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Circulação Restrita

Elaboração
Francisco Mavignier Cavalcante França
Economista Rural – Consultor do INDI/FIEC

Apoio Financeiro
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Fortaleza, 2010

1
As Dez Bandeiras da Cajucultura do Ceará
Marco de Referência, Desafios e Diretrizes

Elaboração

Francisco Mavignier Cavalcante França


Economista Rural – Consultor do INDI/FIEC

Estudo patrocinado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia por meio do


Convênio no 01.0187.00/2008, celebrado em 31 de dezembro de 2008.

Fortaleza, 2010

2
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 4

1 INTRODUÇÃO 5

2 MARCO DE REFERÊNCIA DA CADEIA PRODUTIVA DO CAJU 6

3 METODOLOGIA DE TRABALHO 12

4 FUNDAMENTAÇAO EM PARADIGMAS DE SUSTENTABILIDADE 13

5 PREMISSAS BÁSICAS CONSIDERADAS NO ESTUDO 16

6 DESAFIOS A SEREM ENFRENTADOS 17

7 AS DEZ BANDEIRAS DA CAJUCULTURA 19

Bandeira 1 Fomentar ações de pesquisa, desenvolvimento e 19


inovação (PD&I)
Bandeira 2 Utilização de tecnologias inovadoras viáveis 21

Bandeira 3 Apoiar negócios inovadores 22

Bandeira 4 Fortalecer os APLs de caju 23

Bandeira 5 Priorizar os produtos e coprodutos consolidados e 25


emergentes
Bandeira 6 Fomentar a capacitação dos agentes produtivos 26

Bandeira 7 Apoiar o empreendedorismo emergente 28

Bandeira 8 Adotar novas estratégias empresariais 29

Bandeira 9 Maximizar a utilização das políticas governamentais 31

Bandeira 10 Expandir a participação no mercado interno e externo 33

8 MECANISMOS DE GESTÃO 34

OPERACIONALIZAÇÃO DAS DIRETRIZES EMANADAS DAS DEZ


9 35
BANDEIRAS

10 AÇÕES IMEDIATAS 37

11 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 37

3
1. INTRODUÇÃO

A cajucultura cearense se apresenta, na conjuntura atual, com dois


vetores tendenciais antagônicos. De um lado apresenta-se como de grande
importância econômica e social para o Estado do Ceará e com demanda
interna e externa não atendida plenamente e, por outro lado, as ameaças se
centram na estagnação do segmento de produção agrícola, com tendência a
perda de competitividade para outros países produtores de castanha e, até
mesmo, para outros estados do Brasil.
Essa realidade tem levado os agentes públicos e privados a se
mobilizarem, no sentido de buscar os mecanismos que assegurem a
competitividade da cajucultura cearense no longo prazo. Mesmo não havendo
ainda resultados palpáveis, tem-se verificado o esforço do Governo Estadual,
da EMBRAPA Agroindústria Tropical, da FAEC, da FIEC, do SINDICAJU, da
ASCAJU, da UFC, dos agentes produtivos, do SEBRAE, do Banco do
Nordeste, do Banco do Brasil e de algumas ONGs, na busca do soerguimento
dessa cadeia produtiva, em bases sustentáveis. Desses esforços, destaca-se a
criação, em 2009, no âmbito da ADECE, da Câmera Setorial da Cajucultura do
Estado do Ceará.
A partir dessa realidade inovadora, é que se vislumbra, por meio de um
esforço participativo e sequenciado, identificar e implementar os mecanismos e
as ações que induzirão a cadeia produtiva da cajucultura à sustentabilidade
econômica, social e ambiental.
Como fruto desse esforço, o presente documento propõe-se a disponibilizar
as diretrizes e as estratégias de ação, consubstanciadas em um plano
estratégico e tático para a cajucultura cearense, objetivando motivar e envolver
todas as entidades integrantes da cadeia produtiva do caju, na criação e
viabilização do Programa Integrado de Apoio ao Adensamento e à
Competitividade da Cadeia Produtiva do Caju no Estado do Ceará, 2010-
2020.
O conteúdo, a abordagem e a sequência dos temas apresentados
neste documento estão compatíveis com a metodologia de planejamento
estratégico e ele se configura como uma proposta de Plano Estratégico e
Tático da cajucultura Cearense. O primeiro tema apresentado é o marco de
4
referência da cajucultura com uma análise sintética das suas principais
características estruturais. Em seguida, é mostrado a metodologia participativa
utilizada e os fundamentos do desenvolvimento sustentável que balizaram as
propostas contidas neste documento.
Na parte mais estratégica deste estudo, são apresentadas as premissas
básicas e os desafios da cajucultura do Ceará, que serviram de pano de fundo
para a definição das dez bandeiras ou diretrizes propostas. Cada bandeira
descortina-se em ações, projetos e políticas que somam 75 propostas. As dez
bandeiras ensejarão a elaboração de planos de ação operacionais, de cada um
dos atores da cadeia do caju, necessários ao adensamento e à competitividade
da cajucultura do Ceará. É sugerido, também, os mecanismos de
operacionalização e de gestão dos projetos integrantes dos planos de ação,
com base na metodologia internacional do Project Management Institute (PMI).
Por fim, para responder aos apelos mais cruciantes dos agentes produtivos
da cajucultura cearense e conferir a esta proposta a credibilidade e a adesão
requerida são sugeridos a viabilização, no curto prazo, de ações e projetos
emergentes que estão hibernando ou sem o dinamismo que a realidade atual
requer.

2. MARCO DE REFERÊNCIA DA CADEIA PRODUTIVA DO CAJU


NO ESTADO CEARÁ

A cajucultura cearense é a atividade agrícola mais importante de sua zona


litorânea. Os cinco municípios com maiores áreas plantadas são Beberibe, Bela
Cruz, Cascavel, Icapuí e Acaraú que, juntos, respondem por 30% da área total
plantada com caju. Praticamente, há cajueiros plantados em todos os
municípios do Estado, no entanto, os municípios com mais de 200 ha com
plantio de caju somam 89.

O quadro, a seguir, mostra os grandes números do segmento agrícola da


cadeia produtiva do caju no ano de 2008, considerado como um ano normal sob
o ponto de vista climático.

