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Estudo científico afirma que filhos de

casais gays estão em desvantagem


Mark Regnerus

Em seu novo estudo publicado pela Social Science Journal, Mark Regnerus faz uma
pergunta: “Quão diferentes são os adultos criados por pais que possuem
relacionamentos homossexuais?” A resposta para isso – tanto na literatura
acadêmica quanto no imaginário do público americano – mudou dramaticamente
em menos de uma geração. “Quinze anos atrás”, explicou Regnerus em um
evento no neutro Institute for American Values, famílias biológicas heterossexuais
eram “consideradas reflexivamente como o melhor ambiente para crianças”.
Subsequentemente, isso deu lugar para a noção de que não havia “nenhuma
diferença significativa” na criação de crianças em arranjos familiares não
tradicionais. Finalmente, sugeriu-se que crianças “podem se sair melhor sendo
criadas por um casal gay”.

Ainda que haja pouquíssimas evidências que dão suporte a essa conclusão,
defensores do casamento homossexual e da adoção gay declararam que a ciência
já o provou. Talvez a mais famosa dessas declarações é um artigo de 2010, escrito
pelos cientistas sociais Judith Stacey e Timothy Biblarz, que propalou que
“baseado estritamente em publicações científicas, pode-se argumentar que duas
mulheres criam uma criança melhor do que uma mulher e um homem, ou pelo
menos uma mulher e um homem com uma divisão tradicional de papéis
familiares”. Esse argumento – de que pais homossexuais são iguais ou melhores
do que as estruturas familiares tradicionais – encontrou seu caminho em nosso
diálogo acadêmico, legal e cultural, e raramente é questionado. Daí a declaração
da Nona Corte de Apelação: “Crianças educadas por pais gays ou lésbicas podem
ser tão saudáveis, bem-sucedidas e bem-ajustadas quanto crianças educadas por
pais heterossexuais. Pesquisas que apontam para essa conclusão são
indubitavelmente aceitas no campo da psicologia do desenvolvimento.”

O estudo de Regnerus foi desenvolvido para reexaminar essa questão – uma


tarefa difícil, para dizer o mínimo – ao expandir a amostragem analisada e
aprimorar a metodologia das pesquisas anteriores. O Censo dos EUA, por
exemplo, coleta uma porção de informações úteis, mas, por não conter questões
sobre orientação sexual, muito de sua contribuição ao assunto deve ser inferido.
Da mesma forma, muitos estudos acadêmicos que utilizam a “técnica bola-de-
neve” de amostragens pequenas – um processo no qual os sujeitos que
participam do estudo recrutam pessoas conhecidas para participarem dele –
podem ser confusos. Um desses estudos, abordado no artigo de Regnerus,
analisou mulheres que leem jornais e frequentavam livrarias e eventos lésbicos; o
problema com essa abordagem popular é que ela restringe a amostragem aos
mais educados, ricos e socialmente similares, resultando em uma compreensão
limitada. Estudos assim pulularam nos últimos anos.

Em busca de suas respostas, Regnerus entrevistou 15.088 pessoas. Destas, os


pesquisadores encontraram 175 pessoas que foram criadas por mães que estavam
em um relacionamento lésbico, e 73 pessoas que foram criadas por pais que
tiveram relacionamentos gays – ainda assim, um grupo relativamente pequeno.

A primeira coisa que Regnerus descobriu foi que residências gays com crianças são
localizadas nas mesmas áreas geográficas que os lares de casais heterossexuais
com crianças. Ao contrário do que se pensa, não há concentração real de crianças
onde gays vivem em massa. Por exemplo, como há poucas crianças nas
residências de San Francisco, há também poucas crianças vivendo com gays em
San Francisco. De fato, a Geórgia é o estado com mais crianças vivendo com casais
do mesmo sexo. Apesar da fama de serem menos amigos dos gays, os estados do
Meio-Oeste americano estão bem representados na medição demográfica de
casais gays com crianças. E, fazendo jus à tendência geral, casais gays latinos têm
mais crianças do que casais gays brancos.

