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SIGURD ROBERTO
BENGTSSON

Tribunal de Justiça do Estado do Paraná

APELAÇÃO CÍVEL Nº 1667091-0 – DA COMARCA DA REGIÃO


METROPOLITANA DE LONDRINA – FORO CENTRAL DE LONDRINA – 2ª VARA
CÍVEL.
APELANTE: T. A. B. P.
APELADO: V. L. P.
RELATOR: DESEMBARGADOR SIGURD ROBERTO BENGTSSON.

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE LEVANTAMENTO DE


INTERDIÇÃO. INSURGÊNCIA DA APELANTE QUANTO AO
LAUDO PERICIAL REALIZADO NOS PRESENTES AUTOS
POR UM ÚNICO MÉDICO, ENQUANTO NA AÇÃO DE
INTERDIÇÃO FOI REALIZADO POR UMA JUNTA MÉDICA.
DESNECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE LAUDO POR
JUNTA MÉDICA. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 756, DO
NCPC. INSURGÊNCIA DA APELANTE COM RELAÇÃO À
GUARDA DOS MENORES, FILHOS DA APELADA, QUE
ESTAVAM SOB SUA GUARDA EM RAZÃO DA NOMEAÇÃO
COMO CURADORA. AJUIZAMENTO DE AÇÃO VISANDO
REVERSÃO DA GUARDA. ALEGAÇÃO DE QUE OS
MENORES SÃO NEGLIGENCIADOS PELA GENITORA, ORA
APELADA. QUESTÃO QUE DEVE SER DISCUTIDO EM
AUTOS PRÓPRIOS, E NÃO NA AÇÃO DE INTERDIÇÃO.
SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO.

VISTOS, relatados e discutidos estes autos de


Apelação Cível nº 1667091-0 – da Comarca de Londrina – Foro Central de
Londrina – 2ª Vara Cível, em que é apelante T. A. B. P. e apelado V. L. P.

I – RELATÓRIO.

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Trata-se de recurso de apelação da sentença
prolatada nos autos de “levantamento de interdição” de número 1667091-
0 (PROJUDI nº 27858-26.2012.8.16.0014), ajuizada pela ora apelada V. L.
P., que determinou o levantamento da interdição da autora.

Julgado procedente o pedido inicial, determinando-se


o levantamento da interdição anteriormente decretada em desfavor da
requerente/apelada, sob o fundamento de que a requerente, após ter sido
submetida a perícia médica, conclui-se que “não foram identificados
distúrbios psíquicos ou emocionais no momento”, declarando-a, assim,
absolutamente capaz para exercer pessoalmente os atos da vida civil.

Insurge-se a requerida, alegando, em suma: i) é


genitora da requerente/apelante e foi nomeada sua curadora quando da
interdição nos autos número 35697-78.2007; ii) naqueles autos de
interdição (n° 35697-78.2007), constatados distúrbios mentais após o
parto, diagnosticada com “retardo mental leve a moderado. Oligofrenia
moderada. Transtorno de comportamento. Personalidade antissocial.
Sequela de encefolopatia”, o que faz a ora apelada “incapaz para todos
atos da vida civil”; iii) não há prova do que alega a interditada, de que se
submetera, desde a interdição, a intenso tratamento médico; iv) o laudo
psiquiátrico, realizado por apenas um médico, não se presta a ilidir o laudo
de uma junta médica, realizado nos autos de interdição. O laudo realizado
nesses autos é genérico, inadmissível para fundamentar a sentença de
levantamento de interdição, sustentada em parecer de junta médica; v) a
requerente/apelante, mesmo interditada, passou a acusar e utilizar a filha
mais velha na sua ânsia de vingança contra a mãe, ora apelante; vi) a
requerida/apelada ficou com a guarda dos filhos menores da apelada
quando da decretação da interdição, mas a apelada pratica atos de
alienação parental, incitando a filha mais velha (S. L. C.) a incitar as
fantasiosas alegações de maus tratos; vii) a alegação de maus tratos
redundou na ação penal por violência doméstica (n° 52108-

