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Instrumento de Abrangência Macro e Esfera Pública

A gestão ambiental é um mecanismo que necessita ser gerido de forma capaz para que
haja unificação entre todas as partes envolvidas, e uma forma de viabilizar e tornar capaz essa
fiscalização é criando instrumentos de abrangência macro e inserindo assim o âmbito das
esferas públicas. Desta forma torna-se fácil centralizar todas as partes por meio de uma
legislação ambiental, regulamentando assim a manutenção por parte da esfera pública
Porém constantemente os impactos ambientais não se restringem as fronteiras de um
país e, portanto, a legislação local não possui influencia sobre essas determinadas situações,
assim tratados internacionais se fazem valer para que todos operem com o mesmo objetivo, ou
seja, alguns “pactos” internacionais tornam-se necessários pois abrangem de forma macro essa
gestão ambiental.

4.1 Pactos internacionais


Atualmente o olhar sobre a meio ambiente tem se transformado em uma nova ordem
ambiental mundial, isto se deve pois, inúmeros tratados e medidas vem sendo firmados entre
estados e nações, com o intuito de normatizar e regulamentar a forma pela qual as nações
projetaram as suas gestões ambientais, impactando de forma a modificar e induzir a legislação
destes países.
Em decorrência disto há uma procura por soluções e alternativas por parte das
comunidades para que haja uma proteção considerável em relação ao ambiente, já que existe
pressões por parte dos grupos interessados. Com isto estes protocolos, pactos e determinações
ambientais são de extrema importância para a regulamentação pois englobam a visão
internacional em relação aos exageros cometidos contra o meio ambiente e que carecem de
fiscalização.
Alguns dos protocolos mais importantes são:
 Protocolo de Montreal (1987);
 Protocolo da Basiléia – Para controle dos movimentos transfronteiriços de resíduos
perigosos e suas disposições (1988);
 Protocolo de Kyoto – Emissão dos gases do efeito estufa (1997).
Entre esses protocolos o de Montreal foi o primeiro e assim como os demais
estabeleceram metas de comprimento do que foi estabelecido e acarretamento de penalizações
por parte de sanções internacionais entre os países signatários que descumprirem o acordado.
Para que a maioria dos acordos sejam validados e postos em práticas é importante que
países desenvolvidos tomem partido da situação e trabalhem de forma a executar as metas uma
vez que são os que mais contribuem para a poluição ambiental (Entre eles Estados Unidos e os
países industrializados). As ONG’s também são de grande valia em razão da grande
disseminação de conhecimentos e popularizando assim as situações como um todo.
Impactos como a destruição da camada de ozônio e o aquecimento global estão
intrinsicamente associados as mudanças climáticas, e é isso que torna relativamente importante
após as participações nesses tratados as efetivas realizações das medidas principalmente por
países com grande participação nas emissões no percentual total.

4.1.1 Mudanças climáticas


O aquecimento global desde 1979 vem sendo discutido com todo rigor cientifico,
gerando algumas questões fundamentais, entre elas: Qual o grau da ação humana, a seguinte,
se os efeitos são iminentes e irreversíveis e por ultimo e não menos importante, o que pode ser
feito para que a situação não se agrave.
Este problema se tornou um dos que possuem maiores urgências para serem resolvidos,
além disto medidas são tomadas para que não ocorra a intensificação deste impasse e com isso
a intensificação do aquecimento global e das emissões dos gases para que a camada de ozônio
seja então preservada e o clima não se altere de forma drástica.
Para reduzir a emissão de gases como o carbono foi desenvolvido um “triangulo de
estabilização” que representa a redução das emissões desses gases por meio da utilização das
novas tecnologias até 2056. Os vértices desse triangulo se baseiam em três alternativas de
intervenções básicas, que são:
1. Reestruturação da matriz energética com a adoção de alternativas ecologicamente mais
adequadas;
2. Promoção da assimilação do carbono presente na atmosfera, seja através de processos
naturais ou artificiais;
3. Aumento da eficiência de processos que geram emissão de carbono para redução do
volume produzido.
Assim toda a matriz energética deve ser repensada para que as mudanças climáticas
sofram menores interferências humanas, e se acentua ainda mais quando há a utilização de
combustíveis fosseis, considerando ainda que este tipo de combustível pode causar danos ao
longo de mais um século.
O problema se evidencia ainda mais, por que as emissões acabam por reduzir o nível de
ozônio o qual sem ele impossibilitaria a vida como ela é, impactando diretamente em todo forma
de vida existente no planeta.
4.1.1.1 Destruição da camada de ozônio
O ozônio é um gás que se encontra em sua grande maioria na faixa de 15 a 30 km de
altitude, e tem como sua utilidade a filtração dos raios ultravioletas (diminuindo a incidência
desses raios UVs na superfície terrestre), que assim mantem a temperatura do planeta estável.
A grande problemática reside na emissão de gases CFC’s, que são longas cadeias de
hidrocarbonetos os quais possuem cloro em sua composição, estes por sua vez são altamente
reativos com o ozônio, que quando em contato com o cloro acaba se dissociando e formando
outras moléculas gerando assim verdadeiros “buracos” na camada de ozônio, diminuindo desta
forma consideravelmente a proteção existente contra os raios ultravioletas.
Desta forma os tratados de Montreal e a convenção de Viena versaram a respeito da
emissão desses gases CFC’s, partindo de ações de caráter inibidora tentaram controlar a
produção destes, propiciando a diminuição do efeito estufa.

