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Mapeação: uma proposta de assistência social à população de


Quixadá a partir da conexão do Design e Arquitetura da Informação
visando promover o desenvolvimento social do município

Mapeação: ​a proposal of social assistance for the Quixadá’s population


from the connection of Design and Information Architecture aiming at the social
development of the municipality

Francisca Andrine Nascimento de Carvalho Paulo Guilherme Floriano da Silva


Universidade Federal do Ceará Universidade Federal do Ceará
andrinenascimento.7@gmail.com p.gpaulo81@gmail.com

Jéssica Maria Ávila dos Santos​ ​Rute Cristina da Silva Pereira


Universidade Federal do Ceará Universidade Federal do Ceará
jesssicavilas@gmail.com rutecristina36.rc@gmail.com

Kaique Jorge da Silva ​Yonara Maria Lima Damasceno


Universidade Federal do Ceará Universidade Federal do Ceará
kaiquejor@gmail.com yonaradamasceno@hotmail.com

RESUMO

O presente artigo apresenta o projeto de design ‘Mapeação’ como uma proposta de


solução digital para deficiências na gestão de dados sobre famílias, residências e
estruturas gerais do município de Quixadá. Ele estuda o Cadastro Único, instrumento que
permite o acesso de famílias vulneráveis socioeconomicamente aos benefícios oferecidos
pelos Programas Sociais do Governo Federal, com o objetivo de diminuir os índices de
pobreza do país. Para a fundamentação do projeto, foram realizadas as pesquisas teórica
e de campo. Na pesquisa teórica foram realizados estudos sobre conceitos que
permitiram estruturar de forma coerente todas as etapas de desenvolvimento do projeto.
Na pesquisa de campo feita na Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) do
município, foram realizadas entrevistas com beneficiários do Cadastro Único e
funcionários da Secretaria, observações, e um grupo focal com os funcionários. Com os
resultados obtidos, foi possível identificar a raiz do problema estudado: falhas na gestão
dos dados registrados no Cadastro Único. Diante disso, o projeto ‘Mapeação’ propõe a
concepção de um sistema digital que contribua para a melhoria da gestão desses dados,
visando melhorar o planejamento de ações sociais do município.

Palavras-chave: Desenvolvimento Social. Gestão Pública. Arquitetura da Informação.


Design de Informação.

ABSTRACT
2

The following article presents the design project “Mapeação” that proposes a digital
solution for the shortcoming in the management and data collection about families,
residences, and general structures of the County of Quixadá. It studies the Cadastro
Único tool (Brazil’s register of social programs), that allows socioeconomically vulnerable
families to access benefits offered by the Social Programs of the Federal Government,
aiming to decrease poverty rates of the country. In order to base the project, theoretical
and field research were performed. In the theoretical research, studies on basic concepts
allowed coherent structuring of all stages of project development. In the field research at
the Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) of the county, interviews with
beneficiaries of the Cadastro Único and employees of the Secretaria, observations and a
focus group with the employees were performed. With the results, it was possible to
identify the root of the problem studied: failures in the management of the data registered
in the Cadastro Único. Therefore, the “Mapeação” project proposes the design of a digital
system that contributes to the improvement in the management of these data, aiming to
improve the planning of social action of the county.

Keywords:​ ​Social Development​. ​Public Management. I​ nformation ​Architecture.


Information Design

1 INTRODUÇÃO

O Cadastro Único foi criado pelo Governo Federal brasileiro para registrar, em um
único cadastro, dados de famílias de baixa renda e permitir a essas famílias o acesso à
diferentes benefícios de Programas Sociais Governamentais, visando diminuir os índices
de pobreza do país. Entretanto, no município de Quixadá, o sistema de gerência dos
dados das famílias beneficiárias do Cadastro Único apresenta falhas.
Os dados coletados para a realização do cadastro são armazenados inicialmente
em formulários físicos e depois são repassados para um sistema digital, o Sistema de
Benefícios ao Cidadão (SIBEC). Entretanto, há uma falha técnica no SIBEC que impede
que sejam gerados relatórios atuais, mesmo quando os dados armazenados no sistema
estão devidamente atualizados. Assim, há a necessidade de tratamento manual sobre
esses relatórios para que se possa ter o mínimo de visualização informativa. Dessa
forma, os relatórios gerados não permitem uma visualização da real situação em que se
encontra o município, o que dificulta o planejamento de ações sociais para o
desenvolvimento do município. Além disso, o SIBEC funciona exclusivamente online e
não salva o progresso das atividades que vinham sendo realizadas no sistema caso se
perca o acesso à internet.
Diante desse cenário, foi desenvolvido o projeto Mapeação, um sistema que
consiste em dispor a visualização dos dados sobre a constituição das famílias,
3

residências, infraestruturas das ruas e dos bairros, e estruturas gerais do município de


