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UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA – UNOESC

ANDRESSA BORRÉ

EDUARDO PEDRO VIDI

KARINE ANGREWSKI MARTENDAL

KIMBERLLY PRAVATO FRIGO

LILIANA VIGOLO

RECONHECIMENTO DAS CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO DE UM MÓVEL


SOBRE UMA RAMPA.

JOAÇABA

2015
ANDRESSA BORRÉ

EDUARDO PEDRO VIDI

KARINE ANGREWSKI MARTENDAL

KIMBERLLY PRAVATO FRIGO

LILIANA VIGOLO

RECONHECIMENTO DAS CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO DE UM MÓVEL


SOBRE UMA RAMPA.

Relatório de atividade
experimental da disciplina de Física
Experimental I, Curso de Engenharia Elétrica,
Área de Ciências Exatas e da Terra, da
Universidade do Oeste de Santa Catarina,
Campus de Joaçaba.

ORIENTADOR: REGINA DE BASTIANI

JOAÇABA

2015

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Sumário
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 4

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ..................................................................................................... 4

2.1. DINÂMICA: ............................................................................................................................... 4

2.2. MASSA:...................................................................................................................................... 4

2.3. FORÇA: ...................................................................................................................................... 5

2.4. PRINCÍPIO DA INÉRCIA (PRIMEIRA LEI DE NEWTON): ................................................. 5

2.5. PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA (SEGUNDA LEI DE NEWTON): .............. 5

2.6. CONSERVAÇÃO DO MOVIMENTO (TERCEIRA LEI DE NEWTON): .............................. 6

2.7. ACELERAÇÃO GRAVITACIONAL: ....................................................................................... 6

2.8. FORÇA PESO: ........................................................................................................................... 6

2.9. FORÇA NORMAL: .................................................................................................................... 7

2.10. FORÇA TRAÇÃO: ................................................................................................................... 7

2.11. FORÇA MOTORA: .................................................................................................................. 7

2.12. COMPRESSÃO: ....................................................................................................................... 7

2.13. FORÇAS SOBRE UM OBJETO NUM PLANO INCLINADO: ............................................. 8

3. OBJETIVOS: ..................................................................................................................................... 9

4. MATERIAL NECESSÁRIO: ............................................................................................................ 9

5. MONTAGEM: ................................................................................................................................... 9

6. PROCEDIMENTO: ......................................................................................................................... 10

7. RESULTADOS OBTIDOS: ............................................................................................................ 12

8. CONCLUSÃO: ................................................................................................................................ 17

9. REFERÊNCIAS:.............................................................................................................................. 18

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1. INTRODUÇÃO

No seguinte experimento, buscou-se verificar as forças que atuam sobre um objeto em


um plano inclinado e a dependência entre elas.
Para isso, torna-se necessário a abordagem de alguns conceitos físicos. A aceleração
gravitacional baseia-se no princípio de que todos os corpos se atraem de acordo com suas
massas; todos os corpos estão submetidos ao peso, força com que um corpo atrai o outro. A
força peso é o produto da massa pela gravidade.
Com isto, pode-se verificar no experimento os princípios das leis de newton; a lei da
inércia, o princípio da ação e reação e o princípio fundamental da dinâmica onde entende-se
que ao aplicar uma força igual a corpos de massas distintas a aceleração também será distinta.
Constata-se que o corpo utilizado para o experimento é submetido a variadas forças,
entre elas a força de tração ou tenção, aplicada no fio. Além disto, pode-se destacar a força
motora, esforço que o corpo faz para suportar seu próprio peso e a ação de duas forças opostas
chamada de compressão.
Buscou-se avaliar onde atuam estas forças, como ocorrem e quais seus valores,
relacionando objetos de diferentes massas.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. DINÂMICA:
Trata do movimento sob influência das forças e a partir disto, as causas originadas.

