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Apostila TJ-TO

Português - Prof. Marcus Prado

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Interpretação de Texto - Prof. Marcus Prado

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Redação Discursiva - Prof. Marcus Prado

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Raciocínio Lógico - Prof. Edcarlos

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Informática Básica - Prof. Delgado

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História do Estado de Tocantins - Prof. Kanduka

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Geografia do estado de Tocantins - Prof. Kanduka

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Apostila TJ-TO
CAPÍTULO 1 – FONOLOGIA 3) Em alguns casos, a mesma letra pode repre-
sentar mais de um fonema. A letra x, por exemplo,
DEFINIÇÃO pode representar:

Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o - o fonema sê: texto


sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira - o fonema zê: exibir
como os fones (sons) se organizam dentro de uma lín-
gua, classifica-os em unidades capazes de distinguir - o fonema chê: enxame
significados, chamadas fonemas. - o grupo de sons ks: táxi
FONEMA 4) O número de letras nem sempre coincide
A palavra fonologia é formada pelos elemen- com o número de fonemas.
tos gregos fono ( "som, voz") e log, logia ( "estudo", Exemplos:
"conhecimento") . Significa literalmente " estudo dos
sons" ou "estudo dos sons da voz". O homem, ao fa-
lar, emite sons. Cada indivíduo tem uma maneira pró- Tóxico fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: t ó x i c o
pria de realizar esses sons no ato da fala. Essas par-
ticularidades na pronúncia de cada falante são estu-
dadas pela Fonética. 1234567 123456

Dá-se o nome de fonema ao menor elemento


sonoro capaz de estabelecer uma distinção de signifi- galho fonemas: /g/a/lh/o/ letras: g al h o
cado entre as palavras. Observe, nos exemplos a se-
guir, os fonemas que marcam a distinção entre os pa-
12 3 4 12345
res de palavras:

amor - ator 5) As letras m e n, em determinadas palavras,


não representam fonemas. Observe os exemplos:
morro - corro compra
conta
vento - cento
Nessas palavras,menindicam anasalização-
das vogais que as antecedem.
Cada segmento sonoro se refere a um dado
da língua portuguesa que está em sua memória: a Veja ainda:
imagem acústica que você, como falante de portu-
guês, guarda de cada um deles. É essa imagem acús- nave: o /n/ é um fonema;
tica, esse referencial de padrão sonoro, que constitui
o fonema. Os fonemas formam os significantes dos dança: o n não é um fonema; o fonema é /ã/,
signos linguísticos. Geralmente, aparecem represen-
tados entre barras. Assim: /m/, /b/, /a/, /v/, etc. representado na escrita pelas letras a e n.

Fonema e Letra 6) A letra h, ao iniciar uma palavra, não repre-


1) O fonema não deve ser confundido com a le- senta fonema.
tra. Na língua escrita, representamos os fonemas por Exemplos:
meio de sinais chamados letras. Portanto, letra é a re-
presentação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por
exemplo, a letra s representa o fonema /s/ (lê-se sê); hoje fonemas: ho / j / e / letras: hoje
já na palavra brasa, a letra s representa o fonema /z/
(lê-se zê). 1 2 3 1234
2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser repre-
sentado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso Classificação dos Fonemas
do fonema /z/, que pode ser representado pelas le-
tras z, s, x: Os fonemas da língua portuguesa são classifi-
cados em:
Exemplos:
1) Vogais
zebra
casamento As vogais são os fonemas sonoros produzi-
exílio dos por uma corrente de ar que passa livremente pela

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Apostila TJ-TO

boca. Em nossa língua, desempenham o papel de nú- Posteriores ou Velares - A língua


cleo das sílabas. Assim, isso significa que em toda sí- eleva-se em direção ao palato mole (véu pa-
laba há necessariamente uma única vogal. latino).
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou Exemplos:
entreaberta. As vogais podem ser:
ó, ô, u
a) Orais: quando o ar sai apenas pela
Médias - A língua fica baixa, quase em
boca.
repouso.
Por Exemplo:
Por Exemplo:
/a/, /e/, /i/, /o/, /u/.
a
b) Nasais: quando o ar sai pela boca e
2) Semivogais
pelas fossas nasais.
Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são
Por Exemplo:
vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando
/ã/: fã, canto, tampa com ela uma só emissão de voz (uma sílaba). Nesse
caso, esses fonemas são chamados de semivogais. A
/ /: dente, tempero
diferença fundamental entre vogais e semivogais está
/ /: lindo, mim no fato de que estas últimas não desempenham o pa-
pel de núcleo silábico.
/õ/ bonde, tombo
Observe a palavra papai. Ela é formada de
/ / nunca, algum
duas sílabas: pa-pai. Na última sílaba, o fonema vo-
c) Átonas: pronunciadas commenorin- cálico que se destaca é o a. Ele é a vogal. O outro fo-
tensidade. nema vocálico i não é tão forte quanto ele. É a semi-
vogal.
Por Exemplo:
Outros exemplos:
até, bola
saudade, história, série.
d)Tônicas: pronunciadas commaiorin-
tensidade.
Por Exemplo: Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem apare-
cer representados na escrita por" e", "o" ou
até, bola
"m".
Quanto ao timbre, as vogais podem ser:
Abertas Veja:
Exemplos:
pé, lata, pó pães / pãis mão / mãu/ cem /c i/
Fechadas
3) Consoantes
Exemplos:
Para a produção das consoantes, a corrente
mês, luta, amor de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao
Reduzidas - Aparecem quase sem- passar pela cavidade bucal. Isso faz com que as con-
pre no final das palavras. soantes sejam verdadeiros "ruídos", incapazes de
atuar como núcleos silábicos. Seu nome provém jus-
Exemplos: tamente desse fato, pois, em português, sempre con-
dedo, ave, gente soam ("soam com") as vogais.

Quanto à zona de articulação: Exemplos:

Anteriores ou Palatais - A língua /b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc.
eleva-se em direção ao palato duro (céu da Encontros Vocálicos
boca).
Os encontros vocálicos são agrupamentos de
Exemplos: vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias.
é, ê, i É importante reconhecê-los para dividir corretamente
os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encon-
tros: o ditongo, otritongo e o hiato.

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Apostila TJ-TO

1) Ditongo O agrupamento de duas ou mais consoantes,


sem vogal intermediária, recebe o nome de encontro
É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou
consonantal.Existem basicamente dois tipos:
vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
- os que resultam do contato consoante
a) Crescente: quando a semivo-
+ l ou r e ocorrem numa mesma sílaba, como
gal vem antes da vogal.Por Exemplo:
em: pe-dra, pla-no, a-tle-ta, cri-se...
sé-rie (i = semivogal, e = vo-
- os que resultam do contato de duas
gal)
consoantes pertencentes a sílabas diferentes:
b) Decrescente: quando a vogal vem por-ta, rit-mo, lis-ta...
antes da semivogal.Por Exemplo:
Há ainda grupos consonantais que surgem no
pai (a = vogal, i = semivogal) início dos vocábulos; são, por isso, insepará-
veis:pneu,gno-mo,psi-có-lo-go...
c) Oral: quando o ar sai apenas pela
boca.Exemplos: Dígrafos
pai, série De maneira geral, cada fonema é representado,
na escrita, por apenas uma letra. Por Exemplo:
d) Nasal: quando o ar sai pela boca e
pelas fossas nasais.Por Exemplo: lixo - Possui quatro fonemas equatroletras.
mãe Há, no entanto, fonemas que são representa-
dos, na escrita, por duas letras.
2) Tritongo
Por Exemplo:
É a sequência formada por uma semivogal,
uma vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem, bicho - Possui quatro fonemas e cincoletras.
numa só sílaba. Pode ser oral ou nasal.
Na palavra acima, para representar o fonema |
Exemplos:
xe| foram utilizadas duas letras: o c e o h.
Paraguai - Tritongo oralquão- Tritongo nasal
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são
3) Hiato usadas para representar um único fonema (di = dois
+ grafo = letra). Em nossa língua, há um número ra-
É a sequência de duas vogais numa mesma pa-
zoável de dígrafos que convém conhecer. Podemos
lavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez
agrupá-los em dois tipos: consonantais e vocálicos.
que nunca há mais de uma vogal numa sílaba.
Dígrafos Consonantais
Por Exemplo:
saída (sa-í-da) Letras Fonemas Exemplos
poesia (po-e-si-a)
lh lhe telhado

nh nhe marinheiro
Saiba que:
- Na terminação -em em palavras ch xe chave
como ninguém, também, porém e na
terminação -am em palavras como Re (no interior da pa-
amaram, falaram ocorrem ditongos na- rr carro
lavra)
sais decrescentes.
- É tradicional considerar hiato o en- se (no interior da pa-
ss passo
contro entre uma semivogal e uma vo- lavra)
gal ou entre uma vogal e uma semivo-
gal que pertencem a sílabas diferen- que (seguido
qu queijo, quiabo
tes, como em ge-lei-a, io-iô. de e e i)

gue (seguido
gu guerra, guia
de e e i)
Encontros Consonantais
sc se crescer

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Apostila TJ-TO

sç se desço A - MOR

xc se exceção A palavra amor está dividida em grupos de fo-


nemas pronunciados separadamente: a - mor. A cada
Dígrafos Vocálicos: registram-se na repre- um desses grupos pronunciados numa só emissão de
voz dá-se o nome de sílaba. Em nossa língua, o nú-
sentaçãodas vogais nasais.
cleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba
sem vogal e nunca há mais do que uma vogal
Exem- em cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o nú-
Fonemas Letras
plos mero de sílabas de uma palavra, devemos perceber
quantas vogais tem essa palavra. Atenção: as le-
ã am tampa tras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem
representar semivogais.
an canto Classificação das Palavras quanto ao Nú-
mero de Sílabas
em templo 1) Monossílabas: possuem apenas
uma sílaba.Exemplos: mãe, flor, lá, meu
en lenda 2) Dissílabas: possuem duas sílabas.
Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por
im limpo 3) Trissílabas: possuem três sílabas.
Exemplos: ci-ne-ma, pró-xi-mo, pers-pi-caz,
in lindo O-da-ir
4) Polissílabas: possuem quatro ou
õ om tombo mais sílabas.Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-
tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-rin-
go-lo-gis-ta
on tonto

um chumbo Divisão Silábica


Na divisão silábica das palavras, cumpre obser-
un corcunda var as seguintes normas:
a) Não se separam osditongos etriton-
gos. Exemplos: foi-ce, a-ve-ri-guou
b) Não se separam os dígrafos ch, lh,
nh, gu, qu. Exemplos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-
Observação: nha, fre-guês, quei-xa
"Gu" e "qu" são dígrafos so- c) Não se separam os encontros con-
mente quando, seguidos sonantais que iniciam sílaba. Exemplos: psi-
de "e" ou "i", representam os fone- có-lo-go, re-fres-co
mas /g/ e /k/:guitarra, aquilo. Nes-
ses casos, a letra "u" não corres- d) Separam-se as vogais dos hia-
ponde a nenhum fonema. Em algu- tos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fi-el, sa-ú-de
mas palavras, no entanto, o "u" re- e) Separam-se as letras dos dígra-
presenta um fonema semivogal ou fos rr, ss, sc, sçxc. Exemplos: car-ro, pas-
vogal (aguentar, linguiça, aquí- sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te
fero...) Nesse caso, "gu" e"qu" não
são dígrafos. Também não há dí- f) Separam-se os encontros consonan-
grafos quando são seguidos tais das sílabas internas, excetuando-se
de "a" ou "o" (quase, averiguo). aqueles em que a segunda consoante
é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-
ção, a-brir, a-pli-car
Acento Tônico

Sílaba: Observe:

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Apostila TJ-TO

Na emissão de uma palavra de duas ou mais Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba
sílabas, percebe-se que há uma sílaba de maior inten- tônica é a penúltima.Exemplos:dócil, suave-
sidade sonora do que as demais. mente, banana
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. Proparoxítonos: são aqueles cuja sí-
laba tônica é a antepenúltima. Exemplos:
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
máximo, parábola, íntimo
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.
Saiba que:
 São palavras oxítonas, entre ou-
tras: cateter, mister, Nobel, no-
vel, ruim, sutil, transistor, ureter.

Obs.: a presença da sílaba de  São palavras paroxítonas, entre


maior intensidade nas palavras, em outras: avaro, aziago, boêmia, caracteres,
meio a sílabas de menor intensidade, cartomancia, celtibero, circuito, decano, fi-
é um dos elementos que dão melodia lantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria,
à frase. ibero, impudico, inaudito, intuito, maquina-
ria, meteorito, misantropo, necropsia (al-
guns dicionários admitem também necróp-
sia), Normandia, pegada, policromo, pudico,
quiromancia, rubrica, subido(a).
Classificação da Sílaba quanto à Intensi-
dade  São palavras proparoxítonas, en-
Tônica: é a sílaba pronunciada com tre outras:aerólito, bávaro, bímano, crisân-
maior intensidade. temo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pân-
tano, trânsfuga.
Átona: é a sílaba pronunciada com
menor intensidade.  As seguintes palavras, entre ou-
tras, admitem dupla tonicidade: acrobata /
Subtônica: é a sílaba de intensidade acrobata, hieróglifo / hieroglifo, Oceânia /
intermediária. Ocorre, principalmente, nas pa- Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil / projetil,
lavras derivadas, correspondendo à tônica da réptil / reptil, zângão / zangão
palavra primitiva. Veja o exemplo abaixo:
Monossílabos
Leia em voz alta a frase abaixo:
Palavra
be - bê
primitiva: O sol já se pôs.

átona tônica Essa frase é formada apenas por monossí-


labos. É possível verificar que os monossíla-
Palavra bos sol, já e pôs são pronunciados com
be - be - zi - nho maior intensidade que os outros. São tônicos.
derivada: Possuem acento próprio e, por isso, não preci-
sam apoiar-se nas palavras que os antecedem ou
átona subtônica tônica átona que os seguem. Já os monossíla-
bos o e se são átonos, pois são pronuncia-
dos fracamente. Por não terem acento próprio,
apoiam-se nas palavras que os antecedem ou
Classificação das Palavras quanto à Posi- que os seguem.
ção da Sílaba Tônica Critérios de Distinção
De acordo com a posição da sílaba tônica, os Muitas vezes, fazer a distinção entre um
vocábulos da língua portuguesa que contêm duas ou monossílabo átono e um tônico pode ser compli-
mais sílabas são classificados em: cado. Por isso, observe os critérios a seguir.
Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tô- 1- Modificação da pronúncia da vogal final.
nica é a última.Exemplos:
Nos monossílabos átonos a vogal final se
avó, urubu, parabéns modifica ou pode modificar-se na pronúncia.

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Apostila TJ-TO

Com os tônicos, não ocorre tal possibilidade. são chamadas de homônimas (canto, do grego, sig-
nifica ângulo / canto, do latim, significa música vocal).
Exemplos:
Vou de carro para o meu trabalho. (de = monos- As palavras homônimas dividem-se em homógrafas,
sílabo átono - é possível a pronúncia di ônibus.)
Dê um auxílio às pessoas que necessitam. (dê = quando tem a mesma grafia (gosto, substantivo e
monossílabo tônico - é impossível a pronúncia di gosto, 1ª pessoa do singular do verbo gostar) e ho-
um auxílio.)
mófonas, quando tem o mesmo som (paço, palácio
2- Significado isolado do monossílabo
ou passo, movimento durante o andar).
O monossílabo átono não tem sentido
quando isolado na frase.
Quanto à grafia correta em língua portuguesa,
Veja:
Meus amigos já compraram os convi- devem-se observar as seguintes regras:
tes, mas eu não.
O fonema s:
O monossílabo tônico, mesmo isolado,
possui significado.
Escreve-se com S e não com C/Ç:
Observe:
Existem pessoas muito más.  as palavras substantivadas derivadas
Nessa frase, o monossílabo possui sen- de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr
tido: más = ruins.
e sent.
São monossílabos átonos:
artigos: o, a, os, as, um, uns Exemplos: pretender - pretensão / expandir
pronomes pessoais oblíquos: me, te, se, o, - expansão / ascender - ascensão / inverter - inver-
a, os, as, lhe, nos, vos
são / aspergir aspersão / submergir - submersão /
preposições: a, com, de, em, por, sem, sob
divertir - diversão / impelir - impulsivo / compelir -
pronome relativo: que
compulsório / repelir - repulsa / recorrer - recurso
conjunções: e, ou, que, se
São monossílabos tônicos: todos aqueles / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir
que possuem autonomia na frase. - consensual
Exemplos:
mim, há, seu, lar, etc.
Escreve-se com SS e não com C e Ç:
Obs.: pode ocorrer que, de acordo com a autono-
mia fonética, um mesmo monossílabo seja átono  os nomes derivados dos verbos cujos
numa frase, porém tônico em outra. radicais terminem em gred, ced, prim ou com
Exemplos:
verbos terminados por tir ou meter
Que foi? (átono)
Você fez isso por quê? (tônico) Exemplos: agredir - agressivo / imprimir -
impressão / admitir - admissão / ceder - cessão /
CAPÍTULO 2– ORTOGRAFIA exceder - excesso / percutir - percussão / regredir

A ortografia é a parte da língua responsável - regressão / oprimir - opressão / comprometer -

pela grafia correta das palavras. Essa grafia baseia- compromisso / submeter - submissão

se no padrão culto da língua.  quando o prefixo termina com vogal

As palavras podem apresentar igualdade total que se junta com a palavra iniciada por s

ou parcial no que se refere a sua grafia e pronúncia, Exemplos: a + simétrico - assimétrico / re +


mesmo tendo significados diferentes. Essas palavras surgir - ressurgir

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Apostila TJ-TO

 no pretérito imperfeito simples do  os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose.


subjuntivo
Exemplos: catequese, metamorfose.
Exemplos: ficasse, falasse
 as formas verbais pôr e querer.
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS:
Exemplos: pôs, pus, quisera, quis, quiseste.
 os vocábulos de origem árabe:
 nomes derivados de verbos com radi-
Exemplos: cetim, açucena, açúcar cais terminados em d.

 os vocábulos de origem tupi, africana Exemplos: aludir - alusão / decidir - decisão


ou exótica / empreender - empresa / difundir - difusão

Exemplos: cipó, Juçara, caçula, cachaça,  os diminutivos cujos radicais termi-


cacique nam com s

 os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, Exemplos: Luís - Luisinho / Rosa - Rosinha
iça, nça, uça, uçu. / lápis - lapisinho

Exemplos: barcaça, ricaço, aguçar, empali-  após ditongos


decer, carniça, caniço, esperança, carapuça, den-
Exemplos: coisa, pausa, pouso
tuço
 em verbos derivados de nomes cujo
 nomes derivados do verbo ter.
radical termina com s.
Exemplos: abster - abstenção / deter - deten-
Exemplos: anális(e) + ar - analisar / pes-
ção / ater - atenção / reter - retenção
quis(a) + ar - pesquisar
 após ditongos
Escreve-se com Z e não com S:
Exemplos: foice, coice, traição
 os sufixos ez e eza das palavras deri-
 palavras derivadas de outras termina- vadas de adjetivo
das em te, to(r)
Exemplos: macio - maciez / rico - riqueza
Exemplos: marte - marciano / infrator - infra-
 os sufixos izar (desde que o radical da
ção / absorto - absorção
palavra de origem não termine com s)
O fonema z:
Exemplos: final - finalizar / concreto - con-
Escreve-se com S e não com Z: cretizar

 os sufixos: ês, esa, esia, e isa,  como consoante de ligação se o radi-


quando o radical é substantivo, ou em gentíli- cal não terminar com s.
cos e títulos nobiliárquicos.
Exemplos: pé + inho - pezinho / café + al -
Exemplos: freguês, freguesa, freguesia, po- cafezal ≠ lápis + inho - lapisinho
etisa, baronesa, princesa, etc.
O fonema j:

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Apostila TJ-TO

Escreve-se com G e não com J:  as palavras terminada com aje.

 as palavras de origem grega ou árabe Exemplos: laje, ultraje

Exemplos: tigela, girafa, gesso. O fonema ch:

 estrangeirismo, cuja letra G é originá- Escreve-se com X e não com CH:


ria.
 as palavras de origem tupi, africana
Exemplos: sargento, gim. ou exótica.

 as terminações: agem, igem, ugem, Exemplo: abacaxi, muxoxo, xucro.


ege, oge (com poucas exceções)
 as palavras de origem inglesa (sh) e
Exemplos: imagem, vertigem, penugem, espanhola (J).
bege, foge.
Exemplos: xampu, lagartixa.
Observação
 depois de ditongo.
Exceção: pajem
Exemplos: frouxo, feixe.
 as terminações: ágio, égio, ígio, ógio,
 depois de en.
ugio.
Exemplos: enxurrada, enxoval
Exemplos: sufrágio, sortilégio, litígio, reló-
Observação:
gio, refúgio.
Exceção: quando a palavra de origem não de-
 os verbos terminados em ger e gir.
rive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
Exemplos: eleger, mugir.
Escreve-se com CH e não com X:
 depois da letra "r" com poucas exce-
 as palavras de origem estrangeira
ções.
Exemplos: chave, chumbo, chassi, mochila, es-
Exemplos: emergir, surgir.
padachim, chope, sanduíche, salsicha.
 depois da letra a, desde que não seja
As letras e e i:
radical terminado com j.
 os ditongos nasais são escritos com
Exemplos: ágil, agente.
e: mãe, põem. Com i, só o ditongo interno cãi-
Escreve-se com J e não com G:
bra.
 as palavras de origem latinas
 os verbos que apresentam infinitivo
Exemplos: jeito, majestade, hoje. em -oar, -uar são escritos com e: caçoe, tumul-
tue. Escrevemos com i, os verbos com infini-
 as palavras de origem árabe, africana
tivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
ou exótica.
 atenção para as palavras que mudam
Exemplos: alforje, jibóia, manjerona.
de sentido quando substituímos a grafia e pela

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Apostila TJ-TO

grafia i: área (superfície), ária (melodia) / dela- a) Não serão acentuadas graficamente os di-
tongos orais abertos ei, e oi tônico quando forem pa-
tar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir (vir
roxítonas.
à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estân-
cia, que anda a pé), pião (brinquedo). ANTES DO NOVO DEPOIS DO NOVO
ACORDO ACORDO
Alcatéia Alcateia
Andróide Androide
CAPÍTULO 3– ACENTUAÇÃO GRÁFICA Assembléia Assembleia
Bóia Boia
INFLUÊNCIA DO NOVO ACORDO ORTO- Coréia Coreia
GRÁFICO Debilóide Debiloide
Européia Europeia
1) ALFABETO Estréia Estreia
Geléia Geleia
Com o advento do novo ortográfico, acrescen-
Heróico Heroico
tam-se as consoantes k, w e y no alfabeto que passa
Idéia Ideia
a ter 26 letras:
Jibóia Jibóia
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUV Odisséia Odisseia
W X Y Z. Paranóico Paranoico
Platéia Plateia
As consoantes k, w e y serão usadas nas se-
guintes situações:
O acento continuará nas oxítonas terminadas
a) Em escrita de símbolos de unidades de me- em éis, éu, éus, ói, óis.
dida: Kg (quilograma), Km (quilômetro), W (watt);
Exemplos: anéis, céu, troféu, troféus, herói,
b) Em escrita de palavras e nomes estrangei- heróis.
ros: workshop, playground, show, Welliton.
b) Quando os vocábulos forem paroxítonos,
2) TREMA não receberão acento gráfico o i e o u tônicos após
ditongo decrescente.
O trema desaparece do u nas formas gue, gui,
que, qui. No entanto, a pronúncia permanece inalte-
ANTES DO NOVO DEPOIS DO NOVO
rada. ACORDO ACORDO
Baiúca Baiuca
ANTES DO NOVO DEPOIS DO NOVO
Bocaiúva Bocaiuva
ACORDO ACORDO
Feiúra Feiura
Argüir Arguir
Sauípe Sauipe
Cinqüenta Cinquenta
Delinqüente Delinquente
O acento continuará caso a palavra seja oxí-
Freqüente Frequente
tona e o i ou o u estejam no final da palavra ou caso a
Lingüiça Linguiça
palavra seja proparoxítona.
Qüinqüênio Quinquênio
Exemplo: tuiuiú, Piauí, maiúscula.

O trema ainda continuará em palavras estran- c) Palavras com vogais repetidas perdem o
geiras e em suas derivadas. acento.

Exemplos: Müller, mülleriano, Bündchen. ANTES DO NOVO DEPOIS DO NOVO


ACORDO ACORDO
3) ACENTO GRÁFICO
Crêem (verbo crer) Creem
Dêem (verbo dar) Deem

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Apostila TJ-TO

Lêem (verbo ler) Leem 2) Abertura ou não da vogal;


Vêem (verbo ver) Veem
3) Flexão de número (singular/plural) do verbo;
Vôo Voo
Zôo Zoo 4) Diferença entre palavras homônimas.

O acento grave irá indicar a fusão entre duas


d) Perde-se o acento para diferenciar os se- vogais idênticas (crase).
guintes pares: para/ para; péla/ pela(s); pelo(s)/
pelo(s); pólo(s)/ polo(s); e pêra/ pera.

ANTES DO NOVO DEPOIS DO NOVO REGRAS DE ACENTUAÇÃO


ACORDO ACORDO
O rapaz pára o trânsito O rapaz para o trânsito 1) OXÍTONAS:são aquelas palavras cuja última
sílaba é a mais forte.
A jovem irá ao pólo Norte A jovem irá ao polo
Norte a) Oxítonas monossilábicas tônicas: acen-
O urso polar tem pêlos O urso polar tem pelos tuam-se aquelas finalizadas em -a, -e ou -o (seguidas
brancos brancos ou não de -s).
Compramos pêra no início Compramos pera no iní- (IBAMA/ TÉCNICO/ CESPE) As palavras “pó”, “só” e
de ano cio de ano “céu” são acentuadas de acordo com a mesma regra
de acentuação gráfica.

OBSERVAÇÃO Comentário: as palavras “pó” e “só” são


acentuadas por ser oxítonas monossilábicas fi-
a) Em pôr/por, permanece o acento diferencial. nalizadas em -o. Já o vocábulo “céu” é acentu-
A forma pôr é um verbo, já a forma por é uma prepo- ada por ser uma oxítona terminada em ditongo
sição. aberto “éu”. Sendo assim, o item está errado.

Exemplo: Pretendo pôr um funcionário na


empresa inaugurada por mim.
b) Oxítonas com mais de uma sílaba: quando
b) Nas formas verbais pôde/pode, permanece o finalizadas em -a, -e ou -o (seguidas ou não de -s),-
acento diferencial. O sintagma verbal pôde é o verbo em e -ens, devem ser acentuadas graficamente.
poder no pretérito perfeito do indicativo, na 3ª pessoa (IBAMA/ TÉCNICO/ ADAPTADA/ FGV)As pa-
do singular. Enquanto pode é a forma do presente do lavras a seguir são acentuadas em decorrência de
indicativo, na 3ª pessoa do singular. mesma regra de acentuação gráfica:“até”,“está”,“bio-
gás”,“contará”.
Exemplo: Antes, ele não pôde comprar o
carro, mas hoje ele pode. Comentário: as palavras “a-té”, “es-tá”,
“bio-gás”, “con-ta-rá” recebem acento gráfico
c) Será opcional o uso do acento circunflexo
porque são oxítonas finalizadas em a, -e ou -o
para diferenciar as palavras fôrma (substantivo) de
(seguidas ou não de -s). Por isso a assertiva
forma (verbo); dêmos (verbo no subjuntivo) de de-
está correta.
mos (verbo no pretérito).

Os acentos gráficos são:


c) Oxítonas terminadas em ditongos abertos
( ´ )  agudo; ei, oi, eu: todas devem receber acento agudo.
(LIQUIGAS/ MÉDIO/ ADAPTADA/ CESGRAN-
( ^ )  circunflexo; RIO)De acordo com as regras de acentuação, o grupo
de palavras que foi acentuado pela mesma razão:
( ` )  grave. céu, já, troféu, baú.
Os acentos agudo e circunflexo indicam:

1) Sílaba tônica (sílaba mais forte) dos vocábu-


los;

11
Apostila TJ-TO

a pensar e a se adequar a novas realidades”, diz Ra-


Comentário: as palavras “céu” e “troféu” mos.
recebem acento agudo por finalizar em di-
tongo oral aberto “éu”, enquanto o vocábulo Comentário: o acento gráfico, nos vocábu-
“já” será acentuada por oxítona monossilábica los “é”, “e”,assim como, nas palavras “por” e
terminada em “a”. Por último, a palavra “baú” “pôr”, diferencia-se em três níveis: morfológico,
acentua-se por haver um hiato da vogal “u”. gráfico e fonético. Atente-se aos três planos:
Morfológico: “e” é uma conjunção, en-
quanto “é” trata-se de emum verbo. O vocábulo
“por” é uma preposição, já “pôr” é um verbo.
d) Oxítonas seguidas de pronomes oblíquos -lo, -
Neste caso,de fato o acento gráfico estabelece
la, -los, -las: acentuam-se as terminadas em -a, -e, -
diferença morfológica.
o. Gráfico: ocorre mudança também, visto
(MPE-PI/ ANALISTA/ CESPE) Os verbos “co-
que os vocábulos recebem o acento gráfico.
municar”, “ensinar” e “comandar”, quando comple- Logo, as palavras mudam a grafia. Compare:
mentados pelo pronome “a”, acentuam-se da mesma e→é;por→pôr.
Fonético: o som pronunciado em “é” (com
forma que “constatá-las”, “designá-las” e “elevá-las”.
acento) éaberto, enquanto o som pronunciado (o
timbre) em “e” (sem acento) éfechado. Assim,
Comentário: caso os verbos sejam com-
por interferência do acento, houve, sim, mu-
pletados pelo pronome oblíquo “a”, as formas
dança fonética(pronúncia da palavra). No en-
equivalentes resultantes serão comunicá-la, en-
tanto, não haverá mudança na fonética entre as
siná-la, comandá-la assim como os verbos apre-
palavras “por” e “pôr”. Devido a este último
sentados. Note-se, ainda, que é necessário
caso, o item está incorreto.
acentuar se forem terminadas em -a, -e, -o. Por-
tanto, o item está correto.

e) Pôr ≠ por: deve-se acentuaro sintagma ver-


bal “pôr”, para diferenciá-la da preposição “por”.
(CEF/ MÉDIO/ CESPE) O acento que distingue a
forma verbal ‘é’ da conjunção ‘e’ estabelece diferença f) Tem ≠ têm; vem ≠ vêm: acentuam-se as for-
morfológica, gráfica e fonética, tal como ocorre com mas verbais têm e vêm, que representam a terceira
pôr e por. TEXTO:O despreparo dos jovens, portanto, pessoa do plural do presente do modo indicativo dos
é patente. “Desde cedo, é preciso ensinar as crianças verbos ter e vir, para diferenciar das formas no singu-
lar tem e vem.

(TJ-RR/ MÉDIO/ CESPE)A forma verbal “têm” em


“têm esse originário poder” estáempregada no plural
porque faz parte de uma cadeia coesivacujos elemen-
tos se referem a “magistrados”. TEXTO:Os magistra-
dos não governam. O que eles fazem é evitar o des-
governo, quando para tanto são provocados. Não
mandam propriamente na massa dos governados e
administrados, mas impedem os eventuais desman-
dos dos que têm esse originário poder.

12
Apostila TJ-TO

Comentário: o item está errado, porque


Comentário: o item está incorreto, a forma verbal “mantêm” concorda com a ex-
pois a forma verbal “têm” permanece no plu- pressão “as sociedades ocidentais”. Dessa
ral para concordar com o pronome demons- forma, mesmo que fosse reescrito no singular
trativo “os” presente no termo “dos”, em o trecho “As relações”, o verbo manter perma-
que ocorre contração da preposição “de” neceria inalterado.
com pronome demonstrativo “os”. Note-se,
ainda, que poderia substituir o pronome
“os” por “aqueles”. Portanto, a forma verbal
“têm” não concorda com “magistrados”. 2)PAROXÍTONAS:são aquelas palavras cuja
penúltima é a mais forte.
a) Quando finalizadas em -a, -e ou -o (seguidas
ou não de -s), -em e -ens, não podem ser acentuadas
graficamente. Então, devem ser acentuadas caso ter-
(ANATEL/ MÉDIO/ CESPE) Nas formas ver- minadas em: -r, -x, -n, -l, -i, -is, -um, -uns, -us, -ps, -
bais “vêm” e “têm”, ambas na linha, foi aplicada a ã, -ãs, -ão, -ãos;ditongo oral, seguido ou não de -s.
mesma regra de acentuação gráfica. TEXTO: Em ter- (TJRR/ ANALISTA DE SISTEMAS/ CESPE)
ceiro lugar, vêm os adúlteros. Só agora eles têm a As palavras “área”, “deságua”, “índios” e “planí-
possibilidade de receber ligações de seu parceiro se- cies” são acentuadas graficamente devido à mesma
creto sem que membros da família, secretárias ou co- regra de acentuação.
legas mal intencionados possam interceptar o telefo-
nema. Comentário: as palavras “á-rea”, “de-sá-
gua”, “ín-dios” e “pla-ní-cies” são acentuadas
por serem paroxítonas terminadas em ditongo
Comentário: o item está correto, pois as
crescente. Portanto, o item está correto.
formas verbais vem e tem recebem acento cir-
cunflexo quando concordam com um sujeito no
plural para diferenciá-los do singular. Contextu-
almente, os verbos citados concordam, respec- (TJ-AC/ ANALISTA JUDICIÁRIO/ CESPE) As
tivamente, com “adúlteros” e “eles”. palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e
“equilíbrio” apresentam acentuação gráfica em decor-
rência da mesma regra gramatical.

Comentário: as palavras “ne-gli-gên-


cia”, “re-ser-va-tó-rios”, “es-pé-cie”, “e-qui-lí-
brio” serão acentuadas devido à mesma regra
de acentuação, pois todas são paroxítonas fi-
nalizadas em ditongo crescente.

IMPORTANTE
(ANAC/ TÉCNICO/ CESPE) As palavras “iní-
Os verbos derivados possuem acento agudo cio” e “série” recebem acento gráfico com base em re-
quando no singular e acento circunflexo quando no gras gramaticais distintas.
plural.
Comentário: o vocábulo “i-ní-cio” e “sé-rie”
(INPI/ INTERMEDIÁRIO/ CESPE) Se a ex-
são paroxítonas finalizadas em ditongo cres-
pressão “As relações” passasse para o singular,a
cente; portanto, devem ser acentuadas.
forma verbal “mantêm”deveria, em concordância a
esse termo, ser substituída por mantém. TEXTO:As
relações que as sociedades ocidentais industriais
3) PROPAROXÍTONAS: São aquelas palavras
mantêm com os temas da ciência e da tecnologia não
se constituem numa constante. cuja antepenúltima é a mais forte. Todas devem ser
acentuadas.

13
Apostila TJ-TO

(ANATEL/ TÉCNICO/ CESPE) Nas palavras Comentário: a palavra “cons-tru-í-da” recebe


“análise” e “mínimos”, o emprego do acento gráfico acento gráfico por constituir hiato da vogal -i. En-
tem justificativas gramaticais diferentes. quanto isso, o vocábulo “pos-sí-veis” será acentuado
por ser paroxítono finalizado em ditongo seguindo de
Comentário:as palavras “a-ná-li-se”, -s.
“mí-ni-mos” são acentuadas por ser proparo-
xítonas; portanto o item está correto. CAPÍTULO 4– ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PA-
LAVRAS

(MPE-PI/ ANALISTA/ CESPE) De acordo com ESTRUTURA DAS PALAVRAS


a ortografia oficial vigente, o vocábulo “órgãos” segue Estudar a estrutura é conhecer os elemen-
a mesma regra de acentuação que o vocábulo “últi- tos formadores das palavras. Assim, compreende-
mos”. mos melhor o significado de cada uma delas. Observe
os exemplos abaixo:
Comentário: o vocábulo “ór-gãos” é
acentuado por ser uma paroxítona finalizada brinc-a- cha-l-
art-ista cachorr-inh-a-s
em (TJ-RR/
ditongo TÉCNICO/
decrescente, já aOspalavra “úl-ti- mos eira
CESPE) vocábulos “ju-
mos” é acentuada por ser uma proparoxítona.
rídicas”, “econômicas” e “físico” recebem acento grá-
ficoLogo
com abase
alternativa está
em regras incorreta.diferentes.
gramaticais A análise destes exemplos mostra-nos que as
palavras podem ser divididas em unidades menores,
a que damos o nome de elementos mórfi-
cos ou morfemas.
Comentário: as palavras “ju-rí-di-cas”, “e-co-nô-
mi-cas” e “fí-si-co” são acentuadas por ser proparoxí- Vamos analisar a palavra "cachorrinhas":
tonas; portanto o item está correto. Nessa palavra observamos facilmente a exis-
REGRA DO HIATO tência de quatro elementos. São eles:
cachorr - este é o elemento base da palavra,
Deve-se acentuar o -i ou o -u, quando:
ou seja, aquele que contém o significado.
1) Formar um hiato com uma vogal diferente an- inh - indica que a palavra é um diminutivo
terior;
a - indica que a palavra é feminina
2) Não houver consoante na mesma sílaba, ex-
s - indica que a palavra se encontra no plural
ceto -s;
Morfemas: unidades mínimas de caráter signi-
3) Não aparecer semivogal na mesma sílaba; ficativo.
4) Não surgir -nh na sílaba posterior.
(MMA/ AGENTE ADM/ CESPE) O emprego do
Obs.: existem palavras que não com-
acento agudo nos vocábulos “país” e “aí” justifica-se portam divisão em unidades menores, tais
pela mesma regra de acentuação gráfica. como: mar, sol, lua, etc.
Comentário: os vocábulos “pa-ís” e “a-í” acen-
tuam-se por ser oxítonas com vogal tônica i antecedi-
das de uma vogal a com que não formam ditongo nem
constitui sílaba com a eventual consoante seguinte. São elementos mórficos:
Observe-se alguns exemplos dessa última regra: con- 1) Raiz, radical, tema: elementos básicos e
teúdo, miúdo, recaída, juíza, cafeína, saída e paraíso. significativos
Tem-se um caso especial de acentuação de hiatos 2) Afixos (prefixos, sufixos), desinência, vo-
com as vogais -i e -u. gal temática: elementos modificadores da significa-
(CNJ / ANALISTA/ CESPE)A mesma regra de ção dos primeiros
acentuação gráfica, justifica o emprego de acento grá- 3) Vogal de ligação, consoante de liga-
ficonas palavras “construída” e “possíveis”. ção: elementos de ligação ou eufônicos.
Raiz

14
Apostila TJ-TO

É o elemento originário e irredutível em que se que a- e -ar são morfemas capazes de operar mu-
concentra a significação das palavras, consideradas dança de classe gramatical na palavra a que são ane-
do ângulohistórico. É a raiz que encerra o sentido ge- xados.
ral, comum às palavras da mesma família etimológica.
Observe o exemplo:
Quando são colocados antes do radical, como acon-
Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a sig- tece com "a-", os afixos recebem o nome de prefi-
nificação geral de causar dano, e a ela se prendem, xos. Quando, como "-ar", surgem depois do radical,
pela origem comum, as palavras nocivo, nocividade, os afixos são chamados de sufixos. Veja os exem-
inocente, inocentar, inócuo, etc. plos:
Obs.: uma raiz pode sofrer alterações. Veja
o exemplo: Prefixo Radical Sufixo

at-o at-or in at ivo

at-ivo aç-ão em ecer


pobr

ac-ionar
inter nacion al
Radical
Desinências
Observe o seguinte grupo de palavras:
Desinências são os elementos terminais indi-
cativos das flexões das palavras. Existem dois tipos:
livr- o
Desinências Nominais: indicam as flexões
de gênero (masculino e feminino) e denúmero(singu-
livr- inho
lar e plural) dos nomes.

livr- eiro Exemplos:

livr- eco alun-o aluno-s

Você reparou que há um elementoco- alun-a aluna-s


mumnesse grupo?
Você reparou que o elemento livr serve de
base para o significado? Esse elemento é chamado
de radical (ou semantema).
Observação: só podemos falar
Radical: elemento básico e significativo das pa- em desinências nominais de gêneros e
lavras, consideradas sob o aspecto gramatical e prá- de números em palavras que admitem
tico. É encontrado através do despojo dos elementos tais flexões, como nos exemplos
secundários (quando houver) da palavra. acima. Em palavras
Por Exemplo: como mesa, tribo, telefonema, por
exemplo, não temos desinência nomi-
cert-o nal de gênero. Já em pires, lápis, ôni-
cert-eza bus não temos desinência nominal de
in-cert-eza número.
Afixos
Afixos são elementos secundários (geral-
mente sem vida autônoma) que se agregam a um ra- Desinências Verbais: indicam as flexões
dical ou tema para formar palavras derivadas. Sabe- de número e pessoa e de modo e tempo dos ver-
mos que o acréscimo do morfema "-mente", por bos.
exemplo, cria uma nova palavra a partir
de "certo": certamente, advérbio de modo. De ma- Exemplos:
neira semelhante, o acréscimo dos morfemas "a-" e"-
ar" à forma "cert-" cria o verbo acertar. Observe

15
Apostila TJ-TO

Formação das Palavras


compr- compra- com-
compra-s compra-m Existem dois processos básicos pelos quais se
o mos pra-is
formam as palavras: a derivação e a composição. A
diferença entre ambos consiste basicamente em que,
com- compra- no processo de derivação, partimos sempre de um
pra-va va-s único radical, enquanto no processo de composição
sempre haverá mais de um radical.
A desinência "-o", presente em "am-o", é uma Derivação
desinência número-pessoal, pois indica que o verbo
Derivação é o processo pelo qual se obtém
está na primeira pessoa do singular; "-va", de "ama-
uma palavra nova, chamada derivada, a partir de ou-
va", é desinência modo-temporal: caracteriza uma
tra já existente, chamada primitiva. Observe o qua-
forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo, na
dro abaixo:
1ª conjugação.
Vogal Temática
Primitiva Derivada
Vogal Temática é a vogal que se junta ao radi-
cal, preparando-o para receber as desinências. Nos
mar marítimo, marinheiro, marujo
verbos, distinguem-se três vogais temáticas:

terra enterrar, terreiro, aterrar

Caracteriza os verbos da 1ª conjugação. Observamos que "mar" e "terra" não se formam


de nenhuma outra palavra, mas, ao contrário, possibi-
Exemplos: litam a formação de outras, por meio do acréscimo de
buscar, buscavas, etc um sufixo ou prefixo. Logo, mar e terra são palavras
primitivas, e as demais, derivadas.
Caracteriza os verbos da 2ª conjugação.
Tipos de Derivação
Exemplos:
Derivação Prefixal ou Prefixação
romper, rompemos, etc.
Resulta do acréscimo de prefixo à palavra pri-
mitiva, que tem o seu significado alterado. Veja os
exemplos:

Caracteriza os verbos da 3ª conjugação. crer- descrer


ler- reler
Exemplos: capaz- incapaz
proibir, proibirá, etc. Derivação Sufixal ou Sufixação
Tema Resulta de acréscimo de sufixo à palavra pri-
Tema é o grupo formado pelo radical mais vo- mitiva, que pode sofrer alteração de significado ou
gal temática. Nos verbos citados acima, os temas são: mudança de classe gramatical.
Por Exemplo:
busca-, rompe-, proibi-
alfabetização
Vogais e Consoantes de Ligação
No exemplo acima, o sufixo -ção transforma
As vogais e consoantes de ligação são morfe-
em substantivo o verbo alfabetizar. Este, por sua
mas que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para
vez, já é derivado do substantivo alfabeto pelo acrés-
facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma de-
cimo do sufixo -izar.
terminada palavra.
Exemplo: A derivação sufixal pode ser:
a) Nominal, formando substantivos e adjetivos.
parisiense (paris= radical, ense=sufixo,
vogal de ligação=i) Por Exemplo:
Outros exemplos: papel – papelaria
gas-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cra- riso - risonho
cia, pau-l-ada, cafe-t-eira, cha-l-eira, inset-i-
cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc. b) Verbal, formando verbos.

16
Apostila TJ-TO

Por Exemplo: Derivação Regressiva


atual - atualizar Ocorre derivação regressiva quando uma pala-
vra é formada não por acréscimo, mas por redução.
c) Adverbial, formando advérbios de modo.
Exemplos:
Por Exemplo:
feliz - felizmente comprar beijar
Derivação Parassintética ou Parassíntese (verbo) (verbo)
Ocorre quando a palavra derivada resulta do
acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra com-
beijo (subs-
primitiva. Por meio da parassíntese formam-se nomes pra (subs-
tantivo)
(substantivos e adjetivos) e verbos. tantivo)

Considere o adjetivo " triste". Do radical "trist-


" formamos o verbo entristecer através da junção si-
multânea do prefixo "en-" e do sufixo "-ecer". A pre-
sença de apenas um desses afixos não é suficiente
para formar uma nova palavra, pois em nossa língua
Saiba que:
não existem as palavras "entriste", nem "tristecer".
Para descobrirmos se um substantivo deriva
Exemplos:
de um verbo ou se ocorre o contrário, podemos se-
guir a seguinte orientação:
Palavra Pre- Radi- Palavra For-
Sufixo - Se o substantivo denota ação, será pala-
Inicial fixo cal mada vra derivada, e o verbo palavra primitiva.
- Se o nome denota algum objeto ou subs-
mudo e mud ecer emudecer tância, verifica-se o contrário.
Vamos observar os exemplos acima: com-
alma des alm ado desalmado pra e beijo indicam ações, logo, são palavras de-
rivadas. O mesmo não ocorre, porém, com a pala-
vra âncora, que é um objeto. Neste caso, um subs-
tantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar.

Atenção! Por derivação regressiva, formam-se basica-


mente substantivos a partir de verbos. Por isso, rece-
Não devemos confundir deriva- bem o nome de substantivos deverbais. Note que
ção parassintética, em que o acrés- na linguagem popular, são frequentes os exemplos de
cimo de sufixo e de prefixo é obriga- palavras formadas por derivação regressiva. Veja:
toriamente simultâneo, com casos
como os das palavras desvaloriza- o portuga (de português)
ção e desigualdade. Nessas palavras, o boteco (de botequim)
os afixos são acoplados em seqüên-
cia: desvalorização provém de des- o comuna (de comunista)
valorizar, que provém desvalorizar, Ou ainda:
que por sua vez provém de valor.
agito (de agitar)
É impossível fazer o mesmo com pa-
lavras formadas por parassíntese: amasso (de amassar)
não se pode dizer que expropriar pro- chego (de chegar)
vém de "propriar" ou de "expróprio",
pois tais palavras não existem.
Logo, expropriar provém diretamente Obs.: o processo normal é criar
de próprio, pelo acréscimo concomi- um verbo a partir de um substantivo. Na deri-
tante de prefixo e sufixo. vação regressiva, a língua procede em sen-
tido inverso: forma o substantivo a partir
do verbo.

17
Apostila TJ-TO

Derivação Imprópria
A derivação imprópria ocorre quando determi- Observação: os processos de
nada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou su- derivação vistos anteriormente fazem
pressão em sua forma, muda de classe gramatical. parte da Morfologia porque implicam
Neste processo: alterações na forma das palavras. No
entanto, a derivação imprópria lida ba-
1) Os adjetivos passam a substantivos sicamente com seu significado, o que
Por Exemplo: acaba caracterizando um processo se-
mântico. Por essa razão, entendemos
Os bons serão contemplados. o motivo pelo qual é denominada "im-
2) Os particípios passam a substanti- própria".
vos ou adjetivos
Por Exemplo:
Aquele garoto alcançou umfeitopas- Composição
sandono concurso. Composição é o processo que forma palavras
3) Os infinitivos passam a substantivos compostas, a partir da junção de dois ou mais radi-
cais. Existem dois tipos:
Por Exemplo:
Composição por Justaposição
O andar de Roberta era fascinante.
Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radi-
O badalar dos sinos soou na cidadezinha. cais, não ocorre alteração fonética.
4) Os substantivos passam a adjetivos Exemplos:
Por Exemplo: passatempo, quinta-feira, girassol, couve-flor
O funcionário fantasma foi despedido.
O menino prodígio resolveu o problema.
Obs.: em "girassol" houve uma altera-
5) Os adjetivos passam a advérbios ção na grafia (acréscimo de um "s") justa-
mente para manter inalterada a sonoridade
Por Exemplo:
da palavra.
Falei baixo para que ninguém escutasse.
6) Palavras invariáveis passam a substanti-
vos
Por Exemplo: Composição por Aglutinação
Não entendo o porquê disso tudo. Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais,
7) Substantivos próprios tornam-se comuns. ocorre supressão de um ou mais de seus elementos
fonéticos.
Por Exemplo:
Exemplos:
Aquele coordenador é um caxias!
embora (em boa hora)
(chefe severo e exigente)
fidalgo (filho de algo - referindo-se à família
nobre)
hidrelétrico (hidro + elétrico)
planalto (plano alto)

Obs.: ao aglutinarem-se, os componen-


tes subordinam-se a um só acento tônico, o
do último componente.

Redução

18
Apostila TJ-TO

Algumas palavras apresentam, ao lado de sua analogia, análise, anagrama, anacrônico


forma plena, uma forma reduzida. Observe:
anfi- : Em redor, em torno, de um e outro lado,
auto - por automóvel
duplicidade. Exemplos:
cine - por cinema
anfiteatro, anfíbio, anfibologia
micro - por microcomputador
anti- : Oposição, ação contrária. Exemplos:
Zé - por José
antídoto, antipatia, antagonista, antítese
Como exemplo de redução ou simplificação de
palavras, podem ser citadas também as siglas, muito apo- : Afastamento, separação. Exemplos:
frequentes na comunicação atual. (Se desejar, veja apoteose, apóstolo, apocalipse, apologia
mais sobre siglas na seção "Extras" -> Abreviaturas
e Siglas) arqui-, arce- : Superioridade hierárquica, pri-
mazia, excesso. Exemplos:
Hibridismo
arquiduque,arquétipo, arcebispo, arqui-
Ocorre hibridismo na palavra em cuja forma-
ção entram elementos de línguas diferentes. milionário

Por Exemplo: cata- : Movimento de cima para baixo. Exem-


plos:
auto (grego) + móvel (latim)
cataplasma, catálogo, catarata
Onomatopeia
di-: Duplicidade. Exemplos:
Numerosas palavras devem sua origem a uma
tendência constante da fala humana para imitar as vo- dissílabo, ditongo, dilema
zes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são
dia- : Movimento através de, afastamento.
vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons
e as vozes dos seres. Exemplos:
Exemplos: diálogo, diagonal, diafragma, diagrama
miau, zum-zum, piar, tinir, urrar, chocalhar, dis- : Dificuldade, privação. Exemplos :
cocoricar, etc.
dispneia, disenteria, dispepsia, disfasia
Prefixos
ec-, ex-, exo-, ecto- : Movimento para fora.
Os prefixos são morfemas que se colocam an-
tes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes Exemplos:
o sentido; raramente esses morfemas produzem mu-
eclipse, êxodo, ectoderma, exorcismo
dança de classe gramatical.
Os prefixos ocorrentes em palavras portugue- en-, em-, e-: Posição interior, movimento para
sas se originam do latim e do grego, línguas em que dentro.
funcionavam como preposições ou advérbios, logo, Exemplos:
como vocábulos autônomos. Alguns prefixos foram
pouco ou nada produtivos em português. Outros, por encéfalo, embrião, elipse, entusiasmo
sua vez, tiveram grande utilidade na formação de no- endo- : Movimento para dentro. Exemplos:
vas palavras. Veja os exemplos:
endovenoso, endocarpo, endosmose
a- , contra- , des- , em- (ou en-) , es- , entre- epi- : Posição superior, movimento para.
re- , sub- , super- , anti-
Exemplos:
Prefixos de Origem Grega epiderme, epílogo, epidemia, epitáfio
eu- : Excelência, perfeição, bondade.
a-, an-: Afastamento, privação, negação, insu-
ficiência, carência. Exemplos: Exemplos:

anônimo, amoral, ateu, afônico eufemismo, euforia, eucaristia, eufonia

ana- : Inversão, mudança, repetição. Exem- hemi- : Metade, meio. Exemplos:


plos: hemisfério, hemistíquio, hemiplégico

19
Apostila TJ-TO

hiper- : Posição superior, excesso. Exem- adjunto,advogado, advir, aposto


plos:
ante- : Anterioridade, procedência.
hipertensão, hipérbole, hipertrofia
Exemplos:
hipo- : Posição inferior, escassez. Exemplos:
antebraço, antessala, anteontem, antever
hipocrisia, hipótese, hipodérmico
ambi- : Duplicidade.
meta- : Mudança, sucessão. Exemplos:
Exemplos:
metamorfose, metáfora, metacarpo
ambidestro, ambiente, ambiguidade,
para- : Proximidade, semelhança, intensi- ambivalente
dade.
ben(e)-, bem- : Bem, excelência de fato ou
Exemplos: ação.
paralelo, parasita, paradoxo, paradigma Exemplos: benefício, bendito
peri- : Movimento ou posição em torno de. bis-, bi-: Repetição, duas vezes.
Exemplos: Exemplos: bisneto, bimestral, bisavô, bis-
coito
periferia, peripécia, período, periscópio
circu(m) - : Movimento em torno.
pro- : Posição em frente, anterioridade.
Exemplos: circunferência, circunscrito, cir-
Exemplos: culação
prólogo, prognóstico, profeta, programa cis- : Posição aquém.
pros- : Adjunção, em adição a. Exemplos: cisalpino, cisplatino, cisandino
Exemplos: co-, con-, com- : Companhia, concomitân-
prosélito, prosódia cia.
Exemplos: colégio, cooperativa, condutor
proto- : Início, começo, anterioridade.
contra- : Oposição.
Exemplos:
Exemplos: contrapeso, contrapor, contra-
proto-história, protótipo, protomártir
dizer
poli- : Multiplicidade. de- : Movimento de cima para baixo, separa-
Exemplos: ção, negação.
polissílabo, polissíndeto, politeísmo Exemplos: decapitar, decair, depor

sin-, sim- : Simultaneidade, companhia. de(s)-, di(s)- : Negação, ação contrária, sepa-
ração.
Exemplos:
Exemplos: desventura, discórdia, discus-
síntese, sinfonia, simpatia, sinopse são
tele- : Distância, afastamento. e-, es-, ex- : Movimento para fora.
Exemplos: Exemplos: excêntrico, evasão, exportação,
expelir
televisão, telepatia, telégrafo
en-, em-, in- : Movimento para dentro, passa-
gem para um estado ou forma, revestimento.
Prefixos de Origem Latina
Exemplos: imergir, enterrar, embeber, in-
a-, ab-, abs- : Afastamento, separação. jetar, importar

Exemplos: extra- : Posição exterior, excesso.

aversão, abuso, abstinência, abstração Exemplos: extradição, extraordinário, ex-


traviar
a-, ad- : Aproximação, movimento para junto.
i-, in-, im- : Sentido contrário, privação, nega-
Exemplos: ção.

20
Apostila TJ-TO

Exemplos: ilegal, impossível, improdutivo ultra- : Posição além do limite, excesso.


inter-, entre- : Posição intermediária. Exemplos: ultrapassar, ultrarromantismo,
ultrassom, ultraleve, ultravioleta
Exemplos: internacional, interplanetário
vice-, vis- : Em lugar de.
intra- : Posição interior.
Exemplos: vice-presidente, visconde, vice-
Exemplos: - intramuscular, intravenoso, in-
almirante
traverbal
intro- : Movimento para dentro. Quadro de Correspondência entre Prefixos
Exemplos: introduzir, introvertido, intros- Gregos e Latinos
pectivo
justa- : Posição ao lado. PREFIXOS PREFI-
Exemplos: justapor, justalinear XOS LA- SIGNIFICADO EXEMPLOS
GREGOS TINOS
ob-, o- : Posição em frente, oposição.
Exemplos: obstruir, ofuscar, ocupar, obs- a, an des, privação, anarquia, de-
táculo sigual, ina-
in negação
per- : Movimento através. tivo
Exemplos: percorrer, perplexo, perfurar,
perverter anti contra oposição, antibiótico,
pos- : Posterioridade. contraditório
ação contrária
Exemplos: pospor, posterior, pós-gradu-
ado anfi ambi duplicidade, de um anfiteatro,
pre- : Anterioridade . e outro lado, em ambivalente
torno
Exemplos: prefácio, prever, prefixo, preli-
minar
apo ab afastamento, se- apo-
pro- : Movimento para frente.
paração geu, abstrair
Exemplos: progresso, promover, prosse-
guir, projeção
di bi(s) duplicidade dissílabo, bi-
re- : Repetição, reciprocidade. campeão
Exemplos: rever, reduzir, rebater, reatar
retro- : Movimento para trás. dia, trans movimento através diálogo,
transmitir
Exemplos: retrospectiva, retrocesso, retro- meta
agir, retrógrado
so-, sob-, sub-, su- : Movimento de baixo e(n)(m) i(n)(m)(r) movimento para encéfalo, in-
para cima, inferioridade. dentro gerir, irrom-
Exemplos: soterrar, sobpor, subestimar per

super-, supra-, sobre- : Posição superior, ex-


cesso. endo intra movimento para endovenoso,
dentro, posição in- intramuscu-
Exemplos: supercílio, supérfluo
terior lar
soto-, sota- : Posição inferior.
Exemplos: soto-mestre, sota-voga, soto- e(c)(x) e(s)(x) movimento para êxodo, ex-
pôr fora, mudança de cêntrico, es-
trans-, tras-, tres-, tra- : Movimento para estado tender
além, movimento através.
Exemplos: transatlântico, tresnoitar, tradi-
ção

21
Apostila TJ-TO

epi, supra posição superior, epílogo, su- -ância - abundância -mento - casamento
excesso pervisão, hi-
super, hi-
pérbole, su- -ção - emoção -são - compreensão
per
pradito
-dão - solidão -tude - amplitude
eu bene excelência, perfei- eufemismo,
ção, bondade benéfico -ença - presença -ura - formatura

hemi semi divisão em hemis- Sufixos que formam nomes de agente


duas partes fério, semi-
círculo
-ário(a) -secretário -or - lutador

hipo sub posição inferior hipodér- -eiro(a) - ferreiro -nte - feirante


mico, sub-
marino -ista - manobrista

para ad proximidade, ad- paralelo, ad-


Além dos sufixos acima, tem-se:
junção jacência
Sufixos que formam nomes de lugar, depo-
peri circum em torno de periferia, cir- sitório
cunferência
-aria - churrascaria -or - corredor
cata de movimento para catavento,
baixo derrubar -ário - herbanário -tério - cemitério

si(n)(m) cum sinfonia, si- -eiro - açucareiro -tório - dormitório


simultaneidade,
companhia logeu, cúm-
plice -il - covil

Sufixos
Sufixos que formam nomes indicadores de
Sufixos são elementos (isoladamente insignifi- abundância, aglomeração, coleção
cativos) que, acrescentados a um radical, formam
nova palavra. Sua principal característica é a mu-
dança de classe gramatical que geralmente opera. -ario(a) - casario, infan-
-aço - ricaço
Dessa forma, podemos utilizar o significado de taria
um verbo num contexto em que se deve usar
um substantivo, por exemplo. -ada - papelada -edo - arvoredo
Como o sufixo é colocado depois do radical, a
ele são incorporadas as desinências que indicam as -agem - folhagem -eria - correria
flexões das palavras variáveis. Existem dois grupos
de sufixos formadores de substantivos extremamente -al - capinzal -io - mulherio
importantes para o funcionamento da língua. São os
que formam nomes de ação e os que formam nomes -ame - gentame -ume - negrume
de agente.
Sufixos que formam nomes de ação Sufixos que formam nomes técnicos usa-
dos na ciência
-ada - caminhada -ez(a) - sensatez, beleza
bronquite, hepatite (infla-
-ite
-ança - mudança -ismo - civismo mação)

22
Apostila TJ-TO

mioma, epitelioma, carci- -ático - problemático -il - febril


-oma
noma (tumores)
-az - mordaz -ino - cristalino
sulfato, cloreto, sul-
-ato, eto, ito
fito (sais)
-engo - mulherengo -ivo - lucrativo
cafeína, codeína (alcaloi-
-ina -enho - ferrenho -onho - tristonho
des, álcalis artificiais)

fenol, naftol (derivado de -eno - terreno -oso - bondoso


-ol
hidrocarboneto)
-udo - barrigudo
-ite amotite (fósseis)

b) de verbos
-ito granito (pedra)

morfema, fonema, se- SUFIXO SENTIDO EXEMPLIFI-


-ema mema, semantema (ci- CAÇÃO
ência linguística)
-a)(e)(i)nte ação, qualidade, es- semelhante,
-io - sódio, potás- tado doente, se-
sio, selênio (corpos sim- guinte
ples)
-(á)(í)vel possibilidade de prati- louvável, pere-
car ou sofrer uma cível, punível
Sufixo que forma nomes de religião, doutri-
ação
nas filosóficas, sistemas políticos

-io, -(t)ivo ação referência, modo tardio, afirma-


budismo de ser tivo, pensativo
-ismo kantismo
comunismo
-(d)iço, - possibilidade de prati- movediço,
(t)ício car ou sofrer uma quebradiço,
ação, referência factício
SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS
-(d)ouro, ação, pertinência casadouro,
a) de substantivos preparatório
-(t)ório

-ento - cruento
SUFIXOS ADVERBIAIS
-ado - barbado -eo - róseo Na Língua Portuguesa, existe apenas um único
sufixo adverbial: É o sufixo "-mente", derivado do
substantivo feminino latino mens, mentis que pode
-áceo(a) - herbáceo, lilá- significar "a mente, o espírito, o intento".Este sufixo
-esco - pitoresco
ceas juntou-se a adjetivos, na forma feminina, para indicar
circunstâncias, especialmente a de modo.
-aico - prosaico -este - agreste Exemplos:
altiva-mente, brava-mente, bondosa-
-al - anual -estre - terrestre mente, nervosa-mente, fraca-mente, pia-
mente
-ar - escolar -ício - alimentício
Já os advérbios que se derivam de adjetivos
terminados em –ês (burgues-mente, portugues-
-ário - diário, ordinário -ico - geométrico mente, etc.) não seguem esta regra, pois esses adje-
tivos eram outrora uniformes.

