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INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL


Nº 23

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO
PRÉ-HOSPITALAR
2ª Edição

MINAS GERAIS
2017
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COMANDANTE-GERAL DO CBMMG
CEL BM LUIZ HENRIQUE GUALBERTO MOREIRA

CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO CBMMG


CEL BM HÉLDER ÂNGELO E SILVA

ELABORAÇÃO (2ª EDIÇÃO)


CAP BM VITOR COSTA LEITE
1º TEN BM ALEXANDRE CARDOSO BARBOSA
1º TEN BM BRUNO CÉSAR AMORIM MACHADO
1º TEN CHRISTIAN COELHO CORDEIRO
1º TEN BM ABEL SENHORINHO FERREIRA
2º TEN BM HUGO COSTA TAKAHASHI
2º TEN BM RICARDO ALVES BARBOSA
2º SGT BM BRUNO ALVES BICALHO
3º SGT BM MARINA MATHEUS MARÇAL
3º SGT BM RODRIGO DUARTE RODRIGUES
3º SGT BM THAIS RIBEIRO DA SILVA
3º SGT BM FELIPE BORGES RIBEIRO

REVISÃO MÉDICA
MAJ PM QOS YORGHOS LAGE MICHALAROS – MÉDICO ESPECIALISTA EM CARDIOLOGIA
MAJ PM QOS DENISE MARQUES DE ASSIS - MÉDICA ESPECIALISTA EM NEUROLOGIA
DR. MARCUS VINÍCIUS MELO DE ANDRADE- MÉDICO ESPECIALISTA EM CLÍNICA MÉDICA E MEDICINA
INTENSIVA - PROFESSOR ASSOCIADO DA FACULDADE DE MEDICINA DA UFMG
DR. FERNANDO MACEDO BASTOS – MÉDICO ESPECIALISTA EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

1ª EDIÇÃO
Vide: M663 Minas Gerais. Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.
Instrução Técnica Operacional n.23 - Protocolo de Atendimento Pré-Hospitalar. Corpo de Bombeiros Militar de
Minas Gerais. Belo Horizonte, 2013. 169p. 1. Atendimento Pré hospitalar 2. Primeiros Socorros 3.Trauma 4.
Procedimentos I. Título CDU: 616.02551
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ILUSTRAÇÕES DE ADVERTÊNCIA

- Advertência de alerta

- Advertência de competência privativa do profissional médico ou necessidade de apoio pelo


Suporte Avançado de Vida

LISTA DE FIGURAS

 Figura 1 - Algoritmo de avaliação do paciente.


 Figura 2 - Traçado Eletrocardiógrafo da TVSP – Taquicardia Ventricular Sem Pulso.
 Figura 3 - Traçado Eletrocardiógrafo da FV - Fibrilação Ventricular.
 Figura 4 - Traçado Eletrocardiógrafo do RSN – Ritmo Sinusal Normal.
 Figura 5 - Deslocamento Manual do Útero para a Esquerda.
 Figura 6 - Locais comumente referenciados com dor em caso de Em. Cardiovasculares.
 Figura 7 - Identificação visual de queda facial e debilidade dos braços, conforme a Escala de Cincinatti.
 Figura 8 - Posição dos dedos do socorrista em forma de “V” para descomprimir a face do feto em caso
de parto pélvico.
 Figura 9 - Manobra de Bracht.
 Figura 10 - Posição de Trendelenburg com quadril elevado e cabeça baixa.
 Figura 11 - Zonas de inervação conforme segmento medular para avaliação da altura da lesão no TRM.
 Figura 12 - Regra dos “9” para estimativa do percentual da área de superfície do corpo queimada.
 Figura 13 - Algoritmo do método START.
 Figura 14 - Posicionamento dos cones e da viatura durante atendimento de ocorrência.

LISTA DE QUADROS

 Quadro 1 - Resumo de atendimento de Suporte Básico de Vida.


 Quadro 2 - Identificação visual de queda facial e debilidade dos braços, conforme a Escala de Cincinatti.
 Quadro 3 - Classificação do afogamento.
 Quadro 4 - Relação das prioridades do método START com quadros clínicos.
 Quadro 5 - Tabela com interpretação dos resultados da oximetria.
 Quadro 6 - SatO2 pré-ductal aceitável para o recém-nascido.
 Quadro 7 - Uso de oxigênio suplementar.
 Quadro 8 - Características gerais e estratégias de abordagem do paciente de 0-18 anos.
 Quadro 9 - Distância de posicionamento dos cones em relação à velocidade da via durante sinalização.
 Quadro 10 - Tabela de sinais vitais.
 Quadro 11 - Classificação do choque hipovolêmico no adulto.
 Quadro 12 - Escala de APGAR.
 Quadro 13 - Escala de Coma de Glasgow Adulto.
 Quadro 14 - Escala de Coma de Glasgow Pediátrica.
 Quadro 15 - Escala de Trauma Escore.
 Quadro 16 - Capacidade e dimensões dos cilindros de oxigênio mais comuns.
 Quadro 17 - Conversão de unidades de medidas.
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GLOSSÁRIO

A
Abaulamento - ato ou efeito de abaular, tornar convexo.
Abandono - deixar um paciente com trauma ou doença antes do pessoal de resgate/equipe de bombeiros
chegar. Deixar o local sem dar informações sobre o paciente também é considerado uma forma de abandono.
Abdome - região do corpo entre o diafragma e a pélvis que abriga parte do aparelho digestório.
Abdome agudo - Dor abdominal de aparecimento súbito e não traumático geralmente referenciada como a
queixa principal do paciente.
Abdominal (cavidade) - cavidade anterior de corpo que se localiza entre o diafragma e os ossos da pélvis. Aloja
e protege os órgãos abdominais, glândulas, vasos e nervos importantes.
Abdominal (quadrante) - as quatros zonas da parede abdominal anterior, são usadas para referências rápidas,
na localização de estruturas de traumas e de dor.
Abdução - movimento de um membro afastando-se da linha média do corpo.
Abrasão - arranhão, escoriação.
Abscesso - uma coleção de pus associada com morte de tecido e infecção.
Acidente com múltiplas vítimas - qualquer acidente, desastre ou emergência que envolva mais de um
paciente.
Adução - movimento de uma extremidade em direção à linha média do corpo.
Afundamento do tórax - condição onde várias costelas estão fraturadas de tal modo que a parede do tórax não
consegue mover-se adequadamente durante a respiração.
Alérgico - qualquer substância que causa uma resposta alérgica.
Alvéolos - pequenas cavidades pulmonares tipo saco, onde ocorre uma troca gasosa entre gases alveolares e o
sangue capilar pulmonar.
Amnésia - perda de memória. Essa perda geralmente é de forma súbita.
Amputação - remoção cirúrgica ou traumática de uma parte do corpo. A maioria das amputações é de
extremidades ou de uma de suas partes.
Angina - dor no tórax próximo ao coração, frequentemente causada por um suprimento insuficiente de sangue
no coração.
Angústia respiratória ou insuficiência respiratória - qualquer dificuldade para respirar. Às vezes, o problema
é grave e requer cuidados de emergência. Uma vez que tal situação tenha iniciado é difícil de predizer, a curto
prazo, o curso do problema.
Antisséptico - substância hipoalergênica e atóxica com ação letal e inibitória do crescimento dos
microorganismos.
Aorta - maior artéria do corpo que conduz sangue oxigenado para o organismo.
Apneia - parada da respiração.
Apgar – Escala de avaliação neonatal que avalia a frequência cardíaca, esforço respiratório, tônus muscular,
irritabilidade e coloração da pele. Cada critério vale dois pontos, totalizando uma nota de 0-10. Notas inferiores a
7 podem ser em função da prematuridade e requer avaliações consequentes.
Arritmia - falta de ritmo; irregularidade e desigualdade das contrações do coração.
Artéria - cada um dos vasos que conduzem o sangue do coração a todas as partes do corpo.
Artéria femoral - artéria principal da extremidade inferior, localizada na parte superior (coxa).
Arteríola - artéria muito pequena, de dimensões microscópicas.
Arteriosclerose - "endurecimento das artérias" causado pela deposição de cálcio.
Articulação - junção natural de dois ou mais ossos.
Asfixia - suspensão ou supressão da atividade respiratória e da circulação do sangue.
Asma - condição em que ocorre uma constrição dos bronquíolos, causando uma redução do fluxo de ar.
Asséptico - limpo, livre de partículas de contaminação. Não significa estéril.
Assistolia - é a total ausência de atividade elétrica no coração, com consequente parada cardíaca.
Aterosclerose - aumento da espessura e perda de elasticidade das paredes internas das artérias,
acompanhados de formação de ateromas.
Átrio - câmara superior do coração.
Avulsão – ferimento em que parte do tecido é arrancada do corpo.
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B
Bandagem - um dispositivo, como gaze ou atadura, que pode ser usado para manter um curativo no lugar.
Bilateral - que existe em ambos os lados do corpo.
Bradicardia - termo utilizado na medicina para designar uma diminuição na frequência cardíaca.
Brônquio - a porção das vias aéreas que conecta a traqueia aos pulmões.
Bronquíolos - pequenas terminações que levam o ar do ambiente aos alvéolos pulmonares e vice-versa.

C
Cãibras - condição provocada pela perda de fluidos e sais do corpo. Usualmente ocorre em pessoas que
trabalham em locais com calor excessivo e
com grande esforço muscular.
Cânula de Guedel (cânula orofaríngea) - dispositivo oral que ajuda a manter a língua afastada da orofaringe,
promovendo a abertura das vias aéreas.
Cânula nasofaríngea - sonda flexível que é lubrificada e inserida no nariz de um paciente até o nível da
nasofaringe (atrás da garganta) para permeabilizar as vias aéreas superiores.
Capilar - vaso sanguíneo microscópico no qual ocorre as trocas entre a circulação sanguínea e os tecidos.
Cardíaco - que se refere ao coração.
Cateter - tubo flexível que é introduzido no corpo para permitir drenagens ou infusões de fluidos.
Cavidade pélvica - parte baixa da cavidade abdominal, cercada pelos ossos da pelve.
Cavidade pleural - espaço entre as duas membranas pleurais: parietal e visceral. Cavidade torácica - cavidade
do corpo, superior ao diafragma. Faz a proteção do coração e pulmões.
Cefaleia - dor de cabeça, localizada ou difusa.
Cefálico - referente à cabeça.
Cérvix - a parte inferior do útero onde começa a vagina.
Cetoacidose - condição de um diabético quando utiliza muita gordura, tentando obter energia por falta de
glicose disponível.
Cetônico - hálito de odor adocicado e amoniacal. É um sinal de coma diabético.
Choque - reação do corpo em resposta a falência do sistema circulatório em prover sangue e oxigênio
adequadamente para todos os órgãos, tecidos e células.
Cianose - coloração azulada da pele e das mucosas, devido a baixa oxigenação sanguínea.
Coágulo - uma formação composta de fibras e um emaranhado de células sanguíneas que ajudam a parar a
hemorragia de uma ferida.
Cóccix - osso mais baixo da coluna vertebral.
Coma - é o estado no qual uma pessoa perde completa ou parcialmente a consciência, devido a baixa atividade
elétrica encefálica.
Compressão direta - pressão direta aplicada ao local do sangramento.
Convulsão - alteração no funcionamento do cérebro que causa contrações descontroladas dos músculos.
Cordão umbilical - estrutura que liga o corpo do feto à placenta.
Coroamento - quando a cabeça do bebê está saindo pela abertura vaginal, durante o parto.
Coronárias - artérias que irrigam o coração (miocárdio).
Corte - ferimento aberto com extremidades lisas (incisão) ou extremidades irregulares (laceração).
Crepitação - um ruído que ocorre pelo atrito das partes fraturadas.
Crônico - termo usado para significar muito tempo ou que ocorre com frequência.
Curativo - cobertura protetora, ajuda no controle de hemorragias e previne a contaminação das feridas.
Curativo oclusivo - curativo fechado.

D
Delirium tremens - uma severa reação que ameaça a vida, relacionada à abstinência de álcool do paciente. As
mãos do paciente tremem, pode ocorrer febre alta, alucinações, comportamentos incomuns e convulsões.
Dequitação - expulsão da placenta após o nascimento do bebê.
Derme - a segunda camada da pele. É rica em vasos sanguíneos e nervos, encontra-se abaixo da epiderme.
Desfibrilação - aplicação de um choque elétrico no paciente numa tentativa de restabelecer um ritmo normal
espontâneo do coração.
Desfibrilador externo automático (DEA) - um aparelho elétrico que pode detectar batidas irregulares do
coração (fibrilações) e dar um choque no tórax do paciente.
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Desmaio - perda temporária da consciência, causada pela redução de sangue no cérebro.


Diabetes - doença causada pela produção inadequada de insulina.
Diafragma - músculo da respiração que separa a cavidade abdominal da cavidade torácica.
Diástole - período durante o qual o coração recupera seu volume de repouso, depois da contração; relaxamento
cardíaco.
Diastólica - referente à diástole.
Dispneia - dificuldade respiratória.
Distal - longe de um ponto de referência.
Distendido - inflado, inchado, dilatado.
Distensão - ferimento no músculo causado pela hiperextensão.
Doença infecciosa - qualquer doença causada por agentes infecciosos microbianos, tais como bactérias ou
vírus.

E
Eclâmpsia - uma complicação na gravidez que produz convulsões e pode levar ao coma ou até à morte.
Edema - inchaço devido ao acúmulo de líquidos nos tecidos.
Emergências Ambientais – para fins desta ITO 23, o termo Emergências Ambientais empregado no Módulo
500, do inglês: environmental emergencies, foi utilizado segundo os manuais norte-americanos de referência e
compõem procedimentos que não se enquadram diretamente na questão de emergências clínicas e/ou
emergências traumáticas. Além disso, é necessário destacar que não se deve confundir o termo com a ideia de
situações relativas às “emergências ambientais” comuns em nossa realidade operacional, como incêndios
florestais, enchentes e inundações.
Enfisema - doença crônica na qual os pulmões sofrem uma perda progressiva da elasticidade.
Epiglote - saliência de cartilagem e outros tecidos que estão no topo da laringe. Ela fecha as vias aéreas na
hora da deglutição, desviando os sólidos e líquidos para o esôfago.
Epilepsia - disfunção cerebral que cursa com descargas elétricas desorganizadas e excessivas do cérebro, que
interrompem temporariamente sua função habitual e produzem manifestações involuntárias no comportamento,
no controle muscular, na consciência e/ou na sensibilidade do indivíduo.
Epistaxe - sangramento nasal.
Equimose - descoloração da pele devido a uma hemorragia interna. Tipicamente uma marca "preta e azul".
Escala de Coma de Glasgow - escala confiável para estimar rapidamente gravidade da disfunção neurológica
em pacientes com alteração da consciência.
Escápula - um osso grande, par e chato, localizado na porção póstero-superior do tórax, que se articula com a
clavícula.
Escoriação - ferimento aberto que lesa a camada superficial da pele.
Esfigmomanômetro - aparelho para verificar a pressão arterial.
Esôfago - tubo muscular que conduz o alimento da boca para o estômago.
Estabilização - imobilização feita em uma parte lesada do corpo, com o objetivo de ajudar a reduzir os
movimentos, minimizando a dor ou espasmos musculares.
Estéril - livre de toda a forma de vida microbiana.
Estetoscópio - instrumento que amplia os sons.
Evisceração - termo aplicado a saída de algum órgão ou parte dele por uma ferida aberta.
Exame pré-natal - acompanhamento médico realizado durante a gestação.
Expiração - soltar o ar, exalar.

F
Falanges - ossos dos dedos.
Faringe - garganta.
Fêmur - osso da coxa.
Feto - criança no estágio intra-uterino, com mais de 8 semanas.
Fibrilação Ventricular – ritmo cardíaco em que as contrações ocorrem sem coordenação das fibras musculares
do coração.
Fibrina - material de proteína fibrosa responsável pelos coágulos de sangue.
Fibrinolítico - ativadores do plasminogênio usados na terapêutica da trombose arterial para dissolver
rapidamente a rede de fibrina e assim dissolver os trombos
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Fíbula - osso lateral da perna.


Flexão - movimento de ângulo de uma articulação.
Fluxômetro - dispositivo de medida que permite ao usuário ajustar o fluxo de oxigênio selecionando 2, 4, 6,
8...15 litros por minuto.
Formigamento - sensação de comichão ou agulhada, que surge espontaneamente quando ocorre compressão
dos vasos sanguíneos ou nervos.
Fratura - quebra, rachadura ou lasca de uma parte óssea.

G
Gemelar - relativo a gêmeos; diz-se de dois ou mais irmãos ou irmãs nascidos no mesmo parto.
Genitália - órgãos reprodutores externos.
Geniturinário - sistema genital e urinário.
Genupeitoral - ação de dobrar os joelhos unindo-os em direção ao tórax.
Glicose - açúcar simples, primeira fonte de energia para o corpo.

H
Hematoma - coleção de sangue abaixo da pele ou tecidos, geralmente resultante de um trauma.
Hemorragia - perda de sangue causado por uma solução de continuidade em vasos sanguíneos.
Hemiplegia – paralisia de um dos lados do corpo.
Hipoglicemia - é um distúrbio provocado pela baixa concentração de glicose no sangue.
Hipotermia - ocorre quando a temperatura corporal do organismo cai abaixo do normal (35°C), de modo não
intencional.
Hipovolemia - perda de sangue ou plasma pelo organismo.
Hipóxia - inadequado suprimento de oxigênio aos tecidos do corpo.

I
Icterícia – é uma síndrome caracterizada por uma coloração amarelada na pele e mucosas devido a uma
acumulação de bilirrubina no organismo.
Imobilização - aplicação de um dispositivo que imobiliza uma extremidade deformada, inchada e dolorida.
Imobilizar - fixar ou restringir parte do corpo para reduzir ou eliminar o movimento.
Infarto - definido como uma lesão tecidual isquêmica irreversível, devida à falta de oxigênio e nutrientes em
determinada parte de um órgão.
Inflamação - presença de dor, calor, vermelhidão e inchaço de tecidos quando há um processo infeccioso,
irritativo ou traumático.
Inspiração - entrada de ar para os pulmões.
Insulina - hormônio produzido pelo pâncreas, que transporta o açúcar (glicose) para as células do organismo.
Intravenoso - dentro da veia.
Isquemia - provisão de sangue diminuída para um órgão ou tecidos.

L
Laringe - parte das vias aéreas entre a garganta e a traqueia.
Ligamento - tecido fibroso que liga as articulações aos ossos.
Luxação - deslocamento de uma extremidade de um osso em uma articulação.

M
Mandíbula - o osso do queixo.
Medial - linha vertical, central do corpo.
Meninges - membranas que revestem o cérebro e a medula.
Miocárdio - músculo cardíaco.
Mobilização - termo usado para descrever qualquer procedimento organizado para mover uma vítima, de um
local para outro.
Movimento paradoxal torácico - quando um segmento da parede do tórax move-se para a direção oposta ao
restante. Está associado ao afundamento do tórax.
Muco - humor viscoso e semitransparente que constitui a base de muitas secreções; mucosidade.
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Músculo intercostal - músculos que se localizam entre as costelas, ajudando a aumentar o volume da cavidade
do tórax.

N
Neoplasia - termo relacionado ao crescimento exagerado de células; proliferação celular sem controle e
autônoma; tumor.

P
Palpação - toque manual feito para sentir uma parte do corpo, tais como o crânio, tórax, abdome, membros
superiores e inferiores ou o pulsação.
Parada cardíaca - interrupção da atividade cardíaca
Paralisia - perda da habilidade para mover uma parte do corpo. A sensibilidade da área também pode estar
ausente.
Parto pélvico - parto onde as nádegas ou pernas do bebê se apresentam primeiro durante o parto.
Perfusão capilar - fluxo de sangue pelos vasos capilares.
Períneo - região localizada entre os órgãos genitais externos e o ânus.
Peritônio - membrana que envolve e delimita a cavidade abdominal.
Permeável - desobstruído; livre.
Pleura - dupla membrana que reveste a parede dos pulmões.
Pneumotórax – lesão que resulta na presença de ar no espaço pleural, comumente levando ao colapso
pulmonar.
Posterior - atrás, costas.
Pressão arterial diastólica - a pressão sanguínea na parte interna das artérias, quando o coração está
relaxado. Veja pressão arterial sistólica.
Pressão arterial sistólica - a pressão sanguínea na parede das artérias, quando o coração está contraído. Veja
pressão sanguínea diastólica.
Pressão intracraniana - pressão no interior do crânio, que pode variar em virtude do acúmulo de líquidos nessa
cavidade.
Pressão sanguínea - a pressão causada pelo sangue que força as paredes dos vasos. Normalmente é medida
a pressão do sangue nas artérias.
Priapismo - ereção peniana involuntária, sem estímulo sexual, persistente associada a algum dano espinhal.
Proximal – é aplicada na descrição anatômica, para indicar que a parte do corpo referida se situa mais próxima
de um centro, articulação ou linha mediana.
Pulmonar - que se refere aos pulmões.
Pulso - a expansão e contração alternada das paredes das artérias combinadas com a ejeção de sangue pelo
coração.
Pulso distal - um pulso medido no fim de uma extremidade. Normalmente refere-se ao pulso radial nas
extremidades superiores e o pulso pedioso para as extremidades baixas. Ver pulso radial e pulso pedial.
Pulso pedial ou pedioso - pulso perceptível no "peito" do pé.
Pulso radial - pulso palpável no punho.

R
Rádio - osso lateral do antebraço.
Respiração - ato de respirar. A troca de oxigênio e gás carbônico ocorre nos pulmões.
Respiração artificial - manobra de forçar a entrada de ar ou oxigênio para o pulmão de um paciente que não
esteja respirando adequadamente ou com dificuldade respiratória. Também chamada de ventilação artificial.
Respiração diafragmática - respirações fracas e rápidas com pequeno ou nenhum movimento do tórax. Há um
leve movimento do abdome. O esforço do paciente para tomar fôlego utiliza apenas o músculo do diafragma.
Ressuscitação cardiopulmonar (RCP) - conjunto de manobras sobre o coração e o pulmão para,
artificialmente, manter a respiração e a circulação.
Ressuscitação pulmonar - substituição artificial da função ventilatória do paciente.

S
Sangramento arterial - perda de sangue por uma artéria. O fluxo geralmente é rápido e jorra refletindo as
batidas do coração.
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Sangramento venoso - perda de sangue por uma veia, de cor vermelho escuro.
SpO2 pré-ductal - medida da saturação por oxigênio avaliada na mão direita do RN.
Sibilo - ruído característico da asma brônquica, semelhante a um assobio agudo.
Sistêmico - refere-se ao corpo todo.
Sístole - contração cardíaca simultânea para os dois ventrículos e átrios.
Sistólico - relativo à sístole.
Sudorese - secreção de suor; transpiração.

T
Tala rígida - dispositivo duro feito de material com pequena flexibilidade (como metal, plástico ou madeira) para
imobilizar articulações e extremidades acima e abaixo do local da lesão.
Taquicardia – frequência cardíaca acima dos parâmetros normais.
Tecidos moles - tecidos do corpo que compõem a pele, músculos, nervos, vasos sanguíneos, tecidos
gordurosos, células de revestimento que recobre órgãos e glândulas.
Tração - ação de puxar com suavidade um membro para estabilizar um segmento ósseo ou articulação.
Trauma - lesão causada por transferência de energia ao corpo através de um agente físico externo.
Trombose - formação de um coágulo em um vaso sanguíneo.

V
Vascular - referente aos vasos sanguíneos.
Veias - vasos sanguíneos que retornam sangue para o coração.
Ventilação - enchimento os pulmões de ar.
Ventrículo - câmaras inferiores do coração. Bombeiam sangue do coração para os pulmões e para todo o corpo.
Vênula - porção mais fina das veias que começa no final do leito capilar e retorna sangue para as veias maiores.
Vértebra - unidade óssea da coluna vertebral.
Vias aéreas - estruturas anatômicas onde ocorre a passagem de ar, que entrou pelo nariz e boca, para efetuar
troca gasosa em nível pulmonar.
Visão transitória – é a redução parcial ou total da visão de um ou ambos os olhos, decorrente de problemas
circulatórios envolvendo o nervo óptico ou córtex occipital.

Z
Zigomático - osso da face, também chamado de zigoma.

LISTA DE SIGLAS

AHA American Heart Association


AIT Ataque Isquêmico Transitório
AVC Acidente Vascular Cerebral
AVDN Alerta – Responde a Estímulo Verbal – Responde à Dor – Não Responde
AVE Acidente Vascular Encefálico
BPM Batimentos por Minuto
BVM Bolsa Válvula Máscara
COF Cânula Orofaríngea
CTB Código de Trânsito Brasileiro
DCAP-QELS Deformidade – Contusão – Abrasão – Punção / Penetração = Queimadura –
Edema – Laceração – Sensibilidade
DD Doença Descompressiva
DEA Desfibrilador Externo Automático
DPOC Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
EAP Edema Agudo de Pulmão
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ECA Estatuto da Criança e do Adolescente


ECG Escala de Coma de Glasgow
EPI Equipamento de Proteção Individual
Gu BM Guarnição Bombeiro Militar
HR Hospital de Referência
IFC Isolamento de Fluidos Corporais
ILCOR International Liaison Committee on Resuscitation
IRPM Incursão Respiratória Por Minuto
LPM Litros por minuto
MDL Mecanismo de Lesão
MO Motocicleta Operacional
MTV Manually-Triggered Ventilator (Ventilação Manualmente Acionada)
NDD Natureza da Doença
OPQRST Origem – Provocado por... – Qualidade – (ir)Radiação – Severidade – Tempo
OVACE Obstrução de Vias Aéreas por Corpos Estranhos
PAS Pressão Arterial Sistólica
PCR Parada Cardiorrespiratória
PHTLS Prehospital Trauma Life Support
PR Parada Respiratória
RAPH Relatório de Atendimento Pré-Hospitalar
RCP Ressucitação Cardiopulmonar
REDS Relatório de Evento de Defesa Social
RN Recém - Nascido
SAMPUM Sinais/Sintomas – Alergia – Medicações – Passado Médico – Última Alimentação
– Mecanismo da Lesão/Natureza da Doença
SBV Suporte Básico de Vida
SAV Suporte Avançado de Vida
SpO2 Saturação Parcial de Oxigênio
TCE Trauma Crânio-Encefálico
TS Trauma Score (escala de trauma score)
TRM Trauma Raquimedular
VPM Ventilações por Minuto
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INTRODUÇÃO 16
Prefácio................................................................................................................. 17
Definições............................................................................................................. 19
Conceitos Importantes para o APH....................................................................... 20
MÓDULO 100 – AVALIAÇÃO DO PACIENTE 24
P 101 Avaliação do Paciente ................................................................... 25
P 102 Instrumentos Avaliatórios................................................................ 31
MÓDULO 200 – SUPORTE BÁSICO DE VIDA 36
P 201 PCR Adulto .................................................................................... 37
P 202 PCR Criança e Lactente................................................................. 40
P 203 OVACE Adulto e Criança ............................................................... 43
P 204 OVACE Lactente e Neonatal ......................................................... 44
P 205 Parada Resp. Adulto Criança Lactente .......................................... 46
P 206 SBV Neonatal ................................................................................ 48
P 207 DEA ............................................................................................... 51
P208 Situações Especiais em SBV......................................................... 54
MÓDULO 300 - EMERGÊNCIAS CLÍNICAS 58
P 301 Emergências Cardiovasculares ..................................................... 59
P 302 AVC/AVE......................................................................................... 62
P 303 Emergências Respiratórias ............................................................ 66
P 304 Crise Convulsiva ............................................................................ 68
P 305 Diabetes Mellitus e Hipoglicemia ................................................... 70
P 306 Emergências Obstétricas ............................................................... 73
P 307 Abdome Agudo .............................................................................. 79
P 308 Emerg. Psiquiátricas e Comportamentais ...................................... 80
P 309 Envenenamento e Intoxicação ....................................................... 82
P 310 Abuso de Álcool e Drogas ............................................................. 85
MÓDULO 400 – TRAUMAS 87
P 401 Trauma Crânio-Encefálico (TCE) ................................................... 88
P 402 Trauma Raquimedular (TRM) ........................................................ 90
P 403 Trauma Torácico ............................................................................ 93
P 404 Trauma Abdominal ......................................................................... 95
P 405 Trauma Pélvico e Genital ............................................................... 96
P 406 Choque Elétrico ............................................................................. 98
P 407 Ferimentos Específicos .................................................................. 100
P 408 Hemorragia .................................................................................... 103
P 409 Lesões Músculo Esqueléticas ........................................................ 105
P 410 Lesões na Cabeça e Pescoço ....................................................... 107
P 411 Queimaduras .................................................................................. 109
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Visto do Ajudante Geral

P 412 Violência Sexual ............................................................................ 112

MÓDULO 500 – EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS 114


P 501 Afogamento .................................................................................... 115
P 502 Acidentes de Mergulho .................................................................. 118
P 503 Animais Peçonhentos / Perigosos ................................................. 121
P 504 Emergências Relacionadas ao Calor ............................................. 123
P 505 Hipotermia e Congelamento .......................................................... 125
MÓDULO 600 – PROCEDIMENTOS GERAIS 128
P 601 Isolamento de Fluidos Corporais ................................................... 129
P 602 Triagem Pré-Hospitalar .................................................................. 131
P 603 Oximetria de Pulso ......................................................................... 134
P 604 Administração de Oxigênio ............................................................ 135
P 605 Aspiração de Vias Aéreas .............................................................. 142
P 606 Pac. Pediátricos – Generalidades e Abuso ................................... 144
P 607 Pac. Portador Deficiência Física e Mental ..................................... 147
P 608 Paciente Idoso – Generalidades e Abuso ..................................... 148
P 609 Operação de Veículos de APH ...................................................... 150
P 610 Extração ......................................................................................... 153
P 611 Outro Profissional de Saúde na Cena ........................................... 159
P 612 Recusa de Atendimento ................................................................. 160
P 613 Presunção de Óbito ....................................................................... 162
APÊNDICE 164
Apêndice 01 Aspectos Médicos, Legais e Éticos............................................ 165
Apêndice 02 Sinais Vitais ............................................................................... 167
Apêndice 03 Estado de Choque .................................................................... 169
Apêndice 04 Escala de APGAR ..................................................................... 172
Apêndice 05 Escala de Coma de Glasgow – Adulto ..................................... 173
Apêndice 06 Escala de Coma de Glasgow – Pediátrica .............................. 174
Apêndice 07 Escala de Trauma Score ........................................................... 175
Apêndice 08 Mapa Carga Padrão Equipamentos de APH........................... 176
Apêndice 09 Duração de Cilindro de O2 ........................................................ 181

Apêndice 10 Primeira Resposta..................................................................... 183


Apêndice 11 Modelo de Ficha de APH........................................................... 185
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 188
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Visto do Ajudante Geral

– Introdução –
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Visto do Ajudante Geral

PREFÁCIO

As mortes decorrentes de traumas são um grande problema de saúde no mundo inteiro. Segundo a 7º
edição do livro Prehospital Trauma Life Support - PHTLS - elas são responsáveis por aproximadamente 14 mil
casos fatais diariamente em todo o planeta, ficando entre as cinco maiores causas de óbito no mundo. De
acordo com dados do Ministério da Saúde (DATASUS), no ano de 2011, foram registrados no Brasil, 145.842
óbitos por causas externas (acidentes, homicídios, etc.). As mortes ocorridas por doenças cardiovasculares
também apresentam um número bastante expressivo no território nacional, sendo que em 2011, foram
registrados nos bancos de dados (DATASUS) 103.486 óbitos por doenças isquêmicas do coração e 100.751
óbitos por doenças cerebrovasculares. Ocorrem aproximadamente 800 casos de Parda Cardiorrespiratória
(PCR) por dia em nosso país (RECH et al, 2006, p.397), sendo em grande parte fora do ambiente hospitalar
(residências, rua, etc.).
Os militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) atuam no Atendimento Pré-
hospitalar (APH) prestando os primeiros atendimentos e transporte às vítimas de incidentes clínicos, traumáticos,
obstétricos e psiquiátricos. São profissionais com treinamento em suporte básico de vida, com ações não
invasivas.
Nos últimos anos, observou-se um crescimento da demanda por serviços nesta área, causado pelo
aumento do número de acidentes e da violência urbana, tornando necessária a adoção de medidas para
implantar um processo de aperfeiçoamento do atendimento às urgências e emergências.
Nesse contexto e com o objetivo de prestar Atendimento Pré-Hospitalar de qualidade à população, o
CBMMG edita a segunda edição da Instrução Técnica Operacional nº 23, abordando atualizações ocorridas
entre a 1ª Edição deste documento e o ano de 2016, como as novas diretrizes do International Liaison
Committee on Resuscitation (ILCOR) e metodologias contidas nas ultimas edições do livro Prehospital Trauma
Life Support (PHTLS).
De posse da nova edição da ITO-23, o Bombeiro Militar terá um instrumento de retaguarda atualizado
para pesquisa e uma doutrina sólida de amparo técnico e jurídico. Assim, cabe à guarnição BM prestar um
atendimento sistemático, que se estende do dimensionamento da cena até as comunicações e documentação
posteriores ao atendimento.
A ITO-23 está organizada em 6 módulos por tipo de atendimento, acrescido de
um conjunto de apêndices de suporte. Como alerta, é usado o triângulo ao lado, a fim
de reforçar ou contradizer certas condutas, fazer ressalvas ou esclarecer alguns
procedimentos. O símbolo médico acima (chamado caduceu) é usado para alerta ao
socorrista quanto à necessidade de apoio de uma equipe de suporte avançado de vida.
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DEFINIÇÕES

As definições a seguir são importantes para que os militares possam entender os níveis de assistência
pré-hospitalar (básico e avançado) e em quais situações (urgência e emergência) essa assistência se faz
necessária.

Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel: “Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na área de
urgência, o atendimento que procura chegar precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde
(de natureza clínica, cirúrgica, traumática, inclusive as psiquiátricas), que possa levar a sofrimento, sequelas ou
mesmo à morte, sendo necessário, portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de
saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde.”1
Suporte Avançado de Vida: tratamento médico de emergência que vai além de suporte básico de vida,
proporcionando manejo avançado das vias aéreas, incluindo a intubação, monitorização cardíaca avançada,
desfibrilação, estabelecimento e manutenção de acesso intravenoso e terapia medicamentosa.
Suporte Básico de Vida: nível específico de assistência pré-hospitalar prestada por profissionais treinados,
focado em avaliar rapidamente o estado de um paciente, manutenção vias aéreas, respiração e circulação de um
paciente; controle do sangramento externo, evitando o choque; prevenção de novas lesões ou deficiência.
Urgência: ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita
de assistência médica imediata.
Emergência: ocorrência imprevista de agravo à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento
intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato.

1
Definição apresentada pela Portaria nº 2048/2002 do Ministério da Saúde.
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CONCEITOS IMPORTANTES PARA O APH

Os militares envolvidos nos atendimentos e no planejamento de alocação de recursos de APH devem


observar os conceitos a seguir, a fim de garantir que as vítimas sejam atendidas no menor tempo possível,
proporcionando maiores possibilidades de sobrevivência e reabilitação.

“Hora de Ouro”: atualmente é denominado de “Período de Ouro”, segundo o qual - em linhas gerais - quanto
mais tempo decorre entre o agravo traumático à saúde e o atendimento pré-hospitalar e hospitalar, maior a
probabilidade de morte dos pacientes traumatizados graves, pois as mortes no trauma ocorrem em 3 períodos
distintos, denominados picos, nos quais as intervenções pré-hospitalares e hospitalares devem ser executadas,
o que demonstra a interferência do fator tempo na sobrevivência dos pacientes. O primeiro pico de mortes ocorre
entre minutos até 1 hora do trauma, e corresponde a 50% das mortes. Estas mortes geralmente só poderiam ser
evitadas com medidas de prevenção. O segundo pico está entre as primeiras 4 horas, e nele ocorrem 30% das
mortes. É neste período que o APH pode fazer a maior diferença. O terceiro pico está entre dias a semanas após
o trauma, em que ocorrem os outros 20% das mortes. Sendo assim, cada paciente possui um período específico
em que o tempo será fator crucial para um bom prognóstico. Diante desse fato, o Serviço de Atendimento Pré-
Hospitalar deve buscar chegar até a vítima e transportá-la para o hospital com o tratamento ideal no menor
tempo possível.
“Minutos de Platina”: dentro do “Período de Ouro” encontramos os “Minutos de Platina”, termo este
consagrado pelo PHTLS, segundo o qual, o tempo máximo de permanência da equipe de APH no local da
ocorrência deve ser de 10 minutos. No caso do CBMMG, devem ser ressalvadas as poucas exceções a este
período de 10 minutos, contidas nesta ITO. Sendo assim, quanto menor o tempo desde o trauma até o paciente
dar entrada em um hospital de referência, maiores são suas possibilidades de sobrevida.
Tempo Resposta: em nível pré-hospitalar uma das principais causas de óbito, seja por trauma ou problemas
clínicos, é a falta de oxigênio chegando aos tecidos, originada por hemorragias, parada cardiorrespiratória e
outros problemas. Em muitos casos, estes problemas podem ser resolvidos com ações de Atendimento Pré-
Hospitalar. Neste sentido, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tempo de resposta ideal está
entre 4 a 6 minutos, compreendidos do momento em que o chamado dá entrada na Central de Emergências
(COBOM / SOU / SOF) até o momento em que equipe intervencionista (Guarnição BM) chega à cena da
emergência médica.
O preconizado pela OMS fundamenta-se no fato de que após 4 a 6 minutos de instalada uma parada
cardiorrespiratória (PCR) iniciam-se os danos cerebrais. Após 10 minutos a morte encefálica é certa2. Além
disso, em caso de fibrilação ventricular, se o APH (ressuscitação cardiopulmonar e desfibrilação) inicia-se nos
primeiros 4 a 6 minutos após a PCR, o índice de sobrevivência é cerca de 43%. Se iniciada entre 8 a 12 minutos
da PCR, é de apenas 6%, em média3. Observe-se que para cada minuto de PCR sem ressuscitação
cardiopulmonar (RCP), as chances da vítima sobreviver decaem de 7 a 10%.
Nesse sentido, é essencial que o CBMMG adote posturas proativas visando à redução do tempo-
resposta, através de medidas como:
1. atendimento telefônico eficaz e despacho rápido de viaturas;
2. criação de postos avançados ou estabelecimento de pontos-base em áreas prioritárias;
3. empenho de viaturas diversas em ações de primeira resposta.