4.1.1.1 Destruição da camada de ozônio

O ozônio é um gás que se encontra em sua grande maioria na faixa de 15 a 30 km de


altitude, e tem como sua utilidade a filtração dos raios ultravioletas (diminuindo a incidência
desses raios UVs na superfície terrestre), que assim mantem a temperatura do planeta estável.

A grande problemática reside na emissão de gases CFC’s, que são longas cadeias de
hidrocarbonetos os quais possuem cloro em sua composição, estes por sua vez são altamente
reativos com o ozônio, que quando em contato com o cloro acaba se dissociando e formando
outras moléculas gerando assim verdadeiros “buracos” na camada de ozônio, diminuindo desta
forma consideravelmente a proteção existente contra os raios ultravioletas.

Desta forma os tratados de Montreal e a convenção de Viena versaram a respeito da


emissão desses gases CFC’s, partindo de ações de caráter inibidora tentaram controlar a
produção destes, propiciando a diminuição do efeito estufa.

4.1.1.2. Efeito Estufa


Durante a gênese do planeta o efeito estufa foi fundamental para criação e manutenção da vida no
planeta. O problema relacionado ao efeito estufa está relacionado com o desequilíbrio do ciclo
biogeoquímico do carbono, pois com a revolução Industrial esse problema foi agravado, devido ao
aumento de queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, GLP e gasolina).
A queima de combustíveis fósseis causa o desequilíbrio porque ocorre o lançamento de gases estufa
(dióxido de carbono (CO2), clorofluorcarbonetos (CFC), o metano (CH4),o ozônio (O3) e o óxido
nitros0 (N20)) na atmosfera, esses gases tendem a se concentrar em baixa altitude (troposfera),
formando uma camada que funciona como uma estufa. Embora a radiação solar consegue ultrapassar a
estufa, o calor que se formou a partir do contato com da luz com as superfícies não consegue, então o
calor vai se acumulando e não vai dissipando para a atmosfera. Sendo assim, a temperatura do planeta
aumenta, podendo trazer problemas como: erosão litorânea, inundação, intrusão salina em aquíferos de
abastecimento, entre outros.
1.1.1. Protocolo de Kyoto
O principal objetivo do Protocolo de Kyoto é reduzir 5,2% da emissão de poluentes nos países
industrializados participantes da iniciativa. O protocolo insta pela constituição de três tipos de
mecanismo de mercado para ajudar os signatários do documento a atingir suas metas nacionais
de emissão ao menor custo possível. O primeiro é o comercio internacional de emissões,
possibilitando que os países industrializados comercializem até 10% dos seus níveis permitidos.
O segundo, a implementação conjunta, proporciona aos países um meio de adquirir créditos de
emissões mediante o financiamento de projetos em outros países. O terceiro é o mecanismo de
desenvolvimento limpo, responsável pela geração de créditos em virtude da implantação de
atividades de reduções de emissões de uma empresa de um pais desenvolvido em um pais em
desenvolvimento.
4.2. Agenda 21
A agenda 21 caracteriza-se como um plano de ação que busca colocar em prática programas que
paralisem o programa de degradação ambiental. Estes programas se dividem em áreas de concentração:
atmosfera, recursos da terra, agricultura sustentável, desertificação, florestas, entre outros. Deve ser
considerada a forma como será alcançado o desenvolvimento sustentável, pelo menos ao que se diz
respeito ao setor industrial, o que ocorrerá por meio de pesquisa e desenvolvimento de processos e
produtos ambientalmente corretos.
Para a implantação dessas diretrizes, que almejam o desenvolvimento sustentável em níveis mais
abrangentes, os governos devem estabelecer planos de ação para a implantação de políticas ambientais
mais adequadas. Para a implantação dessas diretrizes, embora dependentes também em parte dos vários
agentes envolvidos no processo de gestão ambiental, tem como seu principal agente o poder público,
nos mais vários níveis de abrangência, a fim de implantar políticas compatíveis com o objetivo da
sustentabilidade. Isto é fundamental porque a diferença existente entre uma realidade problemática e a
situação desejada passará sempre e obrigatoriamente pela implantação de políticas públicas,
principalmente associadas a ambiente, educação, saúde e economia.