2.2. MASSA:
“Podemos explicar como medir massa imaginando uma série de
experimentos em um referencial inercial. No primeiro experimento exercemos uma
força sobre um corpo-padrão, cuja massa 𝑚0 é definida como sendo de 1,0 kg.
Suponha que o corpo-padrão sofra uma aceleração de 1,0 m/s². Podemos dizer então
que força que atua sobre esse corpo é 1,0 N.” (HALLIDAY, p.98)

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2.3. FORÇA:
Agente físico responsável pela variação no estado de movimento do corpo, isto é, capaz
de produzir ou acelerar movimentos, oferecer resistência aos deslocamentos ou determinar
deformações nos corpos.

Uma força é uma grandeza vetorial medida pela aceleração que produz (rende efeitos
diferentes conforme a direção e sentido que é aplicada). Portanto, quando duas ou mais forças
atuam sobre um determinado corpo é possível calcular a força total e a força resultante,
somando vetorialmente as forças.

2.4. PRINCÍPIO DA INÉRCIA (PRIMEIRA LEI DE NEWTON):


“Todo corpo persiste em seu estado de repouso, ou de movimento retilíneo uniforme,
a menos que seja compelido a modificar esse estado pela ação de forças impressas sobre ele.”
(MOYSÉS, p.93)
Considerando a seguinte situação: Um motociclista anda sobre uma pista em
velocidade constante até que se submeta a realizar uma curva, nesse momento o corpo do
motociclista tende a permanecer a velocidade vetorial que estava submetido antes da curva, o
que dá a ele a sensação de estar sendo jogado para o lado contrário a curva (força centrífuga).
Isso ocorre porque a velocidade vetorial é tangente à trajetória.Por conseguinte, se o
motociclista em virtude de uma condição de perigo freia repentinamente, sente como se
estivesse sendo jogado para frente porque o corpo tende a permanecer em movimento.

2.5. PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA (SEGUNDA LEI DE NEWTON):


A força agindo sobre um corpo é diretamente proporcional ao produto da aceleração
desse corpo pela sua massa.

𝐹⃗ = 𝑚. 𝑎⃗

Quando é aplicada uma mesma força (taxa de variação temporal do momento) em dois
corpos de massas diferentes, observa-se que elas não produzem aceleração análoga.

A unidade de força no Sistema Internacional de Unidades (SI) remete ao primeiro


observador da interação entre força e aceleração: Newton, onde: 1𝑁 ≈ 9,8 𝑘𝑔𝐹⃗.

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2.6. CONSERVAÇÃO DO MOVIMENTO (TERCEIRA LEI DE NEWTON):
“Quando dois corpos interagem, as forças que cada corpo exerce sobre o outro são
sempre iguais em módulo e tem sentidos opostos.” (HALLIDAY, p.107)

As forças atuam sempre em pares, uma oposta a outra, com módulo e direção
proporcionais. Por conseguinte, a terceira lei também é denominada como “Ação e Reação”,
isto é, para toda força de ação, existe uma força de reação.

Exemplo: Uma pessoa empurra uma caixa de massa 𝑚, com uma força 𝐹⃗ , fazendo
com que a caixa se desloque com uma aceleração 𝑎⃗ . Nota-se que:

• O ato de empurrar a caixa, expõe a força de ação;


• O deslocamento da caixa, é a força de reação ao ato de empurrar.

2.7.ACELERAÇÃO GRAVITACIONAL:

A Lei da Gravitação, diz que todos os corpos, atraem-se mutuamente.

Essa força de atração é proporcional às massas dos corpos envolvidos e inversamente


proporcional ao quadrado da distância que os separa:

Onde:

• F = força de atração entre os corpos;


• m1 = massa do primeiro corpo;
• m2 = massa do segundo corpo;
• r = vetor posição que representa a distância entre os dois corpos;
• G = constante universal da gravitação.

2.8.FORÇA PESO:
A força-padrão em que qualquer corpo está submetido é a força-peso, que está
associada à força gravitacional 𝑔 agindo sobre um corpo.

