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Conservadorismo no Brasil – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.

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Conservadorismo no Brasil
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O conservadorismo no Brasil se origina de parte da tradição cultural e histórica do Brasil, entre cujas raízes
culturais estão as luso-ibéricas.[1] Ele compartilha com suas contrapartes estrangeiras a herança romana, a filosofia
grega e sua fundação no cristianismo. Suas características históricas mais distintivas incluem a crença na centralização
política, o catolicismo e o monarquismo.[2] Outras características encontradas no conservadorismo brasileiro incluem
a oposição ao aborto,[3] ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais homossexuais.[4]

Embora haja pesquisas de opinião indicando que a maior parte da sociedade brasileira tenha posicionamentos ligados
à direita,[5] poucos partidos políticos e entidades de caráter assumidamente conservador existiram no Brasil,
particularmente no período da Nova República.[6][7]

A colonização portuguesa fez forte impressão na formação do imaginário brasileiro. A doutrina da Igreja Católica junto
às políticas públicas do estado português, bem como a arquitetura, a literatura e outras esferas da cultura lusitana
marcaram a história do Brasil, manifestando-se com vigor mesmo após sua independência.[8] Os jesuítas também
posicionaram-se contra a escravidão dos nativos e foram um dos primeiros grupos a tomarem iniciativas de construção
de escolas em território brasileiro.[9]

O Partido Conservador do período imperial foi a primeira organização política de caráter conservador no Brasil
independente, surgido de uma tradição que rejeitou o republicanismo e o liberalismo radical, garantindo a integridade
territorial do novo país.[2][10] Coube a ele a superioridade no sistema de revezamento parlamentar junto ao Partido
Liberal que definiu o teatro político durante o Segundo Reinado.[11] O estabelecimento da república em 1889 extinguiu
os dois tradicionais partidos e posteriormente não voltaria a surgir nenhuma organização conservadora de mesmo
porte.[6][12]

O conservadorismo brasileiro inclui nomes como Gerardo Melo Mourão e Otto Maria Carpeaux na literatura; Oliveira
Lima e Oliveira Torres na historiografia; José Monir Nasser na educação; Sobral Pinto e Miguel Reale em direito;
Plinio Correia de Oliveira na Igreja Católica; Roberto Campos e Mario Henrique Simonsen na economia; José
Bonifácio, Carlos Lacerda no meio político, Luiz Felipe Pondé na filosofia.

Índice
História
Império do Brasil
Primeira República
Segunda República
Terceira República
Quarta República
Quinta República

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Sexta República

Conservadores brasileiros
Século XIX
Século XX
Século XXI

Ver também
Referências

História

Império do Brasil
O Partido Conservador surgiu em meados de 1836 da facção antiliberal e centralista
da política brasileira cuja origem remonta ao processo de independência do Brasil,
empunhando a bandeira da "ordem" em contraposição à "desordem" promovida pelos
liberais. Seus membros foram gradualmente apelidados de saquaremas, alcunha
surgida do município Saquarema, onde costumavam reunir-se.[12][13] Embora o
Brasil já fosse uma nação independente, suas origens luso-católicas ainda se
manifestavam na esfera política, em especial por meio da agenda conservadora.[14][15]
Entretanto, os saquaremas não desconsideravam ideias estrangeiras, que adaptavam
quando importadas para a política brasileira.[12][14]

Sob a regência do Marquês de Olinda o exército foi avigorado para garantir a


integridade do estado brasileiro contra as recorrentes rebeliões regionais,[16] após um Visconde do Rio Branco,
período de descaso por parte da administração do Partido Liberal. Os conservadores saquarema que foi
ocuparam o Conselho de Ministros pelos próximos 23 anos liderados por figuras Presidente do Conselho
como o Marquês do Paraná e o então Marquês de Caxias, período em que o Brasil de Ministros. Em seu
gabinete aprovou-se a Lei
debelou a Revolta Praieira e conteve o expansionismo do caudilho argentino Juan
do Ventre Livre, que
Manuel de Rosas durante a Guerra do Prata.[17]
determinava que todo
filho de escravos nascia
Após a administração liberal do septênio 1861 - 1868, os conservadores retornaram ao
livre. Assim como esta,
governo por um decênio, o qual se iniciou aos momentos finais da Guerra do
todas as leis
Paraguai. A Questão Religiosa ocorreu no ano de 1870 e foi solucionada pela ascensão abolicionistas foram
do então Duque de Caxias à presidência do Conselho de Ministros cinco anos depois; aprovadas em gabinetes
o primeiro censo brasileiro foi realizado em 1872 e revelava uma população crescente conservadores. É pai do
de 10 milhões de brasileiros.[18] O Brasil entrou em uma época áurea marcada pelo conhecido diplomata
desenvolvimento econômico-industrial e estabilidade política. O Império chegara a Barão do Rio Branco.
seu apogeu.[19]