4.3. Política Nacional do Meio Ambiente e o controle ambiental
A degradação ambiental no Brasil aumentou muito nos últimos anos, como resultado do descaso e
insensatez do Poder público e a não conscientização da população em relação a necessidade de proteção
aos recursos naturais. O setor ambiental vem sendo estruturado nos planos federal, estadual e municipal
para cumprir preceitos constitucionais, porém, ainda carece de medidas para a adoção de estruturas
organizativas e de se ter uma previsibilidade do fluxo de recursos e coordenação descentralizada da
política ambiental brasileira.
Em 31 de agosto de 1981, foi publicada a Lei nº 6.938, dispondo sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente (PNMA), seus fins e mecanismo de formulação e aplicação. Antes do estabelecimento da Lei,
a abordagem política ambiental subordinava a questão da proteção ambiental ao desenvolvimento
econômico. Por meio desse instrumento legislativo, essa política evoluiu para uma nova abordagem, em
que busca um maior equilíbrio entre o meio ambiente e o desenvolvimento e também um novo enfoque,
em que a qualidade ambiental passa a ser reconhecida como um fator importante para a qualidade de
vida do homem.
A PNMA criou o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), cuja finalidade é assessorar,
estudar e propor ao Conselho de Governos diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente
e os recursos naturais e deliberar no âmbito de sua competência sobre normas e padrões compatíveis
com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida. Em função de
todos os problemas ambientais decorrentes das práticas econômicas predatórias, torna-se urgente o
planejamento físico sob as perspectivas econômico-social e ambiental.
4.4. Zoneamento ambiental
Definição: instrumento pontual e regional, que tem por finalidade dividir a porção territorial
em zonas regionais de acordo com os padrões característicos do ambiente e sua aptidão de uso,
devendo-se atentar-se aos fatores ambientais já existentes.
Objetivo: setorizar o território em áreas ou zonas específicas (paisagens) que apresentam
qualidades naturais ou construída pelo homem, visando à ocupação eficiente do espaço físico e
redução de danos ambientais.
Assim, conclui-se que: reduz risco de conflitos em relação a vizinhos; é preventivo; é
instrumento de gestão de uso do solo e instrumento de planejamento de uso e ocupação do solo.
O Decreto nº 4.297 (10/7/2002) estabelece critérios para o Zoneamento Ecológico-Econômico
do Brasil (ZEE): atividades adequadas a cada zona; necessidades de proteção ambiental e
conservação das águas, solo, do subsolo, da fauna e flora e demais recursos naturais; critérios
para orientar as atividades madeireira e não madeireira, agrícola, pecuária, pesqueira e
psicicultura, urbanização e de outros; medidas destinadas a promover o desenvolvimento
ecológico e economicamente sustentável do setor rural; medidas de controle e de ajustamento
de planos de zoneamento de atividades econômicas e sociais; planos, programas e projetos do
governo federal, estadual e municipal.
Tendo-se um zoneamento criterioso, pode-se definir zonas que podem ser utilizadas e restringi
outras, assegurando a qualidade ambiental e de vida da população. Desta forma, deixa-se ao
Poder Público a classificação do bom ou mau uso da propriedade.
Tal execução deve-se levar em consideração tais aspectos: legislação ambiental; caráter
dinâmico do zoneamento; caráter preventivo e prospectivo cria a moldura para o uso do espaço
físico; define restrições e condicionantes para localização de atividades; deve ser elaborado
levando em consideração as proposições dos segmentos envolvidos; seu sistema de gestão deve
compatibilizar os interesses das empresas privadas e públicas com a sociedade.
Depois da avaliação de potencialidade, faz-se necessário desenvolver estudos técnicos
aprofundados. Nesta fase, será necessária a participação de especialistas de diferentes áreas do
conhecimento. Deve-se equilibrar alternativas de uso do solo e densidade populacional.
Vantagens nas baixas densidades: ponto de vista ambiental (menor impacto ambiental e maior
possibilidade de áreas verdes e de lazer); ponto de vista socioeconômico (maior eficiência na
alocação de infraestrutura urbana).
