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CARTA AOS GÁLATAS

A A MENTE DE PAULO

OU É OU NÃO É
Introdução
Gálatas é a única carta que Paulo endereçou especialmente a um grupo de igrejas. A Galácia não era uma cidade, mas
uma região da Ásia Menor, que incluía várias cidades, é onde é a Turquia hoje. Esta carta é um dos primeiros
documentos do cristianismo primitivo. É muito provável que seja a primeira carta do apóstolo aos gentios, escrita
possivelmente entre os anos 48 dC e 49dC. Os destinatários eram os cristãos não judeus que haviam recebido o
evangelho na primeira viagem missionária de Paulo. A preocupação do apóstolo foi apresentar com muita clareza o
que é o evangelho de Cristo.
O que levou Paulo a escrever esta carta?
Paulo escreveu esta carta com o propósito de resolver algumas questões que estavam surgindo dentro da igreja. Os
cristãos da Galácia estavam sendo influenciados por idéias judaizantes que os estavam afastando do evangelho de
Cristo e impedindo o crescimento espiritual deles. Paulo sentiu o peso da situação e precisou apresentar uma resposta
rápida e eficaz contra este vírus maligno que estava adoecendo o coração dos cristãos.
Em sua primeira viagem missionária, Paulo esteve na região da Galácia, nas cidades de Antioquia da Pisídia, Icônio,
Listra e Derbe (At 13-14). O seu trabalho nessas localidades não foi infrutífero. Muitos gentios se converteram e
algumas igrejas foram estabelecidas. Terminada a sua primeira viagem missionária, Paulo retornou para a igreja que
o havia enviado, em Antioquia da Síria. Nesse ínterim, alguns judeus que haviam recebido a Cristo, mas que
continuavam seguindo os ritos estabelecidos por Moisés, começaram a se infiltrar nas igrejas da região. Eles diziam
que era necessário que todos os gentios que se convertessem a Cristo deveriam se circuncidar e seguir as leis de
Moisés, se quisessem experimentar a salvação. Além disso, esses judeus contestavam o ministério de Paulo,
afirmando que ele não era como os demais apóstolos. Os novos convertidos da Galácia ficaram extremamente
balançados. Afinal, eles estavam diante de pessoas mais “experientes” na fé. O resultado foi terrível. Os gálatas
começaram a se afastar do evangelho da liberdade e da graça - o evangelho de Cristo. Por isso Paulo decide mais do
que rapidamente, escrever para aquelas igrejas.
Capítulo 1
Paulo inicia a carta com uma saudação habitual, apresentando-se as igrejas da Galácia. Mas essa não é uma saudação
comum. Nela, Paulo já coloca alguns pontos que ele sabia que estavam sendo debatidos na igreja. Paulo se apresenta
como apóstolo. Essa afirmação, aparentemente despropositada, é muito relevante dentro do contexto da carta. Os
judaizantes haviam influenciado os gálatas a pensarem que o apostolado de Paulo era fajuto; e que ele não era de fato
apóstolo. Eles estavam dizendo que Paulo era um impostor que havia se auto-promovido. Por isso, houve a
necessidade de uma defesa tão veemente. Paulo, já no início da carta, revela que foi chamado e enviado por Deus.
Não foi ele que a si mesmo chamou e nem foram outras pessoas que o influenciaram a servir no ministério. Antes,
Deus o vocacionou para aquele serviço, e sua mensagem era totalmente legítima. O evangelho que ele havia
apresentado à igreja não era herético, mas o verdadeiro evangelho de Jesus (v: 1-5).
Não há outro Evangelho (v: 6-24)

“Admiro que vocês estejam abandonando tão rapidamente o evangelho de Cristo,


para seguirem outro evangelho” (v:6).
Depois da sua saudação a igreja da Galácia, Paulo começa a falar de maneira muito direta no v: 6, sobre o problema
sério que os cristãos da Galácia estavam enfrentando. Havia surgido um grupo dentro da igreja chamado judaizante,
que achava que todo o cristão gentio, para se tornar um cristão verdadeiro, teria que pelo menos seguir toda a lei e os
rituais do judaísmo farisaico, para depois ser aceito na comunidade cristã. Paulo claramente traz uma advertência aos
cristãos que estavam sendo influenciados a abandonarem o evangelho da graça de Jesus. Essas pessoas estavam
mudando o evangelho. Isso é tão sério que Paulo diz que mesmo que um anjo descesse do céu e pregasse algo
diferente do que ele havia pregado, deveria ser considerado maldito. É então que Paulo convida os gálatas a tirarem
Ele começa a falar como o verdadeiro apóstolo, pessoa que foi chamada por Jesus. Paulo aqui é considerado um
apóstolo, por ter sido testemunha de Jesus, e comissionado diretamente por ele. Paulo prossegue falando do seu
testemunho quando estava no judaísmo, mas Deus o chamou para o evangelho da sua graça. Paulo diz: “Estes que
estão desviando vocês do evangelho da graça estão falando do ponto de vista humano”.
O capítulo 1 é o resultado da 1ª viagem missionária de Paulo pela região da Ásia Menor. Onde ele evangelizou
gentios que não conheciam nada do judaísmo. Isso provavelmente trouxe uma discussão de que como seria o
procedimento deles após conhecer a Cristo, e como seria a relação deles com os demais cristãos judeus. Isso foi
cuidadosamente discutido no concílio de Jerusalém, e esta carta reflete as dificuldades que continuaram acontecendo
depois do concílio, onde foram estabelecidas regras, de como os cristãos gentios, deveriam se relacionar com os
judeus em relação às práticas ligadas a lei. Mas Paulo deixa bem claro: “se alguém fugir do evangelho da graça,
esta pessoa não está seguindo o evangelho de Cristo”. Ninguém pode voltar ao legalismo depois de conhecer a
verdade expressa no evangelho de Cristo. Esta é a questão fundamental que estar por trás dessa mini-biografia
apresentada por Paulo neste capítulo.

