básico de Entrada e Saída é um software embar-
pelos demais aplicativos em execução.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

cado em uma memória do tipo ROM, nos computadores atuais


Para que o sistema operacional consiga se comunicar
é mais comum em memórias do tipo Flash ROM. com cada dispositivo, aquele precisa saber antes como estes
O BIOS é o primeiro programa que roda quando ligamos funcionam, para tanto, é necessário instalar o driver5 do dis-
o computador. Ele é composto pelo SETUP, que são suas con- positivo. Atualmente, a maioria dos drivers são identificados
figurações, e pelo POST, responsável por realizar os testes de automaticamente pelo SO, mas o sistema nem sempre possui
hardware. as informações sobre hardwares recém-lançados. Nesse caso,
o sistema, ao não conseguir o driver específico, solicita ao
Durante o processo de boot3, o BIOS aciona a memória usuário que informe o local onde ele possa encontrar o driver
CMOS4, onde ficam armazenadas as últimas informações so- necessário.
bre o hardware do computador e sobre a posição de início do
Aplicativos
sistema operacional no disco. Em posse dessas informações, o
BIOS executa o POST, a etapa que verifica se todos os disposi- Gerenciamento de Entrada/Saída
tivos necessários estão conectados e operantes. Gerenciamento de Drivers de dispositivos
Hardware
Ş
ŝ#-ŝŦ

Após as verificações de compatibilidade, o BIOS inicia o Gerenciamento de Memória


processo de leitura do disco indicado como primário a partir Gerenciamento de CPU
do ponto onde se encontra o sistema operacional, que é carre- Hardware
gado para a memória principal do computador.
Quando há apenas um sistema operacional instalado no Dentre os sistemas operacionais modernos, o Windows
computador, este é iniciado diretamente pelo BIOS, porém, se ainda é o que mais se destaca em termos de número de
houver dois ou mais se faz necessário optar por qual dos siste- usuários em computadores pessoais. Por outro lado, quan-
mas se deseja utilizar. do se questiona em relação ao universo de servidores na
Internet, nos deparamos com o Linux como mais utilizado;
Em uma situação em que existem dois sistemas operacio- o principal motivo relaciona-se à segurança mais robusta
nais atribui-se a caracterização de Dual boot. oferecida pelo Linux.
Um computador que possua uma distribuição Linux instala- Os exemplos de SO para computadores pessoais (PC) que
da e uma versão Windows, por exemplo, ao ser concluído o pro- podem ser citados em provas são:
cesso do BIOS, inicia um gerenciador de boot. Em geral é citado Windows;
nas provas ou o GRUB ou o LILO, que são associados ao Linux.
Linux;
Mac OS;
Sistemas Operacionais (SO)
Chrome OS;
O conteúdo de sistemas operacionais é cobrado de duas
Solaris.
formas nas provas: prática e conceitual. Questões de caráter
conceitual são colocadas de forma comparativa entre os sis- Porém, esses sistemas derivaram de duas vertentes princi-
temas, enquanto que as práticas estão associadas às ferra- pais o DOS e o UNIX. É de interesse da prova saber que o DOS
mentas e modos de operação de cada sistema. O conteúdo foi o precursor do Windows e que a plataforma UNIX foi a base
referente à parte prática é abordado em específico nos tópicos do Linux e também do Mac OS.
Windows e Linux. Contudo, não encontramos SO apenas em PCs. Celulares,
O sistema operacional é o principal programa do compu- smartphones e tablets também utilizam sistemas operacio-
tador. Ele é o responsável por facilitar a interação do usuário nais. Atualmente, fala-se muito no sistema do Google para
com a máquina, além de ter sido criado para realizar as tare- esses dispositivos, o Google Android, no entanto, a Microsoft
fas de controle do hardware, livrando assim os aplicativos de lançou em 2012 o Windows 8, inclusive para o mercado de dis-
conhecer o funcionamento de cada peça existente no mundo. positivos móveis.
As tarefas de responsabilidade do SO são, principalmente, Os Sistemas Operacionais podem ser divididos em duas
de níveis gerenciais. O sistema operacional é o responsável por partes principais: Núcleo e Interface.
administrar a Entrada e a Saída de dados de forma que, quan- O Núcleo de um Sistema Operacional é chamado de Ker-
do um usuário seleciona uma janela, ele está trazendo-a para o nel. Ele é a parte responsável pelo gerenciamento do hardwa-
primeiro plano de execução. Assim, sempre que o usuário digita re, como já explanado, enquanto que a interface é parte de
um texto, por exemplo, o SO tem de gerenciar qual a janela, ou interação com o usuário, seja ela uma interface apenas textual
seja, qual aplicativo irá receber as informações entradas pelo te- ou uma interface com recursos gráficos.

3  boot: processo de inicialização do sistema operacional. 5  Driver: Conjunto de informações sobre como funciona um dispositivo de hard-
4  CMOS: uma pequena memória RAM alimentada por uma pilha de 9V. ware.
A interface com recursos gráficos é comumente chamada Se dois ou mais usuários estiverem com sessões iniciadas,
de GUI (Graphic User Interface), Interface Gráfica do Usuário, elas são de certa maneira tratadas independentemente, ou
também citada como gerenciador de interface gráfica. O nome seja, um usuário não vê o que o outro estava fazendo, como
Windows foi baseado, justamente, nessa característica de tra- também, em um uso normal, não interfere nas atividades que
balhar com janelas gráficas como forma de comunicação com estavam sendo executadas pelo outro usuário.
o usuário. O sistema multiusuário geralmente possui a opção trocar
Sistema Operacional Kernel de usuário, que permite bloquear a sessão ativa e iniciar outra
sessão simultânea.
Windows XP NT 5.2
Monousuário
Windows Vista NT 6.0
Em um Sistema Monousuário, para que outro usuário inicie
Windows 7 NT 6.1 sessão, é necessário finalizar a do usuário ativo, também conhe-
Windows 8 NT 6.2 cido como efetuar Logoff.
Linux Linux 3.10
Softwares de Escritório
Em relação às GUIs, cada versão do Windows utiliza e tra-
São aplicativos com utilização mais genérica, de forma a
balha com apenas uma única interface gráfica, que só passou a
possibilitarem as diversas demandas de um escritório como
ter um nome específico a partir do Windows Vista.
também suprirem muitas necessidades acadêmicas em rela-
Windows GUI ção à criação de trabalhos.
XP Sem nomenclatura Nesta seção apenas é apresentado um comparativo en-
Vista Aero tre as suítes de escritório que são cobradas na prova.
7 Aero Editor Microsoft Office BrOffice
8 Metro
Por outro lado, existem diversas GUIs para o Linux, algu- Texto Word Writer
mas Distribuições Linux6 trabalham com apenas um gerencia- Planilha Excel Calc
dor de interface gráfica, enquanto que outras trabalham com
múltiplas. As principais GUIs do Linux são: Apresentação de Slides PowerPoint Impress
Gnome; Desenho Publisher Draw
KDE;
Banco de Dados Access Base
Unity;
XFCE; Fórmula Equation Math
FluxBox; Os editores de Texto, Planilha e Apresentação são os mais

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BlackBox; cobrados em provas de concursos. Sobre esses programas
Mate; podem aparecer perguntas a respeito do seu funcionamento,
Cinnamon. ainda que sobre editores de apresentação sejam bem menos
frequentes.
Características de um Sistema Operacional Outro ponto importante a se ressaltar é que o Microsoft
Os Sistemas Operacionais podem ser classificados de acordo Outlook é componente da suíte de aplicativos Microsoft
com suas características comportamentais. Office. Não foi destacado na tabela acima por não existir
Multitarefa programa equivalente no BrOffice.
Um Sistema Operacional é dito multitarefa quando conse- Por vezes o concursando pode se deparar na prova com o
gue executar mais de uma tarefa simultânea, como: tocar uma nome LibreOffice, o que está correto, pois o BrOffice é utili-
música enquanto o usuário navega na Internet e escreve um zado no Brasil apenas, mas ele é baseado no Libre Office. Até
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

