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Curso de
Transtorno de Burnout
MÓDULO II
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Módulo II Música de Trabalho Legião Urbana Sem trabalho eu não sou nada Não tenho dignidade
Módulo II Música de Trabalho Legião Urbana Sem trabalho eu não sou nada Não tenho dignidade

Módulo II

Música de Trabalho Legião Urbana

Sem trabalho eu não sou nada Não tenho dignidade Não sinto o meu valor Não tenho identidade Mas o que eu tenho É só um emprego E um salário miserável Eu tenho o meu ofício Que me cansa de verdade Tem gente que não tem nada E outros que tem mais do que precisam Tem gente que não quer saber de trabalhar Mas quando chega o fim do dia Eu só penso em descansar E voltar p'rá casa pros teus braços Quem sabe esquecer um pouco De todo o meu cansaço Nossa vida não é boa E nem podemos reclamar Sei que existe injustiça Eu sei o que acontece Tenho medo da polícia Eu sei o que acontece Se você não segue as ordens Se você não obedece E não suporta o sofrimento Está destinado a miséria

Mas isso eu não aceito Eu sei o que acontece Mas isso eu não aceito Eu sei o que acontece E quando chega o fim do dia Eu só penso em descansar E voltar p'rá casa pros teus braços Quem sabe esquecer um pouco Do pouco que não temos Quem sabe esquecer um pouco De tudo que não sabemos

1. O que é burnout? Termo de origem inglesa, burnout designa "algo que deixou de funcionar
1. O que é burnout? Termo de origem inglesa, burnout designa "algo que deixou de funcionar
  • 1. O que é burnout?

Termo de origem inglesa, burnout designa "algo que deixou de funcionar por exaustão de energia". Esse termo foi utilizado pela primeira vez publicamente por Maslach, no Congresso Anual da Associação Americana de Psicologia, em 1997, mas já havia sido descrita pelo psiquiatra Hebert J. Freudenberg, em 1974. Este descreveu a síndrome de burnout com um estado relacionado com experiências de esgotamento, decepção e perda do interesse pelo trabalho, surgindo em profissionais que trabalham diretamente com pessoas na prestação de serviços e resultaria do deste contato diário no trabalho. Este estado de esgotamento vivido pelo indivíduo com síndrome de burnout resultaria da persistência de expectativas inalcançáveis. Assim, para Freudenberg a etiologia da síndrome seriam causas individuais.

Gil-Monte e Peiró (1997) oferecem duas perspectivas de conceituação, a clínica e a psicossocial. A primeira reafirma a compreensão de Freudenberg (1994), enquanto que a segunda perspectiva entende a síndrome de burnout como um processo que se desenvolve na interação de características do ambiente de trabalho e características pessoais. Nesta perspectiva, toma-se como referência o conceito adotado por Maslach e Jackson (Maslach, 1994), segundo o qual é um problema que atinge profissionais de serviço, principalmente aqueles voltados para atividades de cuidado com outros, no qual a oferta do cuidado ou serviço freqüentemente ocorre em situações de mudanças emocionais. Ajudar outras pessoas sempre foi reconhecido como objetivo nobre, mas apenas recentemente tem sido dada atenção para os custos emocionais da realização do objetivo. O exercício destas profissões implica uma relação com o cliente permeada de ambigüidades, como conviver com a tênue distinção entre envolver-se profissional e não pessoalmente na ajuda ao outro.

Pode-se dizer que o termo descreve uma síndrome com características associadas aos fatores de exaustão e esgotamento, que representam uma resposta aos estressores laborais crônicos. Essa mesma síndrome, conforme Maslach & Jackson (1997, citados por Silveira, 2005), manifesta-se a partir de sintomas específicos e pode

ser concebida com um construto que abrange três fatores, são eles, a exaustão emocional, a despersonalização
ser concebida com um construto que abrange três fatores, são eles, a exaustão emocional, a despersonalização

ser concebida com um construto que abrange três fatores, são eles, a exaustão emocional, a despersonalização e sentimentos de reduzida realização profissional.