RCP de Alta Qualidade: em casos de PCR, o tratamento em nível de suporte básico de vida é a
realização de compressões de qualidade, ventilações eficazes e desfibrilação rápida. Por isso, todos os militares
do CBMMG deverão estar bem capacitados à realização destas ações através de programas de treinamento
contínuo em todos os níveis, tendo em vista que uma PCR pode ocorrer em qualquer lugar, a qualquer hora, com
qualquer pessoa. Por este conceito entende-se que não basta apenas fazer, mas tem que se fazer certo.
“Corrente da Sobrevivência Extra-Hospitalar”: os casos de PCR convergem, em geral, para uma
unidade de cuidados intensivos em um hospital. Entretanto, para que a vítima tenha chances de sobreviver e
receber alta hospitalar, é de suma importância que ela receba atendimento pré-hospitalar por uma série de
ações, que compõem os elos da chamada corrente da sobrevivência pré-hospitalar:

2,3 AMERICAN HEART ASSOCIATION (USA). Suporte Básico de Vida para Profissionais de Saúde. São Paulo: American
Heart Association, 2010.
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1. Reconhecimento e acionamento do serviço médico de emergência;


2. RCP imediata de alta qualidade;
3. Rápida Desfibrilação;
4. Serviços médicos básicos e avançados de emergência;
5. Suporte avançado de vida e cuidados pós-PCR.
É importante observar que o CBMMG realiza ações até o 4º elo desta corrente.
Integração da sociedade no atendimento às vítimas: pessoas acometidas por situações de urgência e
emergência, na maioria das vezes, necessitam de atendimento inicial da comunidade local. Dessa forma, é de
extrema importância o treinamento da comunidade em primeiros socorros. Estas pessoas ajudam a reforçar os
elos da corrente da sobrevivência pré-hospitalar, permitindo aos pacientes terem maiores chances de
sobrevivência e diminuição de seqüelas.

“Princípios de Ouro do Atendimento ao Traumatizado”: os princípios apresentados a seguir são as


principais medidas a serem adotadas durante o atendimento prestado pelos bombeiros militares às vítimas,
principalmente nos casos de trauma. Estes princípios apresentam as prioridades a serem reconhecidas e
tratadas, que contribuirão para um melhor prognóstico do paciente.
1. Garantir a segurança da cena, dos socorristas e da equipe;
2. Avaliar a necessidade de outros recursos;
3. Reconhecer a Biomecânica envolvida nas lesões;
4. Reconhecer as lesões com risco de vida já na avaliação primária;
5. Cuidar da via aérea do paciente traumatizado com controle da coluna cervical;
6. Providenciar suporte ventilatório e oferecer oxigênio para manter SatO2 superior a 95%;
7. Controlar toda hemorragia externa;
8. Tomar as medidas iniciais para o tratamento do choque, incluindo a restauração e a manutenção
da temperatura normal do organismo e a imobilização adequada das lesões músculo-esqueléticas;
9. Manter a estabilização manual da coluna até que o paciente esteja imobilizado em prancha
longa;
10. Iniciar o transporte para o hospital apropriado mais próximo em, no máximo, 10 minutos após a
chegada ao local;
11. Uma vez adequadamente tratadas ou descartadas as lesões com risco de vida, obter o histórico
médico do paciente e fazer o exame secundário;
12. Comunicar ao hospital de destino as informações do paciente e das circunstâncias do trauma de
maneira técnica e meticulosa;
13. Acima de tudo, não causar mais dano.
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Visto do Ajudante Geral

MÓDULO 100

- Avaliação do Paciente –
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Visto do Ajudante Geral

P 101 – AVALIAÇÃO DO PACIENTE

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA
a. Providencie o Isolamento dos Fluídos Corporais (IFC) por dispositivos de barreira (Coloque-os,
na seguinte sequência: avental, máscara, óculos, luvas).
b. Mantenha a cena segura:
i. Se a cena está comprovadamente insegura, torne-a segura. Se necessário, acione outros órgãos.
Do contrário, não entre na cena;
ii. Promova a segurança da Gu BM e do paciente;
iii. Promova a segurança das testemunhas e dos demais profissionais presentes na cena;
iv. Preserve o local que contenha indícios de crime;
v. Proceda ao estacionamento da viatura, iluminação e sinalização da via, conforme o módulo P 609.
c. Descubra a Natureza da Doença – NDD (Clínico) ou o Mecanismo de Lesão – MDL (Trauma):
i. Casos clínicos – Natureza da Doença – NDD:
1. Verifique junto ao paciente, familiares ou testemunhas por que o CBMMG foi acionado – NDD;
2. Determine o número total de pacientes:
(a) Solicite recursos adicionais, inclusive suporte avançado de vida e transporte aéreo, se
necessário;
(b) Inicie a triagem, se for o caso, conforme P 602.
3. Se recursos são disponíveis, proceda à avaliação inicial.
ii. Trauma - Mecanismo de Lesão – MDL:
1. Obtenha informações do paciente, familiares ou testemunhas e inspecione na cena qual é o
MDL;
2. Determine o número total de pacientes:
(a) Solicite recursos adicionais, inclusive suporte avançado de vida e transporte aéreo, se
necessário;
(b) Estabeleça o SCO, se houver necessidade;
(c) Inicie a triagem, se for o caso, conforme P 602.
3. Relacione o acidente com as possíveis lesões das vítimas.
4. Se paciente com suspeita de TRM, proteja a coluna espinhal do paciente estabilizando
manualmente a cabeça no momento da abordagem.
5. Avalie a responsividade, identifique-se pelo nome, diga que você é um Bombeiro Militar e peça
consentimento para ajudá-lo.
6. Execute a avaliação primária (ABCDE).
2. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
a. Paciente responsivo – conversa ou chora? Estabeleça a Escala de Coma de Glasgow, se
possível:
i. Etapa A (Vias aéreas com controle da coluna cervical);
1. Abra as vias aéreas superiores:
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Visto do Ajudante Geral

(a) Retire ponte fixa, prótese parcial removível e prótese total, se presentes e caso estejam
obstruindo as vias aéreas (a prótese, principalmente a total, pode ser imprescindível para a
manutenção do formato anatômico da boca);
(b) Avalie quanto à existência de objetos ou algo que precisa ser removido; realize oximetria de
pulso; forneça oxigênio, se necessário, conforme P 604.
ii. Etapa B (Respiração):
1. Avalie a QUALIDADE:
(a) Profundidade: superficial, normal ou profunda;
(b) Frequência: lenta, normal ou rápida;
(c) Esforço: presente ou ausente;
(d) Bilateralidade: expansão simétrica ou assimétrica;
(e) Se respiração inadequada ou na presença de ferimentos graves no tórax, realize
intervenções necessárias;
iii. Etapa C (Circulação: avalie H3P):
1. Controle a Hemorragia externa, caso haja;
Avalie a QUALIDADE;
(a) Pulso: adulto e criança (radial)/lactente e neonato (braquial;)
(b) Perfusão capilar;
(c) Pele (temperatura, cor e umidade).
iv. Etapa D (Disfunção Neurológica):
1. Classifique conforme a Escala de Coma de Glasgow (ECG), caso não tenha sido feita
anteriormente;
2. Se ECG < 15, faça a avaliação das pupilas.
v. Etapa E (Exposição ao ambiente):
1. Exponha o paciente com controle da hipotermia - retirar ou cortar a quantidade de roupa
necessária para determinar a presença ou a ausência de uma condição ou lesão;
2. Cubra o paciente, prevenindo a hipotermia e minimizando o choque.
b. Paciente irresponsivo:
i. Avalie a existência de respiração e pulso em concomitância:
1. Respiração: observe expansão visível de tórax e abdômen;
Pulso: adulto e criança (carotídeo)/ lactente e neonato (braquial);
2. Trate possível PR ou PCR, conforme módulo 200.
ii. Etapa A (Vias aéreas com controle da coluna cervical):
1. Abra as vias aéreas superiores:
(a) Pacientes clínicos: a manobra de hiperextensão da coluna cervical e elevação do queixo
(head-tilt chin-lift);
(b) Pacientes de trauma ou natureza da lesão desconhecida: estabilize a coluna cervical e
tracione a mandíbula (jaw thrust/ chin lift);
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Visto do Ajudante Geral

(c) Retire ponte fixa, prótese parcial removível e prótese total, se presentes e caso estejam
obstruindo as vias aéreas (a prótese, principalmente a total, pode ser imprescindível para a
manutenção do formato anatômico da boca);
(d) Avalie quanto à existência de objetos ou algo que precisa ser removido; realize oximetria de
pulso; forneça oxigênio, se necessário, conforme P 604. Aspire as vias aéreas, se
necessário;
(e) Insira cânula orofaríngea (COF) (ECG ≤ 8, sem reflexo de vômito) e forneça oxigênio, se
necessário, conforme P 604.

 Se o paciente está inconsciente, ou a respiração é inadequada ou ausente, pode ser


necessário auxiliar a respiração utilizando adjuntos respiratórios (máscara facial, cânula
orofaríngea e bolsa válvula máscara) e ofereça oxigênio conforme P 604.

iii. Etapa B (Respiração):


1. Avalie a QUALIDADE:
(a) Profundidade: superficial, normal ou profunda;
(b) Frequência: lenta, normal ou rápida;
(c) Esforço: pouco, normal ou muito;
(d) Bilateralidade: expansão simétrica ou assimétrica;
(e) Se respiração inadequada ou na presença de ferimentos graves no tórax, realize
intervenções necessárias;
iv. Etapa C (Circulação: avalie H3P):
1. Controle a Hemorragia externa, caso haja;
2. Avalie a QUALIDADE;
(a) Pulso: adulto e criança (radial)/lactente e neonato (braquial;)
(b) Perfusão capilar;
(c) Pele (temperatura, cor e umidade).

 Identifique a prioridade do paciente.


 Em pacientes responsivos ou irresponsivos, se há alguma circunstância que ameace a
vida (instabilidade crítica no “ABC” ou “D”), trate-a imediatamente.
 Em pacientes responsivos ou irresponsivos, se há um caso de Load and Go, conforme
P 102 (“alta prioridade”), após avaliar e tratar os principais problemas do “ABCD”,
transporte imediatamente e faça demais avaliações e tratamentos durante o transporte
para a unidade de saúde.
 Intercepte com o Suporte Avançado de Vida, se disponível, a caminho da unidade de
saúde, ou conforme regulação médica.

3. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Paciente de Trauma:
i. Em paciente COM Mecanismo de Lesão Significativo:
1. Execute o exame físico detalhado da cabeça aos pés, procurando por DCAP – QELS,
conforme P 102;
2. Avalie sinais vitais e oximetria;
3. Avalie o SAMPUM;
4. Classifique na Tabela de Trauma Score revisado;
5. Reavalie a decisão de transporte.
ii. Em paciente SEM Mecanismo de Lesão Significativo:
1. A avaliação é dirigida para a lesão específica (queixa principal);
2. Avalie os sinais vitais e oximetria;
3. Avalie o SAMPUM;
4. Classifique na Tabela de Trauma Score revisado;
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Visto do Ajudante Geral

5. Reavalie a decisão de transporte.


b. Paciente de Caso Clínico:
i. Paciente responsivo:
1. Avalie o histórico do paciente e a doença atual;
2. Avalie SAMPUM;
3. Avalie O P Q R S T;
4. Execute o exame físico detalhado, somente se necessário;
5. Avalie os sinais vitais e oximetria;
6. Reavalie a decisão de transporte.
ii. Paciente irresponsivo:
1. Execute o exame físico detalhado da cabeça aos pés, procurando por DCAP – QELS, conforme
P 102;
2. Avalie sinais vitais e oximetria;
3. Obtenha o histórico do SAMPUM de testemunhas, solicitante e familiares da vítima na cena da
ocorrência, se possível, antes de conduzir o paciente;
4. Reavalie a decisão de transporte.

 O tempo total de cena deve ser, preferencialmente, de no máximo 10 minutos. Exceção:


vítima em local de difícil acesso e ordem contrária da regulação médica.
 Mecanismo de lesão não significativo é associado a lesões específicas (por exemplo,
corte no dedo). Nesses casos, não se exige exame físico detalhado. A avaliação é dirigida
para a lesão específica (queixa principal).

4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
a. Repita a avaliação primária. Para paciente estável, no máximo a cada 15 minutos. Para paciente
instável, constantemente.
b. Repita a avaliação secundária referente às queixas e lesões do paciente.
c. Cheque intervenções:
i. Confira se o fornecimento de oxigênio e ventilação estão adequados;
ii. Confira o controle de hemorragia;
iii. Confira a adequação de outras intervenções.

5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
a. Comunicação com a regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF:
i. Ao chegar à cena, repasse à regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF a situação geral da
ocorrência, quantidade e condição clínica das vítimas, além de necessidade de apoio adicional,
inclusive SAV;
ii. Informe à regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF a necessidade de acionamento dos
hospitais de referência, incluindo o tempo de chegada;
iii. Informe à regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF os seguintes dados do paciente:
1. Dados pessoais (nome, idade, carteira de identidade, etc.);
2. Achados da avaliação;
3. Frequência respiratória;
4. Frequência cardíaca;
5. Pressão arterial sistólica e diastólica;
6. Oximetria de pulso;
7. Escala de Coma de Glasgow;
8. Escala de Trauma Score;
9. Procedimentos adotados;
10. Outros que a regulação médica / COBOM-CIAD / SOU / SOF solicitar.
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Visto do Ajudante Geral

 A critério da regulação médica poderá ser determinado aos socorristas a execução de


procedimentos não previstos neste Protocolo de APH, nos limites das atribuições legais
dos Bombeiros Militares.

b. Comunicações Verbais:
i. Depois de chegar à unidade de saúde, relate verbalmente o ocorrido à equipe de saúde;
ii. Refira-se ao paciente pelo nome (se é conhecido);
iii. Resuma a queixa principal, histórico do agravo à saúde, condutas executadas na cena, tratamentos
adicionais dados em deslocamento, resposta do paciente, dados vitais e informações adicionais.
c. Comunicações Interpessoais:
i. Estabeleça e mantenha contato visual com o paciente;
ii. Quando atuar, posicione-se no mesmo nível ou no nível mais baixo que o paciente;
iii. Seja honesto com o paciente;
iv. Use uma linguagem que o paciente possa entender;
v. Tenha domínio de sua própria linguagem corporal;
vi. Fale claramente, devagar e com boa pronúncia;
vii. Chame o paciente pelo nome dele;
viii. Se o paciente tiver dificuldade para ouvir, fale claramente com os lábios visíveis;
ix. Dê tempo para o paciente responder sua pergunta antes de fazer a próxima;
x. Aja e fale com calma, de maneira confiante.
d. Relatório de Atendimento Pré-Hospitalar / REDS conforme instrução operacional específica
(ITO-25).
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P 102 – INSTRUMENTOS AVALIATÓRIOS

1. CASOS DE “LOAD AND GO” (“PEGUE E LEVE”)


a. Definição:
Casos em que, principalmente, durante as etapas “ABCD” da avaliação primária, e/ou durante a avaliação
secundária, detectam-se lesões que ameacem a vida. Com o objetivo de minimizar o tempo de início do
tratamento definitivo, somente os procedimentos vitais devem ser proporcionados na cena. Na sequência,
o transporte deve ser iniciado e as demais condutas devem ser executadas durante o deslocamento.
b. Exemplos:
i. Má impressão geral;
ii. Irresponsivo (não responde, não tosse, nem geme);
iii. Responsivo, mas não obedece a comando;
iv. Respiração difícil;
v. Pneumotórax hipertensivo;
vi. Eviscerações;
vii. Trauma combinado com:
1. Antecedentes médicos relevantes;
2. Idade maior que 55 anos;
3. Hipotermia;
4. Queimaduras;
5. Gravidez.
viii. Estado de choque – hipoperfusão;
ix. TCE com ECG < 10;
x. Amputação acima do pulso ou tornozelo;
xi. Fratura de fêmur bilateral;
xii. Instabilidade pélvica;
xiii. Hipotensão mantida PAS <90 mmHg;
xiv. Obstrução que não pode ser removida de forma mecânica;
xv. Parto complicado;
xvi. Dor torácica, com PA sistólica menor que 100 mmHg;
xvii. Hemorragia descontrolada – exanguinante;
xviii. Dor severa em qualquer parte do corpo;
xix. Incapacidade para mover qualquer parte do corpo;
xx. Qualquer condição que impeça a vítima de respirar e o SAV não se faz presente;
xxi. Qualquer outro caso em que a vítima esteja instável ou com lesão grave.
2. CASOS DE MECANISMO DE LESÃO (MDL) SIGNIFICATIVOS
a. Definição:
i. São casos em que há uma grande transferência de energia para o corpo humano, durante a
Biomecânica do Trauma. O socorrista deve considerar que todo paciente que apresentar trauma
pelos mecanismos a seguir, deve ser considerado um potencial portador de uma lesão
vertebromedular.

a. Exemplos:
i. Ejeção do veículo;
ii. Morte de outro passageiro do mesmo veículo;
iii. Queda de uma altura igual ou superior a 3 vezes a altura do paciente, especialmente se cabeça e/ou
dorso colidem com superfície rígida; de modo geral são consideradas graves qualquer queda,
especialmente em idosos;
iv. Capotamento de veículo;
v. Colisão a alta velocidade;
vi. Atropelamento;
vii. Acidente com motocicletas e bicicletas;
viii. Inconsciência ou alteração do estado mental após trauma;
ix. Trauma penetrante na cabeça, tórax ou abdome;
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Visto do Ajudante Geral

x. Lesões ocultas - relacione a cena com o paciente e avalie a transferência de energia;


xi. Outros eventos cuja transferência de energia seja considerável e atinja órgãos vitais.

3. EXAME FÍSICO DETALHADO


a. Pacientes com lesões específicas (por exemplo, corte no dedo), sem Mecanismo de Lesão Significativo,
não exigirão exame físico detalhado.
b. Deve ser executado na cena; exceto se a cena estiver insegura e/ou houver casos de Load and Go.
c. Avalie cabeça, face, ouvidos, pescoço, tórax, abdome, pelve, extremidades e região posterior do tronco,
procurando por DCAP – QELS:
i. D eformidades;
ii. C ontusões;
iii. A brasões;
iv. P unção /Penetração;
-------------------------------------------
v. Q ueimaduras;
vi. E dema;
vii. L acerações;
viii. S ensibilidade;
d. Execute o exame físico detalhado da cabeça aos pés (céfalo-caudal) da seguinte forma:
i. Avalie a cabeça;
ii. Avalie os olhos:
1. Pupilas alteradas;
2. Corpos estranhos;
3. Sangue na órbita;
iii. Avalie o nariz - saída de líquor ou sangue;
iv. Avalie a boca:
1. Dentes fraturados;
2. Obstruções;
3. Inchaço ou laceração na língua;
4. Odores;
5. Descoloração.
v. Avalie a orelha - saída de líquor ou sangue;
vi. Avalie o pescoço:
1. Distensão das veias jugulares;
2. Crepitação;
3. Desvio de traqueia.
vii. Aplique o colar cervical, após avaliação do pescoço;
viii. Avalie o tórax:
1. Crepitação;
2. Movimento paradoxal;
3. Avalie o murmúrio vesicular no ápice e base do tórax, nas regiões hemiclaviculares e
hemiaxilares, bilateralmente.
ix. Avalie o abdome:
1. Rigidez;
2. Flacidez;
3. Distensão;
4. Dor.
x. Avalie a pelve (Antero-postérior, Látero-lateral e sínfise púbica) apenas uma vez durante todo o
atendimento;
xi. Avalie as quatro extremidades. Verifique:
1. Pulso distal;
2. Sensibilidade;
3. Motricidade;
4. Perfusão capilar.
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 26
Visto do Ajudante Geral

xii. Role o paciente – para verificar as costas, quando for posicioná-lo na prancha longa.

4. SAMPUM
i. S inais e sintomas;
ii. A lergias;
iii. M edicamentos que faz uso;
iv. P assado médico;
v. U ltima alimentação;
vi. M ecanismo da lesão / Natureza da doença.

5. OPQRST
i. O rigem / início – Quando começou a dor ou o desconforto?
ii. P rovocação / paliação – Alguma coisa melhora ou piora a dor?
iii. Q ualidade – Descreva a dor (queimação, facada, incômoda, dolorida, lancinante/penetrante);
iv. R eferida / irradiação / região – A dor se move ou permanece localizada?
v. S everidade – Classifique sua dor ou desconforto em uma escala de 0 a 10;
vi. T empo / duração – Há quanto tempo você tem a dor/desconforto?
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Visto do Ajudante Geral

AVALIAÇÃO DA CENA

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
 LOAD AND GO¹
AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA
 
PACIENTE DE TRAUMA PACIENTE CLÍNICO
 
Reconsidere o Mecanismo de lesão
COM MDL SEM MDL
RESPONSIVO IRRESPONSIVO
SIGNIFICATIVO SIGNIFICATIVO
 
Exame físico Avaliação Dirigida à Exame físico
Histórico da Doença
detalhado Queixa Principal detalhado
 
Sinais vitais e
Sinais vitais e Sinais Vitais e SAMPUM
Oximetria Oximetria Oximetria
 
SAMPUM SAMPUM Avalie O P Q R S T SAMPUM
 
Exame físico detalhado, Reavalie a Decisão
Trauma Score
somente se necessário de Transporte
 
Reavalie a Decisão de Transporte Sinais Vitais e Oximetria
 
Reavalie a Decisão de
Transporte

AVALIAÇÃO CONTINUADA

COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO

¹ Se detectado algum caso de “Load and Go”, realize o tratamento necessário e desloque para o hospital.
As próximas etapas serão realizadas durante o deslocamento.
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Visto do Ajudante Geral

MÓDULO 200

- Suporte Básico de Vida –


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Visto do Ajudante Geral

P 201 – PCR ADULTO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Conduta
i. O socorrista 1 verifica o nível de consciência da vítima, tocando em seu ombro e perguntando se está
bem enquanto o socorrista 2 assume a estabilização da cabeça;
ii. Se inconsciente, o socorrista 1 verifica a respiração através da expansão visível do tórax e o pulso
carotídeo simultaneamente de 5 a 10 seg, enquanto o socorrista 2 tenta inserir a COF e providencia
a abertura das vias aéreas;
iii. Se a vítima não respira ou não respira normalmente (respiração anormal ou agônica - gasping) e
nenhum pulso definido em 10 segundos acione apoio, inclusive SAV, e providencie o DEA
rapidamente;
iv. Se há apenas 1 socorrista:
1. Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida;
2. Inicie RCP com 30 compressões torácicas e 2 ventilações com elevação visível do tórax
preferencialmente com uma pocket mask;
3. Continue o procedimento de 30x2 até que o DEA esteja disponível e com as pás conectadas no
paciente ou, após 2 minutos de RCP, apareça outro socorrista para revezar.
v. Se há 2 ou mais socorristas (RCP em equipe):
1. Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida;
2. O socorrista 1 inicia a RCP com 30 compressões e 2 ventilações comprimindo a BVM, o
socorrista 2 realiza a abertura de vias aéreas e vedação da máscara com as duas mãos e o
socorrista 3, após acionar o SAV, opera o DEA ;
3. Havendo apenas dois socorristas, o socorrista 1 inicia as compressões e ventilações e o
socorrista 2 instala e opera o DEA;
4. Após dois minutos ou 5 ciclos de 30 compressões por 2 ventilações, caso o DEA não esteja
disponível, troca-se o compressor (intervalo máximo de 5 seg. para troca).

 Execute compressões rápidas e fortes, na metade inferior do osso esterno (Não


comprima sobre o processo xifóide), com frequência de no mínimo 100 por minuto e no
máximo 120 por minuto.
 A profundidade das compressões deve ser de no mínimo 5 cm e não mais do que 6 cm.
Permita o retorno total do tórax após cada compressão. Não se apoie sobre o tórax após
cada compressão e durante as ventilações.
 Minimize as interrupções entre os ciclos de compressões.
 Sempre que possível, mesmo estando com dois socorristas, execute a ventilação a 04
mãos, que consiste em vedar a mascará com 02 mãos ( socorrista 02) e ventilar apertando
a bolsa do BVM com as duas mãos a bolsa ( socorrista 01 ou 03).;
Durante o tratamento de uma PCR com 03 socorristas, o terceiro socorrista, além de
operar o DEA, deverá executar as ventilações comprimindo a bolsa da BVM com as duas
mãos caso esteja disponível, enquanto o socorrista 02 mantém abertura de vias aéreas e
vedação da mascara da BVM utilizando as duas mãos e o socorrista 1 realiza as
compressões torácicas;
 Evite excesso de ventilação (pode provocar distensão gástrica e dificulta o retorno
venoso ao coração).

vi. Permita que o DEA faça a leitura, assim que disponível e conectado:
1. Faça rodízio entre as posições dos socorristas a cada leitura do DEA, trocando principalmente o
compressor.
vii. Se choque indicado, aplique-o e continue a RCP iniciando pelas compressões;
viii. Se choque não indicado, continue RCP pelas compressões;
ix. Se o SAV não está disponível/a caminho, transporte para o HR nos seguintes casos:
1. O paciente apresenta sinais de retorno espontâneo da circulação;
2. Após a aplicação de 6 a 9 choques, consecutivos ou não, separados por 2 minutos de RCP;
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Visto do Ajudante Geral

3. O DEA emite 3 mensagens consecutivas, separadas por 2 minutos de RCP, de que o choque não
é indicado.
x. Todos os deslocamentos com vítima em PCR serão realizados com manobras de RCP com 30x2. A
troca do compressor será a cada dois minutos ou 5 ciclos;
xi. Durante o deslocamento, intercepte com o SAV, se disponível.

 Somente cesse a RCP em caso de: a) início de rigor mortis; b) exaustão dos
membros da Gu BM após os revezamentos; c) determinação pelo SAV ou regulação
médica; d) transferência do paciente a outra equipe; e) retorno espontâneo da
circulação, manifestado por movimentos, retorno da consciência e/ou respiração normal.
Use dispositivos de feedback para monitorar o tempo, frequência e profundidade das
compressões. Não havendo dispositivos para monitorar o tempo faça a troca do
compressor a cada 5 ciclos.
 Em caso de ambiente hostil, a Gu BM fica autorizada a iniciar o deslocamento mesmo
fora dos critérios anteriores deste protocolo.
 Se o paciente estiver com via aérea avançada, não cesse as compressões para fazer
ventilações. Ministre uma ventilação a cada 6 seg (10 ventilações/min) assíncronas com
compressão torácica. Cerca de 1 segundo por ventilação.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a AHA, as faixas etárias para pacientes
pediátricos são: do momento do parto até alta da maternidade (neonato), indivíduo que
teve alta da maternidade até 1 ano (lactente). A faixa etária da criança é de 1 ano até a
puberdade e do adulto/adolescente da puberdade em diante.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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Visto do Ajudante Geral

P 202 – PCR CRIANÇA E LACTENTE

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Indicação Para Uso Desse Protocolo:
i. Lactente: da alta da maternidade até um ano de idade.
ii. Crianças: de um ano de idade até a puberdade.
b. Conduta:
Verifique a consciência da vítima (em criança, toque em seu ombro e pergunte se está bem; em lactentes, toque
nos pés);
i. Se inconsciente, cheque a respiração e o pulso (carotídeo para crianças e braquial para lactentes)
simultaneamente de 5 a 10 seg;
ii. Se a vítima não respira ou não respira normalmente (respiração anormal ou agônica - gasping) e
nenhum pulso definido em 10 segundos ou lactentes com frequência cardíaca menor ou igual a 60
bpm com sinais de hipoperfusão, acione apoio, inclusive SAV, e providencie o DEA rapidamente;
iii. Se há apenas 1 socorrista:
1. Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida;
2. Inicie RCP com 30 compressões torácicas e 2 ventilações, com elevação visível do tórax;
3. Continue o procedimento de 30x2 até que o DEA esteja disponível e com as pás conectadas
no paciente ou, após 2 minutos de RCP, apareça outro socorrista para revezar.
4. Compressões torácicas em lactente e com 1 socorrista são executadas com a técnica
dos dois dedos (anelar e médio) localizados 1 dedo abaixo da linha intermamária.
iv. Se há 2 ou mais socorristas (RCP em equipe):
1. Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida;
2. O socorrista 1 inicia a RCP com 15 compressões e 2 ventilações comprimindo a bolsa da BVM; o
socorrista 2 realiza a abertura de vias aéreas e vedação da mascara com as duas mãos e o
socorrista 3, após acionar o SAV, opera o DEA;
3. Após as 15 compressões torácicas, abra rapidamente as vias aéreas e forneça 02 ventilações
com expansão visível do tórax;
(a) Compressões torácicas em lactente e em dupla são executadas com a técnica dos dois
polegares, mãos circundando o tórax. Não ventile e comprima ao mesmo tempo, a menos
que esteja com via aérea avançada;
4. Havendo apenas dois socorristas, o socorrista 1 inicia as 30 compressões e 2 ventilações e o
socorrista 2 instala e opera o DEA;
1. Após dois minutos ou 10 ciclos de 30 compressões por 2 ventilações, caso o DEA não esteja
disponível, troca-se o compressor (intervalo de 5 seg. para troca);

 Execute compressões rápidas e fortes, na metade inferior do osso esterno, com


frequência de no mínimo 100 por minuto e no máximo 120 por minuto.
 A profundidade das compressões deve ser cerca de 5 cm em criança e cerca de 4 cm
em lactente.
 Em criança, posicione 1 ou 2 mãos na metade inferior do osso esterno (dependendo do
tamanho da criança). Não comprima sobre o processo xifóide.
Permita o retorno total do tórax após cada compressão. Não se apoie sobre o tórax após
cada compressão e durante as ventilações.
 Minimize as interrupções entre os ciclos de compressões.
 Evite excesso de ventilação (pode provocar distensão gástrica e dificulta o retorno
venoso ao coração).
 Sempre que possível, mesmo estando com dois socorristas, execute a ventilação a 04
mãos, que consiste em vedar a mascará com 02 mãos (socorrista 02) e ventilar apertando
a bolsa do BVM com as duas mãos a bolsa (socorrista 01 ou 03).
 Durante o tratamento de uma PCR com 03 socorristas, o terceiro socorrista, além de
operar o DEA, deverá executar as ventilações comprimindo a bolsa da BVM com as duas
mãos caso esteja disponível, enquanto o socorrista 02 mantém abertura de vias aéreas e
vedação da mascara da BVM utilizando as duas mãos.
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 32
Visto do Ajudante Geral

Caso esteja sozinho com uma criança ou lactente vítima de parada cardiorrespiratória
não presenciada e tenha que deixá-la sozinha para pedir ajuda ou buscar um DEA,
execute primeiro 2 minutos de RCP para depois se ausentar.

v. Permita que o DEA faça a leitura assim que disponível e conectado;


1. Faça rodízio entre as posições dos socorristas a cada leitura do DEA, trocando principalmente o
compressor.
vi. Quando o DEA estiver disponível, em crianças o socorrista deve utilizar eletrodos pediátricos e em
lactentes o socorrista deve utilizar um atenuador de carga pediátrico; se o DEA não estiver
disponível, utilize o DEA padrão;
vii. Se choque indicado, aplique-o e continue a RCP pelas compressões;
viii. Se choque não indicado, continue RCP pelas compressões;
ix. Se o SAV não está disponível/a caminho, transporte para o HR nos seguintes casos:
2. O paciente apresenta sinais de retorno espontâneo da circulação;
3. Após a aplicação de 6 a 9 choques, consecutivos ou não, separados por 2 minutos de RCP;
4. O DEA emite 3 mensagens consecutivas, separadas por 2 minutos de RCP, de que o choque não
é indicado.
x. Todos os deslocamentos com vítima em PCR serão realizados com manobras de RCP com 30 X 2 (1
socorrista) ou 15 X 2 (2 socorristas) com troca do compressor a cada dois minutos ou 10 ciclos;
xi. Durante o deslocamento, intercepte com o SAV, se disponível.

Somente cesse a RCP em caso de: a) início de rigor mortis; b) exaustão dos
membros da Gu BM após os revezamentos; c) determinação pelo SAV ou regulação
médica; d) transferência do paciente a outra equipe; e) retorno espontâneo da
circulação manifestado por movimentos, retorno da consciência e/ou respiração normal.
Use dispositivos de feedback para monitorar o tempo, frequência e profundidade das
compressões. Não havendo dispositivos para monitorar o tempo faça a troca do
compressor a cada 10 ciclos.
 Em caso de ambiente hostil, a Gu BM fica autorizada a iniciar o deslocamento mesmo
fora dos critérios anteriores deste protocolo.
Se o paciente estiver com via aérea avançada, não cesse as compressões para fazer
ventilações. Ministre uma ventilação a cada 6 seg (10 ventilações/min) assíncronas com
compressão torácica. Cerca de 1 segundo por ventilação.
 Em caso de lactente, FC ≤ 60 bpm é indicativo de parada cardiorrespiratória.
A verificação de pulso carotídeo em Lactente pode acarretar isquemia cerebral. Não se
verifica, portanto, pulso carotídeo em lactente, e sim pulso braquial.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a AHA, as faixas etárias são: do
momento do parto até alta da maternidade (neonato), indivíduo que teve alta da
maternidade até 1 ano (lactente). A faixa etária da criança é de 1 ano até a puberdade e do
adulto/adolescente da puberdade em diante.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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Visto do Ajudante Geral

P 203 – OVACE ADULTO E CRIANÇA

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO INICIAL


a. Conduta:
i. Verifique consciência. SE CONSCIENTE, verifique o sinal universal de engasgo (mãos no pescoço).
Em seguida constate:
1. A vítima respira normalmente?
2. A vítima consegue falar?
3. A vítima consegue tossir?
ii. Caso positivo para algum critério acima, acalme o paciente e o encaminhe a recurso hospitalar na
posição sentado;
iii. SE CONSCIENTE, expressando o sinal universal de engasgo e não consegue falar, tossir ou
respirar, inicie as compressões abdominais contínuas em J até desalojar o corpo estranho ou o
paciente tornar-se inconsciente;
iv. Lembre-se: Na grávida e no obeso a posição das mãos e os movimentos são diferenciados; as mãos
devem ser posicionadas no osso esterno, executando movimentos de compressão torácica.
v. Se o paciente TORNAR-SE INCONSCIENTE, cheque a boca a procura do corpo estranho, mas sem
fazer varredura. Caso não o encontre encaminhe o paciente ao Hospital fazendo RCP durante o
transporte;
vi. Se durante o primeiro contato com o paciente o mesmo JÁ ESTIVER INCONSCIENTE, inicie a RCP
pelas compressões e siga o protocolo de RCP;

 Lembre-se: Lembre-se: após cada ciclo de compressões cheque rapidamente a boca à


procura do corpo estranho, sem fazer varredura digital as cegas, antes das 2 ventilações".
 Forneça O2 conforme P 604.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 34
Visto do Ajudante Geral

P 204 – OVACE LACTENTE E NEONATO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO INICIAL


a. Conduta:
i. Verifique consciência. SE CONSCIENTE, verifique:
1. A vítima respira normalmente?
2. A vítima consegue chorar?
3. A vítima consegue emitir som?
ii. Caso positivo para algum critério acima, acalme o paciente e o encaminhe a recurso hospitalar no
colo do socorrista / pai / mãe;
iii. SE CONSCIENTE e não consegue tossir nem emitir som, e a obstrução tenha sido por líquido, peça
à mãe, pai ou parente que sugue com a boca a boca e o nariz da vítima; em seguida o socorrista
deve ventilar 2 vezes. Caso a obstrução se mantenha, execute 5 pancadas entre as escápulas, 5
compressões no tórax;
1. Faça as pancadas e compressões e até o líquido sair, o paciente respirar normalmente ou tornar-
se inconsciente.
iv. SE CONSCIENTE e não consegue tossir, nem emitir som, e a obstrução tenha sido por corpo
estranho sólido detectado ou presenciado, retire o corpo estranho se visível. Caso não veja o corpo
estranho e/ou a obstrução se mantenha, execute 5 pancadas entre as escápulas, 5 compressões no
tórax;
1. Faça as pancadas e compressões até o objeto sair, o paciente respirar normalmente ou tornar-se
inconsciente.
v. Se o paciente TORNAR-SE INCONSCIENTE, cheque a boca à procura do corpo estranho, mas sem
fazer varredura. Caso não o encontre encaminhe o paciente ao Hospital fazendo RCP durante o
transporte;
vi. Se durante o primeiro contato com o paciente o mesmo JÁ ESTIVER INCONSCIENTE, inicie a RCP
pelas compressões e siga o protocolo de RCP.