23
Apostila TJ-TO

Exemplos: Observe este quadro de sufixos verbais:


cabrito montês / cabrita montês.
SUFI- SENTIDO EXEMPLOS
SUFIXOS VERBAIS
XOS
Os sufixos verbais agregam-se, via de regra, ao
radical de substantivos e adjetivos para formar novos -ear Freqüentativo cabecear,
verbos.
durativo folhear
Em geral, os verbos novos da língua formam-
se pelo acréscimo da terminação-ar.
-ejar frequentativo, gotejar,
Exemplos:
durativo velejar
esqui-ar; radiograf-ar; (a)doç-ar; nivel-
ar; (a)fin-ar; telefon-ar; (a)portugues-ar.
-entar factitivo aformosentar,
Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prá- amolentar
tica de ação. Veja:
-ar: cruzar, analisar, limpar -(i)ficar factitivo clarificar, dignifi-
car
-ear: guerrear, golear
-entar: afugentar, amamentar -icar frequentativo-diminu- bebericar, depe-
tivo nicar
-ficar: dignificar, liquidificar
-izar: finalizar, organizar -ilhar frequentativo-diminu- dedilhar, fervi-
tivo lhar

-inhar frequentativo-diminu- escrevinhar, cus-


Observações: tivo-pejorativo pinhar

Verbo Frequentativo: é aquele que


-iscar frequentativo-diminu- chuviscar, lam-
traduz ação repetida.
tivo biscar
Verbo Factitivo: é aquele que en-
volve idéia de fazer ou causar. -itar frequentativo-diminu- dormitar, saltitar
Verbo Diminutivo: é aquele que tivo
exprime ação pouco intensa.
-izar factitivo civilizar, utilizar

Radicais Gregos
Radicais Gregos
O conhecimento dos radicais gregos é de indiscutível importância para a exata compreensão e fácil
memorização de inúmeras palavras. Apresentamos a seguir duas relações de radicais gregos. A primeira
agrupa os elementos formadores que normalmente são colocados no início dos compostos, a segunda
agrupa aqueles que costumam surgir na parte final.
Radicais que atuam como primeiro elemento

Forma Sentido Exemplos

Aéros- ar Aeronave

Ánthropos- homem Antropófago

24
Apostila TJ-TO

Autós- de si mesmo Autobiografia

Bíblion- livro Biblioteca

Bíos- vida Biologia

Chróma- cor Cromático

Chrónos- tempo Cronômetro

Dáktyilos- dedo Dactilografia

Déka- dez Decassílabo

Démos- povo Democracia

Eléktron- (âmbar) Eletricidade Eletroímã

Ethnos- raça Etnia

Géo- terra Geografia

Héteros- outro Heterogêneo

Hexa- seis Hexágono

Híppos- cavalo Hipopótamo

Ichthýs- peixe Ictiografia

Ísos- igual Isósceles

Makrós- grande, longo Macróbio

Mégas- grande Megalomaníaco

Mikrós- pequeno Micróbio

Mónos- um só Monocultura

Nekrós- morto Necrotério

Néos- novo Neolatino

Odóntos- dente Odontologia

25
Apostila TJ-TO

Ophthalmós- olho Oftalmologia

Ónoma- nome Onomatopeia

Orthós- reto, justo Ortografia

Pan- todos, tudo Pan-americano

Páthos- doença Patologia

Penta- cinco Pentágono

Polýs- muito Poliglota

Pótamos- rio Potamologia

Pséudos- falso Pseudônimo

Psiché- mente Psicologia

Riza- raiz Rizotônico

Techné- arte Tecnografia

Thermós- quente Térmico

Tetra- quatro Tetraedro

Týpos- figura, marca Tipografia

Tópos- lugar Topografia

Zóon- Animal Zoologia

Radicais que atuam como segundo elemento:

Forma Sentido Exemplos

-agogós Que conduz Pedagogo

álgos Dor Analgésico

-arché Comando, governo Monarquia

26
Apostila TJ-TO

-dóxa Que opina Ortodoxo

-drómos Lugar para correr Hipódromo

-gámos Casamento Poligamia

-glótta; -glóssa Língua Poliglota, glossário

-gonía Ângulo Pentágono

-grápho Escrita Ortografia

-grafo Que escreve Calígrafo

-grámma Escrito, peso Telegrama, quilograma

-krátos Poder Democracia

-lógos Palavra, estudo Diálogo

-mancia Adivinhação Cartomancia

-métron Que mede Quilômetro

-nómos Que regula Autônomo

-pólis; Cidade Petrópolis

-pterón Asa Helicóptero

-skopéo Instrumento para ver Microscópio

-sophós Sabedoria Filosofia

-théke Lugar onde se guarda Biblioteca

Radicais Latinos
Radicais que atuam como primeiro elemento:

Forma Sentido Exemplo

Agri Campo Agricultura

27
Apostila TJ-TO

Ambi Ambos Ambidestro

Arbori- Árvore Arborícola

Bis-, bi- Duas vezes Bípede, bisavô

Calori- Calor Calorífero

Cruci- cruz Crucifixo

Curvi- curvo Curvilíneo

Equi- igual Equilátero, equidistante

Ferri-, ferro- ferro Ferrífero, ferrovia

Loco- lugar Locomotiva

Morti- morte Mortífero

Multi- muito Multiforme

Olei-, oleo- Azeite, óleo Oleígeno, oleoduto

Oni- todo Onipotente

Pedi- pé Pedilúvio

Pisci- peixe Piscicultor

Pluri- Muitos, vários Pluriforme

Quadri-, quadru- quatro Quadrúpede

Reti- reto Retilíneo

Semi- metade Semimorto

Tri- Três Tricolor

Radicais que atuam como segundo elemento:

Forma Sentido Exemplos

28
Apostila TJ-TO

-cida Que mata Suicida, homicida

-cola Que cultiva, ou habita Arborícola, vinícola, silvícola

-cultura Ato de cultivar Piscicultura, apicultura

-fero Que contém, ou produz Aurífero, carbonífero

-fico Que faz, ou produz Benefício, frigorífico

-forme Que tem forma de Uniforme, cuneiforme

-fugo Que foge, ou faz fugir Centrífugo, febrífugo

-gero Que contém, ou produz Belígero, armígero

-paro Que produz Ovíparo, multíparo

-pede Pé Velocípede, palmípede

-sono Que soa Uníssono, horríssono

-vomo Que expele Ignívomo, fumívomo

-voro Que come Carnívoro, herbívoro

29
Apostila TJ-TO
CAPÍTULO 5– MORFOLOGIA 4- que equivale a um substantivo, ou que o traz
implícito: onde é que está a ideia substantiva no meio
desses adjetivos?(CNT) . Nm
EMPREGO DAS CLASSES GRAMATICAIS
5- palavra que por si só designa a substância,
1- SUBSTANTIVO ou seja, um ser real ou metafísico; palavra com que
se nomeiam os seres, atos ou conceitos; nome: Há-
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um kodesh é na origem um substantivo feminino
nome. Substantivo é a classe gramatical de palavras (VEJ); Planctus era um particípio passado e não um
variáveis, as quais denominam os seres. Além de ob- substantivo (ACM)
jetos, pessoas e fenômenos, os substantivos também
nomeiam: Classificação dos Substantivos
-lugares: Alemanha, Porto Alegre... 1- Substantivos Comuns e Próprios
-sentimentos: raiva, amor... Observe a definição:
-estados: alegria, tristeza...
s.f. 1: Povoação maior que vila, com mui-
-qualidades: honestidade, sinceridade... tas casas e edifícios, dispostos em ruas e aveni-
-ações: corrida, pescaria... das (no Brasil, toda a sede de município é ci-
dade). 2. O centro de uma cidade (em oposição
aos bairros).
Morfossintaxe do substantivo
Nas orações de língua portuguesa, o subs- Qualquer "povoação maior que vila, com muitas
tantivo em geral exerce funções diretamente re- casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas" será
lacionadas com o verbo: atua como núcleo do chamadacidade. Isso significa que a palavra ci-
sujeito, dos complementos verbais (objeto direto dade é um substantivo comum.
ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda
funcionar como núcleo do complemento nominal Substantivo Comum: é aquele que designa os
ou do aposto, como núcleo do predicativo do su- seres de uma mesma espécie de forma genérica.
jeito ou do objeto ou como núcleo do vocativo. Por exemplo:
Também encontramos substantivos como nú-
cleos de adjuntos adnominais e de adjuntos ad- cidade, menino, homem, mulher, país,
verbiais - quando essas funções são desempe- cachorro.
nhadas por grupos de palavras.
Estamos voando para Barcelona.
Você sabia que a palavra substantivo também
pode ser um adjetivo? O substantivo Barcelona designa apenas um
Reproduzimos a seguir o verbete substantivo, ser da espécie cidade. Esse substantivo é próprio.
do Dicionário de usos do português do Brasil, de Fran- Substantivo Próprio: é aquele que designa os
cisco S. Borba. Observe que as quatro primeiras seres de uma mesma espécie de forma particular.
acepções se referem à palavra em sua atuação como
adjetivo. Por exemplo:
Substantivo Adj [Qualificador de nome não Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
animado]
2 - Substantivos Concretos e Abstratos
1- que tem substância ou essência: destacava-
se entre os homens hábeis daquele país o hábito de Os substantivos lâmpada e mala designam
fazer uma conversa prosseguir horas a fio, sem que a seres com existência própria, que são independentes
proposta substantiva ganhasse clara configuração de outros seres. São assim, substantivos concretos.
(REP); se olham as coisas não pelos resultados subs- Substantivo Concreto: é aquele que designa o
tantivos(VEJ); ser que existe, independentemente de outros seres.
2- essencial; profundo: eu te amo por você
mesma, de um modo substantivo e positivo(LC) Obs.: os substantivos concretos designam
seres do mundo real e do mundo imaginário.
3- fundamental; essencial: o submarino foi um
elemento adjetivo na I Guerra Mundial e substantivo Seres do mundo real: homem, mulher,
na II Guerra (VEJ) cadeira, cobra, Brasília, etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-
d'água, fantasma, etc.

30
Apostila TJ-TO

acompanhante - comitiva, cortejo, séquito;


Observe agora: alho - (quando entrelaçados) réstia, enfiada,
cambada;
Beleza exposta aluno - classe;
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo vi- amigo - (quando em assembleia) tertúlia;
sual.
animal - (em geral) piara, pandilha, (todos de
uma região) fauna, (manada de cavalgaduras) récua,
O substantivo beleza designa uma qualidade. récova, (de carga) tropa, (de carga, menos de 10) lote,
Substantivo Abstrato: é aquele que designa se- (de raça, para reprodução) plantel, (ferozes ou selva-
res que dependem de outros para se manifestar ou gens) alcateia;
existir. anjo - chusma, coro, falange, legião, teoria;
Pense bem: a beleza não existe por si só, não apetrecho - (quando de profissionais) ferra-
pode ser observada. Só podemos observar a beleza menta, instrumental;
numa pessoa ou coisa que seja bela. A beleza de-
pende de outro ser para se manifestar. Portanto, a pa- aplaudidor - (quando pagos) claque;
lavra beleza é um substantivo abstrato. arcabuzeiro - batalhão, manga, regimento;
Os substantivos abstratos designam estados, argumento - carrada, monte, montão, multi-
qualidades, ações e sentimentos dos seres, dos quais dão;
podem ser abstraídos, e sem os quais não podem
existir. arma - (quando tomadas dos inimigos) troféu;

Por exemplo: vida (estado), rapidez (quali- arroz - batelada;


dade), viagem (ação), saudade (sentimento). artista - (quando trabalham juntos) companhia,
3 - Substantivos Coletivos elenco;
árvore - (quando em linha) alameda, carreira,
Ele vinha pela estrada e foi picado por rua, souto, (quando constituem maciço) arvoredo,
uma abelha, outra abelha, mais outra abelha. bosque, (quando altas, de troncos retos a aparentar
parque artificial) malhada;
Ele vinha pela estrada e foi picado por asneira - acervo, chorrilho, enfiada, monte;
várias abelhas.
asno - manada, récova, récua;
assassino - choldra, choldraboldra;
Ele vinha pela estrada e foi picado por um
enxame. assistente - assistência;
astro - (quando reunidos a outros do mesmo
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, grupo) constelação;
foi necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra
abelha, mais outra abelha... ator - elenco;

No segundo caso, utilizaram-se duas palavras autógrafo - (quando em lista especial de cole-
no plural. ção) álbum;

No terceiro caso, empregou-se um substantivo ave - (quando em grande quantidade) bando,


no singular (enxame) para designar um conjunto de nuvem;
seres da mesma espécie (abelhas). avião - esquadrão, esquadra, esquadrilha;
O substantivo enxame é um substantivo co- bala - saraiva, saraivada;
letivo.
bandoleiro - caterva, corja, horda, malta, sú-
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum cia, turba;
que, mesmo estando no singular, designa um con-
junto de seres da mesma espécie. bêbado - corja, súcia, farândola;

Principais Substantivos e Suas Formas Co- boi - boiada, abesana, armento, cingel, jugada,
letivas: jugo, junta, manada, rebanho, tropa;

abelha - enxame, cortiço, colmeia; bomba - bateria;

abutre - bando; borboleta - boana, panapaná;

31
Apostila TJ-TO

botão - (de qualquer peça de vestuário) aboto- célula - (quando diferenciadas igualmente) te-
adura, (quando em fileira) carreira; cido;
burro - (em geral) lote, manada, récua, tropa, cereal - (em geral) fartadela, fartão, fartura,
(quando carregado) comboio; (quando em feixes) meda, moreia;
busto - (quando em coleção) galeria; cigano - bando, cabilda, pandilha;
cabelo - (em geral) chumaço, guedelha, ma- cliente - clientela, freguesia;
deixa, (conforme a separação) marrafa, trança;
coisa - (em geral) coisada, coisarada, ajunta-
cabo - cordame, cordoalha, enxárcia; mento, chusma, coleção, cópia, enfiada, (quando an-
tigas e em coleção ordenada) museu, (quando em
cabra - fato, malhada, rebanho;
lista de anotação) rol, relação, (em quantidade que se
cadeira - (quando dispostas em linha) carreira, pode abranger com os braços) braçada, (quando em
fileira, linha, renque; série) sequência, série, sequela, coleção, (quando
reunidas e sobrepostas) monte, montão, cúmulo;
cálice - baixela;
coluna - colunata, renque;
cameleiro - caravana;
cônego - cabido;
camelo - (quando em comboio) cáfila;
copo - baixela;
caminhão - frota;
corda - (em geral) cordoalha, (quando no
canção - (quando reunidas em livro) cancio-
mesmo liame) maço, (de navio) enxárcia, cordame,
neiro, (quando populares de uma região) folclore; massame, cordagem;
canhão - bateria;
correia - (em geral) correame, (de montaria)
cantilena - salsada; apeiragem;
cão - adua, cainçalha, canzoada, chusma, ma- credor - junta, assembleia;
tilha; crença - (quando populares) folclore;
capim - feixe, braçada, paveia; crente - grei, rebanho;
cardeal - (em geral) sacro colégio, (quando depredador - horda;
reunidos para a eleição do papa) conclave, (quando
reunidos sob a direção do papa) consistório; deputado - (quando oficialmente reunidos) câ-
mara, assembleia;
carneiro - chafardel, grei, malhada, oviário, re-
banho; desordeiro - caterva, corja, malta, pandilha,
súcia, troça, turba;
carro - (quando unidos para o mesmo destino)
comboio, composição, (quando em desfile) corso; diabo - legião;
carta - (em geral) correspondência; dinheiro - bolada, bolaço, disparate;
casa - (quando unidas em forma de quadrados) disco - discoteca;
quarteirão, quadra;
doze - (coisas ou animais) dúzia;
castanha - (quando assadas em fogueira) ma-
ébrio - Ver bêbado;
gusto;
égua - Ver cavalo;
cavalariano - (de cavalaria militar) piquete;
elefante - manada;
cavaleiro - cavalgada, cavalhada, tropel;
erro - barda;
cavalgadura - cáfila, manada, piara, récova,
récua, tropa, tropilha; escravo - (quando da mesma morada) sen-
zala, (quando para o mesmo destino) comboio,
cavalo - manada, tropa;
(quando aglomerados) bando;
cebola - (quando entrelaçadas pelas hastes)
escrito - (quando em homenagem a homem
cambada, enfiada, réstia;
ilustre) polianteia, (quando literários) analectos, anto-
cédula - bolada, bolaço; logia, coletânea, crestomatia, espicilégio, florilégio,
seleta;
chave - (quando num cordel ou argola) molho,
penca; espectador - (em geral) assistência, auditório,
plateia, (quando contratados para aplaudir) claque;

32
Apostila TJ-TO

espiga - (quando atadas) amarrilho, arrega- gente - (em geral) chusma, grupo, multidão,
çada, atado, atilho, braçada, fascal, feixe, gavela, lio, (quando indivíduos reles) magote, patuleia, poviléu;
molho, paveia;
grão - manípulo, manelo, manhuço, manojo,
estaca - (quando fincadas em forma de cerca) manolho, maunça, mão, punhado;
paliçada;
graveto - (quando amarrados) feixe;
estado - (quando unidos em nação) federação,
gravura - (quando selecionadas) iconoteca;
confederação, república;
estampa - (quando selecionadas) iconoteca,
(quando explicativas) atlas; habitante - (em geral) povo, população,
(quando de aldeia, de lugarejo) povoação;
estátua - (quando selecionadas) galeria;
herói - falange;
estrela - (quando cientificamente agrupadas)
constelação, (quando em quantidade) acervo, hiena - alcateia;
(quando em grande quantidade) miríade;
hino - hinário;
estudante - (quando da mesma escola) classe,
ilha - arquipélago;
turma, (quando em grupo cantam ou tocam) estudan-
tina, (quando em excursão dão concertos) tuna, imigrante - (quando em trânsito) leva, (quando
(quando vivem na mesma casa) república; radicados) colônia;
fazenda - (quando comerciáveis) sortimento; índio - (quando formam bando) maloca,
feiticeiro - (quando em assembleia secreta) (quando em nação) tribo;
conciliábulo; instrumento - (quando em coleção ou série)
feno - braçada, braçado; jogo, ( quando cirúrgicos) aparelho, (quando de artes
e ofícios) ferramenta, (quando de trabalho grosseiro,
filme - filmoteca, cinemoteca; modesto) tralha;
fio - (quando dobrado) meada, mecha, (quando inseto - (quando nocivos) praga, (quando em
metálicos e reunidos em feixe) cabo; grande quantidade) miríade, nuvem, (quando se des-
locam em sucessão) correição;
flecha - (quando caem do ar, em porção) sa-
raiva, saraivada; javali - alcateia, malhada, vara;
flor - (quando atadas) antologia, arregaçada, jornal - hemeroteca;
braçada, fascículo, feixe, festão, capela, grinalda, ra-
jumento - récova, récua;
malhete, buquê, (quando no mesmo pedúnculo) ca-
cho; jurado - júri, conselho de sentença, corpo de
foguete - (quando agrupados em roda ou num jurados;
travessão) girândola; ladrão - bando, cáfila, malta, quadrilha, tropa,
força naval - armada; pandilha;

força terrestre - exército; lâmpada - (quando em fileira) carreira, (quando


dispostas numa espécie de lustre) lampadário;
formiga - cordão, correição, formigueiro;
leão - alcateia;
frade - (quanto ao local em que moram) comu-
lei - (quando reunidas cientificamente) código,
nidade, convento;
consolidação, corpo, (quando colhidas aqui e ali) com-
frase - (quando desconexas) apontoado; pilação;
freguês - clientela, freguesia; leitão - (quando nascidos de um só parto) leite-
gada;
fruta - (quando ligadas ao mesmo pedúnculo)
cacho, (quanto à totalidade das colhidas num ano) co- livro - (quando amontoados) chusma, pilha,
lheita, safra; ruma, (quando heterogêneos) choldraboldra, salga-
lhada, (quando reunidos para consulta) biblioteca,
fumo - malhada;
(quando reunidos para venda) livraria, (quando em
gafanhoto - nuvem, praga; lista metódica) catálogo;
garoto - cambada, bando, chusma; lobo - alcateia, caterva;
gato - cambada, gatarrada, gataria; macaco - bando, capela;

33
Apostila TJ-TO

malfeitor - (em geral) bando, canalha, choldra, osso - (em geral) ossada, ossaria, ossama,
corja, hoste, joldra, malta, matilha, matula, pandilha, (quando de um cadáver) esqueleto;
(quando organizados) quadrilha, sequela, súcia,
ouvinte - auditório;
tropa;
ovelha - (em geral) rebanho, grei, chafardel,
maltrapilho - farândola, grupo;
malhada, oviário;
mantimento - (em geral) sortimento, provisão,
ovo - (os postos por uma ave durante certo
(quando em saco, em alforge) matula, farnel, (quando
tempo) postura, (quando no ninho) ninhada;
em cômodo especial) despensa;
padre - clero, clerezia;
mapa - (quando ordenados num volume) atlas,
(quando selecionados) mapoteca; palavra - (em geral) vocabulário, (quando em
ordem alfabética e seguida de significação) dicionário,
máquina - maquinaria, maquinismo;
léxico, (quando proferidas sem nexo) palavrório;
marinheiro - marujada, marinhagem, compa-
pancada - pancadaria;
nha, equipagem, tripulação;
pantera - alcateia;
médico - (quando em conferência sobre o es-
tado de um enfermo) junta; papel - (quando no mesmo liame) bloco, maço,
(em sentido lato, de folhas ligadas e em sentido es-
menino - (em geral) grupo, bando, (depreciati-
trito, de 5 folhas) caderno, (5 cadernos) mão, (20
vamente) chusma, cambada;
mãos) resma, (10 resmas) bala;
mentira - (quando em sequência) enfiada;
parente - (em geral) família, parentela, paren-
mercadoria - sortimento, provisão; talha, (em reunião) tertúlia;
mercenário - mesnada; partidário - facção, partido, torcida;
metal - (quando entra na construção de uma partido político - (quando unidos para um
obra ou artefato) ferragem; mesmo fim) coligação, aliança, coalizão, liga;
ministro - (quando de um mesmo governo) mi- pássaro - passaredo, passarada;
nistério, (quando reunidos oficialmente) conselho;
passarinho - nuvem, bando;
montanha - cordilheira, serra, serrania;
pau - (quando amarrados) feixe, (quando
mosca - moscaria, mosquedo; amontoados) pilha, (quando fincados ou unidos em
cerca) bastida, paliçada;
móvel - mobília, aparelho, trem;
peça - (quando devem aparecer juntas na
música - (quanto a quem a conhece) repertó-
mesa) baixela, serviço, (quando artigos comerciáveis,
rio;
em volume para transporte) fardo, (em grande quanti-
músico - (quando com instrumento) banda, dade) magote, (quando pertencentes à artilharia) ba-
charanga, filarmônica, orquestra; teria, (de roupas, quando enroladas) trouxa, (quando
pequenas e cosidas umas às outras para não se ex-
nação - (quando unidas para o mesmo fim) ali-
traviarem na lavagem) apontoado, (quando literárias)
ança, coligação, confederação, federação, liga, união; antologia, florilégio, seleta, silva, crestomatia, coletâ-
navio - (em geral) frota, (quando de guerra) nea, miscelânea;
frota, flotilha, esquadra, armada, marinha, (quando peixe - (em geral e quando na água) cardume,
reunidos para o mesmo destino) comboio;
(quando miúdos) boana, (quando em viveiro) aquário,
nome - lista, rol; (quando em fileira) cambada, espicha, enfiada,
(quando à tona) banco, manta;
nota - (na acepção de dinheiro) bolada, bolaço,
maço, pacote, (na acepção de produção literária, ci- pena - (quando de ave) plumagem;
entífica) comentário; pessoa - (em geral) aglomeração, banda,
objeto - Ver coisa; bando, chusma, colmeia, gente, legião, leva, maré,
massa, mó, mole, multidão, pessoal, roda, rolo, troço,
onda - (quando grandes e encapeladas) ma- tropel, turba, turma, (quando reles) corja, caterva,
rouço; choldra, farândola, récua, súcia, (quando em serviço,
órgão - (quando concorrem para uma mesma em navio ou avião) tripulação, (quando em acompa-
função) aparelho, sistema; nhamento solene) comitiva, cortejo, préstito, procis-
são, séquito, teoria, (quando ilustres) plêiade, pugilo,
orquídea - (quando em viveiro) orquidário; punhado, (quando em promiscuidade) cortiço,

34
Apostila TJ-TO

(quando em passeio) caravana, (quando em assem-


bleia popular) comício, (quando reunidas para tratar
de um assunto) comissão, conselho, congresso, con- Obs.: na maioria dos casos, a forma
clave, convênio, corporação, seminário, (quando su- coletiva se constrói mediante a adaptação
jeitas ao mesmo estatuto) agremiação, associação, do sufixo conveniente: arvoredo (de árvo-
centro, clube, grêmio, liga, sindicato, sociedade; res), cabeleira (de cabelos), freguesia (de
pilha - (quando elétricas) bateria; fregueses), palavratório (de palavras), pro-
fessorado (de professores), tapeçaria (de
planta - (quando frutíferas) pomar, (quando tapetes), etc.
hortaliças, legumes) horta, (quando novas, para re-
planta) viveiro, alfobre, tabuleiro, (quando de uma re-
gião) flora, (quando secas, para classificação) herbá-
rio; Nota: o coletivo é um substantivo singular,
ponto - (de costura) apontoado; mas com ideia de plural.

porco - (em geral) manada, persigal, piara, Formação dos Substantivos


vara, (quando do pasto) vezeira; 4 - Substantivos Simples e Compostos
povo - (nação) aliança, coligação, confedera-
ção, liga; Chuva subst. Fem. 1 - água caindo em gotas so-
prato - baixela, serviço, prataria; bre a terra.

prelado - (quando em reunião oficial) sínodo;


O substantivo chuva é formado por um único
prisioneiro - (quando em conjunto) leva, elemento ou radical. É um substantivo simples.
(quando a caminho para o mesmo destino) comboio;
Substantivo Simples: é aquele formado por
professor - corpo docente, professorado, con- um único elemento.
gregação;
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá,
quadro - (quando em exposição) pinacoteca, etc.
galeria;
Veja agora:
querubim - coro, falange, legião;
O substantivo guarda-chuva é formado por
recruta - leva, magote; dois elementos (guarda + chuva). Esse substantivo
é composto.
religioso - clero regular;
Substantivo Composto: é aquele formado por
roupa - (quando de cama, mesa e uso pessoal)
dois ou mais elementos.
enxoval, (quando envoltas para lavagem) trouxa;
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
salteador - caterva, corja, horda, quadrilha;
5-Substantivos Primitivos e Derivados
selo - coleção;
Veja:
serra - (acidente geográfico) cordilheira;
Meu limão meu limoeiro,
soldado - tropa, legião;
meu pé de jacarandá...
trabalhador - (quando reunidos para um traba-
lho braçal) rancho, (quando em trânsito) leva; O substantivo limão é primitivo, pois não se
originou de nenhum outro dentro de língua portu-
tripulante - equipagem, guarnição, tripulação;
guesa.
utensílio - (quando de cozinha) bateria, trem,
Substantivo Primitivo: é aquele que não de-
(quando de mesa) aparelho, baixela;
riva de nenhuma outra palavra da própria língua por-
vadio - cambada, caterva, corja, mamparra, tuguesa.
matula, súcia;
O substantivo limoeiro é derivado, pois se ori-
vara - (quando amarradas) feixe, ruma; ginou a partir da palavra limão.
velhaco - súcia, velhacada. Substantivo Derivado: é aquele que se ori-
gina de outra palavra.
2- ARTIGO
Artigo é a palavra que, vindo antes de um
substantivo, indica se ele está sendo empregado de

35
Apostila TJ-TO

maneira definida ou indefinida. Além disso, o artigo in- por pronomes indefinidos e, posteriormente, re-
dica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos tomadas pelos definidos. Assim, o referente de-
substantivos. terminado pelo artigo definido passa a fazer
Classificação dos Artigos parte de um conjunto argumentativo que man-
tém a coesão dos textos. Além disso, a sutileza
Artigos Definidos: determinam os substanti- de muitas modificações de significados transmi-
vos de maneira precisa: o, a, os, as. tidas pelos artigos faz com que sejam frequente-
Por exemplo: mente usados pelos escritores em seus textos li-
terários.
Eu matei o animal.
Artigos Indefinidos: determinam os substan- 3- ADJETIVO
tivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas.
Adjetivo é a palavra que expressa uma quali-
Por exemplo: dade ou característica do ser e se "encaixa" direta-
Eu matei um animal. mente ao lado de um substantivo.

Combinação dos Artigos Ao analisarmos a palavra bondoso, por exem-


plo, percebemos que além de expressar uma quali-
É muito presente a combinação dos artigos de- dade, ela pode ser "encaixada diretamente" ao lado
finidos e indefinidos com preposições. Este quadro de um substantivo: homem bondoso, moça bon-
apresenta a forma assumida por essas combinações: dosa, pessoa bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse
Preposi- uma qualidade, não acontece o mesmo; não faz sen-
Artigos
ções tido dizer: homem bondade, moça bondade, pessoa
bondade.
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
um, uma,
o, os a, as
uns umas
Morfossintaxe do Adjetivo:

a ao, aos à, às - - O adjetivo exerce sempre funções sintáti-


cas relativas aos substantivos, atuando
como adjunto adnominal ou como predica-
dum, duma, tivo (do sujeito ou do objeto).
de do, dos da, das
duns dumas
Classificação do Adjetivo
num, numa, Explicativo: exprime qualidade própria do ser.
em no, nos na, nas
nuns numas
Por exemplo: neve fria.
Restritivo: exprime qualidade que não é pró-
pelo, pela,
por (per) - - pria do ser. Por exemplo: fruta madura.
pelos pelas
Formação do Adjetivo
- As formas à e às indicam a fusão da preposi- Quanto à formação, o adjetivo pode ser:
ção a com o artigo definido a. Essa fusão de vogais
idênticas é conhecida por crase.
Formado por Por exemplo: brasi-
ADJETIVO
- As formas pelo(s)/pela(s) resultam da combi- um só radical. leiro, escuro, magro,
SIMPLES
nação dos artigos definidos com a forma per, equiva- cômico.
lente a por.

Formado por Por exemplo: luso-


Artigos, leitura e produção de textos ADJETIVO
mais de um ra- brasileiro, castanho-
COM-
O uso apropriado dos artigos definidos e dical. escuro, amarelo-ca-
POSTO
indefinidos permite não apenas evitar problemas nário.
com o gênero e o número de determinados subs-
tantivos, mas principalmente explorar detalhes
ADJETIVO É aquele que Por exemplo: belo,
de significação bastante expressivos. Em geral,
PRIMI- dá origem a ou- bom, feliz, puro.
informações novas, nos textos, são introduzidas
TIVO tros adjetivos.

36
Apostila TJ-TO

É aquele que Por exemplo: belís- Moçambique moçambicano


ADJETIVO
deriva de subs- simo, bondoso, ma-
DERI-
tantivos ou ver- grelo.
VADO Mongólia mongol ou mongólico
bos.

Panamá panamenho
Adjetivo Pátrio
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do Porto Rico porto-riquenho
ser. Observe alguns deles:
Estados e cidades brasileiros:
Somália somali

Acre acreano
Adjetivo Pátrio Composto
Alagoas alagoano Na formação do adjetivo pátrio composto, o pri-
meiro elemento aparece na forma reduzida e, normal-
Amapá amapaense mente, erudita. Observe alguns exemplos:

Aracaju aracajuano ou aracajuense afro- / Por exemplo: Cultura afro-ame-


África
ricana

Amazonas amazonense ou baré


germano- ou teuto- / Por exemplo:
Alemanha
Competições teuto-inglesas
Belém (PA) belenense

américo- / Por exemplo: Companhia


Belo Horizonte belo-horizontino América
américo-africana

Boa Vista boa-vistense ásio- / Por exemplo: Encontros ásio-


Ásia
europeus
Brasília brasiliense
austro- / Por exemplo: Peças austro-
Áustria
Cabo Frio cabo-friense búlgaras

Campinas campineiro ou campinense belgo- / Por exemplo: Acampamentos


Bélgica
belgo-franceses

Curitiba curitibano
sino- / Por exemplo: Acordos sino-ja-
China
poneses
Estados Uni- estadunidense, norte-americano ou
dos ianque
Espa- hispano- / Por exemplo: Mercado his-
nha pano-português
El Salvador salvadorenho
euro- / Por exemplo: Negociações
Guatemala guatemalteco Europa
euro-americanas

indiano ou hindu (os que professam o franco- ou galo- / Por exemplo: Reu-
Índia França
hinduísmo) niões franco-italianas

Irã iraniano greco- / Por exemplo: Filmes greco-


Grécia
romanos
Israel israelense ou israelita

37
Apostila TJ-TO

indo- / Por exemplo: Guerras indo-pa- de ovelha ovino


Índia
quistanesas
de paixão passional
anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
Inglaterra
portuguesas
de pâncreas pancreático

ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-


Itália de pato anserino
portuguesa

de peixe písceo ou ictíaco


nipo- / Por exemplo: Associações
Japão
nipo-brasileiras
de pombo columbino
luso- / Por exemplo: Acordos luso-
Portugal
brasileiros de porco suíno ou porcino

de prata argênteo ou argírico

de lago lacustre dos quadris ciático

de laringe laríngeo de raposa vulpino

de leão leonino de rio fluvial

de lebre leporino de serpente viperino

de lobo lupino de sonho onírico

de lua lunar ou selênico de terra telúrico, terrestre ou terreno

de macaco simiesco, símio ou macacal de trigo tritício

de madeira lígneo de urso ursino

de marfim ebúrneo ou ebóreo de vaca vacum

de mestre magistral de velho senil

de monge monacal de vento eólico

de neve níveo ou nival de verão estival

de nuca occipital de vidro vítreo ou hialino

de orelha auricular de virilha inguinal

de ouro áureo de visão óptico ou ótico

38
Apostila TJ-TO

...[primeira: numeral = situa o ser "pes-


soa" na sequência de "fila"]
Obs.: nem toda locução adjetiva pos- Note bem: os numerais traduzem, em pala-
sui um adjetivo correspondente, com o vras, o que os números indicam em relação aos seres.
mesmo significado. Assim, quando a expressão é colocada em números
(1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim de
algarismos.
Por exemplo:
Além dos numerais mais conhecidos, já que re-
Vi as alunas da 5ª série. fletem a ideia expressa pelos números, existem mais
O muro de tijolos caiu. algumas palavras consideradas numerais porque de-
notam quantidade, proporção ou ordenação. São al-
guns exemplos:década, dúzia, par, ambos(as), no-
É necessário critério! vena.
Há muitos adjetivos que mantêm certa Classificação dos Numerais
correspondência de significado com locuções
adjetivas, e vice-versa. No entanto, isso não sig- Cardinais: indicam contagem, medida. É o nú-
nifica que a substituição da locução pelo adje- mero básico. Por exemplo: um, dois, cem mil, etc.
tivo seja sempre possível. Tampouco o contrário Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série
é sempre admissível. Colar de marfim é uma ex- dada. Por exemplo: primeiro, segundo, centésimo,
pressão cotidiana; seria pouco recomendável etc.
passar a dizer colar ebúrneo ou ebóreo, pois es- Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a
ses adjetivos têm uso restrito à linguagem literá- divisão dos seres. Por exemplo: meio, terço, dois quin-
ria. Contrato leonino é uma expressão usada na tos, etc.
linguagem jurídica; é muito pouco provável que Multiplicativos: expressam ideia de multiplica-
os advogados passem a dizer contrato de leão. ção dos seres, indicando quantas vezes a quantidade
Em outros casos, a substituição é perfeitamente foi aumentada. Por exemplo: dobro, triplo, quíntuplo,
possível, transformando a equivalência entre ad- etc.
jetivos e locuções adjetivas em mais uma ferra-
menta para o aprimoramento dos textos, pois Leitura dos Numerais
oferece possibilidades de variação vocabular. Separando os números em centenas, de trás
Por exemplo: A população das cida- para frente, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma
des tem aumentado. A falta de planejamento ur- de centenas e, no início, também de dezenas ou uni-
bano faz com que isso se torne um imenso pro- dades. Entre esses conjuntos usa-se vírgula; as uni-
blema. dades ligam-se pela conjunção e.
Por exemplo:
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecen-
tos e vinte e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
FLEXÃO DOS NUMERAIS
4- NUMERAL Os numerais cardinais que variam em gênero
Numeral é a palavra que indica os seres em são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas
termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos deduzentos/duzentas em diante:trezentos/trezen-
seres ou os situa em determinada sequência. tas; quatrocentos/quatrocentas, etc. Cardinais
como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em nú-
Exemplos: mero: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais car-
1. Os quatro últimos ingressos dinais são invariáveis.
foramvendidos há pouco. Os numerais ordinais variam em gênero e nú-
[quatro: numeral = atributo numérico mero:
de "ingresso"]
2. Eu quero café duplo, e você? primeiro segundo milésimo
...[duplo: numeral = atributo numérico
de "café"] primeira segunda milésima
3. A primeira pessoa da fila
pode entrar, por favor!

39
Apostila TJ-TO

primei- segun- milési- Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)


ros dos mos
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
primei- segun- milési-
ras das mas
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Os numerais multiplicativos são invariáveis


quando atuam em funções substantivas: Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-
se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Por exemplo:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Fizeram o dobro do esforço e conse-
guiram o triplo de produção. Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

Quando atuam em funções adjetivas, esses Ambos/ambas são considerados numerais.


numerais flexionam-se em gênero e número: Significam "um e outro", "os dois" (ou "uma e outra",
"as duas") e são largamente empregados para reto-
Por exemplo: mar pares de seres aos quais já se fez referência.
Teve de tomar doses triplas do medi- Por exemplo:
camento.
Pedro e João parecem ter finalmente
Os numerais fracionários flexionam-se em percebido a importância da solidarie-
gênero e número. Observe: dade. Ambos agora participam das ativida-
um terço/dois terços des comunitárias de seu bairro.

uma terça parte Obs.: a forma "ambos os dois" é conside-


rada enfática. Atualmente, seu uso indica afeta-
duas terças partes ção, artificialismo.
Os numerais coletivos flexionam-se em nú- 5- PRONOME
mero. Veja:
Pronome é a palavra que se usa em lugar do
uma dúzia nome, ou a ele se refere, ou ainda, que acompanha o
um milheiro nome qualificando-o de alguma forma.

duas dúzias Exemplos:

dois milheiros 1. A moça era mesmo bo-


nita. Ela morava nos meus sonhos!
É comum na linguagem coloquial a indicação
de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou es- [substituição do nome]
pecialização de sentido. É o que ocorre em frases 2. A moça que morava nos
como: meus sonhos era mesmo bonita!
Me empresta duzentinho... [referência ao nome]
É artigo de primeiríssima qualidade! 3. Essa moça morava nos meus
O time está arriscado por ter caído na segun- sonhos!
dona. (= segunda divisão de futebol) [qualificação do nome]
Emprego dos Numerais Grande parte dos pronomes não possuem sig-
Para designar papas, reis, imperadores, sécu- nificados fixos, isto é, essas palavras só adquirem sig-
los e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os nificação dentro de um contexto, o qual nos permite
ordinais até décimo e a partir daí os cardinais, desde recuperar a referência exata daquilo que está sendo
que o numeral venha depois do substantivo: colocado por meio dos pronomes no ato da comuni-
cação. Com exceção dos pronomes interrogativos e
Ordinais Cardinais indefinidos, os demais pronomes têm por função prin-
cipal apontar para as pessoas do discurso ou a elas
se relacionar, indicando-lhes sua situação no tempo
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
ou no espaço. Em virtude dessa característica, os pro-
nomes apresentam uma forma específica para cada
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis) pessoa do discurso.
Exemplos:

40
Apostila TJ-TO

1. Minha carteira estava vazia Os pronomes retos apresentam flexão de nú-


quando eu fui assaltada. mero, gênero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo
essa última a principal flexão, uma vez que marca a
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele
pessoa do discurso. Dessa forma, o quadro dos pro-
que fala]
nomes retos é assim configurado:
2. Tua carteira estava vazia
- 1ª pessoa do singular: eu
quando tu foste assaltada?
- 2ª pessoa do singular: tu
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a
quem se fala] - 3ª pessoa do singular: ele, ela
3. A carteira dela estava vazia - 1ª pessoa do plural: nós
quando ela foi assaltada.
- 2ª pessoa do plural: vós
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de
- 3ª pessoa do plural: eles, elas
quem se fala]
Em termos morfológicos, os pronomes são pa-
lavras variáveis em gênero (masculino ou feminino)
e em número (singular ou plural). Assim, espera-se
que a referência através do pronome seja coerente Atenção: esses pronomes não cos-
em termos de gênero e número (fenômeno da concor- tumam ser usados como complementos
dância) com o seu objeto, mesmo quando este se verbais na língua-padrão. Frases como
apresenta ausente no enunciado. "Vi ele na rua" , "Encontrei ela na praça",
"Trouxeram eu até aqui", comuns na lín-
Exemplos: gua oral cotidiana, devem ser evitadas na
1. [Fala-se de Roberta] língua formal escrita ou falada. Na língua
formal, devem ser usados os pronomes
2. Ele quer participar do desfile oblíquos correspondentes: "Vi-o na rua",
da nossa escola neste ano. "Encontrei-a na praça", "Trouxeram-me
até aqui".
[nossa: pronome que qualifica "escola" = con-
cordância adequada]
[neste: pronome que determina "ano" = concor-
dância adequada]
Obs.: frequentemente observamos a omis-
[ele: pronome que faz referência à "Roberta" = são do pronome reto em Língua Portuguesa. Isso
concordância inadequada] se dá porque as próprias formas verbais marcam,
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, através de suas desinências, as pessoas do verbo
possessivos, demonstrativos, indefinidos, relati- indicadas pelo pronome reto.
vos e interrogativos. Por exemplo:
Pronomes Pessoais Fizemos boa viagem. (Nós)

São aqueles que substituem os substantivos, Pronome Oblíquo


indicando diretamente as pessoas do discurso. Quem
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele
fala ou escreve assume os pronomes eu ou nós, usa
que, na sentença, exerce a função de complemento
os pronomes tu, vós, você ou vocês para designar a
verbal (objeto direto ou indireto) ou complemento no-
quem se dirige e ele, ela, eles ou elas para fazer re-
minal.
ferência à pessoa ou às pessoas de quem fala.
Por exemplo:
Os pronomes pessoais variam de acordo com
as funções que exercem nas orações, podendo ser do Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
caso reto ou do caso oblíquo.
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma
Pronome Reto forma variante do pronome pessoal do caso reto.
Essa variação indica a função diversa que eles de-
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sempenham na oração: pronome reto marca o su-
sentença, exerce a função de sujeito ou predicativo jeito da oração; pronome oblíquo marca o comple-
do sujeito. mento da oração.
Por exemplo: Os pronomes oblíquos sofrem variação de
acordo com a acentuação tônica que possuem, po-
Nós lhe ofertamos flores.
dendo ser átonosou tônicos.

41
Apostila TJ-TO

Os pronomes o, os, a, as assumem formas


Pronome Oblíquo Átono especiais depois de certas terminações verbais.
Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome
São chamados átonos os pronomes oblíquos assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo tempo
que não são precedidos de preposição. que a terminação verbal é suprimida.
Possuem acentuação tônica fraca.
Por exemplo:
Por exemplo:
Ele me deu um presente.
fiz + o = fi-lo
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é as-
sim configurado: fazeis + o = fazei-lo
- 1ª pessoa do singular (eu): me
- 2ª pessoa do singular (tu): te dizer + a = dizê-la

- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe


Quando o verbo termina em som nasal, o pro-
- 1ª pessoa do plural (nós): nos nome assume as formas no, nos, na, nas.
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
Por exemplo:
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
Observações: viram + o: viram-no
O lhe é o único pronome oblíquo átono que já
se apresenta na forma contraída, ou seja, houve a repõe + os = repõe-nos
união entre o pronomeo ou a e preposiçãoa oupara.
Por acompanhar diretamente uma preposição, o pro-
retém + a: retém-na
nome lhe exerce sempre a função de objeto indireto
na oração.
tem + as = tem-nas
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto
ser objetos diretos como objetos indiretos.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusiva-
mente como objetos diretos. Pronome Oblíquo Tônico
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre pre-
Saiba que: cedidos por preposições, em geral as preposi-
Os pronomes me, te, lhe, nos, ções a, para, de ecom. Por esse motivo, os prono-
vos e lhes podem combinar-se com os prono- mes tônicos exercem a função de objeto indireto da
mes o, os, a, as, dando origem a formas oração. Possuem acentuação tônica forte.
como mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é as-
lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, sim configurado:
vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas for-
mas nos exemplos que seguem: - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a vo-
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
cês?
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- Sim, entreguei-toain- - Não, não no-la contaram. - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
dahá pouco. - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
- Observe que as únicas formas próprias do
No português do Brasil, essas combina- pronome tônico são a primeira pessoa (mim) e se-
ções não são usadas; até mesmo na língua lite- gunda pessoa (ti). As demais repetem a forma do pro-
rária atual, seu emprego é muito raro. nome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre
Atenção: pronomes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome
do caso reto. Nos contextos interlocutivos que exigem

42
Apostila TJ-TO

o uso da língua formal, os pronomes costumam ser


usados desta forma: Ele disse que iria com nós três.
Não há mais nada entre mim e ti.
Pronome Reflexivo
Não se comprovou qualquer ligação en-
tre ti e ela. São pronomes pessoais oblíquos que, embora
funcionem como objetos direto ou indireto, referem-se
Não há nenhuma acusação contra mim.
ao sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e
Não vá sem mim. recebe a ação expressa pelo verbo.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim con-
figurado:

Atenção: - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.

Há construções em que a prepo- Por exemplo:


sição, apesar de surgir anteposta a um
pronome, serve para introduzir uma Eu não me vanglorio disso.
oração cujo verbo está no infinitivo.
Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
expresso; se esse sujeito for um pro- Olhei para mim no espelho e não gostei do
nome, deverá ser do caso reto. que vi.

- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.


Por exemplo:

Assimtu te prejudicas.
Por exemplo:
Conhece a ti mesmo.
Trouxeram vários vestidos
para eu experimentar.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, con-
sigo.
Não vá sem eu mandar.
Por exemplo:

- A combinação da preposição "com" e alguns


Guilherme já se preparou.
pronomes originou as formas especiais comigo, con-
tigo, consigo, conosco e convosco. Tais pronomes
oblíquos tônicos frequentemente exercem a função Ela deu a si um presente.
de adjunto adverbial de companhia.
Por exemplo: Ele carregava o docu- Antônio conversou consigo mesmo.
mento consigo.
- As formas "conosco" e "convosco" são
- 1ª pessoa do plural (nós): nos.
substituídas por "com nós" e "com vós" quando os
pronomes pessoais são reforçados por palavras
como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou Por exemplo:
algum numeral.
Lavamo-nos no rio.
Por exemplo:
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Você terá de viajar com nós todos.
Por exemplo:

Estávamos com vós outros quando che- Vós vos beneficiastes com a esta
garam as más notícias. conquista.

43
Apostila TJ-TO

Por exemplo: empregada. Já a forma vós tem uso restrito à lingua-


gem litúrgica, ultra formal ou literária.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, con-
sigo. Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência: os
Por exemplo: pronomes de tratamento que possuem "Vossa
(s)" são empregados em relação à pessoa com
Eles se conheceram. quem falamos.

Elas deram a si um dia de folga.


Por exemplo:
A Segunda Pessoa Indireta
A chamada segunda pessoa indireta se mani- Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro,
festa quando utilizamos pronomes que, apesar de in- compareça a este encontro.
dicarem nosso interlocutor ( portanto, a segunda pes-
soa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos
chamados pronomes de tratamento, que podem ser Emprega-se "Sua (s)" quando se
observados no quadro seguinte: fala a respeito da pessoa.

Pronomes de Tratamento
Por Exemplo:
Todos os membros da C.P.I. afirmaram
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques que Sua Excelência, o Senhor Presidente
da República, agiu com propriedade.
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
- Os pronomes de tratamento representam
Vossa Reverendís- V. Re- uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos inter-
sacerdotes e bispos locutores. Ao tratarmos um deputado por Vossa Exce-
sima vma.(s)
lência, por exemplo, estamos nos endereçando à ex-
celência que esse deputado supostamente tem para
altas autoridades e poder ocupar o cargo que ocupa.
Vossa Excelência V. Ex.ª (s)
oficiais-generais
b) 3ª pessoa: embora os pronomes de trata-
mento se dirijam à 2ª pessoa, toda a concordância
Vossa Magnificên- V. reitores de universi-
deve ser feita com a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os
cia Mag.ª (s) dades
pronomes possessivos e os pronomes oblíquos em-
pregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa.
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Por exemplo:

Vossa Majestade Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte


V. M. I. Imperadores das suas promessas, para que seus eleito-
Imperial
res lhe fiquem reconhecidos.

Vossa Santidade V. S. Papa c) Uniformidade de Tratamento: quando es-


crevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido
mudar, ao longo do texto, a pessoa do tratamento es-
tratamento cerimoni- colhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começa-
Vossa Senhoria V. S.ª (s)
oso mos a chamar alguém de "você", não poderemos usar
"te" ou "teu". O uso correto exigirá, ainda, verbo na
Vossa Onipotência V. O. Deus terceira pessoa.
Por exemplo:
Também são pronomes de tratamento o se-
nhor, a senhora e você, vocês. "O senhor" e "a se- Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-
nhora" são empregados no tratamento cerimoni- me-ei nos teus cabelos. (errado)
oso; "você" e "vocês", no tratamento fami-
liar. Você e vocês são largamente empregados no Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-
português do Brasil; em algumas regiões , a me-ei nos seus cabelos. (correto)
forma tu é de uso frequente, em outras, é muito pouco

44
Apostila TJ-TO

Por exemplo:
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-
me-ei nos teus cabelos. (correto) Marisa tem lá seus defeitos, mas eu
gosto muito dela.
Pronomes Possessivos 3- Em frases onde se usam pronomes de trata-
São palavras que, ao indicarem a pessoa gra- mento, o pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
matical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de Por exemplo:
posse de algo (coisa possuída).
Vossa Excelência trouxe sua mensa-
Por exemplo: Este caderno é meu. (meu = pos- gem?
suidor: 1ª pessoa do singular)
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o
Observe o quadro: possessivo concorda com o mais próximo.
Por exemplo:
NÚMERO PESSOA PRONOME
Trouxe-me seus livros e anotações.

singular primeira meu(s), minha(s) 5- Em algumas construções, os pronomes pes-


soais oblíquos átonos assumem valor de possessivo.

singular segunda teu(s), tua(s) Por exemplo:


Vou seguir-lhe os passos. (= Vou se-
guir seus passos.)
singular terceira seu(s), sua(s)
Pronomes Demonstrativos
plural primeira nosso(s), nossa(s) Os pronomes demonstrativos são utilizados
para explicitar a posição de uma certa palavra em re-
lação a outras ou ao contexto. Essa relação pode
plural segunda vosso(s), vossa(s)
ocorrer em termos de espaço, tempo ou discurso.
No espaço:
plural terceira seu(s), sua(s)
Compro este carro (aqui). O pronome este in-
dica que o carro está perto da pessoa que fala.
Note que:
Compro esse carro (aí). O pronome esse in-
A forma do possessivo depende da pessoa gra-
dica que o carro está perto da pessoa com quem falo,
matical a que se refere; o gênero e o número concor-
ou afastado da pessoa que fala.
dam com o objeto possuído.
Compro aquele carro (lá). O pro-
Por exemplo:
nome aquele diz que o carro está afastado da pessoa
Ele trouxe seu apoio e sua contribui- que fala e daquela com quem falo.
ção naquele momento difícil.
Observações:
Atenção: em situações de fala direta (tanto
1 - A forma seu não é um possessivo quando
resultar da alteração fonética da palavra senhor. ao vivo quanto por meio de correspondência,
que é uma modalidade escrita de fala), são
Por exemplo:
particularmente importantes o este e
- Muito obrigado, seu José. o esse - o primeiro localiza os seres em rela-
2 - Os pronomes possessivos nem sempre in- ção ao emissor; o segundo, em relação ao
dicam posse. Podem ter outros empregos, como: destinatário. Trocá-los pode causar ambigui-
dade.
a) indicar afetividade.
Por exemplo:
- Não faça isso, minha filha.
Exemplos:
b) indicar cálculo aproximado.
Por exemplo: Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de soli-
citar informações sobre o concurso vestibular. (trata-
Ele já deve ter seus 40 anos.
se da universidade destinatária).
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.

45
Apostila TJ-TO

Reafirmamos a disposição desta universidade a) Não raro os demonstrativos aparecem na


em participar no próximo Encontro de Jovens. (trata- frase, em construções redundantes, com finalidade
se da universidade que envia a mensagem). expressiva, para salientar algum termo anterior. Por
exemplo:
No tempo:
Manuela, essa é que dera em cheio
Este ano está sendo bom para nós. O pro-
casando com o José Afonso. Desfrutar das
nome este refere-se ao ano presente.
belezas brasileiras, issoé que é sorte!
Esse ano que passou foi razoável. O pro-
b) O pronome demonstrativo neutro o pode re-
nome esse refere-se a um passado próximo.
presentar um termo ou o conteúdo de uma oração in-
Aquele ano foi terrível para todos. O pro- teira, caso em que aparece, geralmente, como objeto
nome aquele está se referindo a um passado dis- direto, predicativo ou aposto.
tante.
Por exemplo:
O casamento seria um desastre. To-
- Os pronomes demonstrativos podem ser vari- dos o pressentiam.
áveis ou invariáveis, observe:
c) Para evitar a repetição de um verbo anteri-
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), ormente expresso, é comum empregar-se, em tais ca-
aquele(s), aquela(s). sos, o verbofazer, chamado, então, verbo vicário (=
que substitui, que faz as vezes de).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Por exemplo:
- Também aparecem como pronomes demons-
trativos: Ninguém teve coragem de falar antes
que ela o fizesse.
o (s), a (s): quando estiverem antecedendo
o que e puderem ser substituídos por aquele(s), Diz-se corretamente:
aquela(s), aquilo.
Não sei que fazer. Ou: Não sei o que fazer.
Por exemplo:
Mas:
Não ouvi o que disseste. (Não
Tenho muito que fazer. (E não: Tenho muito o
ouvi aquilo que disseste.)
que fazer.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta
d) Em frases como a seguinte, este refere-se à
rua não é aquela que te indiquei.)
pessoa mencionada em último lugar, aquele à menci-
mesmo (s), mesma (s): onada em primeiro lugar.
Por exemplo: Por exemplo:
O referido deputado e o Dr. Alcides
Estas são as mesmas pessoas que o procu- eram amigos íntimos: aquele casado, sol-
raram ontem. teiro este. [ou então: estesolteiro, aquele ca-
sado.]
próprio (s), própria (s):
e) O pronome demonstrativo tal pode ter cono-
Por exemplo:
tação irônica.
Os próprios alunos resolveram o pro-
Por exemplo:
blema.
A menina foi a tal que ameaçou o pro-
semelhante (s):
fessor?
Por exemplo:
f) Pode ocorrer a contração das preposições a,
Não compre semelhante livro. de, em com pronome demonstrativo: àquele, àquela,
deste, desta, disso, nisso, no, etc.
tal, tais:
Por exemplo:
Por exemplo:
Não acreditei no que estava vendo. (no
Tal era a solução para o problema. = naquilo)
Note que:

Pronomes Indefinidos

46
Apostila TJ-TO

São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, dando-lhe sentido vago (impreciso)
ou expressando quantidade indeterminada.
Por exemplo: Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-plantadas.
Não é difícil perceber que "alguém" indica uma pessoa de quem se fala (uma terceira pessoa,
portanto) de forma imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano que seguramente
existe, mas cuja identidade é desconhecida ou não se quer revelar.
Classificam-se em:
Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar do ser ou da quantidade aproximada de
seres na frase.
São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo.

Por exemplo:

Algo o incomoda?

Quem avisa amigo é.

Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção


de quantidade aproximada.
São eles: cada, certo(s), certa(s).

Por exemplo:

Cada povo tem seus costumes.

Certas pessoas exercem várias profissões.

Note que:
Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), demais, mais, menos, muito(s),
muita(s), nenhum, nenhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, quais-
quer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s),
vários, várias.

Por exemplo:

Menos palavras e mais ações.

Alguns contentam-se pouco.

Os pronomes indefinidos podem ser divididos em variáveis e invariáveis. Observe o quadro:

Variáveis

Singular Plural Invariáveis

Masculino Feminino Masculino Feminino

algum alguma alguns algumas alguém


nenhum nenhuma nenhuns nenhumas ninguém

47
Apostila TJ-TO

todo toda todos todas outrem


muito muita muitos muitas tudo
pouco pouca poucos poucas nada
vário vária vários várias algo
tanto tanta tantos tantas cada
outro outra outros outras
quanto quanta quantos quantas

qualquer quaisquer

São locuções pronominais indefinidas:


cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, seja
qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra,
etc.
Por exemplo:
Cada um escolheu o vinho desejado.

Indefinidos Sistemáticos
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, percebemos que existem alguns gru-
pos que criamoposição de sentido. É o caso de:
algum/alguém/algo, que têm sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sen-
tido negativo;
todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmativa, e nenhum/nada, que indicam uma tota-
lidade negativa;
alguém/ninguém, que se referem a pessoa, e algo/nada, que se referem a coisa;
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
Essas oposições de sentido são muito importantes na construção de frases e textos co-
erentes, pois delas muitas vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos expos-
tos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes indefinidos destacados imprimem
às afirmações de que fazem parte:
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado prático.
Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são pessoas quaisquer.

Pronomes Relativos
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se
relacionam. Introduzem as orações subordinadas adjetivas.
Por exemplo:
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo "que" refere-se à palavra "sistema" e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a
palavra "sistema" é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome demonstrativo o, a, os, as.
Por exemplo:
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso.
Por exemplo:

48
Apostila TJ-TO

Quem casa, quer casa.


Observe o quadro abaixo:

Quadro dos Pronomes Relativos

Variáveis
Invariáveis
Masculino Feminino

o qual os quais a qual as quais quem


que
cujo cujos cuja cujas
onde
quanto quantos quanta quantas

Note que:
a) O pronome que é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser
substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um substantivo.

Por exemplo:

O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)

A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)

Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)

As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)

b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são utilizados dida-
ticamente para verificar se palavras como "que", "quem", "onde" (que podem ter várias classificações) são pronomes
relativos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas
preposições:

Por exemplo:

Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de que-
neste caso geraria ambiguidade.)

Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar que depois
desobre.)

c) O relativo "que" às vezes equivale a o que, coisa que, e se refere a uma oração.

Por exemplo:

Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.

d) O pronome "cujo" não concorda com o seu antecedente, mas com o consequente. Equivale a do qual, da
qual, dos quais, das quais.
Por exemplo:

49
Apostila TJ-TO

estão rasga-
Este é o caderno cujas folhas
das.

(conse-
(antecedente)
quente)

e) "Quanto" é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações)
etudo:
Por exemplo:

Emprestei tantos quantos foram necessários.

(antecedente)

Ele fez tudo quanto havia falado.

(antecedente)

f) O pronome "quem" refere-se a pessoas e vem sempre precedido de preposição.


Por exemplo:

É um professor a quem muito devemos.

(preposição)

g) "Onde", como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
Por exemplo:
A casa onde morava foi assaltada.
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que.
Por exemplo:
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior.
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
- como (= pelo qual)
Por exemplo:
Não me parece correto o modo como você agiu semana passada.
- quando (= em que)
Por exemplo: Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só frase.
Por exemplo:
O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer a elipse do relativo que.
Por exemplo: A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.

50
Apostila TJ-TO

Importância nada relativa


Não é difícil perceber que os pronomes relativos são peças fundamentais à boa articulação de frases
e textos: sua capacidade de atuar como pronomes e conectivos simultaneamente favorece a síntese e
evita a repetição de termos.

Pronomes Interrogativos
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes indefini-
dos, referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e
variações), quanto (e variações).

Por exemplo:

Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.

Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas preferes.

Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos passageiros desembarcaram.

Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos


Pronomes Substantivos são aqueles que substituem um substantivo ao qual se referem.

Por exemplo:

Nem tudo está perdido. (Nem todos os bens estão perdidos.)

Aquilo me deixou alegre.

Obs.: ao assumir para si as características do nome que substitui, o pronome seguirá todas as demais
concordâncias (gênero - número - pessoa do discurso - marca de sujeito inanimado - marca de situação no
espaço).
Pronomes Adjetivos são aqueles que acompanham o substantivo com o qual se relacionam, juntando-lhe
uma característica.
Por exemplo:
Este moço é meu irmão.
Alguma coisa me deixou alegre.
Observação: a classificação dos pronomes em substantivos ou adjetivos não exclui sua classificação
específica.
Por exemplo:
Muita gente não me entende. (muita = pronome adjetivo indefinido).

Trouxe o meu ingresso e o teu. (meu = pronome adjetivo possessivo / teu = pronome substantivo
possessivo).

51
Apostila TJ-TO

6- VERBO  auxiliares: juntam-se ao verbo princi-


pal ampliando sua significação. Presentes nos
Conceito: É uma classe gramatical que atribui tempos compostos e locuções verbais;
ação ou estado ao sujeito.
 certos verbos possuem pronomes
Os verbos apresentam três conjugações. Em pessoais átonos que se tornam partes inte-
função da vogal temática, podem-se criar três para- grantes deles. Nesses casos, o pronome não
digmas verbais. De acordo com a relação dos verbos tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se,
com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classifi- queixar-se etc.);
cação:  formas rizotônicas (tonicidade no ra-
dical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonici-
 regulares: seguem o paradigma ver-
dade fora do radical - nós cantaríamos).
bal de sua conjugação;
 irregulares: não seguem o para- Quanto à flexão verbal, temos:
digma verbal da conjugação a que pertencem.
As irregularidades podem aparecer no radical  número: singular ou plural;

ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar -  pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;

estou/estão);  tempo: referência ao momento em


que se fala (pretérito, presente ou futuro). O
Entre os verbos irregulares, destacam-se os modo imperativo só tem um tempo, o pre-
anômalos que apresentam profundas irregularidades. sente;
São classificados como anômalos em todas as gra-  voz: ativa, passiva e reflexiva;
máticas os verbos ser e ir.  modo: indicativo (certeza de um fato
ou estado), subjuntivo (possibilidade ou de-
 defectivos: não são conjugados em
sejo de realização de um fato ou incerteza do
determinadas pessoas, tempo ou modo (falir -
estado) e imperativo (expressa ordem, adver-
no presente do indicativo só apresenta a 1ª e
tência ou pedido).
a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distri-
buem-se em três grupos: impessoais, unipes- As três formas nominais do verbo (infinitivo, ge-
soais (vozes ou ruídos de animais, só conju- rúndio e particípio) não possuem função exclusiva-
gados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibi- mente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particí-
lidade de confusão com outros verbos; pio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio
 abundantes - apresentam mais de equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstân-
uma forma para uma mesma flexão. Mais fre- cias que exprime.
qüente no particípio, devendo-se usar o parti-
cípio regular com ter e haver; já o irregular com Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os

ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso - seguintes valores:

tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito);

52
Apostila TJ-TO

 presente do indicativo: indica um  Abolir (defectivo) - não possui a 1ª


fato real situado no momento ou época em que pessoa do singular do presente do indicativo,
se fala; por isso não possui presente do subjuntivo e o
 presente do subjuntivo: indica um imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir,
fato provável, duvidoso ou hipotético situado delinqüir, demolir, descomedir-se, emergir,
no momento ou época em que se fala; exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir)

 pretérito perfeito do indicativo: in-  Acudir (alternância vocálica o/u) -


dica um fato real cuja ação foi iniciada e con- presente do indicativo - acudo, acodes... e pre-
cluída no passado; térito perfeito do indicativo - com u (= bulir,

 pretérito imperfeito do indicativo: consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (de-

indica um fato real cuja ação foi iniciada no fectivo) - só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural

passado, mas não foi concluída ou era uma no presente do indicativo

ação costumeira no passado;  Aderir (alternância vocálica e/i) - pre-

 pretérito imperfeito do subjuntivo: sente do indicativo - adiro, adere... (= advertir,

indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, su-

cuja ação foi iniciada mas não concluída no gerir)

passado;  Agir (acomodação gráfica g/j) - pre-

 pretérito mais-que-perfeito do indi- sente do indicativo - ajo, ages... (= afligir, coa-

cativo: indica um fato real cuja ação é anterior gir, erigir, espargir, refulgir, restringir, transigir,

a outra ação já passada; urgir)

 futuro do presente do indicativo: in-  Agredir (alternância vocálica e/i) -

dica um fato real situado em momento ou presente do indicativo - agrido, agrides, agride,

época vindoura; agredimos, agredis, agridem (= prevenir, pro-

 futuro do pretérito do indicativo: in- gredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) -

dica um fato possível, hipotético, situado num presente do indicativo - águo, águas..., - pre-

momento futuro, mas ligado a um momento térito perfeito do indicativo - agüei, aguaste,

passado; aguou, aguamos, aguastes, aguaram (= desa-

 futuro do subjuntivo: indica um fato guar, enxaguar, minguar)

provável, duvidoso, hipotético, situado num  Aprazer (irregular) - presente do indi-

momento ou época futura; cativo - aprazo, aprazes, apraz... / pretérito


perfeito do indicativo - aprouve, aprouveste,
Alguns verbos da língua portuguesa apresen- aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouve-
tam problemas de conjugação. A seguir temos uma ram
lista, seguida de comentários sobre essas dificulda-  Argüir (irregular com alternância vo-
des de conjugação. cálica o/u) - presente do indicativo - arguo (ú),
argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem - pre-
térito perfeito - argüi, argüiste... (com trema)

53
Apostila TJ-TO

 Atrair (irregular) - presente do indica-  Construir (irregular e abundante) -


tivo - atraio, atrais... / pretérito perfeito - atraí, presente do indicativo - construo, constróis (ou
atraíste... (= abstrair, cair, distrair, sair, sub- construis), constrói (ou construi), construímos,
trair) construís, constroem (ou construem) - preté-
 Atribuir (irregular) - presente do indi- rito perfeito indicativo - construí, construíste...
cativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos,  Crer (irregular) - presente do indica-
atribuís, atribuem - pretérito perfeito - atribuí, tivo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem -
atribuíste, atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, pretérito perfeito indicativo - cri, creste, creu,
excluir, instruir, possuir, usufruir) cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo
 Averiguar (alternância vocálica o/u) - - cria, crias, cria, críamos, críeis, criam
presente do indicativo - averiguo (ú), averiguas  Falir (defectivo) - presente do indica-
(ú), averigua (ú), averiguamos, averiguais, tivo - falimos, falis - pretérito perfeito indicativo
averiguam (ú) - pretérito perfeito - averigüei, - fali, faliste... (= aguerrir, combalir, foragir-se,
averiguaste... - presente do subjuntivo - averi- remir, renhir)
gúe, averigúes, averigúe... (= apaziguar)  Frigir (acomodação gráfica g/j e alter-
 Cear (irregular) - presente do indica- nância vocálica e/i) - presente do indicativo -
tivo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem - pre-
pretérito perfeito indicativo - ceei, ceaste, térito perfeito indicativo - frigi, frigiste...
ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos ter-  Ir (irregular) - presente do indicativo -
minados em -ear: falsear, passear... - alguns vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito per-
apresentam pronúncia aberta: estréio, es- feito indicativo - fui, foste... - presente subjun-
tréia...) tivo - vá, vás, vá, vamos, vades, vão
 Coar (irregular) - presente do indica-  Jazer (irregular) - presente do indica-
tivo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam - tivo - jazo, jazes... - pretérito perfeito indicativo
pretérito perfeito - coei, coaste, coou... (= - jazi, jazeste, jazeu...
abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (re-  Mobiliar (irregular) - presente do indi-
gular) - presente do indicativo - comercio, co- cativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos,
mercias... - pretérito perfeito - comerciei... (= mobiliais, mobíliam - pretérito perfeito indica-
verbos em -iar , exceto os seguintes verbos: tivo - mobiliei, mobiliaste... / Obstar (regular) -
mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar) presente do indicativo - obsto, obstas... - pre-
 Compelir (alternância vocálica e/i) - térito perfeito indicativo - obstei, obstaste...
presente do indicativo - compilo, compeles... -  Pedir (irregular) - presente do indica-
pretérito perfeito indicativo - compeli, compe- tivo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pe-
liste... dem - pretérito perfeito indicativo - pedi, pe-
 Compilar (regular) - presente do indi- diste... (= despedir, expedir, medir) / Polir (al-
cativo - compilo, compilas, compila... - pretérito ternância vocálica e/i) - presente do indicativo
perfeito indicativo - compilei, compilaste...

