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Curso: Delegado de Polícia Civil de Minas Gerais

Disciplina: Direito Administrativo

Material: Apostila de conteúdo complementar

Responsáveis: Equipe acadêmica

Temas abordados nesta apostila: Terceiro Setor

Terceiro setor ou entidades paraestatais ..................................................................................... 1


Organizações sociais...................................................................................................................... 2
Resumo OS: ............................................................................................................................... 6
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)..................................................... 6
Resumo OSCIP ......................................................................................................................... 14
Serviços sociais autônomos (SESC, SENAI, SESI, SENAC, SEBRAE, etc.)....................................... 15
Resumo Serviços Sociais.......................................................................................................... 17

Terceiro setor ou entidades paraestatais

Há pessoas jurídicas que não integram a administração pública direta ou


indireta que prestam serviços de utilidade pública ou interesse público e
cooperam com a administração, inclusive pessoas jurídicas de direito privado.

Essas pessoas jurídicas não integram a Administração Pública no seu


sentido formal (conjunto de órgãos, pessoas jurídicas e agentes que
desempenham função administrativa).

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Essas pessoas jurídicas se sujeitam ao controle indireto da
administração.

Em um conceito geral, podemos afirmar que são pessoas jurídicas de


direito privado que cooperam com o poder público prestando serviços de
interesse social, sem fins lucrativos, com incentivo do Estado. Podem inclusive
assumir o formato de fundações ou associações.

São elas: organizações sociais (OS), organizações da sociedade civil de


interesse público (OSCIP) e os serviços sociais autônomos.

Características comuns:

- criadas pela iniciativa privada;

- não possuem fins lucrativos;

- não integram a Administração Pública;

- prestam atividades privadas de relevância social;

- recebem benefícios públicos;

- vinculo legal ou negocial com o Estado.

Organizações sociais

As organizações sociais são regidas pela lei 9.637/98 e não são


consideradas uma categoria nova de pessoa jurídica.

Trata-se de uma qualificação (título jurídico) conferida pelo poder


executivo, nos termos do art. 1º:

Art. 1o O Poder Executivo poderá qualificar como organizações sociais pessoas


jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas
ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e
preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos
previstos nesta Lei.

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Esse título especial é conferido às entidades privadas, sem fins
lucrativos que se associam ao Estado para receber fomento (financiamento)
para realizar algum tipo de atividade social.

Essa associação é feita por contrato de gestão, mas não são


delegatárias de serviço público. Exercem suas atividades por sua própria conta
e risco com incentivo do Estado (fomento). São as únicas entidades privadas
que celebram contrato de gestão.

O contrato de gestão serve para fixação dos termos: obrigações do


Estado de fornecer o financiamento (fomento) e as obrigações da entidade
privada – fins sociais.

Art. 5o Para os efeitos desta Lei, entende-se por contrato de gestão o instrumento
firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como organização
social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução
de atividades relativas às áreas relacionadas no art. 1o.
Art. 6o O contrato de gestão, elaborado de comum acordo entre o órgão ou entidade
supervisora e a organização social, discriminará as atribuições, responsabilidades
e obrigações do Poder Público e da organização social.
Parágrafo único. O contrato de gestão deve ser submetido, após aprovação pelo
Conselho de Administração da entidade, ao Ministro de Estado ou autoridade
supervisora da área correspondente à atividade fomentada.
Art. 7o Na elaboração do contrato de gestão, devem ser observados os princípios
da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e,
também, os seguintes preceitos:
I - especificação do programa de trabalho proposto pela organização social, a
estipulação das metas a serem atingidas e os respectivos prazos de execução, bem
como previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem
utilizados, mediante indicadores de qualidade e produtividade;
II - a estipulação dos limites e critérios para despesa com remuneração e vantagens
de qualquer natureza a serem percebidas pelos dirigentes e empregados das
organizações sociais, no exercício de suas funções.
Parágrafo único. Os Ministros de Estado ou autoridades supervisoras da área de
atuação da entidade devem definir as demais cláusulas dos contratos de gestão de
que sejam signatários.

Os fins sociais permitidos para esse tipo de entidade (organização


social) são: saúde, ensino, pesquisa científica, cultura, proteção e preservação
do meio ambiente e desenvolvimento tecnológico.

