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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

Tópicos Especiais em Engenharia de Transportes

DIMENSIONAMENTO
Método da Resiliência

Prof. Mario Sergio de Souza Almeida, DSc.


DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência

Método atribuído aos engenheiros Ernesto Pressler e Salomão


pinto.

Resiliência ou deformação resiliente é a deformação elástica ou


recuperável de solos e estrutura de pavimentos sob a ação de
cargas repetitivas.

BASE LABORATORIAL:
Ensaio da Resiliência ou Triaxial dinâmico;
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência

Justificativa da criação do Método:

O Método do DNIT/CBR:
a) Preocupa-se somente com as questores estruturais relacionadas com a
compatibilização dos esfôrços atuantes frente a resistência ao cisalhamento das
camadas;

b) Conduz a estruturas com grandes espessuras de materiais granulares (muito


deformáveis);Pavimentos muito deformáveis solicitam muito as camadas mais
rígidas;

c) Verifica-se rupturas por fadiga nos pavimentos dimensionados com esse método
(fissuração progressiva);

d) Não considera no dimensionamento do pavimento:


==>> A Resiliência;
==>> A compatibilização de deforma coes das varias camadas do pavimento e do
subleito;
==>> A fadiga.
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
Critérios adotados no Método da resiliência:

==>> Considera a ruptura por Cisalhamento no subleito:


- Deformações permanentes ou elásticas;
- Afundamentos plásticos (flecha na trilha da roda)

==>> Utiliza modelos baseados no CBR

==>> Leva em consideração o comportamento elástico não linear dos solos


e materiais granulares;

==>> Os materiais de base e sub-base devem ter uma capacidade de


carga definida no ensaio CBR superior a 80% e 20% respectivamente;

==>> Considera a ruptura por fadiga devido a sobrecarga repetida no


revestimento asfáltico:
- Deformações resilientes e ou elásticas;
- Deflexões na superfície (D);
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
Etapas de dimensionamento:

1) Determinar o numero N

2) Determinar o valor de CBR do subleito;

3) Calcular S (porcentagem de silte na fracao fina que passa na peneira no


200 (0,075mm))

S = 100 – (P1/P2) x 100

P1 : % (em peso) do material cujas partículas tenham com diâmetro inferior


a 0,05mm, determinada na curva granulométrica;
P2 : % (em peso) do material cujas partículas tenham diâmetro inferior a
0,075mm, determinada na curva granulométrica
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
4) Classificar o solo do subleito quanto a resiliência, em funcao do CBR e de
(S) - (Tipo I, II ou III) de acordo com a tabela abaixo:
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
5) Determinação da espessura total do pavimento Ht:

Depende de CBR e N
Supõe-se material granular
K=1 (coeficiente de Equivalência Estrutural)

Ht = 77,67 x N0 ,0482 x CBR -0 ,598 ( ver ábaco)


DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
6) Calcular a deflexão prevista na superfície do revestimento (D em
0,01mm)

Log D = 3,148 – 0,188 logN

Onde:
N - número de operações
do eixo padrão obtido a partir
do estudo de tráfego;
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
7) Determinar a espessura minima do revestimento betuminoso, HCB (cm)

HCB = -5,737 + 807,961/D + 0,972 x I1 + 4,101 x I2

• I1 e I2: constantes relacionadas às características resilientes do subleito


DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
8) Determinar o coeficiente estrutural do revestimento betuminoso (VE)

É determinado em função do numero N e do solo do subleito:


Este coeficiente depende da qualidade da mistura betuminosa e da
constituição da estrutura do pavimento como um todo.
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
9) Calcular a espessura da camada granular HCG ( base ou base + sub-base
ou reforço)

HCB x VE + HCG = Ht

ONDE:
HCB é a espessura minima do revestimento betuminoso;
VE é o coeficiente estrutural do revestimento betuminoso;
Ht é a espessura total do pavimento;
HCG ≤ 35 cm (limitação da espessura baseada nos estudos de resiliência
desenvolvidos).

