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12/3/2014 nbr7287

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ABR 1992 NBR 7287


Cabos de potência com isolação sólida
extrudada de polietileno reticulado
ABNT-Associação
Brasileira de
(XLPE) para tensões de isolamento de
Normas Técnicas 1 kV a 35 kV
Sede:
Rio de Janeiro
Av . Treze de Maio, 13 - 28º andar
CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: PABX (021) 210 -3122
Fax: (021) 240-8249/532-2143
Endereço Telegráf ico:
NORMATÉCNICA

Especificação
Origem: Projeto 03:020.03-020/1990
CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade
CE-03:020.03 - Comissão de Estudo de Cabos Isolados
NBR 7287 - Extruded cross-linked polyethylene insulated power cable for rated
voltages from 1 up to 35 kV - Specification
Esta Norma substitui a NBR 7287/1987
Copy right © 1992, Reimpressão da EB-1274, de NOV 1991
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas
Incorpora Errata nº 1, de OUT 1996
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Cabo elétrico. Cabo de potência 20 páginas
Todos os direitos reserv ados

SUMÁRIO NBR 5118 - Fios de alumínio nus de seção circular


1 Objetivo para fins elétricos - Especificação
2 Documentos complementares
3 Definições NBR 5368 - Fios de cobre mole estanhados para fins
4 Condições gerais elétricos - Especificação
5 Condições específicas
6 Inspeção NBR 5456 - Eletricidade geral - Terminologia
7 Aceitação e rejeição
ANEXO A - Tabela de designação dos cabos NBR 5471 - Condutores elétricos - Terminologia
ANEXO B - Tabelas de requisitos elétricos
ANEXO C - Amostragem para ensaios especiais NBR 6238 - Fios e cabos elétricos - Envelhecimento
ANEXO D - Ensaio de penetração longitudinal de água térmico acelerado - Método de ensaio

NBR 6239 - Fios e cabos elétricos - Deformação a


1 Objetivo
quente - Método de ensaio
1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para cabos de
potência, unipolares, multipolares ou multiplexados, para NBR 6240 - Ensaio de impacto em fios e cabos elé-
instalações fixas, isolados com polietileno reticulado tricos - Método de ensaio
(XLPE).
NBR 6241 - Materiais isolantes e coberturas pro-
1.2 Estes cabos são utilizados em circuitos de geração, tetoras extrudadas para fios e cabos elétricos - Ensaio
distribuição e utilização de energia elétrica em tensões de tração à ruptura - Método de ensaio
de 1 kV a 35 kV.
NBR 6242 - Fios e cabos elétricos - Verificação dimen-
1.3 Em alternativa à construção normal são previstos
sional - Método de ensaio
cabos com construção bloqueada, conforme a NBR 6251,
recomendados para circuitos de distribuição, sujeitos a
contatos prolongados com água. NBR 6243 - Fios e cabos elétricos - Choque térmico -
Método de ensaio
2 Documentos complementares
NBR 6244 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de re-
Na aplicação desta Norma é necessário consultar: sistência à chama - Método de ensaio

NBR 5111 - Fios de cobre nus de seção circular para NBR 6246 - Fios e cabos elétricos - Dobramento a
fins elétricos - Especificação frio - Método de ensaio

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NBR 6247 - Fios e cabos elétricos - Alongamento a NBR 10299 - Análise estatística da rigidez dielétrica
frio - Método de ensaio de cabos elétricos em corrente alternada e a impulso
- Procedimento
NBR 6251 - Cabos de potência com isolação sólida
extrudada para tensões de 1kV a 35 kV - Construção NBR 11137 - Carretéis de madeira para o acondi-
- Padronização cionamento de fios e cabos elétricos - Dimensões e
estruturas - Padronização
NBR 6252 - Condutores de alumínio para cabos iso-
lados - Padronização 3 Definições

Os termos técnicos utilizados nesta Norma estão definidos


NBR 6810 - Fios e cabos elétricos - Tração à ruptura
nas NBR 5456, NBR 5471 e NBR 6251.
em componentes metálicos - Método de ensaio
4 Condições gerais
NBR 6813 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resis-
tência de isolamento - Método de ensaio 4.1 Designação dos cabos

NBR 6814 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resis- 4.1.1 Pelas tensões de isolamento
tência elétrica - Método de ensaio
Para efeito de aplicação da presente Norma, os cabos de
NBR 6880 - Condutores de cobre para cabos isolados potência caracterizam-se pela tensão de isolamento,
- Padronização Vo/V, conforme a NBR 6251.

4.1.2 Pelas partes componentes


NBR 6881 - Fios e cabos elétricos de potência ou
controle - Ensaio de tensão elétrica - Método de
Os cabos podem ser designados por meio de uma sigla,
ensaio
formada por símbolos, conforme a NBR 9311. Exemplos
dessas designações, aplicáveis aos cabos mais comuns
NBR 7040 - Fios e cabos elétricos - Absorção de abrangidos por esta Norma, constam na Tabela 1 do
água - Método de ensaio Anexo A.

NBR 7104 - Fios e cabos elétricos - Determinação 4.2 Condições em regime permanente
do teor de negro-de-fumo e conteúdo de componente
mineral em polietileno - Método de ensaio A temperatura no condutor, em regime permanente, não
deve ultrapassar 90°C.
NBR 7105 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de perda
de massa - Método de ensaio 4.3 Condições em regime de sobrecarga

A temperatura no condutor, em regime de sobrecarga,


NBR 7292 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de deter-
não deve ultrapassar 130°C. A operação nesse regime
minação de grau de reticulação - Método de ensaio
não deve superar 100 h durante 12 meses consecutivos,
nem 500 h durante a vida do cabo.
NBR 7293 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de fluidez
- Método de ensaio
Nota: O cabo, quando submetido a regime de sobrecarga, tem
sua vida reduzida em certo grau, em relação à vida prevista
NBR 7294 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de des- para as condições em regime permanente. Além disso, li-
cargas parciais - Método de ensaio mites mais baixos de temperatura podem ser requeridos
em função de materiais usados no cabo (chumbo, por
NBR 7295 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de capa- exemplo), emendas e terminais ou por condições de ins-
talação.
citância e fator de dissipação - Método de ensaio