, ou somente: 𝑃⃗⃗ = 𝑚. 𝑔
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2.9. FORÇA NORMAL:
“Quando um corpo exerce uma força sobre uma superfície, a superfície (ainda que

aparentemente rígida) se deforma e empurra o corpo com uma força normal que é
perpendicular superfície.” (HALLIDAY, P.104)

, ou somente: 𝑁 = 𝑚. 𝑔

Vale lembrar que a força normal sempre faz 90º com a superfície.

2.10. FORÇA TRAÇÃO:


É uma grandeza de força de tração exercida a uma corda ou a um sólido similar por
um objeto. É a resultante das forças de atração e de repulsão eletrostática entre as partículas de
um sólido que quando submetido a uma deformação, em que a tendência de voltar ao seu estado
inicial é observada, e a mesma medida em newtons segundo. Ou seja é a grandeza física definida
pela força atuante em uma superfície e a área dessa superfície.

2.11. FORÇA MOTORA:


Pode ser entendida como "capacidade de vencer resistências externas ou contrariá-las
por meio de uma ação". É a predisposição de vencer resistências (oposições), como por exemplo
o peso do próprio corpo, um peso, ou um objeto.

“Na verdade força é bastante difícil de definir, pois ela aparece referenciada a várias
áreas científicas e com conceituações diferentes em cada área” (BARBANTI, 1979).

2.12. COMPRESSÃO:
Processo que consiste em submeter um corpo à ação de duas forças opostas para
reduzir o seu volume. A compressão ocorre quando a força aplicada estiver atuando com o
sentido dirigido para o interior da peça.

Exemplo: uma pequena chapa de aço engastada em uma morsa, sendo gradativamente
comprimida pelos dois engastes, estará recebendo forças com direções opostas, porém,
apontando para seu interior.

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2.13. FORÇAS SOBRE UM OBJETO NUM PLANO INCLINADO:

Figura 1 Forças agindo em um plano inclinado

Onde:

• P é a Força-peso
• Px é paralela ao plano inclinado
• Py perpendicular ao plano inclinado
• N é a força normal
• T é a Tração
• 𝜃 é o ângulo de inclinação

“Consideremos uma partícula de massa 𝑚, colocada sobre um plano


inclinado de ângulo de inclinação 𝜃. Além da força-peso 𝑃⃗⃗=𝑚𝑔, atua sobre a partícula
a reação de contato 𝑁 devida a seu contato com o plano. (...) Em geral, a reação de
contato pode ter componentes tanto na direção normal ao plano como na direção
tangencial.” (MOYSÉS, p.99)

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RECONHECIMENTO DAS CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO DE UM MÓVEL
SOBRE UMA RAMPA

3. OBJETIVOS:
• Reconhecer os efeitos da força motora 𝑃⃗⃗𝑥 e sua equilibrante. Tensão, compressão,
atrito, etc.;
• Reconhecer os efeitos da componente ortogonal da força-peso 𝑃⃗⃗𝑦 e sua equilibrante
(normal);
• Reconhecer a dependência de 𝑃⃗⃗𝑥 e 𝑃⃗⃗𝑦 em função do ângulo de inclinação da rampa;
• Reconhecer a dependência de 𝑃⃗⃗𝑥 e 𝑃⃗⃗𝑦 em função da massa envolvida e da aceleração
gravitacional no local.

4. MATERIAL NECESSÁRIO:
• Plano inclinado com acessórios;
• Dinamômetro de 2N; Dinamômetro de 5N.

5. MONTAGEM:
• O equipamento deve ser montado como o modelo da figura a seguir:

Figura 2. Plano Inclinado

• Fixar um dinamômetro de 2N entre os dois parafusos existentes no topo do plano;

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• Prender o carro com as massas (pelo cordão) ao dinamômetro, cuidando para que sua
escala móvel não se atrite com a capa, de modo que o gancho do carro fique para baixo
(para isso é necessário elevar a rampa.).