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21.2015.8.16.0014) e recentemente na medida protetiva à criança (n°
29247-07.2016.8.16.00014), que reverteu a guarda dos netos à ora
apelada. A apelada está negligenciando os cuidados com os filhos, o
levantamento da interdição dará ainda mais sustentabilidade e força aos
atos insanos da apelada; viii) a filha mais velha da apelada (S. L. C.), após
ter ido residir com a genitora, engravidou e está atualmente residindo na
casa do sogro; ix) a apelada não tem discernimento e nem limites de suas
atitudes, nem consigo e muito menos com os filhos e menos ainda com
terceiros, sejam eles próximos ou distantes. Trata-se de incapaz, com
sérios problemas, com enorme potencial de perigo eminente; x) a reversão
de guarda dos filhos menores (com 07 e 12 anos de idade) em favor da
ora apelada está prestes a configurar situação tão trágica quanto a que
ocorreu com a menor S. L. C., pois a genitora tem sérios problemas de
saúde mental e instabilidade psíquica. O companheiro da apelada tem
problemas de alcoolismo e é negligente, não tem trabalho fixo, sendo
instável financeiramente e não é pai de nenhuma das crianças. O atual
companheiro da apelada não nutre qualquer sentimento filial pelos
menores e as crianças o detestam; xi) a sentença que interditou a
apelante reconheceu ser ela portadora de retardo mental leve a
moderado(Oligofrenia Modera, Transtorno de Comportamento,
Personalidade Anti-social, Sequela de Encefalopatia), sendo situação
irreversível; xii) não há dúvida que a sentença que desinterdita a apelada
causará danos irreversíveis aos filhos da apelada, que não podem
permanecer na guarda da mãe, em razão do impedimento médico, legal e
judicial; xiii) a sentença levantando a interdição é tudo que a apelada
necessita para que possa definitivamente ter a guarda dos filhos, fato que
a apelante não deseja que ocorra, pois vê a angústia e o prejuízo que já é
imposto aos netos em razão da desídia da apelada; xiv) deve prevalecer a
ordem de interdição visando evitar prejuízos irreparáveis.

Apresentadas contrarrazões (evento 136.1).

Manifestação do Ilustre Procurador de Justiça, Dr.

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Paulo Roberto Lima dos Santos (fls. 12/15-TJPR), pelo conhecimento e não
provimento do recurso de apelação.

É a breve exposição.

II - VOTO E SUA FUNDAMENTAÇÃO.

01. Do levantamento da interdição.

Cumpre esclarecer que a presente ação de


levantamento de interdição foi ajuizada em 18/09/2012, quando vigia o
Código de Processo Civil de 1973, mas quando da prolação da sentença
(20/10/2016) já estava vigente o Novo Código de Processo Civil, razão pela
qual o presente recurso de apelação será analisado sob a ótica do CPC/15.

Pretende a apelante a reforma da sentença que


determinou o levantamento da interdição da ora apelada V. L. P.,
declarando-a absolutamente capaz de exercer pessoalmente os atos da
vida civil, nos termos do artigo 756 do Novo Código de Processo Civil.

Afirma, para tanto, que o laudo pericial realizado na


ação de interdição (n° 1195/2007) foi realizado por uma junta médica, não
podendo ser desconstituído pelo laudo realizado nestes autos, feito por um
único médico, uma vez que a apelada é incapaz e tem sérios problemas de
ordem psicológica.
Ainda, pretende a manutenção da interdição da
apelada, afirmando que o levantamento deferido na sentença recorrida
compromete o bem-estar dos filhos menores da apelante, uma vez que a
apelada utilizará deste levantamento para reaver a guarda dos menores.

Depreende-se dos autos que a ora apelada foi


interditada nos autos 1195/2007 (n° 0035697-78.2007.8.16.0014 –
PROJUDI), tendo sido declarada “absolutamente incapaz de exercer

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pessoalmente os autos da vida civil, na forma do art. 3º, inciso II, do CC e
de acordo com a regra do art. 1.755, “caput” do mesmo Estatuto”, na
mesma decisão, foi nomeada como curadora a genitora, ora apelante T. A.
B. P.
Nota-se que o recurso de apelação interposto pela
requerida baseia-se, quase que integralmente, no fato de que o
levantamento da interdição ocasionará grande prejuízo ao bom
desenvolvimento dos filhos menores da apelada, que poderão ficar sob
seus cuidados, mas que a apelada é incapaz de gerir os atos da vida civil,
bem como de oferecer boas condições aos filhos.

Pois bem.

Ainda que o melhor interesse dos menores deva ser


garantido, em qualquer situação, nota-se que no presente processo está
sendo discutido apenas o levantamento da interdição da ora apelada.

A guarda dos menores está sendo discutida nos autos


29247-07.2016.8.16.0014 – ação de aplicação de medida de proteção
cumulada com reversão de guarda e medida de afastamento do agressor –
ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Paraná em favor dos
adolescentes S. L. C. (17 anos); A. K. B. P. (13 anos) e das crianças A. K. B.
(08 anos) e M. B. P (10 anos).