54
Apostila TJ-TO

- pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - pre- Também merecem atenção os seguintes ver-
térito perfeito indicativo - poli, poliste... bos irregulares:
 Precaver-se (defectivo e pronominal)
- presente do indicativo - precavemo-nos, pre-  Pronominais: Apiedar-se, dignar-se,

caveis-vos - pretérito perfeito indicativo - pre- persignar-se, precaver-se

cavi-me, precaveste-te... / Prover (irregular) -


Caber
presente do indicativo - provejo, provês, provê,
provemos, provedes, provêem - pretérito per-  presente do indicativo: caibo, ca-
feito indicativo - provi, proveste, proveu... / Re-
bes, cabe, cabemos, cabeis, cabem;
aver (defectivo) - presente do indicativo - rea-
 presente do subjuntivo: caiba, cai-
vemos, reaveis - pretérito perfeito indicativo -
bas, caiba, caibamos, caibais, caibam;
reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado
 pretérito perfeito do indicativo:
do haver, mas só é conjugado nas formas ver-
coube, coubeste, coube, coubemos, coubes-
bais com a letra v)
tes, couberam;
 Remir (defectivo) - presente do indi-
 pretérito mais-que-perfeito do indi-
cativo - remimos, remis - pretérito perfeito indi-
cativo: coubera, couberas, coubera, coubéra-
cativo - remi, remiste...
mos, coubéreis, couberam;
 Requerer (irregular) - presente do in-
 pretérito imperfeito do subjuntivo:
dicativo - requeiro, requeres... - pretérito per-
coubesse, coubesses, coubesse, coubésse-
feito indicativo - requeri, requereste, reque-
mos, coubésseis, coubessem;
reu... (derivado do querer, diferindo dele na 1ª
 futuro do subjuntivo: couber, cou-
pessoa do singular do presente do indicativo e
beres, couber, coubermos, couberdes, coube-
no pretérito perfeito do indicativo e derivados,
rem.
sendo regular)
 Rir (irregular) - presente do indicativo
- rio, rir, ri, rimos, rides, riem - pretérito perfeito
indicativo - ri, riste... (= sorrir) Dar

 Saudar (alternância vocálica) - pre-


 presente do indicativo: dou, dás,
sente do indicativo - saúdo, saúdas... - preté-
dá, damos, dais, dão;
rito perfeito indicativo - saudei, saudaste...
 presente do subjuntivo: dê, dês, dê,
 Suar (regular) - presente do indicativo
demos, deis, dêem;
- suo, suas, sua... - pretérito perfeito indicativo
 pretérito perfeito do indicativo: dei,
- suei, suaste, sou... (= atuar, continuar, habi-
deste, deu, demos, destes, deram;
tuar, individuar, recuar, situar)
 pretérito mais-que-perfeito do indi-
 Valer (irregular) - presente do indica-
cativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, de-
tivo - valho, vales, vale... - pretérito perfeito in-
ram;
dicativo - vali, valeste, valeu...

55
Apostila TJ-TO

 pretérito imperfeito do subjuntivo:  presente do subjuntivo: esteja, es-


desse, desses, desse, déssemos, désseis, tejas, esteja, estejamos, estejais, estejam;
dessem;  pretérito perfeito do indicativo: es-
 futuro do subjuntivo: der, deres, tive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes,
der, dermos, derdes, derem. estiveram;
 pretérito mais-que-perfeito do indi-
Dizer
cativo: estivera, estiveras, estivera, estivéra-
mos, estivéreis, estiveram;
 presente do indicativo: digo, dizes,
 pretérito imperfeito do subjuntivo:
diz, dizemos, dizeis, dizem;
estivesse, estivesses, estivesse, estivésse-
 presente do subjuntivo: diga, digas,
mos, estivésseis, estivessem;
diga, digamos, digais, digam;
 futuro do subjuntivo: estiver, estive-
 pretérito perfeito do indicativo:
res, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem;
disse, disseste, disse, dissemos, dissestes,
disseram; Fazer
 pretérito mais-que-perfeito do indi-
cativo: dissera, disseras, dissera, disséra-  presente do indicativo: faço, fazes,
mos, disséreis, disseram; faz, fazemos, fazeis, fazem;
 futuro do presente: direi, dirás, dirá,  presente do subjuntivo: faça, faças,
etc.; faça, façamos, façais, façam;
 futuro do pretérito: diria, dirias, diria,  pretérito perfeito do indicativo: fiz,
etc.; fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram;
 pretérito imperfeito do subjuntivo:  pretérito mais-que-perfeito do indi-
dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, cativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizé-
dissésseis, dissessem; reis, fizeram;
 futuro do subjuntivo: disser, disse-  pretérito imperfeito do subjuntivo:
res, disser, dissermos, disserdes, disserem; fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizés-
seis, fizessem;
Seguem esse modelo os derivados bendizer,
 futuro do subjuntivo: fizer, fizeres,
condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer.
fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.

Os particípios desse verbo e seus derivados


Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e sa-
são irregulares: dito, bendito, contradito, etc.
tisfazer.

Estar
Os particípios desse verbo e seus derivados
são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito,
 presente do indicativo: estou, estás,
etc.
está, estamos, estais, estão;

56
Apostila TJ-TO

Haver  presente do indicativo: posso, po-


des, pode, podemos, podeis, podem;
 presente do indicativo: hei, hás, há,
 presente do subjuntivo: possa, pos-
havemos, haveis, hão;
sas, possa, possamos, possais, possam;
 presente do subjuntivo: haja, hajas,
 pretérito perfeito do indicativo:
haja, hajamos, hajais, hajam;
pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, pu-
 pretérito perfeito do indicativo: deram;
houve, houveste, houve, houvemos, houves-
 pretérito mais-que-perfeito do indi-
tes, houveram;
cativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos,
 pretérito mais-que-perfeito do indi- pudéreis, puderam;
cativo: houvera, houveras, houvera, houvéra-
 pretérito imperfeito do subjuntivo:
mos, houvéreis, houveram;
pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos,
 pretérito imperfeito do subjuntivo: pudésseis, pudessem;
houvesse, houvesses, houvesse, houvésse-
 futuro do subjuntivo: puder, pude-
mos, houvésseis, houvessem;
res, puder, pudermos, puderdes, puderem.
 futuro do subjuntivo: houver, hou-
veres, houver, houvermos, houverdes, houve- Pôr
rem.
 presente do indicativo: ponho,
Ir pões, põe, pomos, pondes, põem;
 presente do subjuntivo: ponha, po-
 presente do indicativo: vou, vais,
nhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham;
vai, vamos, ides, vão;
 pretérito imperfeito do indicativo:
 presente do subjuntivo: vá, vás, vá,
punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis,
vamos, vades, vão;
punham;
 pretérito imperfeito do indicativo:
 pretérito perfeito do indicativo:
ia, ias, ia, íamos, íeis, iam;
pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puse-
 pretérito perfeito do indicativo: fui, ram;
foste, foi, fomos, fostes, foram;
 pretérito mais-que-perfeito do indi-
 pretérito mais-que-perfeito do indi- cativo: pusera, puseras, pusera, puséramos,
cativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram; puséreis, puseram;
 pretérito imperfeito do subjuntivo:  pretérito imperfeito do subjuntivo:
fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fos- pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos,
sem; pusésseis, pusessem;
 futuro do subjuntivo: for, fores, for,  futuro do subjuntivo: puser, puse-
formos, fordes, forem. res, puser, pusermos, puserdes, puserem.

Poder

57
Apostila TJ-TO

Todos os derivados do verbo pôr seguem exa-  pretérito imperfeito do subjuntivo:


tamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, soubesse, soubesses, soubesse, soubésse-
decompor, depor, descompor, dispor, expor, impor, in- mos, soubésseis, soubessem;
dispor, interpor, opor, pospor, predispor, pressupor,  futuro do subjuntivo: souber, sou-
propor, recompor, repor, sobrepor, supor, transpor beres, souber, soubermos, souberdes, soube-
são alguns deles. rem.

Querer Ser

 presente do indicativo: quero, que-  presente do indicativo: sou, és, é,


res, quer, queremos, quereis, querem; somos, sois, são;
 presente do subjuntivo: queira,  presente do subjuntivo: seja, sejas,
queiras, queira, queiramos, queirais, queiram; seja, sejamos, sejais, sejam;
 pretérito perfeito do indicativo:  pretérito imperfeito do indicativo:
quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, qui- era, eras, era, éramos, éreis, eram;
seram;  pretérito perfeito do indicativo: fui,
 pretérito mais-que-perfeito do indi- foste, foi, fomos, fostes, foram;
cativo: quisera, quiseras, quisera, quiséra-  pretérito mais-que-perfeito do indi-
mos, quiséreis, quiseram; cativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
 pretérito imperfeito do subjuntivo:  pretérito imperfeito do subjuntivo:
quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fos-
quisésseis, quisessem; sem;
 futuro do subjuntivo: quiser, quise-  futuro do subjuntivo: for, fores, for,
res, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem; formos, fordes, forem.

Saber As segundas pessoas do imperativo afirmativo


são: sê (tu) e sede (vós).
 presente do indicativo: sei, sabes,
sabe, sabemos, sabeis, sabem; Ter
 presente do subjuntivo: saiba, sai-
bas, saiba, saibamos, saibais, saibam;  presente do indicativo: tenho, tens,

 pretérito perfeito do indicativo: tem, temos, tendes, têm;

soube, soubeste, soube, soubemos, soubes-  presente do subjuntivo: tenha, te-

tes, souberam; nhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham;

 pretérito mais-que-perfeito do indi-  pretérito imperfeito do indicativo:

cativo: soubera, souberas, soubera, soubéra- tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham;

mos, soubéreis, souberam;  pretérito perfeito do indicativo: tive,


tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram;

58
Apostila TJ-TO

 pretérito mais-que-perfeito do indi-  presente do indicativo: vejo, vês,


cativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivé- vê, vemos, vedes, vêem;
reis, tiveram;  presente do subjuntivo: veja, vejas,
 pretérito imperfeito do subjuntivo: veja, vejamos, vejais, vejam;
tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivés-  pretérito perfeito do indicativo: vi,
seis, tivessem; viste, viu, vimos, vistes, viram;
 futuro do subjuntivo: tiver, tiveres,  pretérito mais-que-perfeito do indi-
tiver, tivermos, tiverdes, tiverem. cativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram;
 pretérito imperfeito do subjuntivo:
Seguem esse modelo os verbos ater, conter,
visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem;
deter, entreter, manter, reter.
 futuro do subjuntivo: vir, vires, vir,
virmos, virdes, virem.
Trazer

Seguem esse modelo os derivados antever, en-


 presente do indicativo: trago, tra-
trever, prever, rever. Prover segue o modelo acima
zes, traz, trazemos, trazeis, trazem;
apenas no presente do indicativo e seus tempos deri-
 presente do subjuntivo: traga, tra-
vados; nos demais tempos, comporta-se como um
gas, traga, tragamos, tragais, tragam;
verbo regular da segunda conjugação.
 pretérito perfeito do indicativo:
trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxes- Vir
tes, trouxeram;
 pretérito mais-que-perfeito do indi-  presente do indicativo: venho, vens,
cativo: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéra- vem, vimos, vindes, vêm;
mos, trouxéreis, trouxeram;  presente do subjuntivo: venha, ve-
 futuro do presente: trarei, trarás, nhas, venha, venhamos, venhais, venham;
trará, etc.;  pretérito imperfeito do indicativo:
 futuro do pretérito: traria, trarias, tra- vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vi-
ria, etc.; nham;
 pretérito imperfeito do subjuntivo:  pretérito perfeito do indicativo: vim,
trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxésse- vieste, veio, viemos, viestes, vieram;
mos, trouxésseis, trouxessem;  pretérito mais-que-perfeito do indi-
 futuro do subjuntivo: trouxer, trou- cativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis,
xeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe- vieram;
rem.  pretérito imperfeito do subjuntivo:
viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis,
Ver
viessem;
 futuro do subjuntivo: vier, vieres,
vier, viermos, vierdes, vierem;

59
Apostila TJ-TO

 particípio e gerúndio: vindo. 7- ADVÉRBIO


Compare estes exemplos:
Seguem esse modelo os verbos advir, convir, O ônibus chegou.
desavir-se, intervir, provir, sobrevir. O ônibus chegou ontem.
A palavra ontem acrescentou ao verbo che-
O emprego do infinitivo não obedece a regras gou uma circunstância de tempo: ontem é um advér-
bio.
bem definidas.
Marcos jogou bem.
Marcos jogou muito bem.
O impessoal é usado em sentido genérico ou
A palavra muito intensificou o sentido do ad-
indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pes- vérbio bem: muito, aqui, é um advérbio.
soal refere-se às pessoas do discurso, dependendo A criança é linda.
do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma A criança é muito linda.

pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e A palavra muito intensificou a qualidade con-
tida no adjetivo linda: muito, nessa frase, é um ad-
ênfase. vérbio.

Usa-se o impessoal: Advérbio é uma palavra invariável que mo-


difica o sentido do verbo, do adjetivo e do pró-
prio advérbio.
 sem referência a nenhum sujeito: É
proibido fumar na sala;
Às vezes, um advérbio pode se referir a uma
 nas locuções verbais: Devemos ava-
oração inteira; nessa situação, normalmente transmi-
liar a sua situação; tem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o con-
teúdo da oração.
 quando o infinitivo exerce função de
Por exemplo:
complemento de adjetivos: É um problema fá-
As providências tomadas foram infrutí-
cil de solucionar; feras, lamentavelmente.
 quando o infinitivo possui valor de im- Quando modifica um verbo, o advérbio pode
acrescentar várias ideias, tais como:
perativo - Ele respondeu: "Marchar!"
Tempo: Ela chegou tarde.
Lugar: Ele mora aqui.
Usa-se o pessoal:
Modo: Eles agiram mal.
Negação: Ela não saiu de casa.
 quando o sujeito do infinitivo é dife-
Dúvida: Talvez ele volte.
rente do sujeito da oração principal: Eu não te
culpo por saíres daqui;
 quando, por meio de flexão, se quer Observações:
realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi - Os advérbios que se relacionam
ao verbo são palavras que expres-
um erro responderes dessa maneira; sam circunstâncias do processo ver-
 quando queremos determinar o su- bal, podendo assim, ser classificados
como determinantes.
jeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): - Escutei
baterem à porta.

60
Apostila TJ-TO

Por exemplo: Por exemplo:


Ninguém manda aqui! " Isso é simplesmente futebol" - disse
o jogador.
mandar: verbo
"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova
aqui: advérbio de lugar = determinante do campanha publicitária ufanista.
verbo
- Quando modifica um adjetivo, o advérbio
IMPORTANTE: Toda estrutura adverbial será
acrescenta a ideia de intensidade.
uma circunstância e toda circunstância sempre será
Por exemplo: uma estrutura adverbial. As circunstâncias mais usu-
ais são:
O filme era muito bom.
- Na linguagem jornalística e publicitária atuais,
têm sido frequentes os advérbios associados a subs-
tantivos:

Lugar Tempo Modo Causa Conseqüência


Condição Proporção Finalidade Negação Afirmação
Companhia Ausência Meio Matéria Comparação
Concessão Conformidade Intensidade Oposição Instrumento

61
Apostila TJ-TO
- Subordinativas - ligam duas orações depen-

Exemplos: dentes, subordinando uma à outra. Apresentam dez


tipos:
Ex: Amanhã iremos de avião com nossos pais
a São Paulopara uma festa anual.
 causais: porque, visto que, já que,
 Amanhã  advérbio de tempo
uma vez que, como, desde que;
 iremos  verbo*
 de avião  locução adverbial de
meio Palavra que liga orações basicamente, estabe-
 Com nossos pais  locução adver- lecendo entre elas alguma relação (subordinação ou
bial de companhia
coordenação). As conjunções classificam-se em:
 a São Paulo  locução adverbial de
lugar (destino)
 para uma festa  locução adverbial  comparativas: como, (tal) qual, as-
de finalidade
sim como, (tanto) quanto, (mais ou menos +)
 anual.  adjetivo
que;
 condicionais: se, caso, contanto
8- CONJUNÇÃO
que, desde que, salvo se, sem que (= se não),
É a palavra que liga orações basicamente, es-
a menos que;
tabelecendo entre elas alguma relação (subordinação
 consecutivas (conseqüência, resul-
ou coordenação). As conjunções classificam-se em:
tado, efeito): que (precedido de tal, tanto, tão
etc. - indicadores de intensidade), de modo
- Coordenativas, aquelas que ligam duas ora-
que, de maneira que, de sorte que, de maneira
ções independentes (coordenadas), ou dois termos
que, sem que;
que exercem a mesma função sintática dentro da ora-
 conformativas (conformidade, ade-
ção. Apresentam cinco tipos:
quação): conforme, segundo, consoante,

 aditivas (adição): e, nem, mas tam- como;

bém, como também, bem como, mas ainda;  concessiva: embora, conquanto,

 adversativas (adversidade, oposi- posto que, por muito que, se bem que, ainda

ção): mas, porém, todavia, contudo, antes (= que, mesmo que;

pelo contrário), não obstante, apesar disso;  temporais: quando, enquanto, logo

 alternativas (alternância, exclusão, que, desde que, assim que, mal (= logo que),

escolha): ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer; até que;

 conclusivas (conclusão): logo, por-  finais - a fim de que, para que, que;

tanto, pois (depois do verbo), por conseguinte,  proporcionais: à medida que, à pro-
por isso; porção que, ao passo que, quanto mais (+

 explicativas (justificação): - pois (an- tanto menos);

tes do verbo), porque, que, porquanto.  integrantes - que, se.

62
Apostila TJ-TO

As conjunções integrantes introduzem as ora- presta a ligar palavras entre si num processo de su-
bordinação denominado regência.
ções subordinadas substantivas.
Diz-se regência devido ao fato de que, na rela-
ção estabelecida pelas preposições, o primeiro ele-
Por exemplo: mento – chamado antecedente – é o termo que rege,
que impõe um regime; o segundo elemento, por sua
Espero que você volte. (Espero sua
vez – chamado consequente – é o termo regido,
volta.)
aquele que cumpre o regime estabelecido pelo ante-
Não sei se ele voltará. (Não sei da sua
cedente.
volta.)
Exemplos:
1. A hora das refeições é sa-
Locução Conjuntiva
grada.
Recebem o nome de locução conjuntiva os con-
hora das refeições: elementos ligados por pre-
juntos de palavras que atuam como conjunção. Essas
posição
locuções geralmente terminam em "que". Observe os
exemplos: de + as = das: preposição
hora: termo antecedente = rege a construção
visto que "das refeições"
desde que refeições: termo consequente = é regido pela
construção "hora da"
ainda que
2. Alguém passou por aqui.
por mais que
passou por aqui: elementos ligados por prepo-
à medida que sição
à proporção que por: preposição
logo que passou: termo antecedente = rege a constru-
a fim de que ção "por aqui"
aqui: termo consequente = é regido pela cons-
9- PREPOSIÇÃO trução "passou por"

Preposição é a palavra que estabelece uma As preposições são palavras invariáveis, pois
relação entre dois ou mais termos da oração. Essa re- não sofrem flexão de gênero, número ou variação em
lação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os ele- grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo,
mentos ligados pela preposição não há sentido disso- modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto, em
ciado, separado, individualizado; ao contrário, o sen- diversas situações as preposições se combinam a ou-
tido da expressão é dependente da união de todos os tras palavras da língua (fenômeno da contração) e,
elementos que a preposição vincula. assim, estabelecem uma relação de concordância em
gênero e número com essas palavras às quais se li-
Exemplos: gam. Mesmo assim, não se trata de uma variação pró-
1. Os amigos de João estra- pria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela
nharam o seu modo de vestir. se funde.

amigos de João / modo de vestir: ele- Por exemplo:


mentos ligados por preposição de + o = do
de: preposição por + a = pela
2. Ela esperou com entusi- em + um = num
asmo aquele breve passeio.
esperou com entusiasmo: elementos As preposições podem introduzir:
ligados por preposição a) Complementos Verbais
com: preposição Por exemplo:
Esse tipo de relação é considerada uma cone- Eu obedeço "aos meus pais".
xão, em que os conectivos cumprem a função de ligar
elementos. A preposição é um desses conectivos e se b) Complementos Nominais
Por exemplo:

63
Apostila TJ-TO

Continuo obediente "aos meus pais". Há palavras de outras classes gramaticais que,
em determinadas situações, podem atuar como pre-
c) Locuções Adjetivas posições. São, por isso, chamadas preposições aci-
Por exemplo: dentais:
É uma pessoa "de valor".
d) Locuções Adverbiais
como (= na qualidade de), conforme (= de
Por exemplo: acordo com), segundo (= conforme), conso-
Tive de agir "com cautela". ante (= conforme), durante, salvo, fora, medi-
ante, tirante, exceto, senão, visto (=por).
e) Orações Reduzidas
Por exemplo:
"Ao chegar", comentou sobre o fato ocorrido.
Classificação das Preposições
Saiba que:
As palavras da Língua Portuguesa que
atuam exclusivamente como preposição são chama- As preposições essenciais regem
das preposições essenciais. São elas: sempre a forma oblíqua tônica dos prono-
mes pessoais:
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, Por exemplo:
entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre,
trás Não vá sem mim à escola.
As preposições acidentais, por sua
Observações: vez, regem a forma reta desses mesmos
pronomes:
1) A preposição após, acidentalmente, pode
ser advérbio, com a significação de atrás, depois. Por exemplo:

Por exemplo: Todos, exceto eu, prefe-


rem sorvete de chocolate.
Os noivos passaram, e os convidados
os seguiram logo após.
2) Dês é o mesmo que desde e ocorre com
pouca frequência em autores modernos.
Por exemplo: Locução Prepositiva
Dês que começaste a me visitar, sinto- É o conjunto de duas ou mais palavras que têm
me melhor. o valor de uma preposição. A última palavra dessas
3) Trás, modernamente, só se usa em locuções locuções é sempre uma preposição.
adverbiais e prepositivas: por trás, para trás, para Principais locuções prepositivas:
trás de.Como preposição simples, aparece, por
exemplo, no antigo ditado:
abaixo de acima de acerca de
Trás mim virá quem bom me fará.
4) Para, na fala popular, apresenta a forma sin-
copada pra. a fim de além de a par de

Por exemplo:
apesar de antes de depois de
Bianca, alcance aqueles li-
vros pra mim.
5) Até pode ser palavra denotativa de inclusão. ao invés de diante de em fase de
Por exemplo:
Os ladrões roubaram-lhe até a roupa em vez de graças a junto a
do corpo.

64
Apostila TJ-TO

A contração da preposição a com os artigos ou


junto com junto de à custa de pronomes demonstrativos a, as ou com o "a" inicial
dos pronomes aquele, aqueles, aquela, aque-
las, aquilo resulta numa fusão de vogais a que se
defronte de através de em via de chama de crase - que deve ser assinalada na escrita
pelo uso do acento grave.

de encontro a em frente de em frente a Por exemplo:


a+a=à
sob pena de a respeito de ao encontro de Exemplos:
às - àquela - àquelas - àquele - àque-
les - àquilo
Combinação e Contração da Preposição Principais Relações estabelecidas pelas
Quando as preposições a, de, em e per unem- Preposições
se a certas palavras, formando um só vocábulo, essa  Autoria - Esta música é de Roberto
união pode ser por: Carlos.
Combinação: ocorre quando a preposição, ao  Lugar - Estou em casa.
unir-se a outra palavra, mantém todos os seus fone-
mas.  Tempo -Eu viajei durante as férias.
Por exemplo: preposição a + artigo mascu-  Modo ou conformidade - Vamos es-
lino o = ao colher por sorteio.
preposição a + artigo masculino os = aos
 Causa - Estou tremendo de frio
Contração: ocorre quando a preposição sofre
modificações na sua estrutura fonológica ao unir-se a  Assunto - Não gosto de falar so-
outra palavra. As preposições de e em, por exemplo, bre política.
formam contrações com os artigos e com diversos  Fim ou finalidade - Eu vim para ficar
pronomes. Veja:
 Instrumento - Paulo feriu- se com a
faca.
do dos da das
 Companhia - Hoje vou
sair com meus amigos.
num nuns numa numas  Meio - Voltarei a andar a cavalo.
 Matéria - Devolva-me meu
disto disso daquilo anel de prata.
 Posse - Este é o carro de João.
naque-  Oposição - O Flamengo jogou con-
naquele naquela naquelas
les tra Fluminense.
 Conteúdo - Tomei um
Observe outros exemplos: copo de (com) vinho.
em + a = na em + aquilo = naquilo  Preço - Vendemos o filhote de nosso
de + aquela = daquela de + onde = donde cachorro a (por) R$ 300,00.

Por exemplo:
per + o = pelo

Obs.: as formas pelo, pela, pelos, pe- CAPÍTULO 6 –FLEXÃO NOMINAL


las resultam da contração da antiga preposi-
ção per com os artigos definidos.
 FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS

Encontros Especiais

65
Apostila TJ-TO

O substantivo é uma classe variável. A palavra Por exemplo: a criança, a testemunha, a ví-
é variável quando sofre flexão (variação). A pala- tima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo.
vra menino, por exemplo, pode sofrer variações
Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das
para indicar:
pessoas por meio do artigo.
 Plural: meninos
Por exemplo: o colega e a colega, o doente e
 Feminino: menina a doente, o artista e a artista.
 Aumentativo: meninão
 Diminutivo: menininho Saiba que: - Substantivos de origem grega ter-
 Flexão de Gênero minados em -ema ou - oma são masculinos.

Gênero é a propriedade que as palavras têm Por exemplo: o axioma, o fonema, o poema, o
de indicar sexo real ou fictício dos seres. Na língua sistema, o sintoma, o teorema.
portuguesa, há dois gêneros: masculino e femi- - Existem certos substantivos que, variando de
nino. gênero, variam em seu significado.
Pertencem ao gênero masculino os substanti- Por exemplo:
vos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um,
uns. Veja estes títulos de filmes: o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação
emissora)
o capital (dinheiro) e a capital (cidade)
- O velho e o mar
- Um Natal inesquecível
Formação do Feminino dos Substantivos Bi-
- Os reis da praia formes
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
Pertencem ao gênero feminino os substanti- Por exemplo:
vos que podem vir precedidos dos artigos a, as,
uma, umas: aluno - aluna
b) Substantivos terminados em -ês: acres-
A história sem fim centa-se -a ao masculino.

Uma cidade sem passado Por exemplo:

As tartarugas ninjas freguês - freguesa


c) Substantivos terminados em -ão: fazem o fe-
minino de três formas:
 Substantivos Biformes e Substan-
tivos Uniformes - troca-se -ão por -oa.
Substantivos Biformes (= duas formas): ao in- Por exemplo:
dicar nomes de seres vivos, geralmente o gênero da patrão - patroa
palavra está relacionado ao sexo do ser, havendo,
portanto, duas formas, uma para o masculino e outra - troca-se -ão por -ã.
para o feminino. Observe: Por exemplo:
 gato - gata campeão - campeã
 homem - mulher
 poeta - poetisa -troca-se -ão por ona.
 prefeito - prefeita Por exemplo:
Substantivos Uniformes: são aqueles que apre- solteirão - solteirona
sentam uma única forma, que serve tanto para o mas-
culino quanto para o feminino. Classificam-se em: Exceções:

Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bi- barão – baronesa


chos. ladrão- ladra
Por exemplo: a cobra macho e a cobra fêmea, sultão - sultana
o jacaré macho e o jacaré fêmea.
d) Substantivos terminados em -or:
Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam
pessoas. - acrescenta-se -a ao masculino.
Por exemplo:

66
Apostila TJ-TO

doutor - doutora A cobra macho picou o marinheiro.


- troca-se -or por -triz: A cobra fêmea escondeu-se na bana-
neira.
imperador - imperatriz
Sobrecomuns:
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -
isa:
Entregue as crianças à natureza.
-esa - -essa- -isa-
A palavra crianças refere-se tanto a
seres do sexo masculino, quanto a se-
cônsul abade res do sexo feminino.
poeta
consu- aba- Nesse caso, nem o artigo nem um pos-
poetisa
lesa dessa sível adjetivo permitem identificar o
sexo dos seres a que se refere a pala-
duque conde profeta vra. Veja:

du- con- profe- A criança chorona chamava-se João.


quesa dessa tisa A criança chorona chamava-se Maria.
Outros substantivos sobrecomuns:
f) Substantivos que formam o feminino tro-
cando o -e final por -a: a criatura João é uma boa criatura.
elefante - elefanta
g) Substantivos que têm radicais diferentes no Maria é uma boa criatura.
masculino e no feminino:
bode – cabra
o cônjuge O cônjuge de João faleceu.
boi - vaca
h) Substantivos que formam o feminino de ma-
neira especial, isto é, não seguem nenhuma das re- O cônjuge de Marcela faleceu.
gras anteriores:
czar – czarina Comuns de Dois Gêneros:
réu - ré Observe a manchete:

Formação do Feminino dos Substantivos Motorista tem acidente idêntico 23 anos


Uniformes depois.

Epicenos:
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma
Observe: mulher?
É impossível saber apenas pelo título da notí-
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pi- cia, uma vez que a palavra motorista é um subs-
nheiros. tantivo uniforme. O restante da notícia nos informa
que se trata de um homem.
Não é possível saber o sexo do jacaré em ques- A distinção de gênero pode ser feita através
tão. Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem ape- da análise do artigo ou adjetivo, quando acompa-
nas uma forma para indicar o masculino e o feminino. nharem o substantivo.
Alguns nomes de animais apresentam uma só Exemplos:
forma para designar os dois sexos. Esses substanti- o colega - a colega
vos são chamados de epicenos. No caso dos epice-
nos, quando houver a necessidade de especificar o o imigrante - a imigrante
sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. um jovem - uma jovem
Por exemplo: a cobra artista famoso - artista famosa

67
Apostila TJ-TO

repórter francês - repórter francesa Note que:


1. A palavra personagem é usada indistinta-
mente nos dois gêneros.
Substantivos de Gênero Incerto
a) Entre os escritores modernos nota-se acen-
Existem numerosos substantivos de gênero in-
tuada preferência pelo masculino:
certo e flutuante, sendo usados com a mesma signifi-
cação, ora como masculinos, ora como femininos. Por exemplo: O menino descobriu nas nu-
vens os personagens dos contos de carochinha.

erro comum, superstição, b) Com referência a mulher, deve-se preferir o


a abusão feminino:
crendice
O problema está nas mulheres de mais idade,
que não aceitam a personagem.
sedimentos deixados pelas
a aluvião águas, inundação, grande Não cheguei assim, nem era minha intenção, a
numero criar uma personagem.
2. Ordenança, praça (soldado) e sentinela (sol-
a cólera ou cólera- dado, atalaia) são sentidos e usados na língua atual,
doença infecciosa como masculinos, por se referirem, ordinariamente, a
morbo
homens.
3. Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a)
pessoa importante, pessoa modelo fotográfico Ana Belmonte.
a personagem
que figura numa história

intriga, conluio, maquina-


a trama
ção, cilada
Masculinos
cópia xerográfica, xerocó-
a xerox (ou xérox)
pia o tapa o clã
o eclipse o Hosana
refeição que os cristãos fa- o lança-perfume o herpes
o ágape ziam em comum, banquete
de confraternização o dó (pena) o pijama
o sanduíche o suéter
o caudal torrente, rio o clarinete o soprano
o champanha o proclama
o diabetes ou dia- o sósia o pernoite
doença
bete
o maracajá o púbis

o jângal floresta própria da Índia


o grama (peso) o epigrama
o quilograma o telefonema
mamífero ruminante da fa-
o lhama
mília dos camelídeos o plasma o estratagema
o apostema o dilema
soldado às ordens de um o diagrama o teorema
o ordenança
oficial

a dinamite a pane
o praça soldado raso
a áspide a mascote
a derme a gênese
o preá pequeno roedor

68
Apostila TJ-TO

a hélice a entorse
o guia (pessoa que a guia (documento,
a Alcione a libido guia outras) pena grande das asas
a filoxera a cal das aves)

a clâmide a faringe o grama (unidade de a grama (relva)


a omoplata a cólera (doença) peso)

a cataplasma a ubá (canoa) o caixa (funcionário da a caixa (recipiente, se-


caixa) tor de pagamentos)
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o
o lente (professor) a lente (vidro de au-
Havre.
mento)

Gênero e Significação: o moral (ânimo) a moral (honestidade,


bons costumes, ética)

Muitos substantivos têm uma significação no o nascente (lado onde a nascente (a fonte)
masculino e outra no feminino. Observe: nasce o Sol)

o maria-fumaça (trem a maria-fumaça (loco-


o baliza (soldado que, a baliza (marco, es- como locomotiva a va- motiva movida a va-
que à frente da tropa, taca; sinal que marca por) por)
indica os movimentos um limite ou proibição
que se deve realizar de trânsito)
o pala (poncho) a pala (parte anterior
em conjunto; o que vai
do boné ou quepe, an-
à frente de um bloco
teparo)
carnavalesco, mane-
jando um bastão)
o rádio (aparelho re- a rádio (estação emis-
ceptor) sora)
o cabeça (chefe) a cabeça (parte do
corpo)
o voga (remador) a voga (moda, popula-
ridade)
o cisma (separação a cisma (ato de cis-
religiosa, dissidência) mar, desconfiança)
Flexão de Número do Substantivo
o cinza (a cor cin- a cinza (resíduos de
zenta) combustão) Em português, há dois números gramaticais:
O singular, que indica um ser ou um grupo de
o capital (dinheiro) a capital (cidade) seres;

o coma (perda dos a coma (cabeleira) O plural, que indica mais de um ser ou grupo
sentidos) de seres.

o coral (pólipo, a cor a coral (cobra vene- A característica do plural é o s final.


vermelha, canto em nosa)
coro)

o crisma (óleo sa- a crisma (sacramento Plural dos Substantivos Simples


grado, usado na admi- da confirmação) a) Os substantivos terminados em vogal, di-
nistração da crisma e tongo oral e n fazem o plural pelo acréscimo de s.
de outros sacramen-
tos) Por exemplo:
pai – pais
o cura (pároco) a cura (ato de curar)
ímã – ímãs
o estepe (pneu so- a estepe (vasta planí- hífen - hifens (sem acento, no plural).
bressalente) cie de vegetação)

69
Apostila TJ-TO

Exceção: cânon - cânones. g) Os substantivos terminados em ão fazem o


plural de três maneiras.
b) Os substantivos terminados em m fazem o
plural em ns. - substituindo o -ão por -ões:
Por exemplo: Por exemplo:
homem - homens. ação - ações
c) Os substantivos terminados em r e z fazem - substituindo o -ão por -ães:
o plural pelo acréscimo de es.
Por exemplo:
Por exemplo:
cão - cães
revólver – revólveres
- substituindo o -ão por -ãos:
raiz - raízes
Por exemplo:
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
grão - grãos
d) Os substantivos terminados
h) Os substantivos terminados em x ficam in-
em al, el, ol, ul flexionam-se no plural, trocando
variáveis.
o l por is.
Por exemplo:
Por exemplo:
o látex - os látex.
quintal - quintais
caracol – caracóis
Plural dos Substantivos Compostos
hotel - hotéis
A formação do plural dos substantivos compos-
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules. tos depende da forma como são grafados, do tipo de
e) Os substantivos terminados em il fazem o palavras que formam o composto e da relação que
plural de duas maneiras: estabelecem entre si. Aqueles que são grafados
sem hífen comportam-se como os substantivos sim-
- Quando oxítonos, em is. ples:
Por exemplo: aguardente e aguardentes
canil - canis girassol e girassóis
- Quando paroxítonos, em eis. pontapé e pontapés
Por exemplo: malmequer e malmequeres
míssil - mísseis. O plural dos substantivos compostos cujos ele-
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural mentos são ligados por hífen costuma provocar mui-
de duas maneiras: tas dúvidas e discussões. Algumas orientações são
dadas a seguir:
répteis ou reptis (pouco usada).
a) Flexionam-se os dois elementos, quando
f) Os substantivos terminados em s fazem o formados de:
plural de duas maneiras:
substantivo + substantivo = couve-flor e cou-
- Quando monossilábicos ou oxítonos, medi- ves-flores
ante o acréscimo de es.
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amo-
Por exemplo: res-perfeitos
ás – ases adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-
retrós - retroses homens

- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, fi- numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-


cam invariáveis. feiras

Por exemplo: b) Flexiona-se somente o segundo elemento,


o lápis - os lápis quando formados de:

o ônibus - os ônibus. verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-


roupas

70
Apostila TJ-TO

palavra invariável + palavra variável = alto-fa-


lante e alto-falantes Plural dos Nomes Próprios Personativos
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e
reco-recos
Devem-se pluralizar os nomes próprios de
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, pessoas sempre que a terminação
quando formados de: se preste à flexão.
substantivo + preposição clara + substantivo =
água-de-colônia e águas-de-colônia
Por exemplo:
substantivo + preposição oculta + substantivo =
Os Napoleões também são derrota-
cavalo-vapor e cavalos-vapor
dos.
substantivo + substantivo que funciona como As Raquéis e Esteres.
determinante do primeiro, ou seja, especifica a fun-
ção ou o tipo do termo anterior.
Exemplos:
Plural dos Substantivos Estrangeiros
palavra-chave - palavras-chave
bomba-relógio - bombas-relógio
notícia-bomba - notícias-bomba Substantivos ainda não aportuguesados de-
homem-rã - homens-rã vem ser escritos como na língua
peixe-espada - peixes-espada original, acrescentando-se s (exceto quando termi-
nam em s ou z).
d) Permanecem invariáveis, quando formados
de:
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora Por exemplo:
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os os shows
saca-rolhas
os shorts
e) Casos Especiais
os jazz
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis
Substantivos já aportuguesados flexionam-
o bem-me-quer e os bem-me-queres se de acordo com as regras de
nossa língua:
o joão-ninguém e os joões-ninguém.

pãe(s) + zinhos pãezinhos Por exemplo: os clubes os chopes

animai(s) + zinhos animaizinhos


os jipes os esportes
botõe(s) + zinhos botõezinhos
chapéu(s) + zinhos chapeuzinhos as toaletes os bibelôs
farói(s) + zinhos faroizinhos
os garçons os réquiens
tren(s) + zinhos trenzinhos
colhere(s) + zinhas colherezinhas
Observe o exemplo:
flore(s) + zinhas florezinhas
Este jogador faz gols toda vez que joga.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.

Obs.: são anômalos os plurais pastori-


nhos(as), papelinhos, florzinhas, florinhas, co-
lherzinhas e mulherzinhas, correntes na língua Plural com Mudança de Timbre
popular, e usados até por escritores
de renome.

71
Apostila TJ-TO

Por exemplo:
Certos substantivos formam o plural com
mudança de timbre da vogal tônica Aqui morreu muito negro.
(o fechado / o aberto). É um fato fonético cha- Celebraram o sacrifício divino muitas ve-
mado metafonia. zes em capelas improvisadas.
Juntou-se ali uma população de retirantes
que, entre homem, mulher e menino, ia
Singular Plural Singular Plural bem cinquenta mil."

corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó) Flexão de Grau do Substantivo
esforço esforços ovo ovos Grau é a propriedade que as palavras têm de
fogo fogos poço poços exprimir as variações de tamanho dos seres. Classi-
forno fornos porto portos fica-se em:
fosso fossos posto postos
imposto impostos rogo rogos Grau Normal - Indica um ser de tamanho con-
olho olhos tijolo tijolos siderado normal. Por exemplo: casa
Grau Aumentativo - Indica o aumento do ta-
manho do ser. Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, al- um adjetivo que indica grandeza.
moços, bolsos, esposos, estojos,
globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc. Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um su-
Obs.: distinga-se molho (ô), caldo (molho fixo indicador de aumento.
de carne), de molho (ó), feixe (molho de lenha).
Por exemplo: casarão.
Grau Diminutivo - Indica a diminuição do ta-
Particularidades sobre o Número dos
manho do ser. Pode ser:
Substantivos
Analítico = substantivo acompanhado de um
adjetivo que indica pequenez.
a) Há substantivos que só se usam no singu-
lar: Por exemplo: casa pequena.
Sintético = é acrescido ao substantivo um su-
Por exemplo: fixo indicador de diminuição.
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc. Por exemplo: casinha.

b) Outros só no plural:
FLEXÃO DOS ADJETIVOS
Por exemplo:
as núpcias, os víveres, os pêsames,
as espadas/os paus (naipes de baralho), as O adjetivo varia em gênero, número e grau.
fezes.
Gênero dos Adjetivos

c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido dife- Os adjetivos concordam com o substan-
rente do singular: tivo a que se referem (masculino e feminino). De
forma semelhante aos substantivos, classificam-
se em:
Por exemplo:
Biformes - têm duas formas, sendo uma
bem (virtude) e bens (riquezas) para o masculino e outra para o feminino.
honra (probidade, bom nome) e hon- Por exemplo:
ras (homenagem, títulos)
ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele fle-
d) Usamos às vezes, os substantivos no sin-
xiona no feminino somente o último elemento.
gular mas com sentido de plural:

72
Apostila TJ-TO

Por exemplo: Adjetivo composto é aquele formado por dois


ou mais elementos. Normalmente, esses elementos
o moço norte-americano, a moça norte- são ligados por hífen. Apenas o último elemento con-
americana. corda com o substantivo a que se refere; os demais
Exceção: surdo-mudo e surda-muda. ficam na forma masculina, singular. Caso um dos ele-
Uniformes - têm uma só forma tanto para o mentos que formam o adjetivo composto seja um
masculino como para o feminino. substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto fi-
cará invariável.
Por exemplo:
Por exemplo: a palavra rosa é originalmente
homem feliz e mulher feliz. um substantivo, porém, se estiver qualificando um ele-
mento, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a ou-
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica
tra palavra por hífen, formará um adjetivo composto;
invariável no feminino.
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo com-
Por exemplo: posto inteiro ficará invariável.
conflito político-social e desavença polí-
tico-social.
Número dos Adjetivos Por exemplo:
Plural dos adjetivos simples
Camisas rosa-claro.
Os adjetivos simples flexionam-se no plu-
ral de acordo com as regras estabelecidas para
Ternos rosa-claro.
a flexão numérica dos substantivos simples.

Por exemplo: Olhos verde-claros.

mau e maus Calças azul-escuras e camisas verde-mar.

feliz e felizes Telhados marrom-café e paredes


verde-claras.
ruim e ruins

boa e boas
Obs.:
Caso o adjetivo seja uma palavra que tam- - Azul-marinho, azul-celeste, ultravio-
bém exerça função de substantivo, ficará invari- leta e qualquer adjetivo composto iniciado
ável, ou seja, se a palavra que estiver qualifi- por cor-de-... são sempre invariáveis.
cando um elemento for, originalmente, um subs- - Os adjetivos compostos surdo-mudo e
tantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exem- pele-vermelha têm os dois elementos flexi-
plo: a palavra cinza é originalmente um substan- onados.
tivo, porém, se estiver qualificando um elemento,
funcionará como adjetivo. Ficará, então invariá-
vel. Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Por exemplo: camisas cinza, ternos cinza.
Grau do Adjetivo
Veja outros exemplos: Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar
a intensidade da qualidade do ser. São dois os graus
Motos vinho (mas: motos verdes) do adjetivo: o comparativo e o superlativo.
Comparativo
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Nesse grau, comparam-se a mesma caracterís-
tica atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais
Comícios monstro (mas: comícios grandio- características atribuídas ao mesmo ser. O compara-
sos). tivo pode ser de igualdade, de superioridade ou
de inferioridade. Observe os exemplos abaixo:
Adjetivo Composto 1) Sou tão alto como você. Comparativo De
Igualdade

73
Apostila TJ-TO

No comparativo de igualdade, o segundo termo O secretário é muito inteligente.


da comparação é introduzido pelas pala-
Sintética: a intensificação se faz por meio do
vras como, quanto ouquão.
acréscimo de sufixos.
2) Sou mais alto (do) que você. Comparativo
Por exemplo:
De Superioridade Analítico
O secretário é inteligentíssimo.
No comparativo de superioridade analítico, en-
tre os dois substantivos comparados, um tem quali- Observe alguns superlativos sintéticos:
dade superior. A forma é analítica porque pedimos au-
xílio a "mais...do que" ou "mais...que".
3) O Sol é maior (do) que a Terra. Compara- benéfico beneficentíssimo
tivo De Superioridade Sintético
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo
de superioridade, formas sintéticas, herdadas do la- bom boníssimo ou ótimo
tim. São eles:
célebre celebérrimo
bom-melhor pequeno-menor
comum comuníssimo
mau-pior alto-superior
cruel crudelíssimo
grande-
baixo-inferior
maior
difícil dificílimo

Observe que:
doce dulcíssimo
a) As formas menor e pior são comparativos
de superioridade, pois equivalem a mais pequeno e
mais mau, respectivamente. fácil facílimo
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas
sintéticas (melhor, pior, maior e menor), porém, em fiel fidelíssimo
comparações feitas entre duas qualidades de
um mesmo elemento, deve-se usar as formas analíti-
cas mais bom, mais mau,mais grande e mais pe- frágil fragílimo
queno.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo frio friíssimo ou frigidíssimo
- Comparação de dois elementos.
Pedro é mais grande que pequeno - compara-
ção de duas qualidades de um mesmo elemento. humilde humílimo

4) Sou menos alto (do) que você. Compara-


tivo De Inferioridade jovem juveníssimo
Sou menos passivo (do) que tolerante.
Superlativo livre libérrimo

O superlativo expressa qualidades num grau


muito elevado ou em grau máximo. O grau superlativo magnífico magnificentíssimo
pode serabsoluto ou relativo e apresenta as seguin-
tes modalidades:
magro macérrimo ou magríssimo
Superlativo Absoluto: ocorre quando a quali-
dade de um ser é intensificada, sem relação com ou-
tros seres. Apresenta-se nas formas: manso mansuetíssimo
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio
de palavras que dão ideia de intensidade (advérbios).
Por exemplo:

74
Apostila TJ-TO

Forma-se o comparativo do advérbio do


mau péssimo mesmo modo que o comparativo do adjetivo:
de igualdade: tão + advérbio + quanto (como)
nobre nobilíssimo Por exemplo:
Renato fala tão alto quanto João.
pequeno mínimo de inferioridade: menos + advérbio + que (do
que)
paupérrimo ou pobrís- Por exemplo:
pobre
simo
Renato fala menos alto do que João.
de superioridade:
preguiçoso pigérrimo
Analítico: mais + advérbio + que (do que)
Por exemplo:
próspero prospérrimo
Renato fala mais alto do que João.

sábio sapientíssimo Sintético: melhor ou pior que (do que)


Por exemplo:
sagrado sacratíssimo Renato fala melhor que João.
Grau Superlativo
Superlativo Relativo: ocorre quando a quali- O superlativo pode ser analítico ou sinté-
dade de um ser é intensificada em relação a um con- tico:
junto de seres. Essa relação pode ser:
Analítico: acompanhado de outro advérbio.
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
Por exemplo:
De Inferioridade: Clara é a menos bela da
sala.Note bem: Renato fala muito alto.

1) O superlativo absoluto analítico é expresso muito = advérbio de intensidade


por meio dos advérbios muito, alto = advérbio de modo
extremamente, excepcionalmente, etc., ante- Sintético: formado com sufixos.
postos ao adjetivo.
Por exemplo:
2) O superlativo absoluto sintético se apresenta
sob duas formas : uma erudita, de origem latina, outra Renato fala altíssimo.
popular, de origem vernácula. A forma erudita é cons-
tituída pelo radical do adjetivo latino + um dos sufi-
xos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: fidelís-
simo, facílimo, paupérrimo. Obs.: as formas diminutivas
A forma popular é constituída do radical do ad- (cedinho, pertinho, etc.) são co-
jetivo português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agi- muns na língua popular.
líssimo. Observe:
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, Maria mora pertinho daqui.
precariíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na lin- (muito perto)
guagem atual, as formas seríssimo, precaríssimo, ne- A criança levantou cedinho.
cessaríssimo, sem o desagradável hiato i-í. (muito cedo)
Flexão do Advérbio
. Os advérbios são palavras invariáveis, isto é,
não apresentam variação em gênero e número. Al-
guns advérbios, porém, admitem a variação em grau.
Observe:
Grau Comparativo

75
Apostila TJ-TO

Obs. : o agente da passiva geralmente é


CAPÍTULO 7 – VOZES VERBAIS
acompanhado da preposição por, mas pode
ocorrer a construção com a preposição de.
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo
para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da
ação. São três as vozes verbais: Por exemplo:

a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a A casa ficou cercada de soldados.
ação expressa pelo verbo. - Pode acontecer ainda que o agente da passiva não
Por exemplo: esteja explícito na frase.
Por exemplo:
Ele fez o trabalho. A exposição será aberta amanhã.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar
sujeito agente ação objeto (paciente) (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma-
ção das frases seguintes:

b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a


ação expressa pelo verbo. Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)

Por exemplo:
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do in-
dicativo)
O trabalho foi feito por ele.

Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)


sujeito paciente ação agente da passiva

O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)


c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo
agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
Por exemplo:
O menino feriu-se.
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)

Obs.: não confundir o emprego reflexivo


- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER as-
do verbo com a noção de reciprocidade.
sume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz
ativa. Observe a transformação da frase seguinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
Por exemplo: As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Formação da Voz Passiva
Obs.: é menos frequente a construção
A voz passiva pode ser formada por dois proces- da voz passiva analítica com outros verbos
sos: analítico e sintético. que podem eventualmente funcionar como
1- Voz Passiva Analítica auxiliares.

Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + parti-


cípio do verbo principal.
Por exemplo: Por exemplo:
A escola será pintada A moça ficou marcada pela doença.
O trabalho é feito por ele. 2- Voz Passiva Sintética
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com
o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.

76
Apostila TJ-TO

Por exemplo: conservando o mesmo tempo. Observe mais exem-


plos:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola. - Os mestres têm constante-
mente aconselhado os alunos.
Os alunos têm sido constantemente aconse-
lhados pelos mestres.

Obs.: o agente não costuma - Eu o acompanharei.


vir expresso na voz passiva sinté- Ele será acompanhado por mim.
tica.
Curiosidade
Obs.: quando o sujeito da voz ativa for
A palavra passivo possui a mesma indeterminado, não haverá complemento
raiz latina de paixão (latim pas- agente na passiva.
sio, passionis) e ambas se relacio-
nam com o significado sofrimento,
Por exemplo:
padecimento. Daí vem o significado
de voz passiva como sendo a voz - Prejudicaram-me.Fui prejudicado.
que expressa a ação sofrida pelo Saiba que:
sujeito.
1) Aos verbos que não são ativos nem passivos
Na voz passiva temos dois elemen- ou reflexivos, são chamados neutros.
tos que nem sempre aparecem: SU-
JEITO PACIENTE e AGENTE DA Por exemplo:
PASSIVA. O vinho é bom.
Aqui chove muito.
2) Há formas passivas com sentido ativo:
Por exemplo:
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva É chegada a hora. (= Chegou a hora.)Eu
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem al- ainda não
terar substancialmente o sentido da frase. era nascido. (= Eu ainda não tinha nas-
cido.)És um homem
Por exemplo: lido e viajado. (= que leu e viajou)
3) Inversamente, usamos formas ativas com
(Voz Ativa) sentido passivo:
Por exemplo:
Gutenberg inventou a imprensa Há coisas difíceis de entender. (= se-
rem entendidas)Mandou-o lançar na prisão.
(= ser lançado)
Sujeito da
Objeto Direto
Ativa 4) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-
se (no sentido cirúrgico) e vacinar-se são considera-
dos passivos, logo o sujeito é paciente.
(Voz Passiva)
Por exemplo:
Chamo-me Luís.
A imprensa foi inventada por Gutenberg Batizei-me na Igreja do Carmo.
Operou-se de hérnia.
Sujeito da Agente da Pas- Vacinaram-se contra a gripe.
Passiva siva

Observe que o objeto direto será o sujeito da


passiva, o sujeito da ativa passará a agente da
passiva e overbo ativo assumirá a forma passiva,

77
Apostila TJ-TO
Ex.: João e eu visitamos a moça / Jessé ou
CAPÍTULO 8 –FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO José casará com ela? / Estão aqui o seu di-
nheiro e sua bolsa!
Frase - todo enunciado de sentido completo, capaz de
estabelecer comunicação. Podem ser nominais ou
Observação
verbais.

nos casos de inversão do suj. a verbos


Oração - enunciado que se estrutura em torno de um
verbo ou locução verbal. intransitivos (aparecer, chegar, correr,
restar, surgir...), pode-se confundi-lo
com objeto. Deve-se sempre examinar
Período - constitui-se de uma ou mais orações. Po- a natureza do verbo, para não se deixar
dem ser simples ou compostos. enganar - apareceu, enfim, o cortejo
real
Observação
 sujeito oculto, elíptico ou desinencial - deter-
haverá num período tantas orações quanto fo- minado, mas implícito na desinência verbal
rem os verbos, considerando locuções verbais (DNP) ou subentendido através de uma frase
e tempos compostos como um só verbo. anterior. Deve-se atentar para a 3ª pessoa do
plural, onde não há sujeito oculto eles ou elas
e sim um caso de sujeito indeterminado.
SUJEITO
Ex.: Vivemos felizes / "Antes de iniciar este li-
vro, imaginei construí-lo pela divisão do traba-
O verbo mantém relação de concordância com seu
lho" - G. Ramos / Beba esse leite, menino!
sujeito. A composição do sujeito explícito pode ser
uma única palavra ou um conjunto de palavras (onde
se deve determinar o núcleo ou núcleos), incluindo  indeterminado - quando não se pode (ou não
também as orações substantivas subjetivas. se quer) precisar que elemento é o sujeito.
Ocorre de duas maneiras: verbo na 3ª pessoa
Podem ser núcleo do sujeito: substantivo ou um equi- do plural, sem sujeito explícito ou 3ª pessoa
valente dele (pronomes substantivos, numerais subs- do singular (exceto VTD) + SE. (Nunca lhe
tantivos ou palavras substantivadas). ofereceram emprego / Precisa-se de empre-
gados)
Tipos de sujeito
Observação
Os tipos de sujeito são basicamente dois, segundo
Pasquale e Ulisses, determinado (simples, composto a oração de suj. indeterminado com a
e oculto) e indeterminado (indeterminado e oração partícula se não pode ser transformada
sem sujeito). em voz pass. analítica. Havendo essa
possibilidade, a palavra se deve ser in-
 simples - possui um núcleo. terpretada como pronome apassivador
- celebrou-se a missa - a missa foi cele-
brada
Ex.: Maria esteve aqui / Alguém me viu / Duas
vieram
 oração sem sujeito - o processo verbal en-
cerra-se em si mesmo, sem atribuição a ne-
Observação
nhum ser. Ocorre sempre com verbos impes-
soais nos seguintes casos: verbos que expri-
o pronome oblíquo átono pode funcio- mem fenômenos da natureza; verbos fazer,
nar como suj. de um verbo no infinitivo. ser, ir e estar indicando tempo cronológico ou
Isso ocorre quando se tem na 1ª oração clima (no caso do ser, também distância);
um verbo causativo (deixar, mandar, fa- verbo haver = existir ou em referência a
zer...) ou sensitivos (ver, ouvir, sentir...) tempo decorrido.
- o chefe mandou-o trabalhar / não o vi-
mos entrar Ex.: Choveu demais / São três anos de soli-
dão / Há cem voluntários / Há muitos anos
 composto - possui mais de um núcleo, inde- não o vejo / Vai para dois meses de espera
pendente de sua ordem na frase.

78
Apostila TJ-TO

Observação É formado por um verbo de ligação acrescido de um


nome (substantivo, adjetivo ou pronome), dito predi-
cativo do sujeito. O núcleo deste predicado é o predi-
os verbos impessoais não apresentam
cativo, uma vez que o verbo somente estabelece liga-
sujeito e devem permanecer na 3ª pes-
ção.
soa do singular (exceto o verbo ser, que
também admite a 3ª pessoa do plural).
Quando um verbo auxiliar se junta a um Ex.: O rapaz estava apreensivo. / Ela caiu de cama. /
verbo impessoal, a impessoalidade é A mãe virou bicho naquele dia.
transmitida a ele.
Predicado verbal

PREDICADO É formado por um verbo transitivo ou intransitivo, isto


é, um verbo que não seja de ligação. Neste caso, o
Apresenta-se em três tipos: verbo será sempre significativo, constituindo o núcleo
do predicado verbal
 verbal - núcleo é um verbo significativo, noci-
onal que traz uma idéia nova ao sujeito (tran- Ex.: Os passageiros desceram. / Comprei flores. /
sitivo ou intransitivo) Comprei-lhe flores.
 nominal - núcleo do predicado é um nome
(predicativo). O verbo não é significativo, fun- Predicado verbo-nominal
cionando apenas como ligação entre o sujeito
e o predicativo Encerra em si mesmo uma união de predicados. Apre-
 verbo-nominal - contém dois núcleos: verbo senta um verbo significativo (núcleo do predicado ver-
significativo e um predicativo bal) e um predicativo (núcleo do predicado nominal),
portanto dois núcleos.
Observação
Ex.: Ela entrou risonha na sala. / João abaixou os
Quando houver verbo de ligação, o predicado olhos pensativo. / Considero inexeqüível o projeto ex-
será necessariamente nominal e quando hou- posto.
ver predicativo do objeto, o predicado será
verbo-nominal sempre. A regência verbal é importante para se compreender
que os verbos devem ser classificados em função do
Para se classificar o predicado, torna-se indispensá- contexto em que se apresentam. Há casos de verbos
vel o estudo dos tipos de verbos (transitivos, intransi- que aparecem com transitividades diferentes se os
tivos e de ligação). contextos foram trocados.

Verbos Ex.: Perdoai sempre. - intransitivo / Perdoai as ofen-


sas - transitivo direto / Perdoai aos inimigos - transitivo
indireto / Perdoai as ofensas aos inimigos. - transitivo
 ligação - expressam estado permanente ou direto e indireto
transitório, mudança ou continuidade de es-
tado, aparência de estado (ser, estar, perma-
necer, ficar, continuar, parecer, andar = es-
tar). Deve-se entender que estes verbos não
serão mais de ligação se não estabelecerem
relação entre sujeito e seu predicativo. (Ando
preocupado / Andei cem metros, Fiquei triste
/ Fiquei na sala, Permaneceu suspensa / Per-
maneceu no cargo)
 intransitivo - quando a significação verbal está
inteiramente contida no verbo, não necessi-
tando de complementação.
 transitivo - pedem complementos verbais
para completarem a sua significação. Podem
ser transitivos diretos, indiretos e diretos e in-
diretos, dependendo do complemento.

Predicado nominal

79
Apostila TJ-TO
CAPÍTULO 9 –TERMOS DA ORAÇÃO E DO PERÍ- Estas serão sintaticamente classifica-
ODO das como “ADJUNTO ADNOMI-
NAL”
Introdução à Sintaxe
Ex1: Os meu dois lindos cachorros / são
Quando vamos estabelecer a comunicação, fazemos idosos.
uma frase, período ou oração. Há várias classes gra-
maticais para estabelecer a comunicação. Cada pa- Os = artigo
lavra vai exercer uma função, podendo uma ser mais Meus = pronome possessivo
importante que as outras. Na Análise Sintática um Dois = numeral
“serve”, o outro é “servido”. Lembre-se que na Análise Lindos = adjetivo
Morfológica há 4 classes gramaticais para servir ao Cachorros = substantivo  Sintaticamente:
substantivo. Não existe adjetivo sem que exista um núcleo do sujeito.
substantivo. O mesmo acontece com o artigo, nume- Sintaticamente: Os/ meus/ dois/ lindos  to-
ral e pronome. dos são adjuntos adnominais.

Sintaxe conceito: caracteriza-se por analisar a fun-


Ex2: Os dois amigos meus/ chegarão ama-
ção de um termo perante outros termos de uma
nhã.
mesma construção gramatical.
. Os = artigo
A análise sintática é fundamentada nos Termos Es- . Dois = numeral
senciais. Preste atenção na classificação de Ma- . Amigos = substantivo  sintaticamente: NÚ-
chado de Assis, são 3 termos essenciais, sem eles CLEO DO SUJEITO, porque todos os outros
não há comunicação em regra. elementos referem-se a este substantivo.
. Meus = pronome
**Sintaticamente, todos os demais elementos
serão ADJUNTOS ADNOMINAIS.
Os “TERMOS ESSENCIAS
É válido saber que as classes gramaticais
o Sujeito o Preposição
o Predicado o Conjunção
o Predicativo, que pode ser do Sujeito o Interjeição
ou do Objeto. Nunca apresentarão funções sintáti-
cas.
**OBS: locução, são 2 ou mais ter-
 SUJEITO mos. Se a preposição não tem classi-
ficação sintática, a locução preposi-
tiva também não pode ter função sin-
 OBS: é um termo essencial e sempre que tal tática.
estrutura sintática possuir mais de um termo, Isso também vale para as respectivas
deverá localizar o “Núcleo do sujeito”. locuções:
 Locução prepositiva
Ex: Cachorros / fazem bem ao emocional de  Locução conjuntiva
todos.  Locução Interjetiva
Classificação: cachorros = substantivo = su-
jeito.
OBJETO DIRETO
 OBS: Dentro daestrutura de sujeito, se antes
ou após o núcleo tivermos as classes grama-
É um complemento verbal solicitado pelo verbo não
ticais:
havendo preposição na pergunta. Para que tenhamos
o ARTIGO,
tal complemento, o verbo só poderá realizar duas pos-
o ADJETIVO,
síveis perguntas:
o NUMERAL
o PRONOME,

80
Apostila TJ-TO

 O que? – para coisa.  Algo, alguma coisa. o COM QUE?