Quixadá em um mapa geográfico, com o objetivo de melhorar a gestão desses dados,
permitindo maior controle e segurança no armazenamento, além de possibilitar a
visualização de dados gerais de forma clara e objetiva. Ao acessar esses dados em
mapa, a Prefeitura Municipal de Quixadá saberá que investimentos financeiros prioritários
cada bairro do município necessita em relação a escolaridade, desemprego, moradia e
saúde. Além disso, o sistema Mapeação permite a aproximação entre beneficiários do
Cadastro Único e funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Social ao dispor de
quatro tipos de usuários: beneficiários, gestores, assistentes sociais e entrevistadores.
O projeto Mapeação espera contribuir para gerar desenvolvimento social e
humano ao integrar dados da constituição das famílias e estruturas gerais do município e
promover melhorias na assistência social de Quixadá ao aproximar beneficiários do
Cadastro Único e funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Social.

2 METODOLOGIA

Visando angariar dados e fomentar estudos do índice de desenvolvimento social


no município de Quixadá, foi realizada uma ​pesquisa referencial​: pesquisa teórica,
pesquisa de campo, pesquisa de produtos similares e pesquisa iconográfica​.
A pesquisa teórica buscou reunir documentos e análises para compreensão do
funcionamento dos órgãos e ações voltados para o desenvolvimento social no município.
Além disso foram agregadas informações sobre programas governamentais, como Bolsa
Família e ​o Centro de Referência de Assistência Social (​CRAS). A pesquisa oportunizou
o acesso a informações e documentos cedidos pela Secretaria de Desenvolvimento
Social do município de Quixadá, que permitiram uma análise fundamental do número de
pessoas beneficiadas por programas governamentais no âmbito municipal, apresentando
o revés encontrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social na obtenção ineficiente de
dados coletados, subsidiando um caminho de possibilidades dentro da construção do
projeto. Com as informações coletadas na pesquisa teórica, percebeu-se a necessidade
de conhecer melhor o público-alvo. Para isso, foi realizada uma pesquisa de campo.
Na pesquisa de campo, foram realizadas entrevistas com beneficiários do
Cadastro Único e funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Social, um grupo focal
com os funcionários e uma pesquisa de observação no ambiente da Secretaria de
Desenvolvimento Social. Todos os métodos de coleta de dados utilizados na pesquisa
foram fundamentais para conhecer os valores e necessidades do público-alvo e identificar
e analisar a raiz do problema social a ser resolvido. A partir dessa identificação, foi
4

realizada uma pesquisa dos produtos similares ao produto pensado como solução para o
problema.
A pesquisa de produtos similares permitiu identificar os problemas contidos no
sistema atual utilizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e possibilitou o estudo
de possíveis soluções para esses problemas. A pesquisa proporcionou ainda o
entendimento sobre sistemas que disponibilizam informações em mapa, visando a
organização e o desempenho do trabalho realizado a partir do uso do sistema. Com a
pesquisa de produtos similares em andamento, notou-se a necessidade de documentar
uma pesquisa iconográfica que ajudaria na criação da identidade visual do projeto.
A pesquisa iconográfica viabilizou a união de imagens e ícones gráficos a serem
utilizados como referência na construção da identidade visual do projeto. As imagens
pesquisadas permitiram identificar padrões de comunicação, contribuindo para o
desenvolvimento de um sistema que utilize uma linguagem visual de fácil entendimento
dos usuários, permitindo uma aproximação desses usuários com o sistema.
A partir da pesquisa referencial, a ​solução foi construída com o apoio dos estudos
complementares realizados dentro das áreas de Semiótica e Interação
Humano-computador (IHC), que possibilitaram uma compreensão de forma ampla e
linear do projeto de modo integralizado. A solução consiste em um sistema de
levantamento, gerenciamento e planejamento das ações humano e social do município
de Quixadá. Após a definição da solução, foram concebidos protótipos do produto final.
A prototipação de telas do sistema foi realizada com base na arquitetura da
informação desenvolvida a partir dos dados da constituição das famílias, residências,
infraestruturas das ruas e bairros, e estruturas gerais do município de Quixadá. Além
disso, foram consideradas as funções, necessidades e metas dos usuários. Após o
desenvolvimento de protótipos, foi realizada uma avaliação do sistema com foco na
Interação Humano-computador.
Para realizar a avaliação foi utilizado o Método de Inspeção Semiótica (MIS).
Segundo Barbosa e da Silva (2010, p. 330) “O objetivo da inspeção semiótica é avaliar a
qualidade da emissão da metacomunicação do designer codificada na interface. Portanto,
não é necessário envolver usuários nessa avaliação”.

