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Ação de adoção cumulada com pedido de destituição do poder familiar

(Adoção por casal do mesmo sexo que vive em união estável)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (nome completo), ............... (nacionalidade), ............... (estado


civil), ............... (profissão), portadora da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do
CPF n. ..............., e ............... (nome completo), ............... (nacionalidade), ...............
(estado civil), ............... (profissão), portadora da Carteira de Identidade – RG
n. ............... e do CPF n. ..............., residentes e domiciliadas no endereço na
Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., neste ato representadas por seu advogado infra-
assinado, com instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional situado no
endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 39 e seguintes
da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, e demais dispositivos legais aplicáveis, proporem
AÇÃO DE ADOÇÃO CUMULADA COM PEDIDO DE DESTITUIÇÃO DO PODER
FAMILIAR, contra ............... (nome completo), ............... (nacionalidade), ...............
(estado civil), ............... (profissão), portadora da Carteira de Identidade – RG
n. ............... e do CPF n. ..............., residente e domiciliada no endereço na
Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., pelos fatos e motivos que passa a expor.

DOS FATOS e DOS DIREITOS

As requerentes vivem em união estável desde o ano de .........., sob o regime de


comunhão parcial de bens (doc. anexado).

Ambas têm o desejo de adotarem o menor ............... (nome completo), pois este
terá uma vida saudável e confortável.

Ora, Excelência, a mãe biológica deverá ser destituída do poder familiar, pois a
mesma não arcou com suas responsabilidades de genitora (doc. anexado).

Além disso, a mesma deseja que o infante seja adotado pelas requerentes e não
por outras pessoas estranhas e desconhecidas.

Vale lembrar que a criança está com as requerentes, desde o seu nascimento,
pois a mãe biológica entregou seu filho ao casal, relatando que não possui condições
psicológicas e financeiras para criá-lo, conforme declaração anexada. Dessa forma,
está caracterizado o vínculo afetivo entre o menor e as requerentes.
No presente caso, é importante observarmos os artigos 6º e 43, do Estatuto da
Criança e do Adolescente.

“Art. 6º. Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela
se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e
coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em
desenvolvimento.”

“Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando
e fundar-se em motivos legítimos.”

Em suma, deverá prevalecer o interesse do menor, e conforme documentos


anexados, as requerentes estão aptas plenamente para adoção em tela.

Nas palavras do nobre desembargador do TJMG, Bitencourt Marcondes, no


julgamento do processo n. 1.0470.08.047254-6/001(1), apelação cível, decide que:

“Trata-se de recurso de apelação interposto por E.B.D. E OUTRA, em face da


sentença proferida pelo MM. Juiz de Direito Júlio Ferreira de Andrade, da Vara
Criminal e da Infância e Juventude da Comarca de Paracatu, que, nos autos da ação
de adoção c/c destituição de poder familiar ajuizada pelas recorrentes em desfavor de
L.R.P., julgou parcialmente procedente o pedido inicial, concedendo a adoção da menor
M.E.R.P. à requerente E.B.D. e decretando, em consequência, a perda do poder
familiar da mãe biológica.
Em suas razões, as recorrentes defendem a adoção de uma interpretação mais
ampla ao artigo 226, § 3º, da Constituição da República, a fim de inseri-lo na realidade
em que vivemos, com vistas ao reconhecimento de que a união de pessoas do
mesmo sexo é uma entidade familiar.
Alegam que não há expressa proibição no texto constitucional quanto ao
reconhecimento da união homoafetiva como família.
Sustentam a possibilidade de adoção de um menor por um casal que vive em união
homoafetiva, suscitando, ainda, ser plenamente possível constar no registro civil de
nascimento o nome de duas pessoas do mesmo sexo, bastando que sejam
lançadas as expressões “nome dos pais” ou “nome das mães”.
Recurso recebido às fls. 197.
Parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, às fls. 225/233, opinando pelo
conhecimento e provimento do recurso.
É o relatório.”

O entendimento jurisprudencial do TJMG, é favorável aos pedidos das


requerentes dessa peça.

“Apelação cível. Destituição de poder familiar. Abandono da criança pela mãe


biológica. Adoção por casal do mesmo sexo que vive em união estável. Melhor
interesse da criança. Registro de nascimento.
Recurso conhecido e provido.
I - A destituição do poder familiar é medida extrema, só devendo ser concretizada
se comprovada a impossibilidade de permanência do menor com os pais.
II - Sempre que se tratar de interesse relativo às crianças e adolescentes, o
magistrado deve se ater ao interesse do menor, considerando, para tanto,
primordialmente, o seu bem estar.
III - O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)
4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132,
reconheceu a existência de entidade familiar quando duas pessoas do mesmo sexo
se unem, para constituição de uma família.
IV - A vedação à discriminação impede qualquer interpretação proibitiva de que o
casal homoafetivo, que vive em união estável, adote uma criança.
V - Demonstrado nos autos que a genitora, com histórico de conduta agressiva e
envolvimento com prostituição, abandonou a menor entregando-a aos cuidados das
requerentes, e que a convivência com o casal homoafetivo atende, de forma
inequívoca, o melhor interesse da criança, a destituição do poder familiar é
medida que se impõe, nos termos do artigo 1.638, II e III, do Código Civil.
VI - O pedido de adoção deve ser deferido em nome de ambas as autoras, sob pena de
prejuízos à menor de ordem material (direito de herança, alimentos, dentre outros).”
(TJMG - Número do processo: 1.0470.08.047254-6/001(1) . Relator: Des.(a)
Bitencourt Marcondes. Data: 02/02/2012).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem:

• que seja deferida a presente ação de adoção;


• que seja deferido o pedido de destituição do poder familiar;
• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação vigente,
tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.

Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Rol de testemunhas:

1. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo).
Recurso de apelação (Cadastro para fins de adoção. Desnecessidade)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

Ministério Público do Estado de ............... representado pelo Promotor de


Justiça ..............., nos autos do processo em epígrafe, vem mui respeitosamente à
presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.009, e seguintes do Código de
Processo Civil de 2015, e demais dispositivos legais aplicáveis, interpor RECURSO
DE APELAÇÃO, por não concordar com a sentença do Juízo ............... .

Nessa seara, requer que Vossa Excelência providencie o remetimento do recurso


e de suas razões ao Tribunal de Justiça do Estado de ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Promotor(a) de Justiça
Razões de recurso de apelação (Cadastro para fins de adoção.
Desnecessidade)

PROCESSO N.: ...............


APELANTE(S): ...............
APELADO(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo do recorrente, com a sentença


explanada nos autos de ação de adoção, autos n. ..............., que julgou procedente tal
feito e decretou a destituição do poder familiar, e ordenou o lançamento do nome do
infante no Cadastro Nacional de Adoção, fls. ..... .

Porém, tal decisão monocrática deverá ser reformada parcialmente, pois existe
um processo de adoção, autos n. ..............., onde o Senhor ............... (nome
completo) e a Senhora ............... (nome completo), ajuizaram a citada ação, para
adotarem o menor (doc. anexado).

Nesse sentido, o menor está adaptado ao casal que deseja adotá-lo, pois está
vivendo com os mesmos desde o seu nascimento (doc. anexado).

Observe-se que, no ano de .......... foi deferida a guarda provisória ao casal em


tela (doc. anexado).

Diante de tais dizeres, deverá prevalecer o interesse do menor, pois este é


considerado a parte mais fraca na relação em estudo. Assim, o interesse do infante
deverá prevalecer em relação a uma simples lista burocrática.
Nas palavras do nobre desembargador do TJMG, Leite Praça, no julgamento do
processo n. 1.0607.06.034859-8/001(1), apelação cível, decide que:

“Conheço do recurso, uma vez presentes os pressupostos de admissibilidade.


Em que pese o entendimento esposado pelo i. Juiz, entendo assistir razão ao
Apelante.
Extrai-se dos autos que o Ministério Público ajuizou ação em face de T.C.S
pleiteando a destituição do poder familiar.
A mãe biológica, em virtude de encontrar-se em local incerto e não sabido (fl. 15), foi
citada por edital e, via de consequência, foi-lhe nomeado curador especial, que
apresentou defesa por negativa geral.
Ao final, o magistrado singular julgou procedente o feito, mas determinou a
remessa do nome do menor ao Cadastro Nacional para fins de adoção.
Ora, sabe-se que a extinção do poder familiar é medida excepcional, cabível
apenas nas hipóteses do art. 1.635 do CC/02, que dispõe:
Art. 1.635. Extingue-se o poder familiar:
(...)
IV - pela adoção;
V - por decisão judicial, na forma do artigo 1.638.
E o artigo 1.638, por sua vez:
Art. 1.638. Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que:
(...)
II - deixar o filho em abandono.
Relativamente aos deveres inerentes ao exercício do poder familiar, estabelece o
art. 1.634 do CC/02 que:
“Art. 1.634. Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores:
I - dirigir-lhes a criação e educação;
II - tê-los em sua companhia e guarda;
....”
O Estatuto da Criança e do Adolescente, por sua vez, prevê que:
“Art. 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos
menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer
cumprir as determinações judiciais.”
Não obstante, a apreciação das circunstâncias que autorizam a extinção do poder
familiar deve ser feita de forma bastante criteriosa, haja vista que a convivência
familiar é um direito assegurado pela Constituição da República do Brasil em seu
art. 227. Confira-se:
“Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao
adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda
forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
In casu, restou comprovado nos autos que o menor foi abandonado por sua mãe
biológica e que desde então este permaneceu sob os cuidados da Sra. M. de F. L. de
O., nomeada sua guardiã.
Dessa forma, a extinção do poder familiar em decorrência do abandono do menor,
art. 1.638, II CC, in casu, é medida que se impõe. Assim, entendo irreparável a
decisão judicial quanto a este mister.
Contudo, merece reforma a sentença na parte em que determina a inclusão do
nome do menor no Cadastro Nacional de Adoção.
Isso porque já se encontra tramitando processo de adoção proposto pela guardiã do
infante.
Nesse diapasão, vale ressaltar que é possível aferir dos depoimentos colhidos nos
autos, que a pretensa adotante detém a guarda do adolescente desde seus primeiros
meses de vida (fl. 06/07 e 32/34), quando sua genitora foi encontrada em estado de
embriaguez avançado com o menor no colo. Tal fato sucedeu no ano de 1997,
contando o jovem hoje com treze anos de idade e, praticamente igual período de
convivência com sua guardiã. Ora, um elo de longa data pressupõe a criação de
laços afetivos e familiares que devem ser incentivados e não obstaculizados.
Frise-se, ainda, que, como bem lembrado pelo i. membro ministerial “Roberto Carlos
está em idade cujo interesse pela adoção é mínimo. Não há interessados em adotar
criança nesta idade em razão da dificuldade de adaptação após convívio tão longo
com outra família”. (fl. 49)
Ademais, quando inquirido se gostaria de ser filho da Sra. M. F., o adolescente
respondeu que sim e que ela “cuida bem dos meninos” (fl. 34). Extrai-se, ainda, dos
depoimentos que o jovem estuda no Colégio Padre A. V. e cursa a quinta série.
Portanto, o menor encontra-se bem assistido.
Dessa forma, não é possível concordar com a inclusão do nome do adolescente no
Cadastro Nacional para fins de adoção. Lado outro, o cadastro pode ser mitigado
em situações excepcionais, em que a criança já possui vínculos afetivos com o
pretendo adotante, em atenção ao princípio do melhor interesse do menor.
Desta feita, visando sempre privilegiar o princípio do melhor interesse do menor, no
presente caso, o deferimento do pedido ministerial para que o nome do menor
não seja enviado ao Cadastro Nacional de Adoção é a medida que me parece mais
justa e que irá garantir o bem estar da criança, porquanto esta permanecerá com a
pessoa que sempre lhe prestou cuidados e afeto até ulterior decisão no processo
de adoção.
Ante o exposto, dou provimento ao recurso, para reformar parcialmente a sentença
e excluir do decisum a parte que determina o lançamento do “nome do menor no
Cadastro nacional de Adoção, com ciência à Assistente Social para reinício de
contatos para futura adoção”.
Sem custas.
É o meu voto.”

Os entendimentos jurisprudenciais a seguir são favoráveis aos pedidos do


apelante.

“Recurso de apelação. Família. Destituição poder familiar. Cadastro para fins de


adoção. Desnecessidade. Prevalência do interesse do menor. Precedentes.
I - Zelar pelo interesse da criança deve ser sempre o objetivo primordial do
Magistrado nos feitos que envolvam pedido de extinção de poder familiar e de
adoção.
II - No caso de abandono de menor, a mãe deve ser destituída do poder familiar,
nos termos do art. 1.638, II do Código Civil.
III - A exigência de cadastro para adoção visa evitar fraudes no processo de adoção,
não sendo, contudo, absoluta. Nos casos em que o menor já possui vínculo afetivo
com o pretenso adotante, em razão da guarda deferida por decisão judicial, não há
que se falar em necessidade de cadastro”.
(TJMG – número do processo 1.0607.06.034859-8/001(1). Relator Praça Leite. Data:
10/11/2011).
Recurso especial - Aferição da prevalência entre o cadastro de adotantes e a adoção
intuitu personae - Aplicação do princípio do melhor interesse do menor - Verossímil
estabelecimento de vínculo afetivo da menor com o casal de adotantes não
cadastrados - Permanência da criança durante os primeiros oito meses de vida -
Tráfico de criança - Não verificação - Fatos que, por si, não denotam a prática de
ilícito - Recurso especial provido.
I - A observância do cadastro de adotantes, vale dizer, a preferência das pessoas
cronologicamente cadastradas para adotar determinada criança não é absoluta.
Excepciona-se tal regramento, em observância ao princípio do melhor interesse
do menor, basilar e norteador de todo o sistema protecionista do menor, na hipótese
de existir vínculo afetivo entre a criança e o pretendente à adoção, ainda que este
não se encontre sequer cadastrado no referido registro;
II - É incontroverso nos autos, de acordo com a moldura fática delineada pelas
Instâncias ordinárias, que esta criança esteve sob a guarda dos ora recorrentes, de
forma ininterrupta, durante os primeiros oito meses de vida, por conta de uma
decisão judicial prolatada pelo i. desembargador-relator que, como visto, conferiu
efeito suspensivo ao Agravo de Instrumento n. 1.0672.08.277590-5/001. Em se
tratando de ações que objetivam a adoção de menores, nas quais há a primazia do
interesse destes, os efeitos de uma decisão judicial possuem o potencial de
consolidar uma situação jurídica, muitas vezes, incontornável, tal como o
estabelecimento de vínculo afetivo;
III - Em razão do convívio diário da menor com o casal, ora recorrente, durante
seus primeiros oito meses de vida, propiciado por decisão judicial, ressalte-se,
verifica-se, nos termos do estudo psicossocial, o estreitamento da relação de
maternidade (até mesmo com o essencial aleitamento da criança) e de
paternidade e o consequente vínculo de afetividade;
IV - Mostra-se insubsistente o fundamento adotado pelo Tribunal de origem no
sentido de que a criança, por contar com menos de um ano de idade, e,
considerando a formalidade do cadastro, poderia ser afastada deste casal adotante,
pois não levou em consideração o único e imprescindível critério a ser observado,
qual seja, a existência de vínculo de afetividade da infante com o casal adotante, que,
como visto, insinua-se presente;
V - O argumento de que a vida pregressa da mãe biológica, dependente química e
com vida desregrada, tendo já concedido, anteriormente, outro filho à adoção, não
pode conduzir, por si só, à conclusão de que houvera, na espécie, venda, tráfico da
criança adotanda. Ademais, o verossímil estabelecimento do vínculo de afetividade
da menor com os recorrentes deve sobrepor-se, no caso dos autos, aos fatos que,
por si só, não consubstanciam o inaceitável tráfico de criança;
VI - Recurso Especial provido.”
(STJ. REsp 1172067 / MG. Rel. Min. Massami Uyeda. Data do Julgamento:
18/03/2010.)
“Agravo de instrumento - Medida protetiva - Ação de guarda - Guarda provisória.
Regularização da posse de fato. Cadastro. Adoção.
Em que pese a utilidade do cadastro de que trata o art. 50 do ECA, já que, além de
facilitar a apuração dos requisitos legais, assegura a celeridade e lisura às adoções,
a observância a tal ordem cronológica não constitui fundamento para extinguir o
vínculo já existente com casal que vem exercendo a guarda provisória da criança,
por força de decisão deferida em procedimento próprio.”
(TJMG. Agravo n. 1.0261.09.071158-9/002. Rel. Des. Manuel Saramago. Data:
25/02/2010).
“Adoção - Criança - Cadastro nacional - Inscrição - Ausência - Interesse processual -
Caracterização - Vínculo afetivo - Indícios - Existência - Prosseguimento do feito -
Necessidade - Princípio constitucional de máxima proteção à criança.
O indeferimento da inicial, que visava à adoção de menor cumulada com
destituição do poder familiar, não se justifica pelo simples fato de os adotantes não
terem inscrição no Cadastro Nacional respectivo. Isto porque, havendo indícios de
existência de vínculo afetivo com a menor, que se encontra sob seus cuidados desde
os primeiros dias de vida, há que se dar prosseguimento ao feito, com a regular
instrução, sobretudo em obediência ao princípio constitucional da máxima proteção
à criança.”
(TJMG. Agravo n. 0061132-94.2010.8.13.0317. Rel. Des. Geraldo Augusto. Data:
26/10/2010).
“Adoção. Prevalência dos interesses do menor. Cadastro de adoção. Nos litígios em
que estejam envolvidos interesses relativos a crianças, notadamente naqueles que
envolvam pedido de modificação de guarda e de adoção, o julgador deve ter em
vista, sempre e primordialmente, o interesse do menor. Não se olvida que o
cadastro de adotantes visa evitar fraudes no processo de adoção bem como a
adoção direcionada ou intuitu personae. Todavia, o mesmo pode ser mitigado em
determinadas situações em virtude da aplicação do princípio da prevalência do
interesse do menor, notadamente na hipótese de existência de vínculo afetivo
entre a criança e os pretendentes à adoção.”
(TJMG. Apelação Cível n. 0234138-26.2010.8.13.0000. Rel. Des. Maria Elza. Data:
15/07/2010).
“Adoção. Menor. Guarda de fato. Cadastro de adotantes. Ordem cronológica.
Observância. Princípio do Melhor interesse do menor. Cassação da decisão. A
aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente tem por escopo conferir
seriedade e idoneidade aos pedidos de adoção, com prévia e competente seleção
de adotantes em procedimento de habilitação, visando, principalmente, à
preservação do princípio do prioritário interesse do menor. A afeição e a afinidade
são critérios legais para tornar o respectivo titular cliente preferencial da adoção”.
Recurso provido.”
(TJMG. Apelação Cível n. 0113213-32.2010.8.13.0313. Rel. Des. Almeida Melo. Data:
07/04/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer o provimento do recurso para reformar parcialmente a


sentença monocrática na parte que determina o lançamento do nome do infante no
Cadastro Nacional de Adoção, consequentemente, retirar o nome do mesmo da citada
lista, e posteriormente, conceder ao casal o direito de adotar o infante dentro das
formalidades legais existentes.

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Promotor(a) de Justiça

Recurso de apelação (Abandono material e moral pelo pai biológico)


EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª
VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

Ministério Público do Estado de ............... representado pelo Promotor de


Justiça ..............., nos autos do processo em epígrafe, vem mui respeitosamente à
presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.009, e seguintes do Código
de Processo Civil de 2015, e demais dispositivos legais aplicáveis, interpor RECURSO
DE APELAÇÃO, por não concordar com a sentença do Juízo ............... .

Nessa seara, requer que Vossa Excelência providencie o remetimento do recurso


e de suas razões ao Tribunal de Justiça do Estado de ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Promotor(a) de Justiça

Razões de recurso de apelação (Abandono material e moral pelo pai biológico)


PROCESSO N.: ...............
APELANTE(S): ...............
APELADO(S): ...............
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo do recorrente, com a sentença


explanada nos autos de ação de adoção, que julgou parcialmente procedente tal
feito (doc. anexado).

No dia ..... de ............... de .........., por volta das ..... horas, nasceu ...............
(nome completo), mas poucas horas depois a mãe biológica faleceu por complicação
no parto (docs. anexados).

Assim, o infante ficou durante 15 (quinze) anos aos cuidados dos tios maternos,
pois o pai biológico abandonou o mesmo (doc. anexado).

Por tais motivos, o menor foi criado em um meio familiar saudável e laços
afetivos consolidados, conforme declarações anexadas.

Diante disso, o poder familiar em tela não foi exercido pelo pai biológico,
consequentemente, deverá ser extinto, pois o menor foi criado com todo carinho e com
todas as características positivas para a formação de uma pessoa íntegra.

