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QUESTÕES RESOLVIDAS

- EMPRESARIAL -
AULA QUESTÕES

25 Questões

Aplicação da lei

1. (OAB/CESPE – 2007.2) Considerando o atual estágio do direito comercial (ou


empresarial) brasileiro, assinale a opção correta.
A O Código Civil de 2002, assim como o Código Comercial de 1850, adotou a teoria da
empresa.
B O Código Civil de 2002 não revogou a antiga legislação sobre sociedades por quotas de
responsabilidade limitada.
C O Código Civil de 2002 revogou totalmente o Código Comercial de 1850.
D A Constituição da República estabelece a competência privativa da União para
legislar sobre direito comercial (ou empresarial).

Estabelecimento

2. (OAB/CESPE – 2007.3) Paulo e Vinícius, únicos sócios da Ômega Comércio de


Roupas Ltda., decidiram ceder integralmente suas cotas sociais e, também, alienar o
estabelecimento empresarial da sociedade para Roberto e Ana. Ômega Comércio de
Roupas Ltda. Havia celebrado contrato de franquia com conhecida empresa
fabricante de roupas e artigos esportivos. Considerando a situação hipotética acima,
assinale a opção correta.
A A eficácia da alienação do estabelecimento empresarial dependerá sempre do
consentimento expresso de todos os credores.
B O adquirente não responderá por qualquer débito anterior à transferência do
estabelecimento empresarial.
C O franqueador não poderá rescindir o contrato de franquia com a Ômega Comércio de
Roupas Ltda. com base na transferência do estabelecimento.
D Os alienantes do estabelecimento empresarial da Ômega Comércio de Roupas Ltda.
não poderão fazer concorrência aos adquirentes nos cinco anos subseqüentes à
transferência, salvo se houver autorização expressa para tanto.

3. (OAB/CESPE – 2007.2) Com relação ao nome empresarial, assinale a opção


correta.

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A O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.
B As companhias podem adotar firma ou denominação social.
C Em princípio, o nome empresarial, após ser registrado, goza de proteção em todo
território nacional.
D O empresário individual opera sob denominação.

4. (OAB/CESPE – 2006.3) Quanto ao que prescreve o Código Civil a respeito do


contrato de alienação de estabelecimento empresarial, assinale a opção correta.
A O contrato que tenha por objeto a alienação do estabelecimento só produzirá efeitos
perante terceiros depois de averbado na junta comercial.
B O alienante do estabelecimento pode fazer concorrência ao adquirente, salvo cláusula
expressa em sentido contrário.
C O adquirente do estabelecimento responde por todo e qualquer débito anterior ao
negócio.
D Salvo autorização expressa de terceiros contratantes, o adquirente do estabelecimento
não se subroga nos contratos anteriores ao negócio firmados pelo alienante.

Incapaz/ venia conjugal/ servidor publico

5. (OAB/CESPE – 2007.3) Renato e Flávio eram sócios da pessoa jurídica X Comércio


de Alimentos Ltda. Flávio era casado sob o regime de comunhão universal de bens e
Renato era viúvo. Em julho de 2007, Renato faleceu em virtude de acidente
automobilístico, deixando como único herdeiro seu filho de quatorze anos, o qual
ficou sob a tutela de seu tio João. Com base nessa situação hipotética, assinale a
opção correta.
A O filho de Renato, representado por João, com a concordância do sócio remanescente,
poderá continuar a empresa, sendo desnecessária autorização judicial se essa hipótese de
sucessão estiver prevista no contrato social.
B Os bens particulares, estranhos ao acervo da empresa, que o filho de Renato já
possuía ao tempo da sucessão não responderão por dívidas da sociedade.
C Se, durante a fase de liquidação, Flávio optar pela dissolução da sociedade, na alienação
de bens imóveis integrantes do patrimônio da empresa, será necessária a outorga de sua
esposa.
D Se João não puder exercer atividade de empresário, para que o filho de Renato possa
continuar a empresa, deve-se nomear, com a aprovação judicial, um ou mais gerentes,
ficando João isento da responsabilidade pelos atos do gerente nomeado.

Propriedade Industrial
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6. (OAB.CESPE/2008.1) Segundo o art. 122 da Lei n.º 9.279/1996, são suscetíveis de
registro como marca os sinais distintivos visualmente perceptíveis, não
compreendidos nas proibições legais. Com base no regime jurídico das marcas,
previsto nessa lei, assinale a opção correta.
a) À marca de alto renome será concedida proteção em seu ramo de atividade,
independentemente de estar registrada no Brasil.
Goza de proteção especial
b) À marca coletiva, se devidamente registrada no Brasil, será concedida proteção para ser
utilizada por todos os que atuarem no correspondente ramo de atividade.
c) À marca de produto ou serviço será concedida proteção para distinguir produto ou
serviço de outro, idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa.
d) À marca notoriamente conhecida, desde que registrada no Brasil, será concedida
proteção em todos os ramos de atividade.

