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GRUPO HCT

PERFIS FORMADOS A FRIO – PROJETO E


DIMENSIONAMENTO
PROF. ALBERTO LEAL
APRESENTAÇÃO
• Graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) 2010.1.

• Mestrado em Engenharia de Estruturas pela Universidade de São Paulo (USP) 2014.1.

• Doutorando em Engenharia de Estruturas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

• Professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2012 e 2013, ministrando disciplinas como
Resistência dos Materiais I, Isostática e Introdução aos Sistemas Estruturais.

• Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 2016, junto ao Departamento de
Estruturas, ministrando aulas para a disciplina Mecânica I.

• Fundador da Alberto Leal Engenharia Estrutural, empresa que atua no segmento de projeto e consultoria de
estruturas de aço, mistas de aço concreto, concreto e madeira.

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OBJETIVOS
• Apresentação dos conceitos básicos relacionados às estruturas de aço compostas por perfis formados a frio

• Apresentação das principais referências bibliográficas para o desenvolvimento da análise e dimensionamento


dos elementos estruturais compostos por perfis formados a frio.

• Aplicações das estruturas de aço nas construções.

• Apresentação da metodologia de ensino a distância promovida pelo Grupo HCT.

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CAPÍTULO 01
INTRODUÇÃO

1.1 Considerações iniciais


1.2 Aplicações do aço
1.3 Vantagens e desvantagens
1.4 Por que utilizer perfil formado a frio
1.5 Diagrama tensão/deformação

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1. INTRODUÇÃO
1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

▪ O primeiro material siderúrgico utilizado na construção foi o ferro fundido, bastante utilizado como elemento
comprimido de pontes entre os anos de 1780 e 1820 (Pfeil, 2009).
 Embora as primeiras obras com ferro forjado  A partir de 1856, com a invenção de fornos para
fossem datadas de 1779, em meados do século XIX fabricação em larga escala, por Henry Bessemer, o
o emprego deste material se tornou mais intenso. aço começou a ganhar espaço

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1. INTRODUÇÃO
1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

▪ As formas mais usuais de materiais ferrosos são o aço, ferro forjado e ferro fundido. O aço é uma liga
ferro/carbono em que a quantidade de carbono varia entre os limites dados por 0,008% e 2,11%
 O carbono aumenta a resistência do aço, porém  As estruturas metálicas, assim como sistemas compostos
torna-o mais frágil. por outros materiais, devem ser dimensionados para
apresentem um comportamento dúctil.

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1. INTRODUÇÃO
1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

▪ Em função da presença de elementos de liga na composição química, os aços podem ser classificados (a) aço
carbono e (b) aço liga.

 Aço carbono: presença considerada  Aço de baixa liga: presença de elementos  Aço de alta liga: presença de
normal de carbono e de elementos residuais acima dos teores normais ou elementos de liga entre 10 e 12%,
residuais como manganês, silício, presença de elementos de liga (até 5%), as propriedades do aço são
fósforo, enxofre, dentre outros. mas que não alteram profundamente as profundamente alteradas.
propriedades do aço.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

▪ O aço é um tipo de material utilizado para desempenhar diferentes funções como, por exemplo: (a) aço
estrutural, (b) aço para trilhos, (c) aço resistente à corrosão, (d) aço com finalidade decorativa, dentre outros.
 Aços Estruturais: aços carbono ou com pequenas adições  Aços para trilhos: apresentam boa resistência
de elementos de liga, apresentam boa ductilidade e mecânica e boa resistência ao desgaste. Carbono 0,69
soldabilidade, além de elevada relação entre tensão limite a 0,82% e Manganês 0,70 a 1,00 % (evitar desgaste e
última e tensão limite de escoamento. evitar fragilização do material durante a laminação).

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

▪ Aços resistentes à corrosão: aços inoxidáveis com altos  Os aços inoxidáveis apresentam teores mínimos de
teores de cromo e níquel. Ou ainda, os aços patináveis, cromo da ordem de 12%. A adição de cromo faz com
obtidos pela adição de pequenas quantidades de que haja o desenvolvimento, quando em contato com o
elementos de liga (cobre, fósforo, níquel e cromo) oxigênio, de uma película passive de proteção.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO
AÇO
 Os aços inoxidáveis surgiram a partir de
estudos realizados em 1912, em países como
Alemanha e Inglaterra.