Nas palavras do nobre desembargador do TJSC, Fernando Carioni, no julgamento


do processo n. 2010.018552-9, apelação cível, decide que:

“VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, passa-se à análise do mérito
recursal.
Trata-se de recurso de apelação interposto pelo Ministério Público contra a sentença
que julgou parcialmente procedente o pedido para conceder aos autores a guarda da
adolescente, pleiteada na exordial. Para tanto, defende o acolhimento integral do
pleito, com o deferimento da adoção da adolescente pelos autores, em razão do
abandono daquela por seu genitor e por serem detentores da guarda desde o seu
nascimento.
A adoção consiste no instituto pelo qual o adotante passa a conceber o adotando
como filho, por intermédio de um vínculo de filiação fictício, sem que haja
necessidade de que exista entre eles qualquer relação de parentesco consanguíneo
ou afim.
Para o seu deferimento, contudo, mister a configuração dos requisitos
estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, discriminados no seu art.
45, que ora se transcreve:
Art. 45. A adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do
adotando.
§ 1º. O consentimento será dispensado em relação à criança ou adolescente cujos
pais sejam desconhecidos ou tenham sido destituídos do pátrio poder.
§ 2º. Em se tratando de adotando maior de doze anos de idade, será também
necessário o seu consentimento.
De acordo com o dispositivo mencionado, a adoção pode ser concedida mediante a
anuência dos genitores ou do responsável legal do adotando, concordância que se
mostra prescindível nos casos em que este ignore a identidade de seus pais ou em
que eles não detenham mais o poder familiar. Ainda, é preciso do consentimento do
adotando quando maior de doze anos de idade.
Com efeito, infere-se da hipótese sub examine que o genitor da adotanda não só é
conhecido, como figura como réu neste processo e se mostrou contrário ao pleito
de adoção, consentindo somente com o deferimento da guarda da menor em favor
dos autores.
Não obstante, a jurisprudência tem firmado o entendimento segundo o qual é
prescindível nos requerimentos de adoção que o poder familiar seja previamente
destituído, já que essa providência resulta diretamente do acolhimento do pedido.
Feita a devida ressalva, cumpre analisar a conveniência da adoção no presente caso, o
que, de plano, verifica-se procedente.
Determina o art. 22 do Estatuto da Criança e do Adolescente que “aos pais incumbe o
dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no
interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações
judiciais”.
A propósito, Silvio Rodrigues esclarece que o “abandono não é apenas o ato de
deixar o filho sem assistência material, fora do lar, mas o descaso intencional pela
sua criação, educação e moralidade” (Direito Civil: direito de família. vol. 6. 27. ed.,
atualizada por Francisco José Cahali. São Paulo: Saraiva, 2002, p. 413).
Nessa senda, aos genitores são atribuídos deveres, decorrentes do poder familiar,
consubstanciados na obrigação de sustentar seus filhos, dar-lhes guarda e educação,
garantindo a inviolabilidade de sua integridade, tanto física, quanto moral. Quando
comprovada a ausência de interesse dos pais na criação da prole ou nos cuidados com
ela, podem eles perder o direito a terem consigo seus filhos.
No caso em foco, verifica-se que a adotanda está sob os cuidados dos requerentes
desde o seu nascimento, que data de 12.07.1992 (certidão de nascimento - fl. 12),
ocasião em que sua genitora faleceu. Nesse interregno, raros foram os contatos
com seu genitor, notadamente em virtude do descaso deste para com a filha.
Em contrapartida, defende-se o réu sob o argumento de que consentiu com a
permanência da criança com os autores somente até possuir melhores condições
para criar a filha e, quando acreditou ter chegado esse momento, solicitou que lhe
devolvessem a menina, mas não obteve êxito.
Em que pese a justificativa apresentada pelo réu, o caderno processual evidencia que
ele nunca despendeu esforços efetivos nesse sentido, não havendo demonstração de
nenhuma medida eficaz que tenha tomado no intuito de obter a criança de volta,
abandonada logo após o nascimento. Pelo contrário, o que se vislumbra é a
tentativa de frustrar o pleito dos autores, sem, contudo, apresentar fundamento
plausível, uma vez que patente o abandono material e moral praticado por ele em
relação à filha.
Do mesmo modo, revela-se frágil a sua resistência ao pedido de adoção calcada na
manutenção dos laços familiares, porquanto este vínculo há muito se perdeu e
inexiste indício de que era do seu intento relacionar-se melhor com sua filha.
Mister frisar que o poder familiar compõe-se de direitos e deveres dos pais para
com os filhos. No entanto, mostra-se descabida a insurreição dos pais no intuito de
fazer valer o seu direito, quando nunca cumpriram com o seu dever, quer de prover
o seu sustento, quer de dar-lhes afeto.
Assim, se não cumpriram com as suas obrigações, não podem pretender atingir o
direito dos filhos, mormente quando estes tiveram supridas suas carências afetivas e
materiais por terceiros, que os acolheram como filhos legítimos e assumiram o
papel dos pais biológicos na ausência injustificada destes.
De consignar que não será pelo indeferimento do pedido de adoção que se fará
com que a adotanda perca os laços familiares com seu genitor, visto que, como já
foi salientado alhures, é ele meramente ilusório e inexiste há muito tempo, diante
da nítida falta de interesse do genitor, que nunca se preocupou em fornecer à filha
amparo material ou afetivo.
Outrossim, necessário sopesar que a adotanta conta dezessete anos de idade (fl. 12)
e que sua vontade converge com a dos autores, no sentido de que seja por eles
adotada. A adolescente ratifica, ainda, a boa estrutura material e moral que lhe é
conferida pelos requerentes, bem como a ausência de auxílio de qualquer natureza
pelo pai biológico desde o seu nascimento, conforme o depoimento que prestou à
Autoridade Judicial:
Diante disso, forçoso prover o recurso a fim de acolher o pedido e, por conseguinte,
deferir o pedido de adoção formulado pelos autores.
DECISÃO
Nos termos do voto do Relator, dá-se provimento ao recurso, a fim de julgar
procedente o pedido de adoção formulado pelos autores e declarar a menor filha
deles. Determina-se a expedição de mandado de averbação ao Registro Civil, com o
cancelamento do registro original da adotada e a modificação do sobrenome desta,
além da inscrição do nome dos autores como seus pais e o dos genitores dos
autores como avós da adotada.”

Os entendimentos jurisprudenciais de alguns Tribunais, são favoráveis aos


pedidos do apelante.

“Direito família. Adoção. Prevalência interesse menor. Destituição pátrio poder.


Medida extrema. Possibilidade. Cediço é que, nos litígios em que estejam envolvidos
interesses relativos a crianças, notadamente naqueles que envolvam pedido de
modificação de guarda, o julgador deve ter em vista, sempre e primordialmente, o
interesse do menor. A destituição do poder familiar é algo sempre perturbador e
traumático para o juiz, pois envolve o poder de declarar desfeitos os vínculos de
filiação e parentescos entre os pais e os filhos. Por ser algo tão sério e relevante, o
legislador trata a destituição do poder familiar como algo excepcional, a ser aferido
mediante o exame acurado das hipóteses previstas no art. 1.635 do Código Civil.
Este dispositivo trata das hipóteses de extinção do poder familiar e dispõe em seu
inciso V que “”extingue-se o poder familiar (...) por decisão judicial, na forma do art.
1.638””. Com efeito, aquele que castigar imoderadamente o filho, deixá-lo em
abandono, praticar atos contrários à moral e aos bons costumes e incidir
reiteradamente nas faltas previstas no art. 1637 do mesmo estatuto legal, estará
sujeito à decretação da perda do poder familiar. Destarte, comprovado o abandono,
a destituição do poder familiar é medida que se impõe, bem como o provimento do
pedido de adoção realizado por aquele que em verdade é o pai do menor.”
(TJMG - Apelação Cível, n. 1.0079.08.439049-5/001(1). Relatora Desa. Maria Elza.
Data: 30/07/2009).
“Estatuto da Criança e do Adolescente. Destituição do poder familiar. Adoção.
Caracterização de abandono por parte dos pais biológicos. Demonstração de
vínculo afetivo profundo com os adotantes. Adoção que se constitui em medida que
melhor atende os interesses da menor. Situação de filiação com os adotantes que já
dura uma década. Manutenção da sentença. Preliminares rejeitadas.”
(TJRS - Apelação Cível, n. 70025726407. Rel. Des. Vasco Della Giustina. Data:
19/11/2008).
“Guarda provisória. Adoção sem consentimento dos pais ou destituição do pátrio
poder. Cabimento ante as peculiaridades do caso concreto. Adoção sócio-afetiva.
Falta de consentimento da mãe do adolescente para sua adoção. Casal que cria a
criança desde seu nascimento e há mais de dezesseis anos. Peculiaridades do caso
concreto que tornam imperiosa a procedência do pedido de adoção.”
(TJRS - Apelação Cível, n. 70024389322. Rel. Des. Rui Portanova. Data: 16/10/2008).
“Ação de adoção. Menores sob a guarda do irmão e da cunhada da genitora
biológica há cerca de oito anos. Evidenciada a vontade das crianças em
permanecerem com os adotantes. Destituição do poder familiar da genitora. Adoção
deferida. Preliminares afastadas. Sentença mantida. Embora a adoção envolva, em
sua maioria, uma série de aspectos psicológicos, conflitos familiares, mágoas e
traumas, deve-se atentar sempre ao primordial: a proteção ao bem estar da criança.
É incontestável o dever de prevalência do interesse do menor em detrimento de
qualquer outro bem juridicamente tutelado.”
(TJSC - Apelação Cível, n. 2007.025667-7, de Itajaí. Rel. Des. Edson Ubaldo. Data:
05/08/2008).
“Direito de família - Adoção de menor - Perda do pátrio poder - Defesa dos
interesses da criança. O deferimento do pedido de adoção de menor, entregue aos
adotantes ainda recém nascida e que conviveu com estes por toda infância e
adolescência, por quase dezoito anos, enquanto a mãe natural não demonstrava
interesse efetivo em reaver sua guarda, é medida de direito. Não é justo nem
razoável que a menor seja retirada do lar no qual já estabeleceu seus laços familiares
e afetivos, numa relação desenvolvida ao longo de vários anos, mormente quando
a adoção só vem para formalizar uma situação de fato criada pela própria mãe
biológica, que voluntariamente entregou a filha para a irmã com o intuito de dá-la
em adoção.”
(TJMG - Apelação Cível, n. 1.0231.93.004857-5/001(1). Rela. Desa. Vanessa
Verdolim Hudson Andrade. Data: 25/03/2008).
“Direito de família - Ação de adoção - Menor entregue pela mãe biológica a
terceiros desde o nascimento - Ausência de procedimento de perda do poder
familiar - Irrelevância no caso concreto - Sentença reformada.
1 - Segundo precedente do Superior Tribunal de Justiça, “”em se tratando de
interesse de menores, é de convir-se pela relativização de aspectos processuais,
sobretudo em face da prevalência dos interesses do menor, como determina a
legislação vigente (ECA, art. 6º; LICC, art. 5º) e já proclamava o art. 5º do Código de
Menores de 1979”” (REsp n. 158.920/SP).
2 - O fato de não se ter ajuizado ação de destituição do poder familiar, não é motivo
para proclamar a improcedência do pedido de adoção quando, no caso concreto,
apesar de a mãe biológica a ele agora resistir, a realidade dos autos demonstra
que o menor há anos se encontra na guarda dos autores que, a tempo e modo, vêm
exercendo o papel de pai e de mãe.
3 - Recursos providos.”
(TJMG - Apelação Cível, n. 1.0073.03.009024-2/001(1). Rel. Des. Edgard Penna
Amorim. Data: 15/02/2007).

DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer o provimento do recurso para julgar procedente o
pedido de adoção, determinando a expedição de mandado de averbação ao registro
civil, com o devido cancelamento do registro original, e posterior inscrição do nome dos
autores como seus pais.

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Promotor(a) de Justiça

Recurso de apelação (União homoafetiva)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (nome completo), e ............... (nome completo), já qualificadas no


processo em epígrafe, neste ato representadas por seu advogado infra-assinado, com
instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional situado no endereço na
Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.009, e
seguintes do Código de Processo Civil de 2015, e demais dispositivos legais
aplicáveis, interporem RECURSO DE APELAÇÃO, por não concordarem com a
sentença do Juízo ............... .

Nessa seara, requerem que Vossa Excelência providencie o remetimento do


recurso e de suas razões ao Tribunal de Justiça do Estado de ............... .
Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Razões de recurso de apelação (União homoafetiva)

PROCESSO N.: ...............


APELANTE(S): ...............
APELADO(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo das recorrentes, com a sentença


explanada nos autos de ação de adoção, autos n. ..............., que julgou parcialmente
procedente tal feito e decretou a destituição do poder familiar, mas indeferiu o pedido
das recorrentes em relação a adoção do menor, fls. ..... .

Ora, sustentam as apelantes que possuem pleno direito de adotarem o infante,


pois a igualdade de sexo na presente união estável não é motivo de obstáculo.
Nesse sentido, os ministros do Supremo Tribunal Federal – STF, ao julgarem a Ação
Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito
Fundamental (ADPF) 132, reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo.

Observe-se que, a lei maior veda a discriminação, desautorizando qualquer tipo de


interpretação proibitiva, pois casal homoafetivo, que vive em união estável, poderá
adotar uma criança, desde que atenda a todos os requisitos legais necessários.

O artigo 43 do Estatuto da Criança e do Adolescente reza a respeito da concessão


da adoção.

“Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando
e fundar-se em motivos legítimos.”

Diante de tais dizeres, deverá prevalecer o interesse do menor, pois este é


considerado a parte mais fraca na relação em estudo.

Nas palavras do nobre desembargador do TJMG, Bitencourt Marcondes, no


julgamento do processo n. 1.0470.08.047254-6/001(1), apelação cível, decide que:

“Conheço do recurso, uma vez presentes os pressupostos de admissibilidade.


1) OBJETO DO RECURSO
Trata-se de ação de adoção c/c destituição do poder familiar ajuizada por E.B.D. E
OUTRA, em face de L.R.P.., em relação à menor M.E.R.P.
O MM Juiz a quo julgou parcialmente procedente o pedido inicial, a fim de destituir a
ré do poder familiar em relação à infante e conceder sua adoção à autora E.B.D.,
indeferindo, pois, o pedido de adoção por ambas as requerentes, as quais vivem em
união homoafetiva.
Irresignadas, as autoras aviaram o presente recurso de apelação, com vistas à
reforma da decisão, a fim de que a adoção de M.E.R.P. seja concedida a ambas.
Cinge-se a controvérsia, pois, à análise da possibilidade de duas pessoas do mesmo
sexo, que vivem em união estável, adotarem uma criança.
Realizando uma interpretação gramatical do supracitado dispositivo
constitucional, é possível concluir que a união homoafetiva, por envolver duas
pessoas do mesmo sexo, não pode ser equiparada à união estável e,
consequentemente, não é considerada uma entidade familiar.
Não se pode olvidar, contudo, que a Constituição deve ser interpretada em
harmonia com as condições históricas, ideológicas, culturais e políticas do
momento, a fim de impingir à norma o melhor sentido dentro do contexto
sociopolítico-econômico, com vistas à sua plena eficácia.
Assim, não se pode vislumbrar a norma constitucional como uma regra estática e
imutável; pelo contrário, é necessário que seja compreendida de acordo com a
realidade, ou seja, é imprescindível que se faça uma constante adequação do
comando inserto na Carta Magna ao que está acontecendo no mundo real.
É por essas razões que não se pode, nos dias de hoje, ignorar a existência de
entidades familiares formadas por pessoas do mesmo sexo (união homoafetiva) e
deixar de conceder-lhes o necessário amparo jurídico que se dá à união
heteroafetiva.
A questão, portanto, está superada, e não há óbice de que duas pessoas do mesmo
sexo adotem uma criança, mas a união estável tem que estar configurada, pois, do
contrário, estar-se-ia criando discriminação ao contrário, na medida em que para
homem e mulher adotarem exige-se que constituam uma entidade familiar, seja
pelo casamento ou em união estável.
No caso dos autos, infere-se que as autoras vivem juntas desde 2006, sendo a
relação pública, contínua, duradoura e com objetivo de constituição de família,
além de estar pautada em amor e respeito, conforme constatado pelos estudos
sociais realizados nos autos, bem como pelos depoimentos das testemunhas
ouvidas em audiência:
“As requerentes convivem em união estável há quase dois anos, a relação vem
sendo construída de forma positiva com carinho, respeito mútuo, cumplicidade e
companheirismo. Observamos que o casal em tela mantém comportamento
coerente e discreto na presença de M. E., de forma a não expor a sexualidade,
bem como preservá-la de situações ainda não possível de ser elaboradas pela
criança, devido sua tenra idade.” (fl. 87)
“Verificamos também que o casal E. e F. vive uma união baseada no amor e
respeito mútuo, com interesses comuns e de forma pública, contínua e duradoura.
Essa relação apresenta-se, no momento, sólida e com equilíbrio. Demonstram clara
consciência das necessidades de uma criança e têm disponibilidade para promover
cuidados e atenções satisfatórias, com prognóstico positivo para o desempenho dos
papéis parentais.” (fl. 106)
“(...) nos últimos quatro anos as duas autoras mantiveram um relacionamento
estável, sem rompimentos, não percebe brigas ou discussões entre as duas; sabe
que viajam juntas, levam M. E., às vezes uma viaja e outra fica para cuidar do
comércio; as autoras frequentam os ambientes sociais festivos e culturais da cidade,
normalmente, sem constrangimentos; as duas autoras são sócias do comércio e
trabalham juntas.” (Testemunha C. R. R. - fl. 124)
“(...) o relacionamento das autoras é estável, nunca presenciou brigas ou
discussões, sem rompimentos ou separações; desde quando a depoente começou
a trabalhar com E. e depois também com F., que ambas fazem planos de adotar
uma criança.” (Testemunha N. F. S. - fl. 125)
“as autoras têm um relacionamento estável em harmonia. (...) a casa das autoras é
confortável, o relacionamento de ambas é normal, sem intimidades perto dos
outros” (Testemunha B. M. B. N. - fl. 125)
Com relação à menor M.E.R.P., nascida em 12/08/06, revelam os autos que foi
entregue às autoras com apenas oito meses de idade e, desde então, vem sendo
cuidada pelas requerentes com amor e carinho. Percebe-se, inclusive, que a
dinâmica da família foi totalmente adaptada às necessidades da criança. É o que
se infere dos depoimentos das testemunhas ouvidas em juízo:
“M. E. está com as autoras há dois anos, conhecendo-a quando E. a levou no
comércio da depoente; já visitou a casa das autoras, inclusive o quarto de M. E. e
também foi em seu aniversário no ano passado; a casa é organizada, mobiliada e
decorada, o quarto da menor é adaptado e decorado para a própria M. E., com
cores infantis; (...) M. E. tem muita afeição e carinho pelas autoras, chamando uma
de mãe “Isa” e a outra de mãe “Xage”; que as autoras também têm muita
dedicação e carinho e com M. E.; (...) M. E. goza de boa saúde. (...) Quando
receberam a criança era muito magrinha, hoje é saudável e desenvolvida; (...) sabe
que M. E. estuda no colégio Dom Elizeu (...)” (Testemunha C. R. R. - fl. 124)
“(...) quando receberam a criança a declarante passou a ser babá e a mesma
chegou magra e desnutrida, com oito meses de idade; rapidamente se recuperou e
adaptou ao lar e as duas autoras; ambas autoras tratam M. E. como filha, com
carinho, e M. E. trata ambas de mãe seguida do nome; (...) sabe que a criança está
sendo muito bem tratada; a criança tem um quarto personalizado. (...) é costume
das autoras fazer viagens, levando M. E.; (...) M. E. estuda no colégio Dom Elizeu e
leva colegas para brincar em sua casa; (...) foi sua babá por mais de um ano, até
quando completou dois anos de idade, depois foi trabalhar no comércio das
autoras, mas mantém contato com a criança, que continua saudável e feliz
(...)”(Testemunha N. F. S. - fls. 124/125)
“(...) M. E. é muito bem cuidada, é saudável, tem conforto, tem babá, frequenta a
escolinha; (...) a criança chama as autoras de mãe F. e mãe E. M. E. tem contato e
encontros com parentes das autoras, que aprovam o relacionamento de ambas e a
adoção da criança” (Testemunha N. F. S. - fl. 125)
No que diz respeito aos pais biológicos da menor, tem-se que o pai é desconhecido
e a mãe é moradora de rua, envolvida com prostituição e, por não ter condições de
cuidar da criança, entregou-a de forma espontânea às autoras.
Asseverou a testemunha B. M. B. N.:
“que conheceu M. E. vivendo na companhia da mãe L., na rua e também na casa de
uma prima da depoente, chamada S.; via L. na rua, com a criança, ambas dormindo
no chão; S. às vezes acolhia e hospedava mãe e filha quando estavam na rua, por
caridade; sabe que L. não tinha casa ou família, mas uma tia às vezes lhe
amparava em sua casa; sabe que esta tia era alcoólatra e nem sempre L. podia
contar com ela; (...) ouviu dizer que a mãe de M. E. é desequilibrada e envolvida
também com prostituição (...)” (fl. 125)
Como se vê, a menor foi retirada de um ambiente de risco, no qual não eram
dispensados cuidados básicos de higiene e saúde, vindo a residir com as apelantes
em uma casa adaptada à suas necessidades, com conforto, recebendo carinho,
amor e todos os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno e saudável de
uma criança.
A situação fática, pois, demonstra que a infante, que reside com as autoras há
quase quatro anos, criou laços de afinidade com aquelas e está totalmente
integrada ao lar, sendo inconteste que recebe toda assistência moral, material,
afetiva, educacional e psicológica necessárias, o que não lhe era proporcionado
pela mãe biológica.
Não há dúvidas, portanto, de que, no caso dos autos, o melhor interesse da criança
está atrelado à convivência com as autoras, que lhe proporcionam uma vida
digna, motivo pelo qual o deferimento da adoção é medida que se impõe.
Com efeito, adentrando ao mérito recursal, tem-se que buscam as recorrentes que a
adoção seja deferida às duas, inclusive para fins de averbação no assento de
nascimento da infante.
Não obstante tenha o i. magistrado a quo indeferido o pleito sob o fundamento de
ausência de amparo legal, peço vênia para discordar de seu entendimento.
Isso porque, apesar de haver, de fato, uma lacuna legal em relação ao pleito, tenho
que a ausência de norma que regulamente a situação fática não pode servir como
óbice à prestação jurisdicional plena, mormente levando em conta tratar-se o
presente de caso de direitos da criança e adolescente, os quais são objeto de forte
proteção constitucional e legal.
Ora, uma vez estando fartamente demonstrado nos autos que a convivência no
seio familiar das autoras atende, de forma inequívoca, o melhor interesse da
criança, impossível não lhe conferir os direitos inerentes ao estado de filiação.
Isso porque negar o pedido de adoção a uma das autoras retirará da menor o
direito à proteção integral, já que, em seu assento de nascimento, apenas uma das
companheiras figurará, o que sem dúvida, acarreta uma série de prejuízos de ordem
material (direito de herança, alimentos, dentre outros).
No caso dos autos, em que as crianças já estão vivendo com o casal desde o
nascimento, tendo atualmente seis e sete anos de idade respectivamente, qualquer
solução denegatória da adoção retirará das crianças o direito à proteção integral,
porquanto contarão apenas com uma das parceiras figurando na certidão de
nascimento.
A par de prejuízos de ordem material (sucessão, pensão, dentre outros) que serão
acarretados às crianças com a negativa do pleito da autora, avulta-se a questão
ética, moral, pois o Judiciário não pode fechar os olhos para a realidade
fenomênica.
Vale dizer, no plano da “realidade”, são ambas, a requerente e sua companheira,
responsáveis pela criação e educação dos dois infantes, de modo que a elas,
solidariamente, compete a responsabilidade.
Não se pode olvidar que se trata de situação fática consolidada, pois as crianças já
chamam as duas mulheres de mães e são cuidadas por ambas como filhos.
Existe dupla maternidade desde o nascimento das crianças, e não houve qualquer
prejuízo em suas criações. Estudam em colégio particular, como consta do relatório
social, e não há qualquer preconceito em relação às outras crianças.
Ademais, releva notar que, se não for reconhecido o direito de adoção pela recorrida -
que é tida como mãe pelas crianças -, e se a mãe adotiva LRM, sua companheira,
vier a faltar, a ora requerente poderá perder o direito de convívio com os filhos, o
que será traumático para os menores, que serão “órfãos de mãe viva”.
De outro lado, se a recorrida é que vem a falecer - sendo ela que possui melhores
meios de manutenção da família, como preconizado pelas instâncias ordinárias,
quando ficou registrado que a mãe adotiva é autônoma e tem problemas de saúde,
enquanto a recorrida é funcionária pública, estável, professora universitária e
saudável -, impedir a adoção significa deixar as crianças sem a proteção conferida
pelos direitos sucessórios.
O mesmo problema se verifica se houver separação. Aqui a probabilidade de a
recorrida perder qualquer direito de convívio com as crianças é ainda maior, pois
será possível alegar que inexiste qualquer vínculo jurídico entre LMBG e as
crianças, o que será prejudicial tanto para a recorrida como, principalmente, para
os menores, e estes não terão direito sequer a alimentos.
Como se não bastasse, há efeitos práticos que independem da eventual separação
ou da morte.
Caso deferida a adoção, as crianças terão automaticamente o direito de ser
incluídas no convênio de saúde da recorrida, que conta também com vantagens
para inclusão de filhos no ensino básico e superior, por ser professora universitária.
Por sinal, o plano de saúde da recorrida decorre, como consignado pelas instâncias
ordinárias, do vínculo empregatício, em que geralmente são estabelecidas regras de
inclusão de dependentes, não sendo, por isso mesmo, daqueles de livre pactuação
no mercado, como quer fazer crer o recorrente.”
Assim, a meu ver, acolher o pedido das autoras significada formalizar uma situação
fática evidente e, ainda, dar cumprimento ao comando constitucional que
determina a proteção integral aos direitos da criança e do adolescente.
Por conseguinte, tenho que a adoção deve ser deferida às duas requerentes,
devendo constar no assento de nascimento da menor que é filha de E.B.D. e F.A.M.,
sem declinar a condição de pai ou mãe, passando a infante a se chamar M.E.D.M.,
conforme requerido na inicial (fl. 18).
2) Conclusão
Pelas razões expostas, dou provimento ao recurso, para reformar, em parte, a
sentença combatida, a fim de conceder, em favor das autoras E.B.D. e F.A.M., a
adoção da menor M.E.R.P., a qual, nos termos do artigo 47, § 5º, do Estatuto da
Criança e do Adolescente, passa a se chamar M.E.D.M.
Determino a expedição de mandado ao Cartório de Registro Civil de Paracatu, para
que seja lavrado novo registro, constando, no campo da filiação, o nome das
autoras e de seus pais, como avós, sem especificação se paternos ou maternos.
Faço a ressalva de não ser possível constar na certidão qualquer observação sobre
a origem dos atos, salvo por determinação judicial.
Sem custas, por dispensa legal.
É como voto.”