LEI 9.279/96 - Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial.


Art. 122. São suscetíveis de registro como marca os sinais distintivos visualmente
perceptíveis, não compreendidos nas proibições legais.
Art. 123. Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I - marca de produto ou serviço: aquela usada para distinguir produto ou serviço de
outro idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa;
II - marca de certificação: aquela usada para atestar a conformidade de um produto
ou serviço com determinadas normas ou especificações técnicas, notadamente quanto à
qualidade, natureza, material utilizado e metodologia empregada; e
III - marca coletiva: aquela usada para identificar produtos ou serviços provindos de
membros de uma determinada entidade.
Art. 125. À marca registrada no Brasil considerada de alto renome será assegurada
proteção especial, em todos os ramos de atividade.
Art. 126. A marca notoriamente conhecida em seu ramo de atividade nos termos do art.
6º bis (I), da Convenção da União de Paris para Proteção da Propriedade Industrial, goza
de proteção especial, independentemente de estar previamente depositada ou
registrada no Brasil.
§ 1º A proteção de que trata este artigo aplica-se também às marcas de serviço.
§ 2º O INPI poderá indeferir de ofício pedido de registro de marca que reproduza ou
imite, no todo ou em parte, marca notoriamente conhecida.

7. (OAB.CESPE/2008.2) De acordo com as leis brasileiras, considera-se criação


passível de ser objeto de direito de patente
A) a pintura em que se retrata a imagem de um grupo de pessoas.
B) o livro científico em que se descrevem aplicações de medicamentos.

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C) o método cirúrgico de transplante de coração em animais.
D) um processo de fabricação de tinta.
LEI 9.279/96 - Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial.
Art. 8º É patenteável a invenção que atenda aos requisitos de novidade, atividade
inventiva e aplicação industrial.
Art. 9º É patenteável como modelo de utilidade o objeto de uso prático, ou parte deste,
suscetível de aplicação industrial, que apresente nova forma ou disposição, envolvendo
ato inventivo, que resulte em melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação.
Art. 10. Não se considera invenção nem modelo de utilidade:
I - descobertas, teorias científicas e métodos matemáticos;
II - concepções puramente abstratas;
III - esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais, contábeis, financeiros,
educativos, publicitários, de sorteio e de fiscalização;
IV - as obras literárias, arquitetônicas, artísticas e científicas ou qualquer criação
estética;
V - programas de computador em si;
VI - apresentação de informações;
VII - regras de jogo;
VIII - técnicas e métodos operatórios ou cirúrgicos, bem como métodos terapêuticos
ou de diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou animal; e
IX - o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na
natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer
ser vivo natural e os processos biológicos naturais.
Art. 18. Não são patenteáveis:
I - o que for contrário à moral, aos bons costumes e à segurança, à ordem e à saúde
públicas;
II - as substâncias, matérias, misturas, elementos ou produtos de qualquer espécie,
bem como a modificação de suas propriedades físico-químicas e os respectivos
processos de obtenção ou modificação, quando resultantes de transformação do núcleo
atômico; e
III - o todo ou parte dos seres vivos, exceto os microorganismos transgênicos que
atendam aos três requisitos de patenteabilidade - novidade, atividade inventiva e
aplicação industrial - previstos no art. 8º e que não sejam mera descoberta.
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, microorganismos transgênicos são
organismos, exceto o todo ou parte de plantas ou de animais, que expressem, mediante
intervenção humana direta em sua composição genética, uma característica
normalmente não alcançável pela espécie em condições naturais.

Sociedades
SOCIEDADE LIMITADA
• Cessão de Cotas (1.057, CC)
o Na omissão do contrato social:
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 Entre sócios  livre;
 Para terceiros  se não houver oposição de sócios que
representem > ¼ (25%) do capital social.

• Unipessoalidade

o 1 sócio  até 180 dias


 Art. 1.033. Dissolve-se a sociedade quando ocorrer:
IV - a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de cento e
oitenta dias;

• Capital Social
o Pode ser composto por $ ou bens.
o Para AUMENTAR ou REDUZIR preciso:
 ALTERAR o Contrato Social
 AVERBAR essa informação na Junta Comercial.

