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Índice pag

Introdução…………………………………………………………………………....... 01
Desenvolvimento……………………………………………………………………… 02
Conclusão………………………………………………………………………………17
Bibliografia……………………………………………………………………………..19

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Introdução
Todos nós gostamos de nos distrair, mas nem sempre sabemos como. A
televisão é sempre uma boa opção. Sentamo-nos num sofá confortável, ligámos a
televisão, até aqui é tudo muito simples. Mas não foi assim tão simples proporcionar
a todos nós esse aparelho que monopoliza a atenção de milhões de pessoas pelo
mundo fora. Para chegar aos dias de hoje a televisão precisou de muita ciência e anos
de estudo. Hoje em dia nunca pensamos no trabalho que dá e o número de pessoas
que passam horas a fio a trabalhar para que nós a possamos ver. Deste trabalho
procuramos mostrar um pouco dessa trajectória de descobertas, tentativas, erros e
acertos.

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Aparecimento da televisão
O aparecimento da televisão deve-se em grande parte a cientistas, visionários e
homens de ideias muito avançadas. Desde o inicio do século XIX, os cientistas
estavam preocupados com a transmissão de imagens à distância. E foi com a
invenção de AlexanderBain, em 1942, que se obteve a transmissão telegráfica de
uma imagem (fac-símile), actualmente conhecido como fax.
Mas já em 1817, o químico sueco Jons Jacob Berzelius descobriu o selénio.
Mas só 56 anos depois, em 1873, é que o inglês Willoughby Smith comprovou que o
selénio possuía a propriedade de transformar energia luminosa em energia eléctrica.
Através desta descoberta conseguiu-se realizar a transmissão de imagens por meio da
corrente eléctrica.

Em 1884, o alemão Paul Nipkow, inventou um disco com orifícios em espiral


com a mesma distância entre si que fazia com que o objecto se subdividisse em
pequenos elementos que juntos formavam uma imagem.

No ano de 1892 JuliusElster e Hans Getiel inventaram a célula fotoeléctrica.


Em 1906 Arbwehnelt desenvolveu um sistema de televisão por raios catódicos,

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sendo que o mesmo ocorreria na Rússia por Boris Rosing. O sistema empregava a
exploração mecânica de espelho somada ao tubo de raios catódicos.

Em 1920 realizaram-se as verdadeiras transmissões, graças ao inglês John


Logie Baird, através de um sistema mecânico baseado no disco de Nipkow. Quatro
anos depois, em 1924, John Baird transmitiu contornos de objectos à distância e no
ano seguinte fisionomias de pessoas. Já em 1926, John Baird, fez a primeira
demonstração no RoyalInstitution em Londres, para a comunidade científica e logo
após assinou contrato com a BBC para transmissões experimentais. O padrão de
definição possuía 30 linhas e era mecânico.

Por volta desta altura, mais concretamente no ano de 1923, o russo Vladimir
Zworykin patenteou o Iconóscopio, invento que utilizava tubos de raios catódicos.
Também PhiloEarsworth em 1927 patenteou um sistema dissecador de imagens por
raios catódicos, mas com uma resolução pouco satisfatória. Zworykin foi convidado
pela RCA para encabeçar a equipa que viria a produzir o primeiro tubo de televisão
chamado Orticon, que passou a ser produzido à escala industrial a partir de 1945.

Em Março de 1935, a Alemanha foi o primeiro país a oferecer um serviço de


televisão pública, adoptando um padrão de média definição com 180 linhas e 25
quadros por segundo. No mesmo ano, mas em Novembro a França iniciou as suas
transmissões, sendo a torre Eiffel o posto emissor.

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A BBC foi inaugurada em 1936, na Inglaterra, com uma imagem composta por 240
linhas, padrão mínimo que os técnicos chamavam de “alta definição”, por garantir
uma boa qualidade e nitidez. No espaço de três meses o seu sistema oficial já era de
405 linhas. No ano seguinte três câmaras electrónicas transmitiram a cerimónia da
coroação de Jorge VI para cerca de 50 mil telespectadores.