 São sinais de OVACE, cianose e olhos arregalados, além da dificuldade de chorar,


tossir e emitir sons.
 Durante a desobstrução, a cabeça do paciente deve permanecer em nível inferior ao do
corpo.
 Nunca faça compressão abdominal.
 Na obstrução por líquido, caso o pai, mãe ou parente não queira e/ou não sugou com a
boca, o socorrista deve iniciar de imediato as 5 pancadas entre as escápulas, 5
compressões no tórax.
 Lembre-se: havendo obstrução e inconsciência, após cada ciclo de compressões,
cheque rapidamente a boca à procura do corpo estranho antes de fazer as respirações de
resgate.
 Mesmo que haja o retorno espontâneo da respiração, a guarnição BM deverá conduzir
ao hospital devido ao risco de aspiração de algum corpo estranho.
 Forneça O2 conforme P 604.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 35
Visto do Ajudante Geral

P 205 – PARADA RESP. ADULTO, CRIANÇA e LACTENTE

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO INICIAL


a. Parada respiratória em Adulto:
i. Verifique a consciência da vítima (tocando em seu ombro e perguntando se está bem);
ii. Se inconsciente, cheque a respiração e o pulso simultaneamente de 5 a 10 seg.
iii. Se a vítima não respira ou não respira normalmente (respiração anormal ou agônica “gasping”),
porém pulso está presente, acione apoio, inclusive SAV e solicite o DEA rapidamente;
iv. Faça 1 ventilação a cada 5 a 6 segundos (cerca de 10 a 12 ventilações por minuto) e a cada 2
minutos ou 20 ventilações cheque pulso novamente.
1. Para fins de padronização das equipes de resgate utilizaremos 1x5x20.
v. Com via aérea avançada (em apoio ao médico atendente) utilizando a BVM ou a válvula MTV-100
(ou similar), forneça 1 ventilação a cada 6 segundos, ou cerca de 10 ventilações por minuto.
b. Parada respiratória em Criança e Lactente.
i. Verifique a consciência da vítima (tocando em seu ombro e perguntando se está bem – em criança –
ou tocando os pés – em lactente);
ii. Se inconsciente, cheque a respiração e o pulso (carotídeo para crianças e braquial para lactentes)
simultaneamente de 5 a 10 seg;
iii. Se a vítima não respira ou não respira normalmente (respiração anormal ou agônica “gasping”),
porem pulso está presente, acione apoio, inclusive SAV, solicite o DEA rapidamente;
iv. Faça 1 ventilação a cada 3 a 5 segundos ou cerca de 12 a 20 ventilações por minuto e a cada 2
minutos cheque pulso novamente:
1. Para fins de padronização das guarnições de resgate utilizaremos 1x3x30.
v. Com via aérea avançada (em apoio ao médico atendente) utilizando a BVM ou a válvula MTV-100
(ou similar) forneça 1 ventilação a cada 6 segundos durante 10 ciclos por minuto;

 Aqueça o paciente - PRINCIPALMENTE LACTENTE E NEONATO - evitando a hipotermia


e o estado de choque.
 Após os dois minutos de ventilações, caso o paciente não tenha pulso, Inicie RCP.
 Use dispositivos eletrônicos para marcar o tempo de 2 minutos para as ventilações.
Não havendo, marque os ciclos descritos acima.
 Forneça O2 conforme P 604

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 36
Visto do Ajudante Geral

P 206 – SBV PARA RECÉM-NASCIDO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Indicação:
i. Para utilização no CBMMG, aplicam-se a bebês que acabaram de nascer e precisam ser reanimados
durante as primeiras horas do nascimento no ambiente pré-hospitalar. No ambiente intra-hospitalar o
bebê será considerado neonato, porém geralmente não haverá atuação de militares do CBMMG
dentro do hospital. Pacientes que receberam alta da maternidade, mesmo tendo menos de 28 dias
tratar como lactente.
b. Conceitos:
i. Recém-nascido (RN): para fins deste Protocolo, é o neonato que acabou de nascer, dos primeiros
minutos a algumas horas após o nascimento;
c. Condutas:
i. Se o parto é iminente, a guarnição deverá fazer um briefing e preparar os equipamentos, BVM,
oxigênio, cânula, oxímetro e kit parto;
ii. O chefe da guarnição deverá separar previamente funções para a equipe: ventilação com BVM,
monitoramento e compressões;
iii. Avaliação inicial do RN:
1. A fim de verificar se o RN necessitará de reanimação a equipe deverá fazer três perguntas:
(a) Gestação a termo?
(b) Bom tônus muscular?
(c) Respirando ou chorando?
2. Se o RN é termo, está respirando ou chorando e tem bom tônus muscular forneça, cuidados de
rotina:
(a) Coloque em contato pele a pele com a mãe e cubra com lençol limpo ou manta;
(b) Limpe as vias aéreas se necessário;
(c) Seque e continue monitorando.
3. Se responde negativamente a uma das perguntas acima realize as seguintes intervenções:
(a) Aqueça;
(b) Reposicione vias aéreas (posição neutra);
(c) Limpe as vias aéreas se necessário;
(d) Seque, estimule;
(e) Cheque respiração e frequência cardíaca;
(f) A equipe deve tentar realizar estas ações da maneira mais simultânea possível, em não
mais de 1 minuto (“minuto de ouro”).

 Acione o SAV tão logo observe uma condição crítica: cianose, dispneia, OVACE, parada
respiratória, PCR, frequência cardíaca < 100 bpm, prematuridade.
 Se o RN apresentar situações que necessitam de reanimação, clampear e cortar o
cordão umbilical imediatamente.

iv. Após o “minuto de ouro”, se RN não respira ou apresenta “gasping” libere vias aéreas e forneça
ventilações por 30 segundos:
1. Para fins de padronização das guarnições de resgate ventile com BVM durante 30 segundos no
ritmo “aperta/solta/solta/aperta” (cerca de 20 a 30 insuflações);
2. Se, após as ventilações, o RN está respirando, freq. cardíaca > 100 bpm e a pele está rosada,
apenas monitore o paciente e NÃO FORNEÇA O2;
3. Se, após as ventilações, o RN está respirando e freq. cardíaca é > 100 bpm, mas o RN está
cianótico, ofereça O2 suplementar conforme módulo P 604 – alcançando as faixas alvo e reavalie
após 30 seg;
4. Se, após as ventilações, freq. cardíaca é de 60 a 100 bpm realize ventilações novamente por
mais 30 seg. tente corrigir possíveis erros;
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Visto do Ajudante Geral

5. Se freq. cardíaca ≤ 60 BPM ou pulso ausente, inicie RCP pelas compressões torácicas na
frequência de 3 comp x 1 resp por 30 segundos a fim de atingir a frequência de 120 eventos por
minuto (90 comp.+ 30 resp.)
6. Reavalie a frequência cardíaca a cada 30 segundos.
7. Se após estas manobras o RN não apresentar aumento em sua frequência cardíaca e, o tempo
até o hospital é menor que o tempo de chegada do SAV na cena, inicie deslocamento
executando RCP;
8. Se tempo até o hospital é maior que tempo de chegada do SAV, permaneça na cena executando
RCP.
v. Após o minuto de ouro se o RN respira, porém com dificuldade e tem cianose persistente,
reposicione e libere as vias aéreas, monitore a saturação de oxigênio e forneça oxigênio suplementar
caso necessário, conforme P-604. Em seguida realize o transporte para o hospital de referência. Se
possível realize interceptação pelo SAV.

 Em caso de RN, FC ≤ 60 bpm é indicativo de parada cardiorrespiratória.


 Cuidado com hipotermia, principalmente com RN prematuros. Se possível use a luz
dicróica, ar condicionado da viatura, manta aluminizada ou embrulho plástico até o
pescoço.
 Não é indicado o uso de Desfibrilador em RN.
 A verificação de pulso carotídeo em RN pode acarretar isquemia cerebral, portanto se
verifica pulso somente braquial ou femoral.
 Considere ausculta do precórdio e uso de oxímetro (mão direita) para avaliar a
frequência cardíaca.
 Para avaliar o pulso do RN conte por 6 segundos e multiplique por 10.
 Forneça 40 a 60 insuflações por minuto no RN que necessite assistência ventilatória
(aperta/solta/solta/aperta).
 Forneça O2 conforme P 604.
 Compressões torácicas em dupla são executadas com a técnica dos dois polegares
mãos circundando o tórax, na razão de 3 compressões para 1 ventilação. Não ventile e
comprima ao mesmo tempo.
 Aplicam-se os mesmos procedimentos descritos neste protocolo em caso de
reanimação em neonatos (bebês que se encontrem no período de hospitalização inicial
até antes de ter alta da maternidade).
 Aplicam-se aos RN os procedimentos de desobstrução de vias aéreas previstos nos
protocolos P 204 e P 306 (item 2;a;ii;7).

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 38
Visto do Ajudante Geral

P 207 – DEA

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Indicações:
vi. PCR com ritmo chocável (FV – Fibrilação Ventricular e TVSP – Taquicardia Ventricular Sem Pulso);

Figura 2 - Traçado Eletrocardiógrafo da TVSP – Taquicardia Ventricular Sem Pulso


(FONTE: http://www.medicinaintensiva.com.br/ecgpatologico.htm)

Figura 3 - Traçado Eletrocardiógrafo da FV - Fibrilação Ventricular


(FONTE: http://www.medicinaintensiva.com.br/ecgpatologico.htm)

vii. Adulto, Criança, Lactente, exceto RN, com as devidas pás específicas para cada paciente e
atenuadores de corrente se possível ou pás de adultos para todos os pacientes se apenas estas
estiverem disponíveis;
b. Contra indicações:
i. Paciente respirando, com pulso, ritmo sinusal normal e recém nascido.

Figura 4 - Traçado Eletrocardiógrafo do RSN – Ritmo Sinusal Normal)


(FONTE: http://www.medicinaintensiva.com.br/ecgpatologico.htm)

c. Potenciais efeitos adversos / complicações do uso:


i. Queimadura na pele do paciente;
ii. Desativação de marca-passo ou cardiodesfibrilador implantado (CDI);
iii. Lesões no operador ou pessoas próximas em contato com o paciente.
d. Precauções no uso do DEA:
i. Afaste o paciente de água e de superfície molhada;
ii. Antes de conectar as pás, sempre seque e limpe o local permitindo que o adesivo da pá cole
perfeitamente;
iii. Afaste as pás cerca de 2 a 2,5 cm de distância do marca-passo ou cardiodesfibrilador implantado
(CDI);
iv. Afaste as pás de local lesionado da pele;
v. Retire adesivo de medicação transcutânea se houver, limpe e seque a superfície onde a pá será
instalada;
vi. Não movimente o paciente durante a utilização do DEA, devido aos artefatos de ruídos e à simulação
de FV decorrentes do próprio movimento;
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 39
Visto do Ajudante Geral

vii. Não toque nem deixe ninguém tocar o paciente durante a análise do ritmo e a administração do
choque;
viii. Raspe os pelos do tórax do paciente, se necessário, nos locais onde serão colocadas as pás;
ix. Evite operar o DEA próximo a celulares e rádios de comunicação (HT) ligados, linhas de trem e
metrô, e linhas de alta voltagem;
x. Retire, quando possível, correntes, adornos e assessórios metálicos do pescoço e mamilo do
paciente antes de colocar as pás;
xi. Não use o DEA concomitante com oximetria de pulso, aparelhos de pressão e equipamentos
médicos em contato com o paciente sob monitoramento

Remova fontes de oxigênio e gases anestésicos inflamáveis antes de executar a


desfibrilação. Há risco de incêndio e de explosão!

e. Conduta para utilização do DEA:


i. Inicie RCP até que o DEA esteja disponível:
1. Prepare o paciente, ligue o DEA, conecte as pás (continue a RCP). Quando do sinal de
“analisando o ritmo cardíaco”, não toque no paciente e PARE a RCP;
2. Se choque indicado:
(a) Afaste todas as pessoas de perto do paciente;
(b) Pressione o botão de choque ao vê-lo piscar;
(c) Reinicie imediatamente a RCP pelas compressões;
(d) A cada 2 minutos o DEA reinicia a avaliação.
3. Se choque não indicado:
(a) Continue a RCP.
4. Se o SAV não está disponível/a caminho, transporte para o HR nos seguintes casos:
(a) A vítima apresenta sinais de retorno espontâneo da circulação;
(b) Após a aplicação de 6 a 9 choques, consecutivos ou não, separados por 2 minutos de RCP;
(c) O DEA emite 3 mensagens consecutivas, separadas por 2 minutos de RCP, de que o
choque não é indicado.
ii. Posição das pás:
1. As pás devem ser posicionadas de forma anterolateral, para que a onda elétrica atravesse o
coração. Posições alternativas, porém, podem ser consideradas, com base nas características
individuais do paciente, aceitando-se: anteroposterior, infraescapular anteroesquerda e
infraescapular anterodireita.

 A RCP deverá ser realizada até que o DEA esteja em condições de ser utilizado, e que
seja, o mais rápido possível.

f. DEA e transporte:
i. Se durante o transporte, o paciente entrar em PCR dentro da UR, pare, desligue a viatura e adote os
passos de RCP e de desfibrilação;
ii. Se a UR estiver em deslocamento com RCP em andamento, não pare a viatura, nem cesse a RCP
para o DEA analisar o ritmo; mesmo que o choque for indicado, ele não deverá ser ministrado.
Apenas mantenha as pás conectadas e aderidas ao paciente.
g. Situações especiais:
i. Se durante a aplicação do DEA a bateria descarregar, continue a RCP e inicie deslocamento.

 Evite usar telefone celular próximo ao DEA. O alto nível de reação eletromagnética
emitida pode resultar numa grande interferência prejudicando o funcionamento do DEA e
colocando em risco o paciente.
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 40
Visto do Ajudante Geral

 O DEA foi desenvolvido para aplicação em procedimentos de desfibrilação que


possibilita estímulo elétrico ao coração podendo ser usado por qualquer pessoa em
ambiente hospitalar ou extra-hospitalar, dando suporte avançado à vida.
 O DEA é um equipamento energizado internamente capaz de operar recebendo energia
de uma fonte de alimentação elétrica interna. Não abra o equipamento. Não dê choques
com as pás curto-circuitadas, pois o dispositivo de disparo pode danificar-se. O paciente
deverá estar imóvel durante a análise. Não utilize as pás se o invólucro estiver violado.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 41
Visto do Ajudante Geral

P 208 - SITUAÇÕES ESPECIAIS EM SBV

1. PCR TRAUMÁTICA
a. Conduta:
i. Verifique se a situação se enquadra em PCR de origem clínica ou traumática e acione o SAV:
1. Se for de origem clínica proceda ao tratamento conforme P - 201 e P - 202.
ii. Se confirmada PCR de origem traumática, além das ações previstas nos protocolos anteriores trate
simultaneamente:
1. Hemorragias graves:
(a) Considere o uso de torniquete e curativos com agentes hemostáticos.
2. Maximize as intervenções em vias aéreas e oxigenação;
3. Se possível, restrinja movimentos da coluna cervical;
4. Determine qual é o hospital de referência mais próximo, com capacidade de cirurgia e transfusão
de sangue;
(a) Considere transporte aeromédico;
(b) Avalie o tempo de chegada do SAV no local e o tempo de deslocamento da UR até o
hospital;
(c) Se após a primeira análise do desfibrilador ele não indicar choque e o tempo de chegada do
SAV for maior que o tempo de chegada da UR até o hospital, inicie o deslocamento
realizando RCP conforme P - 201 e 202;
(d) Se após a primeira análise do desfibrilador ele indicar choque proceda conforme PCR clínica
(módulo 200).
(e) Em caso de retorno de circulação espontânea e o SAV não esteja presente, limite a realizar
na cena apenas intervenções de controle de vias aéreas, hemorragias E DESLOQUE
IMEDIATAMENTE PARA O HOSPITAL DE REFERÊNCIA.

2. PCR EM GESTANTE
a. Conduta:
i. Verifique se a vítima é gestante com mais de 20 semanas de gestação:
1. Caso positivo, além dos procedimentos previstos em P - 201 e P - 202, realize Deslocamento
Manual do Útero para a Esquerda antes de iniciar as compressões, conforme figura abaixo.

Figura 5 - Deslocamento Manual do útero para a Esquerda. A - uso de uma mão. B - duas mãos
(FONTE: http://circ.ahajournals.org/content/132/18_suppl_2/S501/F1.expansion.html)
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Visto do Ajudante Geral

3. RCP EM AFOGADOS
b. Conduta:
i. Verifique se a vítima se encontra dentro ou fora da água:
1. Se a vítima se encontra fora da água no momento da chegada da guarnição da UR, proceda
conforme P - 201 e P - 202;
2. Caso contrário, realize SBV dentro da água conforme P-501 e retire o paciente da água.
ii. Após retirar a vítima da água:
1. Verifique a consciência da vítima (em adultos e crianças, toque em seu ombro e pergunte se
está bem; em lactentes, toque nos pés);
2. Se inconsciente acione apoio, inclusive SAV, e providencie o DEA rapidamente;
3. Libere as vias aéreas e cheque a respiração usando a técnica VOS (ver, ouvir e sentir), ouça,
sinta a respiração e veja se o tórax se movimenta;
4. Se não respira realize 5 ventilações de resgate e mantenha as vias aéreas liberadas;
5. Cheque o pulso (carotídeo para adultos/crianças e braquial para lactentes);
6. Se a vítima não tem pulso definido em 10 segundos ou em caso de crianças e bebês, frequência
cardíaca menor ou igual a 60 bpm com sinais de hipoperfusão, realize RCP;
7. Para todas as faixas etárias, se há apenas 1 socorrista:
(a) Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida;
(b) Inicie RCP com 30 compressões torácicas e 2 ventilações de resgate, com elevação visível
do tórax;
(c) Continue o procedimento de 30x2 até que o DEA esteja disponível e com as pás conectadas
no paciente ou, após 2 minutos de RCP, apareça outro socorrista para revezar.
8. Para todas as faixas etárias, se há 2 ou mais socorristas (RCP em equipe):
(a) Deite o paciente de costas em superfície plana e rígida;
(b) Havendo mais de dois socorristas, o socorrista 1 inicia a RCP com 15 compressões, o
socorrista 2 realiza 2 ventilações e o socorrista 3, após acionar o SAV, opera o DEA;
(c) Após as 15 compressões torácicas, abra rapidamente as vias aéreas e forneça duas
ventilações de resgate com expansão visível do tórax;
(d) Havendo apenas dois socorristas, o socorrista 1 inicia as 30 compressões e 2 ventilações e
o socorrista 2 instala e opera o DEA;
(e) Após dois minutos (ou 10 ciclos) de 15 compressões por 2 ventilações, caso o DEA não
esteja disponível, troca-se o compressor (intervalo de 5 seg. para troca).
iii. Permita que o DEA faça a leitura assim que disponível e conectado;
1. Faça rodízio entre as posições dos socorristas a cada leitura do DEA, trocando principalmente o
compressor.
iv. Para crianças e lactentes, ao usar o DEA, o socorrista deve utilizar um atenuador de carga pediátrico,
se disponível; se não, utilize o DEA padrão;
v. Se choque indicado, aplique-o e continue a RCP pelas compressões;
vi. Se choque não indicado, continue RCP pelas compressões;
vii. Se o SAV não está disponível/a caminho, transporte para o HR nos seguintes casos:
1. O paciente apresenta sinais de retorno espontâneo da circulação (tempo ou pulso);
2. Após a aplicação de 6 a 9 choques, consecutivos ou não, separados por 2 minutos de RCP;
3. O DEA emite 3 mensagens consecutivas, separadas por 2 minutos de RCP, de que o choque não
é indicado.
viii. Todos os deslocamentos com vítima em PCR serão realizados com manobras de RCP com 30 X 2
(1 socorrista) ou 15 X 2 (2 socorristas) com troca do compressor a cada dois minutos;
ix. Durante o deslocamento, intercepte com o SAV, se disponível.
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Visto do Ajudante Geral

 A qualidade da RCP, frequência, profundidade, posição das mãos durante a


reanimação, técnicas de ventilação e critérios para cessar os esforços devem ser os
mesmos descritos em P-201 e P-202.
Use dispositivos de feedback para monitorar o tempo, frequência e profundidade das
compressões. Não havendo dispositivos para monitorar o tempo faça a troca do
compressor a cada 10 ciclos.

4. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


5. TRANSPORTE
6. AVALIAÇÃO CONTINUADA
7. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO

TABELA DE ATENDIMENTO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA


1 SOCORRISTA 2 SOCORRISTAS OU MAIS
PACIENTE
PR PCR PR PCR
Frequência de
Frequência de 40 a
40 a 60
RN/Neonato 60 ventilações/
3x1x30seg ventilações/ 3x1x30seg
min. durante 30
min. durante 30
segundos
segundos
Lactente 1 x 3 x 2min (ou 30 1 x 3 x 2min (ou 15 x 2 x 2min
30 x 2
ciclos) 30 ciclos) (ou 10 ciclos)
Criança 1 x 3 x 2min (ou 30 1 x 3 x 2min (ou 15 x 2 x 2min
30 x 2
ciclos) 30 ciclos) (ou 10 ciclos)
Adulto 1 x 5 x 2min (ou 20 1 x 5 x 2min (ou 30 x 2 x 2 min
30 x 2
ciclos) 20 ciclos) (ou 5 ciclos)
Segue as faixas Segue as faixas 15 x 2 x 2min
Afogado 30 x 2
etárias acima etárias acima (ou 10 ciclos)
Quadro 1 - Resumo de atendimento de Suporte Básico de Vida
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Visto do Ajudante Geral

MÓDULO 300
- Emergências Clínicas –
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Visto do Ajudante Geral

P 301 – EMERGÊNCIAS CARDIOVASCULARES

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Distúrbios cardiovasculares: conjunto de doenças e condições envolvendo o coração e os vasos
sanguíneos que podem alterar em pressão e volume o sangue/oxigênio disponível aos órgãos nobres
(cérebro, coração e pulmão).

Figura 6 - Locais comumente referenciados com dor em caso de Em. Cardiovasculares


Fonte: www.mdsaude.com.br

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Sinais e sintomas mais comuns:
i. Dor no peito (retroesternal – centro / ou precordial – à esquerda);
ii. Dor irradiando para braço esquerdo;
iii. Dor irradiando para mandíbula;
iv. Pressão ou desconforto no tórax;
v. Pressão no abdômen, no pescoço ou nas costas;
vi. Desconforto na região epigástrica;
vii. Dificuldade respiratória (dispneia);
viii. Sudorese excessiva;
ix. Pulso irregular ou fraco;
x. Veias do pescoço dilatadas;
xi. Náuseas;
xii. Tontura;
xiii. Fadiga;
xiv. Vômito;
xv. Desmaio.
b. Fatores de risco não modificáveis (fixos):
i. Idade avançada;
ii. Etnia;
iii. Hereditariedade;
iv. Sexo.
c. Fatores de risco modificáveis:
i. Hipertensão arterial;
ii. Tabagismo;
iii. Diabetes mellitus;
iv. Colesterol alto;
v. Obesidade;
vi. Sedentarismo.
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 46
Visto do Ajudante Geral

d. Fatores contribuintes:
i. Estresse excessivo;
ii. Ingestão de álcool e drogas.
e. Fatores precipitantes (presente em cerca de 50% dos casos):
i. Exercícios anormalmente vigorosos;
ii. Estresse emocional grave;
iii. Doenças graves.
f. Conduta:
i. Mantenha vias aéreas pérvias;
ii. Previna o estado de choque:
1. Forneça oxigênio, caso necessário, conforme P 604;
2. Aqueça o paciente;
3. Afrouxe suas vestes;
4. Não permita que o paciente faça esforço físico – caminhe, fale muito etc.
iii. Forneça apoio emocional e acalme o paciente;
iv. Monitore sinais vitais e o esforço respiratório e esteja preparado para RCP, se necessário, conforme
Módulo 200;
v. Se paciente estiver consciente, mantenha-o em posição de conforto (normalmente semi-reclinado
ou sentado);
vi. Se paciente estiver inconsciente, mantenha-o em decúbito dorsal, aqueça, forneça O2 conforme P
604 (se necessário), monitore sinais vitais e encaminhe rapidamente ao hospital.

 Atente para o relato de histórico médico e de uso de medicamentos. A coleta de dados


e anamnese dirigida não deverá atrasar o transporte.
 No deslocamento para emergências cardiovasculares o socorrista já deve estar
preparado para utilizar o DEA.
 Algumas situações especiais como hipotermia, afogamento, trauma, choques elétricos,
descargas de raios e gravidez podem provocar uma parada cardíaca.

3. TRANSPORTE
a. Se o trânsito flui bem, desloque em Código 2 (faróis acesos, luzes de emergência ligadas, sirenes
desligadas, conforme P 609). Em caso de trânsito congestionado, ou quando for valer-se das
prioridades previstas no CTB, desloque em Código 3 (faróis acesos, luzes de emergência ligadas,
sirenes ligadas).

4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
b. O COBOM / CIAD e as SOU / SOF, além de conhecer as limitações de cada hospital de referência em
dar sequência à corrente de sobrevivência, devem sempre notificar ao hospital, antecipadamente, a
chegada de um paciente com possível doença cardiovascular.
c. Colete e/ou documente todas as medicações de uso domiciliar e os repasse ao médico que o atender.
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Visto do Ajudante Geral

P 302 – AVC / AVE

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL / ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Acidente Vascular Cerebral / Acidente Vascular Encefálico (AVC/ AVE): o AVC/AVE conhecido
popularmente como "derrame cerebral" se refere a qualquer processo patológico que comprometa a
circulação cerebral. Pode ser dividido em dois tipos:
i. Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI): o mais comum, é causado pela falta de sangue em
determinada área do cérebro, decorrente da obstrução de uma artéria;
ii. Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH): é causado por sangramento devido ao
rompimento de um vaso sanguíneo.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Sinais e sintomas mais comuns:
i. Vertigem, confusão mental com perda visual parcial;
ii. Forte dor de cabeça;
iii. Forte dor de cabeça acompanhada de náuseas e vômitos;
iv. Falta de coordenação, perda de força;
v. Diplopia: visão dupla e embaçada;
vi. Disfasia: alteração na linguagem e compreensão em qualquer de suas formas;
vii. Hemiparesia: enfraquecimento incompleto ou parcial de um lado do corpo (mais grave nas mãos e
metade completa da face);
viii. Hemiplegia: paralisia de um lado do corpo.
b. Outros sinais e sintomas encontrados:
i. Ausência de movimento nos olhos, exceto nas pálpebras;
ii. Ptose palpebral (queda da pálpebra);
iii. Falta de ar e sudorese;
iv. Nível alterado de responsividade;
v. Anisocoria: diferença no tamanho das pupilas;
vi. Síncope, torpor, convulsão, coma (E.C. Glasgow<8);
vii. Hipertensão arterial e hipertermia;
viii. Disfagia: deglutição difícil;
ix. Incontinência urinária;
x. Alterações visuais;
c. Fatores de risco:
i. Idade avançada;
ii. Hereditariedade;
iii. Doença cardiovascular;
iv. Hipertensão arterial;
v. Tabagismo;
vi. Diabetes mellitus;
vii. AIT - Ataque Isquêmico Transitório (déficit neurológico);
viii. Histórico de colesterol alto;
ix. Obesidade;
x. Sedentarismo;
xi. Estresse excessivo;
xii. Dificuldade de coagulação;
xiii. História de trauma craniano;
xiv. Cirurgias recentes;
xv. Uso de anticoncepcionais;
xvi. Uso de drogas (cocaína / anfetamina);
xvii. Uso de anticoagulantes;
xviii. Neoplasias.
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Visto do Ajudante Geral

d. Conduta:
i. Mantenha vias aéreas pérvias;
ii. Monitore o esforço respiratório e esteja preparado para assistência ventilatória;
iii. Forneça oxigênio, se necessário, conforme P 604;
iv. Se o paciente estiver inconsciente ele deve ser transportado na posição de decúbito lateral
esquerdo para que o socorrista possa monitorá-lo constantemente, mantendo o controle de suas vias
aéreas e garantindo uma boa ventilação. Se o paciente estiver alerta, ele pode ser transportado na
posição de conforto (normalmente semi-reclinado ou sentado) ou na posição de decúbito dorsal com
a cabeça e ombros levemente elevados;
v. Mantenha o paciente em repouso, sob observação contínua, monitorização constante e fornecimento
de oxigênio durante o transporte de acordo com a avaliação da saturação de O2 (suspender em caso
de SatO2 ≥94%);
vi. Aqueça o paciente. Não superaqueça-o acima de 37,6ºC;
vii. Afrouxe um pouco as roupas do paciente;
viii. Avalie a responsividade por meio da Escala Pré-Hospitalar de Cincinatti e Escala de Coma de
Glasgow – ECG;
ix. Encoraje membros da família a acompanhar o paciente até o hospital para que possam informar o
histórico do paciente à equipe médica;
x. Quando da chegada no hospital mantenha os procedimentos até a equipe médica responsável
assumir o paciente, devidamente informada de toda situação.
e. Escala pré-hospitalar de Cincinatti.
i. Uma anomalia encontrada em qualquer um deles a probabilidade de um AVC é igual a 72%.

SINAIS COMANDO NORMAL ANORMAL


Ambos os lados do Um lado do rosto não se
QUEDA Peça ao paciente que sorria
rosto movem-se move tão bem quanto ao
FACIAL e/ou mostre os dentes.
igualmente. outro.

Peça ao paciente que feche


Um braço não se move
DEBILIDADE os olhos e mantenha os Ambos os braços
ou cai em relação ao
DOS BRAÇOS braços estendidos por 10 movem-se igualmente.
outro.
segundos.

O paciente pronuncia
Peça ao paciente para dizer “o O paciente utiliza as
FALA palavras ininteligíveis,
rato roeu a roupa do rei de palavras corretamente,
ANORMAL usa palavras incorretas
Roma” ou outra frase similar. com pronúncia clara.
ou é incapaz de falar.

Quadro 2 - Escala de Cincinatti.

Figura 7 - Identificação visual de queda facial e debilidade dos braços, conforme a Escala de Cincinatti
Fonte: Stroke Center - Cincinnati (Acesso em 23/11/2012)
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 49
Visto do Ajudante Geral

 A determinação do momento de início dos sintomas é crucial para fins de tratamento. O


momento do início dos sintomas é o último momento em que o paciente foi
visto assintomático.
 Tempo é cérebro!!! Campanhas mundiais como o PACTO AVC ou o protocolo FAST (F-
Face; A-Arm; S-Speak e T-Time), reforçam a importância do reconhecimento rápido para
início do tratamento hospitalar com fibrinolíticos (ativadores do plasminogênio) na
terapêutica da trombose arterial, a fim de dissolver rapidamente a rede de fibrina e assim
dissolver os trombos, quando o tempo do início dos sintomas até a chegada ao HR for
inferior a 4,5 horas. Portanto, não atrase o deslocamento para o hospital.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
a. As aferições de pressão arterial devem ser estabelecidas em intervalos de 10 a 20 minutos e nunca em
uma única aferição.
b. Deve-se aferir a duas extremidades superiores, comparando-as.

5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
a. O COBOM / CIAD, as SOU / SOF devem sempre notificar ao hospital de referência quanto à chegada
de um paciente com possível AVC.
b. Colete e/ou documente todas as medicações de uso domiciliar e as repasse ao médico que o atender.
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Visto do Ajudante Geral

P 303 – EMERGÊNCIAS RESPIRATÓRIAS

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Emergências Respiratórias: indicam a dificuldade encontrada pelo sistema respiratório em
desempenhar adequadamente sua principal função, ou seja, a promoção das trocas gasosas. Há várias
doenças respiratórias congênitas e adquiridas cujos sintomas afetam a capacidade ventilatória e entre
as principais estão a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a asma e a pneumonia.
2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
b. Sinais e sintomas:
i. Ausência temporária de respiração (apneia);
ii. Respiração superficial;
iii. Respiração rápida e profunda;
iv. Respiração ruidosa;
v. Sensação vertiginosa;
vi. Ansiedade, agitação, letargia e sonolência;
vii. Cianose de extremidades ou periférica (lábios e dedos);
viii. Dor torácica referida como aperto;
ix. Tosse contínua;
x. Alteração na oximetria de pulso;
xi. Respiração com emprego de musculatura acessória (tiragem intercostais e de fúrcula).
c. Conduta:
i. Mantenha o paciente em posição de conforto (sentado ou semi-reclinado);
ii. Administre oxigênio, se necessário, conforme P 604;
iii. Aqueça o paciente;
iv. Afrouxe um pouco as roupas do paciente;
v. Ofereça apoio emocional.

3. AVALIAÇÃO CONTINUADA
4. TRANSPORTE
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES

 Se o paciente apresenta respiração inadequada ou ausente, faça a ventilação assistida


com BVM e suplementação de oxigênio, conforme P 604. Utilize cânula orofaríngea se o
paciente estiver com ECG menor ou igual a 8 e sem reflexo de vômito.
 Se o paciente faz uso de broncodilatadores (“bombinhas”), prescrita por um médico,
pergunte-o se fez uso, incentivando-o a usar, conforme a prescrição. O Socorrista deve
estar familiarizado com este dispositivo.

 Se o paciente é crítico, a GU BM deve transportá-lo com urgência ao HR, além de


acionar e interceptar o SAV, se disponível, para manobras invasivas de obtenção de vias
aéreas e ventilação.
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Visto do Ajudante Geral

P 304 – CRISE CONVULSIVA

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Crises convulsivas: alteração involuntária e repentina dos sentidos, do comportamento, da atividade
muscular ou do nível de consciência que resulta da irritação ou da superatividade das células cerebrais.
A convulsão é uma atividade muscular reflexa frequentemente observada em crises convulsivas. Uma
crise convulsiva pode ocorrer sem convulsões.
2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Reconhecimento:
i. Crise de ausência (Pequeno mal):
1. Olhar fixo e ausente, que dura apenas alguns segundos;
2. Não envolve convulsões;
3. Mais comum em crianças;
4. Grito epiléptico.
ii. Crise tônico-clônica generalizada (Grande mal):
1. Estado mental alterado;
2. Rigidez e contrações musculares alternadas (convulsões);
3. Suspensão temporária da respiração;
4. Estupor pós ictal (fase pós-comicial) – estado de sonolência profunda e letargia que se instala ao
final da convulsão.
b. Sinais e sintomas:
i. Espasmos musculares ( convulsões);
ii. Dor referida em todo o abdome ou em região especifica;
iii. Palidez acentuada, devido à apneia;
iv. Náuseas e vômitos;
v. Saliva espumosa;
vi. Respiração superficial;
vii. Taquicardia ou bradicardia;
viii. Taquipneia ou dispneia;
ix. Sudorese fria;
x. Febre;
xi. Dor abdominal à palpação no exame físico;
xii. Abdome contraído, globoso ou escavado;
xiii. Defesa muscular abdominal no exame físico.

c. Conduta:
i. Proteja o paciente (ampare sua cabeça, porém não contenha seus movimentos);
ii. Em caso de secreção na boca, lateralize o paciente. Use abridor de mandíbula. Não insira os dedos
na boca do paciente;
iii. Administre O2, se SatO2 ≤ 94%;
iv. Mantenha o paciente em posição de conforto (decúbito dorsal ou semi-reclinado);
v. Afrouxe um pouco as roupas do paciente;
vi. Aqueça o paciente;
vii. Ofereça apoio emocional.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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P 305 – DIABETES MELLITUS (HIPOGLICEMIA/HIPERGLICEMIA)

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Diabetes tipo I: doença na qual o corpo produz pouca ou nenhuma insulina, sendo que os pacientes
necessitam de injeções diárias de insulina. Essa condição normalmente aparece na infância.
b. Diabetes tipo II: doença na qual o corpo não produz quantidade suficiente de insulina ou quando as
células não respondem bem a essa substância. Essa condição normalmente aparece na fase adulta e
geralmente é controlada através de dieta e/ou por meio de medicamentos.
c. Hiperglicemia: condição que resulta de níveis insuficientes ou da ausência de insulina e excesso de
açúcar no sangue.
d. Hipoglicemia: condição que resulta do excesso de insulina e níveis insuficientes ou ausência de açúcar
no sangue.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Hipoglicemia (choque insulínico):
i. Sinais, sintomas e eventos relacionados:
1. Glicemia capilar <60 mg/dL;
2. Paciente tomou insulina demais;
3. Alteração no nível de consciência;
4. Convulsão focal ou generalizada;
5. Agitação e mudança de comportamento;
6. Paciente em jejum prolongado (não se alimentou);
7. Pele fria e úmida;
8. Taquicardia;
9. Cefaleia;
10. Palidez;
11. Salivação abundante;
12. Fome, borborigma ("ronco" na barriga);
13. Náuseas, vômitos, desconforto abdominal;
14. Atividade mental anormal com prejuízo do julgamento;
15. Ansiedade, alteração de humor, depressão, choro e medo;
16. Negativismo, irritabilidade, agressividade e fúria;
17. Cansaço, fraqueza, apatia, letargia, sono;
18. Confusão, amnésia, tontura, delírio;
19. Alteração de pupilas (dilatadas);
20. Olhar fixo, visão embaçada, visão dupla;
21. Atos automáticos;
22. Dificuldade de fala;
23. Descoordenação motora, às vezes confundida com embriaguez;
24. Déficit motor, paralisia, hemiparesia, parestesia, estupor.
b. Hiperglicemia:
i. Sinais, sintomas e eventos relacionados:
1. Glicemia capilar > 200 mg/dl;
2. Paciente não tomou insulina;
3. Poliúria (aumento do volume urinário);
4. Polidipsia (sede aumentada e aumento de ingestão de líquidos);
5. Polifagia (apetite aumentado);
6. Mudanças no formato das lentes dos olhos levando a dificuldades de visão. (Paciente relata visão
borrada);
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Visto do Ajudante Geral

7. Cansaço;
8. Pele seca e quente;
9. Cefaleia;
10. Dispneia;
11. Hálito cetônico (alta concentração de cetona do sangue);
12. Náuseas e Vômitos;
13. Dor abdominal;
14. Alteração de consciência (confusão, sonolência, letargia, hostilidade, mania, pânico, agresividade
etc);
15. Coma com progressão para PCR.
c. Conduta:
i. Obtenha o SAMPUM e OPQRST. Considere:
1. Histórico de diabetes mellitus;
2. Medicações usadas em tratamento:
(a) Insulina – tipo, dose, frequência, última dose;
(b) Medicações orais - tipo, dose, frequência, última dose;
3. Última alimentação do paciente;
4. Recente doença ou lesão;
5. Atividade física recente;
6. Gravidez;
7. Verifique uso de álcool;
8. Histórico de reações a diabetes.
ii. Conduta geral:
1. Obtenha os sinais vitais;
2. Se paciente possui glicosímetro prescrito por médico, verifique com a vítima qual a última leitura.
Caso o mesmo não tenha feito a medição, estimule-o a fazer;
3. Prepare-se para fazer aspiração de vias aéreas;
4. Não perca tempo na cena da ocorrência. Considere situações de load and go;
5. Se paciente está consciente:
(a) Não lhe permita exercitar-se; deite-o na maca ou cadeira de rodas e o encaminhe à UR;
(b) Proteja vias aéreas;
(c) Previna o choque. Aqueça o paciente. Ofereça oxigênio, se necessário, conforme P 604;
(d) Em caso de hipoglicemia e sob regulação médica (quando houver), forneça glicose
instantânea ou açúcar comum por via oral ao paciente, desde que o paciente tenha condição
de engolir espontaneamente.
6. Se paciente está inconsciente:
(a) Proteja as vias aéreas. Aspire se necessário;
(b) Previna o choque. Aqueça o paciente. Ofereça oxigênio, se necessário, conforme P 604.
3. AVALIAÇÃO CONTINUADA
4. TRANSPORTE
a. Posicione o paciente em posição de conforto;
b. Trate agravos que ameaçam a vida em deslocamento.