Do Aumento e da Redução do Capital


Art. 1.081. Ressalvado o disposto em lei especial, integralizadas as quotas, pode ser o capital
aumentado, com a correspondente modificação do contrato.
o
§ 1 Até trinta dias após a deliberação, terão os sócios preferência para participar do aumento, na
proporção das quotas de que sejam titulares.
o
§ 2 À cessão do direito de preferência, aplica-se o disposto no caput do art. 1.057.
o
§ 3 Decorrido o prazo da preferência, e assumida pelos sócios, ou por terceiros, a totalidade do
aumento, haverá reunião ou assembléia dos sócios, para que seja aprovada a modificação do contrato.
Art. 1.082. Pode a sociedade reduzir o capital, mediante a correspondente modificação do contrato:
I - depois de integralizado, se houver perdas irreparáveis;
II - se excessivo em relação ao objeto da sociedade.
Art. 1.083. No caso do inciso I do artigo antecedente, a redução do capital será realizada com a
diminuição proporcional do valor nominal das quotas, tornando-se efetiva a partir da averbação, no
Registro Público de Empresas Mercantis, da ata da assembléia que a tenha aprovado.
Art. 1.084. No caso do inciso II do art. 1.082, a redução do capital será feita restituindo-se parte do valor
das quotas aos sócios, ou dispensando-se as prestações ainda devidas, com diminuição proporcional,
em ambos os casos, do valor nominal das quotas.
o
§ 1 No prazo de noventa dias, contado da data da publicação da ata da assembléia que aprovar a
redução, o credor quirografário, por título líquido anterior a essa data, poderá opor-se ao deliberado.
o
§ 2 A redução somente se tornará eficaz se, no prazo estabelecido no parágrafo antecedente, não for
impugnada, ou se provado o pagamento da dívida ou o depósito judicial do respectivo valor.
o
§ 3 Satisfeitas as condições estabelecidas no parágrafo antecedente, proceder-se-á à averbação, no
Registro Público de Empresas Mercantis, da ata que tenha aprovado a redução.

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8. (OAB/CESPE – 2004.ES) Acerca do direito de empresa, assinale a opção correta.
A Considere que, em 5/4/2004, Alessandra e Cristine decidiram formar determinada
sociedade, cujos atos constitutivos só foram inscritos no registro próprio em
6/7/2004. Nesse caso, durante o período compreendido entre 5/4/2004 e 6/7/2004, a
sociedade não possuiu personalidade jurídica.
B Considere que Joana e Márcia sejam sócias da sociedade empresária Elite Segurança
Ltda. Nessa situação, Joana e Márcia são consideradas empresárias, conforme disposições
do Código Civil.
C Não há impedimento legal à contratação de sociedade empresária entre cônjuges
casados sob o regime de comunhão universal de bens.
D A sociedade que, no exercício de atividade de natureza científica, produza bens e
serviços de consumo é considerada empresária, em conformidade com o atual
ordenamento civil.

9. (OAB/CESPE – 2007.1) Acerca da sociedade em comum, assinale a opção correta.


A Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais,
excluído do benefício de ordem aquele que contratou pela sociedade.
B O regime da sociedade em comum aplica-se também às sociedades por ações em
organização.
C A sociedade em comum é uma espécie societária personificada.
D Os bens e as dívidas da sociedade em comum constituem patrimônio especial,
administrado e titularizado pelo sócio administrador.

10. (OAB/CESPE – 2006.2) Quanto ao regime de responsabilidade dos sócios por


dívidas da sociedade, de acordo com o Código Civil, assinale a opção incorreta.
A Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor das quotas,
mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.
B Na sociedade em comum, todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas
obrigações sociais, excluído do benefício de ordem aquele que contratou pela sociedade.
C Na sociedade em nome coletivo, todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente
pelas obrigações sociais.
D Na sociedade em comandita simples, os sócios comanditários, pessoas físicas, são
responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais.

11. (OAB/CESPE – 2006.1) Assinale a opção correta, com relação ao direito


societário moderno.

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A Na sociedade em comum, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas
quotas.
Sociedade comum não tem personalidade jurídica, não foi registrada e os sócios respondem de
forma ilimitada e solidária.
B Constitui hipótese de dissolução e liquidação da sociedade empresária a
unipessoalidade, caso a pluralidade de sócios não tenha sido recomposta no prazo de
180 dias.
Art. 1.033. Dissolve-se a sociedade quando ocorrer:
IV - a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de cento e oitenta dias;
C O quorum de deliberação para nomeação de administrador não-sócio, em sociedade
limitada cujo capital social ainda não esteja integralizado, será de dois terços do
respectivo capital social.
Nomeação do Administrador:

• Não Sócio
o Capital social integralizado = 2/3
o Capital social NÃO integralizado = Unânime!
D A formação do capital social da sociedade anônima deve se dar necessariamente com
contribuição pecuniária.
Pode se dar com contribuição pecuniária ou BENS.

