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BETÃO ARMADO I - MESTRADO ENG.

CIVIL fct - UNL

ESTRUTURAS DE BETÃO ARMADO I

9 – ESTADO LIMITE DE FENDILHAÇÃO


PROGRAMA
1.Introdução ao betão armado
2.Bases de Projecto e Acções
3.Propriedades dos materiais: betão e aço
4.Durabilidade
5.Estados limite últimos de resistência à tracção e à compressão
6.Estado limite último de resistência à flexão simples
7.Estado limite último de resistência ao esforço transverso
8.Disposições construtivas relativas a vigas
9.Estados limite de fendilhação
10.Estados limite de deformação
11.Estados limite últimos de resistência à flexão composta com esforço normal
e à flexão desviada
12.Estados limite últimos devido a deformação estrutural
13.Disposições construtivas relativas a pilares e paredes
14.Estado
VLúcio Nov2011 limite último de resistência à torção Nov. 2009
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9 – ESTADO LIMITE DE FENDILHAÇÃO

ÍNDICE
1. Introdução
2. Controlo da fendilhação
3. Cálculo da abertura de fendas
4. Armaduras mínimas
5. Controlo da fendilhação sem cálculo da abertura de fendas

1. INTRODUÇÃO

ESTADOS LIMITES DE UTILIZAÇÃO


Os estados limites de utilização referem-se:
• ao funcionamento da estrutura em condições normais de utilização;
• à durabilidade da estrutura;
• ao conforto das pessoas;
• ao aspecto da construção.

VERIFICAÇÕES A EFECTUAR:
• CONTROLO DA FENDILHAÇÃO
• CONTROLO DAS DEFORMAÇÕES
• VIBRAÇÃO (relevante em estruturas de grandes vão e cargas reduzidas)
• LIMITAÇÃO DE TENSÕES (principalmente para estruturas pré-esforçadas - BAII)
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CLASSIFICAÇÃO DAS ACÇÕES QUANTO À SUA ORIGEM:
• Acções directas – forças (cargas) aplicadas à estrutura.
• Acções indirectas – deformações ou acelerações impostas,
provocadas, por exemplo, por variações de temperatura ou de humidade,
retracção do betão, assentamentos diferenciais ou sismos.
ACÇÕES INDIRECTAS:
• As deformações impostas sem restrição à livre deformação não introduzem esforços.
• As deformações impostas com restrição à livre deformação introduzem esforços.
TIPO DE ASSENTAMENTO VARIAÇÃO DE
ESTRUTURA DE APOIO TEMPERATURA

A ACÇÃO NÃO
Da DT DL CAUSA
ISOSTÁTICA
ESFORÇOS

A ACÇÃO
Da DT
HIPERSTÁTICA CAUSA
ESFORÇOS

Em estruturas isostáticas as deformações impostas correspondem a deformações livres, não causando


forças na estrutura, quer internas (esforços) quer externas (reacções nos apoios).
Pelo contrário, nas estruturas hiperstáticas essas mesmas deformações impostas, devido ao impedimento
à sua livre deformação da estrutura, provocam forças na estrutura (esforços e reacções nos apoios)
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ESTADOS LIMITES DE UTILIZAÇÃO - COMBINAÇÕES DE ACÇÕES
Combinação característica de acções Ed = E { ∑ Gk,j + Qk,1 + ∑ y0,iQk,i }
Combinação frequente de acções Ed = E { ∑ Gk,j + y1,1 Qk,1 + ∑ y2,iQk,i }
Combinação quase permanente de acções Ed = E { ∑ Gk,j + ∑ y2,jQk,j }
ESTADOS LIMITES DE UTILIZAÇÃO - COEFICIENTES PARCIAIS DOS MATERIAIS
gM = gS = gC = 1.0
RESISTÊNCIA À TRACÇÃO DO BETÃO
• O betão considera-se resistente à tracção para tensões sc ≤ fctm ;
• As secções de betão, para efeitos de cálculo de tensões e de deformações,
consideram-se não fendilhadas se sc ≤ fctm .
SECÇÃO NÃO FENDILHADA SECÇÃO FENDILHADA
sc< 0 sc< 0
s’s s’s
x
x

M M ss M M ss

VLúcio Nov2011 sc≥ 0 ≤fctm sc= 0


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FENDILHAÇÃO FREQUENTE
• Fendilhação por assentamento plástico após a
betonagem:

• Fendilhação em muros por retracção do betão.

