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DE REVISÃO
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CESPOU

CICLOS DE REVISÃO
CICLOS TJ/CE TJ/CE | @CICLOSR3
DE REVISÃO @CICLOSR3
ALUNO:
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CESPOU!
DIREITO ADMINISTRATIVO 
Por Rostonio Uchôa

Fala galera!! Vamos lá com toda força e energia!!!

O Direito Administrativo bem que poderia ter um Código com toda legislação em um lugar só...
facilitaria demais o trabalho do coach!!! (kkkk) Mas meus amigos, não é assim!! Aqui trouxemos os
principais artigos das legislações correlatas e espero que seja muito útil para compreensão dos pontos
mais cruciais do edital!!

Vamos que vamos, que #HOJETEEEEM muito estudo pessoal!!

1 PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO. Noção. Relevância. Tipologia. Princípios


constitucionais e infraconstitucionais regedores da atividade administrativa. Legalidade.
Impessoalidade. Moralidade. Publicidade. Eficiência. Preponderância e indisponibilidade do
interesse público. Proporcionalidade. Razoabilidade. Motivação. Continuidade. Presunção
de veracidade e de legalidade. Autoexecutoriedade. Autotutela. Segurança jurídica. Proteção
à confiança. Boa-fé.  

Muita atenção aqui à jurisprudência e doutrina! Lei seca não tem tanta incidência neste ponto, mas
não se deve negligenciar o conhecimento da fonte normativa dos princípios enunciados! Alguma coisa
sobre eles #VAICAIR.  

#PRINCIPAISARTIGOS  

CF, Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:  (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998) 

Lei 9784/99 – Lei do Processo Administrativo

Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade,
motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança
jurídica, interesse público e eficiência.

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DA MOTIVAÇÃO

Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos
jurídicos, quando:

I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;

II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;

III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;

IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;

V - decidam recursos administrativos;

VI - decorram de reexame de ofício;

VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos,
propostas e relatórios oficiais;

VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.

§ 1º A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de
concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que,
neste caso, serão parte integrante do ato.

Publicidade – Lei 12527 (Lei de Acesso a Informações)

Art. 3º  Os procedimentos previstos nesta Lei destinam-se a assegurar o direito fundamental de
acesso à informação e devem ser executados em conformidade com os princípios básicos da
administração pública e com as seguintes diretrizes: 

I - observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção; 

II - divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; 

III - utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação; 

IV - fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública; 

V - desenvolvimento do controle social da administração pública. 

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

SÚMULA VINCULANTE 3      Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-

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se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão
inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 

SÚMULA VINCULANTE 13 A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta,


colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma
pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em
comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste
mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. #APOSTACICLOS

INFORMATIVO 786 STF. Norma que impede nepotismo no serviço público não alcança
servidores de provimento efetivo. STF. Plenário. ADI 524/ES, rel. orig. Min. Sepúlveda Pertence, red. p/
o acórdão Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 20/5/2015 (Info 786). 

INFORMATIVO 815 STF. Não haverá nepotismo se a pessoa nomeada possui um parente no
órgão, mas sem influência hierárquica sobre a nomeação. STF. 2ª Turma. Rcl 18564/SP, rel. orig. Min.
Gilmar Mendes, red. p/ o acórdão Min. Dias Toffoli, julgado em 23/2/2016 (Info 815). 

INFORMATIVO 782 STF. Possibilidade de divulgação de vencimentos dos servidores públicos


com relação nominal. É legítima a publicação, inclusive em sítio eletrônico mantido pela Administração
Pública, dos nomes de seus servidores e do valor dos correspondentes vencimentos e vantagens
pecuniárias. STF. Plenário. ARE 652777/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 23/4/2015 (repercussão
geral) (Info 782) 

INFORMATIVO 763 STF. Necessidade de garantir contraditório e ampla defesa. A Administração


Pública pode anular seus próprios atos quando estes forem ilegais. No entanto, se a invalidação do
ato administrativo repercute no campo de interesses individuais, faz-se necessária a instauração de
procedimento administrativo que assegure o devido processo legal e a ampla defesa. Assim, a prerrogativa
de a Administração Pública controlar seus próprios atos não dispensa a observância do contraditório e
ampla defesa prévios em âmbito administrativo. STF. 2ª Turma. RMS 31661/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgado em 10/12/2013 (Info 732). STF. Plenário. MS 25399/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em
15/10/2014 (Info 763). 

INFORMATIVO 825 STF. Inclusão de entes federativos nos cadastros federais


de  inadimplência. É necessária a observância da garantia do devido processo legal, em especial, do
contraditório e da ampla defesa, relativamente à inscrição de entes públicos em cadastros federais de
inadimplência. Assim, a União, antes de incluir Estados-membros ou Municípios nos cadastros federais
de inadimplência (exs: CAUC, SIAF) deverá assegurar o devido processo legal, o contraditório e a ampla

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defesa. STF. Plenário. ACO 1995/BA, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 26/3/2015 (Info 779). STF. 1ª
Turma. ACO 732/AP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 10/5/2016 (Info 825). 

RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. REVISÃO DA MULTA. REDUÇÃO PELO PODER


JUDICIÁRIO. SÚMULA 7/STJ. 1. Consoante entendimento consolidado nesta Corte Superior, a intervenção
do Poder Judiciário nos atos administrativos cinge-se à defesa dos parâmetros da legalidade, permitindo-
se a reavaliação do mérito administrativo tão somente nas hipóteses de comprovada violação dos
princípios da legalidade, razoabilidade e proporcionalidade, o que ocorreu nos autos, sob pena de
invasão à competência reservada ao Poder Executivo. 2. Rever o entendimento do Tribunal de origem
quanto à proporcionalidade da multa implica a revisão dos aspectos fático-probatórios coligidos aos
autos, o que é defeso em recurso especial, conforme o disposto na Súmula 7/STJ. 3. Agravo interno a
que se nega provimento. (AgRg no AREsp 820768 / PR, Ministro OG FERNANDES (1139), Órgão Julgador
T2 - SEGUNDA TURMA, Data do Julgamento, 05/12/2017, Data da Publicação/Fonte DJe 13/12/2017)
#COLANARETINA #APOSTACICLOS

Ação cautelar de exibição de documentos. Dados coletados pelo IBGE. Repasse sem
finalidades estatísticas. Impossibilidade. Sigilo das informações individualizadas.  O Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE está legalmente impedido de fornecer a quem quer que seja as
informações individualizadas que coleta, no desempenho de suas atribuições, para que sirvam de prova
em quaisquer outros procedimentos administrativos. REsp 1.353.602-RS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia
Filho, por unanimidade, julgado em 30/11/2017, DJe 07/12/2017  

2 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Noção. Relação com legislação e jurisdição. Governo.


Constituição. Federação. Personalidade jurídica. Estrutura fundamental no Brasil.
Desconcentração. Descentralização. Órgãos públicos. Hierarquia. Delegação. Avocação.  

#PRINCIPAISARTIGOS

DECRETO-LEI Nº 200, DE 25 DE FEVEREIRO DE 1967.

Art. 4° A Administração Federal compreende:

I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da


Presidência da República e dos Ministérios.

II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de


personalidade jurídica própria:

a) Autarquias;

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b) Emprêsas Públicas;

c) Sociedades de Economia Mista.

d) fundações públicas. 

Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração Indireta vinculam-se ao Ministério


em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal atividade.

(...)

DA DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA

Art. 11. A delegação de competência será utilizada como instrumento de descentralização


administrativa, com o objetivo de assegurar maior rapidez e objetividade às decisões, situando-as
na proximidade dos fatos, pessoas ou problemas a atender.

Art . 12 . É facultado ao Presidente da República, aos Ministros de Estado e, em geral, às autoridades


da Administração Federal delegar competência para a prática de atos administrativos, conforme se
dispuser em regulamento.

Parágrafo único. O ato de delegação indicará com precisão a autoridade delegante, a autoridade
delegada e as atribuições objeto de delegação.

LEI 9784/99 - DA COMPETÊNCIA

Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída
como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.

Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal,
delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam
hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole
técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.

#APOSTACICLOS

Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:

I - a edição de atos de caráter normativo;

II - a decisão de recursos administrativos;

III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.

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#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

INFORMATIVO 610 STJ. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA. Associação de Municípios e Prefeitos


não possui legitimidade ativa para tutelar em juízo direitos e interesses das pessoas jurídicas de direito
público. STJ. 1ª Seção. REsp 1.503.007-CE, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 14/6/2017 (Info 610).
#IMPORTANTE 

Personalidade judiciária das Câmaras Municipais e das Assembleias Legislativas.  Súmula


525-STJ: A Câmara de vereadores não possui personalidade jurídica, apenas personalidade
judiciária, somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos institucionais. 

3  ADMINISTRAÇÃO  DIRETA E INDIRETA. Noções. Características. Autarquias.


Fundações  públicas. Empresas públicas. Sociedades de economia mista. Entes com
situação peculiar (ordens e conselhos profissionais, fundações de apoio, empresas controladas
pelo poder público, serviços  sociais autônomos, organizações  sociais, organizações  da
sociedade civil de interesse público). 

#PRINCIPAISARTIGOS

A estrutura básica da organização administrativa do Brasil foi dada pelo DL200/67:

DECRETO-LEI Nº 200, DE 25 DE FEVEREIRO DE 1967.

Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se:

I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita
próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor
funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada

II - Emprêsa Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com


patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade
econômica que o Govêrno seja levado a exercer por fôrça de contingência ou de conveniência
administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.

III - Sociedade de Economia Mista - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado,
criada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas
ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da Administração
Indireta. 

IV - Fundação Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins

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lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que


não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa,
patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por
recursos da União e de outras fontes.

Importante também conhecer a parte da Constituição que traça as normas fundamentais para a
constituição de Empresas Estatais (Empresa Pública e Sociedades de Economia Mista).

Constituição Federal

Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade
econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança
nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.

§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista


e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de
bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
19, de 1998)

I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)

III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da


administração pública; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação


de acionistas minoritários; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.(Incluído


pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios


fiscais não extensivos às do setor privado.

§ 3º A lei regulamentará as relações da empresa pública com o Estado e a sociedade.

§ 4º - lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação

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da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

§ 5º A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica, estabelecerá a
responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados
contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular.

Lei 13.303/16 #APOSTACICLOS

Estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias

Art. 3º  Empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com
criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela
União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. 

Parágrafo único.  Desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade da União,
do Estado, do Distrito Federal ou do Município, será admitida, no capital da empresa pública, a
participação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades da
administração indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 

Art. 4º Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito


privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito
a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a
entidade da administração indireta. 

§ 1º  A pessoa jurídica que controla a sociedade de economia mista tem os deveres e as
responsabilidades do acionista controlador, estabelecidos na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de
1976, e deverá exercer o poder de controle no interesse da companhia, respeitado o interesse
público que justificou sua criação. 

§ 2º  Além das normas previstas nesta Lei, a sociedade de economia mista com registro na Comissão
de Valores Mobiliários sujeita-se às disposições da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976. 

Art. 5º A sociedade de economia mista será constituída sob a forma de sociedade anônima e,
ressalvado o disposto nesta Lei, estará sujeita ao regime previsto na Lei nº 6.404, de 15 de dezembro
de 1976.

Art. 27.  A empresa pública e a sociedade de economia mista terão a função social de realização do
interesse coletivo ou de atendimento a imperativo da segurança nacional expressa no instrumento
de autorização legal para a sua criação. 

§ 1º  A realização do interesse coletivo de que trata este artigo deverá ser orientada para o
alcance do bem-estar econômico e para a alocação socialmente eficiente dos recursos geridos pela

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empresa pública e pela sociedade de economia mista, bem como para o seguinte: 

I - ampliação economicamente sustentada do acesso de consumidores aos produtos e serviços da


empresa pública ou da sociedade de economia mista; 

II - desenvolvimento ou emprego de tecnologia brasileira para produção e oferta de produtos e


serviços da empresa pública ou da sociedade de economia mista, sempre de maneira economicamente
justificada. 

§ 2º  A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão, nos termos da lei, adotar
práticas de sustentabilidade ambiental e de responsabilidade social corporativa compatíveis com o
mercado em que atuam. 

§ 3º  A empresa pública e a sociedade de economia mista poderão celebrar convênio ou contrato de
patrocínio com pessoa física ou com pessoa jurídica para promoção de atividades culturais, sociais,
esportivas, educacionais e de inovação tecnológica, desde que comprovadamente vinculadas ao
fortalecimento de sua marca, observando-se, no que couber, as normas de licitação e contratos
desta Lei. 

Da Exigência de Licitação e dos Casos de Dispensa e de Inexigibilidade

Art. 28. Os contratos com terceiros destinados à prestação de serviços às empresas públicas e às
sociedades de economia mista, inclusive de engenharia e de publicidade, à aquisição e à locação
de bens, à alienação de bens e ativos integrantes do respectivo patrimônio ou à execução de obras
a serem integradas a esse patrimônio, bem como à implementação de ônus real sobre tais bens,
serão precedidos de licitação nos termos desta Lei, ressalvadas as hipóteses previstas nos arts.
29 e 30.

§ 1º Aplicam-se às licitações das empresas públicas e das sociedades de economia mista as


disposições constantes dos arts. 42 a 49 da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006.

§ 2º O convênio ou contrato de patrocínio celebrado com pessoas físicas ou jurídicas de que trata
o § 3º do art. 27 observará, no que couber, as normas de licitação e contratos desta Lei.

#APOSTACICLOS

§ 3º São as empresas públicas e as sociedades de economia mista dispensadas da observância


dos dispositivos deste Capítulo nas seguintes situações:

I - comercialização, prestação ou execução, de forma direta, pelas empresas mencionadas no caput,


de produtos, serviços ou obras especificamente relacionados com seus respectivos objetos sociais;

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II - nos casos em que a escolha do parceiro esteja associada a suas características particulares,
vinculada a oportunidades de negócio definidas e específicas, justificada a inviabilidade de
procedimento competitivo.

Vale ler também o rol (embora extenso) do Art. 29.

Art. 29. É dispensável a realização de licitação por empresas públicas e sociedades de


economia mista: 

I - para obras e serviços de engenharia de valor até R$ 100.000,00 (cem mil reais).

II - para outros serviços e compras de valor até R$ 50.000,00

(...)

LEI No 9.986, DE 18 DE JULHO DE 2000. AGÊNCIAS REGULADORAS

Não coincidência de mandatos

Art. 7º A lei de criação de cada Agência disporá sobre a forma da não-coincidência de mandato.

Quarentena e Teoria da Captura

Art. 8º O ex-dirigente fica impedido para o exercício de atividades ou de prestar qualquer serviço no
setor regulado pela respectiva agência, por um período de quatro meses, contados da exoneração
ou do término do seu mandato. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.216-37, de 2001)

Mandato-Fixo

Art. 9º Os Conselheiros e os Diretores somente perderão o mandato em caso de renúncia, de


condenação judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar.

Modalidades de Licitação

Art. 37. A aquisição de bens e a contratação de serviços pelas Agências Reguladoras poderá se dar
nas modalidades de consulta e pregão, observado o disposto nos arts. 55 a 58 da Lei no 9.472, de
1997, e nos termos de regulamento próprio.

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS 

SÚMULA 516 STF - O Serviço Social da Indústria – S. E. S. I. – está sujeito à jurisdição da Justiça
Estadual. 

SÚMULA 517 STF - As sociedades de economia mista só têm foro na Justiça Federal, quando

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a União intervém como assistente ou opoente. 

SÚMULA 556 STF - É competente a Justiça comum para julgar as causas em que é parte sociedade
de economia mista. 

SÚMULA 333 STJ - Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida
por sociedade de economia mista ou empresa pública. (Súmula 333, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em
13/12/2006, DJ 14/02/2007 p. 246)

SÚMULA 120 STJ - O oficial de farmácia, inscrito no Conselho Regional de Farmácia, pode ser
responsável técnico por drogaria. (Súmula 120, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 29/11/1994, DJ 06/12/1994
p. 33786)

SÚMULA 275 STJ - O auxiliar de farmácia não pode ser responsável técnico por farmácia ou
drogaria. (Súmula 275, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/03/2003, DJ 19/03/2003 p. 141)

SÚMULA 413 STJ - O farmacêutico pode acumular a responsabilidade técnica por uma farmácia
e uma drogaria ou por duas drogarias. (Súmula 413, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 25/11/2009, DJe
16/12/2009)

INFORMATIVO 889 STF. AGÊNCIAS REGULADORAS E FUNÇÃO NORMATIVA. É constitucional


a previsão de que a ANVISA pode proibir produtos e insumos em caso de violação da legislação ou de
risco iminente à saúde, inclusive cigarros com sabor e aroma. É constitucional o art. 7º, III e XV, da Lei nº
9.782/99, que preveem que compete à ANVISA: III - estabelecer normas, propor, acompanhar e executar
as políticas, as diretrizes e as ações de vigilância sanitária; XV - proibir a fabricação, a importação, o
armazenamento, a distribuição e a comercialização de produtos e insumos, em caso de violação da
legislação pertinente ou de risco iminente à saúde; Entendeu-se que tais normas consagram o poder
normativo desta agência reguladora, sendo importante instrumento para a implementação das diretrizes,
finalidades, objetivos e princípios expressos na Constituição e na legislação setorial. Além disso, o
STF, após empate na votação, manteve a validade da Resolução RDC 14/2012- ANVISA, que proíbe a
comercialização no Brasil de cigarros com sabor e aroma. Esta parte do dispositivo não possui eficácia
erga omnes e efeito vinculante. Significa dizer que, provavelmente, as empresas continuarão ingressando
com ações judiciais, em 1ª instância, alegando que a Resolução é inconstitucional e pedindo a liberação da
comercialização dos cigarros com aroma. Os juízes e Tribunais estarão livres para, se assim entenderem,
declararem inconstitucional a Resolução e autorizar a venda. Existem, inclusive, algumas decisões nesse
sentido e que continuam valendo. STF. Plenário. ADI 4874/DF, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 1º/2/2018
(Info 889). 

INFORMATIVO 858 STF. PRECATÓRIOS. É aplicável o regime dos precatórios às sociedades de


economia mista prestadoras de serviço público próprio do Estado e de natureza não concorrencial. STF.