Capital social/Cessão de quotas/ LTDA

12 (OAB/CESPE – 2004.ES) Quanto às sociedades limitadas, assinale a opção


incorreta.
A Considere que Antônio e Francisco sejam sócios de determinada sociedade por quotas
de responsabilidade limitada. Nessa sociedade, o capital social é de R$ 400.000,00 e cada
sócio subscreveu uma cota de R$ 200.000,00. Antônio integralizou sua cota, mas Francisco
tornou-se inadimplente e não dispõe de recursos pecuniários para solver sua dívida com a
sociedade. Em face dessa situação, Antônio deverá arcar com a integralização da cota
subscrita por Francisco.
B O capital social de uma sociedade por quotas de responsabilidade limitada pode ser
dividido em quotas iguais ou desiguais.
Art. 1.055, CC - O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou
diversas a cada sócio.

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C Na sociedade por quotas de responsabilidade limitada, o capital social pode ser
majorado após a integralização das quotas, sendo desnecessária qualquer alteração
no ato constitutivo da sociedade.
Para AUMENTAR ou REDUZIR preciso:
• ALTERAR o Contrato Social
• AVERBAR essa informação na Junta Comercial.
• Art. 1.081. Ressalvado o disposto em lei especial, integralizadas as quotas, pode ser o
capital aumentado, com a correspondente modificação do contrato.
D Considere a seguinte situação hipotética. Felipe, Ricardo e Pablo são sócios de
determinada sociedade por quotas de responsabilidade limitada e, mesmo na ausência de
disposição em contrato social nesse sentido, Felipe deseja ceder a totalidade de suas
quotas a Pablo. Nessa situação, o ato de cessão entre Felipe e Pablo independerá da
audiência de Ricardo.
Ok. Cessão de cotas entre sócios é LIVRE.
Art. 1.057, CC. Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a
quem seja sócio, independentemente de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver
oposição de titulares de mais de um quarto do capital social.
Parágrafo único. A cessão terá eficácia quanto à sociedade e terceiros, inclusive para os fins do
parágrafo único do art. 1.003, a partir da averbação do respectivo instrumento, subscrito pelos
sócios anuentes.

13. (OAB/CESPE – 2007.2) Os irmãos João Silva e Carlos Silva constituíram


sociedade limitada com Alberto Souza, sob a firma social Silva & Souza Comércio de
Bebidas Limitada. Após algum tempo, Alberto resolveu alienar suas quotas a Carlos,
e sair da sociedade. O contrato social é omisso sobre essa hipótese. Com relação a
essa situação hipotética, assinale a opção correta.
A A cessão das quotas de Alberto opera efeitos perante terceiros desde o momento em que
for aperfeiçoada, independentemente de averbação no respectivo órgão de registro.
Alteração de contrato precisa de registro na Junta.
B Caso Alberto tivesse optado por ceder suas quotas a terceiro estranho à sociedade,
de acordo com o Código Civil, poderia fazê-lo, desde que não houvesse oposição de
titulares de mais de um quarto do capital social.
Art. 1.057, CC. Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a
quem seja sócio, independentemente de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver
oposição de titulares de mais de um quarto do capital social.
Parágrafo único. A cessão terá eficácia quanto à sociedade e terceiros, inclusive para os fins do
parágrafo único do art. 1.003, a partir da averbação do respectivo instrumento, subscrito pelos
sócios anuentes.

C Após a alienação das quotas de Alberto, a sociedade poderá continuar suas atividades
sob sua firma original.

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Necessariamente precisa remover o “Souza”.
D De acordo com o Código Civil, Alberto só poderá ceder suas quotas a Carlos se João não
se opuser.
Nessa situação Alberto é livre para ceder suas cotas a Carlos.

Unipessoalidade/LTDA

14. (OAB/CESPE – 2006.3) Se todas as cotas de uma sociedade limitada forem


adquiridas por um único sócio, essa sociedade
A dissolve-se imediatamente.
Tem o prazo de 180 dias para constituir a pluralidade de sócios.
B extingue-se de pleno direito, pois a legislação brasileira não admite a figura da
sociedade unipessoal.
É admissível pelo prazo de 180 dias.
C pode subsistir sem a pluralidade de sócios por até 180 dias.
Art. 1.033. Dissolve-se a sociedade quando ocorrer:
IV - a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de cento e oitenta dias;
D automaticamente transforma-se em firma individual
Nada na Junta é automático.

SA

15. (OAB/CESPE – 2007.2) Relativamente às companhias, assinale a opção que não


apresenta direito essencial do acionista.
A participação nos lucros da sociedade
B participação no acervo da companhia em caso de liquidação
C direito de voto
D direito de retirada

LEI Nº 6.404/76 - Dispõe sobre as Sociedades por Ações.

Art. 109. Nem o estatuto social nem a assembléia-geral poderão privar o acionista dos direitos de:
I - participar dos lucros sociais;
II - participar do acervo da companhia, em caso de liquidação;
III - fiscalizar, na forma prevista nesta Lei, a gestão dos negócios sociais;

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IV - preferência para a subscrição de ações, partes beneficiárias conversíveis em ações, debêntures
conversíveis em ações e bônus de subscrição, observado o disposto nos artigos 171 e 172;
V - retirar-se da sociedade nos casos previstos nesta Lei.

