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MADEIRAS PARA VIOLÃO

Abeto Alemão - German Spruce - (Picea Abies) - Densidade média 0,45 g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Conhecido no Brasil geralmente como Pinho sueco ou Pinho de riga, esta é a madeira mais
tradicional para tampos de instrumentos acústic os. É a madeira geralmente usada para tampos
de instrumentos de arco e para o violão clássico. Demora um pouco a abrir o som no violão
clássico, porém continua ganhando nuances no colorido do seu timbre durante muitos anos.
Encontrada nas regiões alpinas d a Europa, na Escandinávia e nos países do Leste europeu.

Segundo Roberto Gomes:

A madeira mais tradicional para o tampo harmônico de instrumentos de corda. É usada há


muitos séculos. Ocorrem na Europa central, sendo que as melhores habitam a região alpi na da
Alemanha, Austria, Itália e França. Nos últimos anos, dado a excassez da espécie, a qualidade
tem caído e o preço subido. É a madeira mais tradicional para tampos de violões, gerando um
som claro e grande variedade tímbrica, mas demora mais para abri r o som e é bem instável
com as variações de temperatura e umidade. Uso esta espécie nos modelos Vihuela, Guitarra
romântica, Torres, Special e Maestro.

Segundo Antonio de Pádua:

Outros nomes vulgares: abeto, pinho -sueco ou, simplesmente, pinho. O pinhe iro procedente do
norte da Europa é a madeira mais tradicional indicada na construção de instrumentos musicais
em todo o mundo, possui coloração pardo -escura com algumas variações. Tem sido
empregado por séculos nos tampos de violinos, violoncelos, tábuas de ressonância de pianos,
cravos, etc. Abies alba é outra espécie européia de propriedades e usos similares e que
também recebe o nome vulgar de abeto.

O nome vulgar "pinho" é também atribuído à espécie brasileira Araucaria angustifolia (pinheiro -
do-Paraná ou pinheiro-brasileiro), o que gera algumas confusões. O pinheiro -do-Paraná
fornece a melhor madeira brasileira para a produção de tampos, porém não supera a qualidade
do pinho-alemão.

Outra confusão bastante comum dá -se com as espécies de pinheiros d o gênero Pinus,
representado comercialmente no Brasil principalmente pelas espécies Pinus elliottii, Pinus
oocarpa e Pinus caribaea que são utilizadas na indústria de móveis e chapas de madeira
(compensados, aglomerados e chapas de fibra).

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Abeto Adirondack - Red Spruce - ( Picea Rubens) - Densidade média 0,45g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Ainda pouco difundido no Brasil. Esteve fora do mercado americano durante muitos anos e
recentemente tornou a ser extraído comercialmente. A maioria dos instrumento s da Martin
Guitars antes da Segunda guerra eram feitos com esta madeira. Muito boa para qualquer tipo
de instrumento acústico com cordas de aço ou nylon. Sua grã é mais desigual e apresenta
mais diferenças de colorido que as outras variedades. Lembra muit o o abeto alemão na sua
sonoridade.Encontrado nas cadeias montanhosas do nordeste dos E.U.A.

Segundo Antonio de Pádua:

Outros nomes vulgares: eastern spruce, red spruce (P. rubens), white spruce (P. glauca) e
black spruce (P. mariana). Pinheiros que ocor rem na região nordeste dos EUA e sudoeste do
Canadá; possuem madeiras de cor palha e de propriedades praticamente idênticas a ponto de
não serem distinguidas comercialmente. As três espécies apresentam excelentes propriedades
acústicas.

Velocidade de prop agação sonora (m/s)

Longitudinal (V LL) - 5350


Tranversal (V RT) - 325
Relação (V LL /V RT) - 16,5


Abeto Sitka - Sitka Spruce - ( Picea Sitchensis) - Densidade média 0,40g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Este é o abeto mais usado para violões de corda de aço devido à sua enorme resistência. Nos
violões clássicos tem de ser trabalhado bem fino para que não favoreça muito os agudos. Esta
é minha madeira favorita para as estruturas internas do tampo por sua grã fina, regular e sua
elasticidade. Tem a coloraçã o mais rosada que os outros abetos. Encontrado no noroeste dos
E.U.A, costa oeste do Canadá e Alaska.

Segundo Roberto Gomes:

A espécie mais tradicional para violões de corda de aço.


