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Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS

Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho

Material de Referência para Elaboração do


Plano de Prevenção Contra Incêndios
(PPCI)

Prof. Ms. Rogério Bueno de Paiva


Engenheiro de Segurança do Trabalho,
Engenheiro Químico e Mestre em Engenharia
de Produção (Ergonomia).

Atualizada até março de 2018


ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Gabinete de Consultoria Legislativa

LEI COMPLEMENTAR Nº 14.376, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2013.


(atualizada até a Lei Complementar n.º 14.924, de 22 de setembro de 2016)

Estabelece normas sobre Segurança, Prevenção


e Proteção contra Incêndios nas edificações e
áreas de risco de incêndio no Estado do Rio
Grande do Sul e dá outras providências.

CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS E DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1.º Ficam estabelecidas, através desta Lei Complementar, para as edificações e
áreas de risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, as normas sobre Segurança,
Prevenção e Proteção contra Incêndio, competências, atribuições, fiscalizações e sanções
administrativas decorrentes do seu descumprimento.

Parágrafo único. A presente Lei Complementar baliza a atuação das administrações


públicas municipais e a edição de legislações locais, dado que se trata de lei complementar na
forma dos arts. 24 e 30 da Constituição Federal e art. 130 da Constituição do Estado.

Art. 2.º São objetivos desta Lei Complementar:


I - preservar e proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de
incêndio;
II - estabelecer um conjunto de medidas eficientes de prevenção contra incêndio;
III - dificultar a propagação do incêndio, preservando a vida, reduzindo danos ao meio
ambiente e ao patrimônio;
IV - proporcionar meios de controle e extinção do incêndio;
V - dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros Militar do
Estado Rio Grande do Sul  CBMRS ;
VI - proporcionar a continuidade dos serviços nas edificações e áreas de risco de
incêndio;
VII - definir as responsabilidades e competências de legislar em âmbito estadual,
respeitando as dos demais entes federados;
VIII - estabelecer as responsabilidades dos órgãos competentes pelo licenciamento,
prevenção e fiscalização contra incêndios e sinistros deles decorrentes;
IX - definir as vistorias, os licenciamentos e as fiscalizações às edificações e áreas de
risco de incêndio;
X - determinar as sanções nos casos de descumprimento desta Lei Complementar.

Art. 3.º As medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco de
incêndio atenderão ao previsto no art. 144, § 5.º, “in fine”, da Constituição Federal e art. 130 da
Constituição do Estado.

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Art. 4.º As edificações e áreas de risco de incêndio deverão possuir Alvará de
Prevenção e Proteção Contra Incêndio  APPCI , expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar
do Estado do Rio Grande do Sul  CBMRS.

Parágrafo único. Estão excluídas das exigências desta Lei Complementar:


I - edificações de uso residencial exclusivamente unifamiliares;
II - residências exclusivamente unifamiliares, localizadas no pavimento superior de
ocupação mista com até dois pavimentos, e que possuam acessos independentes.
Art. 4.º As edificações e áreas de risco de incêndio deverão possuir Alvará de
Prevenção e Proteção Contra Incêndios – APPCI –, expedido pelo CBMRS. (Redação dada pela
Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 1.º Excluem-se das exigências desta Lei Complementar: (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)
I - edificações de uso residencial exclusivamente unifamiliares; (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)
II - residências exclusivamente unifamiliares localizadas em edificação com ocupação
mista de até 2 (dois) pavimentos, desde que as ocupações possuam acessos independentes;
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
III - propriedades destinadas a atividades agrossilvipastoris, excetuando-se silos e
armazéns, que serão regulamentadas por RTCBMRS; (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
IV - empreendedor que utilize residência unifamiliar, sem atendimento ao público ou
estoque de materiais. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 2.º As edificações e áreas de risco de incêndio enquadradas nos incisos abaixo serão
regularizadas mediante Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros – CLCB –, obtido
por meio eletrônico, cumprindo as RTCBMRS: (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
I - as edificações ou áreas de risco de incêndio deverão atender a todos os seguintes
requisitos: (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
a) ter área total de até 200m² (duzentos metros quadrados); (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)
b) possuir até 2 (dois) pavimentos; (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
c) ser classificada com grau de risco baixo ou médio, conforme as Tabelas constantes
em Decreto Estadual; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
d) não se enquadrar nas divisões F-5, F-6, F-7, F-11, F-12, G-3, G-4, G-5 e G-6, e nos
grupos L e M, conforme as Tabelas constantes em Decreto Estadual; (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)
e) não possuir depósito ou áreas de manipulação de combustíveis, inflamáveis,
explosivos ou substâncias com alto potencial lesivo à saúde humana, ao meio ambiente ou ao
patrimônio, tais como peróxidos orgânicos, substâncias oxidantes, substâncias tóxicas,
substâncias radioativas, substâncias corrosivas e substâncias perigosas diversas; (Redação dada
pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
f) não possuir mais de 26kg (vinte e seis quilogramas) de GLP; (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)

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g) não possuir subsolo com área superior a 50m² (cinquenta metros quadrados);
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
II - aplica-se o disposto no inciso I às partes de uma mesma edificação com isolamento
de risco, desde que estes espaços possuam área de até 200m² (duzentos metros quadrados),
acessos independentes e que atendam às alíneas “b”, “c”, “d”, “e”, “f” e “g” do referido
dispositivo; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
III - o CLCB será válido enquanto a edificação não sofrer alterações nos requisitos
constantes no inciso I; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
IV - as informações fornecidas para obtenção do CLCB são de inteira responsabilidade
do proprietário ou do responsável pelo uso da edificação. (Redação dada pela Lei Complementar
n.º 14.924/16)

Art. 5.º Fica proibida, no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, a expedição de
quaisquer licenças e/ou autorizações precárias, provisórias e definitivas de funcionamento, pelo
município no âmbito de suas competências, sem a apresentação, por parte do proprietário ou de
seu procurador, ou pelo responsável pelo uso da edificação, do Alvará de Prevenção e Proteção
Contra Incêndios  APPCI  expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio
Grande do Sul  CBMRS.
Art. 5.º Fica proibida, no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, a expedição de
quaisquer licenças e/ou autorizações precárias, provisórias e definitivas de funcionamento, pelo
município, no âmbito de suas competências, sem a apresentação, por parte do proprietário ou de
seu procurador, ou responsável pelo uso da edificação, do APPCI, ou do CLCB, expedido pelo
CBMRS. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

Parágrafo único. No caso de conformidade entre os projetos apresentados e a


execução da edificação ou alteração dela, com os aprovados, poderá ser emitido pelo município
no âmbito de suas competências Certificação de Regularidade, ficando entretanto o
funcionamento, o uso e a ocupação da edificação subordinados à apresentação do APPCI.
§ 1.º No caso de conformidade entre os projetos apresentados e a execução da
edificação ou alteração dela, com os aprovados, poderá ser emitido pelo município no âmbito de
suas competências Certificação de Regularidade, ficando entretanto o funcionamento, o uso e a
ocupação da edificação subordinados à apresentação do APPCI. (Renumerado pela Lei
Complementar n.º 14.555/14)

§ 2.º Fica autorizado o município, no âmbito de suas competências, mediante a


apresentação do protocolo do PPCI no CBMRS, a expedir licenças e/ou autorizações precárias e
provisórias de funcionamento para as edificações de baixa carga de incêndio, conforme previsto
na Tabela 3 do Anexo A, e em casos de estabelecimentos que realizem atividades ou prestem
serviços de caráter essencial, ficando, entretanto, condicionada a expedição do alvará definitivo
de funcionamento à apresentação do APPCI. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
§ 2.º Ficam autorizados o Estado e o município, no âmbito de suas competências, a
expedir licenças e/ou autorizações precárias e provisórias, pelo prazo de 1 (um) ano, para as
edificações com grau de risco baixo e médio, e nos casos de estabelecimentos que realizem
atividades ou prestem serviços de caráter essencial, mediante a apresentação do protocolo do
PPCI no CBMRS, com ART/RRT de projeto e execução, ficando condicionada a expedição do
alvará definitivo de funcionamento à apresentação do APPCI, exceto ocupações do grupo F,
divisões F-5 e F-6. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

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§ 3.º Cabe ao município, no âmbito de suas competências, acompanhar para que as
licenças precárias e provisórias de funcionamento estejam de acordo com esta Lei Complementar
e sua regulamentação, para fins de revogação das referidas licenças ou expedição de alvará
definitivo. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)

§ 4.º Caso o APPCI não tenha sido expedido no prazo delimitado no § 2º, a licença e/ou
autorização precária e provisória poderá ser prorrogada por 1 (um) ano, desde que de forma
fundamentada pelo CBMRS, uma única vez.”; (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

CAPÍTULO II
DOS CONCEITOS E DAS DEFINIÇÕES

Art. 6.º Para efeito desta legislação, são adotadas as definições abaixo descritas:
I - acesso é o caminho a ser percorrido pelos usuários do pavimento, constituindo a rota
de saída horizontal, para alcançar a escada ou a rampa, área de refúgio ou descarga, nas
edificações com mais de um pavimento, ou o espaço livre exterior, nas edificações térreas. Os
acessos podem ser constituídos por corredores, passagens, vestíbulos, antecâmaras, sacadas,
varandas e terraços;
II - altura da edificação:
a) altura ascendente é a medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível
da descarga, sob a projeção do paramento externo da parede da edificação, ao ponto mais baixo
do nível do piso do pavimento mais baixo da edificação;
b) altura da edificação ou altura descendente é a medida em metros entre o ponto que
caracteriza a saída ao nível da descarga, sob a projeção do paramento externo da parede da
edificação, ao ponto mais alto do piso do último pavimento. Como paramento externo da parede
da edificação pode ser considerado o plano da fachada do pavimento de descarga, se os
pavimentos superiores constituírem corpo avançado com balanço máximo de 1,20m (um metro e
vinte centímetros), excluídas as marquises;
III - ampliação é o aumento da área construída da edificação;
IV - análise é o ato de verificação das exigências das medidas de segurança contra
incêndio das edificações e áreas de risco de incêndio, no processo de segurança contra incêndio;
V - andar é o volume compreendido entre dois pavimentos consecutivos, ou entre o
pavimento e o nível superior à sua cobertura;
VI - área da edificação é o somatório da área a construir e da área construída de uma
edificação;
VII - áreas de risco de incêndio é o ambiente externo à edificação que contém
armazenamento de produtos inflamáveis ou combustíveis, instalações elétricas ou de gás e
similares, que deverá seguir legislação municipal referente aos Estudos de Viabilidade Urbana 
EVU , para a devida finalidade da edificação;
VIII - ático é a parte do volume superior de uma edificação, destinada a abrigar
máquinas, piso técnico de elevadores, caixas de água e circulação vertical;
IX - Alvará de Prevenção e Proteção contra Incêndio  APPCI  é a certificação emitida
pelo CBMRS de que a edificação vistoriada está de acordo com a legislação vigente, conforme o
Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio  PPCI ;
IX - Alvará de Prevenção e Proteção contra Incêndio – APPCI – é a certificação
emitida pelo CBMRS de que a edificação está de acordo com a legislação vigente, conforme o
Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndio – PPCI; (Redação dada pela Lei Complementar
n.º 14.555/14)

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X - carga de incêndio é a soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas
pela combustão completa de todos os materiais combustíveis contidos num ambiente, pavimento
ou edificação, inclusive o revestimento das paredes, divisórias, pisos e tetos;
XI - capacidade lotação é a relação entre o conjunto de medidas necessárias que as
edificações devem possuir, a fim de permitir o fácil acesso de auxílio externo para o combate ao
fogo e a desocupação e a proteção da integridade física de seus ocupantes;
XI - capacidade de lotação é a quantidade máxima de pessoas em uma edificação ou
área de risco de incêndio, de acordo com a ocupação e demais características, cujo cálculo é
regulado por RTCBMRS; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
XII - compartimentação são medidas de proteção passiva, constituídas de elementos de
construção resistentes ao fogo, destinados a evitar ou a minimizar a propagação do fogo, calor e
gases, interna ou externamente ao edifício, no mesmo pavimento ou para pavimentos elevados
consecutivos;
XIII - Conselho Estadual de Segurança, Prevenção e Proteção Contra Incêndio 
COESPPCI  é o órgão superior normativo e consultivo para os assuntos de que trata esta Lei
Complementar;
XIV - Controle e Extração de Fumaça é o sistema usado para confinar a fumaça e os
gases quentes sob determinadas condições nas partes superiores dos ambientes por meio de
barreiras, como vigas, painéis ou cortinas e forçar a sua circulação por caminhos
predeterminados como dutos, por meios naturais ou mecânicos, para o lado exterior da
edificação por aberturas de extração específicas;
XV - Corpo Técnico do CBMRS é composto pelos oficiais do Corpo de Bombeiros
Militar detentores do Curso de Especialização e/ou por engenheiros e arquitetos do quadro de
oficiais militares ou contratados pelo órgão;
XVI - edificação é a área construída destinada a abrigar atividade humana ou qualquer
instalação, equipamento ou material;
XVII - edificação e área de risco existente é a construção ou área de risco construída ou
regularizada anteriormente à publicação desta Legislação, com documentação comprobatória,
desde que mantidas a área e a ocupação da época e não haja disposição em contrário dos órgãos
responsáveis pela concessão de alvarás de funcionamento e de segurança contra incêndio,
observados os objetivos desta;
XVII - edificação e área de risco existente é a construção ou área de risco, detentora de
projeto aprovado na Prefeitura Municipal ou de habite-se emitido, ou ainda regularizada
anteriormente à publicação desta Legislação, com documentação comprobatória, desde que
mantidas a área e a ocupação da época e não haja disposição em contrário dos órgãos
responsáveis pela concessão de alvarás de funcionamento e de segurança contra incêndio,
observados os objetivos desta; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
XVII - edificação ou área de risco de incêndio existente: (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)
a) regularizada: é aquela detentora de habite-se ou projeto protocolado na Prefeitura
Municipal ou PPCI/PSPCI protocolado no CBMRS ou documentação emitida por órgão público
que comprove sua existência, com área e atividade da época, até 26 de dezembro de 2013;
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
b) não regularizada: é aquela já construída, que não se enquadre no disposto na alínea
“a”, desde que comprove através de registro fotográfico, documentos históricos e documentos
públicos a existência do prédio no endereço anteriormente a 26 de dezembro de 2013; (Redação
dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

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XVIII - edificação residencial unifamiliar é aquela destinada ao uso exclusivamente
residencial, térrea ou assobradada conforme o estabelecido pelas Tabelas de Classificação
constantes nos Anexos A (Classificação) e B (Exigências);
XVIII - edificação residencial unifamiliar é aquela destinada ao uso exclusivamente
residencial, conforme o disposto nas Tabelas estabelecidas em Decreto Estadual; (Redação dada
pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
XIX - edificação térrea é a construção de um pavimento, podendo possuir mezaninos
cuja somatória de áreas deve ser menor ou igual à terça parte da área do piso de pavimento, não
excedendo 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados);
XX - emergência é a situação crítica e fortuita que representa perigo à vida, ao meio
ambiente e ao patrimônio, decorrente de atividade humana ou fenômeno da natureza que obriga a
uma rápida intervenção operacional;
XXI - medidas de segurança contra incêndio são o conjunto de dispositivos ou sistemas
a serem instalados nas edificações e áreas de risco de incêndio, necessário para evitar o
surgimento de um incêndio, limitar sua propagação, possibilitar sua extinção e ainda propiciar a
proteção à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio;
XXII - mezanino é uma plataforma elevada circulável que subdivide parcialmente um
andar em dois que, em excedendo 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados), deverá, para
fins de prevenção, ser considerado outro pavimento;
XXII - mezanino é uma plataforma elevada circulável que subdivide parcialmente um
andar em dois que, em excedendo 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) ou a terça
parte da área do piso de pavimento, deverá, para fins de prevenção, ser considerado outro
pavimento. O limite será considerado por unidade autônoma; (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)
XXIII - mudança de ocupação ou de uso consiste na alteração de atividade ou uso que
resulte na mudança de classificação (Grupo ou Divisão) da edificação ou área de risco, contidas
nas Tabelas nos Anexos A (Classificação) e B (Exigências);
XXIII - mudança de ocupação consiste na alteração de atividade ou uso que resulte na
mudança de Grupo ou Divisão da edificação ou área de risco, contidas nas Tabelas estabelecidas
em Decreto Estadual; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
XXIV - ocupação ou uso é a atividade ou uso de uma edificação;
XXV - ocupação mista é a edificação que abriga mais de um tipo de ocupação;
XXVI - ocupação predominante é a atividade ou uso principal exercido na edificação;
XXVII - nível de descarga é o nível no qual uma porta externa conduz a um local
seguro no exterior;
XXVIII - pavimento é o plano de piso;
XXIX - pesquisa de incêndio consiste na apuração das causas, desenvolvimento e
consequências dos incêndios atendidos pelo CBMRS, mediante exame técnico das edificações,
materiais e equipamentos, no local ou em laboratório especializado;
XXX - piso é a superfície superior do elemento construtivo horizontal sobre a qual haja
previsão de estocagem de materiais ou onde os usuários da edificação tenham acesso irrestrito;
XXXI - Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio  PPCI  é um processo que
contém os elementos formais, que todo o proprietário ou responsável pelas áreas de risco de
incêndio e edificações, excetuando as de ocupação unifamiliares de uso exclusivamente
residencial, deve encaminhar ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul 
CBMRS , conforme orientações do referido órgão. O PPCI será exigido na sua forma completa
ou simplificada, de acordo com o uso, a classificação e a atividade desenvolvida na edificação;

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XXXI - Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PPCI – é um processo que
contém os elementos formais, que todo proprietário ou responsável pelas áreas de risco de
incêndio e edificações deve encaminhar ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio
Grande do Sul, conforme orientações do referido órgão. O PPCI será exigido na sua forma
completa ou simplificada, de acordo com o uso, a classificação e a atividade desenvolvida na
edificação; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
XXXII - Plano Simplificado de Prevenção e Proteção Contra Incêndio  PSPCI  é um
processo que contém um conjunto reduzido de elementos formais, em função da classificação de
ocupação e uso da edificação, que dispensa a apresentação do Projeto de Prevenção e Proteção
Contra Incêndio  PrPCI  em conformidade com esta Lei Complementar e Resolução Técnica
do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul – RTCBMRS , cuja a responsabilidade
das informações fornecidas é exclusiva do proprietário ou do responsável pelo uso da edificação;
XXXII - Plano Simplificado de Prevenção e Proteção contra Incêndio − PSPCI − é um
processo que contém um conjunto reduzido de elementos formais, em função da classificação de
ocupação, carga de incêndio e uso da edificação, que dispensa a apresentação do Projeto de
Prevenção e Proteção contra Incêndio − PrPCI − em conformidade com esta Lei Complementar e
Resolução Técnica do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul − RTCBMRS −, cuja
responsabilidade pelas informações fornecidas: (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.555/14)
a) nas edificações de baixa carga de incêndio que atendam a todas as características do
art. 21 desta Lei Complementar é exclusiva do(a) proprietário(a) ou do(a) responsável pelo seu
uso; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
b) nas edificações de média carga de incêndio é do(a) proprietário(a) ou do(a)
responsável pelo seu uso, com a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART/CREA − ou
Registro de Responsabilidade Técnica – RRT/CAU-RS; (Redação dada pela Lei Complementar
n.º 14.555/14)
XXXII - Plano Simplificado de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PSPCI – é um
processo que contém um conjunto reduzido de elementos formais, em função da classificação de
ocupação, carga de incêndio e uso da edificação, que dispensa a apresentação do Projeto de
Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PrPCI – em conformidade com esta Lei Complementar
e Resolução Técnica do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul – RTCBMRS –, cuja
responsabilidade pelas informações fornecidas: (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
a) nas edificações de grau de risco de incêndio baixo que atendam a todas as
características do art. 21 desta Lei Complementar é exclusiva do proprietário ou do responsável
pelo seu uso; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
b) nas edificações com grau de risco de incêndio médio, o PPCI ou PSPCI é de
responsabilidade do proprietário ou do responsável pelo seu uso, em conjunto com o responsável
técnico, através de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART/CREA – ou Registro de
Responsabilidade Técnica – RRT/CAU; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
XXXIII - Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndio  PrPCI  é o projeto
técnico, constante do PPCI, que contém o conjunto de medidas que visam prevenir e evitar o
incêndio, permitir o abandono seguro dos ocupantes da edificação e áreas de risco de incêndio,
dificultar a propagação do incêndio, proporcionar meios de controle e extinção do incêndio e
permitir o acesso para as operações do Corpo de Bombeiros. O PrPCI será elaborado por
profissional registrado e com a devida atribuição no Conselho Federal de Engenharia e
Agronomia – CONFEA/Conselho Regional de Engenharia e Agronomia  CREA (Sistema
CONFEA/CREA) ou Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul  CAU-RS ,

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acompanhado da devida Anotação de Responsabilidade Técnica – ART/CREA  ou Registro de
Responsabilidade Técnica – RRT/CAU-RS ;
XXXIII - Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PrPCI – é o projeto
técnico que contém o conjunto de medidas que visam prevenir e evitar o incêndio, permitir o
abandono seguro dos ocupantes da edificação e áreas de risco de incêndio, dificultar a
propagação do incêndio, proporcionar meios de controle e extinção do incêndio e permitir o
acesso para as operações do Corpo de Bombeiros. O PrPCI será elaborado por profissional
registrado e com a devida atribuição no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia –
CONFEA/Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA (Sistema CONFEA/CREA)
ou Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU, acompanhado da devida ART/CREA ou
RRT/CAU; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
XXXIV - reforma são as alterações nas edificações e áreas de risco de incêndio, sem
aumento de área construída;
XXXV - responsável técnico é o profissional habilitado no sistema CONFEA/CREA ou
CAU-RS para elaboração e/ou execução de projetos e obras de atividades relacionadas à
segurança contra incêndio;
XXXV - responsável técnico é o profissional habilitado no sistema CONFEA/CREA ou
CAU para elaboração e/ou execução de projetos e obras de atividades relacionadas à segurança
contra incêndio; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
XXXVI - Resoluções Técnicas do Corpo de Bombeiros  RTCBMRS ou RT  é o
conjunto de documentos técnicos do CBMRS, elaborado pelo Corpo Técnico do CBMRS, que
regulamenta as medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco de
incêndio, respeitadas as normas técnicas existentes, consultado o COESPPCI;
XXXVII - risco específico é a situação que proporciona uma probabilidade aumentada
de perigo à edificação, tais como: caldeira, casa de máquinas, incineradores, centrais de gás
combustível, transformadores, geradores, fontes de ignição e materiais inflamáveis;
XXXVIII - segurança contra incêndio é o conjunto de ações e recursos internos e
externos à edificação e áreas de risco de incêndio que permitem controlar a situação de incêndio;
XXXIX - Serviços Civis Auxiliares de Bombeiros são organizações civis que têm por
finalidade auxiliar os CBMRS nas atividades complementares de combate ao fogo e de defesa
civil;
XL - subsolo é o (s) pavimento (s) de uma edificação situado (s) abaixo do pavimento
térreo, de acordo com a NBR 9.077/2001 - “Saídas de emergências em edificações” e
RTCBMRS;
XLI - vistoria de segurança contra incêndio (vistoria) é a verificação “in loco” do
cumprimento das exigências das medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de
risco de incêndio;
XLII - ocupação subsidiária é a atividade ou dependência vinculada a uma ocupação
predominante, sendo considerada parte integrante desta para determinação dos parâmetros de
proteção contra incêndio, nos termos desta Lei Complementar. (Incluído pela Lei Complementar
n.º 14.555/14)
XLII - ocupação subsidiária é a atividade ou dependência vinculada a uma ocupação
predominante, sendo regulada por RTCBMRS; (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
XLIII - Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros – CLCB – é o documento
emitido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul certificando que a
edificação foi enquadrada no art. 4º, § 2º, desta Lei Complementar, e encontra-se devidamente
regularizada junto ao Corpo de Bombeiros. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

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CAPÍTULO III
DA ABRANGÊNCIA E DA APLICAÇÃO

Art. 7.º As exigências de segurança previstas nesta Legislação aplicam-se às


edificações e áreas de risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, devendo ser observadas
em especial, por ocasião:
I - da construção de uma edificação e área de risco de incêndio;
II - da reforma ou adequação de uma edificação existente;
III - da mudança de ocupação ou uso;
IV - da ampliação de área construída;
V - do aumento na altura da edificação;
VI - da regularização das edificações existentes ou áreas de risco de incêndio;
VII - do risco ou modificação da carga de incêndio;
VIII - da capacidade de lotação ou sua alteração.
I - da construção de uma edificação e área de risco de incêndio; (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)
II - da mudança de divisão de ocupação; (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
III - da ampliação da área construída; (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
IV - do aumento da altura da edificação; (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
V - da regularização das edificações ou áreas de risco de incêndio existentes; (Redação
dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
VI - do aumento do grau de risco de incêndio; (Redação dada pela Lei Complementar
n.º 14.924/16)
VII - do aumento da capacidade de lotação, quando resultar em alterações nas medidas
de segurança contra incêndio. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 1.º As exigências de segurança nestas ocasiões deverão seguir os critérios técnicos


para classificação das edificações e áreas de risco de incêndio desta Lei Complementar, devendo
atender ao estabelecido nas Tabelas dos Anexos A (Classificação) e B (Exigências).
§ 1.º As exigências de segurança nestas ocasiões deverão seguir os critérios técnicos
para classificação das edificações e áreas de risco de incêndio, devendo atender ao disposto nas
Tabelas estabelecidas em Decreto Estadual. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

§ 2.º Nas ocupações mistas, para determinação das medidas de segurança, proteção e
prevenção contra incêndio a serem implantadas, adota-se o conjunto das exigências de maior
nível de segurança para a edificação, avaliando-se os respectivos usos, as áreas, as alturas e a
carga de incêndio, observando ainda:
I - nas edificações térreas, quando houver compartimentação entre as ocupações mistas,
as exigências devem ser determinadas em função de cada ocupação;
II - nas edificações com mais de um pavimento, quando houver compartimentação entre
as ocupações mistas, as exigências de controle de fumaça e de compartimentação horizontal (de
áreas) podem ser determinadas em função de cada ocupação. As áreas destinadas exclusivamente
para uso residencial estão isentas do sistema de chuveiros automáticos.

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Página: 9
§ 2.º As Tabelas dos Anexos A (Classificação) e B (Exigências) são consideradas
iniciais e constarão na regulamentação desta Lei Complementar, podendo ser modificadas ou
atualizadas por meio de Decreto. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
(REVOGADO pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 3.º VETADO.

§ 4.º Nas ocupações mistas, para determinação das medidas de segurança, proteção e
prevenção contra incêndio a serem implantadas, adotar-se-á o conjunto das exigências de maior
nível de segurança para a edificação, avaliando-se os respectivos usos, as áreas, as alturas e a
carga de incêndio, observando-se ainda que: (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
I - nas edificações com mais de uma classe de risco, poderá ser empregada a técnica de
isolamento de riscos, com a finalidade de definir os sistemas e equipamentos de proteção contra
incêndio; (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
II - as edificações ou partes de uma mesma edificação isoladas são consideradas
edificações distintas para efeitos de risco de incêndio e de aplicação das normas de proteção
contra incêndio, sendo que a confecção do PPCI e a expedição do APPCI dar-se-ão de forma
individualizada, para cada uma das unidades autônomas não residenciais; (Incluído pela Lei
Complementar n.º 14.555/14)
III - o isolamento de riscos, como técnica adequada de projeto, poderá ser obtido por
compartimentação vertical ou horizontal, sendo que nos casos de risco alto e médio a resistência
ao fogo, conforme normas da ABNT, deverá ser de 4 (quatro) horas, e nos de baixo risco, a
resistência deverá ser de 2 (duas) horas; (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
IV - o isolamento de risco será por meio de afastamento entre edificações,
compartimentação vertical e compartimentação horizontal, conforme regulamentado por
RTCBMRS. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
§ 4.º Nas ocupações mistas, para determinação das medidas de segurança contra
incêndio a serem implantadas na edificação, adotar-se-á o conjunto das exigências da ocupação
que requer maior nível de segurança, considerando a área total a ser protegida, avaliando-se,
ainda, a altura e o grau de risco de incêndio. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

§ 5.º Nas ocupações subsidiárias de uso exclusivo dos ocupantes de uma ocupação
predominante, os equipamentos de proteção contra incêndio deverão atender a esta ocupação
predominante, conforme RTCBMRS. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
§ 5.º Poderá ser empregada a técnica de isolamento de riscos nas edificações, conforme
regulamentado por RTCBMRS, com a finalidade de definir os sistemas e equipamentos de
proteção contra incêndio, desde que não haja comunicação interna através de aberturas entre as
áreas isoladas. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 6.º No caso das propriedades rurais, não se aplicam as tabelas de classificação do


Grupo M, Divisão M-5, no quesito "silos", quando se referir a armazéns de grãos e
assemelhados. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
§ 6.º As edificações ou partes de uma mesma edificação isoladas são consideradas
edificações distintas para efeitos de risco de incêndio e de aplicação das normas de proteção
contra incêndio, sendo que a emissão do CLCB, o protocolo do PPCI e a emissão do APPCI
poderão ser de forma individualizada. § 6º As edificações ou partes de uma mesma edificação
isoladas são consideradas edificações distintas para efeitos de risco de incêndio e de aplicação

http://www.al.rs.gov.br/legis 10
Página: 10
das normas de proteção contra incêndio, sendo que a emissão do CLCB, o protocolo do PPCI e a
emissão do APPCI poderão ser de forma individualizada. (Redação dada pela Lei Complementar
n.º 14.924/16)

§ 7.º O CBMRS, mediante RTCBMRS, definirá o procedimento administrativo e as


medidas de segurança contra incêndio para as edificações existentes, conforme os prazos
estabelecidos em Decreto Estadual. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

CAPÍTULO IV
SERVIÇO DE SEGURANÇA, PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Art. 8.º O Serviço de Segurança, Prevenção e Proteção Contra Incêndio  SSPPCI  é


constituído para os fins desta Lei Complementar pelo CBMRS e pelos Serviços Civis Auxiliares
de Bombeiros, de acordo com as competências fixadas nesta Lei Complementar e no Decreto
Estadual n.º 37.313, de 20 de março de 1997.

§ 1.º Os Serviços Civis Auxiliares de Bombeiros dispostos no “caput” deste artigo são
constituídos pelos Corpos de Bombeiros Municipais, pelos Corpos de Bombeiros Voluntários,
pelos Corpos de Bombeiros Comunitários ou Mistos e pelos Corpos de Bombeiros Particulares
do tipo Brigada de Incêndio.

§ 2.º O bom desempenho e a correta aplicação das políticas públicas de prevenção,


proteção e segurança contra incêndio são deveres dos poderes públicos e da sociedade.

CAPÍTULO V
CONSELHO ESTADUAL DE SEGURANÇA, PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA
INCÊNDIO – COESPPCI

Art. 9.º Fica criado, no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, o Conselho Estadual
de Segurança, Prevenção e Proteção Contra Incêndio  COESPPCI , como órgão superior
normativo e consultivo para os assuntos de que trata esta Lei Complementar.

§ 1.º O COESPPCI é um órgão representativo dos diversos segmentos relacionados à


segurança, prevenção e proteção contra incêndio no Estado do Rio Grande do Sul e será
regulamentado através de ato do Poder Público Estadual.

§ 2.º Cabe ao COESPPCI, quando estudos e bibliografias técnicas assim apontarem,


dar início às atualizações no que concerne às tabelas técnicas.
§ 2.º Cabe ao COESPPCI, mediante a aprovação por dois terços de seus membros,
encaminhar à Chefia do Poder Executivo as propostas de modificações ou atualizações nas
Tabelas dos Anexos A (Classificação) e B (Exigência), quando estudos e bibliografias técnicas
assim apontarem. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
§ 2.º Cabe ao COESPPCI, mediante a aprovação por dois terços de seus membros,
encaminhar à Chefia do Poder Executivo as propostas de modificações ou atualizações nas
Tabelas estabelecidas em Decreto Estadual. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

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Página: 11
§ 3.º Fica criado, no âmbito do COESPPCI, o Conselho Regional de Segurança,
Prevenção e Proteção Contra Incêndios – CORPPCI –, órgão auxiliar de caráter regional,
constituído nos moldes do Conselho Estadual, onde houver os Comandos Regionais de Corpo de
Bombeiro Militar do RS – CRBMRS.

CAPÍTULO VI
DAS COMPETÊNCIAS, ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES

Art. 10. Compete ao Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul – CBMRS –,
ouvido seu corpo técnico, regulamentar, analisar, vistoriar, fiscalizar, aprovar as medidas de
segurança, expedir o Alvará de Prevenção e Proteção contra Incêndio – APPCI – e aplicar as
sanções previstas nesta Lei Complementar, bem como estudar e pesquisar medidas de segurança
contra incêndio em edificações e áreas de risco de incêndio.

§ 1.º O APPCI terá prazo de validade de 1 (um) ano e 3 (três) anos, de acordo com a
classificação de ocupação e uso da edificação, previstas na Tabela 1 do Anexo A (Classificação)
e risco de carga de incêndio, conforme Tabela 3, Anexo A (Classificação).

§ 2.º O APPCI terá prazo de validade de 1 (um) ano para as edificações classificadas
quanto à ocupação no Grupo F da Tabela 1 do Anexo A (Classificação) - “Locais de Reunião de
Público”, com risco de carga de incêndio médio e alto, conforme Tabela 3 do Anexo A
(Classificação) e locais de elevado risco de incêndio e sinistro, conforme RTCBMRS.

§ 3.º O APPCI terá prazo de validade de 3 (três) anos para as demais edificações e
áreas de risco de incêndio.
Art. 10. Compete ao CBMRS, ouvido seu corpo técnico, regulamentar, analisar,
vistoriar, fiscalizar, aprovar as medidas de segurança, expedir o APPCI e aplicar as sanções
previstas nesta Lei Complementar, bem como estudar e pesquisar medidas de segurança contra
incêndio em edificações e áreas de risco de incêndio. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

§ 1.º O APPCI terá prazo de validade de 2 (dois) anos e de 5 (cinco) anos, de acordo
com a classificação de ocupação e uso da edificação, conforme Tabelas instituídas em Decreto
Estadual. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 2.º O APPCI terá prazo de validade de 2 (dois) anos para as edificações classificadas
quanto à ocupação no Grupo F, com grau de risco de incêndio médio e alto, conforme Tabelas
instituídas em Decreto Estadual, e locais de elevado risco de incêndio e sinistro, conforme
RTCBMRS. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 3.º O APPCI terá prazo de validade de 5 (cinco) anos para as demais edificações e
áreas de risco de incêndio. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

Art. 11. Quando da instrução do PPCI, para obtenção do APPCI para as edificações e
áreas de risco de incêndio, cabe aos proprietários e/ou responsáveis técnicos apresentar o
detalhamento técnico dos projetos e instalações das medidas de segurança contra incêndio e, ao
responsável pela execução das medidas de segurança, prevenção e proteção contra incêndio,

http://www.al.rs.gov.br/legis 12
Página: 12
compete o fiel cumprimento do que foi projetado de acordo com as normas técnicas vigentes
nesta legislação.
Art. 11. Para obtenção do APPCI para as edificações e áreas de risco de incêndio, cabe
aos proprietários, responsável pelo uso da edificação e/ou responsáveis técnicos cumprir as
exigências das RTCBMRS, e ao responsável pela execução das medidas de segurança contra
incêndio compete o fiel cumprimento do que foi projetado. (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)

Art. 12. Nas edificações e áreas de risco de incêndio já construídas, é de inteira


responsabilidade do proprietário ou do responsável pelo uso, a qualquer título:
I - utilizar a edificação de acordo com o uso para o qual foi licenciada;
II - tomar todas as providências cabíveis para a adequação e/ou mudança de uso da
edificação e das áreas de risco de incêndio às exigências desta Lei Complementar;
III - encaminhar com antecedência mínima de 2 (dois) meses ao CBMRS o pedido de
renovação do APPCI, sob pena das sanções previstas nesta Lei Complementar.

Art. 13. O proprietário ou o responsável pelo uso da edificação obriga-se a manter as


medidas de segurança, prevenção e proteção contra incêndio, em condições de utilização,
providenciando sua adequada manutenção.
Art. 13. O(A) proprietário(a) ou o(a) responsável pelo uso da edificação obriga-se a
manter as medidas de segurança, prevenção e proteção contra incêndio, em condições de
utilização, providenciando sua manutenção e adequação a esta Lei Complementar. (Redação
dada pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
Art. 13. O proprietário ou o responsável pelo uso da edificação obriga-se a manter as
medidas de segurança contra incêndio, em condições de utilização, providenciando sua
manutenção e adequação a esta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

§ 1.º O não cumprimento do disposto no “caput” deste artigo implicará nas sanções
administrativas previstas nesta Lei Complementar, independentemente das responsabilidades
civis e penais cabíveis.

§ 2.º Por ocasião da realização de acordos extrajudiciais e/ou termos de ajustamento de


condutas, o CBMRS e o órgão municipal responsável deverão ser notificados para participar e
acompanhar as deliberações, bem como fiscalizar o cumprimento das medidas pactuadas.

Art. 14. Compete ao órgão municipal responsável pela expedição do Alvará de


Funcionamento da Edificação a fiscalização e a aplicação da sanção administrativa prevista no
art. 41, inciso IV, desta Lei Complementar.
Art. 14. Compete ao órgão municipal responsável pela expedição do Alvará de
Funcionamento da Edificação a fiscalização e a aplicação da sanção administrativa prevista no
inciso IV do art. 40, desta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.555/14)

Art. 15. Os eventos temporários em espaços abertos com afluência de público deverão
ter seu uso regulado pelas administrações municipais, atendendo às Resoluções Técnicas do
CBMRS.

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Página: 13
Art. 16. Compete ao CBMRS realizar vistorias ordinárias e extraordinárias, de acordo
com a ocupação e uso das edificações.

§ 1.º As vistorias ordinárias dar-se-ão por ocasião da liberação e da renovação do


APPCI, conforme segue:
I - anual, para as edificações classificadas quanto à ocupação no Grupo F da Tabela 1 do
Anexo A (Classificação) - “Locais de Reunião de Público”, com risco de carga de incêndio
médio e alto, conforme Tabela 3 do Anexo A (Classificação) e locais de elevado risco de
incêndio e sinistro, conforme RTCBMRS;
II - 3 (três) anos para as demais ocupações.
I - 2 (dois) anos, para as edificações classificadas quanto à ocupação no Grupo F, com
grau de risco de incêndio médio e alto, conforme Tabelas instituídas em Decreto Estadual e
locais de elevado risco de incêndio e sinistro, conforme RTCBMRS; (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)
II - 5 (cinco) anos, para as demais ocupações. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

§ 2.º As vistorias extraordinárias dar-se-ão a partir de denúncia de irregularidades ou


em atividades de fiscalização organizadas a partir de iniciativa dos órgãos públicos competentes.

Art. 17. Compete ao CBMRS e ao município, em qualquer tempo, se constatado caso


de risco aos usuários e ao funcionamento da edificação, a sua interdição.

Art. 18. Será obrigatória a constituição de Brigada de Incêndio nas edificações,


levando em consideração um percentual da população fixa, estabelecido de acordo com o grupo
e a divisão de ocupação, conforme Resolução Técnica do CBMRS ou normas técnicas vigentes.

Parágrafo único. Os locais de eventos ou reuniões com mais de 200 (duzentas)


pessoas ficam obrigados a dispor da presença de Bombeiro ou Brigadista, de acordo com
Resolução Técnica do CBMRS.
Parágrafo único. Os locais de eventos ou reuniões com mais de 400 (quatrocentas)
pessoas ficam obrigados a dispor da presença de Bombeiro ou Brigadista, de acordo com
Resolução Técnica do CBMRS. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.555/14)

CAPÍTULO VII
DOS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

Art. 19. A tramitação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio  PPCI ,


devidamente instruído, inicia-se com o protocolo junto ao CBMRS.
Art. 19. A tramitação do PPCI inicia-se com o protocolo junto ao CBMRS. (Redação
dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 1.º A inobservância, pelo interessado, das disposições contidas nesta Lei


Complementar, na sua regulamentação e nas respectivas Resoluções Técnicas do Corpo de
Bombeiros Militares do Estado do Rio Grande do Sul  RTCBMRS , acarretará no
indeferimento do processo.

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§ 2.º Constatado pelo CBMRS o atendimento das exigências contidas nesta Lei
Complementar, na sua regulamentação e nas respectivas Resoluções Técnicas do Corpo de
Bombeiros Militares do Estado do Rio Grande do Sul  RTCBMRS , será expedido o APPCI.
§ 2.º Constatado pelo CBMRS o atendimento das exigências contidas nesta Lei
Complementar, na sua regulamentação e nas respectivas RTCBMRS, e quitadas todas as taxas e
multas devidas, será expedido o APPCI. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 3.º As medidas de segurança contra incêndio devem ser projetadas e executadas


através do PrPCI, por profissional habilitado, engenheiro ou arquiteto, registrado e com a devida
atribuição no Sistema CONFEA/CREA ou CAU-RS, acompanhado das devidas Anotação de
Responsabilidade Técnica – ART/CREA – ou Registro de Responsabilidade Técnica –
RRT/CAU-RS –, exceto no processo simplificado – PSPCI.
§ 3.º Para o PPCI na sua forma completa, as medidas de segurança contra incêndio
deverão ser projetadas e executadas através do PrPCI, por profissional habilitado, engenheiro ou
arquiteto, registrado e com a devida atribuição no Sistema CONFEA/CREA ou CAU,
acompanhado da devida ART/CREA ou RRT/CAU. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

§ 4.º O requerente, sempre que solicitar formalmente, será comunicado por escrito ou
meio eletrônico, quanto ao resultado da análise ou da vistoria prevista no processo.

§ 5.º VETADO.

§ 6.º Os valores relativos às cobranças de taxas com base na Lei n.º 8.109, de 19 de
dezembro de 1985, e alterações, referentes a serviços especiais não emergenciais, constituir-se-
ão em receita estadual, repassada aos municípios, mediante convênio, para fundos municipais
criados com o objetivo de auxiliar o reequipamento e o aprimoramento do CBMRS.

Art. 20. O APPCI será expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio
Grande do Sul  CBMRS , por meio do seu corpo técnico, desde que as edificações, as áreas de
risco de incêndio e a construção provisória de eventos temporários estejam com suas medidas de
segurança contra incêndio executadas de acordo com a sua regulamentação e afixados junto às
portas de acesso e em local visível ao público.

§ 1.º A vistoria pode ser realizada:


I - de ofício;
II - mediante solicitação do proprietário, do responsável pelo uso, do responsável
técnico ou de autoridade competente;
III - mediante denúncia. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)

§ 2.º Na vistoria, compete ao CBMRS a verificação da execução das medidas de


segurança contra incêndio previstas, não se responsabilizando pela instalação, manutenção ou
utilização indevida.

§ 3.º Após a emissão do APPCI, constatada irregularidade nas medidas de segurança


contra incêndio previstas nesta legislação, o CBMRS poderá interditar imediatamente a
edificação e iniciar procedimento administrativo regular para sua cassação.

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Art. 21. O PSPCI destina-se às edificações que apresentem todas as características
abaixo:
I - de classe de risco de incêndio baixo, conforme Tabela 3 do Anexo A (Classificação);
I - de carga de risco de incêndio baixo e médio, conforme Tabela 3 do Anexo A
(Classificação); (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
II - com área total edificada de até 750m² (setecentos e cinquenta metros quadrados);
III - com até 2 (dois) pavimentos;
IV - VETADO.
V - que exigirem prevenção pelos sistemas de saída de emergência, iluminação de
emergência, sinalização de emergência, extintores de incêndio e Brigada de Incêndio. (Incluído
pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
VI - com área de até o dobro de metros quadrados previstos no inciso II deste artigo,
classificadas nas Divisões F-11 e F-12, de Ocupação/Uso “Local de Reunião de Público” do
Grupo F da Tabela 1 do Anexo A, de risco de carga de incêndio baixo e médio, conforme Tabela
3 do Anexo A, com caráter regional e sem fins lucrativos, especificamente para Centros de
Tradição Gaúcha – CTGs −, salões paroquiais, salões comunitários e ginásios de esportes
comunitários e escolares. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.690/15)

§ 1.º Excetuam-se do disposto neste artigo os depósitos e revendas de GLP a partir de


521kg (quinhentos e vinte e um quilogramas), os depósitos de combustíveis e inflamáveis e as
edificações com central de GLP.

§ 2.º Excetuam-se também o Grupo F, “Local de Reunião de Público” - edificações que


possuam risco de carga de incêndio médio e alto - conforme Tabela 3 do Anexo A
(Classificação) e instruídos com base na NBR 14.432/2000 “Exigências de resistência ao fogo de
elementos construtivos de edificações” ou Norma Nacional vigente, bem como locais de elevado
risco de incêndio e sinistro, conforme RTCBMRS.

§ 3.º Para as edificações e áreas de risco de incêndio que não estejam enquadradas na
Tabela 3 do Anexo A (Classificação), aplica-se a regra de cálculo definida na NBR 14.432/2000
“Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações”.
§ 3.º Ficam excetuadas do disposto no “caput” deste artigo as edificações do Grupo G
da Tabela 1 do Anexo A desta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.555/14)

§ 4.º São de inteira responsabilidade do proprietário ou do responsável pelo uso da


edificação as informações prestadas para a instrução do PSPCI.
§ 4.º Para as edificações e áreas de risco de incêndio que não estejam enquadradas na
Tabela 3 do Anexo A (Classificação), aplica-se a regra de cálculo definida na NBR 14.432/2000
“Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações. (Redação dada pela
Lei Complementar n.º 14.555/14)

§ 5.º Aplica-se o PSPCI para as edificações da Divisão F-11 e F-12, do Grupo F, da


Tabela 1 do Anexo A (Classificação) e para os locais de cultos afro-brasileiros e os centros
espíritas, desde que atendam a todas as características deste artigo. (Incluído pela Lei
Complementar n.º 14.555/14)

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§ 6.º São de inteira responsabilidade do(a) proprietário(a) ou do(a) responsável pelo uso
da edificação as informações prestadas para instrução do PSPCI nas edificações de carga de risco
de incêndio baixo, sendo que nas edificações de carga de risco de incêndio médio é necessária,
também, a apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART/CREA − ou de
Registro de Responsabilidade Técnica – RRT/CAU-RS. (Incluído pela Lei Complementar n.º
14.555/14)

§ 7.º A emissão do APPCI para as edificações enquadradas no PSPCI e com carga de


risco de incêndio baixo dispensará a vistoria de liberação, conforme regulamentado em
RTCBMRS. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
Art. 21. O PSPCI destina-se às edificações ou áreas de risco de incêndio que
apresentem todas as seguintes características: (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
I - classificação com grau de risco baixo ou médio; (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)
II - área total edificada de até 750m² (setecentos e cinquenta metros quadrados);
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
III - até 3 (três) pavimentos. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 1.º Aplica-se o disposto neste artigo às edificações enquadradas nas divisões F-11 e F-
12, com até 1.500m² (um mil e quinhentos metros quadrados) e até 3 (três) pavimentos.
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 2.º Excetuam-se do disposto neste artigo: (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
I - depósitos e revendas de GLP a partir de 521kg (quinhentos e vinte e um
quilogramas); (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
II - locais com manipulação, armazenamento e comercialização de combustíveis,
inflamáveis e explosivos; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
III - edificações com central de GLP; (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
IV - edificações do grupo F que são classificadas quanto ao grau de risco de incêndio
como risco médio ou alto; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
V - edificações das divisões G-3, G-5 e G-6; (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)
VI - locais de elevado risco de incêndio e sinistro, conforme RTCBMRS. (Redação
dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 3.º Para as edificações enquadradas no PSPCI, deverão ser observadas as medidas de


segurança, conforme Tabela estabelecida em Decreto Estadual para edificações ou áreas de risco
de incêndio com área menor ou igual a 750m² (setecentos e cinquenta metros quadrados) e altura
inferior ou igual a 12m (doze metros). (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 4.º Para edificações e áreas de risco de incêndio em que houver medidas de segurança
contra incêndio diversas das previstas na Tabela estabelecida em Decreto Estadual para
edificações ou áreas de risco de incêndio com área menor ou igual a 750m² (setecentos e
cinquenta metros quadrados) e altura inferior ou igual a 12m (doze metros), deverá ser

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apresentado o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio completo. (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)

§ 5.º As informações prestadas para instrução do PSPCI nas edificações com grau de
risco baixo são de inteira responsabilidade do proprietário ou do responsável pelo uso da
edificação. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 6.º As informações prestadas para instrução do PSPCI nas edificações com grau de
risco médio são de responsabilidade do proprietário ou do responsável pelo uso da edificação,
em conjunto com o responsável técnico, sendo necessária a apresentação de ART/CREA ou de
RRT/CAU. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 7.º A emissão do APPCI para as edificações enquadradas no PSPCI será efetivada


sem a realização de vistoria ordinária, observados os requisitos estabelecidos em RTCBMRS e
critérios a seguir determinados: (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
I - nos PSPCI com grau de risco baixo, mediante a entrega ou o encaminhamento
eletrônico do requerimento, contendo a declaração de veracidade das informações prestadas e de
ciência das responsabilidades quanto a dimensionamento, instalação e manutenção das medidas
de segurança contra incêndio pelo proprietário ou responsável pelo uso da edificação; (Redação
dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
II - nos PSPCI com grau de risco médio, mediante a entrega ou o encaminhamento
eletrônico do requerimento, contendo a declaração de veracidade das informações prestadas e de
ciência das responsabilidades quanto a dimensionamento, instalação e manutenção das medidas
de segurança contra incêndio pelo proprietário ou responsável pelo uso da edificação, juntamente
com o responsável técnico. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 8.º Para a renovação do APPCI das edificações enquadradas no PSPCI, com grau de
risco de incêndio médio e área total construída de até 750m² (setecentos e cinquenta metros
quadrados), desde que não sofram alterações na ocupação, na área construída, na altura ou no
grau de risco de incêndio, não será necessária a apresentação de Anotação de Responsabilidade
Técnica ou Registro de Responsabilidade Técnica do profissional, ficando sob inteira
responsabilidade do proprietário ou responsável pelo uso da edificação providenciar a renovação
do APPCI, fornecer as informações pertinentes e manter as medidas de segurança contra
incêndio definidas no PSPCI aprovado. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

Art. 22. O proprietário, o responsável pelo uso ou o responsável técnico poderão


solicitar informações sobre o andamento do processo ou do pedido de vistoria ao CBMRS.

Parágrafo único. O andamento do expediente administrativo poderá ser consultado na


internet em sitio eletrônico a ser definido pelo CBMRS.

Art. 23. Das decisões proferidas nos processos pelo CBMRS caberá recurso conforme
regulamentação.

Art. 24. As legislações municipais devem seguir o mesmo padrão e exigências


mínimas desta legislação.

http://www.al.rs.gov.br/legis 18
Página: 18
Art. 25. Na ausência de legislação estadual, nacional e Normas Brasileiras – NBR –,
poderão ser aplicadas as normas internacionais tecnicamente reconhecidas, sendo que a
apresentação de norma técnica internacional deverá estar acompanhada de tradução juramentada
para a língua portuguesa.

Art. 26. Caberá ao COESPPCI a análise dos casos que necessitem ou utilizem soluções
técnicas diversas daquelas previstas nesta Lei Complementar, bem como as edificações e as
áreas de risco de incêndio, cuja ocupação e uso não se encontre entre aquelas constantes nas
Tabelas dos Anexos A (Classificação) e B (Exigências).
Art. 26. Caberá ao COESPPCI a análise dos casos que necessitem de ou utilizem
soluções técnicas diversas daquelas previstas nesta Lei Complementar, bem como as edificações
e as áreas de risco de incêndio, cuja ocupação e uso não se encontrem entre aquelas constantes
nas Tabelas estabelecidas em Decreto Estadual. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

Art. 27. A tramitação dos processos administrativos do PPCI e do PSPPCI será


regulamentada pelo CBMRS, por meio de Resolução Técnica - RTCBMRS e de Portarias.
Art. 27. Os processos administrativos e a documentação a ser apresentada no PPCI e no
PSPCI serão regulamentados por RTCBMRS, podendo ser utilizado o meio eletrônico para sua
tramitação, aprovação e emissão do APPCI. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

CAPÍTULO VIII
DOS CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES

Art. 28. As edificações e áreas de risco de incêndio serão classificadas considerando as


seguintes características, conforme critérios constantes nas Tabelas dos Anexos A
(Classificação) e B (Exigências):
I - altura;
II - área total construída;
III - ocupação e uso;
IV - capacidade de lotação;
V - carga de incêndio.
Art. 28. As edificações e áreas de risco de incêndio serão classificadas considerando as
seguintes características, conforme critérios constantes nas Tabelas instituídas no Decreto n.º
51.803, de 10 de setembro de 2014: (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
I - altura; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
II - área total construída; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
III - ocupação e uso; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
IV - capacidade de lotação; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
V - grau de risco de incêndio. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

Parágrafo único. Os Projetos de Prevenção Contra Incêndio  PrPCI  deverão ser


elaborados considerando os critérios de classificação das edificações.

Art. 29. Para fins de aplicação desta legislação, na mensuração da altura da edificação,
não serão considerados:

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Página: 19
I - os subsolos destinados exclusivamente a estacionamento de veículos, vestiários,
instalações sanitárias e áreas técnicas sem aproveitamento para quaisquer atividades ou
permanência humana;
II - os pavimentos superiores destinados, exclusivamente, a áticos, casas de máquinas,
barriletes, reservatórios de água e assemelhados;
III - os mezaninos cuja área não ultrapasse 250m² (duzentos e cinquenta metros
quadrados) da área total do pavimento onde situa;
IV - o pavimento superior da unidade duplex do último piso de edificação de uso
residencial.

Art. 30. Para implementação das medidas de segurança contra incêndio, a altura da
edificação a ser considerada é a definida na alínea “a” do inciso II do art. 6.º.

Art. 31. Para fins de aplicação desta Legislação, no cálculo da área a ser protegida com
as medidas de segurança contra incêndio, não serão computados:
I - telheiros, com laterais abertas, destinados à proteção de utensílios, caixas d'água,
tanques e outras instalações desde que não tenham área superior a 10m2 (dez metros quadrados);
II - platibandas e beirais de telhado até 3m (três metros) de projeção;
III - passagens cobertas, com largura máxima de 3m (três metros), com laterais abertas,
destinadas apenas à circulação de pessoas ou de mercadorias;
IV - coberturas de bombas de combustível e de praças de pedágio, desde que não sejam
utilizadas para outros fins e sejam abertas lateralmente;
V - reservatórios de água;
VI - piscinas, banheiros, vestiários e assemelhados, no tocante a sistemas hidráulicos,
alarme de incêndio e quadras esportivas com cobertura e sem paredes;
VII - escadas enclausuradas, incluindo as antecâmaras;
VIII - dutos de ventilação das saídas de emergência.

Art. 32. A ocupação e o uso das edificações de que trata esta Lei Complementar são as
definidas nos incisos XXIII, XXIV, XXV e XVI do art. 6.º, combinados com os arts. 24 e 25
desta legislação, sendo classificadas em grupos e suas divisões serão estabelecidas conforme a
Tabela 1 constante no Anexo A (Classificação).

Art. 33. A capacidade de lotação das edificações de que trata esta Lei Complementar é
a definida no inciso XI do art. 6.º , combinado com os arts. 24 e 25 desta legislação, e deve servir
de referência para dimensionar as rotas de saída, saídas de emergência e desocupação, controle
de fumaça e brigada de incêndio, sendo que a mesma será estabelecida conforme as tabelas
constantes nos Anexos A (Classificação) e B (Exigências) tendo como base a NBR 9.077/2001 -
“Saídas de emergências em edificações”, ou RTCBMRS, ou norma nacional, ou norma
municipal que regre a matéria.
Art. 33. A capacidade de lotação das edificações de que trata esta Lei Complementar é
a definida no inciso XI do art. 6.º, devendo seu cálculo obedecer ao previsto em RTCBMRS.
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

Art. 34. A carga de incêndio das edificações de que trata esta Lei Complementar é a
definida no inciso X do art. 6.º, combinado com os arts. 24 e 25 desta legislação, e é estabelecida
conforme Tabela 3 (Carga de Incêndio) constante no Anexo A (Classificação), especificada por

http://www.al.rs.gov.br/legis 20
Página: 20
ocupação ou uso na NBR 14.432/2000 - “Exigências de resistência ao fogo de elementos
construtivos de edificações”, ou RTCBMRS.

Art. 35. Para efeitos desta legislação, todos os critérios de medidas de segurança,
prevenção e proteção contra incêndio nas edificações e áreas de risco de incêndio serão
estabelecidos conforme critérios constantes nas Tabelas dos Anexos A (Classificação) e B
(Exigências).

Parágrafo único. Os casos omissos de enquadramento do tipo de edificação constantes


nas Tabelas A (Classificação) e B (Exigências), especialmente as edificações com caráter
regional (Centros de Tradição Gaúcha  CTG's , salões paroquiais, salões comunitários) e os
ginásios de esportes comunitários e escolares, serão objeto de regulamentação do Corpo de
Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul.
Parágrafo único. Os casos omissos de enquadramento do tipo de edificação constantes
nas Tabelas A (Classificação) e B (Exigências), as edificações das divisões F-11 e F-12 da
Tabela 1 do Anexo A, os centros espíritas e os locais de cultos afro-brasileiros que não atendam
a todas as características do art. 21 desta Lei Complementar serão objeto de regulamentação do
CBMRS. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
Art. 35. Para efeitos desta legislação, todos os critérios de medidas de segurança contra
incêndio nas edificações e áreas de risco de incêndio serão estabelecidos conforme critérios
constantes nas Tabelas estabelecidas em Decreto Estadual. (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)

Parágrafo único. Os casos omissos de enquadramento do tipo de edificação constantes


nas Tabelas estabelecidas em Decreto Estadual serão objeto de regulamentação do CBMRS.
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

CAPÍTULO IX
DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

Art. 36. As edificações e as áreas de risco de incêndio serão dotadas das seguintes
medidas de segurança, que serão fiscalizadas pelo CBMRS:
I - restrição ao surgimento e propagação de incêndio;
II - resistência ao fogo dos elementos de construção;
III - controle de materiais de acabamento;
IV - detecção e alarme;
V - saídas de emergência, sinalização, iluminação e escape;
VI - separação entre edificações e acesso para as operações de socorro;
VII - equipamentos de controle e extinção do fogo;
VIII - proteção estrutural em situações de incêndio e sinistro;
IX - administração da segurança contra incêndio e sinistro;
X - extinção de incêndio;
XI - controle de fumaça e gases;
XII - controle de explosão.

§ 1.º Outras medidas poderão ser adotadas mediante prévia consulta e autorização do
COESPPCI.

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Página: 21
§ 2.º O CBMRS poderá realizar pesquisas de incêndio objetivando avaliar o
desempenho das medidas previstas neste artigo, podendo ser realizadas através de órgãos
públicos ou privados, tecnicamente habilitados.

CAPÍTULO X
DAS EXIGÊNCIAS E DA FISCALIZAÇÃO

Art. 37. A exigência e a fiscalização das medidas de segurança contra incêndio,


aplicáveis às edificações e às áreas de risco de incêndio previstas nesta Lei Complementar,
deverão obedecer ao estabelecido nas Tabelas constantes dos Anexos A (Classificação) e B
(Exigências).
Art. 37. A exigência e a fiscalização das medidas de segurança contra incêndio,
aplicáveis às edificações e às áreas de risco de incêndio previstas nesta Lei Complementar,
deverão obedecer ao estabelecido nas Tabelas constantes no Decreto n.º 51.803/14. (Redação
dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 1.º Ao Corpo de Bombeiros da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul –


CBMRS – compete a expedição e a adequação das Resoluções Técnicas e dos critérios de
execução das medidas de segurança, visando atender a novas tecnologias e aos casos omissos
nesta Lei Complementar.

§ 2.º Serão objetos de análise pelo COESPPCI os casos que necessitem de soluções
técnicas diversas daquelas previstas nesta Lei Complementar, bem como as edificações e as
áreas de risco de incêndio cuja ocupação e uso não se encontrem entre aquelas constantes nas
Tabelas dos Anexos A (Classificação) e B (Exigências).
§ 2.º Serão objetos de análise pelo COESPPCI os casos que necessitem de soluções
técnicas diversas daquelas previstas nesta Lei Complementar, bem como as edificações e as
áreas de risco de incêndio cuja ocupação e uso não se encontrem entre aquelas constantes nas
Tabelas estabelecidas em Decreto Estadual. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
14.924/16)

Art. 38. Os materiais e equipamentos de segurança contra incêndio utilizados nas


edificações e áreas de risco de incêndio deverão ser certificados por órgãos acreditados, nos
termos da legislação vigente.

CAPÍTULO XI
DAS PENALIDADES E SUA APLICAÇÃO
Seção I
Das Penalidades

Art. 39. Constitui infração, passível de penalidades, o descumprimento das normas de


segurança contra incêndio estabelecidas nesta Lei Complementar.

Parágrafo único. A especificação das infrações será objeto de regulamentação desta


Lei Complementar, considerando a gravidade, as atenuantes e as agravantes.

Art. 40. As penalidades e as sanções administrativas a serem aplicadas pelo


descumprimento desta Lei Complementar são:

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Página: 22
I - advertência;
II - multa;
III - interdição; e
IV - embargo.

Art. 41. As penas de advertência, multa e interdição serão aplicadas pelo CBMRS ao
proprietário ou ao responsável pelo uso da edificação, em conformidade com a gravidade das
infrações que serão objeto de regulamentação desta Lei Complementar.

§ 1.º Compete ao município embargar as edificações cujos proprietários ou


responsáveis não tenham observado o disposto nesta Lei Complementar.

§ 2.º Os valores das multas serão reajustados anualmente mediante aplicação do Índice
Geral de Preços de Mercado  IGP-M  ou de índice que venha a substituí-lo.

§ 3.º Ocorrendo simultaneamente duas ou mais infrações, a penalidade será cumulativa.

§ 4.º Os valores relativos às multas arrecadadas pelo CBMRS deverão constituir-se em


receita para o Fundo de Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros Militar ou para os Fundos
Municipais criados com o objetivo de adoção de medidas de prevenção e proteção contra
incêndios através de convênio e, na sua inexistência, constituirão receitas para o Fundo Estadual
de Segurança Pública.

§ 5.º As penalidades de interdição ou embargo serão aplicadas quando persistir a


irregularidade constatada, mesmo após a aplicação das sanções administrativas previstas nesta
Lei Complementar.

Art. 42. Quando a situação justificar, pela iminência de risco à vida ou à integridade
física de pessoas, o CBMRS ou o município, no âmbito de suas competências, deve proceder à
interdição ou embargo imediato, total ou parcial.

§ 1.º O proprietário ou responsável pela edificação ou áreas de risco de incêndio será


comunicado através do Auto de Interdição ou Embargo para cumprir as exigências apresentadas,
permanecendo o local interditado ou embargado até o cumprimento integral das exigências ou
julgamento favorável do recurso interposto pelo interessado.

§ 2.º Exauridos os procedimentos administrativos previstos nesta Lei Complementar e


havendo o descumprimento pelo proprietário ou responsável pelo uso da edificação ou área de
risco de incêndio das medidas determinadas pelos órgãos competentes, o CBMRS e/ou o
município, no âmbito de suas competências, tomarão as medidas legais cabíveis.

§ 3.º Ocorrendo a situação prevista no § 2.º, o infrator não estará isento das multas
correspondentes.

§ 4.º Após o cumprimento integral das exigências legais e administrativas, o


proprietário ou responsável pela edificação ou área de risco de incêndio deverá solicitar nova
vistoria ao CBMRS e ao órgão municipal responsável, a qual deverá ser realizada no prazo
máximo de 30 (trinta) dias.