 Na Alemanha, a liga testada era composta por


Ferro, Cromo e Níquel. Esta composição
química é próxima ao aço denominado 302
(Série 300 – Aço Inoxidável Austenítico, não
magnético com estrutura cúbica de faces
centradas).

 Na Inglaterra, a liga era constituída por Ferro e


Cromo (cerca de 13% de Cromo), semelhante
ao aço 420 (Série 400 – Aço Inoxidável
Ferrítico, magnético com estrutura de corpo
centrado).

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• Uma das aplicações das estruturas de aço são as passarelas para pedrestes. O sistema construtivo treliçado
aumenta a eficiência e reduz o consumo de materiais associado aos elementos estruturais.
 No segmento de estruturas compostas por perfis
formados a frio, existem diversos sistemas construtivos,
estudados no âmbito internacional, destinados às
passarelas mistas de aço e concreto.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• Um tipo de passarela para pedrestres que é bastante utilizado e constituído por elementos estruturas de aço
pode ser visto na ilustração acima. Note que o banzo superior comprimento é destravado ao longo do
comprimento.

• No intuito de promover o enrijecimento do referido componente, o guarda corpo desempenha importante


finalidade estrutural.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• A figura acima retrata um galpão


composto por estruturas de aço
convecionais.

• Uma alternativa que, de maneira geral,


representa uma boa solução estrutural
é o emprego de perfis formados a frio
para componentes de sustentação do
fechamento lateral e das telhas de
cobertura.

• É comum também, para galpões de


grandes vãos, o emprego de sistemas
estruturais treliçados, constituídos por
perfis de chapa dobrada.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO
• A estrutura descrita ao lado é composta por
pilares e vigas principais de concreto (vigas
chatas).

• Além disto, as vigas secundárias que recebem


diretamente o carregamento das lajes Steel Deck
são constituídas por perfis laminados.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• De maneira similar ao que foi mencionado para as vigas mistas de aço e concreto, o funcionamento adequado
da laje mista requer que os dispositivos mecânicos e a aderência produzida pelo atrito entre os materiais seja
suficiente para evitar o deslizamento na direção longitudinal e o descolamento na direção vertical.

• Tendo em vista que a chapa de aço é composta por elementos de pequena espessura e elevada esbeltez, é
importante levar em consideração as recomendações da ABNT NBR 14.762:2013.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• O conceito das lajes mistas é atribuído aos americanos, através de pesquisas realizadas entre as décadas de 20
e 50. No início da década de 20, as fôrmas metálicas foram utilizadas sem o aproveitamento do comportamento
misto.

• A primeira laje com fôrma metálica incorporada que aproveitou os benefícios da associação entre aço e concreto
foi produzida em 1950, a partir de um sistema construtivo denominado Cofar (Granco Steel Products
Company).

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• Os procedimentos de cálculo utilizados à época eram realizados de maneira similar às armaduras de aço para
concreto armado. Pesquisas experimentais demonstraram uma boa correlação entre o teórico e o
comportamento real.

• A partir de 1961, a Inland-Ryerson Company produziu um deck metálico com geometria trapezoidal com
mossas, no intuito de permitir a transmissão de esforços entre aço e concreto.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• A partir de 1967, o instituto americano AISI (American Iron and Steel Institute) iniciou um projeto de pesquisa
no intuito de definir diretrizes para o emprego das lajes com fôrma de aço nas construções.

• Durante a fase construtiva, sabe-se que a fôrma de aço deve sustentar os carregamentos sem a contribuição
favorável do concreto. Após o concreto atingir uma resistência característica mínima de 75%, a chapa metálica
atua em conjunto com a laje do pavimento para garantir adequada capacidade resistente.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• Existem, atualmente, soluções de lajes mistas de aço e concreto que implementam fôrmas incorporadas e
treliças metálicas. Neste sentido, empresas como a Tuper e a Acelor Mittal fornecem materiais para este sistema
construtivo.

• O sistema “Nova Treliça” da Acelor Mittal foi apresentado no ano de 2014 e traz como novidade ao sistema de
lajes treliçadas a possibilidade do emprego de fôrmas incorporadas ao concreto.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• Os mecanismos, como mossas e reentrâncias, são adequados para garantir adequada transferência de esforços
entre aço e concreto.

