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ICMS RO - Auditor

Resolução da prova de Contabilidade Geral


Profs. Luciano Moura e Feliphe Araújo

ICMS RO – Auditor
Resolução da Prova de Contabilidade Geral
Profs. Luciano Moura e Feliphe Araújo
Professor:
Luciano Moura e Feliphe Araújo 1 de 25
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Resolução da prova de Contabilidade Geral
Profs. Luciano Moura e Feliphe Araújo

Olá querido aluno,

Hoje faremos alguns comentários acerca das provas de Contabilidade Geral e


de Custos para o cargo de Auditor Fiscal de Tributos Estaduais do Estado
de Rondônia (ICMS RO), ocorrida no último domingo, dia 14/01/18. A prova foi
elaborada pela FGV e não estava das mais fáceis, pois exigiu dos candidatos
amplos conhecimentos normativos (alguns na literalidade) e doutrinários da
matéria, cálculos matemáticos não facilitados e excesso de informações no
enunciado, com objetivo de confundir os desavisados.
Contudo, verificamos a possibilidade de RECURSO contra o gabarito preliminar
em algumas questões, as quais detalhamos a seguir.
Se você teve dificuldade com esta disciplina na prova,
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com a ajuda do Sistema de Questões do
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Bom, chega de conversa e vamos às questões...

Provas Página
1. Questões Comentadas 3
2. Gabarito 25

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1. Questões Comentadas

51. Em 31/12/2016, a Cia. X apresentava os seguintes ativos em seu balanço


patrimonial:
Caixa 100.000
Estoques 40.000
Clientes 50.000
PECLD - 1.500
Terreno para aluguel 120.000
Ativo Total 308.500
Na data, o estoque era composto por 100 unidades do produto P, sendo que
cada unidade era vendida por R$ 450. Além disso, o terreno era avaliado ao
valor justo, enquanto seu custo era de R$ 100.000.
Na elaboração do balanço patrimonial da Cia X, em 31/12/2017, verificou-se
que
 a conta caixa não havia considerado uma receita à vista em 2016 no valor
de R$ 25.000;
 o produto P estava sendo vendido por R$ 380;
 a previsão para as perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa
era de 5%;
 o valor justo do terreno era de R$ 130.000;
 o terreno passou a ser avaliado ao custo.
Assinale a opção que indica o valor do ativo total em 31/12/2017, em
comparação ao de 31/12/2016, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC
23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.
a) R$ 310.500 e R$ 308.500.
b) R$ 315.500 e R$ 308.500.
c) R$ 310.500 e R$ 313.500.
d) R$ 310.500 e R$ 333.500.
e) R$ 312.500 e R$ 333.500.
Resolução:
Inicialmente, recordando os principais aspectos do CPC 23 – Políticas Contábeis,
Mudança de Estimativa e Retificação de Erro –, temos:

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 Mudança nas Políticas Contábeis

Políticas Contábeis

princípios, bases, convenções, regras e


O que são práticas específicas aplicados na elaboração e
na apresentação de demonstrações contábeis

exigência de resultar em informação


Hipóteses de Pronunciamento, confiável e mais
mudanças Interpretação ou relevante nas
Orientação demonstrações contábeis

de acordo com as
Aplicação da disposições transitórias
retrospectivamente*
específicas expressas na
mudança norma, se existirem

(*) A aplicação da retrospectivamente consiste em ajustar o saldo de abertura


de cada componente do patrimônio líquido afetado para o período anterior
mais antigo praticável e os demais montantes comparativos divulgados para
cada período anterior apresentado, como se a nova política contábil tivesse
sempre sido aplicada.

 Mudança de Estimativa Contábil

Estimativas •não reduzem a confiabilidade das demonstrações contábeis


razoáveis

•alterações nas circunstâncias em que a estimativa se baseou


•consequência de novas informações ou de maior experiência
Revisão da •não se relaciona com períodos anteriores
estimativa •não representa correção de erro
•efeito reconhecido prospectivamente (período corrente e
períodos futuros)

•créditos de liquidação duvidosa;


•obsolescência de estoque;
Exemplos de
•valor justo de ativos financeiros ou passivos financeiros;
itens que podem
•vida útil de ativos depreciáveis ou o padrão esperado de consumo
ser estimados dos futuros benefícios econômicos incorporados nesses ativos; e
•obrigações decorrentes de garantias.

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 Retificação de Erro

•erros materiais ou erros imateriais cometidos


Erros nas intencionalmente
•no registro;
demonstrações •na mensuração;
contábeis •na apresentação; ou
•na divulgação.

•omissões e incorreções
Erros de •decorrentes da falta de uso, ou uso incorreto, de
informação confiável que:
períodos •estava disponível nos períodos anteriores; e
anteriores •pudesse ter sido razoavelmente obtida e levada em
consideração.