3 PESQUISA REFERENCIAL

Abordaremos nesta seção questões relacionadas ao desenvolvimento social, gestão


pública, arquitetura da informação e design de informação. Para isso, distribuímos de
forma lógica todos os itens aqui dispostos.
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3.1 Fundamentação teórica

No município de Quixadá, as áreas precárias de desenvolvimento humano e


social não são adequadamente visíveis aos órgãos públicos, impossibilitando a
intervenção destes para o melhor desenvolvimento do município. Neste contexto, a
disponibilização da visualização de dados da constituição das famílias e estruturas gerais
do município se faz necessária para gerar informações e estatísticas que indiquem o
quão necessitado de ações de desenvolvimento se encontra cada bairro do município.
Para projetar uma solução para os problemas mencionados acima, nos
aprofundamos nos conceitos de desenvolvimento social, gestão pública, arquitetura da
informação e design de informação: a partir do entendimento sobre as necessidades da
população quixadaense, foi possível fundamentar e justificar a existência do projeto, que
tem o desenvolvimento social como base de estudo; o termo ‘gestão pública’ é utilizado
para esclarecer e sintetizar o tipo de gestão que o sistema enfoca; a arquitetura da
informação foi utilizada para organizar e estruturar informações dentro do sistema de
forma a tornar eficiente a gestão dos dados; por fim, o estudo do design de informação
permitiu identificar formas eficientes de disponibilizar a visualização da informação.

3.1.1 Gestão pública para o desenvolvimento social

3.1.1.1 Desenvolvimento Social

A palavra desenvolvimento, no âmbito social, pode ser interpretada


equivocadamente e ligada diretamente ao crescimento econômico, a partir do momento
que alguns fatores circunstanciais são desconsiderados, tais como desenvolvimento
humano e coletivo. Para Righi, Pasche e Akerman (2006):

Promover o desenvolvimento social é refutar a ideia de que somente o


crescimento econômico possa gerar melhorias nas condições de vida
através da teoria do “gotejamento”, ou que, “só com o crescimento do
bolo” é que se pode levar benefícios aos mais pobres. Com isso
entende-se o desenvolvimento não só como melhoria do capital
econômico (fundamentos da economia, infra-estrutura, capital comercial,
capital financeiro, etc) e do capital social (valores partilhados, cultura,
capacidades para agir sinergicamente e produzir redes e acordos
voltados para o interior da sociedade). (RIGHI; PASCHE; AKERMAN,
2006, p.11).

Portanto, de modo geral, adotar apenas um aspecto de desenvolvimento social


seria ignorar toda uma base fundamental para progresso de uma sociedade igualitária.
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Uma análise que julgue conceber o conceito de desenvolvimento social, deve contemplar
todas essas vertentes.
O projeto ‘Mapeação’, espera contribuir para gerar desenvolvimento social no
município de Quixadá. Para isso, são propostas melhorias nas estratégias de gestão
pública no âmbito social, especificamente na gestão dos dados coletados através do
Cadastro Únic​o.
Segundo o Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) (2015), periodicamente, o
MDS mede a qualidade da gestão nos estados e nos municípios, a partir do Índice de Gestão
Descentralizada (IGD) e, com base nesse índice, repassa recursos para apoiar as atividades
em cada local.
Diante disso, a solução proposta pelo projeto consiste na criação de um sistema
que permita a espacialização de dados da constituição das famílias, residências,
infraestruturas das ruas e bairros, e estruturas gerais do município em um mapa
geográfico. Dessa forma, o sistema visa indicar as áreas precárias de investimentos
financeiros e promover o desenvolvimento de ações para mudar o cenário de
precariedade dessas áreas.

3.1.1.2 Gestão pública

Utilizamos o termo ​gestão pública para designar um campo de conhecimento (ou


área que integra um campo de conhecimento) e de trabalhos relacionados às
organizações cuja missão seja de interesse público ou afete este, explicando como se dá
a construção e organização do estado para alterar ou manter determinada realidade.
Uma importante tarefa que é a base para uma boa gestão pública e que deve ser
feita antes da realização das atividades é o seu planejamento estratégico, detalhando
quais atividades devem ser realizadas e de que forma, tendo em primeiro plano objetivos
a serem atingidos.
A aplicação da gestão pública na solução de design do projeto ‘Mapeação’ é
importante para que seja possível obter controle no método de trabalho, acompanhar
orçamentos e aplicações das ações, para que as atividades sejam bem programadas de
forma que sejam possíveis de serem realizadas e gerem resultados positivos. A gestão
pública torna viável a utilização da arquitetura da informação como método de
organização, estruturando dados e tornando possível visualizar áreas carentes de
desenvolvimento.
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3.1.2 Arquitetura da informação

Conceitua-se como Arquitetura da informação ​a criação de ​um modelo


organizacional da informação, que se baseia na acessibilidade, localização, navegação e
categorização das informações contidas no sistema (MORES; RAMOS; PRADO, 2010).
Através do modelo criado, o usuário é capaz de concluir suas tarefas rapidamente
e conduzir como um fio condutor uma organização, captura e interpretação da informação
(FARIA; PALOS; OLIVEIRA, 2015). Ao se ter interação entre o usuário e a interface do
qual ele está interagindo, antes de tomadas de decisão é importante elaborar um
caminho estratégico para obtenção de informação, para posteriormente, com um caminho
claro dar início a ação (FARIA; PALOS; OLIVEIRA, 2015). Em uma arquitetura bem
construída, essa elaboração se dá de forma intuitiva.
Para o desenvolvimento do projeto ‘Mapeação’, foram utilizados os conceitos de
arquitetura da informação para classificar e estruturar os dados da constituição das
famílias, residências, infraestruturas das ruas e bairros, e estruturas gerais do município
de Quixadá. A partir disso, foi possível, através dos conceitos de design de informação,
analisar de forma coerente como seria disponibilizada a visualização desses dados.

