Anda di halaman 1dari 3

Estado do Rio Grande do Sul

CÂMARA MUNICIPAL DE PAROBÉ-RS

COMISSÃO DE ÉTICA E DISCIPLINA PARLAMENTAR

PROCESSO Nº 001/2018
Objeto: Parecer Final.
Vereador representado: Elário Carlos Jahn-MDB.

PARECER FINAL

Vieram os autos conclusos para que na qualidade de relator


procedesse o relatório final. O acusado trata-se do nobre colega vereador
Elário Carlos Jahn, membro do MDB, com assento nesta Casa Legislativa.

A acusação, conforme Portaria de instauração e sua retificação, da


conta que, no dia 20 de março de 2018, no Grande Expediente da Sessão
Ordinária de ata nº 1961, o nobre vereador Elário Carlos Jahn, no uso da
tribuna desta Câmara de Vereadores, fez a seguinte afirmação: “(...) Quero
dizer que não gosto de fazer pedido de repúdio, mas eu não podia deixar de
comentar, aquele macaco gordo lá, do Agnaldo Timóteo, que bateu em nós
gaúcho, né, e a gente não pode levar laço de um cara. Então, se ele vier a
Parobé, quiser fazer um showzinho, nem de helicóptero ele não sai, pode ter
certeza”. Na oportunidade, os vereadores presentes na sessão ficaram
atônitos com a expressão usada pelo nobre parlamentar.

A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores se reuniu em 21 de março


de 2018 e determinou a instauração da Comissão de Ética e Disciplina
Parlamentar, conforme consta às fls. 02, para verificar se a conduta do nobre
edil feriu o decoro parlamentar de acordo com a Resolução nº 002 de 25 de
outubro de 2011. O nobre vereador, no dia seguinte ao pronunciamento,
protocolou nesta Casa Legislativa uma nota de retratação, a qual consta às
fls. 08. Da mesma forma, leu na mesma tribuna e no mesmo espaço na
sessão ordinária subsequente.

Esclarecemos por oportuno que o Presidente desta Casa na mesma


noite em que aconteceu o fato determinou à assessoria de imprensa que
retirasse do site desta Casa Legislativa o pronunciamento que gerou toda a

Av. das Nações, 126 – Centro – Parobé/RS – Fone: (51) 3543-1632 E-mail:
secretaria@camaraparobe.rs.gov.br
Estado do Rio Grande do Sul
CÂMARA MUNICIPAL DE PAROBÉ-RS

controvérsia para que o Legislativo não propagasse matéria ofensiva a quem


quer que seja, conforme nota oficial fls. 36.

O vereador acusado usou a nota de sua retratação como sendo sua


declaração perante esta Comissão, como estipula o artigo 16 da Resolução
nº 002/2011, conforme consta à fl. 31, declarando que a nota de retratação é
sua versão dos fatos.

Portanto, temos a autoria e a materialidade dos fatos apurados de


forma inconteste. Através do registro da ata nº 1961 que constou na íntegra
o pronunciamento do vereador e ratificação pelo acusado na sua nota de
retratação à fl. 31. Fato ocorrido na presença de todos os nobres edis em
sessão ordinária realizada no dia 20 de março de 2018.

Segundo informações colacionadas a pedido deste Relator, o acusado


nunca teve processo contra si analisado na Comissão de Ética e Disciplina
Parlamentar. Portanto, tem esse o benefício da primariedade. Da mesma
sorte, o acusado se retratou do fato e na oportunidade disse que se sentiu
ofendido com a declaração do Senhor Agnaldo Timóteo que através de um
vídeo feito por ele cita de várias formas maldosas o povo do Sul, inclusive os
gaúchos. Porém, deixou claro que de maneira alguma teve a intenção de
ofender ou discriminar alguém e acrescentou “quero humildemente pedir
desculpas a todos que de alguma maneira se sentiram ofendidos”.

A expressão usada pelo nobre vereador em seu pronunciamento no


Plenário usou de palavras que, no meu entendimento, não estão de acordo
com a dignidade do mandato que nos foi outorgado pela comunidade de
Parobé no último pleito eleitoral, pois a expressão “macaco gordo” fere a
dignidade da pessoa e é uma expressão racista por si só. Portanto, contrário
a ética parlamentar, conforme o artigo 4º, inciso V, da Resolução nº 002/2011.

A defesa por sua vez pede anulação do processo, limitando-se a pedir


em preliminares o arquivamento do processo disciplinar. Requereu a oitiva de
uma testemunha, Sr. Agnaldo Timóteo, não indicando endereço, a qual a
Comissão despachou no sentido de que o acusado (defesa) apresentasse a
referida testemunha no dia 11 de junho de 2018 às 15hs, o que não ocorreu.
Argumentou ainda a imunidade parlamentar em seus votos e manifestações
quando em Tribuna.

Não cabe aqui, como alegado pela sua defesa, aludir o princípio da
imunidade parlamentar consagrado nos diplomas legais a fim de preservar a
autonomia dos nobres vereadores no exercício dos seus mandatos. Aqui não

Av. das Nações, 126 – Centro – Parobé/RS – Fone: (51) 3543-1632 E-mail:
secretaria@camaraparobe.rs.gov.br
Estado do Rio Grande do Sul
CÂMARA MUNICIPAL DE PAROBÉ-RS

é o caso. Da mesma forma, não se está perseguindo indenização civil do


nobre vereador acusado. Está se analisando o seu comportamento diante do
colegiado que integra.

Desta forma, levando-se em conta a primariedade do acusado, da sua


retratação, entendo que a sanção para este caso deve ser a suspensão
temporária do mandato pelo prazo de 15 (quinze) dias, conforme
estabelece o artigo 4º, inciso V, c/c com o artigo 7º, inciso III, e artigo 11,
inciso II, da Resolução nº 002/2011, sem prejuízo das cominações legais ao
caso perante as leis pátrias. Ainda, requer que uma vez votado, independente
do resultado, seja encaminhado ao Ministério Público local cópia de todo o
processo.

Este é o parecer final.

Parobé, 14 de junho de 2018.

Jorge Luiz Graminha


Relator da Comissão de Ética e Disciplina

Av. das Nações, 126 – Centro – Parobé/RS – Fone: (51) 3543-1632 E-mail:
secretaria@camaraparobe.rs.gov.br