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Página: 23
Art. 43. O CBMRS, durante a realização das vistorias, poderá solicitar ao proprietário
ou responsável pela edificação e área de risco de incêndio testes dos equipamentos de prevenção,
bem como exigir documentos relacionados à segurança, prevenção e proteção contra incêndio.
Art. 43. O CBMRS, durante a realização das vistorias, poderá solicitar ao proprietário
ou responsável pela edificação e área de risco de incêndio testes dos equipamentos de prevenção,
bem como exigir documentos relacionados à segurança contra incêndio. (Redação dada pela Lei
Complementar n.º 14.924/16)

Seção II
Do Direito de Defesa

Art. 44. Em todas as penalidades ou sanções previstas, caberá recurso administrativo


no âmbito dos respectivos órgãos e em órgão superior em segunda instância, conforme
regulamentação desta Lei Complementar.

Seção III
Dos Procedimentos de Aplicação

Art. 45. O CBMRS e o município, no âmbito de suas competências, no ato da


fiscalização em edificações e áreas de risco de incêndio, constatando o descumprimento desta
Lei Complementar, devem proceder à expedição de notificação ao respectivo proprietário ou
responsável, estabelecendo orientações, apresentando exigências, indicando os itens de infração
e fixando prazo para seu integral cumprimento, com vista a sua regularização junto à
Administração Pública.

Art. 46. Decorrido o prazo da notificação, e não havendo o cumprimento das


exigências apresentadas, será lavrado o auto de infração.

Parágrafo único. O pagamento da multa não isentará o responsável do cumprimento


das exigências e demais sanções previstas nas esferas cível e penal.

CAPÍTULO XII
DO TRATAMENTO ÀS MICROEMPRESAS, ÀS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE E
AOS MICROEMPREENDEDORES INDIVIDUAIS

Art. 47. As microempresas, as empresas de pequeno porte e os microempreendedores


individuais, nos termos das legislações pertinentes, terão tratamento simplificado para
regularização das edificações, visando à celeridade no licenciamento, conforme Lei
Complementar Federal n.º 123, de 14 de dezembro de 2006, que institui o Estatuto Nacional da
Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

Parágrafo único. O CBMRS deverá emitir instruções através de RTCBMRS


tipificando os enquadramentos e o tratamento das empresas referidas no “caput” deste artigo.

Art. 48. As microempresas, as empresas de pequeno porte e os microempreendedores


individuais poderão ser licenciados mediante certificados eletrônicos, por meio de sítio do
Governo na rede de alcance mundial, conforme RTCBMRS.

http://www.al.rs.gov.br/legis 24
Página: 24
§ 1.º Para a obtenção do certificado, o interessado deverá apresentar, eletronicamente,
informações e declarações atestadas por Responsável Técnico habilitado, quando o
enquadramento da ocupação e uso da edificação assim o exigir, certificando desta forma o
cumprimento das exigências de segurança contra incêndio no empreendimento objeto do
licenciamento.

§ 2.º Após a emissão do APPCI os certificados eletrônicos de licenciamento têm


imediata eficácia para fins de abertura do empreendimento constante deste capítulo.

§ 3.º Os municípios terão acesso privilegiado ao sítio de que trata o “caput”, com vista
ao acompanhamento de todos os pedidos de certificado eletrônico em tramitação, nas suas
diferentes fases, em seu âmbito territorial.

§ 4.º Nos termos do § 3º do art. 4.º da Lei Complementar Federal n.º 123, de 14 de
dezembro de 2006, ficam reduzidos a 0 (zero) todos os custos, inclusive prévios, relativos à
abertura, à inscrição, ao registro, ao funcionamento, ao alvará, à licença, ao cadastro, às
alterações e procedimentos de baixa e encerramento e aos demais itens relativos ao
Microempreendedor Individual, incluindo os valores referentes a taxas, a emolumentos e a
demais contribuições relativas aos órgãos de registro, de licenciamento, sindicais, de
regulamentação, de anotação ou registro de responsabilidade técnica, de vistoria e de fiscalização
do exercício de profissões regulamentadas. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

Art. 49. O CBMRS e o município, no âmbito de suas competências, após a emissão do


APPCI poderão, a qualquer tempo, proceder à verificação das informações e das declarações
prestadas, por meio de vistorias e de solicitação de documentos.

CAPÍTULO XIII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 50. O CBMRS, deverá adequar-se ao cumprimento desta Lei Complementar.

Art. 51. O CBMRS, órgão responsável pela expedição do APPCI, deverá disponibilizar
na rede mundial de computadores a relação dos estabelecimentos autorizados ao funcionamento,
informando as datas de emissão, vencimento, nome do responsável técnico quando necessário,
data da última fiscalização, requisitos de funcionamento e da capacidade de lotação do
estabelecimento, de acordo com o disposto na Lei Federal n.º 12.527, de 18 de novembro de
2011.

Art. 52. Ao CBMRS caberá o planejamento e a orientação junto aos órgãos municipais
prestadores dos serviços de água e esgoto, ou seus concessionários, para instalação de hidrantes
públicos, sendo destes a responsabilidade por sua instalação, funcionamento e manutenção.

Art. 53. Caberá ao Estado do Rio Grande do Sul e aos municípios que o constituem, no
âmbito de suas competências, adotarem as medidas legais necessárias para a aplicação desta Lei
Complementar.

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Página: 25
§ 1.º Os municípios, com população de até 20.000 (vinte mil) habitantes, poderão
constituir consórcios para atender as disposições desta Lei Complementar.

§ 2.º Fica autorizado ao Estado do Rio Grande do Sul e aos municípios que o
constituem, no âmbito de suas competências, firmar convênios para que através de seus corpos
técnicos sejam feitas as análises e aprovação do PPCI, sendo que compete única e
exclusivamente ao CBMRS a vistoria e a emissão do APPCI.

§ 3.º Fica autorizado o CBMRS, no âmbito de suas competências e nos termos da


legislação vigente, a firmar convênio com entidades e/ou associações de classe que possuam
profissionais habilitados no CREA-RS e/ou CAU-RS, para que sejam feitas as análises e a
aprovação do PrPCI, sendo que compete única e exclusivamente ao CBMRS a vistoria e a
emissão do APPCI. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)

Art. 54. Aprovada a legislação, as atuais RTCBMRS continuarão vigendo até a edição
de novas resoluções compatíveis com esta legislação.

Art. 55. As edificações já existentes deverão adaptar-se às disposições desta Lei


Complementar no prazo de até 5 (cinco) anos, contados da sua publicação.
Art. 55. As edificações e áreas de risco existentes deverão adaptar-se às disposições
desta Lei Complementar no prazo de até 6 (seis) anos, a partir da sua publicação. (Redação dada
pela Lei Complementar n.º 14.555/14) (REVOGADO pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

Parágrafo único. O Poder Executivo regulamentará as condições de efetivação da


adaptação à legislação, respeitando a legislação federal vigente.
§ 1.º O Poder Executivo regulamentará as condições de efetivação da adaptação à
legislação, respeitando a legislação federal vigente. (Renumerado pela Lei Complementar n.º
14.555/14) (REVOGADO pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

§ 2.º O CBMRS, mediante RTCBMRS, definirá as medidas de segurança, prevenção e


proteção contra incêndio para as edificações existentes. (Incluído pela Lei Complementar n.º
14.555/14) (REVOGADO pela Lei Complementar n.º 14.924/16)

Art. 55-A. Nos municípios que ainda não tenham concluído o processo de
Regularização Fundiária, em que se encontram localizadas edificações e áreas de risco de
incêndio, para fins do processo de concessão do APPCI, fica o(a) proprietário(a) e/ou o(a)
responsável pelo uso da edificação dispensado da apresentação do número da matrícula do
imóvel. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)

Art. 56. Na primeira semana do mês de julho, em que se comemora o “Dia do


Bombeiro”, poderão ser realizadas simulações de evacuação de ocupantes e testes de
equipamentos de prevenção e segurança contra incêndios.

Parágrafo único. O disposto no “caput” será regulamentado pelo órgão estadual


responsável pela segurança, prevenção e proteção contra incêndios no Estado do Rio Grande do
Sul.

http://www.al.rs.gov.br/legis 26
Página: 26
Art. 57. Os municípios deverão atualizar sua legislação, recepcionando o disposto na
presente Lei Complementar, no prazo máximo de 12 (doze) meses.
Art. 57. Os municípios deverão atualizar sua legislação, recepcionando o disposto na
presente Lei Complementar, no prazo máximo de 12 (doze) meses a partir da publicação da sua
regulamentação. (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.555/14)

Art. 57-A. A atualização da legislação municipal sobre segurança, prevenção e


proteção contra incêndios suplementará o disposto nesta Lei Complementar, a partir de sua
regulamentação, assegurada a autonomia e independência dos municípios nos assuntos de
interesse local. (Incluído pela Lei Complementar n.º 14.555/14)
Art. 57-A. A atualização da legislação municipal sobre segurança contra incêndio
suplementará o disposto nesta Lei Complementar, a partir de sua regulamentação, asseguradas a
autonomia e a independência dos municípios nos assuntos de interesse local. (Redação dada pela
Lei Complementar n.º 14.924/16)

Art. 57-B. Nos municípios onde houver Bombeiros Voluntários será autorizada a
instituição de fundo cooperativo entre o Estado, a Municipalidade e os Bombeiros Voluntários
destinado à captação de recursos públicos e privados, ações de proteção e combate contra
incêndios, equipamentos, instalações e reaparelhamento com a mesma finalidade. (Incluído pela
Lei Complementar n.º 14.555/14)

Art. 58. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 59. Fica revogada a Lei n.º 10.987, de 11 de agosto de 1997.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 26 de dezembro de 2013.

Legislação compilada pelo Gabinete de Consultoria Legislativa.

http://www.al.rs.gov.br/legis 27
Página: 27
DECRETO N.º 51.803, DE 10 DE SETEMBRO DE 2014.
(publicado no DOE n.º 175, de 11 de setembro de 2014)

Regulamenta a Lei Complementar n.º 14.376,


de 26 de dezembro de 2013, e alterações, que
estabelece normas sobre segurança, prevenção e
proteção contra incêndio nas edificações e áreas
de risco de incêndio no Estado do Rio Grande
do Sul.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de atribuição


que lhe confere o art. 82, inciso V, da Constituição do Estado, e tendo em vista o disposto na Lei
Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro de 2013, alterada pela Lei Complementar n.º
14.555 de 2 de julho de 2014,

DECRETA:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1.º Este Decreto regulamenta os requisitos e os procedimentos técnicos


indispensáveis à prevenção e proteção contra incêndio das edificações e áreas de risco de
incêndio nos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul, considerando a proteção à vida e ao
patrimônio, observada a Lei Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro de 2013 e alterações.

Art. 2.º Para os fins do disposto neste Decreto aplicam-se os conceitos dispostos no
art. 6.º da Lei Complementar n.º 14.376/2013 e alterações.

Art. 3.º A classificação das edificações e áreas de risco de incêndio quanto à


ocupação/uso, área construída, altura, carga de incêndio e capacidade de lotação, bem como as
medidas de segurança a serem instaladas deverão observar ao disposto nas tabelas dos Anexos A
(Classificação) e B (Exigências) deste Decreto.

§ 1.º São obrigatórias as medidas de segurança assinaladas com “X” nas tabelas do
Anexo B (Exigências) devendo ser observadas as ressalvas, em notas transcritas logo abaixo das
referidas tabelas.

§ 2.º Cada medida de segurança contra incêndio constante das tabelas 4, 5, 6 (6A a
6M) e 7 deverá obedecer aos parâmetros estabelecidos nas respectivas Resoluções Técnicas do
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul – RTCBMRS.

§ 3.º Os riscos específicos, as instalações de gás liquefeito de petróleo ou gás natural


e o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas – SPDA, não abrangidos pelas
exigências contidas nas tabelas da Lei Complementar n.º 14.376/2013, devem atender às
respectivas RTCBMRS.

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Art. 4.º Caberá ao Corpo de Bombeiro(a) Militar do Estado do Rio Grande do Sul –
CBMRS, pesquisar, estudar, analisar, propor, elaborar, aprovar e expedir as Resoluções Técnicas
que irão disciplinar as medidas de segurança contra incêndio, observada a Lei Complementar n.º
14.376/2013 e alterações.

Art. 5.º O CBMRS poderá fazer o emprego de outros atos administrativos para
regulamentar o rito procedimental, bem como as medidas de segurança contra incêndio exigidas
pela Lei Complementar n.º 14.376/2013 e alterações.

Art. 6.º Na ausência de legislação Estadual, Nacional e Normas Brasileiras


Regulamentadoras – NBRs, poderão ser aplicadas as normas internacionais tecnicamente
reconhecidas, sendo que a sua apresentação deverá estar acompanhada de tradução juramentada
para a língua portuguesa do Brasil.

Parágrafo único. As normas referidas no “caput” deste artigo deverão ser aplicadas
na íntegra e farão parte do respectivo Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PPCI.

CAPÍTULO II
DOS PRAZOS

Art. 7.º As edificações e áreas de risco de incêndio existentes, definidas no art. 6.º,
inciso XVII, da Lei Complementar n.º 14.376/2013 e alterações, terão prazos de adequação,
conforme o art. 55 da referida Lei Complementar, contados conforme segue:
I – de sessenta dias para elaboração e entrega do Plano de Prevenção e Proteção Contra
Incêndio para as edificações que ainda não possuem Plano de Prevenção e Proteção Contra
Incêndios – PPCI, ou Plano Simplificado de Prevenção e Proteção Contra Incêndios – PSPCI,
protocolado no CBMRS, a contar da publicação deste Decreto;
II – de trinta dias, após notificação e sem prejuízo da infração de que trata o artigo 18,
V, para entrega do PPCI/PSPCI;
III – de trinta dias para correção do PPCI/PSPCI, após notificação;
IV – de até sessenta meses para adaptação da edificação ou da área de risco de incêndio
ao previsto no PPCI/PSPCI, a partir da sua aprovação, assim discriminado:
a) de trinta dias para a instalação de extintores de incêndio, conforme PPCI
aprovado;
b) de trinta dias para o treinamento de pessoal;
c) de doze meses para a instalação da sinalização de emergência;
d) de doze meses para a instalação do sistema de iluminação de emergência;
e) de doze meses para adaptação de instalação de inflamáveis e de combustíveis;
f) de doze meses para o isolamento e adaptação de caldeiras, de vasos de pressão e
de congêneres;
g) de doze meses para a adaptação das saídas de emergência;
h) de doze meses para a colocação de alarme e detecção de incêndio;
i) de doze meses para a elaboração do Plano de Emergência;

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j) de vinte e quatro meses para a adaptação dos materiais de revestimento, de
acabamento e de divisórias;
k) de vinte e quatro meses para o controle de fumaça;
l) de vinte e quatro meses para o acesso de viaturas de bombeiros(as);
m) de trinta e seis meses para a adaptação de instalações de gás e de chaminés;
n) de quarenta e oito meses para a colocação de hidrantes e de mangotinhos;
o) de sessenta meses para a instalação dos sistemas automáticos de extinção de
incêndio.
p) de sessenta meses para a execução da compartimentação vertical e horizontal;
q) de sessenta meses para a execução de sistema de espuma e de resfriamento;
r) de sessenta meses para a a execução do sistema de proteção contra descargas
atmosféricas;
s) de sessenta meses para execução de segurança estrutural contra incêndio; e
t) de sessenta meses para a execução de outros sistemas.

§ 1.º Para as edificações e áreas de risco de incêndio existentes, que comprovarem


inviabilidade técnica para a instalação das medidas de segurança contra incêndio exigidas, por
meio de laudo elaborado por profissional legalmente habilitado(a), deverá ser encaminhado
projeto alternativo com as medidas compensatórias de segurança contra incêndio e pânico, para
apreciação e aprovação do CBMRS.

§ 2.º Nas edificações do grupo F, divisão F-6, da Lei Complementar n.º 14.376/2013 e
alterações, a instalação dos sistemas previstos nas alíneas a, b, c, d, g, j, l e m do “caput” deste
artigo é condição obrigatória para a emissão do Alvará de Prevenção e Proteção Contra Incêndio
– APPCI, não sendo aplicáveis os prazos descritos no inciso IV deste artigo.

§ 3.º O APPCI das edificações e áreas de risco de incêndio existentes terá validade de
acordo com o cumprimento dos prazos de adaptação previstos no inciso IV deste artigo.

§ 4.º As medidas de segurança contra incêndio não instaladas, previstas no inciso IV


deste artigo, deverão ser discriminadas no APPCI, identificando o prazo máximo para a sua
instalação.

§ 5.º As medidas de segurança contra incêndio não instaladas, previstas no inciso IV


deste artigo, deverão ser discriminadas no certificado de aprovação e no APPCI, identificando o
prazo máximo para a sua instalação.

§ 6.º O prazo máximo para a instalação das medidas previstas neste artigo não poderá, a
qualquer título, ultrapassar a data de 27 de dezembro de 2019.

CAPÍTULO III
DAS PENALIDADES E SUA APLICAÇÃO

Seção I
Das Disposições Gerais e das Penalidades

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Art. 8.º As infrações às normas de segurança, à prevenção e à proteção contra incêndio
estabelecidas na Lei Complementar n.º 14.376/2013 e alterações, são regidas pelas disposições
deste Decreto.

Art. 9.º Considera-se infração, passível de penalidade, o descumprimento das normas


de segurança, de prevenção e de proteção contra incêndio estabelecidas na Lei Complementar n.º
14.376/2013 e alterações, no presente Decreto, nas RTCBMRS e em outras que, por qualquer
forma, se destinam à prevenção e à proteção contra incêndios nas edificações e áreas de risco de
incêndio.

Art. 10. As infrações às normas indicadas no artigo anterior serão punidas com as
seguintes penalidades, sem prejuízo das sanções penais cabíveis:
I – advertência;
II – multa e multa diária;
III – interdição; e
IV – embargo.

§ 1.º A penalização deverá ser gradual e possuir caráter instrutivo antes do punitivo.

§ 2.º Ocorrendo, simultaneamente, duas ou mais infrações, a penalidade será


cumulativa.

Art. 11. As infrações às normas de segurança contra incêndio classificam-se como:


I – leves, quando envolverem aspectos de ordem formal;
II – médias, quando consistirem na falta de apresentação do PPCI/PSPCI ou na
instalação incompleta ou deficiente de medida preventiva ou sistema de segurança antes da
emissão do APPCI;
III – graves, infrações cometidas após a emissão de APPCI; e
IV – gravíssimas, quando a ação do(a) infrator(a) expuser a perigo terceiros, a
propriedade alheia no entorno de sua edificação ou deixar de manter em condições de utilização
as medidas de segurança previstas no PPCI/PSPCI.

Art. 12. São circunstâncias agravantes:


I – prestar informações falsas ou apresentar laudos com informações inverídicas;
II – cometer a infração para obter vantagem econômica;
III – cometer infrações em edificações do grupo F; e
IV – reincidência.

Parágrafo único. Presente alguma das circunstâncias agravantes previstas no “caput”


deste artigo, a pena de multa será aplicada em dobro.

Art. 13. São circunstâncias atenuantes:


I – não ter o(a) infrator(a) cometido infrações às normas de segurança contra incêndio
nos últimos cinco anos; e

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II – efetiva colaboração do(a) infrator(a) para a solução do problema que gerou a
autuação, nos prazos legais ou conferidos pelo(a) agente autuador(a).

Parágrafo único. Presente alguma das circunstâncias atenuantes previstas no “caput”


deste artigo, a pena de multa será reduzida em 30% (trinta por cento).

Art. 14. A pena de advertência será aplicada para as infrações de natureza leve, pela
inobservância das disposições deste Decreto e da legislação em vigor, sem prejuízo das demais
sanções previstas no art. 10 deste Decreto, exceto quando presente circunstância que enseje a
aplicação de multa ou a imediata interdição.

Parágrafo único. Ao aplicar a pena de advertência, a autoridade competente concederá


prazo suficiente e necessário, não superior a trinta dias, para que seja(m) sanada(s) a(s)
irregularidade(s) constatada(s).

Art. 15. A pena de multa será aplicada quando cometidas infrações de natureza média,
grave ou gravíssima, na seguinte forma:
I – infrações de natureza média: R$ 1.000,00 (um mil reais);
II – infrações de natureza grave: R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais); e
III – infrações de natureza gravíssima: R$ 2.000,00 (dois mil reais).

§ 1.º A pena de multa diária será aplicada se o cometimento da infração se prolongar no


tempo, no valor de um décimo do valor da multa simples correspondente à infração praticada,
começando a contar a partir do decurso do prazo estabelecido pela autoridade competente para
sanar a irregularidade constatada, no limite máximo de noventa dias.

§ 2.º Os valores das multas serão reajustados anualmente, no primeiro dia útil de cada
ano, mediante a aplicação do Índice Geral de Preços de Mercado – IGP-M, ou de índice que
venha a substituí-lo.

§ 3.º As multas estarão sujeitas à atualização monetária desde a lavratura do auto de


infração até o seu efetivo pagamento, sem prejuízo da aplicação de juros de mora e demais
encargos conforme previsto em lei.

§ 4.º O pagamento da multa poderá ser efetuado até a data do vencimento expressa na
notificação, por oitenta por cento do seu valor.

Art. 16. As penalidades de interdição ou embargo poderão ser aplicadas:


I – a qualquer tempo, quando a situação justificar, a critério da autoridade competente,
pela iminência de risco à vida ou à integridade física dos usuários ou ao funcionamento da
edificação;
II – quando, após a emissão do APPCI, for constatada irregularidade nas medidas de
segurança contra incêndio previstas na legislação;
III – quando persistir a irregularidade constatada, mesmo após a aplicação das penas de
advertência ou multa; e
IV – em caso de evento temporário que não atenda ao disposto neste Decreto.

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Parágrafo único. A interdição ou embargo pode ser parcial ou total.

Art. 17. A desinterdição de edificação ou área de risco fica condicionada à aprovação


do PPCI, bem como ao atendimento das exigências específicas constantes do Auto de Interdição
ou Embargo, independentemente dos prazos previstos no art. 7.º deste Decreto.

Parágrafo único. Nas edificações da divisão F-6 do grupo F da Lei Complementar n.º
14.376/2013 e alterações, a inexistência de pelo menos um dos sistemas previstos nas alíneas a,
b, c, d, g, j, l e m ensejará a imediata interdição da edificação ou área de risco de incêndio,
ficando a desinterdição condicionada à emissão do APPCI.

Seção II
Das Infrações em espécie

Art. 18. São infrações às normas sobre segurança, prevenção e proteção contra
incêndios, sem prejuízo de outras sanções de natureza administrativa, cível ou criminal:
I – deixar de cumprir os prazos assinalados na notificação de correção de análise ou de
vistoria;
Infração: leve
II – descumprir os prazos assinalados para a apresentação dos projetos específicos de
sistemas ou das medidas de segurança previstas em lei;
Infração: leve
III – descumprir os prazos assinalados para a apresentação de laudos, de certificados de
treinamento e da Anotação de Responsabilidade Técnica e Registro de Responsabilidade Técnica
- ART/RRT, dos sistemas ou das medidas de segurança previstas em lei;
Infração: leve
IV - deixar de encaminhar com antecedência mínima de dois meses ao CBMRS o
pedido de renovação do APPCI.
Infração: leve
V – deixar de apresentar PPCI/PSPCI;
Infração: média
VI – prestar informações incorretas sobre a edificação ou área de risco de incêndio para
execução do PPCI/PSPCI;
Infração: média
VII – deixar de cumprir os prazos assinalados para a instalação das medidas de
segurança, prevenção e proteção contra incêndio previstos na Lei Complementar n.º 14.376/13 e
alterações;
Infração: grave
VIII – descumprir as recomendações constantes do Auto de Infração de Advertência;
Infração: grave
IX – descumprir os prazos para adequação à Lei Complementar n.º 14.376/13 e
alterações;
Infração: grave

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X – deixar de manter na edificação ou área de risco cópia do PPCI ou PSPCI aprovada
pelo CBMRS;
Infração: grave
XI – alterar a ocupação ou uso, modificar a carga de incêndio ou de risco, sem
atualização do PPCI/PSPCI;
Infração: grave
XII – alterar edificação existente, ampliar área construída ou altura sem apresentação do
PPCI/PSPCI;
Infração: grave
XIII – alterar “layout” sem atualização do PPCI/PSPCI;
Infração: grave
XIV – deixar de afixar o APPCI junto às portas de acesso da edificação ou área de risco
e em local visível ao público;
Infração: grave
XV - alterar “layout” com a obstrução de itens, de sistemas ou de medidas de segurança
de prevenção contra incêndios previstos no PPCI/PSPCI;
Infração: gravíssima
XVI – alterar a capacidade de lotação sem atualização do PPCI/PSPCI;
Infração: gravíssima
XVII – retirar ou substituir itens obrigatórios previstos no PPCI/PSPCI;
Infração: gravíssima
XVIII – instalar, sem autorização, barreira, cadeado ou qualquer dispositivo que impeça
o funcionamento normal das rotas e saídas de emergência;
Infração: gravíssima
XIX – deixar de protocolar PPCI de evento temporário, conforme RTCBMRS.
Infração: gravíssima
XX – realizar evento temporário sem emissão do APPCI
Infração: gravíssima
XXI – deixar de manter em condições de utilização as medidas de segurança previstas
no PPCI/PSPCI.
Infração: gravíssima
XXII – realizar evento, com mais de quatrocentas pessoas, sem a presença de bombeiro
ou brigadista.
Infração: gravíssima
XXIII – deixar de cumprir os prazos previstos no inciso III do art. 7.º deste Decreto; e
Infração: gravíssima
XXIV – não dispor da presença de bombeiros(as) civis, conforme Lei Federal n.º
11.901, de 12 de janeiro de 2009, e RTCBMRS, bem como a existência de um desfibrilador
automático para cada grupo de cinco mil pessoas, limitados ao máximo de cinco equipamentos, a
serem instalados em locais estratégicos da edificação/área de risco de incêndio, a edificação ou
áreas de risco de incêndio que possuir capacidade de lotação superior a cinco mil pessoas.
Infração: gravíssima

Seção III
Do Procedimento para Aplicação das Penalidades

Página: 34
Art. 19. Constatada a ocorrência de infração às normas previstas na Lei Complementar
n.º 14.376/2013 e alterações, neste Decreto ou em demais atos normativos, será expedida
notificação ao(à) respectivo(a) proprietário(a) ou responsável pela edificação ou área de risco de
incêndio, estabelecendo orientações, apresentando exigências e indicando as irregularidades
cometidas, com fixação de prazo necessário e suficiente, não superior a trinta dias, para saná-las.

Art. 20. Decorrido o prazo previsto no artigo anterior, sem o cumprimento das
exigências apresentadas, será lavrado o respectivo auto de infração por servidor(a) militar
estadual do CBMRS, do qual será dada ciência ao(à) autuado(a), assegurando-lhe o contraditório
e a ampla defesa.

§ 1.º O auto de infração deverá ser lavrado em formulário próprio, conforme modelo a
ser definido em RTCBMRS.

§ 2.º O auto de infração deverá conter:


I – identificação do(a) infrator(a);
II – local, dia e hora da lavratura;
III – descrição clara e objetiva das infrações administrativas constatadas e a
indicação dos respectivos dispositivos legais e regulamentares infringidos, não devendo conter
emendas ou rasuras que comprometam sua validade;
IV – a pena aplicável;
V – assinatura da autoridade competente, do(a) infrator(a) ou de quem o represente; e
VI – a indicação do prazo e do local para apresentação de defesa.

§ 3.º Lavrado o auto de infração, o(a) autuado(a) será intimado pessoalmente, por seu
representante legal, por remessa postal ou por qualquer outro meio tecnológico hábil que
assegure a ciência da autuação.

§ 4.º Caso o(a) autuado(a) se recuse a assinar o auto de infração, o(a) agente autuante
certificará o ocorrido na presença de duas testemunhas, prosseguindo de acordo com o § 3.º deste
artigo.

Art. 21. O prazo para apresentação de defesa será de trinta dias, contados da ciência
efetiva da autuação.

Art. 22. Oferecida ou não a defesa, a autoridade julgadora, no prazo de até trinta dias,
julgará o auto de infração, aplicando a penalidade ou determinando seu arquivamento.

Art. 23. Da decisão proferida pela autoridade julgadora caberá recurso no prazo de
trinta dias.

§ 1.º O recurso de que trata este artigo será dirigido à autoridade julgadora que proferiu
decisão sobre a defesa, a qual, se não a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhará à
autoridade superior.

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§ 2.º O recurso interposto neste artigo não terá efeito suspensivo, exceto no caso de
pena de multa.

Art. 24. Os demais procedimentos para aplicação e julgamento das penalidades serão
regulados por RTCBMRS.

CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 25. As edificações e áreas de risco de incêndio que já possuem PPCI aprovado
deverão apresentar novo PPCI ao CBMRS antes de sofrer alterações nas suas características
construtivas e de prevenção e proteção contra incêndio.

Art. 26. Os materiais e os equipamentos de segurança contra incêndio utilizados nas


edificações e áreas de risco de incêndio deverão ser certificados por órgãos acreditados, nos
termos da legislação vigente.

§ 1.º Na impossibilidade, devidamente justificada, de certificação específica do


material, de equipamento ou de sistema por órgãos acreditados, poderão ser aceitos laudos
conclusivos emitidos por órgãos nacionais com credibilidade técnica e/ou científica, ou ainda
laudo conclusivo elaborado por profissional legalmente habilitado(a) pelos seus respectivos
conselhos profissionais.

§ 2.º As edificações e áreas de risco de incêndio que possuam APPCI emitido pelo
CBMRS poderão permanecer com os sistemas e equipamentos instalados à época da concessão
e, na medida em que os sistemas e os equipamentos de prevenção de incêndio necessitarem
substituição, deverão ser repostos por aqueles certificados nos termos deste artigo.

Art. 27. Para as ocupações do grupo “F” da Tabela 1 do Anexo A, deverá ser anexado
o laudo técnico de capacidade de lotação ao respectivo PPCI, devendo constar a lotação máxima
da ocupação no APPCI.

Art. 28. Deverá ser afixado em local visível, nos acessos da edificação/área de risco de
incêndio da divisão F-2, F-3, F-5, F-6, F-7, F-8, F-11 e F-12 do grupo “F” da Tabela 1 do Anexo
A deste Decreto, placa(s) de material(is) resistente(s), conforme RTCBMRS, informando a
lotação máxima do local.

Art. 29. O cálculo de capacidade de lotação deverá ser realizado conforme RTCBMRS.

Parágrafo único. Em caso de inviabilidade técnica para a adequação das saídas de


emergência conforme RTCBMRS, poderá o CBMRS limitar a capacidade de lotação em função
das unidades de passagem nas rotas de saída.

Art. 30. Para as edificações e áreas de risco de incêndio que exigirem controle de
material de acabamento, conforme “Anexo B” (Exigências) deste Decreto, deverá ser anexado ao

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PPCI laudo de resistência ao fogo para os elementos de compartimentação e/ou com
características estruturais, e de reação ao fogo dos materiais de acabamento, de revestimento, de
divisórias e de coberturas temporárias e/ou flexíveis.

Art. 31. Todos os laudos que instruem o PPCI deverão ser conclusivos, atestando que
as medidas de segurança contra incêndio cumprem as normas técnicas específicas e não
oferecem risco aos(às) usuários(as) em caso de incêndio.

Art. 32. A população fixa das edificações e áreas de risco de incêndio não
contempladas pela exigência de Brigada de Incêndio, conforme "Anexo B" deste Decreto,
deverão possuir treinamento de prevenção e combate a incêndio e outros sinistros, conforme
RTCBMRS.

§ 1.º Os locais de eventos ou reuniões com mais de quatrocentas pessoas ficam


obrigados a dispor da presença de Bombeiro(a) ou Brigadista, de acordo com RTCBMRS.

§ 2.º Nas edificações e áreas de risco de incêndio que possuírem capacidade de lotação
superior a cinco mil pessoas, será obrigatória a presença de bombeiros(as) civis, conforme Lei
Federal n.º 11.901, de 12 de janeiro de 2009, e RTCBMRS, bem como a existência de um
desfibrilador automático para cada grupo de cinco mil pessoas, limitados ao máximo de cinco
equipamentos, a serem instalados em locais estratégicos da edificação/área de risco de incêndio.

Art. 33. O evento temporário/instalação provisória deverá ter o respectivo PPCI,


protocolado em até cinco dias úteis antes de seu início, sob pena de aplicação das sanções
específicas.

Art. 34. Fica isento de multa o(a) proprietário(a) ou responsável pela edificação ou área
de risco de incêndio se, até a data de 27 de dezembro de 2019, apresentar espontaneamente o
PPCI/PSPCI, sem a ocorrência de notificação pelo CBMRS.

Art. 35. Os documentos que compõem o PPCI e sua tramitação serão disciplinados por
RTCBMRS.

Art. 36. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se os
Decretos n.º 37.380, de 28 de abril de 1997 e n.º 38.273, de 9 de março de 1998.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 10 de setembro de 2014.

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DECRETO Nº 53.280, DE 1º DE NOVEMBRO DE 2016.
(publicado no DOE n.º 209, de 03 de novembro de 2016)
(vide abaixo retificação)

Altera o Decreto nº 51.803, de 10 de


setembro de 2014, que regulamenta a
Lei Complementar nº 14.376, de 26 de
dezembro de 2013, e alterações, que
estabelece normas sobre segurança,
prevenção e proteção contra incêndio
nas edificações e áreas de risco de
incêndio no Estado do Rio Grande do
Sul.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso da


atribuição que lhe confere o art. 82, inciso V, da Constituição do Estado,

DECRETA:

Art. 1º O Decreto nº 51.803, de 10 de setembro de 2014, que regulamenta a Lei


Complementar nº 14.376, de 26 de dezembro de 2013, e alterações, que estabelece
normas sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndio nas edificações e áreas de
risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, passa a vigorar com as seguintes
alterações:

I – o “caput” do art. 3º passa a vigorar com a seguinte redação:


Art. 3º A classificação das edificações e das áreas de risco de incêndio quanto à
ocupação/uso, à área construída, à altura, ao grau de risco de incêndio e à capacidade
de lotação, bem como às medidas de segurança a serem instaladas deverão observar o
disposto nas tabelas dos Anexos A (Classificação) e B (Exigências) deste Decreto.

II – o art. 6º passa a vigorar com a seguinte redação:


Art. 6º Na ausência de legislação estadual, Nacional, Normas Brasileiras –
NBR, e Normas Regulamentadoras – NR, poderão ser aplicadas as normas
internacionais tecnicamente reconhecidas.

Parágrafo único. O CBMRS expedirá RTCBMRS regulamentando o uso das


normas técnicas nacionais e internacionais não contempladas na legislação estadual de
segurança contra incêndio.

III – o art. 7º passa a vigorar com a seguinte redação:


Art. 7º As edificações e as áreas de risco de incêndio existentes, definidas no
art. 6º, inciso XVII, da Lei Complementar nº 14.376/2013 e alterações, conforme admite
o art. 7º, § 7º, da referida Lei, obedecerão ao disposto a seguir:

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I – as edificações e as áreas de risco de incêndio existentes regularizadas,
definidas no art. 6º, inciso XVII, alínea “a”, da Lei Complementar nº 14.376/2013 e
alterações, que possuam projeto protocolado na Prefeitura Municipal no período de 28
de abril de 1997 até 26 de dezembro de 2013, desde que possuam PPCI/PSPCI
protocolado no CBMRS até a entrada em vigor da Lei Complementar nº 14.924, de 22 de
setembro de 2016, poderão obter e renovar o APPCI até 27 de dezembro de 2019
obedecendo à legislação e à regulamentação vigente à época do protocolo na Prefeitura
Municipal, exceto as divisões F-5, F-6, F-11, F-12, M-2 e o grupo L;
II – As edificações e áreas de risco de incêndio existentes regularizadas,
definidas no art. 6º, inciso XVII, alínea “a”, da Lei Complementar nº 14.376/2013 e
alterações, que possuam PPCI/PSPCI protocolado no CBMRS, no período de 28 de abril
de 1997 até 26 de dezembro de 2013, poderão obter e renovar o APPCI até 27 de
dezembro de 2019 obedecendo à legislação e regulamentação vigente à época do
protocolo de análise, exceto as divisões F-5, F-6, F-11, F-12, M-2 e o grupo L; e
III – As edificações e áreas de risco de incêndio existentes, regularizadas e não
regularizadas, que tiverem PPCI na sua forma completa protocolado conforme Lei
Complementar n.º 14.376/2013 e alterações, terão prazos de adaptação com relação ao
previsto no PPCI na sua forma completa, contados a partir da emissão do Certificado de
Aprovação, conforme segue:
a) até trinta dias para a adaptação de extintores de incêndio, de treinamento de
pessoal e de sinalização de emergência;
b) até doze meses para a adaptação de saídas de emergência, de iluminação de
emergência, de alarme e de detecção de incêndio e de plano de emergência, ao previsto
no PPCI na sua forma completa, a partir da sua aprovação; e
c) até vinte e quatro meses para a adaptação de hidrantes e de mangotinhos, de
sistemas automáticos de extinção de incêndio, de segurança estrutural em situação de
incêndio, de compartimentação vertical e horizontal, de controle de materiais de
acabamento e de revestimento, de controle de fumaça, de acesso de viaturas, de sistema
de proteção contra descargas atmosféricas, de sistema de espuma e de resfriamento e de
execução de outros sistemas.

§ 1º Não se aplicam os incisos I e II do “caput” deste artigo às edificações e às


áreas de risco de incêndio existentes com PPCI/PSPCI adaptados a Lei Complementar
nº 14.376/2013 e alterações e regulamentações.

§ 2º As edificações e as áreas de risco de incêndio existentes com


PPCI/PSPCI/CLCB protocolados a partir de 27 de dezembro de 2013, adaptados à Lei
Complementar nº 14.376/2013 e alterações, obedecerão à legislação e à regulamentação
vigentes à época do protocolo para a primeira análise no CBMRS.

§ 3º Não se aplicam os prazos previstos no inciso III do “caput” deste artigo


para as edificações e as áreas de risco de incêndio que tramitem como PSPCI ou CLCB.

§ 4º Os procedimentos administrativos e as medidas de segurança contra


incêndio das edificações e das áreas de risco de incêndio existentes, definidas no art. 6º,
inciso XVII, da Lei Complementar nº 14.376/2013 e alterações, serão definidos por
RTCBMRS.

§ 5º Nas edificações das divisões F-5, F-6, F-11, F-12, M-2 e o grupo L, a
instalação de extintores de incêndio, o treinamento de pessoal, a sinalização e a
iluminação de emergência, as saídas de emergência, o controle de materiais de

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acabamento e de revestimento, o acesso de viaturas e de instalações de gás é condição
obrigatória para a emissão do APPCI, não sendo aplicáveis os prazos descritos neste
artigo.

§ 6º O prazo de validade do APPCI emitido conforme incisos I e II do “caput”


deste artigo não poderá, a qualquer título, ultrapassar a data de 27 de dezembro de
2019.

§ 7º O APPCI das edificações ou das áreas de risco de incêndio descritas no


inciso III do “caput” deste artigo terá validade até o vencimento do prazo para
adaptação da(s) próxima(s) medida(s) de segurança contra incêndio, não podendo
ultrapassar a data de 27 de dezembro de 2019.

§ 8º As medidas de segurança contra incêndio não instaladas, previstas no


inciso III do “caput” deste artigo, deverão ser discriminadas no certificado de
aprovação e no APPCI, identificando o prazo máximo para a sua instalação.

§ 9º O prazo máximo para a apresentação do PPCI/PSPCI e da adaptação das


medidas previstas neste artigo não poderá, a qualquer título, ultrapassar a data de 27 de
dezembro de 2019.

§ 10. Para as edificações e as áreas de risco de incêndio existentes, que


comprovarem inviabilidade técnica para a instalação das medidas de segurança contra
incêndio exigidas, por meio de laudo elaborado por profissional legalmente habilitado,
deverá ser encaminhada proposta alternativa com as medidas compensatórias de
segurança contra incêndio, para apreciação e aprovação do CBMRS.

IV – ficam alterados os incisos do “caput” do art. 11 e acrescido o


parágrafo único que passam a vigorar com a seguinte redação:
Art. 11. ...
I – leves, quando envolverem descumprimento de prazos no expediente
administrativo de prevenção de incêndios;
II – médias, quando consistirem na falta de apresentação do
PPCI/PSPCI/CLCB ou na instalação incompleta ou deficiente de medida preventiva ou
de sistema de segurança antes da emissão do APPCI/CLCB;
III – graves, infrações cometidas após a emissão de APPCI/CLCB; e
IV – gravíssimas, quando a ação do infrator expuser a perigo terceiros, a
propriedade alheia no entorno de sua edificação, descumprir interdição ou embargo ou
deixar de manter em condições de utilização as medidas de segurança previstas no
PPCI/PSPCI/CLCB.

Parágrafo único. Quando tratar-se de microempreendedor individual,


microempresa ou de empresa de pequeno porte, deverá ser atendido o art. 55 da Lei
Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que prevê a fiscalização
prioritariamente orientadora, quando a atividade ou situação, por sua natureza,
comportar grau de risco compatível com este procedimento, exceto nos casos de
infrações gravíssimas.

V – o parágrafo único do art. 12 passa a ser § 2º, sendo acrescentado, como


§ 1º, o seguinte:
Art. 12. ...

Página: 40
...

§ 1º Caracteriza-se como reincidência o cometimento de infração de qualquer


natureza no período de cinco anos.
...

VI – fica acrescentado o inciso III ao “caput” do art. 13 e o atual parágrafo


único passa a ser §1º , sendo acrescentado, ainda, o §2º ao referido artigo, conforme
segue:
Art. 13 ...
...
III - ser microempreendedor individual, microempresa ou empresa de pequeno
porte.

§ 1º Presente alguma das circunstâncias atenuantes previstas nos incisos I e II


do “caput” deste artigo, a pena de multa será reduzida em trinta por cento.

§ 2º Presente a circunstância atenuante prevista no inciso III do “caput” deste


artigo, a pena de multa será reduzida em cinquenta por cento, não acumulativa com a
redução prevista no § 1º deste artigo.

VII - os arts. 15, 16, 17 e 18 passam a vigorar com a seguinte redação:


Art. 15. A pena de multa será aplicada quando cometidas infrações de natureza
média, grave ou gravíssima, na seguinte forma:
I – infrações de natureza média: 75 UPF-RS;
II – infrações de natureza grave: 110 UPF-RS; e
III – infrações de natureza gravíssima: 140 UPF-RS.

§ 1º A pena de multa diária será aplicada se o cometimento da infração se


prolongar no tempo, no valor de um décimo do valor da multa simples correspondente à
infração praticada, começando a contar a partir do decurso do prazo estabelecido pela
autoridade competente para sanar a irregularidade constatada, no limite máximo de
noventa dias.

§ 2º As multas estarão sujeitas à atualização monetária desde a lavratura do


auto de infração até o seu efetivo pagamento, sem prejuízo da aplicação de juros de
mora e demais encargos, conforme previsto em lei.

Art. 16. As penalidades de interdição ou embargo poderão ser aplicadas:


I – a qualquer tempo, quando a situação justificar, a critério da autoridade
competente, pela iminência de risco à vida ou à integridade física dos usuários ou ao
funcionamento da edificação, com motivação expressa em Auto de Interdição;
II – quando, após a emissão do APPCI ou CLCB, for constatada irregularidade
nas medidas de segurança contra incêndio previstas na legislação;
III – quando persistir a irregularidade constatada, mesmo após a aplicação das
penas de advertência ou multa; e
IV – às construções provisórias e às instalações provisórias e permanentes de
eventos temporários que não atendam ao disposto neste Decreto e nas RTCBMRS.

§ 1º A interdição ou o embargo pode ser parcial ou total.

Página: 41
§ 2º Em todas as situações descritas no “caput” deste artigo, o APPCI da
edificação ou área de risco de incêndio deverá ser cassado.

Art. 17. A desinterdição de edificação ou de área de risco de incêndio fica


condicionada à emissão do APPCI/CLCB, bem como ao atendimento das exigências
específicas constantes do Auto de Interdição ou do Embargo.

Parágrafo único. A desinterdição de edificações e de áreas de risco de incêndio


que possuíam APPCI/CLCB em vigor, as de caráter essencial, as de interesse da
administração pública e as instalações provisórias e permanentes de eventos
temporários terão prioridade de tramitação para a obtenção do APPCI/CLCB.

Art. 18. São infrações às normas sobre segurança, prevenção e proteção contra
incêndio, sem prejuízo de outras sanções de natureza administrativa, cível ou criminal:
I – deixar de cumprir os prazos assinalados na notificação de correção de
análise ou de vistoria;
Infração: leve
II – descumprir os prazos assinalados na notificação de correção de análise ou
de vistoria;
Infração: leve
III – deixar de encaminhar com antecedência mínima de dois meses ao CBMRS
o pedido de renovação do APPCI.
Infração: leve
IV – deixar de apresentar PPCI/PSPCI ou de regularizar a edificação ou a área
de risco de incêndio mediante CLCB;
Infração: média
V – deixar de manter na edificação ou na área de risco de incêndio a
documentação exigida pela Lei Complementar n.º 14.376/2013 e alterações, e sua
regulamentação;
Infração: média
VI – deixar de cumprir os prazos assinalados para a instalação das medidas de
segurança, prevenção e proteção contra incêndio previstos na Lei Complementar n.º
14.376/2013 e alterações, e sua regulamentação;
Infração: média
VII – deixar de protocolar PPCI de evento temporário nos prazos estabelecidos
neste Decreto e RTCBMRS;
Infração: média
VIII – deixar de afixar o APPCI/CLCB ou a placa com a lotação máxima junto
à porta principal de acesso da edificação ou área de risco de incêndio e em local visível
ao público;
Infração: média
IX – descumprir os prazos ou as exigências constantes do Auto de Infração de
Advertência;
Infração: grave
X – descumprir os prazos para a adequação previstos pela Lei Complementar nº
14.376/2013 e alterações, e sua regulamentação;
Infração: grave
XI – alterar a divisão, modificar o grau de risco de incêndio, ampliar área
construída ou altura ou alterar o “layout”, de modo que implique alteração no
dimensionamento das medidas de segurança contra incêndio, sem atualização do

Página: 42
PPCI/PSPCI ou regularizar a edificação ou a área de risco de incêndio mediante novo
CLCB;
Infração: grave
XII - utilizar materiais, equipamentos e sistemas construtivos divergentes dos
constantes no PrPCI;
Infração: grave
XIII – instalar obstáculos ou dificultar o acesso às medidas de segurança, de
prevenção e de proteção contra incêndios;
Infração: gravíssima
XIV – prestar informações incorretas ou omitir informações para a obtenção
indevida do APPCI/CLCB;
Infração: gravíssima
XV – alterar a capacidade de lotação sem atualização do PPCI/PSPCI ou
regularização mediante novo CLCB;
Infração: gravíssima
XVI – permitir a entrada ou a permanência de pessoas em número superior à
capacidade de lotação prevista no APPCI/CLCB;
Infração: gravíssima
XVII – retirar, substituir, reduzir ou alterar as medidas de segurança contra
incêndio previstas no PPCI/PSPCI ou regularização mediante CLCB;
Infração: gravíssima
XVIII – instalar, sem autorização, barreira, cadeado ou qualquer dispositivo
que impeça o funcionamento normal das rotas e das saídas de emergência durante a
permanência de pessoas no seu interior;
Infração: gravíssima
XIX – realizar evento temporário sem emissão do APPCI;
Infração: gravíssima
XX – permitir, o proprietário ou o responsável pelo uso de edificação ou área
de risco de incêndio, a realização de evento temporário sem APPCI em suas áreas ou
dependências;
Infração: gravíssima
XXI – permitir, o proprietário ou o responsável pelo uso de edificação ou de
área de risco de incêndio, a realização de evento temporário em suas áreas ou
dependências, sem que a edificação ou a área de risco de incêndio possua APPCI/CLCB
válido ou que o tenha encaminhado para renovação com antecedência mínima de dois
meses;
Infração: gravíssima
XXII – permitir o funcionamento ou a utilização de edificação, de área de risco
de incêndio, de equipamentos, de construções provisórias ou de instalações provisórias e
permanentes de eventos temporários interditados ou embargados;
Infração: gravíssima
XXIII – deixar de manter em condições de utilização as medidas de segurança
previstas no PPCI/PSPCI/CLCB;
Infração: gravíssima
XXIV – não dispor da presença de pessoas treinadas, brigadistas de incêndio
e/ou bombeiros civis na edificação ou na área de risco de incêndio ou no evento
temporário, conforme RTCBMRS;
Infração: gravíssima
XXV - realizar evento, com mais de quatrocentas pessoas, sem a presença de
bombeiro ou de brigadista;
Infração: gravíssima

Página: 43
XXVI – deixar de cumprir os prazos previstos no art. 7º deste Decreto;
Infração: gravíssima
XXVII – deixar de instalar desfibrilador automático, conforme art. 32 deste
Decreto.
Infração: gravíssima

VIII - ao art. 19 é acrescentado o parágrafo único com a seguinte redação:


Art. 19. ...

Parágrafo único. A contagem do prazo será em dias úteis, contados a partir do


dia da ciência efetiva da atuação.

IX – ficam alterados os arts. 23 e 24 que passam a vigorar com a seguinte


redação:
Art. 23. Da decisão proferida pela autoridade julgadora caberá recurso, no
prazo de quinze dias úteis, conforme RTCBMRS.

Parágrafo único. O recurso interposto neste artigo não terá efeito suspensivo,
exceto para a pena de multa.

Art. 24. A cassação do APPCI/CLCB ocorrerá:


I – nos casos de interdição de edificações e de áreas de risco de incêndio; e
II - no cometimento de infrações gravíssimas previstas no art. 18 deste Decreto.

Parágrafo único. O procedimento de cassação do APPCI/CLCB será


regulamentado por RTCBMRS.

X - fica acrescido o art. 24-A com a seguinte redação:


Art. 24-A. Os demais procedimentos para aplicação e julgamento das
penalidades serão regulados por RTCBMRS.

XI - o art. 25 passa a vigorar com a seguinte redação:


Art. 25. A emissão do APPCI/CLCB é condicionada à quitação de todas as
taxas e multas devidas.

XII – no art. 26 ficam alterados os §§ 1º e 2º, conforme segue:


Art. 26. ...

§ 1º Na impossibilidade, devidamente justificada, de certificação específica do


material, do equipamento ou do sistema por órgãos acreditados, poderão ser aceitos
laudos ou relatórios técnicos emitidos por órgãos com credibilidade técnica e/ou
científica, ou outros métodos tecnicamente reconhecidos.

§ 2º As edificações e as áreas de risco de incêndio que possuam APPCI emitido


pelo CBMRS até 26 de dezembro de 2013 poderão permanecer com os sistemas e os
equipamentos instalados à época da sua emissão e, na medida em que os sistemas e os
equipamentos de prevenção de incêndio necessitarem substituição, deverão ser repostos
por aqueles certificados nos termos deste artigo.

XIII - o art. 27 passa a vigorar com a seguinte redação:

Página: 44
Art. 27. Para as ocupações do grupo “F”, com grau de risco de incêndio médio
e alto, deverá constar no PPCI/PSPCI o memorial descritivo da capacidade de lotação,
discriminando a população máxima a ser registrada no APPCI.

XIV – o art. 30 passa a vigorar com a seguinte redação:


Art. 30. O CBMRS definirá por meio de RTCBMRS as medidas de segurança
contra incêndio que terão a sua funcionalidade e eficiência comprovadas por meio de
laudo técnico elaborado por profissional legalmente habilitado, com a emissão da
respectiva ART/RRT, ficando sob responsabilidade do responsável técnico a instalação
de materiais, equipamentos e sistemas certificados nos termos do art. 26 deste Decreto, e
do proprietário ou do responsável pelo uso da edificação a manutenção destes nas
mesmas condições.

Parágrafo único. Os documentos que fundamentam os laudos técnicos deverão


fazer parte do Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PrPCI.

XV - o art. 32 passa a vigorar com a seguinte redação:


Art. 32. A medida de segurança "Brigada de Incêndio" de que trata o Anexo B
(Exigências) da Lei Complementar 14.376/2013, será regulamentada por RTCBMRS.

§ 1º Os locais de eventos ou de reuniões de público com mais de quatrocentas


pessoas ficam obrigados a dispor da presença de bombeiro civil ou brigadistas de
incêndio.

§ 2º Nas edificações e áreas de risco de incêndio que possuírem capacidade de


lotação superior a cinco mil pessoas, será obrigatória a presença de bombeiros civis,
conforme Lei Federal n.º 11.901, de 12 de janeiro de 2009, e RTCBMRS.

§ 3º Nas edificações e nas áreas de risco de incêndio que possuírem capacidade


de lotação superior a cinco mil pessoas, deverão dispor de um desfibrilador automático
para cada grupo de cinco mil pessoas, limitados ao máximo de cinco equipamentos, a
serem instalados em locais estratégicos da edificação/área de risco de incêndio,
conforme Lei nº 13.109, de 23 de dezembro de 2008.

XVI - o art. 34 passa a vigorar com a seguinte redação:


Art. 34. Fica isento de multa o proprietário ou responsável pela edificação ou
área de risco de incêndio se, até a data de 27 de dezembro de 2019, apresentar
espontaneamente o PPCI/PSPCI/CLCB junto ao CBMRS.

XVII - o art. 36 passa a vigorar com a seguinte redação:


Art. 36 As taxas de (re)análise, de (re)vistoria, de consultas técnicas, de
expedição de documentos e de licenças, entre outros serviços não emergenciais
prestados pelo CBMRS, serão expedidas considerando o valor do homem/hora,
convertido em Unidade Padrão Fiscal – UPF, conforme Lei nº 8.109, de 19 de dezembro
de 1985, e alterações.

Parágrafo único. O CBMRS expedirá Resolução Técnica estabelecendo o


quantitativo homem/hora para a adequada prestação dos serviços não emergenciais.

XVIII – Ficam acrescidos os arts. 35-A e 35-B com a seguinte redação:

Página: 45
Art. 35-A. Os PPCI/PSPCI/CLCB de edificações ou de áreas de risco de
incêndio a construir, protocolados a partir de 27 de dezembro de 2013, obedecerão à
legislação e à regulamentação vigentes à época do protocolo para a primeira análise no
CBMRS ou constante na sua aprovação, caso já tenha sido emitida.

Art. 35-B. O CBMRS definirá por meio de RTCBMRS os procedimentos para


análise, vistoria ordinária e vistoria extraordinária, sendo de inteira responsabilidade
do(s) responsável(is) técnico(s) o cumprimento dos requisitos normativos de projeto e a
correta instalação e funcionalidade das medidas de segurança contra incêndio previstas,
e do proprietário ou do responsável pelo uso da edificação providenciar a sua
manutenção e a sua utilização devida.

Parágrafo único. O CBMRS, durante a realização das vistorias, poderá


solicitar testes das medidas de segurança contra incêndio, bem como exigir quaisquer
documentos comprobatórios relacionados à segurança, à prevenção e à proteção contra
incêndio das edificações e das áreas de risco de incêndio.

Art. 2º Ficam alteradas as tabelas dos Anexos A (Classificação) e B


(Exigências) do Decreto Estadual n.º 51.803, de 10 de setembro de 2014, conforme
tabelas no Anexo Único deste Decreto.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor no dia 23 de outubro de 2016, ficando


revogados os Decretos nºs 52.009, de 17 de novembro de 2014 e 53.085, de 21 de junho
de 2016.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 1º de novembro de 2016.

Página: 46
ANEXO ÚNICO
TABELAS DE CLASSIFICAÇÃO

TABELA 1
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO
QUANTO À OCUPAÇÃO
Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Exemplos

Casas térreas ou assobradadas (isoladas e não


A-1 Habitação unifamiliar
isoladas) e condomínios horizontais

A Residencial A-2 Habitação multifamiliar Edifícios de apartamento em geral


Pensionatos, internatos, alojamentos, vestiários,
A-3 Habitação coletiva mosteiros, conventos, residências geriátricas.
Capacidade máxima de 16 leitos
Hotéis, motéis, pensões, hospedarias, pousadas,
B-1 Hotel e assemelhado albergues, casas de cômodos, divisão A-3 com
Serviço de mais de 16 leitos
B
Hospedagem Hotéis e assemelhados com cozinha própria nos
B-2 Hotel residencial apartamentos (incluem-se apart-hotéis, flats,
hotéis residenciais)
Comércio com baixa Artigos de metal, louças, artigos hospitalares e
C-1
carga de incêndio outros
Edifícios de lojas de departamentos, magazines,
C Comercial Comércio com média e
C-2 armarinhos, galerias comerciais, supermercados
alta carga de incêndio
em geral, mercados e outros
C-3 Shopping centers Centro de compras em geral (shopping centers)
Escritórios administrativos ou técnicos,
Local para prestação de instituições financeiras (que não estejam
D-1 serviço profissional ou incluídas em D-2), repartições públicas,
condução de negócios cabeleireiros, centros profissionais e
assemelhados
D-2 Agência bancária Agências bancárias e assemelhados
Serviços
D profissionais, Serviço de reparação Lavanderias, assistência técnica, reparação e
pessoais e técnicos D-3 (exceto os classificados manutenção de aparelhos eletrodomésticos,
em G-4) chaveiros, pintura de letreiros e outros
Laboratórios de análises clínicas sem internação,
D-4 Laboratório laboratórios químicos, fotográficos e
assemelhados
D-5 Teleatendimento em geral “Call-center”; televendas e assemelhados
Escolas de primeiro, segundo e terceiro graus,
E-1 Escola em geral cursos supletivos e pré-universitário e
assemelhados
Escolas de artes e artesanato, de línguas, de
E-2 Escola especial cultura geral, de cultura estrangeira, escolas
religiosas e assemelhados
Locais de ensino e/ou práticas de artes marciais,
Educacional e natação, ginástica (artística, dança, musculação e
E
cultura física outros) esportes coletivos (tênis, futebol e outros
E-3 Espaço para cultura física
que não estejam incluídos em F-3), sauna, casas
de fisioterapia e assemelhados. Sem
arquibancadas
Centro de treinamento
E-4 Escolas profissionais em geral
profissional
E-5 Pré-escola Creches, escolas maternais, jardins de infância

Página: 47
Escola para portadores de Escolas para excepcionais, deficientes visuais e
E-6
deficiências auditivos e assemelhados
Local onde há objeto de Museus, centro de documentos históricos,
F-1
valor inestimável galerias de arte, bibliotecas e assemelhados
Igrejas, capelas, sinagogas, mesquitas, templos,
F-2 Local religioso e velório cemitérios, crematórios, necrotérios, salas de
funerais e assemelhados
Arenas em geral, estádios, ginásios, piscinas,
Centro esportivo e de rodeios, autódromos, sambódromos, pista de
F-3
exibição patinação e assemelhados. Todos com
arquibancadas
Estações rodoferroviárias e marítimas, portos,
Estação e terminal de
F-4 metrô, aeroportos, heliponto, estações de
passageiro
transbordo em geral e assemelhados
Locais de reunião Teatros em geral, cinemas, óperas, auditórios de
F de F-5 Arte cênica e auditório estúdios de rádio e televisão, auditórios em geral
público e assemelhados
Boates, casas de show, casas noturnas e salões de
F-6 Casas noturnas
bailes, restaurantes dançantes
Construção provisória e
F-7 Eventos temporários, circos e assemelhados
evento temporário
Restaurantes, lanchonetes, bares, cafés,
F-8 Local para refeição
refeitórios, cantinas e assemelhados
Jardim zoológico, parques recreativos e
F-9 Recreação pública
assemelhados
Exposição de objetos ou Centros, salões e salas para feiras e exposições
F-10
animais de objetos ou animais. Edificações permanentes
Edificações de Caráter
F-11 Centros de Tradições Gaúchas – CTG’s
Regional
Clubes comunitários e de diversão, Salões
Paroquiais, Salões Comunitários, Clubes de
Clubes sociais, Sócios, Clubes e salões exclusivos para festas de
F-12 comunitários e de caráter familiar (casamentos, aniversários, festas
diversão infantis e similares), Sedes de entidades de
classe. Clubes de bilhares, tiro ao alvo, boliche e
assemelhados
Garagem e
estacionamento sem Garagens e estacionamentos automáticos,
G-1
acesso de público e sem garagens e estacionamentos com manobristas
abastecimento
Garagem e
Garagens e estacionamentos coletivos sem
estacionamento com
G-2 automação e sem abastecimento (exceto veículos
acesso de público e sem
de carga e coletivos)
abastecimento
Local dotado de Postos de abastecimento e serviço, garagens e
Serviços
G-3 abastecimento de estacionamentos (exceto veículos de carga e
G automotivos e
combustível coletivos)
assemelhados
Oficinas de conserto de veículos, borracharia
(sem recauchutagem). Oficinas, garagens e
Serviço de conservação,
G-4 estacionamentos de veículos de carga e
manutenção e reparos
coletivos, máquinas agrícolas e rodoviárias,
retificadoras de motores
Abrigos para aeronaves com ou sem
G-5 Hangares
abastecimento
Marinas, garagens e Marinas, garagem e estacionamentos de barcos e
G-6
estacionamentos náuticos assemelhados
Hospitais, clínicas e consultórios veterinários e
Serviços de saúde Hospital veterinário e
H H-1 assemelhados (inclui-se alojamento com ou sem
e institucionais assemelhados
adestramento)

Página: 48
Local onde pessoas Asilos, orfanatos, abrigos geriátricos, hospitais
requerem cuidados psiquiátricos, reformatórios, tratamento de
H-2
especiais por limitações dependentes de drogas, álcool. E assemelhados.
físicas ou mentais Todos sem celas
Hospitais, casa de saúde, prontos-socorros,
clínicas com internação, ambulatórios e postos
H-3 Hospital e assemelhado
de atendimento de urgência, postos de saúde e
puericultura e assemelhados com internação
Edificações das forças
H-4 armadas e de segurança Quartéis, delegacias e assemelhados
pública
Hospitais psiquiátricos, manicômios,
Local onde a liberdade
reformatórios, prisões em geral (casa de
H-5 das pessoas sofre
detenção, penitenciárias, presídios) e instituições
restrições
assemelhadas. Todos com celas
Clínicas médicas, consultórios em geral,
Clínica e consultório
H-6 unidades de hemodiálise, ambulatórios e
médico e odontológico
assemelhados. Todos sem internação
Locais onde as atividades
exercidas e os materiais Atividades que utilizam pequenas quantidades de
utilizados apresentam materiais combustíveis. Aço, aparelhos de rádio
I-1 baixo potencial de e som, armas, artigos de metal, gesso, esculturas
incêndio. Locais com de pedra, ferramentas, jóias, relógios, sabão,
carga de incêndio de até serralheria, suco de frutas, louças, máquinas
300MJ/m2
Locais onde as atividades
exercidas e os materiais
I Industrial
utilizados apresentam Artigos de vidro, automóveis, bebidas destiladas,
I-2 médio potencial de instrumentos musicais, móveis, alimentos,
incêndio. Locais com marcenarias, fábricas de caixas
carga de incêndio acima
de 300 até 1.200MJ/m2
Locais onde há alto risco Atividades industriais que envolvam
de incêndio. Locais com inflamáveis, materiais oxidantes, ceras, espuma
I-3
carga de incêndio acima sintética, beneficiamento de grãos, tintas,
de 1.200MJ/m² borracha, processamento de lixo
Edificações sem processo industrial que
Depósitos de material armazenam tijolos, pedras, areias, cal, cimentos,
J-1
incombustível metais não pirofóricos e outros materiais
incombustíveis. Todos sem embalagem
J Depósito J-2 Todo tipo de Depósito Depósitos com carga de incêndio até 300MJ/m2
Depósitos com carga de incêndio acima de 300
J-3 Todo tipo de Depósito
até 1.200MJ/m2
Depósitos onde a carga de incêndio acima de
J-4 Todo tipo de Depósito
1.200MJ/m²
Comércio em geral de fogos de artifício e
L-1 Comércio
assemelhados
L Explosivo L-2 Indústria Indústria de material explosivo
L-3 Depósito Depósito de material explosivo
Túnel rodoferroviário e marítimo, destinados a
M-1 Túnel
transporte de passageiros ou cargas diversas
Líquido ou gás Edificação destinada a produção, manipulação,
M-2 inflamáveis ou armazenamento e distribuição de líquidos ou
M Especial combustíveis gases inflamáveis ou combustíveis
Central telefônica, centros e estações de
M-3 Central de comunicação
comunicação e assemelhados
Propriedade em Locais em construção, demolição, canteiros de
M-4
transformação obras e assemelhados

Página: 49
Unidades de
armazenamento e
Armazéns de grãos, silos e assemelhados, sem
M-5 processamento de
beneficiamento
produtos agrícolas e
insumos
Geração, transmissão e distribuição de energia e
M-6 Central de energia
assemelhados
Área aberta destinada a armazenamento de
M-7 Pátio de contêineres
contêineres
TABELA 2
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO
QUANTO À ALTURA
Tipo Altura
I Térrea
II H ≤ 6,00 m
III 6,00 m < H ≤ 12,00 m
IV 12,00 m < H ≤ 23,00 m
V 23,00 m < H ≤ 30,00 m
VI Acima de 30,00 m

TABELA 3
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO
QUANTO AO GRAU DE RISCO DE INCÊNDIO
GRAU DE RISCO DE INCÊNDIO CARGA DE INCÊNDIO MJ/m²
Baixo Até 300 MJ/m²
Médio Acima de 300 até 1.200 MJ/m²
Alto Acima de 1.200 MJ/m²
NOTAS GERAIS:
a – As edificações e áreas de risco de incêndio terão as suas cargas de incêndio específicas determinadas
conforme Tabela 3.1;
b – O Grupo J terá a sua carga de incêndio específica determinada conforme Tabela 3.2;
c – As atividades econômicas que não constarem na Tabela 3.1 terão a sua carga de incêndio específica
determinada por similaridade;
d - As edificações destinadas aos Grupos L e M que não constarem na Tabela 3.1 terão a carga incêndio
específica determinada através do levantamento da carga incêndio, conforme RTCBMRS;
e - As edificações destinadas ao Grupo J que não constarem na Tabela 3.2 ou que possuírem diferentes materiais
depositados terão as cargas de incêndio específicas determinadas através do método determinístico, conforme
RTCBMRS.
f – O CBMRS poderá determinar a carga de incêndio probabilística de novos Códigos Nacionais de Atividades
Econômicas, através de RTCBMRS ou outros atos administrativos.