texto no Word. a versão 3.2, o BrOffice era fundamentado no OpenOffice e,


Contudo, há duas formas de multitarefa empregadas pelos após a compra da Sun pela Oracle a comunidade decidiu mu-
SO modernos: Multitarefa Preemptiva e Multitarefa Real. dar para o Libre por questões burocráticas.
Ex.: Windows, Linux e Mac OS.
Monotarefa Softwares Utilitários
Sistema Monotarefa é o sistema que, para executar uma ta- Alguns programas ganharam tamanho espaço no dia a dia
refa, deve aguardar a que está em execução terminar ou mesmo do usuário que, sem eles, podemos por vezes ficar sem acesso
forçar o seu término para que possa executar. Trabalha com um às informações contidas em arquivo, por exemplo.
item de cada vez.
Ex.: DOS e algumas versões UNIX. São classificados como utilitários os programas compac-
Multiusuário tadores de arquivos e leitores de PDF. Esses programas as-
É quando o Sistema Operacional permite mais de uma ses- sumiram tal patamar por consolidarem seus formatos de ar-
são de usuário ativa simultaneamente. quivos. Entre os compactadores temos os responsáveis pelo
formato de arquivos ZIP, apesar de que, desde sua versão XP, 133
6  Distribuição Linux: uma cópia do Linux desenvolvida, geralmente, com base
em outra cópia, mas com algumas adaptações. o Windows já dispunha de recurso nativo para compactar e
descompactar arquivos nesse formato, muitos aplicativos se executa automaticamente: no momento em que um pendrive
134 destacavam por oferecer o serviço de forma mais eficiente ou é conectado a um computador, ele é contaminado ou conta-
prática. Os compactadores mais conhecidos são: WinZip, Bra- mina este.
Zip e 7-Zip. Outro compactador que ganhou espaço no merca- Um Worm tem como finalidade se replicar, porém, não in-
do foi o WinRar com o formato .RAR, que permite uma maior fecta outros arquivos, apenas cria cópias de si em vários locais,
compactação do que o ZIP. o que pode encher o HD do usuário. Outra forma utilizada de
se replicar é através da exploração de falhas dos programas,
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Softwares de Entretenimento principalmente os clientes de e-mail, enviando por correio ele-


trônico cópias de si para os contatos do usuário armazenados
Nesta categoria, entram os aplicativos multimídias como
no cliente de e-mail.
players de áudio e vídeo, como o Windows Media Player, o
Winamp, o iTunes, VLC player e BS player, dentre inúmeros Um Worm, muitas vezes, instala no computador do usuá-
outros, assim como também os jogos como Campo Minado, rio um bot, transformando aquele em um robô controlado à
Paciência, Pinball e outros tantos de mais alto nível. distância. Os indivíduos que criam um Worm fazem-no com a
finalidade de infectar o maior número possível de computado-
Malwares (Malicious Softwares) res, para que possam utilizá-los em um ataque de DDoS9, ou
Os Malwares são programas que têm finalidade mal inten- como forma de elevar a estatística de acessos a determinados
cionada, na maioria das vezes ilícita. Grande parte das bancas sites. Também pode ser utilizado para realizar um ataque a
cita-os como pragas cibernéticas que infectam o computador algum computador ou servidor na Internet a partir do com-
do usuário e trazem algum prejuízo; por outro lado, há bancas putador infectado.
que especulam sobre os diferentes tipos de malwares. A seguir Trojan Horse (Cavalo de Troia)
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são destacados os principais tipos de malwares.


O Cavalo de Troia foi batizado com esse nome, pois suas
Vírus características se assemelham muito às da guerra da Grécia
O Vírus é apenas um dos tipos de malware, ou seja, ao con- com Troia. Na História, os gregos deram aos troianos um gran-
trário do que a maioria das pessoas fala, nem tudo que ataca o de cavalo feito de madeira e coberto de palha para disfarçar
computador é um vírus. As questões que tangem ao que é um que era oco, dentro do cavalo foram colocados vários solda-
vírus, em geral, são cobradas em prova como forma de saber se dos gregos que deveriam abrir os gigantes e fortes portões
o concursando conhece as diferenças entre os malwares. da cidade de Troia para que o exército grego pudesse invadir
a fortaleza.
• Um Vírus Tem Por Características
Um Cavalo de Troia é recebido pelo usuário como um
Infectar os arquivos do computador do usuário, princi- presente, “presente de grego”, de forma a levar o usuário a
palmente arquivos do sistema. abri-lo, ou seja, ele depende de ação do usuário. Os “presen-
Depender de ação do usuário, como executar o tes” geralmente podem parecer um cartão virtual, uma men-
arquivo ou programa que está contaminado com o sagem, álbuns de fotos, e-mails com indicações de prêmios,
vírus. falsas respostas de orçamentos, folhas de pagamento, sempre
Ter finalidades diversas, dentre as quais danificar alguma forma de chamar a atenção do usuário para que ele
tanto arquivos e o sistema operacional, como tam- abra o Trojan.
bém as peças. Podemos tratá-lo em essência como um meio para que
• Vírus Mutante outro malware seja instalado no computador. Da mesma for-
É um vírus mais evoluído, que tem a capacidade de alterar ma como o cavalo da história serviu como meio para infiltrar
algumas de suas características a fim de burlar o antivírus. soldados e como os soldados abriram os portões da cidade, o
malware também pode abrir as portas do computador para
• Vírus de Macro que outros malwares o infectem, o que acontece na maioria
O Vírus de Macro7 explora falhas de segurança das suítes dos casos, portanto, pode trazer em seu interior qualquer tipo
de escritório, principalmente da Microsoft. Uma macro, ao ser de malware.
criada de certa forma, anexa ao documento uma programação Esse malware executa as ações para as quais, aparente-
(comandos geralmente em Visual Basic8), ele pode inserir seu mente, fora criado; como exibir uma mensagem, ou crackear10
código dentro deste código em VB. um programa. Essa tarefa é realizada com o intuito de distrair
O Vírus de Macro geralmente danifica a suíte de escritório, o usuário enquanto que os malwares são instalados.
inutilizando-a, além de poder apagar documentos do compu-
tador. Spyware
Para que seja executado esse vírus, é necessário que o Também conhecido como software espião, o Spyware tem
usuário execute o arquivo contaminado. por finalidade capturar dados do usuário e enviá-los para ter-
ceiros: nº de cartões de crédito, CPF, RG, nomes, data de nas-
Worm cimento e tudo mais que for pertinente para que transações
O Worm é por vezes citado nas provas em português, “ver- eletrônicas possam ser feitas utilizando seus dados.
me”, como forma de confundir o concursando. Ao contrário do
vírus, ele não depende de ação do usuário para executar; ele 9 DDoS: Ataque de negação de serviço distribuído, veja mais no tópico segurança
desse material.
7 Macro: é um conjunto de regras criadas para automatizar tarefas repetitivas 10  Crackear: é uma quebra de licença de um software para que não seja
8  Visual Basic (VB): é uma linguagem de programação criada pela Microsoft. necessário adquirir a licença de uso, caracterizando pirataria.
Existem dois tipos de spywares: os KeyLoggers e os por exemplo, durante a instalação de um programa em que o
ScreenLoggers. indivíduo não nota que em uma das etapas estava instalando
• KeyLogger outro programa diferente do desejado.
Key = chave, Log = registro de ações. Um exemplo clássico é o Nero gratuito, que é patrocinado
O KeyLogger é um spyware cuja característica é capturar pelo ASK12. Durante a instalação, uma das telas apresenta algu-
os dados digitados pelo usuário. Na maioria das situações o mas opções: deseja instalar a barra de ferramenta do ASK; dese-
KeyLogger não captura o que é digitado a todo instante, mas ja tornar o motor de busca do ASK como seu buscador padrão;
o que é teclado após alguma ação prévia do usuário, como por deseja tornar a página do ASK como sua página inicial, que, por
exemplo abrir uma página de um banco ou de uma mídia so- padrão, aparecem marcadas esperando que o usuário clique in-
cial - alguns keyloggers são desenvolvidos para capturar con- discriminadamente na opção “avançar”.
versas em programas de messenger. Muitos Adwares monitoram o comportamento do usuário
• ScreenLogger durante a navegação na Internet e vendem essas informações
Screen = Tela para as empresas interessadas.
O ScreenLogger é uma evolução do KeyLogger na tenta- Backdoors
tiva de capturar, principalmente, as senhas de bancos, pois o Backdoor, basicamente, é uma porta dos fundos para um
ScreenLogger captura fotos avançadas da tela do computador ataque futuro ao computador do usuário.
a cada clique do mouse. Essa foto avançada, na verdade, é Um Backdoor pode ser inserido no computador por
uma foto de uma pequena área que circunda o mouse, mas meio de Trojan Horse, como também pode ser um pro-
grande o suficiente para que seja possível ver em que número grama adulterado recebido de fonte pouco confiável. Por
o usuário clicou. exemplo, um usuário baixa em um site qualquer, diferente
Muitos serviços de Internet Banking11 utilizam um teclado do oficial, o BrOffice, nada impede que o programa tenha
virtual, no qual o usuário clica nos dígitos de sua senha ao sido ligeiramente alterado com a inserção de brechas para
invés de digitar. Assim, ao forçar que o usuário não utilize o ataques futuros.
teclado, essa ferramenta de segurança ajuda a evitar roubos
de senhas por KeyLoggers. Por outro lado, foi criado o Screen-
Rootkits
Logger, que captura imagens; então, como forma de oferecer RootKit vem de Root = administrador do ambiente Li-
segurança maior, alguns bancos utilizam um dispositivo cha- nux. Kit = conjunto de ferramentas e ações.
mado de Token. Um Rootkit altera aplicativos do Sistema, como gerencia-
dores de arquivos, com o intuito de esconder arquivos mali-
O Token é um dispositivo que gera uma chave de se-
ciosos que estejam presentes no computador. Por meio dele
gurança aleatória, a qual uma vez utilizada para acessar a
também o invasor pode criar Backdoors no computador, para

