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Vivendo Sóbrio – Reflexões de um encontro

Chegou o dia. Depois de dias de expectativas chegou a hora. Tento não ficar ansioso,
mas... Tento ocupar a mente com os cuidados que tenho que tomar, pois não sei como será a
dinâmica dos expositores. Uma prece. Os minutos em contagem regressiva para o início e ainda
não cheguei ao local do Encontro.

Finalmente chego. Um repasse sobre os Livros sobre a mesa, ultimas informações sobre
os expositores, a acústica do local, a iluminação, a temperatura... percebo a tensão mesclada
com coragem nos olhos de alguns, uma certa agonia nos olhos de outros – A organização
fazendo e refazendo inventários para ver se não estava esquecendo de nada. Refaço os passos
para esta coordenação... Serão apenas os membros do próprio Grupo a expor suas experiências
sobre este Livro, muitos não tem esta experiência – Uma reunião diferente para muitos. Troco
a minha ansiedade pela deles – lembro de minha primeira experiência. Toco a companhia, vai
começar... O silêncio... o Preâmbulo... A prece... Os avisos... As leituras preliminares. Chamo o
primeiro expositor: O uso deste Livro. Os objetivos do encontro, a importância em ter esta
ferramenta ao alcance para momentos específicos. Breve, mas denso. Evitar o primeiro gole,
emoção e simplicidade, o despertar para esta nova vida. O plano das 24 horas, como é simples
o programa nos dar algo tão ao alcance: Só por hoje! Lembrar que o alcoolismo é uma doença
progressiva incurável e fatal, a vigilância é necessária, o álcool é sutil, senhor de várias
armadilhas. “Viver e deixar viver”, somos diferentes uns dos outros, dentro do Grupo e
principalmente fora dele. Entrar em atividade, não estou ali mais para reclamar das coisas não
acontecerem e sim para colocar-me a disposição da busca de minha recuperação e de minhas
reparações. A pratica da Oração da Serenidade, que alicerce! A minha fortaleza para inúmeros
momentos. A simplicidade de poucas palavras com significados esclarecedores para meus piores
momentos. A mudança de velhos hábitos, “se não tenho pássaro, para que ficar carregando
gaiola”. Comer ou beber algo – geralmente doce, os cuidados com nossa dieta nesta nova
caminhada: uns ganham e outros perdem peso, cada um com seu biotipo ao chegar. O equilíbrio.
Utilizar-se da “terapia do telefone”, qual foi importante desde os primórdios de nossa
Irmandade esta ferramenta hoje tão acessível. Valer-se de um padrinho, nosso importante
“irmão” para nossos mais variados momentos, em alguns momentos até a busca de outro com
maior afinidade. Repousar bastante, o quanto ficávamos cansados de nossas lutas inglórias e
hoje optamos por nos retirar em momentos turbulentos para reflexões. “Primeiro as coisas
primeiras”, o que é mais importante em minha vida hoje? Como consegui isso? Negligenciar o
Programa pode ser nossa sentença de morte. Combater a solidão, não estamos mais só. Não
gastamos mais energia em reflexões pessoais custosas para nossa sobriedade. Temos confiança
no Programa e na Irmandade. Cuidado com a raiva e os ressentimentos, venenos que tomamos
às vezes de forma inconsciente. A fábula da “cobra e do serrote” muito bem ilustrativa para
estes sentimentos que nos matam. Ser bom para si mesmo, quão bom é aprender a gostar de
nós mesmos. Autoconhecer-se, base fundamental para esta nova vida. Prevenir-se contra a
euforia excessiva, repensar o “agora que está tudo bem”, “as coisas estão acontecendo”,
cautela, muita cautela nesta hora. “Vá com calma”, não precisamos mais de pressa, a urgência
não é necessária, usamos a reflexão, porém, vá com calma, mas vá. Ser agradecido, como é bom
fazer parte desta Irmandade, o prazer em me identificar hoje como um alcoólico em
recuperação e o pouco que me disponho a fazer pode ser o muito que alguém precisa. Lembra-
se de sua última bebedeira, como cheguei, o desespero que me encontrava, às vezes a última
tentativa de algo que julgava não ter mais jeito. Evitar substâncias químicas que alteram o
humor, o mar de substâncias que me afogavam, o cuidado com as águas de rios que parecem
tranquilos e a vigilância hoje com os lagos serenos. O exemplo para os amigos e familiares de
como éramos e como somos. Eliminar a autopiedade, o “coitadismo” que às vezes aparece e
seduz. Procurar ajuda especializada, a busca pelo bem estar físico, mental, emocional e
espiritual. Manter-se livre de envolvimentos emocionais, o respeito e cuidados com os
sentimentos alheios, evitando mais uma substituição em dependências. Como é bom hoje saber
que o não, não se traduz em rejeição. Fugir da armadilha do “se”, a honestidade em encarar as
coisas como elas se desenvolvem e não como um álibi para minhas desculpas. Desconfiar das
oportunidades de beber, elas estão aí, mas não mais me atormentam tanto. O tempo e a
participação na programação garantem-me passar longe destas tempestades e, às vezes,
quando necessário, navegar por estes turbilhões. Abandonar as velhas ideias, é fato de que
quando tentei os resultados nunca foram satisfatórios. Mente aberta proporciona-me descobrir
e planejar de forma consciente um viver mais saudável. Ler a mensagem de A.A., um verdadeiro
acervo de livros, folhetos e reflexões que posso utilizar em meu dia a dia. Pérolas de um tesouro
que me é oferecido a cada leitura. Frequência às reuniões de A.A., o prazer em estar lá; a paz
achada em um sorriso, o verdadeiro acolhimento presente dentro de cada abraço recebido e
dado, e o calor do uníssono em dado pelo poder Superior ao fazer em conjunto a Prece.
Experimentar os Doze Passos, que são sugeridos, mas que percebemos ser necessários à cada
prática diária em todas as nossas atividades. Encontrar seu próprio caminho, “... tente lembra-
se de que o alcoolismo é uma condição humana muito grave e que as recaídas são tão possíveis
nessa enfermidade como em qualquer outra. A recuperação sempre será possível... esperamos
encontra-lo pessoalmente em nosso meio... mas, qualquer que seja a sua jornada, junto conosco
ou sozinho, siga acompanhado de nossos mais calorosos votos de boa sorte.

Terminou... acredito que não! Apenas começou!

Cansativo, também não creio.

O brilho em cada olhar de jovens expositores, o amor pleno sendo tateado em cada
aperto de mão, abraço e palavras, a satisfação em poder expressar seu parecer sobre o tema
proposto a cada um, o comprometimento de cada um na organização, desenvolvimento dos
trabalhos transformar-se em uma experiência única que acredito, irá ecoar neste salão e
principalmente nos pensamentos de cada um.

Parabéns a todos do Grupo Castelense de A.A. Um fim de semana maravilhoso que


proporcionou um misto de variadas emoções e sensações. Aguardamos o próximo.

Que o Poder Superior continue nos agraciando com estes momentos maravilhosos.

João T., um alcoólico que a cada dia descobre mais sobre si mesmo.