Regnerus descobriu que as crianças do estudo raramente passaram suas infâncias


inteiras nas casas de seus pais gays e seus parceiros. Apenas dois dos 175 sujeitos
que declararam ter a mãe em um relacionamento lésbico passaram toda a sua
infância com o casal, e nenhuma criança estudada passou toda sua infância com
dois homens gays. Os números também caem bastante quanto ao tempo
decorrido: por exemplo, 57% das crianças passaram mais do que 4 meses com
mães lésbicas, mas apenas 23% passaram mais de 3 anos com elas. Isso é muito
interessante, mas tem implicações sérias para o estudo – implicações sobre as
quais voltarei a falar depois.

Por último, Mark Regnerus buscou responder se as crianças com pais em


relacionamentos homossexuais experimentaram desvantagens quando
comparadas com crianças criadas por seus pais biológicos. A resposta, contra o
zeitgeist, parece ser um retumbante sim. Crianças com pais em relacionamentos
homossexuais possuem baixo desempenho em quase todos os quesitos. Algumas
dessas diferenças podem ser relativamente inofensivas – como em que presidente
votaram na última eleição, por exemplo –, mas a maioria não é. Um déficit é
particularmente preocupante: menos de 2% das crianças de famílias biológicas
intactas sofreram algum tipo de abuso sexual, mas o número correspondente às
crianças de casais homossexuais é de 23%. Igualmente perturbador é que 14% das
crianças de casais homossexuais passaram algum tempo em abrigos temporários,
comparado com 2% do total da população americana. Índices de prisão, contato
com drogas e desemprego são bem maiores dentre filhos de casais homossexuais.

O que podemos concluir disso? Bom, é aqui que a coisa se complica. Comparar
filhos de pais homossexuais com o “padrão-ouro” – ou seja, pais biológicos que
permaneceram casados – é problemático. Dado como o estudo foi feito, alguém
poderia perguntar justamente se a questão não é tanto a comparação entre
criação homossexual e criação heterossexual, mas entre instabilidade e
estabilidade na infância. Por definição, qualquer filho de duas pessoas do mesmo
sexo sentirá falta de pelo menos um de seus pais biológicos e provavelmente
experimentará alguma instabilidade em mudar da díade biológica para qualquer
arranjo que a substitua. E, como explicado acima, a maior parte dos sujeitos do
estudo passaram apenas alguns anos com pais do mesmo sexo, o que torna
provável que seu arranjo familiar mudou mais de uma vez e, assim, resultou em
uma infância instável.

Ademais, dado que o estudo é um retrato de um período de tempo que precedeu


a legalização do casamento homossexual (em alguns estados), alguém poderia
especular que o estigma social teve seu papel nos dados de Regnerus, e que tal
estigma terá um efeito menor em pesquisas futuras. De fato, poder-se-ia afirmar
que o estudo de Regnerus poderia ser utilizado para justificar o casamento gay no
sentido de que desaprovação social e casais gays não casados gera a própria
instabilidade que leva as crianças a passar por experiências negativas: o
casamento de parceiros gays leva ao melhoramento da estabilidade familiar e,
portanto, é benéfica para as crianças. Considero isso como um passo muito
avançado – o alto índice de divórcio entre os gays não indica que casais
homossexuais serão em breve um modelo de estabilidade –, mas pode merecer
alguma reflexão.

O estudo de Regnerus é um sucesso na medida em que responde à questão


fundamental se crianças educadas por casais homossexuais são diferentes: está
claro que sim, e não é preciso uma opinião conservadora para ver que
“diferentes” significa, quase sempre, “pior”. É discutível, todavia, se isso é culpa
das famílias homossexuais ou da instabilidade. De fato, a maior conclusão do
relatório não é de que famílias homossexuais sejam negativas, mas mais uma
afirmação de que famílias biológicas intactas são uma positivas. De modo simples,
se você quer que seus filhos tenham uma vida melhor, você deveria tê-los dentro
de um matrimônio e mantê-lo firme. Mas isso nós todos já sabíamos.
Pesquisa revela que filhos se dão
melhor com pais de sexo oposto
(quando comparado a "pais" do mesmo
sexo)
Mark Regnerus

Foi publicado no "British Journal of Education, Society, and Behavioural Science"


(edição de fevereiro/2015) aquilo que parece ser o maior estudo sobre a relação
entre "casais" de mesmo sexo e a saúde emocional dos seus "filhos". Foram
analisadas 512 crianças de “pais” do mesmo sexo, retirados de um conjunto de
mais de 207 mil entrevistados que participaram do National Health Interview
Survey (NHIS) em algum momento entre 1997 e 2013.