Deve-se, além disso, levar em consideração a importância do zoneamento de uso do solo, que
se refere a definições associadas a critérios de suporte ambiental para localização de cada tipo
de uso do solo no tecido urbano, segregação dos usos ambientalmente incompatíveis e definição
de zonas especiais de proteção ambiental.
O zoneamento ambiental possibilita: impedir ocupação anárquica dos espaços territoriais;
delimitar geograficamente áreas territoriais definindo diretrizes para uso da propriedade e dos
recursos naturais nela existentes; contribuir para realização da função social da propriedade
através do zoneamento agroecológico; proporcionar o planejamento e gestão de áreas
protegidas; proporcionar melhor gestão dos recursos ambientais.
Um zoneamento industrial é necessário para evitar conflitos entre comunidade e atividade
industrial.
Zoneamento industrial: são zonas que destinam à localização de estabelecimentos industriais
cujos resíduos sólidos, líquidos e gasosos, ruídos, vibrações, emanações e radiações possam
causar perigo à saúde, ao bem-estar e à segurança das populações, mesmo depois da aplicação
de métodos adequados de controle e tratamento de efluentes, nos termos da legislação vigente
(Lei nº 6.803 de 2/7/1980).
4.4.1. Plano diretor e política ambiental
Definição: é o instrumento básico da política municipal de desenvolvimento e expansão urbana
(lei municipal obrigatória para as cidades com população superior a 20.000 habitantes, muito
embora algumas Constituições Estaduais, como a paulista, tenhas estendido a todos os
Municípios).
Objetivo: ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar
de seus habitantes.
“Cidades Sustentáveis”, documento do Ministério do Meio Ambiente, estabelece quatro
estratégias de sustentabilidade urbana prioritárias para o desenvolvimento sustentável das
cidades brasileiras, sendo duas remetentes ao Plano Diretor: aperfeiçoar a regulação do uso e
da ocupação do solo urbano e promover o ordenamento do território, contribuindo para a
melhoria das condições de vida da população, considerando a promoção da equidade, eficiência
e qualidade ambiental; promover o desenvolvimento institucional e o fortalecimento da
capacidade de planejamento e gestão democrática da cidade.
4.4.1.1. Os desequilíbrios do espaço urbano
Cidade: contínuo processo de aglomeração socialmente produzida que se torna força produtiva
em relação ao ambiente natural.
Ao contrário da agricultura, aglomeração urbana reduz a terra a apoio físico apenas uma vez e
não se preocupa em explorar suas melhores possibilidades físico-químicas ou biológicas.
Zoneamento de ocupação: determina o grau de adensamento das zonas urbanas através da
fixação de índices urbanísticos.
Assim, a ocupação indiscriminada do meio natural e em desacordo com princípios mínimos
estabelecidos para o zoneamento ambiental têm gerado impactos preocupantes (destruição de
áreas de proteção ambiental, excessiva impermeabilização do solo em áreas urbanas, etc).
4.4.1.2. Estruturação do espaço urbano e os novos paradigmas
Considerando a estruturação de cada cidade, é fundamental considerar um contingente
populacional compatível com a capacidade de escoamento de suas ruas em suas atividades
diárias, o que visa evitar congestionamentos. Para isso, é necessário controlar o processo de
imigração. As cidades devem conter um planejamento que envolva a alocação de áreas de
ocupação urbana, conter zonas prioritariamente destinadas à expansão residencial, comercial e
industrial. Para o problema da cortina de vegetação que funciona como uma “bomba de calor”,
seria ideal a instalação de telhados ecológicos, principalmente pelo fato da cobertura verde dos
telhados assimilar a energia do sol, convertendo-a em biomassa.
A estruturação de cidades deve buscar novos paradigmas, compatíveis com o desenvolvimento
sustentável. Os ecossistemas vêm passando por mudanças, exigindo adaptações para essa nova
realidade.
A sustentabilidade dos ecossistemas antrópicos depende dos ecossistemas naturais, dessa
forma, o processo de zoneamento ambiental deve definir áreas de proteção ambiental tanto
dentro como fora das áreas urbanas.
4.4.2 Áreas de proteção Ambiental
O desmatamento é um processo consequente da mudança do modo de vida da humanidade, de
nômades para sedentários. De acordo com relatório da ONU, o brasil representa cerca de 73%