Página: 50
TABELA 3.1
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO
QUANTO À CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA POR
CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS - CNAE
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Casas térreas ou sobrados - A-1 300


Condomínios prediais 8112-5/00 A-2 300
A Residencial Pensões (alojamento) 5590-6/03 A-3 300
Outros alojamentos não
5590-6/99 A-3 300
especificados anteriormente
Hotéis 5510-8/01 B-1 500
Motéis 5510-8/03 B-1 500

Serviços de Albergues, exceto assistenciais 5590-6/01 B-1 500


B
hospedagem Campings 5590-6/02 B-1 300
Albergues assistenciais 8730-1/02 B-1 500
Apart-hotéis 5510-8/02 B-2 500
Floricultura 0122-9/00 C-1 80

Comércio por atacado de peças e acessórios


4530-7/01 C-1 200
novos para veículos automotores

Comércio a varejo de peças e acessórios novos


4530-7/03 C-1 200
para veículos automotores
Comércio a varejo de peças e acessórios
4530-7/04 C-1 200
usados para veículos automotores

Comércio por atacado de peças e acessórios


4541-2/02 C-1 200
para motocicletas e motonetas

Comércio a varejo de peças e acessórios para


4541-2/05 C-1 200
motocicletas e motonetas
Comércio atacadista de sementes, flores,
4623-1/06 C-1 80
C Comercial plantas e gramas
Comércio atacadista de leite e laticínios 4631-1/00 C-1 200

Comércio atacadista de frutas, verduras, raízes,


4633-8/01 C-1 200
tubérculos, hortaliças e legumes frescos

Comércio atacadista de água mineral 4635-4/01 C-1 200


Comércio atacadista de bebidas não
4635-4/99 C-1 300
especificadas anteriormente – Vinhos
Comércio atacadista de próteses e artigos de
4645-1/02 C-1 300
ortopedia
Comércio atacadista de produtos
4645-1/03 C-1 300
odontológicos
Comércio atacadista de equipamentos
elétricos de uso pessoal e doméstico - 4649-4/01 C-1 300
Eletrodomésticos exceto geladeira

Página: 51
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Comércio atacadista de lustres, luminárias e
4649-4/06 C-1 300
abajures
Comércio atacadista de ferragens e
4672-9/00 C-1 300
ferramentas
Comércio atacadista de cimento 4674-5/00 C-1 300
Comércio atacadista de mármores
4679-6/02 C-1 300
e granitos
Comércio atacadista de vidros, espelhos e
4679-6/03 C-1 300
vitrais

Comércio atacadista de defensivos agrícolas,


4683-4/00 C-1 200
adubos, fertilizantes e corretivos do solo

Comércio atacadista de produtos siderúrgicos


4685-1/00 C-1 300
e metalúrgicos, exceto para construção

Comércio atacadista de resíduos e sucatas


4687-7/03 C-1 300
metálicos
Comércio atacadista de produtos da extração
4689-3/01 C-1 300
mineral, exceto combustíveis
Comércio varejista de carnes - açougues 4722-9/01 C-1 40

Comércio varejista de hortifrutigranjeiros 4724-5/00 C-1 200

Peixaria 4722-9/02 C-1 40


Comércio varejista de bebidas – não
4723-7/00 C-1 200
alcoolicas
C Comercial Comércio varejista de bebidas – Vinhos 4723-7/00 C-1 300
Tabacaria 4729-6/01 C-1 200
Comércio varejista de vidros 4743-1/00 C-1 300
Comércio varejista de ferragens e
4744-0/01 C-1 300
ferramentas

Comércio varejista de cal, areia, pedra britada,


tijolos e telhas - Artigos de argila, cerâmica ou 4744-0/04 C-1 200
porcelana, pedras e areia

Comércio varejista de pedras para


4744-0/06 C-1 40
revestimento

Comércio varejista especializado de


4751-2/01 C-1 300
equipamentos e suprimentos de informática

Comércio varejista especializado de


4756-3/00 C-1 300
instrumentos musicais e acessórios
Comércio varejista de artigos de óptica 4774-1/00 C-1 300
Comércio varejista de artigos de joalheria 4783-1/01 C-1 300
Comércio varejista de suvenires, bijuterias e
4789-0/01 C-1 300
artesanatos

Comércio varejista de plantas e flores naturais 4789-0/02 C-1 80

Comércio varejista de objetos de arte 4789-0/03 C-1 200


Comércio varejista de artigos fotográficos e
4789-0/08 C-1 300
para filmagem

Página: 52
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Locação de automóveis sem condutor 7711-0/00 C-1 200


Locação de embarcações sem tripulação,
7719-5/01 C-1 200
exceto para fins recreativos

Locação de outros meios de transporte não


7719-5/99 C-1 200
especificados anteriormente, sem condutor

Aluguel de material médico 7729-2/03 C-1 300


Aluguel de máquinas e
7731-4/00 C-1 300
equipamentos agrícolas sem operador
Aluguel de andaimes 7732-2/02 C-1 300
Aluguel de máquinas e equipamentos para
7733-1/00 C-1 300
escritórios
Aluguel de equipamentos científicos, médicos
7739-0/02 C-1 300
e hospitalares, sem operador
Comércio atacadista de equipamentos
elétricos de uso pessoal e doméstico – 4649-4/01 C-1 300
geladeiras
Lojas de variedades, exceto lojas de
4713-0/02 C-1 300
departamentos ou magazines
Comércio varejista de laticínios e frios 4721-1/03 C-1 300
Comércio varejista de doces, balas, bombons e
4721-1/04 C-1 300
semelhantes

Comércio varejista de produtos alimentícios


em geral ou especializado em produtos 4729-6/99 C-1
300
C Comercial alimentícios não especificados anteriormente

Comércio varejista de cal, areia, pedra britada,


4744-0/04 C-1 200
tijolos e telhas

Comércio varejista de mercadorias em geral,


com predominância de produtos alimentícios - 4712-1/00 C-1 300
minimercados, mercearias e armazéns

Comércio varejista especializado de peças e


acessórios para aparelhos eletroeletrônicos
4757-1/00 C-1 300
para uso doméstico, exceto informática e
comunicação
Comércio varejista de armas e munições 4789-0/09 C-2 800
Comércio varejista de equipamentos para
4789-0/07 C-2 700
escritório
Comércio atacadista de carnes bovinas e
4634-6/01 C-2 400
suínas e derivados
Comércio atacadista de aves abatidas e
4634-6/02 C-2 400
derivados
Comércio atacadista de pescados e frutos do
4634-6/03 C-2 400
mar
Comércio atacadista de carnes e derivados de
4634-6/99 C-2 400
outros animais
Alojamento, higiene e embelezamento de
9609-2/03 C-2 600
animais
Comércio a varejo de automóveis, camionetas
4511-1/01 C-2 700
e utilitários novos

Página: 53
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Comércio a varejo de automóveis, camionetas
4511-1/02 C-2 700
e utilitários usados
Comércio por atacado de automóveis,
4511-1/03 C-2 700
camionetas e utilitários novos e usados
Comércio por atacado de caminhões novos e
4511-1/04 C-2 700
usados
Comércio por atacado de reboques e semi-
4511-1/05 C-2 700
reboques novos e usados
Comércio por atacado de ônibus e
4511-1/06 C-2 700
microônibus novos e usados
Comércio sob consignação de veículos
4512-9/02 C-2 700
automotores
Comércio por atacado de motocicletas e
4541-2/01 C-2 700
motonetas
Comércio a varejo de motocicletas e
4541-2/03 C-2 700
motonetas novas
Comércio a varejo de motocicletas e
4541-2/04 C-2 700
motonetas usadas
Comércio sob consignação de motocicletas e
4542-1/02 C-2 700
motonetas
Comércio atacadista de animais vivos 4623-1/01 C-2 600
Comércio atacadista de fumo em folha não
4623-1/04 C-2 400
beneficiado

Comércio atacadista de matérias- primas


agrícolas com atividade de fracionamento e 4623-1/08 C-2 400
C Comercial acondicionamento associada

Comércio atacadista de aves vivas e ovos 4633-8/02 C-2 400


Comércio atacadista de coelhos e outros
4633-8/03 C-2 400
pequenos animais vivos para alimentação
Comércio atacadista de cerveja, chope e
4635-4/02 C-2 700
refrigerante
Comércio atacadista de bebidas com atividade
de fracionamento e acondicionamento
4635-4/03 C-2 700
associada - Bebidas não alcoólicas, Cervejaria
e Vinhos.
Comércio atacadista de bebidas não
especificadas anteriormente - Bebidas não 4635-4/99 C-2 700
alcoólicas
Comércio atacadista de fumo beneficiado 4636-2/01 C-2 400
Comércio atacadista de sorvetes 4637-1/06 C-2 400

Comércio atacadista de
instrumentos e materiais para uso médico, 4645-1/01 C-2 400
cirúrgico, hospitalar e de laboratórios

Comércio atacadista de produtos de higiene


4646-0/02 C-2 400
pessoal
Comércio atacadista de aparelhos eletrônicos
4649-4/02 C-2 400
de uso pessoal e doméstico
Comércio atacadista de bicicletas, triciclos e
4649-4/03 C-2 500
outros veículos recreativos

Página: 54
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Comércio atacadista de jóias, relógios e


bijuterias, inclusive pedras preciosas e
4649-4/10 C-2 500
semipreciosas lapidadas - Jóias, bijuterias, e
outros exceto relógios
Comércio atacadista de jóias, relógios e
bijuterias, inclusive pedras preciosas e 4649-4/10 C-2 500
semipreciosas lapidadas – Relógios

Comércio atacadista de outros equipamentos e


artigos de uso pessoal e doméstico não 4649-4/99 C-2 400
especificados anteriormente - Artigos de ótica

Comércio atacadista de outros equipamentos e


artigos de uso pessoal e doméstico não
4649-4/99 C-2 400
especificados anteriormente - Artigos de
tabaco
Comércio atacadista de equipamentos de
4651-6/01 C-2 400
informática
Comércio atacadista de suprimentos para
4651-6/02 C-2 400
informática
Comércio atacadista de componentes
eletrônicos e equipamentos de telefonia e 4652-4/00 C-2 400
comunicação
Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e
equipamentos para uso agropecuário; partes e 4661-3/00 C-2 400
peças
C Comercial Comércio atacadista de máquinas,
equipamentos para terraplenagem, mineração 4662-1/00 C-2 400
e construção; partes e peças
Comércio atacadista de máquinas e
equipamentos para uso industrial; partes e 4663-0/00 C-2 400
peças
Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e
equipamentos para uso odonto-médico- 4664-8/00 C-2 400
hospitalar; partes e peças
Comércio atacadista de máquinas e
equipamentos para uso comercial; partes e 4665-6/00 C-2 400
peças
Comércio atacadista de bombas e
4669-9/01 C-2 400
compressores; partes e peças
Comércio atacadista de outras máquinas e
equipamentos não especificados 4669-9/99 C-2 400
anteriormente; partes e peças
Comércio atacadista de material elétrico 4673-7/00 C-2 800
Comércio atacadista de materiais de
construção em geral - Artigos de argila,
4679-6/99 C-2 800
cerâmica ou porcelana, Artigos de gesso,
Cimento, Pedras

Comércio atacadista de outros produtos


químicos e petroquímicos não especificados 4684-2/99 C-2 1000
anteriormente - Produtos com soda

Página: 55
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Comércio atacadista especializado em outros


produtos intermediários não especificados
4689-3/99 C-2 600
anteriormente - Antenas, mat. elétricos,
eletrônicos e peças p/eletrodomésticos

Comércio atacadista especializado em outros


produtos intermediários não especificados 4689-3/99 C-2 600
anteriormente - Flores ornamentais

Comércio varejista de bebidas – Cervejaria 4723-7/00 C-2 700

Comércio varejista de material


4742-3/00 C-2 800
elétrico

Comércio varejista de madeira e artefatos -


4744-0/02 C-2 800
Chapas de aglomerado ou compensado

Comércio varejista de materiais hidráulicos 4744-0/03 C-2 800

Comércio varejista especializado de


4752-1/00 C-2 400
equipamentos de telefonia e comunicação

Comércio varejista de discos, CDs, DVDs e


4762-8/00 C-2 700
fitas
Comércio varejista de bicicletas e triciclos;
4763-6/03 C-2 500
peças e acessórios

C Comercial Comércio varejista de embarcações e outros


4763-6/05 C-2 500
veículos recreativos; peças e acessórios

Comércio varejista de artigos de relojoaria 4783-1/02 C-2 500

Comércio varejista de animais vivos e de


artigos e alimentos para animais de estimação - 4789-0/04 C-2 600
Animais vivos para criação doméstica

Aluguel de objetos do vestuário, jóias e


7723-3/00 C-2 600
acessórios

Aluguel de máquinas e equipamentos para


7732-2/01 C-2 400
construção sem operador, exceto andaimes

Aluguel de máquinas e equipamentos para


7739-0/01 C-2 400
extração de minérios e petróleo, sem operador

Comércio por atacado de pneumáticos e


4530-7/02 C-2 800
câmaras-de-ar
Comércio a varejo de pneumáticos e câmaras
4530-7/05 C-2 800
de ar
Comércio atacadista de café em grão 4621-4/00 C-2 400
Comércio atacadista de soja 4622-2/00 C-2 1700
Comércio atacadista de couros, lãs,
peles e outros subprodutos não- comestíveis
4623-1/02 C-2 800
de origem animal - Artigos de couro, peles e
outros

Página: 56
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Comércio atacadista de algodão 4623-1/03 C-2 600


Comércio atacadista de cacau 4623-1/05 C-2 400
Comércio atacadista de sisal 4623-1/07 C-2 600
Comércio atacadista de alimentos
4623-1/09 C-2 2000
para animais

Comércio atacadista de matérias- primas


4623-1/99 C-2 1700
agrícolas não especificadas anteriormente

Comércio atacadista de cereais e leguminosas


4632-0/01 C-2 1700
beneficiados
Comércio atacadista de farinhas, amidos e
4632-0/02 C-2 2000
féculas

Comércio atacadista de cereais e leguminosas


beneficiados, farinhas, amidos e féculas, com
atividade de fracionamento e 4632-0/03 C-2 2000
acondicionamento associada – Cereais,
farinhas e produtos com amido e outros

Comércio atacadista de bebidas com atividade


de fracionamento e acondicionamento 4635-4/03 C-2 500
associada - Bebidas destiladas e outros

Comércio atacadista de bebidas não


especificadas anteriormente - Bebidas 4635-4/99 C-2 500
destiladas e outros
C Comercial
Comércio atacadista de cigarros, cigarrilhas e
4636-2/02 C-2 800
charutos
Comércio atacadista de café torrado, moído e
4637-1/01 C-2 400
solúvel
Comércio atacadista de açúcar 4637-1/02 C-2 1000
Comércio atacadista de óleos e
4637-1/03 C-2 1000
gorduras
Comércio atacadista de pães, bolos, biscoitos
4637-1/04 C-2 1000
e similares

Comércio atacadista de massas alimentícias 4637-1/05 C-2 1000

Comércio atacadista de chocolates, confeitos,


4637-1/07 C-2 400
balas, bombons e semelhantes
Comércio atacadista especializado em outros
produtos alimentícios não especificados 4637-1/99 C-2 1000
anteriormente
Comércio atacadista de produtos alimentícios
4639-7/01 C-2 1000
em geral

Comércio atacadista de produtos alimentícios


em geral, com atividade de fracionamento e 4639-7/02 C-2 1000
acondicionamento associada

Comércio atacadista de tecidos 4641-9/01 C-2 700


Comércio atacadista de artigos de
4641-9/02 C-2 700
cama, mesa e banho

Página: 57
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Comércio atacadista de artigos de armarinho 4641-9/03 C-2 700

Comércio atacadista de artigos do vestuário e


4642-7/01 C-2 600
acessórios, exceto profissionais e de segurança

Comércio atacadista de roupas e acessórios


para uso profissional e de segurança do 4642-7/02 C-2 600
trabalho
Comércio atacadista de calçados 4643-5/01 C-2 600
Comércio atacadista de bolsas, malas e artigos
4643-5/02 C-2 600
de viagem
Comércio atacadista de medicamentos e
4644-3/01 C-2 1000
drogas de uso humano
Comércio atacadista de medicamentos e
4644-3/02 C-2 1000
drogas de uso veterinário
Comércio atacadista de artigos de escritório e
4647-8/01 C-2 700
de papelaria
Comércio atacadista de livros, jornais e outras
4647-8/02 C-2 1000
publicações
Comércio atacadista de móveis e artigos de
4649-4/04 C-2 600
colchoaria
Comércio atacadista de artigos de tapeçaria;
4649-4/05 C-2 600
persianas e cortinas
Comércio atacadista de filmes, CDs, DVDs,
4649-4/07 C-2 700
fitas e discos
C Comercial
Comércio atacadista de produtos de higiene,
4649-4/08 C-2 400
limpeza e conservação domiciliar

Comércio atacadista de produtos de higiene,


limpeza e conservação domiciliar, com
4649-4/09 C-2 400
atividade de fracionamento e
acondicionamento associada

Comércio atacadista de outros equipamentos e


artigos de uso pessoal e doméstico não
especificados anteriormente - Artigos
borracha, cortiça, couro, feltro, espuma , 4649-4/99 C-2 800
artigos esportivos , artigos de plástico, artigos
de vidro, brinquedos, instrumentos musicais,
vassouras ou escovas e outros

Comércio atacadista de madeira e produtos


4671-1/00 C-2 800
derivados
Comércio atacadista de tintas, vernizes e
4679-6/01 C-2 1300
similares
Comércio atacadista especializado de
materiais de construção não especificados
4679-6/04 C-2 800
anteriormente
Comércio atacadista de materiais de
construção em geral - Artigos de vidro, janelas 4679-6/99 C-2 800
e portas de madeira e outros

Página: 58
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Comércio atacadista de resinas e elastômeros 4684-2/01 C-2 3000

Comércio atacadista de solventes 4684-2/02 C-2 4000


Comércio atacadista de outros
produtos químicos e petroquímicos não
4684-2/99 C-2 4000
especificados anteriormente - Artigos
pirotécnicos

Comércio atacadista de outros produtos


químicos e petroquímicos não especificados 4684-2/99 C-2 4000
anteriormente - Fósforos de segurança

Comércio atacadista de outros produtos


químicos e petroquímicos não especificados
4684-2/99 C-2 1000
anteriormente - Produtos adesivos e produtos
de limpeza
Comércio atacadista de outros produtos
químicos e petroquímicos não especificados
4684-2/99 C-2 4000
anteriormente - Produtos petroquímicos e
outros
Comércio atacadista de papel e papelão em
4686-9/01 C-2 1000
bruto
Comércio atacadista de embalagens 4686-9/02 C-2 800
Comércio atacadista de resíduos de papel e
4687-7/01 C-2 1000
papelão
Comércio atacadista de resíduos e sucatas não-
C Comercial metálicos, exceto de papel e papelão - Artigos
borracha, cortiça, couro, feltro, espuma, artigos 4687-7/02 C-2 800
de plásticos em geral, artigos de vidro, têxteis
em geral e outros
Comércio atacadista de fios e fibras
4689-3/02 C-2 600
beneficiados

Comércio atacadista especializado em outros


produtos intermediários não especificados
anteriormente - Artigos borracha, cortiça, 4689-3/99 C-2 600
couro, feltro, espuma, artigos de plástico,
baterias e pilhas, ceras, peles, sacarias e outros

Comércio atacadista de mercadorias em geral,


4691-5/00 C-2 1000
com predominância de produtos alimentícios

Comércio atacadista de mercadorias em geral,


4692-3/00 C-2 400
com predominância de insumos agropecuários

Comércio atacadista de mercadorias em geral,


sem predominância de alimentos ou de 4693-1/00 C-2 400
insumos agropecuários
Comércio varejista de mercadorias em geral,
com predominância de produtos alimentícios - 4711-3/01 C-2 400
hipermercados
Comércio varejista de mercadorias em geral,
com predominância de produtos alimentícios - 4711-3/02 C-2 400
supermercados

Página: 59
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Lojas duty free de aeroportos internacionais 4713-0/03 C-2 600

Padaria e confeitaria com predominância de


4721-1/02 C-2 400
revenda
Comércio varejista de bebidas - Bebidas
4723-7/00 C-2 700
destiladas e outros
Comércio varejista de mercadorias em lojas de
4729-6/02 C-2 400
conveniência
Comércio varejista de lubrificantes 4732-6/00 C-2 1000
Comércio varejista de tintas e
4741-5/00 C-2 1000
materiais para pintura

Comércio varejista de madeira e artefatos -


Chapas de aglomerado ou compensado, 4744-0/02 C-2 800
tratamento de madeira e outros

Comércio varejista de materiais de construção


4744-0/05 C-2 800
não especificados anteriormente

Comércio varejista de materiais de construção


4744-0/99 C-2 800
em geral
Recarga de cartuchos para equipamentos de
4751-2/02 C-2 500
informática
Comércio varejista especializado de
eletrodomésticos e equipamentos de áudio e 4753-9/00 C-2 500
vídeo
C Comercial
Comércio varejista de móveis 4754-7/01 C-2 500
Comércio varejista de artigos de
4754-7/02 C-2 500
colchoaria

Comércio varejista de artigos de iluminação 4754-7/03 C-2 500

Comércio varejista de tecidos 4755-5/01 C-2 600

Comercio varejista de artigos de armarinho 4755-5/02 C-2 600

Comercio varejista de artigos de cama, mesa e


4755-5/03 C-2 600
banho
Comércio varejista de artigos de tapeçaria,
4759-8/01 C-2 800
cortinas e persianas

Comércio varejista de outros artigos de uso


4759-8/99 C-2 600
doméstico não especificados anteriormente

Comércio varejista de livros 4761-0/01 C-2 1000


Comércio varejista de jornais e revistas 4761-0/02 C-2 1000

Comércio varejista de artigos de papelaria 4761-0/03 C-2 700

Comércio varejista de brinquedos e artigos


4763-6/01 C-2 500
recreativos
Comércio varejista de artigos esportivos 4763-6/02 C-2 800
Comércio varejista de artigos de caça, pesca e
4763-6/04 C-2 800
camping

Página: 60
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Comércio varejista de produtos farmacêuticos,


sem manipulação de fórmulas 4771-7/01 C-2 1000

Comércio varejista de produtos farmacêuticos,


com manipulação de fórmulas 4771-7/02 C-2 1000

Comércio varejista de produtos farmacêuticos


4771-7/03 C-2 1000
homeopáticos
Comércio varejista de medicamentos
4771-7/04 C-2 1000
veterinários

Comércio varejista de cosméticos, produtos de


perfumaria e de higiene pessoal 4772-5/00 C-2 400

Comércio varejista de artigos médicos e


4773-3/00 C-2 1000
ortopédicos
Comércio varejista de artigos do vestuário e
4781-4/00 C-2 600
acessórios
Comércio varejista de calçados 4782-2/01 C-2 500
Comércio varejista de artigos de
4782-2/02 C-2 800
viagem
Comércio varejista de antigüidades 4785-7/01 C-2 700
Comércio varejista de outros artigos usados -
Aparelhos domésticos, calçados, livros,
revistas, móveis roupas e outros artigos 4785-7/99 C-2 700
têxteis, coleções de moedas, selos, etc e
C Comercial outros

Comércio varejista de animais vivos e de


artigos e alimentos para animais de estimação - 4789-0/04 C-2 600
Artigos para animais e rações

Comércio varejista de produtos saneantes


domissanitários - Produtos de limpeza, 4789-0/05 C-2 400
Produtos p/piscina, inseticidas, repelentes, etc

Comércio varejista de outros produtos não


especificados anteriormente - Artigos de couro 4789-0/99 C-2 800
ou borracha e artigos de plástico

Comércio varejista de outros produtos não


especificados anteriormente – Carvão, lenha e 4789-0/99 C-2 2100
Velas

Comércio varejista de outros produtos não


especificados anteriormente – Papel de parede 4789-0/99 C-2 500
e similares, urnas e caixões e outros

Comércio atacadista de cosméticos e produtos


4646-0/01 C-2 400
de perfumaria
Aluguel de equipamentos recreativos e
7721-7/00 C-2 800
esportivos

Aluguel de fitas de vídeo, DVDs e similares 7722-5/00 C-2 700

Página: 61
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Aluguel de objetos do vestuário, jóias e


acessórios – Calçados, produtos têxteis e 7723-3/00 C-2 600
outros
Aluguel de aparelhos de jogos eletrônicos 7729-2/01 C-2 500
Aluguel de móveis, utensílios e aparelhos de
uso doméstico e pessoal; instrumentos 7729-2/02 C-2 400
musicais, móveis e outros

Aluguel de outros objetos pessoais e


domésticos não especificados anteriormente -
7729-2/99 C-2 1000
Estruturas de madeira, livros, materiais para
C Comercial festas, toldos e outros

Aluguel de palcos, coberturas e outras


7739-0/03 C-2 400
estruturas de uso temporário, exceto andaimes

Aluguel de outras máquinas e equipamentos


comerciais e industriais não especificados 7739-0/99 C-2 400
anteriormente, sem operador

Lojas de departamentos ou magazines 4713-0/01 C-2 800


Centro de compras em geral (shopping
4713-0/01 C-3 800
centers)
Edição de livros 5811-5/00 D-1 700
Edição de jornais 5812-3/00 D-1 700
Edição de revistas 5813-1/00 D-1 700
Edição de cadastros, listas e outros produtos
5819-1/00 D-1 700
gráficos
Edição integrada à impressão de livros 5821-2/00 D-1 700
Edição integrada à impressão de jornais 5822-1/00 D-1 700
Edição integrada à impressão de revistas 5823-9/00 D-1 700

Edição integrada à impressão de cadastros,


5829-8/00 D-1 700
listas e de outros produtos gráficos

Defesa civil 8425-6/00 D-1 450


Serviços
D profissionais, Atividades de apoio à educação,
8550-3/02 D-1 700
pessoais e técnicos exceto caixas escolares
Captação, tratamento e distribuição de água 3600-6/01 D-1 300

Gestão de redes de esgoto 3701-1/00 D-1 700


Atividades relacionadas a esgoto, exceto a
3702-9/00 D-1 500
gestão de redes
Incorporação de empreendimentos
4110-7/00 D-1 700
imobiliários
Administração de obras 4399-1/01 D-1 700
Representantes comerciais e agentes do
4512-9/01 D-1 700
comércio de veículos automotores
Representantes comerciais e agentes do
comércio de peças e acessórios novos e usados 4530-7/06 D-1 700
para veículos automotores

Página: 62
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Representantes comerciais e agentes do


comércio de motocicletas e motonetas, peças e 4542-1/01 D-1 700
acessórios
Representantes comerciais e agentes do
comércio de matérias- primas agrícolas e 4611-7/00 D-1 700
animais vivos
Representantes comerciais e agentes do
comércio de combustíveis, minerais, produtos 4612-5/00 D-1 700
siderúrgicos e químicos
Representantes comerciais e agentes do
comércio de madeira, material de construção e 4613-3/00 D-1 700
ferragens
Representantes comerciais e agentes do
comércio de máquinas, equipamentos, 4614-1/00 D-1 700
embarcações e aeronaves
Representantes comerciais e agentes do
comércio de eletrodomésticos, móveis e 4615-0/00 D-1 700
artigos de uso doméstico
Representantes comerciais e agentes do
comércio de têxteis, vestuário, calçados e 4616-8/00 D-1 700
artigos de viagem
Representantes comerciais e agentes do
comércio de produtos alimentícios, bebidas e 4617-6/00 D-1 700
fumo
Representantes comerciais e agentes do
Serviços comércio de medicamentos, cosméticos e 4618-4/01 D-1 700
D profissionais, produtos de perfumaria
pessoais e técnicos
Representantes comerciais e agentes do
comércio de instrumentos e materiais odonto- 4618-4/02 D-1 700
médico-hospitalares
Representantes comerciais e agentes do
comércio de jornais, revistas e outras 4618-4/03 D-1 700
publicações

Outros representantes comerciais e agentes do


comércio especializado em produtos não 4618-4/99 D-1 700
especificados anteriormente

Representantes comerciais e agentes do


comércio de mercadorias em geral não 4619-2/00 D-1 700
especializado
Concessionárias de rodovias, pontes, túneis e
5221-4/00 D-1 700
serviços relacionados

Administração da infra-estrutura portuária 5231-1/01 D-1 700

Operações de terminais 5231-1/02 D-1 700


Atividades de agenciamento
5232-0/00 D-1 700
marítimo

Atividades auxiliares dos transportes


5239-7/00 D-1 700
aquaviários não especificadas anteriormente

Operação dos aeroportos e campos de


5240-1/01 D-1 700
aterrissagem

Página: 63
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Atividades auxiliares dos transportes aéreos,


exceto operação dos aeroportos e campos de 5240-1/99 D-1 700
aterrissagem
Comissária de despachos 5250-8/01 D-1 700
Atividades de despachantes aduaneiros 5250-8/02 D-1 700
Agenciamento de cargas, exceto para o
5250-8/03 D-1 700
transporte marítimo

Organização logística do transporte de carga 5250-8/04 D-1 700

Operador de transporte multimodal


5250-8/05 D-1 700
- OTM
Atividades do Correio Nacional 5310-5/01 D-1 400
Atividades de franqueadas do
5310-5/02 D-1 400
Correio Nacional
Serviços de malote não realizados pelo
5320-2/01 D-1 400
Correio Nacional
Serviços de entrega rápida 5320-2/02 D-1 400
Estúdios cinematográficos 5911-1/01 D-1 300
Produção de filmes para
5911-1/02 D-1 300
publicidade
Atividades de produção cinematográfica, de
vídeos e de programas de televisão não 5911-1/99 D-1 300
especificadas anteriormente
Serviços de dublagem 5912-0/01 D-1 300
Serviços
D profissionais, Serviços de mixagem sonora em produção
5912-0/02 D-1 300
pessoais e técnicos audiovisual
Atividades de pós-produção cinematográfica,
de vídeos e de programas de televisão não 5912-0/99 D-1 300
especificadas anteriormente

Distribuição cinematográfica, de vídeo e de


5913-8/00 D-1 300
programas de televisão
Atividades de gravação de som e de edição de
5920-1/00 D-1 300
música
Atividades de rádio 6010-1/00 D-1 300
Atividades de televisão aberta 6021-7/00 D-1 300
Programadoras 6022-5/01 D-1 300
Atividades relacionadas à televisão
6022-5/02 D-1 300
por assinatura, exceto programadoras
Telecomunicações por satélite 6130-2/00 D-1 300
Operadoras de televisão por
6141-8/00 D-1 400
assinatura por cabo
Operadoras de televisão por assinatura por
6142-6/00 D-1 400
microondas
Operadoras de Televisão por assinatura por
6143-4/00 D-1 400
satélite
Outras atividades de telecomunicações não
6190-6/99 D-1 400
especificadas anteriormente
Desenvolvimento de programas de
6201-5/00 D-1 700
computador sob encomenda

Página: 64
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Desenvolvimento e licenciamento de
6202-3/00 D-1 700
programas de computador customizáveis

Desenvolvimento e licenciamento de
6203-1/00 D-1 700
programas de computador não- customizáveis

Consultoria em tecnologia da informação 6204-0/00 D-1 700


Suporte técnico, manutenção e outros serviços
6209-1/00 D-1 400
em tecnologia da informação
Tratamento de dados, provedores de serviços
de aplicação e serviços de hospedagem na 6311-9/00 D-1 400
internet
Portais, provedores de conteúdo e outros
6319-4/00 D-1 400
serviços de informação na internet
Agências de notícias 6391-7/00 D-1 400
Outras atividades de prestação de
serviços de informação não especificadas 6399-2/00 D-1 700
anteriormente
Seguros de vida 6511-1/01 D-1 700
Planos de auxílio-funeral 6511-1/02 D-1 700
Seguros não-vida 6512-0/00 D-1 700
Seguros-saúde 6520-1/00 D-1 700
Resseguros 6530-8/00 D-1 700
Previdência complementar fechada 6541-3/00 D-1 700
Serviços
Previdência complementar aberta 6542-1/00 D-1 700
D profissionais,
pessoais e técnicos Planos de saúde 6550-2/00 D-1 700
Peritos e avaliadores de seguros 6621-5/01 D-1 700
Auditoria e consultoria atuarial 6621-5/02 D-1 700

Corretores e agentes de seguros, de planos de


6622-3/00 D-1 700
previdência complementar e de saúde

Atividades auxiliares dos seguros, da


previdência complementar e dos planos de 6629-1/00 D-1 700
saúde não especificadas anteriormente
Aluguel de imóveis próprios 6810-2/02 D-1 700
Compra e venda de imóveis
6810-2/01 D-1 700
próprios
Loteamento de imóveis próprios 6810-2/03 D-1 700
Corretagem na compra e venda e
6821-8/01 D-1 700
avaliação de imóveis
Corretagem no aluguel de imóveis 6821-8/02 D-1 700
Gestão e administração da propriedade
6822-6/00 D-1 700
imobiliária
Serviços advocatícios 6911-7/01 D-1 700
Atividades auxiliares da justiça 6911-7/02 D-1 700
Agente de propriedade industrial 6911-7/03 D-1 700
Cartórios 6912-5/00 D-1 700
Atividades de contabilidade 6920-6/01 D-1 700

Página: 65
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Atividades de consultoria e
6920-6/02 D-1 700
auditoria contábil e tributária
Atividades de consultoria em gestão
empresarial, exceto consultoria técnica 7020-4/00 D-1 00
específica
Serviços de arquitetura 7111-1/00 D-1 700
Serviços de engenharia 7112-0/00 D-1 700
Serviços de cartografia, topografia
7119-7/01 D-1 700
e geodésia
Atividades de estudos geológicos 7119-7/02 D-1 700
Serviços de desenho técnico
7119-7/03 D-1 700
relacionados à arquitetura e engenharia
Serviços de perícia técnica relacionados à
7119-7/04 D-1 700
segurança do trabalho

Atividades técnicas relacionadas à engenharia


7119-7/99 D-1 700
e arquitetura não especificadas anteriormente

Agências de publicidade 7311-4/00 D-1 700


Serviços de pintura de edifícios em geral 4330-4/04 D-1 500

Agenciamento de espaços para publicidade,


7312-2/00 D-1 700
exceto em veículos de comunicação

Serviços Criação de estandes para feiras e exposições 7319-0/01 D-1 700


D profissionais,
pessoais e técnicos Promoção de vendas 7319-0/02 D-1 700
Marketing direto 7319-0/03 D-1 700
Consultoria em publicidade 7319-0/04 D-1 700
Outras atividades de publicidade não
7319-0/99 D-1 700
especificadas anteriormente

Pesquisas de mercado e de opinião pública 7320-3/00 D-1 700

Design 7410-2/01 D-1 700


Decoração de interiores 7410-2/02 D-1 700
Atividades de produção de fotografias, exceto
7420-0/01 D-1 300
aérea e submarina
Atividades de produção de fotografias aéreas e
7420-0/02 D-1 300
submarinas
Filmagem de festas e eventos 7420-0/04 D-1 300
Serviços de microfilmagem 7420-0/05 D-1 300

Serviços de tradução, interpretação e similares 7490-1/01 D-1 700

Escafandria e Mergulho 7490-1/02 D-1 700


Serviços de agronomia e de consultoria às
7490-1/03 D-1 700
atividades agrícolas e pecuárias
Atividades de intermediação e agenciamento
de serviços e negócios em geral, exceto 7490-1/04 D-1 700
imobiliários

Página: 66
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Agenciamento de profissionais para atividades


7490-1/05 D-1 700
esportivas, culturais e artísticas

Outras atividades profissionais, científicas e


7490-1/99 D-1 700
técnicas não especificadas anteriormente

Gestão de ativos intangíveis não- financeiros 7740-3/00 D-1 700

Seleção e agenciamento de mão- de-obra 7810-8/00 D-1 700


Locação de mão-de-obra temporária 7820-5/00 D-1 700
Fornecimento e gestão de recursos humanos
7830-2/00 D-1 700
para terceiros
Agências de viagens 7911-2/00 D-1 700
Operadores turísticos 7912-1/00 D-1 700
Serviços de reservas e outros serviços de
7990-2/00 D-1 700
turismo não especificados anteriormente

Atividades de vigilância e segurança privada 8011-1/01 D-1 700

Serviços de adestramento de cães de guarda 8011-1/02 D-1 700

Atividades de transporte de valores 8012-9/00 D-1 700


Atividades de monitoramento de sistemas de
8020-0/00 D-1 700
segurança

Serviços Atividades de investigação particular 8030-7/00 D-1 700


D profissionais, Serviços combinados para apoio a edifícios,
pessoais e técnicos exceto condomínios prediais 8111-7/00 D-1 700

Limpeza em prédios e em domicílios 8121-4/00 D-1 700


Imunização e controle de pragas urbanas 8122-2/00 D-1 700
Atividades de limpeza não especificadas
8129-0/00 D-1 700
anteriormente
Atividades paisagísticas 8130-3/00 D-1 700
Serviços combinados de escritório
8211-3/00 D-1 700
e apoio administrativo
Fotocópias 8219-9/01 D-1 400
Preparação de documentos e
serviços especializados de apoio
8219-9/99 D-1 700
administrativo não especificados
anteriormente
Serviços de organização de feiras, congressos,
8230-0/01 D-1 700
exposições e festas
Atividades de cobranças e informações
8291-1/00 D-1 700
cadastrais
Medição de consumo de energia elétrica, gás e
8299-7/01 D-1 700
água
Emissão de vales-alimentação, vales-
8299-7/02 D-1 700
transporte e similares
Serviços de gravação de carimbos, exceto
8299-7/03 D-1 700
confecção
Leiloeiros independentes 8299-7/04 D-1 700

Página: 67
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Serviços de levantamento de fundos sob
8299-7/05 D-1 700
contrato
Salas de acesso à internet 8299-7/07 D-1 450
Outras atividades de serviços prestados
principalmente às empresas não especificadas
anteriormente - Serviços de computação,
8299-7/99 D-1 700
serviços de correio, serviços de escritório,
serviços de publicidade/propaganda, Outros
serviços
Administração pública em geral 8411-6/00 D-1 700

Regulação das atividades de saúde, educação,


8412-4/00 D-1 700
serviços culturais e outros serviços sociais

Regulação das atividades econômicas 8413-2/00 D-1 700


Relações exteriores 8421-3/00 D-1 700
Seguridade social obrigatória 8430-2/00 D-1 700

Atividades de sonorização e de iluminação 9001-9/06 D-1 700

Atividades de artistas plásticos, jornalistas


9002-7/01 D-1 700
independentes e escritores
Atividades de organizações
9411-1/00 D-1 700
associativas patronais e empresariais
Atividades de organizações associativas
Serviços 9412-0/00 D-1 700
profissionais
D profissionais,
pessoais e técnicos Atividades de organizações sindicais 9420-1/00 D-1 700
Atividades de associações de defesa de
9430-8/00 D-1 700
direitos sociais
Atividades de organizações políticas 9492-8/00 D-1 700
Atividades de organizações associativas
9493-6/00 D-1 700
ligadas à cultura e à arte
Atividades associativas não especificadas
9499-5/00 D-1 700
anteriormente
Cabeleireiros 9602-5/01 D-1 200
Atividades de estética e outros serviços de
9602-5/02 D-1 200
cuidados com a beleza
Gestão e manutenção de cemitérios 9603-3/01 D-1 400
Serviços de cremação 9603-3/02 D-1 400
Serviços de sepultamento 9603-3/03 D-1 400
Serviços de funerárias 9603-3/04 D-1 400
Serviços de somatoconservação 9603-3/05 D-1 400

Atividades funerárias e serviços relacionados


9603-3/99 D-1 400
não especificados anteriormente

Agências matrimoniais 9609-2/02 D-1 700


Exploração de máquinas de serviços pessoais
9609-2/04 D-1 400
acionadas por moeda
Atividades de sauna e banhos 9609-2/05 D-1 400

Página: 68
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Serviços de tatuagem e colocação
9609-2/06 D-1 300
de piercing
Outras atividades de serviços pessoais não
9609-2/99 D-1 400
especificadas anteriormente
Serviços domésticos 9700-5/00 D-1 700
Organismos internacionais e outras
9900-8/00 D-1 700
instituições extraterritoriais
Sociedades de crédito imobiliário 6435-2/01 D-1 700
Associações de poupança e empréstimo 6435-2/02 D-1 700
Companhias hipotecárias 6435-2/03 D-1 700
Sociedades de crédito, financiamento e
6436-1/00 D-1 700
investimento - financeiras

Sociedades de crédito ao microempreendedor 6437-9/00 D-1 700

Outras instituições de intermediação não-


6438-7/99 D-1 700
monetária não especificadas anteriormente

Arrendamento mercantil 6440-9/00 D-1 700


Sociedades de capitalização 6450-6/00 D-1 700
Holdings de instituições financeiras 6461-1/00 D-1 700
Holdings de instituições não-
6462-0/00 D-1 700
financeiras
Outras sociedades de participação, exceto
Serviços 6463-8/00 D-1 700
holdings
D profissionais,
Fundos de investimento, exceto
pessoais e técnicos 6470-1/01 D-1 700
previdenciários e imobiliários
Fundos de investimento previdenciários 6470-1/02 D-1 700
Fundos de investimento imobiliários 6470-1/03 D-1 700

Sociedades de fomento mercantil -factoring 6491-3/00 D-1 700

Securitização de créditos 6492-1/00 D-1 700


Administração de consórcios para aquisição
6493-0/00 D-1 700
de bens e direitos
Clubes de investimento 6499-9/01 D-1 700
Sociedades de investimento 6499-9/02 D-1 700
Fundo garantidor de crédito 6499-9/03 D-1 700
Concessão de crédito pelas OSCIP 6499-9/05 D-1 700
Bolsa de valores 6611-8/01 D-1 700
Bolsa de mercadorias 6611-8/02 D-1 300
Administração de mercados de balcão
6611-8/04 D-1 700
organizados

Corretoras de títulos e valores mobiliários 6612-6/01 D-1 700

Distribuidoras de títulos e valores mobiliários 6612-6/02 D-1 700

Corretoras de câmbio 6612-6/03 D-1 700


Corretoras de contratos de mercadorias 6612-6/04 D-1 700

Página: 69
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Agentes de investimentos em aplicações
6612-6/05 D-1 700
financeiras
Administração de cartões de crédito 6613-4/00 D-1 700
Serviços de liquidação e custódia 6619-3/01 D-1 700

Correspondentes de instituições financeiras 6619-3/02 D-1 700

Operadoras de cartões de débito 6619-3/05 D-1 700

Outras atividades auxiliares dos serviços


6619-3/99 D-1 700
financeiros não especificadas anteriormente

Atividades de administração de fundos por


6630-4/00 D-1 700
contrato ou comissão
Comércio atacadista de energia elétrica 3513-1/00 D-1 200
Casas lotéricas 8299-7/06 D-2 300
Banco Central 6410-7/00 D-2 300
Bancos comerciais 6421-2/00 D-2 300

Bancos múltiplos, com carteira comercial 6422-1/00 D-2 300

Caixas econômicas 6423-9/00 D-2 300


Bancos cooperativos 6424-7/01 D-2 300
Cooperativas centrais de crédito 6424-7/02 D-2 300
Cooperativas de crédito mútuo 6424-7/03 D-2 300
Serviços
D profissionais, Cooperativas de crédito rural 6424-7/04 D-2 300
pessoais e técnicos Bancos múltiplos, sem carteira
6431-0/00 D-2 300
comercial
Bancos de investimento 6432-8/00 D-2 300
Bancos de desenvolvimento 6433-6/00 D-2 300
Agências de fomento 6434-4/00 D-2 300
Caixas de financiamento de corporações 6499-9/04 D-2 300
Outras atividades de serviços financeiros não
6499-9/99 D-2 300
especificadas anteriormente
Bolsa de mercadorias e futuros 6611-8/03 D-2 300
Representações de bancos estrangeiros 6619-3/03 D-2 300
Caixas eletrônicos 6619-3/04 D-2 300
Bancos de câmbio 6438-7/01 D-2 300
Restauração de obras-de-arte 9002-7/02 D-3 300
Manutenção e reparação de
tanques, reservatórios metálicos e caldeiras, 3311-2/00 D-3 500
exceto para veículos
Manutenção e reparação de aparelhos e
3312-1/02 D-3 200
instrumentos de medida, teste e controle
Manutenção e reparação de aparelhos
eletromédicos e eletroterapêuticos e 3312-1/03 D-3 600
equipamentos de irradiação
Manutenção e reparação de equipamentos e
3312-1/04 D-3 200
instrumentos ópticos

Página: 70
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Manutenção e reparação de geradores,
3313-9/01 D-3 600
transformadores e motores elétricos

Manutenção e reparação de baterias e


3313-9/02 D-3 600
acumuladores elétricos, exceto para veículos

Manutenção e reparação de máquinas,


aparelhos e materiais elétricos não 3313-9/99 D-3 600
especificados anteriormente
Manutenção e reparação de máquinas
3314-7/01 D-3 200
motrizes não-elétricas

Manutenção e reparação de equipamentos


3314-7/02 D-3 200
hidráulicos e pneumáticos, exceto válvulas

Manutenção e reparação de válvulas


3314-7/03 D-3 600
industriais

Manutenção e reparação de compressores 3314-7/04 D-3 600

Manutenção e reparação de equipamentos de


3314-7/05 D-3 600
transmissão para fins industriais

Manutenção e reparação de máquinas,


aparelhos e equipamentos para instalações 3314-7/06 D-3 600
térmicas
Manutenção e reparação de máquinas e
aparelhos de refrigeração e ventilação para uso 3314-7/07 D-3 600
Serviços industrial e comercial
D profissionais, Manutenção e reparação de máquinas,
pessoais e técnicos equipamentos e aparelhos para transporte e 3314-7/08 D-3 600
elevação de cargas

Manutenção e reparação de máquinas de


escrever, calcular e de outros equipamentos 3314-7/09 D-3 600
não- eletrônicos para escritório

Manutenção e reparação de máquinas e


equipamentos para as indústrias de alimentos, 3314-7/19 D-3 600
bebidas e fumo
Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos para a indústria têxtil, do 3314-7/20 D-3 600
vestuário, do couro e calçados
Manutenção e reparação de máquinas e
aparelhos para a indústria de celulose, papel e 3314-7/21 D-3 600
papelão e artefatos
Manutenção e reparação de máquinas e
3314-7/22 D-3 600
aparelhos para a indústria do plástico

Manutenção e reparação de outras máquinas e


equipamentos para usos industriais não 3314-7/99 D-3 600
especificados anteriormente

Manutenção e reparação de equipamentos e


3319-8/00 D-3 600
produtos não especificados anteriormente

Instalação de máquinas e equipamentos


3321-0/00 D-3 600
industriais

Página: 71
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Serviços de montagem de móveis de qualquer
3329-5/01 D-3 200
material
Instalação de outros equipamentos não
3329-5/99 D-3 600
especificados anteriormente

Outras atividades de serviços prestados


principalmente às empresas não especificadas 8299-7/99 D-3 600
anteriormente - Serviços de pintura

Reparação e manutenção de computadores e


9511-8/00 D-3 600
de equipamentos periféricos

Reparação e manutenção de equipamentos de


9512-6/00 D-3 600
comunicação

Reparação e manutenção de equipamentos


9521-5/00 D-3 600
eletroeletrônicos de uso pessoal e doméstico

Reparação de calçados, de bolsas e artigos de


9529-1/01 D-3 600
viagem
Chaveiros 9529-1/02 D-3 300
Reparação de relógios 9529-1/03 D-3 300
Reparação de artigos do mobiliário 9529-1/05 D-3 500
Reparação de jóias 9529-1/06 D-3 300
Reparação de bicicletas, triciclos e outros
9529-1/04 D-3 200
Serviços veículos não-motorizados
D profissionais,
pessoais e técnicos Reparação e manutenção de outros objetos e
equipamentos pessoais e domésticos não
especificados anteriormente - Aparelhos
eletroeletrônicos, fotográficos, ópticos, artigos 9529-1/99 D-3 600
borracha, cortiça, couro, feltro, espuma,
artigos têxteis, brinquedos, instrumentos
musicais e outros

Lavanderias 9601-7/01 D-3 300


Tinturarias 9601-7/02 D-3 300
Toalheiros 9601-7/03 D-3 300
Testes e análises técnicas 7120-1/00 D-4 300

Pesquisa e desenvolvimento experimental em


7210-0/00 D-4 300
ciências físicas e naturais

Pesquisa e desenvolvimento experimental em


7220-7/00 D-4 300
ciências sociais e humanas

Laboratórios fotográficos 7420-0/03 D-4 300


Laboratórios de anatomia
8640-2/01 D-4 300
patológica e citológica
Laboratórios clínicos 8640-2/02 D-4 300
Serviços de diálise e nefrologia 8640-2/03 D-4 300
Serviços de tomografia 8640-2/04 D-4 300

Página: 72
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Serviços de diagnóstico por


imagem com uso de radiação ionizante, exceto 8640-2/05 D-4 300
tomografia
Serviços de ressonância magnética 8640-2/06 D-4 300
Serviços de diagnóstico por
imagem sem uso de radiação ionizante, exceto 8640-2/07 D-4 300
ressonância magnética

Serviços de diagnóstico por registro gráfico -


8640-2/08 D-4 300
ECG, EEG e outros exames análogos

Serviços de diagnóstico por métodos ópticos -


Serviços 8640-2/09 D-4 300
endoscopia e outros exames análogos
D profissionais,
pessoais e técnicos Serviços de quimioterapia 8640-2/10 D-4 300
Serviços de radioterapia 8640-2/11 D-4 300
Serviços de hemoterapia 8640-2/12 D-4 300
Serviços de litotripsia 8640-2/13 D-4 300
Serviços de bancos de células e tecidos
8640-2/14 D-4 300
humanos

Atividades de serviços de complementação


diagnóstica e terapêutica não especificadas 8640-2/99 D-4 300
anteriormente

Atividades de teleatendimento 8220-2/00 D-5 700


Ensino fundamental 8513-9/00 E-1 450
Ensino médio 8520-1/00 E-1 300
Educação superior - graduação 8531-7/00 E-1 300
Educação superior - graduação e pós-
8532-5/00 E-1 300
graduação

Educação superior - pós-graduação e extensão 8533-3/00 E-1 300

Administração de caixas escolares 8550-3/01 E-1 300


Cursos preparatórios para concursos 8599-6/05 E-1 300
Ensino de artes cênicas, exceto dança 8592-9/02 E-2 300
Ensino de música 8592-9/03 E-2 300
Educacional e Ensino de arte e cultura não
E 8592-9/99 E-2 300
cultura física
especificado anteriormente
Ensino de idiomas 8593-7/00 E-2 300
Ensino de esportes 8591-1/00 E-3 300
Ensino de dança 8592-9/01 E-3 300
Atividades de condicionamento físico 9313-1/00 E-3 300
Formação de condutores 8599-6/01 E-4 300
Cursos de pilotagem 8599-6/02 E-4 300
Treinamento em informática 8599-6/03 E-4 300
Educação profissional de nível técnico 8541-4/00 E-4 300

Educação profissional de nível tecnológico 8542-2/00 E-4 300

Página: 73
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Treinamento em desenvolvimento profissional
8599-6/04 E-4 300
e gerencial
Educacional e Educação infantil - creche 8511-2/00 E-5 450
E
cultura física Educação infantil - Pré-escola 8512-1/00 E-5 450
Outras atividades de ensino não especificadas
8599-6/99 E-6 450
anteriormente
Atividades de bibliotecas e arquivos 9101-5/00 F-1 2000
Atividades de museus e de
exploração de lugares e prédios históricos e 9102-3/01 F-1 450
atrações similares
Atividades de organizações religiosas 9491-0/00 F-2 300
Gestão de instalações de esportes 9311-5/00 F-3 300

Produção e promoção de eventos esportivos 9319-1/01 F-3 300

Outras atividades esportivas não especificadas


9319-1/99 F-3 300
anteriormente
Produção de espetáculos de rodeios,
9001-9/05 F-3 500
vaquejadas e similares
Exploração de apostas em corridas
9200-3/02 F-3 150
de cavalos
Terminais rodoviários e ferroviários 5222-2/00 F-4 200
Atividades de exibição
5914-6/00 F-5 600
cinematográfica
Produção teatral 9001-9/01 F-5 600
Produção musical 9001-9/02 F-5 600
Produção de espetáculos de dança 9001-9/03 F-5 600
Artes cênicas, espetáculos e
Locais de reunião
F atividades complementares não especificadas 9001-9/99 F-5 600
de público
anteriormente
Gestão de espaços para artes cênicas,
9003-5/00 F-5 600
espetáculos e outras atividades artísticas
Casas de festas e eventos 8230-0/02 F-6 600
Discotecas, danceterias, salões de dança e
9329-8/01 F-6 600
similares
Exploração de boliches 9329-8/02 F-6 600
Exploração de jogos de sinuca, bilhar e
9329-8/03 F-6 600
similares

Exploração de jogos eletrônicos recreativos 9329-8/04 F-6 450

Produção de espetáculos circenses, de


9001-9/04 F-7 500
marionetes e similares
Restaurantes e similares
5611-2/01 F-8 450

Bares e outros estabelecimentos 5611-2/02 F-8 450


especializados em servir
Lanchonetes, casas bebidas
de chá, de sucos e
5611-2/03 F-8 450
similares
Fornecimento de alimentos preparados
5620-1/01 F-8 450
preponderantemente para empresas
Serviços de alimentação para eventos e
5620-1/02 F-8 450
recepções - bufê

Página: 74
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Cantinas - serviços de alimentação privativos 5620-1/03 F-8 450

Fornecimento de alimentos preparados 5620-1/04 F-8 450


preponderantemente para consumo domiciliar
Atividades de jardins botânicos, zoológicos,
parques nacionais, reservas ecológicas e áreas 9103-1/00 F-9 300
de proteção ambiental
Parques de diversão e parques temáticos 9321-2/00 F-9 500
Outras atividades de recreação e lazer não
9329-8/99 F-9 600
especificadas anteriormente
Locais de reunião Centros, salões e salas para feiras e exposições
F 8230-0/01 F-10 800
de público de objetos ou animais
Edificações de caráter regional – Centro de
9493-6/00 F-11 600
Tradições Gaúchas - CTG's
Clubes comunitários e de diversão, Salões
Paroquiais, Salões Comunitários, Clubes de
Sócios, Clubes e salões exclusivos para
festas de caráter familiar (casamentos,
aniversários, festas infantis e similares), 9312-3/00 F-12 600
Sedes de entidades de classe. Clubes de
bilhares, tiro ao alvo, boliche e
assemelhados
Clubes sociais, esportivos e similares 9312-3/00 F-12 600

Estacionamento de veículos com automação e


5223-1/00 G-1 200
sem abastecimento - Garagem automática

Estacionamento de veículos sem automação e


5223-1/00 G-2 200
sem abastecimento - Garagem sem automação

Posto de abastecimento (tanque de superficie) 4731-8/00 G-3 1000

Posto de abastecimento (tanque enterrado) 4731-8/00 G-3 300

Manutenção e reparação de tratores agrícolas 3314-7/12 G-4 300

Manutenção e reparação de tratores, exceto


3314-7/16 G-4 300
agrícolas
Manutenção e reparação de veículos
3315-5/00 G-4 300
G Serviços automotivos ferroviários
e assemelhados Manutenção de aeronaves na pista 3316-3/02 G-4 300
Manutenção e reparação de embarcações e
3317-1/01 G-4 300
estruturas flutuantes
Manutenção e reparação de embarcações para
3317-1/02 G-4 300
esporte e lazer
Serviços de manutenção e reparação mecânica
4520-0/01 G-4 300
de veículos automotores
Serviços de lavagem, lubrificação e polimento
4520-0/05 G-4 300
de veículos automotores
Serviços de borracharia para veículos
4520-0/06 G-4 300
automotores
Serviços de instalação, manutenção e
reparação de acessórios para veículos 4520-0/07 G-4 300
automotores
Serviço de capotaria 4520-0/08 G-4 300

Página: 75
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Distribuição de água por caminhões 3600-6/02 G-4 300


Serviços de lanternagem ou funilaria e pintura
4520-0/02 G-4 300
de veículos automotores
Serviços de manutenção e reparação elétrica
4520-0/03 G-4 300
de veículos automotores
Serviços de alinhamento e balanceamento de
4520-0/04 G-4 300
veículos automotores
Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos para uso geral não especificados 3314-7/10 G-4 300
anteriormente
Manutenção e reparação de máquinas e
3314-7/11 G-4 300
equipamentos para agricultura e pecuária
Manutenção e reparação de máquinas-
3314-7/13 G-4 300
ferramenta
Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos para a prospecção e extração de 3314-7/14 G-4 300
petróleo
Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos para uso na extração mineral, 3314-7/15 G-4 300
exceto na extração de petróleo

Manutenção e reparação de máquinas e


G Serviços automotivos
equipamentos de terraplenagem, 3314-7/17 G-4 300
e assemelhados
pavimentação e construção, exceto tratores

Manutenção e reparação de máquinas para a


indústria metalúrgica, exceto máquinas- 3314-7/18 G-4 300
ferramenta
Manutenção e reparação de motocicletas e
4543-9/00 G-4 300
motonetas
Manutenção, reparação e abrigo de aeronaves,
3316-3/01 G-5 200
exceto a manutenção na pista
Locação de aeronaves sem tripulação 7719-5/02 G-5 200

Gestão de Portos e Terminais Aquaviários -


Gestão de Portos e Terminais Aquaviários 5231-1 G-6 400
com ou sem abastecimento

Atividades de Agenciamento Marítimo -


5232-0 G-6 400
Atividades de Agenciamento Marítimo

Atividades auxiliares dos transportes


aquaviários não especificadas anteriormente -
5239-7 G-6 400
Atividades auxiliares dos transportes
aquaviários não especificadas anteriormente

Atividades veterinárias 7500-1/00 H-1 300


Clínicas e residências geriátricas 8711-5/01 H-2 350
Instituições de longa permanência
8711-5/02 H-2 350
Serviços de saúde para idosos
H
e institucionais Atividades de assistência a deficientes físicos,
8711-5/03 H-2 350
imunodeprimidos e convalescentes

Centros de apoio a pacientes com câncer e


8711-5/04 H-2 350
com AIDS

Página: 76
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Condomínios residenciais para idosos 8711-5/05 H-2 350

Atividades de fornecimento de infra- estrutura


8712-3/00 H-2 350
de apoio e assistência a paciente no domicílio

Atividades de centros de assistência


8720-4/01 H-2 350
psicossocial
Atividades de assistência psicossocial e à
saúde a portadores de distúrbios psíquicos,
8720-4/99 H-2 350
deficiência mental e dependência química não
especificadas anteriormente
Orfanatos 8730-1/01 H-2 350
Atividades de assistência social prestadas em
residências coletivas e particulares não 8730-1/99 H-2 350
especificadas anteriormente

Serviços de assistência social sem alojamento 8800-6/00 H-2 350

Atividades de atendimento hospitalar, exceto


pronto-socorro e unidades para atendimento a 8610-1/01 H-3 450
urgências
Atividades de atendimento em pronto-socorro
e unidades hospitalares para atendimento a 8610-1/02 H-3 450
urgências
Defesa 8422-1/00 H-4 450
Segurança e ordem pública 8424-8/00 H-4 450
Serviços de saúde
H Local com restrição de liberdade - Hospitais
e institucionais
psiquiátricos, manicômios, reformatórios,
prisões em geral (casa de detenção, 8423-0/00 H-5 750
penitenciárias, presídios) e instituições
assemelhadas. Todos com celas

Atividade médica ambulatorial com recursos


8630-5/01 H-6 300
para realização de procedimentos cirúrgicos

Atividade médica ambulatorial com recursos


8630-5/02 H-6 300
para realização de exames complementares

Atividade médica ambulatorial restrita a


8630-5/03 H-6 300
consultas
Atividade odontológica 8630-5/04 H-6 300
Serviços de vacinação e
8630-5/06 H-6 300
imunização humana

Atividades de reprodução humana assistida 8630-5/07 H-6 300

Atividades de atenção ambulatorial não


8630-5/99 H-6 300
especificadas anteriormente
Atividades de enfermagem 8650-0/01 H-6 300
Atividades de profissionais da
8650-0/02 H-6 300
nutrição
Atividades de psicologia e psicanálise 8650-0/03 H-6 300
Atividades de fisioterapia 8650-0/04 H-6 300

Página: 77
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Atividades de terapia ocupacional 8650-0/05 H-6 300


