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PRODUÇÃO DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

1.2 RELATÓRIO
12 FACES DO PRECONCEITO

Disciplina: Produção Acadêmica I - Geral


Curso: Administração.
Gênero: Relatório
Alunos: Antônia Mendes, Caroline Nogas, Helisson Ribeiro, Larissa Scariot e Patrícia Ferraz
Professora: Rosa Loberto

1 INTRODUÇÃO Jaime Pinsky, que apresenta artigos sobre os 12 tipos


de preconceito mais presentes na sociedade.
O presente relatório tem o intuito de discorrer so-
bre a atividade de apresentação oral solicitada para
a composição da nota parcial do 2° bimestre, pela 2 RELATO
professora Rosa Loberto da disciplina de Produção A professora Rosa Loberto sorteou os temas das
Acadêmica I – Geral da Faculdade Dom Bosco. apresentações no dia 15/05/2014 no laboratório da
A professora apresentou as características do re- Faculdade Dom Bosco. Na semana seguinte, no dia
latório e alguns exemplos a im de que os alunos 21/05/2014 fomos orientados de como proceder
dispusessem das ferramentas necessárias para a ela- com as técnicas do relatório, e, no dia 22/05/2014
boração deste trabalho. Além disso, orientou os realizou-se a inalização da preparação para as apre-
acadêmicos sobre a forma de apresentação que seria sentações.
em equipes formadas por 4 a 5 acadêmicos. Cada No dia 28/05/2014, iniciaram-se as apresentações.
equipe teve incumbência de apresentar um capítu- Conforme a orientação da professora Rosa, elas
lo. Além da leitura do artigo sobre o tema especii- ocorreram de acordo com a sequência dos capítulos
cado, as equipes deveriam pesquisar em diferentes do livro. Porém, devido a um imprevisto ocorrido
fontes para complementação. com integrantes das duas primeiras equipes que
A apresentação oral foi realizada a partir da leitura iriam se apresentar, iniciou-se com as equipes que
do livro “12 Faces do Preconceito”, organizado por estavam completas. As equipes discorreram sobre