Vem sendo usada, com sucesso para violão clássico, por John Gilbert. T ambém a uso nos
modelos "Standard " e " Special "

Segundo Antonio de Pádua:

Outros nomes vulgares: sitka, abeto sitka. Pinheiro que ocorre em toda a costa oeste da
América do Norte. Apresenta coloração rósea muito clara, densidade e rigidez um tanto mai s
elevadas que o cedro-do-Canadá, porém de excelentes propriedades acústicas.

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Segundo Carlos Novaes:

Possui tonalidade brilhante e de grande alcance. Ideal para músicos que preferem um estilo
rítmico forte.

Velocidade de propagação sonora (m/s)

Longitudinal (V LL) - 5500


Tranversal (V RT) - 350
Relação (V LL /V RT) - 15,7

Abeto Engelmann - Engelmann Spruce - ( Picea Engelmannii) - Densidade média
0,38g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Este abeto é o menos denso deles, mas quando tem boa densidade e está perfeitamente
quarteado é meu abeto favorito. Muito leve, resistente e de cor bem branca.Sua grã é fina e
muito regular. Abre o som mais rápido do que as outras variedades. Meus melhores
instrumentos foram feitos com esta madeira. Encontrado ao longo das M ontanhas Rochosas
nos E.U.A e Canadá.

Segundo Roberto Gomes:

Uma das melhores alternativas para substituir a espécie européia. Ocorre na América do Norte
(Montanhas Rochosas - USA e Canadá) sendo que considero a canadense de qualidade
melhor do que a americana, já que no Canadá os invernos são mais rigorosos e o crescimento
da árvore é mais lento, gerando veios mais juntos e uma madeira mais firme. Tem quase que
as mesmas características de sua irmã européia com a vantagem de abrir o som mais
rapidamente do que a européia. Uso nos 3 modelos de violões modernos.

Segundo Antonio de Pádua:

Outros nomes vulgares: Elgelmann spruce, white spruce e mountain spruce. Pinheiro que
ocorre nas partes mais levadas das Montanhas Rochosas nos EUA. Madeira de cor palha
muito clara de propriedades semelhantes aos spruces.

Segundo Carlos Novaes:

É mais leve do que a Sitka e produz um som mais cálido. Ideal para violões clássicos.
Responde bem ao toque mais leve.

Velocidade de propagação sonora (m/s)

Longitudinal (V LL) - 5500


Tranversal (V RT) - 325
Relação (V LL /V RT) - 16,9

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Cedro Vermelho - Western Red Cedar - (Thuja Plicata) - Densidade média 0,35g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Esta conífera não é um abeto, porém é uma excelente madeira para tampos. É a madeira
menos densa que uso, é bastante frágil e marca com facilidade, mas produz instrumentos de
grande volume e abre o som quase imediatamente. Os timbres não são tão complexos como
os dos abetos mais densos, mas produz instrumentos bastante impressionantes. Foi
introduzida na luteria de violões clássicos por José Ramirez III nos anos 70 e ganhou
popularidade depois disto. Coloração bem mais escura e avermelhada . Encontrada na costa
oeste dos E.U.A e Canadá.

Segundo Roberto Gomes:

Apesar do nome, não tem nada a ver com os gêneros Cedrela (cedro brasileiro) e Cedrus
(cedro do Líbano). É uma conífera como os abetos e cresce nas regiões frias do Noroeste da
América do Norte. Foi descoberta por acaso por José Ramirez III (Madrid) no final da década
de 50, quando este procurava a espécie Cedrela para braços e estrutura interna do fundo.
Desde então é uma madeira que ganhou aceitação geral dada a sua abundância e qual idades.
É uma madeira que mantém uma ótima consistência e fornecimento. Existem ainda alguns
violonistas que detestam o som do cedro - é puramente uma questão de gosto. De todas as
espécies para tampo é a dimensionalmente mais estável, gerando som imediato num violão
novo com bastante volume. Uso esta madeira nos 3 modelos de violões modernos.

Segundo Antonio de Pádua:

Outros nomes vulgares: western redcedar, cedro -vermelho-do-oeste, cedro-do-Óregon, cedro


candense ou, simplesmente, cedro. Pinheiro proced ente do noroeste da América do Norte, é
uma madeira também muito utilizada na produção de tampos de violão. Apresenta coloração
marrom-avermelhada ou rósea-escura; possui densidade e rigidez mais baixas que o pinho -
alemão, porém é madeira de altíssima qual idade para tampos, devendo -se apenas adequar a
estrutura do instrumento às propriedades dessa madeira.

