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Texto: O desenvolvimento industrial da Alemanha, 1870-1914.

Autora: Vania Maria Cury

O texto tem como objetivo analisar os diferentes impulsos, orientações e instrumentos


políticos e sociais que influenciaram na aceleração da economia Alemã, durante o
período entre 1870 a 1914.

Vania Cury ressalta a importância entre o “setor tradicional” (agrário, aristocrático,


conservador) e o “setor moderno” no processo de industrialização do império Alemão.
Segundo a autora, o setor tradicional era aquele que tinha o controle político do Estado,
enquanto que o moderno era a camada social em ascensão, ou seja, a dos industriais que
buscavam se desenvolver.

Outro fator apontado pela autora como essencial no processo de aceleração da


Alemanha foi a participação do Estado nas suas diversas fases de desenvolvimento.
Segundo o texto, o Estado atuou como administrador das Estradas de Ferro, como forma
de contribuir para o desenvolvimento tanto das grandes empresas como para as
empresas de pequeno e médio porte, impedindo que as cobranças tarifárias para uso das
estradas de ferro prejudicassem as empresas menores. Outra medida adotada pelo
Estado que contribuiu para a aceleração do país, de acordo com a autora, foi o incentivo
industrial, que consiste em proteção em forma de subsídios aos produtos nacionais e
barreiras tarifárias aos produtos estrangeiros, o que possibilitou que as empresas
nacionais tivessem vantagem sobre os mercados internacionais dentro do mercado
interno alemão. Algo que ocorre de forma contrária na Grã-Bretanha, que atuou de
forma a beneficiar o livre-comércio, pelo menos por certo tempo. A criação de centos
educacionais para qualificação técnica foi outra maneira de o Estado Alemão interferir
no processo de aceleração, pois capacitou trabalhadores para atuarem em novos
mercados, como químico e elétrico, o que constitui mais uma singularidade da
Alemanha frente a outros países.

É importante ressaltar que a industrialização alemã ganhou forte impulso após a


unificação das confederações, tendo as taxas aduaneiras e a modernização lenta até
1870, junto com o fim da guerra Franco-Prussiana, contribuído para a rápida aceleração
alemã comandada pelo Estado em parceria com o setor privado.

A autora afirma que outra peculiaridade da industrialização Alemã – a primeira consiste


no planejamento feito pelo Estado – está no financiamento bancário das indústrias.
Segundo Vânia Cury “a ligação entre os bancos e as indústrias foi um dos traços mais
marcantes do modelo alemão de industrialização, revelando a presença do capital
bancário em todas as fases de expansão dos investimentos industriais” (p.44). A união
entre bancos e indústrias consistiu na presença de bancários, ou seus representantes, nos
conselhos administrativos das indústrias, e em raras ocasiões aconteciam o contrário.
Outra consequência do financiamento bancário foi a concentração de capital, ou seja, as
grandes empresas foram dominando os mercados e extinguindo as empresas menores,
criando um cartel no mercado alemão.
A cartelização - a autora aponta isso como uma das características mais marcantes da
industrialização alemã - consistiu em eliminar os perigos da competição devastadora e
controlar a produção de forma a impedir o problema da superprodução.

Nesse sentido, houve um aumento na escala de produção por parte das grandes
empresas, o que criou uma estrutura industrial em que dava ao empresariado “maior
capacidade de influir no equilíbrio do conjunto”. Por causa disso que a autora ressalta
que apesar de ter sido uma industrialização com forte intervencionismo estatal, também
ocorreu uma importante participação do setor privado nesse processo de aceleração.

Segundo Cury, a indústria pesada foi um dos setores mais beneficiados pelas políticas
de protecionismo do governo e pela cartelização do mercado, o que fez com que o
consumo de ferro, carvão e máquinas a vapor tivessem um aumento considerável
durante o período analisado, 1870 – 1914.

Outro setor industrial que também cooperou para a aceleração econômica da Alemanha
foi a indústria bélica, que recebia ajuda do Estado em forma de empréstimos e por
aquisição de armas, pois era considerado um setor estratégico para o país.

É importante ressaltar como singularidade do processo de industrialização da Alemanha


a participação do país em novos mercados, como, por exemplo, das indústrias químicas
e elétricas. Segundo a autora, as escolas técnicas permitiram o desenvolvimento de
novas tecnologias que contribuíram para que a Alemanha se colocasse na dianteira
desses novos mercados. Segundo o texto, a indústria Elétrica era responsável por 90%
das construções de linhas de bonde nas áreas urbanas, o que ocorria de forma paralela à
industrialização, isto é, quanto mais indústrias maior crescimento urbano, logo maior
necessidade de infraestrutura. Porém, o desenvolvimento da indústria elétrica se
desenvolveu devido ao sucesso da indústria química, que permitiu maiores
investimentos no campo da eletricidade e das escolas técnicas.

A rápida industrialização da Alemanha permitiu um aumento considerável na expansão


do seu comércio, o que fez com que a Alemanha superasse a Grã-Bretanha nos produtos
exportados, tirando a hegemonia da Inglaterra que era em anos anterior conhecida como
a “oficina mecânica do mundo”. Paralelamente à expansão do comércio surgiram as
grandes cidades, legado de uma formação industrial complexa. Esse processo de
formação das grandes cidades impactou o setor agrícola, que se viu com escassez de
mão-de-obra devido à transferência de mão-de-obra para a indústria e por causa da
emigração para a América. O setor agrícola recorreu à mecanização da produção
agrícola e às tarifas protecionistas do Estado Alemão para não entrar em colapso.

Concluindo, o planejamento do processo de industrialização pelo Estado, a cartelização


dos mercados, o protecionismo, o nacionalismo, o financiamento bancário às indústrias
junto com a criação das novas indústrias (Química e elétrica) contribuíram como fatores
singulares para a aceleração da economia alemã, tornando-a a maior potência
econômica da Europa até a primeira Guerra Mundial.