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necessárias para a realização do processo com grandes reduções de seção numa só etapa.
Possui alguns problemas como desgaste excessivo da matriz, deformações não uniformes
devido ao resfriamento do tarugo no container, filme de óxido no tarugo após ser aquecido
gerando acabamento superficial ruim, mas algumas medidas preventivas podem resolver ou
diminuir o efeito destes problemas como o pré-aquecimento da matriz (MORO e AURAS,
2006).

A seguir apresenta-se a Tabela 1, com os principais metais e suas respectivas


temperaturas de extrusão:

Tabela 1- Faixas de temperatura para extrusão de vários metais (CIMM, 2011)

Faixas de Temperatura de Extrusão para vários Metais

Metal Temperatura ºC

Chumbo 200 - 250

Alumínio e suas Ligas 375 - 475

Cobre e suas Ligas 650 - 950

Aços 875 - 1300

Ligas Refratárias 975 - 2200

2.3. Extrusão a Quente de Tubos: Características do Processo

A indústria de tubos vem encontrando desafios no mercado atual. Primeiramente,


porque os compradores vem exigindo produtos numa variedade maior de tamanhos e formas,
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além de melhor qualidade e menores custos. Para cumprir essas necessidades, é necessário o
uso de ferramentas otimizadas e técnicas avançadas de controle de qualidade e fabricação
(CARDOSO, 2007).

Tubos extrudados podem ser produzidos pela adaptação de um punção na extremidade


do pistão. O espaçamento entre o punção e a parede da matriz é o que determinará a espessura
da parede do tubo. A produção pode ser feita com a utilização de tarugos maciços ou tarugos
inicialmente vazados numa operação em dois estágios, na qual o tarugo maciço é
primeiramente perfurado e depois extrudado (DIETER, 1981). As figuras 5 e 6 ilustram a
extrusão de um tarugo maciço, mostrando a operação da produção de tubos em uma única
operação.

Figura 5- Início da extrusão de um tubo com tarugo maciço (DIETER, 1981)

A técnica de extrusão a quente de tubos consiste na conformação de um tarugo pré-


aquecido em forno, forçando-o a passar por uma ferramenta cilíndrica, com o auxílio de um
pistão e um punção cilíndrico, através de uma prensa hidráulica, como mostra a figura 7.

Figura 6- Extrusão do tubo com tarugo maciço (DIETER, 1981)


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Figura 7- Representação esquemática do processo de extrusão a quente de tubos

De acordo com Bresciane Filho et al. (1997), existem fatores de influência que
favorecem ou não as condições de trabalho, levando à obtenção de um produto de qualidade e
custos especificados. Segundo Dieter (1981), estas variáveis são:

a) Tipo de Extrusão

O processo de extrusão direta apresenta um elevado nível de pressão inicial para fazer o
tarugo passar pela matriz, depois este nível cai com o avanço do pistão até um valor mínimo
pela redução de comprimento do tarugo no container, tendendo a crescer novamente no fim.
A pressão de extrusão é a força de extrusão dividida pela área da seção transversal do tarugo.
Na extrusão indireta, a pressão cresce constantemente com o avanço do pistão em decorrência
dos resíduos de material retidos entre a ferramenta e o container, o que dificulta o movimento.
A figura 8 mostra o gráfico da pressão de extrusão de acordo com o movimento do pistão nos
processos de extrusão direta e indireta. A maioria das extrusões a quente são feitas pelo
processo de extrusão direta, pois a extrusão indireta cria limitações quanto ao tamanho da
peça extrudada e a pressão de extrusão máxima que pode ser atingida.