5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES

 Nem todos os sinais ou sintomas podem estar presentes no paciente.


 Paciente considerado crítico deve ser transportado com urgência ao hospital de
referência. Acionar e interceptar o SAV, se disponível.
 Estimule aqueles pacientes com glicosímetro de uso crônico a utilizar o aparelho, a fim
de repassar para a central de operações ou Regulação Médica.
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P 306 – EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Parto normal iminente:
i. Sinais e sintomas:
1. Contrações uterinas cíclicas (primeira fase do parto);
2. Rompimento da bolsa amniótica;
3. Apresentação cefálica do feto (coroamento);
4. Taquicardia e taquipneia;
5. Dor durante as contrações.
ii. Conduta:
1. Sempre que possível leia o cartão pré-natal da gestante e busque informações sobre a gestação
(se houve internações, doenças infectocontagiosas, hipertensão arterial, diabetes ou outras
complicações);
2. Deite a gestante em decúbito dorsal, com pernas fletidas e com joelhos afastados;
3. Exponha os materiais do Kit Parto;
4. Ponha um lençol limpo sobre a maca (ou local apropriado, onde será colocado o recém nascido -
RN) próximo à pelve da gestante;
5. Quando a cabeça coroar, apoie a mesma com uma das mãos, com leve pressão para evitar uma
expulsão muito rápida e causar alguma lesão no RN e na parturiente;
6. Ainda na passagem do feto pelo canal vaginal, tente identificar se há circular de cordão (cordão
enrolado no RN), desvencilhando-o. Se possível já faça uma limpeza prévia da face do RN, com
uma compressa limpa;
7. Após a saída do RN, deite-o no lençol sobre a maca (ou local apropriado) e aspire suas vias
aéreas com aspirador tipo pera, apenas se tiverem obstruídas;
8. Mantenha o RN no mesmo nível da pelve da mãe até que seu cordão umbilical seja clampeado;
9. Clampeie o cordão umbilical (se RN é termo e não necessita de reanimação aguarde
aproximadamente 60 segundos para isso):
(a) O 1º clamp a aproximadamente 17 cm (“um palmo”) da parede abdominal do RN;
(b) O 2º clamp a aproximadamente 7 cm (“4 dedos”) após o 1º clamp, ou seja, o 2º clamp ficará
a 25 cm da parede abdominal do RN;
(c) Em seguida, corte entre os dois.
10. Seque rapidamente o RN e aqueça-o pele a pele com a mãe, após o envolva com a manta
aluminizada ou lençol;
11. Aguarde a saída da placenta (dequitação), sem puxá-la, guarde-a em um saco plástico e a deixe
no hospital;
12. Cubra a região vaginal com absorvente higiênico após a dequitação;
13. Oriente a mãe a estender as pernas e uni-las, sem apertá-las;
14. Faça massagens circulares no sentido horário no abdômen da mãe, na região do útero, para
reduzir a hemorragia puerperal;
15. Caso não haja restrições, estimule a mãe a amamentar o RN o quanto antes (esse método reduz
a hemorragia puerperal);
16. Considere fornecimento de oxigênio para o RN e à mãe, se necessário, conforme P 604;
17. Avalie e classifique o RN na escala APGAR 1 minuto após o nascimento, repita isto após 5 e 10
minutos, mesmo durante o transporte, se possível.
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 Se o cartão pré-natal informar a presença de doença infecto-contagiosa ou se não


houver cartão pré-natal não estimule o aleitamento materno.
 O clampeamento favorece a dequitação e sua demora propicia a icterícia. O
clampeamento deve ser realizado entre 1 a 3 minutos após o nascimento, a fim de
favorecer a adaptação externa do neonato. Para aqueles RN com necessidade de
reanimação e para os prematuros é recomendado o clampeamento precoce do cordão
umbilical.

b. Parto anormal:
i. Sinais e sintomas:
1. Apresentação pélvica do RN no ato do parto (as nádegas ou ambos os membros inferiores
apresentam-se primeiro);
2. Apresentação invertida (nasce um braço ou uma perna primeiro);
3. Prolapso do cordão umbilical;
4. Presença de mecônio (fezes no RN) no líquido amniótico;
5. Nascimento múltiplo;
6. Crise convulsiva no trabalho de parto;
7. Parto prematuro;
8. Natimorto.
ii. Conduta:
1. Em parto pélvico, segue-se conduta similar à assistência ao parto normal:
(a) Aguarde o parto progredir naturalmente sem jamais puxar o RN. Caso ocorra circular de
cordão umbilical, se visível, retire-o do pescoço do RN;
(b) Caso o parto esteja progredindo, aguarde a saída das nádegas, membros e tronco. O
socorrista deve amparar o tronco do bebê no antebraço. Aguarde a cabeça sair
espontaneamente. Enquanto isso introduza dois dedos na cavidade vaginal, com a palma da
mão voltada para a face do RN. Coloca-se, então, o dedo indicador do lado de uma narina e o
dedo médio do lado da outra narina, em forma de V e descomprima a face do feto, facilitando
a respiração. Figura 8:

Fig. 8 - Posição dos dedos do socorrista em forma de “V” para descomprimir a face do feto em caso de parto pélvico.
(Fonte: www.triton.edu, acessado em 20/09/2016)

(c) Caso o tronco tenha saído e a cabeça estiver demorando a sair, pode-se realizar a manobra
de Bracht, que consiste em rebater o feto sobre o abdômen da mãe, sem executar tração,
figura 9:
1. As mãos do socorrista devem envolver o feto de forma que os polegares mantenham as
coxas do RN juntas ao abdômen do RN;
2. Os outros dedos ficam localizados na região sacrococcígea do feto;
3. Sem tracionar o feto, ele é soerguido em torno da púbis da mãe;
4. Por último, o feto é rebatido progressivamente sobre o abdome da mãe até que a cabeça se
desprenda espontaneamente.
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5. Caso o socorrista não obtenha sucesso nesta manobra, deve realizar o transporte para o
hospital imediatamente, utilizando a posição descrita acima no item b e figura 8.

Fig. 9 - Manobra de Bracht. A - visão frontal; B - visão lateral (Fonte: Zugaib Obstetrícia - 2ª edição)
(a) Se houver apresentação das nádegas ou os membros inferiores, porém o parto não
estiver progredindo naturalmente, transporte a gestante para o hospital imediatamente. Para
tanto, a mãe poderá ser deitada em decúbito lateral esquerdo com o quadril elevado por
travesseiro ou cobertor dobrado ou ser deitada de costas na maca, com a cabeça baixa e o
quadril elevado por travesseiro ou cobertor dobrado (posição de Trendelenburg), conforme
figura 10. Cubra o membro exposto com gaze ou compressa estéril.
(b) Se houver apresentação de um dos membros primeiro, transporte a gestante
imediatamente para o hospital. Para tanto, a mãe deverá ser deitada de costas na maca,
com a cabeça baixa e o quadril elevado por travesseiro ou cobertor dobrado (posição de
Trendelenburg). Isso aliviará a pressão no feto e no cordão umbilical. Não puxe o membro
nem tente empurrá-lo para dentro da vagina novamente. Cubra o membro exposto com
gaze ou compressa estéril.
2. Em caso de prolapso do cordão, transporte a gestante imediatamente para o hospital.
Para tanto, mantenha a mãe deitada de costas na maca, com a cabeça baixa e o quadril elevado
por travesseiro ou cobertor dobrado (posição de Trendelenburg). Usando luvas esterilizadas,
introduza os dedos indicador e médio no canal do parto e empurre gentilmente o bebê, de forma
a descomprimir o cordão umbilical, figura 10. Cubra o cordão com compressa úmida em soro
fisiológico 0,9%;

Fig.10 - Posição de Trendelenburg. Nesta figura, além da posição da mãe, observa-se o socorrista empurrando a cabeça
do feto para dentro do canal do parto a fim de evitar que a cabeça comprima o cordão umbilical. A ação de empurrar com
os dedos a cabeça do feto só deve ser utilizada em caso de prolapso do cordão umbilical. (Fonte: www.triton.edu,
acessado em 20/09/2016).
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Visto do Ajudante Geral

Em nascimentos múltiplos, a conduta será a mesma que em parto normal, devendo-se clampear
e cortar o cordão umbilical do primeiro RN antes do nascimento do próximo:
(a) Nascimento de prematuros também tem conduta semelhante ao parto normal, ressaltando-
se a necessidade precoce de se aquecer o RN;
(b) Em caso do RN nascer com PCR, inicie as manobras de RCP conforme P 206, exceto se for
um caso de natimorto evidente (bolhas, odor forte e desagradável etc.);
(c) Em todos os casos, mantenha administração de O2 para a mãe, se necessário, conforme P
604;
(d) Dê apoio emocional à mãe;
(e) Monitore sinais vitais e nível de consciência da mãe e do RN.

c. Hemorragia pré-parto:
i. Sinais e sintomas:
1. Surgimento de hemorragia vaginal excessiva (metrorragia) antes do momento do parto;
2. Indícios de estado de choque (fraqueza, tonteira, sede, ansiedade, taquipneia, taquicardia, pele
pálida, fria e úmida etc.);
3. Ausência de movimentação fetal.
ii. Conduta:
1. Posicione a gestante em decúbito lateral esquerdo;
2. Mantenha as vias aéreas pérvias;
3. Administre oxigênio em caso de sinais de estado de choque;
4. Aqueça a vítima com manta aluminizada em caso de grandes hemorragias;
5. Cubra a região vaginal com absorvente higiênico (não se deve introduzir nada no canal vaginal);
6. Não ofereça nada para a gestante ingerir;
7. Monitore os sinais vitais e nível de consciência.
d. Aborto:
iii. Sinais e sintomas:
1. Cólica, dor e contrações abdominais;
2. Hemorragia vaginal excessiva (metrorragia);
3. Saída de fragmentos de tecidos do feto pelo canal vaginal;
4. Indícios de estado de choque (hipotensão, fraqueza, tonteira, sede, ansiedade, taquipneia,
taquicardia, pele pálida, fria e úmida etc.).
iv. Conduta:
1. Posicione a gestante em decúbito lateral esquerdo;
2. Mantenha as vias aéreas pérvias;
3. Administre oxigênio em caso de sinais de estado de choque;
4. Aqueça a vítima com manta aluminizada em caso de grandes hemorragias;
5. Cubra a região vaginal com absorvente higiênico (não se deve introduzir nada no canal vaginal);
6. Não ofereça nada para a vítima ingerir;
7. Dê apoio emocional;
8. Caso saia algum tecido fetal, guarde-o em saco plástico e leve-o para o hospital junto com a mãe;
9. Monitore os sinais vitais e nível de consciência.

 Em caso de suspeita de aborto provocado, deve-se considerar sinais e sintomas de


intoxicação exógena e tratá-la conforme P 309.
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Visto do Ajudante Geral

3. TRANSPORTE
a. O motorrista deve deslocar com velocidade moderada e com o máximo de cuidado possível, devido ao
risco de queda do binômio (mãe e RN) da maca.

4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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Visto do Ajudante Geral

P 307 – ABDOME AGUDO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Conceito: o desconforto abdominal agudo pode se originar de diversos sistemas, como o cardíaco,
gastrointestinal, genitourinário, dentre outros com diversas causas possíveis. O objetivo do APH no
abdome agudo não é identificar a causa da dor, mas fornecer o atendimento adequado e conduzir o
paciente ao serviço de pronto atendimento o mais rápido possível.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Reconhecimento:
i. Dor abdominal de aparecimento súbito e não traumático geralmente referenciado como a queixa
principal do paciente.
b. Sinais e sintomas:
i. Dor referida em todo abdome ou em região específica;
ii. Palidez acentuada;
iii. Náuseas e vômitos;
iv. Taquicardia ou Bradicardia;
v. Taquipneia ou Dispneia;
vi. Sudorese fria;
vii. Febre;
viii. Dor abdominal à palpação no exame físico;
ix. Abdome contraído, globoso ou escavado;
x. Defesa muscular abdominal no exame físico.
c. Conduta:
i. Administre O2, se necessário, conforme P604;
ii. Mantenha o paciente em posição de conforto (decúbito dorsal, semi-reclinado ou posição fetal);
iii. Aqueça o paciente;
iv. Afrouxe um pouco as roupas do paciente;
v. Ofereça apoio emocional.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 60
Visto do Ajudante Geral

P 308 – EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS E COMPORTAMENTAIS

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Conduta:
i. Determine se a cena é segura. Se não, afaste-se e solicite apoio de outras Gu BM, PMMG, SAMU
(USA), etc.;
ii. Tente estabelecer um diálogo com o paciente;
iii. Dialogue com técnica:
1. Use um tom calmo, direto e enfático;
2. Apresente claramente os limites e opções do paciente;
3. Respeite seu espaço pessoal;
4. Evite olhar direto nos seus olhos;
5. Não adote uma postura de confronto.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


b. Considere outras causas de comportamento anormal:
i. Hipóxia, hipoperfusão, hipoglicemia;
ii. Abuso de álcool ou drogas;
iii. AVC, TCE, estágio pós-comicial, etc.

 Solicite suporte avançado, se disponível, para proceder à contenção farmacológica se o


paciente estiver agitado, não cooperativo ou violento.

 A abordagem enérgica, quando necessária, deve ser realizada sempre por três
socorristas. O primeiro abordará o portador de sofrimento mental com uma das mãos em
um dos ombros do paciente e a outra mão na testa, isso por trás do paciente. O segundo
abraçará o tronco, imobilizando os braços, pela frente. E, finalmente, o terceiro abraça os
joelhos amortecendo a queda.

c. Conduta:
i. Objetivo: Restabelecer o equilíbrio emocional e social das pessoas envolvidas na situação de
urgência e emergência.
1. Contenha mecanicamente o paciente apenas se for necessário. Utilize ataduras ou outro meio
que não cause lesões para imobilizar o paciente na maca, somente se o mesmo oferecer perigo
para si, para a Gu BM ou da USA ou para outras pessoas;
2. Deite o paciente na maca central da UR e nela imobilize os quatro membros. Após, confirme se
não há prejuízo para a respiração e circulação. Utilize a prancha longa nos casos onde não
houver acesso para a maca no local;
3. Se o paciente estiver cuspindo na Gu BM posicione uma máscara de tecido (EPI) na face dele;
4. Coloque o paciente em uma posição de conforto, se possível;
5. Não coloque o paciente em posição prona (decúbito ventral) na maca;
6. Para deprimidos: reserve o tempo necessário para o diálogo, investigando ideias suicidas e
estrutura familiar;
7. Para psicóticos: investigue perda de contato com a realidade (alucinação e delírios), evitando
sempre termos valorativos, falas de julgamento e linguagem técnica e agressiva;
8. Para violentos: investigar a causa direta ou indireta desse comportamento, investigar
dependência química, histórico de abuso ou atividade criminosa.

 Se após a contenção mecânica o paciente permanecer agitado ou violento, ofereça O2


em máscara facial, se necessário. Considere hipóxia.
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3. TRANSPORTE
a. Mantenha a contenção mecânica durante o transporte.
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
a. Relate no RAPH / REDS as razões pelas quais foi necessária a contenção mecânica do paciente.
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P 309 – ENVENENAMENTO E INTOXICAÇÃO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Promova a segurança da cena:
i. Não entre em locais confinados ou com atmosfera tóxica sem EPI apropriado para a atividade;
ii. Tente identificar a substância tóxica;
iii. Solicite apoio, se necessário;
iv. Proceda ao IFC.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Sinais e sintomas:
i. Tonturas;
ii. Náuseas;
iii. Cefaleia;
iv. Vômitos;
v. Formação excessiva de saliva ou espuma na boca;
vi. Estado mental alterado, podendo chegar à inconsciência;
vii. Alterações pupilares (contraída ou dilatada);
viii. Dor abdominal;
ix. Aumento da frequência cardíaca;
x. Padrões respiratórios anormais e dispneia;
xi. Espasmos musculares;
xii. Erupção cutânea;
xiii. Lacrimejamento;
xiv. Diarreia;
xv. Pruridos e ardência na pele;
xvi. Vermelhidão cutânea;
xvii. Choque anafilático;
xviii. Sudorese;
xix. Taquicardia;
xx. Bradicardia;
b. Conduta:
i. Mantenha as vias aéreas pérvias;
ii. Forneça O2 em alta concentração se o nível de consciência estiver alterado, encurtamento da
respiração, dificuldade respiratória ou paciente tossindo;

 Em casos confirmados de intoxicação por PARAQUAT®, pesticida usado


rotineiramente em lavouras de tomate, a suplementação de oxigênio deve ser evitada
mesmo em casos de insuficiência respiratória, pois pode potencializar o distúrbio
pulmonar provocado pelo estresse oxidativo.
 A intoxicação aguda é a principal causa de coma sem motivo aparente. Fique atento,
pois condições como TCE, AVC e IAM podem simular condições de intoxicação aguda.
 As intoxicações mais graves são por via oral. Elas ocorrem frequentemente quando o
paciente está buscando obter os efeitos dos medicamentos de maneira mais rápida, ou
então, estão relacionadas ao paciente usuário de múltiplas medicações.

iii. Considere acionar o SAV, se disponível;


iv. Determine:
1. O quê – especifique a toxina e a quantidade envolvida
2. Se possível, leve com segurança para o hospital frasco do comprimido/produto envolvido;
(a) Não transporte “produtos perigosos”, apenas medicamentos;
3. Quando – tempo de exposição;
4. Por quê – a causa da exposição (acidente, etc.);
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Visto do Ajudante Geral

5. Onde – identifique o ambiente da exposição (local confinado, indústria, silos, plantações, etc.);
i. Trate toxinas específicas baseado em cuidados específico:
1. Substâncias ingeríveis:
(b) Não dê nada para o paciente beber;
(c) Não induza vômito;
2. Substâncias inaláveis:
(a) Retire o paciente do ambiente tóxico (usando EPI);
(b) Trate os sintomas: vômito, tosse, decréscimo do nível de consciência, etc.;
(c) Ventile se necessário;
(d) Monitore com oxímetro de pulso, exceto em caso de intoxicação por monóxido de carbono
ou cianeto, em que a leitura é falsa. Ver P 603.
3. Substâncias absorvíveis
(a) Remova as roupas contaminadas;
(b) Lave a área contaminada copiosamente, ao menos por 15 min e continue em rota para o
hospital:
i. Líquidos – lave abundantemente, mas sem contaminar áreas corporais não afetadas;
ii. Pós – usando EPI, raspe os resíduos da pele e lave com água abundante o que
permanecer;
iii. Olhos expostos a líquidos ou pós – lave o olho afetado com soro fisiológico
abundantemente, do nariz para a orelha, com a cabeça lateralizada;
iv. Esteja preparado para atuar em caso de PCR.

3. TRANSPORTE
a. Transporte o paciente na posição semi-reclinada ou sentada, se possível.

4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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Visto do Ajudante Geral

P 310 – ABUSO DE ÁLCOOL E DROGAS

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Sinais e sintomas:
i. Depressão do sistema nervoso (sonolência, coma, letargia e diminuição da resposta à dor);
i. Tremores (principalmente se a vítima está sofrendo de abstinência), abstinência acompanhada à dor;
ii. Problemas digestivos que incluem gastrite, vômito, sangramento e desidratação;
iii. Respiração excessivamente lenta ou ausente, crises convulsivas do tipo grande mal;
iv. Delirium tremens que significa "delírio trêmulo" graças às alucinações e tremedeira durante sua
ocorrência. Trata-se de uma psicose causada pela abstinência e ou suspensão do uso de drogas ou
medicamentos frequentemente associada ao alcoolismo;
v. Distúrbios visuais, confusão mental e falta de coordenação muscular;
vi. Comportamento desinteressado;
vii. Perda de memória e alucinações (vultos e vozes);
viii. Odor característico (no caso de álcool).

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


b. Conduta:
i. Geral – Para todos os pacientes:
1. Fique alerta para obstrução de vias aéreas e problemas respiratórios;
2. Esteja pronto para aspirar e permeabilizar vias aéreas se o paciente perder a consciência, entrar
em crise convulsiva ou vomitar;
3. Auxilie o paciente durante o vômito, lateralizando-o e aspirando-o;
4. Previna o choque. Ofereça O2, se necessário e aqueça o paciente.
ii. Paciente consciente:
1. Chame o paciente pelo nome;
2. Identifique e trate a queixa principal;
3. Posicione o paciente na posição de segurança (sentado ou lateralizado) para evitar a aspiração
de vômito;
4. Não deixe o paciente ferir a si mesmo;
5. Fique alerta à mudança de comportamento.
iii. Paciente inconsciente:
1. Proceda a avaliação do paciente conforme P 101;
2. Examine os bolsos da vítima e ao seu redor para procurar evidências de medicamentos, que
podem complicar o quadro de forma significativa;
3. Forneça SBV, conforme Módulo 200.
iv. Paciente em overdose:
1. Esteja preparado para uma parada cardíaca. Monitore os sinais vitais constantemente; sua
prioridade principal é manter as vias aéreas desobstruídas;
2. Não entre em pânico; trate a vítima com calma. Se ela estiver inalando uma substância tóxica ou
estiver em perigo iminente, retire-a do local;
3. Se o paciente estiver consciente, tente sentá-lo ou deitá-lo. Não tente contê-lo, a não ser que ela
represente uma ameaça;
4. Estabilize e mantenha as vias aéreas desobstruídas. Remova qualquer corpo estranho da boca
ou da garganta que possa ameaçar a respiração, incluindo próteses dentárias, sangue, muco ou
vômito;
5. Auxilie a respiração, se necessário;
6. Monitore os sinais vitais frequentemente; vitimas de overdose podem estar conscientes em um
dado momento e entrar em coma em seguida. Em caso de complicações respiratórias ou
cardíacas, trate imediatamente qualquer condição que ponha a vida da vítima em risco;
7. Fique alerta às reações alérgicas;
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Visto do Ajudante Geral

8. Reduza os estímulos ao máximo; diminua a iluminação e leve-o para o hospital de referência;


9. Explique com cuidado cada etapa de tratamento para ajudar a reduzir a paranoia.
3. AVALIAÇÃO CONTINUADA
4. TRANSPORTE
a. Conduta:
i. Pacientes conscientes sem suspeita de TRM devem ser conduzidos na posição semi-sentado;
ii. Pacientes inconscientes e/ou com suspeita de TRM devem ser transportados na posição de
decúbito dorsal;
iii. O paciente deve realizar o mínimo de esforço. Sempre que for necessário movimentá-lo, os
socorristas devem fazê-lo;
iv. Mesmo em caso de solicitação de SAV, o transporte deve ser iniciado imediatamente. A Unidade
de Resgate deverá ser interceptada pelo suporte avançado.

5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
Informe qualquer sinal de sangue no vômito (sangue vermelho-vivo no vômito pode ser sinal de ruptura de vasos
sanguíneos no estômago ou no esôfago).
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Visto do Ajudante Geral
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Visto do Ajudante Geral

MÓDULO 400
- Traumas -
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Visto do Ajudante Geral

P 401 – TRAUMA CRÂNIO-ENCEFÁLICO (TCE)

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Sinais e sintomas:
i. Cortes ou lacerações no couro cabeludo;
ii. Inconsciência ou redução do nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow – ECG);
iii. Exposição de massa cefálica;
iv. Ferimento penetrante na cabeça (arma de fogo, arma branca, objetos encravados);
v. Edema, saliências, deformidade ou fragmentos ósseos na superfície craniana;
vi. Sinal de Guaxinim (hematoma periorbitário) ou Sinal de Battle (equimose retro-auricular);
vii. Diâmetros pupilares desiguais (anisocoria);
viii. Pupilas com reação lenta ou nula à luz;
ix. Sangramento pelo nariz (rinorragia) e/ou pelos ouvidos (otorragia) ou saída de líquor (fluido claro)
também pelos ouvidos ou nariz;
x. Fraqueza (paresias) ou formigamento (parestesias) em um lado do corpo;
xi. Alteração dos sinais vitais;
xii. Náuseas e vômito, quando conjugados com os outros sinais/sintomas específicos do TCE;
xiii. Crise convulsiva quando conjugada com outros sinais/sintomas específicos;
xiv. Cefaleia e/ou dor no local da lesão.
b. Conduta:
i. Estabilização cervical manual/mecânica. Mantenha a coluna cervical alinhada em posição neutra,
sem tração significativa na cabeça e pescoço. A força exercida deve ser apenas a suficiente para, em
vítima sentada ou de pé, remover o peso no sentido axial e alinhar a cabeça com o eixo longitudinal;
ii. Manter as vias aéreas pérvias. Em vítimas inconscientes, com controle cervical (chin-lift, jaw-trust ou
jaw-lift);
iii. Utilizar cânula orofaríngea (COF) em vítimas com ECG ≤ 8, sem reflexo de vômito;
iv. Administrar oxigênio com máscara facial e bolsa reservatória com vazão superior a 10 l/min;
v. Aspirar orofaringe em caso de vômito e/ou hemorragias nas vias aéreas superiores (rinorragia e/ou
otorragia);
vi. Controlar hemorragias com curativos oclusivos;
vii. Estabilizar objetos encravados com compressas volumosas sem removê-los;
viii. Não impedir saída de líquor e/ou sangue do nariz (rinorragia) ou ouvidos (otorragia);
ix. Aquecer a vítima com manta aluminizada;
x. Considerar estado de choque;
xi. Monitorar sinais vitais e nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow).

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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P 402 – TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM)

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. São eventos presumivelmente relacionados à TRM:
i. Ejeção do veículo;
ii. Morte de outro passageiro do mesmo veículo;
iii. Queda de altura, especialmente se cabeça e/ou dorso colidem com superfície rígida;
iv. Capotamento de veículo;
v. Colisão a alta velocidade;
vi. Atropelamento;
vii. Acidente com motocicletas e bicicletas;
viii. Inconsciência ou alteração do estado mental após trauma;
ix. Trauma penetrante na cabeça, tórax ou abdome;
x. Mergulho em água rasa.

Figura 11 - Zonas de inervação conforme segmento medular para avaliação da altura da lesão no TRM.
Fonte: www.aic.cuhk.edu.hkweb8Dermatomes.htm, acesso em 27/10/12 às 14:40.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


b. Sinais e sintomas:
i. Lesões ocultas - relacione o mecanismo da lesão e avalie a transferência de energia;
ii. Histórico de lesão ou anormalidade na coluna;
iii. Trauma significativo acima das clavículas;
iv. Perda de sensibilidade em extremidades;
v. Paralisia (perda de movimento ou função) de membro;
vi. Fraqueza ou paresia de extremidades;
vii. Dor na região cervical;
viii. Sinais e sintomas de paraplegia e tetraplegia;
ix. TCE;
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Visto do Ajudante Geral

x. Hipotensão mesmo após infusão venosa (choque neurogênico);


xi. Priapismo.

c. Conduta:
i. Mantenha a coluna cervical imobilizada. Primeiro manualmente, depois por meio de imobilizador
lateral de cabeça ou KED e prancha longa;
ii. Aplique o colar cervical do tamanho apropriado;
iii. Imobilize na posição encontrada se:
1. Resistência;
2. Espasmos dos músculos do pescoço;
3. Aumento da dor;
4. Parestesia (formigamento) durante o posicionamento do pescoço;
5. Comprometimento das vias aéreas ou respiração.
iv. Mantenha a via aérea pérvia, assista a respiração, avalie a circulação e proceda as intervenções se
necessário;
v. Administre O2 conforme P 604;
vi. Imobilize inicialmente com o KED se o paciente estiver sentado e, em seguida, imobilize-o em
prancha longa;
vii. Imobilize o paciente em prancha longa se o mesmo estiver em pé ou deitado:
1. O rolamento deve ser utilizado preferencialmente como forma de posicionamento do paciente em
prancha longa, estando ele em decúbito dorsal, lateral ou ventral;
2. O método de elevação da vítima deverá ser utilizado apenas em situações onde não seja viável o
rolamento, como em fraturas de pelve, presença de obstáculos, evisceração, objetos encravados
ou empalados de modo que impossibilitem o rolamento. Também não se deve rolar o paciente
sobre um lado do corpo lesionado e em lesões cruzadas ou bilaterais de maneira que o rolamento
agrave a lesão.
viii. Não eleve as pernas do paciente, nem a prancha longa, ainda que em estado de choque;
ix. Aqueça o paciente.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
a. Reavalie continuamente.
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
a. Comunique o hospital de referência a respeito da chegada de paciente instável com TRM.

 Em crianças pequenas utilize coxins sob suas costas para manter a coluna cervical na
posição neutra.
 Não utilize KED em pacientes no interior de veículos instáveis. Faça retirada rápida.
 Em vítimas instáveis que se encontrem sentadas, sendo possível, insira a prancha
longa em seu dorso, seguindo o mesmo procedimento de imobilização de vítimas que se
encontram em pé.
 Nas imobilizações em prancha longa, prenda os tirantes na seguinte ordem: tórax,
pelve, cabeça e membros inferiores.
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P 403 – TRAUMA TORÁCICO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Sinais e sintomas:
i. Dor localizada em segmento do tórax;
ii. Dor em inspiração profunda;
iii. Edema, saliências, deformidade ou fragmentos ósseos na região torácica;
iv. Movimento paradoxal na ventilação quando há tórax instável (duas ou mais costelas adjacentes são
fraturadas, em pelo menos dois pontos);
v. Dilatação das veias jugulares – no pneumotórax hipertensivo;
vi. Dificuldade respiratória (dispneia);
vii. Padrões anormais de ventilação (taquipneia, bradipneia ou respiração superficial - que são
movimentos respiratórios curtos etc.);
viii. Coloração azulada (cianose) dos lábios e extremidades;
ix. Desvio de traqueia – no pneumotórax hipertensivo;
x. Saída de bolhas (ar e sangue) em ferimentos abertos no tórax e nas vias respiratórias;
xi. Vítima reclama de gosto de “ferrugem” na boca (hemorragia interna) a até a eliminação de sangue
por meio da tosse;
xii. Formigamento (parestesia) em extremidades;
xiii. Diminuição do murmúrio vesicular;
xiv. Enfisema subcutâneo.
b. Conduta:
i. Estabilização cervical manual/mecânica; Mantenha a coluna cervical alinhada em posição neutra,
sem tração significativa na cabeça e pescoço. A força exercida deve ser apenas a suficiente para, em
vítima sentada ou de pé, remover o peso no sentido axial e alinhar a cabeça com o eixo longitudinal;
ii. Manter as vias aéreas pérvias. Em vítimas inconscientes, considerar abertura das vias com controle
cervical (chin-lift, jaw-trust ou jaw-lift);
iii. Caso não haja indícios de TCE/TRM, elevar a cabeceira da maca (posição de ortopneia);
iv. Considere assistência ventilatória com uso de BVM;
v. Aspire orofaringe e narinas em caso de vômito e/ou hemorragias nas vias aéreas superiores
(rinorragia e/ou otorragia);
1. Utilize cânula orofaríngea (COF) em vítimas inconscientes e ECG ≤ 8, sem reflexo de vômito;
vi. Estabilize objetos encravados com compressas volumosas sem removê-los, conforme P 407;
vii. Em trauma aberto, aplique “curativo oclusivo de três lados” com material impermeável, observando:
1. Durante a expiração o curativo deve permitir a saída de ar (o curativo não pode ficar aderido à
pele a ponto de se tornar um curativo totalmente oclusivo);
2. Se após aplicação do curativo de três lados houver piora no esforço respiratório do paciente,
diminuição da saturação por oxigênio e agravamento de sinais de hipóxia, retire o curativo e o
recoloque em seguida, permitindo assim a descompressão toráxica.
viii. Em trauma fechado, não deve ser aplicado curativo que impeça a expansão torácica.

Forneça O2, conforme P 604 e previna o estado de choque.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO.
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SEPARATA Nº 03
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Visto do Ajudante Geral

P 404 – TRAUMA ABDOMINAL

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Sinais e sintomas:
i. Vômito contendo sangue (hematêmese);
ii. Trauma (aberto, fechado, penetrante) no abdômen;
iii. Objetos encravados no abdômen;
iv. Rigidez e/ou dor abdominal;
v. Hemorragia vaginal ou pelo reto;
vi. Exposição de órgãos da parede abdominal (evisceração);
vii. Indícios de estado de choque (fraqueza, tonteira, sede, ansiedade, taquipneia, taquicardia, pele
pálida, fria e úmida etc.) sem causa aparente.
b. Conduta.
i. Posicione a vítima em posição decúbito dorsal, sempre que possível;
ii. Mantenha as vias aéreas pérvias;
iii. Administre oxigênio, conforme P 604;
iv. Aqueça a vítima com manta aluminizada;
v. Em ferimentos abertos sem evisceração, controle a hemorragia com curativo compressivo;
vi. Em ferimentos abertos com evisceração, cubra os órgãos exteriorizados com compressa úmida (com
soro fisiológico 0,9%) e cubra esta compressa com plástico estéril para reter o calor;
vii. Estabilize objetos encravados com compressas volumosas sem removê-los;
viii. Não ofereça nada para a vítima ingerir;
ix. Remova roupas molhadas (água, sangue etc.) da vítima para prevenir hipotermia;
x. Monitore sinais vitais e nível de consciência.

 Jamais tente recolocar as vísceras expostas dentro da cavidade abdominal devido ao


risco de contaminação dos segmentos com possível infecção e de morte do paciente.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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SEPARATA Nº 03
DE 19 DE JANEIRO DE 2017 73
Visto do Ajudante Geral

P 405 – TRAUMA PÉLVICO E GENITAL

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Sinais e sintomas:
i. Queixa de dor na pelve;
ii. Edema progressivo, escoriações e hematomas na pelve;
iii. Ferimentos pélvicos abertos com evidências de fratura;
iv. Deformidade pélvica;
v. Rotação do membro inferior (interno ou externo);
vi. Presença de sangue na urina (hematúria);
vii. Crepitação à palpação;
viii. Hipotensão sem causa aparente;
ix. Outros indícios de estado de choque sem causa aparente;
x. Objetos encravados na pelve;
xi. Hemorragia vaginal ou pelo reto.
a. Conduta:
i. Posicione a vítima em decúbito dorsal, sempre que possível;
ii. Mantenha as vias aéreas pérvias;
iii. Forneça oxigênio conforme P 604;
iv. Realize palpação suave na pelve durante a avaliação física (látero-lateral, ântero-posterior e em
sínfise púbica);
v. Em ferimentos abertos sem evisceração, controle a hemorragia com curativo compressivo;
vi. Em ferimentos abertos com evisceração, cubra os órgãos exteriorizados com compressa úmida (com
soro fisiológico 0,9%) e cubra esta compressa com plástico estéril para reter o calor;
vii. Estabilize objetos encravados com compressas volumosas sem removê-los;
viii. Em caso de hemorragia vaginal, cubra-a com absorvente higiênico (não se deve introduzir nada no
canal vaginal);
ix. Remova roupas molhadas (água, sangue etc.) da vítima para prevenir hipotermia;
x. Aqueça a vítima com manta aluminizada;
xi. Não ofereça nada para a vítima ingerir;
xii. Monitore sinais vitais e nível de consciência;
xiii. Havendo indícios de fratura pélvica, utilize um cobertor enrolado (ou equivalente) entre as pernas do
paciente, desde a virilha até os pés, e amarre-o com bandagens, podendo ser duas abaixo do joelho
(pernas) e duas acima (coxas), começando da extremidade para o tronco. Pode ainda ser utilizada a
técnica do uso do imobilizador dorsal (tipo KED) invertido.