•retrospectivamente no primeiro conjunto de demonstrações


Correção de após a descoberta de tais erros:
erros materiais •por reapresentação dos valores comparativos para o
período anterior apresentado em que tenha ocorrido o
de períodos erro; ou

anteriores •por reapresentação dos saldos de abertura do período


anterior mais antigo praticável

Recordados, os conceitos, vamos analisar cada uma das verificações ocorridas


em 2017, sob a ótica do CPC 23:
 a conta-caixa não havia considerado uma receita à vista em 2016 no valor
de R$ 25.000 => retificação de erro => correção retrospectiva, ou
seja, altera o valor do Caixa para R$ 125.000 em 2016 e 2017
 o produto P estava sendo vendido por R$ 380 => mudança de
estimativa contábil => efeito prospectivo (vale somente para 2017)
Em 2016, o valor de custo do estoque era de R$ 40.000 e o valor
realizável líquido era de R$ 45.000 (100 * 450), sendo reconhecido o
menor entre os dois (R$ 40.000), conforme item 9 do CPC 16.
Já Em 2017, o valor realizável líquido passou a ser de R$ 38.000 (100
* 380), continuando o valor de custo de R$ 40.000, devendo ser
reconhecido o menor entre os dois (R$ 38.000).
 a previsão para as perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa
era de 5% => mudança de estimativa contábil => efeito
prospectivo (vale somente para 2017), devendo ser apresentada a
nova PECLD no valor de R$ 2.500 (50.000 * 0,05)
 o valor justo do terreno era de R$ 130.000 => mudança de estimativa
contábil => efeito prospectivo (vale somente para 2017)

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 o terreno passou a ser avaliado ao custo => mudança de política


contábil => aplicação retrospectiva, ou seja, altera o valor do
Terreno para R$ 100.000 (valor de custo) em 2016 e 2017
Compilando os dados, temos:
2017 2016
Caixa 125.000 125.000
Estoques 38.000 40.000
Clientes 50.000 50.000
PECLD - 2.500 - 1.500
Terreno para aluguel 100.000 100.000
Ativo Total 310.500 313.500

Gabarito: C

52. Uma sociedade empresária apresentou, em 01/01/2017, saldo de R$


10.000 em seu estoque. Já em 31/12/2017, o saldo era de R$ 14.000. Além
disso, a sociedade empresária demora, em média, 80 dias para vender o seu
estoque e 50 dias para receber suas vendas a prazo.
Assinale a opção que indica o valor médio de duplicatas a receber de clientes
em 2017, dado que o custo das mercadorias vendidas representou, em 2017,
50% da receita de vendas.
a) R$ 3.750.
b) R$ 7.500.
c) R$ 15.000.
d) R$ 17.500.
e) R$ 24.000.
Resolução:
Extraindo-se os dados da questão, temos:
 EI = R$ 10.000
 EF = R$ 14.000
 PME = 80 dias
 PMRV = 50 dias
 CMV = 0,5 * RV
 Clientes Médio (CM) = ?
Inicialmente, vamos aplicar a fórmula do Prazo Médio de Estocagem (PME):

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360 ∗ 𝐸𝑀
𝑃𝑀𝐸 =
𝐶𝑀𝑉
360 ∗ (10.000 + 14.000)/2
80 =
0,5 ∗ 𝑅𝑉
40 ∗ 𝑅𝑉 = 360 ∗ 12.000
4.320.000
𝑅𝑉 =
40
𝑅𝑉 = 𝑅$ 108.000
Passamos agora ao cálculo do valor médio de duplicatas (Clientes Médio), pela
fórmula do Prazo Médio de Recebimento das Vendas (PMRV):
360 ∗ 𝐶𝑀
𝑃𝑀𝑅𝑉 =
𝑅𝑉
360 ∗ 𝐶𝑀
50 =
108.000
5.400.000
𝐶𝑀 =
360
𝑪𝑴 = 𝑹$ 𝟏𝟓. 𝟎𝟎𝟎
Gabarito: C

53. No conjunto completo das Demonstrações Contábeis, de acordo com o


Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis,
está a Demonstração do Resultado Abrangente.
Assinale a opção que indica o item que deve ser evidenciado na Demonstração
como “Outros Resultados Abrangentes”.
a) O valor de mercado dos instrumentos financeiros mantidos para negociação.
b) O efeito cambial sobre as dívidas no exterior.
c) Os ganhos e as perdas na remensuração de ativos não circulante mantidos
para venda.
d) Os ganhos e as perdas advindas de instrumentos de hedge, em operações
de hedge de valor justo.
e) Os ganhos e as perdas atuarias em planos de pensão com benefícios definidos
reconhecidos.
Resolução:
O esquema abaixo demonstra os itens que, segundo o CPC 26, devem ser
evidenciados como “Outros Resultados Abrangentes”:

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variações na reserva de
reavaliação, quando permitidas
legalmente

ganhos e perdas atuariais em


planos de pensão com
benefício definido

itens de receita ganhos e perdas derivados de


Outros e despesa conversão de demonstrações
contábeis de operações no
Resultados não
exterior
reconhecidos na
Abrangentes DRE
ganhos e perdas na
remensuração de ativos
financeiros disponíveis para
venda

parcela efetiva de ganhos ou


perdas advindos de instrumentos
de hedge em operação de
hedge de fluxo de caixa

Desta feita, verificamos que a resposta correta é a letra E (Os ganhos e as


perdas atuarias em planos de pensão com benefícios definidos reconhecidos).
Gabarito: E