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• Fendilhação por retracção do betão: Muro de suporte de terras
A sapata é betonada em primeiro lugar, e só
depois é betonado o muro.
A sapata fica envolvida pelo terreno, que
constitui um ambiente húmido e impede o
contacto directo do betão com o ambiente
seco exterior.
Quando o muro é betonado o betão da sapata
já sofreu grande parte de retracção a que
está sujeito.
O muro ao retrair é impedido de se deformar pela
restrição ao seu encurtamento imposta pela
sapata.
O betão do muro fica, assim, sujeito a tensões de tracção
horizontais, que irão provocar fendas verticais. Estas
fendas devem ser convenientemente controladas com
armaduras horizontais junto às faces do muro.
Em alternativa, para evitar esta fendilhação, podem ser executadas juntas
verticais de retracção, afastadas entre si cerca de 3x a altura do muro.

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• Fendilhação em muros por retracção do betão.
Muro de contenção de uma cave
fenda de retracção

Muro de contenção de uma cave


fenda de retracção

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• Fendilhação em lajes de caves por retracção do betão
Os muros periféricos são betonados antes
das lajes. Quando estas são betonadas e
ligadas aos muros, estes já sofreram grande
parte da retracção, impedindo, assim, a livre
retracção do betão da laje. Surgem forças
de tracção na laje, paralelas aos muros que
causam fendas que partem dos muros
aproximadamente perpendiculares a estes.
Fenómeno semelhante acontece na laje
betonada em segunda fase, onde a
retracção é parcialmente restringida pela
laje betonada em primeira fase, surgindo na
ligação entre lajes forças de tracção e
fendilhação.

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• Fendilhação devido a assentamentos de apoios

Na ligação da viga ao pilar, devido às cargas


verticais existem momentos negativos, e
seria de esperar fendas na viga na face
superior.
No entanto, devido ao assentamento do
apoio esquerdo surgem momentos
positivos e fendas na face inferior da viga.

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• Fendilhação por esforços de tracção, de flexão, de esforço transverso ou de
torção:

Viga – fendas de flexão e de esf. transverso Consola curta – fendas de tracção

Viga de ponte: fendas de flexão e de esf. transverso


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• Fendilhação causada por momentos flectores
Na zona central do vão, devido aos momentos positivos, surgem fendas na face
inferior da viga.

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• Fendilhação por esforços de
tracção, de flexão, de esforço
transverso ou de torção:

Laje nervurada - fenda de flexão numa banda

Abertura da fenda = 1.0mm

Laje nervurada - fendas de flexão numa nervura

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• Fendilhação • Fendilhação
por reacção por corrosão
álcalis-inertes das armaduras

• Fendilhação devido a elevadas tensões


de compressão (splitting e bursting)
• Fendilhação por falha de amarração

• Medição de fendas

Monitorização de fendas
Lupa com escala graduada
VLúcio Nov2011 Régua de fendas 13
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2. CONTROLO DA FENDILHAÇÃO
A fendilhação deve ser controlada de forma a não comprometer o funcionamento, a
durabilidade e o aspecto da estrutura.

Em estruturas de betão armado, a abertura das fendas é determinada para a


combinação de acções quase permanente.
E o valor limite da abertura das fendas w max assume os seguintes valores:
wmax = 0.4 mm para as Classes de exposição X0 e XC1
wmax = 0.3 mm para as Classes de exposição XC2, XC3, XC4, XD1, XD2, XS1, XS2, XS3

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CLASSES DE EXPOSIÇÃO
Designação Descrição do ambiente
da classe
1 Nenhum risco de corrosão ou ataque
X0 Para betão sem armadura ou elementos metálicos embebidos: todas as exposições excepto em
situação de gelo/degelo, abrasão ou ataque químico
Para betão com armadura ou elementos metálicos embebidos: muito seco
2 Corrosão induzida por carbonatação
XC1 Seco ou permanentemente húmido
XC2 Húmido, raramente seco
XC3 Humidade moderada
XC4 Alternadamente húmido e seco
3 Corrosão induzida por cloretos
XD1 Humidade moderada
XD2 Húmido, raramente seco
XD3 Alternadamente húmido e seco
4 Corrosão induzida por cloretos presentes na água do mar
XS1 Exposto ao sal transportado pelo ar mas não em contacto directo com a água do mar
XS2 Permanentemente submerso
XS3 Zonas sujeitas aos efeitos das marés, da rebentação e da neblina marítima
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3. CÁLCULO DA ABERTURA DE FENDAS Tirante
N N N
NR sr
2 1 3
w2 w1 w3