3.1.3 Design de Informação

O design de informação pode ser associado a disposição de informações em


interfaces digitais de forma clara e objetiva, visando o entendimento rápido e correto do
usuário sobre essas informações. Entretanto, não basta investir apenas na estética e
coerência da interface, deve-se valorizar e explorar a forma como a mensagem é
passada para o usuário. Niemeyer (2003) explica que:

Após a II Guerra Mundial, com a consolidação da ergonomia, um outro


paradigma do design veio se somar ao funcionalismo: a adequação do
produto ao usuário. Já nas últimas décadas do século passado, a
importância da significação ganha crescente relevância no
desenvolvimento de projeto de sistemas de uso e nos sistemas de
informação. A partir de então, não basta algo ser formalmente agradável,
ser funcional, prover uma boa interface. É mister também o produto
portar a mensagem adequada, "dizer" o que se pretende para quem
interessa. (NIEMEYER, ​2003, p. 18)
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A utilização de infográficos para apresentar informações é uma maneira eficaz de


trabalhar o design de informação de forma dinâmica. Os infográficos devem apresentar
informações de forma rápida e clara, por mais complexas que sejam essas informações.
Segundo a American Library Association (ALA) (1989, p. 1) “Para ser competente em
informação, o indivíduo deve ser capaz de reconhecer a necessidade de informação e ter
a habilidade de localizar, avaliar e usar com eficácia a informação necessária.”
No projeto ‘Mapeação’, o design de informação se aplica de forma a apresentar
aos gestores responsáveis pelo planejamento de ações sociais os dados da constituição
das famílias, residências, infraestruturas das ruas e bairros, e estruturas gerais do
município de Quixadá de forma clara e objetiva, dispondo esses dados em mapa e
utilizando gráficos e infográficos, visando a compreensão rápida e correta dos dados
apresentados.

3.2 Pesquisa de campo

O primeiro passo dado para entender a raiz do problema social a ser resolvido foi
a realização de um grupo focal com funcionários da Secretaria de Desenvolvimento
Social. Após esse primeiro contato com o público-alvo, foi possível identificar problemas
que, em sua maioria, eram resultantes de uma falha na gestão e no levantamento dos
dados sobre as famílias cadastradas em Programas Sociais do Governo Federal. Com
isso, foi decidido que a solução para os problemas identificados consistiria na concepção
de um sistema integrado de levantamento, gerenciamento e planejamento das ações de
desenvolvimento humano e social do município de Quixadá.
Para projetar essa solução, surgiu a necessidade da realização de entrevistas
com funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Social e beneficiários do Cadastro
Único. As entrevistas foram realizadas objetivando definir os perfis dos usuários e
entender suas necessidades.
Visando compreender os processos de cadastramento e identificar problemas no
método de trabalho utilizado, foi realizada, além do grupo focal e das entrevistas, uma
pesquisa de observação no ambiente de trabalho dos funcionários da Secretaria de
Desenvolvimento Social.

Grupo focal
9

O grupo focal foi realizado com funcionários da Secretaria de Desenvolvimento


Social, e teve duração média de 15 minutos. Os participantes do grupo relataram os
métodos de trabalho e desafios enfrentados na realização de tarefas.
No grupo focal foi possível identificar e diferenciar cargos e funções no âmbito do
trabalho: 1) ​entrevistadores, responsáveis por realizar a coleta de dados tanto para a
realização quanto para a atualização de cadastros; 2) ​digitadores, responsáveis por
atualizar e alimentar o SIBEC (Sistema de Benefícios ao Cidadão) através dos
formulários preenchidos pelos entrevistadores; 3) ​gestores, responsáveis por gerenciar a
secretaria, designar funções e cargos, gerar relatórios e planejar ações sociais; 5)
assistentes sociais​, responsáveis pela pesquisa de campo e verificação da veracidade
dos dados das famílias.
Durante a conversa, os funcionários relataram que o cadastramento é realizado
inicialmente em fichas físicas e só depois os dados coletados são armazenados em
sistema digital. Em relação a esse método de cadastramento, as opiniões ficaram
divididas: alguns dos funcionários acreditam que o processo de cadastramento por fichas
físicas é o método mais seguro devido a possível necessidade de comprovação de
dados; outros acreditam que armazenar os dados apenas em sistema digital, permitindo o
uso de assinatura digital ou biometria para comprovação de dados, é mais prático, seguro
e eficiente. Ainda nesse contexto, foi mencionado que em dias de intenso fluxo de
atendimento, os digitadores realizam os cadastros e atualizações diretamente no sistema
online e ao fim geram um documento para legitimar o processo e informações
cadastradas.
Os gestores relataram que encontram dificuldades na elaboração de relatórios e
na visualização dos dados armazenados no sistema. Os dados não são devidamente
gerados nos relatórios mesmo estando atualizados, havendo a necessidade de realizar
tratamento manual para se ter o mínimo de visualização informativa.