Televisão de 1936
Na Rússia a televisão começou a funcionar em 1938. Um ano depois nos
Estados Unidos, onde a NationalBroadcastingCompany (NBC) transmitia
inicialmente para cerca de 400 aparelhos na cidade de Nova Iorque, utilizando uma
resolução de 340 linhas com 30 quadros por segundo.
Neste mesmo ano (1939) acontece no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira
transmissão de televisão em circuito fechado, de que se têm conhecimento. Foi
durante a Feira Internacional de Amostras e utilizando equipamentos de origem
alemã.
A segunda guerra mundial começou em 1939 e a Alemanha foi o único país da
Europa a manter a televisão no ar durante esse período. Paris voltou com as
transmissões em Outubro de 1944, Moscovo em Dezembro de 1945 e a BBC em
Junho de 1946.

No ano de 1950 já a França possuía uma emissora com definição de 819 linhas,
a Inglaterra com 405 linhas, a Rússia com 625 linhas e os Estados Unidos e Japão
com 525 linhas.

Início das transmissões a cores


As transmissões regulares a cores nos E.U.A, começaram em 1954. Mas já em
1929, Hebert Eugene Ives realizou, em nova Iorque, as primeiras imagens coloridas
com 50 linhas de definição por fio, cerca de 18 frames por segundo. Peter Goldmark
aperfeiçoou o invento mecânico fazendo demonstrações com 343 linhas, a 20 frames
por segundo, em 1940.

Vários sistemas foram criados, mas todos encontravam barreiras: se um


sistema novo surgisse, o que fazer com aparelhos antigos a preto e branco que já
eram por volta de 10 milhões no início dos anos 50. Criou-se nos Estados Unidos um
comité especial para, no sentido literal colocar cor no sistema preto e branco. Esse

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comité recebeu o nome de NationalTelevisionSystemCommittee (também conhecido
como NationalTelevisionStandarsComittee), cujas iniciais serviam para dar nome ao
novo sistema, NTSC.
Em Portugal, as emissões a cores começaram a ser regulares em 1980, sendo o
Festival RTP da Canção de 1980, o primeiro programa emitido a cores em Portugal.

De onde vêm as imagens da televisão


Para percebermos a magia da televisão, não é fácil, porque ainda precisamos de
aprender muita coisa sobre ciências. O que sabemos é que antes da televisão foi
preciso aparecer a fotografia e o rádio.

Tudo começa na lente da câmara que têm três espelhos, que dividem a luz e
uma válvula que combina as cores e a transmite, transformando-a. Depois de
captadas e decompostas em sinais eléctricos as imagens são mandadas para um
centro electrónico, o modelador (aparelho que modula as ondas em um oscilador).

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Os sinais são enviados em forma de ondas por uma grande antena transmissora. Os
transmissores estão quase todos nos satélites, que aumentam os sinais e permitem a
transmissão a longa distância, que é encaminhada ao aparelho receptor que desfaz os
sinais, recompondo-os na sua posição original, reproduzindo na televisão a imagem
transmitida.

A formação da imagem é instantânea. O dispositivo electrónico utiliza-se em


pontinhos, ao invés de linhas, conseguindo desenhar a frame (imagem) inteira a cada
1/25 de segundo. Para transmitir a imagem de um lugar para o outro utilizou-se
antenas, mas como as ondas são em linha recta ficou difícil transmitir para o outro
lado do mundo devido à curvatura, procurando deste modo uma solução espacial.
Em 23 de Julho de 1962 surgiu a primeira transmissão via satélite, o satélite artificial
Telstar, lançado pela NASA dos E.U.A.

O progresso da engenharia espacial e das telecomunicações permitiu lançar


satélites em órbita à volta da Terra. São eles que garantem as transmissões
televisivas e as comunicações telefónicas intercontinentais que permitem comunicar
um mesmo sinal em todo o mundo ao mesmo tempo.

Em suma, a televisão é sistema electrónico de transmissão de imagens


instantâneas de objectos fixos ou em movimento, acompanhadas de som, pela análise
e conversão da luz e do som em ondas eléctricas seguidas de reconversão, captadas
num aparelho que tem um tubo de raios catódicos responsáveis pela construção de
uma imagem.

Como eram as primeiras televisões?


Os primeiros aparelhos de televisão eram rádios com um dispositivo que
consistia num tubo de néon com um disco giratório mecânico que produzia uma
imagem vermelha do tamanho de um selo postal. O primeiro serviço de alta
definição apareceu na Alemanha em Março de 1935, mas estava disponível apenas
em 22 salas públicas.