 O exame físico da pelve (que é feito com palpações suaves) deve ser realizado somente
uma vez, pois repetidas manipulações nos exames podem agravar a situação da vítima.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 74
Visto do Ajudante Geral

P 406 – CHOQUE ELÉTRICO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Conduta:
i. Garanta a segurança de todos os envolvidos na cena;
ii. Desligue a fonte de energia ou afaste o paciente (com segurança) desta fonte, antes de iniciar o
atendimento;
iii. Acione outros órgãos, se necessário (concessionárias de energia, Polícia Militar etc.).

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Efeitos da corrente elétrica no corpo:
i. Alteração do nível de consciência;
ii. Dispneia;
iii. Lesões associadas com trauma (quedas, ejeções etc.);
iv. Queimaduras;
v. Laceração;
vi. Amputação traumática;
vii. Hemorragia decorrente de lesões associadas;
viii. Parada Cardiorrespiratória.
b. Conduta:
i. Mantenha vias aéreas pérvias;
ii. Monitore o esforço respiratório e esteja preparado para assistência ventilatória;
iii. Se necessário, forneça oxigênio, conforme P 604;
iv. Se possível, localize o ponto de entrada e de saída da corrente elétrica (para posterior tratamento da
lesão);
v. Avalie a queimadura, se houver, e trate-a conforme P 411;
vi. Previna estado de choque;
vii. Trate parada cardiorrespiratória, caso haja, conforme Módulo 200;
viii. Trate as lesões potencialmente associadas ao choque elétrico conforme os protocolos específicos
(fraturas, hemorragias, TCE, TRM etc.).

 Choques elétricos podem causar parada cardiorrespiratória. Mesmo que o paciente


pareça estável, esteja preparado para complicações que envolvam vias aéreas ou
circulação. Monitore o paciente e esteja preparado para usar o DEA.
 Não toque na vítima antes que o circuito tenha sido interrompido.
 Em choques elétricos, nem sempre as queimaduras são o problema mais grave.
Arritmias cardíacas, danos ao Sistema Nervoso Central (SNC), traumas a órgãos internos
e até mesmo fraturas podem ocorrer.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 75
Visto do Ajudante Geral

P 407 – FERIMENTOS ESPECÍFICOS

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Amputação:
i. Sinais e sintomas:
1. Evidente falta do membro;
2. Dor no membro amputado (dor fantasma);
3. Sangramento excessivo, discreto ou ausente.
ii. Conduta:
1. Ponha o paciente deitado, em uma posição de conforto, se não há suspeita de TRM;
2. Limpe a superfície do coto do membro amputado, mas não esfregue;
3. Nunca complete uma amputação parcial;
4. Contenha a hemorragia, conforme P 408;
5. Coloque o membro amputado, ou parte dele em um recipiente envolto com gaze estéril embebida
com soro fisiológico ou Ringer Lactato dentro de um recipiente estéril (de preferência);
6. Não coloque a parte amputada em contato direto com gelo;
7. Não imersa a parte amputada diretamente em solução salina;
8. Coloque o recipiente com o membro amputado dentro de outro recipiente com gelo, mas não use
gelo seco;
9. Imobilize a parte amputada para evitar lesões adicionais;
10. Transporte a parte amputada com o paciente;
11. Trate o choque e ministre O2.
 O transporte do paciente não deve ser atrasado para se procurar a parte amputada.
Oriente quem ficou na cena de como preservar e encaminhar a parte amputada para o
hospital de referência.

b. Avulsão:
i. Sinais e sintomas:
1. Ferimento em que parte de tecidos é arrancada do corpo;
2. Dor e hemorragia intensa;
ii. Conduta:
1. Adote os mesmos procedimentos para amputação.
c. Ferimentos abertos: laceração, escoriação, incisão e punção:
i. Sinais e sintomas:
1. Sangramento e dor local ou irradiando (conforme local e profundidade).
ii. Conduta:
1. Exponha a ferida, retire ou corte as roupas do paciente;
2. Limpe a superfície ferida. Retire objetos sólidos macro, de preferência com pinça, mas não tente
desbridamento nem lavá-la;
3. Controle a hemorragia, conforme P 408;
4. Mantenha o paciente deitado e calmo. Não aumente a circulação;
5. Previna o choque e forneça oxigênio.
d. Objetos encravados e empalados:
i. Sinais e sintomas:
1. Objetos encravados são aqueles que penetram a pele e se fixam criando orifícios não naturais ao
corpo.
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Visto do Ajudante Geral

2. Objetos empalados são aqueles que penetram por orifícios naturais do corpo e nele
permanecem.
ii. Conduta:
1. Objetos encravados na bochecha com hemorragia profusa ou dificultando a respiração:
(a) Remova objetos encravados se isto puder ser feito sem resistência;
(b) Se objeto estiver em estruturas mais profundas (ex.: palato) imobilize-o no lugar;
(c) Mantenha vias aéreas abertas, facilitando a drenagem da boca;
(d) Contenha hemorragia com compressa entre os dentes e a bochecha e faça curativo
externamente;
(e) Considere a possibilidade de dentes soltos e outros objetos sólidos na boca do paciente e os
retire;
(f) Prepare-se para realizar aspirações.
2. Objetos encravados no olho:
(a) Estabilize o objeto com curativo estéril e rolos de ataduras. Cubra-o com um copo
firmemente fixado para impedir toques e movimentações;
(b) Cubra o olho não afetado;
(c) Previna o estado de choque e forneça O2;
(d) Dê suporte emocional ao paciente.
3. Objetos encravados / empalados em outros locais (que não o olho e a bochecha):
(a) Estabilize o objeto com curativo volumoso;
(b) Não remova o objeto, a menos que esteja impedindo a RCP;
(c) Previna o estado de choque e forneça O2;
(d) Dê suporte emocional ao paciente.
4. Objeto estacionário ou fixo encravado / empalado:
(a) Se possível, tente cuidadosamente cortar o objeto;
(b) Se não possível cortar, tente transportá-lo com o paciente;
(c) Se não possível transportar nem cortar, tente retirá-lo devagar. Acione o SAV, se disponível;
(d) Imobilize o objeto com curativo volumoso.

 Em caso de objeto encravado no tórax, que presumivelmente atingiu o coração, que


esteja movimentando-se de forma rítmica, conforme os batimentos cardíacos, não o
imobilize. Deixe-o “pulsar” com o coração.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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Visto do Ajudante Geral

P 408 – HEMORRAGIA

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Hemorragia interna:
i. Sinais e sintomas:
1. Sangramento por orifícios naturais do corpo;
2. Vômito com sangue (hematêmese) ou tosse contendo sangue (hemoptise);
3. Trauma (aberto, fechado, penetrante) em tórax, abdômen ou pelve;
4. Rigidez e/ou dor abdominal;
5. Hemorragia vaginal (metrorragia) ou pelo reto;
6. Fraturas em ossos longos;
7. Indícios de estado de choque (fraqueza, tonteira, sede, ansiedade, taquipneia, taquicardia, pele
pálida, fria e úmida, hipotensão, alteração da consciência etc.) sem causa aparente.
ii. Conduta:
1. Posicionar a vítima em decúbito dorsal;
2. Manter as vias aéreas pérvias;
3. Administrar oxigênio conforme P 604;
4. Aquecer a vítima com manta aluminizada;
5. Remover roupas molhadas (água, sangue etc.) da vítima para prevenir hipotermia;
6. Imobilizar fraturas, caso haja, o quanto antes para reduzir lesões internas, conforme P 409;
7. Não oferecer nada para a vítima ingerir;
8. Aplicar compressa fria sobre o possível local da hemorragia. Não aplique a compressa
diretamente sobre a pele;
9. Monitorar sinais vitais e nível de consciência.
b. Hemorragia externa.
i. Sinais e sintomas:
1. Perda sanguínea (arterial, venosa ou capilar) que sai de pontos de ruptura de tecidos, de origem
traumática;
2. Presença de sangue de coloração vermelho vivo, geralmente em jatos sincrônicos (hemorragia
arterial);
3. Presença de sangue de coloração vermelho escuro inicialmente com saída contínua (hemorragia
venosa);
4. Presença de sangue de coloração de intensidade intermediaria aos anteriores, mas com
escoamento lento (hemorragia capilar).
ii. Conduta:
1. Faça compressão direta com compressa seca e bandagem;
2. Deve-se sobrepor as compressas em hemorragia aguda, sem a remoção da anterior;
3. Utilize torniquete para controlar hemorragias externas graves, apenas nos casos em que a
pressão direta for ineficiente;
4. Utilize torniquete (com manguito do esfigmomanômetro, bandagem não estreita, ao menos 5 cm,
ou torniquete comercial):
(a) Coloque o torniquete 5 cm antes do local da lesão (posição proximal);
(b) Uma vez administrado o torniquete não o afrouxe mais;
(c) Mantenha o torniquete exposto;
(d) Anote o horário de administração e informe aos profissionais de saúde no hospital;
(e) Se após a utilização do torniquete, a hemorragia reiniciar, deve-se confeccionar outro
torniquete próximo ao primeiro, até que cesse o sangramento;
(f) Na utilização do esfigmomanômetro deve-se inflar o manguito com controle de percepção de
pulso distal, após a ausência de pulso periférico, deve-se inflar o manguito mais 60 mmHg.
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Visto do Ajudante Geral

Monitore o esfigmomanômetro, certificando-se que não há perda de pressão durante o


deslocamento.
5. Administre oxigênio conforme P 604;
6. Aqueça a vítima com manta aluminizada, em grandes hemorragias;
7. Em fraturas expostas, deve-se primeiro conter a hemorragia para depois imobilizar o membro;

 O sangue pode ficar retido nas roupas da vítima, no chão, areia, grama etc. A vítima
pode ter mudado de local, impedindo ao socorrista ver o volume deixado na cena da
hemorragia.
 Em caso de objeto encravado no membro, com hemorragia, posicione compressas
envolvendo o objeto e aplique pressão sobre as compressas. Cuidado para não
pressionar o objeto e introduzi-lo ainda mais.
 Não lave a lesão com soro fisiológico, pois isso favorece o aumento ou retorno da
hemorragia. Use compressa seca para remover excesso de detritos da lesão (sem fricção
excessiva).

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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P 409 – LESÕES MÚSCULO ESQUELÉTICAS

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Conduta:
i. Assegure vias aéreas pérvias, respiração e circulação adequadas;
ii. Mantenha a cabeça e coluna cervical imobilizadas manualmente, em caso de mecanismo de lesão
significativo, conforme P 101, ou suspeita de TRM.
2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Procedimentos comuns a todos os tipos de lesões:
i. Manualmente imobilize a articulação acima e abaixo do local lesionado;
ii. Avalie pulso distal, perfusão capilar, sensibilidade e motricidade distais antes de aplicar talas de
imobilização.

 Considere todo ferimento aberto próximo a local de lesão músculo esquelética como
possível fratura aberta.

iii. Remova ou corte as roupas do membro lesionado;


iv. Remova relógio e jóias da extremidade afetada;
v. Trate hemorragia, se presente. Não faça excessiva compressão;
vi. Se houver edema, pode ser aplicado indiretamente gelo ou compressa fria no local;
vii. Imobilize o membro lesionado conforme as seguintes diretrizes:
1. Ossos longos:
(a) Se o osso estiver angulado tente alinhar o membro aplicando tração manual antes de
imobilizar com talas. Se houver resistência ao movimento ou presença de dor significativa,
imobilize na posição encontrada;

 Imobilize fratura aberta (com exposição óssea visivel) na posição encontrada.

(b) Meça a tala e a aplique, imobilizando o membro e a articulação acima e abaixo do local
lesionado;
(c) Mantenha o pé e a mão em posição funcional (neutra);
(d) Reavalie pulso distal, perfusão capilar, sensibilidade e motricidade depois de aplicar talas de
imobilização.
2. Lesões nas ou próximo às articulações:
(a) Aplique estabilização manual;
(b) Avalie pulso distal antes e depois da aplicação da tala;
(c) Imobilize o membro na posição encontrada;
(d) Imobilize uma articulação acima e outra abaixo do local lesionado.
b. Aplicação da tala de tração de fêmur:
i. Indicação:
1. Fraturas fechadas em terço médio (diáfise) do fêmur.
ii. Contraindicação:
1. Fraturas de fêmur associadas a:
(a) Fraturas em extremidades;
(b) Lesões envolvendo o joelho;
(c) Lesões envolvendo pelve, ou glúteos;
(d) Amputação parcial ou avulsão com separação óssea no membro;
(e) Lesões em perna, pé ou tornozelo.
2. Esmagamento de músculo da coxa e/ou fêmur;
3. Fratura aberta do fêmur.
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3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO

 Trate o choque.
 Administre O2 conforme P 604.
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P 410 – LESÕES NA CABEÇA E PESCOÇO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Lesões nos olhos:
i. Conduta:
1. Cubra os olhos com curativo oclusivo seco, inclusive o não afetado;
2. Não lave o ferimento em caso de corte ou objeto encravado;
3. Estabilize objeto encravado com várias camadas de gaze/compressas e cubra o objeto com copo
plástico, se disponível, para se evitar o toque no mesmo;
4. Em vítimas inconscientes ou desorientadas, deve-se prender suas mãos na ou maca para evitar
que possam remover o curativo agravando a lesão;
5. Em caso de avulsão do olho, não tente recolocá-lo na cavidade orbital;
6. Não faça compressão direta no globo ocular;
7. Trate queimaduras conforme P 411.
b. Lesões faciais:
i. Conduta:
1. Não havendo suspeita de TCE ou TRM, mantenha a vítima sentada com a cabeça levemente
inclinada para frente, permitindo-se a drenagem de sangue pela boca;
2. Em cortes externos, contenha a hemorragia com curativo compressivo no local;
3. Em cortes internos, contenha a hemorragia com curativo compressivo no local, com uma ponta
dele para fora da boca (para facilitar sua retirada se necessário). Deve-se atentar com o risco de
aspiração do curativo;
4. Estando a vítima em prancha longa, utilize o aspirador para garantir as vias aéreas pérvias.
5. Remova próteses dentárias, caso obstruam a respiração;
6. Caso o objeto encravado obstrua as vias respiratórias, siga P 407;
7. Em avulsão (perda de tecido) use gaze/compressa em abundância. Coloque a parte avulsionada
em um plástico estéril ou gaze, preferencialmente resfriados;
8. Em caso de avulsão de dente em traumas isolados (acidentes domésticos), transporte o dente
avulsionado em copo com leite (preferencialmente) ou soro fisiológico, sem tocar na raiz do
dente, nem limpá-lo.
c. Lesões em nariz:
i. Conduta:
1. Não havendo suspeita de TCE ou TRM, ponha a vítima sentada com a cabeça levemente
inclinada para frente, apertando-se suas narinas, orientando a respirar pela boca;
2. Mantenha a compressão das narinas pelo tempo necessário para se controlar a hemorragia;
3. Estando a vítima em prancha longa, utilize o aspirador para garantir as vias aéreas pérvias;
4. Estabilize objetos encravados/empalados sem removê-los e sem obstruir as vias respiratórias;
5. Não oclua as narinas com curativos;
6. Em avulsão (perda de tecido) use compressa em abundância. Coloque a parte avulsionada em
um plástico estéril ou gaze, preferencialmente resfriados, conforme P 407.
d. Lesões em orelhas:
i. Conduta:
1. Em caso de lesão com hemorragia na orelha, faça curativo compressivo no local;
2. Em caso de sangramento pelo ouvido (otorragia), faça curativo frouxo cobrindo toda a orelha,
sem impedir a saída de sangue e líquor;
3. Em lacerações, utilize diversas camadas de compressa começando atrás da orelha e depois na
sua frente;
4. Em avulsão (perda de tecido) use compressa em abundância. Coloque a parte avulsionada em
um plástico estéril ou gaze, preferencialmente resfriados.
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e. Lesões no pescoço:
i. Conduta:
1. Mantenha as vias aéreas pérvias;
2. Faça compressão direta no local com a sua mão enluvada;
3. Aplique a pressão necessária para parar o sangramento, mas não pressione ambos os lados ao
mesmo tempo;
4. Faça curativo oclusivo com material não aspirável através do ferimento aberto. A borda do
curativo deve ultrapassar ao menos 5 cm da borda do ferimento;
5. Coloque uma bandagem sobre o curativo oclusivo;
6. Não permita que a bandagem obstrua as vias aéreas nem a circulação do pescoço;
7. Se o mecanismo de lesão puder causar lesão cervical, imobilize o pescoço com colar cervical.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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P 411 – QUEIMADURAS

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Verifique o tipo de queimadura:
i. Térmicas (pelo frio e pelo calor);
ii. Elétricas;
iii. Químicas.
b. Mantenha a cena segura. Retire a vítima do ambiente hostil.
2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Profundidade da queimadura:
i. Primeiro Grau (superficial): atingindo apenas a primeira camada da pele (epiderme); caracteriza-se
por ser uma queimadura dolorosa, mas que regride em poucos dias. A pele fica avermelhada;
ii. Segundo Grau (moderada): queimadura mais profunda (epiderme + derme), causa bolhas (flictenas),
eritemas e manchas e é muito dolorosa;
iii. Terceiro Grau (profunda): pode atingir todas as camadas como tecido gorduroso, músculos, nervos,
vasos, ossos e órgãos; aparência esbranquiçada, com tecidos negros e sem vida; não há dor porque
as terminações nervosas responsáveis pela sensibilidade à dor foram também queimadas; nas
bordas poderá haver queimaduras de primeiro e segundo grau.
b. Extensão de uma queimadura – regra dos 9:
i. Percentual da superfície corporal:

Figura 12 - Regra dos “9” para estimativa do percentual da área de superfície do corpo queimada.

c. Aspectos da queimadura:
i. Primeiro Grau (superficial): seca, rubor, edema mínimo ou ausente;
ii. Segundo Grau (moderada): flictenas, aspecto húmido (exsudativo), aspecto rosado, edema;
iii. Terceiro Grau (profunda): seca, branca pálida (aspecto de couro) ou carbonizada, rígida e sem
elasticidade, destruição total de terminações nervosas, folículos pilosos e glândulas sudoríparas com
possível destruição óssea.
d. São queimaduras graves:
i. Em mãos, pés, face, virilha, nádegas, genitália, coxas e queimaduras circunferenciais do tronco ou
dos membros;
ii. Em vias aéreas (manifestadas por dificuldade respiratória, dor e pelos nasais chamuscados);
iii. De 2º e 3º graus em mais que 20% da área do corpo;
iv. Queimaduras elétricas;
v. Queimaduras associadas a:
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1. Idade maior de 55 anos e menor 5 anos;


2. Fraturas em ossos longos.
e. Sinais e Sintomas:
i. Primeiro Grau (superficial): dor que suaviza com o frio e hipersensibilidade;
ii. Segundo Grau (moderada): dor e hipersensibilidade;
iii. Terceiro Grau (profunda): indolor, edema, choque, possibilidade de porta de entrada e de saída na
queimadura elétrica.

 A extensão aparente da lesão tecidual em uma queimadura elétrica, não reflete com
exatidão a gravidade da lesão. Trate sempre como grave.
 Os pacientes queimados podem ter outras lesões e o aspecto da queimadura não pode
desviar a atenção dos socorristas de lesões com risco de vida.
f. Conduta:
i. Exponha o corpo do paciente, removendo as roupas não aderidas a pele. Corte as roupas aderidas a
pele;
ii. Remova anéis, relógios e joalherias;
iii. Determine a área afetada e a profundidade;
iv. Em queimaduras térmicas por calor, resfrie a área afetada com água potável ou soro fisiológico frios
(ideal entre 12ºC e 18ºC), por no mínimo 10 minutos, limitando-se a no máximo 10% da área corporal
total, para evitar hipotermia. Não utilize gelo ou água em temperatura inferior à supracitada;
v. Cubra a área queimada com curativo estéril umedecido com soro fisiológico ou use o Kit de
Queimaduras da UR;
vi. Em queimaduras químicas por substâncias em pó, raspe antes de lavar, tentando retirar a maior
quantidade possível; se a queimadura for causada por substâncias líquidas, lave abundantemente.
Em ambos os casos, a lavagem deve durar pelo menos 15 minutos, com água corrente. Procure
saber a natureza química e o tempo de ação dos produtos. A solução salina deve ser utilizada na
limpeza apenas em ausência de água;
vii. A queimadura deverá ser protegida do ar, do vento, da poeira e outras sujeiras;
viii. Cubra o olho queimado e o não queimado com compressa de gaze umedecida com soro fisiológico.
Em caso de lesão ocular por agentes químicos, irrigar durante todo o transporte, até a chegada ao
hospital;
ix. Dedos queimados devem ser separados com gaze;
x. Em queimaduras elétricas verifique sempre dois possíveis locais de lesão; Frequentemente, este tipo
de queimadura pode levar a vítima a PCR - esteja preparado para realizar RCP;
xi. Não fure nenhuma bolha;
xii. Trate lesões adicionais;
xiii. Previna o estado de choque e forneça O2 conforme P 604;
xiv. Considere acionar SAV, se disponível.

 Cuidado ao resfriar paciente pediátrico. Isso pode acelerar o estado de choque.


 Em pequenas queimaduras pode-se usar a regra das palmas para estimar a área da
superfície corporal queimada. A palma de uma das mãos da vítima (incluindo os dedos)
equivale a aproximadamente 1% da superfície corporal.
 A regra de resfriar apenas 10% da superfície corpórea se refere apenas a queimaduras
de 2º e 3º grau.
3. TRANSPORTE
a. Transporte a um centro de referência;
b. Aqueça o paciente durante o transporte.

4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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Visto do Ajudante Geral

P 412 – VIOLÊNCIA SEXUAL

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Conduta:
i. Atenção com sua segurança. O agressor pode estar por perto;
ii. Tente preservar a cena do crime para a atuação da perícia;
iii. Socorrista do mesmo sexo da vítima pode melhor se relacionar com ela se a mesma encontra-se em
crise emocional;
iv. Não expresse julgamento da situação. Mantenha uma atitude de cuidado do paciente;
v. Tanto quanto possível, desencoraje a vítima a trocar de roupa, lavar-se, urinar e defecar a fim de
preservar evidências;
vi. Mantenha o fato sobre estrita confidencialidade;
vii. Tão logo confirme a violência sexual, acione a polícia, caso não tenha sido feito antes.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Sinais e sintomas:
i. Alterações emocionais: vítima chorosa;
ii. Lesões faciais com hemorragia profusa são comuns;
iii. Dor e sangramento no local do abuso;
iv. Outras lesões difusas.
b. Conduta:
i. Tranquilize a vítima e forneça apoio emocional;
ii. Administre O2, se indicado;
iii. Trate lesões específicas conforme protocolos específicos;
iv. Havendo sangramento na vagina, faça curativo compressivo. Não introduza compressa no canal
vaginal;
v. Não limpe secreções da área genital e anal;
vi. Administre oxigênio conforme P 604;
vii. Esteja alerta ao choque e trate-o.

3. AVALIAÇÃO CONTINUADA
4. TRANSPORTE
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
i. Não relate detalhes do fato ao COBOM / SOU / SOF próximo a vítima, responsáveis por ela ou
parentes;
ii. Relate no REDS / RAPH todos os fatos observados e tratamentos oferecidos;
iii. Se a vítima for menor de idade, a Unidade deve acionar o conselho tutelar nos termos do Art. 12 do
ECA, caso não tenha sido feito pelos órgãos policiais;
iv. Se a vítima for idosa, a Unidade deve acionar as autoridades competentes (Art. 19 do Estatuto do
Idoso), caso não tenha sido feito pelos órgãos policiais:
1. Autoridade policial;
2. Ministério Público;
3. Conselho Municipal do Idoso;
4. Conselho Estadual do Idoso;
5. Conselho Nacional do Idoso;
v. Se a vítima for mulher, além dos encaminhamentos acima, acionar a autoridade policial, nos termos
da Lei Federal Nº 11.340, de 7Ago06 – Lei Maria da Penha, caso não tenha sido feito.

 Não tente examinar a área genital e anal, a menos que haja sangramento abundante a
ser contido.
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Visto do Ajudante Geral

MÓDULO 500
- Emergências Ambientais -
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Visto do Ajudante Geral

P 501 - AFOGAMENTO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Afogamento é a aspiração de líquido não corporal por submersão ou imersão.
b. Afogamento primário - é o tipo mais comum de afogamento. Ocorre o quadro de asfixia. É encontrado
em cerca de 87% dos casos. Não tem causa precipitante. A vítima apresenta cianose e congestão,
podendo apresentar espuma em boca e nariz.
c. Afogamento Secundário - é o afogamento causado por patologia ou incidente associado que o
precipita. Ocorre em 13% dos casos de afogamento.
d. Grau Resgate - ocorre quando a vítima é resgatada da água e não apresenta tosse ou espuma na boca
e/ou nariz.
e. Já cadáver - é a morte por afogamento sem chances de iniciar RCP, comprovada por tempo de
submersão superior a 1 hora ou sinais evidentes de morte.
f. Classificação do afogamento:

Grau Sinais
1 Tosse sem espuma na boca / nariz.
2 Pouca espuma na boca / nariz.
3 Grande quantidade de espuma na boca / nariz, com pulso radial.
4 Grande quantidade de espuma na boca / nariz, sem pulso radial.
5 Parada respiratória, com pulso.
6 Parada cardiorrespiratória (PCR).
Afogamento > 1 hora, ou sinais evidentes de morte.
JÁ CADÁVER Não inicie RCP, acione perícia.

Quadro - 3 Classificação do afogamento.


Fonte: adaptado de Szpilman 2015.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Sinais e sintomas mais comuns e conduta:
i. Grau Resgate:
1. Sinais e sintomas:
(a) Sem tosse, sem espuma na boca/nariz nem dificuldade na respiração.
2. Conduta:
(a) Avalie e libere do local.
ii. Afogamento Grau 1:
1. Sinais e sintomas:
(a) Tosse sem espuma na boca ou nariz.
2. Conduta:
(a) Repouso, aquecimento e medidas que visem o conforto e tranquilidade do paciente;
(b) Não há necessidade de oxigenação ou hospitalização, podendo ser liberada após
recuperação.
iii. Afogamento Grau 2:
1. Sinais e sintomas:
(a) Pouca espuma na boca e/ou nariz.
2. Conduta:
(a) Oxigênio a 5 litros/min, com cateter nasal;
(b) Aquecimento corporal, repouso e tranquilizar a vitima;
(c) Encaminhar ao Hospital.
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Visto do Ajudante Geral

iv. Afogamento Grau 3:


1. Sinais e sintomas:
(a) Muita espuma na boca e/ou nariz, com pulso radial.
2. Conduta:
(a) Oxigênio a 15 litros/min, com máscara de não reinalação;
(b) Posição lateral de segurança sobre o lado direito;
(c) Encaminhar ao Hospital;
v. Afogamento Grau 4:
1. Sinais e sintomas:
(a) Muita espuma na boca e/ou nariz sem pulso radial.
2. Conduta:
(a) Oxigênio por máscara de não reinalação a 15 litros/min no local do acidente;
(b) Observe a respiração com atenção - pode haver parada respiratória – utilize o oxímetro de
pulso;
(c) Posição lateral de segurança sobre o lado direito;
(d) Encaminhar ao Hospital.

vi. Afogamento Grau 5:


1. Sinais e sintomas:
(a) Parada respiratória com pulso carotídeo ou sinais de circulação presente.
2. Conduta:
(a) Verifique o ABC (afogamento presenciado) e/ou CAB (afogamento não presenciado – vítima
atendida posteriormente);
(b) Ventilação com BVM com O2 a 15 l/min - utilize oxímetro de pulso;
(c) Após retornar a respiração espontânea - trate como grau 4;
(d) Posição lateral de segurança sobre o lado direito;
(e) Encaminhar ao Hospital.
vii. Afogamento Grau 6:
1. Sinais e sintomas:
(a) Parada Cardiorrespiratória (PCR).
2. Conduta:
(a) Trate na sequência ABC (afogamento presenciado - VÍTIMA NA ÁGUA) e/ou CAB
(afogamento não presenciado - vítima atendida posteriormente FORA DA ÁGUA);
(b) Reanimação Cardiopulmonar (RCP) conforme Módulo 200 com a diferença que se paciente
na água o socorrista deverá fornecer até 10 ventilações de resgate antes de retirar da água,
se puder fazer com segurança (equipamento apropriado e pessoal devidamente
dimensionado);
(c) Após retirada da água, o socorrista deverá realizar a técnica VOS, fornecer 5 respirações de
resgate, depois, mantendo A e B, verifica-se o C. Caso não haja pulso, proceder a RCP com
uso de DEA e O2, conforme P 208;
(d) Após sucesso da RCP, com retorno da consciência, trate como grau 4.
 Se o socorrista presenciou o processo de afogamento e retirou o paciente da água
(salvamento aquático) executa o ABC. Se quando chegou ao local a vítima já estava fora
da água, executa o CAB conforme módulo 200.
 Se paciente estiver na água, sem respirar, o socorrista deve fornecer até 10 ventilações
antes de retirar da água, se for possível executar com segurança.
 Em afogamento classificado no grau 2 ao grau 6 ,aqueça o paciente, forneça O2, previna
ou trate o choque.

3. AVALIAÇÃO CONTINUADA
4. TRANSPORTE
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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P 502 – ACIDENTES DE MERGULHO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Sinais e sintomas:
i. Constate Mal Descompressivo (MD) a partir dos sinais e sintomas característicos, queixa principal e
Escala de Coma de Glasgow;
ii. Verifique se o paciente respirou debaixo d’água usando um aparato com ar comprimido:
1. Se não:
i. O acidente não é relacionado ao mergulho. Transporte ao hospital mais próximo.
2. Se sim:
ii. Verifique se os sinais e sintomas são moderados ou graves:
(a) Moderados;
1. Fadiga;
2. Erupção na pele;
3. Coceira.
(b) Graves
1. Fraqueza fora do normal;
2. Dores nas articulações, abdômen e região lombar;
3. Tonteira, dificuldade de ver e falar;
4. Paralisia e formigamento;
5. Dificuldade de respirar, tosse severa, boca espumante e sangrenta;
6. Diminuição ou perda de consciência;
7. Convulsões.
b. Conduta.
i. Classifique o paciente na Escala de Coma de Glasgow – ECG;
(a) Se sintomas são moderados:
1. Administre O2 a 100%;
2. Aqueça o paciente;
3. Deixe o paciente deitado de lado, com corpo nivelado, com a cabeça amparada;
4. Administre por via oral líquidos sem álcool, como sucos de fruta, para reidratá-lo;
5. Esteja atento para sintomas mais sérios;
6. Encaminhe ao hospital mais próximo.
(b) Se sintomas são graves:
1. Mantenha uma via aérea aberta;
2. Caso necessário inicie RCP;
3. Caso o paciente esteja respirando por si mesmo forneça O2 a 100%;
4. Aqueça o paciente;
5. Deixe o paciente de lado, com o corpo nivelado e a cabeça amparada;
6. Em caso de convulsões, não contenha o paciente, ampare sua cabeça e pescoço;
7. Proteja o paciente do calor excessivo, frio umidade e vapores nocivos;
8. Caso o paciente esteja consciente administre por via oral líquidos sem álcool, como
sucos de fruta, para reidratá-lo;
9. Transporte imediatamente para o hospital mais próximo;
10. Continue fornecendo O2 durante o transporte mesmo que haja melhora.
ii. Mesmo que aplicando os primeiros socorros o paciente apresente melhora, não interrompa o
fornecimento de O2 até que o mesmo esteja dentro de um hospital, sendo atendido por um médico. A
primeira referência é o hospital mais próximo, sempre;
iii. O uso de O2 a 100% para acidentes de mergulho com vítimas respirando, estando conscientes ou
não, será sempre com válvula de demanda e sem umidificador, mesmo durante o transporte. Para
pacientes em parada respiratória ou cardiorrespiratória será sempre com bolsa válvula-máscara com
O2 a 15 l/min, sem umidificador;
iv. Nunca deixe um mergulhador acidentado com a cabeça para baixo, cabeça para cima ou sentado.
Ficou comprovado que nestas posições ele desenvolve embolia e edema cerebral mais rapidamente.
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 90
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3. AVALIAÇÃO CONTINUADA
4. TRANSPORTE
a. Conduta:
i. Não coloque a vítima de mergulho em uma aeronave de asa rotativa antes de 12 horas após o
mergulho, sem antes fornecer O2 e encaminhar ao hospital mais próximo do local do acidente por
ambulância terrestre;
ii. O voo após o mergulho pode provocar doença descompressiva através da produção e expansão de
bolhas já existentes, desidratação devido à altitude e induzir a doença descompressiva (DD),
principalmente após um mergulho repetitivo longo e de saturação;
iii. Caso seja estritamente necessário o deslocamento aéreo, o piloto deve buscar realizar o voo
evitando atingir altitudes elevadas, visando o bem-estar do paciente.

5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
 O ambiente físico do mergulho afeta o corpo e pode resultar em problemas de saúde.
Nem todos os médicos estão familiarizados com os sinais e sintomas de doenças de
mergulho.
 Após alguns minutos ou horas respirando gás comprimido (mergulho autônomo ou
dependente) a manifestação de sinais e sintomas característicos pode exigir a imediata
remoção para um serviço de medicina hiperbárica.
 Os sintomas de Doença Descompressiva (Bends) são: dores articulares,
amortecimento, formigamento ou fraqueza. São sintomas menos comuns: dores nas
costas ou abdominais, paralisia, perda do controle de bexiga ou intestino, falta de ar,
dores de cabeça, cegueira parcial ou total, confusão mental, dores no peito, tosse e
vertigem.
 São sinais e sintomas de embolia arterial gasosa (EAG): Alteração do nível de
consciência, inconsciência, paralisia, fraqueza, confusão mental, dores de cabeça ou
qualquer alteração neurológica. Pode estar associado com pneumotórax, enfisema do
mediastino e/ou subcutâneo na região do pescoço e tórax. Pode ocorrer em qualquer
mergulho respirando gases comprimidos, inclusive em profundidades pequenas, como a
1 metro.
 Os principais sinais e sintomas de DD acontecem até 2 horas após o mergulho.

 Os principais sinais e sintomas de EAG acontecem até meia hora após o mergulho.

 Não perca tempo tentando diagnosticar se foi DD ou EAG, trate como mal
descompressivo e inicie os primeiros socorros até conseguir um histórico detalhado
sobre os fatos e auxílio de um médico hiperbárico.
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 91
Visto do Ajudante Geral

P 503 – ANIMAIS PEÇONHENTOS / PERIGOSOS

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Mantenha a cena segura. Se impossível à UR, acione Salvamento, PMMG, IBAMA etc.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Sinais e sintomas:
i. Dor no local da inoculação;
ii. Hematoma no local da inoculação;
iii. Vermelhidão no local da inoculação (eritema);
iv. Inchaço no local da inoculação (edema);
v. Perda da motricidade;
vi. Fraqueza;
vii. Dormência;
viii. Náuseas;
ix. Vômito;
x. Pulso rápido (taquicardia);
xi. Dificuldade respiratória (dispneia);
xii. Hemorragia no local da inoculação;
xiii. Hemorragia nasal (epistaxe);
xiv. Hemorragia por vias urinarias (hematúria);
xv. Pálpebras caídas (ptose palpebral);
xvi. Salivação grossa e excessiva;
xvii. Sudorese;
xviii. Ansiedade.