Entrevistas

As entrevistas foram realizadas com funcionários da Secretaria de


Desenvolvimento Social e beneficiários do Cadastro Único visando definir os perfis dos
usuários e entender suas necessidades. No total foram entrevistados dois funcionários e
seis beneficiários. O roteiro utilizado na entrevista com beneficiários consta no apêndice
A deste artigo.
Com os resultados das entrevistas com beneficiários, foi possível constatar que a
maioria desse público possuem acesso à internet apenas pelo celular, não são
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devidamente notificados da necessidade de atualização do cadastro e não possuem


renda, sustentando a família apenas com o benefício recebido.
Quatro dos seis beneficiários entrevistados relataram preferência para que o
cadastramento no Cadastro Único seja realizado apenas em sistema digital, alegando
que esse método é mais rápido e seguro. Os outros dois entrevistados acreditam que a
realização do cadastro em formulários físicos é o processo mais seguro, no caso do
sistema digital apresentar algum problema técnico.
Com as entrevistas realizadas com os funcionários, coletamos a informação que o
SIBEC funciona exclusivamente online e não possui a funcionalidade de salvar o
progresso de atividades realizadas. Foi relatado que, com as oscilações de acesso a
internet que ocorrem no ambiente da secretaria, os processos de atualização e
cadastramento não são devidamente salvos e necessitam ser reiniciados.

Pesquisa de observação

A pesquisa de observação realizada no ambiente da Secretaria de


Desenvolvimento Social durante os processos de cadastramentos e atualizações de
cadastros teve duração de 2 horas e foi realizada apenas uma vez.
Com a pesquisa, foi possível constatar que as entrevistas ocorrem em uma sala
com apenas cerca de 3x4m​2​, considerada pequena para acomodar os seis funcionários e
igual número de candidatos.
Observamos ainda que: alguns candidatos têm dificuldade para assinar devido a
deficiências visuais e diferentes graus de analfabetismo; o cadastramento é feito
inicialmente em formulário físico e em seguida é passado para o SIBEC; os candidatos a
ser beneficiários não possuem conhecimento da documentação necessária para a
realização do cadastro, tendo que se deslocar mais de uma vez até a secretaria e realizar
o cadastro.

3.3 Pesquisa Iconográfica

Com a realização da pesquisa iconográfica foi possível conhecer padrões de


ícones e imagens que são utilizados para representar mapa e conexão, dois termos que,
de forma resumida, mostra toda a ideia e identidade do projeto ‘Mapeação’. A partir do
estudo e análise dos ícones e imagens utilizados em produtos similares, definimos quais
desses elementos seriam utilizados no nosso projeto e de que forma.
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Para representar a conexão entre dados, entre as áreas da saúde, educação e


desenvolvimento social, e entre os usuários do sistema, utilizamos como elementos
visuais círculos que se conectam, passando uma ideia de rede de conexão. Esses pontos
de conexão foram utilizados também para desenvolver a marca do projeto, que é definida
como um mapa que forma a letra ‘M’ e se conecta em pontos específicos.

Conexão1 Map Route2

4 SOLUÇÃO

Conceito de Criação

A solução projetada é definida como um sistema integrado de levantamento,


gerenciamento e planejamento das ações de desenvolvimento humano e social, baseado
em dados da constituição das famílias, residências, infraestruturas das ruas e bairros, e
estruturas gerais do município de Quixadá, visando: melhorar o levantamento de dados
sobre a população, o atendimento aos cidadãos, e gerar desenvolvimento social.

Estratégia de Design

A Estratégia de Design (Figura 1) foi realizada a partir de três visões: “Meu


tempo”, “Cliente” e “Público-alvo”. Na visão ‘“Meu tempo” identificamos valores
tecnológicos, estéticos e socioculturais do contexto atual em que vivemos, com destaque
para as formas de comunicação e armazenamento de dados mais utilizados atualmente.
Na visão “Cliente” relatamos os objetivos e necessidades do cliente em relação ao
produto, destacando os objetivos que visam melhorar a assistência social oferecida a

1
Fonte:​ https://www.freepik.com
2
Fonte: ​https://www.iconexperience.com
12

pessoas de baixa renda e as necessidades ligadas a gestão de dados e a otimização do


trabalho dos funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Social.
Por fim, utilizamos a visão “Público-alvo” para identificar os valores e
necessidades dos usuários. A análise foi dividida de acordo com cada perfil de usuário:
assistente social, beneficiário, entrevistador e gestor. Dessa forma, foi possível visualizar
com clareza as dificuldades e preferências de cada usuário, sendo identificado valores
semelhantes para assistentes sociais e beneficiários, como o uso de vocabulário
simplificado e o acesso a dispositivos móveis. Identificou-se, ainda, que funcionários e
gestores possuem necessidades semelhantes no âmbito profissional, como a
necessidade da utilização da tecnologia para cumprir tarefas.