Atividades de fonoaudiologia 8650-0/06 H-6 300
Atividades de terapia de nutrição enteral e
8650-0/07 H-6 300
parenteral
Atividades de profissionais da área de saúde
8650-0/99 H-6 300
não especificadas anteriormente
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660-7/00 H-6 300
Serviços de saúde
H Atividades de práticas integrativas e
e institucionais 8690-9/01 H-6 300
complementares em saúde humana
Atividades de acupuntura 8690-9/03 H-6 300
Atividades de banco de leite
8690-9/02 H-6 300
humano
Atividades de podologia 8690-9/04 H-6 300
Outras atividades de atenção à saúde humana
8690-9/99 H-6 300
não especificadas anteriormente
Matadouro - abate de reses sob contrato -
1011-2/05 I-1 40
exceto abate de suínos
Abate de aves 1012-1/01 I-1 40
Abate de pequenos animais 1012-1/02 I-1 40
Matadouro - abate de suínos sob contrato 1012-1/04 I-1 40
Fabricação de conservas de frutas 1031-7/00 I-1 40
Fabricação de conservas de palmito 1032-5/01 I-1 40
Fabricação de conservas de legumes e outros
1032-5/99 I-1 40
vegetais, exceto palmito
Fabricação de sucos concentrados de frutas,
1033-3/01 I-1 200
hortaliças e legumes
Fabricação de sucos de frutas, hortaliças e
1033-3/02 I-1 200
legumes, exceto concentrados
Preparação do leite 1051-1/00 I-1 200
Fabricação de laticínios 1052-0/00 I-1 200
Fabricação de sorvetes e outros gelados
1053-8/00 I-1 80
I Industrial comestíveis
Fabricação de especiarias, molhos, temperos e
1095-3/00 I-1 40
condimentos
Fabricação de vinagres 1099-6/01 I-1 80
Fabricação de gelo comum 1099-6/04 I-1 80
Fabricação de vinho 1112-7/00 I-1 200
Fabricação de águas envasadas 1121-6/00 I-1 80
Fabricação de refrigerantes 1122-4/01 I-1 80
Fabricação de chá mate e outros
1122-4/02 I-1 80
chás prontos para consumo
Fabricação de refrescos, xaropes e pós para
1122-4/03 I-1 80
refrescos, exceto refrescos de frutas
Fabricação de bebidas isotônicas 1122-4/04 I-1 80

Fabricação de outras bebidas não- alcoólicas


1122-4/99 I-1 80
não especificadas anteriormente

Processamento industrial do fumo 1210-7/00 I-1 200

Página: 78
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Fabricação de celulose e outras pastas para a
1710-9/00 I-1 80
fabricação de papel

Fabricação de intermediários para fertilizantes 2012-6/00 I-1 200

Fabricação de adubos e fertilizantes 2013-4/00 I-1 200


Fabricação de defensivos agrícolas 2051-7/00 I-1 200
Fabricação de sabões e
2061-4/00 I-1 300
detergentes sintéticos
Fabricação de medicamentos alopáticos para
2121-1/01 I-1 300
uso humano
Fabricação de medicamentos homeopáticos
2121-1/02 I-1 300
para uso humano
Fabricação de medicamentos fitoterápicos
2121-1/03 I-1 300
para uso humano
Fabricação de preparações farmacêuticas 2123-8/00 I-1 300
Fabricação de vidro plano e de segurança 2311-7/00 I-1 200
Fabricação de cimento 2320-6/00 I-1 40
Fabricação de estruturas pré-
moldadas de concreto armado, em série e sob 2330-3/01 I-1 40
encomenda
Fabricação de artefatos de cimento para uso
2330-3/02 I-1 40
na construção
Fabricação de artefatos de fibrocimento para
2330-3/03 I-1 40
uso na construção
I Industrial
Fabricação de casas pré-moldadas de concreto 2330-3/04 I-1 40

Preparação de massa de concreto e argamassa


2330-3/05 I-1 40
para construção
Fabricação de outros artefatos e produtos de
concreto, cimento, fibrocimento, gesso e 2330-3/99 I-1 40
materiais semelhantes

Fabricação de produtos cerâmicos refratários 2341-9/00 I-1 200

Fabricação de azulejos e pisos 2342-7/01 I-1 200


Fabricação de artefatos de
cerâmica e barro cozido para uso na 2342-7/02 I-1 200
construção, exceto azulejos e pisos

Fabricação de material sanitário de cerâmica 2349-4/01 I-1 200

Fabricação de produtos cerâmicos não-


2349-4/99 I-1 200
refratários não especificados anteriormente

Britamento de pedras, exceto associado à


2391-5/01 I-1 40
extração
Aparelhamento de pedras para construção,
2391-5/02 I-1 40
exceto associado à extração
Aparelhamento de placas e execução de
trabalhos em mármore, granito, ardósia e 2391-5/03 I-1 40
outras pedras
Fabricação de cal e gesso 2392-3/00 I-1 80

Página: 79
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Decoração, lapidação, gravação, vitrificação e


outros trabalhos em cerâmica, louça, vidro e
2399-1/01 I-1 200
cristal
Fabricação de abrasivos 2399-1/02 I-1 200

Fabricação de outros produtos de minerais não-


2399-1/99 I-1 40
metálicos não especificados anteriormente

Produção de ferro-gusa 2411-3/00 I-1 200


Produção de ferroligas 2412-1/00 I-1 200
Produção de semi-acabados de aço 2421-1/00 I-1 200
Produção de laminados planos de aço ao
2422-9/01 I-1 200
carbono, revestidos ou não
Produção de laminados planos de aços
2422-9/02 I-1 200
especiais
Produção de tubos de aço sem costura 2423-7/01 I-1 200
Produção de laminados longos de aço, exceto
2423-7/02 I-1 200
tubos
Produção de arames de aço 2424-5/01 I-1 200
Produção de relaminados, trefilados
2424-5/02 I-1 200
e perfilados de aço, exceto arames
Produção de tubos de aço com costura 2431-8/00 I-1 200
Produção de outros tubos de ferro e aço 2439-3/00 I-1 200
Produção de alumínio e suas ligas em formas
2441-5/01 I-1 200
I Industrial primárias
Produção de laminados de alumínio 2441-5/02 I-1 200
Metalurgia dos metais preciosos 2442-3/00 I-1 200
Metalurgia do cobre 2443-1/00 I-1 200
Produção de zinco em formas primárias 2449-1/01 I-1 200
Produção de laminados de zinco 2449-1/02 I-1 200
Produção de soldas e ânodos para
2449-1/03 I-1 200
galvanoplastia

Metalurgia de outros metais não- ferrosos e


2449-1/99 I-1 200
suas ligas não especificados anteriormente

Fundição de ferro e aço 2451-2/00 I-1 200


Fundição de metais não-ferrosos e
2452-1/00 I-1 200
suas ligas
Fabricação de estruturas metálicas 2511-0/00 I-1 200
Fabricação de esquadrias de metal 2512-8/00 I-1 200
Fabricação de obras de caldeiraria pesada 2513-6/00 I-1 200

Fabricação de tanques, reservatórios metálicos


2521-7/00 I-1 200
e caldeiras para aquecimento central

Fabricação de caldeiras geradoras de vapor,


exceto para aquecimento central e para 2522-5/00 I-1 200
veículos
Produção de forjados de aço 2531-4/01 I-1 200

Página: 80
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Produção de forjados de metais não-ferrosos e
2531-4/02 I-1 200
suas ligas

Produção de artefatos estampados de metal 2532-2/01 I-1 200

Metalurgia do pó 2532-2/02 I-1 200


Serviços de usinagem, tornearia e
2539-0/01 I-1 200
solda
Serviços de tratamento e revestimento em
2539-0/02 I-1 200
metais
Fabricação de artigos de cutelaria 2541-1/00 I-1 200
Fabricação de artigos de serralheria, exceto
2542-0/00 I-1 200
esquadrias
Fabricação de ferramentas 2543-8/00 I-1 200
Fabricação de embalagens metálicas 2591-8/00 I-1 200
Fabricação de produtos de trefilados de metal
2592-6/01 I-1 200
padronizados
Fabricação de produtos de trefilados de metal,
2592-6/02 I-1 200
exceto padronizados
Fabricação de artigos de metal para uso
2593-4/00 I-1 200
doméstico e pessoal
Serviços de confecção de armações metálicas
2599-3/01 I-1 200
para a construção
Serviços de corte e dobra de metais 2599-3/02 I-1 200
Fabricação de outros produtos de metal não
I Industrial 2599-3/99 I-1 200
especificados anteriormente
Fabricação de geradores de corrente contínua
2710-4/01 I-1 300
e alternada, peças e acessórios
Fabricação de transformadores, indutores,
conversores, sincronizadores e semelhantes, 2710-4/02 I-1 200
peças e acessórios
Fabricação de motores elétricos, peças e
2710-4/03 I-1 300
acessórios

Fabricação de aparelhos e equipamentos para


2731-7/00 I-1 200
distribuição e controle de energia elétrica

Fabricação de material elétrico para


2732-5/00 I-1 200
instalações em circuito de consumo
Fabricação de fios, cabos e condutores
2733-3/00 I-1 300
elétricos isolados
Fabricação de lâmpadas 2740-6/01 I-1 40
Fabricação de luminárias e outros
2740-6/02 I-1 40
equipamentos de iluminação

Fabricação de fogões, refrigeradores e


máquinas de lavar e secar para uso doméstico,
2751-1/00 I-1 300
peças e acessórios - Fabricação de
eletrodomésticos exceto geladeira

Fabricação de aparelhos elétricos de uso


2759-7/01 I-1 300
pessoal, peças e acessórios

Página: 81
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Fabricação de eletrodos, contatos e outros


artigos de carvão e grafita para uso elétrico, 2790-2/01 I-1 300
eletroímãs e isoladores
Fabricação de equipamentos para sinalização
2790-2/02 I-1 300
e alarme
Fabricação de outros equipamentos e
aparelhos elétricos não especificados 2790-2/99 I-1 300
anteriormente
Fabricação de motores e turbinas, peças e
acessórios, exceto para aviões e veículos 2811-9/00 I-1 200
rodoviários
Fabricação de equipamentos hidráulicos e
pneumáticos, peças e acessórios, exceto 2812-7/00 I-1 200
válvulas

Fabricação de válvulas, registros e


2813-5/00 I-1 200
dispositivos semelhantes, peças e acessórios

Fabricação de compressores para uso


2814-3/01 I-1 200
industrial, peças e acessórios
Fabricação de compressores para uso não-
2814-3/02 I-1 200
industrial, peças e acessórios

Fabricação de rolamentos para fins industriais 2815-1/01 I-1 200

Fabricação de equipamentos de transmissão


2815-1/02 I-1 200
para fins industriais, exceto rolamentos

I Industrial
Fabricação de fornos industriais, aparelhos e
equipamentos não- elétricos para instalações 2821-6/01 I-1 200
térmicas, peças e acessórios

Fabricação de estufas e fornos elétricos para


2821-6/02 I-1 200
fins industriais, peças e acessórios
Fabricação de máquinas, equipamentos e
aparelhos para transporte e elevação de 2822-4/01 I-1 200
pessoas, peças e acessórios
Fabricação de máquinas, equipamentos e
aparelhos para transporte e elevação de cargas, 2822-4/02 I-1 200
peças e acessórios
Fabricação de máquinas e equipamentos para
saneamento básico e ambiental, peças e 2825-9/00 I-1 200
acessórios

Fabricação de máquinas de escrever, calcular


e outros equipamentos não-eletrônicos para 2829-1/01 I-1 300
escritório, peças e acessórios

Fabricação de outras máquinas e


equipamentos de uso geral não especificados 2829-1/99 I-1 200
anteriormente, peças e acessórios

Fabricação de tratores agrícolas, peças e


2831-3/00 I-1 300
acessórios
Fabricação de equipamentos para irrigação
2832-1/00 I-1 300
agrícola, peças e acessórios

Página: 82
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Fabricação de máquinas e equipamentos para


a agricultura e pecuária, peças e acessórios, 2833-0/00 I-1 300
exceto para irrigação
Fabricação de máquinas- ferramenta, peças e
2840-2/00 I-1 200
acessórios
Fabricação de máquinas e equipamentos para
a prospecção e extração de petróleo, peças e 2851-8/00 I-1 200
acessórios
Fabricação de outras máquinas e
equipamentos para uso na extração mineral,
2852-6/00 I-1 300
peças e acessórios, exceto na extração de
petróleo
Fabricação de tratores, peças e acessórios,
2853-4/00 I-1 300
exceto agrícolas

Fabricação de máquinas e equipamentos para


terraplenagem, pavimentação e construção, 2854-2/00 I-1 300
peças e acessórios, exceto tratores

Fabricação de máquinas para a indústria


metalúrgica, peças e acessórios, exceto 2861-5/00 I-1 200
máquinas- ferramenta
Fabricação de máquinas e equipamentos para
as indústrias de alimentos, bebidas e fumo, 2862-3/00 I-1 200
peças e acessórios
Fabricação de máquinas e equipamentos para
2863-1/00 I-1 200
a indústria têxtil, peças e acessórios
I Industrial Fabricação de máquinas e equipamentos para
as indústrias do vestuário, do couro e de 2864-0/00 I-1 200
calçados, peças e acessórios
Fabricação de máquinas e equipamentos para
as indústrias de celulose, papel e papelão e 2865-8/00 I-1 200
artefatos, peças e acessórios

Fabricação de máquinas e equipamentos para


2866-6/00 I-1 200
a indústria do plástico, peças e acessórios

Fabricação de máquinas e equipamentos para


uso industrial específico não especificados 2869-1/00 I-1 200
anteriormente, peças e acessórios

Fabricação de motores para automóveis,


2910-7/03 I-1 300
camionetas e utilitários
Fabricação de motores para caminhões e
2920-4/02 I-1 300
ônibus
Fabricação de peças e acessórios para o
2941-7/00 I-1 300
sistema motor de veículos automotores
Fabricação de peças e acessórios para os
sistemas de marcha e transmissão de veículos 2942-5/00 I-1 300
automotores
Fabricação de peças e acessórios para o
2943-3/00 I-1 300
sistema de freios de veículos automotores
Fabricação de peças e acessórios para o
sistema de direção e suspensão de veículos 2944-1/00 I-1 300
automotores

Página: 83
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Fabricação de material elétrico e eletrônico


2945-0/00 I-1 300
para veículos automotores, exceto baterias

Fabricação de outras peças e acessórios para


veículos automotores não especificadas 2949-2/99 I-1 300
anteriormente
Recondicionamento e recuperação de motores
2950-6/00 I-1 300
para veículos automotores
Construção de embarcações para uso
comercial e para usos especiais, exceto de 3011-3/02 I-1 300
grande porte
Construção de embarcações para esporte e
3012-1/00 I-1 300
lazer
Fabricação de locomotivas, vagões e outros
3031-8/00 I-1 200
materiais rodantes
Fabricação de peças e acessórios para veículos
3032-6/00 I-1 200
ferroviários

Fabricação de veículos militares de combate 3050-4/00 I-1 300

Fabricação de motocicletas 3091-1/01 I-1 300


Fabricação de peças e acessórios
3091-1/02 I-1 300
para motocicletas
Fabricação de bicicletas e triciclos não-
3092-0/00 I-1 200
motorizados, peças e acessórios

Fabricação de equipamentos de transporte não


3099-7/00 I-1 300
I Industrial especificados anteriormente

Lapidação de gemas 3211-6/01 I-1 200


Fabricação de artefatos de joalheria
3211-6/02 I-1 200
e ourivesaria
Fabricação de guarda-chuvas e similares 3299-0/01 I-1 300
Fabricação de cronômetros e relógios 2652-3/00 I-1 300
Cunhagem de moedas e medalhas 3211-6/03 I-1 200
Fabricação de bijuterias e artefatos
3212-4/00 I-1 200
semelhantes
Fabricação de instrumentos não-
eletrônicos e utensílios para uso médico, 3250-7/01 I-1 300
cirúrgico, odontológico e de laboratório
Fabricação de materiais para medicina e
3250-7/05 I-1 300
odontologia
Serviços de prótese dentária 3250-7/06 I-1 200
Fabricação de artigos ópticos 3250-7/07 I-1 300
Serviço de laboratório óptico 3250-7/09 I-1 300
Produção e distribuição de vapor, água quente
3530-1/00 I-1 200
e ar condicionado
Fabricação de embalagens de vidro 2312-5/00 I-1 200
Fabricação de artigos de vidro 2319-2/00 I-1 200
Fabricação de cigarros 1220-4/01 I-2 800
Fabricação de cigarrilhas e
1220-4/02 I-2 800
charutos

Página: 84
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Fabricação de filtros para cigarros 1220-4/03 I-2 800

Fabricação de outros produtos do


1220-4/99 I-2 800
fumo, exceto cigarros, cigarrilhas e charutos

Fabricação de malte, inclusive


1113-5/01 I-2 500
malte uísque
Fabricação de cervejas e chopes 1113-5/02 I-2 500
Fiação de fibras artificiais e sintéticas 1313-8/00 I-2 700
Tecelagem de fios de fibras artificiais e
1323-5/00 I-2 700
sintéticas
Fabricação de tecidos de malha 1330-8/00 I-2 700
Fabricação de madeira laminada e
de chapas de madeira compensada, prensada e 1621-8/00 I-2 800
aglomerada
Fabricação de fibras artificiais e sintéticas 2040-1/00 I-2 500
Fabricação de cosméticos, produtos de
2063-1/00 I-2 450
perfumaria e de higiene pessoal
Fabricação de produtos farmoquímicos 2110-6/00 I-2 450
Fabricação de componentes eletrônicos 2610-8/00 I-2 400

Fabricação de equipamentos de informática 2621-3/00 I-2 400

Fabricação de periféricos para equipamentos


2622-1/00 I-2 400
de informática

Fabricação de equipamentos transmissores de


I Industrial 2631-1/00 I-2 400
comunicação, peças e acessórios

Fabricação de aparelhos telefônicos e de


outros equipamentos de comunicação, peças e 2632-9/00 I-2 400
acessórios
Fabricação de aparelhos de recepção,
reprodução, gravação e amplificação de áudio 2640-0/00 I-2 400
e vídeo
Fabricação de aparelhos e equipamentos de
2651-5/00 I-2 400
medida, teste e controle
Fabricação de aparelhos eletromédicos e
eletroterapêuticos e equipamentos de 2660-4/00 I-2 400
irradiação
Fabricação de equipamentos e instrumentos
2670-1/01 I-2 400
ópticos, peças e acessórios
Fabricação de aparelhos fotográficos e
2670-1/02 I-2 400
cinematográficos, peças e acessórios
Fabricação de outros aparelhos
eletrodomésticos não especificados 2759-7/99 I-2 400
anteriormente, peças e acessórios
Fabricação de automóveis, camionetas e
2910-7/01 I-2 500
utilitários
Fabricação de chassis com motor para
2910-7/02 I-2 500
automóveis, camionetas e utilitários
Fabricação de caminhões e ônibus 2920-4/01 I-2 500
Fabricação de cabines, carrocerias e reboques
2930-1/01 I-2 500
para caminhões

Página: 85
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Fabricação de carrocerias para ônibus 2930-1/02 I-2 500


Fabricação de cabines, carrocerias e reboques
para outros veículos automotores, exceto 2930-1/03 I-2 500
caminhões e ônibus

Construção de embarcações de grande porte 3011-3/01 I-2 700

Fabricação de jogos eletrônicos 3240-0/01 I-2 400

Fabricação de produtos diversos não


3299-0/99 I-2 400
especificados anteriormente - Flores artificiais

Fabricação de produtos de carne 1013-9/01 I-2 500


Preparação de subprodutos do abate 1013-9/02 I-2 500

Preservação de peixes, crustáceos e moluscos 1020-1/01 I-2 500

Fabricação de conservas de peixes, crustáceos


1020-1/02 I-2 500
e moluscos
Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto
1041-4/00 I-2 1000
óleo de milho
Fabricação de óleos vegetais refinados, exceto
1042-2/00 I-2 1000
óleo de milho
Fabricação de medicamentos para uso
2122-0/00 I-2 450
veterinário
Fabricação de margarina e outras gorduras
vegetais e de óleos não- comestíveis de 1043-1/00 I-2 1000
animais
I Industrial
Fabricação de óleo de milho em bruto 1065-1/02 I-2 1000
Fabricação de óleo de milho refinado 1065-1/03 I-2 1000
Fabricação de açúcar em bruto 1071-6/00 I-2 800
Fabricação de açúcar de cana
1072-4/01 I-2 800
refinado
Fabricação de açúcar de cereais (dextrose) e
1072-4/02 I-2 800
de beterraba
Beneficiamento de café 1081-3/01 I-2 400
Torrefação e moagem de café 1081-3/02 I-2 400
Fabricação de produtos à base de
1082-1/00 I-2 400
café
Fabricação de produtos de panificação
1091-1/01 I-2 1000
industrial
Fabricação de produtos de padaria e
confeitaria com predominância de produção 1091-1/02 I-2 1000
própria
Fabricação de biscoitos e bolachas 1092-9/00 I-2 400
Fabricação de produtos derivados
1093-7/01 I-2 400
do cacau e de chocolates
Fabricação de frutas cristalizadas, balas e
1093-7/02 I-2 400
semelhantes
Fabricação de massas alimentícias 1094-5/00 I-2 1000
Fabricação de alimentos e pratos prontos 1096-1/00 I-2 800
Fabricação de pós alimentícios 1099-6/02 I-2 800

Página: 86
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Fabricação de fermentos e leveduras 1099-6/03 I-2 800


Fabricação de produtos para infusão (chá,
1099-6/05 I-2 1000
mate, etc.)

Fabricação de adoçantes naturais e artificiais 1099-6/06 I-2 1000

Fabricação de alimentos dietéticos e


1099-6/07 I-2 1000
complementos alimentares

Fabricação de outros produtos alimentícios


1099-6/99 I-2 1000
não especificados anteriormente

Fabricação de aguardente de cana- de-açúcar 1111-9/01 I-2 500

Fabricação de outras aguardentes e bebidas


1111-9/02 I-2 500
destiladas
Preparação e fiação de fibras de algodão 1311-1/00 I-2 700
Preparação e fiação de fibras têxteis naturais,
1312-0/00 I-2 700
exceto algodão

Fabricação de linhas para costurar e bordar 1314-6/00 I-2 600

Tecelagem de fios de algodão 1321-9/00 I-2 600


Tecelagem de fios de fibras têxteis naturais,
1322-7/00 I-2 600
exceto algodão

Estamparia e texturização em fios, tecidos,


1340-5/01 I-2 700
artefatos têxteis e peças do vestuário
I Industrial
Alvejamento, tingimento e torção em fios,
1340-5/02 I-2 700
tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário

Outros serviços de acabamento em fios,


1340-5/99 I-2 700
tecidos, artefatos têxteis e peças do vestuário

Fabricação de artefatos têxteis para uso


1351-1/00 I-2 700
doméstico
Fabricação de artefatos de tapeçaria 1352-9/00 I-2 700
Fabricação de artefatos de cordoaria 1353-7/00 I-2 700
Fabricação de tecidos especiais, inclusive
1354-5/00 I-2 700
artefatos
Fabricação de outros produtos têxteis não
1359-6/00 I-2 700
especificados anteriormente
Confecção de roupas íntimas 1411-8/01 I-2 500
Facção de roupas íntimas 1411-8/02 I-2 500
Confecção de peças do vestuário, exceto
roupas íntimas e as confeccionadas sob 1412-6/01 I-2 500
medida
Confecção, sob medida, de peças do vestuário,
1412-6/02 I-2 500
exceto roupas íntimas
Facção de peças do vestuário, exceto roupas
1412-6/03 I-2 500
íntimas
Confecção de roupas profissionais, exceto sob
1413-4/01 I-2 500
medida

Página: 87
Carga de
Incêndio em
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão
MJ/m²
Confecção, sob medida, de roupas
1413-4/02 I-2 500
profissionais
Facção de roupas profissionais 1413-4/03 I-2 500
Fabricação de acessórios do vestuário, exceto
1414-2/00 I-2 500
para segurança e proteção
Fabricação de meias 1421-5/00 I-2 500

Fabricação de artigos do vestuário, produzidos


1422-3/00 I-2 500
em malharias e tricotagens, exceto meias

Curtimento e outras preparações de couro 1510-6/00 I-2 600

Fabricação de artigos para viagem, bolsas e


1521-1/00 I-2 600
semelhantes de qualquer material
Fabricação de artefatos de couro não
1529-7/00 I-2 600
especificados anteriormente
Fabricação de calçados de couro 1531-9/01 I-2 600
Acabamento de calçados de couro
1531-9/02 I-2 600
sob contrato
Fabricação de tênis de qualquer material 1532-7/00 I-2 600

Fabricação de calçados de material sintético 1533-5/00 I-2 600

Fabricação de calçados de materiais não


1539-4/00 I-2 600
especificados anteriormente
Fabricação de partes para calçados, de
1540-8/00 I-2 600
I Industrial qualquer material
Serrarias com desdobramento de madeira 1610-2/01 I-2 800
Serrarias sem desdobramento de madeira 1610-2/02 I-2 800

Fabricação de casas de madeira pré-fabricadas 1622-6/01 I-2 800

Fabricação de esquadrias de madeira e de


peças de madeira para instalações industriais e 1622-6/02 I-2 800
comerciais
Fabricação de outros artigos de carpintaria
1622-6/99 I-2 800
para construção
Fabricação de artefatos de tanoaria e de
1623-4/00 I-2 800
embalagens de madeira
Fabricação de artefatos diversos de madeira,
1629-3/01 I-2 800
exceto móveis
Fabricação de artefatos diversos de cortiça,
bambu, palha, vime e outros materiais 1629-3/02 I-2 800
trançados, exceto móveis
Fabricação de papel 1721-4/00 I-2 800
Fabricação de cartolina e papel- cartão 1722-2/00 I-2 800
Fabricação de embalagens de papel 1731-1/00 I-2 800
Fabricação de embalagens de cartolina e papel-
1732-0/00 I-2 800
cartão
Fabricação de chapas e de embalagens de
1733-8/00 I-2 800
papelão ondulado
Fabricação de formulários contínuos 1741-9/01 I-2 500

Página: 88
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Fabricação de produtos de papel, cartolina,


papel cartão e papelão ondulado para uso 1741-9/02 I-2 800
comercial e de escritório

Fabricação de fraldas descartáveis 1742-7/01 I-2 1000


Fabricação de absorventes higiênicos 1742-7/02 I-2 1000
Fabricação de produtos de papel para uso
doméstico e higiênico- sanitário não 1742-7/99 I-2 500
especificados anteriormente

Fabricação de produtos de pastas celulósicas,


papel, cartolina, papel- cartão e papelão 1749-4/00 I-2 500
ondulado não especificados anteriormente

Impressão de jornais 1811-3/01 I-2 700


Impressão de livros, revistas e outras
1811-3/02 I-2 700
publicações periódicas
Impressão de material de segurança 1812-1/00 I-2 700

Impressão de material para uso publicitário 1813-0/01 I-2 700

Impressão de material para outros usos 1813-0/99 I-2 700


Serviços de pré-impressão 1821-1/00 I-2 700
Serviços de encadernação e
1822-9/01 I-2 700
plastificação
Serviços de acabamentos gráficos, exceto
1822-9/99 I-2 700
I Industrial encadernação e plastifcação
Reprodução de som em qualquer suporte 1830-0/01 I-2 400
Reprodução de vídeo em qualquer suporte 1830-0/02 I-2 400

Reprodução de software em qualquer suporte 1830-0/03 I-2 400

Fabricação de gases industriais 2014-2/00 I-2 700


Fabricação de outros produtos
químicos inorgânicos não especificados 2019-3/99 I-2 500
anteriormente

Fabricação de produtos químicos orgânicos


não especificados anteriormente - Produtos 2029-1/00 I-2 800
com alcatrão, Produtos graxos e Outros

Fabricação de desinfestantes domissanitários 2052-5/00 I-2 500

Fabricação de adesivos e selantes 2091-6/00 I-2 1000


Fabricação de aditivos de uso industrial 2093-2/00 I-2 500
Fabricação de catalisadores 2094-1/00 I-2 500
Fabricação de chapas, filmes,
papéis e outros materiais e produtos químicos 2099-1/01 I-2 500
para fotografia
Fabricação de outros produtos químicos não
2099-1/99 I-2 500
especificados anteriormente
Fabricação de laminados planos e tubulares de
2221-8/00 I-2 1000
material plástico

Página: 89
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Fabricação de embalagens de material plástico 2222-6/00 I-2 1000

Fabricação de tubos e acessórios de material


2223-4/00 I-2 1000
plástico para uso na construção
Fabricação de artefatos de material plástico
2229-3/01 I-2 1000
para uso pessoal e doméstico
Fabricação de artefatos de material plástico
2229-3/02 I-2 1000
para usos industriais
Fabricação de artefatos de material plástico
para uso na construção, exceto tubos e 2229-3/03 I-2 1000
acessórios
Fabricação de artefatos de material plástico
para outros usos não especificados 2229-3/99 I-2 1000
anteriormente
Fabricação de mídias virgens,
2680-9/00 I-2 600
magnéticas e ópticas

Fabricação de pilhas, baterias e acumuladores


2721-0/00 I-2 800
elétricos, exceto para veículos automotores

Fabricação de baterias e acumuladores para


2722-8/01 I-2 800
veículos automotores
Recondicionamento de baterias e
2722-8/02 I-2 800
acumuladores para veículos automotores

Fabricação de fogões, refrigeradores e


máquinas de lavar e secar para uso doméstico, 2751-1/00 I-2 1000
I Industrial peças e acessórios, fabricação de geladeiras

Fabricação de máquinas e aparelhos de


refrigeração e ventilação para uso industrial e
2823-2/00 I-2 1000
comercial, peças e acessórios
Fabricação de aparelhos e equipamentos de ar
2824-1/01 I-2 1000
condicionado para uso industrial

Fabricação de aparelhos e equipamentos de ar


2824-1/02 I-2 1000
condicionado para uso não-industrial

Fabricação de aeronaves 3041-5/00 I-2 600

Fabricação de turbinas, motores e


outros componentes e peças para aeronaves 3042-3/00 I-2 600

Fabricação de móveis com predominância de


3101-2/00 I-2 600
madeira
Fabricação de móveis com predominância de
3102-1/00 I-2 600
metal
Fabricação de móveis de outros materiais,
3103-9/00 I-2 600
exceto madeira e metal
Fabricação de instrumentos musicais, peças e
3220-5/00 I-2 600
acessórios

Fabricação de artefatos para pesca e esporte 3230-2/00 I-2 800

Fabricação de mesas de bilhar, de sinuca e


3240-0/02 I-2 600
acessórios não associada à locação

Página: 90
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Fabricação de mesas de bilhar, de sinuca e
3240-0/03 I-2 600
acessórios associada à locação

Fabricação de outros brinquedos e jogos


3240-0/99 I-2 500
recreativos não especificados anteriormente

Fabricação de mobiliário para uso médico,


3250-7/02 I-2 600
cirúrgico, odontológico e de laboratório

Fabricação de aparelhos e utensílios para


correção de defeitos físicos e aparelhos 3250-7/03 I-2 500
ortopédicos em geral sob encomenda

Fabricação de aparelhos e utensílios para


correção de defeitos físicos e aparelhos 3250-7/04 I-2 500
ortopédicos em geral, exceto sob encomenda

Fabricação de escovas, pincéis e vassouras 3291-4/00 I-2 700

Fabricação de roupas de proteção e segurança


3292-2/01 I-2 500
e resistentes a fogo
Fabricação de equipamentos e acessórios para
3292-2/02 I-2 600
segurança pessoal e profissional
Fabricação de canetas, lápis e outros artigos
3299-0/02 I-2 600
para escritório
Fabricação de letras, letreiros e placas de
3299-0/03 I-2 500
qualquer material, exceto luminosos

Fabricação de painéis e letreiros luminosos 3299-0/04 I-2 600


I Industrial
Fabricação de aviamentos para costura 3299-0/05 I-2 700

Fabricação de produtos diversos não


3299-0/99 I-2 1000
especificados anteriormente - Artigos de cera

Fabricação de produtos diversos não


3299-0/99 I-2 700
especificados anteriormente - Artigos de vidro

Fabricação de produtos diversos não


3299-0/99 I-2 500
especificados anteriormente – Outros
Envasamento e empacotamento sob contrato -
8292-0/00 I-2 700
Produtos não inflamáveis

Fabricação de pneumáticos e de câmaras-de-ar 2211-1/00 I-3 1300

Reforma de pneumáticos usados 2212-9/00 I-3 1300


Fabricação de artefatos de borracha não
2219-6/00 I-3 1300
especificados anteriormente
Fabricação de bancos e estofados para
2949-2/01 I-3 3000
veículos automotores
Frigorífico - abate de bovinos 1011-2/01 I-3 2000
Frigorífico - abate de eqüinos 1011-2/02 I-3 2000
Frigorífico - abate de ovinos e caprinos 1011-2/03 I-3 2000
Frigorífico - abate de bufalinos 1011-2/04 I-3 2000
Frigorífico - abate de suínos 1012-1/03 I-3 2000
Beneficiamento de arroz 1061-9/01 I-3 1700

Página: 91
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Fabricação de produtos do arroz 1061-9/02 I-3 1700

Moagem de trigo e fabricação de derivados 1062-7/00 I-3 2000

Fabricação de farinha de mandioca e derivados 1063-5/00 I-3 2000

Fabricação de farinha de milho e derivados,


1064-3/00 I-3 2000
exceto óleos de milho

Fabricação de amidos e féculas de vegetais 1065-1/01 I-3 2000

Fabricação de alimentos para animais 1066-0/00 I-3 2000

Moagem e fabricação de produtos de origem


1069-4/00 I-3 2000
vegetal não especificados anteriormente

Coquerias 1910-1/00 I-3 4000

Fabricação de produtos do refino de petróleo 1921-7/00 I-3 4000

Formulação de combustíveis 1922-5/01 I-3 4000


Rerrefino de óleos lubrificantes 1922-5/02 I-3 4000
Fabricação de outros produtos
derivados do petróleo, exceto produtos do 1922-5/99 I-3 4000
refino
Fabricação de álcool 1931-4/00 I-3 4000

Fabricação de biocombustíveis, exceto álcool 1932-2/00 I-3 4000

I Industrial Fabricação de cloro e álcalis 2011-8/00 I-3 2000

Elaboração de combustíveis nucleares 2019-3/01 I-3 4000

Fabricação de produtos petroquímicos básicos 2021-5/00 I-3 4000

Fabricação de intermediários para


2022-3/00 I-3 3000
plastificantes, resinas e fibras

Fabricação de produtos químicos orgânicos não


especificados anteriormente – Plastificantes , 2029-1/00 I-3 3000
solventes

Fabricação de resinas termoplásticas 2031-2/00 I-3 3000


Fabricação de resinas termofixas 2032-1/00 I-3 3000
Fabricação de elastômeros 2033-9/00 I-3 3000

Fabricação de produtos de limpeza e polimento 2062-2/00 I-3 2000

Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes e lacas 2071-1/00 I-3 4000

Fabricação de tintas de impressão 2072-0/00 I-3 4000


Fabricação de impermeabilizantes, solventes e
2073-8/00 I-3 4000
produtos afins
Envasamento e empacotamento sob contrato -
8292-0/00 I-3 4000
Produtos inflamáveis
Fabricação de colchões 3104-7/00 I-3 3000
Fabricação de velas, inclusive decorativa 3299-0/06 I-3 1300

Página: 92
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²
Extração de calcário e dolomita e
I Industrial 0810-0/04 I-3 2000
beneficiamento associado
Armazéns gerais - emissão de warrant 5211-7/01 J-1 a J-4 Tabela 3.2
Depósitos de mercadorias para terceiros,
J Depósitos 5211-7/99 J-1 a J-4 Tabela 3.2
exceto armazéns gerais e guarda-móveis
Guarda-móveis 5211-7/02 J-4 2000
Comércio varejista de fogos de artifício e
4789-0/06 L-1 4000
artigos pirotécnicos
Fabricação de pólvoras, explosivos e
2092-4/01 L-2 4000
detonantes
Fabricação de artigos pirotécnicos 2092-4/02 L-2 4000
Fabricação de fósforos de
2092-4/02 L-2 4000
segurança
L Explosivos
Fabricação de equipamento bélico pesado,
2550-1/01 L-2 4000
exceto veículos militares de combate

Fabricação de armas de fogo, outras armas e


2550-1/01 L-2 4000
munições

Depósito de pólvora, explosivos e detonantes - L-3 4000

Túnel - M-1 500


Produção de gás; processamento
3520-4/01 M-2 4000
de gás natural
Distribuição de combustíveis gasosos por
3520-4/02 M-2 4000
redes urbanas

Comércio atacadista de álcool carburante,


biodiesel, gasolina e demais derivados de
4681-8/01 M-2 2100
petróleo, exceto lubrificantes, não realizado
por transportador retalhista (TRR)

Comércio atacadista de combustíveis


4681-8/02 M-2 2100
realizado por transportador retalhista (TRR)

Comércio atacadista de combustíveis de


4681-8/03 M-2 2100
origem vegetal, exceto álcool carburante
M Especial
Comércio atacadista de combustíveis de
4681-8/04 M-2 2100
origem mineral em bruto
Instalações de gás 4322-3/01 M-2 4000
Comércio atacadista de lubrificantes 4681-8/05 M-2 2100
Comércio atacadista de gás liqüefeito de
4682-6/00 M-2 2100
petróleo (GLP)
Comércio varejista de gás liquefeito de
4784-9/00 M-2 800
petróleo (GLP) – até 521 kg
Comércio varejista de gás liquefeito de
4784-9/00 M-2 2100
petróleo (GLP)
Atividades de coordenação e controle da
operação da geração e transmissão de energia 3511-5/02 M-3 600
elétrica
Manutenção de estações e redes de
4221-9/05 M-3 200
telecomunicações

Página: 93
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Serviços de apoio ao transporte por táxi,


5229-0/01 M-3 100
inclusive centrais de chamada
Serviços de telefonia fixa comutada
6110-8/01 M-3 100
- STFC
Serviços de redes de transportes de
6110-8/02 M-3 100
telecomunicações - SRTT

Serviços de comunicação multimídia - SCM 6110-8/03 M-3 100

Serviços de telecomunicações por fio não


6110-8/99 M-3 100
especificados anteriormente
Serviço móvel especializado - SME 6120-5/02 M-3 100
Serviços de telecomunicações sem fio não
6120-5/99 M-3 100
especificados anteriormente
Provedores de acesso às redes de
6190-6/01 M-3 100
comunicações
Provedores de voz sobre protocolo internet -
6190-6/02 M-3 100
VOIP

Outras atividades de serviços prestados


principalmente às empresas não especificadas 8299-7/99 M-3 100
anteriormente - Serviços telefônicos

Construção de edifícios 4120-4/00 M-4 300


Construção de rodovias e ferrovias 4211-1/01 M-4 300
Pintura para sinalização em pistas
4211-1/02 M-4 500
rodoviárias e aeroportos
M Especial
Construção de obras de arte especiais 4212-0/00 M-4 300

Obras de urbanização - ruas, praças e calçadas 4213-8/00 M-4 400

Construção de estações e redes de


4221-9/04 M-4 300
telecomunicações
Construção de redes de abastecimento de
água, coleta de esgoto e construções 4222-7/01 M-4 300
correlatas, exceto obras de irrigação
Obras de irrigação 4222-7/02 M-4 300
Construção de redes de transportes
4223-5/00 M-4 300
por dutos, exceto para água e esgoto
Obras portuárias, marítimas e fluviais 4291-0/00 M-4 300
Montagem de estruturas metálicas 4292-8/01 M-4 200
Obras de montagem industrial 4292-8/02 M-4 200
Construção de instalações
4299-5/01 M-4 300
esportivas e recreativas
Outras obras de engenharia civil não
especificadas anteriormente (exceto 4299-5/99 M-4 300
distribuição de energia)
Demolição de edifícios e outras estruturas 4311-8/01 M-4 300

Preparação de canteiro e limpeza de terreno 4311-8/02 M-4 300

Perfurações e sondagens 4312-6/00 M-4 300


Obras de terraplenagem 4313-4/00 M-4 300

Página: 94
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Serviços de preparação do terreno


4319-3/00 M-4 300
não especificados anteriormente
Instalação e manutenção elétrica 4321-5/00 M-4 600
Instalações hidráulicas e sanitárias 4322-3/01 M-4 200
Instalação e manutenção de sistemas centrais
de ar condicionado, de ventilação e 4322-3/02 M-4 600
refrigeração
Instalações de sistema de prevenção contra
4322-3/03 M-4 40
incêndio

Instalação de painéis publicitários – Elétrica 4329-1/01 M-4 600

Instalação de painéis publicitários - Não


4329-1/01 M-4 500
elétrica

Instalação de equipamentos para orientação à


4329-1/02 M-4 400
navegação marítima, fluvial e lacustre

Instalação, manutenção e reparação de


4329-1/03 M-4 600
elevadores, escadas e esteiras rolantes
Montagem e instalação de sistemas e
equipamentos de iluminação e sinalização em 4329-1/04 M-4 400
vias públicas, portos e aeroportos
Tratamentos térmicos, acústicos ou de
4329-1/05 M-4 200
vibração

Outras obras de instalações em construções


4329-1/99 M-4 400
não especificadas anteriormente
M Especial
Impermeabilização em obras de engenharia
4330-4/01 M-4 3000
civil

Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e


armários embutidos de qualquer material - 4330-4/02 M-4 800
Janelas e portas de madeira

Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e


armários embutidos de qualquer material - 4330-4/02 M-4 200
Produtos de metais
Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e
armários embutidos de qualquer material - 4330-4/02 M-4 200
Produtos refratários

Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e


armários embutidos de qualquer material - 4330-4/02 M-4 300
com chapas de madeira

Instalação de portas, janelas, tetos, divisórias e


armários embutidos de qualquer material – 4330-4/02 M-4 500
Outros
Obras de acabamento em gesso e estuque 4330-4/03 M-4 80
Aplicação de revestimentos e de resinas em
4330-4/05 M-4 3000
interiores e exteriores

Outras obras de acabamento da construção -


4330-4/99 M-4 200
Colocação de vidros, cristais e espelhos

Página: 95
Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição CNAE Divisão Incêndio em
MJ/m²

Outras obras de acabamento da construção -


4330-4/99 M-4 600
Instalação de toldos e persianas

Outras obras de acabamento da construção –


4330-4/99 M-4 500
Outros
Obras de fundações 4391-6/00 M-4 300
Montagem e desmontagem de andaimes e
4399-1/02 M-4 200
outras estruturas temporárias
Obras de alvenaria 4399-1/03 M-4 40
Serviços de operação e fornecimento de
equipamentos para transporte e elevação de 4399-1/04 M-4 300
cargas e pessoas para uso em obras
Perfuração e construção de poços de água 4399-1/05 M-4 300
Serviços especializados para construção não
M Especial 4399-1/99 M-4 300
especificados anteriormente
Restauração e conservação de lugares e
9102-3/02 M-4 300
prédios históricos
Silos 5211-7/99 M-5 1000
Geração de energia elétrica 3511-5/01 M-6 600
Transmissão de energia elétrica 3512-3/00 M-6 450
Distribuição de energia elétrica 3514-0/00 M-6 450
Manutenção de redes de distribuição de
4221-9/03 M-6 450
energia elétrica
Construção de barragens e represas para
4221-9/01 M-6 450
geração de energia elétrica
Construção de estações e redes de distribuição
4221-9/02 M-6 450
de energia elétrica
Pátio de containers 7739-0/99 M-7 2000

Página: 96
TABELA 3.2
CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO
QUANTO À CARGA DE INCÊNDIO RELATIVA À ALTURA DE ARMAZENAMENTO
Carga de incêndio em MJ/m²
Tipo de material Altura de armazenamento (em metros)
1 2 4 6 8 10
Açúcar 3780 7560 15120 22680 30240 37800
Açúcar, produtos de 360 720 1440 2160 2880 3600
Acumuladores/baterias 360 720 1440 2160 2880 3600
Adubos químicos 90 180 360 540 720 900
Alcatrão 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Algodão 585 1170 2340 3510 4680 5850
Alimentação (alimentos industrializados) 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Aparelhos eletroeletrônicos 180 360 720 1080 1440 1800
Aparelhos fotográficos 270 540 1080 1620 2160 2700
Bebidas alcoólicas 360 720 1440 2160 2880 3600
Borracha 12870 25740 51480 77220 10296 128700
0
Artigos de borracha 2250 4500 9000 13500 18000 22500
Brinquedos 360 720 1440 2160 2880 3600
Cabos elétricos 270 540 1080 1620 2160 2700
Cacau, produtos de 2610 5220 10440 15660 20880 26100
Café cru 1305 2610 5220 7830 10440 13050
Caixas de madeira 270 540 1080 1620 2160 2700
Calçado 180 360 720 1080 1440 1800
Celuloide 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Cera 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Cera, artigos de 945 1890 3780 5670 7560 9450
Cerâmica e pisos cerâmicos com embalagem 90 180 360 540 720 900
Chocolate 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Colas combustíveis 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Colchões não sintéticos 2250 4500 9000 13500 18000 22500
Cosméticos 248 495 990 1485 1980 2475
Couro 765 1530 3060 4590 6120 7650
Couro, artigos de 270 540 1080 1620 2160 2700
Couro sintético 765 1530 3060 4590 6120 7650
Couro sintético, artigos de 360 720 1440 2160 2880 3600

Depósitos de mercadorias incombustíveis em


pilhas de caixas de madeira, plástico ou de 90 180 360 540 720 900
papelão ou em estantes de madeira
Depósitos de mercadorias incombustíveis com
Incombustível
ou sem estantes metálicas e sem embalagem
Depósitos de paletes de madeira 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Espumas sintéticas 1125 2250 4500 6750 9000 11250
Espumas sintéticas, artigos de 360 720 1440 2160 2880 3600
Farinha em sacos 3780 7560 15120 22680 30240 37800
Feltro 360 720 1440 2160 2880 3600
Feno, fardos de 450 900 1800 2700 3600 4500

Página: 97
Carga de incêndio em MJ/m²
Tipo de material Altura de armazenamento (em metros)
1 2 4 6 8 10
Fiação, produtos de fio 765 1530 3060 4590 6120 7650
Fiação, produtos de lã 855 1710 3420 5130 6840 8550
Fósforos 360 720 1440 2160 2880 3600
Gorduras 8100 16200 32400 48600 64800 81000
Gorduras comestíveis 8505 17010 34020 51030 68040 85050
Grãos, sementes 360 720 1440 2160 2880 3600
Instrumentos de ótica 90 180 360 540 720 900
Legumes, verduras, hortifrutigranjeiros 158 315 630 945 1260 1575
Leite em pó 4050 8100 16200 24300 32400 40500
Lenha 1125 2250 4500 6750 9000 11250
Madeira em troncos 2835 5670 11340 17010 22680 28350
Madeira, aparas 945 1890 3780 5670 7560 9450
Madeira, restos de 1350 2700 5400 8100 10800 13500
Madeira, vigas e tábuas 1890 3780 7560 11340 15120 18900
Malte 6030 12060 24120 36180 48240 60300
Massas Alimentícias 765 1530 3060 4590 6120 7650
Materiais de construção 360 720 1440 2160 2880 3600
Materiais sintéticos 2655 5310 10620 15930 21240 26550
Material de escritório 585 1170 2340 3510 4680 5850
Medicamentos, embalagem 360 720 1440 2160 2880 3600
Móveis de madeira 360 720 1440 2160 2880 3600
Móveis, estofados sem espuma sintética 180 360 720 1080 1440 1800
Painel de madeira aglomerada 3015 6030 12060 18090 24120 30150
Papel 3780 7560 15120 22680 30240 37800
Papel prensado 945 1890 3780 5670 7560 9450
Papelaria, estoque 495 990 1980 2970 3960 4950
Produtos farmacêuticos, estoque 360 720 1440 2160 2880 3600
Peças automotivas 360 720 1440 2160 2880 3600
Perfumaria, artigos de 225 450 900 1350 1800 2250
Pneus 810 1620 3240 4860 6480 8100
Portas de madeira 810 1620 3240 4860 6480 8100
Produtos químicos combustíveis 450 900 1800 2700 3600 4500
Queijos 1125 2250 4500 6750 9000 11250
Resinas sintéticas 1890 3780 7560 11340 15120 18900
Resinas sintéticas, placas de 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Sabão 1890 3780 7560 11340 15120 18900
Sacos de papel 5670 11340 22680 34020 45360 56700
Sacos de plástico 11340 22680 45360 68040 90720 113400
Tabaco em bruto 765 1530 3060 4590 6120 7650
Tabaco, artigos de 945 1890 3780 5670 7560 9450
Tapeçarias 765 1530 3060 4590 6120 7650
Tecidos em geral 900 1800 3600 5400 7200 9000
Tecidos sintéticos 585 1170 2340 3510 4680 5850
Tecidos, fardos de algodão 585 1170 2340 3510 4680 5850
Tecidos, seda artificial 450 900 1800 2700 3600 4500
Toldos ou lonas 450 900 1800 2700 3600 4500

Página: 98
Velas de cera 10080 20160 40320 60480 80640 100800
Vernizes 1125 2250 4500 6750 9000 11250
Vernizes de cera 2250 4500 9000 13500 18000 22500

Página: 99
ANEXO B
TABELAS DE EXIGÊNCIAS

TABELA 4
EXIGÊNCIAS PARA EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO

PERÍODO DE EXISTÊNCIA ÁREA CONSTRUÍDA <750m² ÁREA CONSTRUÍDA >750m2


DA EDIFICAÇÃO E ÁREA e e/ou
DE RISCO DE INCÊNDIO ALTURA <12m ALTURA >12m

EDIFICAÇÕES A CONSTRUIR Conforme Tabela 5 Conforme Tabelas 6

EDIFICAÇÕES EXISTENTES Conforme RTCBMRS

NOTAS GERAIS:

a – As características das edificações para exigência de central predial de gás e as respectivas medidas de
proteção serão determinadas em RTCBMRS;
b – As edificações existentes pertencentes à Divisão F-6 não poderão dispor de inviabilidade técnica para a
instalação das medidas de segurança contra incêndio exigidas.

Página: 100
TABELA 5
EXIGÊNCIAS PARA EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO COM ÁREA
MENOR OU IGUAL A 750m2 E ALTURA INFERIOR OU IGUAL A 12m E
DIVISÕES F-11 E F-12 COM ÁREA ATÉ 1.500m² E ALTURA INFERIOR OU IGUAL A 12m
A, D,
B C F H IeJ L M
EeG
Medidas de segurança
contra incêndio F1, F2, F3,
F5 e F11 e M-3 e
- - - F4, F8, F9 F7 - - -
F6 F12 M-4
e F10
Controle de Materiais
de Acabamento e - - - - X X1 - - - X -
Revestimento

Saídas de Emergência X X X X X X X X X X X

Iluminação de
X X2 X X X X X X X X X
Emergência

Sinalização de
X X X X X X X X X X X
Emergência

Extintores X X X X X X X X X X X

Brigada de Incêndio3 X X X X X X X X X X X4

Plano de Emergência - - - - X5 - X7 - - X -

Alarme de incêndio - - - - X6 - - - - - -

Detecção Automática - - - - X6 - - - - - -

Controle de Fumaça - - - - X6 - - - - - -

Hidrantes e
X8 - - - - - X7 - - - -
Mangotinhos

Página: 101
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Exigido conforme RTCBMRS específica.
2 - Estão isentas as edificações que não possuam corredores internos de serviços.
3 – A formação, composição e aplicação da Brigada de Incêndio será definida em RTCBMRS.
4 – Para a Divisão M-3, será exigida a Brigada de Incêndio apenas quando houver a permanência de pessoas.
5 - Exigido para lotação superior a 200 pessoas.
6 – Exigido para lotação superior a 200 pessoas somente para a Divisão F-6.
7 – Exigido acima de 750m² até 1.500m² de área total construída.
8 – Somente para a Divisão G-3, podendo ser substituído por extintores de incêndio sobre rodas, conforme RTCBMRS
sobre sistemas de proteção por extintores de incêndio.

NOTAS GERAIS:
a - Para o Grupo M, exceto Divisões M-3 e M-4, atender as exigências das Tabelas 6M e RTCBMRS específicas, não
podendo tramitar como PSPCI;
b - Para a Divisão G-5, prever sistema de drenagem de líquidos nos pisos para bacias de contenção à distância. Não é
permitido o armazenamento de líquidos combustíveis ou inflamáveis dentro dos hangares;
c - Para as Divisões L-1, L-2 e L-3, observar, ainda, as exigências das RTCBMRS específicas;
d - Observar ainda as exigências para os riscos específicos previstos em RTCBMRS;
e – Para depósitos em áreas descobertas, observar as exigências das Tabelas 6J, neste caso perdendo a condição de
tramitar como PSPCI/CLCB caso seja requerido sistema de hidrantes de incêndo;
f - Para lotação superior a 500 pessoas, da Divisão F-6, será exigido sistema de chuveiros automáticos, podendo a
reserva ser dimensionada para 20 minutos de operação;
g - Para edificações classificadas no Grupo F sem ventilação natural (janelas) exige-se controle de fumaça, neste caso
perdendo a condição de tramitar como PSPCI/CLCB;
h – Para as Divisões F-5, F-6 e F-7 observar ainda as exigências das RTCBMRS específicas;
i – Nas marinas e estacionamentos a céu aberto, as medidas de segurança contra incêndio deverão ser instaladas
somente nas áreas cobertas, desconsiderando as áreas descobertas para o cálculo da área a ser protegida.

Página: 102
TABELA 6A
EDIFICAÇÕES DO GRUPO A COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de ocupação e uso GRUPO A – RESIDENCIAL

Divisão A-2, A-3 e Condomínios Residenciais


Medidas de segurança
Classificação quanto à altura (em metros)
contra incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viaturas na Edificação X X X X X X

Segurança Estrutural em Incêndio - - - X X X

Compartimentação Vertical - - - X1 X1 X1
Controle de Materiais de
- - - X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X2

Brigada de Incêndio X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X

Alarme de Incêndio - - - X³ X X

Sinalização de Emergência X X X X X X

Extintores X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos - - - X X X
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça somente nos átrios.
2 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 80 metros.
3 – Pode ser substituído pelo sistema de interfone, desde que cada apartamento possua um ramal ligado à central,
que deve ficar numa portaria com vigilância humana 24 horas e tenha uma fonte autônoma, com duração mínima
de 60 minutos.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS;
c - Para condomínios e loteamentos poderá ser exigido hidrante urbano conforme RTCBMRS específica;
d – O acesso de viatura para edificações com altura inferior a 12 metros poderá ser substituído por rede seca
junto ao passeio público, conforme RTCBMRS.

Página: 103
TABELA 6B
EDIFICAÇÕES DO GRUPO B COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de ocupação e uso GRUPO B – SERVIÇOS DE HOSPEDAGEM

Divisão B-1 e B-2


Medidas de segurança
Classificação quanto à altura (em metros)
contra incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30
Acesso de Viaturas
X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural em
X X X X X X
Incêndio
Compartimentação Horizontal
- X1 X1 X2 X3 X
(áreas)
Compartimentação Vertical - - - X4 X4 X5
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X6

Plano de Emergência - - - X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X

Iluminação de Emergência X7 X7 X X X X

Detecção de Incêndio - X7,8 X8 X8 X8 X8

Alarme de Incêndio X9 X9 X9 X9 X9 X9

Sinalização de Emergência X X X X X X

Extintores X X X X X X

Hidrantes e mangotinhos X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - X X

Controle de Fumaça - - - - - X10

Página: 104
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos.
3 – Pode ser substituído por controle de fumaça.
4 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos,
exceto para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
5 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos, até 60
metros de altura, exceto para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações,
sendo que para altura superior deve-se, adicionalmente, adotar as soluções contidas em RTCBMRS.
6 – Deve haver Elevador de Emergência para altura acima de 60 metros.
7 – Estão isentos os motéis que não possuam corredores internos de serviço.
8 – Os detectores de incêndio devem ser instalados em todos os quartos.
9 – Os acionadores manuais devem ser instalados nas áreas de circulação.
10 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 105
TABELA 6C
EDIFICAÇÕES DO GRUPO C COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de ocupação e uso GRUPO C – COMERCIAL

Divisão C-1, C-2 e C-3


Medidas de segurança
Classificação quanto à altura (em metros)
contra incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viatura na Edificação X X X X X X

Segurança Estrutural em Incêndio X X X X X X


Compartimentação Horizontal
X1 X1 X2 X3 X3 X4
(áreas)
Compartimentação Vertical - - - X5 X5 X6
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X7

Plano de Emergência X8 X8 X8 X8 X X

Brigada de Incêndio X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X

Detecção de Incêndio X9 X9 X9 X X X

Alarme de Incêndio X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X

Extintores X X X X X X

Hidrantes e mangotinhos X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - X X
X10
Controle de Fumaça - - - - - X11

Página: 106
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio em todas as áreas e chuveiros automáticos.
3 – Poderá ser substituído por controle de fumaça somente nos átrios, áreas de uso comum e rotas de fuga.
4 - Poderá ser substituído por sistema de controle de fumaça até 60 metros de altura.
5 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça somente nos átrios, áreas de uso comum e rotas de
fuga, exceto para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
6 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, até 60 metros de altura, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
7 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
8 – Para edificações de Divisão C-3.
9 – Somente para as áreas de depósitos superiores a 750m².
10 – Exceto para as edificações comerciais com grau de risco de incêndio baixo.
11 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS;
c - Para edificações sem ventilação natural (janelas) exige-se controle de fumaça.

Página: 107
TABELA 6D
EDIFICAÇÕES DO GRUPO D COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de ocupação e uso GRUPO D – SERVIÇOS PROFISSIONAIS

Divisão D-1, D-2, D-3, D-4 e D-5


Medidas de segurança
Classificação quanto à altura (em metros)
contra incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viaturas na Edificação X X X X X X

Segurança Estrutural em Incêndio X X X X X X


Compartimentação Horizontal
X1 X1 X1 X1 X2 X
(áreas)
Compartimentação Vertical - - - X3 X4 X5
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X6

Plano de Emergência X7 X7 X7 X7 X7 X7,8

Brigada de Incêndio X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - X X X

Alarme de Incêndio X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X

Extintores X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - X X

Controle de Fumaça - - - - - X9

Página: 108
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Pode ser substituído por controle de fumaça.
3 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos, exceto para as compartimentações das fachadas e
selagens dos shafts e dutos de instalações.
4 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, exceto para as compartimentações das fachadas e
selagens dos shafts e dutos de instalações.
5 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, até 60 metros de altura, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
6 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
7 – Exigido somente para a Divisão D-5.
8 – Exigido para todas as edificações acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 109
TABELA 6E
EDIFICAÇÕES DO GRUPO E COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m

Grupo de ocupação e uso GRUPO E – EDUCACIONAL E CULTURAL

Divisão E-1, E-2, E-3, E-4, E-5 e E-6

Medidas de segurança contra


Classificação quanto à altura (em metros)
incêndio

Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viaturas
X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural em
X X X X X X
Incêndio
Compartimentação
- - - X1 X1 X2
Vertical
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X3
Plano de Emergência X X X X X X
Brigada de Incêndio X X X X X X
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - X4 X X
Alarme de Incêndio X X X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - - X
Controle de Fumaça - - - - - X5
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – A compartimentação vertical será considerada para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
2 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, até 60 metros de altura, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
3 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
4 - Nas áreas de apoio (biblioteca, laboratórios, escritórios, reprografia, casas máquinas, refeitórios etc.).
5 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Os locais destinados a laboratórios devem ter medidas de proteção adicionais específicas em função dos
produtos utilizados, sendo de inteira responsabilidade do proprietário e do responsável técnico a correta
definição, projeto e instalação;
c – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 110
TABELA 6F.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-1 E F-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO F – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO
ocupação e uso
Divisão F-1 F-2
Medidas de segurança Classificação quanto Classificação quanto
contra incêndio à altura (em metros) à altura (em metros)

6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima


Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30

Acesso de Viaturas
X X X X X X X X X X X X
na Edificação

Segurança Estrutural
X X X X X X X X X X X X
em Incêndio

Compartimentação
- - - X1 X1 X2 - - - X3 X1 X2
Vertical
Controle de Materiais
de Acabamento e X X X X X X X X X X X X
Revestimento

Saídas de Emergência X X X X X X X X X X X X4

Plano de Emergência X X X X X X X X X X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Iluminação de
X X X X X X X X X X X X
Emergência

Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Detecção de Incêndio X X X X X X - - - - X X

Sinalização de
X X X X X X X X X X X X
Emergência

Extintores X X X X X X X X X X X X

Hidrantes e
X X X X X X X X X X X X
Mangotinhos

Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - - -

Controle de Fumaça - - - - - X5 - - - - - X5

Página: 111
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos, exceto para as compartimentações das fachadas e
selagens dos shafts e dutos de instalações.
2 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, até 60 metros de altura, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
3 – Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
4 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros de altura.
5 – Exigido somente acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 112
TABELA 6F.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-3, F-9 E F-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO F – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO
ocupação e uso

Divisão F-3 e F-9 F-4

Medidas de segurança Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura


contra incêndio (em metros) (em metros)

6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima


Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30

Acesso de Viaturas
X X X X X X X X X X X X
na Edificação

Segurança Estrutural em
X X X X X X X X X X X X
Incêndio

Compartimentação
- - - X1 X1 X - - - X1 X2 X
Vertical
Controle de Materiais de
Acabamento e X X X X X X X X X X X X
Revestimento

Saídas de Emergência X X X X X X3 X X X X X X3

Plano de Emergência X4 X4 X4 X X X X5 X5 X5 X5 X5 X

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Iluminação de
X X X X X X X X X X X X
Emergência

Detecção de Incêndio - - - - - - X6 X6 X6 X6 X6 X6

Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Sinalização de
X X X X X X X X X X X X
Emergência

Extintores X X X X X X X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - X7 X7 X7 X8 X8 X8 X8 X X

Controle de Fumaça - - - - - X9 - - - - - X9

Página: 113
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Será considerada somente para as fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
2 – Pode ser substituída por controle de fumaça, exceto para as compartimentações das fachadas e selagens dos
shafts e dutos de instalações.
3 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
4 – Somente para a Divisão F-3.
5 - Somente para locais com público acima de 1.000 pessoas.
6 – Exigido nos depósitos, escritórios, cozinhas, pisos técnicos, casa de máquinas, e nos locais de reunião de
público.
7 – Exigido somente para a Divisão F-3, conforme a RTCBMRS específica. Para a Divisão F-9 será exigido
somente para edificações com altura superior a 12 metros.
8 – Exigido para áreas edificadas superiores a 10.000m², nos depósitos, escritórios, cozinhas, casas de máquinas
e nos locais de reunião de público.
9 – Exigido acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Os locais de comércio ou atividades distintas das Divisões F-3, F-4 e F-9 terão ainda as medidas de proteção
conforme suas respectivas ocupações;
c – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 114
TABELA 6F.3
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-5, F-6 E F-8 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO F – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO
ocupação e uso

Divisão F-5 e F-6 F-8

Medidas de segurança Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura


contra incêndio (em metros) (em metros)

6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima


Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura
X X X X X X X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural em
X X X X X X X X X X X X
Incêndio
Compartimentação
X¹ X¹ X¹ X¹ X X - - - X¹ X X
Horizontal (áreas)
Compartimentação
- - - X2 X2 X - - - X2 X2 X
Vertical
Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X3 X X X X X X3

Plano de Emergência - - - X X X - - - X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Iluminação de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Detecção de Incêndio X X X X X X - - - X X X

Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Sinalização de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrantes e
X X X X X X X X X X X X
Mangotinhos
Chuveiros Automáticos X4 X4 X4 X4 X X - - - - - X

Controle de Fumaça X5 X5 X5 X5 X5 X5 - - - - - X6

Página: 115
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
3 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
4 – Obrigatório somente para a Divisão F-6.
5 – Exigido para a Divisão F-5 acima de 60 metros de altura.
6 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Nos locais de concentração de público, é obrigatória, antes do início de cada evento, a explanação ao público
da localização das saídas de emergência, bem como dos sistemas de segurança contra incêndio existentes no
local;
c – É obrigatória a instalação de iluminação de balizamento nas saídas de emergência e para edificações sem
ventilação natural (janelas) exige-se controle de fumaça.

