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novidades tributário

---“É inconstitucional, por ofensa ao princípio da legalidade tributária, lei que delega
aos conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas a competência de fixar ou
majorar, sem parâmetro legal, o valor das contribuições de interesse das categorias
profissionais e econômicas, usualmente cobradas sob o título de anuidades, vedada,
ademais, a atualização desse valor pelos conselhos em percentual superior aos índices
legalmente previstos.”

Essa é a tese definida pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso


Extraordinário 704.292, que trata da fixação de anuidades por conselhos profissionais.
Para a corte, não cabe às entidades majorar, sem parâmetro legal, o valor das
contribuições anuais devidas por pessoas físicas ou jurídicas.

A tese foi proposta pelo relator do caso, ministro Dias Toffoli, na sessão dessa quarta-
feira (19/10). O tema teve repercussão geral decretada pelo Plenário do Supremo, que
rejeitou o pedido de modulação de efeitos da decisão. Com informações da Assessoria
de Imprensa do STF.
RE 704.292

---"Não viola a legalidade tributária a lei que, prescrevendo o teto, possibilita o ato
normativo infralegal fixar o valor de taxa em proporção razoável com os custos da
atuação estatal, valor esse que não pode ser atualizado por ato do próprio conselho
de fiscalização em percentual superior aos índices de correção monetária legalmente
previstos."
Essa foi a tese de repercussão geral aprovada pelo plenário do STF nesta quarta -feira,
19. A redação é referente ao decidido no RE 838.284, em que foi reafirmada a
validade da exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade
Técnica (ART), com base na lei 6.994/82, que estabeleceu limites máximos para a
ART.

O plenário também rejeitou o pedido de modulação dos efeitos da decisão.

---A alíquota do Imposto de Renda deve ser a correspondente ao rendimento recebido


mês a mês, e não aquela que incidiria sobre valor total pago de uma única vez e,
portanto, mais alta. Assim decidiu o Supremo Tribunal Federal ao julgar o caso relativo
à forma de incidência do Imposto de Renda sobre rendimentos recebidos
acumuladamente, como ocorre no caso de disputas previdenciárias e trabalhistas.

A decisão foi tomada no Recurso Extraordinário 614.406, com repercussão geral


reconhecida. Na ação, a União questionou decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região que reconheceu o direito ao recolhimento do IR pelo regime de competência
(mês a mês) e não pelo de caixa (de uma única vez, na data do recebimento), relativo a
uma dívida do Instituto Nacional do Seguro Social com um beneficiário. Segundo o
presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento solucionará pelo
menos 9.232 casos sobrestados nos tribunais de origem, que aguardavam a solução da
controvérsia, com repercussão geral.
O julgamento do caso foi retomado com voto-vista da ministra Cármen Lúcia, para
quem, em observância aos princípios da capacidade contributiva e da isonomia, a
incidência do IR deve considerar as alíquotas vigentes na data em que a verba deveria
ter sido paga, observada a renda auferida mês a mês. “Não é nem razoável nem
proporcional a incidência da alíquota máxima sobre o valor global, pago fora do prazo,
como ocorre no caso examinado”, afirmou.

A ministra citou o voto do ministro Marco Aurélio, proferido em sessão de maio de


2011, segundo o qual a incidência do imposto pela regra do regime de caixa, como
prevista na redação original do artigo 12 da Lei 7.713/1988, gera um tratamento
desigual entre os contribuintes. Aquele que entrou em juízo para exigir diferenças na
remuneração seria atingido não só pela mora, mas por uma alíquota maior.

Segundo a ministra, a própria União reconheceu a ilegalidade da regra do texto original


da Lei 7.713/1988, ao editar a Medida Provisória 497/2010, disciplinando que a partir
dessa data passaria a utilizar o regime de competência (mês a mês). A norma, sustenta,
veio para corrigir a distorção do IR para os valores recebidos depois do tempo devido.

O julgamento foi definido por maioria, vencida a relatora do RE, ministra Ellen Gracie
(aposentada). O redator para o acórdão será o ministro Marco Aurélio, que iniciou a
divergência. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF

---Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) abre a possibilidade de


contribuintes multados em valores bem superiores ao próprio tributo devido,
reduzirem consideravelmente o montante cobrado pelo Fisco. A 1ª Turma do tribunal
determinou que a multa aplicada ao contribuinte não pode ser superior a 100% e
ultrapassar o valor do tributo. Apesar da importância da decisão, por limitar a atuação
dos Fiscos, tributaristas entendem que o percentual ainda é alto e danoso à atividade
empresarial.

