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O QUE É DEPRESSÃO?

Deixe-me fazer algumas perguntas:

∙ Você se sente triste ou deprimido a maior parte do tempo?


∙ É difícil pra você sair da cama pela manhã?
∙ Você encontra que você não encontra mais prazer nas coisas que você costumava
gostar?
∙ Você sente dificuldades para se concentrar para na hora de tomar decisões?
∙ Você tem dificuldade para dormir?
∙ Você se sente indisposto a maior parte do tempo?
∙ Você fica facilmente irritado?
∙ você se afastou de amigos e família por conta da maneira como você se sente?
∙ O seu humor está interferindo a sua capacidade de concentração no trabalho ou
na escola?
∙ Você já pensou em se ferir?
Se a resposta a qualquer destas perguntas é sim, então você pode estar com depressão.
Vamos começar com a definição de depressão: Depressão não é apenas ter alguns dias
ruins, ou ser uma pessoa pessimista. Algumas mudanças no humor são uma parte normal
da existência humana.

Depressão também não é ser preguiçoso ou desmotivado, como algumas pessoas que
estão deprimidas têm sido descritas por outros. Depressão é uma condição médica grave
que requer tratamento, assim como um osso quebrado ou uma infecção requerem
tratamento médico.

A depressão clínica existe quando, por pelo menos duas semanas, ou na maioria dos dias,
você sente pra baixo e possui diversos outros sintomas, tais como que eu mencionei
anteriormente, que estão afetando negativamente sua vida. Para pessoas deprimidas, estes
problemas interferem na sua vida de alguma forma, quer na sua vida pessoal, em casa, no
trabalho ou na escola.
Algumas pessoas deprimidas são capazes de executarem as suas obrigações: vão ao
trabalho, cuidam de seus filhos, discutem seus trabalhos escolares, embora precisem
fazer um grande esforço para levar essas atividades diárias e se sentem esgotados.

No entanto, para outras pessoas a depressão pode ser tão incapacitante que eles acham
difícil até mesmo sair da cama, e a cuidarem de si mesmos em questões básicas. Isso
demonstra que duas pessoas que estão com depressão podem vivenciar suas depressões
de forma muito diferentes.

Em crianças, a depressão pode ser manifestada de forma ligeiramente diferente do que


nos adultos. Crianças que estão com depressão podem pode apresentar irritabilidade,
dores corporais e retraimento social.

A depressão é realmente muito comum. Na verdade, um renomado psiquiatra se referiu


uma vez à depressão como sendo o resfriado dos transtornos mentais.

Entre 10 e 25 por cento das mulheres irão apresentar sintomas depressivos clínicos ao
longo de sua vida. E entre 5 e 12 por cento dos homens terão depressão em um
determinado momento da vida. Pessoas entre 18 e 25 anos são as mais propensas a terem
depressão, bem como pessoas com mais de 65 anos são os menos propensas a terem
depressão.

A depressão pode acontecer com qualquer um. Não há nenhuma relação com raça, etnia,
nível de educação, classe econômica ou estado civil. A depressão não tratada pode durar
quatro meses ou mais.

As pessoas geralmente se recuperam completamente de um episódio de depressão e


retornanam às suas rotinas como de costume. Contudo, para um pequeno grupo de
pessoas, a depressão pode durar meses ou mesmo anos.

Para aqueles que se recuperam, a má notícia é que sessenta por cento terão uma recaída
em algum momento posterior da vida. Então, uma vez que alguém experimenta um
episódio de depressão, ele provavelmente terá depressão novamente, e por isso é
importante obter ajuda!

Assim, se a depressão retornar, a pessoa terá as ferramentas para manejar a situação, e


impedir que a depressão assuma o controle de sua vida.

Outra razão para obter ajuda é que a depressão pode ser uma doença devastadora. Cerca
de até quinze por cento das pessoas com depressão cometem suicídio. E para outros a
depressão pode levar a perda de empregos, de família e de recursos financeiros.

Algumas pessoas fazem uso de drogas ou álcool para tentarem se sentir melhor, o que
pode levar a outros problemas, como por exemplo, a dependência química.
Há um tipo de depressão chamado distimia, que é caracterizada por um quadro de tristeza
crônica, porém com sintomas não tão graves como na depressão maior.
Aproximadamente 6% das pessoas irão apresentar sintomas de distimia ao longo de sua
vida.

Finalmente, há mais um tipo de depressão que é importante mencionar aqui.