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o preconceito em relação aos grupos, relacionados sentou sua parte. O artigo abordou o preconceito
abaixo. contra negros, apesar de esse tema abranger ou-
tros preconceitos raciais como contra nordestinos,
Idosos – A partir do artigo, “Quem gosta de velho
portugueses, árabes, italianos, entre outros grupos
é reumatismo”, de Luiz Eugênio Garcez Leme que
atingidos. Por um ser um tema muito delicado,
abordou o tema sobre os idosos e o “preconceito”
cada integrante procurou tratá-lo da melhor forma
criado devido à superproteção ou ao egoísmo de
possível.
algumas pessoas que não admitem que um idoso
tenha as mesmas capacidades para executar uma O artigo mostra que o preconceito racial existe a
tarefa como qualquer um mais jovem, mesmo que partir do momento em que uma pessoa se julga
seja com um pouco mais de diiculdade. Houve superior a outra por qualquer diferença. É lamen-
pouco debate, mas, ,alguns relatos por parte dos tável perceber que apenas a cor, ou seja, uma ca-
alunos, com exemplos reais, comprovaram as colo- racterística externa pode classiicar alguém como
cações da equipe. melhor ou pior. Segundo a pesquisa, o racismo é
a convicção sobre a superioridade de determinadas
Jovens – Falou-se sobre os jovens e o preconceito
raças, com base em diferentes motivações, em es-
que encontram no mercado de trabalho devido a
pecial, as características físicas e outros traços do
pouca idade, a partir do artigo “Entre a madeira
comportamento humano.
e a camisinha”, de Gustavo Ioschpe. Muitos não
coniam nos jovens por acreditar que a pouca idade O preconceito surgiu na colonização no século XV
é sinal de imaturidade quando na verdade, isso é quando os colonizadores utilizavam negros como
apenas um mito. O assunto apesar de ser abran- os seus aliados para mão-de-obra. Com a chegada
gente não gerou tantos debates ou comentários por ao Brasil, perceberam que os índios seriam alvos di-
parte do próprio grupo. fíceis de escraviza, tornando dessa forma, os negros
como escravos, pois a pele negra é mais resistente
No dia 29/05/2014, após a leitura do texto de Vi-
que a branca. No mercado de trabalho, estudos re-
nícius de Moraes feita pelo aluno Rafael Camargo
alizados pelo IBGE mostram que no Brasil os bran-
e a entrega do Resumo Informativo, foi dado con-
cos recebem salários superiores no desempenho
tinuidade às apresentações, começando pelos gru-
das mesmas funções. Até meados dos anos 1940,
pos que não apresentaram no primeiro dia.
o mercado de trabalho privilegiava os indivíduos
Racial – Tema da nossa equipe, composta pelos brancos e diicultava o acesso de outros grupos
integrantes: Antônia Mendes, Caroline Nogas, raciais. Na inalização do trabalho, pelo tema ser
Helisson Ribeiro, Larissa Scariot e Patrícia Ferraz. abrangente e polêmico, houve debate.
Após a leitura do artigo “Serviço de Negro”, do au-
Mulheres – O tema mulheres, do artigo “Lugar de
tor James Pinsky, quando cada componente apre-
mulher é na cozinha?”, de Luiza Nagib Eluf, mos-
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trou que elas não são valorizadas como deveriam te, a questão dos obesos não serem aceitos nas em-
na sociedade. Para muitas pessoas com pensamen- presas, onde há maior índice de preconceito. Isso
tos machistas, as mulheres são inferiores aos ho- ocorre, pois, não há acessibilidade devido à falta de
mens, sendo úteis apenas para cuidar do lar e da condições físicas: cadeiras, banheiros, mesas ade-
família, como acontecia antigamente. Atualmente, quadas e outros impedimentos que fazem com
no mercado de trabalho os salários ainda são dife- que as pessoas se sintam inferiores e incapazes.
renciados, independente do cargo, pois, na maioria
Baixinhos – O tema “baixinhos” constante no arti-
dos casos, o homem ganha mais.
go “Tamanho é documento?”, de Claudio Camar-
No dia 04/06/2014 foram apresentados quatro te- go, abordou a discriminação por estatura. Muitas
mas: “Preconceito Linguístico”, “Preconceito contra vezes, as pessoas não são inclusas no mercado de
Homossexuais”, contra “Gordos e Baixinhos”. trabalho por não se adequarem ao padrão estipula-
do pela sociedade. Há muitas situações em que as
Linguístico – A partir do artigo de Marcos Bagno,
pessoas de baixa estatura são recusadas, por exem-
“Preconceito linguístico? Tô fora!”, a equipe abor-
plo, no quartel (depende da estatura), como moto-
dou o preconceito contra as formas regionais de
rista de ônibus, jogadores de vôlei e basquete, entre
falar e escrever. Exemplo: Não é incorreto dizer a
outros.
palavra “bunito”, mas a mesma deve ser escrita cor-
retamente, “bonito”. Houve poucos comentários, No dia 05/06/2014 devido à revisão do conteú-
pois não é um preconceito tão visível na sociedade. do para a prova, não houve apresentação, sendo
transferidas as apresentações restantes para o dia
Homossexuais – É um tema muito polêmico por
07/06/2014, quando se inalizaram as apresenta-
ainda ser vivenciado nos dias de hoje. A equipe
ções com os seguintes temas:
apresentou o artigo “Ser ou não ser não é a ques-
tão”, do autor Jean-Claude Bernardet , que é um Deicientes - Abordou-se o descaso e a necessidade
pequeno relato histórico a partir da Grécia antiga de acessibilidade e adaptações em lugares públicos
até chegar aos dias atuais. Mostrou que hoje esse para os cadeirantes, tema principal abordado pelo
tipo de relacionamento está presente na sociedade artigo “Casa de bonecas”, de Marcelo Starobinas,
e que, de forma alguma, as pessoas devem ser dis- Discutiu-se também a necessidade de adequação
criminadas pela sua opção sexual. Argumentaram das empresas para os proissionais com deiciência
ainda, que a opção sexual não interfere na integri- para que eles participem igualmente na sociedade.
dade do caráter de uma pessoa, portanto, o respeito A equipe apresentou como exemplo a história da
é a forma de mostrar que não há preconceito. “casa de bonecas”, do artigo do livro.
Gordos – O tema “gordos”, do artigo “Baleia é a Migrantes - A partir do artigo “Cidadãos de segun-
mãe”, de Domingos Fraga, abordou principalmen- da classe”, de Renato Simões, abordou-se, princi-

