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Guia do

TUTOR a Distância

UAB

INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
RIO GRANDE DO NORTE
UNIVERSIDADE
ABERTA DO BRASIL
GUIA DO TUTOR

CARO(A) TUTOR(A),

Neste Guia, dispusemos algumas recomendações sobre a sua atuação nos


cursos da UAB ofertados pelo IFRN. A base teórica para a qualificação e o exercício
da tutoria, no entanto, será dada por meio dos textos indicados, constantes no mate-
rial de estudo do curso de formação.

CONHECENDO A UAB

A Universidade Aberta do Brasil é um sistema integrado por universidades


públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm
dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da
educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que
atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes,
gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do
Distrito Federal.

Perfil do aluno
Os alunos dos Cursos ofertados pelo programa UAB/IFRN são professores
em formação inicial ou continuada ou estudantes oriundos do Ensino Médio.

O AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM

Os cursos da Universidade Aberta do Brasil são ofertados através da


Plataforma Virtual de Aprendizagem Moodle e da disponibilização de outros
materiais, como textos, CDs, DVDs, entre outros. A plataforma Moodle o ambiente
de interação entre os professores e tutores e os alunos. Funciona mais ou menos
como uma sala de aula. Através dela, o professor disponibiliza boa parte do mate-
rial, as atividades, e faz a interação necessária, tirando dúvidas, avaliando a
participação dos alunos, postando materiais complementares, criando espaços
colaborativos, etc.

A ESTRUTURA DOS CURSOS

Cada curso ofertado pelo programa foi concebido segundo critérios de qua-
lidade para o ensino a distância, tanto na organização de sua estrutura curricular
quanto de seu material didático.

O material didático dos cursos compreende, em linhas gerais, a seguinte


estrutura:
DISCIPLINA AULAS SEÇÕES

DISCIPLINA– organiza-se a partir de uma temática geral que é explorada


por meio de todas as aulas que a compõem. A quantidade de aulas de cada
disciplina depende de sua carga horária. A divisão é planejada de forma que
sejam garantidos, ao aluno, cerca de 4h de estudo para cada aula. Assim,
disciplinas de 60h, por exemplo, devem constituir-se através de 15 aulas.

AULA - Cada aula se divide em seções que organizam de forma lógica a


aproximação do aluno com o conteúdo apresentado. Essa divisão varia de
curso para curso, pois cada um foi pensado para atender às necessidades
especificas de seu publico alvo.

Ao longo da disciplina, através do ambiente virtual de aprendizagem, você


e o aluno terão à disposição algumas ferramentas de interação muito impor-
tantes para o processo de ensino e aprendizagem. São elas:

1. Fóruns – ambiente de interação assíncrona que permitirá que você deba-


ta com seus alunos alguns conceitos e/ou postulados.
2. Textos colaborativos(Wiki) – espaço para experiência com a aprendiza-
gem colaborativa. Aqui você poderá propor a produção de textos em gru-
pos, sempre que for solicitado pelas atividades das aulas.
3. Chats – espaço para discussões mais livres e voltadas para uma comuni-
cação mais informal, porém importante como meio de integração entre
você e seus alunos.

Os cursos da UAB poderão utilizar, também, um conjunto de recursos didáti-


cos, com o objetivo de dinamizar o aprendizado e possibilitar o desenvolvi-
mento de competências no uso desses materiais didáticos. Ferramentas
como vídeos, e Conteúdos Didáticos Digitais (CDDs) permitem uma rica
diversidade de situações pedagógicas importantes para o exercício de sua
atividade como docente.

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QUEM É QUEM NA EAD ?
Em geral, a educação a distância se estrutura através de uma equipe res-
ponsável por cada uma das várias etapas que vão desde a concepção do curso,
até a sua estruturação e a sua oferta. Essa equipe é formada por diversos profissi-
onais, entre os quais tutores(as), pedagogos, coordenadores UAB e coordenado-
res de curso, revisores, técnicos em informática, design instrucional, revisores lin-
güísticos, web designers, enfim, professores formadores, enfim, uma série de pro-
fissionais voltados para a produção de um curso capaz de atingir os objetivos pre-
tendidos.
AS ATRIBUIÇÕES DO TUTOR NO CURSO

• Conhecer e apropriar-se do projeto do curso.


