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TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO SOLAR NO PROJETO

ARQUITETÔNICO

Ao pensar em iniciar uma obra, o profissional melhor qualificado para


elaborar um projeto é o arquiteto. Afinal, ao longo de anos de estudos, os
arquitetos estão capacitados a elaborar uma planta junto a um importante
conhecimento: o posicionamento de uma construção no terreno em relação ao
sol. Ou seja, a orientação solar.

Quando uma pessoa leiga pensa em projetar, ela subestima a influência do sol
no seu projeto o que futuramente pode trazer problemas ao projeto depois de
pronto. Este é um aspecto simples e indispensável de se verificar.

Subestimar ou negligenciar a influência do sol no projeto é basicamente pedir


para que problemas futuros ocorram. Apesar de simples, é um aspecto
indispensável no momento do projeto. Trabalhar em harmonia com a
luminescência solar influi em diversas variáveis como conforto,
sustentabilidade e até a duração de estruturas e móveis.
Onde está o norte? Onde o sol nasce? Qual é o melhor posicionamento?
De maneira geral, para quem vive no hemisfério sul, a face norte é a que
recebe a maior parte da insolação diária. A face leste recebe o sol da manhã,
a oeste recebe o sol da tarde e a face sul é a qual incide menor quantidade de
raios solares.

O projeto arquitetônico precisa estar adaptado, dentro do possível, para obter


os melhores posicionamentos em relação ao sol. Portanto, o sol vai ajudar a
definir a disposição dos ambientes da casa, das aberturas, dos elementos de
proteção solar (brises, marquises, toldos…) e talvez também da posição das
placas solares.

O ideal é os quartos estarem posicionados na face leste. Isso contribuirá tanto


para que recebam o agradável sol da manhã, como evitará o
superaquecimento à tarde. Já para a orientação oeste devem ser direcionados
os cômodos de pequena e média permanência, tais como as áreas de serviço,
depósitos e garagem. A orientação sul é a mais problemática. Isso se deve ao
fato de no inverno quase não incidir o sol e no verão receber apenas nas
primeiras horas da manhã e no fim da tarde.
E não basta apenas analisar a posição do terreno diante ao sol. O bom
arquiteto leva em consideração a posição das árvores, prédios e outras
edificações que podem contribuir com o sombreamento do terreno.

O sol faz bem para saúde. Ambientes ensolarados na medida certa são,
obviamente, mais saudáveis. E faz bem também para o bolso. Ao executar um
bom projeto, é possível economizar com o consumo de aquecedores e de ar
condicionados.

Resumindo a orientação solar:


 Norte – sol o dia inteiro entrando na janela
 Sul – quase nada de sol
 Leste – sol de manhã
 Oeste – sol de tarde

Fonte: http://44arquitetura.com.br/2014/04/tecnicas-de-orientacao-solar-no-
projeto/. Acesso em: 01 de Jul de 2018.

COMO PROJETAR UMA CASA UTILIZANDO BEM A VENTILAÇÃO


E ILUMINAÇÃO NATURAL

Desde os tempos remotos da pré-história, com o início do período sedentário


da humanidade, surgiu a necessidade abrigo e proteção. Desta forma, o
homem passou a se preocupar com o seu lugar de habitação que mesmo após
milhares de anos continua sendo uma das maiores necessidades e direitos para
a dignidade humana.

A casa é uma necessidade básica, porém, nós arquitetos sabemos que muitas
vezes elas não atendem o mínimo de conforto, equilíbrio ou estrutura
confiável a seus habitantes. Somos nós, os responsáveis por projetar e
propagar conceitos de residências harmônicas, aconchegantes de preferência
utilizando os recursos os quais o meio ambiente nos permite.

Em relação a condição de abrigo, a casa tem três funções básicas:

– Proteção do sol e da chuva;


– Proteção da umidade do solo;
– Proteção do vento

E claro, deve oferecer segurança suficiente para que não caia por qualquer
coisa.
Na hora de pensar um projeto, em boa parte das vezes, as influências do meio
ambiente não são aproveitadas de forma positiva. Não convém imitar
elementos ou estilos de construções de outros lugares, pois o mínimo a se
saber é que cada região do planeta possui sua dinâmica climática e natural
próprias. Por exemplo, janelas voltadas para o poente em lugares frios,
permitem a entrada maior de incidência solar e o aquecimento do cômodo,
mas em lugares quentes, isso esquentará o cômodo que ficará insuportável.
A INFLUÊNCIA DO SOL E DO VENTO EM UMA CASA

Para evitar que a temperatura no ambiente de uma casa não seja alta, pode-
se:

1 – Evitar que os raios de sol toquem a parede: quando os raios de sol tocam
uma parede, ela esquenta de fora para dentro. Depois de algum tempo, o calor
começa a penetrar no espaço interior da casa e a temperatura interna se eleva.
2 – Também é preciso evitar o reflexo do raio de sol: se uma casa tiver muitas
janelas de vidro, os raios de sol refletem-se de um lado da rua para o outro.