O entendimento jurisprudencial do TJMG, é favorável aos pedidos das apelantes.

“Apelação cível. Destituição de poder familiar. Abandono da criança pela mãe


biológica. Adoção por casal do mesmo sexo que vive em união estável. Melhor
interesse da criança. Registro de nascimento. Recurso conhecido e provido.
I - A destituição do poder familiar é medida extrema, só devendo ser concretizada
se comprovada a impossibilidade de permanência do menor com os pais.
II - Sempre que se tratar de interesse relativo às crianças e adolescentes, o
magistrado deve se ater ao interesse do menor, considerando, para tanto,
primordialmente, o seu bem estar.
III - O Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade
(ADI) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132,
reconheceu a existência de entidade familiar quando duas pessoas do mesmo sexo
se unem, para constituição de uma família.
IV - A vedação à discriminação impede qualquer interpretação proibitiva de que
o casal homoafetivo, que vive em união estável, adote uma criança.
V - Demonstrado nos autos que a genitora, com histórico de conduta agressiva e
envolvimento com prostituição, abandonou a menor entregando-a aos cuidados das
requerentes, e que a convivência com o casal homoafetivo atende, de forma
inequívoca, o melhor interesse da criança, a destituição do poder familiar é
medida que se impõe, nos termos do artigo 1.638, II e III, do Código Civil.
VI - O pedido de adoção deve ser deferido em nome de ambas as autoras, sob
pena de prejuízos à menor de ordem material (direito de herança, alimentos, dentre
outros).”
(TJMG - Número do processo: 1.0470.08.047254-6/001(1). Relator: Des.(a)
Bitencourt Marcondes. Data do Julgamento: 02/02/2012).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem o provimento do recurso para reformar


parcialmente a sentença monocrática, concedendo em favor das apelantes a adoção
do menor. Além disso, a expedição de mandado ao Cartório de Registro Civil da
Comarca de ..............., para providenciar novo registro.

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Conflito positivo de competência

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) MINISTRO(A) PRESIDENTE(A)


DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

(Dez espaços duplos para despacho)

PROCESSO N.: ...............


RECORRENTE (S): ...............
RECORRIDO(S): ...............

Suscitante ..............., Juiz de Direito da .....ª Vara da Comarca de ...............(B), do


Estado ..............., localizado na Rua ..............., n. ....., Bairro ..., Cidade e Comarca
de ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., vem mui respeitosamente à
presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 66, e seguintes do Código de
Processo Civil de 2015, e demais dispositivos legais aplicáveis, interpor CONFLITO
POSITIVO DE COMPETÊNCIA, conforme os dizeres a seguir:

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o presente caso de conflito positivo de competência no julgamento do


conjunto de ações conexas de adoção e destituição de poder familiar.

Ora, a mãe biológica do menor é residente e domiciliada na Comarca


de ...............(A), do Estado ............... . Ao passo que, os adotantes são residentes e
domiciliados na Comarca de ...............(B), do Estado ............... . Dessa forma, a criança
encontra-se localizada junto com os adotantes desde o seu nascimento na Comarca
de ...............(B).

Assim, a devida ação foi proposta na Vara do Juizado da Infância e Juventude da


Comarca de ...............(B), Estado ............... .

Em consequência disso, foi concedida liminarmente a guarda provisória do menor


aos adotantes, mas foi distribuído para a Comarca de ...............(A),
Estado ..............., procedimento verificatório de situação de risco, objetivando a
expedição de carta precatória com o fim de mirar à busca e apreensão do menor.
Observa-se que, o foro do domicílio de quem já pratica a guarda será o competente,
baseado no artigo 147, inciso I, do Estatuto da Criança e do Adolescente.

“Art. 147. A competência será determinada:


I - pelo domicílio dos pais ou responsável;”

Dessa forma, os direitos e o bem estar da criança deverão permanecer, pois o


mesmo é considerado a parte mais fraca e mais vulnerável as consequências da vida,
baseado no artigo 277 da Constituição da República.

“Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao


adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a
salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e
opressão. (Redação dada Pela Emenda Constitucional n. 65, de 2010)”

Em suma, o Juízo de Direito competente para julgar tais feitos é o Juízo da Vara
do Juizado da Infância e da Juventude da Comarca de ...............(B), do
Estado ............... .

O nobre ministro do STJ, Jorge Scartezzini, no julgamento do Processo CC 54084/PE.


Conflito de Competência. 2005/0140790-7, decidiu que:

“O Exmo. Sr. Ministro Jorge Scartezzini (Relator): Sr. Presidente, como relatado, tem-
se Conflito Positivo de Competência entre d. Juízos de Direito da Infância e da
Juventude das Comarcas de União da Vitória/PR (suscitante) e de Porto Alegre/RS
(suscitado), nas quais domiciliadas, respectivamente, mãe biológica de menor
irregularmente entregue à adoção e pretensa adotante, em cuja posse e,
posteriormente, guarda provisória, encontra-se a criança desde o nascimento, com
vistas ao exame conjunto de ações conexas de Adoção e Destituição de Poder
Familiar”.
A propósito, esclarecem Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery que “na
verdade não há uma terceira espécie de conflito, pois o inciso ora comentado é
manifestação dos conflitos positivo ou negativo de competência. Será negativo
quando o juiz que determinou a separação dos processos se der por incompetente
e remeter uma das causas a outro juiz que, ao recebê-la, também se declara
incompetente.
Será positivo quando o juiz a quem é solicitada a remessa dos autos para reunião se
recusa a fazê-lo: neste caso os dois se deram por competentes para julgar a ação
conexa. O conflito do CPC/2015, artigo 66, inciso III, somente estará caracterizado
depois de os juízos, expressamente, se pronunciarem sobre a reunião das ações
conexas. Antes desse pronunciamento expresso ainda não há conflito de
competência.” (“Código de Processo Civil Comentado”, São Paulo, Revista dos
Tribunais, 2006, p. 326).
In casu, o d. Juízo Gaúcho, ao qual distribuída - aos 04.09.2004 - Ação de Adoção c/c
Destituição de Poder Familiar, solicitou, reiteradamente - aos 05.01.2005 e aos
01.03.2005 -, fosse-lhe remetida, para julgamento conjunto, a Ação de Destituição
de Poder Familiar proposta - aos 23.12.2004 - pelo Ministério Público perante o d.
Juízo Paranaense.
Aludida solicitação embasou-se, a par da prevenção, na persistência do impasse
“guarda deferida em proveito da autora, com pedido de adoção neste Juízo, contra
decisão, do mesmo grau de jurisdição e posterior, de busca e apreensão, pelo Juízo
de União da Vitória” , sendo que, para o deferimento da guarda provisória,
considerou o d. Juízo Gaúcho a guarda de fato exercida pela adotante desde o
nascimento da menor, aos 25.09.2004 , quando deu-se a respectiva entrega pela
mãe biológica, além da inconveniência aos interesses da criança da ruptura do
vínculo assim estabelecido com a adotante (fls. 25).
De outra sorte, como visto, aduziu o d. Juízo Paranaense “que não é o caso de
prevenção daquele Juízo, mesmo porque é incompetente para o processamento e
julgamento do feito, ante o que dispõe o art. 147, I, da Lei n. 8.069/90. (...).
Destarte, entendo que os feitos devem ser reunidos com o fito de se evitar decisões
colidentes, com o julgamento final por este Juízo, por ser o domicílio dos pais da
criança” (fls. 09/11); daí a caracterização, em princípio, do incidente competência
nos termos do inciso III, do art. 66, do CPC de 2015.”

Vale lembrar que o Superior Tribunal de Justiça tem entendimento jurisprudencial


a favor das convicções dos requerentes, como demonstrado a seguir:

“Conflito positivo de competência - Guarda de menor - Ação de adoção c/c


destituição de poder familiar - Guarda provisória deferida - Domicílio da adotante -
Procedimento de verificação de situação de risco - Ação de destituição de poder
familiar - Busca e apreensão - Domicílio da mãe biológica - Conexão - Sentença
prolatada.
Adoção - procedência - Súmula 235/STJ - Possibilidade de julgamentos colidentes -
Persistência - Princípio constitucional da prioridade absoluta - Interesses do menor –
Conflito conhecido - Competência do juízo suscitado.
1. Em observância ao princípio constitucional da prioridade absoluta (art. 227,
caput, da CF/88), incorporado à doutrina da proteção integral, consagrada pelo ECA
(Lei n. 8.069/90), as regras insertas em tal diploma, dentre as quais as
competenciais, demandam interpretação condizente à incondicional proteção dos
interesses do menor.
Destarte, seguindo uníssona orientação desta Corte, é competente o foro do
domicílio de quem já exerce a guarda (art. 147, I, ECA) para dirimir questões
referentes à criança, cuja estabilidade emocional restaria comprometida ante
mudanças sucessivas e provisórias de lar. Precedentes.
2. Em princípio, já sentenciada pelo Juízo Gaúcho a Ação de Adoção c/c Destituição
de Poder Familiar, não haveria possibilidade de reunião, por conexão, das lides para
julgamento simultâneo, cessando a própria razão de ser deste incidente. Súmula
235/STJ.
3. Todavia, embora a prolatação de sentença implique, em tese, a inexistência
formal do conflito, na prática, remanescem possíveis o proferimento de decisão
colidente pelo Juízo Paranaense e a insistência na busca e apreensão da menor,
ordem resultante de juízo provisório, cujo pressuposto contraria a sentença
prolatada pelo Juízo Gaúcho com base em cognição completa.
4. Destarte, em face do princípio constitucional da prioridade absoluta dos interesses
do menor, orientador dos critérios do art. 147 do ECA, necessária a declaração de
competência do Juízo Gaúcho a atrair a demanda proposta perante o Juízo
Paranaense.
5. Conflito conhecido, declarando-se a competência do d. Juízo de Direito da Vara da
Infância e da Juventude de Porto Alegre/RS, suscitado.
(STJ - Processo CC 54084 / PR. Conflito de Competência. 2005/0140790-7. Relator(a)
Ministro Jorge Scartezzini (1113). Órgão Julgador. S2 - Segunda Seção. Data do
Julgamento: 13/09/2006).”

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, espera que, distribuído o feito, solicitadas as informações,


ouvida a douta ..............., seja acolhido o pedido, declarando-se a competência do Juízo
da Comarca de ...............(B).

Nestes termos,
Pede deferimento.

............., ..... de ............... de ......... .

.............................................
Juiz de Direito

Recurso de agravo de instrumento (Novo registro de nascimento)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEMBARGADOR(A)


PRESIDENTE(A) DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome completo), já


qualificados no processo em epígrafe, neste ato representados por seu advogado
infra-assinado, com instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional
situado no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca
..............., do Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e
notificações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte
no artigo 1.015, e seguintes do Código de Processo Civil de 2015, e demais
dispositivos legais aplicáveis, interporem RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO,
por não concordarem com a decisão do Juízo ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.
..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/...... - n. ...............

Razões de recurso de agravo de instrumento (Novo registro de


nascimento)

RAZÕES DE RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO


PROCESSO N.: ...............
AGRAVANTE(S): ...............
AGRAVADO(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo dos recorrentes com a decisão explanada


nos autos de ação de adoção.

Os recorrentes são casados desde o ano de .........., sob o regime de comunhão


parcial de bens, baseado no documento em anexo.
Assim, foi indeferido o pedido de substituição do local de nascimento do menor,
no novo registro de nascimento. Vale lembrar que, a certidão antiga foi anulada.

Em consequência disso, os recorrentes querem apagar o pequeno passado do


menor, pois este ficará muito confuso com a menção do local da sua originalidade.
Dessa forma, os pais adotivos querem proteger totalmente a parte psicológica do
menor.

Ora, os recorrentes rogam que seja inserido na certidão de nascimento do


adotado o lugar de nascimento a Cidade de ..............., do Estado ..............., e não a
Cidade de ..............., do Estado ..............., conforme documentos em anexo.

O artigo 47, § 3º, do Estatuto da Criança e do Adolescente, fundamenta a peça


em tela.

“Art. 47. O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial, que será inscrita
no registro civil mediante mandado do qual não se fornecerá certidão.
[...]
§ 3º. A pedido do adotante, o novo registro poderá ser lavrado no Cartório do
Registro Civil do Município de sua residência. (Redação dada pela Lei n. 12.010, de
2009) Vigência”

Na nobre decisão do desembargador Roberto Carvalho Fraga, do TJRS, que julgou o


processo n. 70040242349, agravo de instrumento, decide que:

“Tenho que merece provimento a inconformidade recursal.


Denota-se dos autos, que os adotantes postulam seja alterado, na nova certidão de
nascimento do adotado, o local de seu nascimento, ao efeito de se retirar a
indicação original, para que passe a constar a cidade de Soledade, onde todos
residem e onde o novo registro foi efetuado.
No entanto, reporto-me aos fundamentos já apontados pelo parquet em sua
manifestação, visando, com isso, evitar desnecessária tautologia.
Se o magistrado comunga de igual entendimento ao exposto pelo representante do
Ministério, como lançado em seu parecer, não se pode exigir que o deixe de citar
para escrever, por suas palavras, exatamente o mesmo.
Tal prática não configura, de modo algum, carência de fundamentação.
Nesse sentido, aliás, a jurisprudência:
Apelação cível. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Sentença.
Fundamentação. Adoção do parecer do ministério público. Nulidade. Inocorrência.
Não é nula a sentença quando fundamentada, transcrevendo, dentre as razões de
decidir, parecer do Ministério Público, não havendo que se falar em ofensa ao art.
93, IX, da CF, nem ao art. 371, do CPC de 2015. Precedentes do TJRGS e STF. (...).
Apelação desprovida.
(Apelação Cível n. 70031811300, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Carlos Eduardo Zietlow Duro, Julgado em 24/09/2009)
Ação de redução de alimentos. Preliminar de nulidade da sentença. Adoção do
parecer ministerial. Inocorrência. (...). Se o juiz de primeiro grau adotou o parecer
do Ministério Público como razões de decidir, não há que se falar em falta de
fundamentação. (...) recurso parcialmente provido.
(Apelação Cível n. 70031040066, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Claudir Fidelis Faccenda, Julgado em 27/08/2009)
Assim, tomo como razões de decidir os fundamentos já apontados pelo parquet:
“Merece prosperar o recurso.
Trata-se de pedido dos adotantes para que seja alterado, na nova certidão de
nascimento do adotado, o local de seu nascimento, ao efeito de se retirar a indicação
original, para que passe a constar a cidade de Soledade, onde todos residem e onde
o novo registro foi efetuado.
O § 3º, do art. 47, Estatuto da Criança e do Adolescente, com redação dada pela Lei
n. 12.010/2009, disciplina que “A pedido do adotante, o novo registro poderá ser
lavrado no Cartório do Registro Civil do Município de sua residência.”. Esse é o caso
dos autos, ou seja, os adotantes moram em Soledade e nesta cidade fizeram o
novo registro de nascimento do adotado, razão pela qual não se verifica óbice legal
para que o anterior local de nascimento, constante no registro anulado, seja
também alterado, passando a constar, na nova certidão, dados em conformidade
com a realidade vivida pelo menor.
Não obstante isso, importante referir que, nos termos do art. 48, do ECA, “O
adotado tem direito de conhecer sua origem biológica, bem como de obter acesso
irrestrito ao processo no qual a medida foi aplicada e seus eventuais incidentes,
após completar 18 (dezoito) anos.”
O parágrafo único, do mesmo artigo, ainda dispõe: “O acesso ao processo de adoção
poderá ser também deferido ao adotado menor de 18 (dezoito) anos, a seu pedido,
assegurada orientação e assistência jurídica e psicológica.”
Portanto, tendo em vista que tais processos ficam mantidos em arquivo ou
microfilmados, com garantia de conservação, podendo ser consultados a qualquer
tempo (art. 47, § 8º, do ECA), há que se considerar que o pedido feito pelos adotantes
é justificável e merece ser deferido, na medida em que todos os dados relativos à
origem da criança serão preservados e ela poderá ter acesso a eles, quando
desejar.
Com isso, à família adotante estar-se-á dando a possibilidade de escolher a melhor
hora e forma de introduzir a questão da adoção, com o adotado, estando
assegurado, a ele, ainda, registro de nascimento compatível com sua nova situação
de vida.
Nesse sentido, tem-se que a nova redação dada pela Lei n. 12.010/2009, a alguns
dispositivos do ECA, ao positivar a questão dos direitos do adotado, quanto à
ciência de sua origem, respeitou o princípio da dignidade da pessoa humana e
possibilitou que todas as informações relativas ao seu registro original sejam
levadas ao seu conhecimento, se assim desejar.
Opina-se, pois, pelo deferimento do pedido de alteração do local de nascimento do
adotado, passando-se a constar a cidade de Soledade.
Pelo exposto, o Ministério Público de 2º Grau manifesta-se pelo provimento do
agravo.”
Dou provimento , pois, ao agravo, nos termos acima.
É o voto.”

Vejamos a jurisprudência do TJRS, favorável ao caso em tela, tais como:

“Agravo de instrumento. Adoção. Substituição do local de nascimento da criança,


no novo registro de nascimento. Possibilidade.
O § 3º, do art. 47, Estatuto da Criança e do Adolescente, com redação dada pela Lei
n. 12.010/2009, disciplina que “a pedido do adotante, o novo registro poderá ser
lavrado no cartório do registro civil do Município de sua residência.”.
Agravo de instrumento provido.”
(Agravo de Instrumento n. 70040242349, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Roberto Carvalho Fraga, Julgado em 08/06/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem o provimento do recurso, concedendo-se o


benefício da gratuidade judiciária para os ora recorrentes, nos termos da legislação
em vigor.

Além disso, requerem ainda, a reforma, da decisão hostilizada, para deferir o pedido
de substituição do local de nascimento do menor, no novo registro de nascimento, na
Cidade e Comarca de .............. do Estado de ............... .

Nestes termos
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Procuração “ad judicia”

Através do presente instrumento particular de mandato, ............... (nome


completo), ............... (nacionalidade), ............... (profissão), ............... (estado civil),
portador do RG n. ............... e inscrito no CPF sob o n. ..............., e ............... (nome
completo), ............... (nacionalidade), ............... (profissão), ............... (estado civil),
portador do RG n. ............... e inscrito no CPF sob o n. ..............., residentes e
domiciliados no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e
Comarca ..............., CEP: ..............., nomeiam e constitui como seu procurador o
advogado, ..............., inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil sob o n. ...............,
Seção do Estado de ..............., Subseção de ..............., com escritório profissional
situado no endereço na Rua ..............., n. ....., Tel. ..... ..............., Bairro ...............,
Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., outorgando-lhe
amplos poderes, inerentes ao bom e fiel cumprimento deste mandato, bem como
para o foro em geral, conforme estabelecido no artigo 105, do Código de Processo
Civil de 2015, e os especiais para transigir, fazer acordo, firmar compromisso,
substabelecer, renunciar, desistir, reconhecer a procedência do pedido, receber
intimações, receber e dar quitação, praticar todos os atos perante repartições
públicas Federais, Estaduais e Municipais, e órgãos da administração pública direta e
indireta, praticar quaisquer atos perante particulares ou empresas privadas, recorrer a
quaisquer instâncias e tribunais, podendo atuar em conjunto ou separadamente,
dando tudo por bom e valioso, com fim específico para o fim especial de proporem
AÇÃO DE ADOÇÃO do menor ............... (nome completo), perante juízo competente.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Outorgante

.............................................
Outorgante

Ação de adoção (Parente por afinidade)


EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª
VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome


completo) ............... (nacionalidade), ............... (estado civil), ............... (profissão),
portadores da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do CPF n. ...............,
residentes e domiciliados no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ...............,
Cidade e Comarca de ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., neste ato
representados por seu advogado infra-assinado, com instrumento de mandato em
anexo, com escritório profissional situado no endereço na Rua ..............., n. .....,
Bairro ..............., Cidade e Comarca de ............., do Estado ............., CEP: ............., onde
recebe intimações e notificações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa
Excelência, com suporte no artigo 39 e seguintes da Lei n. 8.069, de 13 de julho de
1990, e demais dispositivos legais aplicáveis, proporem AÇÃO DE ADOÇÃO, pelos
fatos e motivos que passa a expor.

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Os requerentes são casados desde o ano de .........., sob o regime de comunhão


parcial de bens, baseado no documento em anexo.

Ora, ambos têm o desejo de adotarem ............... (nome completo), que já está sob
sua guarda e do seu avô paterno, em consequência disso, o menor continuará a ter
uma vida saudável e confortável.

Além disso, ambos possuem condições financeiras robustas e uma vida cristalina,
conforme documento em anexo.

No presente caso e em todos os demais, deverão prevalecer o interesse do


menor, pois este é considerado a parte mais frágil.

O artigo 28, § 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente fundamenta a peça em


epígrafe.

“Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou


adoção, independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos
termos desta Lei.
[...]
§ 2º. Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação
de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências
decorrentes da medida.”

Por tais motivos, a adoção em tela deverá ser deferida a favor dos requerentes e
do menor.
Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, Alzir Felippe Schmitz, no
julgamento do processo n. 70044004398, agravo de instrumento, decide que:

“O recurso manejado merece ser conhecido, pois preenchidos os requisitos de


admissibilidade.
A questão devolvida à apreciação desta Câmara diz respeito à pretensão de adoção
das crianças N.B.S.S. e D.L.S.S., considerando que a decisão atacada afastou a
possibilidade do pedido de adoção pela autora, fundamentada no disposto no artigo
42, § 1º, do Estatuto da Criança e do Adolescente, uma vez que esta é casada com
o avô paterno das crianças.
Compulsando os autos, constato que o recurso merece guarida, senão vejamos:
Segundo alega, não existe óbice legal para a adoção pretendida. Sustenta, ainda,
que as crianças são sob a guarda da autora e do seu avô paterno, não havendo
notícia de prejuízo na sua permanência com estes.
Portanto, requer a concessão do efeito suspensivo e, ao final, o provimento do
recurso para admitir a adoção dos infantes.
Inegável o parentesco por afinidade; no entanto, o referido artigo menciona apenas
os ascendentes e os irmãos do adotando como impedidos de adotar.
Portanto, me oponho a qualquer interpretação extensiva do dispositivo,
especialmente, quando ponderado o princípio do melhor interesse da criança.
Nesse ponto, destaco que a agravante, ao que tudo indica, apresenta condições
materiais favoráveis, bem como demonstra motivação para a adoção e
preocupação com a situação dos netos de seu marido, devendo, portanto, ser
analisada positivamente a pretensão de adoção.
Enfim, as crianças já possuem vínculo com a adotante, o que torna o pedido de
adoção benéfico, pois, o que importa, no caso concreto, é que se poderá manter as
crianças próximas à família de origem, viabilizando inclusive o contato com seus
demais parentes.
Diante de tais ponderações, em observância ao melhor interesse das crianças, que
já se encontram sob os cuidados da adotante, e ausente impossibilidade jurídica ao
pleito, merece reforma a decisão recorrida.
Ademais, nesse sentido, vale transcrever o artigo 28 do ECA, em especial, o seu
parágrafo segundo, que bem se aplica ao caso dos autos:
“Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou
adoção, independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos
termos desta Lei.
§ 2º. Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação
de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências
decorrentes da medida.”

