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ICHS - Instituto de Ciências Humanas e Sociais

DHRI - Departamento de História e Relações Internacionais

Nepe de História do Brasil e África


Atividade 3: Elaboração de Unidade de aula e Plano de Aula com a
inserção da historia dos indígenas

Aluna:
Geovana Siqueira Costa - nº 201431009-0

Professora:
Vânia M. Losada Moreira
UNIDADE-TEMA: Primeira República e a construção da nacionalidade brasileira
PÚBLICO-ALVO: 2º ano do Ensino Médio
OBJETIVOS GERAIS: Compreender a realidade brasileira na passagem do século
XIX para o século XX, na chamada República Velha (1889- 1930), privilegiando o
entendimento da dinâmica interna entre os diferentes grupos sociais e o Estado;
Apropriar de forma crítica o conhecimento escolar com o fim de instrumentalizar a
responsabilidade social e a afirmação histórica dos estudantes; Estimular no estudante a
produção de um conhecimento próprio, independente e de expressão coerente através da
leitura, da escrita e do debate.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Analisar a transição da Monarquia para a República de


inspiração positivista e de caráter militar-oligárquico, como resultante das
transformações estruturais ocorridas na segunda metade do século XIX, como a
transição do trabalho escravo para o assalariado, os embates entre conservadores e
liberais nas Assembleias Legislativas e as inúmeras revoltas e levantes sociais do
período. Além disso, a unidade também visa discutir o surgimento do indigenismo
brasileiro a partir de Rondon e a criação do SPI, e os projetos de construção de uma
identidade nacional brasileira a partir da chamada “historia pública”, ou “história
nacional” (com a criação do IHGB), em que se passa a ter uma grande preocupação com
o imaginário nacional, com os heróis da nação, e que passa ser vista como composta por
três raças (indígenas, negros e brancos), que representam os estágios de evolução do
povo brasileiro rumo ao progresso, visão que deve ser descontruída.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. Noções de cidadania: Estado e Nação; Poder Politico (Executivo, Legislativo,
Judiciário); Partido Político; Constituição – Assembleia Nacional Constituinte; Formas
de governo: Republica e Monarquia.
2. Antecedentes da República: A guerra contra o Paraguai, o desejo latente de
república/Formação do Clube Republicano, a questão religiosa, multiplicidade étnica do
povo brasileiro, agitações sociais, a abolição da escravidão, os embates entre
conservadores e liberais pela administração do governo.
3. Participação dos Povos Originários, dos Afrodescendentes e das mulheres no
Processo Republicano.
4. Rupturas e permanências na adoção do sistema republicano e a construção da
identidade nacional com o IHGB.

METDOLOGIA: aula expositiva dialogada, leitura crítica do livro texto, redações no


caderno de História, pesquisa em jornais, imagens, documentários, obras artísticas;
estudo de uma obra literária relacionada com o conteúdo; atividade com fontes do SPI e
do IHGB.
AVALIAÇAO: Provas de múltipla escolha e/ou dissertativas; 2) produção de textos; 3)
texto abordando a interlocução entre história e literatura – recorte temporal: 1889/1930.
PLANO DE AULA

