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Índice Global de Inovação de 2017

A Inovação Nutrindo o Mundo


DÉCIMA EDIÇÃO
Índice Global de Inovação de 2017
A Inovação Nutrindo o Mundo
DÉCIMA EDIÇÃO

Soumitra Dutta, Bruno Lanvin e Sacha Wunsch-Vincent


Editores

Luiz Vasconcelos
Master Language Traduções e Interpretação Ltda
O Índice Global de Inovação de 2017: A Inovação Nutrindo o © Universidade Cornell, INSEAD e Organização Mundial da
Mundo é resultado da colaboração entre a Universidade Propriedade Intelectual, 2017
Cornell, a INSEAD e a Organização Mundial da Propriedade
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Citação sugerida: Universidade Cornell, INSEAD e WIPO (2017):
Índice Global de Inovação de 2017: A Inovação Nutrindo o Mundo,
Ithaca, Fontainebleau e Genebra.

ISSN 2263-3693

ISBN 979-10-95870-07-4

Impresso em Genebra, Suíça, pela Organização Mundial da


Propriedade Intelectual (OMPI) e em Nova Deli, Índia, pela
Confederação das Indústrias Indianas (CII).

Foto da capa: cortesia da iStock.com/RomoloTavani.


iii

Índice

Índice
Introdução
Lançamento do Índice Global de Inovação de 2017: A Inovação Nutrindo o Mundo v
Prefácio
A inovação como principal motor da agricultura sustentável e da segurança vii
alimentar no futuro nos países em desenvolvimento
Prefácio
Inovando para nutrir o mundo ix
Prefácio
A inovação na produção alimentar: Aprendendo com o passado com a mente aberta xi
para o futuro
Conselho Consultivo
Conselho Consultivo do Índice Global de Inovação xiii
Classificações
Classificações no Índice Global de Inovação de 2017 xiv
Principais conclusões
Principais conclusões do GII 2017 xvii
Capítulo 1
Índice Global de Inovação de 2017: A Inovação Nutrindo o Mundo 1
Anexo 1
Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII) 47
Anexo 2
Ajustes na estrutura do Índice Global de Inovação e comparabilidade ano a ano de resultados 57
Anexo 3
Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares 61
Apêndice I
Perfis de países/economias 71

ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017


INTRODUÇÃO v

Lançamento do Índice Global de

Introdução
Inovação de 2017: A Inovação
Nutrindo o Mundo

©OMPI, 2017. Foto de Emmanuel Berrod.

É com enorme satisfação que apresentamos o Índice recursos naturais limitados. A inovação é fundamental
Global de Inovação (GII) de 2017, cujo tema é “A Inovação para manter o ritmo de crescimento da produtividade
Nutrindo o Mundo”. necessário para satisfazer essa crescente demanda de
Este ano é especialmente importante para o GII, uma forma sustentável, além de ajudar a fortalecer as redes
vez que marca o lançamento da 10ª edição do relatório. que integram sistemas alimentares. O relatório deste ano
Elaborada em 2007 por Soumitra Dutta da INSEAD, a analisa essas demandas e suas respectivas oportunidades
primeira edição teve como objetivo produzir um modelo de diferentes perspectivas, inclusive do ponto de vista de
de inovação amplo e geral que capturasse sua natureza estratégias baseadas em dados, bem como o impacto de
complexa em economias desenvolvidas e emergentes. O tecnologias biotecnológicas e digitais, políticas eficazes
GII conquistou reconhecimento internacional ao longo e o fortalecimento de redes. Ao mesmo tempo, o docu-
da última década, consolidando-se como a principal refe- mento sugere novas abordagens para países desenvolvidos
rência em inovação e como um “instrumento de ação” e em desenvolvimento.
para decisores. Por último, o GII de 2017 traz outra inovação neste
Diversos países incorporaram o Índice Global de ano. O GII sempre reconheceu que a atividade inova-
Inovação a suas agendas e métricas de inovação. Destaca-se dora tende a se concentrar em clusters (agrupamentos)
que, em decorrência do GII, um enorme número de paí- geográficos. Nunca houve, no entanto, uma métrica
ses passou não apenas a coletar mais métricas de inovação para mensurar o desempenho em inovação de diferentes
alinhadas com padrões internacionais, mas também a clusters em bases internacionalmente comparáveis. O GII
utilizá-las com mais frequência. Essas mudanças estão deste ano procura dar o primeiro passo no sentido de sanar
ocorrendo com a colaboração da Organização Mundial da essa lacuna de mensuração, apresentando uma nova abor-
Propriedade Intelectual (OMPI) e de outras organizações dagem para identificar e classificar os maiores clusters de
internacionais responsáveis, sobretudo do Instituto de atividades inovadoras do mundo com base em depósitos
Estatística da UNESCO, que auxiliam o país em questão internacionais de patentes. Esperamos que a perspectiva
a resolver problemas e ampliar a cobertura dos seus dados. de classificação de clusters complemente positivamente os
A inovação não se limita a economias mais avançadas tradicionais rankings por país, que continuarão a formar
e tampouco a setores de alta tecnologia. Trata-se de um o núcleo do GII.
fenômeno global que afeta todos os setores econômicos Gostaríamos de agradecer aos nossos Parceiros de
– inclusive o alimentar e o agrícola, que estão entre os Conhecimentos, à Confederação das Indústrias Indianas
mais antigos e básicos segmentos de atividade. Alimentar (CII), à PricewaterhouseCoopers (PwC) e Strategy&, à
o mundo e ao mesmo tempo contribuir para proteger o Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ao Serviço
meio ambiente e garantir uma alimentação de qualidade e Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)
equilibrada para populações em crescimento com diferen- pelo apoio prestado na produção do relatório deste ano.
tes estilos de vida e padrões de consumo continua sendo Da mesma forma, agradecemos ao nosso proeminente
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

um desafio complexo. A inovação pode desempenhar Conselho Consultivo, que foi enriquecido com a entrada
um papel fundamental no sentido de superar esse desafio. de um novo membro neste ano: Chuan Poh Tim, pre-
A edição de 2017 do GII é dedicada ao tema da sidente da Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa
inovação na agricultura e nos sistemas alimentares. Os (A*STAR) de Singapura.
setores agrícola e de processamento de alimentos ainda Esperamos que os esforços coletivos envidados por
enfrentam um cenário de crescimento significativo na agentes da inovação e decisores que utilizam o GII
demanda mundial e de aumento da concorrência por
vi

continuem a lançar as bases para o aprimoramento das


Introdução

políticas de inovação em todo o mundo.

Soumitra D utta
Decano da Faculdade de Administração Cornell SC Johnson da Universidade Cornell

Francis Gurry
Diretor-Geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI)

Bruno Lanvin
Diretor-Executivo de Índices Globais da INSEAD
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017
PREFÁCIO vii

A inovação como principal motor

Prefácio
da agricultura sustentável e da
segurança alimentar no futuro nos
países em desenvolvimento

A principal obrigação de qualquer nação é proteger seus e, assim como em anos anteriores, pode ser benéf ico
cidadãos da fome e da desnutrição mediante a criação para incentivar um diálogo político efetivo dentro do
de sistemas sustentáveis e equitativos de produção e governo.
distribuição de alimentos. Caracterizados por enormes Nos últimos dois anos, a CII, em colaboração com
desigualdades econômicas e sociais e pelo acesso desigual o GII, vem trabalhando com o governo indiano para
a alimentos seguros e nutritivos e a serviços de saúde de elevar a posição da Índia no ranking. Tenho a satisfação
qualidade, os países em desenvolvimento necessitam de de informar que esse esforço permitiu melhorar os resul-
inovações para atender à crescente demanda por alimen- tados da Índia no GII de 2016. Outro resultado desse
tos e sustentar seu crescimento agrícola. esforço contínuo foi o lançamento do GII de 2016 na
Embora a Índia seja um dos maiores produtores mun- Índia, em um evento especial organizado conjuntamente
diais de cereais, o maior produtor de leite e o segundo pelo Departamento de Política e Promoção Industrial
maior produtor de açúcar, problemas como insumos (DIPP), pelo Instituto Nacional para a Transformação
de baixa qualidade (por exemplo, sementes inferiores), da Índia (NITI Aayog) e pela Confederação das
solos salinos, irrigação inadequada, métodos tradicionais Indústrias Indianas (CII) que contou com a presença do
de cultivo (aliado a propriedades pequenas e dispersas), Diretor-Geral da Organização Mundial da Propriedade
acesso restritivo a crédito formal, dependência de cre- Intelectual. Durante o evento, o Ministro de Estado de
dores privados e relações de mercado frágeis assolam há Comércio e Indústria da Índia criou uma Força-Tarefa
tempos o setor agrícola do país. de Alto Nível sobre Inovação responsável por formu-
Para superar esses desafios, ferramentas tecnológi- lar sugestões para a Índia melhorar seu ecossistema de
cas como o sensoriamento remoto digital, sistemas de inovação.
informações geográficas e de preços, monitoramento Na esteira desse lançamento, o primeiro exercício
da saúde da lavoura e do solo e plataformas de gestão consultivo internacional foi organizado em janeiro de
agrícola vêm sendo introduzidas gradualmente. Essas 2017, em Nova Deli, com vistas a suprir lacunas de dados
ferramentas prometem racionalizar processos e aumen- existentes no GII. Diferentes organismos internacionais,
tar a eficiência, a produtividade, a distribuição e o acesso entre os quais a UNESCO, participaram do exercício no
ao longo de todos os elos da cadeia do sistema alimentar qual foi lançado o primeiro Portal do Índice de Inovação
– do campo à mesa e além. da Índia. Esses eventos criaram a dinâmica necessária
As políticas públicas desempenham um papel funda- para que os estados trabalhem na construção de seus
mental no sentido de criar um ambiente propício a essa ecossistemas de inovação e melhorem seus indicadores
transição. A adoção de tecnologias agrícolas inovadoras de inovação.
estimulou investimentos públicos e privados em P&D Em sintonia com o tema deste ano, o Capítulo 5
e ajudou a promover tanto a transferência e a incorpo- do relatório em inglês aborda o atual ecossistema de
ração de tecnologias como a cooperação intersetorial. tecnologias digitais no setor agrícola indiano – o surgi-
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Nas últimas duas décadas, essa tendência permitiu que mento de startups focadas em soluções tecnológicas para
a agricultura sustentável gradualmente ganhasse força. o agronegócio e as iniciativas de incidência (advocacy) que
A Confederação das Indústrias Indianas (CII) é uma constituem a espinha dorsal necessária para a moderni-
forte defensora dessa mudança de paradigma. Nesse zação da agricultura indiana.
sentido, o tema do Índice Global de Inovação (GII) A CII é parceira de longa data do GII. Gostaria de
deste ano, “A Inovação Nutrindo o Mundo”, está bem aproveitar essa oportunidade para parabenizar mais uma
alinhado com a agenda e o enfoque da CII nesse setor vez a equipe do GII por produzir esta importante edição
viii

e por abordar um tema que ref lete tão bem os difíceis


Prefácio

tempos que vivemos atualmente.

Chandrajit Banerjee
Diretor-Geral da Confederação das Indústrias Indianas
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017
PREFÁCIO ix

Inovando para nutrir o mundo

Prefácio
Vivemos em um mundo de recursos finitos, mas com aumentam a eficiência e a produtividade. Entretanto,
uma paixão e criatividade infinitas. Na PwC, estamos o setor público – que tradicionalmente responde pela
empenhados em construir a confiança na sociedade e maior parte dos gastos em pesquisa e desenvolvimento
resolver problemas importantes. À medida que os desa- agrícola – continua a desempenhar um papel importante
fios se tornam mais globais e complexos, no entanto, as no sentido de promover inovações agrícolas. Governos e
soluções exigem um maior foco na inovação. O Índice empresas têm uma oportunidade real de trabalhar juntos
Global de Inovação (GII) faz exatamente isso ao criar para apoiar empreendimentos corporativos e garantir
métricas de avaliação de inovações e identificar novas que os investimentos gerem impactos mais significativos.
formas de enfrentar os desafios que afetam as empresas Na última pesquisa com CEOs realizada pela PwC,
e a sociedade em geral. perguntamos a esses executivos como a comunidade
Na Strategy&, divisão de consultoria estratégica da empresarial pode ajudar a disseminar os benefícios da
PwC, temos orgulho de fazer parte do GII 2017. O globalização de forma mais ampla. A maioria dos CEOs
tema deste ano sobre inovações em sistemas alimentares afirmou que a melhor maneira é a colaboração, principal-
destaca um dos desaf ios mais complexos enfrentados mente com o governo. Como Parceiro de Conhecimentos
pela humanidade: a gestão do abastecimento global de do GII, esperamos fazer a nossa parte para ajudar a eli-
alimentos. Sabemos que sem uma expansão significa- minar o fosso de inovação e encontrar soluções tangíveis
tiva da produção agrícola nas próximas três décadas, a para problemas importantes que afetam comunidades em
população mundial estará cada vez mais exposta à fome, todo o mundo..
à desnutrição e à inanição.
A escassez de recursos constitui uma das principais Tim Ryan
Sócio Sênior e Presidente da PwC nos Estados Unidos
megatendências responsáveis por moldar o mundo de
hoje e dos próximos anos, razão pela qual será necessário
renovar o foco na inovação em diversas áreas e entre
diferentes partes interessadas para satisfazer as necessida-
des da população mundial de forma sustentável. Nesse
caso, o enfrentamento da insegurança alimentar mundial
envolve os seguintes aspectos: inovações tecnológicas,
incluindo avanços pioneiros na análise de dados; gestão
da cadeia global de distribuição e fornecimento; avaliação
de risco; f lexibilidade econômica; aumento da compre-
ensão sobre o clima e as condições climáticas; e práticas
de sustentabilidade. Obviamente, nenhuma empresa,
governo ou qualquer outra instituição pode resolver
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

sozinha a crise alimentar. Para encontrar uma solução


duradoura, precisamos trabalhar juntos.
Em nossa pesquisa para o GII, identificamos que o
setor privado vem desenvolvendo inovações agrícolas
promissoras, muitas das quais decorrentes do aumento
dos investimentos corporativos em P&D em software
e serviços e do surgimento de novas tecnologias que
PREFÁCIO xi

A inovação na produção alimentar:

Prefácio
Aprendendo com o passado com a
mente aberta para o futuro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), o enfoque tecnológico e capacidade de satisfazer as neces-


Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional sidades das empresas.
de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Os atuais desaf ios tecnológicos enfrentados pela
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas agroindústria são mais complexos do que nunca. No
(Sebrae) demonstram uma preocupação cada vez maior passado, a fertilização do solo, a mecanização, o melho-
com a questão da inovação. Estamos convencidos de que ramento vegetal, a engenharia genética e a melhoria de
o desenvolvimento sustentável só poderá ser alcançado técnicas de cultivo eram os principais fatores responsáveis
por meio da inovação. Desde 2008, as lideranças empre- pelo aumento da produtividade agrícola. Atualmente,
sariais da CNI coordenam a Mobilização Empresarial porém, estamos diante de outros desafios que exigem
para a Inovação (MEI), colocando a inovação no centro um novo conjunto de tecnologias e políticas.
da estratégia empresarial e aumentando a eficácia das A agricultura e a produção alimentar geram enormes
políticas de inovação no Brasil. impactos sobre o meio ambiente. Com o aumento da
O tema do Índice de Inovação Global deste ano, demanda por produtos agrícolas, o crescimento sus-
“A Inovação Nutrindo o Mundo”, aborda uma questão tentável da produtividade da agricultura é uma ques-
crucial para a promoção da sustentabilidade ambiental e tão fundamental, englobando não apenas o aumento
do bem-estar social e econômico mundial. As inovações da produtividade das lavouras, mas também a redução
estão espalhadas por diferentes setores econômicos, sus- de ineficiências no transporte e na industrialização dos
tentando-se mutuamente com novas ideias e tecnologias alimentos. Outra questão importante é como se adaptar
de ponta. Atualmente, as inovações nos setores do agro- da melhor maneira às mudanças climáticas e ao aumento
negócio e da produção alimentar exigem conhecimentos esperado na frequência de eventos climáticos extremos.
e tecnologias produzidas por outros segmentos. Novas tecnologias também poderiam contribuir signi-
O papel desempenhado pelo Brasil na produção de ficativamente nesse campo.
grãos não é explicado apenas pela abundância de recur- Por sorte, uma vasta variedade de novas tecnologias
sos naturais e pelas condições climáticas favoráveis. promete aumentar a ef iciência na produção alimen-
Historicamente, o país tem desenvolvido um sistema tar. Novos equipamentos e dispositivos são elementos
coerente e abrangente de pesquisa e desenvolvimento centrais dessas tecnologias. A agricultura de precisão
para apoiar inovações e novas tecnologias agrícolas. Esse possibilita o uso de conhecimentos e tecnologias da
sistema tem a vantagem de contar com a liderança de informação para adaptar técnicas de cultivo às caracte-
uma das empresas públicas de pesquisa mais importantes rísticas de cada local específico, como solo e condições
do Brasil, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa climáticas. Sensores de cultivo permitem que insumos
Agrícola), que fornece a produtores rurais brasileiros agrícolas sejam usados de forma muito mais precisa, já
ferramentas cruciais e necessárias para modernizar e que aplicam a quantidade exata exigida por locais especí-
dinamizar a agroindústria. ficos. Diversas tarefas envolvidas na produção agrícola já
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Inspirado pela Embrapa, o governo criou, em 2013, foram automatizadas por meio do uso de drones e robôs.
a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial Todas essas inovações estão tornando menos claras
(Embrapii), que gerencia recursos não reembolsáveis as fronteiras entre indústria, serviços e agricultura.
investidos em projetos executados por empresas e insti- Tecnologias industriais e de serviços oferecem cada vez
tuições de pesquisa e é reconhecida por sua excelência, mais novas possibilidades no setor agrícola. Essas novas
possibilidades, por sua vez, também estão se tornando
xii

mais acessíveis para pequenas empresas inovadoras de


Prefácio

todos os setores. Para aproveitar as oportunidades gera-


das, é necessário criar uma nova estrutura de políticas e
instituições para explorar lições aprendidas com experi-
ências exitosas do passado e prever novas possibilidades
para o setor agrícola e de produção alimentar. O tema
do Índice Global de Inovação deste ano não poderia ser
mais oportuno.
Robson Braga de Andrade
Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Diretor do Serviço Social
da Indústria (SESI); e Presidente do Conselho Nacional do Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (SENAI)

Guilherme Afif D omingos


Diretor-Presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequena Empresas (Sebrae)
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017
CONSELHO CONSULTIVO xiii

Conselho Consultivo do

Conselho Consultivo
Índice Global de Inovação

Em 2011, foi criado um Conselho Consultivo para MEMBROS DO CONSELHO CONSULTIVO


Robert D. ATKINSON
assessorar a produção das pesquisas que fundamentam
Presidente da Fundação de Tecnologia da Informação e Inovação (ITIF),
o Índice Global de Inovação (GII), gerar sinergias nos Estados Unidos da América
estágios de desenvolvimento do GII e auxiliar na dis-
Irina BOKOVA
seminação de suas mensagens e resultados. O Conselho
Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Consultivo consiste em um grupo seleto de profission- Ciência e a Cultura (UNESCO)
ais e especialistas internacionais de peso que acumulam
Dongmin CHEN
conhecimentos e habilidades singulares no campo da Professor e Decano da Escola de Inovação e Empreendedorismo e Diretor
inovação. Embora tenham diferentes origens geográfi- do Escritório de Desenvolvimento Empresarial da Ciência e da Tecnologia
cas e institucionais (organizações internacionais, setor da Universidade de Pequim, China
público, organizações não governamentais, empresas e Fabiola GIANOTTI
instituições acadêmicas), os membros do conselho par- Diretora-Geral da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN)
ticipam a título pessoal. Agradecemos o tempo e o apoio Leonid GOKHBERG
prestados pelos integrantes do Conselho Consultivo. Primeiro Vice-Reitor da Escola Superior de Economia (HSE) e Diretor do
Em 2017, damos as boas-vindas a um novo membro Instituto HSE de Estudos Estatísticos e da Economia do Conhecimento,
Federação Russa
do Conselho Consultivo: Chuan Poh Tim, presidente da
Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A*STAR) Yuko HARAYAMA
de Singapura. Membro Executivo do Conselho de Ciência, Tecnologia e Inovação do
Gabinete do Governo do Japão

Hugo HOLLANDERS
Pesquisador Sênior da Universidade de Maastricht (UNU-MERIT)

Beethika KHAN
Diretor de Programa da Fundação Nacional da Ciência (NSF),
Estados Unidos da América

Chuan Poh LIM


Presidente da Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A*STAR)

Raghunath Anant MASHELKAR


Presidente da Fundação Nacional de Inovação e Presidente da
Aliança Global de Pesquisa

Mary O’KANE
Professora e Cientista e Engenheira-Chefe da NSW, Austrália

Sibusiso SIBISI
Presidente e Diretor-Presidente do Conselho de Pesquisa Científica e
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Industrial (CSIR), África do Sul

Pedro WONGTSCHOWSKI
Membro do Conselho de Administração da Ultrapar Participações S.A. e
da Embraer S.A.; Presidente do Conselho de Administração da Empresa
Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e da Associação
Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI)

Houlin ZHAO
Secretário-Geral da União Internacional das Telecomunicações (UIT)
xiv
Classificações no Índice Global de Inovação de 2017
Classificações

País/Economia Pontuação (0-100) Classificação Renda Classificação Região Classificação Índice de Eficiência Classificação Mediana 0,62
Suíça 67,69 1 RE 1 EUR 1 0,95 2
Suécia 63,82 2 RE 2 EUR 2 0,83 12
Países Baixos 63,36 3 RE 3 EUR 3 0,93 4
Estados Unidos da América 61,40 4 RE 4 NAC 1 0,78 21
Reino Unido 60,89 5 RE 5 EUR 4 0,78 20
Dinamarca 58,70 6 RE 6 EUR 5 0,71 34
Cingapura 58,69 7 RE 7 SEAO 1 0,62 63
Finlândia 58,49 8 RE 8 EUR 6 0,70 37
Alemanha 58,39 9 RE 9 EUR 7 0,84 7
Irlanda 58,13 10 RE 10 EUR 8 0,85 6
República da Coreia 57,70 11 RE 11 SEAO 2 0,82 14
Luxemburgo 56,40 12 RE 12 EUR 9 0,97 1
Islândia 55,76 13 RE 13 EUR 10 0,86 5
Japão 54,72 14 RE 14 SEAO 3 0,67 49
França 54,18 15 RE 15 EUR 11 0,71 35
Hong Kong (China) 53,88 16 RE 16 SEAO 4 0,61 73
Israel 53,88 17 RE 17 NAWA 1 0,77 23
Canadá 53,65 18 RE 18 NAC 2 0,64 59
Noruega 53,14 19 RE 19 EUR 12 0,66 51
Áustria 53,10 20 RE 20 EUR 13 0,69 41
Nova Zelândia 52,87 21 RE 21 SEAO 5 0,65 56
China 52,54 22 MS 1 SEAO 6 0,94 3
Austrália 51,83 23 RE 22 SEAO 7 0,60 76
República Checa 50,98 24 RE 23 EUR 14 0,83 13
Estônia 50,93 25 RE 24 EUR 15 0,79 19
Malta 50,60 26 RE 25 EUR 16 0,84 8
Bélgica 49,85 27 RE 26 EUR 17 0,67 47
Espanha 48,81 28 RE 27 EUR 18 0,70 36
Itália 46,96 29 RE 28 EUR 19 0,73 31
Chipre 46,84 30 RE 29 NAWA 2 0,74 28
Portugal 46,05 31 RE 30 EUR 20 0,71 33
Eslovênia 45,80 32 RE 31 EUR 21 0,68 44
Letônia 44,61 33 RE 32 EUR 22 0,74 26
Eslováquia 43,43 34 RE 33 EUR 23 0,75 25
Emirados Árabes Unidos 43,24 35 RE 34 NAWA 3 0,49 104
Bulgária 42,84 36 MS 2 EUR 24 0,80 15
Malásia 42,72 37 MS 3 SEAO 8 0,68 46
Polônia 41,99 38 RE 35 EUR 25 0,67 48
Hungria 41,74 39 RE 36 EUR 26 0,73 30
Lituânia 41,17 40 RE 37 EUR 27 0,59 84
Croácia 39,80 41 RE 38 EUR 28 0,66 52
Romênia 39,16 42 MS 4 EUR 29 0,69 39
Turquia 38,90 43 MS 5 NAWA 4 0,84 9
Grécia 38,85 44 RE 39 EUR 30 0,56 87
Federação Russa 38,76 45 MS 6 EUR 31 0,61 75
Chile 38,70 46 RE 40 LCN 1 0,60 77
Vietnã 38,34 47 MI 1 SEAO 9 0,84 10
Montenegro 38,07 48 MS 7 EUR 32 0,63 62
Catar 37,90 49 RE 41 NAWA 5 0,61 68
Ucrânia 37,62 50 MI 2 EUR 33 0,83 11
Tailândia 37,57 51 MS 8 SEAO 10 0,75 24
Mongólia 37,13 52 MI 3 SEAO 11 0,74 27
Costa Rica 37,09 53 MS 9 LCN 2 0,69 43
Moldávia, Rep. da 36,84 54 MI 4 EUR 34 0,78 22
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Arábia Saudita 36,17 55 RE 42 NAWA 6 0,53 96


Kuwait 36,10 56 RE 43 NAWA 7 0,79 18
África do Sul 35,80 57 MS 10 SSF 1 0,53 97
México 35,79 58 MS 11 LCN 3 0,61 74
Armênia 35,65 59 MI 5 NAWA 8 0,80 17
Índia 35,47 60 MI 6 CSA 1 0,66 53
ARI da Macedônia 35,43 61 MS 12 EUR 35 0,59 80
Sérvia 35,34 62 MS 13 EUR 36 0,61 67
Panamá 34,98 63 MS 14 LCN 4 0,69 38
Ilhas Maurício 34,82 64 MS 15 SSF 2 0,48 109
xv
Classificações no Índice Global de Inovação de 2017 (continuação)

Classificações
País/Economia Pontuação (0-100) Classificação Renda Classificação Região Classificação Índice de Eficiência Classificação Mediana 0,62
Colômbia 34,78 65 MS 16 LCN 5 0,52 100
Bahrein 34,67 66 RE 44 NAWA 9 0,56 88
Uruguai 34,53 67 RE 45 LCN 6 0,59 82
Geórgia 34,39 68 MS 17 NAWA 10 0,63 60
Brasil 33,10 69 MS 18 LCN 7 0,52 99
Peru 32,90 70 MS 19 LCN 8 0,49 106
Brunei Darussalam 32,89 71 RE 46 SEAO 12 0,34 124
Marrocos 32,72 72 MI 7 NAWA 11 0,61 71
Filipinas 32,48 73 MI 8 SEAO 13 0,65 55
Tunísia 32,30 74 MI 9 NAWA 12 0,62 65
República Islâmica do Irã 32,09 75 MS 20 CSA 2 0,80 16
Argentina 32,00 76 MS 21 LCN 9 0,55 94
Omã 31,83 77 RE 47 NAWA 13 0,46 115
Cazaquistão 31,50 78 MS 22 CSA 3 0,46 116
República Dominicana 31,17 79 MS 23 LCN 10 0,65 54
Quênia 30,95 80 MI 10 SSF 3 0,66 50
Líbano 30,64 81 MS 24 NAWA 14 0,61 69
Azerbaijão 30,58 82 MS 25 NAWA 15 0,50 103
Jordânia 30,52 83 MS 26 NAWA 16 0,65 57
Jamaica 30,36 84 MS 27 LCN 11 0,57 86
Paraguai 30,30 85 MS 28 LCN 12 0,61 72
Bósnia e Herzegovina 30,23 86 MS 29 EUR 37 0,47 112
Indonésia 30,10 87 MI 11 SEAO 14 0,69 42
Bielorrússia 29,98 88 MS 30 EUR 38 0,39 120
Botsuana 29,97 89 MS 31 SSF 4 0,38 121
Sri Lanka 29,85 90 MI 12 CSA 4 0,65 58
Trinidad e Tobago 29,75 91 RE 48 LCN 13 0,56 90
Equador 29,14 92 MS 32 LCN 14 0,62 66
Albânia 28,86 93 MS 33 EUR 39 0,37 122
Tajiquistão 28,16 94 MI 13 CSA 5 0,59 83
Quirguistão 28,01 95 MI 14 CSA 6 0,47 114
Tanzânia, Rep. Unida da 27,97 96 RB 1 SSF 5 0,73 29
Namíbia 27,94 97 MS 34 SSF 6 0,48 108
Guatemala 27,90 98 MI 15 LCN 15 0,56 91
Ruanda 27,36 99 RB 2 SSF 7 0,33 125
Senegal 27,11 100 RB 3 SSF 8 0,54 95
Camboja 27,05 101 MI 16 SEAO 15 0,63 61
Uganda 26,97 102 RB 4 SSF 9 0,47 113
El Salvador 26,68 103 MI 17 LCN 16 0,48 107
Honduras 26,36 104 MI 18 LCN 17 0,52 101
Egito 26,00 105 MI 19 NAWA 17 0,59 81
Estado Plurinacional da Bolívia 25,64 106 MI 20 LCN 18 0,57 85
Moçambique 24,55 107 RB 5 SSF 10 0,61 70
Argélia 24,34 108 MS 35 NAWA 18 0,47 111
Nepal 24,20 109 RB 6 CSA 7 0,49 105
Etiópia 24,16 110 RB 7 SSF 11 0,72 32
Madagascar 24,15 111 RB 8 SSF 12 0,68 45
Costa do Marfim 23,96 112 MI 21 SSF 13 0,69 40
Paquistão 23,80 113 MI 22 CSA 8 0,62 64
Bangladesh 23,72 114 MI 23 CSA 9 0,55 93
Malaui 23,45 115 RB 9 SSF 14 0,53 98
Benin 23,04 116 RB 10 SSF 15 0,47 110
Camarões 22,58 117 MI 24 SSF 16 0,56 92
Mali 22,48 118 RB 11 SSF 17 0,60 78
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Nigéria 21,92 119 MI 25 SSF 18 0,52 102


Burquina Faso 21,86 120 RB 12 SSF 19 0,24 127
Zimbábue 21,80 121 RB 13 SSF 20 0,56 89
Burundi 21,31 122 RB 14 SSF 21 0,41 117
Níger 21,18 123 RB 15 SSF 22 0,36 123
Zâmbia 20,83 124 MI 26 SSF 23 0,59 79
Togo 18,41 125 RB 16 SSF 24 0,28 126
Guiné 17,41 126 RB 17 SSF 25 0,40 118
Iêmen 15,64 127 MI 27 NAWA 19 0,40 119
Nota: Classificação de Grupos de Renda do Banco Mundial (julho de 2016): RB = renda baixa; MI = renda média inferior; MS = renda média superior; e RE= renda elevada. As regiões baseiam-se na Classificação das Nações Unidas:
EUR = Europa; NAC = América do Norte; LCN = América Latina e Caribe; CSA = Ásia Central e do Sul; SEAO = Sudeste Asiático, Leste Asiático e Oceania; NAWA = África do Norte e Ásia Ocidental; SSF = África Subsaariana.
PRINCIPAIS CONCLUSÕES xvii

Principais conclusões do GII 2017

Principais Conclusões
Seis mensagens emergem do Índice Em que pese essa nova dinâmica, diminuição dos gastos públicos com
Global de Inovação de 2017, que, a taxa de crescimento dos investi- P&D, os gastos empresariais em pes-
com o tema “A Inovação Nutrindo mentos e da produtividade perma- quisas parecem estar perdendo força.
o Mundo”, se dedica a mensurar o nece em mínimas históricas. Com
desempenho de 127 economias no exceção da China, o crescimento
campo da inovação. Muitas dessas dos investimentos em países de renda Conclusão 2: A produção de inovações
mensagens abordam a importância da média caiu para níveis semelhan- agrícolas inteligentes e digitais e uma
inovação como motor do crescimento tes aos registrados em países ricos maior adoção de inovações nos países
de um modo geral. Uma delas enfoca (Figura A). Além disso, a crise de em desenvolvimento podem ajudar a
especificamente o papel da inovação produtividade é uma questão mais superar sérios desafios alimentares
como forma de satisfazer a crescente atual do que nunca. A desaceleração Atualmente, precisamos de um novo
necessidade de lograr avanços nas econômica ampliou o fenômeno dos motor da inovação para superar o lento
cadeias de valor agrícola e alimentar. baixos ganhos de produtividade e crescimento da produtividade agrí-
do enfraquecimento da inovação e cola e os atuais gargalos enfrentados
difusão tecnológica nos países ricos. por sistemas de inovação agrícola. Em
Conclusão 1: É fundamental lançar as As economias emergentes também primeiro lugar, é necessário reverter o
bases para impulsionar o crescimento por são afetadas, prejudicando seus esfor- cenário de baixo crescimento da pro-
meio da inovação em um momento em ços no sentido de alcançar o nível dutividade agrícola nas economias de
que a economia global atinge um ponto de produtividade de países mais renda baixa e média e de redução nos
crítico avançados. gastos com P&D agrícola em todas
Em um movimento inesperado, o Os investimentos em pesquisa e as economias. Em segundo lugar, as
crescimento mostra uma nova dinâ- desenvolvimento (R&D) precisam inovações precisam ser disseminadas
mica mais constante no momento em ser intensificados. Embora as políticas de forma mais eficaz nos setores agrí-
que o GII deste ano é enviado para o anticíclicas de inovação e os investi- cola e alimentar, sobretudo nos países
prelo. A importância de lançar as bases mentos privados em inovação tenham em desenvolvimento.
para impulsionar o desenvolvimento permitido evitar um crescimento per- Uma onda de novas tecnologias
econômico por meio da inovação é manentemente moderado de P&D, o e inovações agrícolas vem ajudando
cada vez maior. Políticas correlatas setor de P&D ainda cresce a um ritmo a satisfazer essa necessidade de ino-
concebidas para manter os investi- inferior ao observado no período de vação em sistemas agrícolas e podem
mentos em inovação podem ajudar 2011 a 2013 e significativamente ajudar também a superar o problema
a transformar a retomada econômica menor que o registrado entre 2005 da baixa produtividade. O ritmo de
em crescimento de longo prazo. e 2008 (Figura A). O corte nos orça- inovação agrícola aumentou nos
Essas políticas proativas de inovação mentos governamentais de P&D em últimos anos e inovações desenvol-
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

também constituem um poderoso determinados países de renda elevada, vidas em outros setores passaram a
remédio contra a incerteza, visto que aliado ao crescimento mais lento dos ser incorporadas por sistemas agríco-
elevam a confiança e, consequente- investimentos em países emergentes, las e alimentares. Avanços logrados
mente, os investimentos de agentes explica parte dessa desaceleração. Um na área de genética e de nano-
econômicos no futuro. fato desconcertante é que, além da tecnologia e biotecnologia, entre
xviii

Figura A: Investimentos globais e P&D empresarial estão aquém do esperado no setor da tecnologia da informação
Principais Conclusões

(por exemplo, sensores, drones, robôs


e realidade virtual e aumentada) e
Crescimento do investimento, 2005-2015 pela geração de dados e análises por
20
meio do sensoriamento remoto e de
sistemas de informação geográfica.
15 Infelizmente, a nova onda de
avanços tecnológicos está chegando
10
muito lentamente a muitas partes do
5 mundo, inclusive a países ricos. Além
Porcentagem

disso, os países em desenvolvimento,


0 sobretudo na África Subsaariana,
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015
ainda não se beneficiaram de ondas
–5
anteriores de inovações agrícolas.
–10
  Mundo O maior impacto das inovações
  Países de renda média
agrícolas é o aprimoramento de
  Países de renda elevada
–15
 China
serviços e processos que ocorrem ao
longo da cadeia de valor agrícola –
–20
seja em economias de renda elevada
ou baixa – e não apenas o desenvol-
vimento de tecnologias inovadoras.
No caso dos países em desenvolvi-
mento, verificam-se diversos garga-
Crescimento dos gastos com P&D, 2005-2015
los significativos ao longo da cadeia
10 de valor. Esses obstáculos estão rela-
cionados principalmente a restrições
  Crescimento do PIB
de liquidez, a insumos agrícolas de
8   P&D empresarial
  P&D total baixa qualidade, à falta de informa-
ção e sensibilização e à inexistência
6 de infraestrutura para atividades de
Porcentagem

pós-colheita e distribuição.
As autoridades públicas podem
4 desempenhar um importante papel
no sentido de ajudar a estimular a
inovação nas cadeias de valor ali-
2
mentar e agrícola. Para começar, o
setor agrícola e alimentar deve ser
0 parte integrante de qualquer estra-
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 tégia nacional de inovação. Até o
Fonte: Veja a Figura 1 do Capítulo 1. presente momento, essa integração
acontece muito raramente.
Para corrigir falhas de mercado,
os formuladores de políticas têm a
responsabilidade de disponibilizar
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

mecanismos de financiamento que


outros campos, já demonstraram ser compreendidos. Os megadados (big estimulem a inovação no setor da
capazes de elevar a produtividade data) estão remodelando o mundo agricultura e da produção de ali-
e aumentar o teor de nutrientes, agrícola: a agricultura digital já mentos. Instrumentos como fundos
embora seus impactos gerais sobre começou a se espalhar por todas agrícolas e institutos de pesquisa
o meio ambiente e a saúde humana as partes do mundo, impulsionada dedicados precisam funcionar de
ainda não tenham sido totalmente pelo desenvolvimento de inovações forma mais eficiente. Entre outros
xix

aspectos, os países em desenvolvi- Tabela A: Realizadores em inovação: Grupo de renda e anos como realizador em

Principais Conclusões
mento também precisam desenvolver inovação
mais ativamente atividades internas
Economia Grupo de renda Anos como realizador em inovação (total)
de P&D e, ao mesmo tempo, esta-
Vietnã Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7)
belecer prioridades em campos de
Quênia Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7)
pesquisa de acordo com seus recursos
Moldávia, Rep. da Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7)
e contextos específicos. Iniciativas
Índia Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7)
locais (subnacionais) também são
Armênia Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012 (6)
importantes: inovações comunitá-
Ucrânia Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5)
rias que vêm sendo introduzidas na
Ruanda Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5)
agricultura podem, em muitos casos,
ser ampliadas. Nesses contextos, o Uganda Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2013 (5)

estabelecimento de vínculos sólidos Moçambique Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5)

entre instituições públicas de pes- Malaui Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5)

quisa, empresas e comunidades é Senegal Renda baixa 2017, 2015, 2014, 2013, 2012 (5)

fundamental. Tajiquistão Renda média inferior 2017, 2016, 2013 (3)

Os esforços para aumentar a Malta Renda elevada 2017, 2016, 2015 (3)

ef iciência do sistema de inovação Madagascar Renda baixa 2017, 2016 (2)

alimentar e agrícola devem se con- Bulgária Renda média superior 2017, 2015 (2)

centrar em reduzir a defasagem entre Burundi Renda baixa 2017 (1)

iniciativas de P&D e a adoção gene- Tanzânia, Rep. Unida da Renda baixa 2017 (1)

ralizada de inovações agrícolas. Uma Fonte: Veja a Figura 5 do Capítulo 1.

alternativa valiosa é acelerar a trans-


ferência de tecnologias mediante a
def inição de normas claras sobre
interações entre universidades e
empresas, inclusive sobre a comer- • Em terceiro lugar, reconhecer e Conclusão 3: A convergência entre as
cialização de propriedade intelectual ajudar a impulsionar o empreen- inovações deve ser ampliada em âmbito
derivada dessas relações. Apoiar a dedorismo e empreendimentos mundial, e os países em desenvolvimento
demanda por inovação por parte conjuntos no setor agrícola. precisam aperfeiçoar seus sistemas de
de produtores rurais e de operações inovação
• Em quarto lugar, o setor pri-
agrícolas comerciais é igualmente Embora a inovação esteja se tornando
vado e o governo podem ajudar
importante. Apresentamos cinco cada vez mais global, ainda há um
a incorporar ao setor agrícola a
recomendações: abismo entre os países. Os líderes em
excelência e as atitudes inova-
inovação seguem absolutos no topo
• Em pr imeiro lugar, fornecer doras nitidamente presentes em
do ranking, mas novos atores estão
informações adequadas aos pro- outros setores essenciais – como
surgindo.
dutores rurais, garantir que os no de tecnologias de informação
A Suíça lidera os rankings pelo
principais trabalhadores ao longo e comunicação, ou TIC.
sétimo ano consecutivo. Entre os
da cadeia de valor tenham o
• Por último, melhorar estruturas 25 primeiros colocados, algumas
nível necessário de habilidades
jurídicas e regulatórias nacionais economias – como Países Baixos,
relevantes e incentivar a adoção
aplicáveis ao setor da agricultura Dinamarca, Alemanha, Japão,
de novos produtos e processos.
e, de um modo geral, simplifi- França, Israel e China – subiram de
• Em segundo lugar, capacitar car regulações e reduzir a buro- posição. Contudo, os países ricos
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

produtores rurais propiciando cracia enfrentada por produtores continuam a ocupar a maioria das 25
o acesso a tecnologias digitais e rurais, principalmente no sentido primeiras colocações, com países de
a novas plataformas de serviços de alcançar um equilíbrio entre renda média se distanciando – e não
com grande potencial de gerar tecnologias agrícolas tradicionais se aproximando – desse grupo dos 25
impactos positivos para a agricul- e avançadas. melhores neste ano.
tura.
xx

A China ainda é a exceção. O A maioria dessas economias – Os diferentes elementos que for-
Principais Conclusões

país subiu três posições nesta edição, nove no total – é da região da África mam uma potência de inovação em
tornando-se a 22ª economia mais Subsaariana, seguida de três econo- rede potencialmente robusta estão
inovadora do mundo após ter figu- mias da região da Europa oriental. A sendo reunidos na Ásia. Em pri-
rado como a primeira economia de Tabela A mostra a lista de realizadores meiro lugar, e apesar das dificuldades
renda média entre os 25 primeiros em inovação. O constante progresso econômicas, o Japão vem continua-
colocados em 2016. Com exceção observado na África Subsaariana é mente impulsionando a inovação
da Bulgária e da Malásia, a distância particularmente notável: algumas global desde o final da década de
entre as economias classificadas entre novas economias, como Tanzânia 1970. Posteriormente, na década de
a 11ª e 25ª posições e as economias de e Burundi, agora fazem parte do 1980, surgiram os chamados Tigres
renda média ainda é grande, sobre- grupo de realizadores em inovação. Asiáticos, com Hong Kong (China),
tudo nos quesitos Instituições, Capital Cabe ressaltar que Quênia, Ruanda, Cingapura, República da Coréia e,
humano e pesquisa, Infraestrutura e Senegal, Uganda, Moçambique e em certa medida, Malásia desenvol-
Produtos criativos. Além desses dois Malaui destacam-se por terem sido vendo suas agendas de inovação a
países, apenas algumas economias realizadores em inovação pelo menos um ritmo bastante rápido. Junto com
de renda média superior – como cinco vezes nos últimos seis anos. o Japão, essas economias integram
a Turquia, a Federação Russa e o Também merecem destaque algumas o grupo de países asiáticos com o
Vietnã – integram o grupo dos 50 atividades desenvolvidas no Vietnã e melhor desempenho em inovação da
primeiros colocados neste ano. Da na Índia que resultaram em avanços região. Na década de 1990, a ascensão
mesma forma, Estados Unidos, Japão, positivos em determinados compo- de outros países do Sudeste Asiático,
Reino Unido e outros países de alta nentes da inovação. como a Tailândia, também foi pre-
renda lideram o ranking de qualidade Seguindo a tendência identifi- vista por especialistas em economia e
de inovação, sendo a China o único cada em edições anteriores do GII, o inovação – complementando os gran-
país de renda média a reduzir o fosso desempenho médio do grupo de eco- des atores já consolidados. O rápido
entre essas economias. nomias de renda baixa se aproxima crescimento econômico registrado
No que se refere às regiões, os do desempenho médio do grupo de nesses países foi temporariamente
mesmos padrões de lacuna em inova- países de renda média. Em virtude interrompido pela crise financeira
ção podem ser observados: América das suas pontuações no GII e do pro- asiática, mas, desde então, continuou
do Norte, Europa e Sudeste Asiático, gresso em determinadas variáveis de com força total. Além disso, graças à
Ásia Oriental e Oceania continuam inovação, os realizadores em inova- sua agenda de inovação cada vez mais
na liderança, seguidos de longe pelo ção mencionados na Tabela A ajudam persistente, a China também entrou
Norte da África e Ásia Ocidental, a reduzir essa distância. em cena com vigor, ao mesmo tempo
América Latina e Caribe, Ásia em que logrou importantes avanços
Central e Austral e, por último, pela em termos de atividades e resultados
África Subsaariana. Conclusão 4: Surgiram oportunidades de inovação.
A despeito desse cenário, muitos para aproveitar a ascensão dos novos Atualmente, observa-se uma
avanços importantes foram logrados. Tigres da Inovação do Leste Asiático, nova dinâmica de desenvolvimento
Em primeiro lugar, continuamos a promovendo redes de inovação regionais da inovação com potencial de produ-
ver em 2017 uma série de países com mais consolidadas e explorando os zir um novo grupo de países asiáticos
desempenho em inovação significati- benefícios da ascensão da Índia promissores. Novos tigres asiáticos
vamente superior ao que poderíamos Em termos de inovação e, de forma – como a Indonésia, as Filipinas e o
esperar com base em seu atual nível mais geral, de desenvolvimento Vietnã – também estão surgindo e se
de desenvolvimento – espera-se que econômico, a Ásia definitivamente integrando cada vez mais não apenas
essa tendência desencadeie um cír- vem desempenhando um papel cada às cadeias de valor da alta tecnologia
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

culo virtuoso de desenvolvimento vez mais importante como motor da Ásia, mas também a outras ativi-
nos próximos anos. Um total de 17 da inovação no século XXI, com- dades como a terceirização de TIC no
economias compõe o grupo de “rea- plementando esforços existentes em exterior. Esses e outros países asiáticos
lizadores em inovação” este ano, o prol da inovação nas economias de também trabalham ativamente no
que representa um aumento em rela- renda elevada, sobretudo na América sentido de melhorar seu desempenho
ção ao número registrado em 2016. do Norte e na Europa. no campo da inovação. Embora a
xxi

Principais Conclusões
Figura B: Índia supera economias de renda média inferior e média superior
100

Lower-middle
income
80
l India economies
l  Países de renda média superior Upper-middle
income
l  Países de renda média inferior
economies
India
Pontuação no GII 2017

60

40

20

0
Qualidade Produtos Talentos no Graduados Estado do Formação Empresas Taxa de Exportações Exportações GERD Receitas Famílias de
das de alta e campo da em ciência e desenvol- de capital globais crescimento de serviços de alta realizados oriundas de patentes
publicações média-alta pesquisa nas engenharia vimento bruto de P&D do PIB em de TIC tecnologia por empresas propriedade depositadas
científicas tecnologia empresas de clusters termos de intelectual em mais de
PPC em dois órgãos de
dólares/ propriedade
trabalhador intelectual

Fonte: Veja a Figura 6 do Capítulo 1.