Os entendimentos jurisprudenciais do TJRS, são favoráveis aos pedidos dos


requerentes dessa peça.

“Agravo de instrumento. Ação de adoção. Adotante. Parente por afinidade. Esposa do


avô paterno dos adotandos. inexistência de impedimento legal. Observância do
melhor interesse das crianças.
Comprovadas as condições favoráveis e, ausente impedimento legal em razão do
parentesco por afinidade da agravante com as crianças, pretendente a adoção dos
netos do seu marido, que já estão sob seus cuidados há dois anos, apresentando
vínculo afetivo, justifica-se suficientemente a procedência da demanda, nos termos
do § 3º do artigo 28, do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Descabida a interpretação extensiva do disposto no artigo 42, § 1º, do Estatuto da
Criança e do Adolescente, especialmente, quando ponderado o princípio do melhor
interesse da criança.
Possibilidade do pedido de adoção pela parte autora. Decisão reformada.
Deram provimento ao recurso.”
(Agravo de Instrumento n. 70044004398, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 27/10/2011).
“Apelação cível. Ação de adoção. Tios-avós. exceção à regra da lista de adoção.
Comprovadas as condições favoráveis e o parentesco dos apelantes, pretendentes
à adoção da sobrinha-neta, que está abrigada desde o nascimento, sem apresentar
vínculo afetivo com quaisquer outros pretendentes, justifica-se suficientemente a
procedência da demanda, nos termos do § 2º do artigo 28, do Estatuto da Criança
e do Adolescente.
Deram provimento ao apelo.”
(Apelação Cível n. 70027884949, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 02/04/2009).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem:

• que Vossa Excelência receba e defira a presente peça de adoção;


• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação vigente,
tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.

Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Rol de testemunhas:

1. (Nome completo, nacionalidade, profissão, RG, CPF, endereço completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, profissão, RG, CPF, endereço completo).


Ação de adoção (Descaso, abuso e maus-tratos da adotante, que levam à
perda do poder familiar estabelecido pela adoção)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (nome completo), ............... (nacionalidade), ............... (estado


civil), ............... (profissão), portadora da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do
CPF n. ..............., residente e domiciliada no endereço na Rua ..............., n. .....,
Bairro ..............., Cidade e Comarca de ..............., do Estado ..............., CEP: ...............,
neste ato representada por seu advogado infra-assinado, com instrumento de
mandato em anexo, com escritório profissional situado no endereço na Rua ..............., n.
....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do Estado ...............,
CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem mui respeitosamente à
presença de Vossa Excelência, baseado no artigo 39 e seguintes da Lei n. 8.069, de
13 de julho de 1990, e demais dispositivos legais aplicáveis, propor AÇÃO DE
ADOÇÃO, pelos fatos e motivos que passa a expor.

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Ora, a requerente é a mãe biológica da criança ..............., conforme documento


de certidão de nascimento anexada.

Assim, perdeu o poder familiar por decisão judicial ..............., mas atualmente a
mesma recuperou-se das suas dificuldades e está habilitada psicologicamente e
financeiramente, conforme documentos em anexo.

Além disso, a pessoa que estava sob a guarda da criança passa por difíceis
momentos, pois é uma pessoa com passagens pela polícia e usuária de drogas,
conforme documentos em anexo.
Vale lembrar que atualmente a criança está sob a guarda da mãe biológica e em
consequência disso, está esbanjando saúde e alegria.

Assim, a requerente deseja voltar a possuir vínculo jurídico de maternidade e


filiação com a criança e, além disso, a mãe adotiva concordou com o pedido da
requerente dessa peça, baseado no documento anexado.

Ora, o presente caso é poluído por descaso, abuso e maus-tratos da mãe adotiva
com a criança, como rezam documentos em anexo.

Em consequência disso, a mãe adotiva deveria cumprir com os deveres e


obrigações paternas e maternas, mas não cumpriu, logo estará sujeita a perda do
poder familiar.

Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, Rui Portanova, no julgamento do


processo n. 70040441016, Apelação Cível, decide que:

“Decisão. Penso que o pedido de adoção que foi aqui deduzido traz ao debate duas
questões bem distintas: (1º) a possibilidade da adotante deixar de ter o poder
familiar (a) em tese; e (b) na prática do caso em julgamento; e (2º) a possibilidade
da mãe biológica voltar a ter o poder familiar.
Como são duas questões bastante distintas, convém analisá-las em separado.
Inicio pela análise da possibilidade da mãe adotiva perder o poder familiar, que
passou a ter em função da adoção.
1º Perda do poder familiar obtido com a adoção
a) Em tese.
Ressalto, antes de mais, que o digno magistrado fez referência à irrevogabilidade da
adoção, como um dos fundamentos para justificar seu julgamento de improcedência
para o pedido.
Disse o magistrado que a possibilidade da mãe biológica adotar filho sobre o qual
perdeu o poder familiar seria vedada pelo nosso ordenamento, pois isso “seria o
mesmo que admitir, por via transversa, a possibilidade de revogação da adoção” (fl.
87).
Renovada vênia, não penso que o caso dos autos possa ser analisado sob o prisma
da “revogação de adoção”, como referiu a sentença.
A situação aqui é um tanto quanto diferente.
Digo isso porque a “revogação da adoção” é a pura e simples mudança de ideia – é o
caso de alguém que quis adotar, adotou, mas depois deixou de querer ser o
adotante.
É para estes casos de adoção perfectibilizada pela manifestação de vontade livre
e sem vícios, que se resguarda o entendimento de que a adoção é irrevogável.
Pois a irrevogabilidade é justamente a característica que faz com que a pessoa que
manifestou vontade livre e consciente de adotar, esteja impossibilitada, após a
perfectibilização da adoção, de depois “mudar de ideia”.
E a irrevogabilidade afeta apenas a esfera de direitos e deveres da própria pessoa que
manifestou sua vontade.
Com efeito, aqui não temos uma adotante que, depois de ter adotado, “mudou de
ideia”.
Ao invés, temos aqui uma adotante que, segundo o relato contido na petição inicial,
não vive mais com a adotada, e não dispensa mais nenhum cuidado para
com ela, inclusive por relatos de descaso e violência.
Ora, não se vá olvidar que pela adoção, a pessoa adotante passa a ter poder
familiar sobre a pessoa adotada – tal qual tinham, anteriormente, o pai e a mãe
biológicos.
Logo, a pessoa adotante passa a ter os mesmos deveres e obrigações que um pai e
uma mãe biológica antes tinham.
E por consequência, a pessoa adotante passa a estar sujeita a uma perda do poder
familiar, em caso de eventual descumprimento de tais deveres e obrigações.
Exatamente da mesma forma como um pai e uma mãe biológica estariam.
Pelo que se viu do relato contido na inicial, o que temos aqui é justamente a
potencialidade de que uma pessoa que adotou, tenha deixado de cumprir com os
deveres e obrigações inerentes ao poder familiar que passou a ter, pela adoção.
Nesse contexto, renovada vênia, aqui não é possível invocar “irrevogabilidade da
adoção”, como argumento para indeferir o pedido inicial.
Os interesses da pessoa menor de idade vêm sempre e sempre em primeiro lugar.
Logo, se a pessoa adotante estiver descumprindo os deveres e obrigações relativas
ao poder familiar que passou a ter pela adoção, ela estará plenamente sujeita a
perder esse poder familiar.
E nesse caso a perda do poder familiar não será, como sugeriu o digno magistrado,
uma “revogação da adoção por via transversa”.
Não se estará extinguindo o poder familiar porque a parte adotante quer a
extinção, ou porque “mudou de ideia”. Ao invés, será o Estado-Juiz, à vista da prova
dos autos, que de forma condenatória e definitiva, estará agindo.
E nesse passo, será de rigor extinguir o poder familiar daquele casal ou pessoa que
adotou, mas no curso da sua relação paterno-filial se comportou de forma ilegal, a
ponto de justificar a perda do poder familiar que lhe foi atribuído, por um ato
judicial de adoção.
Isso será, aliás, uma medida que estará atendendo de forma estrita aos interesses
prevalentes da pessoa menor de idade – a saber: a aplicação de uma verdadeira
“pena” de perda do poder familiar, pelo descumprimento de deveres e obrigações a
ele inerentes.
Enfim, em casos como o presente, é perfeitamente possível, do ponto-de-vista
teórico, que a pessoa que adotou venha depois a ser destituída do poder familiar
decorrente da adoção.
b) Na prática.
Dito isso, volte-se ao concreto do caso, para saber se aqui está demonstrada a
hipótese de descumprimento, por parte da adotante, de deveres e obrigações
decorrentes do poder familiar que ela passou a ter pela adoção.
Enfim, os dados contidos no laudo de avaliação social são mais do que suficientes
para ensejar conclusão de que são verídicas as alegações contidas na petição
inicial.
Com efeito, não pode restar dúvida de que a mãe adotiva não dispensa mais cuidados
à menina; e que quando a menina estava aos cuidados dela, era abusada, mal-
tratada, e inclusive sofria violência.
Diante disso, invocar no presente caso a “irrevogabilidade de adoção”, e para
manter o poder familiar da adotante sobre a menina, renovada vênia, não tem
mais cabimento.
Pois aqui está comprovada a inobservância, por parte da mãe adotiva, de deveres e
obrigações decorrentes do poder familiar, que ela passou a ter pela adoção.
E sendo assim, está suficientemente consubstanciada a hipótese na qual cabe
perfeitamente destituir a mãe adotiva do poder familiar.
É essa medida é inegavelmente a que mais atenderá ao interesse prevalente da
menor.
Superada essa fase, é preciso analisar se, no caso concreto, a mãe biológica tem ou
não condições de voltar a ter o poder familiar sobre a filha.
Isso é o que se fará a seguir.
Reconstituição do poder familiar pela mãe biológica que o perdeu.
Por primeiro, destaco que não há vedação legal para que a mãe biológica que
perdeu o poder familiar volte a ter poder familiar sobre o filho.
Até porque, vale lembrar, em hipóteses tais, o que está em primeiro lugar é o
interesse prevalente da pessoa menor de idade.
E para além da inexistência de vedação em abstrato no ordenamento, não há vedar
em concreto que a mãe biológica volte a ter poder familiar sobre a filha, se essa
medida for comprovadamente a que mais e melhor atende os interesses
prevalentes da menor.
Dito isso, vale a pena repetir que a razão para L... ter perdido o poder familiar sobre
os filhos, foi o fato deles terem sido vítimas de abuso sexual, primeiro pelo pai das
crianças, e depois pelo novo companheiro de L...
E vale repetir também que em nenhum momento foi provada ou sequer suscitada a
hipótese de que L... tenha agido como cúmplice nos abusos perpetrados contra os
filhos, ou de que tenha de alguma forma deliberada facilitado ou ajudado que tais
abusos ocorressem.
Muito antes pelo contrário, ao longo da ação de destituição do poder familiar ficou
claro que L... também era vítima no sofrimento da filha.
E aqui, vale dizer de logo, restou demonstrado que ela superou os seus problemas.
Enfim, restou igualmente comprovado que a mãe biológica superou os problemas
que levaram à perda do poder familiar, e passou a ser inteiramente capaz de ter e
manter a filha sob seus cuidados.
E restou provado que a filha até já está de volta ao convívio com a mãe biológica,
onde está sendo devidamente cuidada e atendida, e de onde ela (a filha)
expressamente não quer sair.
ANTE O EXPOSTO, dou provimento ao apelo, para o fim de julgar procedente a ação
de adoção.”

O entendimento jurisprudencial do TJRS, é favorável aos pedidos da requerente


dessa peça.

“Apelação. Ação de adoção, ajuizada pela mãe biológica, que antes perdeu poder
familiar. Procedência. Cabimento.
Demonstrado que a pessoa que adotou a menina descumpriu os deveres e obrigações
inerentes ao poder familiar que obteve a partir da adoção.
Descaso, abuso e maus-tratos da adotante, que levam à perda do poder familiar
instituído pela adoção.
Mãe biológica que, após perder o poder familiar sobre a filha, comprovadamente
superou seus problemas, e inclusive voltou a conviver com a menina e a tê-la sob
seus cuidados, atendendo devidamente a todas as necessidades dela.
Hipótese em que se mostra cabível destituir a adotante do poder familiar, e deferir
a adoção pela mãe biológica, reconstituindo o vínculo mãe/filha, como forma de
melhor atender ao interesse prevalente da menor.
Deram Provimento.”
(Apelação Cível n. 70040441016, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Rui Portanova, Julgado em 16/06/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer:

• que Vossa Excelência receba e defira a presente peça de adoção;


• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação vigente,
tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.

Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Rol de testemunhas:

1. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo).

Ação de adoção (Lista do cadastro de adotantes)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)


............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome
completo) ............... (nacionalidade), ............... (estado civil), ............... (profissão),
portadores da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do CPF n. ...............,
residentes e domiciliados no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade
e Comarca de ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., neste ato representados
por seu advogado infra-assinado, com instrumento de mandato em anexo, com
escritório profissional situado no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ...............,
Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe
intimações e notificações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa
Excelência, com no artigo 39 e seguintes da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, e
demais dispositivos legais aplicáveis, proporem AÇÃO DE ADOÇÃO, pelos fatos e
motivos que passa a expor.

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Os requerentes são casados desde o ano de .........., sob o regime de


comunhão parcial de bens, baseado no documento em anexo.

Ora, ambos têm o desejo de adotarem ..............., o menor terá uma vida saudável
e confortável, pois ambos possuem condições financeiras robustas e uma vida
cristalina, conforme documento em anexo.

Nota-se que, mesmo que os requerentes não estejam no topo da lista de cadastro
de adotantes habilitados, não é motivo para julgar os pedidos dos mesmos
juridicamente impossíveis, pois o que sempre vai prevalecer serão os interesses do
menor e não de uma simples lista burocrática.

É cediço, que a mãe biológica deixou a criança com sua tia, pois é usuária de
drogas e não possui nenhum tipo de condição para criar e educar o menor.

Dessa forma, a guardiã do menor possui a vontade de entregar o mesmo aos


requerentes dessa peça, baseado na carta por ela redigida, conforme documento em
anexo.

Em suma, deverá prevalecer o interesse do menor, e conforme documentos em


anexo, os requerentes são aptos plenamente para adotarem o mesmo.

Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, Rui Portanova, no julgamento do


processo n. 70041323742, Apelação Cível, decide que:

“O juízo considerou que o pedido dos apelantes seria juridicamente impossível,


porque eles não seriam os primeiros da lista no cadastro de adotantes habilitados.
Tal decisão não pode subsistir.
A posição que alguém ocupa na lista não é condição para o exercício do direito de
ação.
E sempre vale lembrar, a adoção se orienta pelo melhor interesse do menor. Logo,
ainda que quem pretenda adotar não seja o primeiro na lista, ainda assim é viável,
em tese, que a adoção seja deferida.
O que importa, em casos tais, é que se faça uma profunda investigação e análise a
respeito das circunstâncias que levaram ao pedido de adoção.
Somente depois disso é que se pode julgar o pedido. E ainda assim, através de decisão
de mérito – pois é de mérito a decisão que defere ou que indefere um pedido de
adoção.
Quanto ao mais, vale repetir as palavras do agente ministerial:
“Trata-se de pedido de guarda provisória, com vistas à adoção, após a destituição do
poder familiar.
A sentença extinguiu o feito, por impossibilidade jurídica do pedido, sob o
argumento de que a guardiã da criança sequer conhece os autores e também
porque estaria ocorrendo afronta à Lei n. 12.010/2009, que alterou dispositivos do
ECA, no que toca à adoção, devendo ser respeitada a lista do cadastro.
Primeiramente, não há impossibilidade jurídica do pedido no caso concreto, pois que
qualquer pessoa interessada pode requerer a guarda de um incapaz, devendo,
portanto, ser analisadas as condições dos postulantes, para tanto, mediante
adequada instrução processual, com elaboração de estudos sociais.
O fato de a guardiã da menina, que é sua tia, não conhecer os autores, portanto,
em nada afeta os pedidos dos autos, em especial no que toca à guarda provisória.”

O entendimento jurisprudencial do TJRS, é favorável aos pedidos dos


requerentes dessa peça.

“Apelação. Adoção. Extinção sem apreciação de mérito. Descabimento. O pedido de


adoção formulado por quem não está no primeiro lugar da lista do cadastro de
adotantes não é juridicamente impossível.
Há necessidade de investigar as circunstâncias envolvendo o caso, para apuração e
defesa do interesse prevalente do menor.
Apelo provido. Em monocrática.”
(Apelação Cível n. 70041323742, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Rui Portanova, Julgado em 13.05.2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem:

• que Vossa Excelência receba e defira a presente peça de adoção;


• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação vigente,
tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.

Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............
Rol de testemunhas:
1. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço
completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo).
Ação de adoção (Criança portadora de HIV)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome


completo) ............... (nacionalidade), ............... (estado civil), ............... (profissão),
portadores da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do CPF n. ...............,
residentes e domiciliados no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ...............,
Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., neste ato
representados por seu advogado infra-assinado, com instrumento de mandato em
anexo, com escritório profissional situado no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro
..............., Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., onde
recebe intimações e notificações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa
Excelência, com suporte no artigo 39 e seguintes da Lei n. 8.069, de 13 de julho de
1990, e demais dispositivos legais aplicáveis, proporem AÇÃO DE ADOÇÃO, pelos
fatos e motivos que passa a expor.

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Os requerentes são casados desde o ano de .........., sob o regime de comunhão


parcial de bens, baseado no documento em anexo.

No presente caso, os requerentes querem adotar o infante ............... (nome


completo), pois este terá uma vida portadora de garantias, baseado no documento
anexado.

Observa-se que, a criança a ser adotada, é portadora do vírus HIV. Dessa forma, é
rejeitada constantemente pelas pessoas habilitadas a adoção, conforme documentos
em anexo.

É cediço que, os requerentes não estão incluídos na lista de adoção, prevista no


artigo 50 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Em consequência disso, confirmamos que o caso em questão é uma exceção, pois a


criança não poderá mais ficar sendo rejeitada só porque tem uma doença específica,
e, além disso, existe um vínculo de afetividade entre o menor e os requerentes.

“Art. 50. A autoridade judiciária manterá, em cada comarca ou foro regional, um


registro de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e outro de
pessoas interessadas na adoção. (Vide Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 1º. O deferimento da inscrição dar-se-á após prévia consulta aos órgãos técnicos do
juizado, ouvido o Ministério Público.
§ 2º. Não será deferida a inscrição se o interessado não satisfazer os requisitos
legais, ou verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 29.
§ 3º. A inscrição de postulantes à adoção será precedida de um período de
preparação psicossocial e jurídica, orientado pela equipe técnica da Justiça da
Infância e da Juventude, preferencialmente com apoio dos técnicos responsáveis
pela execução da política municipal de garantia do direito à convivência
familiar. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)
§ 4º. Sempre que possível e recomendável, a preparação referida no § 3 o deste
artigo incluirá o contato com crianças e adolescentes em acolhimento familiar ou
institucional em condições de serem adotados, a ser realizado sob a orientação,
supervisão e avaliação da equipe técnica da Justiça da Infância e da Juventude, com
apoio dos técnicos responsáveis pelo programa de acolhimento e pela execução da
política municipal de garantia do direito à convivência familiar. (Incluído pela Lei n.
12.010, de 2009)
§ 5º. Serão criados e implementados cadastros estaduais e nacional de crianças e
adolescentes em condições de serem adotados e de pessoas ou casais habilitados à
adoção. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)
§ 6º. Haverá cadastros distintos para pessoas ou casais residentes fora do País, que
somente serão consultados na inexistência de postulantes nacionais habilitados nos
cadastros mencionados no § 5o deste artigo. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)
§ 7º. As autoridades estaduais e federais em matéria de adoção terão acesso integral
aos cadastros, incumbindo-lhes a troca de informações e a cooperação mútua, para
melhoria do sistema. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)
§ 8º. A autoridade judiciária providenciará, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas,
a inscrição das crianças e adolescentes em condições de serem adotados que não
tiveram colocação familiar na comarca de origem, e das pessoas ou casais que
tiveram deferida sua habilitação à adoção nos cadastros estadual e nacional
referidos no § 5o deste artigo, sob pena de responsabilidade. (Incluído pela Lei n.
12.010, de 2009)
§ 9º. Compete à Autoridade Central Estadual zelar pela manutenção e correta
alimentação dos cadastros, com posterior comunicação à Autoridade Central
Federal Brasileira. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)
§ 10. A adoção internacional somente será deferida se, após consulta ao cadastro
de pessoas ou casais habilitados à adoção, mantido pela Justiça da Infância e da
Juventude na comarca, bem como aos cadastros estadual e nacional referidos no
§ 5o deste artigo, não for encontrado interessado com residência permanente no
Brasil. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)
§ 11. Enquanto não localizada pessoa ou casal interessado em sua adoção, a
criança ou o adolescente, sempre que possível e recomendável, será colocado sob
guarda de família cadastrada em programa de acolhimento familiar. (Incluído pela
Lei n. 12.010, de 2009)
§ 12. A alimentação do cadastro e a convocação criteriosa dos postulantes à
adoção serão fiscalizadas pelo Ministério Público. (Incluído pela Lei n. 12.010, de
2009)
§ 13. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no
Brasil não cadastrado previamente nos termos desta Lei quando: (Incluído pela Lei
n. 12.010, de 2009)
I - se tratar de pedido de adoção unilateral; (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)
II - for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos
de afinidade e afetividade; (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)
III - oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança maior de 3
(três) anos ou adolescente, desde que o lapso de tempo de convivência comprove a
fixação de laços de afinidade e afetividade, e não seja constatada a ocorrência de
má-fé ou qualquer das situações previstas nos arts. 237 ou 238 desta Lei. (Incluído
pela Lei n. 12.010, de 2009)
§ 14. Nas hipóteses previstas no § 13 deste artigo, o candidato deverá
comprovar, no curso do procedimento, que preenche os requisitos necessários à
adoção, conforme previsto nesta Lei. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)”

Observa-se que, a mãe biológica deseja que o menor seja adotado pelos
requerentes e não por outras pessoas estranhas e desconhecidas, pois os mesmos
são conhecidos naquela região e possuem uma vida digna, conforme documentos em
anexo.

Vale lembrar que no presente caso, já foi feito a desconstituição do pátrio


poder, conforme documentos em anexo.

É importante observarmos os artigos 6º e 43 do Estatuto da Criança e do


Adolescente.

“Art. 6º. Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que
ela se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e
coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em
desenvolvimento.”

“Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando
e fundar-se em motivos legítimos.”

Em suma, deverá prevalecer o interesse do menor, e conforme documentos em


anexo, os requerentes são aptos plenamente para adotarem o mesmo.

Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, André Luiz Planella Villarinho, no


julgamento do processo n. 70040242711, apelação cível, decide que:

“Trata-se de apelação interposta por M... dos S. e M... dos S. à sentença que, nos
autos da ação de adoção do menor Brian V. da S., indeferiu o pedido, extinguindo o
feito sem resolução do mérito, por entende-lo contrário aos interesses da criança.
Nas razões recursais, os apelantes sustentam que Brian nasceu em 27/11/2008 e foi
deixado no Hospital Fêmina, possuindo mais dez irmãos, todos em situação de
vulnerabilidade.
Afirmam que Brian nasceu prematuro, sendo a genitora portadora de HIV, tendo
recebido tratamento adequado. Após alta hospitalar, o infante foi encaminhado ao
abrigo N., onde trabalha o apelante, que ficou responsável pelos cuidados com o
menor.
Referem que a ação de destituição foi julgada procedente e que duas tentativas de
colocação de Brian em famílias substitutas restaram frustradas, em razão de sua
condição de saúde.
Reafirmam sua intenção em adotar o infante, declarando que sua condição de
saúde não é importante, estando aptos a lidar com tal circunstância. Ressaltam que
a maioria das crianças que chegam ao abrigo com o histórico semelhante ao de B.
não chegam a ser adotadas.
Pugnam pelo provimento do recurso.
O Ministério Público, neste grau, pela eminente Procuradora de Justiça, Dra. Márcia
Leal Zanotto Farina, emitiu parecer pelo provimento do recurso (fls. 60/70).
Assim, diante da possibilidade de flexibilização das regras em prol do prevalente
interesse do menor em questão, que, por ser portador de HIV, teve frustradas as
tentativas de colocação em famílias substitutas regularmente habilitadas, impõe-se
a desconstituição da sentença, para que seja reaberta a instrução, possibilitando,
durante esse período, a aproximação do infante com o casal autor, mediante visitas
e convívio aos finais de semana.
Portanto, o real e superior interesse da criança, diante de situação excepcional
conforme constatado nestes autos e acima retratado, evidenciam que maiores
diligências, em instrução, devem se realizar com o propósito de sedimentar, se for o
caso, qual o maior interesse e conveniência de Brian pois não haverá de ser ele,
criança em situação vulnerável, que haverá de manter a ‘estrutura’ do sistema
quando este, no caso concreto, contraria o melhor interesse do infante.
Isto posto, dou provimento à apelação para desconstituir a sentença, devendo
ser reaberta a instrução, bem como possibilitada a reaproximação entre o infante e
o casal autor, mediante visitas a serem disciplinadas pelo Juízo na origem, em
atenção ao propósito desta ação, enquanto não definida a situação do menor.”

O entendimento jurisprudencial do TJRS, é favorável aos pedidos dos


requerentes dessa peça.

“Apelação cível. ECA. Guarda e adoção. Casal não habilitado. Caso excepcional.
Criança que foi rejeitada por casais integrantes da lista de adotantes em razão de
ser portadora de HIV. Desconstituição da sentença.
O desatendimento à lista de pretensos adotantes inscritos é admissível em casos
excepcionais, em que evidenciada situação peculiar, quando evidenciado o
interesse predominante da criança e na busca e melhor atendimento a mesma.
Tendo a menor sido rejeitada por casais integrantes da lista de adotantes, por ser
portadora de HIV, e estando integrada à família dos requerentes, em pleno período
de adaptação, demonstrado que a criança já possui vínculos afetivos, impõe-se
desconstituir a sentença para reabertura da instrução, bem como a retomada das
visitas enquanto não definido o destino ao menor, na busca de seus interesses
prevalentes.
Apelação provida. Sentença desconstituída.”
(Apelação Cível n. 70040242711, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: André Luiz Planella Villarinho, Julgado em 23/03/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem:

• que Vossa Excelência receba e defira o pedido de adoção;


• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação vigente,
tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.

Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.
..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Rol de testemunhas:

1. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo).

Ação de adoção (Abandono material e moral pelo pai biológico)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome


completo) ............... (nacionalidade), ............... (estado civil), ............... (profissão),
portadores da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do CPF n. ...............,
residentes e domiciliados no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ...............,
Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., neste ato
representados por seu advogado infra-assinado, com instrumento de mandato em
anexo, com escritório profissional situado no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro
..............., Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe
intimações e notificações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa
Excelência, com suporte no artigo 39 e seguintes da Lei n. 8.069, de 13 de julho de
1990, e demais dispositivos legais aplicáveis, proporem AÇÃO DE ADOÇÃO,
contra ............... (nome completo), ............... (nacionalidade), ............... (estado
civil), ............... (profissão), portador da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do
CPF n. ..............., residente e domiciliado no endereço na Rua ..............., n. .....,
Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ...............,
pelos fatos e motivos a seguir expostos:
DOS FATOS e DOS DIREITOS

No dia ..... de ............... de .........., por volta das .....horas, nasceu ...............
(nome completo), mas poucas horas depois a mãe biológica faleceu por complicação
no parto (docs. anexados).

Assim, o infante ficou durante 15 (quinze) anos aos cuidados dos tios maternos,
pois o pai biológico abandonou o mesmo (doc. anexado).

Por tais motivos, o menor foi criado em um meio familiar saudável e laços
afetivos consolidados, conforme declarações anexadas.

Observa-se que, o menor deseja ficar aos cuidados dos autores da presente peça
(doc. anexado).

Com tudo isso, os autores objetivam a adoção do menor, com a modificação de


seu sobrenome e a averbação no registro civil para que fosse cancelado o documento
original.

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem:

• que Vossa Excelência receba e defira a presente peça de adoção;


• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação vigente,
tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.

Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Rol de testemunhas:

1. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo).
Ação de adoção cumulada com pedido de destituição do poder familiar
(Princípio da defesa dos interesses da criança)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (nome completo), ............... (nacionalidade), ............... (estado


civil), ............... (profissão), portadora da Carteira de Identidade – RG n. ............... e
do CPF n. ..............., e ............... (nome completo), ...............
(nacionalidade), ............... (estado civil), ............... (profissão), portador da Carteira de
Identidade – RG n. ............... e do CPF n. ..............., residentes e domiciliados no
endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., neste ato representados por seu advogado infra-
assinado, com instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional situado
no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ...............,
do Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem
mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 39 e
seguintes da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, e demais dispositivos legais aplicáveis,
proporem AÇÃO DE ADOÇÃO CUMULADA COM PEDIDO DE DESTITUIÇÃO DO
PODER FAMILIAR, contra ............... (nome completo), ...............
(nacionalidade), ............... (estado civil), ............... (profissão), portadora da Carteira
de Identidade – RG n. ............... e do CPF n. ..............., residente e domiciliada no
endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., pelos fatos e motivos que passa a exporem:

DOS FATOS e DOS DIREITOS

O Senhor ............... (nome completo) e a Senhora ............... (nome completo),


vivem em união estável desde o ano de .........., sob o regime de comunhão parcial de
bens (docs. anexados).

Ora, ambos têm o desejo de adotarem o menor, pois este está tendo e
continuará a ter uma vida saudável e confortável.

No dia ..... de ............... de .......... a mãe biológica entregou o menor aos autores,
alegando não querer mais ter filhos, pois já possui nove filhos (docs. anexados).

Diante disso, a mãe biológica deverá ser destituída do poder familiar, pois a
mesma não arcou com suas responsabilidades de genitora (docs. anexados).

Vale lembrar que a criança está com os autores dessa peça, desde o seu
nascimento. Assim, está presente o vínculo afetivo entre o menor e os autores (doc.
anexado).

No presente caso, é importante observarmos os artigos 6º e 43 do Estatuto da


Criança e do Adolescente.

“Art. 6º. Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela
se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e
coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em
desenvolvimento.”

“Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando
e fundar-se em motivos legítimos.”

Em suma, deverá prevalecer o interesse do menor, e conforme documentos em


anexo, os requerentes são aptos plenamente para adotarem o mesmo.

Nas palavras do nobre desembargador do TJMG, Vanessa Verdolim Hudson


Andrade, no julgamento do processo n. 1.0713.09.092148-5/001(1), apelação
cível, decide que:

“Ademais, a recorrente já foi acompanhada pelo setor de Serviço Social de Viçosa:


“Notificamos que T.S.E. e filhos foram acompanhados por este Setor através de um
processo de Pedido-Providência, devido a negligências da mãe para com a prole” (fl.
72), sendo que, tal fato pesa contra a apelante.
Outrossim, a estrutura familiar das duas famílias é bem diferente. O Estudo Social
traz que “durante as intervenções percebemos que existem grandes diferenças na
estrutura econômica e organizacional das famílias envolvidas nesta ação”. (fl. 76)
Ressalto que, durante o curso deste processo, foi notório o esforço da recorrente
em ter novamente ao seu lado a filha, e o sentimento que ficará em sua falta (fl.
211). Mas o objeto primordial de análise aqui é o interesse da criança.
O M.M. Juiz utilizou corretamente os critérios de verificação dos “interesses da
menor” conforme preconizado na Lei. O recurso, por outro lado, não traz
elementos suficientes à descaracterização destes elementos, pelo que a sentença
deve permanecer inalterada.
É inegável a estima da criança pela mãe biológica, mas pela peculiaridade do
caso, em que a infante, ainda de colo foi introduzida em novo lar e, durante
aproximadamente 5 (cinco) anos, lá viveu e cresceu, tendo-o como seu, e os
requerentes como pais, vislumbro a hipótese do art. 43, do ECA.
O Relatório Social foi sábio quando salientou que “durante a intervenção
enfatizamos a necessidade de todos pensarem no melhor interesse da criança”, e
quando explanou que “apesar dos requerentes serem as maiores referências
familiares para C., esta também reconhece a mãe biológica e seus irmãos como
pessoas muito próximas a ela.” (fl. 96). Logo, a relação sócio-afetiva da adotanda
para com os apelantes é maior do que para com a família biológica, porém o apreço
e o afeto da menor para com a apelante e seus irmãos subsistem.
Por fim, insta salientar o Parecer Técnico do Estudo Social, que apresenta muito
claramente a situação instalada nesta lide, já apontando o caminho em que deve
ser solucionada:
“C. reconhece as duas famílias como sua, mas sendo hoje sua maior referência C.e
M.J.. Chama-os de pai e mãe e trata os filhos do casal como irmãos” (fl. 76).
Ante o exposto, nego provimento ao recurso aviado, mantendo in totum a sentença
prolatada pelo magistrado a aquo.”

O entendimento jurisprudencial do TJMG, é favorável aos pedidos dos


requerentes dessa peça.

“Direito de família - Adoção de menor - Mãe biológica - Perda do pátrio poder -


Princípio da defesa dos interesses da criança.
O deferimento do pedido de adoção de menor, que com os adotantes conviveu,
dos 1 aos 6 anos, aproximadamente, tendo lhes sido entregue pela própria
genitora, é medida de direito, se há perfeita integração à nova família. Não é justo
com a menor retirá-la do lar no qual já estabeleceu seus laços familiares e
afetivos, mormente quando observados os interesses da criança.”
(TJMG - Número do processo: 1.0713.09.092148-5/001(1). Relator: Des.(a) Vanessa
Verdolim Hudson Andrade. Data do Julgamento: 22/11/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem:

• que seja deferida a presente ação de adoção;


• que seja deferido o pedido de destituição do poder familiar;
• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação
vigente, tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.

Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Rol de testemunhas:

1. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo).

Ação de adoção c/c guarda provisória (Menor que foi entregue pelos pais
biológicos)
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª
VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome


completo), ............... (nacionalidade), ............... (estado civil), ............... (profissão),
portadores da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do CPF n. ...............,
residentes e domiciliados no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ...............,
Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., neste ato
representados por seu advogado infra-assinado, com instrumento de mandato em
anexo, com escritório profissional situado no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro
..............., Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., onde
recebe intimações e notificações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa
Excelência, com suporte no artigo 39 e seguintes da Lei n. 8.069, de 13 de julho de
1990, e demais dispositivos legais aplicáveis, proporem AÇÃO DE ADOÇÃO C/C
GUARDA PROVISÓRIA, pelos fatos e motivos que passa a expor.

DOS FATOS e DOS DIREITOS

O casal ajuíza a presente ação objetivando a adoção do infante, ............... (nome


completo) (doc. anexado).

No dia ..... de ............... de .........., nessa cidade, o casal foi surpreendido, pois o
Senhor ............... (nome completo) e a Senhora ............... (nome completo)
entregaram aos autores uma criança de 4 (quatro) meses de idade, com a explicação
que não tinham condições financeiras e uma estrutura familiar adequada para criar uma
criança (doc. anexado).

Em consequência disso, os autores tiveram a felicidade e responsabilidade de


cuidarem do infante com todo carinho e com todas as condições adequadas para o
desenvolvimento de uma criança (docs. anexados).

Conforme os documentos anexados na presente peça, verificamos que a


vizinha ............... (nome completo), do casal confirma que a criança está sendo
cuidada adequadamente e, a diretora da creche ..............., onde o infante estuda
afirma que o mesmo está feliz e com um aspecto físico e psicológico excelente.

Observa-se que, os pais biológicos estão de pleno acordo com a presente ação de
adoção c/c guarda provisória, conforme declarações anexadas.

Com tudo isso, deverá prevalecer o interesse do menor a ser adotado pelos
autores.

Nas palavras do nobre desembargador do TJSC, Edson Ubaldo, no julgamento do


agravo de instrumento n. 2009.066577-9, decide que:
“RELATÓRIO
Trata-se de agravo de instrumento interposto por V. A. e O. de S. A. contra a decisão
proferida pelo MM. Juiz de Direito da 2ª Vara da Comarca de Ituporanga, Dr. Cláudio
Márcio Areco Júnior que, na ação de adoção c/c guarda provisória movida em face
de R. L. e A. da S., indeferiu o pedido de guarda provisória e determinou a
expedição de mandado de busca e apreensão da menor, com recolhimento a
abrigo.
Alegaram que os pais da menor não possuem a menor condição de criá-la, motivo
pelo qual lhes entregaram a criança. Disseram estar a menina saudável e bem
cuidada. Requereram a concessão do efeito suspensivo ao recurso e, ao final, seu
provimento.
Distribuídos os autos à Câmara Civil Especial, o Desembargador Domingos Paludo
negou a carga suspensiva almejada. (fls. 87/91)
Não foram apresentadas contrarrazões.
O Ministério Público, em parecer da lavra do d. Procurador de Justiça Mário Gemin,
opinou pelo improvimento do recurso. (fls. 103/105).
É o relatório.
VOTO
Insurgem-se os agravantes contra decisão interlocutória de primeira instância, que
indeferiu o pedido de guarda da menor interessada, bem como determinou a busca e
apreensão desta, com recolhimento a abrigo.
Na espécie externada nos autos, o togado de primeiro grau determinou o
recolhimento da criança a abrigo de menores, calcado na fundamentação de
estarem os agravantes mantendo-a em situação irregular e, ainda, por não
apresentarem inscrição no cadastro único de adoção.
Efetivamente os agravantes não se encontram na lista unificada de adotantes, até
porque, talvez, adotar uma criança não fosse o real objetivo deste casal. No
entanto, a família da criança entregou-a aos seus cuidados, sob o argumento de
falta de condições financeiras e estabilidade familiar para criá-la. Em junho de
2009, portanto, o casal passou a ter em seus braços e sob seus cuidados um bebê
de quatro meses, a quem passaram a prestar toda a assistência recomendável e
própria a um ser humano em tão tenra idade.
Diante dos relatos feitos pelo Conselho Tutelar acerca das famílias envolvidas, já
juntados aos autos de adoção, ainda que em análise perfunctória, é possível
vislumbrar estar o casal recorrente dispensando o zelo necessário e
proporcionando um desenvolvimento saudável à menor, conforme se vê à fl. 68:
Conversamos com a vizinha, o bebê está com 6 meses e ela procurou advogado
para pedir guarda provisória do bebê com a autorização de A. e o pai da criança. O
bebê está bem cuidado, limpinho, a família com que está o bebê tem muito carinho
por ela. Fomos até a creche onde fica o bebê meio período e a professora nos
relatou que agora sim está uma criança bem cuidada.
Assim, no primeiro momento em que se viram aptos a regularizar a guarda de
fato da criança, os agravantes já o fizeram e com o consentimento dos pais
biológicos, aforando a ação de adoção com pedido de guarda provisória, em
outubro de 2009, afastando-se qualquer hipótese de que a família tinha a intenção
de manter a criança irregularmente sob sua guarda.
Nesse contexto, nos casos como o da espécie, tenho como de suma importância
que o interesse maior a ser tutelado é, sem sombra de dúvidas, o do menor de
quem se pede a guarda e pleiteia a adoção.
A Constituição Federal, em seu art. 227, e o Estatuto da Criança e do Adolescente,
nos termos do art. 3º, atentam para o princípio da proteção integral, assegurando ao
menor, com absoluta prioridade, todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa
humana, incluídas as facilidades e oportunidades a facultar-lhes o desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e igualdade.
Diante disso, mostra-se totalmente pertinente a relação de guarda vivenciada pela
criança com os agravantes, de maneira saudável e segura, dentro dos moldes
estabelecidos pela legislação protetiva, bem como proporcionando a oportunidade
de um normal desenvolvimento físico e psicológico da infante.
Assim, com todo o respeito e sabida a importância do cadastro único de adoção,
tenho que este não pode ser um obstáculo a dificultar a efetivação dos direitos
maiores da menor. De fato, o casal em questão não está inscrito na lista de
adotantes. Porém, retirar um bebê de uma família a quem os pais biológicos
entregaram e que estão tratando-o com todo o cuidado e carinho, livre das
situações de risco a que era exposta pelos seus parentes consanguíneos, para
transferi-lo a um abrigo tão-somente para que não reste preterida a ordem da lista
de adoção, não se mostra em adequado e razoável. Ao contrário, a sujeição da
criança, neste momento, a uma nova ruptura de laços e estabelecimento de novos
vínculos, desfazendo-se mais uma vez dos já existentes, mormente em caráter
liminar, mostra-se totalmente desaconselhável, precipitado e brusco para a
hipótese. Ainda mais levando-se em consideração as demasiadas chances de
restabelecimento do status quo ante, quando da possível procedência do pedido de
adoção no comando sentencial.
DECISÃO
Nos termos do voto do Relator, a Primeira Câmara de Direito Civil decidiu, por
maioria de votos, conhecer do recurso e dar-lhe provimento, para que a criança
seja entregue, de imediato e com a máxima urgência, ao casal agravante. Vencido
o Desembargador Domingos Paludo.”

O entendimento jurisprudencial do TJSC, é favorável aos pedidos dos requerentes


dessa peça.

“Agravo de instrumento. Ação de adoção c/c guarda provisória. Menor que foi
entregue pelos pais biológicos. Família com guarda de fato.
Decisão interlocutória que determinou a busca e apreensão para o remanejamento
da criança a abrigo de menores.
Quebra de vínculo afetivo. Irrazoabilidade do comando. Interesse da menor
prevalecente. Inteligência do art. 227 da CF e art. 3º do ECA. Decisão reformada.
Recurso provido.
É incontestável o dever de prevalência do interesse do menor em detrimento de
qualquer outro bem juridicamente tutelado.”
(TJSC - Agravo de Instrumento n. 2009.066577-9. Relator: Des. Edson Ubaldo. Data:
21/05/2010).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem:

• que Vossa Excelência receba e defira a presente peça de adoção;


• que seja deferida a guarda provisória;
• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação vigente,
tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.

Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Rol de testemunhas:

1. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo).
Ação de adoção cumulada com pedido de destituição do poder familiar
(Criança que já está com os autores)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome


completo) ............... (nacionalidade), ............... (estado civil), ............... (profissão),
portadores da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do CPF n. ...............,
residentes e domiciliados no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ...............,
Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., neste ato
representados por seu advogado infra-assinado, com instrumento de mandato em
anexo, com escritório profissional situado no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro
..............., Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., onde
recebe intimações e notificações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa
Excelência, com suporte no artigo 39 e seguintes da Lei n. 8.069, de 13 de julho de
1990, e demais dispositivos legais aplicáveis, proporem AÇÃO DE ADOÇÃO
CUMULADA COM PEDIDO DE DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR, pelos fatos e
motivos que passa a expor:

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Os requerentes são casados desde o ano de .........., sob o regime de


comunhão parcial de bens, baseado no documento em anexo.

Ora, ambos têm o desejo de adotarem ..............., o menor terá uma vida
saudável e confortável.
É cediço, que a mãe biológica já entregou a criança aos requerentes, pois estes
estão habilitados à adoção, conforme documentos em anexo.

No presente caso, o casal roga pelo deferimento da guarda provisória da criança.

Observa-se que, a mãe biológica deseja que o menor seja adotado pelos
requerentes e não por outras pessoas estranhas e desconhecidas, pois os mesmos
são conhecidos naquela região e possuem uma vida digna, conforme documentos em
anexo.

Além disso, no presente caso está comprovado o vínculo suficiente para os


requerentes objetivarem a presente adoção, baseado em documento em anexo.

Vale lembrar que a criança está com os autores dessa peça, desde o seu
nascimento, pois a mãe biológica entregou seu filho ao casal, relatando que não possui
condições psicológicas e financeiras para criá-lo, conforme declaração anexada.
Dessa forma, está caracterizado o vínculo afetivo entre o menor e os requerentes.

No presente caso, é importante observarmos os artigos 6º e 43 do Estatuto da


Criança e do Adolescente.

“Art. 6º. Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela
se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e
coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em
desenvolvimento.”
“Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando
e fundar-se em motivos legítimos.”

Em suma, deverá prevalecer o interesse do menor, e conforme documentos em


anexo, os requerentes são aptos plenamente para adotarem o mesmo.

Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, Rui Portanova, no julgamento do


processo n. 70039455910, apelação cível, decide que:

“Ação de adoção cumulada com pedido de destituição do poder familiar ajuizada


pelo casal A... e R... contra R..., em relação à criança S... (02 anos de idade).
A sentença julgou improcedente o pedido.
Apelaram os autores pedindo a procedência dos pedidos iniciais de destituição do
poder familiar e adoção.
Não Vieram contrarrazões.
O Ministério Público neste grau de jurisdição manifestou-se pelo provimento do
recurso.
É o relatório.
O CASO.
Os autores residem na cidade de Jaguaruana no Estado de Santa Catarina.
Na inicial eles narraram que em junho de 2009 foram até a cidade de Taquara/RS
para visitar conhecidos, sendo que lá em Taquara, souberam que R... dera a luz a
S... e que pretendia entregá-la a um casal que quisesse adotá-la. Disseram que em
face disso, se propuseram a receber a criança S..., nascida em 05/05/2009.
Noticiaram estarem habilitados à adoção por meio de procedimento que correu
junto à comarca de Jaguaruana e juntaram cópia do procedimento (fls. 10/38).
Ao receber a inicial, o juízo deferiu a guarda provisória ao casal (fls. 39/40) e,
posteriormente determinou a emenda da inicial para constar também o pedido de
destituição do poder familiar (fl. 55 e verso), o que foi atendido (fls. 57/58).
Sobreveio audiência na qual R..., mãe biológica da criança, consentiu com a entrega
da menina, mas “apenas em relação aos demandantes, sendo que não concorda que
a criança seja dada a outro casal habilitado.”
E esse foi o mesmo entendimento do agente ministerial neste grau de jurisdição, a
saber:
[...].
Análise dos autos dá conta de que a menor S..., nascida em 05 de maio de 2009 (fl.
08), encontra-se sob cuidados dos apelantes – considerados habilitados à adoção
na Comarca de Jaguaruna/Santa Catarina, onde residem – desde seus poucos
meses de vida.
Evidencia, ainda, que, deferida a liminar de guarda provisória da menor, determinada
a oitiva da genitora biológica para que confirmasse o seu consentimento em
relação à adoção e a emenda da inicial para que fosse cumulada com ação de
destituição do poder familiar, passou-se mais de um ano.
Embora compartilhe do posicionamento externado no parecer das fls. 50-52v, a
situação, ao que parece, está consolidada, devendo prevalecer o interesse e bem-
estar da criança.
Nesse prisma, restando configurada situação excepcional que justifica a
inobservância da lista, merece acolhimento a pretensão recursal.
[...].
ANTE O EXPOSTO, dou provimento ao recurso para julgar procedente o pedido de
destituição do poder familiar e adoção.”