13 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

Plenário. ADPF 387/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 23/3/2017 (Info 858).#MUITOIMPORTANTE 

  INFORMATIVO 861 STF. CONSELHOS PROFISSIONAIS. Os pagamentos devidos, em razão


de pronunciamento judicial, pelos Conselhos de Fiscalização (exs: CREA, CRM, COREN, CRO) não se
submetem ao regime de precatórios. STF. Plenário. RE 938837/SP, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/
o ac. Min. Marco Aurélio, julgado em 19/4/2017 (repercussão geral) (Info 861). Apesar de os Conselhos
de Fiscalização Profissional serem considerados autarquias especiais, eles não participam do orçamento
público, não recebem aporte do Poder Central nem se confundem com a Fazenda Pública. Por essa razão,
não se submetem ao regime de  precatórios. Os conselhos de fiscalização profissional têm autonomia
financeira e orçamentária. Portanto, sua dívida é autônoma em relação ao Poder Público. Desse modo,
inserir esse pagamento no sistema de precatório transferiria para a União a condição de devedora do
Conselho de Fiscalização. #COLANARETINA

INFORMATIVO 602 STJ. CONSELHOS PROFISSIONAIS. Não estão sujeitas a registro perante o


respectivo Conselho Regional de Medicina Veterinária, nem à contratação de profissionais nele inscritos
como responsáveis técnicos, as pessoas jurídicas que explorem as atividades de comercialização de
animais vivos e a venda de medicamentos veterinários, pois não são atividades reservadas à atuação
privativa do médico veterinário. STJ. 1ª Seção. REsp 1.338.942-SP, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em
26/4/2017 (recurso repetitivo) (Info 602). 

INFORMATIVO 602 STJ. CONSELHOS PROFISSIONAIS. Segundo o art. 8º da Lei nº 12.514/2011,


para que os Conselhos  Profissionais ajuízem execução fiscal cobrando anuidades em
atraso, é necessário que o total da quantia executada seja de, no mínimo, quatro vezes o valor da
anuidade. Mesmo sem poder executar a dívida, o Conselho Profissional poderá adotar uma outra sanção
contra o inadimplente: poderá  suspender ou  cancelar seu registro profissional. Assim, o fato de os
conselhos não poderem executar dívidas inferiores a quatro vezes o valor cobrado anualmente da pessoa
física ou jurídica inadimplente, não impede que seja feita a suspensão ou o cancelamento do registro
do profissional que deixar de efetuar o pagamento das  anuidades. Isso está previsto no art. 8º,
parágrafo único, da Lei nº 12.514/2011. No caso específico dos Engenheiros e Arquitetos, o cancelamento
do registro somente pode acontecer desde que o atraso seja de, no mínimo, duas anuidades consecutivas
(art. 64 da Lei nº 5.194/66). STJ. 2ª Turma. REsp 1.659.989-MG, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em
25/4/2017 (Info 603) 

INFORMATIVO 607 STJ. CONSELHO PROFISSIONAL.  O exercício da profissão de técnico


ou treinador profissional de  futebol não se restringe aos profissionais graduados em Educação
Física, não havendo obrigatoriedade legal de registro junto ao respectivo Conselho Regional. STJ.
2ª Turma. REsp 1.650.759-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 6/4/2017 (Info 607). 

INFORMATIVO 611 STJ. CONSELHOS PROFISSIONAIS. É facultado aos técnicos de farmácia,

14 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

regularmente inscritos no Conselho Regional de Farmácia, a assunção de responsabilidade técnica


por drogaria, independentemente do preenchimento dos requisitos previstos nos arts. 15, § 3º, da Lei
nº 5.991/73, c/c o art. 28 do Decreto nº 74.170/74, entendimento que deve ser aplicado até a entrada
em vigor da Lei nº 13.021/2014. Obs: após a Lei nº 13.021/2014 apenas farmacêuticos habilitados na
forma da lei poderão atuar como responsáveis técnicos por farmácias com manipulação e drogarias. STJ.
1ª Seção. REsp 1.243.994-MG, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 14/6/2017 (recurso repetitivo) (Info 611). 

Estado-membro não pode ser incluído nos cadastros de inadimplentes da União por
irregularidades praticadas pelos outros Poderes que não o Executivo.  O Estado só pode sofrer
restrições nos cadastros de devedores da União por atos praticados pelo Poder Executivo. Dessa forma,
atos do Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e dos entes da www.dizerodireito.
com.br Página16 Administração Pública indireta (como as autarquias e as empresas públicas) não podem
gerar sanções da União contra o Estado, diante da ausência de ingerência direta do Executivo sobre eles.
STF. Plenário. ACO 1.612-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 13/2/2015. STF. Plenário. ACO 2099 AgR, Rel.
Min. Teori Zavascki, julgado em 18/12/2015. 

INFORMATIVO 759 STJ. SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS. CONCURSO PÚBLICO.  Os


serviços sociais autônomos precisam realizar concurso público para contratar seu pessoal? NÃO.
Os serviços sociais autônomos, por possuírem natureza jurídica de direito privado e não integrarem a
Administração Pública, mesmo que desempenhem atividade de interesse público em cooperação com o
ente estatal, NÃO estão sujeitos à observância da regra de concurso público (art. 37, II, da CF/88) para
contratação de seu pessoal. Obs.: vale ressaltar, no entanto, que o fato de as entidades do Sistema “S”
não estarem submetidas aos ditames constitucionais do art. 37, não as exime de manterem um padrão de
objetividade e eficiência na contratação e nos gastos com seu pessoal. STF. Plenário. RE 789874/DF, Rel.
Min. Teori Zavascki, julgado em 17/9/2014 (repercussão geral) (Info 759) 

SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS.  RECURSOS.  Os recursos geridos pelos serviços sociais


autônomos são considerados recursos públicos? NÃO. Segundo entende o STF, os serviços sociais
autônomos do denominado sistema “S”, embora compreendidos na expressão de entidade paraestatal,
são pessoas jurídicas de direito privado, definidos como entes de colaboração, mas não integrantes da
Administração Pública. Assim, quando o produto das contribuições ingressa nos cofres dos Serviços
Sociais Autônomos, perde o caráter de recurso público. STF. Plenário. ACO 1953 AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, julgado em 18/12/2013. 

SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS. PRERROGATIVAS DE FAZENDA PÚBLICA. AUSÊNCIA. Sem


prerrogativas processuais Os serviços sociais autônomos gozam das prerrogativas processuais inerentes
à Fazenda Pública (ex.: prazo em dobro para recorrer)? NÃO. As entidades paraestatais não gozam
dos privilégios processuais concedidos à Fazenda Pública. STF. AI 841548 RG, julgado em 09/06/2011. 

15 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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4 Atividades da Administração Pública. Tipologia. PODER E FUNÇÃO. Poder normativo.


Poder disciplinar. Poder decorrente de hierarquia. Poder vinculado. Poder discricionário
(evolução conceitual, mérito, justificativa, campos de exercício, parâmetros, conceitos
jurídicos indeterminados). Poder regulamentar. Poder normativo. Poder hierárquico. Poder
disciplinar.  

LEI 4717/65 – AÇÃO POPULAR (Abuso de Poder – Desvio de Finalidade)

Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos
casos de:

e) desvio de finalidade.

Parágrafo único. e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim
diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL (Poder Regulamentar)

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos
para sua fiel execução;

VI – dispor, mediante decreto, sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa


nem criação ou extinção de órgãos públicos; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; (Incluída pela Emenda Constitucional nº
32, de 2001)

(...)

Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta
Constituição e na lei:

II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

(...)

V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos

16 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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limites de delegação legislativa;

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS 

SÚMULA 56 STF - Militar reformado não está sujeito à pena disciplinar. 

SÚMULA 57 STF - Militar inativo não tem direito ao uso do uniforme fora dos casos previstos em lei
ou regulamento. 

SÚMULA 346 STF - A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 

SÚMULA 473 STF -  A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios
que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 

5 PODER DE POLÍCIA. Noções gerais. Síntese evolutiva. Fundamentos e finalidades.


Polícia administrativa. Regime jurídico geral. Campo de atuação. Meios de atuação.
Limites. Possibilidade de delegação. Características (discricionariedade/vinculação,
autoexecutoriedade e coercibilidade). Requisitos de validade. Proporcionalidade. Sanções.
Prescrição.

#PRINCIPAISARTIGOS 

CTN

Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou
disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão
de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da
produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou
autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos
individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 1966) #COLANARETINA

Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo
órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de
atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.

LEI Nº 9.873, DE 23 DE NOVEMBRO DE 1999.

Art. 1º  Prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta,
no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em vigor, contados da
data da prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver

17 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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cessado.

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

 SÚMULA VINCULANTE 38  É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de


estabelecimento comercial. 

 SÚMULA VINCULANTE 49  Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a
instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. 

SÚMULA 510 STJ - A liberação de veículo retido apenas por transporte irregular de passageiros
não está condicionada ao pagamento de multas e despesas.(Súmula 510, PRIMEIRA SEÇÃO, julgada em
26/03/2014, DJe 31/03/2014) 

SÚMULA 312 STJ - No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias
as notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente da infração. (Súmula 312, PRIMEIRA
SEÇÃO, julgado em 11/05/2005, DJ 23/05/2005 p. 371) 

SÚMULA 127 STJ - É ilegal condicionar a renovação da licença de veículo ao pagamento de multa,
da qual o infrator não foi notificado. (Súmula 127, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 14/03/1995, DJ 23/03/1995
p. 6730) 

SÚMULA 419 STF - Os Municípios têm competência para regular o horário do comércio local,
desde que não infrinjam leis estaduais ou federais válidas. 

SÚMULA  645  STF  -  É competente o Município para fixar o horário de funcionamento de


estabelecimento comercial. 

SÚMULA 646 STF - Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação
de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. 

INFORMATIVO 595 STJ. PODER DE POLÍCIA. O Banco Central tem o dever de exercer o controle
do crédito e fiscalizar a atividade das instituições financeiras. O Serasa não é uma instituição financeira,
considerando que não  exerce coleta, intermediação nem aplicação de recursos financeiros, nem a
custódia de valor de propriedade de terceiros, seja como atividade principal ou acessória. Logo, não é da
atribuição do Banco Central a fiscalização das atividades do Serasa. STJ. 4ª Turma. REsp 1.178.768-SP,
Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 1/12/2016 (Info 595). 

INFORMATIVO 596 STJ. PODER DE POLÍCIA. A Lei nº 7.102/83 estabelece normas para constituição


e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de
valores. O art. 11 dessa Lei prevê que “a propriedade e a administração das empresas especializadas

18 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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que vierem a se constituir são vedadas a estrangeiros.” Esse art. 11 deve ser interpretado segundo a
Constituição Federal que, desde a EC 6/95, proíbe, em regra, que a lei faça discriminação entre “empresa
brasileira de capital nacional” e “empresa brasileira de capital estrangeiro”. Em outras palavras, para o texto
constitucional atual, em regra, desde que uma empresa seja brasileira (constituída no Brasil e sujeita às
leis brasileiras), a origem do seu capital é irrelevante. Diante disso, a interpretação atual do art. 11 deve
ser a seguinte: • Empresas constituídas no exterior são proibidas de atuar no setor de segurança
privada. • Todavia, empresas que sejam constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede
e administração no País são consideradas “empresas brasileiras” (art. 1.126 do Código Civil), sendo
irrelevante que tenham na sua composição societária, direta ou indiretamente, participação ou controle
pelo capital estrangeiro. • Logo, “empresas brasileiras” poderão praticar atividades de segurança
privada no país ainda que tenham sócios estrangeiros. A restrição veiculada pelo art. 11 da Lei
nº 7.102/83, de acordo com a CF/88, não impede a participação de capital estrangeiro nas sociedades
nacionais (empresas brasileiras) que prestam serviço de segurança privada. STJ. 1ª Seção. MS 19.088-DF,
Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 14/12/2016 (Info 596). 

“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DO


ART. 58 E SEUS PARÁGRAFOS DA LEI FEDERAL Nº 9.649, DE 27.05.1998, QUE TRATAM DOS SERVIÇOS DE
FISCALIZAÇÃO DE PROFISSÕES REGULAMENTADAS. 1. Estando prejudicada a Ação, quanto ao § 3º do
art. 58 da Lei nº 9.649, de 27.05.1998, como já decidiu o Plenário, quando apreciou o pedido de medida
cautelar, a Ação Direta é julgada procedente, quanto ao mais, declarando-se a inconstitucionalidade do
“caput” e dos § 1º, 2º, 4º, 5º, 6º, 7º e 8º do mesmo art. 58. 2. Isso porque a interpretação conjugada dos
artigos 5°, XIII, 22, XVI, 21, XXIV, 70, parágrafo único, 149 e 175 da Constituição Federal, leva à conclusão,
no sentido da indelegabilidade, a uma entidade privada, de atividade típica de Estado, que abrange
até poder de polícia, de tributar e de punir, no que concerne ao exercício de atividades profissionais
regulamentadas, como ocorre com os dispositivos impugnados. 3. Decisão unânime.”

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. INMETRO. PEDIDO DE NULIDADE. ATO ADMINISTRATIVO.


DELEGAÇÃO DE PODER FISCALIZATÓRIO. ENTIDADE DE DIREITO PRIVADO. POSSIBILIDADE. 1. O
Superior Tribunal de Justiça possui orientação pacificada na Primeira Seção de que “estão revestidas de
legalidade as normas expedidas pelo CONMETRO e INMETRO, e suas respectivas infrações, com o objetivo
de regulamentar a qualidade industrial e a conformidade de produtos colocados no mercado de consumo,
seja porque estão esses órgãos dotados da competência legal atribuída pelas Leis 5.966/1973 e 9.933/1999,
seja porque seus atos tratam de interesse público e agregam proteção aos consumidores finais” (REsp
1.102.578/MG, Rel. Ministra Eliana Calmon). 2. O Tribunal de origem consignou que “partindo-se do fato
de que a delegação, promovida por meio da Portaria 213/2007, a Organismo de Certificação de Produto
- OCP, para efetuar a Certificação Compulsória de Conformidade, é de se entender que esta autuação
envolve o exercício do poder de polícia administrativa de verificação e avaliação da conformidade, que

19 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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poderá ser delegada apenas a entidades de direito público, seja com base no texto legal vigente à época
da prolação da sentença (art. 4º, parágrafo único da Lei n° 9.933/99), seja após a alteração legislativa (art.
4º § 2º da Lei n° 9.933/99, alterado pela Lei n° Lei n° 12.545/2011).” 3. Dessume-se que, nos termos do
art. 4º, §§ 1º e 2º, da Lei 9.933/1999, somente os atos relativos ao consentimento e à fiscalização
são delegáveis, pois aqueles referentes ao sancionamento e e à normatização derivam do poder
de coerção do Poder Público. 4. Na hipótese, em momento algum o Tribunal de origem constatou que
o ato de verificação e avaliação de conformidade do produto cuidava de atividade inerente à imposição
de sanção administrativa, tampouco se houve ou não violação de norma de regulamentação. 5. Recurso
Especial provido. (REsp 1658399 / CE RECURSO ESPECIAL 2017/0049205-7; Ministro HERMAN BENJAMIN
(1132); DJe 12/09/2017) #IMPORTANTE

6  ATO ADMINISTRATIVO. Estado de Direito. Noção. Elementos (agente competente,


objeto, forma, motivo, finalidade). Atributos (presunção  de legitimidade/veracidade,
imperatividade, autoexecutoriedade e tipicidade). Perfeição, vigência e eficácia. Retroatividade
e irretroatividade. Tipologia. Legalidade. Mérito. Ato de governo. “Não ato”. Vícios e defeitos.
Desfazimento. Nulidades. Anulação  e revogação. Cassação. Preservação  (convalidação,
ratificação e conversão).  

LEI 4717/65 – AÇÃO POPULAR       

Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior,
nos casos de:

a) incompetência;

b) vício de forma;

c) ilegalidade do objeto;

d) inexistência dos motivos;

e) desvio de finalidade.

Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as seguintes normas:

a) a incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do agente
que o praticou;

b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades


indispensáveis à existência ou seriedade do ato;

20 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei, regulamento
ou outro ato normativo;

d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta
o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido;

e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele
previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.

LEI 9784 – PROCESSO ADMINISTRATIVO

Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade,
motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança
jurídica, interesse público e eficiência.

Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:

I - atuação conforme a lei e o Direito;

II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou


competências, salvo autorização em lei;

III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou


autoridades;

IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;

V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na


Constituição;

VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em


medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;

VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;

VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados;

IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e
respeito aos direitos dos administrados;

X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e


à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio;

XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;

21 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados;

XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim
público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.

(...)

Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída
como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.

(...)

Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

(..)

DO DEVER DE DECIDIR

Art. 48. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos
e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua competência.

Art. 49. Concluída a instrução de processo administrativo, a Administração tem o prazo de até trinta
dias para decidir, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada.

(...)

DA MOTIVAÇÃO

Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos
jurídicos, quando:

I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;

II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;

III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;

IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;

V - decidam recursos administrativos;

VI - decorram de reexame de ofício;

VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos,
propostas e relatórios oficiais;

22 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.

§ 1º A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de
concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que,
neste caso, serão parte integrante do ato.

§ 2º Na solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio mecânico que
reproduza os fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos
interessados.

§ 3º A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da
respectiva ata ou de termo escrito.

DA ANULAÇÃO, REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO

Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de
legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os
direitos adquiridos.

Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos
favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados,
salvo comprovada má-fé.

§ 1º No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do


primeiro pagamento.

§ 2º Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que


importe impugnação à validade do ato.

Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo
a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria
Administração.

DECRETO LEI 200/67

Art . 12 . É facultado ao Presidente da República, aos Ministros de Estado e, em geral, às autoridades


da Administração Federal delegar competência para a prática de atos administrativos, conforme se
dispuser em regulamento.