das perdas florestais referentes à América do Sul, possuindo índices anuais de perda de 0,5% a
0,6% de sua cobertura florestal.
Movida pela exploração desenfreada, inicialmente focada na Mata Atlântica, nas últimas
décadas voltou-se para a Floresta Amazônica devido à necessidade agrícola, criação bovina,
produção de madeira e carvão vegetal, mineração, expansão urbana na forma de construções de
estradas, barragens e hidrelétricas.
O espírito de consciência ambiental ganhou maior expressão devido às sérias consequências e
impactos associados a:
 Extinção de animais e plantas
 Mudanças climáticas
 Deslocamento e extinção de populações indígenas
 Assoreamento ou extinção de cursos d'água
 Perda de biodiversidade
Com todos impactos causados, o homem jamais compreenderá a sua abrangência, por exemplo,
a biodiversidade já perdida que nem mesmo foi catalogada e seus possíveis benefícios também
perdidos.
É de extrema importância a manutenção desses ecossistemas e para isso foram criadas leis a
nível federal que são complementadas por leis estaduais e municipais, mesmo assim ainda não
tem sido suficiente no Brasil e no mundo. Percebe-se que o problema esta na falta de infra-
estrutura dos órgãos de controle ambiental, como falta de pessoas capacitadas, melhores salários
e equipamentos.
Para assegurar a conservação ambiental, as unidades devem trabalhar em preservar áreas
naturais até que estudos indiquem sua destinação, favorecer condições para educação
ambiental, preservar e restaurar a diversidade dos ecossistemas natuarais, proteger espécies
ameaçadas de extinção em território nacional, incentivar o uso consciente de recursos naturais
e preservação de recursos hídricos
4.5 Gestão de recursos Hídricos
A água é o recurso natural mais essencial, como componente de seres vivos e vegetais, sendo
responsável por 60% do peso de um ser humano e até 90% em certas plantas e por isso a
escassez de água doce tem sido o maior problema do século 21, onde apenas 0,36% da água do
planeta é doce e utilizável e o crescimento populacional é responsável pela expansão agrícola e
crescimento industrial vem acarretando graves problemas e degradação dos recursos hídricos.
Estima-se que com o crescimento da população nos próximos 25 anos necessitará de um
aumento de 17% de disponibilidade de água para irrigação e 70% para abastecimento urbano o
que representa um acréscimo de 40% na demanda total
4.5.1 Bacia Hidrográfica: unidade básica de gestão de recursos hídricos e
equilíbrio ecológico
A unidade básica de referência para gestão de recursos hídricos é a bacia hidrográfica, a qual representa
uma área drenada, parcial ou totalmente, por um ou vários cursos d'água, onde ocorre um rio principal
e vários efluentes desaguando nele.
Existe dois comportamentos distintos para uma bacia hidrográfica: o equilíbrio ecológico e o
desequilíbrio ecológico.
No equilíbrio ecológico, o desmatamento apresenta baixos índices e a vegetação nativa apresenta-se
bem conservada o que possibilita ao solo uma maior absorção em volume de água evitando o escoamento
superficial e subsuperficial que favorece a erosão e o assoreamento do rio.
O desmatamento impacta na diminuição da diversidade biológica, altera o regime de chuvas e provoca
o desconforto térmico.
Pode ser considerado rico um país com abundância em água potável para o consumo humano, de
animais e plantas, e para isso é necessário manter um plano rígido de proteção ambiental às bacias
hidrográficas com planos de fiscalização e reeducação ambiental para conscientização das gerações
presentes e futuras sobre a importância das águas pluviais e subterrâneas e sua conservação.
4.5.2 – O arcabouço legal para a gestão de recursos hídricos
Sabe-se que o Brasil é um país de dimensões continentais e diversidade geográfica. Por estar
em desenvolvimento, sofre com poluição doméstica, industrial e agrícola, como por exemplo:
baixa cobertura de serviços de saneamento, sistemas de abastecimento com altas taxas de perdas
físicas.
Desde 1997, foi sancionada a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9433/97) que traz
um regimento sobre a política de gestão de recursos hídricos. É importante ressaltar que a lei
definiu a cobrança do uso de água como um dos instrumentos de gestão de recursos hídricos.