Reflexão e aplicação do estudo


Vivemos em uma época em que as coisas parecem confusas demais. Alguns acreditam ao mesmo tempo em coisas
que são contraditórias, como reencarnação e ressurreição. São duas coisas opostas que não podem ser verdadeiras.
Ou o evangelho de Cristo conforme está na bíblia é verdadeiro, ou ele está equivocado, não dá para ficar em cima do
muro. Ou você segue o evangelho de Cristo ou não. Ou é ou não é.

Perguntas & Respostas:


O que é de fato ser um apóstolo?
O apóstolo no Novo Testamento tem dois sentidos. No sentido singular, apóstolo é aquele que fez parte dos doze
escolhidos por Jesus para serem testemunhas oculares da sua ressurreição. Conforme é narrado no livro de Atos,
Paulo viu o Cristo ressurreto a caminho de Damasco. Já em Atos 14, há um outro sentido para apóstolo. Barnabé
é chamado de apóstolo, no sentido de “enviado”. No sentido do apostolado dos doze e de Paulo, não há mais
apóstolos depois do Novo Testamento. Hoje há apóstolo, no sentido “missionário, ou seja, pessoa enviada”. É
por isso que Paulo diz que tem autoridade recebida diretamente de Cristo, e, no entanto a maioria das cartas do
Novo Testamento é de autoria Paulina.
Porque Paulo menciona anjos no v: 8?
Quando Paulo menciona anjos, a questão que fala aqui é de autoridade. Ou seja, as pessoas estavam falando de
coisas diferentes do evangelho que Paulo havia pregado. Eles estavam apelando para uma outra fonte. Como
estudamos no livro aos Colossenses, onde as pessoas estavam tendo contato com anjos, e geralmente elas
estavam abrindo uma ruptura com o cristianismo. O fundamento de suas religiões começava a partir de um anjo
que aparecia. Então o que Paulo estava querendo dizer era: se surgir qualquer coisa de outra fonte espiritual para
desviar vocês do evangelho da graça, não importa a força ou tamanho desse poder, ou o espírito de luz que possa
aparecer, não é aceito por Deus, esse não é o evangelho de Cristo.
Nos dias de hoje isso é importante porque muita gente está buscando contato com seres espirituais para terem
acesso às boas novas da parte de Deus, as famosas “revelações”, que acabam trazendo confusão ao evangelho
genuíno de Jesus.
Paulo está criticando os que são judeus?
Paulo não está criticando os judeus, porque ele é um Judeu, e sim a uma filosofia religiosa. Judeu é uma pessoa
que acredita no Antigo Testamento, na Toráh. Os judeus podem ter opiniões diferentes sobre a fé, Paulo mesmo
fazia parte de um ramo do judaísmo, que entendia que a salvação poderia ser alcançada por meio das práticas da
lei, o legalismo. O que Paulo está querendo dizer é que ele entendeu a mensagem de Jesus, e de que a lei não tem
o poder para salvar, pois Cristo cumpriu tudo o que a lei representava.
O que Paulo quer dizer no v: 15 “Deus me separou desde o ventre materno”?
Isso não é uma novidade, pois Jeremias havia dito isso antes. Quando a pessoa diz que foi escolhida desde ventre,
isso é decorrente da idéia, que Deus é onipotente e onisciente. Isso não é estranho à soberania de Deus. A idéia
do chamar antes do nascimento não anula a nossa escolha. É verdade que Deus escreveu o nosso nome no livro
Mas ao mesmo tempo, somos nós que fazemos as escolhas sobre o rumo das nossas vidas. Deus através da sua
soberania olha tudo, pois ele é atemporal. É como se o tempo não existisse, ele tem o poder para fazer o que ele
bem quiser. Mas ao mesmo tempo, ele nos dá o direito de escolher, é o que chamamos de “livre arbítrio”. Como
essas coisas “soberania de Deus e livre arbítrio do homem” andam juntas ao mesmo tempo, não sabemos, este é
o mistério da fé que só saberemos na eternidade.

CHEGA DE ENROLAÇÃO, TOMA A CORRETA DECISÃO!


Capítulo 2: 6-10
Paulo começa reafirmando sua autoridade apostólica, e dando mais informação sobre a sua biografia cristã. Paulo tem
no mínimo 14 anos de convertido, quando escreveu esta carta, se somarmos mais os 3 anos que ele mencionou no
capítulo 1, seriam 17 anos. Ele diz, “eu fiz tudo conforme a revelação que Deus me deu”. Paulo não aceitava que um
gentio fosse obrigado a se tornar judeu para ser aceito por Cristo, pois isso seria uma espécie de escravidão ao
legalismo, totalmente desnecessária. Então ele fala do seu conflito com os líderes que eram os judaizantes, e
menciona como isso acontece a partir do v:6.
Paulo está falando da sua autoridade que é reconhecida pelos demais apóstolos. Ele está especificando que Deus
concedeu à ele o ministério aos gentios (os que não eram judeus). E isso não importava se homens influentes não
estavam gostando, o que importava era que ele estava obedecendo a Deus e ao ministério apostólico que lhe fora
confiado.