5
Dados Básicos da Cajucultura Cearense 2008 – Segmento Agrícola
Produção de castanha (2008): 121.045 t
Área colhida em hectares (2008): 386.757 ha
Produtividade – t/ha (2008): 312 kg/ha
Área plantada com cajueiro comum: 93%
Área plantada com cajueiro anão precoce: 7%
Área com potencial para cajueiro: 2,8 milhões/ha
Empregos gerados no campo: 180 mil
Preço médio da castanha em 2008: R$ 0,90

Em termos comparativos, com a região Nordeste e com o Brasil, a


produção cearense de castanha, em 2008, representou, respectivamente, 50,4%
da produção regional e 49,8% da nacional. Em termos de evolução, em 1999, a
produção do Estado foi 77.113 t de castanha, correspondente a 63,7% da
produção colhida em 2008. Já a produtividade dos plantios cearenses, entre os
períodos de 1995/1996/1997 e 2005/2006/2007, pouco se diferenciaram, uma
vez que passou de 224 kg/ha para 252 kg/ha.

Em termos internacionais, a perda de importância relativa do Brasil como


produtor de castanha de caju é marcante. Entre os períodos de 1995/1996/1997
e 2005/2006/2007, a Nigéria aumentou sua produção em 473%, o Vietnã em
305%, a Índia em 49% e o Brasil, em apenas 20%. A soma da produção dos três
concorrentes do Brasil, no último período considerado, foi de 2,2 milhões de
toneladas de castanha, enquanto o Brasil produziu apenas 11% deste total.

A produtividade de terra cultivada com caju é outro indicador que mostra


a nossa baixa competitividade internacional. As produtividades na Nigéria, no
Vietnã e na Índia são, respectivamente, 2.706 kg/ha, 1.970 kg/ha e 691 kg/ha,
enquanto no Brasil é de apenas 347 kg/ha.

No quadro, a seguir, são apresentados os indicadores mais relevantes do


segmento industrial.

Dados Básicos da Cajucultura Cearense 2008 – Segmento Industrial


Indústrias de processamento de castanha: 8 unidades
Capacidade instalada: 300 mil/t/ano
Empregos gerados: 20 mil
Valor das exportações da ACC: US$ 146 milhões

6
Apesar dos problemas de gestão, de comercialização e de qualidade, as
mini fábricas de processamento de castanha são uma opção viável para o
suprimento do mercado interno. Já foram instaladas mais de 100 unidades no
Ceará, no entanto, pouco mais de 25% estão em operação.

Destaca-se, ainda, a indústria de suco de caju que produz mais de 100


mil toneladas por ano e outros produtos derivados do pedúnculo do caju, como
cajuína, doces, geléia, rapadura, ração animal, entre outros, considerados uma
realidade para o consumidor brasileiro. Está surgindo, também, um mercado
promissor de lenha de cajueiro que é ecologicamente sustentável, por ser
calcado na oferta de lenha decorrente do manejo do cajueiro.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA CAJUCULTURA DO CEARÁ

A importância da cajucultura para a economia


Importância cearense está alicerçada no fato da safra se
econômica, concentrar no período seco do ano, quando não há
geração de renda nem de emprego no campo.
social, cultura Além da castanha, novos usos econômicos dos
produtos do cajueiro estão consolidando-se, a
e ambiental. exemplo, da fibra do caju na culinária, na ração
animal e a expansão do uso lenha do cajueiro. Por
ser uma planta semixerófila, o cajueiro é resistente
às secas e os plantios caracterizando-se como
verdadeiras florestas verdes o ano inteiro. Sob o
ponto de vista cultural, o caju é considerado um
ícone da cultura do Ceará com grande apelo para o
turismo.

A modernização da agricultura brasileira nas


A cajucultura é regiões com maior vocação agropecuária,
uma das sobretudo, nos Cerrados, reduziu drasticamente a
competitividade agrícola do Nordeste, em especial
poucas opções do Ceará, por conter 86,8% de seu território de
áreas semiáridas. Assim, restaram poucas
viáveis da atividades agropecuárias viáveis. A cajucultura é
agricultura do uma delas juntamente com a ovinocaprinocultura,
agricultura irrigada, em áreas vocacionadas, e a
Ceará. aqüicultura.

A área cultivada com caju no Ceará é de 386 mil


Disponibilidade hectares (IBGE, 2008) e a área com vocação
de áreas pedoclimática é de 2,8 milhões de hectares.
Portanto, há ainda 2,4 milhões de hectares
7
vocacionados para o caju no Ceará. É importante
agrícolas frisar que no Maranhão e na Bahia a área
vocacionadas. vocacionada para caju é de, respectivamente, 3,4 e
2,6 milhões de hectares. Nesses estados o
percentual de área com vocação preferencial é
muito superior ao do Estado do Ceará. Por esta
razão, os governantes desses Estados estão
promovendo o desenvolvimento da cajucultura em
bases modernas, o que poderá ser mais um fator
de redução da competitividade do Ceará nesse
setor.

Estima-se em 200 mil hectares, a área com


Envelhecimento plantios de cajueiro comum com mais de 30 anos.
dos plantios e Estes plantios caracterizam-se pelo porte alto,
espaçamento irregular, fase final do ciclo biológico
baixíssima de produção, baixíssima produtividade, manejo
inadequado, material genético diversificado e, em
produtividade. grande parte, plantados em áreas com vocação
regular ou restrita para a cultura.

A cadeia produtiva é desarticulada, sobretudo, no


Cadeia seguimento da produção agrícola. Os plantios não
produtiva recebem o manejo adequado e a assistência
técnica é muito precária. A comercialização da
pouco castanha é um dos principais gargalos, tendo em
vista que é dominada pelos intermediários em
adensada. função da falta de cooperação entre os produtores.
A relação direta com as grandes indústrias
processadoras requer, ainda, muita negociação
para se chegar a um patamar de cooperação entre
as partes, de modo a viabilizar uma relação de
fidelidade mútua, pressuposto básico do enfoque
de cadeia produtiva.

O parque industrial de processamento de castanha


Parque do Ceará conta com sete grandes unidades fabris
industrial de com elevado grau de mecanização e uma
capacidade instalada para processar 300 mil
processamento toneladas por ano. As fábricas do Ceará são
reconhecidas pela qualidade da ACC, cumprimento
da castanha dos contratos, tradição no mercado internacional e
por ofertarem amêndoas grandes.

Tem-se observado, nos últimos anos, uma série de


Disposição dos iniciativas na busca de soluções para a
problemática da cajucultura cearense, de iniciativa
8
tanto do setor público como do privado. Há
agentes programas e projetos em andamento ou em
produtivos e negociação e foram promovidos workshops,
visando à busca de soluções. Há uma proposta de
institucionais encaminhamento de soluções, oriunda do
Agropacto/FAEC, o encontro anual “Caju Nordeste”
em soerguer a já se consolidou, foi criada a Câmara Setorial da
cajucultura. Cajucultura Ceará, o Governo do Estado criou o
Programa de Revitalização da Cajucultura, a
Fundação Banco do Brasil vem apoiando o
segmento de mini fábricas de beneficiamento de
castanha e muitas outras iniciativas estão em
pauta.