54. A Cia. Um possui 80% de participação na Cia. Dois.


Em 31/12/2016, o Balanço Patrimonial das duas empresas eram os seguintes:
Cia. Um Cia. Dois
Caixa 1.000
Investimentos 800
Goodwill – Cia. Dois 500
Ativo Total 1.300 1.000
Capital 1.300 1.000
PL Total 1.300 1.000

Em 2017, aconteceram os fatos a seguir:


 A Cia. Dois comprou 10 unidades de estoque, por R$ 100 cada, à vista.
 A Cia. Dois vendeu as 10 unidades para a Cia. Um por R$ 120 cada, a
prazo.
 A Cia. Um vendeu 8 unidades de estoque para terceiros, por R$ 150 cada,
à vista.

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Com base nas informações acima, assinale a opção que indica o valor do
Patrimônio Líquido Consolidado da Cia. Um, em 31/12/2017.
a) R$ 1.300.
b) R$ 1.660.
c) R$ 1.700.
d) R$ 1.900.
e) R$ 2.620.
Resolução:
Verificando os fatos ocorridos em 2017, incialmente a Cia. Dois comprou 10
unidades de estoque de terceiros, ao valor de R$ 1.000 à vista (trocou Caixa
por Estoque).
Após isso, a Cia. Dois vendeu as 10 unidades para a Cia. Um por R$ 120 cada,
a prazo, registrados conforme abaixo:
Cia. Um Cia. Dois
Caixa
Clientes 1.200
Estoque 1.200
Investimentos 800
Goodwill – Cia. Dois 500
Ativo Total 1.300 1.200
Fornecedores 1.200
Capital 1.300 1.000
Lucro ou Prejuízos Acumulados 200
PL Total 1.300 1.200

Por fim, a Cia. Um vendeu 8 unidades de estoque para terceiros, por R$ 150
cada, à vista. O pulo do gato da questão é que o CMV da operação é de R$
800, pois as mercadorias foram compradas de terceiros fora do grupo por R$
100 cada. Desta feita, os valores atualizados dos balanços ficam conforme
abaixo:
Cia. Um Cia. Dois
Caixa 1.200
Clientes 1.200
Estoque 400
Investimentos 800

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Goodwill – Cia. Dois 500


Ativo Total 2.900 1.200
Fornecedores 1.200
Capital 1.300 1.000
Lucro ou Prejuízos Acumulados 400 200
PL Total 2.900 1.200

Efetuando a consolidação dos balanços, temos de fazer os seguintes ajustes:


1) Do estoque da Cia. Um, R$ 200 diz respeito à parcela do Lucro Não
Realizado decorrente da venda de mercadorias pela Cia. Dois. Como
esta adquiriu as mercadorias de terceiros pelo custo de $ 1.000,
vendendo para Cia. Um pelo valor de $ 1.200, na consolidação, o lucro
de $ 200 registrado na operação deve ser eliminado do PL da Cia. Dois
e do Estoque da Cia. Um;
2) Como a Cia. Um deve o montante de $ 1.200 à Cia. Dois, na
consolidação, esse valor deve ser eliminado da conta Fornecedores da
Cia. Um e de Clientes da Cia. Dois;
3) Como a Cia. Um mensura seu investimento em controladas pelo MEP, na
consolidação, o valor correspondente à participação de 80% dela na Cia.
Dois, ou seja, $ 800 (1.000 * 0,8) deve ser eliminado da conta
Investimentos da Cia. Um e do Capital Social da Cia. Dois. O valor
restante do Capital Social de IDA ($ 200) deve ser evidenciado, no
balanço consolidado, na conta Participações de Acionistas Não
Controladores.
Feitas as considerações acima, podemos elaborar o BP consolidado:
Cia. Um Cia. Dois Consolidado
Caixa 1.200 1.200
Clientes 1.200 – 1.200
Estoque 400 – 200 200
Investimentos 800 – 800
Goodwill – Cia. Dois 500 500
Ativo Total 2.900 1.200 1.900
Fornecedores 1.200 – 1.200
Capital 1.300 1.000 – 800 1.300
Participação de Acionistas
200
Não Controladores

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Lucro ou Prejuízos
400 200 – 200 400
Acumulados
PL Total 2.900 1.200 1.900

Desta feita, o valor do Patrimônio Líquido Consolidado da Cia. Um, em


31/12/2017, foi de R$ 1.900.
Gabarito: D

55. A Cia. Dado apresentava o seguinte balanço patrimonial, em 31/12/2016.


Ativo Patrimônio
Líquido
Caixa 100.000 Capital Social 150.000
Estoques 50.000 Reserva de Ágio 50.000
Terreno 80.000 Reserva de 30.000
Lucros
Ativo Total 230.000 PL Total 230.000

