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ILUSTRÍSSIMO SENHOR AGENTE DA LIGHT S.A.

Eu, NOME DO RECLAMANTEXXXXXXXXX, portador da carteira de Identidade


nº 00000000-0, expedida pelo DETRAN-RJ, inscrito no CPF nº 0000000000,
residente e domiciliado na Rua Bla bla bla bla bla bla bla, CEP: 20000-000, nº
da instalação 555555555, cuja titularidade está em nome de ANDERSON
SILVA JOSÉ ALDO, inscrito no CPF: 999.999.999-00, vem respeitosamente à
honrosa presença de Vossa Senhoria, interpor o presente:

RECURSO ADMINISTRATIVO
Contra o Aviso de Débito de Irregularidade, referência: pelos motivos de fato
e de direito que abaixo expõe:

I – DOS FATOS

No dia 08/05/2017, conforme TOI/M sob nº 0000000000, foi realizada uma


inspeção técnica na residência do recorrente sem a presença do mesmo,
que foi informado através do recebimento de uma carta de que havia
irregularidade no medidor de energia. A alegação de suposta irregularidade
atenderia pelo período de 27/04/2016 até 08/05/2017, bem como, débito no
valor de R$1.721,43 (hum mil setecentos e vinte um e quarenta e três
centavos).

As alegações relacionadas a suposta irregularidade são de que:


a. Medidor encontrava-se danificado
b. Foi encontrado erro na aferição

Os elementos de apuração da irregularidade mencionada foram:

a. Emissão de Termo de Ocorrência


b. Relatório de Avaliação Técnica emitido em 26.05.2017
c. Avaliação do histórico de consumo e grandezas elétricas do período de
26.03.2013 até 26.05.2017
d. Recursos visuais (fotos e vídeos)

Contudo, vale esclarecer as seguintes questões:

1. Um técnico da Recorrida realiza constantemente aferições no relógio da


residência do Recorrente, mediante autorização do mesmo em local
livremente acessível, assim sendo, somente em junho de 2017, ou seja, após
mais de 1 (um) ano da alegada suposta irregularidade, a Recorrida informa
de que supostamente há irregularidade de um medidor danificado desde
abril de 2016, sendo o mesmo jamais ter sido informado de que tal problema
acima relacionado estivesse ocorrendo durante tal período, e caso
houvesse de fato tais irregularidades o recorrente teria tomado as
providencias cabíveis.
2. O recorrente, sempre cumpriu com suas obrigações com regularidade,
respeitando sempre a lei, e sempre adimpliu com os pagamentos das tarifas
cobradas pela concessionária dos serviços de energia, assim sendo, jamais
tocou ou permitiu que estranhos tocassem no medidor, e que somente
tiveram acesso autorizado ao medidor, agentes da concessionária,
devidamente identificados, portanto todo e qualquer defeito existente no
medidor é de responsabilidade daqueles que sempre tiveram acesso, quais
sejam os agentes da concessionária.

3. Consta no TOI que o modelo do medidor encontrado no ato da inspeção


corresponde a modelo instalado no ano de 1985. Constitui causa de
profunda estranheza que a Recorrida impute sobre o Recorrente
responsabilidade por danos causados em um instrumento cuja instalação
data de 32 anos corridos, instrumento pelo qual a manutenção permanente
é de responsabilidade da Recorrida e de seus técnicos que, friso uma vez
mais, constantemente o inspecionam para fins de medição mensal do
consumo de energia. O descalabro advindo de um medidor deveras antigo
que já contava com mais de 3 décadas de uso, faz coro com a observação
que consta no TOI de que “no ato de inspeção foi constatado medidor sem
os selos oficiais e erro percentual acima do permitido”. É estarrecedora a
constatação de avaria do equipamento e, ademais, da Recorrida que se
refugia de sua responsabilidade de manutenção do supracitado
instrumento de medição, que poderia sim estar com avarias, mas que tais
avarias podem ser em decorrência do longo período de utilização, jamais
por adulteração ilegal, E REPUDIA TERMINANTEMENTE QUALQUER TIPO DE
INSINUAÇÃO (OU FALSA IMPUTAÇÃO) POR ATO SEU OU DE SUA CONJUGÊ
PARA ADULTERAÇÃO ILEGAL DO MEDIDOR INSTALADO EM SUA RESIDÊNCIA.

4. Informa ainda o Recorrente, que somente moram em sua residência, ele


e a esposa, que os dois trabalham e que, por ocasião de seu trabalho,
usufruem de constantes ausências de sua residência, chegando a
permanecer por mais de 1 (um) mês ausentes de sua residência em viagens
para outros países e/ou outros estados da federação. Fato este ocorrido, por
exemplo, durante os meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017. Para
maiores esclarecimentos, informam ainda que no mês de fevereiro, que
corresponde ao período de férias, ocorre aumento de consumo
desproporcional à média de consumo natural da residência, devido ao forte
calor ocorrido na cidade onde habitam os mesmos como pode verificar-se
no mês Fevereiro.