A cooperação entre os produtores, sobretudo no


Baixa segmento da produção, é muito fraca. Não há
cooperação vínculos profissionais entre os cajucultores, entre
pólos de produção nem entre estados produtores.
entre os atores Tais vínculos são, hoje, os mecanismos mais
adequados para o aumento da competitividade e da
e o sentimento perenidade da cajucultura no longo prazo. A falta
de de cooperação e a apatia dos produtores,
associadas à falta do sentimento de pertencer a
territorialidade. determinado polo de produção de caju, são fatores
que dificultam a viabilização da modernização e
ampliação da cajucultura do Ceará.

As linhas de financiamento do FNE e do PRONAF


Linhas de estão disponíveis para os agentes produtivos da
financiamento cajucultura. Apesar dos juros serem baixos, as
exigências documentais são excessivas, os
inadequadas e orçamentos-padrão são aquém da realidade, as
garantias muito elevadas e a fiscalização, após a
endividamento concessão do crédito, muito frágil. Ademais, muitos
dos agentes projetos não conseguem capacidade de
pagamento, por não terem a opção de
produtivos. aproveitamento de mais de 50% do pedúnculo. O
endividamento bancário, de uma grande parcela
dos agentes produtivos, é também um obstáculo ao
acesso aos financiamentos.

Apesar das várias tentativas de se disponibilizar as


Assimetria de informações estratégicas da cajucultura, por meio
informações. de portais, sites e instrumentos afins, ainda não há
um banco de informações completo e atual,
disponibilizado de forma democrática, amigável e
de acesso fácil e gratuito a todos os agentes
9
produtivos da cajucultura.

Nas últimas quatro décadas, a exploração do caju


Capital no Estado do Ceará ensejou a formação de um
humano e quadro de especialistas concentrados na antiga
EPACE, na Embrapa Agroindustrial Tropical, na
tecnológico EMATERCE, na UFC e nas indústrias
processadoras. O acervo tecnológico, já disponível,
razoável. é relevante e suficiente para suportar um processo
acelerado de modernização e internacionalização
da cajucultura. A estrutura de PD&I, orientada para
a cajucultura é soberba, com destaque para a rede
de laboratórios e campos experimentais da
EMBRAPA e da UFC.

Em 1990 o Brasil exportava 27,1 mil toneladas de


Mercado ACC, equivalente a 33,8% da exportação mundial.
externo em Em 2006, a exportação do Brasil alcançou 43,2 mil
toneladas, porém, em termos relativos cai para
expansão e 15% do total mundial. Esses números mostram a
real possibilidade de crescimento das exportações
interno com brasileiras. Esse potencial é engrandecido pela boa
grande aceitação da amêndoa brasileira no mercado
internacional e pela pequena demanda do mercado
potencial. interno, menos de 15% da produção nacional.
Para efetivar este potencial, faz-se necessário
aumentar a produção interna de castanha, efetivar
parcerias com os produtores africanos e um
programa de promoção e de logística para ampliar
o mercado interno por ACC.

A expansão da produção mundial de castanha de


Forte caju, nestes últimos 10 anos, tem sido explosiva,
concorrência sobretudo do Vietnã e da África Ocidental,
enquanto que no Brasil, praticamente, estagnou. O
externa. crescimento dos concorrentes tem ocorrido de
forma quantitativa e qualitativo. As vantagens
competitivas dos concorrentes são alicerçadas na
alta produtividade obtida, nos baixos custos de
produção, no clima e solo mais favoráveis que os
do Nordeste do Brasil e nos apoios institucionais
internos e externos.

10
A despeito da existência de várias iniciativas e
Diretrizes projetos orientados para cajucultura cearense, não
estratégicas há um plano estratégico global validado e seguido
pelos atores atuantes na atividade.
para a Cajucul-
tura do Ceará.

3. METODOLOGIA DE TRABALHO

O estudo tem caráter qualitativo por ser alicerçado em informações e dados


estratégicos coletados por meio de levantamento bibliográfico e documental,
bem como de pesquisa-ação.
O âmbito do estudo restringe-se ao Estado do Ceará e contempla todos os
elos da cadeia produtiva do caju. No entanto, em função da liderança que o
Estado tem no setor de caju do Brasil, vislumbra-se que as diretrizes, focadas
neste estudo, sirvam também como parâmetros para induzir o desenvolvimento
sustentável da cajucultura de outros estados do País.
Este documento foi elaborado de forma participativa, sendo o texto final uma
compilação de estudos, programas, debates, entrevistas e sugestões oriundas
e validadas por uma série de entidades ligadas à cajucultura, com destaque
para: Câmara Setorial da Cajucultura, FIEC/INDI, SINDICAJU, EMBRAPA
Agroindústria Tropical, Secretaria do Desenvolvimento Agrário, FAEC,
Ematerce, BNB e UFC.
Os pressupostos teórico-metodológicos em que o estudo se pautou, foram
alicerçados nas dimensões do desenvolvimento sustentável, no enfoque de
cadeia produtiva ou agronegócio e no conceito de arranjo produtivo local.
O levantamento bibliográfico e documental concentrou-se nas publicações e
relatórios técnicos gerados e disponibilizados, sobretudo, pela FAEC-
Agropacto, Embrapa, BNB, FIEC-INDI, UFC e SEBRAE. Nesta etapa da
pesquisa, destaca-se o documento do Grupo de Indução de Ações e Propostas
para a Cajucultura do Ceará, elaborado a partir de um ciclo de sete palestras,
proferidas no Agropacto, sobre a temas relevantes da cajucultura do Estado.
As informações e dados de caráter mais pessoal ou, ainda, em fase de
discussão, coletadas por meio da pesquisa-ação, foram obtidas em entrevistas
11
com atores-chave, nas observações in loco, junto aos pólos de produção de
caju, em instituições de CT&I; em reuniões técnicas, seminários, dias de
campo, feiras e exposições. Aqui, mereceu mais realce as informações obtidas
no 5º Caju Nordeste, na Câmara Setorial da Cajucultura, no workshop
promovido pela EMBRAPA, sobre agregação de valor à amêndoa da castanha
de caju e na visita ao Pólo Pacajus-Horizonte.