3 – Ventilar bem os espaços: para que o calor circule, em vez de ficar parado,
depende muito das posições das portas e janelas em relação à direção do vento
predominante.
E VENTILAÇÃO PELO TETO?

Fazer aberturas na parte superior das paredes, ou no teto, é também uma forma
de evitar o calor no interior das residências. Estas aberturas funcionam como
um local de escape do ar quente cuja tendência é sempre a subir.

Existem três tipos de movimentos:

A – Para o ar quente sair do interior


B – Para evitar a entrada de ar quente nos cômodos

C -Para tirar o ar quente entre o teto e o jirau

Fonte: http://44arquitetura.com.br/2016/11/como-projetar-uma-casa-utilizando-bem-
ventilacao-e-iluminacao-natural/
A ORIENTAÇÃO SOLAR DE HABITAÇÕES E OUTROS EDIFÍCIOS E
A SUA CONFIGURAÇÃO

Há poucas coisas tão determinantes para o conforto térmico proporcionado por um


edifício, ou para os seus gastos de eletricidade e gás do que a sua orientação (N, S, E,
O) solar e a sua configuração.

Infelizmente, a maioria das autoridades municipais e dos proprietários, construtores e


arquitetos de novos edifícios continua a não prestar a devida atenção a estas áreas, com
todos os prejuizos daí resultantes, quer em termos de conforto proporcionado pelo
edifício quer em termos ambientais.

Esquece-se quase sempre o enorme impacto energético de milhões de casas e outros


edifícios que são construídas mundo fora, todos os anos, e as centenas de centrais
térmicas fósseis e outras que sustentam os consumos energéticos dos nossos edifícios,
e os biliões de toneladas de gases estufa que nessa sequência são lançados para a
atmosfera, e como isso poderia ser significativamente alterado por via de “pequenos”
pormenores como a orientação das nossas edificações ou a sua configuração e layout.

A Orientação E A Configuração Correta


Naturalmente, a orientação solar e a configuração das edificações depende bastante do
clima.

Num clima frio ou moderado, os edifícios devem estar orientados de modo a


beneficiarem de ganhos de calor durante o inverno e a estarem o mais possível
protegidos dos ventos frios.

As principais divisões e a fachada principal dos edifícios devem estar viradas a Sul
(Portugal) ou a Norte (no caso das regiões “frias” do Brasil), e os seus lados opostos
devidamente protegidos por via de 1) altos níveis de isolamento térmico, 2) por áreas
atuando como tampões térmicos e 3) pela redução a níveis mínimos do tamanho das
janelas e outros envidraçados.

Ao contrário, em climas quentes, o objetivo da orientação dos edifícios deve ser o da


sua proteção solar e o da ventilação natural através de brisas. Ou seja, no caso dos climas
quentes brasileiros, a fachada principal e as principais divisões devem estar viradas a Sul,
e beneficiarem de adequado sombreamento (ou brisas).

Em climas como o brasileiro é essencial a proteção das fachadas Este e Oeste; a


incidência do sol ao longo da manhã na fachada Este e, sobretudo, a sua incidência a
Oeste (durante a tarde) são uma fonte poderosa e indesejada de calor, que deve ser
minimizada. As janelas nessas partes da casa devem ser pequenas (ou mesmo
eliminadas), com vidro adequadamente escolhido (com um muito baixo Coeficiente de
Ganhos Solares). Além disso essas janelas devem estar protegidas por alpendres
suficientemente fundos, ou por outro tipo de proteção.
São objetivos centrais, que há que não comprometer por via de expediente e de
decisões erradas.

Naturalmente, em parte, os objetivos em termos de orientação e configuração de


edificações depende também da topografia e particularidades do sítio de construção do
edifício. Questões como a inclinação dos terrenos ou corredores de ventos e brisas
devem também ser tidos em conta.