Para Pines & Aronson (citados por Silveira, 2005), a síndrome pode ser definida como um estado de exaustão emocional, física e mental causado por um envolvimento de longa duração em situações emocionalmente exigentes. Isso quer dizer que, esse estado emocional exaustivo é causado por uma exigência excessiva de caráter psicológico e emocional.

A exaustão emocional refere-se a sentimentos de fadiga e redução dos recursos emocionais necessários para lidar com a situação estressante. A diminuição da realização pessoal diz respeito à percepção de deterioração da auto-competência e falta de satisfação com as realizações e os sucessos de si próprio no trabalho. Já a despersonalização refere-se a atitudes negativas, ceticismo, insensibilidade e despreocupação com respeito a outras pessoas. Estes serão melhor tratados adiante.

Cabe salientar, no entanto, que, tal como afirmam Silveira (2005), o burnout é distinto das reações clássicas de estresse porque está mais relacionado a uma fadiga psicológica.

Ou seja, é diferente do estresse porque, enquanto o burnout envolve atitudes e condutas negativas com
Ou
seja,
é
diferente
do
estresse porque, enquanto o burnout
envolve atitudes e condutas
negativas com relação aos usuários,
clientes, à organização e ao trabalho,
o estresse aparece mais como uma
relação particular entre uma pessoa e
o seu ambiente.
Kohan & Mazmanian (2003 citados por Silveira, 2005) postulam a noção de que o burnout é
Kohan & Mazmanian (2003 citados por Silveira, 2005) postulam a noção de que o burnout é

Kohan & Mazmanian (2003 citados por Silveira, 2005) postulam a noção de que o burnout é um estado de extremo esgotamento de recursos, resultante de uma exposição crônica ao estresse laboral. Sua ocorrência se vincula a processos de diminuição das funções individuais, mal-estar físico, depressão, ansiedade, dificuldade nas relações interpessoais, aumento no uso de drogas, déficit no desempenho do trabalho, aumento do absenteísmo (falta ao trabalho), da rotatividade do quadro de funcionários, bem como intenção de desistir ou diminuição do comprometimento organizacional. Estudos mostram ainda que os primeiros anos da carreira profissional seriam os mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença e que há preponderância do transtorno em mulheres. Segundo Kohan & Mazmanian (2003), as pesquisas têm demonstrado que as percepções globais do local de trabalho são importantes preditores do burnout. Embora as pesquisas estejam estendendo o conceito de burnout na direção de outras ocupações, elas têm demonstrado que sua presença é mais significante em empregados que trabalham em profissões de ajuda, bem como naquelas que envolvem um alto nível de contato interpessoal, comprometendo o próprio empregado.

Kohan & Mazmanian (2003 citados por Silveira, 2005) postulam a noção de que o burnout é

Fonte: www.gettyimages.com

Ainda conforme Silveira (2005), o nível de auto-estima deveria somar-se aos fatores relacionados à avaliação do
Ainda conforme Silveira (2005), o nível de auto-estima deveria somar-se aos fatores relacionados à avaliação do

Ainda conforme Silveira (2005), o nível de auto-estima deveria somar-se aos fatores relacionados à avaliação do burnout. Isso se explica pelo fato de que o indivíduo com baixa auto-estima tende a ser menos efetivo nos relacionamentos interpessoais.

Certamente, tanto o estresse como o burnout são síndromes geradas pelo meio e pelas condições de trabalho, mas o interesse que perseguimos é a análise no ambiente de trabalho. Igualmente ao assédio moral e ao estresse, vejamos algumas formas de enfocar o conceito de burnout. Como definição tem que o burnout é um estado de esgotamento físico, emocional e mental causado ao envolver-se a pessoa em situações emocionalmente demandante durante um tempo prolongado, necessário haver uma condição estressante para que apareça o burnout ou síndrome de estar esgotado.

Ainda conforme Silveira (2005), o nível de auto-estima deveria somar-se aos fatores relacionados à avaliação do

O burnout é o tipo característico de estresse que se dá naquelas

profissões de quem realiza seu trabalho em contato com outras

pessoas, que por suas características são sujeitos de ajuda

como os professores, assistentes sociais, profissionais de saúde

entre outros.