Página: 116
TABELA 6F.4
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO F-7 E F-10 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de ocupação e uso GRUPO F – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO

Divisão F-7 F-10


Medidas de segurança Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura
contra incêndio (em metros) (em metros)
6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura
X X X X X X X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural em
- - - - - - X X X X X X
Incêndio
Compartimentação
- - - - - - X1 X1 X1 X1 X X
Horizontal (áreas)
Compartimentação
- - - - - - - - - X2 X3 X
Vertical
Controle de Materiais de
Acabamento e X4 X4 X4 X4 X4 X4 X X X X X X
Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X X X X X X X5

Plano de Emergência X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - - - - - - X X X X

Alarme de Incêndio - - - - - - X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos - - - - - - X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - - - - - - - X X

Controle de Fumaça - - - - - - - - - - - X7
NOTAS ESPECÍFÍCAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos, exceto para as compartimentações das fachadas e
selagens dos shafts e dutos de instalações.
3 - Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, exceto para as compartimentações das fachadas e
selagens dos shafts e dutos de instalações.
4 – Exigido conforme RTCBMRS específica.
5 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
6 – Somente para locais com público acima de 1.000 pessoas.
7 – Exigido acima de 60 metros de altura.
NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados da Divisão F-10 ver Tabela 7;
b - A Divisão F-7 deve observar as exigências complementares da RTCBMRS específica;
c – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 117
TABELA 6F.5
EDIFICAÇÕES DAS DIVISÕES F-11 E F-12, COM ÁREA SUPERIOR A 1.500m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO F – LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO
ocupação e uso

Divisão F-11 F-12

Medidas de
Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura
segurança contra
(em metros) (em metros)
incêndio
6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura na
X X X X X X X X X X X X
Edificação
Segurança Estrutural
- X1 X X X X X X X X X X
em Incêndio
Compartimentação
X2-3 X2-3 X2-3 - - - X2-3 X2-3 X3 - - -
Horizontal (Áreas)
Compartimentação
- X2-3 X2-3 - - - - X2-3 X2-3 - - -
Vertical
Controle de Materiais
de Acabamento e X4 X X X X X X X X X X X
Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X X X X X X X

Plano de Emergência X5 X5 X5 X X X X5 X5 X5 X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Iluminação de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Detecção de Incêndio - - X6 X6 X6 X6 - - X6 X6 X6 X6

Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Sinalização de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Extintores de
X X X X X X X X X X X X
Incêndio
Hidrantes e
X X X X X X X X X X X X
Mangotinhos
Chuveiros
- - - X X X - - - X X X
Automáticos
Controle de Fumaça X X X X X X X X X X X X

Página: 118
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - Pode ser substituída por detecção de incêndio, a ser instalada nas áreas de depósitos, escritórios, cozinhas,
camarins, pisos técnicos, salas de comando e casas de máquina.
2 - Exigida somente para edificações com mais de 3.000m². Cada módulo compartimentado não poderá possuir
mais de 3.000m².
3 - Pode ser substituída pelo sistema de chuveiros automáticos em toda a edificação.
4 - Pode ser substituída pelo dobro da quantidade de saídas de emergência exigida. Qualquer abertura situada no
pavimento térreo poderá ser considerada como saída de emergência, desde que atendidos os requisitos da
RTCBMRS de Saídas de Emergência, devendo ser mantidas abertas e desobstruídas durante o horário de
funcionamento da edificação e enquanto houver a permanência de pessoas em seu interior.
5 - Exigida somente para edificações com população superior a 2.500 pessoas.
6 - Exigida somente nas áreas de depósitos, escritórios, cozinhas, camarins, pisos técnicos, salas de comando e
casas de máquina.

NOTAS GERAIS:
a - Deve haver Elevador de Emergência para altura superior a 60 metros;
b - Para subsolos ocupados, ver Tabela 7;
c - Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 119
TABELA 6G.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-1 E G-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750m²
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de ocupação e uso GRUPO G – SERVIÇOS AUTOMOTIVOS E ASSEMELHADOS

Divisão G-1 e G-2


Medidas de segurança
Classificação quanto à altura (em metros)
contra incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viatura na Edificação X X X X X X

Segurança Estrutural em Incêndio X X X X X X

Compartimentação Vertical - - - X1 X1 X1
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X2

Brigada de Incêndio X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - - - X

Alarme de Incêndio X3 X3 X3 X3 X3 X3

Sinalização de Emergência X X X X X X

Extintores X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - X X

Controle de Fumaça - - - X4 X4 X4

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Exigido para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
2 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
3 – Deve haver pelo menos um dos acionadores manuais, por pavimento, a no máximo 5 metros da saída de
emergência.
4 – Dispensado caso a edificação seja aberta lateralmente.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 120
TABELA 6G.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-3 E G-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO G – SERVIÇOS AUTOMOTIVOS E ASSEMELHADOS
ocupação e uso

Divisão G-3 G-4

Medidas de segurança
Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
contra incêndio

6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima


Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura
X X X X X X X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural
X X X X X X X X X X X X
em Incêndio
Compartimentação
- - - - - - X1 X1 X1 X1 X1 X
Horizontal (áreas)
Compartimentação
- - - X2 X2 X2 - - - X2 X2 X2
Vertical
Controle de Materiais
de Acabamento e X X X X X X X X X X X X
Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X3 X X X X X X3

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Iluminação de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Detecção de Incêndio - - - - - X - - - - - X

Alarme de Incêndio X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4 X4
Sinalização de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrantes e
X X X X X X X X X X X X
Mangotinhos
Chuveiros Automáticos - - - - X X - - - - X X

Controle de Fumaça - - - - - X5 - - - - - X5
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Exigido para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
3 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
4 – Deve haver pelo menos um dos acionadores manuais, por pavimento, a no máximo 5 metros da saída de
emergência.
5 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 121
TABELA 6G.3
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-5 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
Divisão G-5 – HANGARES
ocupação e uso

Medidas de segurança
Classificação quanto à altura (em metros)
contra incêndio

Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30


Acesso de Viatura
X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural
X X X X X X
em Incêndio
Compartimentação Vertical - X X X X X
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X
1 1 1 1 1
Plano de Emergência X X X X X X1
Brigada de Incêndio X X X X X X
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio X1 X X X X X
Alarme de Incêndio X X X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X
Sistema de Espuma X2 X2 X2 X2 X2 X2
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Somente para áreas superiores a 5.000m².
2 – Não exigido entre 750m² e 2.000m². Para áreas entre 2.000m² e 5.000m², o sistema de espuma pode ser
manual. Para áreas superiores a 5.000m², o sistema de espuma deve ser fixo por meio de chuveiros, tipo dilúvio,
podendo ser setorizado e interligado ao sistema de detecção automática de incêndio. Para o dimensionamento ver
as RTCBMRS específicas.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Deve haver sistema de drenagem de líquidos nos pisos dos hangares para bacias de contenção à distância;
c – Não é permitido o armazenamento de líquidos combustíveis ou inflamáveis dentro dos hangares;
d – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 122
TABELA 6G.6
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO G-6 COM ÁREA SUPERIOR A 750m²
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de ocupação e uso GRUPO G – SERVIÇOS AUTOMOTIVOS E ASSEMELHADOS

Divisão G-6
Medidas de segurança contra
Classificação quanto à altura (em metros)
incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viatura na Edificação X X X X X X


Segurança Estrutural em Incêndio X X X X X X
1 1
Compartimentação Vertical - - - X X X1
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X2
Brigada de Incêndio X X X X X X
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - - - X
3 3 3 3
Alarme de Incêndio - X X X X X3
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X
Chuveiros Automáticos - - - - X X
Controle de Fumaça - - - - X4 X4

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Exigido para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
2 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
3 – Deve haver pelo menos um dos acionadores manuais, por pavimento, a no máximo 5 metros da saída de
emergência.
4 – Dispensado caso a edificação seja aberta lateralmente.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 123
TABELA 6H.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO H-1 E H-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750m²
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO H – SERVIÇOS DE SAÚDE E INSTITUCIONAL
ocupação e uso

Divisão H-1 H-2


Medidas de
segurança contra Classificação quanto à altura (em metros) Classificação quanto à altura (em metros)
incêndio
6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura
X X X X X X X X X X X X
na Edificação
Segurança
Estrutural em X X X X X X X X X X X X
Incêndio
Compartimentação
- - - X1 X2 X3 - - - X1 X2 X3
Vertical
Controle de
Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento e
Revestimento
Saídas de
X X X X X X4 X X X X X X4
Emergência
Plano de
- - - - - - X X X X X X
Emergência
Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Iluminação de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Detecção de
- - - - - X X5 X5 X5 X5 X5 X5
Incêndio
Alarme de Incêndio X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6 X6
Sinalização de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrantes e
X X X X X X X X X X X X
Mangotinhos
Chuveiros
- - - - - X - - - - - X
Automáticos
Controle de Fumaça - - - - - X7 - - - - - X7

Página: 124
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
2 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto
para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
3 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça até 60 metros de altura, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
4 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
5 – Os detectores deverão ser instalados em todos os quartos e nas áreas comuns.
6 – Acionadores manuais serão obrigatórios nos corredores.
7 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 125
TABELA 6H.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO H-3 E H-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO H – SERVIÇOS DE SAÚDE E INSTITUCIONAL
ocupação e uso
Divisão H-3 H-41
Medidas de segurança Classificação Quanto à altura Classificação quanto à altura
contra incêndio (em metros) (em metros)
6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura
X X X X X X X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural
X X X X X X X X X X X X
em Incêndio
Compartimentação
- X2 X2 X2 X2 X - - - - - -
Horizontal (áreas)
Compartimentação
- - X3 X4 X4 X5 - - - X4 X4 X5
Vertical
Controle de Materiais de
Acabamento e X X X X X X X X X X X X
Revestimento
Plano de Emergência X X X X X X - - - - - -

Saídas de Emergência X X X6 X7 X7 X7 X X X X X X8

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Iluminação de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Detecção de Incêndio X9 X9 X9 X9 X9 X - - - - - -

Alarme de Incêndio X10 X10 X10 X10 X10 X10 X X X X X X


Sinalização de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Extintores X X X X X X X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - - X

Controle de Fumaça - - - - - X11 - - - - - X11

Página: 126
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 - As áreas administrativas devem ser consideradas como da Divisão D-1 e os hotéis de trânsito devem ser
enquadrados na Divisão B-1.
2 – Pode ser substituída por chuveiros automáticos.
3 – Exigido para selagens dos shafts e dutos de instalações.
4 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos,
exceto as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
5 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, detecção de incêndio e chuveiros automáticos, até
60 metros de altura, exceto para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de
instalações.
6 – Deve haver elevador de emergência, podendo ser substituído por rampas que conduzam ao pavimento de
descarga.
7 – Deve haver Elevador de Emergência.
8 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
9 – Dispensado nos corredores de circulação e obrigatório em todos os quartos.
10 – Acionadores manuais serão obrigatórios nos corredores.
11 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 127
TABELA 6H.3
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO H-5 E H-6 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO H – SERVIÇOS DE SAÚDE E INSTITUCIONAL
ocupação e uso

Divisão H-5 H-6

Medidas de segurança Classificação quanto à altura Classificação Quanto à altura


contra incêndio (em metros) (em metros)
6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura
X X X X X X X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural
X X X X X X X X X X X X
em Incêndio
Compartimentação
- - - - - - X1 X1 X1 X1 X1 X
Horizontal (áreas)
Compartimentação
- - - X X X - - - X3,8 X4 X5
Vertical
Controle de Materiais
de Acabamento e X X X X X X X X X X X X
Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X6 X X X X X X6

Plano de Emergência X X X X X X - - - - - -

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Iluminação de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Detecção de Incêndio - X7 X7 X7 X7 X7 X8 X8 X8 X X X

Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X
Sinalização de
X X X X X X X X X X X X
Emergência
Extintores X X X X X X X X X X X X
Hidrantes e
X X X X X X X X X X X X
Mangotinhos
Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - - X

Controle de Fumaça - - - - - X9 - - - - - X9

Página: 128
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos, exceto para as compartimentações das fachadas e
selagens dos shafts e dutos de instalações.
3 – Deverá haver controle de fumaça nos átrios.
4 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
5 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça até 60 metros de altura, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
6 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
7 – Para a Divisão H-5, as prisões em geral (Casas de Detenção, Penitenciárias, Presídios etc.) não é necessário
detecção automática de incêndio. Para os hospitais psiquiátricos e assemelhados prever detecção em todos os
quartos.
8 – Somente nos quartos, se houver.
9 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 129
TABELA 6I.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO I-1 E I-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO I – INDUSTRIAL
ocupação e uso

Divisão I-1 (risco baixo) I-2 (risco médio)

Medidas de segurança Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura


contra incêndio (em metros) (em metros)

6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima


Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30

Acesso de Viatura
X X X X X X X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural
- - X X X X X X X X X X
em Incêndio
Compartimentação
- -
X1 X1 X1 X - X1 X1 X1 X X
Horizontal (áreas)
Compartimentação Vertical - - - X X X - - - X X X
Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X2 X X X X X X2

Plano de Emergência - - - - - - - - - X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - - - X - - - - X X

Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - X X

Controle de Fumaça - - - - - X3 - - - - - X3
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
3 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 130
TABELA 6I.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO I-3 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO I – INDUSTRIAL
ocupação e uso
Divisão I-3 (risco alto)
Medidas de segurança
Classificação quanto à altura (em metros)
contra incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30
Acesso de Viatura
X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural
X X X X X X
em Incêndio
Compartimentação
X1 X1 X1 X1 X X
Horizontal (áreas)
Compartimentação Vertical - - - X2 X2 X
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X3

Plano de Emergência X X X X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - X X X

Alarme de Incêndio X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X

Extintores X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - X X X

Controle de Fumaça - - - - - X
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça, exceto para as compartimentações das fachadas e
selagens dos shafts e dutos de instalações.
3 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 131
TABELA 6J.1
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO J-1 E J-2 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO J – DEPÓSITO
ocupação e uso
Divisão J-1 (material incombustível) J-2 (risco baixo)
Medidas de segurança Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura
contra incêndio (em metros) (em metros)
6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura
X1 X1 X1 X1 X X X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural
em Incêndio - X X X X X - X X X X X
Compartimentação
- - - - - - X2 X2 X2 X2 X2 X
Horizontal (áreas)
Compartimentação Vertical - - - X3 X3 X - - - X4 X4 X
Controle de Materiais de
- X X X X X - X X X X X
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X X X X X X X X5

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - - - X - - - - X X

Alarme de Incêndio - - - X X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos - - - X X X X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - - X

Controle de Fumaça - - - - - X6 - - - - - X6

Página: 132
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – O acesso de viatura poderá ser substituído por rede seca junto ao passeio público, conforme RTCBMRS.
2 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
3 – Exigido para as compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
4 – Pode ser substituída por sistema de detecção de incêndio e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
5 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.
6 – Acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS;
c – Em qualquer tipo de ocupação, sempre que houver depósito de materiais combustíveis (J-2, J-3 e J-4),
dispostos em áreas descobertas, serão exigidos nestes locais, além de instruções específicas constantes em
RTCBMRS:
c.1: Proteção por sistema de hidrantes e brigada de incêndio para áreas delimitadas de depósito superiores a
2.500 m²;
c.2: Proteção por extintores, podendo os mesmos ficar agrupados em abrigos nas extremidades do terreno, com
percurso máximo de 60 metros;
c.3: Recuos e afastamentos das divisas do lote (terreno): limite do passeio público de 3 metros; limite das divisas
laterais e dos fundos de 2 metros; limite de bombas de combustíveis, equipamentos e máquinas que produzam
calor e outras fontes de ignição de 3 metros;
c.4: O depósito deverá estar disposto em lotes máximos de 20 metros de comprimento e largura, separados por
corredores entre os lotes com largura mínima de 1,5 metros.

Página: 133
TABELA 6J.2
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO J-3 E J-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO J – DEPÓSITO
ocupação e uso
Divisão J-3 (risco médio) J-4 (risco alto)
Medidas de segurança Classificação quanto à altura Classificação quanto à altura
contra incêndio (em metros) (em metros)
6 < H 12 < H 23 < H Acima 6 < H 12 < H 23 < H Acima
Térrea H ≤ 6 Térrea H ≤ 6
≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30 ≤ 12 ≤ 23 ≤ 30 de 30
Acesso de Viatura
X X X X X X X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural
X X X X X X X X X X X X
em Incêndio
Compartimentação
X1 X1 X1 X1 X1 X X1 X1 X1 X1 X X
Horizontal (áreas)
Compartimentação
- - - X2 X2 X - - - X2 X2 X
Vertical
Controle de Materiais de
X X X X X X X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X3 X X X X X X3

Plano de Emergência X X X X X X X X X X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - X X X - - - X X X

Alarme de Incêndio X X X X X X X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X X X X X X X

Extintores X X X X X X X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - - - X - - - - X X

Controle de Fumaça - - - - - X - - - - - X

Página: 134
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Pode ser substituída por sistema de chuveiros automáticos.
2 – Pode ser substituída por sistema de controle de fumaça e chuveiros automáticos, exceto para as
compartimentações das fachadas e selagens dos shafts e dutos de instalações.
3 – Deve haver Elevador de Emergência para altura maior que 60 metros.

NOTAS GERAIS:
a – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
b – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS;
c – Em qualquer tipo de ocupação, sempre que houver depósito de materiais combustíveis (J-2, J-3 e J-4),
dispostos em áreas descobertas, serão exigidos nestes locais:
c.1: Proteção por sistema de hidrantes e brigada de incêndio para áreas delimitadas de depósito superiores a
2.500m²;
c.2: Proteção por extintores, podendo os mesmos ficar agrupados em abrigos nas extremidades do terreno, com
percurso máximo de 60 metros;
c.3: Recuos e afastamentos das divisas do lote (terreno): limite do passeio público de 3 metros; limite das divisas
laterais e dos fundos de 2 metros; limite de bombas de combustíveis, equipamentos e máquinas que produzam
calor e outras fontes de ignição de 3 metros;
c.4: O depósito deverá estar disposto em lotes máximos de 20 metros de comprimento e largura, separados por
corredores entre os lotes com largura mínima de 1,5 metros.

Página: 135
TABELA 6L.1
EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO GRUPO L COM ÁREA SUPERIOR A
750m2 OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO L – EXPLOSIVOS
ocupação e uso
Divisão L1, L2 e L3
Medidas de segurança
Classificação quanto à altura (em metros)
contra incêndio
Térrea H≤6 6 <H ≤ 12 12 <H ≤ 23 23 <H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viatura na Edificação X1 X X X X X


Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X
Plano de Emergência X2,3 X2,3 X2 X2 X2 X2
Brigada de Incêndio X X X X X X
2,4 2,4 2,4 2,4 2,4
Iluminação de Emergência X X X X X X2,4
Sinalização de Emergência X X X X X X
2,4 2,4 2,4
Alarme de incêndio - - X X X X2,4
Detecção de incêndio - - X2,4 X2,4 X2,4 X2,4
Extintores X X X X X X
Hidrantes e Mangotinhos X2 X2 X2 X2 X2 X2
NOTA ESPECÍFICA:
1 - Obrigatório para L-2 e L-3. Para a Divisão L-1 será exigido se a edificação estiver afastada mais do que 30
metros da via pública.
2 – Conforme exigências da RTCBMRS específica.
3 - Somente para as divisões L-2 e L-3.
4 - Deverá ser à prova de explosão.

NOTAS GERAIS:
a – Atender adicionalmente as medidas de segurança contra incêndio e exigências constantes em RTCBMRS
específica;
b - Devido às peculiaridades deste Grupo, as exigências e as possibilidades de substituição das medidas de
segurança contra incêndio serão estabelecidas em RTCBMRS específica;
c – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
d – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 136
TABELA 6M.1
EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO DE DIVISÃO M-1
Grupo de
GRUPO M – ESPECIAIS
ocupação e uso
Divisão M-1 TÚNEL
Medidas de segurança
Extensão em metros (m)
contra incêndio
Até 200 De 200 a 500 De 500 a 1.000 Acima de 1.000
Segurança Estrutural
X X X X
em Incêndio
Saídas de Emergência X X X X

Controle de Fumaça X X X X

Plano de Emergência - X1 X1 X1

Brigada de Incêndio X1 X1 X1 X1

Iluminação de Emergência - X X X

Sistema de Comunicação - - X X
Sistema de Circuito de TV
- - - X
(monitoramento)
Sinalização de Emergência X X X X

Extintores - X X X

Hidrantes e Mangotinhos - X X X
NOTA ESPECÍFICA:
1 – Exigido em rodovias e ferrovias administradas por concessionárias.

NOTAS GERAIS:
a – Atender as exigências e condições particulares para as medidas de segurança contra incêndio de acordo com a
RTCBMRS específica;
b – Considerando as peculiaridades desta Divisão, o dimensionamento, execução, substituições, isenções ou
acréscimo de medidas de segurança contra incêndio serão tratadas em RTCBMRS específica;
c – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 137
TABELA 6M.2
EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO DE DIVISÃO M-2
Grupo de
GRUPO M – ESPECIAIS
ocupação e uso
Divisão M-2 – Líquidos e gases combustíveis e inflamáveis
Medidas de segurança Plataforma de
Tanques ou cilindros e processos Produtos acondicionados
contra incêndio carregamento
Líquidos
Líquidos acima Líquidos até acima de 20m3
Líquidos até 20m³
de 20m3 ou gases - 20m3 ou gases ou gases
ou gases até 10m³
acima de 10m³ até 24.960kg acima de
24.960kg
Acesso de Viatura na
X1 X X X1 X
Edificação
Segurança Estrutural
X2 X2 - X2 X2
em Incêndio
Controle de Materiais de
X2 X2 - X2 X2
Acabamento
Saídas de Emergência X X X X X
Plano de Emergência - X X - X
Brigada de Incêndio X X X X X
2,3 2,3 2,3
Iluminação de Emergência X X - X X2,3
Alarme de Incêndio - X4 X4 - X4
Sinalização de Emergência X X X X X
Extintores X X X X X
5 5
Hidrantes e Mangotinhos - X X - X5
Resfriamento - X5 X5 - X6
Espuma - X6 X5 - X6
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Apenas para áreas de armazenamento e distribuição situadas a mais de 30 metros da via de circulação de
veículos.
2 - Exigido apenas para instalações cobertas.
3 – Deve ser à prova de explosão.
4 – Deve ser à prova de explosão. Instalado nas edificações e áreas de armazenamento e distribuição, conforme
RTCBMRS.
5 – Conforme RTCBMRS específica.
6 - Exigido para instalações de líquidos combustíveis e inflamáveis, conforme RTCBMRS específica.

NOTAS GERAIS:
a – Atender adicionalmente as medidas de segurança contra incêndio e exigências constantes em RTCBMRS
específica;
b – Devido as peculiaridades desta Divisão, o detalhamento das exigências e as possibilidades de substituição das
medidas de segurança contra incêndio serão estabelecidas em RTCBMRS específica;
c – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
d – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS;
e - Considera-se, para efeito de gases inflamáveis, a capacidade total do volume em água que o recipiente pode
comportar, expressa em m³ (metros cúbicos);
f - As bases de envasamento de Gás Liquefeito de Petróleo – GLP deverão atender os requisitos previstos em
RTCBMRS específica.

Página: 138
TABELA 6M.3
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-3 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m
Grupo de
GRUPO M – ESPECIAIS
ocupação e uso

Divisão M-3 – Centrais de Comunicação

Medidas de segurança
Classificação Quanto à altura (em metros)
contra incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30
Acesso de Viatura
X X X X X X
na Edificação
Segurança Estrutural
X X X X X X
em Incêndio
Compartimentação Horizontal
X1,2 X1,2 X1,2 X X X
(áreas)
Compartimentação Vertical - - - X X X
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X3

Plano de Emergência - - - X X X

Brigada de Incêndio X X X X X X

Iluminação de Emergência X X X X X X

Detecção de Incêndio - - - X X X

Alarme de Incêndio X X X X X X

Sinalização de Emergência X X X X X X

Extintores X X X X X X

Hidrantes e Mangotinhos X X X X X X

Chuveiros Automáticos - - - X2 X2 X2
NOTA ESPECÍFICA:
1 – Pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos.
2 - O sistema de chuveiros automáticos pode ser substituído por sistema de gases, através de supressão total do
ambiente.
3 – Exigido elevador de emergência acima de 60 metros de altura.

NOTAS GERAIS:
a – Devido as peculiaridades desta Divisão, as exigências e as possibilidades de substituição das medidas de
segurança contra incêndio serão estabelecidas em RTCBMRS específica;
b – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
c – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 139
TABELA 6M.4
EDIFICAÇÕES DE DIVISÃO M-4 COM ÁREA SUPERIOR A 750m2
OU ALTURA SUPERIOR A 12m E M-7
Grupo de
GRUPO M – ESPECIAIS
ocupação e uso
Divisão
M-4 e M-7
Medidas de segurança
contra incêndio
M-7
M-4
(térreo – áreas externas)
Acesso de Viatura na Edificação X X1
Saídas de Emergência X2 X2
Brigada de Incêndio X X
Sinalização de Emergência X X
Extintores X X
Iluminação de Emergência X3 -
Hidrante urbano - X4
NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – Exigido vias de acesso para viaturas entre as quadras de armazenamento.
2 - Para a Divisão M-4: aceitam-se as próprias saídas da edificação, podendo as escadas ser do tipo Não
Enclausurada - NE, respeitando-se as larguras mínimas exigidas. Para as demais ocupações do canteiro de obras
(alojamentos, refeitórios, escritórios, etc.) as distâncias máximas a percorrer deverão ser cumpridas segundo a
ocupação específicas. Para a Divisão M-7: aceitam-se os arruamentos entre as quadras de armazenamento,
conforme RTCBMRS específica.
3 – Exigido nos alojamentos, oficinas, escritórios e refeitórios dos canteiros de obras, bem como nas edificações
em construção que tiverem atividade noturna no período entre 18h e 06h.
4 – Deverá ser instalado no máximo a 30 metros do acesso ao pátio de contêineres, conforme RTCBMRS
específica.

NOTAS GERAIS:
a – Atender as exigências e condições particulares para as medidas de segurança contra incêndio de acordo com
a RTCBMRS específica;
b – As áreas a serem consideradas para a Divisão M-7 são as áreas dos terrenos abertos (lotes) onde há depósito
de contêineres;
c – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 140
TABELA 6M.5
EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO DE DIVISÃO M-5
Grupo de
GRUPO M – ESPECIAIS
ocupação e uso
Divisão
M-5
Medidas de segurança
contra incêndio
Acesso de Viatura na Edificação X
Saídas de Emergência X
Plano de Emergência X
Brigada de Incêndio X
Iluminação de Emergência X
Sinalização de Emergência X
Extintores X
Hidrantes e Mangotinhos X
NOTAS GERAIS:
a – Considerando as peculiaridades desta Divisão, o dimensionamento, execução, substituições, isenções ou
acréscimo de medidas de segurança contra incêndio serão tratadas em RTCBMRS específica;
b – Para subsolos ocupados ver Tabela 7;
c – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 141
TABELA 6M.6
EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO DE INCÊNDIO DE DIVISÃO M-6
Grupo de
GRUPO M – ESPECIAIS
ocupação e uso

Divisão M-6 – Centrais de Energia

Medidas de segurança
Classificação Quanto à altura (em metros)
contra incêndio
Térrea H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 23 23 < H ≤ 30 Acima de 30

Acesso de Viatura na Edificação X X X X X X


Segurança Estrutural em Incêndio X X X X X X
Compartimentação Horizontal
X1 X1 X1 X X X
(áreas)
Controle de Materiais de
X X X X X X
Acabamento e Revestimento
Saídas de Emergência X X X X X X
Plano de Emergência X X X X X X
Brigada de Incêndio X X X X X X
Iluminação de Emergência X X X X X X
Detecção de Incêndio - - - X X X
Alarme de Incêndio X X X X X X
Sinalização de Emergência X X X X X X
Extintores X X X X X X
Hidrantes e mangotinhos X X X X X X
Chuveiros Automáticos - - - X2 X2 X2
NOTA ESPECÍFICA:
1 – Pode ser substituído por sistema de chuveiros automáticos ou por sistema de gases por supressão de
ambiente.
2 – O sistema de chuveiros automáticos pode ser substituído por sistema de gases, através de supressão total do
ambiente, ou de resfriamento.

NOTAS GERAIS:
a – Considerando as peculiaridades desta Divisão, o dimensionamento, execução, substituições, isenções ou
acréscimo de medidas de segurança contra incêndio serão tratadas em RTCBMRS específica;
b – Para centrais de energia a céu aberto deverão ser observadas exigências constantes em RTCBMRS específica;
c – Medidas de segurança contra incêndio poderão ser substituídas mediante análise a aprovação do CBMRS;
d – Observar ainda as exigências para os riscos específicos das respectivas RTCBMRS.

Página: 142
TABELA 7
EXIGÊNCIAS ADICIONAIS PARA OCUPAÇÕES EM SUBSOLOS
DIFERENTES DE ESTACIONAMENTO
Área ocupada (m²) Ocupação do
Medidas de segurança adicionais no subsolo
no(s) subsolo(s) subsolo
Até 50 Todas - Sem exigências adicionais

- Depósitos individuais1 com área máxima até 5m² cada, ou


- Depósitos individuais1 com área máxima até 25m² cada e detecção
Depósito automática de incêndio no depósito, ou
- Chuveiros automáticos2 de resposta rápida no depósito, ou
Controle de fumaça.

- Ambientes subdividos1 com área máxima até 50m² e detecção


Divisões
Entre 50 e automática de incêndio em todo o subsolo, ou
F-1, F-2, F-3, F-5,
100 - Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo subsolo, ou
F-6, F-10
Controle de fumaça.

- Ambientes subdividos1 com área máxima até 50m² e detecção


automática de incêndio nos ambientes ocupados, ou
Outras ocupações - Chuveiros automáticos2 de resposta rápida nos ambientes ocupados,
ou
- Controle de fumaça.

- Depósitos individuais1 com área máxima até 5m² cada, ou


- Ambientes subdividos1 com área máxima até 50m², detecção
Depósito automática de incêndio no depósito e exaustão4, ou
- Chuveiros automáticos3 de resposta rápida no depósito e exaustão4 ou
- Controle de fumaça.

- Detecção automática de incêndio em todo o subsolo, exaustão 4 e duas


No primeiro Entre 100 Divisões saídas de emergência ou
ou segundo e 250 F-1, F-2, F-3, F-5, - Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo o subsolo e
subsolo F-6, F-10 exaustão4, ou
- Controle de fumaça.

- Detecção automática de incêndio nos ambientes ocupados e


exaustão4, ou
Outras ocupações - Chuveiros automáticos3 de resposta rápida nos ambientes ocupados e
exaustão4, ou
- Controle de fumaça.
- Depósitos individuais1, em edificações residenciais, com área
máxima até 5m² cada, ou
- Detecção automática de incêndio em todo o subsolo e exaustão 4 ou
Depósito5
- Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo o subsolo e
exaustão4, ou
- Controle de fumaça.
- Detecção automática de incêndio em todo o subsolo, exaustão 4 e duas
Entre 250
Divisões saídas de emergência em lados opostos, ou
e 750
F-1, F-2, F-3, F-5, - Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo o subsolo e
F-6, F-10 exaustão4, ou
- Controle de fumaça.
- Detecção automática de incêndio em todo o subsolo e exaustão 4 ou
- Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo o subsolo e
Outras ocupações
exaustão4, ou
- Controle de fumaça.

Página: 143
- Depósitos individuais1, em edificações residenciais, com área
máxima até 5m² cada, ou
Acima de
Depósito5 - Chuveiros automáticos3 de resposta rápida e detecção automática de
750
incêndio, em todo o subsolo, duas saídas de emergência em lados
opostos e controle de fumaça.
- Chuveiros automáticos3 de resposta rápida e detecção automática de
Outras ocupações incêndio, em todo o subsolo, duas saídas de emergência em lados
opostos e controle de fumaça.
- Depósitos individuais1 com área máxima até 5m² cada, ou
- Depósitos individuais1 com área máxima até 25m² cada e detecção
Depósito automática de incêndio no depósito, ou
- Chuveiros automáticos2 de resposta rápida no depósito, ou
- Controle de fumaça.
- Detecção automática de incêndio em todo o subsolo, exaustão 4 e duas
Divisões saídas de emergência ou
Até 100 F-1, F-2, F-3, F-5, - Chuveiros automáticos3 de resposta rápida em todo o subsolo e
F-6, F-10 exaustão4, ou
- Controle de fumaça.
- Detecção automática de incêndio nos ambientes ocupados e
Nos demais exaustão4, ou
subsolos Outras ocupações - Chuveiros automáticos2 de resposta rápida nos ambientes ocupados e
exaustão4, ou
- Controle de fumaça.
- Depósitos individuais1, em edificações residenciais, com área
máxima até 5m² cada, ou
Depósito5 - Chuveiros automáticos3 de resposta rápida e detecção automática de
incêndio, em todo o subsolo, duas saídas de emergência em lados
Acima de
opostos e controle de fumaça.
100
- Chuveiros automáticos3 de resposta rápida e detecção automática de
Outras ocupações incêndio, em todo o subsolo, duas saídas de emergência em lados
opostos e controle de fumaça.

NOTAS ESPECÍFICAS:
1 – As paredes dos compartimentos devem ser construídas com material resistente ao fogo por 60 minutos, no
mínimo.
2 – Pode ser interligado à rede de hidrantes pressurizada, utilizando-se da bomba e da reserva de incêndio
dimensionada para o sistema de hidrantes.
3 – Pode ser interligado à rede de hidrantes pressurizada, utilizando-se da reserva de incêndio dimensionada para
o sistema de hidrantes, entretanto a bomba de incêndio deve ser dimensionada considerando o funcionamento
simultâneo de seis bicos e um hidrante. Havendo chuveiros automáticos instalados no edifício, não há
necessidade de trocar os bicos de projeto por bicos de resposta rápida.
4 – Exaustão natural ou mecânica nos ambientes ocupados conforme estabelecido na RTCBMRS sobre controle
de fumaça.
5 – Somente depósitos situados em edificações residenciais.

NOTAS GERAIS:
a – Ocupações permitidas nos subsolos (qualquer nível) sem necessidade de medidas adicionais: garagem de
veículos, lavagem de autos, vestiários até 100m², banheiros, áreas técnicas não habitadas (elétrica, telefonia,
lógica, motogerador) e assemelhados;
b – Entende-se por medidas adicionais àquelas complementares às exigências prescritas ao edifício;
c – Para área total ocupada de até 750m², se houver compartimentação, de acordo com a RTCBMRS pertinente,
entre os ambientes, as exigências desta tabela poderão ser consideradas individualmente para cada
compartimento;
d – O sistema de controle de fumaça será considerado para os ambientes ocupados.

Página: 144
RETIFICAÇÃO
(publicada no DOE n.º 212, de 08 de novembro de 2016)

No Decreto nº 53.280, de 1º de novembro de 2016, que altera o Decreto nº 51.803, de


10 de setembro de 2014, que regulamenta a Lei Complementar nº 14.376, de 26 de dezembro de
2013, e alterações, que estabelece normas sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndio
nas edificações e áreas de risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, publicado no
Diário Oficial do Estado nº 209, de 3 de novembro de 2016:

onde se lê:
XVII - o art. 36 passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 36 As taxas de (re)análise, de (re)vistoria, de consultas técnicas, de expedição de
documentos e de licenças, entre outros serviços não emergenciais prestados pelo CBMRS, serão
expedidas considerando o valor do homem/hora, convertido em Unidade Padrão Fiscal – UPF,
conforme Lei nº 8.109, de 19 de dezembro de 1985, e alterações.

Parágrafo único. O CBMRS expedirá Resolução Técnica estabelecendo o quantitativo


homem/hora para a adequada prestação dos serviços não emergenciais.”

leia-se:
XVII – fica incluído o art. 34-A com a seguinte redação:
“Art. 34-A. As taxas de (re)análise, de (re)vistoria, de consultas técnicas, de expedição
de documentos e de licenças, entre outros serviços não emergenciais prestados pelo CBMRS,
serão expedidas considerando o valor do homem/hora, convertido em Unidade Padrão Fiscal –
UPF, conforme Lei nº 8.109, de 19 de dezembro de 1985, e alterações.

Parágrafo único. O CBMRS expedirá Resolução Técnica estabelecendo o quantitativo


homem/hora para a adequada prestação dos serviços não emergenciais.”

FIM DO DOCUMENTO

Página: 145
DECRETO Nº 53.822, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2017.
(publicado no DOE n.º 231, de 6 de dezembro de 2017)

Altera o Decreto nº 51.803, de 10 de setembro


de 2014, que regulamenta a Lei Complementar
nº 14.376, de 26 de dezembro de 2013, e
alterações, a qual estabelece normas sobre
segurança, prevenção e proteção contra incêndio
nas edificações e áreas de risco de incêndio no
Estado do Rio Grande do Sul.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de atribuição


que lhe confere o art. 82, inciso V, da Constituição do Estado,

DECRETA:

Art. 1º Fica alterado o Decreto nº 51.803, de 10 de setembro de 2014, que regulamenta


a Lei Complementar nº 14.376, de 26 de dezembro de 2013, e suas alterações, a qual estabelece
normas sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndio nas edificações e áreas de risco de
incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, para acrescentar o art. 35-C, o qual passa a vigorar
com a seguinte redação:
Art. 35-C. Para o licenciamento das edificações ou das áreas de risco de incêndio pelo
CBMRS, por meio dos Planos de Prevenção e Proteção contra Incêndios na forma completa,
ficam estabelecidos os seguintes prazos máximos:
I - noventa dias para a emissão do Certificado de Aprovação, contados a partir do
protocolo do processo para a primeira análise do CBMRS; e
II - quarenta e cinco dias para a emissão do APPCI, contados a partir do protocolo do
processo para a primeira vistoria do CBMRS.

§ 1º Os prazos serão suspensos a cada notificação, decisão ou despacho emitidos pelo


CBMRS, sendo retomada a contagem com o novo protocolo pelo proprietário, responsável pelo
uso da edificação ou da área de risco de incêndio e/ou responsável técnico.

§ 2º A emissão do Certificado de Aprovação e do Alvará de Prevenção e Proteção


contra Incêndio estão condicionados ao cumprimento das exigências constantes na Lei
Complementar nº 14.376, de 26 de dezembro de 2013, na sua regulamentação e respectivas
RTCBMRS, independentemente dos prazos estabelecidos nos incisos I e II do “caput” deste
artigo.

Página: 146
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação, produzindo seus efeitos
em sessenta dias.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 5 de dezembro de 2017.

FIM DO DOCUMENTO

Página: 147
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA, PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

RESOLUÇÃO TÉCNICA DE TRANSIÇÃO


CBMRS
2017

Estabelece os requisitos mínimos exigidos nas edificações, áreas


de risco de incêndio, estabelecendo especificações para a
segurança contra incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, até a
publicação das Resoluções Técnicas do CBMRS específicas.

O COMANDANTE DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO RIO GRANDE


DO SUL, no uso de suas atribuições legais e considerando o disposto na Lei
Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro de 2013, e suas alterações e Decreto
Estadual n.º 51.803, de 10 de setembro de 2014 e suas alterações,

RESOLVE:
Art. 1° - Aprovar a Resolução Técnica de Transição, que estabelece os requisitos
mínimos exigidos nas edificações, áreas de risco de incêndio, estabelecendo
especificações para a segurança contra incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, até
a publicação das Resoluções Técnicas do CBMRS específicas, conforme Lei
Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro de 2013, e suas alterações, e Decreto
Estadual n.º 51.803, de 10 de setembro de 2014, e suas alterações.
Art. 2º - Esta Resolução Técnica entrará em vigor 60 (sessenta) dias após a data
de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário, em especial a
Resolução Técnica de Transição, homologada no Diário Oficial do Estado n.º 165, de
28 de agosto de 2015, Instrução Normativa n.º 001/DTPI/CCB/2016, Instrução
Normativa n.º 005/DSPCI/CCB/2016, Resolução Técnica n.º 004/BM-CCB/2003,
Resolução Técnica n.º 005/BM-CCB/2003, Resolução Técnica n.º 006/BM-CCB/2003,
Resolução Técnica n.º 007/BM-CCB/2003, Resolução Técnica n.º 009/BM-CCB/2004,
Resolução Técnica n.º 010/BM-CCB/2005, Resolução Técnica n.º 011/BM-CCB/2005,
Resolução Técnica n.º 013/BM-CCB/2007, Resolução Técnica n.º 018/BM-CCB/2013,
Parecer Técnico n.º 001/2015, Parecer Técnico n.º 014/2015, Parecer Técnico n.º
022/2015, Parecer Técnico n.º 029/2015, Parecer Técnico n.º 036/2015, Parecer
Técnico n.º 005/2016, Parecer Técnico n.º 007/2016, Parecer Técnico n.º 009/2016,
Parecer Técnico n.º 011/2016, Parecer Técnico n.º 013/2016 e Parecer Técnico n.º
015/2016.
Quartel em Porto Alegre, 16 de maio de 2017

ADRIANO KRUKOSKI FERREIRA – Cel QOEM


Comandante do Corpo de Bombeiros Militar do RS

Página: 148
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA, PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

RESOLUÇÃO TÉCNICA DE TRANSIÇÃO


CBMRS
2017

SUMÁRIO
1. Objetivo
2. Aplicação
3. Disposições Gerais
4. Requisitos técnicos de prevenção e proteção contra incêndio
5. Disposições finais

ANEXO
ÚNICO. Isolamento de riscos

Publicada no Diário Oficial do Estado n.º 092, de 17 de maio de 2017.

Página: 149
Resolução Técnica de Transição - 2017 3

1. OBJETIVO c) silos para armazenamento da produção,


desde que não ultrapasse a capacidade de 50
1.1 Esta Resolução Técnica tem por finalidade toneladas, no caso da alínea “b”, do item 2.1.1.
fixar os requisitos mínimos exigidos nas
edificações, áreas de risco de incêndio, 2.1.1.2 É permitida a existência de
estabelecendo especificações para a segurança armazenamento de líquidos
contra incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, inflamáveis/combustíveis, desde que a soma
até a publicação das Resoluções Técnicas do total não ultrapasse(m) 15.000 litros, nos casos
CBMRS específicas, conforme Lei Complementar das alíneas “a” e “b”, do item 2.1.1, desde que:
n.º 14.376, de 26 de dezembro de 2013, e suas
alterações, e Decreto Estadual n.º 51.803, de 10 a) atendam exclusivamente a propriedade;
de setembro de 2014, e suas alterações.
b) possuam extintores de incêndio conforme a
ABNT NBR 17505 – Parte 7, devidamente
2. APLICAÇÃO sinalizados.

2.1 Esta Resolução Técnica se aplica a todas as 3. DISPOSIÇÕES GERAIS


edificações e áreas de risco de incêndio,
permanentes e temporárias, quando não contrariar 3.1 A análise dos Planos Simplificados de
RTCBMRS mais específica, exceto: Prevenção e Proteção Contra Incêndio –
PSPCI, e dos Planos de Prevenção e Proteção
a) as edificações de uso residencial Contra Incêndio – PPCI, na forma completa, a
exclusivamente unifamiliares; homologação do Certificado de Licenciamento
do Corpo de Bombeiros – CLCB, a vistoria
b) as residências exclusivamente unifamiliares ordinária, quando couber, e extraordinária das
localizadas em edificação com ocupação mista de medidas de proteção instaladas serão
até 2 (dois) pavimentos, desde que as ocupações realizadas exclusivamente pelo Corpo de
possuam acessos independentes; Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do
Sul – CBMRS.
c) as propriedades destinadas a atividades
agrossilvipastoris, excetuando-se silos e 3.2 O gerenciamento dos Planos de Prevenção
armazéns, que serão regulamentadas por e Proteção Contra Incêndio será realizado
RTCBMRS; através do Sistema Integrado de Bombeiros –
Módulo de Segurança Contra Incêndio
d) o empreendedor que utilize residência (SISBOM-MSCI).
unifamiliar como ponto de referência para
correspondência, sem atendimento ao público ou 3.3 A emissão do Alvará de Prevenção e
estoque de materiais. Proteção Contra Incêndio - APPCI está
vinculada à quitação de todas as taxas e multas
2.1.1 Entende-se por atividade agrossilvipastoril de devidas.
que trata a alínea "c":
3.4 As legislações municipais em vigor poderão
a) toda a atividade de criação e cultivo ligados ao ser utilizadas de forma suplementar, ficando
setor primário, sem beneficiamento; vedada a utilização de medidas de segurança,
prevenção e proteção contra incêndio e
b) toda a atividade de criação e cultivo incluindo o procedimentos administrativos menos
beneficiamento, quando enquadrados em favoráveis aos previstos Lei Complementar n.º
agricultura familiar ou empreendimento familiar 14.376/2016, suas alterações, e sua
rural, conforme Lei Federal n.º 11.326, de 24 de regulamentação.
julho de 2006.
3.4.1 Para as edificações existentes em
2.1.1.1 É permitida a existência de: processo de transição, deverá ser observado o
disposto no Decreto Estadual n.º 51.803/2014,
a) depósitos para guarda de maquinário, e suas alterações, RTCBMRS n.º 05 – Parte
ferramentas, insumos agrícolas, nos casos das 07/2016, e suas alterações, e as RTCBMRS,
alíneas “a” e “b”, do item 2.1.1; Portarias e Instruções Normativas expedidas
pelo CBMRS.
b) silos destinados ao armazenamento de ração 3.5 As resoluções técnicas, portarias e
animal, desde que não ultrapassem a capacidade instruções normativas tem efeito imediato e
de 50 toneladas, nos casos das alíneas “a” e “b”, geral aos PPCI/PSPCI protocolados para
do item 2.1.1; primeira análise e cadastro eletrônico para
obtenção do CLCB realizado a partir de sua
entrada em vigor.

Página: 150
Resolução Técnica de Transição - 2017 4

3.5.1 A aplicação retroativa das normas referidas 4.3 As ocupações residenciais unifamiliares
no item 3.5 se dará: situadas em edificações de ocupação mista
que não atenderem os requisitos da alínea “b”,
a) nos dispositivos que contiverem esta previsão do item 2.1, deverão ser consideradas no
no texto da norma, de modo automático; PPCI/PSPCI como ocupações multifamiliares.
Nestes casos, a área residencial será
b) nos casos em que a norma otimizar o computada para dimensionamento das
dimensionamento de medidas de segurança medidas de segurança contra incêndio e
contra incêndio, por opção do proprietário ou emissão de taxas. Todas as medidas de
responsável pelo uso da edificação ou área de segurança contra incêndio deverão ser
risco de incêndio. instaladas na(s) ocupação(ões) diversa(s) da
3.5.1.1 Nos casos previstos pela alínea “b” do item residencial e nas áreas comuns, quando
3.5.1, para as edificações em tramitação ou com existirem. A residência não será objeto de
APPCI obtidos pela Lei Complementar n.º análise e/ou vistoria pelo CBMRS.
14.376/2013, e suas alterações, deverá ser 4.4 Os condomínios residenciais horizontais,
apresentado novo PPCI/PSPCI/CLCB da pertencentes à divisão “A-1”, estão
edificação ou área de risco de incêndio, que será dispensados das exigências de que trata a Lei
encaminhado cumprindo as exigências de Complementar n.º 14.376/2013, suas
medidas de segurança contra incêndio contidas na alterações e regulamentações, não
legislação em vigor na época do primeiro protocolo necessitando apresentar PPCI/PSPCI/CLCB,
e toda regulamentação e normatização para caso tenham todas as seguintes
dimensionamento e execução de medidas de características:
segurança contra incêndio vigentes à época do
novo protocolo. a) distância entre o portão de acesso ao
condomínio até a porta principal da edificação
3.5.1.2 Nos casos previstos pela alínea “b” do item mais distante igual ou inferior a 120 m, medida
3.5.1, para as edificações em processo de tomando como base o eixo das vias de acesso
transição para a Lei Complementar n.º interno de uso comum dos moradores;
14.376/2013, e suas alterações, deverá ser
apresentado novo PPCI/PSPCI/CLCB da b) inexistência de edificações de uso comum
edificação ou área de risco de incêndio, que será dos moradores, tais como portarias, guaritas,
encaminhado cumprindo as exigências de salões de festas, salas de jogos, musculação
medidas de segurança contra incêndio e toda ou ginástica, e similares;
regulamentação e normatização para
dimensionamento e execução de medidas de c) inexistência de central predial de Gás
segurança contra incêndio vigentes à época do Liquefeito de Petróleo - GLP.
novo protocolo. 4.4.1 Para os condomínios residenciais
horizontais que possuírem distância entre o
3.6 Para os fins do disposto nesta Resolução
portão de acesso ao condomínio até a porta
Técnica, aplicam-se os conceitos do Art. 6º, da Lei
principal da edificação ou área de risco de
Complementar n.º 14.376/2016, e suas alterações,
incêndio mais distante superior a 120 m e
e RTCBMRS n.º 02/2014, e suas alterações.
possuírem as características descritas nas
alíneas “b” e “c” do item 4.4, deverá ser emitido
Certificado de Licenciamento do Corpo de
4. REQUISITOS TÉCNICOS DE PREVENÇÃO E
Bombeiros – CLCB, sendo de inteira
PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
responsabilidade do proprietário ou
4.1 Para enquadramento na alínea “b”, do item responsável pelo uso do condomínio
2.1, entende-se por ocupação mista aquela providenciar a instalação de acesso de viaturas
composta por uma ocupação residencial de combate a incêndio, constituído de pórtico e
exclusivamente unifamiliar e outra(s) vias de acesso internas, com largura mínima
ocupação(ões) distinta(s). útil de 5 m, conforme regulamentações
específicas, não sendo objeto de análise e
4.2 A área construída pertencente ao residencial vistoria ordinária pelo CBMRS.
unifamiliar, quando situada no pavimento térreo ou
segundo pavimento ou subsolo de edificação de 4.4.1.1 A área a ser considerada será igual a
ocupação mista, com acessos independentes em zero.
comunicação com a via pública, podendo haver
4.4.2 Para os condomínios residenciais
comunicação interna, não será computada para
horizontais que possuírem distância entre o
fins de dimensionamento das medidas de
portão de acesso ao condomínio até a porta
segurança contra incêndio, nem computada na
principal da edificação ou área de risco de
soma da área total edificada para fins de emissão
incêndio mais distante superior a 900 m e
de taxas. A residência não será objeto de análise
possuírem as características descritas nas
e/ou vistoria pelo CBMRS.

Página: 151
Resolução Técnica de Transição - 2017 5

alíneas “b” e “c” do item 4.4, deverá ser emitido ordinária do CBMRS, seguindo o rito da
Certificado de Licenciamento do Corpo de RTCBMRS n.º 05 – Parte 1.1/2016, e suas
Bombeiros – CLCB, sendo de inteira alterações.
responsabilidade do proprietário ou responsável
pelo uso providenciar a instalação de hidrante 4.4.5.2 Para fins de emissão de taxas e
urbano e de acesso de viaturas de combate a exigências de medidas de segurança contra
incêndio, constituído de pórtico e vias de acesso incêndio, deverá ser considerado o somatório
internas com largura mínima útil de 5 m, conforme da área total construída de todas as edificações
regulamentações específicas, não sendo objeto de de uso comum, quando existirem.
análise e vistoria ordinária pelo CBMRS. 4.4.5.3 Para fins de dimensionamento e
execução de medidas de segurança contra
4.4.2.1 A área a ser considerada será igual a zero. incêndio, deverá ser considerada a área a ser
protegida de cada edificação de uso comum
4.4.3 Para os condomínios residenciais horizontais separadamente, quando existirem e forem
que não possuírem as características descritas na isoladas.
alínea “b”, do item 4.4, sem a exigência de acesso
de viaturas de combate a incêndio e a exigência 4.4.5.4 Caso não existam edificações de uso
de acesso de viaturas de combate a incêndio e comum, a área a ser considerada será igual a
hidrante urbano, poderá ser apresentado zero.
PPCI/PSPCI/CLCB separados para cada
edificação de uso comum. 4.4.6 Os salões de festas, portarias, guaritas,
salas de jogos, musculação ou ginástica e
4.4.4 Para os condomínios residenciais horizontais demais ocupações subsidiárias das Divisões A-
que não possuírem as características descritas na 1 e A-2 serão considerados como pertencentes
alínea “b”, do item 4.4, cumulado com a exigência à respectiva ocupação predominante.
de acesso de viaturas de combate a incêndio ou
4.4.6.1 As exigências de medidas de segurança
acesso de viaturas de combate a incêndio e
contra incêndio serão as determinadas para a
hidrante urbano, deverá ser apresentado PPCI, na
ocupação do Grupo A, constantes na Tabela 5
forma completa, constando todas as edificações
ou Tabela 6A, do Decreto Estadual n.º
de uso comum.
51.803/2014, e suas alterações, RTCBMRS n.º
05 – Parte 02/2016, e suas alterações,
4.4.4.1 O acesso de viaturas de combate a
RTCBMRS n.º 05 – Parte 3.1/2016, e suas
incêndio e o hidrante urbano, quando exigido,
alterações e RTCBMRS n.º 05 – Parte 07/2016,
deverão ser representados na planta baixa do
e suas alterações, conforme as características
PPCI na forma completa para análise e vistoria
da edificação.
ordinária do CBMRS, seguindo o rito da
RTCBMRS n.º 05 – Parte 1.1/2016, e suas 4.4.6.2 Para o dimensionamento e execução
alterações. das saídas de emergência, as ocupações
subsidiárias deverão ser enquadradas de
4.4.4.2 Para fins de emissão de taxas e exigências acordo com a atividade a ser desenvolvida
de medidas de segurança contra incêndio, deverá dentro da dependência.
ser considerado o somatório da área total
construída de todas as edificações de uso comum. 4.5 Para a implementação das medidas de
segurança contra incêndio previstas no Decreto
4.4.4.3 Para fins de dimensionamento e execução Estadual n.º 51.803/2014, e suas alterações,
de medidas de segurança contra incêndio, deverá até a entrada em vigor de Resolução Técnica
ser considerada a área a ser protegida de cada específica, deverão ser observadas as Normas
edificação de uso comum separadamente, quando Brasileiras e Instruções Técnicas em vigor
isoladas. dispostas na Tabela 1.

4.4.5 Para os condomínios residenciais horizontais 4.6 Para a implementação das medidas de
que não possuírem as características descritas na segurança contra incêndio previstas no Decreto
alínea “c”, do item 4.4, independentemente de Estadual n.º 51.803/2014, e suas alterações,
possuírem ou não as características descritas nas deverão ser observadas as Resoluções
alíneas “a” e “b”, do item 4.4, deverá ser Técnicas do CBMRS, e suas alterações,
apresentado PPCI, na forma completa, constando dispostas na Tabela 2.
todas as edificações de uso comum dos 4.7 As edificações enquadradas para o
moradores, quando existirem. licenciamento através do CLCB ou PSPCI com
grau de risco de incêndio baixo, deverão
4.4.5.1 O acesso de viaturas de combate a cumprir as normas específicas constantes
incêndio e o hidrante urbano, quando exigidos, respectivamente na RTCBMRS n.º 05 – Parte
deverão ser representados na planta baixa do 02/2016, e suas alterações, e na RTCBMRS n.º
PPCI na forma completa para análise e vistoria 05 – Parte 3.1/2016, e suas alterações.

Página: 152
Resolução Técnica de Transição - 2017 6

Tabela 1
Medida de Segurança
Item Norma a ser observada
Contra Incêndio

Instrução Técnica n.º 06, do Corpo de Bombeiros da


1 Acesso de Viaturas de Bombeiros
Polícia Militar do Estado de São Paulo

Compartimentação Horizontal e
Vertical
Nota: A implementação da Instrução Técnica n.º 09, do Corpo de Bombeiros da
compartimentação horizontal e Polícia Militar do Estado de São Paulo, de forma
2 vertical como medida de segurança, suplementar a esta Resolução Técnica
prevista na legislação em vigor
(medida obrigatória) não se destina
à isenção de outros dispositivos e
medidas.

Instrução Técnica n.º 15, do Corpo de Bombeiros da


3 Controle de Fumaça
Polícia Militar do Estado de São Paulo

Controle de Materiais de Instrução Técnica n.º 10, do Corpo de Bombeiros da


4
Acabamento e Revestimento Polícia Militar do Estado de São Paulo

ABNT NBR 17240 e NBR ISO 7240


Notas:
1. A distribuição dos acionadores manuais e a localização
da central de alarme deverão cumprir o disposto na ABNT
NBR 17240.
5 Detecção e Alarme de Incêndio 2. A partir de 1º de janeiro de 2018, os PPCI/PSPCI
protocolados no CBMRS para a primeira análise, não
poderão possuir os avisadores sonoros acoplados no
mesmo invólucro dos acionadores manuais.
3. Os acionadores manuais deverão ser instalados a uma
altura entre 0,90 e 1,35 m do piso acabado.

ABNT NBR 13714, de forma suplementar a esta Resolução


Técnica
Notas:
1. Para os depósitos de gás liquefeito de petróleo (GLP),
deverá ser observada, ainda, a ABNT NBR 15514 e
demais normas específicas.
2. Para os depósitos de líquidos inflamáveis e
combustíveis, deverão ser observadas, ainda, as normas
ABNT NBR 17505-1, ABNT NBR 17505-2, ABNT NBR
17505-3, ABNT NBR 17505-4, ABNT NBR 17505-5, ABNT
6 Hidrantes e Mangotinhos NBR 17505-6, ABNT NBR 17505-7 e demais normas
específicas.
3. Caso a edificação ou área de risco de incêndio possua
acesso de viaturas de bombeiro, constituído de pórtico e
via de acesso, o dispositivo de recalque poderá ser
instalado em local adequado dentro do lote, junto às vias
de acesso, afastado, no mínimo, 15 metros de qualquer
edificação ou área de risco de incêndio existente no lote.
4. Nos mezaninos, não será necessária a instalação de
tomada de hidrante caso sua área esteja coberta pelo
sistema de hidrantes do respectivo pavimento.

Página: 153
Resolução Técnica de Transição - 2017 7

ABNT NBR 10898


Notas:
1. Será exigida somente a iluminação de aclaramento,
exceto nos recintos sem iluminação natural ou artificial
suficiente para permitir o acúmulo de energia no elemento
fotoluminescente das sinalizações de saída, devendo ser
instalada a iluminação de balizamento, entrando em
funcionamento quando acionado o sistema de iluminação.
2. É obrigatória a iluminação de balizamento nas rotas de
saída das ocupações do grupo F, divisões F-5, F-6, F-11 e
F-12, devendo permanecer acesa durante o horário de
7 Iluminação de Emergência funcionamento da atividade.
3. O sistema de iluminação de balizamento, quando
exigido, deverá ser adicional, sem prejuízo ao sistema de
iluminação de aclaramento, somente sendo aceita
iluminação de balizamento com fundo na cor verde com
símbolos e letras brancas ou com fundo translúcido ou
branco e símbolos e letras na cor verde.
4. Todas as edificações e áreas de risco de incêndio com
altura superior a 12 m e as divisões F-5, F-6, F-11 e F-12
deverão possuir botão de emergência para desligamento
da alimentação de energia elétrica, posicionado em local
de permanente vigilância e devidamente sinalizado.
ABNT NBR 10897
Nota: Caso a edificação ou área de risco de incêndio
Instalações Automáticas de possua acesso de viaturas de bombeiro, o dispositivo de
8 Extinção de Incêndio – Chuveiros recalque poderá ser instalado em local adequado dentro
Automáticos do lote, junto às vias de acesso, afastado, no mínimo, 15 m
de qualquer edificação ou área de risco de incêndio
existente no lote.
9 Plano de Emergência ABNT NBR 15219
Instrução Técnica n.º 08, do Corpo de Bombeiros da
10 Segurança Estrutural em Incêndio
Polícia Militar do Estado de São Paulo
ABNT 13434-1, ABNT NBR 13434-2 e ABNT NBR
11 Sinalização de Emergência
13434-3
Sistema de Proteção Contra
12 ABNT NBR 5419
Descargas Atmosféricas – SPDA

Tabela 2

Medida de Segurança
Item Resolução Técnica a ser observada
Contra Incêndio
Resolução Técnica n.º 014/BM-CCB/2009, e suas
1 Brigada de Incêndio
atualizações
Resolução Técnica CBMRS n.º 14/2016 – Extintores de
Incêndio, e suas atualizações
Nota: Para as normas técnicas específicas que não
informarem a distância máxima a percorrer do extintor até
2 Extintores de incêndio a área de risco de incêndio, adotar-se-á:
a) o afastamento mínimo de 03 m do extintor em relação à
área de risco de incêndio;
b) a distância máxima a percorrer de 15 m da área de risco
de incêndio até o extintor.

Página: 154
Resolução Técnica de Transição - 2017 8

Resolução Técnica CBMRS n.º 11 – Parte 01/2016 –


3 Saídas de Emergência Saídas de Emergência, e suas atualizações

Resolução Técnica CBMRS n.º 16/2017 – Hidrante


4 Hidrante Urbano
Urbano, e suas atualizações

4.8 As edificações e áreas de risco de incêndio, ma de bombeamento deverão ser


exceto as previstas no item 4.4, em que não são dimensionados para o atendimento da maior
exigidas instalações hidráulicas sob comando demanda (tipo 1, 2 ou 3), conforme ABNT NBR
(hidrantes e mangotinhos) e acesso de viaturas, 13714.
e que estiverem localizadas a mais de trinta
metros da via pública, deverão instalar rede 4.10 Para as edificações pertencentes às
seca, constituída de hidrante com tomada divisões F-5, F-6, F-11 e F-12 deverá ser
(saída) de água simples de 38 mm (1½”) e instalado acima de cada tomada do sistema de
tubulação, a uma distância máxima de cinco hidrantes, um sinalizador visual com
metros da fachada onde estiver localizado o acionamento por chave de fluxo quando da
acesso principal da edificação, e registro de abertura dos hidrantes.
recalque junto ao passeio, atendendo à ABNT
NBR 13714, não necessitando instalar 4.11 Para as edificações com ocupação mista
mangueiras de incêndio e acessórios, no sem isolamento de riscos, deverá ser
entanto permitindo a realização de operações considerado como maior nível de segurança,
do Corpo de Bombeiros. para fins de definição das medidas de
segurança contra incêndio exigidas e seu
4.8.1 O proprietário poderá implantar a medida dimensionamento:
de segurança contra incêndio de acesso de
viaturas ou instalação hidráulica sob comando a) o maior grau de risco de incêndio dentre as
(hidrantes e mangotinhos), neste caso não ocupações predominantes;
sendo necessário observar o item 4.8.
b) a ocupação predominante que possuir o
4.8.2 Nos casos em que a legislação vigente maior número de medidas de segurança contra
permita a substituição do acesso de viaturas incêndio exigidas pelas tabelas do Decreto
pela rede de hidrantes seca, deverão ser 51.803/2014, e suas alterações, caso as
instalados hidrantes com tomada (saída) de ocupações predominantes possuam mesmo
água simples de 38 mm (1½”) em todos os grau de risco de incêndio.
pavimentos, atendendo à distância máxima de
cobertura, conforme a ABNT NBR 13714, não 4.11.1 O disposto no item 4.11 não se aplica às
necessitando instalar mangueiras de incêndio e edificações e áreas de risco de incêndio com
acessórios, no entanto permitindo a realização ocupação mista que abriguem as divisões F-5
de operações do Corpo de Bombeiros. e/ou F-6 sem isolamento de riscos. Neste caso,
4.9 É permitido o compartilhamento de uma as divisões F-5 e F-6 definirão as medidas de
única reserva técnica de incêndio e um único segurança contra incêndio e seu
sistema de bombeamento para a medida de dimensionamento.
instalação hidráulica sob comando (hidrantes e
mangotinhos), visando a proteção de mais de 4.12 Poderá ser empregada a técnica de
uma edificação em um mesmo lote ou áreas isolamento de riscos, por separação de áreas
isoladas de uma mesma edificação, desde que em uma mesma edificação ou afastamento
haja livre acesso de todos os responsáveis a entre edificações, para definição das medidas
todos os componentes compartilhados do de segurança contra incêndio em
sistema por meio de acessos independentes. A edificação(ões), parte(s) de edificação(ões) ou
pressão de trabalho do sistema deve considerar área(s) de risco de incêndio localizadas no
o limite máximo de 14 Kgf/cm², respeitando a mesmo lote, independentemente da
ABNT NBR 13714. classificação quanto ao grau de risco de
incêndio ou de possuírem o mesmo proprietário
4.9.1 Quando as edificações ou ocupações ou responsável pelo uso, devendo cumprir o
exigirem tipos de instalações hidráulicas disposto no item 4.12.2 e 4.12.3, desta
distintas, a reserva técnica de incêndio e o siste- RTCBMRS.