 Quem? - para pessoa.  alguém. o PARA QUEM?
**Note: como não tem preposição na per- o EM
gunta, então não existirá na resposta. Por
isso é O.D.( objeto direto)
**Não se analisa olhando para o comple-
**antes de “Que? Quem?” usam-se as preposi-
mento. Você analisa verbo e complemento
ções (várias preposições)
olhando o verbo!
Importante: verbos que fazem qualquer uma dessas
OBS: verbos que fazem qualquer uma destas pergun-
perguntas serão sintaticamente classificados como
tas serão sintaticamente classificados como: V.T.D.
V.T.I. (verbo transitivo indireto).
(verbo transitivo direto)
VTI  OI
V.T.D.  O.D.
Estrutura sintática com mais de um termo, temos que
OBS: Toda a resposta dada à pergunta do verbo será
localizar o núcleo, porque os outros termos além do
a estrutura de O.D., logo havendo mais de um termo
núcleo terão uma função sintática. Com exceção da
na estrutura de O.D., deveremos localizar o “Núcleo
preposição. Então, na hipótese de que quando há 2
do O.D.”.
termos, e um deles não tem função sintática, não é
Ex: Adoro (o quê?) cães. necessário achar o núcleo. No O.I. há preposição,
que não tem função sintática, então, não é preciso lo-
 Adoro: verbo/ V.T.D. calizar o “núcleo”, aliás, nem existe o núcleo, porque
**Toda a resposta é sintaticamente O.D.:. só 1 elemento tem função sintática..
 Cães: substantivo/ OD
Ex: Gosto / de cães. VTI  OI
OBS: Dentro da estrutura de O.D. , se tivermos antes
ou após o núcleo as classes gramaticais:  Gosto (de que?) = VTI
 De cães = preposição + substantivos.
 Artigo **De = não tem função sintática. Como não
 Numeral há função sintática para a preposição, o
 Pronome Substantivo é OI. Se ao lado do substantivo
houver um adjetivo, ai sim teremos que dife-
Estas serão sintaticamente ADJUNTO ADNOMINAL. renciar as funções sintáticas, bem como loca-
**Note que nessa OBS, ao contrário da OBS de su- lizar o núcleo. E a preposição continua não
jeito, não tem adjetivo (este pode assumir duas fun- tendo função sintática.
ções, veremos depois)
OBS: Dentro da estrutura de O.I., se antes ou após o
Ex: (EU) /Amo / os meus cinco cães.  Sujeito Oculto/ núcleo tivermos as classes gramaticais:
Predicado V.T.D./ O.D.
o Artigo
 Amo = verbo/ (o que?) V.T.D. o Adjetivo
 Os = artigo/ adj. adnominal. o Numeral
 Meus = pronome possessivo/ adj. adnominal. o Pronome
 Cinco = numeral cardinal/ adj. adnominal.
 Cães = substantivo/ núcleo do O.D. Estas serão sintaticamente “ADJUNTO ADNOMINAL”

OBJETO INDIRETO Ex: Assistimos / a uns três ótimos filmes/ nesse fim
de semana. VTI/ OI / estrutura adverbial
É um complemento verbal solicitado pelo verbo ha-
vendo obrigatoriamente preposição na pergunta para  Assistimos (no sentido de ver/ presenciar) =
que tenhamos este complemento o verbo fará as se- VTI = exige preposição A.  assistimos a
guintes e possíveis perguntas: quê?
 O Objeto é tudo aquilo que foi perguntado
o A pelo verbo: OI = / a uns três ótimos filmes/
o DE

81
Apostila TJ-TO

 A = preposição = NÃO POSSUI FUNÇÃO Conceito: É um substantivo que invoca o interlocutor


SINTÁTICA. (com quem se fala) para a comunicação.
 Uns = artigo indefinido = adjunto adnominal
 Três = numeral = adjunto adnominal Ex: André,/ A Aline / viajou neste mês para o exterior/
 Ótimos = adjetivo = adjunto adnominal  Vocativo/ Sujeito/ Predicado
 Filmes = substantivo = núcleo do OI
 André = substantivo  VOCATIVO.
**Todos os demais elementos, que não o nú-
 Quem viajou? Aline, que é o sujeito.
cleo do OI, serão adjuntos adnominais.
**Com exceção a preposição que não possui Ex2: A Aline, André, viajou neste mês para o exterior.
função sintática.
**Regra: nunca se separa o sujeito de ser verbo com
PREDICATIVO DO SUJEITO vírgula, mesmo quando deslocado. **essas vírgulas
não pertencem a “Aline”, mas, sim, a André. Se tirar-
“Qualquer palavra que está no predicado que se re- mos o termo “ André”, as vírgulas desaparecerão .
fere ao sujeito. Assim, o substantivo pode ser Predi-
cativo do Sujeito. Quem mais? Adjetivo (em maioria),
além de pronome e numeral.”
Ex3: Aline viajou neste mês, André,para o exterior.
Ex: Aquele cara / é /o Lula./ sujeito/ VL/ predicativo
do sujeito Lembrando: Para = destino permanente/ A = destino
provisório
 Aquele = pronome demonstrativo/Adj. Adno-
minal Ex4: Aline viajou neste mês para o exterior, André.
 Cara = substantivo/ núcleo do sujeito
 Vocativo pode ser deslocado por toda a
 É = VL
sentença.
 O = artigo/ Adj. Adnominal.
 Lula = substantivo, que se refere ao Cara (que **Para dizer se o vocativo está na estrutura do su-
é o núcleo do sujeito), então Lula = predica- jeito/predicado devo analisar período por período?
tivo do sujeito. Não, pois vocativo é um termo independente, não
pertence a estrutura nem de um nem de outro.
**Núcleo é a estrutura mais importante da estrutura do
sujeito, ou seja, ele é o sujeito propriamente dito. O
 É válido saber que o vocativo é uma estrutura
mesmo ocorre no Objeto. Observe que somente fil-
que não faz parte nem da estrutura do sujeito,
mes é núcleo do O.I. . Todos os demais elementos
nem da do predicado, pois é um TERMO IN-
são adjuntos adnominais.
DEPENDENTE em qualquer estrutura. (Voca-
 A classe gramatical ARTIGO só conseguirá, tivo pode deslocar por toda a sentença).
em toda a Língua Portuguesa, desempenhar
a função sintática de ADJUNTO ADNOMI- APOSTO
NAL.
Aposto: sempre será um substantivo se referindo a
Importante: É válido lembrar que o PREDICATIVO DO outro substantivo dentro da mesma estrutura de su-
SUJEITO virá, em maioria, representado pelo adje- jeito ou de predicado.
tivo, mas podendo também vir por um substantivo,
( Os 2 substantivos têm que estar dentro do sujeito ou
numeral ou pronome.
dentro do predicado, porque se um estivesse no su-
VOCATIVO jeito e o outro no predicado, seria predicativo do su-
jeito (termo no predicado que se refere ao sujeito))
“É uma estrutura bem simples, geralmente cobra-se
uma curiosidade, “pega”: vocativo é um termo inde-  Dentro da estrutura de aposto se o núcleo for
pendente. Vocativo é um elemento que in- antecedido ou sucedido pelas classes grama-
voca/chama o interlocutor. Em documentos oficiais, ticais:
carta*..redação oficial, começa o texto pelo vocativo.  Artigo
*(não é a carta ao leitor que é dissertativo, argumen-  Adjetivo
tativo em que uma pessoa conversa com o leitor)”  Numeral

82
Apostila TJ-TO

 Pronome Estas serão sintaticamente ADJUNTO AD-


Estas serão sintaticamente AD- NOMINAL.
JUNTO ADNOMINAL.
Ex3: Fabiano, 23 anos, / formou-se em direito.
O aposto pode ser classificado de 4 formas:
 Fabiano = substantivo  núcleo do sujeito.
 APOSTO ESPECIFICATIVO (sem vírgula)  23 = numeral  adj. adnominal.
 APOSTO EXPLICATIVO (com vírgula)  Anos = substantivo  núcleo do aposto expli-
 APOSTO ENUMERATIVO (com vírgula) cativo
 APOSTO RESUMITIVO (com vírgula)  23 anos = é uma característica do Fabiano. 
 OBS: APOSTO RESUMITIVO é o APOSTO EXPLICATIVO.
único tipo de aposto que virá sendo Quem é núcleo? Toda vez que tiver mais de
representado por um pronome (todo, um termo, tenho que localizar o núcleo, que
nada, alguém, ninguém, todos) neste caso é ANOS.
**concordância verbal , o verbo con- **Numeral : quantifica substantivo. Então 23 =
cordará com o aposto resumitivo. numeral = adjunto adnominal; 23 serve a
anos, nunca a substantivo serve o numeral.
Ex: O mecânico Fábio / é o melhor da cidade.
Ex4: André, Fábio, Ronaldo, ninguém / o ajudou.
O aposto não é preso em estrutura nenhuma: pode
aparecer no sujeito, ou predicado. Para que haja o  Sujeito Composto:
aposto teremos 2 substantivos (juntos) ou no sujeito  André = subst.  núcleo 1
ou no predicado.  Fábio = subst.  núcleo 2
 Ronaldo = subst.  núcleo 3
 O = artigo  adjunto adnominal.  Ninguém = pronome APOSTO RESUMI-
 Mecânico = substantivo  núcleo do sujeito TIVO.
 Fábio = substantivo aposto especificativo.  **Ninguém = relação negativa, está no lugar
 É = verbo dos 3 substantivos (ideias) e o resume em
 O = artigo uma só palavra.
 Melhor = adjetivo  Ajudou concorda com o aposto resumitivo
 O melhor = predicativo do sujeito (ninguém)  REGRA: regência  o verbo
 Da = preposição concorda com o aposto resumitivo.
 Cidade = substantivo.  Ajudou. = verbo. Ajudou quem? VTD. Daí a
gramática manda trazer o pronome oblíquo
Quem é o núcleo do sujeito?! É uma palavra na estru-
para perto dele.
tura que não serve ninguém, ele é servida. Nesse
 O = pronome = OD; Regra: Não pode ser
caso Fábio serve a mecânico. Especificar/ apontar/
ELE, porque ele não pode ser OD.
caracterizar/ determinar. Qual mecânico é o melhor da
 Vamos colocar outro exemplo? André, Fábio,
cidade?! Fábio não explica a palavra mecânico, mas,
Ronaldo, ninguém ajudou Fernanda.
sim, específica!
 André, Fábio, Ronaldo, todos ajudaram Fer-
Ex2: Fábio, mecânico,/ é o melhor da cidade. nanda. (Regra de regência)
APOSTO EXPLICATIVO: é caracterizador, é uma
Ex5: Algazarras, festas, viagens, nada / agradou os
característica dada ao núcleo do sujeito (Fábio). Ou
turistas.
seja, explica quem é Fábio, ou seja, o que ele faz.
 Algazarras, festas, viagens = substantivos;
OBS: Dentro da estrutura (sintática) de aposto, se an-
Núcleo 1;2;3
tes ou após o núcleo tivermos as classes gramaticais
 Nada = pronome – está resumindo os outros 3
(as mesmas do sujeito)
substantivos  APOSTO RESUMITIVO
 Artigo  Agradou = verbo, concorda c/ aposto.
 Adjetivo
Ex6: Os turistas / queriam várias coisas: festas, be-
 Numeral
bedeiras e algazarras.
 Pronome
 Os = artigo = adj. adnominal.

83
Apostila TJ-TO

 Turistas = substantivo = núcleo do sujeito. ADJUNTO ADVERBIAL


 Queriam = verbo = queriam o que? VTD
 Várias coisas  OD É o termo da oração que indica uma circunstân-
cia (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa, finali-
 Várias = pronome = adj. adnominal.
dade, etc.). O adjunto adverbial é o termo que mo-
 Coisas = substantivo = núcleo do OD difica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de
 festas, bebedeiras e algazarras. = substantivos  um advérbio. Observe as frases abaixo:
APOSTO ENUMERATIVO, está enumerando as
Eles se respeitam muito.
várias coisas. Ou seja, serve ao substantivo “coi-
sas”. Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal.
COMPLEMENTO NOMINAL
Nessas três orações, muito é adjunto adverbial de
intensidade. No primeiro caso, intensifica a
forma verbalrespeitam, que é núcleo do predicado
“Foi falado em Complemento Nominal como uma es- verbal. No segundo, intensifica o adjetivo interes-
trutura(preposição + substantivo) referindo-se a um sante, que é o núcleo do predicativo do sujeito. Na
outro substantivo (somente abstrato); complementa a terceira oração, muito intensifica o advérbio mal,
ideia de um nome.” que é o núcleo do adjunto adverbial de modo.
Veja o exemplo abaixo:
Conceito: É uma estrutura gramatical iniciada por pre-
posição e com um núcleo substantivo que completará Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
o sentido de um: Os termos em destaque estão indicando as seguin-
tes circunstâncias:
 Substantivo (abstrato)
 Adjetivo amanhã indica tempo;
 Advérbio de bicicleta indica meio;
àquela velha praça indica lugar.
**Então há situações que o núcleo pode ser represen-
tado por um pronome, mas este está no lugar no subs- Sabendo que a classificação do adjunto adverbial
tantivo. (Somente pronome pode substituir o substan- se relaciona com a circunstância por ele expressa,
os termos acima podem ser classificados, respectiva-
tivo – para que não haja repetição de ideias, palavras.)
mente em: adjunto adverbial de tempo, adjunto ad-
verbial de meio eadjunto adverbial de lugar.
Ex1: A emoção (da garota) (pela morte) (do pai) / cho-
cou a todos. O adjunto adverbial pode ser expresso por:
1) Advérbio: O balão caiu longe.
 A = artigo – adj. adnominal.
 emoção = substantivo abstrato (sentimento) – nú- 2) Locução Adverbial: O balão caiu no mar.
cleo do sujeito 3) Oração: Se o balão pegar fogo, avisem-me.
 da = preposição (de + a)
Observação: nem sempre é possível apontar com
 garota = substantivo precisão a circunstância expressa por um adjunto
 Locução = da garota – serve a emoção – pratica adverbial. Em alguns casos, as diferentes possibi-
ação – ADJUNTO ADNOMINAL lidades de interpretação dão origem a orações su-
 pela = preposição (por + a) gestivas.
 morte = substantivo abstrato. (estado de Por Exemplo:
vida/morte/viúves)
Entreguei-me calorosamente àquela
 Locução: pela morte – serve a emoção – recebe
causa.
ação – COMPLEMENTO NOMINAL
 do = preposição (de + o) É difícil precisar se calorosamente é um adjunto
adverbial de modo ou de intensidade. Na verdade,
 pai = pai substantivo concreto
parece ser uma fórmula de expressar ao mesmo
 Locução = do pai – serve morte. – como está ser- tempo as duas circunstâncias. Por isso, é funda-
vindo o substantivo abstrato, dá na mesma, pode mental levar em conta o contexto em que surgem
ser adj. adnominal ou complento nominal.; “O pai os adjuntos adverbiais.
morreu” – pratica ação, então é ADJUNTO AD-
Classificação do Adjunto Adverbial
NOMINAL.

84
Apostila TJ-TO

Listamos abaixo algumas circunstâncias que o ad- Ela vive para o amor.
junto adverbial pode exprimir. Não deixe de observar Daniel estudou para o exame.
os exemplos. Trabalho para o meu sustento.
Viajei a negócio.
Acréscimo
Frequência
Por Exemplo:
Por Exemplo:
Além da tristeza, sentia profundo cansaço.
Sempre aparecia por lá.
Afirmação
Havia reuniões todos os dias.
Por Exemplo:
Instrumento
Sim, realmente irei partir.
Por Exemplo:
Ele irá com certeza.
Rodrigo fez o corte com a faca.
Assunto
O artista criava seus desenhos a lápis.
Por Exemplo:
Intensidade
Falávamos sobre futebol. (ou de fute-
Por Exemplo:
bol, ou a respeito de futebol).
A atleta corria bastante.
Causa
O remédio é muito caro.
Por Exemplo:
Limite
Com o calor, o poço secou.
Por Exemplo:
Não comentamos nada por discrição.
O menor trabalha por necessidade. A menina andava correndo do quarto à
sala.
Companhia
Lugar
Por Exemplo:
Por Exemplo:
Fui ao cinema com sua prima.
Com quem você saiu? Nasci em Porto Alegre.
Sempre contigo irei estar. Estou em casa.
Vive nas montanhas.
Concessão
Viajou para o litoral.
Por Exemplo: "Há, em cada canto de minh’alma, um altar
a um Deus diferente." (Álvaro de Campos)
Apesar do estado precário do gramado, o
jogo foi ótimo. Matéria
Condição Por Exemplo:
Por Exemplo: Compunha-se de substâncias estranhas.
Era feito de aço.
Sem minha autorização, você não irá.
Sem erros, não há acertos. Meio
Conformidade Por Exemplo:
Por Exemplo: Fui de avião.
Fez tudo conforme o combinado. (ou segundo o Viajei de trem.
combinado) Enriqueceram mediante fraude.
Dúvida Modo
Por Exemplo: Por Exemplo:
Talvez seja melhor irmos mais tarde. Foram recrutados a dedo.
Porventura, encontrariam a solução da Fiquem à vontade.
crise? Esperava tranquilamente o momento deci-
Quiçá acertemos desta vez. sivo.
Fim, finalidade Negação
Por Exemplo: Por Exemplo:

85
Apostila TJ-TO

Não há erros em seu trabalho. Por Exemplo:


Não aceitarei a proposta em hipótese al-
guma.
e busquei mi- que estava es-
Preço Fui à escola
nha irmã perando.
Por Exemplo:
Oração Co- Oração Coor- Oração Subor-
As casas estão sendo vendidas a preços
ordenada denada dinada
muito altos.
Substituição ou troca
Por Exemplo:
Obs.: qualquer oração (coordenada ou subordinada)
Abandonou suas convicções por privilégios será ao mesmo tempo principal, se houver outra que
econômicos. dela dependa.
Tempo Por Exemplo:
Por Exemplo:
O escritório permanece aberto das 8h às que esta-
Fui ao mer- e comprei os produ-
18h. vam fal-
cado tos
Beto e Mara se casarão em junho. tando.
Ontem à tarde encontrou um velho amigo.
Oração Coordenada
Oração (2) (Com relação à Oração
CAPÍTULO 10–PERÍODO COMPOSTO POR CO- Coordenada 1ª.) e Oração Princi- Subordi-
ORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO (1) pal (Com relação à nada (3)
3ª.)

6 - PERÍODO COMPOSTO
Classificação das Orações Coordenadas Sindéti-
Coordenação e Subordinação cas
Quando um período é simples, a oração de que é cons- De acordo com o tipo de conjunção que as intro-
tituído recebe o nome de oração absoluta. duz, as orações coordenadas sindéticas podem
Por Exemplo: ser: aditivas, adversativas, alternativas, conclusi-
vas ou explicativas.
A menina comprou chocolate.
a) Aditivas
Quando um período é composto, ele pode apresentar
os seguintes esquemas de formação: Expressam ideia de adição, acrescentamento. Nor-
malmente indicam fatos, acontecimentos ou pensa-
a) Composto por Coordenação: ocorre quando é cons- mentos dispostos em sequência. As conjunções co-
tituído apenas de orações independentes, coordenadas ordenativas aditivas típicas são "e" e "nem" (= e +
entre si, mas sem nenhuma dependência sintática. não). Introduzem as orações coordenadas sindéti-
Por Exemplo: cas aditivas.

Saímos de manhã e voltamos à noite. Por Exemplo:

b) Composto por Subordinação: ocorre quando é Discutimos várias propostas e analisamos


constituído de um conjunto de pelo menos duas orações, possíveis soluções.
em que uma delas (Subordinada) depende sintatica- As orações sindéticas aditivas podem também estar
mente da outra (Principal). ligadas pelas locuções não só... mas (também),
Por Exemplo: tanto...como, e semelhantes. Essas estruturas cos-
tumam ser usadas quando se pretende enfatizar o
conteúdo da segunda oração. Veja:
Não fui à aula porque estava doente.
Chico Buarque não só canta, mas tam-
bém (ou como também) compõe muito
Oração Principal Oração Subordinada bem.
Não só provocaram graves proble-
c) Misto: quando é constituído de orações coordenadas mas, mas (também) abandonaram os proje-
e subordinadas. tos de reestruturação social do país.

86
Apostila TJ-TO

Obs.: como a conjunção "nem" tem o valor da ex- Diga agora ou cale-se para sempre.
pressão "e não", condena-se na língua culta a Ora age com calma, ora trata a todos com
forma "enem" para introduzir orações aditivas. muita aspereza.
Por Exemplo: Estarei lá, quer você permita, quer você
não permita.
Não discutimos várias propostas, nem (= e
não) analisamos quaisquer soluções. Obs.: nesse último caso, o par "quer...quer" está
coordenando entre si duas orações que, na ver-
b) Adversativas dade, expressam concessão em relação a "Esta-
rei lá". É como disséssemos: "Embora você não
Exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao
permita, estarei lá".
que se declara na oração coordenada anterior, esta-
belecendocontraste ou compensação. "Mas" é a d) Conclusivas
conjunção adversativa típica. Além dela, empregam-
se: porém, contudo, todavia, entretanto e as locu- Exprimem conclusão ou consequência referentes
ções no entanto, não obstante, nada obstante. In- à oração anterior. As conjunções típicas são: logo,
troduzem as orações coordenadas sindéticas adver- portantoe pois (posposto ao verbo). Usa-se
sativas. ainda: então, assim, por isso, por conseguinte,
de modo que, em vista disso, etc. Introduzem as
Veja os exemplos: orações coordenadas sindéticas conclusivas.
"O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer Exemplos:
ponto da cidade." (Ferreira Gullar)
O país é extremamente rico; o povo, po- Não tenho dinheiro, portanto não posso pa-
rém, vive em profunda miséria. gar.
Tens razão, contudo controle-se. A situação econômica é delicada; deve-
Renata gostava de cantar, todavia não agra- mos, pois, agir cuidadosamente.
dava. O time venceu, por isso está classificado.
O time jogou muito bem, entretanto não Aquela substância é toxica, logo deve ser
conseguiu a vitória. manuseada cautelosamente.
e) Explicativas
Saiba que: Indicam uma justificativa ou uma explicação refe-
- Algumas vezes, a adversidade pode ser intro- rente ao fato expresso na declaração anterior. As
duzida pela conjunção "e". Isso ocorre normal- conjunções que merecem destaque são: que, por-
mente em orações coordenadas que possuem que e pois (obrigatoriamente anteposto ao verbo).
sujeitos diferentes. Introduzem as orações coordenadas sindéticas ex-
plicativas.
Por Exemplo:
Exemplos:
Deus cura, e o médico manda a conta.
Vou embora, que cansei de esperá-lo.
Nesse ditado popular, é clara a intenção de se Vinícius devia estar cansado, porque estu-
criar um contraste. Observe que equivale a uma dou o dia inteiro.
frase do tipo: "Quem cura é Deus, mas é o mé- Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversá-
dico quem cobra a conta!" rio.
- A conjunção "mas" pode aparecer com va-
lor aditivo. Atenção:
Por Exemplo: Cuidado para não confundir as orações coor-
denadas explicativas com as subordinadas ad-
Camila era uma menina estudi-
verbiaiscausais. Observe a diferença entre
osa, mas principalmente esperta.
elas:

c) Alternativas - Orações Coordenadas Explicativas: caracteri-


zam-se por fornecer um motivo, explicando a
Expressam ideia de alternância de fatos ou es- oração anterior.
colha. Normalmente é usada a conjun-
ção "ou". Além dela, empregam-se também os pa- Por Exemplo:
res: ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, etc. A criança devia estar doente, porque
Introduzem as orações coordenadas sindéticas al- chorava muito. (O choro da criança não
ternativas. poderia ser a causa de sua doença.)
Exemplos:

87
Apostila TJ-TO

Pode-se também modificar o período simples original


- Orações Subordinadas Adverbiais Cau-
transformando em oração o adjunto adnominal do
sais: exprimem a causa do fato.
núcleo do objeto direto, "profundidade". Observe:
Por Exemplo:
Henrique está triste porque perdeu seu Só depois disso percebi a "profundidade" que
emprego. (A perda do emprego é a as palavras dele continham.
causa da tristeza de Henrique.)
Note-se também que há pausa (vírgula, na es- Nesse período, o adjunto adnominal de "profundi-
crita) entre a oração explicativa e a precedente dade" passa a ser a oração "que as palavras dele
e que esta é, muitas vezes, imperativa, o que continham". O adjunto adnominal é uma função ad-
não acontece com a oração adverbial causal. jetiva da oração, ou seja, é função exercida por ad-
jetivos, locuções adjetivas e outras palavras de valor
adjetivo. É por isso que são chamadas de subordi-
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO nadas adjetivasas orações que, nos períodos com-
Classificação das Orações Subordinadas postos por subordinação, atuam como adjuntos ad-
nominais de termos das orações principais.
As orações subordinadas dividem-se em três grupos,
de acordo com a função sintática que desempenham Outra modificação que podemos fazer no período
e a classe de palavras a que equivalem. Podem simples original é a transformação do adjunto ad-
ser substantivas, adjetivas ou adverbiais. Para no- verbial de tempo em uma oração. Observe:
tar as diferenças que existem entre esses três tipos
de orações, tome como base a análise do período Só quando caí em mim, percebi a profundidade
abaixo: das palavras dele.

Só depois disso percebi a profundidade das pa- Nesse período composto, "Só quando caí em
lavras dele. mim" é uma oração que atua como adjunto adverbial
de tempo do verbo da outra oração. O adjunto adver-
Nessa oração, o sujeito é "eu", implícito na termina- bial é uma função adverbial da oração, ou seja, é
ção verbal da palavra "percebi". "A profundidade função exercida por advérbios e locuções adverbiais.
das palavras dele" é objeto direto da forma ver- Portanto, são chamadas de subordinadas adverbi-
bal "percebi". O núcleo do objeto direto é "profun- ais as orações que, num período composto por su-
didade".Subordinam-se ao núcleo desse objeto os bordinação, atuam como adjuntos adverbiais do
adjuntos adnominais "a" e "das palavras dele ". No verbo da oração principal.
adjunto adnominal "das palavras dele", o núcleo é Forma das Orações Subordinadas
o substantivo "palavras", ao qual se prendem os ad-
juntos adnominais "as" e "dele". "Só depois Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
disso" é adjunto adverbial de tempo. "Eu sinto que em meu gesto existe o teu
É possível transformar a expressão "a profundi- gesto."
dade das palavras dele", objeto direto, em oração. Oração Principal Oração Subordinada
Observe:
Observe que na Oração Subordinada temos o
verbo "existe", que está conjugado na terceira pes-
Só depois disso percebi que as palavras dele soa do singular do presente do indicativo. As ora-
eram profundas. ções subordinadas que apresentam verbo em qual-
quer dos tempos finitos (tempos do modo do indica-
Nesse período composto, o complemento da forma tivo, subjuntivo e imperativo), são chamadas de ora-
verbal "percebi" é a oração "que as palavras dele ções desenvolvidas ouexplícitas.
eram profundas". Ocorre aqui um período com- Podemos modificar o período acima. Veja:
posto por subordinação, em que uma oração de-
sempenha a função de objeto direto do verbo da ou- Eu sinto existir em meu gesto o teu
tra oração. O objeto direto é uma função substan- gesto.
tiva da oração, ou seja, é função desempenhada por Oração Principal Oração Subordinada
substantivos e palavras de valor substantivo. É por
isso que a oração subordinada que desempenha Observe que a análise das orações continua sendo a
esse papel é chamada de oração subordinada mesma: "Eu sinto" é a oração principal, cujo objeto
substantiva. direto é a oração subordinada "existir em meu
gesto o teu gesto". Note que a oração subordinada
apresenta agora verbo no infinitivo. Além disso, a
conjunção que, conectivo que unia as duas orações,

88
Apostila TJ-TO

desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo


surge numa das formas nominais (infinitivo - flexio- É fundamental que você compareça à reunião.
nado ou não - , gerúndio ou particípio) chama-
mos orações reduzidas ou implícitas. Oração Princi- Oração Subordinada Substan-
Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas pal tiva Subjetiva
por conjunções nem pronomes relativos. Podem
ser, eventualmente, introduzidas por preposição.
Atenção:
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Observe que a oração subordinada substantiva
A oração subordinada substantiva tem valor pode ser substituída pelo pronome " isso". As-
de substantivo e vem introduzida, geralmente, por sim, temos um período simples:
conjunção integrante (que, se).
É fundamental isso ou Isso é fundamental.
Por Exemplo:
Dessa forma, a oração correspondente
Suponho que você foi à biblioteca hoje. a "isso" exercerá a função de sujeito.

Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na ora-


Oração Subordinada Substan-
ção principal:
tiva
1- Verbos de ligação + predicativo, em constru-
ções do tipo:
Você sabe se o presidente já chegou?

É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece


Oração Subordinada Substan- certo - É claro - Está evidente - Está compro-
tiva vado

Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) tam- Por Exemplo:


bém introduzem as orações subordinadas substanti-
vas, bem como os advérbios interrogativos (por que, É bom que você compareça à minha festa.
quando, onde, como). Veja os exemplos: 2- Expressões na voz passiva, como:

O garoto perguntou qual era o telefone da moça. Sabe-se - Soube-se - Conta-se - Diz-se - Co-
menta-se - É sabido - Foi anunciado - Ficou pro-
vado
Oração Subordinada Substan-
tiva
Por Exemplo:

Não sabemos por que a vizinha se mudou. Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
3- Verbos como:
Oração Subordinada Substantiva
convir - cumprir - constar - admirar - importar -
ocorrer - acontecer
Classificação das Orações Subordinadas Subs-
tantivas
Por Exemplo:
De acordo com a função que exerce no período, a
oração subordinada substantiva pode ser: Convém que não se atrase na entrevista.
a) Subjetiva Obs.: quando a oração subordinada substantiva
é subjetiva, o verbo da oração principal está sem-
É subjetiva quando exerce a função sintática de su- pre na 3ª. pessoa do singular.
jeito do verbo da oração principal. Observe:
b) Objetiva Direta
o seu comparecimento à reu- A oração subordinada substantiva objetiva di-
É fundamental
nião. reta exerce função de objeto direto do verbo da ora-
ção principal.
Sujeito Por Exemplo:

89
Apostila TJ-TO

Todos querem sua aprovação no vestibular. Ouvi que ele gritava.


Objeto Di-
reto Nas orações desenvolvidas, os pronomes oblí-
quos foram substituídos pelas formas retas cor-
respondentes. É fácil compreender agora que se
Todos querem que você seja aprovado. (To- trata, efetivamente, dos sujeitos das formas ver-
dos querem isso) bais das orações subordinadas.
Oração Principal Oração Subordinada Subs-
tantiva Objetiva Direta c) Objetiva Indireta
A oração subordinada substantiva objetiva indi-
As orações subordinadas substantivas objetivas dire- reta atua como objeto indireto do verbo da oração
tas desenvolvidas são iniciadas por: principal. Vem precedida de preposição.

1- Conjunções integrantes "que" (às vezes elíp- Por Exemplo:


tica) e "se": Meu pai insiste em meu estudo.
Por Exemplo: Objeto Indireto

A professora verificou se todos alunos esta- Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai
vam presentes. insiste nisso)
2- Pronomes indefinidos que, quem, qual, Oração Subordinada Substantiva
quanto (às vezes regidos de preposição), nas in- Objetiva Indireta
terrogações indiretas: Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar
Por Exemplo: elíptica na oração.

O pessoal queria saber quem era o dono do Por Exemplo:


carro importado. Marta não gosta (de) que a chamem de
3- Advérbios como, quando, onde, por que, senhora.
quão (às vezes regidos de preposição), nas inter- Oração Subordinada Substan-
rogações indiretas: tiva Objetiva Indireta

Por Exemplo: d) Completiva Nominal

Eu não sei por que ela fez isso. A oração subordinada substantiva completiva nomi-
nal completa um nome que pertence à oração prin-
cipal e também vem marcada por preposição.
Orações Especiais
Por Exemplo:
Com os verbos deixar, mandar, fazer (chamados
auxiliares causativos) e ver, sentir, ouvir, perce- Sentimos orgulho de seu comportamento.
ber(chamados auxiliares sensitivos) ocorre um Complemento Nomi-
tipo interessante de oração subordinada subs- nal
tantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. Ob-
serve: Sentimos orgulho de que você se compor-
tou. (Sentimos orgulho disso.)
Deixe-me repousar. Oração Subordinada Subs-
Mandei-os sair. tantiva Completiva Nominal

Ouvi-o gritar.
Lembre-se:
Nesses casos, as orações destacadas são to-
das objetivas diretas reduzidas de infinitivo. E, o Observe que as orações subordinadas subs-
que é mais interessante, os pronomes oblíquos tantivas objetivas indiretas integram o sentido
atuam todos como sujeitos dos infinitivos ver- de um verbo,enquanto que orações subordina-
bais. Essa é a única situação da língua portu- das substantivas completivas nominais inte-
guesa em que um pronome oblíquo pode atuar gram o sentido de um nome.Para distinguir uma
como sujeito. Para perceber melhor o que da outra, é necessário levar em conta o termo
ocorre, convém transformar as orações reduzi- complementado. Essa é, aliás, a diferença entre
das em orações desenvolvidas: o objeto indireto e o complemento nominal: o
primeiro complementa um verbo, o segundo,
Deixe que eu repouse. um nome.
Mandei que eles saíssem.
e) Predicativa

90
Apostila TJ-TO

A oração subordinada substantiva predica- formarmos outra construção, a qual exerce exata-
tiva exerce papel de predicativo do sujeito do verbo mente o mesmo papel. Veja:
da oração principal e vem sempre depois do
Esta foi uma redação que fez su-
verbo ser.
cesso.
Por Exemplo: Oração Principal Oração Subordi-
nada Adjetiva
Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito Perceba que a conexão entre a oração subordi-
nada adjetiva e o termo da oração principal que ela
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso modifica é feita pelo pronome relativo que. Além de
desejo era isso.) conectar (ou relacionar) duas orações, o pronome re-
Oração Subordinada Substantiva lativo desempenha uma função sintática na oração
Predicativa subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo
termo que o antecede.
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição ex-
pletiva "de" para realce. Veja o exemplo: Obs.: para que dois períodos se unam num perí-
odo composto, altera-se o modo verbal da se-
A impressão é de que não fui bem na prova.
gunda oração.
f) Apositiva
A oração subordinada substantiva apositiva exerce Atenção:
função de aposto de algum termo da oração princi- Vale lembrar um recurso didático para reconhe-
pal. cer o pronome relativo que: ele sempre pode ser
Por Exemplo: substituído por:

Fernanda tinha um grande sonho: a chegada o qual - a qual - os quais -as quais
do dia de seu casamento. Por Exemplo:
Aposto Refiro-me ao aluno que é estudioso.
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.) Essa oração é equivalente a:
Refiro-me ao aluno o qual estuda.
Fernanda tinha um grande sonho: que o dia
do seu casamento chegasse. Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
Oração Subordinada
Substantiva Apositiva Quando são introduzidas por um pronome relativo e
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo,
as orações subordinadas adjetivas são chama-
Saiba mais: das desenvolvidas. Além delas, existem as orações
Apesar de a NGB não fazer referência, podem subordinadas adjetivas reduzidas, que não são in-
ser incluídas como orações subordinadas subs- troduzidas por pronome relativo (podem ser introdu-
tantivas aquelas que funcionam como agente da zidas por preposição) e apresentam o verbo numa
passiva iniciadas por "de" ou "por" , + pronome das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particí-
indefinido. Veja os exemplos: pio).
O presente será dado por quem o comprou. Por Exemplo:
O espetáculo foi apreciado por quantos o assis- Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
tiram . Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
No primeiro período, há uma oração subordinada
2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS adjetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo
pronome relativo "que" e apresenta verbo conjugado
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que pos-
no pretérito perfeito do indicativo. No segundo, há
sui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele
uma oraçãosubordinada adjetiva reduzida de infini-
equivale. As orações vêm introduzidas por pronome
tivo: não há pronome relativo e seu verbo está no in-
relativo e exercem a função de adjunto adnominal do
finitivo.
antecedente.Observe o exemplo:
Classificação das Orações Subordinadas Adjeti-
Esta foi uma redação bem-sucedida.
vas
Substantivo Adjetivo (Ad-
junto Adnominal) Na relação que estabelecem com o termo que carac-
terizam, as orações subordinadas adjetivas podem
Note que o substantivo redação foi caracterizado
atuar de duas maneiras diferentes. Há aquelas
pelo adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível

91
Apostila TJ-TO

que restringem ou especificam o sentido do termo seu universo. Para isso, usa-se uma oração subordi-
a que se referem, individualizando-o. Nessas ora- nada adjetiva restritiva.
ções não há marcação de pausa, sendo chama-
Exemplo 2:
das subordinadas adjetivasrestritivas. Existem
também orações que realçam um detalhe ou ampli- Mandei um telegrama para meu irmão, que
ficam dados sobre o antecedente, que já se encon- mora em Roma.
tra suficientemente definido, as quais denominam-
se subordinadas adjetivas explicativas. Nesse período, é possível afirmar com segurança
que a pessoa que fala ou escreve tem apenas um ir-
Exemplo 1: mão, o qual mora em Roma. A informação de que o
irmão more em Roma não é uma particularidade, ou
Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de
seja, não é um elemento identificador, diferenciador,
um homem que passava naquele momento.
e sim um detalhe que se quer realçar.
Oração Subordinada Adjetiva Observações:
Restritiva
As orações subordinadas adjetivas podem:
Nesse período, observe que a oração em desta-
a) Vir coordenadas entre si;
que restringe e particulariza o sentido da pala-
vra "homem": trata-se de um homem específico, Por Exemplo:
único. A oração limita o universo de homens, isto é,
não se refere a todos os homens, mas sim àquele É uma realidade que degrada e assusta a
que estava passando naquele momento. sociedade.

Exemplo 2: e = conjunção
b) Ter um pronome como antecedente.
O homem, que se considera racional, muitas vezes
age animalescamente. Por Exemplo:
Oração Subordinada Adjetiva Explica- Não sei o que vou almoçar.
tiva
o = antecedente
Nesse período, a oração em destaque não tem
sentido restritivo em relação à palavra "homem": na que vou almoçar = Oração Subordinada Adjetiva
verdade, essa oração apenas explicita uma ideia que Restritiva
já sabemos estar contida no conceito de "homem". 3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Uma oração subordinada adverbial é aquela que
Saiba que: exerce a função de adjunto adverbial do verbo da
A oração subordinada adjetiva explicativa é oração principal. Dessa forma, pode exprimir circuns-
separada da oração principal por uma pausa, tância de tempo, modo, fim, causa, condição, hi-
que, na escrita, é representada pela vírgula. É pótese, etc. Quando desenvolvida, vem introduzida
comum, por isso, que a pontuação seja indicada por uma das conjunções subordinativas (com exclu-
como forma de diferenciar as orações explicati- são das integrantes). Classifica-se de acordo com a
vas das restritivas: de fato, as explicativas vêm conjunção ou locução conjuntiva que a introduz. Ob-
sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, serve os exemplos abaixo:
não. Naquele momento, senti uma das maiores
emoções de minha vida.
Obs.: ao redigir um período escrito por outrem, é Adjunto Adverbial
necessário levar em conta as diferenças de signi-
ficado que as orações restritivas e as explicativas Quando vi a estátua, senti uma das maiores
implicam. Em muitos casos, a oração subordi- emoções de minha vida.
nada adjetiva será explicativa ou restritiva de Oração Subordinada Adverbial
acordo com o que se pretende dizer.
No primeiro período, "naquele momento" é
Exemplo 1: um adjunto adverbial de tempo, que modifica
a forma verbal "senti". No segundo período,
Mandei um telegrama para meu irmão que
esse papel é exercido pela oração "Quando
mora em Roma.
vi a estátua", que é, portanto, uma oração
No período acima, podemos afirmar com segurança subordinada adverbial temporal. Essa oração
que a pessoa que fala ou escreve tem, no mínimo, é desenvolvida, pois é introduzida por uma-
dois irmãos, um que mora em Roma e um que mora conjunção subordinativa (quando) e apre-
em outro lugar. A palavra "irmão", no caso, precisa senta uma forma verbal do modo indicativo
ter seu sentido limitado, ou seja, é preciso restringir

92
Apostila TJ-TO

("vi", do pretérito perfeito do indicativo). Se- É feio que dói. (É tão feio que, em conse-
ria possível reduzi-la, obtendo-se: quência, causa dor.)
Nunca abandonou seus ideais, de sorte
Ao ver a estátua, senti uma das
que acabou concretizando-os.
maiores emoções de minha vida.
Não consigo ver televisão sem boce-
A oração em destaque é reduzida, pois jar. (Oração Reduzida de Infinitivo)
apresenta uma das formas nominais do Sua fome era tanta que comeu com casca e
verbo ("ver" no infinitivo) e não é introduzida tudo.
por conjunção subordinativa, mas sim por
c) Condição
uma preposição ("a", combinada com o ar-
tigo "o"). Condição é aquilo que se impõe como necessário
para a realização ou não de um fato. As orações su-
Obs.: a classificação das orações subor-
bordinadas adverbiais condicionais exprimem o que
dinadas adverbiais é feita do mesmo
deve ou não ocorrer para que se realize ou deixe de
modo que a classificação dos adjuntos
se realizar o fato expresso na oração principal.
adverbiais. Baseia-se na circunstância ex-
pressa pela oração.
Principal conjunção subor-
Circunstâncias Expressas pelas Orações Subor- dinativa condicional: SE
dinadas Adverbiais
a) Causa Outras conjunções condicionais: caso, contanto
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que, desde que, salvo se, exceto se, a não ser
que provoca um determinado fato, ao motivo do que que, a menos que, sem que, uma vez que (seguida
se declara na oração principal. "É aquilo ou aquele de verbo no subjuntivo).
que determina um acontecimento". Exemplos:
Se o regulamento do campeonato for bem
Principal conjunção subordina- elaborado, certamente o melhor time será
tiva causal: PORQUE campeão.
Uma vez que todos aceitem a proposta, assi-
Outras conjunções e locuções causais: como (sem- naremos o contrato.
pre introduzido na oração anteposta à oração princi- Caso você se case, convide-me para a festa.
pal), pois, pois que, já que, uma vez que, visto Não saia sem que eu permita.
que. Conhecendo os alunos (= Se conhecesse os
alunos), o professor não os teria punido.
Exemplos:
(Oração Reduzida de Gerúndio)
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi d) Concessão
muito forte.
Como ninguém se interessou pelo pro- As orações subordinadas adverbiais concessi-
jeto, não houve alternativa a não ser can- vas indicam concessão às ações do verbo da ora-
celá-lo. ção principal, isto é, admitem uma contradição ou um
Já que você não vai, eu também não vou. fato inesperado. A ideia de concessão está direta-
Por ter muito conhecimento (= Por- mente ligada aocontraste, à quebra de expectativa.
que/Como tem muito conhecimento), é sem-
pre consultado. (Oração Reduzida de Infini- Principal conjunção subordinativa conces-
tivo) siva: EMBORA
b) Consequência
As orações subordinadas adverbiais consecuti- Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as lo-
vas exprimem um fato que é consequência, que é cuções ainda que, ainda quando, mesmo que, se
efeito do que se declara na oração principal. São in- bem que, posto que, apesar de que.
troduzidas pelas conjunções e locuções: que, de Observe este exemplo:
forma que, de sorte que, tanto que, etc., e pelas
estruturas tão... que, tanto... que, tamanho... que. Só irei se ele for.
A oração acima expressa uma condição: o fato de
Principal conjunção subordinativa conse- "eu" ir só se realizará caso essa condição for satis-
cutiva: QUE (precedido de tal, tanto, tão, feita.
tamanho) Compare agora com:
Irei mesmo que ele não vá.
Exemplos:

93
Apostila TJ-TO

A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: Outras conjunções conformativas: como, conso-
irei de qualquer maneira, independentemente de sua ante e segundo (todas com o mesmo valor de con-
ida. A oração destacada é, portanto, subordinada ad- forme).
verbial concessiva.
Exemplos:
Observe outros exemplos:
Fiz o bolo conforme ensina a receita.
Embora fizesse calor, levei agasalho. Consoante reza a Constituição, todos os ci-
Conquanto a economia tenha crescido, pelo dadãos têm direitos iguais.
menos metade da população continua à mar- Segundo atesta recente relatório do Banco
gem do mercado de consumo. Mundial, o Brasil é o campeão mundial de
Foi aprovado sem estudar (= sem que estu- má distribuição de renda.
dasse / embora não estudasse). (reduzida de
g) Finalidade
infinitivo)
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a
e) Comparação
intenção, a finalidade daquilo que se declara na ora-
As orações subordinadas adverbiais comparati- ção principal.
vas estabelecem uma comparação com a ação indi-
cada pelo verbo da oração principal. Principal conjunção subordinativa final: A FIM
DE QUE
Principal conjunção subordinativa compara-
tiva: COMO Outras conjunções finais: que, porque (= para que)
e a locução conjuntiva para que.
Por Exemplo:
Por Exemplo:
Ele dorme como um urso.
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos
Utilizam-se com muita frequência as seguintes estru- amigos.
turas que formam o grau comparativo dos adjetivos e Felipe abriu a porta do carro para que sua
dos advérbios: tão... como (quanto), mais (do) que, namorada entrasse.
menos (do) que. Veja os exemplos:
h) Proporção
Sua sensibilidade é tão afinada quanto a sua inteli-
As orações subordinadas adverbiais proporcio-
gência.
nais exprimem ideia de proporção, ou seja, um fato
O orador foi mais brilhante do que profundo. simultâneo ao expresso na oração principal.

Saiba que: Principal locução conjuntiva subordinativa pro-


porcional: À PROPORÇÃO QUE
É comum a omissão do verbo nas orações su-
bordinadas adverbiais comparativas.
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à me-
Por exemplo: dida que, ao passo que. Há ainda as estrutu-
Agem como crianças. (agem) ras: quanto maior... (maior), quanto maior... (me-
Oração Subordinada Adverbial Compa- nor), quanto menor... (maior), quanto menor... (me-
rativa nor), quanto mais...(mais), quanto mais... (me-
nos), quanto menos... (mais), quanto me-
No entanto, quando se comparam ações diferen- nos... (menos).
tes, isso não ocorre.
Exemplos:
Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (compa-
ração do verbo falar e do verbo fazer). À proporção que estudávamos, acertávamos mais
questões.
f) Conformidade Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
As orações subordinadas adverbiais conformati- Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
vas indicam ideia de conformidade, ou seja, expri-
Lembre-se:
mem uma regra, um modelo adotado para a execu-
ção do que se declara na oração principal. À medida que é uma conjunção que expressa ideia
de proporção; portanto, pode ser substituída por "à
Principal conjunção subordinativa conforma- proporção que".
tiva: CONFORME Na medida em que exprime uma ideia de causa e
equivale a "tendo em vista que" e só nesse sentido
deve ser usada.

94
Apostila TJ-TO

Por Exemplo:
Na medida em que não há provas contra esse ho-
mem, ele deve ser solto.
Atenção: não use as formas “à medida em que” ou
“na medida que”.
i) Tempo
As orações subordinadas adverbiais tempo-
rais acrescentam uma ideia de tempo ao fato ex-
presso na oração principal, podendo exprimir noções
de simultaneidade, anterioridade ou posterioridade.

Principal conjunção subordinativa tempo-


ral: QUANDO

Outras conjunções subordinativas temporais: en-


quanto, mal e locuções conjuntivas: assim que,
logo que, todas as vezes que, antes que, depois
que, sempre que, desde que, etc.
Exemplos:
Quando você foi embora, chegaram outros
convidados.
Sempre que ele vem, ocorrem problemas.
Mal você saiu, ela chegou.
Terminada a festa, todos se retiraram.
(= Quando terminou a festa) (Oração Redu-
zida de Particípio)

95
Apostila TJ-TO
CAPÍTULO 11–REGÊNCIA VERBAL Dica: Em uma boa gramática: Pisar (em)
quer dizer que só pode ser usado com a pre-
Esquema: VERBOS posição “em”.
Ex: Não pise na grama.
Ação: Pise = VTI = (em quê?)
Na grama = OI
 VTD – Verbo Transitivo direto  pede um
complemento verbal sem preposição na per- Ex3: Todos / aguardaram/ você / durante 2 horas. 
gunta  OD (Objeto direto) Sujeito/ VTD/ OD/ Locução adverbial de tempo.
 VTI – Verbo Transitivo indireto  pede um
complemento verbal com preposição na per-  Todos = sujeito
gunta  OI (Objeto indireto)  Aguardaram = VTD
 VTDI - Verbo Transitivo direto e indireto   Você = OD
pede 2 complementos verbais  OD e OI  Durante 2 horas = Locução adverbial de
 VI – Verbo Intransitivo  não pede um com- tempo = Locução adverbial (iniciada por pre-
plemento verbal, pois possui sentido com- posição e com núcleo substantivo);
pleto. OBS: O verbo aguardar pode também ser uti-
lizado com VTI: Aguardar (Por) – só pode ser
Estado: utilizado com a preposição por – sem mu-
dança de significado:
 VL – Verbo de Ligação  só existirá se hou- Todos/ aguardaram/ por você/ durante 2 ho-
ver junto a ele “Predicativo do Sujeito”, ou ras.  Sujeito/ VTI/ OI/ Locução adverbial de
seja, VL + PRED. SUJEITO. tempo.
**não precisa encontrar o núcleo do OD, por-
**REGÊNCIA: Verbo pisar = pisar algo/ pisar em algo.
que preposição não tem função sintática.

ESTUDO DOS V.L.


ESTUDO DOS V.T.D.
São verbos que só podem ser chamados como tal
Conceito: são verbos de sentido incompleto e se junto a eles houver predicativo do sujeito. A
devido a isso pedem complemento verbal Língua Portuguesa nos oferece uma lista de ver-
sem que haja preposição a pergunta. bos que nasceram para serem VL:

 SER
**Assistir – prestar ajuda/dar assistência/ prestar so-  ESTAR
corro. – é VTD..  FICAR
 PERMANECER
Ex: A enfermeira/ assistiu / o enfermo / com paciência.  CONTINUAR
 Sujeito/ VTD/ OD/ Adj. Adverbial de modo.  PARECER
 ANDAR (sentido de “estar” Ex: eu andei
 Assistiu quem? VTD – sentido de prestar doente, andei cansado...)
ajuda.  TORNAR-SE
 O enfermo = OD  VIRAR
 com paciência. = locução adverbial de modo
= adjunto adverbial de modo. **“E se eu usar o verbo e não ter predicativo? Todo
verbo que nasceu para ser VL e não tiver predicativo
Ex2: Não pise / a grama. do sujeito é VI”

 Pise o que? – VTD – sentido de esmagar; VL + PREDICATIVO DO SUJEITO.


 A grama = OD
OBS: O verbo pisar recentemente foi regis- Importantíssimo: Todo verbo que nasceu para ser
trado como VTI (com preposição “em”). de ligação e não possui predicativo do sujeito
será, então, um verbo intransitivo.

Ex: Os alunos /permaneceram /atentos.

96
Apostila TJ-TO

 Alunos = substantivo = sujeito o Chorar


 Permaneceram = VL o Comer
 Atentos = adjetivo  é uma característica do o Beber
sujeito predicativo do sujeito.
Dica: Em caso de dúvida, utilizar (aplicar) o verbo em
Ex: Os alunos /permaneceram /em sala. questão em várias situações sem complemento e ob-
servar se isto é possível:
 Alunos = substantivo = sujeito
 Permaneceram = VI Em sala = adj. adverbial Exemplos: Pesquei muito hoje/ Comi muito./
de lugar. Estudei bem hoje.
**O verbo “permanecer” nasceu para ser VL,
mas como não há predicativo ele é VI.  Todos pescaram muito hoje.
**VI não pede complemento, mas geralmente o Pecaram = VI
pede a circunstância da ação o Muito = adjunto adverbial de intensi-
dade (a ação de pescar que foi inten-
 Devemos lembra que os VL: sificada, e não a quantidade do pro-
 Nunca pedem complemento verbal. duto da pesca, ou seja, o peixe.)
 São semanticamente nulos, ou seja, não con- o Ontem = adj. adv. de tempo
seguem atribuir ação.  Observe a diferença em:
Todos pescaram (o quê?) muitos peixes.
VERBOS INTRANSITIVOS VTD/ OD

São verbos de sentidos completos, logo não admitem  Verbos utilizados no sentido de fe-
completo verbal. nômeno da natureza, serão VI.

OBS: Sobre os V é importante saber que:


Verbos Transitivos Indiretos (VTI)

São verbos de sentido incompleto e devido a isto, pe-


 Em maioria estarão associados às circunstân-
dem complemento havendo obrigatoriamente prepo-
cias da ação (estruturas adverbiais).
sição na pergunta.

** O Artigo “pessoaliza” a opinião emitida (Com o uso


Ex: MORAR do artigo entende-se que existe uma relação mais pró-
o Lugar  “em” xima, pessoal.), por isso, Figuras bíblicas (como
o Modo  “de” “Santos”, “Deus”) e políticos, não admitem o artigo.
o Companhia  “com”
o Ausência  “sem” Exemplos:
Ex: Assisto / em Goiânia. VI/ Adj. Adverbial
de lugar.  Chamei /por Deus/ naquela hora  VTI/OI/
Adj. adv. de tempo
Cuidado: Não confundir. *Deve-se sempre o Chamei por quem?  No sentido de
buscar o referencial. invocar ou chamar = VTI
Ex: Namorei com você durante 10 anos.  VI o Naquela (em + aquela)
(Processo da ação/ “tratar a relação”) / Ad-
junto adverbial de companhia.  Assistimos/ a um péssimo filme.  VTI/ OI
Ex: Namoro /Adriana há 8 anos.  Namoro o Assistimos A que?  no sentido de
(quem?) = VTD/ Adriana = OD ver/presenciar = VTI

Há verbos intransitivos que pela necessidade


do contexto trabalham como VTD. OBS: Assistir no sentido de
Exemplos: “Verbos naturalmente intransiti-
vos”  Assistir = ver/visualizar = VTI  pede prepo-
o Estudar sição A
o Pescar

97
Apostila TJ-TO

 Assistir = ter direito = VTI  pede preposição Exemplos:


A  neste caso, o sujeito obrigatoriamente
deve vir após o verbo.  Eu/ chamei /a atenção /do teu filho.  sujeito
/ VTDI/ OD (coisa)/ OI (pessoa)  Relação
Ex: Assiste / ao trabalhador / o 13º salário.  comum (“Se fazer notado”)
(Assiste A = “ter direito”)  O brinquedo/ chamou/ a atenção/ do teu filho
VTI/ OI / Sujeito.  Sujeito/ VTDI/ OD (coisa)/ OI (pessoa)
** (AO = Preposição A + Artigo O)  Eu/ chamei/ o teu filho / à atenção  Sujeito/
VTDI/ OD (pessoa)/ OI (coisa)  Relação in-
Ex: Necessitamos /de mais algum tempo/ comum ( “repreender”)
para cumprir o acordo.  VTI/ OI/ adj. adv. de
OBS: Há VTDI que ao mudarem “a relação” não incor-
finalidade.
rerão na mudança de significados.

Ex: Ensinei/-o/ aestudar para a prova.  VTDI/ OD


Verbos Transitivos Diretos e Indiretos – (pessoa)/ OD oracional  Relação incomum.
VTDI
Ensinei/-lhe/ estudar para a prova.  VTDI/ OI (pes-
São verbos de sentido incompleto e devido a isso pe- soa)/ OD oracional
dem complemento verbal.
**Ensinei o que? A quem? Se já foi feito uma pergunta
Importante: É válido saber que VTDI é um verbo que ccom preposição, a outra pergunta deverá ser feita
“comporta” os dois tipos de complementos, mas o uso sem preposição.
destes será determinado pelo contexto.

OBS: A maioria dos VTDI utiliza a relação comum:


ACONSELHAR (TD e I)
 OD  COISA - Ideia de coisa.
 OI  PESSOA - Ideia de pessoa. Ex.: Aconselho-o a tomar o ônibus cedo

Aconselho-lhe tomar o ônibus cedo

DAR AGRADAR
MOSTRAR O que?  OD  coisa
ENTREGAR No sentido de acariciar ou contentar (pede objeto
AGRADECER A quem?  OI  pessoa direto - não tem preposição).
FAZER
QUERER Ex.: Agrado minhas filhas o dia inteiro.

Para agradar o pai, ficou em casa naquele dia.


 Ex: Mostreias fotos do meu filho a todos.
o Mostrei = VTDI
o Mostrei o quê? As fotos = OD (coisa)
No sentido de ser agradável, satisfazer (pede ob-
o Mostrei a quem? a todos = OI (pes-
jeto indireto - tem preposição "a").
soa)
Ex.: As medidas econômicas do Presidente nunca
OBS: Há verbos VTDI que admitem relação incomum:
agradam ao povo.
 OD = pessoa
AGRADECER
 OI = coisa
TD e I, com a prep. A. O objeto direto sempre
OBS: Há verbos VTDI que ao alternarmos sua relação
será a coisa, e o objeto indireto, a pessoa.
mudam de significado.
Ex.: Agradecer-lhe-ei os presentes .
Lembre-se: Verbos que nasceram para ser de VL,
mas não estão acompanhados de predicativo do su- Agradeceu o presente ao seu namorado.
jeito, se tornam VI.

98
Apostila TJ-TO

ASPIRAR Ex.: Chamei o menino à atenção, pois estava con-


versando durante a aula.
No sentido sorver, absorver (pede objeto direto -
não tem preposição) Chamei-o à atenção.

Ex.: Aspiro o ar fresco de Rio de Contas. Observação

No sentido de almejar, objetivar (pede objeto indi- A expressão "chamar a atenção de alguém" não sig-
reto - tem preposição "a") nifica repreender, e sim fazer se notado.

Ex.: Ele aspira à carreira de jogador de futebol EX. O cartaz chamava a atenção de todos que por
ali passavam.
ASSISTIR
CHEGAR, IR (Intrans.)
No sentido de ver ou ter direito (TI - prep. A).
Esses verbos exigem a prep. A, na indicação de des-
Ex.: Assistimos a um bom filme. tino, e DE, na indicação de procedência.

Assiste ao trabalhador o descanso semanal re- Observação


munerado.
quando houver a necessidade da prep. A, seguida
No sentido de prestar auxílio, ajudar (TD ou TI - de um substantivo feminino (que exija o artigo a),
com a prep. A) ocorrerá crase (Vou à Bahia);no emprego mais fre-
qüente, usam a preposição A e não EM
Ex.: Minha família sempre assistiu o Lar dos Velhi-
nhos. Ex.: Cheguei tarde à escola.

Minha família sempre assistiu ao Lar dos Velhi- Foi ao escritório de mau humor.
nhos.
se houver idéia de permanência, o verbo ir segue-
se da preposição PARA.
No sentido de morar é intransitivo, mas exige Ex.: Se for eleito, ele irá para Brasília.
preposição EM.
quando indicam meio de transporte no qual se
Ex.: Aspirando a um cargo público, ele vai assistir chega ou se vai, então exigem EM.
em Brasília..
Ex.: Cheguei no ônibus da empresa.
AGUARDAR (TD ou TI)
A delegação irá no vôo 300.
Ex.: Eles aguardavam o espetáculo .
COGITAR
Eles aguardavam pelo espetáculo.
Pode ser TD ou TI, com a prep. EM, ou com a prep.
CHAMAR DE.

- TD, quando significar convocar. Ex.: Começou a cogitar uma viagem pelo litoral.

Ex.: Chamei todos os sócios, para participarem da Hei de cogitar no caso.


reunião.
O diretor cogitou de demitir-se.
- TI, com a prep. POR, quando significar invocar.
COMPARECER (Intrans.)
Ex.: Chamei por você insistentemente, mas não me
ouviu. Ex.: Compareceram na sessão de cinema.

- TDe I, com a prep. A, quando significar repreen- Compareceram à sessão de cinema.


der.
ENSINAR - TD e I

99
Apostila TJ-TO

Ex.: Ensinei-o a falar português. (Quem tem necessidade tem necessidade de al-
guma coisa)
Ensinei-lhe o idioma inglês

FALTAR, RESTAR E BASTAR


SUBSTANTIVOS
Podem ser intransitivos ou TI, com a prep. A.
Admiração a, por;
Ex.: Muitos alunos faltaram hoje. aversão a, para, por;
atentado a, contra;
Três homens faltaram ao trabalho hoje .
bacharel em;
Resta aos vestibulandos estudar bastante. capacidade de, para;
devoção a, para com, por;
SIMPATIZAR E ANTIPATIZAR (TI) doutor em;
dúvida acerca de, em, sobre;
horror a;
Com a preposição COM. Não são pronominais, por- impaciência com;
tanto não existe simpatizar-se, nem antipatizar- se. medo a, de;
obediência a;
ojeriza a, por;
Ex.: Sempre simpatizei com Eleodora, mas antipatizo proeminência sobre;
com o irmão dela. respeito a, com, para com, por.

SOBRESSAIR (TI)
Observação: O substantivo medo rege também a
preposição "a", mas surge mais freqüente-
Com a preposição EM. Não é pronominal, portanto
mente acompanhado da preposição "de".
não existe sobressair-se.
ADJETIVOS

Ex.: Quando estava no colegial, sobressaía em todas Acessível a;


contíguo a;
as matérias.
Generoso com;
CAPÍTULO 12–REGÊNCIA NOMINAL acostumado a, com;
contrário a;
Regência Nominal é a relação existente en- grato a, por;
tre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) afável com, para com;
e os termos regidos por esse nome. A Regência curioso de, por;
Nominal determina qual é a preposição que de- hábil em;
vemos usar. Observe que não há regras especí- agradável a;
ficas, pois a regência de uma palavra é um caso descontente com;
particular. Cada palavra pede seu complemento habituado a;
e rege sua preposição. alheio a, de;
desejoso de;
Exemplos: idêntico a;
análogo a;
Ela fez referência (substantivo) a este evento
diferente de;
(complemento nominal). impróprio para;
(Quem faz referência faz referência a alguma ansioso de, para, por;
coisa)
entendido em;
Eles têm necessidade (substantivo) de di- indeciso em;
nheiro (complemento nominal). apto a, para;
equivalente a;

100
Apostila TJ-TO

insensível a; (sem preposição)


ávido de; 1ª ME NOS
escasso de; 2ª TE VOS
liberal com; 3ª O, A, SE, LHE OS, AS, SE, LHES
benéfico a;
essencial a, para; Agora é hora de posicionar corretamente esses pro-
natural de;
nomes:
capaz de, para;
Fácil de;
necessário a; 1) Próclise: colocação do pronome antes do verbo.
compatível com;
(PRF/ TÉCNICO/ CESPE) No período “Mas não o
fanático por;
nocivo a; faça sem conhecimento de causa” , o elemento “o”,
contemporâneo a, de; que estabelece coesão com os períodos anteriores,
favorável a;
marca a elipse do sintagma nominal “um carro” (R.1).
paralelo a;
parco em, de; TEXTO: Se você quiser, compre um carro; é um con-
propício a; forto admirável. Mas não o faça sem conhecimento de
semelhante a; causa, a fim de evitar desilusões futuras.
passível de;
próximo a, de; Comentário: O pronome oblíquo proclítico
sensível a; “o” faz referência ao sintagma verbal “com-
preferível a;
pre um carro”; logo o item está incorreto.
relacionado com;
prejudicial a;
relativo a;
suspeito de; 2) Mesóclise: colocação do pronome no meio do
prestes a;
verbo.
vazio de;
satisfeito com, de, em, por.
(STF/ SUPERIOR/ CESPE/ 2008) A função sintática
ADVÉRBIOS:
exercida por “a mim mesmo”, em “Tratarei a mim
longe de; perto de. mesmo” corresponde a me e, por essa razão, tam-
Os advérbios terminados em "-mente" ten- bém seria gramaticalmente correta a seguinte reda-
dem a seguir o regime dos adjetivos de que ção: Tratarei-me. TEXTO:Tratarei a mim mesmo
são formados:
como um objeto.
paralela a, paralelamente a;
relativa a, relativamente a.
Comentário: Neste item, houve um erro de co-
locação pronominal em “tratarei-me”; sendo
assim, a alternativa está incorreta. Visto que o
CAPÍTULO 13–COLOCAÇÃO PRONOMINAL
verbo “tratarei” está no futuro do presente, de-
A colocação pronominal está diretamente ligada à po- verá, então, ocorrer a mesóclise. A forma cor-
sição que os pronomes oblíquos átonos ocupam em reta seria “tratar-me-ei”, pois se observa o uso
relação aos verbos, podendo apresentar-se em casos do pronome oblíquo mesoclítico “me”.
de próclise, mesóclise e ênclise.

PRONOMES PESSOAIS OBLÍQUOS ÁTONOS 3) Ênclise: colocação do pronome depois do verbo.

101
Apostila TJ-TO

(TELEBRAS/ SUPERIOR/ CESPE) Estaria mantida a ção desses nos bens e serviços produzidos e comer-
correção gramatical do texto caso fosse inserido, logo cializados pelas organizações e pela sociedade. Des-
apos a forma verbal “dizendo”, o pronome lhe ― di- tacam-se, sobretudo, a maior velocidade, a confiabi-
zendo-lhe ―, elemento que exerceria a função de lidade e o baixo custo de transmissão, armazena-
complemento indireto do verbo, retomando, por coe- mento e processamento de enormes quantidades de
são, “Marconi”. TEXTO:Em busca de mais recursos, conhecimentos codificados e de outros tipos de infor-
Marconi escreveu ao governo italiano, mas um funci- mação.
onário descartou a ideia, dizendo que era melhor Helena Maria Martins Lastres et al. Desafios e opor-
apresentá-la em um manicômio. tunidades da era do conhecimento.

Comentário: Observe-se que caberia perfeita- In: São Paulo em Perspectiva, 16(3), 2002, p. 60-1

mente o pronome “lhe” após a forma verbal “di- (com adaptações).

zendo”, retomando o termo “Marconi”; por isso


o item está correto. Note-se ainda que se tem o (SERPRO/ SUPERIOR/ CESPE) A correção gramati-

uso do pronome oblíquo enclítico. cal do texto seria mantida, caso a mesma forma de
colocação do pronome "se" no segmento "que se fa-
zer esforço" - anteposição à forma verbal - fosse em-

IMPORTANTE: Lembre-se de que o pronome pessoal pregada em "aumenta-se", "notam-se" e "Destacam-

oblíquo átono jamais poderá iniciar uma frase. se".

O novo milênio — designado como era do conheci- Comentário: No trecho “que se fazer esforço”,
mento, da informação — é marcado por mudanças de ocorre um exemplo de próclise. A alternativa
relevante importância e por impactos econômicos, po- propõe que, nos sintagmas verbais “aumenta-
líticos e sociais. Em épocas de transformações tão ra- se”, “notam-se” e “Destacam-se”, desloca-se o
dicais e abrangentes como essa, caracterizada pela pronome “se” para antes das formas verbais, co-
transição de uma era industrial para uma baseada no locando-os em função proclítica. Entretanto, não
conhecimento, aumenta-se o grau de indefinições e possível fazer essa inversão porque o pronome
incertezas. Há, portanto, que se fazer esforço redo- do caso oblíquo átono nunca poderá iniciar uma
brado para identificar e compreender esses novos frase. Logo, o item está incorreto.
processos — o que exige o desenvolvimento de um
novo quadro conceitual e analítico que permita captar,
mensurar e avaliar os elementos que determinam es-
sas mudanças — e para distinguir, entre as caracte-
CASOS DE PRÓCLISE OBRIGATÓRIA
rísticas e tendências emergentes, as que são mais du-
Será o obrigatório o uso do pronome proclítico quando
radouras das que são transitórias, ou seja, lidar com
houver um fator de atração, isto é, um vocábulo ou
a necessidade do que Milton Santos resumiu como
expressão que atraia o pronome oblíquo átono para
distinguir o modo da moda.
antes do verbo.
No novo padrão técnico-econômico, notam-se a cres-
cente inovação, intensidade e complexidade dos co-
SÃO FATORES DE PRÓCLISE (ATRAÇÃO)
nhecimentos desenvolvidos e a acelerada incorpora-
1) ADVÉRBIOS

102
Apostila TJ-TO

(TRANSPETRO / SUPERIOR/ ADAPTADA/ CES- Comentário: alternativa incorreta. O pronome


GRANRIO) Segundo a norma culta, é possível inver- pessoal do caso reto “elas” somente exercerá
ter a colocação do pronome em “se sabia” por “sabia- função sintática de sujeito ou no máximo de pre-
se”. TEXTO: Como já se sabia, o ser humano adapta- dicativo do sujeito. Como complemento do
se rapidamente a novas condições de vida. verbo, deve-se utilizar os pronomes pessoais do
Comentário: O vocábulo “já” é um advérbio de caso oblíquo; logo, a substituição ocasionaria
tempo, e exige que o pronome oblíquo “se” ve- erro gramatical na estrutura. Note-se, ainda, que
nha obrigatoriamente antecedido do verbo; o termo “nem” é uma palavra negativa e exige a
logo, o item está incorreto. próclise.