É um transtorno adaptativo crônico com ansiedade como resultado da interação do trabalho ou situação de trabalho. É o resultado a que chegam as pessoas submetidas a más condições em seu ambiente de trabalho, uma vez que mantêm um estresse prolongado e isto não lhes permite adaptar-se ao ambiente. Produz-se principalmente em ambientes de trabalho isentos de satisfação intrínseca à realização da tarefa. Surge quando o profissional vê frustradas suas expectativas de modificar a situação de trabalho.

É compreendido como processo dinâmico, que se estabelece gradualmente, sendo por conseqüência possível identificar a apresentação da síndrome em níveis distintos. Gil- Monte e Peiró (1997) descrevem uma série de pesquisas desenvolvidas explorando a evolução da síndrome no qual o processo se inicia com o desenvolvimento dos sentimentos de baixa realização pessoal e esgotamento emocional em paralelo.

Posteriormente, em resposta a ambos, como uma estratégia de afrontamento ou defensiva, instala-se a despersonalização. Constitui-se
Posteriormente, em resposta a ambos, como uma estratégia de afrontamento ou defensiva, instala-se a despersonalização. Constitui-se

Posteriormente, em resposta a ambos, como uma estratégia de afrontamento ou defensiva, instala-se a despersonalização.

Constitui-se em uma fase final ou um tipo específico de reação ao estresse ocupacional prolongado, que envolve atitudes e comportamentos negativos com respeito aos clientes, ao trabalho e à organização. Associa-se à busca de significado existencial para o trabalho (pessoas altamente motivadas para o trabalho).

Posteriormente, em resposta a ambos, como uma estratégia de afrontamento ou defensiva, instala-se a despersonalização. Constitui-se

Fonte: www.gettyimages.com

Este conceito se aplicou inicialmente ao profissional da saúde que possui uma das profissões mais esgotantes. É quando a falta de recompensas provoca que o trabalhador não se realize e se desmotive. No caso dos enfermeiros é muito importante detectá-lo, porque o enfermeiro esgotado gera uma despersonalização e uma falta de interesse muito perigosos em seu trabalho.

O burnout é o mesmo que um transtorno adaptativo, isto é, um estado psicológico por inadequação da pessoa a uma situação ocupacional. É o resultado das condições trabalhistas e pressões exercidas nas relações interpessoais ou pelas estruturas das organizações empresariais, em que configuram situações muito similares à coação, à violência, ao afetar substancialmente a liberdade e intenção do dependente, lhe faz empreender atos que possam resultar danos, e inclusive para si mesmo (por exemplo, o profissional de serviço de transportes de passageiros, etc.).

O trabalho, como ação humana social, compreende a capacidade de o homem produzir o meio em
O trabalho, como ação humana social, compreende a capacidade de o homem produzir o meio em

O trabalho, como ação humana social, compreende a capacidade de o homem produzir o meio em que vive, bem como a si mesmo. No processo de interação com a natureza, mediado pelos instrumentos fabricados, o homem, ao mesmo tempo em que modifica a natureza, também é modificado por ela. Dentre as inúmeras modificações, encontram-se aquelas que têm conseqüências no aparelho psíquico.

O trabalho é uma atividade que pode ocupar grande parcela do tempo de cada indivíduo e do seu convívio em sociedade. Com base nisso, Dejours (1992, citado por Trigo, 2007) afirma que o trabalho nem sempre possibilita realização profissional. Pode, ao contrário, causar problemas desde insatisfação até exaustão. Estudos mostram que o desequilíbrio na saúde do profissional pode levá-lo a se ausentar do trabalho (absenteísmo), gerando licenças por auxílio-doença e a necessidade, por parte da organização, de reposição de funcionários, transferências, novas contratações, novo treinamento, entre outras despesas. A qualidade dos serviços prestados e o nível de produção fatalmente são afetados, assim como a lucratividade, conforme Moreno- Jimenez (2000, citado por Trigo, 2007)).