Em 2017, aconteceram os fatos a seguir:


 Em 01/01, a empresa aplicou R$ 30.000 em uma aplicação financeira de
longo prazo com rendimento de 2% ao ano;
 A empresa vendeu o terreno por R$ 70.000;
 A empresa reconheceu receita de serviços no valor de R$ 300.000 para
recebimento em 2018. A empresa considera perdas estimadas com
crédito de liquidação duvidosa de 3%.
 A empresa reconheceu e pagou despesas de aluguel no valor de R$
12.000;
 A empresa reconheceu e pagou despesas de salários no valor de R$
30.000, sendo que R$ 20.000 para empregados próprios e R$ 10.000
para terceirizados;
 A empresa reconheceu e pagou imposto sobre a renda de 34%;
 A empresa reconheceu e pagou dividendos de 25% sobre o resultado de
2017 e dos anos anteriores, que não haviam sido reconhecidos.
Sobre a divisão do valor adicionado, a distribuir em 31/12/2017, assinale a
afirmativa correta.
a) Os financiadores receberam R$ 12.600.
b) Os sócios receberam R$ 47.034.
c) O governo receber R$ 81.464.

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d) O governo recebeu R$ 92.344.


e) Os sócios receberam R$ 165.636.
Resolução:
Elaborando a DRE de acordo com os dados da questão, temos:
Receita de Vendas 300.000
(–) Despesa PECLD (9.000)
(+) Outras Receitas (rendimento de aplicação) 600
(–) Outras Despesas (prejuízo venda terreno) (10.000)
(–) Despesas com Aluguéis (12.000)
(–) Despesas com Salários (30.000)
(=) LAIR 239.600
(–) IR (34%) (81.464)
(=) Lucro Líquido 158.136
(–) Dividendos (25%) (39.534)
(=) Lucros Retidos 118.602
Desta feita, a divisão do Valor Adicionado a Distribuir fica da seguinte
maneira:
Pessoal: 30.000
Impostos, taxas e contribuições: 81.464
Remuneração de capitais de terceiros: 12.000
Remuneração de capitais próprios: 158.136
Portanto, a resposta correta é a letra C (o governo recebeu R$ 81.464).
Gabarito: C

56. Em 01/01/2016, uma empresa de auditoria contábil assinou um contrato


de arrendamento mercantil de um terreno no valor de R$ 60.000 pelo prazo de
cinco anos, com intenção de alugá-lo para terceiros. Não há transferência de
riscos e de benefícios inerentes ao terreno para a empresa de auditoria.
A operação deve ser reconhecida contabilmente como se fosse
a) arrendamento mercantil operacional.
b) arrendamento mercantil financeiro.
c) leaseback.
d) financiamento.
e) pagamento contingente.
Resolução:
Questão bem maldosa, pois ao citar que não há transferência de riscos e de
benefícios inerentes ao terreno para a empresa de auditoria, faz crer que a

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operação deve ser reconhecida contabilmente como um Arrendamento


Mercantil Operacional, de acordo com o CPC 06.
Contudo, trata-se de um terreno adquirido com intenção de ser alugado para
terceiros, ou seja, uma Propriedade para Investimento, a qual deve ser
classificada segundo o CPC 28, e não sobre a óptica do CPC 06.
Segundo o item 25 daquela norma, o custo inicial do interesse em propriedade
mantido em arrendamento e classificado como propriedade para
investimento deve ser o estabelecido para arrendamento financeiro no item
20 do Pronunciamento Técnico CPC 06 – Operações de Arrendamento Mercantil,
isto é, o ativo deve ser reconhecido pelo menor entre o valor justo da
propriedade e o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento.
Montante equivalente deve ser reconhecido como passivo de acordo com o
mesmo item.
Desta feita, a operação deve ser reconhecida contabilmente como se fosse
Arrendamento Mercantil Financeiro.
Gabarito: B

57. A Cia. B efetuou as seguintes transações, em 2017.


 Integralização de capital social, por meio de um imóvel no valor de R$
200.000;
 Compra de computadores, para pagamento em agosto de 2018, por R$
10.000;
 Pagamento de empréstimo bancário, contraído em 2014, no valor de R$
30.000;
 Pagamento de despesas diversas, no valor de R$ 50.000;
 Resgate de debênture, no valor de R$ 18.000;
 Pagamento de dividendos, que haviam sido reconhecidos no ano anterior,
no valor de R$ 15.000;
 Venda de mercadorias à vista, por R$ 300.000;
 Reconhecimento dos custos das mercadorias vendidas, no valor de R$
200.000;
 Compra de participações em empresa coligada, no valor de R$ 40.000.
Sobre a Demonstração dos Fluxos de Caixa da Cia. B, com base nas
recomendações do Pronunciamento Técnico CPC 03 – Demonstração dos Fluxos
de Caixa, assinale a afirmativa correta.
a) A atividade operacional gerou R$ 50.000.
b) A atividade de investimento consumiu R$ 70.000.
c) A atividade de investimento consumiu R$ 88.000.