Configuração Retangular

A configuração dos edifícios acompanha de perto a questão da sua orientação.

A configuração retangular (eixo longo Este-Oeste) é uma boa opção em climas


quentes e moderados.

Ela facilita ganhos de calor solar na fachada principal, convenientemente orientada ao


sol de inverno, o que é importante em climas moderados e frios.

Do mesmo modo, em climas quentes, a configuração retangular permite proteger a


fachada principal (orientando-a a Sul, no caso brasileiro), ou permite virar essa fachada
às brisas dominantes.

Uma configuração compacta e quadrangular (edifícios de dois pisos), desenhada para


proteger determinadas divisões ou partes da casa, pode ser também vantajosa.

Em geral, uma superfície de implantação maior do que a estritamente necessária - algo


normalmente associada a edifícios com configurações complexas, com partes da casa
destacadas ou recuadas - é uma opção negativa sob o ponto de visto do comforto
térmico e da eficiência energética.

A Orientação Da Casa, As Janelas, O Layout

Como é óbvio, não basta orientar ou proteger a principal fachada (e as principais


zonas de habitação e de estar do edifício) em função do sol.

Os edifícios devem também ser convenientemente desenhados em termos de posição


e tamanho das janelas, de portas exteriores, de entradas, de corredores, de divisões
de proteção térmica ou de estruturas de proteção solar ou de canalização de brisas.

As divisões mais importantes devem ser aquelas que devem ser prioritariamente
protegidas do sol (em clima quente) ou para as quais se pretende ganhos solares de
inverno (climas moderados e frios).

Essas divisões devem combinar adequadamente com outras, ou envolver alpendres,


varandas, beirais, palas, estruturas horizontais de sombra, ou beneficiar de ganhos de
calor solar (por via das janelas suficientemente grandes e bem posicionadas) ou de
brisas, conforme os casos e os climas.
A imagem que juntamos mostra uma via possível de distribuição das divisões de um
edifício habitacional, num clima moderado. As principais divisões, onde os
proprietários da casa passam mais tempo, estão posicionadas em relação ao sol de
inverno.

A parte oposta da casa, sem ganhos solares significativos e onde fatores como os
ventos frios podem ter um impacto térmico negativo, é sobretudo ocupada por divisões
secundárias, corredores, escadas, etc. que atuam como tampões térmicos. É também
uma parte da casa em que as superfícies envidraçadas, nomeadamente as janelas,
devem envolver uma área mínima.

Por outro lado, as divisões a este e a oeste, deverão ser escolhidas tendo em atenção
fatores como a posição baixa do sol matinal ou do final da tarde.

Divisões A Este

As divisões a Este podem beneficiar de luz solar durante parte da manhã, o que pode
ser uma boa opção para divisões como cozinhas ou salas de refeições em climas frios e
moderados.

Divisões nesta parte da casa tendem a ser – em climas moderados – relativamente mais
frescas durante a tarde, o que pode ser também um fator a considerar.

Mas há que ter também em atenção casos de excesso de luminosidade ou mesmo


excesso de calor no período da manhã – algo que pode requerer adequado
sombreamento (por via de sebes e plantas com copa baixa, por exemplo, e sobretudo
por via de alpendres ou estruturas similares). Em climas como o Brasileiro pode mesmo
justificar-se a abolição de janelas nas fachadas Este.
Divisões A Oeste

Estas divisões podem beneficiar do calor do meio e do fim da tarde – o que pode ser
uma vantagem em climas frios ou, no caso português, em algumas partes do ano.

Mas ainda mais do que as divisões no lado Este do edifício, há que ter em conta os
ganhos indesejados de calor. Nos climas quentes brasileiros há que reduzir
significativamente as superfícies em vidro/janelas nas fachadas a Oeste, ou mesmo
eliminá-las. Alpendres suficientemente profundos, e vegetação são essenciais, para
limitar os ganhos solares nas divisões a Oeste.

Paredes E Divisões Interiores


A forma como as várias divisões comunicam entre si e estão ligadas ou não a janelas e
outras aberturas do edifício, devem também ser considerada cuidadosamente.

As estratégias de ventilação natural (apoiada em brisas) requerem espaços abertos ou


relativamente abertos e comunicantes. Neste caso, edifícios retangulares e
relativamente estreitos, com o seu eixo perpendicular às brisas dominantes, podem ser
uma boa opção em climas quentes, onde a ventilação natural seja uma boa estratégia
de climatização.