Uma confusão bastante comum é tomar -se o cedro-do-Canadá pelo cedro-rosa (Cedrella
fissilis) que não é um pinheiro mas uma folhosa da Mata Atlântica bra sileira. O cedro-rosa
produz madeira róseo-avermelhada de densidade média e alta estabilidade dimensional que
juntamente com o mogno (Swietenia macrophylla), são as melhores madeiras brasileiras para a
confecção de braços de violões e têm sido empregadas c om êxito em todo o mundo para esta
finalidade. Existe ainda uma espécie amazônica semelhante ao cedro -rosa em suas
propriedades que é chamada cedro -da-Amazônia ou cedro-do-Pará (Cedrella odorata).

Outras confusões ocorrem com outra espécie de pinheiro que é conhecida vulgarmente como
cedro-do-Líbano (Cedrus libanni) que ocorre desde o Oriente Médio até a Península Ibérica.
Existem ainda várias outras espécies de pinheiro de clima temperado que recebem o nome
vulgar cedro.

Segundo Carlos Novaes:

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É mais macia do que Sitka e a Englemann Spruce. Possui sonoridade agradável com
tonalidade mais densa.

Velocidade de propagação sonora (m/s)

Longitudinal (V LL) - 4100 (mínimo)


Tranversal (V RT) - ?
Relação (V LL /V RT) - ?


Jacarandá da Bahia - Brazilian Rosewood - ( Dalbergia Nigra) - Densidade média
0,87g/m3

Segundo Eduardo Brito:

A rainha das madeiras para luteria, preferida como material para laterais e fundo por
praticamente todos os luthiers do mundo. Madeira de beleza incomparável e de grande
variedade de colorido e figura. Geralmente avermelhada com listras negras, porém as vezes
marrom escura ou quase preta. Muito vibrante e sonora, produz um som pr ofundo de timbre
muito rico com excelente sustentação Esta espécie exclusivamente brasileira vem sendo
explorada comercialmente desde a época do descobrimento do Brasil e por isso suas reservas
estão praticamente extintas. Muito difícil de ser encontrada c om qualidade suficiente para
luteria, e por isso, extremamente cara para se obter. Sua exploração comercial está banida há
vários anos. Encontrada nas regiões de Mata Atlântica do Brasil.

Segundo Roberto Gomes:

A fama desta espécie data praticamente da descoberta do Brasil.

Em 1557 o francês Jean de Lery descreveu esta madeira como muito escura, dura mas boa de
trabalhar e que quando cortada cheirava a rosas, daí a origem do nome em inglês, rosewood.
O primeiro instrumento de cordas feito com ela de que se tem notícia foi uma guitarra barroca
construída pelo luthier português Belchior Dias, por volta de 1590.

Com um peso específico de 0,87 gm/cm3, o jacarandá (nome tupy -guarany - Yacarantã, ou
madeira dura ) revelou-se desde cedo como uma madeira linda em termos de desenhos e sua
acústica é superlativa. Sem dúvida é a espécie para os melhores violões de concerto e
infelizmente, dada a sua raridade atual, é muito difícil conseguir o bom jacarandá, com bom
corte: daí o seu alto preço. É uma madeira muito t emperamental rachando facilmente mas a
sua beleza e som valem o risco. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT)
realizou testes com esta espécie, em relação ao jacarandá da India, e o nosso jacarandá é
30% mais sonoro. Vale lembrar que a va riação de cor, dureza e som é enorme e somente o
melhor Jacarandá é usado nos melhores modelos.

Segundo Carlos Novaes:

A mais cobiçada das madeiras.

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Possui uma grande variedade de cores e desenhos. Fabulosa por sua sonoridade e
complexidade supertonais.


Jacarandá Indiano - Indian Rosewood - ( Dalbergia Latifolia) - Densidade média
0,85g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Madeira de grande beleza e sonoridade excelente. Timbres ricos e ótima sustentação. O


colorido é mais arroxeado do que o do Jacarandá da Bahia, mas também exibe listras negras e
bela figura. Mais fibros a, mais estável e um pouco menos densa que a espécie Baiana. Devido
a exploração manejada imposta pelo governo indiano, ainda é comercializada mundialmente e
é relativamente fácil de se comprar peças de ótima qualidade.