Singapura continua absoluta na 1ª da Coreia desenvolvem, cada vez de R&D e de depósitos de patentes
posição entre economias asiáticas mais, algumas de suas atividades por residentes. Isso significa que o
menores ou emergentes, países como industriais – incluindo aquelas em potencial das redes intrarregionais de
Vietnã, Filipinas e Tailândia estão setores intensivos em tecnologia – em inovação na Ásia ainda está longe de
avançando rapidamente. Entre esses países asiáticos vizinhos, resultando ser plenamente explorado.
países, o Vietnã é o que mais gasta na criação de redes regionais de pro- Verificam-se avanços importan-
com educação na região e mostra um dução e inovação. Entretanto, essas tes também na Ásia Central e do Sul,
ótimo desempenho no uso de TIC, na atividades de produção intrarregional em países como a República Islâmica
formação bruta de capital e nos f luxos ainda consistem principalmente em do Irã, Cazaquistão e Bangladesh.
líquidos de entrada de investimentos operações de montagem que exigem Mas, acima de tudo, o desenvolvi-
externos diretos (IED). A Malásia baixa qualificação e pagam baixos mento atual e iminente da Índia e sua
apresenta o melhor desempenho em salários – empresas chinesas, japo- contribuição para a região e para o
desenvolvimento de clusters e uso de nesas ou coreanas optam por fabri- cenário de inovação global são vitais
TIC, enquanto as Filipinas lideram car no Vietnã, por exemplo, para se nos dias de hoje. Como demonstrado
em exportações de serviços de TIC, beneficiar de excelentes condições pelo GII há alguns anos, a Índia vem
a Tailândia ocupa a 1ª posição em estruturais e da oferta de salários mais apresentando um desempenho em
qualidade das publicações e marcas baixos. Seja no nível empresarial ou inovação constantemente acima do
registradas e o Camboja, embora só de país, atualmente existem poucos esperado em relação ao seu PIB per
recentemente tenha passado a se dedi- projetos colaborativos de P&D entre capita. Recentemente, o país regis-
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

car a atividades de inovação, já regis- os principais países asiáticos, seus trou avanços importantes na área de
tra altos f luxos de entrada de IED. maiores clusters de inovação e essas insumos e produtos de inovação. A
Observa-se o surgimento de novas economias de menor peso. Índia já se encontra na metade supe-
uma rede de inovação pan-asiática Economias asiáticas recém-emergen- rior dos rankings do GII. Destaca-se a
potencialmente robusta à medida tes como a Malásia, as Filipinas e o melhoria contínua do país em termos
que a China, o Japão e a República Vietnã ainda registram baixos níveis de investimentos, educação superior,
xxii

Tabela B: Principais clusters de países ou regiões transfronteiriças entre os 25 primeiros um todo se igualasse à Ásia Central e
Principais Conclusões

colocados do Sul nesses quesitos. Impulsionada


por economias como África do Sul,
Classificação Nome do cluster Território(s)
Ilhas Maurício, Botsuana, Namíbia,
1 Tóquio-Yokohama Japão
Ruanda e Burquina Faso, a África
2 Shenzhen-Hong Kong (China) China/Hong Kong (China)
Subsaariana registrou neste ano suas
3 San José-San Francisco, CA Estados Unidos
maiores pontuações em Instituições e
4 Seul República da Coreia
Sofisticação do mercado. Economias
10 Paris França
maiores como a África do Sul, o
12 Frankfurt-Mannheim Alemanha
Quênia, o Botsuana e a Namíbia
18 Eindhoven Países Baixos/Bélgica ajudam a promover a melhoria no
21 Londres Reino Unido quesito Infraestrutura, enquanto
22 Tel Aviv Israel outros países como Ilhas Maurício,
24 Estocolmo Suécia Ruanda, Senegal e Zimbábue estão
Fonte: Extraído da Tabela 1 do Anexo 2 da Seção Especial sobre Clusters do relatório em inglês. ajudando a melhorar o desempenho
em Capital humano.
Neste ano, no entanto, observa-se
uma desaceleração nos países propul-
sores do crescimento que desem-
qualidade das publicações e univer- Conclusão 5: Preservar a dinâmica penham um papel ativo na região.
sidades, exportações de serviços de de inovação na África Subsaariana e Verifica-se nitidamente que, em ter-
TIC e clusters de inovação (Figura B). explorar o potencial de inovação na mos absolutos, a distância entre essas
Espera-se que a Índia continue nessa América Latina constituem prioridades economias da África Subsaariana e
trajetória para que os investimentos Uma conclusão recorrente das últi- alguns líderes em inovação do Sudeste
em inovação resultem na criação de mas edições do GII é que a dinâmica Asiático também permanece grande,
empresas intensivas em P&D cada vez de inovação na África Subsaariana sobretudo considerando que a inte-
mais dinâmicas e ativas no depósito deve ser preservada, ao mesmo tempo gração de cadeias de valor globais e
de patentes, na produção de alta tec- em que países da América Latina e do exportações de inovação, a partici-
nologia e no setor de exportações. Caribe se esforçam para alcançar seu pação na produção e na exportação
Se a Índia eventualmente buscar potencial de inovação. de alta tecnologia e os depósitos de
conectar cada vez mais seu sistema Em várias edições, o GII revelou patentes em países subsaarianos ainda
de inovação aos países inovadores do que a região da África Subsaariana são baixos.
Leste Asiático mencionados acima, registra um desempenho em inova- Passando para a América Latina
bem como a potências de inovação da ção comparativamente positivo em e o Caribe, é preciso intensificar os
Ásia Ocidental já consolidadas, o país relação ao seu nível de desenvolvi- esforços para que a região alcance
contribuirá significativamente não mento econômico. Desde 2012, a todo o seu potencial de inovação.
apenas para o papel regional da Ásia África Subsaariana teve mais países Chile, México e Brasil e alguns
no campo da inovação, mas também entre o grupo de realizadores em outros países da região são indiscuti-
para a inovação global de um modo inovação que qualquer outra região. velmente importantes agente de ino-
geral. Quênia, Ruanda, Senegal, Uganda, vação. O México também contribui
Trata-se de uma perspectiva Moçambique e Malaui se destacam ativamente com as cadeias de valor
promissora. O surgimento de novos por terem integrado esse grupo pelo globais, inclusive em setores de alta
tigres asiáticos inovadores, a capa- menos cinco vezes nos últimos seis tecnologia. Destaca-se, no entanto,
cidade inovadora da Índia e o apri- anos. O Quênia é o principal reali- que existe um maior potencial
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

moramento das redes de inovação na zador em inovação da região, apre- para amplas melhorias regionais no
região provavelmente estarão entre os sentando um desempenho superior campo da inovação, tanto em termos
avanços que mais estimularão a ino- ao esperado em todos os anos desde do desempenho geral em inovação
vação mundial nas próximas décadas. 2011, inclusive na edição de 2017. quanto de importantes áreas de ino-
As melhorias constatadas em vação, como publicações científicas,
Instituições e Sofisticação empresa- P&D e depósitos de patentes. A
rial permitiram que a região como título de exemplo, nos últimos anos,
xxiii

incluindo 2017, nenhuma economia Entretanto, a tarefa de mensurar

Principais Conclusões
dessa região foi identificada como a dimensão territorial da inovação
realizadora em inovação – ou seja, ainda é desafiadora. Para um grande
nenhuma delas registrou desempe- conjunto de países, há muito poucos
nho em inovação acima do esperado indicadores do GII disponíveis em
em relação ao seu nível de desen- âmbito regional e municipal. Além
volvimento. Nesse sentido, a região disso, os clusters muitas vezes não
enfrentou grandes desafios econômi- se restringem a fronteiras nacionais.
cos no último ano. Segundo previsões Por definição, o trabalho de buscar
atuais, o Brasil está saindo lentamente dados de inovação oficiais e opor-
de uma recessão econômica, embora tunos constitui um desafio. Em um
o país ainda enfrente um alto grau esforço para contribuir com soluções
de incerteza. preliminares, o GII 2017 apresenta
Para estimular ainda mais essa uma abordagem inovadora que iden-
retomada econômica e ajudar a região tifica os maiores clusters inovadores
a avançar no campo da inovação, são com base nos depósitos de patentes
necessários esforços contínuos no no âmbito do Tratado de Cooperação
sentido de melhorar os investimentos em Matéria de Patentes (PCT).
em inovação e estabelecer sistemas Valendo-se de técnicas avançadas
de inovação mais bem coordenados. de mapeamento e de dados sobre
Além disso, é preciso ampliar a coo- depósitos de patentes divulgados pela
peração regional em P&D e inova- Organização Mundial da Propriedade
ção, que ainda é quase inexistente Intelectual (OMPI), a Tabela B mos-
em comparação com outras regiões tra alguns dos principais clusters de
identificadas como bem-sucedidas na inovação identificados por meio dessa
área da inovação pelo GII. análise. Com base nessa metodolo-
gia, Tóquio-Yokohama, Shenzhen-
Hong Kong (China) e San José-San
Conclusão 6: Entre os maiores clusters Francisco (região do Vale do Silício
subnacionais de atividades inovadoras, na Califórnia) lideram o ranking dos
medidos pelos depósitos de patentes, maiores clusters inovadores.
estão Tóquio-Yokohama, Shenzhen-Hong Nos próximos anos, as tentativas
Kong (China) e San José-San Francisco, CA de promover dados sobre clusters de
Neste ano, o GII faz uma primeira inovação locais devem receber uma
tentativa de avaliar os clusters subna- atenção cada vez maior e, possivel-
cionais de inovação. Há duas razões mente, se tornar um componente
principais pelas quais a importância mais importante do GII.
dos polos de inovação em nível nacio-
nal e internacional sempre esteve no
centro das discussões realizadas no
âmbito do GII nos últimos dez anos.
Em primeiro lugar, clusters de ino-
vação bem-sucedidos são essenciais
para aprimorar o desempenho nacio-
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

nal em inovação. Em segundo lugar,


uma das dúvidas mais frequentes dos
países é se o modelo do GII pode ser
aplicado no nível subnacional com o
objetivo de fazer uma avaliação mais
ampla dos clusters de inovação.
CAPÍTULO 1 1

Índice Global de Inovação de 2017: A Inovação Nutrindo o Mundo

1: Índice Global de Inovação de 2017


Soumitra Dutta, Rafael Escalona Reynoso e Jordan Litner , Faculdade de Administração Cornell SC Johnson da Universidade Cornell
Bruno Lanvin , INSEAD
Sacha Wunsch-Vincent e Francesca Guadagno, Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI)

Desde a publicação do Índice Global


de Inovação (GII) do ano passado, Síntese das principais conclusões
o mundo tem identif icado razões
para esperar alguma recuperação e As seis principais conclusões do GII 2017 são:
até uma retomada do crescimento 1. Neste momento, a criação de novas 4. A perspectiva de redes de inovação
econômico. Embora a incerteza fontes de crescimento impulsionado regionais na Ásia tende também a
continue alta, o padrão de espera da pela inovação é crucial para transformar se beneficiar da ascensão dos novos
economia global tende a mudar pro- a atual recuperação econômica em Tigres Asiáticos e do alto potencial da
uma possibilidade de crescimento de Índia.
gressivamente para um crescimento
mais longo prazo.
mais sustentado. No entanto, ainda 5. Deve-se priorizar a preservação
é questionável se os fundamentos da 2. A introdução de inovações inteligentes do impulso de inovação na África
economia permitiriam uma recupe- e digitais na agricultura e sua melhor Subsaariana e a exploração do
disseminação para países em potencial de inovação na América
ração continuada. A probabilidade
desenvolvimento são necessárias Latina e no Caribe.
de um cenário de baixo crescimento para ajudar a superar sérios desafios
ainda é alta. Nesse contexto, empre- alimentares. 6. Clusters (aglomerados) regionais de
sas, instituições e formuladores de atividade inventiva são essenciais para
3. É necessária uma maior convergência o desempenho nacional em inovação;
políticas podem ajudar a sustentar
da inovação em termos globais, com as métricas de avaliação desse aspecto
a recuperação e a moldar o futuro os países de renda baixa e média específico devem ser aprimoradas.
criando novas fontes de crescimento priorizando seus próprios sistemas de
baseadas na inovação. inovação.

Estímulos à desejada recuperação de Inovação de 2017 é publicada, positiva e ocorrerá em bases amplas.
econômica e superação do baixo nível de um novo impulso de crescimento, O crescimento dos países emergen-
investimentos e produtividade embora modesto, pode ser obser- tes continua a ser o principal fator
A economia global tem permane- vado. As principais instituições de estímulo à retomada econômica.
cido em estado de espera há vários econômicas mundiais preveem uma Prevê-se um crescimento econô-
anos. Ela nunca se recuperou total- recuperação da atividade econômica mico relativamente sólido em eco-
mente da crise de 2007–08 e nunca global em 2017 e 2018, após um nomias de renda média e em certas
recobrou o impulso para o cresci- vigoroso quarto semestre de 2016.1 economias de renda baixa, como
mento sustentado. Nos últimos anos, Ao contrário do que ocorreu em China, Índia, Indonésia e Tailândia;
o otimismo inicial e as esperanças anos anteriores, essas previsões de em algumas economias africanas
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

de recuperação foram rapidamente crescimento para a economia mun- (Quênia, Senegal e Uganda); e
substituídas por revisões mais pes- dial não foram revistas para baixo, e também em algumas economias
simistas de crescimento econômico. sim para cima, nos últimos meses.2 A avançadas importantes, como a
As taxas de crescimento registradas confiança do empresário e do consu- República da Coreia (Coreia), os
antes da crise econômica continuam midor está em alta.3 Estados Unidos da América (EUA)
fora de alcance. As projeções também indicam e o Canadá. Espera-se que o Brasil e
Não obstante, no momento em que a evolução nas economias de a Federação Russa (Rússia) também
que a nova edição do Índice Global renda baixa, média e elevada será
2

Figura 1: Redução dos investimentos globais e das atividades de P&D empresarial economias emergentes maiores,
1: Índice Global de Inovação de 2017

como a China, estão enfrentando


reduções em sua taxa de crescimento,
Figura 1a: Crescimento dos investimentos, 2005–15
e outras economias avançadas, como
o Japão, apresentam taxas de cresci-
mento persistentemente baixas.
20 Além disso, vários fatores podem
dif icultar a concretização de um
15
cenário de recuperação econômica
durável.
Porcentagem

10
Há muitas questões monetárias,
5
fiscais e outras em jogo, bem como
0
níveis inéditos de incerteza geopolí-
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 tica e econômica. As principais ins-
–5 tituições econômicas preocupam-se
 Mundo com a possibilidade de um cenário de
–10
  Países de renda média baixo crescimento mais permanente,
–15
  Países de renda elevada em que o crescimento não possa ser
 China sustentado e acelerado ao longo do
–20 tempo. Este relatório ocupa-se de
dois gargalos específicos.
Em primeiro lugar, os investimen-
Figura 1b: Crescimento dos gastos com P&D, 2005–2015
tos e os aumentos de produtividade
estão em um patamar historicamente
10 baixo, e esses baixos níveis estão na
origem do crescimento menor que
  Crescimento do PIB
8   P&D empresarial
o experimentado nos anos anteriores
  Total de P&D à crise.6 Apesar de desdobramentos
recentes mais positivos, os investi-
6 mentos – particularmente nos países
Porcentagem

emergentes e em desenvolvimento –
ainda não se recuperaram.7 De fato,
4
o crescimento dos investimentos nos
países de renda média caiu para níveis
2 semelhantes aos de países ricos. Com
a exceção da China, a expansão dos
investimentos nos países de renda
0 média é ainda menor do que nos paí-
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015
ses de renda elevada (veja a Figura 1a).
Fonte: 1a. Banco de dados de Indicadores de Desenvolvimento Mundial do Banco Mundial, março de 2017; 1b. Estimativa dos autores a partir do banco de dados Além disso, a crise de produtividade
on-line do Instituto de Estatística da UNESCO (UIS) e do banco de dados do relatório Perspectiva Econômica Global do FMI, março de 2017.
está mais presente hoje do que
Obs.: “Investimento” refere-se à formação bruta de capital fixo real.
nunca.8 Desconsiderando-se possíveis
problemas de medição, a produtivi-
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

voltem a crescer, com o primeiro mundo. A África deverá apresentar dade global da mão de obra em 2016
saindo de uma profunda recessão.4 uma ligeira recuperação, estimu- é tão baixa quanto em 2015.9 Esse
Tomadas regionalmente, as lada também por novos projetos de declínio, em conjunção com forças
perspectivas da América Latina e infraestrutura.5 que reduziram o impulso de inovação
do Caribe são mais positivas após a As taxas de crescimento obti- e difusão tecnológica, amplificou o
estabilização dos preços de commo- das antes da crise econômica, fenômeno da menor produtividade
dities, que benef icia as economias porém, continuam distantes para a nos países ricos.10 Esse processo tam-
de renda baixa e média em todo o grande maioria dos países. Algumas bém afeta as economias emergentes,
3

1: Índice Global de Inovação de 2017


Quadro 1: Comparação dos gastos com P&D em diferentes países

Os gastos globais com P&D (GERD) após a elevados em P&D, como Estados Unidos da Espanha, Portugal e Finlândia, os gastos em
crise financeira de 2008–09 variaram consi- América, Reino Unido, Alemanha e Países P&D (tanto totais como empresariais) ainda
deravelmente (veja as Tabelas 1.1 e 1.2 na Baixos, mas também atores relativamente não se recuperaram e os níveis de GERD e
próxima página). Alguns países, como China, novos, como Chile e Eslováquia. BERD em 2015 permaneciam abaixo dos
Índia, México, Federação Russa e Polônia, não Em outros países (como a Colômbia e patamares pré-crise.
reduziram seus esforços de P&D durante a a Noruega), houve queda dos BERD durante
crise e os intensificaram após a crise, com os a crise, mas não dos GERD. Os governos Nota
gastos empresariais em P&D (BERD) seguindo aceleraram os investimentos em P&D para Nossos agradecimentos a Antanina Garanasvili,
a mesma tendência. Outros países tiveram compensar a redução dos gastos empresa- Doutoranda em Economia pela Universidade de
Pádova e pela Universidade Queen Mary de Londres,
GERD e BERD declinantes durante a crise, mas riais com P&D durante a crise; seus esforços
e a nossos colegas Martin Schaaper e Rohan
superaram os níveis pré-crise em 2015 (último foram recompensados com maiores níveis Pathirage, do Instituto de Estatística da UNESCO (UIS),
ano com dados disponíveis). Esse grupo inclui tanto de GERD como de BERD após a crise. pela ajuda na elaboração do Quadro 1.
economias com gastos tradicionalmente Finalmente, em diversos países, como

(Continua na próxima página)

cujos esforços para alcançar os níveis Felizmente, também há previsões Para construir os alicerces do
de produtividade dos países avança- de recuperação do comércio, dos IED crescimento futuro, agora são neces-
dos estão perdendo impulso. e da produtividade em 2017, com sárias ações políticas que promovam
Em segundo lugar, as preocupa- ganhos adicionais em 2018, paralela- o capital humano, as atividades de
ções com os obstáculos enfrentados mente ao crescimento da produção e pesquisa e desenvolvimento (P&D)
pela integração econômica global à recuperação cíclica que estão sendo e outros insumos e produtos da ino-
estão aumentando. O crescimento do observados atualmente.15 vação, conforme apontados pelo GII.
comércio tem atingido níveis histori- Iniciativas políticas de fomento De fato, as evidências econômicas
camente baixos desde 2010, oscilando dos investimentos, do capital disponíveis indicam que um incre-
em torno de 2,5% entre 2013 e 2015, humano, da inovação e do aumento mento de P&D pode efetivamente se
e foi ainda menor em 2016, quando da produtividade podem enviar um traduzir em aumento do PIB a médio
caiu para 1,3%.11 Os investimentos sinal inequívoco e se transformarem e longo prazo.17
externos diretos (IED) transfron- em um antídoto importante para a Nosso estudo de dados globais
teiriços também diminuíram ainda incerteza. de P&D gerou as conclusões descri-
mais em 2016.12 Tradicionalmente, tas a seguir. O crescimento global
o comércio é visto ao mesmo tempo dos investimentos em P&D perdeu
como uma causa importante e um Preparando as bases do crescimento impulso após a crise financeira mun-
efeito do crescimento global. Um baseado na inovação como um antídoto dial de 2009 (veja a Figura 1b e o
aspecto mais negligenciado da inte- para a incerteza Quadro 1).18 Os governos intervie-
gração econômica, porém, é que É fundamental assentar as bases para ram para estimular eficazmente as
tanto o comércio como os IED são o crescimento baseado na inovação. atividades de P&D. Os investimentos
canais fundamentais para a difusão Embora não nos níveis observa- empresariais em P&D recobraram o
de tecnologia, know-how e inova- dos após a crise, algumas iniciativas impulso em 2010. Um dado anima-
ção em termos mais gerais.13 Uma de gastos governamentais estão sendo dor é que, em 2013, a participação
reversão da atividade econômica retomadas nas principais economias; das empresas no total de investi-
globalizada e das redes associadas de um ligeiro aumento dos investimen- mentos em P&D retornou aos níveis
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

produção e inovação pode ter conse- tos será percebido em 2016 e 2017.16 pré-crise. Em termos gerais, nossa
quências adversas para a recuperação Mesmo assim, ainda há espaço para análise indica que, nos quatro anos
econômica e o avanço tecnológico, mais iniciativas voltadas para o aten- transcorridos até 2015 (ano para o
que, historicamente, têm sido cruciais dimento das constantes demandas, qual os dados mais recentes estão
para o sucesso de casos de desenvolvi- por parte dos economistas, de mais disponíveis), a intensidade de P&D
mento como os da China, Coreia e, investimentos em infraestrutura nas global – medida como a razão entre
mais recentemente, Vietnã.14 economias de qualquer porte. as despesas globais com P&D e o PIB
global – esteve em torno de 1,7%,
4
1: Índice Global de Inovação de 2017

Quadro 1: Comparação dos gastos com P&D em diferentes países (continuação)

Tabela 1.1: Gastos internos brutos em P&D (GERD): Tabela 1.2: Gastos empresariais em P&D (BERD):
comparação entre os períodos de crise e recuperação comparação entre os períodos de crise e recuperação

Países sem queda de GERD durante a crise e com expansão subsequente Países sem queda de BERD durante a crise e com expansão subsequente
CRISE RECUPERAÇÃO CRISE RECUPERAÇÃO

2008 2009 2010–12* 2013 2014 2015 2008 2009 2010–12* 2013 2014 2015
China 100 126 165 212 231 253 Polônia 100 104 149 236 281 312
Polônia 100 113 145 167 187 207 China 100 126 169 222 244 265
Costa Rica 100 134 140 166 179 n/a Costa Rica† 100 114 102 174 216 n/a
Turquia 100 111 134 157 172 n/a Turquia 100 101 132 168 193 n/a
Colômbia† 100 100 118 174 167 166 Coreia, Rep. da 100 105 135 162 172 173
Coreia, Rep. da 100 106 133 155 166 168 Irlanda 100 117 118 122 128 n/a
México 100 105 113 117 127p 134p México 100 112 111 107 115 122p
Noruega 100 100 102 108 112 123 França 100 102 109 114 115 117p
Fed. Russa 100 111 107 114 118 118 Fed. Russa 100 110 102 109 112 111
Índia† 100 106 120 n/a n/a n/a Índia† 100 102 118 n/a n/a n/a

Países com queda de GERD durante a crise, Países com queda de BERD durante a crise,
mas com níveis superiores aos pré-crise em 2015 mas com níveis superiores aos pré-crise em 2015
CRISE RECUPERAÇÃO CRISE RECUPERAÇÃO

2008 2009 2010–12* 2013 2014 2015 2008 2009 2010–12* 2013 2014 2015
Eslováquia 100 97 153 188 206 286 Colômbia 100 73 106 139 172 179
Chile 100 93 103 126 125 130p Países Baixos 100 93 119 129 135 138p
Israel 100d 96d 104d 115d 122d 124d Estônia 100 98 199 150 118 131p
Países Baixos 100 99 111 116 121 124p Israel 100d 97d 105d 116d 124d 128d
Áustria 100 97 108 117 121 123p Noruega 100 97 100 107 114 125p
Brasil† 100 99 112 124 121 n/a Reino Unido 100 97 101 107 113 118p
Alemanha 100 99 108 112 116 118p Alemanha 100 97 106 108 113 115
Cingapura 100 82 95 101 114 n/a Estados Unidos 100j 96j 96j 103j 107j 112j,p
Reino Unido 100 99 100 103 108 112p Chile 100 68 84 110 103 110p
Estados Unidos 100j 99j 100j 104j 107j 111j,p Japão 100 88 93 99 104 103

GERD abaixo dos níveis da crise em 2015 BERD abaixo dos níveis da crise em 2015
CRISE RECUPERAÇÃO CRISE RECUPERAÇÃO

2008 2009 2010–12* 2013 2014 2015 2008 2009 2010–12* 2013 2014 2015
Cuba† 100 125 91 107 91 n/a Austrália 100 96 97 98 n/a n/a
Romênia 100 75 78 66 67 89 Suécia 100 90 88 92 87 97p
Islândia 100 98 90 68 79 89 Cingapura 100 70 81 84 97 n/a
Espanha 100 99 95 88 87 89 Canadá 100g 99g 96g 90g 88g,p n/a
África do Sul 100 93 86 89 n/a n/a Espanha 100 93 90 85 84 85
Croácia† 100 88 76 81 78 86 Portugal 100 100 92 80 77 78p
Portugal 100 106 97 85 83 83p África do Sul 100 84 69 70 n/a n/a
Finlândia 100 97 97 88 84 77 Finlândia 100 93 91 81 77 69
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Panamᆠ100 70 80 45 n/a n/a Luxemburgo 100 96 71 57 60 60


Uruguai† 100 115 51 32 16 n/a
Fonte: MSTI da OCDE, fevereiro de 2017; dados utilizados: gastos internos brutos em P&D (GERD) em termos de
PPC constante em dólares de 2010, ano base = 2008 (índice 100). Fonte: MSTI da OCDE, fevereiro de 2017; dados utilizados: Gastos empresariais em P&D (BERD) em termos de
*Valores médios para o período de 2010 a 2012. † A fonte de dados do país é o banco de dados do UIS da PPC em dólares constantes de 2010, ano base = 2008 (índice 100).
UNESCO: Centro de Dados de Ciência e Tecnologia do UNESCO-UIS, atualização de março de 2017. Dados *Valores médios para o período de 2010 a 2012. † A fonte de dados do país é o banco de dados do UIS da
utilizados: GERD em termos de PPC em milhares de dólares (preços constantes, 2005). UNESCO: Centro de dados de Ciência e Tecnologia do UNESCO-UIS, atualização de março de 2017. Dados
d = gastos das forças armadas excluídos (totalmente ou em sua maioria); j = gastos de capital excluídos utilizados: GERD realizados por empresas (PPC em milhares de dólares, preços constantes, 2005).
(totalmente ou em sua maioria); p = dados provisórios. d = gastos das forças armadas excluídos (totalmente ou em sua maioria); p = dados provisórios; g = não
inclui P&D em ciências sociais e humanidades; j = gastos de capital excluídos (totalmente ou em sua
maioria).
5

um nível equivalente ao do período O uso da propriedade intelectual A inovação nutrindo o mundo

1: Índice Global de Inovação de 2017


de 2000 a 2008.19 O crescimento (PI) – um indicador de inovação É comum que a inovação seja asso-
dos gastos internos brutos em P&D continuada – se intensificou, embora ciada aos setores de alta tecnologia. No
(GERD, na sigla em inglês) também apenas em determinadas economias entanto, o setor de agricultura e pro-
foi consistentemente maior que o de renda média e elevada. Os núme- dução de alimentos, tradicionalmente
crescimento do PIB, o que também ros mais recentes apontam para um considerado de baixa tecnologia, é
é um ref lexo do baixo crescimento crescimento de 7,8% nos pedidos de uma importante fonte de inovação,
geral do PIB nesse período. Seja como patentes em 2015, claramente supe- desenvolvimento e mudança tecnoló-
for, cerca de oito anos após a crise, até rior ao dos cinco anos anteriores, mas gica. Hoje, mais do que nunca, seria
agora o pior cenário – redução per- esse desempenho se deve basicamente um erro deixar de perceber os siste-
manente do crescimento dos gastos à China.22 Para o futuro, conforme mas agroalimentares como uma fonte
com P&D – foi evitado graças a essas os governos elaborem políticas para de inovação e, consequentemente,
políticas anticíclicas de inovação e ao sustentar o impulso atual de cresci- negligenciar a análise de seus insu-
papel dos campeões em P&D, como mento, o foco em P&D e inovação mos, produtos, vínculos e caminhos
China, Alemanha e Coreia, que têm deve ser uma prioridade. Novas práti- de difusão. Os sistemas agroalimen-
investido sistematicamente quantias cas empresariais ou novas tecnologias tares enfrentam um aumento sem
elevadas e crescentes em P&D. podem ser fatores desencadeadores de precedentes da demanda global por
Por outro lado, embora o cresci- aumentos fundamentais de produti- alimentos e, ao mesmo tempo, níveis
mento permanentemente medíocre vidade e geradores de crescimento inéditos de competição por recur-
dos investimentos em P&D tenha econômico futuro. Historicamente, sos naturais limitados. Alimentar o
sido evitado, esse crescimento ainda e ainda hoje, os governos desem- mundo e, ao mesmo tempo, proteger
é inferior hoje ao que era em 2011–13, penham um importante papel no o meio ambiente e fornecer nutrição
imediatamente após a crise, e muito desenvolvimento de capital humano balanceada a populações crescentes
menor que em 2005–2008, quando e no estímulo à pesquisa, seja como continua a ser um desafio complexo.
atingia em média cerca de 6%. Parte patrocinadores de atividades básicas
dessa desaceleração é explicada pelo ou menos aplicadas de P&D, como Enfrentando o desafio global da
cancelamento de alguns programas facilitadores de atividades privadas alimentação
de estímulo e pela aplicação de cortes de P&D por meio de estímulos fis- Os desafios e recompensas da ino-
nos gastos governamentais, resultando cais ou como geradores de uma forte vação na agricultura e na produção
em orçamentos de P&D mais restritos demanda por inovação por meio de de alimentos são tão ou mais impor-
em alguns países de renda elevada e compras governamentais ou iniciati- tantes que em outros campos. Como
crescimento mais lento desses gastos vas estratégicas.23 Talvez os governos indicado nos capítulos do GII deste
nos principais países emergentes.20 precisem intensificar o seu envolvi- ano, o progresso na redução da des-
Um aspecto preocupante é que, mento para infundir nas empresas a nutrição continua muito lento:
além do achatamento dos investi- confiança necessária para investir e
• Espera-se que a demanda global
mentos públicos em P&D, nossas esti- inovar.24
por alimentos em 2050 seja pelo
mativas indicam que o crescimento Conforme demonstrado pelo
menos 60% superior aos níveis
dos gastos empresariais em P&D tema do GII deste ano, esses esforços
de 2006.25
parece estar perdendo impulso, com de P&D e inovação não são, e nem
as taxas de crescimento declinando devem ser, limitados a setores con- • Cerca de 795 milhões de pessoas
de cerca de 6% em 2013 para 5% em vencionalmente considerados como no mundo – aproximadamente
2014 e aproximadamente 4,5% em de alta tecnologia. Por esse motivo, a uma em cada nove – são afetadas
2015 (veja a Figura 1b).21 Em vários edição de 2017 do GII, sob o tema “A pela fome.26
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

países tradicionalmente fortes em inovação nutrindo o mundo”, enfoca


• Aproximadamente um de cada
P&D, como EUA, Alemanha, Japão, a inovação nos sistemas agrícolas e
quatro habitantes da África Sub-
Coreia e China, a expansão dos alimentares, discutindo as diferentes
saariana sofre de fome crônica,
investimentos empresariais em P&D abordagens inovadoras e avanços
embora a região com o maior
não é suficientemente rápida para científicos e tecnológicos obtidos
número de pessoas subnutridas
contrabalançar as tendências de cres- nesse campo.
(281 milhões) seja a Ásia Meri-
cimento zero ou negativo em outros
dional.27
locais (veja a Figura 1b e o Quadro 1).
6
1: Índice Global de Inovação de 2017

Quadro 2: Inovação, agricultura e a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável

Em setembro de 2015, os Estados Membros Como este relatório indica, a consecução identificar prioridades e carências de recursos.
das Nações Unidas (ONU) adotaram a do Objetivo 2 (“Erradicar a fome, alcançar a Com base no GII, vários workshops vêm sendo
Agenda 2030 para o Desenvolvimento segurança alimentar e a nutrição melhorada realizados em diferentes países para reunir
Sustentável, incorporando 17 Objetivos de e promover a agricultura sustentável”) se os atores da inovação a fim de melhorar a
Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 beneficiará substancialmente da inovação. disponibilidade de dados, reforçar o desem-
metas que estão sendo implementadas em O objetivo reconhece o papel das novas penho de cada país em inovação e elaborar
nível nacional pelos Estados Membros da tecnologias para estimular a produtividade ações políticas estratégicas. Há parcerias em
ONU para moldar o desenvolvimento global agrícola e a necessidade de investimentos andamento entre os editores do GII e muitas
no período de 2015 a 2030. públicos e privados para promover mudanças organizações parceiras da ONU, como a União
A Agenda se aplica a todos os países, de tecnológicas nesse campo. Internacional das Telecomunicações (UIT), a
forma universal, e visa promover o desen- Os ODS e suas metas associadas forne- Organização Internacional do Trabalho (OIT),
volvimento social, ambiental e econômico. cem a base para o monitoramento e análise a Organização das Nações Unidas para a
Todos os ODS dependem, em maior ou do progresso dos países na implementação Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
menor grau, da inovação para seus meios de do desenvolvimento sustentável em nível e a Organização das Nações Unidas para o
implementação: o Objetivo 9 (“Construir uma global, regional e nacional. Esse processo Desenvolvimento Industrial (UNIDO), bem
infraestrutura resiliente, promover a industri- de análise depende de uma estrutura de como provedores de dados privados, para
alização inclusiva e sustentável e fomentar indicadores estatísticos, que estão sendo melhorar as métricas de inovação necessárias.
a inovação”) faz uma referência explícita à desenvolvidos por meio de um processo con- No processo de implementação da
inovação e menciona diversos fatores de sultivo internacional liderado pela Comissão Agenda 2030, o GII pode fornecer aos países
inovação incluídos no GII, como infraestrutura, de Estatística da ONU. uma ferramenta baseada em dados para a
acesso ao crédito e acesso às tecnologias de Dados desagregados são importantes formulação de políticas, contribuindo para
informação e comunicação (TIC), bem como a para monitorar e analisar o progresso dos esse esforço coletivo global em prol do desen-
pesquisas científicas, recursos tecnológicos e países na implementação dos ODS, bem volvimento sustentável.
tecnologias ambientalmente saudáveis. como para avaliar pontos fortes e fracos e

• Uma de cada três pessoas no com rapidez suficiente para suprir As inovações na agricultura e na
mundo é afetada por alguma a demanda futura por alimentos, produção de alimentos foram o ponto
forma de desnutrição.28 principalmente devido ao lento cres- de partida do progresso da humani-
cimento da produtividade total dos dade rumo à vida social organizada.
A situação não está melhorando. fatores – um indicador do nível de Pode-se pensar em particular na
Desaf ios como o rápido cresci- inovação – nos países de baixa renda aiveca e na descaroçadeira de algo-
mento da demanda por alimentos, (veja o Capítulo 3 do relatório em dão do século XVIII: na refrigeração
a estagnação nas receitas agrícolas, a inglês). na década de 1850; na pasteurização
diminuição dos recursos naturais e as A inovação pode ajudar a evitar em 1863; no cultivo científico de
mudanças climáticas agravam os fato- uma crise alimentar global, contanto Mendel e na colheitadeira combinada
res que contribuem para o problema que os formuladores de políticas e (início do século XX); e na revolução
da desnutrição em todo o mundo. A outros atores realizem uma mudança verde da década de 1950, que livrou
segurança alimentar é cada vez mais de rumo em escala global (veja o milhões de pessoas da fome.29
afetada por secas, inundações, ondas Quadro 2). Como resultado, a produtividade
de calor e outros eventos climáticos agrícola apresentou períodos de extra-
extremos que destroem a produção Inovação na agricultura e na produção de ordinário crescimento. Nas décadas
agrícola. Os riscos de degradação e alimentos: da aiveca à agricultura digital de 1960 a 1990, a expansão das áreas
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

esgotamento dos recursos naturais inteligente cultivadas e o aumento do uso de


exigem esforços intensif icados em A boa notícia é que, historicamente, insumos, especialmente na forma de
prol de práticas agrícolas mais verdes a inovação agrícola tem se provado fertilizantes e variedades de alta pro-
e sustentáveis (veja os Capítulos 3, 4, não apenas viável, mas também dutividade, foram responsáveis por
5 e 9 do relatório em inglês). espetacularmente bem-sucedida, boa parte do crescimento da produ-
As estimativas indicam que a desencadeando mudanças estruturais ção agrícola (Capítulo 3 do relatório
produtividade e a inovação agrí- e socioeconômicas cruciais. em inglês). Progressos na engenharia
cola global não estão aumentando genética deram origem a uma onda
7

de inovações tecnológicas e estimu- de desenvolvimento e transformação promissores de sequenciamento de

1: Índice Global de Inovação de 2017


laram a transição para a agricultura estrutural.31 última geração, produção de alimen-
comercial em muitas regiões. A revo- De fato, em vários países em tos sintéticos baseada em biorreator,
lução verde permitiu que economias desenvolvimento, o crescimento da agroecossistemas biocontrolados e
emergentes importassem grãos mais produtividade ainda resulta da expan- artificiais e agricultura vertical, para
baratos e cultivassem variedades de são das terras cultivadas e do uso mais citar algumas dessas inovações (veja
sementes de alto rendimento, com intensivo de insumos; as mudanças a Tabela 1 no Capítulo 9 e também
enormes benefícios para a economia tecnológicas têm um impacto muito os Capítulos 3, 4, 5 e 8 do relatório
e a sociedade (veja os Capítulos 5 e 10 menor nesses países (Capítulo 3 do em inglês).
do relatório em inglês).30 relatório em inglês). A urbanização Uma convergência sem prece-
crescente e os requisitos ambientais, dentes de biologia, agronomia, ciên-
Estímulo ao investimento em porém, impõem um limite à expan- cias vegetais e animais, digitalização e
atividades agroalimentares inovadoras são das terras aráveis (Capítulo 3 do robótica está transformando a cadeia
Nesse mesmo espírito, é necessário relatório em inglês). As preocupações de valor agroalimentar. A coleta de
atualmente um novo estímulo à ino- nessas áreas já estão se materializando grandes volumes de dados (Big Data)
vação para combater a produtividade (como nos casos de Rússia e Uganda, está revolucionando o mundo da
agrícola declinante e os gargalos descritos nos Capítulos 9 e 11, respec- agricultura: a agricultura digital já
existentes nos sistemas de inovação tivamente, do relatório em inglês). começou a se espalhar pelo mundo,
agrícola (veja os Capítulos 7, 9, 10 assistida pelo desenvolvimento de
e 11 do relatório em inglês). Uma onda de inovações agrícolas inovações na tecnologia da infor-
A prioridade absoluta é reverter o inteligentes no horizonte mação (TI) – por exemplo, sensores,
atraso na expansão da produtividade Para suprir essa necessidade de ino- drones, robótica e realidade virtual e
agrícola em países de baixa e média vação nos sistemas agrícolas, está em aumentada – e avanços na geração e
renda, bem como a queda dos inves- curso uma nova onda de tecnologias análise de dados proporcionados por
timentos (públicos e/ou privados) em e inovações agrícolas que pode ajudar sistemas de informações geográficas e
P&D agrícola em todas as economias a superar as deficiências de produti- sensoriamento remoto.
(Capítulo 3 do relatório em inglês). vidade. O ritmo da inovação agrícola
Para atingir esse objetivo, os setores aumentou nos últimos 10 anos, com Fomentar a inovação na cadeia de valor
público e privado precisarão manter inovações de outros setores se pro- agrícola, inclusive em serviços e processos
o f luxo de P&D desimpedido; são pagando para os sistemas agrícolas e Além das novas tecnologias, uma
necessários investimentos que asse- alimentares (veja os Capítulos 3, 4, parte significativa da inovação na
gurem a continuidade do desenvol- 5 e 8 do relatório em inglês). Nas agricultura provém da melhoria dos
vimento e aplicação de tecnologias e próximas décadas, avanços em bio- processos e serviços que ocorrem ao
técnicas inovadoras. tecnologia e em veículos autônomos, longo da cadeia de valor agrícola, em
Em segundo lugar, é necessá- além de uma migração mais ampla da economias tanto de renda elevada
rio melhorar a disseminação das inovação agrícola para dados, servi- como de baixa renda (veja a Tabela 1
inovações no setor agroalimentar, ços e software podem possibilitar um no Capítulo 10 e a Figura  2 no
especialmente nos países em desen- progresso vital. Capítulo 11 do relatório em inglês),
volvimento. Infelizmente, as ondas Esse progresso já vem se mani- e não depende apenas de tecnologias
de avanços tecnológicos tendem a festando na forma de tecnologias e inovadoras. As atividades que ocor-
se propagar muito lentamente em processos radicalmente inovadores rem na cadeia de valor agroalimentar
muitas partes do mundo. Como aplicados à produção agrícola e ali- variam do fornecimento de insumos,
consequência, vários países em mentar. Avanços em áreas como a como sementes, por varejistas e ata-
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

desenvolvimento, particularmente genética, a nanotecnologia e a bio- cadistas, a atividades propriamente


na África Subsaariana, ainda não se tecnologia provaram-se úteis como agrícolas como plantio, cultivo e
beneficiaram de certas ondas ante- uma fonte de maior produtividade colheita, e atividades pós-colheita,
riores de inovações agrícolas, como e melhor teor de nutrientes, embora como armazenamento e processa-
as variedades de alto rendimento e seus impactos ambientais e de saúde mento da produção bruta, embala-
os sistemas de irrigação por goteja- ainda precisem ser totalmente com- gem e comercialização de produtos
mento, o que retarda seus processos preendidos. O Capítulo 9 do rela- agroalimentares de valor agregado.
tório em inglês menciona exemplos A existência de vínculos eficazes e
8

a melhoria na prestação de serviços da fazenda mais eficiente (veja o Mais tradicionalmente, os formu-
1: Índice Global de Inovação de 2017

ao longo da cadeia são tão ou mais Capítulo 8 do relatório em inglês). ladores de políticas têm a responsa-
cruciais quanto novas tecnologias Portanto, uma mescla de inova- bilidade de fornecer mecanismos de
que possam maximizar o potencial ções tecnológicas e não tecnológicas financiamento para estimular a ino-
de inovação na agricultura. é necessária nas cadeias de valor vação na agricultura e na produção de
No caso dos países em desenvol- agroalimentares. Algumas tecnolo- alimentos. Esses mecanismos podem
vimento, há muitos gargalos signifi- gias terão que ser geradas e difun- ter diferentes formatos:
cativos ao longo da cadeia de valor. didas pelos países ricos e adaptadas
• Por exemplo, como ocorre no
Via de regra, esses obstáculos estão às economias em desenvolvimento
Brasil (veja o Capítulo  7 do
relacionados a restrições de liquidez, enquanto estas ainda estiverem se
relatório em inglês), os formu-
insumos agrícolas de qualidade insa- adaptando às tecnologias da onda de
ladores de políticas podem criar
tisfatória, carência de informações inovação agrícola anterior (culturas
fundos agrícolas setoriais para
e de conscientização e ausência de geneticamente modificadas, irri-
promover o desenvolvimento
uma infraestrutura de pós-colheita e gação por gotejamento e assim por
de tecnologias em áreas como
distribuição (veja o Capítulo 11 do diante). Ao mesmo tempo, os países
agronomia, medicina veteriná-
relatório em inglês). em desenvolvimento precisam se
ria, biotecnologia, economia e
Por exemplo, a maioria dos países dedicar cada mais às suas próprias ati-
sociologia agrícola e a atualiza-
em desenvolvimento exibe deficiên- vidades de P&D – por exemplo, para
ção tecnológica do setor agrí-
cias significativas no aproveitamento desenvolver variedades de sementes
cola, estimulando a expansão
de insumos compatíveis com suas domésticas e definir prioridades de
dos investimentos na biotecno-
circunstâncias específicas, tais como pesquisa adequadas aos seus contextos
logia agrícola tropical e na difu-
sementes adequadas e serviços (como específicos, como P&D em aquicul-
são de novas tecnologias.
financiamento e distribuição) vol- tura (veja o Capítulo 9 do relatório
tados para o contexto local (veja, em inglês). • A criação de institutos de pes-
por exemplo, o caso de Uganda no quisa focados (por exemplo, o
Capítulo 11 do relatório em inglês). Incentivar a inovação agrícola com boas Instituto de Inovação em Bio-
O setor financeiro é um exemplo: instituições, vínculos mais sólidos e tecnologia de São Paulo) tam-
pequenos produtores rurais frequen- raciocínio criativo bém é uma possibilidade (veja
temente enfrentam barreiras signifi- As autoridades públicas têm um a seção sobre o Brasil no Capí-
cativas no acesso a crédito e seguros. papel crucial a desempenhar no tulo 7 do relatório em inglês).
Isso reduz os investimentos e, ao estímulo à inovação na agricultura
• Outra alternativa eficaz é con-
mesmo tempo, aumenta a vulnera- e na produção de alimentos. Antes
ce d e r i s e nçõ e s f i s c a i s p a r a
bilidade das famílias (veja também o de mais nada, o setor agroalimentar
melhorar a renda dos produto-
Capítulo 3 do relatório em inglês). deve ser parte integrante de qualquer
res rurais e oferecer acesso pre-
Além disso, inovações organiza- estratégia nacional de inovação (o
ferencial à terra e apoio de mer-
cionais são tão importantes quando Capítulo  8 do relatório em inglês
cado às técnicas e tecnologias
inovações em produtos ou processos. descreve a abordagem japonesa, com
agrícolas promissoras.
A digitalização do varejo e da logís- a criação do projeto Tecnologias para
tica, o compartilhamento de equi- a Criação da Agricultura, Silvicultura
Elaboração de estruturas jurídicas
pamentos e a aprendizagem vitalícia e Aquicultura de Última Geração).
equilibradas
são exemplos de maneiras pelas quais Mesmo hoje, isso raramente acon-
A melhoria do arcabouço jurídico e
as inovações organizacionais podem tece, porque as políticas de inovação
regulatório nacional aplicável à agri-
aumentar a produtividade agrícola tendem a se concentrar em setores
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

cultura e atividades relacionadas (por


(Capítulo 9 do relatório em inglês). novos, negligenciando as vantagens
exemplo, promoção da utilização de
Mudanças organizacionais comple- dos setores tradicionais ou baseados
patentes e variedades vegetais; pro-
xas, como aquelas voltadas para a con- em recursos.32
moção do uso de marcas comerciais,
solidação de pequenas propriedades Nesse contexto, é necessário
que pode ser um estímulo à inovação;
rurais em grandes fazendas comer- promover atividades específicas que
adoção de leis de segurança pública
ciais, também exigem inovações para, sejam capazes de convencer os atores
relativas à biodiversidade e às varie-
por exemplo, tornar a administração locais de que o progresso é viável e
dades geneticamente modificadas; e,
desejável.
em termos mais gerais, simplificação
9

da regulamentação e redução da produtores agrícolas, garante que os de disseminação em maior escala,