 Os sinais e sintomas estão diretamente relacionados com que tipo de veneno/peçonha


foi inoculado no paciente.

b. Conduta:
i.Mantenha o paciente calmo e em repouso;
ii.Identifique o animal agressor (cobra, aranha, insetos, escorpiões, morcego) se possível;
iii.Identifique o local da inoculação (identificar com caneta, se possível);
iv. Lave o local da lesão (inoculação, arranhaduras e mordeduras) com água e sabão neutro;
v. Deite o paciente. Caso o paciente esteja dispneico, coloque-o na posição semi-sentada;
vi. Forneça oxigênio conforme P 604;
vii. Não deixe o paciente se movimentar excessivamente;
viii.Remova anéis, joias, braceletes e outros objetos que possam fazer constrição no membro afetado;
ix. Não corte ou perfure a pele para extrair sangue;
x. Não aperte, esprema ou aspire o local da inoculação;
xi. Não utilize torniquetes;
xii. Pode ser aplicada compressa fria, EXCETO PARA PICADAS DE COBRAS;
xiii.O socorrista deve manter o membro no mesmo nível do coração, com o paciente na posição decúbito
dorsal;
xiv. Em caso de acidente com cobras do gênero Bothrops (jararacas), manter o membro afetado elevado
acima do nível do coração para diminuir o edema e evitar o desenvolvimento da síndrome
compartimental;
xv. Leve o paciente imediatamente ao hospital de referência mais próximo para continuidade do
tratamento, incluindo soroterapia para alguns casos.
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Visto do Ajudante Geral

 Não perca tempo tentando localizar o animal. Em caso de mordida de animal, trate os
ferimentos conforme protocolos próprios.
 Havendo suspeita de hidrofobia, comunicar ao hospital e orientar os responsáveis ou
zoonoses a manter o animal preso por 10 dias. Em caso de militar agredido por animal
com suspeita de hidrofobia, este deverá procurar unidade de saúde.
 Morcegos podem ser reservatórios de vírus, protozoários e bactérias, podendo, em
específico os hematófagos, serem transmissores da raiva quando estiverem
contaminados pelo vírus rábico. A transmissão pode se dar através da mordedura por
animais contaminados, bem como através do contato com saliva e/ ou sangue do animal
em pele lesionada ou mucosa.
 As fezes dos morcegos oferecem riscos relacionados à contaminação com o fungo da
Histoplasmose, que se manifesta como uma micose, podendo evoluir para anemia e
pneumonia aguda, caso o agente se instale nos pulmões.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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P 504 – EMERGÊNCIAS RELACIONADAS AO CALOR

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Tipos de emergências mais comuns:
i. Câimbras musculares pelo calor:
1. Causa:
(a) Incapacidade de repor cloreto de sódio (NaCl) perdido na sudorese;
(b) Problemas eletrolíticos e musculares.
2. Sinais e sintomas:
(a) Câimbras musculares dolorosas, normalmente nas pernas e abdômen.
ii. Desidratação:
1. Causa:
(b) Incapacidade de repor a perda de suor com líquido.
2. Sinais e sintomas:
(a) Sede, náusea, fadiga excessiva;
(b) Redução da capacidade física e mental.
iii. Exaustão pelo calor:
1. Causa:
(a) Esforço físico no calor excessivo, sem ingestão adequada de água.
2. Sinais e sintomas:
(a) Taquicardia, fraqueza, marcha instável;
(b) Fadiga extrema, pele úmida e pegajosa;
(c) Cefaleia, tontura, náusea e desmaio;
(d) Se não tratada, pode provocar INTERMAÇÃO.
iv. Intermação:
1. Causa:
(a) Altas temperaturas centrais > 40,6ºC;
(b) Rupturas celulares, disfunção de múltiplos órgãos e sistemas;
(c) Distúrbio neurológico com falha no centro termorregulador.
2. Sinais e sintomas
(a) Alterações no estado mental;
(b) Comportamento irracional ou delírio;
(c) Possível tremor;
(d) Inicialmente taquicardia, evoluindo tardiamente para bradicardia;
(e) Hipotensão, respiração rápida e superficial;
(f) Pele quente, úmida ou seca;
(g) Perda da consciência, convulsões e coma.
b. Conduta.
i. Câimbras musculares pelo calor:
1. Remova para um lugar fresco;
2. Faça alongamento muscular;
3. Permita ao paciente beber líquidos isotônicos (se não houver outro agravo clínico ou traumático
associado e se não houver diminuição do nível de consciência).
ii. Desidratação:
1. Reponha a perda de suor com líquidos levemente salgados (se não houver outro agravo clínico
ou traumático associado e se não houver diminuição do nível de consciência);
2. Mantenha o paciente em posição de decúbito dorsal.
iii. Exaustão pelo calor:
1. Remova da fonte de calor e posicione o paciente em local fresco (pode ser dentro da UR, com ar
condicionado ligado);
2. Resfrie o corpo com água fria e ventilação;
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Visto do Ajudante Geral

3. Permita ao paciente ingerir líquidos levemente salgados ou isotônicos (se não houver outro
agravo clínico ou traumático associado e se não houver diminuição do nível de consciência).
iv. Intermação:
1. Resfrie imediatamente o paciente com água gelada ou pacotes de gelo nas axilas, virilha e
pescoço;
2. Envolva o paciente com panos úmidos e ventile o seu corpo;
3. Não dê nada para o paciente beber;
4. Trate o estado de choque;
5. Transporte imediatamente.

3. TRANSPORTE
a. Se o paciente estiver com náusea ou vômito transporte em decúbito lateral.
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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P 505 – HIPOTERMIA E CONGELAMENTO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Promova a segurança da cena. Se o paciente está em uma câmara de resfriamento, por exemplo,
retire-o com EPI adequado.
b. Segundo a AHA, assim se classifica a hipotermia:
i. Leve: 34 a 36ºC;
ii. Moderada: 30 a 34ºC;
iii. Grave: < 30ºC.
c. Segundo o PHTLS:
i. Hipotermia primária é causada por condições ambientais adversas:
1. Imersão em água com temperatura < 21ºC;
2. Exposição em atmosfera fria etc.
ii. Hipotermia secundária é causada por condições fisiológicas adversas:
1. Recém-nascidos e lactentes;
2. Associadas ao alcoolismo ou traumas;
3. Drogas ou medicamentos;
4. Cocaína;
5. Idosos;
6. Hipotireoidismo, doenças cardíacas e diabetes;
7. Queimados;
8. Pacientes desnutridos;
9. Moradores de rua.
iii. O congelamento ocorre quando o membro afetado esfria a menos de 2ºC, causando destruição de
células com aparecimento de bolhas e hematomas.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Sinais e sintomas:
i. Hipotermia leve:
1. Sensação de frio;
2. Nível de consciência inalterado;
3. Tremores;
4. Respiração rápida;
ii. Hipotermia moderada:
1. Rigidez muscular;
2. Perda da coordenação;
3. Paciente confuso, letárgico e sonolento;
4. Pacientes normalmente sentados ou deitados (não confundir com uso de drogas e álcool).
iii. Hipotermia grave:
1. Irresponsivo;
2. PA indeterminável;
3. 1 ou 2 movimentos respiratórios por minuto;
4. Parada cardiorrespiratória;
5. Morte aparente.
b. Conduta geral:
1. Retire o paciente do ambiente frio;
2. Retire roupas molhadas;
3. Leve para interior da UR e aqueça o ar (ideal 29º C);
4. Cubra a cabeça, pescoço e tronco com cobertores quentes;
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5.
Monitore a temperatura corporal;
6.
Evite agitação e movimentação exagerada do paciente;
7.
Não permita que ele ande ou se exercite;
8.
Cubra todo o corpo com cobertor;
9.
Pacientes conscientes, sem agravos adicionais, podem beber líquidos quentes não alcoólicos e
sem cafeína.
c. Conduta específica para hipotermia:
1. Em hipotermia moderada e grave, fluidos intravenosos a 40º C (apenas SAV):
(a) O BM pode aquecer o soro fisiológico envolvendo o frasco em toalha e colocando sobre o
motor da UR parada.
2. Em hipotermia grave, RCP se necessário;
3. Administre O2, conforme P 604;
4. A oximetria pode estar alterada, conforme visto em P 603.
d. Conduta específica para congelamento:
1. Cubra frouxamente o membro afetado com uma compressa seca, estéril e não aderente, sem
comprimir;
2. Os dedos das mãos e dos pés devem ser separados e protegidos por gaze estéril;
3. Não drene as bolhas;
4. Tente elevar as mãos e os pés para reduzir o edema (se não houver lesão musculoesquelética
associada);
5. Não permita que a parte descongelada volte a congelar (risco de trombose).

 “O paciente não está morto até que esteja aquecido e morto”. Ou seja, pacientes
hipotérmicos podem parecer mortos, mas tem potencial de serem viáveis. Faça RCP e
aqueça o paciente antes de presumir a morte.
 Acione o SAV, se disponível.

3. TRANSPORTE
a. Proteja os tecidos frágeis contra lesões adicionais durante o transporte de vítima de
congelamento.
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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Visto do Ajudante Geral
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MÓDULO 600
- Procedimentos Gerais-
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Visto do Ajudante Geral

P 601 – ISOLAMENTO DE FLUIDOS CORPORAIS

1. CRITÉRIO DE EMPREGO DO PROTOCOLO


a. Este procedimento deve ser adotado quando houver contato com substancias corpóreas do paciente
e/ou quando for realizar limpeza/desinfecção de áreas ou equipamentos contendo sangue e outros
fluidos corpóreos.
b. A cada paciente atendido, o socorrista pode entrar em contato com diversos microrganismos
patogênicos sem saber, portanto biossegurança é para todo atendimento.

2. PARA TODOS OS TIPOS DE PACIENTES


a. Use luvas de procedimento em todos os chamados em que houver a possibilidade de contato com
sangue ou qualquer outro fluido corporal (drenagem, urina, vômito, fezes, diarreia, saliva, muco nasal e
secreção genital) ou quando precisar tocar objetos que entraram em contato com esses.
b. Lave suas mãos frequentemente durante o serviço e sempre após cada chamado. Lave as mãos
mesmo se tiver utilizado luvas durante o atendimento e se possível reidrate a pele com creme de
escolha pessoal.
c. Utilize água e sabão neutro durante 15 segundos antes de secar.
d. Antes de lavar, retire relógios, anéis e qualquer adorno das mãos e braços.
e. Molhe completamente as mãos e pulsos e dispense sabão em ambas.
f. Ensaboe as mãos friccionando todas as faces (palma, dorso, interdigitais, articulações e unhas).
g. Enxágue as mãos totalmente no sentido das extremidades para o centro.
h. Pegue o papel toalha, feche a torneira sem tocá-la e enxugue ambas as mãos.
i. Use sempre óculos contra respingo de fluidos corporais provenientes de hemorragias arteriais ou
qualquer outro ferimento. Caso ocorra o contato entre os fluidos do paciente e a pele do socorrista, tão
logo seja possível, lave a região com água e sabão.
j. Use máscara com válvula de sentido único ou máscara com reservatório quando precisar realizar
ventilação no paciente.
a. Reporte imediatamente qualquer acidente entre pele não integra ou mucosa do socorrista e o
sangue ou fluidos da vítima para Comandante de Bombeiros da Unidade – CBU. Um serviço
médico deve ser procurado o mais breve possível a fim de iniciar tratamento profilático anti-HIV
e/ou avaliação.

3. CONDUTA PARA PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO A DOENÇAS RESPIRATÓRIAS


a. As precauções respiratórias são indicadas para o atendimento de pacientes conhecidamente portadores
de patologias de transmissão respiratória, por exemplo: Tuberculose, H1N1, gripe, SARS entre outras.
b. Para esses pacientes e para os suspeitos utilize máscara N95 (ou nível melhor), óculos de proteção e
capote de proteção.
c. Se a condição respiratória do paciente permitir coloque a máscara nele.
d. Limpe e realize a desinfecção, conforme protocolo próprio, de todos os materiais e equipamentos
utilizados na ocorrência que sejam reutilizáveis e descarte em saco branco os descartáveis.
4. DESCARTES APROPRIADOS
a. Substitua peças de fardamento contaminadas colocando-as em saco branco, para posterior lavagem
em casa separadamente, conforme Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde –
PGRSS de sua Unidade.
b. Todo lixo dos sacos brancos deve ser recolhidos por caminhões da coleta de lixo hospitalar, para ser
descontaminado antes de ir para o aterro sanitário.
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P 602 – TRIAGEM PRÉ-HOSPITALAR

 Processo utilizado em situações em que o número de vítimas ultrapassa a capacidade


de resposta das equipes de socorro. Segue os algoritmos de triagem dos métodos Start e
JumpStart.

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA
a. Providencie o IFC;
b. Mantenha a cena segura;
c. Descubra a NDD (Clínico) ou o MDL (Trauma);
d. Determine o número total de vítimas;
e. Solicite recursos adicionais;
f. Acione o plano de catástrofe, se houver necessidade;
g. Inicie a triagem:
i. Dê um comando de voz para todas as vítimas presentes para que aquelas que consigam andar
saiam da zona quente e se dirijam a um local seguro, definido pela Gu BM;
ii. Avalie individualmente cada vítima que permanecer no local, da seguinte forma:
1. Verifique se respira:
2. Verifique se respira:
(a) Se a vítima NÃO respira:
i. Para adulto ou criança, reposicione vias aéreas;
ii. Se adulto retomou a respiração, classifique-o como VERMELHA. Se não retomou,
classifique-o como PRETA;
iii. Se o paciente é pediátrico, antes de atribuir a classificação, verifique o pulso carotídeo;
iv. Se não tem pulso, classifique-a como PRETA;
v. Se tem pulso, execute 5 respirações de resgate, conforme JumpStart;
vi. Se não respirou, classifique-a como PRETA; se respirou, como VERMELHA.
(b) Se a vítima respira:
1. Se tiver movimentos respiratórios maior que 30 IRPM (Adulto) ou menor que 15 e maior
45 IRPM (Criança), classifique-a como VERMELHA;
2. Se tiver movimentos respiratórios menor ou igual a 30 IRPM (Adulto) e entre 15-45
IRPM (Criança), verifique:
(c) A perfusão capilar em adultos e pulso radial em pacientes pediátricos:
i. Se a perfusão capilar é maior que 2 segundos ou pulso radial ausente, classifique-a
como VERMELHA;
ii. Se a perfusão capilar é menor ou igual a 2 segundos ou pulso radial presente, verifique
se cumpre ordem simples em adultos e AVDN em pacientes pediátricos:
iii. Se cumpre ordem simples em adultos ou alerta em caso de pacientes pediátricos,
classifique-a como AMARELA;
iv. Se não cumpre ordem simples em caso de adultos ou não está alerta em caso de
pacientes pediátricos, classifique-a como VERMELHA;
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Visto do Ajudante Geral

MÉTODO START

PARÂMETROS
QUADROS
PRIORIDADE VITAIS AÇÕES
SUGESTIVOS
ENCONTRADOS

- Respiração presente, Lesões tratáveis, com Vítimas em


maior a 30 IRPM, no risco imediato de vida; estado crítico.
adulto, ou menor que dificuldade respiratória, Tratamento e
15 e maior que 45 hemorragia não transporte
PRIORIDADE 1 IRPM, na criança. controlável, diminuição imediato.
(VERMELHA) do nível de consciência,
- Perfusão capilar > 2
sinais de choque,
segundos;
queimaduras graves.
- Não obedece a
comandos simples.

- Respiração presente, Lesões graves, sem Segunda


menor ou igual a 30 risco imediato de vida; prioridade.
IRPM (adulto) e entre queimaduras sem Permitem adiar
15 e 45 IRPM na problemas de vias atenção, podem
PRIORIDADE 2 criança; aéreas, fraturas ósseas aguardar o
(AMARELA) sem choque ou transporte.
- Perfusão capilar ≤ 2
hemorragia.
segundos;
- Obedece a comandos
simples.

Lesões de partes moles Lesões


- Paciente que pode
PRIORIDADE 3 mínimas, sem risco de menores. Não
andar pelo cenário da
vida ou incapacitação. requerem
(VERDE) ocorrência – paciente
atenção
deambulando.
imediata.

SEM - Paciente que não Pacientes mortos ou


PRIORIDADE respira após abertura apresentando lesões XXX
das vias aéreas. irreversíveis.
(PRETA)
Quadro 4 - Relação das prioridades do método START com quadros clínicos
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Visto do Ajudante Geral

Figura 13 - Algoritmo do método START


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Visto do Ajudante Geral

P 603 – OXIMETRIA DE PULSO


1. CONCEITO
a. Oximetria de Pulso é um procedimento não-invasivo usado para determinar o valor de saturação de
oxigênio (SpO2) e a frequência de pulso periférico.
b. Provê aos socorristas um alarme precoce da diminuição da oxigenação porque fornece medida contínua
da oxigenação.
c. O oxímetro de pulso deve ser utilizado como ferramenta auxiliar de avaliação do paciente em ambiente
pré-hospitalar e durante transporte.
d. É uma ferramenta essencial de monitorização de frequência cardíaca e saturação, sendo preditora da
necessidade de uso de oxigênio.
2. ORIENTAÇÕES PARA O USO DO OXÍMETRO
a. Deverá ser utilizado longe de fonte de calor, fora da luz solar direta e em local onde não haja umidade
excessiva.
b. Deverá ser colocado o probe (sensor) do oxímetro no dedo (de preferência o indicador) ou no lóbulo da
orelha.
c. Utilize sensores de tamanho e tipos adequados de acordo com a faixa etária e características físicas do
paciente.
d. Não utilize em presença de agentes anestésicos inflamáveis.
e. Não utilize na presença de equipamento de ressonância.
f. Não utilize concomitante a descarga elétrica de um desfibrilador externo automático.
g. Não utilizar debaixo de lâmpada dicróica da UR ou sob luz forte.
h. O aparelho pode ser afetado na presença de fontes eletromagnéticas e de radiofrequência.
i. Evite quedas e choques mecânicos.

 Pacientes com hipotermia, estado de choque (perfusão periférica ruim), usando de


drogas vasoativas, anemia falciforme, intoxicação por monóxido de carbono, esmalte de
unha negro ou metálico, se mexendo, com calafrios, dedos calejados, dias frios e úmidos,
o oxímetro pode não ter acurácia.

3. A INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS


Percentual de O2 Classificação da Hipóxia Cuidado Geral do Paciente
94% a 100% Normal Somente se necessário administre oxigênio
91% a 93% Hipóxia Leve Somente se necessário administre oxigênio
Administre O2 a 100%
86% a 90% Hipóxia Significativa
(Considere ventilação assistida)
Administre O2 a 100%
≤ 85% Hipóxia Grave
(Considere ventilação assistida)
Atente para a falta de acurácia na leitura conforme nota acima. Os padrões variam entre 1-2% conforme
literatura adotada.
Quadro 5 - Tabela com interpretação dos resultados da oximetria.
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Visto do Ajudante Geral

P 604 – ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO

1. CONSIDERAÇÕES GERAIS
a. Benefício do O2 no APH:
i. Oxigenação dos tecidos hipóxicos;
ii. Redução dos edemas dos tecidos;
iii. Facilita a respiração;
iv. Alivia sintomas;
v. Reduz os riscos dos sintomas residuais, melhorando o prognóstico pós-atendimento.
b. Equipamentos disponíveis para ventilação/administração de O2:
i. Para pacientes respirando (conscientes ou não) utilize:
1. Válvula de inalação por demanda com máscara Tru-Fit ou ventilação de fluxo com pressão
positiva (Válvula de Demanda - VD) ou similares;
2. Máscara de não reinalação com bolsa reservatória;
3. Cateter nasal.
ii. Para pacientes que não estão respirando:
1. BVM (bolsa válvula máscara);
2. Válvula de inalação por demanda com máscara Tru-Fit ou ventilação de fluxo com pressão
positiva (Válvula de Demanda - VD) ou similares;
3. Máscara oronasal para ressuscitação (pocket-mask).
c. Segurança ao manusear oxigênio puro.
i. Oxigênio não é inflamável, mas é comburente;
ii. Não permita o uso de qualquer tipo de óleo, lubrificante ou graxa em qualquer cilindro ou
equipamento que esteja em contato com O2;
iii. Não permita a presença de brasas, chamas, faíscas ou que se FUME próximo ao O2 e aos
equipamentos;
iv. O local onde será utilizado o O2 deverá ser ventilado;
v. Sempre mantenha a válvula fechada e o sistema purgado quando o O2 não estiver sendo utilizado;
vi. Nunca deixe o cilindro de O2 solto e não permita que caia ou role;
vii. Não deixe o cilindro exposto a temperaturas maiores que 52°C;
viii. Assegure-se de que o cilindro de O2 a ser utilizado encontra-se dentro do prazo de validade do teste
hidrostático.

2. INDICAÇÃO PARA ADMINISTRAÇÃO DE O2


a. A decisão para oxigenar será baseada na condição clínica do paciente.
i. SpO2 ≥ 94% é considerado normoxia em adultos e crianças;
ii. Oxigênio suplementar não é necessário se a SpO2 ≥ 94%, a menos que o paciente esteja com
desconforto/aflição respiratória, de forma aguda, dispneico, ou que haja suspeita de intoxicação por
CO, acidentes de mergulho e em pacientes vítimas de Laod and Go.

 Desconforto respiratório estará presente se o paciente apresenta batimento de asa de


nariz, tiragem intercostal, tiragem subdiafragmática e tiragem esternal, sibililos, estridor e
dificuldade em falar.
b. Quadros mais comuns com indicação para uso de O2:
i. Todo paciente com quadro sugestivo de insuficiência respiratória aguda por patologia clínica ou
traumática;
ii. Emergências diabéticas;
iii. Crise convulsiva;
iv. Alergias e choque anafilático;
v. Estado de choque;
vi. Hemorragias;
vii. DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica);
viii. AVC (acidente vascular cerebral) / AVE (acidente vascular encefálico);
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Visto do Ajudante Geral

ix. Queimaduras;
x. Afogamento;
xi. Envenenamento e intoxicações;
xii. Emergências obstétricas;
xiii. Aborto natural ou induzido;
xiv. IAM (infarto agudo do miocárdio);
xv. Dor aguda.
3. CONDUTA GERAL
a. Antes de iniciar a oxigenoterapia certifique-se se a saturação do paciente está inadequada, se o
paciente apresenta quadro de desconforto respiratório ou é vítima de intoxicação por monóxido de
carbono/ acidente de mergulho;
b. Assegure-se que o local seja seguro, adequado, ventilado e ausente de perigo;
c. Abra as vias aéreas. Remova objetos, corpo estranho, secreções e/ou aspire se necessário;
d. Insira a cânula orofaríngea selecionando o tamanho adequado, se ECG ≤ 8, sem reflexo de vômito;
e. Utilize o protocolo de OVACE, PR e PCR, conforme Módulo 200, concomitante ao uso de O2;
f. Não retarde o início da RCP para fornecimento de O2;
g. Constate se todo o equipamento está montado e pronto para utilização;
h. Verifique se a mangueira de pressão intermediária está conectada à saída de fluxo contínuo e/ou
regulador multifuncional e não permita que se dobre durante a utilização;
i. Abra (através do registro) o cilindro de O2 totalmente e volte ½ volta como medida de segurança;
j. Verifique a pressão do cilindro e garanta que não existem vazamentos no sistema;
k. Se utilizando máscara de não reinalação com bolsa reservatória, coloque um dedo dentro da máscara,
fechando a válvula de não retorno até que a bolsa reservatória esteja inflada (faça isto antes de utilizar
no paciente);
l. Se utilizando a BVM com bolsa reservatória aguarde que o reservatório de O2 infle primeiro antes de
utilizar no paciente;
m. Se utilizando a válvula de demanda ouça a válvula abrir durante a inspiração, certificando-se do seu
correto funcionamento;
n. Se utilizando uma máscara oronasal (pocket mask) para ressuscitação com entrada de O2, certifique-se
de que está havendo passagem correta de O2 por dentro da máscara;
o. Observe a máscara que esteja utilizando (sempre transparente) embaçar durante a expiração e
desembaçar durante a inspiração;
p. Em caso de uso do cateter nasal certifique-se de que a embalagem esteja lacrada e ajuste
adequadamente ao paciente;
q. Observe a expansão e o retorno do tórax durante a administração de O2
r. Monitore e mantenha o conforto do paciente;
s. Continue verificando a resposta do paciente quanto ao uso de O2 e quanto ao correto funcionamento do
sistema de O2, evitando vazamentos, o mau funcionamento do equipamento, falhas em inflar e desinflar
as bolsas etc;
t. Se o paciente apresentar quadro de convulsão ou vômito interrompa temporariamente o fornecimento
de O2, avalie vias aéreas, aspire se necessário e garanta a permeabilidade das vias aéreas e
respiração;
u. Caso o paciente não tolere o fornecimento de O2, troque o tipo de equipamento, diminuindo a
concentração e continue o fornecimento de O2. Se persistir a intolerância do paciente, utilize a técnica
de tenda aumentando a concentração circulante ao redor da cabeça do paciente;
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Visto do Ajudante Geral

 Uma leitura da SpO2 entre 94 e 100% geralmente indica oxigenação adequada. Uma
leitura da SpO2 entre 91 e 93% sugere hipóxia leve.
 A SpO2 menor do que 90% sugere hipóxia significativa ou grave.
 Tais parâmetros não se aplicam ao RN nas primeiras horas de vida.
 Nos casos em que os sinais e sintomas sejam sugestivos de IAM ou AVC, ministre O2
apenas em pacientes com saturação inferior a 94%.
 Além das restrições acima, fique atento ao ofertar oxigênio para o neonato, devido ao
risco de retinopatias.
 Quanto aos pacientes com DPOC, os benefícios do oxigênio ultrapassam os riscos,
desde que a equipe mantenha monitorização contínua dos parâmetros dos sinais vitais do
paciente.

4. FAIXAS ALVO DE SATURAÇÃO DE OXIGÊNIO DE ALGUMAS EMERGÊNCIAS4


a. Emergências médicas que exigem alta concentração de oxigênio (100%) em todos os casos:
i. Choque, sepse, trauma grave;
ii. Parada cardíaca e durante a ressuscitação;
iii. Anafilaxia;
iv. Envenenamento por monóxido de carbono ou cianeto.
b. Emergências nas quais é provável que os pacientes necessitem de oxigenoterapia (variando
entre baixa e alta concentração - 24 a 100% - dependendo da gravidade do caso), com faixa-alvo
de saturação 94-98%
i. Pneumonia;
ii. Asma;
iii. Insuficiência cardíaca aguda;
iv. Embolia pulmonar.
c. Emergências nas quais é provável que os pacientes necessitem de oxigênio controlado, com
faixa-alvo de saturação 88-92%
i. Exacerbação aguda de DPOC;
ii. Doença aguda em pacientes com fibrose cística;
iii. Doença respiratória aguda em pacientes com síndrome de hipoventilação da obesidade ou
obesidade mórbida;
iv. Doença respiratória aguda em pacientes com condições neuromusculares ou musculoesqueléticas
crônicas.
d. Emergências em que a oferta de oxigênio é aconselhada apenas se o paciente estiver
hipoxêmico e com desconforto respiratório.
i. Infarto Agudo do Miocárdio e AVC;
ii. Manejo em andamento de sobreviventes de parada cardíaca com circulação espontânea
restabelecida;
iii. Crise falciforme ou anemia aguda;
iv. Emergências obstétricas;
v. Envenenamentos (exceto em casos de monóxido de carbono ou cianeto);
vi. Distúrbios metabólicos e renais com taquipneia devido a acidose (respiração de Kussmaul).
5. CONDUTA EM PACIENTE RESPIRANDO
a. Com cateter nasal: utilize de 1 a 6 lpm (24 a 44%) na maioria dos casos clínicos com SpO2 normal e
com esforço/dificuldade respiratória.

4
Adaptado de Ronan O’Driscoll, Centro Acadêmico de Ciências de Saúde de Manchester,
Universidade de Manchester, Salford Royal University Hospital, Medicina Respiratória, Salford, Reino
Unido ronan.o’driscoll@srft.nhs.uk
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a. No caso de DPOC utilize baixa concentração de O2 com cateter nasal, 1 a 2 lpm. Persistindo a hipóxia /
cianose aumente aos poucos.
b. Emergências Clínicas com SpO2 normal e com esforço/dificuldade respiratória, pode-se utilizar válvula
inaladora de demanda ou máscara de não reinalação com bolsa reservatória a 10 lpm (60 a 100%).
c. Emergências Clínicas com SpO2 indicativa de hipóxia utilize válvula inaladora de demanda a 15 lpm ou
máscara de não reinalação com bolsa reservatória a 15 lpm (80 a 100%). Controle a saturação
mantendo na faixa alvo de saturação.
d. Em emergências traumáticas utilize máscara de não reinalação com bolsa reservatória de 10 a 15 lpm
(80% a 100%), se saturação indicativa de hipóxia ou trauma grave. Em casos de trauma grave com
SpO2 normal, a prevenção do choque pode ser realizada inicialmente com cateter nasal 1-6 lpm,
devendo ser feito o monitoramento constante, avaliando-se a necessidade de aumento de fluxo. Caso a
vítima entre em hipóxia, troque o equipamento.

6. USO DE O2 EM PACIENTE IRRESPONSIVO (PR-PCR)


a. BVM com O2 a 15 lpm (80% a 100%).
b. Para recém-nascidos, inicia-se o procedimento em ar ambiente, e se necessário, titula-se o
fornecimento de oxigênio buscando atingir as faixas alvo conforme tabela abaixo:

TABELA - SpO2 PRÉ-DUCTAL ACEITÁVEL PARA O RECÉM-NASCIDO


Minutos de Vida Saturação aceitável
Logo após o parto 30 a 40%
1 minuto 60 - 65%
2 minutos 65 - 70%
3 minutos 70 - 75%
4 minutos 75 - 80%
5 minutos 80 - 85%
10 minutos 85 - 90%
Quadro 6 - SpO2 pré-ductal aceitável para o recém-nascido.

 Recém nascidos apresentam nas primeiras 24 horas saturação em torno de 85 a 93%,


sendo em média 90%.
 A leitura confiável da saturação de oxigênio (SpO2) e da FC através do oxímetro demora
cerca de 1-2 minutos após o nascimento, desde que haja débito cardíaco suficiente, com
perfusão periférica.
 Verifique a saturação no RN sempre no pulso direito.
 Quando o oxigênio suplementar for utilizado para reanimação, oferecer inicialmente O2
a 40% (BVM sem bolsa reservatória - 8 L/min) e ajustar a oferta de acordo com a SpO2
desejável (faixa alvo) e a FC, ambas determinadas pela oximetria de pulso.
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Visto do Ajudante Geral

7. TABELA DE USO DE O2 SUPLEMENTAR


Fluxo Percentual de
Condição do
Equipamento utilizado (lpm - litros por Concentração de
Paciente
minuto) Oxigênio
1 24% Respirando
2 28% Respirando
3 32% Respirando
Cateter nasal
4 36% Respirando
5 40% Respirando
6 44% Respirando
Máscara oronasal para ressuscitação (pocket Parado ou
15 55%
mask) Respirando
Máscara facial simples (sem válvula de não-
10 40 – 60% Respirando
reinalação e sem bolsa reservatória)
Máscara facial com bolsa reservatória e sem
6 a 10 35 – 60% Respirando
válvula de não-reinalação
Máscara facial com válvula de não reinalação
10 a 15 90% - 100% Respirando
e com bolsa reservatória
Bolsa Válvula Máscara (BVM) com bolsa Parado
15 100%
reservatória
Bolsa Válvula Máscara (BVM) sem bolsa Parado
15 60 - 80%
reservatória
MTV-100 Parado ou
15 a 22 100%
(Manually-Triggered Ventilator) Respirando
Quadro 7 - Uso de oxigênio suplementar.
Fonte: Adaptado de Nancy Caroline's Emergency Care in the Streets. 6 ed. 2008.

 Salvo orientação médica contrária, NÃO administre O2 umidificado devido ao risco de


contaminação.
 A oxigenação não substitui as ventilações de resgate. Controle constantemente o
tempo de utilização disponível de oxigênio.
 Não forneça O2 a um NEONATO via cateter nasal ou máscara facial. Caso seja
necessário, use a técnica de oferta de O2 em TENDA.
 Não utilize cateter nasal em crianças menores de 8 anos ao administrar O2. Utilize
máscara facial de não reinalação.
 Não utilize O2 durante a aplicação do choque do DEA – risco de explosão.

8. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)

9. TRANSPORTE
a. Permita a circulação de ar dentro da UR durante transporte de paciente utilizando O2;
b. Mantenha boa vedação de máscara/paciente criando um selo hermético evitando escape de O2;
c. Não permita cilindro solto dentro da UR a fim de se evitar acidentes;
d. Assegure-se de que o equipamento de O2 utilizado no paciente seja descartado, limpo ou testado após
o uso.
10. AVALIAÇÃO CONTINUADA
e. Durante o uso de O2 fique atento à necessidade de aspiração de vias aéreas.
11. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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P 605 – ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Indicações:
i. Secreções traqueobrônquicas, vômito, saliva, sangue na boca e orofaringe, de difícil expectoração ou
em pacientes com tosse ineficaz.
a. Potenciais efeitos adversos / complicações do uso:
i. Reflexo de vômito;
ii. Hipóxia, se demorar além de 15 segundos;
iii. Cessação das insuflações e oxigenação durante aspiração;
iv. Estimulação vaso vagal com risco de PCR.
b. Tipos de equipamentos de aspiração:
i. Equipamentos elétricos portáteis;
ii. Equipamentos elétricos montados na UR;
iii. Régua tripla da UR – por Venturi;
iv. Equipamento portátil e manual.
c. Tipos de cateteres de sucção:
i. Cateter rígido:
1. Usado na boca de pacientes responsivos e boca e orofaringe de pacientes irresponsivos;
2. Oferece melhor resultado em relação ao flexível para aspirar material particulado. Exemplo:
vômito.
ii. Cateter flexível:
1. Usado na nasofaringe e em situações onde o cateter rígido não pode ser usado;
2. Mais usado para aspirar material líquido. Exemplo: saliva. Não oferece bom resultado para
materiais particulados;
3. Contra indicado nos casos de ruptura de palato causados por trauma e em bebês (até 1 ano).
d. Conduta.
i. Certifique-se de que os equipamentos estejam em condições de uso (estéreis ou em desinfecção de
alto nível);
ii. Utilizando de técnica asséptica isole os fluidos corporais por dispositivo de barreira;
iii. Reúna os equipamentos necessários à aspiração;
iv. Estabilize o aspirador elétrico numa base firme;
v. Ligue o equipamento (se elétrico) e conecte o cateter;
vi. Insira o cateter na cavidade oral até a base da língua, se possível, sem acionar o vácuo;
vii. Aplique aspiração. Mova o cateter de um lado a outro;
viii. Aspire por no máximo 15 segundos;
1. Em lactentes e crianças o tempo de aspiração deve ser o menor possível;
2. Somente aspire RN se após o nascimento o mesmo não esboçar reação respiratória ou choro e
suas vias aéreas estiverem obstruídas (utilize pera de aspiração);
3. Se o paciente tem vômito (êmese) ou secreção que não possam ser aspirados facilmente,
lateralize-o e limpe sua orofaringe;
4. Se o paciente produz tanta secreção quanto o aspirador possa aspirar, faça sucção por no
máximo 15 segundos, ventile por no máximo 30 segundos (com O2 a 15 lpm) e aspire novamente.
Continue desta maneira;
5. Se necessário lave o interior do cateter (aspirando soro fisiológico) para desobstruí-lo.

 Insira o cateter – rígido ou flexível – na orofaringe até o onde pode ser visto, próximo à
base da língua.
 Fique atento para o reflexo de vômito! Risco de broncoaspiração e PCR!
 Não é recomendado o uso de cateteres de aspiração em pacientes com sinais de lesão
de base de crânio. Nestes casos, coloque o paciente de lado.
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Visto do Ajudante Geral

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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Visto do Ajudante Geral

P 606 – PACIENTES PEDIÁTRICOS – GENERALIDADES E ABUSO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Classificação etária para fins da abordagem clínica:
i. Neonato: do momento do parto até alta da maternidade;
ii. Lactente: indivíduo que teve alta da maternidade até 1 ano;
iii. Criança: paciente cuja idade estiver acima de 1 ano até a puberdade.

 Para fins de Estatuto da Criança e do Adolescente, a faixa etária da criança é de 0 a 12


anos incompletos e adolescente é entre 12 e 18 anos incompletos.
 Para fins de SBV, siga as classificações etárias da AHA.