O Barão de Cotegipe ocupou a presidência do Conselho de Ministros em agosto de 1885, após outro septênio liberal,
determinado a frear o iminente processo de abolição da escravatura que se acelerara na década de 1870. Seu gabinete é
dispensado em 1888 pela então regente Isabel na ocasião da Questão Militar e substituído por outro gabinete, também
conservador, encabeçado por João Alfredo Correia de Oliveira, favorável à abolição imediata, que é realizada no

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mesmo ano.[20]

Durante a gestão conservadora inúmeros avanços sociais foram efetivados, sendo o processo do abolicionismo o mais
relevante e de maior legado. Visconde do Rio Branco em 1871 promulga a Lei do Ventre Livre; em 1887 a Lei dos
Sexagenários por Rui Barbosa e por fim a Lei Áurea pelo primeiro-ministro João Alfredo junto à regente Isabel.
[14][21][22] Assim como os conservadores anglo-saxônicos, os saquaremas mantinham sua perspectiva alinhada com a
de Edmund Burke, advogando que toda reforma institucional deveria ser estudada perante a realidade concreta e não
imposta abruptamente.[23] Esse pensamento permitia aos saquaremas uma política prudente e autêntica, tornando-os
agentes de mudanças sociais importantes para o país.[24]

O Partido Conservador pode ser sintetizado como um partido cujo entendimento consistiu na sociedade estar sujeita a
mudanças, mas que estas deveriam ser justificadas e efetivas para o bem comum e não hostis às tradições e ao
engajamento da sociedade com seu passado, ao contrário do que pensavam da ideologia liberal.[24] De acordo com o
historiador João Camilo de Oliveira Torres, a relação entre passado, presente e futuro retratava o conservadorismo
brasileiro do século XIX, que buscava a harmonia entre “o antigo ao novo, sem destruir o antigo, nem negar o novo”,
buscando assim resolver as “questões concretas de maneira específica”.[25]

Primeira República
O estabelecimento da República em 15 de Novembro de 1889 pôs fim ao projeto
imperial. Dom Pedro II e sua família foram exilados à força. As fundações ideológicas
do novo regime eram diversas e todas hostis, em diferentes intensidades, ao
conservadorismo que concebeu o antigo regime. Havia entre a grande parcela do
Exército a crença de que os sucessivos gabinetes civis agrediam sua corporação,
destituindo seus integrantes de direitos que dispunham os cidadãos livres do Império;
outra pequena facção de alunos da Escola Militar da Praia Vermelha tinha germinado
sentimentos revolucionários alimentados por diversas ideologias cientificistas
importadas da Europa, mas em especial o positivismo. Nos quadros civis do
movimento distinguia-se o grupo de republicanos liberais paulistas, no qual
figuravam ricos cafeicultores e bacharéis da Faculdade de Direito do Largo São Eduardo Prado foi
Francisco. Sua ideologia era complementada pela simpatia ao modelo federalista dos aguerrido inimigo da nova
república.[26]
Estados Unidos.[27][28]

Os partidos Liberal e Conservador foram declarados extintos três dias após a proclamação da República.[29] Houve
posteriormente inúmeras tentativas de estabelecer partidos e organizações monarquistas como o Diretório
Monárquico, respondendo diretamente ao ex-imperador e sua filha.[30] Políticos de convicção monarquista tornaram-
se órfãos de um partido, escolhendo abandonar a política, ou dar continuidade a sua carreira no novo regime,
reunindo-se com seus semelhantes em entidades como o Partido Católico.[29] A massa dos políticos, entretanto, aderiu
à república de modo indiferente. Diz Paulino de Souza, prestigiado político conservador da província do Rio de
Janeiro.