4. FUNDAMENTAÇÃO EM PARADIGMAS DE
SUSTENTABILIDADE

O mais importante nessa proposta para soerguimento da cajucultura do


Ceará, será a mudança comportamental dos industriais e agricultores, no
sentido da conscientização de que a época do mercado fechado, das margens
elevadas, dos subsídios e da ineficiência já passou, sendo imperioso, portanto,
o fortalecimento da cadeia produtiva do caju alicerçado no enfoque do
desenvolvimento econômico local.
A fundamentação teórico-empírica que balizou as diretrizes
apresentadas aqui teve três vertentes que se harmonizam no mundo real, são
elas:

 conceito de desenvolvimento sustentável;


 enfoque de cadeia produtiva ou agronegócio;
 arranjo produtivo local, agropolo ou cluster.

Segundo a Agenda 21, entende-se que “desenvolvimento sustentável é


um conceito que busca conciliar as necessidades econômicas, sociais e
ambientais sem comprometer o futuro de quaisquer destas demandas” e toda a
abrangência e sinergias, deste enfoque, estão contidas na figura a seguir:

12
Requer ação em três dimensões

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ter

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So

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Tecnologia

CrescimentoEconômico
Tornar realidade

Já o enfoque de cadeia produtiva ou agronegócio consiste num conjunto


de atividades agropecuárias, industriais e de serviços que mantém sinergias de
caráter tecnológico, comercial e econômico, cuja matéria-prima principal venha
do setor agropecuário ou cujo produto final tenha naquele setor o seu mercado.
A figura, a seguir, expressa visualmente o campo de abrangência deste novo
enfoque que é dado às explorações agrícolas.

ENFOQUE DE CADEIA PRODUTIVO


OU DE AGRONEGÓCIO

Ambiente Institucional: Cultura, Tradições, Educação e Costumes.

CONSUMIDOR
INSUMOS t1
PRODUÇ
PRODUÇÃO
t2
TRANSFORMAÇ
TRANSFORMAÇÃO
tn
DISTRIBUIÇ
DISTRIBUIÇÃO

Ambiente Organizacional: Associações, Informação, Pesquisa,


Finanças, Cooperativas e Firmas

13
O conceito sobre arranjo produtivo local (APL), por sua vez, consiste em
aglomerações territoriais de agentes econômicos, políticos e sociais – com foco
em um conjunto específico de atividades econômicas – que apresentam
vínculos, mesmo que incipientes. Este conceito é ilustrado na figura a seguir.

ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS - APLs

Mercados
APLs Estratégicos
Globalizados
e Locais
A produção agrícola vetorizando:
• inovação tecnológica
•governança do território
• inteligência de mercado
• dimensões: econômica, social, ambiental

COMPETITIVIDADE

Ainda dentro da conceituação de APL, que será considerado neste


estudo, a abrangência do conceito considera que os agronegócios devem ser
entendidos como redes de empreendimentos conscientes, compostas por
atores do setor privado, do setor público e da sociedade civil, localizadas em
uma determinada região geográfica e que cruzam várias firmas, intercalam
vários ramos e agregam várias competências, gerando um rápido
desenvolvimento socioeconômico e criando riqueza para a mesorregião.

A governança dos APLs é, também, entendida como um processo de


desenvolvimento econômico local que “é uma nova estratégia de

14
desenvolvimento, na qual a comunidade assume um novo papel: de
comunidade demandante, ela emerge como agente, protagonista,
empreendedora, com autonomia e independência. Assim, o desenvolvimento
econômico local, é um processo de articulação, coordenação e inserção dos
empreendimentos empresariais associativos e individuais, comunitários,
urbanos e rurais, a uma nova dinâmica de integração socioeconômica, de
reconstrução do tecido social, de geração de oportunidades de trabalho e de
renda.

5. PREMISSAS BÁSICAS CONSIDERADAS NO ESTUDO

As premissas, a seguir elencadas, se mostram necessárias pelo fato de que


este estudo visa apresentar argumentos e diretrizes para a expansão,
modernização e competitividade da cajucultura do Ceará, em bases
sustentáveis, a partir dos pressupostos teórico-metodológicos pautados nas
dimensões do desenvolvimento sustentável, no enfoque de cadeia produtiva e
no conceito de arranjo produtivo local.

PRINCIPAIS PREMISSAS DO ESTUDO

Sensibilização, envolvimento e cooperação entre os atores públicos,


privados e do terceiro setor que integram a cadeia produtiva do caju por
meio de eventos estruturados e sequenciados.

Viabilidade econômica, social, ambiental e institucional comprovada com


indicadores robustos.

Estratégias de negociação orientadas pelo modelo ganha-ganha.

Prioridade aos pequenos e médios agentes produtivos nos segmentos de


assistência técnica, orientação empresarial, extensão tecnológica, crédito
desburocratizado, oferta de informações estratégicas e fortalecimento da
cooperação.

Prioridade às demandas espontâneas e qualificadas dos agentes


produtivos.
15
Comunicação efetiva, promoção & marketing para que a cajucultura tenha
suas potencialidades efetivadas.

Simetria de informações por meio de portal na internet e outros meios de


divulgação, de forma que as informações estratégicas sejam ofertadas
com acesso democratizado.

Soberania das leis do mercado de modo a evitar paternalismo, a


concorrência desleal e a ineficiência produtiva.

Foco inovador e excelência das ações e projetos a serem apoiados.

6. DESAFIOS A SEREM ENFRENTADOS

A cajucultura cearense, assim como outras atividades agrícolas do Estado,


foi fortemente afetada por mudanças estruturais e conjunturais, oriundas de
eventos internos e externos verificados nos últimos 20 anos. Os efeitos dessas
mudanças criaram oportunidades e ameaças à cadeia produtiva do caju que,
até agora, não foram consideradas de forma adequada e abrangente. Esse
vácuo de direcionamento estratégico fez surgir uma série de desafios, a seguir
elencados, a serem enfrentados e adequadamente solucionados.

PRINCIPAIS DESAFIOS DA CAJUCULTURA CEARENSE

Identificar e qualificar, em termos de eficiência técnica e econômica, as


tecnologias que deverão ser adotadas para a modernização da cadeia
produtiva do caju de modo a torná-la mais competitiva.

Renovar os plantios em decadência e ampliar a área cultivada, por meio da


utilização de clones mais produtivos, compatíveis com a demanda do
mercado de castanha e de pedúnculo.

Conceber, validar e disseminar modelos de exploração agrícola


competitivos e socialmente sustentáveis.