4.4 Condições em regime de curto-circuito


NBR 7296 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de impulso
atmosférico - Método de ensaio
A temperatura no condutor, em regime de curto-circuito,
não deve ultrapassar 250°C. A duração nesse regime
NBR 7300 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de re-
não deve ser superior a 5 s.
sistividade volumétrica - Método de ensaio
4.5 Acondicionamento e fornecimento
NBR 7307 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de fra-
gilização - Método de ensaio 4.5.1 Os cabos devem ser acondicionados de maneira a
ficarem protegidos durante o manuseio, transporte e
NBR 7312 - Rolos de fios e cabos elétricos - Caracte- armazenagem. O acondicionamento deve ser em rolo ou
rísticas dimensionais - Padronização carretel. O carretel deve ter resistência adequada e ser
isento de defeitos que possam danificar o produto.
NBR 9311 - Cabos elétricos isolados - Designação -
Classificação 4.5.2 O acondicionamento normal em carretéis deve ser
limitado à massa bruta de 5000 kg e o acondicionamento
NBR 9511 - Cabos elétricos - Raios mínimos de cur- em rolos limitado a 40 kg para movimentação manual.
vatura para instalação e diâmetros mínimos de núcleo Em rolos cuja movimentação deve ser efetuada por meio
de carretéis para acondicionamento - Padronização mecânico, é permitida massa superior a 40 kg.

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4.5.3 Os cabos devem ser fornecidos em lances normais b) a reposição, livre de despesas, de qualquer cabo
de fabricação. Sobre estes lances, é permitida uma tole- considerado defeituoso, devido a eventuais defi-
rância de ± 3% no comprimento. Adicionalmente, pode- ciências em seu projeto, matéria-prima ou fabri-
se admitir que até 5% dos lances de um lote de expedição cação, durante a vigência do período de garantia.
tenham um comprimento diferente do lance normal de fa- Esse período deve ser estabelecido em comum
bricação, com um mínimo de 50% do comprimento desse acordo entre comprador e fabricante.
lance.
4.6.2 As garantias são válidas para qualquer cabo ins-
4.5.4 Os carretéis devem possuir dimensões conforme a talado com técnica adequada e utilizado em condições
NBR 11137 e os rolos, conforme a NBR 7312. próprias e normais ao tipo do cabo.

4.5.5 As extremidades dos cabos acondicionados em car- 4.7 Descrição para aquisição do cabo
retéis devem ser convenientemente seladas com capuzes
de vedação ou com fita auto-aglomerante, resistentes às O comprador deve indicar, necessariamente em sua con-
intempéries, a fim de evitar a penetração de umidade du- sulta e posterior ordem de compra para aquisição do cabo,
rante o manuseio, transporte e armazenagem. No caso os seguintes dados fundamentais:
de cabos com construção não bloqueada longitudinal-
mente, é recomendado somente o uso de capuzes de ve-
a) tipo de construção (bloqueada ou não);
dação.

b) tensão de isolamento (Vo/V), em kV;


4.5.6 Externamente, os carretéis devem ser marcados,
nas duas faces laterais, diretamente sobre o disco e/ou c) número de condutores, seção nominal em mm
2
e
por meio de plaqueta metálica, com caracteres legíveis e
classe de encordoamento, material do condutor
permanentes, com as seguintes indicações:
(cobre ou alumínio);

a) nome do fabricante e CGC;


d) tipo de isolação (XLPE);

b) indústria brasileira;
e) tipo de blindagem (se requerida);

c) tipo de construção (somente se bloqueada);


f) tipo de armação (se requerida);

d) tensão de isolamento (Vo/V), em kV;


g) tipo de cobertura;
2
e) número de condutores e seção nominal, em mm ;
h) número desta Norma;
f) material condutor (cobre ou alumínio) da isolação
(XLPE) e da cobertura; i) comprimento total a ser adquirido, em m;

g) número desta Norma; j) comprimento das unidades de expedição e res-


pectivas tolerâncias; caso não sejam fixados, ado-
h) comprimento, em m; tam-se o comprimento-padrão do fabricante e
tolerâncias, conforme 4.5.3.
i) massa bruta, em kg;
Notas:a) No que se refere às alíneas a) a g), os cabos podem
j) número de série do carretel; ser designados conforme a NBR 9311 (ver 4.1.2).

b) No caso de utilização de acessórios pré-moldados, a


k) seta no sentido de rotação para desenrolar.
indicação explícita deve constar na consulta para aquisi-
ção de cabos e posteriormente na ordem de compra.
Notas: a) Quando o ano de fabricação for marcado em fita
As tolerâncias dimensionais para o cabo devem ser
colocada no interior do cabo, deve também constar
objeto de acordo entre fabricante e comprador.
como requisito de marcação no carretel.

c ) No caso de exigência do ensaio previsto em 6.1 e/ou


b) No caso a que se referem as alíneas c), d), e) e f), os
6.2.3, a indicação explícita deve constar na ordem de
cabos podem ser designados conforme a NBR 9311
compra.
(ver 4.1.2).

4.5.7 Os rolos devem conter uma etiqueta com as indica- 5 Condições específicas
ções de 4.5.6, com exceção das referentes às alíneas
j) e k). 5.1 Condutor

4.6 Garantias 5.1.1 O condutor deve estar de acordo com a NBR 6251.

4.6.1 O fabricante deve garantir, entre outras exigências, 5.1.2 A superfície do condutor de seção maciça, ou dos
o seguinte: fios componentes do condutor encordoado, não deve
apresentar fissuras, escamas, rebarbas, asperezas, estrias
a) a qualidade de todos os materiais usados, de acor- ou inclusões. O condutor pronto não deve apresentar fa-
do com os requisitos desta Norma; lhas de encordoamento.