O trabalho, como ação humana social, compreende a capacidade de o homem produzir o meio em

Fonte: www.gettyimages.com

Freudenberger (1974, citado por Trigo, 2007) criou a expressão staff burnout para descrever uma síndrome composta
Freudenberger (1974, citado por Trigo, 2007) criou a expressão staff burnout para descrever uma síndrome composta

Freudenberger (1974, citado por Trigo, 2007) criou a expressão staff burnout para descrever uma síndrome composta por exaustão, desilusão e isolamento em trabalhadores da saúde mental. Desde essa época, tal síndrome tem sido tema de um grande número de artigos, de livros; de discussões em congressos, como o debate sobre o “Burnout entre os psiquiatras” realizado no Encontro Anual da Associação Americana de Psiquiatria. Observou que muitos voluntários com os quais trabalhava, apresentavam um processo gradual de desgaste no humor e/ou desmotivação. Geralmente, esse processo durava aproximadamente um ano, e era acompanhado de sintomas físicos e psíquicos que denotavam um particular estado de estar "exausto".

Posteriormente, a psicóloga social Christuna Maslach (1981, 1984, 1986, citada por Trigo, 2007) estudou a forma como as pessoas enfrentavam a estimulação emocional em seu trabalho, chegando a conclusões similares às de Freuderberger. Ela estava interessada nas estratégias cognitivas denominadas despersonalização. Estas estratégias se referem a como os profissionais da saúde (enfermeiras e médicos) misturam a compaixão com o distanciamento emocional, evitando o envolvimento com a enfermidade ou patologia que o paciente apresenta e utilizando a "desumanização em defesa própria", isto é, o processo de proteger-se a si mesmo frente a situações estressoras, respondendo aos pacientes de forma despersonalizada.

Com isso, o burnout foi reconhecido como um risco ocupacional para profissões que envolvem cuidados com saúde, educação e serviços humanos, Golembiewski, 1999; Maslach, 1998; Murofuse et al., (2005, citados por Trigo, 2007). No Brasil, o Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999, aprovou o Regulamento da Previdência Social e, em seu Anexo II, que trata dos Agentes Patogênicos causadores de Doenças Profissionais. O item XII da tabela de Transtornos Mentais e do Comportamento Relacionados com o Trabalho (Grupo V da Classificação Internacional das Doenças – CID-10) cita a “Sensação de Estar Acabado” (“Síndrome de Burnout”, “Síndrome do Esgotamento Profissional”).

Os profissionais mais atingidos são os que trabalham mais diretamente com pessoas, como médicos, enfermeiros, professores,
Os profissionais mais atingidos são os que trabalham mais diretamente com pessoas, como médicos, enfermeiros, professores,

Os profissionais mais atingidos são os que trabalham mais diretamente com pessoas, como médicos, enfermeiros, professores, psicólogos, assistentes sociais, policiais, bombeiros.

Estresse: Estresse: Efeitos Efeitos ben benééficos ficos nana rela relaççãoão mméédico dico--paciente paciente
Estresse:
Estresse: Efeitos
Efeitos ben
benééficos
ficos nana rela
relaççãoão
mméédico
dico--paciente
paciente

2. Diagnóstico da Síndrome de Burnout De acordo com Cherniss (1980), a Síndrome de Burnout é um processo que começa com um excessivo e prolongado nível de tensão ou "estresse" que produz a fadiga no trabalho, sentimento de estar exausto, irritabilidade. Similarmente a Síndrome de Burnout tem sido caracterizada como uma progressiva perda do idealismo e da energia e o propósito de ajudar aos usuários dos serviços.

Freudenberger (1974) descreve os seguintes sintomas: impaciência e grande irritabilidade, sensação de onipotência, paranóia, cansaço emocional e desorientação.

Gutiérrez (2000) distingue cinco elementos comuns nas pessoas que sofrem a Síndrome de Burnout : a)
Gutiérrez (2000) distingue cinco elementos comuns nas pessoas que sofrem a Síndrome de Burnout : a)

Gutiérrez (2000) distingue cinco elementos comuns nas pessoas que sofrem a Síndrome de Burnout:

a) um predomínio de sintomas como cansaço mental ou emocional, fadiga e depressão;

  • b) a evidência pode ser vista em um sintoma mental ou de conduta mais do que

em sintomas físicos;

  • c) os sintomas estão relacionados com o trabalho;

d) os sintomas se manifestam em pessoas "normais" que não sofriam

anteriormente de nenhuma alteração psicopatológica;

  • e) se pode observar uma redução da efetividade e do rendimento no trabalho.