Já a Lei nº 9984/00 instituiu a Agência Nacional das Águas (ANA) para implementar,
juntamente com os comitês de bacia hidrográfica, a cobrança pelo uso dos recursos hídricos da
união. Na esfera estadual, 24 estados e o distrito federal já aprovaram seus projetos de leis para
a gestão de recursos hídricos e a atuação do Sistema Nacional de Gestão de Recursos Hídricos,
que é constituída pelos Comitês de Bacia Hidrográfica, sendo esses compostos pelo poder
público, usuários das águas e organizações da sociedade com ações na área de recursos hídricos.
Possuem como objetivo a gestão participativa e descentralizada dos recursos hídricos em um
território e essa atuação apresenta-se como um dos princípios orientadores à implantação de um
processo decisório participativo a fim de assegurar benefícios para toda coletividade. Como o
objetivo da gestão é o uso de recursos hídricos de forma consciente, os usuários devem pagar
pela água que consomem.
4.5.3 – Outorga de direito de uso de recursos hídricos
O processo de outorga consiste em atos administrativos negociais de cunho legal, concede ao
empreendedor o uso de certo volume de água em seu processo produtivo com normalmente,
um prazo de validade bem definido. É um dos seis instrumentos da Política Nacional de
Recursos Hídricos, sendo que possui como objetivo assegurar o controle quantitativo e
qualitativo do uso de água.
A água tem diversos usos: abastecimento humano, irrigação, dessedentação animal, atividade
industrial, geração de energia elétrica, preservação ambiental, paisagismo, navegação, lazer,
etc. Para que haja a distribuição organizada desses recursos é importante que o Estado distribua
de maneira quantitativa e qualitativa para esses diferentes usos.
Antes de haver a regulamentação do processo de outorga, as indústrias usavam as águas de
fontes naturais a um custo zero porque não passavam pelo tratamento municipal. Isso causava
um rombo no sistema de distribuição hídrica, pois havia um uso exacerbado do recurso. A
outorga torna-se importante não apenas para que a distribuição seja melhor feita, mas para que
o uso seja mais consciente e mais caro dependendo do impacto causado pelos stakeholders.
4.5.4 – Cobrança pela água tratada
O fundamento legal para a cobrança do uso de água no Brasil vem do Código Civil de 1916. A
partir disso vieram outras condições: o Código de Águas, por exemplo, afirma que o uso comum
das águas pode ser gratuito ou retribuído de acordo com a lei e os regulamentos da circunscrição
administrativa a qual pertencem. Ou como a Política Nacional de Meio Ambiente, que incluiu
a possibilidade de imposição de cobrança aos maiores culpados pelos danos ao meio ambiente.
O Brasil cobra pelo uso da àgua bruta, assim como em outros países.
O uso intensivo de recursos hídricos, seja para indústria, geração de energia elétrica e afins a
médio e longo prazo pode gerar problemas para os usuários civis além de degradação do
ecossistema dependente do recurso. A internalização desses impactos no uso da água é o que
torna viável a cobrança.
Existem nove classes para a distribuição de recursos hídricos, sendo a especial o uso da
sociedade civil e preservação do ecossistema e a última, as que envolvem navegação comercial
e harmonia paisagística. Esses nove itens são de importantíssima classificação para sabermos
qual tipo de água podemos utilizar, seja agua doce de rio, água salgada ou salobra. O custo da
água tem como variáveis o metro cúbico utilizado, a quantidade não retornável ao ecossistema,
a escassez do recurso hídrico destinado, entre outros. Aqui no Brasil, a média de cobrança pelo
tratamento de água e esgoto é de US$ 1,00.
Para que haja um bom controle dos recursos hídricos é preciso um monitoramento sistemático
ambiental, tanto em nível organizacional quanto ao meio ambiente em que o efluente está
inserido, principalmente em relação à degradação das bacias hidrográficas.
4.9 Monitoramento Ambiental Espacial
Pressuposto básico do processo de gestão ambiental, que se constitui em uma alternativa de
controle sobre a evolução das características da área problema. E, para que haja essa evolução,
precisa-se realizar um diagnóstico da situação atual, que nada mais seria do que uma imagem
atual da área problemática.