Segundo Roberto Gomes:

Como o nome diz, esta espécie vem da India e é uma das madeiras mais generosas que
conheço. Enverga muito bem, cola bem, é estável, corte perfeito 80% das vezes e abundante .
Com um peso médio de 0,82 gm/cm3 tem uma acústica por vezes plana mas uma boa peça
devidamente curtida ( 12 a 15 anos ) e calibrada proporciona uma acústica muito confiável (
vide Romanillos, Fleta, Ruck, Ramirez, etc. ) É uma madeira que começou a ser usada mais
regularmente na década de 60, se bem que já vi violões da década de 20 com elas ( Simplicio,
Hauser, etc. ). Uso somente nos modelos "Special" e Maestro".

Segundo Carlos Novaes:

Rica em cores, possui veios retos.


O baixo é rico em resposta, com harmônicos complexos, excelente projeção e ótimo sustain.

Jacarandá Mineiro - Santos Rosewood - (Machaerium Villosum) - Densidade média


0,85g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Madeira pouco utilizada tradicionalmente na construção de instrumento s musicais, porém muito


apropriada em suas características físicas e acústicas para isto. Conhecida também como
Jacarandá Paulista e Jacarandá pardo. Esta madeira tem a densidade, o timbre e a beleza
similares aos jacarandás tradicionais, porém por apresen tar coloração parda sofre certa
discriminação por parte dos tradicionalistas. Produzí vários instrumentos de excelente
sonoridade com esta madeira. Esta espécie foi muito bem cotada pelo luthier inglês Paul
Fischer como substituta para o Jacarandá da bahia . Adicionalmente tem a vantagem de ser
mais barata que os outros Jacarandás. Encontrada principalmente nas matas de Minas Gerais
e São Paulo.

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Pau Marfim - (Balfourodendron Riedelianum) - Densidade média 0,84g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Madeira de grande beleza e ainda relativamente fácil de ser encontrada nas madeireiras do
Brasil, devido à sua popularidade como material de acabamento de interiores d e residências e
móveis. Sua densidade é boa e similar à dos Jacarandás, apresenta diversos tipos de figuras e
pode ter a grã reta ou ondulada como a da faia em diferentes peças. Tem boa estabilidade
quando bem seca e quarteada, e uma coloração dourada clar a e um brilho muito bonitos. Os
instrumentos que fiz com esta madeira têm muito bom som, porém com um pouco menos de
sustentação que os de Jacarandá. Encontrada no Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina
principalmente.

Pau Ferro - ( Machaerium scleroxylon) - Densidade média 0,88g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Também conhecida como caviúna em algumas partes do Brasil, esta madeira tem um aspecto
parecido com o do Jacarandá Indiano, porém com mais marrons e dourados entre as listras
pretas. Usada geralmente para fundos e laterais e muito popular no mundo inteiro como
madeira para escalas. Produz instrumentos de excelente sonoridade e atualmente é quase tão
escassa quanto os Jacarandás. Encontrada em vários estados do Nordeste, Sudeste e Centro -
oeste do Brasil.


Macacaúba - Granadillo- (Platymiscium spp.) - Densidade média 0,85g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Fui apresentado a esta madeira pelo grande L uthier brasileiro Francisco Munhoz, um pioneiro
na sua utilização, que me cedeu alguns sets para que eu a experimentasse. Conheço duas
variedades desta madeira, uma avermelhada e outra mais parda com manchas pretas e
vermelhas muito similar aos Jacarandás. De acordo com estudos feitos pelo Ibama e pelo IPT
esta madeira tem características físicas quase idênticas as do Jacarandá da Bahia. Sua
sonoridade é muito bonita e sua sustentação fantástica. Tem a desvantagem de ser um pouco
instável e propensa a racha duras, mas funciona bem se cortada bem quarteada e bem
seca.Considero esta madeira a maior candidata a substituta dos Jacarandás devido a sua
disponibilidade comercial no Norte Brasileiro.

Segundo Roberto Gomes:

Esta é ainda uma espécie desconhecida em g eral. Oriunda da Amazônia é uma madeira
acústicamente fantástica e a única coisa que não a faz perfeita é a cor já que tradicionalmente
cores escuras se usam p/ laterais e fundo de violões de concerto. Sua cor é de um marrom
rosa avermelhado e com o tempo fica um marrom terra avermelhado escuro. Seu peso
específico está por volta de 0,85 gm/cm3. Uso nos 3 modelos modernos.