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

INFORMATIVO 597 STJ. ATOS ADMINISTRATIVOS. A portaria interministerial editada pelos

23 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

Ministérios da Educação e do Planejamento demanda a manifestação das duas Pastas para a sua
revogação. Ex: o art. 7º do Decreto 6.253/2007 determinou que os Ministérios da Educação e da Fazenda
deveriam editar um ato conjunto definindo os valores, por aluno, para fins de aplicação dos recursos do
FUNDEB. Atendendo a este comando, em março de 2009, os Ministros da Educação e da Fazenda editaram
a Portaria interministerial 221/2009 estipulando tais valores. Ocorre que alguns meses depois, o Ministro da
Educação editou, sozinho, ou seja, sem o Ministro da Fazenda, a Portaria 788/2009 revogando a Portaria
interministerial 221/2009 e definindo novos valores por aluno para recebimento dos recursos do FUNDEB.
O STJ concluiu que esta segunda portaria não teve o condão de revogar a primeira. A regulamentação
do valor por aluno do FUNDEB exige um ato administrativo complexo que, para a sua formação, impõe
a manifestação de dois ou mais órgãos para dar existência ao ato (no caso, portaria interministerial).
Por simetria, somente seria possível a revogação do ato administrativo anterior por autoridade/órgão
competente para produzi-lo. Em suma, o  primeiro ato somente poderia ser revogado por outra
portaria interministerial das duas Pastas. STJ. 1ª Seção. MS 14.731/DF, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia
Filho, julgado em 14/12/2016 (Info 597) #IMPORTANTE 

SÚMULA VINCULANTE  3  Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-


se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão
inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 

SÚMULA 346 STF - A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. 

SÚMULA 473 STF - A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que
os tornam ilegais, porque dêles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. 

SÚMULA 280 STJ - O art. 35 do Decreto-Lei n° 7.661, de 1945, que estabelece a prisão administrativa,
foi revogado pelos incisos LXI e LXVII do art. 5° da Constituição Federal de 1988. (Súmula 280, SEGUNDA
SEÇÃO, julgado em 10/12/2003, DJ 17/12/2003 p. 210) 

7 PROCESSO ADMINISTRATIVO. Tratamento constitucional e infraconstitucional. Finalidades.


Devido processo legal no  âmbito  administrativo. Princípios  específicos  (contraditório,
ampla  defesa, duração  razoável, formalismo moderado, verdade material, oficialidade,
gratuidade, pluralidade de instâncias, participação  popular). Tipologia.  Fases. Lei
nº 9.784/1999. Reformatio in pejus. Processo administrativo disciplinar. Processo sumário.
Sindicância. Verdade sabida.  

24 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

Art. 5º CONSTITUIÇÃO FEDERAL

LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados
o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;

LEI 9784/99 - LEI DO PROCESSO ADMINISTRATIVO

Art. 56. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito.

§ 1º O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no
prazo de cinco dias, o encaminhará à autoridade superior.

§ 2º Salvo exigência legal, a interposição de recurso administrativo independe de caução.

§ 3º  Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante,
caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de
encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da
súmula, conforme o caso.

(...)

Art. 61. Salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem efeito suspensivo.

Parágrafo único. Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da
execução, a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar
efeito suspensivo ao recurso.

Art. 64. O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar,
total ou parcialmente, a decisão recorrida, se a matéria for de sua competência.

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

SÚMULA VINCULANTE 21   É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios


de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 

SÚMULA 373 STJ -  É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso
administrativo. (Súmula 373, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 11/03/2009, DJe 30/03/2009) 

SÚMULA 467 STJ - Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a
pretensão da Administração Pública de promover a execução da multa por infração ambiental. (Súmula
467, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 13/10/2010, DJe 25/10/2010) 

INFORMATIVO 741 STJ. PROCESSO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. O prazo decadencial do

25 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

art. 54 da Lei nº 9.784/99 não se aplica quando o ato a ser anulado afronta diretamente a Constituição
Federal. Não existe direito adquirido à efetivação na titularidade de cartório quando a vacância do cargo
ocorre na vigência da CF/88, que exige a submissão a concurso público (art. 236, § 3º). O prazo decadencial
do art. 54 da Lei nº 9.784/99 não se aplica quando o ato a ser anulado afronta diretamente a Constituição
Federal. O art. 236, § 3º, da CF é uma norma constitucional autoaplicável. Logo, mesmo antes da edição
da Lei 8.935/1994 ela já tinha plena eficácia e o concurso público era obrigatório como condição para
o ingresso na atividade notarial e de registro. STF. Plenário. MS 26860/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
2/4/2014 (Info 741). 

8 LICITAÇÃO. Noções gerais. Tratamento normativo. Legislação básica. Princípios.


Modalidades (concorrência, tomada de preços, convite, concurso, leilão e pregão).
Registro cadastral. Registro de preços. Comissão de licitação. Fases do processo licitatório.
Instauração. Habilitação. Classificação. Julgamento. Homologação. Adjudicação. Inversão
de fases. Dispensa e inexigibilidade. Anulação e revogação. Controle. Aspectos penais.

#APOSTACICLOS Como não poderia ser diferente, os pontos de Licitações e Contratos merecem
todo o destaque. Afinal, é impossível uma prova de direito administrativo que não exija conhecimento
SOBRE LICITAÇÃO E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. Como todos sabem, em regra, o que se exige é
o conhecimento puro e simples da lei. No entanto, eu sempre (quem não?) tive muita dificuldade em ler
a lei nº 8.666/93. Por conta disso, eu sempre preferi ler uma doutrina a respeito, pois, a rigor a rigor, os
livros de doutrina parafraseiam as principais ideias contidas na lei. Assim, ao invés de simplesmente gastar
meu tempo decorando a lei toda, eu lia a doutrina respectiva, na esperança de aprender e decorar os
seus aspectos mais relevantes. Sendo assim, para quem gosta de lei seca (quem é esse ser humano????),
é só se divertir. Aos demais mortais, leia seu material sobre licitações e contratos. 

 Sobre Licitações, são mais frequentes: Modalidades (características), Dispensa e Inexigibilidade; e


fases do processo licitatório! 

LEI Nº 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993

Art. 1º  Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a
obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Parágrafo único.  Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta,


os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de
economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito
Federal e Municípios.

26 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

Art. 2º  As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões


e locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente
precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.

Das Alienações

Art. 17.  A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse


público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:

I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e


entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá
de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta [licitação] nos
seguintes casos:

a) dação em pagamento;

b) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública, de


qualquer esfera de governo, ressalvado o disposto nas alíneas f, h e i;         (Redação dada pela Lei
nº 11.952, de 2009)

c) permuta, por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. 24 desta Lei;

d) investidura;

e)  venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de


governo;           (Incluída pela Lei nº 8.883, de 1994)

f ) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação ou permissão
de uso de bens imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente utilizados no âmbito
de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por
órgãos ou entidades da administração pública;           (Redação dada pela Lei nº 11.481, de 2007)

g) procedimentos de legitimação de posse de que trata o art. 29 da Lei no 6.383, de 7 de dezembro


de 1976, mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência
legal inclua-se tal atribuição; (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)

h) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação ou permissão
de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e
cinqüenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de programas de regularização fundiária de
interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública;        (Incluído pela
Lei nº 11.481, de 2007)

27 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

i) alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais da
União e do Incra, onde incidam ocupações até o limite de que trata o § 1º do art. 6º da Lei no
11.952, de 25 de junho de 2009, para fins de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais;
e (Redação dada pela Lei nº 13.465, 2017)

II - quando móveis, dependerá de avaliação prévia e de licitação, dispensada esta nos seguintes
casos:

a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de sua
oportunidade e conveniência sócio-econômica, relativamente à escolha de outra forma de alienação;

b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública;

c) venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a legislação específica;

d) venda de títulos, na forma da legislação pertinente;

e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública,


em virtude de suas finalidades;

f ) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública,


sem utilização previsível por quem deles dispõe.

DAS MODALIDADES, LIMITES E DISPENSA

Art. 22.  São modalidades de licitação:

I - concorrência;

II - tomada de preços;

III - convite;

IV - concurso;

V - leilão.

§ 1º Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de


habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital
para execução de seu objeto.

§ 2º Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados


ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à
data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.

28 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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§ 3º Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto,


cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade
administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá
aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com
antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas.

§ 4º Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho


técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores,
conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de
45 (quarenta e cinco) dias.

§ 5º Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis
inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a
alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao
valor da avaliação.

Art. 23.  As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão
determinadas em função dos seguintes limites, tendo em vista o valor estimado da contratação:

I - para obras e serviços de engenharia:

a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais);

b) tomada de preços - até R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais);

c) concorrência: acima de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais);

II - para compras e serviços não referidos no inciso anterior:

a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais);

b) tomada de preços - até R$ 650.000,00 (seiscentos e cinqüenta mil reais);

c) concorrência - acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinqüenta mil reais).

(...)

VEDAÇÃO AO FRACIONAMENTO

§ 5º É vedada a utilização da modalidade “convite” ou “tomada de preços”, conforme o caso, para


parcelas de uma mesma obra ou serviço, ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no
mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente, sempre que o somatório
de seus valores caracterizar o caso de “tomada de preços” ou “concorrência”, respectivamente, nos

29 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

termos deste artigo, exceto para as parcelas de natureza específica que possam ser executadas
por pessoas ou empresas de especialidade diversa daquela do executor da obra ou serviço.
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)

Art. 21. (...)

§ 2º  O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou da realização do evento será:

I - quarenta e cinco dias para:  

a) concurso;         

b) concorrência, quando o contrato a ser celebrado contemplar o regime de empreitada integral ou


quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço” ;

II - trinta dias para:

a) concorrência, nos casos não especificados na alínea “b” do inciso anterior;

b) tomada de preços, quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”;

III - quinze dias para a tomada de preços, nos casos não especificados na alínea “b” do inciso
anterior, ou leilão;

IV - cinco dias úteis para convite.

DISPENSA DE LICITAÇÃO

Art. 24. É dispensável a licitação:

I - para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na
alínea “a”, do inciso I do artigo anterior, desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra
ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser
realizadas conjunta e concomitantemente;

II - para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea
“a”, do inciso II do artigo anterior e para alienações, nos casos previstos nesta Lei, desde que não
se refiram a parcelas de um mesmo serviço, compra ou alienação de maior vulto que possa ser
realizada de uma só vez;

III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem;

IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de


atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas,

30 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens
necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e
serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos
e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos
respectivos contratos;

(...)

X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da


administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde
que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia;

XXXV - para a construção, a ampliação, a reforma e o aprimoramento de estabelecimentos


penais,  desde  que configurada  situação  de  grave  e iminente risco à segurança
pública.         #NOVIDADELEGISLATIVA       (Incluído pela Lei nº 13.500, de 2017)

INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

Art. 25.  É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:

I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos por
produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de marca, devendo
a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do
comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação
ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes;

II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular,
com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços
de publicidade e divulgação;

III  -  para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de


empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.

§ 1º  Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo conceito no campo de sua


especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiências, publicações, organização,
aparelhamento, equipe técnica, ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita
inferir que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do
objeto do contrato.

FASE - PROCEDIMENTOS

Art. 43. A licitação será processada e julgada com observância dos seguintes procedimentos:

31 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

I - abertura dos envelopes contendo a documentação relativa à habilitação dos concorrentes, e sua
apreciação;

II - devolução dos envelopes fechados aos concorrentes inabilitados, contendo as respectivas


propostas, desde que não tenha havido recurso ou após sua denegação;

III - abertura dos envelopes contendo as propostas dos concorrentes habilitados, desde que
transcorrido o prazo sem interposição de recurso, ou tenha havido desistência expressa, ou após o
julgamento dos recursos interpostos;

IV - verificação da conformidade de cada proposta com os requisitos do edital e, conforme o caso,


com os preços correntes no mercado ou fixados por órgão oficial competente, ou ainda com os
constantes do sistema de registro de preços, os quais deverão ser devidamente registrados na ata
de julgamento, promovendo-se a desclassificação das propostas desconformes ou incompatíveis;

V - julgamento e classificação das propostas de acordo com os critérios de avaliação constantes do


edital;

VI - deliberação da autoridade competente quanto à homologação e adjudicação do objeto da


licitação.

LEI 10520 – PREGÃO

Art. 1º  Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade
de pregão, que será regida por esta Lei.

Parágrafo único.  Consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos deste artigo, aqueles
cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por
meio de especificações usuais no mercado.

Art. 4º  A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos interessados e observará as
seguintes regras:

(...)

V - o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não
será inferior a 8 (oito) dias úteis;

(..)

VII - aberta a sessão, os interessados ou seus representantes, apresentarão declaração dando ciência
de que cumprem plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os envelopes contendo a
indicação do objeto e do preço oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à verificação

32 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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da conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório;

VIII - no curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até
10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a
proclamação do vencedor;

IX - não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições definidas no inciso anterior, poderão
os autores das melhores propostas, até o máximo de 3 (três), oferecer novos lances verbais e
sucessivos, quaisquer que sejam os preços oferecidos;

X - para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de menor preço,
observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos
de desempenho e qualidade definidos no edital;

XI - examinada a proposta classificada em primeiro lugar, quanto ao objeto e valor, caberá ao


pregoeiro decidir motivadamente a respeito da sua aceitabilidade;

XII - encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura do


invólucro contendo os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta,
para verificação do atendimento das condições fixadas no edital;

(...)

XV - verificado o atendimento das exigências fixadas no edital, o licitante será declarado vencedor;

XVI - se a oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias, o pregoeiro
examinará as ofertas subseqüentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de classificação, e assim
sucessivamente, até a apuração de uma que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante declarado
vencedor;

XVII - nas situações previstas nos incisos XI e XVI, o pregoeiro poderá negociar diretamente com o
proponente para que seja obtido preço melhor;

XVIII - declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a


intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das
razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar contra-razões
em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes
assegurada vista imediata dos autos;

XIX - o acolhimento de recurso importará a invalidação apenas dos atos insuscetíveis de


aproveitamento;

33 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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XX - a falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará a decadência do direito de


recurso e a adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor;

XXI - decididos os recursos, a autoridade competente fará a adjudicação do objeto da licitação ao


licitante vencedor;

XXII - homologada a licitação pela autoridade competente, o adjudicatário será convocado para
assinar o contrato no prazo definido em edital; e

XXIII - se o licitante vencedor, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar
o contrato, aplicar-se-á o disposto no inciso XVI.

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

SÚMULA 333 STJ- Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por
sociedade de economia mista ou empresa pública. (Súmula 333, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 13/12/2006,
DJ 14/02/2007 p. 246) 

LEI 13.500/2017. Altera os artigos 24, art. 26 e art. 40 da Lei nos 8.666, de 21 de junho de
1993. #NOVIDADELEGISLATIVA #ATUALIZAOVADE 

Franquias postais. Lei n. 11.668/2008. Licitação. Necessidade. Encerramento de contratos


vigentes antes das novas contratações. Impossibilidade.  Os contratos das Agências de Correios
Franqueadas em vigor em 27 de novembro de 2007 que não sejam precedidos de licitação possuem
eficácia até que as novas avenças sejam firmadas, ainda que descumprido o prazo estabelecido pelo
art. 7º, parágrafo único, da Lei n. 11.668/2008. AREsp 613.239-RS, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Primeira
Turma, por unanimidade, julgado em 07/11/2017, DJe 16/11/2017 

INFORMATIVO 602 STJ. LICITAÇÃO. Se um servidor público for sócio ou funcionário de uma
empresa, ela não poderá participar de licitações realizadas pelo órgão ou entidade ao qual estiver
vinculado este servidor público (art. 9º, III, da Lei nº 8.666/93). O fato de o servidor estar licenciado
do cargo não afasta a referida proibição,  considerando que, mesmo de licença, ele não deixa
possuir vínculo com a Administração Pública. Assim, o fato de o servidor estar licenciado não afasta
o entendimento segundo o qual não pode participar de procedimento licitatório a empresa que possuir
em seu quadro de pessoal servidor ou dirigente do órgão contratante ou responsável pela licitação. STJ.
2ª Turma. REsp 1.607.715-AL, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 7/3/2017. #APOSTACICLOS

LICITAÇÃO. A divulgação do Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas – CEIS pela CGU


tem mero caráter informativo, não sendo determinante para que os entes federativos impeçam
a participação, em licitações, das empresas ali constantes. MS 21.750-DF, Rel. Min. Napoleão Nunes

34 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

Maia Filho, por unanimidade, julgado em 25/10/2017, DJe 07/11/2017. STJ. 

INFORMATIVO 668 STJ. LICITAÇÃO. Competência para legislar sobre licitação. A União detém
competência para legislar sobre as normas gerais de licitação, podendo os Estados e Municípios legislar
sobre o tema para complementar as normas gerais e adaptá-las às suas realidades. Assim, lei municipal
pode proibir que os agentes políticos do município (e seus parentes) mantenham contrato com o Poder
Público municipal. STF. 2ª Turma. RE 423560/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgado em 29/5/2012 (Info
668). 

9 CONTRATOS DA ADMINISTRAÇÃO. Tipologia. Contratos clássicos (obras, serviços, compras,


concessões e permissões). Regime jurídico. Mutabilidade. Prerrogativas da Administração.
Cláusulas exorbitantes. Alteração unilateral. Equilíbrio econômico-financeiro. Fiscalização.
Não invocação da exceção do contrato não cumprido. Imposição de sanções. Rescisão
unilateral. Ocupação provisória de bens e serviços. Duração. Prorrogação. Garantias.
Formalização. Alteração. Imprevisão. Fato do príncipe. Recebimento do objeto. Rescisão
(por ato unilateral e escrito da Administração, amigável e judicial). Pagamento. Contratos
parcialmente regidos pelo Direito Privado. Novas figuras contratuais. Terceirização.

Sobre Contratos Administrativos é sempre importante saber sobre as cláusulas exorbitantes


(alteração; rescisão; fiscalização e controle); equilíbrio econômico-financeiro (teoria da imprevisão;
reajuste; revisão). Chamou-me atenção os seguintes temas: Contratos parcialmente regidos pelo
Direito Privado. Novas figuras contratuais. Terceirização. Algo vai cair! São temas ESPINHOSOS, por
serem relativamente novos! 

LEI 8.666- CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

Art. 54.  Os contratos administrativos de que trata esta Lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos
preceitos de direito público, aplicando-se-lhes, supletivamente, os princípios da teoria geral dos
contratos e as disposições de direito privado.