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As primeiras televisões eram como a que se encontra na imagem e eram uns
autênticos imóveis. Embora o ecrã fosse pequeno e as imagens de fraca qualidade, os
componentes electrónicos necessários requeriam grandes espaços.

Como são hoje as televisões?


Hoje as televisões não têm nada a ver com as primeiras, agora têm uma
imagem bastante nítida e a cores e são perfeitamente móveis, existem vários
tamanhos, uns mais pequenos e outros maiores como por exemplo os plasmas.

Televisão Digital
A Televisão digital, usa um modo de modulação e compressão digital para
envio de vídeo e áudio, bem como sinais de dados aos aparelhos compatíveis com
esse tipo de tecnologia, proporcionando dessa forma, a transmissão e recepção de

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uma quantidade maior de conteúdo por uma mesma frequência, garantindo, assim,
uma imagem de alta definição.

Inovações Técnicas e Tecnológicas da TV Digital

Qualidade Técnica de Imagem e Som

Resolução de imagem – Actualmente um monitor analógico de boa qualidade


apresenta entre 480 e 525 linhas. Na televisão digital de alta definição, chega-se a
1080 linhas com o padrão HDTV. Já há no mercado empresas de comercialização do
serviço digital que possuem esse tipo de equipamento.

Novo formato da imagem - A tela dos monitores digitais passará do formato


4:3, típico da TV analógica, para o formato 16:9, mais próximo do formato
panorâmico.

Qualidade do som - A televisão iniciou com som mono (um canal de áudio),
evoluiu para o estéreo (dois canais, esquerdo e direito). Com a TV digital, passará
para seis canais (padrão utilizado por sofisticados equipamentos de som.

Sintonia do Sinal - A TV digital possibilita a sintonia do sinal sem a presença


de “fantasmas” e com qualidade de áudio e vídeo ausentes de ruídos e interferências.

Recepção

Optimização da Cobertura – A tecnologia digital possibilita uma certa


flexibilidade para o ajuste dos parâmetros de transmissão, de acordo com as
características geográficas locais. Em zonas topograficamente acidentadas ou com
muitos obstáculos (centro das cidades com muitos edifícios, por exemplo) pode ser
utilizado o recurso da transmissão hierárquica. Com este recurso, um programa pode

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ser transmitido (com sinal menos robusto) de modo a ser recebido em locais mais
favoráveis, através de antenas externas.

Acessibilidade

Gravadores Digitais Incluídos nos Receptores ou Conversores - Alguns


modelos de aparelhos receptores ou mesmo os conversores poderão incorporar
gravadores digitais de alto desempenho (semelhantes aos discos rígidos utilizados
nos computadores, ou mesmo memória do tipo flash, tecnologia semelhante às
actuaispens do tipo USB) que poderão armazenar muitas horas de gravação e
permitir que o assinante escolha a hora de assistir ao programa que desejar, ou até
mesmo congelar temporariamente a emissão que está a ser transmitida.

Múltiplas Emissões de Programas - A transmissão de um mesmo programa em


horários descontínuos (um filme por exemplo, iniciando de 15 em 15 minutos) em
diversos canais permitirá que o assinante tenha diversas oportunidades para assistir
ao programa desejado a um horário escolhido.

Tal como a televisão do tipo analógica, convencional, o sinal digital viaja por
diferentes meios que deverão continuar a coexistir após a adopção do padrão digital.

Satélite - Plataformas DTH ( DVB-S )

Cabo - Redes de TV por Cabo ( DVB-C )

Hertziana - Difusão Terrestre ( DVB-T ), MMDS

A história da televisão digital terrestre em Portugal é conturbada. Depois de um


primeiro concurso abortado, adiou-se o lançamento de novo concurso devido, em
primeiro lugar, às mudanças dos governos e, depois, à oferta pública de aquisição
(OPA) lançada pela Sonaecom sobre a Portugal Telecom.

Os concursos públicos para a introdução da Televisão Digital Terrestre (TDT)


em Portugal foram lançados em Fevereiro de 2008. A TDT é uma plataforma

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alternativa de acesso à televisão digital, que se distingue tecnologicamente da
televisão analógica terrestre e visa a sua substituição até 2012.

Em Portugal, a televisão digital é já assegurada nomeadamente nos seguintes


suportes: cabo, satélite, FWA (acesso fixo via rádio), xDSL/IP (linhas de assinante
digitais) ou UMTS (sistema de terceira geração de serviços móveis).