16
Reverter o desânimo reinante junto aos produtores de caju.

Elevar o preço da castanha “in natura”, por meio da melhoria da qualidade


e da redução das margens de intermediação.

Propor alternativas ao sistema de comercialização atual da castanha “in


natura”.

Aumentar o aproveitamento do pedúnculo.


Motivar os empresários a adotarem as boas práticas industriais no
processamento do pedúnculo do caju.

Instalação de empresas cearenses de processamento de castanha “in


natura”, importada na África, na ZPE do Complexo Industrial e Portuário
do Pecém.

Identificar as demandas e penetrar nos mercados nacionais para os


produtos e co-produtos do caju.

Criar uma linha especial de financiamento para a renovação dos pomares.

Viabilizar a boa governança dos mecanismos e dos instrumentos que


serão necessários para fazer a convergência e a integração harmoniosa
dos programas e ações governamentais e não governamentais para a
cajucultura.

Propor e apoiar a implantação de modelos de governança territorial,


apropriados para cada APL de caju.

Fortalecer a Câmara Setorial da Cajucultura.

Arregimentar todas as entidades da cadeia produtiva do caju, objetivando


implantarem ações, planos, programas e políticas em sintonia com um
programa integrado de apoio ao adensamento e à competitividade da
cadeia produtiva do caju no Estado do Ceará.

17
7. AS DEZ BANDEIRAS DA CAJUCULTURA

O uso da palavra bandeira visa realçar e dar visibilidade psicológica à


problemática atual da cajucultura cearense. A palavra bandeira aqui utilizada
refere-se às diretrizes a serem seguidas para atingir a visão de futuro do
negócio do caju. Assim, cada uma das dez bandeiras é desfraldada em ações,
projetos, posturas e atitudes necessárias à modernização e expansão da
cajucultura em bases sustentáveis, nas dimensões econômica, social e
ambiental.
As dez bandeiras do caju representam os desafios e as diretrizes para
construção de uma política agrícola e agroindustrial para o setor.
A estratégia de contemplar dez vetores da cajucultura fundamenta-se na
sinergia entre as dimensões do desenvolvimento sustentável, no adensamento
da cadeia produtiva, no caráter holístico do progresso técnico e na
transversalidade das ações e dos mecanismos de indução do desenvolvimento,
além da criação de vantagens competitivas duradouras.

Bandeira 01
Fomentar ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação
(PD&I)

O ambiente de negócios, no atual cenário internacional, vive intensa


transformação econômica, social e política. Esse ambiente está cada vez mais
competitivo e as empresas têm de estar preparadas para desenvolverem
habilidades que lhes permitam adquirir novos conhecimentos, disseminá-los
internamente e utilizá-los no desenvolvimento de tecnologias e produtos ou
serviços, manifestamente bem sucedidos. Esta situação caracteriza um novo
perfil global, definido por uma sociedade da informação e sob uma economia
do conhecimento.
Ante esse novo paradigma econômico e tecnológico, os esforços de
pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) passam a constituir um
diferencial entre produtos, processos, empresas, regiões e nações. Significa,

18
ademais, que vantagens comparativas, ancoradas tão somente em recursos
naturais e mão-de-obra barata não são capazes, per si, de assegurar a
sustentabilidade dos negócios nem o desenvolvimento regional.

AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Viabilizar a obtenção de suco clarificado e desodorizado para


compor “Blends” para o mercado internacional de sucos.

Criar uma plataforma tecnológica, envolvendo a Embrapa, a


UFC, o Nutec e o Sindicaju, para gerar novas tecnologias
industriais focadas em: corte, estufagem, despeliculagem,
umidificação, conservação, embalagem, qualidade e segurança
alimentar.

Desenvolver um processo de extração a frio do LCC, visando


melhorar a sua qualidade e atender mercado de alto valor
agregado.

Desenvolver pesquisa para melhoramento do caju, objetivando


a obtenção de castanhas de tamanho médio, sem abertura dos
cotilédones, possibilitar maior percentual de amêndoas inteiras
no processo industrial, película de fácil extração, dentre outros
aspectos relevantes.

Criar uma câmara técnica para receber, debater e validar as


demandas de PD&I da cadeia produtiva do caju, cujo
documento final deverá ser referência para as ações de todas
as instituições ligadas à cajucultura, sobretudo de PD&I.

Realizar estudos científicos, para se conhecer as


especificidades técnicas da madeira do cajueiro, para fins
energéticos.

19
Realizar estudos de viabilidade financeira, social e ambiental de
unidades típicas de produção de caju, exploradas por pequenos
e médios produtores.

Bandeira 02
Utilização de tecnologias inovadoras viáveis

Um dos pressupostos básicos da competitividade são o foco e a


excelência produtiva, assim, o esforço para soerguer a cajucultura dever ser
pautado na priorização de ações, concentração de esforços em negócios já
tradicionais e emergentes, com mercado promissor, e que sejam viáveis nas
dimensões econômica, social e ambiental.

AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Utilização de mudas enxertadas de cajueiro, produzidas por


viveiristas credenciados. Uso de clones de cajueiro anão
precoce, conforme a finalidade comercial da produção, nos
novos plantios, na substituição de copas e no adensamento dos
plantios já instalados.

Adoção de práticas tecnológicas mínimas nos plantios já


instalados, conforme recomendação da EMBRAPA.

Otimização do espaçamento dos cultivos já instalados, por meio


do plantio de novos cajueiros nas áreas falhadas, do corte de
plantas em espaçamentos muito adensados e substituição de
cajueiros improdutivos e com idade avançada.

20
Otimizar a exploração dos estabelecimentos com a introdução
de explorações pecuárias nas áreas de caju (abelhas e ovinos).

Exploração do cajueiro em consórcio com outras culturas


agrícolas (mandioca, amendoim e feijão).

Intensificação da automação industrial (BPI) no processamento


do pedúnculo, objetivando a melhoria da qualidade, otimização
da escala de produção e minimização dos custos industriais.

Criar linha de processamento integral do pedúnculo que gere


vários produtos (FIBRA, SUCO, CAJUÍNA, MEL, DOCES,
RAPADURA E RAÇÃO ANIMAL)

Reengenharia do modelo corporativo e de gestão das mini-


fábricas de processamento de castanha de caju, visando à
eficiência industrial, a escala de produção viável, a inserção
competitiva no mercado e a regularidade na oferta.