5. Ademais, os meses utilizados para fins da Avaliação do histórico de


consumo e grandezas elétricas não podem ser levados em consideração,
pois o recorrente e sua esposa residiam em outro domicílio à época dos
ciclos de referência utilizados para dirimir tal aferição, fato este que pode
ser facilmente comprovado com farta documentação em um possível
processo legal. A saber, o recorrente e sua esposa mudaram-se para o atual
domicílio em Janeiro de 2016, apesar de não terem requerido a titularidade
do serviço, o que não está, sob nenhuma hipótese, em desacordo com a
legislação vigente. Para fins de esclarecimento, é natural observar que
diferentes grupos familiares usufruem de diferentes padrões de uso baseados
em números de membros, faixa etária e etc., e que o argumento de
mudança de hábitos de consumo como prova de irregularidade sucumbe
diante de tão clara e evidente constatação.

6. Ademais gostaria de salientar que o Recorrente não se encontrava em


sua residência no momento da aferição, só retornando ao país muitos dias
passados, posteriores a mesma. Salienta-se também que, em momento
algum, teve acesso as fotos e vídeos alegadamente adquiridos no momento
da aferição e que fulgura entre os elementos de apuração da alegada
suposta irregularidade. Deste modo, não foi possível o acompanhamento de
tal processo assim como da avaliação técnica, visto que ao retornar ao país
toda a documentação encontrava-se em sua caixa de correio. Disso
decorre o fato da declaração de ciência descrita no TOI não encontrar-se
assinada pelo mesmo ou sequer por algum representante. Isso transpassa
pelo embaraço de ter em sua posse guia do termo de ocorrência com
levantamento de carga que não corresponde aos equipamentos contidos
na residência do Recorrente, a saber, item 14 (catorze); assim como o não
preenchimento da anuência do mesmo para autorização do levantamento
da mesma, a saber, item 9 (nove); e também o não preenchimento da
recusa ou não-recusa do recebimento do TOI, a saber, item 13 (treze);
também a dúvida em relação ao fato de que o consumidor poderia ter
solicitado perícia técnica, visto que os técnicos marcaram a opção “não”
sem o seu consentimento, a saber, no item 8 (oito).

II – DO DIREITO

O Código de Defesa do Consumidor dispõe em seus art 22 e.42, que o


Consumidor na cobrança de débitos não pode ser submetido a
constrangimentos, sendo que a cobrança no valor de R$1.721,43 (hum mil
quatrocentos e vinte e um reais e quarenta e três centavos) motivo do
presente Recurso, causou todo tipo de inconveniência e constrangimentos
ao Consumidor e sua esposa.

O CDC veda em seu art. 39, que o fornecedor prevalece da fraqueza do


consumidor, sendo cristalino que o consumidor não pode ser
responsabilizado por desgaste natural de equipamento emplazado em sua
residência.

O Código de Defesa do Consumidor no seu artigo 39 V, define, entre outras


atividades, como prática abusiva “exigir do consumidor vantagem
manifestamente excessiva”.

O Código de Defesa do Consumidor é informado pelo princípio da


vulnerabilidade (art. 4, I) e da harmonização dos interesses, com base no
equilíbrio e na boa-fé e no seu no seu artigo 6º, entre outros direitos básicos,
estabelece-se o direito a informações adequadas, claras sobre os serviços,
com especificação correta da quantidade e preço.
E para imputar ao consumidor ato manifestamente ilegal, deve o fornecedor
provar suas alegações, demonstrando, que foi efetivamente o consumidor
o responsável pelo ato a ele imputado, em conformidade com o art. 5º da

Constituição Federal que dispõe o que segue:


“ART. 5º TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER
NATUREZA, GARANTINDO-SE AOS BRASILEIROS E AOS ESTRANGEIROS
RESIDENTES NO PAÍS A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA, À LIBERDADE, À
IGUALDADE, À SEGURANÇA E À PROPRIEDADE, NOS TERMOS SEGUINTES:
(...)
LIII - NINGUÉM SERÁ PROCESSADO NEM SENTENCIADO SENÃO PELA
AUTORIDADE COMPETENTE;
LIV - NINGUÉM SERÁ PRIVADO DA LIBERDADE OU DE SEUS BENS SEM O DEVIDO
PROCESSO LEGAL;
LV - AOS LITIGANTES, EM PROCESSO JUDICIAL OU ADMINISTRATIVO, E AOS
ACUSADOS EM GERAL SÃO ASSEGURADOS O CONTRADITÓRIO E AMPLA
DEFESA, COM OS MEIOS E RECURSOS A ELA INERENTES;
LVI - SÃO INADMISSÍVEIS, NO PROCESSO, AS PROVAS OBTIDAS POR MEIOS
ILÍCITOS;
LVII - NINGUÉM SERÁ CONSIDERADO CULPADO ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO
DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA; (...) ”.