O Aparecimento da Televisão Pública em Angola.


A primeira transmissão de TV em Angola aconteceu em 1962, nas instalações da
Rádio Clube do Huambo (na época, Nova Lisboa). Houve novas tentativas em 1964,
em Benguela, e em 1970, em Luanda. Tais emissões, porém, não tinham autorização do
governo colonial. Na época, a legislação portuguesa dava à RTP o monopólio da
exploração do serviço nas colónias.

Em 1969, o Ministério do Ultramar começou a estudar a implantação da


televisão nas colónias. A comissão viria a autorizar a criação de companhias mistas
em 1973. Surgiu assim a RPA/TPA - Radiotelevisão Portuguesa de Angola, fundada
em 1 de Fevereiro de 1974, com sede em Luanda.

As transmissões regulares, porém, começaram em 18 de Outubro 1975, já


durante a transição política e com a emissora renomeada: em vez de "Portuguesa",
passou a ser "Popular". A emissora foi nacionalizada em 1976, passando a se chamar
TPA - Televisão Popular de Angola. Mais tarde, seria novamente renomeada, passando
a se chamar Televisão Pública de Angola.

A primeira transmissão em cores aconteceu em 1983.

Durante 33 anos, houve monopólio estatal do sector. A primeira emissora


comercial autorizada a funcionar no país, a TV Zimbo, entrou no ar às 17:30 de 13 de
Dezembro de 2008. O canal pertence ao grupo Media Nova, também proprietário da
Rádio Mais e do semanário O Paí.

Em 2011, o governo angolano iniciou a transição para a TV digital, adotando o


padrão SBTVD/ISDB-T. A meta é concluir a migração até 2015.

O canal AngoTV surgiu em 11 de novembro de 2010, sendo transmitido por


meio do sistema de TV por assinatura via satélite UAU!TV. Pertencente à empresa
Semba Comunicações, o canal tem programação inteiramente produzida no país.

Os benefícios e malefícios do uso da Televisão


A Televisão (do grego tele – distante, e do latim visione - visão) é um sistema
electrónico de recepção de imagens e som de forma instantânea. Funciona a partir da
análise e conversão da luz e do som em ondas electromagnéticas e de sua

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reconversão em um aparelho (o televisor) que recebe também o mesmo nome do
sistema ou pode ainda ser chamado de aparelho de TV. Esse aparelho capta as ondas
electromagnéticas e através de seus componentes internos as converte novamente em
imagem e som.

A televisão parece ser o verdadeiro monstro da sociedade actual. Vários


estudos garantem que a velhinha caixa mágica, venerada por ter mudado o Mundo, é
também responsável por todos os males, desde a obesidade infantil, perda de sono,
até puberdade.

Um estudo realizado por uma universidade norte-americana salienta que


alguma programação infantil e o excesso de tempo a ver televisão contribui para o
aumento da obesidade nas crianças. Uma das recomendações, para combater a
situação, passa por utilizar personagens queridos às crianças, em campanhas de
sensibilização, apelando a uma alimentação mais saudável.

Outra investigação concluiu que a variação de luz nas imagens televisivas pode
antecipar o surgimento da puberdade. A elevada exposição a essa alteração de
luminosidade interfere na segregação da hormona que ‘controla’ o relógio interno
dos humanos, acelerando todo o processo, de desenvolvimento humano e psíquico.

A revista finlandesa ‘JournalofSleep Research’ publicou uma investigação, na qual


se conclui que as crianças têm mais dificuldades em dormir quando assistem
televisão durante muito tempo. Para este estudo o Departamento de Psiquiatria
Pediátrica de Helsínquia, analisou 321 crianças com cinco e seis anos.

Na sequência do texto 'Perigos graves da 'baby-sitter' electrónica', publicado


por Clara Viana, na Pública de 26 de Setembro de 04, intitulado "O cérebro deles
estará a mudar?". Optamos, por mencionar algumas passagens mais importantes do
texto, que é, de certo modo, um alerta público, sobretudo quando se quer fazer passar
a ideia de que a 'Baby TV' é um bem caído dos céus.