2) PALAVRAS NEGATIVAS
3) PRONOMES DEMONSTRATIVOS
A Carta de Pero Vaz de Caminha
(CORREIOS/ ANALISTA/ ADAPTADA/ CESPE) No
De ponta a ponta é toda praia rasa, muito plana e bem
segmento “isto me obrigaria a escrever outra mensa-
formosa. Pelo sertão, pareceu-nos do mar muito
gem para explicar a mudança”, o pronome me poderia
grande, porque a estender a vista não podíamos ver
sem prejuízo gramatical ser escrito também após a
senão terra e arvoredos, parecendo-nos terra muito
forma verbal “obrigaria”, tendo-se, portanto, a se-
longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja
guinte reescritura: isto obrigaria-me a escrever ou-
ouro nem prata, nem nenhuma coisa de metal, nem
tra mensagem.
de ferro; nem as vimos. Mas, a terra em si é muito
boa de ares, tão frios e temperados, como os de En- Comentário: Deve-se utilizar a próclise, pois o
tre-Douro e Minho, porque, neste tempo de agora, as- vocábulo “isto” é um pronome demonstrativo e
sim os achávamos como os de lá. Águas são muitas atrai o pronome para antes do verbo. Dessa
e infindas. De tal maneira é graciosa que, querendo forma, a alternativa está incorreta.
aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas
que tem.
(In: Cronistas e viajantes. São Paulo: Abril Educa- 4) PRONOMES RELATIVOS
ção, 1982. p. 12-23. Literatura Comentada. Com (TJ-RO/TÉCNICO/ CESPE) Seria mantida a correção
adaptações) gramatical do texto caso o trecho “que se acelerou”
(DETRAN-RN/ ANALISTA/ FGV) Uma opção correta fosse substituído por que acelerou-se. TEXTO: Os
de acordo com a norma culta seria substituir “nem as partidos de massa, vinculados às camadas populares,
vimos” por “nem vimos elas”. com matizes ideológicos mais pronunciados, surgiram
apenas em uma fase mais recente da história do país,
como consequência do processo de industrialização,
que se acelerou a partir dos anos 50 do século pas-
sado.

103
Apostila TJ-TO

Comentário: a partícula “que” é um pronome re- Comentário: mesmo que haja o fator de atração,
lativo, que exige próclise. Obrigatoriamente, o ou seja, o advérbio “não”, o verbo no infinitivo
pronome “se” deverá localizar-se antes da sempre admitirá a ênclise. Isto quer dizer que o
forma verbal “acelerou”; portanto, o item está pronome poderá se posicionar antes ou depois
incorreto. do verbo; por isso o item está correto.

5) PRONOMES INDEFINIDOS
(MINISTÉRIO DA DEFESA/ MÉDIO/ ADAPTADA/ 2 – Verbos no futuro e no particípio jamais admitirão a

VUNESP) O pronome está posicionado em conformi- ênclise.

dade com a norma-padrão da língua na expressão (PETROBRAS/ SUPERIOR/ ADAPTADA/ CES-

“ninguém recusou-se”. TEXTO: Ninguém recusou-se GRANRIO) A colocação do pronome átono destacado

a arrumar as malas no carro. está incorreta na sentença a seguir: “Disse que, por
vezes, temos equivocado-nos nesse assunto”.
Comentário: o vocábulo “ninguém” é um pro-
nome indefinido, e exige que o pronome oblíquo Comentário: a forma verbal “equivocado” está

“se” seja inserido antes da forma verbal “recu- no particípio; por isso o pronome oblíquo átono

sou”. Sendo assim a alternativa está incorreta. “nos” deverá localizar-se antes desse verbo.
Portanto, a construção correta seria: Disse que,
por vezes, temos nos equivocado.

6) CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
(TJ-SP/ MÉDIO/ ADAPTADA/ VUNESP) A colocação
3 – A expressão “em + verbo no gerúndio” exige a pró-
do pronome no trecho “quando teme-se” está de
clise.
acordo com o português padrão. TEXTO: O efeito
(BRB/ MÉDIO/ ADAPTADA/ INSTITUTO DATA RIO)
ocorre sobretudo quando teme-se uma doença ou o
Na expressão “em se tratando”, o pronome oblíquo
tratamento a ser enfrentado.
átono “se” respeita as regras de colocação dos prono-
Comentário: o termo “quando” é um conjunção
mes. TEXTO:Em se tratando de denúncias contra fun-
subordinativa adverbial temporal, que exige a
cionários do alto escalão, nada o impedia de divulgar
próclise. O pronome “se” deve se alocado antes
informações esclarecedoras.
da forma verbal “teme”; por isso o item está er-
Comentário: note-se que foi usado de forma cor-
rado.
reta o pronome oblíquo átono “se”, pois, quando

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES houver preposição “em” com verbo no gerúndio,

1 – Verbos no infinitivo sempre admitirão a ênclise. deve-se utilizar a próclise. O item, portanto, está

(STF/ MÉDIO/ CESPE) No trecho “o não importar-se


com o que ocorra”, é opcional a colocação do pro-
nome “se” antes de “importar-se”: o não se importar 4 – Frases que exprimem desejo exigem a próclise.

com o que ocorra. TEXTO: É o medo que engendra Bons ventos a levem, Marta!

a omissão, o não importar-se com o que ocorra, ou o


não assumir-se em nada. MESÓCLISE
1) Verbos no futuro do presente.
Dar-te-ei as flores quando chegares.

104
Apostila TJ-TO

2) Verbos no futuro do pretérito.


Realizar-se-ia uma nova proposta para deixar o pro-
jeto mais claro.

APOSSÍNCLISE
Consiste na colocação do pronome oblíquo átono en-
tre duas palavras atrativas.
(CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA/
CESPE)A colocação pronominal no português do Bra-
sil é variável, por isso, em “quase se não pode extratar
nada”, estaria gramaticalmente correta qualquer uma
destas opções: quase não se pode extratar nada ou
quase não pode-se extratar nada.

Comentário: note-se que os vocábulos “quase” e


“não” são palavras atrativas; neste caso, ocorre
a chamada apossínclise por haver dois fatores
de atração. É possível fazer as seguintes cons-
truções: quase não se pode extratar nada ou
quase se não pode extratar nada. No entanto, o
item está incorreto por afirma que poderia deslo-
car o pronome para após a forma verbal “pode”.

105
Apostila TJ-TO
CAPÍTULO 14–CONCORDÂNCIA NOMINAL EX: É proibida a entrada de meninas.

1. Substantivo + Substantivo... + Adjetivo


9. Pronome de tratamento (referindo-se a uma pes-
EX: Ternura e amor humano.
soa de sexo masculino) + verbo de ligação + adjetivo
EX: Amor e ternura humana. masculino

EX: Ternura e amor humanos. - Quando um adjetivo modifica um pronome de trata-


mento que se refere a pessoa do sexo masculino, vai
2. Adjetivo + Substantivo + Substantivo + ... para o masculino.

EX: Mau lugar e hora. Exemplos:


Sua Santidade está esperançoso.
EX: Má hora e lugar.
Referindo-se ao Governador, disse que Sua Exce-
lência era generoso.
3. Substantivo + Adjetivo + Adjetivo + ...

EX: Estudo as línguas inglesa e portuguesa. 10. Nós / Vós + verbo + adjetivo

EX: Estudo a língua inglesa e (a) portuguesa. Quando um adjetivo modifica os pronomes "nós /
vós", empregados no lugar de "eu / tu", vai para sin-
EX: Os poderes temporal e espiritual. gular.

EX: O poder temporal e (o) espiritual.

4. Ordinal + Ordinal + ... + Substantivo Exemplos:


Vós (= tu) estais enganado.
EX: A primeira e segunda lição.
Nós (= eu) fomos acolhido muito bem.
EX: A primeira e segunda lições. Sejamos (nós = eu) breve.

5. Substantivo + Ordinal + Ordinal + ...

EX: As cláusulas terceira, quarta e quinta. CAPÍTULO 15–CONCORDÂNCIA VERBAL

6. Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar
com seu sujeito.
EX: Um e outro aspecto. a) Sujeito Simples

EX: Nem um nem outro argumento. Regra Geral


O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo
7. Um e outro + Substantivo + Adjetivo em número e pessoa. Veja os exemplos:

EX: Um e outro aspecto obscuros. A orquestra tocou uma valsa


longa.
EX: Uma e outra causa juntas. 3ª p. Singular 3ª p. Singular

8. Substantivo + é bom / é preciso / é proibido Os pares que rodeavam a nós dançavam


bem.
EX: Maçã é bom para a saúde. 3ª p. Plural 3ª p. Plural

EX: É preciso cautela.


Casos Particulares
EX: É proibido entrada.
Há muitos casos em que o sujeito simples é constitu-
ído de formas que fazem o falante hesitar no momento
OBS: Quando há determinação do sujeito, a concor-
de estabelecer a concordância com o verbo. Às ve-
dância efetua-se normalmente:

106
Apostila TJ-TO

zes, a concordância puramente gramatical é contami- verbo deve ficar no singular. Quando há artigo no
nada pelo significado de expressões que nos transmi- plural, o verbo deve ficar o plural.
tem noção de plural, apesar de terem forma de singu-
Exemplos:
lar ou vice-versa. Por isso, convém analisar com cui-
dado os casos a seguir. Os Estados Unidos possuem grandes uni-
versidades.
1) Quando o sujeito é formado por uma expres-
Alagoas impressiona pela beleza das
são partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de,
praias.
metade de, a maioria de, a maior parte de, grande
As Minas Gerais são inesquecíveis.
parte de...) seguida de um substantivo ou pronome no
Minas Gerais produz queijo e poesia de pri-
plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.
meira.
Por Exemplo: Os Sertões imortalizaram Euclides da Cu-
nha.
A maioria dos jornalistas aprovou / aprova-
ram a ideia. 4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou in-
Metade dos candidatos não apresentou / definido plural (quais, quantos, alguns, poucos, mui-
apresentaram nenhuma proposta interes- tos, quaisquer, vários) seguido por "de nós" ou "de
sante. vós", o verbo pode concordar com o primeiro pro-
nome (na terceira pessoa do plural) ou com o pro-
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos ca-
nome pessoal. Veja:
sos dos coletivos, quando especificados:
Quais de nós são / somos capazes?
Por Exemplo:
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
Um bando de vândalos destruiu / destruí- Vários de nós propuseram / propuse-
ram o monumento. mos sugestões inovadoras.

Obs.: nesses casos, o uso do verbo no sin-


gular enfatiza a unidade do conjunto; já a Obs.: veja que a opção por uma ou
forma plural confere destaque aos elemen- outra forma indica a inclusão ou
tos que formam esse conjunto. a exclusão do emissor. Quando al-
guém diz ou escreve "Alguns de
nós sabíamos de tudo e nada fize-
mos", esta pessoa está se inclu-
2) Quando o sujeito é formado por expressão que in-
indo no grupo dos omissos. Isso
dica quantidade aproximada (cerca de, mais de, me-
não ocorre quando alguém diz ou
nos de, perto de...) seguida de numeral e substantivo,
escreve "Alguns de nós sabiam de
o verbo concorda com o substantivo. Observe:
tudo e nada fizeram.", frase que
Cerca de mil pessoas participaram da ma- soa como uma denúncia.
nifestação.
Perto de quinhentos alunos comparece-
ram à solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo re-
corde nas últimas Olimpíadas. Nos casos em que o interrogativo ou indefinido esti-
ver no singular, o verbo ficará no singular.
Por Exemplo:
Obs.: quando a expressão "mais de um" se as-
sociar a verbos que exprimem reciprocidade, Qual de nós é capaz?
o plural é obrigatório: Algum de vós fez isso.

5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que in-


dica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve
Por Exemplo: concordar com o substantivo.
Mais de um colega se ofenderam na tumul- Exemplos:
tuada discussão de ontem. (ofenderam um
ao outro) 25% do orçamento do país deve destinar-se à
Educação.
3) Quando se trata de nomes que só existem no plu- 85% dos entrevistados não aprovam a adminis-
ral, a concordância deve ser feita levando-se em tração do prefeito.
conta a ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o

107
Apostila TJ-TO

1% do eleitorado aceita a mudança.


1% dos alunos faltaram à prova.
Quando a expressão que indica porcentagem não é se- 8) Quando o sujeito é o pronome relativo
guida de substantivo, o verbo deve concordar com o nú- "quem", pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa
mero. Veja: do singular ou em concordância com o antecedente
do pronome.
25% querem a mudança.
1% conhece o assunto. Exemplos:

6) Quando o sujeito é o pronome relativo "que", a concor- Fui eu quem pagou a conta. /
dância em número e pessoa é feita com oantecedente Fui eu quem paguei a conta.
do pronome. Fomos nós quem pintou o muro. / Fo-
mos nós quem pintamos o muro.
Exemplos:
9) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o
Fui eu que paguei a conta. verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
Fomos nós que pintamos o muro.
És tu que me fazes ver o sentido da vida. Por Exemplo:
Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na Vossa Excelência é diabético?
presença de um homem. Vossas Excelências vão renunciar?
7) Com a expressão "um dos que", o verbo deve assumir 10) A concordância dos verbos bater, dar e soar se
a forma plural. dá de acordo com o numeral.
Por Exemplo: Por Exemplo:
Ademir da Guia foi um dos jogado- Deu uma hora no relógio da sala.
res que mais encantaram os poetas. Deram cinco horas no relógio da sala.
Se você é um dos que admiram o escritor, certa-
mente lerá seu novo romance.

Obs.: caso o sujeito da oração seja a


palavra relógio, sino, torre, etc., o
verbo concordará com esse sujeito.
Atenção: Por Exemplo:
A tendência, na linguagem corrente, é a O tradicional relógio da praça
concordância no singular. O que se matriz dá nove horas.
ouve efetivamente, são construções
como:
"Ele foi um dos deputa-
dos que mais lutou para a apro- 11) Verbos Impessoais: por não se referirem a ne-
vação da emenda". nhum sujeito, são usados sempre na 3ª pessoa do
singular. São verbos impessoais:
Ao compararmos com um caso em que
se use um adjetivo, temos: Haver no sentido de existir;
Fazer indicando tempo;
"Ela é uma das alunas mais bri- Aqueles que indicam fenômenos da natu-
lhante da sala." reza.
A análise da construção acima torna Exemplos:
evidente que a forma no singular é
inadequada. Assim, as formas aceitá- Havia muitas garotas na festa.
veis são: Faz dois meses que não vejo meu pai.
Chovia ontem à tarde.
" Das alunas mais brilhantes da sala,
b) Sujeito Composto
ela é uma."
" Dos deputados que mais lutaram pela 1) Quando o sujeito é composto e anteposto ao
aprovação da emenda, ele é um". verbo, a concordância se faz no plural:
Exemplos:
Pai e filho conversavam longamente.
Sujeito

108
Apostila TJ-TO

Pais e filhos devem conversar com fre- Descaso e desprezo marcam / marca seu
quência. comportamento.
Sujeito
2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos
2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas dispostos em gradação, o verbo pode ficar no plu-
gramaticais diferentes, a concordância ocorre da se- ral ou concordar com o último núcleo do sujeito.
guinte maneira: a primeira pessoa do plural preva-
lece sobre a segunda pessoa, que por sua vez, pre- Por Exemplo:
valece sobre a terceira. Veja: Com você, meu amor, uma hora, um minuto,
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão. um segundo me satisfazem / satisfaz.
Primeira Pessoa do Plural (Nós)
No primeiro caso, o verbo no plural enfatiza a uni-
dade de sentido que há na combinação. No se-
Tu e teus irmãos tomareis a decisão. gundo caso, o verbo no singular enfatiza o último
Segunda Pessoa do Plural (Vós) elemento da série gradativa.
3) Quando os núcleos do sujeito composto são uni-
Pais e filhos precisam respeitar-se. dos por "ou" ou "nem", o verbo deverá ficar no plu-
Terceira Pessoa do Plural (Eles) ral se a declaração contida no predicado puder ser
atribuída a todos os núcleos.
Por Exemplo:
Drummond ou Bandeira representam a es-
sência da poesia brasileira.
Nem o professor nem o aluno acertaram a
resposta.
Obs.: quando o sujeito é composto, for- Quando a declaração contida no predicado só puder
mado por um elemento da segunda pessoa ser atribuída a um dos núcleos do sujeito, ou seja, se
e um da terceira, é possível empregar o osnúcleos forem excludentes, o verbo deverá ficar
verbo na terceira pessoa do plural. Aceita- no singular.
se, pois, a frase: "Tu e teus irmãos tomarão
a decisão." Por Exemplo:
Roma ou Buenos Aires será a sede da pró-
xima Olimpíada.
Você ou ele será escolhido. (Só será esco-
3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, lhido um)
passa a existir uma nova possibilidade de concor-
dância: em vez de concordar no plural com a totali- 4) Com as expressões "um ou outro" e "nem um
dade do sujeito, o verbo pode estabelecer concor- nem outro", a concordância costuma ser feita no
dância com o núcleo do sujeito mais próximo. singular, embora o plural também seja praticado.
Convém insistir que isso é uma opção, e não uma Por Exemplo:
obrigação.
Um e outro compareceu / compareceram à
Por Exemplo: festa.
Faltaram coragem e competência. Nem um nem outro saiu / saíram do colégio.
Faltou coragem e competência.
5) Quando os núcleos do sujeito são unidos
4) Quando ocorre ideia de reciprocidade, no entanto, por "com", o verbo pode ficar no plural. Nesse
a concordância é feita obrigatoriamente no plu- caso, os núcleos recebem um mesmo grau de impor-
ral.Observe: tância e a palavra "com" tem sentido muito próximo
Abraçaram-se vencedor e vencido. ao de "e". Veja:
Ofenderam-se o jogador e o árbitro. O pai com o filho montaram o brinquedo.
O governador com o secretariado traça-
ram os planos para o próximo semestre.
Casos Particulares Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular,
1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos se a ideia é enfatizar o primeiro elemento.
sinônimos ou quase sinônimos, o verbo pode ficar O pai com o filho montou o brinquedo.
noplural ou no singular. O governador com o secretariado traçou os
Por Exemplo: planos para o próximo semestre.

109
Apostila TJ-TO

Precisa-se de governantes interessados em


civilizar o país.
Confia-se em teses absurdas.
Era-se mais feliz no passado.
Obs.: com o verbo no singular,
não se pode falar em sujeito com- Quando pronome apassivador, o "se" acompanha
posto. O sujeito é simples, uma verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e
vez que as expressões "com o fi- indiretos (VTDI) na formação da voz passiva sinté-
lho" e "com o secretariado" são tica. Nesse caso, o verbo deve concordar com o su-
adjuntos adverbiais de compa- jeito da oração.
nhia. Na verdade, é como se hou-
vesse uma inversão da or- Exemplos:
dem. Veja: Construiu-se um posto de saúde.
"O pai montou o brin- Construíram-se novos postos de saúde.
quedo com o filho." Não se pouparam esforços para despoluir o
"O governador traçou os rio.
planos para o próximo se- Não se devem poupar esforços para despo-
mestre com o secretari- luir o rio.
ado." 2) O Verbo "Ser"
A concordância verbal se dá sempre entre o verbo e
o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa con-
cordância pode ocorrer também entre o verbo e
o predicativo do sujeito.
6) Quando os núcleos do sujeito são unidos por ex-
pressões correlativas como: "não O verbo ser concordará com o predicativo do sujeito:
só...mas ainda", "não somente"..., "não ape- a) Quando o sujeito for representado pelos prono-
nas...mas também", "tanto...quanto", o verbo con- mes - isto, isso, aquilo, tudo, o - e o predica-
corda de preferência no plural. tivo estiver noplural.
Não só a seca, mas também o pouco Exemplos:
caso castigam o Nordeste.
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpre- Isso são lembranças inesquecíveis.
sos com a notícia. Aquilo eram problemas gravíssimos.
O que eu admiro em você são os seus cabe-
7) Quando os elementos de um sujeito composto são los compridos.
resumidos por um aposto recapitulativo, a concor-
dância é feita com esse termo resumidor. b) Quando o sujeito estiver no singular e se referir
a coisas, e o predicativo for um substantivo no plu-
Por Exemplo: ral.
Filmes, novelas, boas conversas, nada o ti- Exemplos:
rava da apatia.
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito Nosso piquenique foram só gulosei-
importante na vida das pessoas. mas.
Sujeito Predica-
Outros Casos tivo do Sujeito

Sua rotina eram só alegrias.


1) O Verbo e a Palavra "SE" Sujeito Predicativo do Su-
Dentre as diversas funções exercidas pelo "se", há jeito
duas de particular interesse para a concordância ver- Se o sujeito indicar pessoa, o verbo concorda com
bal: esse sujeito.
a) quando é índice de indeterminação do su- Por Exemplo:
jeito;
b) quando é partícula apassivadora. Gustavo era só decepções.
Minhas alegrias é esta criança.
Quando índice de indeterminação do sujeito,
o "se" acompanha os verbos intransitivos, transitivos
indiretose de ligação, que obrigatoriamente são con-
jugados na terceira pessoa do singular.
Exemplos:

110
Apostila TJ-TO

Obs.: admite-se a concordância no singu- CAPÍTULO 16–CRASE


lar quando se deseja fazer prevalecer um
elemento sobre o outro.
CRASE
Por Exemplo:
A palavra crase é de origem grega e significa "fusão",
A vida é ilusões. "mistura". Na língua portuguesa, é o nome que se dá à
"junção" de duas vogais idênticas. É de grande importân-
cia a crase da preposição "a" com o artigo feminino "a" (s),
com o pronome demonstrativo "a" (s), com o "a" inicial dos
c) Quando o sujeito for pronome interroga- pronomes aquele (s), aquela (s), aquilo e com o"a" do re-
tivo que ou quem. lativo a qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento
grave ( ` ) para indicar a crase. O uso apropriado do acento
Por Exemplo: grave, depende da compreensão da fusão das duas vo-
Que são esses papéis? gais. É fundamental também, para o entendimento da
Quem são aquelas crianças? crase, dominar a regência dos verbos e nomes que exi-
gem a preposição "a". Aprender a usar a crase, portanto,
consiste em aprender a verificar a ocorrência simultânea
3) O Verbo "Parecer" de uma preposição e um artigo ou pronome. Observe:
O verbo parecer, quando seguido de infinitivo, ad-
mite duas concordâncias: Vou a a igreja.
Vou à igreja.
a) Ocorre variação do verbo parecer e não se flexi-
ona o infinitivo. No exemplo acima, temos a ocorrência da preposi-
ção "a", exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocor-
Por Exemplo: rência do artigo "a" que está determinando o substantivo
Alguns colegas pareciam chorar naquele feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas
momento. vogais e elas se unem, a união delas é indicada pelo
acento grave. Observe os outros exemplos:
b) A variação do verbo parecer não ocorre, o infini-
tivo sofre flexão. Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna.
Por Exemplo:
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer
Alguns colegas parecia chorarem naquele algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não
momento. pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo
indireto (referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposi-
ção "a". Portanto, a crase é possível, desde que o termo
seguinte seja feminino e admita o artigo feminino "a" ou
Obs.: a primeira construção é um dos pronomes já especificados.
considerada corrente, en- Há duas maneiras de verificar a existência de um artigo
quanto a segunda, literária. feminino "a" (s) ou de um pronome demonstrativo "a"
Atenção: (s) após uma preposição "a":

Com orações desenvolvidas, o 1- Colocar um termo masculino no lugar do termo


verbo parecer fica no singular. feminino que se está em dúvida. Se surgir a for-
maao, ocorrerá crase antes do termo feminino.
Por Exemplo:
Veja os exemplos:
As paredes parece que
têm ouvidos. (Parece Conheço "a" aluna. / Conheço o aluno.
que as paredes têm ou- Refiro-me ao aluno. / Refiro-me à aluna.
vidos.) 2- Trocar o termo regente acompanhado da pre-
posição a por outro acompanhado de uma prepo-
sição diferente (para, em, de, por, sob, sobre). Se
essas preposições não se contraírem com o ar-
tigo, ou seja, se não surgirem novas formas (na
(s), da (s), pela (s),...), não haverá crase.
Veja os exemplos:

111
Apostila TJ-TO

- Penso na aluna. Ele fez referência a Vossa Excelên-


- Apaixonei-me pela aluna. cia no discurso de ontem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde
alguns minutos.
- Começou a brigar. - Cansou de brigar.
Mostrarei a vocês nossas propostas
- Insiste em brigar.
- Foi punido por bri- de trabalho.
Quero informar a algumas pessoas o
gar.
que está acontecendo.
- Optou por brigar.
Isso não interessa a nenhum de nós.
Aonde você pretende ir a esta hora?
Agradeci a ele, a quem tudo devo.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos
Atenção: lembre-se sempre de que não pronomes podem ser identificados pelo método
basta provar a existência da preposi- explicado anteriormente. Troque a palavra femi-
nina por uma masculina, caso na nova constru-
ção "a" ou do artigo "a", é preciso provar
ção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exem-
que existem os dois. plo:
Evidentemente, se o termo regido não Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-
admitir a anteposição do artigo feminino me ao mesmo indivíduo.)
"a" (s), não haverá crase. Veja os princi- Informei o ocorrido à senhora. (Informei o
ocorrido ao senhor.)
pais casos em que a crase NÃO ocorre:
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo.
(Peça ao próprio Cláudio para sair mais
cedo.)
- Diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeo-
nato.
Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
- Diante de substantivos masculinos:
- Diante de palavras femininas:
Andamos a cavalo.
Fomos a pé. Amanhã iremos à festa de aniversá-
Passou a camisa a ferro. rio de minha colega.
Fazer o exercício a lápis. Sempre vamos à praia no verão.
Compramos os móveis a prazo. Ela disse à irmã o que havia escu-
Assisitimos a espetáculos magnífi- tado pelos corredores.
cos. Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
- Diante de verbos no infinitivo: Este aparelho é posterior à invenção
A criança começou a falar. do telefone.
Ela não tem nada a dizer. - Diante da palavra "moda", com o sentido
Estavam a correr pelo parque. de "à moda de" (mesmo que a expres-
Estou disposto a ajudar. são moda de fique subentendida):
Continuamos a observar as plantas.
Voltamos a contemplar o céu. O jogador fez um gol à (moda de)
Pelé.
Obs.: como os verbos não admitem arti- Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
gos, constatamos que o "a" dos exem- O menino resolveu vestir-se à (moda
plos acima é apenas preposição, logo não de) Fidel Castro.
ocorrerá crase.
- Na indicação de horas:
- Diante da maioria dos pronomes e das
expressões de tratamento, com exceção Acordei às sete horas da manhã.
das formassenhora, senhorita e dona: Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.
Diga a ela que não estarei em casa Ele saiu às duas horas.
amanhã.
Entreguei a todos os documentos Obs.: com a preposição "até", a
necessários. crase será facultativa.

112
Apostila TJ-TO

Por exemplo: Dormiram até as/às A ocorrência da crase com o pronome demonstra-
14 horas. tivo "a" também pode ser detectada pela substitui-
ção do termo regente feminino por um termo regido
masculino. Veja:
- Em locuções adverbiais, prepositivas e
Minha revolta é ligada à do meu país.
conjuntivas de que participam palavras
Meu luto é ligado ao do meu país.
femininas. Por exemplo:
As orações são semelhantes às de antes.
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
à medida Aquela rua é transversal à que vai dar na mi-
à tarde às ocultas às pressas
que nha casa.
Aquele beco é transversal ao que vai dar na
às escondi- minha casa.
à noite às claras à força Suas perguntas são superiores às dele.
das
Seus argumentos são superiores aos dele.
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
à vontade à beça à larga à escuta Seu casaco é idêntico ao de minha colega.

à exceção à imitação
às avessas à revelia A Palavra Distância
de de
Se a palavra distância estiver especificada, determi-
à esquerda às turras às vezes à chave nada, a crase deve ocorrer. Por exemplo:
Sua casa fica à distância de 100 quilômetros
à direita à procura à deriva à toa daqui. (A palavra está determinada.)
Todos devem ficar à distância de 50 metros
do palco. (A palavra está especificada.)
à sombra à proporção
à luz à frente de Se a palavra distância não estiver especificada, a
de que
crase não pode ocorrer. Por exemplo:
à semelhança Os militares ficaram a distância.
às ordens à beira de
de Gostava de fotografar a distância.
Ensinou a distância.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Dizem que aquele médico cura a distância.
Quais Reconheci o menino a distância.

A ocorrência da crase com os pronomes relativos a Observação: por motivo de clareza, para evitar
qual e as quais depende do verbo. Se o verbo que ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja:
rege esses pronomes exigir a preposição "a", haverá Gostava de fotografar à distância.
crase. É possível detectar a ocorrência da crase nes- Ensinou à distância.
ses casos, utilizando a substituição do termo regido Dizem que aquele médico cura à distân-
feminino por um termo regido masculino. Por exem- cia.
plo:
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTA-
A igreja à qual me refiro fica no centro da ci- TIVA
dade.
O monumento ao qual me refiro fica no cen- - Diante de nomes próprios femininos:
tro da cidade. Observação: é facultativo o uso da crase diante
Caso surja a forma ao com a troca do termo, de nomes próprios femininos porque é faculta-
ocorrerá a crase. tivo o uso do artigo. Observe:
Veja outros exemplos:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
São normas às quais todos os alunos de-
vem obedecer.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. A Paula é muito bo- A Laura é minha
Várias alunas às quais ele fez perguntas nita. amiga.
não souberam responder nenhuma das
questões. Como podemos constatar, é facultativo o uso do
A sessão à qual assisti estava vazia. artigo feminino diante de nomes próprios femini-
nos, então podemos escrever as frases abaixo
Crase com o Pronome Demonstrativo "a" das seguintes formas:

113
Apostila TJ-TO

Entreguei o car- Entreguei o cartão a Ro- A palestra vai A palestra vai


tão a Paula. berto. até as cinco horas ou até às cinco horas
da tarde. da tarde.
Entreguei o car- Entreguei o car-
tão à Paula. tão ao Roberto.

Contei a Laura o que Contei a Pedro o que


havia ocorrido na noite havia ocorrido na noite
passada. passada.

Contei à Laura o que Contei ao Pedro o que


CAPÍTULO 17–PONTUAÇÃO
havia ocorrido na noite havia ocorrido na noite
passada. passada.
1- PONTO ( . )
- Diante de pronome possessivo feminino:
a) indica o final de uma frase declarativa.
Observação: é facultativo o uso da crase diante Ex.: Estou muito feliz.
de pronomes possessivos femininos porque é fa-
cultativo o uso do artigo. Observe: b) separa períodos entre si.
Ex.: Estou muito feliz. Nada é capaz de tirar minha
Minha avó tem se- Minha irmã está es- paz de espírito.
tenta anos. perando por você.
c) nas abreviaturas
A minha irmã está Ex.: Sr. / Av. / V. Ex.ª
A minha avó tem
esperando por
setenta anos.
você. 2-DOIS-PONTOS ( : )

Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante a) inicia a fala dos personagens.
de pronomes possessivos femininos, então po- Pedro foi lacônico:— Não sei!
demos escrever as frases abaixo das seguintes
formas:
b) antes de enumeração.
Os meus poetas preferidos são poucos: Bandeira,
Cedi o lugar a minha Cedi o lugar a meu
Quintana e Castro Alves.
avó. avô.

c) antes de citação.
Cedi o lugar à minha Cedi o lugar ao meu
avó. avô. Jesus disse: “Deixai vir a mim as criancinhas.”

3-RETICÊNCIAS ( ... )
Diga a sua irmã que Diga a seu irmão que As reticências indicam dúvidas ou hesitação de
estou esperando por estou esperando por
quem fala. Indicam também supressão de palavra (s)
ela. ele.
numa frase transcrita, interrupção de uma frase dei-
xada gramaticalmente incompleta e servem de re-
Diga à sua irmã que Diga ao seu irmão
estou esperando por que estou esperando curso quando se quer deixar o sentido da frase sus-
ela. por ele. penso.

- Depois da preposição até: — Sabe...eu queria te dizer que...esquece.


“Quando penso em você (...) menos a felicidade.”
Fui até a praia. ou Fui até à praia. — Não é que eu queira eximir-me às minhas obriga-
ções, mas...
Acompanhe-o Acompanhe-o — Ele acabou de sair. Quem sabe se você ligar
ou mais tarde..
até a porta. até à porta.

Nota: As reticências usadas no começo ou no fim de


uma frase, podem servir para indicar que o trecho

114
Apostila TJ-TO

transcrito pertence ao corpo de uma frase que não


se transcreveu desde o início ou que não se termi- d) complemento nominal de nome;
nou. e) oração principal da subordinada substantiva
(desde que esta não seja apositiva nem apareça na
4-PARÊNTESES ( ( ) ) ordem inversa)
a) usamos parênteses para isolar palavras, frases in-
tercaladas de caráter explicativo e datas. A vírgula no interior da oração
Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), morreu muita É utilizada nas seguintes situações:
gente. a) separar o vocativo.
Certa noite lá em Angra (Verinha lembrava-se como Maria, traga-me uma xícara de café.
se fora na véspera), encontrei um tal de Genésio. A educação, meus amigos, é fundamental para o
progresso do país.
Dica: Os parênteses também podem substituir a vír-
gula ou o travessão.
b) separar alguns apostos.
5- PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )
a) Após vocativo Valdete, minha antiga empregada, esteve aqui on-
Parte, Anita! tem.

b) Após imperativo C) separar o adjunto adverbial antecipado ou interca-


Cale-se! lado.

c) Após interjeição Quando chegar de viagem, procurarei por você.


Ex.: Ufa! Ai! Ui! As pessoas, muitas vezes, são falsas.

d) Após palavras ou frases que denotem caráter D) separar elementos de uma enumeração.
emocional
Ex.: Que pena! Precisa-se de pedreiros, serventes, carpinteiros e
pintores.
6- PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )
a) Em perguntas diretas E) isolar expressões de caráter explicativo ou corre-
Ex.: Como você se chama? tivo.

b) Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação Amanhã, ou melhor, depois de amanhã podemos
Ex.: - Quem ganhou na loteria? nos encontrar para acertar a viagem.
- Você.
- Eu?! f) separar conjunções intercaladas.

7-VÍRGULA ( , ) Não havia, porém, motivo para tanta raiva.


É usada para marcar uma pausa do enunciado com
a finalidade de nos indicar que os termos por ela se- g) separar o complemento pleonástico antecipado.
parados, apesar de participarem da mesma frase ou A mim, nada me importa.
oração, não formam uma unidade sintática.
Ex.: Adelanta, esposa de João, foi a ganhadora h) isolar o nome de lugar na indicação de datas.
única da Loteria. Belo Horizonte, 26 de janeiro de 2001.
Podemos concluir que, quando há uma relação sintá-
tica entre termos da oração, não se pode separá-los i) separar termos coordenados assindéticos.
por meio de vírgula.
"Lua, lua, lua, lua, por um momento meu canto con-
Assim, não se separam por vírgula: tigo compactua..." (Caetano Veloso)
a) predicado de sujeito;
b) objeto de verbo; j) marcar a omissão de um termo (normalmente o
c) adjunto adnominal de nome; verbo).

115
Apostila TJ-TO

c) separar orações subordinadas adverbiais (desen-


Ela prefere ler jornais e eu, revistas. (omissão do volvidas ou reduzidas),
verbo preferir) principalmente se estiverem antepostas à oração
principal.
Termos coordenados ligados pelas conjunções e,
ou, nem dispensam o uso da vírgula. "No momento em que o tigre se lançava, curvou-
se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o
Conversaram sobre futebol, religião e política. gancho."( O selvagem - José de Alencar)
Não se falavam nem se olhavam.
Ainda não me decidi se viajarei para Bahia ou Ceará. d) separar as orações intercaladas.

Entretanto, se essas conjunções aparecerem repeti- "- Senhor, disse o velho, tenho grandes contenta-
das, com a finalidade de dar ênfase, o uso da vírgula mentos em a estar plantando..."
passa a ser obrigatório.
e) separar as orações substantivas antepostas à prin-
Ex.: Não fui nem ao velório, nem ao enterro, nem à cipal.
missa de sétimo dia.
Quanto custa viver, realmente não sei.
A vírgula entre orações
8- PONTO-E-VÍRGULA ( ; )
É utilizada nas seguintes situações:
a) separar as orações subordinadas adjetivas expli- a) usa-se ponto-e-vírgula para separar os itens de
cativas. uma lei, de um decreto, de uma petição, de uma se-
Meu pai, de quem guardo amargas lembranças, qüência, etc.
mora no Rio de Janeiro.
Ex.: Art. 127 – São penalidades disciplinares:
b) separar as orações coordenadas sindéticas e as- I- advertência;
sindéticas (exceto as iniciadas pela II- suspensão;
conjunção e ). III- demissão;
IV- cassação de aposentadoria ou disponibili-
Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para o dade;
trabalho. Estudou muito, mas não foi aprovado no V- destituição de cargo em comissão;
exame. VI- destituição de função comissionada.

Há três casos em que se usa a vírgula antes da con- b) separar orações coordenadas muito extensas ou
junção e: orações coordenadas nas quais já tenham tido utili-
zado a vírgula.
1) quando as orações coordenadas tiverem sujeitos
diferentes. Ex.: “O rosto de tez amarelenta e feições inexpressi-
vas, numa quietude apática, era pronunciadamente
Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida,
cada vez mais pobres. quando a bronquite crônica de que sofria desde
moço se foi transformando em opressora asma car-
2) quando a conjunção e vier repetida com a finali- díaca; os
dade de dar ênfase (polissíndeto). lábios grossos, o inferior um tanto tenso (...) " (O vis-
conde de Inhomerim - Visconde de Taunay)
E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
9- TRAVESSÃO ( - )
3) quando a conjunção e assumir valores distintos
que não seja da adição (adversidade, conseqüência, a) dá início à fala de um personagem
por exemplo)
Ex.: O filho perguntou:
Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi apro- — Pai, quando começarão as aulas?
vada.

116
Apostila TJ-TO

b) indicar mudança do interlocutor nos diálogos equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas
flexões (pela qual, pelos quais, pelas quais).
— Doutor, o que tenho é grave? Exemplos:
— Não se preocupe, é uma simples infecção. É
Estes são os direitos por que esta-
só tomar um antibiótico e estará bom
mos lutando.
c) unir grupos de palavras que indicam itinerário O túnel por que passamos existe há
muitos anos.
Ex.: A rodovia Belém-Brasília está em péssimo es- POR QUÊ
tado.
Caso surja no final de uma frase, imediata-
mente antes de um ponto (final, de interroga-
Também pode ser usado em substituição à virgula ção, de exclamação) ou de reticências, a se-
em expressões ou frases explicativas quência deve ser grafada por quê, pois, de-
vido à posição na frase, o monossí-
Ex.: Xuxa – a rainha dos baixinhos – será mãe. labo "que" passa a ser tônico.
Exemplos:
10- ASPAS ( “ ” )
Estudei bastante ontem à noite.
Sabe por quê?
a)isolar palavras ou expressões que fogem à norma
culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, neolo- Será deselegante se você perguntar
gismos, arcaísmos e expressões populares. novamente por quê!
PORQUE
Ex.: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do seu
A forma porque é uma conjunção, equiva-
admirador. lendo a pois, já que, uma vez que,
A festa na casa de Lúcio estava “chocante”. como. Costuma ser utilizado em respostas,
Conversando com meu superior, dei a ele um “feed- para explicação ou causa.
back” do serviço a mim requerido. Exemplos:

b) indicar uma citação textual Vou ao supermercado porque não


temos mais frutas.
Você veio até aqui porque não con-
Ex.: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pres- seguiu telefonar?
sas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz e
PORQUÊ
refiz a mala”. ( O prazer de viajar - Eça de Queirós)
A forma porquê representa um substantivo.
Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se Significa "causa", "razão", "motivo" e normal-
fizer necessário a utilização de novas aspas, estas mente surge acompanhada de palavra deter-
minante (artigo, por exemplo).
serão simples. ( ' ' )
Exemplos:
CAPÍTULO 18–USO DOS PORQUÊS Não consigo entender o porquê de
sua ausência.
Existem muitos porquês para justifi-
car esta atitude.
POR QUE Você não vai à festa? Diga-me ao
A forma por que é a sequência de uma pre- menos um porquê.
posição (por) e um pronome interroga- Veja abaixo o quadro-resumo:
tivo (que). Equivale a "por qual razão", "por
qual motivo":
Forma Emprego Exemplos
Exemplos:
Desejo saber por que você voltou Em frases inter-
tão tarde para casa. Por que ele chorou? (in-
rogativas (dire-
terrogativa direta)
Por que você comprou este casaco? Por que tas e indiretas)

Há casos em que por que representa a se- Em substituição


Digam-me por que ele
quência preposição + pronome relativo, à expressão

117
Apostila TJ-TO

"pelo qual" (e chorou. (interrogativa (perseguir animais) (tornar sem efeito)


suas variações) indireta)
cegar Segar
Os bairros por (deixar cego) (cortar, ceifar)
que passamos eram
sujos.(por que = pelos sela
quais) Cela
(forma do verbo selar; ar-
(pequeno quarto)
reio)
Eles estão revolta-
dos por quê?
Por quê No final de frases Censo senso
Ele não veio não sei por (recenseamento) (entendimento, juízo)
quê.
Céptico séptico
Em frases afir- (descrente) (que causa infecção)
Não fui à festa por-
Porque mativas e em
que choveu.
respostas
Cerração Serração
Como substan- Todos sabem o por- (nevoeiro) (ato de serrar)
Porquê
tivo quê de seu medo.
Cerrar serrar
(fechar) (cortar)

CAPÍTULO 19 - SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS


Cervo Servo
Homônimos (veado) (criado)
São palavras que possuem a mesma pronúncia (algu-
mas vezes, a mesma grafia), mas significados diferen- xá
chá (bebida)
tes. Veja alguns exemplos no quadro abaixo: (antigo soberano do Irã)

acender Ascender Cheque


xeque
(colocar fogo) (subir) (ordem de paga-
(lance no jogo de xadrez)
mento)
acento assento
(sinal gráfico) (local onde se senta) Círio sírio
(vela) (natural da Síria)
acerto asserto
(ato de acertar) (afirmação) Cito
sito
(forma do verbo ci-
(situado)
apreçar apressar tar)
(ajustar o preço) (tornar rápido)
Concertar consertar
bucheiro Buxeiro (ajustar, combinar) (reparar, corrigir)
(tripeiro) (pequeno arbusto)
concerto Conserto
bucho Buxo (sessão musical) (reparo)
(estômago) (arbusto)
Coser Cozer
Caçar cassar (costurar) (cozinhar)

118
Apostila TJ-TO

esotérico Exotérico tachar (atribuir de-


taxar (fixar taxa)
feito a)
(secreto) (que se expõe em público)

Homônimos Perfeitos
Expectador
espectador
Possuem a mesma grafia e o mesmo som.
(aquele que tem espe-
(aquele que assiste)
rança, que espera) Por Exemplo:
Eu cedo este lugar para a professora. (cedo = verbo)
Esperto Experto
Cheguei cedo para a entrevista. (cedo = advérbio de
(perspicaz) (experiente, perito) tempo)

Espiar Expiar
(observar) (pagar pena)
Atenção:
Espirar expirar Existem algumas palavras que pos-
(soprar, exalar) (terminar) suem a mesma escrita (grafia), mas a
pronúncia e o significado são sempre
diferentes. Essas palavras são cha-
Estático extático madas de homógrafas e são uma
(imóvel) (admirado) subclasse dos homônimos.Observe
os exemplos:
Esterno Externo almoço (substantivo, nome da refeição)
almoço (forma do verbo almoçar na 1ª
(osso do peito) (exterior) pessoa do sing. do tempo presente do
modo indicativo)
estrato Extrato
gosto (substantivo)
(camada) (o que se extrai de algo) gosto (forma do verbo gostar na 1ª
pessoa do sing. do tempo presente do
Estremar Extremar modo indicativo)
(demarcar) (exaltar, sublimar)

incerto
Inserto
(não certo, impre-
(inserido, introduzido)
ciso)
Parônimos
incipiente insipiente É a relação que se estabelece entre palavras que pos-
suem significados diferentes, mas são muito pareci-
(principiante) (ignorante) das na pronúncia e na escrita. Veja alguns exemplos
no quadro abaixo.
Laço Lasso
absolver absorver
(nó) (frouxo) (perdoar, inocentar) (aspirar, sorver)
apóstrofe apóstrofo
Ruço (figura de linguagem) (sinal gráfico)
Russo
(pardacento, grisa- Aprender Apreender
(natural da Rússia)
lho) (tomar conhecimento) (capturar, assimilar)
arrear arriar
tacha Taxa (pôr arreios) (descer, cair)
(prego pequeno) (imposto, tributo) ascensão assunção
(subida) (elevação a um cargo)
bebedor Bebedouro

119
Apostila TJ-TO

(aquele que bebe) (local onde se bebe) ratificar retificar


cavaleiro cavalheiro (confirmar) (corrigir)
(que cavalga) (homem gentil) recrear recriar
comprimento Cumprimento (divertir) (criar novamente)
(extensão) (saudação) Soar Suar
deferir Diferir (produzir som) (transpirar)
(atender) (distinguir-se, divergir) Sortir Surtir
delatar dilatar (abastecer, misturar) (produzir efeito)
(denunciar) (alargar) Sustar Suster
descrição Discrição (suspender) (sustentar)
(ato de descrever) (reserva, prudência) tráfego Tráfico
Descriminar discriminar (trânsito) (comércio ilegal)
(tirar a culpa) (distinguir)
despensa
Dispensa
(local onde se guar-
(ato de dispensar)
dam mantimentos)
Docente
discente
(relativo a professo-
(relativo a alunos)
res)
emigrar Imigrar
(deixar um país) (entrar num país)
Iminência
eminência
(qualidade do que está
(elevado)
iminente)
Eminente iminente
(elevado) (prestes a ocorrer)
esbaforido espavorido
(ofegante, apressado) (apavorado)
estada Estadia
(permanência em um (permanência temporá-
lugar) ria em um lugar)
flagrante fragrante
(evidente) (perfumado)
Fluir fruir
(transcorrer, decorrer) (desfrutar)
fusível Fuzil
(aquilo que funde) (arma de fogo)
imergir emergir
(afundar) (vir à tona)
inflação infração
(alta dos preços) (violação)
Infligir Infringir
(aplicar pena) (violar, desrespeitar)
Mandado Mandato
(ordem judicial) (procuração)
peão
Pião
(aquele que anda a pé,
(tipo de brinquedo)
domador de cavalos)
Procedente
precedente
(proveniente; que tem
(que vem antes)
fundamento)

120
Apostila TJ-TO

Interpretação de texto
Prova 1

121
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122
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Prova 2

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124
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Prova 3

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Prova 4

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130
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Prova 5

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132
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133
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134
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Prova 6

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Prova 7

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Apostila TJ-TO

Prova 8

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143
Apostila TJ-TO

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Apostila TJ-TO

146
Apostila TJ-TO

GABARITO PROVA 1

GABARITO PROVA 8
GABARITO PROVA 2

GABARITO PROVA 3

GABARITO PROVA 4

GABARITO PROVA 5

GABARITO PROVA 6

GABARITO PROVA 7

147
Apostila TJ-TO

Como Fazer um Texto Dissertativo Argu- 2) “Não sou do tipo que se impressiona com boatos, mas
não posso ficar indiferente aos últimos acontecimentos
mentativo no cenário público do Brasil. Toda essa movimentação
em torno dos casos de corrupção que assolam a nação
O texto dissertativo argumentativo tem como principais me fez pensar sobre a importância da ética nas relações
características a apresentação de um raciocínio, a defesa sociais em todos os níveis. Não quero me convencer de
de um ponto de vista ou o questionamento de uma deter- que um valor moral tão importante esteja sendo banido
minada realidade. O autor se vale de argumentos, de fa- da sociedade, substituído pelo direito de garantia de pri-
tos, de dados, que servirão para ajudar a justificar as vilégios pessoais a qualquer custo.”
ideias que ele irá desenvolver. As três características bá-
sicas de um texto dissertativo são: Podemos notar claramente a diferença no uso da terceira
e da primeira pessoa.
 Apresentação do ponto de vista
 Discussão dos argumentos Na prática, escrever na primeira pessoa (eu/nós) dá ori-
 Análise crítica do texto gem a frases do tipo:

A diferença desse modelo para um texto narrativo, por – “Precisamos estar conscientes da importância do cui-
exemplo, é que o texto narrativo descreve uma história, dado ao meio ambiente”
contendo alguns elementos importantes como persona-
gens, local, tempo (intervalo no qual ocorreram os fatos), – “Sabemos que o Brasil precisa de mudanças”
enredo (fatos que motivaram a escrita). O texto disserta-
tivo, por outro lado, tem como objetivo defender um ponto – “Tive bons professores, mas nem todo estudante tem
de vista usando argumentos. esse privilégio”.

Uma redação dissertativa argumentativa pode ser escrita As mesmas frases acima escritas na terceira pessoa do
na terceira pessoa do plural (objetiva) ou na primeira plural ficariam:
pessoa do singular (subjetiva), veremos a seguir exem-
plos de cada uma delas:
– “É preciso estar consciente da importância do cuidado
ao meio ambiente”
Dissertação Objetiva
– “Sabe-se que o Brasil precisa de mudanças”
Na dissertação objetiva, o autor não se identifica com o
leitor, já que os argumentos são expostos de forma im-
– “Alguns estudantes têm bons professores, mas nem to-
pessoal. Isso, aliás, confere ao texto um ar de imparciali-
dos têm esse privilégio”.
dade, embora se saiba que é a visão do autor que está
sendo discutida. Esse procedimento faz o leitor aceitar
mais facilmente as ideias expostas no texto. Repare que quando você escreve na terceira pessoa do
plural, nunca utiliza os verbos conjugados pessoalmente
(utilizando o “eu” ou o “nós”). As frases sempre ficam im-
Dissertação Subjetiva
pessoais.
No texto dissertativo subjetivo, o autor se mostra por
Essas duas maneiras de escrita são aceitas, mas é
meio do uso da primeira pessoa do singular (eu), eviden-
muito importante que você escolha e mantenha o
ciando que os argumentos são resultados da opinião pes-
mesmo estilo do início ao fim! Se você escolheu a es-
soal de quem escreve (não que no texto objetivo também
crita objetiva, não utilize a subjetiva e vice-versa. É muito
não o sejam, afinal, a influência das ideias do autor estão
comum misturar as duas coisas, a grande maioria dos
presentes também neste último caso).
candidatos mistura esses dois estilos ao longo do texto e
são penalizados na nota por isso. Fique atento a esse
Vamos mostrar dois exemplos, o primeiro é um trecho de detalhe. Sempre que você for escrever alguma frase,
um texto objetivo e o segundo é um trecho de um texto lembre-se de qual estilo você escolheu e seja fiel a ele
subjetivo. Repare na diferença que existe entre os dois: até o fim!

1) “Há tipos diferentes de ruínas. Mas elas são sempre O mais recomendado é que você escolha a terceira pes-
resultado de uma demolição ou desconstrução de edifi- soa do plural, pois essa forma de escrever é mais infor-
cações. Existe um primeiro tipo que simboliza um tempo mal e mais fácil de ser seguida com fidelidade. O texto
passado que evoluiu e foi deixando ruínas devido às mu- objetivo também tem a vantagem de dar um aspecto de
danças dos gostos e da riqueza dos donos.” “autoridade” aos argumentos. Quando se opta pelo texto

148
Apostila TJ-TO

subjetivo, tem-se uma impressão de que tudo está so- que cultivava bactérias, por acaso percebeu que os fun-
mente de acordo com a opinião do autor, enquanto que gos surgidos no frasco matavam as bactérias que ali es-
no objetivo tem-se a impressão de que a opinião é de to- tavam. Da pesquisa com esses fungos, ele chegou à pe-
dos. Isso é o que fortalece o caráter objetivo. nicilina”. Observe que, nesse caso, o argumento que va-
lidou a afirmação “O acaso pode dar origem a grandes
Recomendamos também que você pratique suas reda- descobertas” foi a documentação da experiência de
ções utilizando sempre o mesmo estilo para se acostu- Flemming.
mar. Isso vai ajudar você a não misturar as coisas depois.
Então comece a praticar desde já o texto objetivo para – A Fundamentação Lógica: A argumentação nesse
chegar no dia da prova afiado e não colocar traços sub- caso se baseia em operações de raciocínio lógico, tais
jetivos misturados. como as implicações de causa e efeito, consequência e
causa, etc. Por exemplo: “Ao se admitir que a vida hu-
A Argumentação do Texto Dissertativo mana é o bem mais precioso do homem, não se pode
aceitar a pena de morte, uma vez que existe sempre a
possibilidade de um erro jurídico que, no caso, seria irre-
Um texto argumentativo, como já comentamos, é aquele
parável”. Note que a ideia que o leitor tentou passar era:
em que defendemos uma ideia, opinião ou ponto de vista,
Não se pode aceitar a pena de morte. Para isso, foi men-
procurando fazer com que o leitor acredite nele. Para
cionado o caso de falha humana na sentença, o que per-
conseguir esse objetivo, utilizamos os argumentos.
mitiu que se chegasse a tal conclusão.
A palavra ARGUMENTO tem uma origem curiosa: vem
do latim ARGUMENTUM; significa: fazer brilhar, iluminar. Qualquer um desses tipos de argumentos citados é vá-
lido na construção de um texto argumentativo.
É fácil encontrar os argumentos de um texto, pois basta
A título de nomenclatura, muitas provas de vestibulares e
que se identifique a tese (ideia principal), para então fazer
a pergunta “por quê”? Por exemplo: o autor é contra a concursos utilizam o nome “texto dissertativo”, “texto ar-
pena de morte (tese). Porque… (argumentos). gumentativo” ou ainda “texto dissertativo argumentativo”,
mas todos se referem a esse mesmo padrão de texto que
mencionamos nesse artigo.
Um bom texto dissertativo deve apoiar-se principalmente
em uma boa argumentação (por isso o nome: disserta-
tivo argumentativo). Para que isso ocorra, é preciso que
se organizem as ideias que serão expostas. Mostraremos
abaixo os tipos mais comuns de argumentos que podem
ser utilizados em uma redação:

Tipos de argumentos

– Argumento de Autoridade: É aquele que se apoia no


conhecimento de um especialista da área. É um modo de
trazer para o texto o peso e a credibilidade da autoridade
citada. Por exemplo: “Conforme afirma Bertrand Russel,
não é a posse de bens materiais o que mais seduz os
homens, mas o prestígio decorrente dela”.

– Argumento de consenso: Alguns enunciados não exi-


gem a demonstração de um especialista para que se
prove o conteúdo argumentado. Nesse caso, não preci-
samos citar uma fonte de confiança. Por exemplo: “O in-
vestimento na Educação é indispensável para o desen-
volvimento econômico do país”. Repare que essa afirma-
ção não precisa de embasamento teórico, pois é um con-
senso global.

– A Comprovação pela Experiência ou Observação:


Esse tipo de argumentação é fundamentada na docu-
mentação com dados que comprovam ou confirmam sua
veracidade. Por exemplo: “O acaso pode dar origem a
grandes descobertas científicas. Alexander Flemming,

149
Apostila TJ-TO

Redação Enem 2017 nota 1000: Marcus Vinícius Afinal, dados estatísticos mostram que o número de
Monteiro Oliveira (Ceará) brasileiros com deficiência auditiva vem dimi-
nuindo tanto em escolas inclusivas – ou bilíngues -,
No Brasil, o início do processo de educação de sur- como em exclusivas, a exemplo daquela criada no
dos remonta ao Segundo Reinado. No entanto, esse Segundo Reinado. Essa situação abjeta está relaci-
ato não se configurou como inclusivo, já que se ca- onada à inexistência ou à incipiência de professo-
racterizou pelo estabelecimento de um “apartheid” res que dominem a Libras e à carência de aulas
educacional, ou seja, uma escola exclusiva para tal proficientes, inclusivas e proativas, o que deveria
público, segregando-o dos que seriam considerados ser atenuado por meio de uma maior gerência do
“normais” pela população. Estado nesse âmbito escolar.

Assim, notam-se desafios ligados à formação edu- Diante do exposto, cabe às instituições de ensino
cacional das pessoas com dificuldade auditiva, seja com proatividade o papel de deliberar acerca dessa
por estereotipação da sociedade civil, seja por pas- limitação em palestras elucidativas por meio de
sividade governamental. Portanto, haja vista que a exemplos em obras literárias, dados estatísticos e
educação é fundamental para o desenvolvimento depoimentos de pessoas envolvidas com o tema,
econômico do referido público e, logo, da nação, para que a sociedade civil, em especial os pais de
ela deve ser efetivada aos surdos pelos agentes ade- surdos, não seja complacente com a cultura de es-
quados, a partir da resolução dos entraves vincula- tereótipos e preconceitos difundidos socialmente.
dos a ela.
Outrossim, o próprio público deficiente deve aler-
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho tar a outra parte da população sobre seus direitos e
à implementação desse direito, reconhecido por suas possibilidades no Estado civil a partir da rea-
mecanismos legais, a discriminação enraizada em lização de dias de conscientização na urbe e da di-
parte da sociedade, inclusive dos próprios respon- vulgação de textos proativos em páginas virtuais,
sáveis por essas pessoas com limitação. Isso por como “Quebrando o Tabu”.
ser explicado segundo o sociólogo Talcott Parsons,
o qual diz que a família é uma máquina que produz Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões
personalidades humanas, o que legitima a ideia de no Ministério ou na Secretaria de Educação, pres-
que o preconceito por parte de muitos pais dificulta sionando os demiurgos indiferentes à problemática
o acesso à educação pelos surdos. abordada, com o fito de incentivá-los a profissiona-
lizarem adequadamente os professores – para que
Tal estereótipo está associado a uma possível inva- todos saibam, no mínimo, o básico de Libras – e a
lidez da pessoa com deficiência e é procrastinado, efetivarem o estudo da Língua Brasileira de Sinais,
infelizmente, desde o Período Clássico grego, em por meio da disponibilização de verbas e da cria-
que deficientes eram deixados para morrer por se- ção de políticas públicas convenientes, contrari-
rem tratados como insignificantes, o que dificulta, ando a teórica inclusão da primeira escola de sur-
ainda hoje, seu pleno desenvolvimento e sua auto- dos brasileira.
nomia.

Além do mais, ressalte-se que o Poder Público in-


crementou o acesso do público abordado ao sis-
tema educacional brasileiro ao tornar a Libras uma
língua secundária oficial e ao incluí-la, no mínimo,
à grade curricular pública. Contudo, devido à falta
de fiscalização e de políticas públicas ostensivas
por parte de algumas gestões, isso não é bem efeti-
vado.

150
Apostila TJ-TO

Redação Enem 2017 nota 1000. Candidata Isa- de qualidade) para a manutenção da igualdade en-
bella Barros Castelo Branco (Piauí) tre os membros da sociedade, o que expõe os sur-
dos a uma condição de ainda maior exclusão e des-
Na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o respeito.
realista Machado de Assis expõe, por meio da re-
pulsa do personagem principal em relação à defici- Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário
ência física (ela era “coxa), a maneira como a soci- que a Escola promova a formação de cidadãos que
edade brasileira trata os deficientes. respeitem às diferenças e valorizem a inclusão, por
intermédio de palestras, debates e trabalhos em
Atualmente, mesmo após avanços nos direitos des- grupo, que envolvam a família, a respeito desse
ses cidadãos, a situação de exclusão e preconceito tema, visando a ampliar o contato entre a comuni-
permanece e se reflete na precária condição da dade escolar e as várias formas de deficiência.
educação ofertada aos surdos no País, a qual é res-
ponsável pela dificuldade de inserção social desse Além disso, é imprescindível que o Poder Público
grupo, especialmente no ramo laboral. destine maiores investimentos à capacitação de
profissionais da educação especializados no ensino
Convém ressaltar, a princípio, que a má formação inclusivo e às melhorias estruturais nas escolas,
socioeducacional do brasileiro é um fator determi- com o objetivo de oferecer aos surdos uma forma-
nante para a permanência da precariedade da edu- ção mais eficaz.
cação para deficientes auditivos no País, uma vez
que os governantes respondem aos anseios sociais Ademais, cabe também ao Estado incentivar a con-
e grande parte da população não exige uma educa- tratação de deficientes por empresas privadas, por
ção inclusiva por não necessitar dela. meio de subsídios e Parcerias Público-Privadas,
objetivando a ampliar a participação desse grupo
Isso, consoante ao pensamento de A. Schopenhauer social no mercado de trabalho. Dessa forma, será
de que os limites do campo da visão de uma pessoa possível reverter um passado de preconceito e ex-
determinam seu entendimento a respeito do mundo clusão, narrado por Machado de Assis e ofertar
que a cerca, ocorre porque a educação básica é de- condições de educação mais justas a esses cida-
ficitária e pouco prepara cidadãos no que tange dãos.
aos respeito às diferenças.
Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/leia-
Tal fato se reflete nos ínfimos investimentos gover- redacoes-nota-mil-do-enem-2017.ghtml
namentais em capacitação profissional e em melhor
estrutura física, medidas que tornariam o ambiente
escolar mais inclusivo para os surdos.

Em consequência disso, os deficientes auditivos en-


contram inúmeras dificuldades em variados âmbi-
tos de suas vidas. Um exemplo disso é a difícil in-
serção dos surdos no mercado de trabalho, devido
à precária educação recebida por eles e ao precon-
ceito intrínseco à sociedade brasileira.

Essa conjuntura, de acordo com as ideias do con-


tratrualista Johm Locke, configura-se uma violação
do “contrato social”, já que o Estado não cumpre
sua função de garantir que tais cidadãos gozem de
direitos imprescindíveis (como direito à educação

151
Apostila TJ-TO

Ex. q: A porta está aberta.


RACIOCÍNIO LÓGICO
¬q:
I . PROPOSIÇÃO ~q:
 Conjunto de palavras ou símbolos que expri-
mem um pensamento de sentido completo.
 São: declarativas, afirmativas ou negativas:
 Não são: interrogativas, exclamativas ou impe- Ex. r: 8 é ímpar.
rativas:
 Assumi obrigatoriamente, um único valor-ló- ¬r:
gico ou valor-verdade que é ou Verdadeiro (V)
ou Falso (F). ~r:
 As proposições são representadas por letras
do alfabeto: a, b, c, ..., p, q, r, s,...

Ex. A: 8 + 3 = 10
Ex.Indique as proposições(P) e as expressões(E):
~A:
a) O gato é um animal anfíbio. ( )
b) 3 + 3. ( )
c) 2 + 3x5 = 25 ( )
d) Bom dia!( ) Ex. B: 5 + 3 < 10
e) O avião não é um meio de transporte.( )
f) A idade do professor Augusto.( ) ~B:
g) Ele é formado em Física quântica.( )
h) O que significa STF?( )
i) Estude e será aprovado no concurso.( ) III. CONECTIVOS LÓGICOS
j) O valor de A + B é negativo.( )
k) A expressão x – y e positiva para x = 3 e y = 10.(  Conjunção:  ( e ) “p e q”, ou “p  q”
)  Disjunção:  ( ou ) “p ou q”, ou “p  q”
l) Prado é engenheiro.( )  Condicional simples:  ( se... então ) “Se p
m) Sou inocente, sou inocente! Gritava o mensaleiro
Dirceu. ( ) então q”, ou “p  q”.
n) Quem descobriu o Brasil? Foi Américo Vespúcio.(  Bicondicional:  ( se, e somente se ) “p se, e
) somente se q”, ou “p  q”.
o) Existe vida após a morte. ( )  Disjunção exclusiva:  ( ou... ou...) “ou p, ou q”,
ou “p  q”.

II. O MODIFICADOR LÓGICO(ou negação)


Na negação de uma proposição p, iremos usar Obs.:
o sinal de til (~) ou (¬) antes da letra que representa a
proposição original. Ou seja:

p ~p ou ¬p
V
F

Ex. p: João é médico.