2 ss= N / As
Ncr s
1 3

ss
Dℓ
sc = fctm

Ncr = fctm Act


Dℓ = esm x ℓ Dℓc = ecm x ℓ ∑w = Dℓ - Dℓc = (esm – ecm) ℓ
Act esm – ecm = ∑w / ℓ w = sr x ∑w / ℓ wk = sr,max (esm – ecm)
Act - área da secção de betão tracionado
As
esm - extensão média da armadura ecm - extensão média do betão
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w - abertura de uma fenda sr - distância entre fendas
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3.1. EXTENSÃO MÉDIA Tirante
DA ARMADURA EM esm – ecm
RELAÇÃO AO BETÃO N N
esm - extensão média da armadura sr
ecm - extensão média do betão entre fendas
w2 w1 w3
Sendo scm = kt fctm , então: ecm = kt fctm / Ec ℓ
ss= N / As
s
Nas fendas: ss = N / As ssm
Entre fendas: ssm = (N - scm Act) / As ss

ssm = ss – kt fctm Act/As sc = fctm

Com esm = ssm /Es e rp,eff = As/Act


scm = kt fctm
esm = (ss – kt fctm /rp,eff) / Es

e esm – ecm = (ss – kt fctm /rp,eff) / Es - kt fctm / Ec

ou esm – ecm = [ss – kt fctm /rp,eff (1 + ae rp,eff)] / Es


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fct,eff
ss  k t (1  a e  rp,eff )
rp,eff s
e sm  e cm   0 .6 s
Onde:
Es Es
esm - extensão média da armadura
ecm - extensão média do betão entre fendas
ss - tensão na armadura de tracção, admitindo a secção fendilhada.
ae = Es/Ec - coeficiente de homogeneização
rp,eff = As/Ac,eff – taxa da armadura em relação à área de betão traccionado
kt - coeficiente que traduz o valor médio da tensão no betão e é função da
duração do carregamento: kt =0.6 para acções de curta duração
kt =0.4 para acções de longa duração
Ac,eff – área da secção efectiva de betão traccionado que
envolve as armaduras x
compressão
hc,eff = menor {2.5(h-d); (h-x)/3 ou h/2} L N

h d Viga
Tirante hc,eff Laje
L compressão N
hd d h hd tracção
hc,eff
tracção
h
VLúcio Nov2011
c,eff hc,eff 18
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3.2. DISTÂNCIA ENTRE FENDAS Tirante
Na zona da fenda as tensões no betão
são nulas. A força na armadura é N N
sr
progressivamente transmitida ao
betão por aderência até se atingir a
tensão resistente à tracção do betão.

A distância entre fendas corresponde,


assim, ao comprimento necessário para
transmitir por aderência ao betão uma fbm f Ncr
força igual a Ncr.
sr

Ncr = fbm sr p f Ncr = fctm Act

fbm sr p f = fctm Act sr = (fctm / fbm) (Act / p f ) As = p f2/4

sr = (fctm / fbm) (f / 4) (Act / As) sr = 0.25 (fctm / fbm) f / rp,eff

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Quando o espaçamento entre varões é ≤ 5(c+f/2),
a distância máxima entre fendas sr,max pode ser determinada por:
sr,max = 3.4 c + 0.425 k1 k2 f / rp,eff L N

Onde:
e2
c é o recobrimento da armadura

hc,eff
f é o diâmetro dos varões c
k1 = 0.8 para varões nervurados (alta aderência) e1
≤ 5(c+f/2)
k2 tem em conta a distribuição de tensões
k2= (e1 + e2)/ 2 e1 - e1 e e2 são, respectivamente, as máximas
e mínimas extensões na área efectiva de betão traccionado
k2= 0.5 para flexão e k2= 1.0 para tracção simples

Quando o espaçamento entre varões é > 5(c+f/2), pode usar-se:


sr,max = 1.3 (h-x)

x L N
h

c
>5(c+f/2)
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3.3. ABERTURA DE FENDAS
O valor característico da abertura das fendas num elemento de betão armado
sujeito a tensões de tracção por flexão simples ou composta ou por tracção
simples é dado por:

wk = sr,max (esm – ecm)