O entendimento jurisprudencial do TJRS, é favorável aos pedidos dos requerentes


dessa peça.

“Apelação cível. Adoção. Destituição do poder familiar. Viabilidade da adoção no


caso concreto. Adotantes que se encontram aptos à adoção em procedimento de
habilitação realizado no Estado de Santa Catarina.
Criança que já está com os autores há quase dois anos por força de decisão judicial.
Circunstâncias de fato que geram a necessidade de concessão da adoção aos
autores.
Recurso provido. Em monocrática.”
(Apelação Cível n. 70039455910, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Rui Portanova, Julgado em 26/04/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem:

• que Vossa Excelência receba e defira o pedido de destituição do poder familiar e


adoção;
• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação vigente,
tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.
Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Rol de testemunhas:

1. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo).

Ação de alteração/retificação de registro civil

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE FAMÍLIA DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (nome completo), ............... (nacionalidade), ............... (estado


civil), ............... (profissão), portadora da Carteira de Identidade – RG n. ............... e do
CPF n. ..............., residente e domiciliada no endereço na Rua ..............., n. .....,
Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., neste
ato representada por seu advogado infra-assinado, com instrumento de mandato em
anexo, com escritório profissional situado no endereço na Rua ..............., n. .....,
Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ...............,
onde recebe intimações e notificações, vem mui respeitosamente à presença de
Vossa Excelência, baseado na Lei n. 6.015, de 31 de Dezembro de 1973, e demais
dispositivos legais aplicáveis, propor AÇÃO DE ALTERAÇÃO/RETIFICAÇÃO DE
REGISTRO CIVIL, pelos fatos e motivos que passa a expor.

DOS FATOS e DOS DIREITOS

A requerente foi adotada pelo Senhor ............... (nome completo) e a


Senhora ............... (nome completo), de acordo com a escritura pública de adoção em
anexo.

Porém, na certidão de nascimento da requerente consta apenas o nome do seu pai


adotivo e o nome da mãe adotiva (doc. anexado).

Diante disso, a requerente dessa peça, a Senhora ............... (nome completo)


deveria ter sido registrada pelo seguinte nome: ............... (nome completo), pois
passaria a contar com o nome do pai e da mãe.

Observa-se que, no caso em apreço consta o nome dos pais adotantes na


Carteira de Identidade e no CPF da requerente, conforme documento em anexo.

Com tudo isso, o objetivo da presente peça é a alteração/retificação do nome da


requerente que passará a se chamar ............... (nome completo), filha da
Senhora ............... (nome completo) e do Senhor ............... (nome completo), e
também constar o nome da mãe adotiva no registro de nascimento.

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer:

• que Vossa Excelência receba e defira a presente peça de alteração/retificação


de registro civil;
• a intimação do representante do Ministério Público;
• que sejam admitidos todos os meios de provas previstas na legislação vigente,
tais como: documental, testemunhal, pericial, entre outras.

Dá-se à causa o valor de R$ ............... (valor por extenso).

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Rol de testemunhas:
1. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço
completo);

2. (Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço


completo).

Recurso de agravo de instrumento (Menor que foi entregue pelos pais


biológicos)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEM-


BARGADOR(A) PRESIDENTE(A) DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE ............... .
(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome completo), já


qualificados no processo em epígrafe, neste ato representados por seu advogado infra-
assinado, com instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional situado no
endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.015, e
seguintes do Código de Processo Civil de 2015, e demais dispositivos legais
aplicáveis, interporem RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO, por não
concordarem com a decisão do Juízo ............. .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Razões de recurso de agravo de instrumento (Menor que foi entregue pelos


pais biológicos)

PROCESSO N.: ...............


AGRAVANTE(S): ...............
AGRAVADO(S): ...............
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo dos recorrentes com a decisão ... proferida
pelo juiz monocrático da ..... Vara desta Comarca, nos autos de ação de adoção c/c
guarda provisória, fls. ..... .

Observa-se que, o juiz monocrático expediu mandado de busca e apreensão do


menor, com recolhimento a abrigo (doc. anexado).

Alegando o julgador de primeiro grau que os recorrentes não estão inscritos na


lista unificada de adotantes, fls. ..... .

Porém, no dia ..... de ............... de .........., nessa cidade, o casal foi surpreendido,
pois o Senhor ............... (nome completo) e a Senhora ............... (nome completo)
entregaram aos autores uma criança de 4 (quatro) meses de idade, com a explicação
que não tinham condições financeiras e uma estrutura familiar adequada para criar
uma criança (doc. anexado).

Em consequência disso, os recorrentes tiveram a felicidade e responsabilidade de


cuidarem do infante com todo carinho e com todas as condições adequadas para o
desenvolvimento de uma criança (docs. anexados).

Observa-se que, os pais biológicos estão de pleno acordo com a adoção e a guarda
provisória do menor, conforme declarações anexadas.

Com tudo isso, deverá prevalecer o interesse do menor a ser adotado pelos
recorrentes.

Nas palavras do nobre desembargador do TJSC, Edson Ubaldo, no julgamento do


agravo de instrumento n. 2009.066577-9, decide que:

“RELATÓRIO
Trata-se de agravo de instrumento interposto por V. A. e O. de S. A. contra a decisão
proferida pelo MM. Juiz de Direito da 2ª Vara da Comarca de Ituporanga, Dr. Cláudio
Márcio Areco Júnior que, na ação de adoção c/c guarda provisória movida em face
de R. L. e A. da S., indeferiu o pedido de guarda provisória e determinou a
expedição de mandado de busca e apreensão da menor, com recolhimento a
abrigo.
Alegaram que os pais da menor não possuem a menor condição de criá-la, motivo
pelo qual lhes entregaram a criança. Disseram estar a menina saudável e bem
cuidada. Requereram a concessão do efeito suspensivo ao recurso e, ao final, seu
provimento.
Distribuídos os autos à Câmara Civil Especial, o Desembargador Domingos Paludo
negou a carga suspensiva almejada. (fls. 87/91)
Não foram apresentadas contrarrazões.
O Ministério Público, em parecer da lavra do d. Procurador de Justiça Mário Gemin,
opinou pelo improvimento do recurso. (fls. 103/105).
É o relatório.
VOTO
Insurgem-se os agravantes contra decisão interlocutória de primeira instância, que
indeferiu o pedido de guarda da menor interessada, bem como determinou a busca e
apreensão desta, com recolhimento a abrigo.
Na espécie externada nos autos, o togado de primeiro grau determinou o
recolhimento da criança a abrigo de menores, calcado na fundamentação de
estarem os agravantes mantendo-a em situação irregular e, ainda, por não
apresentarem inscrição no cadastro único de adoção.
Efetivamente os agravantes não se encontram na lista unificada de adotantes, até
porque, talvez, adotar uma criança não fosse o real objetivo deste casal. No
entanto, a família da criança entregou-a aos seus cuidados, sob o argumento de
falta de condições financeiras e estabilidade familiar para criá-la. Em junho de
2009, portanto, o casal passou a ter em seus braços e sob seus cuidados um bebê
de quatro meses, a quem passaram a prestar toda a assistência recomendável e
própria a um ser humano em tão tenra idade.
Diante dos relatos feitos pelo Conselho Tutelar acerca das famílias envolvidas, já
juntados aos autos de adoção, ainda que em análise perfunctória, é possível
vislumbrar estar o casal recorrente dispensando o zelo necessário e proporcionando
um desenvolvimento saudável à menor, conforme se vê à fl. 68:
Conversamos com a vizinha, o bebê está com 6 meses e ela procurou advogado
para pedir guarda provisória do bebê com a autorização de A. e o pai da criança. O
bebê está bem cuidado, limpinho, a família com que está o bebê tem muito carinho
por ela. Fomos até a creche onde fica o bebê meio período e a professora nos
relatou que agora sim está uma criança bem cuidada.
Assim, no primeiro momento em que se viram aptos a regularizar a guarda de fato
da criança, os agravantes já o fizeram e com o consentimento dos pais biológicos,
aforando a ação de adoção com pedido de guarda provisória, em outubro de 2009,
afastando-se qualquer hipótese de que a família tinha a intenção de manter a criança
irregularmente sob sua guarda.
Nesse contexto, nos casos como o da espécie, tenho como de suma importância
que o interesse maior a ser tutelado é, sem sombra de dúvidas, o do menor de quem
se pede a guarda e pleiteia a adoção.
A Constituição Federal, em seu art. 227, e o Estatuto da Criança e do Adolescente,
nos termos do art. 3º, atentam para o princípio da proteção integral, assegurando ao
menor, com absoluta prioridade, todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa
humana, incluídas as facilidades e oportunidades a facultar-lhes o desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e igualdade.
Diante disso, mostra-se totalmente pertinente a relação de guarda vivenciada pela
criança com os agravantes, de maneira saudável e segura, dentro dos moldes
estabelecidos pela legislação protetiva, bem como proporcionando a oportunidade
de um normal desenvolvimento físico e psicológico da infante.
Assim, com todo o respeito e sabida a importância do cadastro único de adoção,
tenho que este não pode ser um obstáculo a dificultar a efetivação dos direitos
maiores da menor. De fato, o casal em questão não está inscrito na lista de
adotantes. Porém, retirar um bebê de uma família a quem os pais biológicos
entregaram e que estão tratando-o com todo o cuidado e carinho, livre das
situações de risco a que era exposta pelos seus parentes consanguíneos, para
transferi-lo a um abrigo tão-somente para que não reste preterida a ordem da lista
de adoção, não se mostra em adequado e razoável. Ao contrário, a sujeição da
criança, neste momento, a uma nova ruptura de laços e estabelecimento de novos
vínculos, desfazendo-se mais uma vez dos já existentes, mormente em caráter
liminar, mostra-se totalmente desaconselhável, precipitado e brusco para a
hipótese. Ainda mais levando-se em consideração as demasiadas chances de
restabelecimento do status quo ante, quando da possível procedência do pedido de
adoção no comando sentencial.
Sobre o assunto, inclusive, já se manifestou esta Câmara:
Agravo de instrumento. Adoção. Posse de fato da criança por quatro meses com
casal adotante. Busca e apreensão do menor indeferida. Estudo social favorável à
mantença da criança com o casal adotante. Recurso desprovido.
Não se deve afastar uma criança dos braços de quem a acolhe desde o nascimento,
cujo requerimento de adoção já foi efetuado, a pretexto de inobservância cadastral
de pretendentes à adoção, a não ser que se comprove de plano a inabilitação moral
para o ato.
Revelando o estudo social a boa índole da família adotante e o carinho e amor
conferidos ao menor, é de indeferir-se pedido de busca e apreensão deste, requerido
pelo Ministério Público, porquanto silogismos críticos, impostos à simples leitura de
texto legal, não podem prevalecer sobre o bem-estar da criança (AI n.
1999.017563-4, de Pomerode, rel. Des. Carlos Prudêncio, j. em 17.10.00).
Certo é que ações como esta são sempre muito delicadas. É uma decisão
determinante na vida das pessoas envolvidas, tanto da criança a ser adotada, como
na dos pretendentes à adoção, dos pais biológicos, dos irmãos que porventura
possam ter, enfim, de toda uma família. Assim, frente ao envolvimento de uma
série de aspectos psicológicos, conflitos familiares e traumas, deve-se atentar
sempre ao primordial: a proteção ao bem estar da criança. É incontestável o dever de
prevalência do interesse do menor em detrimento de qualquer outro bem
juridicamente tutelado.
Assim, a despeito de todo o formalismo legal e repreensão corretamente imposta
contra a conhecida “adoção à brasileira”, entendo que neste momento tais motivos
não se mostram suficientes a sobrepujar o interesse maior e o bem-estar da
infante. Por isto e por tudo que demais consta dos autos, é que a criança deve
permanecer sob a tutela de quem a acolheu e desde então passou a prover-lhe
toda a dedicação necessária à sobrevivência, como alimentação, cuidados médicos,
vestuário e, sobretudo, amor familiar, obedecendo, assim, à proteção do interesse
da criança, juridicamente tutelado pela Carta Maior e pelo Estatuto da Criança e
do Adolescente.
Pelas razões expostas, voto no sentido de conhecer do recurso e dar-lhe
provimento, para que a criança seja entregue, de imediato e com máxima urgência,
ao casal agravante.
DECISÃO
Nos termos do voto do Relator, a Primeira Câmara de Direito Civil decidiu, por
maioria de votos, conhecer do recurso e dar-lhe provimento, para que a criança
seja entregue, de imediato e com a máxima urgência, ao casal agravante. Vencido
o Desembargador Domingos Paludo.”

O entendimento jurisprudencial do TJSC, é favorável aos pedidos dos recorrentes.

“Agravo de instrumento. Ação de adoção c/c guarda provisória. Menor que foi
entregue pelos pais biológicos. Família com guarda de fato. Decisão interlocutória
que determinou a busca e apreensão para o remanejamento da criança a abrigo
de menores. Quebra de vínculo afetivo. Irrazoabilidade do comando. Interesse da
menor prevalecente. Inteligência do art. 227 da CF e art. 3º do ECA. Decisão
reformada. Recurso provido.
É incontestável o dever de prevalência do interesse do menor em detrimento de
qualquer outro bem juridicamente tutelado.”
(TJSC - Agravo de Instrumento n. 2009.066577-9. Relator: Des. Edson Ubaldo. Data:
21/05/2010).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem o provimento do recurso para que a criança seja


entregue com urgência aos recorrentes.

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............
Recurso de apelação (Criança portadora de HIV)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE FAMÍLIA DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome completo), já


qualificados no processo em epígrafe, residentes e domiciliados no endereço na
Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., neste ato representados por seu advogado infra-
assinado, com instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional situado
no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ...............,
do Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.009, e
seguintes do Código de Processo Civil de 2015, e demais dispositivos legais aplicáveis,
interpor RECURSO DE APELAÇÃO, por não concordar com a sentença do
Juízo ............... .

Nessa seara, requerem que Vossa Excelência providencie o remetimento do


recurso e de suas razões ao Tribunal de Justiça do Estado de ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............
Razões de recurso de apelação (Criança portadora de HIV)

PROCESSO N.: ...............


APELANTE(S): ...............
APELADO(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo dos recorrentes, com a sentença


explanada nos autos de ação de adoção que julgou improcedente tal feito.

Os recorrentes são casados desde o ano de .........., sob o regime de comunhão


parcial de bens, baseado no documento em anexo.

Observa-se que, a criança a ser adotada, é portadora do vírus HIV. Dessa forma, é
rejeitada constantemente pelas pessoas habilitadas a adoção, conforme documento
em anexo.

É cediço que, os recorrentes não estão incluídos na lista de adoção. Em


consequência disso, confirmamos que o caso em questão é uma exceção, pois a
criança não poderá mais ficar sendo rejeitada.

Vale lembrar que no presente caso, já foi feito a desconstituição do pátrio poder,
conforme documentos em anexo.

Em suma, deverá prevalecer o interesse do menor, e conforme documentos em


anexo, os recorrentes são aptos plenamente para adotarem o mesmo.
Dessa forma, no presente caso está confirmado o vínculo afetivo entre o menor e
os recorrentes, pois já está instalado um laço de afinidade e amor que foi construído
durante o tempo de visitas realizado.

Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, André Luiz Planella Villarinho, no


julgamento do processo n. 70040242711, Apelação Cível, decide que:

“Cuida-se de apelação interposta por Moacir dos S. e Magda dos S. à sentença que,
nos autos da ação de adoção do menor Brian V. da S., indeferiu o pedido,
extinguindo o feito sem resolução do mérito, por entende-lo contrário aos
interesses da criança.
No caso, já houve julgamento da ação de destituição do poder familiar, tendo sido
julgada procedente em novembro de 2009, com determinação de colocação de
Brian e seus irmãos em família substituta (fls. 49v./50 dos autos apensos).
Os autores não integram o cadastro de adotantes o que viola o art. 50 e parágrafos
do ECA. No entanto, a situação retratada nos autos é excepcional e peculiar.
Não há dúvidas de que diversos equívocos foram cometidos na condução do caso
do menor Brian, tais como o fato de ter sido permitido o convívio do infante com a
família dos autores em finais de semana. No entanto, tais equívocos resultaram na
efetiva vinculação do infante aos pretensos adotantes.
Por outro lado, como se vê dos documentos constantes do Procedimento de
Preparação para Adoção apenso, Brian é portador de HIV e, por tal condição, já fora
rejeitado pelos casais integrantes da lista de habilitados à adoção, os quais
procuram, de regra, crianças saudáveis (fls. 35/36 dos autos apensos).
Segundo o relato da Assistente Social Cláudia Tellini Victolla Paiva (fl. 40), o início
do período de convivência e adaptação ao casal autor trouxe “mudanças positivas
na vida de Brian”.
A técnica refere, ainda, que o casal autor demonstra carinho e desejo de proteção
em relação à criança, estando estabelecido o vínculo emocional entre Brian e a
família dos apelantes desde seus primeiros meses de vida.
As regras inerentes à adoção foram instituídas com o intuito de preservar os
interesses do menor, visando a garantir que seja encaminhado a família capaz não
só de prover o sustento material, mas, também, de suprir as necessidades afetivas
do infante. No entanto, não se pode olvidar que o fato de Brian ser portador de HIV,
contando, atualmente, com quase três anos de idade, dificulta sobremaneira a sua
colocação em famílias substitutas integrantes do Cadastro Nacional de Adotantes,
que, via de regra, buscam adotar crianças saudáveis.
Daí que necessária a mitigação de tais regras, em situações excepcionais como a
presente, em que houve efetiva tentativa de colocação da criança em família
substituta, sem sucesso e, somente depois de esgotadas tais tentativas, foi
buscada uma alternativa junto ao casal autor, no afã de atender aos precípuos
interesses do infante.
Sobre o tema, a jurisprudência desta Corte:
Apelação cível. Adoção c/c destituição de poder familiar. Adotantes não habilitados.
Viabilidade da adoção no caso concreto. Afetividade. Interesse e manifesta vontade
do menor. Mesmo quando o adotante não integra a lista de habilitados para a adoção
(art. 50, do ECA), existe a possibilidade jurídica da ação, especialmente quando o
vínculo afetivo já esta consolidado. Nessas situações, excepcionais, em que há
expressa manifestação do menor (com 12 anos de idade), deve haver flexibilização
das normas legais e autorizada a sua manutenção onde já se encontra. Recurso
Improvido (Apelação Cível n. 70035310432, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Claudir Fidelis Faccenda, Julgado em 10/06/2010).
Outrossim, merece destaque o judicioso e adequado parecer proferido no 1º grau,
pela eminente Promotora de Justiça, Dra. Noara Bernardy Lisboa (fls. 46/57), que
enfoca com propriedade a delicada questão em julgamento.
Assim, diante da possibilidade de flexibilização das regras em prol do prevalente
interesse do menor em questão, que, por ser portador de HIV, teve frustradas as
tentativas de colocação em famílias substitutas regularmente habilitadas, impõe-se
a desconstituição da sentença, para que seja reaberta a instrução, possibilitando,
durante esse período, a aproximação do infante com o casal autor, mediante visitas
e convívio aos finais de semana.
Isto posto, dou provimento à apelação para desconstituir a sentença, devendo
ser reaberta a instrução, bem como possibilitada a reaproximação entre o infante e
o casal autor, mediante visitas a serem disciplinadas pelo Juízo na origem, em
atenção ao propósito desta ação, enquanto não definida a situação do menor.”

O entendimento jurisprudencial do TJRS, é favorável aos pedidos dos


recorrentes dessa peça.

“Apelação cível. ECA. Guarda e adoção. Casal não habilitado. Caso excepcional.
Criança que foi rejeitada por casais integrantes da lista de adotantes em razão de
ser portadora de HIV. Desconstituição da sentença.
O desatendimento à lista de pretensos adotantes inscritos é admissível em casos
excepcionais, em que evidenciada situação peculiar, quando evidenciado o
interesse predominante da criança e na busca e melhor atendimento a mesma.
Tendo a menor sido rejeitada por casais integrantes da lista de adotantes, por ser
portadora de HIV, e estando integrada à família dos requerentes, em pleno período
de adaptação, demonstrado que a criança já possui vínculos afetivos, impõe-se
desconstituir a sentença para reabertura da instrução, bem como a retomada das
visitas enquanto não definido o destino ao menor, na busca de seus interesses
prevalentes.
Apelação provida. Sentença desconstituída.”
(Apelação Cível n. 70040242711, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: André Luiz Planella Villarinho, Julgado em 23/03/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem o provimento do recurso para julgar procedente o


pedido de adoção e desconstituir a sentença monocrática.

Nestes termos
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............
Recurso de agravo de instrumento (Parente por afinidade)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEMBARGADOR(A)


PRESIDENTE(A) DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

PROCESSO N.: ...............

............... (nome completo) e ............... (nome completo), já qualificados, neste


ato representados por seu advogado infra-assinado, com instrumento de mandato
em anexo, com escritório profissional situado no endereço na Rua ..............., n. .....,
Bairro ..............., Cidade e Comarca de ..............., do Estado ..............., CEP: ...............,
onde recebe intimações e notificações, vem mui respeitosamente à presença de
Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.015, e seguintes do Código de Processo
Civil de 2015, e demais dispositivos legais aplicáveis, interporem RECURSO DE
AGRAVO DE INSTRUMENTO, por não concordarem com a decisão do Juízo ...............
.
Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Razões de recurso de agravo de instrumento (Parente por afinidade)

RAZÕES DE RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO


PROCESSO N.: ...............
AGRAVANTE(S): ...............
AGRAVADO(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo dos recorrentes com a decisão


explanada nos autos de ação de adoção, fls. ..... .

Os recorrentes são casados desde o ano de .........., sob o regime de comunhão


parcial de bens, baseado no documento em anexo.
Ora, ambos têm o desejo de adotarem ............... (nome completo), que já está
sob sua guarda e do seu avô paterno.

Em consequência disso, o menor continuará a ter uma vida saudável e


confortável, pois ambos possuem condições financeiras robustas e uma vida
cristalina, conforme documento em anexo.

O artigo 28, § 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente fundamenta a peça em


epígrafe.

“Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou


adoção, independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos
termos desta Lei.
[...]
§ 2º. Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação
de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências
decorrentes da medida.”

Em suma, os fatos narrados são cristalinos, e o bem estar do menor estará


resguardado com a devida adoção em tela.

Na nobre decisão do desembargador Ricardo Moreira Lins Pastl, do TJRS, que julgou
o processo n. 70044004398, Agravo de Instrumento, decide que:
“Acompanho o eminente Relator, mostrando-se razoável a compreensão que adota,
no sentido, em resumo, de que a norma contida no art. 42, § 1°, do ECA não pode
ser interpretada de modo extensivo, obstaculizando que a atual esposa do avô
paterno (afinidade) proceda à adoção, devendo preponderar, no caso, o melhor
interesse das crianças, que, certamente, é manterem-se sob os cuidados daqueles
que vêm desempenhando a guarda há algum tempo.
Importa consignar ainda que este entendimento está encampado na obra do
doutrinador Valter Kenji Ishida, quando faz alusão a precedente oriundo do TJSP (em
“Estatuto da Criança e do Adolescente. Doutrina e Jurisprudência”, SP, Atlas, 2010,
p. 89).”

Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, Alzir Felippe Schmitz, no


julgamento do processo n. 70044004398, agravo de instrumento, decide que:

“Enfim, as crianças já possuem vínculo com a adotante, o que torna o pedido de


adoção benéfico, pois, o que importa, no caso concreto, é que se poderá manter as
crianças próximas à família de origem, viabilizando inclusive o contato com seus
demais parentes.
Diante de tais ponderações, em observância ao melhor interesse das crianças, que
já se encontram sob os cuidados da adotante, e ausente impossibilidade jurídica ao
pleito, merece reforma a decisão recorrida.
Ademais, nesse sentido, vale transcrever o artigo 28 do ECA, em especial, o seu
parágrafo segundo, que bem se aplica ao caso dos autos:
“Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou
adoção, independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos
termos desta Lei.
§ 2º. Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de
afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes
da medida”.”

Vejamos a jurisprudência do TJRS, favorável ao caso em tela:

“Agravo de instrumento. Ação de adoção. Adotante. Parente por afinidade. Esposa do


avô paterno dos adotandos. Inexistência de impedimento legal.
Observância do melhor interesse das crianças. Comprovadas as condições favoráveis
e, ausente impedimento legal em razão do parentesco por afinidade da agravante
com as crianças, pretendente a adoção dos netos do seu marido, que já estão sob
seus cuidados há dois anos, apresentando vínculo afetivo, justifica-se suficientemente
a procedência da demanda, nos termos do § 3º do artigo 28, do Estatuto da
Criança e do Adolescente.
Descabida a interpretação extensiva do disposto no artigo 42, § 1º, do Estatuto da
Criança e do Adolescente, especialmente, quando ponderado o princípio do melhor
interesse da criança. Possibilidade do pedido de adoção pela parte autora. Decisão
reformada.
Deram provimento ao recurso.”
(Agravo de Instrumento n. 70044004398, Oitava Câmara Cível, Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 27/10/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem o provimento do recurso, concedendo-se o benefício


da gratuidade judiciária para os recorrentes, nos termos da legislação em vigor.

Além disso, requerem ainda, a cassação, em definitivo, da decisão hostilizada para


deferir a ação de adoção em epígrafe, autos n. ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Recurso de apelação (Exceção à regra da lista de adoção)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .
(Dez espaços duplos para despacho)

PROCESSO N.: ...............

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome completo), já


qualificados no processo em epígrafe, residentes e domiciliados no endereço na
Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca de ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., neste ato representados por seu advogado infra-
assinado, com instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional situado no
endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca de ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.009, e
seguintes do Código de Processo Civil de 2015, e demais dispositivos legais aplicáveis,
interporem RECURSO DE APELAÇÃO, por não concordar com a sentença do
Juízo ............... .

Nessa seara, requerem que Vossa Excelência providencie o remetimento do


recurso e de suas razões ao Tribunal de Justiça do Estado de ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Razões de recurso de apelação (Exceção à regra da lista de adoção)

PROCESSO N.: ...............


APELANTE(S): ...............
APELADO(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo dos recorrentes, com a sentença


explanada nos autos de ação de adoção que julgou improcedente tal feito, pois o
parentesco não foi comprovado e contou com ausência do vínculo afetivo.

Ora, a relação de parentesco está comprovada, pois os apelantes são tios do


menor, conforme documento em anexo.

Além disso, os apelantes possuem condições financeiras robustas e contam


com uma vida cristalina, baseado no documento em anexo.

Assim, os mesmos estão motivados pela adoção, pois a criança será beneficiada em
todas as situações, tais como: financeira, psicológica, sentimental, educacional,
cultural, entre outras.

Observa-se que, o artigo 28 do Estatuto da Criança e do Adolescente,


fundamenta o exposto acima.

“Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou


adoção, independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos
termos desta Lei.
§ 1º. Sempre que possível, a criança ou adolescente deverá ser previamente ouvido e
a sua opinião devidamente considerada.
§ 2º. Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação
de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências
decorrentes da medida.”

Em suma, os fatos narrados são cristalinos, e o bem estar do menor estará


resguardado com a devida adoção em tela.

Conforme o entendimento do desembargador Alzir Felippe Schmitz, do TJRS, no


julgamento do processo n. 70027884949, apelação cível, decide que:

“A questão devolvida à apreciação desta Câmara diz respeito à pretensão de adoção


da criança M.E., considerando que a decisão atacada julgou o pleito improcedente
porque não comprovado o alegado parentesco, tampouco vínculo afetivo a justificar a
inobservância da lista de adoção.
Compulsando os autos, constato que o recurso merece guarida, senão vejamos:
Em primeiro lugar, entendo comprovada a relação de parentesco, tendo em vista
que, embora E.P.P. não figure como pai registral da criança em voga, a paternidade
biológica foi confirmada nos autos do processo de destituição do poder familiar,
conforme se extrai do laudo de fls. 24/26 e da sentença de procedência de fls.
51/54.
Dessa forma, como os apelantes são tios de E.P.P., não restam dúvidas acerca da
relação de parentesco sustentada.
De outra banda, em que pese o estudo social de fls. 38/39 haja sido desfavorável
aos recorrentes, não se pode olvidar que foi o fato de morarem em outro Estado
que dificultou em demasia a realização da entrevista pessoal, a qual, aliás, sequer
se ultimou.
Em contrapartida, a avaliação realizada na Comarca de Içara - SC, onde os
apelantes residem, concluiu em sentido diametralmente oposto.
Ora, se os apelantes apresentam condições materiais favoráveis, bem como
demonstraram motivação para a adoção e preocupação com a situação da filha de
seu sobrinho, deve ser analisada positivamente a pretensão de adoção.
A propósito, note-se que a assistente social encerrou a visita à residência dos
apelantes concluindo:
“Os dados identificados no decorrer da entrevista, bem como as observações
realizadas durante a visita à residência, indicam que os interessados apresentam
condições favoráveis para adotarem uma criança, razão pela qual opinamos
favoravelmente à adoção pretendida” (fls. 67/69).
Quanto à ausência de vínculo afetivo entre os apelantes e Maria Eduarda, entendo
que é plenamente justificável quando contextualizada. Isso porque a menina foi
abrigada tão-logo nasceu, tornando impossível o contato com parentes sem
autorização judicial.
Ademais, rogo vênia para reprisar os argumentos da Douta Procuradora de Justiça,
Dra. Vera Lúcia Quevedo Ferreira, que salientou: “se o estabelecimento de prévia
afetividade com a criança fosse requisito essencial para atender o desejo dos casais
inscritos na lista de espera, certamente, a maioria deles não seria contemplada
com a adoção, na medida em que, na atual sistemática, são chamados para
manifestarem sua vontade em relação à criança determinada e, a partir daí,
passam a estabelecer vínculo com ela” (sic).
Enfim, a menina M.E. não possui vínculo com quaisquer pretendentes à adoção, de
sorte que pouco importa que os apelantes não estabeleceram contato com a
sobrinha.
O que importa, no caso concreto, é que se poderá manter a criança próxima à
família de origem, viabilizando inclusive o contato com seus irmãos, que vem sendo
criados pelo avô paterno, irmão do apelante.”

Vejamos a seguinte jurisprudência do TJRS, favorável ao caso em tela:

“Apelação cível. Ação de adoção. Tios-avós. Exceção à regra da lista de adoção.


Comprovadas as condições favoráveis e o parentesco dos apelantes, pretendentes à
adoção da sobrinha-neta, que está abrigada desde o nascimento, sem apresentar
vínculo afetivo com quaisquer outros pretendentes, justifica-se suficientemente a
procedência da demanda, nos termos do § 2º do artigo 28, do Estatuto da Criança e do
Adolescente.
Deram provimento ao apelo.”
(Apelação Cível n. 70027884949, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 02/04/2009).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem o provimento do recurso para julgar procedente o


pedido de adoção, autos n. ............... .
Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............
Recurso de apelação (Descaso, abuso e maus-tratos da adotante, que levam
à perda do poder familiar estabelecido pela adoção)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (nome completo), já qualificada no processo em epígrafe, residente e


domiciliada no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e
Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., neste ato representada por
seu advogado infra-assinado, com instrumento de mandato em anexo, com escritório
profissional situado no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e
Comarca ..............., do Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e
notificações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte
no artigo 1.009, e seguintes do Código de Processo Civil de 2015, e demais
dispositivos legais aplicáveis, interpor RECURSO DE APELAÇÃO, por não concordar
com a sentença do Juízo ............... .

Nessa seara, requer que Vossa Excelência providencie o remetimento do recurso


e de suas razões ao Tribunal de Justiça do Estado de ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............
Razões de recurso de apelação (Descaso, abuso e maus-tratos da
adotante, que levam à perda do poder familiar estabelecido pela adoção)

PROCESSO N.: ...............


APELANTE(S): ...............
APELADO(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo da recorrente, com a sentença


explanada nos autos de ação de adoção que julgou improcedente tal feito.

Ora, a recorrente é a mãe biológica da criança ..............., conforme documento


de certidão de nascimento anexada.

É cediço que, a mãe biológica perdeu o poder familiar por decisão


judicial ..............., mas atualmente a mesma recuperou-se das suas dificuldades e
está habilitada psicologicamente e financeiramente, conforme documentos em anexo.

Além disso, a pessoa que estava sob a guarda da criança passa por difíceis
momentos, pois é uma pessoa com passagens pela polícia e usuária de drogas,
conforme documentos em anexo.

Vale lembrar que atualmente a criança está sob a guarda da mãe biológica e em
consequência disso, está esbanjando saúde e alegria.

Assim, a recorrente deseja voltar a possuir vínculo jurídico de maternidade e filiação


com a criança e, além disso, a mãe adotiva concordou com tal pedido, baseado no
documento anexado.

Ora, o presente caso é poluído por descaso, abuso e maus-tratos da mãe adotiva
com a criança, como rezam documentos em anexo.

Em consequência disso, a mãe adotiva deveria cumprir com os deveres e


obrigações paternas e maternas, mas não cumpriu, logo estará sujeita a perda do
poder familiar.
Em suma, deverá prevalecer o bem estar da criança, esta é a parte mais fraca, e
não poderá ter seus direitos massacrados por atitudes agressivas e portadoras de
descaso.

Ora, os fatos narrados são cristalinos, e o bem estar do menor estará resguardado
com a devida adoção em tela.

Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, Rui Portanova, no julgamento do


processo n. 70040441016, Apelação Cível, decide que:

“O Caso.
O presente caso é bastante peculiar.
A autora/apelante L... é a mãe biológica da menina D.... – que hoje conta com 14
anos de idade.
Em setembro de 2008, por decisão desta Corte, L... foi destituída do poder familiar
sobre seus filhos, inclusive a filha D...... (no apelo tombado sob o n. ......).
A razão para L... ter perdido o poder familiar sobre os filhos, foi o fato deles terem
sido vítimas de abuso sexual, primeiro pelo pai das crianças, e depois pelo novo
companheiro de L....
Vale dizer, em nenhum momento foi provada ou sequer suscitada a hipótese
comissiva de L.... Ou seja, ela não foi cúmplice nos abusos perpetrados contra os
filhos, ou nem de alguma forma facilitou ou ajudou que tais abusos ocorressem.
A destituição do poder familiar referiu apenas incapacidade de L..., de proteger os
filhos contra os abusos.
Isso ficou estampado inclusive na ementa de julgamento da apelação que manteve
a sentença que destituiu L... do poder familiar sobre os filhos:
“Apelação cível. ECA. Destituição do poder familiar. (...). No entanto, a prova
coligida nos autos não deixa dúvida no sentido de que a apelante não possui
condições de exercer o poder familiar, porquanto ao longo dos anos, nada fez para
proteger as filhas dos abusos cometidos por seus companheiros e, também, não
cumpriu seus deveres inerentes à maternidade, dando origem a um quadro de
abandono físico e afetivo reiterado e injustificado de seus nove filhos. Negaram
provimento.” (ApC n. 70024810806, 8ª Câmara Cível, TJRS, Relator: Rui Portanova,
Julgado em 18/09/2008).
Após L... ser destituída do poder familiar sobre os filhos, a menina D... acabou por
ser adotada pelo casal S... e A...
Passado cerca de 01 ano da destituição do poder familiar, L... (a mãe biológica)
ajuizou a presente demanda, a qual nominou como sendo “ação de adoção
consentida”.
O pedido é de “adoção”, porque L... quer voltar a ter vínculo jurídico de
maternidade e filiação em relação com a menina D...
Vale ter em conta que, apesar de L... ter outros filhos sobre os quais perdeu o poder
familiar, a presente demanda envolve apenas a filha D....
E o pedido foi dito “consentido”, porque a mãe-adotiva S... concordou com o pedido
(veio declaração expressa dela nesse sentido, já com a inicial, fl. 09; e ela foi
ouvida como testemunha, confirmando isso, fls. 77, verso, à 78, verso).
Ao final, a demanda foi julgada improcedente.
Entendeu o digno juízo de primeiro grau que o pedido importaria, por via
transversa, em revogação da adoção, o que seria vedado.
Entendeu ainda o digno magistrado que, por ter perdido o poder familiar, L... não
poderia voltar a tê-lo.
Essa decisão é o objeto do presente apelo interposto por L....
Enfim, restou igualmente comprovado que a mãe biológica superou os problemas
que levaram à perda do poder familiar, e passou a ser inteiramente capaz de ter e
manter a filha sob seus cuidados.
E restou provado que a filha até já está de volta ao convívio com a mãe biológica,
onde está sendo devidamente cuidada e atendida, e de onde ela (a filha)
expressamente não quer sair.
ANTE O EXPOSTO, dou provimento ao apelo, para o fim de julgar procedente a ação
de adoção.”

O entendimento jurisprudencial do TJRS, é favorável aos pedidos da requerente


dessa peça.

“Apelação. Ação de adoção, ajuizada pela mãe biológica, que antes perdeu poder
familiar. Procedência. Cabimento. Demonstrado que a pessoa que adotou a menina
descumpriu os deveres e obrigações inerentes ao poder familiar que obteve a partir
da adoção.
Descaso, abuso e maus-tratos da adotante, que levam à perda do poder familiar
instituído pela adoção. Mãe biológica que, após perder o poder familiar sobre a filha,
comprovadamente superou seus problemas, e inclusive voltou a conviver com a
menina e a tê-la sob seus cuidados, atendendo devidamente a todas as necessidades
dela.
Hipótese em que se mostra cabível destituir a adotante do poder familiar, e deferir
a adoção pela mãe biológica, reconstituindo o vínculo mãe/filha, como forma de
melhor atender ao interesse prevalente da menor.
Deram Provimento.”
(Apelação Cível n. 70040441016, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Rui Portanova, Julgado em 16/06/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer o provimento do recurso para julgar procedente o pedido


de adoção.

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............
Recurso de apelação (Lista do cadastro de adotantes)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE FAMÍLIA DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome completo), já


qualificados no processo em epígrafe, residentes e domiciliados no endereço na
Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do Estado ...............,
CEP: ..............., neste ato representados por seu advogado infra-assinado, com
instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional situado no endereço na
Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.009, e
seguintes do Código de Processo Civil de 2015, e demais dispositivos legais aplicáveis,
interporem RECURSO DE APELAÇÃO, por não concordar com a sentença do
Juízo ............... .

Nessa seara, requerem que Vossa Excelência providencie o remetimento do


recurso e de suas razões ao Tribunal de Justiça do Estado de ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.
..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Razões de recurso de apelação (Lista do cadastro de adotantes)

PROCESSO N.: ...............


APELANTE(S): ...............
APELADO(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo dos recorrentes, com a sentença


explanada nos autos de ação de adoção que julgou improcedente tal feito.

Os recorrentes são casados desde o ano de .........., sob o regime de comunhão


parcial de bens, baseado no documento em anexo.

Ora, ambos têm o desejo de adotarem ..............., o menor terá uma vida tranquila e
segurança financeira, conforme documento em anexo.

Nota-se que, mesmo que os recorrentes não estejam no topo da lista de cadastro
de adotantes habilitados, não é motivo para julgar os pedidos dos mesmos
juridicamente impossíveis, pois o que sempre vai prevalecer serão os interesses do
menor e não de uma simples lista burocrática.

É cediço, que a mãe biológica deixou a criança com sua tia, pois é usuária de
drogas e não possui nenhum tipo de condição para criar e educar o menor. Além disso,
a mesma deseja entregá-lo aos adotantes, baseado na declaração anexada.

Dessa forma, a criança não poderá ficar ao desamparo financeiro e sentimental,


pois é considerada a parte frágil.

No presente caso, é importante observarmos os artigos 6º e 43 do Estatuto da


Criança e do Adolescente.

“Art. 6º. Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela
se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e
coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em
desenvolvimento.”

“Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando
e fundar-se em motivos legítimos.”

Em suma, o menor não deverá ser prejudicado nos seus direitos, e assim, deverão
prevalecer às vantagens expostas nessa peça.

Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, Rui Portanova, no julgamento do


processo n. 70041323742, apelação cível, decide que:

“O juízo considerou que o pedido dos apelantes seria juridicamente impossível,


porque eles não seriam os primeiros da lista no cadastro de adotantes habilitados.
Tal decisão não pode subsistir.
Quanto ao mais, vale repetir as palavras do agente ministerial:
O boletim de ocorrência de fl. 10 evidencia que a mãe da menor a deixou com a
tia, não mais retornando, por ser usuária de drogas, do que decorreu o contato da
guardiã com o Conselho Tutelar da cidade, sem retorno, contudo, sobre o caso.
A vontade da guardiã fática de entregar a criança aos autores está expressa em
carta por ela redigida (fls. 13/14), sendo ali relatado que ela não possui condições
de saúde para ficar com a infante e que, procurando ajuda com uma amiga da avó
materna da menina, descobriu os demandantes. Relata, ainda, que a mãe da menor
possui mais 4 filhos, todos entregues a outras pessoas.
Portanto, não havendo impossibilidade jurídica do pedido, porque a guarda pode ser
requerida por qualquer pessoa capaz para tanto e porque é o melhor interesse da
menor que deve ser buscado, há que ser desconstituída a sentença, prosseguindo-
se a instrução para, inicialmente, ser enfrentado esse pedido, diante da realização
de estudo social que ateste a capacidade dos postulantes para ficar com a infante.
Sobre esse ponto, importa referir que não há lógica alguma alegar que há violação
à lista de adoção ou aos preceitos do ECA os pedidos veiculados nesta ação,
quando o que se busca, em princípio, é a proteção da menor que, evidentemente,
estará muito melhor amparada por um casal apto a recebê-la (se assim restar
constatado) do que por um abrigo municipal.
Após, o prosseguimento do feito deve ocorrer quanto aos demais pedidos, quais
sejam, destituição do poder familiar e adoção, sendo necessário, para o
enfrentamento dessas questões, a análise do mérito em sentença, descabendo
extinção pelos fundamentos apontados na sentença.
A respeito da ordem na fila de adoção, entende-se que, estando a criança sob a
guarda de pessoas habilitadas para dar o melhor a ela, em todos os aspectos, com
a devida comprovação disso nos autos, não há óbice para que a adoção seja
deferida a quem já detém a guarda da criança, pois que, repita-se, é o melhor
interesse da criança, que deve prevalecer sobre a burocracia de uma ordem/lista
que não é absoluta, isto é, deve-se questionar se é melhor para a infante ser
abrigada ou ter a oportunidade de ficar sob a guarda de pessoas que possuem total
capacidade de cuidá-la.
A instrução deverá chegar a uma conclusão que assegure o melhor interesse da
menor.” (fls. 32, verso, à 33, verso)
À vista de tudo isso, a desconstituição da sentença é de rigor, para que o processo
tenha o seu devido prosseguimento, com a investigação de todos os fatos e
circunstâncias importantes ao deslinde do caso.”

O entendimento jurisprudencial do TJRS, é favorável aos pedidos dos


requerentes dessa peça.

“Apelação. Adoção. Extinção sem apreciação de mérito. Descabimento. O pedido de


adoção formulado por quem não está no primeiro lugar da lista do cadastro de
adotantes não é juridicamente impossível.
Há necessidade de investigar as circunstâncias envolvendo o caso, para apuração e
defesa do interesse prevalente do menor.
Apelo provido. Em monocrática.”
(Apelação Cível n. 70041323742, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Rui Portanova, Julgado em 13/05/2011).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerem o provimento do recurso para julgar procedente o


pedido de adoção e a desconstituição da sentença monocrática.

Nestes termos
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............
Recurso de apelação (Criança que já está com os autores)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE ............... DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome completo), já


qualificados no processo em epígrafe, residentes e domiciliados no endereço na
Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., neste ato representados por seu advogado infra-
assinado, com instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional situado
no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ...............,
do Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.009, e
seguintes do Código de Processo Civil de 2015, e demais dispositivos legais
aplicáveis, interporem RECURSO DE APELAÇÃO, por não concordar com a sentença
do Juízo ............... .

Nessa seara, requer que Vossa Excelência providencie o remetimento do recurso


e de suas razões ao Tribunal de Justiça do Estado de ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Razões de recurso de apelação (Criança que já está com os autores)

PROCESSO N.: ...............


APELANTE(S): ...............
APELADO(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS


Trata-se o caso em tela do inconformismo dos recorrentes, com a sentença
explanada nos autos de ação de adoção que julgou improcedente tal feito.

Os recorrentes são casados desde o ano de .........., sob o regime de comunhão


parcial de bens, baseado no documento em anexo.

Ora, com o deferimento da adoção o menor será acolhido sentimentalmente e


financeiramente pelos adotantes, pois ambos possuem condições econômicas fartas,
conforme documento anexado.

Observa-se que, a mãe biológica deseja que o menor seja adotado pelos
recorrentes e não por outras pessoas estranhas e desconhecidas, pois os mesmos são
conhecidos naquela região e possuem uma vida digna, conforme documento em
anexo.

Além disso, no presente caso está comprovado o vínculo suficiente para os


recorrentes objetivarem a presente adoção, baseado em documento em anexo.

Vale lembrar que a criança está com os apelantes, desde o seu nascimento, pois
a mãe biológica entregou seu filho ao casal, relatando que não possui condições
psicológicas e financeiras para criá-lo, conforme declaração anexada.

Dessa forma, no presente caso está confirmado o vínculo afetivo entre o menor e
os recorrentes, pois já está instalado um laço de afinidade e amor que foi construído
durante o tempo em que a criança ficou com os mesmos.

Daí verificou a importância de tais atitudes, pois é um período em que a criança


está em formação da sua personalidade.

No caso em tela, não é preciso seguir rigorosamente a lista de pessoas habilitadas


para adoção, pois o que deve prevalecer é o bem estar do menor, este não poderá
sofrer nenhum tipo de dano.

No presente caso, é importante observarmos os artigos 6º e 43 do Estatuto da


Criança e do Adolescente.

“Art. 6º. Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela
se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e
coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em
desenvolvimento.”
“Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando
e fundar-se em motivos legítimos.”

Em suma, deverá prevalecer o interesse do menor, e conforme documentos


anexados, os recorrentes são aptos plenamente para adotarem o mesmo.