A necessidade de tomada de posição fica mais clara (2:11-21)


Paulo diz, “Não podemos reduzir os novos convertidos cristãos a uma escravidão de legalismo”. Então ele menciona
um episódio interessante que confirma sua autoridade apostólica e a uma tomada de decisão mais clara. Ele confirma
sua autoridade pelo fato de ter tido condições de repreender e de questionar a atitude do próprio apóstolo Pedro, que
tem o ministério voltado para os judeus. E, além disso, ele questiona a atitude que Pedro teve de se comportar
diferente, quando estava com os gentios, e quando estava entre os judeus. Ele estava tranqüilo comendo com os
gentios, até porque ele recebeu essa ordem do próprio Deus de aceitá-los (At 11), mas quando chegaram os judeus,
ele agia de uma forma que era considerada hipócrita ou política (v: 13). Então Paulo diz à ele, “você mesmo na sua
vida prática não é mais um judeu legalista, porque agora você está querendo obrigar os próprios gentios a viverem
como judeus? Esta questão não pode ser entendida dessa forma”. Paulo não abre mão quando é necessário tomar
uma posição a respeito de um assunto sério.
Muita gente pode ser classificada como a turma do “deixa disso”. São pessoas que não têm nenhuma convicção.
Pessoas que estão envolvidas com a pós-modernidade, e que o conhecimento da verdade é irrelevante. E o que vale é
apenas está “bem” com todo mundo. “O importante é que a pessoa seja sincera naquilo que ela fala”. Não é este o
ensino do Novo Testamento. É claro que nós devemos deixar em segundo plano questões secundárias, ou seja, menos
importante. Mas aquilo que é essencial, fundamental e o cerne do evangelho, não pode abrir mão. É por isso que
Paulo diz claramente no v: 16 “que ninguém é justificado pela prática da lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo”.
Seria um absurdo pedir àqueles gentios que acabaram de receber a salvação pela graça e pela fé em Cristo Jesus, para
fossem levados à prática de um legalismo que terminaria destruindo a fé que tinham na salvação de Deus.
Paulo confirmando seu argumento em favor da salvação pela graça e justificação pela fé, e não pela lei, está no final
do capítulo tomando mais uma vez uma posição, tentando responder argumentos falsos e que tentavam questionar a
validade do evangelho de Cristo.
O argumento era, “será que Cristo está passando a mão acima do pecado?” Paulo diz de maneira nenhuma, a idéia
não é essa, é outra. Ele diz, “eu agora morri porque eu fui crucificado com Cristo, que cumpriu a lei cabalmente. Eu
agora morri e me identifico com Cristo em minha salvação, pois Cristo vive em mim e agora vivo a vida pela fé no
filho de Deus. Portanto eu não anulo a graça de Deus, se é que a justiça vem pela lei, então não tem sentido o
sacrifício e a morte de Cristo” (v: 19-20). O que Paulo estava dizendo que Jesus morreu e cumpriu a lei por todos
nós. E que nós nascemos para uma nova vida pela fé, e a nossa justificação acontece mediante a graça e a fé, e não
pela lei.

Reflexão e aplicação do estudo


Obedecer ao evangelho é difícil, não é mesmo? Sabemos que podemos desfrutar de uma boa amizade com os nossos
entes queridos e amigos, mas muitas vezes naquela de querer fazer a “política da boa vizinhança”, em está bem com
todo mundo, corremos o risco de esconder a verdade. Muitas pessoas, por exemplo, vêem o seu amigo se destruindo
A verdade é a seguinte: Chega de enrolação, toma a correta posição! Nas questões fundamentais, a melhor maneira
de amar uma pessoa que a gente realmente quer bem, não é ficar enrolando, é demonstrando a nossa posição pela
verdade, isso sim vai ser benéfico para a outra pessoa.

Perguntas & Respostas


Porque o legalismo é tão fascinante? E por que essa realidade de viver sob uma ordem ou uma lei, prende
algumas pessoas até hoje?