Com a distância máxima entre fendas determinada por:


sr,max = 3.4 c + 0.425 k1 k2 f / rp,eff se o espaçamento entre varões é ≤ 5(c+f/2)
ou por sr,max = 1.3 (h-x) se o espaçamento entre varões é > 5(c+f/2).
A extensão média da armadura em relação ao betão é dada por:

fct,eff
ss  k t (1  a e  rp,eff )
rp,eff ss
e sm  e cm   0 .6
Es Es

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3.4. DETERMINAÇÃO DAS TENSÕES EM SECÇÃO FENDILHADA (II)
A secção é homogeneizada com ae = Es / Ec,eff onde Ec,eff= Ecm/(1+j)
e j é o coeficiente de fluência. No caso de acções instantâneas Ec,eff= Ecm
Fc = 0.5 b x sc F’s = A’s s’s Fs = As ss
Equações de equilíbrio Equações de compatibilidade
Fc + F’s = Fs x x ss x ss
ec  es s c  e c  Ec  Ec 
d x d  x Es d  x ae
xa xa
M = Fs z e's  es s's  ss
d x d x
Da 1ª eq. de equilíbrio: 0.5 b x2 ss /[ae(d-x)] + A’s ss (x-a)/(d-x) = As ss
SECÇÃO RECTANGULAR
ec sc Fc+F’s
A’s a x e ’s s ’s Com r = As/bd , r’ = A’s/bd
L N e b = r’/r
h d z
0.5 (x/d)2 + aerb (x/d-a/d) -
Fs aer (1-x/d) = 0
As es ss

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Resolvendo a eq. do 2º grau 0.5 (x/d)2 + x/d aer (1+ b) - aer (1+ ba/d) = 0
x  2  a 
k   a er  (1  b  
2
 1  b   (1  b 
d  a er  d 
x  2 
Para b = 0 :   a r
e   
a er 
k 1 1
d 
A resultante das forças Fc e F’s encontra-se
a d-z da face superior da viga, dado por: d-z = (Fc x/3+ F’s a) / (Fc + F’s)
0.5bx 2s s x A 's s s ( x  a) 1 x 
3
 x aa
 a    a erb   
a (d  x ) 3 (d  x )
 1    d d d
z 6 d
z  d e
A ss s d x
a er(1  )
SECÇÃO RECTANGULAR d
ec sc k 3
 aa
Fc+F’s  a erb  k  
z 6  d d
A’s a x e ’s s ’s  1
L N d a er(1  k )
h d z
Da 2ª eq. de equilíbrio:

es ss Fs M
As
ss 
z As
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A’s a x
CÁLCULO DE TENSÕES EM ESTADO FENDILHADO (II)
EM SECÇÕES RECTANGULARES
hd
r = As/bd
ae= Es / Ec,eff M
As
ss 
Ec,eff= Ecm/(1+j) z As
b
a= h-d
d/h= z/d d/h= z/d d/h= z/d
1.00 b=A's/As 0.90 b=A's/As 0.80 b=A's/As
ar 0.00 0.25 0.50 0.75 1.00 ar 0.00 0.25 0.50 0.75 1.00 ar 0.00 0.25 0.50 0.75 1.00
0.02 0.94 0.94 0.95 0.95 0.96 0.02 0.94 0.94 0.94 0.94 0.94 0.02 0.94 0.94 0.95 0.95 0.95
0.05 0.91 0.92 0.93 0.94 0.95 0.05 0.91 0.91 0.91 0.91 0.91 0.05 0.91 0.91 0.91 0.91 0.91
0.10 0.88 0.90 0.92 0.93 0.94 0.10 0.88 0.89 0.89 0.89 0.89 0.10 0.88 0.88 0.87 0.87 0.87
0.15 0.86 0.89 0.91 0.93 0.94 0.15 0.86 0.87 0.88 0.88 0.89 0.15 0.86 0.86 0.85 0.85 0.85
0.20 0.85 0.88 0.91 0.93 0.95 0.20 0.85 0.86 0.87 0.88 0.88 0.20 0.85 0.84 0.84 0.83 0.83
0.25 0.83 0.88 0.91 0.93 0.95 0.25 0.83 0.85 0.86 0.87 0.88 0.25 0.83 0.83 0.83 0.82 0.82
0.30 0.82 0.88 0.91 0.93 0.95 0.30 0.82 0.85 0.86 0.87 0.88 0.30 0.82 0.82 0.82 0.81 0.81
0.35 0.81 0.87 0.91 0.94 0.95 0.35 0.81 0.84 0.86 0.87 0.87 0.35 0.81 0.81 0.81 0.81 0.81
0.40 0.81 0.87 0.91 0.94 0.96 0.40 0.81 0.84 0.86 0.87 0.87 0.40 0.81 0.81 0.80 0.80 0.80
0.45 0.80 0.87 0.92 0.94 0.96 0.45 0.80 0.83 0.85 0.87 0.87 0.45 0.80 0.80 0.80 0.80 0.80
0.50 0.79 0.87 0.92 0.94 0.96 0.50 0.79 0.83 0.85 0.87 0.87 0.50 0.79 0.80 0.79 0.79 0.79