Bandeira 03
Apoiar negócios inovadores

O desânimo reinante em alguns segmentos da cadeia produtiva do caju


é preocupante e deve ser revertido. Para tanto, tem-se que mobilizar as
lideranças locais e os investidores potenciais, objetivando contribuírem para
que a cajucultura galgue um novo patamar, coerente com a liderança do Brasil
no agribusiness mundial e com possibilidades de manter-se entre os três
líderes no negócio do caju no âmbito global.

21
AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Elaboração de plano de negócio para unidade de produção de


fibra do caju para culinária.

Elaboração de plano de negócio para uma fábrica de ração


animal com base no pedúnculo.

Plano de negócio para um estabelecimento de produção de


caju irrigado.

Apoiar grupos de produtores de castanha de caju na criação de


empresas comercializadoras de castanha “in natura”, nos polos
de caju, como alternativa ao modelo de comercialização
vigente.

Apoiar grupos de produtores de castanha de caju a criarem


uma empresa comercializadora da madeira do cajueiro nos
polos de caju.

Atrair empresas âncoras para o segmento do pedúnculo.

Incentivar e apoiar a oferta de produtos orgânicos derivados do


caju, devidamente certificados.

Bandeira 04
Fortalecer os APLs de caju

Considerando que o homem é a peça fundamental na promoção do


desenvolvimento econômico, o fortalecimento do capital humano, que gravita

22
na cadeia produtiva do caju, é condição essencial para soerguer, modernizar,
expandir e perpetuar o negócio do caju. A internalização dos novos paradigmas
da gestão de qualidade, da responsabilidade social, da segurança alimentar e
da concorrência, por parte dos atores envolvidos com o caju, é traduzida como
capital humano de excelência, necessário para viabilizar as propostas
decorrentes das Dez Bandeiras da Cajucultura.

AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Identificação e qualificação dos APLs de caju.

Criar comitês articuladores nos principais pólos de produção,


objetivando apoiar os atores da cadeia, com relação à solução
dos problemas de governança, serviços, assessorias, etc.
Estabelecimento de modelos de governança dos APLs do caju

Definição de estratégias e de planos de ação para a


cajucultura, pelas secretarias de agricultura dos municípios dos
APLs de caju.

Fomentar a adoção de modelos de assistência técnica privada,


na forma de condomínios ou cooperativas de assistência
técnica, com remuneração diferenciada por sucesso e custos
compartilhados entre produtores e agentes governamentais.

Fortalecer o associativismo de classe.

Fortalecer a Câmara Setorial da Cajucultura com a participação


dos comitês dos APLs.

23
Bandeira 05
Priorizar os produtos e coprodutos consolidados e
emergentes

Dentre as iniciativas de soerguimento da cadeia do caju, tem-se


intensificado os debates e mesmo a experimentação de novas abordagens do
desenvolvimento de negócios no meio rural a partir da visão territorial. Temas
como: desenvolvimento econômico local, abordagem de agronegócios, arranjos
produtivos locais, clusters, pólos de desenvolvimento integrado, governança
territorial, agências de desenvolvimento regional e outras modalidades afins,
que incorporam aspectos da globalização e da sustentabilidade, têm permeado
todas as ações dos agentes públicos e privados.
Frente à riqueza dessa realidade inovadora, é que se vislumbra, por
meio de um esforço orientado e sequenciado, identificar e implementar os
mecanismos e ações que induzirão a cadeia produtiva da cajucultura à
sustentabilidade econômica, social e ambiental.

AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Priorizar as ações nos seguintes derivados da castanha:


amêndoa, farinha de amêndoa, nutracêuticos, tanino e resíduos
prensados da casca.

Buscar a agregação de valor ao LCC, bruto por meio da


industrialização, no Brasil, objetivando a produção de
lubrificantes, curtidores, aditivos e biocombustíveis.

Priorizar a utilização do pedúnculo para os seguintes fins: fruto


“in natura” para consumo direto, sucos, néctares, cajuína,
refrigerante, polpa para suco, doces, rapadura, fibra para
culinária, corante natural e ração para animais.

Utilização do potencial químico dos subprodutos do caju.

24
Utilização do potencial energético dos subprodutos do caju.

Estimular o uso de lenha, carvão e briquete da planta do


cajueiro, a partir de uma campanha de marketing, da
desoneração tributária, da dispensa de licenças ambientais e
da adoção do ICM Verde para os empreendimentos
compradores.

Realização de um estudo de mercado do pedúnculo e seus


coprodutos, para identificar a estrutura da oferta e da procura,
os mecanismos de formações dos preços, os indicadores de
viabilidade econômica e o cenário de longo prazo.

Reduzir as incertezas do mercado de mudas enxertadas por


meio da criação de uma “bolsa” virtual para comercialização
futura, a partir da intermediação de uma entidade credenciada e
do compromisso dos ofertadores em honrar os negócios
previamente fechados.

Bandeira 06
Fomentar a capacitação dos agentes produtivos

Entendendo estratégia como o conjunto de decisões e ações relativas à


escolha dos meios e à articulação de recursos com vista a atingir um objetivo,
centra-se, nesta Bandeira, as estratégias competitivas de custo, diferenciação,
foco e crescimento. Assim procedendo, é possível conceber atividades
empresariais com criação de valor, para benefício da sociedade e
fortalecimento do desejo das pessoas de nela se engajar produtivamente.

25
AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Criação de ambiência para viabilizar o surgimento das


demandas espontâneas da cajucultura, a partir da
sensibilização de agentes produtivos e comerciais,
institucionais e dos consumidores, por meio de reuniões,
encontros, debates, portal da cajucultura, jornal temático,
cartilhas institucionais e outros instrumentos.

Elaboração de um programa de capacitação dos agentes da


cadeia produtiva do caju, por meio de cursos, dias de campo,
visitas técnicas, excursões, feiras e participações em
seminários, focados nas seguintes áreas: estratégias
comerciais, inovações tecnológicas, enfoque de cadeia
produtiva, enfoque de APL, gestão empresarial, gestão
financeira, sistemas de produção inovadoras, produção
integrada de caju, formação de agentes de difusão tecnológica
(público e privado), corte racional de árvores com moto-serra,
substituição de copas, irrigação do cajueiro, manejo integrado
de pragas, seleção de castanha, cooperação, qualidade total,
marketing comercial, certificação, rastreabilidade, produção
orgânica, processos agroindustriais e assistência técnica.

Priorizar os jovens, filhos dos cajucultores, nos eventos de


capacitação.

Mobilizar e sensibilizar os cajucultores, beneficiários da Bolsa


Família, a se capacitarem no programa, direcionado para este
fim que é coordenado pela SENARC-Secretaria Nacional de
Renda de Cidadania.