6. PROCEDIMENTO:
Para fins experimentais é necessário “zerar” o dinamômetro para que as medidas sejam
realizadas com êxito. Para isso, é necessário mantê-lo na vertical e dar leves batidas em sua
lateral com intuito de eliminar a frenagem entre os cilindros da escala e da capa.

Para fins experimentais é necessário determinar o peso do móvel com as massas


acopladas, esse cálculo é baseado no produto da escala do dinamômetro pelo valor obtido na
pesagem.

Por conseguinte, já com o equipamento montado, o plano é elevado ao ângulo


desejado, e assim o móvel com as massas anexadas é preso ao dinamômetro. Desta maneira,
pode-se observar as forças que agem sobre o móvel, e com os dados do ângulo de inclinação do
plano e peso do móvel com as massas vinculadas, é possível calcular:

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Figura 3 Diagrama de forças atuantes no sistema

• A componente tangencial da força peso (componente motora):

𝑃⃗⃗𝑥 = 𝑃⃗⃗. 𝑠𝑒𝑛 𝜃

• A componente normal da força peso:

𝑃⃗⃗𝑦 = P. cos 𝜃

• Orientação das componentes;


• Percentual de erro entre os valores encontrados com o cálculo obtido nas
equações anteriores com o resultado encontrado no dinamômetro (utilizando
regra de três);

• Observar as orientações das componentes Px e Py conforme o ângulo de


inclinação do plano se aproxima do ângulo reto;

• Determinar o peso do conjunto “B” de maneira que o sistema fique em


equilíbrio;

𝑃⃗⃗𝐵 = 𝑃⃗⃗𝐴. 𝑠𝑒𝑛 𝜃

• Determinar a orientação da força resultante em caso de rompimento do fio


preso a roldana;
• Determinar o tipo de fenômeno e a aceleração a força atuante tende a provocar
em caso de rompimento do fio.

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Figura 4 Procedimento em andamento

7. RESULTADOS OBTIDOS:

Com a utilização do dinamômetro é possível calcular o peso do carro vinculado à


massa, totalizando 1,05N.

Relacionando o valor marcado pelo dinamômetro e sua escala (dinamômetro de 5N,


escala utilizada foi de 0,05N), calcula-se produto da escala pelo valor marcado:

21𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎⃗𝑠. 0,05 = 1,05 𝑁

No plano inclinado (à 15º) já com o móvel vinculado a massa preso ao dinamômetro


(de 2 N, escala considerada, 0,02), nota-se que o peso passou a 0,28 N:

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14𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎⃗𝑠. 0,02 = 0,28 𝑁

Nesse instante, atuam sobre o móvel as forças: peso, componentes Px, Py, Normal,
Tração e atrito.

Após este processo, o carrinho é desprendido do dinamômetro e consequentemente


desce a rampa. Observa-se que o móvel executa um movimento retilíneo acelerado. Os agentes
responsáveis pelo movimento do móvel ao longo do plano inclinado são a aceleração e a
componente Px.

Calculando o valor da componente Px, obtém-se por resultado 0,27 N, baseado nisso,
nota-se que sua orientação é: paralela ao plano inclinado e com sentido para baixo.

𝑃⃗⃗𝑥 = 𝑃⃗⃗. 𝑠𝑒𝑛 𝜃

𝑃⃗⃗𝑥 = 1,05.0,25

𝑃⃗⃗𝑥 = 0,27 𝑁

Em seguida, o carrinho acoplado às massas é preso novamente ao dinamômetro de 2


N, com a força agora paralela ao plano inclinado com sentido oposto a Px (para cima), no valor
de 0,28 N. Ao comparar o valor indicado pelo dinamômetro com o valor encontrado para Px,
determina-se que este resultado tem imprecisão de 3,7%.

14𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎⃗𝑠. 0,02 = 0,28 𝑁

0,27 100% 0,28 𝑥%

𝑥 = 103,7%, 𝑚𝑎⃗𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝑒𝑟𝑟𝑜 3,7%

O pino do carrinho dá a orientação da reta paralela (Normal) à rampa, que corresponde


a Py. O valor da Normal é dado através do cálculo:

𝑁 = 𝑃⃗⃗𝑦 = P. cos 𝜃
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𝑁 = 𝑃⃗⃗𝑦 = 1,05.0,96

𝑁 = 𝑃⃗⃗𝑦 = 1,01 𝑁

Ou seja, a força da Normal é de 1,01N e esta é perpendicular ao plano inclinado com


sentido para cima.

Os procedimentos anteriores são repetidos com um ângulo de inclinação da rampa


maior, desta vez à 25º. O valor encontrado para P x é de 0,44 N. Por conseguinte, amargem de
erro ao comparar o valor do dinamômetro com o valor Px, é de 9,09%.

𝑃⃗⃗𝑥 = 𝑃⃗⃗. 𝑠𝑒𝑛 𝜃

𝑃⃗⃗𝑥 = 1,05.0,4

𝑃⃗⃗𝑥 = 0,44 𝑁

0,44 100% 0,48 𝑥%

𝑥 = 109,09%, 𝑚𝑎⃗𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝑒𝑟𝑟𝑜 9,09%

Ao comparar os resultados entre a inclinação menor e a maior, nota-se que o valor de


Px aumenta, enquanto Py diminui. Ou seja, Px é diretamente proporcional ao ângulo e Py é
inversamente proporcional ao ângulo. Conforme o ângulo se aproxima dos 900, Px tende ao
próprio peso e Py tende a zero.

Figura 5 Diagrama de forçar agindo no sistema – II

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Através do diagrama, calcula-se o peso do conjunto “B” para que o sistema fique em
equilíbrio, sendo:

𝑃⃗⃗𝐵 = 𝑃⃗⃗𝑥𝐴 = 𝑃⃗⃗𝐴. 𝑠𝑒𝑛 𝜃

𝑃⃗⃗𝐵 = 𝑃⃗⃗𝑥𝐴 = 1,05.0,5

𝑃⃗⃗𝐵 = 𝑃⃗⃗𝑥𝐴 = 0,525 𝑁

Para PA 1,05N, PB precisa de uma força de 0,525N para que o sistema permaneça em
equilíbrio.

Entre os conjuntos “A” e “B”, nota-se que há equilíbrio considerando uma margem de
erro de 2,85%.

27𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎⃗𝑠. 0,02 = 0,54 𝑁

0,525 100% 0,54 𝑥%

𝑥 = 102,85%, 𝑚𝑎⃗𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝑒𝑟𝑟𝑜 𝑑𝑒 2,85%

Caso o fio arrebente, o “conjunto A” desce a rampa em função do componente Px,


realizando um movimento uniformemente variado, enquanto o “conjunto B” sofre o movimento
de queda livre, em função de seu peso (produto da massa pela gravidade).

Obteve-se a massa do carrinho em 0,10kg e sua aceleração ao descer a rampa é de


5,4m/s².

𝑃⃗⃗ = 𝑚. 𝑔

1,05 = 𝑚. 9,8

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𝑚 = 0,10 𝑘𝑔

0,54 = 0,10. 𝑎⃗

𝑎⃗ = 5,4 𝑚/𝑠²

Agora, o ângulo de inclinação do plano é de 35º, calculando o peso necessário de B,


para que o sistema fique em equilíbrio:

𝑃⃗⃗𝐵 = 𝑃⃗⃗𝑥𝐴 = 𝑃⃗⃗𝐴. 𝑠𝑒𝑛 𝜃

𝑃⃗⃗𝐵 = 𝑃⃗⃗𝑥𝐴 = 1,05.0,57

𝑃⃗⃗𝐵 = 𝑃⃗⃗𝑥𝐴 = 0,60 𝑁

Portanto, o peso do “conjunto B” tem de ser 0,60 N para que o sistema esteja em
equilíbrio.