Figura 1 - Estratégia de Design

Fonte: elaborada pelos autores

Ao analisar conjuntamente todos os valores levantados e visando contribuir para a


resolução dos problemas apontados pelos funcionários da Secretaria de
Desenvolvimento Social, o projeto Mapeação propõe a criação de um sistema que,
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utilizando a metodologia de arquitetura da informação, organiza em mapa os dados da


constituição das famílias, residências, infraestruturas das ruas e bairros, e estruturas
gerais do município, visando melhorar o gerenciamento e a visualização desses dados. O
sistema possui quatro tipos de usuários: assistentes sociais, beneficiários,
entrevistadores e gestores, promovendo assim a integração social entre os usuários do
sistema, dando um suporte maior aos beneficiários, que necessitam de assistência social.

5 PROJETO DE DESIGN

A logomarca do projeto ‘Mapeação’ (Figura 2) foi concebida a partir do uso de


elementos gráficos que representam pontos de conexão, que dão forma a um mapa, que
por sua vez, forma a letra ‘M’, de ‘Mapeação’. O uso de elementos de conexão
representam a conexão existente entre as áreas de desenvolvimento social, saúde e
educação, e entre os usuários do sistema. A composição da logomarca foi estabelecida
com o intuito de provocar uma harmonia e coerência visual. Para Gomes Filho (2008):

A harmonia diz respeito à disposição formal bem organizada e


proporcional no todo ou entre as partes de um todo. Na harmonia plena,
predominam os fatores de equilíbrio, de ordem e de regularidade visual
inscritos no objeto ou na composição, possibilitando, geralmente, uma
leitura simples e clara. É, em síntese, o resultado de uma perfeita
articulação visual na integração e coerência formal das unidades ou
partes daquilo que é apresentado, daquilo que é visto. (GOMES FILHO,
2008, p. 51)

Figura 2 - Logomarca

Fonte: elaborada pelos autores

Para a criação da identidade visual do projeto foram selecionadas cores e


tipografias coerentes com a proposta do projeto. A paleta de cores selecionada contém
as seguintes cores: 1) azul, utilizada na logomarca com o intuito de promover uma
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visualização mais sutil e confortável; 2) laranja, também utilizada na logomarca, busca


destacar a palavra ‘ação’ no nome da marca, e, no projeto, representa a produtividade; 3)
roxo, visando causar a boa leiturabilidade dos textos na interface do sistema; 4) verde,
presente no ícone que indica a positividade em relação ao desenvolvimento de uma
determinada área do município, e, no projeto, é a cor que representa o desenvolvimento
social; 5) amarelo, além de simbolizar a relevância da visualização e distribuição das
informações sociais, é utilizada para representar uma área está em nível intermediário de
cuidados e que deve ser averiguada; 6) vermelho, presente no ícone de alerta para
chamar a atenção do gestor para as zonas que necessitam de atenção urgente.
Para o sistema, foi escolhida a tipografia Louis George Café, visando promover a
facilidade de leitura, devido a inexistência de serifa e a leveza do traço da fonte, para que,
durante o processo de cadastramento, tanto o entrevistador quando o beneficiário
consiga ler e compreender, sem dificuldades, as informações dispostas no sistema. Já
para a marca, foi selecionada a tipografia manuscrita Rochester, objetivando tornar a
identidade da marca mais humanizada, caracterizando o projeto ‘Mapeação’, que lida
com o desenvolvimento humano e social.
Para o desenvolvimento dos protótipos da interface do sistema, foram construídos
dois projetos: projeto de informação e projeto de navegação. O projeto de informação foi
concebido a partir da arquitetura da informação baseada em dados da constituição das
famílias, residências, infraestruturas das ruas e bairros, e estruturas gerais do município
de Quixadá. Esses dados foram estruturados de forma lógica, visando uma organização
adequada para a compreensão clara desses dados e implementação correta na interface
digital. Com o projeto de informação estruturado, foi construído o projeto de navegação,
que organiza toda a navegação do sistema de forma a tornar clara a compreensão sobre
todas as funcionalidades existentes no sistema. A partir do desenvolvimento dos
protótipos da interface, foi concebido o projeto de interação, buscando mostrar a forma
como o sistema funciona a partir da demonstração de como deve ser a interação dos
usuários com o sistema.