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conta, se torna inválida para novos acessos. Assim, mesmo que possa voltar a atacar o micro sem se preocupar em ter de
sendo capturada, ela se torna inútil ao invasor. contaminá-lo novamente.
Hijacker
O Hijacker é um malware que tem por finalidade capturar 4. Linux
o navegador do usuário, principalmente o Internet Explorer. Linux é um Sistema Operacional criado por Linus Torvald,
Esse programa fixa uma página inicial no navegador, que com base na plataforma UNIX. Muitas bancas de concurso
pode ser uma página de propaganda ou um site de venda de apenas o citam no edital de conteúdo programático. Uma
produtos, ou mesmo um site de pornografia, como os mais parte dos conceitos cobrados relacionados ao Linux já foram
perigosos que fixam páginas falsas de bancos (veja mais na vistos na seção Sistemas Operacionais, onde são apontadas
seção Segurança no tópico ataques). características baseadas no seu funcionamento.
As alterações realizadas por ele no navegador dificilmente
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

são reversíveis. Na maioria dos casos, é necessário reinstalar o Conceitos Básicos


navegador várias vezes até formatar o computador. Existem, no Nesta seção são abordados os demais conceitos relacio-
mercado, alguns programas que tentam restaurar as configu- nados diretamente a algumas funcionalidades e definições do
rações padrões dos navegadores, são conhecidos por Hijacker Linux.
This, porém, esses programas não são ferramentas de seguran-
ça, mas apenas uma tentativa de consertar o estrago feito. Dual Boot
É possível instalar em um mesmo computador múltiplos
Adware sistemas operacionais, de forma que, ao ligar o computador, o
Adware (Advertising Software) é um software especializa- usuário escolhe qual sistema deseja utilizar. A etapa de escolha
do em apresentar propagandas. do sistema é controlada por gerenciadores de boot; quando se
O Adware é tratado como malware, quando apresenta al- instala o Linux, ele instala automaticamente um gerenciador
gumas características de spywares, além de, na maioria dos de boot. Os gerenciadores de boot mais populares são o GRUB
casos, se instalar no computador explorando falhas do usuário, e o LILO.
135
11  Internet Banking: acesso à conta bancária pela Internet, para realizar algumas
movimentações e consultas. 12 Ask: Motor de buscas na Internet.
Distribuições /boot Arquivos necessários para o boot do Sistema.
136 Uma Distribuição é uma cópia modificada e compartilhada /tmp Arquivos Temporários
com a comunidade; o Linux possui várias distribuições diferen- /home Armazena as pastas dos Usuários.
tes. Isso se deve ao fato de ele ser um software livre e, assim, é
permitido alterar uma distribuição e repassar a outras pessoas /root Diretório do Administrador
que, por sua vez, também podem efetuar as suas alterações. Gerenciadores de Arquivos
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

No site da dristrowatch existem mais de 300 distribuições


Linux registradas. As principais são: Gerenciador de Arquivo é o programa que permite nave-
gar entre as pastas do computador, como também realizar ta-
UBUNTU MIND (BASEADO refas do tipo copiar, recortar, colar, renomear e mover arquivos
GUI GNOME/UNIT NO UBUNTU) e pastas.
O Nautilus é o gerenciador de arquivos utilizado nas distri-
DEBIAN KUBUNTU buições Linux que trabalham com a interface gráfica Gnome,
GUI KDE enquanto que as distribuições que utilizam o KDE têm como
gerenciador de arquivos o Konqueror. O Konqueror também
MINT (BASEADO pode ser utilizado como navegador de Internet, já no Nautilus
NO DEBIAN) essa opção foi desabilitada por segurança.
Terminal Linux
REDHAT FEDORA O Shell é o aplicativo que permite operar com o Sistema
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Operacional Linux através de linhas de comandos, ou seja, é o


SUSE responsável por ler e interpretar um comando do usuário. Ele é
similar ao Prompt de comandos no Windows (DOS).
MANDRAKE MANDRIVA Comandos Linux
Embora o Linux possua várias interfaces gráficas que po-
CONECTIVA dem ser utilizadas, a boa e velha linha de comando ainda é
o caminho mais prático e rápido para a execução de muitas
tarefas.
Estrutura de Diretórios Os comandos são cobrados no concurso justamente por-
A estrutura de diretórios define quais são as pastas do que é a parte similar entre as diversas distribuições Linux. Mas
Sistema e quais as suas finalidades perante os programas e o você não precisa se desesperar, pois o que é pedido são apenas
próprio sistema operacional. os comandos básicos e para que servem, ou seja, não é pedido
As questões sobre a estrutura de diretórios do Linux assu- a linha de comando e suas opções, mas apenas o comando.
mem um formato relacional, cabendo ao concursando associar Assim, vejamos os principais comandos cobrados e suas ações:
as pastas às suas finalidades.
cd Permite navegar entre as pastas.
A estrutura de diretório do Linux, assim como a do Windo-
ws, possui caráter hierárquico que toma como partida a raiz do ls Listar arquivos e pastas do diretório atual.
Sistema - no caso do Linux, a raiz do SO é o diretório / (barra). clear Limpa a Tela.
O termo raiz é atribuído, pois a estrutura de diretórios obser- exit Sair do terminal.
vada de forma inversa apresenta características de uma árvore
cp Copiar um arquivo ou pasta especificado.
que, a partir da Raiz, possui seus galhos, as pastas e por fim,
suas folhas, os arquivos. rm Remover um arquivo ou pasta especificado.
Desliga o Computador (é necessário ser administrador
init 0
para executar este comando).
/dev (devices): Armazena os drivers /dev dos dispositivos. Reinicia o Computador (é necessário ser administrador
init 6
(binaries): Armazena os binários essenciais para o para executar este comando)
/bin funcionamento do sistema. Como também comandos chmod Permite alterar as permissões de arquivos e pastas
básicos do SO como: rm, pwd, su, tar entre outros.
Mover arquivos e pastas. Também pode ser utilizado
mv
(binaries): Armazena os binários essenciais para o para renomear um arquivo ou pasta
/ Sbin funcionamento do sistema que sejam vinculados ao pwd Mostra o diretório em que você está
Super Usuário (administrador).
mkdir Criar um diretório
(Mount): Conhecido como ponto de montagem padrão,
é o local através do qual se tem acesso às unidades de reboot Reinicia o Sistema Operacional
/mnt
armazenamento, CD-Roms e Pendrives conectados no Empacota os arquivos e pastas em um único arquivo.
computador. tar
(Não compacta)
Armazena os arquivos de configuração do Sistema /etc Compacta os arquivos e/ou pastas em um mesmo
/ etc gzip
Operacional. arquivo
5. Windows
O Windows é o sistema operacional mais cobrado sobre
ações e tarefas executadas pelo usuário. Nesta seção, serão
abordadas algumas de suas ferramentas e características.

Após realizado esse passo, uma janela será aberta como a


ilustrada a seguir, na qual o usuário pode navegar pela rede e
escolher a pasta que deseja mapear e a letra que quer atribuir
a esta unidade que será criada. Letras em uso não podem ser
usadas, como o C:.
Componentes
Neste tópico, são apresentadas as principais opções do
Windows que são cobradas nas provas dos concursos.
Área de Trabalho
A Área de Trabalho do Windows é composta pela Barra
de Tarefas, Menu ou Botão Iniciar, ícones e papel de parede. A
figura acima ilustra a área de trabalho do Windows 7.
Meu Computador
Na janela Computador são disponibilizadas informações
sobre as unidades de disco e armazenamento que estão co-
nectadas ao computador. Por meio dessa janela podemos ob-
ter a informação do tamanho das unidades e o quanto estão
ocupadas.
A cada novo dispositivo que conectamos, observamos que Findos esses passos, na janela Computador encontrar-se-á
uma nova letra é usada, por exemplo, a figura a seguir ilustrando a pasta da rede mapeada para um acesso mais rápido a ela.