2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


a. Características gerais e estratégias de abordagem do paciente de 0-18 anos:

Idade Características Estratégias de abordagem


- Lactentes não gostam de ser separados dos - Mantenha os pais por perto;
pais; - Mantenha mãos e estetoscópio quentes;
- Tem mínimo de ansiedade com estranhos; - Observe sinais primeiramente à
- Estão acostumados a serem despidos, mas distância;
0 a 1 ano gostam de ser aquecidos; - Aborde pelos pés. Observe coração e
- Lactentes novos seguem movimentos com os pulmões primeiro. Depois a cabeça;
olhos; - Segure a máscara de O2 perto do rosto.
- Lactentes mais velhos são mais ativos;
- Não gostam da máscara de oxigênio.
- Não gostam de ser separados dos pais; - Mantenha os pais por perto;
- Acreditam que suas doenças são punições - Explique que ela não é má;
por serem más; - Tire uma peça de roupa por vez e vista
- Não gostam de lactentes. Não gostam de novamente;
serem despidas; - Examine primeiro o tronco;
1a3
- Assustam-se facilmente; - Ofereça conforto e se possível dê seu
anos
- Apresentam reações exacerbadas, sentem brinquedo favorito;
medo fácil; - Considere a escolha da criança;
- Podem entender mais que conseguem - Segure a máscara perto da face da
expressar; criança.
- Sentem-se sufocados pela máscara de O2.
- Não gostam de ser separados dos pais; - Mantenha os pais por perto;
- Acreditam que suas doenças são punições - Tire uma peça de roupa por vez e vista-
por serem más; a novamente;
- Não gostam de lactentes. Não gostam de - Mantenha a calma;
3a6
serem despidas; - Explique o que você está fazendo;
anos
- Tem medo de dor, sangue e ferimento; - Segure a máscara de O2 pediátrica,
- São curiosas, comunicativas e podem mantendo-a próximo ao rosto da criança.
cooperar;
- Não gostam da máscara de O2.
- Cooperam, mas gostam que suas ideias - Permita que a criança tenha a
sejam ouvidas; responsabilidade de contar a sua história;
6 a 12 - Temem sangue, dor, desfiguramento e - Explique o exame;
anos ferimentos permanentes; - Apresente-se confiante, calmo e com
- São envergonhadas e não gostam que seus boas maneiras;
corpos sejam expostos. - Respeite a timidez do paciente.
12 a 18 - Adolescentes querem ser tratados como - Apesar de eles gostarem de ser
anos adultos; tratados como adultos, necessitam de tanta
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Visto do Ajudante Geral

- Adolescentes julgam-se indestrutíveis, mas atenção como as crianças;


tem medo de lesões e desfiguramentos; - Apresente-se de maneira calma,
- Adolescentes variam em termos de respeitosa e transmita confiança;
desenvolvimento físico e emocional e podem - Explique o que você está fazendo
não se sentir bem com suas mudanças durante o socorro;
corporais. - Respeite a timidez. Considere avaliá-lo
próximo a seus pais;
- Sempre que possível o socorrista que
faz o exame físico deve ser do mesmo
sexo que a vítima.
Quadro 8 - Características gerais e estratégias de abordagem do paciente de 0-18 anos.

b. São possíveis achados físicos de abuso:


i. Equimoses ou hematomas em diferentes estágios de cura;
ii. Equimoses ou marcas de mordida no rosto, lábios da boca, pescoço, punho, coxas, tornozelos ou
dorso;
iii. Ferimentos em ambos os olhos ou ambos os lados da face (normalmente apenas um lado da face é
ferido em um acidente);
iv. Marcas agrupadas, que formam padrões regulares, que refletem a forma de artigos como um cabo
elétrico, fecho do cinto, garfo ou dentes humanos;
v. Queimaduras com pontas de cigarro ou por imersão, principalmente na palma das mãos e solas dos
pés (marcas tipo luvas e meias);
vi. Queimadura por superfície aquecida: ferro de passar roupa, fogão, panela;
vii. Sinais de mordida;
viii. Lesão ou sangramento na genitália, períneo e região anal;
ix. Marcas de compressão manual: esganadura, estrangulamento, unhadas, agarrões etc.;
x. Luxações, múltiplas fraturas, entorses e distensões;
xi. Hemorragia no couro cabeludo compatível com tentativa de se arrancar o cabelo;
xii. Fratura ou perda de dentes;
xiii. Síndrome de “shaken baby” – bebê sacudido:
1. Déficit neurológico sem trauma externo aparente;
2. Déficit motor.
c. São possíveis achados psicológicos / comportamentais de abuso:
i. Fadiga crônica;
ii. Comportamento inapropriado, tais como criança mais velha (10 anos, por exemplo) chupar o dedo,
balançando e mordendo;
iii. Relatos de ausência em casa dos pais ou responsáveis;
iv. Frequente ausência ou atraso na escola;
v. Hipocondria;
vi. De queixoso passa a adotar comportamento agressivo;
vii. Comportamento inapropriado para a idade;
viii. Paciente implorando por comida;
ix. Atraso no desenvolvimento mental ou emocional;
x. Uso de álcool ou drogas.
d. Conduta:
i. Trate lesões específicas conforme protocolos próprios.

3. AVALIAÇÃO CONTINUADA
4. TRANSPORTE
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
a. Em caso de maus tratos / agressões
i. Encaminhe o RAPH / REDS conforme a DIAO;
ii. A Unidade deve acionar o conselho tutelar nos termos do Art. 12 do ECA, se já não foi feito por órgão
policial.
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 Segundo o parágrafo único do art. 4º do ECA a criança e o adolescente tem a primazia


de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 114
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P 607 – PACIENTE COM DEFICIÊNCIA FÍSICA E MENTAL

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Paciente surdo:
i. Mantenha-se desinibido;
ii. Certifique-se que o paciente é realmente surdo;
iii. Verifique se o paciente sabe ler os lábios;
iv. Ao falar, mantenha a face iluminada;
v. Articule bem as palavras;
vi. Não se vire durante a fala;
vii. Se o paciente não sabe ler os lábios, use sinais;
viii. Aponte para seu corpo antes de tocar no dele;
ix. Não finja entender.
b. Paciente cego:
i. Aja naturalmente – não se envergonhe;
ii. Antecipe para o mesmo o que você vai fazer;
iii. Mantenha-o informado do arredor;
iv. Lembre-se de 3 coisas:
1. Não grite com ele (o paciente é cego, não surdo);
2. Não mude a maneira de falar habitualmente (inclusive diga “veja”/ “olhe”);
3. Mantenha contato contínuo através da fala ou toque.
v. Nunca empurre ou puxe um paciente cego.
c. Paciente com deficiência física:
i. Apresentam dificuldade maior no exame físico;
ii. Pergunte ao paciente sobre a extensão do dano anterior ao atendimento;
iii. Portador de necessidades especiais gosta de ser independente – tenha paciência.
d. Paciente com transtornos mentais e comportamentais:
i. Mantenha-se calmo e desenvolva comunicação efetiva com o paciente;
ii. Trate o paciente naturalmente;
iii. Faça perguntas cujas respostas sejam SIM ou NÃO;
iv. Descubra se o paciente tem noção de tempo e lugar;
v. Avaliar o nível de compreensão do paciente;
vi. Obtenha a história e faça ao exame lentamente. Prepare-se para respostas lentas e para dar
repetidas explicações.
3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 115
Visto do Ajudante Geral

P 608 – PACIENTE IDOSO – GENERALIDADE E ABUSO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA / AVALIAÇÃO PRIMÁRIA


a. Paciente geriátrico: acima de 65 anos (obs.: o estatuto do idoso aplica-se a pacientes de idade igual
ou superior a 60 anos).
2. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)
a. Características gerais do idoso:
i. Diminuição da:
1. Acuidade visual;
2. Reação pupilar;
3. Função renal;
4. Água total do corpo;
5. Capacidade respiratória;
6. Estatura;
7. Audição;
8. Produção de saliva;
9. Débito e frequência cardíaca;
10. Elasticidade da pele;
11. 15 a 30% da gordura corporal;
12. Atividade esofágica;
13. Olfato e paladar.
b. Conduta:
i. Trate-o como paciente adulto;
ii. Demonstre respeito;
iii. Não use gírias nem intimidade excessiva;
iv. Fale em tom audível, não necessariamente alto;
v. Diga as palavras pausadamente e precisamente;
vi. Esteja atento a familiares e amigos.
c. São indícios de maus tratos:
i. Explicações não plausíveis sobre lesões físicas;
ii. Demora injustificada para solicitar socorro;
iii. Solicitações frequentes para socorro;
iv. Medo ou distanciamento do socorrista;
v. Cuidador se recusa a deixar o paciente sozinho com os BMs;
vi. Medo do cuidador ou familiar;
vii. Reação anormal do cuidador ou familiar.
d. Possíveis achados físicos de maus tratos:
i. Contusões em áreas incomuns (interna do braço, tronco, nádegas, escalpe);
ii. Hematomas e ferimentos em estágios diferentes de cicatrização;
iii. Roupas sujas ou inadequadas para a estação;
iv. Padrão precário de higiene pessoal;
v. Lesão ou sangramento na genitália, períneo e região anal;
vi. Desidratação, desnutrição e perda de peso inesperado;
vii. Úlceras de pressão (úlceras de decúbito);
viii. Lesões similares aos objetos que a causaram;
ix. Queimaduras com pontas de cigarro ou por imersão, principalmente na palma das mãos e solas dos
pés (marcas tipo luvas e meias);
x. Sinais de mordida;
xi. Marcas de compressão manual: esganadura, estrangulamento, unhadas, agarrões etc.;
xii. Luxações, múltiplas fraturas ou fraturas em espiral;
xiii. Hemorragia no couro cabeludo compatível com tentativa de se arrancar o cabelo;
xiv. Fratura ou perda de dentes.
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DE 19 DE JANEIRO DE 2017 116
Visto do Ajudante Geral

e. Conduta:
i. Trate lesões específicas conforme protocolos próprios.

3. TRANSPORTE
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
a. Em caso de maus tratos:
i. Encaminhe o RAPH / REDS conforme a DIAO;
ii. A Unidade deve acionar as autoridades competentes (Art. 19 do Estatuto do Idoso), se já não foi feito
pela autoridade policial:
1. Ministério Público;
2. Conselho Municipal do Idoso;
3. Conselho Estadual do Idoso;
4. Conselho Nacional do Idoso.
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Visto do Ajudante Geral

P 609 – OPERAÇÃO DE VEÍCULOS DE APH

1. AO ASSUMIR O SERVIÇO
a. A assunção do serviço será conforme a Instrução Técnica Operacional Nr 01/2015.
b. A Gu de UR, coordenada pelo seu comandante, deverá conferir:
i. As condições gerais do veículo: água, óleos, pneus, luzes de emergência e de atendimento (internas
e externas), faróis, freios etc.;
ii. Os mapas cargas da viatura (mapa carga de equipamentos médicos, mapa carga de ferramentas
etc.);
iii. O sistema fixo e móvel de oxigênio;
iv. A carga das baterias dos equipamentos de emergência;
v. Os rádios de comunicação.

2. DESLOCAMENTO PARA OCORRÊNCIA


a. Adote uma direção defensiva ao longo do deslocamento, com velocidade moderada, a fim de se evitar
acidentes e danos em equipamentos do mapa carga da UR;
b. Siga o disposto na ITO-01/2015 em relação aos códigos de deslocamento;
c. As sirenes e sinais luminosos intermitentes devem ser acionados somente em casos de emergência
real;
d. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)
i. “Os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e
operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam de livre circulação,
estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente identificados por
dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente”;
ii. A prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida e com os
devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas do Código.

 Durante o deslocamento todos os ocupantes da UR devem utilizar cintos de segurança,


inclusive pacientes e acompanhantes.

3. NA CENA
a. Nunca pare na zona quente e evite parar na zona morna, devido aos perigos à viatura: produtos
químicos, calor, objetos perfurantes dos pneus etc. Se possível pare a viatura na zona fria.
b. Estacione, preferencialmente, na mesma faixa onde ocorreu o acidente.
c. Sinalize a via com cones conforme quadro abaixo:
Distância do 1º Cone à Viatura
Velocidade Máxima
Tipos de Vias Com chuva, neblina,
Permitida Com pista seca
fumaça e à noite
Vias Locais 40 km/h 40 passos longos 80 passos longos
Avenidas 60 km/h 60 passos longos 120 passos longos
Vias de Fluxo
80 km/h 80 passos longos 160 passos longos
Rápido
Rodovias 110 km/h 110 passos longos 220 passos longos
Quadro 9 - distância de posicionamento dos cones em relação á velocidade da via durante sinalização.
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Visto do Ajudante Geral

Obs.: cada vez que o pé (ou direito, ou esquerdo) toca o chão considera-se um passo. O passo longo tem
cerca de 1,30 a 1,50 metros.

1º Cone Viatura Cena


(Preferencialmente não UR)
Figura 14 - Posicionamento dos cones e da viatura durante atendimento de ocorrência.

d. O 1º cone (início da sinalização) é o primeiro a ser visualizado pelos motoristas usuários da via que
estão na faixa onde ocorreu o acidente. Se nas duas, ambas devem ser sinalizadas.
e. A UR ou outro veículo de emergência (preferencialmente) deve estar entre o fluxo de veículos e a cena.
f. Mantenha as luzes de emergência ligadas, pois segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é
infração de trânsito deixar de manter ligado, nas situações de atendimento de emergência, o sistema de
iluminação vermelha intermitente dos veículos de polícia, de socorro de incêndio e salvamento, de
fiscalização de trânsito e das ambulâncias, ainda que parados.
g. Se a UR é a primeira viatura de emergência na cena, pare antes da zona quente, de forma a proteger a
Gu BM de eventual colisão provocada por outro veículo e de modo que o farol e as luzes da viatura
iluminem a cena.
h. Estacione de maneira a garantir uma rápida partida da cena e o máximo de segurança para a Gu BM.
i. Preferencialmente o atendimento da ocorrência deverá ocorrer atrás da UR. Assim, se há outra viatura
na cena, posicione-a no lugar da UR apresentada na figura acima.
j. À noite ou em baixa iluminação, a Gu BM deve utilizar coletes reflexivos durante atendimento em via
pública.
 A sinalização e o isolamento devem permitir o trabalho seguro da GU BM.
 Os demais motoristas da via devem VER a sinalização, COMPREENDER o que ela quer
dizer e ter tempo de REAÇÃO, evitando assim novos acidentes.
 Havendo necessidade, peça aos agentes de trânsito para interromper totalmente o fluxo
de veículos. Na ausência dos mesmos, a Gu BM deve providenciar a interrupção.
4. AO DESLOCAR PARA HOSPITAL
a. Apenas use as sirenes se estritamente necessário.
b. Segundo a AHA, o uso de sirenes durante transporte de paciente consciente com emergência
cardiovascular (infarto, angina, insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia ventricular etc.) não é
benéfico e pode ser maléfico ao paciente (evidência classe III).
c. Desligue a sirene ao aproximar-se de hospitais, inclusive o do destino do paciente.
d. A UR tem a capacidade de transportar até duas vítimas imobilizadas em prancha longa. Caso tenha
duas vítimas, a que esteja mais grave deve ir na maca principal ou primária (maca com rodas). A outra
vítima é imobilizada sobre o banco localizado no lado direito da viatura presa por cintos.
e. Não é recomendado o transporte de duas vítimas em condições críticas em uma mesma UR, exceto em
casos excepcionais de ausência de recursos, demora no tempo de deslocamento de outra viatura,
locais remotos, dentre outros.

 Não é permitido à Gu BM, ao paciente ou ao acompanhante fumar ou alimentar-se no


interior da UR, esteja esta em deslocamento ou parada.
 Após cada atendimento, limpe e descontamine a viatura e os equipamentos, conforme a
necessidade. Reponha materiais, se necessário.
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Visto do Ajudante Geral

P 610 – EXTRAÇÃO

1. DIMENSIONAMENTO DA CENA
a. Conduta 1 – Mantenha a cena segura:
i. Considere os seguintes riscos potenciais:
1. Colisão contra postes de iluminação com risco de queda de fiação, transformador e o próprio
poste;
2.Colisão contra edificações com risco de queda de estrutura;
3.Vazamento de combustível líquido ou gasoso (GNV);
4.Veículos transportando produtos perigosos;
5.Veículos com risco de queda em depressões;
6.Veículos ocupados por criminosos em fuga ou em flagrante;
ii. Isole e sinalize a cena:
1. Utilize cones fotoluminescentes e as luzes das viaturas, conforme P 609;
2. Antes da abordagem ao veículo deverá ser armada uma linha direta de prevenção com esguicho
de vazão regulável, em carga pressurizada, ou ser posicionado um militar com extintor de
incêndio preparado para ser utilizado em caso de princípios de incêndios;
3. Solicite apoio do policiamento, de outros órgãos e serviços, e mesmo de outras Gu BM, se
necessário;
4. Verifique se os sistemas de segurança do veículo foram acionados, por exemplo, air bag.
b. Conduta 2 - estabilize o veículo:
i. O veículo deverá ser estabilizado para o trabalho seguro da GU BM:
1. A GU BM deverá se prevenir contra tombamento, amassamento do teto, deslizamento ou
qualquer outro movimento que venha a pôr em risco a operação.
ii. O procedimento pode ser feito por meio de calços, escoras, cabos, fitas tubulares ou outros
dispositivos aplicáveis no mínimo em 3 pontos de escora e estabilização;
iii. A GU BM deverá cortar o cabo da bateria e prevenir riscos de incêndio e explosão.
c. Conduta 3 - Triagem dos Pacientes:
i. Verifique quantos pacientes há no veículo e priorize o atendimento;
ii. Verifique se há vítimas encarceradas;
iii. Em caso de vítimas não encarceradas, os socorristas devem realizar os tratamentos necessários e
proceder à extração da vítima;
iv. Em caso de vítimas encarceradas, é necessário que se realize o procedimento de
desencarceramento para que então se possa proceder com a extração da vítima, devendo-se avaliar
a necessidade de apoio;
v. Verifique a necessidade de uma extração rápida manual e/ou a necessidade de SAV.

 A segurança e proteção do paciente é fator prioritário para a Gu BM na cena durante a


extração.
 Vítimas encarceradas apresentam uma probabilidade de morte no local 8,2 vezes maior
do que a de vítimas não encarceradas.
 A principal causa de morte de vítimas encarceradas (45,2%) é a hemorragia; já para
vítimas não encarceradas, é o TCE (88,9%).

d. Conduta 4 - Abertura do Veículo:


i. Faça a remoção de janela ou porta, com ferramentas combinadas, cortadores, extensores,
alargadores e serra sabre, para permitir a intervenção de socorrista ou médico no interior do veículo
para avaliar melhor o paciente e iniciar tratamento;
ii. Faça a tração e remoção do volante, elevação do painel, retração dos bancos, remoção dos tetos,
remoção dos pedais e abertura da 3ª porta;
iii. Retire as ferragens da vítima e nunca a vítima das ferragens.
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Visto do Ajudante Geral

e. Conduta 5 - Secção de parte do Veículo:


i. Corte e retire partes do veículo para permitir acesso seguro a GU BM e seus equipamentos médicos,
sem causar danos adicionais ao paciente.

1. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
a. Definição da técnica:
i. Para que se defina a técnica de extração apropriada para a situação, é necessário que seja
considerado o cenário da ocorrência e a avaliação do paciente, definindo-se a gravidade de suas
lesões por meio do processo mnemônico (ABCDE) e classificando a vítima em crítica, instável ou
estável:
1. Crítica: vítima em parada respiratória, cardiorrespiratória ou condição ambiental que ofereça risco
iminente. Deve ser utilizada a chave de Rauteck.
2. Instável: vítima que está em perigo imediato de vida, normalmente casos de load and go. Deve
ser utilizada a técnica de extração rápida.
3. Estável: vítima com lesões leves ou que não possui lesões aparentes. Deve ser utilizada a
técnica de extração com KED.

2. TÉCNICAS DE EXTRAÇÃO
a. Chave de Rauteck - deve ser utilizada em vítimas com a classificação crítica ou em casos que
apresentem situações de insegurança, tais como veículos incendiados. Realize a técnica conforme a
seguinte descrição:
1. Retire o cinto de segurança do paciente;
2. Passe o braço direito, primeiramente, pelas costas da vítima;
3. Na sequência, passe-o debaixo do braço direito da vítima;
4. Segure o queixo/ pescoço (estabilize manualmente a coluna cervical);
5. Pressione a face da vítima contra a sua;
6. Passe o braço esquerdo debaixo do braço esquerdo da vítima; e, com a mão esquerda, segure o
antebraço esquerdo da vítima junto com a calça e/ou cinto dela;
7. Gire a vítima o necessário e retire-a.
b. Extração rápida - são necessários pelo menos 3 socorristas e deve ser utilizada em vítimas com a
classificação instável. Realize a técnica conforme a seguinte descrição:
1ª Fase:
1. Socorrista 01: aproxima-se do veículo pela frente para a vítima visualizá-lo; em seguida, com
estabilização manual da cabeça, avalia a responsividade;
2. Socorrista 02: coloca o cilindro de oxigênio com a válvula topo aberta e fluxômetro fechado em
posição estável e segura e a máscara acessível ao socorrista 01;
3. Socorrista 03: posiciona a maca da viatura com a prancha próximo ao local da retirada da vítima,
se possível.
2ª Fase:
1. Socorrista 02: posiciona-se no banco traseiro, retira o encosto de cabeça e assume a posição da
estabilização manual da cabeça do paciente;
2. Socorrista 01: abre a porta do motorista e faz a avaliação ABCDE do paciente. Após verificar o A
(Abertura da via aérea), coloca a máscara de oxigênio no paciente com vazão de 12 a 15 l/min,
se necessário;
3. Socorrista 03: retira o cinto de segurança, mensura e coloca o colar cervical e coloca o oxímetro
no dedo do paciente.
3ª Fase: Após avaliado o paciente e constatada a necessidade de realizar a extração rápida.
1. Socorrista 01: segura o tórax do paciente.
2. Socorrista 02: comanda a execução de inclinar a vítima para a frente para facilitar o giro. Logo em
seguida comanda o 1º giro de 45º do paciente. Em seguida, o socorrista 03 assume a
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Visto do Ajudante Geral

estabilização da cabeça enquanto o socorrista 02 sai do carro e reassume esta posição e,


posteriormente, o socorrista 02 comanda o 2º giro de 45º.
3. Socorrista 03: segura as pernas com um dos braços abaixo da coxa da vítima e a outra mão
sobre o painel do veículo para servir de apoio, realiza o 1º giro de 45° acompanhando as pernas
da vítima. Na sequência, retira a perna da vítima do espaço do motorista uma de cada vez,
pegando na ponta dos pés da vítima e o trazendo em direção ao banco do passageiro;
4. Com as pernas da vítima sobre o assento do passageiro, a equipe realiza o 2º giro de 45º do
paciente;
4ª Fase:
5. Socorrista 02: Assume a estabilização manual da cabeça;
6. Socorrista 03: retira-se do veículo e coloca a prancha longa apoiada no banco do motorista;
1. O paciente é colocado na prancha pelos socorristas 01 (tórax) e 02 (cabeça).
5ª Fase:
1. Socorrista 01 e 02: deslizam o paciente na prancha até o ponto que o socorrista 03 consiga
assumir a estabilização manual da cabeça do paciente;
2. O socorrista 01 coloca o cilindro de oxigênio entre as pernas do paciente com a válvula de
demanda voltada para os pés do paciente.
3. Os socorristas posicionam a prancha com o paciente em um local mais próximo e seguro para
então dar sequência ao atendimento.
c. Extração com KED - deve ser utilizada em vítimas com a classificação estável. Realize a técnica
conforme a seguinte descrição:
1ª Fase:
1. Socorrista 01: aproxima-se do veículo pela frente, para a vítima visualizá-lo; e, com estabilização
manual da cabeça, avalia a responsividade;
2. Socorrista 02: coloca o cilindro de oxigênio com a válvula topo (registro) aberta e fluxômetro
fechado em posição estável e segura e a máscara acessível ao socorrista 01;
3. Socorrista 03: posiciona a maca da viatura com a prancha próximo ao local da retirada da vítima;
4. Socorrista 01 prepara o KED, soltando os dois tirantes longos (tirantes da virilha) e os
posicionando atrás do colete por cima das abas de fixação da cervical; na sequência, coloca o
KED em cima do teto do carro para ele ter acesso quando for utilizá-lo.
2ª Fase:
1. Socorrista 01: abre a porta do motorista e faz a avaliação ABCDE do paciente. Após verificar o A
(Abertura da via aérea), coloca a máscara de oxigênio no paciente com vazão de 12 a 15 l/min,
se necessário;
2. Socorrista 02: posiciona-se no banco traseiro, retira o encosto de cabeça e assume a posição da
estabilização manual da cabeça do paciente;
3. Socorrista 03: retira o cinto de segurança, mensura e coloca o colar cervical e coloca o oxímetro
no dedo do paciente.
3° Fase:
1. Socorrista 03: apoia uma das mãos, anteriormente, sobre o tronco e a outra mão, posteriormente,
no tronco;
2. Socorrista 02: estabilizando manualmente a cabeça, comanda que o paciente seja movimentado
para frente; apenas o suficiente para que o KED seja posicionado entre a vítima e o encosto do
banco;
3. Socorrista 01: coloca o KED na região posterior do tronco;
4. Socorristas 02 e 03: Após ajuste do KED, sob o comando do socorrista 02, retornam a vítima para
o banco do carro;
5. Socorristas 01 e 03: realizam o fechamento dos tirantes do tórax na sequência adequada,
primeiro o central, inferior e por fim o tirante superior;
6. Posteriormente, realizam o fechamento e ajuste dos tirantes da virilha;
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7. Após o posicionamento dos tirantes de perna, caso haja um espaço entre a cabeça da vitima e o
KED, insira o coxim do KED de modo a preencher o referido espaço;
8. O socorrista 01: fecha os tirantes da cabeça, formando um “X”;
9. Antes de iniciar a retirada da vítima os socorristas devem acochar os tirantes de abdômen e
tórax.
4° Fase:
1. Socorrista 02: segurando o KED pelas alças superiores da cabeça, comanda o giro do paciente;
2. Socorrista 01: segurando nas alças laterais do KED, realiza o primeiro e segundo giro de 45°;
3. Socorrista 03: segura as pernas com um dos braços abaixo da coxa da vítima e a outra mão
sobre o painel do veículo para servir de apoio, realiza o primeiro giro de 45° acompanhando as
pernas da vítima;
4. Na sequência, retira a perna da vítima do espaço do motorista uma de cada vez, pegando na
ponta dos pés e os trazendo em direção ao banco do passageiro;
5. Com as pernas da vítima sobre o assento do passageiro, a equipe realiza o segundo giro.
5ª fase:
1. Socorrista 02: retira-se do veículo e coloca a prancha longa apoiada no banco do motorista.
6ª fase:
1. Socorrista 01: coloca a vítima deitada na prancha;
2. Socorrista 03: flexiona e eleva as pernas da vítima, retira os dois tirantes da virilha. Na sequência,
as pernas da vítima são colocadas na prancha;
3. Socorrista 02: comanda o arrastamento da vítima para a posição correta na prancha. Os
socorristas, utilizando as alças do KED, deslizam a vítima;
4. Socorrista 01: coloca o cilindro de oxigênio entre as pernas da vítima com o registro do cilindro
voltado para os pés da vítima.
5. Socorrista 01: desconecta o tirante superior do tórax após a prancha longa ser posicionada no
solo;

A descrição das técnicas apresentadas foi realizada com base em uma situação modelo
em que o paciente era o motorista.
Dependendo da situação, adaptações serão necessárias e a GUBM deverá adotar as
técnicas descritas como base para as adaptações.
Os airbags do veículo podem funcionar de 5 a 20 minutos após corte da bateria. Fique
atento ao desencarceramento e pontos de corte a fim de evitar trauma adicional ao
paciente e acidentes com a GU BM

3. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA (HISTÓRICO E EXAME FÍSICO DETALHADO)


4. TRANSPORTE
5. AVALIAÇÃO CONTINUADA
6. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÃO
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Visto do Ajudante Geral

P 611 – OUTRO PROFISSIONAL DE SAÚDE NA CENA

1. Considere a presença de médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde não pertencentes ao


CBMMG na cena como um potencial apoiador a Gu BM;
2. A Gu BM deve acatar suas orientações de procedimentos, desde que não contrariem as
diretrizes do Protocolo de APH do Socorrista;
3. Caso o mesmo dê uma ordem que possa prejudicar o paciente explique a ele, conforme o
Protocolo de APH do Socorrista, as razões pelas quais você não a pode cumprir;
4. Em caso de conflito, solicite a intervenção do médico regulador (se disponível) ou do COBOM-
CIAD / SOU/SOF, ou mesmo do CBU, se o tempo total de cena o permitir;
5. Anote o nome completo, o Nº do CRM, do COREM ou de outro Conselho a que pertença o
profissional que intervier na ocorrência;
6. Relate no RAPH/REDS os procedimentos técnicos adotados pelo profissional;
7. Faça um relatório ao comandante da UEOp ou ao CBU a respeito do conflito havido, citando
dados completos da ocorrência e testemunhas.
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P 612 – RECUSA DE ATENDIMENTO

1. QUESTÕES LEGAIS
a. Todas as pessoas têm direito constitucional à assistência à saúde;
b. A vida e a saúde são bens indisponíveis;
c. O BM, como garantidor legal, possui o dever de socorrer;
d. Se a vítima interpõe óbices intransponíveis ao auxílio, não há que se falar em crime de omissão
de socorro;
e. Em caso de recusa de paciente vítima de lesões leves (ou potencialmente leves), em que o
próprio paciente ou representante legal pode buscar socorro adequado ou providenciar sua própria assistência
por meios próprios, também não há crime.
2. EXECUTE A AVALIAÇÃO DO PACIENTE CONFORME MÓDULO 100.
3. OS SEGUINTES DADOS DEVEM SER CONHECIDOS DO SOCORRISTA, ANTES QUE O
PACIENTE POSSA RECUSAR FORMALMENTE O ATENDIMENTO:
a. O paciente está alerta e orientado quanto à pessoa, tempo e lugar?
b. Há algum sinal que o impeça de compreender as consequências de sua decisão, tais como:
i. Uso de álcool ou drogas;
ii. Desordens psiquiátricas ou psicológicas;
iii. Paciente apresenta-se como um perigo para si e para outros;
iv. Trauma de cabeça;
v. Histórico de doença que afeta sua capacidade mental;
vi. Alguma outra condição clínica que possa limitar sua capacidade de pensar racionalmente;
vii. Baixa idade.
c. Os sinais vitais estão normais?
d. O paciente compreende as possíveis consequências de sua recusa?
e. O paciente oferece uma resistência instransponível ao atendimento?
f. O quadro clínico do paciente é potencialmente grave?
4. SE O PACIENTE (OU REPRESENTANTE LEGAL) RECUSA O ATENDIMENTO, MAS A
GUARNIÇÃO BM ENTENDE QUE ELE NECESSITA DE ATENDIMENTO MÉDICO:
a. Tente contar com os familiares, amigos ou pessoas próximas a ele no sentido de ajudar a
convencê-lo da gravidade de sua condição;
b. Contate a regulação médica (se disponível) ou o médico do paciente (se disponível), e permita
que o paciente fale com um profissional médico que possa auxiliar a Gu BM a convencê-lo da necessidade do
atendimento e transporte;
c. Se o paciente ainda recusa atendimento, solicite SAV (se disponível), para auxiliar a Gu BM;
d. Se ainda assim não houver sucesso nas tentativas, solicite autoridade policial para auxiliar no
socorro e/ou registrar a recusa de atendimento.
5. SE O PACIENTE POSSUI LESÕES LEVES, SE O MECANISMO DE LESÃO NÃO FOI
SIGNIFICATIVO E O MESMO NÃO DESEJA SER ATENDIDO, O SOCORRISTA PODERÁ ACATAR SEU
DESEJO.
6. OS DADOS PESSOAIS E CLÍNICOS DO PACIENTE E OS DADOS DA OCORRÊNCIA DEVEM
SER COLHIDOS EM TODOS OS CASOS DE RECUSA. CASO O PACIENTE NÃO PERMITA A COLETA
DESTES DADOS, TAL FATO DEVE CONSTAR EM RELATÓRIO (RAPH/REDS)
7. ARROLE 2 TESTEMUNHAS E ORIENTE O PACIENTE QUANTO AOS SEGUINTES
ASPECTOS:
a. A Gu BM que o atendeu não é composta por médico (em caso de SBV);
b. A Gu BM não tem aparelhos médicos de alta resolução nem dispõe de exames laboratoriais
precisos para fornecer um diagnóstico médico preciso da gravidade do paciente;
c. Seu estado médico pode se agravar em decorrência de eventual condição clínica oculta não
detectada pela Gu BM;
d. O serviço de emergência do CBMMG está disponível 24 horas/dia e acessível via telefone 193.
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Visto do Ajudante Geral

P 613 – PRESUNÇÃO DE ÓBITO

1. QUESTÕES LEGAIS
a. Somente profissional médico pode expedir a declaração de constatação de óbito;
b. Em casos óbvios, contudo, o profissional não médico pode constatar o óbito. São situações extremas.
2. PROPOSTA
a. Auxiliar a Gu BM a constatar ou presumir o óbito do paciente em ambiente extra-hospitalar.
3. INDICAÇÕES
a. Presunção de óbito, sem que se inicie as manobras de RCP deve ser considerada apenas nas
seguintes condições:
i. Decapitação;
ii. Decomposição;
iii. Rigor mortis (é um sinal reconhecível de morte que é causado por uma mudança bioquímica nos
músculos, causando um endurecimento nos músculos do cadáver, impossibilitando de movimentá-los
ou manipulá-los);
iv. Livor mortis (livor hipostático ou livor cadavérico): é um sinal de morte, no qual há o aparecimento de
manchas róseas ou arroxeadas na parte do corpo em contato com a superfície, devido à gravidade.
v. Secção de tronco com parada cardiorrespiratória;
vi. Esmagamento total de crânio com parada cardiorrespiratória;
vii. Carbonização;
viii. Paciente adulto sem pulso e apneico, mesmo após permeabilização de vias aéreas, em ocorrências
com múltiplas vítimas, em que os recursos operacionais são insuficientes para atendimento de todas
as vítimas, mas apenas das vivas (que respiram e tem pulso);
ix. Paciente pediátrico, com pulso mas sem respiração, mesmo após abertura de vias aéreas e
realização de cinco ventilações, em ocorrências com múltiplas vitimas, em que os recursos
operacionais são insuficientes para atendimento de todas as vitimas, mas apenas das vivas ( que
respiram e tem pulos);
x. Vítimas presas às ferragens, escombros ou encarceradas de alguma forma, que estejam sem
respiração e sem pulso, quando o tempo de retirada for superior a 30 minutos;
xi. Vítimas apresentando lesões com baixa probabilidade de sobrevivência, por exemplo, atingida por
projétil na cabeça com exposição de massa encefálica, em zona quente (ambiente sob fogo) no caso
de resgate tático.
xii. Afogamento sem chances de iniciar RCP, comprovada por tempo de submersão superior a 1 hora ou
sinais evidentes de morte.

 Em caso de mulher grávida, mesmo com lesão incompatível com a vida (e.g.
esmagamento total de cabeça) com PCR testemunhada, deve-se iniciar a RCP e
transportá-la para o hospital de referência mais próximo, na tentativa de salvar o feto!
 Paciente hipotérmico pode sobreviver mesmo em situações extremas de parada
cardiorrespiratória.
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Apêndices
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APÊNDICE 01 – ASPECTOS MÉDICOS, LEGAIS E ÉTICOS


1. ASPECTOS MÉDICOS
a. O consentimento do paciente:
i. Ainda que a saúde e a vida sejam bens jurídicos indisponíveis segundo o direito brasileiro, o
socorrista deve obter o CONSENTIMENTO do paciente ou seu representante legal para atendê-lo.
b. Considera-se implícito o consentimento de uma vítima inconsciente;
c. Diante da recusa em ser atendido, agir conforme P 612;
d. Somente são consideradas mortes óbvias ao socorrista os casos citados em P 613.
2. ASPECTOS LEGAIS
a. O socorrista Bombeiro Militar executa suporte básico de vida em pacientes acometidos de agravos
clínicos, traumáticos, obstétricos e psiquiátricos. Suas atribuições no APH estão definidas
principalmente nas seguintes normas:
i. Constituição Federal de 1988, Art. 144, § 5º;
ii. Constituição Estadual de 1989, Art. 142, Inciso II;
iii. Lei Complementar Nº 54, de 13Dez99, art 3º e 27;
iv. Portaria Nº 2.048/02 – Ministério da Saúde;
v. Resolução Nº 1.671/03 – Conselho Federal de Medicina;
vi. Documentos normativos do CBMMG: Resoluções, Memorandos, Instruções, dentre outros.
b. O Bombeiro Militar tem o DEVER DE AGIR, pois segundo o §2º do art. 29 do Código Penal Brasileiro –
CPB “...o dever de agir incumbe a quem tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou
vigilância...”, mesmo que tenha que enfrentar o perigo, conforme §1º do art. 24 do mesmo CPB;
c. No seu agir, o BM deve guiar-se pelo Princípio da Legalidade Estrita, pelo qual o agente público
somente pode fazer o que a norma manda, não o que ela não proíbe;
d. Imprudência é a conduta positiva praticada pelo agente que, por não observar o seu dever de cuidado,
vem a causar o resultado lesivo que lhe era previsível. É o agir a mais que o permitido;
e. Negligência, ao contrário, é uma conduta negativa. É sempre deixar de fazer aquilo que a diligência
normal impunha. É o agir a menos que o exigido;
f. Imperícia ocorre quando há uma inaptidão, momentânea ou não, do agente no exercício de arte ou
profissão. Diz-se que a imperícia está ligada, basicamente, à atividade profissional do agente. É
inobservância de regra técnica.

 Segundo interpretação do § 2º do Art. 13 do Código Penal Brasileiro, se o Bombeiro


Militar se omite em socorrer, ele responde pelos danos sofridos pelo paciente. Se o
paciente vem a óbito, por exemplo, o BM responde por homicídio, e não por omissão de
socorro apenas.
3. ASPECTOS ÉTICOS
a. A ética bombeiro-militar é definida pelas normas, regras e regulamentos, e em especial pela lei
estadual nº 14.310 , de 19/06/02 – Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado de Minas Gerais;
b. Sigilo Profissional – é a obrigação do Bombeiro Militar “não revelar informações pessoais ou
relativas à situação clínica da vítima a quem não esteja diretamente envolvido no atendimento da emergência e
que dessas informações devam ter conhecimento”.
c. Direitos do paciente:
i. Segundo o art. 196 da Constituição Federal de 1988, “Saúde é direito de todos e dever do
Estado.” São, ainda, DIREITOS DO PACIENTE:
1. Identificar o profissional de saúde – Bombeiro ou não - por nome completo, função ou cargo;
2. Ser identificado e tratado pelo nome e sobrenome, não pelo nome da doença ou do agravo da
saúde (Ex: aidético, tuberculoso, leproso, drogado) ou por apelidos e termos pejorativos;
3. Receber explicações claras sobre o tipo de atendimento que está recebendo por parte do
socorrista, o que inclui cópia da RAPH/REDS;
4. Atendimento humano, atencioso e respeitoso, por parte de todos os profissionais – BM e outros;
5. Ter seu caso tratado com sigilo e discrição.
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APÊNDICE 02 – SINAIS VITAIS

1. CONCEITO
a. Sinais vitais são as medidas das mais básicas funções do corpo. São quatro: temperatura, pressão
arterial, respiração e pulso. São indicativos importantes também a cor da pele e mucosas, perfusão
capilar e oximetria de pulso.
b. Seus valores possuem pequenas alterações conforme as referências bibliográficas adotadas.