• Outra alternativa de lajes mistas nervuradas é aquela comercializada pela Tuper. Existem manuais e tabelas
destinados às etapas de projeto e montagem do sistema construtivo. O aço implementado no sistema
construtivo, geralmente, é do tipo ZAR-345, cuja tensão limite de escoamento é de 345 MPa. A peça metálica
possui ainda um revestimento galvanizado para aumento da vida útil da estrutura.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• O emprego de soluções de baixa altura apresenta como principal vantagem a redução da espessura total do
piso.

• Alguns manuais interessantes podem ser vistos no site www.acelormittal.com, incluindo ábacos e expressões
para dimensionamento e pré dimensionamento estrutural. Vídeo ilustrativo:
http://sections.arcelormittal.com/products-services/constructive-solutions/slim-floor.html

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• Note que, no sistema estrutural em questão, as vigas metálicas estão “imersas” dentro dos painéis alveolares de
concreto. A solução permite que a altura total da estrutura seja governada principalmente pela altura do perfil
metálico.

• Como principal desvantagem, pode-se destacar o aumento do consumo de aço em função da menor eficiência
do sistema estrutural decorrente da baixa altura do piso.

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

SEÇÃO IFB-TIPO A SEÇÃO IFB-TIPO B SEÇÃO SFB

• Para aplicações de pré dimensionamento estrutural, deve-se conhecer a classificação das seções transversais
acima descritas. As propriedades geométricas dos três tipos de seção transversal são destacadas no manula da
Acelor Mittal: “Slim Floor: An innovative concept for floors”.

• Os ábacos de pré dimensionamento estrutural dos pisos de baixa altura evidenciam variáveis como o perfil
utilizado, carregamento aplicado, vão livre do elemento e altura total da laje (h).

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

▪ Outro emprego do aço na construção refere-se às estruturas em Steel Frame. Sistemas construtivos que
empregam perfis formados a frio com chapas finas de aço e que estão cada vez mais presentes em cenário
nacional.

▪ O Light Steel Framing é formado por estruturas de chapa dobrada finas e com tratamento anticorrosivo
galvanizado. As paredes apresentam dupla finalidade: estrutural e de vedação (isolamento termo acústico).

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1. INTRODUÇÃO
1.2 APLICAÇÕES DO AÇO

• Uma das vantagens do emprego do Light Steeel Framing nas construções é a elevada eficiência, peso próprio
reduzido e adequada durabilidade. O processo de montagem é bastante rápido e simples. Geralmente, utilizam-
se parafusadeiras e parafusos autoatarraxantes para este tipo de construção.

• Existe uma série de produtos associados ao Light Steel Framing. As escadas e guarda corpos são exemplos
disto. Uma outra aplicabilidade do aço nas construções refere-se aos sistemas construtivos de cobertura. Na
figura acima, é retratado o Sistema Roll-On da Marko. www.marko.com.br

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1. INTRODUÇÃO
1.3 VANTAGENS E DESVANTAGENS

• Uma série de benefícios são garantidos a partir do emprego do aço nas construções. Dentre os principais
aspectos mencionados na literatura técnica, pode-se destacar:

 Elevada resistência;  Possibilidade de reaproveitamento;  Agilidade e limpeza das construções;


 Material homogêneo e industrializado;  Possibilidade de vencer grandes vãos;
 Possibilidade de desmontagem;  Economia para as fundações;

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1. INTRODUÇÃO
1.3 VANTAGENS E DESVANTAGENS

• Existem desvantagens associadas às construções de aço em relação a outros sistemas construtivos adotados
em obras. Neste contexto, pode-se elencar os seguintes aspectos:

 Maior custo do material;  Maior custo de manutenção;


 Maior especialização da mão de obra;  Problemas relacionados à vibração;

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1. INTRODUÇÃO
1.4 POR QUE UTILIZAR PERFIL FORMADO A FRIO?

• Um dos questionamentos geralmente feitos pelos engenheiros é: Por que utilizar perfil formado a frio? A
resposta para esta pergunta pode ser compreendida após a apresentação dos benefícios intrínsecos a este tipo
de estrutura.