Não há quem possa contestar que está firmada, no Brasil, a forma de


governo republicana. A transformação fez-se sem regresso possível. E, pois,
o que importa hoje é a reorganização política da nação, como esta aprouver,
em sua soberania[31]

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Na pequena monta de monarquistas que rejeitaram vocalmente a república,


encontravam-se nomes como Silveira Martins, Carlos Afonso, Ferreira Viana,
Andrade Figueira, o ex-presidente do Conselho de Ministros Visconde de Ouro Preto
e Carlos de Laet. Alguns desses seriam presos pelo governo provisório.[31]

A ditadura de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto censurou os escassos protestos


monarquistas e reprimiu elementos dissidentes simpáticos ao antigo regime. A
Segunda Revolta da Armada contou com numerosos monarquistas integrantes da
antiga Armada, dentre eles o contra-almirante Saldanha da Gama, que também
tentou sem êxito aderir à Revolução Federalista no sul do Brasil (cujo caráter era,
entretanto, republicano e liberal). O quase nonagenário Marquês de Tamandaré foi
Oliveira Lima foi
preso acusado de financiar supostos monarquistas na mesma revolução.[32][33]
conhecido crítico das
oligarquias da Primeira
A Guerra de Canudos foi o único conflito ocorrido ainda no século XIX entre
republicanos e monarquistas (o monarquismo de Canudos era, no entanto, uma República.
tendência messiânica e popular). O místico Antônio Conselheiro, líder do arraial,
horrorizava a nova república; considerava-a "obra do Anticristo" e questionava seus dispositivos de laicidade. Sua
colônia no interior do Sertão resistira a incursões de jagunços e policiais locais, alarmando a imprensa republicana e o
governo federal, que decidiu-se pela destruição da comunidade por meio de duas expedições militares que resultaram
nas mortes de 20 mil camponeses e 5 mil militares, incluindo Antônio Conselheiro.[34]

A eleição de Prudente de Morais à presidência da República em 1894 representou o fim do regime militar e o
estabelecimento de uma república liberal, federalista e inspirada nos Estados Unidos da América,[27] cujo poder
executivo federal seria ocupado pelas elites cafeicultoras e bacharéis do estado de São Paulo em coalização com as
forças políticas do estado de Minas Gerais em uma articulação que Eduardo Kugelmas chamou de "difícil
hegemonia".[35]

A superposição de instituições modernas à estrutura social brasileira do século XIX, arcaica e rural, deu origem a um
regime desfuncional no qual o governo federal viu-se forçado a comprometer-se com as oligarquias regionais das
províncias da federação e os grandes latifundiários (coronéis) que ordenavam a vida política em seus currais
eleitorais.[36] A "política dos Estados" concebida por Campos Salles foi consequência do choque entre a ideologia da
república liberal e a realidade social brasileira, onde a figura do coronel assumiu o papel de intermediário entre as
elites federais e o povo.[37]

A monarquia detinha certo controle sobre a influência dos coronéis e das elites provincianas, em parte por meio das
atribuições do Poder Moderador investido ao imperador. A ausência deste controle nas províncias e localidades
resultante da república foi procedida pela sedimentação das forças políticas predominantes da Primeira República.[37]
Monarquistas, incluindo aqueles de convicção liberal, tomaram lugar no rol de críticos da estrutura do novo regime.
Diz o Visconde de Sinimbu:

Defender com sacrifício da própria vida, se preciso for, a integridade do


território nacional. O desmembramento do Brasil, que a monarquia soube
manter unido, seria a fraqueza, a anarquia, e por fim a intervenção
estrangeira, talvez até a conquista. [...] Ser-me-ia inegável consolação deixar
avida com a certeza de que nenhuma parcela do território sagrado da pátria
se desligará[31]