Página: 155
Resolução Técnica de Transição - 2017 9

4.12.1 As edificação(ões) e parte(s) de uma das áreas a serem isoladas tiver grau de
edificação(ões) ou área(s) de risco de incêndio risco de incêndio alto, conforme Figura 02, do
isoladas poderão ter processos administrativos anexo único, desta RTCBMRS;
independentes para obtenção de APPCI e/ou
CLCB. c) 3 m, quando as aberturas estiverem
dispostas em paredes opostas,
4.12.1.1 No caso de encaminhamento de um independentemente do grau de risco de
único PPCI, na forma completa, para incêndio, conforme Figura 03, do anexo único,
edificações e/ou parte(s) de edificação(ões) ou desta RTCBMRS.
área(s) de risco de incêndio isoladas, será
emitido um único APPCI, que poderá ser 4.12.2.1.1 Os afastamentos previstos nas
fracionado à medida que cada edificação ou alíneas “a”, “b” e “c”, do item 4.12.2.1, poderão
parte de edificação isolada seja vistoriada e ser substituídos por:
aprovada pelo CBMRS.
a) prolongamento da parede de isolamento em
4.12.1.1.1 Deverão ser acrescentadas direção ao exterior da edificação, com dimensão
sucessivamente ao APPCI as áreas licenciadas, mínima horizontal de 0,90 m, medida a partir do
constando em observação as edificações e/ou paramento externo da fachada, executado em
partes de edificação(ões) isoladas material ou sistema construtivo com o mesmo
contempladas, cancelando os APPCI emitidos Tempo Requerido de Resistência ao Fogo -
anteriormente e permanecendo inalterada a TRRF dos demais elementos de isolamento,
data de validade do primeiro APPCI emitido. conforme Figura 04, do anexo único, desta
RTCBMRS;
4.12.1.1.2 O disposto no item 4.12.1.1 aplica-se
somente quando todas as edificação(ões) ou b) recuo de uma área isolada em relação à
e/ou parte(s) de edificação(ões) ou área(s) de outra, com dimensão mínima horizontal de 0,90
risco de incêndio isoladas do mesmo PPCI m, medido entre os paramentos externos das
estiverem inicialmente desabitadas, fachadas das áreas isoladas, executado em
independentemente de serem consideradas material ou sistema construtivo com o mesmo
existentes ou a construir de acordo com a LC TRRF dos demais elementos de isolamento,
n.º 14.376/2016. conforme Figura 05, do anexo único, desta
RTCBMRS.
4.12.1.1.3 Aplica-se o disposto nos itens 4.1.12,
4.1.12.1 e 4.1.12.1.1 às partes de edificação em 4.12.2.2 Para o isolamento de riscos por
construção, com ou sem isolamento de riscos, separação de áreas em uma mesma edificação,
desde que seja restringida a utilização da parte a distância vertical entre as aberturas será de 3
não concluída. m entre as vergas da aberturas inferiores e os
peitoris das aberturas superiores,
4.12.2 No isolamento de riscos obtido por independentemente do grau de risco de
separação de áreas em uma mesma edificação, incêndio das áreas a serem isoladas, conforme
o tempo requerido de resistência ao fogo – Figura 06, do anexo único, desta RTCBMRS.
TRRF, dos elementos deverá ser de:
4.12.2.2.1 O afastamento previsto no item
a) 2 horas, quando as áreas a serem isoladas 4.12.2.2 poderá ser reduzido para 1,2 m, desde
tiverem grau de risco de incêndio baixo e/ou que, adicionalmente, exista:
médio; a) aba ou marquise corta-fogo, executada em
b) 3 horas, quando pelo menos uma das áreas material ou sistema construtivo com o mesmo
a serem isoladas tiver grau de risco de incêndio TRRF do entrepiso, com balanço mínimo de
alto. 0,90 m em direção ao exterior da edificação,
medido a partir do paramento externo da
4.12.2.1 Para o isolamento de riscos por fachada do pavimento superior, conforme Figura
separação de áreas em uma mesma edificação, 07, do anexo único, desta RTCBMRS;
a distância horizontal entre as aberturas será
de: b) recuo mínimo de 0,90 m de um pavimento
isolado em relação ao outro, medido a partir dos
a) 1,2 m, quando as aberturas estiverem no paramentos externos das fachadas, conforme
mesmo paramento da fachada, desde que as Figura 08, do anexo único, desta RTCBMRS;
áreas a serem isoladas tenham grau de risco de
incêndio baixo e/ou médio, conforme Figura 01, c) projeção com balanço mínimo de 0,90 m de
do anexo único, desta RTCBMRS; um pavimento em relação ao outro, medido a
partir dos paramentos externos das fachadas,
b) 2 m, quando as aberturas estiverem no conforme Figura 09, do anexo único, desta
mesmo paramento da fachada e pelo menos RTCBMRS.

Página: 156
Resolução Técnica de Transição - 2017 10

4.12.2.2.1.1 Em caso de utilização de abas ou cobertura, quando as coberturas das áreas


marquises em conjunto com recuo ou projeção, isoladas estiverem no mesmo nível, conforme
as medidas destes elementos poderão ser Figura 14, do anexo único, desta RTCBMRS;
somadas para atingirem a dimensão de 0,90 m,
conforme Figuras 10 e 11, do anexo único, b) estender-se, no mínimo, 1 m acima da face
desta RTCBMRS. superior do elemento de vedação mais baixo da
cobertura mais baixa e, adicionalmente, 0,5 m
4.12.2.2.2 O afastamento previsto no item acima da face superior do elemento de vedação
4.12.2.2 poderá ser reduzido a zero, desde que mais baixo da cobertura mais alta, quando as
exista recuo mínimo de 3 m de um pavimento coberturas das áreas isoladas estiverem em
isolado em relação ao outro, conforme Figuras níveis diferentes, conforme Figura 15, do anexo
12 e 13, do anexo único, desta RTCBMRS. único, desta RTCBMRS.

4.12.2.3 Os elementos construtivos das 4.12.3 No isolamento de riscos obtido por


fachadas situados entre as aberturas previstas afastamento, deverá ser guardada a distância
nos itens 4.12.2.1 e 4.12.2.2 deverão possuir o de 5 m entre edificações distintas no mesmo
mesmo TRRF exigido para os elementos de lote, contendo ou não aberturas nas fachadas.
separação.
4.13 É vedado o armazenamento de
4.12.2.4 Em todos os casos, as áreas isoladas combustíveis e inflamáveis em edificações
deverão possuir acessos independentes, sendo residenciais, constituindo-se em responsável o
vedada qualquer comunicação interna através proprietário ou usuário, a qualquer título.
de aberturas.

4.12.2.5 Em qualquer caso de isolamento de 4.13.1 Excetua-se do disposto no item 4.13:


riscos, as instalações elétricas, hidrossanitárias, a) o armazenamento e manuseio de líquidos
de ventilação, rede lógica e demais sistemas da combustíveis e inflamáveis para fins
edificação deverão ser independentes para domésticos, na quantidade máxima de 5 (cinco)
cada área isolada por separação de áreas em litros, desde que acondicionados em vasilhames
uma mesma edificação ou afastamento entre adequados às normas da Agência Nacional de
edificações. Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP.
4.12.2.5.1 É permitida a passagem de: b) o armazenamento de combustível no tanque
a) ramais troncais de rede lógica e elétrica, para consumo imediato de geradores de energia
estritamente necessárias para a distribuição das elétrica.
redes; 4.14 O transporte, manuseio e a armazenagem
b) instalações hidrossanitárias de passagem ou de líquidos combustíveis e inflamáveis no
tubulações de queda, caixas ou ralos interior e exterior de edificações que não sejam
estritamente necessários à ligação com a rede exclusivamente residenciais deverão atender à
pública. ABNT NBR 17505-1, ABNT NBR 17505-2,
ABNT NBR 17505-3, ABNT NBR 17505-4,
4.12.2.5.1.1 A passagem deverá ser realizada ABNT NBR 17505-5, ABNT NBR 17505-6 e
através de shafts isolados e sem acesso à ABNT NBR 17505-7, Resolução ANP n.º 30, de
inspeção, com proteção passiva contra incêndio 26 de outubro de 2006, NR-20 do Ministério do
(selagem corta-fogo) em todas as saídas do Trabalho e, nos casos omissos, às normas
shaft, devendo sempre garantir o mesmo TRRF nacionais e internacionais específicas, até a
exigido para os demais elementos do sistema entrada em vigor de Resolução Técnica que
de isolamento de risco. regule o assunto.

4.12.2.5.1.2 As caixas e os ralos e tubulações 4.14.1 Para fins de aprovação do Plano de


conexas deverão possuir proteção passiva Prevenção e Proteção Contra Incêndio, adota-
contra incêndio (selagem corta-fogo) em todas se a classificação de líquidos previstos na
as penetrações nos elementos do sistema de norma ABNT NBR 17505-1.
isolamento de risco, devendo sempre garantir o
mesmo TRRF exigido. 4.15 Os depósitos de armazenamento,
distribuição e comercialização de gás liquefeito
4.12.2.6 No caso de edificações que possuam de petróleo (GLP) deverão atender às
coberturas sem proteção por laje corta-fogo, a exigências da ABNT NBR 15514, Resolução
parede de isolamento deverá: ANP n.º 05, de 26 de fevereiro de 2008, e
demais regulamentações da Agência Nacional
a) estender-se, no mínimo, 1 m acima da face do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
superior do elemento de vedação mais baixo da (ANP).

Página: 157
Resolução Técnica de Transição - 2017 11

4.15.1 As bases de armazenamento, 4.16.5.2 Para as instalações de gás natural, o


envasamento e distribuição de GLP deverão laudo de estanqueidade deverá compreender
atender às exigências da ABNT NBR 15186. toda a rede de distribuição interna, que abrange
todo o conjunto de tubulações, medidores,
4.16 Em havendo consumo de Gás Liquefeito reguladores e válvulas, com os necessários
de Petróleo, será exigida central predial nos complementos, destinados à condução e ao uso
seguintes casos: de gás, localizado entre o limite de propriedade,
posterior ao medidor, até o(s) ponto(s) de
a) nos locais de reunião de público – grupo F, consumo.
divisão F-6, independentemente da capacidade
instalada; 4.17 As instalações individuais de GLP com
recipientes de até 13 kg (P-13) deverão
b) nas edificações não residenciais com
obedecer ao prescrito nos itens 4.17.1 a 4.17.5.
capacidade instalada superior a 26 kg ou para
utilização de recipiente com capacidade nominal 4.17.1 As instalações deverão cumprir a ABNT
superior a 13 kg; NBR 13103 até a entrada em vigor de
c) nas edificações residenciais, quando utilizada Resolução Técnica que regule o assunto.
capacidade instalada superior a 39 Kg, por
4.17.2 Os recipientes deverão ser armazenados
unidade autônoma, ou para utilização de
em locais permanentemente ventilados,
recipiente com capacidade nominal superior a
afastados de ralos não sifonados em, no
13 kg, e sempre que a altura da edificação for
mínimo, 1,5 m.
superior a 12 m.

4.16.1 As centrais prediais de GLP deverão ser 4.17.3 É proibida a utilização de recipientes sem
executadas segundo a ABNT NBR 13523, até a válvula de segurança nas edificações e áreas
entrada em vigor de Resolução Técnica que de risco de incêndio.
regule o assunto.
4.17.4 Os recipientes de GLP instalados no
4.16.2 Não será admitida a utilização de interior de edificação deverão estar localizados
recipientes de 13 Kg de GLP (P-13) para junto a uma parede externa da edificação, a
constituir central predial ou complementação qual deverá possuir ventilação direta para o
desta. espaço livre exterior.

4.16.3 Para as ocupações residenciais com 4.17.4.1 A ventilação deverá estar localizada
altura igual ou inferior a 12 m, será admitida a junto ao piso, afastada, no máximo, a 1,5 m do
instalação de, no máximo, 26 Kg de GLP, em recipiente mais distante e possuir uma área
nichos individuais, concentrados em um mesmo mínima de 200 cm², guarnecida com tela,
ambiente ventilado, atendendo as veneziana ou similar. Opcionalmente, a
características construtivas de uma central ventilação pode ser obtida por duas aberturas
predial de GLP, sendo que cada nicho deverá com 5 cm de diâmetro, situadas junto ao piso.
atender apenas uma economia.
4.17.5 Nas edificações residenciais existentes,
independentemente da área e altura, é
4.16.4 As redes internas de distribuição para os
permitido o armazenamento de até três
gases combustíveis em instalações residenciais,
recipientes de 13 Kg de gás liquefeito de
comerciais e industriais deverão atender, ainda,
petróleo – GLP (P-13), por unidade autônoma,
a ABNT NBR 15526 e a ABNT NBR 15358, até
em instalações individuais, desde que a
a entrada em vigor de Resolução Técnica que
edificação não seja atendida por central de GLP.
regule o assunto.
4.18 As Estações Rádio Base (ERB), deverão
4.16.5 No caso de existência de central predial ser classificados quanto a ocupação, no grupo
de GLP ou instalação de Gás Natural (GN), o M, divisão M-3 (Central de comunicação),
laudo de estanqueidade do sistema, atendendo os requisitos previstos no Decreto
acompanhado da respectiva ART/RRT, deverá Estadual n.º 51.803/2014, e suas alterações.
permanecer na edificação ou área de risco de
incêndio, junto ao Projeto de Prevenção e 4.18.1 Para as ERB dotadas apenas de antena
Proteção Contra Incêndio – PrPCI, disponível de recebimento/transmissão e de, no máximo,
para vistoria extraordinária do CBMRS. 04 (quatro) gabinetes outdoors, serão exigidos
como medida de segurança contra incêndio
4.16.5.1 O laudo de estanqueidade para as apenas sensor de temperatura alta e detector
centrais de GLP deverá compreender toda a de fumaça, ambos automáticos e construídos de
rede de distribuição de gás, a partir do acordo com as especificações do fabricante do
recipiente até o ponto de consumo.

Página: 158
Resolução Técnica de Transição - 2017 12

gabinete, com envio remoto de sinal à central de 4.19.2.1 Quando houver exigência da instalação
monitoramento da empresa responsável pela de hidrantes e mangotinhos para a edificação
ERB. atendida pela subestação, a medida deverá
abranger a área da subestação.
4.18.2 No caso de ERB instaladas na zona
rural, além das medidas de segurança contra 4.20 Nas edificações pertencentes às divisões
incêndio e pânico exigidas nesta Resolução F-11 e F-12, a locação para não sócio de
Técnica, deverá ser executado um aceiro com totalidade ou de parte da edificação para a
largura mínima de 3 m no seu perímetro. realização de atividade com características de
ocupação da divisão F-6 e demais divisões
4.18.3 Outras medidas de segurança contra diferentes da licenciada, descaracteriza a
incêndio complementares, a critério do edificação para a classificação F-11 e F-12.
proprietário/responsável técnico, poderão ser
implementadas, porém não deverão fazer parte 4.20.1 Deverá ser apresentado novo
do PPCI/PSPCI a ser aprovado pelo CBMRS. PPCI/PSPCI para o licenciamento da edificação
de forma permanente ou temporária, conforme
4.19 As medidas de segurança contra incêndio as características e a duração da atividade.
previstas para a ocupação classificada no grupo
M, divisão M-6 (Central de Energia), conforme o 4.21 É obrigatória a instalação de Desfibrilador
Decreto Estadual n.º 51.803/2014, e suas Externo Automático - DEA nas edificações e
alterações, independentemente da área áreas de risco de incêndio que possuírem
construída, altura, classe de risco de incêndio e capacidade de lotação superior a cinco mil
da presença ou não de pessoas, serão as pessoas, a serem instalados em locais
constantes na Tabela 6M.6, do Decreto Estadual estratégicos das edificações e áreas de risco de
n.º 51.803/2014, e suas alterações, as previstas incêndio, conforme Lei n.º 13.109, de 23 de
na Instrução Técnica n.º 37 do CBPMESP para dezembro de 2008 e Decreto Estadual n.º
as subestações elétricas, e nesta Resolução 51.803, de 10 de setembro de 2014, e suas
Técnica de Transição, até a entrada em vigor de alterações.
Resolução Técnica que regule o assunto.
4.21.1 Será exigido 01 (um) DEA a cada 5.000
4.19.1 O sistema de hidrantes e mangotinhos pessoas, limitados ao máximo de cinco
para esta ocupação será do tipo 2, conforme equipamentos.
ABNT NBR 13714.
5. DISPOSIÇÕES FINAIS
4.19.1.1 No caso de existência de locais que
apresentem risco aos operadores durante a 5.1 As resoluções técnicas, portarias e
utilização do sistema de hidrantes, poderá o instruções normativas emitidos pelo
proprietário/responsável pelo uso, através do Departamento de Segurança, Prevenção e
responsável técnico, alegar inviabilidade técnica Proteção Contra Incêndio – DSPCI, deverão ser
e propor medida compensatória para a obrigatoriamente observados pelas SPI, AAT,
segurança contra incêndio nestes locais. responsáveis técnicos, proprietários e
responsáveis pelo uso das edificações e áreas
4.19.1.2 Deverá ser encaminhado laudo técnico de risco de incêndio.
de inviabilidade técnica, com a devida ART/RRT
do responsável técnico, propondo a medida 5.2 Os casos omissos ou soluções alternativas
compensatória ou solução tecnológica às disposições desta RTCBMRS deverão ser
alternativa para avaliação e aprovação do submetidos à apreciação do Departamento de
CBMRS. Segurança Prevenção e Proteção Contra
Incêndio – DSPCI, através dos Batalhões de
4.19.2 Não se aplicam as exigências da divisão Bombeiro Militar.
M-6 às subestações de entrada de energia das
unidades consumidoras, sendo estas 5.3 O descumprimento das normas de
consideradas ocupações subsidiárias, devendo segurança, prevenção e proteção contra
ser instalados: incêndio aplicáveis aos PPCI/PSPCI/CLCB é
passível de penalidades, conforme a Lei
a) extintores de incêndio; Complementar n.º 14.376/2013, e suas
alterações, Decreto Estadual n.º 51.803/2014, e
b) iluminação de emergência; suas atualizações, e regulamentação do
CBMRS.
c) sinalização de alerta quanto ao risco de
choque elétrico e de identificação de
equipamentos de combate a incêndio.

Página: 159
ANEXO ÚNICO

Figura 01 – Isolamento de risco para áreas


com grau de risco de incêndio baixo ou médio

Página: 160
ANEXO ÚNICO

Figura 02 – Isolamento de risco para áreas


com grau de risco de incêndio alto

Página: 161
ANEXO ÚNICO

Figura 03 – Isolamento de risco para áreas


com aberturas em paredes opostas

Página: 162
ANEXO ÚNICO

Figura 04 – Isolamento de risco através


do prolongamento da parede corta-fogo

Página: 163
ANEXO ÚNICO

Figura 05 – Isolamento de risco através


do recuo de uma área isolada em relação a outra

Página: 164
ANEXO ÚNICO

Figura 06 – Distância vertical entre aberturas


situadas entre áreas compartimentadas

Página: 165
ANEXO ÚNICO

Figura 07 – Distância vertical entre aberturas


dotadas de aba ou marquise corta-fogo

Página: 166
ANEXO ÚNICO

Figura 08 – Distância vertical entre aberturas


dotadas de recuo entre pavimentos isolados

Página: 167
ANEXO ÚNICO

Figura 09 – Distância vertical entre aberturas


dotadas de projeção em balanço entre pavimentos isolados

Página: 168
ANEXO ÚNICO

Figura 10 – Distância vertical entre aberturas


dotadas de aba ou marquises em conjunto com a projeção
entre pavimentos isolados

Página: 169
ANEXO ÚNICO

Figura 11 – Distância vertical entre aberturas


dotadas de aba ou marquises em conjunto com o recuo
entre pavimentos isolados

Página: 170
ANEXO ÚNICO

Figura 12 – Recuo mínimo de 3 m entre pavimentos isolados

Página: 171
ANEXO ÚNICO

Figura 13 –Projeção mínima de 3 m entre pavimentos isolados

Página: 172
ANEXO ÚNICO

Figura 14 – Projeção vertical da parede corta-fogo


em coberturas situadas em mesmo nível

Página: 173
ANEXO ÚNICO

Figura 15 – Projeção vertical da parede corta-fogo


em coberturas situadas em níveis diferentes

Página: 174
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
COMANDO DO CORPO DE BOMBEIROS
DIVISÃO TÉCNICA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E INVESTIGAÇÃO

RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS Nº 02


TERMINOLOGIA APLICADA
A SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

2014

Padroniza os termos e definições utilizadas na


legislação de segurança contra incêndio do
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio
Grande do Sul

O COMANDANTE DO COMANDO DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR, no


uso de suas atribuições legais e considerando o disposto na Lei Complementar nº
14.376, de 26 de dezembro de 2013 e Decreto Estadual nº 51.803, de 10 de setembro
de 2014,

RESOLVE:
Art. 1° - Aprovar a Resolução Técnica CBMRS nº 02 - Terminologia Aplicada a
Segurança Contra Incêndio - que padroniza os termos e definições utilizadas na
legislação de segurança contra incêndio do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do
Rio Grande do Sul.
Art. 2º - Esta Resolução Técnica entrará em vigor 30 dias após a sua publicação.

Quartel em Porto Alegre, 19 de dezembro de 2014.

EVILTOM PEREIRA DIAZ - Cel QOEM


Comandante do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar

Página: 175
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
COMANDO DO CORPO DE BOMBEIROS
DIVISÃO TÉCNICA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E INVESTIGAÇÃO

RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS Nº 02


TERMINOLOGIA APLICADA
A SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

2014

SUMÁRIO
1. Objetivo
2. Aplicação
3. Referências Normativas
4. Definições

Homologada no Diário Oficial do Estado nº 037, de 25 de fevereiro de 2015.

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2
Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

1. OBJETIVO incêndio destinado a impedir o contato do ar


atmosférico com o combustível e a liberação de
1.1 Esta Resolução Técnica padroniza os gases ou vapores inflamáveis.
termos e definições utilizados na legislação de
segurança contra incêndio do Corpo de 4.2 Abandono de edificação
Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do
Sul - CBMRS, atendendo ao previsto na Lei Retirada organizada e segura da população
Complementar nº 14.376, de 26 de dezembro usuária de uma edificação conduzida à via
de 2013 alterada pela Lei Complementar nº pública ou espaço aberto, ficando em local
14.555 de 2 de julho de 2014 - Estabelece seguro.
normas sobre Segurança, Prevenção e
Proteção Contra Incêndios nas edificações e 4.3 Abertura desprotegida
áreas de risco de incêndio no Estado do Rio
Grande do Sul e dá outras providências. Porta, janela ou qualquer outra abertura não
dotada de vedação com o exigido índice de
proteção ao fogo, ou qualquer parte da parede
2. APLICAÇÃO externa da edificação com índice de resistência
ao fogo menor que o exigido para a face
2.1 Esta Resolução Técnica – RT se aplica a exposta da edificação.
toda legislação de segurança contra incêndio do
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio 4.4 ABIQUIM
Grande do Sul - CBMRS, atendendo ao
previsto na Lei Complementar nº 14.376, de 26 Associação Brasileira da Indústria Química.
de dezembro de 2013 alterada pela Lei
Complementar nº 14.555 de 2 de julho de 2014 - 4.5 ABNT
Estabelece normas sobre Segurança,
Prevenção e Proteção Contra Incêndios nas Associação Brasileira de Normas Técnicas.
edificações e áreas de risco de incêndio no
Estado do Rio Grande do Sul e dá outras 4.6 ABP-EX
providências.
Associação Brasileira para Prevenção de
Explosões.
3. REFERÊNCIAS NORMATIVAS
4.7 ABPI
a) Lei Complementar nº 14.376, de 26 de
dezembro de 2013 alterada pela Lei Associação Brasileira de Prevenção de
Complementar nº 14.555 de 2 de julho de 2014 - Incêndios.
Estabelece normas sobre Segurança,
Prevenção e Proteção Contra Incêndios nas 4.8 Abrigo
edificações e áreas de risco de incêndio no
Estado do Rio Grande do Sul e dá outras Compartimento, embutido ou aparente, dotado
providências. de porta, destinado a armazenar mangueiras,
esguichos, carretéis e outros equipamentos de
b) Saídas de emergência em edifícios, ABNT combate a incêndio, capaz de proteger contra
NBR 9077/1993. intempéries e danos diversos.

c) Glossário de termos relacionados com a 4.9 Acesso


segurança contra incêndio, ABNT NBR
13860/1997. Caminho a ser percorrido pelos usuários do
pavimento, constituindo a rota de saída
d) Instrução Técnica nº 03 - Terminologia de horizontal, para alcançar a escada ou a rampa,
Segurança Contra Incêndio - Corpo de área de refúgio ou descarga, nas edificações
Bombeiros de São Paulo. com mais de um pavimento, ou o espaço livre
exterior, nas edificações térreas. Os acessos
podem ser constituídos por corredores,
4. DEFINIÇÕES passagens, vestíbulos, antecâmaras, sacadas,
varandas e terraços.
4.1 Abafamento: método de extinção de

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3
Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

4.10 Acesso de bombeiros mecanismo automático, destinado a alertar as


pessoas sobre a existência de um incêndio em
Área da edificação que proporcione facilidade determinada área da edificação.
de acesso, em caso de emergência para o
bombeiro. 4.19 Alçapão de alívio de fumaça (AAF) ou
alçapão de tiragem
4.11 Acesso para viaturas e emergência
Abertura horizontal localizada na parte mais
Vias trafegáveis com prioridade para a elevada da cobertura de uma edificação ou de
aproximação e operação dos veículos e parte desta, que, em caso de incêndio, pode ser
equipamentos de emergência juntos às aberta manual ou automaticamente, para deixar
edificações e instalações industriais. a fumaça escapar.

4.12 Acionador manual 4.20 Altura da edificação:

Dispositivo destinado a dar partida a um sistema a) altura ascendente é a medida em metros


ou equipamento de segurança contra incêndio, entre o ponto que caracteriza a saída ao nível
pela interferência do elemento humano. da descarga, sob a projeção do paramento
externo da parede da edificação, ao ponto mais
4.13 Adaptador baixo do nível do piso do pavimento mais baixo
da edificação;
Junta de união usada para conectar mangueiras
com conexões diferentes. b) altura da edificação ou altura descendente é
a medida em metros entre o ponto que
4.14 Adutora e recalque d’água caracteriza a saída ao nível da descarga, sob a
projeção do paramento externo da parede da
Transferência de água de uma fonte de edificação, ao ponto mais alto do piso do último
abastecimento para o local do incêndio, através pavimento. Como paramento externo da parede
da interposição de bombas intermediárias nas da edificação pode ser considerado o plano da
linhas de mangueiras. fachada do pavimento de descarga, se os
pavimentos superiores constituírem corpo
4.15 Aduchar avançado com balanço máximo de 1,20m (um
metro e vinte centímetros), excluídas as
Trata-se do acondicionamento de um cabo (ou marquises.
mangueira), visando seu pronto emprego.
4.21 Alvará de Prevenção e Proteção Contra
4.16 Agentes extintores Incêndio - APPCI

Entende-se por agentes extintores, certas Certificação emitida pelo Corpo de Bombeiros
substâncias químicas (sólidas, líquidas, gasosas Militar do Estado do Rio Grande do Sul -
ou outros materiais) que são utilizados na CBMRS de que a edificação está de acordo
extinção de um incêndio, quer abafando, quer com a legislação vigente, conforme o Plano de
resfriando ou, ainda, acumulando esses dois Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PPCI.
processos o que, aliás, é o mais comum. Os
principais agentes extintores são os seguintes: 4.22 Ampliação de área
água; espuma; dióxido de carbono; pó químico
seco; agentes halogenados e agentes Aumento da área construída da edificação.
umectantes.
4.23 Análise
4.17 Alarme
Ato de verificação das exigências das medidas
Dispositivo destinado a produzir sinais de alerta de segurança contra incêndio das edificações e
sonoro ou visual, por ocasião de uma áreas de risco de incêndio, no processo de
emergência qualquer. segurança contra incêndio.

4.18 Alarme de incêndio 4.24 Análise de risco

Aviso de um incêndio, sonoro e/ou luminoso, Conjunto de técnicas e métodos aplicados a um


originado por uma pessoa ou por um processo de instalação industrial, com o objetivo

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4
Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

de identificar e avaliar os riscos e propor 4.34 Área de refúgio


medidas para eliminação, redução ou
minimização das consequências dos riscos. Parte de um pavimento separada do restante
por paredes corta-fogo e portas corta-fogo,
4.25 Antecâmara tendo acesso direto, cada uma delas, a uma
saída.
Recinto que antecede a caixa da escada, com
ventilação natural garantida por janela para o 4.35 Áreas de risco de incêndio
exterior, por dutos de entrada e saída de ar ou
por ventilação forçada (pressurização). Ambiente externo a edificação que contém
armazenamento de produtos inflamáveis ou
4.26 Andar combustíveis, instalações elétricas ou de gás e
similares, que deverá seguir legislação
Volume compreendido entre dois pavimentos municipal referente aos Estudos de Viabilidade
consecutivos, ou entre o pavimento e o nível Urbana - EVU - para a devida finalidade da
superior a sua cobertura. edificação.

4.27 ANP 4.36 Área protegida

Agência Nacional do Petróleo. Área dotada de equipamento de proteção e


combate a incêndio.
4.28 Área danificada
4.37 Área de armazenamento
Total de área do material permanente afetada
por fenômeno térmico, sob condições de ensaio Local contínuo destinado ao armazenamento de
específico, tais como: perda de material, recipientes transportáveis de Gás Liquefeito de
contração, amolecimento, fusão, carbonização, Petróleo (GLP), cheios, parcialmente utilizados,
combustão, pirólise, etc. e vazios, compreendendo os corredores de
inspeção, quando existirem.
4.29 Área de pavimento
4.38 ART
Medida em metros quadrados, em qualquer
pavimento de uma edificação, do espaço Anotação de Responsabilidade Técnica.
compreendido pelo perímetro interno das
paredes externas e paredes corta-fogo, e 4.39 Aterramento
excluindo a área de antecâmaras, e dos recintos
fechados de escadas e rampas. Processo de conexão a terra, de um ou mais
objetos condutores, visando à proteção do
4.30 Área do maior pavimento operador ou equipamento contra descargas
atmosféricas, acúmulo de cargas estáticas e
Área do maior pavimento da edificação, falhas entre condutores vivos.
excluindo o da descarga.
4.40 Ático
4.31 Área a construir
Parte do volume superior de uma edificação,
Área projetada não edificada. destinada a abrigar máquinas, piso técnico de
elevadores, caixas de água e circulação vertical.
4.32 Área construída
4.41 Átrio (“Atrium”)
Somatória de todas as áreas ocupáveis e
cobertas de uma edificação. Espaço amplo criado por um andar aberto ou
conjuntos de andares abertos, conectando dois
4.33 Área da edificação ou mais pavimentos cobertos, com fechamento
na cobertura, excetuando os locais destinados à
Somatório da área a construir e da área escada, escada rolante, “shafts” de hidráulica,
construída de uma edificação. eletricidade, ar condicionado, cabos de
comunicação, chaminés de lareira e
churrasqueira.

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Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

4.42 Autonomia do sistema acionamento, em qualquer ponto de seu


comprimento, libera a folha da porta de sua
Tempo mínimo requerido em que o sistema posição de travamento, no sentido da abertura.
deverá manter as condições de funcionamento
para os fins que foi projetado, de acordo com o 4.51 Barra antipânico
respectivo sistema.
Dispositivo de destravamento da folha de uma
4.43 Autoridade competente porta, na posição de fechamento, acionado
mediante pressão exercida no sentido de
Órgão, repartição pública ou privada, pessoa abertura, em uma barra horizontal fixada na
jurídica ou física investida de autoridade para face da folha.
legislar, examinar, aprovar e/ou fiscalizar os
assuntos relacionados à segurança contra 4.52 Barra antipânico dupla
incêndio nas edificações e áreas de risco,
baseados em legislação específica. Barra antipânico destinada à utilização em
portas com duas folhas, com uma barra
4.44 Avisador sonoro acionadora em cada folha, possuindo em uma
delas (a que deve fechar em primeiro lugar) um
Dispositivo que emite sinais audíveis de alerta. ou dois pontos de travamento (superior ou
superior e inferior) e na outra (a que se
4.45 Avisador sonoro e visual sobrepõe) pelo menos um ponto de travamento
(contra a primeira folha). O acionamento de
Dispositivo que emite sinais audíveis e visíveis qualquer uma das barras deve abrir pelo menos
de alerta combinados. a folha respectiva.

4.46 Avisador visual 4.53 Barra antipânico simples

Dispositivo que emite sinais visuais de alerta. Barra antipânico com uma única barra
acionadora destinada à utilização em portas
4.47 Bacia de contenção com uma única folha, possuindo pelo menos um
ponto de travamento.
Área construída por uma depressão, pela
topografia do terreno ou ainda limitada por 4.54 Bleve
dique, destinada a conter eventuais vazamentos
de produto; a área interna da bacia deve possuir Explosão de vapores em expansão de líquido
um coeficiente de permeabilidade de 10-6 cm/s, em ebulição. Fenômeno que ocorre quando há
referenciado à água a 20ºC. ruptura do recipiente de estocagem como
consequência de fogo externo. Há uma
4.48 Balcão ou sacada liberação instantânea do produto em
combustão, que rapidamente se expande na
Parte de pavimento da edificação em balanço área de incêndio, gerando uma bola de fogo.
em relação à parede externa do prédio, tendo, sigla da expressão: boilling liquid expanding
pelo menos, uma face aberta para o espaço vapour explosion.
livre exterior.
4.55 Bomba com motor a explosão
4.49 Balaústre
Equipamento para o combate a incêndio, cuja
a) colunelo de madeira, pedra ou metal, que força provém da explosão do combustível
sustenta com outros iguais, regularmente misturado com o ar.
distribuídos, uma travessa, corrimão ou peitoril.
4.56 Bomba com motor elétrico
b) haste de madeira ou metal, geralmente
usada nas viaturas para auxiliar o bombeiro no Equipamento para combate a incêndio, cuja
embarque ou desembarque. força provém da eletricidade.

4.50 Barra acionadora 4.57 Bomba de escorva

Componente da barra antipânico, fixada Bomba destinada a remover o ar do interior das


horizontalmente na face da folha, cujo bombas de combate a incêndio.

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Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

4.58 Bomba Booster condições previstas na Lei 9.608, de 19 de


fevereiro de 1998.
Bomba destinada a suprir deficiências de
pressão em uma instalação hidráulica de 4.65 Botijão
proteção contra incêndios.
Recipiente transportável de Gás Liquefeito de
4.59 Bomba de pressurização (“jockey”) Petróleo (GLP), com capacidade nominal de até
13 kg de GLP.
Dispositivo hidráulico centrífugo destinado a
manter o sistema pressurizado em uma faixa 4.66 Botijão portátil
preestabelecida.
Recipiente transportável de Gás Liquefeito de
4.60 Bomba de reforço Petróleo (GLP), com capacidade nominal de até
5 kg de GLP.
Dispositivo hidráulico destinado a fornecer água
aos hidrantes ou mangotinhos mais 4.67 Botoeira de alarme
desfavoráveis hidraulicamente, quando estes
não puderem ser abastecidos pelo reservatório Dispositivo destinado a dar um alarme em um
elevado. sistema de segurança contra incêndio, pela
interferência do elemento humano.
4.61 Bomba principal
4.68 Brigada de incêndio
Dispositivo hidráulico centrífugo destinado a
recalcar água para os sistemas de combate a Grupo organizado de pessoas,
incêndio. preferencialmente voluntárias ou indicadas,
treinadas e capacitadas para atuar em
4.62 Bombeiro militar atividades preventivas e no combate ao
princípio de incêndio, abandono de área e
Agente público, pertencente ao Corpo de primeiros socorros, dentro de uma área
Bombeiros Militar, com atribuição Constitucional preestabelecido, atendendo critérios da
de realizar atividades de prevenção e combate a Resolução Técnica CBMRS.
incêndios, de busca e salvamento e execução
de atividades de defesa civil, no âmbito do 4.69 Brigada profissional
Estado do Rio Grande do Sul.
Brigada particular composta por pessoas
4.63 Bombeiro profissional civil habilitadas que exercem, em caráter habitual,
função remunerada e exclusiva de prevenção e
Pessoa pertencente a uma empresa combate a incêndios e primeiros socorros,
especializada ou da própria administração do contratadas diretamente por empresas privadas
estabelecimento, com dedicação exclusiva, que ou públicas, por sociedades de economia mista
emprega técnicas preventivas e de combate a ou por empresas especializadas, para atuação
incêndio, atendendo emergências em em edificações e áreas de risco.
edificações e eventos determinados; e que
tenha sido aprovado no curso de formação, de 4.70 Canalização (tubulação)
acordo com a norma específica.
Rede de tubos, conexões e acessório,
4.64 Bombeiro voluntário destinada a conduzir água para alimentar o
sistema de combate a incêndios.
Cidadão pertencente a uma organização não
governamental motivado pelos valores de 4.71 Caldeira
participação e solidariedade, que doa seu
tempo, trabalho e talento, de maneira É toda e qualquer instalação fixa destinada a
espontânea, não remunerada ou indenizatória, produzir vapor d’água sob pressão superior à
prestando serviços de atendimento às atmosférica, utilizando qualquer fonte externa
emergências públicas, mediante aprovação no de calor.
curso de formação, reconhecido pela Escola de
Bombeiros do CBMRS, de acordo com a norma 4.72 Canhão monitor
específica. Para o exercício do Trabalho
Voluntário deverão ser observadas as Equipamento destinado a formar e a orientar

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Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

jatos de longo alcance para combate a incêndio. 4.81 Central de GLP (Gás Liquefeito de
Petróleo)
4.73 Capacidade volumétrica
Área devidamente delimitada que contém os
Capacidade total em volume de água que o recipientes transportáveis ou estacionários e
recipiente pode comportar. acessórios destinados ao armazenamento de
GLP para consumo.
4.74 Capacidade extintora
4.82 Chama residual
Medida do poder de extinção de fogo de um
extintor, obtida em ensaio prático normalizado. Persistência de flamejamento de um material,
sob condições de ensaio especificadas, após a
4.75 Carbonização fonte de ignição ter sido removida.

Formação, através de aquecimento, de carvão 4.83 Chamejar


mais ou menos puro, durante a pirólise ou
combustão incompleta. Sofrer combustão na fase gasosa com emissão
de luz.
4.76 Carga-incêndio, carga térmica ou carga
combustível de uma edificação 4.84 Chama

Conteúdo combustível de uma edificação ou de Zona de combustão na fase gasosa, com


parte dela, expresso em termos de massa emissão de luz.
média de materiais combustíveis por unidade de
área, pelo qual é calculada a liberação de calor 4.85 Chuveiro automático
baseada no valor calorífico dos materiais,
incluindo móveis e seu conteúdo, divisórias, Dispositivo hidráulico para extinção ou controle
acabamento de pisos, paredes e forros, tapetes, de incêndios que funciona automaticamente
cortinas, e outros. A carga combustível é quando seu elemento termo-sensível é
expressa em MJ/m². aquecido à sua temperatura de operação ou
acima dela, permitindo que a água seja
4.77 Carretel de mangotinho descarregada sobre uma área específica.

Dispositivo com alimentação axial onde se 4.86 Circulação de uso comum


enrola o mangotinho.
Passagem que dá acesso à saída de mais de
4.78 Capacidade de lotação uma unidade autônoma, quarto de hotel ou
assemelhado.
Relação entre o conjunto de medidas
necessárias que as edificações devem possuir, 4.87 Cinzas
a fim de permitir o fácil acesso de auxílio
externo para o combate ao fogo e a Resíduos inorgânicos produzidos na combustão
desocupação e a proteção da integridade física completa.
de seus ocupantes.
4.88 Circuito auxiliar
4.79 CAU
Circuito destinado ao comando e/ou supervisão
Conselho de Arquitetura e Urbanismo. de equipamentos relativos à prevenção e/ou
combate a incêndios.
4.80 Central de alarme
4.89 Circuito de alarme
Equipamento destinado a processar os sinais
provenientes dos circuitos de detecção, Circuito destinado ao comando dos dispositivos
convertê-los em indicações adequadas, avisadores sonoros e visuais.
comandar e controlar os demais componentes
do sistema. 4.90 Circuito de detecção

Circuito no qual estão instalados os detectores


automáticos, acionadores manuais ou quaisquer

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Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

outros tipos de sensores pertencentes ao 4.100 Compartimentação de áreas (vertical e


sistema. horizontal)

4.91 Classes de incêndio Medidas de proteção passiva, constituídas de


elementos de construção resistentes ao fogo,
Classificação didática na qual se definem fogos destinadas a evitar ou minimizar a propagação
de diferentes natureza. Adotada no Brasil em do fogo, calor e gases, interna ou externamente
quatro classes: fogo classe A, fogo classe B, ao edifício, no mesmo pavimento ou para
fogo classe C e fogo classe D. pavimentos elevados consecutivos.

4.92 Croqui 4.101 Compartimentação horizontal

É a representação gráfica da edificação/área de Medida de proteção, constituída de elementos


risco de incêndio aos moldes de uma planta construtivos resistentes ao fogo, separando
baixa, sem obrigação de escala, porém com ambientes, de tal modo que o incêndio fique
lançamento das medidas (cotas), podendo ser contido no local de origem e evite a sua
feita a mão com emprego de caneta, na cor azul propagação no plano horizontal. Incluem-se
ou preta, e as simbologias das medidas de nesse conceito os elementos de vedação abaixo
segurança, prevenção e proteção contra descritos:
incêndio representada na cor vermelha.
a) paredes corta-fogo de compartimentação de
4.93 Combate a incêndio áreas;

Conjunto de ações táticas destinadas a extinguir b) portas e vedadores corta-fogo nas paredes
ou isolar o incêndio com uso de equipamentos de compartimentação de áreas;
manuais ou automáticos.
c) selagem corta-fogo nas passagens das
4.94 Comburente instalações prediais existentes nas paredes de
compartimentação;
Substância que sustenta a combustão.
d) registros corta-fogo nas tubulações de
4.95 Combustão ventilação e de ar condicionado que
transpassam as paredes de compartimentação;
Reação exotérmica de um combustível com um
comburente, geralmente acompanhada de e) paredes corta-fogo de isolamento de riscos
chamas e/ou brasa e/ou emissão de fumaça. entre unidades autônomas;

4.96 Combustão de superfície f) paredes corta-fogo entre unidades autônomas


e áreas comuns;
Combustão limitada à superfície de um material.
g) portas corta-fogo de ingresso de unidades
4.97 Combustão em brasa autônomas.

Combustão de um material na fase sólida, sem 4.102 Compartimentação vertical


chama, porém com emissão de luz proveniente
da zona de combustão. Medida de proteção, constituída de elementos
construtivos resistentes ao fogo, separando
4.98 Combustão espontânea pavimentos consecutivos, de tal modo que o
incêndio fique contido no local de origem e
Combustão resultante de auto-aquecimento, dificulte a sua propagação no plano vertical.
sem aplicação de calor externo. Incluem-se nesse conceito os elementos de
vedação abaixo descritos:
4.99 Combustível
a) entrepisos ou lajes corta-fogo de
Todo material capaz de queimar. compartimentação de áreas;

b) vedadores corta-fogo nos entrepisos ou lajes


corta-fogo;

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Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

c) enclausuramento de dutos (“shafts”) por meio Sul – CBMRS - detentores do Curso de


de paredes corta-fogo; Especialização e/ou por engenheiros e
arquitetos do quadro de oficiais militares ou
d) enclausuramento das escadas por meio de contratados pelo órgão.
paredes e portas corta-fogo.
4.110 Corrimão ou mainel
4.103 Compartimentar
Barra, cano ou peça similar, com superfície lisa,
Isolar um ou mais locais do restante da arredondada e contínua, localizada junto às
edificação por intermédio de paredes ou paredes ou guardas de escadas, rampas ou
elementos com tempo requerido de resistência passagens para as pessoas nela se apoiarem
ao fogo, tais como portas, cortinas, selos e ao subir, descer ou se deslocar.
“dampers”, sendo que cada área deverá ser
dotada de saída de emergência. 4.111 Corta-fogo

4.104 Componentes de travamento Elemento que apresenta, por um período


determinado de tempo, as seguintes
Componentes da barra antipânico que mantêm propriedades: integridade mecânica a impactos
a(s) folha(s) de porta corta-fogo na posição (resistência); impede a passagem das chamas e
fechada. da fumaça (estanqueidade); e impede a
passagem de caloria (isolamento térmico).
4.105 Comportamento do fogo
4.112 Cortinas corta-fogo
Todas as mudanças, físicas ou químicas, que
ocorrem quando um material, produto e/ou São compostas por elementos têxteis flexíveis,
estrutura queima ou está exposto ao fogo. podendo ser automatizadas ou fixas, que
apresentam propriedade corta-fogo e para
4.106 Conselho Estadual de Segurança, chamas. As cortinas são aptas para
Prevenção e Proteção Contra Incêndio - compartimentar ambientes com risco de
COESPPCI incêndios, impedindo a propagação das
chamas, do fogo, da fumaça e da radiação
Órgão superior normativo e consultivo para os térmica. Apresentam propriedades
assuntos de que trata a Lei Complementar nº características de resistência, estanqueidade e
14.376, de 26 de dezembro de 2013 alterada isolamento térmico por um determinado tempo.
pela Lei Complementar nº 14.555, de 02 de Para caracterizar a propriedade corta-fogo a
julho de 2014. cortina deverá possuir um sistema automático
de refrigeração para casos de sinistro.
4.107 Controle e Extração de Fumaça
4.113 Cortinas para chamas
Sistema usado para confinar a fumaça e os
gases quentes sob determinadas condições nas São compostas por elementos têxteis flexíveis,
partes superiores dos ambientes por meio de podendo ser automatizadas ou fixas, que
barreiras, como vigas, painéis ou cortinas e apresentam propriedade para chamas. As
forçar a sua circulação por caminhos cortinas são aptas para compartimentar
predeterminados como dutos, por meios ambientes com risco de incêndios, impedindo a
naturais ou mecânicos, para o lado exterior da propagação das chamas, do fogo e da fumaça.
edificação por aberturas de extração Apresentam propriedades características de
específicas. resistência e estanqueidade, porém não
proporciona isolamento térmico.
4.108 Corredor de inspeção
4.114 CREA
Intervalo entre lotes contíguos de recipientes de
gás liquefeito de petróleo (GLP) ou outros Conselho Regional de Engenharia e Agronomia.
gases.
4.115 Curva de temperatura
4.109 Corpo Técnico do CBMRS
Variação da temperatura relativamente ao
Composto pelos Oficiais do Corpo de tempo, medida de maneira especificada durante
Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do o ensaio normalizado de resistência ao fogo.

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Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

4.116 Damper 4.124 Detector automático de fumaça

Dispositivo de fechamento móvel instalado Dispositivo destinado a atuar quando ocorre a


sobre a abertura de um duto ou shaft e presença de partículas e/ou gases, visíveis ou
controlado automaticamente ou manualmente, não, em produtos de combustão.
utilizado para interromper a passagem de fluido
(líquido ou gás) dentro do referido duto. Pode 4.125 Detector automático de temperatura
permanecer aberto ou fechado quando estiver
inativo. Dispositivo destinado a atuar quando a
temperatura ambiente ou o gradiente da
4.117 Damper corta-fogo temperatura ultrapassam um valor
predeterminado.
Damper projetado para funcionar
automaticamente a fim de prevenir a passagem 4.126 Dique
de fogo por meio de um duto, em condições de
teste pré-determinadas. Maciço de terra, concreto ou outro material
quimicamente compatível com os produtos
4.118 Damper para fumaça armazenados nos tanques, formando uma bacia
capaz de conter o volume exigido por norma.
Dispositivo para controle a fumaça, em posição
normalmente aberta ou fechada, com 4.127 Distância de segurança
acionamento manual ou automático. Na França
usa-se clapet quando normalmente aberta e Distância entre uma face exposta da edificação
volet quando fechada. ou de um local compartimentado à divisão do
lote, ao eixo da rua ou a uma linha imaginária
4.119 Degrau entre duas edificações ou áreas
compartimentadas do mesmo lote, medida
Conjunto de elementos de uma escada perpendicularmente à face exposta da
composta pela face horizontal conhecida como edificação.
“piso”, destinado ao pisoteio, e pelo espelho que
é a parte vertical do degrau, que lhe define a 4.128 Dispositivo de recalque
altura.
Registro para uso do Corpo de Bombeiros, que
4.120 Descarga permite o recalque de água para o sistema.

Parte da saída de emergência de uma 4.129 Divisória ou tabique


edificação que fica entre a escada e o
logradouro público ou área externa com acesso Parede interna, baixa ou atingindo o teto, sem
a este. efeito estrutural e que, portanto, pode ser
suprimida facilmente em caso de reforma.
4.121 Detecção e alarme de incêndio
4.130 Duto de entrada de ar (DE)
Recursos destinados a receber e emitir sinais
de alerta sonoro ou luminoso, que procedem de Espaço no interior da edificação, que conduz ar
uma emergência. puro, coletado ao nível inferior desta, às
escadas, antecâmaras ou acessos,
4.122 Detector automático exclusivamente, mantendo-os, com isso,
devidamente ventilados e livres de fumaça em
Dispositivos que, quando sensibilizados por caso de incêndio.
fenômenos físicos e/ou químicos, detectam
princípios de incêndios ou vazamentos de gases 4.131 Duto de saída de ar (DS)
perigosos, enviando um sinal a uma central
receptora. Espaço vertical no interior da edificação, que
permite a saída, em qualquer pavimento, de
4.123 Detector automático de chama gases e fumaça para o ar livre, acima da
cobertura da edificação.
Dispositivo destinado a atuar em resposta a
uma radiação visível ou não, resultante de um
princípio de incêndio.

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4.132 Edificação 4.138 Elemento corta-fogo

Área construída destinada a abrigar atividade É aquele que apresenta, por um período
humana ou qualquer instalação, equipamento determinado de tempo, as seguintes
ou material. propriedades: integridade mecânica a impactos
(resistência); resistência a passagem das
4.133 Edificação e área de risco existente chamas e da fumaça (estanqueidade); e
resistência a passagem de caloria (isolamento
Edificação e área de risco existente é a térmico). Quando um elemento cumprir função
construção ou área de risco, detentora de estrutural deverá manter suas características de
projeto aprovado na Prefeitura Municipal ou de TRRF.
habite-se emitido, ou ainda regularizada
anteriormente à publicação desta Legislação, 4.139 Elemento estrutural
com documentação comprobatória, desde que
mantidas a área e a ocupação da época e não Todo e qualquer elemento de construção do
haja disposição em contrário dos órgãos qual dependa a resistência e a estabilidade total
responsáveis pela concessão de alvarás de ou parcial da edificação.
funcionamento e de segurança contra incêndio,
observados os objetivos desta; 4.140 Emergência

4.134 Edificação residencial unifamiliar Situação crítica e fortuita que representa perigo
a vida, ao meio ambiente e ao patrimônio,
Aquela destinada ao uso exclusivamente decorrente de atividade humana ou fenômeno
residencial, constituída de economia única com da natureza que obriga a uma rápida
um ou mais pavimentos, isolada ou parte intervenção operacional.
integrante de conjunto horizontal (isolada ou
não), desde que possua acesso direto a 4.141 Empatação
ambiente de descarga externo (isento de
circulação coletiva de veículos ou pessoas). Fixação da mangueira à união.

4.135 Edificação térrea 4.142 Entrepiso

É a construção de um pavimento, podendo Conjunto de elementos de construção, com ou


possuir mezaninos cuja somatória de áreas sem espaços vazios, compreendido entre a
deve ser menor ou igual à terça parte da área parte inferior do forro de um pavimento e a parte
do piso de pavimento, não excedendo 250m² superior do piso do pavimento imediatamente
(duzentos e cinquenta metros quadrados). superior.

4.136 Edificação histórica 4.143 EPI

Edificação histórica é edificação de interesse do Equipamento de proteção individual.


Patrimônio Histórico-Cultural que,
comprovadamente, possui certidão de 4.144 Escada
preservação do imóvel ou documento
equivalente, fornecido pelos órgãos oficiais a) equipamento destinado a trabalhos em altura,
competentes e legalmente habilitados para a constituído por duas longarinas (banzos) e
certificação. travessas horizontais (degraus).

4.137 Elemento para chamas b) construção constituída de planos sucessivos


(degraus) que interligam dois ou mais níveis.
É aquele que apresenta, por um período
determinado de tempo, as seguintes 4.145 Escada de emergência (de segurança)
propriedades: integridade mecânica a impactos
(resistência); e impede a passagem das chamas Escada integrante de uma rota de saída,
e da fumaça (estanqueidade), não podendo ser uma escada enclausurada à prova
proporcionando isolamento térmico. de fumaça, escada enclausurada protegida,
escada não enclausurada (quando for o tipo de
escada exigida para a edificação) ou escada
aberta externa.

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4.146 Escada aberta externa instalações de armazenamento e transferência,


edificações, vias públicas, cursos d’água e
Escada de emergência precedida de porta propriedades de terceiros.
corta-fogo (PCF) no seu acesso, cuja projeção
esteja fora do corpo principal da edificação, 4.154 Espaço confinado
sendo dotada de guarda corpo ou gradil
(barreiras) e corrimãos em toda sua extensão Local onde a presença humana é apenas
(degraus e patamares), permitindo desta forma momentânea para prestação de um serviço de
eficaz ventilação, propiciando um seguro manutenção em máquinas, tubulações e
abandono. Atendendo aos requisitos da sistemas.
RTCBMRS.
4.155 Espaço livre exterior
4.147 Escada à prova de fumaça
pressurizada (PFP) Espaço externo à edificação para o qual abrem
seus vãos de ventilação e iluminação. Pode ser
Escada à prova de fumaça, cuja condição de constituído por logradouro público ou pátio
estanqueidade à fumaça é obtida por método de amplo.
pressurização.
4.156 Estabilidade
4.148 Escada enclausurada à prova de
fumaça (PF) Característica de um elemento construtivo ou
equipamento de manter-se em equilíbrio
Escada cuja caixa é envolvida por paredes estável.
corta-fogo e dotada de portas corta-fogo, cujo
acesso é por antecâmara igualmente 4.157 Estabilidade ao fogo
enclausurada ou local aberto, de modo a evitar
fogo e fumaça em caso de incêndio. Característica do elemento construtivo de
manter-se íntegro, sem apresentar colapso,
4.149 Escada enclausurada protegida (EP) quando submetido ao ensaio de resistência ao
fogo.
Escada devidamente ventilada situada em
ambiente envolvido por paredes corta-fogo e 4.158 Estanqueidade
dotada de portas resistentes ao fogo.
a) propriedade de um vaso de não permitir a
4.150 Escada não enclausurada ou escada passagem indesejável do fluido nele contido.
comum (NE)
b) propriedade de um elemento construtivo da
Escada que, embora possa fazer parte de uma vedação de impedir a passagem de gases e/ou
rota de saída, se comunica diretamente com os chamas.
demais ambientes, como corredores, halls e
outros, em cada pavimento, não possuindo 4.159 Exercício simulado
portas corta-fogo.
Atividade prática realizada periodicamente para
4.151 Escada secundária manter a brigada e os ocupantes das
edificações com condições de enfrentar uma
Escada não considerada como parte integrante situação real de emergência.
da rota de saída, mas que eventualmente pode
funcionar como tal. 4.160 Explosão

4.152 Escoamento Fenômeno acompanhado de rápida expansão


de um sistema de gases, seguida de uma rápida
Número máximo de pessoas possíveis de elevação na pressão; seus principais efeitos são
abandonar um recinto dentro do tempo máximo o desenvolvimento de uma onda de choque e
de abandono. ruído.

4.153 Espaçamento 4.161 Explosivos

É a menor distância livre entre os Substâncias capazes de rapidamente se


equipamentos, unidades de produção, transformarem em gases, produzindo calor

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intenso e pressões elevadas. 4.170 Fogo classe B

4.162 Extinção ou supressão de incêndio Fogo em líquidos e gases inflamáveis ou


combustíveis sólidos, que se liquefazem por
Redução drástica da taxa de liberação de calor ação do calor e queima somente em superfície.
de um incêndio e prevenção de seu
ressurgimento pela aplicação direta de 4.171 Fogo classe C
quantidade suficiente de agente extintor através
da coluna de gases ascendentes gerados pelo Fogo em equipamentos de instalações elétricas
fogo até atingir a superfície incendiada do energizadas.
material combustível.
4.172 Fogo classe D
4.163 Extintor de incêndio
Fogo em metais pirofóricos.
Aparelho de acionamento manual, portátil ou
sobre rodas, destinado a combater princípios de 4.173 Fogos de artifício e estampido
incêndio.
Artefato pirotécnico, que produz ruídos e efeitos
4.164 Extintor portátil luminosos.

Extintor de incêndio que pode ser transportado 4.174 Fumaça


manualmente, sendo que sua massa total não
pode ultrapassar 20 kg. Partículas de ar transportadas na forma sólida,
líquida e gasosa, decorrente de um material
submetido a pirólise ou combustão, que
4.165 Extintor sobre rodas juntamente com a quantidade de ar que é
conduzida, ou de qualquer outra forma,
Extintor de incêndio, montado sobre rodas, cuja misturada formando uma massa.
massa total não pode ultrapassar 250 kg,
operado e transportado por um único operador. 4.175 Fonte de energia alternativa

4.166 FAT Dispositivo destinado a fornecer energia elétrica


ao(s) ponto(s) de luz de emergência na falta ou
Formulário de Atendimento Técnico. falha de alimentação na rede elétrica da
concessionária.
4.167 Fluxo
4.176 Fonte de ignição
Número de pessoas que passam por unidade
de tempo (pessoas/min) em um determinado Fonte de calor (externa) que inicia a combustão.
meio de abandono, adotando-se para o cálculo
do escoamento, fluxo igual a 88 pessoas por 4.177 Fuligem
minuto (F=88), contemplando duas unidades de
passagem. Partículas finamente divididas, principalmente
de carbono, produzidas ou depositadas durante
4.168 Fogo a combustão incompleta de materiais orgânicos.

É uma reação química de oxidação (processo 4.178 Fumaça


de combustão), caracterizada pela emissão de
calor, luz e gases tóxicos. Para que o fogo Suspensão visível de partículas sólidas ou
exista, é necessário a presença de quatro líquidas, em gases resultantes de combustão,
elementos: combustível, comburente ou pirólise.
(normalmente o Oxigênio), calor e reação em
cadeia. 4.179 Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)

4.169 Fogo classe A Produto constituído de hidrocarbonetos com três


ou quatro átomos de carbono (propano,
Fogo em materiais combustíveis sólidos, que propeno, butano, buteno), podendo apresentar-
queimam em superfície e profundidade, se em mistura entre si e com pequenas frações
deixando resíduos. de outros hidrocarbonetos.

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4.180 Gás Natural Liquefeito (GNL) 4.189 Grupo moto-gerador

Fluido no estado líquido em condições Equipamento cuja força provém da explosão do


criogênicas, composto predominantemente de combustível misturado ao ar, com a finalidade
metano e que pode conter quantidades mínimas de gerar energia elétrica.
de etano, propano, nitrogênio ou outros
componentes normalmente encontrados no gás 4.190 Guarda ou guarda-corpo
natural.
Barreira protetora vertical, maciça ou não,
4.181 Gás carbônico; dióxido de carbono delimitando as faces laterais abertas de
(CO2) escadas, rampas, patamares, terraços, balcões,
galerias e assemelhados, servindo como
Gás inerte que, entre outras aplicações, é proteção contra eventuais quedas de um nível
utilizado como agente extintor “limpo” e não para outro.
condutor de eletricidade.
4.191 Halon
4.182 Gás comprimido
Agente extintor composto por hidrocarbonetos
Gás que, acondicionado sob pressão maior ou halogenados.
igual a 0,1726 MPa (1,76 kgf/cm²) à temperatura
ambiente de 21°C a 38°C, apresenta-se 4.192 Heliponto
inteiramente no estado gasoso.
Área homologada ou registrada, ao nível do solo
4.183 Gás criogênico ou elevada, utilizada para pousos e decolagens
de helicópteros.
Gás liquefeito, refrigerado com ponto de
ebulição menor que - 73°C, a uma atmosfera 4.193 Hidrante
absoluta.
Ponto de tomada de água onde há uma
4.184 Gás inflamável (simples) ou duas (duplo) saídas contendo
válvulas angulares com seus respectivos
Qualquer gás que pode inflamar nas adaptadores, tampões, mangueiras de incêndio
concentrações normais de oxigênio do ar. e demais acessórios.

4.185 Gás liquefeito 4.194 Hidrante de coluna

Gás que, acondicionado sob pressão, Aparelho ligado à rede pública de distribuição
apresenta-se parcialmente no estado líquido e de água, que permite a adaptação de bombas
parcialmente no estado gasoso. e/ou mangueiras para o serviço de extinção de
incêndios.
4.186 Gás não inflamável
4.195 Hidrante de parede
Gás que não inflama em qualquer concentração
de ar e oxigênio. Ponto de tomada de água instalado na rede
particular, embutido em parede, podendo estar
4.187 Gerador de espuma no interior de um abrigo de mangueira.

Equipamento que se destina a facilitar a mistura 4.196 Hidrante para sistema de espuma
da solução com o ar para a formação de
espuma. Equipamento destinado a alimentar com água
ou solução de espuma as mangueiras para
4.188 Gerenciamento de risco combate a incêndio.

São os procedimentos a serem tomados em 4.197 Hidrante urbano


uma edificação ou área de risco, visando ao
estudo, planejamento e execução de medidas Ponto de tomada de água provido de dispositivo
que venham a garantir a segurança contra de manobra (registro) e união de engate rápido,
incêndio desses locais. ligado à rede pública de abastecimento de água,
podendo ser emergente (de coluna) ou

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subterrâneo (de piso). ensaio para determinação da não-


combustibilidade.
4.198 Ignição
4.206 Indicador
Iniciação da combustão.
Dispositivo que sinaliza sonora ou visualmente
4.199 Iluminação de emergência de qualquer ocorrência relacionada ao sistema de
balizamento ou de sinalização detecção e alarme de incêndio.

Iluminação de sinalização com símbolos e/ou 4.207 Instalação


letras que indicam a rota de saída que pode ser
utilizada neste momento. Toda montagem mecânica, hidráulica, elétrica,
eletroeletrônica, ou outra, para fins de
4.200 Iluminação de emergência atividades de produção industrial, geração ou
controle de energia, contenção ou distribuição
Sistema que permite clarear áreas escuras de de fluídos líquidos ou gasosos, ocupação de
passagens, horizontais e verticais, incluindo toda espécie, cuja montagem tenha caráter
áreas de trabalho e áreas técnicas de controle permanente ou temporária, que necessite de
de restabelecimento de serviços essenciais e proteção contra incêndio previsto na legislação.
normais, na falta de iluminação normal.
4.208 Inflamabilidade
4.201 Iluminação de emergência de
aclaramento Propriedade de um material ou substância de
queimar com chamas.
Sistema composto por dispositivos de
iluminação de ambientes para permitir a saída 4.209 Inflamável
fácil e segura das pessoas para o exterior da
edificação, bem como proporcionar a execução Substância capaz de queimar facilmente com
de intervenção ou garantir a continuação do chamas.
trabalho em certas áreas, em caso de
interrupção da alimentação normal. 4.210 Instalação de Gás Liquefeito de
Petróleo (GLP)
4.202 Iluminação não permanente
Sistema constituído de tubulações, acessórios e
Sistema no qual, as lâmpadas de iluminação de equipamentos que conduzem e utilizam o GLP
emergência não são alimentadas pela rede para consumo, por meio da queima e/ou outro
elétrica da concessionária e, só em caso de meio previsto e autorizado na legislação
falta da fonte normal, são alimentadas competente.
automaticamente pela fonte de alimentação de
energia alternativa. 4.211 Instalações temporárias

4.203 Iluminação permanente Locais que não possuem características


construtivas em caráter definitivo, podendo ser
Sistema no qual as lâmpadas de iluminação de desmontadas e transferidas para outros locais.
emergência são alimentadas pela rede elétrica
da concessionária, sendo comutadas 4.212 Instalador
automaticamente para a fonte de alimentação
de energia alternativa em caso de falta e/ou Pessoa física ou jurídica responsável pela
falha da fonte normal. execução da instalação do sistema de proteção
contra incêndio em uma edificação ou área de
4.204 Incêndio risco de incêndio.