M
Método aproximado: ss 
0 .9 d A s

VLúcio Nov2011
para valores correntes de ar, o erro é inferior a 10%.
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4. ARMADURAS MÍNIMAS
N N

NR

Ncr Ncr
NR ≥ Ncr NR < Ncr
NR

Dℓ Dℓ

Ncr = fctm Act NR = As fyk Se NR < Ncr a rotura é frágil e ocorre


quando surge a primeira fenda no betão

Para evitar a rotura frágil, temos que garantir que NR ≥ Ncr , ou seja:
As fyk ≥ fctm Act

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ARMADURAS MÍNIMAS PARA CONTROLO DA FENDILHAÇÃO
Para controlo da fendilhação é necessária uma quantidade mínima de armadura
aderente nas zonas com tensões de tracção.
Quando se dá a fendilhação do betão, a tensão na armadura traccionada não deve
ultrapassar a tensão de cedência do aço, ou um valor menor, se necessário.

ss ≤ fyk

Quanto menor for a tensão na armadura logo após a fendilhação menor será a
sua deformação e, consequentemente, a abertura de fendas.

wk = sr,max (esm – ecm)


fctm sc,m
Se as tensões não forem uniformes
na espessura do elemento, a
fendilhação ocorre quando o valor = +
máximo da tensão atinge fctm, embora Ncr
o valor médio da tensão de tracção
no betão seja inferior a fctm, isto é, o Diagrama auto-equilibrado
valor sc,m = k fctm. Ncr = k fctm Act de tensões

VLúcio Nov2011 26
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Para tirantes em tracção simples, expressão da armadura mínima toma então a
forma:
As,min ss ≥ k fctm Act
Em vigas em flexão simples, o equilíbrio conduz à seguinte expressão:

A fendilhação ocorre para: Mcr = k fctm bh2/6 = k fctm Acth/3


Sendo as tensões nas armaduras na
secção fendilhada dadas por: As ss = Mcr / 0.9d = Mcr / 0.81h

Considere-se: d≈0.9h e Act=bh/2


FLEXÃO SIMPLES
secção não secção As,min ss ≥ 0.4 k fctm Act
fendilhada sc fendilhada
Fc

h d z≈
Act 0.9d
h/2
Ass ss Fs

b k fctm
VLúcio Nov2011 27
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A expressão geral da armadura mínima assume a forma:

As,min ss ≥ kc k fct,eff Act


ss é a tensão máxima admissível na armadura imediatamente depois da
fendilhação. Pode ser considerado ss = fyk, ou outro valor inferior a fyk.
fct,eff = fctm , ou menor caso a fendilhação ocorra para uma idade inferior a 28 dias.
k tem em consideração a não uniformidade das tensões na espessura da secção
k = 1.0 em almas de vigas com h ≤ 300mm ou em banzos com b ≤ 300mm
k = 0.65 em almas de vigas com h ≥ 800mm ou em banzos com b ≥ 800mm
Para valores intermédios pode-se determinar k por interpolação.
kc tem em consideração a distribuição das tensões na altura secção
kc = 1.0 em tracção pura kc = 0.4 em flexão simples
Para banzos de secções em caixão ou em T kc = 0.9 Fcr / Act fct,eff ≥ 0.5
onde Fcr é a força de tracção do banzo traccionado antes da fendilhação.
Act é a área de betão traccionado antes da fendilhação
Exemplos: num tirante Act = b x h e kc = 1.0
numa viga de secção rectangular: Act = b x h / 2 e kc = 0.4
na alma de uma viga: Act ≈ área da alma e kc ≈ 0.4
VLúcio Nov2011 num banzo traccionado: Act ≈ área do banzo e kc ≈ 1.0 28
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9 – ESTADO LIMITE DE FENDILHAÇÃO


