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Estudo do Evangelho de João

Diálogo de Jesus com Mulher Samaritana

Neste diálogo explica que Deus é amor e que vive naqueles que O amam

Texto de João 4, 9

Tema: Os Judeus não se dão com os samaritanos

Perícope: Diz-lhe então, a Samaritana: “como, sendo Judeu, tu me pedes


de beber, a mim que sou Samaritana”. (os Judeus, com efeito, não se dão
com os samaritanos).

Contextualização do Tema:

O tema está posto antes do início do diálogo entre Jesus e “uma mulher
Samaritana, chegou para tirar água. Jesus lhe pede: dá-me de beber!”,
mas o que chama a atenção é a informação contida no versículo que
antecede o tema, que traz uma situação atípica, pois Jesus nunca ficava
sozinho, salvo para orar, assim descreve o versículo 8: “Seus discípulos
haviam ido à cidade comprar alimento”. Posteriormente, no versículo 10
há o reinício do diálogo, com a resposta de Jesus.

Desse modo o tema se encontra exatamente no versículo 9 do capítulo 4


do Evangelho de São João.

Contexto histórico onde “os Judeus, com efeito, não se dão com os
samaritanos”.

Inicialmente é percebe-se que Jesus leva a cabo “obra” do Pai junto


aos samaritanos, esses que são herdeiros do antigo reino de Israel que outrora
se separara do de Judá, tendo se tornado “heréticaos”, os samaritanos
continuavam a venerar seu ancestral Jacó e a prestar culto a Deus único no
monte Garizim.

Segundo os desígnios de Deus, Jesus “tem” de passar pela


Samaria, onde se encontra primeiro com a mulher e depois com os habitantes
que o reconhecem como o Salvador do mundo.
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Jesus é apresentado primeiro sozinho junto ao poço de Jacó, logo


depois se mostra com uma relação permanente ao Pai, a qual está presa toda
sua atividade pela sua origem e pelo seu término, onde o ator supremo é Deus.
Através de Jesus, a obra do Pai (Jo 3, 16s) chegará a seu termo, primeiro
como o anúncio da água “jorrando em vida eterna”, depois o anúncio da hora
na qual o Pai será adorado em espírito e verdade; finalmente o anúncio da
colheita a ser armazenada doravante na alegria, ao longo do porvir que Jesus
inaugura junto aos samaritanos.

A mulher diz que o poço havia sido dado por Jacó aos samaritanos,
porém o Antigo Testamento só menciona o feito realizado a seu filho José.
Vislumbra-se que esse fato dar-se para preparar o anúncio da fonte, que
poderia evocar um milagre atribuído ao Patriarca, onde uma lenda rabínica diz
que: Jacó fizera subir e transbordar acima do bocal do poço uma água
superabundante.

Sabe-se que o local é um país com escassez de água, as nascentes


são muito naturalmente lugares privilegiados de encontro, de conflitos e de
reconciliação e, por conseguinte, de lembranças antigas. Exemplo foi junto ao
poço que Moisés encontrou as filhas de Ragüel e que se havia preparado os
casamentos de Isaac e de Jacó. A narrativa apresenta um contato com a
narrativa-protótipo do encontro ao poço (Gn 24); assim que foi dita última
palavra pelo estrangeiro, Rebeca volta para casa correndo e diz aos seus: “Eis
de que modo falou aquele homem”. Vejamos que a samaritana procedeu da
mesma forma.

Os pontos surpreendem: proximidade à cidade, calor, fadiga, meio-


dia. Percebe-se também que Moisés não tinha o que comer, os discípulos de
Jesus vão procurar alimento. Na hora de meio-dia justifica a sede de Jesus
fome, que também pode ser entendida como a hora da contemplação, outra
analogia pauta-se à hora em que Jesus é apresentado à multidão por Pilatos,
vê aqui uma alusão à Paixão, sobretudo por ser mencionada a fadiga de Jesus,
aqueles que os samaritanos vão proclamar Salvador do mundo.

A samaritana vem buscar água, mas é uma pessoa com história e


reações próprias, que também representa o povo samaritano, cuja mentalidade
religiosa se reflete, pois sua ida ao poço do pai Jacó, significara que os
samaritanos tem sede de alguma coisa. Certo que a mulher vai buscar água,
nela existe uma expectativa mais profunda, que se apresenta na indagação
sobre o lugar de culto e a propósito do Messias, “que tudo nos ensinará”.
Porém, o reconhecimento da fé será feito apenas pelo grupo dos samaritanos
ao qual pertence a mulher.

Veja-se que Jesus está sozinho, pois os discípulos tinham ido


comprar alimentos (4, 8), anotação que prepara sua volta. Tudo para mostrar
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que Jesus, sozinho que “semeia” tendo em vista a seara; ele dá início ao
diálogo em cujo término, ele provocará um pedido por parte da mulher.

