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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO – UFPE

CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE – CAA

Andrielly de Arruda Tino

METODOLOGIA DO ENSINO DA GEOGRAFIA

CARUARU, 2017.1
Fichamento de Leitura

O livro “Para Ensinar e Aprender Geografia” é de autoria de três pesquisadoras do


ensino da geografia: Nídia Nacib Pontuska; Tomoko Iyda Paganelli e Núria Hanglei Cacete.
Os capítulos apresentados para leitura abordam aspectos centrais e elementos importantes do
ensino da geografia, com o propósito de apresentar a importância de trabalhar a geografia em
sala de aula, destrinchando concepções que auxiliam no desenvolvimento dos conceitos
geográficos.

As leituras desses textos contribuíram significativamente para minha formação, visto


que explicita os conceitos geográficos e como estes devem ser trabalhados na sala de aula de
forma a articular conhecimentos, e abordar o contexto do aluno numa perspectiva social para
que seja desenvolvido neste aluno uma concepção crítica do ensino da geografia.

O capítulo 3, intitulado “Representações gráficas na Geografia” caracteriza a


importância da aplicabilidade das representações gráficas como instrumento alfabético no
ensino da Geografia. Desse modo, as autoras apresentam que os desenhos se constituem como
esquemas gráficos de organização da relação entre o ser humano e o mundo. Notada nas
seguintes falas:

“A utilização das representações espaciais como instrumento para aprender e


compreender a organização do espaço tem sua origem na geografia humanista” (PONTUSKA,
PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 291).

“Os desenhos, cartas mentais, croquis, maquetes, plantas e mapas podem ser englobados
entre os textos gráficos, plásticos e cartográficos trabalhados no ensino e nas pesquisas da
Geografia” (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 292).

“Os desenhos espontâneos em diferentes faixas etárias e níveis socioeconômico-


culturais, possibilitam identificar o desenvolvimento gráfico-espacial dos alunos como uma
representação do mundo próximo e conhecer não só suas informações sobre os lugares, mas
também seu imaginário sociocultural” (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 293).

“Os desenhos de crianças oferecem dados aos professores sobre situações de vida,
pensamentos, medos. É por meio do desenho em atividade individual ou coletiva, que o não-
dito se expressa nas formas, nas cores, na organização e na distribuição espacial” (PONTUSKA,
PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 293).
“O desenho como texto da realidade estará marcado pelas presenças e ausências das
referências no trajeto, pelas regras sociais traduzidas no desenho (linhas pontilhadas nas ruas,
estradas e sinais) e na representação figurativa da violência, da poluição, etc” (PONTUSKA,
PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 295).

“Segundo Piaget, as crianças constroem, por intermédio da ação e da percepção, as


relações espaciais de localização dos objetos no espaço desde o período sensório-motor para,
num momento posterior, construí-las mentalmente, operando os três tipos de relações
(topológicas, projetivas e euclidianas) (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 295).

“O desenho espontâneo de uma paisagem no ensino de Geografia permite, de início,


avaliar o conceito de paisagem da criança. Esse conceito está associado a uma visão, supõe a
posição de uma pessoa que observa vários objetos desse ponto de vista” (PONTUSKA,
PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 298).

“Os desenhos são esquemas gráficos de organização da relação do ser humano com o
mundo. Uma educação geográfica deve recuperar, na escola, os princípios que permitirão ao
aluno apropriar-se de um território do ponto de vista visual e gráfico” (PONTUSKA,
PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 302).

“O uso da fotografia não substitui o aspecto pedagógico da elaboração de um croqui por


observação direta ou com base em fotografias frontais aéreas. Os croquis de síntese ainda são
parte importantes na formação de alunos, professores de Geografia e pesquisadores”
(PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 303).

“O croqui pode ser um ponto de partida para um estudo mais detalhado do fenômeno
que se destaca na paisagem (morro-testemunho, lagunas, restingas e outros) ou de determinadas
concentrações (edificações, eixos rodoviários, favelas, etc.)” (PONTUSKA, PAGANELLI,
CACETE, 2007, p. 306).

“As cartas mentais são instrumentos eficazes para compreender os valores que os
indivíduos atribuem aos diferentes lugares” (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p.
314).

No capítulo 4, intitulado de “Representações Cartográficas: Plantas, Mapas e Maquetes”


retrata a importância das representações cartográficas como plantas, mapas e maquetes no
ensino da geografia, destacando a importância do uso destes na sala de aula para a iniciação de
uma alfabetização cartográfica. Como citado as falas a seguir:
“(...) para que servem os mapas? Servem para encantar o imaginário de um mundo
desconhecido em várias idades, das crianças e dos adultos, por viagens pelo mundo, este vasto
mundo (...)” (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 324).

“Uma das grandes dificuldades apontadas pelos alunos do ensino médio das escolas
públicas nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) refere-se à interpretação de
mapas” (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 325).

“Tanto os mapas murais como o atlas, na condição de instrumentos pedagógicos,


deveriam ser presença obrigatória nas salas de aula de Geografia. Apesar da disseminação dos
mapas pela mídia e pela internet, esse material, na escola, precisa ser utilizado no
desenvolvimento do raciocínio geográfico e geopolítico” (PONTUSKA, PAGANELLI,
CACETE, 2007, p. 326).

“Embora os mapas suscitem rico imaginário motivador, é necessário ter uma iniciação
no domínio da linguagem cartográfica(...)” (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p.
326).

“As cartas ou mapas topográficos servem para dar referências sobre o terreno. São
indispensáveis para orientar o militar, o geógrafo ou cartógrafo. Apresentam informações
precisas sobre relevo, rede hidrográfica, distribuição do hábitat, vias de circulação e também
nomes dos lugares” (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 328).

“As cartas temáticas representam somente um fenômeno espacial. Os atlas dão


numerosos exemplos desse tipo de carta: relevo, vegetação, distribuição da população,
agricultura, indústria, turismo, comunicação. Os mapas temáticos são estabelecidos com base
em fontes estatísticas” (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 328).

“A construção da maquete na sala de aula merece alguns cuidados por parte do


professor, no sentido de enfatizar a criatividade na busca de material, no exercício do trabalho
coletivo e nas representações dos objetos” (PONTUSKA, PAGANELLI, CACETE, 2007, p.
330).

“Inicialmente trabalha-se, trabalha-se o processo de orientação para, a seguir, ocupar-se


com o desenho de sala de aula e, mais tarde, chegar à construção da maquete” (PONTUSKA,
PAGANELLI, CACETE, 2007, p. 330).
REFERÊNCIAS

PONTUSCHKA, Nídia Nacib; PAGANELLI, Tomoko Iydia; CACETE, Núria Hanglei. Para
ensinar e aprender Geografia. 1ª edição. – São Paulo: Cortez, 2007.