“ (…) Os problemas de atenção passaram a ser a nova marca das crianças e


jovens. Um estudo recente, ignorado em Portugal, põe em causa a explicação

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genética. A exposição muito precoce aos écrãs, sobretudo à televisão, com as suas
muitas imagens rápidas e variadas, poderá estar a condicionar o seu cérebro a só
aceitar um alto nível de estimulação. “Formatados" pela velocidade e pela
fragmentação, existirá já um fosso irremediável entre eles e uma escola que lhes
exige o que já perderam. Neste cenário intervém a omnisciente Ritalin (Ritalina, na
gíria portuguesa), a anfetamina que, por receita médica, milhões de crianças em todo
o mundo estão a tomar por conta da desatenção (…)”

“ (...) nos Estados Unidos foi dada como testada uma relação entre a exposição
precoce à televisão e os problemas de atenção que, nos últimos anos, parecem estar a
tomar de assalto as crianças e jovens do mundo desenvolvido. "Não é possível saber
se o crescimento da desordem por défice de atenção e hiperactividade é real, ou se é
motivado pelo maior conhecimento da desordem. Mas existem razões para acreditar
que, na primeira infância, os factores ambientais são importantes no
desenvolvimento da desordem. Deste modo, a televisão pode muito bem ser um
desses factores", comentou à Pública o pediatra norte-americano DimitriChristakis.
Foi ele que liderou o estudo do “ChildHealthInstitut”, da Universidade de
Washington, que veio dar uma primeira grande resposta afirmativa à questão,
abanando assim a abordagem genética do chamado défice de atenção, ainda a
preponderante nos EUA, em Portugal ou em mais meio mundo (…)”Não era por
acaso que Michel Foucault dizia que a loucura era um 'facto de civilização'... Muito
há, pois, a pensar, para além das 'razões' genéticas.

Na conclusão do seu estudo, publicado na revista "Pediatrics":


independentemente do que vê (os conteúdos não foram tidos em conta) uma criança
antes dos três anos que veja duas horas de televisão por dia tem mais 20% de
probabilidades de desenvolver problemas de atenção do que outra que não tenha sido
tão exposta à mesma televisão. Sendo que, como também revela a sua investigação,
nos EUA uma criança de um ano vê, em média, 2,2 horas de televisão por dia e uma
de três chega quase às quatro horas.

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Em Portugal, esta contagem só tem sido feita a partir dos 4 anos. No ano
passado, os que tinham entre esta idade e os 14 anos, despendiam a ver televisão
uma média de 179 minutos por dia - quase três horas.

Na Espanha, as crianças de seis a sete anos vêem uma média de duas horas de
TV por dia, mas cerca de 36% delas assistem a mais de quatro horas diárias, de
acordo com estudo apresentado no ano passado pela Associação Espanhola de
Pediatria. O estudo da Universidade de Otago baseou-se em 1.037 crianças
examinadas a cada dois anos dos cinco aos 15 anos, como parte de uma ambiciosa
pesquisa sobre o desenvolvimento e saúde infantis. Entre outras perguntas, os pais e
as crianças foram convidados a informar quanto tempo dedicavam à TV a cada dia.
Para avaliar se sofriam de qualquer deficiência de atenção, as crianças, os seus pais e
professores tiveram de responder se conseguiam se manter atentas por apenas um
período curto, se a sua capacidade de concentração era baixa ou se terminavam por
se distrair facilmente. Entre as perguntas feitas, por exemplo, estava "quando alguém
fala contigo, é difícil ter atenção?", "frequentemente começas a fazer as tuas lições
mas não as terminas?", "é difícil fazeres as lições se há ruídos, ou algum tipo de
actividade no mesmo quarto?".

Estudos anteriores haviam detectado que o abuso de televisão na infância


gerava problemas de deficiência de atenção para as crianças na escola primária. Mas
não havia um estudo de grande porte que analisasse se esses problemas perdurariam
na adolescência, até agora.

Alguns pesquisadores alertam contra o hábito de algumas famílias em manter


os aparelhos de televisão ligados para que as crianças fiquem tranquilas, por
exemplo, durante o pequeno-almoço.