1: Índice Global de Inovação de 2017


burocracia enfrentada pelos produ- trabalhadores em funções relevantes estão ocorrendo na agricultura das
tores rurais) tende a contribuir para a na cadeia de valor sejam suficiente- economias de renda baixa e média.
geração de um ambiente mais propí- mente qualificados e estimula a ado- Nesses contextos, os vínculos entre
cio à inovação (veja o Capítulo 10 do ção de novos produtos e processos. instituições públicas de pesquisa,
relatório em inglês). Em segundo lugar, é necessário empresas e o nível comunitário são
Cabe também aos governos e aos empoderar os produtores rurais com fundamentais.
formuladores de políticas a delicada o fornecimento de acesso à tecno- Os esforços de aumento de
tarefa de proporcionar um equilíbrio logia digital e às novas plataformas ef iciência do sistema de inovação
adequado entre a agricultura inefi- de serviços, que têm um imenso devem se concentrar na redução do
ciente e carente de mais tecnologia, potencial de afetar positivamente a tempo transcorrido entre as ativi-
melhores fertilizantes e outros ele- agricultura (veja os Capítulos 3 e 5 dades de P&D bem-sucedidas e a
mentos e a bioagricultura avançada, do relatório em inglês). adoção generalizada das inovações
bem como entre a alimentação dos Em terceiro lugar, o empreende- agrícolas. Em diferentes países (veja
pobres usando agricultura intensiva dorismo no setor agrícola deve ser os Capítulos 9, 10 e 11 do relatório
moderna e a criação de novas varie- reconhecido e estimulado de forma em inglês), vários fatores – inclusive
dades de culturas (veja o Capítulo 8 muito mais explícita. Na Índia, por a falta de capacidade e de investi-
do relatório em inglês), sem des- exemplo, capitais de risco começa- mentos complementares – impedem
cuidar de questões de saúde e meio ram a f luir para projetos agrícolas a propagação das pesquisas públicas
ambiente. por meio de programas como o para as empresas. A aceleração das
Cooperação e consultas con- Startup India (veja o Capítulo 5 do transferências de tecnologia por
tinuam a ser ingredientes funda- relatório em inglês). Isso gerou uma meio do estabelecimento de regras
mentais para obter apoio popular profusão de novas empresas – como claras de engajamento para as inte-
às políticas resultantes e gerar um acontece em outros setores de alta rações universidade-indústria, que
ambiente propício às ideias criativas. tecnologia – munidas de ideias que incluam a comercialização da pro-
podem ter um impacto imediato priedade intelectual resultante des-
Estímulo à qualificação e ao sobre o bem-estar da sociedade. sas atividades, é uma boa opção.33
empreendedorismo agrícola Em quarto lugar, o setor privado É igualmente importante apoiar a
Um dos principais obstáculos à rápida e o governo também podem ajudar a demanda por inovação junto aos
adoção de abordagens inovadoras na infundir no setor agrícola conceitos produtores rurais e empresas agrí-
agricultura e na produção de ali- de excelência e atitudes inovadoras colas comerciais.
mentos ainda é a falta de informa- adotados em outros setores vitais.
ções adequadas, de qualificação e, às Na Índia, essa abordagem ajudou a Mensuração mais precisa da inovação
vezes, a dificuldade de aceitação de intensif icar o impacto da tecnolo- agrícola para simular o progresso
novos produtos ou de novas manei- gia da informação (TI) na geração A agricultura de hoje é radicalmente
ras de produzi-los. Experiências de de valor em nível comunitário em diferente da agricultura praticada há
diferentes partes do mundo, mencio- áreas como pagamentos móveis ou algumas décadas: mais digital, mais
nadas nos capítulos do GII deste ano, serviços de saúde (veja o Capítulo 5 inteligente e mais integrada. Uma
indicam como as prioridades devem do relatório em inglês). Nos últimos melhor compreensão da inovação
ser escalonadas nesse setor. cinco anos, o setor agrícola indiano agrícola em geral, mas também
Em primeiro lugar, são neces- também atraiu grandes investido- dessas novas formas de inovação em
sários esforços de extensão agrícola res e empresas de TI; as tecnolo- particular, é crucial neste momento
para disseminar conhecimentos gias e soluções digitais disponíveis (Capítulo 2 do relatório em inglês e
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

sobre novas tecnologias e técnicas e estão se expandindo em um ritmo Anexo 3). São necessários dados que
demonstrar sua viabilidade comer- extraordinário. informem melhor os formuladores
cial. Esses serviços incluem o de políticas sobre as lacunas e opor-
treinamento em tecnologia e em Reforçar as iniciativas locais e tunidades na capacidade agrícola
habilidades gerenciais, bem como garantir a disseminação da tecnologia e permitam monitorar e avaliar os
na difusão de informações, como As iniciativas locais (subnacionais) requisitos e o progresso, abrangendo
dados metrológicos. Isso propor- também são importantes: inovações o sistema de inovação agrícola como
ciona informações adequadas aos de base, geralmente com potencial um todo – inclusive atores informais,
10

Figura 2: Estrutura do Índice Global de Inovação de 2017


1: Índice Global de Inovação de 2017

Índice Global de Inovação


(média)

Índice de Eficiência em Inovação


(coeficiente)

Subíndice de Subíndice de
Insumos de Inovação Produtos de Inovação

Capital Produtos de
humano Sofisticação Sofisticação conhecimento e Produtos
Instituições e pesquisa Infraestrutura do mercado empresarial tecnologia criativos

Ambiente Profissionais do Criação de Ativos


político Educação TIC Crédito conhecimento conhecimento intangíveis

Vínculos
Ambiente Ensino Infraestrutura para fins Impacto do Bens e serviços
regulatório superior geral Investimentos de inovação conhecimento criativos

Comércio,
Ambiente Pesquisa e Sustentabilidade concorrência e Absorção de Difusão de Criatividade
de negócios desenvolvimento ecológica escala do mercado conhecimentos conhecimentos on-line

famílias, serviços de extensão, servi- A estrutura conceitual do GII nacional: (1) Instituições, (2)
ços de assessoria rural e organizações O GII ajuda a criar um ambiente em Capital humano e pesquisa, (3)
de produtores rurais – e as dimensões que os fatores de inovação são conti- Infraestrutura, (4) Sof isticação
quantitativas e qualitativas de suas nuamente avaliados. Trata-se de uma do mercado e (5) Sof isticação
interações.34 O Anexo 3 descreve ferramenta fundamental, contendo empresarial.
as fontes de dados disponíveis e os este ano métricas detalhadas sobre
• O Subíndice de Produtos de
dados ainda ausentes e aponta quais 127 economias que representam
Inovação fornece informações
países lideram e quais estão defasados 92,5% da população mundial e 97,6%
sobre os resultados das ativida-
em termos de inovação agrícola. do PIB global (em dólares americanos
des inovadoras na economia.
Uma transição para o crescimento correntes).
Há dois pilares de produtos: (6)
sustentável é primordial para que o Quatro medidas são calculadas: o
Produtos de conhecimento e
mundo consiga lidar ef icazmente GII geral, os Subíndices de Insumos e
tecnologia e (7) Produtos cria-
com os desafios globais enfrentados Produtos e o Índice de Eficiência em
tivos.
atualmente. Os sistemas agrícolas Inovação (Figura 2).
e alimentares podem desempenhar • O Índice de Ef iciência em
• A pontuação geral do GII é
um papel inestimável nesse processo, Inovação é a razão entre a pon-
uma média simples das pontua-
mas é necessário um esforço coletivo tuação no Subíndice de Produ-
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

ções nos Subíndices de Insumos


de obtenção de dados mais granula- tos e a pontuação no Subíndice
e Produtos.
res e voltados especificamente para a de Insumos. Ele indica a quanti-
agricultura, que permitam entender • O Subíndice de Insumos de dade de inovação gerada por um
o que funciona ou não e como os Inovação consiste em cinco determinado país em relação aos
governos e políticas públicas podem pilares de insumos, que captu- seus insumos.
ajudar a promover a inovação na agri- ram elementos propícios às ati-
cultura e na produção de alimentos. vidades inovadoras na economia
11

Cada pilar é dividido em três não cumprirem a cobertura mínima 5. Reino Unido

1: Índice Global de Inovação de 2017


subpilares e cada subpilar é com- exigida em qualquer subpilar (para 6. Dinamarca
posto por indicadores individuais, mais detalhes, consulte o Anexo 2). 7. Cingapura
totalizando 81 indicadores este ano. 8. Finlândia
Detalhes adicionais sobre a 9. Alemanha
estrutura do GII e os indicadores Resultados do Índice Global de Inovação 10. Irlanda
utilizados são fornecidos no Anexo de 2017
1. É importante observar que, a cada Os resultados do GII 2017 mostram A estabilidade também se man-
ano, as variáveis incluídas no cálculo consistência em áreas como as melho- tém entre as 25 economias melhor
do GII são revistas e atualizadas para res posições no ranking e também nas classificadas, com apenas algumas
fornecer a avaliação mais precisa e diferenças entre países no que se refere exceções. A China ganha três posi-
corrente da inovação global. Outras à inovação. Por outro lado, também ções, tornando-se a 22ª economia
questões metodológicas – como ocorreram algumas alterações gerais, mais inovadora do mundo depois de
dados ausentes, fatores de escala descritas a seguir. entrar para o grupo das 25 melho-
revistos e novos países adicionados à res no GII 2016. Israel ganha quatro
amostra – também afetam a compa- Estabilidade no topo com a liderança da posições este ano, classificando-se em
rabilidade dos rankings de um ano Suíça, Suécia e Países Baixos 17º lugar e trocando de posição com
para outro (detalhes dessas alterações Em 2017, o GII permanece relati- a Nova Zelândia (21ª). Outras econo-
na estrutura e fatores que afetam a vamente estável no topo. A Suíça mias ganham duas ou mais posições:
comparabilidade anual são forneci- lidera o ranking pelo sétimo ano Japão (14ª), França (15ª) e Noruega
dos no Anexo 2). consecutivo, com a Suécia mantendo (19ª). A Austrália perde quatro posi-
Em particular, um critério mais seu segundo lugar. Os Países Baixos ções e cai para o 23º lugar este ano.
rigoroso para a inclusão de países no ocupam o terceiro lugar, embora boa Hong Kong (China) e Canadá perdem
GII foi adotado em 2016, seguindo parte dessa melhoria seja decorrente duas ou mais posições, caindo para o
a recomendação feita pelo Centro de alterações metodológicas e maior 16º e o 18º lugar, respectivamente. A
de Pesquisas Conjuntas ( JRC) em disponibilidade de dados. Os EUA República Checa volta a estar entre as
auditorias anteriores do GII (veja permanecem estáveis na quarta clas- 25 principais economias, ganhando
o Anexo 3 no relatório em inglês e sificação, enquanto o Reino Unido três posições em relação ao ano pas-
nos anos anteriores). Economias e cai duas posições e ocupa o quinto sado e avançando para o 24º lugar. A
países eram incluídos no GII 2017 lugar. A Dinamarca sobe mais duas Bélgica sai do grupo das 25 melhores
somente quando 66% dos dados posições este ano e é classificada em este ano e cai para o 27º lugar.
estavam disponíveis em cada um sexto lugar. Cingapura, Finlândia e O Quadro 3 discute a medição
dos dois subíndices e pelo menos dois Irlanda caem, respectivamente, para da qualidade da inovação entre as
subpilares de cada pilar podiam ser a sétima, oitava e décima posições. economias do GII 2017. O Quadro 4
calculados. Esse critério mais estrito A Alemanha, que entrou para a lista analisa as diferenças em termos de
para inclusão no GII assegura que as dos 10 melhores em 2016, continua a inovação entre as 25 economias
pontuações de cada país no GII e nos avançar, ganhando uma posição em melhor classificadas (das quais 24 são
Subíndices de Insumos e Produtos relação ao ano passado e ocupando o de renda elevada) e o grupo de eco-
não sejam particularmente sensíveis nono lugar. Portanto, apesar de algu- nomias de média e baixa renda.
aos valores ausentes. Conforme mas oscilações, a lista dos 10 melhores
observado pela auditoria, esse limiar não recebeu nenhum participante
mais rigoroso melhorou significati- novo este ano. Resultados de 2017: Os principais
vamente a confiança nos rankings de A Figura  3 na próxima página inovadores do mundo
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

países no GII e nos dois subíndices mostra o movimento na lista das 10 A próxima seção descreve e analisa as
e, consequentemente, a conf iabi- economias melhor classificadas nos características mais proeminentes dos
lidade dos rankings do GII (veja o quatro últimos anos: líderes globais em cada componente
Anexo  3 do relatório em inglês). dos resultados do GII 2017 e dos paí-
As regras sobre dados ausentes e 1. Suíça ses com melhor desempenho à luz do
cobertura mínima por subpilar serão 2. Suécia seu nível de renda.35 Segue-se uma
restringidas progressivamente, cul- 3. Países Baixos breve discussão sobre os rankings em
minando na exclusão de países que 4. Estados Unidos da América nível regional.36
12

Figura 3: Variação nas 10 melhores posições do GII


1: Índice Global de Inovação de 2017

2014 2015 2016 2017


1 Suíça Suíça Suíça Suíça

2 Reino Unido Reino Unido Suécia Suécia

3 Suécia Suécia Reino Unido Países Baixos

4 Finlândia Países Baixos EUA EUA

5 Países Baixos EUA Finlândia Reino Unido

6 EUA Finlândia Cingapura Dinamarca

7 Cingapura Cingapura Irlanda Cingapura

8 Dinamarca Irlanda Dinamarca Finlândia

9 Luxemburgo Luxemburgo Países Baixos Alemanha

10 Hong Kong (China) Dinamarca Alemanha Irlanda

Obs.: As variações anuais na classificação do GII são influenciadas por considerações metodológicas e de desempenho; veja o Anexo 2.

As Tabelas 1 a 3 nas páginas 14 Educação (28º) e Tecnologias de melhores em todos os pilares, exceto
a 19 apresentam as classificações de informação e comunicação (TIC, Produtos criativos (11ª). Ela melhora
todas as economias incluídas no GII 30º). A Suíça ocupa o primeiro no Subíndice de Insumos de Inovação
2017 em termos do índice geral e dos lugar em Criação de conhecimento (2º lugar), com ganhos em todos os
Subíndices de Insumos e Produtos. e em vários indicadores importan- pilares exceto Sofisticação do mer-
tes, inclusive famílias de patentes cado (10º). Entre as melhorias mais
As 10 melhores no Índice Global de Inovação depositadas em dois ou mais órgãos significativas, a Suécia ganha 11 posi-
A Suíça ganhou a 1ª posição no GII de propriedade intelectual, pedidos ções em Vínculos para fins de inova-
pelo sétimo ano consecutivo. O país de patente via PCT e produtos de ção (6º), 10 posições em Impacto do
mantém essa liderança desde 2011, alta e média-alta tecnologia. Com conhecimento (10º), sete posições em
bem como a primeira posição no seu ambiente de negócios favorável TIC (13º) e seis posições em Absorção
Subíndice de Produtos de Inovação e sólidas capacidades de inovação, a de conhecimentos (7º). Suas maiores
e no pilar de Produtos de conheci- Suíça continua a ser altamente bem- quedas ocorrem em Ensino superior
mento e tecnologia desde 2012. Sua -sucedida na transformação de seus (28º), Sustentabilidade ecológica
liderança parece ser inquestionável. recursos em produtos de inovação (20º), Comércio, concorrência e
Pela primeira vez, a Suíça aparece mais numerosos e variados. Apesar escala do mercado (28º) e Bens e
entre as 10 melhores economias em desse forte desempenho, a Suíça serviços criativos (18º). No nível
todos os pilares e é a 3ª economia do apresenta algumas áreas de defici- dos indicadores, a Suécia mantém
mundo em termos de qualidade da ência, especialmente no lado dos a liderança em pedidos de patente
inovação (veja o Quadro 3). Graças às insumos. Esses pontos fracos incluem via PCT e obtém uma melhoria
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

melhorias em Instituições (8º lugar), a facilidade para abrir uma empresa, substancial no crescimento da pro-
Infraestrutura (6º) e Produtos cria- graduados em ciência e engenharia, dutividade da mão de obra. Suas
tivos (3º), seu Índice de Eficiência formação bruta de capital, facilidade melhorias mais significativas estão
em Inovação melhorou, passando de obtenção de crédito e taxa de cres- em serviços governamentais on-line,
da 5ª para a 2ª posição. Como nos cimento do PIB por trabalhador. participação eletrônica e acordos de
anos anteriores, o país aparece entre A Suécia ocupa a segunda empreendimentos conjuntos/alianças
os 25 melhores classificados em todos melhor posição no GII, permane- estratégicas, beneficiando-se também
os subpilares, com apenas três exce- cendo como a principal economia da nova medição dos investimentos
ções: Ambiente de negócios (33º), nórdica e classificando-se entre as 10 externos diretos líquidos pela média
13

(veja o Anexo 2). Os pontos fracos mas o país perde oito posições em por aluno, valores pagos por uso de

1: Índice Global de Inovação de 2017


incluem a razão aluno-professor, PIB Infraestrutura (21ª) e três em Produtos propriedade intelectual, importações
por unidade de uso de energia, faci- de conhecimento e tecnologia (7ª). e exportações de serviços de TIC,
lidade de obtenção de crédito, f luxos No nível de subpilares, os EUA estão taxa de crescimento do PIB por tra-
líquidos de entrada de investimentos sempre entre os 25 melhores, com balhador e filmes nacionais de longa
externos diretos, marcas registradas apenas quatro exceções: Educação metragem. Por outro lado, as maiores
por origem e produtos de impressão (41ª posição), Ensino Superior (54ª), perdas de posições ocorreram em itens
e publicação. Sustentabilidade ecológica (61ª) e como resultados do PISA, uso de TIC
Os Países Baixos atingem a 3ª Ativos intangíveis (38ª). Neste último, e famílias de patentes (veja também o
posição este ano, classificando-se em o país ganha sete posições este ano – Quadro 3). O Reino Unido mantém
2º lugar no Subíndice de Produtos uma melhoria auspiciosa, pois é o a liderança em documentos citáveis
de Inovação e em 4º lugar no Índice único subpilar de produtos em que os e conquista a 1ª posição em serviços
de Eficiência em Inovação. Os Países EUA não estão entre os 25 melhores. governamentais on-line, em partici-
Baixo haviam perdido cinco posições Os EUA lideram em muitos indica- pação eletrônica e em TIC e criação
no ano passado devido à presença de dores, inclusive posição das universi- de modelos de negócios.
grandes f lutuações nos pontos de dades no ranking da QS, transações A Dinamarca tem a 6ª colocação
dados selecionados (veja a página 26 de capital de risco, documentos citá- no GII deste ano, melhorando nos
do GII 2016), que agora estão melhor veis, gastos com software e valores Subíndices de Insumos e de Produtos
contabilizados.37 Consequentemente, recebidos por uso de propriedade de Inovação, em que ocupa, respec-
este ano os Países Baixos conquista- intelectual. O país também ganha tivamente, a 6ª e a 12ª posições. A
ram a 6ª posição em f luxo líquidos de a 1ª posição em empresas globais de Dinamarca exibe o avanço mais notá-
entrada e a 1ª posição em f luxos líqui- P&D, estado de desenvolvimento de vel entre as 10 melhores economias,
dos de saída de investimentos exter- clusters (veja também a Seção Especial tendo progredido continuamente da
nos diretos. Como é discutido mais sobre Clusters do relatório em inglês, 10ª posição geral no GII 2015 para a
detalhadamente no Quadro 4, dados que mostra que os EUA têm o maior 8ª em 2016. O país melhora em todos
disponíveis recentemente afetam de número de clusters no mundo), TIC os pilares, exceto Sofisticação do mer-
maneira positiva dois pilares dos Países e criação de modelos organizacionais, cado, em que mantém a 6ª posição,
Baixos: Sofisticação empresarial (1º e exportações de serviços culturais e e em Produtos de conhecimento e
lugar) e Produtos de conhecimento criativos. Neste ano, o país também tecnologia (16ª), em que perde duas
e tecnologia (2º lugar). Os Países ocupa o 1º lugar no índice agregado posições. No nível dos subpilares,
Baixos também melhoraram sua clas- de qualidade da inovação, ultrapas- as melhorias mais substanciais da
sificação em várias outras áreas, como sando o Japão (veja o Quadro 3). Dinamarca são em Educação (4ª
Educação (18º lugar), Vínculos para O Reino Unido (UK) passa posição), TIC (14ª), Sustentabilidade
fins de inovação (7º) e Impacto do para o 5º lugar este ano. Sua posição ecológica (11ª), Vínculos para fins de
conhecimento (17º), em parte devido melhora em vários pilares de insu- inovação (17ª), Difusão de conhe-
a ganhos nos GERD financiados pelo mos, a saber: Instituições (9ª), Capital cimentos (17ª) e Ativos intangíveis
exterior e nos gastos com educação. humano e pesquisa (6ª) e Sofisticação (25ª). A Dinamarca está entre as três
Os pontos fracos são Ensino superior empresarial (13ª).38 Nos níveis de sub- melhores economias em diversos
(49º lugar), Infraestrutura geral (30º), pilares, os maiores ganhos do Reino indicadores, incluindo gastos com
Sustentabilidade ecológica (39º), Unido ocorreram em Ambiente educação, pesquisadores, use de TIC
Crédito (35º) e Investimentos (26º). político (18ª posição), Educação (22ª) e artigos técnicos e científicos. Ela
Os Estados Unidos da e Absorção de conhecimentos (28ª). também melhora sua posição em
América (EUA) mantêm sua 4ª O país perde terreno em ambos os muitas áreas, como gastos governa-
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

posição este ano. Os EUA mantêm pilares de produtos: quatro posições mentais por aluno, escalas do PISA,
sua classificação máxima no pilar em Produtos de conhecimento e PIB por unidade de uso de energia,
4, Sofisticação do mercado, e estão tecnologia (13ª), com a maior queda colaboração entre universidades e
classificados entre os 25 melhores em em Difusão de conhecimentos (38ª), empresas em pesquisa, acordos de
todos os outros pilares. Sua posição e uma posição em Produtos criati- empreendimentos conjuntos/alianças
melhora nos quesitos Capital humano vos (4ª). No nível de indicadores, as estratégicas, exportações de serviços
e pesquisa (13ª), Sofisticação empre- melhorias mais significativas ocorrem de TIC, e TIC e criação de mode-
sarial (8ª) e Produtos criativos (10ª), em educação, gastos governamentais los organizacionais. Ainda existem
14
Tabela 1: Classificações no Índice Global de Inovação
1: Índice Global de Inovação de 2017

País/Economia Pontuação (0-100) Classificação Renda Classificação Região Classificação Índice de Eficiência Classificação Mediana 0,62
Suíça 67,69 1 RE 1 EUR 1 0,95 2
Suécia 63,82 2 RE 2 EUR 2 0,83 12
Países Baixos 63,36 3 RE 3 EUR 3 0,93 4
Estados Unidos da América 61,40 4 RE 4 NAC 1 0,78 21
Reino Unido 60,89 5 RE 5 EUR 4 0,78 20
Dinamarca 58,70 6 RE 6 EUR 5 0,71 34
Cingapura 58,69 7 RE 7 SEAO 1 0,62 63
Finlândia 58,49 8 RE 8 EUR 6 0,70 37
Alemanha 58,39 9 RE 9 EUR 7 0,84 7
Irlanda 58,13 10 RE 10 EUR 8 0,85 6
Coreia, Rep. da 57,70 11 RE 11 SEAO 2 0,82 14
Luxemburgo 56,40 12 RE 12 EUR 9 0,97 1
Islândia 55,76 13 RE 13 EUR 10 0,86 5
Japão 54,72 14 RE 14 SEAO 3 0,67 49
França 54,18 15 RE 15 EUR 11 0,71 35
Hong Kong (China) 53,88 16 RE 16 SEAO 4 0,61 73
Israel 53,88 17 RE 17 NAWA 1 0,77 23
Canadá 53,65 18 RE 18 NAC 2 0,64 59
Noruega 53,14 19 RE 19 EUR 12 0,66 51
Áustria 53,10 20 RE 20 EUR 13 0,69 41
Nova Zelândia 52,87 21 RE 21 SEAO 5 0,65 56
China 52,54 22 MS 1 SEAO 6 0,94 3
Austrália 51,83 23 RE 22 SEAO 7 0,60 76
República Checa 50,98 24 RE 23 EUR 14 0,83 13
Estônia 50,93 25 RE 24 EUR 15 0,79 19
Malta 50,60 26 RE 25 EUR 16 0,84 8
Bélgica 49,85 27 RE 26 EUR 17 0,67 47
Espanha 48,81 28 RE 27 EUR 18 0,70 36
Itália 46,96 29 RE 28 EUR 19 0,73 31
Chipre 46,84 30 RE 29 NAWA 2 0,74 28
Portugal 46,05 31 RE 30 EUR 20 0,71 33
Eslovênia 45,80 32 RE 31 EUR 21 0,68 44
Letônia 44,61 33 RE 32 EUR 22 0,74 26
Eslováquia 43,43 34 RE 33 EUR 23 0,75 25
Emirados Árabes Unidos 43,24 35 RE 34 NAWA 3 0,49 104
Bulgária 42,84 36 MS 2 EUR 24 0,80 15
Malásia 42,72 37 MS 3 SEAO 8 0,68 46
Polônia 41,99 38 RE 35 EUR 25 0,67 48
Hungria 41,74 39 RE 36 EUR 26 0,73 30
Lituânia 41,17 40 RE 37 EUR 27 0,59 84
Croácia 39,80 41 RE 38 EUR 28 0,66 52
Romênia 39,16 42 MS 4 EUR 29 0,69 39
Turquia 38,90 43 MS 5 NAWA 4 0,84 9
Grécia 38,85 44 RE 39 EUR 30 0,56 87
Federação Russa 38,76 45 MS 6 EUR 31 0,61 75
Chile 38,70 46 RE 40 LCN 1 0,60 77
Vietnã 38,34 47 MI 1 SEAO 9 0,84 10
Montenegro 38,07 48 MS 7 EUR 32 0,63 62
Catar 37,90 49 RE 41 NAWA 5 0,61 68
Ucrânia 37,62 50 MI 2 EUR 33 0,83 11
Tailândia 37,57 51 MS 8 SEAO 10 0,75 24
Mongólia 37,13 52 MI 3 SEAO 11 0,74 27
Costa Rica 37,09 53 MS 9 LCN 2 0,69 43
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Moldávia, Rep. da 36,84 54 MI 4 EUR 34 0,78 22


Arábia Saudita 36,17 55 RE 42 NAWA 6 0,53 96
Kuwait 36,10 56 RE 43 NAWA 7 0,79 18
África do Sul 35,80 57 MS 10 SSF 1 0,53 97
México 35,79 58 MS 11 LCN 3 0,61 74
Armênia 35,65 59 MI 5 NAWA 8 0,80 17
Índia 35,47 60 MI 6 CSA 1 0,66 53
ARI da Macedônia 35,43 61 MS 12 EUR 35 0,59 80
Sérvia 35,34 62 MS 13 EUR 36 0,61 67
Panamá 34,98 63 MS 14 LCN 4 0,69 38
Ilhas Maurício 34,82 64 MS 15 SSF 2 0,48 109
(Continua na próxima página)
15
Tabela 1: Classificações no Índice Global de Inovação (continuação)

1: Índice Global de Inovação de 2017


País/Economia Pontuação (0-100) Classificação Renda Classificação Região Classificação Índice de Eficiência Classificação Mediana 0,62
Colômbia 34,78 65 MS 16 LCN 5 0,52 100
Bahrein 34,67 66 RE 44 NAWA 9 0,56 88
Uruguai 34,53 67 RE 45 LCN 6 0,59 82
Geórgia 34,39 68 MS 17 NAWA 10 0,63 60
Brasil 33,10 69 MS 18 LCN 7 0,52 99
Peru 32,90 70 MS 19 LCN 8 0,49 106
Brunei Darussalam 32,89 71 RE 46 SEAO 12 0,34 124
Marrocos 32,72 72 MI 7 NAWA 11 0,61 71
Filipinas 32,48 73 MI 8 SEAO 13 0,65 55
Tunísia 32,30 74 MI 9 NAWA 12 0,62 65
República Islâmica do Irã 32,09 75 MS 20 CSA 2 0,80 16
Argentina 32,00 76 MS 21 LCN 9 0,55 94
Omã 31,83 77 RE 47 NAWA 13 0,46 115
Cazaquistão 31,50 78 MS 22 CSA 3 0,46 116
República Dominicana 31,17 79 MS 23 LCN 10 0,65 54
Quênia 30,95 80 MI 10 SSF 3 0,66 50
Líbano 30,64 81 MS 24 NAWA 14 0,61 69
Azerbaijão 30,58 82 MS 25 NAWA 15 0,50 103
Jordânia 30,52 83 MS 26 NAWA 16 0,65 57
Jamaica 30,36 84 MS 27 LCN 11 0,57 86
Paraguai 30,30 85 MS 28 LCN 12 0,61 72
Bósnia e Herzegovina 30,23 86 MS 29 EUR 37 0,47 112
Indonésia 30,10 87 MI 11 SEAO 14 0,69 42
Bielorrússia 29,98 88 MS 30 EUR 38 0,39 120
Botsuana 29,97 89 MS 31 SSF 4 0,38 121
Sri Lanka 29,85 90 MI 12 CSA 4 0,65 58
Trinidad e Tobago 29,75 91 RE 48 LCN 13 0,56 90
Equador 29,14 92 MS 32 LCN 14 0,62 66
Albânia 28,86 93 MS 33 EUR 39 0,37 122
Tajiquistão 28,16 94 MI 13 CSA 5 0,59 83
Quirguistão 28,01 95 MI 14 CSA 6 0,47 114
República Unida da Tanzânia 27,97 96 RB 1 SSF 5 0,73 29
Namíbia 27,94 97 MS 34 SSF 6 0,48 108
Guatemala 27,90 98 MI 15 LCN 15 0,56 91
Ruanda 27,36 99 RB 2 SSF 7 0,33 125
Senegal 27,11 100 RB 3 SSF 8 0,54 95
Camboja 27,05 101 MI 16 SEAO 15 0,63 61
Uganda 26,97 102 RB 4 SSF 9 0,47 113
El Salvador 26,68 103 MI 17 LCN 16 0,48 107
Honduras 26,36 104 MI 18 LCN 17 0,52 101
Egito 26,00 105 MI 19 NAWA 17 0,59 81
Estado Plurinacional da Bolívia 25,64 106 MI 20 LCN 18 0,57 85
Moçambique 24,55 107 RB 5 SSF 10 0,61 70
Argélia 24,34 108 MS 35 NAWA 18 0,47 111
Nepal 24,20 109 RB 6 CSA 7 0,49 105
Etiópia 24,16 110 RB 7 SSF 11 0,72 32
Madagascar 24,15 111 RB 8 SSF 12 0,68 45
Costa do Marfim 23,96 112 MI 21 SSF 13 0,69 40
Paquistão 23,80 113 MI 22 CSA 8 0,62 64
Bangladesh 23,72 114 MI 23 CSA 9 0,55 93
Malaui 23,45 115 RB 9 SSF 14 0,53 98
Benin 23,04 116 RB 10 SSF 15 0,47 110
Camarões 22,58 117 MI 24 SSF 16 0,56 92
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Mali 22,48 118 RB 11 SSF 17 0,60 78


Nigéria 21,92 119 MI 25 SSF 18 0,52 102
Burquina Faso 21,86 120 RB 12 SSF 19 0,24 127
Zimbábue 21,80 121 RB 13 SSF 20 0,56 89
Burundi 21,31 122 RB 14 SSF 21 0,41 117
Níger 21,18 123 RB 15 SSF 22 0,36 123
Zâmbia 20,83 124 MI 26 SSF 23 0,59 79
Togo 18,41 125 RB 16 SSF 24 0,28 126
Guiné 17,41 126 RB 17 SSF 25 0,40 118
Iêmen 15,64 127 MI 27 NAWA 19 0,40 119
Nota: Classificação de Grupos de Renda do Banco Mundial (julho de 2016): RB = renda baixa; MI = renda média inferior; MS = renda média superior; e RE= renda elevada. As regiões baseiam-se na Classificação das Nações Unidas:
EUR = Europa; NAC = América do Norte; LCN = América Latina e Caribe; CSA = Ásia Central e do Sul; SEAO = Sudeste Asiático, Leste Asiático e Oceania; NAWA = África do Norte e Ásia Ocidental; SSF = África Subsaariana.
16
Tabela 2: Classificações no Subíndice de Insumos de Inovação
1: Índice Global de Inovação de 2017

País/Economia Pontuação (0–100) Classificação Renda Classificação Região Classificação Mediana: 43,15
Cingapura 72,25 1 RE 1 SEAO 1
Suécia 69,72 2 RE 2 EUR 1
Suíça 69,60 3 RE 3 EUR 2
Finlândia 68,93 4 RE 4 EUR 3
Estados Unidos da América 68,87 5 RE 5 NAC 1
Dinamarca 68,68 6 RE 6 EUR 4
Reino Unido 68,25 7 RE 7 EUR 5
Hong Kong (China) 66,95 8 RE 8 SEAO 2
Países Baixos 65,79 9 RE 9 EUR 6
Canadá 65,57 10 RE 10 NAC 2
Japão 65,45 11 RE 11 SEAO 3
Austrália 64,61 12 RE 12 SEAO 4
Nova Zelândia 64,14 13 RE 13 SEAO 5
Noruega 63,99 14 RE 14 EUR 7
França 63,41 15 RE 15 EUR 8
Coreia, Rep. da 63,34 16 RE 16 SEAO 6
Alemanha 63,33 17 RE 17 EUR 9
Áustria 62,92 18 RE 18 EUR 10
Irlanda 62,86 19 RE 19 EUR 11
Israel 61,01 20 RE 20 NAWA 1
Islândia 60,10 21 RE 21 EUR 12
Bélgica 59,53 22 RE 22 EUR 13
Emirados Árabes Unidos 57,96 23 RE 23 NAWA 2
Luxemburgo 57,36 24 RE 24 EUR 14
Espanha 57,28 25 RE 25 EUR 15
Estônia 56,99 26 RE 26 EUR 16
República Tcheca 55,72 27 RE 27 EUR 17
Malta 54,91 28 RE 28 EUR 18
Itália 54,43 29 RE 29 EUR 19
Eslovênia 54,40 30 RE 30 EUR 20
China 54,22 31 MS 1 SEAO 7
Chipre 53,92 32 RE 31 NAWA 3
Portugal 53,80 33 RE 32 EUR 21
Lituânia 51,92 34 RE 33 EUR 22
Letônia 51,25 35 RE 34 EUR 23
Malásia 50,94 36 MS 2 SEAO 8
Polônia 50,20 37 RE 35 EUR 24
Grécia 49,73 38 RE 36 EUR 25
Eslováquia 49,66 39 RE 37 EUR 26
Brunei Darussalam 49,27 40 RE 38 SEAO 9
Hungria 48,36 41 RE 39 EUR 27
Chile 48,31 42 RE 40 LCN 1
Federação Russa 48,21 43 MS 3 EUR 28
Croácia 47,96 44 RE 41 EUR 29
Bulgária 47,61 45 MS 4 EUR 30
Arábia Saudita 47,33 46 RE 42 NAWA 4
Ilhas Maurício 47,13 47 MS 5 SSF 1
Catar 46,96 48 RE 43 NAWA 5
África do Sul 46,85 49 MS 6 SSF 2
Montenegro 46,83 50 MS 7 EUR 31
Romênia 46,36 51 MS 8 EUR 32
Colômbia 45,75 52 MS 9 LCN 2
ARI da Macedônia 44,53 53 MS 10 EUR 33
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

México 44,52 54 MS 11 LCN 3


Bahrein 44,41 55 RE 44 NAWA 6
Peru 44,21 56 MS 12 LCN 4
Costa Rica 43,97 57 MS 13 LCN 5
Sérvia 43,79 58 MS 14 EUR 34
Botsuana 43,58 59 MS 15 SSF 3
Brasil 43,47 60 MS 16 LCN 6
Uruguai 43,47 61 RE 45 LCN 7
Omã 43,46 62 RE 46 NAWA 7
Bielorrússia 43,24 63 MS 17 EUR 35
Cazaquistão 43,15 64 MS 18 CSA 1
(Continua na próxima página)
17
Tabela 2: Classificações no Subíndice de Insumos de Inovação (continuação)

1: Índice Global de Inovação de 2017


País/Economia Pontuação (0–100) Classificação Renda Classificação Região Classificação Mediana: 43,15
Tailândia 42,92 65 MS 19 SEAO 10
Índia 42,84 66 MI 1 CSA 2
Mongólia 42,71 67 MI 2 SEAO 11
Turquia 42,32 68 MS 20 NAWA 8
Geórgia 42,16 69 MS 21 NAWA 9
Albânia 42,03 70 MS 22 EUR 36
Vietnã 41,75 71 MI 3 SEAO 12
Argentina 41,38 72 MS 23 LCN 8
Moldávia, Rep. da 41,35 73 MI 4 EUR 37
Panamá 41,28 74 MS 24 LCN 9
Bósnia e Herzegovina 41,14 75 MS 25 EUR 38
Ruanda 41,07 76 RB 1 SSF 4
Ucrânia 41,05 77 MI 5 EUR 39
Azerbaijão 40,70 78 MS 26 NAWA 10
Marrocos 40,59 79 MI 6 NAWA 11
Kuwait 40,30 80 RE 47 NAWA 12
Tunísia 39,99 81 MI 7 NAWA 13
Armênia 39,71 82 MI 8 NAWA 14
Filipinas 39,40 83 MI 9 SEAO 13
Jamaica 38,69 84 MS 27 LCN 10
Trinidad e Tobago 38,22 85 RE 48 LCN 11
Quirguistão 38,16 86 MI 10 CSA 3
Líbano 37,99 87 MS 28 NAWA 15
República Dominicana 37,80 88 MS 29 LCN 12
Namíbia 37,76 89 MS 30 SSF 5
Paraguai 37,62 90 MS 31 LCN 13
Quênia 37,19 91 MI 11 SSF 6
Jordânia 37,07 92 MS 32 NAWA 16
Uganda 36,71 93 RB 2 SSF 7
Sri Lanka 36,28 94 MI 12 CSA 4
Equador 36,07 95 MS 33 LCN 14
El Salvador 36,06 96 MI 13 LCN 15
Guatemala 35,86 97 MI 14 LCN 16
Irã, Rep. Islâmica do 35,71 98 MS 34 CSA 5
Indonésia 35,68 99 MI 15 SEAO 14
Tajiquistão 35,50 100 MI 16 CSA 6
Burquina Faso 35,28 101 RB 3 SSF 8
Senegal 35,23 102 RB 4 SSF 9
Honduras 34,77 103 MI 17 LCN 17
Camboja 33,19 104 MI 18 SEAO 15
Argélia 33,12 105 MS 35 NAWA 17
Egito 32,69 106 MI 19 NAWA 18
Bolívia, Est. Plurinacional 32,62 107 MI 20 LCN 18
Nepal 32,51 108 RB 5 CSA 7
Tanzânia, Rep. Unida da 32,31 109 RB 6 SSF 10
Benin 31,30 110 RB 7 SSF 11
Níger 31,18 111 RB 8 SSF 12
Malaui 30,75 112 RB 9 SSF 13
Bangladesh 30,64 113 MI 21 CSA 8
Moçambique 30,45 114 RB 10 SSF 14
Burundi 30,21 115 RB 11 SSF 15
Paquistão 29,43 116 MI 22 CSA 9
Camarões 29,03 117 MI 23 SSF 16
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Nigéria 28,94 118 MI 24 SSF 17


Togo 28,81 119 RB 12 SSF 18
Madagascar 28,78 120 RB 13 SSF 19
Costa do Marfim 28,39 121 MI 25 SSF 20
Etiópia 28,16 122 RB 14 SSF 21
Mali 28,14 123 RB 15 SSF 22
Zimbábue 27,98 124 RB 16 SSF 23
Zâmbia 26,14 125 MI 26 SSF 24
Guiné 24,86 126 RB 17 SSF 25
Iêmen 22,38 127 MI 27 NAWA 19
Obs.: Classificação de grupos de renda do Banco Mundial (julho de 2016): RB = renda baixa; MI = renda média inferior; MS = renda média superior; e RE = renda elevada. As regiões são baseadas na Classificação das Nações Unidas:
EUR = Europa; NAC = América do Norte; LCN = América Latina e Caribe; CSA = Ásia Central e Meridional; SEAO = Sudeste Asiático, Ásia Oriental e Oceania; NAWA = Norte da África e Ásia Ocidental; SSF = África Subsaariana.
18
Tabela 3: Classificações no Subíndice de Produtos de Inovação
1: Índice Global de Inovação de 2017