Formação de consultores focados na cadeia produtiva do caju.

26
Bandeira 07
Apoiar o empreendedorismo emergente

A identificação, qualificação e promoção de negócios inovadores


competitivos configuram-se como as alavancas que desencadearão o efeito de
arrasto, que quebrará a inércia e colocará a cajucultura numa posição mais
competitiva e sustentável.

AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Identificação e catalogação de novas lideranças empresariais


locais, segundo os elos da cadeia produtiva do caju, para efeito
de promoção e atração de investidores.

Realização de sensibilização comportamental, objetivando o


nivelamento conceitual e o envolvimento dos empreendedores
potenciais para entrarem no negócio do caju.

Realização de eventos específicos, para atração de


investidores e de lideranças locais para atuarem na cadeia do
caju.

Elaboração de um programa de capacitação em gestão


empresarial, para os potenciais empresários da cadeia do caju,
nas seguintes áreas: sistemas de produção agrícola e
agroindustrial, estratégias comerciais, análise de viabilidade,
risco do negócio, gestão empresarial, inovações tecnológicas,
enfoque de cadeia produtiva e enfoque de APL.

Elaboração de planos de negócios, para subsidiar as decisões


dos potenciais investidores, para entrar no negócio do caju.

27
Caracterizar, difundir e apoiar os arranjos societários factíveis e
adequados em todos os elos do negócio do caju.

Bandeira 08
Adotar novas estratégias empresariais

Os mecanismos de mercado não podem desempenhar sozinhos todas


as funções econômicas, tornando imprescindível a atuação governamental
para guiar, compensar, induzir, corrigir e suplementar as disfunções geradas
pela livre concorrência.
Assim, o Governo precisa atuar, por meio de um conjunto de
instrumentos de intervenção econômica, para promover ajustamentos na
alocação de recursos, reduzir as disparidades regionais, promover
ajustamentos na distribuição da renda e da riqueza e manter a estabilização
econômica.

AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Celebração de contratos de fidelidade na venda da castanha


entre produtores, associações ou congêneres com as indústrias
processadoras, objetivando a melhor qualidade da castanha e a
obtenção de diferencial nos preços.

Adotar mecanismos e ações para redução da sazonalidade da


oferta de pedúnculo, por meio do cultivo de cajueiro irrigado,
disseminação de variedades tardias, inovação tecnológica na
área de conservação e montagem de logística de compras em
todos os estados produtores, por ofertarem o pedúnculo em
períodos diferentes do Ceará.

28
Ampliar as exportações de ACC para ocupar o vácuo deixado
pela Índia e Vietnã, por questões de qualidade e não
cumprimento de contratos.

Adoção ou intensificação da estratégia da ecoeficiência,


produção mais limpa nas indústrias e responsabilidade
socioambiental.

Adoção ou intensificação no uso de normas de gestão da


qualidade, segurança alimentar e saúde, a exemplo de: ISO
9001, ISO 22.000, BPF, BRC, HACCP e OHSAS 18001.

Adoção de selo de qualidade de origem “Brasil”.

Verticalização da produção de caju, por parte dos pequenos e


médios produtores.

Credenciamento técnico e legal para atendimento da demanda


institucional, a exemplo da CONAB e da merenda escolar.

Integração comercial com outras regiões produtores


emergentes, a exemplo da Bahia e Maranhão.

Viabilização de unidades processadoras de castanha importada


da África, na futura ZPE do Complexo Industrial e Portuário do
Pecém objetivando a integração comercial e industrial com a
África e o aumento da fatia de mercado, em razão da vantagem
competitiva do Brasil em termos de qualidade e cumprimento
de contrato.

29
Minimização da ociosidade das unidades processadores de
castanha e de pedúnculo, independentemente da sazonalidade
da oferta.

Melhorar a qualidade da castanha, via classificação e secagem,


na propriedade, para aumentar a agregação de valor à
castanha in natura.

Criar mecanismos para incrementar a importância da imagem


do caju junto à população (produto motivo de orgulho) e aos
turistas, a exemplo de outros ícones no mundo.

Bandeira 09
Maximizar a utilização das políticas governamentais

No contexto da economia mundial, esforços crescentes são


empreendidos na direção da formação de alianças estratégicas, entre os elos
de uma mesma cadeia produtiva e desses com organizações geradoras de
conhecimentos e de capital humano, para transformá-los, em seguida, em
novas tecnologias, processos, produtos e serviços com alto grau e ritmo de
inovação, imperativos para se construírem vantagens competitivas duradouras.
Em sendo o negócio do caju um dos mais importantes do Ceará e por
ainda não incorporar, plenamente, a pesquisa e o desenvolvimento de novas
tecnologias, necessita do desenvolvimento de novos processos e métodos
como forma de buscar a sobrevivência, diante da demanda por novos produtos
que privilegiam a qualidade, diversidade, segurança alimentar e
responsabilidade socioambiental.

30
AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Promoção de investimentos na cadeia do caju, com base nos


incentivos fiscais do Estado.

Potencialização dos incentivos institucionais do Governo do


Estado, executado pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário.

Criação de incentivos governamentais para estimular a


renovação escalonada dos pomares envelhecidos, por meio da
substituição de copa e plantio com novos clones (anão precoce,
híbrido e comum).

Criar um programa de incentivo ao uso de calcário e gesso, em


razão do baixo custo e da boa resposta para a correção do pH,
com impacto positivo na produtividade.

Formulação de proposta para discussão com os agentes


financeiros oficiais, com sugestões de desburocratização,
adoção de parâmetros técnicos realistas, redução dos custos
de transação, ampliação da carência e dos prazos de
financiamento, adequado à realidade da cajucultura.

Reativar a linha de financiamento fundiário (Banco da Terra),


para possibilitar aos agricultores familiares adquirirem
propriedades com plantios de caju já instalados, fato que já se
mostrou exitoso.

Intensificar a aquisição de grandes propriedades com plantio de


cajueiro, dentro do Programa de Reforma Agrária coordenado
pelo INCRA.

31
Negociar, com as agências financiadores de CT&I, o
estabelecimento de prioridade, para as demandas oriundas da
cajucultura, por meio de editais e financiamento direto.

Regulamentação da Portaria nº 51, de 06 de março de 2009, do


Ministério da Agricultura, que trata do Regulamento Técnico da
Amêndoa de Castanha de Caju.

Propor a criação de uma frente parlamentar da cajucultura,


envolvendo parlamentares das esferas municipal, estadual e
federal.