Muitas pessoas imaginam que a religião cristã é cheia de leis, mas é exatamente ao contrário. O legalismo é a
tentativa de viver em preceitos humanos, dando crédito a capacidade e a justiça humana. Então é interessante
observar que quanto mais religiosa e exigente for uma instituição, mais atraente ela se torna. Pois ela transmite a
idéia que o mérito é humano, “eu consigo, eu faço, eu que sou o bom”. É interessante que mesmo fora do
ambiente que chamamos religioso, as convicções, a postura que a pessoa tem para seguir certos ensinamentos,
também está relacionada com esse fascínio do legalismo, quanto mais regras inúteis e secundárias, mais o ser
humano gosta e se sente à vontade. O cristianismo vai exatamente a uma direção oposta, e para quem imagina
que ser cristão é seguir estas práticas religiosas, não entendeu nada do cristianismo. Ser cristão é a convicção de
fazer o bem que surge de dentro para fora. E o legalismo é uma imposição de fora para dentro que dá o mérito e o
poder ao ser humano.
Como entender esta revelação que Paulo diz no v: 2? Pois hoje em dia muita gente diz que recebeu uma
revelação, dizendo: “Deus me mandou fazer isso e aquilo...”.
Paulo quando fala de revelação ele está falando sobre a revelação da pessoa de Cristo, no seu chamado para o
apostolado. Existe uma explicação sobre revelação, é a revelação que está na bíblia. No Novo Testamento foi
dada quando Cristo se revelou aos apóstolos, e isso ninguém tem mais, somente eles tiveram. Paulo quando fala
que foi obediente a uma revelação, ele está falando de um direcionamento da parte de Deus. Claro que podem
acontecer muitas experiências que Deus dá por meio de circunstâncias sobrenaturais. Onde Deus dirige uma
pessoa para fazer certa coisa. Agora o estranho é quando a pessoa começa a ter revelação demais. E o mais
estranho ainda é quando a revelação não faz sentido e não é encontrada na bíblia. Por exemplo, será que alguém
precisa de uma revelação para saber se ele deve tomar banho ou não? Isso é uma coisa que não faz sentido, tem
gente que tem sempre revelações de coisas corriqueiras e desnecessárias. E o mais grave é quando essas pessoas
começam a ter revelações que acabam dando a elas a possibilidade para agirem contra o próprio princípio das
escrituras. A vontade Deus já está revelada na bíblia, para essas coisas não é necessário buscar algum tipo de
revelação. Mas é claro, se por alguma razão muito específica, Deus pode dirigir a uma pessoa de maneira
sobrenatural. Isso a gente pode entender como revelação, mas é bom ter cuidado e ser equilibrado com essas
coisas.
Encontramos Paulo e Pedro em atrito no v: 11. Quando é que nós devemos priorizar a doutrina em meio a
um relacionamento?
Existe uma tensão entre a pureza doutrinária e a fraternidade cristã. Isso significa que quando eu tenho questões
menores, ou seja, aquilo que não é fundamental, por exemplo: usos e costumes, como tamanho de cabelo, roupas
que devem ser usadas etc... Estas questões menores não podem abalar nosso relacionamento, pois somos um em
Cristo. Mas se agora surge um grupo que só aceita a metade do Novo Testamento, ou um grupo que nega os
atributos de Deus e a divindade de Cristo, ou um outro tipo de grupo que diz ser salvo por Cristo, mas também
precisa de uma ajuda de outra entidade, que Cristo só não é suficiente. Nestas coisas fundamentais, como Paulo
está nos ensinando, nós não podemos priorizar o relacionamento ou amizade. O jeito correto de ajudar a estas
pessoas que estão equivocadas é falar a verdade sobre as coisas que Cristo nos ensinou. Com isso você não está
deixando de gostar destas pessoas, você estará somente discordando das idéias equivocadas que elas têm.

Porque não é possível ser justificado pela lei?


Talvez Pedro nem quisesse está aceitando a justificação pela lei, talvez ele estivesse aceitando a posição de que
os novos convertidos devessem também praticar a lei, para ficar numa boa com os judeus. O problema é que não
dá, a questão é que a pessoa tem que ser muito cara de pau, para dizer que pratica toda a lei. Isso é impossível.
A teologia paulina diz que a lei nunca foi dada como uma “bóia de salvar vida”, ela leva os santos a saberem a
vontade de Deus, mas ela não é o remédio, foi o diagnóstico, a tomografia que mostrava a situação que eles se
A salvação é o remédio, e o remédio é Cristo. A pessoa não vai ser curada do câncer olhando ou mexendo na
tomografia, seria uma loucura. Quando alguém pensa que pode se curar da doença sem tomar o remédio certo,
está fora do propósito. Somos declarados justos pela graça e pela fé, no sacrifício de Cristo, que cumpriu a lei
inteiramente e isso é aceito perante Deus.