 Facilidades durante a etapa de fabricação e  Processo fortemente industrializado,


montagem. Além disto, qualquer pequena garantindo precisão dimensional e redução
modificação necessária é facilmente executável. de perdas durante a fabricação.

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1. INTRODUÇÃO
1.4 POR QUE UTILIZAR PERFIL FORMADO A FRIO?

 Agilidade durante o processo de montagem da estrutura no  Elevada eficiência estrutural, observada pela elevada
local da obra. As peças, geralmente leves, demandam razão entre capacidade resistente e peso próprio da
atuação menos intense de guindastes. construção.

 Menor especialização da mão de obra, quando comparada


 Em estruturas com proteção galvanizada, uma
com as estruturas de aço convencionais. Em estruturas de
elevada durabilidade é garantida (Steel Deck, Steel
chapas bem finas, é raro o emprego de solda como elemento
Frame, sistemas de cobertura, etc)
de ligação.

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1. INTRODUÇÃO
1.4 POR QUE UTILIZAR PERFIL FORMADO A FRIO?

Estruturas mistas compostas por perfis formados a frio e laje de concreto

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1. INTRODUÇÃO
1.4 POR QUE UTILIZAR PERFIL FORMADO A FRIO?

Ligações entre os banzos e diagonais do sistema treliçado misto de aço e concreto é


realizada por parafusos autoatarraxantes

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1. INTRODUÇÃO
1.4 POR QUE UTILIZAR PERFIL FORMADO A FRIO?

Construções Steel Frame, composta por perfis formados a frio com proteção galvanizada
(Créditos: Grupo GypSteel – www.gypsteel.com.br)

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1. INTRODUÇÃO
1.5 DIAGRAMA TENSÃO/DEFORMAÇÃO

▪ O diagrama tensão/deformação do aço permite a caracterização dos aço que serão utilizados ao longo do curso.
A curva retratada acima apresenta importantes aspectos obtidos através do ensaio de tração axial:

 Limite de proporcionalidade;  Escoamento do material;


 Limite elástico;  Encruamento ou endurecimento por deformação;

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1. INTRODUÇÃO
1.5 DIAGRAMA TENSÃO/DEFORMAÇÃO

▪ Geralmente, os métodos de dimensionamento das estruturas de aço levam em consideração o modelo elástico,
perfeitamente plástico. No entanto, existem trabalhos científicos sendo desenvolvidos no intuito de aproveitar os
benefícios oriundos da consideração do encruamento do material.

Gardner, L. The Continuous Strenght Method. Proceedings of the Institution


of Civil Engineers, Structures and Buildings 161, 127-133, 2008.

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1. INTRODUÇÃO
1.5 DIAGRAMA TENSÃO/DEFORMAÇÃO

▪ Ensaios experimentais de elementos estruturais sujeitos à compressão e à flexão apresentaram, em alguns


casos, ganhos significativos de resistência.
 Nas seções transversais avaliadas, a capacidade  Os estudos tiveram início, e têm se mostrado
resistente à compressão e à flexão foram elevadas em importantes, em seções compostas pelo aço
12% e 15%, respectivamente. inoxidável.

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CAPÍTULO 02
MÉTODO DOS ESTADOS
LIMITES

2.1 Considerações iniciais


2.2 Ações e solicitações
2.3 Valores das ações
2.4 Combinações para ELU
2.5 Combinações para ELS

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

• Os procedimentos de cálculo, abordados durante este curso estão, fundamentados no Método dos Estados
Limites. Neste contexto, deve-se levar em consideração, durante a realização do projeto, a possibilidade de
ocorrência de dois estados limites:

 Estado Limite Último (ELU): Associado à ocorrência da  Estado Limite de Serviço (ELS): Representa
paralisação, parcial ou total, da estrutura por falta de situações críticas associadas ao comportamento
condições de segurança adequadas. durante a utilização da estrutura.

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

• Os procedimentos de cálculo, abordados durante este curso estão, fundamentados no Método dos Estados
Limites. Neste contexto, deve-se levar em consideração, durante a realização do projeto, a possibilidade de
ocorrência de dois estados limites:

 Estado Limite Último (ELU): Associado à ocorrência da  Estado Limite de Serviço (ELS): Representa
paralisação, parcial ou total, da estrutura por falta de situações críticas associadas ao comportamento
condições de segurança adequadas. durante a utilização da estrutura.