Bandeira 10
Expandir a participação no mercado externo e interno

Na visão econômica, o objetivo finalístico das Dez Bandeiras é vender


mais com preços remuneradores e com sustentabilidade no longo prazo.

AÇÕES, PROJETOS E POLÍTICAS

Absorção de fatias de mercado da Índia e do Vietnã, em função


da perda de qualidade da amêndoa exportada e da quebra de
confiança desses países, junto aos importadores, pelo não
cumprimento de contratos.

Aumentar a oferta de ACC e outros derivados caju de forma


estruturada, para o mercado interno, objetivando efetivar a
demanda potencial e reduzir a dependência do mercado
externo.

32
Prospectar o mercado de ACC de mais de 40 países, sobretudo
do Oriente Médio, que veem aumentando a importação da
amêndoa do caju.

Adotar estratégias para fortalecer o mercado americano e


diversificar o mercado externo.

Usar estratégias de marketing, visando ampliar o consumo de


suco de caju pronto para beber.

7. MECANISMOS DE GESTÃO

Mesmo que os atores da cadeia produtiva do caju estejam convencidos da


necessidade do estabelecimento e da implantação de um programa de
desenvolvimento para o caju, indica-se como fundamental a criação de um
núcleo central de coordenação, com forte liderança empresarial para catalizar
os esforços, de forma institucionalizada e continuada.
Sugere-se, portanto, a constituição de um grupo tarefa, temporário, para
elaborar um plano de ação calcado nas Dez Bandeiras. Esse grupo deverá
identificar, mobilizar, sensibilizar e capacitar atores estratégicos do negócio
caju para implantar e conduzir as diferentes propostas.
No momento atual, a Câmara Setorial da Cajucultura do Ceará pode
desempenhar o papel de aglutinação, com o apoio de todas as instituições,
governamentais e não governamentais, ligadas ao setor. No futuro, à medida
que as funções forem sendo assumidas e os procedimentos ampliados, será
institucionalizado o comitê de acompanhamento da cajucultura ou agência de
desenvolvimento do caju. Essa agência poderá ser estruturada nos moldes dos
“Marketing Boards”, comuns nos Estados Unidos, ou do “Cashew Authority” da
Índia.

33
8. OPERACIONALIZAÇÃO DAS DIRETRIZES EMANADAS DAS
DEZ BANDEIRAS

Considerando que este documento apresenta-se com as características de


um Plano Estratégico e Tático da cajucultura do Ceará, para os próximos dez
anos, todos os atores, envolvidos na cadeia produtiva do caju, deverão pautar-
se nele para definição, intensificação ou realinhamento de suas ações voltadas
para o setor. Assim, espera-se que As Dez Bandeiras sirvam de guia
estratégico para o soerguimento da cajucultura, de forma descentralizada,
porém sinérgica e com gerenciamento compartilhado.
Para a consecução dos objetivos propostos, faz-se necessário que as
entidades, com responsabilidade para com a cajucultura, elaborem seus planos
de ações específicos com base nas Dez Bandeiras e com metodologias
semelhantes, para assegurar os resultados esperados e a efetividade do
gerenciamento compartilhado.
Para a elaboração dos projetos integrantes do Plano de Ação Operacional,
de cada uma das entidades públicas e privadas, sugere-se a adoção da
metodologia de elaboração e gestão de projetos do Project Management
Institute (PMI). A referido instituição tem como principal objetivo contribuir para
a melhoria contínua da gestão de projetos. O PMI sistematizou os
conhecimentos sobre as melhores práticas em gestão de projetos no Guia dos
Conhecimento sobre Gestão de Projetos, conhecido como Guia PMBOK
(www.projectsmart.co.uk/pmbok.html). O PMBOK é um guia onde se descreve
os conhecimentos e as melhores práticas dentro da área de gerenciamento de
projetos. Ele é um material genérico que serve para todas as áreas do
conhecimento, ou seja, tanto para construção civil, processos de fabricação
industrial, produção de software e projetos públicos

A gestão de projetos compreende um conjunto de processos contendo áreas


que constituem o corpo de conhecimentos, divididos em nove componentes:
integração, escopo, tempo, recursos humanos, comunicação, aquisição,
qualidade, risco e custo. Ela é composta por sete processos:

34
 Termo de abertura do projeto: autoriza o gerente de projetos a
associar ao trabalho os membros da equipe e utilizar recursos da
companhia.

 Escopo preliminar do projeto: contém tudo que o gerente de projetos


precisa saber, para que seja balizado com os envolvidos no projeto
(stakeholders).

 Desenvolvimento do plano de gerenciamento de projeto: são as


ações necessárias para definir, preparar, integrar e coordenar os planos
auxiliares.

 Orientar e gerenciar a execução do projeto: alocar os recursos


(humanos e materiais) e prover um ambiente para que o trabalho seja
feito.

 Monitoramento e controle do trabalho: corrigir eventual desvio do


plano original.

 Controle integrado de mudanças: inserir uma mudança no projeto que


seja realmente necessária ao projeto e atualizar todo o gerenciamento
de plano do projeto.

 Término do projeto: documentar tudo, principalmente as lições


aprendidas. Fechamento do projeto.

A gestão da integração de cada projeto, que é parte de uma metodologia de


projetos abrangente, adaptável a diversas situações, produtos e serviços, que
visa garantir que os vários elementos de um projeto estejam adequadamente
coordenados, reveste-se aqui de extrema importância pelas características de
transversalidade, interinstitucionalidade e competividade do Programa de
Integrado de Apoio ao Adensamento e à Competitividade da cadeia produtiva
do caju no Estado do Ceará.

9. AÇÕES IMEDIATAS

Para responder aos apelos mais cruciantes dos agentes produtivos da


cajucultura cearense e conferir a esta proposta a credibilidade e a adesão
requerida, sugere-se que sejam viabilizados ou concretizados, no curto prazo,

35
as ações e projetos emergentes que estão hibernando ou sem o dinamismo
que a realidade requer. A título de sugestão, sugere-se a viabilização imediata
dos projetes, a seguir enunciados, por serem fundamentais para sedimentar a
plataforma sobre a qual o Programa proposto se assentará.

 Elaborar e executar um programa de promoção e marketing do caju por


meio de feiras, material de divulgação, trade shows, propaganda
institucional, turismo, seminários, etc.

 Criação de um portal do caju na internet, um jornal de periodicidade


mensal.

10. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

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cajucultura no Ceará. Fortaleza: Federação de Agricultura e Pecuária do
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