Algumas pessoas com quadro de depressão apresentam mudanças de humor, onde há


alteração do humor, em que a pessoa se sente ora para baixo, ou depressiva, como nos
sintomas que eu descrevi anteriormente, e ora se sente prá cima, cheia de energia.
Quando há essa elevação do humor, as pessoas não dormem muito, são produtivas, cheias
de energia e comunicativas e podem se engajar em comportamentos de risco ou
imprudentes, como dirigir em alta velocidade, gastar até limite do cartão de crédito, fazer
sexo sem proteção. Pessoas que apresentam esses sintomas possuem o que nós
costumamos chamar de transtorno afetivo bipolar.

Neste momento vamos tratar especificamente do que nós costumamos chamar de


transtorno depressivo maior.

Agora que já você sabe o que é a depressão, você pode estar querendo saber qual é a
causa da depressão. A depressão é causada tanto por fatores genéticos, como por fatores
ambientais.

Algumas pessoas têm uma tendência a se deprimirem, o que pode indicar uma
predisposição genética. Muitas pessoas que lutam contra a depressão também têm
membros da família que tiveram depressão.

Nós também sabemos que certos eventos da vida podem causar a depressão. Esses são os
fatores ambientais. Sabemos que situações, tais como desastres naturais, um histórico
de abuso, a morte de um ente querido, o divórcio, e ser demitido, podem resultar no
aparecimento da depressão.

O que é interessante, contudo, é que nem todos os que vivenciam esses eventos em suas
vida se tornarão deprimidos. Por exemplo, nem todos aqueles que perdem a casa num
incêndio se tornam depressivos. Nem todos que perderam um ente querido, se tornam
deprimidas.

As pessoas que apresentam um transtorno depressivo nessas situações podem ter uma
tendência biológica que os predispõem à depressão, ou talvez não tenham desenvolvido
as habilidades de enfrentamento para lidar com situações difíceis que as tenham
acometido.

Então você pode estar se perguntando: "e se a depressão estiver na minha genética"?.
As boas notícias é que há maneiras em que você pode obter ajuda. Na verdade, as
pesquisas mostram que existem duas maneiras muito eficazes para tratar a depressão:
uma é a terapia cognitivo comportamental e a outra é através da medicação.

Algumas pesquisas também demonstraram que a terapia cognitiva é mais eficaz do que a
medicação, e que os efeitos são mais duradouros do que a medicação.

TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL PARA A DEPRESSÃO

Os terapeutas cognitivos acreditam que a depressão está relacionada à maneira como a


pessoa pensa.

Se você tem estado deprimido você sabe que os pensamentos de uma pessoa depressiva
são bem negativos. Uma pessoa deprimida tende a ter uma visão negativa de si mesma,
do mundo e do futuro.

A pessoa pode ter pensamentos como: "Eu sou um perdedor"; eu nunca vou obter um
bom emprego; e" as outras pessoas pensam que eu não sou inteligente".

Geralmente os pensamentos de uma pessoa depressiva não condizem com a verdade. No


entanto, as pessoas tendem a acreditar automaticamente que tudo o que pensam é
verdadeiro.

As pessoas com depressão também possuem crenças pessoais que podem conduzi-las a
depressão, ainda que muitas vezes nem sequer estejam conscientes dessas crenças.

Como por exemplo, "eu preciso sempre parecer perfeito"; ou"se eu não alcançar essa
meta, eu sou um perdedor, ou "se o meu relacionamento não der certo, então isso
significa que eu sou indigno de ser amado"

ALGUMA DESSAS CRENÇAS SOARAM FAMILIARES PARA VOCÊ?

Você pode começar a observar como alguém que possua esse tipo de crenças pode ficar
depressivo. Quando alguma coisa acontece em suas vidas, eles ativam uma dessas
crenças.

Assim, se alguém que tem uma crença do tipo: "se eu não conseguir um emprego, então
eu sou um fracassado". Quando essa pessoa for demitida, provavelmente ela vai ficar
depressiva.

Esse tipo de pensamento negativo pode levar a se sentir desamparado e desesperado, o


que pode dificultar muito para a pessoa depressiva conseguir lidar com os problemas em
sua vida.
Pessoas com depressão também tendem a se focar em coisas negativas em suas vidas, ao
invés do que é positivo. Infelizmente a depressão pode atuar como uma peneira, onde as
informações negativas passam, mas a informação positiva fica retida, o que novamente
serve para manter a depressão.

Então, agora você sabe que, quando você está com depressão a maneira como você pensa
não é só negativa, mas também não necessariamente está correta.

O QUE VOCÊ PODE FAZER À RESPEITO?

Na terapia cognitiva o terapeuta e o cliente trabalham juntos para examinar a maneira


como o cliente está pensando e quais crenças podem estar enraizadas, que podem estar
gerando e mantendo a sua depressão.

A terapia vai se focar em ver o mundo de uma maneira mais realista e a desenvolver
algumas novas crenças mais adaptativas.