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a janela Computador do Windows 7. Ela indica a presença do HD
primário C: e de uma unidade de CD no D:; se um pendrive for
conectado a esse computador, então será atribuída a ele a letra E:.

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Windows Explorer
O Windows Explorer é um programa responsável por pos-
A opção Computador ou Meu Computador usa a janela do sibilitar a navegação entre as pastas e arquivos armazenados
Windows Explorer. no computador. Por definição, ele é um Gerenciador de arqui-
vos, mas por meio dele é possível acessar páginas na Internet,
Mapear Unidade de Rede
basta digitar o endereço desejado na barra de endereços do
O recurso Mapear Unidade de Rede auxilia o acesso a uma programa. Ao detectar que é o endereço de um site, ele abre o
pasta compartilhada na rede, criando uma espécie de atalho para
ela na janela Computador, como se fosse mais uma unidade. navegador com o site digitado.
Para realizar esse procedimento, basta clicar com o bo- Para abrir a janela Windows Explorer, podemos ir por meio
tão direito do mouse sobre a opção Computador ou sobre do botão iniciar - Todos os Programas - Acessórios - e, por fim,
a opção Rede e escolher a opção Mapear Unidade de Rede, Windows Explorer, ou podemos lançar mão do conjunto de 137
como ilustra a figura a seguir: teclas de atalho Windows + E.
Operação com Arquivos e Pastas Ou podemos clicar no botão Modos de Exibição, que pode
138 assumir a forma de qualquer um dos botões ilustrados nesta
Quando estamos em um gerenciador de arquivos, tanto no
seção de acordo com o modo que estiver em exibição.
Windows quanto no Linux, podemos realizar algumas ações
com os arquivos e pastas, como Copiar, Colar e Recortar. Con- No Windows 7, está disponível o modo de exibição Con-
tudo, esses procedimentos podem ser feitos com maior agili- teúdo, que não existia no Windows XP.
dade, utilizando o mouse combinado com o teclado. O modo de exibição mais importante é o modo Detalhes,
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Vamos tratar das situações em que o usuário clica, man- pois, por meio dele, podemos visualizar diversas informações
tém clicado e arrasta um arquivo ou pasta. sobre um arquivo sem abri-lo, além de permitir a organização
dos dados por diversos critérios.
HD PenDrive
Lixeira
C: D:
Por padrão, a Lixeira no Windows pode ocupar até 10% da
Arrastar Para pastas capacidade da unidade, mas é possível alterar esse tamanho
Mover + na mesma
Arrastar
ALT unidade por meio das propriedades dela.
+ Atalho ou unidade
SHIFT Arrastar diferente Nem todo arquivo que é deletado é enviado para a li-
Arrastar Arrastar
+
CTRL
xeira. Por exemplo, um arquivo apagado de um disquete ou
Mover Copiar pendrive não são enviados para a lixeira do computador, no
Copiar
caso dos pendrives é criado uma espécie de lixeira dentro
do próprio pendrive, mas isto depende do driver do dispo-
Na figura anterior temos duas unidades: C: (HD) e D: (pen-
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sitivo.
drive). Quando tratamos de clicar e arrastar, a regra é de acor-
do com as unidades. Se for clicado e arrastado um arquivo ou Por outro lado, toda forma de remoção de um arquivo,
pasta de uma pasta para outra da mesma unidade, os arquivos quando combinada com a tecla SHIFT pressionada, remove o
ou pastas selecionados serão movidos. Porém, se a ação ti- arquivo ou pasta sem enviar para a lixeira, ou seja, é uma re-
vesse como destino outra unidade de armazenamento, então moção permanente.
a ação padrão seria criar uma cópia dos arquivos ou pastas
selecionados na pasta de destino.
Painel de Controle
Por outro lado, podemos inverter essas ações com o uso O Painel de Controle é o local onde são concentradas as op-
simultâneo de teclas de atalho. Quando formos arrastar um ar- ções de configuração do sistema Windows.
quivo ou pasta dentro da mesma unidade com o intuito de criar
apenas uma cópia, em vez de mover, devemos segurar pressio-
Acessórios
nada a tecla CTRL. Já ao arrastarmos para uma pasta de unidade O Windows conta com um conjunto de acessórios que são
diferente sem que seja criada uma cópia, mas seja movido para programas de uso geral que auxiliam tarefas do usuário. São
a pasta de destino, devemos realizar o procedimento com a tecla os acessórios do Windows:
SHIFT pressionada.
Outra situação é quando arrastamos com a tecla ALT pres-
sionada. Neste caso, independentemente se for para uma
pasta da mesma unidade ou de unidade diferente, o resultado
será o mesmo: será criado um atalho.
Modos de Exibição
Por meio da janela do Windows Explorer também pode-
mos optar entre alguns modos de exibição diferentes para vi-
sualizar os arquivos e pastas dispostos em uma pasta.
Para alterar entre os modos de exibição, podemos usar a
tecla CTRL pressionada enquanto rolamos o Scrool do mouse
(rodinha); e a barra à esquerda da figura abaixo é alterada de
acordo com o zoom.

Ferramentas de Sistema
As Ferramentas de Sistema do Windows 7 têm sido muito
cobradas nas últimas provas de concursos, por fornecerem um
conjunto de opções e conceitos diferentes.
Nesta seção, faremos breves comentários sobre essas fer-
ramentas e suas finalidades.
Monitor de Recursos O processo de Desfragmentação, por realizar uma leitura
e escrita intensa no disco, torna-se um processo lento, portan-
O Monitor de Recursos é uma ferramenta que nos per-
to não se recomenda seu uso muito frequentemente. Deve-se
mite verificar o desempenho do computador, visualizando
obedecer a uma regularidade, mas nada exagerado.
o uso da memória e do processador, a banda de rede e o es-
paço em disco. A figura a seguir ilustra a visão do consumo Para que o desfragmentador seja executado, é necessá-
do processador do meu computador no momento em que rio possuir espaço em disco. Caso não haja, será sugerido ao
estava escrevendo este material. Na imagem são ilustrados usuário que realize uma Limpeza de Disco a fim de liberar mais
até o CPU7, porque se trata de um processador i7 com 8 espaço.
núcleos. Ao final do processo, os dados estarão organizados,
a maioria, de maneira contígua para serem acessados
mais rapidamente, bem como será organizado o espaço
livre em disco de forma que fique contínuo também para
minimizar futuras fragmentações.
O Desfragmentador não corrige falhas de disco muito
menos a Limpeza de Disco, essa tarefa é responsabilidade do
ScanDisk.
Informações do Sistema
O recurso Informações do Sistema também pode ser aces-
sado por meio das teclas de atalho (Windows) + Pause.
A janela de Informações do Sistema exibe dados sobre o
Limpeza de Disco usuário e sobre a chave de ativação do Windows. No caso do
A Limpeza de Disco é uma ferramenta que permite limpar Windows 7, também é exibida uma avaliação do hardware por
(apagar) os arquivos temporários do computador como forma parte do sistema, além de informação do tamanho da memó-
de obter mais espaço livre. A figura a seguir ilustra a janela da ria RAM e do nome do processador. A figura a seguir mostra a
Limpeza de Disco. janela das Informações sobre o Sistema.

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Agendador de Tarefas
O Agendador de Tarefas permite que você agende tarefas
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

automatizadas para que realizem ações em um horário especí-


fico ou quando um determinado evento ocorrer.