Considera-se como camadas granulares, camadas de bases, sub-bases e/ou


reforço do subleito constituídas por solo arenoso, pedregulhoso, solo
estabilizado granulometricamente, solo brita, brita graduada e macadames
desde que contenham menos de 35% em peso, passando na peneira 200 (
0,075mm)
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência

10) Espessuras das camadas de base, sub-base e/ou refoco

a ) Espessura total da camada granular adotada como camada de base :

HCG = HB (HB > 10cm);

b ) A camada granular dividida em duas :

base e sub -base , HB = HCG/2 e HSB = HCG/2

Base: CBR ≥ 80% e expansão < 0,5% ;


Sub -base : CBR ≥ 20% e expansão < 1% ;
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
IMPORTANTE:
Sub-base ou reforço do subleito constituída de solo fino de CBR < 20% classificado
como solo tipo I ou tipo II e uma opção vantajosa no caso do subleito tipo III:

• Redimensionar considerando o valor do CBR e tipo de solo quanto a resiliência


correspondente a camada de sub-base ou reforço:

HR = (Ht1 – Ht2)/0,70
- Ht1 : espessura equivalente correspondente ao CBR do subleito;
- Ht2 : espessura equivalente correspondente ao CBR da sub-base ou reforço;
- HR ≥ 30cm.
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:
De posse dos dados abaixo dimensione um pavimento flexível pelo Método da
Resiliência – TECNAPAV
N = 8,8 X 107;
DADOS DO SUB-LEITO:
CBRSL(médio) = 6,0%;
Exp.SL(médio) = 0,8%;

DADOS DO MATERIAL DE REFORÇO:


CBRRef (médio) = 10%;
Exp.Ref (médio) = 0,8%;

DADOS DO MATERIAL DA SUB-BASE:


CBRSB (médio) = 20%;
Exp.SB (médio) = 0,4%;

DADOS DO MATERIAL DA BASE:


CBRSB (médio) = 80%;
Exp.SB (médio) = 0,3%;

A curva granulométrica média do material


de sub-leito está apresentada na curva ao
lado;
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

1) Determinar o numero N

N = 8,8 X 107 – obtido a partir do estudo de tráfego;

2) Determinar o valor de CBR do subleito;

DADOS DO SUB-LEITO:
CBRSL(médio) = 6,0%; - obtido do estudo geotécnico ==>> como é maior que 2% ==>> OK!!
Exp.SL(médio) = 0,8%; - como é < que 2% ==>> OK!!
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

3) Calcular S (porcentagem de silte na fracão fina que passa na peneira no


200 (0,075mm))

S = 100 – (P1/P2) x 100

P1 : % (em peso) do material cujas partículas tenham com diâmetro inferior


a 0,05mm, determinada na curva granulométrica;
P2 : % (em peso) do material cujas partículas tenham diâmetro inferior a
0,075mm, determinada na curva granulométrica;
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

3) Calcular S (porcentagem de silte na fracão fina que passa na peneira no


200 (0,075mm))

S = 100 – (P1/P2) x 100

S = 100 – (39,5/43) x100

S = 8,14%
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

4) Classificar o solo do subleito quanto a resiliência, em funcao do CBR e de


(S) - (Tipo I, II ou III) de acordo com a tabela abaixo:

SOLO TIPO II
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

5) Determinação da espessura
total do pavimento Ht:

Ht = 77,67 x N0 ,0482 x CBR -0 ,598

Ht = 77,67 x (8,8 X 107)0 ,0482 x 6,0 -0 ,598

Ht = 65 cm
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

6) Calcular a deflexão prevista na superfície do revestimento (D em 0,01mm)

Log D = 3,148 – 0,188 log N

Log D = 3,148 – 0,188 log (8,8 X107)

D = 45,13 (0,01 mm)


DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

7) Determinar a espessura minima do revestimento betuminoso, HCB (cm)

HCB = -5,737 + 807,961/D + 0,972 x I1 + 4,101 x I2

• I1 e I2: constantes relacionadas às características resilientes do subleito

Para solo tipo II:


I1 = 1
I2 = 0

HCB = -5,737 + 807,961/45,13 + 0,972 x 1 + 4,101 x 0

HCB = 13,09 cm ==>> 14 cm


DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS FLEXIVEIS
Método da Resiliência - TECNAPAV
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

