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JEAN VIEIRA RAMOS

História da América I

MARINGÁ

2018
JEAN VIEIRA RAMOS

HISTÓRIA DA AMÉRICA I

Ficha de leitura do texto Capítulo 1, A


Conquista Espanhola do Centro América,
Wendy Kramer, W. George Lovell e
Christopher H. Lutz, apresentado à disciplina
História da América I, do curso História EaD, 2º
Ano, da Universidade Estadual de Maringá, sob
a orientação do Prof. Luiz Felipe Viel Moreira,
para efeitos de avaliação bimestral.

MARINGÁ

2018
Capítulo 1
A Conquista Espanhola do Centro América
Wendy Kramer, W. George Lovell e Christopher H. Lutz

A conquista espanhola do Centro América, que se iniciou em 1502 através do contato


entre Cristóvão Colombo com os indígenas de Honduras, na realidade, nunca se concluiu
totalmente durante os três séculos de dominação colonial. O primeiro enlace espanhol-
indígena se realizou na costa atlântica do Centro América, por razões do clima, o tipo do solo,
da topografia e dos assentamentos da população indígena, os conquistadores, que chegaram
vinte anos depois, vieram mais atraídos pela vertente do Pacífico. Considere que
estabeleceram alguns portos e assentamentos na costa atlântica – chaves na história
econômica da região - , em geral esta permaneceu como uma zona fronteiriça e ignorada,
ocupada mais tarde, boa parte da mesma, por ingleses e africanos que se mesclaram com as
populações locais. Com raras exceções, a conquista e colonização do Centro América foi um
fenômeno que teve seu maior impacto e êxito na vertente do Pacífico, região onde os
invasores encontraram maior concentração de população autóctone, e também climas, terras e
outros recursos naturais.
Desde a perspectiva espanhola, e da história oficial predominante até hoje, o chamado
“descobrimento do Centro América” com a sua conquista e colonização, é um episódio
histórico em que se ressaltam as batalhas e as façanhas dos conquistadores, seguido pela
fundação de cidades e da formação de uma nova sociedade portadora de civilização. São
notáveis os êxitos de várias personalidades da conquista espanhola, como Pedro de Alvarado
e Pedrarias Dávila, entre outros. Porém ao longo de quase meio milênio, desde Colombo e
Alvarado chegaram pela primeira vez à região, poucos, como o frei Bartolomeu de Las Casas,
se preocuparam com as forças destrutivas desencadeadas com a chegada dos europeus.
No Centro América se presta mais atenção ao impacto da Conquista sobre a população
indígena que as façanhas dos conquistadores. Em especial interesse, merece então, a análise
do sistema de encomiendas; ou seja, de doações de pueblos ou grupos indígenas para o uso
dos conquistadores e outros povoadores espanhóis, assim como o impacto destrutivo da
escravidão com as formas de resistência indígena e, o fator que talvez mais tenha influenciado
em seu extermínio, a introdução de doenças do Velho Mundo à região.
A história centro-americana das primeiras décadas depois de 1522,é como um quebra-
cabeça, do que contamos, até o momento, apenas com um pequeno número de peças
corretamente colocadas. Conta com outras poucas, porém não sabemos onde situá-las e tem
muitas mais, com certeza a maior parte, com o tempo se perderam ou nunca foram
encontradas. Em consequência, o panorama é parcial e bastante limitado. Ainda com as
recentes investigações sobre as demais províncias da Audiência da Guatemala, os dados e as
análises mais completas seguem concentrados na província da Guatemala. Aqui
apresentaremos exemplos e casos de estudo de outras regiões do istmo, especialmente da
Costa Rica, que conta com abundantes investigações sobre sua conquista tardia, iniciada nas
décadas de 1560 e 1570.