No Windows 7, além de se poder esvaziar a lixeira e apa- Transferência Fácil do Windows


gar os arquivos temporários de navegação da Internet, existe O recurso de Transferência Fácil do Windows é uma ferra-
a opção de apagar as miniaturas criadas quando arquivos de menta criada para copiar as configurações e preferências de
imagem são visualizados no Windows Explorer no modo de um usuário em um computador e passá-las para outro, não
miniaturas (ícones grandes). necessitando ao usuário reconfigurar todas suas preferências
novamente quando trocar de computador.
Desfragmentador
O Desfragmentador de Disco é a ferramenta de Sistema Restauração do Sistema
responsável por organizar os arquivos no disco, pois, com A Restauração do Sistema permite retornar o estado do
o tempo, usando o computador, copiamos, colamos, recor- sistema a um ponto anterior no tempo, chamado de ponto
tamos e movemos muitos arquivos criando fragmentos no de restauração, que é criado automaticamente pelo Windows
HD. Um HD muito fragmentado se torna mais lento para quando um novo programa é instalado no sistema. Ele tam- 139
ser lido. bém pode ser criado manualmente pelo usuário.
A ferramenta restaura somente o sistema e a instalação vidades, principalmente, por conta da sua portabilidade para
140 dos programas. Os arquivos criados, alterados ou excluídos celulares e também tablets.
entre os pontos de restauração não são afetados, ou seja, a
restauração do Sistema não recupera arquivos. Requisitos Mínimos
Tipos de Backup Para instalar o Windows 10, o computador deve possuir no
mínimo 1 GB de memória RAM para computadores com pro-
Um backup, algumas vezes descrito como becape, nada
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

cessador 32 bits de 1GHz, e 2GB de RAM para processadores


mais é do que uma cópia de segurança dos dados. Essa cópia de 32bits de 1GHz. Todavia, recomenda-se um mínimo de 4GB.
tem por finalidade manter os dados mais atuais salvos, de ma-
A versão 32 bits do Windows necessita, inicialmente, de
neira que se porventura os dados originais sejam perdidos por
16GB de espaço livre em disco, enquanto o Windows 64 bits
falha ou exclusão, a perda não tenha um grande impacto, pois
utiliza 20GB. A resolução mínima recomendada para o monitor
é possível restaurar a partir das versões salvas, minimizando
é de 1024x768.
assim a perda. Um backup não impede que os dados sejam
acessados por terceiros. Novidades
Em um backup devem ser salvos os dados do usuário, ou
O Windows 10 nasce com a promessa de ser o último Win-
seja, não é necessário, muito menos indicado, salvar os arquivos
dows lançado pela Microsoft. Isso não significa que não será
dos sistemas, como os que ficam na pasta Arquivos de Progra-
atualizado. A proposta da Microsoft é não lançar mais versões,
mas. Os dados devem ser salvos, preferencialmente, em outras
a fim de tornar as atualizações mais constantes, sem a necessi-
unidades de armazenamento, diferentes de onde estão os dados
dade de aguardar para atualizar junto de uma versão enume-
originais como CD, DVD, BluRay, Pendrive, outro HD, disquetes e
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rada. Com isso, ao passar dos anos, a empresa espera não usar
até mesmo fitas magnéticas.
mais a referência Windows 10, mas apenas Windows.
A frequência de realização de uma cópia de segurança de-
pende da importância dos dados, bem como da sua alteração, O novo sistema trouxe inúmeras novidades como também
ou melhor, se os dados sofrem constante alteração, o backup alguns retrocessos.
deve ser realizado com maior regularidade. Já, se raramente O objetivo do projeto do novo Windows foi baseado na in-
sofrem alteração, a frequência de backup também cai. teroperabilidade entre os diversos dispositivos como tablets,
Existem diversos tipos de backup, dos quais podemos des- smartphones e computadores, de modo que a integração seja
tacar o Backup Completo, o Backup Incremental e o Backup transparente, sem que o usuário precise, a cada momento, in-
Diferencial. dicar o que deseja sincronizar.
Backup Completo A barra Charms, presente no Windows 8 e 8.1, foi removida, e a
tela inicial foi fundida ao botão (menu) Iniciar.
Também chamado de Backup Total, é aquele em que todos
os dados são salvos em uma única cópia de segurança. Ele é Algumas outras novidades apresentadas pela Microsoft são:
indicado para ser feito com menor frequência, pois é o mais ▷ Xbox Live e o novo Xbox app que proporcionam no-
demorado para ser processado como também para ser recu- vas experiências de jogo no Windows 10. O Xbox, no
perado. Contudo, localizar um arquivo fica mais fácil, já que se Windows 10, permite que jogadores e desenvolve-
tem apenas uma cópia dos dados. dores acessem à rede de jogos do Xbox Live, tanto
nos computadores Windows 10 quanto no Xbox One.
Backup Incremental
Os jogadores podem capturar, editar e compartilhar
Neste tipo de backup, são salvos apenas os dados que seus melhores momentos no jogo com Game DVR, e
foram alterados após a última cópia de segurança realizada. disputar novos jogos com os amigos nos dispositi-
Esse procedimento é mais rápido de ser processado, porém, vos, conectando a outros usuários do mundo todo.
leva mais tempo para ser restaurado, pois envolve restaurar Os jogadores também podem disputar jogos no seu
todos os backups anteriores. Os arquivos criados são menores computador, transmitidos por stream diretamente
do que os gerados pelo backup diferencial. do console Xbox One para o tablet ou computador
Backup Diferencial Windows 10, dentro de casa.
Este procedimento de backup grava os dados alterados ▷ Sequential Mode: em dispositivos 2 em 1, o Windows 10
desde o último backup completo; assim, no próximo backup alterna facilmente entre teclado, mouse, toque e tablet.
diferencial, somente são salvos os dados modificados desde o À medida que detecta a transição, muda conveniente-
último backup completo. No entanto, esse becape é mais lento mente para o novo modo.
de ser processado do que o incremental, porém é mais rápido
▷ Novos apps universais: o Windows 10 oferece novos
de ser restaurado, pois é necessário apenas restaurar o último
backup completo e o último backup diferencial. aplicativos de experiência, consistentes na sequên-
cia de dispositivos, para fotos, vídeos, música, ma-
6. Sistema Windows 10 pas, pessoas e mensagens, correspondência e calen-
dário. Esses apps integrados têm design atualizado e
O Windows 10 é um sistema operacional da Microsoft lan- uniformidade de app para app e de dispositivo para
çado em 29 de julho de 2015. Essa versão trouxe inúmeras no- dispositivo. O conteúdo é armazenado e sincroniza-
do por meio do OneDrive, e isso permite iniciar uma
tarefa em um dispositivo e continuá-la em outro.

Área de Trabalho
A barra de tarefas do Windows 10 apresenta como novida-
de a busca integrada.

Cortana Aplicativos
Tal recurso opera junto ao campo de pesquisa localizado Os aplicativos podem ser listados clicando-se no botão
na barra de tarefas do Windows.
Está é uma ferramenta de execução de comandos por voz. presente na parte inferior do Botão Iniciar,
Porém, ainda não conta com versão para o Português do Bra- mais à esquerda.
sil. Outro ponto importante é a privacidade, pois tal ferramen-
ta guarda os dados.

Continue de onde Parou


Tal característica, presente no Windows 10, permite uma
troca entre computador – tablet – celular, sem que o usuário
tenha de salvar os arquivos e os enviar para os aparelhos; o

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próprio Windows se encarrega da sincronização.
Ao abrir um arquivo, por exemplo, em um computador e
editá-lo, basta abri-lo em outro dispositivo, de modo que as
alterações já estarão acessíveis (a velocidade e disponibilidade
dependem da velocidade da conexão à Internet).

Desbloqueio Imediato de Usuário


Trata-se de um recurso disponível, após a atualização do
Windows, que permite ao usuário que possua webcam, devi-
damente instalada, usar uma forma de reconhecimento facial
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

para logar no sistema, sem a necessidade de digitar senha.

Múltiplas Áreas de Trabalho


Uma das novidades do Windows 10 é a possibilidade de
manipular “múltiplas Áreas de Trabalho”, uma característica
que já estava há tempos presente no Linux e no MacOS. Ao
usar o atalho Windows + Tab, é possível criar uma nova Área
de Trabalho e arrastar as janelas desejadas para ela.

Botão Iniciar
Com essa opção em exibição, ao arrastar o mouse ligeira-
mente para baixo, são listados os programas abertos pela tela Acessórios
inicial. Programas abertos dentro do desktop não aparecem na O Windows 10 reorganizou seus acessórios ao remover 141
lista, conforme ilustrado a seguir: algumas aplicações para outro grupo (sistema do Windows).
Atenção, pois a cor da fonte não é uma opção de formata-
142 ção presente. A janela a seguir ilustra as opções.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Conexão de Área de Trabalho Remota


A conexão remota do Windows não fica ativa por padrão,
por questões de segurança.
Para habilitar a conexão, é necessário abrir a janela de con-
figuração das Propriedades do Sistema, ilustrada a seguir. Tal
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opção é acessível pela janela Sistema do Windows.