Gutiérrez (2000) distingue cinco elementos comuns nas pessoas que sofrem a Síndrome de Burnout : a)
2.1. Quadro Clínico 1. Esgotamento emocional: com diminuição e perda de recursos emocionais 2. Despersonalização ou
2.1. Quadro Clínico 1. Esgotamento emocional: com diminuição e perda de recursos emocionais 2. Despersonalização ou

2.1. Quadro Clínico

1. Esgotamento emocional: com diminuição e perda de recursos emocionais 2. Despersonalização ou desumanização: que consiste no desenvolvimento de

atitudes negativas, de insensibilidade ou de cinismo para com outras pessoas. 3. Sintomas físicos de estresse: cansaço e mal estar geral.

  • 4. Manifestações emocionais: falta de realização pessoal, tendências a avaliar o

próprio trabalho de forma negativa, vivências de insuficiência profissional, sentimentos de

vazio, esgotamento, fracasso, impotência, baixa auto-estima.

  • 5. Freqüente irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa

tolerância à frustração, comportamento paranóides e/ou agressivos para com os clientes, companheiros e para com a própria família. 6. Manifestações físicas: pode resultar em Transtornos Psicossomáticos. Estes, normalmente se referem à fadiga crônica, freqüentes dores de cabeça, problemas com o sono, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquiarritmias, e outras desordens gastrointestinais, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, etc.

  • 7. Manifestações comportamentais: probabilidade de condutas aditivas e

evitativas, consumo aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais, absenteísmo,

baixo rendimento pessoal, distanciamento afetivo dos clientes e companheiros como forma de proteção do ego, aborrecimento constante, atitude cínica, impaciência e irritabilidade, sentimento de onipotência, desorientação, incapacidade de concentração, sentimentos depressivos, freqüentes conflitos interpessoais no ambiente de trabalho e dentro da própria família.

Considera-se a Síndrome Burnout como provável responsável pela desmotivação que sofrem os profissionais da saúde atualmente. Isso sugere a possibilidade de que esta síndrome esteja implicada nas elevadas taxas de absenteísmo ocupacional que apresentam esses profissionais.

2.2. Sintomas Psicossomáticos ∑ ∑ palpitações, ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ cefaléias
2.2. Sintomas Psicossomáticos ∑ ∑ palpitações, ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ cefaléias

2.2.

Sintomas Psicossomáticos

palpitações,

cefaléias freqüentes;

cansaço crônico;

crises de asma;

desordens gatrointestinais ou úlceras;

dores cervicais;

insônias;

hipertensão;

alergias;

diarréias;

alterações menstruais.

2.3.

Desordens Comportamentais

absenteísmo;

aumento de agressividade;

isolamento;

abuso de álcool e/ou drogas;

mudanças bruscas no humor;

incapacidade de relaxar;

irritabilidade;

lapsos de memória;

comportamento de alto risco (suicídio, jogos perigosos).

2.4.

Distúrbios Emocionais

sentimento de alienação;

impaciência;

ímpetos de abandonar o trabalho;

ansiedade;

sentimento de solidão;

∑ dificuldade de concentração; ∑ distanciamento afetivo; ∑ decréscimo do rendimento no trabalho; ∑ sentimento de
∑ dificuldade de concentração; ∑ distanciamento afetivo; ∑ decréscimo do rendimento no trabalho; ∑ sentimento de

dificuldade de concentração;

distanciamento afetivo;

decréscimo do rendimento no trabalho;

sentimento de impotência;

depressão.

2.5. Sintomas Defensivos

onipotência;

negação das emoções;

cinismo;

ironia;

apatia;

atenção seletiva;

hostilidade;

deslocamento de sentimento.