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Acero (Muito conhecido como F aia) - Maple - ( Acer spp.) - Densidade média 0,65g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Esta é a madeira mais impressionante que conheço, nada é mais bonito que uma tábua de
Faia com a figura ondulada. Esta madeira tem cor clara e muito brilho natural. Sua sonori dade
é diferente dos Jacarandás, pois não é tão profunda e não tem tanta sustentação, mas possui
grande projeção e muito equilíbrio entre as freqüências agudas, médias e graves. Usada
preferencialmente na fabricação de fundos e faixas dos instrumentos da f amília do violino e das
guitarras archtop acústicas. Madeira bem estável e resistente. Originária das florestas de clima
temperado da Europa e da América do Norte.

Segundo Roberto Gomes:

A madeira mais tradicional para laterais e fundo de instrumentos de arco, foi e é utilizada
também em violões. Stradivarius a usou também em algumas guitarras barrocas que fabricou,
vários luthiers espanhóis pré -Torres também a usaram (o própio Maestro a usou) e um dos
seus melhores violões que pertenceu a Tárrega é feito com esta madeira. Com um peso
específico de aprox. 0,62 gm/cm3 gera um som muito claro e definido, mas sem muita
profundidade que os jacarandás proporcionam. Uso -a no modelo Torres (opcional para vihuela,
se bem que não tão autêntico ). Ocorre na Europa e América do Norte.

Segundo Carlos Novaes:

Possui cor clara, permitindo tingimento que realçam a sua beleza. Tem ótimo equilíbrio,
balanço e forte resposta.


Imbuia - Brazilian Walnut - ( Ocotea Porosa) - Densidade média 0,65g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Outra das minhas madeiras favoritas, apesar de pouco tradicional. As tábuas mais densas e
escuras desta espécie são excelentes para a confecção de vi olões clássicos. Produz graves
profundos e bonitos. Visualmente lembra as madeiras da família dos Jacarandás e a Nogueira
americana. Bastante estável e fácil de trabalhar, tem ainda a vantagem de possuir poros bem
fechados, que facilitam o acabamento. Enco ntrada no Sul do Brasil.

Segundo Carlos Novaes:

Possui cor chocolate, com desenhos e figuras belíssimas. Tem ótima sonoridade.


Mogno - Honduras Mahogany - ( Swietenia macrophylla) - Densidade média 0,50g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Esta madeira é realmente polivalente, geralmente utilizada para braços, funciona muito bem
como fundos e laterais e até como tampos. Reconhecida como uma das espécies mai s

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estáveis de todo planeta devido à sua grã entrelaçada, ainda é fácil de trabalhar e tem um belo
aspecto visual, com sua cor avermelhada e sua variedade de figuras. É uma das madeiras
tradicionais para fundos e laterais de violões de cordas de aço, e foi utilizada por muitos dos
mestres espanhóis em violões clássicos. Infelizmente devido a sua exploração indiscriminada,
está seguindo os passos do Jacarandá da Bahia como espécie ameaçada. Ultimamente está
muito difícil de ser encontrada nas madeireiras e se u preço sobe anualmente. Originária da
região Amazônica no Norte do Brasil.

Segundo Roberto Gomes:

Esta espécie amazônica é uma das madeiras mais estáveis do mundo e vem sendo explorada
há séculos, principalmente por ingleses. Vem gerando ultimamente mui ta polêmica por causa
da maneira que é comercializada e exportada. Um pouco mais pesada (aprox. 0,60 gm/cm3) do
que o cedro, começou a ser usada por luthiers europeus não -espanhóis e hoje é largamente
difundida para o uso em braços e estruturas. É a madeir a com nota mais alta em pesquisas
dendrológicas.

Segundo Carlos Novaes:

Madeira de cor creme-rósea. Bem estável. Possui forte resposta nos graves, médios e agudos.


Cipreste Espanhol - (Cupressus Sempervirens) - Densidade média 0,45g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Madeira maravilhosa, branca, sem poros, leve e de um aroma delicioso. Esta madeira é
tipicamente usada em violões flamencos, porém funciona b em em clássicos também,
oferecendo grande sonoridade, beleza e projeção. É uma das madeiras favoritas do grande
Luthier Romanillos assim como foi do Mestre Antonio de Torres. Encontrada principalmente na
costa do Mediterrâneo na Espanha e Itália.