¬p:

~p:

~p:

152
Apostila TJ-TO

d) Ana é alta e 4 é ímpar, consequentemente Diná é


médica.
ESCREVENDO NA FORMA SIMBÓLICA

e) Se Ana é alta, então ou Beto é gordo ou 4 é par.

Considere as proposições simples:


f) Ana não é alta e Beto é gordo, se Diná não é mé-
dico.
p:Ricardo é rico.

q: Pedro é pobre.
g) Ana não é alta só, e só, se 4 é par.
Escrevendo as proposições compostas na forma sim-
bólica. h) Tanto 4 é ímpar como Diná é médica, logo Ana é
alta.
 Ricardo é ricoouPedro é pobre.
Forma simbólica: p  q
i) Tanto não é verdade que 4 é impar como não é falso
 SeRicardo é rico,entãoPedro não é pobre. que Ana é alta, se Beto não é gordo.
Forma simbólica: p  ¬q

SeRicardo é rico, entãoRicardo é ricoePedro é pobre.

Forma simbólica: p  (p  q) (CESPE)Supondo que A simboliza a proposição “Alice


perseguiu o Coelho Branco” e B simboliza a proposi-
 Ricardo é ricoouPedro é pobrese, e somente se,Ri- ção “O Coelho Branco olhou o relógio”, julgue os itens
cardo é pobreePedro é rico.
a seguir.
Forma simbólica: (p  q)  (¬p  ¬q)
02. A proposição “Se o Coelho Branco não olhou o re-
Nem Ricardo é rico nem Pedro é pobre, conseqüente- lógio, então Alice não perseguiu o Coelho Branco” pode
mente Pedro é pobre. ser simbolizada por (¬B)(¬A).

Forma simbólica: (¬p  ¬q)  q


(CESPE)Com relação à lógica formal, e considerando
a proposição P: “Mário pratica natação e judô”, julgue
os itens seguintes.
E X ER CÍ CIO S
03. Simbolizando a proposição P por AB, então a pro-
01. Considere as proposições simples: posição Q: “Mário pratica natação mas não pratica judô”
A:Ana é alta. é corretamente simbolizada por A(¬B).

B: Beto é gordo. 04. A proposição “Tanto João não é norte-americano


como Lucas não é brasileiro, se Alberto é francês” po-
C:4 é par. deria ser representada por uma expressão do tipo
P[(¬Q)  (¬R)].
D: Diná é médica.

05. Se A for a proposição Joaquim é agricultor, e B,


a proposição Marieta é empresária, então a sentença
Escreva cada uma das proposições abaixo na verbal correspondente à proposição B(¬A) será Mari-
forma simbólica. eta é empresária e Joaquim não é agricultor.

a) Ana é alta, então 4 não é par.


06. A sentença “O Departamento Cultural do Itamaraty
realiza eventos culturais e o Departamento de Promo-
b) Beto é gordo se, e somente se Diná é médica. ção Comercial não estimula o fluxo de turistas para o
Brasil” é uma proposição que pode ser simbolizada na
forma A(¬B).
c) Ana não é alta mas Beto é gordo.

153
Apostila TJ-TO

07. Considere que letras maiúsculas do alfabeto sim- Tendo como referência as quatro frases acima, julgue
bolizam proposições e que os símbolos ¬, , , → re- o itens seguintes.
presentam, respectivamente, os conectores não, e, ou,
se...então. Nessa situação, assinale a opção corres- 15. A primeira frase é composta por duas proposições
pondente à expressão que representa simbolicamente lógicas simples unidas pelo conectivo de conjunção.
a proposição: “O corpo técnico da CG não auxiliou o 16. A segunda frase é uma proposição lógica simples.
Ministério Público Estadual e gerou quatro relatórios” 17. A terceira frase é uma proposição lógica composta.
A) (¬A) → B 18. A quarta frase é uma proposição lógica em que
B) (¬A)  B aparecem dois conectivos lógicos.
C) ¬(A → B)
D) (¬A)  B
E) ¬(A  B) 19. Na lista de frases apresentadas a seguir há exata-
mente três proposições.
“A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
Considerando que cada proposição lógica simples
seja representada por uma letra maiúscula e utilizando A expressão X + Y é positiva.
os símbolos usuais para os conectivos lógicos, julgue
os itens seguintes. O valor de 4 + 3 = 7.

08. A sentença “Maria é mais bonita que Sílvia, pois Pelé marcou dez gols para a seleção brasi-
Maria é Miss Universo e Sílvia é Miss Brasil” é repre- leira.
sentada corretamentepela expressão simbólica (P  Q)
 R. O que é isto?
09. A sentença “Homens e mulheres, ou melhor, todos
da raça humana são imprevisíveis” é representada cor- 20. Considere as seguintes sentenças:
retamente pela expressão simbólica (P  Q)  R. I. O Acre é um estado da Região Nordeste.
10. A sentença “Trabalhar no TRT é o sonho de muitas II. Você viu o cometa Halley?
pessoas e, quanto mais elas estudam, mais chances III. Há vida no planeta Marte.
elas têm de alcançar esse objetivo” é representada cor- IV. Se x < 2, então x + 3 > 1.
retamente pela expressão simbólica S  T. Nesse caso, entre essas 4 sentenças, apenas
duas são proposições.

(CESPE)Com relação à lógica formal, julgue os itens 21. Considere a seguinte lista de sentenças:
subsequentes. I. Qual é o nome pelo qual é conhecido o Ministério
das Relações Exteriores?
11. A proposição “O SEBRAE facilita e orienta o II. O Palácio Itamaraty em Brasília é uma bela cons-
acesso a serviços financeiros” é uma proposição sim- trução do século XIX.
ples. III. As quantidades de embaixadas e consulados ge-
12. A frase “Pedro e Paulo são analistas do SEBRAE” rais que o Itamaraty possui são, respectivamente,
é uma proposição simples. x e y.
13. A negação da proposição “2 + 5 = 9” é a proposição IV. O barão do Rio Branco foi um diplomata notável.
“2 + 5 = 7”. Nessa situação, é correto afirmar que entre as senten-
14. A proposição “João viajou para Paris e Roberto vi- ças acima, apenas uma delas não é uma proposição.
ajou para Roma” é um exemplo de proposição formada
por duas proposições simples relacionadas por um co- 22. Há duas proposições no seguinte conjunto de sen-
nectivo de conjunção. tenças:
I. O BB foi criado em 1980.
II. Faça seu trabalho corretamente.
(CESPE) III. Manuela tem mais de 40 anos de idade.

Filho meu, ouve minhas palavras e atenta para


meu conselho. A resposta branda acalma o cora- Em cada um dos itens abaixo são apresentadas frases
ção irado. O orgulho e a vaidade são as portas de que deverão ser julgadas como CERTO, se caracteri-
entrada da ruína do homem. Se o filho é honesto zarem uma proposição, e como ERRADA, em caso
então o pai é exemplo de integridade. contrário.

23. Se lançarmos o produto até a próxima semana, te-


remos vantagem na disputa do mercado com a concor-
rência.

154
Apostila TJ-TO

24. Traga o relatório contábil para a reunião dessa


sexta para subsidiar nossa decisão.
25. Quando será realizado o curso sobre avaliação de  CONJUNÇÃO: ( e )
investimentos?

A B AB
Com relação às proposições lógicas, julgue os próxi-
V V
mos itens.
V F
F V
26. A expressão “Viva Mandela, viva Mandela! gritava
F F
a multidão entusiasmada” estará corretamente repre-
sentada na forma PQ, em que P e Q sejam proposi-
ções lógicas adequadamente escolhidas.
27. A frase “A religião produz um cerceamento da li- AB AB
berdade individual e a falta de religião torna a socie-
dade consumista e degradada” estará representada, de
maneira logicamente correta, na forma PQ, em que P
e Q sejam proposições convenientemente escolhidas.
28. A frase “O perdão e a generosidade são provas de
um coração amoroso” estará corretamente represen-
tada na forma PQ, em que P e Q sejam proposições
lógicas convenientemente escolhidas.
29. A frase “Todo ato de violência tem como conse-
quência outro ato de violência” estará simbolicamente
representada, de maneira correta, na forma P→Q, em
que P e Q sejam proposições lógicas conveniente-
mente escolhidas.

Ex.
IV. TABELAS VERDADES E DIAGRAMAS
“4 é número par e 8 é número primo.” ( )

Importante: para determinar o números de linha de


uma tabela verdade ou numero de valorações, é 2 n ,
onde n é o numero de proposições simples. “4 é número par e 7 é número primo.” ( )

Ex.: O numero de linhas da tabela verdade de:

a) A  B “2 é número ímpar e 3 é número par.” ( )


b) A (B  C)
c) (A  B) (C  D)
d) A (~A B) “2 + 2 = 5 e 2 x 2 = 4.”( )
e) João viajou para Paris ou Roberto viajou para Roma.

f) Mais seis meses e logo virá o verão.

155
Apostila TJ-TO

 DISGUNÇÃO:  ( ou )

 CONDICIONAL SIMPLES:  ( se... então )


A B AB
V V
V F A B AB
F V V V
F F V F
F V
F F
AB AB

AB A B

Ex.

Ex. “Se 4 é número par então 7 é número primo.” ( )

“4 é número par ou 8 é número primo.” ( )

“Se 4 é número par então 8 é número primo.” ( )

“4 é número par ou 7 é número primo.” ( )

“Se 2 é número ímpar então 3 é número par.” ( )

“2 é número ímpar ou 3 é número par.” ( )

“Se 2 + 2 = 5 então 2 x 2 = 4.”( )

“2 + 2 = 5 ou2 x 2 = 4.”( )

156
Apostila TJ-TO

Obs.: A é condição suficiente para B. 


 DISJUNÇÃO EXCLUSIVA: (ou... ou...)
B é condição necessária para A.

A B A B
V V
V F
F V
 BICONDICIONAL:  (se, e somente se) F F

p q pq A  B  (A – B)  (B – A)
V V
V F
F V
F F
A  B A = B

Ex.

“Ou 4 é número par, ou 8 é número primo.” ( )

Ex.
“Ora 4 é número par, ora 7 é número primo.” ( )
“4 é n° par se, e somente se 7 é n° primo.” ( )

“Ou 2 é número ímpar, ou 3 é número par.” ( )


“4 é n° par se, e somente se 8 é n° primo.” ( )

“Ou 2 + 2 = 5, ou 2 x 2 = 4.”( )
“2 é n° ímpar se, e somente se 3 é n° par.” ( )

“2 + 2 = 5 se, e somente se2 x 2 = 4.”( )

Obs.: A é condição necessária e suficiente para B.


157
Apostila TJ-TO

E X ER CÍ CIO S ( ) Se 3 é primo então qualquer inteiro é ímpar

Marque a sequência correta, de cima para baixo:

Considerando que R e T são proposições lógicas sim- A) F, F, F B) F, V, F


ples, julgue os itens a seguir, acerca da construção de
C) V, F, F D) V, V, F
tabelas-verdade.

30. Se a expressão lógica envolvendo R e T for (R 


T)  R, a tabela-verdade correspondente será a se- 35. Assinale a alternativa que apresenta uma proposi-
guinte. ção composta cujo valor lógico é verdadeiro.
R T (R  T)  R (A) 42 = 24 (−3)2 = −9
V V V
V F F (B) 2 + 3 = 6  21 é primo
F V V
F F F (C) 7 ≤ 7  −1 < −2
31. Se a expressão lógica envolvendo R e T for (R  T)
 (¬ R), a tabela-verdade correspondente será a se- (D) 32 = 8  1 < 2
guinte.
R T (R  T)  ( R) (E) 3 − 2 = 1  4 ≤ 3
V V V
V F F
F V V
F F V 36. Todas as proposições abaixo envolvem implica-
ções lógicas. A única que representa uma proposição
VERDADEIRA é:
32. Sejam as proposições a: 2q é par, sendo q  Z e A) (42 – 1 = 15) → (50 + 1 = 62 + 4);
b: √2> 5, determine os valores lógicos (V – verdadeiro
e F – falso) das proposições: B) (52 + 1 = 26) → (2 + 3 . 5 = 25);
( ) a b ( )ab ( )a
b C) (70 – 1 = 0)→ (110= 10);

Marque a alternativa que tem a seqüência, respectiva, D) (52 + 1 = 11) → (2 + 3 . 5 = 25);


correta:
E) (2 + 3 . 5 = 17)→ (12 + 1 = 3).
A) V, V, F B) F, V, F

C) F, V, V D) V, F, V
37. Paloma fez as seguintes declarações:
− “Sou inteligente e não trabalho.”

− “Se não tiro férias, então trabalho.”


33. Marque a alternativa que contenha o valor lógico
INCORRETO:
Supondo que as duas declarações sejam verdadeiras,
B) P1: 2 + 2 = 4 ⟶ 2 + 3 = 6
C) P2: Todo número multiplicado por 2 gera um número é FALSO concluir que Paloma
par.
C) P3: As diagonais de um quadro são iguais. (A) é inteligente.

D) P4: 3 + 1 = 4 ⟶ 1 + 1 = 2 (B) tira férias.

(C) trabalha.

34. Determine o valor lógico de cada uma das proposi- (D) não trabalha e tira férias.
ções abaixo, marcado (V) para verdadeiro e (F) para
falso: (E) trabalha ou é inteligente.
( ) 1 + 2 = 3 e (10%)2 = 100%

( ) √25% = 50% ou 32 é ímpar

158
Apostila TJ-TO

38. Certo dia, três bibliotecárias foram incumbidas de lembrando que “” é o conector condicional se então
catalogar os livros de um lote recebido. Ao final do tra- e “” é o conector condicional se, somente se. É cor-
balho, duas delas fizeram as seguintes declarações:
reto afirmar que
Aline: Bia catalogou livros do lote, mas Cacilda não os
catalogou. A) todas as sentenças são falsas.
Bia: Se Aline não catalogou livros do lote, então Ca- B) nenhuma sentença é falsa.
cilda os catalogou.
C) apenas I é verdadeira.
Considerando que as duas declarações são verdadei-
ras, então os livros desse lote foram catalogados: D) apenas II e III são falsas.

(A) pelas três bibliotecárias. E) apenas I e IV são falsas.

(B) por uma única bibliotecária. 45. Certo dia, cinco Técnicosde um mesmo setor do
Ministério Publico do Estado de São Paulo - Amarilis,
(C) apenas por Bia e Cacilda. Benivaldo, Corifeu, Divino e Esmeralda - foram convo-
cados para uma reunião em que se discutiria a implan-
(D) apenas por Aline e Cacilda. tação de um novo serviço de telefonia. Após a realiza-
ção dessa reunião, alguns funcionários do setor fizeram
(E) apenas por Aline e Bia. os seguintes comentários:
- "Se Divino participou da reunião, então Esmeralda
Com relação à lógica formal, julgue os itens subse- também participou";
quentes. - "Se Divino não participou da reunião, então Corifeu
participou";
39. Considerando-se que A e B sejam proposições - "Se Benivaldo ou Corifeu participaram, então Amari-
ambas V ou sejam ambas F, então a proposição
lis não participou";
¬((¬A)B) será F.
40. Considerando que as proposições “Seu chefe lhe - "Esmeralda não participou da reunião".
passa uma ordem” e “Você não aceita a ordem sem Considerando que as afirmações contidas nos quatro
questioná-la” sejam V, a proposição “Se seu chefe lhe comentários eram verdadeiras, pode-se concluir com
passa uma ordem, então você aceita a ordem sem certeza que, além de Esmeralda, não participaram de
questioná-la” é julgada como F. tal reunião
41. O número de valorações possíveis para (Q  ¬R) (A) Amarilis e Benivaldo.
 P é inferior a 9. (B) Amarilis e Divino.
42. A proposição “Se 3 + 3 = 9, então Pelé foi o pior
(C) Benivaldo e Corifeu.
jogador de futebol de todos os tempos” é valorada
como F. (D) Benivaldo e Divino.
(E) Corifeu e Divino.

43. No final de semana, Chiquita não foi ao parque. 46. Considere as seguintes proposições:
Ora, sabe-se que sempre que Didi estuda, Didi é apro- A 3 + 4 = 7 ou 7 – 4 = 3
vado. Sabe-se, também, que, nos finais de semana, ou
Dadá vai à missa ou vai visitar tia Célia. Sempre que B 3 + 4 = 7 ou 3 + 4 > 8
Dadá vai visitar tia Célia, Chiquita vai ao parque, e sem-
pre que Dadá vai à missa, Didi estuda. Então, no final C 32 = – 1ou 32 = 9
de semana,
a) Dadá foi à missa e Didi foi aprovado. D 32 = – 1 ou 32 = 1
b) Didi não foi aprovado e Dadá não foi visitar tia Cé-
lia. Nesse caso, entre essas 4 proposições, apenas
c) Didi não estudou e Didi foi aprovado. duas são V.
d) Didi estudou e Chiquita foi ao parque.
e) Dadá não foi à missa e Didi não foi aprovado. 47. Considere as seguintes proposições:
A: 6 – 1 = 7 ou 6 + 1 > 2
44. Dadas as sentenças, B: 6 + 3 > 8 e 6 – 3 = 4
I. 1 = 2  2 = 3.
II. 1 = 2 ou 2 = 3. C: 9 × 3 > 25 ou 6 × 7 < 45
III. 1 = 2 e 2 = 3.
IV. 1 = 2  2 = 3. D: 5 + 2 é um número primo e todo número primo
é ímpar.
159
Apostila TJ-TO

Nesse caso, entre essas 4 proposições, apenas e) O Duque não saiu do castelo e o rei não foi à caça.
duas são F.

48. Considere as proposições. 53. A proposição “Se as reservas internacionais em


A: 4 > 1; B: 3 < 6; moeda forte aumentam, então o país fica protegido de
ataques especulativos” pode também ser corretamente
C: 5 > 9; D: 8 > 11; expressa por “O país ficar protegido de ataques espe-
culativos é condição necessária para que as reservas
E: AB; F: AC; internacionais aumentem”.
54. Considerando que A e B simbolizem, respectiva-
G: AD; H: CD; mente, as proposições a “a Amazônia é rica” e “o Brasil
é soberano”, então a proposição A→B é uma simboli-
zação correta para a proposição “Uma condição sufici-
I: CB.
ente para o Brasil ser soberano é que a Amazônia é
rica”.
Nesse caso, é correto afirmar que, nessa lista de
55. A proposição “Ser médico é condição suficiente
9 proposições, 4 são V. para ser rico” é corretamente simbolizada na forma
A→B, em que A representa “ser rico” e B representa
49. Considere que as proposições B e A(¬B) sejam “ser médico”.
V. Nesse caso, o único valor lógico possível para A é V. 56. A proposição “Ser cantor é condição necessária
para um artista ser famoso” é corretamente simboliza
na forma P→Q, em que P representa “um artista ser
50. Se Frederico é francês, então Alberto não é ale- famoso” e Q represente “ser cantor”.
mão. Nem Egídio é espanhol nem Isaura é italiana.Se
Pedro não é português, então Frederico é francês.Ora
Albertoé alemão, ora Egídio é espanhol. Logo: 57. Em uma reunião de um grupo de colegas que es-
a) Pedro é português e Frederico é francês tudam matemática, Paulo, após uma leitura apurada
sobre um problema que esse grupo procura resolver faz
b) Pedro é português e Alberto é alemão as três seguintes afirmações: “ A >B e C <D ” ; “ A >D e
B >D , se e somente se D >C ” ; “ E ≠ B , se e somente
c) Pedro não é português e Alberto é alemão se D = A ”. Após uma breve discussão o grupo passa a
considerar as afirmações de Paulo como verdadeiras e
d) Egídio é espanhol ou Frederico é francês conclui corretamente que
A) A >D >B >C
e) Se Alberto é alemão, Frederico é francês
B) A >E >D >C
51. Sabe-se que Beto beber é condição necessária
para Carmem cantar e condição suficiente para Denise C) C <D <A <E
dançar. Sabe-se, também, que Denise dançar é condi-
ção necessária e suficiente para Ana chorar. Assim, D) A >B >C >E
quando Carmem canta,
a) Beto não bebe ou Ana não chora. E) B <A <C <D
b) Denise dança e Beto não bebe.
c) Denise não dança ou Ana não chora. 58. Considere as seguintes premissas:
d) nem Beto bebe nem Denise dança. p : Trabalhar é saudável
e) Beto bebe e Ana chora.
q : O cigarro mata.
52. O Rei ir à caça é condição necessária para o Du- A afirmação “Trabalhar não é saudável ou o cigarro
que sair do castelo, e é condição suficiente para a Du-
mata” é FALSA se
quesa ir ao jardim. Por outro lado, o Conde encontrar a
Princesa é condição necessária e suficiente para o Ba-
(A) p é falsa e ~q é falsa.
rão sorrir e é condição necessária para a Duquesa ir ao
jardim. A Duquesa não vai ao jardim. Logo:
(B) p é falsa e q é falsa.
a) O Barão não sorrir ou o Conde não encontrou a Prin-
cesa.
(C) p e q são verdadeiras.
b) Se o Duque não saiu do castelo, então o Conde en-
controu a Princesa.
(D) p é verdadeira e q é falsa.
c) O Rei não foi à caça e o Conde não encontrou a
Princesa.
d) O Rei foi à caça e a Duquesa foi ao jardim. (E) ~p é verdadeira e q é falsa.

160
Apostila TJ-TO

59. Se Marcos não estuda, João não passeia. Logo: b) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino é baixo, Ciro
a) Marcos estudar é condição necessária para João é calvo.
não passear. c) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino não é baixo,
b) Marcos estudar é condição suficiente para João pas- Ciro não é calvo.
sear. d) se Bino não é baixo, Alda é alta, e se Bino é baixo,
c) Marcos não estudar é condição necessária para Ciro é calvo.
João não passear. e) se Alda não é alta, Bino não é baixo, e se Ciro é
d) Marcos não estudar é condição suficiente para João calvo, Bino não é baixo.
passear.
e) Marcos estudar é condição necessária para João
passear. 63. André é inocente ou Beto é inocente. Se Beto é
inocente, então Caio é culpado. Caio é inocente se e
somente se Dênis é culpado. Ora, Dênis é culpado.
60. Considere a afirmação P:“A ou B” Logo:
Onde A e B, por sua vez, são as seguintes afirma- a) Caio e Beto são inocentes
ções:
b) André e Caio são inocentes
A: “Carlos é dentista”
c) André e Beto são inocentes
B: “Se Enio é economista, então Juca é arquiteto”.
d) Caio e Dênis são culpados
Ora, sabe-se que a afirmação P é falsa. Logo:
e) André e Dênis são culpados
a) Carlos não é dentista; Enio não é economista; Juca
não é arquiteto. 64. Se M = 2x + 3y, então M = 4p + 3r. Se M = 4p + 3r,
b) Carlos não é dentista; Enio é economista; Juca não então M = 2w – 3r. Por outro lado, M = 2x + 3y, ou M =
é arquiteto. 0. Se M = 0, então M+H = 1. Ora, M+H ≠ 1. Logo,
c) Carlos não é dentista; Enio é economista; Juca é ar- a) 2w – 3r = 0
quiteto.
d) Carlos é dentista; Enio não é economista; Juca não b) 4p + 3r ≠ 2w – 3r
é arquiteto.
e) Carlos é dentista; Enio é economista; Juca não é ar- c) M ≠ 2x + 3y
quiteto.
d) 2x + 3y ≠ 2w – 3r

61. Considere as seguintes premissas: e) M = 2w – 3r


p: Estudar é fundamental para crescer
profissionalmente. 65. Três pessoas estão sendo acusados por um erro
técnico: Arnaldo, Ernaldo e Irnaldo. O erro pode ter sido
q: O trabalho enobrece. cometido por um deles ou por mais de um deles. Co-
nhecendo as seguintes afirmações,
A afirmação "Se o trabalho não enobrece, então I. Se Irnaldo é inocente, então Ernaldo é culpado;
estudar não é fundamental para crescer II. Ou Arnaldo é culpado ou Ernaldo é culpado;
III. Arnaldo cometeu um erro técnico.
profissionalmente" é, com certeza, FALSA quando:
Podemos concluir que
(A) p é falsa e q é falsa.
A) somente Irnaldo não cometeu erro.
(B) p é verdadeira e q é verdadeira.
B) o único que errou foi Ernaldo.
(C) p é falsa e q é verdadeira.
C) somente Arnaldo cometeu erro.
(D) p é verdadeira e q é falsa.
D) tanto Arnaldo como Ernaldo cometeram erros.
(E) p é falsa ou q é falsa.
E) Arnaldo e Irnaldo cometeram erro.
62. A afirmação “Alda é alta, ou Bino não é baixo, ou
Ciro é calvo” é falsa. Segue-se, pois, que é verdade
que:
66. Considere falsa a proposição "Se X dirige em alta
a) se Bino é baixo, Alda é alta, e se Bino não é baixo,
velocidade e avança o sinal vermelho, então é multado"
Ciro não é calvo.
e analise as afirmações

161
Apostila TJ-TO

I. X dirige em alta velocidade, avança o sinal vermelho 70. Para a simbolização apresentada acima e seus
e não é multado. correspondentes valores lógicos, a proposição BC é
II. Se X dirige em alta velocidade e não é multado, en- V.
tão avança o sinal vermelho. 71. De acordo com a notação apresentada acima, é
III. X é multado se, e somente se, dirige em alta veloci- correto afirmar que a proposição (A) (C) tem valor
dade ou avança o sinal vermelho. lógico F.
Dessa análise, pode-se concluir que é verdadeira a al-
ternativa

A) apenas I.
V. TAUTOLOGIA
B) apenas II.

C) apenas III.
São proposições compostas que são sempre
D) apenas I e II. verdadeira, independente dos valores lógicos das pro-
posições simples que as compõem.
E) I, II e III.

Ex.: a proposição (p  q)  (~p  q)


67. Se a proposição A for F e a proposição (A) B
for V, então, obrigatoriamente, a proposição B é V. p ~p q pq ~pq (p  q)  (~p  q)
68. Considere as proposições A, B e C a seguir. V F V
A: Se Jane é policial federal ou procuradora de justiça, V F F
então Jane foi aprovada em concurso público. F V V
F V F
B: Janefoi aprovada em concurso público.

C: Jane é policial federal ou procuradora de justiça.


Ex.: Verifiquese as proposições abaixo são Tautolo-
Nesse caso, se A e B forem V, então C também será gias.
V.
a) (p  q)( p q)
69. Uma proposição simbolizada por P(P  Q) pos-
sui um único valor lógico F para todos os possíveis va- b) ¬(p  q)(¬p¬q)
lores lógicos atribuídos às proposições P e Q.
E X ER CÍ CIO S

Considere as proposições simples e compostas apre- (CESPE)Considere a proposição: Se meu cliente


sentadas abaixo, denotadas por A, B e C, que podem fosse culpado, então a arma do crime estaria no carro.
ou não estar de acordo com o artigo 5.º da Constitui- Simbolizando por P o trecho meu cliente fosse cul-
ção Federal. pado e simbolizando por Q o trecho a arma estaria no
carro, obtém-se uma proposição implicativa, ou sim-
A: A prática do racismo é crime afiançável. plesmente uma implicação, que é lida: Se P então Q,
e simbolizada por P  Q. Uma tautologia é uma pro-
B: A defesa do consumidor deve ser promovida pelo
posição que é sempre V (verdadeira). Uma proposição
Estado.
que tenha a forma P  Q é V sempre que P for F
C: Todo cidadão estrangeiro que cometer crime polí- (falsa) e sempre que P e Q forem V. Com base nessas
tico em território brasileiro será extraditado. informações e na simbolização sugerida, julgue os
itens subsequentes.
De acordo com as valorações V ou F atribuídas corre-
tamente às proposições A, B e C, a partir da Constitui- 72. A proposição “Se meu cliente fosse culpado, então
ção Federal, julgue os itens a seguir. a arma do crime estaria no carro. Portanto, se a arma
do crime não estava no carro, então meu cliente não é
culpado.” É uma tautologia.

162
Apostila TJ-TO

73. A proposição “Se meu cliente fosse culpado, então 81. Na tabela abaixo, a proposição
a arma do crime estaria no carro. Portanto, ou meu cli- [AB][(¬B)(¬A)] é uma tautologia.
ente não é culpado ou a arma do crime estaria no   A (B)(A [AB][(B)(A
A B
carro.” não é uma tautologia. A B B ) )]
V V
V F
74. Considerando que P e Q sejam proposições e que F V
 ,  ,  e  sejam os conectores lógicos que repre- F F
sentam, respectivamente, “e”, “ou”, “negação” e o “co-
nectivo condicional”, assinale a opção que não apre-
senta uma tautologia. 82. Se A e B são proposições, completando a tabela
a) P  (P  Q) abaixo, se necessário, conclui-se que a proposição (A
b) (P  Q)  (P  Q)  B)  (A B) é uma tautologia.
c) (¬ P  ¬ Q)  (¬ P) A B A   (A A (AB)(A
d) (P  Q)  Q
B A B B) B B)
V V
V F
F F
75. Um exemplo de Tautologia é:
a) Se João é alto, então João é alto e Guilherme é F V
gordo.
b) Se João é alto, então João é alto ou Guilherme é
gordo. 83. A sentença “No Palácio Itamaraty há quadros de
c) Se João é alto ou Guilherme é gordo, então Gui- Portinari ou no Palácio Itamaraty não há quadros de
lherme é gordo. Portinari” é uma proposição sempre verdadeira.
d) Se João é alto ou Guilherme é gordo, então João é
alto e Guilherme é gordo. 84. Abaixo são apresentadas 3 proposições compos-
e) Se João é alto ou não é alto, então Guilherme é tas.
gordo. I. p p

II. p p
76. Dizemos que uma sentença composta é uma tau-
tologia se seu valor lógico é sempre verdadeiro. Consi- III. p  p
dere que P e Q sejam proposições e que "", "", "" e
"" sejam os conectores lógicos que representam, res- É(São) tautologia(s) APENAS
pectivamente, "e", "ou", "negação" e o "conector condi-
cional". Qual das sentenças compostas abaixo não é (A) I.
uma tautologia?
A) P (P). (B) II.

B)  (P (P)). (C) I e II.

C) (P Q) (P Q). (D) I e III.

D) (P Q) (P Q). (E)) II e III.

E) (P Q)  (P Q).

77. A proposição (AB)  (¬A  B) é uma tautologia.


78. Considerando as proposições P e Q e os símbolos
lógicos: (negação);  (ou);  (e);  (se, ... então), é
correto afirmar que a proposição ( P) Q  (P) Q
é uma tautologia.

79. A proposição [(PQ)(QR)](PR) é uma tau-


tologia.
80. A proposição simbólica (AB)(¬(A(¬B))) é
sempre julgada como V, independentemente de A e B
serem V ou F.

163
Apostila TJ-TO

(D) p  q

VI.CONTRADIÇÃO (E) p  p

São proposições compostas que são falsas in-


88. Considere a seguinte proposição: "na eleição para
dependentemente dos valores lógicos das proposi-
a prefeitura, o candidato A será eleito ou não será
ções simples que as compõem. eleito”. Do ponto de vista lógico, a afirmação da propo-
sição caracteriza:
Ex.: a proposição (p  q)  (~p  q) (A) um silogismo.

p ~p q pq ~pq (p  q)  (~p  q) (B) uma tautologia.


V F V
(C) uma equivalência.
V F F
F V V (D) uma contingência.
F V F
Ex.: Verifiquese a proposição abaixo e Contradição. (E) uma contradição.

a) ¬p  (p  ¬q)

89. Considerando as seguintes afirmações:


 p: Chove e não chove;
 q: x é par, para x número inteiro;
 r: x + 1 é ímpar, para x número inteiro;
E X ER CÍ CIO S  s: Se 5 >3 , então 3 < 5 .
Então, é correto afirmar que
85. Em relação às proposições A:√16 = 4 e B: 9 é par,
a proposição composta AB é uma contradição. (A) p é uma tautologia e s é uma contradição.
(B) q e r são proposições e s é uma contradição
(C) q e r são proposições, uma a negação da outra.
86. Considerando todos os possíveis valores lógicos V (D) q e r são sentenças abertas, p é uma contradição e
ou F atribuídos às proposições A e B, assinale a opção s é uma tautologia.
correspondente à proposição composta que tem sem- (E) q e r são sentenças abertas, p é uma tautologia e s
pre valor lógico F. é uma contradição.
A) [A(¬B)](AB)

B) [A(¬B)]A

C) A[(¬B)A]

D) [A(¬B)][(¬A)B]

E) (AB)[(¬A)(¬B)]

87. Denomina-se contradição a proposição composta


VII. PROPOSIÇÕES EQUIVALENTES
que é SEMPRE FALSA, independendo do valor lógico
de cada uma das proposições simples que compõem a
tal proposição composta. Sejam p e q duas proposições Duas ou mais proposições são equivalentes
simples e p e q, respectivamente, suas negações. quando formadas pelas mesmas proposições simples
Assinale a alternativa que apresenta uma contradição. resultam tabelas-verdades idênticas.
(A) p  q
Ex.: As proposição (p  q)e (~p  q) são
(B) q p equivalentes, pois:

(C) p q

164
Apostila TJ-TO

p ~p q pq ~pq Se Bertrand não entende de lógica, então


V F V V V George é culpado.
V F F F F
F V V V V
F V F V V É equivalente afirmar que:

Se George não é culpado, então Bertrand


Tabelas idênticas entende de lógica.

Importante:

Equivalências
E X ER CÍ CIO S
ASSOCIATIVA
90. A sentença “penso, logo existo” é logicamente
equivalente a:
(p q)  rp(q r) a) Penso e existo.
b) Nem penso, nem existo.
(p q)  rp(q r) c) Não penso ou existo.
d) Penso ou não existo.
e) Existo, logo penso.

DISTRIBUTIVA
91. Considere verdadeira a seguinte proposição com-
p (qr)  (pq)  (pr) posta: “Se Mariana chegar, então Antônio dormirá.” É
correto concluir que
p (qr)  (pq)  (pr) (A) se Mariana não chegar, então Antônio dormirá.

(B) se Mariana não chegar, então Antônio não dor-


mirá.
DUPLA NEGAÇÃO
(C) se Antônio dormir, então Mariana chegou.
~(~p) p
(D) se Antônio não dormir, então Mariana chegou.

(E) se Antônio não dormir, então Mariana não chegou.


CONDICIONAL

pq ~pq 92. Uma afirmação equivalente à afirmação “Se bebo,


então não dirijo” é
pq ~pq ou pq ~ qp (A) Se não bebo, então não dirijo.

(B) Se não dirijo, então não bebo.

(C) Se não dirijo, então bebo.

0BS: Um teorema muito importante para as provas de (D) Se não bebo, então dirijo.
concurso é o teorema contra-recíproco, ou seja:
(E) Se dirijo, então não bebo.

pq ~q  ~p
93. Se Alceu tira férias, então Brenda fica trabalhando.
Se Brenda fica trabalhando, então Clóvis chega mais
tarde ao trabalho. Se Clóvis chega mais tarde ao traba-
Ex.: Afirmar que: lho, então Dalva falta ao trabalho. Sabendo-se que
Dalva não faltou ao trabalho, é correto concluir que

165
Apostila TJ-TO

(A) Alceu não tira férias e Clóvis chega mais tarde ao a) Se Y  7, então X > 4.
trabalho.
(B) Brenda não fica trabalhando e Clóvis chega mais b) Se Y > 7, então X ≥ 4.
tarde ao trabalho.
(C) Clóvis não chega mais tarde ao trabalho e Alceu não c) Se X ≥ 4, então Y < 7.
tira férias.
(D) Brenda fica trabalhando e Clóvis chega mais tarde d) Se Y < 7, então X ≥ 4.
ao trabalho.
(E) Alceu tira férias e Brenda fica trabalhando. e) Se X  4, então Y ≥ 7.

94. Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo é pau- 100. Considere verdadeira a seguinte proposição: “Se x
lista” é do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que: = 3, então x é primo”. Pode-se concluir que
a) Se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista; (A) se x é primo, então x = 3
b) Se Paulo não é paulista, então Pedro não é pedreiro;
c) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista; (B) se x não é primo, então x ≠ 3
d) Pedro é pedreiro e Paulo não é paulista;
e) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista. (C) se x não é primo, então x = 3

(D) se x ≠ 3, então x é primo


95. Dizer que “André é artista ou Bernardo não é en-
genheiro” é logicamente equivalente a dizer que:
(E) se x ≠ 3, então x não é primo
a) André é artista se e somente se Bernardo não é en-
genheiro;
b) Se André é artista, então Bernardo não é enge-
nheiro; 101. Se Lauro sair cedo do trabalho, então jantará com
c) Se André não é artista, então Bernardo é enge- Lúcia. Se Lúcia janta com Lauro, então não come na
nheiro; manhã seguinte. Sabendo-se que, essa manhã, Lúcia
d) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista; comeu, conclui-se que
e) André não é artista e Bernardo é engenheiro. (A) Lúcia jantou na noite anterior.

(B) Lúcia jantará esta noite.


96. As tabelas-verdade das proposições “Se Maria não
vier de vestido branco, então ela não é casada” e “Se (C) Lauro jantou na noite anterior.
Maria é casada, então ela virá de vestido branco” são
iguais. (D) Lauro não saiu cedo do trabalho.

(E) Lauro saiu cedo do trabalho.


97. Qual, dentre as proposições abaixo, é uma propo-
sição logicamente equivalente a p q ?
(A) p  q
Duas proposições são equivalentes quando têm a
(B) p q mesma tabela verdade. Com base nessas informa-
ções, julgue os itens a seguir.
(C) q p
102. A proposição AB é equivalente à proposição
(D) q  p ¬B¬A.
103. A coluna da tabela-verdade da proposição com-
(E) q p posta (AB)((¬B)(¬A)) conterá somente valores
lógicos V, independentemente dos valores lógicos de A
e B.

98. A proposição “Se o Coelho Branco olhou o relógio,


então Alice não perseguiu o Coelho Branco” é equiva- 104. Considerando que os números naturais x e y sejam
lente à proposição “O Coelho Branco não olhou o reló- tais que “se x é ímpar, então y é divisível por 3”, é cor-
gio ou Alice não perseguiu o Coelho Branco”. reto afirmar que,
A)se x é par, então y não é divisível por 3.

99. X e Y são números tais que: Se X  4, então Y > 7. B)se y é divisível por 3, então x é ímpar.
Sendo assim:

166
Apostila TJ-TO

C)se y = 9, então x é par. E) o cachorro é bravo ou o gato não é gordo.

D) se y = 10, então x é par.


110. Assinale a alternativa que apresenta uma proposi-
ção logicamente equivalente a p  q.
(A) p  q
105. As proposições compostas A(¬B) e B(¬A) têm
exatamente os mesmos valores lógicos, independente- (B) p q
mente das atribuições V ou F dadas às proposições
simples A e B. (C) q p
106. Se o valor lógico da proposição “Se as operações
de crédito no país aumentam, então os bancos ganham
(D) q  p
muito dinheiro” é V, então é correto concluir que o valor
lógico da proposição “Se os bancos não ganham muito
dinheiro, então as operações de crédito no país não au- (E) q p
mentam” é também V.

107. Se Adriana foi ao teatro, Isabelle e Jeane nãoforam 111. Considere a seguinte proposição:
ao teatro. Se Jeane não foi ao teatro, Samuel foi ao te- "Se uma pessoa não faz cursos de aperfeiçoa-
atro. Se Samuel foi ao teatro, há uma mulher linda na mento na sua área de trabalho, então ela não melhora
sala. Ora, não há uma mulher linda nesta sala; logo, o seu desempenho profissional."
A) Jeane e Samuel não foram ao teatro.
Uma proposição logicamente equivalente à proposição
B) Jeane não foi ao teatro ou Samuel foi ao teatro. dada é:

C) Jeane e Isabelle não foram ao teatro. (A) É falso que, uma pessoa não melhora o seu desem-
penho profissional ou faz cursos de aperfeiçoa-
D) Adriana e Isabelle foram ao teatro. mento na sua área de trabalho.
(B) Não é verdade que, uma pessoa não faz cursos de
E) Adriana e Samuel não foram ao teatro. aperfeiçoamento profissional e não melhora o seu
desempenho profissional.
(C) Se uma pessoa não melhora seu desempenho pro-
fissional, então ela não faz cursos de aperfeiçoa-
108. Se Marcos não viaja com Selma, então Selma vai mento na sua área de trabalho.
ao culto. Se Selma vai ao culto, então Morgana fica em (D) Uma pessoa melhora o seu desempenho profissio-
casa. Se Morgana fica em casa, então Júnior beija Mor- nal ou não faz cursos de aperfeiçoamento na sua
gana. Ora, Junior não beija Morgana; logo, área de trabalho.
A) Morgana não fica em casa e Selma vai ao culto. (E) Uma pessoa não melhora seu desempenho profissi-
onal ou faz cursos de aperfeiçoamento na sua área
B) Selma vai ao culto e Marcos viaja com Selma. de trabalho.

C) Selma não vai ao culto e Marcos viaja com Selma.


112. Dizer que “X é azul ou Y não é vermelho” é logica-
D) Morgana não fica em casa e Marcos não viaja com mente equivalente a dizer que
Selma. A) se X é azul, então Y não é vermelho.

E) Morgana fica em casa e Selma vai ao culto. B) X é azul se e somente se Y não é vermelho.

C) se X não é azul, então Y é vermelho.

109. Uma sequência lógica equivalente a "Se o ca- D) se Y é vermelho, então X é azul.
chorro é bravo, então o gato é gordo" é:
A) se o gato é gordo, o cachorro é bravo. E) X não é azul e Y é vermelho.

B) se o cachorro não é bravo, então o gato é gordo. 113. A proposição "um número inteiro é par se e so-
mente se o seu quadrado for par" equivale logicamente
C) se o gato não é gordo, então o cachorro não é à proposição:
bravo. a) se um número inteiro for par, então o seu quadrado
é par, e se um número inteiro não for par, então o
D) o cachorro é bravo ou o gato é gordo. seu quadrado não é par.

167
Apostila TJ-TO

b) se um número inteiro for ímpar, então o seu qua- Ex. Se eu comprar sorvete, então eu caso.
drado é ímpar.
c) se o quadrado de um número inteiro for ímpar, então Negação: Eu compro sorvete e não caso.
o número é ímpar.
d) se um número inteiro for par, então o seu quadrado
não é par, e se o quadrado de um número inteiro for
par, então o número não é par.  Bicondicional:  ( se, e somente se )
e) se um número inteiro for par, então o seu quadrado
é par.
Proposição Negação
114. As proposições "Se o delegado não prender o
p se, e somente se q p e não q ou q e não p
chefe da quadrilha, então a operação agarra não será
bem-sucedida" e "Se o delegado prender o chefe da p q (p ¬q)  (q ¬p)
quadrilha, então a operação agarra será bem-sucedida"
são equivalentes.
Ex.: Vou viajar se, e somente se eu estiver de férias.

Negação: Estou viajando e não estou de férias ou es-


tou de férias e não viajo.

VIII. COMO NEGAR PROPOSIÇÕES


 Disjunção exclusiva:  ( ou... ou... )

 Conjunção: ( e )
proposição negação
Ou p ou q p se, e somente se q
proposição negação p  q p q
peq não p ou não q
pq ¬p¬q
Ex.: Ou compro um sorvete ou me caso.

Ex.: Pedro é pobre e Ricardo é rico. Negação: Compro um sorvete se, e somente se eu ca-
sar.
Negação: Pedro não é pobre ou Ricardo não é rico.

 Disjunção: ( ou )

proposição negação E X ER CÍ CIO S


p ou q não p e não q
pq ¬p¬q 115. Se A é a proposição “O soldado Vítor fará a ronda
noturna e o soldado Vicente verificará os cadeados das
celas”, então a proposição ¬A estará corretamente es-
Ex. O Réu é culpado ou a testemunha mente. crita como: “O soldado Vítor não fará a ronda noturna
nem o soldado Vicente verificará os cadeados das ce-
Negação: O Réu não é culpado e a testemunha não las”.
mente.
116. A negação da afirmativa condicional ”Se estiver
frio, eu levo o casaco” é:
A) não está frio e eu levo o casaco.
 Condicional simples: ( se.. então..)
B) não está frio e eu não levo o casaco.

C) se estiver frio, eu não levo o casaco.


proposição negação
Se p, entãoq p e não q D) está frio e eu não levo o casaco.
pq p  ¬q
E) se não estiver frio, eu levo o casaco.

168
Apostila TJ-TO

(E) não for ao cinema no sábado e nem for ao cinema


117. Analise as seguintes afirmativas: no domingo.
I. A negação de “Você é linda ou é rica” é “Você não
é linda e não é rica”.
II. A negação de “Se eu como muito pão, então eu 122. Considere as proposições:
sou gordo” é “Eu como muito pão e não sou A: O cachorro mordeu a bola;
gordo”.
III. A negação de “Eu gosto de ervilhas e gosto de B: O prédio do MCT fica na Esplanada.
pizza” é “Eu não gosto de ervilhas ou gosto de
pizza”. Nesse caso, um enunciado correto da proposição
Podemos afirmar corretamente que: ¬(AB) é: O cachorro não mordeu a bola nem o
prédio do MCT fica na Esplanada.
A) Todas as afirmativas estão corretas.

B) Todas as afirmativas estão incorretas.


123. Considere como V as seguintes proposições.
C) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. A: Jorge briga com sua namorada Sílvia.

D) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. B: Sílvia vai ao teatro.

Nesse caso, ¬(AB) é a proposição C: “Se Jorge


118. A negação da proposição “O juiz determinou a li- não briga com sua namorada Sílvia, então Sílvia
bertação de um estelionatário e de um ladrão” é ex-
não vai ao teatro”.
pressa na forma “O juiz não determinou a libertação
de um estelionatário nem de um ladrão”.
124. Considere as seguintes proposições.
A: Jorge briga com sua namorada Sílvia.
119. A negação de "x > y e z = w" é
(A) x = y e z > w. B: Sílvia vai ao teatro.
(B) x < y e z ≠ w.
(C) x < y e z ≠ w. Nesse caso, independentemente das valorações
(D) x < y ou z ≠ w. V ou F para A e B, a expressão ¬(AB) corres-
(E) x ≤ y ou z ≠ w. pondente à proposição C: “Jorge não briga com
sua namorada Sílvia e Sílvia não vai ao teatro”.
120. A negação da proposição “Se o candidato estuda,
então não passa no concurso” é
(A) o candidato não estuda e passa no concurso.
125. Se A e B são proposições, então ¬(AB) tem as
(B) o candidato estuda e passa no concurso. mesmas valorações que [(¬A)(¬B)][(¬B)(¬A)].

(C) se o candidato estuda, então não passa no con-


curso. 126. Com base nas informações do texto I, é correto
afirmar que, para todos os possíveis valores lógicos, V
(D) se o candidato não estuda, então passa no con- ou F, que podem ser atribuídos a P e a Q, uma propo-
curso. sição simbolizada por ¬[P(¬Q)] possui os mesmos
valores lógicos que a proposição simbolizada por
(E) se o candidato não estuda, então não passa no A) (¬P)Q.
concurso.
B) (¬Q)P.

121. Marcos declarou: C) ¬[(¬P)(¬Q)].


Sábado vou ao teatro ou domingo vou ao cinema.
D) ¬[¬(PQ)].
Conclui-se que ele mentiu se ele
E) PQ.
(A) for ao teatro no sábado e não for ao cinema no do-
mingo.
(B) for ao cinema no sábado e for ao teatro no domingo.
(C) for ao teatro no sábado e também no domingo. 127. A negação da proposição “Mário é brasileiro ou
(D) não for ao teatro no sábado e não for ao cinema no Maria não é boliviana” é
domingo. (A) Mário não é brasileiro e Maria é boliviana.

169
Apostila TJ-TO

(B) Mário não é brasileiro ou Maria é boliviana. Considerando as regras da lógica sentencial, julgue os
itens a seguir, a partir da proposição contida na deter-
(C) Mário não é brasileiro e Maria não é boliviana. minação do chefe citado na situação apresentada
acima.
(D) Mário é brasileiro e Maria não é boliviana.
131. A negação da proposição “estes papéis são rascu-
(E) Mário é brasileiro ou Maria é boliviana. nhos ou não têm mais serventia para o desenvolvi-
mento dos trabalhos” é equivalente a “estes papéis não
são rascunhos e têm serventia para o desenvolvimento
dos trabalhos”.
128. Considerando todos os possíveis valores lógicos, 132. A proposição “um papel é rascunho ou não tem
V ou F, atribuídos às proposições simples A e B, é cor- mais serventia para o desenvolvimento dos trabalhos”
reto afirmar que a proposição composta ¬[(¬A)(¬B)] é equivalente a “se um papel tem serventia para o de-
possui exatamente dois valores lógicos V. senvolvimento dos trabalhos, então é um rascunho”.

129. Dizer que não é verdade que“Pedro é pobre e Al- 133. A negação da afirmativa “Me caso e não compro
berto é alto”, é logicamente equivalente a dizer que é sorvete” é:
verdade que: a) me caso e não compro sorvete;
a) Pedro não é pobre ou Alberto não é alto. b) não me caso ou não compro sorvete;
b) Pedro não é pobre e Alberto não é alto. c) não me caso e não compro sorvete;
c) Pedro é pobre ou Alberto não é alto. d) não me caso ou compro sorvete;
d) Se Pedro é pobre, então Alberto não é alto. e) se me casar, não compro sorvete.
e) Se Pedro não é pobre, então Alberto não é alto.

134. A negação de “Marcelo gosta de pizza ou Luana


130. A única das proposições abaixo que pode ser con- gosta de hambúrguer” é
siderada uma negação de “se fico exposto ao sol, então (A) “Marcelo gosta de pizza e Luana não gosta de ham-
fico vermelho” é: búrguer”.
A) não fico exposto ao sol ou fico vermelho; (B) “Marcelo não gosta de pizza e Luana gosta de ham-
búrguer”.
B) fico exposto ao sol e não fico vermelho; (C) “Marcelo não gosta de pizza ou Luana gosta de
hambúrguer”.
C) se não fico exposto ao sol, então não fico verme- (D) “Marcelo gosta de pizza ou Luana não gosta de
lho; hambúrguer”.
(E) “Marcelo não gosta de pizza e Luana não gosta de
D) não fico exposto ao sol e fico vermelho; hambúrguer”.

E) fico exposto ao sol e fico vermelho.


135. A afirmação “Não é verdade que, se Pedro está em
Roma, então Paulo está em Paris” é logicamente equi-
valente à afirmação:
Para cumprir as determinações do parágrafo único do a) É verdade que ‘Pedro está em Roma e Paulo está
artigo 3.º do Decreto n.º 4.553/2002 — que estabelece em Paris’.
que toda autoridade responsável pelo trato de dados b) Não é verdade que ‘Pedro está em Roma ou Paulo
ou informações sigilosos, no âmbito da administração não está em Paris’.
c) Não é verdade que ‘Pedro não está em Roma ou
pública federal, deve providenciar para que o pessoal
Paulo não está em Paris’.
sob suas ordens conheça integralmente as medidas d) Não é verdade que “Pedro não está em Roma ou
de segurança estabelecidas, zelando pelo seu fiel Paulo está em Paris’.
cumprimento —, o chefe de uma repartição que traba- e) É verdade que ‘Pedro está em Roma ou Paulo está
lha com material sigiloso fixou no mural de avisos a em Paris’.
seguinte determinação: “no fim do expediente, cada
servidor deve triturar todos os papéis usados como 136. A proposição: “Não é verdade que a Seleção Bra-
sileira de Futebol é hexacampeã ou o Brasil é o país do
rascunho ou que não tenham mais serventia para o
futebol”. É logicamente igual a:
desenvolvimento dos trabalhos que esteja realizando A) A Seleção Brasileira de Futebol não é hexacampeã
ou que tenha realizado”. e o Brasil não é o país do futebol.
B) A Seleção Brasileira de Futebol é hexacampeã e o
Brasil é o país do futebol.

170
Apostila TJ-TO

C) A Seleção Brasileira de Futebol é hexacampeã ou o 141. A negação de p q é


Brasil é o país do futebol. (A) p  q
D) A Seleção Brasileira de Futebol não é hexacampeã
e o Brasil é o país do futebol. (B) p  q

(C) p  q
137. A proposição: “Não é verdade que João é alto e
Pedro é médico.”. É logicamente igual a: (D) p q
A) João é alto ou Pedro não é médico.
(E) p  q
B) João não é alto e Pedro é médico.

C) João não é alto ou Pedro não é médico.


A noção de equivalência de proposições refere-se à
D) João é alto ou Pedro é médico.
possibilidade de expressar de diferentes formas uma
mesma afirmação. Do ponto de vista formal, diz-se
138. Uma proposição equivalente a "Se alimento e va- que duas proposições são logicamente equivalentes
cino as crianças, então reduzo a mortalidade infantil" é quando possuem tabelas de valorações idênticas.
A) Alimento e vacino as crianças ou não reduzo a mor-
talidade infantil. A respeito desse assunto, julgue os itens que se se-
B) Se não reduzo a mortalidade infantil, então alimento guem.
ou vacino as crianças.
C) Não alimento ou não vacino as crianças e não re- 142. A negação da proposição "Não dirija após ingerir
duzo a mortalidade infantil. bebidas alcoólicas ou você pode causar um acidente de
D) Alimento e vacino as crianças e não reduzo a mor- trânsito" é, do ponto de vista lógico, equivalente à afir-
talidade infantil. mação "Dirija após ingerir bebidas alcoólicas e você
E) Se não reduzo a mortalidade infantil, então não ali- não causará um acidente de trânsito".
mento ou não vacino as crianças. 143. A afirmação "Não dirija após ingerir bebidas alcoó-
licas ou você pode causar um acidente de trânsito" é,
139. Observe as seguintes proposições: do ponto de vista lógico, equivalente à proposição "Se
r: O Brasil é um país em desenvolvimento. você dirige após ingerir bebidas alcoólicas, então você
pode causar um acidente de trânsito".
q: O cidadão brasileiro é feliz.

Marque a alternativa que corresponde a: [(r q)] 144. A negação da proposição "Pedro não sofreu aci-
dente de trabalho ou Pedro está aposentado" é "Pedro
A) O Brasil não é um país em desenvolvimento ou o sofreu acidente de trabalho ou Pedro não está aposen-
cidadão brasileiro é feliz. tado".
B) O Brasil é um país em desenvolvimento ou o cida- 145. Considere que a proposição "O Ministério da Sa-
dão brasileiro é feliz. úde cuida das políticas públicas de saúde do Brasil e a
C) O Brasil é um país em desenvolvimento e o cidadão educação fica a cargo do Ministério da Educação" seja
brasileiro é feliz. escrita simbolicamente na forma P  Q. Nesse caso, a
D) O Brasil é um país em desenvolvimento e o cidadão negação da referida proposição é simbolizada correta-
brasileiro não é feliz. mente na forma P Q, ou seja: "O Ministério da Sa-
úde não cuida das políticas públicas de saúde do Brasil
nem a educação fica a cargo do Ministério da Educa-
140. A negação da proposição “x é positivo e y é ímpar” ção".
é
(A) x é negativo e y é par.
Julgue os itens seguintes.
(B) x é negativo ou y é par.
146. As proposições "Não precisa mais capturar nem di-
(C) x é negativo ou y não é ímpar. gitar o código de barras" e "Não precisa mais capturar
ou digitar o código de barras" são equivalentes.
(D) x não é positivo e y é par. 147. considerando todas as possibilidade de julgamento
V ou F das proposições simples que formam a proposi-
(E) x não é positivo ou y é par. ção "Se Pedro for aprovado no concurso, então ele
comprará uma bicicleta", é correto afirmar que há ape-
nas uma possibilidade de essa proposição ser verda-
deira.

171
Apostila TJ-TO

148. considerando todas as possibilidades de julga-


mento V ou F das proposições simples que formam a
proposição "O SERPRO processará as folhas de paga-
mentos se e somente se seus servidores estiverem trei-
nados para isso", é correto afirmar que há apenas uma  Algum A não é B.
possibilidade de essa proposição ser julgada como V.
A B
149. Uma proposição logicamente equivalente à nega- B–A
AeB
ção da proposição “se o cão mia, então o gato não late”
A–B
é a proposição
(A) o cão mia e o gato late.

(B) o cão mia ou o gato late. ~Ae ~B

(C) o cão não mia ou o gato late.

(D) o cão não mia e o gato late. Importante: Os diagramas acima um é negação do
outro, ou seja:
(E) o cão não mia ou o gato não late.
proposição negação
Todo A é B Algum A não é B
Algum A não é B Todo A é B
150. A negação da proposição “O presidente é o mem-
bro mais antigo do tribunal e o corregedor é o vice-pre-
sidente” é “O presidente é o membro mais novo do tri-
Representando em símbolos teremos:
bunal e o corregedor não é o vice-presidente”.
proposição negação
151. Considere a seguinte proposição: "Se chove ou (xA)(P(x)) (xA)(~P(x))
neva, então o chão fica molhado". Sendo assim, pode- (xA)(~P(x)) (xA)(P(x))
se afirmar que:
a) Se o chão está molhado, então choveu ou nevou.
 Algum A é B
b) Se o chão está molhado, então choveu e nevou.

c) Se o chão está seco, então choveu ou nevou.

A–B AeB B–A


d) Se o chão está seco, então não choveu ou não ne-
vou.

e) Se o chão está seco, então não choveu e não ne- ~Ae ~B


vou.

 Nenhum A é B
IX. QUANTIFICADORES
  ( Todo ) B
 ~  ( Nenhum )
  ( Algum, Existe, Existe pelo menos um, Existe um
) A
DIAGRAMAS LÓGICOS E NEGAÇÕES

 odo A é B. ~Ae ~B
B
A Importante: Os diagramas acima um é negação do
AeB outro, ou seja:
B–A

~Ae ~B

172
Apostila TJ-TO

proposição negação c) Todo soldado não é covarde.


Algum A é B Nenhum A é B d) Alguns soldados não são heróis.
Nenhum A é B Algum A é B e) Nenhum soldado é herói.

Representando em símbolos teremos: 156. Se é verdade que "Alguns gansos são brancos e
que nenhum pato é branco", então é necessariamente
proposição negação verdadeiro que
A) algum pato é branco.
(xA)(P(x)) (xA) (P(x))
(xA) (P(x)) (xA)(P(x)) B) nenhum pato é branco.

C) algum ganso não é pato.

D) algum ganso é pato.


E X ER CÍ CIO S
E) nenhum ganso é pato

152. Se todo B é C e nenhum C é D, é possível concluir 157. Se não é verdade que “Alguma professora univer-
corretamente que: sitária não dá aulas interessantes”, então é verdade
A) Nenhum C é B que:
a) Todas as professoras universitárias dão aulas inte-
B) Nenhum B é D ressantes.
b) Nenhuma professora universitária dá aulas interes-
C) Todo B é D santes.
c) Nenhuma aula interessante é dada por alguma pro-
D) Todo D é C fessora universitária.
d) Nem todas as professoras universitárias dão aulas
interessantes.
e) Todas as aulas interessantes são dadas por profes-
153. Se é verdade que "Alguns A são R" e que "Nenhum soras universitárias.
G é R", então é necessariamente verdadeiro que
a) algum A não é G
158. Considere verdadeira a premissa: “se viajo, então
b) algum A é G estou de férias”.
Analise as afirmativas a seguir.
c) nenhum A é G
I. Se não viajo, então não estou de férias.
d) algum G é A II. Se estou de férias, viajo.
III. Estou de férias, logo não viajo.
e) nenhum G é A Com base na premissa,

A) é correto concluir I, apenas.


B) é correto concluir II, apenas.
154. Existe pelo menos um X que é Y. Todo Y é Z. Se- C) é correto concluir III, apenas.
gue-se, portanto, necessariamente, que: D) é correto concluir I, II e III.
A) Algum X é Z. E) não é correto concluir qualquer das três afirmativas.

B) Todo Z é Y.
Tendo como base o texto, julgue os itens seguintes, a
C) Todo Z é X. respeito de lógica.

D) Nada que não seja Z é X. 159. Considere que as proposições “Alguns flamenguis-
tas são vascaínos” e “Nenhum botafoguense é vasca-
íno” sejam valoradas como V. Nesse caso, também
será valorada como V a seguinte proposição: “Algum
155. Se é verdade que “Alguns soldados são covardes” flamenguista não é botafoguense”.
e que “Nenhum herói é covarde”, então, também é ne-
cessariamente verdade que:
a) Nenhum herói é soldado.
b) Alguns heróissão covardes.
173
Apostila TJ-TO

De acordo com essas definições, julgue os itens a se- "Todos os professores de matemática gostam de ló-
guir. gica."

160. Independentemente da valoração V ou F atribuída "Existem mulheres que gostam de lógica."


às proposições A e B, é correto concluir que a proposi-
ção (A  B)  (A  B) é sempre V. Com base nas declarações, pode-se concluir que
161. Se a afirmativa "todos os beija-flores voam rapida-
mente" for considerada falsa, então a afirmativa "algum (A) há mulheres que são professoras de matemática.
beija-flor não voa rapidamente" tem de ser considerada (B) se uma pessoa gosta de lógica, então essa pessoa
verdadeira. é um professor de matemática.
(C) se uma pessoa é mulher, então essa mulher gosta
de lógica.
Com referência ao texto I, julgue os itens a seguir. (D) se uma mulher é professora de matemática, então
essa mulher gosta de lógica.
162. Considerando-se como premissas as proposições (E) há mulheres que não gostam de lógica.
“Nenhum pirata é bondoso” e “Existem piratas que são
velhos”, se a conclusão for “Existem velhos que não são
bondosos”, então essas três proposições constituem 168. A negação de “Todos viajaram e retornaram todos
um raciocínio válido. na terça-feira” é
163. Considere como premissas as proposições “Todos (A) Ninguém viajou, portanto não retornaram todos na
os hobits são baixinhos” e “Todos os habitantes da Co- terça -feira.
lina são hobits”, e, como conclusão, a proposição “To- (B) Ninguém viajou ou ninguém retornou na terça-feira.
dos os baixinhos são habitantes da Colina”. Nesse (C) Pelo menos um não viajou ou alguém não retornou
caso, essas três proposições constituem um raciocínio na terça-feira.
válido. (D) Pelo menos um não viajou e alguém não retornou
na terça-feira.
164. A negação de “Todos os elementos do conjunto A (E) Pelo menos um não viajou ou ninguém retornou na
são números positivos” é: terça-feira.
(A) Todos os elementos do conjunto A são números
negativos.
(B) Todos os elementos do conjunto A não são núme- Considere a seguinte proposição: “Ninguém será con-
ros positivos. siderado culpado ou condenado sem julgamento.” Jul-
(C) Pelo menos um dos elementos do conjunto A é um gue os itens que se seguem, acerca dessa proposi-
número negativo. ção.
(D) Pelo menos um dos elementos do conjunto A não
é um número positivo. 169. A proposição “Existe alguém que será considerado
(E) Pelo menos um dos elementos do conjunto A é o culpado ou condenado sem julgamento” é uma propo-
zero. sição logicamente equivalente à negação da proposi-
ção acima.
165. Se todo X é Y e se existe algum X que também é
Z, então, é certo que 170. Considerando que P seja a proposição “Todo joga-
(A) existe algum Y que também é Z. dor de futebol será craque algum dia”, então a proposi-
ção ¬P é corretamente enunciada como “Nenhum joga-
(B) existe algum Y que não é X. dor de futebol será craque sempre”.

(C) existe algum Z que não é Y.


171. Considere as seguintes afirmações: Se “alguns fe-
(D) existe algum Z que não é X. linos são leões” e “Todos os leões são ferozes”, en-
tão,necessariamente,
(E) existe algum X que não é Y. A) algum felino é um animal feroz.

B) nenhum animal feroz é felino.

166. A negação da proposição “Ninguém aqui é brasili- C) nenhum felino não é feroz.
ense” é a proposição “Todos aqui são brasilienses”.
D) todo animal feroz é um leão.

167. Considere verdadeiras as seguintes declarações: E) todo leão é felino.

174
Apostila TJ-TO

(A) todos os elementos do conjunto S gozam da propri-


edade p.
172. A negação da proposição “Existe banco brasileiro (B) existem elementos do conjunto S que não gozam da
que fica com mais de 32 dólares de cada 100 dólares propriedade p.
investidos” pode ser assim redigida: “Nenhum banco (C) pelo menos um elemento do conjunto S goza da pro-
brasileiro fica com mais de 32 dólares de cada 100 dó- priedade p.
lares investidos.” (D) todos os elementos que gozam da propriedade p
são elementos de R.
(E) qualquer elemento de S não goza da propriedade p.
173. Considere a proposição: “Todo brasileiro é religi- 30
oso”. Admitindo que ela seja verdadeira, pode-se inferir
que:
A) se André é religioso, então é brasileiro; 178. “Todo abacaxi é azedo”, cuja negação é
B) se Beto não é religioso, então pode ser brasileiro; (A) nem todo abacaxi é azedo.
C) se Carlos não é religioso, então não pode ser brasi-
leiro; (B) nem todo abacaxi é doce.
D) pode existir brasileiro que não seja religioso;
E) se Ivan não é brasileiro, então não pode ser religi- (C) nenhum abacaxi é doce.
oso.
(D) nenhum abacaxi é azedo.