3.0. Desenvolvimento do Burnout O burnout não aparece repentinamente como resposta a um estressor determinado, mas
3.0. Desenvolvimento do Burnout O burnout não aparece repentinamente como resposta a um estressor determinado, mas

3.0. Desenvolvimento do Burnout

3.0. Desenvolvimento do Burnout O burnout não aparece repentinamente como resposta a um estressor determinado, mas

O burnout não aparece repentinamente como resposta a um estressor determinado, mas emerge em uma seqüência determinada de tempo. Assim Farber (1986) propôs um modelo hierárquico composto por diversos estados sucessivos no qual, cada um deles desencadeia o seguinte: entusiasmo e dedicação, frustração e ira, e inconseqüência (percepção de falta de correspondência no trabalho, abandono de compromisso e implicação no trabalho, vulnerabilidade pessoal, esgotamento e descuido, o estágio final se não receberem um tratamento adequado).

Maslach (2001) conclui que não existe acordo sobre a evolução da síndrome e, que, existem oito possíveis combinações para a Síndrome de Burnout, sendo a primeira

fase a despersonalização, logo a reduzida realização pessoal e finalmente o esgotamento emocional. Uma segunda alternativa
fase a despersonalização, logo a reduzida realização pessoal e finalmente o esgotamento emocional. Uma segunda alternativa

fase a despersonalização, logo a reduzida realização pessoal e finalmente o esgotamento emocional. Uma segunda alternativa é que as dimensões se desenvolvam simultaneamente, mas de forma independente.

Segundo Maslach (2001), a Síndrome de Burnout estaria composta por três dimensões:

1- O cansaço emocional ou esgotamento emocional: refere-se às sensações de esforço e exaustão emocional que se produz como conseqüência das continuas interações que os trabalhadores devem manter com os clientes e entre estes com os trabalhadores.

2- A despersonalização: supõe o desenvolvimento de atitudes cínicas frente às pessoas a quem os trabalhadores prestam serviços, o excessivo distanciamento frente a pessoas, silêncio, uso de atitudes despectivas e tentativas de culpar aos usuários pela rópria frustração diante do trabalho.

3- Reduzida realização pessoal: pode levar à perda de confiança na realização pessoal e à presença de um auto-conceito negativo.

fase a despersonalização, logo a reduzida realização pessoal e finalmente o esgotamento emocional. Uma segunda alternativa
Maslach (2001) assinala que o esgotamento emocional representa a dimensão de tensão básica da Síndrome de
Maslach (2001) assinala que o esgotamento emocional representa a dimensão de tensão básica da Síndrome de

Maslach (2001) assinala que o esgotamento emocional representa a dimensão de tensão básica da Síndrome de Burnout; a despersonalização expressa o contexto interpessoal onde se desenvolve o trabalho do sujeito, e a diminuição das conquistas pessoais, representa a auto-avaliação que o indivíduo realiza de seu desempenho ocupacional e pessoal.

4.0. Perspectivas

de

estudos

da

Síndrome

de

Burnout:

Manassero et al. (1995) propõem que existem três perspectivas diferentes a partir das quais a Síndrome de Burnout tem sido estudada:

1) Perspectiva psicossocial: adotada por Maslach e Pines, que pretende explicar as condições ambientais nas quais se origina a Síndrome de Burnout, os fatores que ajudam a atenuá-la (especialmente o apoio social) e os sintomas específicos que o caracterizariam, fundamentalmente de tipo emocional, nas distintas profissões. Além disso, neste enfoque se desenvolveu o instrumento de medidas mais amplamente utilizado para avaliar a síndrome, o Maslach Burnout Inventory (MBI). Cabe ressaltar que em relação ao instrumento, sua validade de construto demonstra que o mesmo mede as três dimensões assinaladas na literatura: esgotamento emocional, despersonalização e reduzido ganho pessoal.

2) Perspectiva organizacional: que as causas da Síndrome de Burnout se originam em três níveis distintos, o individual, o organizacional e o social (Cherniss, 1980). O desenvolvimento da Síndrome de Burnout gera nos profissionais, respostas ao trabalho, como a perda do sentido do trabalho, idealismo e otimismo, ou a ausência de simpatia e tolerância frente aos clientes e a incapacidade para apreciar o trabalho como desenvolvimento pessoal.

3) Perspectiva histórica: sobre as conseqüências das rápidas mudanças sociais nos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial no trabalho e das condições de trabalho.