Conforme o art. 2º da lei, as entidades devem preencher os seguintes


requisitos:

Art. 2o São requisitos específicos para que as entidades privadas referidas no


artigo anterior habilitem-se à qualificação como organização social:
I - comprovar o registro de seu ato constitutivo, dispondo sobre:
a) natureza social de seus objetivos relativos à respectiva área de atuação;
b) finalidade não-lucrativa, com a obrigatoriedade de investimento de seus
excedentes financeiros no desenvolvimento das próprias atividades;
c) previsão expressa de a entidade ter, como órgãos de deliberação superior e de
direção, um conselho de administração e uma diretoria definidos nos termos do

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estatuto, asseguradas àquele composição e atribuições normativas e de controle
básicas previstas nesta Lei;
d) previsão de participação, no órgão colegiado de deliberação superior, de
representantes do Poder Público e de membros da comunidade, de notória
capacidade profissional e idoneidade moral;
e) composição e atribuições da diretoria;
f) obrigatoriedade de publicação anual, no Diário Oficial da União, dos relatórios
financeiros e do relatório de execução do contrato de gestão;
g) no caso de associação civil, a aceitação de novos associados, na forma do
estatuto;
h) proibição de distribuição de bens ou de parcela do patrimônio líquido em qualquer
hipótese, inclusive em razão de desligamento, retirada ou falecimento de associado
ou membro da entidade;
i) previsão de incorporação integral do patrimônio, dos legados ou das doações que
lhe foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas
atividades, em caso de extinção ou desqualificação, ao patrimônio de outra
organização social qualificada no âmbito da União, da mesma área de atuação, ou ao
patrimônio da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, na
proporção dos recursos e bens por estes alocados;
II - haver aprovação, quanto à conveniência e oportunidade de sua qualificação como
organização social, do Ministro ou titular de órgão supervisor ou regulador da área de
atividade correspondente ao seu objeto social e do Ministro de Estado da
Administração Federal e Reforma do Estado.

Para o fomento, a lei prevê a possibilidade de cessão de servidor para a


organização, com remuneração pelo órgão cessionário, destinação de recursos
e permissão de uso de bens públicos, essa permissão de uso é gratuita.

Art. 11. As entidades qualificadas como organizações sociais são declaradas como
entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais.
Art. 12. Às organizações sociais poderão ser destinados recursos orçamentários
e bens públicos necessários ao cumprimento do contrato de gestão.
§ 1o São assegurados às organizações sociais os créditos previstos no orçamento e
as respectivas liberações financeiras, de acordo com o cronograma de desembolso
previsto no contrato de gestão.
§ 2o Poderá ser adicionada aos créditos orçamentários destinados ao custeio do
contrato de gestão parcela de recursos para compensar desligamento de servidor
cedido, desde que haja justificativa expressa da necessidade pela organização social.
§ 3o Os bens de que trata este artigo serão destinados às organizações sociais,
dispensada licitação, mediante permissão de uso, consoante cláusula expressa
do contrato de gestão.
Art. 13. Os bens móveis públicos permitidos para uso poderão ser permutados por
outros de igual ou maior valor, condicionado a que os novos bens integrem o
patrimônio da União.
Parágrafo único. A permuta de que trata este artigo dependerá de prévia avaliação do
bem e expressa autorização do Poder Público.
Art. 14. É facultado ao Poder Executivo a cessão especial de servidor para as
organizações sociais, com ônus para a origem.
§ 1o Não será incorporada aos vencimentos ou à remuneração de origem do servidor
cedido qualquer vantagem pecuniária que vier a ser paga pela organização social.
§ 2o Não será permitido o pagamento de vantagem pecuniária permanente por
organização social a servidor cedido com recursos provenientes do contrato de
gestão, ressalvada a hipótese de adicional relativo ao exercício de função temporária
de direção e assessoria.
§ 3o O servidor cedido perceberá as vantagens do cargo a que fizer juz no órgão de
origem, quando ocupante de cargo de primeiro ou de segundo escalão na
organização social.
Art. 15. São extensíveis, no âmbito da União, os efeitos dos arts. 11 e 12, § 3o, para
as entidades qualificadas como organizações sociais pelos Estados, pelo Distrito

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Federal e pelos Municípios, quando houver reciprocidade e desde que a legislação
local não contrarie os preceitos desta Lei e a legislação específica de âmbito federal.