• Mediar a comunicação entre a coordenação do curso e os cursistas.
• Acompanhar as atividades discentes, conforme o cronograma do curso.
• Estabelecer contato permanente com os alunos e mediar as atividades dis-
centes, tais como:
comentar os trabalhos realizados pelos alunos, através dos fóruns e
dos outros espaços abertos à interação na plataforma;
corrigir os trabalhos dos estudantes;
ajudá-los a compreender os materiais do curso através das discus-
sões e explicações;
responder às questões sobre o curso;
ajudar os alunos a organizarem suas atividades avaliativas;
fornecer informações por telefone e email;
supervisionar trabalhos práticos e projetos;
atualizar informações sobre o progresso dos estudantes.
• Colaborar com a coordenação do curso na avaliação dos estudantes.
• Participar das atividades de capacitação promovidas pela coordenação
UAB e pela do curso.
• Apoiar operacionalmente a coordenação na análise e avaliação das ativida-
des ao longo do curso.
• Informar aos coordenadores sobre possíveis desistências.
• Elaborar relatórios de acompanhamento dos alunos e encaminhar à coorde-
nação quando solicitado.
• Fornecer feedback aos coordenadores sobre os materiais dos cursos e as
dificuldades dos estudantes.
• Servir de intermediário entre a coordenação do curso e os alunos.
• Reunir-se semanalmente com os professores para avaliar o andamento dos
trabalhos.

Além dessas atribuições, o exercício da tutoria ainda requer algumas compe-


tências fundamentais. São elas:
· ter facilidade para se comunicar, dinamismo, criatividade e liderança;
· ter iniciativa para realizar com eficácia o trabalho de facilitador, junto
ao grupo de alunos sob sua tutoria;
· conhecer a realidade de seus alunos em todas as dimensões (pesso-
al, social, familiar e escolar);
· ter competência individual e de equipe para analisar realidades, for-
mulando planos de ação coerentes com os resultados de análises e de
avaliação; e
· ter atitudes que sejam eticamente irrepreensíveis, evitando impor os
seus valores, favorecendo a ampliação. (GONZALEZ, 2006)

Todas essas competências estão na base do princípio que garante, decisi-


vamente, a manutenção do equilíbrio e a motivação necessárias à permanência do
aluno em um programa ou curso a distância: a interatividade.
No ensino presencial, estamos em contato físico direto e permanente com
os sujeitos que convivemos. Na EaD, temos que buscar mecanismos para superar
as dificuldades criadas pelas distâncias geográficas entre os sujeitos envolvidos.
Assim, a interatividade deve ser estabelecida nas seguintes dimensões: no materi-
al didático; na comunicação mediada pela tecnologia; na relação dos alunos com
os professores e tutores a distância e presenciais; na relação com a equipe admi-
nistrativa; na relação do aluno com os seus colegas; e na relação do aluno com o
seu meio.
O material didático tem que motivar os alunos através do estabelecimento
de um diálogo permanente, da proposição de atividades que instiguem a busca
pela descoberta e pela pesquisa e que estejam relacionadas com o contexto de
vida do aluno; tem que ser atraente e proporcionar ao aluno o prazer de manuseá-
lo. Na EaD o material didático é o substituto direto do professor.
A comunicação mediada pela tecnologia deve ser constante e a mais rápida
possível, para que não se criem hiatos entre professores/tutores/instituição e o
aluno que dêem margem à desmotivação. Por isso, devem-se buscar os mais vari-
ados meios de comunicação, síncronas e assíncronas: chats, emails, blogs, telefo-
ne, videoconferência etc.
A relação entre professores/tutores e equipe administrativa deve ser a mais
intensa possível e permeada por um sentido positivo, produtivo e propositivo. A
ética e o colaboracionismo devem ser os princípios norteadores dessa relação.
O aluno deve estar em constante interação com os seus colegas de curso,
tanto os presenciais, que convivem com ele nas atividades do pólo, quanto com
alunos de outros pólos. Deve estabelecer uma relação amigável e baseada no espí-
rito de cooperação, visando o crescimento individual e coletivo.
A interação do aluno com o meio em que ele está inserido é também um ele-
mento importante. O conhecimento do contexto e da história de sua comunidade,
ajuda no desenvolvimento de um espírito crítico e investigativo sobre os problemas
e as soluções.
Em vista disso, valemo-nos de três dimensões que sustentam uma boa atua-
ção e contribuem decisivamente para um bom desempenho do aluno e um funcio-
namento satisfatório do curso: tempo, oportunidade e risco. (REIS, 2008)

Tempo
O aluno deve ter habilidade para aproveitar bem seu tempo, sempre escas-
so. Ao contrário do professor presencial, o tutor não sabe se o aluno assistirá à pró-
xima tutoria ou se voltará a entrar em contato para consultá-lo; por esse motivo,
aumentam o compromisso e o risco da sua tarefa.

Oportunidade
Em uma situação presencial, o docente sabe que o aluno retornará; que,
caso este não encontre uma resposta que o satisfaça, perguntará de novo ao
docente ou a seus colegas. Entretanto, o tutor não tem essa certeza. Tem de ofere-
cer a resposta específica quando tem a oportunidade de fazer isso, porque não
sabe se voltará a ter.