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5.1.3 O condutor de seção maciça ou os fios componentes 5.6 Blindagem da isolação


do condutor encordoado, antes de serem submetidos a
fases posteriores de fabricação, devem atender os re- 5.6.1 A blindagem da isolação, compreendendo parte
quisitos da NBR 5111 ou da NBR 5368, para condutores semicondutora e metálica, deve estar de acordo com a
de cobre nu ou revestido, respectivamente, e da NBR 6251. A parte semicondutora deve ser termofixa e,
NBR 5118, para condutores de alumínio, exceto no que para tensões de isolamento iguais ou superiores a
se refere à resistência mínima à tração dos fios, antes do 6/10 kV, deve ser extrudada simultaneamente com a iso-
encordoamento, que deve ser 105 MPa. lação e a blindagem do condutor.

5.2 Bloqueio do condutor 5.6.2 O ensaio de aderência da parte semicondutora ex-


trudada da blindagem da isolação deve ser realizado
5.2.1 Quando for prevista construção bloqueada longi- conforme 6.4.16.
tudinalmente, os interstícios internos entre os fios com-
5.6.3 As espessuras média e mínima da blindagem
ponentes do condutor devem ser preenchidos com mate-
semicondutora da isolação devem ser medidas conforme
rial compatível, química e termicamente, com os compo-
a NBR 6242.
nentes do cabo. O fabricante deve garantir essa compati-
bilidade, através dos ensaios de 6.4.11 ou 6.4.14, confor-
5.7 Bloqueio da blindagem metálica
me a tensão de isolamento do cabo.

5.7.1 Os cabos unipolares ou multiplexados, com cons-


5.2.2 Quando for prevista construção bloqueada longitu-
trução bloqueada longitudinalmente, devem ter os
dinalmente, o condutor encordoado deve atender os re- interstícios entre a blindagem semicondutora da isolação
quisitos do ensaio de 6.4.19, realizado em amostra de e a cobertura preenchidos com material adequado e
cabo completo ou veia. compatível, química e termicamente, com os componentes
do cabo.
5.3 Separador
5.7.2 Qualquer construção alternativa para bloqueio longi-
Quando previsto, o separador deve estar conforme a tudinal e/ou transversal é permitida, como a utilização de
NBR 6251. capa metálica ou fita metálica laminada, por exemplo.

5.4 Blindagem do condutor 5.7.3 O bloqueio deve atender o ensaio de penetração


longitudinal de água previsto nesta Norma.
5.4.1 A blindagem do condutor, quando necessária, deve
estar de acordo com a NBR 6251. 5.8 Reunião dos cabos multipolares ou multiplexados

5.8.1 Nos cabos multipolares ou multiplexados, as veias


5.4.2 A blindagem constituída por camada extrudada, deve
devem ser reunidas conforme estabelecido na NBR 6251.
estar justaposta sobre o condutor, porém facilmente remo-
vível e não aderente a ele.
5.8.2 O passo de reunião para cabos multipolares deve
ser adotado de maneira a permitir que o cabo completo
5.4.3 As espessuras média e mínima da blindagem devem
atenda os requisitos do ensaio de dobramento, previsto
ser medidas conforme a NBR 6242. Se inviável a medi-
em 6.4.8.
ção direta, pode-se empregar um processo óptico (proje-
ção de perfil ou equivalente).
5.8.3 O passo de reunião, para cabos multiplexados, deve
ser no máximo 60 vezes o diâmetro nominal do maior ca-
5.5 Isolação
bo unipolar, constituinte deles.

5.5.1 A isolação deve ser constituída por composto 5.8.4A verificação do passo deve ser conforme a
extrudado termofixo de polietileno reticulado (XLPE). NBR 6242.

5.5.2 A isolação deve ser contínua e uniforme, ao longo Nota: Não devem ser considerados os comprimentos iniciais da
de todo o seu comprimento. bobina ou rolo, que possam apresentar alterações no
passo de reunião.

5.5.3 A isolação dos cabos, sem blindagem do condutor


5.9 Identificação das veias
ou separador, deve estar justaposta sobre o condutor,
porém facilmente removível e não aderente a ele.
As veias devem ser identificadas convenientemente, con-
forme estabelecido na NBR 6251.
5.5.4 A isolação dos cabos com blindagem do condutor
deve ser aderente a esta, de modo a não permitir a exis-
5.10 Capa interna, enchimento, capa metálica e
tência de vazios entre ambas ao longo de todo o seu
armação
comprimento.
Quando previstos, devem estar conforme a NBR 6251.
5.5.5 A espessura nominal da isolação deve estar de
acordo com a NBR 6251. 5.11 Capa de separação

5.5.6 As espessuras média e mínima da isolação devem 5.11.1 Quando prevista, a capa de separação deve estar
ser medidas conforme a NBR 6242. conforme a NBR 6251.

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5.11.2 Não se recomenda o emprego de compostos do c) ensaios de controle;


tipo ST1, ST2, SE1/A ou SE1/B para cabos com cons-
trução bloqueada longitudinalmente, a menos que estes d) ensaios durante e após a instalação.
possuam construção bloqueada transversalmente.
6.2.1 Ensaios de recebimento (R e E)
5.11.3 A espessura mínima da capa de separação deve
ser medida conforme a NBR 6242.
6.2.1.1 Os ensaios de recebimento constituem-se de:

5.12 Cobertura
a) ensaios de rotina (R);
5.12.1 A cobertura deve estar conforme a NBR 6251.
b) ensaios especiais (E).
5.12.2 Não se recomenda o emprego de compostos do
tipo ST1, ST2, SE1/A ou SE1/B para cabos com cons- 6.2.1.2 Os ensaios de rotina (R) são feitos sobre todas as
trução bloqueada longitudinalmente, a menos que estes unidades de expedição (rolos ou carretéis), com a finali-
possuam construção bloqueada transversalmente. dade de demonstrar a integridade do cabo.