8) Determinar o coeficiente estrutural do revestimento betuminoso (VE)

VE = 2,8
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

9) Calcular a espessura da camada granular HCG ( base ou base + sub-base


ou reforco)

HCB x VE + HCG = Ht

14 x 2,8 + HCG = 65

HCG = 25,8 cm ==>> HCG = 26 cm ==> como é menor que 35 cm => OK!
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

10) ESPESSURAS DO PAVIMENTO DIMENISIONADO

a) Espessura total da camada granular adotada como camada de base

b) A camada granular dividida em duas :


DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
FLEXÍVEIS E SEMI RIGIDOS
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:
De posse dos dados abaixo dimensione um pavimento flexível pelo Método do DNIT

N = 8,8 X 107;
DADOS DO SUB-LEITO:
CBRSL(médio) = 6,0%;
Exp.SL(médio) = 0,8%;

DADOS DO MATERIAL DE REFORÇO:


CBRRef (médio) = 10%;
Exp.Ref (médio) = 0,8%;

DADOS DO MATERIAL DA SUB-BASE:


CBRSB (médio) = 20%;
Exp.SB (médio) = 0,4%;

DADOS DO MATERIAL DA BASE:


CBRSB (médio) = 80%;
Exp.SB (médio) = 0,3%;

A curva granulométrica média do material


de sub-leito está apresentada na curva ao
lado;
Pavimentação - Pavimento flexível
PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO
Dimensionamento de pavimentos flexíveis
Método do DNIT

SOLUÇÃO:

a) Definir o tipo e espessura do revestimento em função do número N:


Pavimentação - Pavimento flexível

SOLUÇÃO:

b) Definir a espessura
necessária para
proteção das camadas
em função do CBR e
número N:

Hn = 65 cm
H20 = 29 cm

Ht = 77,67 x N0 ,0482 x CBR -0 ,598


Pavimentação - Pavimento flexível
PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO
Dimensionamento de pavimentos flexíveis
Método do DNIT

SOLUÇÃO:

c) Resolver as inequações:

R KR + B KB  H20
12,5 x 2,0 + B x 1,0  29 cm
B  29 – 25  B  4 cm  Adotar B = 15 cm (mínimo do DNIT)

R KR + B KB + h20 KS  Hn

12,5 X 2,0 + 15 x 1,0 + h20 x 1,0  65 cm Ksb = (20/3x6)1/3


h20 65 – 40  h20 = 25 cm Ksb = 1,03
Pavimentação - Pavimento flexível
PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO
Dimensionamento de pavimentos flexíveis
Método do DNIT

SOLUÇÃO:
Perfil de pavimento flexível dimensionado:
Pavimentação - Pavimento flexível
PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO
Dimensionamento de pavimentos flexíveis
Método do DNIT
SOLUÇÃO:
Contudo, admite-se a compactação de camadas granulares (bases e sub-
bases) com espessura máxima de 20 cm. Portanto:

Adotar base B = 20 cm
12,5 x 2,0 + 20 x 1,0 + h20 x 1,0  65  h20 20 cm
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO:

RESOLUÇÃO

10) ESPESSURAS DO PAVIMENTO DIMENISIONADO

Pavimentos dimensionados pelo DNIT e TECNAPAV

TECNAPAV DNIT
DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS
Método da Resiliência
PARA CASA:

1) Analisar a estrutura dimensionada com o Método da Resiliência –


TECNAPAV e o do DNIT utilizando o Programa ELSYM5

Considerar:
a) Modelo de Vida de Fadiga do concreto asfáltico segundo PINTO (1991), e Módulos de
resiliência e coeficientes de Poisson das camadas por correlação da literatura;
b) Modelo de Vida de Fadiga do concreto asfáltico segundo PINTO (1991), e Módulos de
resiliência das camadas através dos modelos estudados nas aulas anteriores;

IMPORTANTE: faça a análise para todos os esforços e posições de interesse para


cada camada, EX: Deflexão no topo, tensões e deformações em cada camada,
conforme estudado.

Modelo de fadiga
de PINTO (1991)