Em que pese à existência de lei específica para as organizações sociais,


aplica-se o previsto no art. 24, XXIV, da Lei 8.666/93:

Art. 24. É dispensável a licitação:


XXIV - para a celebração de contratos de prestação de serviços com as
organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo,
para atividades contempladas no contrato de gestão. (Incluído pela Lei nº 9.648, de
1998)

Portanto, a licitação é dispensável para as organizações sociais,


desde que o serviço esteja previsto no contrato de gestão. Essa dispensa
de licitação é da Administração ao contratar a OS. A OS não está dispensada
de realizar licitação prévia ao contratar obras, serviços, alienar e ao comprar,
se envolvidos o dinheiro público ou os bens cedidos.

A modalidade de pregão é obrigatória no caso de bens e serviços


comuns (preferencialmente o eletrônico).

Como todos os demais entes que recebem fomento ou utilizam dinheiro


público, as OS estão sujeitas ao controle pelo TCU (Tribunal de Contas da
União), além da fiscalização direta da entidade ou órgão ao qual se vincula a
finalidade da OS (atividade que recebeu incentivo).

A desqualificação da OS também está prevista na lei, caso seja


constatada que a mesma não cumpriu o previsto no contrato de gestão firmado
entre as partes. Como todo ato administrativo, deve ser assegurado o direito de
defesa, sendo por isso previsto um processo administrativo para a
desqualificação.

Art. 16. O Poder Executivo poderá proceder à desqualificação da entidade como


organização social, quando constatado o descumprimento das disposições contidas
no contrato de gestão.
§ 1o A desqualificação será precedida de processo administrativo, assegurado o
direito de ampla defesa, respondendo os dirigentes da organização social, individual
e solidariamente, pelos danos ou prejuízos decorrentes de sua ação ou omissão.
§ 2o A desqualificação importará reversão dos bens permitidos e dos valores
entregues à utilização da organização social, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis.

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O mesmo artigo prevê a reversão dos bens que foram permitidos para
uso e a responsabilidade solidária e individual dos dirigentes pelos danos
causados.

Resumo OS:

- são entidades privadas (pessoa jurídica de direito privado);

- não possuem fins lucrativos;

- qualificação jurídica  ATO DISCRICIONÁRIO;

- possibilidade de cessão de servidor público (ônus do órgão originário);

- formalização por contrato de gestão;

- atuam nas áreas de cultura, saúde, preservação meio ambiente,


ensino, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico;

- parceria com o Estado;

- possibilidade de dispensa de licitação caso previsto no contrato de


gestão (no caso de contratação da OS pela AP);

- licitação obrigatória na contratação pela OS de serviços e bens com


uso do dinheiro ou bem público;

- submetidas ao controle de contas pelo poder público e TCU;

- possibilidade de desqualificação por meio de processo administrativo


ou judicial, garantida a ampla defesa;

- reversão dos bens públicos cedidos para uso;

- responsabilidade pessoal dos dirigentes em caso de danos decorrentes


de ação ou omissão.

Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)

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As OSCIP são regulamentadas pela Lei 9.790/99 que foi alterada pela
Lei 13.019/14.

São, também, entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em


parceria com o Estado, recebendo fomento (incentivo financeiro). Trata-se de
qualificação especial conferida pelo poder público.

Essa qualificação só será conferida às entidades privadas em


funcionamento há no mínimo 03 (três) anos e sem fins lucrativos:

Art. 1o Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse


Público as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos que tenham
sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 3
(três) anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias
atendam aos requisitos instituídos por esta Lei (Redação dada pela Lei nº 13.019, de
2014)(Vigência)

A lei prevê de forma expressa que algumas pessoas jurídicas NÃO


podem receber essa qualificação: partidos políticos, sindicatos, cooperativas,
dentre outros.

Art. 2o Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil


de Interesse Público, ainda que se dediquem de qualquer forma às atividades
descritas no art. 3o desta Lei:
I - as sociedades comerciais;
II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria
profissional;
III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos,
práticas e visões devocionais e confessionais;
IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações;
V - as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um
círculo restrito de associados ou sócios;
VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados;
VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras;
VIII - as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas
mantenedoras;
IX - as organizações sociais;
X - as cooperativas;
XI - as fundações públicas;
XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por
órgão público ou por fundações públicas;
XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o
sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal.