Segundo a Carta Magna, ninguém pode ser considerado culpado de um


ato ilícito, grave como este de adulteração de equipamento de
propriedade da concessionária, sem o devido processo legal, e direito à
ampla defesa, portanto é descabida a presente cobrança, sob a alegação
de que o Recorrente, foi único responsável pelo “DEFEITO DO MEDIDOR”,
diante de tão irresponsável acusação, declara seu repudio, e restará
provado se tratar de uma falsa acusação, imputada ao consumidor com
adrede malícia e cínica má-fé, por se tratar de uma inverdade.

Solicita desta forma uma perícia imparcial, a ser realizada por terceiro
habilitado, para provar não só a ocorrência da fraude, mas, sobretudo, o
valor a ser arbitrado pelo ato ilícito que lhe está sendo imputado, para
garantia dos direitos do consumidor, como também o seu direito
fundamental inerente à natureza do contrato que é o direito à informação
precisa da quantidade de energia consumida.

Cristalino a necessidade de tal perícia, no intuito de garantia do objeto do


contrato ou mesmo do equilíbrio das partes contratantes, pois a
concessionária ao exigir pagamento de valores arbitrados em R$1.721,43 (mil
quatrocentos e vinte e um reais e quarenta e três centavos), sob pena de
corte no fornecimento de energia, acabará por privar o consumidor parte
hipossuficiente no contrato existente para a prestação deste serviço
essencial ou exigir pagamento que muitas vezes supera, e em muito aquele
valor a que está o consumidor acostumada a adimplir regularmente.
Algumas das jurisprudências de nossos Tribunais que fazem parte do Recurso
Administrativo, conforme mencionadas abaixo:
"ADMINISTRATIVO E DIREITO DO CONSUMIDOR - FORNECIMENTO DE ENERGIA
ELÉTRICA - RELAÇÃO DE CONSUMO - INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA -
ADULTERAÇÃO NO MEDIDOR - APURAÇÃO UNILATERAL DO DÉBITO SEM A
REALIZAÇÃO DE PROVA PERICIAL - OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. I -
Configurada a vulnerabilidade técnica dos serviços públicos de
fornecimento de energia elétrica, amplamente permitida a inversão do ônus
da prova nos termos do art. 6º, VIII do Código de Defesa do Consumidor. II -
Não comprovado pela concessionária que a avaria existente no aparelho
medidor de energia elétrica foi causada pelo usuário, não se pode imputar
a este, como consumidor, responsabilidade presumida pela falha no registro
da energia consumida. III - Ilegal o cálculo do débito com base no art. 72
da Resolução ANEEL nº. 456/00, se não realizada dilação específica, via
devido processo legal que assegure ampla defesa e contraditório. (TJMG,
Número do processo: 1.0702.04.155355-4/001, Relator: FERNANDO
BOTELHO)".

"APELACAO CIVEL. AÇÃO DECLARATORIA DE INEXISTENCIA DE DEBITO.


SUPOSTA FRAUDE NO MEDIDOR DE ENERGIA ELETRICA. AUSENCIA DE PROVA. 1
- não havendo nos autos prova inequívoca de que a fraude no medidor foi
ocasionada pelo proprietário do imóvel, ou por qualquer pessoa que nele
tenha morado durante o período da aludida irregularidade, não e possível
responsabilizá-la por tal ocorrência. 2 - não merece prosperar o argumento
de observância da resolução n.456/00 da ANEEL - Agência Nacional de
Energia Elétrica, haja vista que não existe nos autos elementos irrefutáveis
indicadores de que tenha sido o apelado quem realizou a evocada
alteração do medidor de energia elétrica em teste-la. 3 - a ameaça de
suspensão do fornecimento de energia elétrica, a fim de coagir o
consumidor ao pagamento do debito originário de suposta fraude no
medidor, e ato ilegal e abusivo. (TJGO, Número do processo: 141602-7/188,
Relator: DR. DES. JOAO UBALDO FERREIRA)".