É o fogo sem controle, intenso, o qual causa 4.213 Isolamento de risco


danos e prejuízos à vida, ao meio ambiente e ao
patrimônio. Medida de proteção passiva por meio de
compartimentação (vedos fixos resistentes ao
4.205 Incombustível fogo) ou afastamento entre blocos, destinado a
evitar a propagação do fogo, calor e gases,
Material que atende aos padrões de método de entre os blocos isolados.

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4.214 Isolante térmico da borda.

Material com característica de resistir à 4.222 Local de risco


transmissão do calor, impedindo que as
temperaturas na face não exposta ao fogo Área interna ou externa da edificação, onde haja
superem determinados limites. a probabilidade de um perigo se materializar
causando um dano.
4.215 Lanço de escada
4.223 Local de saída única
Sucessão ininterrupta de degraus entre dois
patamares sucessivos, não podendo ultrapassar Local em um pavimento da edificação, onde a
a altura de 3,70 m. Quando houver menos de 3 saída é possível apenas em um sentido
degraus, estes devem ser sinalizados na sua
borda superior. 4.224 Mangotinho

4.216 Lance de mangueira Mangueira flexível de borracha anticolapsante,


de diâmetro inferior a 38 mm.
Mangueira de incêndio de comprimento
padronizado (15 m ou 30 m). 4.225 Mangueira de incêndio

4.217 Largura do degrau Equipamento de combate a incêndio constituído


essencialmente por um duto flexível dotado de
Distância entre o bocel do degrau e a projeção uniões.
do bocel do degrau imediatamente superior,
medida horizontalmente sobre a linha de 4.226 Manômetro
percurso da escada.
Instrumento que realiza a medição de pressões
4.218 Laudo efetivas ou relativas.

Documento no qual o profissional habilitado 4.227 Materiais combustíveis


atesta de forma conclusiva, com base na
legislação em vigor, as condições de segurança Produtos ou substâncias (não resistentes ao
do objeto apreciado. O laudo será fogo) que sofrem ignição ou combustão quando
acompanhado de ART/RRT. sujeitos a calor.

4.219 Leiaute (“layout”) 4.228 Materiais de acabamento

Distribuição física de elementos num Produtos ou substâncias que, não fazendo parte
determinado espaço. da estrutura principal, são agregados à mesma
com fins de conforto, estética ou segurança.
4.220 Liberação de calor
4.229 Materiais fogo-retardantes
Energia calorífica que é liberada pela
combustão de um material ou de um elemento Produtos ou substâncias que, em seu processo
de construção, durante um incêndio. químico, recebem tratamento para melhor se
comportarem ante a ação do calor, ou ainda
4.221 Linha de percurso de uma escada aqueles protegidos por produtos que dificultem
a queima.
Linha imaginária sobre a qual sobe ou desce
uma pessoa que segura o corrimão da bomba, 4.230 Materiais incombustíveis
estando afastada 0,55 m da borda livre da
escada ou da parede. Produtos ou substâncias que, submetidos à
ignição ou combustão, não apresentam
Nota: Sobre esta linha, todos os degraus rachaduras, derretimento, deformações
possuem piso de largura igual, inclusive os excessivas e não desenvolvem elevada quantia
degraus ingrauxidos nos locais em que a de fumaça e gases.
escada faz deflexão. Nas escadas de menos de
1,10 m de largura, a linha de percurso coincide
com o eixo da escada, ficando, pois, mais perto

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4.231 Materiais semi-combustíveis 4.239 Nível de descarga

Produtos ou substâncias que, submetidos à Nível no qual uma porta externa de saída
ignição ou combustão, apresentam baixa taxa conduz ao exterior.
de queima e pouco desenvolvimento de fumaça.
4.240 Obscurecimento por fumaça
4.232 Medidas de segurança contra incêndio
Redução na visibilidade em virtude da fumaça.
Conjunto de dispositivos ou sistemas a serem
instalados nas edificações e áreas de risco de 4.241 Ocupação ou uso
incêndio, necessário para evitar o surgimento de
um incêndio, limitar sua propagação, possibilitar Atividade ou uso de uma edificação.
sua extinção e ainda propiciar a proteção a vida,
ao meio ambiente e ao patrimônio. 4.242 Ocupação mista

4.233 Meios de alerta Edificação que abriga mais de um tipo de


ocupação.
Dispositivos ou equipamentos destinados a
avisar os ocupantes de uma edificação por 4.243 Ocupação predominante
ocasião de uma emergência qualquer.
Atividade ou uso principal exercido na
4.234 Meios de combate a incêndios edificação.

Equipamentos destinados a efetuar o combate a 4.244 Ocupação temporária


incêndios.
Atividade desenvolvida de caráter temporário,
4.235 Meios de fuga ou escape tais como circos, feiras, espetáculos e parques
de diversões.
Medidas que estabelecem rotas de fugas
seguras aos ocupantes de uma edificação. 4.245 Ocupação subsidiária

4.236 Mezanino Subsidiária é a atividade ou dependência


vinculada a uma ocupação predominante, sendo
Plataforma elevada circulável que subdivide considerada parte integrante desta para
parcialmente um andar em dois que, em determinação dos parâmetros de proteção
excedendo 250m² (duzentos e cinquenta metros contra incêndio.
quadrados), deverá, para fins de prevenção, ser
considerado outro pavimento. 4.246 Ocupações temporárias em
instalações permanentes
4.237 Mudança de ocupação ou de uso
Instalações de caráter temporário e transitório,
Consiste na alteração de atividade ou uso que não definitivo em local com características de
resulte na mudança de classificação (Grupo ou estrutura construtiva permanente, podendo ser
Divisão) da edificação ou área de risco, contidas anexadas ocupações temporárias.
nas Tabelas nos Anexos A (Classificação) e B
(Exigências) da Lei Complementar nº 4.247 Painel central
14.376/2013.
Equipamento destinado a receber os sinais do
4.238 Nível de acesso sistema de detecção, ativando os dispositivos
de sinalização, alarme e comandos de
Nível do terreno no ponto em que se atravessa equipamentos de proteção, incluindo a
a projeção do paramento externo da parede do supervisão do sistema.
prédio, ao se entrar na edificação.
4.248 Parede corta-fogo
Nota: É aplicado para a determinação da altura
da edificação. Tipo de separação corta-fogo que, sob a ação
do fogo, conserva suas características de
resistência mecânica, é estanque à propagação
da chama e proporciona um isolamento térmico

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tal que a temperatura medida sobre a superfície ou em laboratório especializado.


não exposta não ultrapasse 140°C durante um
tempo especificado. 4.257 Piso

4.249 Para chamas Superfície superior do elemento construtivo


horizontal sobre a qual haja previsão de
É o elemento que apresenta, por um período estocagem de materiais ou onde os usuários da
determinado de tempo, as seguintes edificação tenham acesso irrestrito.
propriedades: integridade mecânica a impactos
(resistência); e impede a passagem das chamas 4.258 Plano de Auxílio Mútuo - PAM
e da fumaça (estanqueidade), não
proporcionando isolamento térmico. Plano que tem por objetivo conjugar os esforços
dos órgãos públicos (Corpo de Bombeiros,
4.250 Parede resistente ao fogo Defesa Civil, Polícia etc.) e brigadas de incêndio
e de abandono das empresas privadas, em
Parede capaz de resistir estruturalmente aos caso de sinistro.
efeitos de qualquer fogo ao qual possa vir a ficar
exposta, durante um tempo determinado. 4.259 Plano de emergência

4.251 Pavimento Plano estabelecido em função dos riscos da


empresa, para definir a melhor utilização dos
É o plano de piso. recursos materiais e humanos em situação de
emergência.
4.252 Pavimento de descarga
4.260 Plano de Prevenção e Proteção Contra
Pavimento que possui uma porta externa de Incêndio - PPCI
saída.
Processo que contém os elementos formais,
4.253 Pavimento em pilotis que todo o proprietário ou responsável pelas
áreas de risco de incêndio e edificações,
Local edificado de uso comum, aberto em pelo excetuando as de ocupação unifamiliares de
menos três lados, devendo os lados abertos uso exclusivamente residencial, deve
ficar afastados, no mínimo, 1,50 m das divisas. encaminhar ao Corpo de Bombeiros Militar do
Considera-se, também, como tal, o local Estado do Rio Grande do Sul - CBMRS -,
coberto, aberto em pelo menos duas faces conforme orientações do referido órgão. O PPCI
opostas, cujo perímetro aberto tenha, no será exigido na sua forma completa ou
mínimo, 70% do perímetro total. simplificada, de acordo com o uso, a
classificação e a atividade desenvolvida na
4.254 Pé direito edificação.

(1) distância vertical que limita o piso e o teto de 4.261 Plano Simplificado de Prevenção e
um pavimento. (2) altura livre de um andar de Proteção Contra Incêndio - PSPCI
um edifício, medida do piso à parte inferior do
teto (ou telhado). Processo que contém um conjunto reduzido de
elementos formais, em função da classificação
4.255 Peitoril de ocupação, carga de incêndio e uso da
edificação, que dispensa a apresentação do
Base fixada na parte inferior de uma janela que Projeto de Prevenção e Proteção contra
se projeta além da parede e funciona como Incêndio − PrPCI − em conformidade com esta
parapeito. Lei Complementar e Resolução Técnica do
Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do
4.256 Pesquisa de incêndio Sul − RTCBMRS −, cuja responsabilidade pelas
informações fornecidas:
Consiste na apuração das causas,
desenvolvimento e consequências dos a) nas edificações de baixa carga de incêndio
incêndios atendidos pelo Corpo de Bombeiros que atendam a todas as características do art.
Militar do Estado do Rio Grande do Sul - 21 a Lei Complementar 14.376, de 26 de
CBMRS, mediante exame técnico das dezembro de 2013 e suas alterações, é
edificações, materiais e equipamentos, no local exclusiva do(a) proprietário(a) ou do(a)

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Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

responsável pelo seu uso; formar uma mistura com o ar de entrar em


ignição quando em contato com o ar.
b) nas edificações de média carga de incêndio é
do(a) proprietário(a) ou do(a) responsável pelo 4.269 Porta corta-fogo (PCF)
seu uso, com a Anotação de Responsabilidade
Técnica – ART/CREA − ou Registro de Dispositivo construtivo (conjunto de folha(s)
Responsabilidade Técnica – RRT/CAU; (conjunto de folha(s) de porta, marco e
acessórios), com tempo mínimo de resistência
4.262 Poço de instalação ao fogo, instalado nas aberturas da parede de
compartimentação e destinado à circulação de
Passagem essencialmente vertical deixada pessoas e de equipamentos. É um dispositivo
numa edificação com a finalidade específica de móvel que, vedando aberturas em paredes,
facilitar a instalação de serviços tais como dutos retarda a propagação do incêndio de um
de ar-condicionado, ventilação, canalizações ambiente para outro. Quando instaladas nas
hidráulico-sanitárias, eletrodutos, cabos, tubos escadas de segurança, possibilitam que os
de lixo, elevadores, monta-cargas, e outros. ocupantes das edificações atinjam os pisos de
descarga com as suas integridades físicas
4.263 População garantidas. Deve atender às exigências de
resistência mecânica, estanqueidade e
Número de pessoas para as quais uma isolamento térmico.
edificação, ou parte dela, é projetada.
4.270 Porta corta-fogo dupla
4.264 População fixa
Conjunto de duas portas corta-fogo instaladas
Número de pessoas que permanece uma em cada face da abertura de uma parede
regularmente na edificação, considerando- se resistente ao fogo e separadas pelo espaço
os turnos de trabalho e a natureza da ocupação, correspondente e espessura da parede.
bem como os terceiros nessas condições.
4.271 Porta corta-fogo simples
4.265 População flutuante
Porta corta-fogo instalada em uma face de uma
Número de pessoas que não se enquadra no parede resistente ao fogo.
item de população fixa. Será sempre pelo
número máximo diário de pessoas. 4.272 Prédio misto

4.266 Ponto de combustão Edificação cuja ocupação é diversificada,


englobando mais de um uso e que, portanto,
Menor temperatura na qual um combustível deve satisfazer às exigências de proteção de
emite vapores em quantidade suficiente para acordo com o exigido para o maior risco, salvo
formar uma mistura com o ar na região se houver isolamento de risco, isto é,
imediatamente acima da sua superfície, capaz compartimentação.
de entrar em ignição quando em contato com
uma chama e manter a combustão após a 4.273 Prevenção de incêndio
retirada da chama.
Conjunto de medidas que visam: a evitar o
4.267 Ponto de fulgor (“flash point”) incêndio; a permitir o abandono seguro dos
ocupantes da edificação e áreas de risco; a
Menor temperatura na qual um combustível dificultar a propagação do incêndio; a
emite vapores em quantidade suficiente para proporcionar meios de controle e extinção do
formar uma mistura com o ar na região incêndio e a permitir o acesso para as
imediatamente acima da sua superfície, capaz operações do Corpo de Bombeiros.
de entrar em ignição quando em contato com
uma chama e não mantê-la após a retirada da 4.274 Princípio de incêndio
chama.
Período inicial da queima de materiais,
4.268 Ponto de ignição ou autoignição compostos químicos ou equipamentos,
enquanto o incêndio é incipiente.
Menor temperatura na qual um combustível
emite vapores em quantidade suficiente para

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20
Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

4.275 Procedimento de segurança 4.281 Propagação por condução

Conjunto de normas e procedimentos de Decorrente do contato direto de chamas pela


conhecimento geral na empresa, adequados ao fachada ou pela cobertura (em colapso) de um
risco desta, utilizados na prevenção e combate incêndio em uma edificação, que se propaga
a incêndios. para outra edificação contígua.

4.276 Produtos perigosos 4.282 Propagação por convecção

Substâncias químicas com potencial lesivo à Decorrente de gases quentes emitidos pelas
saúde humana e ao meio ambiente. aberturas existentes na fachada ou pela
cobertura da edificação incendiada, que atingem
4.277 Profissional legalmente habilitado a fachada da outra edificação adjacente.

Pessoa física ou jurídica que goza do direito, 4.283 Propagação por radiação térmica
segundo as leis vigentes, de prestar serviços
especializados de proteção contra incêndio. Aquela emitida por um incêndio em uma
edificação, que se propaga por radiação por
4.278 Profissional habilitado meio de aberturas existentes na fachada, pela
cobertura (em colapso) ou pela própria fachada
Engenheiro ou Arquiteto registrado e com a (composta de material combustível), para uma
devida atribuição no Conselho Federal de outra edificação adjacente.
Engenharia e Agronomia- CONFEA/Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia - CREA 4.284 Proteção ativa
(Sistema CONFEA/CREA) ou Conselho de
Arquitetura e Urbanismo - CAU-, acompanhado São medidas de segurança contra incêndio que
da devida Anotação de Responsabilidade dependem de uma ação inicial para o seu
Técnica - ART/CREA - ou Registro de funcionamento, seja ela manual ou automática.
Responsabilidade Técnica – RRT/CAU. Exemplos: extintores, hidrantes, chuveiros
automáticos, sistemas fixos de gases etc.
4.279 Projeto de Prevenção e Proteção
Contra Incêndio - PrPCI 4.285 Proteção estrutural

É o projeto técnico, constante do Plano de Característica construtiva que evita ou retarda a


Prevenção e Proteção Contra Incêndio - PPCI, propagação do fogo e auxilia no trabalho de
que contém o conjunto de medidas que visam salvamento de pessoas em uma edificação.
prevenir e evitar o incêndio, permitir o abandono
seguro dos ocupantes da edificação e áreas de 4.286 Proteção passiva
risco de incêndio, dificultar a propagação do
incêndio, proporcionar meios de controle e São medidas de segurança contra incêndio que
extinção do incêndio e permitir o acesso para as não dependem de ação inicial para o seu
operações do Corpo de Bombeiros Militar do funcionamento. Exemplos: compartimentação
Estado do Rio Grande do Sul. O PrPCI será horizontal, compartimentação vertical, escada
elaborado por profissional registrado e com a de segurança, materiais retardantes de chama
devida atribuição no Conselho Federal de etc.
Engenharia e Agronomia - CONFEA/Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia - CREA 4.287 Radiação térmica
(Sistema CONFEA/CREA) ou Conselho de
Arquitetura e Urbanismo - CAU-RS -, Transferência de energia por ondas
acompanhado da devida Anotação de eletromagnéticas, sem a necessidade de um
Responsabilidade Técnica - ART/CREA - ou meio propagante.
Registro de Responsabilidade Técnica –
RRT/CAU-RS. 4.288 Rampa

4.280 PrPCI Parte inclinada de uma rota de saída, que se


destina a unir dois níveis de pavimento.
Projeto de Prevenção e Proteção Contra
Incêndio.

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21
Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

4.289 Reação ao fogo 4.297 Retardante de chama

Resposta de uma matéria sob condições de Substância adicionada a um material ou um


ensaios especificadas, em termos de tratamento a ele aplicado, com a finalidade de
contribuição ao fogo ao qual é exposta por sua suprimir, reduzir ou retardar o desenvolvimento
própria decomposição. de chamas.

4.290 Reforma 4.298 Retardante de fogo

São as alterações nas edificações e áreas de Substância adicionada a um material ou um


risco de incêndio, sem aumento de área tratamento a ele aplicado com a finalidade de
construída. suprimir, reduzir ou retardar a sua combustão.

4.291 Refugio 4.299 Resoluções Técnicas do Corpo de


Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande
Parte de um pavimento separada do restante do Sul - RTCBMRS ou Resolução Técnica -
por paredes corta-fogo e portas corta-fogo, RT
tendo acesso direto, cada uma delas, a uma
saída. Conjunto de documentos técnicos do Corpo de
Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do
4.292 Registro de recalque Sul - CBMRS, elaborado pelo Corpo Técnico do
CBMRS, que regulamenta as medidas de
Dispositivo hidráulico destinado a permitir a segurança contra incêndio nas edificações e
introdução de água proveniente de fontes áreas de risco de incêndio, respeitadas as
externas, na instalação hidráulica de combate a normas técnicas existentes, consultado o
incêndio das edificações. Conselho Estadual de Segurança, Prevenção e
Proteção Contra Incêndio - COESPPCI.
4.293 Reserva de incêndio
4.300 Risco de incêndio
Volume de água destinado exclusivamente ao
combate a incêndio. Probabilidade de ocorrência de incêndio.

4.294 Resistência à chama 4.301 Risco

Propriedade de um material, através da qual a Probabilidade de um perigo se materializar,


combustão com chama é retardada, encerrada causando um dano. O risco é a relação entre a
ou impedida. A resistência à chama pode ser probabilidade e a consequência. O risco pode
uma propriedade do material básico ou então ser físico (ruídos, vibrações, radiações,
imposta por tratamento específico. pressões anormais, temperaturas extremas,
umidade e iluminação deficiente). Pode ser
4.295 Resistência ao fogo químico (poeiras, fumos, vapores, gases,
líquidos e neblinas provenientes de produtos
Propriedade de um elemento construtivo, de químicos). Pode ainda ser biológico (vírus,
resistir à ação do fogo por um determinado bactérias, protozoários, fungos, bacilos,
período de tempo, mantendo sua integridade, parasitas e animais peçonhentos).
estanqueidade e isolação e/ou características
de vedação aos gases e chamas. 4.302 Risco específico

4.296 Responsável técnico Situação que proporciona uma probabilidade


aumentada de perigo a edificação, tais como:
Profissional habilitado no sistema Conselho caldeira, casa de máquinas, incineradores,
Federal de Engenharia e Agronomia - centrais de gás combustível, transformadores,
CONFEA/CREA ou Conselho de Arquitetura e geradores, fontes de ignição e materiais
Urbanismo - CAU -, para elaboração e/ou inflamáveis.
execução de projetos e obras de atividades
relacionadas a segurança contra incêndio. 4.303 Risco iminente

Possibilidade de ocorrência de sinistro que


requer ação imediata.

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Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

4.304 Rota de fuga livres, barreiras de proteção, anteparos e/ou


paredes de material incombustível, com
Saídas e caminhos devidamente sinalizados e resistência mínima à exposição ao fogo de 2 h.
protegidos, a serem percorridos pelas pessoas
para um rápido e seguro abandono do local em 4.313 Separação entre edificações
emergência.
Distância segura entre cobertura e fachada de
4.305 RRT edificações adjacentes, que se caracteriza pela
distância medida horizontalmente entre a
Registro de Responsabilidade Técnica cobertura de uma edificação e a fachada de
outra edificação adjacente. Fachadas de
4.306 Saída de emergência, rota de saída ou edificações adjacentes, que se caracterizam
saída pela distância medida horizontalmente entre as
fachadas de edificações adjacentes.
Caminho contínuo, devidamente protegido,
proporcionado por portas, corredores, halls, 4.314 Serviços Civis Auxiliares de
passagens externas, balcões, vestíbulos, Bombeiros
escadas, rampas ou outros dispositivos de
saída ou combinações destes, a ser percorrido Organizações civis que tem por finalidade
pelo usuário, em caso de um incêndio, de auxiliar os Corpo de Bombeiros Militar do
qualquer ponto da edificação até atingir a via Estado do Rio Grande do Sul - CBMRS -, nas
pública ou espaço aberto, protegido do incêndio, atividades complementares de combate ao fogo
em comunicação com o logradouro. e de defesa civil.

4.307 Saída horizontal 4.315 Simulado

Passagem de um edifício para outro por meio Emprego técnico e tático dos meios disponíveis,
de porta corta-fogo, vestíbulo, passagem realizados por pessoal especializado, em
coberta, passadiço ou balcão. situação não real, visando ao treinamento dos
participantes.
4.308 Saída única
4.316 Sinalização de emergência
Local em um setor do recinto de evento, onde a
saída é possível apenas em um sentido. Conjunto de sinais visuais que indicam, de
forma rápida e eficaz, a existência, a localização
4.309 Segurança contra incêndio e os procedimentos referentes a saídas de
emergência, equipamentos de segurança contra
Conjunto de ações e recursos internos e incêndios e riscos potenciais de uma edificação
externos a edificação e áreas de risco de ou áreas relacionadas a produtos perigosos.
incêndio que permitem controlar a situação de
incêndio. 4.317 Sistema de chuveiros automáticos

4.310 Selos corta-fogo Para fins de proteção contra incêndio, consiste


de um sistema integrado de tubulações,
Dispositivos construtivos com tempo mínimo de alimentado por uma ou mais fontes de
resistência ao fogo, instalados nas passagens abastecimento automático de água. A parte do
de eletrodutos e tubulações que cruzam as sistema de chuveiros automáticos acima do piso
paredes de compartimentação ou entre pisos. consiste de uma rede de tubulações,
dimensionada por tabelas ou por cálculo
4.311 Separação corta-fogo hidráulico, instalada em edifícios, estruturas ou
áreas, normalmente junto ao teto, à qual são
Elemento de construção que funciona como conectados chuveiros segundo um padrão
barreira contra a propagação do fogo, avaliado regular. A válvula que controla cada coluna de
conforme norma existente. alimentação do sistema deve ser instalada na
própria coluna ou na tubulação que a abastece.
4.312 Separação de riscos de incêndio Cada coluna de alimentação de um sistema de
chuveiros automáticos deve contar com um
Recursos que visam a separar fisicamente dispositivo de acionamento de alarme. O
edificações ou equipamentos. Podem ser áreas sistema é normalmente ativado pelo calor do

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23
Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

fogo e descarrega água sobre a área de dispositivos formadores de espuma.


incêndio em uma densidade adequada para
extingui-lo ou controlá-lo em seu estágio inicial. 4.325 Subsolo

4.318 Sistema de chuveiro automático de Pavimento(s) de uma edificação sob o


tubo seco pavimento térreo, situado abaixo do nível
natural do terreno ou do nível médio do passeio.
Rede de tubulação fixa, permanentemente seca,
mantida sob pressão do ar comprimido ou 4.326 Tempo de comutação
Nitrogênio, em cujos ramais são instalados os
chuveiros automáticos. Intervalo de tempo entre a interrupção da
alimentação da rede elétrica da concessionária
4.319 Sistema de dilúvio e a entrada em funcionamento do sistema de
iluminação de emergência.
Rede de tubulação fixa, permanentemente seca,
dotada de bicos para aspergir ou nebulizar água 4.327 Tempo máximo de abandono (t)
por meio manual (válvula de abertura rápida) ou
ligada a uma válvula de dilúvio, acionada por Duração considerada para que todos os
um sistema de detecção. ocupantes do recinto consigam atingir o espaço
livre exterior.
4.320 Sistema semifixo de espuma
4.328 Tempo requerido de resistência ao
Equipamento destinado à proteção de tanque fogo (TRRF)
de armazenamento de combustível, cujos
componentes, permanentemente fixos, são Tempo de duração da resistência ao fogo dos
complementados por equipamentos móveis elementos construtivos de uma edificação
para sua operação. estabelecido em normas.

4.321 Sistema de controle de fumaça 4.329 Terraço


(“smoke management system”)
Local descoberto sobre uma edificação ou ao
Um sistema projetado, que inclui todos os nível de um de seus pavimentos acima do
métodos isolados ou combinados, para pavimento térreo.
modificar o movimento da fumaça.
4.330 Tubulação (canalização)
4.322 Sistema de detecção e alarme
Conjunto de tubos, conexões e outros
Conjunto de dispositivos que visa a identificar acessórios destinados a conduzir água, desde a
um princípio de incêndio, notificando sua reserva de incêndio até os hidrantes ou
ocorrência a uma central, que repassará este mangotinhos.
aviso a uma equipe de intervenção, ou
determinará o alarme para a edificação, com o 4.331 Tubulação seca
consequente abandono da área.
Parte do sistema de hidrantes, que por
4.323 Sistema de hidrantes ou de condições específicas, fica permanentemente
mangotinhos sem água no seu interior, sendo pressurizada
por viatura de combate a incêndios.
Conjunto de dispositivos de combate a incêndio
composto por reserva de incêndio, bombas de 4.332 Unidade autônoma
incêndio (quando necessário), rede de
tubulação, hidrantes ou mangotinhos e outros Parte da edificação vinculada a uma fração ideal
acessórios descritos nesta norma. de terreno, sujeita às limitações da lei,
constituída de dependências e instalações de
4.324 Sistema fixo de espuma uso privativo e de parcela de dependências e
instalações de uso comum da edificação,
Sistema constituído de um reservatório e assinalada por designação especial numérica,
dispositivo de dosagem do EFE (extrato para efeitos de identificação, nos termos da Lei
formador de espuma) e uma tubulação de Federal nº 4591, de 16 de dezembro de 1964.
fornecimento da solução que abastece os

Página: 198
24
Resolução Técnica CBMRS nº 02
Terminologia Aplicada a Segurança Contra Incêndio – 2014

4.333 Unidade de passagem

Largura mínima para a passagem de uma fila de


pessoas, fixada em 0,55 m.

Nota: Capacidade de uma unidade de


passagem é o número de pessoas que passa
por esta unidade em 1 min.

4.334 Unidade extintora

Extintor que atende a capacidade extintora


mínima prevista em norma, em função do risco
e natureza do fogo.

4.335 Válvula de retenção

Dispositivo hidráulico destinado a evitar o


retorno da água para o reservatório.

4.336 Válvulas

Acessórios de tubulação destinados a controlar


ou bloquear o fluxo de água no interior das
tubulações.

4.337 Varanda

Parte da edificação, não em balanço, limitada


pela parede perimetral do edifício, tendo pelo
menos uma das faces aberta para o logradouro
ou área de ventilação.

4.338 Vedadores corta-fogo

Dispositivos construtivos com tempo mínimo de


resistência ao fogo, instalados nas aberturas
das paredes de compartimentação ou dos entre
pisos, destinadas à passagem de instalações
elétricas e hidráulicas etc.

4.339 Veneziana de tomada de ar

Dispositivo localizado em local fora do risco de


contaminação por fumaça proveniente do
incêndio e por partículas que proporcionam o
suprimento de ar adequado para o sistema de
pressurização.

4.340 Vistoria de segurança contra incêndio

Verificação “in loco” do cumprimento das


exigências das medidas de segurança contra
incêndio nas edificações e áreas de risco de
incêndio.

Página: 199
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA, PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS N.º 03


CARGA INCÊNDIO
2016

Estabelece procedimentos complementares as Tabelas 3, 3.1 e


3.2 do Decreto Estadual n.º 51.803, de 10 de setembro de 2014,
e suas alterações

O COMANDANTE DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO RIO GRANDE


DO SUL, no uso de suas atribuições legais e considerando o disposto na Lei
Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro de 2013 e Decreto Estadual n.º 51.803,
de 10 de setembro de 2014,

RESOLVE:
Art. 1° - Aprovar a Resolução Técnica CBMRS n.º 03 – Carga Incêndio, que
estabelece procedimentos complementares as Tabelas 3, 3.1 e 3.2 do Decreto
Estadual n.º 51.803, de 10 de setembro de 2014, e suas alterações.
Art. 2º - Esta Resolução Técnica entrará em vigor na data de sua publicação.

Quartel em Porto Alegre, 07 de novembro de 2016

ADRIANO KRUKOSKI FERREIRA – Cel QOEM


Comandante do Corpo de Bombeiros Militar do RS

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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA, PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS N.º 03


CARGA INCÊNDIO
2016

SUMÁRIO
1. Objetivo
2. Aplicação
3. Referências Normativas
4. Definições
5. Procedimentos

ANEXOS
A. Método determinístico para levantamento da carga de incêndio específica
Tabela A.1 Valores de Referência do Potencial Calorífico Específico (Hi)
B. Planilha para cálculo da carga de incêndio específica

Publicada no Diário Oficial do Estado n.º 212, de 08 de novembro de 2016.

Página: 201
Resolução Técnica CBMRS n.º 03 3
Carga Incêndio - 2016

1. OBJETIVO materiais existentes na edificação em estudo,


incluindo os revestimentos de pisos, paredes e
1.1 Estabelecer o método para levantamento da tetos.
carga de incêndio específica das edificações e
áreas de risco de incêndio, conforme a Lei 4.1.4 Módulo de cálculo - É a área máxima de
Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro piso considerada para a aplicação da equação
de 2013, e suas alterações. de determinação da carga de incêndio
específica.

2. APLICAÇÃO
5. PROCEDIMENTOS
2.1 A presente Resolução Técnica do Corpo de
Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do 5.1 As edificações e áreas de risco de incêndio
Sul – CBMRS, aplica-se: enquadradas no item 2.1 terão o levantamento
da carga de incêndio específica realizado pelo
a) aos grupos J (depósitos) e L (explosivos) não método determinístico, apresentado no Anexo
enquadrados nas Tabelas 3.1 e 3.2 do Decreto “A” desta RTCBMRS.
n.º 51.803 de 10 de setembro de 2014 e
alterações. 5.2 Às novas atividades econômicas que
surgirem, com Classificação Nacional de
b) ao grupo J (depósitos) que possuírem Atividade Econômica (CNAE) não constante no
mercadorias diversas em um mesmo ambiente Decreto n.º 51.803, de 10 de setembro de 2014
de estocagem. e alterações, terão o seu enquadramento de
ocupação e carga incêndio definida através
Portaria do CBMRS, utilizando o método
3. REFERÊNCIAS NORMATIVAS probabilístico.

3.1 Para maiores esclarecimentos deverão ser 5.3 O levantamento da carga de incêndio
consultadas as seguintes normas: específica pelo método determinístico deve ser
realizado em módulos de cálculo de, no
a) Lei Complementar n.º 14.376 de 26 de máximo, 1000 m² de área de piso.
dezembro de 2013, e suas alterações;
5.3.1 Módulos maiores do que 1000 m² podem
b) Decreto Estadual n.º 51.803, de 10 de ser utilizados quando o espaço analisado
setembro de 2014, e suas alterações; possuir materiais combustíveis com potenciais
caloríficos semelhantes e uniformemente
c) ABNT NBR 14432/2001 - Exigências de distribuídos.
resistência ao fogo de elementos construtivos
de edificações – Procedimento. 5.3.2 Caso a edificação seja composta por
pavimentos com área inferior a 1000 m², cada
pavimento poderá ser considerado como um
4. DEFINIÇÕES módulo de cálculo.

4.1 Para efeito desta RTCBMRS, aplicam-se as 5.4 A carga de incêndio específica da ocupação
definições constantes na Lei Complementar n.º será definida pela média aritmética entre os dois
14.376 de 26 de dezembro de 2013, e suas módulos de cálculo de maior valor.
alterações, e adicionalmente:
5.5 Para fins de cálculo, deverão ser
4.1.1 Carga de incêndio específica - É o valor considerados:
da carga de incêndio dividido pela área de piso
do espaço considerado, expresso em megajoule a) 1 Kg (um quilograma) de madeira equivale a
(MJ) por metro quadrado (m²). 19,0 megajoules (MJ);

4.1.2 Método de cálculo probabilístico - É o b) 1 (uma) caloria equivale a 4,185 joules (J);
método de cálculo baseado em resultados
estatísticos do tipo de atividade exercida na c) 1 (um) BTU equivale a 252 calorias (cal).
edificação em estudo.
5.6 Deverão ser utilizados os potenciais
4.1.3 Método de cálculo determinístico - É o caloríficos (H) dos materiais constantes na
método de cálculo baseado no prévio Tabela A.1 do Anexo “A” desta RTCBMRS.
conhecimento da quantidade e qualidade de

Página: 202
Resolução Técnica CBMRS n.º 03 4
Carga Incêndio - 2016

5.6.1 Poderão ser usados outros bancos de


dados oficiais ou resultados de laudos técnicos
de ensaios para a determinação do poder
calorífico de materiais que não constem na
Tabela A.1 do Anexo “A” desta RTCBMRS.

Página: 203
ANEXO A

MÉTODO DETERMINÍSTICO PARA LEVANTAMENTO DA CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA

1. A carga de incêndio específica será determinada pela seguinte expressão:

∑ MiHi
q fi = Ap

Onde:

qfi - valor da carga de incêndio específica, em megajoule por metro quadrado de área de piso;
Mi - massa total de cada componente “i” do material combustível, em quilograma. Esse valor não poderá
ser excedido durante a vida útil da edificação exceto quando houver alteração de ocupação, ocasião em
que Mi deverá ser reavaliado;
Hi - potencial calorífico específico de cada componente “i” do material combustível, em megajoule por
quilograma;
Ap - área do piso do módulo de cálculo, em metro quadrado.

Página: 204
ANEXO A

TABELA A.1
VALORES DE REFERÊNCIA DO POTENCIAL CALORÍFICO ESPECÍFICO (Hi)
Valores de referência – Potencial calorífico específico (Hi)

Hi Hi Hi
Tipo de Material Tipo de Material Tipo de Material
(MJ/kg) (MJ/kg) (MJ/kg)
Acetileno 50 Dietilcetona 34 Metano 50
Acetileno dissolvido 17 Dietileter 37 Metanol 19
Acetona 30 Epóxi 34 Monóxido de carbono 10
Acrílico 28 Etano 47 Nafta 42
Açúcar 17 Etanol 26 N-Butano 45
Amido 17 Eteno 50 Nitrocelulose 8,4
Algodão 18 Éter amílico 42 N-Octano 44
Álcool Alílico 34 Éter etílico 34 N-Pentano 45
Álcool Amílico 42 Etileno 50 Óleo de linhaça 37
Álcool Etílico 25 Etino 48 Óleo vegetal 42
Álcool metílico 21 Enxofre 8,4 Palha 16
Benzeno 40 Farinha de trigo 17 Papel 17
Benzina 42 Hexaptano 46 Parafina 46
Celulose 16 Fenol 34 Petróleo 41
Biodiesel 39 Fibra sintética 6,6 29 Plástico 31
Borracha espuma 37 Fósforo 25 Poliacrilonitrico 30
Borracha em tiras 32 Gás Natural 26 Policarbonato 29
Butano 46 Gasolina 47 Poliéster 31
Cacau em pó 17 Glicerina 17 Poliestireno 39
Café 17 Gordura e óleo vegetal 42 Polietileno 44
Cafeína 21 Grãos 17 Polimetilmetacrilico 24
Cálcio 4 Graxa, lubrificante 41 Polioximetileno 15
Carbono 34 Heptano 46 Poliuretano 23
Carvão 36 Hexametileno 46 Polivinilclorido 16
Celulose 16 Hexano 46 Propano 46
Cereais 17 Hidreto de sódio 9 PVC 17
C-Heptano 46 Hidrogênio 143 Resina de fenol 25
C-Pentano 46 Hidreto de magnésio 17 Resina de uréia 21
C-Propano 50 Látex 44 Resina melamínica 18
C-Hexano 46 Lã 23 Seda 19
Chocolate 25 Leite em pó 17 Sisal 17
Chá 17 Linho 17 Tabaco 17
Cloreto de polivinil 21 Linóleo 2 Tolueno 42
Couro 19 Lixo de cozinha 18 Turfa 34
Creosoto/fenol 37 Madeira 19 Ureia (ver também
9
D-glucose 15 Magnésio 25 resina de uréia)
Diesel 43 Manteiga 37 Viscose 17
Dietilamina 42 Polipropileno 43 - -

Observação: Valores de materiais não listados nesta tabela poderão ser apresentados pelo projetista,
desde que citada a fonte bibliográfica.

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ANEXO B

PLANILHA PARA CÁLCULO DA CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA

Potencial
Massa total de Potencial calorífico
Tipo do material existente na edificação calorífico (2)
cada material (1) por material
por compartimento específico
Mi – (Kg) Mi x Hi – qi (MJ)
Hi – (MJ/Kg)

1
2
3
4
5
6
7
(3)
Total do potencial calorífico do pavimento qi (MJ)

∑ Mi Hi
Área do piso do pavimento Ap (m²)
(4)
Carga de incêndio específica do pavimento

∑ MHi i
q fi = Ap

Observações:
(1) - Constante da Tabela A.1.
(2) - Massa total de cada material x potencial calorífico específico.
(3) - Somatório de todos os potenciais caloríficos considerados.
(4) - Total do potencial calorífico do pavimento / área do piso do pavimento = (qfi ).

Legenda:
qfi - valor da carga de incêndio específica, em megajoule por metro quadrado de área de piso;
Mi - massa total de cada componente “i” do material combustível, em quilograma. Esse valor não poderá
ser excedido durante a vida útil da edificação exceto quando houver alteração de ocupação, ocasião em
que “Mi” deverá ser reavaliado;
Hi - potencial calorífico específico de cada componente do material combustível, em megajoule por
quilograma, conforme Tabela A.1;
Ap - área do piso do compartimento, em m².

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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
COMANDO DO CORPO DE BOMBEIROS
DIVISÃO TÉCNICA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E INVESTIGAÇÃO

RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS Nº 11 – PARTE 01


SAÍDAS DE EMERGÊNCIA
2016

Estabelece os requisitos mínimos necessários para o


dimensionamento das saídas de emergência para que a
população possa abandonar a edificação, em caso de incêndio
ou pânico, protegida em sua integridade física, e permitir o
acesso de guarnições de bombeiros para o combate ao fogo ou
retirada de pessoas.

O COMANDANTE DO COMANDO DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR, no


uso de suas atribuições legais e considerando o disposto na Lei Complementar n.º
14.376, de 26 de dezembro de 2013 e Decreto Estadual n.º 51.803, de 10 de setembro
de 2014,

RESOLVE:
Art. 1° - Aprovar a Resolução Técnica CBMRS n.º 11, Parte 01/2016 – Saídas de
Emergência, que estabelece os requisitos mínimos necessários para o
dimensionamento das saídas de emergência para que a população possa abandonar a
edificação, em caso de incêndio ou pânico, protegida em sua integridade física, e
permitir o acesso de guarnições de bombeiros para o combate ao fogo ou retirada de
pessoas, atendendo ao previsto na Lei Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro
de 2013 – Estabelece as normas sobre Segurança, Prevenção e Proteção Contra
Incêndios nas edificações e áreas de risco no Estado do Rio Grande do Sul e dá outras
providências.
Art. 2º - Esta Resolução Técnica entrará em vigor em 19 de setembro de 2016.

Quartel em Porto Alegre, 28 de Julho de 2016.

ADRIANO KRUKOSKI FERREIRA – Cel QOEM


Comandante do Corpo de Bombeiros Militar do RS

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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
COMANDO DO CORPO DE BOMBEIROS
DIVISÃO TÉCNICA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO E INVESTIGAÇÃO

RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS Nº 11 – PARTE 01


SAÍDAS DE EMERGÊNCIA
2016

SUMÁRIO
1. Objetivo
2. Aplicação
3. Referências Normativas
4. Definições
5. Procedimentos

ANEXOS
A. Dados para o dimensionamento das saídas de emergência
B. Características construtivas e distâncias máximas a serem percorridas
C. Tipos de escadas de emergência por ocupação
D. Termos de responsabilidade das saídas de emergência

Publicada no Diário Oficial do Estado n.º 146, de 02 de Agosto de 2016.

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Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 3
Saídas de Emergência - 2016

1. OBJETIVO d) ABNT NBR 9077 – Saídas de Emergência


em Edifícios;
1.1 Estabelecer os requisitos mínimos
necessários para o dimensionamento das e) ABNT NBR 9050 - Acessibilidade a
saídas de emergência para que a população edificações, mobiliário, espaços e equipamentos
possa abandonar a edificação, em caso de urbanos;
incêndio ou pânico, protegida em sua
integridade física, e permitir o acesso de f) NFPA 101/2012 – Life Safety Code;
guarnições de bombeiros para o combate ao
fogo ou retirada de pessoas, atendendo ao g) Instrução Técnica n.º 11/2014 do Corpo de
previsto na Lei Complementar n.º 14.376, de 26 Bombeiros da Policia Militar do Estado de São
de dezembro de 2013 – Estabelece as normas Paulo – Saídas de Emergência;
sobre Segurança, Prevenção e Proteção Contra
Incêndios nas edificações e áreas de risco no h) Instrução Técnica n.º 08/2011 do Corpo de
Estado do Rio Grande do Sul e dá outras Bombeiros da Policia Militar do Estado de São
providências. Paulo - Resistência ao fogo dos elementos de
construção;
2. APLICAÇÃO
i) Instrução Técnica n.º 09/2011 do Corpo de
Bombeiros da Policia Militar do Estado de São
2.1 Esta Resolução Técnica – RT, aplica-se a
Paulo – Compartimentação horizontal e
todas as edificações e áreas de risco de
compartimentação vertical.
incêndio protocoladas no CBMRS no período de
sua vigência, exceto para a ocupação da divisão
F-3, com população total igual ou superior a
2.500 pessoas, para a qual deverá ser 4. DEFINIÇÕES
consultada Resolução Técnica específica do
CBMRS. 4.1 Para fins desta Resolução Técnica, aplicam-
se as definições previstas no Art. 6°, da Lei
Nota: Para a classificação das ocupações Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro
constantes nesta Resolução Técnica, deverá ser de 2013, com as observações constantes nos
consultada a Tabela 1, do Anexo "A" itens 4.1.1 e 4.1.2 desta RT. Também aplicam-
(Classificação), do Decreto Estadual n.º 51.803, se os conceitos constantes de 4.1.3 a 4.1.9
de 10 de setembro de 2014. desta RT.

4.1.1 Para fins desta Resolução Técnica, a


3. REFERÊNCIAS NORMATIVAS mensuração da altura da edificação também
deverá levar em consideração o previsto no Art.
3.1 Para a compreensão desta Resolução 29, da Lei Complementar n.º 14.376, de 26 de
Técnica é necessário consultar as seguintes dezembro de 2013.
normas, levando em consideração todas as
suas atualizações e outras que vierem a Nota: Para implementação da medida de
substituí-las e regulamentá-las: segurança contra incêndio de Saída de
Emergência, a altura da edificação a ser
a) Lei Complementar n.º 14.376, de 26 de considerada é a definida na alínea “b”, do inciso
dezembro de 2013 - Estabelece normas sobre II, do artigo 6º, da Lei Complementar n.º 14.376,
segurança, prevenção e proteção contra de 26 de dezembro de 2013.
incêndios nas edificações e áreas de risco de
incêndio no Estado do Rio Grande do Sul e dá
4.1.2 Para fins desta Resolução Técnica, o
outras providências;
conceito de área da edificação também deverá
b) Lei Complementar n.º 14.555, de 02 de julho levar em consideração o previsto no Art. 31, da
de 2014 - Altera a Lei Complementar n.º 14.376, Lei Complementar n.º 14.376, de 26 de
de 26 de dezembro de 2013; dezembro de 2013.

c) Decreto Estadual n.º 51.803, de 10 de 4.1.3 Espaço livre exterior – Espaço externo à
setembro de 2014 - Regulamenta a Lei edificação para o qual esta abre seus vãos de
Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro iluminação e ventilação.
de 2013, que estabelece normas sobre
segurança, prevenção e proteção contra 4.1.4 Espaço livre exterior térreo – Espaço
incêndio nas edificações e áreas de risco de externo à edificação em comunicação com o
incêndio no Estado do Rio Grande do Sul; logradouro. Ver item 5.5.2.2.

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Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 4
Saídas de Emergência - 2016

4.1.5 Saída de emergência - Caminho 5.3 Cálculo da população


contínuo, constituído por portas, corredores,
halls, passagens externas, balcões, sacadas, 5.3.1 As saídas de emergência são
vestíbulos, escadas, rampas ou outros dimensionadas em função da população da
dispositivos de saída ou combinações destes, a edificação.
ser percorrido pelo usuário em caso de sinistros
de qualquer ponto da edificação até atingir o 5.3.2 A população de cada pavimento da
espaço livre exterior térreo. edificação é calculada pelos coeficientes da
Tabela 1, do Anexo “A”, desta Resolução
4.1.6 Local seguro - Área protegida da ação do Técnica.
fogo e da fumaça. Exemplo: espaço livre
exterior térreo, área de refúgio, elevador de 5.3.3 Exclusivamente para o cálculo da
emergência, escada enclausurada protegida, população, deverão ser incluídas nas áreas de
escada enclausurada à prova de fumaça, pavimento:
escada à prova de fumaça pressurizada ou
escada aberta externa conforme item 5.7.12. a) as áreas de terraços e sacadas, excetuadas
àquelas pertencentes às edificações dos grupos
4.1.7 Unidade autônoma – Parte da edificação de ocupação A, B e H;
vinculada a uma fração ideal de terreno,
constituída de compartimentos e instalações de b) as áreas totais cobertas das edificações F-6,
uso privativo e de parcela de compartimentos e F-11 e F-12, inclusive canchas e assemelhados.
instalações de uso comum da edificação,
caracterizando economia independente. 5.3.4 Exclusivamente para o cálculo da
população, são excluídas das áreas de
4.1.8 Compartimento – Cada um dos espaços pavimento as áreas de sanitários, corredores e
delimitados da parte interna da edificação, elevadores nas ocupações D e E, bem como
sendo sinônimo de dependência ou peça. áreas de sanitários e elevadores nas ocupações
C e F.
4.1.9 Acesso restrito – Parte da edificação
sem a presença humana, salvo esporádica para 5.3.5 As áreas de beirais e marquises não são
a realização de manutenção. computadas no cálculo da população.

5.3.6 A população total do pavimento será o


5. PROCEDIMENTOS somatório da população de cada compartimento
existente na edificação.
5.1 Classificação das edificações
Nota: Exclusivamente para fins de cálculo
5.1.1 Para os efeitos desta Resolução Técnica, populacional, cada compartimento será
as edificações são classificadas, quanto à considerado como uma ocupação. A população
ocupação e à altura, conforme a Lei deverá ser obtida conforme Tabela 1 do Anexo
Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro “A”, observando suas notas e critérios dos itens
de 2013 e Decreto Estadual n.º 51.803, de 10 5.3 e 5.4.1.1.
de setembro de 2014.
5.4 Dimensionamento das saídas de
emergência
5.2 Componentes da saída de emergência
5.4.1 Largura das saídas
5.2.1 A saída de emergência compreende o
seguinte: 5.4.1.1 A largura das saídas deverá ser
dimensionada em função do número de
a) acessos ou rotas de saídas horizontais, isto pessoas que por elas deva transitar, observados
é, acessos às escadas, quando houver, e os seguintes critérios:
respectivas portas ou espaço livre exterior
térreo, nas edificações térreas; a) os acessos são dimensionados em função
dos pavimentos que sirvam à população;
b) escadas ou rampas; b) as escadas, rampas e descargas são
dimensionadas em função do pavimento de
c) elevadores de emergência; maior população, o qual determina as larguras
mínimas para os lanços correspondentes aos
d) descarga. demais pavimentos, considerando-se o sentido
da saída.

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Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 5
Saídas de Emergência - 2016

5.4.1.2 A largura das saídas, isto é, dos 5.4.1.2.1 A largura total calculada para as
acessos, escadas, descargas, é dada pela saídas de emergência deverá ser distribuída
seguinte fórmula: entre estas, quando houver mais de uma,
respeitando as larguras mínimas dispostas no
N = P/C item 5.4.2.

N = Número de unidades de passagem, 5.4.1.2.2 Em edificações classificadas como


arredondado para número inteiro imediatamente locais de reunião de público, das divisões F-5,
superior. F-6, F-11 e F-12, conforme Anexo "A”, do
Decreto Estadual n.º 51.803, de 10 de setembro
P = População, conforme coeficiente da Tabela de 2014, deverá haver mais de uma saída de
1, do Anexo “A”, e critérios das seções 5.3 e emergência, sendo que estas deverão situar-se
5.4.1.1. em paredes diversas, com o afastamento
mínimo de 10 metros.
C = Capacidade da unidade de passagem,
conforme Tabela 1, do Anexo “A”. Notas:

Notas: 1. O afastamento deverá ser medido no


paramento externo das paredes onde estão
1. Unidade de passagem - UP: é a largura localizadas as saídas de emergência,
mínima para a passagem de um fluxo de desconsiderando qualquer elemento construtivo
pessoas, fixada em 0,55 m; que se projete além destes paramentos. (Ver
Figura 1).
2. Capacidade de uma unidade de passagem: é
o número de pessoas que passa por esta 2. O acesso principal deverá ter de 60% a 70%
unidade em 1 minuto; das unidades de passagens exigidas para a
edificação.
3. A largura mínima da saída é calculada pela
multiplicação do “N” pelo fator 0,55 m,
resultando na quantidade, em metros, da
largura mínima total das saídas.

X + Y = mínimo 10 m

Figura 1: Afastamento entre saídas de emergência


Página: 211
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 6
Saídas de Emergência - 2016

5.4.2 Larguras mínimas a serem adotadas

5.4.2.1 A largura mínima das saídas de


emergência, em qualquer caso, deverá ser de
1,10 m para as ocupações em geral,
ressalvando o disposto nos itens 5.4.2.1.1 e
5.5.4.3.

5.4.2.1.1 Nas ocupações do grupo H, divisão H-


3, as larguras mínimas deverão ser de:

a) 2,00 m para os acessos e descargas em


geral;
Figura 3: Abertura das portas no sentido de
b) 1,20 m nos corredores destinados apenas à saída
circulação de pessoal de serviço e de cargas
não volumosas, tais como setores 5.5 Acessos
administrativos e de apoio;
5.5.1 Generalidades
c) 2,20 m para as escadas e rampas.
5.5.1.1 Os acessos deverão satisfazer às
5.4.3 Exigências adicionais sobre largura de seguintes condições:
saídas
a) permitir o escoamento fácil de todos os
5.4.3.1 A largura das saídas deverá ser medida ocupantes da edificação;
em sua parte mais estreita, não sendo admitidas
saliências de pilares e outros com dimensões b) permanecer desobstruídos em todos os
maiores que as indicadas na Figura 2, e estas pavimentos;
somente em saídas com largura superior a 1,10
m. c) ter larguras de acordo com o estabelecido no
item 5.4;

d) ter pé-direito mínimo de 2,20 m, com exceção


de obstáculos representados por vigas, vergas
de portas e outros, cuja altura mínima livre
deverá ser de 2,10 m.

5.5.1.2 Os acessos deverão permanecer livres


de quaisquer obstáculos, tais como móveis,
divisórias móveis, locais para exposição de
mercadorias e outros, de forma permanente,
mesmo quando o prédio esteja supostamente
fora de uso.

5.5.2 Distâncias máximas a serem


Figura 2: Medida da largura em corredores e percorridas
passagens
5.5.2.1 As distâncias máximas a serem
percorridas para atingir um local seguro, tendo
5.4.3.2 As portas que abrem para dentro de em vista o risco à vida humana decorrente do
rotas de saída, em ângulo de 180º, em seu fogo e da fumaça, constam na Tabela 3 do
movimento de abrir, no sentido do trânsito de Anexo “B” desta RT e deverão considerar:
saída, não poderão reduzir a largura efetiva
destas em valor menor que a metade (ver a) nas ocupações do grupo A (Residenciais) e B
Figura 3), sempre mantendo uma largura (Serviços de hospedagem), a distância deverá
mínima livre de 1,10 m para as ocupações em ser considerada a partir da porta de acesso da
geral e respeitando as especificações para a unidade autônoma;
divisão H-3 contidas no item 5.4.2.1.1.
b) nas ocupações dos grupos I e J,
5.4.3.3 As portas que abrem no sentido do especificamente nas áreas de depósitos sem a
trânsito de saída, para dentro de rotas de saída, permanência humana (depósitos
em ângulo de 90º, deverão ficar em recessos de automatizados), a exigência de distância
paredes, de forma a não reduzir a largura máxima a ser percorrida pode ser
efetiva em valor maior que 10 cm (ver Figura 3). desconsiderada;

Página: 212
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 7
Saídas de Emergência - 2016

c) para as demais ocupações considerar o 5.5.4 Portas de saídas de emergência


caminho mais distante a ser percorrido na
edificação. 5.5.4.1 As portas dos corredores, dos acessos e
descargas das escadas e as portas de acesso
5.5.2.2 Os pátios e corredores laterais a céu ao espaço livre exterior térreo deverão abrir no
aberto em comunicação com o logradouro, sentido do trânsito de saída quando a
quando utilizados como rota de saída de população total da edificação for superior a 50
emergência deverão satisfazer os seguintes pessoas.
requisitos:
5.5.4.2 As portas das salas com capacidade
a) possuir largura mínima equivalente à soma acima de 50 pessoas deverão abrir no sentido
da(s) largura(s) da(s) porta(s) de saída de do trânsito de saída.
emergência com acesso a estes pátios e/ou
corredores a céu aberto, mas nunca inferior a 5.5.4.3 A largura, vão livre ou “luz” das portas,
1,20 m; comuns ou corta-fogo, utilizadas nas rotas de
saída de emergências, deverá ser
b) em edificações de múltiplos pavimentos, dimensionada como estabelecido no item 5.4.
quando a fachada possuir aberturas voltadas As portas deverão ter as seguintes dimensões
para o pátio/corredor lateral a céu aberto, este mínimas de luz:
deverá possuir marquise ou equivalente, com
balanço mínimo de 1,20 m em toda a extensão a) 80 cm, sempre que o resultado de N for igual
da rota de saída, exceto quando o pátio ou ou inferior a 01 UP;
corredor a céu aberto possuir largura igual ou
superior a 4,00 m; b) 1,00 m, equivalendo a duas unidades de
passagem;
c) em pátios e corredores a céu aberto, com
largura inferior a 4,00 m, as aberturas da c) 1,60 m, equivalendo a três unidades de
edificação térrea ou abaixo da marquise, em passagem.
edificações de múltiplos pavimentos, existentes
na rota de saída, não poderão possuir Nota: As portas com dimensão maior que 1,50
dimensões superiores a 1,40 m x 0,55 m e m deverão possuir duas folhas.
peitoril inferior a 2,20 m. Caso existam portas
não destinadas à saída de emergência, estas 5.5.4.4 As portas das antecâmaras, escadas e
deverão ser corta-fogo, P-60; similares deverão ser providas de dispositivos
mecânicos e automáticos, de modo a
d) permitir o acesso à via pública. Quando permanecerem fechadas, mas destrancadas no
houver porta/portão este deverá atender os sentido do fluxo de saída, sendo admissível que
mesmos requisitos exigidos para as portas de se mantenham abertas, desde que disponham
saída de emergência da edificação. de dispositivo de fechamento automático,
conforme estabelecido na ABNT NBR 11742.
5.5.2.3 Quando não for possível atender as
alíneas “a”, “b”, e “c” do item 5.5.2.2, o pátio 5.5.4.5 Se as portas dividirem corredores que
e/ou corredor lateral a céu aberto utilizado como constituem rotas de saída, estas deverão:
rota de saída deverá ter a sua extensão
computada na distância máxima a percorrer. a) ser providas de visor transparente de área
mínima de 0,07 m², com altura mínima de 25
5.5.3 Saídas nos pavimentos cm;

5.5.3.1 Os tipos de escadas exigidas para as b) abrir no sentido do fluxo de saída, devendo
diversas ocupações, em função da altura, ser nos dois sentidos quando a saída for
encontram-se na Tabela 4, do Anexo “C”. possível para ambos os lados.

5.5.3.2 Havendo necessidade de acrescer 5.5.4.6 As portas dos corredores, dos acessos e
escadas, estas deverão ser do mesmo tipo que descargas das escadas e as portas de acesso
a exigida por esta Resolução Técnica. ao espaço livre exterior térreo deverão possuir
barra antipânico, conforme ABNT NBR 11785,
5.5.3.3 As escadas de emergência poderão ser quando a população total da edificação for
substituídas por rampas, as quais deverão ser superior a 200 pessoas, como segue:
do mesmo tipo da escada de emergência.