5.0. Prevenção e tratamento do burnout Segundo Gil-Monte (2003), as estratégias de prevenção e tratamento do
5.0. Prevenção e tratamento do burnout Segundo Gil-Monte (2003), as estratégias de prevenção e tratamento do

5.0. Prevenção e tratamento do burnout Segundo Gil-Monte (2003), as estratégias de prevenção e tratamento do burnout podem ser agrupadas em três categorias: individuais, grupais e organizacionais.

A) Estratégias individuais: referem-se à formação em resolução de problemas, assertividade, e gestão do tempo de maneira eficaz.

B)

Estratégias

grupais:

consistem

em

buscar

o

apoio

dos

colegas

e

supervisores. Deste modo, os indivíduos melhoram as suas capacidades, obtêm novas

informações e apoio emocional ou outro tipo de ajuda.

C) Estratégias organizacionais: muito importantes porque o problema está no contexto laboral, consistem no desenvolvimento de medidas de prevenção para melhorar o clima organizacional, tais como programas de socialização para prevenir o choque com a realidade e implantação de sistemas de avaliação que concedam aos profissionais um papel ativo e de participação nas decisões laborais.

Portanto, é preciso que a prevenção e o tratamento do burnout sejam abordados como problemas coletivos e organizacionais e não como um problema individual. A organização pode também adotar algumas medidas para a prevenção do burnout, como, evitar o excesso de horas extras, proporcionar condições de trabalho atrativas e gratificantes, modificar os métodos de prestação de cuidados, reconhecer a necessidade de educação permanente e investir no aperfeiçoamento profissional (por exemplo, formação em assertividade), dar suporte social às equipas e fomentar a sua participação nas decisões, etc.

Para

o tratamento da Síndrome de Burnout já instalada podem-se utilizar

recursos físicos, psíquicos e sociais:

1. Físicos:

- técnicas de relaxamento; - alimentação adequada; - exercícios físicos regulares; - repouso, lazer e diversão;
- técnicas de relaxamento; - alimentação adequada; - exercícios físicos regulares; - repouso, lazer e diversão;
  • - técnicas de relaxamento;

  • - alimentação adequada;

  • - exercícios físicos regulares;

  • - repouso, lazer e diversão;

  • - sono apropriado às necessidades individuais;

  • - medicação, se necessária e sob supervisão médica.

    • 2. Psíquicos:

  • - métodos psicoterapêuticos;

  • - processos que favorecem o autoconhecimento;

  • - estruturação do tempo livre com atividades prazerosas e atrativas;

  • - avaliação periódica da qualidade de vida individual;

  • - reavaliação do limite individual de tolerância e exigência;

  • - busca de convivência menos conflituosa com pares e grupos.

    • 3. Sociais:

  • - revisão e redimensionamento das formas de organizações de trabalho;

  • - aprimoramento por parte da população em geral do conhecimento de seus problemas médicos e sociais;

  • - concomitância dos planejamentos econômico, social e de saúde.

A partir destes recursos, as empresas devem criar programas específicos. O estresse deve ser entendido como uma relação particular entre uma pessoa, seu ambiente e as circunstâncias a qual está submetida, que é avaliada pelo organismo, como uma ameaça ou algo que exige dele, mais que suas próprias habilidades ou recursos, colocando em perigo o seu “bem-estar”. Quando estas ações são bem fundamentadas, os resultados são positivos com em novas perspectivas de qualidade de vida para o trabalhador. É importante frisar que as reações de estresse estão presentes em todos os momentos de nossa existência e que não podemos viver sem elas, na medida em que são partes integrantes de todos os movimentos de adaptação, necessárias para a adequação do viver.

Acreditamos que, dentro da abordagem psicossomática para promoção de saúde, inclusive nos processos estressantes, encontram-se propostas
Acreditamos que, dentro da abordagem psicossomática para promoção de saúde, inclusive nos processos estressantes, encontram-se propostas

Acreditamos que, dentro da abordagem psicossomática para promoção de saúde, inclusive nos processos estressantes, encontram-se propostas consistentes para viabilizar o gerenciamento efetivo do estresse de cada dia.

6.0. Instrumentos de Avaliação

Observação (entrevista, sintomatologia Relato de colegas

...

