Anda di halaman 1dari 3

Ciro defende veto a Haddad em

debates: "Quem é o candidato do


PT?"
Luciana Amaral
Do UOL, em Brasília 14/08/2018 12h13 > Atualizada 14/08/2018 14h10

m n   H {Ouvir texto J Imprimir F Comunicar erro

FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Ciro Gomes participa de evento com presidenciáveis em Brasília

O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, defendeu nesta


terça-feira (14) que Fernando Haddad (PT) não deve participar dos debates
promovidos por veículos de comunicação e demais entidades com os pretendentes
ao Palácio do Planalto.

Haddad foi anunciado como vice na chapa do PT à Presidência encabeçada por


Luiz Inácio Lula da Silva, preso pela Lava Jato em Curitiba e inelegível pelos
critérios da lei da Ficha Limpa. O PT defende a manutenção da indicação do nome
de Lula e deve registrar as candidaturas até esta quarta (15) – prazo limite definido
pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a todos os candidatos.

Em caso de rejeição do nome de Lula pela Justiça Eleitoral, um dos planos do PT é


tornar Haddad candidato à Presidência, com Manuela D'Ávila (PCdoB) na vice.
Nesta segunda (13), Haddad pediu o apoio dos adversários, em especial de Ciro,
para que possa participar dos debates e sabatinas.

"O PT é o meu adversário. Acho que não [tem de participar dos debates]. Repare
em uma coisa: quem é o candidato à Presidência da República do PT? É o Lula.
Por que que o Haddad vai para os debates? Compreende o que estou dizendo?
Isso depende de mim? Então, o Bolsonaro pode ir tomando o general, né?", afirmou
Ciro Gomes.

O pedetista participou de debate promovido pela União Nacional de Entidades do


Comércio e Serviços, em Brasília. Haddad também foi convidado a apresentar suas
ideias e plano de governo no evento pela organização e deve falar nesta terça, às
15h.

Ciro Gomes ainda aproveitou a oportunidade para criticar o PT e responsabilizar o


partido por grande parte dos problemas do Brasil ao ter escolhido o presidente
Michel Temer como vice de Dilma Rousseff nas eleições de 2010.
"Somos bastante amigos [de Haddad]. O problema não é ele. Sou muito amigo do
Geraldo Alckmin também. O problema é o PT. E o PT é muito fortemente
responsável pelo momento que estamos aí vivendo. Não foi o PT quem escolheu o
Michel Temer? O PT escolheu o Michel Temer, não é? Ou fui eu que escolhi?",
declarou.

No primeiro dia de campanha, na quinta (16), Ciro Gomes deverá participar pela
manhã de uma caminhada em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro. À tarde, deverá
seguir para São Paulo.

Fátima Meira/Estadão Conteúdo Além de Ciro e Haddad, participam


também do evento da Unecs nesta
terça Alvaro Dias (Podemos), Henrique
Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin
(PSDB).

Por outro lado, o candidato à


Presidência pelo MDB, Henrique
Meirelles, defendeu a participação de
Haddad nos debates. Para ele, sem a
presença do PT, ficará um "vácuo" nas
sabatinas e eventos.

"Eu sou favorável, sim. Eu acho que


Henrique Meirelles (MDB) participa de quanto mais debate, melhor. [...]
evento em Brasília Porque, evidentemente, o Lula preso
não pode se pronunciar. Então o PT
vai fazer o que deve fazer no momento certo. Não é problema nosso, é problema
deles", disse.

Propostas de campanha

Em discurso, Ciro Gomes afirmou que os principais problemas enfrentados pelo


país são o endividamento das famílias e das empresas e o "colapso" do setor
público. Ele se disse disposto a se dedicar às reformas nos seis primeiros meses de
governo, se eleito. Caso se mantenha um impasse quanto às mudanças
previdenciárias, por exemplo, ele disse que promoverá um plebiscito.

Ciro defendeu também a simplificação tributária, menor burocracia para abertura de


empresas, estímulo do governo para maior competição entre bancos que atuam no
Brasil, revitalização de áreas centrais em grandes cidades e a criação de uma
guarda nacional tecnológica para o combate ao crime nas fronteiras.

Sobre a proposta de ajudar a "limpar o nome" de quem está negativado no SPC, o


candidato informou que a medida valeria somente para quem se endividou antes de
20 de julho de 2017, quando anunciou a medida pela primeira vez. Ele não deu
maios detalhes sobre o assunto.

Veja também

Bolsonaro registra candidatura no TSE e declara


patrimônio de R$ 2,3 mi

Ciro defende veto a Haddad em debates: "Quem


é o candidato do PT?"
MST faz protesto no DF e diz que 'vai à luta' se
Lula não for candidato

Minha prisão é para impedir a volta do PT à


Presidência, diz Lula no NYT

Fux compara propaganda de Dilma contra Marina


em 2014 a fake news

Alvaro Dias pede a empresários lucidez e que


não façam escolhas equivocadas

© 1996-2018 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados. Hospedagem: UOL Host