2. MEDIDAS
a. Temperatura corporal (axilar):
Normal Febre discreta Febre moderada Febre Elevada Hiperpirexia
36,6° a 37,2°C 37,3° a 38,4°C 38,5° a 39,0°C 39,1° a 40,5°C >40,5°C
b. Incursões respiratórias por minuto (IRPM):
Adulto Criança Bebê Neonato
12 a 20 15 a 30 25 a 50 30 a 60
c. Pulso (batimentos cardíacos por minuto – BCPM):
Adulto Criança Bebê/Neonato
60 a 100 70 a 150 100 a 160
d. Pressão arterial:
Adulto Criança / Bebê
Sistólica (mm Hg) 110-140 80 + 2X Idade
Diastólica (mm Hg) 60-90 2/3 Sistólica
Quadro 10 - Sinais vitais.

3. PROCEDIMENTOS PARA SE MEDIR A PRESSÃO ARTERIAL


a. Observações gerais:
i. Explique para o paciente o procedimento que será realizado;
ii. O manguito deve ter largura de dois terços em relação ao comprimento da porção da extremidade
onde será medida a PA.
b. Método Auscultatório:
i. Posicione a vítima com o braço apoiado no nível do coração;
ii. Localize o manômetro de modo a visualizar claramente os valores da medida;
iii. Selecione o tamanho da braçadeira indicada para o paciente (adultos, crianças e bebês). A largura
do manguito deve corresponder a 40% da circunferência braquial e seu comprimento a 80%;
iv. Localize a artéria braquial ao longo da face interna superior do braço palpando-a;
v. Envolva a braçadeira em torno do braço, centralizando o manguito sobre a artéria braquial;
vi. Mantenha a margem inferior da braçadeira a 2,5cm acima da dobra do cotovelo e encontre o centro
do manguito dobrando ao meio;
vii. Determine o nível máximo de insuflação palpando o pulso radial até seu desaparecimento,
registrando o valor (pressão sistólica palpada) e aumentando mais 30 mmHg;
viii. Posicione o estetoscópio sobre a artéria braquial palpada abaixo do manguito na fossa antecubital;
ix. Desinsufle o manguito de modo que a pressão caia de 2 a 3 mmHg por segundo;
x. Identifique a pressão sistólica (máxima) observando no manômetro o ponto correspondente ao
primeiro batimento regular audível;
xi. Identifique a pressão diastólica (mínima) observando no manômetro o ponto correspondente ao
último batimento regular audível;
xii. Desinsufle totalmente o aparelho com atenção voltada ao completo desaparecimento dos batimentos;
xiii. Retire o aparelho do braço e guarde-o cuidadosamente a fim de evitar danos;
xiv. Anote a PA e a hora. Exemplo PA. 126X84 mmHg, 10h55min.
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Visto do Ajudante Geral

c. Método Palpatório:
i. Coloque as pontas dos dedos no pulso radial. Sinta o pulso;
ii. Determine o nível máximo de insuflação palpando o pulso radial até seu desaparecimento,
registrando o valor (pressão sistólica palpada) e aumentando mais 30 mmHg;
iii. Vagarosamente esvazie o manguito, observando o manômetro ou a coluna de mercúrio;
iv. Quando perceber o retomo do pulso radial, leia a pressão sistólica aproximada;
v. Anote a PA, hora e método usado. Exemplo: PAS 120 mmHg (palpação), 10h55min.

 A posição em que a vítima se encontra (em pé, sentado ou deitado), atividade física
recente, a emoção ou dor da ocorrência e o equipamento inadequado podem alterar os
níveis da pressão.
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Visto do Ajudante Geral
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APÊNDICE 03 – ESTADO DE CHOQUE

1. SINAIS E SINTOMAS
a. Sinais e sintomas universais de todos os tipos de choques:
i. Sinais precoces:
1. Taquicardia;
2. Pulso fraco;
3. Reenchimento capilar > 2 segundos;
4. Palidez cutânea;
5. Vasoconstrição cutânea (cianose);
6. Sudorese;
7. Pele fria.
ii. Sinais tardios:
1. Hipotensão arterial;
2. Taquipneia;
3. Alterações neurológicas (comportamentais).
b. Sinais e sintomas típicos dos choques específicos:
i. Choque cardiogênico:
1. Hipertensão seguido de hipotensão;
2. Taquicardia seguida de Bradicardia;
3. Dispneia;
4. Sudorese;
5. Palidez cutânea;
6. Alterações neurológicas (comportamentais).
i. Choque neurogênico:
1. Hipotensão;
2. Bradicardia;
3. Pele rosada e bem perfundida.
ii. Choque psicogênico:
1. Hipotensão;
2. Bradicardia seguida de taquicardia.
ii. Choque séptico:
1. Hipotensão persistente;
2. Pele quente e ruborizada;
3. Calafrios;
4. Febre;
5. Taquipneia;
6. Taquicardia.
iii. Choque anafilático:
1. Pele avermelhada, com coceira ou queimação;
2. Edema de face e língua;
3. Respiração ruidosa e difícil;
4. Hipotensão arterial;
5. Pulso fraco;
6. Tontura;
7. Palidez e cianose;
8. Coma.
i. Choque hipovolêmico (hemorrágico):
1. Ansiedade e inquietação;
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2. Náuseas e vômitos;
3. Boca, língua e lábios secos;
4. Sede intensa;
5. PA sistólica menor que 90 mmHg (tardio);
6. Taquicardia;
7. Taquipneia seguida de bradipneia com respiração rápida e profunda;
8. Enchimento capilar acima de 2 segundos;
9. Pele fria, úmida e pegajosa;
10. Palidez ou cianose;
11. Olhos opacos e pupilas dilatadas;
12. Torpor e coma.
c. Classificação do choque hipovolêmico hemorrágico no adulto:
Classe I Classe II Classe III Classe IV
Perda sanguínea (ml) 700 – 750 ml 750 - 1500 ml 1500 - 2000 ml > 2000 ml
Perda sanguínea (%) Até 15% 15 -30% 30-40% > 40%

Frequência de pulso < 100 Entre 100 -120 120 - 140 >140
Muito
Pressão Arterial Normal Normal Diminuída
Diminuída
Frequência Respiratória 14-20 20-30 30-40 >35
Estado Mental Ansiedade Ansiedade Ansioso Ansioso e
Leve Moderada e Confuso Letárgico
Quadro 11 - Classificação do choque hipovolêmico no adulto.
2. TRATAMENTO
a. Conduta geral:
i. Posicionar a vítima em decúbito dorsal;
ii. Manter as vias aéreas pérvias;
iii. Administrar oxigênio conforme P 604;
iv. Controlar hemorragias externas;
v. Aquecer a vítima com manta aluminizada e/ou cobertor;
vi. Remover roupas molhadas (água, sangue etc.) da vítima para prevenir hipotermia;
vii. Imobilizar fraturas, caso haja, o quanto antes para reduzir lesões internas, conforme P 409;
viii. Não oferecer nada para a vítima ingerir;
ix. Aplicar compressa fria sobre o possível local da hemorragia interna. Não aplique a compressa
diretamente sobre a pele;
x. Monitorar sinais vitais e nível de consciência;
xi. Iniciar transporte para o hospital o mais rápido possível;
xii. Considere acionamento de SAV e interceptação durante o deslocamento.
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APÊNDICE 04 – ESCALA DE APGAR


1. CONCEITO
a. É a escala de avaliação do quadro da vitalidade do neonato, logo após o nascimento.
2. PARÂMETROS
a. Escala de APGAR: avalia-se através da pontuação determinada no momento do nascimento e aos 5
(cinco) minutos de vida.

PONTUAÇÃO
PARÂMETROS
0 1 2
Frequência Cardíaca Ausente Menor que 100 BPM Maior que 100 BPM
Choro fraco Respiração Choro forte
Esforço Respiratório Ausente
irregular Respiração regular
Discreta flexão de
Tônus Muscular Flácido Semiflexão completa
extremidade
Reflexos de Irritabilidade Ausente Resposta com careta Tosse ou espirro
Cianose
Corpo róseo,
Coloração da Pele generalizada ou Completamente róseo
extremidades cianóticas
palidez
Quadro 12 - Escala de APGAR.

3. CONDUTA
a. Devem ser feitas três medições: no primeiro, no quinto e no décimo minuto.
b. Quando a nota de cinco minutos for inferior a 7, novas avaliações devem ser realizadas a cada cinco
minutos, por até 20 minutos, e adequadamente registradas.
c. Não deve servir para decisão quanto à reanimação do neonato.
4. AVALIAÇÃO CONTINUADA
5. COMUNICAÇÕES E DOCUMENTAÇÕES
a. O resultado encontrado deve ser informado ao médico no hospital, uma vez que as notas obtidas no
primeiro e quinto minutos são registradas no “Cartão da Criança”.
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APÊNDICE 05 – ESCALA DE COMA DE GLASGOW – ADULTO


1. CONCEITO
a. Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma escala neurológica com objetivo de registrar o nível de
consciência e responsividade de um paciente.
2. PARÂMETROS
a. Abertura Ocular
Espontânea 4 pontos Olhos abertos espontaneamente com movimentos normais.
À voz 3 pontos Olhos fechados que só se abrem mediante um estímulo verbal, não
necessariamente à ordem de “abra os olhos”.
À dor 2 pontos Olhos fechados que só se abrem mediante estímulo doloroso.
Ausente 1 ponto Não abre os olhos.
a. Resposta Verbal
Orientada 5 pontos Consegue descrever quem é, e o que aconteceu etc.
Confusa 4 pontos Responde às perguntas, mas não sabe descrever quem é, onde está
ou o que aconteceu.
Palavras 3 pontos Diz palavras isoladas e sem sentido, não conseguindo formar frases
desconexas completas.
Sons 2 pontos Não consegue sequer articular palavras, emitindo apenas murmúrios
ininteligíveis ou grunhidos.
Ausente 1 ponto Não emite qualquer som vocal.
a. Resposta Motora
Obedece a 6 pontos É capaz de executar movimentos mediante solicitação verbal, do tipo
comandos “aperte minha mão, levante a perna, mova o pé etc”
Localiza 5 pontos Consegue localizar a região onde está sendo estimulado
estímulos dolorosamente e tenta remover a mão do examinador para impedi-lo.
dolorosos
Retira à dor 4 pontos Retirada inespecífica: o indivíduo retira o estímulo doloroso mediante
flexão do membro estimulado, numa resposta reflexa.
Flexão 3 pontos Ao ser estimulado flexiona as extremidades superiores e estende as
anormal extremidades inferiores assumindo a atitude de decorticação.
(decortica-
ção)
Extensão 2 pontos Ao ser estimulado, estende as extremidades superiores e inferiores
anormal assumindo a chamada atitude de descerebração.
(Descere-
bração)
Ausência de 1 ponto Irresponsivo.
resposta
Quadro 13 - Escala de Coma de Glasgow - Adulto.

3. CLASSIFICAÇÃO DO TCE SEGUNDO A PONTUAÇÃO NA ECG ADULTA


a. TCE Leve - 13 a 15.
b. TCE Moderado - 9 a 12.
c. TCE Grave - 3 a 8.
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APÊNDICE 06 – ESCALA DE COMA DE GLASGOW - PEDIÁTRICA

1. CONCEITO
a. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) pediátrica é uma escala neurológica com objetivo de registrar o
nível de consciência e responsividade de um paciente pediátrico menor de 5 anos durante a avaliação
inicial. Sempre que possível, será contínua e após um traumatismo craniano ou traumas diversos.

2. PARÂMETROS
a. Abertura Ocular
Espontânea 4 pontos Olhos abertos espontaneamente. Abre os olhos.
À voz 3 pontos Olhos fechados que só se abrem mediante um estímulo verbal.
À dor 2 pontos Olhos fechados que só se abrem mediante um pequeno estímulo doloroso.
Ausente 1 ponto Não abre os olhos.
b. Resposta Verbal
Balbucio 5 pontos Orientado para o som, segue objetos, fixa objetos, interage, sorriso
social e “palavra apropriada (>1ano)”.
Choro irritante 4 pontos Choro contínuo, mas consolável; palavra inapropriada.
Choro a dor 3 pontos Choro persistente irritado, inconsolável, gemendo.
Gemido a dor 2 pontos Inquieto, agitado, inconsolável e geme.
Ausente 1 ponto Não emite qualquer som.
c. Resposta Motora
Movimento 6 pontos É capaz de executar movimentos espontâneos ou propositais sozinho.
espontâneo
Retira ao 5 pontos Consegue sentir a região onde está sendo estimulada e tenta se afastar.
toque
Retira à dor 4 pontos Consegue sentir a região onde está sendo estimulada a dor e se afasta.
Flexão 3 pontos Ao ser estimulado flexiona as extremidades superiores e estende as
anormal extremidades inferiores assumindo a atitude de decorticação.
Extensão 2 pontos Ao ser estimulado, estende as extremidades superiores e inferiores
anormal assumindo a chamada atitude de descerebração.
Ausente 1 ponto Ausência de qualquer resposta
Quadro 14 - Escala de Coma de Glasgow Pediátrica.

3. CLASSIFICAÇÃO DO TCE SEGUNDO A PONTUAÇÃO NA ECG PEDIÁTRICA


a. 13 a 15 – leve.
b. 9 a 12 – moderado.
c. 3 a 8 – grave.
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APÊNDICE 07 – ESCALA DE TRAUMA SCORE

1. CONCEITO
a. A escala de Trauma Score (TS) visa quantificar o nível da gravidade de um paciente traumatizado,
sendo assim fator decisivo para orientar a conduta do socorrista no atendimento e na triagem (situação
onde a emergência ultrapassa a capacidade de resposta).
b. É composta de uma combinação de resultados a partir de três categorias: Escala de Coma de Glasgow,
Pressão Arterial Sistólica e Frequência Respiratória.
c. A Escala de Trauma Score não inclui o enchimento capilar e a expansão pulmonar, visto a subjetividade
destes.
2. PARÂMETROS
a. Escala de Trauma Score

Pontos na Escala de Pressão Arterial Frequência


Valor
Coma de Glasgow Sistólica Respiratória
4 13 - 15 > 89 10 - 29
3 9 - 12 76 - 89 > 29
2 6-8 50 - 75 6-9
1 4-5 1 - 49 1-5
0 3 0 0
Quadro 15 - Escala de Trauma Escore.

Interpretação do resultado da escala de trauma:

Trauma leve: 11 a 12.


Trauma moderado: 7 a 10.
Trauma grave: 0 a 6.
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APÊNDICE 08 – MAPA CARGA PADRÃO DE EQUIPAMENTOS DE APH


1. MAPA CARGA PADRÃO DE UR
Ord EQUIPAMENTO / MATERIAL TAM QUANT.
1 Abridor de mandíbula -- 1a2
Litro (1000 ml) 2a3
2 Álcool Etílico 70% Almotolia (250
1
ml)
Aparelho de oxigênio portátil completo composto de cilindro de 3
Almotolia (250
3 lts (ou maior), manômetro, fluxômetro e máscara facial.
ml)
1
Acondicionado em bolsa ou maleta.
4 Avental descartável (EPI do TEM) -- 10 a 15
5 Aspirador elétrico portátil de secreções -- 1
6 Aspirador portátil manual -- 1
7 Aspirador tipo pêra 2a8 1
8 Ataduras de crepom de 15 cm de diâmetro ( Pct c/ 12) -- 2a3
9 Bóia tipo lifebelt (salsichão) -- 1
10 Bolsa de resgate, em cordura (cor azul ou laranja) -- 1
11 Campo operatório – pacote com 50 unidades -- 1
Pacote com 10
12 Compressa de Gaze Estéril 11 fios 7,5 x 7,5 cm
unid.
5
13 Capa de chuva -- 4
14 Capacete para salvamento -- 4
15 Catéter nasal -- 10 a 15
16 Cobertor -- 2a3
Baby 1
Pediátrico 1
No Neck 1
17 Colar cervical de peça única, modelo stiffineck ou similar PP 1
Pequeno 2
Médio 2
Grande 2
18 Colchonete -- 1
19 Adulto 1
Colete de imobilização dorsal tipo KED
Pediátrico 1
20 Colete reflexivo -- 4
21 Cone sinaleiro escamoteável reflexivo -- 3
22 Conjunto com 6 cânulas de guedel (tam. de 0 a 5) -- 1
Desfibrilador Externo Automático (DEA) contendo 01 eletrodo
23 adulto, 01 eletrodo pediátrico e 01 barbeador para tricotomia.
-- 1
Pediátrico 1
24 Esfigmomanômetro Adulto 2
Neonatal 1
25 Esparadrapo (Rolo de 0,10 a 4,5 mts) -- 2a3
26 Pediátrico 1
Estetoscópio
Adulto 2
27 Extintor de PQS 8 Kg -- 1
28 Fita zebrada para isolamento -- 2a3
29 Hipoclorito de sódio a 1% Litro (1000 ml) 2a3
30 Imobilizador de cabeça tipo bashaw -- 2
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Ord EQUIPAMENTO / MATERIAL TAM QUANT.


31 Imobilizador pediátrico de corpo inteiro -- 1
32 Kit de queimadura -- 2a3
33 Kit obstétrico -- 2
34 Kit para salvamento em altura -- 1
35 Lanterna a pilha de 3 elementos1 -- --
36 Lanterna de recarga em viatura1 -- 2
37 Lanterna de verificação de pupila - 1
38 Lençol de papel (Rolo com 50 mts) -- 1
39 Luva de borracha para limpeza e desinfecção (par) -- 4a6
Pequeno 1
40 Luva descartável (Caixa com 50 pares) Médio 1
Grande 1
41 Luva de vaqueta (ou de couro e tecido) - par -- 3a4
42 Maca escamoteável com rodas -- 1
43 Maca tipo colher1 -- 1
44 Maca tipo Sked -- 1
45 Manta aluminizada -- 3a5
46 Máscara facial com reservatório para oxigenioterapia -- 3a5
47 Máscara facial (EPI) -- 40 a 50
48 Óculos de proteção -- 3a4
49 Oxímetro de pulso portátil com probe (sensor) pediátrico e adulto -- 1
50 Plástico estéril para curativos específicos 5 a 10
51 Pocket mask -- 1
52 Prancha longa1 -- 1a2
53 Prancha longa de metal1 -- 1
54 Prancheta de metal -- 1
55 Protocolo de APH -- 1
56 Rádio HT completo (bateria, antena e capa) -- 1
Neonatal 1a2
57 Respirador manual adulto tipo AMBU com reservatório Pediátrico 1a2
Adulto 1a2
Litro (1000 ml) 2a3
58 Sabão líquido neutro Almotolia (250
1
ml)
59 Saco de lixo de 30 lts -- 10 a 12
Tam 8 4a8
60 Sonda de aspiração flexível
Tam 12 4a8
61 Sonda de aspiração rígida -- 2a3
62 Soro fisiológico (Frasco com 50 ml) -- 4a6
Pequeno 3
Médio 6
63 Talas moldáveis de espuma e metal
Grande 4
GG 4

Tenda (dispositivo de oxigenoterapia neonatal)


64 Tamanho único 2

65 Termômetro --- 1
Ord EQUIPAMENTO / MATERIAL TAM QUANT.
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66 Tesoura ponta romba (para tecidos e couro) -- 2


67 Tesoura de lister serrilhada -- 2
68 Tracionador de fêmur adulto -- 1
69 Tracionador de fêmur pediátrico -- 1
70 Luva estéril de plástico para aspiração --- 5

2. MAPA CARGA PADRÃO PARA BOLSAS DE APH EM GERAL (exceto para unidades de resgate e
motos operacionais)
BOLSA DE APH

Ord EQUIPAMENTO / MATERIAL TAM QUANT.

1 Abridor de mandíbula -- 1
Litro (1000 ml) 1
2 Álcool Etílico 70% Almotolia (250
1
ml)
3 Avental descartável (EPI) -- 3
4 Aspirador portátil manual -- 1
5 Aspirador tipo pêra 8 1
6 Ataduras de crepom de 15 cm de diâmetro (Pct c/ 12) -- 1
7 Campo operatório Unidade 20
Pacote com 10
8 Compressa de Gaze Estéril 11 fios 7,5 x 7,5 cm
unid.
5
Pediátrico 1
PP 1
9 Colar Cervical Pequeno 1
Médio 1
Grande 1
10 Conjunto com 6 cânulas de guedel (tam. de 0 a 5) -- 1
Pediátrico 1
11 Esfigmomanômetro Adulto 1
Neonatal 1
12 Esparadrapo (Rolo de 0,10 a 4,5 mts) -- 1
13 Pediátrico 1
Estetoscópio
Adulto 1
14 Kit de queimadura -- 1
15 Kit obstétrico -- 1
16 Lanterna de verificação de pupila - 1
P 10
17 Luvas descartáveis (pares) M 10
G 10
18 Manta aluminizada -- 2
19 Máscara facial (EPI) -- 5
20 Óculos de proteção -- 4
21 Plástico estéril para curativos específicos 2
22 Pocket mask -- 1
P 2
23 Talas moldáveis de espuma e metal M 2
G 2
24 Tesoura ponta romba (para tecidos e couro) -- 1
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25 Termômetro -- 1

3. EQUIPAMENTOS COMPLEMENTARES PARA VIATURAS OPERACIONAIS (exceto para


Unidades de Resgate e Motocicletas Operacionais)
EQUIPAMENTOS COMPLEMENTARES
1 Adulto 1
Colete de imobilização dorsal tipo KED
Pediátrico 1
Desfibrilador Externo Automático (DEA) contendo 01 eletrodo
2 adulto, 01 eletrodo pediátrico e 01 barbeador para tricotomia.
-- 1
3 Imobilizador de cabeça tipo bashaw -- 1
4 Oxímetro de pulso portátil com probe (sensor) pediátrico e adulto -- 1
5 Prancha longa com tirantes -- 1
Neonatal 1
6 Respirador manual tipo AMBU com reservatório Pediátrico 1
Adulto 1

OBSERVAÇÕES:
1. Os materiais de limpeza e assepsia previstos deverão possuir registro do Ministério da Saúde.
2. Para as viaturas que atuam em primeira resposta, recomenda-se acrescentar à sua carga os materiais
e equipamentos disposto na tabela 3.
3. Os materiais e equipamentos descritos nas tabelas 1 a 3 representam um padrão ideal para as
viaturas. Havendo necessidade de se acrescentar outros, tal procedimento será efetuado com autorização do
Comandante da UEOp, que decidirá baseado nos seguintes aspectos:
 necessidade operacional demonstrada;
 relação custo x benefício;
 qualificação dos socorristas para utilizarem os itens incrementados;
 possibilidade de acondicionamento adequado nos compartimentos da Unidade de
Resgate.
4. Composição dos kits
Os Kits acima descritos terão a seguinte composição:
4.1 Kit para queimadura
 01 cobertor térmico aluminizado - tam: 2,10 X 1,40 M ou plástico estéril;
 01 pacote de atadura de rayon - tam: 7,5 X 5 CM;
 01 pacote de gaze vaselinada - tam: 7,6 X 7,6 CM;
 01 protetor para queimadura e evisceração - tam 1 X 1 M;
 01 frasco de soro fisiológico - frasco de 250 ML.
4.2 Kit para parto
 02 aventais descartáveis;
 01 bisturi descartável nº 22;
 02 braceletes para identificação;
 01 compressa estéril de 15 X 10 CM;
 01 compressa estéril de 30 X 15 CM;
 01 cobertor térmico - Tam: 2,10 X 1,40 M;
 02 clamps estéreis (prendedor umbilical);
 02 lençóis descartáveis 2,00 X 0,90 CM;
 02 pares de luva estéril Tam M (7,5 ou 8,5);
 01 saco de expurgo hospitalar 20 litros;
 02 absorventes hospitalares.

5. É recomendado aos militares, quando transitando fardados, portar 1 máscara de ressuscitação, 2


pares de luvas de procedimentos, gases e ataduras.
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APÊNDICE 09 – DURAÇÃO DE CILINDRO DE O2

1. CILINDROS MAIS COMUMENTE COMERCIALIZADOS

Capacidade Peso Quantidade em m3 Altura


3 litros 5 kg 0,45 m3 0,40 cm
5 litros 7 kg 0,75 m3 0,40 cm
7 litros 10 kg 1,00 m3 0,45 cm
15 litros 17 kg 2,40 m3 0,88 cm
20 litros 30 kg 4,00 m3 0,72 cm
40 litros 48 kg 8,00 m3 1,32 cm
50 litros 58 kg 10,00 m3 1,42 cm
Quadro 16 - Capacidade e dimensões dos cilindros de oxigênio mais comuns.

2. DURAÇÃO RESIDUAL DO CILINDRO


P x C_
Tr = ; onde
1atm x Q

Tr = Tempo residual, em minutos


P = Pressão do Cilindro, em bar (utilizando o manômetro)
C = Capacidade hidráulica do cilindro, em litros (esta informação está gravada no corpo do
cilindro)

1 atm = Pressão atmosfera aproximada

Q = Vazão, em litros por minuto

Dado: a) 1 atm ~ 1 bar, pois 1 atm = 760 mmHg e 1bar = 750 mmHg

b) O ideal seria utilizar a variação da pressão

Observação: Quando os manômetros do CBMMG apresentarem uma leitura da pressão do cilindro em unidade
que não seja BAR, é necessário realizar a conversão para mesma unidade de pressão na fórmula e ainda
adaptar a unidade de volume conforme o sistema internacional.
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Visto do Ajudante Geral

Tabela de Conversão

Pressão atm PSI (lbf/in2) Bar Pascal (Pa)

atm 1,0 14,6959 1,01325 101325

PSI (lbf/in2) 0,0680 1,0 0,06895 6894,8

Bar 0,9869 14,5 1,0 10000

Pascal (Pa) 0,000009869 0,0001450377 0,00001 1,0

Quadro 17 - Conversão de unidades de medidas.


Fonte: http://falandofisicamente.blogspot.com.br/2011/06/relatorio-foguete-agua.html, acesso 21/11/12 às 16h.

MÉTODO DE CÁLCULO DO TEMPO RESIDUAL DO CILINDRO

1.1 Dados hipotéticos: Cilindro de 50 L, pressão do manômetro de 100 bar e vazão ou fluxo de 10 litros/min.

Cálculo:

Tr = 100 bar x 50 litros / 10 (litros/ min) x 1 atm

Resultado 500 min residuais.

Equação Global:

X minutos residuais = Pressão x Capacidade

Vazão x Pressão atmosférica


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APÊNDICE 10 – PRIMEIRA RESPOSTA


1. CONCEITO
Empenho de viaturas (exceto URs) para realizar o primeiro atendimento a uma vítima de agravo à saúde, até a
chegada de Unidade de Resgate ou que outra ambulância assuma o paciente.

2. CRITÉRIOS PARA EMPENHO


O COBOM/CIAD e/ou SOU/SOF, ao tomar a decisão de empenho das viaturas para a Primeira Resposta seguirá
os seguintes critérios:
i. Indisponibilidade de Unidades Resgate (UR) ou ambulâncias de outros órgãos;
ii. Elevado tempo previsto de deslocamento da UR ou ambulâncias, havendo possibilidade de redução
do risco de morte e de danos adicionais com o empenho de viatura em primeira resposta em paralelo
à UR ou ambulância;
iii. Atendimento a vítimas de agravo a saúde em casos de lesões que ameacem a vida. Exemplos:
1. Não respira ou apresenta respiração difícil;
2. Parada Cardiorrespiratória (PCR);
3. Obstrução de vias aéreas;
4. Vítima irresponsiva (não responde, não tosse, nem geme);
5. Afogamento;
6. Indícios de estado de choque (pele úmida, pálida, fria e pegajosa);
7. Hemorragia grave;
8. Ferimento perfurante em cabeça, e/ou tórax, e/ou abdômen;
9. Ferimento por disparo de arma de fogo;
10. Eviscerações;
11. Vítima com politraumatismo;
12. Fraturas abertas;
13. Amputação acima do pulso ou tornozelo;
14. Fratura de fêmur;
15. Instabilidade pélvica;
16. Lesões causadas por choque elétrico;
17. Queimaduras em face e/ou vias aéreas;
18. Queimaduras de 2º e 3º graus em mais de 20% da área do corpo;
19. Dor no peito característica de Infarto Agudo do Miocárdio;
20. Parto iminente com apresentação cefálica;
21. Outras lesões graves que ameacem a vida.
iv. Considerar as chances de sucesso no socorro ao se empenhar tais viaturas, uma vez que se o
tempo de deslocamento for demasiado e o paciente puder ser transportado por meios próprios a
Unidades de Saúde, esta orientação deve ser repassada aos solicitantes, como nos casos de
ferimentos penetrantes por armas de fogo ou brancas. Nesses casos, pode ser planejada a
interceptação do veículo particular por Unidade de Resgate ou ambulância;
v. Considerar a seguinte ordem de prioridade para empenho:
1. Motocicleta Operacional;
2. Viatura de Salvamento;
3. Viatura de emprego múltiplo (ABS);
4. Coordenador de Bombeiros da Unidade (CBU);
5. Viatura de combate a incêndio;
6. Outras viaturas disponíveis.
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APÊNDICA 11 - FICHA DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR


(pag.1)

I - QUALIFICAÇÃO DA VÍTIMA
NOME: IDADE: SEXO:  M  F
END.(av, rua, etc.): NUM/COMP:
BAIRRO: MUNICÍPIO: CEP
UF: RG: CPF TEL:
II – TIPO DA OCORRÊNCIA
1.  TRAUMA 2. CLÍNICO
 ATROPELAMENTO  ASSISTÊNCIA AO PARTO  EMERGÊNCIAS
POR AUTOMÓVEL METABÓLICAS
 ACIDENTE BICICLETA  ACIDENTE VASCULAR
 ACIDENTE MOTOCICLETA  CHOQUE CEREBRAL (AVC)  PARADA
ELÉTRICO CARDIORRESPIRATÓRI
 AFOGAMENTO  CONVULSÃO
 COLISÃO A
 AGRESSÃO FÍSICA  DESMAIO (SÍNCOPE)
 QUEDA DE  TENTATIVA DE
 AGRESSÃO ARMA BRANCA  DISPNÉIA
ALTURA SUICÍDIO
 AGRESSÃO ARMA DE  DISTÚRBIO PSIQUIÁTRICO
 QUEIMADURA  INFARTO AGUDO DO
FOGO  DOR PRECORDIAL
 OUTROS: MIOCÁRDIO (IAM)
 AGRESSÃO POR ANIMAL  INTOXICAÇÃO EXÓGENA
__________  OUTROS __________
 ANIMAL PEÇONHENTO  EMERGÊNCIAS _____________________
___________________
__ RESPIRATÓRIAS
III - VEÍCULO
1. TIPO DE VEÍCULO 2. CONDIÇÃO DE SEGURANÇA 3. SITUAÇÃO (VÍTIMA) 4. POSIÇÃO DO VEÍCULO
 AUTOMÓVEL AIR BAG ATIVOU  CONDUTOR
 BICICLETA  SIM  NÃO  À PÉ
 BANCO DIANTEIRO
 CAMINHÃO  EM AUTO
 BANCO TRASEIRO
 MOTOCICLETA USAVA CAPACETE  EM BICICLETA
 GARUPA
 ÔNIBUS  SIM  NÃO  EM MOTO

 OUTROS: ________  OUTROS: _________ OUTROS:_____________
___________________ USAVA CINTO ____________________ _______________________
 SIM  NÃO ____________________ _
 NÃO OBSERVADO

IV – PRINCIPAIS LESÕES  SEM LESÕES APARENTES


LOCAL DA LESÃO
CRÂNI PESCOÇ ABDÔM
TIPO DE LESÃO FACE DORSO TÓRAX MSD MSE MI MIE
O O EN BACIA
D
CONTUSÃO
ESCORIAÇÃO
F.C. CONTUSO
F. PERFURANTE
FRATURA ABERTA
FRATURA FECHADA
OUTROS:
_________________
______________
_
______________
_
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V – QUEIMADURA
1. TIPO DE QUEIMADURA ADULTO CRIANÇA BEBÊ

 ELÉTRICA  QUÍMICA  TÉRMICA


2. VIAS AÉREAS ATINGIDAS
 SIM  NÃO
3. SUPERFÍCIE ATINGIDA (%):
Cabeça e pescoço: 9% Cabeça e pescoço: 18% Cabeça e pescoço: 18%
Tronco: 36% Tronco: 36% Tronco: 36%
4. PRODUTO CAUSADOR: Cada Membro Superior: 9% Cada Membro Superior: 9% Cada Membro Superior:
Cada Membro Inf. 18% Cada Membro Inf. 13,5% 9%
Períneo: 1% Períneo: 1% Cada Membro Inf.
13,5%
Períneo: 1%

APÊNDICA 11 - FICHA DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR


(pag.2)

VI – ESCALA DE COMA DE GLASGOW (INICIAL)


1. ABERTURA OCULAR 2. MELHOR RESPOSTA VERBAL 3. MELHOR RESPOSTA MOTORA
 4 ESPONTÂNEA  5 ORIENTADO  6 OBEDECE À COMANDOS
 3 À VOZ  4 CONFUSO  5 APROPRIADA À DOR
 2 À DOR  3 DESCONEXO  4 RETIRADA À DOR
 1 AUSENTE  2 INCOMPREENSÍVEL  3 FLEXÃO
 1 AUSENTE  2 EXTENSÃO
 1 AUSENTE

PULSO: SaO2: ESCALA DE C. DE GLASGOW:


F. RESP: PA: TEMPERATURA:
VII – ESCALA DE TRAUMA SCORE
1. RESPIRAÇÃO / MIN 2. P.A. SISTÓLICA 3. ESCALA DE COMA GLASGOW
 4 11 a 29  4 +89  4 13 - 15
 3 +29  3 76 a 89  3 9 - 12
 2 6 a 10  2 50 a 75  2 6-8
 1 1a5  1 1 a 49  1 4-5
 0 0  0 0  0 3

RESULTADO A ESCALA DE TRAUMA ESCORE:


VIII - SAMPUM
S
A
M
P
U
M
IX – PROCEDIMENTOS EFETUADOS
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 7 IMOBIL. DE MEMBRO
 1 DESOBSTRUÇÃO DE VIAS
INFERIOR
AÉREAS
 8 IMOBIL. DE MEMBRO  13 MACA TIPO COLHER
 2 OXIGÊNIO
SUPERIOR  14 KED
 3 VENTILAÇÃO COM BVM
 9 PRANCHA LONGA  15 ASSISTÊNCIA AO PARTO
 4 MASSAGEM CARDÍACA
 10 DESFIBRILAÇÃO  16 OUTROS: ________________
EXTERNA
 11 TRAÇÃO DE MEMBRO ______________________________
 5 COLAR CERVICAL
INFERIOR
 6 CURATIVOS
 12 MACA TIPO SKED

X - DESTINO DADO À VÍTIMA / UNIDADE DE SAÚDE QUE RECEBEU O PACIENTE

XI - NOME E REGISTRO DO PROFISSIONAL QUE ATENDEU A VÍTIMA


NOME: REGISTRO:
XII - MATERIAIS UTILIZADOS (MARCAR COM UM X O MATERIAL USADO E DISCRIMINAR A QUANTIDADE NA
FRENTE)
( ) Atadura:________________________ ( ) Álcool (ml):_______________________ ( )Peça Facial Filtrante
(N95):______
( ) Campo operatório:________________ ( ) Luvas de Procedimento P:___________ ( )
Esparadrapo:_________________
( ) Tala PP:________________________ ( ) Luvas de Procedimento M: __________ ( ) Saco de Lixo
Hospitalar:________
( ) Tala P:_________________________ ( ) Luvas de Procedimento G:___________ ( ) Sonda de Aspiração
Flex._______
( ) Tala M:_________________________ ( ) Kit Queimados:____________________ ( ) Sonda de Aspiração
Rígida.______
( ) Tala G:_________________________ ( ) Gaze estéril (pacote pequeno):________ ( ) Hipoclorito 1%
(ml):____________
( ) Tala GG:_______________________ ( ) Eletródo adulto:____________________ ( ) Luva
Estéril:__________________
( ) Frasco de soro:__________________ ( ) Eletródo infantil:___________________ ( ) Cateter
Nasal:________________
( ) Manta Aluminizada:_______________ ( ) Máscara Cirúrgica:_________________ ( ) Sabonete Líquido
(ml):_________

OBSERVAÇÕES:

1. Modelo de ficha de atendimento pré-hospitalar para ser impressa e deixada nas viaturas. Não tem o objetivo
de ser arquivada e servir de banco de dados, pois o REDS foi cirado para este fim.
2. A ficha serve apenas para anotações de dados importantes a serem transcritos para o REDS e também para
facilitar o registro de dados relativos aos pacientes (sinais vitais, SAMPUM, escalas, etc.) que serão transmitidos
à unidade hospitalar ou profissional de saúde que receber o paciente.
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Referências Bibliográficas
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Visto do Ajudante Geral

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Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação e revoga as disposições em contrário.

Quartel em Belo Horizonte, 13 de janeiro de 2017.

(a) HELDER ÂNGELO E SILVA, CORONEL BM


CHEFE DO ESTADO-MAIOR

HELDER ÂNGELO E SILVA – CEL BM


CHEFE DO ESTADO-MAIOR

Confere com o Original,

JOSE CARLOS LEAL, TEN CEL BM


RESPONDENDO PELO AJUDANTE-GERAL

Sd BM Ellen
Boletinista