Os resultados revelam que, em oito das doze medidas psicométricas, é quase o


dobro o risco de problemas clínicos emocionais, problemas de desenvolvimento,
ou a utilização de serviços de tratamento de saúde mental entre crianças com
"pais" de mesmo sexo quando contrastado com filhos de pais de sexo oposto. 17%
das crianças de "pais" de mesmo sexo apresentam graves problemas emocionais;
7% entre pais de sexo oposto. As taxas de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção
e Hiperatividade) também foram bem maiores para "pais" de mesmo sexo – 15,5
a 7,1 %. O mesmo é verdadeiro para dificuldades de aprendizagem: 14,1 vs. 8 %.

O autor do estudo, o sociólogo Paul Sullins, avaliou uma variedade de hipóteses


diferentes para explicar a diferença nos resultados, incluindo comparações de
estabilidade residencial, experiência de estigma ou "bullying", problemas
emocionais dos pais (6,1 % entre os pais do mesmo sexo vs. 3,4 % entre os de sexo
oposto) e apego biológico. Sabe-se que cada um destes fatores agrava a saúde
emocional das crianças, mas apenas o último destes, o apego biológico, foi capaz
de explicar quase toda a variação nos problemas emocionais. Embora crianças
adotadas possuam em geral, maiores riscos de problemas emocionais, a adoção
não explicou as diferenças entre crianças de "pais" de mesmo sexo e de sexo
oposto. É importante também notar que, embora o "bullying" seja um agravante
para a saúde emocional, não houve diferença nos resultados para crianças que
sofreram "bullying".

Os críticos do estudo provavelmente invocarão o mecanismo exploratório – o fato


que duas mães ou dois pais não podem possivelmente ambos desfrutar da
conexão biológica com uma criança – sugerindo que os resultados do estudo não
possuem valor para crianças com "pais" de mesmo sexo. Entretanto, o estudo
mostra um grande achado que destrói esta hipótese. A saber, não há substituto
equivalente para uma criança que um pai e uma mãe biológica. Ter pais biológicos
não é nenhuma garantia de sucesso. Mas a probabilidade de possuir problemas
emocionais aumenta pelo menos duas vezes sem pais biológicos (sexo oposto).
Alguns críticos podem atribuir as diferenças de saúde emocional para o fato que
os filhos de "pais" de sexo oposto serem usualmente estranhos aos mesmos (não
terem nenhuma relação biológica). Contudo, a grande maioria dos casais do
mesmo sexo no National Health Interview Survey (NHIS) exibiu um "pai" com
relação biológica com a criança.

Até a pesquisa sobre famílias "planejadas" de mesmo sexo – aquelas famílias


criadas usando tecnologia de reprodução assistida – revela a significância dos
laços biológicos. Sullins observa que tais estudos "há muito tempo reconhecem
que a falta de laços biológicos conjugados cria dificuldades únicas e tensões
relacionais. A mãe que concebeu e a 'mãe que não concebeu' [de um casal de
mesmo sexo]... estão sujeitas à competição, rivalidade e inveja em relação aos
papéis de concepção e de mãe que nunca são enfrentados por casais de sexo
oposto, e que, para as crianças envolvidas, pode resultar em ansiedade sobre a
sua segurança e identidade".
Crianças educadas em lares LGBT: o
estudo mais amplo já realizado

Dois novos estudos publicados no jornal Social Science Research desafiam a tese de
que não há diferença no desempenho entre crianças nascidas em lares cujos pais são
LGBT e em lares heterossexuais estáveis e intactos.