País/Economia Pontuação (0–100) Classificação Renda Classificação Região Classificação Mediana: 25,60
Suíça 65,78 1 RE 1 EUR 1
Países Baixos 60,92 2 RE 2 EUR 2
Suécia 57,92 3 RE 3 EUR 3
Luxemburgo 55,43 4 RE 4 EUR 4
Estados Unidos da América 53,93 5 RE 5 NAC 1
Reino Unido 53,52 6 RE 6 EUR 5
Alemanha 53,46 7 RE 7 EUR 6
Irlanda 53,41 8 RE 8 EUR 7
Coreia, Rep. da 52,06 9 RE 9 SEAO 1
Islândia 51,42 10 RE 10 EUR 8
China 50,87 11 MS 1 SEAO 2
Dinamarca 48,71 12 RE 11 EUR 9
Finlândia 48,06 13 RE 12 EUR 10
Israel 46,75 14 RE 13 NAWA 1
Malta 46,29 15 RE 14 EUR 11
República Tcheca 46,24 16 RE 15 EUR 12
Cingapura 45,14 17 RE 16 SEAO 3
França 44,94 18 RE 17 EUR 13
Estônia 44,87 19 RE 18 EUR 14
Japão 43,99 20 RE 19 SEAO 4
Áustria 43,27 21 RE 20 EUR 15
Noruega 42,29 22 RE 21 EUR 16
Canadá 41,73 23 RE 22 NAC 2
Nova Zelândia 41,59 24 RE 23 SEAO 5
Hong Kong (China) 40,81 25 RE 24 SEAO 6
Espanha 40,34 26 RE 25 EUR 17
Bélgica 40,17 27 RE 26 EUR 18
Chipre 39,75 28 RE 27 NAWA 2
Itália 39,50 29 RE 28 EUR 19
Austrália 39,06 30 RE 29 SEAO 7
Portugal 38,30 31 RE 30 EUR 20
Bulgária 38,08 32 MS 2 EUR 21
Letônia 37,97 33 RE 31 EUR 22
Eslovênia 37,21 34 RE 32 EUR 23
Eslováquia 37,20 35 RE 33 EUR 24
Turquia 35,48 36 MS 3 NAWA 3
Hungria 35,13 37 RE 34 EUR 25
Vietnã 34,92 38 MI 1 SEAO 8
Malásia 34,49 39 MS 4 SEAO 9
Ucrânia 34,19 40 MI 2 EUR 26
Polônia 33,78 41 RE 35 EUR 27
Moldávia, Rep. da 32,33 42 MI 3 EUR 28
Tailândia 32,22 43 MS 5 SEAO 10
Romênia 31,95 44 MS 6 EUR 29
Kuwait 31,91 45 RE 36 NAWA 4
Croácia 31,63 46 RE 37 EUR 30
Armênia 31,60 47 MI 4 NAWA 5
Mongólia 31,55 48 MI 5 SEAO 11
Lituânia 30,42 49 RE 38 EUR 31
Costa Rica 30,20 50 MS 7 LCN 1
Federação Russa 29,31 51 MS 8 EUR 32
Montenegro 29,30 52 MS 9 EUR 33
Chile 29,09 53 RE 39 LCN 2
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Catar 28,84 54 RE 40 NAWA 6


Panamá 28,67 55 MS 10 LCN 3
Emirados Árabes Unidos 28,52 56 RE 41 NAWA 7
Irã, Rep. Islâmica do 28,47 57 MS 11 CSA 1
Índia 28,11 58 MI 6 CSA 2
Grécia 27,96 59 RE 42 EUR 34
México 27,07 60 MS 12 LCN 4
Sérvia 26,90 61 MS 13 EUR 35
Geórgia 26,61 62 MS 14 NAWA 8
ARI da Macedônia 26,32 63 MS 15 EUR 36
Uruguai 25,60 64 RE 43 LCN 5
(Continua na próxima página)
19
Tabela 3: Classificações no Subíndice de Produtos de Inovação (continuação)

1: Índice Global de Inovação de 2017


País/Economia Pontuação (0–100) Classificação Renda Classificação Região Classificação Mediana: 25,60
Filipinas 25,57 65 MI 7 SEAO 12
Arábia Saudita 25,00 66 RE 44 NAWA 9
Bahrein 24,92 67 RE 45 NAWA 10
Marrocos 24,85 68 MI 8 NAWA 11
África do Sul 24,74 69 MS 16 SSF 1
Quênia 24,71 70 MI 9 SSF 2
Tunísia 24,62 71 MI 10 NAWA 12
República Dominicana 24,54 72 MS 17 LCN 6
Indonésia 24,52 73 MI 11 SEAO 13
Jordânia 23,96 74 MS 18 NAWA 13
Colômbia 23,82 75 MS 19 LCN 7
Tanzânia, Rep. Unida da 23,63 76 RB 1 SSF 3
Sri Lanka 23,42 77 MI 12 CSA 3
Líbano 23,28 78 MS 20 NAWA 14
Paraguai 22,99 79 MS 21 LCN 8
Brasil 22,72 80 MS 22 LCN 9
Argentina 22,62 81 MS 23 LCN 10
Ilhas Maurício 22,51 82 MS 24 SSF 4
Equador 22,20 83 MS 25 LCN 11
Jamaica 22,03 84 MS 26 LCN 12
Peru 21,60 85 MS 27 LCN 13
Trinidad e Tobago 21,27 86 RE 46 LCN 14
Camboja 20,91 87 MI 13 SEAO 14
Tajiquistão 20,81 88 MI 14 CSA 4
Azerbaijão 20,46 89 MS 28 NAWA 15
Omã 20,19 90 RE 47 NAWA 16
Etiópia 20,16 91 RB 2 SSF 5
Guatemala 19,93 92 MI 15 LCN 15
Cazaquistão 19,85 93 MS 29 CSA 5
Costa do Marfim 19,53 94 MI 16 SSF 6
Madagascar 19,53 95 RB 3 SSF 7
Bósnia e Herzegovina 19,32 96 MS 30 EUR 37
Egito 19,31 97 MI 17 NAWA 17
Senegal 18,98 98 RB 4 SSF 8
Bolívia, Est. Plurinacional 18,66 99 MI 18 LCN 16
Moçambique 18,64 100 RB 5 SSF 9
Paquistão 18,16 101 MI 19 CSA 6
Namíbia 18,11 102 MS 31 SSF 10
Honduras 17,96 103 MI 20 LCN 17
Quirguistão 17,86 104 MI 21 CSA 7
El Salvador 17,31 105 MI 22 LCN 18
Uganda 17,23 106 RB 6 SSF 11
Mali 16,82 107 RB 7 SSF 12
Bangladesh 16,80 108 MI 23 CSA 8
Bielorrússia 16,72 109 MS 32 EUR 38
Brunei Darussalam 16,51 110 RE 48 SEAO 15
Botsuana 16,36 111 MS 33 SSF 13
Malaui 16,15 112 RB 8 SSF 14
Camarões 16,12 113 MI 24 SSF 15
Nepal 15,90 114 RB 9 CSA 9
Albânia 15,69 115 MS 34 EUR 39
Zimbábue 15,61 116 RB 10 SSF 16
Argélia 15,56 117 MS 35 NAWA 18
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Zâmbia 15,52 118 MI 25 SSF 17


Nigéria 14,90 119 MI 26 SSF 18
Benin 14,78 120 RB 11 SSF 19
Ruanda 13,66 121 RB 12 SSF 20
Burundi 12,40 122 RB 13 SSF 21
Níger 11,18 123 RB 14 SSF 22
Guiné 9,97 124 RB 15 SSF 23
Iêmen 8,90 125 MI 27 NAWA 19
Burquina Faso 8,45 126 RB 16 SSF 24
Togo 8,02 127 RB 17 SSF 25
Obs.: Classificação de grupos de renda do Banco Mundial (julho de 2016): RB = renda baixa; MI = renda média inferior; MS = renda média superior; e RE = renda elevada. As regiões são baseadas na Classificação das Nações Unidas:
EUR = Europa; NAC = América do Norte; LCN = América Latina e Caribe; CSA = Ásia Central e Meridional; SEAO = Sudeste Asiático, Ásia Oriental e Oceania; NAWA = Norte da África e Ásia Ocidental; SSF = África Subsaariana.
20
1: Índice Global de Inovação de 2017

Quadro 3: Qualidade da inovação: EUA, Japão, Reino Unido, China e Índia lideram seus grupos de renda

Medir a qualidade dos indicadores de insu- das três principais universidades); (2) inter- recebidos no exterior por documentos de
mos e produtos relacionados à inovação é nacionalização de invenções locais (indica- pesquisa locais (indicador 6.1.5, índice H de
tão essencial quanto rastrear a sua magni- dor 5.2.5, famílias de patentes depositadas documentos citáveis). A Figura 3.1 mostra
tude. Para esse fim, três indicadores adicio- em três órgãos de propriedade intelectual, como as pontuações desses três indicadores
nais foram introduzidos no GII em 2013: (1) alterado para famílias de patentes deposita- são somadas e mostra as 10 economias de
qualidade das universidades locais (indica- das em dois órgãos de propriedade intelec- renda elevada e de renda média com melhor
dor 2.3.4, pontuação média no ranking QS tual no GII 2016); e (3) número de citações desempenho.

Figura 3.1: Métricas de qualidade da inovação: as 10 economias de renda elevada e de renda média com melhor classificação

1 Estados Unidos da América


Economias de renda elevada

2 Japão
3 Suíça
4 Alemanha
5 Reino Unido
6 Suécia
7 Coreia, Rep. da
8 Países Baixos
9 Dinamarca
10 Finlândia
Média (48 economias)

16 China
Economias de renda média

27 Índia
28 Federação Russa
29 Brasil n  2.3.4 Pontuação média das 3 melhores universidades
30 Argentina incluídas no ranking de universidades da
32 África do Sul empresa Quacquarelli Symonds (QS)
34 México n  5.2.5 Famílias de patentes depositadas em pelo
38 Malásia menos dois órgãos de propriedade intelectual
41 Turquia
n  6.1.5 Índice H de documentos citáveis
43 Tailândia
Média (62 economias)

0 50 100 150 200 250 300

Soma das pontuações

Fonte: Dados do GII 2017.


Obs.: Os números à esquerda do nome da economia indicam sua classificação no ranking de inovação. As economias são classificadas por renda de acordo com a Classificação de Grupos de Renda do Banco Mundial (julho de 2016). As
categorias de renda média superior e média inferior são agrupadas como economias de renda média.

(Continua na próxima página)


ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017
21

1: Índice Global de Inovação de 2017


Quadro 3: Qualidade da inovação: EUA, Japão, Reino Unido, China e Índia lideram seus grupos de renda (continuação)

As 10 melhores economias de renda primeiro lugar em famílias de patentes, essa equilíbrio entre os três componentes do
elevada: EUA, Japão, Suíça e Alemanha alteração pode ser explicada pela redução índice de qualidade.
lideram na pontuação de qualidade das universida- A Índia ocupa o 2º lugar em qualidade
No grupo de renda elevada, cinco econo- des, combinada a uma melhoria significa da da inovação pelo segundo ano consecutivo.
mias – Estados Unidos da América (EUA), Suécia no quesito de famílias de patentes. O desempenho positivo da Índia resulta da
Japão, Suíça, Alemanha e Reino Unido (UK) Os Países Baixo (em 8º lugar, ganhando manutenção de sua 2ª posição entre as eco-
– permanecem entre os cinco melhores duas posições) têm melhor pontuação em nomias de renda média em qualidade das
em qualidade da inovação desde que essa famílias de patentes, o que compensa o universidades e documentos citáveis. O país
métrica foi criada. Este ano, os EUA avan- declínio na classificação de suas universida- mostra uma ligeira redução na pontuação
çaram uma posição, ocupando o lugar do des no ranking. A Dinamarca e a Finlândia de famílias de patentes, mas isso não afeta
Japão. Os EUA obtiveram essa classificação entram no grupo dos 10 melhores este ano, sua classificação no ranking de qualidade
como resultado de pontuações sistematica- substituindo a França e o Canadá. Embora da inovação.
mente altas em determinados indicadores estes dois países tenham obtido altas pon- Com ligeiras reduções em todos os três
de qualidade e da melhoria na pontua- tuações em qualidade das universidades e indicadores, a Federação Russa passa para
ção relativa a famílias de patentes. Os EUA estudos citáveis, a melhoria da Dinamarca a 3ª posição entre as economias de renda
ocupam a primeira posição em estudos e da Finlândia na pontuação de patentes média superior e a 28ª posição no cômputo
citáveis, dividindo essa colocação com o depositadas é o principal motivo dessa geral, posicionando-se entre a Índia e o
Reino Unido pelo quinto ano consecutivo. mudança. Brasil. O desempenho do Brasil também
Em 2017, os EUA também permanecem é caracterizado por ligeiras reduções de
na liderança mundial quanto à qualidade As 10 melhores economias de pontuação em todos os três indicadores,
de suas universidades, superando o Reino renda média: China e Índia lideram; resultando em sua classificação em 29º lugar
Unido pelo segundo ano consecutivo. Federação Russa e Argentina retornam entre as economias de renda média.
Também contribui para o avanço dos EUA a ao grupo A Argentina, que ocupa o 5º lugar
redução sofrida pelo Japão nas pontuações Ainda há uma grande lacuna entre as eco- entre as economias de renda média e o 30º
de classificação de suas universidades no nomias de renda elevada e média. Sem a lugar no ranking geral, apresenta queda nas
ranking e documentos citáveis. China, a diferença nas pontuações médias pontuações de qualidade das universida-
Este ano, pela primeira vez, a Suíça está desses dois grupos em qualidade das uni- des e famílias de patentes e uma melhora
classificada em 3º lugar na métrica de quali- versidades (1,13) e em documentos citáveis marginal em documentos citáveis, mas sua
dade da inovação. Apesar do desempenho (0,64) está aumentando, ao passo que a pontuação geral a coloca à frente da África
ligeiramente inferior ao do ano passado na distância em patentes depositadas (0,14) do Sul (6º lugar entre as economias de renda
qualidade das universidades e do desempe- vem se estreitando. média e 32º no cômputo geral) e do México
nho inalterado em documentos citáveis, o A China avança uma posição e ocupa (7º e 34º, respectivamente).
país obteve a maior pontuação em famílias o 16º lugar em qualidade da inovação, A inclusão da Federação Russa e da
de patentes, o que o ajudou a superar o mantendo pelo quinto ano consecutivo Argentina no grupo de renda média resul-
Reino Unido e a Alemanha na pontuação sua liderança entre as economias de renda tou em um movimento descendente do
de qualidade geral. Esses dois países, por média e aproximando-se das economias México, Malásia, Turquia e Tailândia – eco-
outro lado, apresentam pontuações estáveis de renda elevada. Esse movimento pode nomias que estavam entre as 10 melhores
em documentos citáveis este ano, mas uma ser atribuído a pontuações mais altas em na faixa de renda média desde que a métrica
redução nas pontuações de famílias de qualidade das universidades (4º lugar) e de qualidade da inovação foi introduzida.
patentes e qualidade das universidades, documentos citáveis (14º). Embora outras Além disso, essa inclusão também eliminou
respectivamente. economias de renda média ainda depen- a Colômbia e a Ucrânia dessa lista, embora
A Suécia melhora sua colocação no dam substancialmente da classificação de o desempenho dessas economias também
ranking, ganhando duas posições e subs- suas universidades para avançar no ranking tenha divergido significativamente do que
tituindo a República da Coreia (Coreia) na de qualidade da inovação, a China – e, até elas exibiram em anos anteriores.
6ª posição. Embora a Coreia mantenha o certo ponto, a África do Sul – exibe um
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017
22
1: Índice Global de Inovação de 2017

Quadro 4: Diferenças globais em termos de inovação

As 25 primeiras posições do GII são ocupa- valores recebidos por uso de propriedade desempenho superior à média das 10 melho-
das por um grupo estável de países de renda intelectual e exportações de serviços de TIC res em vários pilares (especificamente,
elevada que lideram sistematicamente o colocam os Países Baixos entre os 10 melho- Instituições, Infraestrutura e Sofisticação do
ranking de inovação. Uma mudança impor- res. Outro ponto forte são os fluxos líquidos mercado). Este ano, pela primeira vez, a China
tante ocorreu no ano passado: a China, única de saída de investimentos externos diretos exibe uma pontuação maior que a média
economia de renda média incluída nesse (IED), que são parcialmente responsáveis das 10 melhores economias em Produtos
grupo de líderes em inovação, assumiu a 25ª por essa melhoria no ranking. Além disso, de conhecimento e tecnologia. Além disso,
posição em 2016. A China permanece nesse pontuações máximas em valores pagos por a diferença entre as pontuações médias das
grupo superior e continua avançando (22ª uso de propriedade intelectual, importações 10 melhores e as pontuações da China em
posição este ano). A classificação da China de serviços de TIC e domínios de alto nível Instituições, Capital humano e pesquisa,
no ranking de inovação em 2017 reflete suas de código de país ajudam a explicar essa Infraestrutura e Produtos criativos se estrei-
pontuações em Sofisticação empresarial e ascensão. taram. Por outro lado, a distância aumentou
Produtos de conhecimento e tecnologia, que Algumas alterações ocorrem este ano este ano nos quesitos Mercado e Sofisticação
estão acima da média do restante dos países na composição do grupo dos 25 melhores. A empresarial. Essa mudança se soma ao fato
classificados entre 11ª e a 25ª posição. Em par- Bélgica sai e a República Tcheca volta aos 25 de que a China obteve uma pontuação supe-
ticular, suas pontuações máximas em alguns este ano graças a seu melhor desempenho rior às de seus pares no grupo do 11º ao 25º
indicadores – escala do mercado interno, em produtos de alta e média-alta tecnologia, lugar em Sofisticação empresarial e Produtos
empresas que oferecem treinamento formal, bem como ao aumento nas pontuações de de conhecimento e tecnologia.
patentes por origem, modelos de utilidade crédito doméstico ao setor privado e fluxos
por origem, exportações de alta tecnologia líquidos de saída de investimentos externos Economias de renda média: China é
menos reexportações, desenhos ou modelos diretos (IED). a única economia de renda média no
industriais por origem e exportação de pro- A distância entre as 25 melhores econo- grupo das 25 melhores; Bulgária e
dutos criativos – são fatores que contribuem mias e o grupo imediatamente subsequente Malásia continuam muito distantes
para essa melhoria no ranking. Nos últimos ainda é evidente. A Figura 4.1 mostra as Além da China, que ocupa uma posição entre
dois anos, em termos tanto absolutos quanto pontuações médias nos seis grupos: (1) as as 25 melhores economias desde 2016, este
relativos em relação a outros países, a China 10 melhores economias, todas de renda ano Bulgária e Malásia são as duas economias
apresentou a melhoria mais significativa em elevada; (2) as economias classificadas da de renda média mais próximas desse grupo,
pedidos de patente por origem, qualidade 11ª à 25ª posição, todas também de renda com a Malásia caindo para a 37ª posição e
das universidades, índice H de documentos elevada, com a única exceção da China, que sendo ultrapassada pela Bulgária. A Bulgária
citáveis, pedidos de modelo de utilidade por é uma economia de renda média; (3) outras (36ª) agora é a economia de renda média
origem, gastos brutos em P&D e pedidos economias de renda elevada; (4) economias mais próxima das 25 melhores. Em particu-
internacionais de patente via PCT por ori- de renda média superior; (5) economias de lar, a Bulgária exibe melhor desempenho
gem. Adicionalmente, a China exibe este ano renda média inferior; e (6) economias de este ano em Tecnologias de informação
um sólido desempenho em três indicadores renda baixa. e comunicação (TIC), com melhorias de
introduzidos no GII 2016: empresas globais de desempenho em serviços governamen-
P&D, escala do mercado interno e talentos na A diferença entre os 10 líderes em tais on-line e participação eletrônica, bem
área de pesquisa em empresas. inovação e os demais no grupo dos 25 como em variáveis de outros pilares, como
A estabilidade é uma característica melhores talentos na área de pesquisa em empresas
comum das 10 melhores economias este Em geral, os 10 melhores têm desempenho e taxa de crescimento do PIB em termos de
ano, com a Suíça em 1º lugar pelo sétimo superior ao grupo da 11ª à 25ª posição em PPC em dólares por trabalhador. A Malásia,
ano consecutivo. Embora algumas variações todos os pilares. A diferença entre esses dois por outro lado, mantém como seus pontos
no ranking possam ser observadas, como a grupos é maior em ambos os pilares do lado fortes os quesitos de graduados em ciência
recuperação do 3º lugar pelos Países Baixos de produtos do índice. A comparação tam- e engenharia, importações e exportações de
(graças em parte às razões metodológicas bém mostra que as variações de desempenho alta tecnologia e exportação de produtos
explicadas na descrição do país, na página são menos significativas em dois pilares no criativos, entre outros indicadores. Essas duas
20), nenhuma economia entra ou sai desse lado dos insumos: Instituições e Sofisticação economias continuam operando próximas
grupo em 2017. A notável ascensão dos do mercado. Por outro lado, as diferenças das economias de renda elevada que estão
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Países Baixos deve-se principalmente ao seu aumentaram em Capital humano e pesquisa, fora do grupo das 10 melhores, o que é espe-
desempenho sistematicamente elevado Infraestrutura e Sofisticação empresarial. cialmente evidente nos quesitos Sofisticação
em áreas como Sofisticação empresarial, Diversas economias de renda elevada empresarial, Produtos de conhecimento e
Produtos criativos e Produtos de conheci- na faixa de classificação de 11 a 25 – Hong tecnologia e Produtos criativos.
mento e tecnologia. No quesito de Difusão de Kong (China, em 16º lugar), Canadá (18º), Com a exceção desses dois países,
conhecimentos, os dados disponíveis sobre Noruega (19º) e Nova Zelândia (21º) – têm ainda há uma lacuna considerável entre as

(Continua na próxima página)


23

1: Índice Global de Inovação de 2017


Quadro 4: Diferenças globais em termos de inovação (continuação)

economias no grupo com classificação da Economias de renda baixa A persistência das diferenças regionais
11ª à 25ª posição (bem como as economias aproximando-se das de renda média em inovação: pontuações regionais
de renda elevada) e o grupo de renda média Mantendo a tendência observada em edi- Os rankings regionais baseados nas pontua-
superior, especialmente em Instituições, ções anteriores, o grupo de economias de ções do GII mostram que a região da América
Capital humano e tecnologia e Infraestrutura; renda baixa continua estreitando a distância do Norte, composta por EUA e Canadá, conti-
essa diferença é menos perceptível em que o separa do grupo de renda média. nua na primeira posição (57,5; 2 economias),
Produtos criativos. Em comparação com o Entretanto, essa diferença ainda é signifi- seguida pela Europa (47,1; 39 economias) e
ano passado, e em parte devido a consi- cativa em Infraestrutura, Sofisticação do pelo Sudeste Asiático, Ásia Oriental e Oceania
derações metodológicas, a diferença entre mercado, Produtos criativos e Produtos de (44,0; 15 economias). Norte da África e Ásia
esses grupos aumentou em Instituições e, conhecimento e tecnologia. Este ano, não há Ocidental (34,3; 19 economias) e América
em menor grau, em Sofisticação do mer- diferença entre esses grupos nos pilares de Latina e Caribe (31,7; 18 economias) têm
cado. Por outro lado, a diferença parece estar Instituições e Sofisticação empresarial, áreas pontuações semelhantes, enquanto a dife-
diminuindo em Infraestrutura e em Capital em que o grupo de renda média continua rença entre as pontuações médias da Ásia
humano e pesquisa. a exibir desempenho superior à média do Central e Meridional (28,5; 9 economias) e
Somente algumas economias de renda grupo de renda média inferior. Isso indica que da África Subsaariana (24,8; 25 economias)
média superior – Romênia (42ª), Turquia os esforços de fortalecimento das instituições está aumentando. Em comparação com os
(43ª), Federação Russa (45ª), Vietnã (47ª), e consolidação dos fatores necessários para resultados de 2016, essas médias mostram
Montenegro (48ª) e Ucrânia (50ª) – estão promover um ambiente mais propício aos que a região da América Latina e Caribe é a
entre as 50 melhores este ano. negócios continuam em expansão nesses que mais melhorou sua média, seguida por
países. Ásia Central e Meridional, Norte da África e
Ásia Ocidental e Europa. Por outro lado, a
maior redução da pontuação média ocorreu
na África Subsaariana, seguida de Sudeste
Asiático, Ásia Oriental e Oceania, e América
do Norte.

Figura 4.1: Diferenças em inovação: a China cresce entre as 25 melhores economias

Instituições
100
Pontuações médias
  10 melhores (renda elevada)
Produtos 75 Capital humano
criativos e pesquisa   11–25 (renda elevada, mais China)
  Outras economias de renda elevada
50
  Renda média superior
25   Renda média inferior
  Renda baixa

Produtos de Infraestrutura
conhecimento
e tecnologia
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Sofisticação empresarial Sofisticação do mercado

Fonte: Dados do GII 2017.


Obs.: Os países/economias são classificados de acordo com a Classificação de Grupos de Renda do Banco Mundial (julho de 2016).
24

oportunidades para melhorias adi- líquidos de saída de investimentos posição em vários indicadores: estado
1: Índice Global de Inovação de 2017

cionais, particularmente em Ensino externos diretos (IED), perdendo-a de direito, facilidade de resolução de
superior (19ª posição), Infraestrutura em produtos de alta e média-alta tec- insolvência, desempenho ambiental e
geral (44ª), Comércio, concorrência e nologia, exportações de alta tecnolo- famílias de patentes.
escala do mercado (37ª) e Impacto do gia, capitalização do mercado e fluxos A Alemanha continua em ascen-
conhecimento (34ª). Seus indicadores líquidos de entrada de investimentos são no ranking do GII, ganhando
são relativamente fracos nos quesitos externos diretos. Cingapura também uma posição em relação ao ano pas-
de graduados em ciência e engenha- detém a 1ª colocação em outros oito sado, quando entrou pela primeira vez
ria, formação bruta de capital, mode- indicadores: eficácia do governo, qua- no grupo das 10 melhores economias.
los de utilidade por origem, taxa de lidade regulatória, custo de demissão A Alemanha ocupa o primeiro lugar
crescimento do PIB por trabalhador e por corte de pessoal ou eliminação de em desempenho logístico e patentes
marcas registradas por origem. funções, escalas do PISA, mobilidade por origem. Está na 2ª posição em
Cingapura ainda tem a melhor de estudantes do ensino superior, gastos de empresas globais de P&D,
classificação na região do Sudeste facilidade de proteção de investidores tendo perdido a 1ª colocação de 2016,
Asiático, Ásia Oriental e Oceania, minoritários, taxa tarifária aplicada e e em 3º lugar – a mesma colocação do
mesmo tendo perdido uma posição valores pagos por uso de propriedade ano passado – em estado de desen-
(veja o Quadro 6). O país mantém intelectual. volvimento de clusters e documen-
o primeiro lugar no Subíndice de A Finlândia cai da 5ª posição em tos citáveis. No nível dos pilares,
Insumos de Inovação e ganha três 2016 para a 8ª este ano. O país man- a Alemanha protege todas as suas
posições no Subíndice de Produtos tém sua 4ª colocação no Subíndice de respeitáveis posições e melhora em
de Inovação (17º lugar). Cingapura Insumos, mas perde três posições no Infraestrutura (20º lugar). O país está
classifica-se entre as cinco melhores Subíndice de Produtos (13ª). Ele man- entre as 25 melhores economias em
economias em todos os pilares de tém sua primeira colocação em Capital todos os pilares e entre as 10 melhores
insumos, obtendo o primeiro lugar humano e pesquisa e melhora em nos pilares de produtos. As áreas de
em Instituições. Em termos de pro- Infraestrutura (8ª posição). Em todos oportunidade incluem Educação (29ª
dutos de inovação, Cingapura perde os outros pilares, porém, a Finlândia posição), Sustentabilidade Ecológica
uma posição em Produtos de conhe- perde de uma a quatro posições. No (36ª), Crédito (28º), Investimentos
cimento e tecnologia (11ª) e ganha nível dos subpilares, há perdas em 12 (41ª) e Bens e serviços criativos (28ª).
uma em Produtos criativos (32ª). dos 21 subpilares. As maiores quedas No nível dos indicadores, a Alemanha
No nível dos subpilares, Cingapura ocorrem em Bens e serviços criativos melhora em gastos governamentais por
ocupa o primeiro lugar em Ambiente (40ª posição), Ambiente político (8ª) aluno (ganho de 5 posições), matrícu-
político, Ambiente regulatório e e Difusão de conhecimentos (14ª). las no ensino superior (11 posições),
Ensino superior, obtendo classifica- Os ganhos mais significativos são serviços governamentais on-line (13
ção máxima em Investimentos. Sua em TIC (19ª) e Impacto do conhe- posições), capitalização do mercado (6
classificação também melhora subs- cimento (32ª). A Finlândia também posições), f luxos líquidos de entrada
tancialmente em Educação e Bens perde posições em vários indicadores, de investimentos externos diretos
e serviços criativos, ganhando nove incluindo transações de capital de (IED) (19 posições) e TIC e criação
posições em ambos os subpilares. risco, gastos brutos em P&D (GERD) de modelos de negócio (6 posições).
Apesar dessas melhorias, Cingapura realizados por empresas, valores rece- Para a Alemanha, existem oportu-
tem uma posição relativamente fraca bidos e pagos por uso de propriedade nidades de melhoria nos quesitos de
em Educação, com a 76ª coloca- intelectual, TIC e criação de modelos facilidade para abrir uma empresa,
ção. Nesse subpilar, Cingapura tem de negócio, TIC e criação de mode- formação bruta de capital, mulheres
desempenho insatisfatório em todos los organizacionais, exportações de com pós-graduação empregadas,
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

os indicadores, exceto resultados do serviços culturais e criativos, e filmes valores pagos por uso de propriedade
PISA. Também existe espaço para nacionais de longa metragem. De intelectual, taxa de crescimento do
melhorias na taxa de crescimento do fato, como a lista mostra, o movi- PIB por trabalhador e novas empresas.
PIB por trabalhador, exportações de mento descendente da Finlândia este A Irlanda aparece em 10º lugar
serviços de TIC e desenhos ou mode- ano resulta de uma queda em diversos este ano, perdendo três posições em
los industriais por origem. Além des- indicadores. Além de Capital humano relação ao ano passado. O país clas-
sas áreas de oportunidade, Cingapura e pesquisa e do subpilar Ambiente de sifica-se entre as 25 melhores econo-
mantém sua 1ª colocação em f luxos negócios, a Finlândia ocupa a primeira mias em todos os pilares, mas perde
25

posições em Sofisticação do mercado insumos no ano passado, saiu do particularmente bem-sucedido em

1: Índice Global de Inovação de 2017


(25ª), Sofisticação empresarial (10ª), grupo das 10 melhores este ano. Instituições (7ª posição) e Sofisticação
Produtos de conhecimento e tecno- Hong Kong (China) cai da do mercado (3ª) e melhorou em
logia (5ª) e Produtos criativos (13ª). 2ª para a 8ª posição no Subíndice Capital humano e pesquisa (20ª).
No nível dos subpilares, a Irlanda de Insumos de Inovação este ano e Este ano, porém, o Canadá perde
está entre os dois melhores em dois ocupa o 16º lugar na classificação sete posições em Infraestrutura (18ª
subpilares importantes: Impacto do geral, em comparação com o 14º posição) em quatro em Sofisticação
conhecimento (2ª posição) e Difusão lugar em 2016. O país mantém suas empresarial (24ª). Em Infraestrutura,
de conhecimentos (1ª). As opor- boas posições em Instituições (3ª) e o país perde posições em todos os
tunidades estão em Infraestrutura Sofisticação do mercado (2ª), mas subpilares – particularmente em
geral (34ª posição), Crédito (40ª), perde terreno em três dos cinco pilares Sustentabilidade ecológica, com uma
Investimentos (29ª), Criação de de insumos, com a maior queda em queda de 19 posições em certifica-
conhecimento (38ª) e Bens e servi- Capital humano e pesquisa (28ª). Em dos ambientais ISO 14001 (73). Em
ços criativos (33ª). A Irlanda exibe nove dos 15 subpilares, Hong Kong Sofisticação empresarial, o Canadá
deficiências em vários indicadores (China) está entre as 10 melhores eco- sofre sua maior queda em vínculos
específicos, inclusive crédito interno nomias, com ótimas colocações em para fins de inovação, resultante de
para o setor privado, capitalização do Ambiente regulatório (2ª), Ambiente um declínio no ranking de colabo-
mercado, intensidade da concorrência de negócios (2ª), Sustentabilidade ração entre universidades e empresas
local, desenhos ou modelos industriais ecológica (1ª), Crédito (3ª) e Absorção para fins de pesquisa. As 10 melho-
por origem e exportações de serviços de conhecimentos (3ª). Porém, Hong res classificações do Canadá em
culturais e criativos. O país lidera em Kong (China) apresenta uma queda subpilares este ano são nos quesitos
valores pagos por uso de propriedade significativa em Educação (73ª posi- Ambiente político (6ª posição, um
intelectual, exportações de serviços ção), que é um subpilar fraco este ponto forte), Ambiente regulatório
de TIC e f luxos líquidos de saída de ano, e em P&D (33ª). Isso resulta (10ª), Ambiente de negócios (7ª),
investimentos externos diretos (IED) em parte de um novo valor ausente Infraestrutura geral (7ª), Crédito (8ª)
e melhora em relação a 2016 em (expectativa de vida escolar) e de e Investimentos (2ª posição, outro
vários indicadores importantes, como uma queda em empresas globais de ponto forte). O Canadá apresenta
resultados do PISA, pesquisadores, P&D (43ª posição). Outros indicado- melhorias em Educação em 2017, em
empresas globais de P&D, formação res que deixam a desejar são GERD parte devido à melhoria de sua clas-
bruta de capital e PIB por unidade de financiados a partir do exterior, sificação nos rankings de gastos com
uso de energia. valores pagos por uso de propriedade educação, gastos governamentais por
intelectual e importações e expor- aluno e resultados do PISA.
Os 10 melhores no Subíndice de Insumos de tações de serviços de TIC. Apesar
Inovação dessas quedas, Hong Kong (China) Os 10 melhores no Subíndice de Produtos de
O Subíndice de Insumos de Inovação preserva sua liderança em acordos de Inovação
considera os elementos de uma eco- empreendimentos conjuntos/alianças As variáveis do Subíndice de Produtos
nomia que favorecem as atividades estratégicas, importações de alta tec- de Inovação fornecem informações
inovadoras por meio de cinco pila- nologia e f luxos líquidos de entrada sobre elementos resultantes da inova-
res. As 10 melhores economias no de investimentos externos diretos e ção em uma economia. Embora possa
Subíndice de Insumos de Inovação são melhora sua classificação em resul- haver diferenças substanciais entre os
Cingapura, Suécia, Suíça, Finlândia, tados do PISA, patentes por origem Subíndices de Insumos e de Produtos,
EUA, Dinamarca, Reino Unido, e modelos de utilidade por origem. resultando em alterações importantes
Hong Kong (China), Países Baixos O Canadá permanece na 10ª nas classificações de determinados
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

e Canadá. Hong Kong (China) e posição no Subíndice de Insumos de países de um subíndice para o outro,
Canadá são as únicas economias nesse Inovação, embora tenha caído três os dados confirmam que os esforços
grupo que não estão também entre as posições no ranking geral em relação dispendidos para tornar os ambientes
10 melhores do GII. Os Países Baixos a 2016, aparecendo em 18º lugar. Os mais propícios à inovação são recom-
entraram no grupo das 10 melhores pontos fortes do Canadá no lado dos pensados com melhores produtos de
em 2017, ao passo que o Japão, que insumos resultam de sua colocação inovação. As 10 melhores econo-
ocupava a 9ª posição no lado dos entre as 25 melhores economias em mias no Subíndice de Produtos de
seis dos sete pilares. O Canadá é Inovação este ano são a Suíça, Países
26

Baixos, Suécia, Luxemburgo, EUA, país progride em uma de suas áreas de serviços de TIC e f luxos líquidos
1: Índice Global de Inovação de 2017

Reino Unido, Alemanha, Irlanda, de melhor desempenho, Criação de de saída de investimentos externos
Coreia e Islândia. conhecimento (2ª), onde mantém as diretos (IED).
Em termos gerais, as 10 econo- classificações máximas em patentes
mias que lideram o Subíndice de por origem e pedidos de patente via Melhores desempenhos por grupo de renda
Produtos de Inovação permanecem PCT e avança para a melhor posição A análise das economias em compa-
consistentes com suas classificações em modelos de utilidade por ori- ração com seus pares nos respectivos
em 2016, com várias mudanças de gem. A Coreia também melhora sua grupos de renda pode ilustrar as van-
posição e uma substituição: três classificação em Capital humano e tagens competitivas relativas e ajudar
economias avançaram no grupo das pesquisa (2º lugar), em que ocupa o os tomadores de decisões a extrair
10 melhores (Países Baixos, EUA e 1º lugar em P&D. Apesar da perda lições importantes para melhorar o
Alemanha) e cinco perderam posi- de uma posição em gastos brutos em desempenho, aplicáveis diretamente
ções (Suécia, Luxemburgo, Reino P&D, a Coreia consegue manter sua nas áreas relevantes. O GII tam-
Unido, Irlanda e Islândia). A Coreia 2ª posição em gastos brutos em P&D bém avalia os resultados em relação
ingressa no grupo das 10 melhores (GERD) realizados por empresas e ao estágio de desenvolvimento dos
economias no lado dos produtos e a sua 3ª posição em GERD financiados países.
Finlândia sai desse grupo em 2017. por empresas. Os pontos relativa- A Tabela 4 mostra as 10 econo-
Sete dessas economias estão classifi- mente fracos do país incluem, no lado mias melhor classificadas em cada
cadas entre as 10 melhores no GII; os dos produtos, exportações de serviços índice por grupo de renda. Suíça,
perfis das outras três economias são de TIC e produtos de impressão e Suécia e Países Baixos estão entre
discutidos a seguir. publicação; e, no lado dos insumos, as 10 melhores economias de renda
Luxemburgo ocupa a 4ª posi- mobilidade de estudantes do ensino elevada nos três índices principais e
ção no Subíndice de Produtos de superior, PIB por unidade de uso entre as três melhores no Subíndice
Inovação em 2017 e a 4ª no GII geral. de energia, emprego em serviços de Produtos de Inovação. Em com-
No lado da produção, Luxemburgo intensivos em conhecimento e f luxos paração com o ano passado, Hungria
perde quatro posições em Produtos líquidos de entrada de investimentos e Estônia deixam o grupo e abrem
de conhecimento e tecnologia (15ª) externos diretos. espaço para a República Tcheca e a
e ganha uma em Produtos criativos. A Islândia classifica-se em 10º Coreia.
Nesse pilar, o país mantém como pon- lugar no Subíndice de Produtos Entre as 10 economias de renda
tos fortes as exportações de serviços de Inovação em 2017. Este ano, a média superior melhor classificadas,
culturais e criativos, a produção de Islândia ganha quatro posições em nove já estavam presentes em 2016
filmes nacionais de longa metragem Produtos de conhecimento e tecno- (veja também o Quadro 4): China
e os domínios de alto nível (TLD) logia (18ª) e atinge o segundo lugar (22ª posição este ano), Bulgária (36ª),
genéricos, e melhora em desenhos ou em Produtos criativos. O país man- Malásia (37ª), Romênia (42ª), Turquia
modelos industriais por origem e em tém a liderança em Bens e serviços (43ª), Montenegro (48ª), Tailândia
criação de modelos organizacionais. criativos e em Criatividade on-line, (51ª), Costa Rica (53ª) e África do
Luxemburgo também mantém sua classificando-se em primeiro lugar Sul (57ª). A recém-chegada a esse
posição de liderança no ranking do em três indicadores desses subpilares: grupo das 10 melhores economias de
Índice de Eficiência em Inovação. filmes nacionais de longa metragem, renda média superior é a Federação
A República da Coreia (Coreia) produtos de impressão e publicação e Russa (45ª posição), que substitui as
atinge a 9ª posição no Subíndice de domínios de alto nível (TLD) gené- Ilhas Maurício (64ª). China, Malásia,
Produtos de Inovação este ano, avan- ricos. A Islândia avança nos rankings Bulgária e Romênia estão entre as 10
çando duas posições. A Coreia ganha de Criação de conhecimento (13ª economias de renda média superior
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

seis posições em Produtos criativos, posição) e Difusão de conhecimentos com melhor classificação nos três
classificando-se em 15º lugar este (21ª), obtendo a 1ª posição em artigos índices principais e no Índice de
ano. Ela melhora em Bens e serviços técnicos e científicos e melhorando Eficiência em Inovação.
criativos (35ª posição) e mantém o em pedidos de patente via PCT, taxa A repetição da análise com os paí-
primeiro lugar em desenhos ou mode- de crescimento do PIB por trabalha- ses de renda média inferior mostra que
los industriais por origem. Embora dor, certificados de qualidade ISO oito dos 10 melhores de 2016 perma-
perca uma posição em Produtos de 9001, valores recebidos por uso de necem no grupo dos 10 melhores este
conhecimento e tecnologia (6ª), o propriedade intelectual, exportações ano: Vietnã (47ª posição), Ucrânia
27

Tabela 4: Dez economias melhor classificadas por grupo de renda (classificação)

1: Índice Global de Inovação de 2017


Índice Global de Inovação Subíndice de Insumos de Inovação Subíndice de Produtos de Inovação Índice de Eficiência em Inovação

Economias de renda elevada (48 no total)


1 Suíça (1) Cingapura (1) Suíça (1) Luxemburgo (1)
2 Suécia (2) Suécia (2) Países Baixos (2) Suíça (2)
3 Países Baixos (3) Suíça (3) Suécia (3) Países Baixos (4)
4 Estados Unidos da América (4) Finlândia (4) Luxemburgo (4) Islândia (5)
5 Reino Unido (5) Estados Unidos da América (5) Estados Unidos da América (5) Irlanda (6)
6 Dinamarca (6) Dinamarca (6) Reino Unido (6) Alemanha (7)
7 Cingapura (7) Reino Unido (7) Alemanha (7) Malta (8)
8 Finlândia (8) Hong Kong (China) (8) Irlanda (8) Suécia (12)
9 Alemanha (9) Países Baixos (9) Coreia, Rep. da (9) República Tcheca (13)
10 Irlanda (10) Canadá (10) Islândia (10) Coreia, Rep. da (14)

Economias de renda média superior (35 no total)


1 China (22) China (31) China (11) China (3)
2 Bulgária (36) Malásia (36) Bulgária (32) Turquia (9)
3 Malásia (37) Federação Russa (43) Turquia (36) Bulgária (15)
4 Romênia (42) Bulgária (45) Malásia (39) Irã, Rep. Islâmica do (16)
5 Turquia (43) Ilhas Maurício (47) Tailândia (43) Tailândia (24)
6 Federação Russa (45) África do Sul (49) Romênia (44) Panamá (38)
7 Montenegro (48) Montenegro (50) Costa Rica (50) Romênia (39)
8 Tailândia (51) Romênia (51) Federação Russa (51) Costa Rica (43)
9 Costa Rica (53) Colômbia (52) Montenegro (52) Malásia (46)
10 África do Sul (57) ARI da Macedônia (53) Panamá (55) República Dominicana (54)

Economias de renda média inferior (27 no total)


1 Vietnã (47) Índia (66) Vietnã (38) Vietnã (10)
2 Ucrânia (50) Mongólia (67) Ucrânia (40) Ucrânia (11)
3 Mongólia (52) Vietnã (71) Moldávia, Rep. da (42) Armênia (17)
4 Moldávia, Rep. da (54) Moldávia, Rep. da (73) Armênia (47) Moldávia, Rep. da (22)
5 Armênia (59) Ucrânia (77) Mongólia (48) Mongólia (27)
6 Índia (60) Marrocos (79) Índia (58) Costa do Marfim (40)
7 Marrocos (72) Tunísia (81) Filipinas (65) Indonésia (42)
8 Filipinas (73) Armênia (82) Marrocos (68) Quênia (50)
9 Tunísia (74) Filipinas (83) Quênia (70) Índia (53)
10 Quênia (80) Quirguistão (86) Tunísia (71) Filipinas (55)

Economias de renda baixa (17 no total)


1 Tanzânia, Rep. Unida da (96) Ruanda (76) Tanzânia, Rep. Unida da (76) Tanzânia, Rep. Unida da (29)
2 Ruanda (99) Uganda (93) Etiópia (91) Etiópia (32)
3 Senegal (100) Burkina Faso (101) Madagascar (95) Madagascar (45)
4 Uganda (102) Senegal (102) Senegal (98) Moçambique (70)
5 Moçambique (107) Nepal (108) Moçambique (100) Mali (78)
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

6 Nepal (109) Tanzânia, Rep. Unida da (109) Uganda (106) Zimbábue (89)
7 Etiópia (110) Benin (110) Mali (107) Senegal (95)
8 Madagascar (111) Níger (111) Malaui (112) Malaui (98)
9 Malaui (115) Malaui (112) Nepal (114) Nepal (105)
10 Benin (116) Moçambique (114) Zimbábue (116) Benin (110)

Obs.: As economias com as 10 melhores posições no GII, no Subíndice de Insumos, no Subíndice de Produtos e no Índice de Eficiência em Inovação dentro do respectivo grupo de renda são destacadas em negrito.
28

(50ª), República da Moldávia (54ª), pontuação no Subíndice de Insumos. Agrupando líderes em inovação,
1: Índice Global de Inovação de 2017