(...)

Art. 58.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração,
em relação a eles, a prerrogativa de:

I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público,


respeitados os direitos do contratado;

II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do art. 79 desta Lei;

35 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

III - fiscalizar-lhes a execução;

IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;

V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços
vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa
de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.

EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO

§ 1º  As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão


ser alteradas sem prévia concordância do contratado.

§ 2º  Na hipótese do inciso I deste artigo, as cláusulas econômico-financeiras do contrato deverão


ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual.

CONTRATO VERBAL

Art. 60. (...)

Parágrafo único.  É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de


pequenas compras de pronto pagamento, assim entendidas aquelas de valor não superior a 5%
(cinco por cento) do limite estabelecido no art. 23, inciso II, alínea “a” desta Lei, feitas em regime de
adiantamento.

Da Alteração dos Contratos

Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, nos
seguintes casos:

I - unilateralmente pela Administração:

a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica
aos seus objetivos;

b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição


quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei;

II - por acordo das partes:

a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;

b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço, bem como do


modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais

36 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

originários;

c) quando necessária a modificação da forma de pagamento, por imposição de circunstâncias


supervenientes, mantido o valor inicial atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com
relação ao cronograma financeiro fixado, sem a correspondente contraprestação de fornecimento
de bens ou execução de obra ou serviço;

d) (VETADO).

d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado
e a retribuição da administração para a justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento,
objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese de
sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de conseqüências incalculáveis, retardadores ou
impeditivos da execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do
príncipe, configurando álea econômica extraordinária e extracontratual.

§ 1º   O contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, os acréscimos ou
supressões que se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do
valor inicial atualizado do contrato, e, no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento,
até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos.

§ 2º Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior,


salvo:

II - as supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes.

RESCISÃO DOS CONTRATOS

Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser:

I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração, nos casos enumerados nos incisos I
a XII e XVII do artigo anterior;

II - amigável, por acordo entre as partes, reduzida a termo no processo da licitação, desde que haja
conveniência para a Administração;

III - judicial, nos termos da legislação;

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

INFORMATIVO 862 STF. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. O inadimplemento dos encargos


trabalhistas dos empregados  do  contratado não transfere automaticamente ao Poder Público

37 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CESPOU

contratante a responsabilidade pelo seu  pagamento, seja em caráter solidário ou subsidiário, nos
termos do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. Obs: a tese acima foi a fixada pelo STF. No entanto, penso
que é importante um esclarecimento revelado durante os debates: é possível sim, excepcionalmente,
que a Administração Pública responda pelas dívidas trabalhistas contraídas pela empresa contratada e
que não foram pagas, desde que o ex-empregado reclamante comprove, com elementos concretos de
prova, que houve efetiva falha do Poder Público na fiscalização do contrato. STF. Plenário. RE 760931/DF,
rel. orig. Min. Rosa Weber, red. p/ o ác. Min. Luiz Fux, julgado em 26/4/2017 (repercussão geral) (Info 862)
#IMPORTANTE 

INFORMATIVO 529 STJ. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. Contrato celebrado sem licitação


e declarado nulo: contratado não será indenizado se estava de má-fé. Se for reconhecida a nulidade
do contrato administrativo por ausência de prévia licitação, a Administração Pública, em regra, tem o
dever de indenizar os serviços prestados pelo contratado. No entanto, a Administração Pública não terá o
dever de indenizar os serviços prestados pelo contratado na hipótese em que este tenha agido de má-fé
ou concorrido para a nulidade do contrato. STJ. 2ª Turma. AgRg no REsp 1.394.161-SC, Rel. Min. Herman
Benjamin, julgado em 8/10/2013 (Info 529).  

10  SERVIDORES PÚBLICOS. Legislação: Lei nº  9.826/1974 e suas alterações  (dispõe sobre
o Estatuto dos Funcionários  Públicos  Civis do Estado do Ceará); Regime Próprio  de
Previdência  do Estado do Ceará.  Terminologia. Vínculos  de trabalho (funções, cargos
e empregos). Noção. Acessibilidade. Cargos públicos. Regime jurídico.  Vencimento,
remuneração  e subsídio. Estabilidade. Vitaliciedade. Acumulação  de cargos. Exercício  de
mandato eletivo. Férias, décimo terceiro salário, licenças e direito de greve. Sindicalização.
Aposentadoria e pensão. Limites de despesas com pessoal. Responsabilidade dos servidores.
Poder disciplinar. Regime disciplinar. Processo administrativo disciplinar. Comunicabilidade
de instâncias.  

Importantíssima a leitura do texto da Constituição Federal e acompanhamento da jurisprudência dos


Tribunais Superiores correspondente, que alias, é farta neste ponto!! Os temas de Servidores Públicos
normalmente cobram o texto do Estatuto do Servidor Público! Atentar que cada ente possui sua Lei
própria, no caso do Ceará a LEI Nº 9.826, DE 14 DE MAIO DE 1974! Entretanto, é bastante comum
se cobrar as disposições constitucionais sobre servidores envolvendo: Vencimento, remuneração
e subsídio. Estabilidade. Vitaliciedade. Acumulação de cargos. Exercício de mandato eletivo.
Portanto, não se pode deixar de ler a Constituição (art. 37 a 40, CF). É tema de bastante incidência
nas provas de magistratura do Cespe. 

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

38 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

Art. 37. (...)

II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso


público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado
em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por
igual período;

IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso


público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados
para assumir cargo ou emprego, na carreira;

V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo,


e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições
e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e
assessoramento; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;

VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de
deficiência e definirá os critérios de sua admissão;

TETO REMUNERATÓRIO #APOSTACICLOS

XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da


administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes
políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou
não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o
subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como
limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal
do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no
âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a
noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros
do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros
do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda

39 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

Constitucional nº 41, 19.12.2003)

§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e


suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do
caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 47, de 2005)

§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito
Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como
limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a
noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais
e Distritais e dos Vereadores. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)

PROIBIÇÃO DE VINCULAÇÃO REMUNERATÓRIA

XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de


remuneração de pessoal do serviço público;  

IRREDUTIBILIDADE

XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis,


ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; 

ACUMULAÇÃO DE CARGOS

XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade
de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;


(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001)

XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações,

40 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas,


direta ou indiretamente, pelo poder público; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO

Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de


mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)

I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo,
emprego ou função;

II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe


facultado optar pela sua remuneração;

III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as


vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não
havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;

IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de
serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;

V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados


como se no exercício estivesse.

DOS SERVIDORES PÚBLICOS

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua
competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração
pública direta, das autarquias e das fundações públicas. (Vide ADIN nº 2.135-4)

Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de
administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos
Poderes. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADIN nº 2.135-4)

§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório


observará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada


carreira; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

II - os requisitos para a investidura; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

41 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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III - as peculiaridades dos cargos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e


o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos
requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos
entre os entes federados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII,
XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de
admissão quando a natureza do cargo o exigir. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários


Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única,
vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou
outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação
entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o
disposto no art. 37, XI. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da


remuneração dos cargos e empregos públicos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de
recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, autarquia
e fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade,
treinamento e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço
público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)

§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos
do § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

LEI Nº 9.826, DE 14 DE MAIO DE 1974

Dispõe sobre o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado.

Art. 9º - Os cargos públicos são providos por:

I - nomeação;

42 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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II - promoção;

*III - acesso; *Ver Constituição Federal art. 37, inciso II e Constituição Estadual art. 154, inciso II.

*IV - transferência; *Ver Constituição Federal art. 37, inciso II e Constituição Estadual art. 154, inciso II.

V - reintegração;

VI - aproveitamento;

VII - reversão;

VIII - transposição;

IX - transformação.

*Art. 14 - É fixada em cinqüenta (50) anos a idade máxima para inscrição em concurso público
destinado a ingresso nas categorias funcionais instituídas de acordo com a Lei Estadual nº. 9.634,
de 30 de outubro de 1972, ressalvadas as exceções a seguir indicadas: *Redação dada pela Lei nº
10.340, de 22.11.1979 - D. O. 3.12.1979 - Apêndice.

*INCONSTITUCIONAL!! A Constituição Federal de 1988 não prevê idade máxima para


inscrição em Concurso Público.

POSSE E EXERCÍCIO

Art. 25 - A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias da publicação do ato de provimento no


órgão oficial.

Parágrafo único - A requerimento do funcionário ou de seu representante legal, a autoridade


competente para dar posse poderá prorrogar o prazo previsto neste artigo, até o máximo de 60
(sessenta) dias contados do seu término.

Art. 33 - O exercício funcional terá início no prazo de trinta dias, contados da data:

I - da publicação oficial do ato, no caso de reintegração;

II - da posse, nos demais casos.

DO REGIME DISCIPLINAR

Art. 174 - O funcionário público é administrativamente responsável, perante seus superiores


hierárquicos, pelos ilícitos que cometer.

Art. 175 - Considera-se ilícito administrativo a conduta comissiva ou omissiva, do funcionário, que

43 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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importe em violação de dever geral ou especial, ou de proibição, fixado neste Estatuto e em sua
legislação complementar, ou que constitua comportamento incompatível com o decoro funcional
ou social.

Parágrafo único - O ilícito administrativo é punível, independentemente de acarretar resultado


perturbador do serviço estadual.

(...)

Art. 179 - São independentes as instâncias administrativas civil e penal, e cumuláveis as


respectivas cominações.

§5º - A legítima defesa e o estado de necessidade excluem a responsabilidade administrativa.

Art. 181 - Extingue-se a responsabilidade administrativa:

I - com a morte do funcionário;

II - pela prescrição do direito de agir do Estado ou de suas entidades em matéria disciplinar.

Art. 182 - O direito ao exercício do poder disciplinar prescreve passados cinco anos da data em
que o ilícito tiver ocorrido.

Parágrafo único - São imprescritíveis o ilícito de abandono de cargo e a respectiva sanção.

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

SÚMULA VINCULANTE 4     Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode
ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem
ser substituído por decisão judicial. 

SÚMULA VINCULANTE 5   A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo


disciplinar não ofende a Constituição. 

SÚMULA VINCULANTE 6     Não viola a Constituição o estabelecimento de remuneração inferior


ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial. 

SÚMULA VINCULANTE 15    O cálculo de gratificações e outras vantagens do servidor público não
incide sobre o abono utilizado para se atingir o salário mínimo. 

SÚMULA VINCULANTE 16   Os artigos 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição,
referem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor público. 

SÚMULA VINCULANTE 33      Aplicam-se ao servidor público, no que couber, as regras do

44 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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regime geral da previdência social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, § 4º, inciso
III da Constituição Federal, até a edição de lei complementar específica. 

SÚMULA VINCULANTE 37     Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa,
aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia. 

SÚMULA VINCULANTE 39     Compete privativamente à União legislar sobre vencimentos dos
membros das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. 

SÚMULA VINCULANTE 42    É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de


servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária. 

SÚMULA VINCULANTE 43   É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie


ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento,
em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. 

SÚMULA VINCULANTE 44   Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de
candidato a cargo público. 

SÚMULA VINCULANTE 55      O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores
inativos. 

SÚMULA 266 STJ - O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido
na posse e não na inscrição para o concurso público. (Súmula 266, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em
22/05/2002, DJ 29/05/2002 p. 135) 

SÚMULA 377 STJ -  O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso
público, às vagas reservadas aos deficientes. (Súmula 377, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 22/04/2009,
DJe 05/05/2009) 

SÚMULA 552 STJ -  “O portador de surdez unilateral não se qualifica como pessoa com
deficiência para o fim de disputar as vagas reservadas em concursos públicos.” (Súmula 552, CORTE
ESPECIAL, julgado em 04/11/2015, DJe 09/11/2015)  #SELIGANADIFERENÇA #NÃOCONFUNDA

SÚMULA 343 STJ -  É obrigatória a presença de advogado em todas as fases do processo


administrativo disciplinar. (Súmula 343, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 12/09/2007, DJ 21/09/2007 p. 334) 

 SÚMULA 591 STJ - É permitida a prova emprestada no processo administrativo disciplinar,
desde que devidamente autorizada pelo juízo competente e respeitados o contraditório e a ampla defesa.
(Súmula 591, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 13/09/2017, DJe 18/09/2017) 

SÚMULA 592 STJ - O excesso de prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar

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só causa nulidade se houver demonstração de prejuízo à defesa. (Súmula 592, PRIMEIRA SEÇÃO,
julgado em 13/09/2017, DJe 18/09/2017)  #VAICAIR

SÚMULA 346 STJ - É vedada aos militares temporários, para aquisição de estabilidade, a contagem
em dobro de férias e licenças não-gozadas. (Súmula 346, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 13/02/2008, DJe
03/03/2008) 

SÚMULA 378 STJ  -  Reconhecido o desvio de função, o servidor faz jus às diferenças salariais
decorrentes. (Súmula 378, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 22/04/2009, DJe 05/05/2009) 

SÚMULA 682 STF - Não ofende a Constituição a correção monetária no pagamento com atraso
dos vencimentos de servidores públicos. 

SÚMULA 683 STF - O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em


face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições
do cargo a ser preenchido. 

SÚMULA 684 STF - É inconstitucional o veto não motivado à participação de candidato a concurso


público. 

SÚMULA 685 STF - É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor
investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não
integra a carreira na qual anteriormente investido. 

SÚMULA 686 STF - Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato
a cargo público. 

SÚMULA 688 STF - É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário. 

Servidor Público. Remoção de cônjuge a pedido. Acompanhamento.  O servidor público


federal somente tem direito à remoção prevista no art. 36, parágrafo único, III, “a”, da Lei n. 8.112/1990,
na hipótese em que o cônjuge/companheiro, também servidor, tenha sido deslocado de ofício, para
atender ao interesse da Administração (nos moldes do inciso I do mesmo dispositivo legal). EREsp 1.247.360-
RJ, Rel. Min. Benedito Gonçalves, por maioria, julgado em 22/11/2017, DJe 29/11/2017 #IMPORTANTE 

Concurso público. Nomeação tardia. Erro reconhecido pela Administração. Indenização.


Remuneração retroativa. Impossibilidade. A nomeação tardia de candidatos aprovados em concurso
público não gera direito à indenização, ainda que a demora tenha origem em erro reconhecido pela
própria Administração Pública. REsp 1.238.344-MG, Rel. Min. Sérgio Kukina, por maioria, julgado em
30/11/2017, DJe 19/12/2017  #APOSTACICLOS

Militar. Descontos em folha de pagamento. Os descontos em folha, juntamente com os descontos

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obrigatórios, podem alcançar o percentual de 70% das remunerações ou dos proventos brutos dos
servidores militares. EAREsp 272.665-PE, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, por unanimidade, julgado
em 13/12/2017, DJe 18/12/2017 

Pensão por morte. Acordo efetivado em juízo. O acordo de partilha de pensão por morte,
homologado judicialmente, não altera a ordem legal do pensionamento, podendo, todavia, impor ao
órgão de previdência a obrigação de depositar parcela do benefício em favor do acordante que não
figura como beneficiário perante a autarquia previdenciária. RMS 45.817-RJ, Rel. Min. Humberto Martins,
Rel. Acd. Min. Og Fernandes, por maioria, julgado em 26/09/2017, DJe 05/02/2018 

INFORMATIVO 854 STF. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA: Não se aplica a aposentadoria


compulsória prevista no art. 40, § 1º, II, da CF aos titulares de serventias judiciais não estatizadas,
desde que não sejam ocupantes de cargo público efetivo e não recebam remuneração proveniente dos
cofres públicos. STF. Plenário. RE 647827/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 15/2/2017 (repercussão
geral) (Info 854). 

INFORMATIVO 851 STF. SERVIDORES PÚBLICOS.  Os servidores ocupantes de cargo


exclusivamente em comissão não se submetem à regra da aposentadoria compulsória prevista no
art. 40, § 1º, II, da CF, a qual atinge apenas os ocupantes de cargo de provimento efetivo, inexistindo, também,
qualquer idade limite para fins de nomeação a cargo em comissão. Ressalvados impedimentos de ordem
infraconstitucional, não há óbice constitucional a que o servidor efetivo, aposentado compulsoriamente,
permaneça no cargo comissionado que já desempenhava ou a que seja nomeado para cargo de livre
nomeação e exoneração, uma vez que não se trata de continuidade ou criação de vínculo efetivo com
a Administração. STF. Plenário. RE 786540/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 15/12/2016 (repercussão
geral) (Info 851). #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 592 STJ. GREVE.  Não se mostra razoável a possibilidade de desconto


em parcela  única sobre a remuneração do servidor público dos dias parados e não compensados
provenientes do exercício do direito de greve. STJ. 2ª Turma. RMS 49.339-SP, Rel. Min. Francisco Falcão,
julgado em 6/10/2016 (Info 592). #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 852 STF. SERVIDORES PÚBLICOS. AGENTES POLÍTICOS. O art. 39,  §  4º, da
Constituição Federal não é incompatível com o pagamento de terço de férias e décimo terceiro
salário. Os agentes políticos, como é o caso dos Prefeitos e Vice-Prefeitos, não devem ter um tratamento
melhor, mas também não podem ter uma situação pior do que a dos demais trabalhadores. Se todos
os trabalhadores em geral têm direito a um terço de férias e têm direito a décimo terceiro salário, não
se mostra razoável que isso seja retirado da espécie de servidores públicos (Prefeitos e Vice-Prefeitos).
STF. Plenário. RE 650898/RS, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em

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1º/2/2017 (repercussão geral) (Info 852). 

INFORMATIVO 594 STJ. SERVIDORES PÚBLICOS. PISO SALARIAL NACIONAL DE


PROFESSORES. A Lei nº 11.738/2008, em seu art. 2º, § 1º, ordena que o vencimento inicial das carreiras
do magistério público da educação básica deve corresponder ao piso salarial profissional nacional, sendo
vedada a fixação do vencimento básico em  valor inferior, não havendo determinação de incidência
automática em toda a carreira e reflexo imediato sobre as demais vantagens e gratificações, o que somente
ocorrerá se estas determinações estiverem previstas nas legislações locais. STJ. 1ª Seção. REsp 1.426.210-
RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 23/11/2016 (recurso repetitivo) (Info 594). 