Títulos de Crédito
• CARACTERÍSTICAS DOS TC

• Cartularidade

• Literalidade

• Autonomia

• RELAÇÃO JURÍDICA

• Causa
o Causais = vinculados à relação jurídica = não tem autonomia
o Não causais = abstrato = dissociados da relação jurídica
 Não importa a origem
 Exceções (causais):

• Duplicata;

• Nota promissória vinculada a um contrato.

• ENDOSSO

• Serve para transmitir a PROPRIEDADE do TC e GARANTIA.

• Essa garantia é SOLIDÁRIA.

• O Endosso é um título NOMINATIVO (coloca-se o nome do credeor)


o Ex.: Cheque nominal ao LFG > Para o LFG transmitir necessário endossar no verso,
passando a se chamar ENDOSSANTE.

• OBS.: O ÚNICO título ao PORTADOR (não nominativo) é o cheque no valor de até R$


100,00.

• AVAL

• Garantia pessoal dada ao terceiro

• Solidária

• Se o avalista for CASADO, a regra é que precisa da vênia conjugal, salvo se casado em
regime de separação total de bens.
• 2 Tipos:
o Simultâneo  quando não houver data.
o Sucessivo  quando houver data.

• Art. 1.647. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem
autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta:

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III - prestar fiança ou aval;

16. (OAB/CESPE – 2007.3) Considerando-se que Paula tenha endossado a Luana um


cheque de terceiro no valor de R$ 500,00, é correto afirmar que
A Paula, por ter endossado o cheque, responde pela solvência do devedor principal, no
valor de R$ 500,00.
B o endosso produz os mesmos efeitos jurídicos de uma cessão civil de créditos.
C o endosso transfere a Luana a posse, não a propriedade do título de crédito.
OBS.: No endosso impróprio ocorre apenas a transferência da posse.
D o endosso de Paula será nulo de pleno direito se a obrigação consubstanciada no cheque
já estiver vencida.
Não importa que a obrigação esteja vencida.

17. (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Assinale a opção correta, acerca da disciplina


normativa dos títulos de crédito.
A Os títulos de crédito causais são aqueles dissociados da relação jurídica que lhes deu
origem, tais como a nota promissória.
Os títulos de crédito NÃO CAUSAIS são dissociados da relação jurídica que lhes deu origem. Já
os TC CAUSAIS são VINCULADOS à relação jurídica.
B Consideram-se sucessivos os avais superpostos e prestados sem a indicação da pessoa
avalizada.
Aval sucessivo não tem nada a ver com a identificação da pessoa, e sim, da DATA.
C A duplicata mercantil é uma ordem de pagamento à vista ou a prazo, sacada por um
credor contra o seu devedor, em favor de alguém.
Em favor do próprio credor.
D À exceção do regime de casamento da separação absoluta de bens, os cônjuges não
podem, sem autorização do outro, prestar fiança ou aval.
Art. 1.647, CC. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem
autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta:
III - prestar fiança ou aval;

18. (OAB/CESPE – 2007.1) Marcos, empresário individual, emitiu uma duplicata


contra Lucas, no valor de R$ 5.000,00, com praça de pagamento em Brasília – DF.
Após isso, Marcos colocou o título em circulação, endossando-o a Mateus, que, por
sua vez, também por endosso, transferiu-o a João. A par do endosso, Mateus fez vir à

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duplicata, em seu favor, aval de Josué, cônjuge de Maria. Acerca do protesto da
duplicata mencionada na situação hipotética acima, assinale a opção incorreta.
A Para que João possa cobrar de Mateus, é imprescindível o protesto do título.
B O protesto deve ser tirado na praça de pagamento constante da duplicata, ou seja, em
Brasília – DF.
C Caso não seja exercida a faculdade de protestar o título por falta de aceite, não se elide
(impede) a possibilidade de protesto por falta de pagamento.
D De acordo com a legislação em vigor, a duplicata só pode ser protestada por falta de
aceite ou de pagamento.

• PROTESTO

• Obrigatório
o Suprir o aceite (letrade câmbio, duplicata)
o Acionar coobrigado (avalista, endossante)
o Causa pedido de falência
 Valor acima de 40 salários mínimos.

LEI Nº 5.474/68 - Dispõe sobre as Duplicatas


Art. 13. A duplicata é protestável por falta de aceite, de devolução ou pagamento.