Armênia (59ª), Índia (60ª), Marrocos Ele avalia a eficácia dos sistemas realizadores em inovação e países cujo
(72ª), Filipinas (73ª) e Quênia (80ª). e políticas de inovação. Deve-se desempenho em inovação é equivalente ou
Os países de renda média inferior que notar, porém, que as economias inferior ao seu nível de desenvolvimento em
ingressam no grupo dos 10 melhores também podem atingir um Índice de relação ao PIB: o gráfico de bolhas do GII
este ano são Mongólia (52ª) e Tunísia Eficiência em Inovação relativamente O GII também ajuda a identificar o
(74ª), que substituem Geórgia (68ª) alto como resultado de pontuações de desempenho em inovação de cada
e o Tajiquistão (94ª). Sete dos 10 insumos particularmente baixas. Por país em relação ao seu nível de PIB. A
países melhor classificados no grupo esse motivo, os índices de eficiência Figura 4, nas páginas 30–31, apresenta
de renda média inferior também se devem ser analisados em conjunto as pontuações do GII plotadas em
classificam entre os 10 melhores em com as pontuações obtidas no GII, relação ao PIB per capita em termos
cada um dos três índices e no Índice em Insumos e em Produtos, levando de PPC em dólares (em logaritmos
de Eficiência em Inovação; as exce- em conta também o estágio de desen- naturais). As economias que apare-
ções são Marrocos, Tunísia e Quênia. volvimento de cada economia. cem próximas à linha de tendência
Também houve uma forte consis- Os 10 países com maior Índice de exibem resultados compatíveis com o
tência entre os países de renda baixa, Eficiência em Inovação combinam que seria esperado com base em seu
com oito de 10 economias permane- certos níveis de insumos de inovação nível de desenvolvimento. Quanto
cendo no grupo das 10 melhores. A com resultados de produtos mais mais alta e acima da linha de tendên-
República Unida da Tanzânia é o país robustos (veja a Tabela 1). São eles: cia é a posição de um país, melhor
de renda baixa com melhor classifi- Luxemburgo, Suíça, China, Países o seu desempenho em inovação em
cação (96ª), subindo nove pontos em Baixos, Islândia, Irlanda, Alemanha, comparação com o de seus pares no
relação ao GII geral de 2016 e apre- Malta, Turquia e Vietnã. Em compa- mesmo estágio de desenvolvimento.
sentando melhorias nos Subíndices de ração com os anos anteriores, novas As bolhas coloridas em vermelho na
Insumos (109ª) e Produtos (76ª) de economias de renda média juntaram- figura correspondem aos inovadores
Inovação (veja o Quadro 5). Os próxi- -se às 10 mais eficientes: a China, que eficientes (a maioria dos quais está
mos países de renda baixa no ranking ingressou no grupo das 10 melhores acima da linha de tendência), e as
são Ruanda (99ª posição), Senegal no ano passado, é acompanhada este bolhas coloridas em azul representam
(100ª), que substitui o Camboja ano pela Turquia e por uma economia os países na metade inferior do Índice
(101ª posição, agora uma economia de renda média inferior, o Vietnã, que de Eficiência em Inovação.
de renda média inferior), Uganda obtém o progresso mais espetacular No grupo de líderes em inovação,
(102ª), Moçambique (107ª), Nepal este ano (veja o Quadro 6). encontramos as mesmas 25 economias
(109ª), Etiópia (100ª), Madagascar Economias da Europa, do Sudeste que estavam entre as melhores em
(111ª), Malaui (115ª) e Benin (116ª), Asiático, Ásia Oriental e Oceania, e 2016, com duas exceções: a República
que substitui Mali (118ª). Com uma do Norte da África e Ásia Ocidental Tcheca está entrando nesse grupo e a
boa classificação em todos os índices ocupam as 20 primeiras posições Bélgica está saindo. Todas são econo-
principais do GII, República Unida nesse ranking proporcional. Entre as mias de renda elevada, com a única
da Tanzânia, Senegal, Moçambique, economias de renda elevada, Suécia, exceção da China, que pertence ao
Nepal e Malaui estão entre os 10 República Tcheca, Coreia, Kuwait, grupo de renda média superior. Essas
melhores países de renda baixa. Estônia e Reino Unido estão no economias estão localizadas em qua-
Todos os integrantes do grupo das 10 grupo das 20 economias mais eficien- tro regiões, com a maioria no Sudeste
melhores economias de renda baixa, tes em inovação. Entre as economias Asiático, Ásia Oriental e Oceania e
exceto Ruanda e Uganda, estão entre de renda média superior, Bulgária na Europa e as demais na América
as 10 melhores economias de renda e República Islâmica do Irã estão do Norte e no Norte da África e Ásia
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

baixa no Índice de Eficiência em entre as 20 melhores em termos de Ocidental. Todas as economias nesse
Inovação. eficiência. No grupo de renda média grupo têm uma pontuação maior que
inferior, as 20 economias mais efi- 50 no GII. Essas economias exibem
Maximizando os recursos e sinergias para cientes incluem Ucrânia e Armênia. sistemas de inovação maduros, com
inovação: o Índice de Eficiência em Inovação Nenhuma economia de renda baixa instituições sólidas e altos níveis de
O Índice de Eficiência em Inovação é está entre as 20 melhores no ranking sofisticação empresarial e de mercado,
calculado como a razão entre a pon- de eficiência da inovação este an. permitindo que os investimentos em
tuação no Subíndice de Produtos e a capital humano e infraestrutura se
29

traduzam em resultados de inovação Tabela 5: Realizadores em inovação: grupo de renda e anos como realizador em inovação

1: Índice Global de Inovação de 2017


de qualidade.
Economia Grupo de renda Anos como realizador em inovação (total)
As economias cujo desempenho
Vietnã Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7)
supera em pelo menos 10% o desem-
Quênia Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7)
penho de seus pares no mesmo nível
Moldávia, Rep. da Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7)
de PIB são chamadas de “realizadores
Índia Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7)
em inovação”. Essas economias são
Armênia Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012 (6)
mostradas na Tabela 5, por grupo de
Ucrânia Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5)
renda e por número de anos como
Ruanda Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5)
realizador em inovação. Essas eco-
Uganda Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2013 (5)
nomias exibem melhores resultados
Moçambique Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5)
em inovação porque melhoram con-
tinuamente seus sistemas de inovação, Malaui Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5)

têm arcabouços institucionais mais Senegal Renda baixa 2017, 2015, 2014, 2013, 2012 (5)

estruturados, desenvolvem vínculos Tajiquistão Renda média inferior 2017, 2016, 2013 (3)

que permitem a absorção de conheci- Malta Renda elevada 2017, 2016, 2015 (3)

mentos e o f luxo de recursos humanos Madagascar Renda baixa 2017, 2016 (2)

altamente qualificados e promovem Bulgária Renda média superior 2017, 2015 (2)

uma integração mais estreita com Burundi Renda baixa 2017 (1)

os mercados internacionais. Essas Tanzânia, Rep. Unida da Renda baixa 2017 (1)

características, embora se traduzam Obs.: Classificação de grupos de renda do Banco Mundial (julho de 2016): RB = renda baixa; MI = renda média inferior; MS = renda média superior; e
RE = renda elevada.
em alocação de recursos adequados
para a educação, níveis mais elevados
de crescimento econômico e melhor da Europa Oriental, aparecem na lista de capital e taxa de crescimento do
renda para os trabalhadores, não são pelo segundo ano consecutivo. PIB por trabalhador.
homogêneas entre essas economias. É importante notar que Essa análise também permite
No total, 17 economias estão Quênia, Ruanda, Senegal, Uganda, identificar um grupo de economias
incluídas no grupo de realizadores em Moçambique e Malaui se destacam cujo desempenho é pelo menos 10%
inovação. Esse grupo cresceu desde por terem sido realizadores em inova- inferior ao de seus pares no mesmo
a edição de 2016 do GII. A maioria ção pelo menos cinco vezes nos últi- nível de PIB. Esse agrupamento
dessas economias - nove no total - está mos seis anos. Madagascar conseguiu inclui 39 países de diferentes regiões
na região Subsaariana, seguidas de isso nos dois últimos anos, e Burundi e grupos de renda: nove do grupo de
três economias na Europa Oriental. e República Unida da Tanzânia renda elevada (dos quais seis da região
Um melhor desempenho em pro- somente em 2017. Com a exceção de do Norte da África e Ásia Ocidental),
dutos de inovação este ano permite Senegal, Bulgária e as duas economias 17 do grupo de renda média superior,
que a República Tcheca deixe o citadas acima, todas foram identifica- 11 do grupo de renda média inferior e
grupo de realizadores em inovação das como realizadores em inovação duas economias de renda baixa.
e ingresse no grupo das economias nos dois últimos anos. O Quênia,
líderes. Portugal também sai desse principal realizador em inovação
grupo e cai para o grupo de econo- na região, vem sendo considerado Rankings regionais
mias cujo desempenho é compatível como tal todos os anos desde 2011. A Esta seção discute as tendências
com seu desenvolvimento em termos maioria dessas economias tem desem- regionais e sub-regionais, com ins-
de nível de PIB, parcialmente como penho superior ao de seus pares em tantâneos de algumas economias que
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

resultado de uma queda de desem- Vínculos para fins de inovação, par- lideram os rankings.
penho em infraestrutura geral e em ticularmente em GERD financiados A Tabela 6 na página 32 contém
absorção de conhecimentos. Duas a partir do exterior e f luxos líquidos um mapa de calor com as pontuações
novas economias juntam-se a esse de entrada de investimentos externos das 10 melhores, juntamente com
grupo: Burundi e República Unida diretos. Essas economias também têm as pontuações médias por região e
da Tanzânia, da África Subsaariana, em comum um bom desempenho nos grupo de renda. Para colocar a dis-
enquanto a Armênia, do Norte da quesitos de gastos governamentais em cussão sobre os rankings mais em
África e Ásia Ocidental, e a Bulgária, educação por aluno, formação bruta perspectiva, a Figura 5 na página 33
30

Figura 4: Pontuações no GII e PIB per capita em termos de PPC em dólares (bolhas dimensionadas por população)
1: Índice Global de Inovação de 2017

70

CH

SE
NL
Líderes em US
GB
inovação
60
FI SG
DK IE
KR DE

IS
JP FR
IL CA HK
CN NZ AT NO
CZ AU
EE MT
50 BE
ES

CY IT
PT SI
LV
SK
AE
BG MY
Pontuação no GII

PL
HU LT
40 HR
GR
VN ME TR RO CL
UA TH RU QA
MN CR
MD
ZA MX SA KW
IN AM
PA
Realizadores GE RS MK MU UY BH
CO
MA PE BR BR
em inovação AR BN
PH TN IR
DO KZ OM
KE PY BA JO AZ LB
30 JM LK ID BW BY TT
EC
TJ TZ AL
KG GT NA
RW SN
KH
UG HN SV
BO
EG Economias com baixo
ET NP desempenho em relação ao PIB
MZ CI DZ
MW MG PK
BJ
BF ML CM BD
ZW NG
BI NE
ZM
20

TG
GN
Inovadores eficientes
YE
Inovadores ineficientes
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

10
400 1.600 6.400 25.600 102.400

PIB per capita em PPC em dólares (escala logarítmica)

Obs.: “Inovadores eficientes” são países/economias com Índice de Eficiência em Inovação ≥ 0,66; os “Inovadores ineficientes” têm índices < 0,66; a linha de tendência é um polinômio de terceiro grau com interceptação (R² = 0,6431).
31

Figura 4: Pontuações no GII e PIB per capita em termos de PPC em dólares (bolhas dimensionadas por população): códigos de país ISO-2

1: Índice Global de Inovação de 2017


País/Economia Código País/Economia Código País/Economia Código

África do Sul ......................................................... ZA Eslováquia ............................................................ SK Mongólia .............................................................MN


Albânia................................................................. AL Eslovênia ............................................................... SI Montenegro ........................................................ ME
Alemanha ............................................................ DE Espanha ................................................................ES Namíbia ...............................................................NA
Arábia Saudita ...................................................... SA Estados Unidos da América .................................. US Nepal ....................................................................NP
Argélia ................................................................. DZ Estônia ..................................................................EE Níger .................................................................... NE
Argentina .............................................................AR Etiópia ...................................................................ET Nigéria .................................................................NG
ARI da Macedônia ............................................... MK Federação Russa ...................................................RU Noruega ...............................................................NO
Armênia ..............................................................AM Filipinas ................................................................PH Nova Zelândia ...................................................... NZ
Austrália ...............................................................AU Finlândia ................................................................FI Omã ....................................................................OM
Áustria ...................................................................AT França .................................................................. FR Países Baixos ........................................................ NL
Azerbaijão ........................................................... AZ Geórgia ................................................................ GE Panamá ................................................................ PA
Bahrein ................................................................BH Grécia ...................................................................GR Paquistão ............................................................. PK
Bangladesh ..........................................................BD Guatemala ........................................................... GT Paraguai ............................................................... PY
Bélgica ................................................................ BE Guiné ...................................................................GN Peru...................................................................... PE
Benin ....................................................................BJ Honduras ..............................................................HN Polônia ..................................................................PL
Bielorrússia .......................................................... BY Hong Kong (China) ...............................................HK Portugal ............................................................... PT
Bolívia, Est. Plurinacional .....................................BO Hungria ................................................................HU Quênia .................................................................. KE
Bósnia e Herzegovina ...........................................BA Iêmen ................................................................... YE Quirguistão .......................................................... KG
Botsuana .............................................................BW Ilhas Maurício ......................................................MU Reino Unido .........................................................GB
Brasil ....................................................................BR Índia ......................................................................IN República Dominicana .........................................DO
Brunei Darussalam ...............................................BN Indonésia ..............................................................ID República Tcheca ...................................................CZ
Bulgária ...............................................................BG Irã, Rep. Islâmica do .............................................. IR Romênia ...............................................................RO
Burkina Faso ......................................................... BF Irlanda................................................................... IE Ruanda ................................................................RW
Burundi ................................................................. BI Islândia ................................................................. IS Senegal ................................................................SN
Camarões ............................................................ CM Israel ......................................................................IL Sérvia ................................................................... RS
Camboja ...............................................................KH Itália ...................................................................... IT Sri Lanka .............................................................. LK
Canadá ................................................................. CA Jamaica ................................................................JM Suécia ...................................................................SE
Catar .....................................................................QA Japão .....................................................................JP Suíça ....................................................................CH
Cazaquistão.......................................................... KZ Jordânia ................................................................JO Tailândia .............................................................. TH
Chile ......................................................................CL Kuwait.................................................................KW Tajiquistão ............................................................. TJ
China ....................................................................CN Letônia ..................................................................LV Tanzânia, Rep. Unida da ........................................TZ
Chipre ................................................................... CY Líbano .................................................................. LB Togo ..................................................................... TG
Cingapura ............................................................. SG Lituânia .................................................................LT Trinidad e Tobago ..................................................TT
Colômbia ............................................................. CO Luxemburgo ......................................................... LU Tunísia .................................................................. TN
Coreia, Rep. da ..................................................... KR Madagascar .........................................................MG Turquia ................................................................. TR
Costa do Marfim .................................................... CI Malásia ................................................................ MY Ucrânia .................................................................UA
Costa Rica ............................................................ CR Malaui ................................................................MW Uganda ................................................................UG
Croácia .................................................................HR Mali ..................................................................... ML Uruguai ................................................................UY
Dinamarca ............................................................DK Malta ....................................................................MT Vietnã ...................................................................VN
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Egito ..................................................................... EG Marrocos .............................................................MA Zâmbia ................................................................ ZM


El Salvador ........................................................... SV México................................................................. MX Zimbábue ............................................................ ZW
Emirados Árabes Unidos ....................................... AE Moçambique ....................................................... MZ
Equador .................................................................EC Moldávia, Rep. da ................................................MD
32

Tabela 6: Mapa de calor das 10 melhores economias no GII e das médias regionais e por grupo de renda (1–100)
1: Índice Global de Inovação de 2017

Produtos de conhecimento e
Capital humano e pesquisa

Sofisticação empresarial
Sofisticação do mercado

Produtos criativos
Infraestrutura
Instituições

tecnologia

Eficiência
Produtos
Insumos
GII
País/Economia

Suíça 67,69 89,47 63,29 65,10 67,51 62,61 69,60 69,06 62,50 65,78 0,95
Suécia 63,82 88,31 63,71 69,13 64,87 62,58 69,72 62,51 53,33 57,92 0,83
Reino Unido 63,36 88,24 54,70 63,32 59,02 63,69 65,79 62,88 58,97 60,92 0,93
Estados Unidos da América 61,40 86,25 57,21 61,04 83,45 56,41 68,87 54,38 53,48 53,93 0,78
Finlândia 60,89 88,44 63,32 67,14 70,19 52,18 68,25 46,49 60,54 53,52 0,78
Cingapura 58,70 91,43 66,13 63,19 70,17 52,50 68,68 43,93 53,48 48,71 0,71
Irlanda 58,69 94,36 63,67 69,15 71,20 62,88 72,25 47,33 42,94 45,14 0,62
Dinamarca 58,49 92,18 66,41 64,35 61,59 60,12 68,93 48,79 47,32 48,06 0,70
Países Baixos 58,39 83,53 60,13 61,55 60,00 51,44 63,33 51,06 55,85 53,46 0,84
Alemanha 58,13 87,62 55,07 62,06 55,05 54,51 62,86 55,88 50,94 53,41 0,85

Média 37,12 63,05 34,03 46,19 47,23 34,97 45,10 25,77 32,53 29,15 0,63

Região

América do Norte 57,53 88,62 55,26 61,54 78,56 52,13 67,22 46,52 49,14 47,83 0,71
Europa 47,10 75,57 46,41 56,10 51,72 42,93 54,54 35,24 44,05 39,65 0,72
Sudeste Asiático, Ásia Oriental e Oceania 44,03 69,62 41,40 52,80 57,37 41,08 52,46 33,73 37,50 35,61 0,68
Norte da África e Ásia Ocidental 34,33 59,33 32,43 46,35 44,87 28,62 42,32 22,80 29,89 26,34 0,61
América Latina e Caribe 31,73 54,51 26,84 43,56 45,11 31,11 40,23 17,35 29,13 23,24 0,58
Ásia Central e Meridional 28,53 47,28 24,25 37,52 43,78 27,29 36,02 20,57 21,51 21,04 0,59
África Subsaariana 24,88 52,19 18,53 30,45 36,21 27,88 33,05 14,77 18,64 16,71 0,51

Nível de renda

Renda elevada 48,85 79,28 48,34 58,64 55,46 44,41 57,23 36,65 44,30 40,47 0,70
Renda média superior 34,13 59,47 31,50 45,74 45,69 31,05 42,69 21,14 30,00 25,57 0,60
Renda média inferior 28,80 47,61 22,34 35,91 43,48 27,02 35,27 19,75 24,92 22,34 0,62
Renda baixa 23,38 49,11 17,44 28,32 33,13 28,99 31,40 14,17 16,55 15,36 0,49

Pior Média Melhor

Fonte: Dados do GII 2017.


Obs.: Os sombreados mais escuros indicam melhor desempenho. Os países/economias são classificados de acordo com os Grupos de Renda do Banco Mundial (julho de 2016; ver https://blogs.worldbank.org/opendata/new-country-
classifications-2016); e com a classificação especial baseada na versão on-line da publicação das Nações Unidas “Standard country or area codes for statistical use”, publicada originalmente como “Series M, No. 49” e comumente designada como
o padrão M49 (abril de 2017); ver https://unstats.un.org/unsd/methodology/m49/).
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017
33

Figura 5: Pontuações medianas por grupo regional e por pilar

1: Índice Global de Inovação de 2017


Instituições

Capital humano e pesquisa

Infraestrutura

Sofisticação do mercado

Sofisticação empresarial

n  América do Norte
n  Europa
Produtos de conhecimento e tecnologia n  Sudeste Asiático, Ásia Oriental e Oceania
n  Norte da África e Ásia Ocidental
n  América Latina e Caribe
n  Ásia Central e Meridional
n  África Subsaariana
n  União Europeia

Produtos criativos
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

0 20 40 60 80 100

Pontuação

Fonte: Dados do GII 2017.


Obs.: As barras mostram as pontuações medianas (segundos quartis); as linhas mostram a faixa de pontuações entre o primeiro e o terceiro quartis. Os países/economias são classificados de acordo com a classificação geográfica das Nações
Unidas. A União Europeia contém sobreposições (além de 27 países europeus, ela inclui o Chipre, na Ásia Ocidental).
34

apresenta, para cada região, barras no GII (exceto quanto à UE, que é economias com melhor classificação
1: Índice Global de Inovação de 2017

representando as pontuações media- colocada no final). no GII deste ano. Tanto os EUA como
nas por pilar (segundo quartil), bem o Canadá são economias de renda
como a faixa de pontuações determi- América do Norte (2 economias) elevada e pertencem às 10 maiores
nada pelo primeiro e segundo quartis; A América do Norte, uma região economias em termos de PIB. Os
as regiões são apresentadas em ordem definida pela ONU que inclui os EUA ocupam a 4ª classificação geral
decrescente por classificação média EUA e o Canadá, contém duas das 25 este ano, sem alterações em relação

Quadro 5: África Subsaariana: O impulso de inovação prossegue na região mais promissora


Desde 2012, o número de países da África e Infraestrutura também se traduziram em metade dos sete pilares do GII. Os países que
Subsaariana no grupo de realizadores em maiores pontuações regionais nesses pilares. atendem a ambos estes parâmetros compa-
inovação tem sido o mais alto entre todas Enquanto economias maiores como a África rativos são designados como “expoentes em
as regiões.1 Os pontos fortes dessa região do Sul, Botsuana, Namíbia e Quênia ajudam inovação”.
localizam-se em áreas que são consideradas a promover a expansão em Infraestrutura, Embora o número de países incluídos no
cruciais para a expansão local da inovação. outras, como Senegal, Ilhas Maurício, Ruanda GII este ano seja semelhante ao do ano pas-
Fatores como a melhoria dos ambientes de e Zimbábue, estão ajudando a fazer o mesmo sado, o número de países identificados como
negócios oferecem o estímulo necessário em Capital humano e pesquisa. realizadores em inovação é ligeiramente
para a manutenção da evolução positiva Este quadro salienta o desempenho maior.2 A Figura 5.1 mostra o desempenho de
observada na África Subsaariana nos últimos regional em inovação dos países da África todas as 25 economias da África Subsaariana.
anos. Subsaariana, levando em conta tanto as pon- Este ano, mais de 50% dos realizadores em
Com o impulso proporcionado por eco- tuações gerais no GII quanto os resultados inovação vêm da África Subsaariana, permi-
nomias como Ilhas Maurício, África do Sul, nos sete pilares individuais do GII. Os países tindo que essa região continue a liderar nessa
Namíbia, Ruanda e Burquina Faso, este ano designados como “realizadores em inovação” métrica. No total, nove economias – Quênia,
a África Subsaariana obtém suas pontuações são aqueles que superam o desempenho Ruanda, Uganda, Moçambique, Malaui,
mais elevadas em Instituições e Sofisticação de seus pares, obtendo pontuações no GII Senegal, Madagascar, Burundi e República
do mercado, quesitos em que o desempenho maiores que as esperadas para o seu nível Unida da Tanzânia (Tanzânia) – têm desem-
desses países é comparável ou superior ao de de desenvolvimento econômico (medido penho melhor do que poderia ser previsto
seus pares na Europa e no Sudeste Asiático, com base no PIB per capita). Os países tam- com base em seu nível de desenvolvimento
Ásia Oriental e Oceania. Além dos ganhos bém têm a oportunidade de ser “expoentes (veja detalhes na Figura 5.1).
em Sofisticação empresarial, os esforços de em pilares de inovação” quando superam
melhoria em Capital humano e pesquisa o desempenho de seus pares em mais da

Figura 5.1: Realizadores em inovação na África Subsaariana

47

42

37   Realizador em inovação
Pontuação no GII

ZAF   Desempenho compatível com o nível de desenvolvimento


MUS
32   Desempenho abaixo do nível de desenvolvimento
KEN
BWA
UGA SEN TZA   Limite superior
27 RWA NAM
MOZ MDG   Linha de tendência
MLI CIV
MWI
22 BDI ETH ZWE   Limite inferior
NER NGA
BFA CMR ZMB
BEN
TGO
17 GIN
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

12
750 2.025 5.468 14.762

PIB per capita em PPC em dólares (escala logarítmica)

Obs.: BDI = Burundi; BEN = Benin; BFA = Burquina Faso; BWA = Botsuana; CIV = Costa do Marfim CMR = Camarões; ETH = Etiópia; GIN = Guiné; KEN = Quênia; MDG = Madagascar; MLI = Mali; MOZ = Moçambique; MUS = Ilhas
Maurício; MWI = Malaui; NAM = Namíbia; NER = Níger; NGA = Nigéria; RWA = Ruanda; SEN = Senegal; TGO = Togo; TZA = Tanzânia, República Unida da; UGA = Uganda; ZAF = África do Sul; ZMB = Zâmbia; ZWE = Zimbábue.

(Continua na próxima página)


35

a 2016, e estão entre as 10 melhores de Inovação (10ª) e no Subíndice de Subsaariana tem um desempenho

1: Índice Global de Inovação de 2017


economias no Subíndice de Insumos Produtos de Inovação (23ª), sem alte- relativamente bom em inovação (veja
de Inovação (5ª) e no Subíndice de rações em relação ao ano passado. o Quadro 5). Desde 2012, a África
Produtos de Inovação (5ª). O Canadá Subsaariana tem mais países no grupo
tem a 18ª classificação no cômputo África Subsaariana (25 economias) de realizadores em inovação do que
geral e está entre as 25 melhores Há várias edições, o GII vem qualquer outra região. É importante
economias no Subíndice de Insumos observando que a região da África

Quadro 5: África Subsaariana: O impulso de inovação prossegue na região mais promissora (continuação)
As economias designadas como rea- GII e, portanto, também são avaliadas como Este ano, quatro dos realizadores em ino-
lizadores em inovação são mostradas em expoentes em pilares de inovação.4 vação mencionados acima – Quênia, Ruanda,
vermelho e estão localizadas acima do limite A maioria dessas economias avaliadas Uganda e Moçambique – são classificados
superior, mais distantes da linha de tendência. como realizadores em inovação tem desem- como expoentes em inovação na região da
No total, oito economias (em amarelo) têm penho superior às demais em Instituições, África Subsaariana.6 A Tabela 5.1 contém a
seu desempenho identificado como compa- Infraestrutura e Sofisticação do mercado; este lista completa dos realizadores e expoentes
tível com seu nível de desenvolvimento. Da ano, elas também superam as demais em em inovação nessa região.
mesma maneira, as oito economias restantes Capital humano e pesquisa e em Sofisticação Porém, embora o desempenho relati-
têm seu desempenho sinalizado como infe- empresarial, mas não tanto quanto pode- vamente forte da região em termos de ino-
rior ao nível de desenvolvimento (em azul).3 riam.5 Uganda tem desempenho excepcional vação seja promissor, ainda há disparidades
Quênia, Moçambique, Malaui, Ruanda, em todos os sete pilares, seguida por Quênia significativas entre os níveis de inovação
Uganda e Senegal destacam-se por terem e Ruanda, com seis. África do Sul e Tanzânia de algumas dessas economias. Como as
sido realizadores em inovação pelo menos têm desempenho superior em cinco pilares, economias da África continuam em busca de
cinco vezes nos últimos seis anos. Quênia, o enquanto Ilhas Maurício, Moçambique e recuperação em 2017 e nos anos subsequen-
principal realizador em inovação na região, Níger superam as demais somente em quatro tes devido à grande queda que ocorreu em
vem sendo considerado como tal todos os pilares. Portanto, Malaui, com desempenho partes da região no ano passado, e enquanto
anos desde 2011, um padrão que se mantém superior em três pilares, e Madagascar e os preços de commodities se recuperam, é
em 2017. Com a exceção de Malaui, essas Burundi, em dois, são os únicos realizadores importante que outras economias menos
economias, juntamente com Ilhas Maurício, em inovação que não são expoentes em desenvolvidas continuem melhorando seu
África do Sul, Tanzânia e Níger, superam seus pilares de inovação. desempenho em inovação para manter o
pares em mais de metade dos sete pilares impulso dos esforços de inovação na região.

Tabela 5.1: África Subsaariana: realizadores em inovação, expoentes em pilares de inovação e expoentes em inovação,
2011–17

Expoente em
Economia Grupo de renda Anos como realizador em inovação (total) Anos como expoente em pilares de inovação (total) inovação

Quênia Renda média inferior 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7) 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7) Sim
Ruanda Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5) 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012, 2011 (7) Sim
Uganda Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2013 (5) 2017, 2016, 2015, 2014, 2013 (5) Sim
Moçambique Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5) 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2012 (6) Sim

Malaui Renda baixa 2017, 2016, 2015, 2014, 2012 (5) 2016, 2015, 2014, 2012, 2011 (5) Não
Senegal Renda baixa 2017, 2015, 2014, 2013, 2012 (5) 2017, 2015 (2) Não
Madagascar Renda baixa 2017, 2016 (2) 2012 (1) Não
Burundi Renda baixa 2017 (1) Não
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Tanzânia, Rep. Unida da Renda baixa 2017 (1) 2017, 2014 (2) Não

Obs.: Classificação de grupos de renda do Banco Mundial (julho de 2016): RB = renda baixa; MI = renda média inferior; MS = renda média superior; e RE = renda elevada. Esta tabela inclui o GII 2017. As economias identificadas
como realizadoras em inovação e expoentes em pilares de inovação por dois ou mais anos consecutivos, incluindo 2016 e 2015, também são consideradas expoentes em inovação.

Notas
As notas referentes a este quadro aparecem no final do capítulo.
36

que a África preserve seu impulso Paraguai (85ª), Trinidad e Tobago e em vários indicadores individuais,
1: Índice Global de Inovação de 2017

atual de inovação. (91ª), Equador (92ª) e Guatemala incluindo pedidos de patente via PCT,
Este ano, a África do Sul ocupa o (98ª). As economias restantes na artigos técnicos e científicos e taxa de
primeiro lugar entre todas as econo- região permanecem abaixo das 100 crescimento do PIB por trabalhador.
mias da região (57ª posição), seguida melhores no GII este ano: El Salvador Em Capital humano e pesquisa, o
por Ilhas Maurício (64ª), Quênia (103ª), Honduras (104ª) e Estado Chile melhora principalmente em
(80ª), Botsuana (89ª), República Plurinacional da Bolívia (106ª). Educação (65ª colocação), ganhando
Unida da Tanzânia (96ª), Namíbia Apesar da existência de um oito posições desde o ano passado
(97ª), Ruanda (99ª) e Senegal potencial significativo, a classificação e melhorando sua classificação em
(100ª). Dessas, somente Botsuana dos países da América Latina no GII todos os indicadores desse subpilar.
e a República Unida da Tanzânia não exibe melhorias sólidas em rela- O Chile também ganha uma posição
melhoram sua classificação no GII ção a outras regiões. Nos últimos anos em Ensino superior (55ª), tornando-
em relação a 2016, enquanto Quênia e também em 2017, nenhuma eco- -se a 5ª economia do mundo em ter-
permanece estável e as outras qua- nomia dessa região foi identificada mos de matrículas no ensino superior.
tro economias (África do Sul, Ilhas como realizador em inovação (veja o Apesar das melhorias, o Chile ainda
Maurício, Namíbia e Ruanda) per- Quadro 4 na edição de 2015 do GII). exibe áreas de deficiência no pilar 2,
dem posições. Conforme mencionado anterior- Capital humano e pesquisa, em um
As 17 economias restantes nessa mente, a regra de limiar de cobertura total de quatro indicadores: gastos
região estão classificadas abaixo da mínima de dados foi ajustada este ano governamentais em educação (60ª
100ª posição. Oito dessas melhora- para reter no GII somente economias posição), razão aluno-professor (83ª),
ram desde 2016: Benin (116ª posi- com cobertura suficiente de dados. mobilidade de estudantes do ensino
ção), Camarões (117ª), Burquina Por esse motivo, a Nicarágua e a superior (96ª) e empresas globais por
Faso (120ª), Burundi (122ª), Níger República Bolivariana da Venezuela P&D (43ª).
(123ª), Zâmbia (124ª), Togo (125ª) e foram excluídas do GII 2017 (veja o O Brasil classifica-se em 69º lugar
Guiné (126ª). Veja mais detalhes no Anexo 2). no ranking do GII 2017, a mesma
Quadro 5. O Chile classifica-se na 46ª posição do ano passado. A melhor
Por problemas de cobertura de posição do GII este ano, liderando as classificação do Brasil nos pilares é no
dados, Gana sai do GII este ano, economias da região, mas perdendo quesito Sofisticação empresarial (43ª),
enquanto o Zimbábue é incluído duas posições em relação a 2016. O onde obtém uma de suas melhores
(veja o Anexo 2). país ocupa a 42ª e a 53ª posições, colocações em valores pagos por
respectivamente, no Subíndice de uso de propriedade intelectual (8ª).
América Latina e Caribe (18 economias) Insumos de Inovação e no Subíndice As melhorias mais significativas do
A região da América Latina e Caribe de Produtos de Inovação, situando- Brasil ocorreram em Capital humano
inclui apenas economias de renda -se entre as 50 melhores economias e pesquisa (50ª colocação, com um
média superior e inferior, com três em cinco pilares: Instituições (41ª), ganho de 10 posições) e Produtos
exceções: Chile, Uruguai e Trinidad Infraestrutura (47ª), Sofisticação do criativos (83ª, ganho de sete posições).
e Tobago, que são economias de renda mercado (50ª), Sofisticação empresa- Em Capital humano e pesquisa, o
elevada. Ainda liderando a região nos rial (46ª) e Produtos de conhecimento Brasil melhorou sua classificação em
rankings do GII por mais um ano, e tecnologia (49ª). Seu progresso em todos os subpilares, particularmente
o Chile (46ª) perde duas posições e 2017 está em Produtos de conheci- em gastos com educação e posição
é seguido por Costa Rica (53ª, per- mento e tecnologia, em que ganha das universidades no ranking da
dendo oito posições) e México (58ª, 10 posições, e em Capital humano e QS. Em Produtos criativos, ganhos
ganhando três posições). pesquisa (61ª posição), em que avança foram obtidos em Ativos intangíveis
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Esses países são seguidos pelo uma posição. Em Produtos de conhe- e Criatividade on-line, principal-
Panamá (63ª posição), que se classi- cimento e tecnologia, as principais mente em TIC e criação de modelos
fica na metade superior do GII este melhorias estão nos quesitos Difusão de negócios, edições da Wikipédia
ano. As 100 melhores economias em de conhecimentos (34ª posição), com e upload de vídeos para o YouTube.
geral incluem Colômbia (65ª posi- melhor classificação em valores rece- Embora ainda haja espaço para
ção), Uruguai (67ª), Brasil (69ª), Peru bidos por uso de propriedade intelec- melhoria em Ambiente de negócios
(70ª), Argentina (76ª), República tual, em f luxos líquidos de saída de e Ensino superior, o Brasil também
Dominicana (79ª), Jamaica (84ª), investimentos externos diretos (IED) é relativamente fraco em Crédito e
37

Figura 6: Índia à frente da média das economias de renda média inferior e superior

1: Índice Global de Inovação de 2017


100

Lower-middle
income
80 economies
Upper-middle
l Índia income
economies
l  Renda média superior
India
Pontuação no GII 2017

60 l  Renda média inferior

40

20

0
Qualidade Produtos Talentos no Graduados Estado do Formação Empresas Taxa de Exportações Exportações GERD Receitas Famílias de
das de alta e campo da em ciência e desenvol- de capital globais crescimento de serviços de alta realizados oriundas de patentes
publicações média-alta pesquisa nas engenharia vimento bruto de P&D do PIB em de TIC tecnologia por empresas propriedade depositadas
científicas tecnologia empresas de clusters termos de intelectual em mais de
PPC em dois órgãos de
dólares/ propriedade
trabalhador intelectual
Fonte: Dados do GII 2017.

Impacto do conhecimento. Alguns 78ª para a 75ª posição e deixando sua de 4 posições), Infraestrutura (14
indicadores em que a economia ainda 78ª posição para o Cazaquistão, que posições), Sofisticação empresarial
poderia melhorar incluem resultados cai três posições em relação a 2016. As (2 posições) Produtos de conheci-
do PISA, graduados em ciência e economias restantes na região, pela mento e tecnologia (5 posições) e
engenharia, mobilidade de estudantes ordem, classificam-se da seguinte Produtos criativos (9 posições). Por
do ensino superior, formação bruta de maneira: Sri Lanka melhora uma outro lado, perde uma e seis posições,
capital, acordos de empreendimentos posição este ano (90ª) e é seguido respectivamente, em Capital humano
conjuntos/alianças estratégicas e taxa por Tajiquistão (94ª), Quirguistão e pesquisa (64ª) e Sofisticação do
de crescimento do PIB por trabalha- (95ª), Nepal (109ª), Paquistão (113ª) e mercado. No nível dos subpilares, a
dor. Em um momento de incerteza Bangladesh (114ª). Apesar das melho- Índia obteve progressos mais signi-
política e econômica, será necessária rias na cobertura de dados na região, ficativos em áreas como Absorção de
persistência para extrair benefícios o Butão não cumpre o limite de 66% conhecimentos, Impacto do conheci-
da retomada econômica descrita no de cobertura de dados (veja o Anexo mento e Ativos intangíveis. Embora a
início deste capítulo. 2) e é excluído do GII 2017. Educação continue a ser um subpilar
A Índia continua liderando a fraco, a Índia conseguiu avançar qua-
Ásia Central e Meridional (9 economias) região e detém a 6ª posição entre as tro posições devido à melhoria nos
As economias na região da Ásia economias de renda média inferior. gastos governamentais relativos por
Central e Meridional obtiveram A Índia também tem sido por vários aluno.
progressos adicionais no ranking em anos consecutivos um expoente em No nível dos indicadores, a Índia
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

relação a 2016, com sete economias inovação em relação ao seu PIB melhora em várias áreas este ano,
melhorando suas pontuações e a Índia per capita (veja a Figura 4). A Índia inclusive serviços governamentais
subindo para a metade superior do classifica-se em 60º no GII geral on-line, participação eletrônica,
GII este ano. este ano e também está entre as 50 desempenho logístico, formação
A Índia mantém a liderança na melhores economias em dois pilares: bruta de capital, importações de alta
região, avançando seis posições – da Sofisticação do mercado (39ª posição) tecnologia e desenhos ou modelos
66ª no ano passado para a 60ª este ano. e Produtos de conhecimento e tecno- industriais. Igualmente digna de
A República Islâmica do Irã passa a logia (38ª). Sua classificação melhora menção é a melhora de seis posições
ser a segunda na região, avançando da em cinco pilares: Instituições (ganho em Empresas globais de P&D, em
38

que a Índia ocupa o 14º lugar, uma inovação, o que inclui a realização de A Malásia cai duas posições para
1: Índice Global de Inovação de 2017

posição consideravelmente melhor workshops sobre inovação, a execu- a 37ª colocação, principalmente
que a média dos respectivos grupos ção de tarefas importantes nos últimos devido à queda de 10 posições em
de economias de renda média infe- anos com base no GII e a instituição Instituições (53ª), resultante da clas-
rior e superior. Outras áreas em que de um grupo de trabalho de alto nível sif icação mais baixa em Ambiente
a Índia se sai melhor que a maioria para sugerir maneiras de melhorar o de negócios (50ª, queda de 22 posi-
das economias de renda média são, ecossistema de inovação do país.39 ções) e da queda de 19 posições em
no lado dos insumos, graduados em Nesse contexto, a Índia melhorou Sof isticação empresarial (48ª), por
ciência e engenharia, formação bruta consideravelmente sua cobertura sua vez devida à classif icação em
de capital, estado de desenvolvimento nas edições de 2016 e 2017 do GII. Profissionais do conhecimento, em
de clusters, gastos brutos em P&D Há iniciativas em andamento para que a Malásia desceu da 35ª para a
(GERD) realizados por empresas, superar outros problemas de dados, 93ª posição este ano (veja também
talentos em pesquisa e famílias de como os que afetam os indicadores o Quadro 6). Essa última oscilação
patentes em dois ou mais órgãos de relacionados a P&D; por exemplo, os foi afetada pelo uso de dois pontos
propriedade intelectual; e, no lado dados sobre gastos brutos em P&D de dados mais recentes relativos a
dos produtos, qualidade das publica- (GERD) realizados por empresas são empresas que oferecem treinamento
ções científicas, taxa de crescimento de 2011 (para saber quais variáveis formal (da 25ª para a 79ª posição)
do PIB por trabalhador, exportações estão ausentes ou desatualizadas, e gastos brutos em P&D (GERD)
de serviços de TIC e alta tecnologia, consulte o Perfil da Economia/País financiados por empresas (da 11ª para
produtos de alta tecnologia e valores relativo à Índia). a 75ª posição). Este ano, a Malásia é
recebidos por uso de propriedade uma das economias de renda média
intelectual (Figura 6). Sudeste Asiático, Ásia Oriental e Oceania (15 mais próximas das 25 melhores (veja
A Índia tem ainda mais potencial. economias) o Quadro  4 sobre diferenças em
Ambiente de negócios (121ª posição) Este ano, todas as economias do inovação).
é uma das áreas em que o país pode Sudeste Asiático, Ásia Oriental e O Vietnã, por outro lado, ganha
melhorar na maioria dos indicadores. Oceania, exceto Camboja (101ª 12 posições este ano e está em 47º
No lado dos insumos, as pontuações posição) estão classif icadas entre lugar no ranking. O Vietnã continua
da Índia em desempenho ambiental, as 100 melhores no ranking do a ocupar uma posição de liderança
resultados do PISA e mobilidade de GII. Igualmente com exceção do entre as economias de renda média
estudantes do ensino superior são Camboja e de Brunei Darussalam, inferior e entra no grupo das 10
menores que a média das economias que entra no GII deste ano graças melhores economias do mundo no
de renda média inferior. O mesmo à melhoria na cobertura de dados, Índice de Ef iciência em Inovação
ocorre com outros indicadores de todas as outras economias na região (veja o Quadro 6). A Tailândia (51ª
Capital humano e pesquisa, como também estão entre as 100 melho- posição) e a Mongólia (52ª) seguem
pesquisadores, matrículas no ensino res no Subíndice de Insumos de o Vietnã e também se classif icam
superior e f luxos líquidos de entrada Inovação, no Subíndice de Produtos na metade superior do GII. Brunei
de investimentos externos diretos de Inovação e no Índice de Eficiência Darussalam, Filipinas e Indonésia
(IED). No lado dos produtos, vários em Inovação. se classif icam em 71º, 73º e 87º
indicadores, como artigos técnicos e As cinco melhores economias lugar, respectivamente. O Camboja
científicos e marcas registradas por na região estão incluídas entre as 25 encerra os rankings da região em
origem, são inferiores aos de eco- melhores no GII geral, no Subíndice 101º lugar.
nomias de renda média superior. de Insumos de Inovação e no O Japão vem ganhando posi-
Outros indicadores com potencial de Subíndice de Produtos de Inovação: ções sistematicamente nos rankings
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

melhoria no lado dos produtos são Cingapura (7ª posição), Coreia (11ª), do GII dos últimos quatro anos,
aqueles que medem novas empresas Japão (14ª), Hong Kong (China) (16ª) chegando à 14ª posição em 2017.
e desenhos ou modelos industriais e Nova Zelândia (21ª). A China vem O país detém a 11ª colocação
depositados. logo a seguir (22ª posição), sendo a geral no Subíndice de Insumos de
Assim como outros países (veja terceira economia mais eficiente do Inovação e a 20ª colocação geral no
o Quadro 6 sobre o Vietnã), a Índia mundo; a próxima é a Austrália (na Subíndice de Produtos de Inovação,
vem trabalhando intensamente 23ª posição). ganhando quatro posições desde
para melhorar seu desempenho em 2016. Este ano, o Japão melhora sua
39

1: Índice Global de Inovação de 2017


Quadro 6: ASEAN: Cingapura e os novos Tigres Asiáticos?
Dez das 15 economias da região do Sudeste coordenação dessas atividades a cargo do melhor pontuação do grupo em gastos com
Asiático, Ásia Oriental e Oceania são mem- Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). educação e também está se saindo bem em
bros da Associação das Nações do Sudeste Em março de 2017, o MCT, em cooperação uso de TIC, formação bruta de capital e fluxos
Asiático (ASEAN).¹ Essas economias são Brunei com a Organização Mundial da Propriedade líquidos de entrada de investimentos externos
Darussalam, Camboja, Indonésia, República Intelectual (OMPI), organizou um workshop diretos; ao mesmo tempo, exibe algumas das
Democrática Popular do Laos, Malásia, em Hanói para lidar com a questão dos dados pontuações mais baixas em matrículas no
Mianmar, Filipinas, Cingapura, Tailândia e ausentes e desatualizados e para ajudar a ensino superior, estado de desenvolvimento
Vietnã. Em 2015, as exportações intra-ASEAN reforçar os pontos fortes do Vietnã e superar de clusters, colaboração em pesquisas entre
corresponderam a 26% das exportações de suas deficiências em termos de inovação. universidades e empresas e emprego em ser-
países da ASEAN.² Máquinas e equipamentos Em uma análise mais ampla da ASEAN, as viços intensivos em conhecimento. A Malásia
elétricos são os produtos mais exportados diferenças e semelhanças entre as economias está em segundo lugar no grupo da ASEAN
dentro da ASEAN.³ da região em termos de desempenho em em termos de gastos com educação, estado
Desde a década de 1980, Cingapura inovação são evidentes. As Figuras 6.1 e 6.2 de desenvolvimento de clusters, colaboração
– juntamente com Hong Kong (China), mostram as pontuações dessas economias em pesquisas entre universidades e empresas
República da Coreia e, até certo ponto, Malásia em indicadores específicos de insumos e e uso de TIC, mas tem baixo desempenho
– vem sendo designada como um dos Tigres produtos. Três constatações emergem des- em pontuações de leitura, matemática e
Asiáticos. Cingapura conseguiu manter sua ses números. Em primeiro lugar, há uma ciência no PISA, matrículas no ensino supe-
alta taxa de crescimento econômico até se certa estabilidade entre as economias melhor rior e emprego em serviços intensivos em
tornar uma das economias mais ricas do classificadas na ASEAN. Cingapura tem as conhecimento.
mundo. Não chega a ser surpreendente, por- pontuações mais altas entre todos os mem- Em terceiro lugar, a distância entre a
tanto, que venha se classificando entre as 10 bros da ASEAN em todos os indicadores economia com melhor desempenho e as
melhores economias desde a primeira edição selecionados, exceto gastos em educação outras economias da ASEAN nos indicadores
do GII. Comparativamente, os outros mem- (em que é superada pelo Vietnã), formação de produtos é muito maior que a distância nos
bros da ASEAN são menos ricos e avançados. bruta de capital (em que é superada por insumos. Levará tempo até que as economias
Não obstante, algumas economias da Brunei Darussalam), exportações de serviços criem as condições e acumulem as capacida-
ASEAN, particularmente Indonésia, Filipinas, de TIC (em que é superada pelas Filipinas) des necessárias para converter um ambiente
Tailândia e Vietnã, são consideradas atual- e marcas registradas por origem (em que propício e insumos sólidos de inovação em
mente “novos Tigres Asiáticos” em ascensão. é superada pela Tailândia). No Camboja, a produtos e resultados tangíveis de inovação.
Essas economias têm participação crescente recuperação econômica é relativamente Entre os países da ASEAN, Cingapura tem o
em várias cadeias de valor regionais e globais, recente. Apesar das melhorias, o país ainda melhor desempenho nos produtos de inova-
inclusive algumas em setores de tecnologia está atrasado na maioria dos indicadores de ção selecionados, com duas exceções: expor-
relativamente alta. Esses países também vêm insumos selecionados aqui, embora ocupe o tações de serviços de TIC, em que a liderança
trabalhando ativamente para melhorar seu segundo lugar em fluxos líquidos de entrada está com as Filipinas; e marcas registradas
desempenho em inovação, às vezes com base de investimentos externos diretos (IED) entre por origem, em que a maior pontuação do
nas melhores práticas apontadas no GII, e têm as economias da ASEAN, o que é um indício grupo pertence ao Vietnã. A Malásia ocupa o
obtido resultados notáveis nesse particular. promissor de desenvolvimentos futuros. segundo lugar nas pontuações de patentes
Por exemplo, em 2017 o governo vietnamita Em segundo lugar, cada economia está por origem, artigos técnicos e científicos e
emitiu a Resolução 19–2017/NQ-CP.4 Nessa fazendo esforços para desenvolver seu pró- exportações de serviços de TIC. Os pontos
resolução, o governo vietnamita atribuiu prio sistema de inovação e, em cada uma fortes da Tailândia são documentos citáveis e
a ministérios, agências e governos locais delas, áreas de excelência vêm emergindo, marcas registradas por origem, em que ocupa
a responsabilidade de realizar ações para enquanto outras ainda estão em processo de o segundo lugar.
melhorar o desempenho do Vietnã, com a implementação. Por exemplo, o Vietnã tem a

(Continua na próxima página)


ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

classificação em Instituições (13ª) e concorrência e escala do mercado em P&D (GERD) financiados por
em Produtos de conhecimento e tec- (3ª), Absorção de conhecimentos empresas, famílias de patentes em
nologia (12ª), com avanços em todos (8ª), Criação de conhecimento (9ª) dois ou mais órgãos de propriedade
os subpilares. O Japão está entre as 10 e Difusão de conhecimentos (10ª). intelectual, patentes por origem e
melhores economias em seis subpila- Ocupa também a primeira colocação pedidos de patente via PCT. Ainda
res: Pesquisa e desenvolvimento (3ª em diversos indicadores de insumos existem oportunidades para melho-
posição), Tecnologias de informa- e produtos, incluindo intensidade rias adicionais, inclusive nos quesitos
ção e comunicação (5ª), Comércio, da concorrência local, gastos brutos de facilidade de obtenção de crédito,
40
1: Índice Global de Inovação de 2017

Quadro 6: ASEAN: Cingapura e os novos Tigres Asiáticos? (continuação)

Figura 6.1: Pontuações da ASEAN em indicadores de insumos selecionados

100

80
Pontuação no GII 2017

60

40

20

0
Gastos em educação Matrículas Estado de Colaboração em Uso de TIC Formação Fluxos líquidos Emprego em serviços
no ensino superior desenvolvimento pesquisas entre bruta de capital de entrada intensivos em
de clusters universidades e empresas de investimentos conhecimento
externos diretos

Figura 6.2: Pontuações da ASEAN em indicadores de produtos selecionados

50

40
Pontuação no GII 2017

30

20

10

0
Patentes por origem Qualidade das publicações científicas Publicações Exportação de serviços de TIC Contagem de classes de
técnicas e científicas pedidos de marca
registrada por origem

l Cingapura l Vietnã l  Brunei Darussalam l Indonésia


l Malásia l Tailândia l Filipinas l Camboja

Fonte: Dados do GII 2017.


ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Obs.: Não há dados disponíveis sobre a República Democrática Popular do Laos e Mianmar, que também são omitidos do GII 2017.

Notas
1 Entre outros objetivos, a ASEAN visa acelerar o 2 Dados da ASEANstats, disponíveis em http:// 4 Para obter mais informações, consulte o site do
crescimento econômico e o desenvolvimento asean.org/storage/2016/11/Table18_as-of-6- Ministério do Planejamento e Investimento do
socioeconômico, promovendo a colaboração -dec-2016.pdf. Vietnã em http://www.mpi.gov.vn/en/Pages/
ativa e a assistência mútua em assuntos de inte- tinbai.aspx?idTin=35994&idcm=121.
3 Dados da ASEANstats, disponíveis em http://
resse comum, inclusive comércio. Mais detalhes
asean.org/storage/2016/11/Table23_as-of-6-
estão disponíveis em http://asean.org/asean/
-dec-2016.pdf.
about-asean/overview/.
41

taxa de crescimento do PIB por tra- em Produtos de conhecimento e tec- as seguintes economias com 100% de

1: Índice Global de Inovação de 2017


balhador, novas empresas e exporta- nologia, avançando três posições). O cobertura de dados no Subíndice de
ções de serviços culturais e criativos. país é o 20º colocado no Subíndice Insumos de Inovação, no Subíndice de
de Insumos de Inovação e o 14º no Produtos de Inovação ou em ambos:
Norte da África e Ásia Ocidental (19 Subíndice de Produtos de Inovação, Dinamarca, Finlândia, Alemanha,
economias) com maior progresso em Ensino França, Áustria, República Tcheca,
Israel (17ª) e Chipre (30ª) conquis- superior (62º lugar, avançando 11 Itália, Portugal, Bulgária, Polônia,
tam as duas primeiras posições na posições), Absorção de conhecimen- Hungria, Romênia e Federação
região pelo quinto ano consecutivo, tos (9º, avançando sete posições) e Russa.
ganhando, respectivamente, quatro Difusão de conhecimentos (8º lugar, Dezoito economias seguem entre
posições e uma posição. Os Emirados avançando seis posições). Israel as 50 melhores e vêm mantendo
Árabes Unidos têm o terceiro melhor mantém sua primeira colocação em classificações relativamente está-
desempenho no ranking regional pesquisadores, transações de capital veis no ranking desde 2014: Malta
(35ª posição), tendo avançando seis de risco, gastos brutos em P&D (26ª), Bélgica (27ª), Espanha (28ª),
posições em relação ao ano passado (GERD) realizados por empresas Itália (29ª), Portugal (31ª), Eslovênia
– a evolução mais surpreendente na e talentos na área de pesquisa em (32ª), Letônia (33ª), Eslováquia
região. No caso dos Emirados Árabes empresas. Ocupa também entre as (34ª), Bulgária (36ª), Polônia (38ª)
Unidos, a colaboração na coleta de três primeiras colocações em gastos Hungria (39ª), Lituânia (40ª), Croácia
dados também aumentou sua dis- brutos em P&D (1ª), colaboração (41ª), Romênia (42ª), Grécia (44ª),
ponibilidade, reduzindo os valores em pesquisas entre universidades e Federação Russa (45ª), Montenegro
ausentes de 17 no ano passado para 11 empresas (3ª), exportação de serviços (48ª, que se junta às 50 melhores
este ano. Mesmo assim, ainda há lacu- de TIC (1ª) e edições da Wikipédia este ano) e Ucrânia (que ingressa no
nas em pontos de dados importantes, (3ª). Os pontos fracos de Israel estão grupo das 50 melhores este ano na
o que dificulta a avaliação de certos no lado dos insumos do GII e são 50ª posição, ganhando seis posições).
pilares, principalmente em Educação, mais proeminentes em variáveis As demais economias euro-
em que três de cinco variáveis não como a formação bruta de capital peias permanecem no grupo das
estão disponíveis, e em Profissionais f ixo. No lado dos produtos, duas 100 melhores economias em geral.
do conhecimento, com dois de cinco áreas mostram possibilidades de A classificação das economias da
indicadores ausentes. melhoria: taxa de crescimento do região continua da seguinte forma:
Dezesseis das 19 economias na PIB por trabalhador e marcas regis- República da Moldávia (54ª), Antiga
região do Norte da África e Ásia tradas por origem. República Iugoslava da Macedônia
Ocidental estão entre as 100 melho- (61ª), Sérvia (62ª), Bósnia e
res, incluindo Turquia (43ª), Catar Europa (39 economias) Herzegovina (86ª), Bielorrússia (88ª)
(49ª), Arábia Saudita (55ª), Kuwait Na edição deste ano do GII, 15 das 25 e Albânia (93ª), sendo que Sérvia e
(56ª), Armênia (59ª), Bahrein (66ª) economias melhor classificadas estão Bósnia e Herzegovina foram as úni-
Geórgia (68), Marrocos (72ª), Tunísia na Europa. Essa região hospeda as três cas que apresentaram melhorias nesse
(74ª), Omã (77º), Líbano (81ª), melhores economias do GII 2017: grupo.
Azerbaijão (82ª) e Jordânia (83ª). Suíça (1ª), Suécia (2ª) e Países Baixos A França ganha mais três posi-
De todas as economias na região, o (3ª). Após esses líderes regionais, ainda ções em 2017, avançando da 18ª para
Kuwait apresenta a melhoria mais no grupo das 25 melhores economias, a 15ª colocação. A França ocupa a 15ª
signif icativa no ranking global do estão Reino Unido (5ª), Dinamarca posição no Subíndice de Insumos de
GII, avançando 11 posições. (6ª), Finlândia (8ª), Alemanha (9ª), Inovação e ganha uma posição no
Israel avança quatro posições, Irlanda (10ª), Luxemburgo (12ª), Subíndice de Produtos de Inovação
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

da 21ª para a 17ª em 2017, perma- Islândia (13ª), França (15ª), Noruega (18ª). Está entre as 25 melhores eco-
necendo na liderança da região do (19ª), Áustria (20ª), República Tcheca nomias em todos os pilares, apresen-
Norte da África e Ásia Ocidental. (24ª) e Estônia (25ª). Deve-se notar tando melhorias em Instituições (24ª
Israel é a única economia da região que a maioria das economias nesta posição), Sofisticação do mercado
a obter uma classif icação entre as região tem o menor número de (11ª), Produtos de conhecimento e
10 melhores em qualquer pilar (5º valores ausentes e, portanto, as clas- tecnologia (20ª) e Produtos criativos
lugar em Sof isticação empresarial, sificações mais precisas no ranking (12ª). Nos três subpilares em que
avançando uma posição; e 9º lugar do GII (veja o Anexo 2). Isso inclui obteve mais progresso, Investimentos
42

Tabela 7: Principais clusters em países ou regiões transfronteiriças entre as 100 • Em primeiro lugar, clusters de
1: Índice Global de Inovação de 2017

melhores economias inovação bem-sucedidos – e,


portanto, aglomerações de ati-
Classificação Nome do cluster Território(s)
vidades inovadoras – são consi-
1 Tóquio-Yokohama Japão
derados essenciais para o desem-
2 Shenzhen-Hong Kong (China) China/Hong Kong (China)
penho nacional em inovação.
3 San Jose-San Francisco, CA Estados Unidos
O ag r upamento de ta lentos,
4 Seul Coreia, Rep. da
know-how, laboratórios de pes-
10 Paris França
quisa e recursos de fabricação
12 Frankfurt-Mannheim Alemanha
permite criar “picos” ou nichos
18 Eindhoven Países Baixos/Bélgica
de excelência com v í ncu los
21 Londres Reino Unido cruciais para a inovação. Essa
22 Tel Aviv Israel questão vem sendo discutida de
24 Estocolmo Suécia maneira proeminente em pra-
31 Zurique Suíça/Alemanha ticamente todas as edições do
34 Helsinque-Espoo Finlândia GII. Em particular, o GII 2013,
35 Cingapura Cingapura sobre o tema “Dinâmicas Locais
36 Basileia Suíça/França/Alemanha de Inovação”, analisou os clus-
39 Copenhague Dinamarca ters para determinar os tipos de
43 Bengaluru Índia vínculos que existem entre eles
44 Sydney Austrália e até que ponto ocorrem trans-
45 Roterdã-Haia Países Baixos bordamentos de conhecimentos.
47 Montreal, QC Canadá É importante notar que alguns
52 Barcelona Espanha desses clusters são de natureza
54 Bruxelas-Leuven Bélgica internacional. Eles não coinci-
57 Moscou Federação Russa dem com os limites subnacio-
58 Milão Itália nais de cidades ou regiões; em
65 Lausanne Suíça/França vez disso, eles atravessam as
71 Viena Áustria fronteiras nacionais.
82 Aachen Alemanha/Países Baixos/Bélgica
• Em segundo lugar, uma das per-
92 Kuala Lumpur Malásia
guntas mais frequentes feitas
Fonte: Derivado do Anexo 2 da Seção Especial sobre Clusters do relatório em inglês. pelos países nos últimos 10 anos
tem sido sobre a possibilidade
de aplicação do modelo do GII
em nível subnacional para ava-
(10ª posição), Impacto do conheci- Avaliação dos clusters regionais de liar os clusters de inovação de
mento (36ª) e Ativos intangíveis (7ª), a inovação maneira mais geral. Vários paí-
França ganha posições em capitaliza- Este ano, o GII faz uma tentativa ses entraram em contato com
ção do mercado, taxa de crescimento preliminar de avaliar os clusters os coeditores do GII para criar
do PIB por trabalhador e TIC e cria- subnacionais de inovação. A Seção índices regionais de inovação
ção de modelos de negócios. A França Especial sobre Clusters do relatório baseados no modelo do GII. Em
perde mais posições em Infraestrutura em inglês define mais detalhada- janeiro de 2017, o governo da
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

(12ª) e em todos os seus subpilares, o mente a abordagem adotada e as Índia decidiu avaliar o desem-
que inclui a perda da liderança em principais conclusões. penho dos estados indianos com
serviços governamentais on-line e A importância de núcleos de base no “Índice de Inovação da
participação eletrônica. Além disso, inovação em nível subnacional e Índia”.40
a França torna-se relativamente fraca internacional tem permanecido em
em razão aluno-professor, mantendo evidência nas discussões do GII dos Uma crença compartilhada sub-
também todas as áreas de deficiência últimos 10 anos por duas razões jacente a ambos os pontos é a de que
que exibia no ano passado. principais. a interação de insumos e produtos
cruciais de inovação ocorre em nível
43

local e esse fenômeno requer métri- Nos próximos anos, as tentativas capacitação e a inovação. Os capítu-

1: Índice Global de Inovação de 2017


cas aprimoradas. Esse, porém, é pre- de obter dados sobre clusters locais los restantes do relatório em inglês,
cisamente o problema, como mostra de inovação devem receber aten- elaborados por líderes e especialistas
a Tabela 7.41 ção redobrada e a consideração dos renomados, fornecem mais detalhes
Apesar dos progressos obtidos, a clusters tende a se tornar um com- sobre o tema deste ano do ponto de
medição da dimensão territorial da ponente mais importante do GII e vista acadêmico, empresarial e de
inovação continua a ser problemática. de outras iniciativas de medição da países específicos.
Somente alguns poucos indicadores inovação. Este capítulo também apresentou
do GII estão imediatamente disponí- os principais resultados do GII 2017,
veis em nível regional ou municipal resumindo as principais mensagens
em um grande conjunto de países. Conclusões e observando algumas evoluções
Um exemplo disso é que atualmente O tema do GII deste ano é “A inova- importantes que ocorreram desde o
o modelo do GII depende de uma ção nutrindo o mundo”. Este capítulo ano passado. Três conclusões prin-
pergunta de questionário, em vez de forneceu uma visão geral das tendên- cipais devem ser mencionadas. A
dados oficiais, para avaliar o “estado cias, estratégias e políticas de inovação primeira é que, surpreendentemente,
de desenvolvimento de clusters” atuais nos sistemas agrícolas e alimen- um novo e mais duradouro impulso
(indicador 5.2.1). Como consequ- tares. Nos sistemas agroalimentares, de crescimento está ocorrendo
ência das lacunas na disponibilidade a inovação deve ser uma prioridade atualmente. Em segundo lugar, o
de dados sobre essa dimensão crucial para obter um crescimento susten- crescimento econômico mais rápido
da inovação, até o momento todas as tável da produtividade e enfrentar pode assentar as bases para o desen-
tentativas de substituir essa variável o desafio global da alimentação. A volvimento econômico baseado na
por dados concretos provenientes de superação desse desafio exigirá uma inovação, mas mais investimentos
fontes reconhecidas falharam. Além mescla de soluções tecnológicas e não seriam necessários para estimular o
disso, os clusters nem sempre estão tecnológicas: mudanças organizacio- crescimento da produtividade, que
confinados às fronteiras nacionais. nais, investimentos públicos e priva- ainda está em níveis historicamente
Portanto, por def inição, eles não dos em P&D e mecanismos eficazes baixos. Para esse fim, os esforços de
são mapeáveis às fontes de dados de transferência de tecnologia são P&D por parte dos setores público
disponíveis nacionalmente e a busca elementos importantes dos sistemas e privado também teriam que ser
por dados prontamente disponíveis agroalimentares de inovação. intensificados.
é enganosa. Historicamente, a inovação agrí- A terceira conclusão é que,
Um primeiro passo para avan- cola tem se provado não apenas viável, embora os resultados do GII indiquem
çar nessa questão é identif icar os mas também altamente eficaz. Um uma certa estabilidade nas primeiras
clusters de maneira inovadora. A novo ciclo de inovação é necessário posições, novas oportunidades estão
edição de 2017 do GII faz algum atualmente, envolvendo economias surgindo: novos Tigres Asiáticos vêm
progresso nesse particular. Na Seção de renda elevada, média e baixa. Nas melhorando ativamente seu desem-
Especial sobre Clusters do relatório economias de renda elevada e média, penho em inovação e novos atores de
em inglês, Bergquist, Fink e Raffo uma nova onda de inovação está no inovação de diferentes regiões vêm
propõem uma nova abordagem horizonte: inovações de outros setores ascendendo nos rankings do GII.
para avaliar a capacidade inventiva estão se propagando para os sistemas Nos últimos anos, o GII se con-
em clusters com base em dados de agrícolas e de produção de alimentos, solidou como uma referência fun-
patentes. Partindo dos endereços dos tornando-os inteligentes e digitais. damental em inovação, tornando-se
inventores e usando geocodificação Nas economias de renda baixa, o foco uma “ferramenta de ação” para os
subjacente, os autores identificam os está na redução dos gargalos enfrenta- tomadores de decisões que desejam
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

maiores clusters inventivos, medidos dos pelos sistemas agroalimentares de melhorar o desempenho de seus países
com base na atividade de depósito inovação e na aceleração da conver- em inovação. Numerosos workshops
de patentes via PCT, possivelmente gência da inovação com as economias em diferentes países aproximaram
até o nível de rua, graças a técni- mais produtivas. Em todas as econo- os atores da inovação, ajudaram a
cas avançadas de mapeamento. A mias, as políticas públicas são funda- melhorar a disponibilidade de dados
Tabela 7 apresenta alguns dos princi- mentais para promover um ambiente e contribuíram para a elaboração de
pais clusters de inovação resultantes favorável que estimule a absorção políticas de inovação eficazes. Esses
dessa análise. tecnológica, o empreendedorismo, a intercâmbios práticos também geram
44

comentários e sugestões que, por sua 6 Para ser designado como “expoente em 15 FMI, 2017; UNCTAD, 2017; OMC, 2017. A
1: Índice Global de Inovação de 2017

inovação”, um país deve ser identificado previsão de produtividade é baseada em The


vez, melhoram o GII e são úteis no como “realizador em inovação” e também Conference Board, Total Economy Database
processo de aprimoramento dos parâ- obter uma pontuação superior à média (versão ajustada), versão de maio de 2017,
do seu grupo de renda em quatro ou mais disponível em http://www.conference-board.
metros de medição e das políticas de pilares do GII durante dois ou mais anos, org/data/economydatabase/.
inovação. Esse valioso feedback con- incluindo os dois mais recentes (2015 e 2016).
Em 2017, 10 economias foram identificadas 16 OCDE, 2009, 2017a.
tinuará a ser integrado às iterações
como expoentes em inovação. Os outros 17 FMI, 2016.
futuras deste capítulo introdutório países identificados como expoentes em
do GII nos anos vindouros. inovação este ano são Vietnã, República 18 Essas estimativas são baseadas em cálculos
da Moldávia, Índia, Armênia, Ucrânia e preliminares usando dados sobre PIB, GERD
Tajiquistão. Para mais detalhes, consulte e BERD a preços constantes em termos de
Escalona Reynoso et al. (2015). PPC em dólares de 2005 do Centro de Dados
de Ciência e Tecnologia da UNESCO-UIS,
Notas do Quadro 5 atualizados em março de 2017. Economias
1 Em 2011, a maioria dos realizadores em incluídas: Afeganistão, Albânia, Argélia,
inovação estava localizada na região do Angola, Antígua e Barbuda, Argentina,
Sudeste Asiático, Ásia Oriental e Oceania. Em Notas do Capítulo 1 Armênia, Austrália, Áustria, Azerbaijão,
2012 e 2013, a Europa e a África Subsaariana 1 Conference Board, 2017; FMI, 2017; OCDE, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Barbados,
tiveram o mesmo número de realizadores 2017a. Segundo o Banco Mundial (2017), a Bielorrússia, Bélgica, Belize, Benin, Bermudas,
em inovação: seis e quatro em cada ano, economia mundial crescerá 2,7% em 2017, Butão, Bolívia (Estado Plurinacional da),
respectivamente. um aumento de 0,4% em relação a 2016, Bósnia e Herzegovina, Botsuana, Brasil, Brunei,
com uma revisão para baixo de 0,1% em Bulgária, Burquina Faso, Burundi, Cabo Verde,
2 Isso pode ser parcialmente atribuído a
relação a junho de 2016. Para 2018, a OCDE Camboja, Camarões, Canadá, República
melhorias na cobertura de dados. Uma
(2017a) e o FMI (2017) preveem uma taxa de Centro-Africana, Chade, Chile, China, China
regra de corte mais rigorosa, aumentando
crescimento de 3,6% sem revisões recentes. (Região Administrativa Especial de Hong
o limiar mínimo exigido de todos os países
O Banco Mundial (2017) previu o crescimento Kong), China (Região Administrativa Especial
no GII para pelo menos 66% de todos os
do PIB mundial em 2,9% e recentemente de Macau), Colômbia, Comores, Congo, Costa
indicadores em cada um dos subíndices, foi
revisou esse valor para baixo em 0,1%. Rica, Croácia, Cuba, Chipre, República Tcheca,
introduzida este ano (para mais detalhes,
Costa do Marfim, República Democrática
consulte o Apêndice IV: Notas Técnicas do 2 FMI, 2017. do Congo, Dinamarca, Djibouti, Dominica,
relatório em inglês). Esse procedimento
3 FMI, 2017; OCDE, 2017a; Banco Mundial, 2017. República Dominicana, Equador, Egito, El
se traduz em medições mais precisas do
Salvador, Guiné Equatorial, Eritréia, Estônia,
desempenho em inovação de cada país e,
4 FMI, 2017, com o crescimento do PIB russo Etiópia, Fiji, Finlândia, França, Gabão, Gâmbia,
portanto, permite identificar mais claramente
recentemente revisado para cima. Geórgia, Alemanha, Gana, Grécia, Granada,
quais desses países podem ser designados
Guatemala, Guiné, Guiné-Bissau, Guiana,
como realizadores em inovação. Essa 5 Banco Mundial, 2017. Haiti, Honduras, Hungria, Islândia, Índia,
melhoria, porém, resultou na eliminação
6 Adler et al., 2017; OCDE, 2017a; OMPI, 2015; Indonésia, Irã (República Islâmica do), Iraque,
das classificações do GII de duas economias
Banco Mundial, 2017. Irlanda, Israel, Itália, Jamaica, Japão, Jordânia,
dessa região que haviam sido identificadas
Cazaquistão, Quênia, Quiribati, Kuwait,
em anos anteriores como realizadores em
7 Banco Mundial, 2017. Quirguistão, República Democrática Popular
inovação: Gâmbia (2014) e Gana (2011).
do Laos, Letônia, Líbano, Lesoto, Libéria,
8 Adler et al., 2017; Cornell et al., 2016. Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Madagascar,
3 A linha de tendência geral é definida pelas
Estimativas indicam que o crescimento da Malaui, Malásia, Maldivas, Mali, Malta, Ilhas
pontuações e pelo nível de desenvolvimento
produtividade mundial diminuiu em 2015 e Marshall, Mauritânia, Ilhas Maurício, México,
econômico de todos os países considerados
manteve a mesma taxa modesta de 1,5% em Micronésia (Estados Federados da), Mongólia,
no GII. Os limiares são definidos como
2016 (Conference Board, 2016, 2017). Montenegro, Marrocos, Moçambique,
10% acima e 10% abaixo das pontuações
definidas pela linha de tendência (veja o 9 The Conference Board, Total Economy Namíbia, Nepal, Holanda, Nova Zelândia,
Quadro 2 em Escalona Reynoso et al., 2015). Database (versão ajustada), versão de Nicarágua, Níger, Nigéria, Noruega, Omã,
maio de 2017, disponível em http:// Paquistão, Palau, Palestina, Panamá, Papua
4 Além desses nove países da África Nova Guiné, Paraguai, Peru, Filipinas, Polônia,
www.conference-board.org/data/
Subsaariana, 25 países (35 no total) foram Portugal, Porto Rico, Catar, República da
economydatabase/.
identificados como expoentes em pilares de Coreia, República da Moldávia, Romênia,
inovação este ano. Eles são da Europa (9); 10 Fernald, 2014. Ver também o Capítulo 1 em Rússia, Ruanda, São Cristóvão e Nevis, Santa
Sudeste Asiático, Ásia Oriental e Oceania (6); OMPI 2015. Lúcia, São Vicente e Granadinas, Samoa, São
América Latina e Caribe (5); Norte da África e Tomé e Príncipe, Arábia Saudita, Senegal,
Ásia Ocidental (4); e Ásia Central e Meridional 11 OMC, 2017. Sérvia, Seychelles, Serra Leoa, Cingapura,
(2). Eslováquia, Eslovênia, Ilhas Salomão, África
12 UNCTAD, 2016, 2017.
do Sul, Espanha, Sri Lanka, Sudão, Suriname,
5 Isso pode ser parcialmente atribuído às
13 Cornell et al., 2016; OMPI, 2015, 2017 Suazilândia, Suécia, Suíça, Taiwan (China),
pontuações médias gerais mais altas obtidas
(aguardando publicação). Sobre a perda Tajiquistão, Tailândia , Antiga República
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

pela região em ambos os indicadores, o


de velocidade da difusão tecnológica, ver Iugoslava da Macedônia, Timor Leste, Togo,
que dificulta a superação desse nível de
também Andrews et al., 2015; Decker et al., Tonga, Trinidad e Tobago, Tunísia, Turquia,
desempenho por países individuais.
2016; Haltiwanger, 2011; Haltiwanger et al., Turcomenistão, Tuvalu, Uganda, Ucrânia,
2014; OCDE, 2015. Emirados Árabes Unidos, Reino Unido da Grã-
Bretanha e Irlanda do Norte, República Unida
14 Ver Lee, 2016 quanto ao caso da Coreia, por da Tanzânia, Estados Unidos da América,
exemplo. Uruguai, Uzbequistão, Vanuatu, Venezuela
(República Bolivariana da), Vietnã, Iêmen,
Zâmbia, Zimbábue.
45

19 Os maiores investidores em relação ao 35 As economias são agrupadas de acordo com ———. 2017. Global Economic Outlook 2017:

1: Índice Global de Inovação de 2017


PIB são Israel, Coréia e Japão, com Israel a classificação de renda nacional bruta (RNB) Bucking the Trend—Overcoming Uncertainty,
ultrapassando a Coreia em 2015. Com base per capita do Banco Mundial (julho de 2016), Shocks, and Disruption with Qualitative
em nossas estimativas, a China é a única calculada utilizando o método do Atlas do Growth. Novembro de 2016. Nova York: The
economia emergente com intensidade Banco Mundial. Os grupos são: renda baixa, Conference Board.
de P&D superior à média global. Outras US$ 1.025 ou menos; renda média inferior,
economias de renda média, como Malásia, US$ 1.026 a US$ 4.035; renda média superior, Universidade Cornell, INSEAD e OMPI. 2015.
Brasil, Índia e África do Sul, apresentam US$ 4.036 a US$ 12.475; e renda elevada, US$ The Global Innovation Index 2015: Effective
menores intensidades de P&D, variando de 12.476 ou mais. Innovation Policies for Development, eds. S.
1,3% a 0,7%. Dutta, B. Lanvin e S. Wunsch-Vincent. Ithaca,
36 Desde 2012, os grupos regionais têm sido Fontainebleau e Genebra: Cornell, INSEAD
20 Cornell et al., 2016; OCDE, 2017b. baseados na Classificação das Nações Unidas: e OMPI.
EUR = Europa; NAC = América do Norte;
21 Apesar desses números agregados, algumas LCN = América Latina e Caribe; CSA = Ásia ———. 2016. The Global Innovation Index 2016:
pesquisas indicam que as principais empresas Central e Meridional; SEAO = Sudeste Winning with Global Innovation, eds. S.
mundiais de P&D aumentaram seus gastos Asiático, Ásia Oriental e Oceania; Dutta, B. Lanvin e S. Wunsch-Vincent. Ithaca,
com P&D em 2015 e 2016 (Comissão NAWA = Norte da África e Ásia Ocidental; e Fontainebleau e Genebra: Cornell, INSEAD
Europeia, 2016; Strategy&, 2016). SSF = África Subsaariana. e OMPI.

22 OMPI, 2016. Ao mesmo tempo, os pedidos de 37 Para compensar sua volatilidade inerente Decker, R., J. Haltiwanger, R.S. Jarmin e J. Miranda.
patentes mundiais no âmbito do Tratado de (veja as edições anteriores do GII), reduzindo 2016. “Where Has All the Skewness Gone?
Cooperação em Matéria de Patentes (PCT) da assim as oscilações no ranking induzidas The Decline in High-Growth (Young) Firms
OMPI registaram um aumento de 1,4% em pelos fluxos de investimentos externos in the U.S.”, European Economic Review 86
2015, uma queda significativa em relação ao diretos, este ano o GII considera as médias (julho): 4–23.
crescimento observado nos anos anteriores trienais de entradas e saídas líquidas de IED
(OMPI, 2016). Dutta, S., D. Benavente, B. Lanvin e S. Wunsch-
(veja o Anexo 2). Vincent. 2013. “The Global Innovation Index
23 OCDE, 2009, 2017b; OMPI, 2015. 38 Note-se que nenhuma associação direta 2013: Local Dynamics Keep Innovation
pode ser estabelecida por enquanto entre Strong in the Face of Crisis”. Em The Global
24 Uma análise recente do FMI mostra que, Innovation Index 2013: The Local Dynamics of
se as economias avançadas aumentassem a saída planejada do Reino Unido da União
Europeia (UE) e qualquer movimento Innovation, eds. S. Dutta e B. Lanvin. Ithaca e
as atividades privadas de P&D em 40% na Fontainebleau: Cornell, INSEAD. 3–67.
média, poderiam aumentar seu PIB em 5% a ascendente ou descendente no GII. Em
longo prazo (FMI, 2016). primeiro lugar, a maior parte dos dados é Dutta, S., R. Escalona Reynoso, A. Bernard, B. Lanvin
anterior ao referendo em questão. Como e S. Wunsch-Vincent. 2015. “The Global
25 FAO, 2016. em outros países de renda elevada, 37% dos Innovation Index 2015: Effective Innovation
indicadores do Reino Unido são de 2016; Policies for Development”. Em The Global
26 FAO et al., 2015. os 63% restantes referem-se a 2015 e anos Innovation Index 2015: Effective Innovation
27 FAO et al., 2015. anteriores. Além disso, a identificação de Policies for Development, eds. S. Dutta, B.
relações causais entre os planos ou a saída Lanvin e S. Wunsch-Vincent. Genebra, Ithaca
28 A desnutrição manifesta-se de várias propriamente dita da UE e alguns indicadores e Fontainebleau: Cornell, INSEAD e OMPI.
maneiras além da subnutrição, como do GII é uma tarefa complexa que está além 3–63.
desnutrição de micronutrientes, obesidade, dos objetivos deste relatório.
deficiências calóricas, anemia ou diabetes Escalona Reynoso, R., A. L. Bernard, M. Saisana,
(IFPRI, 2016). Ver também o Capítulo 6 do 39 Veja o Prefácio deste relatório pela M. Schaaper, F. Guadagno e S. Wunsch-
relatório em inglês. Confederação das Indústrias Indianas. Vincent. 2015. “Benchmarking Innovation
40 Governo da Índia, Departamento de Performance at the Global and Country
29 Pingali, 2012. Levels”. Em The Global Innovation Index 2015:
Informações à Imprensa, 2017.
30 Foi estimado que, na ausência da revolução Effective Innovation Policies for Development,
verde, a produtividade das culturas nos 41 Ver também Dutta et al., 2013; Hollanders, eds. S. Dutta, B. Lanvin e S. Wunsch-Vincent.
países em desenvolvimento teria diminuído 2013; Primi, 2013. Genebra, Ithaca e Fontainebleau: Cornell,
em 23,5%, com preços 35% a 66% maiores INSEAD e OMPI. 65–80.
em 2000. A ingestão de calorias teria Comissão Europeia. 2016. “The 2016 EU Industrial
diminuído em 14,4% e a porcentagem de R&D Investment Scoreboard”. Autores Héctor
crianças desnutridas teria aumentado em 8% Referências e fontes Hernández, Alexander Tübke, Fernando
(Evenson e Gollin, 2003). Hervás, Antonio Vezzani, Mafini Dosso, Sara
Adler, G. R. Duval, D. Furceri, S. Kiliç Çelik, K.
31 Juma, 2011, 2015; Juma e Gordon, 2015. Koloskova e M. Poplawski-Ribeiro. 2017. Amoroso e Nicola Grassano. Sevilha, Espanha:
“Gone with the Headwinds: Global Comissão Europeia, Centro de Pesquisas
32 Ver Dutta et al., 2015. Productivity”. Nota para Discussão da Equipe Conjuntas.

33 Ver, por exemplo, OMPI, 2011. Ver também o do FMI 17/04. Washington, DC: FMI. Evenson, R. E. e D. Gollin. 2003. “Assessing the
projeto da OMPI “International Comparison Andrews, D., C. Criscuolo e P. Gal. 2015. “Frontier Impact of the Green Revolution, 1960 to
of Knowledge Transfer Policies and Practices”, firms, technology diffusion and public policy: 2000”. Science 300: 758–62.
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

que está em andamento em colaboração micro evidence from OECD countries”.


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(MCT) da China; mais detalhes estão da OCDE Nº 2. Paris: Editora da OCDE.
disponíveis em http://www.wipo.int/econ_ of Food and Agriculture 2016: Climate Change,
stat/en/economics/studies/. Conference Board. 2016. Global Economic Outlook Agriculture and Food Security. Roma: FAO.
2016: The Global Economy in a Holding FAO, FIDA e PMA (Organização das Nações Unidas
34 Sobre atores informais, ver Kraemer-Mbula e Pattern. Novembro de 2015. Nova York: The
Wunsch-Vincent, 2016. para Agricultura e Alimentação, Fundo
Conference Board. Internacional de Desenvolvimento Agrícola
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46

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ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

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da OCDE.
ANEXO 1 47

Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)

Anexo 1: Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)


Agora em sua 10ª edição, o GII e nossa própria compreensão da
A justificativa para o Índice Global de
ajuda a criar um ambiente em que os inovação. Este ano, o modelo con-
Inovação
fatores de inovação permanecem sob tinua a evoluir, embora seu estado
O projeto do Índice Global de
avaliação contínua, fornecendo aos maduro agora exija apenas pequenas
Inovação (GII) foi iniciado em 2007
tomadores de decisões uma ferra- atualizações (a esse respeito, consulte
pelo Professor Dutta, do INSEAD,
menta fundamental e um rico banco o Anexo 2).
com o objetivo simples de deter-
de dados de métricas detalhadas para
minar como encontrar métricas e
refinar as políticas de inovação. Uma perspectiva inclusiva da inovação
abordagens que capturassem melhor
O GII não pretende ser um O GII adota um conceito amplo de
a riqueza da inovação na sociedade e
ranking def initivo e imutável das inovação, elaborado originalmente
fossem além de medidas tradicionais
economias em relação à inovação. no Manual de Oslo, desenvolvido
de inovação como o número de arti-
Como ainda é difícil medir os pelas Comunidades Europeias e pela
gos de pesquisa ou o nível de gastos
insumos e impactos da inovação, Organização para a Cooperação e
em pesquisa em desenvolvimento
enfatiza-se mais a medição do clima o Desenvolvimento Econômico
(P&D).1
e da infraestrutura que propiciam a (OCDE):2
Havia várias motivações para
inovação e a avaliação dos resultados Uma inovação é a implementação de
estabelecer esse objetivo. Em pri-
relacionados. um produto (bem ou serviço) novo
meiro lugar, a inovação é importante ou significativamente melhorado, um
Embora os resultados f inais
para estimular o progresso econô- novo processo, um novo método de
sejam fornecidos na forma de diver- comercialização ou um novo método
mico e a competitividade em econo-
sos rankings, o GII está mais preo- organizacional em práticas empresariais,
mias tanto desenvolvidas quanto em na organização do local de trabalho ou
cupado com a melhoria da “jornada”
desenvolvimento. Muitos governos em relações externas.
rumo a uma melhor mensuração e
têm colocado a inovação no centro
compreensão da inovação e com a Essa definição ref lete a evolução
de suas estratégias de crescimento.
identif icação de políticas direcio- no modo como a inovação tem sido
Em segundo lugar, a def inição de
nadas, boas práticas e outros fatores percebida e compreendida nas últi-
inovação se ampliou e não está mais
que estimulam a inovação. As ricas mas duas décadas.3
restrita aos laboratórios de P&D e
métricas podem ser utilizadas – no Economistas e líderes políticos
trabalhos científicos publicados. A
nível do índice, dos subíndices ou costumavam se concentrar na ino-
inovação pode ser, e é, de natureza
dos dados brutos de indicadores vação tecnológica de produtos, base-
mais geral e horizontal, incluindo
individuais – para monitorar o ada em P&D, quase sempre gerada
inovações sociais e em modelos
desempenho ao longo do tempo e localmente e, via de regra, em seto-
de negócios, além das inovações
para comparar essa evolução com res industriais. Esse tipo de inovação
técnicas propriamente ditas. Por
outros países na mesma região ou na era obtido por meio de uma força
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

último, mas não menos importante,


mesma classificação de renda. de trabalho altamente qualif icada
o reconhecimento e a celebração da
Com base na experiência acumu- em empresas intensivas em P&D.
inovação em mercados emergentes
lada dos Parceiros de Conhecimento O processo que levava a essas ino-
são requisitos cruciais para inspirar
do GII e de seu ilustre Conselho vações era, por definição, fechado,
as pessoas, especialmente a pró-
Consultivo, o modelo do GII é atu- interno e localizado. Os avanços
xima geração de empreendedores e
alizado continuamente para ref letir a tecnológicos eram necessariamente
inovadores.
maior disponibilidade de estatísticas “radicais” e ocorriam na “fronteira
48

Figura 1: Estrutura do Índice Global de Inovação de 2017


Anexo 1: Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)

Índice Global de Inovação


(média)

Índice de Eficiência em Inovação


(coeficiente)

Subíndice de Subíndice de
Insumos de Inovação Produtos de Inovação

Capital Produtos de
humano Sofisticação Sofisticação conhecimento e Produtos
Instituições e pesquisa Infraestrutura do mercado empresarial tecnologia criativos

Ambiente Profissionais do Criação de Ativos


político Educação TIC Crédito conhecimento conhecimento intangíveis

Vínculos
Ambiente Ensino Infraestrutura para fins Impacto do Bens e serviços
regulatório superior geral Investimentos de inovação conhecimento criativos

Comércio,
Ambiente Pesquisa e Sustentabilidade concorrência e Absorção de Difusão de Criatividade
de negócios desenvolvimento ecológica escala do mercado conhecimentos conhecimentos on-line

dos conhecimentos globais”. Essa significativamente. Os investimen- processos ou outras inovações – por
caracterização implicava a existên- tos em atividades relacionadas à parte de qualquer ator de inovação
cia de países líderes e atrasados, com inovação têm aumentado sistema- específico, e muito menos por parte
as economias de renda média ou ticamente nos níveis empresarial, de qualquer país (veja o Quadro 1,
baixa limitando-se a acompanhar as nacional e global, agregando tanto Anexo 1 do Capítulo 1 no GII 2013).
demais. atores de inovação provenientes de A maioria das medidas também não
Hoje em dia, a capacidade de economias situadas fora do grupo consegue capturar adequadamente
inovação é vista mais como a capaci- de renda elevada como participantes os produtos de inovação gerados por
dade de explorar novas combinações sem fins lucrativos. A estrutura da um espectro mais amplo de atores de
tecnológicas; ela abrange as noções atividade de produção de conhe- inovação, como o setor de serviços
de inovação incremental e “inova- cimentos é mais complexa e geo- ou as entidades públicas.
ção sem pesquisa”. Os gastos com graf icamente dispersa do que em O GII pretende ir além da mera
inovação não relacionados a P&D qualquer outra época. aferição dessas métricas simples de
são um componente importante do Um desafio crucial é encontrar inovação. Isso requer a integração
aproveitamento dos benefícios da métricas que capturem a inova- de novas variáveis, estabelecendo
inovação tecnológica. O interesse ção como efetivamente ocorre no um ponto de equilíbrio entre a qua-
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

em entender como a inovação ocorre mundo atual.4 Medidas oficiais dire- lidade da variável, por um lado, e a
em países de renda baixa e média tas que quantifiquem os produtos da obtenção de uma boa cobertura dos
vem aumentando, juntamente com inovação continuam extremamente países, por outro lado.
a percepção de que formas incre- escassas.5 Por exemplo, não existem Os indicadores mais recentes
mentais de inovação podem afetar estatísticas of iciais sobre a quanti- possíveis são usados no GII: 38,7%
o desenvolvimento. Além disso, o dade de esforço inovador – definido dos dados obtidos são de 2016, 38,1%
próprio processo de inovação mudou como o número de novos produtos, de 2015, 11,3% de 2014, 5,7% de
49

2013, e a pequena fração restante, Tabela 1a: Pilar de Instituições

Anexo 1: Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)


6,3%, de anos anteriores.6
Valor médio por grupo de renda
Renda Renda média Renda média Renda
A estrutura conceitual do GII Indicador elevada superior inferior baixa Média
O GII é um projeto em evolução, 1 Instituições
que parte das edições anteriores, 1.1 Ambiente político
mas agrega dados recém-disponibi- 1.1.1 Estabilidade política e segurança*....................................0,69...............–0,23..............–0,80................–0,66...............–0,06
1.1.2 Eficácia do governo*.................................................................1,21..................0,04..............–0,50................–0,78..................0,26
lizados e é inspirado pelas pesquisas
1.2 Ambiente regulatório
mais recentes sobre a medição da 1.2.1 Qualidade regulatória*a...........................................................1,19..................0,03..............–0,45................–0,63..................0,28
inovação. Este ano, o modelo do 1.2.2 Estado de direito*a......................................................................1,20...............–0,22..............–0,60................–0,64..................0,18
GII inclui 127 países/economias 1.2.3 Custo de demissão por red., sem. de sal.b.................14,60...............17,95..............26,60................16,18...............18,29
1.3 Ambiente de negócios
que representam 92,5% da popula-
1.3.1 Facilidade para abrir uma empresa*.............................90,29...............84,76..............82,13................79,87...............85,64
ção mundial e 97,6% do PIB global 1.3.2 Facilidade de resolução de insolvência*....................68,24...............51,63..............39,85................38,80...............53,69
(em dólares americanos correntes). 1.3.3 Facilidade de pagamento de impostos*....................83,83...............69,51..............59,52................57,51...............71,19
O GII é baseado em dois subín- Obs.: (*) índice, (†) pergunta de pesquisa, (a) meio peso, (b) valores mais altos indicam resultados piores.