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d) A atividade de financiamento consumiu R$ 63.000.


e) A atividade de financiamento gerou R$ 185.000.
Resolução:
Vamos analisar as transações ocorridas no período, sob a óptica da DFC:
 Integralização de capital social, por meio de um imóvel no valor de R$
200.000;
Não movimentou Caixa e Equivalentes de Caixa.
 Compra de computadores, para pagamento em agosto de 2018, por R$
10.000;
Não movimentou Caixa e Equivalentes de Caixa.
 Pagamento de empréstimo bancário, contraído em 2014, no valor de R$
30.000;
Consumo de atividades de financiamento no valor de R$ 30.000
 Pagamento de despesas diversas, no valor de R$ 50.000;
Consumo de atividades operacionais no valor de R$ 50.000
 Resgate de debênture, no valor de R$ 18.000;
Consumo de atividades de financiamento no valor de R$ 18.000
 Pagamento de dividendos, que haviam sido reconhecidos no ano anterior,
no valor de R$ 15.000;
Consumo de atividades de financiamento no valor de R$ 15.000
 Venda de mercadorias à vista, por R$ 300.000;
Geração de atividades operacionais no valor de R$ 300.000
 Reconhecimento dos custos das mercadorias vendidas, no valor de R$
200.000;
Não movimentou Caixa e Equivalentes de Caixa.
 Compra de participações em empresa coligada, no valor de R$ 40.000.
Consumo de atividades de investimento no valor de R$ 40.000
Consolidando as informações, temos:
Consumo de atividades de financiamento no valor de R$ 30.000
Consumo de atividades de financiamento no valor de R$ 18.000
Consumo de atividades de financiamento no valor de R$ 15.000
TOTAL: as atividades de financiamento consumiram R$ 63.000
Consumo de atividades operacionais no valor de R$ 50.000
Geração de atividades operacionais no valor de R$ 300.000
TOTAL: as atividades operacionais geraram R$ 250.000

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Consumo de atividades de investimento no valor de R$ 40.000


TOTAL: as atividades de investimento consumiram R$ 40.000
Gabarito: D

58. Na última versão do Pronunciamento Técnico CPC00 - Estrutura Conceitual


para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, a característica
“essência sobre a forma” foi formalmente retirada da condição de componente
separado da representação fidedigna. Assinale a opção que indica o motivo
porque a “essência sobre a forma” foi retirada.
a) Sua presença, junto à representação fidedigna, foi considerada uma
redundância.
b) Ela foi considerada inconsistente à característica qualitativa da neutralidade.
c) Ela foi considerada inconsistente à característica qualitativa da
tempestividade.
d) As normas contábeis norte-americanas não incluem a essência sobre a forma
em sua estrutura conceitual.
e) Sua presença deixou de ser exigida nas normas internacionais.
Resolução:
De acordo com a atual versão do Pronunciamento Técnico CPC 00 (R1), a
característica essência sobre a forma foi formalmente retirada da condição
de componente separado da representação fidedigna, por ser considerado
isso uma redundância.
Gabarito: A

60. Em 01/01/2017, uma empresa aérea adquiriu uma autorização para


exploração da rota entre São Paulo e Brasília por R$ 100.000. A autorização
pode ser renovada a cada 4 anos e a companhia aérea sinaliza que deseja a
renovação nas próximas oportunidades. A renovação de autorização de rotas
tem custo insignificante para a empresa. Assinale a opção que indica o correto
tratamento contábil da autorização de rota pela empresa aérea, no momento
em que adquiriu a autorização e nos anos seguintes.
a) Reconhecimento de despesa operacional de R$ 100.000.
b) Reconhecimento de R$ 25.000 no ativo circulante e de R$ 75.000 no ativo
realizável a longo prazo. Deve-se reconhecer despesa operacional de R$ 25.000,
ao final de cada um dos próximos quatro anos.
c) Reconhecimento de R$ 100.000 no ativo realizável a longo prazo. Deve-se
reconhecer despesa operacional de R$ 100.000, após os quatro anos.

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d) Reconhecimento de um ativo intangível no valor de R$ 100.000, que não