Por exemplo, alguém que possua a crença: "se eu não crescer profissionalmente
rapidamente, então eu sou um perdedor", essa pessoa precisa reavaliar essa crença. Será
que essa crença é realmente condiz com a verdade? Essa regra se aplica a outras pessoas?
Ela tem sido útil para você? Quais são as vantagens e as desvantagens de viver sob essa
crença? há outra ideia que poderia substituir essa crença e que seria mais útil?

A terapia também vai te ajudar a aprender a se focar em seus pontos fortes, ao invés de se
focar no negativo. Embora isso pareça simples, é realmente algo muito efetivo.

Além disso, o psicólogo irá te ajudar a desenvolver habilidades para resolver problemas
e a se sentir capacitado para mudar sua forma de enfrentar as dificuldades.

Outro aspecto importante da depressão, além da maneira como se pensa, é o que você
está realmente fazendo no seu dia a dia.

Como você bem sabe, a depressão muitas vezes leva as pessoas a se isolarem. Elas
param de sair com os amigos, param de ir a academia, ou deixam de fazer outras
atividades que antes elas gostavam. Infelizmente, deixar de fazer atividades prazerosas
tem como consequência o agravamento dos sintomas depressivos.

Na verdade, isso se torna um ciclo vicioso. Quando alguém pára de fazer atividades que
antes geralmente eram agradáveis, como por exemplo, jogar futebol, fazer caminhadas,
sair com os amigos, as pessoas acabam reduzindo as possibilidades de obter prazer em
sua vida.

Às vezes as pessoas param de fazer essas atividades porque a depressão torna essas
atividades menos prazerosas. Conversar com os amigos deixa de ser agradável, jantar
fora não parece mais algo interessante, já não há mais satisfação no trabalho como você
costumava ter.

No entanto, como seres humanos, nós precisamos realizar atividades que nos deem prazer
e nos sentirmos competentes, para que tenhamos realização em nossas vidas. Quando
deixamos de fazer coisas que antes eram gratificantes, nós perdemos essas oportunidades
e acabamos alimentando a depressão.

Então, o outro aspecto fundamental no tratamento da depressão é planejar a realização de


atividades que serão prazerosas.

Para uma pessoa que está com depressão, isso pode ser difícil no início, porque existem
vários sintomas na depressão, como por exemplo, a tristeza, a falta de energia, a
dificuldade de concentração e a insônia, podem afetar a motivação de um indivíduo para
querer iniciar essas atividades.

No entanto, comece a fazer essas atividades, mesmo que você não sinta prazer no início.

Entenda que a ideia de que a motivação precisa estar presente para que a ação ocorra é
uma idéia distorcida. Na verdade, muitas vezes, a motivação é resultado da ação.

Por exemplo, quantas pessoas realmente querem ir à academia? Eu suponho que não
muitos, porém eu também pressuponho que, uma vez que você chegar a academia, e
começar a andar na esteira, você vai se sentir motivado por estar lá, porque você está
agindo em seu vida. Você se sente melhor agora porque você está fazendo algo.

Então o princípio básico por trás do tratamento comportamental da depressão é fazer com
que a pessoa depressiva comece a executar atividades que conduzirão ao prazer e a um
sentimento de satisfação, seja fazendo exercício físico, seja passando um tempo com os
amigos, participando de um curso ou qualquer outra atividade que lhe seja agradável.

A ideia é fazer atividades mesmo que você não queira, porque isso vai te ajudar a lutar
contra a depressão. Na verdade, um estudo recente mostra que somente o fato de fazer
mais atividades, ajudou as pessoas a se recuperarem da depressão.

Então isso te dá uma idéia de como é a terapia cognitivo-comportamental para a


depressão

A diferença entre a terapia cognitivo comportamental e outros tipos de terapia para a


depressão, é que ela fornece às pessoas ferramentas que elas podem aprender a utilizar
que vão ajudá-las a superar sua depressão.

E isso é muito importante, porque como eu mencionado anteriormente, se você teve um


episódio de depressão em sua vida, há uma razoável chance que você venha a ter outro
episódio de depressão no futuro. No entanto, se você aprendeu a lidar com sua a
depressão, se e quando ele aparecer novamente você pode manejá-la.

A terapia cognitiva também é diferente de outros tipos de terapia para a depressão porque
se concentra não apenas em falar sobre seus problemas, mas a realmente fazer algo em
relação a eles.

OUTRA OPÇÃO PARA O TRATAMENTO É A MEDICAÇÃO

Existem muitos medicamentos diferentes que são usados para tratar a depressão.

E para algumas pessoas, a combinação entre medicação e terapia é o melhor tratamento.

No entanto, uma vez que a depressão se manifesta de formas diferentes nas pessoas, é
melhor consultar um profissional antes de decidir sobre o melhor curso de tratamento
para você.