INFORMATIVO 853 STF. APOSENTADORIA. APROVEITAMENTO DO TEMPO TRABALHADO


COMO ALUNO-APRENDIZ. O servidor que trabalhou como “aluno-aprendiz” pode utilizar este período
como tempo de serviço para fins  de aposentadoria? Sim, no entanto, para isso  é  necessário que ele
apresente certidão do estabelecimento de ensino frequentado. Tal documento deve atestar a condição
de aluno-aprendiz e o recebimento de retribuição pelos serviços executados, consubstanciada em
auxílios materiais diversos. Com a edição da Lei nº 3.353/59, passou-se a exigir, para a contagem do
tempo mencionado, a demonstração de que a mão de obra foi remunerada com o pagamento de
encomendas. O elemento essencial à caracterização do tempo de serviço como aluno-aprendiz não é a
percepção de vantagem direta ou indireta, mas a efetiva execução do ofício para o qual recebia instrução,
mediante encomendas de terceiros. Como consequência, a declaração emitida por instituição de ensino
profissionalizante somente comprova o período de trabalho caso registre expressamente a participação
do educando nas atividades laborativas desenvolvidas para atender aos pedidos feitos às escolas. STF.
1ª Turma. MS 31518/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 7/2/2017 (Info 853). 

INFORMATIVO 853 STF. APOSENTADORIA. JUIZ FEDERAL QUE COMPLETOU OS REQUISITOS


PARA SE APOSENTAR QUANDO AINDA VIGORAVA O ART. 192, I, DA LEI 8.112/90 TEM DIREITO
DE SE APOSENTAR COM PROVENTOS DE DESEMBARGADOR. A redação originária do art. 192, I, da
Lei nº 8.112/90 previa que o servidor público federal, ao se aposentar, deveria receber, como proventos,
a remuneração da classe superior a que pertencia. Esse art. 192 foi revogado em 1997 pela Lei nº 9.527.
Determinado Juiz Federal completou os requisitos para se aposentar em 1994. No entanto, optou por
continuar trabalhando até 2010, quando pediu a aposentadoria. O STF entendeu que, como ele preencheu
os requisitos para se aposentar em 1994, ou seja, antes da Lei nº 9.527/97, ele teria direito à regra prevista
no art. 192, I, da Lei nº 8.112/90. Logo, ele, ao se aposentar como Juiz Federal, tem direito de receber os
proventos como se fosse Desembargador Federal (classe imediatamente superior àquela em que ele se
encontrava posicionado). STF. 1ª Turma. MS 32726/DF, rel. orig. Min. Roberto Barroso, red. p/ o ac. Min.
Marco Aurélio, julgado em 7/2/2017 (Info 853). 

INFORMATIVO 596 STJ. SERVIDORES PÚBLICOS. Não viola o princípio da isonomia

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o implemento de regra de transição de aposentadoria dos servidores integrantes do Serviço Exterior


Brasileiro (Lei nº 11.440/2006), como está previsto no parágrafo único do art. 2º da LC 152/2015,
considerando-se as peculiaridades da carreira, as necessidades do Estado e a ordem constitucional
vigente. STJ. 1ª Seção. MS 22.394-DF, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 9/11/2016 (Info 596). 

INFORMATIVO 596 STJ. PENSÃO ESPECIAL DE COMBATENTE. Em se tratando de dependente


incapaz, o termo inicial para o pagamento do benefício da pensão especial de ex-combatente é o óbito
do instituidor. STJ. Corte Especial. EREsp 1.141.037-SC, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 7/12/2016
(Info 596). 

INFORMATIVO 858 STF. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA. São inconstitucionais, por violarem o


art. 37, IX, da CF/88, a autorização legislativa genérica para contratação temporária e a permissão
de prorrogação indefinida do prazo de contratações temporárias. STF. Plenário. ADI 3662/MT, Rel. Min.
Marco Aurélio, julgado em 23/3/2017 (Info 858). 

INFORMATIVO 598 STJ. SERVIDORES PÚBLICOS. TEORIA DO FATO CONSUMADO. A “teoria


do fato consumado” não pode ser aplicada para consolidar remoção de servidor público destinada a
acompanhamento de cônjuge, em hipótese que não se adequa à legalidade estrita, ainda que tal situação
haja perdurado por vários anos em virtude de decisão liminar não confirmada por ocasião do julgamento
de mérito. Em outras palavras, se a pessoa consegue uma decisão provisória garantindo a ela a remoção
e, posteriormente, esta decisão é revogada, esta remoção terá que ser desfeita mesmo que já tenha se
passado muitos anos. Não se aplica a “Teoria do Fato Consumado” em relação a atos praticados sob
contestação das pessoas envolvidas, que o reputam irregular e manifestam a existência da irregularidade
nas vias adequadas, ainda que, pela demora no transcurso do procedimento destinado à apuração da
legalidade do ato, este gere efeitos no mundo concreto. Verificada ou confirmada a ilegalidade, o ato
deve ser desfeito, preservando-se apenas aquilo que, pela consolidação fática irreversível, não puder
ser restituído ao status quo ante. Se a Administração Pública, mesmo após a decisão liminar, continuou
questionando no processo a legalidade da remoção do servidor/autor, não se pode aplicar a teoria do
fato consumado, devendo o ato ser desfeito, salvo se tivesse havido uma consolidação fática irreversível
(ou seja, se não fosse mais possível voltar ao “status quo ante”). STJ. Corte Especial. EREsp 1.157.628-RJ, Rel.
Min. Raul Araújo, julgado em 7/12/2016 (Info 598). #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 598 STJ. SERVIDORES PÚBLICOS. O término da incorporação dos 11,98%, ou


do índice obtido em cada caso, oriundo das perdas salariais resultantes da conversão de cruzeiro real
em URV, na remuneração do servidor, deve ocorrer no momento em que a carreira passa por uma
restruturação remuneratória. STJ. 3ª Seção. EREsp 900.311-RN, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 22/2/2017
(Info 598). 

INFORMATIVO 598 STJ. PAD. COMPETÊNCIA INSTAURAÇÃO. A instauração de processo

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disciplinar contra servidor efetivo cedido deve ocorrer, preferencialmente, no órgão em que tenha
sido praticada a suposta irregularidade. Por outro lado, o julgamento e a eventual aplicação de
sanção só podem ocorrer no órgão ao qual o servidor efetivo estiver vinculado. Ex: João é servidor
efetivo (técnico judiciário) do TJDFT e foi cedido para um cargo em comissão no STJ. Quando ainda estava
prestando serviços no STJ, João praticou uma infração disciplinar. A Instauração do PAD deverá ser feita
preferencialmente pelo STJ. Por outro lado, o julgamento do servidor e aplicação da sanção deverão ser
realizados obrigatoriamente pelo TJDFT. STJ. Corte Especial. MS 21.991- DF, Rel. Min. Humberto Martins,
Rel. para acórdão Min. João Otávio de Noronha, julgado em 16/11/2016 (Info 598).  

INFORMATIVO 859 STF. SERVIDOR PÚBLICO. ABONO DE PERMANÊNCIA. A ocupação de novo


cargo dentro da estrutura do Poder Judiciário, pelo titular do abono de permanência, não implica a
cessação do benefício. Ex: determinada pessoa ocupa o cargo de Desembargador do Trabalho e
está recebendo abono de permanência; se ela for promovida ao cargo de Ministro do TST, terá direito
de continuar recebendo o abono, não sendo necessário completar cinco anos no cargo de Ministro para
requerer o benefício. STF. 1ª Turma. MS 33424/DF e MS 33456/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em
28/3/2017 (Info 859). 

INFORMATIVO 859 STF. PENSÃO CIVIL E PENSÃO MILITAR. ACUMULAÇÃO. POSSIBILIDADE. A


CF/67 e a CF/88 (antes da EC 20/98) não proibiam que o militar reformado voltasse ao serviço público
e, posteriormente, se aposentasse no cargo civil, acumulando os dois proventos. Ex: João foi reformado
como Sargento do Exército em 1980. Voltou ao serviço público e se aposentou como servidor da ABIN
(órgão público federal), concedida em 1995. Essa acumulação de proventos é possível. O art. 11 da EC
20/98 proibiu, expressamente, a concessão de mais de uma aposentadoria pelo regime de previdência
dos servidores civis. No entanto, este dispositivo não vedou a cumulação de aposentadoria de servidor
público com proventos de militar. Sendo possível a cumulação de proventos, é também permitido que o
dependente acumule as duas pensões. Ex: Em 1996, João faleceu e Maria, sua esposa, passou a receber
duas pensões por morte, uma decorrente de cada vínculo acima explicado. STF. 2ª Turma. MS 25097/DF,
Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 28/3/2017 (Info 859) 

INFORMATIVO 860 STF. GREVE. POLICIAIS CIVIS. IMPOSSIBILIDADE. O exercício do direito


de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores
públicos que atuem diretamente na  área  de segurança pública. É obrigatória a participação do
Poder Público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos
termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria. STF. Plenário. ARE 654432/GO,
Rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 5/4/2017 (repercussão
geral) (Info 860).#IMPORTANTE 

INFORMATIVO 860 STF. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. PROVENTOS INTEGRAIS x

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INTEGRALIDADE. Os efeitos financeiros das revisões de aposentadoria concedida com base no art. 6º-A
da EC 41/2003, introduzido pela EC 70/2012, somente se produzirão a partir da data de sua promulgação
(30/3/2012). STF. Plenário. RE 924456/RJ, rel. orig. Min. Dias Toffoli, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes,
julgado em 5/4/2017 (Info 860). A EC 70/2012 previu expressamente essa possibilidade: Art. 2º A União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, assim como as respectivas autarquias e fundações, procederão,
no prazo de 180 (cento e oitenta) dias da entrada em vigor desta Emenda Constitucional, à revisão das
aposentadorias, e das pensões delas decorrentes, concedidas a partir de 1º de janeiro de 2004, com
base na redação dada ao § 1º do art. 40 da Constituição Federal pela Emenda Constitucional nº 20,
de 15 de dezembro de 1998, com efeitos  financeiros a partir da data de promulgação desta Emenda
Constitucional. A retroatividade não é possível sem a indicação de uma fonte de custeio para fazer
frente aos novos gastos, pois pode representar um desequilíbrio atuarial com implicações negativas
no pacto federativo. É proibida a aplicação retroativa de norma previdenciária sem fonte de custeio.
Trata-se do chamado princípio da contrapartida, que tem por objetivo garantir a situação econômico-
financeira do sistema de Previdência. Esse princípio vincula tanto o  legislador quanto o administrador
público, responsável pela aplicação das regras. #NÃOCONFUNDIR: Não confundir direito a proventos
integrais com direito à integralidade: Quando se diz que o servidor tem direito a proventos integrais, o
que se está afirmando é que esse benefício não será calculado com base no tempo de contribuição do
servidor. Se a aposentadoria é com proventos proporcionais, significa dizer que no cálculo incidirá uma
fórmula matemática que consiste no número de anos de contribuição efetivamente cumpridos dividido
pelos anos de contribuição exigidos para se aposentar com proventos integrais. Isso fará com que a
aposentadoria com proventos proporcionais seja inferior à aposentadoria com proventos integrais. Vale
ressaltar, no entanto, que dizer que a aposentadoria será com proventos integrais não significa afirmar
que o valor do benefício será igual à remuneração que era recebida pelo servidor na atividade. Quando
se fala em direito à integralidade, ou princípio da integralidade, aí sim o que se está afirmando é que o
servidor terá direito a 100% da remuneração da ativa, ou seja, o benefício será igual ao que ele recebia
na atividade. 

INFORMATIVO 862 STF. SERVIDORES PÚBLICOS. Nos casos autorizados constitucionalmente


de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do art. 37, XI, da Constituição Federal
pressupõe consideração de cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto
remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. Ex: se determinado Ministro
do STF for também professor da UnB, ele irá receber seu subsídio integral como Ministro e mais a
remuneração decorrente do magistério. Nesse caso, o teto seria considerado especificamente para cada
cargo, sendo permitido que ele receba acima do limite previsto no art. 37, XI da CF se considerarmos seus
ganhos globais. STF. Plenário. RE 612975/MT e RE 602043/MT, Rel. Min. Márco Aurélio, julgados em 26 e
27/4/2017 (repercussão geral) (Info 862). #IMPORTANTE 

51 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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INFORMATIVO 600 STJ. CONCURSO PÚBLICO. Em ação ordinária na qual se discute a eliminação
de candidato em concurso público – em razão da subjetividade dos critérios de avaliação de exame
psicotécnico previstos no edital – a legitimidade passiva será da entidade responsável pela elaboração
do certame. Ex: o Estado do ES abriu concurso para agente penitenciário. O CESPE foi contratado para
realizar as provas. João inscreveu-se no certame e foi aprovado nas provas teóricas, tendo sido, contudo,
reprovado no exame psicotécnico. Diante disso, João quer ajuizar ação ordinária questionando os critérios
de avaliação do exame psicotécnico previstos no edital sob o argumento de que eles eram subjetivos. Essa
ação terá que ser proposta contra o Estado do ES (e não contra o CESPE). STJ. 1ª Turma. REsp 1.425.594-
ES, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado em 7/3/2017 (Info 600).#IMPORTANTE 

INFORMATIVO 753 STF. Se o candidato tomou posse por força de decisão judicial precária e esta,
posteriormente, é revogada, ele perderá o cargo, mesmo que já o esteja ocupando há muitos anos. Não
se aplica, ao caso, a teoria do fato consumado. Nesse sentido: STF. Plenário. RE 608482/RN, Rel.
Min. Teori Zavascki, julgado em 7/8/2014 (repercussão geral) (Info 753). 

#OLHAOGANCHO

INFORMATIVO 600 STJ. A situação será  diferente se ele se aposentou antes do processo
chegar ao fim. Imagine que o candidato tomou posse no cargo por força de decisão judicial precária.
Passaram-se vários anos e ele, após cumprir todos os requisitos, aposentou neste cargo por tempo de
contribuição. Após a aposentadoria, a decisão que o amparou foi reformada. Neste caso, não haverá a
cassação de sua aposentadoria. Nas palavras do STJ: quando o exercício do cargo foi amparado por
decisões judiciais precárias e o servidor se aposentou,  antes do julgamento final de mandado
de segurança, por tempo de contribuição durante esse exercício e após legítima contribuição ao
sistema, a denegação posterior da segurança que inicialmente permitira ao servidor prosseguir
no certame não pode ocasionar a cassação da aposentadoria. STJ. 1ª Seção. MS 20.558- DF, Rel. Min.
Herman Benjamin, julgado em 22/2/2017 (Info 600). #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 600 STJ. SERVIDOR PÚBLICO. REMUNERAÇÃO. ABONO DE PERMANÊNCIA.


O abono de permanência insere-se no conceito de remuneração do cargo efetivo, de forma a compor a
base de cálculo da licença-prêmio não gozada. STJ. 1ª Turma. REsp 1.514.673-RS, Rel. Min. Regina Helena
Costa, julgado em 7/3/2017 (Info 600) 

INFORMATIVO 866 STF. AGENTES POLÍTICOS. Incide contribuição previdenciária sobre os


rendimentos pagos aos exercentes de mandato eletivo, decorrentes da prestação de serviços à União,
aos Estados e ao Distrito Federal ou aos Municípios, após o advento da Lei nº 10.887/2004, desde que não
vinculados a regime próprio de previdência. STF. Plenário. RE 626837/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado
em 25/5/2017 (repercussão geral) (Info 866).  

52 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

INFORMATIVO 868 STF.  NOMEAÇÃO TARDIA. A nomeação tardia de candidatos aprovados


em concurso público, por meio de ato judicial, à qual atribuída eficácia retroativa, não gera direito às
promoções ou progressões funcionais que alcançariam se houvesse ocorrido, a tempo e modo, a
nomeação. STF. Plenário. RE 629392 RG/MT, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 8/6/2017 (repercussão
geral) (Info 868). #APOSTACICLOS 

INFORMATIVO 869 STF. TEMPORÁRIOS. No âmbito da administração pública federal, é vedada


a contratação temporária do mesmo servidor antes de decorridos 24 meses do encerramento do contrato
anterior. Tal regra está prevista no art. 9º, III, da Lei nº 8.745/93: Art. 9º O pessoal contratado nos termos
desta Lei não poderá: III - ser novamente contratado,  com fundamento nesta Lei, antes de decorridos
24 (vinte e quatro) meses do encerramento de seu contrato anterior, salvo nas hipóteses dos incisos I
e IX do art. 2º desta Lei, mediante prévia autorização, conforme determina o art. 5º desta Lei. O STF,
ao analisar um caso concreto envolvendo a contratação temporária de professores, decidiu que essa
regra é constitucional e fixou a seguinte tese: “É compatível com a Constituição Federal a previsão
legal que exija o transcurso de 24 (vinte e quatro) meses, contados do término do contrato, antes
de nova admissão de professor temporário anteriormente contratado.” STF. Plenário. RE 635648/CE,
Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 14/6/2017 (repercussão geral) (Info 869). 

INFORMATIVO 602 STJ. PAD. Há fatos ilícitos administrativos que, se cometidos de forma
continuada pelo servidor público, não se sujeitam à sanção com aumento do quantum sancionatório
previsto no art. 71, caput, do CP. STJ. 1ª Seção. REsp 1.471.760-GO, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado
em 22/2/2017 (Info 602). Obs: neste julgado o STJ não afirmou expressamente se a continuidade delitiva
pode ou não ser aplicada ao PAD. Isso porque, no caso concreto, mesmo que se admitisse o instituto, os
requisitos não estariam preenchidos. 