Mas este design é inadequado noutras estratégias, nomeadamente em estratégias que


visem isolar – para efeitos de climatização – certas áreas específicas do edifício.

Fonte: http://www.guiacasaeficiente.com/ArquiteturaE/OrientacaoConfiguracao.html.
Acesso em 01 de Jul 2018.

A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO SOLAR NA ELABORAÇÃO


DO PROJETO DE SUA CASA

A orientação solar sempre deve ser observada na elaboração do projeto de sua


casa, pois uma construção com orientação incorreta dos compartimentos, pode
levar as pessoas que vão usufruir destes espaços não só a criação de desconforto da
habitação como podem trazer problemas de saúde ocasionados pela falta da
radiação solar no local onde se faz necessária.

Vivemos em um país de clima tropical, onde as temperaturas elevadas podem


ocorrer ao longo do ano, sendo mais intensa no verão, por isso deve-se orientar os
quartos sempre em direção norte ou leste, já que o período da manhã a incidência
dos raios solares são menos intensos que no período da tarde.
A construção de um projeto de uma casa tem de ser elaborado por um profissional
que detenha esses conhecimentos básicos para a elaboração do projeto de sua casa,
o que podemos dizer e garantir que sol não muda de lugar, portanto, a orientação
solar é o a,b,c do projeto, por isso sempre observe e critique a orientação solar do
seu projeto.

Aqui está um esboço de um projeto de uma casa e sua orientação solar:

Alguns alertas devem ser observados para que um projeto de uma casa atenda as
necessidades de uma boa orientação solar: evite direcionar as aberturas de janelas
para oeste, pois neste período a intensidade da radiação solar é maior. Sempre é
recomendado a orientação solar oeste em regiões onde o clima seja
predominantemente ameno ou frio.
Os compartimentos (dormitórios, salas, cozinha, banheiros etc.) que ficarem
localizados com a orientação solar sul, terão uma incidência menor dos raios
solares e, portanto, a intensidade de iluminação mais baixa que os demais
compartimentos de uma casa.

Por isso, na elaboração do projeto de sua casa, contrate sempre um profissional que
seja qualificado para construir essas soluções e que tenha boas referências.

Fonte: http://www.monteseuprojeto.com.br/a-importancia-da-orientacao-solar-na-
elaboracao-do-projeto-de-sua-casa/. Acesso em 01 de Jul 2018.

COMO DISTRIBUIR OS AMBIENTES DO PROJETO EM RELAÇÃO AO


NORTE E AO SOL

Todos nós sabemos da importância do sol em nossas as vidas e os benefícios que ele traz
à saúde. Quando falamos de um projeto arquitetônico, não podemos deixar de levar em
conta essa importância, distribuindo os ambientes a ponto de se extrair o potencial dessa
insolação. Soma-se a isso a importância também da ventilação dos ambientes, que deve
proporcionar conforto e climatização adequados à proporção volumétrica do cômodo
(para isso existem os coeficientes de iluminação e ventilação, correto?).

Visando projetar ambientes sustentáveis, devemos distribui-los no projeto de forma a


obter o máximo de aproveitamento da iluminação natural em relação ao Norte e ao sol,
economizando energia elétrica tanto para ventilar, quanto para iluminar, e também em
busca da sensação de conforto.

A influência da luz do sol na posição dos cômodos em uma residência é um fator muito
importante que deve ser observado sempre, pois alguns ambientes, se não posicionados
corretamente na planta, podem se tornar um eterno problema para os moradores. Como
se sabe, o sol da manhã sempre é o mais saudável, além de mais ameno… já o sol da
tarde, mais intenso, serve para aquecer o ambiente e mantê-lo aquecido no período
noturno.

Por isso, a climatização natural deve ser priorizada sempre que possível. Claro que há
casos em que não conseguimos atingir o ponto ideal em todos os cômodos, mas uns
detalhes importantes devem sempre estar na mente de quem projeta:

– o sol da manhã é sempre indicado para os dormitórios e as salas e, em alguns casos,


onde há ocorrência de pouca ventilação, como os banheiros, porque a falta de ventilação
afeta diretamente a climatização: o ambiente onde há menos ventilação, tende a ser mais
quente;

– o sol da tarde é mais potente e mais duradouro (principalmente no verão), portanto


deve ser dobrada a atenção e o cuidado ao projetar o ambiente cuja face receberá o sol da
tarde, principalmente em regiões mais quentes.
Assim, como as diferenças entre o sol da manhã e o sol da tarde são bem significativas,
sempre que possível devemos optar por posicionar voltados para o Leste os cômodos com
menor necessidade de calor e, para o Oeste, os com maiores.