5.12.3 As espessuras média e/ou mínima da cobertura 6.2.1.3 Os ensaios de rotina (R) solicitados por esta Norma,
devem ser medidas conforme a NBR 6242. para cabos com tensões de isolamento iguais ou inferiores
a 3,6/6 kV, são:
5.13 Marcação na cobertura

a) ensaio de resistência elétrica, conforme 6.4.2;


5.13.1 A marcação na cobertura deve estar conforme a
NBR 6251.
b) ensaio de tensão elétrica, conforme 6.4.3;
5.13.2 No caso de cobertura termoplástica, a marcação
em baixo-relevo ou alto-relevo é a padronizada. c) ensaio de resistência de isolamento à temperatura
ambiente, conforme 6.4.5.
5.13.3 No caso de cobertura termofixa, a marcação a tinta
é a padronizada. 6.2.1.4 Os ensaios de rotina (R), solicitados por esta Nor-
ma, para cabos com tensões de isolamento superiores a
5.13.4 Qualquer outro tipo de marcação deve ser objeto
3,6/6 kV, são:
de acordo entre fabricante e comprador.
a) ensaio de resistência elétrica, conforme 6.4.2;
6 Inspeção

6.1 Pré-qualificação conforme a NBR 10299 b) ensaio de tensão elétrica de screening, conforme
6.4.4;
6.1.1 Para cabos com Tensões de isolamento iguais ou
superiores a 8,7/15 kV, deve-se proceder à estimação c) ensaio de descargas parciais, conforme 6.4.7.
das estatísticas da distribuição dos gradientes de perfu-
ração em corrente alternada, conforme a NBR 10299. 6.2.1.5 Todas as unidades de expedição devem ser sub-
metidas a todos os ensaios de rotina.
6.1.2 Em comum acordo entre fabricante e comprador,
estabelece-se uma taxa de falhas média máxima admis- 6.2.1.6 No caso de cabos multipolares ou multiplexados,
sível (Zm). todas as veias devem ser submetidas aos ensaios de
rotina.
Nota: Um valor de Zm usualmente aceito é 0,02 falha por ano,
por 30 km de veia.
6.2.1.7 Os ensaios especiais (E) são feitos em amostras
6.1.3 A partir das estatísticas obtidas nos ensaios, verifica- de cabo completo, ou em componentes retirados delas,
se a compatibilidade com a taxa de falhas média máxima conforme critério de amostragem estabelecido em
(Zm). Em caso positivo, o fabricante é pré-qualificado para 6.2.1.10, visando verificar se o cabo atende às especifi-
o fornecimento dos cabos. cações do projeto.

6.1.4 O comprador deve manifestar previamente a exi- 6.2.1.8 As verificações e os ensaios especiais (E) soli-
gência dessa pré-qualificação, estabelecendo com o fa- citados por esta Norma são:
bricante o prazo necessário para a realização dos en-
saios. Recomenda-se às concessionárias de energia elé- a) verificação da construção do cabo, conforme 5.1 a
trica e grandes usuários destes tipos de cabo a adoção 5.13;
desse procedimento.
b) ensaios de tração na isolação, antes e após o enve-
6.2 Ensaios e critérios de amostragem
lhecimento, conforme a NBR 6251;

Os ensaios previstos por esta Norma são classificados


c) ensaio de alongamento a quente na isolação, con-
em:
forme a NBR 6251;
a) ensaios de recebimento (R e E);
d) ensaios de tração na capa de separação (se existir)
b) ensaios de tipo (T); e cobertura, conforme a NBR 6251;

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6 NBR 7287/1992

e) ensaio de determinação do fator de perdas no repetidos, a menos que haja modificação do projeto do
dielétrico (tg delta), em função do gradiente elétrico cabo, que possa alterar o seu desempenho. Incluem-se
máximo no condutor, para cabos com tensões de como ensaios de tipo os ensaios de pré-qualificação, con-
isolamento superiores a 3,6/6 kV, conforme 6.4.9; forme a NBR 10299.

f) ensaio de tensão elétrica de longa duração para Nota: Entende-se por modificação do projeto do cabo, para os
cabos com tensões de isolamento iguais ou infe- objetivos desta Norma, qualquer variação construtiva ou
riores a 3,6/6 kV, conforme 6.4.13; de tecnologia que possa influir diretamente no desempenho
elétrico e/ou mecânico do cabo, como, por exemplo:

g) ensaio de aderência da blindagem semicondutora


a) modificação do composto isolante;
da isolação, para cabos a campo radial, conforme
6.4.16;
b) adoção de tecnologia diferente para a blindagem do

h) ensaio de conformidade da rigidez dielétrica em condutor e/ou da isolação, em função da tensão de


isolamento;
corrente alternada por amostragem seqüencial,
conforme 6.4.20, desde que tenha sido solicitada
a pré-qualificação, conforme 6.1.4. c ) adoção de cabo a campo radial ou não radial, para
tensões de isolamento em que a alternativa é permitida;

6.2.1.9 Os ensaios especiais, com exceção do previsto


d) utilização de proteções metálicas que possam afetar
em 6.2.1.8-h), devem ser feitos para ordens de compra
que excedam 2 km de cabos multipolares ou multiple- os componentes subjacentes do cabo.

xados, ou 4 km de cabos unipolares, de mesma seção e


construção. Para ordens de compra com vários itens de 6.2.2.2 Estes ensaios devem ser realizados, de modo
mesma construção e os mesmos materiais componentes geral, uma única vez, para cada projeto de cabo. No caso
apenas com seções diferentes, os ensaios podem ser dos ensaios de pré-qualificação, devem ser utilizados os
realizados em um único item, preferencialmente o de modelos e cabos reais indicados na NBR 10299.
maior comprimento. Para ordens de compra com compri-
mentos de cabos inferiores aos acima estabelecidos, o 6.2.2.3 Os ensaios de tipo, efetuados para os cabos de
fabricante deve fornecer, se solicitado, um certificado onde
tensão de isolamento máxima produzidos pelo fabricante
conste que o cabo cumpre os requisitos dos ensaios espe-
e/ou utilizados pelo comprador, são válidos para os cabos
ciais desta Norma.
de tensões de isolamento inferiores, desde que certificado
pelo fabricante que são empregados a mesma construção
6.2.1.10 A quantidade de amostras requerida deve estar e os mesmos materiais. É facultado ao comprador solicitar
conforme a Tabela 10 do Anexo C. os ensaios de tipo para cada nível de tensão de isolamento
dos cabos adquiridos por ele.