19. (OAB/CESPE – 2006.3) A respeito do regime do cheque no Brasil, assinale a


opção correta.
A O cheque pré-datado encontra-se previsto expressamente na legislação brasileira.
Súmula 370 – STJ: Apresentação do cheque pré-datado antes do prazo gera dano moral
B O cheque veicula obrigação portável.
Obrigação quesível.
C O cheque contém promessa incondicional de pagamento de quantia determinada.
O cheque é ordem de pagamento à vista.
Promessa  nota promissória.
D O emitente deve ter fundos disponíveis em poder do sacado e estar autorizado a
emitir cheque sobre eles, em virtude de contrato expresso ou tácito.

20. (OAB/CESPE – 2006.2) De vez em quando, um amigo que mal me cumprimenta,


ou um colega de trabalho q e nunca me ajudou, me pede que seja seu avalista.
Provavelmente, ele raciocina que perguntar não ofende, só depende da cara-de-pau
de cada um. Por que os bancos insistem em obter um aval de um amigo do cliente?
No fundo, o que os bancos querem é reduzir o risco da operação de crédito,

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arrolando também os bens pessoais do avalista como garantia. Mas que interesse
tem o avalista em colocar seus bens em risco sem nada receber em troca? O avalista
entra gratuitamente nesse contrato, como um voluntário, um altruísta, sem receber
uma remuneração pelo serviço que presta ao banco. O avalista só entra com
obrigações e não tem nenhum benefício, só chateação. O banco ficará obviamente
feliz com o empréstimo que você viabilizou. Uma técnica que eu uso nessas ocasiões,
e que aprendi com um verdadeiro amigo, é ficar indignado com os juros
exorbitantes cobrados pelo banco e oferecer o mesmo empréstimo, sem cobrar
juros. Seu amigo ou parente vai pular de alegria, e você coloca uma única e singela
imposição: que o gerente ou o presidente do banco avalize a operação. Não é um
pedido exorbitante, e nenhum gerente de banco poderá recusar, porque é
exatamente o mesmo pedido que eles estão fazendo. Seria hipocrisia recusar (...).
Stephen Kanitiz. Procuro um avalista. Veja, 12/5/2004, p. 23 (com adaptações).
Considerando o texto acima como referência inicial, assinale a opção correta
relativamente ao aval no âmbito do Código Civil vigente.
A O avalista não pode, assim como sucede com o fiador de contrato de locação imobiliária
urbana, invocar a proteção ao seu bem de família.
O avalista POSSUI proteção ao bem de família. Somente o fiador não possui.
B Da mesma forma que o penhor, o aval constitui uma garantia real, instituída,
entretanto, em título de crédito.
Aval = garantia PESSOAL.
C Semelhantemente ao que ocorre na fiança, nenhum dos cônjuges, sem autorização
do outro, pode prestar aval, exceto no regime da separação absoluta.
Art. 1.647, CC. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem
autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta:
III - prestar fiança ou aval;
D O aval, no Código Civil, garante, em regra, o benefício de ordem ao avalista.
Avalista responde SOLIDARIAMENTE, não possui benefício de ordem.

21. (OAB/CESPE – 2004.ES) Cada uma das opções a seguir, referentes ao cheque e à
nota promissória, apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser
julgada. Assinale a opção cuja assertiva esteja incorreta.
A Uma compradora, no ato de pagamento de mercadorias que selecionara em loja de
roupas femininas, preencheu cártula de cheque e a entregou ao caixa da loja. Contudo, o
caixa recusou-se a receber o título de crédito, por desconhecer o banco sacado. Nessa
situação, o caixa da loja não praticou ilícito.
B Mauro efetuou contrato de compra e venda com Marcelo e, para o pagamento previsto
no contrato, emitiu cártula de cheque no valor de R$ 550,00. Nessa situação, deve constar
do título de crédito, por determinação legal, o nome do respectivo beneficiário, ou seja,
Marcelo.

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Ok. Acima de R$ 100,00  nominativo!
C Por força de contrato firmado entre particulares, foram emitidas várias notas
promissórias. Considerando que o portador dos referidos títulos decidiu transferir a
titularidade destes por endosso, após endossados, estes passam a representar dívidas
autônomas.
D Ana firmou contrato de abertura de crédito com determinada instituição bancária
e, para garantir o cumprimento das obrigações contraídas, emitiu uma nota
promissória. Nessa situação, a nota promissória é considerada título de crédito, com
todas as características inerentes a quaisquer títulos dessa natureza, ou seja,
literalidade, cartularidade e autonomia.
A nota promissória vinculada a um contrato é EXCEÇÃO, não tem autonomia (causal).