Página: 213
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 8
Saídas de Emergência - 2016

a) para as edificações de múltiplos pavimentos, 5.5.4.11 Com exceção das ocupações das
as portas dos corredores e acessos do divisões F-5, F-6, F-11 e F-12, é permitido o uso
pavimento com população igual ou inferior a 200 de portas de vidro em saídas de emergência,
pessoas, estão dispensadas da instalação de desde que o vidro seja de segurança, conforme
barra antipânico. a ABNT NBR 7199, respeitando as exigências
específicas de resistência ao fogo, quando
b) nos pavimentos onde a população for couber.
superior a 200 pessoas, as portas dos
corredores, dos acessos e descargas das 5.5.4.12 É vedada a utilização de peças
escadas e as portas de acesso ao espaço livre plásticas em fechaduras, espelhos, maçanetas,
exterior térreo deverão possuir barra antipânico, dobradiças e outros, nas portas dos seguintes
conforme ABNT NBR 11785. locais:

5.5.4.7 As portas das salas com capacidade a) corredores, acessos e descargas das
acima de 200 pessoas deverão possuir barra escadas, e nas portas de acesso ao espaço
antipânico, conforme ABNT NBR 11785. livre exterior térreo;

5.5.4.8 Estão isentas da instalação da barra b) entrada em unidades autônomas;


antipânico, as portas sem sistema de
travamento (maçaneta) e que permitam a sua c) salas com capacidade acima de 50 pessoas.
abertura apenas com a aplicação de uma força
na folha da porta. 5.5.4.13 A colocação de fechaduras com chave
nas portas de corredores, acessos e descargas
Nota: É permitida a colocação de fechadura das escadas, e nas portas de acesso ao espaço
para a segurança patrimonial, a qual somente livre exterior térreo é permitida, desde que seja
poderá ser trancada quando a edificação estiver possível a abertura pelo lado interno sem
fora de uso e sem pessoas em seu interior (fora necessidade de chave quando a edificação
do horário de funcionamento). estiver em funcionamento, admitindo-se que a
abertura pelo lado externo seja feita apenas por
5.5.4.9 Nas ocupações, exceto as do grupo F, meio de chave.
divisões F-5, F-6, F-11, F-12, grupo L e grupo M,
divisão M-2, os vãos das portas de saídas de 5.5.5 Portas automáticas de saídas de
emergência na comunicação direta com o emergência
espaço livre exterior térreo, poderão ser dotadas
unicamente de portas de segurança patrimonial 5.5.5.1 As portas automáticas de saídas de
do tipo “enrolar”, “correr” ou de “gradis”, ficando emergência deverão atender os requisitos
estas portas dispensadas de abrirem no sentido previstos no item 5.5.4, exceto o item 5.5.4.10.
do fluxo do trânsito de saída e de instalarem
barra antipânico, desde que sejam mantidas 5.5.5.2 As portas de saída de emergência
totalmente abertas durante todo o horário de automáticas não poderão ser instaladas nas
funcionamento da ocupação e sem a rotas de fuga das ocupações do grupo F, divisão
permanência de pessoas em seu interior, F-5, F-6, F-11 e F-12.
mediante compromisso do proprietário e/ou
responsável pelo uso através de termo de 5.5.5.3 As portas automáticas de correr
responsabilidade, conforme Anexo “D”. horizontais serão computadas no
dimensionamento das saídas de emergência,
Nota: Aplica-se o disposto no item 5.5.4.9, as desde que atendidas os seguintes requisitos:
portas de acesso às ocupações autônomas,
quando localizadas no interior de edificações de a) permitir a abertura manual da(s) folha(s)
ocupação mista, tais como edifícios e galerias da(s) porta(s) no sentido da rota de fuga;
comerciais e shopping centers.
b) a força aplicada, necessária para abrir a folha
5.5.4.10 É permitido o uso de porta de correr da porta manualmente, especificada no item
horizontal quando: 5.5.5.3, alínea “a”, não deve exceder 67 N para
liberar a trava, 133 N para colocar a folha em
a) a população total da edificação for igual ou movimento e 67 N para abrir a folha até a
inferior a 50 pessoas; largura mínima exigida;

b) nas portas das salas com capacidade igual c) possuir placa de sinalização com letras com
ou inferior a 50 pessoas. altura mínima de 25 mm e efeito
fotoluminescente, sobre fundo verde, com os

Página: 214
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 9
Saídas de Emergência - 2016

dizeres abaixo, localizado no centro da(s) g o acionador manual deverá ser sinalizado com
folha(s) da(s) porta(s), a uma altura de 1,20 m letras com altura mínima de 25 mm e efeito
do piso acabado: fotoluminescente, sobre fundo verde, com os
dizeres abaixo, localizado a 1,80 m do piso
acabado:
EMPURRE
PARA ABRIR
EM CASO DE EMERGÊNCIA,
APERTE PARA SAIR
5.5.5.3.1 De forma alternativa ao disposto no
item 5.5.5.3, as portas automáticas de correr
horizontais poderão possuir dispositivo 5.5.6 Nas ocupações destinadas a agências
automático que coloque as folhas das portas no bancárias e assemelhados, a porta da saída de
modo aberto-travado, em caso de falta de emergência, que por questões de segurança
energia elétrica, pane ou defeito na porta, necessitar permanecer fechada e trancada,
considerando o seu vão luz nesta situação. deve possuir dispositivo de liberação da porta
conforme especificado no item 5.5.5.5 ou, de
modo alternativo, atender os seguintes
5.5.5.4 Nos locais com lotação igual ou inferior a
requisitos:
50 pessoas, as portas automáticas de correr
horizontais estão dispensadas de atenderem os
a) deverá atender os requisitos previstos no
requisitos previstos no item 5.5.5.3, alíneas “a”,
item 5.5.4;
“b” e “c”, devendo permanecer destravadas em
caso de falta de energia elétrica, pane ou
b) possuir abertura no sentido do trânsito de
defeito na porta, permitindo a sua abertura
saída;
manualmente.
c) ser dotado de abrigo próprio para a chave de
5.5.5.5 Locais que, por questões de segurança, abertura da porta;
necessitam manter as portas de saída de
emergência permanentemente fechadas e d) a porta de emergência no sentido da rota de
trancadas, devem possuir dispositivo de fuga e o abrigo para a chave da porta devem
liberação das portas, através de acionador ser iluminados por sistema de iluminação de
manual de emergência que deverá atender os emergência.
seguintes requisitos:
5.5.6.1 O abrigo para a chave da porta,
a) o acionador manual deverá estar localizado a especificado na alínea “c” do item 5.5.6 deve
no máximo 0,30 m da porta, permitindo o atender os seguintes requisitos:
destravamento da porta no sentido da rota de
fuga, a uma altura entre 0,90 m e 1,20 m do a) ser instalado a não mais de 0,30 m da porta
piso acabado; de emergência e a uma altura entre 1,20 e 1,60
m;
b) o sistema de travamento e liberação da porta
deverá ser elétrico/eletromagnético, com tensão b) possuir as dimensões de 0,11 m x 0,08 m x
máxima 30 Vcc; 0,04 m, com tolerância de ± 0,02 m.

c) o sistema deve permitir o destravamento da c) ser da cor verde;


porta, mesmo com a falta de energia elétrica;
d) possuir vidro frontal transparente quebrável
d) após a ativação do acionador manual, a folha através de martelinho próprio disposto no lado
da porta deve permanecer destravada até que o exterior do abrigo;
acionador seja rearmado manualmente;
e) ser mantido permanentemente desobstruído;
e) o sistema de alarme de incêndio, quando
existente, deve liberar as portas de emergência f) ser claramente identificado, através de
quando acionado; sinalização com letras com altura mínima de 25
mm e efeito fotoluminescente, sobre fundo
f) a porta de emergência no sentido da rota de verde, com os dizeres abaixo, localizado a 1,80
fuga e o acionador manual devem ser m do piso acabado:
iluminados por sistema de iluminação de
emergência;
EM CASO DE EMERGÊNCIA
QUEBRE O VIDRO

Página: 215
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 10
Saídas de Emergência - 2016

5.6 Rampas NE, EP, PF, PFP e AE, seguindo para isso as
condições específicas a cada uma delas
5.6.1 Obrigatoriedade estabelecidas nos itens 5.7.7, 5.7.8, 5.7.9,
5.7.10, 5.7.11 e 5.7.12, desta Resolução
5.6.1.1 O uso de rampas é obrigatório nos Técnica, exceto quanto ao item 5.7.1.3.
seguintes casos:
5.6.3 Declividade
a) conforme exigências do item 5.11;
5.6.3.1 A declividade das rampas deverá seguir
b) sempre que não for possível dimensionar o prescrito na NBR ABNT 9050.
corretamente os degraus da escada;
Nota: Para fins desta Resolução Técnica, pisos
c) nas rotas de saída horizontal, quando o com inclinação igual ou inferior a 5% não serão
desnível não permitir a instalação mínima de considerados como rampas.
três degraus.
5.7 Escadas
5.6.2 Condições de atendimento
5.7.1 Generalidades
5.6.2.1 O dimensionamento das rampas deverá
obedecer ao estabelecido no item 5.4. 5.7.1.1 Em qualquer edificação, os pavimentos
sem saída em nível para o espaço livre exterior
5.6.2.2 As rampas não deverão ter o seu térreo deverão ser dotados de escadas,
término em degraus ou soleiras, devendo ser enclausuradas ou não, as quais deverão:
precedidas e sucedidas sempre por patamares
planos. a) ser constituídas de material incombustível,
classe I, ou classe II-A com Dm < 100, conforme
5.6.2.3 Os patamares das rampas deverão ser a Instrução Técnica n.º 10/2011, do Corpo de
sempre em nível, tendo comprimento mínimo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São
1,10 m, medidos na direção do trânsito, sendo Paulo e demais especificações desta, até a
obrigatórios sempre que houver mudança de entrada em vigor de Resolução Técnica
direção ou quando a altura a ser vencida específica do CBMRS;
ultrapassar 3,70 m.
Nota: Serão aceitas escadas não
5.6.2.4 As rampas poderão suceder um lanço enclausuradas construídas em madeira quando
de escada, no sentido descendente de saída, a edificação possuir até dois pavimentos,
mas não poderão precedê-lo. podendo o entrepiso ser do mesmo material.
Todavia, seus degraus, patamares e entrepiso
5.6.2.4.1 No caso de edificações dos grupos H- de madeira, pertencentes às rotas de saída,
2 e H-3, as rampas não poderão suceder ao deverão ser revestidos ou tratados com
lanço de escada e vice-versa. produtos que tornem os elementos
referenciados Classe II-A.
5.6.2.5 Não é permitida a colocação de portas
em rampas. As portas deverão estar situadas b) quando não enclausurada, possuir o Tempo
sempre em patamares planos, com Requerido de Resistência ao Fogo – TRRF,
comprimento não inferior à largura da folha da conforme Instrução Técnica n.º 08/2011 do
porta de cada lado do vão. Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado
de São Paulo, até a entrada em vigor de
5.6.2.6 O piso das rampas deverá atender o Resolução Técnica específica do CBMRS;
item 5.7.1.1, alínea “f”, não sendo aplicável a
sua nota. c) ser dotadas de guardas em seus lados
abertos, conforme item 5.8;
5.6.2.7 As rampas deverão ser dotadas de
guarda-corpo e corrimão, de forma análoga ao d) ser dotadas de corrimãos em ambos os lados
especificado no item 5.8. conforme item 5.8, admitindo-se, nas escadas
enclausuradas, o uso de madeira nos
5.6.2.8 As rampas deverão atender às corrimãos;
condições estabelecidas nas alíneas “a, b, c, d,
e, g, h e i”, do item 5.7.1.1, desta Resolução e) atender a todos os pavimentos, acima e
Técnica. abaixo da descarga, mas terminando
obrigatoriamente no piso desta, não podendo ter
5.6.2.9 As rampas deverão ser classificadas comunicação direta com outro lanço na mesma
quanto ao tipo, a exemplo das escadas, como prumada (ver Figura 4);

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Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 11
Saídas de Emergência - 2016

Figura 4: Segmentação das escadas no piso da descarga

f) ter os pisos em condições antiderrapantes, 5.7.1.3.1 A área de resgate deve:


com no mínimo 0,4 de coeficiente de atrito a) estar localizada fora do fluxo principal de
dinâmico, conforme norma brasileira ou circulação;
internacionalmente reconhecida, e que
permaneçam antiderrapantes com o uso; b) garantir área mínima de circulação e
manobra, conforme ABNT NBR 9050;
Nota: Desde que possua o mesmo coeficiente
de atrito, poderá ser empregada fita c) ser posicionada no patamar de acesso à
antiderrapante com, no mínimo, 5 cm de escada de emergência e/ou na sua respectiva
largura, instalada a não mais de 1 cm da borda antecâmara, quando houver;
do degrau, devendo providenciar a sua d) ser provida de dispositivo de comunicação de
manutenção. emergência, intercomunicador ou dispositivo de
g) quando houver exigência de duas ou mais emergência com alerta e sinalização
escadas enclausuradas de emergência e estas específicos, ligada a uma central localizada em
ocuparem a mesma caixa de escada (volume), áreas de fácil acesso, salas de controle ou salas
não será aceita comunicação entre si, devendo de segurança, portaria principal ou entrada de
existir compartimentação entre ambas; edifícios.
e) possuir no mínimo um espaço reservado e
h) No caso de duas ou mais escadas de demarcado, conforme figuras 5 e 6, a cada 500
emergência, a distância de trajeto entre as suas pessoas de lotação, por pavimento, sendo no
portas de acesso, quando enclausuradas, ou do mínimo um por pavimento e um para cada
primeiro degrau no pavimento quando não escada;
enclausurada, deverá ser de, no mínimo, 10 m
ou nas extremidades da circulação comum, f) possuir o espaço reservado para o
quando a distância desta for inferior a 10 m; posicionamento de pessoas em cadeiras de
rodas sinalizado conforme figura 5.
i) atender ao item 5.5.1.2 e 5.7.1.3.

5.7.1.2 Não serão aceitas escadas helicoidais,


em lanços curvos mistos (em leque) e em
lanços curvos circulares (em espiral), como
escadas de emergência.

5.7.1.3 As escadas destinadas à saída de


emergência devem possuir áreas de resgate
com espaço reservado e demarcado para o
posicionamento de pessoas em cadeiras de
rodas, conforme item 5.7.1.3.1. (ver Figura 6)

Nota: Para maiores esclarecimentos consultar a


norma ABNT NBR 9050.

Figura 5: Sinalização do espaço para pessoas


em cadeiras de rodas
Página: 217
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 12
Saídas de Emergência - 2016

c)

Figura 6: Área reservada para cadeira de rodas em escadas

5.7.2 Largura c) ter, num mesmo lanço, larguras e alturas


iguais e, em lanços sucessivos de um mesmo
5.7.2.1 As larguras das escadas deverão pavimento, diferenças entre as alturas de
atender aos seguintes requisitos: degraus de, no máximo, 0,5 cm;

a) ser proporcionais ao número de pessoas que d) opcionalmente, a critério do responsável


por elas devam transitar em caso de técnico, ter bocel de, no máximo, 1,5 cm ou
emergência, conforme item 5.4; balanço da quina do degrau sobre o
imediatamente inferior com este mesmo valor
b) ser medidas no ponto mais estreito da mínimo. (ver Figura 7).
escada ou patamar, considerando as guardas,
porém excluindo os corrimãos, que poderão se 5.7.3.2 O lanço máximo entre dois patamares
projetar até 10 cm de cada lado, sem consecutivos não deverá ultrapassar 3,70 m de
obrigatoriedade de aumento na largura das altura. Quando houver menos de três degraus
escadas. entre patamares, estes deverão ser sinalizados
nas bordas dos degraus e prever iluminação de
5.7.3 Dimensionamento de degraus e emergência de aclaramento acima destes.
patamares
Nota: Não será admitido desnível nas pistas de
5.7.3.1 Os degraus deverão: dança das ocupações F-6, F-11 e F-12, exceto
se houver elementos de separação por guarda
a) ter altura h (ver Figura 7) compreendida entre corpo entre a pista e as demais áreas,
16 cm e 18 cm, com tolerância de 0,5 cm; respeitando a largura mínima da saída de
emergência e a distância máxima a percorrer.
b) ter largura b (ver Figura 7) dimensionada pela
lei de Blondel: 5.7.3.3 O comprimento dos patamares deverá
ser (ver Figura 8):
63 cm ≤ (2h + b) ≤ 64 cm
a) dado pela fórmula:

Página: 218
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 13
Saídas de Emergência - 2016

b) no mínimo, igual à largura da escada quando


p = (2h + b)n + b há mudança de direção, não se aplicando neste
caso a fórmula anterior.
Onde: “n” é um número inteiro (1, 2 ou 3),
quando se tratar de escada reta, medido na 5.7.3.3.1 Em ambos os lados de vão de porta,
direção do trânsito; deverá haver patamares com comprimento
mínimo igual à largura da folha da porta.

≤ 1,5 cm

≤ 1,5 cm

Figura 7: Altura e largura dos degraus

Figura 8: Lanço mínimo e comprimento de patamar

5.7.4 Caixas das escadas 5.7.4.3 Nas caixas de escadas, não poderão
existir tubulações de passagem de lixo, rede
5.7.4.1 As paredes das caixas de escadas, dos elétrica, gás e líquidos, bem como centros de
guarda-corpos, dos acessos e das descargas distribuição elétrica, armários para medidores de
deverão ter acabamento liso. gás e assemelhados, excetuadas as escadas
não enclausuradas em edificações com altura
5.7.4.2 As caixas de escadas não poderão ser até 12 m.
utilizadas como depósitos, mesmo por curto 5.7.4.4 Os pontos de fixação das escadas
espaço de tempo, nem para a localização de metálicas na caixa de escada deverão possuir
quaisquer móveis, equipamentos ou tempo de resistência ao fogo de 120 minutos
assemelhados. para escadas enclausuradas protegidas e de
240 minutos para as escadas enclausuradas à
prova de fumaça.

Página: 219
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 14
Saídas de Emergência - 2016

5.7.5 Escadas para mezaninos 5.7.8 Escadas enclausuradas protegidas (EP)

5.7.5.1 Nos mezaninos, exceto no grupo F, 5.7.8.1 As escadas enclausuradas protegidas


divisões F-5, F-6, F-11 e F-12 em locais com (ver Figura 9) deverão atender aos requisitos
acesso ao público, as escadas deverão: dos itens 5.7.1 a 5.7.4. Deverão atender, ainda,
ao seguinte:
a) ter a largura mínima de 0,80 m, desde que a a) ter suas caixas isoladas por paredes
população nestes locais seja inferior a 20 resistentes a 120 minutos de fogo, no mínimo;
pessoas, com altura da escada não superior a
3,70 m; b) ter as portas de acesso a esta caixa de
escada do tipo corta-fogo (PCF), com
b) ter os pisos em condições antiderrapantes e resistência ao fogo de 60 minutos (P-60);
que assim permaneçam com o uso, conforme
item 5.7.1.1, alínea “f”; c) ser dotadas, em todos os pavimentos (exceto
no da descarga, onde isto é facultativo), de
c) ser dotadas de corrimãos, atendendo ao janelas abrindo para o espaço livre exterior,
prescrito em 5.8, bastando apenas um corrimão atendendo ao previsto no item 5.7.8.2;
nas escadas com largura inferior a 1,10 m e
dispensando-se corrimãos intermediários; d) ser dotadas de janela ou alçapão que permita
a ventilação em seu término superior, com área
d) ser dotadas de guardas em seus lados mínima de 0,80 m², devendo estar localizada
abertos, conforme 5.8; junto ao teto ou, no máximo, a 0,20 m deste;

e) a escada enclausurada protegida deverá


e) atender ao prescrito em 5.7.3; possuir ventilação permanente inferior com área
mínima de 1,20 m², devendo estar localizada
f) Aplica-se aos mezaninos com área superior a junto ao solo da caixa da escada, podendo ser
50 m² a alínea “a” do item 5.7.1.1 e sua nota. no piso do pavimento térreo ou no patamar
intermediário entre o pavimento térreo e o
5.7.6 Escadas em edificações em construção pavimento imediatamente superior, permitindo a
entrada de ar puro, em condições análogas à
5.7.6.1 Em edificações em construção, as tomada de ar dos dutos de ventilação (ver
escadas deverão ser construídas 5.7.9.3).
concomitantemente com a execução da
estrutura, permitindo a fácil evacuação da obra Nota: Esta ventilação poderá ser na própria
e o acesso dos bombeiros. porta de saída da descarga da escada
enclausurada que:
5.7.7 Escadas não enclausuradas ou
escadas comuns (NE) a) abrir diretamente para o espaço livre
exterior;
5.7.7.1 A escada não enclausurada ou escada
comum (NE) deverá atender aos requisitos dos b) abrir diretamente para corredor ou hall
itens 5.7.1 a 5.7.3, exceto o 5.7.1.3. enclausurado, desde que este possua
ventilação permanente inferior com área mínima
5.7.7.2 Nas edificações com pavimento de maior de 1,20 m² e atenda ao previsto no item
população igual ou inferior a 45 pessoas, exceto 5.7.9.3.6. Neste caso, a porta corta-fogo da
o térreo, serão admitidas escadas de descarga da escada enclausurada poderá ser
emergência com largura de 0,90 m, respeitadas suprimida.
as demais exigências para escadas de saídas 5.7.8.2 As janelas das escadas protegidas
de emergência, quando se enquadrar em uma deverão:
das seguintes situações:
a) estar situadas junto ao teto ou, no máximo, a
a) pertencerem ao grupo de ocupação A, B, D, 0,20 m deste, estando o peitoril, no mínimo, a
G, J-1 e J-2, com altura menor ou igual a 6 m; 1,10 m acima do piso do patamar ou degrau
adjacente e tendo largura mínima de 0,80 m,
b) a escada for exigida apenas como segunda podendo ser aceitas na posição centralizada,
saída, desde que haja outra escada que atenda acima dos lances de degraus, deverão pelo
a toda população, que não poderá ultrapassar menos uma das faces da janela estar a, no
45 pessoas, nos mesmos grupos de ocupação máximo, 0,20 m do teto;
citados na alínea "a".
b) ter área de ventilação efetiva mínima de 0,80
m² em cada pavimento (ver Figura 9);

Página: 220
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 15
Saídas de Emergência - 2016

c) ser dotadas de venezianas ou outro material


que assegure a ventilação permanente,
devendo distar pelo menos 3 m, em projeção
horizontal, de qualquer outra abertura da
mesma edificação, no mesmo nível ou em nível
inferior ao seu;

Notas:

1. À distância poderá ser reduzida para até 2 m,


em caso de aberturas instaladas em banheiros,
vestiários ou áreas de serviço, inclusive se
integradas com as cozinhas.

2. À distância poderá ser reduzida para até 1,40


m, desde que a abertura esteja no mesmo nível Figura 10: Ventilação da escada enclausurada
e no mesmo plano de parede ou em plano protegida e seu acesso
reentrante ou saliente.

d) ser construídas em perfis metálicos maciços, 5.7.9 Escadas enclausuradas à prova de


sendo vedado o uso de perfis ocos e chapas fumaça (PF)
dobradas;
5.7.9.1 As escadas enclausuradas à prova de
e) os caixilhos poderão ser do tipo basculante fumaça (ver Figuras 11, 12 e 13) deverão
ou “maxim-ar”, junto ao teto, com abertura atender ao estabelecido nos itens 5.7.1 a 5.7.4.
máxima de 0,15 m, sendo vedados os tipos em Deverão atender, ainda, ao seguinte:
eixo vertical. Os caixilhos deverão ser fixados
a) ter suas caixas enclausuradas por paredes
na posição aberta.
resistentes a 240 minutos de fogo, no mínimo;
5.7.8.3 Na impossibilidade de colocação de b) ter ingresso por antecâmaras ventiladas,
janela na caixa da escada enclausurada terraços ou balcões, atendendo as primeiras ao
protegida, conforme a alínea “c” do item 5.7.8.1, prescrito no item 5.7.9.2 e os últimos no item
os corredores de acesso deverão: 5.7.10;
a) ser ventilados por janelas a, no máximo, 5 m Nota: Não é necessária antecâmara no
da porta da escada, abrindo para o espaço livre pavimento de descarga da escada.
exterior, com área de ventilação efetiva mínima
de 0,80 m² (ver Figura 10), largura mínima de c) ser providas de portas corta-fogo (PCF) com
0,80 m, situadas junto ao teto ou, no máximo, a resistência de 60 minutos (P-60).
0,20 m deste; ou
5.7.9.2 As antecâmaras para ingresso nas
b) ter sua ligação com a caixa da escada por escadas enclausuradas (ver Figura 11) deverão:
meio de antecâmaras ventiladas, executadas
nos moldes do especificado no item 5.7.9.2 ou a) ter comprimento mínimo de 1,80 m;
5.7.10.
b) ter pé-direito mínimo de 2,40 m;

c) ser dotadas de porta corta-fogo (PCF) na


entrada e na comunicação da caixa da escada,
com resistência de 60 minutos (P-60);

d) ser ventiladas por dutos de entrada e saída


de ar, de acordo com o item 5.7.9.3;

e) ter a abertura de entrada de ar situada junto


ao piso ou, no máximo, a 0,20 m deste, com
área mínima de 0,84 m² e, quando retangular,
obedecendo à proporção máxima de 1:4 entre
suas dimensões;

f) ter a abertura de saída de ar situada junto ao


Figura 9: Escada enclausurada protegida teto ou, no máximo, a 0,20 m deste, com área

Página: 221
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 16
Saídas de Emergência - 2016

mínima de 0,84 m² e, quando retangular, e) ter, quando não forem totalmente abertos no
obedecendo à proporção máxima de 1:4 entre topo, aberturas de saída de ar com área efetiva
suas dimensões; igual ou superior a 1,5 vezes a área da seção
do duto, guarnecidas ou não por venezianas ou
g) ter, entre as aberturas de entrada e de saída equivalente, deverão essas aberturas estarem
de ar, a distância vertical mínima de 1,80 m, dispostas em, pelo menos, duas faces opostas,
medida eixo a eixo; com área nunca inferior a 1 m² cada uma. A
base das aberturas deverá situar-se, no mínimo,
h) ter a abertura de saída de gases e fumaça 1 m acima de qualquer elemento construtivo do
(DS), no máximo, a uma distância horizontal de prédio (reservatórios, casas de máquinas,
3 m da porta de entrada da antecâmara, e a cumeeiras, muretas e outros);
abertura de entrada de ar (DE) situada, no
máximo, a uma distância horizontal de 3 m da f) não serem utilizados para a instalação de
porta de entrada da escada; quaisquer equipamentos, cabeamentos ou
canalizações;
i) ter paredes resistentes ao fogo por, no
mínimo, 120 minutos;
g) ser fechados na base.
j) as aberturas dos dutos de entrada de ar e
saída de gases e fumaças das antecâmaras 5.7.9.3.3 As paredes dos dutos de saídas de
deverão ser guarnecidas por telas de arame, gases e fumaça deverão:
com espessura dos fios igual ou superior a 3
mm e malha com dimensões mínimas de 2,5 cm a) ter resistência ao fogo de, no mínimo, 120
por 2,5 cm, ou venezianas metálicas que não minutos, quando atenderem a até 15
diminuam a área efetiva de ventilação. antecâmaras, e de 240 minutos, quando
atenderem a mais de 15 antecâmaras;
5.7.9.3 Dutos de ventilação natural
b) ter revestimento interno liso.
5.7.9.3.1 Os dutos de ventilação natural deverão
formar um sistema integrado: o duto de entrada 5.7.9.3.4 Os dutos de entrada de ar deverão:
de ar (DE) e o duto de saída de gases e fumaça
(DS). a) ter paredes resistentes ao fogo por 120
minutos, no mínimo;
5.7.9.3.2 Os dutos de saída de gases e fumaça
deverão: b) ter revestimento interno liso;

a) ter aberturas somente nas paredes voltadas c) atender às condições das alíneas “a”, “b”, “c”
para as antecâmaras; e “f” do item 5.7.9.3.2;
b) ter seção mínima calculada pela seguinte d) ser totalmente fechados em sua extremidade
expressão: superior;

e) ter abertura em sua extremidade inferior ou


s = 0,105 x n junto ao teto do 1º pavimento, possuindo acesso
direto ao exterior que assegure a captação de ar
fresco respirável, devendo esta abertura ser
onde: guarnecida por telas de arame, com espessura
dos fios igual ou superior a 3 mm e malha com
s = seção mínima em m². dimensões mínimas de 2,5 cm x 2,5 cm ou
n = número de antecâmaras ventiladas pelo venezianas metálicas, que não diminuam a área
duto. efetiva de ventilação, isto é, sua seção deverá
ser aumentada para compensar a redução.
c) ter, em qualquer caso, área não inferior a
0,84 m² e, quando de seção retangular, 5.7.9.3.5 A seção da parte horizontal inferior do
obedecer à proporção máxima de 1:4 entre suas duto de entrada de ar deverá ser:
dimensões;
a) no mínimo, igual à do duto, em edificações
d) elevar-se, no mínimo, 3 m acima do eixo da com altura igual ou inferior a 30 m;
abertura da antecâmara do último pavimento
servido pelo duto, devendo seu topo situar-se, b) ser igual a 1,5 vezes a área da seção do
no mínimo, 1 m acima de qualquer elemento trecho vertical do duto de entrada de ar, no caso
construtivo existente sobre a cobertura; de edificações com mais de 30 m de altura.

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Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 17
Saídas de Emergência - 2016

5.7.9.3.6 A tomada de ar do duto de entrada b) este caixilho deve ser guarnecido com vidro
deverá ficar ao nível do solo ou abaixo deste, transparente ou não, laminado ou aramado
longe de qualquer eventual fonte de fumaça em (malha de 12,5 mm), com espessura, mínima
caso de incêndio, mantendo a distância mínima de, 6,5 mm;
de 3 m de qualquer abertura da edificação.
c) em paredes dando para o exterior, sua área
5.7.9.3.7 As dimensões dos dutos (item máxima não pode ultrapassar 0,5 m²; em parede
5.7.9.3.2) serão as mínimas absolutas, dando para antecâmara ou varanda, pode ser
recomendando-se o cálculo exato dessas de até 1 m²;
dimensões pela mecânica dos fluidos, em
especial no caso da existência de subsolos e d) havendo mais de uma abertura de
em prédios de excepcional altura ou em locais iluminação, a distância entre elas não pode ser
sujeitos a ventos excepcionais. inferior a 0,5 m e a soma de suas áreas não
deve ultrapassar 10% da área da parede em
5.7.9.4 A iluminação natural das caixas de que estiverem situadas.
escadas enclausuradas, quando houver, deve
obedecer aos seguintes requisitos:

a) ser obtida por abertura provida de caixilho de


perfil metálico reforçado, provido de fecho
acionável por chave ou ferramenta especial,
devendo ser aberto somente para fins de
manutenção ou emergência;

Figura 11: Escada enclausurada à prova de fumaça

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Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 18
Saídas de Emergência - 2016

Figura 12: Exemplo de dutos de ventilação (corte AA e corte BB)

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Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 19
Saídas de Emergência - 2016

5.7.10 Escada enclausurada com acesso por 5.7.10.3 Será aceita a distância de 1,20 m, para
balcões, varandas e terraços qualquer altura da edificação, entre a abertura
desprotegida do próprio prédio até o paramento
5.7.10.1 Os balcões, varandas, terraços e externo do balcão, varanda ou terraço para
assemelhados, para ingresso em escadas ingresso na escada enclausurada à prova de
enclausuradas, deverão atender aos seguintes fumaça (PF), desde que entre elas seja
requisitos: interposta uma parede com tempo requerido de
resistência ao fogo mínimo de 120 minutos (ver
a) ser dotados de paredes resistentes a, no Figura 13).
mínimo, 120 minutos, e portas corta-fogo na
entrada e na saída com resistência mínima de 5.7.10.4 Será aceita a ventilação no balcão da
60 minutos (P-60); escada à prova de fumaça, através de janela
com ventilação permanente, desde que:
b) ter guarda constituída de material
incombustível, classe I, conforme a Instrução a) a área efetiva mínima de ventilação seja de
Técnica n.º 10/2011 do Corpo de Bombeiros da 1,5 m²;
Policia Militar do Estado de São Paulo, até a
entrada em vigor de Resolução Técnica b) as aletas das aberturas das janelas tenham
específica do CBMRS, e não vazada, com altura espaçamento de, no mínimo, 0,15 m;
mínima de 1,30 m;
c) as aletas possuam um ângulo de abertura de
c) ter piso em nível ou em desnível máximo de no mínimo 45 graus em relação ao plano
30 mm dos compartimentos internos do prédio e vertical da janela;
da caixa de escada enclausurada;
d) as antecâmaras deverão atender o item
d) em se tratando de terraço a céu aberto, não 5.7.9.2, alíneas “a”, “b”, “c” e “i”;
situado no último pavimento, o acesso deverá
ser protegido por marquise, com largura mínima e) ter altura mínima de peitoril de 1,30 m;
de 1,20 m.
f) ter distância de, no mínimo, 3 m de outras
5.7.10.2 A distância horizontal entre o aberturas em projeção horizontal, no mesmo
paramento externo das guardas dos balcões, nível ou em nível inferior ao seu ou à divisa do
varandas e terraços que sirvam para ingresso lote, e no mesmo plano de parede;
às escadas enclausuradas à prova de fumaça e
qualquer outra abertura desprotegida do próprio g) os pisos de balcão, varandas e terraços
prédio deverá ser de 3 m. Em relação à divisa deverão ser antiderrapantes, conforme item
do lote, esta distância deverá ser de, no mínimo, 5.7.1.1, alínea “f”.
5 m.

Figura 13: Escada enclausurada do tipo PF


ventilada por balcão

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Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 20
Saídas de Emergência - 2016

5.7.11 Escadas à prova de fumaça ficação for inferior ou igual a 12 m, e a uma


pressurizadas (PFP) distância mínima de 8 m quando a altura da
edificação for superior a 12 m. Não serão
5.7.11.1 As escadas à prova de fumaça permitidas aberturas situadas abaixo da
pressurizadas ou escadas pressurizadas, projeção horizontal das escadas;
poderão sempre substituir as escadas
enclausuradas protegidas (EP) e as escadas f) a distância mínima do paramento externo da
enclausuradas à prova de fumaça (PF), escada aberta até o limite de outra edificação no
devendo atender o item 5.7.1.3 e todas as mesmo terreno ou da divisão com o lote lindeiro,
exigências da ABNT NBR 14880, até a entrada será de 5,00 m, até a entrada em vigor de
em vigor de Resolução Técnica do CBMRS Resolução Técnica do CBMRS específica;
específica.
g) a estrutura portante da escada aberta externa
Nota: As escadas à prova de fumaça deverá ser construída de material incombustível,
pressurizadas deverão ser dotadas de portas classe I, conforme a Instrução Técnica n.º
corta-fogo, em seus acessos, com resistência 10/2011, Corpo de Bombeiros da Policia Militar
ao fogo de 90 minutos (P-90). do Estado de São Paulo, até a entrada em vigor
de Resolução Técnica específica do CBMRS,
5.7.12 Escadas abertas externas (AE) com resistência ao fogo mínima de 120 minutos;

5.7.12.1 As escadas abertas externas (ver h) na existência de shafts, dutos ou outras


Figuras 14 e 15) poderão substituir os demais aberturas verticais que tangenciem a projeção
tipos de escadas e deverão atender aos da escada aberta externa, tais aberturas
requisitos dos itens 5.7.1 a 5.7.3, 5.8, e: deverão ser delimitadas por paredes com
resistência ao fogo mínima de 120 minutos;
a) ter seu acesso provido de porta corta-fogo
com resistência mínima de 90 minutos (P-90); i) sobre a projeção horizontal das escadas não
será permitida a presença de estruturas que
b) manter raio mínimo de escoamento exigido possam cair na ocorrência de sinistro, tais como
em função da largura da escada; os aparelhos de ar condicionado ou floreiras,
bem como elementos que possam se
c) atender tão somente aos pavimentos acima desprender da fachada;
do piso de descarga, terminando
obrigatoriamente neste, atendendo ao prescrito j) será admitido esse tipo de escada para
no item 5.12; edificações com altura até 45 m;

d) a parede da fachada adjacente à escada k) a escada aberta externa deverá ter, no


aberta deverá ter resistência ao fogo mínima de mínimo, dois lados abertos, totalizando, pelo
120 minutos; menos, 50% do perímetro da escada.

5.7.12.1.1 As escadas abertas externas que


e) toda abertura desprotegida do próprio prédio
substituírem escadas não enclausuradas estão
acima ou à frente da escada deverá estar a uma
dispensadas das exigências das alíneas “a”, “d”,
distância mínima de 3 m quando a altura da edi-
“e”, “f”, “h” e “i” do item 5.7.12.1.

Figura 14: Escada aberta externa

Página: 226
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 21
Saídas de Emergência - 2016

Figura 15: Escada aberta externa

5.8 Guardas e corrimãos c) ser constituídas por materiais não


estilhaçáveis, exigindo-se o uso de vidros de
5.8.1 Guarda-corpos segurança quando for empregado vidro.

5.8.1.1 Os corredores, passagens, vestíbulos, Nota: Recomenda-se a utilização de balaústres


balcões, terraços, varandas, patamares, verticais em detrimento de longarinas
escadas e rampas das saídas de emergência intermediárias, grades ornamentais e telas. (Ver
deverão ser protegidos em ambos os lados por Figura 18).
paredes ou guarda-corpos contínuos, sempre
que houver qualquer desnível maior de 0,55 m. 5.8.2 Corrimãos

5.8.1.2 A altura das guardas, medida 5.8.2.1 Os corrimãos deverão ser adotados em
internamente, deverá ser, no mínimo, de 1,05 m ambos os lados das escadas ou rampas,
ao longo dos patamares, escadas, corredores, devendo estar situados entre 0,80 m e 0,92 m
mezaninos e outros (ver Figura 16), podendo acima do nível do piso, sendo que, em escadas
ser reduzida para até 0,92 m nas escadas essa medida será tomada verticalmente, da
internas, quando medida verticalmente do topo forma especificada no item 5.8.1.2 (ver Figura
da guarda a uma linha que una as pontas dos 16).
bocéis ou quinas dos degraus.
5.8.2.2 Uma escada poderá ter corrimãos em
5.8.1.3 A altura das guardas em escadas diversas alturas, além do corrimão principal na
externas, de seus patamares, de balcões e altura normal exigida. Em escolas, jardins de
assemelhados, deverá ser de, no mínimo, 1,30 infância e assemelhados, se for o caso, deverá
m, medidas como especificado no item 5.8.1.2. haver corrimãos nas alturas indicadas para os
respectivos usuários, além do corrimão
5.8.1.4 As guardas vazadas, constituídas por principal.
balaustradas, grades, telas e assemelhados,
deverão: 5.8.2.3 Os corrimãos deverão ser projetados de
forma a poderem ser agarrados com facilidade e
a) ter balaústres verticais, longarinas confortavelmente, permitindo um contínuo
intermediárias, grades, telas, vidros de deslocamento da mão ao longo de toda a sua
segurança e outros, de modo que uma esfera extensão, sem encontrar quaisquer obstruções,
de 0,15 m de diâmetro não possa passar por arestas ou soluções de continuidade. No caso
nenhuma abertura; de secção circular, seu diâmetro varia entre 38
mm e 65 mm (ver Figura 17).
b) ser isentas de aberturas, saliências, 5.8.2.4 Os corrimãos deverão estar afastados
reentrâncias ou quaisquer elementos que 40 mm, no mínimo, das paredes ou guardas às
possam enganchar em roupas; quais forem fixados e terão largura máxima de
65 mm.

Página: 227
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 22
Saídas de Emergência - 2016

5.8.2.5 É proibida a utilização de corrimãos 5.8.4.2 As extremidades dos corrimãos


constituídos por elementos com arestas vivas intermediários deverão ser dotadas de
em saídas de emergência. (ver Figura 17). balaústres ou outros dispositivos para evitar
acidentes.
5.8.2.6 Nas rampas e nas escadas poderão ser
instalados corrimãos auxiliares com altura de 5.8.4.3 Escadas externas de caráter
0,70 m do piso acabado. monumental poderão, excepcionalmente, ter
apenas dois corrimãos laterais,
5.8.3 Exigências estruturais independentemente de sua largura, quando
forem utilizadas por grandes multidões.
5.8.3.1 Os guarda-corpos, as paredes, as
esquadrias, as divisórias leves e outros
elementos de construção pertencentes às
saídas de emergência deverão ser projetados
de forma a:

a) resistir a cargas transmitidas por corrimãos


nelas fixados ou calculadas para resistir a uma
força horizontal de 730 N/m, aplicada a 1,05 m
de altura, adotando-se a condição que conduzir
a maiores tensões (ver Figura 18);

b) ter seus painéis, longarinas, balaústres e


assemelhados calculados para resistir a uma
carga horizontal de 1,20 kPa, aplicada à área
bruta da guarda ou equivalente da qual façam
parte. As reações devidas a esse carregamento
não necessitam ser adicionadas às cargas
especificadas na alínea precedente (ver Figura
18).

5.8.3.2 Os corrimãos deverão ser calculados


para resistir a uma carga de 900 N, aplicada em
qualquer ponto deles, verticalmente, de cima
para baixo, e horizontalmente, em ambos os
sentidos.

5.8.3.3 Nas escadas internas tipo não-


enclausuradas, pode-se dispensar o corrimão
em suas faces abertas, desde que o guarda-
corpo atenda também os preceitos do corrimão,
conforme itens 5.8.2.3 e 5.8.2.5 desta RT.

5.8.4 Corrimãos intermediários

5.8.4.1 Escadas com mais de 2,20 m de largura


deverão:

a) ter corrimão intermediário, com segmento


entre 1,20 m e 1,80 m. O espaçamento entre o
término de um segmento e o início do seguinte
deverá ser de, no mínimo, 0,80 m;

b) ter lanços, determinados pelos corrimãos


intermediários, com largura mínima de 1,10 m;

Nota: Nas ocupações H-2 e H-3, as escadas


utilizadas por pessoas muito idosas e pessoas
com deficiência, que exijam máximo apoio com
ambas às mãos em corrimãos, poderá ser
previsto em escadas largas uma unidade de
passagem especial com 0,69 m entre corrimãos.

Página: 228
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 23
Saídas de Emergência - 2016

Figura 16: Dimensões de guardas e corrimãos

Figura 17: Detalhamento de corrimãos

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Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 24
Saídas de Emergência - 2016

Figura 18: Detalhamento construtivo da instalação de guardas


com as cargas mínimas a que eles deverão resistir.

5.9 Áreas de acomodação de público

5.9.1 Nos locais de acomodação de público de


edificações das divisões F-2 e F-5 (ver Figura
19), é admitida a redução da altura de guarda-
corpos à frente das primeiras fileiras dispostas
em mezaninos ou em locais com desnível.

5.9.1.1 Quando a fileira for utilizada como rota


de fuga apenas do público nela acomodado, a
altura mínima será de 0,80 m, desde que não
haja o risco de queda de altura maior que 3,00
m.

5.9.1.2 Caso a fileira seja utilizada como rota de


fuga de público acomodado em outras fileiras, a
altura mínima será de 0,92 m.

5.9.1.3 Em frente às escadas de acesso aos


patamares (acessos radiais), a altura mínima
será de 1,10 m.
Figura 19: Áreas de acomodação de público
5.9.2 Acessos radiais deverão ser projetados
para a circulação do público no local de
acomodação, deverão ter largura proporcional 5.9.2.2 Quando houver assentos em apenas um
ao público, observando-se os critérios 5.4.1 e dos lados do acesso radial, deverá ser instalado
5.4.2. corrimão no lado oposto.

5.9.2.1 A distância máxima a ser percorrida pelo 5.9.2.3 Quando houver assentos em ambos os
espectador (partindo de seu assento) para lados do acesso radial, o corrimão deverá ser
alcançar um acesso radial não poderá ser central, com descontinuidades (intervalos),
superior a 10 m. devendo haver, no mínimo, um intervalo a cada
duas fileiras e, no máximo, a cada cinco fileiras.

Página: 230
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 25
Saídas de Emergência - 2016

5.9.2.3.1 Os intervalos (aberturas) deverão 5.10.2.2 Os elevadores de emergência deverão


possuir largura livre mínima de 0,56 m, medida atender o item 5.7.1.3 desta RTCBMRS. Se a
horizontalmente, sendo a largura máxima a antecâmara for comum para a escada e o
largura da fileira de assentos. elevador de emergência, os espaços reservados
e demarcados para o posicionamento de
5.9.2.3.2 É permitida a redução da altura dos pessoas em cadeiras de rodas pode ser
corrimãos quando esses prejudicarem a visão compartilhado (ver Figura 6).
dos espectadores para uma altura de até 0,70
m. 5.11 Área de refúgio

5.9.2.4 É dispensado o cumprimento dos 5.11.1 Conceituação e exigências


requisitos específicos de dimensionamento de
degraus (lanço mínimo e lei Blondel) e 5.11.1.1 Área de refúgio é a parte de um
patamares nos acessos radiais. Entretanto, o pavimento separada por paredes corta-fogo e
dimensionamento deverá buscar garantir o portas corta-fogo, tendo acesso direto a pelo
conforto dos usuários no uso rotineiro e a menos uma escada/rampa de emergência ou
segurança em caso de emergência. saída para área externa (ver Figura 20).

5.10 Elevadores de emergência 5.11.1.2 A estrutura dos prédios dotados de


áreas de refúgio deve ter Tempo Requerido de
5.10.1 Obrigatoriedade Resistência ao Fogo - TRRF conforme Instrução
Técnica n.º 08/2011 - Resistência ao fogo dos
5.10.1.1 A obrigatoriedade da instalação de elementos de construção. As paredes que
elevadores de emergência consta na Lei definem as áreas de refúgio devem apresentar
Complementar n.º 14.376, de 26 de dezembro TRRF conforme a Instrução Técnica n.º 08/2011
de 2013 e Decreto Estadual n.º 51.803, 10 de e as condições estabelecidas na Instrução
setembro de 2014. Técnica n.º 09/2011 – Compartimentação
horizontal e compartimentação vertical, até a
5.10.2 Exigências entrada em vigor das Resoluções Técnicas
específicas do CBMRS.
5.10.2.1 As exigências para os elevadores de
emergência serão as constantes na ABNT NBR 5.11.1.3 As portas corta-fogo dos acessos às
9077, até a entrada em vigor de Resolução áreas de refúgio deverão ser do tipo P-60 para
Técnica do CBMRS específica. edificações com até 12 m e P-90 para
edificações com altura superior a 12 m.

Figura 20: Desenho esquemático da área de refúgio

Página: 231
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 26
Saídas de Emergência - 2016

5.11.2 Obrigatoriedade Militar do Estado de São Paulo, até a entrada


em vigor de Resolução Técnica específica do
5.11.2.1 É obrigatória a existência de áreas de CBMRS;
refúgio em todos os pavimentos nos seguintes
casos: c) ter portas corta-fogo com resistência de 90
minutos (P-90), quando a escada for à prova de
a) em edificações institucionais de ocupação E- fumaça; ou resistência a 60 minutos ao fogo (P-
5 e E-6 com altura superior a 6 m. Nesses 60), quando a escada for enclausurada
casos, a área mínima de refúgio de cada protegida; isolando-o de todo compartimento
pavimento deverá ser de, no mínimo, 30% da que com ele se comunique, tais como
área de cada pavimento; apartamentos, portas de elevadores, salas de
medidores, restaurantes e outros.
b) nas edificações H-2 e H-3, exceto no
pavimento térreo, deverão representar, no 5.12.1.3 Admite-se que a descarga seja feita por
mínimo, 30% da área de cada pavimento; meio de saguão ou hall térreo não
c) a existência de compartimentação de área no enclausurado, desde que entre o final da
pavimento será aceita como área de refúgio, descarga e a porta de saída na área em pilotis,
desde que tenha acesso direto às saídas de fachada ou alinhamento predial (espaço livre
emergência. exterior térreo) não haja necessidade de
percurso superior a 4,00 m. (ver Figura 21).
5.11.2.2 Não poderá exceder a 2000 m² de
área. Se tal ocorrer, deverá possuir Nota: Quando não for possível atender ao
compartimentação. prescrito em 5.12.1.3, o saguão ou hall térreo
não enclausurado deverá possuir materiais de
5.11.2.3 Nas ocupações E-5, E-6, H-2 e H-3, a acabamento e revestimento de classe I ou II-A
comunicação entre o pavimento e a área de com Dm <100, não poderá ter carga incêndio
refúgio deverá ser em nível. Caso haja determinística superior a 300 MJ/m² e não
desníveis, estes deverão ser vencidos através poderá possuir comunicação direta com outras
de rampas, como especificado no item 5.6. ocupações predominantes. Neste caso, o
percurso entre o final da descarga e a porta de
Nota: Para edificações com até 12 m de altura, saída na área em pilotis, fachada ou
enquadradas nas divisões H-2 e H-3, será alinhamento predial (espaço livre exterior térreo)
exigida escada, acrescida de rampa ou elevador fica limitado a 10 m.
de emergência. A partir de 12 m de altura, será
exigida escada ou rampa, acrescida de elevador 5.12.1.4 A área em pilotis que servir como
de emergência. descarga deverá:

5.12 Descarga a) não ser utilizada como estacionamento de


veículos de qualquer natureza, sendo, quando
5.12.1 Tipos necessário, dotada de divisores físicos que
impeçam tal utilização;
5.12.1.1 A descarga, parte da saída de
emergência de uma edificação que fica entre a b) ser mantida livre e desimpedida, não
escada e a via pública ou área externa em podendo ser utilizada como depósito de
comunicação com a via pública, poderá ser qualquer natureza.
constituída por:
Nota: Nas edificações com ocupação do grupo
a) corredor ou átrio enclausurado;
A e D é admitido o estacionamento de
b) área em pilotis; automóveis na área em pilotis que servir como
descarga, desde que fique assegurada uma rota
c) corredor a céu aberto. de saída livre, com largura mínima de 3 m.

5.12.1.2 O corredor ou átrio enclausurado que 5.12.1.5 O elevador de emergência poderá estar
for utilizado como descarga deverá: ligado ao hall de descarga, desde que seja
agregado à largura desta uma unidade de saída
a) ter paredes resistentes ao fogo por tempo (0,55 m).
equivalente ao das paredes das escadas que a
ele conduzirem; 5.12.1.6 Não se aplicam as escadas não
enclausuradas (escadas comuns) o disposto na
b) ter pisos e paredes revestidos com materiais alínea “a” do item 5.12.1.1, bem como, os itens
que atendam as condições da Instrução Técnica 5.12.1.2, 5.12.1.3 e 5.12.3.
n.º 10/2011 do Corpo de Bombeiros da Policia

Página: 232
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 27
Saídas de Emergência - 2016

5.12.2 Dimensionamento (ver Figura 23), não sendo necessário que a


descarga tenha, em toda a sua extensão, a
5.12.2.1 No dimensionamento da descarga, soma das larguras das escadas que a ela
deverão ser consideradas todas as saídas concorrem.
horizontais e verticais que para ela convergirem.
5.12.3 Outros ambientes com acesso
5.12.2.2 A largura das descargas não poderá
ser inferior: 5.12.3.1 Galerias comerciais poderão estar
ligadas à descarga, desde que seja feito por
a) a 1,10 m nos prédios em geral e a 2,00 m nas meio de antecâmara enclausurada e ventilada
ocupações classificadas em H-3; diretamente para o exterior ou através de dutos,
dentro dos padrões estabelecidos para as
b) a largura calculada conforme 5.4, escadas à prova de fumaça (PF), dotadas de
considerando-se esta largura para cada duas portas corta-fogo P-60, conforme indicado
segmento de descarga entre saídas de escadas na Figura 22.

Figura 21: Descarga através de hall térreo não enclausurado

Figura 22: Acesso de galeria comercial à descarga

Página: 233
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 28
Saídas de Emergência - 2016

Figura 23: Dimensionamento de corredores de descarga

5.12.3.2 Elevadores com acesso à descarga livre exterior térreo, com acessos vedados
enclausurada apenas por grades ou completamente abertos e
possuírem área de pavimento inferior a 750 m²;
5.12.3.2.1 Os poços dos elevadores com
acesso direto à descarga enclausurada deverão c) quando existir sistema de pressurização da
possuir: saída de emergência, incluindo descarga e
caixas de corrida dos elevadores.
a) porta corta-fogo P-60 em sua comunicação
com a descarga enclausurada; 5.13 Construções subterrâneas, subsolos e
edificações sem janelas
b) ventilação em sua parte superior.
5.13.1 Para os efeitos desta Resolução Técnica,
5.12.3.2.2 Os elevadores que atenderem a considera-se construção subterrânea ou
pavimentos inferiores à descarga só poderão a subsolo a edificação, ou parte dela, na qual o
ela ter acesso se possuírem antecâmaras piso se ache abaixo do pavimento da descarga,
enclausuradas e ventiladas naturalmente, nos ressalvando o especificado em 5.13.1.2.
moldes do estabelecido em 5.7.9.
5.13.1.2 Não serão considerados subsolos, para
5.12.3.2.3 É dispensável a ventilação das efeito de saídas de emergência, os pavimentos
antecâmaras enclausuradas exigidas em nas condições seguintes:
5.12.3.2.2, nos seguintes casos:
a) o pavimento que possuir, no mínimo, 2,00 m²
de aberturas, a cada 15,00 m lineares de parede
a) quando os pavimentos inferiores à descarga
periférica, localizadas em pelo menos dois
forem constituídos por garagens com acesso
lados. As referidas aberturas deverão estar
direto para o exterior em todos os seus níveis, e
localizadas inteiramente acima do solo;
a edificação tiver ocupação do grupo A, sendo
as aberturas vedadas unicamente com grades; b) as aberturas citadas na alínea “a” deverão
possuir peitoril máximo de 1,20 m acima do piso
b) em prédios de ocupações do grupo B e D, interno e que não deverão possuir medida
quando os pavimentos inferiores à descarga alguma inferior a 0,60 m (luz), de forma a
forem constituídos por garagens, ventiladas permitir operações de salvamento provenientes
naturalmente e com acesso direto ao espaço do exterior;

Página: 234
Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 1 29
Saídas de Emergência - 2016

c) estas esquadrias sejam de fácil abertura,


tanto do lado interno como do externo, sendo
facilmente identificáveis, interna e
externamente.

5.13.1.3 As exigências para construções


subterrâneas ou subsolos constam na Tabela 7,
do Anexo “B” do Decreto Estadual n.º 51.803, de
10 de setembro de 2014. Deverão ser
observadas as notas das demais tabelas do
referido Decreto, no que lhes concerne.

5.13.2 As edificações sem janelas são aquelas


edificações ou parte delas que não possuem
aberturas para ventilação diretamente ao
exterior através de suas paredes periféricas.

5.13.2.1 Uma edificação não é considerada sem


janelas quando os pavimentos forem dotados de
portas externas, janelas ou outras aberturas
com dimensões mínimas (luz) de 0,60 m
espaçadas a não mais de 50 m, medido nas
paredes periféricas, permitindo a ventilação e
operações de salvamento.

5.13.2.2 As edificações sem janelas deverão ser


dotadas de exaustão mecânica com capacidade
mínima de 10 trocas do seu volume por hora,
acionada automaticamente por um sistema de
detecção de fumaça.

5.14 Exigências adicionais para as


ocupações do grupo F

5.14.1 O sistema de controle utilizado para o


ingresso e o consumo não deverá obstruir ou
dificultar a saída dos usuários em caso de
sinistros.

Página: 235
ANEXO A

Tabela 1: Dados para o dimensionamento das saídas de emergência

Capacidade da Unidade
Ocupação
População de Passagem
(A) (B) (L) (P) Acessos/ Escadas/
Grupo Divisão Portas
Descargas Rampas
A-1 e A-2 Duas pessoas por dormitório (C) (R)

A Duas pessoas por dormitório e uma


A-3 pessoa por 4 m² de área de alojamento 60 45 100
(D)
B Uma pessoa por 15 m² de área (F) (H)
C Uma pessoa por 5 m² de área (E) (K)
D Uma pessoa por 7 m² de área (M)
100 75 100
Uma pessoa por 1,5 m² de área de sala
E-1 a E-4
de aula (F) (G)
E
Uma pessoa por 1,5 m² de área de sala
E-5 e E-6 30 22 30
de aula (F)
F-1 Uma pessoa por 3 m² de área
F-2, F-5 e F-8 Uma pessoa por m² de área (E) (H) (N)

F F-3, F-6, F-7, 100 75 100


F-9, F-10, F-11 Duas pessoas por m² de área (H) (O) (Q)
e F-12

F-4 Uma pessoa por 3 m² de área (E) (K)


G-1, G-2, G-3
Uma pessoa por 40 vagas de veículo
G e G-6 100 60 100
G-4 e G-5 Uma pessoa por 20 m² de área (E)
H-1 e H-6 Uma pessoa por 7 m² de área (E) 60 45 100
Duas pessoas por dormitório (C),
H-2 acrescido de uma pessoa por 4 m² de
área de alojamento (D) (E)
H 30 22 30
Uma pessoa e meia por leito, acrescido
H-3 de uma pessoa por 7 m² de área de
ambulatório (I)
H-4 e H-5 Uma pessoa por 7 m² de área (F) 60 45 100
I Uma pessoa por 10 m² de área (K)
100 60 100
J Uma pessoa por 30 m² de área (K)
L-1 Uma pessoa por 3 m² de área
L 100 60 100
L-2 e L-3 Uma pessoa por 10 m² de área
M-1 + (J) 100 75 100
M-2, M-3 e
M Uma pessoa por 10 m² de área 100 60 100
M-5
M-4 Uma pessoa por 4 m² de área 60 45 100

Página: 236
ANEXO A

Notas específicas: (M) Para ocupações do tipo Call-center, o


cálculo da população será de uma pessoa por
(A) Para a classificação das ocupações 1,5 m² de área;
(grupos e divisões), deverá ser consultada a
Tabela 1 do Anexo “A” do Decreto Estadual n.º (N) Para o cálculo da população, será admitido o
51.803/2014; layout dos assentos fixos (permanente)
apresentado em planta baixa. Para os Planos
Simplificados de Prevenção e Proteção Contra
(B) Os parâmetros dados nesta tabela são os
Incêndio – PSPCI a apresentação da planta
mínimos aceitáveis para o cálculo da população
baixa não é obrigatória;
(ver 5.3);
(O) As áreas de palco em edificações F-6, F-11
(C) O utras dependências usadas como
e F-12 serão consideradas na ordem de 1
dormitórios (inclusive para empregadas) serão
pessoa por m² de área;
considerados como tais. Em apartamentos
mínimos, sem divisões em planta, considerar 3
pessoas por apartamento; (P) Os estabelecimentos que possuírem
depósitos com acesso restrito apenas aos seus
funcionários, sendo este acesso esporádico,
(D) Alojamento = dormitório coletivo, com mais
poderão ter sua população calculada na ordem
de 10 m²;
de 1 pessoa por 10 m² de área para as
ocupações em geral e de 1 pessoa por 7 m² de
(E) Por ”Área”, entende-se a “Área do
área para as edificações F-6, F-11 e F-12;
pavimento” que abriga a população em foco,
quando discriminado o tipo de área (por ex. área
do alojamento), é a área útil interna da (Q) Os centros de eventos, para fins desta
dependência em questão; tabela, deverão ser classificados em F-10;

(F) Auditórios e assemelhados em escolas, bem (R) Para fins de dimensionamento de saídas de
como salões de festas e centros de convenções emergência, os salões de festas de uso
em hotéis, serão considerados como grupos de exclusivo de condomínios residenciais
ocupação F-5, F-6 e outros, conforme o caso; multifamiliares serão considerados como
ocupação F-8.
(G) Espaços destinados a práticas desportivas
serão considerados na ordem de 1 pessoa por
1,5 m² de área;

(H) As cozinhas e suas áreas de apoio, nas


ocupações B, F-6, F-8 e F-10, F-11 e F-12 terão
sua ocupação admitida como no grupo D, isto é,
uma pessoa por 7 m² de área;

(I) Em hospitais e clínicas com internamento (H-


3), que tenham pacientes ambulatoriais,
acresce-se à área calculada por leito, a área de
pavimento correspondente ao ambulatório, na
base de uma pessoa por 7 m²;

(J) O símbolo “+” indica necessidade de


consultar normas e regulamentos específicos
(não cobertos por esta RT);

(K) A parte de atendimento ao público deverão


ser considerada como do grupo C;

(L) Esta tabela não se aplica às ocupações


destinadas à divisão F-3, com população total
igual ou superior a 2.500 pessoas, para a qual
deverá ser consultada Resolução Técnica
específica do CBMRS;

Página: 237
ANEXO B

Tabela 2: Características construtivas

Código Tipo Especificação

a) edificações estruturadas ou com entrepiso em


madeira, aço e assemelhados; e/ou

b) edificações com cobertura em madeira, aço e


assemelhado, com função estrutural.

Excetuam-se as edificações previstas nas alíneas “a”


Edificações em que a propagação do
X e “b”, se as estruturas, entrepisos e coberturas
fogo é fácil.
especificadas possuírem o tempo requerido de
resistência ao fogo (TRRF) conforme Instrução
Técnica n.° 08/2011 – Resistência ao fogo dos
elementos de construção, do Corpo de Bombeiros da
Policia Militar do Estado de São Paulo, até a entrada
em vigor de Resolução Técnica específica do
CBMRS.

Edificações com mediana resistência Todas as edificações não enquadradas em "X" e "Z".
Y
ao fogo.

Edificações com classificação “Y”, onde não


for obrigatório "Controle de Materiais de Acabamento
e Revestimento - CMAR" e "Segurança Estrutural
Contra Incêndio", conforme tabelas do Anexo "B" do
Decreto Estadual n.º 51.803/2014, com a adoção
desses sistemas por opção do
proprietário/responsável técnico, poderá ser
Edificações em que a propagação do considerada "Z".
Z
fogo é difícil.
Edificações com classificação “Y”, onde
for obrigatório "Controle de Materiais de Acabamento
e Revestimento - CMAR" e "Segurança Estrutural
Contra Incêndio", conforme tabelas do Anexo "B" do
Decreto Estadual n.º 51.803/2014, com a adoção do
Sistema de Controle de Fumaça, poderá ser
considerada "Z".

Página: 238
ANEXO B

Tabela 3: Distâncias máximas a serem percorridas

Sem chuveiros automáticos Com chuveiros automáticos

Grupo e
divisão Saída única Mais de uma saída Saída única Mais de uma saída
de Andar
ocupação Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com
detecção detecção detecção detecção detecção detecção detecção detecção
automática automática automática automática automática automática automática automática
de incêndio de incêndio de incêndio de incêndio de incêndio de incêndio de incêndio de incêndio
De Saída
da
edificação 45 m 55 m 55 m 65 m 60 m 70 m 80 m 95 m
Ae B (piso de
descarga)
Demais
40 m 45 m 50 m 60 m 55 m 65 m 75 m 90 m
andares
De Saída
C, D, E, F-1,
da
F-2, F-3, F-4,
edificação 40 m 45 m 50 m 60 m 55 m 65 m 75 m 90 m
F-7, F-8, F-9
(piso de
e F-10, G-3,
descarga)
G-4, G-5,
Demais
H, L e M 30 m 35 m 40 m 45 m 45 m 55 m 65 m 75 m
andares
De Saída
da
edificação 80 m 95 m 120 m 140 m
I-1 e J-1 (piso de
descarga)
Demais
70 m 80 m 110 m 130 m
andares
De Saída
da
G-1, G-2 edificação 50 m 60 m 60 m 70 m 80 m 95 m 120 m 140 m
e J-2 (piso de
descarga)
Demais
45 m 55 m 55 m 65 m 70 m 80 m 110 m 130 m
andares
De Saída
da
I-2, I-3, edificação 40 m 45 m 50 m 60 m 60 m 70 m 100 m 120 m
J-3 e J-4 (piso de
descarga)
Demais
30 m 35 m 40 m 45 m 50 m 65 m 80 m 95 m
andares
F-5, F-6,
Qualquer 30 m 35 m 45 m 50 m
F-11 e F-12

Página: 239
ANEXO B

Notas gerais: Nota: O afastamento deverá ser medido


no paramento externo das paredes onde estão
(A) Para o uso desta tabela, deve ser localizadas as saídas de emergência,
consultada a Tabela 2 desta RT. Para a desconsiderando qualquer elemento construtivo
que se projete além destes paramentos.
classificação das ocupações (grupos e
divisões), deverá ser consultada a Tabela 1 do
(J) Nos pavimentos térreos, poderá ser
Anexo “A” do Decreto Estadual n.º
considerada como saída, para efeito da
51.803/2014;
distância máxima a ser percorrida, qualquer
abertura sem grades fixas, com peitoril, tanto
(B) Adota-se a Tabela 3 para edificações e interna como externamente, com altura
áreas de risco de incêndio com características máxima de 1,20 m, vão livre com área mínima
construtivas classificadas em “Y”; de 1,20 m² e nenhuma dimensão inferior a 1,00
m. Estas aberturas deverão permanecer
(C) Para que ocorram as distâncias previstas na abertas e desobstruídas durante o horário de
Tabela 3 e Notas, é necessária a apresentação funcionamento da edificação e enquanto
do layout definido em planta baixa, exceto para houver a permanência de pessoas em seu
os Planos Simplificados de Prevenção e interior;
Proteção Contra Incêndio - PSPCI. Caso não
seja apresentado o layout definido em planta (K) Nas escadas não-enclausuradas, a distância
baixa, as distâncias definidas devem ser a percorrer será medida considerando o
reduzidas em 30%; caminhamento real, tomando por referência o
centro dos degraus e patamares;
(D) Para edificações com características
construtivas com classificação “X“, reduzir as (L) Para a divisão F-3, com população total
distâncias a percorrer da Tabela 3 em 30% superior a 2.500 pessoas, deverá ser consultada
(trinta por cento), exceto para edificações com a RT específica do CBMRS;
área total construída de até 750 m²;
(M) Para a divisão M-5, consultar também a RT
(E) Para edificações com características
ou Norma específica do CBMRS;
construtivas com classificação “Z“, aumentar
as distâncias a percorrer da Tabela 3 em 30%
(N) Nos estacionamentos e garagens (grupo G)
(trinta por cento);
vinculados a outras atividades, independentes
de serem ocupações subsidiárias ou
(F) Nas áreas técnicas (locais destinados a
predominantes, as distâncias máximas a
equipamentos, sem permanência humana e de
percorrer serão as das divisões G-1 e G-2 da
acesso restrito), a distância máxima a ser
Tabela 3;
percorrida é de 140 m;

(G) Para fins de distância máxima a ser (O) A distância máxima a percorrer prevista na
percorrida e número de saídas, o mezanino será coluna “mais de uma saída”, será computada
considerado como um compartimento da até atingir a saída de emergência mais
edificação; favorável;

(H) A distância a percorrer não será medida (P) Para os eventos temporários (divisão F-7)
nas escadas enclausuradas, nem nas escadas realizados em áreas abertas sem cobertura,
externas que atendam os requisitos do item com limitação de público através de alambrados
5.7.12. Esta nota não se aplica ao item e assemelhados, a distância a percorrer será
5.7.12.1.1; desconsiderada, devendo as saídas de
emergência serem dimensionadas para que o
(I) Para que as edificações sejam consideradas público abandone o local no tempo máximo de 8
como tendo mais de uma saída de emergência, minutos, mediante análise do CBMRS e
estas saídas deverão: Resolução Técnica específica.

a) possuir um afastamento mínimo de


10 m entre si;

b) situar-se em paredes diversas, com


o afastamento mínimo de 10 metros, em
edificações classificadas como locais de
reunião de público, das divisões F-5, F-6, F-11
e F-12.

Página: 240
ANEXO C

Tabela 4: Tipos de escadas de emergência por ocupação

Dimensão

Altura
H≤6 6 < H ≤ 12 12 < H ≤ 30 Acima de 30
(em metros)

Ocupação
Tipo Tipo Tipo Tipo
Escada Escada Escada Escada
Grupo Divisão

A-1 NE NE - -
A A-2 NE NE EP PF (1)
A-3 NE NE* EP PF
B-1 NE EP PF PF
B
B-2 NE EP PF PF
C-1 NE NE PF PF
C C-2 NE NE* PF PF
C-3 NE EP PF PF
D TODAS NE NE* PF PF
E-1 NE NE* PF PF
E-2 NE NE* PF PF
E-3 NE NE* PF PF
E
E-4 NE NE* PF PF
E-5 NE EP PF PF
E-6 NE EP PF PF
F-1 NE NE EP PF
F-2 NE EP PF PF
F-3 NE NE EP PF
F-4 NE NE EP PF
F-5 NE EP PF PF
F-6 NE EP PF PF
F
F-7 NE EP PF PF
F-8 NE EP PF PF
F-9 NE EP PF PF
F-10 NE EP PF PF
F-11 NE EP PF PF
F-12 NE EP PF PF
G-1 NE NE EP EP
G-2 NE NE EP EP
G G-3 e G-6 NE NE* PF PF
G-4 NE NE EP PF
G-5 NE NE EP PF
H-1 NE NE* PF PF
H-2 NE EP PF PF
H-3 NE EP PF PF
H
H-4 NE NE* PF PF
H-5 NE NE* PF PF
H-6 NE NE* PF PF
I-1 NE NE EP PF
I I-2 NE NE PF PF
I-3 NE EP PF PF
J TODAS NE NE EP PF
L-1 NE EP PF PF
L L-2 NE EP PF PF
L-3 NE EP PF PF
M-1 NE NE EP+ PF+
M-2 NE EP PF PF
M M-3 NE EP PF PF
M-4 NE NE NE NE
M-5 NE EP PF PF

Página: 241
ANEXO C

Notas gerais: ventilação. Para os subsolos com altura


ascendente maior que 12 m, e que tenham sua
(A) Para o uso desta tabela, devem ser ocupação diferente de estacionamento ou
consultadas as tabelas anteriores desta RT. garagem (divisões G-1 e G-2), deverão ser
Para a classificação das ocupações (grupos e dotados de escadas pressurizadas. A descarga
divisões), deverá ser consultada a Tabela 1 do da escada não necessita atender o item 5.12 se
Anexo “A” do Decreto Estadual n.º 51.803/2014;