O primeiro estudo elaborado pela especialista em estudos de família Loren Marks da


Universidade Estadual da Luisiana faz uma revisão de 59 estudos que foram
referenciados em 2005 pela American Psychological Association. Segundo a instituição,
os 59 estudos indicavam que não havia diferença no desenvolvimento de crianças
educadas em famílias tradicionais ou LGBT. O artigo de Loren Marks, por outro lado,
aponta que nenhum dos 59 estudos compara uma amostra ampla, aleatória e
representativa de casais gays ou de lésbicas com uma amostra de igual tipo de casais
heterossexuais.

O segundo estudo é do sociólogo Mark Regnerus na Universidade do Texas em Austin


e apresenta diferenças significativas do desenvolvimento das crianças de acordo com o
tipo de família onde são criadas. Regnerus lidera uma equipe de pesquisadores do
NFSS (Estudo de Novas Estruturas Familiares) da Universidade do Texas e conseguiram
entrevistar em 2011 uma amostra de 2988 adultos.

A pesquisa é original em três aspectos:

- Compara a renda familiar de casais gays, de casais lésbicos e casais hetero. A maior
parte dos estudos anteriores comparava indistintamente gays ou lésbicas com famílias
monoparentais ou divorciadas e não levavam em conta os diferentes extratos
socioeconômicos.

- A amostra considera apenas jovens adultos (18 a 39 anos) que falaram sobre suas
infâncias. Os outros estudos se concentraram nas respostas que os casais davam sobre
como suas famílias homo ou hetero educavam seus filhos. Uma diferença notável.

- O novo estudo se apoia numa mostra representativa da população dos EUA, em cima
dos dados obtidos no censo de 2010. Os estudos anteriores se apoiaram em amostras
que não podem ser aplicadas ao país como um todo.

Esclarecendo

Antes de falar dos resultados, dois pontos importantes precisam ser esclarecidos. A
pesquisa não pretende analisar a relação sobre o tipo de educação que um casal dá e o
desempenho das crianças, mas uma comparação entre os resultados obtidos com
casais gays ou lésbicos versus casais hetero. Por exemplo, quando o estudo conclui que
as crianças que tiveram um pai gay são muito mais propensas a sofrer de depressão
quando adultas do que as crianças que vêm de lares hetero, este não afirma que o pai
gay foi a causa da depressão do seu filho ou da sua filha, mas simplesmente que essas
crianças têm em média mais casos de depressão por razões não identificadas pelo
estudo. O estudo controlou variáveis como idade, sexo, raça, nível de escolaridade da
mãe, renda familiar, o tipo de legislação gay no estado de origem do entrevistado e a
experiência de ter sofrido bullying quando jovem. Esses controles foram usados para
evitar extrapolações nas conclusões.

Em segundo lugar, o estudo descobriu que as crianças que foram criadas por um casal
gay ou de lésbicas há pelo menos 15 anos atrás, eram geralmente concebidas dentro
de um casamento heterossexual, que, em seguida, passou por divórcio ou separação,
deixando a criança com uma mãe ou pai solteiro. Esses pais ou mães tiveram pelo
menos um relacionamento romântico com alguém do mesmo sexo, às vezes fora de
casa da criança, às vezes dentro. Para ser mais específico, entre os entrevistados que
disseram que sua mãe teve um relacionamento com alguém do mesmo sexo, uma
minoria, 23%, disseram ter passado pelo menos três anos vivendo na mesma casa com
a sua mãe e sua parceira. Apenas dois dos 15 mil pré-selecionados passaram um
período de 18 anos com as mesmas duas mães. Entre aqueles que disseram que seu
pai havia tido um relacionamento homossexual, 1,1% relataram passar pelo menos
três anos, juntamente com os mesmos dois homens.

Isto sugere que as relações do mesmo sexo dos pais eram muitas vezes de curta
duração, um achado consistente com uma pesquisa realizada sobre os níveis elevados
de instabilidade entre os parceiros de mesmo sexo. Apesar de usar uma amostra
grande, representativa da população dos EUA, e apesar de usar táticas de triagem
visando aumentar o número de entrevistados, um segmento muito pequeno relatou
ter sido criado pelos mesmos dois pais ou duas mães por um período mínimo de três
anos. Estudos de diferentes nações mostram também que, em média,
relacionamentos de casais do mesmo sexo são mais curtos do que os dos casais
hetero.