174. Se não é verdade que “Algum ator de televisão não (E) todo abacaxi é doce.
dá entrevistas inteligentes”, então é verdade que
A) todas as entrevistas inteligentes são dadas por ato-
res de televisão.
B) todos os atores de televisão dão entrevistas inteli- 179. Considerando as afirmações: "Nenhum Presidente
gentes. é bonito" e "Alguns homens são bonitos", pode-se cor-
C) nenhum ator de televisão dá entrevistas inteligentes. retamente concluir que
D) nenhuma entrevista inteligente é dada por algum A) alguns homens não são presidentes.
ator de televisão.
E) nem todos os atores de televisão dão entrevistas in- B) nenhum homem é presidente.
teligentes.
C) alguns presidentes são homens.

175. Assinale a frase que contradiz a seguinte sen- D) alguns homens são presidentes.
tença: Nenhum juiz é corrupto.
A) Algum corrupto não é juiz. E) nenhum presidente é homem.

B) Algum juiz não é corrupto.

C) Algum juiz é corrupto. 180. Se é verdade que “nenhum médico é artista”, en-
tão também será verdade que:
D) Nenhum corrupto é juiz A) todos não médicos são não artistas.

E) Todo juiz não é corrupto B) nenhum artista é não médico.

C) nenhum médico é não artista.

176. Se é verdade que “Alguns escritores são poetas” e D) pelo menos um não artista é médico.
que “Nenhum músico é poeta”, então, também é neces-
sariamente verdade que: E) nenhum não artista é médico.
a) Nenhum músico e escritor.
b) Algum escritor é músico.
c) Algum músico é escritor.
d) Algum escritor não é músico. 181. Qual é a negação da proposição “Alguma lâm-
e) Nenhum escritor é músico. pada está acesa e todas as portas estão fechadas”?
A) Todas as lâmpadas estão apagadas e alguma porta
está aberta.
177. Todos os elementos do conjunto R são elementos B) Todas as lâmpadas estão apagadas ou alguma
do conjunto S e todos os elementos do conjunto R go- porta está aberta.
zam da propriedade p. Sabendo que R não é um con- C) Alguma lâmpada está apagada e nenhuma porta
junto vazio, conclui-se que está aberta.
175
Apostila TJ-TO

D) Alguma lâmpada está apagada ou nenhuma porta


está aberta.
E) Alguma lâmpada está apagada e todas as portas es-
tão abertas.
(A) (B)

182. Dizer que a afirmação “todos os economistas são


médicos” é falsa, do ponto de vista lógico, equivale a
dizer que a seguinte afirmação é verdadeira:
a) pelo menos um economista não é médico

b) nenhum economista é médico

c) nenhum médico é economista


(C) (D)
d) pelo menos um médico não é economista

e) todos os não médicos são não economistas

183. Numa determinada escola de idiomas, todos os


alunos estudam alemão ou italiano. Sabe-se que aque-
les que estudam inglês estudam espanhol e os que es-
tudam alemão não estudam nem inglês nem espanhol, (E)
conforme indicado no diagrama a seguir.
Direito
Direito

Juízes Mara Juízes


Jonas

Pode-se concluir que: Nos diagramas acima, estão representados dois con-
juntos de pessoas que possuem o diploma do curso
A) Todos os alunos que estudam espanhol estudam in- superior de direito, dois conjuntos de juízes e dois ele-
glês. mentos desses conjuntos: Mara e Jonas. Julgue os
B) Todos os alunos que estudam italiano estudam in- itens subsequentes tendo como referência esses dia-
glês. gramas e o texto.
C) Alguns alunos que estudam espanhol não estudam
italiano. 185. A proposição “Mara é formada em direito e é ju-
D) Alguns alunos que estudam italiano não estudam in- íza” é verdadeira.
glês. 186. A proposição “Se Jonas não é um juiz, então
E) Alguns alunos que estudam alemão estudam itali- Mara e Jonas são formados em direito” é falsa.
ano.

187. Uma pesquisa foi feita em uma sala de aula para


184. Admita as frases seguintes como verdadeiras. saber qual a utilização do jornal impresso e da TV na
I. Existem futebolistas (F) que surfam (S) e alguns obtenção de notícias. Na figura abaixo, o retângulo re-
desses futebolistas também são tenistas (T). presenta a sala. O círculo da esquerda representa as
II. Alguns tenistas e futebolistas também jogam vôlei pessoas dessa sala que se informam através do jornal
(V). impresso. O círculo da direita representa as pessoas
III. Nenhum jogador de vôlei surfa. dessa sala que se informam através da TV.

A representação que admite a veracidade das frases


é:

176
Apostila TJ-TO

190. Se a proposição "Mário não é o responsável pelo


escoamento das águas pluviais que atingirem o ter-
reno" for também V, então a proposição "Mário não é o
proprietário do terreno" é também V.
191. A sequência de proposições que tem como premis-
sas a proposição D e a proposição "João não pode
comprar bebidas alcoólicas", e tem como conclusão a
proposição "João não tem mais de 18 anos", constitui
Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo sobre um raciocínio lógico correto.
192. Considere que as proposições "Nenhum proprietá-
as regiões assinaladas na figura. rio de terreno está isento de mantê-lo limpo" e "Todo
proprietário de terreno paga imposto territorial pela sua
I. A região P corresponde às pessoas dessa sala propriedade" sejam as premissas de um argumento.
que, para se informar, utilizam o jornal impresso, Neste caso, se uma conclusão for a proposição "Ne-
mas não utilizam a TV. nhuma pessoa que paga imposto territorial pela propri-
II. A região Q corresponde às pessoas dessa sala edade de terreno está isenta de mantê-lo limpo", então
que, para se informar, utilizam o jornal impresso e essa sequência de proposições não constitui um racio-
a TV. cínio lógico correto.
III. A região R corresponde às pessoas dessa sala
que, para se informar, utilizam ou a TV ou o jornal
impresso.
Está correto APENAS o que se afirma em X. LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
AR G UM ENT O
(A) I.

(B) II.
É um conjunto de proposições(premissas do
(C) III. argumento, p 1 , p 2 , p 3 ,..., p n ) que tem como conse-
(D) I e II. qüência outra proposição(conclusão do argumento q)

(E) II e III. Podemos representar por: p1

Considere como premissas as proposições abaixo, p2


que foram construídas a partir de alguns artigos do
Código Municipal de Posturas da Prefeitura Municipal p3
de Teresina:

A: Todos os estabelecimentos comerciais devem dis-
por de lixeira para uso público.
pn
B: Todo proprietário de estabelecimento comercial é
responsável pela manutenção da ordem no estabe-
lecimento. q
C: Se Mário é o proprietário do terreno, então Mário é
o responsável pelo escoamento das águas pluviais Exemplo:
que atingirem o terreno.
D: João tem mais de 18 anos ou João não pode com- p 1 : Se eu comprarsorvete, então irei casar.
prar bebidas alcoólicas.
Considerando como V as proposições A, B, C e D e,
com base nas definições acima, julgue os itens subse- p 2 :Comprei sorvete.
quentes.
 q : Irei casar
188. Considerando-se também como premissa, além da
proposição B, a proposição "Jorge é responsável pela p 1 : Todos os brasileiros tem memória curta.
manutenção da ordem no estabelecimento", então,
está correto colocar como conclusão a proposição p 2 : Todos os baianos são brasileiro.
"Jorge é proprietário de estabelecimento comercial".
189. A negação da proposição A é "Existem estabeleci-  q : Todos os baianos tem memória curta.
mentos comerciais que não dispõem de lixeira para uso
público".

177
Apostila TJ-TO

V AL I D AD E D E UM AR G UM ENT O p 1 : Todos os G são C

p 2 : Todos os C têm P

Conforme estudamos anteriormente, uma pro-  q : Todos os G têm P


posição pode ser ou verdadeira(V) ou falsa(F). No
caso de um argumento, ele pode ser válido ou não-
válido.
Exemplo(3):
A validade de um argumento depende da
forma(estrutura) lógica que as premissas se relaciona p 1 : Todos os gatos são cobras.
com a conclusão e não com o valor lógico das pre-
missas e da conclusão(ou seja, pouco importa o p 2 : Todos as cobras são cães.
conteúdo delas).
 q : Todos os gatos são cães.

C K
Exemplo(1):
G
p 1 : Todas as quitinetes são pequenas.

p 2 :Todas as quitinetes são residências.


Estrutura:
 q : Algumas residências são pequenas.
p 1 : Todos os G são C

p 2 : Todos os C são K
R P
Q
 q : Todos os G são K

Estrutura:
Exemplo(4):
p 1 : Todos os Q são P
p 1 : Se lógica é fácil, então Sócrates foi mico de circo.
p 2 : Todos os Q são R
p 2 :Lógica é fácil.
 q : Alguns R são P
 q : Sócrates foi mico de circo.

S
Exemplo(2): L

p 1 : Todos os gatos são cobras.

p 2 : Todos as cobras têm patas.


Estrutura:
 q : Todos os gatos têm patas.
p 1 : L S

p2 : L
C P
G  q :S

Dica: L S é o mesmo que todo L é S, logo se ocorre


Estrutura: L obrigatoriamente ocorre S.

178
Apostila TJ-TO

Todos os argumentos acima são válidos, pois p 2 : Sócrates foi mico de circo.
se suas premissas fossem verdadeiras, então as con-
clusões também as seriam.  q : Lógica é fácil

Observe que em cada exemplo foi montado a


estrutura e substituído o conteúdo pelas letras C, G,
K, L, P e S. Logo, o que é importante é a forma do ar- S
L
gumento e não o conhecimento(no mundo real) de C,
G, K, L, P e S.

Exemplo(5): Estrutura:

p 1 : Todos os mamíferos são mortais. p 1 : L S

p 2 : Todos os gatos são mortais. p2 : S

 q : Todos os gatos são mamíferos.  q :L

Estrutura:

p 1 : Todos os Ma são Mo Dica: L S é o mesmo que todo L é S, e saber que


nem todo S é L, logo se ocorre em p 2 :S necessaria-
p 2 : Todos os Ga são Mo mente  q : L, pode ser ou não, logo as premissas
não sustentam a conclusão, e o argumento não-válido.
 q : Todos os Ga são Ma

Ga Mo Ma Mo
Exemplo(7):
Ma Ga
p 1 : Se eu passar no concurso, então serei feliz.

p 2 : Não passei no concurso.

 q : Não serei feliz.


Mo Mo
Ma Ga Ma Ga

F
C

Estrutura:

Logo, esse argumento é não-válido ou falácias, pois p 1 : C F


as premissas não sustentam a conclusão.
p2 : C

q :  F
Exemplo(6):

p 1 : Se lógica é fácil, então Sócrates foi mico de circo.

179
Apostila TJ-TO

Dica: Se C(passaram no concurso) e F(feliz), e que 196. A seguinte argumentação é válida.


todo C é F, e nem todo F é C, logo nem todos que são Premissa 1: Toda pessoa honesta paga os impostos
Felizes passaram no concurso. Com isso o argumento devidos.
não-válido, as premissas não sustentam a conclusão.
Premissa 2: Carlos paga os impostos devidos.

Conclusão:Carlos é uma pessoa honesta.


E X ER CÍ CIO S
A seguinte forma de argumentação é conside-
Uma proposição é uma frase afirmativa que pode ser rada válida. Para cada x, se P(x) é verdade, então
julgada como verdadeira ou falsa, mas não ambos. Q(x) é verdade e, para x = c, se P(c) é verdade, então
Uma dedução lógica é uma sequência de proposições, se conclui que Q(c) é verdade. Com base nessas in-
e é considerada correta quando, partindo-se de propo- formações, julgue os itens a seguir.
sições verdadeiras, denominadas premissas,
197. Considere o argumento seguinte.
Toda prestação de contas submetida ao TCU
obtêm-se proposições sempre verdadeiras, sendo a
que expresse, de forma clara e objetiva, a exatidão
última delas denominada conclusão. Considerando es-
dos demonstrativos contábeis, a legalidade, a legitimi-
sas informações, julgue os itens a seguir, a respeito
dade e a economicidade dos atos de gestão do res-
de proposições.
ponsável é julgada regular. A prestação de contas da
193. Considere verdadeiras as duas premissas abaixo: Presidência da República expressou, de forma clara e
O raciocínio de Pedro está correto, ou o julga- objetiva, a exatidão dos demonstrativos contábeis, a
mento de Paulo foi injusto. legalidade, a legitimidade e a economicidade dos atos
O raciocínio de Pedro não está correto. de gestão do responsável. Conclui-se que a prestação
Portanto, se a conclusão for a proposição, O jul- de contas da Presidência da República foi julgada re-
gamento de Paulo foi injusto, tem-se uma de- gular.
dução lógica correta.
194. Considere a seguinte sequência de proposições: Nesse caso, o argumento não é válido.
(1) Se o crime foi perfeito, então o criminoso não
198. Considere o seguinte argumento.
foi preso.
Cada prestação de contas submetida ao TCU
(2) O criminoso não foi preso. que apresentar ato antieconômico é considerada irre-
gular. A prestação de contas da prefeitura de uma ci-
(3) Portanto, o crime foi perfeito. dade foi considerada irregular. Conclui-se que a pres-
tação de contas da prefeitura dessa cidade apresen-
Se (1) e (2) são premissas verdadeiras, então a tou ato antieconômico.
proposição (3), a conclusão, é verdadeira, e a se-
quência é uma dedução lógica correta. Nessa situação, esse argumento é válido.

A forma de uma argumentação lógica consiste 199. Assinale a alternativa que apresenta o argumento
de uma sequência finita de premissas seguidas por válido.
(A) Todo leite é branco. Toda neve é branca. Portanto,
uma conclusão. Há formas de argumentação lógica
todo leite é neve.
consideradas válidas e há formas consideradas inváli- (B) Eu vou passar no concurso ou vou parar de estudar.
das. A respeito dessa classificação, julgue os itens se- Eu vou parar de estudar. Logo, eu não vou passar
guintes. no concurso.
(C) Toda mulher é sentimental. Existem homens que
195. A seguinte argumentação é inválida. são sentimentais. Logo, existem homens que são
Premissa 1: Todo funcionário que sabe lidar com mulheres.
orçamento conhece contabilidade. (D) Todo fusca é amarelo. Tudo que é amarelo é caro.
Tudo que é caro é raro. Portanto, todo fusca é raro.
Premissa 2: João é funcionário e não conhece conta- (E) Todo matemático fala alemão. Todo filósofo fala ale-
bilidade. mão. Conclui-se que todo matemático é filósofo.

Conclusão: João não sabe lidar com orçamento.


200. Observe a construção de um argumentoA:
P1: Todos os cachorros têm asas.

180
Apostila TJ-TO

P2: Todos os animais de asas são aquáticos. Se Célia tiver um bom currículo, então ela con-
seguirá um emprego.
P3: Existem gatos que são cachorros.
Ela conseguiu um emprego.
Q : Existem gatos que são aquáticos.
Portanto, Célia tem um bom currículo.
Sobre o argumento A, as premissas P e a conclusão
Q, é correto dizer que: Os itens a seguir apresentam argumentos formados
por duas premissas seguidas por uma conclusão. Jul-
(A) A não é válido, P é falso e Q é verdadeiro. gue se a conclusão apresentada em cada item é ne-
cessariamente verdadeira, sempre que as premissas
(B) A não é válido, P e Q são falsos.
forem verdadeiras.
(C) A é válido, P e Q são falsos.
207. Sempre que como feijoada passo mal. Hoje come-
rei feijoada. Logo, passarei mal.
(D) A é válido, P ou Q são verdadeiros.
208. Quando faço prova sem estudar tiro nota baixa. Na
última prova tirei nota baixa. Logo, não estudei.
(E) A é válido se P é verdadeiro e Q é falso.
209. Todo planeta é verde. A Terra é conhecida como
planeta azul. Logo, o planeta azul é verde.
Uma noção básica da lógica é a de que um argumento
é composto de um conjunto de sentenças denomina-
das premissas e de uma sentença denominada con- O sustentáculo da democracia é que todos têm o di-
clusão. Um argumento é válido se a conclusão é ne- reito de votar e de apresentar a sua candidatura. Mas,
cessariamente verdadeira sempre que as premissas enganoso é o coração do homem. Falhas administrati-
forem verdadeiras. Com base nessas informações, jul- vas e maior tempo no poder andam de mãos dadas.
gue os itens que se seguem. Por isso, todos precisam ser fiscalizados. E a alternân-
cia no poder é imprescindível. Considerando o argu-
201. Toda premissa de um argumento válido é verda-
mento citado, julgue os itens subsequentes.
deira.
202. Se a conclusão é falsa, o argumento não é válido.
210. A afirmação “E a alternância no poder é imprescin-
203. Se a conclusão é verdadeira, o argumento é válido.
dível” é uma premissa desse argumento.
204. É válido o seguinte argumento: Todo cachorro é
211. Esse é um argumento válido.
verde, e tudo que é verde é vegetal, logo todo cachorro
212. A sentença “Falhas administrativas e maior tempo
é vegetal.
no poder andam de mãos dadas” é uma premissa
desse argumento.
Na lógica sentencial, denomina-se proposição uma
frase que pode ser julgada como verdadeira(V) ou Um entrevistador obteve de um suspeito a seguinte
falsa(F), mas não como ambas. Assim, frases como declaração: “Ora, se eu fosse um espião, então eu
“Como está o tempo hoje” e “Esta frase é falsa” não não amaria o meu país, pois eu amo o meu país, ou
são proposições porque a primeira é pergunta e a se- sou um traidor da pátria, já que não é possível aconte-
gunda não pode ser nem V nem F. As proposições cer as duas coisas ao mesmo tempo. Agora, se eu
são representadas simbolicamente por letras maiúscu- não fosse um traidor da pátria, então eu amaria o meu
las do alfabeto – A, B, C etc. Considerando as infor- país. Logo, eu não sou um espião e amo o meu país.”
mações contidas no texto acima, julgue os itens sub-
sequentes. Considerando a lógica sentencial apresentada, julgue
os itens subsequentes.
205. É correto o raciocínio lógico dado pela sequência
de proposições seguintes: 213. O argumento do suspeito é um argumento válido.
Se Antônio for bonito ou Maria for alta, então 214. A negação da conclusão do argumento utilizado
José será aprovado no concurso. pelo suspeito é equivalente à seguinte proposição: “eu
sou um espião ou não amo o meu país”.
Maria é alta.

Portanto, José será aprovado no concurso. 215. Considere a seguinte sentença: “Mônica viajará à
Europa, pois ela é rica e pessoas ricas viajam à Eu-
206. É correto o raciocínio lógico dado pela sequência ropa”. Podemosconcluir pelo argumento expresso por
de proposições seguintes: esta sentença que
A) Mônica é rica ou existem pessoas ricas.

181
Apostila TJ-TO

B) Mônica é rica. podemos concluir que

C) existem pessoas ricas. A) todos os trabalhadores são ciumentos.

D) Mônica viajará à Europa. B) Pedro é ciumento.

E) pessoas ricas viajam à Europa. C) não existe ciumento trabalhador.

216. Considere a seguinte afirmação: “Se Romildo D) existe ciumento trabalhador.


gosta de viajar, então ele é namorador”. Portanto, po-
demos dizer que E) Stefany é trabalhador.
A) se Romildo não gosta de viajar, então ele não é na-
morador. 220. André é mais alto que Sinval. Péricles é mais alto
B) se Romildo gosta de viajar, então ele não é namora- que Mateus. Sinval é mais alto que Péricles. Conside-
dor. rando as quatro pessoas, é correto afirmar que:
C) se Romildo não é namorador, então ele não gosta A) Sinval é o mais alto.
de viajar.
D) se Romildo é namorador, então ele gosta de viajar. B) Péricles é o mais baixo.
E) se Romildo é namorador, então ele não gosta de vi-
ajar. C) Mateus é mais alto que Sinval.

D) André é mais alto que Péricles.


217. Considere as seguintes premissas: “Quem não
bebe fala a verdade.” “Nenhum padre bebe.” Então po- 221. Se Abdias toca flauta, então Ricardo acorda cedo
demos concluirque e Valúcia não consegue estudar. Mas Valúcia conse-
A)quem fala a verdade é padre. gue estudar. Segue-se logicamente que:
A) Ricardo acorda cedo.
B)todo padre fala a verdade.
B) Ricardo não acorda cedo.
C) nenhum padre fala a verdade.
C) Abdias toca flauta.
D) quem bebe não fala a verdade.
D) Abdias não toca flauta.
E) algum padre não fala a verdade.
222. Considere verdadeira a seguinte afirmação:
218. Se amanhã for domingo, então hoje Mário irá ao “Todas as mulheres casadas gostam de viajar.”
cinema. Ora, amanhã não será domingo. É correto afir-
mar que Com base na afirmação acima, conclui-se que
A) Mário somente vai ao cinema em véspera de Do-
mingo. (A) Alice gosta de viajar.

B) Mário nunca vai ao cinema no domingo. (B) se uma mulher é solteira, então gosta de viajar.

C) Mário não irá ao cinema hoje. (C) Maria, que é solteira, não gosta de viajar.

D) Mário irá ao cinema hoje. (D) Murilo não gosta de viajar.

E) é possível que Mário vá ao cinema hoje. (E) a esposa de Murilo gosta de viajar.

219. Considerando as seguintes premissas, 223. Considere a declaração “Todos os alunos estuda-
• Todo marido é ciumento. rão”. Para que essa declaração seja FALSA, é neces-
sário que
• Todo marido é trabalhador. (A) mais da metade dos alunos não estude.

• Stefany é ciumento. (B) alguns alunos não estudem.

• Pedro é trabalhador. (C) dois alunos não estudem.

182
Apostila TJ-TO

(D) um único aluno não estude. 228. A sentença "o radar não está danificado ou desli-
gado" é logicamente equivalente à sentença "o radar
(E) nenhum aluno estude. não está danificado e também não está desligado".
229. A afirmação do enunciado é logicamente equiva-
224. Admitindo a validade da sentença: “Todo historia- lente à sentença "se um motorista passar em excesso
dor viaja muito. Ricardo nunca viajou”. Podemos afir- de velocidade por um radar e este não estiver danifi-
mar que cado ou desligado, então o motorista levará uma
A)Ricardo é historiador. multa".
230. Se forem verdadeiras a afirmação do enunciado e
B) nenhum historiador conhece Ricardo. a sentença "um motorista levou uma multa", então, do
ponto de vista lógico, é correto concluir que tal motorista
C) existe um historiador que nunca viajou. passou em excesso de velocidade por um radar, que o
radar não está danificado e também que o radar não
D) Ricardo ainda não é um historiador. está desligado.

E) Ricardo nunca será um historiador.


No ambiente de trabalho, é comum se ouvir o seguinte
225. Em certo planeta, todos os Aleves são Bleves, to- dito popular: "Quem trabalha pouco erra pouco. Quem
dos os Cleves são Bleves, todos os Dleves são Aleves, não trabalha não erra. Quem não erra é promovido.
e todos os Cleves são Dleves. Sobre os habitantes Logo, quem não trabalha é promovido." Com relação
desse planeta, é correto afirmar que
ao argumento desse dito popular, julgue os itens que
(A) Todos os Dleves são Bleves e são Cleves.
(B) Todos os Bleves são Cleves e são Dleves. se seguem.
(C) Todos os Aleves são Cleves e são Dleves.
(D) Todos os Cleves são Aleves e são Bleves. 231. Do ponto de vista lógico, o argumento apresentado
(E) Todos os Aleves são Dleves e alguns Aleves po- no dito popular é válido.
dem não ser Cleves. 232. Admitindo-se que a negação da sentença "aquela
pessoa trabalha pouco" possa ser expressa por "aquela
pessoa trabalha muito", das premissas do argumento
226. Num grupo de cinco mulheres, quatro são magras do referido dito popular é correto concluir que "quem
e uma é gorda. Além disso, dessas cinco mulheres três trabalha muito erra muito".
são casadas e duas são solteiras. Três dessas cinco
mulheres são infelizes. Duas são felizes. A mulher
gorda é casada e feliz. Uma das mulheres magras é 233. Sempre que faz sol, Isabel passeia no parque.
feliz. Das mulheres magras, duas são casadas. Das Com base nessa informação, é possível concluir que,
mulheres magras e solteiras, apenas uma é infeliz. Po- se
demos concluir que
A) as duas magras solteiras são felizes. (A) Isabel passeia no parque, então é um dia de sol.

B) das mulheres magras duas são felizes. (B) Isabel passeia no parque, então não é um dia de
sol.
C) as mulheres magras casadas são infelizes.
(C) Isabel não passeia no parque, então não está fa-
D) das mulheres magras duas são infelizes. zendo sol.

E) as mulheres magras casadas são felizes. (D) não está fazendo sol, Isabel passeia no parque.

(E) não está fazendo sol, Isabel não está passeando


no parque.
Considerando a sentença "sempre que um motorista
passar em excesso de velocidade por um radar, se o Julgue os itens os itens subsequentes.
radar não estiver danificado ou desligado, o motorista
levará uma multa", julgue os itens subsecutivos. 234. Considere que um delegado, quando foi interrogar
Carlos e José, já sabia que, na quadrilha à qual estes
227. Se forem falsas as afirmações "o radar estava des- pertenciam, os comparsas ou falavam sempre a ver-
ligado" e "o motorista levou uma multa", então a sen- dade ou sempre mentiam. Considere, ainda, que, no in-
tença "se um motorista passou em excesso de veloci- terrogatório, Carlos disse: José só fala a verdade, e
dade por um radar e este não estava danificado ou des- José disse: Carlos e eu somos de tipos opostos. Nesse
ligado, então o motorista levou uma multa" será verda- caso, com base nessas declarações e na regra da con-
deira, independentemente dos valores lógicos das ou- tradição, seria correto o delegado concluir que Carlos e
tras proposições simples que a compõem. José mentiram.

183
Apostila TJ-TO

235. Se A for a proposição "Todos os policiais são ho-


nestos", então a proposição A estará enunciada corre-
tamente por "Nenhum policial é honesto".
236. A sequência de proposições a seguir constitui uma
dedução correta.
Se Carlos não estudou, então ele fracassou na
prova de Física.
Se Carlos jogou futebol, então ele não estudou.
Carlos não fracassou na prova de Física.
Carlos não jogou futebol.

237. Considere as afirmações:


I. Todo peixe é animal que voa.

II. Nem todo animal que voa é ave.

III. Zitriz é uma ave.

Com base nessas afirmações, assinale a alternativa


correta.

(A) Zitriz voa.

(B) Se Zitriz não voa, então Zitriz não é peixe.

(C) Se Zitriz é peixe, então Zitriz não voa.

(D) Zitriz é um peixe.

(E) Zitriz não voa.

184
Apostila TJ-TO
25. E 62. C 99. A
GABARITO
26. E 63. B 100. B
01.
27. C 64. E 101. D
a) A →(¬C)
28. E 65. E 102. C
b) B ↔ D
29. E 66. D 103. C
c) ¬A ᴧ B 30. E 67. C 104. D
d) [A ᴧ (¬C)]→ D 31. C 68. E 105. C
e) A →(B  C) 32. D 69. E 106. C
f) ¬D→(¬A ᴧ B) 33. D 70. E 107. E
g) ¬A ↔ C 34. B 71. E 108. C

h) (¬C ᴧ D) → A 35. D 72. C 109. C

i) ¬B → (C ᴧ A) 36. D 73. E 110. ANULADA


37. C 74. B 111. E
38. E 75. B 112. D
02. C
39. E 76. D 113. A
03. E
40. C 77. C 114. E
04. C
41. C 78. C 115. E
05. E
42. E 79. C 116. D
06. C
43. A 80. E 117. C
07. D
44. D 81. C 118. E
08. C
45. B 82. C 119. E
09. E
46. E 83. C 120. B
10. E
47. C 84. E 121. D
11. E
48. C 85. E 122. C
12. C
49. E 86. D 123. E
13. E
50. B 87. E 124. C
14. C
51. E 88. B 125. E
15. E
52. E 89. D 126. E
16. C
53. C 90. C 127. A
17. E
54. C 91. E 128. E
18. E
55. E 92. E 129. A
19. E
56. C 93. C 130. B
20. E
57. B 94. B 131. C
21. E
58. D 95. D 132. C
22. C
59. E 96. C 133. D
23. C
60. B 97. D 134. E
24. E
61. D 98. C 135. D
http://ead.gpscursos.com.br
185
Apostila TJ-TO

136. A 171. A 206. E


137. C 172. C 207. C
138. E 173. C 208. E
139. C 174. B 209. C
140. E 175. C 210. E
141. E 176. D 211. C
142. C 177. C 212. C
143. C 178. A 213. E
144. E 179. A 214. C
145. E 180. D 215. D
146. E 181. B 216. C
147. E 182. A 217. B
148. E 183. D 218. E
149. A 184. E 219. D
150. E 185. E 220. D
151. E 186. C 221. D
152. B 187. D 222. E
153. A 188. E 223. D
154. A 189. C 224. D
155. D 190. C 225. D
156. C 191. E 226. C
157. A 192. E 227. E
158. E 193. C 228. C
159. C 194. E 229. C
160. C 195. E 230. E
161. C 196. E 231. C
162. C 197. E 232. E
163. E 198. E 233. C
164. D 199. D 234. C
165. A 200. C 235. E
166. E 201. E 236. C
167. D 202. E 237. B
168. C 203. E
169. C 204. C
170. E 205. C

186
Apostila TJ-TO

INFORMÁTICA

Assista Canal prof. Augusto Moura

https://www.youtube.com/channel/UC4xVjdtotuP23Kqzuul9iJA

HARDWARE E SOFTWARE

Divisão:

Hardware: todo o equipamento, suas peças, isto é, tudo o que "pode ser tocado", denomina-se hardware. Alguns
equipamentos: monitor, teclado e mouse são também chamados de periféricos. Outros exemplos de hardware: me-
mórias, processadores, gabinetes, disco rígido, etc.
Software: consiste na parte que "não se pode tocar", ou seja, toda a parte virtual, onde estão incluídos os drivers, os
programas e o sistema operacional.
Nota:

Peopleware: são pessoas que trabalham diretamente, ou indiretamente, como área de processamento de dados, ou
mesmo com Sistema de Informação. O peopleware é a parte humana que se utiliza das diversas funcionalidades dos
sistemas computacionais, seja este usuário um Analista de sistema ou, até mesmo, um simples cliente que faz uma
consulta em um caixa eletrônico da Rede Bancária, como também uma atendente de um Supermercado.

Computadores podem ser classificados de acordo com a função que exercem ou pelas suas dimensões (capacidade
de processamento)..

Classificação:

Quanto à Capacidade de Processamento

 Microcomputador - Também chamado Computador pessoal ouainda Computador doméstico.


 Mainframe - Um computador maior em tamanho e mais poderoso.
 Supercomputador - Muito maior em dimensões, pesando algumas toneladas e capaz de, em alguns casos, efetuar
cálculos que levariam 100 anos para serem calculados em um microcomputador.

Quanto às suas Funções

 Console ou videogame - Como dito não são computadores propriamente ditos, mas atualmente conseguem reali-
zar muitas, senão quase todas, as funções dos computadores pessoais.
 Servidor (server) - Um computador que serve uma rede de computadores. São de diversos tipos. Tanto microcom-
putadores quanto mainframes são usados como servidores.
 Estação de trabalho (Workstation) - Serve um único usuário e tende a possuir hardware e software não encon-
tráveis em computadores pessoais, embora externamente se pareçam muito com os computadores pessoais. Tanto
microcomputadores quanto mainframes são usados como estações de trabalho.
 Sistema embarcado, computador dedicado ou computador integrado (embedded computer) - De menores pro-
porções, é parte integrante de uma máquina ou dispositivo. Por exemplo, uma unidade de comando da injeção
eletrônica de um automóvel, que é específica para atuar no gerenciamento eletrônico do sistema de injeção de
combustível e ignição. Eles são chamados de dedicados, pois executam apenas a tarefa para a qual foram progra-
mados. Tendem a ter baixa capacidade de processamento, às vezes inferior aos microcomputadores.

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Apostila TJ-TO

Um mainframe é um computador de grande porte, dedicado normalmente ao processamento de um volume grande


de informações. Os mainframes são capazes de oferecer serviços de processamento a milhares de usuários através
de milhares de terminais conectados diretamente ou através de uma rede.
Embora venham perdendo espaço para os servidores de arquitetura PC e servidores Unix, de custo bem menor,
ainda são muito usados em ambientes comerciais e grandes empresas (bancos, empresas de aviação, universidades,
etc.).
Quase todos os mainframes têm a capacidade de executar múltiplos sistemas operacionais, e assim não operar
como um único computador, mas como um número de máquinas virtuais. Neste papel, um único mainframe pode
substituir dezenas ou mesmo centenas de servidores menores. Os mainframes surgiram com a necessidade das em-
presas em executar tarefas, que levavam dias para serem concluídas. Era preciso então criar um supercomputador
capaz de executar estas tarefas em menos tempo e com mais precisão.

Mainframe IBM.

Estação de trabalho ( Workstation) era o nome genérico dado a computadores situados, em termos de potência
de cálculo, entre o computador pessoal e o computador de grande porte, ou mainframe. Algumas destas máquinas
eram vocacionadas para aplicações com requisitos gráficos acima da média, podendo então ser referidas como Esta-
ção gráfica ou Estação gráfica de trabalho (Graphical Workstation).
No início da década de 1980, os pioneiros nesta área foram Apollo Computer e Sun Microsystems, que criaram
estações de trabalho rodando UNIX em plataformas baseadas no microprocessador 68000 da Motorola.
Hoje, devido ao poder de processamento muito maior dos PCs comuns, o termo às vezes é usado como sinônimo
de computador pessoal.

Bit e byte.

Bit (simplificação para dígito binário, "BInary digiT" em inglês) é a menor unidade de informação que pode ser ar-
mazenada ou transmitida. Usada na Computação e na Teoria da Informação. Um bit pode assumir somente 2 valores,
por exemplo: 0 ou 1, verdadeiro ou falso.
Embora os computadores tenham instruções (ou comandos) que possam testar e manipular bits, geralmente são
idealizados para armazenar instruções em múltiplos de bits, chamados bytes. No princípio, byte tinha tamanho variável,

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Apostila TJ-TO

mas atualmente tem oito bits. Bytes de oito bits também são chamados de octetos. Existem também termos para
referir-se a múltiplos de bits usando padrões prefixados, como quilobit (Kb), megabit (Mb), gigabit (Gb) e Terabit (Tb).
De notar que a notação para bit utiliza um "b" minúsculo, em oposição à notação para byte que utiliza um "B" maiús-
culo (kB, MB, GB, TB).

Gabinete

O gabinete é uma caixa metálica (e/ou com elementos de plástico) vertical ou horizontal, que guarda todos os
componentes do computador (placas, HD, processador, etc).
No gabinete, fica localizada também a fonte de alimentação, que serve para converter corrente alternada em cor-
rente contínua para alimentar os componentes do computador. Assim, a placa-mãe, os drives, o HD e o cooler, devem
ser ligados à fonte. As placas conectadas nos slots da placa-mãe recebem energia por esta, de modo que dificilmente
precisam de um alimentador exclusivo. Gabinetes, fontes e placas-mãe precisam ser de um mesmo padrão, do con-
trário, acaba sendo praticamente impossível conectá-los. O padrão em uso atualmente é o ATX.
As baias são aquelas "gavetinhas", no português vulgar, localizadas na parte frontal do gabinete. Nos espaços das
baias é que drives de DVD e outros são encaixados.

Placa-mãe

Este componente também pode ser interpretado como a "espinha dorsal" do computador, afinal, é ele que interliga
todos os dispositivos do equipamento. Para isso, a placa-mãe (ou, em inglês, motherboard) possui vários tipos de
conectores. O processador é instalado em seu socket, o HD é ligado nas portas IDE ou SATA, a placa de vídeo pode
ser conectada nos slots AGP 8x ou PCI-Express 16x e as outras placas (placa de som, placa de rede, etc) pode se-
rencaixada nos slots PCI ou, mais recentemente, em entradas PCI Express (essa tecnologia não serve apenas para
conectar placas de vídeo). Ainda há o conector da fonte, os encaixes das memórias, enfim.
Todas as placas-mãe possuem BIOS (Basic Input Output System). Trata-se de um pequeno software de controle
armazenado em um chip de memória ROM que guarda configurações do hardware e informações referentes à data e
hora. Para manter as configurações do BIOS, em geral, uma bateria de níquel-cádmio ou lítio é utilizada. Dessa forma,
mesmo com o computador desligado, é possível manter o relógio do sistema ativo, assim como as configurações de
hardware.
A imagem abaixo mostra um exemplo de placa-mãe. Em A ficam os conectores para o mouse, para o teclado, para
o áudio, etc. Em B, o slot onde o processador deve ser encaixado. Em C ficam os slots onde os pentes de memória
são inseridos. D mostra um conector IDE. Em E é possível ser os conectores SATA. Por fim, F mostra os slots de
expansão (onde se pode adicionar placas de som, placas de rede, entre outros), com destaque para o slot PCI Ex-
press 16xpara o encaixe da placa de vídeo.

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Apostila TJ-TO

Processador

Este é o grande pivô da história. O processador, basicamente, é o "cérebro" do computador. Praticamente tudo
passa por ele, já que é o processador o responsável por executar todas as instruções necessárias. Quanto mais "po-
deroso" for o processador, mais rapidamente suas tarefas serão executadas.
Todo processador deve ter um cooler (ou algum outro sistema de controle de temperatura). Essa peça (um tipo
de ventilador) é a responsável por manter a temperatura do processador em níveis aceitáveis. Quanto menor for a
temperatura, maior será a vida útil do chip.
Vale ressaltar que cada processador tem um número de pinos ou contatos. Por exemplo, o antigo Athlon XP tem
462 pinos (essa combinação é chamada Socket A) e, logo, é necessário fazer uso de uma placa-mãe que aceite esse
modelo (esse socket). Assim sendo, na montagem de um computador, a primeira decisão a se tomar é qual processa-
dor comprar, pois a partir daí é que se escolhe a placa-mãe e, em seguida, o restante das peças.
O mercado de processadores é dominado, essencialmente, por duas empresas: Intel e AMD. Eis alguns exemplos
de seus processadores: Intel Core 2 Duo, Intel Core i7, Intel Atom (para dispositivos portáteis), AMD Athlon X2, AMD
Phenom II e AMD Turion X2 (também para dispositivos portáteis). Abaixo, a foto de um processador.

Barramentos

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Apostila TJ-TO

De maneira geral, os barramentos são responsáveis pela interligação e comunicação dos dispositivos em um com-
putador. Note que, para o processador se comunicar com a memória e o conjunto de dispositivos de entrada e saída,
há três setas, isto é, barramentos: um se chama barramento de endereços (address bus); outro barramento de
dados (data bus); o terceiro, barramento de controle (control bus).
O barramento de endereços, basicamente, indica de onde os dados a serem processados devem ser retirados ou
para onde devem ser enviados. A comunicação por este meio é unidirecional, razão pela qual só há seta em uma das
extremidades da linha no gráfico que representa a sua comunicação.
Como o nome deixa claro, é pelo barramento de dados que as informações transitam. Por sua vez, o barramento
de controle faz a sincronização das referidas atividades, habilitando ou desabilitando o fluxo de dados, por exemplo.

Para você compreender melhor, imagine que o processador necessita de um dado presente na memória. Pelo
barramento de endereços, a CPU obtém a localização deste dado dentro da memória. Como precisa apenas acessar
o dado, o processador indica pelo barramento de controle que esta é uma operação de leitura. O dado é então locali-
zado e inserido no barramento de dados, por onde o processador, finalmente, o lê.

Clock interno

Em um computador, todas as atividades necessitam de sincronização. O clock interno (ou apenas clock) serve
justamente a este fim, ou seja, basicamente, atua como um sinal para sincronismo. Quando os dispositivos do compu-
tador recebem o sinal de executar suas atividades, dá-se a esse acontecimento o nome de "pulso de clock". Em cada
pulso, os dispositivos executam suas tarefas, param e vão para o próximo ciclo de clock.
A medição do clock é feita em hertz (Hz), a unidade padrão de medidas de frequência, que indica o número de
oscilações ou ciclos que ocorre dentro de uma determinada medida de tempo, no caso, segundos. Assim, se um pro-
cessador trabalha à 800 Hz, por exemplo, significa que ele é capaz de lidar com 800 operações de ciclos de clock por
segundo.
Repare que, para fins práticos, a palavra kilohertz (KHz) é utilizada para indicar 1000 Hz, assim como o termo me-
gahertz (MHz) é usado para referenciar 1000 KHz (ou 1 milhão de hertz). De igual forma, gigahertz (GHz) é a
denominação usada quando se tem 1000 MHz e assim por diante. Com isso, se um processador conta com, por exem-
plo, uma frequência de 800 MHz, significa que pode trabalhar com 800 milhões de ciclos por segundo.
Neste ponto, você provavelmente deve ter entendido que é daqui que vêm expressões como "processador Intel
Core i5 de 2,8 GHz", por exemplo.

FSB (Front Side Bus)

Você já sabe: as frequências com as quais os processadores trabalham são conhecidas como clock interno. Mas,
os processadores também contam com o que chamamos de clock externo ou Front Side Bus (FSB) ou, ainda, bar-
ramento frontal.
O FSB existe porque, devido a limitações físicas, os processadores não podem se comunicar com o chipset e com
a memória RAM - mais precisamente, com o controlador da memória, que pode estar na ponte norte ( northbridge)

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Apostila TJ-TO

do chipset - utilizando a mesma velocidade do clock interno. Assim, quando esta comunicação é feita, o clock externo,
de frequência mais baixa, é que entra em ação.

Note que, para obter o clock interno, o processador faz uso de


um procedimento de multiplicação do clock externo. Para entender melhor, suponha que um determinado processador
tenha clock externo de 100 MHz. Como o seu fabricante indica que este chip trabalha à 1,6 GHz (ou seja, tem clock
interno de 1,6 GHz), seu clock externo é multiplicado por 16: 100 x 16 = 1600 MHz ou 1,6 GHz.

Quickpath Interconnect (QPI) e Hypertransport

Dependendo do processador, outra tecnologia pode ser utilizada no lugar do FSB. Um exemplo é oQuickPath
Interconnect (QPI), utilizado nos chips mais recentes da Intel, e o Hypertransport, aplicado nas CPUs da AMD.
Uma dessas mudanças diz respeito ao já mencionado controlador de memória, circuito responsável por "interme-
diar" o uso da memória RAM pelo processador. Nas CPUs mais atuais da Intel e da AMD, o controlador está integrado
ao próprio chip e não mais ao chipset localizado na placa-mãe.
Com esta integração, os processadores passam a ter um barramento direto à memória. O QPI e o Hypertransport
acabam então ficando livres para fazer a comunicação com os recursos que ainda são intermediados pelo chipset,
como dispositivos de entrada e saída.
O interessante é que tanto o Quickpath quanto o Hypertransport trabalham com duas vias de comunicação, de
forma que o processador possa transmitir e receber dados ao mesmo tempo, já que cada atividade é direcionada a
uma via, beneficiando o aspecto do desempenho. No FSB isso não acontece, porque há apenas uma única via para a
comunicação.

Cache

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Apostila TJ-TO

De nada adianta ter um processador rápido se este tem o seu desempenho comprometido por causa da "lentidão"
da memória.
Uma solução para este problema seria equipar os computadores com um tipo de memória mais sofisticado, como
a SRAM (Static RAM). Esta se diferencia das memórias convencionais DRAM ( Dynamic RAM) por serem muito
rápidas. Por outro lado, são muito mais caras e não contam com o mesmo nível de miniaturização, sendo, portanto,
inviáveis. Apesar disso, a ideia não foi totalmente descartada, pois foi adaptada para o que conhecemos como memó-
ria cache.
A memória cache consiste em uma pequena quantidade de memória SRAM embutida no processador. Quando este
precisa ler dados na memória RAM, um circuito especial chamado "controlador de cache" transfere blocos de dados
muito utilizados da RAM para a memória cache. Assim, no próximo acesso do processador, este consultará a memória
cache, que é bem mais rápida, permitindo o processamento de dados de maneira mais eficiente.
Se o dado estiver na memória cache, o processador a utiliza, do contrário, irá buscá-lo na memória RAM. Perceba
que, com isso, a memória cache atua como um intermediário, isto é, faz com que o processador nem sempre necessite
chegar à memória RAM para acessar os dados dos quais necessita. O trabalho da memória cache é tão importante
que, sem ela, o desempenho de um processador pode ser seriamente comprometido.
Os processadores trabalham, basicamente, com dois tipos de cache: cache L1 (Level 1 - Nível 1) e cache
L2 (Level 2 - Nível 2). Este último é, geralmente mais simples, costuma ser ligeiramente maior em termos de capaci-
dade, mas também um pouco mais lento. O cache L2 passou a ser utilizado quando o cache L1 se mostrou insuficiente.
Vale ressaltar que, dependendo da arquitetura do processador, é possível encontrar modelos que contam com um
terceiro nível de cache (L3). O processador Intel Core i7 3770, por exemplo, possui caches L1 e L2 relativamente
pequenos para cada núcleo: 64 KB e 256 KB, respectivamente. No entanto, o cache L3 é expressivamente maior - 8
MB - e, ao mesmo tempo, compartilhado por todos os seus quatros núcleos.

Núcleos

Quando um determinado valor de clock é alcançado, torna-se mais difícil desenvolver outro chip com clock maior.
Limitações físicas e tecnológicas são os principais motivos para isso. Uma delas é a questão da temperatura: teorica-
mente, quanto mais megahertz um processador tiver, mais calor o dispositivo gerará.
Uma das formas encontradas pelos fabricantes para lidar com esta limitação consiste em fabricar e disponibilizar
processadores com dois núcleos (dual core), quatro núcleos (quad core) ou mais (multi core).
Nota:
núcleo core, nucleus, kernel, center, heart

Um exemplo disso é a tecnologia Turbo Boost, da Intel: se um processador quad core, por exemplo, tiver dois
núcleos ociosos, os demais podem entrar automaticamente em um modo "turbo" para que suas frequências sejam
aumentadas, acelerando a execução do processo em que trabalham.
A imagem abaixo exibe uma montagem que ilustra o interior de um processador Intel Core 2 Extreme Quad Core.:

Chipset

O chipset é um dos principais componentes lógicos de uma placa-mãe, dividindo-se entre "ponte norte" (northbridge,
controlador de memória, alta velocidade) e "ponte sul" (southbridge, controlador de periféricos, baixa velocidade). A
ponte norte faz a comunicação do processador com asmemórias, e em alguns casos com os barramentos de alta
velocidade AGP e PCI Express. Já a ponte sul, abriga os controladores de HDs (ATA/IDE eSATA),portas USB, para-
lela, PS/2, serial, os barramentos PCI e ISA, que já não é usado mais em placas-mãe modernas.

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Apostila TJ-TO

Memória principal:

Memória ROM

As memórias ROM (Read-Only Memory - Memória Somente de Leitura) recebem esse nome porque os dados
são gravados nelas apenas uma vez. Depois disso, essas informações não podem ser apagadas ou alteradas, apenas
lidas pelo computador, exceto por meio de procedimentos especiais. Outra característica das memórias ROM é que
elas são do tipo não volátil, isto é, os dados gravados não são perdidos na ausência de energia elétrica ao dispositivo.
Eis os principais tipos de memória ROM:
- PROM (Programmable Read-Only Memory): esse é um dos primeiros tipos de memória ROM. A gravação de
dados neste tipo é realizada por meio de aparelhos que trabalham através de uma reação física com elementos elétri-
cos. Uma vez que isso ocorre, os dados gravados na memória PROM não podem ser apagados ou alterados;
- EPROM (Erasable Programmable Read-Only Memory): as memórias EPROM têm como principal caracte-
rística a capacidade de permitir que dados sejam regravados no dispositivo. Isso é feito com o auxílio de um compo-
nente que emite luz ultravioleta. Nesse processo, os dados gravados precisam ser apagados por completo. Somente
depois disso é que uma nova gravação pode ser feita;
- EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory): este tipo de memória ROM também
permite a regravação de dados, no entanto, ao contrário do que acontece com as memórias EPROM, os processos
para apagar e gravar dados são feitos eletricamente, fazendo com que não seja necessário mover o dispositivo de seu
lugar para um aparelho especial para que a regravação ocorra;
- EAROM (Electrically-Alterable Programmable Read-Only Memory): as memórias EAROM podem ser vis-
tas como um tipo de EEPROM. Sua principal característica é o fato de que os dados gravados podem ser alterados
aos poucos, razão pela qual esse tipo é geralmente utilizado em aplicações que exigem apenas reescrita parcial de
informações;
- Flash: as memórias Flash também podem ser vistas como um tipo de EEPROM, no entanto, o processo de gravação
(e regravação) é muito mais rápido. Além disso, memórias Flash são mais duráveis e podem guardar um volume ele-
vado de dados.
- CD-ROM, DVD-ROM e afins: essa é uma categoria de discos ópticos onde os dados são gravados apenas uma vez,
seja de fábrica, como os CDs de músicas, ou com dados próprios do usuário, quando o próprio efetua a gravação. Há
também uma categoria que pode ser comparada ao tipo EEPROM, pois permite a regravação de dados: CD-RW e
DVD-RW e afins.

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Apostila TJ-TO

Memória RAM

As memórias RAM (Random-Access Memory - Memória de Acesso Aleatório) constituem uma das partes
mais importantes dos computadores, pois são nelas que o processador armazena os dados com os quais está lidando.
Esse tipo de memória tem um processo de gravação de dados extremamente rápido, se comparado aos vários tipos
de memória ROM. No entanto, as informações gravadas se perdem quando não há mais energia elétrica, isto é, quando
o computador é desligado, sendo, portanto, um tipo de memória volátil.
Há dois tipos de tecnologia de memória RAM que são muitos utilizados: estático e dinâmico, isto é, SRAM e DRAM,
respectivamente. Há também um tipo mais recente chamado de MRAM. Eis uma breve explicação de cada tipo:
- SRAM (Static Random-Access Memory - RAM Estática): esse tipo é muito mais rápido que as memórias
DRAM, porém armazena menos dado e possui preço elevado se considerar o custo por megabyte. Memórias SRAM
costumam ser utilizadas como cache (saiba mais sobre cache neste artigo sobre processadores);
- DRAM (Dynamic Random-Access Memory - RAM Dinâmica): memórias desse tipo possuem capacidade alta,
isto é, podem comportar grandes quantidades de dados. No entanto, o acesso a essas informações costuma ser mais
lento que o acesso às memórias estáticas. Esse tipo também costuma ter preço bem menor quando comparado ao tipo
estático;
- MRAM (Magnetoresistive Random-Access Memory - RAM Magneto-resistiva): a memória MRAM vem sendo
estudada há tempos, mas somente nos últimos anos é que as primeiras unidades surgiram. Trata-se de um tipo de
memória até certo ponto semelhante à DRAM, mas que utiliza células magnéticas. Graças a isso, essas memórias
consomem menor quantidade de energia, são mais rápidas e armazenam dados por um longo tempo, mesmo na au-
sência de energia elétrica. O problema das memórias MRAM é que elas armazenam pouca quantidade de dados e são
muito caras, portanto, pouco provavelmente serão adotadas em larga escala.

Memórias secundárias, auxiliares ou de massa.

Disco rígido

Disco rígido ou disco duro, popularmente chamado também de HD (derivação de HDD do inglêshard disk drive)
ou winchester (termo em desuso), "memória de massa" ou ainda de "memória secundária" é a parte do computa-
dor onde são armazenados os dados. O disco rígido é uma memória não-volátil, ou seja, as informações não são
perdidas quando o computador é desligado, sendo considerado o principal meio de armazenamento de dados em
massa. Por ser uma memória não-volátil, é um sistema necessário para se ter um meio de executar novamente pro-
gramas e carregar arquivos contendo os dados inseridos anteriormente quando ligamos o computador. Nos sistemas
operativos mais recentes, ele é também utilizado para expandir a memória RAM, através da gestão de memória virtual.
Existem vários tipos de interfaces para discos rígidos diferentes: IDE/ATA, Serial ATA, SCSI, Fibre channel, SAS.

Discos

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Apostila TJ-TO

Placa lógica do HD

Solid-State Drive (SSD)

Em aparelhos SSD, o armazenamento é feito em um ou mais chips de memória, dispensando totalmente o uso de
sistemas mecânicos para o seu funcionamento. Como consequência dessa característica, unidades do tipo acabam
sendo mais econômicas no consumo de energia, afinal, não precisam alimentar motores ou componentes semelhantes
(note, no entanto, que há outras condições que podem elevar o consumo de energia, dependendo do produto). Essa
característica também faz com que "discos" SSD (não se trata de um disco, portanto, o uso dessa denominação não é
correto, mas é um termo muito utilizado) utilizem menos espaço físico, já que os dados são armazenados em chips
especiais, de tamanho reduzido. Graças a isso, a tecnologia SSD começou a ser empregada de forma ampla em
dispositivos portáteis, tais como netbooks, notebooks ultrafinos e tocadores de áudio (MP3-player).

As mídias de CD

Existem dois tipos distintos de CD's (mídias) com os quais é possível gravar dados e música: CD-R (CompactDisc
Recordable) e CD-RW (Compact Disc Recordable Rewritable). O primeiro permite que dados sejam gravados num CD
somente uma única vez, não sendo possível alterar ou apagar informações. O segundo permite gravar e regravar um
CD, apagando e acrescentando dados novamente. O que causa a diferença entre estes tipos de CD's é o material
usado por eles. O CD-R usa um tipo material que quando queimado pelo laser do gravador de CD sofre uma transfor-
mação que não permite mais alterá-lo, deixando a mídia como um CD-ROM comum. Já o CD-RW usa um material do

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Apostila TJ-TO

tipo phase-change (mudança de fase), que consiste numa espécie de partícula que sofre ação do laser do gravador
para armazenar dados e depois pode sofrer outra ação para voltar ao estado original e permitir que informações sejam
gravadas novamente. Abaixo, veja como são montados os CD-R's e os CD-RW's.

Digital Versatile Disc ou Digital VideoDisc

O DVD (Digital Versatile Disc ou Digital VideoDisc) tirou o lugar das tradicionais fitas VHS em aplicações de vídeo.
:: DVD-ROM
O DVD-ROM é o tipo mais comum, pois é usado, por exemplo, para armazenar filmes. Já vem com seu conteúdo
gravado de fábrica. Não é possível apagar ou regravar dados nesse tipo de DVD.
:: DVD-RAM
Este é um tipo de DVD gravável e regravável. Sua principal vantagem em relação aos outros padrões é sua vida útil:
um DVD-RAM suporta mais de 100 mil gravações, sendo muito útil para backups (cópias de segurança) periódicos.
Além disso, esse tipo de DVD geralmente pode ser usado sem um programa de gravação, como se fosse um HD.
:: DVD-R
Este tipo é um dos que tem maior aceitação nos mais diversos aparelhos. É a melhor opção para a gravação de filmes,
pois é aceito por praticamente todos os DVD-players, com exceção para alguns dos primeiros modelos. O DVD-R,
assim como o seu antecessor CD-R, só aceita gravação uma única vez e, após isso, seus dados não podem ser
apagados. Sua capacidade de armazenamento padrão é de 4,7 GB.
:: DVD+R
Este tipo é equivalente ao DVD-R, inclusive na capacidade de armazenamento, que é de 4,7 GB. O DVD+R também
só pode ser gravado uma única vez e não permite a eliminação de seus dados. O que o DVD-R tem de diferente do
DVD+R, então? Pouca coisa, sendo a principal diferença o fato dos dados gravados em um DVD+R serem mais rapi-
damente acessados do que em um DVD-R,
:: DVD-RW
O DVD-RW é equivalente ao CD-RW, pois permite a gravação e a regravação de dados.
:: DVD+RW
Este formato tem quase as mesmas características do seu rival DVD-RW, inclusive na capacidade de armazenamento,
cujo padrão também é de 4,7 GB. No DVD+RW também é necessário fechar a mídia para a execução de filmes em
DVD-players. Na prática, sua diferença em relação ao DVD-RW está na velocidade de gravação ligeiramente maior e
na possibilidade de uso de tecnologias como "Lossless linking" e "Mount Rainier" que permitem, respectivamente,
interromper uma gravação sem causar erros e alterar dados de apenas um setor sem necessidade de formatar o disco.

Tecnologia Blu-ray

O Blu-ray é um padrão de disco óptico criado para aplicações de vídeos e de armazenamento de dados em geral,
assim como o é DVD. No entanto, possui características mais avançadas que as deste último, razão pela qual é con-
siderado o seu substituto. A principal diferença está na capacidade de armazenamento: em sua versão mais simples,
com uma camada, pode guardar até 25 GB de dados, contra 4,7 GB do DVD. Há também uma versão com dupla
camada capaz de armazenar 50 GB de dados. Fabricantes ainda podem criar versões com capacidades diferentes
destas, para fins específicos. Em abril de 2010, por exemplo, a indústria apresentou discos Blu-ray que podem chegar
a 128 GB de capacidade.

Memória Flash

Os cartões de memória são, essencialmente, baseados na tecnologia Flash, um tipo de memória EPROM (Elec-
trically-Erasable Programmable Read Only Memory) desenvolvido pela Toshiba nos anos 1980. Os chips
Flash são ligeiramente parecidos com a memória RAM (Random Access Memory) usada nos computadores, po-
rém suas propriedades fazem com que os dados não sejam perdidos quando não há fornecimento de energia (por
exemplo, quando a bateria acaba ou o dispositivo é desligado). Fazendo uma comparação grosseira, o conceito de
gravação de dados em um chip Flash é semelhante ao processo de gravação de dados em mídias CD-RW: de acordo
com a intensidade de energia aplicada (no caso do CD-RW, laser), há gravação ou eliminação de informações.
A memória Flash consome pouca energia, ocupa pouquíssimo espaço físico (daí ser ideal aos dispositivos portáteis)
e costuma ser resistente, ou seja, bastante durável. O grande problema da memória Flash é o seu preço elevado.
Felizmente, a popularização desta tecnologia está fazendo com que os seus custos diminuam com o passar do tempo.

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Apostila TJ-TO

A tecnologia Flash faz uso de chips de estado sólido (solid state) e que não possuem peças móveis, o que evita
problemas de causa mecânica. Juntando esse fator a recursos de proteção, como ECC ( Error Correction Code), a
memória Flash se mostra bastante confiável.

Os diversos tipos de cartões de memória

Embora sejam baseados na mesma tecnologia, contamos atualmente com cerca de uma dezena de tipos de cartões
de memória. Qual o motivo para tamanha quantidade? Ao contrário do que houve com outras tecnologias, como
o USB e o CD, os fabricantes de memória não entraram em um acordo para trabalhar em um padrão único de cartão.
Como consequência, o mercado encontra hoje uma variedade de tipos deste dispositivo. Os mais comuns são aborda-
dos a seguir.

Memória virtual

Memória virtual é uma técnica que usa a memória secundária como uma cache para armazenamento secundário.
Houve duas motivações principais: permitir o compartilhamento seguro e eficiente da memória entre vários programas
e remover os transtornos de programação de uma quantidade pequena e limitada na memória principal.
A memória virtual consiste em recursos de hardware e software com três funções básicas:
 (i) realocação (ou recolocação), para assegurar que cada processo (aplicação) tenha o seu próprio espaço de en-
dereçamento, começando em zero;
 (ii) proteção, para impedir que um processo utilize um endereço de memória que não lhe pertença;
 (iii) paginação (paging) ou troca (swapping), que possibilita a uma aplicação utilizar mais memória do que a fisica-
mente existente (essa é a função mais conhecida).

Simplificadamente, um usuário ou programador vê um espaço de endereçamento virtual, que pode ser igual, maior
ou menor que a memória física (normalmente chamada memória DRAM - Dynamic Random Access Memory).

Memória buffer

Em ciência da computação, buffer (retentor) é uma região de memória temporária utilizada para escrita e leitura
de dados. Os dados podem ser originados de dispositivos (ou processos) externos ou internos ao sistema. Os buf-
fers podem ser implementados em software (mais usado) ouhardware. Normalmente são utilizados quando existe uma
diferença entre a taxa em que os dados são recebidos e a taxa em que eles podem ser processados, ou no caso em
que essas taxas são variáveis.
Os buffers são mecanismos muito utilizados em aplicações multimídia, em especial nas aplicações de streaming.
Streaming (fluxo) é uma forma de distribuir informação multimídia numarede através de pacotes. Ela é freqüente-
mente utilizada para distribuir conteúdo multimídia através da Internet.

Periféricos

Periféricos são aparelhos ou placas que enviam ou recebem informações do computador. Na informática, o termo
"periférico" aplica-se a qualquer equipamento acessório que seja ligado à CPU (unidade central de processamento),

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Apostila TJ-TO

ou, num sentido mais amplo, ao computador. Os exemplosdeperiféricos: impressoras,digitalizadores, leitores e ou gra-
vadores de CDs e DVDs, leitores decartões e disquetes,mouses,teclados,câmeras de vídeo, entre outros.
Cada periférico tem a sua função definida, desempenhada ao enviar tarefas ao computador, de acordo com sua
função periférica.
Existem vários tipos de periféricos:
 De entrada: basicamente enviam informação para o computador (teclado, mouse, joystick, digitalizador);
 De saída: transmitem informação do computador para o utilizador (monitor, impressora, caixa de som);
 De processamento: processam a informação que a CPU (unidade central de processamento) enviou;
 De entrada e saída (ou mistos): enviam/recebem informação para/do computador (monitor touchscreen, drive de
DVD, modem). Muitos destes periféricos dependem de uma placa específica: no caso das caixas de som, a placa
de som.
 De armazenamento: armazenam informações do computador e para o mesmo (pen drive, disco rígido, cartão de
memória, etc).

 Externos: equipamentos que são adicionados a um computador, equipamentos a parte que enviam e/ou rece-
bem dados, acessórios que se conectam ao computador.

Barramentos

Barramentos (ou, em inglês, bus) são, em poucas palavras, padrões de comunicação utilizados em computadores
para a interconexão dos mais variados dispositivos. Exemplo: ISA, AGP, PCI, PCI Express e AMR.

O barramento ISA é um padrão não mais utilizado, sendo encontrado apenas em computadores antigos. Seu
aparecimento se deu na época do IBM PC e essa primeira versão trabalha com transferência de 8 bits por vez e clock
de 8,33 MHz (na verdade, antes do surgimento do IBM PC-XT, essa valor era de 4,77 MHz).
O barramento PCI surgiu no início de 1990 pelas mãos da Intel. Suas principais características são a capacidade
de transferir dados a 32 bits e clock de 33 MHz, especificações estas que tornaram o padrão capaz de transmitir dados
a uma taxa de até 132 MB por segundo. Os slots PCI são menores que os slots ISA, assim como os seus dispositivos,
obviamente.
O PCI-X nada mais é do que uma evolução do PCI de 64 bits, sendo compatível com as especificações anteriores. A
versão PCI-X 1.0 é capaz de operar nas frequências de 100 MHz e 133 MHz. Nesta última, o padrão pode atingir a
taxa de transferência de dados de 1.064 MB por segundo. O PCI-X 2.0, por sua vez, pode trabalhar também com as
freqüências de 266 MHz e 533 MHz.
Para lidar com o volume crescente de dados gerados pelos processadores gráficos, a Intel anunciou em meados
de 1996 o padrão AGP, cujo slot serve exclusivamente às placas de vídeo. O AGP também permite que a placa de
vídeo faça uso de parte da memória RAM do computador como um incremento de sua própria memória, um recurso
chamadoDirect Memory Execute. Em meados de 1998, a Intel lançou o AGP 2.0,
O padrão PCI Express (ou PCIe ou, ainda, PCI-EX) foi concebido pela Intel em 2004 e se destaca por substituir,
ao mesmo tempo, os barramentos PCI e AGP. O PCI Express 16x, por exemplo, é capaz de trabalhar com taxa de
transferência de cerca de 4 GB por segundo, característica que o faz ser utilizado por placas de vídeo, um dos dispo-
sitivos que mais geram dados em um computador. Com o lançamento do PCI Express 2.0, que aconteceu no início de
2007, as taxas de transferência da tecnologia praticamente dobraram.
Os padrões AMR (Audio Modem Riser), CNR (Communications and Network Riser) e ACR (Advanced
Communications Riser) são diferentes entre si, mas compartilham da ideia de permitir a conexão à placa-mãe de
dispositivos Host Signal Processing (HSP), isto é, dispositivos cujo controle é feito pelo processador do computa-
dor. Para isso, o chipset da placa-mãe precisa ser compatível. Em geral, esses slots são usados por placas que exigem
pouco processamento, como placas de som, placas de rede ou placas de modem simples.
O slot AMR foi desenvolvido para ser usado especialmente para funções de modem e áudio. Seu projeto foi liderado
pela Intel.

ATA

199
Apostila TJ-TO

Um acrónimo para a expressão inglesa Advanced Technology Attachment, é um padrão para interligar disposi-
tivos de armazenamento, como discos rígidos e drives de CD-ROMs, no interior de computadores pessoais.