A Conquista Espanhola
Como uma ponte que conecta dois enormes continentes em seus extremos, o istmo
serviu desde o assentamento do homem americano como ponto de comunicação, recebendo
influencias culturais tanto do norte como do sul. Assim, resultou também com a conquista
espanhola. Entre o primeiro contato europeu de 1502 e a conquista definitiva na década de
1520, as principais confrontações entre indígenas e espanhóis se deram nas ilhas da baia e na
costa hondurenha. Depois, com a despovoação crescente das Antilhas, os espanhóis buscaram
outros pueblos que puderam escravizar para a exploração de ouro e trabalhos na Hispaniola;
ao redor de 1520 a situação chegou a tal extremo que as ilhas da baia encontravam-se
completamente desabitadas.
Ao iniciar-se verdadeiramente a Conquista, esta provém tanto do norte como do sul.
Em 1523, do México central, Hernán Cortês, enviou a seu capitão Pedro de Alvarado com um
exército espanhol-mexicano, e posteriormente o seguiram outras incursões conquistadoras,
incluindo a do próprio Cortês. Mesmo antes de Alvarado, do Panamá, forças expedicionárias
espanholas haviam incursionado na parte sudeste, como aconteceu com Gil González de
Ávila, que chegou na Costa Rica em 1522. A terceira rota da Conquista se iniciou do México
e das Antilhas mais a costa atlântica de Honduras; porém a primeira e segunda expedição
foram decisivas na subjugação da população do istmo.

A Conquista do Panamá (Nicarágua)


Na realidade, a primeira expedição exploratória aconteceu em 1516, sob o comando de
Juan de Castañeda e Hernán Ponce de León, que primeiro navegaram em direção ao leste,
pelo Pacífico do Panamá, até o Golfo de Nicoya. Nesta última região capturaram três ou
quatro índios com o propósito de utilizá-los como intérpretes e guias. A expedição Castañeda-
Ponce de León, consistia apenas em quarenta homens e encontrou grande resistência indígena,
o que motivou o regresso dos espanhóis ao Panamá, sem poder realizar a conquista.
Durante a expedição Castañeda-Ponce de León, o piloto Andrés Niño se encontrava na
Espanha tratando de obter apoio real para adquirir os barcos do descobridor do mar do sul,
Nuñez de Balboa – nessa data já morto - e permissão para conquistar e explorar a região ao
oeste do Panamá. Na Espanha, Niño conheceu o Gil González de Ávila, pessoa de influência
na Corte, e ambos assinaram um contrato com a Coroa, obtendo financiamento para explorar
a costa do Pacífico, mil léguas ao oeste do Panamá. Com a diminuição da população e do
fluxo de ouro nas Antilhas, a Coroa, Niño e Gil González buscavam novas fontes de riqueza.
A expedição saiu da España em 1518 com cinquenta e um homens sob o comando de
Gil González, na rota em direção ao Panamá. Porém ao chegar começaram os problemas,
principalmente com Pedrarias Dávila (Pedro Arias de Ávila), governador de Castilla de Oro.
Gil González conseguiu fabricar novas embarcações e lançou-se ao mar à princípios de 1522,
rumo ao oeste, pela costa do Pacífico. Os problemas foram constantes e a tribulação teve que
desembarcar. Esta expedição chegou ao Golfo de Nicoya.
Os indígenas falavam para os invasores que havia outro, mas além das suas terras. Em
Nicoya, os indígenas informaram sobre outro povo indígena com o chefe Nicarao. Talvez,
estes indígenas tivessem o objetivo de distrair os intrusos, falando da riqueza de outros povos.
Gil González entrou na Nicarágua por terra buscando o que lhe haviam informado em
Nicoya e Niño embarcou para o oeste ao longo da costa nicaraguense. A notícia mais
importante foi da quantidade de ouro que Gil González encontrou, penetrando ao noroeste,
Gil González encontrou a primeira resistência sob o comando do cacique Diriangen e isso foi
prejudicial para a sobrevivência dos índios nicaraos.
O historiador costarriquense Juan Carlos Solórzano observou a percepção do valor do
ouro para os espanhóis e os indígenas. Os indígenas ficaram intrigados com o interesse pela
quantidade de ouro que os espanhóis queriam.
Os índios de Nicoya e da Nicarágua não conseguiram se resguardar, mesmo indicando
as terras mais distantes e ricas aos espanhóis, mesmo com a entrega do ouro.
A expedição de Gil Gonzáles e Andrés Niño voltou carregada de ouro ao Panamá e
Pedraria Dávila tentou capturar Gil González que fugiu para Santo Domingo, onde foi
contador real.