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Os dados desse estudo não esclarecem de que forma o excesso de TV afecta a
capacidade de atenção, contudo os pesquisadores apontam para diversas hipóteses.
As mais prováveis é que as imagens televisivas, com os seus estímulos constantes,
podem fazer com que a vida real pareça monótona, de certa forma comparativa, dado
que as crianças tendem a aborrecerem-se com actividades de ritmo mais lento, como
assistir a aulas ou fazer os trabalhos de casa. Outra possível explicação é que o
celebro infantil, ainda em formação, se desenvolva de forma inadequada quando
estimulado em excesso pela rápida sucessão de imagens dos programas de TV.

Depois de rever os resultados dos estudos científicos que alertam sobre os


efeitos adversos do uso excessivo de televisão sobre a saúde das crianças e
adolescentes, a Associação Norte-Americana de Pediatria aprovou algumas
recomendações aos pais, tais como:

- Limitar em duas horas o tempo que as crianças dedicam a entretenimento


audiovisual, incluindo computadores e jogos de vídeo, que no deve exceder esse
limite de tempo, ainda que se trate de programação de qualidade.

- Restringir o uso do televisor no quarto, conforme recomendação de pediatras


conceituados. Segundo eles, convém evitar que crianças com menos de dois anos
assistam a TV, e estimular actividades mais interactivas que promovam
desenvolvimento cerebral adequado, como falar, cantar, brincar ou ler. Ao mesmo
tempo, os pais deveriam fiscalizar os programas os assistidos pelas crianças e
adolescentes, e estimular a escolha de programas educativos e de boa qualidade em
detrimento dos que favorecem o conteúdo violento.

- Conforme o caso, os pais deveriam procurar assistir a televisão em família,


principalmente programas com as crianças e alguns lúdicos, que são os melhores
para a sua educação.

Como nos influencia a Televisão


Como sabemos, a televisão tem o poder de proporcionar reacções às pessoas,
induzindo-as de forma a mudarem, até mesmo, de opinião relativamente a qualquer

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tipo de assunto ou matéria. É, de facto, uma certa magia contagiante, proveniente de
uma caixa. A caixinha mágica.

Um exemplo flagrante é o que foi relatado, em tempos, por David Luís, no


semanário “Jornal de Domingo”, publicado em Maputo. Segundo ele, parece não ser
desconhecido o poder que a televisão. exerce no comportamento dos cidadãos. As
televisões transmitem para os nossos lares tudo o que é bom, e também tudo que é
mau. Ou, de outra forma, as imagens de televisão, vistas como as vemos, podem ser
reais, ou não. O que nunca são é totais e, muito menos, objectivas. Elas são, em
última análise, produto de decisão de uma qualquer pessoa, que seja tão-somente,
chefe de redacção. Por isso, naturalmente, subjectivas. Para perceber o poder e a
influência das imagens de televisão no nosso comportamento, vale a pena uma breve
narrativa, de uma história verdadeira, acontecida há já muitos anos.

Aconteceu que uma transportadora de passageiros nacional, operando no sul de


Moçambique, era periodicamente, alvo de rasgados elogios em tudo quanto fosse
jornal da terra. Porém, de um momento para o outro, o elogio deu lugar às críticas
mais violentas. Interrogado, certo dia, um dos proprietários da empresa em questão
sobre o que se estava a passar, respondeu que, simplesmente nada. Acrescentou que
a razão e a culpa dessas críticas eram da televisão. De facto, a RTP Internacional
havia começado a transmitir para Moçambique. E, as imagens que davam dos
autocarros que circulavam em Portugal eram outra e diferentes dos autocarros que
circulavam nas nossas estradas. Logo, e em, boa lógica, o desejo de ter por cá a
qualidade do transporte colectivo de passageiros que existia lá, era “culpa” da
televisão.

Quem vê mais televisão


Segundo os dados fornecidos pela Marktest, entre Janeiro e Setembro de 2008
cada português viu, em média, por dia, em sua casa, 3 horas, 34 minutos e 54
segundos de televisão, mais 5 minutos e 38 segundos do que no mesmo período do
ano anterior.

A idade e a situação no lar são as variáveis que mais influenciam o consumo de


televisão, já que é aqui que se observam maiores diferenças de comportamento entre
os indivíduos.