Os aplicativos listados como acessórios são, efetivamente:
▷ Bloco de Notas.
▷ Conexão de Área de Trabalho Remota.
▷ Diário do Windows.
▷ Ferramenta de Captura.
▷ Gravador de Passos.
▷ Internet Explorer.
▷ Mapa de Caracteres.
▷ Notas Autoadesivas.
▷ Painel de Entrada de Expressões Matemática.
▷ Paint.
▷ Visualizador XPS.
▷ Windows Fax and Scan.
A conexão pode ser limitada à rede por restrição de auten-
▷ Windows Media Player. ticação em nível de rede, ou pela Internet usando contas de
▷ Wordpad. e-mail da Microsoft.
Bloco de Notas A figura a seguir ilustra a janela da Conexão de Área de
O Bloco de Notas é um editor de texto simples, e apenas Trabalho Remota.
texto, ou seja, não aceita imagens ou formatações muito avan-
çadas. A imagem a seguir ilustra a janela do programa.

Contudo, são possíveis algumas formatações de fonte: Diário do Windows


▷ Tipo/nome da fonte; A ferramenta Diário do Windows é uma novidade no Win-
▷ Estilo de fonte (Negrito Itálico); dows 8. Ela permite que o usuário realize anotações como em
▷ Tamanho da fonte. um caderno.
Os recursos de formatação são limitados, de modo que o
usuário pode escrever manuscritamente ou por meio de caixas
de texto.

Ferramenta de Captura
A ferramenta de captura, presente desde o Windows 7,
permite a captura de partes da tela do computador. Para tanto,
basta selecionar a parte desejada usando o aplicativo.
Notas Autoadesivas
Por padrão, as notas autoadesivas são visíveis na Área de
Trabalho, elas se parecem com Post its.

Painel de Entrada de Expressões Matemáticas


Gravador de Passos Esta ferramenta possibilita o usuário de desenhar, utili-
O Gravador de Passos é um recurso novo do Windows 8, zando o mouse ou outro dispositivo de inserção como tablet
muito útil para atendentes de suporte que precisam apresen- canetas, fórmulas matemáticas como integrais e somatórios, e
tar o passo a passo das ações que um usuário precisa executar ainda colar o resultado produzido em documentos.

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para obter o resultado esperado.
A figura a seguir ilustra a ferramenta com um passo grava-
do para exemplificação.

Paint
O tradicional editor de desenho do Windows, que salva
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

seus arquivos no formato PNG, JPEG, JPG, GIF, TIFF e BMP


(Bitmap), não sofreu mudanças em comparação com a ver-
são presente no Windows 7.

Mapa de Caracteres
Frequentemente, faz-se necessário utilizar alguns símbo-
los diferenciados. Esses símbolos são chamados de caracteres
especiais. O Mapa de Caracteres permite listar os caracteres
não presentes no teclado para cada fonte instalada no com- 143
putador e copiá-los para a área de transferência do Windows.
WordPad Calculadora
144 É um editor de texto que faz parte do Windows, ao con- A calculadora do Windows 10 deixa de ser associada aos
trário do MS Word, com mais recursos que o Bloco de Notas. acessórios. Outra grande mudança é o fato de que sua janela
pode ser redimensionada, bem como perde um modo de exi-
bição, sendo eles:
▷ Padrão;
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

▷ Científica;
▷ Programador;
Respectivamente ilustradas a seguir.

Facilidade de Acesso
Anteriormente conhecida como ferramentas de acessibilida-
de, são recursos que têm por finalidade auxiliar pessoas com di-
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ficuldades para utilizar os métodos tradicionais de interação com


o computador.

Lupa
Ao utilizar a lupa, pode-se ampliar a tela ao redor do pon- A calculadora do Windows 10 apresenta inúmeras opções
teiro do mouse, como também é possível usar metade da tela de conversões de medidas, conforme ilustrado a seguir.
do computador exibindo a imagem ampliada da área próxima
ao ponteiro.
Narrador
O narrador é uma forma de leitor de tela que lê o
texto das áreas selecionadas com o mouse.
Teclado Virtual
É preciso ter muito cuidado para não confundir o te-
clado virtual do Windows com o teclado virtual usado
nas páginas de Internet Banking.

Outras ferramentas
O Windows 10 separou algumas ferramentas a mais que o
Windows 8, tais como a calculadora e o calendário.
Painel de Controle Dispositivos e Impressoras
O Painel de Controle do Windows é o local onde se encon-
tram as configurações do sistema operacional Windows.
Ele pode ser visualizado em dois modos: ícones ou cate-
gorias. As imagens a seguir representam, respectivamente, o
modo ícones e o modo categorias.

Firewall do Windows

No modo Categorias, as ferramentas são agrupadas de


acordo com sua similaridade, como na categoria Sistema e
Segurança, que envolve o Histórico de Arquivos e a opção Cor-
rigir Problemas.

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A opção para remover um programa possui uma categoria Data e Hora
exclusiva chamada de Programas.
Na categoria Relógio, Idioma e Região, temos acesso às
opções de configuração do idioma padrão do sistema. Por con-
sequência, é possível também o acesso às unidades métricas e
monetárias, como também alterar o layout do teclado ou botões
do mouse.
Algumas das configurações também podem ser realizadas
pela janela de configurações acessível pelo botão Iniciar.
Segurança e Manutenção
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Contas de Usuário

145
146
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Opções de Energia

Programas e Recursos
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Opções do Explorador de Arquivos


Programas Padrão

Estrutura de Diretórios
Uma estrutura de diretórios é como o Sistema Operacional
organiza os arquivos, separando-os de acordo com sua finali-
dade.
O termo diretório é um sinônimo para pasta, que se di-
ferencia apenas por ser utilizado, em geral, quando se cita
alguma pasta Raiz de um dispositivo de armazenamento ou
partição.
Quando citamos o termo Raiz, estamos fazendo uma alu-
são a uma estrutura que se parece com uma árvore que parte
de uma raiz e cria vários ganhos, que são as pastas, e as folhas
dessa árvore são os arquivos.
Dessa maneira, observamos que o diretório Raiz do Win-

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dows é o diretório C: ou C:\ enquanto que o diretório Raiz do
Linux é o /.
Podemos ser questionados com relação à equivalência dos
Sistema diretórios do Windows em relação ao Linux.

Principais Diretórios Windows

Armazena os arquivos
C:\windows do Sistema Operacional
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Windows.

Armazena os arquivos dos


C:\Arquivos
programas instalados no
de Programas
Computador.

Windows Defender
No Windows 8, o Windows Defender passou a ser também Armazena as configurações,
antivírus além de ser antispyware. C:\Usuários arquivos e pastas de cada
usuário do sistema.
147
Ferramentas Administrativas
148
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
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Lixeira
A capacidade da Lixeira do Windows é calculada. Assim,
para HDs de até 40GB, a capacidade é de 10%. Todavia, para
discos rígidos maiores que 40GB, o cálculo não é tão dire-
to. Vamos a um exemplo: caso um HD possua o tamanho de
200GB, então é necessário descontar 40GB, pois até 40GB a
lixeira possui capacidade de 10%; assim, sobram 160GB. A par-
tir desse valor, deve-se calcular mais 5%, ou seja, 8GB. Com
isso, a capacidade total da lixeira do HD de 200GB fica com
4GB + 8GB = 12GB.
É importante, ainda, destacar que a capacidade da lixeira é
calculada para cada unidade de armazenamento. Desse modo,
se um HD físico de 500GB estiver particionado, é necessário cal-
cular separadamente a capacidade da lixeira para cada unidade.
A Lixeira é um local, e não uma pasta. Ela lista os arquivos
que foram excluídos, porém nem todos arquivos excluídos vão
para a Lixeira. Vejamos a lista de situações em que um arquivo
não será movido para a lixeira:
Limpeza de Disco ▷ arquivos maiores do que a capacidade da Lixeira;
Apaga os arquivos temporários, como, por exemplo, arqui- ▷ arquivos que estão compartilhados na rede;
vos da Lixeira, da pasta Temporários da Internet e, no caso do ▷ arquivos de unidades removíveis;
Windows, a partir da versão Vista, as miniaturas. ▷ arquivos que foram removidos de forma permanen-
te pelo usuário.

Desfragmentar e Otimizar Unidades


É responsabilidade do Desfragmentador organizar os
dados dentro do HD de forma contínua/contígua para que
o acesso às informações em disco seja realizado mais rapi-
damente.
Monitor de Recursos
Configuração do Sistema Permite monitorar os recursos do computador e qual o uso
A Configuração do Sistema é também acessível ao ser di- que está sendo realizado.
gitado o comando msconfig na janela Executar. Permite con- ScanDisk
figurar quais serviços serão carregados com o Sistema. No en- O ScankDisk é o responsável por verificar o HD em busca
tanto, para configurar quais programas serão carregados junto de falhas de disco. Às vezes, ele consegue corrigi-las.
com o sistema operacional, deve-se proceder ao acesso pelo
Gerenciador de Tarefas.