---Administração de planos de saúde e incidência de ISS - 2

O relator asseverou que a chamada “Constituição Tributária” deveria ser interpretada de


acordo com o pluralismo metodológico, abrindo-se para a interpretação segundo
variados métodos, que iriam desde o literal até o sistemático e teleológico. Por isso que
os conceitos constitucionais tributários não seriam fechados e unívocos, devendo-se
recorrer também aos aportes de ciências afins para a sua exegese, como a Ciência das
Finanças, a Economia e a Contabilidade. Dessa sorte, embora os conceitos de Direito
Civil exercessem papel importante na interpretação dos conceitos constitucionais
tributários, eles não exauririam a atividade interpretativa, conforme assentado no
julgamento do precedente acima referido. Nessa senda, a doutrina seria uníssona no
sentido de que a Constituição, ao dividir as competências tributárias, valera-se
eminentemente de tipos, e não de conceitos. Portanto, os elencos dos artigos 153, 155 e
156 da CF consistiriam em tipos, pois, do contrário, seria despiciendo o emprego de lei
complementar para dirimir conflitos de competência, consoante a previsão do art. 146, I,
da CF. Mas, apesar de a Constituição valer-se de linguagem tipológica e potencialmente
aberta, esse posicionamento jurídico não conduziria a que a lei complementar pudesse
dispor livremente sobre os impostos previstos na Constituição. No entanto, a lista de
serviços veiculada pela LC 116/2003 teria caráter taxativo, taxatividade que seria o
contraponto ao conceito econômico de serviços, que possuiria razoável abertura
semântica e vaguidade. Essa contraposição é que conferiria segurança jurídica ao
sistema, num país onde se decidira atribuir competência tributária aos municípios.
Consequentemente, o STF, no julgamento do RE 547.245/SC, ao permitir a incidência
do ISS nas operações de “leasing” financeiro e “leaseback” teria sinalizado que a
interpretação do conceito de “serviços” no texto constitucional tem um sentido mais
amplo do que tão somente vinculado ao conceito de “obrigação de fazer”. O conceito de
prestação de serviços não teria, portanto, por premissa a configuração dada pelo Direito
Civil. Seria, por outro lado, relacionado ao oferecimento de uma utilidade para outrem,
a partir de um conjunto de atividades imateriais, prestados com habitualidade e intuito
de lucro, podendo estar conjugada ou não com a entrega de bens ao tomador.
Outrossim, e tendo em conta as premissas expostas, a natureza jurídica securitária
alegada pelas operadoras de “planos de saúde” para infirmar a incidência do ISS não
indicaria fundamento capaz de afastar a cobrança do tributo no caso em comento. Isso
se daria porque, diferentemente dos “seguros-saúde”, nos “planos de saúde” a garantia
oferecida seria tão somente a utilidade obtida mediante a contratação do respectivo
plano, o que não excluiria o fato de as atividades por elas desempenhadas — operadoras
de plano de saúde e operadoras de seguro-saúde — serem “serviço”. Nesse sentido, o
ISS deveria incidir sobre a comissão, assim considerada a receita auferida sobre a
diferença entre o valor recebido pelo contratante e o que repassado para os terceiros
prestadores dos serviços médicos. Em seguida, pediu vista dos autos o Ministro Marco
Aurélio.
RE 651703/PR, rel. Min. Luiz Fux, 15.6.2016. (RE-651703)

Administração de planos de saúde e incidência de ISSQN - 3

As operadoras de planos privados de assistência à saúde (plano de saúde e seguro-


saúde) prestam serviço sujeito ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza
(ISSQN), previsto no art. 156, III, da CF.

Esse é o entendimento do Plenário, que, em conclusão de julgamento e por maioria,


negou provimento a recurso extraordinário em que se discutia a incidência da referida
exação relativamente às atividades de administração de planos de saúde.

No caso, segundo o acórdão recorrido, seria possível a incidência de ISSQN sobre a


referida atividade. Afinal, não se resumiria a repasses de valores aos profissionais
conveniados, mas configuraria real obrigação de fazer em relação aos usuários, não se
podendo negar a existência de prestação de serviço. Sustentava-se a existência de
violação aos arts. 153, V, e 156, III, da CF. Somado a isso, ressaltava que a principal
atividade das empresas de seguro consistiria em obrigação de dar, e não de fazer, o que
afastaria a incidência do tributo — v. Informativo 830.
O Colegiado afirmou que o aspecto primordial para a compreensão da incidência do
ISSQN encontra-se no enquadramento do conceito de “serviço”. Apenas as atividades
assim classificadas — à luz da materialidade constitucional do mencionado conceito
(CF, art. 156, III) — seriam passíveis de atrair a obrigatoriedade do imposto, previsto na
Lei Complementar 116/2003. Nesse sentido, o STF, no julgamento do RE 547.245/SC
(DJE de 5-3-2010), entendera não haver, na matéria, um primado do Direito Privado;
pois, sem dúvida, seria viável que o Direito Tributário — e primordialmente o Direito
Constitucional Tributário — adotasse conceitos próprios. Desse modo, a possibilidade
de o Direito Tributário elaborar conceitos específicos decorreria, em última análise, do
fato de ser direito positivo. Assim, os conceitos conotados por seus enunciados
poderiam identificar-se com aqueles consagrados em dispositivos já vigentes, embora
essa identidade não seja imprescindível. Nem mesmo a necessidade de proceder-se à
exegese rigorosamente jurídica do texto constitucional implicaria a inexorável
incorporação, pela Constituição, de conceitos infraconstitucionais.