INFORMATIVO 603 STJ. CONCURSOS PÚBLICOS. O STF, em recurso extraordinário com


repercussão geral reconhecida, firmou a seguinte tese: “Não compete ao Poder Judiciário, no controle
de legalidade, substituir banca examinadora para avaliar respostas dadas pelos candidatos e notas a
elas atribuídas” (RE 632.853). Do voto condutor do mencionado acórdão, percebe-se que a tese nele
constante buscou esclarecer que o Poder Judiciário não pode avaliar as respostas dadas pelo candidato
e as notas a eles atribuídas se for necessário apreciar o conteúdo das questões ou os critérios utilizados na
correção, exceto se flagrante a ilegalidade. Ao analisar uma prova para o cargo de assessor do MPRS, o
STJ decidiu anular uma das questões discursivas pelo fato de que ela possuía um grave erro no enunciado,
o que prejudicou o candidato na elaboração de sua resposta. No enunciado da questão constou a
expressão “permissão de saída”, mas na verdade o examinador queria saber sobre a “saída temporária”,
tanto que a resposta padrão do gabarito envolvia este segundo instituto. Houve, portanto, uma troca dos
conceitos. A própria comissão examinadora reconheceu que houve o erro no enunciado, mas afirmou que
isso não atrapalhou os candidatos e, por isso, manteve as notas. O STJ, contudo, não concordou com isso

53 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

e anulou a questão. Se a própria banca examinadora reconhece o erro na formulação da questão, não


se pode fechar os olhos para tal constatação ao simplório argumento de que referido erro não influiria
na análise do enunciado pelo candidato. Vale ressaltar que o STJ afirmou que esta anulação não contraria
o que decidiu o STF no julgamento do RE 632.853 por duas razões: 1) o candidato não está buscando
que o Poder Judiciário reexamine o conteúdo da questão ou o critério de correção para decidir se a
resposta dada por ele está ou não correta. Em outras palavras, não se quer que recorrija a prova. O que
o impetrante pretende é que seja reconhecido que o enunciado da questão apresenta um erro grave
insuperável. 2) o STF decidiu que, em regra, não é possível a anulação de questões de concurso,
salvo se houver ilegalidade a permitir a atuação do Poder Judiciário. Em outras palavras, existe
uma “exceção” à tese fixada no RE 632.853. E, no presente caso, estamos diante de uma flagrante
ilegalidade da banca examinadora. STJ. 2ª Turma. RMS 49.896-RS, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em
20/4/2017 (Info 603). #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 603 STJ. CONCURSOS PÚBLICOS. A banca examinadora do certame, por ocasião


da divulgação dos resultados das provas, deve demonstrar, de forma clara e transparente, que os critérios
de avaliação previstos no edital foram devidamente considerados, sob pena de nulidade da avaliação. As
informações constantes dos espelhos de provas subjetivas representam a motivação do ato administrativo,
consistente na atribuição de nota ao candidato. Essa motivação deve ser apresentada anteriormente
ou concomitante à prática do ato administrativo, pois caso se permita a motivação posterior, isso
pode dar ensejo para que se fabriquem, forjem ou criem motivações. Não é legítima a conduta da
banca examinadora de divulgar o espelho de provas com a motivação das notas após ser contestada
na via judicial ou administrativa. Destaque-se também que não há fundamentação válida se a banca
apenas divulga critérios muito subjetivos e a nota global dos candidatos, desacompanhados do padrão
de resposta e das notas atribuídas para cada um dos critérios adotados. STJ. 2ª Turma. RMS 49.896-RS,
Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 20/4/2017 (Info 603) #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 606 STJ. SERVIDORES PÚBLICOS. Os dispositivos do art. 4º, caput, e §§ 1º e 2º,
da Lei nº 11.738/2008 não amparam a tese de que a União é parte legítima, perante terceiros particulares,
em demandas que visam à sua responsabilização pela implementação do piso nacional do magistério,
afigurando-se correta a decisão que a exclui da lide e declara a incompetência da Justiça Federal para
processar e julgar o feito ou, em sendo a única parte na lide, que decreta a extinção da demanda sem
resolução do mérito. STJ. 1ª Seção. REsp 1.559.965-RS, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 14/6/2017
(recurso repetitivo) (Info 606). 

INFORMATIVO 871 STF.GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO. COMPETÊNCIA.  A justiça comum,


federal ou estadual, é competente para julgar a abusividade de greve de servidores públicos celetistas da
Administração pública direta, autarquias e fundações públicas. STF. Plenário. RE 846854/SP, rel. orig. Min.
Luiz Fux, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 1º/8/2017 (repercussão geral) (Info 871). Vale

54 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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fazer, contudo, uma importante ressalva: se a greve for de empregados públicos de empresa pública ou
sociedade de economia mista, a competência será da Justiça do Trabalho. #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 608 STJ. CONCURSOS PÚBLICOS. A simples alteração na ordem de aplicação


das provas de teste físico em concurso público, desde que anunciada com antecedência e aplicada
igualmente a todos, não viola direito líquido e certo dos candidatos inscritos. Ex: o edital inicial dizia
que, no dia da prova de esforço físico, o teste de equilíbrio seria o primeiro e a corrida o último; depois
foi publicado um novo edital alterando a ordem. STJ. 1ª Turma. RMS 36.064-MT, Rel. Min. Sérgio Kukina,
julgado em 13/6/2017 (Info 608). 

INFORMATIVO 881 STF. CONCURSOS PÚBLICOS. É inconstitucional a contratação, sem concurso


público, após a instalação da Assembleia Constituinte, de advogados para exercerem a função de Defensor
Público estadual. Tal contratação amplia, de forma indevida, a regra excepcional do art. 22 do ADCT da
CF/88 e afronta o princípio do concurso público. STF. 1ª Turma. RE 856550/ES, rel. orig. Min. Rosa Weber,
red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 10/10/2017 (Info 881). 

INFORMATIVO 882 STF. CONCURSO PÚBLICO. CNJ anulou concurso público para cartório no RJ
sob o argumento de que o Presidente da Comissão do concurso possuía relacionamento pessoal com
duas candidatas aprovadas que teriam sido beneficiadas na correção das questões da prova subjetiva. O
STF cassou a decisão do CNJ sob três argumentos principais: 1) CNJ não poderia ter reavaliado os critérios
de correção das provas adotados pela comissão; 2) Houve um aditamento no processo administrativo
sem que as candidatas tenham tido a oportunidade de se manifestar sobre ele; 3) Não ficou provado ter
havido o alegado favorecimento das candidatas. STF. 2ª Turma. MS 28775/DF, rel. orig. Min. Dias Toffoli,
red. p/ o ac. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 17/10/2017 (Info 882). 

PAD. Impossibilidade de aprovação do relatório final por servidor que participou das investigações. O
servidor que realizou a sindicância pode também determinar a instauração de processo disciplinar,
designando a comissão processante, e, ao final dos trabalhos, aprovar o relatório final? NÃO. O STJ
decidiu que o servidor que participou das investigações na sindicância e concluiu que o sindicado havia
cometido a infração disciplinar, tanto que determinou a instauração do PAD, não pode, posteriormente, ser
a autoridade designada para aprovar o relatório final produzido pela comissão no processo administrativo,
uma vez que ele já formou seu convencimento no sentido da culpabilidade do acusado. STJ. 3ª Seção.
MS 15.107-DF, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 26/9/2012 (Info 505). STJ. 3ª Seção. MS 7.758/DF, Rel.
Min. Ericson Maranho (Des. Conv. do TJ/SP), julgado em 22/04/2015. 

INFORMATIVO 884 STF.  SERVIDORES PÚBLICOS.  A decisão judicial que concede a servidor
público a gratificação de 13,32% prevista na Lei nº 10.698/2003 afronta a súmula vinculante 37, mesmo
que o julgador fundamente sua decisão no art. 37, X, da CF/88 e no art. 6º da Lei nº 13.317/2016. STF.
1ª Turma. Rcl 25927 AgR/SE e Rcl 24965 AgR/SE, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre

55 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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de Moraes, julgados em  31/10/2017 (Info 884). 

INFORMATIVO 886 STF. SERVIDORES PÚBLICOS. A decisão judicial que concede a servidor público
a gratificação de 13,23% prevista na Lei nº 10.698/2003 afronta a súmula vinculante 37, mesmo que o
julgador fundamente sua decisão no art. 37, X, da CF/88 e no art. 6º da Lei nº 13.317/2016. Não cabe
ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o
fundamento de isonomia. STF. 1ª Turma. Rcl 25927 AgR/SE e Rcl 24965 AgR/SE, rel. orig. Min. Marco Aurélio,
red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgados em 31/10/2017 (Info 884). STF. 1ª Turma. Rcl 24965 AgR/
SE, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 28/11/2017 (Info 886). 

INFORMATIVO 612 STJ. CONCURSO PÚBLICO. O candidato aprovado fora do número de vagas,


mas que fique dentro do número de vagas em virtude da desistência de alguém melhor colocado, passa
a ter direito subjetivo de ser nomeado. STJ. 1ª Turma. RMS 53.506-DF, Rel. Min. Regina Helena Costa,
julgado em 26/09/2017 (Info 612). STF. 1ª Turma. ARE 1058317 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em
01/12/2017 

INFORMATIVO 835 STF. CONCURSOS PÚBLICOS. Restrição a candidatos com tatuagem. Editais


de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, salvo situações
excepcionais em razão de conteúdo que viole valores constitucionais. STF. Plenário. RE 898450/SP,
Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 17/8/2016 (repercussão geral) (Info 835). 

INFORMATIVO 791 STF. CONCURSOS PÚBLICOS. Momento para comprovação do limite de


idade.  O limite de idade, quando regularmente fixado em lei e no edital de determinado concurso
público, há de ser comprovado no momento da inscrição no certame. STF. 1ª Turma. ARE 840.592/CE,
Min. Roberto Barroso, julgado em 23/6/2015 (Info 791). 

INFORMATIVO 535 STJ. CONCURSOS PÚBLICOS. Investigação social. A jurisprudência entende


que o fato de haver instauração de inquérito policial ou propositura de ação penal contra candidato,
por si só, não pode implicar a sua eliminação. A eliminação nessas circunstâncias, sem o necessário
trânsito em julgado da condenação, violaria o princípio constitucional da presunção de inocência. Assim,
em regra, para que seja configurado antecedente criminal, é necessário o trânsito em julgado. STJ. 2ª
Turma. AgRg no RMS 39.580-PE, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 11/2/2014 (Info 535). 

INFORMATIVO 613 STJ. PAD. É legal a instauração de procedimento disciplinar, julgamento e


sanção, nos moldes da Lei nº 8.112/90, em face de servidor público que pratica atos ilícitos na gestão de
fundação privada de apoio à instituição federal de ensino superior. STJ. 1ª Seção. MS 21.669-DF, Rel. Min.
Gurgel de Faria, julgado em 23/08/2017 (Info 613) 

INFORMATIVO 761 STF.TETO CONSTITUCIONAL REMUNERATÓRIO.  A instituição do teto teve


eficácia imediata e todas as remunerações tiveram que se submeter a ele. O teto de retribuição fixado

56 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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pela EC nº 41/2003 é de eficácia imediata e todas as verbas de natureza remuneratória recebidas pelos
servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios devem se submeter a ele,
ainda que adquiridas de acordo com regime legal anterior. A aplicação imediata da EC nº 41/2003 e a
redução das remunerações acima do teto não afrontou o princípio da irredutibilidade nem violou
a garantia do direito adquirido. Em outras palavras, com a EC nº 41/2003, quem recebia acima do teto
fixado, teve a sua remuneração reduzida para respeitar o teto. Essa redução foi legítima. STF. Plenário. RE
609381/GO, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 2/10/2014 (Info 761) 

INFORMATIVO 508 STJ. TETO CONSTITUCIONAL REMUNERATÓRIO.  Servidor que ocupa dois


cargos acumuláveis. A acumulação de proventos de servidor aposentado em decorrência do exercício
cumulado de dois cargos de profissionais da área de saúde legalmente exercidos, nos termos autorizados
pela CF/88, não se submete ao teto constitucional, devendo os cargos ser considerados isoladamente
para esse fim. STJ. 2ª Turma. RMS 38.682-ES, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 18/10/2012 (Info 508). 

INFORMATIVO 756 STF.CONTRATAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO.  Contratação sem


concurso público e ausência de efeitos trabalhistas. É nula a contratação de pessoal pela Administração
Pública sem a observância de prévia aprovação em concurso público, razão pela qual não gera quaisquer
efeitos jurídicos válidos em relação ao empregado eventualmente contratado, ressalvados: • o direito de
ele receber os salários referentes ao período trabalhado; e • o direito de ele levantar os depósitos do FGTS
(art. 19-A da Lei 8.036/90). STF. Plenário. RE 705140/RS, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 28/8/2014
(repercussão geral) (Info 756). 

INFORMATIVO 575 STJ. ACUMULAÇÃO DE CARGOS E EMPREGOS PÚBLICOS. Definição de


cargo técnico.  Cargo técnico “é aquele que requer conhecimento específico na área de atuação do
profissional, com habilitação específica de grau universitário ou profissionalizante de 2º grau” (STJ. 2ª
Turma. RMS 42.392/AC, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 10/02/2015). É aquele que exige da
pessoa um conjunto de atribuições ligadas ao conhecimento específico de uma área do saber. Segundo
já decidiu o STJ, somente se pode considerar que um cargo tem natureza técnica se ele exigir, no
desempenho de suas atribuições, a aplicação de conhecimentos especializados de alguma área do saber.
STJ. 2ª Turma. REsp 1.569.547-RN, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 15/12/2015 (Info 575). 

INFORMATIVO 747 STF.ACUMULAÇÃO DE CARGOS E EMPREGOS PÚBLICOS. Definição de


cargo técnico. Conceito de cargo técnico para os fins do art. 37, XVI, “b”, da CF/88 A CF/88 permite a
acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou científico (art. 37, XVI, “b”). Somente se pode
considerar que um cargo tem natureza técnica se ele exigir, no desempenho de suas atribuições, a aplicação
de conhecimentos especializados de alguma área do saber. Não podem ser considerados cargos técnicos
aqueles que impliquem a prática de atividades meramente burocráticas, de caráter repetitivo e que não
exijam formação específica. Nesse sentido, atividades de agente administrativo, descritas como atividades

57 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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de nível médio, não se enquadram no conceito constitucional. STF.1ª Turma.RMS 28497/DF, rel. orig. Min.
Luiz Fux, red.p/ o acórdão Min. Cármen Lúcia, julgado em 20/5/2014 (Info 747). 

ACUMULAÇÃO DE CARGOS E EMPREGOS PÚBLICOS. Definição de cargo científico. Definição


de cargo científico. Cargo científico é o conjunto de atribuições cuja execução tem por finalidade a
investigação coordenada e sistematizada de fatos, predominantemente de especulação, visando a ampliar
o conhecimento humano. STJ. 5ª Turma. RMS 28.644/AP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 06/12/2011. 

11  BENS PÚBLICOS. Terminologia.  Síntese  evolutiva.  Noção. Tipologia. Classificação.


Domínio do0 Estado. Domínio privado. Uso de bem público por particular (normal, anormal,
comum e privativo). Alienação. Afetação e desafetação. Formação do patrimônio público.
Regime jurídico geral. Aquisição. Terras devolutas. Terrenos de marinha. Terrenos marginais
ou reservados. Terras indígenas. Ilhas. Águas públicas. Minas e jazidas.  

Bens Públicos é tema com incidência balanceada! Deve-se partir da leitura de básica (classificação,
tipologia e características); do Código Civil (art. 98 a 102); muito relevante também as disposições
constitucionais; acompanhamento da jurisprudência a respeito da impenhorabilidade; inalienabilidade.
Para os temas indicados em verde, a leitura da lei seca é de maior incidência nas provas.

#PRINCIPAISARTIGOS

CÓDIGO CIVIL

Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito
público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.

Art. 99. São bens públicos:

I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;

II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da


administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;

III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como
objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes
às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. [#ATENÇÃO!
STJ e STF admitem a penhora de bens das empresas públicas e sociedades de economia mista,
desde que não vinculados à execução de serviço público. REsp 1070735/RS, 15.12.08]

58 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto
conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.

Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.

Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.

Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido
legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados,
por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família,
adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.

§ 3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco
anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares,
tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a
propriedade.

Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

SÚMULA 340 STF - Desde a vigência do Código Civil, os bens dominicais, como os demais bens
públicos, não podem ser adquiridos por usucapião. 

SÚMULA 477 As concessões de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, feitas pelos Estados,
autorizam, apenas, o uso, permanecendo o domínio com a União, ainda que se mantenha inerte ou
tolerante, em relação aos possuidores. 

SÚMULA 479 STF - As margens dos rios navegáveis são de domínio público, insuscetíveis de
expropriação e, por isso mesmo, excluídas de indenização. 

SÚMULA 480 STF - Pertencem ao domínio e administração da União, nos termos dos arts. 4º, IV e


186, da Constituição Federal de 1967, as terras ocupadas por silvícolas. 

SÚMULA 650 STF - Os incisos I e XI do art. 20 da CF não alcançam terras de aldeamentos extintos,
ainda que ocupadas por indígenas em passado remoto. 

59 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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INFORMATIVO 862 STF. BENS PÚBLICOS. A EC 46/2005 não interferiu na propriedade da União,
nos moldes do art. 20, VII, da Constituição Federal, sobre os terrenos de marinha e seus acrescidos
situados em ilhas costeiras sede de Municípios. STF. Plenário. RE 636199/ES, Rel. Min. Rosa Weber, julgado
em 27/4/2017 (repercussão geral) (Info 862) #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 873 STF. BENS PÚBLICOS. As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são
bens da União (art. 20, XI, da CF/88) e, portanto, não podem ser consideradas como terras devolutas de
domínio do Estado-membro. STF. Plenário. ACO 362/MT e ACO 366/MT, Rel. Min. Marco Aurélio, julgados
em 16/8/2017 (Info 873). 

12  SERVIÇOS  PÚBLICOS.  Caracterização.  Princípios  específicos. Tipologia. Modos de


prestação.  Concessão  de serviço  público. Conceito. Características. Concessão  de
serviço precedida de obra pública. Lei nº 8.987/1995 e suas alterações. Serviço adequado.
Direitos e deveres dos usuários. Política tarifária. Licitação. Contrato. Encargos do concedente e
da concessionária. Intervenção. Extinção. Permissão  e autorização  de serviço  público.
Arrendamento. Franquia. Parcerias público-privadas.  

#APOSTACICLOS #VAICAIR O estudo dos SERVIÇOS PÚBLICOS (lei 8979/95) é sempre importante.
Saiba o conceito, os princípios, as hipóteses de interrupção (MUITA JURISPRUDÊNCIA!!!) e as possíveis
formas de remuneração dos concessionários. Por fim, lembre-se das diferenças entre concessão, permissão
e autorização (existe mesmo?) de serviço público. Não esquecer da Lei das PPPs (11.079/04), para
distinguir Concessão patrocinada e Concessão administrativa, bem como das características peculiares
das PPPs que distinguem das concessões normais. A leitura da lei seca trará muitas respostas! 