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Configurações
Uma novidade do Windows 10 é a opção Configurações,
presente no Botão Iniciar, que apresenta uma estrutura
similar ao Painel de Controle, inclusive realizando a sepa-
ração por categorias de ferramentas, conforme ilustra a
figura a seguir.

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Opção Sistema
Nesta opção, são apresentadas as ferramentas de confi-
guração de resolução de tela, definição de monitor principal
(caso possua mais de um), modos de gestão de energia (mais 149
utilizados em notebooks).
Também é possível encontrar a opção Mapas Offline, que Opção Contas
150 permite o download de mapas para a pesquisa e o uso por
GPS, principalmente usado em dispositivos móveis ou dotados
de GPS.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Opção Dispositivos
A opção Dispositivos lista os dispositivos que foram insta-
lados em algum momento no sistema, como as impressoras.

Opção Hora e Idioma


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Opção Rede e Internet


Para configurar rapidamente o proxy de uma rede, ou
ativar/desativar a wi-fi, a opção Rede e Internet oferece tais
opções com facilidade, inclusive a opção para configurar uma
VPN.

Opção Facilidade de Acesso


Além de contar com as ferramentas para acessibilidade, é
possível configurar algumas características com Alto Contraste
para melhorar o acesso ao uso do computador.
Opção Personalização
Para personalizar os temas de cores da Área de Trabalho do
Windows e os papéis de parede, a opção de personalização pode
ser acessada pelas Configurações. Também é possível clicar com o
botão direito do mouse sobre uma área vazia da Área de Trabalho
e selecionar a opção Personalizar.
Opção Privacidade

A opção Para desenvolvedores é uma novidade do Win-


dows que assusta alguns usuários desavisados, pois, ao tenta-
rem instalar algum aplicativo que não seja originário da Loja
da Microsoft, não logram êxito. Esse impedimento ocorre por
segurança. De qualquer forma, para poder instalar aplicativos
“externos”, basta selecionar a opção Sideload ou Modo De-
senvolvedor.

Opção Atualização e Segurança


A opção Atualização e Segurança talvez seja uma das prin-
cipais opções da janela de configurações, pois, como necessi-
dade mínima para a segurança, o Sistema Operacional deve
estar sempre atualizado, assim como precisa possuir um pro-
grama antivírus que também esteja atualizado.
Vale lembrar que a realização periódica de backups tam- Backup no Windows 10
bém é considerada como um procedimento de segurança. Um backup consiste em uma cópia de segurança dos Ar-
quivos, que deve ser feita periodicamente, preferencialmente
em uma unidade de armazenamento separada do computa-

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dor.
Apesar do nome cópia de segurança, um backup não im-
pede que os dados sejam acessados por outros usuários. Ele é
apenas uma salvaguarda dos dados para amenizar os danos
de uma perda.
No Windows 8 e Windows 10, o backup é gerenciado pelo
Histórico de Arquivos, ilustrado a seguir.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

O Windows 10 realiza o backup dos arquivos usando a ferra-


menta Histórico de Arquivos (conforme ilustra a figura a seguir), 151
embora ainda permita realizar backups como no Windows 7.
Backup e Restauração (Windows 7) Backup Diário
152 Esta ferramenta existe para manter a compatibilidade com a Um backup diário copia todos os arquivos selecionados
versão anterior de backup do Windows. que foram modificados no dia de execução do backup diário.
Na sequência, são citados os tipos de backup e ferramen- Os arquivos não são marcados como arquivos que passaram
tas de backup. por backup (o atributo de arquivo não é desmarcado).
• Backup da Imagem do Sistema Backup de Cópia
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

O Backup do Windows oferece a capacidade de criar uma Um backup de cópia copia todos os arquivos selecionados,
imagem do sistema, que é uma imagem exata de uma unidade. mas não os marca como arquivos que passaram por backup
Uma imagem do sistema inclui o Windows e as configurações do (ou seja, o atributo de arquivo não é desmarcado). A cópia é
sistema, os programas e os arquivos. É possível usar uma imagem útil caso o usuário queira fazer backup de arquivos entre os
do sistema para restaurar o conteúdo do computador, se em al-
backups normal e incremental, pois ela não afeta essas outras
gum momento o disco rígido ou o computador pararem de fun-
operações de backup.
cionar. Quando se restaura o computador a partir de uma imagem
do sistema, trata-se de uma restauração completa; não é possível Explorador de Arquivos
escolher itens individuais para a restauração, e todos os atuais
programas, as configurações do sistema e os arquivos serão subs- Conhecido até o Windows 7 como Windows Explorer, o
tituídos. Embora esse tipo de backup inclua arquivos pessoais, é gerenciador de arquivos do Windows usa a chamada Interface
recomendável fazer backup dos arquivos regularmente, usando Ribbon (por faixas) no Windows 8 e 10. Com isso, torna mais
o Backup do Windows, a fim de que seja possível restaurar ar- acessíveis algumas ferramentas como a opção para exibir as
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quivos e pastas individuais conforme a necessidade. Quando for pastas e os arquivos ocultos.
configurado um backup de arquivos agendado, o usuário poderá A figura a seguir ilustra a janela Este Computador que
escolher se deseja incluir uma imagem do sistema. Essa imagem apresenta os dispositivos e unidades de armazenamento lo-
do sistema inclui apenas as unidades necessárias à execução do cais como HDs e Drives de mídias ópticas, bem como as mídias
Windows. É possível criar manualmente uma imagem do sistema, removíveis.
caso o usuário queira incluir unidades de dados adicionais.
Disco de Restauração
O disco de restauração armazena os dados mais impor-
tantes do sistema operacional Windows, em geral, o que é
essencial para seu funcionamento. Esse disco pode ser utili-
zado quando o sistema vier a apresentar problemas, por vezes
decorrentes de atualizações.
• Tipos de Backup
Completo/Normal
Também chamado de Backup Total, é aquele em que todos
os dados são salvos em uma única cópia de segurança. Ele é
indicado para ser feito com menor frequência, pois é o mais Um detalhe interessante sobre o Windows 10 é que as biblio-
demorado para ser processado, como também para ser recu- tecas, ilustradas na figura, não estão visíveis por padrão; o usuário
perado. Contudo, localizar um arquivo fica mais fácil, pois se precisa ativar sua exibição.
tem apenas uma cópia dos dados. Na figura a seguir, é ilustrada a guia Exibir da janela Este
Diferencial Computador.
Este procedimento de backup grava os dados alterados
desde o último backup completo. Assim, no próximo backup
diferencial, somente serão salvos os dados modificados des-
de o último backup completo. No entanto, esse backup é mais
lento de ser processado do que o backup incremental, porém
é mais rápido de ser restaurado do que o incremental, pois é
necessário apenas restaurar o último backup completo e o úl-
timo backup diferencial.
Incremental
Neste tipo de backup, são salvos apenas os dados que fo-
ram alterados após a última cópia de segurança realizada. Este
procedimento é mais rápido de ser processado, porém leva
mais tempo para ser restaurado, pois envolve restaurar todos Ao selecionar arquivos ou pastas de determinados tipos,
os backups anteriores. Os arquivos gerados são menores do como imagens, algumas guias são exibidas como ilustra a série
que os gerados pelo backup diferencial. de figuras a seguir.
É possível notar que há opções específicas para facilitar o
compartilhamento dos arquivos e pastas.

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7. BrOffice Writer – Editor de Texto 2003 não consegue trabalhar com esse formato de arquivo.
Mas, pelo Writer, é possível salvar um documento de modo
que ele possa ser aberto pelo Word 2003, ou seja, é possível
Formatos de Arquivos salvar nos formatos DOC e DOCX. Em relação ao Word 2007 e
Quando se fala nos editores do BrOffice (Libre Office), de- 2010, por padrão, esses programas conseguem abrir e salvar
vemos conhecer seus formatos de arquivos padrões, ou seja, o arquivos no formato ODT.
formato com o qual será salvo um arquivo ao acionar a opção
Salvar Como. Formatação de Texto
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

A suíte de aplicativos como um todo possui um formato A principal finalidade do Writer é editar textos. Portanto,
genérico ODF (Open Document File – Formato de Documento suas principais ferramentas são para a formatação de docu-
Aberto). Assim, é, possível no editor de texto, salvar neste for- mentos. Podemos encontrar essas opções de formatação por
mato, bem como no Calc e Impress. meio de quatro caminhos:
No entanto, o formato específico do Writer é o ODT (Open • Barra de Ferramentas de Formatação
Document Text). As provas costumam relacionar os formatos
com as versões dos editores. Então, vale lembrar que o Word

153
• Menu Formatar Menu Formatar
154
Caractere
Ao acionar esta opção, será aberta a janela ilustrada a se-
guir, por meio da qual podemos formatar as propriedades de
fonte, como tipo/nome, estilo e tamanho e, pela aba Efeitos de
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Fonte, alterar a cor da fonte.