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palmente, o preconceito contra os nordestinos que opiniões muitas vezes, baseadas em generalizações.
migram para as cidades grandes como São Paulo São ideias formadas pela sociedade e prejudicam
com o intuito de alcançar uma sua vida melhor. um grupo. De fato, cada indivíduo é único, mas
Como não encontram trabalho, inlam as favelas e não é algo externo que pode fazê-lo diferente e/ou
moram em lugares sem a mínima condição. Além inferior a outra pessoa.
desses problemas, são discriminados por suas ca-
O preconceito é tão forte que é assimilado pela ví-
racterísticas físicas e regionais.
tima, icando em seu inconsciente. Tem-se como
Social - A partir do artigo intitulado “Feios, sujos, prova um exemplo citado no artigo, onde dizia
pobres e malvados”, de Aldaiza Sposati, a equipe que um garoto negro, após realizar sua tarefa ga-
apresentou o preconceito especialmente, por parte rantiu ter feito “serviço de branco” e também nas
das empresas em relação à aparência, pois as pes- mulheres que se julgam inferior devido a sua raça,
soas devem seguir o padrão imposto pela socieda- quando respondem uma entrevista de emprego ale-
de para se encaixar no quadro pré-estabelecido. A gando serem negras. Pesquisando mais profunda-
equipe apresentou o fato de que muitas pessoas são mente, conseguiu-se encontrar vários outros tipos
mal vistas somente por não terem condições de se de preconceito raciais (pois ele não se refere apenas
vestirem bem. a negros), como o preconceito contra portugueses
que são denominados burros, ou os árabes, julga-
dos como desonestos e até mesmos, os italianos
3 ANÁLISE que são vistos como grossos.
No artigo “Preconceito racial” tratado pelo grupo, No mercado de trabalho, a situação já foi mais difí-
discutiram-se as questões da inclusão do negro no cil, mas ainda continua impossibilitando as pessoas
mercado de trabalho e também na aceitação do de mostrarem o seu potencial devido ao racismo. O
próprio preconceito. É um assunto que mesmo nos negro é o mais prejudicado e ainda continua rece-
dias de hoje está em “alta” na sociedade. O negro bendo salários menores. Extraíram-se alguns dados
é uma pessoa igual, mas o preconceituoso acredita do IBGE, que mostram os brancos recebendo salá-
que só por ser isicamente diferente pode se julgar rios até 50% mais altos que um negro no desempe-
“superior”. nho da mesma função.
Ficou bem claro para o grupo que o preconceito ra- Todos devem se conscientizar de que uma cor,
cial é sim, um problema e afeta todos que estão ao uma raça ou qualquer outro critério externo não
seu redor. Na medida em que se manifesta, as pes- pode ser utilizado para deinir superioridade, de-
soas são “pré-julgadas” por características superi- inir quem tem mais talento para o samba ou para
ciais. Consciente ou inconscientemente as pessoas a política, para a administração ou para a faxina.
caracterizam os indivíduos. Dão rótulos e formam Combater essa descriminação não é só uma atitude
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politicamente correta, como é também racional e cer mais as pessoas antes de simplesmente julgá-las
socialmente aconselhável. Não se devem rotular as com critérios supérluos.
pessoas como se uma pudesse ter mais valor e/ou
Sem dúvida alguma, é imprescindível repensar as
ser melhor que a outra apenas pela sua cor ou sua
atitudes se almejar um mundo melhor. É preciso
história.
sempre respeitar o outro para poder exigir respei-
to. Gordo ou magro, barrigudo ou careca, feio ou
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS bonito. O que deve realmente contar, é o que cada
um é por dentro, o que cada um faz de bem para
A partir da leitura dos artigos e da pesquisa com- si mesmo e para os outros. Uma pessoa pode ser
plementar constatou-se que a atitude preconcei- muito mais do que aparenta.
tuosa ainda é muito presente em todo o mundo.
Portanto, é preciso levantar e discutir a questão
para que haja uma mudança real e não apenas uma 5 REFERÊNCIAS
camulagem do problema, quando muitos acham PINSKY, Jaime (org.). 12 Faces do preconceito.
que já foi resolvido ou que é algo que não se deve 9ª. ed. São Paulo: Contexto, 2009.
levar em consideração. ________________. Serviço de negro. In: 12 Fa-
ces do preconceito. 9ª. ed. São Paulo: Contexto,
Todo tipo de preconceito deve ser tratado e com- 2009.
preendido da melhor forma possível. O ensino
deve vir de casa, dos familiares. Para ter um mun-
do melhor, deve-se começar pela própria casa, pela
família, mudando os hábitos e abrindo um pouco
mais a nossa “mente”. Pois, independente do sexo,
da religião, da raça ou da forma física, as pessoas
são todas iguais.
O trabalho proposto pela professora Rosa teve
como objetivo ajudar a entender e conhecer um
pouco mais de cada preconceito e começar a pensar
do ponto de vista de outra pessoa também. Pois,
muitas vezes, inconscientemente, julgam-se as pes-
soas e não se vê que isso afeta o outro, mesmo
que não haja maldade. Deve-se pensar mais nos
atos pessoais e compreender que é preciso conhe-

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