Resultados da pesquisa
(confira em: http://www.prc.utexas.edu/nfss/publications.html)

- 48% dos filhos de gays e 43% dos filhos de lésbicas se declaram negros ou hispânicos,
um número muito maior do que anteriormente encontrado nos estudos baseados em
amostras de conveniência. Crianças criadas por lésbicas tiveram quase quatro vezes
mais probabilidade de usar atualmente a assistência pública do que os filhos de
héteros. Como jovens adultos, os filhos de homoafetivos tinham também 3,5 vezes
mais probabilidade de estar desempregados do que os filhos de héteros.
- Os filhos de gays mostraram maior propensão para se envolver com a criminalidade.
Na média, tem mais registro de prisões e condenações do que os filhos de hetero. Os
filhos de lésbicas registraram o segundo maior nível de envolvimento em crimes e
prisões.

- Os filhos de lésbicas foram molestados sexualmente por um dos pais onze vezes mais
e os filhos de gays três vezes mais do que filhos de héteros. Quando a pergunta era
sobre ser forçados a ter intercurso sexual contra a vontade, os filhos de lésbicas
disseram quatro vezes mais “sim” do que os filhos de héteros. Os filhos de gays
disseram “sim” três vezes mais do que os filhos de héteros.

- Quanto à presença de doenças sexualmente transmissíveis (DST), os filhos de gays


registraram o problema três vezes mais, os filhos de lésbicas 2,5 vezes mais do que os
filhos de hetero (os filhos criados com padrasto tiveram 2 vezes mais do que o caso de
filhos criados com pai e mãe biológicos).

- Sobre o uso de maconha, os filhos de pais divorciados tiveram o pior registro: 1,5
vezes mais do que os filhos de pais que permaneceram casados.

- Quanto à percepção emocional de se sentirem seguros na infância, os filhos de


lésbicas tiveram os menores índices, seguidos dos filhos de gays. Na questão de acudir
a um terapeuta devido à ansiedade, depressão, etc. os filhos adotados tiveram o pior
índice, seguido dos filhos de lésbicas.

- No diagnóstico de depressão como adultos, os filhos de homoafetivos registram


índices muito maiores do que os filhos de héteros. Os filhos de gays tiveram 2 vezes
mais pensamentos de suicídio do que os filhos de lésbicas e 5 vezes mais do que os
filhos de héteros.

- Quanto à qualidade do relacionamento que possuem atualmente com outros adultos,


as respostas apontam que os filhos de lésbicas tiveram o pior desempenho, seguidos
dos filhos adotados, filhos com padrasto e filhos de gays.

- Quanto à infidelidade, filhos de lésbicas tiveram 3 vezes mais casos enquanto casados
(ou coabitando) que os filhos de héteros. Os filhos de gays tiveram 2 vezes mais casos.

- Na questão da orientação sexual, filhos de lésbicas são os que registram maior


inclinação para relacionamento com pessoas do mesmo sexo, bissexualidade e
assexualidade. Filhas de lésbicas tiveram em média uma mulher e quatro homens
como parceiros ao longo da vida. Filhas de héteros tiveram 0,22 mulheres e 2,79
homens parceiros no mesmo período. Filhas de gays são as que mais registraram
assexualidade.

Mais dados também em: www.familystructurestudies.com.


Conclusões

Estatisticamente, o estudo mostra evidências de que há diferenças profundas em ser


criado por casais héteros ou ser criado por casais LG. Mais ainda: ser criado pelo pai e
pela mãe biológicos, num lar sem separação ou divórcio, parece ser o que mais traz
vantagens para uma criança.

Crescendo com duas mães: um testemunho

Roberto Oscar Lopez foi um dos entrevistados no estudo de Mark Regnerus. Ele
também quis publicar o seu testemunho pessoal.

As crianças de pais de mesmo sexo terão um caminho duro pela frente. Eu sei disso
porque eu fui uma delas. Entre 1973 e 1990, quando minha mãe faleceu, ela e sua
parceira me criaram. Elas tinham casas separadas, mas passavam quase todos os fins
de semana juntos comigo em um trailer escondido discretamente em um parque a 50
minutos de distância da cidade onde morávamos. Como o mais novo dos filhos
biológicos de minha mãe, eu fui o único que teve uma infância sem o pai por perto.