Visualiza-se que o tema

a) Mas porque essa rivalidade entre Judeus e Samaritanos, por que os


Judeus não se davam com os Samaritanos?
b) Como surgiu essa briga entre esses dois povos tão próximos?

Todos nós já nos deparamos com alguma passagem em um dos


evangelhos onde percebemos uma rivalidade entre eles e sempre nos
perguntamos por que os Judeus não se davam com os Samaritanos? E
falando nisso quem não lembra dessa aqui:

Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe


Jesus: Dá-me de beber.
Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar
comida.
Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu
judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher
samaritana? (João 4,7-9).
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E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro


dez homens leprosos, os quais pararam de longe;
E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem
misericórdia de nós.
E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos
sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram
limpos.
E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando
a Deus em alta voz;
E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe
graças; e este era samaritano.
E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os
limpos? E onde estão os nove?
Não houve quem voltasse para dar glória a Deus
senão este estrangeiro?
E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.
(Lucas 17,12-19).

Para você intender por que os Judeus não se davam com os


Samaritanos em todos os versículos que os evangelhos relatam, é preciso
voltar no tempo e analisar como surgiu esses povos “Samaritanos” ou
essa nação “Samaria“.

Logo após a morte do Rei Salomão cerca de 900 anos antes de


Cristo, houve uma divisão no reino de Israel (Reino norte, Reino Sul), o seu
filho Roboão e Jeroboão se desentenderam e dividiram o povo judeu em dois
reinos: 10 tribos ficaram no norte do país sob o reinado de Jeroboão, com a
capital em Samaria, e duas tribos (Judá e Benjamin) ficaram no sul, sob o
reinado de Roboão, filho de Salomão, com capital em Jerusalém.

Portanto durante o reinado do Rei Oséas um sujeito chamado


Salmaneser, rei da Assíria achou que Israel tinha o traído e fez um cerco à
cidade, e no nono ano do rei Oséas ele levou os moradores de Samaria
cativos.
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E sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, filho de Elá,


rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz,
rei de Judá. (2 Reis 18,1)

No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou a


Samaria, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los
habitar em Hala e em Habor junto ao rio de Gozã, e
nas cidades dos medos, 2 Reis 17:6

Após os Judeus que habitavam Samaria terem sidos levados


cativos pelo rei da Assíria Salmaneser, não havia problemas até por que
não existia ainda essa raça ou povos (Samaritanos). Porém, o rei
Salmaneser trouxe habitantes de outras cidades de culturas pagãs para
fazer habitar ali em Samaria juntamente com uma pequena parte de
Judeus que permaneceram lá (pequenos agricultores)

E o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta,


de Ava, de Hamate e Sefarvaim, e a fez habitar nas
cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e
eles tomaram a Samaria em herança, e habitaram nas
suas cidades. (2 Reis 17:24).
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Esse parece ser o motivo por que os Judeus não se davam


com os Samaritanos, pois foi a partir dessa junção de povos que deu
origem a raça “Samaritanos” onde em Samaria começaram a praticar uma
espécie de judaísmo pagão devido a costumes trazidos pelos novos
habitantes.

Em 586 a 605 a.C., o reino de Judá é derrotado, e uma parte da


sua população é deportada para a Babilônia. Após a libertação dos
exilados por Ciro II em 537 a.C., estes decidem reconstruir o templo de
Jerusalém. Os samaritanos oferecem então a sua ajuda, mas esta é
rejeitada, tal como descreve o Livro de Esdras. Daí então surge esta
rivalidade que atravessou os séculos.

Ressalta-se também que quando a Assíria conquistou o Reino do


Norte em 722 a.C., metade da população foi levada cativa para outros países e
gentios foram trazidos para habitar ali. Os judeus que permaneceram no Reino
do Norte se casaram com mulheres estrangeiras dando fim à pureza racial. Os
judeus mestiços, fruto dessas uniões, eram os samaritanos.

Durante este tempo, povos pagãos, não judeus, vieram para a


Samaria, e houve muitos casamentos mistos de judeus que permaneceram em
Samaria (nem todos foram para o exílio) com pessoas pagãs. Isto era proibido
pela lei de Moisés; por isso o povo de Jerusalém, chamados de judeus,
odiavam os samaritanos. Não os consideravam mais judeus por terem se
misturado com povos não judeus.

Por sua vez a Babilônia conquistou a Judéia e levou cativos os


habitantes do Reino do Sul, estes conservaram pura a raça. Após voltarem
para a Terra Santa, os judeus que não se misturaram não mantinham contato
nenhum com os samaritanos. Para piorar as coisas, os samaritanos
construíram um templo no monte Gerizim. Como resultado de tudo isso, judeus
e samaritanos passaram a se odiar.