)

 

Comportamento no trabalho (absenteísmo, acidentes

)

O instrumento mais utilizado para o diagnóstico de burnout é o Maslach Burnout Inventory (MBI) (1981), conforme Maslach (1997), que é um dos instrumentos de auto- avaliação mais utilizados em todo o mundo, para medir o desgaste profissional.

Possui três versões aplicáveis a categorias profissionais específicas: MBI-HSS (Human Services Survey), para as áreas de saúde/cuidadores ou serviços humanos/sociais; MBI-ES (Educator's Survey), para educadores; e MBI-GS (General Survey), para profissionais que não estejam necessariamente em contato direto com o público-alvo do serviço. É auto-aplicável e avalia as três dimensões do burnout (EE, DE e RP). No Brasil, até o momento, só estão publicadas adaptações para o português das versões MBI-HSS e MBI-ES.

A versão atual é formada por 22 itens sob a forma de Likert (sob a forma de afirmações), a cada um destes itens são atribuídos graus de intensidade que vão desde: 1 (nunca), 2 (algumas vezes por ano), 3 (uma vez por mês), 4 (algumas vezes por mês), 5 (uma vez por semana), 6 (algumas vezes por semanas) e 7 (todos os dias). O preenchimento deste questionário leva em média 10 a 15 minutos. É composto por 3 sub- escalas: a “exaustão emocional”, a despersonalização” e a “realização pessoal”. Estas sub-escalas avaliam prováveis manifestações de burnout e embora digam respeito

a extensões diferentes, estão relacionadas ao burnout, onde a “realização pessoal” está opostamente correlacionada com o
a extensões diferentes, estão relacionadas ao burnout, onde a “realização pessoal” está opostamente correlacionada com o

a extensões diferentes, estão relacionadas ao burnout, onde a “realização pessoal” está opostamente correlacionada com o síndroma:

  • - A “exaustão emocional” é composta por 9 questões (1, 2, 3, 6, 8, 13, 14, 16, e 20), que traduzem sentimentos de se estar emocionalmente exausto e esgotado com o trabalho;

  • - A “despersonalização”, formada por 5 itens respostas impessoais;

(5,

10,

11,

15

e

22) que descrevem

  • - A “realização pessoal”, que é constituída por 8 questões (4, 7, 9, 12, 17, 18, 19 e 21), que descrevem sentimentos ao nível da capacidade e sucessos alcançados no trabalho

com pessoas, esta última está inversamente correlacionada com o síndroma.

O burnout é contextualizado como variável contínua, variando entre níveis classificados de baixo, médio e alto, baseando-se na norma americana. Consideram-se pontuações baixas as que indicam valores abaixo dos 34 e a fiabilidade da escala ronda os 0,9. Um nível baixo de burnout reproduz-se em scores baixos nas sub- escalas de “exaustão emocional” e “despersonalização” e scores elevados na “realização pessoal”. Um nível médio de burnout é representado por valores médios nos scores das três sub-escalas.

Por último um nível alto de burnout traduz-se em scores altos para as sub- escalas de “exaustão emocional” e “despersonalização”, e scores baixos na “realização pessoal”, ou seja para a cotação das três dimensões do teste estão estipulados os intervalos rácios que correspondem a atribuições qualitativas.

No caso do “exaustão emocional” é considerado um nível de burnout elevado quando existem valores acima dos 27 pontos, entre 19-26 é indicador de níveis médios e abaixo de 19 corresponde a níveis de burnout baixos.

Quanto à “despersonalização”, as pontuações superiores a 10 são níveis altos, de 6-9 médios e inferior
Quanto à “despersonalização”, as pontuações superiores a 10 são níveis altos, de 6-9 médios e inferior

Quanto à “despersonalização”, as pontuações superiores a 10 são níveis altos, de 6-9 médios e inferior a 6 indica um nível baixo. Por último a “realização pessoal” funciona opostamente ás anteriores, isto é, níveis maiores ou iguais a 40 é baixo, entre 34-39, médio e menor ou igual a 33 é um nível alto de burnout.

Por

conseguinte,

o

somatório

total

das

questões

que

contribuem

para

a

composição de cada fator leva à obtenção dos seguintes valores mínimos e máximos:

- Exaustão emocional (9-63), Despersonalização (5-35) e Realização Pessoal (8-56).

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