Conforme a lei, as OSCIP podem atuar nas áreas de interesse social e


sem fins lucrativos, conforme art. 3º:

Art. 3o A qualificação instituída por esta Lei, observado em qualquer caso, o


princípio da universalização dos serviços, no respectivo âmbito de atuação das
Organizações, somente será conferida às pessoas jurídicas de direito privado,
sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo menos uma das
seguintes finalidades:

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I - promoção da assistência social;
II - promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;
III - promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de
participação das organizações de que trata esta Lei;
IV - promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de
participação das organizações de que trata esta Lei;
V - promoção da segurança alimentar e nutricional;
VI - defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do
desenvolvimento sustentável;
VII - promoção do voluntariado;
VIII - promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza;
IX - experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas
alternativos de produção, comércio, emprego e crédito;
X - promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria
jurídica gratuita de interesse suplementar;
XI - promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e
de outros valores universais;
XII - estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e
divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito
às atividades mencionadas neste artigo.
XIII - estudos e pesquisas para o desenvolvimento, a disponibilização e a
implementação de tecnologias voltadas à mobilidade de pessoas, por qualquer meio
de transporte. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
Parágrafo único. Para os fins deste artigo, a dedicação às atividades nele previstas
configura-se mediante a execução direta de projetos, programas, planos de ações
correlatas, por meio da doação de recursos físicos, humanos e financeiros, ou ainda
pela prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins
lucrativos e a órgãos do setor público que atuem em áreas afins.

Diferentemente das OS, as OSCIP devem fazer requerimento de


qualificação ao Ministério da Justiça. Caso preenchidos os requisitos legais, o
ato é vinculado, ou seja, será deferido o pedido e expedido o certificado de
qualificação como OSCIP. No caso das OS o ato é discricionário, aqui o ato é
vinculado. A OSCIP que preencher os requisitos legais tem DIREITO à
qualificação.

A recusa do poder público de conferir o certificado de qualificação só é


permitida no caso de ausência de preenchimento dos requisitos ou se a OSCIP
incorrer em alguma vedação prevista na lei.

Art. 4o Atendido o disposto no art. 3o, exige-se ainda, para qualificarem-se como
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, que as pessoas jurídicas
interessadas sejam regidas por estatutos cujas normas expressamente disponham
sobre:
I - a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade, economicidade e da eficiência;
II - a adoção de práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes a coibir a
obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em
decorrência da participação no respectivo processo decisório;
III - a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de competência
para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as
operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores
da entidade;

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IV - a previsão de que, em caso de dissolução da entidade, o respectivo patrimônio
líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei,
preferencialmente que tenha o mesmo objeto social da extinta;
V - a previsão de que, na hipótese de a pessoa jurídica perder a qualificação
instituída por esta Lei, o respectivo acervo patrimonial disponível, adquirido com
recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação, será
transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei,
preferencialmente que tenha o mesmo objeto social;
VI - a possibilidade de se instituir remuneração para os dirigentes da entidade que
atuem efetivamente na gestão executiva e para aqueles que a ela prestam serviços
específicos, respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, na
região correspondente a sua área de atuação;
VII - as normas de prestação de contas a serem observadas pela entidade, que
determinarão, no mínimo:
a) a observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas
Brasileiras de Contabilidade;
b) que se dê publicidade por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício
fiscal, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade,
incluindo-se as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-
os à disposição para exame de qualquer cidadão;
c) a realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o
caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme
previsto em regulamento;
d) a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos
pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público será feita conforme
determina o parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal.
Parágrafo único. É permitida a participação de servidores públicos na composição de
conselho ou diretoria de Organização da Sociedade Civil de Interesse
Público. (Redação dada pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)
Art. 5o Cumpridos os requisitos dos arts. 3o e 4o desta Lei, a pessoa jurídica de
direito privado sem fins lucrativos, interessada em obter a qualificação
instituída por esta Lei, deverá formular requerimento escrito ao Ministério da
Justiça, instruído com cópias autenticadas dos seguintes documentos:
I - estatuto registrado em cartório;
II - ata de eleição de sua atual diretoria;
III - balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício;
IV - declaração de isenção do imposto de renda;
V - inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes.
Art. 6o Recebido o requerimento previsto no artigo anterior, o Ministério da Justiça
decidirá, no prazo de trinta dias, deferindo ou não o pedido.
§ 1o No caso de deferimento, o Ministério da Justiça emitirá, no prazo de quinze dias
da decisão, certificado de qualificação da requerente como Organização da
Sociedade Civil de Interesse Público.
§ 2o Indeferido o pedido, o Ministério da Justiça, no prazo do § 1o, dará ciência da
decisão, mediante publicação no Diário Oficial.
§ 3o O pedido de qualificação somente será indeferido quando:
I - a requerente enquadrar-se nas hipóteses previstas no art. 2o desta Lei;
II - a requerente não atender aos requisitos descritos nos arts. 3o e 4o desta
Lei;
III - a documentação apresentada estiver incompleta.
Art. 7o Perde-se a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse
Público, a pedido ou mediante decisão proferida em processo administrativo ou
judicial, de iniciativa popular ou do Ministério Público, no qual serão
assegurados, ampla defesa e o devido contraditório.
Art. 8o Vedado o anonimato, e desde que amparado por fundadas evidências de erro
ou fraude, qualquer cidadão, respeitadas as prerrogativas do Ministério Público, é
parte legítima para requerer, judicial ou administrativamente, a perda da qualificação
instituída por esta Lei.