Risco
Aparece como consequência de privilegiar a dimensão tempo e de não apro-
veitar as oportunidades. O risco consiste em permitir que os alunos sigam com uma
compreensão parcial, que pode se converter em uma construção errônea sem que
o tutor tenha a oportunidade de adverti-lo.

MODELO DE TUTORIA DOS CURSOS DA UAB NO IFRN

Cada curso na modalidade EaD adota seus modelos próprios de tutoria.


Existe na atualidade um processo de consolidação de tutoria que estabelece 4
modelos: o presencial, o semipresencial, o bimodal e o virtual. (REIS, 2007).
O IFRN optou por adotar o modelo virtual, em que

Todo o sistema de tutoria é realizado através do campo virtu-


al, portanto, as mediações tecnológicas interferem e agre-
gam valor às interações comunicativas. Eventualmente, os
alunos podem comunicar-se por telefone, porém, esse tipo
de interação, [...] raramente acontece. (REIS, 2007, p. 4 ).

Essa opção se deve fundamentalmente ao fato de que o curso atenderá


uma clientela territorialmente muito dispersa, embora os alunos possam contar
com a figura do tutor presencial, que auxilia nas atividades a serem realizadas nos
polos, em caráter presencial.

A Figura 1 sintetiza o modelo virtual.

Figura 1: modelo de tutoria virtual

A figura 1 demonstra que o tutor é um mediador do conhecimento, mas no


processo de interatividade que deve existir na educação a distância, os próprios
alunos colaboram com o aprendizado coletivo, atuando como sujeito na constru-
ção do conhecimento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nas duas últimas décadas, a EaD no Brasil vem se expandindo de maneira


muito significativa. Essa expansão compreende tanto a oferta de cursos por institu-
ições privadas e/ou corporativas quanto por políticas públicas, implantadas pelo
Estado brasileiro. Esse processo de expansão traz também consigo um aumento
da demanda por profissionais qualificados para atuarem nas mais variadas fun-
ções nos cursos ou programas de EaD. O tutor é um desses profissionais, cujo
papel vem ganhando uma crescente importância e se consolidando. Seu papel tem
sido determinante para a garantia dos processos de aprendizagem na EaD, seja
qual for o modelo do curso ou qual mídia predominante (impressos, teleaulas,
web).
Os cursos da UAB no IFRN estão estruturados segundo um modelo em que
o tutor tem uma importância decisiva. Mesmo que tenha havido um grande investi-
mento na tecnologia, com a criação de estratégias didáticas que permitem o estudo
autônomo para o aluno, consideramos indispensável o componente humano,
acompanhando cada passo da jornada, orientando, tirando dúvidas, organizando,
interagindo.
Um dos fatores no qual apostamos, que poder ser o diferencial desses cur-
sos, é exatamente a atuação dos tutores(as), não numa perspectiva operacional
funcionalista, mas pautada em uma atuação voltada para vivências dialógicas e
dialéticas que estejam ancoradas na concepção freireana de ação/reflexão/ação.
Para aprender melhor esse papel, leia as leituras indicadas no item a seguir.

LEITURAS INDICADAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. O papel do tutor


na educação a distância online. Disponível em: <www.abed-
.org.br/nordeste/downlaad/liliana.pdf>
GONZALEZ, Mathias. A arte da sedução pedagógica na tutoria em educa-
ção a distância. (In) GONZALEZ, Mathias. Fundamentos da tutoria em educa-
ção a distância. São Paulo, Avercamp, 2005.
KENSKI, Vani Moreira. Das salas de aula aos ambientes virtuais de aprendi-
zagem. Disponível em: <www.abed.org.br/congresso2005/por/pdf/030tcc5.pdf>
EMERECIANO, Maria do Socorro. Ser presença como educador, professor,
tutor. Disponível em: <www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?>.

GARCÍA ARETIO, Lorenzo. Bases Conceituais. Disponível em:


MACHADO Liliana Dias, MACHADO, Elian de Castro. O papel da tutoria em
ambientes de EaD.
Disponível em: http://www.scribd.com/doc/6581788/o-Papel-Da-Tutoria-Em-
Ambientes-de-Ead.
MORAN, José Manuel. O que é EAD. Disponível em:
http://www.escolanet.com.br/sala_leitura/conc_fundam.html
PALOFF Rena M.; PRATT, Kate. O aluno virtual. Porto Alegre: Artmed, 2006.
REIS, Hiliana. Modelos de tutoria no ensino a distância. Disponível em:
www.bocc.uff.br/pag/reis-hiliana-modelos-tutoria-no-ensino-distancia.pdf.