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

• O estudo do comportamento estrutural em serviço é baseado em limites convencionados pelas normas


técnicas. Tais limites baseiam-se em resultados de pesquisas teóricas e experimentais.

 Situações inadequadas quanto ao ELS não implicam  Uma viga que apresente deslocamentos muito
necessariamente na ruptura do elementos, mas podem acentuados podem trazer sensação de
afetar a sensibilidade sensorial. insegurança ao usuário.

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

• A avaliação do problema de vibrações associado aos pisos de edificações é um importante requisito para
garantir adequado comportamento da estrutura ao longo da vida útil.

 Na literatura técnica, existem diversas abordagens que  Uma importante referência é o “Design Guide no 11”,
foram sendo desenvolvidas ao longo do tempo para verificar publicado pelo American Institute of Steel Construction
a conformidade do Estado Limite de Serviço – Vibrações (AISC), intitulada “Floor vibration due to human activity”.
Excessivas (ELS-VE).

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.2 AÇÕES E SOLICITAÇÕES

• As ações são classificadas, de acordo com literatura técnica e com as normas vigentes em território nacional,
em permanentes, variáveis e excepcionais. As ações permanentes ocorrem com valores praticamente
constantes ao longo da vida útil.

 Ações permanentes diretas: são constituídas  Ações permanentes indiretas: são constituídas pelas
pelo peso próprio da estrutura e dos elementos deformações impostas por retração e fluência do
fixos. concreto.

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.2 AÇÕES E SOLICITAÇÕES

• As ações variáveis são aquelas que ocorrem com variações significativas ao longo da vida útil e compreendem
os carregamentos de uso e ocupação da edificação (equipamentos, móveis, pessoas, dentre outros). Além
disto, o vento é um outro tipo de ação de natureza variável.

 As ações variáveis de uso e ocupação da  No caso das forças produzidas pelo efeito de vento,
estrutura podem ser determinadas pela norma deve-se consultar os requisitos estabelecidos pela
ABNT NBR 6120:1980. ABNT NBR 6123:1988

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.2 AÇÕES E SOLICITAÇÕES

• As ações excepcionais são aquelas que são aplicadas num espaço de tempo curto ao longo da vida útil como,
por exemplo, choques de veículos, sismos e incêndio.

 A avaliação da conformidade da estrutura em relação  Neste contexto, devem ser previstos os carregamentos
aos requisitos estabelecidos pelas normas técnicas e solicitações mais desfavoráveis à segurança
perpassa pela definição de todas as ações atuantes. estrutural, através das combinações de cálculo.

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.3 VALORES DAS AÇÕES

• Os valores das ações a serem considerados em projeto, durante a etapa de dimensionamento, podem ser
classificados conforme descrição abaixo. É importante destacar que, não necessariamente, uma mesma
combinação será mais desfavorável ao dimensionamento de todos os elementos.
 Valores característicos;  Valores representativos;
 Valores característicos nominais;  Valores de cálculo;

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.3 VALORES DAS AÇÕES

 Valores característicos permanentes,  Valores característicos variáveis,  Valores característicos nominais


Fgk, são representados pelo resultado Fqk, são preestabelecidos e com são aplicáveis às ações que não
médio das curvas de distribuição de probabilidade de serem excedidos, tenham sua variabilidade expressa
probabilidade (ABNT NBR desfavoravelmente, num período de em curva de probabilidade.
8800:2008). 50 anos (ABNT NBR 8800:2008).

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.3 VALORES DAS AÇÕES
 Os valores de ações associados ao fator
ψ0.Fk leva em consideração a baixa
probabilidade de ocorrência simultânea de
duas ações variáveis.

 Os valores das ações associados aos fatores


ψ1.Fk e ψ2.Fk são conhecidos como
“frequente” e “quase permanente”,
respectivamente.