#PRINCIPAISARTIGOS

Constituição Federal

Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.

Parágrafo único. A lei disporá sobre:

I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial


de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão
da concessão ou permissão;

II - os direitos dos usuários;

III - política tarifária;

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CESPOU

IV - a obrigação de manter serviço adequado.

LEI 8987/95 - LEI DAS CONCESSÕES

Art. 2º. (...)

II - concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente,
mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas
que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado;

III - concessão de serviço público precedida da execução de obra pública: a construção, total
ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse
público, delegada pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à
pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por
sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado
mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado;

IV - permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação


de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre
capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.

Art. 6º Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno


atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivo
contrato.

§ 1º Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência,


segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas.
#IMPORTANTE

§ 2º A atualidade compreende a modernidade das técnicas, do equipamento e das instalações e a


sua conservação, bem como a melhoria e expansão do serviço.

§ 3º Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de


emergência ou após prévio aviso, quando: #MUUITOIMPORTANTE

I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e,

II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade.

DA POLÍTICA TARIFÁRIA

Art. 9º  A tarifa do serviço público concedido será fixada pelo preço da proposta vencedora da
licitação e preservada pelas regras de revisão previstas nesta Lei, no edital e no contrato.

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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
CESPOU

(...)

§ 4º Em havendo alteração unilateral do contrato que afete o seu inicial equilíbrio econômico-
financeiro, o poder concedente deverá restabelecê-lo, concomitantemente à alteração.

Art. 11. No atendimento às peculiaridades de cada serviço público, poderá o poder concedente
prever, em favor da concessionária, no edital de licitação, a possibilidade de outras fontes
provenientes de receitas alternativas, complementares, acessórias ou de projetos associados,
com ou sem exclusividade, com vistas a favorecer a modicidade das tarifas, observado o disposto
no art. 17 desta Lei.

DO CONTRATO DE CONCESSÃO

Art. 23. São cláusulas essenciais do contrato de concessão as relativas:

(...)

X - aos bens reversíveis;

XI - aos critérios para o cálculo e a forma de pagamento das indenizações devidas à concessionária,
quando for o caso;

Art. 23-A. O contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos privados para
resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, inclusive a arbitragem, a ser
realizada no Brasil e em língua portuguesa, nos termos da Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.

SUBCONCESSÃO

Art. 26. É admitida a subconcessão, nos termos previstos no contrato de concessão, desde que
expressamente autorizada pelo poder concedente.

§ 1º A outorga de subconcessão será sempre precedida de concorrência.

(...)

Art. 27. A transferência de concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia


anuência do poder concedente implicará a caducidade da concessão

DA INTERVENÇÃO

Art. 32. O poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a adequação
na prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e
legais pertinentes.

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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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Parágrafo único. A intervenção far-se-á por decreto do poder concedente, que conterá a designação
do interventor, o prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida.

Art. 33. Declarada a intervenção, o poder concedente deverá, no prazo de trinta dias, instaurar
procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar
responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa.

DA EXTINÇÃO DA CONCESSÃO

Art. 35. Extingue-se a concessão por:

I - advento do termo contratual;

II - encampação;

III - caducidade;

IV - rescisão;

V - anulação;

VI - falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no


caso de empresa individual.

LEI 11.079/04 – LEI DAS PPP.

Art. 2º Parceria público-privada é o contrato administrativo de concessão, na modalidade


patrocinada ou administrativa.

§ 1º Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata


a Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos
usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.

§ 2º Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração


Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e
instalação de bens.

VEDAÇÕES

§ 4º É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada:

I - cujo valor do contrato seja inferior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais); (Redação
dada pela Lei nº 13.529, de 2017) #NOVIDADELEGISLATIVA ...CUIDADO!!

II – cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos; ou

63 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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III – que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra, o fornecimento e instalação de
equipamentos ou a execução de obra pública.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 142. (...)

§3º. (...)

IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; (Incluído pela Emenda Constitucional nº


18, de 1998)

LEI Nº 7.783/1989 - direito de greve, define as atividades essenciais.

Art. 9º Durante a greve, o sindicato ou a comissão de negociação, mediante acordo com a entidade
patronal ou diretamente com o empregador, manterá em atividade equipes de empregados
com o propósito de assegurar os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela
deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles
essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento.

Art. 10 São considerados serviços ou atividades essenciais:

I - tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e


combustíveis;

II - assistência médica e hospitalar;

III - distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos;

IV - funerários;

V - transporte coletivo;

VI - captação e tratamento de esgoto e lixo;

VII - telecomunicações;

VIII - guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares;

IX - processamento de dados ligados a serviços essenciais;

X - controle de tráfego aéreo;

XI compensação bancária.

Art. 11. Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam

64 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis
ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

SÚMULA VINCULANTE 12    A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o
disposto no art. 206, IV, da Constituição Federal. 

SÚMULA VINCULANTE 19      A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de
coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o
artigo 145, II, da Constituição Federal. 

SÚMULA VINCULANTE  27       Compete à Justiça estadual julgar causas entre consumidor
e concessionária de serviço público de telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva
necessária, assistente, nem opoente. 

SÚMULA VINCULANTE 41 O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante
taxa. 

SÚMULA 545 STF - Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas,
diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização
orçamentária, em relação à lei que as instituiu. 

SÚMULA 407 STJ - É legítima a cobrança da tarifa de água fixada de acordo com as categorias de
usuários e as faixas de consumo.  

SÚMULA 506 STJ - A Anatel não é parte legítima nas demandas entre a concessionária e o usuário
de telefonia decorrentes de relação contratual.

LEI 13.460/2017. Dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços
públicos da administração pública. #NOVIDADELEGISLATIVA #ATUALIZAOVADEMECUM 

LEI 13.448/2017: Foi publicada, no dia 06/06/2017, a Lei nº 13.448/2017, que estabelece diretrizes


gerais para prorrogação e relicitação dos contratos de parceria definidos nos termos da Lei nº 13.334/2016,
nos setores rodoviário, ferroviário e aeroportuário da administração pública federal. A lei trata sobre a
possibilidade de prorrogação ou de relicitação dos contratos de concessões de rodovias, ferrovias e de
aeroportos federais que tenham sido definidos pelo Programa de Parcerias de Investimentos – PPI (Lei
nº 13.334/2016). 

INFORMATIVO 598 STJ. SERVIÇOS PÚBLICOS. Em regra, o serviço público deverá ser


prestado de forma contínua, ou seja, sem interrupções (princípio da continuidade do serviço

65 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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público). Excepcionalmente, será possível a interrupção do serviço público nas seguintes hipóteses


previstas no art. 6º, § 3º da Lei n.º 8.987/95: a) Em caso de emergência (mesmo sem aviso prévio); b) Por
razões de ordem técnica ou de segurança das instalações, desde que o usuário seja previamente avisado;
c) Por causa de inadimplemento do usuário, desde que ele seja previamente avisado. Se a concessionária
de energia elétrica divulga, por meio de aviso nas emissoras de rádio do Município, que haverá, daqui a
alguns dias, a interrupção do fornecimento de energia elétrica por algumas horas em virtude de razões
de ordem técnica, este aviso atende a exigência da Lei nº 8.987/95? SIM. A divulgação da suspensão
no fornecimento de serviço de energia elétrica por meio de emissoras de rádio, dias antes da
interrupção, satisfaz a exigência de aviso prévio, prevista no art. 6º, § 3º, da Lei nº 8.987/95. STJ.
1ª Turma. REsp 1.270.339-SC, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 15/12/2016 (Info 598).  #APOSTACICLOS

INFORMATIVO 605 STJ. TARIFA. IMPOSSIBILIDADE DE INTERFERÊNCIA DO PODER


JUDICIÁRIO. A interferência judicial para invalidar a estipulação das tarifas de transporte público urbano
viola a ordem pública, mormente nos casos em que houver, por parte da Fazenda estadual, esclarecimento
de que a metodologia adotada para fixação dos preços era técnica. Segundo a “doutrina Chenery”, o
Poder Judiciário não pode anular um ato político adotado pela Administração Pública sob o argumento
de que ele não se valeu de metodologia técnica. Isso porque, em temas envolvendo questões técnicas e
complexas, os Tribunais não gozam de expertise para concluir se os critérios adotados pela Administração
são corretos ou não. Assim, as escolhas políticas dos órgãos governamentais, desde que não sejam
revestidas de reconhecida ilegalidade, não podem ser invalidadas pelo Poder Judiciário. STJ. Corte Especial.
AgInt no AgInt na SLS 2.240-SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 7/6/2017 (Info 605) 

INFORMATIVO 885 STF CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. A concessionária não tem direito
adquirido à renovação do contrato de concessão de usina hidrelétrica. A União possui a faculdade de
prorrogar ou não o contrato de concessão, tendo em vista o interesse público, não se podendo invocar
direito líquido e certo a tal prorrogação. Dessa forma, a prorrogação do contrato administrativo insere-
se no campo da discricionariedade. A Lei nº 12.783/2013 subordinou a prorrogação dos contratos de
concessão de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica à aceitação expressa de determinadas
condições. Se estas são recusadas pela concessionária, a Administração Pública não é obrigada a renovar
a concessão. A Lei nº 12.783/2013 pode ser aplicada para a renovação de contratos ocorrida após a sua
vigência mesmo que a assinatura do pacto original tenha ocorrido antes da sua edição. STF. 2ª Turma.
RMS 34203/DF e AC 3980/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgados em 21/11/2017 (Info 885). #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 508 STJ Corte de serviços públicos essenciais e débitos  pretéritos. Não é


legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando a inadimplência do consumidor
decorrer de débitos pretéritos, o débito originar-se de suposta fraude no medidor de consumo de energia
apurada unilateralmente pela concessionária e inexistir aviso prévio ao consumidor inadimplente. STJ. 2ª
Turma. AgRg no AREsp 211.514-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 18/10/2012 (Info 508). 

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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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Aplicabilidade aos servidores públicos civis da Lei no 7.783/1989, sem prejuízo de que, diante
do caso concreto e mediante solicitação de entidade ou órgão legítimo, seja facultado ao juízo competente
a fixação de regime de greve mais severo, em razão de tratarem de “serviços ou atividades essenciais”
(Lei no 7.783/1989, arts. 9º a 11). (...) Mandado de injunção conhecido e, no mérito, deferido para,
nos termos acima especificados, determinar a aplicação das Leis nos 7.701/1988 e 7.783/1989 aos
conflitos e às ações judiciais que envolvam a interpretação do direito de greve dos servidores
públicos civis. (MI 708, Relator(a):  Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 25/10/2007, DJe-206
DIVULG 30-10-2008 PUBLIC 31-10-2008 EMENT VOL-02339-02 PP-00207 RTJ VOL-00207-02 PP-00471)

13 INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE. Noções gerais. Tipologia. Função social da


propriedade. Restrições e limitações administrativas em geral. Tombamento. Ocupação
temporária. Requisição. Servidão administrativa. Desapropriação. Tratamento constitucional
e infraconstitucional. Fundamentos e requisitos. Bens expropriáveis. Competência. Fases e
procedimentos. Indenização. Imissão na posse. Desistência da desapropriação. Destinação
dos bens expropriados. Retrocessão. Desapropriação indireta ou apossamento administrativo.
Expropriação.

Sobre  Intervenção do Estado na propriedade  não se pode esquecer de estudar a disciplina


constitucional. Importante conhecer os conceitos e diferenças de cada uma das modalidades. Servidão
Administrativa caiu com alguma frequência. 

Desapropriação é sempre um tema que se deve dominar! Por isso estude MUITO, MAS MUITO, A
DESAPROPRIAÇÃO, que é a hipótese mais relevante e polêmica dentre as previstas em lei. Entenda as
fases do procedimento e as particularidades previstas no DL 3365 (imissão provisória, avaliação prévia,
depósito pela Fazenda, competência administrativa e executória, juros moratórios, remuneratórios e
correção). Por fim, dê aquela conferida na juris, pois nos últimos anos o STJ julgou casos relevantes sobre
a desapropriação, tanto que publicou uma edição de sua jurisprudência em teses sobre o caso. É sempre
uma boa aposta!

#PRINCIPAISARTIGOS

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

DA POLÍTICA URBANA

Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme
diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções
sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes.

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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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§ 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais
de ordenação da cidade expressas no plano diretor.

§ 3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em


dinheiro.

§ 4º É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano
diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado
ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:

I - parcelamento ou edificação compulsórios;

II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana [IPTU] progressivo no tempo;

III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente
aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e
sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.

(...)

DA POLÍTICA AGRÍCOLA E FUNDIÁRIA E DA REFORMA AGRÁRIA

Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel
rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da
dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a
partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei.

§ 1º As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro.

§ 2º O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, autoriza
a União a propor a ação de desapropriação.

§ 3º Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário,


para o processo judicial de desapropriação.

§ 4º O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o
montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício.

§ 5º São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de


imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.

Art. 185. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária:

I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não

68 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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possua outra;

II - a propriedade produtiva.

Parágrafo único. A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o
cumprimento dos requisitos relativos a sua função social.

Art. 186. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo
critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:

I - aproveitamento racional e adequado;

II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente;

III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho;

IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.

Art. 5º. (...)

Desapropriação

XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade


pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os
casos previstos nesta Constituição;

Requisição Administrativa

XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;

Expropriação Confisco

Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem localizadas
culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo na forma da lei
serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular,
sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei,
observado, no que couber, o disposto no art. 5º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
81, de 2014)

Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins e da exploração de trabalho escravo será confiscado e
reverterá a fundo especial com destinação específica, na forma da lei. (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 81, de 2014)

69 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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DECRETO-LEI Nº 3.365/1941 - desapropriações por utilidade pública.

Art. 2º  Mediante declaração de utilidade pública, todos os bens poderão ser desapropriados pela
União, pelos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.

§ 2º  Os bens do domínio dos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios poderão ser
desapropriados pela União, e os dos Municípios pelos Estados, mas, em qualquer caso, ao ato
deverá preceder autorização legislativa.

(...)

Art. 3º Os concessionários de serviços públicos e os estabelecimentos de carater público ou que


exerçam funções delegadas de poder público poderão promover desapropriações mediante
autorização expressa, constante de lei ou contrato.

(...)

Art. 7º Declarada a utilidade pública, ficam as autoridades administrativas autorizadas a penetrar


nos prédios compreendidos na declaração, podendo recorrer, em caso de oposição, ao auxílio de
força policial.

Art. 9º Ao Poder Judiciário é vedado, no processo de desapropriação, decidir se se verificam ou


não os casos de utilidade pública.

Art. 10. A desapropriação deverá efetivar-se mediante acordo ou intentar-se judicialmente, dentro
de cinco anos, contados da data da expedição do respectivo decreto e findos os quais este caducará.

(...)

Art. 15. Se o expropriante alegar urgência e depositar quantia arbitrada de conformidade com o
art. 685 do Código de Processo Civil, o juiz mandará imití-lo provisoriamente na posse dos bens;

(...)

Art. 15-A No caso de imissão prévia na posse, na desapropriação por necessidade ou utilidade
pública e interesse social, inclusive para fins de reforma agrária, havendo divergência entre o preço
ofertado em juízo e o valor do bem, fixado na sentença, expressos em termos reais, incidirão juros
compensatórios de até seis por cento ao ano sobre o valor da diferença eventualmente apurada, a
contar da imissão na posse, vedado o cálculo de juros compostos. (Incluído pela Medida Provisória
nº 2.183-56, de 2001)

(...)

70 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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§ 3º O disposto no caput deste artigo aplica-se também às ações ordinárias de indenização


por apossamento administrativo ou desapropriação indireta, bem assim às ações que visem a
indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público, em especial aqueles destinados
à proteção ambiental, incidindo os juros sobre o valor fixado na sentença. (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.183-56, de 2001)

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

Desapropriação e Juros Compensatórios – 3

Em seguida, o Tribunal, por maioria, deferiu a suspensão cautelar dos parágrafos 1º e 2º do


mencionado art. 15-A - que determinam que os juros compensatórios destinam-se, apenas, a compensar
a perda de renda comprovadamente sofrida pelo proprietário e que os mesmos não serão devidos quando
o imóvel possuir graus de utilização da terra e de eficiência na exploração iguais a zero -, por aparente
ofensa ao princípio da prévia e justa indenização, tendo em conta a jurisprudência do STF no sentido
de que os juros compensatórios são devidos, independentemente de o imóvel desapropriado
produzir, ou não, renda. Vencidos os Ministros Ilmar Galvão e Marco Aurélio que indeferiam o pedido
por entenderem que, se não houve lucros, não há nada a compensar. ADInMC 2.332-DF, rel. Min. Moreira
Alves, 5.9.2001 (ADI-2332)

#ATENÇÃO!! #IMPORTANTE! A ADI 2332-2 suspendeu em sede liminar a determinação de que os


juros fossem pagos no valor de até 6% ao ano, reafirmando o entendimento já trazido na Súmula 619 do
STF. Como a decisão não tem caráter retroativo, a aplicação dos juros compensatórios no valor de 6% ao
ano deve ser mantida para os pagamentos feitos entre 11/06/97 e 13/09/2001, a partir de quando volta
a incidir a regra que determina a incidência da parcela no percentual de 12% ao ano.

SÚMULA 12 STJ - Em desapropriação, são cumuláveis juros compensatórios e moratórios. 

SÚMULA 56 STJ - Na desapropriação para instituir servidão administrativa são devidos os juros
compensatórios pela limitação de uso da propriedade.  

SÚMULA 67 STJ - Na desapropriação, cabe a atualização monetária, ainda que por mais de
uma vez, independente do decurso de prazo superior a um ano entre o cálculo e o efetivo pagamento
da indenização.  

SÚMULA 69 STJ - Na desapropriação direta, os juros compensatórios são devidos desde a
antecipada imissão na posse e, na desapropriação indireta, a partir da efetiva ocupação do imóvel. 