Crescer com mães lésbicas foi muito difícil e não por causa do preconceito dos
vizinhos. As pessoas em nossa comunidade não sabia realmente o que estava
acontecendo em casa. Para os de fora, eu era uma criança normal, bem educada e
inteligente, terminando o colégio com notas excelentes.

Por dentro, no entanto, eu estava confuso. Quando a sua vida doméstica é tão
drasticamente diferente, você cresce meio estranho. Eu não tenho problemas de
saúde mental ou físicos. Apenas cresci em uma casa tão incomum que eu estava
destinado a existir como um ponto fora da curva.

Meus colegas aprenderam todas as regras não escritas de comportamento e de


linguagem corporal em suas casas; eles entenderam o que era apropriado para dizer
em determinadas situações e o que não era; eles aprenderam tanto dos tradicionais
mecanismos sociais masculinos como dos femininos. Eu não.

Mesmo quando os pais dos meus colegas eram divorciados, e muitos deles eram, eles
ainda assim cresceram vendo modelos sociais masculinos e femininos. Eles
aprenderam como ser duros e inflexíveis, abordagem típica da figura masculina, e
como dizer obrigado e ser sensível a partir da figura feminina. São estereótipos, é
claro, mas os estereótipos vêm a calhar quando você inevitavelmente tem que deixar a
segurança do trailer da sua mãe lésbica e tem que trabalhar e sobreviver em um
mundo onde todo mundo pensa em termos estereotipados, até mesmo os gays.
Eu não tive nenhuma figura masculina para seguir, e minha mãe e sua parceira
tampouco eram um pai tradicional ou uma mãe tradicional. Dessa forma, eu tinha
muito poucos sinais sociais para oferecer a potenciais amigos ou amigas, já que eu não
era nem confiante nem sensível para os demais. Eu afastava as pessoas e raramente
tive amigos. Os gays que cresceram em famílias de pais heterossexuais podem ter
lutado com a sua orientação sexual, mas quando chegaram ao vasto universo social
sabiam como agir, como falar, como se comportar, porque tiveram a vantagem de
aprender em casa. Muitos gays não percebem a bênção de ser criado em um lar
tradicional.

Minha vida doméstica não era tradicional nem convencional. Eu me tornei estranho
até mesmo aos olhos de gays e bissexuais que tinham pouca paciência para alguém
como eu. Eu era tão estranho para eles como para os heterossexuais. A vida é difícil
quando você é estranho. Mesmo agora, eu tenho muito poucos amigos e muitas vezes
sinto que não entendo as pessoas. Embora eu seja um trabalhador sério e capaz de
aprender rápido, tenho problemas em ambientes profissionais, pois os colegas me
acham bizarro.

Em termos de sexualidade, gays que cresceram em famílias tradicionais se


beneficiaram de pelo menos ver algum tipo de ritual de namoro ao seu redor. Eu não
tinha ideia de como me tornar atraente para as meninas. Quando eu pisava fora do
trailer das minhas mães, eu estava imediatamente marcado por causa dos meus
trejeitos de menina, roupas engraçadas e modos estranhos. Não é surpreendente que
eu tenha terminado a escola virgem, sem nunca ter tido uma namorada.

Quando cheguei à faculdade, acionei o “radar” de todo mundo e o grupo LGBT do


campus rapidamente se aproximou de mim para me dizer que era 100% certo de que
eu era um homossexual. Quando me tornei bissexual, disseram a todos que eu estava
mentindo, apenas ainda não estava pronto para sair do armário como gay. Assustado e
traumatizado pela morte de minha mãe, eu saí da faculdade em 1990 e cai no que
pode ser chamado de submundo gay. Ali aconteceram coisas terríveis comigo.

Quando eu tinha 28 anos me vi em um relacionamento com uma mulher, o que


chocou a todos que me conheciam e surpreendeu até a mim mesmo. Eu me chamo
bissexual porque levaria muito tempo para explicar como acabei me acertando depois
de quase 30 anos como gay.