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Caso seja deferido o pedido de qualificação de OSCIP, o fomento só é
fornecido com a assinatura do termo de parceria. Assim como as OS, estão
sujeitas ao controle pelo TCU em virtude da utilização de dinheiro público.

Art. 9o Fica instituído o Termo de Parceria, assim considerado o instrumento


passível de ser firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas como
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público destinado à formação de
vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento e a execução das
atividades de interesse público previstas no art. 3o desta Lei.
Art. 10. O Termo de Parceria firmado de comum acordo entre o Poder Público e as
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público discriminará direitos,
responsabilidades e obrigações das partes signatárias.
§ 1o A celebração do Termo de Parceria será precedida de consulta aos Conselhos
de Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes, nos
respectivos níveis de governo.

No termo de parceria estarão previstos detalhadamente os direitos e


obrigações de ambas as partes. Nesse termo estarão previstos, dentre outros,
as metas, prazos de execução, relatório anual, etc. (conforme §2º do art. 10).

Art. 10. O Termo de Parceria firmado de comum acordo entre o Poder Público e as
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público discriminará direitos,
responsabilidades e obrigações das partes signatárias.
§ 2o São cláusulas essenciais do Termo de Parceria:
I - a do objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público;
II - a de estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos
prazos de execução ou cronograma;
III - a de previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a
serem utilizados, mediante indicadores de resultado;
IV - a de previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu
cumprimento, estipulando item por item as categorias contábeis usadas pela
organização e o detalhamento das remunerações e benefícios de pessoal a serem
pagos, com recursos oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores,
empregados e consultores;
V - a que estabelece as obrigações da Sociedade Civil de Interesse Público, entre
as quais a de apresentar ao Poder Público, ao término de cada exercício, relatório
sobre a execução do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo específico
das metas propostas com os resultados alcançados, acompanhado de prestação de
contas dos gastos e receitas efetivamente realizados, independente das previsões
mencionadas no inciso IV;
VI - a de publicação, na imprensa oficial do Município, do Estado ou da União,
conforme o alcance das atividades celebradas entre o órgão parceiro e a
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, de extrato do Termo de
Parceria e de demonstrativo da sua execução física e financeira, conforme
modelo simplificado estabelecido no regulamento desta Lei, contendo os dados
principais da documentação obrigatória do inciso V, sob pena de não liberação dos
recursos previstos no Termo de Parceria.

Com a assinatura do termo e o recebimento do fomento, além do


controle do TCU a OSCIP também está sujeita ao controle pelo órgão da área
de atuação.

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O Decreto 3.100/99 regulamentou a lei 9.790/99 e prevê em seu artigo
31-A que a assinatura do Termo de Parceria só pode ser feita pelo titular do
órgão estatal que é responsável pela celebração do termo com a OSCIP 
é vedada a delegação dessa competência:

Art. 31-A. O Termo de Parceria deverá ser assinado pelo titular do órgão estatal
responsável por sua celebração, vedada a delegação de competência para esse
fim. (Incluído pelo Decreto nº 7.568, de 2011)

Se a OSCIP possuir capacidade para atuação, é possível a vigência de


mais de um termo de parceria simultâneos, nos termos do art. 16 do Decreto
3.100/99:

Art. 16. É possível a vigência simultânea de um ou mais Termos de Parceria, ainda


que com o mesmo órgão estatal, de acordo com a capacidade operacional da
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.