São os fundamentos do Ilustre Procurador de Justiça:

“Em detida análise das razões de recurso, vislumbra-


se que grande parte da fundamentação lá acostada
não guarda pertinência com o objeto delineado no
pedido de levantamento de interdição. Neste caso, o
que se deve analisar é a possibilidade de a apelada
gerir os atos de sua vida civil, e não se o pleno
exercício da capacidade civil poderá importar em

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supostos prejuízos aos seus filhos menores. Pontue-
se que a análise do bem-estar das crianças e
adolescentes que possuem vinculação com a
apelada, e poderiam ficar sob sua guarda, por
exemplo, é realizada em autos próprios, não
guardando, pois, correspondência, com a questão
ora em debate.”

Possível verificar a grande animosidade entre


apelante e apalada, havendo diversas contradições em seus argumentos,
sendo que as questões relativas à guarda dos menores devem ser
analisadas nos autos próprios, já ajuizados, inclusive.

A outra insurgência da apelante é no sentido de que o


laudo pericial realizado nos presentes autos não se presta a desconstituir o
laudo realizado na ação de interdição, uma vez que nestes autos o laudo
foi elaborado por um único médico, enquanto nos autos de interdição, o
laudo foi elaborado por uma junta médica.

Afirma ainda que o laudo pericial apresentado nos


presentes autos é genérico e é inadmissível que sirva de base para
fundamentar a sentença de levantamento de interdição, que foi
sustentada por um parecer de uma junta médica.

O §2º do artigo 756 do Novo Código de Processo Civil


prevê:
Art. 756. Levantar-se-á a curatela quando cessar a
causa que a determinou.
(...)
§ 2o O juiz nomeará perito ou equipe multidisciplinar
para proceder ao exame do interdito e designará
audiência de instrução e julgamento após a
apresentação do laudo.

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Não há que se falar em inaplicabilidade de um laudo
pericial que foi realizado por um único perito e não por uma junta médica,
como afirma a apelante.

Sob o laudo pericial, bem fundamentou o Ilustre


Procurador de Justiça:

“Excluída a indignação da apelante quanto à


suposta situação de risco a que estariam sujeitos os
menores, remanesce apenas o argumento de que o
laudo pericial, no que se atestaram as condições de
V. de, por si, gerir os atos da vida civil, seria
inconsistente e genérico. Ora, em verdade a
apelante não deixa claro qual seria o motivo da
inconsistência, não sendo o fato de o laudo ter sido
realizado por apenas um médico – e não por uma
junta médica – suficiente para desconstituir a
validade ou credibilidade do trabalho.
Destaca-se que a apelada apresentou quando
clinico desfavorável após sua terceira gravidez, o
que posteriormente justificou a decretação de sua
interdição. Contudo, hoje já se encontra
estabilizada, trabalhando regularmente e sem
quaisquer sinais de distúrbios psíquicos ou
emocionais que justificassem, neste momento, a
permanência da interdição.
Não se pode negar que o instituto da interdição, ao
restringir a plena capacidade civil, interfere
diretamente na própria dignidade do indivíduo,
devendo ser determinada apenas em casos
excepcionais. A excepcionalidade, diga-se, ficou
ainda mais destacada em nosso ordenamento

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jurídico após a vigência do Estatuto da Pessoa com
Deficiência (Lei Federal n. 13.146/2015) e a
curatela apenas tem vez por tempo determinado e
relacionada a direitos de natureza patrimonial e
negocial.”

O ilustre Promotor de Justiça se manifestou sobre o


laudo pericial (evento 114.1):

“Não procedem os argumentos deduzidos pela


curadora no sentido de contrariar as conclusões do
perito médico (seq. 93). Embora o laudo pericial seja
de fato conciso, esta característica não é
desabonadora da sua qualidade técnica, sendo
inteligível a linha de raciocínio desenvolvida pelo
referido profissional. Ademais, o fato de a perícia
realizada na ação de interdição ter concluído pela
ausência de discernimento da autora em nada altera
o quadro. Trata-se de exame realizado há mais de
oito anos do qual consta que, embora a pericianda
seja “portadora de moléstia neuro-psiquiátrica de
caráter permanente”, ela sofria, à época, de
restrições de “ caráter parcial, sujeita(s) a variações
evolutivas para mais ou para menos conforme o
resultado do tratamento médico” (seq. 1.7, pp. 03/04
– processo nº 0035697-78.2007.8.16.0014, em
apenso). Vale dizer, embora a doença diagnosticada
tenha caráter permanente, a incapacidade já era
considerada parcial e, além disso, estava sujeita a
variações evolutivas positivas ou negativas.
Portanto, tendo o perito nomeado nestes autos de
levantamento de interdição constatado, em exame
pericial realizado no mês de julho de 2016, que a

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curatelada já não mais apresenta restrições à prática
por si dos atos da vida civil, percebe-se que o seu
quadro de saúde mental melhorou
significativamente, cessando a incapacidade civil.”