Segundo Roberto Gomes:

A espécie mais tradicional para violões de flamenco. Originária da Ásia Ocidental, foi
introduzida há séculos na bacia do Mediterrâneo. Madeira clara com peso específico de aprox.
0,50 gm/cm3. Está começando a ficar escassa e os preços beir ando o preço do Jacarandá
Brasileiro. Surprendentemente é a madeira favorita de Romanillos para violões clássicos. Uso
para vihuela e é uma opção para os modelos "Special" e "Maestro". Após alguns anos de
pesquisa descobri uma espécie relata: Cupressus lus itanica, cipreste de Goa, que aqui se
chama cedrinho e é usada p/ cercas vivas.

Cedro Rosa - Spanish Cedar - ( Cedrella spp.) - Densidade média 0,40 g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Esta é outra madeira com 1001 utilidades, utilizada em braços, fundos, laterais, tampos e
principalmente nas peças estruturais do violão. É minha madeira favorita para a estrutura

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interna do fundo, para os blocos internos e p ara os reengrossos devido a sua estabilidade e
aroma. Dizem que também evita ataque de insetos que se alimentam de madeira como os
cupins. É muito resistente, bonita e sonora, apesar de ser um pouco porosa demais. Produz
ótimos violões flamenco. Sua colora ção é avermelhada e com a oxidação, ao longo do tempo,
escurece para um marrom bem bonito. Apresenta variedades bem mais densas que as outras,
que favoreço para confecção de braços. Encontrada em várias regiões do Brasil,
principalmente na região Norte.

Segundo Roberto Gomes:

O cedro brasileiro tem 3 espécies: odorata, que ocorre na Amazônia e é o mais leve de todos;
fissilis, ou cedro vermelho ou rosa, que ocorre em vários estados centrais e do Sul do país; e
angustifolia, que é o mais pesado e raro, oco rrendo em Minas Gerais. Usa -se esta espécie há
séculos para braços de violão e estrutura interna do fundo. Seu peso é de aprox. 048,0 gm/cm3
e é muito estável e bonita.

Segundo Carlos Novaes:

Madeira leve e estável, com ótima sonoridade, de cor rosa -dourada. Tradicionalmente usada
na construção de braços para violões clássicos.


Ébano Africano - African Ebony - (Diospyrus spp.) - Densidade média 1,00g /cm3

Segundo Eduardo Brito:

Outra madeira que anda beirando a extinção. Atualmente está cada vez mais rara, cara e mais
difícil de se encontrar com boa qualidade. Sempre foi a favorita para a confecção das escalas
de instrumentos musicais devido à sua gr ande dureza e resistência ao desgaste mecânico.
Tem as desvantagens de ser um pouco instável e ter tendência a rachar. Sua coloração negra
e exótica cria um contraste muito bonito com o prateado dos trastes. Tem variedades
originárias da África Continental , Madagascar e Índia.

Segundo Roberto Gomes:

Espécie de origem indiana ou africana, é usada para a escala de violões de concerto de


qualidade. Muito preta e dura (aprox. 1,10 gm/cm3), é uma das madeiras mais nobres do
mundo e usa-se esta espécie há milên ios. Por sua beleza e dureza é a melhor madeira para a
escala.

Segundo Carlos Novaes:

É a mais densa das madeiras. Ótima para escala devido à sua resistência.
Muito apreciada por causa de sua cor negra que contrasta com o tampo claro.

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Braúna - (Melanoxylon Brauna) - Densidade média 1,05g/cm3

Segundo Eduardo Brito:

Considero esta madeira o Ébano brasileiro. De um marrom muito escuro e sem poros, esta
madeira substitui muito bem a madeira africana para as escalas. Após ser tratada com óleo, se
torna bem negra e praticamente indistinguível. Não é muito estável, assim como o Èbano,
porém se bem seca e com um corte bem quarteado funciona admiravelmente. Tem a vantagem
de ser mais acessível e mais fácil de encontrar comercialmente, principalmente em
revendedores de madeiras originárias de demolições. Encontrada principalmente no Sudeste e
Nordeste do Brasil.


Koa - (Acacia koa)

Segundo Felipe Santo s:

É uma madeira cara, e em suas variedades mais figuradas (tremidas como maple) MUITO
cara.

Tem sido cada vez mais usada pelo pessoal fingerstile (cordas de aço) por causa da boa
definição sem ser seco demais. Jacarandá é mais "cavernoso". É uma espécie de primo rico
(em todos os sentidos) do mogno.

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