ENTRANDO NO TÚNEL DO TEMPO


Capítulo 3:1-5
Paulo está realmente muito aborrecido com o fato dos gálatas voltarem à prática da lei e da escravidão ao legalismo.
Então ele chama deles ao bom senso e diz: vocês não lembram do que aconteceu? Será que vocês estão enfeitiçados e
perderam a referência? Será que vocês não lembram dos milagres que aconteceram pela fé em Cristo Jesus entre
vocês? Vocês receberam essas coisas pelo Espírito Santo e não pelo esforço de vocês. Diante da confusão sobre a lei,
a promessa e tudo o que diz respeito ao Antigo Testamento, Paulo vai entrar no túnel do tempo para explicar tais
coisas.
No Túnel do Tempo (v: 6-14)
Paulo começa relatando o caso quando Abraão recebeu a justificação pela fé e não pela lei. Ele vai fazer uma menção
do que a própria lei diz em Dt 27:26: “Maldito toda aquele que não pratica todas as coisas escritas no livro desta
lei”. Ou seja, os que se apóiam na prática da lei estão debaixo de maldição. É evidente que diante de Deus ninguém é
justificado pela lei, conforme Hc 2:4, “O justo viverá pela fé”. A lei não é baseada na fé, pelo contrário, Cristo nos
redimiu da maldição da lei, se fazendo maldição por nós e recebendo a morte de cruz (Dt 21:23), isto com a
finalidade que a promessa chegasse aos gentios através da benção de Abraão que é a justificação pela fé. Portanto a
compreensão do passado estava equivocada pelos gálatas, e para deixar isso muito bem claro, Paulo prossegue
fazendo a relação entre a lei e a promessa a partir do v:15.
A Lei e a Promessa (v: 15- 29)
A lei que veio há 430 anos não anula a aliança previamente estabelecida por Deus a Abraão, de modo que venha a
invalidar a promessa. Então como é que a justificação se estabelece? Ela está relacionada na promessa feita a Abraão,
nesta promessa falava de um descendente, que é Cristo, onde estava ligada a aliança, a lei veio depois, e quando ela
veio, ela não mudou o que a aliança e a promessa estabeleceram, tanto que ela não invalida nada do que foi definido
no tempo de Abraão, de modo que se a herança depende da lei, já não somos dignos da promessa, Deus porém
concedeu gratuitamente a Abraão mediante a justificação pela fé, que está ligada a sua aliança com ele, e não com a
lei mosaica. Então para quê a lei? O seu propósito foi acrescentado por causa das transgressões e para apontar o
pecado, ou seja, um referencial entre Deus e o homem, mas ela não podia fazer nada que estava relacionado à
promessa e a aliança. Ela simplesmente comprova que todos estão debaixo do pecado e ninguém está fora dessa
condição, mas ela não traz vida. A vida vem pela fé em Cristo. E antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da
lei. Como que cuidando de nós, aguardando até que a fé que haveria de vir fosse revelada, por meio do descendente a
quem se referia a promessa, Cristo. Assim a lei cuidou de nós, e nos conduziu para que fôssemos justificados pela fé,
agora, porém que já temos chegados à fé, já não estamos mais sob o controle da lei, o tutor (aio).
Paulo diz que não está rejeitando o Antigo Testamento, ou que está falando mal da lei que foi dada por Deus. Ele está
apenas dizendo que a função da lei é não é de justificativa, nem é de trazer salvação e vida, a lei veio depois da
promessa, que estava ligada a aliança que Deus fez à Abraão, nesta promessa ele deixou claro que ele foi justificado
pela fé, e nós que cremos somos filhos de Abraão espiritualmente. A lei apenas revelou o caráter santo de Deus e nos
colocou a posição clara de pecadores que somos. Servindo-nos de tutor, uma espécie de guia, condutor, até Cristo,
pois nós agora já estamos libertos da condição da lei. A lei cumpriu o seu papel histórico e não pode ser mais
entendida como era antigamente, ela revela o pecado, mas não traz a salvação e a justificação, essas coisas acontecem
apenas pela fé em Cristo Jesus, nosso senhor e salvador.

Reflexão e aplicação do estudo


Não podemos voltar às práticas do legalismo, somos justificados pela graça de Deus, e a nossa salvação nos foi dada
gratuitamente. Com isso não precisamos mais fazer sacrifícios para sermos aceitos por Deus.
Perguntas & Respostas:
Porque enfeitiçou enquanto as outras versões dizem fascinou? Há alguma diferença ou semelhança? v: 1
Paulo falou para os gálatas: “não é possível, vocês só podem está enfeitiçados”, pois receberam a graça de Deus,
e agora querem voltar à escravidão legalista da lei? Paulo diz, só se for por feitiço, quem foi que deixou vocês
assim fora do ar a tal ponto. E as versões antigas falam em fascinou, que o sentido original que dizer
encantamento ou por meio de uma magia. Por isso a NVI pôs enfeitiçou para dá força ao texto, mas isso não quer
dizer que é um feitiço literal, ele não estava procurando os macumbeiros da época, ele estava simplesmente
tratando da questão que as pessoas tinham se afastado do evangelho de uma maneira inexplicável.

No v: 14 fala da benção de Abraão, mas o que é essa benção de Abraão?


Aqui é uma questão muito séria e interessante, pois existem pessoas que não estudaram bem a interpretação da
bíblia, fazendo umas conexões indevidas. Por exemplo, alguém poderia imaginar, Abraão viveu mais de 100
anos, e se nós recebemos a benção de Abraão temos que viver também mais de 100 anos, se não, nós não
recebemos a benção dele, e, no entanto se vivermos até 80 anos já somos mais do que aventurado, já que vivemos
em um mundo que já é do maligno. Em Gn 12, Deus chama Abraão e através da geração dele todas as famílias da
Terra seriam abençoadas, porque através de Abraão nasceria o descendente que é Cristo. A benção de Abraão é a
salvação que chegou em Cristo. Infelizmente tem gente que está entendendo que Abraão tinha muitos camelos,
pratas e ouro, então quer dizer, que pra receber a benção de Abraão eu tenho que ter tudo isso. Este raciocínio
está equivocadamente errado. A benção de Abraão tem haver com a salvação em Cristo, lógico que Deus pode
abençoar a nossa vida em muitas áreas, mas não é esse o sentido do texto.
No v: 17 diz que foram 430 anos e já em Atos 7, diz que foram 400 anos ? 30 anos faz diferença, e aí?
Na verdade encontramos aqui dois focos distintos, em At 7, o apóstolo diz de maneira genérica. Aqui o foco é
mais detalhado, por isso se fala em 430 anos. Então por que nos outros textos são 400 anos? Porque a afirmação
é genérica, seria como eu falar que a América foi descoberta há 500 anos, mas será que foram 500 anos mesmo
ou não? A América foi descoberta há 515 anos, então se a pessoa falar que foi há 500 anos está errado? Não é
que está errado, é uma afirmação genérica. É como a pessoa que fala que ganha R$ 500,00 de salário, e na
realidade é R$ 511,70 por mês, por exemplo. É a diferenciação de uma afirmação mais precisa ou genérica,
dependendo do propósito do texto, portanto não há erro aqui, isso tem haver com os diferentes propósitos da
narrativa.