6.2.1.11 A amostra deve ser constituída por dois com-


primentos suficientes de cabo, retirados das extremidades 6.2.2.4 Após a realização dos ensaios de tipo, deve ser
de unidades quaisquer de expedição, após ter sido elimi- emitido um certificado pelo fabricante ou por entidade re-
nada, se necessário, qualquer porção do cabo que tenha conhecida pelo fabricante e comprador.
sofrido danos.
6.2.2.5 A validade do certificado, emitido conforme 6.2.2.4,
6.2.1.12 Para o ensaio de 6.2.1.8 -f), o corpo-de-prova de- condiciona-se à emissão de um documento de aprovação
ve ser constituído por um único comprimento útil de no dele por parte do comprador. Este documento só pode
mínimo 5 m de cabo. ser utilizado pelo fabricante, para outros compradores,
com autorização do emitente.
6.2.1.13 Para o ensaio de 6.2.1.8-g), o corpo-de-prova
deve ser constituído por um único comprimento útil de 6.2.2.6 Os ensaios de tipo (T), elétricos, solicitados por
0,40 m de cabo. esta Norma, para cabos com tensões de isolamento iguais
ou inferiores a 3,6/6 kV, são:
6.2.1.14 O ensaio de 6.2.1.8-e) deve ser realizado sobre
unidade(s) completa(s) de expedição. a) ensaio de resistência elétrica, conforme 6.4.2;

6.2.1.15 No caso de cabos multipolares ou multiplexados, b) ensaio de resistência de isolamento à temperatura


todos os ensaios e verificações devem ser feitos em todas ambiente, conforme 6.4.5;
as veias.
c) ensaio de resistência de isolamento a 90°C, con-
6.2.1.16 Para o ensaio de 6.2.1.8-h), deve ser adotado o forme 6.4.6;
critério de amostragem estabelecido na NBR 10299.
d) ensaio de tensão elétrica de longa duração, con-
6.2.2 Ensaios de tipo (T) forme 6.4.13.

6.2.2.1 Estes ensaios devem ser realizados com a finali- 6.2.2.7 O corpo-de-prova deve ser constituído por um com-
dade de demonstrar o satisfatório comportamento do primento de cabo completo, de 10 m a 15 m. A seção re-
2
projeto do cabo, para atender à aplicação prevista. São, comendada do condutor é de 120 mm , devendo os en-
por isso mesmo, de natureza tal que não precisam ser saios ser efetuados para cada tensão de isolamento.

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6.2.2.8 Estes ensaios devem ser realizados conforme a e) ensaio de envelhecimento em amostra de cabo
seqüência de 6.2.2.6. completo, para cabos com tensões de isolamento
iguais ou inferiores a 3,6/6 kV, conforme 6.4.14;
6.2.2.9 No caso de cabos multipolares ou multiplexados,
estes ensaios devem ser limitados a não mais do que f) ensaio de resistência à chama, conforme 6.4.15;
três veias.
g) ensaio de aderência da blindagem semicondutora
6.2.2.10 Os ensaios de tipo (T), elétricos, solicitados por da isolação, para cabos a campo radial, conforme
esta Norma para cabos com tensões de isolamento supe- 6.4.16;
riores a 3,6/6 kV, são:
h) ensaio de penetração longitudinal de água, con-
a) ensaio de resistência elétrica, conforme 6.4.2; forme 6.4.19.

b) ensaio de tensão elétrica de screening, conforme 6.2.2.15 Deve-se utilizar um comprimento suficiente de
6.4.4; cabo completo, retirado previamente da amostra colhida
para os ensaios de tipo elétricos, à exceção do ensaio da
c) ensaio de descargas parciais, conforme 6.4.7; alínea b, que pode ser realizado em corpos-de-prova ob-
tidos de placas do material utilizado.
d) ensaio de dobramento, seguido de ensaio de des-
cargas parciais, conforme 6.4.8; 6.2.3 Ensaio de tipo (T) complementar

e) ensaio de determinação do fator de perdas no die- O ensaio de tipo complementar, previsto por esta Norma,
létrico (tg delta), em função do gradiente elétrico é o ensaio para determinação do coeficiente por °C para
máximo no condutor, conforme 6.4.9; correção da resistência de isolamento, conforme 6.4.18.

f) ensaio de determinação do fator de perdas no die- 6.2.4 Ensaios de controle


létrico (tg delta), em função da temperatura, con-
forme 6.4.10;
6.2.4.1 Estes ensaios são realizados normalmente pelo
fabricante, com periodicidade adequada, em matéria-
g) ensaios de ciclos térmicos, conforme 6.4.11;
prima e semi-elaborados, bem como durante a produção
do cabo e após a sua fabricação, com o objetivo de asse-
h) ensaio de tensão elétrica de impulso, seguido de gurar que os materiais e processos utilizados atendam
ensaio de tensão elétrica de screening, conforme os requisitos de projeto cobertos por esta Norma.
6.4.12;

6.2.4.2 Todos os ensaios elétricos e não elétricos previstos


i) ensaio de resistividade elétrica das blindagens por esta Norma compreendem o grupo de ensaios de
semicondutoras, conforme a NBR 6251 e 6.4.11. controle disponíveis ao fabricante que, a seu critério e
necessidade, utiliza para determinada ordem de compra
6.2.2.11 O corpo-de-prova deve ser constituído por um ou lote de produção.
comprimento de cabo completo, de 10 m a 15 m. A seção
2
recomendada do condutor é de 120 mm e a tensão de 6.2.4.3 Após a realização dos ensaios de controle, os
isolamento deve ser a máxima produzida pelo fabricante resultados devem ser registrados adequadamente pelo
e/ou prevista nesta Norma. fabricante, sendo parte integrante de seu sistema de
garantia de qualidade. Esta documentação deve estar
6.2.2.12Todos os ensaios devem ser realizados conforme disponível ao comprador em caso de auditoria de sistema
a seqüência de 6.2.2.10 no mesmo corpo-de-prova. ou de produto.