Como já ressaltado pelo Procurador de Justiça e pelo


Promotor de Justiça, embora sucinto, o laudo pericial realizado com a
apelada (evento 78.1), concluiu que: “no momento a Autora não apresenta
indícios de ser portadora de distúrbio psico-emocional que justifique a
permanência da Interdição.”

Assim, em atendimento ao princípio da dignidade da


pessoa humana e em não havendo nestes autos comprovantes de que a
apelada deve continuar interditada, deve ser mantida a sentença.

Sobre a interdição, ensina Sabrina Dourado:

“A ação tem duplo objetivo: a interdição do incapaz


e, por conseguinte, a nomeação de seu curador. A
doutrina liga a interdição à incapacidade real e
efetiva de pessoa maior, mas também pode atingir
um menor. A capacidade do maior é presumida.
Entretanto, quando a pessoa não pode cuidar de
seu interesse próprio, por doença ou problemática
incapacitante, deve ser interditada. A interdição é o
instrumento processual pelo qual se tem a
declaração de incapacidade da pessoa natural.
Saliente-se que não existe mais, no ordenamento
privado pátrio, pessoa absolutamente incapaz que
seja maior de idade, como já mencionamos em
outro ponto do presente artigo. Como
consequência, não há que se falar mais em ação de

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interdição absoluta no nosso sistema civil, pois os
menores não são interditados.
Mas, com a edição do Estatuto ainda haveria de se
pensar em procedimento de interdição? Eis uma
divagação feita por muitos, vejamos:
Prof. Paulo Lôbo, em excelente artigo, sustenta que,
a partir da entrada em vigor do Estatuto, “não há
que se falar mais de ‘interdição’, que, em nosso
direito sempre teve por finalidade vedar o exercício,
pela pessoa com deficiência mental ou intelectual,
de todos os atos da vida civil, impondo-se a
mediação de seu curador. Cuidar-se-á, apenas, de
curatela específica, para determinados atos”.
Para Pablo Stolze na mediada em que o Estatuto é
expresso ao afirmar que a curatela é extraordinária
e restrita a atos de conteúdo patrimonial ou
econômico, desaparece a figura de “interdição
completa” e do “curador todo-poderoso e com
poderes indefinidos, gerais e ilimitados”.
Entendemos que é clara a mantença do instituto da
interdição, ao qual foram conferidos novos
contornos. Tal moldura nova lhe fora concedida
através dos dois diplomas legais objetos do breve
estudo.
De acordo com o Estatuto, em comento, a curatela,
restrita a atos relacionados aos direitos de natureza
patrimonial e negocial, passa a ser uma medida
extraordinária (art. 85):

Art. 85. A curatela afetará tão somente os atos


relacionados aos direitos de natureza patrimonial e
negocial.

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§ 1o A definição da curatela não alcança o direito ao
próprio corpo, à sexualidade, ao matrimônio, à
privacidade, à educação, à saúde, ao trabalho e ao
voto.
§ 2o A curatela constitui medida extraordinária,
devendo constar da sentença as razões e
motivações de sua definição, preservados os
interesses do curatelado.
§ 3º No caso de pessoa em situação de
institucionalização, ao nomear curador, o juiz deve
dar preferência a pessoa que tenha vínculo de
natureza familiar, afetiva ou comunitária com o
curatelado.

Observe-se que a lei não diz que se trata de uma


medida “especial”, mas sim, “extraordinária”, o que
reforça a sua excepcionalidade. 1

02. Conclusão.

Diante do exposto, voto no sentido de se negar


provimento ao recurso de apelação, mantendo a sentença apor seus
próprios fundamentos.

III – DISPOSITIVO.

Acordam os Desembargadores da 11ª Câmara Cível


do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, por unanimidade de votos, em
conhecer e negar provimento ao recurso de apelação, nos termos do voto
do Relator.

1
DOURADO, Sabrina. Coordenadores Marcos Ehrhardt Júnior e Rodrigo Mazzei.
Direito Civil. Salvador: JusPODIVM, 2017. Págs. 955/956.

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Participaram da sessão e acompanharam o voto do
Relator os Desembargadores Mario Nini Azzolini e Ruy Muggiati.

Curitiba, 11 de outubro de 2017.

SIGURD ROBERTO BENGTSSON


Desembargador

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