No v: 20 fala de um mediador. Como é que entendemos isso?


O que Paulo está dizendo é que no caso da lei ela veio por meio de Moisés, e esse mediador foi entre duas partes,
que foi entre Deus e Israel. Ou seja, veja como a lei era mais burocrática e cheias de detalhes. Aqui ele vai dizer
que a promessa foi tão direta da parte de Deus que nem houve necessidade de mediação, Deus é um, e ele fez a
sua promessa diretamente a Abraão sendo uma promessa de maneira incondicional, ou seja, a promessa vem de
Deus. Ele estabeleceu a promessa que o justificaria n’Ele. Essa é a diferença da lei, pois ela é complexa, pois tem
mais de um mediador no processo, e envolve uma relação diretamente do homem no processo. No entanto a
justificação pela fé é dada diretamente por Deus, e Ele é o único que estabelece tudo, portanto devemos nos
apegar a promessa como fez Abraão e não entrar na dependência da lei.

A LIBERDADE EM CRISTO
Capítulo 4: 1-20

No final do capítulo três Paulo fala sobre sermos filhos de Deus, e ele diz que nós somos filhos de Deus pela fé,
mediante a Cristo. Enquanto o herdeiro é criança a sua posição não aparece com clareza, pois ele está debaixo da
direção de alguém; da mesma forma quando estávamos escravizados pelo mundo. Mas com a vinda de Cristo, nós
recebemos uma adoção especial, nos tornando filhos de Deus e tendo livre acesso a ele.

A preocupação de Paulo (4:21-31)


Paulo tem uma preocupação com os gálatas como pai espiritual deles, e os escreve dizendo: “Vocês são filhos de
Deus, e agora querem ser escravos novamente do legalismo? O que aconteceu com vocês?”. Então ele usa uma
ilustração de Sara e Hagar para trazer luz aos gálatas. Abraão teve dois filhos, um da escrava (Hagar) e outro da livre
(Sara). Paulo usa esta ilustração, pois estas mulheres representavam duas alianças. Ele a utiliza para dizer que a nossa
Aqui nós temos o exemplo de Hagar, uma escrava que deu luz a um filho de modo natural, ou seja, sem nenhum tipo
de promessa divina. O que Paulo estava dizendo aos gálatas é que eles são filhos da promessa, através de Abraão. O
legalismo que estava vindo por parte das pessoas religiosas do tempo do apóstolo Paulo estava relacionado a um
princípio de escravidão, de não entender o que estava por trás do conceito da promessa. Da mesma forma que houve
no passado um conflito entre o filho da escrava com o filho da promessa. Da mesma forma hoje temos o conflito
entre os filhos do legalismo e os filhos da fé salvadora e justificadora pela graça em Cristo Jesus. Portanto debaixo
desse novo princípio que está por trás da promessa, podemos dizer que somos filhos de Deus por adoção e herdeiro
de Deus em Cristo Jesus.
Capítulo 5: 1-15

Os gálatas estavam enfeitiçados e queriam voltar à escravidão, então Paulo chama a atenção deles dizendo que eles
não estavam entendendo a salvação em Cristo, pois queriam ser justificados pela lei e não pela graça.
Quando Paulo escreveu que “Cristo nos chamou para a liberdade”, ele estava tendo uma preocupação com aqueles
que eram livres à não usarem dessa liberdade para dá lugar à carne. E o que é carne? Carne é a inclinação para
desobedecer a Deus, é a tendência pecadora do ser humano, fazendo a sua vontade e desconsiderando a vontade de
Deus. E Paulo diz que não é por esse caminho, pois toda a lei se resume em um só mandamento, “amar a Deus e
amar ao próximo como a si mesmo”. Mas o interessante é que o problema deles não era só a questão legalista, mas
também o problema de relacionamento, pois enquanto eles estavam preocupados em obedecer a lei, eles estavam se
esquecendo do essencial que era amar ao próximo, ou seja, dá preferência ao outro em relação a si mesmo. A
tendência legalista na verdade está relacionada ao orgulho e a glória humana, que tem haver com a carne.

Aplicação do estudo
Somos filhos de Deus por adoção e recebemos a salvação e a justificação por meio de Cristo. Antes da vinda de
Cristo e de termos alcançado a salvação por seu intermédio, o relacionamento com Deus era muito complicado, eram
feitas muitas exigências, e somente o sumo sacerdote poderia ter contato com Deus. Mas graças a Deus que através
de Cristo temos hoje plena liberdade de ter acesso direto a ele.

Perguntas & Respostas

Quem de fato é filho de Deus?