Testando o equilíbrio do sistema na rampa, observa-se uma margem de erro de 6,66%


nos cálculos.

0,60 100% 0,64 𝑥%

𝑥 = 106,66%, 𝑚𝑎⃗𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝑒𝑟𝑟𝑜 6,66%

Se abandonar o carrinho na rampa, ele em função de Px, realizando um movimento


retilíneo acelerado. Por conseguinte, a aceleração adquirida pelo móvel desprezando o atrito é
de 6,4m/s².

𝑃⃗⃗ = 𝑚. 𝑔

1,05 = 𝑚. 9,8

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𝑚 = 0,10 𝑘𝑔

0,64 = 0,10. 𝑎⃗

𝑎⃗ = 6,4 𝑚/𝑠²

Figura 6 Experimento

8. CONCLUSÃO:
No decorrer do experimento, compreendeu-se que várias forças atuam sobre o corpo em
um plano inclinado, por exemplo.
A força peso é perpendicular à superfície horizontal, Px é paralela ao plano inclinado
com sentido para baixo e Py que é igual a força normal; perpendicular ao plano inclinado mas
com sentidos opostos, já que a normal tem sentido para cima e Py para baixo. Além destas
forças, observa-se: a tração (ou tensão) no fio que sustenta o objeto, a força motora do corpo
para resistir a seu próprio peso e a força peso e gravitacional que atua sobre um corpo que esta
“pendurado” sustentando outro corpo e mantendo-o em equilíbrio.
Aumentando-se a inclinação do plano inclinado, ou seja, obtendo-se um ângulo maior,
percebe-se que Px aumenta e é diretamente proporcional, já Py diminui e é inversamente
proporcional. Ao sustentar o objeto na rampa por outro objeto suspenso na vertical através de

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um fio de ligação, observa-se que quem “segura” o primeiro objeto posicionado na rampa é o
peso do objeto “pendurado”, ocorrendo tração no fio que os une. Assim os corpos se equilibram.
Rompendo o fio que une os corpos, observa-se que o objeto que está no plano inclinado
desce a rampa em função de Px com movimento retilíneo uniformemente variado, já o objeto
pendurado sofre queda livre em função de seu peso.
Para entender todo esse contexto, torna-se necessária a compreensão das leis de Newton.
A primeira lei, indica que um corpo em repouso tente a continuar em repouso, então,
para obter-se o movimento é necessário aplicar uma força sobre ele.
A segunda lei mostra que ao aplicarmos uma mesma força a corpos com massas
diferentes a aceleração é distinta, pois a força é proporcional ao produto da massa pela
aceleração.
A terceira lei onde à toda ação existe uma reação, no experimento, a ação do fio preso
ao dinamômetro e a roldana sustentando as massas, que reagindo a esta ação apresentam-se
imóveis.

9. REFERÊNCIAS:

NUSSENZVEIG, Herch Moysés. Curso de Física Básica, 1: Mecânica. 5ª ed. Vol 1. São
Paulo: Blucher – Edgard Blucher Ltda, 2013.394 p.

HALLIDAY, Robert Resnick David. Física 1. 3 ed. Vol1. Rio de Janeiro: LTC –
LivrosTécnicos e Científicos, 1979. 348 p.

TIPLER, Paul A; MOSCA, Gene. Física para cientistas e engenheiros. 6 ed. Vol 1. Rio de
Janeiro: LTC – LivrosTécnicos e Científicos, 2009. 824 p.

GUALTER José Biscuola, NEWTON Villas Boas, HELOU Ricardo Doca. Tópicos de Física
1: Mecânica, São Paulo – SP: Editora Saraiva, 2007. 20ª Edição. 527 p.

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KNIGHT, Randall D., Física – Uma abordagem estratégica. 2ª ed. Vol 1. Porto Alegre;
Bookman, 2009. 467 p.

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