deve ser amortizado.
e) Reconhecimento de um ativo intangível no valor de R$ 100.000. Deve-se
reconhecer amortização de R$ 25.000, ao final de cada um dos próximos quatro
anos.
Resolução:
A autorização para exploração da rota aérea entre São Paulo e Brasília pela
empresa aérea é um ativo intangível. Com isso, eliminamos as letras A, B e C.
Como o custo para renovação é insignificante, os prazos de renovação devem
ser incluídos na vida útil do ativo intangível para cálculo da amortização. Porém,
como não foi informado quantas renovações do contrato seria possível, o ativo
intangível relacionado com a autorização de rota é tratado como tendo vida útil
indefinida. Portanto, a autorização de rota não seria amortizada enquanto
a sua vida útil não fosse determinada como definida.
De acordo com os dados acima, a empresa aérea deve reconhecer um ativo
intangível no valor de R$ 100.000,00, que não deve ser amortizado.
Gabarito: D
Item retirado do exemplo 6 do CPC 04 – Ativo Intangível.
Exemplo 6 - autorização de rota de linhas aéreas adquiridas entre duas cidades
que expira após três anos
A autorização de rota pode ser renovada a cada cinco anos, e a entidade
adquirente pretende cumprir as regras e regulamentos aplicáveis que envolvem
a renovação. As renovações de autorizações de rota são rotineiramente
concedidas a um custo mínimo e historicamente têm sido renovadas quando a
linha aérea cumpre as regras e regulamentos aplicáveis. A entidade adquirente
espera utilizar a rota entre as duas cidades indefinidamente a partir dos seus
aeroportos centrais e espera que a infraestrutura de suporte relacionada
(utilização de portões de aeroporto, slots e locações de instalações de terminais)
continue a funcionar nesses aeroportos enquanto tiver a autorização de rota.
Análises da procura e dos fluxos de caixa suportam esses pressupostos.
Dado que os fatos e as circunstâncias suportam a capacidade da entidade
adquirente para continuar a fornecer serviços aéreos indefinidamente entre
as duas cidades, o ativo intangível relacionado com a autorização de
rota é tratado como tendo vida útil indefinida. Portanto, a autorização de
rota não seria amortizada enquanto a sua vida útil não fosse
determinada como definida. Seria testada quanto à necessidade de
reconhecimento de perda por desvalorização de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos.
Gabarito: D

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61. Um banco tem como política emprestar dinheiro apenas para sociedades
empresárias que tenham índice de endividamento geral igual ou menor que
70%, sem considerar o efeito do dinheiro do empréstimo no ativo. Uma
sociedade empresária solicitou empréstimo de um banco. Seu balanço
patrimonial era o seguinte:

Assinale a opção que indica o limite estabelecido pelo banco para o empréstimo
solicitado.
a) R$ 5.000.
b) R$ 55.000.
c) R$ 205.000.
d) R$ 325.000.
e) R$ 335.000.
Resolução:
O índice de endividamento geral é o índice de endividamento total.
Vamos calcular o valor máximo do passivo exigível da empresa para chegar ao
nível de endividamento aceito pelo banco, que é de 70%.
Endividamento Total = Passivo Exigível --> 70% = Passivo Exigível
Ativo Total 650.000
Passivo Exigível Máximo = R$ 455.000,00
Agora, vamos calcular o limite estabelecido pelo banco para o empréstimo
solicitado, considerando os dados do balanço patrimonial:
PC + PNC + Limite Empréstimo = Passivo Exigível Máximo
120.000 + 130.000 + Limite Empréstimo = 455.000
Limite Empréstimo = R$ 205.000,00
Gabarito: C

62. Uma sociedade empresária precisava comprar computadores para seus


funcionários, de modo a expandir seus negócios. Para isso, ela contratou um
especialista para indicar qual seria o melhor modelo. Por esse serviço pagou R$
2.000.
Após definido o modelo, ela comprou os computadores, cujo preço era R$
200.000. Como a compra era grande, conseguiu um desconto de 10% sobre o
valor.

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O frete para receber os computadores foi de R$ 1.000. Além disso, para receber
os computadores em segurança, contratou um seguro no valor de R$ 500.
Quando os computadores chegaram à sociedade empresária, ela gastou R$
10.000, com um programa antivírus anual, e, R$ 12.000, com os programas
básicos essenciais para o funcionamento. Além disso, ofereceu um treinamento
para seus funcionários, que custou R$ 5.000.
Depois de concluído o treinamento, a sociedade empresária ofereceu uma festa
para promover a expansão, na qual gastou R$ 20.000. Além disso, gastou R$
14.000 em publicidade, com base na compra dos novos computadores.
A partir das informações acima, assinale a opção que indica o acréscimo no ativo
da empresa com a compra dos computadores.
a) R$ 181.000.
b) R$ 193.500.
c) R$ 198.500.
d) R$ 208.500.
e) R$ 210.500.
Resolução:
O custo do Imobilizado será de:
Valor de Aquisição ........................................ 200.000,00
(-) Desconto Incondicional ............................ (20.000,00) = 10% x 200.000
+ Frete .......................................................... 1.000,00
+ Seguro do Transporte ...................................... 500,00
+ Custo de Programas Básicos p/ funcionamento 12.000,00
= Custo Total ....................................... R$ 193.500,00

O serviço pago ao especialista e o custo do antivírus não foram


contabilizados, pois não se referem a custo diretamente atribuíveis para
colocar o ativo no local e condição necessárias para ser capaz de funcionar da
forma pretendida pela administração, ou seja, não são considerados como
ativo imobilizado pelo CPC 27.
Ainda, os custos com treinamento, para promover a expansão e os
gastos com publicidade são despesas para a empresa.
Gabarito: B

63. A Cia Beta apresentava os seguintes saldos em seu balanço patrimonial de


31/12/2015: Caixa: R$ 200.000 e Capital Social: R$ 200.000.