Podemos dizer que todos são filhos de Deus, no sentido que todos são criaturas dele feitos à sua imagem e
semelhança. Mas no sentido espiritual nós nos tornamos filhos de Deus, somente através de adoção, e para
sermos adotados por Deus, somente através do seu filho Jesus Cristo. Todo aquele que recebe Cristo na sua vida,
não recebe somente a salvação ou a justificação, mas também passa a ser espiritualmente filho de Deus.
Qual é a enfermidade de Paulo que é mencionada no capítulo 4:13?
A maioria dos estudiosos sugere que isso tenha a ver com o problema de visão. Nós lemos em Gl 6:11, que ele
escreve com letras grandes, talvez isso represente que ele não enxergasse muito bem. Tem outra passagem que
diz que quando ele está diante de um sacerdote, ele fala que estava vendo uma parede branqueada, e os outros
diziam, “Paulo o que você está vendo é o sacerdote”. Então alguns pressupõem que ele não enxergava direito, e
até algumas pessoas imaginam que isso seria o espinho da carne de Paulo, ou seja, um problema sério de miopia.
O que quer dizer redenção, conforme está escrito no capítulo 4:5?
A idéia de redenção está ligada à escravidão, ou seja, a pessoa (escravo) não tinha direito à sua liberdade, a não
ser se fosse comprada. Havia nas cidades gregas uma praça onde se vendia e comprava escravos no mercado. E a
idéia que Paulo nos dá, é que Cristo nos redimiu pagando o preço em favor da nossa liberdade.
No capítulo 5:4 fala de cair da graça, isso é possível?
A pessoa que está firme na perspectiva humana pode vir a cair. Paulo diz, “eles corriam bem, mas...” E em Mt 13
nos fala da parábola do semeador, que alguns se perderam pelo caminho, ou seja, a coisa começou bem na vida
da pessoa, mas a semente não permaneceu e não deu fruto. Realmente só Deus para saber se a pessoa realmente
“nasceu de novo” ou não.
A VIDA PELO ESPÍRITO
Capítulo 5: 16-26
O legalismo, ou seja, a tendência de querer obedecer à lei é provocada por uma vontade de vencer os desejos da
carne, mas não é a solução correta. E Paulo deixa claro quando diz que o caminho é a vida pelo Espírito. Ela fala
essas coisas, pois os gálatas estavam tendo problemas de relacionamento, como estudamos no capítulo anterior.
No verso 19, Paulo fala de pecados na área sexual (imoralidade sexual, impureza e libertinagem); pecados na área
religiosa (idolatria e feitiçaria); pecados contra o relacionamento entre as pessoas (ódio, discórdia, ciúmes, ira,
egoísmo, dissensões, facções e inveja), e pecados que a pessoa faz contra si mesma (embriaguez, orgias e coisas
semelhantes). A bíblia diz que pessoas que vivem debaixo do domínio da carne não herdarão o Reino de Deus, pois
não encontraram a vida pelo Espírito. Mas como saberemos se a pessoa de fato está vivendo no espírito, ou seja, na
vida que vem da fé, da graça e do perdão como fala no verso 22?
A palavra fruto vem no singular, e neste capítulo aparecem às qualidades deste fruto (amor, alegria, paz, paciência,
amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio). Estas qualidades estão relacionadas com as pessoas.
Paulo nos adverte que devemos manifestar a maior qualidade do Espírito, que é o amor; assim como Deus manifestou
o seu amor a nós. Pois o fruto do Espírito é o amor, e é nele que se desdobram as demais qualidades. O amor é a
capacidade de colocar a outra pessoa em primeiro lugar, entendendo o fato delas serem abençoadas e beneficiadas, e
Paulo diz que contra essas coisas não há lei.
Quando Paulo fala que “estamos em Cristo e que através dele a nossa carne já está crucificada”, não significa que
nós não temos a presença da carne, senão não teríamos a necessidade da admoestação que o capítulo nos diz.
Significa que nós que estamos em Cristo Jesus, recebemos forças para andarmos no Espírito. Se a vida que temos
vem do Espírito, nós devemos andar no Espírito. E Paulo fala que neste caso os gálatas estavam errando, pois haviam
começado na alegria, ou seja, no espírito e na graça; e agora estavam andando na carne e na força própria.
O cristianismo legalista é um cristianismo estressado, perturbado e esquisito. Nunca venceremos na vida espiritual
com a nossa força, nosso poder e nossa religiosidade. Nós vamos vencer com a transparência em admitir as nossas
falhas, bebendo do amor, da graça e do perdão que Deus nos deu em Cristo, e é pelo Espírito, por essa relação de
dependência profunda em relação a Deus que teremos condição de manifestar o amor, o fruto do Espírito.