O pesquisador Mark Regnerus mereceria crédito da comunidade gay, mas tem sido
silenciado. Ele fez um estudo identificando adultos que foram criados como eu. As
respostas não são favoráveis à agenda do casamento gay e dizem que ser criado num
lar desse tipo oferece um grande risco para os filhos crescerem desajustados, para o
álcool e outras substancias perigosas. Cada um desses casos são histórias humanas,
com muitas complexidades. Tal como é o meu caso, merecem ser contadas, mas o
movimento gay está trabalhando para que elas não sejam ouvidas.
Quero bem a minha mãe, mas não meço palavras quando tenho que dizer quão duro
foi crescer num lar gay. Os primeiros estudos sobre o tema abordam crianças que
ainda vivem num desses lares e, portanto, ainda não tem liberdade para falar.
Honestamente, eu fui reprimido, literalmente, durante décadas.

Como um homem, apesar de ser bissexual, eu não consigo ver a mãe do meu filho
como se ela fosse uma incubadora descartável. Tenho que ajudar a minha esposa
através das dificuldades da gravidez e da depressão pós-parto. Devo atender a suas
necessidades sexuais. Uma vez que me tornei pai, deixei de lado meu passado
homossexual e jurei nunca me divorciar da minha esposa ou ficar com outra pessoa,
homem ou mulher. Eu escolhi esse compromisso, a fim de proteger os meus filhos de
um drama doloroso. Quando você se torna pai, questões éticas giram em torno de
seus filhos e você tem que deixar de lado os seus próprios interesses.

“Muitas pessoas têm rejeitado a minha história com quatro simples palavras: “Você é
um conservador". Sim, eu sou. Porque isso aconteceu? Mudei para esse lado, porque
eu vivia precisamente o ambiente antinormativo, marginalizado e oprimido que a
esquerda celebra: Eu sou um intelectual latino bissexual, criado por uma lésbica, que
experimentou a pobreza no Bronx quando jovem. Eu sou perspicaz o suficiente para
perceber que as políticas sociais liberais não ajudam as pessoas nessas condições.
Condeno especialmente a atitude liberal de não fazer julgamentos sobre a sexualidade
das pessoas. No mundo gay do Bronx, eu limpei um número suficiente de
apartamentos de homens que tinham morrido de AIDS e entendi que a resistência à
tentação sexual é fundamental para qualquer tipo de sociedade humana. O sexo pode
ser prejudicial não só por causa de doenças infecciosas, mas também porque nos deixa
vulneráveis e mais propensos a se apegar a pessoas que não nos amam. A esquerda
não entende nada disso. É por isso que eu sou conservador.

Robert Lopez é professor assistente de inglês na California State University-


Northridge.
Estudo de Mark Regnerus é
cientificamente válido
A Universidade do Texas em Austin afirmou que levou a cabo uma investigação e não
encontrou qualquer evidência de má-conduta no estudo que apurou que as crianças
de “famílias” homossexuais “são mais susceptíveis de 1) reportarem estar sem
emprego, 2) serem menos saudáveis, 3) serem mais deprimidos, 4) terem traído o/a
esposo/a ou o/a parceiro/a, 5) fumar, 6) ingerir drogas, 7) terem tido problemas com
a lei” do que as crianças de famílias tradicionais pai-mãe.

Num comunicado da Universidade do Texas, emitido recentemente, lê-se:

A Universidade do Texas determinou que nenhuma investigação formal é necessária


em torno das alegações de má-conduta científica apresentadas contra o professor
assistente Mark Regnerus em relação ao seu artigo de Julho último publicado na
revista Social Science Research.

O comunicado dizia ainda que o painel consultivo composto por 4 altos-membros do


corpo docente da universidade foi consultado, para além dum consultor externo com o
nome de Alan Price, a quem foi pedido que revisse as acusações como parte do
inquérito que a universidade estava a fazer devido às alegações feitas pelo
homossexual Scott Rosensweig numa carta enviada à escola.

A conclusão foi a de que os assuntos listados englobavam-se na cláusula de que “erros


comuns, diferenças bem intencionadas de interpretação dos dados, desacordos
acadêmicos ou políticos, opiniões pessoais ou profissionais bem intencionadas, ou
comportamentos ou pontos de vista morais e éticos não são má-conduta.”