dices: o Subíndice de Insumos de


Inovação e o Subíndice de Produtos
de Inovação, ambos compostos por apresentação de um painel relativo a a direção do seu efeito (indicadores
pilares. Quatro medidas são calcula- cada economia, incluindo seus pon- em que valores mais altos implicam
das (veja a Figura 1): tos fortes e fracos (Apêndice I, Perfis resultados piores são identif icados
de Países/Economias), à disponibili- pela letra “b”). Em seguida, a tabela
1. Subíndice de Insumos de zação das séries de dados (Apêncice fornece os valores médios de cada
Inovação: Cinco pilares de in- II, Data Tables, do relatório em indicador (nas respectivas unidades)
sumos capturam elementos da inglês) e ao fornecimento das fontes por grupo de renda (classif icação
economia nacional que possibi- de dados e definições (Apêndice III do Banco Mundial) e para toda a
litam atividades inovadoras. do relatório em inglês) e de notas amostra de 127 países/economias
2. Subíndice de Produtos de técnicas detalhadas (Apêndice IV incluídos no cálculo final (Tabelas
Inovação: Produtos de inovação do relatório em inglês). Os ajustes 1a a 1g).
são os resultados de atividades introduzidos na estrutura do GII,
inovadoras em uma economia. incluindo uma análise detalhada
Embora inclua apenas dois pila- dos fatores que inf luenciaram as O Subíndice de Insumos de Inovação
res, o Subíndice de Produtos de variações de um ano para o outro, O primeiro subíndice do GII é o
Inovação tem o mesmo peso do são discutidos no Anexo 2. Além Subíndice de Insumos de Inovação,
Subíndice de Insumos no cálcu- disso, desde 2011 o GII tem sido que tem cinco pilares viabilizadores:
lo das pontuações gerais do GII. submetido a uma auditoria estatís- Instituições, Capital humano e pes-
3. A pontuação geral do GII é a tica independente conduzida pelo quisa, Infraestrutura, Sofisticação do
média simples dos Subíndices de Centro de Pesquisas Conjuntas da mercado e Sofisticação empresarial.
Insumos e de Produtos. União Europeia (os resultados são Pilares viabilizadores são aqueles que
4. O Índice de Eficiência em detalhados no Anexo 3 do relatório definem aspectos do ambiente favo-
Inovação é a razão entre o em inglês). ráveis à inovação em uma economia.
Subíndice de Produtos e o Uma tabela é incluída aqui
Subíndice de Insumos. Ele indi- para cada pilar. Essa tabela fornece Pilar 1: Instituições
ca a quantidade de inovação ge- uma lista dos indicadores do pilar, O estabelecimento de uma estrutura
rada por um determinado pa- especificando seu tipo (indicadores institucional que atraia negócios e
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

ís em relação aos seus insumos. compostos são identificados por um estimule o crescimento por meio do
asterisco, “*”, perguntas de questio- fornecimento de boa governança e
Cada pilar é dividido em três nário de pesquisa por uma adaga, níveis corretos de proteção e incen-
subpilares e cada subpilar é com- “†”, e os indicadores restantes são tivos é essencial para a inovação.
posto por indicadores individuais, dados brutos); seu peso no índice O pilar de Instituições ref lete a
totalizando 81 indicadores este ano. (indicadores com metade do peso estrutura institucional de um país
O GII presta atenção especial à são identif icados pela letra “a”); e (Tabela 1a).
50

Tabela 1b: Pilar de Capital humano e pesquisa avalia o custo de demissão por corte
Anexo 1: Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)

de pessoal ou eliminação de funções,


Valor médio por grupo de renda
com base na soma, em semanas de
Renda Renda média Renda média Renda
Indicador elevada superior inferior baixa Média salário, dos requisitos de aviso prévio
2 Capital humano e pesquisa com os pagamentos de rescisão con-
2.1 Educação tratual que são devidos quando um
2.1.1 Gastos com educação, % do PIB........................................5,49..................4,56.................4,21...................4,75..................4,75 trabalhador redundante é demitido.
2.1.2 Gastos gov. em educ./aluno, secundário¹.................24,86...............17,65..............17,97................25,17...............21,17
2.1.3 Expectativa de vida escolar, anos...................................16,56...............14,31..............11,86...................9,67...............13,95
O subpilar de Ambiente de
2.1.4 Escalas PISA em leitura, matemática e ciênciasa....489,53............416,63........... 405,24..............n/a.................. 459,98 negócios abrange três aspectos que
2.1.5 Razão aluno-professor, secundárioa,b...........................11,25...............15,06..............20,07................27,26...............16,52 afetam diretamente as atividades
2.2 Ensino superior empresariais privadas: a facilidade
2.2.1 Matrículas no ensino superior, % brutoa....................66,29...............47,38..............28,27...................7,28...............44,83
2.2.2 Graduados em ciência e engenharia, % ....................22,76...............21,04..............22,06................14,44...............21,32
para abrir uma empresa (com base
2.2.3 Mobilidade de estudantes do ensino superior, %a.....9,96..................3,45.................1,53........... 3.4.2........................5,77 nos índices do Banco Mundial); a
2.3 Pesquisa e desenvolvimento (P&D) facilidade de resolução de insolvên-
2.3.1 Pesquisadores, ETI/milhão hab.................................3.680,04............792,86........... 449,14................68,47........ 1.938,71 cia (com base na taxa de recuperação
2.3.2 Gastos brutos em P&D, % PIB...............................................1,65..................0,55.................0,34...................0,36..................0,96
2.3.3 Emp. globais de P&D, méd. 3 maiores, mi US$.....1.332,33............154,67..............37,95...................0,00............ 554,25
registrada, na forma de centavos por
2.3.4 Univ. no ranking da QS, pont. méd. 3 melhores*.......39,97...............18,48.................6,93...................0,18...............21,70 dólar recuperados pelos credores por
Obs.: (*) índice, (†) pergunta de pesquisa, (a) meio peso, (b) valores mais altos indicam resultados piores. ETI = equivalência em tempo integral. meio de processos de reorganização,
1 Na escala de percentual do PIB per capita.
liquidação ou execução de dívida);
e a facilidade de pagamento de
impostos.
Tabela 1c: Pilar de Infraestrutura
Pilar 2: Capital humano e pesquisa
Valor médio por grupo de renda
O nível e o padrão da educação e das
Renda Renda média Renda média Renda
Indicador elevada superior inferior baixa Média atividades de pesquisa em um país
3 Infraestrutura são fatores determinantes básicos
3.1 Tecnologias de informação e comunicação (TIC) de sua capacidade de inovação. Esse
3.1.1 Acesso a TIC*..................................................................................8,08..................5,98.................4,41...................2,68..................6,01 pilar tenta avaliar o capital humano
3.1.2 Uso de TIC*......................................................................................6,86..................4,36.................2,30...................0,86..................4,41
dos países (Tabela 1b).
3.1.3 Serviços governamentais on-line*....................................0,77..................0,57.................0,46...................0,28..................0,58
3.1.4 Participação eletrônica*...........................................................0,75..................0,57.................0,49...................0,30..................0,59 O primeiro subpilar inclui uma
3.2 Infraestrutura geral combinação de fatores para aferir
3.2.1 Produção de energia, kWh/capitaa.........................9.396,97........ 3.285,84....... 1.135,44............. 221,18........ 5.031,15 os progressos obtidos nos níveis de
3.2.2 Desempenho logístico*a.........................................................3,60..................2,83.................2,64...................2,56..................3,04
ensino primário e secundário. Os
3.2.3 Formação bruta de capital, % PIB...................................21,81...............25,33..............22,27................24,49...............23,22
3.3 Sustentabilidade ecológica
gastos com educação e a expectativa
3.3.1 PIB/un. uso en., PPC US$ 2010/kg eq. petr...............10,15..................9,73.................8,84...................4,36..................9,29 de vida escolar são bons indicadores
3.3.2 Desempenho ambiental*....................................................82,18...............74,11..............65,77................47,86...............72,08 indiretos da cobertura. Os gastos
3.3.3 Cert. amb. ISO 14001/bi PIB PPC em US$a....................4,45..................2,73.................0,56...................0,23..................2,60
governamentais por aluno no ensino
Obs.: (*) índice, (†) pergunta de pesquisa, (a) meio peso, (b) valores mais altos indicam resultados piores. KwH = quilowatts-horas.
secundário fornecem uma estima-
tiva do nível de prioridade atribuído
pelo Estado ao ensino secundário. A
qualidade da educação é medida por
meio dos resultados no Programa
O subpilar de Ambiente político buscam capturar as percepções sobre Internacional de Avaliação de
inclui dois índices: um que ref lete a capacidade do governo de formu- Estudantes (PISA, na sigla em inglês)
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

as percepções sobre a probabilidade lar e implementar políticas coerentes da OCDE, que examina os desem-
de desestabilização de um governo que promovam o desenvolvimento penhos de estudantes de 15 anos em
e outro que ref lete a qualidade dos do setor privado e avaliar o grau de leitura, matemática e ciências, bem
serviços públicos e civis e da formu- prevalência do estado de direito (em como a razão aluno-professor.
lação e implementação de políticas. aspectos como respeito aos contra- O ensino superior é crucial para
O subpilar de Ambiente regula- tos, direitos de propriedade, polícia que as economias ascendam na cadeia
tório é baseado em dois índices, que e tribunais). O terceiro indicador de valor, indo além dos produtos
51

e processos de produção simples. Tabela 1d: Pilar de Sofisticação do mercado

Anexo 1: Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)


O subpilar sobre ensino superior
Valor médio por grupo de renda
busca aferir a cobertura (matrículas
Renda Renda média Renda média Renda
no ensino superior), priorizando Indicador elevada superior inferior baixa Média
setores tradicionalmente associados 4 Sofisticação do mercado
à inovação (com uma série sobre 4.1 Crédito
a porcentagem de graduados no 4.1.1 Facilidade de obtenção de crédito*..............................59,79...............60,29..............55,74................36,76...............55,98
4.1.2 Crédito interno ao setor privado,% do PIB................99,09...............59,83..............41,61................23,82...............66,31
ensino superior em ciência, enge- 4.1.3 Emprés. brutos de microfinan., % do PIB......................0,15..................0,95.................3,63...................0,98..................1,79
nharia, fabricação e construção) e 4.2 Investimentos
a mobilidade interna de estudantes 4.2.1 Facilidade de prot. de invest. minorit.*........................62,98...............58,86..............53,33................43,63...............57,20
do ensino superior, que desempenha 4.2.2 Capitalização do mercado, % do PIBa...........................93,18...............41,80..............28,10................21,82...............60,25
4.2.3 Trans. de cap. de risco/bi de PIB em PPC em US$a.....0,11..................0,02.................0,02...................0,03..................0,06
um papel crucial no intercâmbio de
4.3 Comércio, concorrência e escala do mercado
ideias e habilidades necessárias para 4.3.1 Taxa tarifária aplicada, média ponderada, %a,b..........1,84..................3,79.................5,35...................8,99..................4,08
a inovação. 4.3.2 Intensidade da concorrência local†.................................5,42..................5,01.................4,88...................4,67..................5,10
O último subpilar, sobre P&D, 4.3.3 Escala do merc. intern., bi, PPC em US$........................1.120,76........ 1.183,87........... 700,32................48,06............ 905,18
Obs.: (*) índice, (†) pergunta de pesquisa, (a) meio peso, (b) valores mais altos indicam resultados piores.
mede o nível e a qualidade das ati-
vidades de P&D, com indicadores
sobre pesquisadores (equivalência
em período integral), gastos brutos,
gastos em P&D pelos principais energia facilita a produção e o inter- (que mede a ef iciência do uso de
investidores globais em P&D e qua- câmbio de ideias, serviços e produtos energia), o Índice de Desempenho
lidade das instituições científicas e e favorece o sistema de inovação ao Ambiental das Universidades de
de pesquisa, medida pela pontuação aumentar a produtividade e a efici- Yale e Columbia e o número de
média das três melhores univer- ência, reduzir os custos de transação, certificados de conformidade com a
sidades no Ranking Mundial de melhorar o acesso aos mercados e norma ISO 14001 (sobre sistemas de
Universidades da QS em 2016. Os estimular o crescimento sustentável. gestão ambiental) emitidos.
gastos com P&D das três principais O subpilar de TIC inclui quatro
empresas em um determinado país índices desenvolvidos por organi- Pilar 4: Sofisticação do mercado
referem-se aos gastos médios dessas zações internacionais sobre acesso a A disponibilidade de crédito e a
três empresas, que fazem parte dos TIC, uso de TIC, serviços governa- existência de um ambiente que
2,500 maiores investidores em P&D mentais on-line e participação on- favoreça o investimento, o acesso aos
em todo o mundo. O indicador de -line dos cidadãos. mercados internacionais, a concor-
classif icação das universidades no O subpilar de infraestrutura rência e a escala de mercado são fato-
ranking da QS refere-se às pon- geral inclui a produção média de res cruciais para a prosperidade das
tuações médias das três principais eletricidade em kWh per capita; um empresas e a ocorrência de inovação.
universidades pertencentes às 700 indicador composto de desempenho O pilar de Sofisticação do mercado
melhores universidades em todo o logístico; e a formação bruta de possui três subpilares, estruturados
mundo. Esses indicadores não têm o capital, que consiste em desembol- em torno das condições do mer-
objetivo de avaliar o nível médio de sos com acréscimos aos ativos fixos cado e do nível total de transações
todas as instituições em uma deter- e estoques líquidos da economia, (Tabela 1d).
minada economia. incluindo melhorias de terrenos O subpilar de Crédito inclui uma
(cercas, valas, drenos); aquisições medida sobre a facilidade de obtenção
Pilar 3: Infraestrutura de instalações, máquinas e equipa- de crédito, com o objetivo de aferir
O terceiro pilar inclui três subpi- mentos; e construção de estradas, até que ponto as leis sobre garantias e
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

lares: Tecnologias de informação e ferrovias e similares, incluindo falência facilitam os empréstimos ao


comunicação (TIC), Infraestrutura escolas, escritórios, hospitais, mora- proteger os direitos dos mutuários e
geral e Sustentabilidade ecológica dias residenciais privadas e edifícios credores, bem como as regras e práti-
(Tabela 1c). comerciais e industriais. cas que afetam a cobertura, o escopo
A existência de infraestruturas O subpilar de sustentabilidade e a acessibilidade de informações de
eficazes e ecologicamente adequa- ecológica inclui três indicadores: crédito. As transações são fornecidas
das de comunicação, transporte e PIB por unidade de uso de energia pelo valor total do crédito interno e,
52

Tabela 1e: Pilar de Sofisticação empresarial próprio potencial de produtividade,


Anexo 1: Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)

competitividade e inovação com o


Valor médio por grupo de renda
emprego de profissionais e técnicos
Renda Renda média Renda média Renda
Indicador elevada superior inferior baixa Média altamente qualificados.
5 Sofisticação empresarial O primeiro subpilar inclui qua-
5.1 Profissionais do conhecimento tro indicadores quantitativos sobre
5.1.1 Empregos em serv. intens. em conhec., %...............38,87...............23,03..............17,99...................3,73...............27,37 prof issionais do conhecimento:
5.1.2 Emp. que oferecem trein. formal, % de emp...........40,37...............38,43..............32,05................28,41...............35,00
5.1.3 GERD realizados por empresas, % do PIBa....................1,06..................0,28.................0,10...................0,04..................0,63
emprego em serviços intensivos
5.1.4 GERD financiados por empresas, %a.............................43,84...............25,65..............15,82...................5,87...............31,32 em conhecimento, disponibilidade
5.1.5 Mulheres c/pós-grad. empr., % total empr.a.............18,81...............13,01..............10,02...................2,27...............14,54 de treinamento formal no nível de
5.2 Vínculos para fins de inovação empresa, P&D realizado por empre-
5.2.1 Colab. em pesquisas entre univ. e emp.†a ...................4,26..................3,40.................3,21...................3,13..................3,66
5.2.2 Estado de desenvolvimento de clusters†.....................4,37..................3,64.................3,48...................3,29..................3,85
sas (GERD) como um percentual
5.2.3 GERD financiados a partir do exterior, %...................14,14..................9,09.................8,98................30,63...............13,49 do PIB (ou seja, GERD em relação
5.2.4 Acord. de EC/alianç. estrat./bi PIB em PPC US$a.......0,07..................0,02.................0,02...................0,02..................0,04 ao PIB) e porcentagem dos gastos
5.2.5 Fam. pat. dep. 2+ órgãos PI/bilhões PIB PPC US$a.....3,38..................0,16.................0,09...................0,07..................1,44
brutos totais em P&D f inanciados
5.3 Absorção de conhecimentos
5.3.1 Val. pg. por uso de propr. intelec., % com. totala......1,90..................0,69.................0,44...................0,13..................1,00
por empresas. Adicionalmente, o
5.3.2 Imp. alta tecn. menos reimp., % com. total.....................10,27..................9,81.................7,98...................7,91..................9,36 subpilar inclui um indicador rela-
5.3.3 Import. de serv. de TIC, % com. total...............................1,67..................0,93.................0,86...................1,71..................1,30 cionado ao percentual de mulheres
5.3.4 Fluxos líquidos de entrada de IED, % do PIB...............5,32..................3,94.................3,18...................5,32..................4,49
com pós-graduação empregadas.
5.3.5 Talentos na área de pesquisa, % nas empresas.....42,75...............23,24..............20,23................17,04...............32,44
Obs.: (*) índice, (†) pergunta de pesquisa, (a) meio peso, (b) valores mais altos indicam resultados piores. GERD = gastos internos brutos em P&D.
Esse indicador, além de fornecer
uma noção básica da distribuição
de mão de obra por gênero em cada
país, proporciona informações adi-
cionais sobre o grau de sofisticação
em uma tentativa de tornar o modelo concorrência têm sido infrutíferas. A do capital humano local atualmente
mais aplicável a mercados emergen- escala do mercado interno, medida empregado.
tes, pela carteira de crédito bruto de com base no PIB de uma economia, Os vínculos para f ins de ino-
instituições de microfinanciamento. foi incorporada em 2016. Assim, o vação e as parcerias entre os seto-
O subpilar de Investimentos último subpilar leva em consideração res público/privado/acadêmico são
inclui um índice da facilidade de o impacto que o tamanho de uma essenciais para a inovação. Em mer-
proteção de investidores minoritá- economia tem sobre a sua capacidade cados emergentes, bolsões de riqueza
rios e dois indicadores sobre o nível de introduzir e testar inovações no se desenvolveram em torno de redes
de transações. Esses dois indicadores mercado. e clusters industriais ou tecnológicos,
informam se o dinamismo do mer- em marcante contraste com a pobreza
cado é compatível com sua dimensão Pilar 5: Sofisticação empresarial que tende a prevalecer no restante
e fornecem uma métrica de dados O último pilar viabilizador tenta cap- do território. O subpilar de Vínculos
brutos relativos a transações de capi- turar o nível de sofisticação empre- para fins de inovação é baseado em
tal de risco. sarial para avaliar até que ponto as dados qualitativos e quantitativos
O último subpilar abrange o empresas são propícias às atividades sobre a colaboração entre empresas
comércio, concorrência e escala do de inovação (Tabela 1e). O pilar de e universidades em P&D, a preva-
mercado. As condições do mercado Capital humano e pesquisa (pilar lência de clusters profundos e bem
para o comércio são fornecidas pelo 2) é baseado na premissa de que o desenvolvidos, o nível de gastos bru-
primeiro indicador, que mede a acúmulo de capital humano – por tos em P&D financiados a partir do
taxa tarifária média ponderada por meio da educação, particularmente exterior e o número de acordos de
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

participação nas importações. O o ensino superior, e da priorização empreendimentos conjuntos/alian-


segundo indicador é uma pergunta das atividades de P&D – é uma con- ças estratégicas. Adicionalmente, o
de pesquisa que ref lete a intensi- dição indispensável para que a inova- número total de pedidos de famílias
dade da concorrência nos mercados ção ocorra. Essa lógica é levada um de patentes depositados por residen-
locais. Por enquanto, as tentativas passo adiante aqui com a afirmação tes via Tratado de Cooperação em
de localizar dados objetivos sobre de que as empresas promovem seu Matéria de Patentes (PCT, na sigla
53

em inglês) e em pelo menos dois Tabela 1f: Pilar de Produtos de conhecimento e tecnologia

Anexo 1: Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)


órgãos nacionais de propriedade
Valor médio por grupo de renda
intelectual é um indicador indireto
Renda Renda média Renda média Renda
dos vínculos internacionais. Indicador elevada superior inferior baixa Média
Em termos gerais, o pilar 4, sobre 6 Produtos de conhecimento e tecnologia
sofisticação do mercado, é baseado 6.1 Criação de conhecimento
na premissa de que o bom funciona- 6.1.1 Patentes por or./bi de PIB em PPC US$a........................7,65..................3,02.................1,27...................0,25..................4,10
6.1.2 Ped. de pat. via PCT/bi de PIB em PPC US$a...............2,50..................0,23.................0,10...................0,06..................1,17
mento dos mercados contribui para 6.1.3 Mod. de util. por or./bi de PIB em PPC US$.................1,26..................3,23.................3,19...................0,19..................2,40
o ambiente de inovação por meio 6.1.4 Artigos técn. e cient./bi de PIB em PPC US$a..........30,01...............10,82.................7,22...................8,66...............16,94
da pressão competitiva, dos ganhos 6.1.5 Índice H de documentos citáveis*a............................422,21............166,28........... 120,37................78,91............ 241,56

de ef iciência e das economias de 6.2 Impacto do conhecimento


6.2.1 Taxa de cres. do PIB/trab. em PPC US$, %....................0,70..................0,69.................1,19...................2,32..................0,97
transação, bem como ao permitir 6.2.2 Novas emp./mil. de hab. 15-64a..........................................6,12..................3,28.................1,00...................0,45..................3,64
que a oferta acompanhe a demanda. 6.2.3 Gastos com software, % PIBa................................................0,42..................0,21.................0,19...................0,07..................0,26
Mercados abertos ao comércio e ao 6.2.4 Cert. de qual. ISO 9001/bi de PIB em PPC US$a.....14,69..................9,35.................2,73...................1,33..................8,89
6.2.5 Produtos de alta e média-alta tecnologia, %a.........33,74...............21,97..............15,83...................8,68...............25,05
investimento externo têm o efeito
6.3 Difusão de conhecimentos
adicional de expor as empresas locais 6.3.1 Val. rec. por uso de propr. intel., % com. totala...........1,20..................0,08.................0,11...................0,05..................0,51
às melhores práticas internacionais, 6.3.2 Export. de alta tec. menos reexport., % com. totala....6,87....................4,55...................2,15.....................0,34....................4,39
o que é crucial para a inovação por 6.3.3 Export. de serv. de TIC, % com. totala..............................2,99..................1,73.................2,34...................2,34..................2,42
6.3.4 Fluxos líquidos de saída de IED, % do PIB.....................3,59..................0,95.................0,22...................0,52..................1,75
absorção e difusão de conhecimen-
Obs.: (*) índice, (†) pergunta de pesquisa, (a) meio peso, (b) valores mais altos indicam resultados piores.
tos, que são considerados nos pilares
5 e 6. A lógica em que se baseiam
os subpilares 5.3, sobre absorção de
conhecimentos (um fator viabiliza- conhecimentos, produtos, processos, intelectual e em nível internacio-
dor) e 6.3, sobre difusão de conheci- métodos e sistemas, incluindo siste- nal por meio do PCT, pedidos de
mentos (um resultado) – dois pilares mas de gestão empresarial. modelos de utilidade depositados
projetados para espelharem um ao por residentes no órgão nacional
outro – é precisamente a de que, de propriedade intelectual, artigos
juntos, eles revelam até que ponto as O Subíndice de Produtos de Inovação técnicos e científicos publicados em
economias são eficazes na absorção e Produtos de inovação são os resulta- periódicos com avaliação por pares e
difusão de conhecimentos. dos de atividades inovadoras em uma número de artigos (H) de uma eco-
O subpilar 5.3 inclui cinco métri- economia. Embora inclua apenas nomia que receberam pelo menos H
cas associadas a setores de alto con- dois pilares, o Subíndice de Produtos citações.
teúdo tecnológico ou cruciais para a de Inovação tem o mesmo peso do O segundo subpilar, sobre o
inovação: valores pagos por uso de Subíndice de Insumos no cálculo impacto do conhecimento, inclui
propriedade intelectual como uma das pontuações gerais do GII. Há estatísticas que representam o
porcentagem do total de comércio, dois pilares de produtos: Produtos impacto das atividades de inovação
importações líquidas de alta tecnolo- de conhecimento e tecnologia e nos níveis macro e microeconômico
gia como uma porcentagem do total Produtos criativos. ou indicadores indiretos relaciona-
de importações, importações de ser- dos: ganhos de produtividade da
viços de comunicação, informática Pilar 6: Produtos de conhecimento e mão de obra, densidade de entrada
e informação como uma porcenta- tecnologia de novas empresas, gastos com sof-
gem do total de comércio e f luxos Esse pilar abrange todas as variáveis tware, número de certif icados de
internos de entrada de investimentos que tradicionalmente são conside- conformidade com a norma ISO
externos diretos (IED) como uma radas resultantes de invenções e/ 9001 (sobre sistemas de gestão de
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

porcentagem do PIB (média de três ou inovações (Tabela  1f ). O pri- qualidade) emitidos e porcentagem
anos). Para fortalecer esse subpilar, a meiro subpilar refere-se à criação de produtos industriais de alta e
porcentagem de talentos na área de de conhecimento. Ele inclui cinco média-alta tecnologia em relação à
pesquisa em empresas foi adicionada indicadores que resultam de ativida- produção total.
em 2016 como um meio de medir o des inventivas e inovadoras: pedidos O terceiro pilar, sobre a difusão
número de profissionais envolvidos de patente depositados por residentes de conhecimentos, espelha o subpi-
na elaboração ou criação de novos no órgão nacional de propriedade lar de absorção de conhecimentos do
54

Tabela 1g: Pilar de Produtos criativos de comércio). Esses dois indicadores


Anexo 1: Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)

Valor médio por grupo de renda


complementam o restante do sub-
Renda Renda média Renda média Renda
Indicador elevada superior inferior baixa Média pilar, que mede os filmes nacionais
7 Produtos criativos de longa metragem produzidos em
7.1 Ativos intangíveis um determinado país (per capita), os
7.1.1 Marcas regis. por or./bi de PIB em PPC US$.............56,96...............56,80..............45,97................16,72...............49,60 produtos de impressão e publicação
7.1.2 Des. ou mod. ind. por or./bi de PIB em PPC US$a....5,35..................3,09.................4,48...................1,26..................4,10
(como uma porcentagem da produ-
7.1.3 TIC e criação de modelos de negócios†.......................5,28..................4,51.................4,25...................3,89..................4,68
7.1.4 TIC e criação de modelos organizacionais†................4,93..................4,04.................3,87...................3,40..................4,28 ção industrial total) e as exportações
7.2 Bens e serviços criativos de produtos criativos (como uma
7.2.1 Export. de serv. cult. e criativos, % com. totala...........0,85..................0,58.................0,08...................0,23..................0,54 porcentagem da produção total dos
7.2.2 Filmes nac. de longa metr./mi hab.15-69a....................9,35..................3,30.................2,90...................1,30..................5,52
fabricantes), todos os quais visam
7.2.3 Merc. global de entret. e mídia/mil. hab. 15–69a.....1,26..................0,19.................0,05.....................n/a.................0,78
7.2.4 Produtos de impressão e publicação, %.......................2,21..................1,62.................1,12...................1,55..................1,78 proporcionar uma ideia geral do
7.2.5 Export. de prod. criativos, % com. total..........................1,90..................1,70.................0,86...................0,07..................1,39 alcance internacional das atividades
7.3 Criatividade on-line criativas no país.
7.3.1 TLD genéricos/milhares hab. 15–69.............................33,42..................5,79.................1,37...................0,32...............14,56
O terceiro subpilar, sobre criati-
7.3.2 TLD de código de país/milhares hab. 15–69...........31,69..................6,52.................0,91...................0,77...............14,07
7.3.3 Edições anuais da Wikipédia/milhares hab. 15–69......60,37...............46,09..............33,69...................9,93...............44,01 vidade on-line, inclui quatro indi-
7.3.4 Upload de vídeos para o YouTube/pop. 15–69.....48,20...............25,32..............11,43...................0,94...............35,41 cadores, todos medidos em relação
Obs.: (*) índice, (†) pergunta de pesquisa, (a) meio peso, (b) valores mais altos indicam resultados piores. Pontuações, em vez de valores, são fornecidas para os à população na faixa etária de 15
indicadores 7.3.1, 7.3.2, 7.3.3 e 7.3.4. TLD = domínios de alto nível, na sigla em inglês.
a 69 anos: domínios de alto nível
genéricos e de código de país, edi-
ções anuais médias da Wikipédia e
pilar 5, com a exceção do indicador pedidos de marca registrada deposi- upload de vídeos para o YouTube.
5.3.5. Ele inclui quatro estatísticas, tados por residentes no órgão nacio- Até o momento, as tentativas de
todas associadas a setores com con- nal de registro de marcas, desenhos reforçar esse subpilar com indicado-
teúdo de alta tecnologia ou cruciais ou modelos industriais contidos em res relativos a áreas como Internet
para a inovação: valores recebidos pedidos depositados em um órgão e aprendizagem de máquina, pos-
por uso de propriedade intelectual regional ou nacional, e duas pergun- tagens em blogs, jogos on-line e
como uma porcentagem do total de tas de pesquisa sobre o uso de TIC desenvolvimento de aplicativos não
comércio, exportações líquidas de em modelos de negócios e em mode- foram bem-sucedidas.
alta tecnologia como uma porcenta- los organizacionais, novas áreas que
gem do total de exportações, expor- são crescentemente associadas na
tações de serviços de TIC como uma literatura a inovações em processos. Notas
porcentagem do total de comércio e O segundo pilar, sobre bens e 1 Para obter uma introdução mais completa
ao Índice Global de Inovação, consulte o GII
f luxos líquidos de saída de investi- serviços criativos, inclui indicado- 2011.
mentos externos diretos (IED) como res indiretos que permitem avaliar
2 OCDE e Eurostat, 2005.
uma porcentagem do PIB (média de a criatividade e os produtos cria-
3 OCDE, 2010; INSEAD, 2011; e OMPI, 2011.
três anos). tivos de uma economia. Em 2014,
na tentativa de proporcionar uma 4 INSEAD, 2011; Painel da OCDE, 2013; OMPI,
2011.
Pilar 7: Produtos criativos cobertura setorial mais abrangente,
5 INSEAD, 2011; OCDE, 2011; OMPI, 2011.
O papel da criatividade ainda é foi adicionado um índice composto
amplamente subestimado na medi- global de entretenimento e mídia. 6 Para maior completude, 2,0% dos pontos de
dados são de 2012, 1,2% de 2011, 1,3% de
ção da inovação e nos debates sobre Além disso, o indicador sobre servi- 2010, 0,7% de 2009, 0,7% de 2008, 0,3% de
políticas de fomento. Desde a sua ços audiovisuais e relacionados teve 2007 e 0,1% de 2006. Adicionalmente, o GII
é calculado com base em 9.225 pontos de
criação, o GII sempre enfatizou a seu nome alterado para “Exportações dados (contra 10.287 com séries completas),
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

medição da criatividade como parte de serviços culturais e criativos” e foi o que implica que faltam 10.3% dos pontos
de dados. As Tabelas de Dados (Apêndice
de seu Subíndice de Produtos de expandido para incluir serviços de II do relatório em inglês) incluem o ano
Inovação. O último pilar, sobre pro- informação, publicidade, pesquisa de referência de cada ponto de dados e
dutos criativos, possui três subpilares de mercado e pesquisa de opinião assinalam os dados ausentes como não
disponíveis (n/d).
(Tabela 1g). pública, bem como outros servi-
O primeiro subpilar, sobre ativos ços pessoais, culturais e recreativos
intangíveis, inclui estatísticas sobre (como uma porcentagem do total
55

Anexo 1: Estrutura conceitual do Índice Global de Inovação (GII)


Referências
Universidade Cornell, INSEAD e OMPI (Organização
Mundial da Propriedade Intelectual) 2013.
The Global Innovation Index 2013: The Local
Dynamics of Innovation, eds. S. Dutta e B.
Lanvin. Genebra, Ithaca e Fontainebleau:
Cornell, INSEAD e OMPI.

INSEAD. 2011. The Global Innovation Index 2011:


Accelerating Growth and Development, ed. S.
Dutta. Fontainebleau: INSEAD.

OCDE (Organização para a Cooperação e o


Desenvolvimento Econômico). 2010. The
OECD Innovation Strategy: Getting a Head Start
on Tomorrow. Paris: OCDE.

———. 2011. OECD Science, Technology and Industry


Scoreboard 2011. Paris: OCDE.

———. 2013. OECD Science, Technology and Industry


Scoreboard 2013. Paris: OCDE.

OCDE e Eurostat (Organização para a Cooperação


e o Desenvolvimento Econômico e Eurostat).
2005. Oslo Manual: Guidelines for Collecting
and Interpreting Innovation Data, 3ª edição.
Paris: Editora da OCDE.

OMPI (Organização Mundial da Propriedade


Intelectual). 2011. “The Changing Nature
of Innovation and Intellectual Property”.
Em World Intellectual Property Report 2011:
The Changing Face of Innovation, Capítulo
1. Genebra: OMPI. Disponível em http://
www.wio.int/econ_stat/en/economics/
publications.html..

ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017


ANEXO 2 57

Ajustes na estrutura do Índice Global de Inovação

Anexo 2: Ajustes na estrutura do Índice Global de Inovação e comparabilidade ano a ano de resultados
e comparabilidade ano a ano de resultados

O Índice Global de Inovação (GII) Tabela 1: Alterações na estrutura do Índice Global de Inovação
é uma avaliação comparativa do
desempenho de diferentes países, GII 2016 Ajuste GII 2017
compilada anualmente, que busca 4.2.3 Valor total das ações
Removido
negociadas, % PIB
atualizar e melhorar continuamente a
forma pela qual a inovação é medida. 4.2.4 Transações de capital de risco/
Número alterado
4.2.3 Transações de capital de risco/
bilhões de PIB em PPC US$ bilhões de PIB em PPC US$
O GII presta especial atenção à aces-
sibilidade das estatísticas empregadas 5.3.4 Fluxos líquidos de entrada de
Nome e metodologia
5.3.4 Fluxos líquidos de entrada de
investimentos externos diretos investimentos externos diretos
alterados
nos Perfis de País/Economia e nas (média de 3 anos.)

Tabelas de Dados, fornecendo fontes 6.3.4 Fluxos líquidos de saída de 6.3.4 Fluxos líquidos de saída de
Nome e metodologia
de dados e definições e detalhando a investimentos externos diretos
alterados
investimentos externos diretos
(média de 3 anos.)
metodologia de cálculo (Apêndice I
7.3.3 Edições mensais da Wikipédia Nome e metodologia 7.3.3 Edições anuais da Wikipédia
deste relatório e Apêndices II, III e alterados
IV, respectivamente, do relatório em Obs.: Consulte o Anexo 1 deste relatório e o Apêndice III do relatório em inglês para obter uma explicação detalhada das terminologias. Indicadores cujo
inglês). Este anexo resume as altera- nome não mudou, mas cuja metodologia foi alterada na fonte, não fazem parte desta lista. Consulte o Apêndice III do relatório em inglês para obter uma
explicação detalhada das alterações metodológicas na fonte.
ções introduzidas este ano e fornece
uma avaliação do impacto dessas
alterações sobre a comparabilidade
dos rankings.

Ajustes na estrutura do Índice Global de Centro de Pesquisas Conjuntas três indicadores foram submetidos a
Inovação ( JRC) da Comissão Europeia, bem alterações metodológicas e tiveram
O modelo do GII é revisto a cada como com organizações privadas, seu nome alterado. Indicadores que
ano, em um exercício transparente. como a Organização Internacional mantiveram o mesmo nome do ano
Nenhuma alteração foi feita este ano de Padronização (ISO), IHS Global passado, mas são derivados de uma
nos níveis de pilares ou subpilares. Insight, QS Quacquarelli Symonds fonte que mudou sua metodologia,
Além do uso de dados da Ltd, Bureau van Dijk (BvD), não são identificados na Tabela 1.
Organização Mundial da Propriedade ZookNIC Inc e Google, para obter A auditoria estatística realizada
Intelectual (OMPI), colaboramos os melhores dados disponíveis sobre pelo JRC (veja o Anexo 3 do relató-
com organismos internacionais públi- a medição da inovação em âmbito rio em inglês) fornece um intervalo
cos, como a Agência Internacional global. de confiança para cada ranking após
de Energia, a Organização das A Tabela 1 contém um resumo, uma análise de robustez e incerteza
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Nações Unidas para a Educação, a para referência rápida, dos ajustes fei- dos pressupostos de modelagem.
Ciência e a Cultura (UNESCO), tos na estrutura do GII 2017. No total,
a Organização das Nações Unidas cinco indicadores foram modificados
para o Desenvolvimento Industrial este ano: um indicador foi removido, Fontes de alterações nos rankings
(UNIDO), a União Internacional um indicador mudou de número O GII compara o desempenho dos
de Telecomunicações (UIT), e o como resultado dessa remoção e sistemas nacionais de inovação de
58

diferentes economias e também a um único ano, mas a vários produziu alterações nos resultados de
Anexo 2: Ajustes na estrutura do Índice Global de Inovação e comparabilidade ano a ano de resultados

apresenta as alterações na posição de anos, dependendo do último ano diversos países.


cada economia no ranking ao longo disponível para qualquer variável No caso do indicador 3.3.1, que
do tempo. específica. Além disso, os anos mede o uso de energia, a constante
É importante notar que as pontu- de referência de diferentes vari- PPC em dólares americanos por kg de
ações e rankings de um ano para outro áveis não são os mesmos em cada equivalente de petróleo foi atualizada
não são diretamente comparáveis economia. A motivação para de PPC em dólares de 2005 para PPC
(uma explicação completa é fornecida essa abordagem é que ela amplia em dólares de 2010.
no Anexo 2 do GII 2013). Inferências o conjunto de pontos de dados A metodologia subjacente aos
sobre desempenho absoluto ou rela- para f ins de comparabilidade indicadores 4.2.3 e 5.2.4 foi expan-
tivo baseadas em variações anuais nos entre economias. dida para usar conjuntos de dados de
rankings podem ser enganosas. Cada anos anteriores a fim de melhorar a
• Fator de normalização. As
ranking ref lete o posicionamento cobertura de dados.
variáveis do GII, em sua maio-
relativo desse país/economia especí- Nos indicadores 5.3.4 e 6.3.4, os
ria, são normalizadas com base
fico com base na estrutura conceitual, f luxos líquidos de entrada e de saída
no PIB ou na população. Essa
na cobertura de dados e na amostra de investimentos externos diretos
abordagem também se destina a
de economias, elementos que podem agora são medidos como uma média
permitir a comparabilidade entre
mudar de um ano para outro. dos três anos mais recentes para refletir
economias. Porém, novamente,
Alguns fatores específicos influen- de maneira mais estável os conjuntos
as f lutuações anuais em variáveis
ciam a classificação de um país/eco- de dados desses indicadores.
específicas podem ser resultan-
nomia a cada ano: A metodologia subjacente ao indi-
tes tanto do numerador como do
cador 7.3.3 também foi modificada;
• o desempenho real da economia denominador da variável.
agora a medição das edições realizadas
em questão;
• Coleta consistente de dados. em cada economia é anual em vez de
• ajustes feitos na estrutura do GII; Finalmente, a medição de alte- mensal.
rações de desempenho de ano
• atualizações de dados, trata-
para ano depende da coleta con-
mento de valores atípicos, e
sistente de dados ao longo do Valores ausentes
valores ausentes; e
tempo. Alterações na definição Desde a sua criação, o GII tem exer-
• inclusão ou exclusão de países/ das variáveis ou no processo de cido uma inf luência positiva sobre a
economias da amostra. coleta de dados podem gerar disponibilidade de dados, aumentando
movimentações nos rankings a conscientização sobre a importância
Além disso, as seguintes carac- que não estejam relacionadas ao do envio de dados em tempo hábil. O
terísticas complicam a realização de desempenho real. número de pontos de dados subme-
uma análise de série temporal baseada tidos pelas economias às agências de
exclusivamente em pontuações ou Um estudo econômico detalhado dados internacionais tem aumentado
classificações no GII: baseado no banco de dados do GII e substancialmente nos últimos anos.
no perfil do país/economia ao longo No GII 2016, 12,8% dos pontos de
• Valores ausentes. O GII pro-
do tempo, associado a estudos ana- dados estavam faltando; este ano, no
duz pontuações de índice relati-
líticos diretos que incluam atores de GII 2017, a cobertura melhorou nova-
vas, o que significa que um valor
inovação e tomadores de decisões, mente, com apenas 10,3% dos pontos
ausente em uma economia afeta
produzirá os melhores resultados em de dados ausentes.
a pontuação de outras economias
termos de identificar o desempenho No que se refere à cobertura de
no índice. Como o número de
de uma economia em inovação ao países, o objetivo é incluir o maior
valores ausentes diminui a cada
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

longo do tempo, indicando também número possível de economias. No


ano, esse problema tende a se
possíveis rotas de melhoria. entanto, também é importante manter
reduzir com o tempo.
um bom nível de cobertura de dados
• Ano de referência. Os dados sobre cada uma dessas economias.
subjacentes ao GII não se referem Metodologia e dados Como os resultados do GII depen-
A revisão da metodologia de cálculo dem da disponibilidade de dados (para
de certos indicadores individuais mais detalhes, consulte a Auditoria
59

Tabela 2: Economias do GII com mais valores ausentes Estatística do JRC apresentada no

Anexo 2: Ajustes na estrutura do Índice Global de Inovação e comparabilidade ano a ano de resultados
Anexo 3 do relatório em inglês), que
Economia Número de valores ausentes Economia Número de valores ausentes
afeta as classificações gerais no GII,
Trinidad e Tobago 25 Brunei Darussalam 21
este ano a regra de limiar de cober-
Togo 23 Burquina Faso 20
tura mínima de dados foi reforçada
Burundi 22 Guiné 20
– por recomendação do JRC – para
Níger 22 Nepal 20 manter a significância dos resulta-
Benin 21 dos do GII e das amostras de países.
Para ser incluída no GII 2017, uma
economia deve ter uma cobertura de
Tabela 3: Economias do GII com menos valores ausentes dados simétrica mínima de 36 indi-
Economia Número de valores ausentes Economia Número de valores ausentes
cadores no Subíndice de Insumos de
Inovação (66%) e de 18 indicadores no
Colômbia 0 Israel 3
Subíndice de Produtos de Inovação
Hungria 0 Cazaquistão 3
(66%), além de pontuações em pelo
México 0 Países Baixos 3
menos dois subpilares por pilar. Os
Romênia 0 Sérvia 3
valores ausentes são indicados com
Bulgária 1 Eslovênia 3
“n/d” e não são considerados na pon-
Chile 1 Espanha 3
tuação do subpilar.
República Tcheca 1 Suécia 3
Esse ajuste decorre de uma sensi-
Malásia 1 Argentina 4
bilidade resultante da disponibilidade
Polônia 1 Croácia 4
de dados, que é menos satisfatória no
Federação Russa 1 Egito 4
caso do Subíndice de Produtos: qua-
Turquia 1 Letônia 4
tro países que haviam sido incluídos
Áustria 2 Lituânia 4
no GII 2016 têm uma cobertura de
Brasil 2 Malta 4
dados inferior a 66% nas 27 variá-
França 2 Marrocos 4
veis do Subíndice de Produtos. Por
Itália 2 Nova Zelândia 4
outro lado, a cobertura é satisfató-
Japão 2 Noruega 4
ria em todos os casos no Subíndice
Coreia, Rep. da 2 Filipinas 4
de Insumos (todas essas economias
Portugal 2 Suíça 4
têm uma cobertura de indicadores
Eslováquia 2 Tunísia 4 superior a 66% nas 54 variáveis de
África do Sul 2 Reino Unido 4 insumos). Consequentemente, os
Tailândia 2 Chipre 5 seguintes países incluídos no GII
Ucrânia 2 Geórgia 5 2016 foram eliminados este ano:
Austrália 3 Grécia 5 Butão, Gana, Nicarágua e República
Bélgica 3 Índia 5 Bolivariana da Venezuela.1 As regras
Costa Rica 3 Irlanda 5 sobre dados ausentes e cobertura
Dinamarca 3 Luxemburgo 5 mínima necessária por subpilar fica-
Estônia 3 Moldávia, Rep. da 5 rão progressivamente mais restritivas,
Finlândia 3 Panamá 5 levando à exclusão de mais países que
Alemanha 3 Cingapura 5 não cumpram a cobertura mínima
Indonésia 3 Estados Unidos da América 5 desejada em qualquer subpilar (para
mais detalhes, consulte o Apêndice I).
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Apesar do requisito de níveis


mínimos de cobertura, o número de
pontos de dados ausentes em várias
economias ainda é muito alto. A
Tabela 2 relaciona os países com mais
pontos de dados ausentes (20 ou mais),
60

classificando-os com base no número


Anexo 2: Ajustes na estrutura do Índice Global de Inovação e comparabilidade ano a ano de resultados

de omissões.
Por outro lado, a Tabela 3 relaciona
as economias com melhor cobertura
de dados, classificando-as com base
no menor número de pontos de
dados omitidos. Essas economias têm,
no máximo, cinco pontos de dados
ausentes; algumas não têm nenhum.