SÚMULA 70 STJ - Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o
transito em julgado da sentença.  

71 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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SÚMULA 102 STJ -  A incidência dos juros moratórios sobre os compensatórios, nas ações
expropriatórias, não constitui anatocismo vedado em lei.  

SÚMULA 113 STJ - Os juros compensatórios, na desapropriação direta, incidem a partir da imissão
na posse, calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente.  

SÚMULA 114 STJ -  Os juros compensatórios, na desapropriação indireta, incidem a partir da


ocupação, calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente. 

SÚMULA 119 STJ - A ação de desapropriação indireta prescreve em vinte anos.  

SÚMULA 131 STJ-  Nas ações de desapropriação incluem-se no cálculo da verba advocatícia as
parcelas relativas aos juros compensatórios e moratórios, devidamente corrigidas.  

SÚMULA 141 STJ - Os honorários de advogado em desapropriação direta são calculados sobre a
diferença entre a indenização e a oferta, corrigidas monetariamente.  

SÚMULA 354 STJ - A invasão do imóvel é causa de suspensão do processo expropriatório para fins
de reforma agrária.  

SÚMULA 408 STJ -  Nas ações de desapropriação, os juros compensatórios incidentes após a
Medida Provisória n. 1.577, de 11/06/1997, devem ser fixados em 6% ao ano até 13/09/2001 e, a partir de
então, em 12% ao ano, na forma da Súmula n. 618 do Supremo Tribunal Federal.  

INFORMATIVO 851 STF CONFISCO DO ART. 243 DA CF. A expropriação prevista no art. 243 da
Constituição Federal pode ser afastada, desde que o proprietário comprove que não incorreu em
culpa, ainda que in vigilando ou in eligendo. STF. Plenário. RE 635336/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgado em 14/12/2016 (repercussão geral) (Info 851). 

INFORMATIVO 596 STJ DESAPROPRIAÇÃO. É possível que o expropriante desista da ação de


desapropriação? SIM, é possível a desistência da desapropriação a qualquer tempo, mesmo após o
trânsito em julgado, desde que: a) ainda não tenha havido o pagamento integral do preço (pois nessa
hipótese já terá se consolidado a transferência da propriedade do expropriado para o expropriante); e
b) o imóvel possa ser devolvido sem que ele tenha sido alterado de forma substancial (que impeça sua
utilização como antes era possível). É ônus do expropriado provar a existência de fato impeditivo do
direito de desistência da desapropriação. STJ. 2ª Turma. REsp 1.368.773-MS, Rel. Min. Og Fernandes, Rel.
para acórdão Min. Herman Benjamin, julgado em 6/12/2016 (Info 596). #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 606 STJ DESAPROPRIAÇÃO. O ente desapropriante não responde por tributos
incidentes sobre o imóvel desapropriado nas hipóteses em que o período de ocorrência dos fatos
geradores é anterior ao ato de aquisição originária da propriedade. STJ. 2ª Turma. REsp 1.668.058-ES, Rel.

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Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 8/6/2017 (Info 606) 

INFORMATIVO 882 STF REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA. COMUNIDADE QUILOMBOLA. A Lei


nº 11.952/2009 trata sobre a regularização fundiária das ocupações incidentes em terras situadas em áreas
da União, no âmbito da Amazônia Legal. O STF deu intepretação conforme ao art. 4º, § 2º da Lei para dizer
que é inconstitucional qualquer interpretação que permita a regularização fundiária das terras ocupadas
por quilombolas e outras comunidades tradicionais da Amazônia Legal em nome de terceiros ou de forma
a descaracterizar o modo de apropriação da terra por esses grupos. Em outras palavras, os quilombolas
e outras comunidades tradicionais não podem perder suas terras em caso de regularização fundiária.
O STF também deu intepretação conforme ao art. 13 da Lei para afastar quaisquer interpretações que
concluam pela desnecessidade de fiscalização dos imóveis rurais até quatro módulos fiscais, devendo o
ente federal utilizar-se de todos os meios referidos em suas informações para assegurar a devida proteção
ambiental e a concretização dos propósitos da norma para, somente então, ser possível a dispensa da
vistoria prévia, como condição para a inclusão da propriedade no programa de regularização fundiária
de imóveis rurais de domínio público na Amazônia Legal. Em outras palavras, a União deve utilizar-se
de todos os meios para assegurar a devida proteção ambiental e a concretização dos propósitos da
norma, para somente então ser possível a dispensa da vistoria prévia como condição para inclusão da
propriedade no programa de regularização fundiária de imóveis rurais de domínio público na Amazônia
Legal. STF. Plenário. ADI 4269/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 18/10/2017. 

INFORMATIVO 539 STJ Desapropriação para fins de reforma agrária e área de reserva legal Não se
encontrando averbada no registro imobiliário antes da vistoria, a reserva florestal não poderá ser excluída
da área total do imóvel desapropriando para efeito de cálculo da produtividade do imóvel rural. STJ. 2ª
Turma. REsp 1.235.220-PR, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 22/4/2014. 

INFORMATIVO 493 STJ DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA Indenização paga ao promissário


comprador no caso de desapropriação indireta. O promissário comprador do imóvel tem direito de
receber a indenização no caso deste imóvel ter sofrido desapropriação indireta, ainda que esta
promessa não esteja registrada no Cartório de Registro de Imóveis. STJ. 2ª Turma. REsp 1.204.923-RJ,
Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 20/3/2012 (Info 493).

#ATENÇÃO

CODIGO CIVIL

Art. 1.228. Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de
reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.

§ 4º O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em extensa

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área, na posse ininterrupta e de boa-fé, por mais de cinco anos, de considerável número de pessoas,
e estas nela houverem realizado, em conjunto ou separadamente, obras e serviços considerados
pelo juiz de interesse social e econômico relevante.

§ 5º No caso do parágrafo antecedente, o juiz fixará a justa indenização devida ao proprietário;


pago o preço, valerá a sentença como título para o registro do imóvel em nome dos possuidores.

LEI 10257 – ESTATUTO DA CIDADE

Do direito de preempção

Art. 25. O direito de preempção confere ao Poder Público municipal preferência para aquisição de
imóvel urbano objeto de alienação onerosa entre particulares.

DECRETO-LEI 3365/41

SERVIDÃO ADMINISTRATIVA

Art. 40. O expropriante poderá constituir servidões, mediante indenização na forma desta lei.

DECRETO-LEI 25/37 - TOMBAMENTO

Art. 1º Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis
existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos
memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico,
bibliográfico ou artístico.

Art. 17. As coisas tombadas não poderão, em caso nenhum ser destruídas, demolidas ou mutiladas,
nem, sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ser
reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de cinquenta por cento do dano causado.

Art. 18. Sem prévia autorização do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, não se
poderá, na vizinhança da coisa tombada, fazer construção que lhe impeça ou reduza a visibilidade,
nem nela colocar anúncios ou cartazes, sob pena de ser mandada destruir a obra ou retirar o
objeto, impondo-se neste caso a multa de cinquenta por cento do valor do mesmo objeto.

14 INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. Ordem econômica. Fundamentos.


Valorização do trabalho humano e liberdade de iniciativa. Compatibilização. Princípios.
Soberania nacional. Propriedade privada. Função social da propriedade. Livre concorrência.
Defesa do consumidor. Defesa do meio ambiente. Redução das desigualdades regionais
e sociais. Tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte. Formas de atuação.

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Estado regulador. Estado executor. Monopólio estatal. Defesa da concorrência. Fundamentos.


Sistema brasileiro. Atos de concentração. Condutas anticoncorrenciais. Sanções. 

#PRINCIPAISARTIGOS

Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma
da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor
público e indicativo para o setor privado.

§ 1º A lei estabelecerá as diretrizes e bases do planejamento do desenvolvimento nacional equilibrado,


o qual incorporará e compatibilizará os planos nacionais e regionais de desenvolvimento.

§ 2º A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo.

§ 3º O Estado favorecerá a organização da atividade garimpeira em cooperativas, levando em conta


a proteção do meio ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros.

§ 4º As cooperativas a que se refere o parágrafo anterior terão prioridade na autorização ou


concessão para pesquisa e lavra dos recursos e jazidas de minerais garimpáveis, nas áreas onde
estejam atuando, e naquelas fixadas de acordo com o art. 21, XXV, na forma da lei.

15 RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL DO ESTADO. Evolução do tema. Tratamento


constitucional e infraconstitucional. Responsabilidade objetiva. Responsabilidade subjetiva.
Responsabilidade por ação. Responsabilidade por omissão. Responsabilidade decorrente de
comportamento ilícito. Responsabilidade decorrente de comportamento lícito. Reparação do
dano. Regresso. Causas de exclusão ou de atenuação da responsabilidade. Atos jurisdicionais
e legislativos.  

#APOSTACICLOS #VAICAIR Muita jurisprudência! Sem nenhuma dúvida, a RESPONSABILIDADE


CIVIL DO ESTADO é um dos pontos mais importantes do nosso edital. Portanto, temos que SABER
TUDO: histórico, teorias, pressupostos e excludentes da responsabilização civil, teoria da responsabilidade
objetiva, subjetiva (omissões?) e teoria do risco integral. Atenção, também, para os inúmeros e recentes
julgados sobre a matéria (obs. lembre-se que tem jurisprudência em teses a respeito).

#PRINCIPAISARTIGOS

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

75 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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CICLOS DE REVISÃO TJ/CE
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Art. 37, § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros,
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Art. 5º. (...)

LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além
do tempo fixado na sentença;

CÓDIGO CIVIL

Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos
seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os
causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.

#PRINCIPAISJURISPRUDÊNCIAS

SÚMULA VINCULANTE 11   Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado


receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros,
justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do
agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da
responsabilidade civil do Estado. 

INFORMATIVO 854 STF RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO: Considerando que é dever


do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus presídios os padrões mínimos de
humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos termos do art. 37, § 6º,
da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais, comprovadamente causados aos
detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições legais de encarceramento. STF. Plenário.
RE 580252/MS, rel. orig. Min. Teori Zavascki, red. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, julgado em 16/2/2017
(repercussão geral) (Info 854). 

Responsabilidade civil do Estado. A vítima poderá propor a ação diretamente contra o servidor
causador do dano? NÃO. A vítima somente poderá ajuizar a ação contra o Estado (Poder Público). Se este
for condenado, poderá acionar o servidor que causou o dano em caso de dolo ou culpa. O ofendido não
poderá propor a demanda diretamente contra o agente público. Essa posição foi denominada de tese da
dupla garantia.  

INFORMATIVO 819 STF  Responsabilidade civil do Estado. Morte de  detento. Em caso de


inobservância de seu dever específico de proteção previsto no art. 5º, inciso XLIX, da CF/88, o Estado
é responsável pela morte de detento. STF. Plenário. RE 841526/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em

76 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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30/3/2016 (repercussão geral) (Info 819). 

Responsabilidade civil do Estado.  Demora injustificada da Administração em analisar o


requerimento de aposentadoria do servidor. A demora injustificada da Administração em analisar o
pedido de aposentadoria do servidor público gera o dever de indenizá-lo, considerando que, por causa
disso, ele foi obrigado a continuar exercendo suas funções por mais tempo do que o necessário. Exemplo de
demora excessiva: mais de 1 ano. STJ. 2ª Turma. AgRg no REsp 1.469.301/SC, Rel. Min. Assusete Magalhães,
julgado em 21/10/2014. 

INFORMATIVO 512 STJ PRESCRIÇÃO. Regra geral da prescrição em ações contra a Fazenda
Pública. O prazo prescricional aplicável às ações de indenização contra a Fazenda Pública é de 5
(CINCO) anos, conforme previsto no Decreto 20.910/32, e não de três anos (regra do Código Civil), por
se tratar de norma especial, que prevalece sobre a geral. STJ. 1ª Seção. REsp 1.251.993-PR, Rel. Min. Mauro
Campbell, julgado em 12/12/2012 (recurso repetitivo) (Info 512). 

16 CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Tipologia. Controles internos. Controle


parlamentar. Controle pelos Tribunais de Contas. Ombudsman. Controle jurisdicional.
Sistemas. Inafastabilidade. Inexigência de esgotamento da via administrativa. Alcance.
Consequências. Administração em juízo. Habeas corpus. Habeas data. Mandado de injunção.
Mandado de segurança individual e coletivo. Ação popular. Ação civil pública.  

Aqui existem muitas leis específicas, que ficaria quase impossível transcrever em sua totalidade.
Algumas delas também estarão presentes nas disciplinas de Direito Constitucional e Direito Processual
Civil, como é o caso da Lei do MS, HD, MI, AP e ACP. Portanto, recomendamos a leitura do #VADEMECUM
destas leis.

Seguem aqui as mais recentes jurisprudências acerca do assunto!

SÚMULA 510 STF - Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra
ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial. 

SÚMULA 333 STJ - Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida
por sociedade de economia mista ou empresa pública.  

 SÚMULA 85 STJ - Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure
como devedora, quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge
apenas as prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura da ação.  

 SÚMULA 649 STF - É inconstitucional a criação, por Constituição estadual, de órgão de controle

77 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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administrativo do Poder Judiciário do qual participem representantes de outros Poderes ou entidades. 

Projeto de Lei de Plano Diretor de Município. Ação civil pública. Alegação da falta de
asseguramento da efetiva participação popular no processo legislativo. Matéria de interesse local.
Atribuição típica do Ministério Público Estadual. Ilegitimidade ativa do parquet federal. O Ministério
Público Federal é parte ilegítima para ajuizar ação civil pública que visa à anulação da tramitação de Projeto
de Lei do Plano Diretor de município, ao argumento da falta de participação popular nos respectivos
trabalhos legislativos. REsp 1.687.821-SC, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 07/11/2017, DJe 21/11/2017  

CONTROLE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. A decisão judicial que impõe à Administração Pública


o restabelecimento do plantão de 24 horas em Delegacia Especializada de Atendimento à Infância
e à Juventude não constitui abuso de poder, tampouco extrapola o controle do mérito administrativo pelo
Poder Judiciário. STJ. 1ª Turma. REsp 1.612.931-MS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 20/6/2017
(Info 609). Assim, o STJ considerou que, ao não se oferecer plantão 24 horas na Delegacia especializada
de apuração dos atos infracionais, houve violação à CF/88, ao art. 172 do ECA e também ao item 12.1 das
Regras de Beijing considerando que, fora do horário de funcionamento da Delegacia, os jovens infratores
serão submetidos às unidades policiais comuns, onde estarão expostos ao contato com presos maiores
de idade. A decisão governamental de encerrar o plantão na Delegacia não é uma escolha aceitável do
Estado sob os aspectos moral e ético, representando induvidosa preterição de uma prioridade imposta
pela Constituição Federal, além de conduta contrária à lei e ao tratado internacional, constituindo,
portanto, hipótese na qual se admite que o Poder Judiciário intervenha legitimamente no caso mesmo
em se tratando de um ato discricionário. 

17 IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. Regime jurídico. Concomitância de instâncias.


Elementos constitutivos do tipo. Sujeição ativa. Sujeição passiva. Ato danoso. Dolo e culpa.
Sanções. Procedimentos. Ação judicial.

É sem dúvidas um ponto muito #IMPORTANTE! Entretanto, este já foi objeto de um estudo
específico (Esqueceram de Mim). Portanto, para evitar que este material se torne ainda maior do que
já se encontra (kkk), iremos remeter à leitura do Esqueceram de Mim e colacionar a jurisprudência mais
recente dos Tribunais Superiores.

Só para realçar... este tema é muito importante!

LEI 13.425/2017: Pratica ato de improbidade administrativa (art. 11 da Lei nº 8.429/92) o Prefeito que,
no prazo máximo de 2 anos a contar da vigência da Lei nº 13.425/2017, deixar de editar normas especiais
de prevenção e combate a incêndio e a desastres para locais de grande concentração e circulação de
pessoas. #NOVIDADELEGISLATIVA #ATUALIZAOVADEMECUM 

78 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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INFORMATIVO 607 STJ IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. A sentença que concluir pela


carência ou pela improcedência de ação de improbidade administrativa está sujeita ao reexame
necessário, com base na aplicação subsidiária do CPC e por aplicação analógica da primeira parte do
art. 19 da Lei nº 4.717/65. Assim, quando a sentença da ação popular for procedente, não haverá reexame
necessário. Perceba, portanto, que o art. 19 inverte a lógica da remessa necessária do CPC. Pelo CPC,
se a Fazenda “perde”, haverá reexame. Na ação popular, o reexame necessário ocorre se o cidadão
perde. Em virtude disso, podemos dizer que esse art. 19 traz uma hipótese de duplo grau de jurisdição
invertido, ou seja, um duplo grau que ocorre em favor do cidadão (e não necessariamente da Fazenda
Pública). STJ. 1ª Seção. EREsp 1.220.667-MG, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 24/5/2017 (Info
607). #IMPORTANTE 

INFORMATIVO 609 STJ  IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.  É possível a abertura de inquérito


civil pelo Ministério Público objetivando a apuração de ato ímprobo atribuído a magistrado mesmo
que já exista concomitante procedimento disciplinar na Corregedoria do Tribunal acerca dos mesmos
fatos, não havendo usurpação das atribuições da Corregedoria pelo órgão ministerial investigante. A
mera solicitação para que o juiz preste depoimento pessoal nos autos de inquérito civil instaurado pelo
Ministério Público para apuração de suposta conduta ímproba não viola o disposto no art. 33, IV, da LC
nº 35/79 (LOMAN). STJ. 1ª Turma. RMS 37.151-SP, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. para acórdão
Min. Sérgio Kukina, julgado em 7/3/2017 (Info 609). #IMPORTANTE 

Meus queridos amigos, hoje encerramos por aqui.

Carácolis!! Tem muita informação aí pra vocês!! Estou gostando de ver!! Muita coisa vai estar na prova,
pode ter certeza!!

Desejo a todos um excelente final de semana e ótimos estudos!

Enclausurado para sempre pelo desejo e ambição

Ainda existe uma fome insatisfeita

Nossos olhos desgastados ainda fitam o horizonte

Apesar de passar tantas vezes nessa estrada

(Pink Floyd – High Hopes [Grandes Esperanças])

79 CICLOS DE REVISÃO TJ/CE | @CICLOSR3 ALUNO:


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