Nas palavras do nobre desembargador do TJRS, Rui Portanova, no julgamento do


processo n. 70039455910, Apelação Cível, decide que:

“O CASO.
Os autores residem na cidade de Jaguaruana no Estado de Santa Catarina.
Na inicial eles narraram que em junho de 2009 foram até a cidade de Taquara/RS
para visitar conhecidos, sendo que lá em Taquara, souberam que R... dera a luz a
S... e que pretendia entregá-la a um casal que quisesse adotá-la.
Disseram que em face disso, se propuseram a receber a criança S..., nascida em
05/05/2009. Noticiaram estarem habilitados à adoção por meio de procedimento
que correu junto à comarca de Jaguaruana e juntaram cópia do procedimento (fls.
10/38).
Ao receber a inicial, o juízo deferiu a guarda provisória ao casal (fls. 39/40) e,
posteriormente determinou a emenda da inicial para constar também o pedido de
destituição do poder familiar (fl. 55 e verso), o que foi atendido (fls. 57/58).
Sobreveio audiência na qual R..., mãe biológica da criança, consentiu com a entrega
da menina, mas “apenas em relação aos demandantes, sendo que não concorda que
a criança seja dada a outro casal habilitado.”
Ao sentenciar o juízo julgou improcedentes os pedidos. Segundo a sentença
apelada: “As circunstâncias apresentadas nos autos determinam entendimento de
que, em verdade, buscou-se afastar a aplicação da lista de casais habilitados à
adoção nesta comarca.
Nenhum elemento de convicção apresentado nos autos indica que as partes
tenham travado qualquer contato antes do nascimento de S..., ou ainda que
possuíssem qualquer vínculo suficiente para infringir a lista de adoção e permitir a
adoção dirigida.
De acordo com a situação narrada pelos demandantes a requerida não está
preocupada com o futuro da filha, pois entregou a criança a eles e não mais os
procurou para obter notícias, demonstrando total descaso com o futuro de S....
Nada está a justificar, portanto, o teor do depoimento da genitora, que teria
vontade de entregar a filha em adoção somente na hipótese de os beneficiários
serem os adotantes.” (fl. 66 verso).
Em seu apelo os autores alegaram que além da mãe biológica ter manifestado sua
intenção de forma inequívoca, a convivência mantida já gerou fortes laços de afeto.
Alegaram que têm todas as condições para a adoção, não havendo razões para
julgar improcedente a demanda.
A DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR E A ADOÇÃO.
“Data venia”, penso que o caso comporta solução diversa da que foi dada pela
sentença.
De fato, não há negar algum descompasso no rito legal do processado.
Contudo, apesar de a mãe biológica da criança não ter vínculos com o casal
adotante, é bem de ver que os autores têm plenas condições de adotar a menina.
O casal está habilitado para adoção junto à comarca onde residem em Santa
Catarina.
Além disso, o presente processo acabou consolidando uma situação em favor dos
autores que acaba impedindo o seu retrocesso.
Sofia está com quase dois anos de idade, ela nasceu em 05/05/2009. Por força
de decisão liminar neste processo de adoção ela está como os autores desde
26/10/2009 (fls. 39/41).
Ou seja, a menina, nascida em 05/05/2009, está com os autores desde os seus
cinco meses de idade, já estando agora prestes a completar dois anos.
Note-se que a própria decisão liminar neste processo referiu que era
“imprescindível a tomada do consentimento da mãe biológica da infante, para que
manifeste em juízo a sua vontade de dar a filha a adoção, devendo declarar se sua
intenção condiz tão somente em relação ao casal requerente ou se concorda com a
adoção por casal constante na lista de pretendentes da comarca...” (fl. 40).
E tal declaração foi dada expressamente pela mãe da menina em audiência realizada
em 10/12/2009 (fl. 49).
Tais circunstâncias, em meu entendimento acabaram criando uma situação difícil de
se desfazer, ainda que se considere que o casal adotante não tenha vínculos com a
mãe de Sofia.
Agora, o mais importante é preservar o laço de paternidade que se criou entre os
autores e a menina durante estes dois primeiros anos da vida dela, período esse de
extrema importância para a formação da personalidade da criança.
Não se descuida do entendimento do digno juízo apelado em tentar preservar a
higidez da lista de adoção que foi criada justamente para impedir fraudes em
processos dessa natureza.
Contudo, para além dessa formalidade, há aqui um interesse visivelmente maior,
que é de não causar dano á criança objeto desta ação.
Além disso, fosse o caso de se observar rigorosamente a lista no presente caso, não
se haveria de ter concedido a guarda provisória. Mas agora que já o foi, a criança
deve ficar com os autores, sob pena de violar os próprios direitos da menina.
Por tais razões, estou entendendo pela procedência dos pedidos iniciais.
E esse foi o mesmo entendimento do agente ministerial neste grau de jurisdição, a
saber:
[...].
Análise dos autos dá conta de que a menor S..., nascida em 05 de maio de 2009 (fl.
08), encontra-se sob cuidados dos apelantes – considerados habilitados à adoção
na Comarca de Jaguaruna/Santa Catarina, onde residem – desde seus poucos
meses de vida.
Evidencia, ainda, que, deferida a liminar de guarda provisória da menor, determinada
a oitiva da genitora biológica para que confirmasse o seu consentimento em
relação à adoção e a emenda da inicial para que fosse cumulada com ação de
destituição do poder familiar, passou-se mais de um ano.
Embora compartilhe do posicionamento externado no parecer das fls. 50-52v, a
situação, ao que parece, está consolidada, devendo prevalecer o interesse e bem-
estar da criança.
Nesse prisma, restando configurada situação excepcional que justifica a
inobservância da lista, merece acolhimento a pretensão recursal.
[...].
ANTE O EXPOSTO, dou provimento ao recurso para julgar procedente o pedido de
destituição do poder familiar e adoção.”

O entendimento jurisprudencial do TJRS, é favorável aos pedidos dos


recorrentes dessa peça.

“Apelação cível. Adoção. Destituição do poder familiar. Viabilidade da adoção no


caso concreto. Adotantes que se encontram aptos à adoção em procedimento de
habilitação realizado no Estado de Santa Catarina.
Criança que já está com os autores há quase dois anos por força de decisão judicial.
Circunstâncias de fato que geram a necessidade de concessão da adoção aos
autores.
Recurso provido. Em monocrática.”
(Apelação Cível n. 70039455910, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Rui Portanova, Julgado em 26/04/2011).

DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requerem o provimento do recurso para julgar procedente o
pedido de adoção e a destituição do poder familiar.

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............
Recurso de apelação (Alteração/retificação de registro civil)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA .....ª


VARA DE FAMÍLIA DA CIDADE E COMARCA DE ............... DO ESTADO
DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

Ministério Público do Estado de ............... representado pelo Promotor de


Justiça ..............., nos autos processo em epígrafe, vem mui respeitosamente à presença
de Vossa Excelência, com suporte no artigo 1.009, e seguintes do Código de Processo
Civil de 2015, e demais dispositivos legais aplicáveis, interpor RECURSO DE APELAÇÃO,
por não concordar com a sentença do Juízo ............... .

Nessa seara, requer que Vossa Excelência providencie o remetimento do


recurso e de suas razões ao Tribunal de Justiça do Estado de ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Promotor(a) de Justiça
Razões de recurso de apelação (Alteração/retificação de registro civil)

PROCESSO N.: ...............


APELANTE(S): ...............
APELADO(A)(S): ...............

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA CÂMARA
ÍNCLITOS DESEMBARGADORES
DOUTO PROCURADOR DE JUSTIÇA

DOS FATOS e DOS DIREITOS

Trata-se o caso em tela do inconformismo do recorrente, com a sentença


explanada nos autos de ação de alteração/retificação de registro civil, que julgou
procedente tal feito (doc. anexado).

Alega que a apelada somente foi adotada pelo Senhor ............... (nome completo) e,
não em conjunto com a Senhora ............... (nome completo), conforme documento em
anexo.

Por essa razão, na certidão de nascimento da Senhora ............... (nome completo),


consta apenas o nome do seu pai adotivo e, não é mencionado da Senhora ...............
(nome completo).

Observe-se que, na ação de adoção, autos n. ..............., não consta o nome da


Senhora ............... (nome completo) como adotante da apelada (doc. em anexo).

Diante disso, não poderá ocorrer a alteração/retificação de registro civil com o


objetivo de alterar/retificar o nome da apelada.

Ora, na época em que a apelada foi adotada, o adotante tinha uma união estável
com a Senhora ............... (nome completo), todavia a adoção precisa de declaração
inequívoca de vontade e não pode ser presumida.

Com tudo isso, o registro de nascimento em tela, não poderá ser alterado,
conforme os fatos expostos.

Nas palavras do nobre desembargador do TJSC, Fernando Carioni, no julgamento


do processo n. 2010.018552-9, apelação cível, decide que:

“VOTO
Pretende o representante do Ministério Público a reforma da sentença que julgou
procedente o pedido formulado por M. R. S. R. e determinou a retificação de seu
registro civil.
Retira-se dos autos que M. R. S. R., nascida em 21/05/1965, filha de E. do N. S., foi
adotada, em 11/11/1965, por meio de escritura pública de adoção, por C. D. R., à
época casado com S. de O. R. (fls. 9 e 18).
Observa-se, ainda, que, apesar de a esposa do pai adotivo não figurar como
adotante na escritura pública de adoção, seu nome consta como sendo mãe da
requerente em sua Carteira Nacional de Habilitação (fl. 7), na escritura pública que
a emancipou (fl. 10), em sua cédula de identidade (fl. 14), e em alguns documentos
escolares (fls. 11-13). O patronímico de S. de O. R. também se acha acrescido ao
nome da requerente em tais documentos.
Quanto ao registro de nascimento, a requerente apresentou três certidões, na
primeira delas, datada de 31/08/2009, consta apenas o nome de seu pai adotivo (fl.
8), em outra, emitida em 17/06/2009, apenas o nome de sua mãe biológica (fl. 17),
ao passo que na terceira certidão apresentada, datada de 10/04/1978, constam o
nome do pai adotivo e de S. de O. R. (fl. 18).
Por outro lado, na cópia do termo n. 34.458, do Livro n. 3, do Cartório onde foi
realizado o registro de nascimento da requerente, consta seu nome como M. R. S.
filha de E. do N. S. (fl. 20).
Diante desse quadro, pretende a requerente que seja determinada a devida
alteração de seu sobrenome, passando a constar em seu assento de nascimento M.
R. de O. R., bem como a informação de que é filha de C. D. R. e de S. de O. R..
Determina o artigo 54 da Lei n. 6.015/1973 que o assento de nascimento deverá
conter, entre outras informações, “os nomes os prenomes, a naturalidade, a
profissão dos pais, o lugar e cartório onde se casaram, a idade da genitora, do
registrando em anos completos na ocasião do parto, e o domicílio ou residência
do casal”.
Por outro lado, dispõe o artigo 95 da mesma lei que “serão registradas no registro
de nascimento as sentenças de legitimação adotiva, consignando-se nele os nomes
dos pais adotivos como pais legítimos e os dos ascendentes dos mesmos se já
falecidos, ou sendo vivos, se houverem, em qualquer tempo, manifestada por escrito
sua adesão ao ato (Lei n. 4.655, de 2 de junho de 1965, artigo 6º)”. Ao passo que o
artigo 96 da Lei de Registro Públicos, determina que “feito o registro, será
cancelado o assento de nascimento original do menor”.
Na hipótese em comento, portanto, o assento de nascimento, no que tange às
informações relativas à filiação da requerente, deve-se coadunar com a escritura
pública de adoção, a qual aponta que C. D. R., apesar de ser casado à época da
adoção, adotou sozinho a requerente.
Diante desse contexto, seu assento de nascimento, espelhando o que consta na
escritura pública de adoção, deve trazer somente o nome de C. D. R., tal como
consta na certidão de nascimento de fl. 8.
Salienta-se que eventual incorreção nos documentos civis da requerente (carteira
nacional de habilitação, cédula de identidade, título de eleitor e cadastro de
pessoas físicas), não tem o condão de modificar o que consta em seu assento de
nascimento.
De outro norte, importante destacar que se não se nega que a requerente possa ter
sido criada como filha da Sra. S. de O. R. em típico caso de filiação socioafetiva,
consolidada no afeto e na convivência familiar.
Contudo, não se pode aceitar pela estreita via do pedido de retificação de registro
civil que se reconheça a maternidade póstuma por vínculo afetivo, uma vez que a
posse do estado de filho demanda a presença de diversos caracteres para a sua
configuração, os quais somente poderão ser verificados após intensa instrução
probatória. Nesse contexto, a filiação socioafetiva fica caracterizada na presença de
três requisitos, quais sejam, o nome, o tratamento de filho e a reputação, ou seja, a
pessoa deve utilizar o mesmo sobrenome que o suposto pai, bem como ser
reconhecida na sociedade como filho do indigitado pai, além de ser tratada pela
família, afetiva e materialmente, como se filho fosse.
Belmiro Pedro Welter, discorrendo acerca de tais elementos, destaca:
Três são os requisitos do estado de filho afetivo: a nominatio, a tratactus e a
reputatio, ou seja, “que a pessoa tenha sido tratada como filha do indigitado pai e
que tenha, como tal, atendido à manutenção, à educação e à colocação dela; que a
pessoa tenha constantemente considerado como nas relações sociais”. A
nominatio, que é o nome, é ter o filho o apelido do pai; a tratactus é ser tratado e
educado como filho; a reputatio é ser tido como havido por filho na família e na
sociedade em que vive. Isso significa que o nome é o uso constante do apelido
(sobrenome) da família do pai afetivo; o tratamento decorre do filho ser criado,
educado tido e apresentado à sociedade como filho; a fama ou reputação é a
circunstância de ser sempre considerado, na família e na sociedade, como filho. [...]
O tratamento é o elemento clássico de maior valor, certifica Jacqueline Filgueras
Nogueira, porquanto reflete a conduta que é dispensada ao filho, garantindo-lhe o
indispensável à sobrevivência, como a manutenção, educação, instrução, a
formação deve como ser humano (Igualdade entre as filiações biológica e
socioafetiva. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2003. p. 156-157).
Concluindo, Maria Helena Diniz adverte que, “estribada na posse do estado de filho,
a pessoa educada e criada pelo casal poderá vindicar em juízo o reconhecimento da
legitimidade da filiação [...]. Essa prova vem sendo admitida em nossos tribunais,
embora com reserva, desde que se façam presentes três elementos: o nomem ou
nominatio, ou seja, que a pessoa traga o nome paterno; o tractatus, isto é, que a
pessoa seja tratada na família como filha, e a fama ou reputatio, ou seja, que
tenha sido constantemente reconhecida pelos presumidos pais, pela família e pela
sociedade como filha” (Curso de direito civil brasileiro: direito de família. 24. ed.
São Paulo: Saraiva, 2009. p. 474-475).
Assim, embora a requerente traga aos autos alguns documentos civis, uma
escritura pública de emancipação e documentos escolares nos quais consta o nome
da Sra. Sueli como sua mãe, não há nestes autos prova acerca da presença dos
requisitos necessários ao reconhecimento da filiação socioafetiva.
Diante de todo exposto, merece reforma a decisão de primeiro grau que deferiu o
pedido de retificação de registro civil.
DECISÃO
Nos termos do voto do Relator, dá-se provimento ao recurso para o fim de reformar
a sentença e julgar improcedente o pedido formulado por M. R. S. R. nos autos do
Pedido de Retificação de Registro Civil n. 004.09.0009514-0. Mantidos os honorários
advocatícios fixados em favor do representante da requerente.”

O entendimento jurisprudencial do TJSC, é favorável aos pedidos do recorrente


dessa peça.

“Apelação cível. Retificação de registro civil. Assento de nascimento. Informações


relativas à filiação. Registro que deve espelhar a escritura pública de adoção. Artigo
95 da lei registros públicos. Reconhecimento de maternidade póstuma por vínculo
afetivo. Impossibilidade. Necessidade de instrução probatória. Sentença reformada.
Recurso provido.
O assento de nascimento deverá conter, entre outras informações, os nomes e os
prenomes dos pais, ao passo que havendo a legitimação adotiva, consignar-se-á no
respectivo assento os nomes dos pais adotivos como pais legítimos.
A filiação socioafetiva, fundada na posse do estado de filho e consolidada no afeto e
na convivência familiar, demanda procedimento próprio para o seu
reconhecimento, com a devida instrução probatória, por meio da qual deverão ser
demonstrados os seguintes elementos caracterizadores: o nomem - utilização do
sobrenome paterno; o tratactus - pessoa deve ser tratada e educada como filho; e a
reputatio - o reconhecimento pela sociedade e pela família da condição de filho.”
(TJSC - Apelação Cível n. 2010.018552-9. Relator: Des. Fernando Carioni. Data:
27/07/2007).

DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer o provimento do recurso para julgar improcedente o


pedido de retificação de registro civil, reformando-se assim, a decisão de primeiro
grau.

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Promotor(a) de Justiça

Recurso especial (Preponderância do melhor interesse da criança)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEMBARGADOR(A)


PRESIDENTE(A) DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ............... .

(Dez espaços duplos para despacho)

PROCESSO N.: ...............


ACÓRDÃO N.: ............... – .....ª CÂMARA CÍVEL
RECORRENTE(S): ...............
RECORRIDO(S): ...............

............... (esposa - nome completo), e seu ............... (esposo - nome completo),


já qualificados no processo em epígrafe, residentes e domiciliados no endereço na
Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca de ..............., do
Estado ..............., CEP: ..............., neste ato representados por seu advogado infra-
assinado, com instrumento de mandato em anexo, com escritório profissional situado
no endereço na Rua ..............., n. ....., Bairro ..............., Cidade e Comarca ...............,
do Estado ..............., CEP: ..............., onde recebe intimações e notificações, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência e deste Egrégio Tribunal,
fundamentado no artigo 1.029, do Código de Processo Civil de 2015, no art. 255 e
seguintes do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, no art. 105, III, “a” e
“c”, da Constituição da República, e demais dispositivos legais aplicáveis, vem
proporem RECURSO ESPECIAL, junto ao Superior Tribunal de Justiça – STJ, conforme
as razões a seguir.

Requerem, portanto, que seja admitida a presente peça impugnativa, com


consequente remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............

Razões do recurso especial (Preponderância do melhor interesse da criança)

RAZÕES DO RECURSO ESPECIAL

EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA


COLENDA TURMA
DOUTOS MINISTROS
DOUTO SUBPROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

Os recorrentes ajuízam este recurso especial para fazer valer seus direitos
perante esta Corte Judicial Brasileira, em oposição ao acórdão proferido pelo Tribunal
de Justiça do Estado de ..............., nos autos de ação de adoção com pedido de
liminar ajuizada pelos mesmos.

No presente caso, surgiu a cristalina vontade dos recorrentes em adotar o


menor ..............., e os mesmos não possuem relação de parentesco com o mesmo.
Além disso, sua mãe biológica não possui condições de criar o filho, pois se
encontra em uma situação miserável.

Vale lembrar que a mesma entregou o filho voluntariamente aos adotantes para
que cuidassem.

Ora, conforme consta na declaração em anexo, a mãe biológica relatou que


entregou o filho aos recorrentes pelo motivo de possuírem condições financeiras
robustas e encherem a criança de carinho e cuidado.

Em consequência disso, manifestou que não quer que o filho seja adotado por
um casal estranho, pois o menor já está familiarizado com os recorrentes.

Vejamos os artigos 6º e 43 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

“Art. 6º. Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela
se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e
coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em
desenvolvimento.”

“Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando
e fundar-se em motivos legítimos.”

A nobre ministra do STJ, Nancy Andrighi, no julgamento do REsp 1199465 / DF,


recurso especial. 2010/0120902-0, decidiu que:

“Declarações asseverando que “(...) deseja entregar a filha em adoção porque não
possui condições socioeconômicas de criá-la; que os requerentes detém a guarda
da menor há cerca de um mês; que não deseja dar a filha em adoção a possíveis
interessados, previamente cadastrados no setor de adoção da Vara da Infância e da
Juventude, eis que a menor está muito bem cuidada nas mãos dos requerentes, que
a supre das necessidades materiais e afetivas para uma vida digna(...)” (fl. 29, e-
STJ).
Nessa mesma audiência, os autores declararam receber M.V.A.L. sob guarda e
responsabilidade, em caráter provisório.
Relatório Técnico sobre o pedido de adoção: A Seção de Adoção da Vara da Infância
e da Juventude emitiu laudo subscrito por assistente social, sugerindo o
deferimento do pedido de adoção, no qual se destacou que “(...) B... (nome fixado
pela família adotante) é reconhecida como um integrante legítimo da família e que
o Sr. O. e a Sra. S. vem desempenhando as funções parentais para com a criança
em um ambiente familiar que apresenta uma convivência harmônica (...)”. (fl. 38,
e-STJ).
Parecer do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (fls. 441/352): opinou
pela procedência do pedido de adoção, sustentando que não houve prova cabal da
coação alegada, que o lar que receberia M.V.A.L., caso ela fique com a mãe, é
inapto para acolher a adotanda e que tem sido bem cuidada no lar dos adotantes,
afirmando, ao final, que: “(...) à luz dos princípios da proteção integral e do superior
interesse da criança, não se recomenda simplesmente entregar a infante em tela à
sua família natural, até porque as informações dos autos demonstram o bem estar
da criança na companhia da família substituta” (fl. 447).
Frise-se que houve todo um ajuste pessoal da adotanda, dos recorrentes e de seus
demais filhos, em uma construção idiossincrática, em que as bases de referência e
os valores são aplicados de maneira peculiar, não reproduzida em nenhuma outra
família.
Por tudo isso – consideradas as peculiaridades do processo –, é que se impõe a
inversão das conclusões do acórdão recorrido, devendo ser concedido ao casal O.L. e
S.F.L., a adoção de M.V.A.L.”

Vale lembrar que o Superior Tribunal de Justiça tem entendimento jurisprudencial


a favor das convicções dos recorrentes, como demonstrado a seguir:

“Civil. Adoção. Vício no consentimento da genitora. Boa-fé dos adotantes. Longo


convívio da adotanda com os adotantes. Preponderância do melhor interesse da
criança.
1. A criança adotanda é o objeto de proteção legal primário em um processo de
adoção, devendo a ela ser assegurada condições básicas para o seu bem-estar e
desenvolvimento sociopsicológico.
2. A constatação de vício no consentimento da genitora, com relação a entrega de
sua filha para a adoção, não nulifica, por si só, a adoção já realizada, na qual é
possível se constatar a boa-fé dos adotantes.
3. O alçar do direito materno, em relação à sua prole, à condição de prevalência
sobre tudo e todos, dando-se a coacta manifestação da mãe-adolescente a
capacidade de apagar anos de convivência familiar, estabelecida sobre os auspícios
do Estado, entre o casal adotante, seus filhos naturais e a adotanda, no único lar
que essa sempre teve, importa em ignorar o direito primário da infante, vista mais
como objeto litigioso e menos, ou quase nada, como indivíduo, detentora, ela
própria, de direitos, que, no particular, se sobrepõe aos brandidos pelas partes.
4. Apontando as circunstâncias fáticas para uma melhor qualidade de vida no lar
adotivo e associando-se essas circunstâncias à convivência da adotanda, por lapso
temporal significativo - 09 anos -, junto à família adotante, deve-se manter íntegro
esse núcleo familiar.
5. Recurso especial provido.”
(STJ – REsp 1199465 / DF. Recurso Especial. 2010/0120902-0. Ministra Nancy
Andrighi. T3 - Terceira Turma. Data do Julgamento: 14/06/2011).

DOS PEDIDOS

Isso exposto, requerem o provimento positivo ao recurso para cassando o acórdão


recorrido, e assim, restabelecer a sentença e, conceder aos recorrentes, a adoção
de ............... .

Nestes termos,
Pede deferimento.

..............., ..... de ............... de .......... .

.............................................
Advogado(a)
OAB/..... - n. ...............