Nota
Por outro lado, Brunei Darussalam, Trinidad e
Tobago e Zimbábue, que não haviam sido
incluídos no GII 2016, entram no GII este
ano com a cobertura exigida em ambos os
subíndices e dados suficientes disponíveis
por pilar.
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017
ANEXO 3 61

Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares

Anexo 3: Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares


Os sistemas agrícolas e alimentares nas áreas de pagamentos, logística No entanto, o foco não está atual-
de inovação são complexos e estão e serviços de distribuição, que são mente no setor informal ou no setor
em constante evolução. Hoje em atendidas pelos setores bancário, de agrícola.
dia, a robótica, a biotecnologia e transportes e de varejo. Devido às complexidades descri-
as tecnologias digitais são aplicadas Em segundo lugar, as principais tas acima e à ausência de métricas
aos sistemas agrícolas e alimentares. fontes de dados sobre inovação, como robustas (veja o Capítulo 2 no relató-
Novos atores entram nesses sistemas, as pesquisas sobre inovação baseadas rio em inglês), a medição da inovação
e atores tradicionais, como os produ- no Manual de Oslo, concentram-se nos sistemas agrícolas e alimentares é
tores agrícolas e empresas de alimen- nos setores de fabricação e serviços, uma tarefa difícil. Este anexo mapeia
tos, transformam-se em empresas na maioria das vezes excluindo a os sistemas agrícolas e alimentares
agrícolas, produtores bioorgânicos e agricultura.1 Embora o setor agrícola com base na estrutura do GII.
assim por diante. provavelmente deva ser incluído em Embora incompleto, esse mapea-
Também há variações signif i- revisões futuras do Manual do Oslo, mento ilustra o desafio mencionado
cativas entre os sistemas agrícolas ainda não está claro se a cobertura acima e fornece orientações aos
e alimentares de diferentes países, do setor empresarial, por si só, será pesquisadores e formuladores de
ref letindo tanto o nível de desenvol- suf iciente para suprir os requisitos políticas que estejam interessados em
vimento de cada país como o papel de dados sobre inovação no setor avaliar seus sistemas agrícolas e ali-
desempenhado pelos setores agrícola agrícola. mentares. Ele também mostra como
e de produção de alimentos. Em terceiro lugar, nos países a estrutura do GII pode ser adaptada
A medição da inovação agrícola é em desenvolvimento, as atividades para medir a inovação em sistemas
complexa por diversas razões: agrícolas e as inovações relaciona- e setores específicos, assentando as
Em primeiro lugar, os sistemas das tendem a ocorrer no nível de bases para trabalhos interessantes no
agrícolas e alimentares abrangem pequenas propriedades rurais ou futuro.
muitos setores, produtos e grupos de famílias (especialmente no caso da
serviços diferentes, que vão muito agricultura de subsistência), não
além do setor agrícola ou das pro- em empresas do setor privado, tal Possíveis indicadores para avaliar a
priedades rurais propriamente ditas como são capturadas na maioria das inovação em sistemas alimentares e
e não são facilmente mensuráveis. atividades de coleta de dados. Em agrícolas
Como é indicado no Capítulo 1 e em termos estatísticos, porém, a captura A Tabela 1 mostra como a estrutura
outros capítulos relevantes do relató- de atividades que ocorrem no setor do GII pode ser usada para medir as
rio em inglês, as inovações ocorrem informal ou em nível comunitário é características de sistemas agrícolas e
ao longo de toda a cadeia de valor um desafio.2 alimentares. A tabela inclui apenas
e envolvem (1) insumos agrícolas, É inegável que existem inicia- os indicadores que são relevantes
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

como fertilizantes e sementes, que tivas em andamento, como o tra- para medir a inovação em sistemas
às vezes são provenientes do setor balho da Nova Parceria da União agrícolas e alimentares e que estão
químico ou biotecnológico; (2) ino- Africana para o Desenvolvimento da disponíveis para um grande número
vações em produtos provenientes do África (AU-NEPAD) na Perspectiva de economias.5 As próximas seções
setor de bens de capital; e (3) inova- Africana de Inovação3 e a realiza- examinam alguns desses indica-
ções organizacionais ou de processo ção de pesquisas sobre inovação.4 dores e fornecem instantâneos das
62

Tabela 1: Adaptação da estrutura do GII a sistemas agrícolas e alimentares


Anexo 3: Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares

Os indicadores estão disponíveis para


Pilar do GII Indicador do GII o setor agroalimentar? Indicador correspondente no setor agroalimentar Indicadores adicionais
Gastos em educação Apenas em algumas economias — —
Matrículas no ensino superior Sim Alunos de cursos superiores em programas —
agrícolas
Graduados em ciência e engenharia Sim AOD para educação/treinamento agrícola —
Capital humano e
Pesquisadores Sim Pesquisadores agrícolas —
pesquisa
Gastos brutos em P&D Sim Gastos em P&D agrícola AOD para pesquisas
agrícolas
Empresas globais de P&D, gastos médios Não — —
Classificação das universidades no ranking da QS Não — —
Facilidade de obtenção de crédito Apenas em algumas economias — —
Crédito interno para o setor privado Sim Crédito para a agricultura —
Empréstimos brutos de microfinanciamento Apenas em algumas economias — —
Sofisticação do
Transações de capital de risco Não — —
mercado
Taxa tarifária aplicada Sim Taxa tarifária aplicada a itens agrícolas e —
alimentares
Intensidade da concorrência local Não — —
Emprego em serviços intensivos em conhecimento — — —
Empresas que oferecem treinamento formal Sim Empresas que oferecem treinamento formal em —
processamento de alimentos
Gastos brutos em P&D (GERD) realizados por Apenas em algumas economias — —
empresas
Gastos brutos em P&D (GERD) financiados por Não — —
empresas
Mulheres com pós-graduação empregadas Não — —
Colaboração em pesquisas entre universidades e Não — —
empresas
Sofisticação
Estado de desenvolvimento de clusters Não — —
empresarial
GERD financiados a partir do exterior Não — —
Acordos de empreendimentos conjuntos/alianças Não — —
estratégicas
Famílias de patentes em 2 ou mais órgãos de Sim Famílias de patentes agroalimentares em 2 ou —
propriedade intelectual mais órgãos de propriedade intelectual
Valores pagos por uso de propriedade intelectual Não — —
Importações de alta tecnologia Sim Importações de alta tecnologia para o setor Uso de fertilizantes;
agroalimentar Máquinas em uso
Fluxos líquidos de entrada de investimentos externos Sim Fluxos líquidos de entrada de IED no setor —
diretos (IED) agroalimentar
Patentes por origem Sim Patentes agroalimentares por origem Variedades vegetais
registradas
Pedidos de patente via PCT Sim Pedidos de patentes agroalimentares via PCT —
Modelos de utilidade por origem Sim Modelos de utilidade agroalimentares por origem —
Artigos técnicos e científicos Sim Artigos técnicos e científicos sobre temas —
agroalimentares
Índice H de documentos citáveis Sim Índice H de documentos citáveis sobre temas —
Produtos de agroalimentares
conhecimento e
Taxa de crescimento do PIB/trabalhador em termos Sim Crescimento da produtividade da mão de obra —
tecnologia
de PPC em dólares agrícola
Novas empresas Não — —
Certificados de qualidade ISO 9001 Não — —
Valores recebidos por uso de propriedade intelectual Não — —
Exportações de alta tecnologia Sim Exportações agroalimentares —
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Fluxos líquidos de saída de investimentos externos Sim Fluxos líquidos de saída de IED no setor —
diretos (IED) agroalimentar
Marcas registradas Sim Marcas registradas agroalimentares Indicações geográficas
registradas
Produtos criativos Desenhos ou modelos industriais Sim Desenhos ou modelos industriais agroalimentares —
TIC e criação de modelos de negócios Não — —
TIC e criação de modelos organizacionais Não — —

Obs.: Os pilares de Instituições e Infraestrutura do GII não são incluídos nesta tabela porque suas métricas já capturam o papel das instituições e da infraestrutura nos sistemas agrícolas e alimentares. AOD = assistência oficial ao desenvolvimento;
— = dados atualmente em análise.
63

Tabela 2: Assistência oficial ao Tabela 3: Gastos em P&D agrícola: cinco principais economias

Anexo 3: Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares


desenvolvimento para educação e Participação do
treinamento: cinco principais economias Economia Milhares de US$ Economia valor agrícola agregado

Índia 3.857 Cingapura 1,48


Economia AOD em milhões de US$
Coreia, Rep. da 1.521 Catar 0,11
Afeganistão 8,2
China 1.149 Países Baixos 0,10
Etiópia 4,6
Países Baixos 1.145 Trinidad e Tobago 0,10
China 4,3
Austrália 842 Dinamarca 0,06
Indonésia 4,1
Uganda 3,4 Fonte de dados: Centro de Dados sobre Ciência e Tecnologia da UNESCO-UIS, fevereiro de 2017. Disponível em http://data.uis.unesco.org/.
Obs.: Onde não há dados disponíveis, foram usados dados de anos anteriores. Os gastos em P&D são expressos em termos de PPC em dólares americanos de
Fonte de dados: FAOstats, fevereiro de 2017. Disponível em http://www. 2005. Os dados disponíveis abrangem 73 economias. Muitas economias da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), inclusive os
fao.org/faostat/en/. Estados Unidos da América (EUA), além de outras grandes economias como a Argentina e o Brasil, foram excluídas por falta de dados.
Obs.: Os dados referem-se aos desembolsos totais de doadores bilaterais e
multilaterais em 2014.

economias com melhor desempenho Gastos insuficientes em P&D os esforços de P&D agrícola, a capa-
em cada indicador selecionado. em economias de renda elevada, cidade de pesquisa também atingiu
média ou baixa afetam o cresci- altos padrões em várias economias
mento da produtividade e a inova- emergentes, como China, Índia,
Capital humano e pesquisa ção na agricultura. De acordo com Brasil, Argentina e África do Sul.11
Os investimentos em educação e em os dados disponíveis, somente 6% Na agricultura, o efeito das atividades
pesquisa e desenvolvimento (P&D) dos pesquisadores e investimentos de P&D sobre a produção demora a
são fundamentais para aumentar a globais em P&D são destinados às aparecer, mas é duradouro.12 A propa-
produtividade, bem como para pro- ciências agrícolas (veja a Figura 1).10 gação dos efeitos de P&D tende a ser
mover o progresso do setor agrícola Embora as economias avançadas limitada geograficamente, porque as
e do setor de produção de alimen- historicamente venham liderando inovações produzidas em uma parte
tos.6,7 Vários estudos demonstram
que produtores rurais com melhor
escolaridade detêm as habilidades
necessárias para administrar suas pro-
Figura 1: Pesquisadores e gastos com P&D em ciências agrícolas
priedades com mais eficiência e são
mais propensos a aceitar inovações.8 20 2,0
A educação também tem um efeito
comprovado de propagação, afe-
Pesquisadores (%)/Gastos com P&D (%)

tando a produtividade dos familiares


15 1,5
e vizinhos.9

Gastos com P&D (% do PIB)


em ciências agrícolas

Apesar da importância da edu-


cação dos produtores rurais para os
sistemas agrícolas e alimentares, os 10 1,0

dados disponíveis a esse respeito são


limitados. Isso levou os pesquisadores
a usar indicadores indiretos, como a 5 0,5
assistência oficial ao desenvolvimento
(AOD) para educação e treinamento
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

(veja a Tabela 2). Segundo os dados 0 0,0


disponíveis, Afeganistão, Etiópia, África Ásia Europa América Latina e Caribe Mundo
China, Indonésia e Uganda recebem
os maiores montantes de ajuda em n  Pesquisadores (% ciências agr.)   n  Gastos com P&D (% ciências agr.)   l  Gastos com P&D (% do PIB)
educação e treinamento agrícola.
Fonte de dados: Centro de Dados sobre Ciência e Tecnologia da UNESCO-UIS, fevereiro de 2017. Disponível em http://data.uis.unesco.org/.
Outros destinatários importantes são Obs.: Os dados sobre pesquisadores em ciências agrícolas são baseados na contagem simples (CS) de profissionais empregados. A América do Norte está ausente
Malaui, Mianmar e Serra Leoa. devido à falta de dados. Os dados referem-se a 2014.
64

Tabela 4: AOD para pesquisas agrícolas: Tabela 5: Alunos do ensino superior superior; os demais são basicamente
Anexo 3: Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares

cinco principais economias em estudos agrícolas: cinco principais economias de renda baixa ou média
economias inferior. Os 10 principais destina-
Porcentagem de estudantes do tários incluem Quênia, República
Economia AOD (milhões de US$) Economia ensino superior (%)
Unida da Tanzânia e Indonésia, cada
Nigéria 30,3 Etiópia 8,0 um dos quais recebeu mais de US$
Argentina 28,2 Uzbequistão 7,5 10 milhões. A AOD para pesquisa
Índia 24,0 Camboja 6,8 agrícola atinge valores muito mais
Uganda 16,9 Vietnã 6,4 elevados que a AOD para educação
Etiópia 16,9 Albânia 6,3 e treinamento agrícola (veja a Tabela
Fonte de dados: FAOstats, fevereiro de 2017. Disponível em http://www. Fonte de dados: Centro de Dados sobre Ciência e Tecnologia da UNESCO-UIS, 4).
fao.org/faostat/en/. fevereiro de 2017. Disponível em http://data.uis.unesco.org/. Os dados sobre a porcentagem de
Obs.: Os dados referem-se aos desembolsos totais de doadores bilaterais e
multilaterais em 2014.
Obs.: Nos casos em que não havia dados de 2014 disponíveis, foram usados
pontos de dados até 2008.
alunos do ensino superior matricula-
dos em cursos relacionados ao setor
agrícola indicam que os estudos agrí-
Tabela 6: Mercados de crédito agrícola: cinco principais economias
colas são particularmente relevantes
nos países em desenvolvimento. Os
Participação no total de
Economia milhões de US$ Economia crédito (%) países com maior porcentagem de
Estados Unidos da América 74.951 Nova Zelândia 26 alunos frequentando cursos supe-
Alemanha 57.983 Uruguai 17
riores em agricultura são Etiópia,
Austrália 54.968 Quirguistão 12
Uzbequistão, Camboja, Vietnã e
França 54.812 Tajiquistão 12
Albânia (veja a Tabela 5). Outros
Nova Zelândia 44.903 Bolívia, Est. Plurinacional da 11
países com elevada participação de
alunos de cursos agrícolas no total
Fonte de dados: FAOstats, fevereiro de 2017. Disponível em http://www.fao.org/faostat/en/.
de graduados incluem Malaui, Sierra
Obs.: Dados de 2014 disponíveis para 69 economias.
Leoa, Eritreia e Quênia.

Sofisticação do mercado
do mundo exigem adaptações para China, Países Baixos e Austrália (veja a Os mercados financeiros são com-
funcionar bem em outros solos e Tabela 3), com a Índia investindo mais ponentes importantes de qualquer
climas. Isso torna os esforços locais que do dobro da Coreia. Cingapura sistema de inovação. Na agricultura,
de P&D essenciais. Os países em gasta mais em relação ao tamanho do o crédito é essencial para modernizar
desenvolvimento, particularmente na seu setor agrícola (medido com base as propriedades rurais e permitir o
África Subsaariana, tradicionalmente no valor agregado), investindo apro- acesso a insumos de alta qualidade,
gastam menos que o necessário em ximadamente 150% da sua produção como sementes e fertilizantes. Dado
P&D (veja o Capítulo 2 do relatório em P&D. Catar, Países Baixos e o tamanho e a natureza da maioria
em inglês). Quando eles realizam ati- Trinidad e Tobago vêm a seguir, com das propriedades rurais, as restrições
vidades de P&D, serviços de extensão aproximadamente 10% do valor de de crédito frequentemente tendem a
deficientes (ou ausentes) geralmente sua produção agrícola investido em ser severas.15 Segundo os dados dis-
retardam a adoção das inovações.13 P&D. A Dinamarca gasta 6% do valor poníveis, os países com maior mer-
De fato, as pesquisas demonstram de sua produção agrícola em P&D. cado de crédito para a agricultura são
que os países em desenvolvimento Outra maneira de examinar EUA, Alemanha, Austrália, França
que investiram mais pesadamente em os esforços de P&D é através dos e Nova Zelândia (veja a Tabela 6).
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

P&D com investimentos simultâneos desembolsos de AOD para pesquisas Vale lembrar que essas economias
em extensão foram os que obtive- agrícolas. Nigéria, Argentina, Índia, têm mercados de crédito muito gran-
ram saltos de produtividade mais Uganda e Etiópia são os maiores des. De fato, Nova Zelândia, EUA
substanciais.14 destinatários de AOD nessa área. A e Austrália estão classificados entre
No cômputo geral, os maiores Argentina é o único dos principais as cinco principais economias no
investidores em P&D agrícola são destinatários de AOD que se enquadra subpilar de Crédito do GII. Mesmo
Índia, República da Coreia (Coreia), entre as economias de renda média assim, a Nova Zelândia é o país que
65

Tabela 7: Consumo de fertilizantes: cinco principais economias Tabela 8: Máquinas em uso:

Anexo 3: Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares


cinco principais economias
Porcentagem do Toneladas de nutrientes
Economia consumo mundial (%) Economia por hectare de terra arável Economia Máquinas em uso (número)

China 30,9 Catar 12.111 China 10.802.121


Índia 13,4 Malásia 2.064 Índia 5.960.636
Estados Unidos da América 11,0 Hong Kong (China) 1.966 Estados Unidos da América 4.351.616
Brasil 7,3 Nova Zelândia 1.491 Japão 2.112.822
Indonésia 2,6 Bahrein 1.319 Polônia 1.539.059

Fonte de dados: FAOstats, fevereiro de 2017. Disponível em http://www.fao.org/faostat/en/. Fonte de dados: Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), Dados
Obs.: Os dados referem-se a 2014. Os fertilizantes incluem nitrogênio, fosfato e potássio. sobre Produtividade Agrícola Internacional, fevereiro de 2017. Disponível
em https://www.ers.usda.gov/data-products/international-agricultural-
productivity/.

Tabela 9: Fluxos líquidas de entrada de IED para agricultura e produção de alimentos: cinco principais economias

IED no setor agroalimentar


Economia (milhões de US$) Economia IED em agricultura (milhões de US$) Economia IED em alimentos (milhões de US$)

Reino Unido 19.186,1 China 1.112,1 Reino Unido 19.093,4


Itália 5.728,7 Brasil 426,7 Itália 5.746,7
Brasil 3.211,4 Gana 348,8 Brasil 2.784,7
China 2.371,0 Argentina 259,4 Suécia 1.962,9
Suécia 1.962,9 Federação Russa 215,8 Turquia 1.700,5

Fonte de dados: FAOstats, fevereiro de 2017. Disponível em http://www.fao.org/faostat/en/.


Obs.: "Agricultura" inclui agricultura, silvicultura e pesca. "Alimentos" inclui alimentos, bebidas e tabaco. Os dados referem-se a 2012; onde faltam dados, eles se referem a 2011, 2010 ou 2009. Os valores de IED são expressos em US$ a preços de
2005.

alocou a maior proporção de seu cré- O acesso limitado a fertilizantes entre o consumo de fertilizantes da
dito à agricultura (26%). Uruguai, de alta qualidade ainda é um pro- China e das demais economias seja
Quirguistão, o Tajiquistão e Estado blema em muitos países, notada- considerável, os dados disponíveis
Plurinacional da Bolívia são as outras mente na África Subsaariana (veja, indicam que outros grandes consu-
economias com bom desempenho por exemplo, o caso de Uganda, des- midores de fertilizantes são Índia,
nesse quesito. crito no Capítulo 11 do relatório em EUA, Brasil e Indonésia. Por outro
inglês). As estimativas indicam que, lado, os países da África Subsaariana,
de 2009 a 2015, a demanda global por tomados conjuntamente, respondem
Sofisticação empresarial fertilizantes cresceu aproximada- por apenas 3% do consumo mundial
A adoção de fertilizantes sintéticos, mente 15%, e continuará crescendo total. Quando considerados em rela-
juntamente com variedades de cul- pelo menos 1,6% ao ano entre 2015 ção às terras aráveis, Catar, Malásia,
turas de alto rendimento, tem sido e 2020. A África Subsaariana será Hong Kong (China), Nova Zelândia
a base da revolução verde. Hoje em responsável pela maior parte dessa e Bahrein são os cinco maiores con-
dia, apesar da demanda crescente expansão, atingindo uma taxa média sumidores; outros consumidores
por alimentos orgânicos, menos de de crescimento anual de 4,4%.18 importantes são Cingapura, Costa
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

1% das terras agrícolas são cultivadas Os dados sobre consumo atual Rica, Emirados Árabes Unidos e
usando métodos orgânicos.16 Embora de fertilizantes mostram que o Colômbia.
a agricultura orgânica ofereça uma consumo global é altamente con- A mecanização agrícola também
série de vantagens, os fertilizantes centrado, com uma única econo- contribuiu significativamente para
sintéticos continuam a ser ampla- mia – a China – consumindo 31% o aumento da produtividade na
mente utilizados.17 do total de fertilizantes no mundo agricultura. Segundo estimativas, as
(veja a Tabela 7). Embora a diferença economias com maior número de
66

Tabela 10: Aumento da produtividade Tabela 11: Exportações de alimentos Reino Unido, Itália, Brasil, China e
Anexo 3: Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares

da mão de obra agrícola: cinco principais e produtos agrícolas: cinco principais Suécia são os cinco principais desti-
economias economias natários de f luxos de entrada de IED
Porcentagem de alimentos para a agricultura e a produção de
Taxa de crescimento do valor e produtos agrícolas nas
Economia agregado por trabalhador Economia exportações (%)
alimentos, centrados basicamente no
Eslovênia 34,6 Estados Unidos da América 10,2
processamento de alimentos (exceto
no caso da China). Gana, Argentina
Bahrein 29,2 Países Baixos 6,4
e Federação Russa estão entre os
Luxemburgo 19,9 Alemanha 5,8
cinco maiores beneficiários de IED
Armênia 16,6 Brasil 5,4
no setor agrícola, enquanto a Turquia
Bélgica 15,8 China 5,0
é o quinto maior destinatário de IED
Fonte de dados: Indicadores de Desenvolvimento Mundial do Banco
Mundial, fevereiro de 2017, disponíveis em http://data.worldbank.org/data-
Fonte de dados: Banco de Dados Comtrade da ONU, fevereiro de 2017.
Disponível em https://comtrade.un.org/.
para o processamento de alimentos
catalog/world-development-indicators.
Obs.: Os dados referem-se aos códigos de dois dígitos de commodities e
(veja a Tabela 9).
Obs.: Os dados referem-se ao valor agrícola agregado por trabalhador (em incluem as comunidades com código 01 a 24.
US$ constantes de 2010)

Produtos de conhecimento e tecnologia


Tabela 12: Pedidos de patente via PCT Tabela 13: Pedidos de registro de marca Esta seção examina o aumento da
relacionados à agricultura e à produção de variedades vegetais: cinco principais produtividade da mão de obra agrí-
de alimentos: cinco principais economias economias cola, as exportações de alimentos e
Economia Total de pedidos de patente Total de pedidos de registro produtos agrícolas e a aquisição de
Economia de marca
Estados Unidos da 4.821 patentes em campos tecnológicos
América Países Baixos 2.720 relacionados à agricultura e à produ-
Japão 2.142 China 2.100 ção de alimentos.20
China 1.418 Estados Unidos da 2.027 As cinco principais economias
América
Alemanha 948 em termos de aumento da produti-
França 1.038
Coreia, Rep. da 798 vidade da mão de obra agrícola são
Alemanha 942
Eslovênia, Bahrein, Luxemburgo,
Fonte de dados: Banco de Dados Estatísticos da OMPI, maio de 2017.
Obs.: Os dados referem-se a 2016.
Fonte de dados: OMPI, 2016. Armênia e Bélgica (veja a Tabela 10).
Outros Outros destaques são Bósnia
e Herzegovina, Senegal e Marrocos.
Dados sobre exportações agríco-
máquinas em suas terras agrícolas são de drones.19 Drones e robôs podem las estão amplamente disponíveis no
China, Índia, EUA, Japão e Polônia, ser integrados a todos os estágios banco de dados Comtrade da ONU,
com a China e a Índia respondendo do ciclo de produção, com utiliza- que abrange quase todas as economias
por, respectivamente, 25% e 14% de ção em análise do solo, plantio de do mundo e permite uma análise
todo o maquinário agrícola em uso sementes, pulverização e remoção de altamente desagregada. Segundo
no mundo (veja a Tabela 8). Itália, ervas daninhas. Eles são mais pre- esses dados, o grupo dos cinco maio-
Tailândia, França, Turquia e Brasil cisos e eficientes que as tecnologias res exportadores de produtos agrí-
também se destacam no uso de anteriores, como a visualização por colas e alimentares do mundo inclui
máquinas na agricultura. satélite e os tratores tradicionais, uma mescla de economias de renda
Embora essas estatísticas sejam proporcionando ganhos de produti- elevada e média. Os EUA lideram
extremamente interessantes, futu- vidade e economias de custos. esse ranking, respondendo por 10%
ramente as métricas sobre uso de O último indicador de sof isti- do total de exportações agroalimen-
drones e outros veículos autônomos cação empresarial abordado neste tares mundiais. Os Países Baixos, a
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

também poderão ser úteis para ava- anexo são os f luxos líquidos de Alemanha, o Brasil e a China vêm a
liar o grau de inovação dos sistemas entrada de investimentos externos seguir, com participações variando de
agrícolas e alimentares. De acordo diretos (IED). Alguns sistemas de 5 a 6% (veja a Tabela 11). Outras eco-
com estimativas recentes, o mercado inovação agrícola e alimentar estão nomias europeias – especificamente,
de soluções baseadas em drones na bem integrados às redes internacio- França, Espanha, Itália e Bélgica
agricultura é de US$ 32,4 bilhões – nais de conhecimentos, recebendo – aparecem em seguida. Entre as
25% do mercado total de aplicações volumes consideráveis de IED.
67

Figura 2: Pedidos de registro de marca: Três principais setores por país de origem de soja, milho e algodão na América

Anexo 3: Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares


Latina e Caribe (veja o Capítulo 10
25 do relatório em inglês).
Não obstante, as pesquisas mos-
Percentual de pedidos de registro de marca registrados

tram que os conhecimentos acumu-


20
lados no desenvolvimento de novas
variedades vegetais frequentemente
15
são tácitos e de difícil apropriação.21
As inovações em variedades de plan-
tas tendem a ser cumulativas, o que
10 significa que são necessários conhe-
cimentos prévios para produzir novas
inovações. A adoção de novas varie-
5
dades vegetais também depende de
esforços de adaptação das inovações
0 realizados em outros lugares para
produzir variedades adequadas às
Vestuário
Pesquisa e tecnologia
Agricultura

Pesquisa e tecnologia
Saúde
Agricultura

Vestuário
Agricultura
Serviços comerciais e empresariais

Pesquisa e tecnologia
Vestuário
Agricultura

Serviços comerciais e empresariais


Vestuário
Agricultura

Vestuário
Agricultura
Saúde
condições locais.22 Essas característi-
cas tendem a transformar a proteção
da propriedade intelectual de novas
variedades vegetais em um problema
crítico. Cada vez mais países de renda
China Coreia, Rep. da. Turquia Itália Federação Russa Índia
baixa, média e elevada estão adotando
legislações de proteção de variedades
Fonte de dados: OMPI, 2016. vegetais.23 Dados da OMPI mostram
Obs.: Os dados referem-se a 2015. Os três principais setores e as três principais origens foram selecionados com base nos totais de 2015. que, desde o início dos anos 2000,
os depósitos de pedidos de patente
de variedades de plantas vêm cres-
cendo rapidamente, com economias
de renda média, especialmente na
Ásia, contribuindo com frequência
economias emergentes, Argentina, de sementes de alto rendimento, que crescente para os números globais.24
Índia e Indonésia se destacam. respondiam melhor aos fertilizantes e Os principais requerentes de
As cinco principais economias em eram resistentes a doenças e insetos. patentes de variedades vegetais são os
termos de pedidos de patentes agro- Ainda há ganhos de produtividade a Países Baixos, China e EUA, seguidos
alimentares por origem são EUA, serem obtidos com as variedades de de França e Alemanha (veja a Tabela
Japão, China, Alemanha e Coreia alto rendimento. Em primeiro lugar, 13). Outros participantes importantes
(veja a Tabela 12). Outros países espera-se que inovações adicionais são Japão, Coreia, Federação Russa,
relevantes em termos de pedidos de – por exemplo, nas tecnologias de Ucrânia e Austrália.
patentes agroalimentares via PCT são edição de genoma – estimulem o
Suíça, Países Baixos, Reino Unido, desenvolvimento de variedades de
França e Itália. cultivo inéditas que não poderiam Produtos criativos
Os ganhos de produtividade agrí- ser obtidas por métodos tradicionais Os produtos criativos de sistemas
cola mais significativos do século XX de reprodução (veja o Capítulo 8 do agrícolas e alimentares podem ser
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

foram proporcionados pelas primeiras relatório em inglês). Em segundo medidos com base em marcas regis-
variedades de alto rendimento de lugar, a difusão de sementes e novas tradas e indicações geográficas.
trigo e arroz (veja os Capítulos 3 e 10 variedades vegetais ainda pode pro- No que diz respeito às marcas
do relatório em inglês). A revolução porcionar vantagens consideráveis, registradas, as classes 29, 30, 31, 32,
verde permitiu que economias em conforme demonstrado nos casos de 33 e 43 da Classificação de Nice
desenvolvimento importassem grãos cultivo do algodão Bt na Índia (veja o geralmente são associadas ao setor
mais baratos e cultivassem variedades Capítulo 5 do relatório em inglês) ou agroalimentar.25 Mesmo assim, a
68

identificação das classes de Nice 5 Os sistemas de inovação agrícola e alimentar 25 OMPI, 2016. A Classificação de Nice,
Anexo 3: Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares

dependem de regulações, infraestruturas e estabelecida pelo Acordo de Nice (1957),


referentes à agricultura e à produção sistemas educacionais de âmbito nacional é uma classificação internacional de bens
de alimentos é uma tarefa complexa, que sejam comuns à economia e, portanto, e serviços aplicada ao registro de marcas
possam ser capturados pelo GII. Esses comerciais.
porque várias outras classes de Nice indicadores não são informados na Tabela 1.
podem, em tese, conter marcas regis- 26 OMPI, 2016.
6 Esta seção beneficiou-se das contribuições
tradas relevantes para a agricultura e a de nossos colegas Martin Schaaper, Rohan
produção de alimentos. Por exemplo, Pathirage e Luciana Marins, do Instituto de
Estatística (UIS) da UNESCO.
a classe 1 na Classificação de Nice Referências
inclui genes de sementes para pro- 7 Alston et al., 2000; Alston, 2010; Hayami e Adrian, A. M., S. H. Norwood e P. L. Mask. 2005.
Ruttan, 1970; Kawagoe et al., 1985; Lau e “Producers’ Perceptions and Attitudes
dução agrícola e produtos químicos Yotopoulos, 1989; Reimers e Klasen, 2013. Toward Precision Agriculture Technologies”.
agrícolas, a classe 7 inclui elevadores e 8 Adrian et al., 2005; Knight et al., 2003; Computers and Electronics in Agriculture 48
máquinas agrícolas e a classe 44 inclui Wheeler, 2008. (3): 256–71.

serviços de agricultura, horticultura e 9 Knight et al., 2003; Weir e Knight, 2004. Alston, J. M. 2010. “The Benefits from Agricultural
Research and Development, Innovation, and
silvicultura. 10 A África se destaca como a região com maior Productivity Growth”. Documento de trabalho
Os dados sobre pedidos de regis- proporção de recursos destinados às ciências da OCDE sobre Alimentação, Agricultura e
agrícolas (16% do total de gastos em P&D Pesca Nº 31. Paris: Editora da OCDE.
tro de marcas indicam que a classe da região). Ela é seguida pela América Latina
30, que abrange marcas registradas e Caribe (11%), à frente da Ásia (6%) e da Alston, J. M., C. Chang-Kang, M. C. Marra, P. G.
Europa (4%), o que indica que as economias Pardey e T. J. Wyatt. 2000. A Meta Analysis of
de café, chá, cacau, arroz e outros Rates of Return to Agricultural R&D: Ex Pede
de renda média e baixa alocam mais recursos
produtos alimentícios, é a sexta maior às ciências agrícolas, enquanto as economias Herculem? Relatório de Pesquisa do IFPRI Nº
113 Washington, DC: IFPRI.
da Classificação de Nice, correspon- de renda elevada priorizam outras áreas,
especialmente ciências naturais e engenharia. AU-NEPAD (Nova Parceria para o Desenvolvimento
dendo a 4,6% de todos os pedidos Esses números, porém, devem ser recebidos da África da União Africana). 2010. African
de registro de marca depositados em com cautela devido às numerosas lacunas de Innovation Outlook 2010. Pretória: AU–NEPAD.
dados.
2015. Os serviços de fornecimento Campi, M. e A. Nuvolari. 2015. “Intellectual Property
de alimentos e bebidas (classe 43 na 11 Ruttan, 2002. Protection in Plant Varieties. A Worldwide
Index (1961–2011)”. Research Policy 44 (4):
Classificação de Nice) aparecem em 12 Alston, 2010.
951–64.
8º lugar, com 3,8%. Por último, a 13 Alston, 2010.
Charmes, J., F. Gault e S. Wunsch-Vincent.
classe 29 na Classificação de Nice 14 Fuglie, 2012. Nos países em desenvolvimento, 2016. “Formulating an Agenda for the
(gêneros alimentícios de origem ani- o setor público ainda é a principal fonte de Measurement of Innovation in the Informal
serviços de extensão, embora estes sejam Economy”. Em The Informal Economy
mal e vegetal) ocupa a 10ª posição, afetados por fundos limitados, deficiências in Developing Nations: Hidden Engine of
com 3,7% de todos os pedidos de tecnológicas e de capacitação, vínculos Innovation? eds. E. Kraemer-Mbula e S.
fracos com instituições de pesquisa e baixa Wunsch-Vincent. Cambridge: Cambridge
registro de marca. No total, as classes participação dos produtores rurais (Banco University Press. 336–66.
29, 30, 31, 32, 33 e 43 da Classificação Mundial, 2005).
Evenson, R. E. e D. Gollin. 2003. “Assessing the
de Nice representam 17,3% de todos 15 FAO, 2016. Impact of the Green Revolution, 1960 to
os pedidos de registro de marca.26 16 Dados do FAOstats, disponíveis em http://
2000”. Science 300: 758–62.

Na China, Coreia, Turquia, Itália, www.fao.org/faostat/en/. FAO (Organização das Nações Unidas para
Federação Russa e Índia, o setor agrí- Agricultura e Alimentação). 2016. World
17 Além disso, as tecnologias modernas estão Fertilizer Trends and Outlook to 2019. Roma:
cola é um dos três principais reque- otimizando o seu uso, reduzindo assim as FAO.
consequências ambientais (veja o Capítulo 4
rentes de marcas registradas (veja a do relatório em inglês). FAO, OCDE, UPOV, ISF e ISTA (Organização
Figura 2). das Nações Unidas para Agricultura e
18 FAO, 2016. Alimentação, Organização de Cooperação
19 PwC, 2016. e Desenvolvimento Econômico, União
Internacional para a Proteção de Obtenções
Notas 20 Os campos tecnológicos são selecionados de Vegetais, Federação Internacional de
acordo com Lippoldt (2015). Sementes e Associação Internacional de
1 OCDE e Eurostat, 2005. Ensaios de Sementes). 2009. Responding to
21 Olmstead e Rhode, 2008. the Challenges of a Changing World: The Role
2 Charmes et al., 2016.
ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

22 Evenson e Gollin, 2003. of New Plant Varieties and High Quality Seed
3 AU-NEPAD, 2010; NPCA, 2014. in Agriculture. Anais da Segunda Conferência
23 Campi e Nuvolari, 2015. Mundial sobre Sementes, Sede da FAO,
4 Por exemplo, os Indicadores Africanos de Roma, 8-10 de setembro de 2009.
Ciência, Tecnologia e Inovação (ASTII, na sigla 24 OMPI, 2016. Ver também FAO et al., 2009.
em inglês) da NEPAD contribuem para o Sobre proteção a variedades vegetais, ver
desenvolvimento e utilização de indicadores http://www.upov.int.
de ciência, tecnologia e inovação em países
africanos.
69

Fuglie, K. O. 2012. “Productivity Growth and OMPI (Organização Mundial da Propriedade

Anexo 3: Mensurando a inovação em sistemas agrícolas e alimentares


Technology Capital in the Global Agricultural Intelectual). 2016. World Intellectual Property
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2016. PricewaterhouseCoopers & Strategy.
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ÍNDICE GLOBAL DE INOVAÇÃO DE 2017

Weir, S. e J. Knight. 2004. “Externality Effects of


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Wheeler, S. A. 2008. “What Influences Agricultural


Professionals’ Views towards Organic
Agriculture?” Ecological Economics 65 (1):
145–54.
Perfis de Países/Economias
73

Perfis de Países/Economias

Apêndice I: Perfis de Países/Economias


As tabelas a seguir fornecem perfis As pontuações são normalizadas e os indicadores por números de
detalhados de cada uma das 127 eco- na faixa de 0 a 100, com a exceção três dígitos. Por exemplo, o indi-
nomias incluídas no Índice Global do Índice de Eficiência em Inovação, cador 1.3.1, Facilidade para abrir uma
de Inovação 2017. Elas são construí- em que as pontuações giram em empresa, aparece sob o subpilar 1.3,
das com base em três seções. torno do número 1 (esse índice é Ambiente de negócios, que, por sua vez,
calculado como a razão entre os aparece sob o pilar 1, Instituições.
1 ­  Cinco indicadores-chave no Subíndices de Produtos e Insumos). O GII 2017 inclui 81 indicadores
início de cada perfil destinam- e três tipos de dados. Os indica-
-se a contextualizar a economia. dores compostos são identifica-
Eles apresentam a população em Indicadores-chave
Argentina dos por um asterisco (*), as per- 4.2 Investimentos....................................................................................................32.4 100
77

Apêndice: Perfis de Países/Economias


milhões, o PIB em US$ bilhões
1 1 4 guntas da Pesquisa de Opinião de
População (milhões) ............................................................................................................43.8
PIB (US$ bilhões) ............................................................................................................... 541.7
PIB per capita, PPC em US$ ........................................................................................... 22,553.6
4.2.1
4.2.2
4.2.3
Facilidade de proteção de investidores minoritários* .............61.7
Capitalização do mercado,% PIB ..............................................................9.6
Transações de capital de risco/bilhões PIB em PPC US$ ..........0.0
50
77
78
Grupo de renda ........................................................................................ Renda média superior 4.3 Comércio, concorrência e escala do mercado.............................62.6 59

e o PIB per capita em termos de Executivos do Fórum Econômico


Região ....................................................................................................América Latina e Caribe 4.3.1 Taxa tarifária aplicada, média ponderada, % ....................................7.4 106
4.3.2 Intensidade da concorrência local† ....................................................57.1 112
Pontuação 0–100 Classifi-
4.3.3 Escala do mercado interno, bilhões PPC em US$ ...................879.4 25 ●
ou valor (dados quantitativos) cação
Índice Global de Inovação (127 países) .............................. 32.0 76

2
5 Sofisticação empresarial ............................33.6 59

PPC em dólares internacionais Mundial são identif icadas por


Subíndice de Produtos de Inovação..........................................................................22.6 81
5.1 Profissionais do conhecimento..............................................................46.8 42
Subíndice de Insumos de Inovação ..........................................................................41.4 72
5.1.1 Emprego em serviços intensivos em conhecimento, % ...23.9 61
Índice de Eficiência em Inovação................................................................................0.5 94
5.1.2 Empresas que oferecem treinamento formal, % de empresas 63.6 5 ●
Índice Global de Inovação de 2016 (128 países).......................................................30.2 81
5.1.3 GERD realizados por empresas,% PIB ................................................0.1 59

atuais.2 O quarto indicador classi- uma adaga (†) e todos os demais


5.1.4 GERD financiados por empresas, % ................................................26.5 55
1 Instituições....................................................46.4 109

3
5.1.5 Mulheres com pós-graduação empregadas, % total ...........16.4 34
1.1 Ambiente político...........................................................................................51.1 68
1.1.1 Estabilidade política e segurança* .......................................................62.2 66 5.2 Vínculos para fins de inovação...............................................................17.0 119
1.1.2 Eficácia do governo* ....................................................................................39.9 77 5.2.1 Colaboração em pesquisas entre universidades e empresas†40.4 68
Estado de desenvolvimento de clusters†........................................37.2

fica a economia em um grupo de indicadores são séries de dados


5.2.2 94
1.2 Ambiente regulatório...................................................................................36.3 118
5.2.3 GERD financiados a partir do exterior, % ........................................0.6 91
1.2.1 Qualidade regulatória* ................................................................................17.7 119
5.2.4 Acordos de empr. conj,/alianças estrat./bilhões PIB em PPC US$.0.0 98
1.2.2 Estado de direito* ...........................................................................................15.9 111
5.2.5 Famílias de patentes 2+ órgãos/bilhões PIB PPC em US$ .......0.1 67
1.2.3 Custo de demissão por redundância, semanas de salário ...30.3 117
5.3 Absorção de conhecimentos ..................................................................37.1 44

renda e o quinto indica sua região quantitativos.


1.3 Ambiente de negócios................................................................................51.7 118
5.3.1 Valores pagos por uso de propr. intelectual, % comércio total ..2.6 7 ●
1.3.1 Facilidade para abrir uma empresa* ...................................................73.6 115
5.3.2 Importações de alta tecnologia menos reimportações, % comér. . . 13.4 17 ●
1.3.2 Facilidade de resolução de insolvência* ..........................................41.9 87
5.3.3 Importações de serviços de TIC, % comércio total ......................1.4 47
1.3.3 Facilidade de pagamento de impostos*..........................................39.8 122
5.3.4 Fluxos líquidos de entrada de IED, % PIB............................................1.6 93

geográfica.3 No caso dos dados quantitati-


5.3.5 Talentos na área de pesquisa, % nas empresas ..........................6.2 72
2 Capital humano e pesquisa .......................42.6 34 ●
2.1 Educação ..............................................................................................................57.4 34 ●
6 Produtos de conhecimento e tecnologia ..17.6 89
2.1.1 Gastos com educação, % PIB .....................................................................5.5 30 ●
6.1 Criação de conhecimento............................................................................9.5 67
2.1.2 Gastos gov./aluno, secundário, % PIB/cap ......................................22.2 43
6.1.1 Patentes por origem/bilhões PIB em PPC US$ ...............................0.6 71

vos, o valor original é fornecido


2.1.3 Expectativa de vida escolar, anos .........................................................17.3 16 ●
6.1.2 Pedidos de patente via PCT/bilhões PIB em PPC US$ ............. n/a n/a
2.1.4 Escalas PISA em leitura, matemática e ciências........................468.9 39
6.1.3 Modelos de utilidade por origem/bilhões PIB em PPC US$ .......0.1 45
2.1.5 Razão aluno-professor, secundário ..................................................12.2 43
6.1.4 Artigos técnicos e científicos/bilhões PIB em PPC US$ ............9.6 68
2.2 Ensino superior.................................................................................................40.9 44 6.1.5 Índice H de documentos citáveis.........................................................25.3 35 ●

2   A seção seguinte fornece (exceto quanto aos indicadores


2.2.1 Matrículas no ensino superior, % bruto ........................................82.9 11 ●
6.2 Impacto do conhecimento ......................................................................23.0 98
2.2.2 Graduados em ciência e engenharia, %...........................................14.1 89
6.2.1 Taxa de crescimento do PIB/trabalhador em termos de PPC US$, % (0.2) 90
2.2.3 Mobilidade de estudantes do ensino superior, % ...................... n/a n/a
6.2.2 Novas empresas/milhares de habitantes 15-64 .............................0.4 89
2.3 Pesquisa e desenvolvimento (P&D).....................................................29.5 37 6.2.3 Gastos com software, % PIB ........................................................................0.2 68

as pontuações e classificações da no subpilar 7.3, em que os dados


2.3.1 Pesquisadores, ETI/milhão hab. ...................................................1,202.1 44 6.2.4 Certificados de qualidade ISO 9001/bilhões PIB em PPC US$...8.0 42
2.3.2 Gastos brutos em P&D, % PIB .................................................................0.6 55 6.2.5 Produtos de alta e média-alta tecnologia, % ................................. n/a n/a
2.3.3 Empresas globais de P&D, média 3 maiores, milhões US$ ..43.6 35 ●