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O jovem conservador Eduardo Prado foi um dos mais ativos inimigos da nova república. Para ele, a mudança de regime
havia degradado o Brasil à mesma condição que seus vizinhos hispano-americanos. Prado denunciou extensivamente a
repressão presente nos primeiros anos da república, cujo quadro de vítimas incluiu políticos, jornalistas,
monarquistas, democratas e dissidentes em geral. Muitos foram desterrados, o que equivalia a ser deportado para
regiões longínquas como a Amazônia ou o arquipélago de Fernando de Noronha. Também abordou a convicção
americanista dos republicanos liberais, evidenciada pela primeira bandeira nacional proposta e o nome de Estados
Unidos do Brasil, em seu livro A Ilusão Americana, no qual denuncia as agressões à América Latina por parte dos
Estados Unidos, nação pela qual tinha desdém.[38][39]

A única rebelião organizada que adotou o monarquismo como bandeira oficial foi a Revolta de Ribeirãozinho, ocorrida
em agosto de 1902.[40] Insatisfeitos em relação à nova república, intelectuais e coronéis paulistas da cidade de
Ribeirãozinho (atual Taquaritinga) conceberam um levante armado que tinha por objetivo a deposição de Campos
Sales e o restabelecimento do antigo regime. No dia 23, tomaram de assalto a delegacia local, dando início à intentona.
O movimento não tomou impulso e fracassou, sendo sufocado pelo governo. O único foco do levante além de
Ribeirãozinho foi na cidade de Espírito Santo do Pinhal.[40] Um manifesto partidário do movimento escrito por Edgar
Carone expõe suas justificativas:

A terra gloriosa de nossos avós, a nossa amada Pátria, outrora invejada pelo
estrangeiro como uma das mais felizes do mundo, está transformada em
lodaçal, pau pestilento, onde só podem viver as oligarquias, cevadas no
tesouro, tripudiando sobre a honra nacional.
[...]

A Marinha, nossa gloriosa Marinha, que outrora pôde escrever com sangue, mas com glória
inexcedível a epopeia do Riachuelo, apodrece ingloriamente na baía do Rio de Janeiro ou
dela só se afasta, por ordem do governo, como medida de segurança, não da Pátria, mas do
próprio governo, que a tem em suspeição

[...]

Tudo corrompido, tudo em decomposição: uma vasta podridão de norte a sul do país: ruínas,
ruínas por toda parte!

[...]

Brasileiros; isto não pode continuar. Às armas!

Salvemos a nossa Pátria; sejamos dignos de nossos antepassados!

[...]

Brasileiros! Cumpri o vosso dever! Às armas!

VIVA O BRASIL!

VIVA A LIBERDADE![40]

Segunda República

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Após a Revolução de 1930, que culminou com um golpe de Estado, pondo fim a República do café com leite, e o modo
que a mesma se organizava.[41][42] Em 3 de novembro de 1930, Getúlio Vargas assume o poder do regime provisório,
iniciando um período de constante intervencionismo estatal na economia e políticas sociais contraditórias, de caráter
nacionalista e populista.[43]

Com a revolução, vários próceres políticos do Partido Republicano Paulista, inclusive o presidente eleito Júlio Prestes,
que se licenciara do governo de São Paulo e o presidente da república Washington Luís foram exilados.[44][45] O vice-
presidente de São Paulo, em exercício do cargo de presidente do estado, Doutor Heitor Penteado, foi deposto em 24 de
outubro de 1930, preso e exilado.[46] Todos os partidos foram extintos, só voltando a existir nas eleições de 1933.[47]

O governo provisório com todas as suas dificuldades, içou, no ponto de vista dos revolucionários de 1930, o país ao
mundo contemporâneo. Entretanto, no ponto de vista do líder perrepista, Júlio Prestes, eleito presidente em 1930, a
ditadura implantada, desonrava o Brasil:

O que não se compreende é que uma nação, como o Brasil, após mais de
um século de vida constitucional e liberalismo, retrogradasse para uma
ditadura sem freios e sem limites como essa que nos degrada e enxovalha
perante o mundo civilizado![48]