6 MATERIAIS E TECNOLOGIAS

6.1 Desenvolvimento

Para definir os dispositivos e navegadores a serem suportados, foram analisados


os valores tecnológicos e as necessidades dos usuários do sistema projetado, que é
definido como um sistema de levantamento, gerenciamento e planejamento de ações de
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desenvolvimento humano e social. Considerando que o sistema dispõe de quatro tipos de


usuários, sendo eles entrevistadores, assistentes sociais e gestores da Secretaria de
Desenvolvimento Social e beneficiários do Cadastro Único, fica clara a necessidade da
disponibilização de uma mesma ferramenta para públicos com valores tecnológicos e
socioculturais distintos.
A partir da análise dos perfis de usuário, foi possível perceber a necessidade do
desenvolvimento de uma aplicação móvel do sistema para tablet, visando a eficiência e
praticidade do trabalho dos entrevistadores e assistentes sociais para realizar a coleta de
dados dos beneficiários. Devido às condições de trabalho dos entrevistadores, que
realizam várias entrevistas em uma única sala e ao mesmo tempo, a utilização do tablet
possibilita que o funcionário e o entrevistado sentem lado a lado na realização da
entrevista, tornando o processo mais humanizado. Para os assistentes sociais, que
coletam dados indo a campo, o tablet é o equipamento mais adequado para ser utilizado
como ferramenta de trabalho, pois se trata de um dispositivo móvel. Entretanto, para uma
melhor experiência de uso dos gestores, há a necessidade da disponibilização do sistema
como um portal, devido a necessidade dos gestores de realizar as tarefas de gerenciar e
planejar ações. Por fim, para permitir um fácil acesso aos beneficiários, que, em sua
maioria, possuem acesso à internet apenas pelo celular, a aplicação móvel do sistema
seria disponibilizada também para celulares.
Para a construção do projeto foram utilizados os programas: Adobe Illustrator, na
construção dos protótipos das telas do sistema e estratégia de design; Adobe Photoshop
CC; para a edição das fotografias utilizadas no projeto; Adobe InDesign, para a
diagramação da Proposta de Desenvolvimento Projetual e do Plano Executivo; e a
plataforma online Lucidchart para a construção dos diagramas de projeto de informação e
projeto de navegação. Para a construção do produto final, seriam utilizados como
ferramentas principais o HTML5, CSS3 e o JavaScript.
Para organizar o sistema de gerência, buscamos, a partir dos conceitos de
arquitetura da informação, definir as atividades e níveis de acesso que o usuário pode
realizar dentro do sistema. A partir das definições feitas e dos resultados da pesquisa de
campo, foi possível realizar a etapa de avaliação do projeto, com foco na Interação
Humano-Computador.

6.2 Avaliação

A avaliação foi realizada utilizando o método de inspeção semiótica com o intuito


de avaliar a qualidade da emissão da metacomunicação do designer. Escolhemos esse
16

método porque ele permite analisar de forma precisa se as funções que precisam conter
no sistema estão sendo contempladas na interface através dos signos utilizados.
Com a realização da avaliação, identificamos algumas irregularidades na interface
do sistema e fizemos as adaptações necessárias. O menu de filtros da tela do mapa
possuía uma grande quantidade de informações, o que acabava confundindo o usuário
sobre como deveria ser feita a interação nessa parte da interface. Com isso, dividimos os
filtros em quatro categorias principais, para diminuir o número de informações contidas
em uma única categoria. Outro ponto relevante observado com a inspeção foi a pequena
quantidade de feedbacks do sistema. Portanto, para comunicar de forma que o usuário
compreenda como o sistema funciona e como utilizá-lo da maneira planejada pelo
designer, buscamos utilizar todos os feedbacks que julgamos serem necessários.

7 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Com as pesquisas realizadas durante o desenvolvimento do projeto foi possível


entender de maneira crítica o problema a ser solucionado. Na pesquisa de campo foi
identificada a raiz do problema estudado: a falha na gestão dos dados da constituição das
famílias beneficiárias de Programas Sociais e dos dados das estruturas gerais do
município de Quixadá. A partir dessa identificação, foi possível projetar a solução de
design adequada. Para isso, foram concebidos os valores tecnológicos, estéticos e
socioculturais do público-alvo, visando conceber uma solução que atendesse as
necessidades dos usuários e pudesse possibilitar ao cliente o alcance de suas metas.
Na análise de produtos similares, identificamos que o sistema utilizado pela
Secretaria de Desenvolvimento Social não gera relatórios eficientes para dar suporte ao
planejamento de ações sociais. Este foi o ponto de maior destaque para a
fundamentação de todo o projeto.
O projeto ‘Mapeação’ foi concebido com o intuito de atender as necessidades do
público-alvo percebidas durante a pesquisa de campo e pesquisa de produtos similares,
buscando, assim, elaborar estratégias de gestão e organização de trabalho necessárias
para atingir o objetivo principal: contribuir para a melhoria do desenvolvimento social do
município de Quixadá.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A elaboração do projeto Mapeação teve o intuito de trazer soluções aos


problemas enfrentados pelos funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Social
17