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Em 01/01/2016 a sociedade empresária comprou um veículo por R$ 40.000 à


vista. A vida útil estimada é de dez anos e a sociedade empresária não
considerava valor residual. A depreciação do veículo para fins fiscais é de cinco
anos.
Ainda no ano de 2016, ela auferiu receitas de serviços no valor de R$ 100.000.
Os custos dos serviços prestados foram de R$ 120.000. A sociedade empresária
apresentava fortes perspectivas de lucros nos anos seguintes.
No ano de 2017, ela auferiu Receitas de Serviços no valor de R$ 150.000. Já os
custos dos serviços prestados foram de R$ 130.000.
Em 31/12/2017, o imposto sobre a renda corrente e o imposto sobre a renda
diferido da sociedade empresária, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC
32, Tributos sobre o Lucro, considerando a alíquota de imposto sobre a renda e
a contribuição social fixa de 34%, são, respectivamente,
a) R$ 2.856 e R$ 2.584.
b) R$ 2.856 e R$ 1.360.
c) R$ 4.080 e R$ 1.360.
d) R$ 5.440 e zero.
e) R$ 5.440 e –R$ 1.224.
Resolução:
******** CABE RECURSO! ********
Custo Veículo = 40.000 (mesmo valor depreciável, pois não há valor residual)
Vida útil contábil = 10 anos
Depreciação anual contábil = 40.000 / 10 = R$ 4.000
Vida útil fiscal = 5 anos
Depreciação anual fiscal = 40.000 / 5 = R$ 8.000

Agora, vamos encontrar o imposto sobre a renda corrente.


1. DRE 2016:
Receita de Serviços 100.000
(-) Custo dos serviços prestados (120.000)
(-) Depreciação contábil (4.000)
= Prejuízo contábil (24.000)

A diferença a maior no valor de R$ 4.000 (8.000 – 4.000) da depreciação fiscal


em relação a depreciação contábil é uma exclusão no LALUR.

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Não há impostos sobre lucro a pagar, pois incorreu em prejuízo fiscal em 2016.
Lucro Real = LAIR + Adições - Exclusões - Compensações
Lucro Real = - 24.000 – 4.000¹ = - 28.000 (Prejuizo fiscal)
1. Diferença entre a depreciação fiscal e a contábil = 8.000 – 4.000 = 4.000

2. Cálculo do LAIR na DRE em 2017:


Receita de Serviços 150.000
(-) Custo dos serviços prestados (130.000)
(-) Depreciação contábil (4.000)
= Lucro Antes do Imposto de Renda 16.000,00

2.1. Cálculo da Base de Cálculo do IR:


O LAIR apurado por meio da DRE, contudo, não é a base de cálculo do IR nem
da CSLL a pagar pelo regime do lucro real. Segundo a legislação tributária, o
LAIR deverá sofrer ajustes (adições, exclusões e compensações) para que seja
apurado o lucro fiscal. A Base de Cálculo do IR, na apuração pelo Lucro Real, é
dada por:
Lucro Real = LAIR + Adições – Exclusões - Compensações
A diferença a maior no valor de R$ 4.000 (8.000 – 4.000) da depreciação fiscal
em relação a depreciação contábil é uma exclusão no LALUR.
Assim, o lucro real é dado por:
Lucro Real = 16.000 – 4.000¹ – 3.600² = 8.400
1. Diferença entre a depreciação fiscal e a contábil = 8.000 – 4.000 = 4.000
2. Compensação = 30% x (16.000 – 4.000) = 3.600

2.2. Cálculo do IR/CSLL corrente:


Agora vamos calcular o IR/CSLL corrente:
IR/CSLL Corrente = Lucro Real x 34% = 8.400 x 0,34 = R$ 2.856
Com isso, a resposta é a letra A ou B.

3. Cálculo do IR/CSLL diferido:


Segundo o CPC 32, a diferença temporariamente tributada ou indedutível
deve ser tratada como um ativo ou um passivo diferido. Na questão, a única
despesa temporariamente tributada é a diferença entre a depreciação fiscal e a
contábil no valor de R$ 4.000 (8.000 – 4.000).

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Portanto, a diferença de 4.000 é dedutível agora para cálculo do IR/CSLL.


Assim, o IR/CSLL diferido é dado por:
IR/CSLL diferido = Despesa temporariamente tributada x Alíquota
IR/CSLL diferido = 4.000 x 0,34 = R$ 1.360
Lançamento contábil:
D – Despesa Tributária Diferida 1.360
C – Passivo Fiscal Diferido (Passivo) 1.360
Com isso, ficamos com a letra B.
Contudo, o gabarito preliminar trouxe a letra A. Para chegar a este gabarito,
deveria considerar para o IR/CSLL diferido o valor da compensação do prejuízo
fiscal, conforme abaixo:
IR/CSLL diferido = 7.600 * 0,34 = R$ 2.584
Contudo, não concordamos com tal resposta, cabendo recurso ao
gabarito preliminar da banca.
Gabarito: A