Capítulo 6:1- 17
Paulo vai fazer um desfecho com chave de ouro, e o que chama a nossa atenção é que a virtude de fazer o bem a
todos claramente vem pelo Espírito. Observe o bom senso, o tato e o equilíbrio na hora de Paulo tratar dos
“finalmente” da carta de gálatas.
Paulo começa com uma lista de recomendações e nela podemos sentir uma direção espiritual nítida. Ele questiona a
postura das pessoas de se sentirem superiores as outras. Mais adiante ele vai falar de uma excelente semeadura, onde
devemos observar o que estamos semeando. Sabendo que a lei da felicidade é semear o bem e dá o melhor de si, e ao
seu tempo receberemos a verdadeira colheita. Pois quem semeia para carne, para os impulsos carnais, vai colher a
destruição, mas quem semeie para o Espírito colherá a vida eterna.
“Não nos cansemos de fazer o bem”. Fazer o bem cansa, é uma obra que exige perseverança. Não é porque há
pessoas carnais que nós devemos pagar o mal com o mal. É claro que podemos despertar a pessoa, dando uma
palavra mais forte, se ela está indo para um caminho de morte. Mas se a intenção é carnal ou de destruir a pessoa,
então as coisas estão fora dos propósitos de Deus.
No verso 11, Paulo está dizendo que Deus não está interessado na circuncisão ou na falta dela, o que Ele está
interessado é na glorificação da pessoa de Cristo. Nós não podemos perder o centro que é a cruz do evangelho.
O problema da circuncisão era o lugar que estava sendo dada a ela. Então a grande verdade é que por causa de Cristo
devemos está dispostos a aceitar todo tipo de lutas, pois é Ele que é o centro da história de Deus para a humanidade.
O que importa é a nova vida, nascer em Cristo.

Reflexão e aplicação do estudo


Quando nós temos um conflito com uma pessoa pensamos em longo nos distanciar dela, e desejamos que a pessoa
aprenda a lição e que ela pague por isso. Paulo diz, não é por aí, vamos lembrar que todos nós somos irmãos e que
estaremos juntos na vida eterna.
Então lembre-se, faça o bem a outra pessoa e não se esqueça, que tudo que semearmos, colheremos. Deus está
interessado que a gente abra mão do controle de nós mesmos, nos voltemos para ele e descansemos na graça e na fé,
pois Cristo fez tudo por nós. A força que nos trouxe a salvação é a mesma força que nos dará crescimento e
santificação. Saiba que a essência da fé cristã, não é nem religião, nem rito ou qualquer outra prática da lei, mas é o
amor, pois é através dele que vemos a ação do Espírito de Deus.

Perguntas & Respostas

No capítulo 5:17 encontramos a luta contra a carne e o Espírito, muitos dizem que tem haver com a vida
sexual, tem fundamento falar isso?
Há um conceito antigo que o pecado de Adão e Eva estava relacionado ao pecado sexual, pois a maça era símbolo
de Afrodite, a deusa do sexo etc... Essa idéia está equivocada. A carne se refere a nossa natureza pecaminosa, ou
seja, é a inclinação de colocar a mim mesmo no centro de tudo, e me opor à vontade de Deus. Por exemplo, o
ódio é carne, e isso não está ligado ao sexo; é claro que a força da carne envolve pecados que envolvem a
sexualidade, mas não é só isso.
Existia um grupo judaizante que queriam fazer daquela comunidade, uma comunidade legalista, e Paulo
fala justamente sobre ser carnal, por quê?
Muita gente imagina que uma pessoa muito legalista, que pega no pé, é a mais santa. A bíblia diz ao contrário,
todo aquele que é legalista demais, está sofrendo fortes tentações. O interessante era que os gálatas estavam
querendo praticar a lei, fazer circuncisão, mas ao mesmo tempo estavam se desentendendo e estavam sendo
dignos da advertência de Paulo que os dizia, “não deixe que a carne tome conta de vocês”. Então quando alguém
mostra este espírito legalista é sinal que há problema sério por trás desta capa, deste verniz. E é por isso que Paulo
diz que o caminho é a vida pelo Espírito, senão for por aí, ninguém vai chegar a lugar nenhum.
O que é levar as cargas uns dos outros (6:2)?
Paulo está falando que cada um deve cuidar para que não seja tentado a cair. Levar a carga do outro, é no sentido
de agir para ser compreensivo a ajudar as pessoas a enfrentarem uma situação de tentação e luta. Ninguém deve
se orgulhar de si mesmo, cada um deve examinar os seus próprios atos, no sentido que cada um deve cuidar da
sua própria vida, como diz Jesus: “Tire o tronco que está no seu olho, ao invés de tentar tirar o cisco que está no
olho do seu irmão”.
O que é o “Israel de Deus (6:16)”?
Israel é o povo com que Deus fez a sua aliança no Antigo Testamento. Já no Novo Testamento, aparece a nova
aliança que é para todos, tanto os judeus quanto os gentios. E Paulo está dizendo que os gentios também fazem
parte da aliança de Deus. Eles também são o “Israel de Deus”. A frase aqui se refere ao povo de Deus que está em
aliança com Ele.
Paulo encerra o livro falando que carrega a marca de Cristo. O que vem a ser a “marca de Cristo”, será
que todo o cristão a tem?
As marcas de Cristo no caso de Paulo no verso 17 significam as cicatrizes dos seus sofrimentos por causa do
evangelho. Paulo havia apanhado com chicotes. E ele está dizendo, “esses legalistas que dizem que vocês devem
fazer uma marquinha na sua genital masculina estão equivocados. Eu quero ver se eles têm coragem de carregar a
marca de Cristo nos corpos deles”. O que Paulo nos ensina é se queremos realmente levar a sério a verdade do
evangelho de Cristo, passaremos por grande pressão por parte daqueles que querem dá a honra e a glória ao ser
humano. A marca de Cristo diz respeito exatamente aos resultados das lutas daqueles que querem que somente
Cristo receba toda honra e toda glória. E tem muitos cantando por aí, “eu tenho a marca de Cristo em mim”. Será
que tem mesmo?

Deus lhe abençoe!


Estudo Elaborado pela: Pastora Jaciléa Donadio.