Terceira República
Em 10 de novembro de 1937, através de um golpe de estado, Vargas instituiu o Estado Novo em um pronunciamento
em rede de rádio, no qual lançou um Manifesto à nação, no qual dizia que o regime tinha como objetivo "reajustar o
organismo político às necessidades econômicas do país".[49] Esse novo regime, inspirado no Estado Novo português,
foi caracterizado pela centralização do poder, nacionalismo, anticomunismo e por seu autoritarismo. Suas posições
foram legitimadas pela Constituição de 1937 (conhecida como Polaca), inspirada no modelo semi-fascista polonês, que
era extremamente autoritária e concedia ao governo poderes praticamente ilimitados. Essa governança possuía
características contraditórias, com aspectos inovadores, como o impulso à industrialização, e autoritários, como a
repressão aos movimentos de coerção apoiado nos grupos militares.[50]

Na época, cerrada censura impedia a pregação democrática, inexistia a liberdade de expressão, intelectuais liberais e
socialistas eram encarcerados ou banidos. Vargas mantinha o Congresso fechado, censurava a imprensa, e ameaça a
liberdade democrática.[51] Em 24 de outubro de 1943, têm-se o surgimento das primeiras críticas ao Estado Novo, com
o lançamento do Manifesto dos Mineiros.[51][52]

Quarta República
Após a deposição de Getúlio Vargas, em 29 outubro de 1945, que pôs fim à Era Vargas,[53] reinstituindo-se o
pluripartidarismo e as eleições livres. Têm-se início um período populista, caracterizado por tendências nacionalistas e
intervencionistas na área econômica. Em 7 de abril de 1945 é fundado o partido União Democrática Nacional, de
orientação conservadora e opositor das políticas getulistas, defendendo o liberalismo clássico, a moralidade, e uma
forte oposição ao populismo.[54]

Em 31 de janeiro de 1946, toma posse como presidente Eurico Gaspar Dutra, após vencer as eleições, em 2 dezembro
de 1945, pelo Partido Social Democrático, em coligação com o Partido Trabalhista Brasileiro.[55][56] De caráter
desenvolvimentista, Dutra reuniu sugestões de vários ministérios e deu prioridade a quatro áreas: Saúde, Alimentação,
Transporte e Energia, cujas iniciais formam a sigla SALTE.[57] Os recursos para a execução do Plano SALTE seriam

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provenientes da Receita Federal e de empréstimos externos. Entretanto, a resistência da coalizão conservadora e a


ortodoxia da equipe econômica acabaram por inviabilizar o plano, que praticamente não saiu do papel.[56]

Em abril de 1946, ocorre a proibição do jogos de azar no Brasil, estabelecida por força do decreto-lei 9 215, de 30 de
abril de 1946, assinado pelo presidente sob o argumento de que o jogo é degradante para o ser humano.[58] Em 1947,
pelo acórdão do Tribunal Superior Eleitoral, é cancelado o registro do Partido Comunista Brasileiro, tornando-o ilegal,
com base em texto constitucional que proibia a existência de partidos que fossem contrários ao regime democrático.
Em 1948, foram cassados os mandatos dos representantes do PCB, e houve uma ruptura de relações com a União
Soviética.[55] Muitos destacam, a forte influência que a esposa de Dutra, Carmela Teles Leite Dutra, teria exercido,
motivada por sua forte devoção à Igreja Católica.[59]

Quinta República
Após a mobilização das tropas rebeldes, iniciada em 31 de março de 1964, o presidente João Goulart parte para o exílio
no Uruguai em 1 de abril.[60] O golpe de estado de 1964, qualificado por seus apoiadores como uma revolução,
instituiu um regime militar que durou até 1985. Os militares e os governadores que o apoiaram afirmavam que era
necessário derrubar João Goulart, que eclodiu cinco anos após o alinhamento cubano à União Soviética, sob alegação
de que havia no Brasil uma ameaça comunista. Alguns apoiadores ainda dizem que o acontecido, no caso, teria sido
uma contrarrevolução,[61] o que é fortemente contestada por seus opositores.[62] Luís Mir, porém, em seu livro "A
Revolução Impossível", da Editora Best Seller, mostra que Cuba já financiava e treinava guerrilheiros brasileiros desde
1961, durante o governo Jânio Quadros.[63]