Serial ATA, SATA ou S-ATA


(acrônimo para Serial AT Attachment) é uma tecnologia de transferência de dados entre um computador e disposi-
tivos de armazenamento em massa (mass storage devices) como unidades de disco rígido e drives ópticos.
É o sucessor da tecnologia ATA (acrônimo de AT Attachment, introduzido em 1984 pela IBM em seu computador
AT. ATA, também conhecido como IDE ou Integrated Drive Electronics) que foi renomeada para PATA (Parallel ATA)
para se diferenciar de SATA.
Diferentemente dos discos rígidos IDE, que transmitem os dados através de cabos de quarenta ou oitenta fios
paralelos, o que resulta num cabo enorme, os discos rígidos SATA transferem os dados em série. Os cabos Serial ATA
são formados por dois pares de fios (um par para transmissão e outro par para recepção) usando transmissão diferen-
cial, e mais três fios terra, totalizando 7 fios, o que permite usar cabos com menor diâmetro que não interferem na
ventilação do gabinete.

SCSI
SCSI (pronuncia-se "scãzi"), sigla de Small Computer System Interface, é uma tecnologia que permite ao usuário
conectar uma larga gama de periféricos, tais como discos rígidos, unidades CD-ROM, impressoras e scanners.

200
Apostila TJ-TO

Tecnologia USB
Barramento serial universal (USB)
Barramento externo que dá suporte à instalação Plug and Play. Com o USB, você pode conectar e desconectar
dispositivos sem desligar ou reiniciar o computador. É possível usar uma única porta USB para conectar até 127 dis-
positivos periféricos, incluindo alto-falantes, telefones, unidades de CD-ROM, joysticks, unidades de fita, teclados,
scanners e câmeras. Uma porta USB localiza-se normalmente na parte traseira do computador, próximo da porta serial
ou da porta paralela.

Plug and Play


Conjunto de especificações desenvolvidas pela Intel para permitir que um computador detecte e configure automa-
ticamente um dispositivo e instale os drivers de dispositivos apropriados.
A tecnologia USB surgiu no ano de 1994 e, desde então, foi passando por várias revisões. As mais populares são
as versões 1.1 e 2.0, sendo esta última ainda bastante utilizada. A primeira é capaz de alcançar, no máximo, taxas de
transmissão de 12 Mb/s (megabits por segundo), enquanto que a segunda pode oferecer até 480 Mb/s. USB 3.0
permite velocidade de até 4,8 Gb/s, que corresponde a cerca de 600 megabytes por segundo, dez vezes mais que a
velocidade do USB 2.0

O que é Thunderbolt?
Tendo a Intel como principal nome por trás de seu desenvolvimento, mas contando também com o apoio de com-
panhias como Canon, Western Digital e Apple, o Thunderbolt é um novo padrão de comunicação entre dispositivos
que, em parte, aproveita recursos tecnológicos já existentes.
O Thunderbolt faz uso de protocolos de dois padrões conhecidos pelo mercado: PCI Express e DisplayPort. O
primeiro é um barramento já bastante utilizado para a conexão interna de dispositivos ao computador, como placas de
vídeo ou placas Ethernet, por exemplo. O segundo, por sua vez, é muito utilizado pela Apple e é tido como um concor-
rente do HDMI, sendo uma tecnologia para a conexão de dispositivos de áudio e vídeo (como um monitor).
O Thunderbolt pode atingir uma taxa de transferência de dados de até 10 Gb/s (gigabits por segundo), que equivale
a 1,25 gigabytes por segundo, aproximadamente. Para efeitos comparativos, o USB 3.0 pode atingir até 4,8 Gb/s, que
corresponde a 600 megabytes por segundo, ou seja, metade, praticamente.
O tráfego de dados pode ocorrer de maneira bidirecional, ou seja, é possível enviar e receber informações ao
mesmo tempo, já que há um canal de 10 Gb/s para cada "sentido".
Uma única porta Thunderbolt permite a transmissão de dados, de informações de áudio e vídeo e até mesmo de
energia para alimentação dos dispositivos conectados, dispensando, muitas vezes, uma fonte de eletricidade exclusiva.

Acesso direto à memória

O DMA é uma característica essencial dos computadores modernos. Normalmente o único componente que acessa
a memória RAM da máquina é o processador. O recurso DMA permite que outros componentes também acessem a
memória RAM diretamente, como discos rígidos, o que aumenta o desempenho na transferência de grande quantidade
de dados. De outra maneira, a CPU teria que copiar todos os dados da fonte até o destino. Isto é tipicamente mais
lento do que copiar blocos de dados dentro da memória, já que o acesso a dispositivo de I/O através de barramentos
periféricos é mais lento que a RAM. Durante a cópia dos dados a CPU ficaria indisponível para outras tarefas.
Uma transferência por DMA essencialmente copia um bloco de memória de um dispositivo para outro. A CPU inicia
a transferência, mas não executa a transferência. Para os chamados third party DMA, como é utilizado normalmente
nos barramentos ISA, a transferência é realizada pelos controladores DMA que são tipicamente parte do chipset da

201
Apostila TJ-TO

placa mãe. Projetos mais avançados de barramento, como o PCI, tipicamente utilizam bus-mastering DMA, onde o
dispositivo toma o controle do barramento e realiza a transferência de forma independente.
Um uso típico do DMA ocorre na cópia de blocos de memória da RAM do sistema para um buffer de dispositivo.
Estas operações não bloqueiam o processador que fica livre para realizar outras tarefas. Existem 8 portas de DMA Os
8 canais DMA são numerados de 0 a 7, sendo nos canais de 0 a3 a transferência de dados feita a 8 bits e nos demais
a 16 bits. O uso de palavras binárias de 8 bits pelos primeiros 4 canais de DMA visa manter compatibilidade com
periféricos mais antigos.
Justamente por serem muito lentos, os canais de DMA são utilizados apenas por periféricos lentos, como drives de
disquete, placas de som e portas paralelas padrão ECP. Periféricos mais rápidos, como discos rígidos, utilizam o Bus
Mastering, uma espécie de DMA melhorado. O Canal 2 de DMA é nativamente usado pela controladora de disquetes.
Uma placa de som geralmente precisa de dois canais de DMA, um de 8 e outro de 16 bits, usando geralmente o DMA
1 e 5. O DMA 4 é reservado à placa mãe. Ficamos então com os canais 3, 6 e 7 livres. Caso a porta paralela do micro
seja configurada no Setup para operar em modo ECP, precisará também de um DMA, podemos então configurá-la
para usar o canal 3,

Pedido de interrupção

Um pedido de interrupção (abreviação IRQ (em inglês)) é a forma pela qual componentes de hardware requisitam
tempo computacional da CPU. Um IRQ é a sinalização de um pedido de interrupção de hardware. Os computadores
modernos compatíveis com o IBM PC possuem 16 designações de IRQ (0-15), cada uma delas representando uma
peça física (ou virtual) de hardware. Por exemplo, o IRQ0 é reservado para o temporizador do sistema, enquanto o
IRQ1 é reservada para o teclado. Quanto menor for o número do IRQ, mais prioridade ela terá para ser processada.

Conexão de periféricos

Sobre o PS / 2

Nomeado em honra do IBM PS / 2 estas tomadas hoje são amplamente utilizados como interfaces padrão para o
teclado e o mouse. Para a ligação do teclado utiliza-se tomada de cor violeta. Para a ligação do mouse utiliza-se
tomada de cor verde.

A interface serial ou porta serial, também conhecida como RS-232 é uma porta decomunicação utilizada para
conectar pendrives ,modems, mouses (ratos), algumasimpressoras, scanners e outros equipamentos de hardware. Na
interface serial, os bits sãotransferidos em fila, ou seja, um bit de dados de cada vez.

Video Graphics Array (VGA) é um padrão de gráficos de computadores introduzido em 1987 pela IBM, sendo
também usado vulgarmente para designar o conector associado ao padrão.

202
Apostila TJ-TO

A porta paralela éuma interfacede comunicação entre um computador e um periférico. Quando a IBM criou seu
primeiro PC("Personal Computer" ou "Computador Pessoal"), a idéia era conectar a essa porta a uma impressora, mas
atualmente, são vários os periféricos que se podem utilizar desta conexão para enviar e receber dados para o compu-
tador (exemplos:scanners, câmeras de vídeo, unidade de disco removível entre outros).

Porta USB
Entre os mais conhecidos dispositivos que utilizam-se da interface USB estão:
 Webcam
 Teclado
 Mouse
 Unidades de armazenamento (HD, Pendrive, CD-ROM)
 Joystick
 Gamepad
 PDA
 Câmera digital
 Impressora
 Placa-de-Som
 Modem
 MP3 Player
 Celular (em Geral)

Símbolo do USB.

SOFTWARE

Software é uma seqüência de instruções a serem seguidas e/ou executadas, na manipulação, redirecionamento
ou modificação de um dado/informação ou acontecimento. Software também é o nome dado ao comportamento exibido
por essa seqüência de instruções quando executada em um computador ou máquina semelhante além de um produto

203
Apostila TJ-TO

desenvolvido pela Engenharia de software, e inclui não só o programa de computador propriamente dito, mas também
manuais e especificações.
Quando um software está representado como instruções que podem ser executadas diretamente por um processa-
dor dizemos que está escrito em linguagem de máquina. A execução de um software também pode ser intermediada
por um programa interpretador, responsável por interpretar e executar cada uma de suas instruções. Uma categoria
especial e notável de interpretadores são as máquinas virtuais, como amáquina virtual Java (JVM), que simulam
um computador inteiro, real ou imaginado.
O dispositivo mais conhecido que dispõe de um processador é o computador. Atualmente, com o barateamento
dos microprocessadores, existem outras máquinas programáveis, como telefone celular, máquinas de automação in-
dustrial, calculadora etc
Eles podem ser classificados em duas grandes categorias:[8]
1. Software de sistema que incluiu o firmware ( O BIOS dos computadores pessoais, por exemplo), drivers de dis-
positivos, o sistema operacional e tipicamente uma interface gráfica que, em conjunto, permitem ao usuário intera-
gir com o computador e seus periféricos.
2. Software aplicativo, que permite ao usuário fazer uma ou mais tarefas específicas. Aplicativos podem ter uma
abrangência de uso de larga escala, muitas vezes em AM––bito mundial; nestes casos, os programas tendem a ser
mais robustos e mais padronizados. Programas escritos para um pequeno mercado têm um nível de padronização
menor.

Ainda é possível usar a categoria Software embutido ou software embarcado, indicando software destinado
a funcionar dentro de uma máquina que não é um computador de uso geral e normalmente com um destino muito
específico.

Sistema operacional
É um programa ou um conjunto de programas cuja função é gerenciar os recursos do sistema (definir qual programa
recebe atenção do processador, gerenciar memória, criar um sistema de arquivos, etc.), fornecendo uma interface en-
tre o computador e o usuário. Embora possa ser executado imediatamente após a máquina ser ligada, a maioria dos
computadores pessoais de hoje o executa através de outro programa armazenado em uma memória não-volá-
til ROM chamado BIOS num processo chamado "bootstrapping", conceito em inglês usado para designar processos
auto-sustentáveis, ou seja, capazes de prosseguirem sem ajuda externa. Após executar testes e iniciar os componen-
tes da máquina (monitores, discos, etc), o BIOS procura pelo sistema operacional em alguma unidade de armazena-
mento, geralmente o Disco Rígido, e a partir daí, o sistema operacional "toma" o controle da máquina. O sistema
operacional reveza sua execução com a de outros programas, como se estivesse vigiando, controlando e orquestrando
todo o processo computacional.

Principais sistemas operacionais:


O Windows XP é uma família de sistemas operacionais de 32 e 64-bits produzido pela Microsoft, para uso
em computadores pessoais, incluindo computadores residenciais e de escritórios,notebooks e media centers. O nome
"XP" deriva de eXPerience, Windows 7 é a mais recente versão do Microsoft Windows, uma série de sistemas opera-
tivos produzidos pela Microsoft para uso em computadores pessoais, incluindo computadores domésticos e empresa-
riais, laptops e PC's de centros de mídia, entre outros. Windows 7 foi lançado para empresas no dia 22 de julho de
2009, e começou a ser vendido livremente para usuários comuns às 00:00 horas do dia 22 de outubro de 2009, menos
de 3 anos depois do lançamento de seu predecessor, Windows Vista.

O Windows 8 é um sistema operativo / operacional da Microsoft para computadores pessoais, portáteis, netbo-
oks e tablets. É o sucessor do Windows 7. A Microsoft lançou o Windows 8 Developer Preview, primeiro a beta para o
público, no dia13 de setembro de 2011, sendo seguida pela versão Consumer Preview no dia 29 de feve-
reiro de 2012. No dia 31 de maio de 2012, foi liberada para download a versão Windows 8 Release Preview. A versão
final foi lançada mundialmente em 26 de outubro de 2012.

O Windows 8.1 (cujo codinome é Windows Blue ) é um sistema operacional posterior ao Windows 8 (da série Win-
dows, desenvolvida pela empresa americana Microsoft), que foi anunciado no dia 14 de maio de 2013. A sua versão
final foi lançada e disponibilizada para consumidores e para o público em geral em 17 de outubro de 2013.

204
Apostila TJ-TO

A versão mobile do Windows 8.1 (Windows Phone 8.1) está disponível para smartphones Nokia Lumia, Sam-
sung, HTC, Blu e etc. O Windows Phone 8.1 utiliza um kernel semelhante ao do Windows 8.1. Alguns aplicativos da
loja são universais, rodando na versão 8.1 de PCs e smartphones. A atualização é gratuita para dispositivos com Win-
dows Phone 8.

Linux é um termo popularmente utilizado para se referirsistemas operacionais que utilizem o núcleo Linux. O nú-
cleo Linux foi desenvolvido pelo programador finlandês Linus Torvalds, inspirado no sistema Minix. O seu código
fonte está disponível sob a licença GPL (versão 2) para que qualquer pessoa o possa utilizar, estudar, modificar e
distribuir livremente de acordo com os termos da licença.

Drivers
São pequenos programas que fazem a comunicação entre o Sistema Operacional de sua máquina e o Hardware.
Temos como exemplos de Hardware (impressora, mouse, placas de vídeo e rede,som, monitor, pen-drives, etc...) e
exemplos de Sistemas Operacionais (Windows, Linux, MS-DOS, Unix, FreeBSD, OSX, etc...). O Sistema Operacional
na sua máquina recebe as instruções contidas no driver, processa-as e, a partir daí, sabe como fazer para se comunicar
com o Hardware. Tendo como exemplo a impressora, ao instalar o Driver (etapa em que vemos em outro artigo), seu
Sistema Operacional passa a saber em que porta ela se localiza, se ela está ou não ligada, se possui papel, de que
forma os dados a serem impressos chegarão até ela, se a impressão é em preto ou colorida, entre outras coisas. Então,
podemos afirmar que sem o Driver, nenhum Hardware poderá funcionar, pois sem ele não haveria comunicação entre
os equipamentos.
BIOS, em computaçãoBasic Input/Output System (Sistema Básico de Entrada/Saída). O BIOS é um programa de
computador pré-gravado em memória permanente (firmware) executado por um computador quando ligado. Ele é res-
ponsável pelo suporte básico de acesso ao hardware, bem como por iniciar a carga do sistema operacional.
Ao ligar o computador, o primeiro software que você vê a ser lido é o do BIOS. Durante a seqüência de inicialização
(boot), o BIOS faz uma grande quantidade de operações para deixar o computador pronto a ser usado. Depois de
verificar a configuração na CMOS e carregar os manipuladores de interrupção, o BIOS determina se a placa gráfica
está operacional. Em seguida, o BIOS verifica se trata de uma primeira inicialização(cold boot) ou de uma reinicialização
(reboot). Esta verifica as portas PS/2 ou portas USB à procura de um teclado ou um rato (mouse). Procura igualmente
por um barramento PCI (Peripheral Component Interconnect) e, caso encontre algum, verifica todas as placas PCI
instaladas. Se o BIOS encontrar algum erro durante o início (POST), haverá uma notificação ao utilizador em forma de
bipes e mensagens.
Após tudo isto são apresentados detalhes sobre o sistema:
 Processador
 Unidades (drives) de disco flexível e disco rígido
 Memória
 Versão e data do BIOS
Software Aplicativo (normalmente referido como apenas Software) é um software que permite ao usuario realizar
uma tarefa especifica. Podemos citar vários exemplos como o Microsoft Office,Internet Explorer, Adobe Photoshop e
etc.

Licenças e tipos de distribuição de software

 Freeware: Freewares são softwares gratuitos, geralmente para pessoas físicas, havendo uma versão paga para
uso corporativo. Geralmente propagandas ou patrocinadores mantém o projeto vivo.
 Shareware: São softwares que apenas funcionam por um determinado período de tempo (chamado período de
avaliação) e depois o usuário deve decidir se adquire ou não o produto.
 Demo e Trial: Versões demo e trials são versões limitadas. As versões demo são relacionadas a jogos e geralmente
são versões incompletas, mais curtas do jogo para que o jogador veja se gosta do jogo, do seu universo e jogabili-
dade. Versões trial funcionam quase da mesma maneira, os programas funcionam mas não de maneira completa,
geralmente não salvando ou exportando os trabalhos realizados por completo, para utilizar todo o seu potencial o
usuário deve comprar o software completo ou apenas a sua licença.
 Beta: Versões ainda em desenvolvimento ou em desenvolvimento constante (como o Gmail e outras aplicações
do Google). Após a versão beta é lançada uma versão RC (Release Candidate) que é a última versão antes do
lançamento oficial do software.

205
Apostila TJ-TO

 Adware: São programas que vem junto com outros programas, como banners e barras de pesquisa. O adware pode
ser uma limitação de um programa shareware, exibindo propagandas e outros tipos de anúncio para sustentar o
projeto. O banner é removido depois de comprada a licença
 Opensource, GPL e GNU: É uma distribuição livre, de código-fonte aberto e disponível gratuitamente para down-
load. O usuário tem total liberdade para fazer suas próprias alterações e posteriormente os desenvolvedores pode-
rão utilizar esse código no projeto seguindo o mesmo padrão GPL (GNU Public License) que é o formato padrão
Open-source.
 Malware: Do inglês, Malicious Software. O termo é utilizado para designar programas que tem como objetivo invadir
e danificar sistemas como vírs e cavalos-de-tróia.
 Spyware: Software que tem como objetivo monitorar as atividades do usuário e coletar suas informações.
.

Aplicativos
LIBREOFFICE é uma suíte de aplicativos livre multiplataforma paraescritório disponível para Win-
dows, Unix, Solaris, Linux e Mac OS X. O LIBREOFFICE surgiu a partir da versão 3.3 trazendo todas as caracte-
rísticas presentes no OpenOffice.org 3.3, além de outras tantas exclusivas do projeto LIBREOFFICE.

É composto dos seguintes aplicativos:


 Writer - Editor de Texto
 Calc - Planilha
 Impress - Editor de apresentação
 Draw - Editor de Desenho
 Math - Editor de Fórmulas
 Base - Banco de Dados

BROFFICE era o nome adotado no Brasil da suíte para escritório gratuita e de código abertoLibreOffice.
A Microsoft Office é uma suíte de aplicativos para escritório que contém programas como processador de texto,
planilha de cálculo, banco de dados (Também conhecido como DB "Data Base"), apresentação gráfica e gerenciador
de tarefas, de e-mails e contatos.
Em 2002, constatou-se que a suíte era líder de mercado, com pouco mais de 90% de market share(Krazit, 2002).
Microsoft Office 2010 é a mais recente versão do sistema Microsoft Office. Foi lançada em fase beta em 2006, e
em 2007 foi disponibilizada para alguns clientes, ao exemplo do que aconteceu com o Windows Vista.
O Office 2007 inclui uma série de novas funcionalidades, a mais notável é a interface gráfica de usuário, completa-
mente nova, chamada de Fluent User Interface, (inicialmente designada a Ribbon UI). O Office 2007 requer o Windows
XP com Service Pack 2 ou superior, Windows Server 2003 com Service Pack 1 ou superior, Windows Vista, ou Li-
nux com a camada de compatibilidade CrossOverinstalada.
O Office 2007 também inclui novas aplicações e ferramentas do lado do servidor. Entre estas está Groove, uma
suite de colaboração e comunicação para pequenas empresas, que foi originalmente desenvolvido pela Groove
Networks antes de ser adquirida pela Microsoft em 2005. Também é incluído Office SharePoint Server 2007, uma
importante revisão para a plataforma de servidor de aplicativos do Office, que suporta "Excel Services", uma arquitetura
cliente-servidor para apoiar Excel que são compartilhados em tempo real entre várias máquinas, e também são visíveis
e editáveis através de uma página web

206
Apostila TJ-TO

INTERNET E INTRANET
Introdução

A Internet é o maior conglomerado de redes de comunicações em escala mundiale dispõe milhões de computado-
resinterligados pelo protocolo de comunicação TCP/IP que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência
de dados.
A Internet distribui, através de seus servidores, uma grande variedade de documentos, entre os quais estão os que
formam a arquitetura World Wide Web. Trata-se de uma infinita quantidade de documentos hipermídia (hipertexto e
multimídia) que qualquer usuário da rede pode acessar para consulta e que, normalmente, tem ligação com outros
serviços da Internet. Estes documentos são os que têm facilitado a utilização em larga escala da Internet em todo
mundo, visto que por meio deles qualquer usuário com um mínimo de conhecimento de informática, pode acessar à
rede.
Para poder navegar na Internet ou "surfar", como é moda atualmente, é necessário dispor de um navegador
(browser). Existem diversos programas deste tipo, sendo os mais conhecidos na atualidade, o Microsoft Internet Ex-
plorer, Mozilla Firefox, Google Chrome, dentre outros. Os navegadores permitem, portanto, que os usuários da rede
acessem páginas WEB de qualquer parte do mundo e que enviem ou recebam mensagens do correio eletrônico. Exis-
tem também na rede dispositivos especiais de localização de informações indispensáveis atualmente, devido à magni-
tude que a rede alcançou. Os mais conhecidos são o Google, Yahoo! e Ask.com. Há também outros serviços disponí-
veis na rede, como transferência de arquivos entre usuários (download), teleconferência múltipla em tempo real (vide-
oconferência), etc.

No Brasil existe o Comitê Gestor da Internet e um órgão para o registro de domínios (FAPESP - Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).[10] No Brasil há cerca de 20 mil domínios registrados.[11] No final de
1997, o Comitê Gestor liberou novos domínios de primeiro nível, ou seja[12]:
1. .art - artes, música, pintura, folclore. etc.
2. .esp - esportes em geral;
3. .ind - provedores de informações;
4. .psi - provedores de serviços Internet;
5. .rec - atividades de entretenimento, diversão, jogos, etc;
6. .etc - atividades não enquadráveis nas demais categorias;
7. .tmp - eventos de duração limitada ou temporária.

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Apostila TJ-TO

Antes desses só tínhamos dois domínios:


8. .com - uso geral;
9. .org - para instituições governamentais.

De forma resumida, uma pessoa que possui um micro computador com um aparelho chamado "modem", utiliza a
linha telefônica para conectar-se a um Provedor de Acesso (Oi, GVT, Net, dentre outros), que possui um "link" de alta
velocidade com as companhias telefônicas. Estas companhias se comunicam via satélite ou outro meio. Desta forma,
se dá a conexão entre dois usuários ou mais, que podem ser empresas, instituições ou particulares.

Protocolos
Para o funcionamento da Internet existem três camadas de protocolos. Na camada mais baixa está o Protocolo de
Internet (Internet Protocol), que define datagramas ou pacotes que carregam blocos de dados de um nó da rede para
outro. A maior parte da Internet atual utiliza a IPv4, quarta versão do protocolo, apesar de o IPv6 já estar padronizado,
sendo usado em algumas redes específicas somente. Independentemente da arquitetura de computador usada, dois
computadores podem se comunicar entre si na Internet, desde que compreendam o protocolo de Internet. Isso permite
que diferentes tipos de máquinas e sistemas possam conectar-se à grande rede, seja um PDA conectando-se a um
servidor WWW ou um computador pessoal executando Microsoft Windows conectando-se a outro computador pessoal
executando Linux.
Na camada média está o TCP, UDP e ICMP. Esses são protocolos no qual os dados são transmitidos. O TCP é
capaz de realizar uma conexão virtual, fornecendo certo grau de garantia na comunicação de dados.
Na camada mais alta estão os protocolos de aplicação, que definem mensagens específicas e formatos digitais
comunicados por aplicações. Alguns dos protocolos de aplicação mais usados incluem DNS (informações sobre do-
mínio), POP3 (recebimento de e-mail), IMAP (acesso de e-mail), SMTP (envio de e-mail), HTTP (documentos da
WWW) e FTP (transferência de dados). Todos os serviços da Internet fazem uso dos protocolos de aplicação, sendo
o correio eletrônico e a World Wide Web os mais conhecidos. A partir desses protocolos é possível criar aplicações
como listas de discussão ou blogs.

Conexão:
Os meios de acesso direto à Internet são a conexão dial-up, a banda larga (em cabos coaxiais, fibras ópticas ou
cabos metálicos), Wi-Fi, satélites e telefones celulares com tecnologia 3G.

Backbone
No contexto de redes de computadores, o backbone (backbone traduzindo para português, espinha dorsal, embora
no contexto de redes, backbone signifique rede de transporte) designa o esquema de ligações centrais de um sistema
mais amplo, tipicamente de elevado desempenho.
Por exemplo, os operadores de telecomunicações mantêm sistemas internos de elevadíssimo desempenho
para comutar os diferentes tipos e fluxos de dados (voz, imagem, texto, etc). Na Internet, numa rede de escala plane-
tária, podem-se encontrar hierarquicamente divididos, vários backbones: os de ligação intercontinental, que derivam
nos backbones internacionais, que por sua vez derivam nos backbones nacionais. Neste nível encontram-se, tipica-
mente, várias empresas que exploram o acesso à telecomunicação — são, portanto, consideradas a periferia do back-
bone nacional.
Dos protocolos tipicamente utilizados destacaram-se o ATM e Frame Relay, e em termos de hardware, a fibra óp-
tica e a comunicação sem fios, como transferências por microondas ou laser.

Modem
A palavra Modem vem da junção das palavras modulador e demodulador. É um dispositivo eletrônico que modula
um sinal digital numa onda analógica, pronta a ser transmitida pela linha telefónica, e que demodula o sinal analógico e
reconverte-o para o formato digital original. Utilizado para conexão à Internet
Os modems para acesso discado geralmente são instalados internamente no computador (em slots PCI) ou ligados
em uma porta serial, enquanto os modems para acesso em banda larga podem ser USB, Wi-Fi ou Ethernet. Os mo-
dems ADSL diferem dos modems para acesso discado porque não precisam converter o sinal de digital para analógico
e de analógico para digital porque o sinal é sempre digital (ADSL - Asymmetric DigitalSubscriber Line).

Intranet

208
Apostila TJ-TO

A intranet é uma rede de computadores privada que assenta sobre a suite de protocolos da Internet, porém, de uso
exclusivo de um determinado local, como, por exemplo, a rede de uma empresa, que só pode ser acessada por seus
usuários internos.

GATEWAY
Dispositivo conectado a várias redes TCP/IP físicas capaz de efetuar roteamento ou remessa de pacotes IP entre
elas. Um gateway faz conversões entre protocolos de transporte ou formatos de dados diferentes (por exemplo, IPX e
IP) e geralmente é adicionado a uma rede principalmente por sua capacidade de conversão.

Extranet
Apesar de ser considerada uma rede interna, a intranet, permite que microcomputadores localizados em uma filial,
se conectados à internet, acessem conteúdos que estejam em sua matriz, o que caracteriza a formação de uma rede
extranet. Ela cria um canal de comunicação direto entre a empresa e seus funcionários, tendo um ganho significativo
em termos de segurança.

Diferenças entre termos comuns

LAN: É uma rede local onde dois ou mais computadores se conectam ou até mesmo dividem o mesmo acesso à
internet. Neste tipo de rede, os host's se comunicam entre si e com o resto do mundo sem "nenhum" tipo de restrição.

Internet: É um conglomerado de redes locais, interconectadas e espalhadas pelo mundo inteiro, através doprotocolo
de internet. Sem dúvidas ela é uma das melhores formas de pesquisa encontradas até hoje, pois facilita o fluxo de
informações espalhadas por todo o globo terrestre.

Intranet: É uma rede interna, frequentemente utilizada por empresas. Neste tipo de conexão, o acesso ao conteúdo é
geralmente restrito, assim, somente é possível acessá-lo localmente (ex.: sistemas de bancos, supermercados, etc). A
intranet é uma versão particular da internet, podendo ou não estar conectada à ela.

Extranet: É uma abrangência da intranet, ou seja, ela é estendida à usuários externos, como representantes ou clientes
de uma empresa. Outro uso comum do termo extranet ocorre na designação da "parte privada" de um site, onde apenas
os usuários registrados (previamente autenticados por seu login e senha) podem navegar. Diferentemente da intranet,
a extranet precisa de conexão com a internet para existir.

Rede de computadores

Uma rede de computadores consiste em 2 ou mais computadores e outros dispositivos interligados entre si de modo
a poderem compartilhar recursos físicos e lógicos, estes podem ser do tipo: dados, impressoras, mensagens (e-
mails),entre outros.
Num primeiro momento, os computadores eram interconectados nos departamentos da empresa. Sendo assim, a
distância entre os computadores era pequena, limitada a um mesmo local. Por esse motivo as redes passaram a ser
conhecidas como redes locais.

LAN
Em computação, rede de área local (ou LAN, acrônimo de local area network) é uma rede de computador utilizada
na interconexão de computadores, equipamentos processadores com a finalidade de troca de dados. Tais redes são
denominadas locais por cobrirem apenas uma área limitada (10 Km no máximo, quando passam a ser denominadas
MANs), visto que, fisicamente, quanto maior a distância de um nó da rede ao outro, maior a taxa de erros que ocorrerão
devido à degradação do sinal.
As LANs são utilizadas para conectar estações, servidores, periféricos e outros dispositivos que possuam capaci-
dade de processamento em uma casa, escritório, escola e edifícios próximos.

MAN
Os MAN (Metropolitan Area Network, redes metropolitanas) interligam vários LAN geograficamente próximos (no
máximo, a algumas dezenas de quilômetros) com débitos importantes. Assim, um MAN permite a dois nós distantes
comunicar como se fizessem parte de uma mesma rede local.

209
Apostila TJ-TO

WAN
A Wide Area Network (WAN), Rede de área alargada ou Rede de longa distância, também conhecida como Rede
geograficamente distribuída, é uma rede de computadores que abrange uma grande área geográfica, com freqüência
um país ou continente.

WLAN
Wireless LAN ou WLAN (Wireless Local Area Network) é uma rede local que usa ondas de rádio para fazer uma
conexão Internet ou entre uma rede, ao contrário da rede fixa ADSL ou conexão-TV, que geralmente usa cabos.

WMAN
É uma rede sem fio de maior alcance em relação a WLAN, isto é, cobre cidades inteiras ou grandes regiões metro-
politanas e centros urbanos. A WMAN é uma rede sem fio que tem um alcance de dezenas de quilômetros. Podendo
interligar, por exemplo, diversos escritórios regionais, ou diversos setores de um campus universitário, sem a necessi-
dade de uma estrutura baseada em fibra óptica que elevaria o custo da rede.

WWAN
É uma rede sem fio de maior alcance em relação a WAN, isto é, pode cobrir diversos países atingindo milhares de
quilômetros de distancia. Para que isso seja possível existe a necessidade de utilização de antenas potentes para
retransmissão do sinal.
Um exemplo de WWAN se refere a rede de celulares que cobre as diversas regiões do globo. A distância alcançada
é limitada apenas pela tecnologia de transmissão utilizada, uma vez que o nível do sinal vai depender dos equipamen-
tos de transmissão e recepção.

SAN
Uma SAN (Storage Area Network) é uma rede destinada exclusivamente a armazenar dados.

PAN
Uma PAN (Personal Area Network) é uma rede doméstica que liga recursos diversos ao longo de uma residência.
Através da tecnologia Bluetooth obtém-se uma rede PAN.

GAN
Uma GAN (Global Area Network), é uma coleção de redes de longa distância ao longo do globo.

CAN
Uma CAN (Campus Area Network), é uma ligação entre vários computadores de vários edifícios numa determinada
área (EX. Universidades, Escolas, …);

Os tipos de rede podem-se classificar como:


Peer-to-Peer: Neste tipo de arquitetura os computadores não necessitam de qualquer tipo de sistema operativo, e
os computadores não necessitam de ter grande capacidade quer de memória como de processamento;
Client/Server: Neste tipo de arquitetura existem computadores dedicados, ou seja, têm recursos a que os outros
computadores (manejados pelos clientes) vão aceder, estes tipos de computadores, são quase como super computa-
dores, ou seja, computadores com muita memória e de grande quantidade de processamento, e usam sistemas ope-
rativos de rede (EX. Windows 2000 server).

Endereço de acesso a internet

Uniform Resource Locator


Um URL (de Uniform Resource Locator), em português Localizador-Padrão de Recursos, é o endereço de um re-
curso (um arquivo, uma impressora etc.), disponível em uma rede; seja a Internet, ou uma rede corporativa, uma intra-
net. Uma URL tem a seguinte estrutura:

http://www.facebook.com.br

210
Apostila TJ-TO

protocolo://serviço.sub-domínio.domínio.país

augustojams1@gmail.com

caixa postal @ servidor . domínio

nota:
http://www.youtube.com/
(quando não exibe país trata-se de Estados Unidos da América)

http://www.unb.br/
(quando não exibe domínio trata-se de área educacional)

Obs.: nem todo endereço inicia com http.


ftp://ftp.datasus.gov.br/cnes/

Endereço IP
Para que o seu computador seja encontrado e possa fazer parte da rede mundial de computadores, necessita ter
um endereço único.
O endereço IP é uma sequência de números composta de 32 bits. Esse valor consiste em um conjunto de quatro
sequências de 8 bits. Cada uma destas é separada por um ponto e recebe o nome de octeto ou simplesmente byte, já
que um byte é formado por 8 bits. O número 172.31.110.10 é um exemplo. Repare que cada octeto é formado por
números que podem ir de 0 a 255, não mais do que isso.
A divisão de um IP em quatro partes facilita a organização da rede os dois primeiros octetos de um endereço IP
podem ser utilizados para identificar a rede, por exemplo: em uma escola que tem, por exemplo, uma rede para alunos
e outra para professores, pode-se ter 172.31.x.x para uma rede e 172.32.x.x para a outra, sendo que os dois últimos
octetos são usados na identificação de computadores.
Para que seja possível termos tanto IPs para uso em redes locais quanto para utilização na internet, contamos com
um esquema de distribuição estabelecido pelas entidades IANA (Internet Assigned Numbers Authority) e ICANN (In-
ternet Corporation for Assigned Names and Numbers) que, basicamente, divide os endereços em três classes principais
e mais duas complementares. São elas:
Classe A: 0.0.0.0 até 127.255.255.255 - permite até 128 redes, cada uma com até 16.777.214 dispositivos conectados;

Classe B: 128.0.0.0 até 191.255.255.255 - permite até 16.384 redes, cada uma com até 65.536 dispositivos;

Classe C: 192.0.0.0 até 223.255.255.255 - permite até 2.097.152 redes, cada uma com até 254 dispositivos;

Classe D: 224.0.0.0 até 239.255.255.255 - multicast;

Classe E: 240.0.0.0 até 255.255.255.255 - multicast reservado.

As três primeiras classes são assim divididas para atender às seguintes necessidades:
- Os endereços IP da classe A são usados em locais onde são necessárias poucas redes, mas uma grande quan-
tidade de máquinas nelas. Para isso, o primeiro byte é utilizado como identificador da rede e os demais servem como
identificador dos dispositivos conectados (PCs, impressoras, etc);
- Os endereços IP da classe B são usados nos casos onde a quantidade de redes é equivalente ou semelhante à
quantidade de dispositivos. Para isso, usam-se os dois primeiros bytes do endereço IP para identificar a rede e os
restantes para identificar os dispositivos;
- Os endereços IP da classe C são usados em locais que requerem grande quantidade de redes, mas com poucos
dispositivos em cada uma. Assim, os três primeiros bytes são usados para identificar a rede e o último é utilizado para
identificar as máquinas.
Quanto às classes D e E, elas existem por motivos especiais: a primeira é usada para a propagação de pacotes
especiais para a comunicação entre os computadores, enquanto que a segunda está reservada para aplicações futuras
ou experimentais.
Vale frisar que há vários blocos de endereços reservados para fins especiais. Por exemplo, quando o endereço
começa com 127, geralmente indica uma rede "falsa", isto é, inexistente, utilizada para testes. No caso do endereço

211
Apostila TJ-TO

127.0.0.1, este sempre se refere à própria máquina, ou seja, ao próprio host, razão esta que o leva a ser chamado
de localhost. Já o endereço 255.255.255.255 é utilizado para propagar mensagens para todos os hosts de uma rede
de maneira simultânea.

Endereços IP privados
Há conjuntos de endereços das classes A, B e C que são privados. Isto significa que eles não podem ser utilizados
na internet, sendo reservados para aplicações locais. São, essencialmente, estes:
-Classe A: 10.0.0.0 à 10.255.255.255
- Classe B: 172.16.0.0 à 172.31.255.255
- Classe C: 192.168.0.0 à 192.168.255.255.

Suponha então que você tenha que gerenciar uma rede com cerca de 50 computadores. Você pode alocar para
estas máquinas endereços de 192.168.0.1 até 192.168.0.50, por exemplo. Todas elas precisam de acesso à internet.
O que fazer? Adicionar mais um IP para cada uma delas? Não. Na verdade, basta conectá-las a um servidor ou equi-
pamento de rede - como um roteador - que receba a conexão à internet e a compartilhe com todos os dispositivos
conectados a ele. Com isso, somente este equipamento precisará de um endereço IP para acesso à rede mundial de
computadores.

Máscara de sub-rede

As classes IP ajudam na organização deste tipo de endereçamento, mas podem também representar desperdício.
Uma solução bastante interessante para isso atende pelo nome de máscara de sub-rede, recurso onde parte dos
números que um octeto destinado a identificar dispositivos conectados (hosts) é "trocado" para aumentar a capacidade
da rede.

Identifica-
Identifica- Máscara
Clas Endereço dor
dor de sub-
se IP do com-
da rede rede
putador
A 10.2.68.12 10 2.68.12 255.0.0.0
B 172.31.101. 172.31 101.25 255.255.0.
25 0
C 192.168.0.1 192.168.0 10 255.255.25
0 5.0

IP estático (ou fixo) é um endereço IP dado permanentemente a um dispositivo, ou seja, seu número não muda,
exceto se tal ação for executada manualmente. Como exemplo, há casos de assinaturas de acesso à internet via ADSL
onde o provedor atribui um IP estático aos seus assinantes. Assim, sempre que um cliente se conectar, usará o mesmo
IP.

O IP dinâmico, por sua vez, é um endereço que é dado a um computador quando este se conecta à rede, mas que
muda toda vez que há conexão.
O método mais utilizado na distribuição de IPs dinâmicos é o protocolo DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol).
O DHCP, Dynamic Host Configuration Protocol (Protocolo de configuração dinâmica de host), é um protocolo de
serviço TCP/IP que oferece configuração dinâmica de terminais, com concessão de endereços IP de host, Máscara de
sub-rede, Default Gateway (Gateway Padrão), Número IP de um ou mais servidores DNS, Número IP de um ou mais
servidores WINS e Sufixos de pesquisa do DNS.

DNS
O DNS (Domain Name System - Sistema de Nomes de Domínios) é um sistema de gerenciamento de nomes hie-
rárquico e distribuído operando segundo duas definições:
10. Examinar e atualizar seu banco de dados.
11. Resolver nomes de domínios em endereços de rede (IPs).

212
Apostila TJ-TO

Existem 13 servidores DNS raiz no mundo todo e sem eles a Internet não funcionaria. Destes, dez estão localizados
nos Estados Unidos da América, um na Ásia e dois na Europa. Para Aumentar a base instalada destes servidores,
foram criadas réplicas localizadas por todo o mundo, inclusive no Brasil desde 2003.
Ou seja, os servidores de diretórios responsáveis por prover informações como nomes e endereços das máquinas
são normalmente chamados servidores de nomes. Na Internet, os serviços de nomes usado é o DNS, que apresenta
uma arquitetura cliente/servidor, podendo envolver vários servidores DNS na resposta a uma consulta.
IPv6
A primeira diferença que se nota entre o IPv4 e o IPv6 é o seu formato: o primeiro é constituído por 32 bits, como já
informado, enquanto que o segundo é formado por 128 bits. Com isso, teoricamente, a quantidade de endereços dis-
poníveis pode chegar a:
340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456,
O IPv6 utiliza oito sequências de até quatro caracteres separado por ':' (sinal de dois pontos) mas considerando
o sistema hexadecimal, exemplo:
FEDC:2D9D:DC28:7654:3210:FC57:D4C8:1FFF

Protocolos

O TCP/IP é um conjunto de protocolos de comunicação entre computadores em rede (também chamado de pilha
de protocolos TCP/IP). Seu nome vem de dois protocolos: o TCP (Transmission Control Protocol - Protocolo de Con-
trolo de Transmissão) e o IP (Internet Protocol - Protocolo de Interconexão). O conjunto de protocolos pode ser visto
como um modelo de camadas, onde cada camada é responsável por um grupo de tarefas, fornecendo um conjunto de
serviços bem definidos para o protocolo da camada superior.

Camada Exemplo

HTTP, HTTPS, FTP,


4 - Aplicação
DNS, SMTP, POP, IMAP ...

3 - Transporte TCP, UDP

2 - Internet ou Inter - Rede IP

1 - Interface com a Rede Ethernet, Wi-Fi,Modem, etc.

Ethernet é uma tecnologia de interconexão para redes locais - Rede de Área Local (LAN) - baseada no envio de
pacotes. Ela define cabeamento e sinais elétricos para a camada física, e formato de pacotes e protocolos para a
camada de controle de acesso ao meio (Media Access Control -MAC)
Wi-Fi dispositivos de rede local sem fios.

TCP

12. Protocolo de controle de transmissão.


13. Divide a informação em pacotes.
14. Verifica erro de transmissão.
15. Garante o envio da informação.
16. TCP aguarda mensagem de recebimento de cada pacote para disponibilizar o próximo pacote para o protocolo da
camada de aplicação.
UDP

Complemento do TCP que oferece um serviço de datagrama sem conexão que não garante nem a entrega nem a
seqüência correta de pacotes entregues (muito semelhante ao IP).
É um protocolo de comunicação que oferece uma quantidade limitada de serviço quando as mensagens são troca-
das ente computadores em uma rede que usa Internet Protocol ( IP ).
UDP é uma alternativa para o Transmission Control Protocol ( TCP ) e, com o IP, ás vezes é referido como UDP /
IP.

213
Apostila TJ-TO

Assim como o TCP, o UDP usa o Internet Protocol para realmente levar uma unidade de dados ( chamada de
datagrama ( datagram ) ) de um computador para outro.
Diferentimente do TCP, o UDP não fornece o serviço de dividir uma mensagem em pacotes ( datagramas ) e re-
montá – la na outra extremidade.

Protocolo de transferência de hipertexto (HTTP)

O protocolo utilizado para transferir informações na World Wide Web. Um endereço HTTP (um tipo de localizador
de recursos uniforme [URL]) tem a forma: http://www.microsoft.com.

Secure Hipertext Transfer Protocol (HTTPS)

Utiliza protocolo de segurança SSL ou TLS que utiliza criptografia para transmissão de dados e assinatura digital.

Segurança da camada de transporte (TLS)

Protocolo padrão usado para fornecer comunicações seguras pela Web na Internet ou em intranets. Permite que
clientes autentiquem servidores ou, opcionalmente, que servidores autentiquem clientes. Além disso, fornece um canal
seguro ao criptografar as comunicações. A TLS é a versão mais recente e segura do protocolo SSL.

Camada de soquetes de segurança (SSL)

Padrão aberto proposto para o estabelecimento de um canal de comunicações seguro para impedir a interceptação
de informações críticas, como números de cartão de crédito. Basicamente, permite transações eletrônicas financeiras
seguras na World Wide Web, embora tenha sido desenvolvido para funcionar também em outros serviços da Internet.

Protocolo de transferência de arquivo (FTP)

Membro do conjunto de protocolos TCP/IP, usado para copiar arquivos entre dois computadores na Internet. Os
dois computadores devem dar suporte às suas respectivas funções FTP: um deles deve ser um cliente FTP e o outro
deve ser um servidor FTP.

Protocolo de gerenciamento de rede simples (SNMP)

Protocolo de rede usado para gerenciar redes TCP/IP. No Windows, o serviço SNMP é utilizado para fornecer
informações de status sobre um host em uma rede TCP/IP.

Protocolo de transferência de correio simples (SMTP)

Participante do conjunto de protocolos TCP/IP que governa a troca de email entre agentes de transferência de
mensagens.

Post Office protocol 3 (POP3)

POP3 lida com o recebimento de e-mails. É um protocolo cliente / servidor no qual o e-mail é recebido e guardado
para você no servidor.

214
Apostila TJ-TO

Protocolo de Acesso a Mensagem na Internet (IMAP)

Com o IMAP você vê a mensagem no servidor como se estivesse no seu computador. Uma mensagem apagada
localmente ainda fica no provedor. O e-mail pode ser mantido e lido no servidor.

Telnet

Protocolo de emulação de terminal muito utilizado na Internet para logon em computadores de rede. Telnet também
indica o aplicativo que usa o protocolo Telnet para os usuários que fazem logon de locais remotos.

OUTROS:

ARP (Protocolo de resolução de endereços).


RARP (Protocolo de resolução inversa de endereços).
DNS (Serviço de nome de domínio).
FINGER (Procura o usuário local /remoto).
ICMP (Protocolo de mensagens de controle da internet).
LPD (Daemon de impressora de linha).
NFS (Sistema de arquivo de rede).
NIS (Serviços de informações de rede).
NTP (Protocolo de hora da rede).
RDISC (Protocolo de descoberta de roteador).
REXEC (Serviço de execução remota).
RIP (Protocolo de informações de roteamento).
RLOGIN (Serviço de login remoto).
RPC (Chamada de procedimento remoto).
RSH (Serviço de shell remoto).
RWHO (Monitoramento remoto de usuários).
RWALL (Transmissão de mensagem remota).
RADIO (Transmissor / receptor de rádio).
SSH (Serviços shell seguros).
TALK (Fala com o usuário remoto / local).
TFTP (Protocolo de transferência de arquivo trivial).
WHOIS (Serviço de procura remota).

SERVIÇOS DISPONÍVEIS NA WEB

WWW
A World Wide Web (que em português se traduz literalmente por teia mundial), também conhecida
como Web e WWW, é um sistema de documentos em hipermídia que são interligados e executados na Internet.
Os documentos podem estar na forma de vídeos, sons, hipertextos e figuras. Para visualizar a informação, pode-se
usar um programa de computador chamado navegador para descarregar informações (chamadas "documentos" ou
"páginas") de servidores web (ou "sítios") e mostrá-los na tela do usuário. O usuário pode então seguir as hiperliga-
ções na página para outros documentos ou mesmo enviar informações de volta para o servidor para interagir com ele.
O ato de seguir hiperligações é, comumente, chamado de "navegar" ou "surfar" na Web.
Visualizar uma página web ou outro recurso disponibilizado normalmente inicia ou ao digitar uma URL no navegador
ou seguindo (acessando) uma hiperligação. Primeiramente, a parte da URL referente ao servidor web é separada e
transformada em um endereço IP, por um banco de dados da Internet chamado Domain name system (DNS). O na-
vegador estabelece então uma conexão TCP-IP com o servidor web localizado no endereço IP retornado.

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Apostila TJ-TO

O próximo passo é o navegador enviar uma requisição HTTP ao servidor para obter o recurso indicado pela parte
restante da URL (retirando-se a parte do servidor). No caso de uma página web típica, o texto HTML é recebido e in-
terpretado pelo navegador, que realiza então requisições adicionais para figuras, arquivos de formatação, arquivos
de script e outros recursos que fazem parte da página.
O navegador então renderiza a página na tela do usuário, assim como descrita pelos arquivos que a compõe.
Renderização é o processo pelo qual pode-se obter o produto final de um processamento digital qualquer.

WEBMAIL
Webmail é uma interface da World Wide Web que permite ao utilizador ler e escrever e-mail usando um navegador.
A maior vantagem do webmail é o facto de não ser necessário possuir um programa específico para a leitura ou
envio de mensagens de correio electrónico, qualquer computador ligado à internet com um navegador é suficiente. Isto
também significa que ao contrário de outros protocolos de comunicação na web, como o POP3 não é necessário utilizar
sempre o mesmo computador.
No entanto existe o inconveniente de ter as mensagens de correio electrónico armazenadas no servidor do ISP
(Internet Service Provider- fornecedor de acesso à Internet, o que pode limitar o número de mensagens que podemos
armazenar.
Com o crescimento do webmail surgiram várias empresas que fornecem este serviço, gratuitamente ou não. Exem-
plo: Yahoo, hotmail, Google (gmail), etc.

CORREIO ELETRÔNICO
Um correio eletrônico ou e-mail ou correio-e é um método que permite compor, enviar e receber mensagens atra-
vés de sistemas eletrônicos de comunicação. O termo e-mail é aplicado tanto aos sistemas que utilizam a Internet e
são baseados no protocolo SMTP, como aqueles sistemas conhecidos como intranets, que permitem a troca de men-
sagens dentro de uma empresa ou organização e são, normalmente, baseados em protocolos proprietários.
O envio e recebimento de uma mensagem de e-mail é realizada através de um sistema de correio eletrônico. Um
sistema de correio eletrônico é composto de programas de computador que suportam a funcionalidade de cliente de e-
mail e de um ou mais servidores de e-mail que, através de um endereço de correio eletrônico, conseguem transferir
uma mensagem de um usuário para outro. Estes sistemas utilizam protocolos de Internet que permitem o tráfego de
mensagens de um remetente para um ou mais destinatários que possuem computadores conectados à Internet.
Cliente de e-mail é um programa de computador que permite enviar, receber e personalizar mensagens de e-
mail. Microsoft Outlook Express , o Mozilla Thunderbird, Apple Mail (sistema Macintosh) , Kmail (LINUX)
Vantagens

17. Ler e escrever e-mail offline;


18. Armazenar o e-mail no disco rígido;
19. Utilizar múltiplas contas de correio electrónico ao mesmo tempo;
20. Criar uma lista de contactos detalhada;
21. Enviar e receber mensagens encriptadas;
22. Travar o SPAM;
23. Configurar newsgroups facilmente;
24. Enviar e-mail em formato HTML (que permite criar mensagens mais práticas e visualmente aprazíveis)

Acesso remoto

O acesso remoto é um novo recurso com o qual você pode se conectar ao seu computador via Internet, não importa
onde você esteja. Para usar esse recurso, o computador deve estar ligado, e o acesso remoto deve ser instalado e
habilitado. Nesse caso, e se você tiver configurado o acesso remoto corretamente, será possível acessar e trabalhar
no seu computador usando qualquer outro computador via Internet. Não é necessário ter um acesso remoto instalado
no computador a partir do qual você está acessando o seu computador. O acesso pode ser feito a partir de qualquer
computador que possua uma conexão com a Internet, de preferência via banda larga.
Além de permitir o uso remoto do seu computador, o acesso remoto também oferece outros úteis recursos, inclu-
indo:
25. Transferência de arquivos: Permite copiar arquivos ou pastas do computador remoto para o seu próprio computador
e vice-versa.

216
Apostila TJ-TO

26. Compartilhamento de arquivos: Permite que você envie arquivos que, devido a características ou tamanhos espe-
cíficos, poderiam ser difíceis de enviar por e-mail. O acesso remoto gera um link seguro que você pode enviar a
outros usuários para que eles façam o download de arquivos diretamente do seu computador.
27. Convite para visitante: Útil para permitir que um colega acesse o seu computador remotamente, por exemplo, para
ajudá-lo a resolver um problema. Ele poderá ver a sua área de trabalho, controlar o mouse e o teclado, transferir
arquivos...
As comunicações entre ambos os computadores com acesso remoto são corretamente criptografadas e incluem
uma assinatura digital para não serem interceptadas por terceiros.

TELNET
O protocolo Telnet é um protocolo standard de Internet que permite a interface de terminais e de aplicações através
da Internet. Este protocolo fornece as regras básicas para permitir ligar um cliente (sistema composto de uma afixação
e um teclado) a um intérprete de comando (do lado do servidor).O protocolo baseia-se numa conexão TCP para enviar
dados em formato ASCII codificado em 8 bits entre os quais se intercalam sequências de controle para o Telnet. For-
nece assim um sistema orientado para a comunicação, bidireccional (half-duplex), codificado em 8 bits fácil de aplicar.
Com essa conexão é possível o acesso remoto para qualquer máquina ou equipamento que esteja sendo executado
em modo servidor. O protocolo Telnet é um protocolo de transferência de dados não seguro, o que quer dizer que os
dados que veicula circulam às claras na rede (de maneira não codificada).

SSH
Em informática o SSH (Secure Shell) é, ao mesmo tempo, um programa de computador e um protocolo de rede que
permitem a conexão com outro computador na rede de forma a permitir execução de comandos de uma unidade re-
mota. Ele possui as mesmas funcionalidades do TELNET, com a vantagem da criptografada na conexão entre o cliente
e o servidor.

VNC
Virtual Network Computing é um protocolodesenhado para possibilitar interfaces gráficas remotas. Através deste
protocolo um usuário pode conectar-se a um computador remotamente, e utilizar as suas funcionalidades visuais como
se estivesse sentado em frente do computador.
Algumas das aplicações práticas incluem a 'assistência remota' ao usuário remoto.
Uma das grandes vantagens é poder fazer a conexão de diferentes ambientes unix(linux e outros) em winnt (win-
dows X)

CONCEITOS SOBRE SEGURANÇA.


Os problemas de segurança e crimes por computador são de especial importância para os projetistas e usuários de
sistemas de informação. Com relação à segurança da informação;
Confidencialidade garantia de que as informações não poderão ser acessadas por pessoas não autorizadas.

𝐂𝐨𝐧𝐟𝐢𝐝𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 ⟺ CRIPTOGRAFIA

Autenticidade é a capacidade de conhecer as identidades das partes na comunicação.

Integridade é a garantia de que as informações armazenadas ou transmitidas não sejam alteradas.

Não repúdio: propriedade de evitar a negativa de autoria de transações por parte do usuário, garantindo ao destinatário
o dado sobre a autoria da informação recebida.

𝐀𝐮𝐭𝐞𝐧𝐭𝐢𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞
𝐈𝐧𝐭𝐞𝐠𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 } ⟺ 𝑨𝑺𝑺𝑰𝑵𝑨𝑻𝑼𝑹𝑨 𝑫𝑰𝑮𝑰𝑻𝑨𝑳
𝐍ã𝐨 𝐫𝐞𝐩ú𝐝𝐢𝐨

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Apostila TJ-TO

Disponibilidade é a garantia de que os sistemas estarão disponíveis quando necessários. Propriedade que garante o
acesso às informações através dos sistemas oferecidos.

Confiabilidade: é a garantia de que os sistemas desempenharão seu papel com eficácia em um nível de qualidade
aceitável. Garantia de que o sistema se comporta como esperado, em geral após atualizações e retificações de erro.

Privacidade: é a capacidade de controlar quem vê as informações e sob quais condições.

Auditoria: análise e responsabilização de erros de usuários autorizados do sistema.

Virtual Private Network

Rede Privada Virtual é uma rede de comunicações privada normalmente utilizada por uma empresa ou um conjunto
de empresas e/ou instituições, construída em cima de uma rede de comunicações pública (como por exemplo, a Inter-
net).
VPNs seguras usam protocolos de criptografia por tunelamento que fornecem a confidencialidade, autenticação e
integridade necessárias para garantir a privacidade das comunicações requeridas. Quando adequadamente implemen-
tados, estes protocolos podem assegurar comunicações seguras através de redes inseguras.
DeMilitarized Zone ou "zona desmilitarizada

DMZ, em segurança da informação, é a sigla para de DeMilitarized Zone ou "zona desmilitarizada", em português.
Também conhecida como Rede de Perímetro, a DMZ é uma pequena rede situada entre uma rede confiável e uma
não confiável, geralmente entre a rede local e a Internet.
A função de uma DMZ é manter todos os serviços que possuem acesso externo (tais como servidores HTTP, FTP,
de correio eletrônico, etc) separados da rede local, limitando assim o potencial dano em caso de comprometimento de

218
Apostila TJ-TO

algum destes serviços por um invasor. Para atingir este objetivo os computadores presentes em uma DMZ não devem
conter nenhuma forma de acesso à rede local.
A configuração é realizada através do uso de equipamentos de Firewall, que vão realizar o controle de acesso entre
a rede local, a internet e a DMZ (ou, em um modelo genérico, entre as duas redes a serem separadas e a DMZ). Os
equipamentos na DMZ podem estar em um switch dedicado ou compartilhar um switch da rede, porém neste último
caso devem ser configuradas Redes Virtuais distintas dentro do equipamento, também chamadas de VLANs(Ou seja,
redes diferentes que não se "enxergam" dentro de uma mesma rede - LAN).
O termo possui uma origem militar, significando a área existente para separar dois territórios inimigos em uma região
de conflito. Isto é utilizado, por exemplo, para separar as Coréias do Norte e do Sul.

Arquiteturas de DMZ
Three-Pronged Firewall – Designa-se assim derivado da utilização de uma firewall com 3 pontos de rede, um para
a rede privada, outro para a rede pública e outro ainda para a DMZ. Esta arquitetura caracteriza-se por ser simples de
implementar e de baixo custo, no entanto, é mais vulnerável e tem uma performance mais reduzida em comparação à
DMZ com 2 firewalls.
Multiple Firewall DMZ – São utilizados diversas firewalls para controlar as comunicações entre as redes externa
pública e interna (privada). Com esta arquitetura temos uma segurança mais efetiva podemos balancear a carga de
tráfego de dados e podemos proteger várias DMZ's para além da nossa rede interna.
De um modo geral podemos dizer que as regras de segurança aplicadas a uma DMZ são:
28. A rede interna pode iniciar conexões a qualquer uma das outras redes mas nenhuma das outras redes pode iniciar
conexões nesta.
29. A rede pública (internet) não pode iniciar conexões na rede interna mas pode na DMZ.
30. A DMZ não pode fazer conexões à rede interna mas pode na rede pública.

FIREWALL

Parede de fogo (em inglês: Firewall) é um dispositivo de uma rede de computadores que tem por objetivo aplicar
uma política de segurança a um determinado ponto da rede. O firewall pode ser do tipo filtros de pacotes, proxy de
aplicações, etc. Os firewalls são geralmente associados a redes TCP/IP.
Este dispositivo de segurança existe na forma de software e de hardware, a combinação de ambos normalmente é
chamado de "appliance". A complexidade de instalação depende do tamanho da rede, da política de segurança, da
quantidade de regras que controlam o fluxo de entrada e saída de informações e do grau de segurança desejado.

Filtros de Pacotes

Estes sistemas analisam individualmente os pacotes à medida que estes são transmitidos. As regras podem ser
formadas indicando os endereços de rede (de origem e/ou destino) e as portas TCP/IP envolvidas na conexão. A prin-
cipal desvantagem desse tipo de tecnologia para a segurança reside na falta de controle de estado do pacote, o que
permite que agentes maliciosos possam produzir pacotes simulados (com endereço IP falsificado, técnica conhecida
como IP Spoofing), fora de contexto ou ainda para serem injetados em uma sessão válida.

Proxy Firewall ou Gateways de Aplicação

O firewall de proxy trabalha recebendo o fluxo de conexão, tratando as requisições como se fossem uma aplicação
e originando um novo pedido sob a responsabilidade do mesmo firewall para o servidor de destino. A resposta para o
pedido é recebida pelo firewall e analisada antes de ser entregue para o solicitante original.
Os gateways de aplicações conectam as redes corporativas à Internet através de estações seguras (chamadas
de bastion hosts) rodando aplicativos especializados para tratar e filtrar os dados (os proxy firewalls). Estes gateways,
ao receberem as requisições de acesso dos usuários e realizarem uma segunda conexão externa para receber estes
dados, acabam por esconder a identidade dos usuários nestas requisições externas, oferecendo uma proteção adicio-
nal contra a ação dos crackers.

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Apostila TJ-TO

Stateful Firewall (ou Firewall de Estado de Sessão)

O firewall guardava o estado de todas as últimas transações efetuadas e inspecionava o tráfego para evitar pacotes
ilegítimos.
Esta tecnologia permite que o firewall decodifique o pacote, interpretando o tráfego sob a perspectiva do cliente/ser-
vidor, ou seja, do protocolo propriamente dito e inclui técnicas específicas de identificação de ataques.
Com a tecnologia SMLI/Deep Packet Inspection, o firewall utiliza mecanismos otimizados de verificação de tráfego
para analisá-los sob a perspectiva da tabela de estado de conexões legítimas. Simultaneamente, os pacotes também
vão sendo comparados a padrões legítimos de tráfego para identificar possíveis ataques ou anomalias. A combinação
permite que novos padrões de tráfegos sejam entendidos como serviços e possam ser adicionados às regras válidas
em poucos minutos.

Firewall de Aplicação

Com a explosão do comércio eletrônico, percebeu-se que mesmo a última tecnologia em filtragem de pacotes
para TCP/IP poderia não ser tão efetiva quanto se esperava. Com todos os investimentos dispendidos em tecnologia
de stateful firewalls, os ataques continuavam a prosperar de forma avassaladora. Somente a filtragem dos pacotes de
rede não era mais suficiente. Os ataques passaram a se concentrar nas características (e vulnerabilidades) específicas
de cada aplicação. Percebeu-se que havia a necessidade de desenvolver um novo método que pudesse analisar as
particularidades de cada protocolo e tomar decisões que pudessem evitar ataques maliciosos contra uma rede.

PROXY

Proxy é um servidor intermediário que atende a requisições repassando os dados do cliente à frente: um usuário
(cliente) conecta-se a um servidor proxy, requisitando algum serviço, como um arquivo, conexão, página web, ou outro
recurso disponível no outro servidor.
Um servidor proxy pode, opcionalmente, alterar a requisição do cliente ou a resposta do servidor e, algumas vezes,
pode disponibilizar este recurso mesmo sem se conectar ao servidor especificado. Pode também atuar como um ser-
vidor que armazena dados em forma de cache em redes de computadores. São instalados em máquinas com ligações
tipicamente superiores às dos clientes e com poder de armazenamento elevado.
Esses servidores têm uma série de usos, como filtrar conteúdo, providenciar anonimato, entre outros.
Um proxy de cache HTTP ou, em inglês, caching proxy, permite por exemplo que o cliente requisite um documento
na World Wide Web e o proxy procura pelo documento na sua caixa

Sistema de detecção de intrusos

Sistema de detecção de intrusos ou simplesmente IDS (em inglês: Intrusion detection system) refere-se a meios
técnicos de descobrir em uma rede quando esta está tendo acessos não autorizados que podem indicar a acção de
um cracker ou até mesmo funcionários mal intencionados.
Com o acentuado crescimento das tecnologias de infra-estrutura tanto nos serviços quanto nos protocolos de rede
torna-se cada vez mais difícil a implantação de sistema de detecção de intrusos. Esse fato está intimamente ligado não
somente a velocidade com que as tecnologias avançam, mas principalmente com a complexidade dos meios que são
utilizados para aumentar a segurança nas transmissões de dados.
Uma solução bastante discutida é a utilização de host-based IDS que analisam o tráfego de forma individual em
uma rede. No host-based o IDS é instalado em um servidor para alertar e identificar ataques e tentativas de acessos
indevidos à própria máquina.
Honeypot

Um honeypot é um recurso computacional de segurança dedicado a ser sondado, atacado ou comprometido.


Existem dois tipos de honeypots: os de baixa interatividade e os de alta interatividade.

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Apostila TJ-TO

1.1. Honeypots de baixa interatividade


Em um honeypot de baixa interatividade são instaladas ferramentas para emular sistemas operacionais e serviços
com os quais os atacantes irão interagir. Desta forma, o sistema operacional real deste tipo de honeypot deve ser
instalado e configurado de modo seguro, para minimizar o risco de comprometimento.

1.2. Honeypots de alta interatividade

Nos honeypots de alta interatividade os atacantes interagem com sistemas operacionais, aplicações e serviços re-
ais.

Honeynet

Definição 1: uma Honeynet é uma ferramenta de pesquisa, que consiste de uma rede projetada especificamente para
ser comprometida, e que contém mecanismos de controle para prevenir que seja utilizada como base de ataques contra
outras redes.
Definição 2: uma Honeynet nada mais é do que um tipo de honeypot. Especificamente, é um honeypot de alta intera-
tividade, projetado para pesquisa e obtenção de informações dos invasores. É conhecido também como "honeypot de
pesquisa"
Uma vez comprometida, a honeynet é utilizada para observar o comportamento dos invasores, possibilitando aná-
lises detalhadas das ferramentas utilizadas, de suas motivações e das vulnerabilidades exploradas.

CRIPTOGRAFIA

Criptografia (Do Grego kryptós, "escondido", e gráphein, "escrita") é o estudo dos princípios e técnicas pelas quais
a informação pode ser transformada da sua forma original para outra ilegível, de forma que possa ser conhecida
apenas por