5. CONTROLO DA FENDILHAÇÃO SEM CÁLCULO DA ABERTURA DE FENDAS
Como simplificação, e para evitar o cálculo da abertura de fendas w k, é possível
controlar a fendilhação se se adoptar a armadura mínima referida e:
• Para a fendilhação provocada por Tensão no aço Diâmetros máximos dos varões [mm]
ss [MPa] wk= 0,4 mm w k= 0,3 mm w k= 0,2 mm
deformações impedidas, os 160 40 32 25
diâmetros dos varões não 200 32 25 16
excederem os da tabela seguinte, 240 20 16 12
onde ss é o adoptado na 280 16 12 8
320 12 10 6
expressão da armadura mínima. 360 10 8 5
• ss é a tensão na armadura 400 8 6 4
logo após a fendilhação. 450 6 5 -

• Para a fendilhação provocada por Tensão no aço Espaçamento máximo dos varões [mm]
ss [MPa] wk=0,4 mm w k=0,3 mm w k=0,2 mm
acções directas, deve ser
160 300 300 200
respeitada a tabela anterior, ou, em
200 300 250 150
alternativa, o espaçamento 240 250 200 100
máximo entre varões da tabela 280 200 150 50
seguinte. 320 150 100 -
360 100 50 -

• ss é o valor da tensão na armadura traccionada, calculada em secção


fendilhada para a combinação quase permanente de acções.
VLúcio Nov2011 29
BETÃO ARMADO I - MESTRADO ENG. CIVIL fct - UNL

6. EXEMPLOS
Considere-se os seguintes exemplos onde se pretende limitar a abertura máxima das fendas
a wk = 0.3mm:
a) Viga com secção rectangular: b = 0.30m, h = 0.60m; Mqp = 120kNm ; 5f16 As = 10.05cm2
ss ≈ Mqp / 0.9 d As = 120kNm / (0.9 x 0.55m x 10.05cm2) = 241MPa
 da tabela o afastamento máximo entre varões é de 200mm ou
 diâmetro máximo dos varões f16
b) Laje de uma cave, apoiada nas paredes de contenção: Deformação por retracção
impedida pelas paredes; h = 0.25m; k = 1.0, kt = 1.0; C25/30 fctm = 2.6 MPa; malha geral
em ambas as faces com f12  da tabela ss = 280MPa;
As ≥ kc k fct,eff Act / ss = 1.0 x 1.0 x 2.6MPa x 0.25m / 280MPa = 23.2cm2/m
 11.6cm2/m por face  #f12 //0.10 (As = 11.31cm2/m ≈ 11.6cm2/m)
Para discussão: será necessário colocar esta armadura em toda a área da laje ou apenas
em bandas paralelas junto às paredes? Qual deveria ser a largura dessas bandas?
c) Muro de suporte com 5m de altura e 20m de comprimento: Deformação por retracção
impedida pela fundação; h = 0.40m; k = 0.9, kt = 1.0; C30/37 fctm = 2.9 MPa; malha
horizontal em ambas as faces com f16  da tabela ss = 240MPa;
As ≥ kc k fct,eff Act / ss = 1.0 x 0.9 x 2.9MPa x 0.40m / 240MPa = 43.5cm2/m
 21.8cm2/m por face  f16 //0.075 (As = 26.81cm2/m > 21.8cm2/m)
Para discussão: esta armadura deverá ser colocada a toda a altura do muro?
VLúcio Nov2011 30
BETÃO ARMADO I - MESTRADO ENG. CIVIL fct - UNL

9 – ESTADO LIMITE DE FENDILHAÇÃO


No caso de vigas com h ≥ 1000mm, deve ser colocada armadura na alma para
controlo da fendilhação.
Esta armadura deve ser distribuída uniformemente entre a armadura principal de
tracção e a linha neutra (da secção fendilhada).
Neste caso, considera-se: k = 0.5 e ss = fyk.
O espaçamento dos varões deve ser obtido da tabela anterior com uma tensão ss
igual a metade do considerado para as armaduras principais de tracção.

L N
h≥
1000
mm
MEd MEd

VLúcio Nov2011 31