A universidade disse que considera o assunto fechado depois de Robert Peterson,


Oficial da Integridade na Pesquisa, ter dito aos oficiais que “nenhuma das alegações de
má conduta científica avançadas pelo senhor [Rosensweig] foram confirmadas pelos
dados físicos, pelo material escrito ou pela informação disponibilizada durante as
entrevistas.” Ele escreveu que “não existiam evidências” que apoiavam a inferência de
Rosensweig de que, como ele acreditava que havia falhas no estudo, então tinha que
ter ocorrido má-conduta científica.

Regnerus (na foto) havia escrito um comentário em torno do seu estudo no Slate.com,
onde ele dizia que um “tema recorrente” entre os adultos, educados por “pais” do
mesmo sexo e que reportavam “mais parceiros e parceiras sexuais, mais vitimização
sexual, e eram mais prováveis de olhar negativamente para a sua infância” que as
crianças de famílias pai-mãe, eram “a instabilidade familiar, e muita dela.”.

Ele explicou que este estudo “recolheu dados de modo aleatório entre os jovens
adultos Americanos – que, para além dos censos, foi o maior conjunto de dados
populacional preparado para responder a questões em torno de famílias onde as mães
ou os pais estavam num relacionamento homossexual.”.
Regnerus disse que todos os participantes que responderam de modo afirmativo
foram entrevistados:

Como viemos, a saber, mais tarde, as diferenças eram numerosas. Por exemplo, 28%
dos adultos que foram educados por mulheres envolvidas numa relação homossexual
encontravam-se presentemente sem emprego, comparados com os 8% daqueles que
foram educados em famílias compostas por um pai e uma mãe.

40% dos primeiros [educados por lésbicas] admitem terem tido um caso enquanto já
se encontravam casados ou em regime de coabitação, comparados com os 13%
daqueles que foram educados por um pai e uma mãe.

19% dos primeiros disse que se encontravam por essa altura, ou haviam estado
recentemente, em psicoterapia devido a problemas com a ansiedade, depressão, ou
com relacionamentos, comparados com os 8% dos últimos.

Estas são apenas 3 das 25 diferenças que descobri.

Ele disse que o ponto principal do estudo é que “os cientistas sociais, os pais, e os
proponentes fariam uma decisão mais sensata se daqui para frente simplesmente
evitassem assumir que as crianças estão bem.”.

Num comentário William Saletan escreveu:

Mark Regnerus é intolerante e cheio de ódio. … A sua mais recente pesquisa em torno
da paternidade homossexual [sic] é intencionalmente enganadora, e busca rebaixar os
pais gays e as mães lésbicas…. A sua “ciência-lixo” não merece cobertura ou
credibilidade.

Rosensweig havia alegado que existiam problemas com o estudo de Regnerus devido
ao fato dele ter “aparentemente falsificado os dados”, “ter construído a metodologia
de pesquisa duma forma aparentemente inadequada e inapropriada”, ter sido “mal-
intencionado, usado comparações inválidas” e que ele “aparentemente alimenta a
confusão difamatória da NOM que associa os homossexuais com os pedófilos.”.

Mas a universidade determinou que “visto que nenhuma evidência foi disponibilizada
que confirmasse que o comportamento em questão tenha sido fruto de má-conduta
científica, nenhuma investigação formal é necessária.”.

A Alliance Defending Freedom disse que o estudo da New Family Structures “sugere
que existem distinções nos resultados para os jovens adultos criados nos mais variados
ambientes, com experiências familiares distintas”. David Hacker, consultor jurídico
sênior da ADF, afirmou:

As universidades Americanas devem sempre servir de mercados livres de busca da


verdade. Discordar com as conclusões dum estudo não é o suficiente para se
levantarem acusações de má-conduta. … Nós não estamos surpreendidos com o fato
dessas acusações terem sido determinadas como sem fundamento. Este estudo
compreensivo, revisto por pares, foi composto por acadêmicos e pesquisadores das
mais variadas disciplinas e com pontos de vista ideológico distintos, num espírito de
cordialidade e razoável averiguação dos fatos. Concordamos com as conclusões do
inquérito levado a cabo pela AT-Austin.