Falência e Recuperação judicial

22. (OAB/CESPE – 2007.3) Os sócios da MN Serviços Ltda., pessoa jurídica que atua
no ramo de prestação de serviços de limpeza e conservação, visando superar
situação de crise econômicofinanceira, deliberaram pela recuperação judicial da
referida pessoa jurídica. Considerando a situação apresentada e as normas relativas
à recuperação judicial das sociedades empresárias, assinale a opção correta.
A Para que a MN Serviços Ltda. possa requerer a recuperação judicial, é necessário que ela,
no momento do pedido, esteja exercendo regularmente suas atividades há mais de cinco
anos.
Art. 48. Poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do pedido, exerça
regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos,
cumulativamente:
B Apenas os créditos vencidos do devedor, existentes na data do pedido, estarão sujeitos à
recuperação judicial.
Art. 49. Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido,
ainda que não vencidos.
C A petição inicial da MN Serviços Ltda. deve ser instruída com as demonstrações
contábeis relativas aos cinco últimos exercícios sociais.
Art. 51. A petição inicial de recuperação judicial será instruída com:
II – as demonstrações contábeis relativas aos 3 (três) últimos exercícios sociais e as levantadas
especialmente para instruir o pedido, confeccionadas com estrita observância da legislação societária
aplicável e compostas obrigatoriamente de:
D No ato em que for deferido o processamento da recuperação judicial da MN Serviços
Ltda., deve ser nomeado administrador judicial, que pode ser pessoa física ou jurídica.
Art. 52. Estando em termos a documentação exigida no art. 51 desta Lei, o juiz deferirá o
processamento da recuperação judicial e, no mesmo ato:
I – nomeará o administrador judicial, observado o disposto no art. 21 desta Lei;
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Art. 21. O administrador judicial será profissional idôneo, preferencialmente advogado,
economista, administrador de empresas ou contador, ou pessoa jurídica especializada.
Art. 48. Poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do pedido, exerça
regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos,
cumulativamente:
I – não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as
responsabilidades daí decorrentes;
II – não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial;
III – não ter, há menos de 8 (oito) anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no
plano especial de que trata a Seção V deste Capítulo;
IV – não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa
condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei.
Art. 51. A petição inicial de recuperação judicial será instruída com:
I – a exposição das causas concretas da situação patrimonial do devedor e das razões da crise
econômico-financeira;
II – as demonstrações contábeis relativas aos 3 (três) últimos exercícios sociais e as levantadas
especialmente para instruir o pedido, confeccionadas com estrita observância da legislação societária
aplicável e compostas obrigatoriamente de:
a) balanço patrimonial;
b) demonstração de resultados acumulados;
c) demonstração do resultado desde o último exercício social;
d) relatório gerencial de fluxo de caixa e de sua projeção;
III – a relação nominal completa dos credores, inclusive aqueles por obrigação de fazer ou de dar,
com a indicação do endereço de cada um, a natureza, a classificação e o valor atualizado do crédito,
discriminando sua origem, o regime dos respectivos vencimentos e a indicação dos registros contábeis
de cada transação pendente;
IV – a relação integral dos empregados, em que constem as respectivas funções, salários,
indenizações e outras parcelas a que têm direito, com o correspondente mês de competência, e a
discriminação dos valores pendentes de pagamento;
V – certidão de regularidade do devedor no Registro Público de Empresas, o ato constitutivo
atualizado e as atas de nomeação dos atuais administradores;
VI – a relação dos bens particulares dos sócios controladores e dos administradores do devedor;
VII – os extratos atualizados das contas bancárias do devedor e de suas eventuais aplicações
financeiras de qualquer modalidade, inclusive em fundos de investimento ou em bolsas de valores,
emitidos pelas respectivas instituições financeiras;
VIII – certidões dos cartórios de protestos situados na comarca do domicílio ou sede do devedor e
naquelas onde possui filial;
IX – a relação, subscrita pelo devedor, de todas as ações judiciais em que este figure como parte,
inclusive as de natureza trabalhista, com a estimativa dos respectivos valores demandados.
§ 1o Os documentos de escrituração contábil e demais relatórios auxiliares, na forma e no suporte
previstos em lei, permanecerão à disposição do juízo, do administrador judicial e, mediante autorização
judicial, de qualquer interessado.

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§ 2o Com relação à exigência prevista no inciso II do caput deste artigo, as microempresas e
empresas de pequeno porte poderão apresentar livros e escrituração contábil simplificados nos termos
da legislação específica.
§ 3o O juiz poderá determinar o depósito em cartório dos documentos a que se referem os §§ 1o e
2o deste artigo ou de cópia destes.
Parágrafo único. A recuperação judicial também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente,
herdeiros do devedor, inventariante ou sócio remanescente.

23. (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Não tem legitimidade ativa para requerer a falência
do devedor
A o empresário irregular.
B o credor com garantia real.
C o herdeiro do devedor.
D o próprio devedor.
Art. 97. Podem requerer a falência do devedor:
I – o próprio devedor, na forma do disposto nos arts. 105 a 107 desta Lei;
II – o cônjuge sobrevivente, qualquer herdeiro do devedor ou o inventariante;
III – o cotista ou o acionista do devedor na forma da lei ou do ato constitutivo da
sociedade;
IV – qualquer credor.