"APELACAO CIVEL. AÇÃO DECLARATORIA E CONDENATORIA. ENERGIA


ELETRICA CONSUMIDA E NAO FUTURA. SUPOSTA FRAUDE NO RELOGIO
MEDIDOR. AUSENCIA DE PROVA. PROCESSO ADMINISTRATIVO UNILATERAL.
ILEGALIDADE. 1 - não deve atribuir ao consumidor a responsabilidade pela
adulteração do relógio medidor de energia elétrica, imputando-lhe o dever
de pagar a diferença de produto consumido e não faturado, quando o
processo administrativo levado a efeito pela concessionária houver sido
realizado unilateralmente, sem a necessária defesa da parte então
acionada. 2 - a lisura do laudo técnico, imprescinde da participação ativa
do consumidor, não sendo suficiente a mera assinatura de ciência deste
acerca do resultado da perícia. 3 - não oportunizada ao consumidor a
efetiva participação nos trabalhos de inspeção, torna-se inviável atribuir ao
mesmo a culpa pelo suposto dano causado ao relógio medidor, ou ainda,
impor-lhe e ônus de pagar qualquer diferença de energia elétrica
supostamente consumida no período indicado. (TJGO, Número do processo:
141590-3/188, Relatora: DR (A). RONNIE PAES SANDRE)".
"FRAUDE. MEDIDOR DE ENERGIA ELÉTRICA. IMPUGNAÇÃO AO DÉBITO
LANÇADO A TÍTULO DE RECUPERAÇÃO DE CONSUMO. Não havendo provas
de fraude no medidor atribuídas ao consumidor, impõe-se a desconstituição
do débito e recálculo. Redução da penalidade administrativa de 30%,
constante da resolução 456 da ANNEL, para 2%, aplicando-se o CDC, por se
tratar de relação de consumo. (TJ/RS, Número do processo: 71000514596,
Relatora: DR (A). Maria José Schmitt Sant Anna)".

"APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - CORTE DE ENERGIA - AUSÊNCIA


DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA - DANO MORAL CONFIGURADO - MINORAÇÃO DO
QUANTUM INDENIZATÓRIO - CABIMENTO - Não há como atribuir ao Autor a
culpa por um dano que não foi apurado por meio de um laudo técnico ou
judicial, em observância ao devido processo legal. - Restando demonstrada
a situação vexatória a que foi submetido o Apelado, é perfeitamente cabível
a indenização por dano moral. O valor da indenização deve ser fixado de
maneira equânime, levando-se em consideração a extensão do dano
advindo do ato ilícito e o caráter repressivo da medida. (TJ/SE, APELAÇÃO
CÍVEL Nº 3102/2009, 7ª VARA CíVEL, Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe,
Relator: DES. OSÓRIO DE ARAUJO RAMOS FILHO, Julgado em 27/07/2009)".

"DIREITO DO CONSUMIDOR. CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA.


ALEGAÇÃO DE FRAUDE NO MEDIDOR. AUSÊNCIA DE PROVA. INOBSERVÂNCIA
DA RESOLUÇÃO N. 456/2000. Abusivo o ato de concessionária de serviço
público em atribuir a consumidor a responsabilidade por fraude em medidor
de consumo de energia elétrica sem apresentar meio de prova bastante
para tanto. A análise do medidor feita pela CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA
não serve de prova face à sua produção unilateral e, por óbvio, pelo
interesse manifesto da parte. Inclusive, como é de conhecimento da
concessionária, a Agência Nacional de Energia Elétrica expediu a
Resolução nº 456/2000, determinando que a perícia técnica em medidor
seja efetuada somente por órgão metrológico oficial ou órgão vinculado à
segurança pública. Ausente a prova de que o medidor foi fraudado pelo
consumidor, é inválido o débito arbitrado por estimativa pela
concessionária, devendo, portanto, ser cancelado. (TJMG, Número do
processo: 1.0011.07.016320-6/001, Relatora: MARIA ELZA)".

III – DO PEDIDO

Diante dessa justificativa, vem à presença de Vossa Senhoria, encaminhar o


presente Recurso Administrativo para que seja imediatamente suspensa a
cobrança constante no aviso de Débito, conforme art. 4º, III e 6º, VI, VII, VIII,
X do CDC, e ainda pede a Recorrente em conformidade com o art. 72, II da
Resolução 456/00 da ANEEL, que informa o seguinte:

Art. 72. Constatada a ocorrência de qualquer procedimento irregular cuja


responsabilidade não lhe seja atribuível e que tenha provocado
faturamento inferior ao correto, ou no caso de não ter havido qualquer
faturamento, a concessionária adotará as seguintes providências:
I – (...)

II – promover a perícia técnica, a ser realizada por terceiro legalmente


habilitado, quando requerida pelo consumidor;

Em decorrência do anteriormente exposto o consumidor ora Recorrente


solicita perícia técnica a ser realizada por terceiro habilitado.

Seja novamente analisado o medidor, com base nas informações prestadas


pelo Recorrente e finalmente seja julgado procedente o presente Recurso,
concedendo-se a suspensão imediata da cobrança de débito.

Nestes termos,

P. Deferimento.

Rio de Janeiro, 07 de julho de 2017.

Assinatura: ________________________________________________________