6.2.2.13Para cabos multipolares ou multiplexados, os en- 6.2.5 Ensaios durante e após a instalação
saios devem ser realizados sobre todas as veias.

6.2.5.1 Estes ensaios são destinados a demonstrar a


6.2.2.14 As verificações e os ensaios de tipo (T), não elé- integridade do cabo e seus acessórios, durante a instala-
tricos, solicitados por esta Norma, são: ção e após ter sido ela concluída.

a) verificação da construção do cabo, conforme 5.1 a 6.2.5.2 Em qualquer ocasião durante a instalação, pode
5.13; ser efetuado um ensaio de tensão elétrica contínua, de
valor igual a 75% do valor dado na Tabela 3 do Anexo B,
b) ensaios físicos da blindagem semicondutora, con- durante 5 min consecutivos.
forme a NBR 6251;

6.2.5.3 Após a conclusão da instalação do cabo e seus


c) ensaios físicos da isolação, conforme a NBR 6251; acessórios, e antes destes serem colocados em operação,
pode ser aplicada uma tensão elétrica contínua de valor
d) ensaios físicos da capa de separação (se existir) e igual a 80% do valor dado na Tabela 3 do Anexo B, du-
cobertura, conforme a NBR 6251; rante 15 min consecutivos.

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6.2.5.4 Após o cabo e seus acessórios terem sido colo- 6.4.1.4 A partir desses resultados, calculam-se os parâ-
cados em operação, em qualquer ocasião, dentro do metros a serem utilizados no estabelecimento dos requi-
período de garantia, pode ser aplicada uma tensão elé- sitos, conforme a NBR 10299.
trica contínua de valor igual a 65% do valor dado na Ta-
bela 3 do Anexo B, durante 5 min consecutivos. 6.4.1.5 Os ensaios para determinação da distribuição das
tensões de perfuração sob tensão de impulso atmosférico,
Nota: Os ensaios em corrente contínua aplicados a cabos com conforme a NBR 10299, devem ser realizados e os resulta-
isolação extrudada, principalmente de instalações antigas, dos registrados para informação de engenharia.
podem causar o seu envelhecimento precoce ou danos
permanentes. A instalação, nestes casos, deve ser ensaia- 6.4.2 Ensaio de resistência elétrica (R e T)
da conforme:

6.4.2.1 A resistência elétrica dos condutores, referida a


a) aplicação por 5 min, da tensão equivalente entre fases
20°C, e a um comprimento de 1 km, não deve ser superior
do sistema entre o condutor e a blindagem metálica;
aos valores estabelecidos na:
ou

a) NBR 6880, para condutores de cobre;


b) aplicação por 24 h, da tensão entre fase e terra do
sistema entre o condutor e a blindagem.
b) NBR 6252, para condutores de alumínio.

6.3 Condições gerais de inspeção


6.4.2.2 O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 6814.

6.3.1 Todos os ensaios de recebimento e verificação de-


6.4.3 Ensaio de tensão elétrica (R)
vem ser executados nas instalações do fabricante, de-
vendo ser fornecidos ao inspetor todos os meios que lhe
6.4.3.1 Este ensaio é requerido para cabos com tensões
permitam verificar se o produto está de acordo com esta
de isolamento iguais ou inferiores a 3,6/6 kV.
Norma.

6.4.3.2 Para cabos unipolares ou multiplexados, sem blin-


6.3.2 Os ensaios de tipo podem ser executados em labora-
dagem metálica ou outra proteção metálica sobre a iso-
tórios independentes, reconhecidos pelo comprador.
lação, o ensaio deve ser realizado com o cabo imerso em
água, por um tempo não inferior a 1 h antes do ensaio. A
6.3.3 No caso de o comprador dispensar a inspeção, o
tensão elétrica deve ser aplicada entre o condutor e a
fabricante deve fornecer, se solicitado, cópia dos
água.
resultados dos ensaios de rotina e especiais e certificado
dos ensaios de tipo, de acordo com os requisitos desta
6.4.3.3 Para cabos unipolares ou multiplexados, com blin-
Norma.
dagem metálica ou outra proteção metálica sobre a isola-
ção, a tensão elétrica deve ser aplicada entre o condutor
6.3.4 Todos os ensaios previstos por esta Norma devem
e a blindagem ou proteção metálica.
ser realizados às expensas do fabricante, com exceção
dos ensaios durante e após a instalação que, se execu-
6.4.3.4 Para cabos multipolares a campo não radial (sem
tados pelo fabricante, devem ser objeto de acordo co-
blindagem semicondutora sobre cada veia), a tensão elé-
mercial.
trica deve ser aplicada entre cada condutor e todos os
outros conectados entre si e a proteção metálica coletiva,
6.3.5 Quando os ensaios de tipo forem solicitados pelo
se existir. A tensão elétrica deve ser aplicada tantas vezes
comprador para uma determinada ordem de compra, o
quanto necessário, de forma a assegurar que todas as
corpo-de-prova previsto em 6.2.2.7, 6.2.2.11 ou 6.2.2.15
veias sejam ensaiadas entre si e contra a proteção metá-
deve ser retirado de uma unidade qualquer de expedição.
lica, se existir.

6.3.6 Quando os ensaios de tipo, já certificados pelo fa-


6.4.3.5 Para cabos multipolares a campo radial (com
bricante, forem solicitados pelo comprador, para uma
determinada ordem de compra, o importe deles deve ser blindagem semicondutora sobre cada veia), a tensão elé-
objeto de acordo comercial. trica deve ser aplicada entre cada condutor e sua blinda-
gem metálica, ou, na falta desta, entre cada condutor e a
6.4 Descrição dos ensaios e seus requisitos blindagem metálica coletiva.