Sempre que for iniciar um projeto, tenha em mãos o levantamento do terreno onde o Norte
está indicado e visite o local da obra para conhecer a real situação como a interferência
de sombras, por exemplo. Devemos lembrar, também, que sempre temos “dois Nortes”,
o magnético e o geográfico. Sempre leve em conta o Norte geográfico, que é
posicionado geralmente a 20 graus à direita do Norte indicado pela bússola.

A seguir, veremos resumidamente como posicionar os ambientes de acordo com os


pontos cardeais, baseados na orientação solar do Hemisfério Sul, mais especificamente o
Brasil:

Na face Norte, os ambientes recebem sol quase o dia todo, entretanto, no período do
verão a posição do sol é mais alta que no inverno, o que significa que os ambientes ficarão
mais aquecidos durante o inverno. É uma orientação recomendada para ambientes onde
se pretende habitar durante o dia, como salas de estar.

A face Sul é considerada a pior face para se colocar ambientes onde a insolação é
necessária, pois é a face que menos recebe sol durante o ano. E, seguindo o mesmo
raciocínio, no inverno, quando o sol está mais baixo, é inexistente nessa face e bem
moderado no período do verão. É uma face onde geralmente são colocadas as cozinhas.

A face Leste é aquela onde o sol nasce e, dessa forma, é banhada pelo sol da manhã, em
tese até o meio dia (vai depender da estação do ano). É a face recomendada para os
dormitórios, pois eles não recebem o sol da tarde, aquele que, como já dissemos ,costuma
aquecer demais os ambientes.

A face Oeste recebe a insolação de toda a tarde, o que acaba por deixar os ambientes
aquecidos por mais tempo. Em algumas regiões mais frias do país, isso até pode ser um
elemento interessante, mas, via de regra, é uma face que pede a intervenção de elementos
arquitetônicos, como brises, platibandas ou extensos terraços. Assim, voltados para o
Oeste devem ser posicionados os ambientes em que a permanência é menor, como áreas
de serviço, banheiros, garagens e corredores.
Outras observações importantes antes de se orientar o projeto:

 Se a região da edificação é quente, procure não posicionar a janela dos quartos na face
Oeste, pois esse cômodo receberá o calor do sol durante toda a tarde e, à noite, o quarto
estará quente e abafado.
 Ao contrário, se a região é fria, o mais indicado é que a janela do quarto esteja voltada
para a face Oeste, exatamente para se tirar proveito desse aquecimento.
 Os dormitórios de crianças pequenas NÃO devem ter a janela voltada para a face Sul,
pois, do contrário, não receberão a luz do sol e serão quartos escuros e úmidos.
 Sempre leve em conta que as cozinhas e banheiros são ambientes ricos em matéria
orgânica, por isso deve-se ter cuidado com a insolação, para evitar os efeitos nocivos
produzidos por fungos e bactérias, que se proliferam principalmente em locais úmidos e
quentes. Nesse caso, uma boa ventilação também colabora para um ambiente hígido, sem
potencial nocivo à saúde.
 Se no seu projeto está previsto uma piscina também, esta deve ser colocada de forma que
ela receba sol o dia inteiro ou na maior parte do dia, levando-se em conta as possíveis
sombras que o entorno possa gerar.
 Embora saudável, a luz do sol em excesso pode incomodar. A utilização da cor clara nas
paredes externas diminui a incidência de raios solares. Soma-se a isso a utilização da
vegetação para amenizar esses efeitos.

Estudo
de insolação feita no Revit com base no hemisfério norte. – Autodesk 2011

Observações finais: O texto acima exposto tem a intenção de ilustrar o posicionamento


dos cômodos em relação ao pontos cardeais sem entrar no mérito técnico das aberturas
constantes na ABNT e nas legislações municipais que são de suma importância também
na concepção de um projeto e serão objeto de um próximo artigo. O posicionamento,
inclusive, tem variações de região para região no país e aqui colocamos um estudo geral
para o texto não ficar excessivamente longo. Confira mais detalhes no vídeo abaixo:

Fonte: https://construir.arq.br/como-distribuir-os-ambientes-do-projeto-em-
relacao-ao-norte-e-ao-sol/