Honduras
Neste território, os conquistadores lutaram entre si. Eles vieram da Nicarágua, México,
Guatemala e Santo Domingo. Com a chegada de Cortés em 1530 a Honduras, os conflitos
amenizaram. Simultaneamente com a Conquista fundaram pequenos assentamentos e
exploraram as encomiendas dos poucos indígenas que restaram. Houve várias rebeliões
indígenas até 1546.
A conquista partindo do México (na Guatemala)
O contato de Cortês com os cakchiqueles na Guatemala e El Salvador se iniciou logo
após a derrota dos aztecas. Os maias logo após saberem da derrota dos aztecas, na intenção de
evitar o mesmo destino, tentaram fazer um acordo com Cortês.
Em uma carta ao Rei, Cortês informou que os indígenas da Guatemala enfrentavam
seus aliados indígenas de Soconusco. Pedro de Alvarado esteve em Soconusco, onde fez uma
negociação de paz com o rei cakchiquel Belehé Qat. Essa aliança dos cakchiqueles com
Alvarado era mais uma maneira de ter um aliado forte espanhol contra os seus inimigos
quichés.
Os quichés, inutilmente, tentaram forçar uma aliança com os cakchiqueles e os
zutujiles para fazer frente aos espanhóis. Os quichés depuseram armas, atraíram os espanhóis
para sua capital, Gumarcah, e maquinaram uma conspiração para queimar os espanhóis dentro
da cidade. Em vingança os espanhóis agiram com brutalidade. Essa tática de Alvarado de
fazer aliança com os indígenas inimigos de Cortês tinha uma função dupla: saber as intenções
dos indígenas e usar os indígenas para fazer resistência à Cortês.
No ano de 1524, Alvarado partiu da região quiche até Iximché, capital de seus aliados
cakchiqueles, perguntados sobre seus inimigos, eles disseram que eram os zutujiles (de
Panatacat), os pipiles (de Izquintepec). No período de dois meses Alvarado e seus soldados
dominavam as três regiões maias mais importantes: a dos quichés, o cakchiquel e o zutujil,
além dos pipiles de Izquintepec e alguns de seus vizinhos da costa do Pacífico, até a atual
fronteira com El Salvador.

El Salvador
Perto de Acajutla, Alvarado e seu exército enfrentaram guerreiros com armaduras
protegidas por algodão. Dalí foi para Atehuan (Ateos), onde foram recebidos mensageiros de
Cuscatlán, a capital pipil, oferecendo-se como vassalos do rei espanhol.
Depois de uma incursão de soldados espanhóis partindo de Honduras, em 1529 um
exército espanhol penetrou na região oriental do rio Lempa, depois de uma rebelião dos
indígenas do lugar. Como indica seu nome, a região oriental salvadorenha se caracterizou
como uma zona fronteiriça em dois sentidos: se encontrava em uma área de disputa entre
conquistadores procedentes do México e Panamá e devido a este status, o controle
econômico-político não estava bem definido, deixando a população indígena com certa
liberdade.