6.4.3.6 O cabo, quando submetido à tensão elétrica alter-


6.4.1 E n s a i o s d e p r é - q u a l i f i c a ç ã o , c o n f o r m e a
NBR 10299 (T) nada, freqüência de 48 Hz a 62 Hz, de valor eficaz dado
na Tabela 2 do Anexo B, pelo tempo de 5 min, não deve
6.4.1.1 Estes ensaios são requeridos para cabos com ten- apresentar perfuração.
sões de isolamento iguais ou superiores a 8,7/15 kV.
6.4.3.7 Em alternativa, o requisito estabelecido em 6.3.3.6
6.4.1.2 Os ensaios devem ser realizados em corpos-de- pode ser verificado com tensão elétrica contínua, de valor
prova de cabo modelo D, reproduzindo a tecnologia de dado na Tabela 3 do Anexo B, pelo tempo de 5 min.
fabricação empregada no fornecimento e em amostras
de cabo real, conforme indicado na NBR 10299. 6.4.3.8 O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 6881.

6.4.1.3Os corpos-de-prova devem ser submetidos aos 6.4.4 Ensaio de tensão elétrica de screening (R e T)
ensaios de rigidez em corrente alternada, de curta e longa
duração, conforme procedimentos estabelecidos na 6.4.4.1 Este ensaio é requerido para cabos a campo radial
NBR 10299. com tensões de isolamento superiores a 3,6/6 kV.

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6.4.4.2 Para cabos unipolares ou multiplexados, a tensão 6.4.5.2 A resistência de isolamento da(s) veia(s), referida
elétrica deve ser aplicada entre o condutor e a blindagem a 20°C, e a um comprimento de 1 km, não deve ser inferior
metálica. ao valor calculado, com a seguinte fórmula:

6.4.4.3 Para cabos multipolares, a tensão elétrica deve


D
ser aplicada entre cada condutor e sua blindagem metá- Ri = Ki log
lica ou, na falta desta, entre cada condutor e blindagem d
metálica coletiva.
Onde:
6.4.4.4O valor eficaz da tensão elétrica aplicada deve
corresponder ao calculado com a seguinte fórmula: Ri = resistência de isolamento, em Mohm x km

Ki = constante de isolamento igual a 3700 Mohm x km


d D
V = E. Se, sendo Se = . In
2 d D = diâmetro nominal sobre a isolação, em mm

d = dc + 0,8 d = diâmetro nominal sob a isolação, em mm

Nota: Para condutores de seção transversal não circular, a rela-


Onde:
ção D/d deve ser a relação entre os perímetros nominais
sobre a isolação e sobre o condutor (ou sobre sua blinda-
V = tensão de ensaio, em kV
gem).

E = gradiente elétrico de ensaio, 12 kV/mm


6.4.5.3 A medição da resistência de isolamento deve ser
Se = espessura equivalente da veia, em mm feita com tensão elétrica contínua, de valor 300 V a 500 V,
aplicada por tempo mínimo de 1 min e máximo de 5 min.
dc = diâmetro fictício do condutor, em mm
6.4.5.4 As conexões do cabo ao instrumento de medição
d = diâmetro fictício sob a isolação, em mm devem ser realizadas de acordo com o indicado para o
ensaio de tensão elétrica ou screening (ver 6.4.3 e 6.4.4),
D = diâmetro fictício sobre a isolação, em mm conforme o tipo de construção do cabo.

Notas: a) No caso de condutores setoriais, os valores de dc e D


6.4.5.5 O ensaio de resistência de isolamento deve ser
devem ser obtidos através das seguintes fórmulas:
realizado após o ensaio de tensão elétrica ou screening,
conforme 6.4.3 ou 6.4.4. No caso de o ensaio de 6.4.3 ter
dc = 2 r
sido realizado com a tensão elétrica contínua, a medição
D =d+2 e
da resistência de isolamento deve ser feita 24 h após
ter(em) sido o(s) condutor(es) curto-circuitado(s) com as
Onde:
respectivas blindagens (ou proteções metálicas) ou com
a água.
r = menor raio do setor, em mm
6.4.5.6 Quando a medição da resistência de isolamento
e = espessura nominal da isolação, em mm for realizada em temperatura do meio diferente de 20°C,
o valor obtido deve ser referido a esta temperatura, utili-
b) O valor calculado para a tensão de ensaio deve ser
zando os fatores de correção dados na Tabela 5 do Ane-
arredondado ao inteiro mais próximo.
xo B. O fabricante deve fornecer previamente o coeficiente
por °C a ser utilizado (ver 6.4.18).
6.4.4.5 O valor eficaz da tensão elétrica alternada,
freqüência de 48 Hz a 62 Hz, é calculado em função do
gradiente elétrico máximo no condutor, com a fórmula 6.4.5.7 O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 6813.
dada em 6.3.4.4.
Nota: Quando este ensaio for realizado como ensaio de tipo
6.4.4.6 Os valores calculados da tensão elétrica constam para cabos não blindados individualmente, a medição da
na Tabela 4 do Anexo B. resistência de isolamento deve ser feita com o corpo-de-
prova constituído por veia imerso em água, pelo menos
1 h antes do ensaio, tendo sido retirados todos os compo-
6.4.4.7 O tempo de aplicação da tensão elétrica deve ser
nentes exteriores à isolação.
de 15 min, não devendo ocorrer perfuração.

Nota: Para este ensaio, não é prevista a alternativa em tensão 6.4.6 Ensaio de resistência de isolamento a (90 ± 2)°C (T)
elétrica contínua.

6.4.6.1 Este ensaio é requerido para cabos com tensões


6.4.4.8 O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 6881.
de isolamento iguais ou inferiores a 3,6/6 kV.

6.4.5 Ensaio de resistência de isolamento à temperatura


6.4.6.2 A resistência de isolamento da(s) veia(s) a
ambiente (R e T)
(90 ± 2)°C, referida a um comprimento de 1 km, não deve
6.4.5.1 Este ensaio é requerido para cabos com tensões ser inferior ao valor calculado com a fórmula dada em
de isolamento iguais ou inferiores a 3,6/6 kV, como ensaio 6.4.5.2, tomando-se a constante de isolamento
de rotina e de tipo. KI = 3,70 Mohm x km.