O regime adotou uma diretriz nacionalista, desenvolvimentista e de oposição ao comunismo. A ditadura atingiu o auge
de sua popularidade na década de 1970, com o "milagre econômico", no mesmo momento em que o regime censurava
todos os meios de comunicação do país e exilava dissidentes. Na década de 1980, assim como outros regimes militares
latino-americanos, a ditadura brasileira entrou em decadência quando o governo não conseguiu mais estimular a
economia, controlar a inflação crônica e os níveis crescentes de concentração de renda e pobreza provenientes de seu
[64]
projeto econômico, o que deu impulso ao movimento pró-democracia. O governo aprovou uma Lei de Anistia para
os crimes políticos cometidos pelo e contra o regime, as restrições às liberdades civis foram relaxadas e, então, eleições
presidenciais indiretas foram realizadas em 1984, com candidatos civis e militares.[65]

Sexta República
Após o fim da ditadura militar, e mesmo durante a ditadura, o conservadorismo passou por um período de fraqueza.
No início do século XXI, ocorreu um fenômeno chamado de guinada à esquerda, que se caracterizou pela ascensão de
governos progressistas na América do Sul. No Brasil, foi representado pela chegada do Partido dos Trabalhadores ao
poder com Lula em 2002 e, após dois mandatos, sua sucessora Dilma Rousseff. Porém, em consequência da crise
econômica em 2015 e de escândalos de corrupção, houve uma onda conservadora, que busca resgatar valores
tradicionais e o pensamento liberal no que tange a economia.

Conservadores brasileiros

Século XIX
Dom Pedro II[71] Visconde de Cairu[72]
José Bonifácio[69][70]
Visconde do Rio Branco[72] Bernardo de Vasconcelos[72]

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Marquês do Paraná[17] de Campos[72] Lima[81]


Visconde do Uruguai[73] João Alfredo[77][78] Heráclito Fontoura
Nabuco[79] Sobral Pinto[82]
Duque de Caxias[74][75] Joaquim
Eduardo Prado[80] Eugênio Gudin[81]
Visconde de Itaboraí[76]
Afonso d'Escragnolle Júlio de Mesquita
Marquês de São
Taunay[81] Filho[81]
Vicente[72]
José Joaquim Carneiro Manuel de Oliveira Pe. Leonel Franca[81]

Século XX Gravura de José


Plinio Corrêa de Silva[81] Bonifácio, patriarca
Roberto Campos[81] Oliveira[84][85] Nelson Rodrigues[81] da Independência.[66
Paulo Francis[81] Armando Falcão[86] Herberto Sales[81]
Wilson Martins[81] Rondon Pacheco[87] José Guilherme
João Camilo de Oliveira Merquior[90][91]
Magalhães Pinto[88]
Torres[81]
Josué Montello[81] Artur César Ferreira[81]
Miguel Reale[81]
João de Pe. Maurílio Pennido[81]
Vilém Flusser[81][83]
Scantimburgo[81] Pedro Calmon[81]
Otto Maria Carpeaux[81] Augusto Frederico Cornélio Pena[81]
Stanislavs Ladusãns Schmidt[81]
Luís Viana Filho[81]
Bruno Tolentino[81] Antônio Olinto[81]
Milton Campos[81]
Gustavo Corção[81] Gilberto Freyre[89] Carlos Lacerda,
José Pedro Galvão de
Carlos Lacerda[81] Vicente Ferreira da Sousa
inimigo político de
Getúlio Vargas.[67]

Século XXI
Bruno Garschagen[81] Azevedo Júnior[97]
Bertrand Maria José de [98][carece de fontes?]
Orléans e Luiz Felipe Pondé[94][95]
Bragança[92][93] Olavo de Carvalho[96] Gerardo Melo
Mourão[81]
José Osvaldo de Meira Ricardo da
Penna[81] Costa[carece de fontes?] Ângelo Monteiro[81]
Ives Gandra Martins[81] Paulo Ricardo de Percival Puggina[81]
Felipe Moura Brasil[99]

Ver também Bertrand Maria


José de Orléans e
Brasil Paralelo Bragança, Príncipe
Conservadorismo liberal Imperial do
Conservadorismo libertário Brasil.[68]
Conservadorismo social
Direita cristã
Nova Direita
Onda conservadora
Partido Conservador

Referências

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