Com efeito, o art. 110 do Código Tributário Nacional (CTN) (“A lei tributária não pode
alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito
privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, pelas
Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos
Municípios, para definir ou limitar competências tributárias”) não veicula norma de
interpretação constitucional. Não seria possível elaborar interpretação autêntica da
Constituição a partir do legislador infraconstitucional, na medida em que esse não
poderia balizar ou direcionar o intérprete do próprio texto constitucional. O referido
dispositivo do CTN não tem a amplitude conferida por sua interpretação literal.

Nesse sentido, legislação infraconstitucional não poderia alterar qualquer conceito


jurídico —do Direito Privado ou não — ou extrajurídico — da Economia ou de
qualquer ramo do conhecimento — utilizado pelo constituinte para definir competências
tributárias. Portanto, ainda que a contraposição entre obrigações de dar e de fazer para
dirimir o conflito de competência entre o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza
(ISSQN) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS)
fosse utilizada no âmbito do Direito Tributário, novos critérios de interpretação
progressivamente teriam ganhado espaço.

O Tribunal asseverou, ainda, que a chamada “Constituição Tributária” deve ser


interpretada de acordo com o pluralismo metodológico, abrindo-se para a interpretação
segundo variados métodos, desde o literal até o sistemático e teleológico. Por isso, os
conceitos constitucionais tributários não são fechados e unívocos, devendo-se recorrer
também aos aportes de ciências afins para a sua exegese, como a Ciência das Finanças,
a Economia e a Contabilidade. Dessa sorte, embora os conceitos de Direito Civil
exerçam papel importante na interpretação dos conceitos constitucionais tributários, eles
não exaurem a atividade interpretativa, conforme assentado no julgamento do
precedente acima referido.
A doutrina é uníssona no sentido de que a Constituição, ao dividir as competências
tributárias, valera-se eminentemente de tipos, e não de conceitos. Portanto, os elencos
dos arts. 153, 155 e 156 da CF consistem em tipos; pois, do contrário, o emprego de lei
complementar seria desnecessário para dirimir conflitos de competência, consoante a
previsão do art. 146, I, da CF. Apesar de a Constituição usar de linguagem tipológica e
potencialmente aberta, esse posicionamento jurídico não conduz a que a lei
complementar possa dispor livremente sobre os impostos previstos na Constituição. No
entanto, a lista de serviços veiculada pela LC 116/2003 tem caráter taxativo,
contraponto ao conceito econômico de serviços, que possui razoável abertura semântica.

Essa contraposição confere segurança jurídica ao sistema, num país onde se decidiu
atribuir competência tributária aos Municípios. Consequentemente, o STF, no
julgamento do RE 547.245/SC, ao permitir a incidência do ISSQN nas operações de
“leasing” financeiro e “leaseback”, sinalizou que a interpretação do conceito de
“serviços” no texto constitucional tem um sentido mais amplo do o conceito de
“obrigação de fazer”. Portanto, “prestação de serviços” não tem por premissa a
configuração dada pelo Direito Civil. É conceito relacionado ao oferecimento de uma
utilidade para outrem, a partir de um conjunto de atividades imateriais, prestado com
habitualidade e intuito de lucro, podendo estar conjugado ou não à entrega de bens ao
tomador.

Igualmente e tendo em conta as premissas expostas, a natureza jurídica securitária


alegada pelas operadoras de planos de saúde para infirmar a incidência do ISSQN não
indica fundamento capaz de afastar a cobrança do tributo no caso. Diferentemente dos
seguros-saúde, nos planos de saúde, a garantia oferecida é somente a utilidade obtida
mediante a contratação do respectivo plano, o que não exclui o fato de as atividades por
elas desempenhadas — operadoras de plano de saúde e operadoras de seguro-saúde —
serem “serviço”. Nesse sentido, o ISSQN deve incidir sobre a comissão, assim
considerada a receita auferida sobre a diferença entre o valor recebido pelo contratante e
o repassado para os terceiros prestadores dos serviços médicos.

Vencido o ministro Marco Aurélio, que dava provimento ao recurso. Para ele, não
incidiria ISSQN nas atividades desenvolvidas pelas operadoras de plano de saúde na
intermediação entre o usuário e os profissionais de saúde, ante a inexistência de
obrigação de fazer (prestação de serviço médico ou hospitalar).
RE 651703/PR, rel. min. Luiz Fux, julgamento em 29-9-2016.

---depósito judicial integral do débito tributário e dos respectivos juros de mora,


mesmo antes de qualquer procedimento do Fisco tendente à sua exigência, não
configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN).
O depósito judicial integral não trouxe qualquer vantagem ou redução de custos
para a Administração Tributária. Não houve a chamada "relação de troca entre
custo de conformidade e custo administrativo" a atrair caracterização da denúncia
espontânea (art. 138 do CTN

--Plenário adotou a seguinte tese, formulada pelo relator: “O Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) incide sobre a tarifa de assinatura básica mensal
cobrada pelas prestadoras de serviços de telefonia, independentemente da franquia de
minutos concedida ou não ao usuário.”