24. (OAB/CESPE – 2007.1) O plano de recuperação judicial para microempresas e


para empresas de pequeno porte
A prevê parcelamento das dívidas em até 72 parcelas mensais, iguais e sucessivas,
corrigidas monetariamente e acrescidas de juros de 6% a.a.
Art. 71. O plano especial de recuperação judicial será apresentado no prazo previsto no art. 53
desta Lei e limitar-se á às seguintes condições:
II – preverá parcelamento em até 36 (trinta e seis) parcelas mensais, iguais e sucessivas,
corrigidas monetariamente e acrescidas de juros de 12% a.a. (doze por cento ao ano);
B abrange toda e qualquer sorte de crédito.
I – abrangerá exclusivamente os créditos quirografários, excetuados os decorrentes de
repasse de recursos oficiais e os previstos nos §§ 3o e 4o do art. 49 desta Lei;
C estabelece a necessidade de autorização do juiz, após ouvidos o administrador
judicial e o comitê de credores, para o devedor aumentar despesas ou contratar
empregados.
IV – estabelecerá a necessidade de autorização do juiz, após ouvido o administrador judicial e
o Comitê de Credores, para o devedor aumentar despesas ou contratar empregados.

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D prevê o pagamento da primeira parcela das dívidas no prazo máximo de 30 dias,
contados da distribuição do pedido de recuperação judicial.
III – preverá o pagamento da 1a (primeira) parcela no prazo máximo de 180 (cento e oitenta)
dias, contado da distribuição do pedido de recuperação judicial;

Do Plano de Recuperação Judicial para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte


o
Art. 70. As pessoas de que trata o art. 1 desta Lei e que se incluam nos conceitos de microempresa
ou empresa de pequeno porte, nos termos da legislação vigente, sujeitam-se às normas deste Capítulo.
o
§ 1 As microempresas e as empresas de pequeno porte, conforme definidas em lei, poderão
apresentar plano especial de recuperação judicial, desde que afirmem sua intenção de fazê-lo na
petição inicial de que trata o art. 51 desta Lei.
o
§ 2 Os credores não atingidos pelo plano especial não terão seus créditos habilitados na
recuperação judicial.
Art. 71. O plano especial de recuperação judicial será apresentado no prazo previsto no art. 53
desta Lei e limitar-se á às seguintes condições:
I – abrangerá exclusivamente os créditos quirografários, excetuados os decorrentes de repasse de
o o
recursos oficiais e os previstos nos §§ 3 e 4 do art. 49 desta Lei;
II – preverá parcelamento em até 36 (trinta e seis) parcelas mensais, iguais e sucessivas, corrigidas
monetariamente e acrescidas de juros de 12% a.a. (doze por cento ao ano);
a
III – preverá o pagamento da 1 (primeira) parcela no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias,
contado da distribuição do pedido de recuperação judicial;
IV – estabelecerá a necessidade de autorização do juiz, após ouvido o administrador judicial e o
Comitê de Credores, para o devedor aumentar despesas ou contratar empregados.
Parágrafo único. O pedido de recuperação judicial com base em plano especial não acarreta a
suspensão do curso da prescrição nem das ações e execuções por créditos não abrangidos pelo plano.
Art. 72. Caso o devedor de que trata o art. 70 desta Lei opte pelo pedido de recuperação judicial
com base no plano especial disciplinado nesta Seção, não será convocada assembléia-geral de credores
para deliberar sobre o plano, e o juiz concederá a recuperação judicial se atendidas as demais exigências
desta Lei.
Parágrafo único. O juiz também julgará improcedente o pedido de recuperação judicial e decretará
a falência do devedor se houver objeções, nos termos do art. 55 desta Lei, de credores titulares de mais
da metade dos créditos descritos no inciso I do caput do art. 71 desta Lei.

25. (OAB/CESPE – 2006.2) Quanto à falência, no regime da Lei n.º 11.101/2005,


assinale a opção correta.
A As empresas públicas estão sujeitas aos termos da referida lei.
Art. 2o Esta Lei não se aplica a:
I – empresa pública e sociedade de economia mista;
B É competente para homologar o plano de recuperação extrajudicial, deferir a
recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local da sede do empresário ou da
sociedade empresária, ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil.

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Art. 3o É competente para homologar o plano de recuperação extrajudicial, deferir a
recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do
devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil.
C São exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência, as obrigações a título
gratuito.
Art. 5o Não são exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência:
I – as obrigações a título gratuito;
D Não são exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência, as despesas
que os credores fizerem para nelas tomar parte, salvo as custas judiciais decorrentes
de litígio com o devedor.
Art. 5o Não são exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência:
II – as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou na
falência, salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor.

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