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6.4.6.3 Para cabos não blindados individualmente, a 6.4.8.2 O corpo-de-prova à temperatura ambiente deve
temperatura no condutor deve ser obtida pela imersão ser enrolado em um tambor, evitando-se movimentos
do corpo-de-prova em água, após terem sido removidos bruscos, por pelo menos uma volta completa; a seguir
todos os componentes exteriores à isolação. O corpo-de- deve ser desenrolado e o processo repetido, após girar
prova deve ser mantido na água, pelo menos por 2 h, à em 180° o corpo-de-prova em torno de seu eixo. Este
temperatura especificada, antes de efetuar-se a medição. ciclo de operações deve ser repetido mais duas vezes.

6.4.6.4 Para cabos blindados individualmente, a 6.4.8.3 O diâmetro do tambor deve corresponder ao raio
temperatura no condutor pode ser obtida pela colocação mínimo de curvatura para instalação, estabelecido na
do corpo-de-prova do cabo completo em água ou estufa. NBR 9511, em função do tipo de construção do cabo. É
O corpo-de-prova deve ser mantido na água ou estufa, admitida uma tolerância de ± 5% sobre o valor calculado.
pelo menos por 2 h, à temperatura especificada, antes de
efetuar-se a medição. A temperatura no condutor pode 6.4.8.4 Após completados os três ciclos de dobramento, o
também ser obtida através da circulação de corrente pela corpo-de-prova deve ser submetido ao ensaio de
blindagem metálica individual da(s) veia(s). Neste caso, descargas parciais, conforme 6.4.7.
a temperatura pode ser verificada através da resistência
elétrica do(s) condutor(es) ou através da medição da
6.4.9 Ensaio de determinação do fator de perdas no dielétrico
temperatura na superfície da blindagem metálica. A
(tg delta) em função do gradiente elétrico máximo no
medição deve ser feita após a estabilização térmica do
condutor (E e T)
corpo-de-prova na temperatura especificada.

6.4.9.1 Este ensaio é requerido para cabos a campo radial


6.4.6.5 A medição da resistência de isolamento deve ser com tensões de isolamento superiores a 3,6/6 kV.
feita com tensão elétrica contínua, de valor 300 V a
500 V, aplicada por um tempo mínimo de 1 min e máximo 6.4.9.2 O fator de perdas no dielétrico (tg delta) deve ser
de 5 min. medido na unidade de expedição (ensaio especial) ou
em corpo-de-prova mecanicamente condicionado, con-
6.4.6.6 O comprimento mínimo do corpo-de-prova deve forme descrito em 6.4.8 (ensaio de tipo).
ser de 5 m.
6.4.9.3 Os valores eficazes das tensões elétricas alter-
6.4.6.7 O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 6813. nadas, de ensaios com freqüência de 48 Hz a 62 Hz,
constam na Tabela 7 do Anexo B, e devem ser calculadas
6.4.7 Ensaio de descargas parciais (R e T) conforme 6.4.4.4, utilizando-se 2 kV/mm, 4 kV/mm e
8 kV/mm, respectivamente, como valores de gradiente
6.4.7.1 Este ensaio é requerido para cabos a campo radial elétrico de ensaio.
com tensões de isolamento superiores a 3,6/6 kV.
6.4.9.4 Os valores medidos não devem exceder os estabe-
6.4.7.2 A tensão elétrica, aplicada entre o condutor e a lecidos na Tabela 8 do Anexo B.
blindagem da isolação, deve ser elevada gradualmente
até atingir o valor da tensão de exploração e em seguida 6.4.9.5 O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 7295.
decrescida até o valor da tensão de medição, conforme
estabelecido em 6.4.7.5. 6.4.10 Ensaio de determinação do fator de perdas no
dielétrico (tg delta) em função da temperatura (T)
6.4.7.3 Para cabos multipolares ou multiplexados, cada
veia deve ser ensaiada individualmente. 6.4.10.1 Este ensaio é requerido para cabos a campo radial
com tensões de isolamento superiores a 3,6/6 kV.
6.4.7.4 O cabo, quando submetido à tensão elétrica
alternada, com valores de exploração e medição 6.4.10.2 O corpo-de-prova deve ser aquecido por meio de
conforme 6.4.7.5, não deve apresentar nível de descarga um dos procedimentos estabelecidos em 6.4.6.4.
superior a 3 pC, na tensão de medição. O nível da des-
carga na tensão de exploração deve ser registrado para 6.4.10.3 O fator de perdas no dielétrico (tg delta) deve ser
informação de engenharia. medido no corpo-de-prova à temperatura de (90 ± 2)°C,
com tensão elétrica alternada, com freqüência de 48 Hz
6.4.7.5 Os valores eficazes das tensões elétricas alter- a 62 Hz, de valor correspondente ao gradiente elétrico
nadas de exploração e medição, freqüência 48 Hz a máximo no condutor de 2 kV/mm.
62 Hz, constam na Tabela 6 do Anexo B e devem ser
calculados conforme 6.4.4.4, utilizando-se 7 kV/mm e 6.4.10.4Os valores medidos não devem exceder os esta-
6 kV/mm, respectivamente, como valores de gradiente belecidos na Tabela 8 do Anexo B.
elétrico de ensaio.
6.4.10.5 O ensaio deve ser realizado conforme a
6.4.7.6 O ensaio deve ser realizado conforme a NBR 7294. NBR 7295.

6.4.8 Ensaio de dobramento (T) 6.4.11 Ensaio de ciclos térmicos (T)

6.4.8.1 Este ensaio é requerido para cabos a campo radial 6.4.11.1 Este ensaio é requerido para cabos a campo radial
com tensões de isolamento superiores a 3,6/6 kV. com tensões de isolamento superiores a 3,6/6 kV.

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