O decreto também prevê casos em que não é permitida a celebração do


termo de parceria:

Art. 9o-A. É vedada a celebração de Termo de Parceria com Organizações da


Sociedade Civil de Interesse Público que tenham, em suas relações anteriores com
a União, incorrido em pelo menos uma das seguintes condutas: (Incluído pelo
Decreto nº 7.568, de 2011) Ver tópico (1 documento)
I - omissão no dever de prestar contas; (Incluído pelo Decreto nº 7.568, de 2011) Ver
tópico
II - descumprimento injustificado do objeto de convênios, contratos de repasse ou
termos de parceria; (Incluído pelo Decreto nº 7.568, de 2011) Ver tópico
III - desvio de finalidade na aplicação dos recursos transferidos; (Incluído pelo
Decreto nº 7.568, de 2011) Ver tópico
IV - ocorrência de dano ao Erário; ou (Incluído pelo Decreto nº 7.568, de 2011) Ver
tópico
V - prática de outros atos ilícitos na execução de convênios, contratos de repasse ou
termos de parceria. (Incluído pelo Decreto nº 7.568, de 2011)

A desqualificação como OSCIP também é possível no caso da entidade


que deixar de cumprir as normas previstas no termo de parceria, bem como na
lei. Como em todos os casos, no processo de desqualificação deve ser
precedido de processo administrativo ou judicial em que são garantidos o
contraditório e a ampla defesa.

A desqualificação pode ser requerida por qualquer cidadão ou pelo


Ministério Público.

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Diferentemente das OS, não há previsão legal de dispensa de licitação.
A única possibilidade de dispensa de licitação é o previsto no art. 24, da Lei
8.666/93, que trata de forma genérica de formas de licitação dispensáveis:

Art. 24. É dispensável a licitação:


I - para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite
previsto na alínea "a", do inciso I do artigo anterior, desde que não se refiram a
parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma
natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e
concomitantemente; (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
II - para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto
na alínea "a", do inciso II do artigo anterior e para alienações, nos casos previstos
nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço, compra ou
alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez; (Redação dada
pela Lei nº 9.648, de 1998)
III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem;
IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada
urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a
segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou
particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação
emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser
concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e
ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a
prorrogação dos respectivos contratos;
V - quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente,
não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso,
todas as condições preestabelecidas;
VI - quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou
normalizar o abastecimento;
VII - quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente
superiores aos praticados no mercado nacional, ou forem incompatíveis com os
fixados pelos órgãos oficiais competentes, casos em que, observado o parágrafo
único do art. 48 desta Lei e, persistindo a situação, será admitida a adjudicação direta
dos bens ou serviços, por valor não superior ao constante do registro de preços, ou
dos serviços; (Vide § 3º do art. 48)
VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens
produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração
Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência
desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no
mercado; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos
casos estabelecidos em decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de
Defesa Nacional; (Regulamento)
X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades
precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e localização
condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de
mercado, segundo avaliação prévia; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
XI - na contratação de remanescente de obra, serviço ou fornecimento, em
conseqüência de rescisão contratual, desde que atendida a ordem de classificação da
licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor,
inclusive quanto ao preço, devidamente corrigido;
XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis, no tempo
necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes, realizadas
diretamente com base no preço do dia; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de
1994)
XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou
estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do desenvolvimento institucional, ou de
instituição dedicada à recuperação social do preso, desde que a contratada detenha
inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos; (Redação
dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
XIV - para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional
específico aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem

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manifestamente vantajosas para o Poder Público; (Redação dada pela Lei nº
8.883, de 1994)
XV - para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de
autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão
ou entidade.
XVI - para a impressão dos diários oficiais, de formulários padronizados de uso da
administração, e de edições técnicas oficiais, bem como para prestação de serviços
de informática a pessoa jurídica de direito público interno, por órgãos ou entidades
que integrem a Administração Pública, criados para esse fim
específico; (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
XVII - para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira,
necessários à manutenção de equipamentos durante o período de garantia técnica,
junto ao fornecedor original desses equipamentos, quando tal condição de
exclusividade for indispensável para a vigência da garantia; (Incluído pela Lei nº
8.883, de 1994)
XVIII - nas compras ou contratações de serviços para o abastecimento de navios,
embarcações, unidades aéreas ou tropas e seus meios de deslocamento quando em
estada eventual de curta duração em portos, aeroportos ou localidades diferentes de
suas sedes, por motivo de movimentação operacional ou de adestramento, quando a
exiguidade dos prazos legais puder comprometer a normalidade e os propósitos das
operações e desde que seu valor não exceda ao limite previsto na alínea "a" do inciso
II do art. 23 desta Lei: (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
XIX - para as compras de material de uso pelas Forças Armadas, com exceção de
materiais de uso pessoal e administrativo, quando houver necessidade de manter a
padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais, aéreos e
terrestres, mediante parecer de comissão instituída por decreto; (Incluído pela Lei
nº 8.883, de 1994)
XX - na contratação de associação de portadores de deficiência física, sem fins
lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgãos ou entidades da Admininistração
Pública, para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra, desde que o
preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. (Incluído pela Lei
nº 8.883, de 1994)
XXI - para a aquisição ou contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento,
limitada, no caso de obras e serviços de engenharia, a 20% (vinte por cento) do valor
de que trata a alínea “b” do inciso I do caput do art. 23; (Incluído pela Lei nº 13.243, de
2016)
XXII - na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural
com concessionário, permissionário ou autorizado, segundo as normas da legislação
específica; (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)
XXIII - na contratação realizada por empresa pública ou sociedade de economia mista
com suas subsidiárias e controladas, para a aquisição ou alienação de bens,
prestação ou obtenção de serviços, desde que o preço contratado seja compatível
com o praticado no mercado. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)
XXIV - para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações
sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades
contempladas no contrato de gestão. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)
XXV - na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica - ICT ou por
agência de fomento para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de
direito de uso ou de exploração de criação protegida. (Incluído pela Lei nº
10.973, de 2004)
XXVI – na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou com
entidade de sua administração indireta, para a prestação de serviços públicos de
forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em
convênio de cooperação. (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005)
XXVII - na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos
sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva
de lixo, efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por
pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de
materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as normas
técnicas, ambientais e de saúde pública. (Redação dada pela Lei nº 11.445, de
2007). (Vigência)
XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País,
que envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional,

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mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do
órgão. (Incluído pela Lei nº 11.484, de 2007).
XXIX – na aquisição de bens e contratação de serviços para atender aos
contingentes militares das Forças Singulares brasileiras empregadas em operações
de paz no exterior, necessariamente justificadas quanto ao preço e à escolha do
fornecedor ou executante e ratificadas pelo Comandante da Força. (Incluído pela
Lei nº 11.783, de 2008).
XXX - na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ou sem
fins lucrativos, para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural
no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na
Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal. (Incluído pela
Lei nº 12.188, de 2.010) Vigência
XXXI - nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts. 3º, 4º, 5º e 20 da
Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004, observados os princípios gerais de contratação
dela constantes. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010)
XXXII - na contratação em que houver transferência de tecnologia de produtos
estratégicos para o Sistema Único de Saúde - SUS, no âmbito da Lei no 8.080, de 19 de
setembro de 1990, conforme elencados em ato da direção nacional do SUS, inclusive por
ocasião da aquisição destes produtos durante as etapas de absorção
tecnológica. (Incluído pela Lei nº 12.715, de 2012)
XXXIII - na contratação de entidades privadas sem fins lucrativos, para a
implementação de cisternas ou outras tecnologias sociais de acesso à água para
consumo humano e produção de alimentos, para beneficiar as famílias rurais de baixa
renda atingidas pela seca ou falta regular de água. (Incluído pela Lei nº 12.873, de
2013)
XXXIV - para a aquisição por pessoa jurídica de direito público interno de insumos
estratégicos para a saúde produzidos ou distribuídos por fundação que, regimental ou
estatutariamente, tenha por finalidade apoiar órgão da administração pública direta,
sua autarquia ou fundação em projetos de ensino, pesquisa, extensão,
desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação, inclusive
na gestão administrativa e financeira necessária à execução desses projetos, ou em
parcerias que envolvam transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o
Sistema Único de Saúde – SUS, nos termos do inciso XXXII deste artigo, e que tenha
sido criada para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que
o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. (Incluído pela Lei
nº 13.204, de 2015)
§ 1o Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão 20% (vinte
por cento) para compras, obras e serviços contratados por consórcios públicos,
sociedade de economia mista, empresa pública e por autarquia ou fundação
qualificadas, na forma da lei, como Agências Executivas. (Incluído pela Lei nº
12.715, de 2012)
§ 2o O limite temporal de criação do órgão ou entidade que integre a administração
pública estabelecido no inciso VIII do caput deste artigo não se aplica aos órgãos ou
entidades que produzem produtos estratégicos para o SUS, no âmbito da Lei no 8.080,
de 19 de setembro de 1990, conforme elencados em ato da direção nacional do
SUS. (Incluído pela Lei nº 12.715, de 2012)
§ 3o A hipótese de dispensa prevista no inciso XXI do caput, quando aplicada a obras
e serviços de engenharia, seguirá procedimentos especiais instituídos em
regulamentação específica. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016)
§ 4o Não se aplica a vedação prevista no inciso I do caput do art. 9o à hipótese
prevista no inciso XXI do caput. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016)