A conquista tardia da Costa Rica


O território costarriquense não foi conquistado até meio século depois. Entre o início
da conquista do istmo – a princípios da década de 1520 – e da Costa Rica, haviam ocorrido
mudanças políticas muito importantes, como a promulgação das Leis Novas para a proteção
dos índios (1542) e o estabelecimento do controle real administrativo com a criação da
Audiência dos Confins. Os motivos para a conquista da Costa Rica e suas consequências
foram os mesmos, décadas antes, para o resto da Centroamérica. As dificuldades que
apresentava a conquista da Costa Rica, especialmente a região atlântica, e falta de interesses
das autoridades espanhola, ocupadas na exploração dos recursos de outras zonas (ouro e
escravos na Nicarágua e Honduras e cacau em Soconusco, Guatemala e El Salvador), teve
como resultado que ninguém se preocupava o suficiente por ocupar tal território, até a década
de 1560.

As consequências
A imposição da encomienda
Na Centroamérica a repartição de índios em encomiendas constituiu uma parte integral
na conquista e pacificação de cada região. A encomienda foi a concessão de indígenas de um
pueblo, grupo de pueblos oi micro-região para um individuo: o encomendero, quem tirava
proveito disto, por meio do tributo em forma de bens agrícolas, tecidos, produtos exóticos e,
mais tarde, em dinheiro e trabalho direto.

A encomienda em Nicoya e Nicarágua


Os índios das primeiras encomiendas, em Nicoya e Nicarágua, pagaram em tributo e
trabalhos o que seus encomenderos lhe deram, incluindo a entrega de indígenas como
escravos para a mineração ou para exportá-los.

A encomienda em Honduras
Como o resto da Centroamérica, os índios encomendados em Honduras receberam
maus tratos nas mãos de seus encomenderos. Além disso, o tributo pago em produtos
agrícolas e cobertores, a parte mais pesada de suas obrigações constituiu em trabalhos,
especialmente em servir como tameme ou carregador.

A encomienda em Guatemala
Pedro e Jorge de alvarado foram os que repartiram maior quantidade de encomiendas;
porém dos dois, o segundo fez a distribuição mais grande e importante da Guatemala, em
1528, conhecida como o “repartimiento general”. Consistiu na concessão de encomiendas a
homens que partiram com ele, e a outros que chegaram anteriormente, a quem seu irmão não
havia encomendado pueblos. A diferença dos repartimientos em outras jurisdições, e
posteriores na Guatemala, em “geral”, de 1528, existem poucos casos de conquistadores que
perderam suas antigas encomiendas, a consequência da nova repartição. Destes casos, alguns
saíram a caminho da província de Chiapas, de onde Jorge de Alvarado lhes concedeu novas
encomiendas, enquanto outros se encontravam ausentes durante o “ repartimiento general”,
entre os que estavam os acompanhantes de Pedro de Alvarado em sua viagem a Espanha.
Tanto a encomienda de indígenas, como a implantação do catolicismo, foram chaves
na pacificação da Centroamérica. Porém nas primeiras décadas parece que a encomienda teve
maior impacto que a nova religião. Nesses anos de exploração ilimitada, a encomienda serviu
de instrumento eficaz para mobilizar os recursos produtivos e trabalhos dos indígenas; nesse
contexto a escravidão, a curto prazo, o elemento mais remunerador, porém o mais destrutivo.

A escravidão indígena
É difícil definir em quais regiões os espanhóis escravizaram mais indígenas, porém em
geral, se pode deduzir a hipótese de que o fizeram onde encontravam maior resistência, em
lugares com sublevações frequentes frente à opressão espanhola , também nas zonas
fronteiriças, com sociedades indígenas rebeldes ao controle espanhol, como aconteceu
especialmente nas regiões orientais centroamericanas, desde a vertente do Atlântico. No
entanto, ainda em áreas de máximo controle hispano, os encomenderos tomaram índios de
suas próprias encomiendas para escravizar-los, igual os espanhóis, sem maiores recursos,
organizaram ataques noturnos em pueblos pacificados, com o objetivo de capturar indígenas.

A resistência indígena
A crueldade e violência, aplicada pelos espanhóis contra a população indígena, só
exacerbou seu espírito de resistência ao longo da época colonial.