64. Em 02/01/2017, a Cia. A possuía 50% das ações totais e votantes da Cia.
B, exercendo controle compartilhado com a Cia. C. Na data, o patrimônio líquido
da investida era de R$ 100.000.
Em 03/01/2017, a Cia. A comprou da Cia. C, à vista, o equivalente a 50% das
ações totais e votantes remanescentes da Cia. B, pagando R$ 70.000 à vista.
Assinale a opção que indica o impacto da operação, se existente, na
Demonstração do Resultado do Exercício da Cia. A.
a) Receita de R$ 20.000.
b) Reserva de lucro de R$ 20.000.
c) Goodwill de R$ 20.000.
d) Ajuste a valor patrimonial de R$ 20.000.
e) Não há impacto.
Resolução:
******** CABE RECURSO! ********
Se as Cia. A e C possuem o controle compartilhado, cada uma tem 50% do PL
da investida (Cia. B). Portanto, cada investidora tem registrado no seu ativo um
investimento de R$ 50.000.
Ao comprar 50% do que a Cia. C tem, a empresa A adquiriu mais 25% das
ações da Cia. B pelo valor de R$ 70.000, representando um custo para a Cia. C
de R$ 25.000.

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Assim, o lançamento da compra realizado pela Cia. A será:


D – Investimentos – Cia. B 25.000
D – Investimentos – Cia. B – Goodwill 45.000
C – Caixa 70.000

Com isso, não há impacto na DRE da Cia. A e a resposta e a letra E.


Contudo, a banca apresentou como gabarito preliminar a letra A, mas não
entendemos a motivação, pois para haver receita, seria necessário o registro de
Ganho por Compra Vantajosa, o qual se dá quando o valor pago é menor que o
valor contábil, o que não é o caso. Desta feita, entendemos que cabe recurso
solicitando a alteração do gabarito divulgado para letra E.
Gabarito: A

66. Em 01/01/2013, a Cia. K iniciou a pesquisa e o desenvolvimento do projeto


de um sistema capaz de gerar maior controle sobre as suas atividades. O projeto
durou três anos, tendo os seguintes gastos:
2013- R$ 200.000.
2014- R$ 300.000.
2015- R$ 500.000.
Além disso, sabe-se que:
• Em 2013, o projeto ainda estava na fase inicial da pesquisa e a empresa
considerava a possibilidade de não ter sucesso com ele.
• Em 2014, a empresa iniciou a fase de desenvolvimento. Ao efetuar uma
pesquisa de mercado, percebeu que não haveria demanda para o sistema,
devido ao preço. No entanto, decidiu manter o projeto em curso normal,
esperando que mudanças pudessem ocorrer.
• Em 2015, há repercussão mundial e a empresa consegue projetar uma
demanda suficiente para justificar a produção em larga escala. Além disso, todos
os critérios de reconhecimento dos gastos com desenvolvimento do
Pronunciamento Técnico CPC 04 - Ativo Intangível foram atendidos. No final do
ano o projeto é concluído.
• Em 2016, o projeto é lançado ao mercado. Na data, a empresa estima que o
sistema irá trazer benefícios econômicos durante os cinco anos seguintes, a
partir de 01/01/2016. Em 31/12/2016, a empresa efetua um teste de
recuperabilidade e constata que o valor recuperável na data é de R$ 550.000.
• Em 2017, as vendas melhoraram e no teste de recuperabilidade, de
31/12/2017, a empresa considera que terá retorno de R$ 600.000 nos anos
remanescentes de venda.

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Assinale a opção que indica o valor contábil do sistema, em 01/01/2018.


a) R$ 200.000.
b) R$ 300.000.
c) R$ 412.500.
d) R$ 440.000.
e) R$ 600.000.
Resolução:
2013: A fase de pesquisa é despesa.
2014: Mesmo sendo fase de desenvolvimento, como a empresa percebeu que
não haveria demanda para o sistema devido ao preço, referido gasto é uma
despesa, pois os gastos com desenvolvimento não foram capazes de gerar
prováveis benefícios econômicos futuros.
2015: Como todos os critérios para gastos com desenvolvimento foram
atendidos, a empresa registra um ativo intangível no valor de R$ 500.000 em
31/12/2015.
2016: Vida útil de cincos anos a partir de 01/01/2016.
Amortização anual (01 a 31/12/16) = 500.000/5 anos = R$ 100.000
Valor contábil em 31/12/16 = 500.000 – 100.000 = R$ 400.000
Como o valor contábil em 2016 é menor que o valor recuperável, nenhum ajuste
deve ser feito.
2017: Amortização de 2017 também é igual a R$ 100.000.
Valor contábil em 31/12/17 = 500.000 – 200.000 = R$ 300.000
Como o valor contábil em 2017 é menor que o valor recuperável, nenhum ajuste
deve ser feito.
Portanto, o valor contábil do sistema em 01/01/2018 é igual a R$ 300.000.
Gabarito: B

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Abraço! Luciano Moura e Feliphe Araújo

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2. Gabarito

51 C 55 C 60 D 64 A
52 C 56 A 61 C 66 B
53 E 57 D 62 B
54 D 58 A 63 A

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