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Relatório Física B Nome do Experimento: Oscilador Harmônico Simples.

Prof. Felipe Silva

Data: 15/06/2016 Aluno: Eradio Camargo Barroso Neto Aluno: Rebeca Santos de Oliveira Amato Aluno: João Christian Paixão

Objetivo

Curso:Engenharia de Materiais Curso:Engenharia de Materiais Curso:Engenharia de Materiais

O objetivo desta prática é discutir e realizar experimentos envolvendo um conjunto massa mola a fim de determinar a constante elástica de uma mola. Colocaremos o sistema para oscilar e mediremos o período de oscilação em função da massa do conjunto. Nesses experimentos desprezaremos o atrito com o ar.

Introdução Teórica

Uma das realizações experimentais mais simples do oscilador harmônico simples é por meio de uma massa m ligada a uma mola ideal de constante elástica k. A mola

exerce sobre a massa uma força restauradora F=−kx (Lei de Hooke) sempre que a partícula sofre um deslocamento x, medido a partir da posição em que a mola está relaxada. Onde x é a deformação da mola em relação à posição de equilíbrio (x = 0) e k é a constante elástica. O sinal negativo indica que a resistência da mola está sempre contrária à força aplicada, isto é, quando o deslocamento for negativo (x < 0), então teremos F > 0 e quando o deslocamento for positivo (x > 0) teremos F < 0.

Relatório Física B Nome do Experimento: Oscilador Harmônico Simples. Prof. Felipe Silva Data: 15/06/2016 Aluno: Eradio

Partindo da segunda lei de Newton, podemos chegar à seguinte conclusão:

x(t)=Acos(ωt+δ ) , onde ω=

k

  • m é a frequência angular da oscilação, A

é a amplitude da oscilação e δ é a fase inicial do movimento. A frequência angular ω

está relacionada com a frequênciaf e o período T da oscilação através das relações:

f =

ω

2π ;

1 2π 2π

=

T= f =

ω

m ; T=2π m k

k

Oscilações harmônicas surgem em uma imensa variedade de sistemas: pêndulo, fluidos, circuitos eletromagnéticos etc.

Partindo da segunda lei de Newton, podemos chegar à seguinte conclusão: x ( t )= A

Procedimentos

Partindo da segunda lei de Newton, podemos chegar à seguinte conclusão: x ( t )= A

Material

Uma mola

6 Pesos (50g cada)

Suporte Vertical

Cronometro

Procedimentos

Identificou-se a mola a ser estudada e pendurou-a no gancho C do suporte, e colocou-se o suporte de massas. Foram realizadas as medições da mola e do suporte inicialmente com 2 pesos deixando-a na posição de equilíbrio. Em seguida, os pesos foram soltos para que o sistema oscilasse. Observaram-se a cada dez oscilações, o intervalo de tempo gasto pelo sistema massa-mola. Repetiu-se este procedimento três vezes para encontrar a media dos períodos para cada medição. Em cada medição seguinte foi acrescentado um peso completando 6 pesos( 5 medições).

Para medir o intervalo de tempo do sistema massa-mola, acionou-se um cronômetro na contagem zero e travou-se na contagem dez. Dividiu-se o intervalo de tempo por dez, obtendo-se o período T de oscilações do sistema massa-mola (tabela 1).

Empiricamente sabe-se que para cada massa diferente colocada na mola, ela exerceria uma força diferente das demais e conseqüentemente os deslocamentos também seriam diferentes.

Para medir o intervalo de tempo do sistema massa-mola, acionou-se um cronômetro na contagem zero e

Resultados

Foram coletados os seguintes dados:

Tabela 1- Dados obtidos após cronometragem

Massa(kg) Período(s) Período(s) Período(s) Média

  • 1 0,425

0,115

0,436

0,421

0,427

  • 2 0,516

0,165

0,521

0,535

0,524

  • 3 0,610

0,215

0,620

0,611

0,613

 
  • 4 0,681

0,265

 

0,671

0,673

0,675

0,751

0,738

0,741

   
  • 5 0,736

0,315

 
   

A[X]

B[Y]

Tabela 2- Dados necessários para construção do gráfico

  • 1 0,182

0,115

 
  • 2 0,165

0,274

 
  • 3 0,215

0,375

   
  • 4 0,265

0,455

 
  • 5 0,315

0,549

   

Gráfico T (Período)x m(massa)

Gráfico T (Período)x m(massa) Tabela 3- Coeficiente angular( B) e linear(A) Parâmetro Valor Erro A -

Tabela 3- Coeficiente angular( B) e linear(A)

Parâmetro

Valor

Erro

A

- 0,02645

0,00755

B

1,83

0,03337

Na Tabela2 temos uma relação entre A[X] e B[Y] que é o período em segundo ao quadrado(s²) e massa em quilograma(kg) respectivamente. A lei de Hooke pode ser

expressa por T²=

4 π ² k m

, comparando com a equação do Gráfico do tipo Y= A +

B*X e sabendo que B=

4 π ²

k

e pela tabela 3 B=1,83 podemos concluir que K=

21,573 N/m. O resultado foi satisfatório, devidos aos erros mínimos, uma boa precisão dos dados.

Questões

1 – Por que medimos o tempo de oscilação 10 vezes?

Resposta: Pois seria muito difícil medir o tempo de uma única oscilação, tal tarefa exigiria extrema rapidez e um cronômetro mais preciso. No desvio padrão o número de medidas é inversamente proporcional ao desvio, ou seja, quanto maior o número de medidas menor o erro.

2 – A frequência de oscilação depende da amplitude inicial?

Resposta: Não, a frequência de oscilação depende apenas da massa do corpo acoplado a mola, a constante elástica k e ao tempo de oscilação.

3– Ao alterarmos a mola, estaremos alterando também a frequência?

Resposta: Sim, pois cada mola possui uma constante elástica, e a mudança nesse valor irá alterar não só a frequência, mas também o período.

4– Diga, então, quais são os parâmetros que influem na frequência de oscilação do MHS.

Resposta: Os parâmetros que influenciam na frequência de oscilação do MHS são a massa do corpo que foi acoplado a mola e a constante elástica.

Conclusão

Através da realização dos experimentos, verificou-se a ação das leis do MHS e como fatores como a massa dos corpos acoplados a mola, a constante elástica e amplitude, por exemplo, influenciam no comportamento do sistema massa-mola. Com os resultados obtidos, percebeu-se que conforme o peso (F) aumenta, o comprimento da mola também aumenta. Concluímos que o período de oscilação depende da massa do corpo suspenso e da constante elástica da mola que o sustenta.

Referências bibliográficas

NUSSENZWEIG, H. MOYSES. Curso de Física Básica. Ed. 4, v. 2, Ed. Blucher, São Paulo, 2002.

HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física, Volume 2.8ª ed. Rio de Janeiro: LTC.