Resumo OSCIP:

- são entidades privadas (pessoa jurídica de direito privado);

- não possuem fins lucrativos;

- qualificação jurídica  ATO VINCULADO;

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- regime de parceria com poder público;

- requerimento de qualificação perante o Ministério da Justiça;

- preenchidos os requisitos legais, a entidade tem o DIREITO de ser


qualificada como OSCIP;

- formalização por termo de parceria;

- supervisão pelo poder público;

- licitação dispensada apenas nas hipóteses do art. 24, da Lei 8.666/93;

- licitação por pregão no caso de contratação de bens e serviços


comuns;

- possibilidade de desqualificação por meio de processo administrativo


ou judicial, garantida a ampla defesa;

- exerce atividade de natureza privada, com ajuda do Estado.

Serviços sociais autônomos (SESC, SENAI, SESI, SENAC, SEBRAE, etc.)

São pessoas jurídicas de direito privado criadas, em geral, por


entidades representantes de categorias econômicas (confederações privadas,
tais como do comércio – CNC e da indústria – CNI).

A sua criação é prevista em lei embora não integrem a administração


pública. A obrigatoriedade da previsão legal para sua criação decorre da
necessidade de criação de contribuições específicas para seu financiamento e
isso só pode ocorrer em observância ao principio da legalidade  criação de
tributos. São contribuições parafiscais.

São registradas no cartório de registro civil de pessoas jurídicas e


apenas com referido registro tem o início da personalidade jurídica.

Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a
inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de
autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as
alterações por que passar o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas
jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da
publicação de sua inscrição no registro.(Código Civil)

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São criadas como associações civis ou fundações e tem por objetivo
alguma atividade social, não lucrativa.

Exemplos de suas atividades são serviços assistenciais e aprendizado


profissionalizante.

A manutenção de suas atividades é garantida por tributação obrigatória


de contribuintes definidos em lei e por financiamento do poder público. Assim
como as OS e as OSCIP, em virtude do recebimento de dinheiro público, estão
sujeitas ao controle pelo TCU.

Art. 240. Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições


compulsórias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades
privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema
sindical.(Constituição Federal)

As contribuições são instituídas pela União, nos termos do art. 149, CF:

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de


intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais
ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas,
observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art.
195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.
§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada
de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de
que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores
titulares de cargos efetivos da União. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41,
19.12.2003)
§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata
o caput deste artigo: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 33, de 2001)
II - incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou
serviços; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
III - poderão ter alíquotas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
a) ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação
e, no caso de importação, o valor aduaneiro; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33,
de 2001)
b) específica, tendo por base a unidade de medida adotada. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 33, de 2001)
§ 3º A pessoa natural destinatária das operações de importação poderá ser
equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº
33, de 2001)
§ 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única
vez. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

Referidas entidades gozam de privilégios tributários como forma de


incentivo ao cumprimento de suas finalidades, nos termos do art. 150, VI, c da
Constituição:

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à


União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre: (Vide Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

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a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas
fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de
educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos
da lei;

A imunidade se refere apenas aos impostos diretamente relacionados à


área de atuação, sendo devidas as taxas e contribuições de melhoria, social e
de intervenção no domínio econômico.

Por fim, vale lembrar que em que pese a regulamentação ser para a
esfera federal, não há impedimento de constituição de entidades de serviço
social nos Estados, DF e municípios, com formas próprias de custeio.

Resumo Serviços Sociais:

- são entidades privadas (pessoa jurídica de direito privado);

- não possuem fins lucrativos;

- criadas há no mínimo 03 anos;

- recebem contribuições parafiscais criadas por lei;

- gozam de privilégios tributários;

- cabível a criação de serviços sociais nos âmbitos estadual, distrital e


municipal.

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