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Parágrafo
As propriedades de Parágrafo englobam opções como
recuos, espaçamento e alinhamentos, conforme ilustrado nas
figuras na sequência:

• Atalhos
• Botão Direito do Mouse

Marcadores e Numeração
Fique atento à identificação de uso deste recurso, pois,
pelo menu Formatar, elas estão descritas em conjunto. Porém,
na barra de Ferramentas padrão elas são apresentadas em
dois botões separados.
Ao acionar a opção pelo menu Formatar, a janela aberta
apresenta os Marcadores em uma guia e a numeração em ou-
tra, conforme ilustram as duas figuras da sequência:

Alterar Caixa ʇ
Equivalente à opção Maiúsculas e Minúsculas do Word,
essa opção permite alterar a forma do caractere de texto. É
importante conhecer as cinco opções desse recurso, conforme
ilustrado a seguir:

Estilos de Formatação (F11)


Por essa opção, podemos definir estilos de formatação
para o texto selecionado, como título 1, título 2, título 3, en-
tre outros, para que a edição do documento seja mais prática,
Página além de favorecer a padronização.
Nesta opção, encontramos os recursos equivalentes aos en-

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contrados na opção Configurar Página do Word, como dimensões
das margens, dimensões de cabeçalho e rodapé, tamanho do pa-
pel e orientação da página. A imagem a seguir ilustra parte dessa
janela:

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Ferramentas de Formatação
• Caractere
Página de Rosto
Por meio deste recurso, é possível inserir páginas em uma
seção separada, para que, de uma forma mais simples, sejam O campo descrito por Times New Roman define a grafia
trabalhadas com cabeçalhos e rodapés diferentes em um mes- com que o texto será escrito, a exemplo:
mo documento, mais especificamente, no que tange à numera- . Este campo também é 155
ção de páginas. conhecido como Tipo/Nome da Fonte.
Negrito (CTRL + B) • Cor do Plano de Fundo
156
Atenção para não confundir a cor do fundo do parágrafo
Itálico (CTRL + I)
com a ferramenta Realçar, pois a função Realçar aplica uma
Sublinhado (CTRL + U) cor ao fundo do texto selecionado, enquanto que a opção do
Plano de Fundo aplica ao parágrafo, mesmo que tenha sido
selecionada apenas uma palavra.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Cor da Fonte
Pincel de Estilo
Realçar (exemplo do efeito) A ferramenta de Pincel de Estilo serve para copiar apenas
• Parágrafo a formatação. Ela não copia textos, apenas as suas caracterís-
ticas, como cor da fonte, tamanho, tipo de fonte entre outras,
Alinhamento à Esquerda (CTRL + L) com o intuito de aplicar em outro trecho de texto.
O funcionamento da ferramenta parte de uma seleção pré-
Alinhamento Centralizado (CTRL + E) via do trecho de texto que possui a formatação desejada, clicar
no botão pincel de estilo, na sequência selecionar o trecho de
Alinhamento à Direita (CTRL + R)
texto ao qual se deseja aplicar as mesmas formatações, como
Alinhamento Justificado (CTRL + J) que pintando a formatação. Ao terminar a seleção o texto sele-
cionado já estará formatado tal qual o selecionado inicialmente,
Ativar/Desativar Numeração (F12) e o mouse volta ao normal para a edição.
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Ativar/Desativar Marcadores (Shift + F12) Ferramentas


Exportar Diretamente como PDF
Diminuir o Recuo
O BrOffice como um todo possui este recurso que permi-
Aumentar o Recuo te gerar um arquivo PDF a partir do documento em edição. A
janela aberta por este botão é muito similar à janela de Salvar
• Tabulações Como, em que se deve apontar o local onde o arquivo será
salvo e com qual nome se deseja salvá-lo.
Imprimir Arquivo Diretamente
Este é um recurso diferente da impressão habitual pelo
atalho CTRL+P. Essa ferramenta de impressão direta manda o
arquivo diretamente para a impressora que estiver definida,
pelo painel de controle, como padrão, usando as propriedades
padrão de impressão.
Visualizar Página
Este é simplesmente o recurso de visualizar o que será im-
presso, útil para ter uma maior noção de como ficarão distri-
buídas as informações no papel.
Ortografia e Gramática (F7)
Essa ferramenta exibe uma janela, ilustrada a seguir, por
meio da qual é possível corrigir as palavras “erradas” no texto.
Erradas porque na verdade, são indicadas as palavras não co-
nhecidas pelo dicionário do programa. Uma vez que ela esteja
• Caracteres Não Imprimíveis (CTRL + F10) correta, é possível acrescentá-la ao dicionário.

Exibe as marcas de edição, que, como o próprio nome já infor-


ma, não aparecem na impressão. Essas marcações são úteis para
um maior controle do documento em edição, como ilustrado a
seguir. Os pontos à meia altura da linha representam um espaço e
o mesmo símbolo do botão indica o final de um parágrafo. Assim,
no exemplo a seguir, existem dois parágrafos.
Autoverificação Ortográfica Formatar o Página
A Autoverificação é uma ferramenta presente apenas no Aba Página
BrOffice, cuja finalidade é apenas habilitar ou desabilitar a
exibição do sublinhado vermelho das palavras desconhecidas. A aba Página é a principal da janela de formatação de pá-
gina. A figura a seguir ilustra essa aba. Observe que as mar-
Navegador (F5) gens estão definidas por padrão em 2cm, e que o tamanho do
O Navegador tem aparecido nas provas apenas a título papel padrão é o A4. Também é possível determinar a orienta-
de conhecimento de seu nome, associado ao símbolo e ata- ção da página. Vale lembrar que, em um mesmo documento,
lho. Essa ferramenta é um recurso para navegar no texto, a é possível intercalar páginas com orientações diferentes. Para
partir das suas estruturas, como títulos, tabelas, figuras e isso, devem ser utilizadas seções.
outros itens que podem ser visualizados na figura a seguir:

Barra de Menus
Galeria A seguir, é ilustrada a Barra de Menus e, por meio dela,
O recurso Galeria tem peso similar ao Navegador nas pro- temos acesso a quase todas as funcionalidades do programa.
vas. Acionar essa ferramenta resulta na exibição do painel ilus- Observe que cada menu possui uma letra sublinhada. Por
trado a seguir, por meio do qual é possível inserir, em meio ao exemplo, o menu Arquivo possui a letra A sublinhada, essa
documento, estruturas de navegação Web, como botões, sons letra sublinhada é a letra que pode ser utilizada após pressio-
e outros itens. nar a tecla ALT, com o intuito de abrir o devido menu. Não é
uma combinação necessariamente simultânea. Ela pode ser
sequencial, ou seja, teclar ALT soltar e então pressionar a letra.

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Menu Arquivo
Tabela (CTRL + F12)
O botão Tabela pode ser usado de duas maneiras. Cli-
cando no desenho da tabela, é aberta a janela ilustrada a
seguir. Caso seja clicado na flecha, é exibido um reticulado,
pelo qual é possível selecionar a quantidade de células que
se deseja criar numa tabela.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

157
Novo ʇ aberta uma janela em que se solicita o local desejado e o nome
158 do arquivo. Também é possível alterar o tipo de documento,
Dentre as opções do menu Arquivo, damos destaque para
a opção Novo. Ela aponta a característica do BrOffice de ser após salvá-lo. O documento que fica em edição é o que acabou
uma suíte de aplicativos integrada, pois, mesmo estando no de ser salvo. O arquivo aberto inicialmente é apenas fechado,
Writer, é possível criar uma planilha do Calc. No entanto, ao sem nenhuma alteração.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

escolher na opção Novo, uma planilha será criada no Calc.


Salvar como Modelo
Porém, ao realizar o acesso por meio deste caminho, o Calc
é carregado mais rapidamente do que se o BrOffice estivesse Podemos criar um documento-base para outros documen-
fechado. tos, utilizando formatações específicas. Assim, essa opção é a
utilizada para salvar este arquivo, de modo que possa ser utili-
Para criar um Novo Documento em Branco podemos tam- zado para esse fim.
bém utilizar a opção do atalho CTRL + N.
S