• É possível destacar ainda a caracterização das ações através dos valores representativos. Nas verificações do
Estado Limite de Serviço (ELS), por exemplo, é usual adotar os carregamentos com valor característico e/ou
valor característico reduzido.
 Valores característicos ou característicos nominais.  Valores reduzidos em função da combinação de
 Valores convencionais excepcionais, que são os valores ações. No ELU, redução pela expressão ψ0.Fk. No
arbitrados para as ações excepcionais. ELS, redução pelas expressões ψ1.Fk e ψ2.Fk.

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.4 COMBINAÇÕES PARA ELU

• No intuito de manter condições mínimas de segurança, as normas técnicas recomendam a ponderação das
ações e da capacidade resistente do material a um determinado tipo de esforço solicitante.

 As ações permanentes e variáveis devem ser  A ponderação das ações permanentes e


somadas para avaliação estrutural variáveis somadas formam “combinações de
cálculo”.

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.4 COMBINAÇÕES PARA ELU

• No intuito de manter condições mínimas de segurança, as normas técnicas recomendam a ponderação das
ações e da capacidade resistente do material a um determinado tipo de esforço solicitante. Dentre as
combinações usualmente adotadas para o ELU, pode-se destacar a “combinação normal”.

 A ponderação das ações permanentes e


Fd = σ γgi ∙ FGi,k + γq1 ∙ FQ1,k + σ γqj ∙ ψ0j ∙ FQj,k
variáveis somadas formam “combinações de
cálculo”.

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.4 COMBINAÇÕES PARA ELU

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.5 COMBINAÇÕES PARA ELS
Quase Utilizadas para efeitos de longa ▪ Desloc. Excessivos;
Permanente duração e para aparência da
estrutura.

Efeitos que não causam danos ▪ Vibrações Excessivas;


Frequente permanentes à estrutura ou ▪ Empoçamento;
componentes da construção. ▪ Abertura de fissuras;

Rara Efeitos que causam danos ▪ Danos a materiais


permanentes à estrutura ou Frágeis;
componentes da construção.

• As combinações de serviço são classificadas em função da permanência sobre a estrutura (ABNT NBR
8800:2008): (a) Quase permanentes, (b) frequentes e (c) raras.

 As combinãções quase permanentes são aquelas que  As combinãções frequentes são aquelas que se repetem
podem atuar durante grande parte do período de vida muitas vezes ao longo da vida útil da estrutura, isto é,
útil da estrutura (50% do período, segundo ABNT NBR cerca de 105 vezes em 50 anos ou, ainda, que tenham
8800:2008). duração total da ordem de 5% (ABNT NBR 8800:2008).

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2. MÉTODO DOS ESTADOS LIMITES
2.5 COMBINAÇÕES PARA ELS
Quase Utilizadas para efeitos de longa ▪ Desloc. Excessivos;
Permanente duração e para aparência da
estrutura.

Efeitos que não causam danos ▪ Vibrações Excessivas;


Frequente permanentes à estrutura ou ▪ Empoçamento;
componentes da construção. ▪ Abertura de fissuras;

Rara Efeitos que causam danos ▪ Danos a materiais


permanentes à estrutura ou Frágeis;
componentes da construção.

• As combinações raras de serviço são aquelas que podem atuar , no máximo, algumas horas durante o período
de vida da estrutura (ABNT NBR 8800:2008). Algumas situações onde este tipo de combinação é adotado refere-
se ao efeito de vento em elementos de cobertura e de fechamento lateral.
 O deslocamento admissível das terças de cobertura,  Para avaliação do ELS-DE, aplicável às vigas de
por exemplo, pode ser avaliado, para uma combinação rolamento, a ABNT NBR 8800:2008 sugere que sejam
rara de vento, a partir da relação L/180. consideradas combinações raras de ações.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT).
NBR 8800 – Projetos de estruturas de aço e de estruturas
mistas de aço e concreto de edifícios. 2008.

• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT).


NBR 14762 – Dimensionamento de estruturas de aço
constituídas por perfis formados a frio. 2010.

• Dubina, D. Landolfo, R. Design of cold-formed steel structures.


Eurocode 3: Design of steel structures. Part 1-3 Design of cold-
formed steel structures. 2012.

• Pfeil, Walter. Estruturas de aço: dimensionamento prático /


Walter Pfeil, Michèle Pfeil – 8ed. Rio de Janeiro, 2009.

• Yu, Wei-wen. Laboube, Roger. Cold-formed steel design. 4th


edition,

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