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Os maiores consumidores deste meio são:

: Os residentes no Sul, com 3h53m42s (mais 8.7% do


Por região
que a média do universo)

: Os indivíduos da classe baixa, com 4h34m25s (mais


Por classe social
27.7% do que a média do universo)

: As mulheres, com 3h55m42s (mais 9.7% do que a


Por sexo
média do universo)

: Os indivíduos com mais de 64 anos, com 5h26m47s


Por idade
(mais 52.1% do que a média)

: As donas de casa, com 4h20m00s (mais 21.0% do


Por situação no lar
que a média)

Pelo contrário, os jovens dos 15 aos 24 anos e os indivíduos das classes sociais
altas e média alta são os que apresentam os índices de audiência de televisão mais
baixos.

Este valor sobe, no entanto, para as 5 horas, 30 minutos e 51 segundos quando


analisamos os indivíduos com mais de 64 anos, que são os maiores consumidores
deste meio. Isto significa que os idosos têm um consumo de televisão superior à
média em 52.2%.Uma análise mais profunda mostra uma tendência de crescimento
nos anos mais recentes, passando das 4 horas, 48 minutos e 55 segundos em 2003
para o valor agora registado, cerca de mais 42 minutos por dia do que então.

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Conclusão
A televisão é, por excelência, um meio de comunicação audiovisual
extremamente importante, em quase todos os aspectos. Por mais que queiramos não
conseguimos evitar que a dita “caixinha mágica” exerça, de forma bastante vincada,
alguma influência sobre o nosso quotidiano.

É, de facto, uma caixinha mágica. Ou deveremos dizer, quem sabe, uma


caixinha de “Pandora” mágica?

A televisão tem o poder de informar, instruir, educar, e, algumas vezes, violar a


privacidade das pessoas. O mais comum dos cidadãos pode tornar-se, de um
momento para o outro, numa estrela e até mesmo numa celebridade. Não importa à
opinião pública de massa, se o objecto de culto e importância seja, naquele momento
mediático um doutor ou mesmo um simples operário fabril. Naquele momento passa
do anonimato à alta ribalta. O que está correcto, por vezes, passa a estar incorrecto; o
que está incorrecto, passa a estar correcto; o que é bom, passa a ser mal, e daí por
diante.

A imagem, aliada ao som e vários outros meios tecnológicos, cria-nos algumas


ilusões, e, porque não, alguma nostalgia.

Por vezes, é tão inconsciente a acto de ligar um aparelho de televisor, que nem
sequer nos apercebemos o quão influente se pode tornar nas nossas vidas. Damo-nos
por percorrer todos os canais a procura de algo que nos chame a atenção e que
alimente, de certa forma, o nosso ego.

Um exemplo flagrante disso foi-nos proporcionado com o aparecimento dos


canais em circuito fechado (actualmente reconhecido como televisão por cabo). A
abundância de canais temáticos faz-nos percorrê-los desenfreadamente com o
objectivo único de tentarmos monopolizá-los ao mesmo tempo, sob pena de
perdermos algo que eventualmente vai ser assistido por outro telespectador.
Intuitivamente tentamos sempre estar à frente de tudo de todos. Não poderemos
chamar à isso influencia?

Contudo, nem tudo são espinhos.

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A televisão também constitui um meio de comunicação de utilidade muito
significativa. Poder-se-á dizer mesmo de grande utilidade pública.

Oferece-nos uma vastíssima quantidade de informações que nos permite estar


actualizados quase que em tempo real.

Quando ao ensino, permiti-nos conhecer um pouco de quase todos e mais


variados temas.

O poder da divulgação, transforma-se numa essencial arma de ajuda mútua


entre os cidadãos, desde o mais nobre ao mais comum.

Quanto à cultura, também nos permite instruirmo-nos acerca dos mais variados
temas.

Enfim, a televisão é um meio de comunicação, por excelência, importantíssimo


para o desenvolvimento do país.

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Bibliografia/Webgrafia
Portugal Século XX – Crónicas em Imagens 1950-1960 (Círculo de Leitores)

História do Século XX – Década a Década (Círculo de Leitores)

http://sic.aeiou.pt/online/homepage

http://www.mediacapital.pt/contentBusinessT1.aspx?hMenuID=25&id=1

http://irrealtv.blogspot.com/2005/11/perigos-graves-da-baby-sitter.html

http://antesedepoisld.blogspot.com/2007/07/publicado-em-maputo-moambique-no-jornal_1742.html

www.pt.wikipedia.org

www.antebolicas.com

www.marktest.com

http://irrealtv.blogspot.com/2005/12/televiso-os-seus-perigos-e-criana.html

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