Tema: Os índios na Primeira República sob a gestão do SPI


Publico- Alvo: 2º ano do Ensino Médio
Objetivos: Mostrar as contribuições dos indígenas para a construção da nacionalidade
brasileira, embora não negando que eles tenham sido objetos de políticas do Estado
brasileiro, principalmente a partir da criação do SPI.
Metodologia: Dois tempos de aula expositiva (100 minutos). Na primeira parte da aula
será apresentado um breve texto acerca da fundação do SPI e de seus objetivos:
“A solução brasileira para a construção de uma unidade nacional em meio a uma
população fortemente heterogênea e altamente estratificada pode ser analisada através
do imaginário político, que distorce e constrói uma imagem do mito fundador brasileiro
a partir da mistura das três raças (indígena, branca e negra). Esse processo sempre
culmina, no entanto, a partir da “evolução” do povo, terminando em seu
embranquecimento melhorado com uma ou outra característica das outras raças. Esse
mito das três raças e da evolução do povo brasileiro também da origem à ideia de que os
indígenas são os povos do passado e os primórdios da sociedade brasileira, visão
romantizada que tende a apagar sua existência ainda presente. Somado a isso tem-se
estereótipos do indígena enquanto guerreiro e bárbaro, próximo à natureza, enquanto os
brancos estão mais próximos da cultura e do progresso. Assim, na formação histórica do
país e na construção da identidade nacional, a contribuição indígena e a sua existência
foi completamente apagada. Em muitos casos, o que também aconteceu e ainda
acontece é que, em regiões com intensos conflitos fundiários, os indígenas foram
forçados a negarem sua origem e sua etnicidade para poder sobreviver, ou adotar
identidades negativas (como caboclo, mestiço, etc). As políticas indigenistas também
reforçaram essas situações. Com Rondon, militar positivista e fundador do Serviço de
Proteção aos Índios (SPI) em 1910, o Estado Nacional passa a definitivamente gerir a
vida dos indígenas, com o objetivo de integrá-los a sociedade brasileira no seu processo
de organização e consolidação, pois a ideia era de que somente com a proteção e
assistência do estado é que esses povos nativos poderiam sair do estado rudimentar em
que se encontravam e integrar a sociedade brasileira. Assim, os índios deviam
desempenhar funções produtivas na vida moderna ao invés de serem exterminados.
Como diria o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro mais tarde, “o projeto que se
desempenha no Brasil é o de tirar suas terras e transformar o índio em
camponês/trabalhador pobre”. Apesar disso, o SPI conseguiu travar contato pacífico
com diversos grupos indígenas, como os Bororo, os Nambikwara, os Xavante e os
Kaingang, proporcionando melhorias técnicas em suas terras e estabelecendo “postos
indígenas” mantidos pelo governo, num esforço de reparação histórica frente aos
processos de Conquista. Esse processo foi descrito como sendo processos indigenistas
de “pacificação”.
As principais iniciativas do SPI desde sua criação estavam voltadas
para a pacificação de grupos indígenas em áreas de colonização. Em
São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso e outras regiões,
progressivamente foram instaladas equipes de atração e postos
indígenas. Cabia aos inspetores do órgão aplicar a técnica de contato
difundida por Rondon, mantendo atitudes defensivas até estabelecer
amizade com os índios e consolidar a pacificação (OLIVEIRA, 2006,
p.115).

Mais tarde, devido a inúmeras denúncias de corrupções, o SPI seria substituído pela
FUNAI, durante a Ditadura Militar. É importante ressaltar, no entanto, o caráter tutelar
dessas gestões, já que os índios só foram obter cidadania após a Constituição de 1988,
sendo regidos até então a partir dos órgãos do SPI e da FUNAI, sem direito a
autodeterminação. Dessa forma, o projeto empreendido durante a Primeira República,
no que diz respeito aos índios, era o de integração nacional, frente a um projeto maior
de construção do Brasil como Nação, pautado na ideia de “progresso” e “evolução”
social”.
O texto será discutido com os alunos, relacionando-o com os conteúdos sobre a
consolidação da Primeira República no Brasil. Após isso, será apresentado um trecho do
documentário “Darcy Ribeiro, um brasileiro”, em que o mesmo e Marcos Terena falam
sobre a criação do Parque Nacional do Xingu e dos projetos de integração nacional.
Como forma de avaliação da aula, os alunos deverão pesquisar em casa sobre alguma
etnia indígena de livre escolha e escrever um texto dissertativo de até 15 linhas
relacionando-os e sua história na época da Primeira República à gestão do SPI.
Materiais: Texto impresso com as informações acerca da criação e motivação do órgão
indigenista SPI e trechos do documentário “Darcy Ribeiro, um brasileiro”.

Referências bibliográficas
Darcy Ribeiro, um brasileiro. Disponível em:<
https://www.youtube.com/watch?v=WXYN_dtTSMg>.
GOMES, Angela de Castro [et.al]. A Republica no Brasil. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira/CPDOC, 2002.
GUIMARÃES, Manoel L. Salgado. Nação e civilização nos trópicos: o instituto
histórico e geográfico brasileiro e o projeto de uma história nacional. Estudos
Históricos, 1988/1.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira. São Paulo:
Difel, 1975.
LIMA, Antônio Carlos de Souza. O governo dos índios sob a gestão do SPI. In:
CUNHA, Manuela Carneiro da. História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia
das Letras, 1992.
OLIVEIRA FILHO, João Pacheco. Cidadania, racismo e pluralismo: a presença das
sociedades indígenas na organização do Estado- Nacional brasileiro. In: Ensaios de
antropologia histórica. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1999.
______. A presença indígena na formação do Brasil. Brasília: Ministério da Educação,
LACED/ Museu Nacional, 2006.
SILVA, Ana Rosa Cloclet. Inventando a nação: intelectuais ilustrados e estadistas
luso-brasileiros na crise do antigo regime português (1750-1822). São Paulo: Editora
Hucitec – FAPESP, 2006.