através de uma solução digital que proporciona a organização dos dados levantados
sobre a constituição das famílias, residências, infraestruturas das ruas e bairros, e
estruturas gerais do município de Quixadá, visando promover o desenvolvimento humano
e social.
As dificuldades encontradas durante o desenvolvimento do projeto nos fizeram
ampliar o olhar para o problema e possíveis soluções, e perceber que não há solução
possível para problemas sem a compreensão dos fatores causadores do problema
estudado.
Foi desafiador o processo de articular os dados ​para transformá-los em
informações claras, e a partir disso projetar a disposição dessas informações de forma
que fosse possível evidenciar a situação de precariedade do município em relação a
saúde, educação e desenvolvimento social.
Contudo, é possível perceber que ainda há muito a ser adicionado e estudado
para que seja possível ampliar os campos em que o projeto pode ser implementado de
fato. Entretanto, os dados levantados e experimentações feitas durante o
desenvolvimento do projeto ‘Mapeação’ é uma boa base de estudo para que se possa
desenvolver novos projetos visando melhorar o desenvolvimento social de outros
municípios e estados do país.

REFERÊNCIAS

AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION, 1989​. Presidential Committee on Information


Literacy: Final Report. ​Disponível em: <
http://www.ala.org/acrl/publications/whitepapers/presidential >. Acesso em: 16 maio 2018.

AKERMAN M, RIGHI LB, PASCHE DF, TRUFELLI D, LOPES PR. ​Saúde e


Desenvolvimento: Que Conexões?​ In: Campos GWS, Bonfim JRA, Minayo MCS,
Akerman M, Júnior MD, Carvalho YM, organizadores. ​Tratado de Saúde Coletiva​. São
Paulo: Hucitec; 2006.

BARBOSA, S.D.J; DA SILVA, B.S. ​Interação Humano-Computador. ​Rio de Janeiro:


Elsevier, 2010.

FARIA, J.N; PALOS, K.I; OLIVEIRA, M.M. ​Arquitetura, Design e Visualização da


Informação (Dados): as diferentes fases dos dados entre a percepção e o
esclarecimento.​ In: São Paulo: Blucher, 2015.

GOMES FILHO, J. ​Gestalt do Objeto: sistema de Leitura Visual da Forma. ​São Paulo:
Escrituras Editora, 2009.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. ​Gestão do Cadastro Único.


Disponível em: < http://mds.gov.br/assuntos/cadastro-unico/a-gestao-do-cadastro >.
Acesso em: 15 abr. 2018.
18

MORES, E.A.D; RAMOS, R.G.C; PRADO, H.A. Mapeamento de informações


organizacionais: um estudo na Embrapa​. TransInformação​, Campinas, maio/ago., 2010.

NIEMEYER, LUCY. ​Elementos de semiótica aplicados ao design​. Rio de Janeiro: 2AB,


2003.

APÊNDICE A - Roteiro de entrevista utilizado para entrevistar beneficiários do


Cadastro Único

1. Qual o seu nome?


2. Qual sua idade?
3. Você possui alguma ocupação?
4. Qual seu grau de escolaridade?
5. Você tem acesso à internet? Se sim, por meio de quais aparelhos eletrônicos você
costuma acessar a internet? Você utiliza a internet com mais frequência para estudo,
trabalho, entretenimento ou para buscar informações?
6. Você reside em moradia própria, alugada ou cedida?
7. Quantas pessoas moram na casa em que você reside?
8. Você tem filhos? Se sim, quantos? Eles frequentam a escola?
9. Sua renda mensal total é abaixo ou acima de 954 reais (salário mínimo)?
10. Quantas pessoas dependem da sua renda?
11. Que benefício(s) você recebe por meio do Cadastro Único?
12. Que melhorias você teve em sua qualidade de vida depois que passou a receber
esse(s) benefícios?
13. Com que frequência você costuma ir à Secretaria de Desenvolvimento Social para
resolver problemas em relação ao cadastro?
14. De que forma você é informado da necessidade de atualizar seu cadastro?
15. Em média, quanto tempo você gasta durante a atualização do seu cadastro?
16. Você já teve seu(s) benefício(s) bloqueado(s)? Se sim, Quais as consequências
disso? Alguma justificativa foi dada? Se sim, qual?
17. Você conhece outro(s) programa(s) oferecido(s) pelo Cadastro Único? Se sim,
qual(is)?
18. Gostaria que a sua família fosse beneficiária de outro(s) benefício(s)? Você sabe o
que impede a sua família de receber esse(s) benefício(s)?
19. Na sua opinião, o quão eficiente é a distribuição dos benefícios dos programas do
Cadastro Único?
19

20. Você acha melhor que o armazenamento de dados dos beneficiários do Cadastro
Único seja feito em papel ou em sistema digital? Por quê?
21. Na sua opinião, em que aspecto o atendimento aos beneficiários do Cadastro Único
deveria melhorar? Por quê?